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Tim Cook se isola como CEO mais longevo da Apple, superando Steve Jobs; veja as diferenças entre eles

Publicado em: 01/04/2026 00:00

Tim Cook na posse de Donald Trump, em janeiro de 2025 Getty Images via AFP O aniversário de 50 anos da Apple nesta quarta-feira (1º) é cercado pelos rumores de aposentadoria do executivo que está há mais tempo à frente da empresa. Tim Cook é CEO da Apple desde agosto de 2011 e já superou o fundador Steve Jobs, que comandou a empresa de 1997 a 2011 com algumas interrupções curtas por motivos médicos. Em entrevista divulgada há cerca de duas semanas, Cook negou ter dito que gostaria de se aposentar. "Não posso imaginar a vida sem a Apple", afirmou à rede de TV americana ABC. Mas, aos 65 anos, o executivo analisa sua futura sucessão. "Eu passo muito tempo pensando em quem estará na sala daqui a cinco anos, daqui a dez anos. Sou obcecado por isso", disse Cook a funcionários, segundo a Bloomberg. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A gigante da tecnologia elabora um plano de transição de seu comando ao menos desde 2024 e pode já ter um escolhido, ainda de acordo com a Bloomberg. O favorito para assumir o cargo é John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware que, desde o início do ano, atua mais próximo da equipe de design, segundo Gurman. A mudança é vista como a preparação para ele assumir um cargo ainda maior no futuro. Sob o comando de Tim Cook, a Apple desenvolveu melhorias em aparelhos consagrados, apostou em serviços por assinatura e, mais recentemente, fez uma aproximação estratégica com o governo de Donald Trump. Entenda o momento da empresa e as diferenças entre o executivo e Steve Jobs. A era Tim Cook Tim Cook está na Apple desde 1998, após gerenciar a distribuição de equipamentos nas fabricantes americanas IBM, durante 12 anos, e Compaq, por cerca de 1 ano. O executivo ingressou na Apple como vice-presidente de operações e, em 2005, se tornou diretor de operações, cargos de gestão de cadeia de suprimentos, vendas e serviços. Tim Cook, CEO da Apple, no evento do iPhone 17 nos EUA Manuel Orbegozo/Reuters Ele assumiu o cargo de CEO da Apple cerca de dois meses antes da morte de Steve Jobs. Hoje, Cook também ocupa uma cadeira no conselho diretor da companhia. Na liderança, Cook supervisionou a expansão da empresa para novos negócios, incluindo dispositivos vestíveis, como o relógio Apple Watch e os óculos Vision Pro, e serviços por assinatura, como Apple Music e Apple TV+. Foi com Tim Cook que o valor de mercado subiu de US$ 350 bilhões em 2011 para mais de US$ 3,6 trilhões em 2026. A companhia também ampliou o foco na cadeia de suprimentos global, enfatizou o retorno financeiro para acionistas e promoveu mais ações de sustentabilidade. E, no início de 2025, demonstrou uma proximidade maior com o governo Trump. Tim Cook esteve na cerimônia de posse junto com outros executivos de gigantes da tecnologia. Em agosto de 2025, a Apple anunciou na Casa Branca um investimento de US$ 100 bilhões para fabricar componentes do iPhone nos EUA. Cook ainda presenteou Trump com um troféu simbólico com a frase "Fabricado nos EUA, 2025". Donald Trump e Tim Cook Reuters/Jonathan Ernst Antes, em fevereiro de 2025, a Apple já tinha anunciado investimento de US$ 500 bilhões nos EUA em um prazo de quatro anos. Parte dos aportes será destinada à produção de chips em território americano. Trump já tinha exigido que a Apple transferisse para os EUA a fabricação do iPhone, hoje concentrada na China e na Índia. O presidente americano ameaçou impor uma tarifa de importação de 25% sobre produtos da Apple caso a empresa não tomasse essa decisão. Cook e Jobs Steve Jobs fundou a Apple em 1976 ao lado de Steve Wozniak, mas deixou a empresa em 1985 por conta de vendas abaixo do esperado do computador Macintosh e conflitos internos relacionados ao seu estilo de gestão. Ele era conhecido por seu temperamento explosivo e por sua imagem carismática, comparada à de um astro pop desde o início da carreira. E também chamava atenção por seu interesse em temas como espiritualidade e alimentação saudável, por exemplo. Tim Cook ao lado de Steve Jobs durante conferência sobre problemas no iPhone 4, em julho de 2010. Cook é o sucessor de Jobs na Apple Kimberly White/Reuters STEVE JOBS: por que o fundador da Apple era tão especial Tim Cook, por outro lado, é descrito como cordial e discreto. Com sua experiência de anos em cargos fora dos holofotes, ele também passou a ser considerado um mestre em questões operacionais. Segundo a Apple, Cook teve um papel fundamental na melhoria das relações com revendedores e fornecedores em seu período no departamento de operações. Jobs liderou algumas das principais revoluções da indústria de tecnologia. Primeiro nos anos 1970 com o computador pessoal Apple II. Depois na década de 1980 com o Macintosh, controlado por um mouse. Ele ainda liderou a criação do iPod (2001), do iPhone (2007) e do iPad (2010). Em meio à busca por um sucessor, Jobs recusou vários candidatos de forma brusca e chegou até mesmo a abandonar uma entrevista no meio, segundo uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal em 2011. Mas, apesar dos estilos diferentes, ele simpatizou com Cook, que se tornou seu homem de confiança. "Trabalhar na Apple jamais constou dos planos que fiz para minha vida, mas sem dúvida alguma foi a melhor decisão que já tomei", disse Cook, em 2011.

Palavras-chave: tecnologia

Apple, Google, Tesla e mais: quais são e onde ficam big techs que Irã ameaça atacar a partir desta quarta

Publicado em: 01/04/2026 00:00

Irã ameaça atacar empesas e big techs ligadas aos EUA no Oriente Médio A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá bombardear 18 empresas e big techs ligadas aos Estados Unidos com filiais no Oriente Médio. Os ataques, segundo o comunicado, poderão ocorrer a partir das 20h desta quarta-feira (1º) em Teerã - 13h30 no horário de Brasília. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A medida é uma retaliação aos bombardeios que o Irã vem sofrendo dos EUA e de Israel. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, os militares iranianos listaram 18 organizações selecionadas como alvo. Confira quais são e onde ficam suas filiais no Oriente Médio: Boeing Empresa dos EUA é uma das maiores do mundo no ramo da aviação. Focada na projeção, fabricação e venda de aviões, a Boeing opera em todo o mundo. No Oriente Médio, a companhia tem filiais nas cidades de Riyadh (Arábia Saudita), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Doha (Catar) e Cidade do Kuwait (Kuwait). G42 A G42 é uma empresa de tecnologia focada em inteligência artificial. A companhia desenvolve soluções para áreas como saúde, segurança e exploração espacial, com atuação global e parcerias estratégicas. Uma das únicas empresas não americanas da lista, a G42 é sediada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Spire Solution A Spire Solutions é uma empresa que atua como distribuidora e fornecedora de soluções de cibersegurança no Oriente Médio e na África. Sua sede fica em Dubai (Emirados Àrabes Unidos), mas a empresa tem filiais em Riad (Arábia Saudita), Doha (Catar), Cidade do Kuwait (Kuwait) e no Cairo (Egito). General Electric (GE) A General Electric (GE) é uma empresa industrial dos EUA que teve papel central no desenvolvimento de áreas como eletricidade, aviação e saúde. Atualmente, o grupo é dividido em três companhias independentes e de capital aberto: a GE Aerospace, voltada ao setor aéreo; a GE Vernova, focada em energia; e a GE HealthCare, dedicada a tecnologias e serviços de saúde. As três empresas atuam nas cidades de Dubai (Emirados Árabes Unidos), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Riad (Arábia Saudita), Cidade do Kuwait (Kuwait) e Doha (Catar). Tesla A Tesla, que tem o bilionário Elon Musk como seu principal acionista, é uma empresa de tecnologia dos EUA que atua nos setores de veículos elétricos e energia renovável. A Tesla tem filiais nas cidades de Dubai (Emirados Árabes Unidos), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Riyadh (Arábia Saudita), Jeddah (Arábia Saudita), Dammam (Arábia Saudita) e Doha (Catar). J.P. Morgan O JPMorgan Chase & Co. é um dos maiores grupos financeiros do mundo, com atuação em banco de investimento, varejo, meios de pagamento e gestão de ativos. No Oriente Médio, o grupo atua em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Riad (Arábia Saudita). A empresa também atende clientes no Kuwait e no Catar, apesar de não ter endereços físicos nesses países. Nvidia A Nvidia é uma empresa de tecnologia dos EUA sediada na Califórnia, especializada no desenvolvimento de chips e sistemas de computação de alto desempenho. Conhecida pelas unidades de processamento gráfico (GPUs), a companhia se consolidou como uma das principais fornecedoras de hardware para inteligência artificial e data centers. A Nvidia também atua em áreas como computação em nuvem, veículos autônomos e soluções de IA, com tecnologias utilizadas por grandes empresas do setor. No Oriente Médio, a empresa mantém presença por meio de parcerias e operações tecnológicas, sem divulgar uma rede formal de filiais. A empresa atua em hubs como Abu Dhabi e Dubai (Emirados Árabes Unidos), com iniciativas em inteligência artificial e data centers, além de acordos com empresas de telecomunicações, como no Catar. Palantir A Palantir Technologies é uma empresa de tecnologia dos EUA, especializada em análise de dados e inteligência artificial. Com sede em Denver, a companhia desenvolve plataformas que integram grandes volumes de informação. A Palantir Technologies mantém presença no Oriente Médio com um escritório em Tel Aviv (Israel), onde fornece plataformas de análise de dados para órgãos de segurança e defesa. Em outros países do Golfo, a atuação ocorre principalmente por meio de contratos governamentais e projetos de inteligência artificial, sem a divulgação de escritórios formais. Dell A Dell Technologies é uma multinacional de tecnologia dos EUA que atua na fabricação de computadores e no fornecimento de soluções para data centers, armazenamento e redes. Após a aquisição da EMC em 2016, a empresa ampliou sua presença em serviços corporativos, incluindo nuvem e segurança digital, atendendo clientes que vão de consumidores a grandes organizações. A empresa atua nas seguintes cidades do Oriente Médio: Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Cidade do Kuwait (Kuwait), Riad (Arábia Saudita), Jidá (Arábia Saudita) e Al‑Khobar (Arábia Saudita). IBM A IBM é uma multinacional de tecnologia dos EUA, com atuação global em hardware, software e serviços de TI. A companhia se destaca em áreas como computação em nuvem, inteligência artificial e sistemas de grande porte, atendendo empresas e governos. Também é referência em pesquisa e inovação, com forte histórico de desenvolvimento tecnológico e registro de patentes. No Oriente Médio, a IBM atua nas cidades de Dubai (Emirados Árabes Unidos), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Riyadh (Arábia Saudita), Jeddah (Arábia Saudita), Doha (Catar), Cidade do Kuwait (Kuwait), Manama (Bahrein), Muscat (Omã), Amman (Jordânia), Beirut (Líbano) e Tel Aviv (Israel). Meta A Meta Platforms é uma multinacional de tecnologia dos EUA, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. Fundada em 2004, a empresa atua nas áreas de redes sociais, publicidade digital e comunicação, além de investir em inteligência artificial e tecnologias de realidade virtual e aumentada. A empresa mantém presença no Oriente Médio sem divulgar uma lista oficial de filiais, mas concentra suas principais operações em hubs estratégicos. Entre eles estão Dubai (Emirados Árabes Unidos), Riad (Arábia Saudita) e Tel Aviv (Israel). Em outros países da região, como Catar, Kuwait, Bahrein e Omã, a atuação ocorre principalmente de forma indireta, por meio de parceiros e suporte regional, sem confirmação pública de escritórios próprios. Google Logotipo do Google estampa parede do escritório da empresa em Tel Aviv, em Israel. Baz Ratner / Reuters O Google é uma multinacional de tecnologia dos EUA. A empresa lidera o mercado global de buscas na internet e concentra suas operações em publicidade digital, computação em nuvem e sistemas operacionais como o Android. Também oferece serviços amplamente utilizados, como Gmail, Google Maps e YouTube, sendo uma das principais plataformas digitais do mundo. O Google mantém presença no Oriente Médio com escritórios e operações em cidades estratégicas como Dubai (Emirados Árabes Unidos), Tel Aviv (Israel), Haifa (Israel) e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos). Apple A Apple é uma multinacional de tecnologia dos EUA, sediada na Califórnia. A empresa é uma das maiores do setor e se destaca pelo desenvolvimento de produtos como o iPhone, iPad, Mac e Apple Watch, além de sistemas operacionais e serviços como App Store, iCloud e Apple Music. A empresa concentra sua estrutura no Oriente Médio principalmente em Dubai (Emirados Árabes Unidos). Além disso, possui lojas físicas em Dubai, Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Tel Aviv (Israel) e Haifa (Israel). Microsoft A Microsoft é uma multinacional de tecnologia dos EUA que atua no desenvolvimento de software, serviços em nuvem e soluções digitais. A empresa é responsável por produtos como o sistema operacional Windows, a suíte Microsoft 365 e a plataforma de nuvem Azure, além de investir em inteligência artificial e hardware. No Oriente Médio, a empresa tem escritórios em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Tel Aviv (Israel). Oracle Com atuação global em software corporativo e computação em nuvem, a Oracle Corporation é uma multinacional dos EUA. A companhia é conhecida pelo desenvolvimento de sistemas de banco de dados e oferece soluções para gestão empresarial, infraestrutura em nuvem e análise de dados, atendendo principalmente grandes organizações e governos. A Oracle mantém escritórios no Oriente Médio nas cidades de Manama (Bahrein), Cairo (Egito), Tel Aviv (Israel), Amã (Jordânia), Cidade do Kuwait (Kuwait), Beirute (Líbano), Mascate (Omã) e Doha (Catar), atendendo clientes corporativos e governamentais com soluções de tecnologia e serviços em nuvem na região. Intel A Intel é uma multinacional de tecnologia dos EUA que atua no desenvolvimento e fabricação de semicondutores. Fundada em 1968, a empresa é uma das principais fornecedoras de chips para computadores pessoais e servidores, além de investir em soluções para data centers, inteligência artificial e conectividade. A participação da empresa no Oriente Médio é focada em Israel, nas cidades de Haifa, Yakum, Petach Tikva, Jerusalém e Kiryat Gat. HP Fundada em 1939, na Califórnia, a Hewlett-Packard é uma empresa de tecnologia dos EUA hoje dividida em duas frentes: a HP Inc., focada em computadores e impressoras, e a Hewlett Packard Enterprise, voltada a soluções corporativas de infraestrutura de TI. Com atuação global, a companhia é uma das principais fabricantes de hardware e equipamentos de impressão, atendendo consumidores, empresas e governos. No Oriente Médio, a HP mantém sua principal base em Dubai (Emirados Árabes Unidos), que funciona como centro regional de vendas, suporte e atendimento. Em outros países da região, como Arábia Saudita, Catar e Kuwait, a atuação ocorre principalmente por meio de parceiros e distribuidores locais, sem ampla divulgação de escritórios próprios, com Dubai concentrando a operação. Cisco A Cisco, multinacional americana sediada na Califórnia, é uma das maiores fabricantes de equipamentos de rede do mundo. Fundada em 1984, a empresa oferece soluções de infraestrutura de redes, cibersegurança e comunicação. No Oriente Médio, a empresa atua em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Riad (Arábia Saudita), Jidá (Arábia Saudita), Dhahran (Arábia Saudita), Manama (Bahrein), Doha (Catar), Cidade do Kuwait (Kuwait) e Mascate (Omã). A ameaça iranina No comunicado que anunciou o possível ataque, a Guarda Revolucionária afirma que os alvos serão "as principais instituições atuantes em operações terroristas". "Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro", diz o texto. Ataques do Irã a alvos militares dos EUA na região Base aérea de Al Minhad, do Exército dos EUA, nos Emirados Árabes Unidos. Foto de 2018. Doug Roles/Exército dos Estados Unidos Mais cedo, nesta terça, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bombardeou duas instalações militares do Exército dos EUA: uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento improvisado de soldados no Bahrein. Ainda não há confirmação por parte dos EUA, nem dos Emirados Árabes nem do Bahrein sobre os ataques até a última atualização desta reportagem. A instalação militar secreta nos Emirados Árabes ficava do lado de fora da base aérea de Al Minhad. Segundo o Irã, no momento do ataque havia cerca de 200 soldados norte-americanos no local - os EUA não confirmam. O ataque teria ocorrido na segunda-feira e destruído a instalação, ainda de acordo com a Guarda iraniana. "Ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído. Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local. (...) Tanto as bases dos Estados Unidos na região se tornaram inseguras para os comandantes inimigos quanto sua presença em pontos de apoio", afirmou a Guarda em comunicado. Já o alojamento de tropas no Bahrein foi atingido por um ataque de precisão, segundo a Guarda Revolucionária. A força militar iraniana adotou um tom irônico ao dizer que o Comando Central do Exército dos EUA minimizará o ataque, indicando que causou mais danos do que será reportado pelos norte-americanos. O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta terça-feira que presenciou seu Exército abatendo dois mísseis disparados pelo Irã contra "uma sala cheia de oficiais reunidos", porém não deu mais detalhes sobre qual incidente foi esse nem onde ocorreu. As bases militares dos EUA no Oriente Médio têm sido alvos de bombardeios retaliatórios feitos pelo Irã desde o início da guerra, há mais de um mês. Para prevenir mortes de suas tropas, Washington evacuou essas instalações entre janeiro e fevereiro, antes do início do conflito. As tropas atacadas no Bahrein são da 5ª Frota naval norte-americana, segundo o Irã. Essa frota tem como alojamento principal a "Naval Support Activity (NSA) Bahrain", que é a principal base naval dos EUA no Golfo Pérsico. LEIA TAMBÉM: INVASÃO: Israel vai ocupar sul do Líbano e destruir casas após guerra contra Hezbollah, anuncia ministro INFOGRÁFICO: EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã GUERRA: Trump avalia encerrar guerra contra o Irã mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

Município de MT aumenta limite territorial e outro diminui após IBGE atualizar mapas; veja quais

Publicado em: 31/03/2026 22:13

O limite territorial de Alto Taquari, a 509 km de Cuiabá, teve aumento enquanto o município vizinho, Alto Araguaia teve uma redução. A atualização no cálculo foi divulgada nessa segunda-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo do IBGE é atualizar os mapas a cada ano para trazer mais precisão diante dos avanços das geotecnologias, que melhoram as identificações, representações e mensurações dos limites do território nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Essas atualizações são com base em dados de 1 de maio de 2024 e 30 de abril de 2025, segundo o IBGE. Os estados com o maior número de revisões foram Paraná (399 municípios), São Paulo (173), Amazonas (62) e Piauí (53). Já Mato Grosso teve apenas duas, com Alto Taquari e Alto Araguaia. Veja as alterações: Alto Taquari: 1.521,377 km² em 2024 e aumentou para 1.744,743 km² em 2025; Alto Araguaia: 5.317,513 km² em 2024 e diminuiu para 5.094,148 km² em 2025. Alto Taquari Alto Taquari tem aumento no limite territorial em MT IBGE A região, segundo a prefeitura, foi a primeira a plantar um pé de soja no estado e, também, a primeira a construir um trecho de ferrovia em Mato Grosso. O município é berço do Rio Araguaia e Rio Taquari. Com 10.904 mil habitantes atualmente, o município foi fundado em 13 de maio de 1986 pela Lei 4.993. A cidade abriga famílias que vieram do Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, além dos mato-grossenses. O termo Taquari tem origem Tupi, e designa uma espécie de bambu ou taquara. Naquela época, os povos indígenas, antigos habitantes da área, usavam a haste de taquara, abundante na região do citado rio, para fabricar cachimbos e flechas. Alto Araguaia Alto Araguaia tem diminuição no limite territorial em MT IBGE Em 26 de outubro de 1938, Alto Araguaia foi restaurada oficialmente após ter tido sua sede transferida para outra região e, desde então, não foi mais alterada. O nome Alto Araguaia vem de origem geográfica pelo fato do município abrigar em seu território as nascentes do Rio Araguaia. Com 17.193 habitantes, o município tem um importante polo industrial, além da pecuária que movimenta a economia e o turismo. A região ainda conta com mais de 170 mil cabeças de gado.

Palavras-chave: tecnologia

Resumão diário do JN: Irã ameaça atacar empresas de tecnologia dos EUA no Oriente Médio; Lula confirma Geraldo Alckmin como candidato à vice-presidência

Publicado em: 31/03/2026 20:38

Pela primeira vez na guerra, os Estados Unidos sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52. A ação militar sugere enfraquecimento na defesa de Teerã. O regime dos aiatolás ameaçou atacar empresas americanas de tecnologia no Oriente Médio. Edson Fachin defendeu que o Supremo aprove um código de ética, ainda este ano, e disse que a Corte discute o fim do inquérito das fake news. O presidente Lula confirmou Geraldo Alckmin candidato à vice-presidência da República. A Itália está fora da Copa Mundo pela terceira vez seguida. E, nesta terça-feira à noite, tem Brasil e Croácia. Resumão JN g1

Palavras-chave: tecnologia

Pela primeira vez na guerra, EUA sobrevoam Irã com bombardeiros B-52; ação sugere enfraquecimento nas defesas de Teerã

Publicado em: 31/03/2026 19:57

Bombardeiros B-52 americanos sobrevoam o Irã pela primeira vez Pela primeira vez na guerra, os Estados Unidos sobrevoaram o Irã com bombardeiros pesados B-52. O Irã ameaçou atacar empresas americanas de tecnologia no Oriente Médio, e um drone iraniano incendiou um petroleiro no Golfo Pérsico. Uma grande explosão iluminou o céu do Irã em mais uma noite de bombardeios intensos. Israel informou que, entre segunda-feira (30) e terça-feira (31), atingiu 230 alvos ligados ao regime iraniano. Entre eles, sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis e fábricas de armamentos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou nesta terça-feira (31) que atingiu objetivos como remover a ameaça nuclear imediata e a capacidade de produção de mísseis do Irã, e que está formando novas alianças com países da região. Os Estados Unidos também divulgaram imagens de ataques recentes contra veículos e aviões militares do Irã. O Pentágono informou que, pela primeira vez, os bombardeiros pesados B-52 estão atuando em ataques sobre o território do Irã. Segundo o comando militar dos Estados Unidos, as defesas antiaéreas do iranianas estão praticamente destruídas, o que permite a utilização dos aviões mais antigos. Pela primeira vez na guerra, EUA sobrevoam Irã com bombardeiros B-52; ação sugere enfraquecimento nas defesas de Teerã Jornal Nacional/ Reprodução Em Bandar Abbas, uma multidão foi ao funeral do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, que morreu em um ataque israelense na semana passada. A Guarda Revolucionária afirmou que, a partir de quarta-feira (1º) vai atacar - em retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos - empresas americanas na região. Em Israel, destroços de mísseis iranianos interceptados causaram estragos em seis regiões do país. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas. Em Avivim, perto da fronteira com o Líbano, a destruição foi provocada por foguetes disparados pelo Hezbollah, que é financiado pelo Irã. O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta terça-feira (31) que os militares vão tomar o controle de parte do sul do Líbano. "Os mais de 600 mil moradores que deixaram o sul do Líbano vão ser proibidos de voltar até que a segurança dos moradores do norte de Israel esteja garantida. As casas próximas da fronteira serão destruídas para remover as ameaças de uma vez por todas", afirmou Israel Katz. Quatro soldados israelenses morreram em confrontos com o Hezbollah na região. Israel também fez novos bombardeios nos subúrbios da capital, Beirute. O governo do Líbano já afirmou que a ofensiva contra o país deixou, até agora, mais de 1,2 mil mortos - incluindo crianças - e obrigou mais de 1 milhão de pessoas a sair de casa. Dez países europeus, incluindo o Reino Unido, a França e a Itália, divulgaram um comunicado conjunto em que responsabilizam o Hezbollah pela situação atual e pedem que os dois lados cessem os ataques e que Israel não amplie a operação terrestre no Líbano. O Reino Unido anunciou que vai mandar mais armas e tropas para o Oriente Médio para ajudar os aliados a se defenderem dos bombardeios do Irã. Em visita ao Catar, o ministro britânico da Defesa discutiu também a reabertura do Estreito de Ormuz. "Estamos conversando com mais de 40 países para determinar o que será necessário para reabrir o estreito", afirmou John Healey. Enquanto isso não acontece, o Irã segue decidindo quem pode e quem não pode navegar por uma das principais rotas de petróleo do mundo. Um navio-tanque levava petróleo do Kuwait e da Arábia Saudita para a China. Foi bombardeado quando estava em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes. LEIA TAMBÉM Especialistas explicam como regime iraniano vem se mantendo no poder apesar de bombardeios intensos e da eliminação de seus principais nomes Entenda riscos e possíveis alvos de uma ofensiva por terra dos Estados Unidos contra o Irã Trump tem longo histórico de mensagens contraditórias sobre conflito no Oriente Médio Irã diz que bombardeou base secreta dos EUA nos Emirados Árabes e alojamento de soldados no Bahrein

Palavras-chave: tecnologia

Esmênia Miranda toma posse como prefeita de São Luís após renúncia de Braide

Publicado em: 31/03/2026 19:47

Nova prefeita toma posse em São Luís A professora Esmênia Miranda ( PSD), de 44 anos, assumiu a Prefeitura de São Luís nesta terça-feira (31), após a renúncia do então prefeito Eduardo Braide (PSD). Ela era vice-prefeita desde 2020. Eduardo Braide deixou o cargo para disputar o Governo do Maranhão nas eleições de 2026. A posse de Esmênia ocorreu durante sessão extraordinária no plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal de São Luís. Em seguida, a Mesa Diretora convocou uma sessão extraordinária para formalizar a transição de governo. Perfil Esmênia Miranda toma posse como prefeita de São Luís após renúncia de Braide Foto/Leonardo Mendonça Esmênia Miranda nasceu em 18 de julho de 1982, no município de Bacabal. É graduada em Geografia e História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e mestre em História pela Universidade Federal do Maranhão. A nova prefeita ingressou na Polícia Militar do Maranhão em 2007, onde atuou no Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), com foco no atendimento a pessoas com deficiência, especialmente por meio da equoterapia. Em 2011, passou a lecionar História no Colégio Militar Tiradentes I. Ela estava em seu segundo mandato como vice-prefeita da capital. Na primeira gestão como vice-prefeita, Esmênia Miranda também ocupou o cargo de secretária municipal de Educação, função que exerceu até maio de 2021.

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Justiça arquiva inquérito sobre desapropriações em Bauru; processo na Câmara quase resultou em cassação de Suéllen Rosim

Publicado em: 31/03/2026 19:45

Justiça arquiva inquérito sobre desapropriações feitas pela Prefeitura de Bauru em 2021 O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) arquivou o inquérito que investigava supostas irregularidades cometidas pela prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), no processo de desapropriação de imóveis destinados à Secretaria Municipal de Educação em 2021. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp As desapropriações envolveram 16 imóveis adquiridos pela prefeitura para a instalação de escolas, sedes administrativas e garagens, com investimento total de R$ 34,8 milhões. O caso chegou a gerar um processo político na Câmara Municipal e quase resultou na cassação da prefeita Suéllen Rosim, que ainda estava no seu primeiro mandato. Após cinco dias de julgamento, Suéllen foi absolvida das acusações político-administrativas. (Entenda mais abaixo). Suéllen Rosim durante sessão extraordinária que votou pedido de cassação do seu mandado Luís Ricardo da Silva/Arquivo Pessoal Segundo o Judiciário, as investigações não identificaram irregularidades que configurassem responsabilidade penal na atuação da chefe do Executivo. A decisão seguiu parecer da Procuradoria de Justiça, que também apontou não haver indícios de crime nas condutas analisadas. Com o arquivamento do inquérito pelo Tribunal de Justiça, a investigação na esfera criminal foi encerrada. Investigação começou na Câmara As apurações tiveram origem em uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada pela Câmara Municipal no início de 2022. Vereadores questionaram representantes da prefeitura sobre a opção pela desapropriação dos imóveis, em vez da compra direta, procedimento que, segundo parlamentares, seria o mais comum nesses casos. Sessão extraordinária contou com a presença dos 17 vereadores que compõe a Casa Legislativa de Bauru Luís Ricardo da Silva/Arquivo Pessoal Na desapropriação, o poder público pode dispensar o processo licitatório e definir o valor do imóvel, sem negociação direta com o proprietário. Posteriormente, a Câmara abriu uma Comissão Processante (CP) para apurar eventual responsabilidade político-administrativa da prefeita. Julgamento político e absolvição A Comissão Processante concluiu pela abertura de processo de cassação do mandato, levado ao plenário da Câmara. Suéllen Rosim respondia por três infrações político-administrativas. Após uma sessão que durou cinco dias, os vereadores decidiram absolver a prefeita. Para a cassação, seriam necessários ao menos 12 votos favoráveis entre os 17 parlamentares, o que não ocorreu. Durante a defesa, Suéllen afirmou que algumas desapropriações ocorreram por valores inferiores aos avaliados posteriormente e declarou que a medida foi adotada também por outras administrações municipais. A prefeita classificou o processo como um ato político e, após o resultado, afirmou que “a justiça foi feita”. Suéllen Rosim em meio à leitura do relatório da CP Mayky Araújo/TV Tem Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal

Amazônia Que Eu Quero: painel debate tecnologia e segurança nas Eleições 2026 em Boa Vista

Publicado em: 31/03/2026 19:14

Painel 'Amazônia Que Eu Quero' reuniu três especialistas em Boa Vista para debater tecnologia e segurança nas Eleições 2026. g1 RR A influência do mundo digital no voto, o combate à desinformação e a segurança das urnas eletrônicas foram temas centrais do painel "Amazônia Que Eu Quero" (AMQQ) 2026. O evento ocorreu nesta terça-feira (31), no auditório da sede administrativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) , em Boa Vista. De maneira geral, o AMQQ colocou em debate este ano o tema "Democracia na era digital: a tecnologia aliada ao voto". O objetivo foi debater o papel da tecnologia na democracia e preparar o eleitor para o próximo pleito. O projeto é um iniciativa da Fundação Rede Amazônica (Fram). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp As discussões e ideias levantadas durante o encontro vão compor o terceiro "Caderno de Soluções", documento que reúne propostas da sociedade e será entregue a autoridades políticas como sugestão de melhorias. Logística da urna eletrônica em Roraima Roraima tem hoje mais de 387 mil eleitores aptos a votar para governador, senador e deputados em 2026. Para garantir que as eleições aconteçam, é necessário um planejamento logístico para que o direito ao voto chegue a todas as pessoas e nas mais diversas localidades do estado. Segundo Fábio Rogério Santos Barros, chefe da Seção de Sistemas Eleitorais do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), esse trabalho começa muito tempo antes de cada eleição e envolve não só a preparação das urnas, mas também o recrutamento e treinamento de mesários. Sobre a tecnologia das urnas, Fábio reforçou a transparência do sistema e incentivou o eleitor a buscar informações oficiais. "Não podemos entender o sistema eletrônico como uma verdade absoluta. Temos que questionar ele. Isso é importante, mas esse questionamento tem que vir fundamentado. É isso que a gente quer. Se informem antes, leiam antes", disse o painelista no AMQQ. Educação no combate à desinformação A jornalista e mestre em Antropologia Social, Sheneville Araújo, ressaltou a importância da educação midiática neste cenário. Para ela, preparar o cidadão para consumir informações na internet é o melhor escudo contra notícias falsas. "Vivemos um momento de um fenômeno que vem crescendo, sendo influenciado principalmente pelo advento da inteligência artificial, que é o fenômeno da desinformação, que se inseriu nos mais diversos setores sociais e, chegando às eleições, isso vai se amplificar ainda mais", explicou. Sheneville orientou o público a buscar letramento digital e a usar as ferramentas de denúncia das próprias plataformas e do TRE-RR para combater as fake news. "Cidadania é isso também, temos que nos preparar, nos educar. Muitas vezes o poder público falha nisso, mas quem puder, de maneira independente, autônoma, invista", disse a especialista Jornalista Sheneville Araújo falou sobre importância da educação midiática no combate à desinformação. g1 RR Transparência e fiscalização O coordenador do Núcleo de Prevenção à Corrupção e ouvidor da Controladoria-Geral da União (CGU) em Roraima, Celso Duarte de Sousa Júnior, apontou que ferramentas públicas e gratuitas devem ser usadas como aliadas do eleitor. Ele citou o Portal da Transparência e a plataforma Fala.br como meios para investigar candidatos. "Investigue a vida do candidato. Investigue o passado dele. (...) Façam a triagem, verifiquem se uma dessas empresas financiou a candidatura ou está financiando a candidatura do seu candidato. Fiscalizem", reforçou Celso. Ele disse ainda que o voto não é um ato solitário e que o eleitor bem informado vira um "agente disseminador de informações corretas" em sua comunidade. Painelistas Fábio Rogério Santos Barros e Celso Duarte de Sousa Júnior durante o painel AMQQ 2026. g1 RR LEIA TAMBÉM: Amazônia Que Eu Quero 2026 promove painel sobre democracia na era digital em Boa Vista Urna de lona e ata da votação de Juscelino Kubitschek estão entre peças históricas em museu Adolescentes que vão votar pela 1ª vez falam por que vão às urnas em 2026 Repercussão A advogada eleitoral Maria Diazanete de Souza acompanhou o evento e destacou a importância de desmistificar as urnas para a população. "Como a urna não está integrada no sistema de internet, então ela merece essa confiança. É muito importante que as pessoas saibam que o resultado já sai na hora, não só quando termina a votação", analisou. O diretor executivo da Rede Amazônica em Roraima, Joel Gomes, destacou o papel da iniciativa no momento em que a Fundação Rede Amazônica (FRA) completa 41 anos de atuação. "O que precisamos levar para a sociedade é o entendimento do que o mundo digital está influenciando nas comunidades, o que pode oferecer para compor um melhor entendimento para o eleitor poder votar e, sobretudo, os riscos e ameaças que se tem", disse o diretor. Para a ouvinte Luiana Matos, o acesso a esse tipo de conhecimento aumenta a confiança do eleitor. "Fazer esse tipo de evento faz com que as pessoas tenham mais segurança jurídica na hora de votar, pois ela acaba tendo mais confiança no processo eleitoral", avaliou. Conheça os painelistas do AMQQ 2026 em RR: Conheça os painelistas do Amazônia Que Eu Quero 2026 em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará

Publicado em: 31/03/2026 18:40

Vereador é condenado por vender armas ilegalmente em município no interior do Ceará. Redes sociais/Reprodução O vereador Francisco das Chagas Tavares, conhecido como Chagas Teteu (PDT), foi condenado por vender armas ilegalmente em Ipu, município no interior do Ceará onde é parlamentar. A decisão da Justiça cearense é do último dia 27 de março. O g1 entrou em contato com o vereador, e aguarda resposta. O g1 também tentou contato com a presidente da Câmara Municipal de Ipu, Cristina Peres (PSB), mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Chagas Teteu foi eleito vereador do município em 2024 por quociente partidário. Ele já havia tentado o cargo em 2004, quando ficou como suplente. LEIA TAMBÉM: Deputados federais do Ceará se filiam ao PSB em mais uma etapa de debandada do PDT Membro de organização criminosa é condenado por matar menina de 7 anos em Fortaleza Ele foi condenado a quatro anos de prisão e multa dez dias-multa no valor de 1/3 do salário mínimo vigente. A Justiça determinou que ele pode recorrer em liberdade. A investigação contra Chagas Teteu começou em maio de 2019, quando foi apontado que ele comercializava de forma ilegal armas, munições e outros itens correlatos em Ipu, que fica na Serra da Ibiapaba, e municípios vizinhos. Denúncia por venda de armas À época, as polícias Civil e Militar foram à residência do acusado, que autorizou a entrada dos agentes de segurança. No local, contudo, não foi encontrada nenhuma prova contra o atual vereador. Chagas Teteu também concedeu acesso ao celular dele, e as autoridades analisaram conversas em um aplicativo de mensagens. Assim foi identificada relação com um homem identificado como Antônio José Bezerra, que compraria munição para armas de fogo e pólvora, espoletas e chumbo — insumos para fabricação de munição — com o investigado. Os dois homens marcaram um encontro na localidade de São João, em Ipu. Os policiais foram ao local e abordaram Antônio José. Após a abordagem, eles foram à casa do suposto cliente, onde encontraram armas de fogo, munições de diversos calibres, pólvora, espoletas e outros materiais, que foram apreendidos. Durante a investigação, Antônio José afirmou que parte do material apreendido foi comprado com Chagas Teteu. A Justiça também disse que no celular do réu foram encontrados vídeos onde ele aparecia manuseando armas de fogo, bem como registros escritos e anotações que indicariam a comercialização de materiais ilícitos, inclusive com menção a valores e transações financeiras. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Tropas britânicas serão enviadas ao Oriente Médio, enquanto Trump critica atuação do Reino Unido na guerra

Publicado em: 31/03/2026 18:38

Cerca de 1.000 militares britânicos estarão envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre Ministério da Defesa do Reino Unido O Reino Unido decidiu enviar tropas e mais sistemas de defesa aérea ao Oriente Médio para ações defensivas contra ataques do Irã. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O deslocamento vai elevar para cerca de 1.000 o total de militares britânicos envolvidos na defesa do Golfo e do Chipre. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, disse que equipes e sistemas adicionais de defesa aérea seriam enviados à Arábia Saudita, ao Bahrein e ao Kuwait, enquanto o uso de jatos Typhoon no Qatar será estendido. Ele informou ainda que o Reino Unido enviará à Arábia Saudita, ainda esta semana, o sistema de mísseis de defesa aérea Sky Sabre, juntamente com equipes para operá-lo. Irã divulga vídeo derrubando drones avançados dos EUA O sistema pode interceptar munições e aeronaves e será integrado às defesas aéreas mais amplas da região, disse o ministério. "Minha mensagem aos parceiros do Golfo é: o que o Reino Unido tem de melhor ajudará vocês a defender seus céus", afirmou Healey em viagem pelos países do Golfo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a posição do Reino Unido em relação à guerra, assim como a de outros aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta terça-feira (31), o presidente mencionou especificamente o Reino Unido ao afirmar que países que não participaram dos ataques iniciais contra o Irã deveriam "buscar seu próprio petróleo" no Estreito de Ormuz. "Todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem dos EUA, nós temos de sobra, e Número 2, criem um pouco de coragem tardia, vão ao Estreito e simplesmente TOMEM", escreveu em uma publicação na rede social Truth Social. "Vocês terão de começar a aprender a lutar por si mesmos." O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse na segunda-feira (30) que o país "não vai ser arrastado para esta guerra", mas vai continuar defendendo seus interesses e aliados na região. Starmer reiterou que tropas britânicas não serão enviadas para atuar em solo iraniano. "Essa guerra não é nossa e não vamos ser arrastados para ela", afirmou ao responder a uma pergunta de jornalistas. O Reino Unido anteriormente autorizou os EUA a utilizarem bases militares britânicas para ataques "defensivos" contra locais de lançamento de mísseis iranianos, depois que Starmer recusou um pedido para usar bases britânicas nos ataques iniciais dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro. Netanyahu diz que 'mais da metade' dos objetivos militares foram alcançados Netanyahu disse que ofensiva contra o Irã 'definitivamente ultrapassou a metade', mas esclareceu que se refere a missões, não a tempo Ronen Zvulun/Reuters/Arquivo Nesta segunda, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia a missões, não a tempo. Netanyahu acrescentou que a guerra matou "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os EUA estavam "perto de acabar com a indústria armamentista", destruindo fábricas inteiras e o próprio programa nuclear. Segundo o Wall Street Journal, Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu a comentários feitos pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o estreito de Ormuz "reabrirá de uma forma ou de outra". Trump fez novas ameaças de "aniquilar" as usinas de energia, poços de petróleo e "possivelmente" as usinas de dessalinização de água do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve". "Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã", o mandatário publicou na rede social Truth Social. Mas um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã negou, mais uma vez, que tenha havido negociações com autoridades americanas. Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã "não negociou com os EUA nesses 31 dias", referindo-se à duração da guerra. "O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de certos intermediários, incluindo o Paquistão", escreveu Baqaei em uma declaração online. "Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã. Não nos esquecemos da traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano." Homem carrega caixas de uma casa danificada por ataques em Teerã, capital do Irã, na segunda-feira (30) Reuters Ataques e mortes continuam As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos. De acordo com o comunicado, divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22 anos, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado foi morto no mesmo incidente, mas seu nome não foi divulgado. Duas pessoas também foram levadas para o hospital: um soldado foi classificado como "gravemente ferido" e um reservista como "moderadamente ferido". Já a terça-feira (31) começou com uma nova onda de ataques lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas depois de os militares supostamente terem identificado mísseis do Irã em direção a Israel. Ataques também foram registrados em Dubai, onde as autoridades afirmam que um navio com dois milhões de barris de petróleo que navega em direção à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano pouco antes das 4h do horário local. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente, que ocorreu perto de uma casa abandonada na área de Al Badia. O incêndio foi controlado após algumas horas e, embora tenha havido alguns danos ao navio, os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, segundo as autoridades em Dubai. A mídia iraniana noticiou o ataque, mas não houve atribuição de autoria. Ainda não há imagens ou vídeos do navio danificado. Vale lembrar que, de acordo com as leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes, é proibido fotografar, compartilhar ou publicar imagens de locais atingidos por mísseis ou drones. O navio Al-Salmi, construído em 2011, pertence e é operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação desta reportagem. A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado. O navio Al-Salmi está transmitindo sua posição, indicada no mapa pelo ponto vermelho, no Golfo Pérsico, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos Marinetraffic via BBC Em uma publicação no X, o Ministério de Defesa dos Emirados Árabes afirmou que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira em todo o país são de interceptações com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones. Assim que os ataques começaram, alertas foram enviados aos celulares de quem está na região, orientando os moradores e visitantes a procurarem abrigo e permanecerem em um local seguro. Os alertas, que também são enviados em outros países do Golfo, ocorrem com mais frequência à noite. O exército do Kuwait também afirmou que está interceptando ataques de drones e mísseis sobre seu território. Já na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido. Não houve feridos, informou a autoridade de defesa civil do país em um comunicado. Na cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes, as autoridades informaram que um drone foi lançado por Israel tendo como alvo o edifício administrativo da Companhia de Telecomunicações Thuraya. Não houve feridos. Explosões também foram ouvidas em Teerã durante a madrugada, segundo a agência de notícias AFP. Isso teria levado à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, segundo a mídia local. A agência de notícias Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira após a interrupção, que teria sido causada por estilhaços que atingiram uma subestação. O estreito de Ormuz Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no estreito de Ormuz, de acordo com a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A agência acrescenta que, segundo os planos, navios americanos, israelenses e de outros países que participaram das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito. A agência de notícias AFP informou que o novo sistema de pedágios foi anunciado na televisão estatal iraniana, que afirmou que o Irã o implementará em cooperação com Omã. Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã. Desde o início da guerra, as travessias caíram cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.

Palavras-chave: cibernético

Prefeitura de Taubaté envia à Câmara reforma administrativa; entenda propostas

Publicado em: 31/03/2026 18:32

Prefeitura de Taubaté Reprodução/TV Vanguarda A Prefeitura de Taubaté enviou à Câmara Municipal, nesta terça-feira (31), um pacote de projetos de lei que propõe uma reforma administrativa na gestão. Entre as mudanças está a redução do número de secretarias, que deve passar de 17 para 16. A proposta é unificar as áreas de Habitação e Planejamento em uma única pasta, com um departamento voltado a políticas habitacionais e fundiárias. Desde o início da gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo), o cargo de secretário de Habitação está vago - leia mais propostas abaixo. Os projetos foram lidos no plenário da Câmara nesta terça-feira. Agora, cabe ao presidente da Casa, Richardson da Padaria (União Brasil), definir por quais comissões as propostas devem passar antes de serem votadas. Ainda não há data prevista para a votação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Outras propostas O pacote também prevê a redução de cargos comissionados, de 174 para 152. Segundo a prefeitura, a medida pode gerar uma economia de R$ 1.027.067,52. Além disso, o projeto inclui outras mudanças administrativas, como a criação da Diretoria de Agricultura e Abastecimento e a reorganização da Defesa Civil, que passará a ser uma coordenadoria ligada ao gabinete do prefeito. Também estão previstas novas coordenadorias voltadas a políticas públicas, como ações para mulheres e pessoas idosas. Negociação de dívidas No campo fiscal, a proposta prevê a criação de um programa de negociação de dívidas com o município. A ideia, segundo a prefeitura, é facilitar o pagamento por contribuintes e aumentar a arrecadação. Entre as medidas estão descontos em juros e multas, além de condições específicas para débitos considerados de difícil recuperação. O município estima ter cerca de R$ 800 milhões a receber. Outro ponto do pacote é a criação de 40 cargos técnicos efetivos, que devem ser preenchidos por meio de concurso público. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Assista ao Agenda Piracicaba

Publicado em: 31/03/2026 18:06

Assista ao Agenda Piracicaba Advogado e pesquisador Ronaldo Lemos, um dos principais especialistas em tecnologia e inovação do país, apresenta a palestra 'O poder das relações humanas para além das IAs'.

Palavras-chave: tecnologia

Comissão da Alepe aprova convocação de procurador-geral do Recife, mas decisão é anulada em meio a impasse

Publicado em: 31/03/2026 18:05

Plenário da Alepe nesta terça-feira (31) Roberto Soares/Divulgação A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou nesta terça-feira (31) a convocação do procurador-geral do Recife, Pedro Pontes, para prestar esclarecimentos sobre a alteração do resultado de um concurso público para procurador do município. Com ampla repercussão, o caso ficou conhecido como "Fura-fila", e a mudança beneficiaria o filho de um juiz que arquivou operação contra corrupção na prefeitura (entenda mais abaixo). A aprovação ocorreu numa reunião chefiada pelo vice-presidente da CCLJ, deputado Edson Vieira (União Brasil), mas a ata foi questionada pelo presidente, Coronel Alberto Feitosa (PL), que não estava presente à sessão. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A convocação de Pedro Pontes havia sido aprovada por unanimidade, e atende a um requerimento protocolado pela deputada Débora Almeida (PSD), que é procuradora federal concursada. Pontes, que foi nomeado para o cargo por indicação do prefeito João Campos (PSB), seria convocado porque foi quem acatou o requerimento do filho do juiz, contrariando pareceres de três procuradoras concursadas. A reunião era presidida por Edson Vieira, vice-presidente da comissão, e nela também foram analisados projetos do Executivo que se arrastam na casa, como o aumento salarial para os professores estaduais e a ampliação da margem de remanejamento do orçamento estadual de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente, Alberto Feitosa, e diversos outros membros da CCLJ estavam em reunião da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Alepe, que também analisava os projetos do Executivo. Momentos após a aprovação, Feitosa decidiu realizar outra reunião da CCLJ e invalidou tudo o que foi votado na reunião anterior. Nessa nova sessão, todos os outros projetos voltaram a ser votados e aprovados, com exceção da convocação do procurador-geral do município. O requerimento sequer entrou em pauta. Posteriormente, em plenário, os deputados utilizaram a aprovação do aumento para os professores, que foi uma das pautas da primeira sessão da CCLJ, para trazer o assunto de volta. Alguns dos parlamentares defenderam que a aprovação dessa proposta ocorreu na primeira reunião, numa tentativa de validar o que foi discutido nela, incluindo a convocação do procurador Pedro Pontes. Por outro lado, outros deputados defenderam a anulação da primeira reunião. O presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (MDB), questionou em qual das votações o aumento para os professores foi aprovado pela CCLJ, e houve divergências. "Hoje de manhã, houve reunião da CCLJ no horário do edital, convocado pelo próprio presidente Alberto Feitosa, e eu estava lá, onde foi convocado. Às 11h nós abrimos a comissão e foi feita [a reunião]. Agora, não se quer respeitar o trâmite que foi [estabelecido] no edital desta casa. Não foi por 'zap' convocando deputado para mudar de plenário, foi o edital, e foi feito pela maioria presente", disse o deputado Edson Vieira, que presidiu a primeira reunião da comissão. Diante da fala de Edson Vieira, Álvaro Porto pediu que o presidente da comissão, Alberto Feitosa, explicasse se houve aprovação em reunião feita anteriormente. "Tanto não houve que o próprio deputado Edson Vieira acabou de votar aprovando o parecer da Comissão de Justiça para os professores. A votação foi colhida aqui, agora, e cabe a votação da Comissão de Finanças", disse o deputado, que não citou o porquê de a primeira reunião ter sido anulada. Em resposta, Edson Vieira pediu explicações sobre o porquê da anulação. "A gente lamenta porque foi feita a reunião com a maioria. A gente lamenta como está sendo conduzido, mas tem que deixar bem dito, porque não tem nenhuma justificativa, porque foi conduzido na maior transparência possível, até foi filmado, foi feito pela TV Alepe", declarou. Em seguida, o presidente da Alepe reconheceu a validade da segunda votação da CCLJ, sem a convocação de Pedro Pontes. "A reunião que o senhor [Edson Vieira] fez está prejudicada, valendo a do deputado presidente, Coronel Alberto Feitosa", afirmou. Esta foi a primeira vez que a Alepe se manifestou sobre o caso, que ficou conhecido como "fura-fila". No entanto, na Câmara Municipal, vereadores já votaram um pedido de impeachment e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a mudança no concurso. Ambos os requerimentos não vingaram. Sobre a convocação de Pedro Pontes, o g1 entrou em contato com a prefeitura, que não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Entenda o caso Vereadores do Recife rejeitam abertura de processo de impeachment contra João Campos No concurso, de 2022, o advogado Marko Venício Batista foi o único aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD). Entretanto, mais de dois anos depois de o resultado ser homologado, ele deixou de ser nomeado e, em seu lugar, o prefeito João Campos nomeou outra pessoa: Lucas Vieira da Silva, que tinha ficado em 63º lugar nas vagas de ampla concorrência. Lucas Vieira obteve laudo de autismo e, em maio de 2025, pediu para concorrer às vagas PCD. Ele é filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas e do juiz Rildo Vieira da Silva, da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. Pouco tempo depois de assumir a Vara dos Crimes Contra a Administração Pública, o juiz arquivou a Operação Barriga de Aluguel, operação que investigava suspeitas de corrupção na prefeitura do Recife. Conforme as investigações, a quadrilha é suspeita de desviar recursos públicos que deveriam ser empregados em recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões. O procurador Pedro Pontes foi quem aprovou o pedido mesmo diante de pareceres contrários de três procuradoras concursadas, que opinaram que a reclassificação do candidato violaria normas do edital. Após grande repercussão nas redes sociais e em diversos setores da sociedade do caso, que ficou conhecido como "Fura-fila", o prefeito João Campos voltou atrás e tornou sem efeito a portaria que nomeou o filho do juiz. A decisão foi tomada no dia 31 de dezembro de 2025. Na mesma edição do Diário Oficial, Marko Batista foi nomeado procurador judicial. Ele tomou posse no dia 6 de janeiro. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara aprova criação de taxa do lixo em Santa Bárbara d'Oeste; entenda como será

Publicado em: 31/03/2026 18:04

Lixo acumulado em lixeiras de Santa Bárbara d'Oeste (SP) Reprodução/EPTV A Câmara de Santa Bárbara d’Oeste (SP) aprovou, na tarde desta terça-feira (31), um projeto de lei complementar para criação de uma Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos (TMRS), também conhecida como taxa do lixo. A proposta havia sido protocolada pela prefeitura no período da manhã e entrou na pauta da sessão legislativa em regime de urgência. Conforme o g1 noticiou, houve uma recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para criação dessa cobrança. No documento, o órgão cita um conjunto de leis que obriga os municípios a terem essa taxa. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A cobrança ocorrerá anualmente, a partir de 2027, e o valor será o custo do serviço dividido pelo número de imóveis — entenda melhor abaixo. Votação O projeto teve dez votos favoráveis e oito contrários. Veja como os vereadores votaram: ✅ Alex Dantas (PL) ✅ Arnaldo Alves (PRD) ✅ Cabo Dorigon (Podemos) ✅ Careca do Esporte (PRD) ❌ Carlos Fontes (União) ❌ Celso Ávila (Solidariedade) ❌ Esther Moraes (PV) ✅ Felipe Corá (PL) ✅ Gustavo Bagnoli (PL) ❌ Isac Sorrillo (Republicanos) ✅ Joi Fornasari (DC) ✅ Juca Bortolucci (MDB) 🔵 Kifu (PL) — por ser presidente, não vota ✅ Lúcio Donizete (Agir) ✅ Marcelo Cury (Republicanos) ❌ Paulo Monaro (PSD) ❌ Rony Tavares (Republicanos) ❌ Tikinho TK (DC) ❌ Wilson da Engenharia (União) Entre os pontos criticados por quem votou contra, está a rapidez com que a proposta foi votada. "Uma decisão dessa magnitude não pode ser tomada sem transparência, sem dados técnicos claros, sem debate público, sem evidências e justificativas que deem legitimidade ao projeto. O que a gente vê hoje é um atropelo do processo democrático", disse Esther Moraes. Wilson da Engenharia também sugeriu que não há entendimento suficiente sobre o texto apresentado pela administração municipal. “Eu tenho um escritório de engenharia e moro em cima. Tenho uma residência e um comércio. Qual é o impacto que vou ter? Até agora não consigo entender", afirmou. Projeto Segundo o projeto, a TMRS deverá ser paga por proprietários ou possuidores de unidades imobiliárias (edificadas ou não) que utilizem ou tenham o serviço de coleta e manejo de lixo à disposição e que gerem até 200 litros de resíduos por dia. Por outro lado, empresas responsáveis pela própria gestão de seis resíduos não precisarão pagar a taxa. A proposta também prevê isenção social em programas de renda do Governo Federal, que possuam apenas um imóvel residencial, que comprovem hipossuficiência financeira anualmente e que solicitem o benefício. Cálculo Primeiro, o cálculo leva em consideração o custo do serviço, do qual a prefeitura subsidiará 30%, segundo emenda proposta pelo vereador Juca Bortolucci e aprovada nesta terça. Depois, divide-se os outros 70% pela quantidade de unidades imobiliárias no município. A partir dessa conta, chega-se ao chamado "Valor Básico de Referência". Na sequência, multiplica-se esse Valor Básico de Referência por um índice que varia conforme o padrão da construção (precário, popular, médio, fino ou luxo) e o uso do imóvel (residencial, comercial ou industrial). No caso de proprietários de casas precárias, por exemplo, aplica-se um índice de 30%. Para quem possui casa de luxo, o índice é 140%. Ou seja, se o Valor Básico de Referência for R$ 100, o proprietário da casa considerada precária pagará R$ 30. O dono da casa de luxo, por sua vez, precisará desembolsar R$ 140. A prefeitura não divulgou uma estimativa do valor que, de fato, será cobrado do contribuinte. Pagamento O pagamento à vista terá desconto de 10%. Também será possível o parcelamento em até dez vezes. Se não pagar, o contribuinte ficará sujeito a multas de 2% a 20% — varia de acordo o período da inadimplência —, além de juros e atualização monetária. Segundo a prefeitura, os recursos serão exclusivamente destinados ao custeio dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos. Recomendação do MP O Ministério Público havia formalizado uma recomendação, neste mês, para que Santa Bárbara passasse a cobrar dos moradores uma taxa pelo serviço de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos Um ofício foi enviado pela promotora Alexandra Facciolli Martins, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), órgão vinculado ao MP, tanto para a prefeitura para a Câmara Municipal. No documento, ela cita que a legislação torna obrigatória a taxa do lixo, pois a ausência dela configura renúncia de receita e pode impedir o município, inclusive, de acessar recursos federais destinados ao saneamento. Sem a taxa, o gestor também fica sujeito às sanções da Lei de Responsabilidade Fiscal e pode ser responsabilizado por improbidade administrativa, conforme apontou a promotora. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Brizola, José Alencar e Alckmin: quem são os vices que Lula já teve em suas campanhas

Publicado em: 31/03/2026 16:25

Vices de Lula nas eleições de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2022 e 2026. Arte/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin (PSB) será o candidato a vice-presidente na chapa que irá concorrer à reeleição em outubro. O anúncio ocorreu durante a reunião ministerial desta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, quando o presidente citou a saída de Alckmin do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), pasta da qual ele é ministro. "O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou Lula. Baixe o app do g1 para receber notícias da eleição Segunda vez que Lula repete candidato a vice Com a decisão de manter a atual chapa para as eleições gerais deste ano, Lula e Alckmin repetem a aliança que, em 2022, simbolizou o que ficou conhecido como “frente ampla”. Esta é a segunda vez que Lula repete a escolha de vice em uma candidatura. A primeira foi com José de Alencar, que ocupou a vice-presidência em seus dois primeiros mandatos (2003–2006 e 2007–2010). Antes disso, Lula teve tentativas frustradas de chegar à Presidência, em 1989, 1994 e 1998, quando ainda buscava consolidar alianças mais amplas, especialmente no campo da esquerda. Veja abaixo quem foram os outros vices de Lula, seus papéis nas respectivas campanhas e os objetivos por trás das estratégias de escolha: José Paulo Bisol (1989) José Paulo Bisol, candidato à vice-presidente na chapa de Lula em 1989 CEDI - Câmara dos Deputados Bisol foi candidato a vice-presidente na primeira vez em que Lula concorreu à Presidência da República, em 1989. Advogado gaúcho, atuou na política como deputado estadual (1983–1987) e senador (1987–1995), além de ter integrado a chapa presidencial naquele ano. Na época, o PT levou em consideração seu perfil técnico, o histórico de oposição à ditadura e a atuação na construção democrática. Embora tenha disputado a eleição pelo PSB, Bisol também ficou conhecido por sua passagem pelo MDB e por ter sido um dos fundadores do PSDB. Morreu em 26 de junho de 2021. Aloizio Mercadante (1994) Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, durante reunião de encerramento dos grupos de trabalho do governo de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO Atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mercadante substituiu Bisol e foi o candidato a vice de Lula em 1994, quando o petista tentou pela 2ª vez ser presidente. Foi a única eleição em que o PT escolheu um integrante do próprio partido para compor a chapa com Lula. No contexto econômico dos anos 1990, a decisão buscou oferecer uma resposta técnica ao recém-criado Plano Real, associado a Fernando Henrique Cardoso. Economista formado pela USP, participou da elaboração de programas econômicos do PT e de campanhas presidenciais. Em sua trajetória política, foi deputado federal (1991–1995) e senador por São Paulo (2003–2011), além de ter ocupado os cargos de ministro da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Casa Civil no governo Dilma Rousseff. Leonel Brizola (1998) Leonel Brizola em 2003 Ana Nascimento - Agência Brasil Fundador do PDT, Leonel Brizola foi escolhido como vice de Lula em 1998, em uma tentativa de fortalecer a aliança de esquerda contra a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Herdeiro político de Getúlio Vargas e João Goulart, Brizola simbolizava o movimento trabalhista, enquanto Lula representava o sindicalismo. Engenheiro formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), construiu uma longa trajetória na política: foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de presidir nacionalmente o PDT. José Alencar (2002 e 2006) José de Alencar, empresário mineiro, foi vice de Lula em 2002 e 2006 Alesp A aliança entre Lula e José Alencar foi vista como decisiva para viabilizar a campanha de 2002, ao aproximar a esquerda do PT de um perfil considerado mais “moderado”. Empresário de destaque no setor têxtil, Alencar era fundador e um dos principais nomes do grupo Coteminas. Natural de Minas Gerais, foi candidato ao governo do estado em 1994, pelo então PMDB (atual MDB), e eleito senador em 1998. Posteriormente, filiou-se ao Partido Liberal (PL) e, mais tarde, ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Sua presença na chapa foi estratégica para ampliar a base eleitoral no Sudeste. Morreu em 29 de março de 2011. Geraldo Alckmin (2022 e 2026) O vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de assinatura de medida provisória que concede isenção da taxa de serviço metrológico para verificação de taxímetros. Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo Geraldo Alckmin é um dos principais articuladores do governo Lula nas áreas de economia, indústria e nas relações com o setor privado. Paulista de Pindamonhangaba e médico de formação, consolidou-se como um dos principais políticos de São Paulo pelo PSDB, partido que deixou em 2022 ao se filiar ao PSB para compor a chapa com o atual presidente. A aliança entre os dois marcou uma tentativa de ampliar o apoio político à campanha, unindo partidos de esquerda e de centro. Antes de assumir a vice-presidência, foi vereador em Pindamonhangaba, deputado estadual na Alesp, deputado federal constituinte em 1988, vice-governador de São Paulo (1995–2001) e governador do estado em dois períodos: de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018.

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