Arquivo de Notícias

Samsung Galaxy Watch Ultra 2 passa pela Anatel e já está pronto para lançamento no Brasil

Publicado em: 27/05/2026 08:36 Fonte: Tudocelular

A Samsung obteve a homologação oficial da Anatel para o Galaxy Watch Ultra 2 na segunda-feira (25), pavimentando o caminho para a estreia do seu próximo relógio inteligente premium no mercado brasileiro. O dispositivo foi registrado sob o código de modelo SM-L715F, confirmando a presença de conectividade 4G LTE, Wi-Fi, Bluetooth e suporte a carregamento sem fio. O novo código de identificação indica uma evolução direta em relação ao modelo topo de linha atual da marca. A principal expectativa de mercado gira em torno da implementação do chipset Snapdragon Wear Elite, fornecido pela Qualcomm, uma vez que a gigante sul-coreana já confirmou a parceria para ser uma das pioneiras na utilização dessa plataforma de processamento de alto desempenho.A documentação emitida pelo órgão regulador nacional aponta, contudo, para a ausência de recursos de conectividade por satélite (NB-IoT) e Ultra Wideband (UWB) nesta variante homologada. Essa ausência física indica que as ferramentas de rede avançadas estarão ativas apenas no modelo topo de linha compatível com a tecnologia 5G RedCap.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Em busca de emprego e casada com gringo: veja quem é aeromoça goiana que brincou com entrevista com Virginia em Dubai

Publicado em: 27/05/2026 07:41

Aeromoça goiana viraliza após ‘entrevista de emprego’ com Virginia em Dubai A aeromoça goiana Lorena Cabral, que brincou com uma entrevista para ser comissária de Virginia Fonseca, é casada com um australiano e está em busca de emprego como aeromoça em Dubai. Em suas redes sociais, ela compartilha sua rotina na cidade dos Emirados Árabes, onde mora há sete meses. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Lorena viralizou nas redes sociais com um vídeo contando sobre uma suposta entrevista de emprego para trabalhar com Virginia (veja acima). O vídeo publicado pela aeromoça já acumula mais de 2,5 milhões de visualizações até esta quarta-feira (27). Ao g1, Lorena contou que tudo não passou de uma brincadeira para aproveitar que a empresária estava nos Emirados Árabes Unidos. LEIA TAMBÉM: RELEMBRE: Aeromoça goiana viraliza após ‘entrevista de emprego’ com Virginia em Dubai Relógio de quase R$ 2 milhões, celular de R$ 27 mil e carne de camelo: veja detalhes da viagem de Virginia a Dubai VEJA O QUE MUDOU: Virginia chama atenção ao manter homenagem a Zé Felipe em avião após revitalizá-lo Aeromoça goiana viraliza após ‘entrevista de emprego’ com Virginia em Dubai Reprodução/Instagram de Lorena Cabral Nascida em Goiânia, Lorena já trabalha como aeromoça há seis anos no Brasil e na Europa. Para o g1, ela contou que aproveitou que tinha acabado de fazer uma entrevista de emprego e fez o vídeo brincando com a entrevista com a Virginia. “O vídeo que eu faço com a roupa de uniforme é porque eu fui numa entrevista aqui em Dubai semana passada. Então eu juntei tudo: Virginia em Dubai, ela tem avião, eu já fui naquele hotel que ela está hospedada... então juntei tudo e fiz o vídeo”, contou. Nas imagens, a aeromoça mostra o Atlantis The Royal, hotel onde Virginia está hospedada, além de uma imagem gerada por Inteligência Artificial em que a aeromoça e Virginia tomam um café juntas. “Fui contratada pela Virgínia para ser a nova aeromoça dela! Tomamos um café aqui em Dubai e eu me arrumei como quem vai conhecer um ícone internacional”, brincou a aeromoça. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: inteligência artificial

Huawei garante: China está menos de 3% atrás dos EUA em desempenho de IA

Publicado em: 27/05/2026 07:25 Fonte: Tudocelular

A disputa entre China e Estados Unidos pela liderança global segue acirrada, e o país asiático já consegue encarar o rival ocidental em mais uma frente. Ao menos é o que garante um executivo da Huawei, que afirmou durante o Fórum Financeiro da Área da Baía de Phoenix de 2026 que a diferença entre os dois países no ramo da inteligência artificial diminuiu significativamente.Segundo Zheng Jun, diretor de tecnologia do departamento de sistemas financeiros da companhia, o desempenho dos modelos de linguagem já é muito próximo entre os dois países. Para sustentar essa avaliação, o executivo citou um relatório da Universidade de Stanford que coloca a IA chinesa apenas 2,7% atrás da americana em capacidade geral, já alinhada aos padrões internacionais mais avançados. Além da evolução técnica, a China também avança no uso dessas ferramentas, que já superam os concorrentes dos EUA em taxa de utilização desde fevereiro, de acordo com o executivo. E há dois fatores principais para explicar esse fenômeno: a qualidade das plataformas de código aberto e a infraestrutura disponível.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Nasa revela seus planos para construir base lunar permanente até 2032

Publicado em: 27/05/2026 07:07

Desenho de um drone no programa MoonFall da Nasa que pesquisará o Polo Sul NASA A Nasa divulgou detalhes de módulos robóticos de pouso, drones e veículos que pretende enviar à Lua como parte dos planos dos EUA para construir uma base lunar. A empresa espacial Blue Origin, do fundador da Amazon Jeff Bezos, é uma das várias companhias escolhidas para construir as máquinas. Os EUA querem levar americanos de volta à Lua antes que o presidente Donald Trump deixe o cargo em 2029. Mas a Nasa está competindo com a China para levar humanos à superfície lunar, o que significa que a agência espacial está sob pressão para parecer estar vencendo a nova corrida espacial. A China está avançando com seus próprios planos de levar humanos à Lua até 2030. Na segunda-feira (25/03), os chineses lançaram sua espaçonave Shenzhou-23, enviando uma equipe de astronautas para a estação espacial Tiangong do país. Em março, a Nasa anunciou um programa de US$ 20 bilhões para construir uma base permanente alimentada por energia nuclear e solar no polo sul da Lua até 2032. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse na terça-feira (26/05) que os anúncios significam que os EUA "nunca mais abrirão mão da Lua". Uma base permitiria aos EUA realizar experimentos científicos, potencialmente explorar recursos valiosos e viajar para Marte com mais facilidade. Agora no g1 Mas a maioria dos especialistas concorda que o cronograma da Nasa não é realista. Apesar do sucesso dos EUA em enviar quatro astronautas ao redor da Lua em sua missão Artemis 2 em abril, alguns cientistas acreditam que a China provavelmente será o próximo país a levar humanos à superfície lunar. "Não me surpreenderia nem um pouco se a China chegasse lá primeiro", disse à BBC Simeon Barber, cientista lunar da Open University, citando os contratempos da Nasa em garantir uma nave capaz de pousar humanos na Lua. O programa Ignition Moon Base da Nasa tem três fases. Antes de os humanos viajarem até lá, a agência espacial quer enviar módulos robóticos de pouso e drones para explorar e mapear o terreno desafiador da Lua. Veículos de transporte também seriam levados, capazes de transportar astronautas pela superfície lunar e carregar instrumentos científicos e de comunicação. Na terça-feira, a Nasa disse que empresas como Blue Origin, Intuitive Machines e Astrobotic foram contratadas para construir as máquinas. A Nasa publicou desenhos artísticos de uma base lunar com habitações, sistemas de energia e veículos robóticos NASA A Nasa quer que o módulo de pouso lunar da Blue Origin, chamado Endurance, seja capaz de realizar pousos precisos, além de navegação e controle autônomos. Espera-se que o módulo de pouso Griffin-1, da Astrobotic, pouse na cratera Nobile, perto do Polo Sul. As máquinas também fornecerão instrumentos científicos para a Nasa, incluindo câmeras de alta resolução e ferramentas que usam luz laser refletida para ajudar a nave a pousar. Essa exploração robótica deve durar até 2029, com 25 lançamentos e 4 toneladas de carga pousadas na Lua, disse Carlos García-Galán, executivo do programa Moon Base na terça-feira. Em seguida, a Nasa quer construir instalações de energia nuclear e solar na Lua, incluindo reatores de fissão. Em 2032, a agência espacial quer que os humanos possam viver na Lua em habitações “semipermanentes”. Veículos também permitiriam que astronautas percorressem longas distâncias pela superfície rochosa. O Polo Sul da Lua é particularmente atraente porque água congelada poderia ser usada para consumo ou para produzir oxigênio. No entanto, os planos da Nasa dependem da preparação de uma espaçonave capaz de transportar humanos com segurança até a Lua. A SpaceX, empresa de Elon Musk, foi contratada para construir uma nave chamada Starship Human Landing System, mas enfrentou vários contratempos e atrasos. “A etapa mais crítica é colocar os astronautas na superfície”, explica o cientista lunar Simeon Barber. “Me parece que [a Nasa] sente que está em uma posição em que precisa começar a dizer que tem planos. Então, acho que há muita vontade política por trás disso”, diz ele. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Palavras-chave: inteligência artificial

Testes do Edge 70 Pro Plus vazam online e mostram a força do novo hardware da Motorola

Publicado em: 27/05/2026 06:50 Fonte: Tudocelular

O Motorola Edge 70 Pro+ teve algumas de suas principais especificações confirmadas após surgir no banco de dados de uma plataforma de benchmark. Nesse sentido, o próximo celular intermediário premium da fabricante deve ser lançado com um conjunto confiável de configurações para agradar até os usuários mais exigentes. Moto Edge 70 Pro+ surge no Geekbench com chip poderoso e Android 16 O suposto Edge 70 Pro foi listado no Geekbench com o chip MediaTek Dimensity 8500, modelo que também está presente no Edge 70 Pro. Além disso, o aparelho testado possui 12GB de memória RAM e roda o Android 16 de fábrica. Essa configuração foi capaz de marcar 1.727 pontos em Single-Core e 6.563 pontos em Multi-Core.Motorola Edge 70 Pro+ pode apostar em bateria gigante e tela de 144 Hz No mais, o que se sabe sobre o smartphone vem de rumores, que apontam para uma tela de tecnologia OLED e design curvo, com suporte a taxa de atualização de 144 Hz e proteção Gorilla Glass 7i. A bateria é outro detalhe de destaque, especulada com 6.500mAh de capacidade e suporte a carregamento de 90W.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Grupo que fez bolão de mais de R$ 232 mil para a Mega-Sena de 30 anos já ganhou mais de R$ 8 milhões em prêmios, diz organizador

Publicado em: 27/05/2026 06:48

Grupo que fez bolão de mais de R$ 200 mil acerta dois números na Mega-Sena de 30 anos O grupo de Goiás que gastou mais de R$ 232 mil em uma aposta na Mega-Sena de 30 anos já ganhou mais de R$ 8 milhões em prêmios. De acordo com o organizador, o sargento Glaciel Andrade, esse valor se refere à soma dos prêmios mais altos com os quais o grupo foi contemplado desde o seu início, em 2014. Em entrevista ao g1, Glaciel disse que não sabe quanto o grupo gastou até hoje fazendo as apostas em vários concursos, como Quinta e Lotofácil. No final do ano passado, eles apostaram R$ 13 milhões na Mega da Virada, cujo prêmio máximo foi de R$ 1,09 bilhão. Eles não acertaram a sena, mas a soma das diversas quinas e quadras que conseguiram lhes rendeu um prêmio de mais de R$ 1,2 milhão. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp No sorteio da edição de aniversário da Mega, a aposta feita pelos participantes do bolão, com 20 dezenas, em uma lotérica de Itumbiara, no sul do estado, teve apenas dois números sorteados: 35 e 47. Apesar do resultado, Glaciel garante que o grupo permanece focado nos próximos concursos mais relevantes das loterias da Caixa Econômica Federal. "O grupo ficou mais forte e mais unido, se preparando já para a Quina de São João e a Lotofácil da Independência", disse. No caso da Quina de São João, a Caixa Econômica já divulgou a data do sorteio e a estimativa do prêmio: será no dia 28 de junho e deve sortear R$ 250 milhões. Grupo faz novo bolão milionário, em Goiás Arquivo pessoal/Glaciel Andrade LEIA TAMBÉM Grupo que fez bolão de mais de R$ 200 mil na Mega-Sena 30 anos não levou prêmio, mas está 'mais forte e unido', diz organizador Grupo que fez bolão de mais de R$ 200 mil acerta dois números na Mega-Sena de 30 anos Mega da Virada: Grupo que apostou cerca de R$ 13 milhões vai receber pelo menos R$ 1,2 milhão Entenda a aposta feita Os mais de R$ 232 mil gastos pelos participantes se referem apenas à soma das cem cotas de R$ 2.325,60. Houve, ainda, um custo adicional, de R$ 813,96, pela taxa de serviço da lotérica. Ou seja, no total, o bolão custou R$ 313,9 mil. A estratégia adotada pelo grupo, de um bolão com 20 dezenas, foi a mesma adotada por uma das duas apostas vencedoras da Mega de 30 anos, a de Fortaleza, no Ceará. As cem cotas participantes levaram, juntas, a bolada de R$ 168 milhões. A outra aposta que cravou as seis dezenas e levou o mesmo valor foi um jogo simples, feito no Rio de Janeiro. As 20 dezenas que compuseram a aposta do grupo de Goiás foram: 05-08-09-14-16-20-21-26-28-35-37-39-42-47-48-49-51-54-55-56. Já as dezenas sorteadas na edição de aniversário pela Caixa Econômica Federal foram: 03 - 30 - 33 - 35 - 45 - 47. Segundo Glaciel, a escolha dos números apostados foi feita com o auxílio de uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA). O sargento avalia que o que impactou o resultado foi o fato de o grupo ter decidido apostar nove dezenas abaixo de 30, sendo que no sorteio apenas um número ficou abaixo desse. Embora muito mais cara que a aposta simples, com seis dezenas, que custa R$ 6, a aposta com 20 números tem uma probabilidade muito maior de acerto da sena: 1 em 1.292 chances. Já a probabilidade de levar o prêmio máximo com apenas seis números escolhidos entre os 60 do volante é de 1 em 50.063.860. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: inteligência artificial

Como a guerra no Irã afeta o real e outras moedas locais: veja quem são os ganhadores e os perdedores com o conflito

Publicado em: 27/05/2026 06:47

Algumas moedas caíram, outras se mantiveram estáveis e algumas se mostraram mais resistentes - como o yuan chinês - durante a guerra do Irã. Getty Images Quando a guerra dos EUA e Israel com o Irã eclodiu no fim de fevereiro, não foi apenas o Oriente Médio que sentiu as consequências. À medida que o conflito interrompeu o transporte comercial e o fluxo de mercadorias em todo o mundo, os preços do petróleo subiram, elevando a inflação e abalando os mercados globais. Como costuma acontecer em tempos de incerteza, alguns investidores se afastaram de investimentos potencialmente mais arriscados em mercados emergentes, colocando seu dinheiro no dólar americano, que é tradicionalmente visto como um porto seguro. Isso teve impacto sobre muitas moedas — algumas despencaram em valor, enquanto outras se mostraram mais voláteis e algumas até se valorizaram. Embora o preço do petróleo "afete a todos… as flutuações cambiais podem amplificar ou amortecer esse efeito", diz o economista André Perfeito, da consultoria APCE. Então, quando combinadas com outros fatores que também afetam a economia, o que essas flutuações cambiais significam para diferentes países e seus cidadãos? Com alta do petróleo, mercado financeiro passa a projetar inflação acima de 5% neste ano Os mais atingidos O valor da moeda pode afetar o preço de itens do dia a dia, como alimentos Bloomberg via Getty Images Países que importam grande parte de sua energia, especialmente petróleo, estão entre aqueles cujas moedas sofreram pressão. Eles incluem Índia, Indonésia, Filipinas, Tailândia e Egito, que enfrentaram novas pressões decorrentes do aumento dos custos de combustível e da persistente escassez de divisas. À medida que os investidores transferiram dinheiro para dólares americanos, a demanda por essas moedas caiu e seu valor enfraqueceu, o que, por sua vez, elevou o custo do pagamento da dívida emitida em dólares. O petróleo e outros produtos — que foram afetados pelo bloqueio do transporte no estreito de Ormuz — também são geralmente cotados em dólares. À medida que uma moeda perde valor, as importações se tornam relativamente mais caras, afetando tudo, desde energia até plásticos e fertilizantes. Isso impacta o preço de alimentos e itens do dia a dia nas lojas. Na Índia, a rupia caiu cerca de 5% em relação ao dólar americano desde o início da guerra e atingiu repetidas mínimas recordes com a subida dos preços do petróleo. A moeda indiana já estava enfraquecendo antes do conflito, e o impacto da guerra intensificou essa tendência. Alguns bancos centrais responderam aumentando as taxas de juros e vendendo algumas de suas reservas de dólares americanos para sustentar o valor de suas moedas. O Banco da Indonésia tomou essas duas medidas, vendendo repetidamente dólares e comprando sua própria moeda, a rupia indonésia, para aumentar a demanda por ela. Quando as taxas de juros sobem, isso significa que as pessoas obtêm um maior retorno sobre suas economias, mas isso também significa maiores pagamentos de dívidas, como empréstimos e prestações de imóveis. Volátil e com tendência de alta O rublo russo tem sido uma das moedas com melhor desempenho em relação ao dólar americano desde o início da guerra com o Irã, em grande parte porque a Rússia é um grande produtor de petróleo Bloomberg via Getty Images Outro grupo de moedas tem sido mais volátil, com fortes oscilações em ambas as direções. Países como África do Sul, Colômbia, Chile e México se enquadram nessa categoria. Essas moedas frequentemente reagem de forma intensa ao humor do mercado global: enfraquecem quando investidores buscam refúgios seguros como o dólar, mas podem se recuperar rapidamente quando os preços das commodities sobem ou o apetite por risco retorna. Alguns exportadores de energia, incluindo Brasil e Malásia, se beneficiaram parcialmente dos preços mais altos do petróleo, que aumentaram as receitas de exportação e sustentaram o interesse dos investidores. Bancos, incluindo Goldman Sachs e Bank of America, destacaram a forte demanda por títulos do governo brasileiro e ações de empresas em relatórios para clientes em abril. O Goldman Sachs aponta o Brasil como sua principal escolha de mercado emergente. No entanto, Martín Castellano, chefe de pesquisa da América Latina no Institute of International Finance, diz que os preços mais altos da energia podem aumentar a inflação no Brasil, atrasando os cortes nas taxas de juros e afetando os fluxos de capital. O Brasil também importa produtos refinados, como gasolina e diesel, elevando os custos de combustível no país. O real brasileiro se fortaleceu em parte devido aos preços mais altos do petróleo Getty Images Além disso, a incerteza política antes da eleição presidencial de outubro “aumentará o prêmio de risco sobre a taxa de câmbio”, escreveu a economista da XP Luiza Pinese em um relatório recente. Um grupo distinto de moedas permaneceu mais resiliente por diferentes razões. A moeda chinesa permaneceu relativamente estável, sustentada em parte por controles de capital e intervenções políticas que limitam flutuações bruscas. Isso inclui restrições à entrada e saída de dinheiro do país e intervenções diretas do banco central para administrar de perto a taxa de câmbio do yuan. O rublo russo, uma das moedas de melhor desempenho em relação ao dólar desde o início da guerra do Irã, também tem sido sustentado por altas receitas de energia e rígidos controles de capital, incluindo medidas que exigem que os exportadores convertam os lucros estrangeiros em rublos e limitem o fluxo de dinheiro para fora do país. E as economias desenvolvidas? O dólar australiano tem sido menos volátil, em grande parte porque a Austrália é um grande exportador de commodities, particularmente de minério de ferro Bloomberg via Getty Images Moedas tradicionalmente consideradas portos seguros se fortaleceram no início da crise, à medida que investidores buscavam segurança. O dólar americano e o franco suíço atingiram picos antes de recuarem para níveis semelhantes aos vistos antes da guerra. Moedas ligadas ao petróleo, como a coroa norueguesa, receberam impulso significativo com a alta dos preços do petróleo bruto. O iene japonês, no entanto, não se comportou como uma moeda típica de porto seguro e enfraqueceu, em parte porque o Japão depende muito da energia importada. Os dólares canadense e australiano também se beneficiaram de preços mais fortes das commodities que seus países exportam, como petróleo bruto, gás, metais, minério de ferro e carvão, embora as preocupações com o crescimento global e as tensões comerciais tenham limitado esses ganhos. O euro e a libra esterlina também tiveram seus próprios surtos de volatilidade, impulsionados por preocupações com os custos mais altos de energia, a inflação persistente e a desaceleração do crescimento em toda a Europa. O que acontece agora? Economistas dizem que, embora os ataques aéreos iniciais ao Irã tenham levado os investidores a ativos mais seguros e fortalecido o dólar, a moeda americana enfraqueceu desde então, o que poderia ajudar os mercados emergentes. “Um dólar mais fraco normalmente significa condições monetárias mais fáceis, mais espaço para cortes nas taxas de juros nos países em desenvolvimento e menor aversão ao risco — tudo favorável aos mercados emergentes”, dizem economistas da empresa de investimentos global britânica AllianceBernstein em um relatório recente. Eles acrescentaram que o papel do dólar permanece central, já que grande parte da dívida das economias emergentes é emprestada em dólares americanos e as principais commodities também são cotadas em dólares, o que significa que um dólar mais fraco tende a melhorar suas perspectivas. No entanto, o FMI alertou em abril que as interrupções contínuas da guerra do Irã estão empurrando a economia global para seu cenário “adverso”, marcado por uma combinação de crescimento fraco e inflação mais alta. Nesse cenário — onde os preços do petróleo permanecem altos, a inflação se torna menos estável e as condições financeiras se tornam mais restritivas — o crescimento global pode cair para 2,5% com a inflação subindo para 5,4%, em comparação com a previsão atual do fundo de 3,1% com 4,4% de inflação. O FMI também traçou um cenário mais severo, no qual o crescimento global cai para 2% e a inflação ultrapassa 6%. Espera-se que o FMI atualize suas previsões novamente em julho. Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Palavras-chave: inteligência artificial

Google abre novo centro de engenharia dentro da USP com foco em soluções de IA

Publicado em: 27/05/2026 06:15 Fonte: Tudocelular

O Google abriu nesta quarta-feira (27) seu segundo centro de engenharia no Brasil. O espaço fica dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), no campus da USP em São Paulo, e tem capacidade para receber até 400 funcionários. A cerimônia de inauguração contou com a presença do prefeito Ricardo Nunes, do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, e do presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Anker lança power bank ultrafino de 10.000 mAh com nova bateria de neo-íons de lítio

Publicado em: 27/05/2026 05:27 Fonte: Tudocelular

A Anker oficializou o lançamento do Nano Power Bank (MagGo, Plus) no mercado japonês, trazendo como principal destaque a estreia de sua bateria de neo-íons de lítio. Apresentado na Anker Power Conference 2026, o acessório portátil de modelo A1113 promete elevar o nível de segurança em carregamento magnético. A nova tecnologia de célula é apontada pela fabricante como a mais segura já integrada em seu portfólio de produtos. Essa nova composição química de neo-íons de lítio garante vantagens estruturais severas para proteção do usuário. O componente entrega resistência aprimorada contra altas pressões físicas, proteção reforçada contra fogo e alta tolerância a perfurações mecânicas. Essa arquitetura interna mitiga riscos comuns de estufamento ou curto-circuito mesmo sob condições extremas de estresse ou quedas.Em termos de usabilidade, o dispositivo consegue alimentar até dois aparelhos de forma simultânea combinando duas tecnologias. De um lado, a estrutura traz uma bobina de carregamento sem fio com certificação oficial Qi2. Esse padrão magnético atualizado é capaz de fornecer uma potência de saída de até 15W para smartphones compatíveis com a tecnologia de indução.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Sob aplausos, menino deixa hospital e vai para a casa pela primeira vez aos 4 anos em Uberaba

Publicado em: 27/05/2026 05:03

Sob aplausos, menino deixa hospital e vai para a casa pela primeira vez aos 4 anos As paredes brancas do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, eram tudo o que os olhos do pequeno Adryan Oliveira dos Santos conheciam desde os nove meses de vida. Na segunda-feira (25), aos quatro anos, o menino atravessou o corredor da unidade em uma maca, com destino à própria casa pela primeira vez. A desospitalização de Adryan virou um momento de celebração no hospital e aconteceu sob aplausos e olhares marejados de profissionais que conviveram com o garoto ao longo dos anos. Veja acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O ambiente hospitalar também se tornou, de certa forma, uma casa para Nathalia Santos, mãe do menino, que visitava o filho, na maioria das vezes, com o coração angustiado e apreensivo. Desta vez, porém, foi diferente. “Eu estou muito feliz, muito feliz mesmo. Eu fico com medo, porque vai ser uma experiência nova, mas eu me esforço, faço de tudo para poder dar tudo certo. A irmãzinha dele vai ficar muito feliz também”, contou, emocionada. Após quatro anos internado, Adryan vai para casa pela primeira vez TV Integração/reprodução A chegada de Adryan ao lar, no bairro Elza Amuí, foi registrada pela TV Integração. Em um ambiente cuja decoração e fotografias espalhadas pelos cômodos ajudam a contar a história da família, Nathalia está pronta para viver uma nova fase ao lado dos filhos, marcada pela presença constante. “Eu vou conhecer ele melhor, porque vou ter a oportunidade de estar com ele mais tempo, em momentos em que antes eu não estava. Se eu for almoçar, ele vai estar ao meu lado. Ele vai me trazer mais alegria por estar comigo em casa. Não vou ter que ligar mais para saber dele, ele vai estar comigo!” Após quatro anos internado, criança recebe alta e vai para casa Hospitalizado aos nove meses Ao nascer, Adryan sofreu uma asfixia perinatal, que evoluiu para paralisia cerebral. 🔎 A asfixia perinatal é a falta de oxigenação ou de fluxo sanguíneo adequado para o bebê nos momentos antes, durante ou logo após o parto. Trata-se de uma emergência médica grave e de uma das principais causas de mortalidade e lesões cerebrais permanentes em recém-nascidos. Desde então, o menino passou a depender de ventilação mecânica e do uso de sonda para se alimentar, ingerir líquidos e receber medicamentos. Aos nove meses, Adryan deu entrada na UTI Neonatal do HC-UFTM após transferência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Aos dois anos, foi encaminhado para a enfermaria pediátrica, onde permaneceu até a última segunda-feira. No hospital, Nathalia passou aniversários ao lado do filho, comemorou primeiras vezes e acompanhou o desenvolvimento de Adryan. A mãe ao lado do filho no HC-UFTM Arquivo pessoal/Divulgação Segundo o pediatra Cláudio Faria, ao longo dos anos, cuidados de diferentes especialidades garantiram o melhor desenvolvimento possível ao garoto. “Como todo paciente que fica internado em hospital por muito tempo, ele precisou de cuidado multiprofissional, como fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia e psicologia, além do acompanhamento de especialistas da pediatria, como neurologia, pneumologia e gastroenterologia. Todo esse suporte foi muito importante para o desenvolvimento clínico dele.” O momento certo de ir para casa Para que Adryan pudesse ir para casa pela primeira vez, uma série de fatores precisou ser avaliada: as condições de saúde da criança, a necessidade de equipamentos, medicamentos e tecnologias assistivas, além da capacidade da família de assumir os cuidados em casa. Para Ana Laura de Almeida, pediatra que acompanhou Adryan desde a chegada dele à enfermaria pediátrica, não há dúvida de que a ida do paciente para casa é a melhor alternativa. “Ele sempre precisou do respirador para respirar e, até então, a gente não tinha um na casa dele. E agora nós temos. Por isso, ele vai ter a oportunidade de morar na casa dele, conviver com a mãe em todos os momentos, com a irmã. A gente considera que ir para casa é melhor para ele.” Uma equipe multiprofissional continuará acompanhando Adryan em casa TV Integração/reprodução Da parte de Nathalia, não faltou empenho. “Na enfermaria do HC-UFTM eu aprendi tudo sobre ele. O que eu só sabia na teoria, vendo os profissionais fazerem, aprendi na prática: aspirar, dar banho, posicionar e cuidados em geral. Isso me aproximou ainda mais do meu filho”, contou a mãe. O restante foi viabilizado pelo Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, que oferece assistência multiprofissional no domicílio, com visitas de profissionais como fisioterapeutas, enfermeiros, assistentes sociais e pediatras, garantindo cuidado integral diretamente na residência da criança. Em casos possíveis, a desospitalização fortalece o protagonismo da família e permite que crianças e adolescentes permaneçam inseridos em seu contexto afetivo e comunitário. “Em casa, longe do ambiente hospitalar, as crianças são expostas a menos vírus e bactérias, recebem estímulos sensoriais diferentes, em um ambiente menos invasivo. Além disso, podem vivenciar uma nova rotina, mais flexível e mais agradável”, detalhou a pediatra. Adryan já está no quarto dele, em Uberaba TV Integração/reprodução LEIA TAMBÉM: Menina com doença degenerativa criada dentro de hospital tem alta e volta para casa após 12 anos: 'Mostrar o mundo para ela’, diz mãe Desospitalização de pacientes ainda enfrenta desafios em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Tilápia pode entrar em lista de espécies invasoras e preocupa produtores; entenda o caso

Publicado em: 27/05/2026 03:01

Tilápia-do-Nilo é a espécie mais cultivada no Brasil Luiz Franco/ g1 A Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que inclui a tilápia, deve ser apreciada a partir desta quarta-feira (27). A proposta gerou preocupação entre os produtores, em novembro do ano passado, quando a inclusão foi divulgada. Eles temem que a aprovação gere novas restrições à criação, que é o peixe mais cultivado do Brasil. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Uma espécie é considerada invasora quando ela começa a aparecer em lugares em que não é nativa. Nesse caso, a tilápia tem aparecido em rios fora das áreas de produção, o que causa desequilíbrios ambientais, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Já a característica "exótica" é porque a tilápia não é nativa do Brasil, mas do continente africano, da bacia do rio Nilo. Por isso ela é chamada de “Tilápia-do-Nilo” e o nome científico é Oreochromis niloticus. ❗A medida, porém, não implicaria em banimento do uso ou cultivo da tilápia, informou o Ministério do Meio Ambiente no ano passado. Ou seja, ainda vai dar para comer tilápia no Brasil, mesmo que ela entre na lista de espécies invasoras. A instituição ressalta que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é responsável por autorizar o cultivo de espécies exóticas e que ele permite a criação da tilápia. “Não há, portanto, qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, disse o ministério em nota ao g1 na ocasião. Agora no g1 ❓ Mas o que muda, na prática, com a inclusão do peixe na lista? Segundo o ministério, ela serve como uma referência técnica para políticas públicas e ações de prevenção e controle ambiental. Mesmo assim, o setor teme novas exigências do Ibama, que podem atrasar o início da criação e dificultar o acesso ao mercado externo, disse Jairo Gund, diretor executivo da Associação Brasileira das indústrias de pescado (Abipesca). O tema também gerou divergência dentro do governo. Os ministérios da Agricultura e da Pesca e Aquicultura discordam do Meio Ambiente. O da Pesca avalia que a medida pode dificultar ou encarecer a produção. “Estarem na lista a tilápia e o javali é desproporcional”, disse a diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União da Secretaria Nacional de Aquicultura, Juliana Lopes da Silva. Depois da polêmica, a lista foi suspensa temporariamente em dezembro. Na última quinta-feira (21), a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna obrigatório o aval do Ministério da Agricultura ou do Ministério da Pesca antes da edição de qualquer norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas. O texto vai agora para o Senado. Tilápia invasora? Apesar de as características do peixe serem avaliadas apenas no momento em que se definem as estratégias de controle, pesquisas demonstram que a tilápia possui características que a fazem ser consideradas uma ameaça para ambientes em que não é nativa. O professor de Ecologia do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista no assunto, Jean Vitule, listou algumas em entrevista anterior ao g1. Confira abaixo. 🐟 Territorialista: o peixe pode competir com outras espécies nativas. 🐟 Predadora: ela é onívora, ou seja, come plantas e carne, por exemplo, outros peixes. 🐟 Mudanças no ecossistema: a tilápia pode afetar a quantidade de nutrientes e produtividade nos lagos. 🐟Escapes das áreas de produção: as tilápias que escapam dos criadouros já foram encontradas em áreas de preservação, como as do Rio Guaraguaçu, no Paraná, onde Vitule trabalha há 30 anos. O biólogo da UFPR também publicou um estudo que identificou a tilápia, que é um peixe de água doce, no mar. O peixe é muito resistente, inclusive em ambientes poluídos, e conseguiu se adaptar à água salgada. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. As fugas aumentam em períodos de eventos climáticos extremos, explica o pesquisador. “Mesmo que eu faça um tanque 100% seguro, vai acontecer o que aconteceu, por exemplo, no Rio Grande do Sul, na cheia do ano passado. Escaparam milhares de tilápias de cultivos muito bem-feitos”, afirma. Saiba mais: de água doce, tilápias encontradas no mar podem causar doenças e mortalidade de peixes; entenda riscos Quais cuidados o setor toma? O Ministério da Pesca afirma que o licenciamento ambiental já prevê medidas para evitar fugas, como a reversão sexual dos peixes em machos. Segundo a diretora Juliana Lopes da Silva, quanto menos fêmeas escapam, menor é o risco de reprodução na natureza. Mas ela reconhece que nem todos os peixes passam pela reversão. O pesquisador Jean Vitule, porém, diz que já encontrou várias fêmeas com ovos. Segundo ele, isso ocorre porque elas são menores que os machos e conseguem escapar com mais facilidade. Silva aponta que os produtores tentam evitar escapes da seguinte maneira: criação em tanque-rede: o método usa gaiolas dentro de reservatórios, lagos ou rios. Elas precisam ficar fechados o tempo inteiro; criação em viveiro escavado: a técnica usa tanques cavados no solo, usando a água acumulada a partir de nascentes, poços, córregos, rios ou da chuva. Para evitar escapes são implementadas lagoas de decantação e barreiras físicas. Mesmo assim, esses métodos não são totalmente seguros. “O escape de alguma forma vai acontecer, mas o que eu posso te garantir é que não é isso que o produtor quer. Porque cada tilápia que escapa é o dinheiro do produtor indo embora”, diz a diretora. Vitule acrescenta que é possível criar tecnologias, como barreiras elétricas, para reduzir as fugas, mas isso exige grandes investimentos. Entenda no vídeo abaixo como é a produção de tilápias no Brasil: De onde vem o que eu como: tilápia Como a lista foi montada? O Ministério do Meio Ambiente aponta que a lista foi montada a partir de um extenso trabalho de pesquisa científica. “Com um total de 247 artigos, livros e publicações científicas avaliados, todos com referências na identificação ao nível de espécie. Outra fonte utilizada é a Base de Dados Nacional de Espécies Exóticas Invasoras (Instituto Hórus 2021)”, explica em nota ao g1. O órgão também disse que considerou as relações comerciais do Brasil com países que têm espécies capazes de se adaptar aos biomas brasileiros. Segundo o ministério, foram feitas duas consultas públicas com participação de especialistas e instituições da sociedade civil. Nessas consultas, houve sugestões para incluir ou retirar espécies da lista. “Estes foram só alguns dos processos de coleta e checagem de dados de forma criteriosa e técnica para todas as espécies, incluindo a tilápia”, diz a nota. Já Jairo Gund, diretor executivo da Abipesca, afirmou em novembro que a associação não teve acesso às informações e não foi consultado. A lista inclui 60 espécies de peixes, além de dezenas de outras categorias, como a abelha africanizada, a manga, a goiabeira e os javalis selvagens. Baixe o GloboPop para assistir vídeos curtos verticais da Globo O que diz quem é contra Ainda no governo Bolsonaro, em maio de 2022, o Ministério da Agricultura publicou uma lista de espécies domesticadas, que inclui a tilápia. Para a diretora do Ministério da Pesca, uma mesma espécie não pode estar nos dois grupos. Contudo, o pesquisador da UFPR discorda da lista da Agricultura: “Quase todas as espécies de peixe não são domesticadas como galinha, por exemplo. A tilápia nunca será galinha”, afirma. A diretora, por sua vez, lembra que muitas espécies produzidas no Brasil são exóticas, ou seja, vieram de outros países. “Não é porque a gente escolheu a tilápia em detrimento de outro peixe nativo do Brasil. É que ela tem viabilidade econômica, social e tem viabilidade de cultivo”, afirma. Veja abaixo algumas das consequências que os produtores e o Ministério da Pesca acreditam que a medida pode causar. ➡️Aumento de custos: segundo Silva, o licenciamento ambiental pode ficar mais caro. ➡️Atrasar a abertura de novos mercados: para a diretora, a medida fere a imagem do Brasil na hora de negociar a exportação. ➡️Insegurança jurídica: Silva se preocupa por não existir uma legislação que trate de produção comercial de espécies invasoras. “Então, existe uma lacuna aí no meio que pode gerar uma insegurança jurídica”, diz. Gund, da Abipesca, concorda: "Essas listas vão inviabilizando as exportações, vão criando amarras e burocracias. Isso causa um desestímulo e uma insegurança jurídica muito grande no setor”. Ele defende que o governo publique no Diário Oficial da União uma garantia de que a produção não será proibida. “Embora o Ministério do Meio Ambiente tenha publicado que não será erradicada [...], o setor não confia mais nessas conversas, porque o que vale é o que é publicado no Diário Oficial da União”, afirma. “Todos os regramentos sanitários e ambientais estão sendo cumpridos, então não justifica flertar com esse tipo de situação”, completa. ➡️Demora para iniciar a criação: para o diretor executivo da Abipesca, a nova lista deve atrasar ainda mais a liberação das licenças de criação. “Hoje, em questão de dois, três anos, o que já é um absurdo, você consegue ter o licenciamento para começar a produzir”, afirma. Segundo ele, o produtor precisa de várias autorizações, como da Agência Nacional de Águas (ANA), da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do órgão ambiental estadual, da outorga de uso da água da União e do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Leia também: Sorvete de tilápia pode ajudar pacientes com câncer; saiba se receita tem gosto de peixe Sem técnicos, aplicativos servem de conselheiros para produtores rurais

Palavras-chave: tecnologia

Os 'Enhanced Games', as 'Olimpíadas dos esteroides', representam riscos para atletas e para o público

Publicado em: 27/05/2026 03:00

O nadador grego Kristian Gkolomeev comemora suas vitórias durante a cerimônia de premiação dos Enhanced Games no Resorts World Las Vegas, em Las Vegas, Nevada, em 24 de maio de 2026. AFP A primeira edição dos Enhanced Games (“Jogos Melhorados”, em tradução livre) está em curso em Las Vegas, EUA, e promete ser um espetáculo único que promove o “aprimoramento” esportivo induzido por drogas. O Comitê Olímpico Internacional condenou o evento como uma forma de “destruir qualquer conceito de fair play” e como “idiota”. Mas os Jogos Melhorados continuam atrativos para muitos atletas e adeptos. Em nosso estudo recente, analisamos algumas das alegações dos organizadores, que incluem: O doping é uma evolução inevitável do esporte Os atletas devem ter liberdade para escolher o que fazer com seus corpos Muitos atletas já usam drogas para melhorar o desempenho (performance-enhancing drugs, ou PEDs na sigla em inglês) O envelhecimento é uma “doença” que pode ser superada com o uso de PEDs. Agora no g1 Como tudo funciona Quarenta e dois atletas competirão em natação, corrida de velocidade, levantamento de peso e strongman. Eles podem reivindicar recompensas de US$ 1 milhão por “quebrar” recordes mundiais (anteriormente estabelecidos por atletas submetidos a testes antidoping). Entre os atletas envolvidos estão o ex-campeão mundial australiano dos 100 metros livre James Magnussen, o campeão mundial de 2022 nos 100 metros dos EUA Fred Kerley e o britânico Ben Proud, que conquistou a prata nos Jogos Olímpicos de Paris nos 50 metros livre. Ao contrário dos atletas “convencionais”, aqueles que competem nos Enhanced Games podem usar substâncias para melhorar o desempenho aprovadas pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) sob uma estrutura proposta de supervisão médica. Isso inclui o uso supervisionado de medicamentos como testosterona, hormônio do crescimento humano e eritropoietina (EPO), exames médicos pré-competição e avaliação do perfil de saúde. Quaisquer recordes estabelecidos não serão ratificados pelas federações esportivas internacionais (que implementam regras antidoping e controles de doping). Portanto, esses “quebradores de recordes” só terão reconhecimento dentro do ecossistema dos Enhanced Games – e talvez na mente de outros que os considerem legítimos. O que estudamos Em nosso artigo recém-aceito para publicação no Journal of Drug Issues, analisamos 13 entrevistas de destaque no YouTube com o fundador dos Enhanced Games, o empresário de tecnologia australiano Aron D'Souza. Descobrimos que D'Souza retoma sempre os mesmos argumentos, destinados a desestabilizar e desacreditar a política antidoping, justificar o uso de substâncias para melhorar o desempenho (PEDs) e legitimar o evento. O primeiro argumento alega que todos os atletas de elite usam doping e que o “esporte limpo” é um mito. Um estudo favorito citado por D'Souza afirma que 40% (ou mais) dos atletas de elite usam PEDs, mesmo que apenas cerca de 2% sejam pegos. Com base nisso, D'Souza destaca as falhas na luta antidoping para buscar justificativa para uma nova abordagem. Um segundo argumento gira em torno da autonomia corporal – os atletas deveriam ser livres para escolher o que fazer com seus corpos (pense em “meu corpo, minha escolha”). Mas a autonomia dentro dos Jogos Melhorados não se sustenta. A coleta obrigatória de sangue para marcadores de saúde é invasiva e retira a escolha dos atletas. Além disso, os atletas recebem protocolos de medicamentos – eles são informados sobre quais medicamentos podem ser usados, em que quantidades e por quanto tempo. Isso não é escolha, é uma forma de controle. Como os atletas recebem salários de seis dígitos, entre médios e altos simplesmente por participarem, a noção de escolha também fica obscurecida. Em um terceiro argumento destinado a desacreditar o antidoping, D'Souza alega que atletas em esportes “convencionais” usam PEDs sob o pretexto de Isenções para Uso Terapêutico – aprovações médicas para usar uma substância que, de outra forma, seria proibida, devido a uma condição de saúde legítima. Mas os dados apresentados por D'Souza são seletivos. Ele ignora um estudo que constatou que o número de atletas competindo com isenções válidas nos Jogos Olímpicos é inferior a 1%, sem que haja qualquer associação entre a concessão de uma isenção e a conquista de uma medalha. No entanto, tais alegações são impactantes e se espalham amplamente pelas plataformas de mídia social. D'Souza também argumenta que o evento “acabará com o estigma” do uso de PEDs. Embora isso seja positivo do ponto de vista da redução de danos, também pode aumentar o número de pessoas que os utilizam. Por fim, D'Souza argumenta que o envelhecimento é uma “doença” que pode ser superada com o uso de PEDs. Mas com os organizadores e patrocinadores dos Enhanced Games divulgando e vendendo diretamente testosterona, peptídeos e medicamentos para longevidade aos consumidores, há um claro conflito de interesses nessas alegações. Dinheiro e política Além das redes sociais, os Enhanced Games contam com alguns patrocinadores ricos e poderosos. Entre eles estão a 1789 Capital (fundo de Donald Trump Jr.) e Peter Thiel (empresário bilionário e ativista político conservador mais conhecido como cofundador da Palantir Technologies). Eles parecem ter apoio político também. Em 2026, a FDA, sob o comando de Robert F. Kennedy Jr., flexibilizou as restrições à prescrição de testosterona e certos peptídeos. Essas mudanças regulatórias mais amplas ocorreram paralelamente à expansão dos Enhanced Games para produtos de saúde e longevidade voltados ao consumidor. Utilizando atletas e influenciadores (como Joe Rogan e Bryan Johnson), os Enhanced Games tem buscado ampliar sua visibilidade, atrair seguidores online e ganhar legitimidade, aumentando seu mercado potencial como parte de um ecossistema comercial mais amplo. Os possíveis riscos à saúde A normalização e comercialização de drogas de aprimoramento é preocupante do ponto de vista da saúde pública. Considerando alguns dos riscos à saúde bem documentados, bem como os danos à saúde a longo prazo ainda desconhecidos, a promoção agressiva de PEDs pelos Jogos Melhorados é preocupante. Diferentemente dos Enhanced Games, onde os atletas terão acesso 24 horas por dia a profissionais de saúde, o público em geral provavelmente estará exposto a um grau muito maior de danos. Notavelmente, a prescrição excessiva de testosterona é uma dessas preocupações, expondo as pessoas a danos potencialmente irreversíveis. Isso é especialmente perigoso para homens mais jovens envolvidos no fenômeno do “T Maxxing”. Onde está o dever de cuidado? Apesar da ousadia em lançar as chamadas “Olimpíadas dos Esteróides”, os Enhanced Games ainda têm o dever de cuidar e proteger seu verdadeiro público-alvo: a população em geral. A falha em fazê-lo reflete não inovação científica, mas imprudência institucional. Os jogos deveriam aproveitar seu alcance global em rápida expansão nas redes sociais para compartilhar mensagens focadas na saúde. Luke Cox é cofundador da Safe Pulse, uma organização sem fins lucrativos dedicada à redução de riscos para pessoas que utilizam substâncias para o aprimoramento humano. Ele também colaborou com os Enhanced Games durante o desenvolvimento de recursos de segurança para atletas, mas não mantém qualquer vínculo empregatício, relação financeira ou afiliação comercial com a organização. Timothy Piatkowski recebe financiamento do National Health and Medical Research Council, da Queensland Mental Health Commission, da Queensland Injectors Health Network e da Hyphen Health. Ele é afiliado à Queensland Injectors Voice for Advocacy and Action (vice-presidente), à The Loop Australia (líder de pesquisa - QLD) e à The Enhanced Games (Força-Tarefa de Melhoria de Desempenho). Ele recebeu financiamento da The Enhanced Games para a produção de materiais de segurança para atletas. É cofundador da Safe Pulse, uma instituição de caridade focada na redução de danos para indivíduos que usam drogas de aprimoramento. Samuel Cornell não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

Palavras-chave: tecnologia

Windows 11: nova atualização deixa o sistema mais rápido, traz áudio duplo e mais

Publicado em: 27/05/2026 02:47 Fonte: Tudocelular

A Microsoft iniciou a distribuição de uma nova atualização opcional para as versões 24H2 e 25H2 do Windows 11. O update prévio chega com a promessa de acelerar a inicialização de aplicativos e otimizar elementos centrais da interface, incluindo o Menu Iniciar, a Barra de Pesquisa e a Central de Ações. A novidade foca em ganho de fluidez geral na navegação diária. O principal destaque prático deste update é a estreia do recurso Áudio Compartilhado (Shared Audio). A funcionalidade permite que dois usuários conectem fones de ouvido Bluetooth simultaneamente em um único computador para ouvir o mesmo conteúdo. A tecnologia utiliza o protocolo Bluetooth LE Audio Broadcast e pode ser ativada diretamente no menu de Configurações Rápidas.O monitoramento de hardware focado em inteligência artificial também recebeu atenção no Gerenciador de Tarefas. O utilitário agora exibe colunas opcionais detalhadas para rastrear o uso e a divisão de memória dedicada ou compartilhada das NPUs. Além disso, os motores neurais que fazem parte das placas de vídeo (GPUs) passam a figurar na aba de Desempenho.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Apple segura preços e desbanca rivais: vendas de iPhones surpreendem na China

Publicado em: 27/05/2026 02:06 Fonte: Tudocelular

O mercado de smartphones tem se recuperado na China e a Apple pode ser a maior vencedora. Isso porque dados mais recentes da Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação (CAICT) indicam que a empresa cresceu 1,8% em abril. Esse movimento de alta surge após um início de ano mais contido, já que, no acumulado de janeiro a abril, o mercado chinês ainda registra uma queda de 8,6% nas remessas totais e de 5,5% especificamente no setor de smartphones. Analistas de mercado indicam que a recuperação observada em abril pode estar atrelada à estabilidade de preços da Apple em um momento de pressão inflacionária no setor de componentes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Funcionários da Samsung aprovam bônus individual de R$ 1,7 milhão com lucros de IA

Publicado em: 27/05/2026 01:30

Mais de 45 mil trabalhadores da Samsung poderiam aderir à paralisação prevista REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo Os trabalhadores sindicalizados da gigante sul-coreana Samsung Electronics aprovaram um acordo que prevê vultosos bônus anuais atrelados aos lucros gerados pela inteligência artificial (IA), segundo os resultados de uma votação eletrônica concluída nesta quarta-feira (27). A Samsung e o sindicato chegaram a esse acerto na semana passada para evitar uma greve geral, com um compromisso que prevê prêmios individuais de até 338 mil dólares (R$ 1,7 milhão) neste ano para 78 mil funcionários da divisão de chips, de um total de 125 mil na Coreia do Sul. Dos aproximadamente 62.600 votos registrados, mais de 73% apoiaram o pacto, informou o sindicato em comunicado. A votação começou na sexta-feira e se estendeu até as 10h locais desta quarta (22h de terça no horário de Brasília). O acordo fechado de última hora na semana passada ocorreu em meio a um boom global da IA que impulsionou o negócio de chips de memória de alta largura de banda da Samsung, crucial para os centros de dados dessa tecnologia. Agora no g1 Pelo acordo de 10 anos, atrelado a ambiciosas metas de desempenho, os bônus anuais corresponderão a 10,5% do lucro operacional da divisão de chips e serão pagos em ações, juntamente com um adicional de 1,5% em dinheiro. A Samsung registrou um aumento de aproximadamente 750% em seu lucro operacional no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, enquanto seu valor de mercado superou 1 trilhão de dólares (R$ 5 trilhões) no início de maio. A possibilidade de uma greve havia despertado grande preocupação na Coreia do Sul, onde só a Samsung responde por cerca de 12,5% do PIB e os chips de memória representam aproximadamente 35% das exportações. Esse conflito trabalhista também reacendeu o debate sobre como os ganhos da IA devem ser distribuídos. Um alto funcionário da Presidência chegou até a sugerir a ideia de um "dividendo nacional", argumentando que o excedente de receitas fiscais relacionadas à IA poderia ser usado para financiar programas de bem-estar social. LEIA TAMBÉM: R$ 3 bilhões por dia: o que está por trás da ameaça de greve na Samsung e por que ela preocupa tanto