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Operação Papai Noel reforça segurança no comércio de Petrolina com mais de 450 policias

Publicado em: 28/11/2025 10:05

Lançamento da Operação Papai Noel 2025 PM /Divulgação Começou nesta sexta-feira (28), em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, mais uma edição da operação Papai Noel, que tem como objetivo levar mais segurança para lojistas e consumidores durante as compras para o natal e ano novo. A cerimônia de lançamento contou com a presença da governadora Raquel Lyra, que cumpre agenda na região. "Lançamos a Operação Papai Noel no Recife e hoje estamos aqui em Petrolina para dizer à população que faremos 450 lançamentos de homens e mulheres para permitir que a gente tenha um Natal mais seguro. É um momento em que as pessoas vão às lojas e o comércio pode bater os seus recordes de vendas", disse a governadora. Nesta edição, a operação Pai Noel vai contar com a presença de mais de 456 policias militares, sendo 250 atuando a pé e 186 em viaturas, motos e bicicletas, na região central e em alguns bairros periféricos de Petrolina. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça “Serão policiados as principais avenidas do centro comercial de Petrolina, algumas ruas. Esse ano a gente está focando também em alguns centros comerciais da periferia: São Gonçalo, João de Deus, José e Maria”, destaca o tenente-coronel, Welber Cavalcanti, comandante do 5º BPM. A operação também vai contar com o suporte da tecnologia, com o monitoramento de drones em pontos estratégicos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Petrolina (CDL), Deusemar dos Santos comemorou o reforço na segurança e acredita que o maior policiamento estimula a circulação de pessoas nas lojas. “É um reforço nas ruas para as pessoas que vêm para o comércio, não apenas o comércio central, mas o comércio dos bairros. Esse reforço na segurança nos traz uma sensação grande de segurança para que a gente possa ficar transitando nesse período de festa”, afirma Deusemar. A operação Papai Noel segue até o dia 31 de dezembro. O empresário Sebastião Costa lembrou o período de insegurança vivido na região central de Petrolina, que ao longo do ano conviveu com onda de furtos e chegou a registrar o assassinato de uma mulher dentro de um supermercado. Para o empresário, o reforço policial será fundamental para os comerciantes e clientes. “O centro da cidade, queira ou não, estava intranquilo com tanta bandidagem, tantos furtos, tanta insegurança. Hoje a gente sente que tem melhorado, mas com esse reforço da operação Papai Noel vai nos ajudar bastante. A festa do natal é para todos”. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: tecnologia

Justiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Colinas do Tocantins

Publicado em: 28/11/2025 10:03

Josemar Carlos Casarin, prefeito de Colinas Prefeitura de Colinas do Tocantins/Divulgação A Justiça suspendeu, de forma liminar, o processo de impeachment aberto pela Câmara Municipal de Colinas do Tocantins, no norte do estado, contra o prefeito Josemar Carlos Casarin (União), conhecido como Kasarin. A decisão é do juiz da 1ª Vara Cível de Colinas do Tocantins, e cabe recurso. A abertura do processo político-administrativo, em outubro de 2025, foi com base em duas denúncias contra o prefeito. Uma delas pelo suposto recebimento indevido de R$ 144 mil no próprio salário, referente a salários, 13º e férias vencidas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O pedido de liminar feito pela defesa de Kasarin argumentou que houve problemas graves no processo, com falta de transparência. “Tínhamos certeza de que a Justiça não causa injustiça. Graças a Deus, ela vem corrigir um fato totalmente adverso à realidade onde não houve nenhum prejuízo para a Prefeitura de Colinas. Simplesmente ingratidão e perseguição. Felizmente, o que começa errado termina errado, o que começa torto termina torto. Nós vamos mais uma vez superar esse desafio para fazer um grande trabalho da forma que estamos fazendo em Colinas do Tocantins”, afirmou o prefeito ao g1. Segundo a decisão, a defesa apontou que o direito de defesa foi prejudicado, pois o prefeito foi notificado menos de 24 horas antes da audiência realizada, e enfrentou dificuldades para acessar documentos do processo. A defesa também afirmou haver dúvidas sobre a autenticidade de alguns documentos. LEIA MAIS Suspeita de movimentar R$ 217 milhões com jogos ilegais, Karol Digital tem prisão convertida em domiciliar após três meses Ninho de cascavel encontrado no TO tinha 14 filhotes: 'Nascem formados e têm veneno', diz veterinária O juiz determinou a suspensão da tramitação do processo político-administrativo nº 001/2025, até nova deliberação da própria 1ª Vara Cível de Colinas ou de tribunal superior, sendo vedada a prática de qualquer ato processual, inclusive votação de relatório final. “Tais elementos, em juízo de cognição sumária, próprios desse momento processual, evidenciam a plausibilidade jurídica das alegações e recomendam a cautela do Judiciário para preservar a legalidade do processo em curso, notadamente diante de possível ofensa a garantias constitucionais básicas”, disse o juiz José Roberto Ferreira Ribeiro. Foi estabelecida uma multa diária no valor de R$ 1 mil, limitada, inicialmente, a R$ 100 mil, podendo ser aumentada. O g1 solicitou posicionamento da Câmara de Colinas do Tocantins, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. Entenda as denúncias contra Kasarin Câmara Municipal de Colinas abre processo de impeachment contra prefeito As denúncias contra o prefeito foram feitas no dia 17 de outubro de 2025 e a sessão ordinária, que autorizou o processo de impeachment, ocorreu no dia 27 de outubro. Uma das denúncias aponta que o prefeito recebeu R$ 144.666,66, em dezembro de 2024. Os valores foram descritos na folha de pagamento dele como pagamentos de 13º salário com retroativos de 2021, 2022 e 2023, além férias vencidas. Os pagamentos foram considerados indevidos porque não eram autorizados por lei. A previsão de pagamento de 13º salário e férias para o prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores de Colinas do Tocantins só foi criada em dezembro de 2023, quando os parlamentares aprovaram uma emenda à Lei Orgânica do município. Na denúncia também é apontado que o pagamento da rescisão contratual é "juridicamente impossível, já que o mandato político não se submete à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)". A outra denúncia cita a locação de um imóvel para ser a sede do Conselho Tutelar, que nunca foi utilizado. Segundo o documento, o contrato teria sido feito em maio de 2025. O pagamento do aluguel teria iniciado em julho e prolongado por quatro meses. A rescisão do contrato teria sido feita em outubro de 2025. Apesar disso, a denúncia aponta que "o imóvel efetivamente utilizado pelo Conselho Tutelar se encontrava sem cobertura contratual e sem pagamento desde abril de 2025, expondo o município a riscos jurídicos e financeiros". Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: câmara municipal

ModRetro recria controle do Nintendo 64 para o console M64

Publicado em: 28/11/2025 09:14 Fonte: Tudocelular

A ModRetro anunciou que seu próximo console, o M64, terá um controle inspirado fielmente no modelo original do Nintendo 64. A revelação acontece após meses de prévias nas redes sociais e acompanha os primeiros detalhes sobre o design do novo hardware voltado à reprodução de jogos clássicos. O lançamento segue a estratégia da empresa de modernizar consoles antigos com tecnologia atual. O M64 rodará jogos de Nintendo 64 em resolução 4K utilizando FPGA, abordagem semelhante à do Analogue 3D, mas com proposta visual mais próxima do hardware lançado pela Nintendo em 1996.O controle recriado pela ModRetro mantém o formato de três empunhaduras, o direcional analógico posicionado ao centro e o gatilho na parte inferior, repetindo a ergonomia característica do acessório original no Nintendo 64. A empresa prioriza autenticidade no layout em vez de ajustes modernos, entregando uma experiência que remete à era clássica do console.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Câmara aprova projetos que concedem zoológico e gestão de cemitérios à iniciativa privada e altera Comdema

Publicado em: 28/11/2025 08:42

Visitantes no zoológico de Piracicaba (SP) Yasmin Moscoski/g1 Em sessões extraordinárias, a Câmara Municipal de Piracicaba (SP) aprovou os projetos da prefeitura que preveem a concessão à iniciativa privada do Zoológico Municipal, do Paraíso das Crianças, além da gestão de cemitérios e do pátio de veículos. Veja detalhes de cada proposta, abaixo. Zoológico Municipal No caso da concessão do Zoológico Municipal e do Paraíso das Crianças, a proposta prevê que ela seja por um prazo de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 10 anos. A justificativa da prefeitura é atrair investimentos para esses espaços, a fim de fortalecer o turismo e valorizar as áreas públicas. "Ressalta-se que há décadas o Zoológico Municipal não recebe investimentos, encontrando-se em situação deplorável, não obstante o alto custo de sua manutenção", afirma a administração municipal. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Antes da votação, houve debate no plenário com participação de vereadores e representantes da sociedade civil. O representante da Associação dos Amigos da Cidadania e do Meio Ambiente de Piracicaba (Ampira), João Paulo Ariozo, falou na tribuna da Câmara para solicitar a participação popular, por meio de uma audiência pública, para a discussão do projeto. "Há escassez de espaços para o público infantil na cidade, estamos falando de abrir mão por 35 anos de concessão. Fiz a solicitação de pelo menos uma audiência pública, o espaço merece uma atenção", ressaltou. Segundo a proposta, o Executivo estabelece que alunos matriculados na rede pública municipal terão acesso gratuito aos dois espaços em dias de semana, para visitas pedagógicas guiadas. Instituições sem fins lucrativos sediadas em Piracicaba também terão direito a ingressos gratuitos para visitas durante a semana. ARQUIVO: reportagem da EPTV de agosto de 2025 mostra que Prefeitura de Piracicaba atrasou em 2 anos e meio melhorias no zoológico da cidade Cemitérios e serviços funerários Outro projeto aprovado trata da concessão dos serviços cemiteriais e funerários à iniciativa privada, sob a justificativa de reduzir custos aos cofres municipais e melhorar a qualidade dos serviços. O prazo é de 25 anos, prorrogável por mais 10, e os serviços serão remunerados por meio de tarifas. No caso dos serviços funerários, a empresa contratada deverá oferecer confecção, comércio, transporte e preparação de urnas mortuárias; traslado e preparação de corpos; além de organização de velórios e locação de acessórios. Os serviços cemiteriais incluem a outorga de concessões e permissões de terrenos nos cemitérios municipais para construção de jazigos e sepulturas; destinação e ocupação de jazigos abandonados; transferência de restos mortais para ossuários; e gestão das áreas. A concessionária também será responsável por melhorias, manutenção, conservação e limpeza dos cemitérios, velórios e instalações, além do pagamento das contas de água e energia elétrica. Está previsto o fornecimento gratuito de urnas funerárias, espaço para velório e serviços cemiteriais para o sepultamento de pessoas carentes e indigentes. Cemitério da Saudade em Piracicaba Divulgação/Prefeitura de Piracicaba Pátio de veículos O projeto 381/2025, aprovado durante sessão extraordinárias, autoriza a concessão dos serviços de remoção e guarda de veículos apreendidos. A justificativa é oferecer uma solução para problemas relacionados a veículos abandonados ou com infrações de trânsito. Assim como nas demais propostas, o prazo é de 25 anos, prorrogável por mais 10. A concessionária será responsável por todos os custos - obras, locação, administração, vigilância, limpeza, manutenção, tecnologia da informação e monitoramento - além de eventuais danos causados aos veículos sob sua guarda. A remuneração dela será feita por tarifas. Também caberá à concessionária preparar e dar suporte à realização de leilões de veículos apreendidos após o prazo legal. Os recursos obtidos com a concessão serão destinados ao Fundo Municipal de Manutenção e Educação para o Trânsito. O pátio utilizado poderá ser compartilhado com autarquias e outros órgãos públicos federais, estaduais e municipais, além de atividades privadas de pátio. VÍDEOS: saiba tudo sobre Piracicaba e Região " Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Concurso Público Unificado tem inscrições prorrogadas; saiba até quando e como se inscrever

Publicado em: 28/11/2025 08:25

Palácio do Campo das Princesas é sede do governo de Pernambuco Marlon Costa/Pernambuco Press O governo do estado prorrogou até domingo (30) o período de inscrições para o Concurso Público Unificado de Pernambuco (CPU) . O prazo, que se encerraria nesta sexta-feira (28), foi prorrogado pela segunda vez. Ao todo, são oferecidas 460 vagas com salários de até R$ 11,3 mil para cargos na gestão pública estadual. Em outubro, o edital foi suspenso após críticas devido à ausência de cotas raciais. Após a suspensão, o governo sancionou uma lei que obriga a reserva 30% das vagas para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. A reabertura do processo seletivo veio acompanhada de um novo cronograma, já que o período de inscrições inicial se encerrava em 7 de novembro. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp As inscrições são feitas na internet para participar das provas, que serão realizadas em janeiro de 2026, em 10 cidades: Afogados da Ingazeira, no Sertão; Araripina, no Sertão; Arcoverde, no Sertão Carpina, na Zona da Mata; Caruaru, no Agreste; Floresta, no Sertão; Palmares, na Zona da Mata; Petrolina, no Sertão; Recife, na Região Metropolitana; Salgueiro, no Sertão. Para os candidatos a cargos de formação específica de nível superior, as provas objetivas e discursivas ocorrem no dia 18 de janeiro. Já para os demais candidatos (nível médio e qualquer área de nível superior), as provas são aplicadas em 25 de janeiro. Conforme o novo edital, disponível na internet, são reservadas aos candidatos pretos ou pardos 25% das vagas disponíveis e das que possam surgir durante o prazo de validade do concurso. Para pessoas indígenas, serão 3% das vagas. Para quilombolas, mais 2%. Vagas por bloco Bloco: formação específica de nível superior Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe): 50 vagas em 11 formações Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI): 88 vagas em 4 formações Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH): 46 vagas em 16 formações Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado (Funape): 6 vagas de analista jurídico previdenciário Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase): 29 vagas em 4 formações Instituto de Pesos e Medidas (Ipem): 3 vagas em 3 formações Secretaria de Administração (SAD): 29 vagas de contador Bloco: qualquer área de formação de nível superior Funape: 14 vagas SAD: 53 vagas Secretaria da Controladoria Geral do Estado (SCGE): 27 vagas Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag): 27 vagas Bloco: formação de nível médio CPRH: 42 vagas Ipem: 36 vagas Suspensão do edital O primeiro edital do CPU foi publicado no dia 9 de outubro. Ele foi criticado por não ter cotas raciais e apenas reservar vagas para pessoas com deficiência. Na época, políticos, instituições da sociedade civil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fizeram críticas e afirmaram que o certame fere o Estatuto da Igualdade Racial, sancionado em 2023 pela governadora Raquel Lyra (PSD). No dia seguinte, as inscrições no concurso foram suspensas, e o governo enviou um projeto de lei que garante cotas raciais. O projeto foi aprovado em 15 de outubro pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e é válido para concursos públicos estaduais e seleções simplificadas. A proposta unificou projetos que já tramitavam na Alepe, de autoria dos deputados Dani Portela (Psol), João Paulo Costa (PCdoB) e Rosa Amorim (PT). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Lei garante escola particular para crianças carentes que não têm vaga em creche municipal em Poços de Caldas

Publicado em: 28/11/2025 08:15

Famílias em situação de vulnerabilidade podem ser beneficiadas com vale-creche em Poços Uma lei sancionada em Poços de Caldas criou o vale-creche, que garante às famílias em situação de vulnerabilidade que suas crianças de 0 a 5 anos tenham vaga no ensino infantil. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A lei nº 10.049/2025, aprovada na Câmara Municipal em outubro e sancionada pelo prefeito na segunda-feira (24), determina que crianças acompanhadas pelo Conselho Tutelar ou pelo Ministério Público cadastradas na rede municipal de ensino, mas que ainda não conseguiram vaga próxima de casa ou do local de trabalho do responsável estudem em outras escolas por conta da prefeitura. Creche municipal em Poços de Caldas Prefeitura de Poços de Caldas/Divulgação O benefício é provisório e emergencial e assim que surgir uma vaga na rede municipal, será encerrado. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, 570 crianças aguardam vaga em creches nas regiões Sul e Oeste, mas nenhuma se encaixa nos critérios do vale-creche. Ainda de acordo com a secretaria, há uma previsão de ampliação de mais de 600 vagas em 2026. Temporal, casamento após 50 anos e linhas de ônibus: veja as notícias mais lidas da semana Pagamento direto para as escolas O pagamento do atendimento será feito diretamente às instituições de ensino credenciadas. A prioridade será dada a instituições sem fins lucrativos, comunitárias, confessionais ou filantrópicas. As escolas participantes terão que garantir atendimento gratuito, alimentação adequada, inclusão de crianças com deficiência e os mesmos padrões de qualidade exigidos na rede municipal. As vagas serão liberadas conforme a ordem do cadastro da Secretaria de Educação. O benefício não se aplica às crianças cujos responsáveis já recebem auxílio-creche pelo trabalho, que tenham recusado vaga na rede municipal ou que tenham sido desligadas de unidades da própria rede. O valor do benefício será definido anualmente pela prefeitura e não pode exceder o valor per capita das parcerias municipais de educação infantil, o auxílio vale por ano letivo e pode ser renovado enquanto não houver vaga na rede municipal e a família continuar em condições de vulnerabilidade. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

PF investiga esquema de desvio de R$ 1,3 milhão em verbas indenizatórias na Câmara de Boa Vista

Publicado em: 28/11/2025 07:48

Operação da PF na Câmara Arquivo pessoal A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Teatro das Sombras para investigar um esquema de desvio de verbas indenizatórias na Câmara Municipal de Boa Vista. Segundo a PF, as fraudes ocorreram entre 2022 e 2023 e causaram prejuízo superior a R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. A investigação começou o Ministério Público de Roraima (MPRR) apontar o uso de documentos ideologicamente falsos para justificar gastos que nunca aconteceram. Entre as irregularidades identificadas estão notas fiscais canceladas ou inexistentes, declarações de despesas fictícias e simulações de serviços não prestados — artifícios usados para gerar ressarcimentos indevidos. A PF afirma que parte das verbas destinadas ao ressarcimento de aluguel de escritórios parlamentares também foi desviada. Em vez de manter os espaços de apoio ao mandato, os valores eram usados para sustentar empreendimentos privados ligados a um dos investigados. Em alguns casos, os suspeitos teriam simulado a existência desses escritórios para justificar o recebimento da verba, embora os imóveis funcionassem como empresas particulares. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Boa Vista. A Justiça também determinou o sequestro e bloqueio de valores dos investigados, para tentar recuperar o prejuízo causado ao erário.

Palavras-chave: câmara municipal

OpenAI: banco afirma que a empresa irá torrar uma quantia exorbitante de dinheiro até 2030

Publicado em: 28/11/2025 07:47 Fonte: Tudocelular

A OpenAI deve continuar dependendo de empréstimos bilionários pelos próximos anos, mesmo com o crescimento acelerado de sua base de usuários e receitas. A previsão foi publicada pelo HSBC Holdings, que avaliou os custos de infraestrutura necessários para manter o avanço dos serviços de inteligência artificial da empresa. Segundo a análise, a startup norte-americana só deve alcançar sustentabilidade financeira a longo prazo. Até lá, a companhia precisará bancar investimentos pesados em centros de dados e computação de alto desempenho para sustentar modelos generativos mais sofisticados.A corrida pela IA fez com que gigantes da tecnologia concentrassem todos os seus recursos nestas tecnologias, investindo quantidades cada vez mais obscenas em servidores de alto desempenho. Ainda que a IA tenha evoluído em uma velocidade impressionante, as empresas ainda lutam para encontrar formas de torná-la lucrativa, tendo em vista que o valor obtido com as assinaturas dos usuários não chegou nem perto do ideal. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Lula venceu queda de braço com Trump, diz Financial Times

Publicado em: 28/11/2025 07:39

A colunista Gillian Tett, do jornal inglês Financial Times, afirmou nesta sexta-feira (28) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu a ofensiva tarifária do presidente dos EUA, Donald Trump, após meses de tensão diplomática envolvendo a prisão de Jair Bolsonaro e a taxação de produtos brasileiros. Logo no início da análise, Tett ironiza a reversão das tarifas adicionais anunciadas por Trump em agosto, um aumento de 40% sobre as importações brasileiras. “Como se diz ‘Taco’ — no sentido de ‘Trump Always Chickens Out’ ('Trump sempre amarela') — em português?”, escreve, sugerindo que muitos brasileiros agora fariam a provocação “com um sorriso”. Na semana passada, os Estados Unidos retiraram a tarifa extra sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, cacau e frutas. A decisão amplia a lista de exceções ao tarifaço imposto por Trump e ocorreu após reunião entre Mauro Vieira e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Na semana anterior, os EUA já haviam reduzido tarifas de cerca de 200 itens alimentícios; agora, com a nova medida, vários produtos brasileiros retornam às taxas normais anteriores ao aumento. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 O tarifaço dos EUA, que entrou em vigor no mês de agosto, foram justificadas por Trump como uma resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, ameaçariam a segurança nacional americana. O governo Trump acusou autoridades brasileiras, especialmente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de perseguir apoiadores de Jair Bolsonaro, censurar empresas de tecnologia americanas e violar a liberdade de expressão de cidadãos e empresas dos EUA. Segundo o artigo, Lula respondeu “de forma desafiadora” às ameaças, o que acabou fortalecendo sua imagem interna. “Em bom português: Lula venceu”, afirmou a colunista. Na visão da colunista, há três lições principais no episódio. A primeira, segundo ela, é que a Casa Branca está mais sensível à pressão do custo de vida. “Pesquisas recentes mostram que a confiança dos consumidores está caindo junto com a popularidade de Trump”, lembra Tett, destacando que reduzir tarifas agrícolas tornou-se um gesto politicamente conveniente. A segunda lição, diz ela, é que “valentões geralmente respondem à força”. Países como China já demonstraram isso, e o Brasil teria seguido o mesmo caminho. A conclusão, aponta, é direta: quem lida com Trump precisa avaliar “como explorar seus pontos fracos”. *Reportagem em atualização Trump e Lula em primeiro encontro formal, na Malásia. REUTERS

Palavras-chave: tecnologia

Anvisa define quais vírus vão compor as vacinas da gripe usadas no Brasil em 2026; veja o que muda e por que importa

Publicado em: 28/11/2025 07:37

Brasil ganha 1ª vacina de dose única contra a dengue A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu quais vírus da influenza vão compor as vacinas da gripe usadas no Brasil em 2026. A decisão, publicada nesta quinta-feira (27) e alinhada às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualiza as cepas que entrarão na formulação dos imunizantes distribuídos tanto no SUS quanto na rede privada. A mudança anual é essencial para manter a proteção da população: o vírus da gripe sofre mutações constantes e pode variar de uma estação para outra. Por isso, a OMS monitora em tempo real quais subtipos circulam com maior força no mundo e orienta os países a ajustarem a vacina a cada ano. Mateus Bruxel/ Agencia RBS Quais cepas vão estar nas vacinas de 2026? A Composição 2026 foi definida vale para doses destinadas ao Hemisfério Sul — ou seja, para as que começam a ser aplicadas no Brasil a partir de 1º de fevereiro de 2026. São elas: Vacinas trivalentes (3 cepas) A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09 A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria) Vacinas quadrivalentes (4 cepas) As três acima B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata) Vacinas não baseadas em ovos A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09 A/Sydney/1359/2024 (H3N2) B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria) Todas deverão trazer no rótulo a indicação: “CEPAS 2026 HEMISFÉRIO SUL”. Vacina contra influenza está sendo ofertada para grupos especiais em Macapá Ministério da Saúde/divulgação O que isso significa na prática para quem vai tomar a vacina A nomenclatura técnica pode parecer distante, mas afeta diretamente a proteção da população. Trivalente x tetravalente Trivalente: protege contra três tipos de influenza — dois vírus A (H1N1 e H3N2) e um vírus B. Tetravalente: inclui uma quarta cepa, da linhagem B/Yamagata, oferecendo cobertura um pouco mais ampla. Na prática, a tetravalente tem potencial de proteção ligeiramente maior, mas a diferença só é relevante se aquela linhagem B/Yamagata estiver circulando — o que não acontece desde 2020. Por que a OMS quer acabar com a tetravalente Como a linhagem Yamagata praticamente desapareceu do planeta, a OMS recomendou descontinuar as vacinas quadrivalentes a partir de 2027. Continuar produzindo um imunizante que contém uma cepa extinta não faz mais sentido técnico e torna a fabricação mais complexa e custosa. Ainda assim, o Brasil vai manter as vacinas tetravalentes até 2026. A Anvisa avaliou que o país ainda não tem oferta suficiente de trivalentes para substituí-las totalmente. Se a mudança fosse imediata, poderia haver desabastecimento e atraso na campanha de vacinação. Cada dose de vacina é um passo a mais para a sua saúde Banco de imagens Vacinas “baseadas em ovos” x “não baseadas em ovos" O que as diferencia é o método de produção: Baseadas em ovos: usam ovos de galinha fertilizados para o vírus da gripe se multiplicar antes de ser inativado e virar o imunizante. É uma tecnologia tradicional, segura e amplamente disponível. Tecnologia tradicional, a mais comum e amplamente disponível. Não baseadas em ovos: usam células de cultura ou técnicas recombinantes, que permitem produção mais rápida e não dependem de granjas especializadas; podem oferecer maior precisão contra determinadas mutações e são importantes para diversificar a cadeia de produção global. Para o público, ambas são seguras e eficazes. A diferença importa mais para fabricantes e governos. O que muda para quem vai ao posto ou à clínica Para a população, o que realmente importa é: a vacina estará atualizada para as cepas que devem circular em 2026; a proteção contra formas graves continua elevada; o tipo de vacina disponível (tri ou tetra) dependerá da rede (SUS ou privada) e da estratégia de transição definida pela Anvisa. Ou seja: a composição muda, mas a recomendação permanece — todos os grupos elegíveis devem se vacinar. Leia também: As 10 maiores mentiras sobre vacinas que viralizam no Telegram — e o que a ciência já sabe sobre cada uma Por que ainda existem vacinas do Hemisfério Norte no Brasil Algumas regiões brasileiras têm sazonalidade diferente ou fluxos específicos (como áreas de fronteira). Nessas situações, o Ministério da Saúde utiliza lotes formulados para o Hemisfério Norte. Os rótulos trarão a indicação “CEPAS 2025–2026 HEMISFÉRIO NORTE” para facilitar identificação. Essas vacinas terão as seguintes composições: Trivalentes A/Victoria/4897/2022 (H1N1)pdm09 A/Croatia/10136RV/2023 (H3N2) B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria) Quadrivalentes As três acima B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata) Não baseadas em ovos A/Wisconsin/67/2022 (H1N1)pdm09 A/District of Columbia/27/2023 (H3N2) B/Phuket/3073/2013 (linhagem Yamagata) Os rótulos devem indicar: “CEPAS 2025–2026 HEMISFÉRIO NORTE”.

Palavras-chave: tecnologia

Saneamento em palafitas de Manaus apresentado na COP30 inspira soluções para periferias amazônicas

Publicado em: 28/11/2025 07:00

Saneamento em palafitas de Manaus inspira soluções para periferias na Amazônia O Beco Nonato, em Manaus, se tornou um dos principais exemplos brasileiros de como o avanço no saneamento pode transformar áreas de palafitas. A chegada de água tratada e coleta de esgoto mudou a realidade de uma região antes marcada pela vulnerabilidade, pelo lixo acumulado, pelas enchentes e pela exposição constante a doenças. A transformação no local, conduzida pela Águas de Manaus, do Instituto Aegea, foi apresentada na Zona Verde da COP30, em Belém, onde especialistas e participantes puderam conhecer o projeto por meio de uma experiência de realidade virtual. Assista ao vídeo acima. De Manaus para Belém: como o modelo virou referência No estande da COP30, o público percorria virtualmente as passarelas do Beco Nonato e acompanhava como redes de abastecimento e esgoto foram instaladas em estruturas frágeis suspensas sobre igarapés na Zona Sul da capital amazonense. Segundo o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, a experiência no Beco Nonato redefiniu a forma de implantar saneamento básico em regiões vulneráveis. “Aprendemos muito em Manaus. Nossa área técnica desenvolveu tecnologias específicas para levar água e coletar esgoto em palafitas, algo inédito no Brasil. É um case premiado e que recebe visitas de especialistas do país inteiro”, afirmou. Beco Nonato no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, após intervenção da Águas e Manaus Águas de Manaus A mudança no local começou a ser percebida no primeiro semestre de 2023, quando moradores antes expostos à lama, lixo e alagamentos passaram a receber água tratada e ter coleta e tratamento de esgoto. Para garantir que famílias de baixa renda pudessem acessar o sistema, a concessionária criou a Tarifa 10, modelo em que moradores em situação de alta vulnerabilidade pagam apenas R$ 10 pelos serviços. “Elas querem pagar, querem dignidade. Isso também faz parte da sustentabilidade do sistema”, disse Édison. O projeto foi desenhado para resistir às variações do nível dos rios e às condições sociais e urbanas da região, associando engenharia adaptada à realidade amazônica com políticas tarifárias que evitam exclusão. Para o presidente do Instituto Aegea, os avanços em saneamento ainda enfrentam grandes desafios no país. Ele ressalta que muitas regiões do Norte e do Nordeste têm áreas isoladas, comunidades rurais e pessoas distantes dos centros urbanos, que também têm direito a água potável e esgoto tratado. “A tecnologia existe, mas não são as mesmas soluções usadas nas cidades. São necessários sistemas menores, compactos, muitas vezes movidos a energia solar, adaptados a cada território. O que falta é visão política e educação para que as comunidades consigam operar e manter os sistemas funcionando ao longo do tempo”, afirmou Édison. Tecnologia manauara aplicada na maior comunidade de palafitas do Pará Obra leva esgoto de áreas nobres de Belém para comunidade de palafita sem saneamento. A experiência do Beco Nonato serviu de referência para a implantação de saneamento na Vila da Barca, a maior comunidade de palafitas de Belém, com cerca de 5 mil moradores distribuídos entre casas suspensas e edificações de alvenaria às margens da Baía do Guajará. De acordo com o presidente do Instituto Aegea, em apenas três meses de obras, os moradores começaram a receber água tratada em casa, um avanço que transforma a rotina da população e reduz os riscos de doenças e infecções. “A Vila da Barca é ainda maior que o Beco do Nonato, mas a tecnologia funcionou com muito sucesso. Trouxemos a experiência de Manaus e aplicamos em Belém, porque os desafios eram muito semelhantes. Hoje, milhares de pessoas deixaram de conviver com risco diário de infecções e doenças”, afirmou Édison Carlos. Vila da Barca, no bairro do Telégrafo, identificada pela extrema precariedade de moradia, em palafitas TV Liberal A comunidade conta atualmente com cerca de 600 moradias de palafitas, onde vivem mais de mil famílias, além de áreas urbanizadas em alvenaria. A primeira fase de abastecimento de água já foi concluída, com hidrômetros individuais instalados para cada família. O valor da conta, que ainda não está sendo cobrado, será de R$ 66,42, dentro de uma taxa social. Já a rede de esgoto deve ser finalizada até abril do próximo ano. Os sistemas foram concebidos para operar mesmo diante das variações nos níveis dos rios, entre períodos de cheia e seca, e adaptados às condições sociais e geográficas da periferia urbana. Saneamento como proteção climática Para Édison, a crise climática reforça o papel do saneamento básico como ferramenta essencial de proteção à vida. “Quem mais sofre nas crises climáticas são os ribeirinhos, moradores de palafitas, de favelas. O saneamento aumenta a resiliência dessas comunidades”, disse. A apresentação na COP30 evidenciou que discutir água e esgoto está diretamente conectado aos impactos das mudanças climáticas, especialmente em territórios vulneráveis. “Até pouco tempo, nem a água era tema central da COP. Hoje, é impossível falar de clima sem falar de saneamento”, ressaltou. Avanços e desafios no Amazonas Dados do Instituto Trata Brasil mostram que, no Amazonas, o acesso à água encanada caiu de 87,58% em 2019 para 81,14% em 2023, distante da meta de 99% prevista pelo Marco Legal do Saneamento. Em Manaus, o abastecimento de água apresentou leve melhora, passando de 97,5% em 2019 para 97,98% em 2023, um aumento de 0,48%. O estudo "Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025" também analisou a coleta de esgoto. No Amazonas, o acesso cresceu de 14,95% para 28,63% da população entre 2019 e 2023. Mesmo com o avanço de 13,68 pontos percentuais, o estado ainda está longe da meta de 90% de cobertura prevista pelo Marco Legal. Para superar esses índices, o estado depende de investimentos contínuos. No âmbito da Aegea, R$ 6 bilhões já foram aplicados na Amazônia Legal, e há previsão de mais R$ 19 bilhões apenas no Pará nas próximas décadas. “Para áreas densamente povoadas, a solução não depende só de recursos financeiros, mas também de tecnologia e de um bom diálogo com a população. Respeitar as diversidades locais é fundamental”, disse o presidente da Aegea. Um modelo que pode mudar a Amazônia urbana A experiência do Beco Nonato e da Vila da Barca mostrou, na COP30, que soluções de saneamento desenhadas para a Amazônia não precisam ser excepcionais, precisam ser replicáveis. A tecnologia, aliada à adaptação geográfica e ao diálogo comunitário, aponta caminhos reais para transformar periferias ribeirinhas e reduzir desigualdades estruturais. O que começou em uma viela de palafitas em Manaus se tornou referência continental e agora inspira novas cidades na busca por soluções sustentáveis, acessíveis e resilientes para enfrentar os desafios climáticos e sociais da região. Saneamento em palafitas de Manaus é destaque na COP30 e inspira soluções para a Amazônia Patrick Marques, g1 AM

Palavras-chave: tecnologia

Rita Lobo: 'Se pensar só em proteína e carboidrato, o pão vira inimigo'

Publicado em: 28/11/2025 06:41

'Levou um gel de carboidrato pra mim no primeiro encontro': como corrida uniu casal Há 25 anos, a chef de cozinha Rita Lobo lançava o site Panelinha com um intuito simples: ensinar qualquer pessoa a cozinhar em casa para ter uma alimentação mais saudável baseada em comida de verdade. A ideia era ajudar o público, de forma simples e democrática, a evitar os chamados ultraprocessados, alimentos feitos majoritariamente com ingredientes industriais, aditivos químicos e poucos itens in natura. A missão se provou cada vez mais relevante: os alimentos ultraprocessados já respondem por cerca de 20% das calorias diárias ingeridas pela população brasileira, segundo um estudo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. No mundo, os dados são ainda mais alarmantes: em alguns países de alta renda, como o Reino Unido, os alimentos ultraprocessados já respondem por mais de 50% das calorias consumidas, segundo estudo da revista Lancet. Neste mês de novembro, a mesma publicação científica lançou uma série especial focada nos efeitos dos alimentos ultraprocessados sobre a saúde humana. O conjunto reúne três artigos assinados por 43 pesquisadores de diferentes países e pede adoção de políticas públicas que combatam o avanço dos ultraprocessados. A chef brasileira foi uma das convidadas para o lançamento presencial, em Londres, e conversou com a BBC News Brasil sobre a responsabilidade da indústria, o papel das políticas públicas e o desafio de tornar a comida de verdade acessível em um mundo cada vez mais dominado por produtos ultraprocessados. Rita Lobo fala ao podcast O Assunto sobre alimentos ultraprocessados Montagem/g1 Confira a entrevista abaixo. BBC News Brasil - Se precisasse traduzir o que essa série traz para um público leigo, como faria? Rita Lobo - Eu diria assim: "Leia a lista de ingredientes do rótulo. Se tiver nomes de coisas que você não tem na sua cozinha, deixe no supermercado". O que a revista está dizendo é que esses produtos que parecem comida, têm cheiro de comida, têm sabor de comida, na verdade, são formulações industriais que o corpo não entende mais como comida. E, em função disso, o consumo desses produtos, que tira da mesa a comida de verdade, está adoecendo as populações. Os índices de obesidade no mundo só crescem, e com eles crescem as doenças crônicas não transmissíveis, como doenças coronárias, diabetes, alguns tipos de câncer e até problemas ligados à saúde mental. O que a Lancet está dizendo é que não basta só os indivíduos fazerem escolhas melhores. São necessárias políticas públicas que levem comida de verdade às pessoas e que dificultem o acesso e o consumo dos ultraprocessados. BBC News Brasil - Como reconhecer um ultraprocessado? Rita Lobo - O principal é a lista de ingredientes. Mas também existe uma lógica: é um produto pronto para comer, que você não precisa cozinhar? E é importante saber o que é comida de verdade, que é aquela feita a partir de alimentos in natura ou minimamente processados. Não é só o que você compra na feira. Quando você compra um pacote de feijão, ali dentro tem feijão. Não é "feijão sabor feijão". Um iogurte natural, por exemplo, não é ultraprocessado, porque só tem leite e fermento. Não tem adição de açúcar, adoçante, corante, saborizante ou emulsificante. É basicamente leite e fermento. A comida de verdade é feita por mãos humanas, não é feita na fábrica, e ela leva em conta um padrão alimentar tradicional. No Brasil, é o arroz com feijão, os legumes, as verduras, a farofinha. O problema não é a batata frita — o problema é a batata frita ultraprocessada, aquelas congeladas, cheias de amidos modificados e aditivos. BBC News Brasil - E o que mantém as pessoas mais longe hoje de cozinhar? Rita Lobo - Essa é uma pergunta complexa. Durante muito tempo, até os anos 90 no Brasil, as pessoas comiam mais comida de verdade. Em países como Estados Unidos e Inglaterra, isso foi até as décadas de 60 ou 70. As mulheres não trabalhavam fora. Quando elas foram para o mercado de trabalho — o que foi essencial — os homens não ocuparam esse lugar na cozinha. E a cozinha virou uma espécie de terra de ninguém. A indústria que antes ajudava a conservar alimentos passou a perceber que era muito mais lucrativo oferecer comida pronta, com uma validade enorme e com ingredientes cada vez mais baratos, cheios de aditivos que fazem o produto parecer comida. Hoje, são bilhões de dólares em marketing dizendo, desde que a criança nasce, que aquelas misturinhas industriais são melhores que a comida de verdade. E trago outro ponto: você disse que comeu ovos mexidos hoje no café da manhã. Muita gente escolhe essa refeição por ser uma fonte de proteína. E a maioria das pessoas não diz "eu comi ovos", diz "eu comi minha proteína". "Estou evitando carboidrato simples." Esse jeito de falar muda tudo. Quando o que você "precisa" é proteína, tanto faz se vem do ovo ou do whey. Tanto faz se você vai comer frango ou um iogurte proteico. Até o jeito de falar sobre comida é moldado por essa indústria. A gente passa a chamar os alimentos pelo nutriente que eles entregam. E, a partir daí, tanto faz estar escolhendo comida de verdade ou um produto. Porque o foco vira o nutriente — e você começa a perder a capacidade de diferenciar o que é comida e o que não é. BBC News Brasil - Essa onda desumaniza o jeito que a gente vê a comida? Rita Lobo - Totalmente. Isso tem nome na nutrição: reducionismo nutricional. Quando você passa a escolher a comida só pelo nutriente que ela vai te entregar, você perde a referência do que é comida de verdade. Até o jeito de falar muda. Em vez de "vou beber água", a pessoa diz "preciso me hidratar". E aí alguém aparece dizendo que tem algo "melhor que água", como um isotônico. E você cai nessa armadilha. BBC News Brasil - Algum ultraprocessado entra na sua casa? Rita Lobo - Quando você vira a chave, você percebe que não precisa de ultraprocessados. Pelo contrário: hoje, se alguém me oferece um "chocolate" que já nem é mais chocolate — esses confeitos com sabor de chocolate dos produtos comerciais —, para o meu paladar é doce demais, artificial demais. Não é algo que eu ache gostoso, nem algo que eu queira comer. E eu sei, por experiência própria, que é possível ter uma alimentação baseada em comida de verdade. Mas tem duas coisas essenciais. A primeira: não existe querer ter uma alimentação saudável e não saber cozinhar. A segunda coisa é o planejamento. Se você decide o que vai comer só na hora da fome, você vai fazer piores escolhas. As nossas avós já faziam isso: cardápio semanal, lista de compras, para não comprar demais nem de menos. Se você compra mais, joga comida fora — e joga dinheiro fora. Se compra menos, falta ingrediente o tempo todo: "Esqueci de comprar cebola, não dá para fazer o arroz". Planejar é essencial, inclusive para o orçamento. E pensar em comida três vezes por dia cansa. Se você pensa nisso uma vez por semana, planejando, fica muito mais fácil manter uma alimentação saudável. Você compra melhor, cozinha mais, divide porções, congela. Planejamento é fundamental. Aprender a cozinhar é fundamental. E isso não é "assunto de dona de casa". É assunto da casa. É o motivo de eu ter me aproximado tanto do mundo da saúde pública, porque hoje a ciência e a medicina entendem que transformar alimentos in natura e minimamente processados em comidas gostosas é uma ferramenta poderosa para ter uma vida melhor, mais saudável — e mais saborosa também. BBC News Brasil - E eu queria perguntar o que acha da inteligência artificial na cozinha, que é sempre um espaço tão humano. Rita Lobo - Eu vejo de forma muito positiva, porque a inteligência artificial ajuda em coisas que as pessoas já não têm tanta habilidade. Por exemplo: planejar. Se eu te disser agora "faz um planejamento básico de quatro dias do que você vai comer e uma lista de compras", você vai demorar muito tempo. E talvez nem faça tão bem quanto as nossas avós faziam, porque elas tinham essa habilidade. A inteligência artificial sabe fazer isso. Você precisa saber perguntar, mas eu acho uma coisa muito boa. Para criar receita, eu ainda não estou totalmente satisfeita. Eu adoraria que fosse melhor. No Panelinha a gente tem uma equipe testando receitas todos os dias, das 9h às 18h. A gente testa receita para quem mora sozinho, por exemplo. Porque quando você mora sozinho, você tem praticamente um relacionamento com o repolho. Ele dura. Mas você faz uma vez e, no dia seguinte, pensa: "de novo repolho?". Então a gente testa inúmeras formas de preparar o mesmo ingrediente. Uma hora grelhado, outra hora assado com bacon, outra hora refogado com cominho, que muda completamente o sabor, outra hora em salada com maçã... A gente fica testando possibilidades. A inteligência artificial ainda não está totalmente pronta para criar receitas assim, mas para planejamento eu acho que ela é muito boa. BBC News Brasil - E falando de política pública, para quem quer cozinhar mais em casa, tem um cenário ideal que poderia ajudar e fazer alguma diferença contra esse lobby milionário dos ultraprocessados? Rita Lobo - Quanto mais a gente cozinha e compra alimentos in natura e minimamente processados, mais a gente estimula esse mercado. E quanto menos a gente consome ultraprocessados, mais a gente desestimula esse outro mercado. Claro que essa comparação não é simples, nem totalmente justa. Tem gente que realmente não consegue ter outro tipo de alimentação. Aqui na Inglaterra, por exemplo, cerca de 52% das calorias vêm de ultraprocessados. Então é mais complexo. A sensação de que cozinhar é um peso muda quando você entende que cozinhar é a melhor ferramenta que você tem para ter uma vida melhor. Quanto mais você cozinha, mais fácil fica. Tem uma coisa que me incomoda muito — mas eu sou educada, não saio brigando com ninguém. Quando as pessoas dizem: "Ai, o que você faz é um dom. Cozinhar é uma arte. Eu acho lindo, mas não é para mim, eu não tenho mão." Quando você diz isso, você está dizendo que ou a pessoa nasce com isso, ou nunca vai cozinhar. E não é verdade. Cozinhar é como ler e escrever: você não nasce sabendo, você aprende. Todo mundo aprende a ler e escrever. Uns viram grandes escritores, outros não conseguem escrever uma mensagem direito, mas aprenderam. Cozinhar é a mesma coisa. Não estou dizendo para ninguém virar chef, mas aquele básico para garantir uma alimentação saudável, saborosa e dentro do orçamento, todo mundo pode aprender. BBC News Brasil - Você viaja bastante. Está em Londres essa semana. O que vê nos supermercados em comparação com o Brasil, com os Estados Unidos, outros países? Rita Lobo - Caro. Esse é o primeiro ponto. Muito caro. No Brasil, hoje, comer comida de verdade custa mais ou menos o mesmo que basear a alimentação em ultraprocessados. Aqui, comer comida de verdade é mais caro, e isso você sente no supermercado. Os ultraprocessados são muito mais baratos. Parte disso é porque no Brasil ainda se come muita comida de verdade, ainda existe mercado para isso. Quanto menos a gente comer comida de verdade, mais baratos vão ficar os ultraprocessados e mais caras vão ficar as opções realmente saudáveis. Outra coisa que me chama atenção em qualquer lugar que eu vou é que, quando estamos no Brasil, o melhor jeito de se alimentar é seguindo a dieta brasileira. Quando estamos na Itália, o melhor jeito é comer como os italianos. Isso acontece porque essas culinárias foram sendo construídas a partir dos alimentos abundantes daquela região. Aqui na Inglaterra, nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália, não existe um padrão alimentar tradicional tão claro, tão equilibrado. Quando eu chego nesses lugares, eu tento buscar coisas mais frescas, que viajaram menos. Eu adoro cozinhar onde eu vou. Vou ao mercado, compro comida e tento entender os ingredientes locais. No Brasil, por exemplo, a gente nem imagina que cheddar pode ser um queijo maravilhoso, porque a nossa referência é aquele "plástico" amarelo. Aqui você encontra queijos cheddar incríveis, com diferentes tempos de maturação. Então é isso: buscar comida local, comer o que é da região. BBC News Brasil - Falando em comida local, o nosso PF brasileiro… Ele é tudo isso mesmo? O que os outros países podem aprender com ele? Rita Lobo - Ele é tudo isso e muito mais. Pensa o seguinte: há cinco grupos de alimentos que a gente precisa comer. Um grupo é o dos cereais, raízes ou tubérculos. Esses três alimentos — um cereal como o arroz, como a aveia, raiz ou tubérculo como a mandioca, como a batata — formam um grupo, porque eles têm um papel nutricional parecido. Aí a gente precisa comer uma leguminosa, que são os feijões, o grão-de-bico, a lentilha. Aí a gente precisa comer hortaliças, que é tudo que vem da horta: os legumes e as verduras. A gente precisa — quer dizer, não precisa obrigatoriamente, mas pode — comer carnes e ovos. E a gente precisa comer frutas. Então, o PF já tem quatro desses grupos, porque ele tem o arroz, que é o cereal; o feijão, que é uma leguminosa; o bife, o frango, o ovo ou o peixe, que entram como a carne. E aí, nas hortaliças, ora é um chuchu refogadinho, uma saladinha com tomate, a cenoura ralada… e assim por diante. Então, o PF é uma fórmula de alimentação saudável. Ele já traz tudo isso. E um outro ponto: o feijão tem 19 aminoácidos. Para virar uma proteína, precisava de mais um. E o arroz tem esse essa proteína essa esse aminoácido que faltava. Então, é por isso que juntos o arroz com feijão formam uma potência nutricional. Só fica faltando a fruta, que a gente pode — e deve — comer como sobremesa, mesmo que vá comer um doce.

Palavras-chave: inteligência artificial

Apple Podcasts pode ter brecha de segurança grave; saiba detalhes

Publicado em: 28/11/2025 06:37 Fonte: Tudocelular

O aplicativo Apple Podcasts parece estar enfrentando um problema inusitado e potencialmente preocupante. Nas últimas semanas, diversos usuários notaram que o app está abrindo sozinho em iPhones e Macs, exibindo podcasts com nomes quebrados, temas aleatórios e até links suspeitos. Em alguns casos, o conteúdo leva a sites com comportamento malicioso, levantando dúvidas sobre uma possível falha de segurança na plataforma da Apple. Entre os exemplos relatados pelo site 404, estão títulos sem sentido, links truncados e páginas que redirecionam o usuário para domínios suspeitos. Um dos casos mais chamativos envolveu um podcast intitulado “5../XEWE2'onclic…”, que tentava executar um ataque de cross-site scripting (XSS). O ataque faz parte de uma técnica usada por hackers para injetar códigos em sites legítimos. O comportamento lembra os antigos ataques do MySpace e até os casos de spam no Google Agenda, que adicionavam eventos fraudulentos sem autorização.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

A médica condenada a 30 anos de prisão na Venezuela por criticar Maduro em áudio no WhatsApp

Publicado em: 28/11/2025 06:34

A família de Orozco diz que ela não participava de atividades políticas e só expressou uma opinião. Paul Ruiz/Arquivo pessoal via BBC Trinta anos de prisão. A pena máxima que a legislação venezuelana reserva para crimes como homicídio, sequestro e estupro foi imposta a Marggie Xiomara Orozco Tapias, uma médica de 65 anos. Mas a profissional de saúde não matou nem sequestrou ninguém. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Seu crime foi ter enviado, durante a campanha para as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, uma mensagem de áudio por WhatsApp para um grupo de vizinhos de San Juan de Colón, no estado andino de Táchira (na fronteira com a Colômbia), na qual ela pedia que as pessoas votassem contra Nicolás Maduro e o culpava pela crise econômica no país. Oito dias depois das eleições, que segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) teve Maduro como vencedor — ainda que não tenha sido apresentada nenhuma prova em relação a isso — a polícia prendeu Orozco. "Alguns policiais chegaram na noite do dia 5 de agosto à casa e disseram à minha mãe: 'Nos acompanhe'. Ela não queria ir, mas os policiais disseram que não estava detida, mas que queriam interrogá-la, então ela foi com eles. Passamos três dias sem ter notícias dela", contou o filho da médica, Paul Ruiz, à BBC Mundo — serviço em espanhol da BBC. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A gravação da médica chegou às mãos de apoiadores do governo, que a denunciaram ao Ministério Público após ameaçarem cortar benefícios como a cesta básica subsidiada e o botijão de gás de cozinha. O caso de Orozco é o mais recente de uma série de processos judiciais contra cidadãos que exerceram seu direito à liberdade de expressão nas redes sociais. Um direito que as autoridades venezuelanas alertam "não ser absoluto". A desculpa para a invasão "Esses apelos colocam em risco a paz da Venezuela e são o motivo pelo qual o governo dos Estados Unidos quer nos invadir." Isso teria sido dito pela juíza Luz Dary Moreno Acosta ao condenar, no dia 16 de novembro, Orozco pela prática dos crimes de traição à pátria, conspiração e incitação ao ódio, relatou o filho da médica. Mas o que disse a médica para ser condenada à pena máxima? "Ela pediu à comunidade que saísse para votar [contra Maduro] e que [os vizinhos] deixassem a sem-vergonhice de apoiar o governo, enquanto seus filhos estão fora trabalhando e o país está caindo aos pedaços", contou Ruiz. O filho da médica admitiu que a mensagem foi "forte", mas negou que sua mãe tenha cometido um crime. "Ela não saiu às ruas para atirar pedras ou queimar pneus. Nem pediu por uma invasão estrangeira", afirmou. Orozco foi presa em agosto de 2024 após ser denunciada por apoiadores do governo. Paul Ruiz/Arquivo pessoal via BBC Nas últimas semanas, os EUA reuniram, nas águas do Caribe, uma frota de navios de guerra — entre eles seu maior porta-aviões e o mais moderno, o USS Gerald R. Ford — com o objetivo declarado de combater o narcotráfico. Contudo, Caracas alega que esse destacamento militar visa, na verdade, a uma "mudança de regime" na Venezuela. "Assim como você sofre, as pessoas que estão no governo também sofrem", disse a juíza a Orozco, segundo relato do filho, que disse ter obtido os detalhes por meio dos advogados que estiveram presentes quando a juíza leu a sentença. Embora a sentença não tenha sido publicada, o Ministério Público da Venezuela confirmou à BBC Mundo que ela foi proferida, mas recusou os pedidos de mais comentários. Nem mesmo o fato de Orozco ter sofrido um infarto durante o ano em que esteve presa serviu como atenuante para o sistema judiciário. Em março passado, a juíza Moreno negou à médica a permissão para esperar o julgamento em liberdade condicional, por considerar que existia "risco de fuga" e porque ela "poderia influenciar testemunhas a fornecer informações falsas ao tribunal, comprometendo a veracidade dos fatos e a realizaçãod a justiça". A decisão ocorreu semanas depois do ministro do Interior, Diosdado Cabello, advertir que "perseguiria" todos aqueles que apoiassem uma invasão. "Se alguém decide pedir invasões contra nosso país, imediatamente está assumindo que se autoexclui de suas obrigações como venezuelano, e o Estado se reserva no direito de tomar as medidas que julgar cabíveis", alertou semanas atrás. Cuidado com o que você diz Outras pessoas que ouviram o áudio de Orozco disseram à BBC Mundo que "era uma gravação de 17 minutos bastante agressiva em alguns trechos". Isso explicaria por que a médica foi acusada com base no artigo 20 da polêmica Lei Constitucional contra o Ódio, pela Convivência Pacifíca e pela Tolerância, de acordo com os registros judiciais. A norma estabelece que: "Quem publicamente ou mediante qualquer meio apto para difusão pública fomentar, promover ou incitar o ódio, a discriminação ou a violência contra uma pessoa ou grupo de pessoas, em razão de seu pertencimento real ou presumido a determinado grupo social, étnico, religioso, político, de orientação sexual, identidade de gênero ou qualquer outro motivo discriminatório, será sancionado com prisão de dez a vinte anos, sem prejuízo da responsabilidade civil e disciplinar pelos danos causados," Por ser vaga e abrangente, a lei tem sido criticada por organizações internacionais de direitos humanos, que argumentam que ela pode ser usada para silenciar vozes críticas. Entre 2021 e 2023, ao menos 22 venezuelanos foram presos por exerceram a liberdade de expressão. Várias dessas prisões estão vinculadas a conteúdos difundidos em plataformas digitais, informou a organização Espacio Público. Antes da sentença de Orozco ser proferida, ocorreram outras duas decisões semelhantes. A primeira envolve Marcos Palma, de 50 anos, que foi condenado a 15 anos de prisão por um áudio que enviou a um grupo de WhatsApp na qual se queixava de não ter recebido o botijão de gás que pagou e convidava seus vizinhos para um protestos. Semanas depois, Randal Telles, uma estudante de enfermagem de 22 anos do estado de Barinas, também foi condenada a 15 anos de prisão por um vídeo no TikTok em que criticava Maduro e Cabello. No entanto, sua família afirma que a gravação não foi feita por ela, mas uma montagem criada com inteligência artificial. Esses casos explicam porque muitas pessoas no país têm evitado discutir sobre determinados assuntos nas redes sociais e constantemente apagam os históricos de seus celulares. Em 2017, o Procurador-Geral da Venezuela, Tarek William Saab, admitiu que a polêmica lei sobre o discurso de ódio tinha "um caráter preventivo, educativo e dissuasor". "A liberdade de expressão não é um direito absoluto, tem limites. E na Venezuela há uma legislação que a regulamenta", afirmou um magistrado sob condição de anonimato. Sem apoio A condenação da médica tem sido criticada dentro e fora do país. "Esse caso evidencia que a falta de independência do sistema de justiça venezuelano está profundamente enraizada e que ele continua a funcionar como parte do aparato repressivo do Estado", afirma Gloria De Mess, relatora da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para a Venezuela. Após afirmar que a Lei contra o Ódio "restringe severamente o direito à liberdade de expressão na Venezuela e gera um forte efeito inibidor, incompatível com a sociedade democrática, De Mess disse à BBC Mundo que "a aplicação desta lei em casos como o da médica confirma o clima de medo e autocensura" que prevalece no país e "desencoraja qualquer forma de dissidência, até mesmo além das fronteiras da Venezuela". Juristas venezuelanos, por sua vez, questionaram o fundamento jurídico da sentença contra Orozco. "Para que haja crime de incitação ao ódio, a mensagem deve provocar uma expressão de ódio por parte de um indivíduo contra outro. Quem ela incitou? A médica simplesmente expressou seu próprio sofrimento", explica o advogado criminal Zair Mundaray. Ele também não considerou apropriada a aplicação dos crimes de traição e conspiração. "A conspiração implica em tentar modificar o sistema republicano, mas que ação concreta ela tomou para acabar com a democracia e as instituições? E o crime de traição fala de aliar-se a nações ou inimigos estrangeiros, mas não há relatos de que ela tenha se aliado a alguém", acrescentou. "Com esse tipo de sentença, o governo quer nos tirar o direito de protestar", afirmou o filho da médica, que reiterou que sua mãe jamais participou de atividades políticas de qualquer natureza.

Palavras-chave: inteligência artificial

AYANEO NEXT II: novos detalhes revelados sobre a tela incluem tecnologia OLED e mais

Publicado em: 28/11/2025 05:22 Fonte: Tudocelular

A AYAN'EO se prepara para lançar o NEXT II para o segmento de consoles portáteis. Esse dispositivo, a princípio, deve chegar para compor a categoria de modelos topos de linha, já que teve a confirmação de que usará uma tela de tecnologia OLED com suporte a taxa de atualização de até 165 Hz. Tela maior e de boa qualidade'' De forma mais específica, a companhia deve utilizar um painel de 9 polegadas com a tecnologia mencionada. Mesmo que não seja a maior disponível em portáteis, não deixa de ser ligeiramente acima da média de 8” que outras fabricantes usam em equipamentos portáteis desse tipo.A resolução dessa tela será de 2400 x 1504 pixels e há destaque para o suporte a taxa de atualização de 165 Hz. Como o modelo será equipado com o chip AMD Ryzen AI Max+ 395, é possível que os jogadores vejam um nível de desempenho com acesso a gameplay fluida durante ois jogos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia