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Prefeita de Reduto tem mandato cassado pela Câmara Municipal

Publicado em: 13/04/2026 10:57

Prefeita de Reduto tem mandato cassado pela Câmara Municipal Câmara de Reduto A Câmara Municipal de Reduto aprovou, neste sábado (11), a cassação do mandato da prefeita Cíntia de Matos Mesquita (NOVO), após julgamento político-administrativo conduzido pelos vereadores. Dos nove vereadores do município, seis votaram a favor da cassação. Segundo a Câmara, quatro quesitos analisados no processo foram considerados procedentes. A sessão teve como base uma denúncia apresentada por um eleitor, que apontou supostas irregularidades na gestão municipal. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp A apuração foi conduzida por uma Comissão Processante (CP), formada por três vereadores. Entre os pontos investigados estavam a suposta urgência indevida para justificar dispensa de licitação —incluindo contratos de transporte escolar e serviços de tapa-buraco — e o uso irregular de bens públicos, como um veículo da Defesa Civil para deslocamentos da prefeita. Na votação final, seis vereadores votaram pela cassação em todos os quesitos; outros três parlamentares votaram contra. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o resultado, foi declarada a perda do mandato da prefeita, conforme prevê o Decreto-Lei nº 201/1967, que trata das infrações político-administrativas. Após a leitura do decreto de cassação, o presidente da Câmara convocou o vice-prefeito Edivan Fernandes (NOVO) para tomar posse como prefeito nesta segunda-feira (13), às 14h, na sede do Legislativo municipal. A sessão foi acompanhada por moradores e transmitida pelas redes sociais da Câmara. Defesa diz que decisão é irregular Em nota, a defesa da prefeita Cíntia de Matos afirmou que recebeu a decisão com “profunda inconformidade” e alegou que o julgamento se afastou dos parâmetros constitucionais e legais. Segundo a defesa, os atos praticados pela prefeita tiveram como objetivo resguardar o interesse público e corrigir irregularidades na administração municipal. Sobre o cancelamento da licitação do transporte escolar, os advogados afirmam que a medida foi tomada para evitar falhas no processo e possíveis prejuízos aos cofres públicos. A defesa também afirmou que houve desrespeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa durante o julgamento. Ainda de acordo com a nota, a prefeita vai recorrer ao Poder Judiciário para tentar anular a decisão e reverter a cassação. Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: câmara municipal

Huawei Mate 80 Pro chega ao Brasil para combinar alta tecnologia e preço competitivo

Publicado em: 13/04/2026 10:54 Fonte: Tudocelular

A Huawei anunciou nesta segunda-feira (13) a chegada do Mate 80 Pro ao Brasil. Em uma conferência online, com a presença do TudoCelular, a empresa divulgou os detalhes sobre o novo smartphone top de linha no mercado nacional. O celular vem ao país com a promessa de combinar inovação tecnológica com excelência. Confira a seguir os destaques do produto e os detalhes sobre a sua disponibilidade em solo brasileiro.Principais característicasNa parte de design, o Mate 80 Pro oferece uma traseira com um círculo superior para conter as suas câmeras principais, além de um inferior que busca formar o símbolo do infinito quando posicionado na horizontal. Também aparece por aqui a certificação IP69, para resistência contra poeira e água – inclusive, em jatos de alta pressão.O Huawei Mate 80 Pro ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Presidente do Irã condena 'insulto' de Trump ao papa Leão XIV e acusa presidente dos EUA de profanação

Publicado em: 13/04/2026 10:30

'Não tenho medo do governo Trump', diz papa Leão XIV após críticas do presidente dos EUA O presidente do Irã, Masou Pezeshkian, condenou nesta segunda-feira (13) as críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao papa Leão XIV. Pezeshkian chamou a postura de Trump de "insulto" ao pontífice e também acusou Trump de profanação após o norte-americano divulgar uma imagem manipulada por Inteligência Artificial que o retrata como Jesus Cristo (veja abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Sua Excelência, o Papa Leão XIV, em nome da grande nação iraniana, condeno veementemente o insulto à Vossa Excelência e declaro que a profanação de Jesus (que a paz esteja com Ele), o profeta da paz e da fraternidade, não é aceitável para nenhum homem livre. De Allah, desejo a Vós glória e honra", declarou Pezeshkian. Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril Reprodução/Truth Social 👉 As críticas contra o papa foram feitas por Trump neste domingo (12) em sua rede social. Ele disse que o Papa Leão XIV é fraco, que sua postura prejudica a Igreja Católica e que não quer "um papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear". Trump ainda disse que o papa só ocupa essa posição pois ele é o atual presidente dos EUA, e que Leão XIV deveria ser grato a isso. "Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano." O Papa Leão XIV discursa para jornalistas durante o voo para Argélia ALBERTO PIZZOLI/Pool via REUTERS O papa Leão XIV rebateu as críticas de Trump nesta segunda, dizendo a jornalistas que os apelos do Vaticano pela paz e reconciliação têm raízes no Evangelho e que ele não teme o governo Trump. Cidadão americano, o pontífice afirmou que não estava fazendo um ataque direto contra Trump ou qualquer outra pessoa com seu apelo geral pela paz e críticas à "ilusão de onipotência" que está alimentando as guerras com o Irã e outros conflitos ao redor do mundo. "Colocar minha mensagem no mesmo patamar do que o presidente tentou fazer aqui, creio eu, é não compreender qual é a mensagem do Evangelho, e lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível”, disse Leão à agência de notícias AP a bordo do avião papal a caminho da Argélia. Em declarações a outros jornalistas, acrescentou: "Não tenho medo do governo Trump". Mais tarde, ao desembarcar na Argélia, criticou "as contínuas violações ao direito internacional". "O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos", publicou Trump no Truth Social. Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear. Papa pede cessar-fogo no Líbano Papa Leão pede cessar-fogo no Líbano e o fim dos combates no Sudão O post de Trump veio horas depois que, no domingo, Leão XVI disse sentir-se próximo do "amado povo libanês" e pediu um cessar-fogo, com o conflito no Oriente Médio entrando em sua sétima semana. Falando após a oração Regina Caeli —que substitui a oração Angelus durante o período pascal— o papa disse que havia "uma obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra". Presidente Donald Trump e o Papa leão XIV Reuters / EPA Ele também lembrou a guerra na Ucrânia, expressando esperança de que a atenção da comunidade internacional sobre o conflito não vacilasse. O pontífice também abordou o conflito no Sudão antes de sua próxima viagem de 10 dias à África, apelando às partes para que iniciem um "diálogo sincero". O papa Leão XIV parte na segunda-feira, 13 de abril para uma visita a quatro países africanos, em uma ambiciosa viagem para instar os líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo, em sua primeira grande viagem internacional de 2026 Veja íntegra do que Trump disse: "O papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o “medo” do governo Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a COVID, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por realizar cultos — mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis metros entre as pessoas. Eu gosto muito mais do irmão dele, Louis, do que dele, porque Louis é totalmente MAGA. Ele entende — e Leão não! Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões — incluindo assassinos, traficantes e criminosos — para dentro do nosso país. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu estar fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ARRASADORA: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de ações da história. Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano — e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano. Infelizmente, Leão é fraco no combate ao crime e fraco em relação a armas nucleares — e isso não me agrada. Também não me agrada o fato de ele se reunir com simpatizantes de Obama, como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que é um daqueles que queriam que fiéis e membros do clero fossem presos. Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de agradar a esquerda radical e focar em ser um grande papa — não um político. Isso está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica."

Palavras-chave: inteligência artificial

Meta pode facilitar a vida de predadores sexuais ao lançar novo óculos com reconhecimento facial

Publicado em: 13/04/2026 10:24 Fonte: Tudocelular

A Meta está trabalhando em uma forma de deixar seus óculos inteligentes ainda mais futuristas, mas isso está fazendo com que a empresa sofra uma forte pressão. Organizações civis alertam para riscos graves envolvendo privacidade e segurança pública caso o recurso de reconhecimento facial seja realmente lançado.Mais de 70 entidades, incluindo grupos de direitos civis e proteção contra violência doméstica, pedem que a Meta abandone o reconhecimento facial em seus óculos AR antes mesmo do lançamento do recurso. A preocupação central envolve o uso indevido da tecnologia em ambientes públicos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Vivo T5 Pro 5G ganha data de estreia e tem bateria monstruosa e tela de 144 Hz confirmadas

Publicado em: 13/04/2026 08:29 Fonte: Tudocelular

Após diversos vazamentos, a Vivo Mobile confirmou nesta segunda-feira (13) o lançamento do Vivo T5 Pro 5G, novo celular intermediário da gigante chinesa. Conforme apontavam os boatos, o dispositivo chegará ainda nesta semana com uma ficha poderosa, que inclui chipset Snapdragon, tela AMOLED de 144 Hz e bateria gigantesca de 9.020 mAh.O grande destaque do smartphone é sua impressionante bateria de 9.020 mAh, acomodada em um chassi de apenas 8,3 mm de espessura. Com tecnologia de ânodo de silício de 4ª geração, a Vivo garante que o componente é capaz de manter a saúde útil por até 5 anos. A marca promete ainda autonomia extensa, de até 37 horas de vídeo ou mais de 12 horas de jogatina contínua. Para recuperar a energia, o aparelho conta com o FlashCharge de 90 W, capaz de ir de 1% a 50% em 37 minutos. Fora isso, o modelo suporta carregamento reverso e bypass charging — recurso que alimenta o celular diretamente na tomada para evitar superaquecimento durante a reprodução de games.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Smart TV TCL C6K de 55": tela Mini LED de 144 Hz e Google TV por menos na Amazon

Publicado em: 13/04/2026 08:29 Fonte: Tudocelular

A TCL lançou a C6K no Brasil em abril de 2025, como a sua Smart TV com tela de alta qualidade e uma fluidez elevada, além de uma grande variedade de tamanhos. Agora, uma das variantes surge com desconto no mercado nacional. O televisor está disponível na Amazon pelo preço de R$ 3.098,90 à vista no Pix, ou por R$ 3.262,01 parcelado sem juros em até 18x no cartão da loja ou até 12x nos demais cartões de crédito. "Smart TV TCL 55 Polegadas QLED Mini LED 4K C6K WiFi Bluetooth Google TV 4 HDMI 144Hz HDR10+ 55C6K" Amazon R$3.098 Ver Oferta Sobre o dispositivoA Smart TV TCL C6K se destaca pelo seu painel QD-Mini LED, com suporte às tecnologias Dolby Vision e HDR10+, além de um pico de brilho de 1.300 nits. A tela conta com resolução 4K e as variantes de tamanho de 55, 65, 75, 85 e 98 polegadas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Bateria muscular: novo aparelho da Garmin vai medir a fadiga durante os treinos

Publicado em: 13/04/2026 07:57 Fonte: Tudocelular

A Garmin deve lançar em breve uma nova ferramenta de monitoramento para quem gosta de treinar pesado. Batizado de Bateria Muscular, o recurso apareceu em um registro de patente no escritório oficial de marcas dos Estados Unidos com data de fevereiro deste ano e promete analisar o nível de fadiga muscular.No documento oficial, a fabricante descreve o sistema como um software que "captura, processa e analisa a saturação de oxigênio muscular ou métricas de desempenho esportivo relacionadas por meio de algoritmos especiais". A documentação também destaca que a novidade será "vendida como um componente integral de dispositivos eletrônicos pessoais, como rastreadores de condicionamento físico, relógios inteligentes e aparelhos de monitoramento de saúde". A tecnologia de medição do nível de oxigênio nas fibras sugerida pela Garmin exige um hardware dedicado com sensor de luz infravermelha. Essa leitura precisa de contato direto com a área do corpo a ser analisada para extrair os dados com precisão.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

O que se sabe sobre o assalto que explodiu uma agência do Banco do Brasil no interior de MG

Publicado em: 13/04/2026 07:49

Veja como ficou agência do Banco do Brasil após ser explodida por bandidos em MG Na madrugada de sexta-feira (10), uma agência do Banco do Brasil em Guidoval, na Zona da Mata mineira, foi alvo de um ataque com explosivos. A ação criminosa durou cerca de 15 minutos e foi executada por um grupo armado de oito pessoas. O ataque causou destruição na unidade e assustou os moradores da cidade de 7 mil habitantes. Até a última atualização das forças de segurança, quatro envolvidos foram detidos, incluindo o suposto líder da quadrilha. A seguir, veja o que já se sabe sobre o crime. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Como os criminosos agiram durante o assalto? Quantas pessoas foram presas e quem são os suspeitos? Como a polícia localizou os criminosos? Algum valor em dinheiro foi levado da agência? Qual foi o impacto na cidade? 1. Como os criminosos agiram durante o assalto? Veja movimentação de criminosos antes de explodir agência bancária em MG O grupo chegou por volta das 2h19 e atuou de forma coordenada por 15 minutos. Eles utilizaram explosivos para detonar caixas eletrônicos e deram tiros para o alto para intimidar a população. Para impedir a aproximação policial, bloquearam ruas com barricadas de pneus, veículos incendiados e espalharam "miguelitos" para furar pneus de viaturas. 02h19: Um carro branco é visto circulando em frente à agência bancária; 02h26: Dois homens encapuzados e armados aparecem e começam a rondar o local; 02h29: Outros suspeitos surgem e o grupo passa a transitar entre a agência e o veículo. Um dos criminosos faz um sinal de "pare" para os comparsas aguardarem a preparação da carga; 02h31: A EXPLOSÃO: Uma forte fumaça toma conta da rua após a detonação dos caixas; 02h32: Integrantes do grupo entram na agência carregando sacos pretos 02h33: A FUGA: O grupo deixa o banco correndo e entra no carro para fugir. 2. Quantas pessoas foram presas e quem são os suspeitos? Segundo a Polícia Militar (PM), oito pessoas são apontadas como envolvidas no assalto. Até a última atualização, três homens, de 21, 35 anos e 47 anos, foram presos e um menor, de 17 anos, foi apreendido. Os nomes dos suspeitos presos, apreendidos e procurados não foram divulgados pela polícia. A quadrilha atua em Ubá e região, e os integrantes têm passagens por homicídio, tráfico e roubo. 3. Como a polícia localizou os criminosos? Carro usado na fuga após ataque a banco em MG é encontrado em chamas As buscas foram facilitadas após a localização de carrro branca econtrado incendiado na zona rural de Rodeiro, a 25 km do crime. A partir da localização do veículo, os suspeitos foram identificados e passaram a ser procurados. Um dos envolvidos, que já era conhecido pelas forças de segurança, foi encontrado em um imóvel. Ele estava ferido no ombro, foi preso em flagrante e confessou participação no crime. Ainda no mesmo local, o irmão dele, que estava escondido em outro imóvel próximo, se entregou e também foi preso. O terceiro suspeito preso foi apontado como líder do grupo. No bairro São Benedito, em Juiz de Fora, o quarto suspeito foi encontrado e preso. Segundo a Polícia Civil, ele exercia a função de “batedor”, sendo responsável pela coordenação do trajeto de um dos veículos usados no crime. Um helicóptero da PM de Juiz de Fora atuou em apoio às buscas pelos outros cinco suspeitos que teriam fugido por matagais na região. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Ubá. 4. Algum valor em dinheiro foi levado da agência? Pelo menos um caixa eletrônico foi totalmente destruído. O Banco do Brasil não confirmou se valores foram levados, mas informou que a agência passará por perícia e reforma. A instituição destacou que tecnologias como dispositivos que inutilizam o papel-moeda e o uso de cofres modernos impediram o sucesso do roubo. Devido aos danos estruturais, o comércio vizinho foi orientado a permanecer fechado durante a vistoria do Bope e da Polícia Civil. 5. Qual foi o impacto na cidade? Na sexta-feira, a área central de Guidoval foi isolada para perícia e varredura do Esquadrão Antibombas do Bope, que descartou novos riscos de explosão. O comércio local foi orientado a permanecer fechado devido aos danos estruturais. Clientes que necessitam de atendimento bancário presencial devem procurar agências em cidades vizinhas, como Rodeiro e Guiricema, ou utilizar canais digitais. ‘Cena de guerra’: tiros e explosões marcam assalto ao Banco do Brasil em cidade de 7 mil habitantes em Minas Gerais VÍDEO mostra destruição de agência do Banco do Brasil após explosão por criminosos em MG Nota Banco do Brasil O Banco do Brasil ressalta que o investimento em tecnologia de monitoramento e inteligência, em dispositivos para tingir e dilacerar papel-moeda em caso de ataques e ainda o uso de cofres mais modernos, resistentes à desintegração, explicam a diminuição de casos deste tipo ao longo dos últimos anos e o sucesso da instituição contra ações criminosas. No caso de Guidoval (MG), o BB explica que acionou a polícia exatamente um minuto após identificar a movimentação dos suspeitos ao redor da agência e ressalta que os criminosos não levaram qualquer cédula da unidade. O Banco indica que a agência está fechada para perícia e atua para restabelecer o atendimento no menor tempo possível. Os clientes que necessitarem de serviços presenciais podem procurar as agências nas cidades mais próximas, em Rodeiro e Guiricema. Os clientes contam ainda com atendimento via aplicativo, Internet Banking, Central de Relacionamento e pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades). Grupo armado explode agência do Banco do Brasil em Guidoval Defesa Civil/Divulgação Infográfico - Grupo Armado explode agência em MG Arte/g1 VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

GTA 6: Rockstar sofre novo ataque hacker e dados podem vazar em breve

Publicado em: 13/04/2026 07:44 Fonte: Tudocelular

A Rockstar Games confirmou um novo incidente de segurança em seu banco de dados, o que pode acabar resultando na divulgação de novas informações sobre GTA 6. Um grupo de hackers afirma ter acessado dados internos da empresa e ameaça divulgar as informações após a empresa ter se recusado a pagar o resgate. O ataque foi atribuído ao grupo ShinyHunters, que teria invadido servidores em nuvem utilizados pelo estúdio.Depois do vazamento catastrófico de uma build em desenvolvimento de GTA 6, a Rockstar pode estar prestes a ver mais informações de um dos jogos mais aguardados da década circulando na internet. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Alunos criam prótese 3D para colega de sala que nasceu sem parte do braço no interior de SP

Publicado em: 13/04/2026 07:43

Alunos da Etec criam prótese de impressão 3D inspirada em colega que nasceu sem mão Os alunos do curso de Mecânica da Escola Técnica Estadual (Etec) Francisco Garcia, de Mococa (SP), usaram o conhecimento adquirido em sala de aula para criar um projeto inspirado em uma colega da turma que nasceu sem parte do braço: uma prótese de mão feita por impressão 3D. Além de ser a inspiração, a estudante Maria Alice Francisco, de 18 anos, também fez parte de todo o processo de desenvolvimento com o grupo. O projeto, nomeado Adaptamão, passou por diversas fases, testes e evoluiu até se classificar em competições e feiras. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Os estudantes receberam uma impressora 3D no final de 2024. Durante o processo de aprender a manusear o equipamento, a turma se interessou em desenvolver peças diferentes e chegou à ideia de projetar algo pensando em Maria. Em conversa com o g1, a aluna Maria Alice, o companheiro de grupo Lucas Marques de Souza e o professor orientador Jayro do Nascimento Neto falaram sobre a ideia e os desafios enfrentados na criação e desenvolvimento da prótese. Veja os detalhes abaixo 👇 Empatia coletiva Grupo da Etec de Mococa (SP) criou prótese de mão em impressora 3D. Colega de turma que nasceu sem parte do braço foi inspiração Arquivo pessoal O professor Jayro contou que, após as primeiras impressões, pediu para que os estudantes formassem grupos e procurassem projetos que tivessem o desejo de imprimir no equipamento 3D. O grupo de Maria falou sobre a ideia de criar um polegar. Cientes da condição da colega, os demais grupos informaram que queriam projetar os outros dedos da mão da Maria. A partir daí, a possibilidade de criar uma mão inteira surgiu. Após juntar os dedos, o próximo passo foi fazer a palma. A união dos alunos em prol de desenvolver um projeto com capacidade de ajudar alguém deixou o professor admirado e contente. Maria, que surgiu como o 'elo' que uniu todos em busca de um objetivo, também se sentiu feliz com a movimentação, antes mesmo da evolução do projeto. "Mesmo a nossa sala não sendo tão junta, tinham os grupinhos, quando foi falado para ajudar todo mundo se uniu e falou que ia ajudar. Achei isso bem interessante, bem legal. Teve apoio de todos", lembrou a estudante. Mais notícias da região: SAÚDE: Pacientes denunciam calor, baratas e falta de estrutura em hemodiálise VÍDEO: 'Boiadeirinha' realiza sonho ao ser buscada na escola por touro de estimação DESCASO: Praça tomada pelo mato vira área de risco em bairro de Araraquara Para a apresentação formal do projeto da prótese em feiras e competições, três estudantes foram selecionados para apresentar e representá-lo nos eventos. O grupo foi formado por Maria Alice, Lucas e outro colega, Fabrício Bueno Francisco. No entanto, os estudantes fazem questão de dizer que o trabalho foi realizado em conjunto com toda a turma do curso de mecânica, contando com a contribuição e entusiasmo de todos. Projeto de alunos do curso de Mecânica da Etec Mococa (SP) nasceu do desejo de ajudar a colega Maria Alice, que nasceu sem parte do braço Acervo pessoal Criando a prótese 🦾 Os materiais enviados para a impressora 3D não eram flexíveis, resultando em diversos dedos criados pelos alunos, que buscaram uma forma de dobrá-los. Eles pesquisaram filamentos e produtos, não encontrados em Mococa, que oferecessem a mobilidade necessária. A jornada de desenvolvimento da prótese, de acordo com o professor, tornou-se um grande estudo sobre diferentes áreas, pois os alunos precisaram estudar sobre os insumos, flexibilidade e aprofundar nas capacidades de funcionamento da impressora. Os estudantes tiveram a ajuda da turma do curso de Técnico de Química, da mesma Etec, para entender quais matérias-primas funcionariam juntas e atenderiam a necessidade que tinham de construir a prótese de forma que ela dobrasse os dedos. VEJA A REPORTAGEM COMPLETA DO EPTV2: Estudantes de Mococa criam mão mecânica para ajudar colega de classe Foram diversas próteses criadas ao longo do processo, que durou cerca de nove meses durante 2025. A primeira versão tinha encaixe e fixação próxima ao punho, mas perceberam que não seria possível mecanizar o movimento dos dedos. A falta de espaço para uso da força superior do braço impedia a flexibilidade. Os testes seguiram e os alunos concluíram que a prótese precisava de um apoio acima do cotovelo, englobando o bíceps, porque o movimento de dobrá-lo seria o responsável por puxar os tendões anexados e movimentar a mão e os dedos. Em todas as etapas, Maria Alice experimentava e avaliava as novas criações, indicando o que precisava ser alterado para que ficasse mais funcional e atendesse suas necessidades. Melhoria nos relacionamentos Apesar de ter se tornado a inspiração da turma, Maria Alice é tímida e reservada. O professor contou que ela escondia a condição, sempre indo de blusa de frio mesmo durante o calor, e que só descobriu depois de mais de um ano. A estudante, que é de outra cidade, explicou que só conhecia duas pessoas na sala dia. No entanto, a iniciativa do projeto possibilitou que ela tivesse contato com outros colegas da turma e se soltasse. "Eu nunca mostrava [o braço]. Para mim, é um pouco vergonhoso ainda. Estou no processo de viver isso, de mostrar. Gostei muito de participar porque pretendo ajudar outra pessoa que passou pela mesma situação que eu. Estou muito feliz com o projeto", contou. Ter sido a inspiração e feito parte do desenvolvimento da criação foi positivo para a jovem. Ela contou que o processo a ajudou com a timidez e vergonha da questão física com a falta de parte do braço, principalmente pela participação e engajamento dos colegas. "Quando eu vi todo mundo se propondo a ajudar, eu vi que eu não estava sozinha, que tinha muita gente comigo. Achei muito interessante, fiquei muito feliz e me soltei realmente na sala e outras coisas", celebrou. Estudante Maria Alice Francisco nasceu sem parte do braço esquerdo e inspirou turma da Etec Mococa (SP) na criação da prótese 3D Arquivo pessoal Objetivos futuros O projeto Adaptamão conquistou o segundo lugar no "Desafio Learning Sectors: Acelerando no Circuito da Aprendizagem", organizado pelo British Council, e também foi apresentado na 16ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), evento que apresenta inovações das Etecs. Mas o objetivo não é parar: Maria Alice tem planos para o futuro do projeto e pretende usar o curso de eletrotécnica para acrescentar automação à prótese, que, até o momento, é ainda uma criação mecânica. "Nossa ideia é colocar arduino e servo motores porque a gente consegue colocar a programação que quiser. O plano é colocar cinco servos, um para cada fiozinho para que ele puxe, sem precisar de esforço do braço, e fechar o dedo apenas com um toque de botão", explicou. Ela ressaltou ainda que as tecnologias e materiais citados são de baixo custo, assim como os já usados para construção da prótese, mantendo a proposta de ser um produto mais barato e que consiga atender quem precise. Incluindo os custos gerais de produção, gastos de energia devido ao tempo que a impressora fica ligada para fazer a impressão e com a adição da automação, seria possível entregar uma prótese funcional por menos de R$ 300, afirmou o professor. A principal intenção dos estudantes e do professor não é patentear ou vender o protótipo, mas evoluir o processo de impressão para criar parcerias entre ONGs e conseguir ajudar mais pessoas que precisam da prótese. Alunos criaram prótese de impressão 3D para colega de sala que nasceu sem parte do braço em Mococa, SP Arquivo Pessoal REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Piracicaba perde 25 agências bancárias em 10 anos e sindicato aponta cenário de exclusão digital e desemprego

Publicado em: 13/04/2026 07:37

Bancários de Piracicaba, em agosto de 2025, durante protesto contra a política de demissões e o fechamento de agências SindBan/reprodução Piracicaba (SP) registrou fechamento de 25 agências bancárias nos últimos dez anos. As informações são de um levantamento feito pelo g1 com dados do Banco Central do Brasil (BC). Em março de 2016, a cidade contava com 60 agências bancárias. Já em março de 2026, o número passou para 35 — uma queda de 25 agências, o equivalente a cerca de 42% da rede presencial. No mesmo período, o número de Postos de Atendimento (PAs) passou de 118 para 73. Diminuição de 38,14% na rede física. Diferença 🔎: agência é um ponto completo, com gerente geral, tesouraria e todos os serviços de um banco, enquanto o posto de atendimento é subordinado a uma agência, focado em atendimento comercial ou eletrônico, muitas vezes sem caixas humanos. Além disso, com os fechamentos, um mesmo ponto físico pode abrigar mais de uma agência, o que reduz custos operacionais, mas também pode concentrar o atendimento e aumentar a demanda nas unidades restantes. Desestruturação da rede José Antonio Fernandes Paiva, presidente do SindBan SindBan/reprodução Para José Antonio Fernandes Paiva, diretor do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região (SindBan), o movimento é “elevado e preocupante” e representa uma transformação estrutural do setor financeiro por conta da digitalização dos serviços. No entanto, Paiva avalia que a tecnologia poderia ser implementada de forma complementar, sem a redução “tão intensa” da estrutura física, já que os impactos da mudança são diretos nos empregos, atendimento à população e na presença dos bancos nos municípios. “Muitos clientes, idosos, pessoas com menos poder aquisitivo e aqueles com menor familiaridade com tecnologia enfrentam dificuldades para acessar serviços digitais. Com o fechamento das agências, essas pessoas ficam com menos opções de atendimento, enfrentam filas maiores nas unidades remanescentes e, em alguns casos, precisam se deslocar para outras cidades. Isso gera exclusão financeira e perda de qualidade no atendimento”, informa. Na prática, os impactos já são percebidos pelos clientes. Agnaldo Lourenço, de 58 anos, utiliza de canais digitais bancários. Ele estava, na manhã de sexta-feira (10), à espera de atendimento presencial em uma agência em Piracicaba após tentar resolver problemas por meio do aplicativo do banco e central de atendimento. “Eu estou tentando resolver problemas no meu cartão. Vi pelo aplicativo, pela Central de Atendimento e eles mandaram eu vir para cá [...] É o tipo de problema que só dá para resolver em agência”, informa o cliente. Maria das Dores Pereira, de 70 anos, é outra que recorre ao atendimento presencial. “Não uso nada [de aplicativo]. Venho todo mês aqui na agência e não tenho problemas com o banco”, informa. Sobrecarga de trabalho Fila de atendimento prioritário em banco de Piracicaba (SP) g1 Piracicaba Do ponto de vista trabalhista, o SindBan relatou uma combinação de efeitos: transferências de funcionários, desligamentos (muitas vezes via programas de demissão voluntária) e aumento da sobrecarga para os trabalhadores que permanecem, com acúmulo de funções e metas mais agressivas. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que a redução do atendimento presencial acompanha a queda proporcional da demanda nas agências. Segundo a federação, não há sobrecarga de trabalho, mas uma adaptação às novas necessidades do setor, com a tecnologia facilitando as atividades dos funcionários. Aposta na digitalização Segundo o BC, o avanço dos canais digitais acompanha a redução da rede física no país. A Febraban afirmou que internet banking e aplicativos já concentram a maior parte das operações. A federação ainda afirmou que as plataformas digitais oferecem praticidade, segurança e autonomia ao cliente, além de funcionarem 24 horas por dia. Também ressaltou que os bancos investem cerca de R$ 5 bilhões por ano em tecnologia da informação voltada à segurança, além de campanhas de conscientização contra fraudes. Canais digitais Reprodução/RPC Inclusão financeira em debate Paiva defendeu a manutenção de uma rede mínima de agências, especialmente em cidades médias e pequenas, além de maior regulação para garantir inclusão financeira. Já a Febraban afirmou que o setor mantém compromisso com a inclusão por meio da digitalização, ampliação do crédito, educação financeira e iniciativas de autorregulação, incluindo ações voltadas a clientes mais vulneráveis. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

Palavras-chave: tecnologia

Brasileiro trabalha pouco? O que é produtividade e por que ela se tornou central no debate sobre escala 6x1

Publicado em: 13/04/2026 07:22

Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6x1. Tomaz Silva/Agência Brasil Quando economistas e empresários falam sobre o possível fim da escala 6x1 — aquela em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso — uma palavra surge com frequência: produtividade. "A gente tem que ser verdadeiro: aumenta o custo, sim; gera desemprego por causa desse aumento; o país perde produtividade", afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em entrevista à GloboNews em 11 de março. "Nenhuma nação foi capaz de enriquecer e pagar melhor sem antes promover ganhos de produtividade relevantes. A discussão que deveríamos estar pautando como obsessão nacional é como ganhar produtividade para pagar mais, melhor, e trabalhar menos", disse Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), em entrevista à BBC News Brasil em fevereiro. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas o que é a produtividade? Por que ela se tornou central no debate sobre o fim da escala 6x1? E por que alguns economistas criticam esta centralidade, argumentando que limitar o debate sobre o fim da escala 6x1 a isso pode ser insuficiente? Entenda em 5 pontos e confira a posição do Brasil no ranking de produtividade mundial. Licença‑paternidade de até 20 dias: o que muda para MEIs e autônomos e quando começa a valer 1. O que é produtividade e como é calculada Produtividade do trabalho é a quantidade de bens e serviços que um trabalhador gera, em média, na economia com o seu trabalho, define Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). "Se você pensar num Starbucks: quantos clientes o trabalhador consegue atender em um dia? Essa é a produtividade dele", exemplifica Naercio Menezes Filho, professor do Insper. "Se pensar numa indústria automobilística: quantas partes do carro ele consegue botar num automóvel por dia? É um conceito bem intuitivo." Como é difícil ter acesso aos dados de cada empresa, em economia, a produtividade é medida usando o Produto Interno Bruto (PIB), valor gerado por todas as atividades econômicas do país. O PIB é dividido por trabalhador ou horas trabalhadas — esta forma é usada, por exemplo, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para comparar a produtividade entre países. A produtividade do trabalho é, por fim, o resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas. 2. Qual a posição do Brasil no ranking da produtividade Segundo dados da OIT para 175 países, o Brasil ocupa apenas a 86ª posição entre as nações mais produtivas do mundo, considerando a produtividade por hora trabalhada, logo à frente da China (87ª). O país, no entanto, fica atrás de grandes economias como Estados Unidos (12º), Alemanha (13º) e Reino Unido (22º), mas também de pares latino-americanos, como Chile (53º), Argentina (55º), México (81º) e até mesmo de Cuba (82º). No topo da lista, estão Irlanda, Luxemburgo e Noruega. Gráfico feito por Caroline Souza, da equipe de Jornalismo Visual da BBC News Brasil Reprodução Fernando de Holanda, da FGV, avalia que diversos fatores contribuem para a posição desfavorável do Brasil na comparação internacional, como a baixa qualificação da mão de obra e infraestrutura precária. Também pesam um ambiente de negócios ruim (com elevada burocracia e tributação complexa, por exemplo) e falhas de mercado que pioram o funcionamento da economia — como incentivos mal desenhados e para setores específicos da atividade, desigualdade no acesso a crédito, entre outras. Esses fatores reduzem a eficiência das empresas e levam a uma má alocação de recursos na economia, prejudicando a produtividade do país. Menezes Filho, do Insper, cita ainda o reduzido nível de investimento do Brasil — influenciado pelos juros altos e baixa taxa de poupança — como outro fator que também afeta a produtividade, já que o estoque de capital (como máquinas, equipamentos, edifícios e infraestrutura) e a adoção de novas tecnologias também influenciam no quão produtivos são os trabalhadores. Outros economistas têm apontado, porém, que a própria forma como a produtividade é mensurada, usando como base o valor adicionado da economia, dividido pelas horas trabalhadas, contribui para a baixa posição do Brasil no ranking. Isso porque a economia do país é baseada em grande medida na produção agrícola e mineral, e em serviços de baixa complexidade, o que resulta em um valor adicionado menor e, consequentemente, em uma produtividade mais baixa que a de países cuja economia é baseada em uma indústria de alta intensidade tecnológica e serviços mais sofisticados, de maior valor agregado. Isso não significa que os brasileiros trabalhem menos horas ou se esforcem menos do que os trabalhadores de economias avançadas, observam esses economistas. No ranking da OIT de média de horas trabalhadas por semana para 167 países, o Brasil ocupa a 93ª posição com uma média de 38,9 horas trabalhadas semanais. Apesar da baixa posição também neste ranking, o país fica à frente de economias avançadas como EUA (37,5 horas), França (35,5 horas) e Alemanha (33,3 horas) e de vizinhos como Uruguai (36,8 horas) e Argentina (36,5 horas). No topo deste ranking, com o maior número de horas trabalhadas semanais, estão Butão (54,4 horas), Emirados Árabes Unidos (50,8 horas) e Sudão (50,8 horas), países cujas economias são marcadas por elevada informalidade e peso da agricultura na economia (no caso de Butão e Sudão), e pela forte presença de trabalho de estrangeiros pouco regulamentando (no caso dos Emirados). Assim, estas não são necessariamente nações cujas economias são consideradas exemplos a serem seguidos por outros países. Em um estudo recente, o economista Daniel Duque, também pesquisador do Ibre FGV, utilizou uma base de dados disponibilizada pelos economistas Amory Gethin e Emmanuel Saez para analisar quanto os brasileiros trabalham em relação ao que seria esperado, dado o nível de desenvolvimento e o perfil demográfico do país — ou seja, a composição da população por diferentes idades. Utilizando uma base de 146 países, ele encontrou que os brasileiros trabalham em média 1,2 hora por semana a menos do que o padrão sugerido pelo modelo. Em comparação, os EUA trabalham 0,9 hora a mais, assim como Rússia (1,6 hora) e África do Sul (1,7 hora). Países como Colômbia (4,1 horas a mais) e China (4,2 horas) são exemplos extremos, com semanas de trabalho de mais de quatro horas acima do padrão, quando controlado por produtividade e demografia. Na outra ponta, países europeus ricos como Alemanha (-1,8 hora), França (-3,6 horas), Dinamarca (-5,5 horas) e Noruega (-6,6 horas), são exemplos de nações onde, assim como no Brasil, se trabalha menos do que o sugerido pelo modelo. "Não se pode dizer que o brasileiro trabalha pouco, porque não existe um nível certo de se trabalhar", observa Duque. "Os EUA trabalham um pouco mais do que o esperado, a Europa trabalha relativamente menos, e todos são países desenvolvidos, então não existe um 'modelo certo'", afirma o economista. "Não significa que temos que trabalhar mais para sermos desenvolvidos, é uma questão de preferência [da sociedade]. O que o dado mostra é que o brasileiro talvez tenha uma preferência por ser uma país mais perto da Europa, do que de outros países desenvolvidos." 3. Por que a produtividade importa "A produtividade é fundamental quando falamos de bem-estar", afirma Fernando Holanda, do FGV Ibre. "Não há nenhum país na história com elevada oferta de bens e serviços para sua população em que a produtividade seja muito baixa", observa. Menezes Filho acrescenta que a produtividade influencia diretamente no PIB per capita (por pessoa), a mais importante medida de bem-estar dos países. "Quando o PIB per capita aumenta, tem mais riqueza para distribuir para cada pessoa, mantida a desigualdade constante", afirma. "E o PIB per capita depende da produtividade — o PIB por trabalhador — e do número de trabalhadores em relação ao total de pessoas do país." O professor do Insper observa que, até recentemente, o Brasil aumentou muito o número de pessoas trabalhando, porque o país tinha uma população jovem. "Nasciam mais jovens, essas pessoas iam trabalhar e o país crescia. Então, mesmo sem aumento da produtividade, aumentava o PIB per capita", afirma. "Agora, já estamos em um país que está envelhecendo, então a demografia não está mais a nosso favor e não será mais possível aumentar o PIB per capita só aumentando o número de trabalhadores na população. Então, é preciso aumentar a produtividade de cada um desses trabalhadores." Assim, para o país se tornar mais rico e desenvolvido no futuro, só existem duas maneiras, resume Menezes Filho: mais gente trabalhando ou maior produtividade. "Por isso a produtividade é agora tão fundamental", afirma. "O Paul Krugman, que é um economista famoso [ele foi vencedor do Nobel de Economia em 2008], disse uma frase que se tornou emblemática: 'produtividade não é tudo, mas, no longo prazo, é quase tudo'." 4. Por que produtividade se tornou central no debate sobre o fim da escala 6x1? Fernando de Holanda é um dos economistas que têm trazido o tema da produtividade para o debate sobre o fim da escala 6x1. Em um estudo publicado em maio de 2025, ele buscou avaliar o impacto sobre a produtividade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe a redução da jornada máxima de trabalho no país, de 44 horas, para 36 horas semanais. Considerando a jornada média de trabalho do país, que era de 38,4 horas semanais em 2024, ele observa que a introdução de uma jornada máxima de 36 horas reduziria a jornada de trabalho em 6,2%. Isso reduziria de forma proporcional o total de horas trabalhadas e, com isso, encolheria também o PIB em 6,2%. Holanda pondera, porém, que trata-se de um exercício estático (isto é, que mantém todas as demais variáveis constantes), e que é de se esperar que as empresas tomem medidas para mitigar esse impacto — mudando sua forma de trabalhar ou de fazer contratações, por exemplo — o que pode tornar o efeito final da política na economia diferente do calculado. Ele também observa que, caso a redução da jornada máxima seja para 40 horas, como tem sido discutido no Congresso e é defendido pelo governo Lula por ser uma proposta mais plausível de ser aprovada, o impacto seria menor. Reduzir jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, elevando o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, calcula economista da FGV Getty Images Em um outro artigo, publicado no jornal Valor Econômico em fevereiro, Holanda destaca que uma queda na jornada de trabalho máxima de 44 horas para 40 horas ou 36 horas reduziria as horas trabalhadas em 9% e 18%, respectivamente. Sem uma redução equivalente de salários, as opções elevariam o salário-hora em 10% e 22%, respectivamente, representando um aumento de custos para as empresas. "Essa elevação de salários depende de ganhos de produtividade para ser sustentável", argumenta Holanda, no artigo. Ele observa que, entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas 0,6% ao ano no Brasil, enquanto a produtividade do trabalho (resultado da produtividade por hora de trabalho, multiplicada pelo total de horas trabalhadas) avançou 0,3% ao ano neste período. A diferença, segundo ele, se deve à redução da jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a diminuição da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais. "Sem ganhos de produtividade, a elevação do salário-hora pode ter impacto negativo sobre a informalidade", observa o economista. Uma parte importante da informalidade é explicada pela baixa produtividade de trabalhadores que, por conta de sua baixa qualificação, não conseguem produzir o suficiente para se alocarem no mercado formal, diz o pesquisador. Outros fatores que explicam a informalidade, segundo economistas, são desigualdades regionais, custos e burocracia da formalização, fiscalização insuficiente e a emergência de novas formas de trabalho. "A elevação dos custos deve aumentar esse contingente na economia." 5. Por que debate deve ir além da produtividade, segundo alguns economistas Outros economistas têm criticado a centralidade da produtividade no debate sobre o fim da escala 6x1. Eles também avaliam que a mudança na jornada de trabalho pode ter o efeito contrário àquele estimado em alguns estudos, elevando a produtividade dos trabalhadores. "Quando se reduz a jornada, isso pode aumentar a produtividade do trabalhador", defende Naercio Menezes Filho. "Porque ele tem que trabalhar menos horas, vai ficar menos estressado, a qualidade de vida dele vai melhorar. Tudo isso tende a contribuir para um aumento da produtividade, que pode compensar o aumento de custo que as empresas vão ter." Naercio observa que, reduzindo as horas trabalhadas, mas mantendo o salário dos trabalhadores, há de fato um aumento do salário-hora e um crescimento do custo para as empresas. Esse aumento de custo foi estimado, em um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 7,84% em média, no caso de uma jornada de 40 horas semanais. No estudo, os economistas do Ipea comparam essa alta no custo do trabalho, com aquela que ocorre quando há aumentos reais (ou seja, acima da inflação) do salário-mínimo no país — que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024. "Quando se fala de aumento do salário-mínimo, também vem toda essa questão da produtividade", observa Joana Simões, uma das autoras do estudo do Ipea. "E conseguimos observar na economia, nesse passado recente, que esses aumentos do salário-mínimo não vieram acompanhados de todas aquelas previsões catastróficas. Foram aumentos que foram absorvidos pelo mercado de trabalho." No estudo do Ipea, os autores criticam estudos como o de Holanda, que, segundo eles, "estimam grandes impactos negativos sobre o PIB", o que não estaria respaldado na experiência histórica brasileira ou internacional, na visão dos autores. "Esses estudos consideram que a redução de horas [trabalhadas] vai significar uma redução proporcional de PIB, mas sem considerar que, com esse cenário de redução de jornada, as empresas devem repensar sua organização interna, reduzir desperdícios, implantar mudanças tecnológicas e reorganizar turnos de trabalho", enumera Simões. "Ou seja, tem uma série de fatores de mudança na gestão do tempo que as empresas provavelmente vão considerar e isso vai contribuir para aumentar a produtividade, o que vai ajudar esse impacto do aumento do custo da hora trabalhada a ser absorvido por aquele setor." Menezes Filho cita ainda outros argumentos em favor da redução da jornada máxima de trabalho. Ele observa que, embora as firmas menores possam ter mais dificuldade em absorver a alta de custos, para as empresas maiores, não deve haver grandes problemas. Isso porque as grandes empresas aproveitam que o trabalhador depende daquele emprego, para pagar um salário menor do que o valor da contribuição produtiva dele para a empresa. Os economistas chamam isso de "poder de monopsônio", explica Menezes Filho. Em artigo recente, o economista cita estudo de Mayara Felix, professora em Yale (EUA), que estimou que os trabalhadores brasileiros levam para casa apenas 50 centavos de cada dólar que geram de valor para as empresas onde trabalham, parcela menor do que a de trabalhadores de outros países. "Então, aumentando o salário-hora, chega-se mais próximo da produtividade real desse trabalhador", argumenta Menezes Filho. "Nesses casos, você nem precisa ter um aumento grande da produtividade, porque o salário pago atualmente está abaixo da produtividade real." O professor do Insper e a economista do Ipea citam também o exemplo da redução de jornada de trabalho trazida pela Constituição de 1988, que determinou a redução da jornada máxima de 48 horas para 44 horas semanais, e que não resultou em aumento do desemprego. Menezes Filho destaca ainda que a redução de jornada pode aumentar o tempo de convivência dos trabalhadores com seus filhos, com potenciais impactos no desenvolvimento cognitivo e no aprendizado escolar das crianças. Isso pode aumentar a produtividade futura do país, afirma. "O fato de a produtividade ser baixa ou alta não tem muito a ver com você introduzir ou não a [mudança de] jornada", argumenta Menezes Filho. "A produtividade pode ser alta ou baixa, se reduz a jornada, aumenta o custo de trabalho do mesmo jeito. Assim, não é questão do nível da produtividade, mas se ela vai mudar depois da [redução de] jornada. São duas questões diferentes", afirma. "A produtividade do Brasil é baixa e tem crescido pouco? Tem. Precisa ter maior produtividade em nível para você reduzir a jornada? Não necessariamente." Para o professor do Insper, aumentar a produtividade deve ser uma preocupação do país sempre. "Se queremos ter um país mais rico, desenvolvido, com menos pobreza e desigualdade, e as pessoas consumindo mais, aumentar a produtividade é um objetivo em si do país", afirma. Daniel Duque, do FGV Ibre, por sua vez, avalia que o fim da escala 6x1 deve aumentar a produtividade dos trabalhadores na hora trabalhada, mas reduzir a produtividade total, já que eles vão trabalhar menos horas. Assim, ele antecipa que deve haver um efeito negativo sobre a economia, mas pequeno. "Não vai alterar nossa trajetória de desenvolvimento", avalia. "Existem vários outros caminhos para o aumento da produtividade." Ele cita como exemplos uma maior abertura comercial, avanços na educação, mudanças na composição tributária (com a redução de impostos sobre o trabalho e o consumo, por exemplo) e uma maior estabilidade institucional e fiscal. "O que eu acredito que ocorre é que os empresários acham que esses fatores não vão mudar, então, eles precisam segurar o que eles podem, por exemplo, a produtividade total dos trabalhadores deles.

Palavras-chave: tecnologia

Polícia investiga denúncia de assédio sexual e moral contra dono de empresa responsável pelo transporte público de Pilar do Sul

Publicado em: 13/04/2026 07:09

Operação do MTE interditou a empresa responsável pela gestão do transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o dono da empresa Viação Estevam, responsável pelo transporte público de Pilar do Sul (SP), após seis mulheres denunciarem supostos casos de assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. A empresa já havia sido interditada em 12 de fevereiro durante operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que identificou condições precárias e jornadas exaustivas. Nos autos do processo, aos quais o g1 teve acesso na época, as denúncias de assédio já eram mencionadas pelo órgão. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A reportagem conversou com as seis denunciantes, que preferem não se identificar. Uma delas, que é casada, alega que o homem chegou a perguntar quanto ela cobraria para ter um encontro sexual com ele. "O dono começou a mandar mensagens para mim oferecendo dinheiro e perguntando o quanto eu cobraria para sair com ele. Ele insistiu muitas e muitas vezes, mas viu que não conseguia nada e tirava proveito de mim de outras formas na empresa. Todo serviço que tinha, ele jogava nas minhas costas mesmo não sendo minha função", conta. As seis mulheres trabalhavam como agente de bordo, ou seja, cuidavam da segurança dos alunos durante o transporte escolar. Desde então, elas protestam em uma praça contra a empresa, que retornou às operações após uma liminar judicial devido ao MTE anexar uma foto feita por inteligência artificial no processo. "Nós não fazíamos apenas o serviço de agente de bordo. Limpávamos os ônibus enquanto eles não estavam em operação e também fazíamos manutenções que, se fossem feitas próximas do horário do ônibus voltar à linha, ele nos ameaçava", detalham. Manifestação já dura mais de 24 horas e reúne funcionários e familiares de estudantes em Pilar do Sul Arquivo Pessoal Outra vítima relatou que o dono fazia comentários desrespeitosos sobre os relacionamentos das funcionárias. Ele se referia à aliança de compromisso como “forca” e, segundo a denúncia, chegou a pedir que outras pessoas fossem até a casa de uma terceira mulher, que mora perto da empresa, como forma de retaliação. "Nós não voltamos a trabalhar depois da liminar, então, eles começaram a me perseguir na porta de casa. Eu tive que ficar três dias fora de casa por medo. Entraram no quintal, fizeram barulho para me assustar. Fiquei assustada e com receio de entrarem na casa e fazerem alguma coisa comigo", lamenta. Funcionários relatam situações de abuso Divulgação/MTE Além dos assédios, as ex-funcionárias denunciam jornadas exaustivas de trabalho, o que também foi mencionado pelo ministério durante a operação de fiscalização. As mulheres alegam que, apesar de estarem contratadas em regime CLT, trabalhavam cerca de 13 horas todos os dias e, por muitas vezes, não tinham tempo para comer. "O que eles fazem com a gente não é nem um pouco humano. Nós trabalhamos 13 horas por dia, independente de ser sábado, que eram os dias que ficávamos esfregando os ônibus mesmo não sendo do setor da limpeza. Já os motoristas, além de dirigirem, tinham que consertar os veículos quando quebravam. No feriado também, mesmo se as escolas emendarem, em caso de prolongado", dizem. As mulheres afirmam ainda que, apesar do vale-alimentação previsto em contrato, o benefício nunca foi pago. Segundo as denunciantes, as horas extras também não eram remuneradas pela empresa. "Eles nos faziam assinar a retirada do ticket refeição, mas nós nunca recebemos nada. Dependendo da linha e do horário, é mais puxado e as meninas ficam sem almoço. Mal temos tempo para irmos ao banheiro. E nossa remuneração mensal é de um salário mínimo e sempre paga via PIX, sendo que, na nossa convenção, o valor base é maior", apontam. Operação interdita empresa e deixa Pilar do Sul sem transporte público Uma terceira vítima, que também preferiu não se identificar, alega ter sido perseguida pelo dono e por outros homens que, segundo ela, possuem ligação com a empresa. Ela chegou a ser filmada e fotografada enquanto estava na rua com a filha pequena. "O que mais me pegou desde quando eu saí da empresa foi a perseguição, de ficar tirando foto, filmando e andando atrás de mim. Eu não tinha medo algum, mas fiquei com muito medo de fazerem algo com a minha filha, ainda mais que estamos em uma cidade pequena", revela. A união entre as vítimas só ocorreu após deixarem a empresa. Segundo elas, havia orientação para não conversarem entre si durante o expediente, o que gerava medo e impedia o compartilhamento das situações de desconforto. "Era um clima chato e muito pesado. Nós não tínhamos nenhuma colega de empresa, éramos como inimigas umas das outras. Nosso medo maior era de comentar alguma coisa e isso acabar chegando neles [na chefia], porque, querendo ou não, nós precisamos de um emprego. Se nos juntássemos, o dono percebia e vinha nos dar cada vez mais trabalho fora", comenta uma das vítimas. Ex-funcionárias registraram ônibus da empresa com falha no fechamento da porta Com medo, as ex-funcionárias procuraram o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba (SP). Para elas, a principal reivindicação é a segurança dos estudantes e da população da cidade, que andam em transportes precários, com a porta destravada e sem cinto. Assista ao vídeo acima. "Nossa preocupação é a população. Nós não queremos apenas que a empresa saia para outra entrar no lugar. A segurança dos munícipes também é uma preocupação, fora que os ônibus não podem rodar sem os agentes de bordo. Fora a reparação moral, nós merecemos ser reconhecidas como trabalhadoras", pontuam. Operação envolve empresa de transporte público em Pilar do Sul (SP) Reprodução/Redes sociais Além disso, as denunciantes afirmam que ficaram sem nenhum tipo de respaldo financeiro desde o fim do contrato com a empresa. Elas foram demitidas no ano passado, depois foram recontratadas e, devido à situação, não tiveram direito a nada. "Em novembro, nós fomos mandadas embora e, quando fomos assinar a demissão, nós já estávamos em período de aviso prévio sem nenhum consentimento. Conseguimos seguro desemprego na época, mas fomos recontratadas e ele foi cortado. Mas o FGTS e o INSS não eram recolhidos", afirmam. LEIA TAMBÉM: Funcionária denuncia assédio após levar tapa nas nádegas em supermercado de Conchas: 'Disseram que eu dei liberdade' Pacientes enfrentam espera de dois meses para receber bolsa de colostomia em Itapetininga Casos de estupro superam roubos no início do ano em Itapetininga, aponta SSP Os assédios, de acordo com uma das mulheres, chegou a envolver toques físicos e perguntas de cunho sexual. Na maioria das vezes, as situações aconteciam dentro do escritório da empresa. "Ele chamava de 'morena bonita', enquanto as outras eram 'mocinhas'. Ele pegava na minha mão e eu tinha que forçar para tirar. Quando ele aparecia por lá, nós fugíamos. Uma das vezes, ele me disse que eu estava com uma cara muito boa e perguntou se 'eu tinha namorado a noite inteira'", destaca. "O proprietário falava que 'tudo que acontecia dentro da sala, ficava dentro da sala'. Teve uma vez que eu conversei com uma atendente e ele viu. Logo depois, ele sentou na minha frente, questionou o motivo de eu ter falado com ela e pegou meu celular. Tive até um 'delay' para entender o que tinha acontecido. Na saída, ele abriu a porta e tentou pegar na minha cintura. Eu fiquei muito nervosa", desabafa. Empresa de ônibus de Pilar do Sul volta a operar após denúncia apontar uso de IA em foto Os casos também foram denunciados por uma das mulheres ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). A reportagem teve acesso ao documento, assinado pelo promotor Luiz Fernando Guinsberg Pinto, que solicita uma série de esclarecimentos à Prefeitura de Pilar do Sul. Confira: Relação da frota completa dos ônibus; Cópia dos laudos de vistoria; Relação nominal dos motoristas; Mecanismos adotados pela gestão municipal para acompanhamento do processo contratual; Esclarecimentos sobre a denúncia; Informações sobre o protocolo de denúncia; Quais serão as providências urgentes tomadas. Empresa foi interditada pelo MTE Em 12 de fevereiro, a empresa foi interditada pelo MTE em uma operação realizada após uma denúncia protocolada no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Um dos documentos, com 74 páginas, aponta maus-tratos, assédio moral e até tortura contra funcionários. O MTE também constatou, à época, falhas no controle de riscos e na manutenção, que poderiam causar acidentes graves. Entre as irregularidades, a fiscalização apontou que a garagem dos ônibus está em um local não permitido pelo zoneamento urbano do município. Retorno às operações A empresa retornou às operações uma semana após o embargo do MTE, em 19 de fevereiro. A viação protocolou uma ação na Justiça após afirmar que o ministério teria anexado uma imagem feita por inteligência artificial nos autos do processo. No processo, consta que o auditor-chefe regional do MTE, Ubiratan Vieira, anexou uma foto de um bode e de uma cabrita no interior de um dos ônibus da empresa, classificando a cena como “situação vexatória”. Por causa disso, Ubiratan passou a figurar como réu no processo juntamente com a Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o registro, a fotografia anexada não corresponde aos fatos narrados no auto de interdição. Veja a imagem abaixo: Imagem foi anexada e teria sido gerada por IA Reprodução O juiz responsável pelo caso, Paulo Eduardo Belotti, deferiu a tutela de urgência a favor da empresa após analisar o recurso. Com a decisão, a viação voltou a ser responsável pelo transporte público da cidade. O que dizem os citados Em nota enviada ao g1, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que as denúncias feitas pelas mulheres estão sendo investigadas pela delegacia de Pilar do Sul. "A Polícia Civil ressalta que todas as unidades policiais do Estado estão plenamente aptas a realizar o registro de ocorrências relacionadas à violência contra mulher. As unidades contam com equipes capacitadas para o atendimento das vítimas", cita a nota. Já o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou, também em nota, que a operação foi concluída ainda em fevereiro, com as medidas administrativas cabíveis, dentro das inspeções legais. O g1 também entrou em contato com a Viação Estevam, o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura de Pilar do Sul, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: inteligência artificial

Oppo A6s Pro 5G: celular acessível terá tecnologia para funcionar debaixo de tempestades

Publicado em: 13/04/2026 06:48 Fonte: Tudocelular

Com lançamento confirmado para esta semana, o OPPO A6s Pro 5G ganhou um último teaser que confirma a presença de uma tecnologia curiosa: a Super Rain Touch. A solução aprimora o reconhecimento dos toques da tela e trabalha em conjunto com a proteção contra água para garantir que o telefone possa ser usado mesmo debaixo de tempestades.O recurso foi compartilhado pela gigante na rede Weibo e trabalharia com base no padrão meteorológico chinês 30x Red Rain. A fabricante garante que o painel seria capaz de reconhecer toques e gestos com precisão mesmo sob chuva de categoria máxima, o que significaria conseguir digitar mensagens no meio de um temporal sem que o display trave ou registre toques fantasmas. A novidade funcionaria em paralelo com a certificação IP69K, que assegura proteção contra poeira e jatos de água aquecida, e a construção com corpo "Diamond Architecture", projetada para aguentar quedas severas — é provável que vejamos algum nível de certificação militar diante disso.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Meta está construindo um Mark Zuckerberg digital para monitorar funcionários

Publicado em: 13/04/2026 06:33 Fonte: Tudocelular

A Meta pode ter desacelerado seus esforços no ramo do metaverso, mas a empresa pode estar testando uma abordagem incomum para integrar inteligência artificial ao ambiente corporativo. Segundo informações do Financial Times, a empresa trabalha em uma versão digital de Mark Zuckerberg, CEO da empresa, voltada à interação com funcionários. O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla focada em IA dentro da companhia. A novidade busca transformar não apenas produtos, mas também a forma como equipes se comunicam e operam no dia a diaDe acordo com as informações que circulam na internet, o sistema do "Mark Zuckerberg digital" utiliza um personagem em 3D com aparência realista. A tecnologia replica padrões de fala, comportamento e decisões do CEO, permitindo respostas alinhadas ao pensamento atual da empresa.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia