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Única associação de astronomia do oeste paulista está em cidade com menos de 4 mil habitantes: ‘Ao alcance de todos’, diz integrante

Publicado em: 08/04/2026 07:09

Associação de Astronomia Unificada de Mariápolis (ASAUM) é considerada a única no oeste paulista Reprodução Apontada pelos integrantes como a única associação de astronomia do oeste paulista, a Associação de Astronomia Unificada (ASAUM) fica em uma cidade com apenas 3,5 mil habitantes, segundo estimativa em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta quarta-feira (8), é celebrado o Dia Mundial da Astronomia e, para falar sobre o assunto, o g1 conversou com Mauro Donizeti Bueno, de 63 anos, um dos responsáveis pela ASAUM, fundada em 2000, em Mariápolis, a 60 km de distância de Presidente Prudente e quase 600 km de distância de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ele atua como bancário e se define como autodidata em astronomia. Mauro é um dos poucos integrantes que permanecem na associação desde a fundação, ao lado de Sigmar Dantas, que se dedica à astrofotografia. No início, a ASAUM contava com seis membros. Atualmente, reúne 16 participantes ativos, com idades entre 18 e mais de 60 anos, promovendo a integração entre diferentes gerações. A equipe também conta com três mulheres, cuja participação é considerada essencial para o fortalecimento da entidade, segundo Mauro. Veja o cronograma da Artemis II LEIA TAMBÉM: VÍDEO: motorista é flagrado puxando cavalo com carro em Presidente Prudente Diagnóstico de TEA e preconceito: terapeuta e jornalista contam desafios de viver com autismo no interior de SP Defesa Civil vistoria estrada rural atingida pelas chuvas e mantém interdição no trecho entre Martinópolis e Rancharia 🔭 Divulgar astronomia A associação realiza observações públicas na sede, com apoio da prefeitura da cidade. “Nosso principal objetivo é divulgar a astronomia de forma simples e acessível, principalmente aos alunos de nossa região”, pontua Mauro. Além disso, alunos e profissionais de escolas podem visitar o local e conhecer mais sobre o universo astrológico a partir de pequenas palestras e observar o céu pelo telescópio. “Participamos de encontros astronômicos regionais. Acompanhamos os eventos astronômicos dos eclipses, ocultações e chuvas de meteoros em nosso observatório e estamos iniciando também a astrofotografia”, explica. Sigmar Dantas, outro fundador da ASAUM, também é membro associado à Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) como astrônomo amador. Ao g1, ele explica como funcionam as astrofotografias. “De modo geral, as astrofotografias são capturadas com uso de câmera astromodificada, anexadas ou não ao telescópio, e com várias sequências de frames que combinam tempo de exposição, abertura e ISO e também várias tomadas chamadas de frames de calibração, para posterior empilhamento, alinhamento e processamento final em softwares específicos.” Para fazer a observação interestelar, a associação conta com dois telescópios principais: o Schmidt-Cassegrain de 280 mm, considerado o maior da região de Presidente Prudente, e um telescópio solar. 🔎 No caso do Schmidt-Cassegrain, é possível coletar 1.600 vezes mais luz que o olho humano, permitindo ver detalhes em galáxias, nebulosas e planetas, sendo considerado ideal para observar Júpiter e Saturno, que estão na 5ª e 6ª posição do sistema solar. A partir dos equipamentos, os membros da ASAUM conseguiram observar diversos fenômenos astrológicos com mais precisão, como eclipses, nebulosas e planetas mais distantes da Terra. Um dos casos citados pelos membros é da Nebulosa de Orion, registrada em janeiro de 2026. Veja na imagem abaixo. "Além da astrofotografia registrar a beleza dos astros e fenômenos, destacamos o registro da ocultação da estrela 89 Leones durante o eclipse lunar de 14 de março de 2025, passagens de cometas como o Tsuchinshan ATLAS, registro de estrela nova na constelação de Lupus, e registro de eclipse solar parcial", pontua Sigmar. Nebulosa de Orion registrada por Sigmar Dantas em janeiro de 2026, um dos fundadores da ASAUM Sigmar Dantas/Reprodução ‘Astronomia ao alcance de todos’ “O que me motivou [a fundação da ASAUM], e motiva até hoje, foi a paixão pelo céu e a vontade de compartilhar esse conhecimento com as pessoas da nossa cidade e região, mostrando que a astronomia está ao alcance de todos”, destaca Mauro. O fato de a cidade ser pequena não representa um problema para a associação, pelo contrário. Mauro destaca que a baixa poluição urbana, especialmente a luminosidade de postes, residências e estabelecimentos, favorece a observação do céu: "Por Mariápolis ser uma cidade pequena e consequentemente ter menos poluição luminosa, o que favorece muito as observações do céu". No entanto, esse não foi o principal motivo da escolha. Na verdade, Mariápolis foi definida como sede da ASAUM porque seus fundadores residiam no município à época. “A associação nasceu da iniciativa de um grupo de entusiastas que sentia falta de um espaço para astronomia na região.” Todas as atividades da Associação de Astronomia Unificada de Mariápolis (ASAUM) são realizadas de forma gratuita e abertas ao público na sede da associação, localizada na Avenida Prefeito Bernardo Menegueti, 942, no Centro Cultural de Mariápolis. Associação de Astronomia Unificada de Mariápolis (ASAUM) Reprodução 🌒 Artemis II Amante de astronomia, Mauro descreve a sensação que ele e os colegas têm em poder acompanhar a missão espacial Artemis II que, em 1º de abril, enviou quatro astronautas, com a primeira mulher na equipe, para viagem ao redor da Lua. “Estamos acompanhando a missão Artemis II com grande expectativa. É um evento histórico porque, após mais de 50 anos, seres humanos voltarão à órbita da Lua, agora com novas tecnologias que nos proporcionarão novas descobertas”, afirma. A tripulação da Artemis II está viajando no interior da cápsula Orion desde o lançamento da espaçonave na Flórida, nos EUA. A missão está estipulada para ocorrer até sexta-feira (10) e é considerada um marco histórico pelos especialistas. “Presenciar isso é muito significativo para nós, que divulgamos astronomia há 25 anos — mostra que a exploração espacial continua avançando”, continua Mauro. Para a população global, a Artemis II representa uma nova era, segundo o membro da ASAUM de Mariápolis: “Mais inclusiva e colaborativa, com a primeira mulher e o primeiro homem negro indo à Lua, e isso inspira novas gerações a se interessarem por ciência e espaço.” É possível acompanhar a expedição da Artemis II ao vivo pelo g1. Como será a trajetória da missão. Alberto Corrêa/Arte g1 Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq e aparece entre os estados com menor acesso no país

Publicado em: 08/04/2026 07:01

Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq Arquivo O Acre está entre os estados com menor participação na distribuição de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com menos de 1% do total concedido no país. A análise faz parte de um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado na última quarta-feira (1º). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O estudo avaliou a gestão e os pagamentos das bolsas do CNPq, incluindo a regularidade dos repasses e os mecanismos de controle. Segundo o levantamento, o estado apresenta baixa presença em programas de fomento à pesquisa científica e formação acadêmica. O cenário segue uma tendência regional: a Região Norte tem 54,8 bolsistas por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 85,79, assim como o Nordeste, com 63,5. Em contraste, o Sul lidera o ranking com 101,9 bolsistas por 100 mil habitantes, seguido pelo Centro-Oeste (100) e pelo Sudeste (98,1), todos acima da média do país. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesse contexto, estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais concentram uma parcela significativa dos benefícios. Além disso, esse padrão também acompanha a maior presença de universidades públicas e centros de pesquisa nessas localidades. LEIA MAIS: Prefeitura do AC desviou quase R$ 1 milhão em shows pagos com emendas de deputado alvo da PF, diz CGU Relatório aponta falhas e prejuízo de R$ 4,5 milhões na compra de kits do ‘Aedes do Bem’ pela Prefeitura de Rio Branco Contrato de R$ 77 milhões da Educação do AC é cancelado após CGU apontar falhas em licitação Conforme a CGU, os números indicam menor acesso proporcional a recursos destinados à ciência, tecnologia e inovação Enquanto Norte e Nordeste têm os menores índices proporcionais, Sul, Centro-Oeste e Sudeste concentram os melhores resultados, todos acima ou próximos da média nacional. Em números absolutos, a diferença também aparece no total de bolsistas por região: Região Sudeste: 83.211 bolsistas Região Nordeste: 34.731 bolsistas Região Sul: 30.517 bolsistas Região Centro-Oeste: 16.283 bolsistas Região Norte: 9.515 bolsistas Outro ponto destacado pelo relatório é a concentração institucional. Dos mais de 170 mil termos de concessão ativos no país, cerca de 76% estão vinculados a apenas 100 instituições. A maioria dessas bolsas está em universidades e órgãos públicos, com participação mínima de instituições privadas. O levantamento também aponta que grande parte das bolsas está voltada à formação inicial, como iniciação científica e iniciação científica júnior, que somam mais da metade dos benefícios ativos. O documento também identificou falhas nos sistemas de verificação, como dificuldade de cruzamento de dados com outros órgãos públicos. Acre tem menos de 1% das bolsas do CNPq Herivelto Batista/MCTIC Segundo a CGU, isso pode abrir margem para inconsistências, como acúmulo indevido de bolsas ou pagamentos fora das regras. Como recomendação, o órgão sugere maior integração entre bases de dados e reforço nos mecanismos de controle, com o objetivo de garantir mais eficiência e transparência no uso dos recursos destinados à pesquisa no país. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: tecnologia

Sem licitação concluída, Câmara de Campinas vota prorrogar contrato do transporte público por mais 3 anos; entenda

Publicado em: 08/04/2026 06:56

Vereadores de Campinas (SP) durante a 3ª Reunião Ordinária de 2026, nesta segunda (9) Câmara Municipal de Campinas À espera da conclusão do processo de licitação do transporte público, a Câmara de Vereadores de Campinas (SP) analisa nesta quarta-feira (8), em 1ª votação, um projeto de lei complementar que prorroga por até três anos o contrato em vigor na cidade, que se encerra no dia 29 de abril. O prazo para a extensão contratual é questionado por alguns parlamentares, que apresentaram emendas com períodos menores, e também pelo Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, que recomendou que a prefeitura substitua o texto por um contrato emergencial limitado a 12 meses. Serão analisadas na sessão desta quarta duas propostas de emenda com prazos menores: uma em que a prorrogação não ultrapasse dois anos, e outra que estende o contrato por seis meses, podendo ser renovado por mais seis meses. Em nota, a Emdec justifica que o prazo de 3 anos foi estruturado como uma "margem de máxima segurança jurídica" para o período de transição da nova concessão. Clique aqui e veja o texto do projeto na íntegra A empresa justifica que há uma cláusula que assegura o encerramento automático desse contrato com a conclusão da licitação e o início da operação pelos novos concessionários. "A transição para a nova concessão está estimada entre 11 e 14 meses. (...) A margem de segurança foi pensada justamente para garantir a continuidade da prestação deste serviço essencial para os usuários até a finalização de todos os trâmites e ajustes operacionais da nova licitação", destacou. Licitação esperada há uma década Sancetur e Consórcio Grande Campinas vencem leilão para operar transporte público Em março, um leilão na B3, em São Paulo, definiu os ganhadores do certame para operar o sistema de transporte público de Campinas pelos próximos 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. O processo enfrenta um atraso de mais de uma década, desde que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Atualmente, a Comissão de Licitação analisa as planilhas enviadas pelas empresas vencedoras do leilão ocorrido em 5 de março. "Essa fase não tem prazo estipulado pelo edital, sendo o que se mostrar necessário para que não fique dúvidas em relação à viabilidade das propostas apresentadas. Apenas após essa análise é que o resultado é homologado". Veja abaixo o passo a passo: Análise da Comissão de Licitação: que fará a avaliação técnica das planilhas para verificar se a proposta é economicamente viável. Essa etapa não tem prazo definido. Publicação do julgamento: após a análise, será publicado o julgamento do resultado da licitação. Apresentação de recursos: a partir da publicação, abre-se um período de 3 dias úteis para que as empresas apresentem eventuais recursos administrativos contestando o resultado. Homologação do processo: se não houver recursos (ou após a análise deles), ocorre a homologação da licitação, confirmando oficialmente os vencedores. Criação das empresas operadoras: o consórcio vencedor terá até 2 meses para constituir as Sociedades de Propósito Específico (SPEs) — empresas criadas exclusivamente para operar o transporte coletivo de Campinas. Assinatura do contrato: após a criação das SPEs, ocorre a assinatura do contrato de concessão com a prefeitura. Emissão da Ordem de Serviço: o poder público terá até 120 dias (90 dias mais 30) para emitir o documento que autoriza oficialmente o início dos investimentos pelas concessionárias. Início da operação: a partir da ordem de serviço, as empresas terão até 180 dias para adquirir ônibus, estruturar garagens e preparar a operação, até disponibilizar a frota e iniciar o serviço no sistema de transporte coletivo. Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas Conselho recomenda prazo menor Em reunião no último dia 2 de abril, o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, que tem papel consultivo, aprovou um parecer de oposição à prorrogação de 36 meses proposta pela prefeitura, recomendando uma alternativa mais restrita. Segundo o documento, entre os pontos para a recomendação de substituição do projeto de lei por um contrato emergencial limitado a 12 meses está o fato de que o TCE já julgou o contrato atual como irregular, o que obrigou uma nova licitação. Questionada sobre a manifestação do Conselho, a Emdec informou que acompanhou a votação, mas destacou que ainda não recebeu formalmente o texto oficial da recomendação. O posicionamento destaca ainda que a competência para a análise da prorrogação é do Legislativo, e que uma eventual divergência em relação ao parecer do Conselho não configura ilegalidade. Veja a nota na íntegra: "A Emdec acompanhou a votação sobre o assunto na última reunião do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, realizada em 2 de abril. Porém, ainda não recebeu formalmente o texto oficial da recomendação. A transição contratual para a nova concessão está estimada para o período entre 11 e 14 meses. Por isso, a previsão de prorrogação por até três anos foi estruturada como margem de máxima de segurança jurídica para o período de transição. E não significa uma prorrogação automática por todo esse período. A cláusula resolutiva presente na proposta assegura que essa prorrogação não se estenderá além do necessário, encerrando-se automaticamente com a conclusão da nova licitação e o início da operação pelos novos concessionários. A margem de segurança foi pensada justamente para garantir a continuidade da prestação deste serviço essencial para os usuários até a finalização de todos os trâmites e ajustes operacionais da nova licitação. Vale esclarecer que a prorrogação dos atuais contratos do transporte público coletivo tramita no Legislativo sob a forma de um Projeto de Lei, processo que é independente da posição do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana. A competência de legislar sobre o assunto é da Câmara de Vereadores, que aprova ou não as proposições de iniciativa do Executivo. O CMMU é um órgão consultivo, fiscalizador e deliberativo, ou seja, aconselha sobre questões estratégicas, fiscaliza o planejamento da circulação, os serviços de transporte público e discute soluções com o Poder Público. Importante destacar, ainda, que eventual divergência em relação ao parecer do CMMU não configura, por si só, qualquer ilegalidade ou ato de improbidade administrativa, uma vez que se trata de órgão de natureza consultiva. Nos termos da Lei nº 14.230/2021, a configuração de improbidade administrativa exige a presença de dolo e a violação direta da legalidade, o que não se aplica no caso da prorrogação dos contratos; não sendo suficiente, portanto, a mera discordância em relação a orientação técnica ou opinativa de conselho municipal. A Emdec reforça ainda que o assunto em questão foi amplamente debatido no Legislativo, em audiência realizada no dia 25 de março e a votação da proposta está marcada para a próxima quarta-feira (08/04)". Prefeito de Campinas, Dario Saadi, bate o martelo em leilão de concessão do transporte público de Campinas Fernando Evans/g1 Histórico Inicialmente prevista para março de 2016, a nova licitação é aguarda porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Segundo o tribunal, as empresas não poderiam ter passado pelo sistema de avaliações técnicas dentro da licitação de preços. Em agosto de 2019, a prefeitura lançou a primeira versão do edital, mas o documento foi suspenso pelo TCE dois meses depois e acabou barrado pela Justiça em novembro daquele ano. A licitação de 2005 venceu em 2020 e a definição do novo contrato virou uma "novela". Com a anulação, a administração municipal recomeçou o processo para consolidar um novo edital, que foi publicado em dezembro de 2022 — já na gestão Dário Saadi (Republicanos). Em março de 2023, o processo chegou a ser interrompido pelo TCE após contestação pelo sindicato das empresas do segmento (Setcamp). Em maio de 2023, o TCE-SP determinou a reformulação do edital com correções de 14 itens para o processo ser retomado. A reformulação foi publicada no dia 14 de julho. Os estudos para adequações foram realizados pela Emdec e secretarias de Transporte, Administração e Justiça, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com as correções no edital, a licitação ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. Com isso, a prefeitura recomeçou o processo licitatório do zero. A administração municipal abriu em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas. Em junho de 2024 foi nomeado, pela administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. A prefeitura realizou 11 audiências públicas em dezembro daquele ano, e abriu uma consulta pública para receber contribuições. Ao todo, foram enviadas 1,1 mil contribuições na consulta pública, que ficou aberta de 2 de abril a 2 de julho de 2025. Em dezembro de 2025, o novo edital foi lançado. Terminal Campo Grande, em Campinas (SP): metrópole tenta definir nova licitação do transporte público Carlos Bassan/PMC VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Stage Hero6: fone TWS baratinho com 35h de bateria entra em oferta por menos de R$ 160

Publicado em: 08/04/2026 06:41 Fonte: Tudocelular

Alternativa para quem está atrás de um fone de ouvido Bluetooth baratinho, o Stage Hero6 TWS entrega um pacote de especificações competente. Além de trazer ANC com modo transparência, o acessório promete alcance amplo de até 20 metros de conexão via Bluetooth 5.2 e uma bateria durável de até 35 horas. O dispositivo atinge ótimo preço nesta oferta da Amazon — você pode levá-lo por apenas R$ 152, com possibilidade de parcelamento em até 5 vezes sem juros no cartão de crédito. Fone de Ouvido Stage Hero6 TWS com cancelamento de ruído ativo (ANC), fone sem fio Bluetooth 5.2 com 4 microfones para chamada, 35H tempo de reprodução, modos duplo, IPX5 à prova d'água Amazon R$ 152 Ver Oferta Sobre o dispositivoO fone de ouvido Stage Hero6 promete entregar som avançado e recursos modernos em um pacote de baixo custo. Equipado com drivers de 10 mm e tecnologia acústica SoundX, o modelo entregaria áudio com alta fidelidade, preservando detalhes. Fora isso, o sistema de Cancelamento de Ruído Ativo (ANC) seria capaz de reduzir até 90% dos ruídos externos, proporcionando uma experiência imersiva mesmo em ambientes movimentados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Autônoma e perigosa: IA da Anthropic descobre falhas críticas no Windows, Mac e navegadores

Publicado em: 08/04/2026 06:28 Fonte: Tudocelular

Uma nova iniciativa envolvendo as maiores empresas de tecnologia do mundo pode mudar o jogo quando o assunto é o descobrimento de falhas de segurança. A Anthropic anunciou o Project Glasswing, uma parceria que aposta em inteligência artificial para identificar vulnerabilidades críticas em sistemas complexos. O objetivo é reduzir ao máximo a necessidade de intervenção humana nesse processo. No centro do projeto está o Claude Mythos Preview, um modelo avançado de IA que não será disponibilizado publicamente por questões de segurança. A ferramenta foi criada para analisar infraestruturas digitais e detectar pontos frágeis antes que possam ser explorados. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

Operação em quatro estados cumpre mandados e bloqueia R$ 3,8 mi de investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Publicado em: 08/04/2026 06:22

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Eunápolis e Guaratinga Polícia Civil Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) cumpre mandados de prisão e busca e apreensão e bloqueou R$ 3,8 milhões em ativos financeiros, na manhã desta quarta-feira (8), no extremo sul do estado. Batizada de "Operação Vento Norte", a ação tem como alvo uma organização criminosa com atuação na região. As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Belmonte e atingem 26 contas bancárias ligadas aos investigados. Segundo a Polícia Civil, os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Eunápolis e Guaratinga. Também há ações nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com as investigações, o grupo tem atuação estruturada e é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ainda conforme a polícia, os investigados usavam contas bancárias para movimentar recursos de origem ilícita. Segundo as apurações do MP-BA, o grupo criminoso usava de fintechs, empresas que combinam finanças e tecnologia para simplificar serviços bancários, para "lavar" dinheiro. Em apenas uma das investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Cerca de 70 policiais civis da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis) participam da ação. LEIA TAMBÉM: Mulher é presa suspeita de atear fogo e matar ex-companheiro em cidade da Bahia Idoso morre após cair de árvore no interior da Bahia Lei estabelece multa de até R$ 2 mil para quem agredir entregadores em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Família de idoso que morreu após passar mal em avião quer acesso a imagens do aeroporto, diário de bordo e detalhes médicos

Publicado em: 08/04/2026 05:31

Ativo e gostava de viajar: quem é o idoso que morreu após passar mal em avião em Viracopos A família do idoso que morreu após passar mal em um avião que pousou em Campinas (SP), em 20 de fevereiro deste ano, entrou com uma ação judicial para ter acesso a imagens de câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Viracopos, ao diário de bordo do voo da Azul Linhas Aéreas e a detalhes sobre o atendimento médico ao passageiro. O processo tramita na 1ª Vara Cível de Vitória (ES) e ainda não teve uma decisão sobre os pedidos, que também envolvem a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Carlos Alberto Nunes de Lima morreu na madrugada da última sexta-feira (3), aos 79 anos, após passar 42 dias internado no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Segundo a unidade de saúde, o paciente faleceu após complicações decorrentes do quadro de saúde, associadas a uma pneumonia. No dia em que teve a indisposição, o idoso estava em uma aeronave que partiu de Portugal com destino a Vitória. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Em nota, o Mário Gatti alegou que, enquanto esteve sob seu atendimento, o paciente recebeu todo o cuidado necessário. "A rede está à disposição da Justiça e da família. Porém, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não permite a divulgação de dados à imprensa", completou. A concessionária responsável pelo aeroporto de Viracopos disse que prestou os atendimentos emergenciais dentro da aeronave imediatamente após ser acionada pela companhia aérea, lamentou profundamente o falecimento e afirmou que vai colaborar com as investigações. Leia também: 'Ativo e gostava de viajar': quem era o idoso que morreu após passar mal em avião Passageiro de 78 anos é encontrado desacordado em poltrona de avião e levado a hospital Idoso que passou mal em avião sai de coma; família afirma que está vindo para o Brasil Idoso que passou mal em avião em Viracopos morre após 42 dias internado Após decisão judicial, Azul transporta corpo de idoso que morreu após passar mal em avião em Viracopos, diz advogado A Azul informou que não comenta ações judiciais. O g1 procurou a PF e a Anac, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. A matéria poderá ser atualizada com os posicionamentos. Indisposição e piora do quatro de saúde Carlos Alberto Nunes de Lima, de 78 anos, em foto com o filho momentos antes do embarque para Campinas Arquivo Pessoal Carlos Alberto foi levado por uma nora ao aeroporto de Porto, em Portugal, e entregue aos cuidados de uma funcionária da Azul. O voo tinha como destino Vitória, onde reside parte da família do idoso. Segundo protocolo da Azul, e conforme a resolução 280 da Anac, o idoso deveria ser acompanhado durante toda a viagem, com tratamento prioritário. A família diz que havia solicitado esse auxílio para Carlos Alberto, incluindo a cadeira de rodas e todo o suporte da tripulação. A chefe de cabine também teria sido avisada sobre as condições do passageiro, e teria dito aos familiares que "estava tudo certo". A indisposição aconteceu após o pouso em Viracopos. O idoso teria sido encontrado desacordado pela equipe de limpeza do avião — situação que a Azul nega — e levado a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Posteriormente, ele foi encaminhado ao Mário Gatti. No hospital, a família foi informada sobre o estrangulamento de uma hérnia umbilical, o que teria motivado Carlos Alberto a passar mal. Ele chegou a ficar desacordado por alguns dias, mas depois apresentou melhora do quadro de saúde. Após nove dias internado, Carlos Alberto teria pego uma infecção hospitalar, que motivou uma pneumonia. O Mário Gatti não confirma a infecção e fala em piora do quadro por conta de "complicações associadas a uma pneumonia". Produção Antecipada de Provas Carlos Alberto Nunes de Lima gostava de viajar e era bastante ativo, segundo a família Arquivo pessoal As insatisfações com os atendimentos tanto da companhia quanto das unidades de saúde em Campinas motivaram o advogado da família, Raphael Augusto de Paiva Ziti, a entrar com um processo chamado de "Produção Antecipada de Provas". 🔎 O que é uma ação de Produção Antecipada de Provas? Se aceita pela Justiça, o autor pode indicar apurações a serem feitas sobre um caso, por exemplo: levantamento de provas urgentes, acesso a documentos sigilosos, perícias, entre outros. O objetivo é viabilizar a colheita de informações para serem usadas em um futuro processo cível ou, até mesmo, criminal. Segundo a filha de Carlos Alberto, Andreia Pereira de Lima, de 60 anos, a intenção é descobrir o que motivou a indisposição do pai e cobrar explicações sobre o que aconteceu no dia do voo. "O que a família quer é o esclarecimento. Acho que é o mínimo que eles podem fazer. As pessoas, os meus amigos me perguntam: 'o que aconteceu com seu pai?' Eu não sei. Sei que estrangulou uma hérnia, supostamente por um cinto muito apertado pela pressurização do avião", disse. Na ação, a defesa pediu acesso a documentos e imagens de câmeras de segurança, além de solicitar esclarecimentos. Leia a seguir os pedidos ou os questionamentos direcionados a cada órgão. Aviões da Azul, no Aeroporto de Viracopos Estevão Mamédio/g1 Azul Registros audiovisuais da aeronave e do desembarque, se existentes; Diário de bordo e registros operacionais do voo; Relatório de varredura e limpeza da aeronave; Histórico de atendimento interno relacionado ao passageiro; Dados da reserva; Registros internos e operacionais relativos à eventual necessidade de assistência ao passageiro, incluindo logs de atendimento, comunicações entre equipe de solo e tripulação, anotações de ocorrência e quaisquer registros de acompanhamento no embarque, conexão e desembarque, ainda que inexistente solicitação formal prévia. Aeroporto de Viracopos Informações sobre o atendimento e o deslocamento realizado em favor do passageiro; Registros e imagens de câmeras de segurança relacionados ao fato. Prefeitura de Campinas e Hospital Mário Gatti Fluxo de atendimento do paciente no sistema público de saúde, indicando as unidades pelas quais passou, datas e justificativas clínicas para os encaminhamentos realizados para fins de regulação; Informações sobre o ingresso do paciente, quadro clínico apresentado no momento da admissão e evolução médica registrada. Polícia Federal Registros de ingresso, atendimento ou comunicação relacionados ao passageiro no contexto do desembarque internacional; Esclarecimentos sobre os procedimentos adotados no caso. Anac Eventuais registros de ocorrência, comunicação ou procedimento administrativo relacionado ao voo; Protocolos aplicáveis à assistência de passageiros em situações de emergência médica a bordo ou após o desembarque. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: lgpd

Jovem denuncia intolerância religiosa após ter corrida negada em frente a terreiro: 'Humilhada e indignada'

Publicado em: 08/04/2026 05:26

Barbara Emanuelle da Silva Alves Ferreira, de 27 anos, alega que corrida foi cancelada por intolerância religiosa Arquivo Pessoal Uma mulher, de 27 anos, alega ter sofrido intolerância religiosa após ter uma corrida de aplicativo negada ao sair de um terreiro de candomblé em São Vicente, no litoral de São Paulo. Ao g1, Barbara Emanuelle da Silva Alves Ferreira contou que o motorista acelerou o veículo ao vê-la vestindo as roupas da religião de matriz africana. “Fiquei indignada com a falta de respeito, de empatia e de profissionalismo. Ninguém merece passar por isso, e ainda mais ficar em uma situação tão vulnerável”, lamentou a mulher, que estava acompanhada dos filhos: um menino de 7 anos e uma menina de 3, que dormia no colo dela. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O caso ocorreu no bairro Jardim Rio Branco, na noite de sexta-feira (3). A vítima contou ter solicitado uma corrida no aplicativo Uber para ir até a própria casa. Em nota, a empresa informou que não tolera qualquer forma de discriminação (veja posicionamento completo adiante). O g1 não localizou o motorista até a publicação desta reportagem. "Quando vi que o motorista estava chegando, peguei minha filha no colo, segurei meu outro filho e fui para a calçada com as bolsas para aguardar”, relembrou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com ela, o motorista se aproximou do ponto de partida reduzindo a velocidade, mas acelerou novamente ao visualizar a mulher com as vestimentas religiosas. “Ele simplesmente olhou e logo após acelerou o carro, indo embora sem ao menos parar [...]. Logo depois, cancelou a corrida, sem falar absolutamente nada, sem dar nenhuma explicação”, lamentou Barbara. A mulher contou que ficou extremamente abalada com o ocorrido e precisou aguardar um tempo para poder solicitar outra corrida. A primeira viagem já estava paga, pois é vinculada ao cartão de débito, e teve o valor estornado. “Me senti extremamente desrespeitada, humilhada e indignada. Eu estava com duas crianças, à noite, carregando uma no colo, e fui simplesmente ignorada bruscamente daquele jeito”, disse. Barbara denunciou o caso ao aplicativo da Uber e recebeu um posicionamento da empresa dizendo que o episódio foi inaceitável e as medidas seriam tomadas em relação ao motorista. Ainda na mensagem, a empresa ofereceu quatro horas de sessões de atendimento psicológico. Apesar disso, a situação deixou marcas na jovem. “O que mais dói é saber que isso não é um caso isolado, pois não é a primeira vez que passo por esse tipo de situação, o que mostra o quanto a intolerância religiosa ainda é real, principalmente com quem é de religião de matriz africana”, lamentou. Uber Em nota, a Uber informou que não tolera qualquer forma de discriminação e, em casos dessa natureza, encoraja a denúncia tanto no próprio aplicativo quanto às autoridades competentes. A empresa informou ainda que se coloca à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei. "A plataforma reafirma o seu compromisso de promover o respeito, igualdade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o app. Como parte das ações, a Uber envia constantemente materiais educativos e de conscientização para motoristas parceiros sobre racismo e discriminação", acrescentou. Ainda segundo a Uber, o tema intolerância religiosa também foi abordado em um episódio do "Fala Parceiro!", do Uber Cast, além de pílulas educativas regulares na Rádio Uber, programa diário da Rádio Transamérica. "Por meio da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, a Uber assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Igualdade Racial. A iniciativa tem como um dos focos, o enfrentamento à intolerância religiosa, reforçando o compromisso das empresas com a promoção de um ambiente mais inclusivo e livre de discriminação", finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Pacientes do Norte viajam até 6 vezes mais que os do Sul para tratar câncer; acesso ainda depende do CEP

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Receber um diagnóstico de câncer deveria acionar uma corrida contra o tempo. Para muitos brasileiros, porém, o primeiro obstáculo não é o tumor —é chegar até o tratamento. No interior do Amazonas, a dona de casa Jakeline Cardoso Lima, de 41 anos, levou três dias de barco para chegar a Manaus e confirmar um câncer de colo do útero. Sem oferta de tratamento na cidade onde mora, ouviu que não havia alternativa: teria de permanecer na capital durante toda a terapia. A paciente oncológica Jakeline Lima Arquivo Pessoal Sem condições de ir e voltar, teve de mudar de casa. Levou uma das filhas, de 16 anos, para ajudá-la no cuidado durante o tratamento e deixou a mais nova com o avô. Foram seis meses fora de casa para conseguir completar 28 sessões de radioterapia, além de quimioterapia e outros procedimentos. A trajetória individual expõe um padrão nacional: no Brasil, o acesso à radioterapia —um dos principais pilares do tratamento oncológico— ainda varia de acordo com o lugar onde o paciente vive. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um país, cinco realidades de acesso Dados de um estudo nacional publicado em 2026 na revista científica International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics, que analisou mais de 840 mil procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que mais de seis em cada dez pacientes precisaram sair do próprio município para fazer radioterapia. A distância média no país é de 120 quilômetros. Mas essa média esconde um contraste profundo: 442 km no Norte. 238,9 km no Centro-Oeste. 161,8 km no Nordeste. Cerca de 70 km no Sul e Sudeste. Na prática, isso significa que um paciente do Norte percorre até seis vezes mais do que alguém do Sul para acessar o mesmo tipo de tratamento. Para o médico radio-oncologista, pesquisador em oncologia e professor da Queen’s University, Fabio Ynoe de Moraes —membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia—, o dado traduz um problema estrutural: o acesso ao tratamento ainda é determinado pelo território. Distância que não cabe no mapa Apesar da dimensão dos números, a desigualdade pode ser ainda maior do que a medida pelo estudo. Isso porque a análise calcula a distância em linha reta entre cidades —um padrão técnico para estudos nacionais, mas que não corresponde ao trajeto real enfrentado pelos pacientes. Na prática, o deslocamento depende de estradas, conexões entre municípios e disponibilidade de transporte. Em regiões como a Amazônia, pode incluir dias de viagem por rios, como aconteceu com Jakeline. “Dois pacientes com a mesma distância podem enfrentar cargas completamente diferentes”, afirma Moraes. Além disso, o estudo não incorpora tempo de viagem nem custos indiretos —como transporte, alimentação e hospedagem—, o que tende a subestimar o impacto real do acesso ao tratamento. Tratamento contínuo transforma deslocamento em barreira A radioterapia não é feita em uma única etapa. Em muitos casos, exige sessões diárias ao longo de várias semanas. Jakeline passou por esse processo: foram aplicações todos os dias, o que tornou inviável qualquer tentativa de ir e voltar para casa durante o tratamento. Esse modelo transforma a distância em um fator decisivo. Na avaliação de Moraes, o peso do deslocamento tende a impactar principalmente o início da terapia —fase em que atrasos podem comprometer o controle da doença— e pode influenciar a continuidade do tratamento ao longo das semanas. Embora o estudo não tenha medido diretamente abandono ou atraso, há evidências de que trajetos longos dificultam o acesso e podem interferir nas decisões terapêuticas. Mais tecnologia, mais distância Nem todos os tratamentos estão igualmente disponíveis. Procedimentos mais complexos —como braquiterapia e radioterapia estereotáxica— exigem equipamentos avançados e equipes especializadas, concentrados em poucos centros do país. Como consequência, pacientes que precisam dessas terapias percorrem distâncias ainda maiores. O estudo mostra que esses casos têm média de deslocamento superior à dos tratamentos convencionais, o que evidencia uma desigualdade também no acesso à tecnologia. Quem não chega ao tratamento não entra na conta Há ainda uma dimensão que não aparece nos números. A análise foi feita com base em procedimentos autorizados no SUS —ou seja, considera quem conseguiu iniciar o tratamento. Pacientes que não chegam ao serviço, não conseguem encaminhamento ou desistem antes de começar podem ficar fora do retrato. Isso indica que a desigualdade pode ser ainda mais profunda do que a observada. Infraestrutura concentrada mantém o desequilíbrio A radioterapia depende de equipamentos de alta complexidade, como aceleradores lineares, responsáveis por emitir radiação de forma precisa para destruir células tumorais. No Brasil, esses equipamentos estão concentrados em capitais e grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, afirma a Sociedade Brasileira de Radioterapia, o país ainda enfrenta déficit dessas máquinas, enquanto a incidência de câncer cresce. Ainda segundo a entidade, sem expansão planejada e melhor distribuição da rede, a tendência é de manutenção —ou até ampliação— das desigualdades regionais. Para Moraes, enfrentar o problema exige mais do que aumentar a capacidade instalada. É necessário reorganizar a rede e direcionar investimentos para regiões com maior carência, para que a oferta de tratamento acompanhe a necessidade da população. Enquanto essa mudança não se concretiza, o acesso continua sendo resolvido, na prática, caso a caso —como o de Jakeline. Após meses em Manaus, ela concluiu o tratamento e hoje está em acompanhamento, com exames indicando remissão da doença. Mas, para chegar até esse resultado, precisou reorganizar completamente a própria vida —da rotina da casa ao cuidado com as filhas. A história dela ajuda a traduzir o que os dados mostram: no Brasil, o acesso ao tratamento contra o câncer ainda não é apenas uma questão médica. Em muitos casos, é também uma questão de distância, e de tudo o que ela impõe.

Palavras-chave: tecnologia

Travessão não é vilão: Machado de Assis e Dostoiévski provam que sinal não é ‘coisa de ChatGPT’

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Machado e Dostoiévski mostram que travessão não é vilão nem ‘coisa de ChatGPT’ 🧐Um sinal de pontuação está sofrendo boicote intenso — mesmo tendo sido usado por grandes gênios da literatura. Desde que o ChatGPT e outras ferramentas de inteligência artificial tornaram-se mais populares, o travessão virou basicamente uma “prova do crime”, como se a presença dele fosse um atestado de que o autor do texto é um robô. Mas, obviamente, Machado de Assis não digitou o seguinte comando para um computador: “Por favor, escreva um romance em que um morto, sem querer parecer virtuoso, conte sua vida com ironia e vaidade, como um ‘defunto-autor’ cruelmente elegante.” E, ainda assim, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” traz o seguinte trecho: "Mas, enfim, vivia. — E que mal há nisso? — perguntar-me-á algum leitor." ➡️O travessão está lá, firme e forte. Assim como também aparece com frequência em obras de Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Fiódor Dostoiévski e Marcel Proust… Veja exemplos mais abaixo. Vamos focar aqui em uma função específica desse sinal, justamente a que foi “vilanizada”: não quando o travessão introduz a fala de um personagem, e sim quando tem um valor parecido com o da vírgula. “Normalmente, quando a pessoa quer aumentar a clareza do texto e variar a pontuação, ela pode optar pelo travessão. É um uso sofisticado, comum em textos acadêmicos e jurídicos”, explica Eduardo Calbucci, professor de Linguagens do Curso Anglo. “A IA produz textos a partir de outros que já foram escritos. Se ela tomar como base materiais acadêmicos, vai imitá-los.” ➡️Ou seja: o travessão é um sinal “refinado” e característico de pessoas que têm amplo domínio da norma padrão da língua. Ele pode ter sido gerado por uma ferramenta de IA? Sim. Mas não necessariamente. Esse elemento, isolado, não deve levantar desconfiança do leitor. “As pessoas estão tirando o travessão dos seus textos ou pedindo para o ChatGPT escrever uma resposta sem esse sinal. Passaram a ver como se fosse um problema. Só que a verdadeira desconfiança [do uso de IA] não deve vir de algo isolado assim, e sim de uma quebra estilítisca”, afirma Calbucci. Ou seja: se o professor notar que o aluno mudou de estilo da noite para o dia e passou a adotar recursos mais refinados de linguagem, pode conversar com ele e entender a razão disso. A verdade é: não vai ser a presença ou a ausência do travessão que indicará se seu texto é de IA. “Existem ferramentas hoje disponíveis que, em tese, mostram se um texto foi gerado por IA ou não, e qual o percentual feito pela máquina. Mas nenhum é garantido. Muitos podem gerar falsos positivos: dizer que um texto é de IA, mas ele não é”, diz Luiz Leduíno de Salles Neto, professor do ICT/Unifesp. Se, portanto, o travessão deixar um parágrafo mais claro e fluido, não se reprima — Dostoiévski está ao seu lado. Broche defende uso do travessão e vira piada nas redes Reprodução/Redes sociais Veja exemplos de uso de travessão na literatura (bem antes do ChatGPT) 📖Machado de Assis — Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881, português original brasileiro) "A vida é uma ópera — e uma ópera grande, meu caro." O travessão destaca a comparação metafórica, dando ênfase e pausa reflexiva. Machado de Assis usava travessões Arquivo Nacional/BBC 📖Clarice Lispector — A hora da estrela (1977, português original brasileiro) Clarice usa o travessão para interrupções introspectivas ou para marcar o fluxo de consciência: "Ela não sabia que era nordestina — quem sabe nem sabia o que era isso — e por isso mesmo era tão livre." 📖João Guimarães Rosa — Grande Sertão: Veredas (1956, português original brasileiro) Rosa emprega o travessão em interrupções reflexivas ou para enfatizar o tom de ensaio: "O senhor sabe: o diabo não existe — não é uma pessoa, é um estado — a gente dá passagem." Aqui, o travessão cria uma pausa para aprofundar a ideia filosófica. 📖Emily Dickinson (poesia em inglês original, século XIX) Dickinson é famosa pelo uso abundante de “dashes” (—) para pausas abruptas, hesitações ou ênfase emocional: "Because I could not stop for Death – He kindly stopped for me – The Carriage held but just Ourselves – And Immortality." 📖Virginia Woolf — Mrs. Dalloway (1925, inglês original) Exemplo de fluxo de consciência com interrupção: "She had a perpetual sense, as she watched the taxi cabs, of being out, out, far out to sea and alone; she always had the feeling that it was very, very dangerous to live even one day — not to speak of a lifetime." O travessão interrompe a frase para enfatizar o perigo existencial, criando uma pausa dramática. 📖Marcel Proust — Em Busca do Tempo Perdido (francês original, início do século XX) Proust usa o tiret (—) para digressões longas e interrupções reflexivas: "Le bonheur — ou du moins l’absence de souffrance — est le seul but que l’homme doive se proposer dans la vie." O travessão insere uma precisão ou reformulação. 📖Fiódor Dostoiévski - Crime e Castigo (russo original, 1866, traduzido para o inglês) Dostoiévski usa o travessão (em traduções inglesas fiéis e em edições russas modernas) para pausas reflexivas, ironia ou interrupções no fluxo de pensamento do narrador/personagem: "He had become so... how shall I say it? — so completely absorbed in himself..." O travessão marca uma hesitação para buscar a “palavra certa”. 📖William Shakespeare — Júlio César (inglês original, 1599) Shakespeare usava traços (frequentemente representados como travessões em edições modernas) para interrupções abruptas no pensamento ou pausas dramáticas, especialmente em monólogos: "O, that we then could come by Caesar's spirit, And not dismember Caesar! But, alas, Caesar must bleed for it. — And, gentle friends, Let's kill him boldly, but not wrathfully..."

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda projeto que quer mudar 'a cara' do Centro de BH e verticalizar bairros tradicionais

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Imagem aérea da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte Reprodução/TV Globo A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno, na última semana, um projeto de lei que pode mudar "a cara" do Centro da cidade e de bairros vizinhos tradicionais, como Santa Efigênia, Lagoinha, Bonfim, Floresta e Carlos Prates (leia mais abaixo). O texto, de autoria do Executivo, estimula a reforma de imóveis ociosos e a construção de prédios residenciais por meio de incentivos urbanísticos e fiscais. Estão previstos, por exemplo, mecanismos que permitem o aumento da área construída em terrenos e a isenção de impostos imobiliários. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Na prática, o projeto pode favorecer a disseminação de edifícios altos em bairros antigos, que ainda concentram muitas casas (entenda o texto mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta tem gerado discussões e debates dentro e fora do legislativo. A prefeitura diz que o PL 574/ 2025 busca fomentar a oferta de moradia na região central e recuperar espaços públicos. Por outro lado, críticos afirmam que o texto não foi devidamente discutido com as comunidades e que as intervenções previstas beneficiariam as construtoras. Uma audiência pública sobre o tema está prevista para esta quarta-feira (8). Esta reportagem aborda o projeto e a visão de especialistas a partir dos seguintes pontos: Urbanista fala em falta de estudos de impacto Possível aumento do custo de vida Chance de recuperar espaços ociosos Necessidade de ouvir sociedade civil Ponto a ponto Urbanista fala em falta de estudos de impacto Para o urbanista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Roberto Andrés, ao aumentar o limite de metros quadrados que podem ser construídos em um terreno, o projeto pode gerar no centro a verticalização que ocorreu no Belvedere, na Região Centro-Sul da capital. Segundo Andrés, faltam estudos para avaliar que tipos de impactos isso pode causar. "O projeto vai aumentar o número de vagas de garagem na região central, e não há estudos de impacto no trânsito. Ele permite a construção de torres sem afastamento lateral, um prédio colado no outro, o que pode gerar uma barreira de vento, e não há estudos de microclima. Infelizmente, a história está se repetindo", afirmou o professor. Possível aumento do custo de vida Ainda de acordo com Andrés, o projeto não impede que prédios de luxo sejam erguidos, beneficiando-se de incentivos fiscais, e elevem o custo de vida nos bairros. "A gente não sabe o tamanho do impacto se esses bairros forem verticalizados com edifícios de 12, 15 andares. O receio de muitos moradores é que isso provoque uma mudança de perfil nesses locais e ocorra gentrificação, que as pessoas que vivem ali acabem sendo expulsas", disse. Chance de recuperar espaços ociosos Já a presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional Minas Gerais (Asbea-MG), Laura Penna, acredita que a proposta é importante para recuperar a função social de espaços ociosos e permitir que pessoas que trabalham no centro morem mais perto do serviço. Segundo ela, os principais incentivos previstos no texto são voltados para a construção de empreendimentos de interesse social, destinados a famílias de baixa renda. "Eu entendo que o projeto tem um viés claro de incentivar a habitação de interesse social e o retrofit [modernização de construções antigas] de edificações ociosas. Temos ali no centro prédios inteiros que estão ociosos, e um edifício desocupado não cumpre sua função social. Um edifício retrofitado significa gente nova chegando, o que ativa o comércio e gera mais cuidado com limpeza e sensação de segurança", falou. Necessidade de ouvir sociedade civil Laura defende que o comitê gestor, a ser criado para monitorar a implementação da operação urbana, seja composto também por membros da sociedade civil, e não só da prefeitura, e que, se sancionada, a lei seja acompanhada de outras políticas públicas. "É importante que esse projeto seja sempre revisitado para que a gente consiga aferir se a política está sendo bem aplicada e possa corrigir distorções no meio do caminho". O g1 procurou a Prefeitura de Belo Horizonte, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ponto a ponto O projeto de lei 574/ 2025 foi aprovado em 1º turno pela Câmara Municipal em 30 de março. Foram 33 votos a favor do texto e cinco contra. Antes de ser votado em plenário em 2º turno, o texto precisa passar por comissões da Casa para a apreciação de mais de 30 emendas recebidas. Entre elas, um substitutivo apresentado pelo líder do governo, Bruno Miranda (PDT), com algumas mudanças. Entenda abaixo: 🏠 Bairros afetados Segundo o texto aprovado em 1º turno, a Operação Urbana Simplificada (OUS) inclui, total ou parcialmente, os seguintes bairros: Centro, Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista. O substitutivo, no entanto, retira o Concórdia da lista. 🏣 Empreendimentos incentivados A OUS tem vigência de 12 anos e incentiva os seguintes empreendimentos: retrofit (processo de modernização e revitalização de edifícios antigos que preserva as características arquitetônicas originais); empreendimentos de interesse social; finalização ou substituição de obras abandonadas; substituição de estacionamento caracterizado como imóvel subutilizado; substituição de galpões; substituição de edificação horizontal com características de abandono e degradação. 🔨 Unidade de Regeneração O projeto cria a Unidade de Regeneração (UR), que representa o potencial construtivo adicional gerado por um empreendimento incentivado. Funciona assim: a construção de um empreendimento incentivado, por exemplo, a reforma de um prédio antigo, gera um bônus de potencial construtivo, a UR. Ela pode ser usada pelo próprio empreendedor para construir além dos limites permitidos ou vendida a terceiros. O texto permite que empreendimentos ultrapassem em até 70% o limite máximo de construção permitido para o terreno por meio do uso de UR. 💵 Incentivos fiscais Imóveis em construção não pagam IPTU por até quatro anos, desde que a obra seja concluída nesse prazo. Edifícios destinados à habitação de interesse social ficam isentos por até 10 anos. Há também previsão de perdão de dívidas do imposto até 2020 em alguns casos. Isenção de ITBI na compra de imóveis destinados à implantação de empreendimentos incentivados. Parte dos empreendimentos também fica isenta de taxas de expediente, vistoria e fiscalização de obras. Empreendimentos incentivados podem ter isenção da outorga onerosa do direito de construir, contrapartida financeira cobrada quando a construção ultrapassa o coeficiente básico de aproveitamento do terreno. Plenário Prefeito Amintas de Barros Foto: Cláudio Rabelo/CMBH Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

No Amazonas, 15 vereadores já foram cassados por fraude à cota de gênero após eleições de 2024; veja lista

Publicado em: 08/04/2026 05:02

Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) g1 AM Um levantamento feito pelo g1, com base em decisões da Justiça Eleitoral, mostra que 15 vereadores tiveram os mandatos cassados no Amazonas por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. As irregularidades foram identificadas em ao menos cinco municípios e envolvem, principalmente, o uso de candidaturas femininas fictícias. As decisões, que ainda podem ser alvo de recurso em alguns casos, já provocaram mudanças diretas na composição de câmaras municipais e, em situações mais graves, levaram à anulação total dos votos de partidos. O g1 entrou em contato com todos os partidos dos vereadores envolvidos nas cassações, mas não obteve retorno até a atualização mais recente desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Manaquiri concentra maior número de cassações O caso mais expressivo ocorreu no município de Manaquiri, em janeiro deste ano, onde seis dos onze vereadores eleitos tiveram os mandatos cassados, o que representa mais da metade da Câmara Municipal. A Justiça Eleitoral entendeu que PSD e PL lançaram candidaturas femininas fictícias, sem campanha, com votação irrisória e sem movimentação financeira, apenas para cumprir a exigência legal. Foram cassados: Bruno da Nonata Janderli Carvalho Érica Freitas João Moura Gesse Ventura Valdemar Bandeira Após a decisão, houve recontagem dos votos e novos vereadores foram definidos. Manaquiri define novos vereadores após fraude levar à cassação de mais da metade da Câmara Anori: cinco vereadores perdem mandato Em Anori, cinco vereadores do União Brasil foram cassados este mês após a Justiça identificar descumprimento da cota mínima de mulheres. Uma das candidatas teve o registro indeferido por analfabetismo e não foi substituída pelo partido, reduzindo a participação feminina abaixo do mínimo legal. Também foram apontados indícios de candidatura fictícia. Os vereadores atingidos são: Vadernilson Matos Silva Luiz Carlos Pereira Josely Moraes Damião João Tomé Pereira Elton Gonçalves Lima Vereadores são cassados em Anori Outros municípios também registram cassações O levantamento mostra ainda casos em outros municípios: Novo Aripuanã: a vereadora Lene Barros (MDB) teve o mandato cassado em março deste ano, e o partido perdeu a validade da chapa após identificação de candidaturas fictícias. Alvarães: Gregson Brendo Gonçalves Rodrigues (PT), e Maurício Cruz de Souza (PT), eleitos pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), perderam os mandatos em novembro de 2025 após a Justiça apontar uso de candidaturas femininas apenas para cumprir a cota. Presidente Figueiredo: Em abril de 2025, o vereador Maronilson Costa de Fontes (PL) teve o diploma cassado por fraude envolvendo candidatura feminina fictícia. Caso em Eirunepé tem decisão revertida e não entra na lista de cassações Em Eirunepé, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) reverteu a decisão que havia reconhecido fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Com isso, foram mantidos nos cargos os vereadores eleitos pelos partidos PSB e AGIR. A mudança ocorreu após as siglas apresentarem embargos de declaração. O julgamento terminou empatado, e a presidente da Corte, desembargadora Carla Reis, deu o voto de minerva que garantiu a reversão da cassação e o restabelecimento da composição da Câmara Municipal. TRE-AM reverte decisão sobre fraude à cota de gênero e mantém vereadores nos cargos em Eirunepé. Divulgação/TRE-AM Impacto direto nas câmaras municipais Ao todo, os casos somam 15 parlamentares cassados no estado. Em algumas situações, como em Manaquiri e Anori, a Justiça determinou a anulação dos votos dos partidos envolvidos e o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. Esse procedimento pode alterar completamente o resultado das eleições, com a entrada de novos vereadores. LEIA TAMBÉM: TSE mantém cassação de vereadora eleita por ser cunhada de prefeito reeleito no Amazonas Entenda a regra A legislação eleitoral determina que partidos e federações devem garantir no mínimo 30% de candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. Quando há fraude, como o uso de candidaturas fictícias, sem campanha ou votação relevante, a Justiça pode cassar toda a chapa, anular votos e declarar inelegibilidade dos envolvidos por até oito anos. As decisões fazem parte de uma série de julgamentos da Justiça Eleitoral que têm reforçado o combate às chamadas “candidaturas laranjas” em todo o país.

Palavras-chave: câmara municipal

Ar-condicionado sem susto na conta: como usar melhor e gastar menos energia

Publicado em: 08/04/2026 04:01

Ar-condicionado: como reduzir gastos de uso sem abrir mão do conforto Quando o calor aperta, o ar-condicionado vira item de sobrevivência. O problema é que, junto com o alívio térmico, costuma vir também um susto na conta de luz. Isso acontece porque o ar-condicionado está entre os equipamentos que mais consomem energia em casa. Em alguns casos, pode até ultrapassar o gasto do chuveiro elétrico, especialmente quando usado por várias horas seguidas. Mas alguns hábitos simples no uso do aparelho podem fazer diferença real no consumo — sem precisar abrir mão do conforto. Saiba escolher entre diferentes tipos de ar-condicionado ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp 🌡️ A temperatura faz mais diferença do que parece Manter o ar entre 23°C e 25°C é suficiente para o conforto na maioria dos casos — e evita que o aparelho trabalhe além do necessário. Quanto mais baixa a temperatura, maior o consumo. 🔁 Ligar e desligar toda hora sai caro Pode parecer economia, mas não é. O ar-condicionado gasta mais energia para resfriar o ambiente do zero do que para manter a temperatura estável. 🚪 Ambiente fechado = eficiência maior Portas e janelas abertas fazem o aparelho “lutar contra o calor” o tempo todo. Manter o ambiente vedado ajuda a conservar o ar frio. ☀️ Sol direto no aparelho aumenta o consumo Se a parte externa (condensadora) fica exposta ao sol, o sistema precisa trabalhar mais para resfriar o ambiente. Sempre que possível, mantenha essa área protegida. ⚙️ Tecnologia inverter vale a pena Nos aparelhos tradicionais, o compressor trabalha em um ciclo de "liga-desliga", aumentando o gasto de energia. Já com a tecnologia inverter, o sistema funciona de maneira contínua, sem que ele desligue completamente. 🌙 Use o timer e o modo econômico Funções como timer e modo eco ajudam a evitar desperdício — principalmente durante a noite, quando o ambiente já está mais fresco. 🌬️ Nada de bloquear a saída de ar Objetos na frente do aparelho prejudicam a circulação e reduzem a eficiência, fazendo o sistema trabalhar mais. Ar-condicionado: como reduzir gastos sem abrir mão do conforto Freepik A seguir, veja opções de aparelhos de ar-condicionado inverter, com preços desde R$ 2.100 a R$ 3.000, consultados nas principais lojas on-line, em fevereiro. Ar-condicionado split HW LG Dual Inverter Voice 9.000 BTUs Ar-condicionado split inverter Elgin Eco 12.000 BTUs frio 45HVFI12B2IB Ar-condicionado inverter Philco 12.000 BTUs quente e frio Ar-condicionado split Springer Midea Airvolution Connect inverter 9.000 BTUs frio Ar-condicionado split inverter Samsung WindFree Connect 12.000 BTUs frio Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Palavras-chave: tecnologia

ASAP, brainstorming, mindset: entenda os principais termos do ‘corporativês’

Publicado em: 08/04/2026 04:01

Veja o que significam os termos do ‘corporativês’ usados no ambiente de trabalho Reprodução/Freepik Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com uma ferramenta de tradução que viralizou: o “LinkedIn Speak”, do Kagi Translate. A função usa inteligência artificial (IA) para transformar frases do cotidiano em versões mais formais, no estilo da linguagem corporativa. O recurso reacendeu o debate sobre o chamado “corporativês” — linguagem marcada por jargões e expressões, muitas vezes em inglês, usadas no dia a dia do trabalho. Termos como ASAP, brainstorming, mindset, call, feedback e deadline se tornaram comuns em empresas brasileiras. 🤔 Mas por que essas palavras se popularizaram tanto – e até que ponto ajudam ou atrapalham a comunicação no trabalho? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o uso de expressões em inglês no ambiente corporativo é reflexo da globalização e da influência de multinacionais, especialmente dos Estados Unidos, onde surgem grande parte das metodologias de gestão e inovação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o inglês consolidado como língua dos negócios, muitos termos acabam sendo incorporados ao ambiente de trabalho sem tradução. Mas esse hábito, apesar de comum, pode prejudicar a compreensão e criar barreiras internas. Por que o “corporativês” se popularizou? O uso de jargões corporativos em inglês se consolidou no Brasil com a chegada de multinacionais e com a influência de conteúdos sobre gestão e negócios – como livros, cursos e metodologias – produzidos majoritariamente nesse idioma. Com o avanço da globalização, essas expressões passaram a fazer parte da rotina das empresas como uma forma rápida de resumir conceitos mais complexos. O fenômeno também está ligado à cultura organizacional e, em alguns casos, à insegurança profissional — e já impacta diretamente o engajamento, a produtividade e até a saúde mental dos trabalhadores. Apesar de funcionarem como atalhos na comunicação, esses termos nem sempre são compreendidos por todos. Isso pode gerar ruído e até exclusão dentro das equipes. “Embora a intenção original seja criar uma linguagem comum que agilize processos, o efeito prático frequentemente resulta em ruído e exclusão”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Segundo a especialista, sem o chamado letramento corporativo, essas expressões deixam de facilitar a comunicação e passam a criar barreiras internas. “Na prática, elas funcionam como ‘atalhos mentais’ para conceitos complexos, mas, sem compreensão adequada, acabam prejudicando a comunicação”, diz. Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Ruído, exclusão e impacto na produtividade Eliane afirma que é comum que profissionais cometam erros ou enfrentem dificuldades por não entenderem expressões usadas no trabalho. Para ela, o problema se agrava quando o funcionário precisa tentar adivinhar o que o líder quis dizer, o que gera perda de tempo e dificulta o trabalho em equipe. Quando um colaborador precisa gastar energia tentando entender o que o líder quer dizer, perdemos tempo e criamos barreiras que prejudicam o clima da empresa. A especialista explica que há uma diferença entre usar termos técnicos quando necessário e exagerar no uso de jargões. Segundo ela, o problema está no uso por modismo. Palavras como “feedback”, por exemplo, muitas vezes são usadas de forma vaga no dia a dia, como uma simples opinião. No entanto, em métodos de gestão, o termo tem um significado mais estruturado, ligado ao desenvolvimento do profissional. “Quando o RH não explica bem esses conceitos, cria-se confusão sobre o que é feedback de verdade e sobre o desempenho do colaborador”, afirma. Segundo ela, o uso do “corporativês” também pode estar ligado à busca por status ou à insegurança no ambiente profissional. Os efeitos aparecem na produtividade: falhas na comunicação geram retrabalho, desencontro de expectativas e perda de eficiência. Para a especialista, usar uma linguagem mais simples e clara é essencial para criar ambientes de trabalho mais inclusivos e produtivos. “É essencial investir em comunicação clara e adaptar a forma de falar ao nível de entendimento de cada pessoa”, explica. Na prática, isso significa: Preferir o português sempre que houver tradução direta e clara; Explicar conceitos técnicos quando forem inevitáveis; Criar um ambiente em que fazer perguntas não gere constrangimento. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores Como simplificar a comunicação no trabalho O executivo Denis Caldeira, da área de tecnologia e negócios, afirma que, apesar de o inglês ter se tornado a principal língua dos negócios, é recomendável que, sempre que possível, os termos sejam explicados — justamente para não excluir quem não está familiarizado com esse vocabulário. “O comunicador deve saber com quem está falando e adaptar a linguagem. Não o contrário”, afirma. O problema é usar palavras difíceis para explicar coisas simples. Por que dizer ‘vou fazer um deep dive no seu report’ se você pode dizer ‘vou analisar seu relatório em detalhes’? Caldeira alerta ainda que esse tipo de linguagem pode gerar confusão. Expressões como “mindset de ownership”, por exemplo, podem ter significados diferentes para cada pessoa, o que causa frustração quando as expectativas não estão claras. Para o executivo, simplificar a comunicação é possível – e necessário. “O líder moderno é aquele que consegue explicar ideias complexas de forma simples”, afirma. Uma das estratégias, diz Caldeira, é o chamado “filtro da vovó”: explicar o trabalho de um jeito que qualquer pessoa consiga entender. O executivo explica, ainda, que o uso excessivo de jargões também acende um alerta para a saúde mental no trabalho. “O sentimento de ‘não falar a língua da empresa’ pode gerar ansiedade e síndrome do impostor”, diz. Apesar disso, o executivo reconhece que o “corporativês” faz parte da cultura de muitas organizações. “A simplicidade é inclusiva e acolhedora, mas, na prática, muitas vezes é mais fácil buscar adaptação do que mudar a cultura da empresa”, conclui. Principais termos do “corporativês” A seguir, o g1 lista os principais termos do “corporativês” e explica seus significados com a ajuda de especialistas: Alignment (Alinhamento) – É quando todos estão na mesma página sobre objetivos e prioridades. ASAP (o mais rápido possível) – Usado para indicar urgência, mas pode ser vago, por isso o ideal é definir um prazo claro. Backlog (Lista de pendências) – É uma lista organizada de tudo o que precisa ser feito. Benchmark (Referência de mercado) – Comparação com outras empresas para melhorar resultados. Brainstorm (Tempestade de ideias) – Momento para sugerir ideias livremente, sem críticas. Briefing (Resumo do projeto) – Documento ou conversa inicial com as informações essenciais para executar um trabalho. Budget (Orçamento) – Planejamento de quanto dinheiro pode ser gasto. Call (Reunião) – Conversa, geralmente online, para tratar de assuntos de trabalho. Compliance (Conformidade) – Cumprimento de leis, normas e regras internas da empresa. Deadline (Prazo final) – Data limite para entregar algo. Deep dive (Análise aprofundada) – Análise detalhada de um tema. Deliverable (Entregável) – Resultado final de um trabalho. Feedback (Retorno) – Retorno ou orientação para melhorar um trabalho ou desempenho. Follow-up (Acompanhamento) – Verificação sobre o andamento de uma tarefa ou demanda. Go-live (Entrar no ar) – Momento em que um projeto começa a funcionar. Hands-off (Pouca intervenção) – Quando o gestor dá autonomia e interfere pouco. Hands-on (Mão na massa) – Quando o profissional participa diretamente da execução. Headcount (Número de funcionários) – Quantidade de pessoas em uma equipe. High level (Visão geral) – Explicação ampla, sem entrar em detalhes. Hiring (Contratação) – Processo de contratar novos funcionários. Kick-off (Início do projeto) – Primeira reunião para começar um trabalho. KPI (Indicador de desempenho) – Métrica usada para medir resultados. Layoff (Demissão em massa) – Corte de vários funcionários ao mesmo tempo. Mindset (Mentalidade) – Forma de pensar e agir diante do trabalho. Networking (Rede de contatos) – Construção e manutenção de relações profissionais. OKR (Metas e resultados) – Sistema para definir objetivos e medir resultados. Onboarding (Integração) – Processo de adaptação de novos funcionários. One-on-one / 1:1 (Reunião individual) – Reunião entre gestor e colaborador. Ownership (Responsabilidade) – Assumir responsabilidade por uma tarefa ou projeto. Pipeline (Fluxo de processos) – Conjunto de etapas de um processo, geralmente relacionado a vendas ou projetos. Quick win (Ganho rápido) – Resultado positivo obtido em pouco tempo. Report (Relatório) – Documento com dados e análises. Roadmap (Plano futuro) – Planejamento das próximas etapas de um projeto. Sprint (Período curto de trabalho) – Intervalo definido para executar tarefas específicas. Soft skills (Habilidades comportamentais) – Competências pessoais, como comunicação e liderança. Stakeholder (Parte interessada) – Pessoa ou grupo impactado por um projeto. Top-down (De cima para baixo) – Modelo em que decisões partem da liderança. Touch base (Alinhar rapidamente) – Contato rápido para atualização de informações. Turnover (Rotatividade) – Entrada e saída de funcionários. Workflow (Fluxo de trabalho) – Sequência de etapas para realizar uma tarefa. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores

Cyberpunk 2077 ganha upgrade para PS5 Pro com PSSR 2, Ray Tracing turbinado e mais

Publicado em: 08/04/2026 03:38 Fonte: Tudocelular

Depois de Assassin's Creed Shadows, agora foi a vez de Cyberpunk 2077 receber nesta quarta-feira (8) uma grande atualização exclusiva para o PS5 Pro. O patch tira proveito do hardware avançado da Sony para entregar gráficos em 4K usando o novo PSSR 2, taxas de quadros mais altas e efeitos de Ray Tracing até então inéditos nos consoles.A primeira grande melhoria do update é a chegada do PSSR 2, nova geração da tecnologia de upscaling com IA da gigante japonesa que mostrou ter qualidade suficiente para entregar definição próxima à oferecida pelo DLSS da NVIDIA, apesar de algumas limitações. Além disso, o motor gráfico agora utiliza a arquitetura BVH8 do PS5 Pro, em vez da mais simples BVH4 presente no PS5 tradicional, para processar iluminação, sombras e reflexos via Ray Tracing com muito mais precisão, adicionando efeitos que não estão presentes nas outras versões para consoles.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia