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Dia do Leitor: entre páginas e telas, hábito de ler resiste à mudanças tecnológicas e se mantém vivo

Publicado em: 07/01/2026 06:00

Dia do Leitor é celebrado nesta quarta-feira (7). José Lima/Rede Amazônica Abrir um livro. Virar a página. Fixar o olhar em palavras, frases e histórias. A leitura resiste as transformações digitais e até pega carona nela para se manter viva. Entre páginas e telas, nesta quarta-feira (7) é celebrado o Dia do Leitor, data que reforça a importância do hábito, seja no livro físico ou no digital. Para a professora de teatro, Anate Diniz, ler é guardar memória. Um hábito construído desde cedo que hoje atravessa a vida pessoal e profissional. "A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior" 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Apesar disso, os livros digitais também ganham espaço. Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, a tecnologia ajuda, mas exige dedicação. “Muita gente diz que lê, às vezes até inventa que leu. Mas ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão. Antes era preciso recorrer ao dicionário pesado, como o Aurélio”, diz. Mas nem sempre o acesso se transforma em hábito. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é o principal motivo apontado por quem lê pouco ou deixou de ler. Mesmo com os desafios, a leitura resiste. Em livrarias do Centro de Manaus, os livros continuam sendo folheados e levados para casa. Além disso, clubes de leitura mantêm o hábito vivo e tornam a experiência coletiva. “Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, afirma Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro. Clube do Livro ajuda a manter hábito da leitura em dia. José Lima/Rede Amazônica A produção local também segue ativa. Autores amazonenses continuam publicando obras e ampliando o acesso às histórias. Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”. No Dia do Leitor, fica o convite: abrir um livro, virar a página e descobrir novos mundos, como lembra Neiza Teixeira. “Se você quer conhecer o mundo, leia. Kant, por exemplo, nunca saiu da cidade onde nasceu, mas viajou o mundo inteiro por meio da leitura”. AS PESSOAS DOS LIVROS - Episódio 2, "Nasce um Leitor"

Palavras-chave: tecnologia

PDVSA sob pressão: como fica a petroleira estatal com a ofensiva dos EUA na Venezuela?

Publicado em: 07/01/2026 05:03

Como ficará o setor petrolífero na Venezuela? As declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de “assumir” o setor petrolífero da Venezuela, após a operação que retirou Nicolás Maduro do poder, colocaram no centro do debate o futuro da estatal PDVSA. A Venezuela concentra cerca de 17% das reservas comprovadas do planeta — mais de 300 bilhões de barris, segundo entidades internacionais do setor energético — e manteve por anos um quase monopólio do setor após a reestatização promovida pelo antecessor de Maduro, Hugo Chávez. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao prender Maduro, Trump prometeu reestruturar a indústria petrolífera, com investimentos de bilhões de dólares de empresas americanas, e o destino dessas reservas passou a ser acompanhado de perto por governos, empresas e investidores. A empolgação inicial levou as ações de petrolíferas americanas a dispararem. A Chevron, que mantém operações no país e é vista como uma das mais bem posicionadas, subiu 5,1% na segunda-feira. Conforme se percebeu que qualquer mudança levaria tempo, o movimento se inverteu: os papéis recuavam mais de 4% na terça. Além dos impactos econômicos e geopolíticos, surge o debate sobre como a ofensiva de Trump pode redesenhar o papel da PDVSA e da Venezuela no mercado internacional de petróleo. Segundo analistas ouvidos pelo g1, o movimento reflete menos uma mudança imediata na oferta global e mais a leitura do mercado diante de um novo cenário geopolítico. O que acontece com a PDVSA? Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters Apesar da ofensiva militar, a estatal venezuelana segue operando. Segundo informações da Reuters, as atividades de produção e refino continuam normalmente, sem danos às principais instalações, embora o porto de La Guaira tenha sido severamente afetado pelos ataques. O principal desafio da empresa, no entanto, não é operacional de curto prazo, mas estrutural. Welber Barral, sócio da BMJ Consultores Associados e ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), afirma que a estatal foi enfraquecida ao longo dos anos. “A PDVSA acabou sendo desmontada por falta de investimento. Hoje, exporta apenas um terço do volume registrado há 20 anos. É uma empresa sucateada por má administração, mas que ainda tem enorme potencial, porque detém grandes reservas”, diz. ➡️ Responsável pela exploração, produção, refino e exportação de petróleo, a Petróleos de Venezuela S.A. é o eixo de um setor que sustenta a economia do país há décadas. O petróleo e seus derivados respondem por cerca de 90% das receitas de exportação da Venezuela, o que torna a estatal central para as contas públicas. ➡️ Apesar de administrar as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a PDVSA atravessa um longo processo de deterioração. Durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a empresa sofreu forte interferência política, enfrentou casos recorrentes de corrupção, perdeu quadros técnicos e viu investidores estrangeiros deixarem o país. ➡️ O impacto foi direto na produção, que caiu mais de 70% desde o fim dos anos 1990. Problemas operacionais, como acidentes em oleodutos e refinarias, agravaram o quadro, enquanto sanções impostas pelos EUA — especialmente a partir de 2017 — restringiram o acesso da empresa a financiamento, tecnologia e mercados internacionais. Ainda assim, a PDVSA conseguiu estabilizar a produção em torno de 1 milhão de barris por dia, em parte graças a licenças especiais concedidas a algumas empresas estrangeiras, como a americana Chevron. Diante da intervenção americana, Rafael Chaves, ex-diretor da Petrobras e professor da Escola Brasileira de Economia e Finanças (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que a estatal venezuelana não deve perder relevância, mas deve mudar seu modelo de atuação, hoje marcado pelo isolamento. “O cenário mais provável é a construção de um novo arranjo de regras, no qual a estatal passe a operar em parceria com empresas internacionais. Isso não representa um enfraquecimento. Pelo contrário, pode significar um fortalecimento, já que o isolamento e o monopólio tendem a fragilizar as empresas”, afirma. O que Trump pretende e o papel das empresas americanas Em coletiva de imprensa no sábado (3), Trump afirmou que os EUA pretendem “consertar” a indústria petrolífera venezuelana ao abrir o setor para grandes empresas americanas, o que permitiria recuperar a infraestrutura do país e recolocar o petróleo venezuelano no mercado internacional. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura e começar a gerar lucro para o país”, disse o presidente americano, ao defender uma participação direta do capital privado na reestruturação do setor. Em relatório, analistas do UBS BB pontuam que Trump defende que os EUA “administrem” a Venezuela durante um período de transição, com a produção de petróleo liderada por empresas americanas. A proposta, segundo o documento, seria usar esse modelo para “recuperar prejuízos” acumulados ao longo das últimas décadas. Mesmo assim, isso não significaria uma estatização do setor. Para Rafael Chaves, a lógica é de mercado. “Os EUA costumam operar com mercados, não com estatização. Quando Trump fala em ‘assumir’, ele se refere, provavelmente, à abertura para empresas privadas, como Exxon e Chevron”, explica. Nesse contexto, Barral destaca o interesse das empresas americanas no petróleo venezuelano. Ele lembra que, durante o governo de Joe Biden, foram criadas exceções que permitiram a atuação limitada de algumas companhias dos Estados Unidos no país. “Essa presença, no entanto, foi tímida, porque ninguém faz grandes investimentos sem segurança jurídica no país.” Com o governo Trump, essas autorizações foram revogadas, levando muitas empresas a suspender suas operações na Venezuela. Ainda assim, Barral afirma que o interesse em retomar investimentos permanece. Para isso, o caminho mais provável seria a celebração de acordos com a PDVSA. “Essas parcerias poderiam envolver a cessão de blocos ou outros formatos de parceria, para viabilizar a produção e a exportação de petróleo. O objetivo principal é exportar para o sul dos EUA, onde há muitas refinarias”, explica. Por isso, a expectativa de abertura do mercado venezuelano impulsionou as ações das principais petrolíferas americanas desde segunda-feira (5). Efeitos no mercado de petróleo Analistas e especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que os desdobramentos na indústria petrolífera venezuelana tendem a ter impacto limitado sobre os preços internacionais do petróleo no curto prazo. A principal razão é que a produção do país permanece em torno de 1 milhão de barris por dia, um volume bem abaixo de seu potencial histórico. Para que a oferta aumente de forma relevante, seria necessário um processo longo de investimentos, reconstrução da infraestrutura e mudanças profundas na governança da PDVSA. Além disso, o mercado global de petróleo já opera sob a expectativa de excesso de oferta e de uma demanda mais fraca em 2026, o que reduz a probabilidade de um impacto rápido ou significativo nos preços. Na avaliação de Helder Queiroz, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mesmo um cenário otimista apontaria para uma recuperação gradual. “Não há possibilidade de aumento rápido. Um retorno ao patamar de 3 milhões de barris por dia não ocorreria em menos de cinco anos”, afirma. Ainda assim, uma eventual recuperação da produção venezuelana tornaria o mercado mais competitivo, pressionando o Brasil e a Petrobras a acelerar a exploração de suas reservas, de acordo com Rafael Chaves. Para ele, a Petrobras segue relevante, mas precisa ganhar velocidade para transformar potencial energético em crescimento econômico. O fator China e o redesenho geopolítico A atuação dos EUA na Venezuela também envolve uma dimensão estratégica no cenário geopolítico. Segundo Gustavo Vasquez, gerente de petróleo e GLP da Argus, a China é hoje o principal destino do petróleo venezuelano, com compras em torno de 430 mil barris por dia, além de ser credora de cerca de US$ 12 bilhões em empréstimos garantidos por petróleo. Nesse contexto, a leitura de especialistas é que Washington busca reduzir a influência de Pequim e de Moscou sobre o país sul-americano — o que pode levar outros países da região a reavaliar sua dependência desse financiamento. Apesar disso, Barral, da BMJ, avalia que ainda não há uma estratégia americana claramente definida para o futuro da Venezuela. “Havia o objetivo de derrubar Maduro, mas não existe uma diretriz clara sobre o que fazer com o país depois disso.” “Do ponto de vista geoestratégico, o principal interesse é afastar a Venezuela de alianças com Rússia, China e Irã. O país estava muito alinhado a esses atores, e há um interesse evidente em reduzir essa proximidade”, explica. Na avaliação de analistas, a reação inicial dos mercados reflete mais uma leitura sobre o novo cenário político do que mudanças concretas na oferta de petróleo ou na estrutura da indústria venezuelana. “O mercado ficou mais tenso no primeiro momento, mas os preços voltaram ao patamar das últimas semanas”, afirma Helder Queiroz, indicando que, por ora, o impacto é mais simbólico do que prático, à espera de definições sobre os próximos passos no tabuleiro geopolítico e energético. Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao; foto de 22/04/2018 Andres Martinez Casares/Reuters

Palavras-chave: tecnologia

Hacker Delgatti é transferido do 'presídio dos famosos' de Tremembé

Publicado em: 07/01/2026 05:02

Imagem de arquivo - Delgatti na CPI dos Atos Golpistas Geraldo Magela/Agência Senado Condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o hacker Walter Delgatti Neto foi transferido da Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado', o presídio dos famosos, em Tremembé, no interior de São Paulo. Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. A saída dele do presídio dos famosos ocorreu em dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo apurou o g1, Delgatti foi transferido com outros detentos para a Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba. Ele cumpre pena em regime fechado. STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ Em abril do ano passado, a Penitenciária II de Potim registrou um motim, com bloqueio de celas e brigas entre detentos. Três presos ficaram feridos. O g1 acionou a defesa de Walter Delgatti e aguarda retorno. Invasão do CNJ Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022. Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena. LEIA TAMBÉM: Motorista do Porsche azul que matou homem é transferido e deixa 'presídio dos famosos', em Tremembé Dois presídios de Tremembé (SP) suspendem visitas por possível intoxicação alimentar de presos Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes "assinada" por ele mesmo. Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato. Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região

Palavras-chave: hacker

Vendas de elétricos e híbridos sobem 26% em 2025, e crescem 10 vezes mais que o mercado

Publicado em: 07/01/2026 05:00

João Pantoja/Rede Amazônica A venda de carros elétricos e híbridos cresceu 26% em relação ao número de emplacamentos registrados em 2024. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Segundo a entidade, foram vendidos 223.192 veículos eletrificados em 2025, ante 177.538 em 2024 e 93.927 em 2023. Na comparação com 2023, o avanço chega a 138%. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp O ano também foi marcado pela inauguração das fábricas da BYD e da GWM, além do início da fabricação nacional de modelos elétricos da Chevrolet, que prometem ampliar ainda mais as vendas em 2026. (veja mais abaixo) O crescimento entre 2024 e 2025 já é expressivo por si só, mas ganha ainda mais destaque quando comparado à previsão de alta de apenas 2,5% para todo o mercado de automóveis da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, o segmento de veículos elétricos e híbridos deve crescer cerca de 10 vezes mais do que o mercado total, que inclui também os modelos movidos a combustão. A ABVE não inclui na contagem os veículos com sistema híbrido leve, já que esse tipo de tecnologia não utiliza o motor elétrico para movimentar as rodas. Alguns modelos com esse sistema são: Fiat Pulse; Fiat Fastback; Peugeot 208; Peugeot 2008; Caoa Chery Tiggo 7 Pro; Kia Sportage; Land Rover Defender 110 e 130. Ao incluir esse tipo de eletrificação no total, foram emplacados 282.252 veículos em 2025. Os híbridos leves responderam por 34% de todas as vendas. A diferença de 59.060 unidades é superior ao volume registrado por todos os modelos com conjunto híbrido pleno (42.354 unidades). Entre eles, estão: Honda Civic; Honda CR-V; Toyota Corrolla; Toyota Corolla Cross; Toyota Rav4; Ford Maverick; Hyundai Kona; GWM Haval H6; GAC GS4. “Ultrapassamos o marco simbólico dos 200 mil veículos eletrificados vendidos num único ano. Em 2016, tínhamos ficado felizes quando atingimos 1.091 unidades e agora, em 2025, chegamos a 223.912. O mercado aumentou 20.423% em apenas 10 anos!”, apontou Ricardo Bastos, presidente da ABVE. Segundo a ABVE, os veículos eletrificados responderam por 13% das vendas de carros zero km em 2025. Híbrido plug-in é o preferido do brasileiro Mesmo com grande parte das vendas concentrada nos híbridos leves, os híbridos plug-in que registraram os maiores volumes. Neles, o motor elétrico move as rodas e garante menor consumo de combustível. Veja quantos emplacamentos foram feitos por cada tecnologia: Híbrido plug-in: 101.394 unidades emplacadas; 100% elétrico: 80.178 unidades emplacadas; Híbrido leve 12V: 44.459 unidades emplacadas; Híbrido pleno flex: 21.323 unidades emplacadas; Híbrido pleno: 21.047 unidades emplacadas; Híbrido leve 48V: 16.881 unidades emplacadas. Brasil expandiu a fabricação local em 2025 Fábrica da BYD em Camaçari (BA) divulgação/BYD Em 2025, começaram a operar fábricas de três grandes marcas no Brasil, que devem ampliar a oferta e os emplacamentos de eletrificados no Brasil. A primeira foi a BYD, que inaugurou sua planta em Camaçari (BA), onde a Ford produzia veículos como o EcoSport. Na unidade do Nordeste são produzidos: BYD Dolphin Mini; BYD Song Pro; BYD King. A GWM também assumiu e adaptou a unidade fabril que antes pertencia à Mercedes-Benz, em Iracemápolis (SP) — onde a marca alemã produzia modelos como o sedã Classe C e o SUV GLA. A partir da planta no interior paulista, a fabricante chinesa produz: GWM Haval H6; GWM Haval H9; GWM Poer P30. Já a GM adotou uma estratégia diferente ao terceirizar a produção de seus modelos elétricos para a Comexport, em Horizonte (CE). A partir dessa unidade saem modelos como: Chevrolet Spark; Chevrolet Captiva EV. “Em resumo, os eletrificados são o setor mais inovador e dinâmico do mercado automotivo brasileiro, e o que mais investe em geração de emprego", disse o presidente da ABVE. Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) divulgação/GWM

Palavras-chave: tecnologia

Ano novo, emprego novo: saiba fazer um bom currículo usando IA — e o que dizem os especialistas

Publicado em: 07/01/2026 03:01

Como mostrou o g1 nesta segunda-feira, uma pesquisa da Robert Half diz que 61% dos profissionais planejam procurar um novo emprego em 2026. E quem se habituou a usar a Inteligência Artificial (IA) para trabalhar, pode também usar a tecnologia para criar ou revisar o currículo de forma mais simples e estratégica. Especialistas afirmam que mesmo as ferramentas gratuitas conseguem organizar bem as habilidades e experiências do profissional, mas também exigem atenção para evitar a inserção de erros e informações falsas. Recrutadores reforçam que honestidade e revisão dos dados continuam sendo indispensáveis. A tecnologia pode ajudar a "turbinar" o currículo, mas o candidato precisa usá-la bem e de forma ética. Veja as seguintes dicas abaixo. Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Falta preparo das empresas ✍🏽 Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Uso de IA x falta de informações 👩🏽‍💻 Ferramentas gratuitas como ChatGPT, Gemini, NotebookLM e Perplexity são boas alternativas na hora de preparar currículos, organizar informações, revisar textos ou tentar se destacar nos sistemas de triagem das empresas. No entanto, é preciso cuidado para não levar recrutadores ou algoritmos ao engano. Nos últimos anos, cresceu no mercado de Recursos Humanos o uso de IA nos processos seletivos, tanto por candidatos quanto por empresas. Hoje, a maioria das plataformas de recrutamento utilizam sistemas que comparam o currículo com a descrição da vaga para ranquear e encontrar, de forma automática, candidatos que se encaixem nas oportunidades divulgadas. A Gupy, por exemplo, usa IA para cruzar requisitos como formação, experiência, habilidades, idiomas, competências técnicas, localização e aderência à vaga. Na prática, antes de o gestor analisar o currículo, o candidato passa por uma triagem automatizada. Segundo Jhenyffer Coutinho, sócia e líder em Experiência das Pessoas Candidatas da Gupy, a melhor forma de ir bem nesse processo é preencher completamente todas as informações solicitadas. “O erro mais comum é não colocar as informações básicas. Isso derruba muito o ranqueamento”, afirma a especialista da Gupy. Dados da plataforma mostram que 35% dos currículos enviados não têm nenhuma habilidade cadastrada. Além disso, 64% trazem descrições de experiência com menos de 200 caracteres, o que também prejudica o desempenho nos sistemas de IA. “Em uma plataforma em que não há limites para descrever sua jornada, quanto mais detalhes você coloca, mais elementos a tecnologia tem para encontrar no seu perfil”, explica Coutinho. “Há muito mais chances de um texto de 1.500 caracteres trazer informações relevantes do que um de 500. A tecnologia não está contando caracteres, é apenas uma recomendação nossa”, conclui. Isso significa que o currículo precisa ser estratégico, além de completo e objetivo, por isso usar a Inteligência Artificial pode ajudar a organizar melhor as informações e adequar para um melhor resultado nessa triagem. Mas quem faz o currículo continua sendo a pessoa candidata. O currículo precisa refletir a sua história. A tecnologia é uma aliada, mas não substitui a autenticidade. Tentar 'driblar robôs' tem riscos 🤖 Alguns candidatos têm tentado driblar os sistemas de seleção que utilizam Inteligência Artificial por meio do uso de palavras-chave invisíveis. Ou seja, inserem textos ocultos dentro do currículo com o objetivo de “fisgar” os algoritmos. Segundo Juliana Maria, especialista em recrutamento e seleção, tentar burlar o sistema — como inserir iscas para enganar filtros — pode até gerar um avanço inicial, mas costuma resultar em desclassificação e prejuízo à reputação do candidato. “Esses ‘truques’ para enganar a IA até podem fazer o candidato avançar na triagem inicial, mas não se sustentam. Quando a informação não é verdadeira, a inconsistência aparece na entrevista e pode levar à desclassificação e até ao bloqueio em processos futuros”, explica Juliana Maria. Para a especialista, usar a IA de forma ética para organizar e enriquecer o currículo é válido, desde que as informações sejam verdadeiras, já que, no fim, o candidato precisará comprovar conhecimento e competências reais na prática. “O candidato deve revisar tudo. O uso de IA não dispensa o senso crítico”, afirma. Joaquim Santini, pesquisador e palestrante sobre a vida organizacional, é ainda mais direto: “Se o candidato tenta enganar o sistema, ele deve ser desqualificado imediatamente. Esse comportamento coloca em risco a credibilidade dele e pode afetar futuras oportunidades.” Segundo ele, mesmo que o candidato avance na triagem automatizada e nas entrevistas, a inconsistência aparece logo após a contratação. “Não dá para sustentar uma mentira por muito tempo. Em três ou seis meses, ele será desligado”, diz. Falta preparo das empresas ✍🏽 Para Santini, o problema não está apenas nos candidatos, mas também na falta de preparo de muitas empresas e líderes. Parte dos recrutadores ainda não tem conhecimento suficiente sobre IA para conduzir entrevistas capazes de identificar inconsistências entre o currículo e a experiência real. Ele defende que processos seletivos robustos precisam ir além da triagem automatizada, e investir em entrevistas técnicas e comportamentais bem estruturadas, conduzidas por gestores capacitados. Existe um desequilíbrio claro entre o candidato que conhece minimamente a IA e recrutadores que não têm esse letramento básico. Sem entender como a IA funciona, o risco de erro na contratação aumenta. O futuro do recrutamento, afirma o especialista, passa pela união entre tecnologia, ética, verificação rigorosa e aprendizado contínuo, tanto de candidatos quanto das empresas. Como fazer um bom currículo usando IA 📝 Para Marcos Santos, especialista em Inteligência Artificial e análise preditiva de sistemas, as plataformas mais populares e acessíveis para criar um bom currículo são ChatGPT, Gemini e NotebookLM. A principal recomendação é que o candidato carregue o currículo real e a descrição da vaga, pedindo apenas ajustes e melhorias — sempre revisando cuidadosamente o resultado para evitar “alucinações” da IA, como a inclusão de habilidades ou idiomas que a pessoa não domina. “O currículo não é da IA. É da pessoa. A IA ajuda a tornar a história mais clara e direta”, afirma Santos. Segundo ele, todas as tecnologias podem ajudar, desde que o candidato siga algumas diretrizes: Sempre carregar o currículo real e pedir apenas sugestões de melhoria; Informar à IA para não criar informações novas; Conferir tudo com cuidado, já que a tecnologia pode inserir dados incorretos. “Eu pedi ao ChatGPT que criasse um currículo com informações disponíveis na internet. O sistema afirmou que eu falava finlandês só porque já viajei algumas vezes à Finlândia e fiz posts sobre isso. A IA presumiu essa habilidade”, explica. Marcos também recomenda o uso de IA para traduzir currículos para outros idiomas, como inglês ou espanhol, o que pode ajudar a economizar tempo e dinheiro. No entanto, ele alerta que o candidato nunca deve exagerar no nível de domínio do idioma. Caso o texto fique muito fluente, ele sugere incluir um rodapé informando que a tradução foi feita com ajuda de IA, como gesto de transparência. “No final, os recrutadores querem um candidato autêntico, uma pessoa que seja exatamente o que diz ser”, afirma. O especialista destaca que saber usar IA de forma consciente e responsável tende a se tornar um diferencial no mercado de trabalho. Entre os principais cuidados estão: Ser totalmente transparente com o recrutador; Não listar tecnologias ou habilidades que não domina; Evitar currículos genéricos demais; Adaptar o texto à vaga, sem exageros ou falsidades; Lembrar que o currículo deve refletir a trajetória real do candidato. Para Juliana Maria, uma das principais recomendações é pedir primeiro que a IA gere um prompt completo, de acordo com o contexto do candidato — como transição de carreira, mudança de cidade ou foco em determinada área — antes de solicitar o currículo final. Depois, o candidato deve preencher esse “prompt-modelo” com seus dados reais e só então pedir que a Inteligência Artificial execute a tarefa. “O nível de entrega fica muito mais robusto”, afirma. Ela também sugere: Criar modelos diferentes (mais descritivo, mais objetivo, mais simples, mais detalhado); Testar os currículos em diferentes plataformas, já que cada sistema lê as informações de forma distinta; Avaliar qual versão gera mais retorno. “Cada IA de recrutamento lê de um jeito”, explica. Juliana ainda alerta para não deixar campos em branco nos portais de candidatura, como cidade, escolaridade e pretensão salarial, já que a ausência dessas informações pode levar o candidato para o fim da fila ou até à eliminação automática. Para ela, recrutadores valorizam candidatos com vontade de aprender: “Coloque no currículo interesse por tecnologia e aprendizado contínuo, mas somente se isso for verdade.” “Se o seu perfil está completo e bem estruturado, a Inteligência Artificial encontra exatamente o que procura”, conclui. Veja abaixo o passo a passo prático das recomendações dos especialistas: Defina seu objetivo (vaga, área, senioridade); Peça à IA um prompt-modelo para o seu contexto e preencha com dados reais; Carregue o currículo atual e a descrição da vaga, depois peça sugestões de ajuste; Crie duas ou três versões do currículo e teste em plataformas diferentes; Preencha todos os campos nos portais de candidatura; Revise linha por linha, buscando exageros ou inconsistências; Declare níveis reais de idiomas e tecnologias; Evite truques como texto invisível ou códigos ocultos; Inclua evidências de aprendizado contínuo; Prepare-se para a entrevista com exemplos práticos que sustentem o currículo. Currículo de sucesso: Dicas para impressionar no primeiro contato Foto: Drazen Zigic/Freepik

Snapdragon 8 Elite Gen 6: Samsung entra no radar da Qualcomm para produzir chip de 2 nm

Publicado em: 07/01/2026 01:52 Fonte: Tudocelular

A Samsung apresentou recentemente o Exynos 2600 com tecnologia proprietária de 2 nanômetros e esse movimento pode ter atraído a atenção da Qualcomm. Isso porque tudo indica que a gigante norte-americana tem considerado a coreana como fornecedora oficial de chips em 2 nm neste ano, principalmente agora que a TSMC está sobrecarregada não podendo atender novos pedidos. Durante a CES 2026, Cristiano Amon, CEO da Qualcomm, foi questionado sobre o assunto e ele disse:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Epidemia da distração: a 80 km/h, 4 segundos no celular equivalem a atravessar um campo de futebol às cegas

Publicado em: 07/01/2026 00:01

Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança Em apenas três ou quatro segundos no celular, um motorista a 80 km/h percorre quase a extensão de um campo de futebol às cegas, segundo especialistas. A cena, cada vez mais comum, agora está sendo flagrada por radares com inteligência artificial. Reportagem especial do Fantástico revelou flagrantes de acidentes com celular registrados pela tecnologia, que expõem a gravidade do problema. Veja no vídeo acima. O presidente da Abramet (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Antonio Meira, alerta que o uso do celular causa três tipos de distração: Manual: o motorista deixa de utilizar a mão para acionar algum comando do veículo porque está ocupado pegando o aparelho. Visual: o motorista desvia a visão da estrada para o celular, deixando de ver possíveis obstáculos. Cognitiva: o motorista perde tempo de reação e capacidade de agir em emergências. "Nós estamos vivendo uma nova epidemia, que é a epidemia da distração. Antigamente, as pessoas apenas falavam ao celular. Hoje, dirigem digitando mensagens, o que aumenta o potencial risco de acidente", afirma Alessandro Pereira, gerente de operações de uma concessionária. Como funciona a tecnologia com IA As câmeras, instaladas em pontos estratégicos das rodovias, têm resolução ultradefinida e conseguem identificar detalhes mesmo com veículos a 300 km/h. Elas operam dia e noite, sem interferência de reflexos ou baixa luminosidade. A IA analisa as imagens em tempo real e sinaliza possíveis infrações. "A gente apresenta um conjunto de dados para ela, para ela treinar e validar em cima daquilo, e depois ela consegue replicar esse conhecimento em imagens que ela não viu até então", explica Cassio Vinícius Carletti Negri, coordenador de gestão operacional. As informações captadas pela ferramenta são confirmadas por agentes humanos antes da autuação. "O que o policial faz é verificar se, de fato, não houve nenhum erro no trabalho da inteligência", explica Fábio Rocha de Souza, inspetor da PRF. Radares com IA ampliam fiscalização do uso de celular e da falta do cinto de segurança Reprodução/TV Globo PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

Sob críticas por imagens sexualizadas não consentidas, empresa de IA de Musk arrecada US$ 20 bi

Publicado em: 06/01/2026 21:12

Grok, inteligência artificial criada por Elon Musk REUTERS/Dado Ruvic/Illustration A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciou nesta terça-feira (6) que arrecadou US$ 20 bilhões (R$ 107,6 bilhões) em sua mais recente rodada de financiamento. O valor supera a meta inicial de US$ 15 bilhões e ocorre em meio a críticas direcionadas ao Grok, IA desenvolvida pela companhia. A ferramenta tem sido alvo de pressão internacional por permitir a geração de imagens falsas sexualizadas não autorizadas de mulheres e de menores de idade por meio de uma configuração chamada “Modo Picante” (“Spicy Mode”). Fundada por Musk, a xAI compete em um mercado de IA generativa cada vez mais saturado, no qual também se destacam nomes como OpenAI, Google e Anthropic. Grok já exaltou Hitler em postagens e apagou conteúdo após denúncias Musk lança Grok 3, inteligência artificial com 'capacidade de raciocínio potente' Interesse de investidores segue alto A volumosa rodada de financiamento evidencia o apetite contínuo dos investidores por IA, apesar das dúvidas sobre como obter retornos após os enormes investimentos que vêm sendo realizados. Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar A rodada de investimento, que contou com um amplo número de interessados, atraiu capital da Valor Equity Partners, Stepstone Group, Fidelity Management & Research Company, Qatar Investment Authority, MGX e Baron Capital Group, entre outros, informou a empresa. A gigante Nvidia também participou e apoiará a expansão da infraestrutura de computação da xAI, fornecendo seus cobiçados chips e software de IA. Ao anunciar essa capitalização, a xAI destacou avanços significativos em 2025, incluindo a ativação do que afirma serem os maiores supercomputadores de IA do mundo. Os data centers Colossus I e II da empresa, em Memphis, agora abrigam mais de um milhão de GPUs de alto desempenho. As GPUs, ou unidades de processamento gráfico, são os semicondutores da Nvidia que impulsionam o desenvolvimento da indústria de IA. A empresa também lançou seus modelos de linguagem Grok 4 e Grok Voice, um agente de voz em tempo real que já está disponível nos veículos da Tesla. Segundo a xAI, seus serviços alcançam aproximadamente 600 milhões de usuários ativos mensais por meio da plataforma X e dos aplicativos do Grok. A empresa afirmou que atualmente está treinando o Grok 5. Veja mais: Crise dos chips: impacto no preço de celulares e produtos é inevitável, diz Samsung Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil

Palavras-chave: inteligência artificial

Venezuela concorda em entregar até 50 milhões de barris de petróleo para os EUA, diz Trump

Publicado em: 06/01/2026 20:51

Trump diz que Venezuela entregará milhões de barris de petróleo aos EUA O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país. O anúncio foi feito em uma rede social. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração ocorre três dias depois de uma ação militar americana na Venezuela que resultou no sequestro do ditador Nicolás Maduro. Ao menos 55 militares venezuelanos e cubanos morreram na operação. Trump disse que o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado. Ele afirmou ainda que será responsável por controlar o dinheiro obtido para garantir que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”. “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana. Mais cedo, a agência Reuters revelou que autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. Segundo fontes ouvidas pela agência, um acordo para vender o petróleo parado da Venezuela às refinarias dos EUA redirecionaria embarques que antes seguiriam para a China. Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris de petróleo em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio imposto por Trump. O embargo fez parte da pressão americana que resultou na queda de Maduro. LEIA TAMBÉM Governo Trump alerta ministro do Interior da Venezuela para cooperar ou se tornar alvo em potencial, diz agência Trump discute opções para adquirir a Groenlândia e não descarta uso das Forças Armadas Governo de Maduro enviou ouro no valor de US$ 5,2 bilhões para a Suíça Interesse dos EUA Plataforma de perfuração em um poço de petróleo da PDVSA em Orinoco, perto de Cabrutica, Anzoátegui Reuters No sábado, logo após a prisão de Maduro, Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela para a atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”, declarou. As refinarias americanas na Costa do Golfo conseguem processar os tipos pesados de petróleo da Venezuela. Antes das primeiras sanções impostas por Washington, as companhias importavam cerca de 500 mil barris por dia. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente — cerca de 1 milhão de barris por dia — devido às sanções e a problemas de infraestrutura. Segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção, como pretende Trump, não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela Equipamentos com logo da PDVSA, empresa estatal venezuelana de produção de petróleo, em imagem registrada em Lagunillas, Venezuela. Isaac Urrutia/Reuters/Foto de arquivo A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como a Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e o Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesado, o que exige tecnologia e investimentos elevados para a extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais, que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. VÍDEOS: em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Jovem é preso suspeito de matar a mãe e o irmão de 10 anos por ciúmes da relação entre eles, diz polícia

Publicado em: 06/01/2026 18:53

Juliana Galardinovic Ribeiro, de 45 anos, foi assassinada pelo filho Redes Sociais Um homem de 21 anos foi preso no domingo (4), suspeito de matar a própria mãe, Juliana Galardinovic Ribeiro, de 45 anos, e o irmão mais novo, Levi Galardinovic Hooper, de 10 anos, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. À polícia, o suspeito afirmou que o crime foi motivado pelo ciúme que sentia da relação entre a mãe e o irmão. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu no porão da casa em que a família morava. Após o crime, o suspeito foi lavou a faca utilizada e respondeu, pelo celular da mãe, a uma mensagem de uma vizinha que havia ouvido gritos na casa. O suspeito foi encontrado pela Polícia Militar (PM), sentado em via pública, em frente à casa onde o crime aconteceu. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Ele confessou o crime aos PMs, recebeu voz de prisão, foi contido e encaminhado para a delegacia. Lá, ele afirmou que estava planejando executá-los, pois tinha ciúmes da relação entre os dois. Ele também declarou que faz uso de medicamentos psiquiátricos. A Polícia Civil informou que ele foi indiciado pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado e encaminhado ao sistema penitenciário. O g1 tenta identificar a defesa do suspeito. Mãe e filho foram sepultados nesta terça-feira, em Arapongas, no norte do Paraná. Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? Por meio de nota, a Câmara Municipal de Campo Largo lamentou as mortes. "Uma tragédia familiar que entristece profundamente toda a cidade e causa indignação e tristeza diante da violência dos fatos. Neste momento de luto coletivo, o Poder Legislativo campo-larguense se une às famílias das vítimas, aos amigos e a todos os cidadãos, expressando suas mais sinceras condolências", diz o comunicado. LEIA TAMBÉM: Pico Paraná: 'Pensei que era o fim', diz jovem que passou cinco dias perdido na montanha 'Queria muito voltar': Brasileiro morre na guerra na Ucrânia um mês antes do contrato acabar Crime: Homem é assassinado em academia após emboscada em estacionamento motivada por ciúmes, diz polícia VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: câmara municipal

As suspeitas em torno de aposta que ganhou quase meio milhão de dólares com prisão de Maduro

Publicado em: 06/01/2026 18:37

Um usuário fez uma aposta de mais de US$ 32 mil (R$ 175 mil) pouco antes de Trump anunciar que o líder venezuelano estava sob custódia dos EUA Getty Images via BBC Um apostador ganhou quase meio milhão de dólares com a captura do presidente da Venezuela pouco antes de o fato ser anunciado oficialmente, levantando questionamentos sobre se alguém lucrou com informações privilegiadas sobre a operação dos EUA. Apostas na Polymarket, uma plataforma movida a criptomoedas, de que Nicolás Maduro deixaria o poder até o fim de janeiro aumentaram nas horas que antecederam o anúncio feito no sábado (3/1) pelo presidente americano Donald Trump de que o líder venezuelano havia sido detido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Uma conta, que entrou na plataforma no mês passado e fez quatro apostas, todas relacionadas à Venezuela, lucrou mais de US$ 436 mil (R$ 2,3 milhões) a partir de uma aposta de US$ 32.537 (R$ 175 mil). Ainda não está claro quem fez a aposta. A conta anônima tinha um identificador de blockchain, tecnologia de registro digital descentralizado, composto por letras e números. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dados da Polymarket mostram que, na tarde de sexta-feira (2/1), os operadores estimavam as chances de saída de Maduro em apenas 6,5%. Mas elas haviam saltado para 11% pouco antes da meia-noite e dispararam nas primeiras horas de 3 de janeiro, indicando uma mudança repentina de posições pouco antes de Trump publicar na rede social Truth Social que Maduro estava sob custódia dos EUA. A Polymarket não respondeu a um pedido de comentário. "Essa aposta em particular tem todas as características de uma negociação baseada em informação privilegiada", disse Dennis Kelleher, diretor-executivo da Better Markets, grupo apartidário que defende a reforma financeira, à CBS, parceira da BBC nos EUA. Um pequeno número de outros usuários da Polymarket também ganhou dezenas de milhares de dólares com apostas na captura de Maduro. Maduro passa pela 1ª audiência em tribunal dos EUA e se diz inocente Como é a regulamentação de apostas nos EUA Alguns parlamentares começam a prestar atenção ao tema. O congressista Ritchie Torres, democrata de Nova York, apresentou na segunda-feira um projeto de lei que busca proibir funcionários do governo de fazer negociações em mercados de previsão se tiverem "informações relevantes não públicas" relacionadas a uma aposta. Os mercados de apostas ganharam popularidade nos EUA nos últimos anos, com empresas como Polymarket e Kalshi permitindo que usuários apostem em tudo, de esportes a política. As principais empresas do setor atraíram centenas de milhões de dólares em apostas sobre o resultado da eleição presidencial dos EUA de 2024. O setor foi alvo de fiscalização e questionamentos por parte de reguladores durante o governo Biden. Mas recebeu uma acolhida mais favorável durante a presidência de Trump. Donald Trump Jr., filho do presidente, atua em funções de consultoria na Kalshi e na Polymarket. A negociação com informação privilegiada é ilegal no mercado de ações, mas há menos regulamentações nos mercados de apostas. Um porta-voz da Kalshi afirmou que o site "proíbe explicitamente qualquer forma de negociação com informação privilegiada, incluindo funcionários do governo negociando em mercados de previsão relacionados a atividades governamentais".

Palavras-chave: tecnologia

Rubão é empossado vereador no lugar de Lucas Ganem, alvo de investigações

Publicado em: 06/01/2026 18:26

Vereador Lucas Ganem (Podemos), à esquerda da foto, e o suplente Rubão (Podemos), à direita da foto. Cristina Medeiros/CMBH; Tatiana Francisca/CMBH Rubem Rodrigues de Oliveira Junior, também conhecido como Rubão (Podemos), foi empossado nesta terça-feira (6) vereador de Belo Horizonte. Rubão deixou o cargo de Secretário de Esportes e Lazer de BH para assumir o mandato na Câmara Municipal no lugar de Lucas Ganem (Podemos), que pediu licença de 121 dias após ser alvo de dois processos, no Judiciário e no Legislativo, por suspeita de fraude na declaração de domicílio eleitoral (entenda mais abaixo). O próprio Rubão foi autor do processo aberto contra Ganem na Justiça. Licenças na Câmara por período superior a 120 dias, caso da solicitação feita por Ganem, exigem a convocação do primeiro suplente do partido. Em discurso na solenidade de posse, no Salão Nobre da Câmara Municipal da capital mineira, Rubão disse que trabalhará para todos, em defesa de melhorias para BH. “Minha ideia é continuar fazendo o mesmo que vinha fazendo há 4 anos, trabalhando em prol da sociedade, em prol de Belo Horizonte. Não tenho bandeira única. Minha bandeira é trabalhar para todos, e trabalhar em prol das votações que sejam de melhorias para Belo Horizonte”, disse Rubão.  Quem é Rubão Para assumir a nova função, o então Secretário de Esportes e Lazer da Prefeitura de Belo Horizonte foi exonerado do comando da pasta na prefeitura de BH. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município nesta terça-feira. Nascido em Belo Horizonte em 1976, ele atuou como vereador no período de 2021 a 2024, quando conquistou seu primeiro mandato, ao ser eleito com 3.788 votos. Entre os projetos de sua autoria, está a Lei nº 11.827/2025, que criou o Programa Jovem Atleta. Também se destaca a Lei nº 11.716/2024, que estabelece uma campanha permanente voltada à prevenção, identificação e tratamento da depressão e de transtornos de ansiedade e pânico. Nas eleições municipais de 2024, Rubão disputou o pleito pelo partido Podemos e recebeu 7.970 votos. Processos envolvendo Ganem Em 18 de dezembro de 2025, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, em primeira instância, a cassação do mandato de Ganem por irregularidades na transferência do título eleitoral para Belo Horizonte nas eleições municipais de 2024. A sentença concluiu que Ganem declarou residência em um endereço onde nunca teria morado. A decisão, assinada pelo juiz Marcos Antônio da Silva, da 29ª Zona Eleitoral, acolheu pedido do Ministério Público Eleitoral e determinou a cassação do mandato, a anulação dos votos recebidos e a declaração de inelegibilidade por oito anos, contados a partir das eleições de 2024. Por se tratar de decisão de primeira instância, ainda cabe recurso, e a sentença não tem efeito imediato, mas Ganem solicitou afastamento do cargo. Vereador Lucas Ganem, do Podemos, pede licença e suplente é convocado Processos seguem caminhos distintos A ação judicial, proposta por Rubão, tramita sob sigilo. Segundo a sentença, diligências e dados de órgãos públicos indicaram que o endereço informado como domicílio eleitoral por Ganem não correspondia à residência do parlamentar. Paralelamente, a Câmara Municipal instaurou um processo político-administrativo para apurar o mesmo fato. Em 4 de dezembro, o plenário aprovou por unanimidade a abertura da investigação, com 39 votos favoráveis. A Comissão Processante é composta pelos vereadores Bruno Miranda (PDT), Edmar Branco (PCdoB) e Helton Junior (PSD) e tem até 90 dias para conduzir os trabalhos. Ao final, o relatório será submetido ao plenário. A eventual cassação do mandato dependerá do voto favorável de dois terços dos vereadores, o equivalente a 28 parlamentares. Até a última atualização desta reportagem, não havia decisão judicial que determinasse o afastamento imediato de Lucas Ganem do cargo. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

França e Reino Unido assinam declaração sobre envio de forças à Ucrânia

Publicado em: 06/01/2026 16:51

Zelensky, Macron e Starmer assinam declaração de intenções para envio de tropas à Ucrânia após cessar-fogo Reuters França, Reino Unido e Ucrânia assinaram nesta terça-feira (6) uma declaração de intenções para a criação de uma força multinacional destinada a garantir a segurança do território ucraniano após um eventual cessar-fogo com a Rússia. A iniciativa, em discussão há vários meses, prevê a mobilização de forças estrangeiras por terra, mar e ar. Segundo o presidente frânces, Emmanuel Macron, o objetivo é oferecer “uma forma de garantia no dia seguinte ao cessar-fogo” e evitar uma nova ofensiva russa. Ao todo, 27 chefes de Estado nesta terça-feira em Paris para discutir um acordo de paz para a Ucrânia. Os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, reuniram-se com Macron no Palácio do Eliseu para conversas preparatórias antes do encontro. Na reunião, as lideranças europeias concordaram em estabelecer mecanismos de monitoramento do cessar-fogo sob liderança americana e em manter assistência militar de longo prazo às Forças Armadas da Ucrânia. No fim de semana, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que ainda há obstáculos políticos e legais sobre a implantação de forças estrangeiras no país. Ele afirmou que nem todos os países estão prontos para assumir esse tipo de compromisso. O líder ucraniano defendeu ainda que o apoio ao país pode ocorrer de outras formas, como com o fornecimento de armas, tecnologia e inteligência. Segundo ele, a participação de França e Reino Unido seria “essencial” para a credibilidade da coalizão.

Palavras-chave: tecnologia

Vídeo mostra presidente da Câmara de Varginha recusando teste do bafômetro: 'Só se o juiz falar que eu devo soprar'

Publicado em: 06/01/2026 16:45

Polícia Militar divulga vídeo da abordagem feita ao vereador Marquinho da Cooperativa Um vídeo da Polícia Militar mostra o presidente da Câmara Municipal de Varginha (MG), Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa (Mobiliza), se recusando a soprar no bafômetro, quando foi detido após suspeita de atropelar um jovem de 19 anos, na madrugada de 1º de janeiro. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Marquinho é suspeito de dirigir bêbado e não prestar socorro à vítima do atropelamento. Ele nega as acusações (veja mais abaixo). O vídeo, citado no boletim de ocorrência e encaminhado à perícia, foi gravado pelos policiais militares que fizeram a prisão do vereador em sua casa, antes que ele fosse conduzido ao pronto-socorro e à delegacia. "Diante do estado aparente de embriaguez alcoólica, foi produzido um registro audiovisual, no qual o autor foi entrevistado", justifica a corporação no B.O. LEIA TAMBÉM: Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro Família de jovem atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha pede cassação do vereador Durante o diálogo com o policial, o vereador disse que estava em um local chamado "Arca de Noé", onde ocorria uma festa de Réveillon, e que havia discutido com a esposa. O PM perguntou se ele havia consumido bebida alcoólica e Marquinho negou, dizendo que não bebia há 33 anos por ser evangélico. Durante a gravação, o policial ressalta que está sentindo um hálito etílico do vereador e perguntou se ele sopraria no etilômetro, o que foi recusado por Marquinho. "Se o juiz falar para mim que eu devo soprar eu vou sim. Mas, do contrário, não", disse. Vereador nega as acusações Presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa, é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro Reprodução EPTV O vereador foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio de Varginha. Ele foi solto no dia seguinte, após passar por audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil e cumprimento de medidas cautelares. Na segunda-feira (5), Marquinho apresentou à imprensa a ficha de atendimento médico feito na madrugada do acidente. No documento, emitido pelo médico plantonista, consta que “policiais trazem homem consciente, orientado, em posse de suas faculdades mentais, sem sinais de embriaguez”. O vereador disse à reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, que teria apenas tomado remédios para controlar a pressão. "O policial disse que eu estava embriagado. Passei no médico, está aqui o laudo médico, porque eu não estava embriagado. A polícia faz o que quer na hora em que ela aborda a pessoa, principalmente sozinha. Então eu tenho o laudo do médico que descaracteriza o agir da polícia", afirmou o vereador. Ele ainda disse que faria o teste do bafômetro na presença do advogado, mas os policiais não teriam deixado que ele chamasse o defensor. A defesa de Marquinho disse que não foi informada da existência do vídeo e por isso não iria se pronunciar. Atropelamento Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro EPTV/Reprodução Luiz Felipe Lisboa, de 19 anos, foi atingido pelas costas quando voltava com a namorada e um amigo da festa da virada do ano no Centro de Eventos Mauro Brito na madrugada de quinta-feira (1º). O atropelamento foi em um trecho da Avenida Celina Ferreira Tony. Após informações sobre o veículo envolvido no acidente, a Polícia Militar chegou até o vereador Marquinho, que estava em uma área de chácaras. Minutos antes do acidente, uma câmera de segurança flagrou a sua caminhonete batendo em um container em uma rua no bairro Sion, próximo ao local do atropelamento. Marquinho disse que não parou para prestar socorro porque não percebeu que havia atropelado o jovem. "Eu não vi o atropelamento. Tinha muita gente, o local é escuro, o prefeito precisa iluminar aquele local e tinha várias pessoas. Não fugi de lugar nenhum, fui embora para minha casa. Se eu fugisse, eu não ia para minha casa. Eu cheguei em casa, a polícia chegou e falou que eu tinha atropelado uma pessoa. Não senti impacto, porque ali tem vários redutores de velocidade. Então passei normal, fui para minha casa normal, sem fugir", alegou. Ele reconheceu que bateu em um contêiner antes do atropelamento. "Eu bati sim, eu estava olhando o celular, no contêiner eu bati", disse. Pedido de cassação Luiz Felipe da Silva Lisboa, de 19 anos, atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa, entra com pedido de cassação do mandato do vereador Reprodução EPTV Ainda com marcas do acidente, Lisboa protocolou um pedido para a cassação do mandato de Marquinho na Câmara Municipal, na manhã de segunda-feira (5). "Essa denúncia é por ato de infração político-administrativa, pedindo a cassação do vereador por reiteradas ações nesse sentido. Além da denúncia perante a Câmara, haverá uma representação perante a Justiça Criminal e certamente haverá uma ação de indenização contra o mesmo vereador", afirmou o advogado Juliano Comunian, que representa Lisboa. Durante a mesma manhã, foi realizada uma reunião na Câmara para tratar do caso a portas fechadas, sem autorização para o acesso da imprensa. O teor da reunião não foi divulgado. A assessoria da Casa informou que os vereadores precisam convocar uma nova reunião para discutir se abrem ou não o processo para analisar a possibilidade de cassação do mandato de Marquinho. O que deve acontecer somente em fevereiro, quando a Câmara Municipal volta do recesso. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Venezuela e EUA já conversam sobre retomada da exportação de petróleo, diz agência

Publicado em: 06/01/2026 16:40

Autoridades da Venezuela e dos Estados Unidos já estão discutindo a exportação de petróleo bruto venezuelano para os americanos. A informação é da agência Reuters, citando cinco fontes dos governos, da indústria e do setor de transporte marítimo. As refinarias norte-americanas da Costa do Golfo têm capacidade para processar o petróleo da Venezuela e já o importaram no passado, antes de os EUA imporem sanções ao país. No sábado (3), logo após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, o presidente Donald Trump afirmou que pretende abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de grandes companhias dos EUA. “Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", declarou. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela produz pouco atualmente, cerca de 1 milhão de barris por dia. De acordo com Arne Lohmann Rasmussen, analista da consultoria Global Risk Management, aumentar essa produção não será um processo rápido, pois exige investimentos elevados e pode levar anos. A dimensão do mercado de petróleo da Venezuela A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos Estados Unidos. Esse volume coloca o país à frente de grandes produtores como Arábia Saudita (267 bilhões de barris) e Irã (209 bilhões). Boa parte do petróleo venezuelano, porém, é extrapesada, exigindo tecnologia avançada e investimentos elevados para sua extração. 🔎 Na prática, o potencial é enorme, mas segue subaproveitado devido à infraestrutura precária e às sanções internacionais que restringem operações e acesso a capital. Segundo a Statistical Review of World Energy, publicação anual do Instituto de Energia (EI), a produção de petróleo da Venezuela despencou nas últimas décadas, de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris por dia em 2021. No ano passado, a produção registrou leve recuperação, retornando a cerca de 1 milhão de barris por dia, o que representa menos de 1% da produção global de petróleo. * Essa reportagem está em atualização

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