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Agrishow 2026: veja tudo o que você precisa saber sobre a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina

Publicado em: 26/04/2026 05:00

Começa nesta segunda-feira (27), em Ribeirão Preto (SP), a 31ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina. A organização espera receber cerca de 200 mil visitantes e mais de 800 marcas expositoras nacionais e internacionais. Na última edição, a feira gerou R$ 14,6 bilhões em intenções de compra. Para a edição deste ano, a feira foca fortemente na digitalização do campo, trazendo inovações em agricultura de precisão, drones, sistemas de automação, GPS e análise de dados integrados a tratores e colheitadeiras. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp A organização também focou em melhorias logísticas, com alterações na entrada de autoridades pelo Instituto Agronômico (IAC), criação de um caminho exclusivo para pedestres que vão de ônibus e a implementação de um aplicativo oficial com inteligência artificial para otimizar a experiência do visitante no recinto. A Agrishow conta com exposição de tecnologia, conectividade, agricultura de precisão, veículos e diversos outros produtos ligados ao agronegócio. Entre as comodidades que o público poderá desfrutar estão: Palestras e espaços temáticos; Wi-fi gratuito e app com Inteligência Artificial; Pontos de hidratação; Praça de alimentação; Acessibilidade para pessoas com deficiência. O g1 lista abaixo uma série de orientações para facilitar a visita do público ao evento. Ruas lotadas na Agrishow 2025, nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 📆 Quando acontece e onde fica a feira? A Agrishow começa nesta segunda-feira e vai até sexta-feira. O evento funciona diariamente das 8h às 18h. A feira acontece no quilômetro 321 da Rodovia Prefeito Antônio Duarte Nogueira (SP-322), conhecido como Anel Viário Sul, sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto. 🎫 Como comprar ingressos? A venda dos ingressos de forma antecipada é feita pela internet no valor de R$ 85 (inteira) e R$ 42,50 (meia-entrada). A plataforma exige que o visitante escolha, no ato da compra, o dia da semana em que deseja visitar a feira. Na bilheteria do local, os ingressos serão vendidos no valor de R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia-entrada). Como a quantidade de ingressos por dia é limitada, a organização reforça a recomendação de compra antecipada pelo canal online. 📍 Como chegar e acessar a feira? O Anel Viário Sul é o único meio de acesso à Agrishow. Diante da expectativa de grande fluxo, os acessos foram divididos dependendo da origem do motorista: Para quem chega pelo sentido Sertãozinho - Ribeirão Preto: Após o pedágio na Rodovia Carlos Tonani, entre à direita na saída 326 A. No Anel Viário Sul, siga as placas até o acesso à direita para uma nova rua que leva ao estacionamento oficial. Quem perder essa entrada terá outro acesso adiante. Neste sentido, o motorista já está no mesmo lado da entrada da feira. Para quem chega pelo sentido Ribeirão Preto - Sertãozinho: Siga pelo Anel Viário até o km 319 e pegue a entrada em direção à Avenida Patriarca. Na rotatória, mantenha-se na pista marginal, sem entrar na avenida. Haverá duas entradas para o estacionamento: um novo acesso direto e outro mais adiante, para quem seguir pela marginal. Haverá transfers disponíveis para cruzar a rodovia e chegar à entrada da feira. Atenção à mudança do IAC: A entrada pelo Instituto Agronômico (IAC), destinada exclusivamente a autoridades e funcionários, foi transferida do ponto tradicional nesta edição para melhorar a logística de entrada e saída do evento. A mudança também busca evitar a confusão registrada no ano passado, quando muitos visitantes entraram por engano na fila do instituto. Segundo a porta-voz da organização, Liliane Bortoluci, quem seguir no sentido Sertãozinho–Ribeirão Preto deve redobrar a atenção à sinalização. “Mudamos a entrada do IAC, por onde passam apenas autoridades e funcionários. No ano passado, muitas pessoas acabaram entrando nessa fila sem saber que aquele acesso não levava ao evento. Por isso, quem vier nesse sentido precisa prestar bastante atenção às placas.” Vista aérea do Anel Viário Sul de Ribeirão Preto (SP). AcervoEP LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira Agrishow 2026: veja como acertar o caminho e chegar mais rápido à feira no interior de SP Taxi aéreo vira alternativa às filas na Agrishow e aeródromo se prepara para receber empresários do Brasil e do exterior 🚗 Onde estacionar? Além do ingresso, é possível adquirir antecipadamente o ticket para o estacionamento pela internet, com valores a partir de R$ 75 (variando de acordo com o veículo). Também está disponível o pacote para o estacionamento VIP, no valor de R$ 580 para os 5 dias. Dentro do estacionamento, haverá uma área dedicada a caravanas. O objetivo, segundo a organização, é promover praticidade e conforto no desembarque e embarque dos participantes desses grupos. A organização mantém também as opções de estacionamentos alternativos com transfer gratuito, com saída a partir de 7h e retorno até as 19h: Hotel Mont Blanc (Avenida Maurílio Biagi, 1.577 - Ribeirânia) Hotel Wyndham Garden (Avenida Wladimir Meirelles Ferreira, 856 - Jardim Botânico) Arena Nicnet Eurobike (Avenida Costábile Romano - Santa Cruz do José Jacques) 🚁 Heliponto e pista de pouso Como nas edições anteriores, os pousos e decolagens continuam proibidos dentro do recinto da feira. O suporte aéreo será concentrado no Aeródromo Santa Lydia, localizado a cerca de cinco quilômetros da Agrishow, que este ano passou por melhorias na estrutura para oferecer mais conforto a passageiros e tripulantes. Com uma pista de 1,1 mil metros, o local tem capacidade para atender até 60 aeronaves (aviões e helicópteros) por dia, com pátio para o pernoite de até 40 delas. De acordo com a administração, já há agendamentos confirmados inclusive para grupos vindos do Chile e da Colômbia. Valores para utilização: Pouso diurno: aproximadamente R$ 200; Pouso noturno: aproximadamente R$ 400; Pernoite: em torno de R$ 350; Pacotes Agrishow: podem chegar a R$ 1 mil, dependendo do tamanho da aeronave e do tempo de permanência. Aeródromo em Ribeirão Preto (SP) tem cerca de 1100 metros e recebe aviões do Brasil e exterior Reprodução/EPTV ⬅️ Como sair e bloqueios nas pistas A concessionária Entrevias e a Polícia Militar Rodoviária adotaram medidas especiais. A previsão é de que os horários de pico ocorram entre 7h e 11h e das 17h às 21h. Para sair da feira: Quem parou no mesmo lado da entrada: Deve seguir à direita para Ribeirão Preto. Para ir a Sertãozinho, o retorno próximo à Av. Patriarca estará bloqueado; siga até o próximo acesso liberado. Quem parou do lado oposto: Pode seguir viagem normalmente pelo Anel Viário rumo a Sertãozinho. Para voltar a Ribeirão, será preciso pegar o acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto, à direita. Bloqueios: O retorno do km 319 (sentido Sertãozinho) poderá ser interditado nos dois sentidos. O dispositivo do km 321 (sentido Sertãozinho) deve ficar interditado nos picos para acesso à Rod. Geovana Aparecida Deliberto. A passagem inferior do acesso no km 320 ficará interditada durante toda a feira. 🚐 Como vão funcionar as linhas de ônibus e acesso a pé? A RP Mobi informou ao g1 que não haverá linhas de ônibus especiais para o evento este ano. No entanto, para quem optar pelo transporte coletivo regular, a organização implantou uma novidade: um acesso exclusivo para o pedestre que chega de ônibus. Ao desembarcar no quilômetro 319 do Anel Viário Sul, um caminho de 800 metros dará acesso direto até a bilheteria norte, aberto para entrada e saída. 🎤 Atrações, palestras e estandes temáticos Além da exposição de máquinas de última geração, a Agrishow 2026 conta com espaços dedicados ao conhecimento e à experiência prática. Um dos destaques é o ônibus interativo, montado em parceria com a RP Mobi. No local, o público poderá participar de ações educativas de trânsito, que incluem o uso de óculos simuladores de embriaguez e interação com mascotes, focando na conscientização sobre segurança viária. A programação de debates e inovação segue com espaços já consolidados, mas com conteúdos atualizados: Agrishow Labs: área totalmente voltada para o ecossistema de startups, com foco em soluções tecnológicas e inovações que prometem revolucionar a produtividade no campo. Agrishow Pra Elas: ponto de encontro dedicado a valorizar o protagonismo feminino no agronegócio, com uma agenda intensa de palestras e bate-papos com mulheres que lideram operações e tomam decisões no setor. 📶 Internet grátis e app com inteligência artificial A organização reforçou a infraestrutura digital para garantir que o visitante permaneça conectado em toda a área de 520 mil metros quadrados. Além do sinal de wi-fi gratuito, o grande diferencial desta edição é o aplicativo oficial, que agora conta com uma inteligência artificial própria, batizada de Flora. A assistente virtual funciona como um guia inteligente: ela é capaz de indicar a localização exata de banheiros, estandes e praças de alimentação, além de informar os horários das atrações e demonstrações em tempo real. A plataforma também permite a criação de roteiros personalizados, sugerindo os trajetos mais eficientes de acordo com o interesse de cada perfil de produtor ou profissional. Outro recurso inédito do app é a ferramenta de networking. Através de um chat integrado, os visitantes podem buscar e conversar com outros participantes da feira, facilitando a troca de experiências e a geração de negócios entre pessoas que atuam na mesma área de interesse. Tecnologias chamam atenção do público da Agrishow nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 ♿ Acessibilidade Visitantes com dificuldades de locomoção ou deficientes devem desembarcar nas entradas principais da feira (Norte ou Sul) e solicitar a um dos funcionários o carrinho elétrico (circular e não exclusivo) nas portarias. O carrinho será utilizado sempre que for preciso deslocamento de um ponto a outro dentro da feira. De acordo com a organização, todos os banheiros da Agrishow estão preparados para atender pessoas com necessidades especiais. 🍴 Alimentação e hidratação A Agrishow possuirá diversas opções de restaurantes e de food trucks nas praças de alimentação. 👍 Dicas para visitação O aplicativo da feira disponibiliza uma série de informações, incluindo mapa dos estandes, localização de restaurantes, atrações e lista de expositores. O aplicativo está disponível para sistemas iOS e Android nas lojas virtuais. A organização recomenda aos visitantes o uso de roupas e calçados confortáveis e de preferência fechados, como tênis e botas, mas sem salto, para facilitar o percurso a pé na feira. É importante usar protetor solar, óculos escuros, bonés e chapéus por causa do sol forte que predomina em Ribeirão Preto na época da feira. Estande lotado na Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira (1º). José Marcos Veja mais notícias da Agrishow 2026 VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Novo Toyota RAV4 abre mão de ser plug-in para encarar chineses e dobrar as vendas; será possível?

Publicado em: 26/04/2026 05:00

Toyota quer vender o dobro de RAV4 no Brasil É raro ver uma montadora claramente dar um passo para trás em tecnologia — claramente pois as marcas há muito tempo fazem isso de maneira velada. Alguns carros deixam de ter suspensão independente na traseira ou perdem pacotes de segurança. Tem carro até que primeiro veio com freio de estacionamento eletrônico e depois adotou a antiquada alavanca. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp A Toyota não foi tão sutil. O novo RAV4 chega ao Brasil e abandona mesmo a tecnologia plug-in lançada em 2024, que durou só aquele ano. A meta é ter duas versões com preços competitivos: o preço inicial do modelo caiu para R$ 317.190 na versão S e ficou em R$ 349.290 na versão topo SX. O SUV permanece, então, exclusivamente um híbrido convencional, sem possibilidade de carregamento das baterias na tomada. Pelo menos, subiram a potência do conjunto e, claro, o desempenho. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota A explicação pela estratégia está do outro lado do globo, bem perto do Japão. As marcas chinesas lançam no Brasil utilitários esportivos híbridos e elétricos com preços agressivos. As novidades chegam com valores abaixo dos R$ 300 mil, com garantia estendida e já com boa rede de lojas. Como o RAV4 híbrido plug-in iria concorrer nesse cenário? Lançado há dois anos, já custava R$ 400 mil. Para reforçar a mensagem de que o RAV4 faz sentido para o bolso, a Toyota deixou o preço da primeira revisão lá embaixo. Se o cliente fizer uma revisão a cada 12 meses, em cinco anos o custo mensal com a manutenção do SUV será de R$ 85. Desplugado A Toyota apresentou o novo RAV4 no Brasil e os executivos disseram que a meta é vender o dobro de 2025. Declaração rara de se ouvir, pois poucas fábricas projetam vendas publicamente. Foram emplacadas 2.981 unidades do SUV da Toyota em 2025. Então, estamos falando de vender 6 mil RAV4 em todo 2026. Para se ter uma ideia, a BYD já vendeu 1.546 unidades do Song Plus Premium DM-i só nos três primeiros meses de 2026. O SUV é um híbrido plug-in e custa R$ 299 mil. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota Ao menos, traz uma boa lista de equipamentos. Na prática, a versão topo de linha acrescenta equipamentos supérfluos, mas interessantes. Aquecimento nos bancos traseiros, head-up display e teto solar panorâmico podem não ser motivo para pagar R$ 350 mil. No entanto, quem procura equipamentos de segurança e tecnologia talvez fique balançado. O RAV4 topo de linha tem câmera 360 graus, farol alto adaptativo e sensor de chuva. Confira a tabela. Tradicional bem feito Ao entrar no RAV4 a sensação é de segurança nas decisões. A Toyota torce o braço e não se rende a desenhos espalhafatosos. Nada de telas para comando de tudo nem controles exóticos para itens simples, como os retrovisores. No console central, os botões enormes e fáceis de ler ajustam os modos de condução, câmera e assistente de descida. Logo abaixo, o porta-copos e, talvez, a única concessão da Toyota: uma alavanca tímida de câmbio. Outras marcas já optaram por essa solução minimalista, que não libera espaço no console e nem facilita a operação do câmbio. O volante vem com comandos claros e bons de operar com a ponta dos dedões. Galerias Relacionadas O ar-condicionado se ajusta na tela, mas pelo menos os comandos não somem depois e o mapa fica sempre visível. A versão topo SX tem sistema GPS integrado e tela maior. O espaço no banco traseiro é bom, com saídas de ar e boa visibilidade, mas alguns clientes vão descartar o Toyota por não ter opção de sete lugares. Porta-malas tem abertura elétrica e, na versão topo, tem o sistema de aproximação, que abre sozinho ao passar o pé por baixo do para-choque. Cortes de espada Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota O design do RAV4 anterior era mais rechonchudo, com para-lamas inflados e simpáticos. O novo RAV4 parece que foi esculpido a golpes precisos de espada. O capô tem vincos agudos, o para-choque dianteiro tem cortes abruptos e a grade parece que foi furada com estocadas de katana. O conceito usado no farol, segundo a marca, é chamado de "hammerhead" (cabeça de martelo, em inglês). Na lateral, a filosofia afiada continua e as rodas de 20 polegadas completam o visual esportivo. A traseira mais comportada tem as lanternas picotadas por dentro. O resultado agrada, mas atribuir beleza é uma questão individual. Não houve alterações significativas nas medidas. Só a altura cresceu 1 cm. Filosofia mantida O SUV manteve uma qualidade da geração anterior, o entrosamento entre motor a combustão, câmbio e motores elétricos. O que o motorista quer é não perceber o que está acontecendo, uma transição suave entre os motores. Agora a potência combinada é de 239 cv, antes o conjunto entregava 222 cv. Essa é a quinta geração deste sistema híbrido full da Toyota. O consumo na rodovia, medido pelo Inmetro, é de 14,1 km/l. Mas, em nosso breve contato, o SUV conseguiu média de 16 km/l. A cabine tem boa vedação acústica, a direção comunica bem e não fica hesitosa com os assistentes de faixa e ponto cego. Ao testar o RAV4 dá para perceber as décadas que a Toyota passou afinando o modelo. Nova geração do Toyota RAV4 Divulgação / Toyota No teste na estrada, por uma mudança de rota do GPS, passamos por uma descida íngreme e lameada. Acabara de chover e a trilha de terra estreita estava impregnada pelo que parecia ser uma cobertura de caramelo. O RAV4 começou a patinar na descida e a virar sozinho. Um balé em câmera lenta. A traseira ameaçou beijar o barranco. O pé vai no freio com sutileza, e é acionado o assistente de declive (com botão grande e fácil de operar). Pronto, o Toyota assume e vai freando cada roda de maneira independente. O SUV fica alinhado e desce o tobogã de lama a 10 km/h. Isso que é bom: eletrônica que ajuda, sem incomodar quando não é chamada. Pelo produto e pela história, a Toyota deve alcançar o objetivo de vender o dobro de RAV4 no Brasil. Mesmo abrindo mão da tecnologia plug-in, a marca sabe que seu cliente vai buscar o SUV.

Palavras-chave: tecnologia

Como China sintoniza com novas gerações para tornar suas marcas objeto de desejo no mundo todo

Publicado em: 26/04/2026 04:01

Os bonecos Labubu, da Pop Mart, viraram um fenômeno global com investimento mínimo em publicidade. Getty Images via BBC Se você entrar em praticamente qualquer shopping center de Singapura, provavelmente irá encontrar filas no lado de fora das lojas, com nomes chamativos e marcas com cores brilhantes. Lojas chinesas como Chagee, Molly Tea e Mixue vêm atraindo multidões, não só na Ásia, mas cada vez mais em cidades como Sydney, na Austrália, Londres e Los Angeles, nos Estados Unidos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao lado das marcas de moda, lojas de brinquedos e das gigantes de produtos esportivos, as cadeias de lojas de chá estão liderando uma nova onda: empresas chinesas estão deixando de fabricar produtos de baixo custo para se tornar marcas de consumo conhecidas globalmente. Estabelecidas no segundo maior mercado consumidor do mundo, essas empresas já têm escala de produção e força operacional. Mas a concorrência doméstica está se intensificando e, por isso, a expansão para o exterior se tornou uma necessidade. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Paralelamente, elas estão entrando em mercados onde a percepção do Made in China ainda é associada a produtos baratos e de baixa qualidade. "A China passou da fase de economia de replicação", explica Tim Parkinson, da consultoria Storytellers China. "Seus produtos, agora, atendem às expectativas de uma nova geração de exigentes consumidores globais." Fábrica do mundo A China, há muito tempo, é a oficina do mundo, fabricando produtos para as empresas ocidentais. E, neste processo, os fornecedores aprenderam não só a produzir, mas a criar a sua marca, distribuir os produtos e vendê-los em escala. Empresas como a Miniso se beneficiaram deste tipo de know-how. A varejista vende brinquedos e produtos de merchandising da Disney, Marvel e Warner Bros e, agora, opera lojas em mais da metade dos países do mundo. "Os consumidores não se preocupam especificamente com a origem da marca", explica o gerente geral de mercados internacionais da Miniso, Vincent Huang. "Eles estão mais preocupados com a experiência da compra, como o design, o custo-benefício e a diversão." Neste modelo, os contratos de licenciamento e a relativa velocidade para levar os produtos da fábrica para as prateleiras das lojas são fundamentais. A Miniso tem lojas espalhadas por mais de 100 países. Getty Images via BBC Além dos produtos de consumo, a BYD superou a Tesla como o maior fabricante de veículos elétricos (VEs) do mundo. A empresa se beneficiou da aposta na tecnologia certa logo no início da corrida pelos VEs. Além disso, o vasto mercado doméstico chinês ajudou a empresa a produzir em escala e melhorar sua rentabilidade. Agora, a BYD está se expandindo para além dos carros, desenvolvendo sistemas de carregamento ultrarrápido. Em questão de minutos, eles aumentam o alcance dos veículos em centenas de quilômetros. Esta expansão faz parte de um projeto de construção de todo um ecossistema em torno dos veículos da empresa. O apoio governamental ajudou a acelerar o setor de VEs da China, com subsídios e incentivos que promoveram a demanda. Mas esta estratégia gerou críticas da Europa e dos Estados Unidos. Autoridades ocidentais alegaram que este tipo de apoio traz benefícios desleais para as empresas chinesas. Pequim rejeita a acusação e afirma que o crescimento reflete a inovação e o poderio industrial chinês. A empresa Anta é outro exemplo. Ela tem cerca de 13 mil lojas espalhadas pelo mundo e se tornou a terceira maior marca de artigos esportivos do planeta, atrás apenas da Nike e da Adidas. A empresa começou dominando o vasto mercado doméstico chinês e fez crescer sua pegada com aquisições globais de marcas internacionais estabelecidas, como a Salomon, Wilson e, mais recentemente, uma participação de 29% da Puma. O sudeste asiático como plataforma de lançamento Antes de entrar nos mercados ocidentais, muitas empresas chinesas usaram o sudeste asiático como campo de testes. Com mais de 650 milhões de consumidores jovens e cada vez mais afluentes, a região oferece escala e diversidade, enquanto a concorrência das marcas ocidentais estabelecidas mantém os altos padrões. A cadeia de restaurantes Haidilao abriu sua primeira loja no exterior em 2012, em Singapura. Agora, ela é a maior rede de hotpot do mundo, com 1,3 mil restaurantes em 14 países. "A história do Haidilao não é apenas de um restaurante de sucesso", explica o vice-presidente da Haidilao International, Zhou Zhaocheng. "Ela é um reflexo de 30 anos de transformação econômica e internacionalização da China." O alcance global da rede se baseia em uma marca forte, ecossistema robusto e base de clientes fiéis, segundo Zhou. Ele observa que cada mercado internacional é complexo, moldado por diferentes culturas, sistemas jurídicos e hábitos de consumo. Por isso, adaptar os alimentos, menus e serviços a cada país é essencial. A rede, agora, busca a certificação halal na Indonésia e na Malásia, uma medida que poderá abrir mercados de maioria muçulmana em todo o Oriente Médio. Outras marcas também estão progredindo rapidamente. A loja de sorvetes e bubble tea Mixue opera mais lojas pelo mundo que o McDonald's ou o Starbucks. Já a Molly Tea se expandiu internacionalmente poucos anos depois da sua fundação. Mais de 70% das empresas chinesas em operação no sudeste asiático pretendem ampliar ainda mais sua atuação, segundo a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. A região também abriga alguns dos mercados de smartphones em maior crescimento do mundo, com as redes sociais turbinando a popularidade desses produtos. E os bonecos Labubu, da empresa Pop Mart, se tornaram um fenômeno global com investimento mínimo em publicidade tradicional. Nos Estados Unidos, as vendas da Pop Mart cresceram em 900% desde 2024. Mas, nos últimos meses, as ações da empresa caíram sensivelmente, devido aos receios sobre a manutenção do seu crescimento no futuro. Ainda assim, a companhia continua valendo mais do que a soma das gigantes americanas dos brinquedos Hasbro e Mattel, e da empresa japonesa Sanrio, dona da marca Hello Kitty. Guerras de preços Em chinês, esta ofensiva rumo ao exterior tem o nome de chū hǎi (出海) — "sair para o mar", em português. É uma necessidade cada vez maior para as empresas da China, devido às pressões do mercado doméstico. A lenta economia do país, sua intensa concorrência e o declínio da taxa de natalidade mudaram os hábitos de consumo das pessoas. Tudo isso reduziu o crescimento do país, levando as companhias a partir para o mercado externo. As próprias marcas estrangeiras estão sentindo as mudanças. A fatia de mercado da Starbucks na China, por exemplo, caiu em mais da metade desde 2019. A rede local Luckin Coffee detém, agora, quatro vezes mais lojas no país do que a sua concorrente norte-americana. Seu modelo de compra pelo celular mantém a rapidez do serviço e os baixos custos. Em novembro passado, a Starbucks anunciou um acordo de venda do controle acionário das suas operações na China para a empresa Boyu Capital, com sede em Hong Kong. Em 2020, um grande escândalo de contabilidade em 2020 fez com que a Luckin fosse retirada do índice Nasdaq. Ainda assim, a empresa continua se expandindo na China e no exterior, em locais como Singapura, Malásia e Nova York, nos Estados Unidos — e estaria planejando seu retorno ao mercado de ações americano. A Mixue tem hoje mais lojas que o McDonald's e a Starbucks. Getty Images via BBC O desafio do soft power chinês Analistas afirmam que a percepção em torno das empresas chinesas também parece estar mudando. O Made in China, antes, era sinônimo de produtos baratos. Agora, eles são cada vez mais vistos como inovadores e com design moderno. "Marcas como a BYD combinam alta qualidade com narrativa emocional e adaptação local", afirma o especialista em marketing Foo Siew-Ting. Ainda assim, permanecem os desafios. Tarifas de importação, avaliações políticas e receios em relação à segurança de dados continuam a dificultar a expansão chinesa, como ocorreu nos casos da Huawei e do TikTok. Permanece em dúvida se marcas chinesas em rápido crescimento, como a Shein e a Temu, poderão manter o ritmo nos mercados ocidentais. Ainda assim, o rumo é claro. As empresas chinesas não são mais definidas pelos baixos preços. Elas estão inovando e aproveitando as tendências de consumo. Elas estão estabelecendo marcas, se adaptando aos mercados locais, competindo palmo a palmo e, às vezes, ultrapassando os concorrentes globais estabelecidos. Com colaboração de Jaltson Akkanath Chummar.

Palavras-chave: tecnologia

Indicado ao STF, Jorge Messias passa por sabatina da CCJ do Senado na próxima quarta-feira; entenda como funciona

Publicado em: 26/04/2026 04:01

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vai realizar na próxima quarta-feira (29) a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025 WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO A audiência na comissão faz parte da tramitação da indicação de Messias para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado. 🔎O procedimento de indicação e nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal está previsto na Constituição. Ele começa com a escolha do nome feita pelo presidente da República. Em seguida, o escolhido passa por sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. Depois, a indicação é submetida ao plenário do Senado, em votação secreta. 🔎Para ser aprovado, o indicado precisa do voto favorável da maioria absoluta dos senadores — ao menos 41 dos 81 parlamentares. Caso aprovado, o nome é oficializado por meio de publicação no Diário Oficial da União, e o STF fica responsável por marcar a data da posse. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O g1 explica em que etapa está a tramitação da indicação de Jorge Messias e quais são os próximos passos. Saída de Barroso Em outubro do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso anunciou que iria deixar a Corte. Presidente da Corte até setembro de 2025, Barroso decidiu antecipar a aposentadoria. A decisão abriu a possibilidade de o presidente Lula indicar mais um nome para compor o tribunal – a terceira escolha neste mandato presidencial. Vaga de Messias foi criada pela aposentadori do ministro Luís Roberto Barroso Victor Piemonte/STF Indicação de Lula No mês seguinte, em novembro, o presidente Lula decidiu indicar Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Barroso. Atual advogado-geral da União, Messias ocupa o cargo no primeiro escalão do governo desde o início da gestão do presidente, em 2023. No começo de abril deste ano, Lula formalizou a indicação de Messias enviando uma mensagem ao Senado. A Comissão de Constituição e Justiça marcou a sabatina para o dia 29 de abril. A data chegou a ser adiantada para o dia 28, mas a comissão voltou atrás e manteve a audiência para quarta-feira (29). Apresentação do relator No dia 14 de abril, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), apresentou parecer favorável à indicação de Messias. Senador Weverton Rocha (PDT-MA) é o relator da indicação no Senado Waldemir Barreto/Agência Senado No documento, o relator apontou que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exercem atividades públicas ou privadas relacionadas ao seu trabalho. O senador citou a atuação de Messias como AGU no acordo para reparação de danos às vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Brumadinho (MG), além da resolução de "conflito territorial de 40 anos entre quilombolas e o Centro de Lançamento [de Alcântara], evitando condenação na Corte Interamericana". Como será a sabatina De acordo com a Constituição, indicados para compor a Corte devem ser sabatinados no Senado. Pelas regras internas da Casa Legislativa, o procedimento cabe à Comissão de Constituição e Justiça, formada por 27 senadores titulares e 27 suplentes. Na audiência, os integrantes da comissão se revezam em perguntas ao indicado pelo presidente. Pelas regras internas do Senado, cada senador tem 10 minutos para perguntar; o indicado tem 10 minutos para responder. Há possibilidade de réplica e tréplica, de forma imediata, por cinco minutos. Sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Marcos Oliveira/Agência Senado Há também a previsão de que os cidadãos enviem perguntas pela internet ou por telefone. As manifestações são enviadas ao relator, que decide quantas e quais mensagens serão encaminhadas ao indicado. Depois, a indicação é levada à votação na comissão. Fase de plenário Após a análise da CCJ, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai decidir quando incluir a indicação na pauta do plenário. O escolhido por Lula precisa obter o voto favorável da maioria absoluta da Casa Legislativa, ou seja, 41 senadores. A votação é secreta. O plenário do Senado durante sessão de votações Carlos Moura/Agência Senado Próximos passos Se a indicação for rejeitada, o presidente da República poderá escolher outro nome. Já se a indicação for aprovada, a comunicação será feita ao Poder Executivo, a quem cabe oficializar a nomeação no Diário Oficial da União. Com a escolha oficializada, o STF poderá marcar a posse do novo ministro. A cerimônia ocorre no plenário da Corte. Perfil de Messias Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023. Posse de Jorge Messias como advogado-geral da União, em janeiro de 2023 Ricardo Stuckert/PR Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias: ➡️ Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição; ➡️ Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES; ➡️ É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana; ➡️ Mantém relação próxima com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União. Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES. Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023. A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao Supremo Tribunal Federal.

Palavras-chave: tecnologia

Desde 2024, governo do RJ cortou verba para 'Informação e Inteligência', deixou de executar projetos e reduziu meta de capacitação de policiais na área

Publicado em: 26/04/2026 04:01

ATENÇÃO, IMAGENS FORTES: Mulher chora após identificar parente entre os mortos na megaoperação o Rio; corpos foram levados por moradores até praça no Complexo da Penha. REUTERS/Ricardo Moraes Nos últimos 2 anos, o governo do RJ deixou de executar projetos ou reduziu metas que poderiam reforçar ações de inteligência na área de segurança. Além disso, cortou pela metade a verba prevista no orçamento da Secretaria de Segurança para a subfunção "Informação e Inteligência" em 2025. A implantação de um centro tecnológico de inteligência foi excluída do planejamento do governo e o projeto de criar agências de inteligência em 12 delegacias foi adiado. Já a meta de capacitar quase 1.200 policiais em temas de inteligência foi reduzida para 477. As informações sobre os projetos e a capacitação dos policiais constam no último relatório disponível de avaliação das atividades executadas pelo governo. Os dados se referem a 2024 e foram divulgados em março de 2025. Já as informações sobre a dotação orçamentária são da Secretaria da Fazenda e estavam disponíveis até outubro. O Rio de Janeiro tem se consolidado como um refúgio para chefes do tráfico vindos de diferentes estados do país, que se aproveitam da complexidade territorial e da atuação fragmentada das forças de segurança para se esconder. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Embora a polícia realize operações frequentes em comunidades e áreas estratégicas, muitas dessas ações acabam não resultando na prisão dos principais líderes criminosos, levantando questionamentos sobre a eficácia e o planejamento dessas investigações. Um exemplo emblemático foi a Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado nos complexos da Penha e do Alemão, que terminou com 122 mortos — a mais letal da história do país — e, ainda assim, não conseguiu capturar alvos centrais do crime organizado, como o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca. Ele continua foragido até agora. Especialistas apontam que a ausência de um trabalho de inteligência mais integrado e preciso pode comprometer o alcance dessas ações, permitindo que figuras-chave escapem mesmo diante de um grande aparato policial. Segundo Karine Vargas, economista e coordenadora do Observatório de Orçamento e Finanças Públicas dos Entes Subnacionais do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o orçamento destinado à inteligência é baixo e isso influencia no resultado das operações. "Não é suficiente para pensar em uma polícia bem preparada, com tecnologia de ponta que faça uma investigação com precisão e que estabeleça resultados de qualidade para o controle do crime organizado”, disse Vargas. Em nota (veja a íntegra no fim da reportagem), o governo do Rio de Janeiro informou que investiu mais de R$ 377,5 milhões em equipamentos de inteligência e que foram aplicados, por parte da Polícia Civil, mais de R$ 201 milhões em ações voltadas à inteligência, tecnologia e estrutura. Entre as principais aquisições destacam-se câmeras, software e drones. "De novembro do ano passado até agora, já foram instaladas câmeras embarcadas nas viaturas e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) realizou a aquisição de seis drones equipados com câmeras de zoom de até 400x, sensores térmicos, telêmetro a laser e tecnologia de posicionamento preciso - ampliando a capacidade de monitoramento e apoio a operações de inteligência", diz a nota. 'Acabamos sendo relegados' Em reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, depois da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, o diretor da área de ensino e instrução da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro, capitão Daniel Ferreira de Souza, disse que o resultado “foi algo ínfimo dentro do poder do Comando Vermelho e das outras facções na estrutura do Rio de Janeiro". Ele também defendeu que a atividade de inteligência é essencial para a tomada de decisões e para a definição de políticas públicas, mas acaba ficando em segundo plano. "Por muitas vezes, nós acabamos sendo relegados a uma atividade secundária quando, na verdade, o conhecimento do que estava acontecendo estava dentro das agências de inteligência, mas nós estávamos em segundo plano [...]. Talvez, as agências de inteligência sejam uma saída pra gente conseguir obter resultados melhores no combate dessas organizações", afirmou. O governo do RJ informou que, na gestão do então governador Cláudio Castro (PL), foi inaugurada uma Central de Inteligência da Polícia Civil, que reúne modernos softwares. É caso do Celebrite, que extrai, analisa e gerencia dados de dispositivos eletrônicos. São dois contratos, um para a Polícia Civil e outro para a Polícia Militar, no valor total de R$ 19.879.113,96. "Outro destaque é o Centro Integrado de Comando e Controle, um hub de tecnologia totalmente remodelado na gestão Cláudio Castro e que tem uma Sala de Inteligência com o sistema de reconhecimento facial, que já permitiu a prisão de mais de 500 foragidos da Justiça e acompanha em tempo real o deslocamento dos policiais militares que estão com câmeras corporais em todo o território fluminense. O contrato é de R$ 1.480.560,00", diz a nota. Castro renunciou ao cargo em março de 2026, na véspera de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível – e que o cassaria se ainda estivesse no cargo. O atual governador em exercício é Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do estado. Agências de inteligência ficaram para depois O projeto de criar agências de inteligência em 12 delegacias do Rio de Janeiro foi adiado para o segundo semestre de 2025. Segundo o último relatório de execução de atividades disponível, nenhuma das agências existe até o momento. Já o centro tecnológico de inteligência seria implantado na Secretaria de Estado de Polícia Civil, mas a ação foi excluída do planejamento do governo do RJ. A meta de capacitação de policiais civis em temas de inteligência também foi revista – era de 1.192 agentes e foi reduzida para 477. Segundo o relatório, 801 policiais foram capacitados em 2024, um número maior que a meta atualizada, mas menor que o previsto inicialmente. Para Cristiano Maronna, doutor em direito penal e diretor do Justa, uma organização que atua no campo da economia política da Justiça, o trabalho de segurança pública no Rio de Janeiro tem por pilar central a atuação da Polícia Militar, enquanto a Polícia Civil, que tem a função investigativa, é subfinanciada. “Isso enfraquece a capacidade do estado esclarecer crimes, identificar seus autores e desmantelar organizações criminosas. Você inviabiliza o trabalho de inteligência policial”, afirmou Maronna. A economista Vargas concorda. Segundo ela, ao não priorizar projetos e financiamentos na área de inteligência, o governo estadual indica que sua estratégia é o investimento em policiamento ostensivo. "Isso não é adequado para enfrentar o crime organizado de forma estrutural”, disse a especialista. O governo não se pronunciou sobre os projetos que deixaram de ser implementados ou tiveram a meta reduzida em 2024. Orçamento para 'Informação e Inteligência' cortado pela metade O orçamento destinado para a segurança pública no RJ em todo o ano de 2025 foi de R$ 24,08 bilhões. A cada R$ 100 desse montante, menos de meio centavo foi destinado especificamente para uma subfunção do orçamento estadual chamada “Informação e Inteligência”, pouco mais de R$ 1 milhão ao todo. 🔎Despesas registradas nessa subfunção do orçamento público estão voltadas para programas e aquisições que ajudam na tomada de decisões estratégicas. Locação e manutenção de softwares e equipamentos de análise de dados, por exemplo, além de treinamento e capacitação em Tecnologia da Informação e Comunicação, são gastos classificados na subfunção “Informação e Inteligência”. O recurso previsto para essa rubrica em 2025 era maior, de R$ 2,3 milhões, mas a dotação inicial foi cortada em mais da metade – e a verba acabou em julho. A redução de orçamento para “Informação e Inteligência” vai na contramão do aumento na dotação orçamentária inicial para a segurança pública no estado. O valor previsto era R$ 19,4 bilhões, mas o valor aumentou quase 24%. Nem todos os gastos com inteligência na segurança pública estão inseridos dentro dessa subfunção. Existem ações pulverizadas no orçamento que também são ligadas à política, o que inviabiliza qualquer controle e fiscalização, segundo especialistas ouvidos pelo g1. O governo do RJ confirmou que "o aparato relacionado à area de inteligência não está incluído em apenas uma rubrica do orçamento estadual" e justificou que o enquadramento das despesas fica a critério de cada órgão, respeitando o orçamento próprio das secretarias. Segundo a economista Vargas, falta transparência nos gastos, o que limita o planejamento e a inteligência em segurança pública. “Quando os gastos não são devidamente divulgados e detalhados, torna-se difícil identificar falhas de alocação, gastos redundantes ou ausência de investimento em áreas prioritárias, explicou. 'Investimento não é perene' Somente a partir de 2021, os gastos na subfunção “Informação e Inteligência” aparecem anualmente no sistema do governo estadual. Aquele foi o ano com mais orçamento empenhado na categoria até hoje: R$ 23,4 milhões. O valor foi fruto de um incremento de 15% em relação à dotação inicial. Já em 2022, o recurso minguou. Foram previstos inicialmente R$ 6,4 milhões para a subfunção, mas pouco mais da metade foi empenhado (R$ 3,3 milhões). Legalmente, os governos podem alterar a previsão orçamentária no decorrer do ano, mas, segundo Vargas, tal prática pode desmantelar a política pública. Em 2023, embora a previsão orçamentária para “Informação e Inteligência” tenha sido de R$ 17,4 milhões, apenas R$ 2,2 milhões foram empenhados e R$ 1,7 milhão efetivamente pago - quase 90% a menos do que o previsto na dotação inicial. Já em 2024, a subfunção recebeu um aumento de 610% em relação ao valor previsto. A dotação inicial era de R$ 2,3 milhões e foi aumentada para R$ 16,4 milhões ao longo do ano. Desse total, R$ 14,3 milhões foram empenhados. A maior parte do recurso, R$ 10 milhões, foi gasto com locação de softwares. A economista Úrsula Peres, professora da Universidade São Paulo e pesquisadora associada ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destaca que, mesmo quando há grandes aumentos percentuais, o investimento na área não é perene e ainda está longe do valor necessário. O recurso empenhado em “Informação e Inteligência” correspondeu a 0,08% do orçamento total da Segurança Pública em 2024, que foi R$ 16,4 bilhões. Foi a subfunção que recebeu o segundo menor percentual. Esse valor fica acima apenas do gasto com formação de recursos humanos, que recebeu R$ 5,7 milhões em 2024, o que corresponde a 0,03% do orçamento total da Segurança Pública. Em 2025 a ordem se inverteu. A subfunção "Formação de Recursos Humanos" recebeu o segundo menor percentual de gastos na segurança pública, depois de “Informação e Inteligência”. O valor empenhado de R$ 8,5 milhões corresponde a 0,06% do total de recursos empenhados na Segurança Pública, que foi R$ 13,9 bilhões, ou seja, seis centavos a cada R$ 100 gastos. Segundo Vargas, os custos com cursos de investigação, táticas e de inteligência dos policiais são mapeados na subfunção “Formação de Recursos Humanos", especialmente na ação “Capacitação de Policiais Civis”. "A baixa aplicação de recursos em Informação e Inteligência e na Formação de Recursos Humanos impacta diretamente na estratégia de desenvolvimento das operações policiais e na qualificação dos policiais", disse a especialista. Em relação aos recursos para formação e capacitação dos policiais, principalmente na área de inteligência, o governo do RJ não se manifestou. Verba para polícia técnico-científica caiu pela metade Para o especialista Maronna, além da falta de investimentos na Polícia Civil, que investiga crimes, também é preocupante a redução de orçamento para a polícia técnico-científica, responsável pela produção de provas por meio de tecnologia, análise de vestígios e perícia. De acordo com um levantamento do RJ2, de 2022 a 2025, a verba para polícia técnico-científica caiu quase pela metade: de R$ 53 milhões para menos de R$ 30 milhões. Uma das consequências do menor investimento nas polícias investigativas é a falta de elucidação de crimes como homicídio. De acordo com o Instituto Sou da Paz, apenas 1 em cada 4 assassinatos no RJ é esclarecido e esse percentual vem caindo ao longo dos anos. O governo afirmou que vem investindo em equipamentos, como as câmeras operacionais portáteis, compradas no valor de R$ 207.118.200,00 e as câmeras embarcadas para viaturas, no valor de R$ 116.151.768,00, contratadas em licitações conduzidas pela Casa Civil nos anos de 2021 a 2025. "Também estão sendo adquiridos drones pelo Gabinete de Segurança Institucional, num valor empenhado de R$ 2.538.551,93. Esses equipamentos são importantes aliados em ações de inteligência das Forças de Segurança e Defesa Civil. Ainda sobre investimentos em inteligência, há um montante de R$ 30.348.493,54 destinado a aquisições de microomputadores desktops, soluções de backup e recuperação de dados", diz a nota. Nota do governo do RJ "O Governo do Estado do Rio já investiu mais de R$ 377,5 milhões em equipamentos de inteligência. Entre as principais aquisições, destacam-se câmeras, software e drones. Na gestão do governador Cláudio Castro foi inaugurada uma Central de Inteligência da Polícia Civil, que reúne modernos software, como é o caso do Celebrite, que extrai, analisa e gerencia dados de dispositivos eletrônicos. São dois contratos, um para a Polícia Civil e outro para a Polícia Militar, no valor total de R$ 19.879.113,96. Entre os equipamentos, destacam-se as câmeras operacionais portáteis, no valor de R$ 207.118.200,00 e as câmeras embarcadas para viaturas, no valor de R$ 116.151.768,00, contratadas em licitações conduzidas pela Casa Civil nos anos de 2021 a 2025. Outro destaque é o Centro Integrado de Comando e Controle, um hub de tecnologia totalmente remodelado na gestão Cláudio Castro e que tem uma Sala de Inteligência com o sistema de reconhecimento facial, que já permitiu a prisão de mais de 500 foragidos da Justiça e acompanha em tempo real o deslocamento dos policiais militares que estão com câmeras corporais em todo o território fluminense. O contrato é de R$ 1.480.560,00. Também estão sendo adquiridos drones pelo Gabinete de Segurança Institucional, num valor empenhado de R$ 2.538.551,93. Esses equipamentos são importantes aliados em ações de inteligência das forças de segurança e defesa civil. Ainda sobre investimentos em inteligência, há um montante de R$ 30.348.493,54 destinado a aquisições de microcomputadores desktops, soluções de backup e recuperação de dados. É importante destacar que o enquadramento das despesas fica a critério de cada órgão, respeitando o orçamento próprio das secretarias. Portanto, esses valores são apurados para serem apresentados de maneira global, seguindo o entendimento da gestão de cada órgão. Além disso, podem existir recursos disponíveis em uma despesa de outra subfunção, ou seja, todo o aparato relacionado à área de inteligência não está incluído em apenas uma rubrica do orçamento estadual. De novembro do ano passado até o agora, já foram instaladas câmeras embarcadas nas viaturas e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) realizou a aquisição de seis drones equipados com câmeras de zoom de até 400x, sensores térmicos, telêmetro a laser e tecnologia de posicionamento preciso - ampliando a capacidade de monitoramento e apoio a operações de inteligência. Por parte da Policia Civil, já foram aplicados mais de R$ 201 milhões em ações voltadas à inteligência, tecnologia e estrutura. Os investimentos incluem a compra de drones, softwares especializados, equipamentos modernos e a capacitação contínua dos agentes. O objetivo é aprimorar a eficiência operacional, reduzir riscos e aumentar a precisão das ações no enfrentamento às organizações criminosas."

Palavras-chave: tecnologia

Análise: Data centers podem fazer de países do Sul Global novas colônias digitais

Publicado em: 26/04/2026 03:00

Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas A corrida global pela infraestrutura da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mapa da economia digital. À medida que empresas como Microsoft, Google e Amazon expandem seus gigantescos data centers, países do Sul Global tornam-se peças estratégicas — oferecendo território, energia e incentivos fiscais em troca de promessas de investimento. 📩 Assine a newsletter do Guia de Compras do g1 com testes e dicas de tecnologia Argentina e Brasil despontam como novos polos desse movimento, mas o modelo adotado tende a aprofundar dependências tecnológicas e a comprometer a soberania digital da região. Nos últimos dois anos, anúncios bilionários de novos complexos de computação em nuvem multiplicaram-se. No Brasil, o governo federal e estados como São Paulo e Bahia celebraram a chegada de centros de processamento vinculados a grandes empresas de IA, vistos como símbolos de modernização econômica. Na Argentina, planos semelhantes avançam em zonas industriais próximas de Buenos Aires e Córdoba. ENTENDA: como funciona um data center e por que ele consome tanta água Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos Divulgação/Meta Lógica da inserção periférica, com pouco aprendizado tecnológico No discurso oficial, trata-se de atrair inovação e posicionar o país na vanguarda tecnológica. Na prática, porém, a lógica predominante é a da inserção periférica: investimentos financiados externamente, com baixa exigência de conteúdo local e poucos efeitos de aprendizado tecnológico. Essa dinâmica repete padrões conhecidos em setores como mineração e energia. A diferença é que agora o “recurso” a ser explorado inclui dados, eletricidade e infraestrutura digital — e sua gestão definirá as próximas décadas da economia global. Data centers de IA demandam volumes colossais de energia e resfriamento. Estudos indicam que a operação de um único complexo pode consumir o equivalente ao abastecimento de uma cidade média. Bolsões de privilégio energético Em países onde o sistema elétrico já é pressionado, como o Brasil e a Argentina, essa demanda compete com a expansão industrial e o consumo residencial. A combinação de incentivos fiscais e tarifas subsidiadas transforma, em muitos casos, essas instalações em “bolsões de privilégio energético”. Outro risco é a crescente assimetria informacional e contratual. Os acordos firmados com multinacionais de tecnologia raramente vêm acompanhados de cláusulas de transparência ou de compartilhamento de benefícios. Os dados processados localmente — inclusive dados públicos e de usuários nacionais — permanecem sob controle de sistemas proprietários sediados no exterior. Assim, reforça-se um modelo em que países hospedeiros fornecem espaço físico e energia, mas não capturam valor intelectual nem econômico significativo. O conceito de soberania digital ajuda a compreender essa armadilha. Ele refere-se à capacidade de um Estado controlar, proteger e direcionar estrategicamente seus dados, infraestruturas e os fluxos de conhecimento que moldam a economia digital. No Brasil, as políticas de transformação digital avançaram de forma fragmentada, sem uma estratégia articulada entre Estado, empresas e universidades. Falta coordenação para usar a presença de grandes corporações como alavanca de fortalecimento tecnológico nacional — por exemplo, exigindo transferência de conhecimento, parcerias com centros de pesquisa ou adoção de padrões de transparência energética e de dados. Há caminhos alternativos. Países da Ásia e da Europa vêm adotando condições regulatórias e de investimento mais exigentes, impondo obrigações ambientais, compromissos de inovação local e limites ao controle estrangeiro sobre dados sensíveis. Na América Latina, Chile e Uruguai já incorporam elementos dessa agenda em suas políticas de transformação digital, associando o acesso a incentivos fiscais à comprovação de benefícios tecnológicos e de sustentabilidade. Para Argentina e Brasil, a janela de oportunidade está aberta, mas não indefinidamente. A atual onda de investimentos em IA ocorre num contexto de reconfiguração geopolítica acelerada — em que a infraestrutura digital se tornou um ativo estratégico comparável às reservas de petróleo ou aos gasodutos do século XX. Quem controla os servidores, a energia e os dados, controla também o ritmo da inovação e a direção do desenvolvimento. Se a região optar por um modelo de mera recepção de capitais e equipamentos, consolidará sua posição como território de processamento — útil para as cadeias globais de IA, mas marginal nos retornos econômicos e no poder decisório. Em contrapartida, políticas coordenadas de soberania digital poderiam transformar a presença de data centers em motor de capacitação técnica, integração produtiva e autonomia tecnológica. Essa escolha, mais do que técnica, é profundamente política: trata-se de decidir se a nova economia digital será construída com ou sobre os países do Sul Global. Armando Alvares Garcia Júnior não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

Prefeita de Campo Grande mantém decisão que proíbe mulheres trans de usar banheiros femininos

Publicado em: 25/04/2026 19:55

Sem banheiro para trans A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), publicou neste sábado (25) um vídeo nas redes sociais em que reafirma a decisão de sancionar a lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos na capital. A medida foi aprovada pela Câmara Municipal e gerou repercussão. Agora, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) analisa se a lei é constitucional. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp No vídeo, a prefeita diz que sancionou a lei para, segundo ela, “resguardar o direito das mulheres”. Ela também afirmou que a decisão foi tomada diante do que classificou como uma situação “absurda”. “Eu respeito todas as opções sexuais, mas cheguei ao óbvio de ter que sancionar uma lei para resguardar o direito das mulheres”, afirmou. Em outro trecho, Adriane Lopes afirmou que, na visão dela, a lei serve para proteger a identidade feminina e os direitos das mulheres no município. “Ou a gente resguarda os nossos direitos, ou daqui a pouco nós vamos perder a identidade de mulher”, disse. A prefeita também disse que pretende manter a posição e seguir defendendo a medida. “Hoje, como mulher, como prefeita, eu vou lutar pelas mulheres, resguardando os nossos direitos”, completou. MPMS analisa lei O MPMS está analisando a lei que proíbe mulheres transexuais de usarem banheiros femininos em estabelecimentos públicos e privados de Campo Grande. O objetivo é avaliar quais medidas podem ser adotadas diante da nova legislação. O órgão recebeu dois pedidos para análise de possível inconstitucionalidade da norma e para responsabilização de envolvidos. As duas representações foram feitas por uma advogada trans. Segundo o MPMS, o caso está sob análise da Procuradoria-Geral Adjunta de Justiça Legislativa, setor responsável pelo acompanhamento de leis. O procedimento administrativo segue em andamento para verificar quais providências podem ser tomadas. Lei virou debate Desde que foi aprovado, o projeto já provocava discussões no plenário e mobilização de grupos favoráveis e contrários. Com a sanção da prefeita Adriane Lopes (PP), o debate voltou a ganhar força e passou a envolver temas como segurança, direitos e identidade de gênero. Nas redes sociais, o autor da lei afirmou que a medida atende a uma demanda de mulheres que dizem se sentir constrangidas e inseguras em espaços públicos "[...] Esse projeto nasceu da realidade de situações que já estavam acontecendo de mulheres constrangidas, inseguras, sem saber a quem recorrer [...]", disse Salineiro, em vídeo publicado nas redes sociais. Já representantes do movimento trans e da Ordem dos Advogados do Brasil afirmam que a lei é discriminatória e pode ser inconstitucional. "É inconstitucional. Fere os meus direitos e os garantidos pela Constituição Federal Brasileira, projeto esse que vai contra as decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), que respeita as identidades de gênero [...]", destacou Emy Santos, representante da Associação de Trans e Travestis de Mato Grosso do Sul (ATTMS). Ao g1, a presidente da Comissão de Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Janaina Menezes, criticou a lei. Ela afirmou que a norma tem “vícios jurídicos insanáveis” e pode violar a dignidade da pessoa humana. Também disse que o texto pode contrariar entendimentos já firmados pelo STF e tratados internacionais. Segundo Janaina, a comissão deve adotar medidas para contestar a lei. Para ela, a proteção às mulheres não pode ser usada como justificativa para excluir outras identidades. Bandeira trans Reprodução | Shutterstock Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: câmara municipal

Os homens que estão criticando as tendências de 'masculinidade' nas redes sociais

Publicado em: 25/04/2026 19:34

Da esq. para dir.: Michael Mrozinski, Ben Hurst e James Brash abordam de forma crítica tendências populares de masculinidade nas redes sociais Arquivo Pessoal "Bata nos ossos do seu rosto para esculpir o maxilar." "O único objetivo de verdade é ficar mais bonito – não importa o que seja necessário." "Seu corpo é a sua propaganda." Estas são sugestões compartilhadas na internet pelos chamados "influenciadores de masculinidade": homens que promovem o que dizem ser formas de se tornar mais masculino. Alguns se autodenominam healthmaxxers, dando dicas sobre o que comer e como treinar, enquanto outros se identificam como looksmaxxers, obcecados pela "maximização da aparência", com o objetivo de "otimizar" totalmente a aparência física de alguém. Por dentro do 'looksmaxxing', a moda online que propaga perigosa visão sobre beleza masculina O que é o ‘mewing’, exercício da moda nas redes sociais usado para tirar selfies (e os riscos que isso pode ter) Muitos deles compartilham expressōes próprias. "Mogging", por exemplo, significa ser mais bonito que outro homem, e "ascender" é ficar mais atraente. O que conta como "bonito" tem uma definição restrita: traços faciais esculpidos e músculos visíveis são obrigatórios. Pode parecer só um nicho da internet, mas homens jovens estão prestando atenção nisso. Quase dois terços dos rapazes e homens entre 16 a 25 anos no Reino Unido, EUA e Austrália assistem e leem regularmente conteúdos de influenciadores de masculinidade, de acordo com uma pesquisa da Movember, uma entidade voltada para a saúde mental masculina. Alguns dos influenciadores de masculinidade mais populares possuem milhões de seguidores. VEJA TAMBÉM Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nos últimos meses surgiu um movimento nas redes sociais de homens que focam na saúde, com experiência e qualificação em nutrição ou exercícios, mas que usam as plataformas para criticar o que descrevem como tendências de masculinidade "extremas" como o looksmaxxing. Esses "contrainfluenciadores" admitem que informações verificadas e baseadas em evidências podem ser difíceis de parecerem "sexy" nas redes sociais. Após passar 15 anos como médico esportivo e de cidades pequenas, o Dr. Michael Mrozinski notou o fenômeno do looksmaxxing surgindo na esfera dos influenciadores de masculinidade. Mrozinski usa sua plataforma para alertar seus 180 mil seguidores sobre a tendência, comparando-a a um "monstro" que ganhou "braços e pernas". O médico Michael Mrozinski diz que algumas tendências de masculinidade se transformaram em um "grande monstro" Michael Mrozinski/Arquivo pessoal "Pode ter começado como 'aqui está minha rotina de academia, aqui está minha rotina de cuidados com a pele'", diz Mrozinski. "Mas agora se transformou em 'Aqui está como eu aumento minhas maçãs do rosto – batendo nelas com um martelo'." Sangramentos, hematomas e danos nos tecidos moles podem ocorrer quando se provoca fortes traumas faciais para modificação, diz Mrozinski. Algo que ele chama de uma versão "extrema" de autoaperfeiçoamento. O influenciador mais influente do looksmaxxing, que leva o nome de Clavicular, tem meio milhão de seguidores no Instagram e quase 900 mil no TikTok. Seu nome verdadeiro é Braden Peters e ele tem 20 anos. Ele promove a "quebra de ossos" (bone-smashing) como algo "legítimo" e afirma ter usado metanfetamina em cristais para perder gordura corporal, além de esteroides para construir massa muscular. Em uma entrevista, Clavicular comparou esses métodos a "comandos para passar de fase no videogame" com o objetivo de aumentar a sua atratividade. O influencer virou notícia recentemente após um aparente desmaio durante uma transmissão ao vivo. Ele foi levado a um hospital em Miami e, depois, fez uma postagem no X em que dizia: "A pior parte desta noite foi meu rosto 'descender' [ficar feio] por causa da máscara." Embora o termo de busca "bone smashing" seja banido no TikTok, homens de 18 a 24 anos são o grupo demográfico que mais pesquisa variações da expressão. Dados de análise do TikTok mostram que essa faixa etária fez mais de 300 mil buscas por dia em fevereiro a respeito de truques de looksmaxxing, atingindo um pico de 1,9 milhão no final de março. O conteúdo que os influenciadores de masculinidade compartilham pode atingir meninos de até 13 anos, diz Mrozinski, alguns dos quais podem ainda não ter passado pela puberdade. Passando dos limites Steven Abelman diz que a masculinidade, e não apenas a aparência, é o foco de seu conteúdo Steven Abelman/Arquivo Pessoal James Brash, nutricionista e criador de conteúdo, diz à BBC que conselhos sobre fitness e dieta não são ruins por si só – e ele diz que não quer desencorajar as pessoas na tentativa de serem mais saudáveis. "A atividade física é uma das melhores coisas que as pessoas podem fazer para melhorar sua saúde", diz ele. O que ele contesta é o que chama de "excesso dos influenciadores", quando aqueles com muitos seguidores dão conselhos baseados em evidências frágeis — ou nenhuma. Brash diz que não se considera um influenciador porque segue a medicina e que prefere denunciar a "desinformação" em vez de conseguir cliques. Ele posta vídeos em que expōe influenciadores de "wellness" que espalham desinformação nutricional. Um deles, diz Brash, promove a falsa ideia de que, no passado, os homens tinham níveis mais altos de testosterona e eram mais férteis, empurrando uma versão muito estreita de masculinidade "aceitável". 'Estilos de vida mais primais' Alguns influenciadores de masculinidade dizem que ajudam jovens que se sentem perdidos e procuram orientação prática sobre como melhorar o bem estar. Steven Abelman diz que é um influenciador "healthmaxxer" e que a masculinidade, não só a aparência, é o foco de seu conteúdo, que promove dieta rigorosa, horários de sono definidos e regimes de exercícios. A superestimulação das tecnologias e dos jogos está contribuindo para a má saúde mental e física, acredita Abelman. Seu conteúdo se concentra amplamente em vídeos de reação sobre planos e dietas de outras pessoas – dizendo se são "otimizadas" ou não. "A sociedade está tornando os homens cada vez mais fracos, mas o que estou promovendo pode realmente fortalecer os homens", diz o influenciador. "Quero promover estilos de vida mais primais." Diferentes masculinidades Ben Hurst, da Beyond Equality, quer ver diferentes "masculinidades" nas redes sociais Beyond Equality/Ben Hurst Ben Hurst, da Beyond Equality, uma organização sediada no Reino Unido focada em "repensar masculinidades", conversa com jovens em escolas. Ele sabe que eles vivem on-line e diz que é importante usar sua plataforma para "inundar" esses espaços com conteúdo que possa abalar as percepções da masculinidade convencional. "O belo da internet é que realmente há espaço para tudo, certo?", diz Hurst. "Eu adoraria ver versões de masculinidade que sejam cuidadosas, gentis, confiantes, dóceis, amorosas, apaixonadas, poderosas, fortes e dinâmicas." Ele aponta para personalidades como Rory Bradshaw, que compartilha vídeos sobre o ensino de ioga em prisões masculinas como parte de sua missão mais ampla de combater a violência contra mulheres e meninas. "Esses homens estão impulsionando a ideia de comunidade na saúde e no fitness", diz Hurst, "em vez de apenas uma busca individual pela perfeição."

Palavras-chave: tecnologia

Vereador de Barra do Bugres acusado de violência doméstica é preso em Cuiabá

Publicado em: 25/04/2026 16:56

Presidente da Câmara de Vereadores em MT é investigado por violência doméstica O vereador de Barra do Bugres, Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, foi preso na tarde deste sábado (25), por volta das 13h, no bairro Porto, em Cuiabá. Ele era considerado foragido da Justiça após ter a prisão decretada em investigação por violência doméstica. O vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que vai provar a inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa. O político disse ainda que não era casado com a mulher e que os dois mantinham apenas um relacionamento. A prisão foi realizada por policiais militares do 10º Batalhão, com apoio de informações da população. Após a detenção, o parlamentar foi encaminhado à Central de Flagrantes do bairro Verdão, onde será registrado o boletim de ocorrência e feito o encaminhamento à Polícia Civil. Segundo as investigações, Júnior Chaveiro é acusado de amarrar e agredir a própria esposa no último sábado (18). Ele já havia sido afastado do cargo na Câmara Municipal de Barra do Bugres e também das funções partidárias pelo diretório estadual do Partido Liberal (PL). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Entenda o caso Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após o evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque. Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso. Na última quinta-feira (23), Laércio se apresentou na delegacia, onde prestou esclarecimentos e informou seu endereço. No entanto, após o mandado de prisão, a polícia foi até o local indicado e constatou que ele não estava mais lá. Ainda nesta semana, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar. Vereador Laércio Noberto Júnior (PL) Reprodução

Palavras-chave: câmara municipal

Entenda por que chove mais em Salvador entre abril e junho; meteorologistas explicam fenômeno

Publicado em: 25/04/2026 16:31

Chuva em Salvador Giulia Marquezine/ TV Bahia Com a chegada do outono, moradores de Salvador passam a conviver com um aumento significativo no volume de chuvas. Segundo a Defesa Civil da capital baiana, o fenômeno, longe de ser pontual, segue um padrão climático já conhecido, que transforma esse período no mais crítico do ano em termos de precipitação. Somente em abril, a cidade já contabilizou quase 300 mm de chuva. Na última semana, por causa da atuação de uma frente fria, bairros como Rio Vermelho e Barris registraram média de 156 mm em 96 horas. Já as menores foram observadas em Pirajá e Marechal Rondon, com cerca de 143 mm. De acordo com o meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), Gabriel Pugliese, o período mais chuvoso da capital baiana ocorre historicamente entre abril (285 mm), maio (300 mm) e junho (238 mm), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia, com base nas normas climatológicas dos últimos 30 anos. “Esse padrão evidencia uma concentração clara de precipitação no outono, tornando esse o período mais crítico do ano do ponto de vista hidrometeorológico”, explicou. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Pugliese, o aumento das chuvas é resultado da atuação combinada de diferentes sistemas meteorológicos típicos do litoral nordestino. “Destacam-se as frentes frias que avançam até a região, cavados, áreas de baixa pressão e as ondas de leste, que têm papel relevante na geração de chuvas persistentes na faixa costeira. Soma-se a isso a atuação constante de ventos úmidos provenientes do Oceano Atlântico, que mantêm elevados os níveis de umidade na atmosfera”, detalhou. O meteorologista da Codesal, Giuliano Carlos, afirma que, nos últimos anos, os dados indicam mudanças nesse padrão tradicional. “Observa-se um aumento na ocorrência de eventos de chuva fora do período típico, com episódios intensos e concentrados também em outras épocas do ano. Esse comportamento pode estar associado às mudanças climáticas e às anomalias na temperatura da superfície do Atlântico, que alteram a dinâmica atmosférica e favorecem eventos extremos”, pontuou. Estação da Lapa em dia de chuva Alan Oliveira/g1 Apesar disso, a expectativa para os próximos três meses é de chuvas dentro das médias climatológicas. Diante desse cenário, a Defesa Civil de Salvador tem feito ações que incluem monitoramento contínuo das condições meteorológicas, acompanhamento em tempo real por meio de imagens de satélite e radar, além da operação de uma rede integrada de estações pluviométricas, meteorológicas, hidrológicas e geotécnicas distribuídas em pontos estratégicos da cidade. O órgão justifica que o objetivo é transformar um comportamento climático já conhecido em ações antecipadas, reduzindo riscos e aumentando a capacidade de resposta do município diante de eventos cada vez mais intensos. O monitoramento contínuo de áreas críticas de alagamento também permite a identificação antecipada de intervenções necessárias, como limpeza de canais, demolições e instalação de lonas de proteção. Iniciada em 1º de abril, a Operação Chuva tem estratégias divididas em duas etapas: a fase preparatória, realizada ao longo do ano e intensificada em março; a fase de alerta, que ocorre entre abril e junho, quando são executados protocolos de monitoramento e resposta. Na etapa preventiva, a prefeitura instalou em 584 áreas tecnologias de proteção de encostas, enquanto outras 184 seguem em intervenção. Entre janeiro e março deste ano, foram instalados mais de 24 mil metros quadrados de lonas plásticas em 169 áreas de risco. Também foram realizados serviços de limpeza de canais e bueiros, drenagem, manutenção de escadarias e remoção de resíduos. Durante o mês de março, também foram realizados simulados de evacuação em áreas de risco, com o objetivo de capacitar moradores para agir com segurança, especialmente em casos de deslizamentos de terra. A Codesal mantém atendimento 24 horas pelo telefone gratuito 199. O órgão também oferece serviço de alertas via SMS. Para receber as mensagens, basta enviar o CEP da residência para o número 40199. O serviço é gratuito. LEIA TAMBÉM: Salvador tem pontos de alagamento após chuva forte; capital e outras 44 cidades estão sob alerta laranja Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Terras raras: Rede entra com ação no STF para suspender acordo com empresa dos EUA sobre mina de Goiás

Publicado em: 25/04/2026 15:52

Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na O acordo que prevê a combinação de operações entre a mineradora Serra Verde e a norte-americana USA Rare Earth para a criação de uma empresa para expansão da produção de terras raras está sendo contestado no Supremo Tribunal Federal (STF). O partido Rede Sustentabilidade solicitou à Corte que avalie se a operação que envolve a mina localizada em Minaçu, no norte de Goiás, fere a Constituição Federal e, caso se confirme, a suspenda. Anunciada no dia 20 de abril, a transação envolve dois pontos: a criação de uma multinacional líder em terras raras, com a chamada mineração "da mina ao ímã", que se refere à capacidade operacional que vai desde a extração dos minerais até a fabricação dos produtos finais. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Quatro dias depois, o partido, em conjunto com a deputada federal Heloisa Helena (Rede-RJ), ingressou com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), argumentando que a estruturação da nova empresa precisa ser avaliada porque recursos minerais estratégicos são bens estes pertencentes à União. "Tais operações, embora juridicamente estruturadas sob a aparência de atos privados regulares, possuem capacidade de gerar efeitos estratégicos relevantes sobre um ativo mineral pertencente à União e dotado de elevado valor constitucional", afirmou o advogado Wederson Advíncula, da Rede Sustentabilidade, que assina a ação. Na ação, o partido pede uma decisão liminar, ou seja, em caráter de urgência, para que a União e a Agência Nacional de Mineração (ANM) se manifestem, inclusive apresentando documentos e detalhes de processos administrativos relacionados à operação. Trabalhadores que atuam na extração de terras raras, em Minaçu Divulgação/Serra Verde LEIA TAMBÉM Terras raras: Empresa americana compra mina em Goiás por US$ 2,8 bilhões Mina de terras raras vendida a empresa dos EUA por US$ 2,8 bilhões em Goiás: o que muda na prática? Terras raras em Goiás: estado assina parceria com Japão para extrair minerais Procurada pelo g1, a Serra Verde afirmou que não participaria da reportagem. O g1 também pediu à ANM um posicionamento sobre o caso, mas ainda não obteve retorno. Transação de US$ 2,8 bilhões A operação entre a empresa norte-americana e a mineradora é de US$ 2,8 bilhões, aproximadamente R$ 14 bilhões. A Serra Verde é considerada estratégica por produzir terras raras pesadas em larga escala fora do continente asiático. Esses minerais são essenciais para a fabricação de tecnologias como veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. 🔎 As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, eles são insubstituíveis. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. Além da aquisição, o acordo inclui um contrato de fornecimento de 15 anos de 100% da produção na primeira fase. A destinatária será uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, além de fontes de capital privado. Para esse fornecimento, segundo a Serra Verde, serão estabelecidos preços mínimos para os minerais, o que garante previsibilidade de receita e reduz riscos para a operação. Em entrevista à repórter Yanca Cristina, o presidente e diretor de operações da Serra Verde, Ricardo Grossi, disse que a transação não promoverá mudanças imediatas na operação no Brasil e que a gestão local segue inalterada. "“A mina e a planta em Minaçu seguem operando normalmente, sob a liderança da equipe atual, com continuidade da estratégia já em curso", afirmou. A ação no STF é mais um capítulo dos questionamentos jurídicos envolvendo a operação sobre as terras raras em Goiás. Também foi protocolada uma ação civil pública na Justiça Federal, também da deputada Heloísa Helena. Além disso, deputados do PSOL chegaram a protocolar, na última quarta-feira (22), uma representação na Procuradoria-Geral da União (PGR) questionando a legalidade da aquisição da operação. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: tecnologia

Adolescente que criou perfil fake de secretário de Segurança da Bahia se apresentava como 'desenvolvedor de IA para investigações digitais'

Publicado em: 25/04/2026 15:24

Marcelo Werner é o secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) TV Bahia O adolescente apreendido na sexta-feira (24), na cidade de Barro Preto, no sul da Bahia, por usar o nome e a imagem do Secretário de Segurança Pública do estado (SSP-BA), Marcelo Werner, para cometer crimes, se apresentava como "desenvolver de IA especializado em investigações digitais". Ele foi encontrado durante uma operação que investigou um perfil de uma rede social. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo dois no município de Barro Preto e um em Itabuna. As investigações, que começaram em dezembro de 2025, apontaram que o investigado usava a falsa identidade para ofender pessoas e mandar mensagens imorais em um grupo de discussão política. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Equipes da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil da Bahia, identificaram o adolescente após conseguirem rastrear a origem dos acessos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Foi constatado, ainda, que o investigado tinha outros perfis falsos, inclusive utilizando o nome do prefeito da cidade, Juraci da Saúde (Avante). Durante o cumprimento das medidas, o adolescente também teve o celular apreendido. O aparelho será submetido à perícia pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). A polícia informou que o investigado responderá por atos infracionais análogos aos crimes de difamação qualificada em rede social e falsa identidade. O procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada do Adolescente Infrator (DAI). LEIA TAMBÉM: Mulher é morta a tiros após ter casa invadida no oeste da Bahia Suspeito é preso após homem morrer espancado em Feira de Santana Homens condenados por estupro de vulnerável e extorsão são presos em municípios do interior da Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: cibernético

Palestrante esfaqueia participante de evento de tecnologia em universidade de SC, diz PM

Publicado em: 25/04/2026 15:10

Palestrante foi detido suspeito de esfaquear participante de evento de tecnologia em Blumenau (SC) Heron Barros/ NSC TV Um palestrante de um evento de tecnologia da informação (TI) sediado na Universidade Regional de Blumenau (Furb), no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, foi detido após esfaquear um homem na plateia neste sábado (25), segundo a Polícia Militar. A PM informou que vítima e agressor já se conheciam e o ataque teria ocorrido devido a desavenças anteriores, logo após a palestra no Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL) de Blumenau. Os nomes dos envolvidos não foram informados. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp De acordo com a universidade, o evento é organizado por profissionais da área de TI e apenas foi sediado na Furb. O g1 procurou a organização, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. A PM foi chamada por volta das 11h10. No local, um homem de 28 anos de idade, que participava do evento como palestrante, desferiu golpes de faca contra um membro da plateia, sendo contido por um vigilante até a chegada da Polícia Militar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A vítima, de 30 anos de idade, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Santo Antônio. Informações sobre o estado de saúde não foram divulgadas. O caso foi registrado pela PM como tentativa de homicídio. Com o agressor, foram apreendidos uma faca e um canivete com soco inglês. Ele foi conduzido à delegacia. O g1 buscou a Polícia Civil, mas não obteve retorno até a última atualização da matéria. O que disse a Furb? Em nota, a Furb informou que a equipe de segurança da universidade atuou de forma imediata, "contendo a situação e acionando prontamente os serviços policiais e de emergência tão logo constatada a ocorrência". "A FURB manifesta sua profunda solidariedade à pessoa vitimada e reafirma, de maneira inequívoca, seu compromisso com a prevenção e o combate a toda e qualquer forma de violência", diz trecho. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Thiago Leitão, vereador de Itapeva, é alvo de busca e apreensão da Polícia Civil

Publicado em: 25/04/2026 15:04

O vereador Thiago Leitão (PL) é alvo de buscas e apreensão em Itapeva (SP), na quarta-feira (22) Reprodução/Câmara Municipal de Itapeva O vereador Thiago Leitão (PL), de Itapeva (SP), foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Civil em sua casa, na quarta-feira (22). A polícia confirmou a ação neste sábado (25) e informou que um celular e um notebook foram apreendidos. O motivo da investigação corre em segredo de Justiça. Segundo a Polícia Civil, o mandado foi cumprido na residência do parlamentar. O caso está sendo investigado sob sigilo na Delegacia Seccional da cidade, e mais detalhes sobre a apuração não foram divulgados. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Procurado pela TV TEM e pelo g1, o vereador Thiago Leitão não retornou o contato para comentar o caso até a última atualização desta reportagem. Eleito em 2024 com 1.006 votos, Leitão está em seu primeiro mandato na Câmara de Itapeva. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Initial plugin text *Colaboraram sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Ônibus envolvidos em acidentes na sexta-feira em BH são da mesma empresa, que já foi alvo de CPI e acumula ocorrências

Publicado em: 25/04/2026 13:43

Acidentes com ônibus deixam feridos em BH Os dois acidentes envolvendo ônibus de Belo Horizonte, registrados nesta sexta-feira (24), são da mesma empresa, a TopBus, que acumula histórico de ocorrências e reclamações de usuários e já foi alvo de investigação na Câmara Municipal. Os casos mais recentes deixaram ao menos cinco pessoas feridas. Na noite desta sexta-feira (24), um coletivo invadiu um ponto de ônibus na Avenida Amazonas, na região central da capital e deixou quatro pessoas feridas. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Durante a tarde, também na sexta, no bairro Nazaré, na Região Nordeste de Belo Horizonte, outro ônibus da mesma empresa se envolveu em um acidente com um motociclista (veja vídeo abaixo). O motorista do coletivo procurou posteriormente uma delegacia e disse que deixou o local por medo de ser vítima de assalto. Em nota, a Polícia Civil informou que está investigando os dois casos. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra) também informou que está apurando os dois acidentes junto a empresa. O g1 tenta contato com a empresa. Ônibus invadiu a calçada e outro passou por cima de moto, em BH Foto: Júlio César Santos/ TV Globo e Redes sociais/ Reprodução Nove ocorrências nos últimos 3 anos Os dois episódios se somam a uma série de ocorrências envolvendo ônibus da empresa Top Bus. Só em 2023, foram quatro registros. Em maio, um ônibus da linha 5503A atingiu o muro de uma escola e um poste. Testemunhas relataram que a motorista teria informado problemas no veículo antes de sair, mas foi orientada a seguir viagem. Em setembro do mesmo ano, um coletivo da linha 815 bateu em uma árvore no bairro Nazaré e deixou oito pessoas feridas. Segundo apuração da TV Globo, o veículo não tinha autorização para circular. Duas semanas depois, outro ônibus da mesma linha atingiu uma casa, deixando um ferido. Já em outubro, mais um ônibus da linha 815 bateu em um carro. O veículo acidentado não foi recolhido e seguiu viagem normalmente, mesmo sem farol. Em agosto de 2025, outro coletivo, da linha 2036, também apresentou falha mecânica ao tentar subir uma rua na Região Oeste da capital. O veículo voltou desgovernado e bateu em uma casa. No fim de dezembro do mesmo ano, um ônibus da linha 9250 atingiu uma moto na Savassi. O motociclista e o garupa sofreram ferimentos leves. LEIA TAMBÉM Belo Horizonte terá dois postos extras de atendimento ao eleitor a partir deste sábado; saiba onde Empresa já foi investigada pela Câmara Municipal Diante da sequência de problemas, a atuação da empresa foi investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara Municipal de Belo Horizonte entre 2023 e 2024. No relatório final, a comissão recomendou o indiciamento do dono da empresa e a rescisão do contrato com o município. Apesar disso, a concessionária segue operando normalmente no sistema de transporte público da capital e continua recebendo subsídios da prefeitura. Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal