Arquivo de Notícias

Google lança IA que cria cenários reais no Street View por comando de texto

Publicado em: 22/04/2026 08:51 Fonte: Tudocelular

O Google acaba de anunciar novas ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa voltadas para mapas e aplicativos geoespaciais. As novidades são verdadeiramente “mágicas”, capazes de adicionar elementos não reais – como um prédio que nem saiu do papel ou um set de filmagens – ao Google Street View com um grau de realismo impressionante.Apresentadas durante o evento Cloud Next em Las Vegas, essas ferramentas foram desenhadas para dar superpoderes de análise e visualização a empresas e planejadores urbanos. O grande destaque é o Maps Imagery Grounding, que permite aos usuários criar cenas dentro do ambiente do Street View apenas digitando comandos de texto em uma plataforma de IA. A flexibilidade da nova tecnologia permite, por exemplo, que produtores de cinema planejem cenários ou que construtoras mostrem projetos futuros de forma imersiva. Para tornar tudo ainda mais dinâmico, o Google integrou o recurso Veo, que é capaz de animar essas cenas geradas por IA em questão de segundos, dando vida à visão dos usuários.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Casio lança novo relógio G-Shock BX5600 com pulseira ecológica e bateria solar

Publicado em: 22/04/2026 08:15 Fonte: Tudocelular

A Casio acaba de oficializar o lançamento do G-Shock GW-BX5600CBG-2, um modelo que une a lendária resistência da linha a um compromisso ambiental inédito. Lançado globalmente em celebração ao Dia da Terra de 2026, o relógio utiliza materiais reaproveitados dos oceanos em sua construção, um movimento que já vinha sendo antecipado por vazamentos recentes. O grande destaque visual é sua pulseira de tecido azul claro, fabricada a partir de redes de pesca recicladas. O design robusto mantém o DNA da marca com um bezel imponente em azul marinho e visor digital de fundo preto, unindo uma estética moderna à funcionalidade extrema exigida pelos usuários da linha G-Shock.No campo tecnológico, o modelo traz o display MIP LCD (Memory in Pixel) com leitura negativa. Essa tecnologia garante visibilidade superior sob luz solar direta e oferece customização de fontes e layouts, permitindo que o usuário escolha a forma mais clara de visualizar as horas e notificações em qualquer ambiente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Idoso vítima de ex-vereador foi amarrado, amordaçado e sofreu infarto por estresse durante o crime

Publicado em: 22/04/2026 08:03

Idoso morre após ser amarrado em assalto; ex-vereador e pai são presos O ex-vereador de Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, conhecido como "Juliano Importados", e o pai dele, Sebastião Fernandes Coelho, de 68 anos, foram presos na segunda-feira (20), em Sobral, no Ceará, suspeitos de latrocínio contra um idoso de 77 anos no início de abril, em Batalha, no Piauí. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o idoso morreu após ser amarrado e agredido durante um assalto planejado para roubar um cofre com cerca de R$ 500 mil. LEIA TAMBÉM: Ex-vereador de Tianguá (CE) é preso por envolvimento na morte de idoso Ex-vereador e pai passam por audiência de custódia e permanecem presos Ainda conforme a Secretaria do Piauí (SSP-PI), a vítima do latrocínio no Piauí foi identificada como Antônio Pereira de Carvalho, o "Totonho". Ele foi abordado por dois homens que chegaram a sua casa de motocicleta, na localidade Ponto Belo, zona rural do município de Batalha (PI), com o pretexto de negociar madeira. Após serem conduzidos até um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, subtraíram um cofre contendo cerca de R$ 500 mil. O idoso foi encontrado desacordado, com marcas de violência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto, provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa, o que caracteriza o crime de latrocínio. Além do cofre com dinheiro, os suspeitos fugiram levando o caminhão que Antônio havia comprado a Juliano Magalhães. No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110. Idoso morre após ser amarrado e ter caminhão roubado por criminosos em casa Montagem/g1 Crime premeditado As investigações da Polícia Civil do Piauí apontaram que o crime contra o idoso foi premeditado e com divisões de tarefas entre os suspeitos. Juliano e o pai Sebastião Fernandes teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima. Enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto. "A investigação também revelou o uso de diferentes veículos para a execução da ação e a fuga, incluindo o transporte da motocicleta utilizada no crime, o que reforça a atuação coordenada do grupo criminoso", divulgou a polícia. A pasta informou ainda que os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, ocasião em que tiveram acesso ao galpão e visualizaram o cofre, o que indica premeditação. Prisão dos suspeitos Ex-vereador de Tianguá (CE), Juliano Magalhães Coelho (à esq.) e Sebastião Fernandes Coelho, pai do ex-vereador (à dir.) Reprodução Juliano e Sebastião foram presos na tarde desta segunda-feira (20), suspeitos de latrocínio contra um idoso de 77 anos. De acordo com a defesa do pai e do filho, a dupla retornará de Sobral para Tianguá, onde foram capturados. Lá, ficarão a espera de decisão do Piauí sobre onde ficarão detidos. Isso porque, segundo o TJCE, o juíz autorizou a transferência dos presos para o Piauí. No entanto, o Poder Executivo do Piauí que será responsável pelo recambiamento dos detidos. Outros três indivíduos também passaram por audiência de custódia neste domingo suspeitos de participação no crime. Os outros suspeitos não tiveram as identidades informadas. Quem é Juliano Importados Quem é o ex-vereador do Ceará preso por participar de latrocínio no Piauí Juliano, de 43 anos, exerceu o mandado como vereador entre 2021 e 2024. Ele tentou a reeleição, mas ficou entre os suplentes. Além da carreira política, ele é empresário do ramo de veículos de carga e tem uma loja de tecnologia no centro da cidade. A prisão de Juliano ocorreu em uma chácara localizada no sítio Riachinho, em uma área de difícil acesso, no meio do mato, no município de Tianguá. Juliano é acusado de latrocínio contra um idoso do Piauí. A vítima estava interessada em um veículo do empresário. Dias antes do crime, ele chegou a gravar um vídeo com a vítima. Nesta segunda-feira (20), a Polícia piauiense cumpriu mandados de busca e apreensão, além de prisão, no Ceará. "O homem saiu de lá foi cedo e amanheceu o dia aqui e vai levando sua F4-1000, 2009, tudo concluído com sucesso. [...] Que você seja muito feliz, que Deus lhe abençoe e seja fruto de muitas coisas boas que esse carro traga para você", disse Juliano Magalhães no vídeo em que mostrava a aquisição do cliente. No perfil de Juliano na página dos vereadores da cidade, ele se descreve como um homem íntegro, humano e humilde que gosta de ajudar ao próximo. Além disso, ele se afirma que é "trabalhador, desempenhado, que busca oferecer o seu melhor em tudo que faz". Juliano também é acusado de incitar o suicídio da própria mulher, em agosto de 2024. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou que "o processo está aguardando a data da audiência de instrução, momento em que réu e testemunhas serão ouvidos para produção de provas". "Após a conclusão dos trabalhos e a apresentação das alegações finais, a justiça estadual proferirá a sentença, decidindo pela condenação ou absolvição do réu", completou o TJCE. Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que o inquérito relacionado à investigação foi finalizado e remetido ao Judiciário em 25 de junho de 2025. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Com mais de 500 vagas, Ifac abre inscrições para cursos técnicos e de graduação

Publicado em: 22/04/2026 08:00

Ifac abre Processo Seletivo com 550 vagas para cursos técnicos e de graduação Aline Nascimento/ g1 AC O Instituto Federal do Acre (Ifac) abriu 550 vagas para cursos técnicos e de graduação, distribuídas entre os campi de Rio Branco, Baixada do Sol (Transacreana), Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá, no interior do Acre, para o Processo Seletivo 2026.2. As inscrições são gratuitas, começam nesta quarta-feira (22), seguem até às 17h do dia 29 de maio e podem ser feitas de forma online. O edital foi publicado na última sexta-feira (17). 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os cursos são públicos, gratuitos e presenciais. Dependendo da formação, podem exigir atividades no contraturno ou até aos sábados. A lista preliminar de inscritos deve ser divulgada no dia 1º de junho. Já as demais etapas e datas do processo seletivo estão presentes nos respectivos editais de cada modalidade de cursos. Jovem indígena Huni Kuĩ é aprovado como professor no Ifac De acordo com o certame, do total das vagas, 160 são para os cursos técnicos subsequentes nos campi Baixada do Sol (Transacreana) e Rio Branco. A divisão é da seguinte forma: Técnico em Zootecnia (campus Baixada do Sol - Transacreana): 40 vagas; Técnico em Administração (campus Rio Branco): 40 vagas; Técnico em Segurança do Trabalho (campus Rio Branco): 40 vagas; Técnico em Serviços Jurídicos (campus Rio Branco): 40 vagas. Já os cursos de graduação, são 390 vagas distribuídas entre os campi Baixada do Sol (Transacreana), Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira e Tarauacá, com a seguinte divisão. Tecnologia em Gestão do Agronegócio (campus Baixada do Sol - Transacreana): 40 vagas; Licenciatura em Física (campus Cruzeiro do Sul): 40 vagas; Licenciatura em Matemática (campus Cruzeiro do Sul): 40 vagas; Licenciatura em Química (campus Cruzeiro do Sul): 40 vagas; Licenciatura em Ciências Biológicas (campus Rio Branco): 40 vagas; Tecnologia em Logística (campus Rio Branco): 40 vagas; Tecnologia em Processos Escolares (campus Rio Branco): 40 vagas; Tecnologia em Gestão Pública (campus Sena Madureira): 30 vagas; Licenciatura em Ciências Biológicas (campus Tarauacá): 40 vagas; Tecnologia em Gestão do Agronegócio (campus Tarauacá): 40 vagas. LEIA TAMBÉM: Indígena Huni Kuĩ é aprovado em concurso para professor no Ifac: 'Fiquei sem acreditar' Pesquisadores do AC buscam patente de pomada que acelera cicatrização de feridas em animais Para concorrer às vagas dos cursos técnicos subsequentes, os candidatos devem ter concluído o ensino médio. A classificação final destes cursos considera as notas de Língua Portuguesa e Matemática, do 1º e 2º ano do ensino médio, presentes no Histórico Escolar, e que devem ser informados pelo candidato no momento da inscrição. No caso dos cursos de graduação, além do ensino médio completo, o candidato deve ter realizado alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2010 e 2025. No ato da inscrição, devem ser informadas as notas obtidas em algumas destas edições do Enem. Em ambos os casos, será com base nas informações das notas que a seleção dos novos alunos será feita. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Nova orla da Rua do Porto: Prefeitura de Piracicaba planeja desde nova passarela até parede de escalada

Publicado em: 22/04/2026 07:32

Passarela ligaria a Rua do Porto à Área de Lazer do Trabalhador Reprodução/Prefeitura de Piracicaba Piracicaba (SP) poderá ter, praticamente, uma nova orla da Rua do Porto. Há um projeto, na prefeitura, para revitalização do contorno do Rio Piracicaba, desde as proximidades do shopping até a Ponte do Caixão. A ideia é implementar um parque linear. Ao longo do trajeto, haveria melhorias e também novidades, como uma passarela até a Área de Lazer do Trabalhador Antônio Geraldin e uma parede de escalada. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O parque contaria com bicicletários e pergolados destinados ao descanso e contemplação. Também teria ciclovia e pista de caminhada em seus 8,5 km de extensão. O projeto prevê espaços segmentados. São eles: Espaço pet Espaço de atividades físicas Espaço ambiental Espaço turístico cultural Espaço do artesão Espaço da criança Espaço gastronômico Espaço do esporte Veja abaixo o que teria em cada um: Espaço pet 📍 Logo após o pórtico de entrada, na Avenida Armando Dedini, perto da Ponte José Antônio de Souza (Zé do Prato). 🐶 O projeto prevê brinquedos e obstáculos, numa estrutura que, segundo a prefeitura, seria adequada para convivência entre tutores e animais. Espaço de atividades físicas 📍 Do espaço pet ao Elevador Turístico Alto do Mirante. 💪 Está prevista uma academia ao ar livre, com equipamentos de ginástica, além de estações para prática de exercícios de musculação. Espaço ambiental 📍 Do Elevador Turístico Alto do Mirante até a passarela pênsil. 🪴 O projeto prevê horta comunitária urbana, viveiros com espécies de plantas e árvores da região, novos quiosques para alimentos como água de coco e milho verde, sanitários autolimpantes e painéis fotovoltaicos. O Museu da Água, que está dentro desse espaço seria revitalizado. Projeto para a Rua do Porto prevê píer metálico, deck de madeira ecológica e espaço instagramável Reprodução/Prefeitura de Piracicaba Espaço cultural 📍 Começa na passarela pênsil e termina pouco depois da passarela estaiada. 📖 Contaria com espaços e mobiliários destinados à leitura e inspiração artística, áreas de sombreamento, píer metálico, deck de madeira ecológica e espaço instagramável. O projeto também prevê a revitalização da Casa do Povoador e das passarelas pênsil e estaiada, que passariam a ter iluminação artística. Espaço do artesão 📍 Perto do Casarão do Turismo. 🪆 Está prevista uma área de exposições de artesanato, com cobertura, além de um anfiteatro ao ar livre para manifestações artísticas. Espaço da criança 📍 Em frente à entrada do Parque do Porto. 🧒 O projeto prevê playground para diferentes faixas etárias, o que inclui brinquedos sensoriais e interativos. Área de alimentação da Rua do Porto teria cobertura de madeira Reprodução/Prefeitura de Piracicaba Espaço gastronômico 📍 Na atual vila gastronômica. 🥘 O plano é revitalizar completamente o local, com instalação de placas de sinalização turística e letreiros padronizados. Nos espaços de alimentação às margens do rio, seriam instaladas coberturas de madeira e iluminação com tom "festivo e alegre", segundo a prefeitura. Espaço do esporte 📍 Entre a vila gastronômica e a Avenida Dr. Paulo de Moraes. 🛹 Seria interligado à Área de Lazer do Trabalhador, por meio de uma passarela, projetada com o desenho de um peixe dourado e iluminação de LED. O objetivo é abrir espaço para esportes alternativos, com pistas de patinação e skate, além de uma parede de escalada. Ciclovia e pista de caminhada A ciclovia e a pista de caminhada atravessam todos esses espaços e seguem até a Ponte do Caixão, na Avenida Investigador Lucídio Leite. Haveria, inclusive, uma interligação com o parque linear da Avenida Cruzeiro do Sul. Segundo o projeto, a ciclovia teria 2,5 m de largura e a pista de caminhada, 1,2 km. O plano é instalar iluminação em LED em todo o trajeto. Caminho do projeto O projeto, que ainda é tratado como um "embrião" pela prefeitura, foi debatido em audiência pública promovida pela Câmara Municipal no último dia 14. Houve também uma consulta pública, na qual moradores puderam dar sugestões sobre a proposta. O prazo para contribuições terminou no último dia 16. Agora, o projeto está em fase de ajuste e detalhamento técnico. Ainda não há uma previsão para tirá-lo do papel, e a prefeitura também não divulgou uma estimativa de investimento. Projeto prevê parede de escalada Reprodução/Prefeitura de Piracicaba VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Pesquisadora incluída na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo destaca ligação com Itapetininga: 'Cidade do meu coração'

Publicado em: 22/04/2026 07:09

Mariangela nasceu em São Paulo por necessidade médica, mas foi criada em Itapetininga (SP), onde viveu até os 10 anos Prefeitura de Itapetininga/Divulgação A pesquisadora Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100 2026, que reúne as 100 pessoas mais influentes do mundo. A relação, divulgada nesta quarta-feira (15) pela revista Time, destaca personalidades com impacto global em áreas como ciência, inovação e liderança. Formada em engenharia agrônoma, pesquisadora da Embrapa e professora universitária, Mariangela integra a categoria “Pioneiros” pelo trabalho com microrganismos do solo, que permitem reduzir o uso de fertilizantes químicos e ampliar a adoção de alternativas mais sustentáveis na agricultura. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Ao g1, Mariangela contou que recebeu a notícia da indicação com muita emoção e disse que o reconhecimento ainda parece difícil de acreditar. Ela ainda relembrou sua ligação com Itapetininga, no interior de SP. “Uma grande alegria [receber a indicação]. Estamos falando de um reconhecimento das pessoas mais influentes do mundo”, afirma. Mariangela Hungria engenheira agrônoma pela USP Arquivo Pessoal A pesquisadora nasceu em São Paulo por necessidade médica, mas foi criada em Itapetininga, onde viveu até os 10 anos. Em 2025, recebeu o título de cidadã itapetiningana, em reconhecimento à relevância internacional de sua produção científica e ao impacto de seu trabalho no desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira. "Minha mãe pegou o trem e foi pra São Paulo e eu nasci em São Paulo, mas só porque era gravidez de risco e ela estava fazendo [o pré-natal] em São Paulo. Eu morei em Itapetininga até os dez anos. E eu sempre fui muito triste por causa disso. Eu sempre voltei para Itapetininga nas férias, feriados, visitar meus avós", relata. A mãe e a avó de Mariangela foram professoras na Escola Estadual Peixoto Gomide, no Centro da cidade. Os primeiros anos de estudo da pesquisadora também aconteceram em Itapetininga, conhecida como “terra das escolas”. "Eu tenho muita ligação com o meu ensino primário, que era o antigo primário, eu fiz no Instituto Imaculada Conceição e um ano também na escola Peixoto Gomide. A formação inicial é a base de tudo, é que nos vai sustentar para o resto da vida. Essa formação inicial que eu tive até os 10 anos em Itapetininga foi fundamental para a minha carreira, para a minha formação e para os meus valores éticos", analisa. 'Cidade do meu coração' A relação com a avó também é lembrada com carinho pela pesquisadora. Mariangela afirma que ainda mantém muitos familiares em Itapetininga e que a família Hungria se reúne sempre que possível. "Minha avó foi a pessoa mais marcante da minha vida, minha grande mentora, a pessoa que mais me apoiou. Então, eu sempre voltei pra cidade. E carregava essa tristeza de não ter nascido em Itapetininga. Fiquei muito feliz no ano passado quando recebi o título de cidadã da cidade. Parece que isso me completou. Quando eu vou aí eu fico muito na casa dos meus primos de segundo grau que são muito queridos. E sempre que possível, eu volto. É a cidade do meu coração." Mariangela Hungria recebeu o título de cidadã Itapetiningana em 2025 Câmara de Itapetininga/Divulgação LEIA TAMBÉM: Fã de Michael Jackson cria grupo de dança em homenagem ao cantor: 'Maior artista que existiu' Plano de cuidado permite que pacientes decidam sobre tratamentos antes do avanço do Alzheimer Pesquisa, aplicativos e robótica: mulheres desenvolvem projetos na área de ciência e tecnologia no interior de SP Pesquisa com microrganismos Conforme divulgado pela Embrapa, as pesquisas de Mariangela Hungria têm como foco o aumento da produção e da qualidade dos alimentos por meio da substituição total ou parcial de fertilizantes químicos por microrganismos. Esses organismos atuam em processos como a fixação biológica de nitrogênio, além de favorecerem o crescimento das plantas e a disponibilidade de nutrientes no solo. Entre os resultados, a pesquisadora mostrou que tratar a soja todos os anos com bactérias do gênero Bradyrhizobium pode aumentar, em média, em 8% a produção. O estudo também comprovou que é possível alcançar bons resultados nas lavouras sem o uso de fertilizantes à base de nitrogênio. É do Brasil! Cientistas brasileiros na ‘Time’ dizem que pesquisa pode salvar vidas A publicação da revista Time aponta que graças ao trabalho da pesquisadora 85% da soja produzida no Brasil utiliza esses microrganismos em vez de fertilizantes sintéticos. "Suas inovações científicas, aplicadas em diversos países, ajudaram agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente", destaca a revista. Pesquisadora que cresceu em Itapetininga integra lista das 100 pessoas mais influentes da Time Arquivo Pessoal Este não foi o primeiro reconhecimento na carreira da pesquisadora. No ano passado, ela foi a primeira brasileira a receber o World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura” da agricultura mundial, pelo desenvolvimento de técnicas que contribuíram para o aumento da produtividade da soja no Brasil. “É uma forma de levar uma imagem positiva da sustentabilidade no Brasil, de mostrar que a gente não é só devastação", analisa. Pesquisadora criada em Itapetininga entra na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo Reprodução Também no ano passado, em novembro, Mariangela Hungria foi incluída na lista Time100 Climate 2025, que destaca as cem personalidades mais influentes do mundo em ações pelo clima. Na época, ela apareceu na categoria "Defenders". “Essas premiações são incríveis. Uma oportunidade para falar de sustentabilidade na agricultura, de nós, mulheres”, afirmou. Mariangela é eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em ações climáticas pela Revista Time Reprodução Realização pessoal Aos jovens, a pesquisadora aconselha que pensem no longo prazo e sigam a própria vocação, sem se deixarem levar por valores superficiais ou pela busca imediata por dinheiro. Para ela, a verdadeira realização está em fazer o que se ama e em contribuir com a sociedade. "Não se iludam por valores superficiais, de moda, de ser um influencer porque ganha dinheiro mais depressa, querer ficar rico, nada disso, porque nem o dinheiro traz realmente a felicidade. Dinheiro é necessário, mas não é ele que completa. Porque na verdade todas as pessoas querem se sentir úteis, e principalmente fazer aquilo que ama, fazer aquilo que escolheu para fazer, do coração, da vocação, isso traz muita felicidade", aconselha. Como exemplo, ela cita a própria trajetória na ciência, área que escolheu ainda na infância e na qual enfrentou barreiras por ser uma das poucas mulheres pesquisadoras na época de sua formação. Apesar dos desafios, Mariangela afirma ter encontrado realização ao dedicar a carreira à produção sustentável de alimentos. "Naquela época nem tinha quase cientista mulher, mas eu persegui a minha vocação. É uma carreira que você tem que estudar muito, nunca pode parar de estudar se não se fica defasado, mas eu ia adiante. Hoje estou sendo reconhecida com vários prêmios, mas mesmo que não fosse, não foi para isso que eu estudei, eu queria ser cientista para contribuir para a produção sustentável de alimentos. Eu ficava muito triste quando via pessoas passando fome. Dediquei minha vida a isso, fazendo muita ciência para conseguir produção com sustentabilidade, e posso falar que eu sou muito feliz", finaliza. 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Palavras-chave: tecnologia

Fim da exclusividade: Samsung libera recursos dos Galaxy Books para qualquer PC com Windows 11

Publicado em: 22/04/2026 06:49 Fonte: Tudocelular

O aplicativo Galaxy Connect foi corrigido após causar problemas para donos de Galaxy Book 4 há algumas semanas e agora a Samsung quer mostrar que ele se tornou tão confiável que pode ser usado em qualquer PC. A versão mais recente do aplicativo agora pode levar funções que eram exclusivas dos Galaxy Books a qualquer computador com Windows 11.Com esta abertura, agora você pode controlar seu celular Galaxy com o mouse e teclado conectados ao PC, usar tablets Galaxy como segunda tela para ampliar a sua produtividade e até acessar o armazenamento do smartphone pelo Explorador de Arquivos do Windows sem o conectar via USB.Outra vantagem é a capacidade de continuar a navegação iniciada com o Samsung Browser no computador, afinal o Samsung Browser ganhou uma versão para Windows recentemente com resumo, tradução e sincronização completa de páginas da web.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Brasileiro mostra como é morar em favela chinesa pagando R$ 30 de aluguel: 'Minha viagem nunca acabou'

Publicado em: 22/04/2026 06:47

Maurício da Cruz BBC/Arquivo pessoal Quando chegou à China pela primeira vez, aos onze anos, Maurício da Cruz teve a sensação de que nenhum outro lugar poderia ser sua casa. O ano era 2000 e seu pai havia sido transferido pelo trabalho para a capital, Pequim, onde Maurício morou por dois anos até voltar para ficar com a mãe no sul do Brasil. "A partir daí, a vontade de me mudar definitivamente para a China nunca foi embora. Tracei meu plano de vida baseado nisso, e estudei comércio exterior esperando que fosse me ajudar", conta. Em 2012, Maurício fez as malas para não voltar mais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nos primeiros dois anos na China, focou em estudar mandarim para se integrar melhor à sociedade. Depois, foi contratado para fazer o trabalho que permeou a maior parte da sua vida no país: tradução de jogos eletrônicos do mandarim para o português. "Mas com a evolução da inteligência artificial, perdi meu trabalho. Como Pequim é muito cara, foi assim que decidi vir morar no lar que vivo hoje, uma casa de isopor em uma das 'favelas' chinesas, que me ajuda a economizar muito." Por fora, a casa onde Maurício mora é revestida por isopor BBC/Arquivo pessoal 28 metros quadrados e R$ 30 de aluguel Quando ainda era estudante de mandarim, Maurício se apaixonou por sua professora, uma chinesa seis anos mais velha, nascida e criada em Pequim. "Tentei convidá-la para sair, mas ela achou que não era apropriado. Mas, depois de um tempo que as aulas acabaram, acabamos nos reconectando", lembra. O direito de morar na propriedade onde Maurício reside hoje é da mãe de sua esposa, que nos anos 1990 trabalhava em uma empresa estatal chinesa. Esse tipo de moradia fazia parte do sistema das chamadas "unidades de trabalho", ou danwei, que organizavam não só o emprego, mas também aspectos básicos da vida urbana na China até as reformas econômicas iniciadas no fim do século 20. Empresas estatais e órgãos públicos distribuíam apartamentos ou quartos a seus funcionários como benefício, com aluguéis simbólicos ou fortemente subsidiados. O acesso não era aberto ao mercado: estava vinculado ao vínculo empregatício e, em muitos casos, acabou sendo mantido dentro das famílias ao longo do tempo. "A empresa meio que era 'dona' desses locais e deu esse direito para ela alugar sempre por um preço abaixo (do preço de mercado). E agora somos eu e minha esposa que moramos aqui, e pagamos o equivalente a R$ 30 por mês", diz Maurício. O imóvel fica em uma área tradicional que antes era ocupada por famílias ricas. Eram casas com pátio interno — conjuntos onde uma única família controlava vários cômodos ao redor de um espaço comum. Após a tomada de poder pelo Partido Comunista, essas propriedades foram confiscadas ou redistribuídas e divididas entre várias famílias. "Uma família inteira era dona de tudo, aí eles dividiram. Alguns dos antigos donos ficaram com um quartinho dentro do que antes era deles", afirma. Com o tempo, esses pátios, chamados de siheyuan, foram sendo subdivididos ainda mais para acomodar novos moradores, muitos ligados às próprias empresas estatais. Nesse processo, também surgiram adaptações informais para dar conta da falta de espaço e infraestrutura. "Minha casinha antes não tinha banheiro até fazerem uma construção meio irregular, que é comum nesse tipo de área. São os 'puxadinhos' — você ocupa um espaço que não é de ninguém ali, do governo, e levanta uma parede. Não é legalizado, mas sempre foi feito por aqui." Segundo ele, quem conseguiu ampliar o imóvel ganhou algum conforto. "Tem gente que fez banheiro, mas tem outros que moram em lugares bem pequenos, de 10, 15 metros quadrados." Parte da casa onde Maurício e sua esposa vivem BBC/Arquivo pessoal Cozinha e 'pia do banheiro' BBC/Arquivo pessoal "Tem gente que mora aqui no pátio e acompanhou o crescimento econômico do país, está bem de vida. Mas tem aqueles que ainda vivem aqui, no centro de Pequim — onde o metro quadrado hoje vale muito — e fazem parte de classes sociais mais baixas. Aqui do meu lado tem vizinho que ainda junta recicláveis para complementar a renda, e muitas das casas não têm banheiro", diz Maurício. Antes da reforma que ele e sua esposa fizeram por dentro do imóvel, essa era a realidade da casa de Maurício. "Minha esposa viveu sem banheiro próprio até os 20 anos de idade", diz ele, acrescentando que há um sanitário público próximo ao pátio onde muitos dos moradores fazem suas necessidades. "Hoje, por dentro, minha casa é moderna, colocamos ar-condicionado e tudo está novinho. Apesar de ter só 28 metros quadrados, tem tudo que precisamos." Por fora, no entanto, o contraste permanece. "Por fora você vê que é antigo, tem até revestimento de isopor", diz. Quarto da residência BBC/Arquivo pessoal Para ele, a maior diferença da vida que levava com a sua família no Brasil é a limitação de espaço e privacidade. "Quando eu saio da minha casa, já dou de cara com a porta da vizinha. Ela tem dois pedaços de casa, então fica indo e voltando o tempo todo", conta. "Essa questão da privacidade não é igual ao Brasil, onde eu tinha meu próprio espaço, mas não é um grande empecilho. Vivo tranquilo aqui." Apesar do grande movimento no pátio, o brasileiro conta que a segurança é ótima e que nunca teve problemas com os vizinhos. Para ele, a sensação de segurança compensa. "O que a gente compra na internet fica na porta, sabe? O pessoal passa, e mesmo assim ninguém mexe", afirma. "Nem todo mundo aqui é rico, tem gente mais humilde, mas não existe roubo." Ele observa que ainda há marcas de um período menos seguro no passado. "Tem grades nas janelas, que são de uma época em que a China não era tão segura assim", diz. "Hoje em dia, isso chama atenção, porque é um lugar super seguro." 'Minha viagem nunca acabou' Sem o emprego, Maurício, hoje com 37 anos, passou a investir mais tempo na produção de conteúdo sobre a vida na China — e encontrou ali uma nova fonte de renda. Seus vídeos, que mostram desde o cotidiano nos pátios históricos até curiosidades culturais, começaram a atrair milhões de visualizações de brasileiros interessados em entender como é viver no país. "Parece que é tudo tão diferente que chama muita atenção", diz. "É uma sensação de novidade constante, sabe? Você sempre está sendo surpreendido." Para ele, a experiência de morar na China mantém viva a mesma sensação de quando se está viajando. "Sabe quando você viaja e fica maravilhado com tudo? Então, eu sinto isso até hoje. Como se a minha viagem nunca tivesse acabado." Parte do apelo, segundo ele, está justamente nas diferenças. "No Brasil, você já está acostumado com tudo. Aqui não: são os sabores, as pessoas, a cultura… em cidades menores, por exemplo, o pessoal te nota, quer tirar foto, é muito aberto." Além disso, ele diz que o país está em constante transformação. "A China cresce muito. Você vai para o Brasil e, quando volta, já tem novidades, coisas que mudaram. Isso é muito legal." O crescimento nas redes foi rápido. "Foi muito louco: ganhei 300 mil seguidores no Instagram em um mês", conta. Depois de resolver um problema técnico que o impedia de publicar no Facebook, a audiência aumentou ainda mais. "Em um mês, foram mais 120 mil seguidores lá. E aí começou a monetizar — em menos de duas semanas, deu uns US$ 500 só de visualização." Hoje, ele soma mais de 1 milhão de seguidores nas diferentes plataformas e começa a ver a atividade como uma fonte possível de sustento. "Fiquei quase um ano fazendo vídeo sem ganhar praticamente nada", diz. "Agora começou a girar um valorzinho que já ajuda a manter o custo de vida aqui." O plano, porém, vai além da monetização direta dos vídeos. Durante uma viagem recente ao Brasil, Maurício abriu uma empresa e começou a estruturar um novo projeto. "A ideia é criar uma agência de turismo, a 'China Sem Fim', para trazer brasileiros para cá em grupos", explica. "Quero usar todo esse conhecimento e a audiência que eu tenho para transformar isso em renda." Ele diz que já recusou propostas mais lucrativas, de bets, por não se alinharem com o tipo de conteúdo que quer produzir. "Ofereceram muita grana, mas não faz parte do meu perfil. Acho que dá para construir algo sólido mostrando a China como ela é", diz. Veja mais: Companhia da Nova Zelândia vai oferecer 'cápsulas de soneca' na classe econômica, mas é proibido dormir de conchinha Novo sistema de entrada na União Europeia causa filas de até 3h; veja como funciona e como agilizar Companhia da Nova Zelândia  vai oferecer 'beliches para cochilo' para passageiros na econô

Palavras-chave: inteligência artificial

Oppo lança Watch X3 Mini com corpo premium, tela OLED e conexão eSIM

Publicado em: 22/04/2026 06:41 Fonte: Tudocelular

A Oppo aproveitou o evento desta terça-feira, 21, para revelar o Oppo Watch X3 Mini ao lado de uma lista enorme de aparelhos focados no segmento premium, o que inclui o Find X9 Ultra. O relógio inteligente é uma alternativa compacta ao modelo tradicional da marca e traz acabamento luxuoso com direito a detalhes em ouro e pulseiras sofisticadas.O smartwatch possui tela circular OLED de 1,32 polegada com resolução de 466 x 466 pixels e taxa de atualização de 60 Hz, além de proteção contra riscos por vidro de cristal de safira. O desempenho fica a cargo do chip Snapdragon W5 Gen 1 e do coprocessador BES2800BP, em conjunto com 2 GB de memória RAM e 32 GB de armazenamento interno, além de espaço adicional dedicado a operações do sistema. O relógio pesa 40,4 gramas, suporta tecnologia NFC e resiste à água e poeira com certificações IP68 e 5ATM. O sistema operacional é o ColorOS Watch 16 e o dispositivo suporta a tecnologia eSIM para conexão e ligações sem a necessidade do celular.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Galaxy Buds Able: vazamento revela novo fone da Samsung com design aberto em clipe

Publicado em: 22/04/2026 05:18 Fonte: Tudocelular

A Samsung está desenvolvendo um novo acessório que promete mudar a forma como interagimos com o áudio mobile: o Galaxy Buds Able. Segundo informações exclusivas obtidas pelo portal SammyGuru através de arquivos ocultos no firmware da One UI, o dispositivo abandona os drivers tradicionais em favor da condução óssea, uma tecnologia que transmite som por meio de vibrações. Diferente dos modelos intra-auriculares comuns, o Galaxy Buds Able apresenta um design em formato de "clipe". Ele se prende à cartilagem da orelha, posicionando superfícies arredondadas contra o rosto para enviar vibrações diretamente ao ouvido interno através dos ossos da face. Essa abordagem permite que o usuário ouça música ou atenda chamadas sem bloquear o canal auditivo, mantendo a audição livre para sons externos.O grande trunfo dessa arquitetura open-ear é a segurança e o conforto térmico. Ideal para corredores e ciclistas, o fone dispensa o uso de microfones para o "modo transparência", já que o ouvido permanece fisicamente aberto para o ambiente. Além disso, o vazamento de som é reduzido, evitando que pessoas ao redor ouçam sua playlist, mesmo em volumes mais elevados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

VÍDEO: influencer usa inteligência artificial para manipular imagens e sexualizar jovens evangélicas em igrejas; polícia de SP investiga

Publicado em: 22/04/2026 05:04

Influencer usa IA para sexualizar jovens evangélicas em igrejas; entenda A Polícia Civil de São Paulo investiga um influenciador digital acusado de usar inteligência artificial (IA) para manipular fotos de jovens evangélicas e inseri-las, sem autorização, em vídeos com conteúdo sexualizado dentro de igrejas da Congregação Cristã do Brasil (CCB). O g1 conversou com uma das vítimas (veja acima). Humorista, imitador de Silvio Santos e borracheiro, Jefferson de Souza, de 37 anos, é suspeito de divulgar nas redes sociais imagens de cunho sexual envolvendo mulheres e adolescentes alteradas pela técnica conhecida como deepfake. Em depoimento à polícia, ele negou a acusação (saiba mais abaixo). O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade 🔎Deepfake é uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar fotos, vídeos ou áudios de forma realista, fazendo parecer que uma pessoa fez ou disse algo que nunca aconteceu. As publicações foram feitas no YouTube, onde o influenciador mantém o canal "Humor do Crente", com mais de 11 mil inscritos, além de perfis no Instagram, no Facebook e no TikTok, onde se apresenta como "Silvio Souza", numa alusão ao apresentador Silvio Santos, e reúne aproximadamente 37 mil seguidores. O inquérito foi aberto em fevereiro após uma estudante de 16 anos e seus pais procurarem a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Mateus, Zona Leste da capital paulista, para denunciar o influencer. Eles acusam Jefferson de ter alterado e erotizado a imagem da adolescente. Adolescente que tirou foto na CCB teve foto manipulada por IA para aparecer sensualizando em vídeo ao lado de outros mulheres Reprodução/Redes sociais A foto dela foi feita em 2025, em frente ao altar da CCB do Brás, no Centro de São Paulo. Na época, a jovem tinha 15 anos e usava vestido abaixo dos joelhos e salto alto — vestimenta comum nos cultos. No vídeo criado pelo influencer, além da estudante, foram inseridas outras três jovens — que ela não conhece e tampouco há confirmação de que sejam reais. As quatro aparecem com os braços erguidos e as bocas abertas. Duas delas usam minissaias, tipo de roupa que não costuma aparecer nas igrejas da CCB. “Eu vi os vídeos”, diz a jovem ao g1. “Ele pegou a minha foto sem autorização e fez uma montagem com inteligência artificial, com as mulheres sensualizando na frente e [comigo] junto a elas.” Nem a identidade nem o rosto das vítimas serão divulgados nesta reportagem. O g1 procurou Jefferson, mas ele não enviou resposta até a última atualização desta reportagem. Em um vídeo nas redes sociais, ele pediu desculpas. "Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar." (leia mais abaixo). Expôs adolescentes e mulheres, diz delegada Delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM de SP Kleber Tomaz/g1 Inicialmente, o caso foi registrado como simulação de cena de sexo ou pornografia com menor de 18 anos por meio digital, conforme o artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena prevista é de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa. Com o trabalho da polícia para identificar outras vítimas, adolescentes e adultas, Jefferson também passou a ser investigado por suspeita de difamação. “A gente está investigando esse caso de deepfake. Houve uma simulação dessas imagens dessas meninas, algumas delas adolescentes”, afirma ao g1 a delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM. A polícia analisa diversos vídeos postados pelo influencer. Geralmente ele usa como música os vídeos o hino da Congregação Cristã do Brasil. A delegada pede que outras possíveis vítimas procurem a DDM. Mais vítimas Jovem evangélica teve imagem manipulada por deep fake. Influencer usou IA para colocar mulher com roupa curta e Silvio Santos ao lado dela Reprodução/Redes sociais Outra jovem relatou à ao g1 ter sido alvo do mesmo tipo de montagem. No caso dela, o influencer usou uma foto em que ela aparece de blusa de mangas compridas e saia longa, apoiada no banco da igreja, e criou um novo vídeo. Nele, inseriu imagens de uma outra jovem com minissaia, além de Silvio Santos, vestido com o tradicional terno com microfone. Jefferson aparece comentando e criticando as roupas usadas pelas jovens. Em algumas gravações, ele veste uma camiseta com o símbolo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), fazendo uma paródia com as letras da emissora ao se definir como: "Sou Borracheiro, Trabalhador". O influenciador também já inseriu imagens do apresentador Ratinho. Ele afirma ainda ser membro da Congregação Cristã do Brasil e faz comentários depreciativos sobre mulheres que usam véu branco, tradicional na igreja. “Já fiz várias denúncias contra essa conta [do influencer]”, diz a vítima, confirmando que também acionou as autoridades. “Já entrei com um processo com todos que estão usando minha imagem.” 'Não queria ter sido exposta', diz adolescente Garota de 16 anos foi vítima de deep fake em São Paulo Fabio Tito/g1 A estudante de 16 anos afirma que tenta superar o trauma após ter sua imagem manipulada sem consentimento. “Eu sou muito envergonhada, então não queria ter sido exposta. Eu tomo cuidado e também fico com medo disso afetar meu convívio social", afirma. Ela conta que a foto foi feita apenas como registro de um momento de fé. “Hoje em dia é bem comum tirar foto de si próprio ou tirar foto mesmo da igreja para falar que foi ao culto”, diz a garota. “Eu não tirei mais nenhuma [fotografia]. Eu não tirei mais de mim. Não tem mais nenhuma e também me gerou preocupação.” Os pais dela também relatam o impacto emocional. “Do mesmo jeito que eu senti que fui ferida por mexer com a minha filha, eu também senti isso com as outras meninas”, lamenta a mãe. “Tira o sono.” “Havia uma quantidade enorme de vítimas. Não só a minha filha”, diz o pai. “[Ele usou de] manipulação [de foto] com [vídeo de] conotação sexual que se agrava ainda mais com menores de idade... Isso tem que cessar.” A família entrou com ação na Justiça pedindo indenização por dano moral. “A apuração desse crime, bem como o processo de danos morais, é muito importante para que tenha um caráter educativo”, afirma o advogado William Valvasori. O que especialistas dizem Diretora e pesquisadora da Safernet, Juliana Cunha e Sofia Schurig, comentam casos de deepfake Kleber Tomaz/g1 Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o uso de IA não reduz a responsabilidade de quem cria ou divulga esse tipo de material. “Em casos como o do vídeo em questão [de deepfake com as evangélicas], quem o produziu com a ajuda de IA é legalmente responsável pelo conteúdo que produziu, assim como as pessoas que curtem e compartilham, ajudando a disseminá-lo”, disse a advogada Nuria López. Para a professora Laura Hauser, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o foco não deve ser o comportamento das vítimas. “Não é a vítima que tem que se cuidar. O predador que deve ser intimado a melhorar.” Segundo ela, os vídeos misturam imagens das vítimas com cenas de mulheres com pouca roupa e conotação sexual, com o objetivo de difamar. “Não dá para o investigado dizer que não tinha a intenção de ofender se as ofensas forem claras.” Polícia de SP tenta identificar e localizar mais vítimas de deepfake Reprodução/Redes sociais Sofia Schurig, pesquisadora na SaferNet Brasil _ ONG que atua na defesa dos direitos humanos na internet, recebendo denúncias e propondo políticas públicas no meio digital _ explica a origem do termo. "Deepfake é uma palavra que surge em 2017, a partir de um usuário do Reddit [plataforma onde usuários compartilham conteúdos] que começou a publicar montagens com IA generativa [que cria imagens, vídeos e músicas] de celebridades em cenas e com textos de nudez. Ele publicou uma muito famosa da Gal Gadot, a atriz norte-americana que viralizou", explica Sofia. SP registra 4 casos de deepfakes sexuais em escolas, aponta levantamento da SaferNet Para Juliana Cunha, diretora da SaferNet, casos como este tendem a crescer com o avanço da tecnologia. “É muito importante que vítimas dessa violência não se sintam culpadas”, disse Juliana. E emendou: “Sem dados, a gente não consegue influenciar mudanças de políticas públicas e de legislação.” A organização conduz, há pouco mais de um ano, uma pesquisa sobre o uso ilegal de IA para gerar imagens de nudez e sexo envolvendo adolescentes e mulheres. Jovem evangélica, de roupa preta, teve foto manipulada por IA para aparecer dançando num vídeo ao lado de uma para aparecer dançando num vídeo ao lado de mulher com minissaia inserida por IA. Influenciador digital Jefferson Souza (à esquerda) é investigado pela polícia Reprodução/Redes sociais "A internet não é uma terra sem lei. As leis que nos protegem no mundo real também se aplicam no ambiente virtual”, afirma a delegada Juliana. O inquérito, que começou na 8ª DDM da capital, foi encaminhado pela 1ª Vara de Crimes Praticados contra Crianças e Adolescentes de São Paulo à 2ª Vara da Comarca de Lençóis Paulista, no interior do estado, onde o investigado mora. O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP). O que diz o influencer O g1 procurou Jefferson, mas ele não se pronunciou. Em um vídeo publicado no TikTok, o influencer comenta o comportamento de jovens na igreja e explica como produz os conteúdos. Moça com vestido branco teve a foto manipulada por IA por influencer. Imagem dela aparece dançando em vídeo entre duas mulheres com roupas curtas Reprodução/Redes sociais "E a menina começa até fazer pose ali, né? Como se fosse tirar uma selfie ou fazer um vídeo. Você pode ver que a maioria das irmãzinhas que vai tirar foto... é dentro da igreja, elas tiram de costa", fala. ""Algumas mostram o rosto, mas mostrando a outras partes também. E hoje em dia as roupas que as irmã usam são roupas que marcam o corpo", critica Jefferson. "Eu acho assim, não tem nada a ver, tudo bem, cada um com a sua vida, mas eu não acho certo fazer filmagem dentro da igreja." "No meu caso, eu posto os vídeos aqui quando eu comecei a fazer a brincadeira com a voz de Silvio Santos", explica o influencer na publicação. "Porque eu gravo os vídeos que eu falo da Congregação. Que eu coloco a imagem da CCB aqui atrás, que eu canto, que eu brinco. Aí eu tenho um canal (...) . Pego a foto, as irmãs postando foto de costa, aí eu jogo na IA, a IA faz dançar." "E eu faço isso. E eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que eu estou colocando mulheres seminuas. Mas não é, pessoal. Tem algumas que eu coloquei lá, mas é uma forma de chamar atenção para poder ganhar seguidores", continua Jefferson. Jefferson Souza usou IA para introduzir Ratinho num vídeo a partir da foto de uma fiel em frente a CCB. Também é acusado de manipular fotos de outras evangélicas as fazendo dançar sensualmente dentro das igrejas Reprodução/Redes sociais Em depoimento à polícia, por carta precatória, o influencer admitiu usar fotos de jovens evangélicas da Congregação Cristã do Brasil e ferramentas do TikTok para animar e manipular as imagens, transformando-as em vídeos. Sobre a adolescente de 16 anos que o denunciou na delegacia, afirmou desconhecer que se tratava de uma adolescente e disse que, "em razão do porte físico", acreditou que fosse "uma pessoa adulta". Também declarou que "negou ter vinculado a imagem da adolescente a fotografias de mulheres com pouca vestimenta ou a qualquer conteúdo sexualizado ou pornográfico". Ele confirmou ser responsável pelos perfis nas redes sociais e disse que produz “conteúdo humorístico”, com imitações e críticas relacionadas à igreja da qual é fiel. Segundo Jefferson, "a crítica associada à postagem representava sua opinião pessoal de que determinadas fotografias não seriam adequadas dentro da doutrina da igreja". Afirmou ainda que acreditava que o uso da imagem não causaria problemas por já estar disponível na internet e que "negou qualquer intenção ofensiva específica contra a adolescente ou contra outras pessoas fora do contexto religioso". Jefferson Souza gravou vídeo pedindo desculpas pelas críticas a CCB Reprodução/Arquivo pessoal Em outro vídeo postado no domingo de Páscoa, dia 5 de abril, Jefferson pediu "desculpas" aos "irmãos" da Congregação Cristã do Brasil pelos vídeos que postou com críticas à igreja. "Eu quero pedir desculpa, pedir perdão publicamente pelos vídeos que eu andei postando", diz o influencer. "Eu confesso que errei na minha forma de falar." Em nenhum momento ele menciona os deepfakes que fez com as adolescente e mulheres. "Eu peço perdão a todos que se sentiram ofendidos (...) Eu prometo ser mais cauteloso." O que dizem os citados Páginas de Jefferson Souza no YouTube e no TikTok nas quais critica a CCB e fez vídeos sensualizando fiéis a partir de IA Reprodução/Arquivo pessoal O SBT foi procurado pelo g1 para informar se Jefferson teve vínculo com a emissora e se adotará alguma medida pelo uso do logotipo na deepfake com as evangélicas da CCB, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Congregação Cristã do Brasil informou que não possui registro formal de membros e que apoia a adoção de medidas legais cabíveis por parte das autoridades a respeito das pessoas envolvidas. "Estamos de pleno acordo com as medidas cabíveis de justiça, que se fizerem necessárias, preservando a individualidade e, sobretudo, o respeito para com as pessoas", diz trecho do comunicado da CCB. As plataformas digitais também se manifestaram. O TikTok informou adotar tolerância zero para exploração sexual infantil e remover conteúdos desse tipo. O YouTube disse que retirou vídeos que violavam suas diretrizes. A Meta, responsável por Instagram e Facebook, não comentou. Algumas das postagens misóginas feitas por Jefferson contras as evangélicas foram retiradas recentemente por ele ou pelas empresas de tecnologia. G1 Explica: Deepfake

Feminismo de dados: como Unicamp ensina a combater preconceito em algoritmos de IA

Publicado em: 22/04/2026 05:04

Feminismo de dados: como Unicamp ensina a combater preconceito em algoritmos de IA Uma professora do Instituto de Computação da Unicamp criou a disciplina de pós-graduação "Feminismo de Dados" após constatar que falhas em algoritmos de Inteligência Artificial (IA) contribuíam para uma maior mortalidade de câncer de pele em pessoas negras. 👉 A iniciativa de Sandra Ávila, que começou no segundo semestre de 2025, busca debater como os dados podem perpetuar preconceitos. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A ideia para a disciplina surgiu quando Sandra colaborava em um projeto de pesquisa para desenvolver uma ferramenta de IA que auxiliava no diagnóstico de câncer de pele. Ela percebeu que os bancos de dados usados para treinar os algoritmos não continham imagens de peles negras. Como resultado, o sistema apresentava diagnósticos menos precisos para essa população, o que, segundo o estudo, contribuía para uma maior taxa de mortalidade. A reflexão se aprofundou durante a pandemia, após a leitura do livro "Data Feminism" e o acompanhamento de debates sobre ética em IA. "Não bastava mudar o que eu estava fazendo na disciplina. Eu entendi que precisava mudar a disciplina. E mudar a disciplina significava outra disciplina", comenta. 'Dados são poder' O conceito, criado pelas autoras Catherine D’Ignazio e Lauren F. Klein, propõe uma análise de como os dados são uma forma de poder. "Feminismo de dados é sobre poder, sobre quem o tem e quem não o tem. E, no mundo de hoje, dados são poder", explica Ávila. ✊🏾 Segundo ela, o foco não é apenas em questões de gênero, mas em todos os grupos minorizados, como pessoas periféricas, negras, indígenas, com deficiência e corpos fora do padrão. Como funciona a disciplina? Com uma abordagem diferente das aulas tradicionais, a disciplina atraiu alunos de áreas como letras e engenharia de alimentos, além da computação. No início, porém, o nome causou estranhamento. "Nunca tive vaga sobrando em Aprendizado de Máquina. Mas tive em uma disciplina chamada 'Feminismo de Dados'", conta. 🖊️ As aulas acontecem em formato de roda de discussão, para estimular o diálogo, e a avaliação não tem provas tradicionais, sendo baseada na participação e em projetos desenvolvidos ao longo do semestre. “Eu queria que as pessoas não conseguissem mais não ver isso, que elas não conseguissem mais 'desver' que aquilo é um problema, então ao longo da disciplina aconteceu de as pessoas se sentirem mal de tanto problema estar sendo evidenciado”, afirma. Na prática A disciplina é baseada nos sete princípios do livro: examinar o poder; desafiar o poder; elevar a emoção e a corporalidade; repensar binarismos e hierarquias; abraçar o pluralismo; considerar o contexto; e tornar o trabalho visível. Durante as aulas, os alunos desenvolveram projetos práticos para analisar dados sob a ótica do feminismo de dados. Um dos trabalhos analisou os investimentos em pesquisa na Unicamp, enquanto outro investigou as desigualdades estruturais na própria universidade, observando a distribuição de cargos por gênero e raça. Outras iniciativas se voltaram para a inclusão, com um grupo analisando dados sobre pessoas com deficiência em Campinas e outro explorando a distribuição de empregos formais por sexo e raça no município. “A disciplina mostra que não basta consertar os modelos depois que os problemas aparecem. É preciso pensar na ética e na inclusão desde o início”, afirma. Feminismo de dados: disciplina da Unicamp ensina a combater preconceito em algoritmos de IA Unsplash/Divulgação *Estagiária sob supervisão de Gabriella Ramos. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: inteligência artificial

PM do ES usa apenas 200 câmeras corporais; execução de casal em Cariacica reforça importância das imagens

Publicado em: 22/04/2026 04:01

Policial do Espírito Santo com câmera na farda Reprodução/TV Gazeta Em algumas ocorrências, imagens têm papel decisivo nas investigações e são peças-chave para ajudar a esclarecer os casos e dar transparência à atuação policial. No Espírito Santo, no entanto, o uso de câmeras corporais por agentes de segurança ainda é limitado. Atualmente, apenas 200 equipamentos são utilizados pela Polícia Militar. O número representa uma pequena parcela do efetivo da PM capixaba, que atualmente tem cerca de 9 mil policiais e está concentrado em atividades operacionais. Outros 50 equipamentos estão divididos entre as polícias Civil e Científica. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A possibilidade de uso do equipamento ganhou destaque após o caso do casal de mulheres mortas pelo policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale, em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril. Imagens de câmeras de segurança de duas residências foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime, tanto em relação à ação do cabo do Vale, como sobre a conduta dos outros seis agentes que estavam no local e não agiram no momento dos disparos. Inclusive, o relato de policiais sobre execução de mulheres, registrado no Boletim de Ocorrência, diverge do que mostram as imagens divulgadas. E elas podem ajudar nas investigações. O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale é investigado pelas mortes de Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, em Cariacica Reprodução O uso de câmeras, no entanto, deve ganhar escala nos próximos meses. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que está em andamento uma licitação para contratar até 4,8 mil equipamentos, ao custo máximo de R$ 750 por câmera. A licitação está em andamento e a previsão é que, até o fim do ano, os equipamentos estejam em utilização pelas forças policiais. Segundo o professor e mestre em Segurança Pública Henrique Herkenhoff, no caso do casal de mulheres assassinado em Cariacica, caso os policiais envolvidos estivessem utilizando o equipamento, seria mais fácil entender o comportamento individual de cada um deles, inclusive antes do momento do crime. "Quanto mais imagens e gravações de sons nós tivéssemos sobre o episódio, mais fácil seria apurar o que cada um fez ou deixou de fazer. Conversas anteriores e posteriores. É mais fácil avaliar o caso com registros do que com testemunhas", explicou. MAIS SOBRE O CASO: Casal de mulheres ligou para a polícia minutos antes de ser executado por PM no ES Execução de casal de mulheres por PM pode ter sido motivada por discussão sobre ar-condicionado Irmã de uma das mulheres executadas por PM no ES desabafa: 'O policial matou e ainda teve plateia' 'A gente espera isso de bandido, não de um policial', diz irmã de uma das mulheres executadas por PM no ES Justiça suspende seis policiais militares que presenciaram execução de casal no ES e não fizeram nada Para o especialista, no entanto, uma maneira ainda mais eficiente, barata e menos polêmica de documentar as atitudes policiais é a instalação de câmeras nas viaturas. Segundo Herkenhoff, elas têm ângulos melhores e não constrangem os agentes que se sentem com a privacidade invadida com os equipamentos nas fardas. O governo do estado estuda também a possibilidade de integrar os dispositivos a outros sistemas já existentes, como o de reconhecimento facial e o cerco eletrônico, para auxiliar na identificação de criminosos. Câmeras nas fardas dos policiais do Espírito Santo possuem GPS, registram a hora e local da gravação e o número de identificação do policial Reprodução/TV Gazeta Como as câmeras funcionam O uso das câmeras corporais pela PM no estado começou por meio de um projeto piloto, que testou os equipamentos e definiu regras de utilização. Segundo a Sesp, cabe ao próprio policial acionar a gravação de ocorrências em andamento. O Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) também pode iniciar o registro remotamente. Os equipamentos são individuais e têm bateria suficiente para todo o turno de trabalho. Hoje, são utilizados por policiais do Batalhão de Trânsito e da 12ª Companhia Independente de Jardim Camburi, em atividades operacionais. Pelas regras atuais, as imagens ficam armazenadas por, no mínimo, 90 dias. Em casos específicos, como ocorrências com morte, uso de arma de fogo ou quando o material integra investigações, o prazo pode chegar a um ano. Polícia Penal já usa câmeras em larga escala A utilização de câmeras corporais já é mais consolidada entre policiais penais no Espírito Santo. Desde 2023, a categoria adota o recurso, que foi ampliado em 2025 com a aquisição de novos equipamentos. Atualmente, são cerca de 1.100 câmeras em operação nas unidades prisionais do estado, cobrindo o efetivo diário e setores como escolta e operações táticas. Os equipamentos registram áudio e vídeo em alta definição, com até 14 horas de gravação contínua, e permitem transmissão ao vivo de ocorrências. As imagens são armazenadas automaticamente em sistema central, sem acesso direto pelos usuários. O uso das câmeras ocorre em diversas situações, como escoltas, revistas, movimentação de presos, atendimentos e controle de acesso às unidades. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a tecnologia ajuda a reduzir conflitos, aumentar a segurança dos agentes e dar mais transparência às ações. As imagens também são preservadas por até um ano quando vinculadas a ocorrências ou investigações, seguindo normas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Infográfico - onde foi a execução do casal de mulheres no Espírito Santo Arte/g1 Entenda o caso do casal morto em Cariacica O crime aconteceu no dia 8 de abril, no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória. De acordo com a apuração, a ex-mulher do militar ligou para ele relatando uma discussão com o casal e dizendo que o filho dos dois também estaria envolvido na situação. Testemunhas contaram que as duas vítimas e a ex-esposa do policial moravam em andares diferentes. Segundo moradores, a ex-companheira do agente foi ameaçada pelo casal horas antes do crime. Ainda de acordo com testemunhas, a discussão começou por causa de um ar-condicionado. As mulheres trocavam acusações sobre um possível furto de energia, apesar de residirem em andares distintos. Na manhã de quarta (8), elas voltaram a discutir, e as vítimas teriam mencionado o filho que a ex-esposa do PM tem com ele. A ex-mulher do policial, que não quis se identificar, deu entrevista e apresentou a versão dela sobre o que aconteceu. "Elas testaram o meu limite, falando do meu filho de 8 anos, autista. Falaram que ele não seria autista, p**** nenhuma, porque ele estava jogando bola até altas horas da noite. Eu desci com uma faca. Nisso, juntaram as duas em cima de mim, me jogaram no muro, me bateram, puxaram o meu cabelo, quebraram a minha unha. A vizinha de baixo conseguiu separar a briga", disse a ex-esposa do PM. Novo vídeo mostra momento em que policial militar chega e atira em casal de mulheres, no dia 8 de abril, em Cariacica, Espírito Santo Reprodução/Rede social Segundo a mulher, foi nesse momento que ela decidiu ligar para o cabo do Vale. "Eu falei que não ia mais agir com as minhas mãos. Liguei para o meu ex-marido e pedi duas viaturas, porque elas estavam me agredindo e agredindo o nosso filho, que estava chorando dentro de casa. Então, ele veio", contou. Após a ligação, o cabo Xavier deixou o posto onde atuava em função administrativa e foi até o endereço acompanhado de outros policiais. Após a ligação, o cabo deixou o posto onde atuava em função administrativa e foi até o endereço acompanhado de outros policiais. Testemunhas relataram que houve uma discussão antes dos disparos. Daniele morreu no local. Francisca chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o policial foi preso. Pedido de demissão do PM que realizou disparos O cabo do Vale foi autuado por duplo homicídio e está preso desde o dia do crime, no Presídio Militar, que fica no quartel de Maruípe, em Vitória, sem previsão de liberação. A Polícia Militar do Espírito Santo abriu um processo demissionário contra o policial. A informação foi confirmada pelo comandante-geral da PM, coronel Ríodo Lopes Rubim. “Já determinei a abertura do processo demissionário para o cabo do Vale, porque ele feriu a honra da instituição, o decoro, coisa com a qual nós não coadunamos. Nós saímos diariamente às ruas para proteger e servir as pessoas, então já está instaurado esse procedimento”, disse. Cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale, de 46 anos, está há 18 anos na Polícia Militar e responde a casos com mortes, tiros em suspeitos e denúncias por lesão corporal grave. Espírito Santo Reprodução Segundo o coronel, o prazo para a conclusão do inquérito militar é de 20 dias. No entanto, não houve precisão em relação ao período para a conclusão do processo demissionário. Procurada, a Associação das Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (ASPRA-ES) informou que o policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale não é associado. Foi disponibilizado um advogado para atender o cabo, mas depois ele seguiu com advogado particular. Policiais suspensos A Justiça do Espírito Santo determinou a suspensão dos seis policiais militares que estavam presentes no momento em que o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale executou um casal de mulheres no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16), após pedido feito pelo Ministério Público do Estado (MPES). Segundo o órgão, o afastamento preliminar não implica corte de salário, medida que só pode ocorrer em caso de condenação, após o pleno direito de defesa garantido pela Constituição. Os policiais já haviam sido afastados das ruas e foram deslocados para função administrativa no dia 14 de abril. Eles também tiveram o porte de arma suspenso, medida que permanece valendo com a decisão da suspensão. Agora, os policiais estarão afastados de todas as atividades. A decisão é da Vara da Auditoria Militar, da Justiça Estadual do Espírito Santo, responsável por julgar casos de crimes cometidos por policiais militares no estado. A medida é preventiva e tem como objetivo garantir o andamento das investigações sem interferências, além de preservar a ordem pública. Policiais envolvidos na execução de casal de mulheres em Cariacica, Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta O g1 teve acesso aos nomes dos policiais suspensos, são eles: Edson Luiz da Silva Verona - soldado Eduardo Ferro Coradini - soldado Filipe Gonçalves Vieira - soldado Hilario Antônio Nunes - cabo Lucas Nogueira Oliveira - aluno soldado Valfril do Carmo Carreiro - 3º sargento O g1 não conseguiu contato com as defesas dos citados. A Polícia Militar foi procurada para falar sobre a situação dos militares depois da decisão da suspensão e não houve retorno. Imagens influenciaram pedido de suspensão Imagens de câmeras de segurança que passaram a circular nesta semana mostram que os agentes suspensos não reagiram nem tentaram impedir a ação do colega, no momento dos disparos. A versão apresentada por policiais militares no boletim de ocorrência sobre a execução do casal divergiu, em pontos importantes, do que mostram as imagens de uma câmera de segurança no local do crime. Confira as diferenças ponto a ponto. A repercussão do caso levou o governador do estado, Ricardo Ferraço (MDB), a se manifestar favorável ao afastamento dos policiais. A Polícia Militar, por meio da Corregedoria, solicitou à Justiça a adoção das medidas cautelares. Novo vídeo mostra momento em que policial militar atira em casal de mulheres em Cariacica Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Snapdragon 8 Elite Gen 6: Qualcomm pode abandonar a TSMC e voltar para a Samsung

Publicado em: 22/04/2026 03:40 Fonte: Tudocelular

Ao que tudo indica, a Qualcomm pode voltar a ter uma parceria com a Samsung na produção do Snapdragon 8 Elite Gen 6. Isso porque o CEO da empresa, Cristiano Amon, foi visto na Coreia do Sul se reunindo com executivos da marca-mãe dos celulares Galaxy. Claro que o foco central desses encontros é a viabilidade de utilizar o processo de fabricação de 2 nanômetros da empresa sul-coreana para a montagem dos futuros processadores Snapdragon 8 Elite Gen 6. Até porque a Samsung atualmente já vende o Exynos 2600 em 2 nm, enquanto a TSMC tem sido "sobrecarregada" de pedidos de chips avançados, principalmente da Apple. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

A crise do modelo econômico e a inteligência artificial - O Assunto #1704

Publicado em: 22/04/2026 00:30

Em março, o CEO da maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, enviou uma carta aos investidores com uma previsão: “o velho modelo do capitalismo está se fragmentando”. No comunicado, Larry Fink afirma que a riqueza está cada vez mais concentrada e aponta o risco de que a inteligência artificial amplie ainda mais a desigualdade. É uma ideia que está em linha com o relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em dezembro de 2025: o texto indica que a IA deve gerar ganhos de produtividade de até 5% em alguns setores da economia nos próximos dois anos, mas alerta que a tecnologia pode impactar até 40% dos empregos no mundo e ampliar a desigualdade entre países e dentro das próprias sociedades. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Eduardo Giannetti da Fonseca para analisar o impacto dessa nova revolução tecnológica no modelo econômico e na ampliação da desigualdade. O economista explica o momento histórico que vivemos, que chama de “fim do ciclo da globalização”, e projeta mais pressões por políticas públicas. Convidado: Eduardo Giannetti da Fonseca, economista, professor e escritor. O que você precisa saber: Hora extra e almoço mais curto: medo da inteligência artificial leva profissionais a trabalhar mais; Chatbots já influenciam eleitores e desafiam regulação no Brasil; DeepSeek, ChatGPT e Gemini: o que cada IA faz melhor no dia a dia e as principais diferenças; Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA. O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Nayara Felizardo. Apresentação: Natuza Nery. Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça Jornal Nacional/ Reprodução O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.