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É #FAKE que Lula recomendou substituir carro por caminhada após preço de combustível subir; fala foi sobre uso de Ozempic

Publicado em: 01/04/2026 05:03

É #FAKE que Lula tenha recomendado caminhada por causa do aumento da gasolina; declaração era sobre uso de Ozempic Reprodução Circulam nas redes posts que compartilham um vídeo do presidente Lula (PT) e atribuem a ele a recomendação para que a população andar a pé devido ao recente aumento do preço dos combustíveis. É #FAKE. g1 🛑 Como são os posts? Publicados desde 14 de março no Instagram, no TikTok, no X e no Facebook, os post têm a seguinte caixa de texto sobreposta às imagens: "Gasolina tá cara, vá a pé 😂😂😂". Uma das legendas diz: "GASOLINA SOBE... E A RESPOSTA DO GOVERNO É: 'VAI A PÉ'. Enquanto o preço dos combustíveis pesa no bolso de milhões de brasileiros, a resposta que viralizou nas redes foi direta: 'Vai a pé. O cara tem que aprender que andar faz bem'". Embora o vídeo compartilhado seja real – e não uma produção de inteligência artificial (IA) –, ele está fora de contexto. Na verdade, o trecho exibido mostra uma crítica de Lula a quem quem não faz caminhadas para emagrecer (o comentário original era sobre o uso de Ozempic, remédio utilizado no tratamento de diabetes e obesidade). A declaração ocorreu em 13 de março, durante um evento na Zona Norte do Rio, como mostra a tarja visível na parte inferior do quadro: "Hospital Federal do Andaraí, no Rio. Lula participa de inauguração do Setor de Trauma". A íntegra transcrição da íntegra do discurso comprova que não houve nenhuma menção a combustíveis. No comentário real, o presidente afirmou: "Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não faz ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco, andar. O cara vai comprar pão, vai de carro. O cara vai na farmácia, vai de carro. O cara... sabe? Anda um pouco. Ele tem que aprender que andar faz bem". O conteúdo fake se disseminou dois dias após o governo Lula anunciar medidas para conter o aumento do preço dos combustíveis, em razão da guerra no Oriente Médio. No anúncio, ocorrido em 12 de março, foram determinados o aumento de imposto sobre a exportação de petróleo e a isenção de impostos federais sobre o diesel. Segundo o balanço de sexta-feira (27) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do diesel acumulava alta de quase 24% nos postos desde o início do conflito (de R$ 6,03 para R$ 7,45, em média). A gasolina aumentou 8% no (de R$ 6,28 para R$ 6,78 o litro, em média). ⚠️ Por que isso é mentira? Ao falar sobre Ozempic, Lula critica quem não faz caminhada para emagrecer O vídeo original foi transmitido no YouTube do Canal Gov no próprio dia 13 de março. No início do evento, Eduardo Paes (PSD), então prefeito do Rio, falou sobre o início da disponibilização de Ozempic pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, previsto para começar na semana seguinte. Mais adiante, seu discurso, Lula voltou ao assunto e disse: "Outra coisa que o Eduardo [Paes] falou que me deixou preocupado, [...] a questão do Ozempic. [...] Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem. Se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas, comer um quilo de torresmo... Se o médico não orientar corretamente, nós vamos ter problema. O remédio não é um prêmio para quem é relaxado. O remédio tem que ser dado para as pessoas que, por necessidade de saúde, não conseguem emagrecer". Em seguida, comentários sobre exercícios físicos: "Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não faz ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco, andar [...]". Procurada por e-mail pelo Fato ou Fake, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) desmentiu as publicações: "O conteúdo é FALSO. Diferentemente do que afirma a postagem, o presidente criticou o uso excessivo de canetas emagrecedoras. A fala teve como objetivo estimular hábitos saudáveis como praticar exercícios e alimentação saudável, não existindo nenhuma relação com o preço de combustíveis. A declaração está disponível na íntegra nos links https://www.youtube.com/watch?v=Ee8mBZJRFQ8 e https://agenciagov.ebc.com.br/distribuicao/agenda-do-presidente. Vale lembrar que a agenda foi transmitida ao vivo e acompanhada pela imprensa". A nota acrescenta: "A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República repudia a divulgação de boatos falsos com objetivos políticos, que visam única e exclusivamente desinformar a população e manipular a opinião pública". É #FAKE que Lula tenha recomendado caminhada por causa do aumento da gasolina; declaração era sobre uso de Ozempic Reprodução Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica . .. É #FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Apple completa 50 anos: Tim Cook celebra história da empresa com animação e eventos

Publicado em: 01/04/2026 04:38 Fonte: Tudocelular

A Apple celebrou seus 50 anos de história com uma homenagem que mistura nostalgia e visão de futuro. Em um vídeo divulgado em sua página oficial e nas redes sociais, a empresa revisita alguns dos produtos mais icônicos já lançados, mostrando sua trajetória marcada por inovação e impacto no mercado de tecnologia. A animação, com estilo desenhado à mão, destaca dispositivos que definiram gerações, como o Macintosh original, iMac, iPod, MacBook e iPhone. Modelos mais recentes, como o iPhone 17 Pro e o Vision Pro, também aparecem, mostrando como a marca continua expandindo seu ecossistema com novas categorias e experiências digitais.O Apple iPhone 17e está disponível na Pontofrio por R$ 4.697 e na Amazon por R$ 5.219. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Apple iPhone 17 Pro Max está disponível na Mercadolivre por R$ 9.620. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Apple iPhone 17 Pro está disponível na Mercadolivre por R$ 9.013. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Apple iPhone 17 está disponível na Amazon por R$ 6.389. O custo-benefício é ótimo e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 01 de April de 2026, às 11:20)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Nintendo Switch 2: console portátil entra em oferta com cupom e parcelamento em 12x sem juros

Publicado em: 01/04/2026 04:11 Fonte: Tudocelular

Lançado em junho do ano passado, o Nintendo Switch 2 é o console portátil mais recente da gigante japonesa por trás de clássicos como Mario e The Legend of Zelda. O modelo trouxe mudanças importante em relação à geração anterior, prometendo maior conforto, tela de fluidez superior, desempenho turbinado e construção mais encorpada. Tanto em kit sem jogos, quanto em conjunto com um game na caixa, o dispositivo entra em ótima promoção na Shopee — ao resgatar o cupom "TECNOLOGIA R$ 100 OFF" na página de promoções da loja, você pode levar o modelo padrão por apenas R$ 3.119 no PIX, ou R$ 3.399 no cartão de crédito em até 12 vezes sem juros. Já a opção com Mario Kart World no pacote sai por apenas R$ 3.377 no PIX, ou R$ 3.679 em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Beyoncé, Gaga, U2... Como Es Devlin cria cenários monumentais para os maiores artistas do mundo

Publicado em: 01/04/2026 04:02

Es Devlin: como é criar ‘esculturas’ para shows de Beyoncé, U2 e Lady Gaga A artista britânica Es Devlin tem um trabalho difícil de descrever. Ela cria esculturas gigantescas, estruturas luminosas e tecnológicas para todo tipo de ambiente — da sala de museu aos grandes estádios. É um trabalho de criação, imaginação e execução impressionantes. Foi Devlin quem pensou os telões cúbicos de Beyoncé na "Formation Tour" e o palco monumental da "Renaissance Tour"; e o palco tecnológico do U2 na turnê "Innocence + Experience". Também é dela a produção do cenário de Gaga em Copacabana, hoje um dos maiores shows da história da música. "Alguém teve um momento de vida que transformou em música, as pessoas ressoaram com aquilo e compraram um ingresso para ouvir ao vivo. Eu só tento manter essa intimidade na escala monumental. Não penso em como ficará na câmera, mas em como você se sentirá". Estruturas de turnês do U2, Beyoncé e The Weeknd pensadas por Es Devlin Reprodução/Site da artista Os shows são só uma parte: Devlin já desenvolveu projetos para desfiles de grandes marcas, peças de teatro e até eventos como as Olimpíadas. Mas agora, a britânica tem focado mais em seu trabalho autoral. É o caso da exposição "Sou o Outro do Outro", aberta desde o dia 15 de março na Casa Bradesco, em São Paulo. A mostra reúne obras imersivas, que brincam com espelhos, sons e imagens, convidando o público a participar — seja levando "um pedaço" da exposição consigo, ou desenhando no longo papel em branco. É um trabalho que envolve um pouco de tudo: não só ideias inovadoras, mas algum conhecimento de engenharia, arquitetura e tecnologia. E grana, claro, para executar tudo isso. "Trabalhamos no limite do possível. Existe o impossível, que não podemos fazer porque estamos criando coisas físicas. E existe o possível, que não queremos fazer porque já foi feito. Então, trabalhamos no limite do que é fisicamente possível", diz. Ao g1, Devlin explica como foi "parar" em uma atividade tão peculiar e como esse tipo de trabalho é feito. Leia abaixo: g1 - Como você descreve o seu trabalho, nas suas palavras? Es Devlin: Sou uma artista de Londres. Nos últimos 10 anos, minha prática artística tem se concentrado principalmente em instalações na Tate Modern, no Imperial War Museum e no Victoria and Albert Museum. Paralelamente, também trabalho com teatro, música, concertos, cerimônias olímpicas (incluindo Rio 2016 e Londres 2012), shows do intervalo do Super Bowl e desfiles de moda. Ou seja, minha prática é bastante abrangente. g1 - Como alguém acaba fazendo o que você faz? Es Devlin: Acho que sendo presente. Quando eu era criança, tocava muita música, desenhava muito e meus professores meio que desistiram de mim. Eles diziam: "Você nunca vai ser nada", porque eu não queria me especializar. Existe uma frase em inglês, "jack of all trades" ("pau para toda obra"). E você pode ser chamado de "mestre de nada". Eu pensei que era exatamente isso que eu queria ser: estar entre tudo. Me vejo quase como uma dobradiça, um espaço intermediário, um corredor. É um lugar muito rico para se viver, no corredor. g1 - Na prática, seu trabalho envolve não apenas pensar e criar, mas também um pouco de engenharia, arquitetura e tecnologia, certo? Es Devlin: Isso mesmo. Trabalhamos exatamente no limite do que é possível. Existe o impossível, que não podemos fazer porque criamos coisas físicas. E existe o possível, que não queremos fazer porque já foi feito. Então, trabalhamos no limite do que é fisicamente possível. g1 - Você costuma trabalhar com grandes artistas e bandas em palcos imensos, que todo o público está assistindo. Esta exposição é quase o oposto; o público está interagindo de perto, individualmente. Qual a diferença entre criar um e outro? Es Devlin: Acho que o documentário mais útil sobre o que acontece em um show pop gigante é "Spirits in the Forest", do Anton Corbijn, sobre o Depeche Mode. Ele acompanha cinco fãs fervorosos e ajuda a entender as obsessões deles: um quase morreu e a primeira lembrança ao acordar do coma foi uma música da banda; outro só vê os filhos porque toca em uma banda cover deles. Ao assistir ao show pelos olhos deles, você entende que a música não pertence mais à banda, pertence a eles. Se multiplicar isso por 75.000 pessoas, o que acontece é uma experiência coletiva coautoriada por cada uma delas. Vejo toda performance e toda obra de arte como algo de autoria do público. Uma pintura não existe a menos que o público a veja. Vejo uma grande continuidade entre este trabalho aqui e uma peça de estádio. g1 - Como funciona o processo? Uma organização, como a das Olimpíadas, ou um artista vem até você com o quê? Es Devlin: Cada vez há um convite para encontrar um terreno comum, buscar linhas de investigação que se sobrepõem. Ao ser convidada para a Casa Bradesco, no Matarazzo, sou convidada para um novo país, cultura e comunidade. Para me envolver adequadamente, preciso pesquisar e aprender a linguagem deste edifício, desta cidade e deste país. Busco coisas em comum com a minha experiência, como um diagrama de Venn. Procuro o lugar onde a minha pequena vida se sobrepõe à vida do Brasil, de São Paulo, do Matarazzo. Ali está o show. O mesmo acontece se for com "Hamlet" ou com a Beyoncé: há uma linha de investigação sobreposta em algum lugar. O processo consiste em continuar desenhando círculos. Às vezes erramos, mas se continuar procurando, você sempre encontrará esse ponto de conexão porque somos todos feitos da mesma matéria. g1 - Quanto tempo isso leva? Pode dar um exemplo, se ajudar. Es Devlin: É muito variado. "Tristan & Isolde", na Met Opera, em Nova York, comecei a trabalhar há quatro anos. Esta exposição, começamos há 18 meses. Já a turnê da Lady Gaga para o Coachella, recebi a ligação em fevereiro e abriu em abril. g1 - Foi o que veio aqui para o Brasil também, né? Para o show em Copacabana? Teve alguma adaptação? Es Devlin: Isso. Não teve nenhuma mudança, foi exatamente a mesma estrutura que veio para o show do Rio... que foi só duas semanas depois. g1 - Sobre o público usar celulares em shows, isso mudou a forma como você cria? Você já disse que, como os shows podem ser filmados de todos os ângulos, é preciso pensar nisso. Es Devlin: Lembro-me da primeira vez, em 2007, após a invenção do iPhone. Olhei para a arena e vi centenas daquelas coisinhas. Quando eu era criança, eram isqueiros; você usava fogo, algo elementar. Com o celular, parece que o aparelho é o público e o braço é apenas um periférico. Penso muito sobre "centauros": inteligência humana com tecnologia para ajudar nossa agência (como dirigir um carro) versus "centauros reversos", onde a máquina está no comando e o humano é apenas um periférico de carne, como um entregador da Amazon. Temos que escolher o que queremos ser. Por que queremos gravar? Não é para nós, nunca assistiremos a tudo de volta. É para o futuro? É por vício no capitalismo ou algo mais profundo, como deixar rastros de memórias para seres futuros diante de uma possível extinção? Eu não sei a resposta, mas penso muito nisso. g1 - Então você não leva isso em consideração ao trabalhar em um palco? Es Devlin: Na verdade, não. Penso, como sempre fiz, em como comunicar intimidade em grande escala. Como pegar a verdade do que se tenta comunicar. Nesta exposição, escrevi uma história sobre algo que vivi: um livro que li, uma vez que quase me afoguei, ou um dançarino que conheci. São verdades pessoais que quero comunicar. Em um show pop é a mesma coisa: alguém teve um momento de vida que transformou em música, as pessoas ressoaram com aquilo e compraram um ingresso para ouvir ao vivo. Eu só tento manter essa intimidade na escala monumental. Não penso em como ficará na câmera, mas em como você se sentirá.

Palavras-chave: tecnologia

'Vale o Escrito', 'Donos do Jogo', 'Corrida dos Bichos'... como o Jogo do Bicho é retratado nas telas?

Publicado em: 01/04/2026 04:00

Jogo do bicho nas telas: linha do tempo mostra evolução do tema em 70 anos O universo do jogo do bicho é uma das referências estéticas mais duradouras da teledramaturgia brasileira. Uma mistura de violência, corrupção, vício em apostas e Carnaval. Nada mais Brasil. Mas o mundo da contravenção mudou bastante nos últimos tempos. E a televisão, claro, tentou acompanhar. O bicheiro deixou de ser o apontador romântico de "Amei um Bicheiro" (1952) ou o malandro carismático de "Senhora do Destino" (2004), para virar o mafioso violento de superproduções como "Os Donos do Jogo" (2025). Essa trajetória ganha um novo capítulo em 2026 com o lançamento de "Corrida dos Bichos" (Prime Video). O filme leva a contravenção para um lugar inédito: uma distopia futurista onde o jogo evolui para uma competição estilo "Jogos Vorazes". O g1 mapeou sete décadas de representações e ouviu especialistas para entender por que, 70 anos depois, o público continua hipnotizado pelo submundo da contravenção. No fim desta reportagem, veja uma linha do tempo completa com as principais produções que retrataram o universo do jogo do bicho. Por que o tema atrai tanto? O fascínio pelo jogo do bicho vai muito além da aposta. Para o historiador e escritor do livro "Maldito Invento dum Baronete: Um Breve História do Jogo do Bicho", Luiz Antônio Simas, o jogo está entranhado na cultura das ruas e em suas contradições. "O bicho dialoga com o botequim, com a esquina, com o mundo do samba e do Carnaval. Mas também dialoga com a violência, com a segurança, com as relações entre poder público e privado", explica. Pai e filho, os bicheiros Miro e Maninho Garcia, retratados em "Vale o Escrito" Divulgação No entanto, curiosamente, não é o jogo em si o que atrai o público. "De cada 10 pessoas que eu conheço que amam filmes sobre o tema, nove não fazem a menor ideia de como se joga no bicho", conta. Máfia: horror que seduz A sedução que o público sente por séries como "Os Donos do Jogo" (Netflix) tem explicação: a dramaturgia brasileira encontrou no bicho a sua própria versão dos filmes de máfia. André Lamoglia e Juliana Paes estrelam "Os Donos do Jogo" Divulgação "A máfia no cinema seduz mais do que horroriza. Ao mesmo tempo em que você mostra o horror, esse horror é sedutor. As pessoas se encantam pelo ambiente em que ele está inserido", analisa. Mas Simas alerta para a diferença entre o documento e o entretenimento. Enquanto séries como "Vale o Escrito" (Globoplay) expõem dilemas reais, a ficção aposta no delírio e no romance. Carnavalesco Milton Cunha em entrevista ao documentário "Vale o Escrito" Divulgação "O grande equívoco é tratar o jogo do bicho por apenas um viés: ou restringi-lo ao crime ou romantizar a contravenção", defende o historiador. Malandro é malandro... A figura do bicheiro na TV mudou nas últimas décadas porque o crime na vida real se transformou. O antigo "malandro" deu lugar ao bandido envolvido em lavagem de dinheiro e conexões internacionais. Búfalo e Suzana em festa da escola de Samba na série 'Os donos do jogo' Reprodução: Netflix Para o historiador, as séries documentais recentes abandonaram a visão romântica para mostrar a teia real da contravenção. "Quem comanda o jogo não é o sujeito na esquina, são as altas esferas do poder". Fim do jogo do bicho? Para o historiador, o jogo do bicho como conhecemos está com os dias contados. O motivo é geracional: o bicho não renovou seu público. "O jogo do bicho não representa nem 15% do faturamento do complexo criminoso que envolve a contravenção atualmente. É raríssimo aparecer alguém com menos de 40 ou 50 anos jogando", observa. A 'cúpula' dos bicheiros em "Os Donos do Jogo", da Netflix Divulgação Essa mudança esvaziou o faturamento direto do jogo. "O jogo é quase um elemento pitoresco. O complexo estendeu seus tentáculos para a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas", afirma. E é justamente essa transição do "negócio de bairro" para o crime transnacional que as produções recentes tentam capturar. Anitta entra para elenco de 'Corrida dos bichos', novo filme dirigido por Fernando Meirelles. Os 20 títulos selecionados pelo g1 em ordem cronológica. Amei um bicheiro (1952) Boca de Ouro (1963) Bandeira 2 (1971) Mário Fofoca (1983) Partido Alto (1984) O Rei do Rio (1985) Mandala (1987) Fogo no Rabo (1988) Sai de Baixo (1999) Senhora do Destino (2004) A Grande Família (2006) Lara com Z (2011) Giovanni Improtta (2013) Doutor Castor (2021) Lei da Selva (2022) Vale o Escrito (2023) Vai Que Cola (2023) Volta por Cima (2024) Os Donos do Jogo (2025) Corrida dos bichos (2026) Jogo do Bicho: linha do tempo mostra representação nas telas dos últimos70 anos Divulgação 1952 Amei um bicheiro (filme): Carlos (Cyl Farney) é um jovem ambicioso que sai do interior e vai para o Rio de Janeiro, onde acaba se envolvendo com o jogo do bicho. Depois de um tempo na cadeia, resolve mudar de vida ao se casar com Laura (Eliana Macedo) e viver honestamente. Filme "Amei um bicheiro", com Grande Otelo, Eliana e Cyl Farney Divulgação 1963 Boca de Ouro (filme): Boca de Ouro (Jece Valadão) é o chefe do jogo do bicho em Madureira, no Rio de Janeiro. Após a morte do Boca, o repórter Caveirinha (Ivan Cândido) decide ir atrás de Guigui (Odete Lara), antiga amante do bicheiro. O filme ganhou uma segunda versão, em 2019, dirigida por Daniel Filho e protagonizada por Marcos Palmeira. Boca de Ouro (1963), Nelson Pereira Dos Santos Divulgação 1971 Bandeira 2 (novela, TV Globo): Com 179 capítulos, a novela faz um retrato do submundo dos chefões do jogo do bicho no Rio de Janeiro, a difícil e constante luta pela sobrevivência nas zonas mais pobres da cidade, e da busca por realizações profissionais. 1983 Mário Fofoca (série, ficção, TV Globo): Na trama, o detetive vivido por Luis Gustavo se muda para o Rio e, com a ajuda de um amigo, passa a investigar casos de infidelidade. No enredo do episódio "O Rei dos Bicheiros", a investigação sobre a suposta traição de um contraventor termina em um acidente que deixa os envolvidos irreconhecíveis. 1984 Partido Alto (série, ficção, TV Globo): A produção retrata a vidas de moradores da Zona Sul e do subúrbio carioca. No episódio 122, Piscina (José Mayer) diz a Jussara (Betty Faria ) que irá tirar Jorginho (José Mayer) da casa do bicheiro. 1985 O Rei do Rio (filme): Baseado na peça O Rei de Ramos, de autoria de Dias Gomes. Tucão (Nuno Leal Maia) e Nico Sabonete (Nelson Xavier) são dois empregados do bicheiro Cacareco. Buscando melhorar de vida, o ambicioso Tucão convence seu amigo a tomar alguns pontos de Cacareco (Milton Gonçalves) para começarem suas próprias carreiras no jogo do bicho. Pôster do filme "Rei do Rio", lançado em 1985 Divulgação 1987 Mandala (novela, TV Globo): A trama das 20h trazia Tony Carrado (Nuno Leal Maia) como um dos personagens centrais. O bicheiro era retratado sob uma estética que misturava o "cafona" ao romântico, sendo temido no submundo da contravenção carioca ao mesmo tempo em que se submetia à paixão pela protagonista Jocasta (Vera Fischer). Tony Carrado (Nuno Leal Maia) Divulgação 1988 Fogo no Rabo (série, TV Globo): ‘Fogo no Rabo’ foi uma paródia da novela ‘Roda de Fogo’, exibida em 1986, no programa TV Pirata. No 8º episódio da primeira temporada, Reginaldo (Luiz Fernando Guimarães) decide ir para Atlantic City com Penélope e um grupo de bicheiros. 1999 Sai de Baixo (1999-2002) (série, ficção, TV Globo): No episódio "Anta na cabeça", da quarta temporada, Vavá (Miguel Falabella) arranja um emprego de apontador de jogo do bicho. Coincidentemente a sorte da família muda porque Magda resolve jogar no touro, ganha uma fortuna e vira bicheira. 2004 Senhora do Destino (novela, TV Globo): O famoso personagem Giovanni Improtta, bicheiro interpretado por José Wilker, foi tirado de um livro de Aguinaldo Silva e se popularizou junto ao público por frases como “Não esqueça do meu lema: com Giovanni Improtta não tem problema”. Ele conhece Maria do Carmo (Suzana Vieira) na prisão. 2006 A Grande Família (2001-2014) (série, ficção, TV Globo): No episódio "Tuco Mãos de Tesoura" (6ª temporada), Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) tenta passar a perna como apontador do jogo do bicho por influência do bicheiro Dentada (Alexandre Zacchia), mas acaba sendo desmascarado. Ao final do episódio, a polícia leva todo mundo para delegacia. "Jogar no bicho é crime"', diz um dos policiais. "Peraí, crime, não. É uma contravenção", rebate Beiçola. Initial plugin text 2011 Lara com Z (série, ficção, TV Globo): Um dos personagens da produção, Agenor Improtta (Othon Bastos) é chefe de uma família de bicheiros e primo de Giovanni Improtta, o célebre contraventor imortalizado por José Wilker na novela “Senhora do destino”, também escrita por Aguinaldo Silva. Othon Bastos vive bicheiro em série da Globo Divulgação 2013 Giovanni Improtta (Filme): Na adaptação para o cinema, o clássico bicheiro vivido por José Wilker tenta oficializar sua posição social e entrar para o restrito clube de grandes contraventores. A trama foca na transição do personagem das ruas para as esferas de poder. 2021 Doutor Castor (série documental, Globoplay): Em quatro episódios, a produção conta a história de Castor de Andrade, bicheiro responsável por crimes cruéis no Rio de Janeiro. Entre as décadas de 80 e 90, ele foi o principal responsável por grandes times do Bangu, que chegou a jogar uma final de Brasileiro, e pela mudança de patamar da Mocidade Independente de Padre Miguel, que se firmou como uma das grandes escolas de samba do Rio. 2022 Lei da Selva (série documental, Prime Video): Dividida em 4 episódios, conta como a loteria criada para financiar um jardim zoológico nos moldes da máfia italiana, foi incorporada pela cultura popular carioca e se transformou num imenso império do crime. Luiz Antônio Simas em entrevista ao documentário "Lei da Selva" Divulgação 2023 Vale o Escrito (série, ficção, Globoplay): Série documental que detalha a árvore genealógica e as guerras de poder das principais famílias de bicheiros do Rio de Janeiro. Shanna Garcia dando entrevista na série Vale o Escrito, da Globoplay Reprodução/Globoplay Vai Que Cola (série, ficção, Multishow): No episódio “Bicheiro do Deserto”, Bebeto (Paulinho Gogó) decide abrir uma banca do bicho nas Arábias, mas depois de criar muita confusão, pede para Terezinha (Cacau Protássio) ajudá-lo a sair dessa vida 2024 Volta por Cima (novela, TV Globo): Isabel Teixeira viveu a viúva de um grande contraventor. Durante a trama, a personagem também acaba se envolvendo no Jogo do Bicho. Atriz chegou a dizer em entrevista que "Vale o Escrito" virou fonte de estudo para interpretar a personagem "Violeta" Isabel Teixeira interpreta Violeta Castilho em "Volta Por Cima" Divulgação 2025 Os Donos do Jogo (série, ficção, Netflix): Suspense que explora a disputa pelo controle do Jogo do Bicho no Rio de Janeiro entre quatro poderosas famílias: Guerra, Moraes, Fernandez e Saad. 2026 Corrida dos bichos (filme, Prime Video): Distopia ambientada em um Rio de Janeiro futurista, onde o jogo do bicho evoluiu para uma competição de parkour de alta tecnologia com apostas milionárias. A produção ainda não tem data de estreia. Assista ao trailer de 'Corrida dos bichos'

Palavras-chave: tecnologia

Microsoft lança Xbox PC Remote Tools para simplificar desenvolvimento de jogos no Windows

Publicado em: 01/04/2026 03:55 Fonte: Tudocelular

A Microsoft parece estar disposta a simplificar o desenvolvimento de jogos no PC. A empresa colocou em teste público um novo conjunto de ferramentas que promete reduzir o tempo gasto com configurações e testes. A novidade, apresentada inicialmente durante a GDC 2026, agora começa a chegar aos desenvolvedores. Chamado de Xbox PC Remote Tools, o pacote foi criado para facilitar processos como deploy, depuração e testes em dispositivos Windows remotos. Na prática, isso significa que desenvolvedores podem trabalhar de forma mais eficiente sem precisar alternar constantemente entre diferentes máquinas.Clique aqui para ler mais

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Eles mentiram no currículo e conseguiram emprego — mas o preço veio depois

Publicado em: 01/04/2026 03:00

As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores "Menti que tinha uma pós-graduação. Fui contratada e acabei tendo que começar uma ‘pós’ que odeio". "Falei que tinha Excel avançado (...) quando a chefe pedia as coisas, eu ia ao banheiro assistir vídeos para aprender 🥺". "Coloquei no currículo que eu era pontual. Cheguei atrasada à entrevista e ao treinamento 😂". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Relatos como esses, que poderiam soar como exceções constrangedoras, viraram conteúdo viral. Em vídeos que somam milhares de curtidas no TikTok, influenciadores leem histórias enviadas por seguidores que misturam humor, improviso e risco calculado no universo corporativo. Em comum, a ideia de que uma "mentirinha" no currículo ou na entrevista pode ser o empurrão que faltava para entrar no mercado. No perfil da influenciadora Tais Pitanga, conhecida por ler histórias enviadas por seguidores, um dos vídeos mais populares resume bem esse espírito: "Minta no currículo. Minta na entrevista. Minta pros colegas de trabalho". Já no vídeo do criador Dennis Sloboda, o debate surge a partir da pergunta: 'Você já foi contratado depois de mentir no currículo?". As respostas vão de exageros técnicos a situações que beiram o absurdo, como inventar uma pós-graduação ou cadastrar o próprio número de telefone como referência profissional — mudando a voz quando o RH ligou. Influenciadores de conteúdo, como Taís Pitanga e Dennis Sloboda, fazem sucesso com relatos de pessoas que mentiram em processos seletivos. TikTok/ Reprodução Por trás do tom de humor, no entanto, existe uma percepção comum: a de que dizer toda a verdade pode tornar o candidato menos competitivo em uma disputa por vaga. O que aparece nas redes não está distante da realidade dos processos seletivos. Um levantamento da consultoria Robert Half mostra que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo logo nas primeiras etapas da seleção. Ainda assim, as distorções persistem e costumam seguir um padrão bem definido. Segundo o estudo, as cinco mentiras mais comuns são: 🛠️ Habilidades técnicas exageradas, que não se sustentam na prática; 📈 Experiência profissional inflada, com cargos ou responsabilidades ampliadas; 🌍 Proficiência em idiomas acima do nível real; 🎭 Motivos suavizados para desligamentos anteriores; 🏆 Conquistas e resultados descritos de forma mais grandiosa do que foram. Cerca de 74% dos profissionais afirmam nunca ter mentido em processos seletivos. Mesmo assim, 15% admitem já ter ajustado o currículo, e outros 10% dizem ter considerado essa possibilidade em algum momento. Para Giovanna De Meo, mais cedo ou mais tarde, suas habilidades serão testadas no trabalho Arquivo Pessoal A designer Giovanna de Meo é um exemplo disso. Em 2006, recém-formada, ela enfrentava dificuldades para se inserir na própria área de formação. Depois de uma passagem frustrada por um banco, surgiu a chance de disputar uma vaga em Brasília. A entrevista foi feita online, e a conversa fluía bem até surgir a pergunta: Você já está se mudando para a cidade? A resposta honesta seria não. Giovanna não tinha casa, plano nem dinheiro sobrando. Tinha cerca de R$ 3 mil guardados e nenhuma estrutura montada. Ainda assim, respondeu que sim — e foi além. “Falei: ‘Sexta-feira me mudo’. Era terça-feira. Ele respondeu: ‘Então te espero sexta, às três’. Se eu dissesse que precisava de mais tempo, provavelmente sairia da lista.” A mentira rapidamente virou ação. Em poucos dias, ela fez três malas, comprou uma passagem de ônibus e embarcou sem ter onde morar. Chegou a Brasília de madrugada e foi direto para a entrevista presencial. Ela foi contratada. "No começo, me arrependi muito (...) com o tempo, a experiência ganhou outro significado. Me adaptei, construí vínculos e aprendi rápido". Anos depois, já com mais intimidade, Giovanna contou a verdade ao chefe. A reação foi de riso. O episódio virou piada interna e nunca comprometeu sua credibilidade. Hoje, designer faz questão de não romantizar a situação. Chama o episódio de "mentira leve" e reforça: "Mais cedo ou mais tarde, você será testada naquilo". O custo de sustentar uma versão Para a psicóloga e headhunter Taís Targa, o que mais aparece no mercado não são mentiras elaboradas, mas exageros. "O mais comum é inflar competências técnicas no currículo. Em alguns casos, a pessoa realmente acredita que sabe mais do que sabe. Em outros, tenta sustentar algo que não consegue defender na entrevista". ⚠️ Testes práticos, perguntas mais aprofundadas e pedidos de exemplos concretos costumam desmontar esse tipo de discurso rapidamente. Mas o risco vai além da perda de uma vaga. "Quem mente ou apresenta incoerências acaba ficando marcado. O mercado é pequeno, as pessoas conversam", afirma. Em casos mais graves, como falsificação de diplomas ou de experiências profissionais, o resultado pode ser demissão por justa causa. Há ainda um tipo mais silencioso de distorção: a omissão estratégica. Segundo Targa, alguns profissionais deixam de mencionar mestrado ou doutorado para não parecer “qualificados demais” e serem eliminados antes mesmo da entrevista. Ela lembra ainda que recrutadores já identificam sinais claros de uso excessivo de ferramentas de inteligência artificial, como respostas mecânicas, inconsistências entre currículo e fala, dificuldade de sair de roteiros prontos e pouca profundidade ao explicar experiências. Um levantamento da Robert Half identificou os principais indícios percebidos por recrutadores no uso inadequado de IA em processos seletivos: Respostas muito padronizadas (69%): falas estruturadas demais e pouco naturais; Inconsistências entre currículo e entrevista (65%); Dificuldade de sustentar respostas fora do roteiro (51%); Falta de profundidade ao descrever experiências (51%); Incapacidade de explicar decisões técnicas (39%); Linguagem excessivamente formal (36%); Resultados irreais, sem falhas ou desafios (33%); Respostas muito semelhantes a modelos de IA (30%); Perda de fluidez ao entrar em detalhes (28%); Desconhecimento sobre atividades descritas no próprio currículo (26%). Marcela Esteves, diretora da Robert Half, explica que as ferramentas de IA podem ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas não substituem a experiência real do profissional. “Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso aparece rapidamente nas entrevistas e pode, sim, prejudicar sua reputação”, conclui. Para a CEO da consultoria CNP, Marcela Zidem, o limite é claro: "Currículo bem feito não é currículo enfeitado. Currículo não é peça publicitária. É um documento de credibilidade". Ela pondera, no entanto, que processos seletivos superficiais, baseados apenas em palavras-chave, acabam estimulando esse tipo de comportamento. Não justificam a mentira, mas ajudam a explicar por que ela surge. Ainda segundo as especialistas ouvidas pelo g1, as histórias que viralizam costumam mostrar o lado que deu certo. Mas nem todas têm o mesmo desfecho. Elas ajudam a expor o fenômeno, mas revelam apenas parte dele. Algumas terminam em promoção. Outras, em constrangimento. Estudo revela as mentiras mais comuns no currículo — e como elas são descobertas Freepik

Palavras-chave: inteligência artificial

PF investiga se casal suspeito de furtar vírus da Unicamp tentou vender amostras biológicas

Publicado em: 01/04/2026 03:00

Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal A Polícia Federal (PF) investiga se a professora doutora Soledad Palameta Miller, e o marido dela, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, suspeitos do furto de vírus de um laboratório NB-3 da Unicamp, tentaram vender as amostras biológicas. Embora ainda não tenha elementros concretos sobre essa possível venda, a PF informou que investiga a hipótese. Soledad e Michael são sócios na empresa Agrotrix Biotech Solutions, que tem como atividade principal a pesquisa e o desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais. Ao menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas do Laboratório de Virologia, do Instituto de Biologia (IB), para outros laboratórios dentro da universidade - entre eles, estruturas da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), onde Soledad atuava. Professora da Unicamp investigada por furto de vírus estuda vacinas e doenças em animais De acordo com a Polícia Federal, as amostras de vírus foram recuperadas em prédios da Unicamp, sem indícios de contaminação externa ou terrorismo biológico. A professora responde ao processo em liberdade, enquanto a Unicamp conduz uma sindicância interna sobre o caso. Em sua única manifestação sobre o caso, a defesa de Soledad afirmou que não há materialidade de furto, sustentando que a pesquisadora utilizava o laboratório do Instituto de Biologia por não dispor de estrutura própria para realizar suas pesquisas. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Michael Edward Miller até a última atualização da reportagem. LEIA TAMBÉM Furto de vírus na Unicamp: 10 pontos para entender a investigação Pesquisadora investigada por furto de vírus descartou amostras em laboratório após busca da PF em sua casa, diz delegado Furto de vírus da Unicamp: câmera flagrou marido de pesquisadora saindo de laboratório com caixas, diz PF Laboratório NB-3: o que é e qual seu papel para a ciência? Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp Entenda em vídeo a distância percorrida por material biológico dentro da universidade MPF investiga se Unicamp falhou no controle e na fiscalização de material biológico MPF apura possível falha da Unicamp O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar se a Unicamp falhou no controle e fiscalização de material biológico sensível, após o furto de vírus de um laboratório NB-3. Entre as 24 cepas diferentes de vírus levadas do Laboratório de Virologia, estavam amostras de dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais. Também havia amostras dos vírus da gripe tipo A. Segundo o MPF, o objetivo do procedimento é "apurar a regularidade do acondicionamento, controle e fiscalização de material biológico sensível no âmbito da instituição, bem como a eventual existência de falhas estruturais ou procedimentais que tenham contribuído para o desaparecimento das amostras, com potencial repercussão sobre a saúde pública". O MPF explicou que expediu ofício à Unicamp e que o procedimento é destinado à coleta de informações e verificação da existência de elementos que justifiquem uma possível abertura de Inquérito Civil. O caso já é investigado criminalmente, e tramita sob sigilo. Em nota, a Unicamp informou que não foi notificada pelo MPF e, assim que receber a notificação, "a universidade responderá". 10 pontos para entender o caso Pelo menos 24 cepas diferentes de vírus foram levadas de um laboratório da Unicamp Entenda abaixo, em 10 pontos, o que já se sabe sobre o caso e o andamento da investigação: Local do crime: As amostras biológicas foram retiradas sem autorização do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia (IB), uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), o mais alto patamar de contenção laboratorial no Brasil para agentes infecciosos. Principais suspeitos: A investigação aponta a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), e seu marido, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller, como os suspeitos pelo furto do material biológico. Vírus furtados: Segundo apuração do Fantástico, foram levadas pelo menos 24 cepas diferentes, como dengue, zika, chikungunya, herpes, coronavírus humano e 13 tipos de vírus animais. Além disso, o g1 apurou que entre as amostras estavam os vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A. Cronologia dos fatos: O desaparecimento das amostras foi notado inicialmente por uma pesquisadora em 13 de fevereiro de 2026; a Unicamp notificou a Polícia Federal em 16 de março e o inquérito foi instaurado oficialmente em 20 de março. Evidências por câmeras: Registros de câmeras de segurança mostraram Michael Miller saindo do laboratório NB-3 com caixas em horários incomuns no final de fevereiro, o que levou a universidade a apontá-lo como suspeito do furto. Fraude processual e descarte: Após a PF realizar buscas em sua residência no dia 21 de março, Soledad Miller retornou à Unicamp e descartou parte do material biológico dentro de um dos laboratórios para tentar destruir evidências. Localização do material: As amostras foram recuperadas pela perícia em três locais distintos: na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e no Instituto de Biologia. Não havia amostras na residência do casal. Motivação e risco: A PF descartou a hipótese de terrorismo biológico, indicando que a motivação seria relacionada a pesquisas internas do casal; as autoridades garantem que todas as amostras foram recuperadas e que não houve contaminação externa. Tipificação penal: A pesquisadora é investigada por crimes como furto qualificado, fraude processual, perigo para a vida ou saúde de outrem e manutenção ou transporte irregular de organismos geneticamente modificados. Andamento do processo: Soledad Miller responde ao processo em liberdade provisória, sob condições como proibição de acessar os laboratórios envolvidos; paralelamente, a Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. O marido da professora ainda é investigado pelo furto do material. LEIA TAMBÉM Furto de vírus na Unicamp: H1N1 estava entre amostras levadas de laboratório Sociedade Brasileira de Virologia acompanha investigação e reforça confiança em protocolos de segurança científica Câmeras registraram retirada de vírus de laboratório da Unicamp; veja cronologia do caso 'Caso isolado', diz Unicamp No domingo (29), a Unicamp divulgou uma nota em que afirmou que o furto de vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia foi um “caso isolado” e não envolveu organismos geneticamente modificados. A instituição informou que, ao tomar conhecimento do caso, acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a “rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos”. Uma sindicância interna foi instaurada, enquanto a investigação federal apura a motivação do caso e o possível envolvimento de “diferentes pessoas físicas e jurídicas”. Vírus furtado na Unicamp estava em laboratório com maior nível de biossegurança Leia o pronunciamento na íntegra: "Com relação à subtração de materiais de pesquisa do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, classificado com nível de biossegurança 3 (NB-3), a Universidade vem a público esclarecer que: - Laboratórios NB-3 operam em conformidade com protocolos rígidos de segurança. O episódio ocorrido foi um caso isolado, resultante de circunstâncias atípicas que estão sendo averiguadas no âmbito da investigação policial. - Ao tomar conhecimento do fato, a Reitoria da Unicamp acionou imediatamente a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos. - Não há organismos geneticamente modificados dentre os materiais em questão. A Universidade também esclarece que: - A Unicamp é nacionalmente reconhecida por incentivar a formação de empresas de base tecnológica que se dediquem a transformar os resultados de pesquisas realizadas na Universidade em produtos e serviços que beneficiem a sociedade. - A Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp), sob responsabilidade da Agência de Inovação Inova Unicamp, opera com toda a segurança jurídica necessária, atuando em concordância com a política de inovação da Universidade e o marco legal nacional de inovação. Possui certificação de máxima qualidade no Brasil, CERNE nível 4, expedida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Sua atuação está restrita à capacitação de empreendimentos inovadores, não abrangendo a gestão, supervisão ou execução das atividades técnico-científicas que são conduzidas de forma independente por seus respectivos sócios. - A empresa associada ao marido da docente suspeita de ter retirado os materiais do já mencionado laboratório sem a devida autorização participa do programa da Incamp, o que lhe permite apenas fazer uso de espaço compartilhado de escritório. - A motivação da subtração de materiais, bem como o possível envolvimento de diferentes pessoas físicas e jurídicas no caso, estão sob investigação conduzida pelos órgãos federais competentes. - Uma sindicância foi instaurada na Universidade para averiguação interna. É importante ressaltar, ainda, que a Unicamp é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica, e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos, assim como pela formação responsável e ética de recursos humanos qualificados. Reiteramos que a ocorrência em questão foi um caso isolado e, portanto, voltamos a público para reafirmar o nosso compromisso com a missão de promover o conhecimento para uma sociedade democrática, justa e inclusiva, com destaque à excelência no ensino, na pesquisa e na extensão". Laboratório de Virologia do instituto de Biologia da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Imagem aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Apple libera correção urgente contra malware DarkSword para quem ficou no iOS 18

Publicado em: 01/04/2026 02:59 Fonte: Tudocelular

Se você ainda utiliza o iOS 18, saiba que a Apple pode ter ajudado seu iPhone a não ter graves problemas. Uma nova ameaça digital está colocando usuários de iPhone em alerta e reacendendo o debate sobre segurança no software. A ferramenta conhecida como DarkSword ganhou força nas últimas semanas, sendo utilizada por diferentes grupos hackers ao redor do mundo. O caso chama atenção não apenas pelo alcance, mas pela facilidade com que o método pode ser replicado. Segundo relatórios, o DarkSword já foi usado em ataques em diversos países, explorando falhas que permitem invadir dispositivos. Em alguns casos, o código foi encontrado exposto em sites comprometidos, com instruções detalhadas que facilitam sua reutilização. “Amanhã, estamos disponibilizando uma atualização do iOS 18 para mais dispositivos, para que os usuários com a atualização automática ativada possam receber automaticamente proteções de segurança importantes. Incentivamos todos os usuários com dispositivos compatíveis a atualizar para o iOS 26 para receber nossas proteções mais avançadas”, escreveu um porta-voz da Apple em um comunicado à WIRED.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Eleições 2026: candidatos têm até 4 de abril para deixar cargos atuais; saiba o que está em jogo

Publicado em: 01/04/2026 02:00

Até o começo de abril, a renúncia de autoridades para concorrer a outros cargos nas eleições de outubro deve mudar o cenário político no comando de estados e municípios. Ministros, governadores e prefeitos que pretendem concorrer a cargos eletivos em outubro devem se afastar do cargo ou função que ocupam até o dia 4 de abril. Quem não deixar o cargo no prazo certo pode ser considerado inelegível. Eleições 2026: quais são os cargos em disputa O movimento está ligado a um mecanismo previsto na lei eleitoral, a chamada desincompatibilização. No caso das chefias do Poder Executivo — presidência da República, governos estaduais e municipais — quem ocupa o comando tem de deixar o posto até seis meses antes do pleito se quiser concorrer a outros mandatos. Novos nomes também vão alterar o perfil da Esplanada dos Ministérios, já que, no mesmo prazo, ministros que vão disputar mandatos eletivos também devem deixar as pastas do governo Lula. O movimento destes políticos segue as regras previstas na Constituição e nas leis eleitorais. Quem pretende concorrer à reeleição pode se manter no cargo. Como o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, estes políticos precisam se desincompatibilizar até o dia 4 de abril. 🔎 A Constituição e a lei eleitoral determinam a saída das autoridades dos cargos como uma forma de garantir o equilíbrio da disputa, para evitar que a força da máquina pública interfira na escolha do eleitor. Nesta terça-feira (31) o Palácio do Planalto divulgou uma lista com 14 trocas nos ministérios do governo Lula. Lula faz primeira reunião ministerial do ano e divulga trocas em 14 ministérios Algumas substituições ainda não foram anunciadas. É o caso do substituto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), atualmente chefiado por Geraldo Alckmin. Nesta terça, Lula disse que o vice-presidente vai concorrer à reeleição na chapa encabeçada pelo petista. A troca na Secretaria de Relações Institucionais também não foi divulgada. A titular Gleisi Hoffmann (PT) já disse que deve concorrer ao Senado. O g1 faz a lista de quem já saiu e quem deve deixar o governo Lula. Devem concorrer a governos estaduais: ▶️Fernando Haddad (PT), da Fazenda: já saiu do cargo e deve disputar o governo de São Paulo. ▶️Renan Filho (MDB), dos Transportes deve disputar o governo de Alagoas. Devem concorrer ao Senado: ▶️Rui Costa (PT), da Casa Civil deve disputar o Senado pela Bahia. ▶️Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, deve disputar o Senado pelo Paraná. ▶️Simone Tebet (PSB), do Planejamento, deve disputar o Senado por São Paulo. ▶️Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente, deve disputar o Senado por São Paulo. ▶️André Fufuca (PP), do Esporte, deve disputar o Senado pelo Maranhão. ▶️Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, deve disputar o Senado por Mato Grosso. ▶️Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional, deve disputar o Senado por Amapá. Urna acervo Devem concorrer à Câmara dos Deputados: ▶️Silvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos, deve disputar a Câmara dos Deputados por Pernambuco. ▶️Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, deve disputar a Câmara por São Paulo. ▶️Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial, deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro. ▶️Sônia Guajajara (PSOL), dos Povos Indígenas, deve disputar a Câmara por São Paulo. Outros cargos e postos: ▶️Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos, deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais. ▶️Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice- presidente, vai ser vice de Lula na busca pela reeleição. ▶️Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026. ▶️Márcio França (PSB), do Empreendedorismo, deve sair do governo mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo. ▶️Wolney Queiroz (PDT), da Previdência, também deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na campanha eleitoral ou concorre à Câmara dos Deputados por Pernambuco. ▶️Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis. ▶️Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco. ▶️Sidônio Palmeira, da Comunicação Social, deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na campanha à reeleição. O que está em disputa 🗳️No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro. Além do presidente e do vice-presidente, serão eleitos 27 governadores e outros 27 vice-governadores, 513 deputados federais, 54 senadores (2/3 da composição do Senado), 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais. Estarão em disputa os seguintes cargos: presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador de estado; senador; deputado federal; deputado estadual; deputado distrital.

Palavras-chave: tecnologia

Lula envia ao Senado indicação de Jorge Messias para a vaga de Barroso no STF; veja próximos passos

Publicado em: 01/04/2026 00:05

Lula envia ao Senado indicação de Messias como novo ministro do STF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta terça-feira (31) a mensagem que comunica o Senado Federal da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a escolha de Messias para o cargo de ministro no STF, caberá agora ao Senado avaliar a indicação. Se aprovado pelo Poder Legislativo, o novo magistrado vai tomar posse na Corte, em data ainda a ser marcada. Uma das cadeiras de ministro do Supremo está vaga desde outubro do ano passado, quando o então ministro Luís Roberto Barroso anunciou a aposentadoria. Em novembro de 2025, o presidente Lula anunciou a escolha de Messias. No entanto, naquele momento, não enviou a mensagem com a indicação ao Congresso. Foram 130 dias entre a declaração do presidente e a formalização do pedido. Agora, o envio da indicação ao Senado permite o início do processo de votação da indicação na Casa Legislativa, que segue regras previstas na Constituição e no regimento do Senado. Veja como funciona a indicação e nomeação dos ministros do STF: O presidente da República envia uma mensagem ao presidente do Senado Federal com a indicação – o documento também é publicado no Diário Oficial da União. Uma vez recebido no Senado, o documento é encaminhado à comissão competente para analisar – no caso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ); Na CCJ, o presidente da comissão indica um relator para cuidar do tema. O relator apresenta um relatório, a ser analisado pelos demais colegas do colegiado. Haverá uma sabatina na CCJ, na qual o indicado responde a perguntas dos parlamentares. O relatório é votado e, se aprovado, em votação secreta, torna-se o parecer da comissão. Aprovado o nome na CCJ, o parecer é enviado ao plenário do Senado. O Senado aprecia a indicação em votação secreta. Para ser aprovada, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares (41 votos "sim"). O presidente do Senado encaminha o resultado da deliberação ao presidente da República. O decreto do presidente da República é publicado no Diário Oficial da União, o que viabiliza a posse. O STF marca a posse, que é realizada em uma cerimônia no plenário da Corte. Jorge Messias e David Alcolumbre Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo Saída de Barroso O novo ministro vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou a aposentadoria da Corte no começo de outubro, depois de mais de 12 anos de atividade no tribunal. Encerrada a aprovação no Senado, o novo ministro tomará posse no Supremo e vai assumir o acervo de processos do ministro Barroso. Além disso, terá assento na Segunda Turma do tribunal. Perfil de Jorge Messias Atual AGU, Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 45 anos e é natural de Pernambuco. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023. Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias: Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição; Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES; É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana; Mantém relação próxima e leal com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União. Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES. Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023. A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao STF. Durante o governo Dilma Rousseff, Messias ocupou o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos (SAJ). Ficou conhecido nacionalmente após ter seu nome citado em uma conversa entre Dilma e Lula, interceptada pela Operação Lava Jato. Na gravação, seu nome foi ouvido como “Bessias”, por conta da qualidade do áudio.

Palavras-chave: tecnologia

Artemis II: Nasa diz que lançamento da missão rumo à Lua neste 1º de abril não terá 'pegadinhas'; entenda

Publicado em: 01/04/2026 00:01

O foguete da NASA, o Space Launch System (SLS), com a cápsula tripulada Orion, sai do prédio de montagem de veículos no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA. Joe Skipper/Reuters A Nasa, a agência espacial norte-americana, afirmou em uma coletiva de imprensa que não haverá espaço para brincadeiras no lançamento da Artemis II, marcado para este 1º de abril. Apesar da coincidência com a data conhecida por “pegadinhas”, a agência reforçou que o foco está totalmente na missão, que deve marcar o retorno de humanos ao entorno da Lua após mais de 50 anos. A declaração foi feita pelo diretor de testes da missão, Jeff Spaulding, que disse não ter conhecimento de qualquer tipo de brincadeira planejada para a equipe ou para os astronautas. Segundo ele, a expectativa é manter a concentração total durante todas as etapas da operação. “Não tenho conhecimento de nenhuma pegadinha ou de qualquer tentativa de fazer algo com a tripulação ou com a equipe de lançamento, então acho melhor deixar por isso mesmo”, disse Spaulding na última terça-feira (31). Pelúcia viajará com astronautas para 'avisar' sobre gravidade zero em missão histórica à Lua; entenda Coletiva de imprensa da Nasa da última terça-feira (31). Ao centro, Spaulding. NASA A Artemis II deve levar quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — em uma viagem de cerca de 10 dias ao redor da Lua. Será o primeiro voo tripulado do foguete Space Launch System (SLS) e da cápsula Orion, que já foram testados sem tripulação em 2022. A contagem regressiva já está em andamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e a agência trabalha com um cenário considerado favorável. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Veja os vídeos que estão em alta no g1 A previsão indica cerca de 80% de chance de boas condições no momento da decolagem, embora fatores como ventos e nuvens ainda estejam sendo monitorados. Se tudo ocorrer como previsto, a missão deve abrir caminho para as próximas etapas do programa Artemis, que incluem novas viagens tripuladas, futuras tentativas de pouso lunar e, no longo prazo, a construção de uma base permanente na Lua e missões rumo a Marte. Caso haja qualquer problema, novas janelas de lançamento já estão previstas nos dias seguintes (veja ABAIXO). Janela para o lançamento do Artemis II Arte g1 LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam O que acontece quando um clone é clonado repetidas vezes? Ciência finalmente tem a resposta Nasa gastará US$ 20 bilhões em base na Lua e cancela estação orbital lunar

Palavras-chave: inteligência artificial

Barato e mortal: Shahed-136, o drone iraniano que vem revolucionado a guerra

Publicado em: 01/04/2026 00:01

Irã faz ataque com drone a petroleiro em Dubai Poucas horas após os primeiros mísseis americanos e israelenses atingirem Teerã, em 28 de fevereiro, a Guarda Revolucionária do Irã lançou suas primeiras baterias retaliatórias, empregando um dispositivo desenvolvido há anos pelo país e que, em poucos dias, conseguiu penetrar sistemas de defesa aérea de Israel e de estados do Golfo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Baratos e de fácil produção, os drones iranianos Shahed‑136 se consolidaram como um dos principais trunfos do país no conflito, atingindo rapidamente alvos como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e até bases navais. Em duas semanas de trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo já haviam sido lançadas pelo Irã. A estratégia aposta no volume, não na precisão: grandes enxames são disparados simultaneamente para saturar as defesas aéreas. Com apenas 3,5 metros de comprimento, eles podem ser lançados a partir de estruturas simples, montadas em poucas horas. A estratégia é a mesma empregada pela Rússia em sua invasão à Ucrânia, que usa os mesmos drones Shahed-136 contra instalações civis do país vizinho. 👉 O preço justifica a quantidade: Um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil (R$ 100 mil a R$ 261 mil), segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos. O disparo de um único míssil de defesa aérea usado pelos EUA e aliados para derrubar os drones pode custar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões (R$ 6,7 milhões a R$ 20,9 milhões). Cálculos da agência Reuters mostram que o custo de apenas um míssil de defesa Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos. Além disso, diferentemente dos mísseis balísticos maiores, o Shahed‑136 voa lento e em trajetórias irregulares, sendo mais difícil de detectar. Cada interceptação costuma exigir dois ou três mísseis e, quando escapam, o impacto pode ser significativo. A carga explosiva e a simplicidade do sistema levaram veículos de imprensa internacional a descrevê‑lo como uma "AK‑47 dos céus", em referência ao fuzil soviético conhecido pelo alto poder de fogo comparado à baixa complexidade de produção. Especialistas estimam que isso faz com que os EUA gastem ao menos US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) por dia para manter a guerra. Já Teerã, mesmo com sua liderança abalada e parte de sua estrutura militar destruída, tem conseguido sustentar sua posição no conflito. Conheça o drone Shahed-136, utilizado pelo Irã para atacar Israel. Arte/g1 Produção simples, alcance ampliado O uso dos drones também pressiona os países do Golfo. O Shahed tem alcance estimado de até dois mil quilômetros, diz o fabricante. Mas mesmo um limite real menor, de mil quilômetros, seria suficiente para atingir qualquer ponto da costa sul. Eles obrigam esses estados a recorrer a sistemas como NASAMS, Coyote e Avenger, cujos disparos únicos também custam centenas de milhares de dólares. O Shahed-136 é construído de forma bastante simples, com uso inclusive de peças produzidas por impressoras 3D. Muitos são fabricados em instalações de uso duplo, que podem ser rapidamente adaptadas para ampliar a capacidade industrial. Centros de análise estimam que Teerã mantém uma produção diária de até 400 unidades. Ao contrário dos drones kamikaze Switchblade de fabricação americana, um alvo deve ser inserido no Shahed-136 com antecedência. O drone voa em direção ao alvo por conta própria e ele não pode ser alterado retroativamente. A partir daí, opera de forma totalmente autônoma. A simplicidade do sistema também dificulta a interferência eletrônica, e as capacidades dos países da região para bloquear seus sinais ainda são consideradas baixas. LEIA TAMBÉM Estados Unidos sobrevoam Irã com bombardeiros nucleares pela 1ª vez desde o início da guerra Jornalista dos EUA é sequestrada no Iraque Ministro israelense usa broche de forca e estoura champanhe após aprovação de lei sobre pena de morte a palestinos Uso na Ucrânia redefine a guerra Drone Shahed-136, criado pelo Irã e aperfeiçoado pela Rússia, é exibido em frente à catedral de São Miguel em Kiev, na Ucrânia Valentyn Ogirenko/Reuters Se os drones não "vencem" a guerra para o Irã, eles vêm ganhando tempo para o regime dos aiatolás e redefinindo o conflito. Seu uso sustenta uma "guerra de atrito", apontam especialistas, voltada a esgotar os recursos do inimigo. Na prática, o Shahed contrariou a expectativa americana de acabar com o conflito de forma rápida, arrastou os países do Golfo para a disputa, e é usado inclusive como ameaça para manter bloqueado o Estreito de Ormuz. Esse desequilíbrio tornou‑se um problema estratégico: atacar ficou barato, enquanto defender tornou‑se extremamente caro. O modus operandi repete o observado na guerra da Ucrânia, onde a tecnologia alterou o destino do conflito. Os Shahed são amplamente usados por Moscou, aliada do Irã, sob o nome Geran‑2, para atingir áreas residenciais e infraestrutura civil. Mas superada em blindados e aeronaves convencionais, Kiev também recorreu a sistemas não tripulados baratos para reconhecimento e ataque. Estima‑se que drones respondam por cerca de 70% das baixas russas, permitindo ofensivas remotas e reduzindo o risco para pilotos e tripulações, aponta a Reuters. A demanda por tecnologia no front ainda levou a Ucrânia a trocar seus caros mísseis de defesa aérea por interceptadores mais baratos. Kiev afirma que seu sistema antidrone, que também inclui drones defensivos, permitiu alcançar uma taxa de interceptação superior a 80%. A experiência ucraniana levou a um acordo acelerado de defesa entre Kiev, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, firmado na semana passada. Os termos não foram divulgados, mas o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que incluem compartilhamento de informações para derrubar drones. Uma equipe foi enviada ao Golfo apenas com este objetivo. EUA passa a fabricar drones similares Drone de ataque Lucas, produzido pelo Exército dos Estados Unidos, que tem inspiração em modelo Shahed iraniano. Divulgação/Exército dos EUA No início do conflito europeu, o principal responsável pelo programa de armamentos do Pentágono, Bill LaPlante, alertou o subcomitê de apropriações do Senado que a guerra poderia se tornar insustentável se os EUA continuassem "derrubando um drone de US$ 50 mil com um míssil de US$ 3 milhões". Agora, os EUA buscam equiparar sua estratégia à iraniana. Um dos programas envolvidos é o Low‑cost Uncrewed Combat Attack System (Lucas), um drone de ataque unidirecional fabricado nos EUA e "modelado a partir dos Shahed iranianos", diz o Pentágono. O dispositivo, usado pela primeira vez no conflito iraniano, é também um drone de ataque barato, de longo alcance e visualmente muito semelhante ao Shahed‑136 que o inspirou. O comandante do Comando Central dos EUA (CENTCOM), almirante Brad Cooper, descreveu o sistema como "indispensável" no conflito com o Irã. "Capturamos o drone iraniano, desmontamos, enviamos para os EUA, colocamos um 'Made in America' e agora estamos atirando contra os iranianos", disse Cooper. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Apple faz 50 anos após revolucionar a tecnologia — e agora precisa provar seu papel na era da IA

Publicado em: 01/04/2026 00:01

Steve Jobs ASSOCIATED PRESS A Apple comemora seu 50º aniversário em um momento em que a inteligência artificial (IA) desafia a empresa a mostrar que ainda é capaz de lançar uma inovação com potencial de provocar uma transformação cultural. Steve Jobs, um gênio do marketing, e Steve Wozniak, cofundador da Apple, revolucionaram a forma como as pessoas utilizam a tecnologia na era da internet e construíram uma empresa que hoje vale mais de US$ 3,6 trilhões (aproximadamente R$ 18,8 trilhões). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os dois universitários mudaram a forma como as pessoas usam computadores, ouvem música e se comunicam, dando origem a estilos de vida que giram em torno de aplicativos de smartphones. Os principais produtos da Apple — o Mac, o iPhone, o Apple Watch e o iPad — mantêm uma base fiel de usuários, décadas após o início da empresa, em 1º de abril de 1976, na garagem de Jobs, em Cupertino, na Califórnia. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Apple vendeu mais de 3,1 bilhões de iPhones desde o lançamento, em 2007, gerando uma receita de cerca de US$ 2,3 trilhões (aproximadamente R$ 12 trilhões), segundo dados da Counterpoint Research. Para o analista da Counterpoint Yang Wang, o iPhone é o produto eletrônico de consumo mais bem-sucedido da história: reformulou a comunicação humana e se tornou "um símbolo global de moda e status". Antes do iPhone, a Apple já havia abalado o setor da informática doméstica com o Macintosh de 1984, cuja interface baseada em ícones e o uso do mouse tornaram a computação mais acessível, além de impulsionar a rivalidade entre Jobs e Bill Gates, da Microsoft. "A Apple foi fundada sobre a ideia de que a tecnologia deveria ser pessoal, e essa crença — radical para a época — mudou tudo", afirmou o diretor-executivo da empresa, Tim Cook, em carta comemorativa publicada online. 'Culto à Apple' A Apple transformou o mercado musical com o iPod e o iTunes, tornou o smartphone um produto de consumo de massa com o iPhone e levou os tablets ao grande público com o iPad. O Apple Watch rapidamente assumiu a liderança do mercado de relógios inteligentes, apesar de ter sido lançado depois dos concorrentes. Embora não fosse engenheiro, Jobs — que morreu em 2011, aos 56 anos — ficou conhecido por sua determinação em unir tecnologia e design para criar produtos intuitivos e simples de usar. A Apple promoveu o Macintosh como o "computador para o resto de nós", mas foi o iPhone que realmente cumpriu essa promessa, destacou David Pogue, autor do livro "Apple: The First 50 Years". O domínio do iPhone transformou o modelo de negócios da Apple. Como o mercado de smartphones premium é considerado saturado, Cook passou a apostar cada vez mais na venda de serviços e conteúdo digital para a base de usuários da empresa. Um elemento central dessa estratégia é a App Store, que a Apple transformou na principal porta de entrada para softwares em seus dispositivos, cobrando comissão sobre transações, o que gerou acusações de abuso de posição dominante, investigações na Europa e decisões judiciais nos Estados Unidos para abrir a plataforma. O 'fator China' Nenhum país foi tão importante para a ascensão da Apple — nem tão desafiador para seu futuro — quanto a China, uma superpotência com a qual Cook estreitou laços por meio de visitas frequentes a lojas da Apple e compromissos oficiais. Cook liderou a estratégia que transformou a China na principal base de produção dos dispositivos da Apple, onde a grande maioria dos iPhones é montada pela Foxconn e por outros fornecedores em fábricas no país. O país também é um dos maiores mercados consumidores da Apple. No entanto, a empresa enfrenta pressão crescente nessas duas frentes: as tensões comerciais e as tarifas aceleraram a busca por diversificar a produção para países como Índia e Vietnã, enquanto a concorrência de rivais locais, como a Huawei, reduziu a fatia de mercado da Apple na China. O 'desafio da IA' Os investidores demonstram preocupação porque a Apple parece avançar com cautela excessiva na área de inteligência artificial generativa, enquanto concorrentes como Google, Microsoft e OpenAI avançam rapidamente. Uma atualização prometida para a assistente digital Siri sofreu atraso, algo incomum para a empresa. Além disso, em vez de apostar apenas em seus próprios engenheiros, a Apple recorreu ao Google para incorporar recursos de inteligência artificial. Ainda assim, o foco da Apple na privacidade do usuário, aliado ao seu hardware avançado, pode ajudar a popularizar a inteligência artificial personalizada e torná-la rentável — um objetivo que ainda parece distante para boa parte do setor. Os fones de ouvido AirPods já vêm sendo aprimorados com sensores e softwares mais inteligentes, e as lições dos óculos de realidade virtual Vision Pro podem ser aplicadas ao desenvolvimento de dispositivos com IA capazes de competir com os da Meta. Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters

B-52: como é o bombardeiro usado contra o Irã, considerado uma das armas mais mortais dos EUA

Publicado em: 01/04/2026 00:01

Bombardeiros B-52 americanos sobrevoam o Irã pela primeira vez Os Estados Unidos usaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã pela primeira vez desde o início da guerra. A informação foi confirmada pelo Departamento de Guerra nesta terça-feira (31). A aeronave é considerada uma das armas mais “mortais” das forças americanas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Segundo o jornal The New York Times, o uso desse tipo de aeronave demonstra o enfraquecimento das defesas aéreas do Irã. Apesar da potência, o B-52 não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos. De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão usados para atacar cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã. O objetivo dos EUA é impedir a reposição de munições usadas na guerra. Apesar da capacidade nuclear, não há confirmação de que forças americanas estejam transportando ogivas desse tipo nas operações contra o Irã. O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana. Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Quando surgiu, o B-52 era visto como o “bombardeiro do juízo final”, capaz de atingir a União Soviética com armas nucleares sem necessidade de reabastecimento. Ao longo de mais de 70 anos, aeronaves do tipo participaram de quase todas as principais operações conduzidas pelos EUA. Entre elas estão a Guerra do Vietnã, a resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em 2016. B-52 também foram enviados ao Caribe durante operação dos EUA contra o tráfico internacional de drogas, que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Bombardeiro B-52 operando na década de 1960 Força Aérea dos EUA O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis. O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas. "Atualizado com tecnologia moderna, o B-52 é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050", dizem as Forças Armadas dos EUA. Veja ficha técnica do bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. Equipe de arte/g1 Ameaça do Irã O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições. Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos. Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52. "As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança", afirmou a organização. "Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro." Além da Boeing, outras 17 empresas foram listadas, incluindo gigantes de tecnologia. Veja a seguir: Boeing G42 Spire Solution GE Tesla JP. Morgan Nvidia Palantir Dell IBM Meta Google Apple Microsoft Oracle Intel HP Cisco Avião bombardeiro B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos. Divulgação/Boeing VÍDEOS: mais assistidos do g1

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