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Vivo Y500 chega em breve com maior bateria já usada pela marca

Publicado em: 24/08/2025 10:40 Fonte: Tudocelular

A vivo — chamada no Brasil de JOVI para evitar problemas com a operadora de telefonia — confirmou recentemente o lançamento do Y500, seu mais novo smartphone intermediário que será revelado ao público em breve. Chamado de "um smartphone poderoso e durável" pela marca chinesa, o dispositivo não teve muitos detalhes revelados em seu teaser, mas acaba de ganhar novas informações pelo informante Digital Chat Station na rede social Weibo. Além da certificação de resistência contra água já indicada no teaser e do design com grande módulo traseiro circular para as câmeras — similar ao Y300 Pro na imagem acima —, o aparelho deve trazer tela plana, plataforma MediaTek Dimensity 7300 e capacidade de bateria de nada menos que 8.200 mAh. Essa é a maior bateria vista até então em um modelo da marca, sendo superada apenas pelo recente Honor X70 com seus 8.300 mAh, ou por celulares robustos de empresas como BlackView e Ulefone. Ele ainda aponta que algumas companhias já trabalham com modelos com capacidade de 10.000 mAh para o próximo ano, mostrando que esse pode ser o próximo patamar para os smartphones intermediários. Uma delas pode ser a realme, que comentou sobre o anúncio de um celular de 15.000 mAh, mas fontes apontam que este não passa de um conceito para demonstrar os avanços no uso da tecnologia de silício-carbono.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Mãe e filha investem R$ 300 em marmitas e hoje faturam R$ 40 mil por mês

Publicado em: 24/08/2025 10:30

Mãe e filha investem R$ 300 em marmitas e hoje faturam R$ 40 mil por mês Com apenas R$ 300, a fisioterapeuta Laís Almeida e sua mãe, Euriza Carvalho, deram início a um negócio de marmitas saudáveis em Uberaba (MG). A ideia, que começou de forma despretensiosa durante a pandemia, hoje se transformou em uma empresa consolidada, com produção de cerca de 2 mil refeições por mês e faturamento médio de R$ 40 mil. A inspiração veio das lembranças de família e do valor simbólico das panelas herdadas da avó. “Ela dizia que essas panelas eram sagradas e iam me trazer muita sorte. Quando a gente começou, eu senti que tinha que usá-las”, conta. No início da pandemia, mãe e filha buscavam emprego, mas a crise mudou os planos. “Eu estava sozinha na cidade, procurando trabalho, e minha mãe também. Resolvemos unir forças e vender comida aqui no prédio”, relembra Laís. O prato de estreia foi a feijoada, preparada em versão mais saudável, sem carnes embutidas. A primeira compra foi simples: arroz, feijão e embalagens. O investimento inicial de R$ 300, planejado para durar dois finais de semana, rapidamente se multiplicou. Logo vieram pedidos maiores. Uma cliente sugeriu que as marmitas fossem congeladas, para facilitar a rotina corrida. A observação virou um divisor de águas: mãe e filha passaram a estudar técnicas de congelamento, ampliaram o cardápio e profissionalizaram a operação. Com o aumento da demanda, deixaram o apartamento e adaptaram uma nova casa como linha de produção. “A crise gerou oportunidade. A gente começou com o que tinha em mãos e até ganhou panelas de outras pessoas”, diz Laís. Estratégia e tecnologia Além do sabor, o crescimento do negócio foi impulsionado pelo marketing gastronômico. Enquanto Laís organiza divulgação e vendas, Dona Euriza garante o tempero e a qualidade. O segredo, segundo ela, é “fazer tudo com delicadeza, selar bem as verduras e degustar sempre a comida”. Outro passo decisivo foi a adoção de uma plataforma de pedidos que funciona 24h. “Ela funciona como um e-commerce 24 horas. Mesmo quando não estamos atendendo, o cliente pode agendar as marmitas da semana inteira. Isso facilitou a compra e ajudou a organizar métricas e processos”, explica Laís. Atualmente, as refeições são vendidas em média a R$ 25 cada. Os combos também se tornaram uma estratégia importante para fidelizar clientes e incentivar hábitos alimentares saudáveis. Planos e dicas para empreendedores Agora, mãe e filha sonham ainda mais alto: ter uma fábrica de três andares, pontos de distribuição em outras cidades e ampliar a produção. Mas, até lá, seguem investindo em aprendizado e constância. Laís também compartilha dicas para quem deseja empreender no setor: Conhecer bem o produto e o público – entender qual problema seu negócio resolve. Precificação correta – calcular custos, insumos e margem de lucro para garantir renda. Divulgação – colocar o produto para aparecer, oferecer amostras e ouvir os clientes. “Ainda bem que é com a minha mãe”, resume Laís sobre a parceria que transformou a cozinha de família em uma empresa de sucesso. Mãe e filha investem R$ 300 em marmitas e hoje faturam R$ 40 mil por mês Dona Razão/ Divulgação Dona Razão Comidas Saudáveis LTDA 📍 Rua Colômbia, 30 – Bairro Fabrício, Uberaba/MG – CEP: 38067-090 📞 Telefone: (34) 99653-2972 🌐 Site: donarazao.com.br ✉️ E-mail: donarazaouberaba@gmail.com 📘 Facebook: Dona Razão 📱 Instagram: @donarazaouberaba

Palavras-chave: tecnologia

As 'supervacas' que fizeram do Brasil o maior exportador de carne do mundo

Publicado em: 24/08/2025 10:05

A 'supervaca' zebu foi melhorada geneticamente no Brasil até atingir suas melhores condições Getty Images via BBC Estamos no início de maio em Uberaba (MG), importante centro agropecuário do interior do Brasil. Cerca de 400 mil pessoas e quase 2,5 mil cabeças de gado estão reunidas para uma vibrante celebração da cultura pecuarista do país. Ali acontece a feira anual ExpoZebu, dedicada à "supervaca" zebu — uma raça de gado geneticamente modificada, apreciada pela sua carne e que domina a produção pecuária brasileira. O país exportou 2,9 milhões de toneladas de carne bovina em 2024. Será que as supervacas brasileiras podem alimentar o mundo? O gado e seus genes "Os zebus são enormes. São altos, alguns têm 1m80, grandes chifres, pele branca e uma corcunda sobre o pescoço", descreve a fotógrafa Carolina Arantes. Ela passou 10 anos documentando o desenvolvimento do gado zebu no Brasil. "Eles foram cruzados e criados por muitos anos, até atingirem o nível que pode fornecer a melhor carne", ela conta. Existem exemplares de vacas e touros cuja genética é particularmente valorizada pelos produtores. Eles são levados às feiras como a ExpoZebu, para serem exibidos e vendidos pelo melhor preço. "A ExpoZebu é a principal feira de gado do Brasil, talvez a principal feira da raça zebu de todo o mundo", segundo Arantes. "Os animais passam por jurados que escolhem os melhores exemplares." Os zebus são caracterizados pela sua corcunda Getty Images via BBC Uma equipe de vaqueiros cuida dos zebus durante sua participação na feira. "O tratamento e a dedicação aos animais são incríveis", ela conta. "Eles dão banho nos animais com muito cuidado todos os dias, cortam o seu pelo e os preparam para que fiquem bonitos. Os vaqueiros ficam disponíveis 24 horas por dia para aqueles zebus." Todo este esforço se justifica. Afinal, ganhar um prêmio na ExpoZebu pode significar enorme retorno financeiro para os donos dos animais. Além da avaliação, existem leilões em que os produtores oferecem lances pelos melhores exemplares. No ano passado, uma única vaca foi vendida na ExpoZebu por R$ 25 milhões. É claro que este tipo de animal não chega ao matadouro. Seu material genético contribui, em grande parte, para criar a próxima geração de zebus. Um touro chamado Gabriel se tornou uma celebridade, devido à quantidade de crias geradas com seu sêmen: foram produzidos 600 mil bezerros. Tudo isso gerou enorme crescimento do rebanho de gado zebu no Brasil. E Arantes afirma que a quantidade continuará aumentando. "Existem no Brasil 225 milhões de vacas", segundo ela. "E a intenção dos produtores é duplicar esta cifra." Os números são impressionantes, mas o gado zebu não vive no Brasil há tanto tempo assim. A chegada dos zebus "O início da indústria pecuarista brasileira foi liderado pela expansão imperial portuguesa na América no século 16", explica o historiador Oscar Broughton, da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres. "Predominava, então, o gado crioulo, composto por animais relativamente pequenos, importados da Península Ibérica. Eles proporcionavam uma fonte de proteínas barata e de fácil conservação, na forma de carne seca salgada, para alimentar as populações escravizadas." "Mas produzir grandes quantidades de carne para abastecer as populações urbanas não era uma opção particularmente adequada", destaca ele. No século 19, além de precisar alimentar o crescente número de pessoas que moravam nas suas cidades, o Brasil estava ansioso para aproveitar o mercado internacional, que estava no seu apogeu. "A globalização levou à expansão da produção de carne bovina, particularmente em lugares como a Argentina e o Uruguai", prossegue o historiador. "A demanda, principalmente da Europa e da América do Norte, aumentou exponencialmente. Por isso, os legisladores e pecuaristas brasileiros procuraram expandir a indústria." Até então, o gado era criado principalmente no sul do Brasil, com seu clima temperado. Mas, para satisfazer a nova demanda mundial, a produção de carne de vaca precisou se estender para o norte, em ambientes de clima mais tropical. Mas, naquelas regiões, o gado crioulo passava mal. A raça zebu se adaptou ao clima tropical, que prevalece na maior parte do território brasileiro Getty Images via BBC "Eles eram muito vulneráveis às pragas e o calor reduzia muito as taxas de reprodução", segundo Broughton. A solução foi recorrer ao gado zebu, que, naquele momento, florescia na Índia e era muito mais apropriado para as pastagens tropicais do Brasil. "O zebu é muito mais resistente às altas temperaturas, doenças e pragas do que outros animais europeus. E também já estava acostumado à menor abundância de pasto", explica o historiador. "Os zebus se adaptaram melhor aos trópicos devido às suas patas mais compridas e ao seu metabolismo mais lento, que permitem que eles conservem energia de forma muito mais eficaz. Por sua vez, seus cílios são muito mais longos e os protegem contra o sol intenso e o pó." Por tudo isso, o Brasil registrou importações em massa de gado zebu no final do século 19. "Entre 1893 e 1914, o Brasil importou mais de 2 mil cabeças de zebu da Índia para fins de reprodução", conta Broughton. "Como resultado, no início do século 20, o zebu passou a ser o tipo dominante de gado no Brasil, gerando sua própria raça nacional, conhecida como induzebu ou indubrasil." LEIA TAMBÉM: O que é o 'RG do boi' e por que ele é importante para a Amazônia e o seu bife 'A indústria virou pó': como agro e mineração já superam manufatura no Brasil O início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) marcou o auge da demanda por produtos pecuários, principalmente na Europa. "As nações europeias não só estavam interessadas na carne enlatada e congelada para alimentar seus soldados e populações civis, mas também no couro, botas, coldres, porta-munição, slings de transporte e outros tipos de equipamento para os soldados de infantaria", prossegue o historiador. "Por isso, o Brasil aumentou massivamente sua produção de vacas na primeira metade do século 20 e começou a superar seus concorrentes mais próximos, a Argentina e o Uruguai." Este crescimento prosseguiu com a nova guerra que se seguiria anos depois. "Durante a Segunda Guerra Mundial [1939-1945], houve um efeito similar, que impulsionou as exportações brasileiras", segundo ele. "Como resultado, a carne de vaca se tornou o produto de exportação mais valioso do Brasil, superando o café e o açúcar." Após o golpe militar no Brasil em 1964, os novos governantes acreditavam que a produção de carne bovina seria fundamental para impulsionar a economia do país. O Brasil importou mais de 2 mil zebus entre o final do século 19 e o início do século 20, para povoar suas pastagens Getty Images via BBC Na década de 1970, surgiu a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que empregaria a ciência e a tecnologia para aumentar a produção de carne. "Os cientistas da Embrapa trabalharam muito em conjunto com os pecuaristas para expandir a produção, introduzindo novos tipos de pasto da África, mais resistentes ao calor", explica Broughton. "Eles também desenvolveram curas para as doenças que afetavam o gado e trabalharam para alterar a acidez do solo e aumentar a produção de soja, que é uma fonte importante de alimento animal. Com isso, a fronteira pecuarista brasileira se moveu mais para o norte, para novas regiões como a bacia amazônica." A maior importância da carne na economia brasileira ofereceu aos pecuaristas enorme influência sobre a administração do país. "Surge neste período uma nova força política, conhecida como [a bancada] BBB: bala, boi e Bíblia", destaca o historiador, "uma coalizão conservadora no Congresso, favorável ao agronegócio, às armas e aos grupos cristãos evangélicos." "Atualmente, esta é uma força muito poderosa no Brasil. Eles foram fundamentais para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016, e são fortes aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que apoiou a expansão do agronegócio no Brasil." Carne assada "Nossos produtores fizeram um trabalho incrível, melhorando a genética desses animais. Temos as melhores raças de zebu do mundo", garante o professor Cássio Brauner, do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas (RS). Brauner afirma que o programa permitiu que o Brasil se tornasse o maior exportador mundial de carne bovina. E o mercado segue em crescimento, graças à demanda chinesa. O churrasco é um ritual de domingo para muitas famílias brasileiras Getty Images via BBC Um dos principais motivos deste rápido crescimento é o seu baixo custo de produção frente ao mercado internacional. "Temos este sistema de produção de baixo custo, pois a nossa indústria da carne é baseada no pasto, que é muito barato", destaca o professor, "e o custo da mão de obra é muito competitivo, em comparação com outros países, como os Estados Unidos." Com o passar dos anos, os próprios brasileiros passaram a aumentar seu consumo de carne. "Uma tradição na maioria dos nossos Estados é o churrasco de domingo", relembra Brauner. "Aos domingos, não se trabalha, as pessoas estão em casa e o churrasco é o plano ideal para reunir a família." E, no churrasco de domingo, um dos cortes de carne consumidos é justamente o cupim, que provém da corcunda do gado zebu. O alto custo climático Espera-se, agora, um crescimento ainda maior da produção, já que o Brasil foi declarado livre da febre aftosa, em junho passado. Mas há uma desvantagem: a pecuária contribui significativamente para as mudanças climáticas. "O impacto ambiental ocorre de duas maneiras", segundo o professor de Economia Marcos Barrozo, da Universidade DePaul de Chicago, nos Estados Unidos. "No seu trato digestivo, as vacas produzem metano, um poderoso gás de efeito estufa que contribui para o aquecimento do planeta. Seu efeito estufa em curto prazo é 80 vezes mais potente que o do CO₂, mas o metano se dissipa a longo prazo." "O efeito indireto se dá pela mudança de uso da terra", prossegue o professor. "As vacas precisam pastar e, para criar espaço, frequentemente é necessário destruir a floresta natural no Brasil." E a expansão da pecuária para o norte significa que grande parte dessa floresta natural está na Amazônia. O desmatamento também reduz a quantidade de dióxido de carbono absorvida pelas árvores da Amazônia. E este processo é contínuo, à medida que os pecuaristas criam novas pastagens para alimentar o gado. O dado positivo é que a alta velocidade de crescimento do zebu faz com que eles gerem menos metano e consumam menor quantidade de pasto por quilo de carne produzida. "As supervacas zebus podem ganhar muito peso com relativa rapidez", explica ele. "E, por viverem menos, é possível produzir mais carne em menos tempo, com menos emissões diretas e menor uso da terra." Os zebus têm um ciclo de vida mais curto e, por isso, eles geram menos emissões de gases do efeito estufa Getty Images via BBC Alguém poderá perguntar por que não se transfere a pecuária para o sul do Brasil. Afinal, a Argentina consegue produzir carne sem a Amazônia. "É aqui que entra a política", explica o professor. "Tente convencer um pecuarista em um Estado da Amazônia que ele não deveria se dedicar à pecuária." "Embora esta atividade na Amazônia seja notavelmente improdutiva, ela continua sendo uma das poucas, senão a única fonte de renda e de impostos para os governos locais." Mas, voltando à pergunta inicial: será que as supervacas brasileiras podem alimentar o mundo? Bem, elas certamente estão tentando. É possível que nem todas as pessoas comam carne de zebu brasileiro no futuro, mas será possível aproveitar sua genética. À medida que as temperaturas continuam aumentando pelo mundo e as condições para a produção de gado se tornam mais difíceis, é provável que cada vez mais países decidam seguir o exemplo do Brasil, importando seu próprio gado zebu. "Acredito que as supervacas irão ajudar", afirma Cássio Brauner. "Esses animais difundirão a genética de que precisamos para ajudar outros países a melhorar sua produção em outras partes do mundo." * Ouça neste link o episódio do programa de rádio The Inquiry, do Serviço Mundial da BBC (em inglês), que deu origem a esta reportagem. LEIA MAIS EM: Como a carne virou 'vilã' em mudança climática e entrou na mira da COP26 Três semanas após início do tarifaço, governo avalia que indústria sofrerá mais que o agro Como o tarifaço de Trump impacta nas exportações de carne bovina do Brasil? Exportação de carne bovina para os EUA recua quase 70% após tarifas

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Estação de Telessaúde de Santos passa a funcionar no Parque Tecnológico; veja o que muda

Publicado em: 24/08/2025 09:15

Estação de Telessaúde Integrada e Bem-estar de Santos agora opera no Parque Tecnológico, no bairro Vila Nova. Francisco Arrais/Prefeitura de Santos A Estação de Telessaúde Integrada e Bem-estar de Santos, no litoral de São Paulo, mudou de endereço. A unidade, que antes funcionava em uma escola no Embaré, agora opera no Parque Tecnológico, no bairro Vila Nova. A alteração para a Rua Henrique Porchat, n.º 47, ocorreu na quinta-feira (21), com objetivo de acolher um público maior na região central. De acordo com a administração municipal, o novo ambiente é resultado de um Termo de Cessão de Espaço, assinado pela prefeitura, o Programa Santos Jovem Doutor e a disciplina de Telemedicina da Universidade de São Paulo (USP). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo a prefeitura, a estação de telessaúde é uma espécie de cápsula equipada com tecnologia, mas com um ambiente que remete ao aconchego de uma sala de estar. O espaço oferece atendimento biopsicossocial remoto por meio de uma equipe multidisciplinar de saúde, além de ações educativas e informativas. Internamente, a estação conta com três câmeras para monitoramento em 360 graus e sistema próprio de higienização. “Neste programa, educação, saúde e tecnologia caminham juntos. Vamos abrir ainda mais as portas desta unidade para um maior número de pessoas, que por vezes não alcançam a policlínica, mas podem utilizar a estação para um atendimento à distância num lugar seguro, confortável e tecnológico para cuidar da sua saúde”, explicou a secretária de Educação e vice-prefeita, Audrey Kleys, em nota publicada pela prefeitura. Santos Jovem Doutor Ainda segundo a administração municipal, a estrutura da estação estará integrada a uma área dedicada ao programa Santos Jovem Doutor. O espaço conta com sala ampla e tecnologia de ponta, projetada para formação de professores e uso educacional dos estudantes, além de funcionar como ponto de assistência à população. Desde 2015, o programa Santos Jovem Doutor capacita alunos do 7º ao 9º ano da rede municipal em saúde, ciência e cidadania. Desta forma, os jovens se tornam multiplicadores do conhecimento dentro das escolas e comunidades, abordando temas como prevenção, empatia e direitos humanos. A primeira estação de telessaúde foi inaugurada em 2023. Veja: G1 em 1 minuto - Santos: Santos inaugura primeira estação de telessaúde em escola do país VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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Com expectativa de crescimento, produção da safra de grãos tem estimativa de 8,4 milhões de toneladas no Tocantins em 2025

Publicado em: 24/08/2025 09:00

Safra deste ano terá aumento, segundo o IBGE Governo do Tocantins/Divulgação A produção agrícola do Tocantins está com expectativa de crescimento até o fim de 2025. Os números têm uma estimativa de 8,4 milhões de toneladas segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o Governo do Estado, a previsão é ainda melhor para o setor. Os dados são referentes à safra 2024/2025 e a expectativa alta é com relação à produção até dezembro deste ano. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp "Devemos alcançar os 9 milhões de toneladas, especialmente considerando a safra em andamento nas áreas de várzea do Tocantins, onde se produz semente de soja e feijão. Então, devemos ultrapassar com tranquilidade essa marca. Esses dados refletem a adoção de tecnologias pelo nosso produtor e o Brasil só tem a ganhar com essa evolução do Tocantins”, explicou o secretário. Conforme o levantamento do IBGE, o Tocantins registrou no mês de junho uma estimativa de produção de grãos de 8.180.175 toneladas. Em julho foi para 8.422.970 de toneladas. A variação positiva nas estimativas da produção é de 242.795 toneladas. Os resultados significam uma participação do estado na produção nacional de 2,5%. Os itens com maior produção neste ano são a soja (4.916.794 t), cana-de-açúcar (2.914.492 t), milho na 2ª safra (2.263.955 t) e o arroz (721.751 t). LEIA TAMBÉM: Tocantins é o terceiro maior produtor de arroz e produção deve passar de 500 mil toneladas nesta safra Tocantins tem crescimento de 46,5% nas exportações do primeiro trimestre e China é principal parceiro comercial Para o secretário, em um período de até quatro anos, a expectativa é ultrapassar 10 milhões de toneladas de grãos produzidos no Tocantins. “O crescimento da nossa produção de grãos mostra que o Tocantins está no caminho certo. Esse resultado é fruto da dedicação dos produtores rurais, das políticas de incentivo do nosso governo e da modernização do setor agropecuário", destacou o governado Wanderlei Barbosa (Republicanos), ressaltando que o estado é referência na produção da região norte do Brasil. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também identificou expectativa de aumento para a produção do Tocantins em abril deste ano. Os dados recentes já são maiores que a safra 2023/2024, que produziu 7,6 milhões de toneladas. Para este ano, a expectativa é de uma produção que vai alcançar 8,9 milhões de toneladas, informou pelo 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. Tocantins alcança safra de 8,9 milhões de tonelada e bate recorde na produção de grãos Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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iOS 26 finalmente remove bloqueio a acessórios de terceiros no iPhone 16

Publicado em: 24/08/2025 07:00 Fonte: Tudocelular

A Apple está em vias de lançar o iOS 26 ao público, estando atualmente na sétima versão beta para desenvolvedores e na quarta beta pra o público entusiasta. Apesar do foco maior ser na chegada do padrão visual Liquid Glass, a maior reformulação de design feita pela empresa em anos, teremos também algumas mudanças no sistema que o tornam mais aberto a colaborações de terceiros, e uma delas diz respeito ao uso de acessórios. Até então, usuários da linha iPhone 16 podem aproveitar o carregamento rápido de 25 W sem fio ao usar acessórios compatíveis e homologados com a tecnologia MagSafe junto a adaptadores de tomada de 30 W. Considerando que esta é basicamente a mesma potência entregue na recarga por fio aos aparelhos, muitos usuários acabam investindo no acessório com conexão magnética para aproveitar a comodidade sem abrir mão da velocidade, mas ficam restritos a soluções "oficiais". Isso vai mudar no iOS 26, segundo informações descobertas pelo portal MacRumors. Até o momento restritos a entregar 15 W de potência, carregadores wireless com a tecnologia Qi2 25W — ou, mais especificamente, a Qi 2.2 — chegarão aos 25 W ao serem usados em um iPhone 16, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro ou iPhone 16 Pro Max. Ou seja, usuários destes dispositivos poderão comprar acessórios de marcas como Anker, Belkin, Ugreen e tantas outras, não ficando mais limitados ao carregador oficial.Clique aqui para ler mais

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Computador quântico: especialista aponta como Alagoas pode se beneficiar da super tecnologia que promete revolucionar o mundo

Publicado em: 24/08/2025 06:30

O computador quântico é um quadradinho cuja a potencialidade é gigantesca Adobe Stock 🌀Imagine um computador capaz de resolver em segundos cálculos de alta complexidade. Uma máquina com um potencial gigantesco de descriptografar emaranhados de códigos na velocidade do pensamento. Esse computador já existe e promete revolucionar o mundo tal qual o conhecemos. 🧬 Os computadores quânticos, que utilizam as leis da física quântica para ampliar o seu poder de processamento, já estão sendo aperfeiçoados em países como Estados Unidos, China, Alemanha. Mas o Brasil não está de fora dessa corrida. A computação quântica aplicada em áreas específicas pode gerar ganhos e avanços extraordinários. Por isso, muitos estados brasileiros já estão investindo em pesquisa e capacitação de pessoas para trabalhar com a tecnologia. É o caso de Alagoas, que já investe em pesquisa nessa área. 👨🏻‍🔬Mas como esses computadores operam e o que faz deles máquinas tão excepcionais? Para responder a essas e outras perguntas, o g1 entrevistou o pesquisador do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônico (IEEE), Gabriel Gomes de Oliveira, que falou sobre vantagens e desafios da computação quântica. O g1 conversou também com o pesquisador e engenheiro de machine learning do Centro de Inovação Edge da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Davi Barros. Ele deu uma panorama de como a tecnologia pode ser usada em diferentes setores de Alagoas. "Alagoas tem apresentado muito interesse em avançar no caminho das energias limpas pela via da energia solar. Creio que esse é um ponto em que a computação quântica tem a contribuir, tanto com o desenvolvimento de novos materiais quanto na resolução do problema da otimização da infraestrutura de geração e transporte dessa energia gerada. E ressaltando que os frutos dessa nova tecnologia podem ser colhidos mesmo antes que Alagoas possa ter seu próprio computador quântico. Computador quântico precisa ficar em temperatura que atingem o zero absoluto Getty Images A potencialidade dos computadores quânticos é indiscutível, a começar por seu processador, que é do tamanho de uma pastilha e que tem a capacidade de realizar cálculos complexos de forma exponencial. Contudo, o armazenamento e o processamento de informações dependem de um super resfriamento, o que está longe de ser barato. Esses computadores funcionam em temperaturas próximas do zero absoluto, a mais baixa possível no universo. "Átomos, íons e moléculas são extremamente pequenos e a técnica para a manipulação envolve ciência de ponta. Em outras palavras, as limitações envolvendo o substrato físico da computação quântica são enormes, exigindo ainda muita pesquisa nessa área", observou o engenheiro da Edge, Davi Barros. Mas para entender como opera uma máquina quântica é preciso entender o funcionamento dos computadores clássicos. 💠O computador clássico utiliza bits, que são unidades de informação que atuam em estado binário, podendo ser 0 ou 1. Esses computadores realizam cálculos de forma sequencial, ou seja, um passo de cada vez. Cálculos mais complexos podem levar bilhões de anos para serem resolvidos com um computador convencional. 💠O computador quântico utiliza qubits, que atuam em superposição de estados (podendo ser 0 e 1 simultaneamente), o que possibilita a realização de cálculos em paralelo e simulações complexas na velocidade do pensamento. Tudo isso utilizando princípios da física quântica. 📈Na prática, essa super capacidade possibilita uma alta capacidade de resolução, a simulação de sistemas quânticos de forma precisa e a criação de padrões complexos a partir da análise de conjuntos de dados. Esses computadores têm a capacidade de revolucionar diversas áreas da ciência, como aponta o pesquisador do CTI Renato Archer. "Atualmente a computação quântica é utilizada para inúmeros fins de pesquisa, possibilitando a criação de medicamento mais avançados, qualificando o processo de cura de pacientes e até mesmo na área da segurança cibernética. A perspectiva é que a computação quântica se torne cada vez mais eficiente e utilizada", disse Gabriel Gomes de Oliveira. Computação quântica e avanço de setores Computação quântica pode ser usada para o desenvolvimento de energias limpas, aponta pesquisador Divulgação OCB Alguns setores podem ser beneficiados com o emprego da computação quântica, como é o caso da indústria. No ano passado, o setor representou cerca de 14% do PIB total de Alagoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico do estado. Davi Barros destaca que a computação quântica pode ser aplicada em diferentes setores do estado. "Acredito que a computação quântica possui aplicações muito promissoras nas áreas de química, ciência de materiais, logística, indústria pesada, segurança digital, finanças, etc. O desenvolvimento do pessoal capacitado a lidar com software pode ser feito desde já, uma vez que o acesso a computadores quânticos na nuvem já é uma realidade", disse. Mas quais são os desafios para tornar a computação quântica comercialmente viável? Gabriel Gomes de Oliveira responde. "Tem o custo, a escalabilidade e até mesmo estrutura de resfriamento, haja visto que muitos tipos de supercondutores exigem condições extremas, como temperaturas variando de 0 até -273,15 °C. Ainda falta mão de obra especializada, sem falar nos desafios de hardware, como por exemplo, a correção de erros quânticos, o desafio de software e algoritmos", exemplificou. 🔹Como tornar seguro? um dos computadores quânticos do laboratório do Google em Santa Bárbara Google via BBC Com uma sobreposição quântica, esses computadores são capazes de descriptografar em segundos códigos complexos e documentos secretos, o que coloca em risco a proteção de dados. Para o Gabriel Gomes de Oliveira esse problema será resolvido com o próprio uso da tecnologia quântica. "A economia digital não permanecerá 'desprotegida' por muito tempo. Apesar da habilidade dos computadores quânticos de comprometer a criptografia atual representar uma ameaça concreta e próxima, a comunidade global de segurança já está empenhada no desenvolvimento e na implementação de soluções de criptografia pós-quântica. A segurança e a proteção de dados continuarão a se desenvolver, ajustando-se a essa nova era tecnológica para preservar a privacidade e a integridade de nossa vida digital", afirmou. 🌏Ao redor do mundo Os primeiro protótipos de computadores quânticos surgiram na década de 1980, o que foi se aprimorando com o tempo e com o trabalho colaborativo de vários pesquisadores. LEIA TAMBÉM O chip quântico do Google que resolve em 5 minutos problema que levaria 10 septilhões de anos Processador Eagle: como funciona o computador quântico mais avançado da IBM Computadores quânticos: entenda por que eles são a próxima revolução da tecnologia Hoje, gigantes como a Microsoft, Google, IBM e Amazon, estão entre os principais líderes em pesquisa e desenvolvimento da computação quântica. A China também se destaca nessa corrida ao produzir computadores quânticos em ritmo frenético. Com tantas pesquisas e investimentos bilionários não vai demorar muito para que a humanidade desfrute dos benefícios gerados pela revolução tecnológica quântica. "A perspectiva é que a computação quântica se torne cada vez mais eficiente e utilizada e que atinja a sua maturidade, segundo algumas pesquisa e pesquisadores, em 2030", apontou Gomes de Oliveira Computador quântico: como funciona a tecnologia que promete revolucionar a vida na Terra Veja os vídeos mais recentes do g1 AL Leia mais notícias da região no g1 AL

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Caso Peretto: Defesa de irmã acusada de matar comerciante faz alegações finais e diz que ela se relacionou com a cunhada; entenda

Publicado em: 24/08/2025 06:21

Caso Igor Peretto: entenda o assassinato do comerciante que descobriu traição A defesa de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento na morte do irmão e comerciante Igor Peretto, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, apresentou as alegações finais e pediu que ela não vá a júri popular. No documento obtido pelo g1, o advogado Leandro Weissman disse que ela negou ter um relacionamento com a cunhada, Rafaela Costa (viúva da vítima). Igor foi assassinado no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Rafaela (viúva), Marcelly Peretto (irmã por parte de pai) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditar o crime, alegando que a vítima era vista como um "empecilho no triângulo amoroso" formado entre eles. O trio aguarda a decisão da Justiça sobre a ida ou não a júri popular. O advogado de Marcelly afirmou que a cliente também negou a existência de um trisal entre ela, Rafaela Costa e Mario Vitorino. Segundo o documento, Marcelly declarou que aconteceu uma relação amorosa entre ela e a cunhada, Rafaela Costa, uma única vez, na data em que Igor foi morto. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. "E se ela mesma não tivesse dito em seu depoimento, ninguém saberia disso porque foi algo rápido e momentâneo", acrescentou o advogado, na alegação final encaminhada à Justiça. Segundo o documento elaborado pela defesa da ré, Marcelly negou ter participado de plano para matar o irmão, disse não ter conhecimento de "qualquer desígnio com intuito de assassiná-lo e não tinha nenhuma vantagem a seu favor com a morte dele". Apesar de estar no apartamento, Marcelly disse que não presenciou a luta corporal entre Mario e Igor e teria visto o irmão avançar em direção ao marido com um vidro. Ela alegou que, ao sair do quarto, viu a vítima caída ensanguentada, ocasião em que o Mario a mandou acompanhá-lo e eles fugiram. Segundo a defesa de Marcelly, ela só descobriu a traição após o crime, quando Mario revelou o relacionamento dele com Rafaela. Na sequência, ela avisou o advogado dele sobre o desejo de retornar a Praia Grande, onde se encontrou com o pai e o irmão. Para o advogado, a denúncia mostra-se absolutamente vazia e improcedente em relação à acusada Marcelly, não sendo produzida uma única prova ou mero indício consistente de autoria ou participação delitiva dela no crime. "É inconcebível que Marcelly, dadas as circunstâncias de afeto e proximidade familiar, concorreria de qualquer forma para o óbito de seu próprio irmão, conforme demonstrado pela ausência de evidências robustas de sua participação ou qualquer envolvimento criminoso", defendeu. O crime Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto Polícia Civil O crime aconteceu em 31 de agosto, no apartamento de Marcelly Peretto. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito pelo assassinato. Segundo os depoimentos do trio e dos advogados, a viúva Rafaela tinha um caso com Mário. O advogado de Marcelly ainda disse que a cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mario no apartamento. Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido. A informação consta em laudo necroscópico obtido pelo g1. Últimas imagens de Igor Cronologia da morte do comerciante Igor Peretto: tudo que se sabe da descoberta da traição à morte Reprodução O g1 teve acesso às últimas imagens de Igor com vida. Os vídeos mostraram os três suspeitos e a vítima chegando ao apartamento onde ocorreu o crime. Primeiro chegaram Marcelly e Rafaela, mas a viúva deixou o apartamento antes de Mario aparecer com Igor. De acordo com os registros de câmeras de monitoramento, a viúva e a irmã do comerciante chegaram de carro na rua do apartamento dela às 4h32 de 31 de agosto, sendo que o registro da entrada no prédio foi às 4h38. Dois minutos depois, elas são vistas abraçadas e rindo no elevador. As imagens mostraram que uma hora depois da chegada, Rafaela apareceu sozinha no elevador e foi embora do prédio. Em um minuto, ela saiu do prédio, entrou no carro e deixou o local. O tempo entre a saída dela e chegada da vítima foi de apenas 13 segundos. 05:42:27 - Rafaela foi vista saindo de carro 05:42:40 - Mario e Igor estacionaram na mesma rua Às 5h43, Igor foi visto entrando no prédio com Mario pela entrada social. Eles também foram vistos no elevador, onde a câmera flagrou uma discussão. A última vez que Igor foi visto com vida foi às 5h44, quando deixou o elevador com o cunhado e seguiu para o apartamento. Mario e Marcelly deixam o local juntos por volta das 6h05. O casal desceu pelas escadas, foi até o subsolo e deixou o prédio a pé pela garagem. De lá, os dois foram de carro para o apartamento de Mário, que fica a poucos quilômetros de distância do local do assassinato. Eles chegaram ao prédio às 6h11, ficaram aproximadamente cinco minutos e saíram segurando bolsas e outros objetos. O g1 não teve acesso a essas imagens. Triângulo amoroso Casais (Mário e Marcelly, à esq. e Igor e Rafaela, à dir.) moravam próximos em Praia Grande (SP) e se encontravam com frequência Redes Sociais O MP-SP concluiu que o trio premeditou o crime porque Igor era um "empecilho no triângulo amoroso" entre Rafaela, Marcelly e Mário Vitorino. Ao g1, a promotora Roberta afirmou ter considerado o caso como "chocante e violento". A promotora disse que em nenhum momento os envolvidos tentaram salvar Igor ou minimizar o sofrimento dele. "Fizeram buscas de rota de fuga ou de quanto tempo demoraria para [o corpo] cheirar e chamar a atenção de alguém e eles terem tempo de fugir", acrescentou. Vantagem financeira Igor Peretto, irmão do vereador de São Vicente (SP), Tiago Peretto (União Brasil), foi morto a facadas em Praia Grande Reprodução/Redes Sociais e Thais Rozo/g1 De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, a morte de Igor traria vantagem financeira aos acusados. Os advogados dos presos negaram a versão apresentada pelo MP-SP. De acordo com o MP, Mário poderia assumir a liderança da loja de motos que tinha em sociedade com o cunhado, enquanto a viúva receberia herança. “Marcelly, que se relacionava com os dois beneficiários diretos, igualmente teria os benefícios financeiros”, destaca o MP. O MP considerou a ação do trio contra Igor um "plano mortal". O documento diz que eles planejaram o crime, sendo que Mário desferiu as facadas, a viúva atraiu o comerciante e, com Marcelly, incentivou Mário a matá-lo. O órgão levou em conta essas informações para elaborar a denúncia por homicídio qualificado. “O crime foi cometido por motivo torpe, pois Mário, Rafaela e Marcelly consideraram Igor um empecilho para os relacionamentos íntimos e sexuais que os três denunciados mantinham entre eles", apontou a entidade. Ainda segundo a denúncia, o assassinato também foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois Igor estava desarmado e foi atacado por uma pessoa com quem tinha relacionamento próximo, e de quem não esperava mal. Prisão Mario, Marcelly e Rafaela, investigados pelo homicídio contra o comerciante Igor Peretto Reprodução e Redes sociais As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês. O trio havia sido preso temporariamente em setembro e, no início de outubro, a prisão temporária foi prorrogada. Na ocasião, a defesa de Rafaela chegou a entrar com pedido de habeas corpus, que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Justiça de Praia Grande (SP) converteu as prisões do trio, de temporárias para preventivas, após a denúncia feita pelas promotoras Ana Maria Frigerio Molinari e Roberta Bená Perez Fernandez, do MP-SP. Sobre o processo Trio acusado de envolvimento na morte de Igor Peretto chega a fórum para audiência A primeira audiência de instrução ocorreu em 20 de março, quando as partes começaram a apresentar as provas e argumentos para o andamento do processo. A sessão no fórum precisou ser retomada em 7 de maio e, pela quantidade de testemunhas, foi marcado um novo encontro para 16 de junho. Após os interrogatórios, o juiz deu um prazo para que as defesas apresentassem pedidos complementares, conhecidos como diligências, até 18 de junho. As defesas dos três réus se manifestaram dentro do prazo. O que dizem as defesas? O advogado Yuri Cruz, que representa Rafaela, afirmou ao g1 que se manifestou no prazo estipulado, solicitando a restituição do aparelho celular da ré. "Para que a defesa técnica possa apurar a existência de novos elementos probatórios que possam robustecer [fortalecer], ainda mais, a categórica ausência de responsabilidade penal de Rafaela", disse. A defesa espera que Rafaela não vá a júri popular. De acordo com ele, as acusações da denúncia foram afastadas pelas provas produzidas na audiência. O advogado Mário Badures, que defende Mário Vitorino, disse que a defesa confia na imparcialidade do Judiciário para a aplicação da lei no caso considerado "tragédia para a vítima e todos os envolvidos". Badures disse que a defesa se manifestou na Justiça sobre "algumas diligências pendentes". "Entre elas, o acesso aos autos sobre o 'vazamento de dados' ocorrido no inquérito, a restituição dos telefones apreendidos, algumas questões técnicas acerca das provas digitais e, por fim, a revogação da prisão preventiva, que nesta altura do processo não encontra mais qualquer necessidade", afirmou. O advogado Leandro Weissman, que representa Marcelly Peretto, também solicitou informações sobre o inquérito feito pela Polícia Civil. "Requeremos a diligência do processo retornar à delegacia para que seja informado se houve perícia e qual o resultado, bem como a roupa que ela usava e foi apreendida, visando saber de quem era o sangue existente", disse. Ao g1, ele também contestou a denúncia ofertada pelo MP, alegando que não havia um “triângulo amoroso” entre os acusados. “Os próprios policiais que conduziram a investigação do caso, excluem qualquer responsabilidade de Marcelly [...] A denúncia do Ministério Público em relação a ela é meramente fantasiosa, desprovida da realidade”, conta. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: vazamento de dados

Centro de tecnologia quer unir IA brasileira para criar robôs mais humanos e empáticos

Publicado em: 24/08/2025 06:00

Centro de tecnologia quer unir IA brasileira para criar robôs mais humanos e empáticos Pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, de Campinas (SP), querem unir o uso de um supercomputador e o Carcará, futura Inteligência Artificial (IA) brasileira, no desenvolvimento de robôs mais humanos e empáticos. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O pesquisador Josué Ramos, que atua há 43 anos na área de robótica, destaca como as IAs generativas já disponíveis, conhecidas como LLMs (na sigla em inglês de "large language models"), ampliaram possibilidades e os avanços na área. “A emergência das LLMs trouxe um salto no conhecimento. Agora temos sistemas com emergência de conhecimento, capazes de interações muito mais naturais”, explica. Os pesquisadores têm estudado a aplicação de modelos de LLMs já existentes em dois robôs adquiridos pelo CTI Renato Archer, criando mecanismos para, além de incorporar a tecnologia, fazer com que as máquinas, de fato, interajam de forma autônoma com humanos. Aceitos socialmente e emocionalmente Sophia, uma robô usada em pesquisas no CTI Renato Archer, em Campinas (SP), em que pesquisadores incorporaram inteligência artificial e trabalham na melhoria das interações entre humanos e máquinas Fernando Evans/g1 Ou seja, o objetivo é criar robôs que não apenas executem tarefas, mas que sejam aceitos socialmente e emocionalmente pelas pessoas. "Vai desde como o robô vai se movimentar para indicar que ele está alegre ou triste, como vai mostrar que está te apoiando. Não é só na fala, é no sentimento, na forma como ele olha. Você tem que captar o que o seu usuário, o ser humano, está sentindo. Isso é um desafio grande", explica Marcos Cruz. Esses desafios envolvem pesquisas e estudos de comportamento de diferentes áreas do conhecimento, que ultrapassam os limites da ciência da computação, mecânica e eletrônica. Os pesquisadores lidam com questões que vão de legislação e linguística, a artes, sociologia, psicologia e anatomia. "As pessoas humanizam os robôs. Há experimentos que mostram que em interações com um avatar (virtual) e o robô, elas perdoam mais os erros feitos por um robô físico do que um robô na tela. Essa humanização é um fenômeno que é muito estudado na área de interação", explica Josué. No trabalho são considerados fatores sobre como os robôs se comunicam, seja do volume aos gestos e, inclusive, proximidade no contato ou no acompanhamento de seres humanos. E tudo isso alinhando o uso de Inteligência Artificial. O pesquisador Josué Ramos, que atua há 43 anos na área de robótica no CTI Renato Archer, em Campinas (SP), fala sobre as múltiplas ciências envolvidas no estudo da interação entre humanos e máquinas Fernando Evans/g1 Robô recepcionista Um dos projetos em desenvolvimento no CTI Renato Archer envolve um robô recepcionista, que possa interagir com os visitantes e navegar pelo centro de forma autônoma, guiando as pessoas até os seus destinos. Para isso, é preciso mais do que a incorporação de linguagem aos robôs: é necessário entendimento do ambiente, localização, sensores e interação social. “A IA é só um aspecto. O robô precisa saber onde está, como se mover, como interagir com humanos. Tudo isso é parte do desafio”, destaca Cruz. E a IA brasileira? O pesquisador Marcos Cruz destaca que a inteligência artificial é apenas uma parte das tecnologias envolvidas no trabalho com robôs no CTI Renato Archer, em Campinas (SP) Fernando Evans/g1 Para operar um sistema que possa fornecer respostas mais rápidas e precisas, os pesquisadores explicam que é necessário um computador que possa processar bilhões de parâmetros. Por isso esperam pelo uso do Santos Dumont, supercomputador do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). O CTI Renato Archer vai incorporar um robô à Inteligência Artificial brasileira de grande porte, o Carcará, em desenvolvimento no LNCC, que será usada pela equipe para treinar modelos específicos para robótica, com foco em aplicações educacionais, sociais e industriais. "Nessas LLMs, que são essas redes neurais que falam com a gente como se fosse uma pessoa normal, notebooks comuns têm a capacidade de processar 8 bilhões de parâmetros. Um servidor aqui do CTI vai ter uma capacidade, no máximo, de 27 bilhões de parâmetros. E o que isso muda? Muda o tempo de resposta e a qualidade de resposta", diz Douglas Alexandre de Souza, engenheiro de controle e automação. Douglas Alexandre de Souza, engenheiro de controle e automação na área de robótica do CTI Renato Archer, em Campinas (SP) Fernando Evans/g1 Segundo os pesquisadores, quanto melhor a LLM, e maior a quantidade de parâmetros envolvidos, as respostas são melhores. Para efeito de comparação, Douglas cita que o ChatGPT tem trilhões de parâmetros. "Isso não dá para ter em um computador normal", enfatiza. Ou seja, ter acesso a uma LLM com mais parâmetros (Carcará) e um supercomputador (Santos Dumont) permitirá um domínio maior da tecnologia pela equipe, e a possibilidade de um treinamento mais eficaz e preciso dos robôs. "O que o Carcará pode trazer para gente? A nossa experiência tem mostrado que se você tem uma IA pequena, ela é sujeita a alucinações. As melhores respostas vêm com a IA grande. Se você tem grande capacidade de processamento, significa que você vai ter respostas melhores. Tem determinados treinamentos que você leva dias para fazer. A vinda de um computador de alto desempenho significa que dias podem virar horas", completa Josué. O robô Nao usado pela equipe do CTI Renato Archer, em Campinas (SP), nos trabalhos envolvendo uso do inteligência artificial Fernando Evans/g1 LEIA TAMBÉM Cristo impresso em Campinas é do tamanho de um grão de areia e 410 mil vezes menor que estátua do RS Parque de inovação inaugurado em Campinas receberá startups que desafiam problemas complexos; foco será na saúde Saiba como é feito biomodelo 3D para auxiliar cirurgia de separação de crianças siamesas Cristo impresso em Campinas é 410 mil vezes menor que estátua do RS VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Frio prolongado afeta produção de tomate e faz preços dispararem

Publicado em: 24/08/2025 04:00

Como a mudança no tempo impacta as lavouras e afeta a produção de tomate no ES O clima ameno da Região Serrana do Espírito Santo costuma atrair visitantes para as montanhas capixabas, transformando o local em refúgio para quem busca descanso. Mas, o mesmo frio agrada aos turistas, preocupa agricultores da região. A queda nos termômetros afeta diretamente o cultivo do tomate, uma cultura sensível às baixas temperaturas, e faz os preços dispararem nesta época. A temperatura ideal para germinação das sementes do tomateiro, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é de entre 15ºC e 25ºC. Para o desenvolvimento e produção, o tomateiro até suporta ampla variação de temperatura entre 10ºC e 34ºC. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Porém, nos municípios de Afonso Cláudio e Venda Nova do Imigrante, principais polos produtores de tomate no estado, as temperaturas mínimas chegaram a 9,7ºC e 6,1ºC, respectivamente, bem abaixo do que as plantas podem suportar, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Por conta disso, o tempo de colheita aumentou. Também devido às baixas temperaturas, o desenvolvimento dos frutos ficou comprometido. O resultado foi queda na produção. Com menos produto no mercado, os preços sobem. Frio atrasa a maturação de tomate no Espírito Santo Reprodução / TV Gazeta O produtor rural Cássio Gobbi explicou que a colheita já é naturalmente menor no inverno. "Geralmente, os primeiros frutos começam a madurar em 70 dias. No inverno, esse período passa para 90, e a gente colhe menos vezes por semana", analisou. Mas com o frio intenso, menos frutas se desenvolveram no tempo certo. O produtor de tomate-cereja, Bruno Cesconetto, pontuou que a produção do fruto neste ano deve ser 35% menor do que no ano passado, que foi de cerca de 380 toneladas. Este ano, estamos tendo um inverno com temperaturas baixas mais prolongadas. Geralmente, temos picos de frio, mas com temperaturas normais. Neste ano, as temperaturas estão baixas há mais de 90 dias, o que nos faz colher menos. Uma vez que estamos colhendo menos, a planta tem um ciclo mais longo" O frio pode impactar até mesmo as vendas para o Natal, época em que aumenta a procura pelo tomate-cereja. Bruno Cesconetto explicou que a planta, que deveria estar madurando agora, ainda vai levar mais um tempo para se desenvolver por conta do frio prolongado. Com isso, os produtores perdem uma janela de semeio para atender a essa data. Menos oferta, maior preço O atraso na maturação fez com que os produtores colhessem menos frutos durante o inverno. "Caiu muito a oferta, mas a demanda ainda é a mesma, o que faz os preços subirem", ressaltou Bruno Cesconetto. Com ciclos mais longos, plantas produzem menos tomate. Demanda alta faz preços subirem. Reprodução / TV Gazeta LEIA TAMBÉM: IMPACTOS: de café a pimenta e pescados: veja como o tarifaço de Trump ainda afeta produtos de exportação do ES MAIS OFERTA: polo produtor de tangerina prevê safra 30% maior em 2025 Em Vitória, o consumidor pagava R$ 58 a cada 9 kg de tomate, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em junho, o preço subiu para R$ 97 para a mesma quantidade. O aumento do preço não significa, necessariamente, maior receita para o produtor rural. "Uma vez que a gente colhe menos, o faturamento é o mesmo para o período", argumentou Cesconetto. Evaldo de Paula, extensionista do Incaper, explicou que o cultivo do tomate exige cuidados no manejo, por questões nutricionais, além de outros pontos que precisam ser monitorados. Uma alternativa, segundo ele, é usar a estufa, já que é "um ambiente em que é possível controlar fatores como a temperatura, ataque de pragas e doenças". Produtores apostam no cultivo em estufas para minimizar impactos de interferências na produção de tomate do Espírito Santo Reprodução / TV Gazeta Outro ponto de destaque, segundo o extensionista, é a tecnologia usada no campo, que vem sendo melhorada para a produção. "Hoje, somos referência nacional em qualidade, tecnologia e produtividade. O tomate produzido aqui na região é muito bem aceito e distribuído por todo o estado e também no país", acrescentou. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Aula no cemitério: alunos aprendem sobre preservação, turismo e memória no Caju

Publicado em: 24/08/2025 04:00

Alunos passeiam no Bosque de Memórias do Cemitério São Francisco Xavier Reprodução Para muitos, é um lugar de silêncio e saudade; mas, para crianças, pode ser uma curiosa sala de aula. Alunos da Escola Municipal Marechal Mascarenhas de Moraes, no Caju, estrearam na última sexta-feira (22), no vizinho Cemitério São Francisco Xavier, o “Educar para Sustentar”, programa da Concessionária Reviver que vai além de uma visita guiada. A iniciativa propõe uma nova forma de olhar para os cemitérios: como territórios educativos. Durante o passeio, os estudantes da 5ª série participaram de oficinas de reciclagem, compostagem e turismo cemiterial, além de atividades culturais que dialogam com os conteúdos escolares. “Queremos mostrar que os cemitérios não são apenas locais de memória e reverência, mas também espaços vivos, com potencial educativo, ambiental e cultural”, explica Sandra Fernandino, CEO da Reviver. Além das oficinas, os alunos conheceram túmulos de figuras históricas, como o da vereadora Marielle Franco e o do médium Bezerra de Menezes, um dos pontos mais visitados do cemitério por quem busca conforto espiritual. O projeto prevê ainda a capacitação de professores, distribuição de materiais educativos e o protagonismo dos estudantes em ações que vão além dos muros da escola. Outras unidades da rede pública vão passar pelo “Educar para Sustentar”. Colégios interessados em agendar a visita podem enviar um e-mail para qualidade.inovacao@reviver.srv.br. Alunos têm aula no Cemitério São Francisco Xavier Reprodução Alunos têm aula no Cemitério São Francisco Xavier Reprodução Um dos túmulos visitados é o da vereadora Marielle Franco Reprodução Túmulo de Bezerra de Menezes também está no roteiro Reprodução Inteligência Artificial já promete recursos para amenizar a dor de quem enfrenta o luto

Palavras-chave: inteligência artificial

Adultização reacende debate sobre regulação das redes, mas clima no Congresso ainda é desfavorável

Publicado em: 24/08/2025 04:00

A polêmica da adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais mobilizou o Congresso sobre o tema e reacendeu o debate sobre uma eventual regulamentação mais ampla do ambiente digital. No entanto, esse passo ainda parece distante, apesar de projetos já terem sido apresentados aos parlamentares. A adultização teve maior repercussão depois que o youtuber Felca publicou um vídeo denunciando o fenômeno e, em seguida, o influenciador Hytalo foi preso sob acusação de exploração de menores. Isso levou a Câmara dos Deputados a aprovar, na última quarta-feira (20), um projeto que combate a adultização de crianças nas redes sociais. O texto, que já havia sido analisado pelo Senado em 2022, precisará voltar para a Casa antes de seguir à sanção presidencial. Senado deve votar PL da Adultização nesta semana; entenda A votação foi praticamente consensual. Deputados de diferentes partidos destacaram a necessidade de proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais. O projeto prevê mecanismos de verificação de idade, exigência de supervisão parental e multas que podem chegar a R$ 50 milhões em caso de descumprimento pelas plataformas. Câmara aprova projeto contra adultização nas redes sociais Debate sobre regulação mais ampla O avanço do projeto abriu espaço para que o debate transbordasse para a discussão mais ampla da regulação das redes sociais. Nesse campo, porém, o ambiente no Congresso é de impasse. "A regulamentação das redes sociais é um tema inescapável para o Congresso, a abordagem faz parte da agenda, só que está engavetada. É um tema que divide opiniões, são visões distintas, e agora, com o tema da adultização das crianças, isso ganha notoriedade”, afirma o cientista político Augusto Prando. “É necessário um consenso mínimo, para se votar, mas pelo visto já existem alguns obstáculos desde então. Não querem fazer a discussão da adultização com regulamentação, porque entende que isso se tornaria uma censura”, conclui. Parlamentares da direita rejeitam qualquer tentativa de impor regras gerais mais restritivas, afirmando que isso pode se transformar em censura. “O que está em jogo é muito mais do que um projeto: é a preservação das liberdades fundamentais e a proteção da economia nacional”, afirmou a bancada do PL em nota. Já integrantes da esquerda sustentam que a liberdade de expressão não pode se sobrepor a outros direitos e que, por serem ambientes controlados por empresas privadas, as redes precisam ser reguladas. “A regulamentação das redes sociais é inescapável, mas está engavetada porque divide opiniões. A adultização deu notoriedade ao tema, mas ainda há resistência para avançar”, avalia o cientista político Augusto Prando. Para a advogada Samara Ohanne, “sem mobilização social, o Congresso dificilmente aprovaria o texto da adultização”. Ela defende que a proteção de crianças e adolescentes abre caminho para um debate mais amplo sobre responsabilidade das plataformas. Lei 'Felca': Câmara aprova projeto que combate pedofilia e 'adultização' de crianças em São Vicente, SP Vanessa Rodrigues/AT e Reprodução/Youtube/Felcaseita Projetos travados O principal projeto de regulação das redes em tramitação é o PL das Fake News, aprovado no Senado mas parado há mais de dois anos na Câmara. O texto prevê responsabilização de plataformas por conteúdos pagos, transparência em regras de moderação, retirada imediata de conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes, além de remuneração por conteúdos jornalísticos. No ano passado, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a articular uma votação, mas adiou ao avaliar que não havia votos suficientes. “Inequivocamente, existe uma pressão muito grande das Big Techs [grandes empresas de tecnologia]. É um momento delicado, em que o setor privado exerce grande influência na tomada de decisões”, disse o professor da USP Rubens Breçak. Ações no Judiciário Diante do impasse no Legislativo, o Supremo Tribunal Federal tem puxado mudanças. Em junho, a Corte atualizou o Marco Civil da Internet e decidiu que as plataformas podem ser responsabilizadas por não removerem conteúdos criminosos após notificação extrajudicial — sem necessidade de ordem judicial imediata. Segundo especialistas, a decisão pressiona o Congresso a se movimentar e aproxima o Brasil de modelos adotados na Europa, onde a regulação é mais rígida. Próximos passos Enquanto isso, a pauta contra a adultização continua a avançar no Legislativo. O projeto aprovado na Câmara terá de ser reavaliado pelo Senado e, se confirmado, seguirá para sanção presidencial. Em paralelo, especialistas defendem que o tema deve servir de impulso para retomar a discussão mais ampla sobre regulação das redes. “A sociedade muda mais rápido que as normas. O desafio é atualizar a legislação sem comprometer a liberdade de expressão, mas garantindo a proteção de direitos”, resume Prando.

Palavras-chave: tecnologia

Adultização: Senado deve votar nesta semana projeto para proteger crianças em ambientes digitais; entenda a proposta

Publicado em: 24/08/2025 04:00

O Senado deve votar nesta semana o chamado o projeto que combate a chamada "adultização" de crianças nas redes sociais. A proposta tem origem no Senado em 2022, mas sofreu modificações durante votação na Câmara, que aprovou o texto na última quarta-feira (20). Clima para regular redes ainda é desfavorável Agora, os senadores vão reanalisar o texto, que ganhou força após um vídeo sobre o tema, feito pelo influenciador Felca, viralizar recentemente. O projeto estabelece uma série de obrigações aos provedores de redes sociais. 📱Entre as obrigações, está a de garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes a um responsável e a remoção de conteúdo considerado abusivo para este público. Câmara aprova projeto contra adultização nas redes sociais O objetivo da lei é garantir a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Ela se aplicará sobre todo produto ou serviço de tecnologia da informação quando houver possibilidade de uso por crianças e adolescentes. 💵O descumprimento das medidas pode levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado na plataforma até um limite de R$ 50 milhões, dependendo da infração. 🚫As empresas também poderão ter suas atividades suspensas temporária ou definitivamente em caso de descumprimento das medidas. O que diz o projeto? Sessão do Senado em que a PEC foi aprovada. Jonas Pereira/Agência Senado No caso de identificação de conteúdos de abuso sexual, sequestro, aliciamento e exploração, as empresas deverão comunicar imediatamente às autoridades nacionais e internacionais. Para atender a uma demanda da oposição, o relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), limitou o escopo de denunciantes: apenas vítimas, responsáveis, Ministério Público ou entidades representativas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, independentemente de ordem judicial. 📄Para que um conteúdo seja retirado do ar, o usuário que o publicou terá que ser previamente notificado sobre essa retirada, com a explicação do motivo, bem como se a análise do conteúdo foi feita de forma automatizada ou por uma pessoa. Os usuários terão como recorrer da decisão a partir de um mecanismo que deve estar disponível de maneira acessível e clara na plataforma. São considerado impróprios ou inadequados para crianças e adolescentes, pelo texto: exploração e abuso sexual; violência física, intimidação sistemática virtual e assédio; indução, incitação, instigação ou auxílio a práticas que levem a danos à saúde física ou mental de crianças e adolescentes, como automutilação e uso de substâncias que causem dependência; promoção e comercialização de jogos de azar, apostas, loterias, produtos de tabaco, bebidas alcoólicas, narcóticos ou produtos de comercialização proibida a crianças e adolescentes; práticas publicitárias predatórias, injustas ou enganosas; conteúdo pornográfico. 🔊Caso uma denúncia seja feita de forma arbitrária, sanções também poderão ser adotadas, inclusive com a possibilidade de suspensão temporária ou perda da conta para quem fizer falsa denúncia reiteradamente. Verificação de idade Felca fala sobre motivação para fazer vídeo 'Adultização' Os fornecedores de produtos com conteúdo impróprio para menores de 18 anos deverão impedir o acesso por crianças e adolescentes. O projeto determina apenas que os fornecedores devem “adotar medidas eficazes” para isso, através de “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso do usuário ao conteúdo". 🧒O projeto de lei proíbe que a conferência de idade seja feita através de autodeclaração do usuário. O texto estabelece que o poder público poderá atuar como um regulador da verificação de idade, bem como certificar os processos e promover as soluções técnicas para que a idade do usuário seja aferida adequadamente. 👨‍👩‍👧‍👦No caso das redes sociais, o texto determina que contas de usuários com até 16 anos devem estar, obrigatoriamente, vinculadas à conta ou à identificação de um de seus responsáveis legais. Os provedores poderão requerer dos responsáveis a verificação da identidade da criança ou do adolescente que solicitou acesso à plataforma. Controle dos pais O projeto também exige que as empresas disponibilizem para os meios mecanismos para garantir o acompanhamento do conteúdo acessado pelas crianças e adolescentes, bem como limitar o tempo de uso. Isso deve estar de forma transparente nas plataformas. Segundo o texto, deverá ser disponibilizado um “exibir aviso claro e visível quando as ferramentas de supervisão parental estiverem em vigor". Medidas de prevenção O projeto determina que os provedores elaborem políticas claras e eficientes de prevenção à intimidação e ao assédio no ambiente virtual. Também caberá às empresas desenvolver programas educativos para crianças, adolescentes, pais, educadores, funcionários e equipes de suporte sobre os riscos, formas de prevenção e enfrentamento dessas práticas, nos termos de regulamento. As redes que tiverem mais de 1 milhão de crianças ou adolescentes como usuários deverão apresentar um relatório semestral com a quantidade de denúncias de abusos recebidas, a quantidade de conteúdo que foi moderada, bem como o detalhamento do gerenciamento de risco à segurança e à saúde de crianças e adolescentes identificados.

Palavras-chave: tecnologia

Condomínio médio em bairro mais caro de Porto Alegre custa quase um salário mínimo; veja lista de valores

Publicado em: 24/08/2025 02:00

Vista aérea de Porto Alegre. Avenida Ipiranga e o Arroio Dilúvio. Giulian Serafim/PMPA A taxa média de condomínio mais cara de Porto Alegre pode custar quase o valor do salário mínimo nacional, mostra um levantamento feito pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, em julho de 2025. No bairro Bela Vista, o mais caro da cidade, a taxa média de R$ 1.400 por mês. Atualmente, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.518. Veja a lista completa abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em seguida, aparecem os bairros Moinhos de Vento (R$ 1.300) e Jardim Europa (R$ 1.250). A média geral da cidade é de R$ 512, menos da metade dos líderes no ranking. De acordo com a empresa, a pesquisa analisou 7 mil anúncios ativos de imóveis residenciais publicados em julho nas principais plataformas digitais de venda e locação. "Esses bairros concentram empreendimentos de alto padrão, com áreas amplas, segurança reforçada e infraestrutura completa, o que eleva os custos fixos”, explica o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi. O levantamento também mostra quais são os bairros com maior valor de condomínio por metro quadrado. Os mesmos três bairros lideram a lista: Bela Vista (R$ 8,40/m²), Jardim Europa (R$ 7,57/m²) e Moinhos de Vento (R$ 7,44/m²). Veja a lista dos 20 bairros com o valor médio de condomínio mais caro: Bela Vista: R$ 1.400 Moinhos de Vento: R$ 1.300 Jardim Europa: R$ 1.250 Mont'Serrat: R$ 905 Vila Assunção: R$ 900 Independência: R$ 900 Rio Branco: R$ 850 Três Figueiras: R$ 800 Chácara das Pedras: R$ 764 Petrópolis: R$ 750 Tristeza: R$ 700 Jardim Lindóia: R$ 690 Boa Vista: R$ 650 Auxiliadora: R$ 648 Higienópolis: R$ 600 Bom Fim: R$ 560 Jardim do Salso: R$ 526 Menino Deus: R$ 500 Jardim Carvalho: R$ 500 Passo D'Areia: R$ 450 Deputados estaduais do RS aprovam novo salário mínimo regional VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Sharenting: entenda o que é e o risco para crianças nas redes

Publicado em: 24/08/2025 00:05

Você sabe o que é sharenting? A palavra é uma junção de share (compartilhar, em inglês) e parenting (parentalidade, em inglês), e define o hábito de compartilhar fotos, vídeos e hábitos dos filhos na internet. Apesar de muitas vezes ser motivada por boas intenções - como o desejo de compartilhar momentos da vida familiar com parentes ou amigos -, essa prática carrega riscos e consequências. É o que explicou a psicóloga Nay Macedo, especialista em proteção infanto-juvenil na era digital, em entrevista ao podcast O Assunto da segunda-feira (18). Ouça, no player acima, a partir do minuto 28:14. "O sharenting é esse termo que foi cunhado para definir quando os pais ou responsáveis compartilham informações relacionadas às crianças e adolescentes." "Frequentemente, a gente tem a tendência a achar que isso está relacionado somente às imagens, mas tanto podem ser as imagens, fotos e vídeos, como podem ser informações pessoais dos filhos." O perigo está nos algoritmos das redes sociais, que podem fazer um conteúdo viralizar e ser distribuído amplamente, inclusive para abusadores. Por isso, uma das principais orientações de especialistas é manter perfis fechados nas redes sociais. Segundo Nay, uma pesquisa da Universitat Oberta, em parceria com a Polícia Nacional da Espanha, revelou um dado alarmante: até 72% do material de abuso sexual infantil apreendido na internet tinha origem em postagens feitas pelos próprios familiares das vítimas. "A gente tem muitas evidências hoje para dizer que, por exemplo, imagens de crianças que tenham menos roupa e mesmo que essas imagens não sejam sexualizadas, [...] a maioria dessas imagens estava na escala zero. Ou seja, não tinha nenhum nível de erotização." Diante desses riscos, a conscientização dos pais é fundamental. Nay Macedo sugere algumas recomendações para minimizar a vulnerabilidade das crianças no ambiente digital. A proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual é um esforço que demanda a participação de toda a sociedade, não apenas dos pais, mas também do poder público, das grandes empresas de tecnologia e até das escolas. A discussão sobre a exposição de imagens de crianças e adolescentes ganhou repercussão após o YouTuber Felca divulgar um vídeo alertando sobre a adultização de crianças e adolescentes e o uso de imagens de menores para monetizar nas redes sociais. A publicação soma quase 50 milhões de visualizações e rompeu bolhas na sociedade. Ouça a íntegra do episódio aqui. O que você precisa saber: 'Internet é lugar público e perigoso': Juíza faz alerta sobre perigo de redes sociais para crianças REDES SOCIAIS: Vídeo viral levanta debate sobre exploração de crianças e adolescentes Denúncias de exploração sexual na internet mais do que dobram em seis dias INFLUENCIADOR: Por que Hytalo Santos foi preso? Veja os argumentos do juiz do caso Defesa de Hytalo diz que decisão é 'ilegal' e que vai pedir habeas corpus ENTENDA: O que é 'adultização' e por que ela traz danos à infância? Como proteger a imagem de crianças na internet O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

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