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Pesquisadores encontram reserva de água doce submarina que pode abastecer milhões; entenda

Publicado em: 11/09/2025 05:02

Tubo de perfuração é visto sob a plataforma Liftboat Robert, a partir da embarcação de apoio Gaspee, no Atlântico Norte, em 19 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP Há milhares de anos, quando as geleiras começaram a derreter e o nível dos oceanos subiu na região que hoje corresponde ao nordeste dos Estados Unidos, algo inesperado ficou guardado sob o fundo do mar. Quase 50 anos atrás, um navio do governo norte-americano que buscava minerais e petróleo perfurou o solo marinho para ver o que encontrava. Em vez disso, encontrou algo surpreendente: água doce. Neste verão do Hemisfério Norte, uma expedição científica global inédita voltou ao local para investigar. Perfurações feitas ao largo de Cape Cod, em Massachusetts, revelaram milhares de amostras de um aquífero subterrâneo que pode se estender de Nova Jersey até o estado do Maine. É apenas um dos muitos depósitos de “água doce secreta” que se sabe existirem em mares rasos do planeta e que talvez, no futuro, possam ser aproveitados para saciar a sede crescente da humanidade, explica Brandon Dugan, co-chefe científico da missão. “Precisamos olhar para todas as possibilidades que temos para encontrar mais água para a sociedade”, disse Dugan, geofísico e hidrólogo da Colorado School of Mines, em entrevista à Associated Press durante 12 horas passadas na plataforma de perfuração. O sol se põe atrás da plataforma Liftboat Robert, base da Expedição 501, missão científica internacional que perfura o fundo do mar em busca de água doce, no Atlântico Norte, em 19 de julho de 2025. AP Photo/Carolyn Kaster Segundo ele, a equipe buscou água “em um dos últimos lugares onde alguém provavelmente procuraria por água doce na Terra”. Os cientistas encontraram. E agora vão analisar, nos próximos meses, quase 50 mil litros dessa água em laboratórios espalhados pelo mundo. O objetivo é decifrar sua origem — se veio do derretimento de geleiras, de sistemas subterrâneos conectados ao continente ou de uma mistura dos dois. O potencial é enorme. Mas também os desafios: extrair essa água, decidir quem seria dono dela, quem poderia usá-la e como fazê-lo sem causar danos à natureza. Mesmo que viável, levar essa água à costa para uso público em larga escala deve levar anos. Pesquisadores da Expedição 501, entre eles Brandon Dugan, co-chefe científico da missão, transportam amostras para um contêiner refrigerado a bordo da plataforma Liftboat Robert, no Atlântico Norte, em 20 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP O velho marinheiro já avisava Por que insistir? Em apenas cinco anos, segundo a ONU, a demanda global por água doce deve superar a oferta em 40%. O aumento do nível do mar, causado pelo aquecimento climático, já contamina reservatórios costeiros de água doce, enquanto os data centers que sustentam a inteligência artificial e a computação em nuvem consomem água em ritmo insaciável. A famosa lamentação do marinheiro na obra clássica de Samuel Taylor Coleridge, “Água, água por toda parte, e nenhuma gota para beber”, hoje serve de aviso tanto para marinheiros em alto-mar quanto para moradores em terra firme. Na Virgínia, por exemplo, um quarto de toda a energia produzida no estado já vai para data centers, proporção que deve quase dobrar em cinco anos. Cada centro de médio porte consome, em média, tanta água quanto mil casas. Estados vizinhos aos Grandes Lagos também enfrentam escassez de água subterrânea. Em Cidade do Cabo (África do Sul), quase 5 milhões de habitantes ficaram prestes a ficar sem água em 2018, durante uma seca histórica de três anos. Pesquisadores acreditam que a África do Sul também possui reservas submarinas de água doce, e há indícios de que cada continente pode ter depósitos semelhantes. Água residual jorra da perfuratriz de sondagem da Expedição 501 durante operação a bordo da plataforma Liftboat Robert, no Atlântico Norte, em 20 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP Locais como a Ilha do Príncipe Eduardo (Canadá), o Havaí (EUA) e Jacarta (Indonésia) já enfrentam estresse hídrico em terra firme ao mesmo tempo em que podem abrigar aquíferos sob o mar. A Expedition 501 custou US$ 25 milhões e reuniu cientistas de mais de uma dezena de países, financiada pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA e pelo Consórcio Europeu de Perfuração em Pesquisa Oceânica. (O financiamento americano foi garantido antes dos cortes de orçamento buscados pelo governo Donald Trump). Os pesquisadores acreditavam que o aquífero poderia abastecer uma cidade do tamanho de Nova York por 800 anos. E encontraram água doce em profundidades maiores e menores do que o esperado, sugerindo uma reserva ainda maior. "Drill, baby, dril". Mas desta vez, por água O trabalho no mar durou três meses a bordo do Liftboat Robert, uma embarcação que, ao chegar ao local, baixa três enormes pilares até o fundo e fica suspensa sobre as ondas. Normalmente usada em plataformas de petróleo e parques eólicos offshore, a missão desta vez era diferente. “Sabemos que esse fenômeno existe aqui e em outras partes do mundo”, disse Jez Everest, gerente do projeto e cientista do British Geological Survey, em Edimburgo, na Escócia. “Mas nunca foi diretamente investigado por um projeto de pesquisa antes.” Ou seja: nenhuma equipe havia perfurado sistematicamente o leito marinho em busca de água doce. A Expedition 501 foi literalmente pioneira — atingindo até 400 metros de profundidade sob o leito oceânico. Essa expedição seguiu os passos de uma pesquisa de 2015, que havia mapeado o aquífero usando tecnologia eletromagnética para estimar a salinidade da água. Na época, a Woods Hole Oceanographic Institution e o Observatório Lamont-Doherty da Universidade Columbia já apontavam evidências de um “aquífero submarino maciço” na região, comparável em tamanho ao Ogallala, maior aquífero dos EUA. O interesse em água doce sob o mar, porém, é mais antigo. Em 1976, o Serviço Geológico dos EUA (USGS) perfurou um poço de teste na ilha de Nantucket (Massachusetts) e retirou água doce de profundidades tão grandes que os cientistas se perguntaram se não viria do mar. No mesmo ano, o governo norte-americano organizou uma expedição de 60 dias com o navio Glomar Conception, que perfurou trechos da plataforma continental entre a Geórgia e a Nova Inglaterra. Encontraram água doce ou parcialmente dessalinizada em diversos pontos. Isso abriu caminho para os caçadores de água meio século depois. Integrantes da Expedição 501 observam da plataforma Liftboat Robert a aproximação do Gaspee, embarcação de apoio usada para transporte de tripulação, no Atlântico Norte, em 19 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP O momento "eureka" chegou cedo Logo após a chegada do Liftboat Robert ao primeiro dos três pontos de perfuração, em 19 de maio, amostras retiradas do subsolo apresentaram salinidade de apenas 4 partes por mil. O oceano, em média, tem 35 partes por mil. “Quatro por mil foi um momento eureka”, disse Dugan. A descoberta sugeria que a água já esteve ou ainda está conectada a sistemas terrestres. À medida que a expedição avançava, perfurações feitas a 30 a 50 km da costa trouxeram amostras com salinidade ainda menor, chegando a 1 parte por mil — equivalente à água doce que bebemos em terra firme. Teoricamente, era água potável. Mas ninguém se atreveu a beber. Um contêiner de suprimentos é içado do Gaspee, embarcação de transporte de tripulação, para a plataforma Liftboat Robert durante operação da Expedição 501 no Atlântico Norte, em 19 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP Ainda não é hora de beber essa água Nos próximos meses, os cientistas vão analisar as propriedades da água: quais microrganismos vivem ali, de que nutrientes precisam, quais subprodutos geram — em resumo, se a água é segura para consumo. “É um ambiente novo, nunca estudado antes”, explicou Jocelyne DiRuggiero, bióloga da Universidade Johns Hopkins, que pesquisa microrganismos em ambientes extremos. “A água pode conter minerais nocivos à saúde humana, já que percolou por camadas de sedimentos. Mas os aquíferos terrestres também se formam assim — e geralmente têm água de alta qualidade.” O sequenciamento de DNA das amostras vai revelar quais microrganismos existem ali e como sobrevivem. Outro ponto crucial: determinar a idade da água. Se for milenar, vinda do derretimento de geleiras, o recurso pode ser finito. Mas se for mais recente, resultado de infiltração continental, significa que o aquífero ainda se recarrega, ainda que lentamente. “Se for jovem, significa que foi uma gota de chuva há 100 ou 200 anos”, disse Dugan. “Se for jovem, está recarregando.” Integrantes da Expedição 501 descem da plataforma Liftboat Robert para o navio de apoio Gaspee em uma cesta de transferência Billy Pugh, no Atlântico Norte, em 19 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP Questões para ciência e sociedade Para a ciência básica, é uma questão de origem. Para a sociedade, as dúvidas são maiores: quem administraria essa água? É possível extraí-la sem contaminar a reserva com água salgada? Seria mais barato e sustentável do que as atuais usinas de dessalinização? Dugan disse que, se governos decidirem explorar, comunidades costeiras poderiam recorrer a esses aquíferos em casos de seca ou enchentes que contaminem reservatórios. Mas a ideia de usar essa água ainda é tão nova que nem entrou no radar de formuladores de políticas. “É uma lição de como às vezes pode levar muito tempo para viabilizar essas coisas, e da perseverança necessária para chegar lá”, disse Rob Evans, geofísico de Woods Hole, cuja expedição em 2015 apontou o caminho para a 501. “Há uma empolgação enorme por finalmente termos amostras.” Ainda assim, ele alerta para riscos. Extrair água desses aquíferos pode alterar reservas terrestres conectadas. Além disso, a água subterrânea que escapa para o leito oceânico pode fornecer nutrientes vitais para ecossistemas. “Se começássemos a bombear agora, quase certamente haveria consequências imprevistas”, disse Evans. “Precisaríamos de muito equilíbrio antes de avançar.” A pesquisadora Alizé Longeau, da Expedição 501, coleta amostras de água de núcleos de perfuração a bordo da plataforma Liftboat Robert, no Atlântico Norte, na madrugada de 20 de julho de 2025. Carolyn Kaster/AP Longe de casa Para os participantes, chegar ao Liftboat Robert exigia uma viagem de mais de 7 horas desde Fall River, Massachusetts, em barcos de apoio que faziam a rota a cada 10 dias, levando suprimentos e revezando equipes. Na plataforma, o barulho metálico dos canos de perfuração e o cheiro de lama se misturavam ao trabalho silencioso de cientistas em laboratórios improvisados. Amostras eram cortadas em discos, congeladas, filtradas ou seladas para estudos de gases antigos dissolvidos. Depois de seis meses de análises, as equipes vão se reunir novamente — desta vez, na Alemanha — para um mês de pesquisa conjunta que deve trazer as primeiras conclusões sobre a origem e a idade da água. Em 31 de julho, o Liftboat Robert suspendeu suas colunas e deixou o Atlântico, encerrando uma missão que deu novo sentido a outro verso de Coleridge, no clássico A Balada do Velho Marinheiro: “Acredito prontamente que há mais naturezas invisíveis do que visíveis no universo.” Cabeça d'água: saiba o que é e os cuidados em cachoeiras

Mudança genética em vacas gera aumento na produção de leite em MT

Publicado em: 11/09/2025 05:02

Mudança genética em vacas gera aumento na produção de leite em MT Assessoria A produção de leite de uma vaca em Mato Grosso costuma ser, em média, de 4,6 litros por dia, mas uma mudança genética foi capaz de aumentar esse número em mais de cinco vezes ao dia. Esse resultado foi observado no rebanho da fazenda Santa Helena, no assentamento Jonas Pinheiro, em Vera, a 486 km de Cuiabá. A melhoria genética tem impacto direto na produtividade e, em consequência, na renda dos produtores da agriculta familiar de pequena escala. É o caso dos proprietários Sidnei José dos Santos e Luzia Jociane Novask dos Santos, que integram uma iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). Esse aumento na produtividade é fruto do trabalho de transferência de embriões para a cadeia leiteira do estado. Desde 2020, mais de R$ 6,7 milhões foram investidos no projeto, que atendeu 1.080 produtores em 32 municípios mato-grossenses e totalizou 4.126 prenhezes até o momento. Segundo o governo, o programa avança para segunda fase, em que novos produtores terão a oportunidade de participar. Como é a produção? Em Vera, o projeto teve início em junho de 2022, quando três produtores foram atendidos, de acordo com o governo. Até então, a produção de leite do casal Sidnei e Luzia dependida das 20 vacas da propriedade. A média de produção diária variava entre 15 e 20 litros por dia. “Cada vaca só dava leite entre 4 e 5 meses por ano”, lembra Luzia. Com a tecnologia, a média de produtividade com sete novilhas chega a 178 litros por dia na primeira cria. A expectativa é o incremento da produção na segunda gestação dos animais. O que é melhorado? A aplicação da biotecnologia de transferência de embriões sexados de fêmeas da raça Girolando ½ sangue nas 20 vacas da propriedade transformou a fazenda Santa Helena em um caso de sucesso, de acordo com o governo. O leite da propriedade é vendido para a Cooperativa Agropecuária Mista Terranova, em Terra Nova do Norte, a 650 quilômetros de Cuiabá, no extremo norte do estado, que beneficia o produto.

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Guia da COP 30: veja os eventos oficiais em Belém ligados à conferência climática

Publicado em: 11/09/2025 05:00

Parque da Cidade abrigará Green Zone na COP 30, em Belém. Rafael Medelima/COP30 Em dois meses, Belém se tornará palco de um novembro histórico. A capital do Pará será o centro das atenções globais ao sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP 30, entre os dias 10 e 21 de novembro. Mas antes mesmo da abertura oficial, a cidade já começa a receber uma série de encontros diplomáticos e técnicos que fazem parte da programação oficial da conferência. A seguir, veja o guia com os principais eventos em Belém durante o mês da COP: ✅ Pré-sessões diplomáticas Encontros antecedem a COP 30 e são fundamentais para que os países alinhem posições e construam consensos antes das negociações formais. 4 e 5 de novembro: Pré-sessões dos Países Menos Desenvolvidos (LDCs) Representantes de nações com maiores vulnerabilidades climáticas se reúnem para definir estratégias conjuntas. 6 e 7 de novembro: Pré-sessões dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) Países insulares discutem os impactos da crise climática e formas de garantir financiamento e adaptação. 8 e 9 de novembro: Grupo dos 77 e China (G77 + China) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM) Bloco que reúne países em desenvolvimento articula propostas comuns para a conferência. 👥 Cúpula dos Líderes 6 e 7 de novembro: Chefes de Estado e de governo reforçam compromissos climáticos e dão o tom das negociações A Cúpula dos Líderes é considerada um dos momentos mais estratégicos da COP, pois influencia diretamente os rumos das decisões que serão tomadas nos dias seguintes. 🌍 Sessões oficiais da COP 30 10 a 21 de novembro: COP 30 é realizada oficialmente neste período, com debates técnicos, políticos e científicos sobre o futuro da ação climática global. Durante a conferência, Belém também será sede de dois órgãos fundamentais da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): SBSTA 63 – Órgão Subsidiário de Aconselhamento Científico e Tecnológico Responsável por fornecer embasamento técnico para as decisões da COP. SBI 63 – Órgão Subsidiário de Implementação Avalia o progresso na aplicação dos acordos climáticos, como o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris. 📌 Outros encontros oficiais Além da COP 30, Belém também será palco de: CMP 20 – 20ª reunião das Partes do Protocolo de Quioto CMA 7 – 7ª reunião das Partes do Acordo de Paris Esses dois fóruns complementam as discussões da COP e aprofundam temas específicos de cada tratado climático. (Esta matéria está sendo atualizada conforme os eventos são divulgados) VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

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Windows: Microsoft finalmente resolve problema irritante na instalação de apps

Publicado em: 11/09/2025 04:21 Fonte: Tudocelular

Relatos de problemas no Windows não são uma novidade, mas felizmente, a Microsoft liberou esta semana uma atualização para corrigir falhas introduzidas nos patches de segurança de agosto de 2025, que geraram prompts inesperados do Controle de Conta de Usuário (UAC) e dificultaram a instalação de aplicativos para usuários sem privilégios administrativos. A falha afetou diversas versões do Windows, incluindo Windows 10, 11 e Windows Server, em escala global.O problema na instalação de apps no Windows surgiu após a implementação de correções para a vulnerabilidade CVE-2025-50173, que permitia o escalonamento de privilégios por invasores autenticados. Para mitigar o risco, a Microsoft adicionou camadas extras de verificação no UAC, mas isso acabou prejudicando tarefas rotineiras, como reparos no Windows Installer (MSI) e execução de comandos de recuperação.Clique aqui para ler mais

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Médica é condenada por recusar anestesia para grávida atendida pelo SUS no Paraná

Publicado em: 11/09/2025 04:01

Legislação brasileira não prevê crime de violência obstétrica. RPC A médica Iuria Sumi foi condenada por violência obstétrica contra uma mulher em trabalho de parto atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital do Rocio, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A defesa dela ainda pode recorrer da decisão. Segundo o Ministério Público do Paraná, em fevereiro de 2022, a médica negou anestesia para a paciente, alegando que "não fornecia analgesia nem mesmo para pacientes de convênio e, muito menos, do Sistema Único de Saúde". Na denúncia, o MP cita ainda que a médica teria dito durante o parto "que o bebê não nascia por culpa da vítima, que não fazia força direito". Ao longo do processo, a médica negou as acusações. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Conforme a denúncia que baseou a condenação, a vítima foi deixada por várias horas sozinha, com dores, em um quarto escuro, mesmo pedindo ajuda. A mulher relata ainda que teve que ficar cerca de 40 dias afastada em razão do trauma físico e psíquico do parto. Segundo a denúncia, a ação da médica causou sofrimento psicológico à vítima e não garantiu que ela tivesse assistência adequada e humanizada durante o parto. A juíza Mércia Deodato do Nascimento entendeu que houve violência obstétrica e condenou a médica a sete meses de prisão. O hospital não foi investigado no processo. "As narrativas apresentadas pela vítima, pela testemunha e as incongruências do relato da ré, somado ao laudo psicológico confirmam a narrativa fática constante na denúncia, no sentido de que a vítima sofreu dano emocional, após ser submetida a episódios de constrangimento, ridicularização e humilhação durante o seu trabalho de parto, sendo submetida a violência obstétrica pela ré Iuria Sumi, fatos que causaram prejuízo à sua saúde psicológica", diz a sentença. O advogado Edson Gonçalves, que representa a médica, afirmou que a cliente prestou todo o atendimento possível à vítima. "Minha cliente atendeu ela antes do parto, então, durante esse atendimento prévio, em momento algum foi negado qualquer atendimento para ela. Todos os protocolos foram atendidos. É uma médica com mais de 30 anos de experiência, então não tem como concordar com essa condenação", afirma. LEIA TAMBÉM: Investigação: Polícia resgata mulher mantida em cárcere privado por mais de 10 anos pelo próprio marido Vídeo: Criança de dois anos é vista andando sozinha na rua e PM vai de porta em porta para devolvê-la à família Susto: Família procura por homem que desapareceu após ir a desfile do 7 de setembro e descobre que ele foi preso por não pagamento de pensão Pena alternativa A médica foi condenada a sete meses de reclusão. Porém, na sentença, a Justiça determinou a substituição da pena. Com isso, a médica terá a obrigação de cumpriu uma hora de trabalho voluntário por dia de condenação, a fim de não prejudicar a jornada de trabalho dela. O local será escolhido pela Justiça conforme as aptidões da médica. A profissional de saúde também foi condenada a indenizar a vítima em R$ 5 mil. O caso foi analisado também pelo Conselho Regional de Medicina, que absolveu a médica das acusações. Conforme o órgão, os processos tramitam na instância penal, civil e administrativa (CRM) de maneira independente, visto que são regidos por códigos diferentes. Legislação brasileira não prevê crime de violência obstétrica O Ministério Público considerou a condenação "justa e satisfatória". "A condenação não vai apagar aquilo que a vítima passou, mas sim ajudar a evitar que novos comportamentos desse tipo venham a ocorrer", afirma o promotor de Justiça Eduardo Labruna Daiha. Não há lei federal no Brasil ou outro tipo de regulamentação nacional sobre o que configura ou não violência obstétrica. Atualmente, a conduta de violência obstétrica se enquadra em outros crimes como lesão corporal, injúria, violência psicológica, entre outros, além de infrações no âmbito cível. Para a promotora de Justiça Mariana Bazzo, a ausência de uma legislação específica é uma das mais expressivas lacunas na área de combate à violência de gênero. "Com certeza isso representa uma ausência de informação e de punição de condutas assim, pois a mulher em situação de violência não vai ter noção do que é considerado errado pela legislação", afirma Bazzo. Para a promotora, o problema se estende também na dificuldade para a elaboração de políticas públicas. "Isso representa um grande prejuízo para que políticas públicas sejam implementadas de forma a resolver o problema, pois sequer são produzidas estatísticas sobre essas ocorrências. Não há um tipo penal, não há um filtro, não há estatísticas e, por isso, não se organizam medidas de prevenção da violência com precisão", reforça. LEIA MAIS SOBRE SAÚDE: Decisão: Justiça autoriza transfusão de sangue em bebê após pais recusarem procedimento por motivos religiosos Ciência: Menina com paralisia facial passa por técnica inovadora para transplante de nervo Tecnologia: Mulher descobre tuberculose com ajuda de aplicativo de celular Hospital diz que colaboradores passam por treinamento Em nota, o Hospital do Rocio afirmou que a médica que não atua mais na instituição. O hospital ressaltou ainda que remédios para a dor estão disponíveis para todas as pacientes, inclusive as que são atendidas pelo SUS. Confira na íntegra o posicionamento: O Hospital do Rocio não tolera qualquer tipo de violência obstétrica, respeita integralmente todos os direitos das gestantes, bem como reforça seu compromisso com a segurança do paciente e qualidade da assistência médica. A instituição reafirma que não é parte da Ação Penal em questão, que envolve apenas uma médica que não atua mais no seu corpo clínico, mas que sempre esteve à disposição das autoridades e prestou todos os esclarecimentos que lhe cabiam no curso do processo. Sobre o caso específico noticiado, o hospital deixa claro que todas as doulas, que realizam o prévio cadastramento previsto em lei, sempre acompanham as parturientes atendidas. No atendimento da paciente em questão, há o registro de que, apesar da doula não fazer o seu cadastro prévio, mesmo assim, acompanhou normalmente o trabalho de parto. Além disso, a opção da analgesia sempre esteve e está disponível para todas as pacientes, inclusive as que são atendidas pelo SUS. O Hospital do Rocio esclarece que todos os seus colaboradores e médicos são constantemente orientados, treinados e capacitados, de modo a manter a excelência no atendimento e na experiência de todos os pacientes da instituição. Aumentam as denúncias de violência obstétrica no Paraná VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Qual é o papel dos EUA na crise climática?

Publicado em: 11/09/2025 04:00

Qual é o papel dos EUA na crise climática? O americano médio emite quase três vezes mais gases de efeito estufa do que a média global. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Hoje, cada cidadão dos Estados Unidos responde por cerca de 14,2 toneladas de CO₂ ao ano, contra 4,8 toneladas da média mundial. Esse padrão de consumo e emissões se mantém há décadas. Para tentar reverter esse quadro, o país voltou ao Acordo de Paris em 2021, no governo Joe Biden, e assumiu uma meta considerada ambiciosa: cortar em até 52% suas emissões até 2030. Mas em 2025, já sob Donald Trump, a Casa Branca pediu a saída do acordo novamente, decisão que só deve valer oficialmente a partir de janeiro de 2026. Enquanto isso, vários estados e empresas já afirmaram que vão manter seus compromissos climáticos por conta própria. a COP 30 e nosso futuro O recuo também se refletiu na diplomacia. Pela primeira vez em três décadas, os EUA ficaram de fora das negociações do clima em Bonn, na Alemanha. A ausência aumentou a incerteza sobre a participação da delegação americana na COP30, marcada para novembro em Belém (PA). No plano interno, o quadro não é menos turbulento. Só em 2025, mais de 30 políticas ambientais foram desmontadas, incluindo limites de poluição para usinas a carvão, metas de eficiência para veículos e incentivos a carros elétricos. Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU Manifestantes se reúnem em frente a um escritório da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) em apoio aos seus funcionários, em 5 de setembro de 2025, em Cincinnati. AP/Joshua A. Bickel Ao mesmo tempo, governos estaduais, cidades e empresas seguem avançando em outra direção, com investimentos em energia limpa, transporte sustentável e compromissos locais de redução de emissões. Esse contraste explica por que especialistas descrevem o papel dos EUA na crise climática como paradoxal. De um lado, o país carrega um dos maiores impactos históricos e segue sendo peça-chave no financiamento e no desenvolvimento de tecnologias verdes. De outro, envia sinais de retrocesso que fragilizam a confiança internacional. A dúvida agora é qual dessas forças vai prevalecer nos próximos anos. Emissões de uma usina a carvão aparecem contra o pôr do sol em Kansas City, Missouri, em 1º de fevereiro de 2021. AP/Charlie Riedel LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva Comitiva da ONU inspeciona locais da COP 30 e aprova planos de segurança, mobilidade e saúde 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Qual é o papel da China na crise climática?

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Três meses sem Herus: mãe chora por transparência e repudia nomeação de ex-comandante do Bope

Publicado em: 11/09/2025 03:00

Mônica, mãe de Herus, morto em operação do Bope no Santo Amaro Reprodução/TV Globo Mônica Mendes, mãe de Herus Guimarães Mendes implorou, por transparência nas investigações sobre a morte do filho. O office-boy foi baleado em uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) durante uma festa junina na favela do Santo Amaro. Ela também questinou a nomeação de Aristheu de Goes Lopes, comandante do Bope na ocasião, para o cargo de superintendente de Gestão Integrada da PM. Na mesma semana em que a morte de Herus completou três meses, o g1 confirmou que um inquérito policial militar (IPM) da Corregedoria da Polícia Militar indiciou dois policiais pela morte do jovem. O documento já chegou ao Ministério Público junto à Auditoria de Justiça Militar. "Eu imploro, eu suplico por transparência. Eu só peço que é meu por direito. Transparência no assassinato do meu filho. É só isso que eu quero", disse ela, chorando, em entrevista ao g1. Mônica lembrou que o jovem não tinha nenhuma passagem pelo crime organizado. "Tentaram acabar com o caráter do meu filho, o qualificando a traficante, vigia. Tudo isso caiu por terra" Herus Guimarães Mendes Reprodução Nomeação é 'tiro de fuzil', diz mãe Coronel exonerado após operação com morte em festa junina no Morro Santo Amaro é nomeado para novo cargo na PM No dia seguinte à operação, o governador Cláudio Castro (PL) exonerou os comandantes do Bope e do Comando de Operações Especiais (COE) e afastou outros 12 policiais das ruas. Três meses depois, Aristheu de Goes Lopes, comandante do Bope na ocasião, foi nomeado para o cargo de superintendente de Gestão Integrada da PM. A nomeação aconteceu após o fim do inquérito da Corregedoria. A mãe de Herus também comentou a nomeação, e argumentou que ela jamais poderia acontecer em pleno andamento das investigações. "Estou sangrando por dentro. Eu recebo essa nomeação como um tiro de fuzil. É isso que o Estado o governador do Estado está fazendo com os pais do Herus, com o filho dele, o Theo, de 2 anos", disse Mônica. A mãe do jovem diz que uma das maiores dificuldades dos últimos três meses é conseguir suprir a falta de Herus para o seu neto. "O Theo teve febre emocional durante dias pela falta do pai. Ele só sabe sentir a falta do Herus. A gente tá tentando preenche". Como está a investigação Pais de Herus foram ao velório do filho com uma foto do jovem com o filho e o crachá da empresa onde ele trabalhava Reprodução/ TV Globo O inquérito policial militar foi enviado para a promotoria do Ministério Público junto à Auditoria de Justiça Militar. O relatório final da investigação da Corregedoria não foi publicado no Boletim Interno da PM. Agora, o MP aguarda a conclusão do inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pretende ouvir novas testemunhas esta semana, no âmbito da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MP). Só então o órgão vai decidir se vai apresentar denúncia. No procedimento interno do Ministério Público, já foram ouvidas cerca de 12 pessoas, entre investigados, testemunhas e familiares, em diligências próprias. Paralelamente, a Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (DEDIT/MPRJ) finaliza a análise técnica dos dados e registros coletados, incluindo a elaboração de um modelo tridimensional do cenário dos fatos, com base em tecnologia de alta precisão. Santo Amaro tem tiroteio em ação policial durante festa junina PM confirmou disparos Sargento Daniel Sousa da Silva, do Bope Reprodução Um dos indiciados pela corregedoria é o sargento Daniel Sousa Silva, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que confessou na delegacia ter atirado 13 vezes após sua equipe ter sido atacada a tiros por criminosos. Em depoimento na 9ª DP (Catete), o sargento Daniel Sousa da Silva, do Bope, disse que foi o único de sua equipe a realizar disparos, na madrugada de sábado (7), na Rua Marília Toninni, no alto do Morro Santo Amaro. Ele ressaltou que os tiros foram uma resposta a disparos de traficantes contra a ação policial - contrariando a primeira nota da PM após o fato, que afirmava que os policiais não dispararam naquela noite. O depoimento foi obtido com exclusividade pelo RJ2, dias após a morte de Herus. A comunidade recebia uma festa junina tradicional no momento da ação do batalhão e tinha visitantes de outras regiões que participavam do evento.

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Android: 5 recursos úteis para celulares com o sistema do Google

Publicado em: 11/09/2025 02:00

Mulher utilizando o aparelho celular Unsplash Existem diversas funções para facilitar o dia a dia disponíveis na maioria dos smartphones atuais com sistema Android, muitas vezes pouco conhecidas. Eles vão do uso de recursos de inteligência artificial a funcionalidades de segurança e proteção contra furtos e roubos. O Guia de Compras separou 5 delas. Veja a seguir. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ⭕️ Circular para Pesquisar Com um toque na parte inferior da tela, é possível fazer buscas no Google apenas circulando palavras ou imagens exibidas, obtendo respostas rápidas. Viu uma foto em um site e quer saber mais? Basta usar a função. É semelhante ao que um aplicativo do buscador faria, mas com a praticidade de apenas rabiscar na tela para ter retorno imediato. Circular para pesquisar: basta tocar na base da tela, marcar o que quer procurar e o Google encontra Reprodução 🤳 Gemini Live O Gemini é o robô de conversas de inteligência artificial do Google, concorrente do ChatGPT. Sua funcionalidade "Live", integrada ao app, utiliza a câmera para interações em tempo real. Pode lembrar tarefas, sugerir ideias ou até sugerir o que podemos ver na TV. Seja para tirar dúvidas sobre cuidados com plantas ou animais, a experiência é imediata e prática. Ele também funciona no iPhone, mas, nos Androids mais recentes, conta com um botão dedicado para ativar a função direto do aparelho. Gemini Live: identificou a planta, elogiou o gato e disse que ela não é tóxica para o felino. Reprodução 👥 Usuário convidado É possível emprestar o dispositivo a parentes ou amigos sem risco de que eles acessem seus dados pessoais. O modo “Usuário Convidado” permite criar um perfil temporário, que será apagado depois do uso, ou adicionar uma conta permanente, como uma para crianças, restrita ao tempo definido pelos pais. A configuração depende da marca do aparelho – busque por Usuário nas Configurações do celular para habilitar novas contas e visitantes. A funcionalidade não está disponível nos aparelhos da Samsung. ➗ Tela dividida Em aparelhos de tela grande, há a vantagem de manter mais de um aplicativo aberto simultaneamente – algo que não existe no iPhone. Existem duas formas: dividir a área ou usar o modo picture-in-picture (PIP). Na primeira, basta abrir um app, deslizar para cima para ver os recentes, tocar no ícone e escolher “Dividir Tela”. Essa funcionalidade pode também variar conforme o fabricante – nos Xiaomi, aparece um ícone de tela dividida, por exemplo. No Samsung, basta segurar o app, segurar e arrastar para dividir a tela. Em celulares dobráveis maiores, até quatro apps podem ser usados de uma vez. Para voltar ao modo único, arraste a barra central até o topo ou base. Já o PIP serve para vídeos: o conteúdo de um ou mais apps fica em uma janela flutuante que permanece visível enquanto outro aplicativo é acessado. Para encerrar, arraste a janela para fora ou, se preferir ampliar, toque e selecione “Tela cheia”. 🪤 Proteção contra roubo A partir do Android 15 (a versão mais recente é a 16), o sistema passou a oferecer segurança extra contra roubo e revenda. Ações sensíveis, como desativar a função Encontre meu Dispositiv, exigem autenticação adicional, assim como várias tentativas de login seguidas. Já o “Bloqueio de Detecção de Roubo, conhecido como “modo ladrão”, usa inteligência artificial para reconhecer movimentos bruscos que indicam furto. Nesse caso, o aparelho é bloqueado automaticamente. Proteção contra roubo do Android Google Veja a seguir 5 celulares da categoria dos intermediários com sistema Android. Os produtos custavam de R$ 1.800 a R$ 4.700 nas lojas da internet em setembro. Jovi V50 Lite Moto G86 Oppo Reno 13F Samsung Galaxy A56 Xiaomi Redmi Note 14 Pro Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável. Quem são os novos fabricantes chineses que vendem celulares no Brasil? Inteligência artificial no celular

Palavras-chave: inteligência artificial

EUA podem investigar a Microsoft por falhas de segurança em seus softwares

Publicado em: 11/09/2025 01:40 Fonte: Tudocelular

O governo dos Estados Unidos é atualmente um dos maiores clientes de produtos da Microsoft, mas o país tem sido alvo de diversos ataques cibernéticos relevantes e isso levantou a preocupação do Congresso norte-americano. Em pedido encaminhado para a Comissão Federal de Comércio (FTC), o senador Ron Wyden pediu a abertura formal de uma investigação para responsabilizar a Microsoft por uma série de incidentes cibernéticos. A negligência grosseira de segurança cibernética da gigante de tecnologia resultou em ataques de ransomware contra infraestrutura crítica, incluindo organizações de saúde dos EUA, pelo menos em parte, devido às configurações padrão no sistema operacional Windows.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackertecnologiawindows

Famílias das meninas Emily e Rebecca, mortas com tiro de fuzil, entram na Justiça com ação contra o Estado

Publicado em: 11/09/2025 00:01

Rebecca Santos, 7, e Emily Victória da Silva, 4, atingidas por um disparo em 4 de dezembro de 2020 Reprodução As famílias das meninas Emily Victória da Silva Moreira dos Santos, de 4 anos, e Rebecca Beatriz Rodrigues Santos, de 7, entraram com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo uma indenização pelos danos morais e materiais sofridos após a morte das meninas. A ação é conduzida pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Em 4 de dezembro de 2020, na Comunidade do Sapinho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, as duas crianças foram atingidas por um disparo de fuzil enquanto brincavam na porta de casa. Emily foi atingida na cabeça, enquanto o projétil alojou-se no tórax de Rebecca. As duas morreram na hora diante da família. A ação apresentada, nesta quarta-feira (10), reafirma que, mesmo sem a identificação exata de quem apertou o gatilho, as mortes são consequência direta de uma operação policial malsucedida em área habitada. Para a Defensoria Pública essa constatação basta para que o Estado seja condenado a indenizar as famílias. Vídeo mostra reconstituição 3D das mortes de Emily e Rebecca As investigações da polícia apontaram para a responsabilidade dos chefes do tráfico local. A análise do confronto balístico das armas que estavam com os PMs, que estavam próximos ao local, tiveram resultado "inconclusivo". Em manifestação recente, o Ministério Público estadual pediu o arquivamento do processo por falta de provas contra os denunciados. A Defensoria Pública e o Projeto Mirante _ iniciativa que busca levantar evidências a fim de responsabilizar culpados em casos de violência estatal _ realizaram uma nova apuração com análise pericial, levantamento de dados e tecnologia, onde foi possível produzir uma reconstrução em 3D da cena do crime. Para isso foram usados laudos, GPS da viatura, imagens e medições de vias, calçadas e postes. O resultado da apuração mostrou que havia contradições nas versões apresentadas pelos policiais militares que foram àquela noite na comunidade do Sapinho. Um dos pontos de apuração mostra que a localização em que os PMs estavam torna possível que um tiro disparado de dentro da viatura, que trafegava na avenida principal, tivesse atingido as crianças. “Por meio da ação indenizatória, as famílias de Emily e Rebecca buscam a verdade - nunca oficialmente esclarecida - e a Justiça, com a responsabilização do Estado. Buscam também o respeito à vida de moradores de favelas e periferias, que têm o mesmo direito que qualquer criança de viver sem medo”, conclui André Castro, defensor público. Reprodução em 3D mostra que o mesmo disparo atingiu Emily e Rebecca Reprodução

Palavras-chave: tecnologia

iQOO 15 deve bater iPhone 17 Pro Max com nova tecnologia de resfriamento, diz executivo

Publicado em: 11/09/2025 00:01 Fonte: Tudocelular

Atualização (11/09/25) - JB A linha Apple iPhone 17 Pro finalmente ganhou câmara de vapor para arrefecimento e isso deve melhorar consideravelmente o desempenho dos aparelhos. No entanto, o gerente de produto da iQOO, Galant V, indica que isso não será o suficiente e que o iQOO 15 deve superar "de longe" os smartphones da Apple.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Enem 2025: Como usar a IA para estudar na reta final (e o que evitar)

Publicado em: 11/09/2025 00:00

Plataformas de IA podem ser boas aliadas na reta final de preparação para o Enem 2025. Jaque Silva/NurPhoto/picture alliance Faltam dois meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado em 9 e 16 de novembro. Na reta final, todo tempo é precioso, e a otimização dos estudos é essencial para se ter um bom aproveitamento nas provas. Entra em cena a inteligência artificial (IA), que pode ser boa aliada nesse momento. Plataformas como ChatGPT, Gemini e Claude invadiram o cotidiano e têm facilitado todo tipo de tarefa, inclusive na hora de estudar. Professores ouvidos pelo g1 apontam como usar (e como não usar) a IA, para aproveitar esse recurso da melhor forma. Ademar Celedônio, diretor de Ensino e Inovações Educacionais do grupo SAS, lembra que o uso da IA deve ser ativo e crítico. “A IA não substitui o estudo, mas pode funcionar como aceleradora: para resumir, treinar, explicar e corrigir”, diz. O trunfo está na personalização do estudo. Além de tirar dúvidas rápidas, o aluno pode pedir resumos, questões no estilo da prova ou simulados inteiros, e até criar cronogramas de revisão adaptados às suas necessidades. “Um bom uso da ferramenta pode economizar tempo e tornar o estudo mais eficiente”, avalia Viktor Lemos, diretor do Curso Anglo. Quem deixou para estudar em cima da hora (ou planeja uma rotina intensa de revisões) pode solicitar ao robô, por exemplo, um resumo com os dez principais tópicos cobrados pelo Enem em uma disciplina. “Peça para que o material seja organizado em tópicos, porque isso facilita a memorização”, indica Celedônio. Para aprofundar o estudo, o aluno pode pedir para que a ferramenta explique o conteúdo em diferentes níveis de complexidade. Por exemplo: “Explique o aquecimento global em nível básico” e depois “em nível avançado”. Isso permite comparar e refinar o entendimento sobre o assunto, destaca o professor. 60 dias para o Enem: veja cronograma de estudos para 3 tipos de alunos (vale até para quem esqueceu da prova) Há ressalvas. “A IA, assim como toda e qualquer ferramenta tecnológica, é muito atraente, interessante e divertida, e esse é o perigo. Tudo que é muito atrativo pode distrair e tirar o foco do cronograma", alerta Atila Zanone, coordenador de conteúdo do Fibonacci Sistema de Ensino. Lemos acrescenta: "É importante ter cuidado. Nem tudo que aparece ali é 100% confiável. A instrução é sempre conferir informações, checar as fontes utilizadas e as instruções dadas”. ✍️ ChatGPT pode corrigir redação? Uma das principais dicas dos professores quanto à preparação para o Enem é que o candidato produza a maior quantidade possível de redações como treino, já que essa prova tem grande peso na nota final do exame. O obstáculo é que o aluno nem sempre tem um especialista à disposição para ler suas produções e corrigir erros – principalmente quem estuda sozinho, em casa. A inteligência artificial pode ser uma alternativa: “Vale subir a matriz de referência do Enem em um desses modelos de linguagem e pedir a correção. A IA consegue analisar a estrutura e dar uma nota próxima à real”, aconselha Celedônio. Se um professor der, por exemplo, nota 920 a um texto, a ferramenta pode indicar algo em torno de 880 ou 900, o que não prejudica na preparação do candidato, explica ele. “O mais importante é que a IA indique pontos de melhoria em cada competência, permitindo que o aluno faça uma lapidação do próprio texto. Não é perfeito, claro, mas ajuda muito quando não há um especialista disponível”. Redação do Enem 2025: a menos de 100 dias da prova, professores dão 9 palpites para o tema ❌ Como não usar a IA para estudar? Para Rodrigo Magalhães, professor e diretor do Colégio e Curso AZ, não é interessante usar a IA para entregar a resposta de um exercício, acelerar ou pular etapas. Ou seja, assim como não se recomenda o uso de calculadora ao treinar questões de matemática e exatas, a ferramenta não deve substituir a resolução passo a passo. “É uma artimanha que muita gente tem usado, mas pode mais atrapalhar do que ajudar. Na hora do exame, o aluno vai precisar fazer todos os cálculos à mão", adverte. Como contraponto, Magalhães indica o uso do método socrático na interação com a IA. Nesse modo, em vez de dar respostas prontas, a ferramenta estimula o estudante, fazendo perguntas. Isso o leva a exercitar o raciocínio e ter uma compreensão mais profunda de determinados assuntos – bem como identificar falhas e tópicos que ele ainda não domina. Veja no vídeo abaixo como funciona: ‘Modo socrático’ do ChatGPT responde perguntas de alunos... com outras perguntas

Palavras-chave: inteligência artificial

Justiça absolve vereador acusado de matar jovem durante perseguição em Manaus

Publicado em: 10/09/2025 22:08

Sargento Salazar (PL) é o vereador mais votado de Manaus. Reprodução/Redes Sociais O vereador de Manaus Alexandre da Silva Salazar, conhecido como Sargento Salazar (PL), foi absolvido nesta terça-feira (9) em um processo por homicídio que tramitava na 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital. Ele era acusado de matar Felipe Kevin de Oliveira Costa, em 24 de junho de 2019, no bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. Segundo a denúncia do Ministério Público, Felipe Kevin, junto com outro suspeito, teria participado de um roubo na Avenida Max Teixeira e fugido em uma motocicleta. Conforme o processo, Salazar, na época sargento da Polícia Militar, perseguiu a dupla em um carro e efetuou disparos que resultaram na morte do jovem. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na audiência de instrução, o Ministério Público pediu que o vereador fosse levado a júri popular. A defesa, por sua vez, solicitou a absolvição sumária. O juiz Fábio Alfaia decidiu pela absolvição, entendendo que o vereador agiu em estrito cumprimento do dever legal, conforme prevê o Código Penal. Após a decisão, o Ministério Público pediu vista do processo para avaliar se vai recorrer. Quem é Sargento Salazar? Sargento Salazar, do PL, foi o candidato a vereador mais votado da cidade de Manaus nas eleições 2024. O policial militar e empresário conseguiu 22.594 votos com propostas voltadas para a área de segurança pública. Salazar é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro e ficou conhecido nas redes sociais por publicar vídeos onde realiza abordagens policiais e sátiras humorísticas de assuntos relacionados a criminalidade na capital. Ele também se apresenta como conservador e defensor da família. Esta é a terceira vez que Salazar disputa uma eleição e a primeira que consegue se eleger. Em 2020, tentou uma vaga na Câmara Municipal de Manaus pelo Patriota e obteve 2.079 votos. Em 2022, foi candidato a deputado estadual pelo PMN e obteve 11.276 votos.

Palavras-chave: câmara municipal

O que é o Signal, aplicativo citado por Fux em julgamento da trama golpista

Publicado em: 10/09/2025 21:46

Aplicativo de mensagens Signal tem foco em privacidade AP Photo/Jeff Chiu O aplicativo de mensagens Signal foi citado algumas vezes pelo ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (10), em seu voto durante o julgamento da trama golpista. De acordo com relatório da Polícia Federal (PF), o aplicativo foi usado por militares para trocar informações sobre autoridades, como o ministro do STF Alexandre de Moraes. Mas, afinal, o que é Signal? O Signal é um aplicativo com foco em privacidade e segurança. Para isso, ele usa um protocolo de criptografia de ponta a ponta, em que ninguém fora da conversa pode interceptar a troca de mensagens. O padrão criado pela plataforma foi adotado pelo WhatsApp em 2016. Assim como outros aplicativos, o Signal permite enviar mensagens, áudios e figurinhas, além de fazer chamadas de vídeo. Mas alguns recursos, como o que impede que alguém te encontre pelo número do celular, atraem o interesse de quem precisa de mais privacidade, como informantes, jornalistas e ativistas de direitos humanos, por exemplo. Figuras como o bilionário Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, e Edward Snowden, ex-agente da Agência Nacional de Segurança que revelou a existência de um programa de espionagem massiva nos Estados Unidos já recomendaram o Signal. Lançado em 2012, o serviço é mantido pela Signal Foundation, organização sem fins lucrativos criada em fevereiro de 2018. A entidade diz que sua missão de "proteger a liberdade de expressão e permitir uma comunicação global segura por meio de tecnologia de privacidade de código aberto". Signal é visto como canal não oficial de comunicação do governo dos EUA Governo dos EUA adiciona sem querer repórter a grupo que discutia ataques militares Em março, o Signal chamou atenção após um jornalista americano ser incluído sem querer em grupo de integrantes do governo dos EUA no aplicativo. No grupo, membros do alto escalão do governo Trump discutiam planos de guerra contra rebeldes houthis, no Iêmen. As informações foram divulgadas pelo editor-chefe da revista americana "The Atlantic", Jeffrey Goldberg, que foi incluído no grupo. "Eu não conseguia acreditar que a liderança da segurança nacional dos Estados Unidos iria comunicar no Signal sobre planos de guerra iminentes", escreveu Goldberg, que foi incluído em um grupo com o secretário de Estado, o secretário de Defesa e até o vice-presidente dos EUA. O episódio foi descrito como "uma falha extraordinária" de segurança pelo jornal americano The New York Times. Durante o governo Biden, apesar de não ser um canal oficial do governo, o Signal era usado para comunicações sobre o agendamento de reuniões sensíveis ou ligações telefônicas confidenciais, segundo fontes informaram à Associated Press. O uso do aplicativo dentro da Casa Branca tornou-se mais recorrente em 2024, principalmente depois que o Serviço Secreto alertou que a China e o Irã estavam hackeando a Casa Branca. Ainda de acordo com a Associated Press, há relatos de que autoridades importantes do governo Biden — como a vice-presidente Kamala Harris, o secretário de Defesa Lloyd Austin e o conselheiro de Segurança Nacional Jake Sullivan — usavam o Signal para discutir planos sensíveis, como as autoridades do governo Trump fizeram. Divergência de Fux sobre os crimes foi o que mais surpreendeu

Palavras-chave: tecnologia

Com 281 mortes, agosto foi o mês mais violento de 2025 no Ceará, mostram dados

Publicado em: 10/09/2025 21:30

Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? Com 281 mortes violentas, o mês de agosto foi o mais violento de 2025, conforme dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS). O resultado também fez com que este fosse o agosto mais violento desde 2021, quando o mesmo mês também terminou com 281 mortes. Em comparação, agosto de 2024 teve 254 mortes; em 2023, foram 255; em 2022, 250. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp No acumulado do ano, isto é, de janeiro a agosto de 2025, o Ceará acumulou 1.970 mortes, um número menor que no mesmo período de 2024, quando houve 2.214 homicídios. Isto é, foram 244 mortes a menos em 2025. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS) destacou que, no acumulado de 2025, houve uma redução no número de homicídios em todas as regiões do estado, incluindo Fortaleza. No entanto, a pasta não comentou sobre o aumento de mortes ocorrido em agosto. (Veja a nota completa abaixo) Conforme dados da Supesp, os homens foram a maioria das vítimas em agosto, representando 89,32% dos mortos, enquanto 10,68% foram de mulheres. Em relação à natureza dos assassinatos, 95% foram de homicídios dolosos, quando há intenção de matar. Dos mortos, 71% tinham idades entre 18 e 41 anos. Fortaleza e Região Metropolitana (RMF) concentraram a maior parte das mortes no mês, com 158 homicídios. Na sequência, vem a região chamada Interior Norte, com 89 homicídios. Esta área reúne municípios como Sobral, Itapipoca, Crateús, as cidades da Serra da Ibiapaba e as áreas do litoral norte. Veja as cidades com o maior número de mortes em agosto no Ceará: Fortaleza : 80 Caucaia (RMF): 23 Maracanaú (RMF): 18 Sobral (Interior Norte): 13 Amontada (Interior Norte): 11 Maranguape (RMF): 10 Itapajé (Interior Norte): 6 Pacatuba (RMF): 6 A cidade de Itapajé, que tem pouco mais de 49 mil habitantes, apareceu no ranking das cidades com mais mortes em agosto de 2025 após uma série de homicídios concentrados em duas semanas, incluindo a morte de dois empresários por ordens de uma facção criminosa. Pelo menos um deles vinha sendo extorquido pelos criminosos. A cidade de Amontada possui a menor população entre as oito listadas - cerca de 44 mil habitantes -, no entanto, registrou 11 homicídios, um número semelhante ao de Sobral, município com mais de 200 mil moradores. O que diz a Secretaria de Segurança Com 281 mortes, agosto foi o mês mais violento de 2025 no Ceará Arquivo pessoal "A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informa que, como resultado dos esforços persistentes dos agentes das Forças de Segurança, o Ceará registrou uma redução de 11% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), entre janeiro e agosto de 2025. Foram 1.970 ocorrências de mortes violentas no período, ante os 2.214 casos registrados entre janeiro e agosto de 2024. Numericamente, foram 244 ocorrências policiais a menos. Os dados compilados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), órgão vinculado à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ainda demonstram uma redução contínua em todas as regiões do Ceará. Fortaleza registrou uma diminuição de 7,7% no número de CVLIs, com 44 ocorrências a menos. Nos primeiros oito meses deste ano, foram computados 524 casos de CVLIs na capital cearense. Já entre janeiro e agosto de 2024, Fortaleza tinha registrado 568 ocorrências deste tipo. Houve ainda uma retração de 11,1% no número de homicídios dolosos, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios na Região Metropolitana de Fortaleza. Foram 545 ocorrências nesses últimos oito meses, ante os 613 casos dos primeiros oito meses do ano passado. No interior do estado, a região que se destacou, percentualmente, com maior redução no número de CVLIs foi o Interior Sul, com -22,8%. Foram 346 ocorrências de CVLIs de janeiro a agosto deste ano, contra os 448 casos registrados no mesmo período do ano passado, uma variação de menos 102 ocorrências no intervalo. Já no Interior Norte, a redução no índice foi de 5,1%. Entre janeiro e agosto de 2025, foram registradas 555 ocorrências, contra os 585 casos registrados em igual período de 2024. Investimentos e resultados O Governo do Ceará segue realizando investimentos para dar o suporte necessário ao desenvolvimento dos trabalhos das Forças de Segurança com o intermédio dos setores de inteligência, tecnologia e inovação. Também a partir de julho de 2024, o Governo do Ceará, por meio da SSPDS, intensificou os investimentos e estratégias para auxiliar na redução dos indicadores criminais. Em novembro de 2024, foram entregues 3.527 novos equipamentos e licenças que permitiram que o Ceará tenha a maior rede integrada de radiocomunicação nas Forças de Segurança do Brasil. De 2023 a abril de 2025, foram convocados 3.053 novos profissionais de segurança, representando o compromisso do Governo do Estado em assegurar boas condições de trabalho e estimular os profissionais da Segurança Pública, já reconhecidos pela sociedade cearense pelos serviços prestados. A união do trabalho ostensivo, investigativo, o suporte da inteligência, aliado aos investimentos do Governo do Ceará na Segurança Pública são determinantes para o alcance dos resultados positivos. Em março deste ano, para descentralizar, otimizar e intensificar serviços, o governador Elmano de Freitas sancionou decretos para a reestruturação de todas as Forças de Segurança estaduais. No âmbito da Polícia Militar do Ceará (PMCE), a Capital e a Região Metropolitana ganharam dois novos comandos operacionais, além de um novo batalhão em Caucaia (AIS 11), que já conta com um batalhão. No âmbito da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), foi entregue, em junho deste ano, uma nova delegacia na cidade de Itaitinga, município da RMF. Além disso, para subsidiar as investigações, em todo o Ceará foram criadas 30 novas seções de inteligência (Seint-PCCE) no Estado. Cada Área Integrada de Segurança (AIS) terá uma seção de inteligência que alimentará as delegacias da área com informações. A mudança visa fortalecer o Sistema Estadual de Inteligência, reestruturado em julho de 2024 pelo Governo do Ceará, com a ampliação de vagas de 135 para 791 profissionais no setor, composto por representantes de todas as Forças de Segurança do estado." Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: tecnologia