Arquivo de Notícias

Os sinais de que você está com burnout de aplicativos de namoro — mas não consegue parar

Publicado em: 31/05/2026 08:43

Os sinais de que você está com burnout de aplicativos de namoro. Getty Images via BBC Dois anos atrás, Fernanda R. desinstalou seus aplicativos de namoro e jurou que não iria mais usá-los. Mas seus amigos começaram a encontrar parceiros online e todos contavam as mesmas histórias de esperança. Por isso, algumas semanas atrás, a jovem de 29 anos, que trabalha como consultora internacional, decidiu tentar novamente e reinstalou alguns dos aplicativos. Ela pediu para manter seu sobrenome em sigilo. "Achei que talvez as coisas fossem diferentes desta vez", diz Fernanda. Mas ela estava errada. Pouco tempo depois, a jovem estava gerenciando diversas conversas ao mesmo tempo, observando compulsivamente seu telefone celular e cedendo à pressão permanente de ser uma pessoa espirituosa e interessante. "Parece simplesmente esmagador", ela conta. "Existe uma pressão invisível. Ela começa a afastar você das suas amizades reais, do seu trabalho." Agora no g1 O algoritmo inundou sua vida de pessoas, mas nada se encaixava. Fernanda não conseguia parar de imaginar o que isso dizia sobre ela. Ela se sentia mais solitária do que nos dois anos que passou solteira. Sua história é apenas uma dentre as centenas que já ouvi. Há um nome para isso: burnout dos aplicativos de namoro. Pesquisas indicam que os aplicativos podem produzir um padrão reconhecível nos usuários, que se parece menos com namoro e mais como os efeitos de um trabalho estressante que não conseguimos administrar: exaustão, cinismo e uma sensação cada vez maior de que nada do que você faz está funcionando e talvez o problema seja você. Se não for tratado, o problema só piora. Estudos relacionam os aplicativos de namoro a maiores índices de depressão, ansiedade e solidão, com maiores consequências para as pessoas que já enfrentavam dificuldades. "Parece que os objetivos dos aplicativos são fundamentalmente incongruentes com os dos usuários", afirma Liesel Sharabi, diretora do Laboratório de Tecnologia e Relacionamentos da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos. Se as pessoas recebessem ótimas recomendações e saíssem em encontros incríveis, sairiam dos aplicativos para sempre. "Mas não é o que acontece", explica ela. "As pessoas estão constantemente entrando e saindo, em ciclos." Se você voltar à internet em busca do amor no próximo verão, talvez esteja neste ciclo. A boa notícia é que, quando se reconhece o problema, há medidas concretas para se proteger. Você está preso no ciclo do burnout? Um estudo de 2024 acompanhou centenas de usuários de aplicativos de namoro ao longo de três meses. "Concluímos que, ao longo do tempo, o burnout atinge as pessoas que usam aplicativos de namoro de forma generalizada", diz Sharabi. Isso faz sentido. Se você estiver preso no aplicativo, é porque ainda não encontrou o que está procurando, a menos que queira apenas encontros casuais. Mas a experiência é muito mais grave do que a simples frustração. A palavra "burnout" se tornou tão onipresente que começou a perder o significado, embora ela tenha uma definição psicológica mais formal. A avaliação clássica qualifica o burnout em três categorias: exaustão emocional, cinismo (ou despersonalização) e ineficiência. Os acadêmicos descreveram pela primeira vez este fenômeno em ambientes profissionais sujeitos à pressão. Mas as pesquisas se estenderam para outros setores da vida, e Sharabi considera que ele pode ser encontrado entre as pessoas que procuram encontros na internet. A exaustão emocional é simples. Se deslizar a tela deixa você sem motivação, cansado e rejeitado, este pode ser um sinal de burnout. Você sofre de cinismo e despersonalização quando os perfis se misturam, segundo Sharabi, e as interações deixam de parecer humanas. Já a ineficiência, neste contexto, é uma convicção cada vez maior de que nada que você faça no aplicativo irá funcionar, seja porque você é ruim naquilo, seja porque há algo de errado com você. O burnout pode levar as pessoas a acreditarem que não encontram um parceiro na internet porque há algo de errado com elas. Getty Images via BBC "Comecei no aplicativo querendo ser respeitosa porque, afinal, todos somos apenas seres humanos", conta Madeleine D. Ela trabalha em marketing para uma empresa de tecnologia e também pediu para manter seu sobrenome em sigilo. "Mas, quanto mais tempo eu passava no aplicativo, mais cega eu ficava a seu respeito, como se eu realmente não ligasse para aquelas pessoas", prossegue ela. "Eu me odiava por aquilo, pois a única coisa que prometi a mim mesma era que eu ao menos mostraria decência e respeito." É fácil menosprezar esta situação como sendo uma lamúria previsível dos solteiros que se aproximam dos 30 anos de idade. Namorar é difícil, e as exigências não são tão grandes assim. Mas as pesquisas sugerem algo mais profundo. Sharabi realizou recentemente uma meta-análise que reuniu o equivalente a 17 anos de estudos, com cerca de 26 mil pessoas. Seu trabalho concluiu que os usuários de aplicativos de namoros relataram saúde mental significativamente inferior à dos não usuários, incluindo depressão, ansiedade, desregulação emocional, solidão e estresse psicológico. Esses problemas atingiram mais profundamente as pessoas que entraram nos aplicativos de namoro em pior forma. Teoricamente, Sharabi afirma que os aplicativos são uma tábua de salvação para pessoas que têm mais dificuldade para namorar, ou seja, as pessoas com problemas de saúde mental que fazem com que seja mais difícil encontrar parceiros pessoalmente. Mas ela concluiu que esses usuários eram os mais propensos a sofrer burnout e com mais rapidez. "Essas pessoas tendem a ser especialmente susceptíveis", explica ela. "O aplicativo basicamente exacerbou algumas das suas dificuldades pré-existentes." O jogo da culpa O setor de aplicativos de namoros não quer que seus usuários sofram burnout. "Conforme evoluem as necessidades da sociedade e dos usuários, permanecemos comprometidos a ajudar as pessoas a formar conexões significativas e transformar essas conexões em grandes encontros", declarou à BBC um porta-voz do aplicativo Hinge. Segundo ele, o aplicativo foi concebido para funcionar de forma discreta no dia a dia dos usuários, e a empresa utiliza constantemente o feedback recebido para aprimorar a experiência. "Sair em encontros sempre foi horrível e acho que é muito fácil culpar a tecnologia", explica Sharabi. Paralelamente, ela acredita que os aplicativos amplificam esse infortúnio de formas específicas. Uma delas é a gamificação. Os aplicativos de namoros são construídos em torno de gestos rápidos e sem atritos e recompensas inconsistentes. Muitos se queixam de que a estrutura se parece mais com um caça-níqueis do que com o cortejo e que os usuários podem ficar presos naquela máquina, puxando a alavanca por muito tempo depois que a diversão acabou. "Deslizar a tela traz satisfação", explica Karen Cornejo, administradora de escritório em Los Angeles, nos Estados Unidos. "E tudo o mais simplesmente não funciona." Quando alguém realmente quer se encontrar, a correria já passou. "Nesse momento, nem estou mais interessada", diz Cornejo, acrescentando que o processo é desanimador. A escritora e humorista Dallas Koelling, do Brooklyn, em Nova York, passou anos entrando e saindo de dois aplicativos. Ela define a questão sem rodeios. "Receber uma notificação de que recebi uma curtida no Hinge dá a sensação de que estou sendo ameaçada com uma arma." A escritora e humorista americana Dallas Koelling conta que, quando recebe uma curtida nos aplicativos de namoro, tem a sensação de que está sendo 'ameaçada com uma arma'. Getty Images via BBC E existe todo o trabalho envolvido. "Se você vivesse, digamos, na Inglaterra de Shakespeare, talvez nunca chegasse a conhecer a quantidade de pessoas que você vê em um dia, navegando no Hinge", diz Koelling. Os aplicativos ampliam dramaticamente o conjunto de potenciais parceiros. Isso é o que faz com que eles sejam ótimos, mas a grande quantidade pode transformar a busca de um encontro em trabalho. "Parece um segundo emprego em tempo integral que preciso fazer no meu intervalo de almoço ou após o trabalho", conta Madeleine. "Não quero ficar grudada no meu celular. Em relação às redes sociais, melhorei muito para colocá-lo de lado. Mas, com os aplicativos de namoro, fica essa sensação de que a próxima pessoa a surgir na tela pode ser aquela com quem você irá se casar." "Existe essa esperança infinita que parece que os aplicativos de namoro usam para nos fisgar", explica ela. O fluxo de rostos sem fim também contribui para a sensação de burnout, segundo Sharabi, especialmente porque os perfis só fornecem informações até certo ponto. "Você fica preso em um ciclo sem fim de perfis, conversas sem sentido e encontros inconsequentes, até que você retorna ao ponto inicial", analisa a pesquisadora. Além de tudo isso, é difícil ignorar a tensão estrutural. Os aplicativos de namoro realmente querem que seus usuários encontrem parceiros. Todos nós deixaríamos de utilizá-los se isso nunca acontecesse. Mas também existe um negócio, que obtém quase toda a sua receita com assinaturas e funções pagas. Isso faz com que as empresas percam dinheiro se as pessoas saírem. Os usuários vêm dizendo há anos que se sentem manipulados e que os aplicativos estariam retendo os melhores matches, explorando suas emoções para que eles continuem clicando e navegando. As empresas responsáveis pelos aplicativos negam categoricamente esta possibilidade. Mas os algoritmos que os mantêm são um mistério. Em 2024, uma ação coletiva acusou o grupo Match (o conglomerado dono do Tinder, Hinge e de muitos outros aplicativos de namoro populares) de projetar seus aplicativos para que sejam viciantes e lucrar com seu uso compulsivo, em vez de ajudar as pessoas a encontrar parceiros. O grupo Match considerou as acusações "ridículas" e o caso foi enviado para arbitragem. A empresa não respondeu ao pedido de comentários enviado pela BBC. Um porta-voz do Hinge declarou que "a grande maioria do trabalho se concentra em aprimorar a experiência gratuita do Hinge e menos de 15% da comunidade utilizam funções pagas". "Em última análise, o nosso sucesso depende das experiências positivas das pessoas no aplicativo, conhecendo alguém relevante e, por fim, recomendando o Hinge para outras pessoas", acrescentou o porta-voz. Formas de romper o ciclo do burnout Os aplicativos são projetados para manter os usuários rolando as telas e, quando isso foge do controle, acaba desgastando as pessoas. Mas Sharabi afirma que existem algumas medidas simples que você pode tomar para evitar os sintomas do burnout e manter sua saúde mental em dia. 1. Não faça dos aplicativos sua última saída "Nunca desencorajo as pessoas de usar os aplicativos", afirma Sharabi. "Mas eles não devem ser sua única forma de tentar conhecer pessoas. Isso reduz um pouco da pressão." Faça parte de um grupo de corridas, peça a um amigo para incluir você em salas onde você possa conhecer alguém como se fazia antigamente. Com isso, aquela conversa desanimadora no aplicativo não será o único evento que irá marcar sua semana. 2. Navegue com propósito Fazer swipes (deslizar a foto de um pretendente para curti-lo ou não) cegamente pode consumir horas sem trazer resultados. Sharabi recomenda tratar os aplicativos da mesma forma que algumas pessoas tratam, agora, as redes sociais. "Digamos que eu vá olhar o aplicativo por este período de tempo, tantas vezes por semana, e chega", ensina ela. Observe seu humor e pare antes que a exaustão se instale. Com isso, você irá terminar cada sessão com energia, sem esgotamento. 3. Conte com o apoio de amigos O burnout cresce no isolamento, e grande parte do rolar de telas que ele causa acontece quando estamos sozinhos. Os pesquisadores que estudam o burnout descobriram há muito tempo que o apoio social amortece o impacto. Falar sobre seus altos e baixos com pessoas conhecidas pode evitar que uma semana ruim se transforme em uma espiral descendente. 4. Saiba quando sair Sair em encontros pode ser desanimador. Mas, se os aplicativos estão prejudicando seu otimismo e você larga o celular sentindo que nunca irá encontrar alguém, este é o sinal para se afastar totalmente. "Tudo isso pode ser um sinal de que, talvez, você deva simplesmente fazer uma pausa total", segundo Sharabi. Há indicações de que as empresas de aplicativos conhecem esses receios. O setor pode estar enfrentando problemas. A quantidade de assinantes pagos está despencando e existem sinais de que os mais jovens desejam encontrar o amor fora da internet. O desgaste do público está fazendo com que os aplicativos de namoro tentem se reinventar. Getty Images via BBC Desgastado pelo que os executivos chamam de "fadiga do swipe", os aplicativos de namoro estão trabalhando para se reinventar. O Bumble está abandonando o swipe e vem se unindo ao Hinge e ao Tinder na adoção da busca de pares orientada por IA. O CEO do Tinder anunciou recentemente planos de promover eventos presenciais, em uma tentativa de remodelar o aplicativo. Um porta-voz do Hinge afirma que a missão central da empresa é a criação de um "mundo menos solitário" e ela está trabalhando para criar espaços comuns de apoio na internet e fora dela. Resta saber se algum destes projetos irá funcionar ou se esta é apenas uma nova forma de manter a participação das pessoas. No momento, os usuários que ficaram presos no ciclo precisam resolver seu problema sozinhos. Madeleine está fora dos aplicativos, mas não espera que isso dure muito tempo. Em um mundo em que tantos relacionamentos começam online, sair desse mundo pode soar como um total abandono da possibilidade de um romance. "Duvido que este seja mais do que um intervalo. Mas namorar pode ser divertido, se você retirar a seriedade que algumas pessoas depositam", ela diz. "Eu só gostaria de ter uma forma melhor de fazer isso."

Palavras-chave: tecnologia

Produtor brasileiro é finalista na categoria de efeitos visuais em festival de cinema na França: 'Orgulho enorme'

Publicado em: 31/05/2026 08:00

Produtor de Bauru é finalista em categoria de efeitos visuais em festival de cinema Os efeitos visuais atuam na parte técnica de uma produção cultural e se popularizaram durante os anos 70 e 80, a exemplo da estreia de "Star Wars: Uma Nova Esperança", de 1977, ou dos avanços dos trabalhos de CGI (Imagens Geradas por Computador) com "Avatar" (2009), de James Cameron. Atuando nessa área, o produtor audiovisual Alex Viegas, de Bauru (SP), foi um dos oito finalistas da categoria de Melhores Efeitos Visuais da premiação francesa RED Movie Awards com o videoclipe de ficção científica "Lunther – Stone by Stone". 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Em entrevista ao g1, o profissional, de 51 anos, revisita suas referências construídas na infância e comemora o reconhecimento internacional de seu trabalho. LEIA TAMBÉM: Com estética de quadrinhos à mão e inspirada em clipe da banda A-ha, hamburgueria 2D do interior de SP é destaque em prêmios nacionais De verde e amarelo: voluntários decoram Parque Vitória Régia em Bauru para a Copa do Mundo Noiva aprende bateria em segredo por três meses e surpreende marido músico durante casamento "Foi um orgulho enorme levar o nome do Brasil entre os oito melhores do mundo. A maior parte das obras que concorrem em grandes festivais desse porte é produzida com orçamentos milionários, suporte de grandes estúdios, editais públicos e equipes gigantescas", afirma ele. Alex Viegas foi um dos oito finalistas da categoria Melhores Efeitos Visuais, do RED Movie Awards, premiação francesa de cinema Arquivo pessoal Apesar de ser uma premiação historicamente independente, o júri que consagrou o brasileiro na categoria contou com dois atores da franquia "Piratas do Caribe", que também utiliza o trabalho de efeitos visuais em suas produções. "Ser avaliado por um júri que inclui nomes como os atores Kevin McNally e Lee Arenberg nos coloca em viés de igualdade com grandes produções de Hollywood." Trabalho em solo internacional Alex Viegas e Kevin McNelly, ator de 'Piratas do Caribe' que avaliou o trabalho do produtor audiosvisual Arquivo pessoal Além do reconhecimento da premiação francesa, ele recebeu o prêmio do público em Londres, pelo Pinewood Studios (Lift-Off Network), com o videoclipe "In the Shadows", em 2025. No mesmo ano, Alex também venceu o prêmio de Melhor Videoclipe internacional na Índia pelo Chalachitra International Film Festival e conquistou a categoria de Melhores Efeitos Visuais no World Film Festival, em Cannes. No último, ele foi avaliado por nomes como Jim Rygiel, vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Visuais por "O Senhor dos Anéis", e Stephen Castor, que integrou a equipe de efeitos visuais de "Homem-Aranha". "Essa trajetória valida cada noite em claro dedicada à nossa produção independente", exalta o produtor. Materialização do clipe que conquistou prêmios Baseado no vilão-título da saga de ficção científica "The Sower", Alex aborda a existência dos seres humanos e do universo por meio da obra "Lunther – Stone by Stone". "O processo criativo é rigoroso: eu desenho todas as principais cenas e personagens no papel, definindo exatamente a composição que quero. Só depois faço a transição do desenho analógico para as ferramentas de geração de imagem. É um trabalho exaustivo e longo, que envolve a criação de centenas de cenas — muitas delas descartadas — até chegar ao resultado final", detalha. Alex Viegas desenha as cenas e os personagens no papel para transformá-los nas ferramentas de geração de imagem Arquivo pessoal Além disso, a trilha sonora original "Stone by Stone" também foi composta pelo artista. "Foram mais de 260 versões musicais que ouvi repetidamente até chegar ao arranjo ideal", acrescenta ele. Outro personagem que ganha destaque nos trabalhos do brasileiro é Bryan Stenler, um avatar virtual idealizado pelo criador em seu estúdio de produção. Referências visuais Alex Viegas e outros sete competidores da categoria Melhores Efeitos Visuais em competição francesa de cinema Reprodução/@alexviegas.oficial/Instagram Para relembrar as produções que o fizeram seguir na carreira, o profissional voltou aos anos 1980 e 1990. "Eu era fascinado pelos filmes de Steven Spielberg e George Lucas, como 'Star Wars', 'Poltergeist - O Fenômeno' e 'E.T. - O Extraterrestre'. Ficava extremamente atento a como eles conseguiam produzir aqueles efeitos especiais na época e assistia às cenas milhares de vezes. Sempre fui fã de suspense e ficção científica", conta. Filmes como 'Star Wars - Uma Nova Esperança' (1977) são algumas das referências de Alex Viegas Lucas Film/Divulgação Na pandemia, ele se especializou em tecnologia e passou a dominar ferramentas de Inteligência Artificial. "Foi essa tecnologia que me permitiu tirar do papel projetos pessoais que estavam guardados há mais de 30 anos. De outra forma, eu só alcançaria esses mesmos resultados se tivesse a estrutura de um grande estúdio de Hollywood por trás", ressalta. De Bauru para o mundo Alex Viegas ressalta a importância de levar o Brasil para competições internacionais Reprodução/@alexviegas.oficial/Instagram Residente de Bauru, o produtor de 51 anos destaca a importância de viajar o mundo com o seu trabalho. "Me orgulho muito de levar o nome de Bauru para palcos internacionais, onde, predominantemente, figuram membros da elite criativa mundial. Essas conquistas representam uma quebra de paradigma enorme, pois a tecnologia está democratizando o acesso e dando voz a realizadores independentes, que, antes, só conseguiriam esse alcance com investimentos massivos", celebra. "Que isso sirva de inspiração para outros talentos mostrarem seus trabalhos. A tendência é que, com o uso responsável da tecnologia, novos grandes nomes surjam no mercado criativo", completa o artista. Initial plugin text *Colaborou sob supervisão de Mariana Bonora Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Após rodar 17 mil km pelo Brasil, casal da Serra planeja expedição de motorhome até o Alasca com gatinha de estimação

Publicado em: 31/05/2026 05:00

Casal da Serra planeja expedição de motorhome até o Alasca Um casal de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, se prepara para a maior aventura de suas vidas: uma viagem de motorhome que pretende ir de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, até o Alasca, nos Estados Unidos. A jornada é o próximo capítulo na história de Rafael Busatto e Sana Vargas, que há quase três anos trocaram a vida convencional pela estrada. A decisão de mudar de vida foi tomada entre 2020 e 2021. Rafael tinha uma empresa de Tecnologia da Informação (TI) e Sana era protética. O casal vendeu o apartamento, comprou uma van furgão e a transformou na "Belezinha" — casa sobre rodas que construíram. "Hoje a gente não se vê vivendo uma vida normal", afirma Rafael. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Antes de mirar o exterior, eles decidiram ganhar experiência e conhecer o próprio país. Por um ano e nove meses, Rafael e Sana rodaram mais de 17 mil quilômetros e passaram por 19 estados brasileiros. "Deu certo o Brasil, conseguimos nos manter na estrada, foi um sucesso. Agora vamos nos preparar e ir sentido ao Ushuaia, e do Ushuaia nós vamos ao Alasca", planeja. O roteiro, no entanto, precisou de um ajuste. Devido ao frio extremo no sul do continente, o plano agora é seguir primeiro para o Paraguai e descer pela lateral do continente. O destino da primeira etapa continua sendo Ushuaia, para então subir em direção ao Canal do Panamá, onde a van será enviada de navio para o México, para então seguir viagem por terra até o Alasca. Gata Pantufa se aventura pela estrada com os tutores Rafael Busatto/Arquivo Pessoal Gatinha aventureira A rotina na estrada é compartilhada com a gata Pantufa, que se adaptou bem à vida nômade. "A gente preparou o carro para ela, tem o cantinho dela. No momento em que a gente desliga o carro e passa para dentro, a gente se sente em casa", conta Rafael. Para viabilizar o sonho, o casal fez uma transição de carreira e hoje trabalha com marketing digital, gestão de anúncios e parcerias com marcas. A criação de conteúdo no perfil "Saí Viajando" surgiu para documentar a jornada e inspirar outras pessoas. "A gente leva muito a frase: sonhe, acredite e realize. A gente quis mostrar que, batalhando muito, correndo atrás e se planejando, é possível fazer isso", finaliza. Casal de Caxias do Sul já percorreu mais de 17 mil km pelo Brasil Casal de Caxias do Sul planeja expedição de motorhome até o Alasca Rafael Busatto/Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: tecnologia

Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas

Publicado em: 31/05/2026 05:00

O cheiro do polvilho espalhado pela casa, os fornos acesos desde cedo e as quitandas feitas à mão fazem parte da rotina de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas Gerais. Conhecida como a “Capital Nacional do Polvilho”, a cidade de cerca de 12 mil habitantes construiu a própria identidade em torno da produção artesanal, tradição que atravessa gerações, sustenta famílias e hoje também impulsiona o turismo e pequenos negócios. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo dados do IBGE, o município produz cerca de 15 mil toneladas de mandioca por ano, em uma área plantada superior a 405 hectares. Já o Sebrae Minas aponta que mais de 30 fábricas artesanais de polvilho funcionam na cidade, mantendo viva uma cadeia produtiva que vai do campo às quitandas e aos pratos criativos servidos a turistas. Essa história começa dentro das casas. Em muitas delas, o polvilho sempre esteve presente nas mesas e nas memórias familiares, como na vida de Maria Rita Ribeiro de Souza, a Tia Rita, referência local na produção de sequilhos feitos com fécula, ovos caipiras, manteiga e leite gordo. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal “Lembro da minha mãe fazendo biscoito assado, biscoito frito, pastel e pão de queijo. Éramos 17 irmãos e todos gostávamos de nos reunir no café da manhã e da tarde para comer e ajudar minha mãe a fazer as quitandas”, contou. A produção começou como complemento de renda, mas ganhou reconhecimento pelo sabor e pela fidelidade às receitas tradicionais. Para Tia Rita, ver o interesse de visitantes e das novas gerações representa continuidade. “Me sinto realizada. É como se estivéssemos resgatando o tempo que passou. Representa tudo para mim, desde que me conheço por gente só víamos polvilho nas redondezas. Me sinto próxima da minha mãe, dos meus irmãos e emocionada em poder passar adiante os sabores e receitas da minha infância”, afirmou. Tradição que também nasce no campo Na zona rural, a produção artesanal é, além de herança cultural, fonte de autonomia e renda. Na comunidade da Cachoeira, a Associação das Biscoiteiras de Ouros reúne mulheres que transformam receitas à base de polvilho em biscoitos, quitandas e outras iguarias típicas mineiras. Integradas à Rota do Polvilho, elas recebem visitantes, apresentam o processo artesanal e promovem degustações. Entre elas está Angélica Maria de Carvalho Prado. “Participar do turismo abriu portas. Hoje, além de mostrar nossa cultura, isso também se tornou uma fonte de renda e trouxe mais autonomia para a gente”, relatou. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal Segundo Angélica, o trabalho coletivo foi essencial para consolidar a atividade. “A gente está junto há 10 anos. No começo, trabalhava fora e vinha para a roça, mas depois conseguimos montar nossa própria cozinha com apoio da prefeitura. Hoje temos uma agroindústria e seguimos trabalhando juntas”, afirmou. “É uma forma de preservar o que aprendemos com nossos pais e avós”, completou. Produção artesanal resiste à modernização Mesmo com a modernização da indústria, Conceição dos Ouros segue como referência nacional na produção de polvilho azedo. O processo mantém etapas tradicionais, como a fermentação natural e a secagem ao sol, responsáveis pelas características do produto. É o caso da empresa Maxmil, que atua há mais de 30 anos no setor e nasceu da tradição familiar ligada à mandioca. Ao longo do tempo, a empresa investiu em tecnologia e controle de qualidade, mas preservou práticas artesanais. “O polvilho azedo é um produto muito característico da nossa região e possui um processo natural e artesanal”, explicou Matheus Freitas, engenheiro químico e integrante da gestão da empresa. “Mesmo com a modernização da indústria, fazemos questão de manter etapas fundamentais dessa tradição.” Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal No meio desse movimento de valorização cultural, a tradição passou também a ser vista como estratégia de desenvolvimento. Segundo o prefeito Luís Fernando Rosa de Castro, a cidade aposta na inovação gastronómica e no turismo para ampliar oportunidades económicas. “O polvilho já fazia parte da nossa história. O que fizemos foi transformar essa tradição em uma experiência capaz de gerar renda e turismo”, afirmou. Polvilho além da quitanda Com apoio do Sebrae Minas, desde 2021 empreendedores locais passaram a receber capacitações voltadas ao turismo e à gastronomia. A ideia era mostrar que o polvilho poderia ir além do produto tradicional e se tornar um diferencial para pequenos negócios. “Percebemos que o polvilho já fazia parte da cultura e da economia local, mas também tinha potencial para gerar novas oportunidades de renda e fortalecer pequenos negócios ligados ao turismo”, explicou a analista do Sebrae Minas, Myrian Sousa. Entre os exemplos está o taco de polvilho criado por Sandro Maciel Mendes. A receita surgiu após a participação dele em um dos cursos oferecidos pelo Sebrae. “O taco de polvilho surgiu depois do curso. A partir dele comecei a criar receitas para os recheios”, contou. Segundo ele, a procura por experiências gastronómicas aumentou e se tornou uma importante fonte de renda. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Acervo Pessoal Outra receita que chamou a atenção foi o bolo de pão de queijo com linguiça, criado por Leila Cristina Barbosa Carvalho. “A ideia do bolo de pão de queijo veio justamente do desafio de ressignificar sabores e texturas que as pessoas já conheciam”, disse. A receita conquistou o segundo lugar no concurso gastronómico do festival. Rota do Polvilho e reconhecimento Criada há cerca de dois anos, a Rota do Polvilho atrai, em média, 280 turistas por ano e permite acompanhar todas as etapas da produção, do cultivo da mandioca às quitandas. Em 2025, essa herança ganhou reconhecimento institucional: um projeto de lei passou a tramitar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para transformar o modo artesanal de fazer polvilho em patrimônio cultural de relevante interesse do estado. Entre fornos e quitandas, polvilho sustenta histórias, renda e identidade em cidade do Sul de Minas Arquivo Pessoal A prefeitura também trabalha na criação do Memorial do Polvilho, voltado à preservação da história local. Mesmo com novas receitas, festivais e turistas, o polvilho segue com o mesmo significado para quem sempre conviveu com ele. “Quando uma tradição é passada de geração em geração, ela nunca deixa de existir”, resumiu Tia Rita. Top 3: veja as notícias mais lidas do g1 Sul de Minas durante a semana Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

O que é a 'pobreza de refrigeração', que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas

Publicado em: 31/05/2026 03:00

Favela da Rocinha Reprodução/TV Globo Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão. A areia é dourada, há uma brisa refrescante vinda do mar, a sombra de um guarda-sol e uma bebida gelada na mão. Agora olhe para cima. Agarrado à encosta a apenas algumas centenas de metros de distância está o Vidigal, uma das favelas do Rio de Janeiro. Aqui, milhares de pessoas vivem em uma ilha de calor, com telhados de metal, sem parques e sem redes formais de transporte público. Nos subúrbios que se estendem por toda parte em torno do Rio, famílias enfrentam as mesmas noites sufocantes, e as calçadas de concreto irradiam calor muito tempo depois do pôr do Sol. Se não há espaços públicos frescos para onde se refugiar, nem bebedouros ou fontes de água potável para garantir alívio, o calor extremo é inevitável. E a cidade do Rio de Janeiro está longe de ser a única a enfrentar este problema. No verão passado, a Europa sofreu com o calor. A Espanha registrou máximas de 46°C. Portugal chegou a 46,6°C. A França teve o segundo junho mais quente desde 1900. Nos EUA, mais de 150 milhões de pessoas enfrentaram alertas de calor extremo. No sul da Ásia, África Ocidental e no resto da América Latina, o calor extremo não é apenas sazonal. Quinze pessoas morrem na Europa por causas relacionadas à onda de calor Mas as consequências do calor extremo não são distribuídas uniformemente. Elas variam entre países, regiões e bairros. Diferenças demográficas, de infraestrutura e de capacidade de adaptação determinam o grau de impacto sobre as pessoas. Nosso novo estudo mostra que essa “pobreza sistêmica de refrigeração” é generalizada, mas desigual, em 28 países — predominantemente os em desenvolvimento. Entre as 3 bilhões de pessoas representadas pela nossa amostra, quase 600 milhões enfrentam níveis graves de pobreza sistêmica de refrigeração. Pessoas no sul da Ásia e na África Subsaariana suportam o fardo mais pesado. Ondas de calor atingem o centro de São Paulo, no Brasil Nelson Antoine/Shutterstock Mas países que enfrentam calor extremo semelhante podem apresentar resultados diferentes. A Indonésia e Bangladesh enfrentam a exposição a um calor úmido perigoso que afeta quase toda a sua população, mas a infraestrutura física e os serviços de saúde mais robustos da Indonésia se traduzem em níveis mais baixos de pobreza sistêmica de refrigeração. Nas cidades, a vulnerabilidade é moldada pela infraestrutura física (edifícios, ruas, tubulações e espaços verdes) e pela infraestrutura social (serviços, instituições e redes de apoio), ambas distribuídas de forma desigual. Moradores de áreas mais pobres geralmente têm menos acesso a ar-condicionado, ruas e parques com sombra de árvores e moradias com isolamento térmico. A capacidade de refrigeração não é apenas uma questão de tecnologia. Enquadrar o ar-condicionado como a resposta ao calor extremo é problemático. O acesso ao ar-condicionado é extremamente desigual entre os países e dentro deles – a maior parte da população mundial simplesmente não tem acesso a ele. O ar-condicionado também consome muita energia. Ele aumenta as contas anuais de eletricidade das famílias em mais de um terço, em média. Isso sobrecarrega as redes elétricas quando a demanda por energia atinge picos. O aumento da demanda por eletricidade acelera as mudanças climáticas, retroalimentando a crise do calor e elevando ainda mais as temperaturas externas. A produção e o descarte de aparelhos acarretam um custo ambiental próprio, com o risco de liberação de materiais perigosos no solo, na água e no ar. Os principais fatores que determinam se o calor se torna perigoso são as condições em que as pessoas nascem e vivem. Onde você mora, como seu bairro é construído, se há árvores ou água potável pública nas proximidades, quão bem ventilada é sua casa, se seu local de trabalho oferece proteção e se os serviços públicos respondem ao aumento das temperaturas — tudo isso influencia a sobrevivência. O mesmo vale para idade, saúde, renda, identidade e discriminação de gênero, que podem determinar quem tem o sofrimento reconhecido e quem ele permanece oculto. As respostas ao calor são moldadas pelos ambientes sociais e físicos em que as pessoas vivem. Em muitos lugares, o ar-condicionado substituiu o conhecimento ancestral e as práticas intergeracionais de convivência com o calor, incluindo formas de construir, se locomover, se alimentar e descansar desenvolvidas ao longo de séculos. A perda dessas práticas pode deixar as pessoas mais expostas e menos resilientes. Desde 2020, como parte do nosso projeto sobre a pobreza de refrigeração, entrevistamos 80 pessoas que vivem em subúrbios de baixa renda e favelas do Rio. Dezenove desses moradores mantiveram diários online sobre o calor: escrevendo registros, coletando fotos, desenhos, memes e notas de voz de seus encontros diários com o calor extremo. Cuidadores tiveram que mudar suas rotinas para que o trabalho doméstico pudesse ser realizado nas horas mais frescas do amanhecer e do entardecer. Vendedores ambulantes mudaram de local ou abandonaram certas rotas. Para um morador com deficiência motora, banhos frios, a estratégia de resfriamento mais imediata, não são possíveis: “Eu adoraria tomar quatro banhos frios por dia, mas tenho algumas dificuldades logísticas relacionadas à minha condição”. Como dependem do ar-condicionado, suas contas de luz triplicam no verão. Para outras pessoas, as praias e cachoeiras para onde algumas pessoas fogem ficam fora de alcance: “Eu adoraria ir, mas não posso por causa de problemas de acessibilidade”. Para as mulheres trans, a discriminação social fecha exatamente os espaços (parques, praças, lojas) onde outras pessoas encontram sombra ou um momento de frescor. E como os banheiros públicos significam correr o risco de sofrer assédio, muitas limitam o quanto bebem de água. O calor, para elas, torna-se um perigo físico sem saída segura. A pobreza sistêmica de refrigeração não se trata de se uma pessoa pode pagar por ar-condicionado, mas sim de como a infraestrutura, as instituições e o design do entorno expõem alguém ao calor prejudicial e, em seguida, falham em protegê-la do calor. Isso se estende além do lar, abrangendo locais de trabalho, escolas e sistemas de saúde, onde o calor pode ter sérias consequências para a saúde, a produtividade e o bem-estar. Alcança ainda mais as causas sistêmicas que determinam quem sofre mais: desigualdade, discriminação, patriarcado, capacitismo e racismo. A vulnerabilidade ao calor não é um resultado acidental. Decisões de planejamento urbano que eliminam áreas verdes, políticas habitacionais que permitem edifícios mal ventilados, leis trabalhistas que deixam trabalhadores ao ar livre desprotegidos e sistemas de saúde pública que falham com os mais expostos — tudo isso contribui para o problema. Justiça térmica Reformular a pobreza de refrigeração muda a forma como os pesquisadores pensam sobre soluções. Justiça térmica não significa apenas reduzir a exposição ao calor. Significa também fazê-lo de forma justa e responsabilizar as pessoas e instituições cujas políticas e decisões de planejamento tornaram alguns bairros mais quentes e algumas famílias menos capazes de se refrescar. Ao perguntar “quem projetou essas condições?”, podemos entender quem tem o poder de mudá-las. Respostas eficazes exigem ação coordenada entre planejamento urbano, saúde pública, habitação e regulamentação trabalhista: ampliar o acesso à água potável, reformar edifícios e plantar árvores, além de reduzir a discriminação. Mas as pessoas mais afetadas precisam ajudar a projetar as soluções. Suas experiências revelam como o calor realmente é sentido, dia após dia. Ao compreender e avaliar a pobreza térmica sistêmica, podemos identificar a melhor forma de alcançar a justiça térmica para aqueles que correm maior risco com o calor extremo.

Palavras-chave: tecnologia

Umidade nas paredes exige soluções técnicas no outono

Publicado em: 31/05/2026 00:04

Com a chegada do outono, o aumento da umidade no ar e as variações de temperatura criam um cenário propício ao surgimento de infiltrações, manchas e bolhas nas paredes. Ambientes internos, sobretudo os com pouca ventilação, tendem a concentrar esses efeitos, tornando essencial a adoção de soluções técnicas adequadas para preservar o imóvel. Quando não é tratada corretamente, a umidade deixa de ser apenas uma questão estética. Ela pode comprometer as superfícies, provocar descascamento da pintura e exigir intervenções mais complexas no futuro. Por isso, a prevenção continua sendo o caminho mais seguro para evitar prejuízos e manter a casa bem conservada ao longo do tempo. O impermeabilidade, evitar infiltrações e manter sua obra segura por muito mais tempo Acervo Internet Impermeabilização é o primeiro passo Antes de pensar na pintura, é fundamental garantir que a superfície esteja protegida contra a umidade. A impermeabilização funciona como uma barreira, impedindo a penetração da água e reduzindo o risco de infiltrações. Esse processo é indicado tanto para áreas externas quanto para ambientes internos mais suscetíveis, como banheiros, cozinhas e paredes expostas à chuva. Quando aplicada corretamente, a impermeabilização aumenta a durabilidade da estrutura e reduz de forma significativa a necessidade de manutenção. A escolha da tinta também faz diferença Depois da preparação adequada da superfície, a definição da tinta se torna decisiva para garantir um bom resultado. No outono, o ideal é optar por produtos com maior resistência à umidade e melhor desempenho ao longo do tempo. Tintas com tecnologia antimofo e alta cobertura ajudam a proteger a parede e a preservar o acabamento por mais tempo. Nesse contexto, marcas reconhecidas como a Coral oferecem soluções desenvolvidas para enfrentar essas condições, com linhas que combinam desempenho técnico e qualidade estética. Prevenir custa menos do que corrigir A combinação entre impermeabilização e escolha adequada da tinta cria uma proteção mais completa para as paredes. Esse cuidado evita problemas recorrentes, reduz gastos com reparos e contribui para que os ambientes permaneçam bem conservados ao longo das estações. Na Vilarejo, o cliente encontra um mix completo de soluções para esse tipo de necessidade, desde produtos de impermeabilização até tintas de alto desempenho. Com atendimento técnico especializado, é possível identificar a melhor solução para cada ambiente e garantir um resultado mais seguro. Para proteger a casa e evitar problemas com umidade neste outono, vale contar com orientação especializada e escolher os produtos adequados desde o início. Uma decisão bem feita hoje representa mais durabilidade, conforto e tranquilidade no futuro. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

Palavras-chave: tecnologia

Filósofo, 'sósia' de Bukele e neta de ex-presidente: quem são os favoritos na eleição presidencial da Colômbia

Publicado em: 31/05/2026 00:01

Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella são os favoritos na eleição da Colômbia Reuters A Colômbia vai às urnas neste domingo (31) para o primeiro turno das eleições presidenciais. Ao todo, 11 candidatos disputam a preferência dos eleitores. No entanto, três deles são considerados favoritos: um filósofo, um advogado conhecido como "Bukele colombiano" e a neta de um ex-presidente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 ▶️ Contexto: O vencedor da eleição sucederá o presidente Gustavo Petro, que está no poder desde 2022. Diferentemente do Brasil, a Constituição colombiana não permite reeleição para a Presidência. A eleição acontece em um cenário de violência no país, inclusive política. Um dos principais pré-candidatos à Presidência foi morto após sofrer um atentado em 2025. A Colômbia também vive uma escalada de tensões com o Equador, que conduz operações militares para combater o crime organizado. Até agora, pesquisas de opinião indicam que o candidato apoiado por Petro, Iván Cepeda, é o favorito no primeiro turno. Senador e filósofo, Cepeda faz parte do partido Pacto Histórico e representa a esquerda colombiana. O candidato presidencial colombiano Iván Cepeda em 21 de maio de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez O senador tem 63 anos e defende a continuidade das políticas adotadas pelo governo Petro. Ele ficou conhecido principalmente por atuar na mediação das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), acordo assinado em 2016. Apesar do acordo, no qual as Farc concordaram em se desarmar, grupos dissidentes da guerrilha continuam ativos e são apontados como responsáveis pela violência no país. Cepeda também foi pivô de um processo judicial que resultou na prisão do ex-presidente Álvaro Uribe. Em 2012, Uribe acusou o esquerdista de organizar um complô para ligá-lo a grupos paramilitares. Seis anos depois, a Justiça concluiu que Cepeda agiu dentro de sua função parlamentar e que Uribe tentou influenciar testemunhas por meio de terceiros. Em 2025, porém, o Tribunal Superior de Bogotá absolveu o ex-presidente das acusações de suborno e fraude processual. Como candidato à Presidência, Cepeda defende o diálogo como forma de encerrar o conflito armado com guerrilhas. Também apoia o aumento do salário mínimo, a redução de benefícios para congressistas e uma reforma agrária. 'Sósia' de Bukele O colombiano e candidato presidencial de direita Abelardo de la Espriella em 7 de maio de 2026 REUTERS/Nathalia Angarita Em segundo lugar nas pesquisas aparece o advogado Abelardo de la Espriella. Aos 47 anos, ele lidera o movimento de ultradireita Defensores da Pátria. O candidato afirma admirar políticos de direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele — com quem tem certa semelhança física. De la Espriella ganhou força na reta final da campanha. Ao contrário de Cepeda, ele não acredita que o problema das guerrilhas será resolvido por meio do diálogo. Para enfrentar a questão, promete uma ofensiva militar. Dois integrantes da campanha do candidato foram mortos a tiros em 15 de maio. De la Espriella também acusou integrantes da inteligência colombiana de participarem de um plano para assassiná-lo. Conhecido pelo apelido de "El Tigre", o advogado também defende retirar a Colômbia de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo ele, essas instituições servem para promover "políticas de esquerda". Ao mesmo tempo em que adota um discurso linha-dura, o candidato mantém um site chamado "De la Espriella Style", onde vende bebidas alcoólicas, livros, músicas nas quais canta e até roupas em que aparece como garoto-propaganda. De la Espriella também se envolveu em polêmicas. Em uma entrevista na TV, por exemplo, se gabou do tamanho do órgão genital e afirmou que isso o ajudava a conquistar votos. O advogado também foi questionado por ter defendido Alex Saab, empresário colombiano acusado pelo governo dos EUA de atuar como laranja do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Saab foi deportado para os Estados Unidos em maio. De la Espriella afirma que a relação profissional com Saab começou antes das acusações surgirem. Segundo ele, os dois deixaram de trabalhar juntos há seis anos. Surpresa na campanha A candidata presidencial do Partido do Centro Democrático, Paloma Valencia, em 24 de maio de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez Uma das surpresas da campanha foi o crescimento da candidata de direita Paloma Valencia, do partido Centro Democrático. Neta do ex-presidente Guillermo León Valencia, que governou a Colômbia na década de 1960, Paloma tem 50 anos e é senadora desde 2014. Se eleita, será a primeira mulher a presidir o país. Na Colômbia, partidos e coligações realizam primárias públicas para definir os candidatos à Presidência. Paloma foi a mais votada entre todas as consultas internas, com mais de 3 milhões de votos. Nas pesquisas para o primeiro turno, a senadora aparece em terceiro lugar e perdeu força nas últimas semanas. Ainda assim, segue como uma das opções para chegar ao segundo turno. Assim como De la Espriella, Paloma defende uma atuação mais dura contra o conflito armado. Ela promete ações imediatas das Forças Armadas e da polícia para obter "resultados concretos" contra a violência. A candidata também propõe o uso de inteligência artificial para combater a corrupção e atrair empresas estrangeiras para construir datacenters no país. Outra proposta é criar centros agrícolas para que presos trabalhem durante o cumprimento da pena. No campo ideológico, Paloma defende pautas conservadoras. Ela afirma ser contra o aborto e também se posiciona contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, embora reconheça que famílias podem ser formadas por casais homoafetivos. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Após confusão causada por montagem de Bolsonaro agredindo jogador do Paraguai, painéis na fronteira com o Brasil são desativados

Publicado em: 30/05/2026 19:27

Após polêmica com montagem de Bolsonaro, Paraguai desativa painéis publicitários Os três telões de Cidade do Leste, na fronteira do Paraguai com o Brasil, que exibiram uma montagem do ex-presidente Jair Bolsonaro agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez apareceram desligados neste sábado (30). Após a repercussão do caso, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) anunciou a retirada de painéis publicitários considerados irregulares instalados às margens de rodovias do país. A medida foi divulgada depois de o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmar nas redes sociais que havia determinado a retirada dos telões envolvidos na exibição da imagem. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Em comunicado, o MOPC informou que não autoriza a instalação de cartazes e painéis publicitários na faixa de domínio das rodovias, área sob responsabilidade do Estado. O ministério citou a Lei nº 5.016/2014, que proíbe estruturas capazes de comprometer a visibilidade dos motoristas ou representar risco à segurança viária. Segundo a pasta, cartazes, pórticos e outras instalações consideradas irregulares são retirados imediatamente. O órgão também afirmou que mantém processos administrativos e ações judiciais para remover estruturas instaladas em desacordo com a legislação e que, em alguns casos, decisões judiciais atrasam a execução das medidas. O g1 entrou em contato com as empresas responsáveis pelos telões para comentar a situação dos painéis após a determinação do governo paraguaio. Não houve resposta até a última atualização desta reportagem. Na sexta-feira, as empresas haviam alegado que a exibição das montagens com a imagem do ex-presidente brasileiro se deviam a uma invasão hacker aos sistemas. Navegue nesta reportagem para entender os desdobramentos do caso: Imagem foi exibida em três telões O que disseram as empresas donas dos telões Prefeitura abriu denúncia Presidente ordenou retirada de painéis Imagem foi exibida em três telões Montagem de Bolsonaro agredindo jogador paraguaio gera confusão As imagens mostraram, por cerca de uma hora e em pelo menos três painéis, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado de provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai, incluindo uma cena em que ele aparece agredindo o jogador Gustavo Gómez. A montagem dizia que o "Brasil mandou e desmandou no campo e na política", acompanhada da imagem do político sentado nas costas do jogador, puxando-o pelos cabelos. No canto inferior da montagem, havia a provocação "o Hexa é nosso". Revoltados, moradores destruíram um dos telões, nesta sexta-feira. Segundo relatório do Departamento de Segurança Turística do Paraguai, equipes policiais acompanharam a confusão para evitar confrontos e preservar a segurança no local. Veja: Montagem foi produto de uma invasão hacker Reprodução/ Rede Sociais Moradores destruíram telão Reprodução/ Rede Sociais O que disseram as empresas donas dos telões Os telões pertencem a duas empresas: Fast Print e Publimix. A Fast Print e a Publimix alegam que os sistemas foram alvo de invasão hacker e que o conteúdo foi divulgado por meio de “manipulação não autorizada” das telas publicitárias. Em nota, disseram que estão colaborando com as autoridades competentes e com os responsáveis técnicos para esclarecer os fatos, identificar os autores e determinar as responsabilidades correspondentes. A New Zone informou que não teve participação na divulgação do conteúdo e afirmou que solicitou esclarecimentos imediatos à empresa responsável pelos anúncios, além da retirada das imagens. As empresas afirmaram que uma denúncia criminal foi formalizada junto à Promotoria de Crimes Cibernéticos, no Paraguai. Neste sábado (30), o g1 procurou as empresas novamente, mas não houve resposta sobre as circunstâncias da desativação dos painéis. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre quem criou a montagem ou invadiu o sistema para exibi-la. Leia também: Rachadinha: Vereador de Curitiba é filmado recebendo dinheiro vivo de funcionária Veja prints: Estagiário do MP-PR denunciado por ofertar advogada 'no off' a acusado em troca de academia foi descoberto por vítima de violência doméstica Feminicídio e vicaricídio: Marido que jogou carro com esposa e filha em rio no Paraná matou criança para causar sofrimento à mulher, conclui MP Prefeitura abriu denúncia A prefeitura de Cidade do Leste afirmou que abriu uma investigação administrativa para apurar o caso e identificar os responsáveis pela divulgação das imagens. No mesmo dia, em vídeo publicado nas redes sociais, informou ter formalizado uma denúncia na Fiscalía, órgão do Paraguai correspondente ao Ministério Público no Brasil. Presidente ordenou retirada de painéis Santiago Peña, presidente do Paraguai, usou as redes sociais para se manifestar sobre a montagem. Na publicação, afirmou ter ordenado que o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai retire as estruturas. Ele também lamentou a situação e disse que "esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos". Santiago Peña se manifestou sobre montagem exibida em telões na Cidade do Leste. Reprodução/Redes sociais Confira a tradução na íntegra: "Lamentamos os cartazes ofensivos instalados em Cidade do Leste. Esse tipo de ação não contribui para o entendimento nem para o respeito que devem prevalecer entre os povos. O Paraguai está vivendo um dos seus melhores momentos. Cresce, atrai investimentos e avança com força rumo ao futuro. Talvez isso incomode alguns. A nós, isso motiva a continuar trabalhando para que o gigante que é o Paraguai siga crescendo e ocupando o lugar que merece. Ordenei ao MOPC a retirada de todas essas estruturas, assim como de qualquer outra instalação irregular que ocupe espaços públicos, no âmbito das atribuições legais que a instituição vem exercendo em diferentes pontos do país. O Paraguai seguirá em frente". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

Palavras-chave: cibernéticohacker

Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista

Publicado em: 30/05/2026 17:52

Drones, câmeras térmicas e satélites ajudam a prevenir queimadas em Rio Preto O avanço das queimadas antes mesmo do período mais severo de estiagem acendeu o sinal de alerta no Noroeste Paulista. De janeiro até o fim de maio de 2026, o Corpo de Bombeiros já contabilizou 824 ocorrências de incêndio na região, o que representa um aumento de 25% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram anotados 659 registros. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp O cenário é ainda mais preocupante em São José do Rio Preto (SP), onde a alta de incêndios atinge 40%. Nos primeiros cinco meses deste ano, o município registrou 320 queimadas, contra 229 flagrantes no mesmo intervalo de 2025. A maior parte do fogo se concentra em áreas de vegetação natural. Para tentar frear o avanço das chamas e identificar os causadores dos danos ambientais, a Polícia Militar Ambiental passou a apostar em tecnologia de ponta, utilizando drones com câmeras térmicas e monitoramento via satélite durante o patrulhamento. LEIA TAMBÉM Campanha Termômetro Solidário da TV TEM arrecada roupas e itens de inverno no interior de SP; veja como doar Bombeiros iniciam 6º dia de buscas por homem que desapareceu em Ilhabela Médica reanima e salva passageira em parada cardíaca durante voo: 'Muito intenso' Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Drones e câmeras térmicas Nesta semana, as equipes intensificaram as vistorias em áreas consideradas de alto risco de incêndio, como os aceiros na mata do antigo Instituto Penal Agrícola, que integra a Floresta Estadual do Noroeste Paulista. No ano passado, o fragmento de mata nativa sofreu com a destruição provocada por um grande incêndio florestal. Por terra, os policiais verificam as faixas de terra limpa que servem para evitar a propagação do fogo. Já pelo ar, os drones cobrem perímetros de difícil acesso. As aeronaves são equipadas com sensores térmicos capazes de detectar focos invisíveis a olho nu no plano horizontal. "O drone ajuda demais na otimização dos meios. Às vezes, nós não temos tanto recurso humano, mas com uma aeronave dessa, nós conseguimos visualizar uma área muito maior em menos tempo, o que faz a gente conseguir entregar um trabalho muito melhor para a população com um custo muito menor. Ele tem uma assertividade muito grande porque ele está vendo de cima, ele consegue tirar imagens muito precisas e mostrar exatamente locais onde precisa ser realizada uma manutenção", explica o tenente da Polícia Ambiental, João Pedro Machado. Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Satélites Além do monitoramento local, a corporação utiliza imagens de satélites para rastrear, em tempo real, as cicatrizes das queimadas na região e cruzar dados com os mapas de áreas protegidas. "Eu consigo identificar pela imagem de satélite, a área que foi queimada. Já localizo no sistema se é eventualmente autorizado ou não para os casos passivos de licenciamento e se atingiu ou não vegetação nativa ou Áreas de Preservação Permanente. Durante a fase vermelha da Operação Corta Fogo, esse trabalho é intensificado e as equipes vão em todos os focos de queimada", detalha o cabo Erik Lima Ferreira. A Polícia Ambiental reforça que provocar incêndios, além dos graves prejuízos à saúde pública e à qualidade do ar, é considerado crime ambiental. Com o início da estação seca, a queima de entulhos, folhas ou lixo em terrenos urbanos e rurais deve ser totalmente evitada. "Tudo isso aqui ajuda na qualidade do ar, ajuda na temperatura do município. Uma estação ecológica, uma unidade de conservação. Toda população tem o dever de estar preservando. Nós temos que ajudar, pelo menos, não colocando fogo. É uma quebra de paradigma, de costume que nós temos e é crime", alertou o tenente. Initial plugin text Com uso de satélites e drones térmicos, Polícia Ambiental monitora alta de até 40% nas queimadas no Noroeste Paulista TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Colegas e familiares lançam foguete em homenagem a estudante que morreu em acidente: 'Que ele esteja em um bom lugar'

Publicado em: 30/05/2026 15:56

Colegas e familiares lançam foguete em homenagem a estudante que morreu em acidente Familiares e colegas de Giovanni Fioravanti lançaram um foguete em homenagem ao jovem na abertura da Olimpíada Sorocabana de Foguetes (OSAFog 2026), realizada neste sábado (30), em Itu (SP). O estudante morreu após bater o carro contra um poste, no dia 23 de maio, em Sorocaba (SP). Ele tinha 18 anos, era estudante premiado e fazia trabalho social na cidade. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O evento foi realizado no Parque Maeda e reuniu estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares da região de Sorocaba. Giovanni Fioravanti cursava engenharia em Sorocaba (SP) Arquivo pessoal Antes da homenagem, familiares e colegas assinaram o foguete. Durante o discurso, uma representante homenageou o jovem. Os vídeos completos da homenagem e do momento do lançamento podem ser conferidos ao longo da reportagem. "Agradeço por tudo que ele fez pela gente. Fico feliz por ele, que esteja em um bom lugar e voe muito, muito longe por onde estiver", disse a representante. Colegas e familiares lançam foguete em homenagem a estudante que morreu em acidente Recordista Giovanni cursava o primeiro semestre de engenharia de controle e automação na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Além disso, foi um dos estudantes que quebrou um recorde e garantiu o primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog), realizada no Rio de Janeiro. Ao final do projeto, o foguete, com 1,77 metro de altura, alcançou a distância de 672,2 metros, cerca de 300 metros a mais que o segundo colocado. Com o resultado, ele ajudou a quebrar o recorde nacional da competição. O jovem chegou a dar entrevista ao g1 na época, quando falou do projeto. "No primeiro momento, a gente não sabia a metragem alcançada. Quando descobrimos que tínhamos quebrado o recorde nacional e conquistado o primeiro lugar absoluto, foi emocionante", disse. "O processo de construção levou algumas semanas para a base de lançamento e mais algumas semanas para cada foguete, incluindo os testes. A construção envolveu desde a união de garrafas pet até o uso de metais ao redor da estrutura, além de modelagem, simulações e impressão 3D", explicou. Colegas e familiares homenageiam estudante que morreu em acidente de carro em Sorocaba (SP) Arquivo pessoal Querido por familiares e amigos Nas redes sociais, amigos e professores destacaram o perfil de amigo presente e de aluno brilhante de Giovanni após o acidente. "Nesta manhã, o Giovanni estava conosco ajudando as crianças a sonharem com seus primeiros voos. Hoje à tarde, nos deixou após um acidente automobilístico. Ele foi um estudante brilhante e uma pessoa que distribuiu atenção e cuidado com todos. Foi uma honra participar da sua incrível história. Muito obrigado por tudo. Nossos pesares à família e amigos. Cumpriu sua missão", diz um dos posts em homenagem que mostrava Giovanni dando instruções a um estudante sobre tecnologia. "Ele foi um menino muito especial, ele sempre ajudou muito muita gente. Era um dos membros mais atuantes no auxílio das outras equipes, em dar dicas, em estar o tempo inteiro se dedicando a ajudar as outras pessoas", comentou o professor Dudu Guariglia. "Então, é um exemplo para todos, um exemplo de bondade, generosidade, de empenho e superação de tudo que ele fez, de tudo que ele buscou para realizar seus sonhos", acrescentou. Jovem que morreu em acidente na J. J. Lacerda tinha 18 anos, era estudante premiado e fazia trabalho social em escola Dudu Guariglia/Arquivo pessoal Antes do acidente, Giovanni estava envolvido com uma das coisas que mais gostava, conforme Dudu. O estudante estava dando instruções sobre como montar um foguete em uma escola pública de Sorocaba. "Dentro da escola, ele era educado, responsável, respeitoso. Se dedicava de uma forma exemplar. Fora da escola, nas competições de foguete que eu o acompanhei, vi uma pessoa que, apesar das frustrações e dificuldades, estava sempre disposto a se desenvolver, se esforçar e sempre aberto para ajudar os outros", comenta Evanway Sellberg Soares, outro professor de Giovanni. "O recorde que ele conseguiu na Jornada de Foguetes do ano passado, para mim, foi muito mais que uma competição. Foi a demonstração e realização de anos de muito esforço, amadurecimento, dedicação e relacionamentos criados", acrescenta. O acidente Conforme apurado pela TV TEM, o acidente aconteceu na Rua José Joaquim de Lacerda, na Vila Odin Antão, por volta das 17h. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o veículo faz uma curva e, em seguida, atinge violentamente um poste de energia. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para o atendimento à ocorrência. Moradores da região afirmaram à reportagem que acidentes são frequentes no trecho onde ocorreu a batida. As causas do acidente não foram divulgadas. Motorista ficou ferido após bater em poste em Sorocaba (SP) Reprodução/Ligia Guerra Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Corpo, mente e liberdade: a nova busca feminina por bem-estar

Publicado em: 30/05/2026 14:55

Em algum momento, quase toda mulher já ouviu conselhos sobre como deveria se vestir, se comportar, amar, envelhecer ou até se relacionar com o próprio corpo. Ainda assim, conversas honestas sobre autoestima, sexualidade e bem-estar feminino continuam sendo cercadas por tabus, dúvidas e silêncios. Talvez por isso encontros que criam espaço para troca, escuta e informação estejam ganhando cada vez mais relevância, especialmente quando conseguem transformar temas íntimos em conversas acolhedoras, acessíveis e livres de julgamento. Foi dentro dessa proposta que um encontro promovido pela Recco e pela Gazeta do Povo, na loja da marca no ParkShoppingBarigüi, reuniu mulheres para um momento de conversa conduzido pela ginecologista e sexologista Dra. Marina Beduschi. Em vez de uma abordagem técnica ou distante, a conversa girou em torno de temas que atravessam a experiência feminina cotidiana: descoberta do feminino, autoestima, intimidade, autoconfiança e sexualidade. O formato intimista ajudou a criar um ambiente de troca, aproximando um assunto frequentemente tratado com constrangimento da vida real das mulheres. Preparada para receber clientes em um encontro intimista, a loja da Recco no ParkShoppingBarigüi reuniu conversa, acolhimento e temas ligados ao universo feminino. Divulgação/Recco. A crescente busca por espaços assim não acontece por acaso. Nos últimos anos, temas ligados ao prazer, saúde íntima, imagem corporal e bem-estar emocional passaram a ocupar um lugar mais visível nas conversas sobre qualidade de vida. O assunto deixou de aparecer apenas em consultórios ou livros especializados e passou a integrar debates sobre relações, autocuidado, autoestima e até moda, especialmente quando o vestir deixa de ser apenas aparência e passa a dialogar com conforto, identidade e sensação de bem-estar. Nesse contexto, a lingerie também ganha novos significados. Se antes era frequentemente associada apenas à sedução ou estética, hoje ela aparece cada vez mais conectada à experiência de quem veste: conforto, segurança, liberdade de movimento, caimento, tecidos tecnológicos e sensação de pertencimento ao próprio corpo. É um olhar que conversa diretamente com tendências já observadas no universo da moda íntima, como a valorização do toque, do vestir confortável e de peças que respeitam diferentes silhuetas, fases e necessidades. Durante o encontro, realizado na quarta-feira, 27 de maio, as participantes puderam conhecer peças de lingerie com diferentes tecnologias voltadas ao conforto e à experiência do vestir. Divulgação/Recco. A proposta da experiência promovida pela Recco dialogou justamente com essa ideia de descoberta individual. Ao final do encontro, as participantes puderam conhecer diferentes tecnologias aplicadas às calcinhas da marca, escolhendo modelos com propostas distintas de conforto e vestibilidade para experimentar no dia a dia. Mais do que apresentar produtos, a iniciativa aproximou a experiência do vestir de uma conversa maior sobre autopercepção e cuidado consigo. A experiência ainda se conecta a outro tema frequentemente associado à intimidade: os pequenos rituais de conexão afetiva. Como parte da ação, participantes também passaram a concorrer a uma experiência especial de Dia dos Namorados promovida pela marca, reforçando uma ideia que tem aparecido cada vez mais nas discussões sobre bem-estar feminino: intimidade não se constrói apenas em grandes momentos, mas também nos detalhes, na confiança, no conforto e na maneira como cada pessoa se sente consigo mesma. Entre café, conversa e troca de experiências, mulheres participaram de um momento dedicado a refletir sobre autoestima, intimidade e bem-estar. Divulgação/Recco. Mais do que um encontro pontual, iniciativas como essa refletem uma mudança social importante: falar sobre autoestima, sexualidade e feminilidade vem deixando de ser um assunto restrito para se tornar uma conversa mais aberta, cotidiana e possível. Nesse processo, informação, acolhimento e experiências presenciais seguem ganhando espaço ao mostrar que autoconfiança também pode começar nas pequenas escolhas do dia a dia, inclusive na forma como cada mulher se percebe, se veste e se relaciona consigo mesma. Conversas sobre autoestima, feminilidade, conforto e bem-estar não precisam terminar aqui. Para descobrir outros conteúdos, tendências e inspirações sobre o universo da moda íntima e acompanhar experiências promovidas pela marca, siga a Recco nas redes sociais e continue explorando novas formas de se conectar consigo mesma.

Palavras-chave: tecnologia

Novo diretor-presidente da CEB Ipês quer investir em tecnologia para melhor serviços de iluminação pública no DF

Publicado em: 30/05/2026 13:08

Novo diretor-presidente da CEB Ipês quer investir em tecnologia O novo diretor-presidente da CEB Ipês, Elie Issa El Chidiac, afirmou em entrevista à TV Globo, neste sábado (30), que pretende intensificar ações para melhorar a iluminação pública no Distrito Federal e combater problemas como o furto de cabos. Segundo ele, a estratégia inclui ampliação de investimentos, uso de novas tecnologias e fortalecimento das equipes de manutenção. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Apesar da proposta, na prática, moradores de diversas cidades ainda enfrentam problemas recorrentes na iluminação pública. Segundo dados do painel da ouvidoria do GDF, entre janeiro e 28 de maio de 2026, foram registradas 620 reclamações relacionadas à falta de iluminação pública no DF. No mesmo período de 2025, o número foi significativamente maior: 1.642 ocorrências. Na área de iluminação pública, Chidiac disse que vai modernizar a gestão de demandas, ampliar a capacidade de resposta das equipes e adotar novas tecnologias para monitoramento e acompanhamento dos serviços. Novo diretor-presidente da CEB Ipês, Elie Issa El Chidiac TV Globo/Reprodução Segundo o diretor-presidente, o problema de luz piscando nos postes é causado por oscilações de tensão na rede elétrica. Para corrigir a falha, equipes estão substituindo equipamentos inadequados, como disjuntores instalados com capacidade inferior à necessária — de 20 amperes, quando o correto seria 40 amperes. Uso de câmeras e drones para evitar furtos de cabos Para enfrentar os furtos de cabos e o vandalismo, Chidiac informou que está articulando parcerias com órgãos de segurança pública TV Globo/Reprodução Para enfrentar os furtos de cabos e o vandalismo, Chidiac informou que está articulando parcerias com órgãos de segurança pública e avalia investimentos em tecnologias de monitoramento, incluindo a instalação de câmeras nos postes e o acionamento de drones para atendimento imediato das ocorrências. A ideia é integrar essas ferramentas a um sistema que utiliza um mapa capaz de identificar exatamente quantos pontos de luz estão apagados no DF. Com isso, a expectativa é aumentar a assertividade das equipes em campo e agilizar a solução dos problemas, indicou Chidiac. LEIA TAMBÉM: BR-020: Ciclista morre após sofrer parada cardiorrespiratória BALANÇO: BRB vai divulgar balanço de 2025 até 30 de junho, diz presidente; acordo sobre crédito deve sair em semanas Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Slopaganda: como inteligência artificial virou arma de guerra para espalhar vídeos falsos

Publicado em: 30/05/2026 12:29

Especialistas acreditam que os clipes sofisticados gerados por IA podem representar uma forma poderosa de diplomacia na internet que veio para ficar EXPLOSIVE MEDIA Em meio a um confronto direto do Irã com Estados Unidos e Israel, disputas militares e tensões diplomáticas começaram a ser retratadas como desenhos animados, vídeos satíricos e cenas fictícias criadas com auxílio da tecnologia. A intenção é controlar a informação, confundir a população e projetar uma imagem de força que nem sempre corresponde à realidade no terreno. As redes sociais estão cheias de vídeos inteiramente fabricados: ataques militares que nunca aconteceram, cidades inimigas em chamas, líderes ocidentais ridicularizados ou humilhados. Conteúdos pensados para gerar uma sensação de controle, poder e vitória militar, ainda que fictícia. Leia ainda: Os vídeos virais de IA da guerra do Irã no estilo Lego Em vídeo de propaganda de guerra, Irã ironiza ataque em jantar com Trump O avanço da tecnologia facilitou esse processo. Hoje, é possível criar cenários imaginários em poucos minutos. Líderes políticos, como o presidente norte-americano Donald Trump, são transformados em personagens de produções artificiais que rapidamente viram memes globais e circulam pelo mundo, muitas vezes republicados por canais oficiais. A inteligência artificial também passou a ser usada para encenar futuros alternativos. Um vídeo viral, criado fora do governo americano, mas compartilhado por Donald Trump, transformava Gaza em um resort virtual. A Rússia recorre à mesma tecnologia para fabricar vídeos de rendições e derrotas do exército ucraniano que nunca ocorreram. Nessas produções, não há limites para a criatividade. Estratégia não é nova Apesar das novas ferramentas, a estratégia está longe de ser inédita. O uso da animação como propaganda política e militar já existia antes da Segunda Guerra Mundial, durante a Primeira Guerra e no período entre guerras. Foi, no entanto, durante a Segunda Guerra Mundial que esse tipo de produção passou a ser utilizado de forma massiva e estratégica por governos, especialmente nos Estados Unidos, na Alemanha nazista, no Japão e na antiga União Soviética. A animação deixou de ser apenas entretenimento para se tornar uma arma poderosa da propaganda. Regimes autoritários, como o de Adolf Hitler, usaram desenhos animados para manipular emoções, mobilizar massas e fabricar inimigos. Do outro lado do conflito, os Estados Unidos chegaram a contratar estúdios como Walt Disney e Warner Bros. para produzir animações contra o nazismo, o fascismo e o militarismo japonês. No Japão imperial, longas-metragens animados glorificavam os exércitos. Durante a Guerra Fria, personagens ajudaram a difundir ideologias rivais. Entre arquivos históricos e a nova estética algorítmica, a propaganda política continua se adaptando às linguagens da cultura de massa. Com a inteligência artificial, essas produções se tornaram mais baratas, mais rápidas e muito mais fáceis de espalhar. Canal pró-Irã que viralizou com vídeos em IA contra Trump é suspenso pelo YouTube Explosive Media Guerra como produto "consumível" Especialistas apontam os vídeos fabricados pelo Irã como parte de uma guerra de narrativas, hoje travada principalmente no ambiente digital. Histórias leves, compartilháveis e aparentemente inofensivas, que suavizam a violência, infantilizam o inimigo e transformam os horrores do conflito em um produto consumível. Para Matheus Soares, coordenador do Aláfia Lab, laboratório de pesquisa brasileiro dedicado a estudar a relação entre tecnologias digitais, comunicação, política e sociedade, esse tipo de estratégia reflete uma transformação mais profunda na lógica dos conflitos. “Propagandas de Estados, especialmente em contextos de conflito, sempre existiram. Mas o que a gente vem percebendo nos últimos anos é que essas guerras estão sendo travadas não só nos territórios, mas principalmente nas redes sociais”, afirma. Segundo o pesquisador, governos tentam desmoralizar o inimigo e, ao mesmo tempo, confundir o debate público para conquistar apoio popular às suas causas. “Nesse contexto, a inteligência artificial surge como mais uma camada da comunicação política, facilitando a criação de vídeos e animações que têm o objetivo de viralizar e engajar nas redes”, explica. Esses conteúdos passaram a ser chamados de “slopaganda”, em referência ao termo AI slop, usado para definir vídeos gerados por inteligência artificial que são engraçados, toscos ou sem muito sentido, mas com alto poder de circulação. “É por meio do engajamento desses vídeos fofos, engraçados e aparentemente inofensivos que governos conseguem driblar as políticas de moderação das plataformas e distribuir suas narrativas não só para seus próprios cidadãos, mas para pessoas ao redor do mundo”, diz Soares. Sem compromisso com a realidade, essas produções apostam no impacto emocional. “Esses vídeos têm o objetivo de engajar, de tocar o emocional das pessoas, fazendo com que sintam raiva ou ódio do inimigo, mas também orgulho pela causa e pelo lado que escolheram no conflito”, conclui. Nesse cenário, a credibilidade passa a valer menos do que um clique. A ausência de verdade corre o risco de parecer apenas uma brincadeira.

Vereador é condenado no TO por violência política de gênero; entenda

Publicado em: 30/05/2026 11:56

Vereador Jefferson Bandeira da Costa Silva (Republicanos) Divulgação/Câmara Municipal de Colinas do Tocantins O vereador de Colinas do Tocantins, Jefferson Bandeira da Costa Silva (Republicanos), conhecido como Chokito, foi condenado pelo crime de violência política de gênero. O caso aconteceu durante as eleições municipais de 2024, quando o parlamentar, na condição de candidato, teria tentado impedir a campanha eleitoral de duas mulheres que também concorriam ao cargo de vereador na cidade. A decisão ainda cabe recurso. Segundo a Justiça Eleitoral, o parlamentar "assediou, constrangeu, humilhou, perseguiu e ameaçou as ofendidas mediante pressão psicológica implacável, imposição de ultimatos e exibição ostensiva de termos de renúncia assinados por terceiros para incutir nelas o pânico do isolamento político". 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A Câmara Municipal de Colinas informou que tem conhecimento da sentença e que aguarda a finalização do processo para adotar as medidas que forem de sua competência (veja nota completa abaixo). O g1 tenta contato com o parlamentar e a defesa dele, além do partido Republicanos. LEIA TAMBÉM Advogado é levado ao hospital após ser baleado no TO: 'Só percebi o ferimento alguns minutos depois' Tocantins tem quatro concursos estaduais previstos para 2026; veja como está o andamento Agora no g1 A decisão foi expedida pelo juiz eleitoral substituto, José Roberto Ferreira Ribeiro, da 4ª Zona Eleitoral de Colinas do Tocantins, na última quinta-feira (28). Conforme o documento, o vereador foi condenado a três anos, um mês e 10 dias de prisão, que deverá ser cumprida em regime aberto. Além da pena, Jefferson Bandeira também deverá pagar uma multa no valor de R$ 7.295,85. Conforme a Justiça, o vereador tinha como modus operandi a tentativa de isolamento das candidatas da base de apoio delas, com a justificativa de que estava poupando-as de pressões. Em uma conversa do parlamentar com uma das vítimas, ele propõe pagar uma passagem para que a candidata faça uma viagem para visitar o filho. "E... se a senhora aceitar, claro, queria ver se... se eu posso... a gente pode pagar a passagem pra senhora ir lá visitar seu filho de novo. Porque a pressão vai ser vai ser grande em cima da senhora. Vai vir o [candidato 1], vai vir o [candidato 2] (...) a senhora tem que ser candidata... porque eles vão ficar desesperados. Então se eu tô falando essa questão, talvez a senhora ir, porque aí fica mais fácil, os cara não vai ficar ligando, abusando, entendeu?". Na decisão, o juiz afirma que o vereador teria discriminado as candidatas ao focar o ataque na cota feminina da chapa adversária, "enxergando as candidatas não como sujeitos de direitos políticos dotados de plena autonomia, mas como elos frágeis e mercadorias baratas a serem cooptadas ou intimidadas pelo poderio econômico e estrutural". Jefferson foi eleito vereador em 2024 e atua como vice-presidente da mesa diretora do órgão, segundo site da Câmara. Íntegra da nota da Câmara Municipal de Colinas A Presidência da Câmara Municipal de Colinas do Tocantins informa que tomou conhecimento da sentença proferida em primeira instância envolvendo o vereador Jefferson Bandeira da Costa Silva. A Câmara acompanha o andamento do processo na Justiça Eleitoral e aguarda a sua finalização para, ao término, adotar com responsabilidade e transparência todas as medidas que forem de sua competência, nos termos da legislação vigente. Colinas do Tocantins, 30 de maio de 2026 Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: câmara municipal

Grafiteiro e crianças resgatam clima de Copa do Mundo com mural de 440 metros em Porto Velho

Publicado em: 30/05/2026 11:26

Grafiteiro e crianças resgatam clima de Copa do Mundo com mural gigante em Porto Vel Em clima de expectativa para a Copa do Mundo de 2026, moradores de Porto Velho voltaram a colorir ruas e calçadas com as cores da seleção brasileira. Em uma escola particular da capital, cerca de 90 crianças ajudaram a transformar uma rua em um grande painel de 440 metros quadrados inspirado no sonho do hexacampeonato. Camisas da seleção, álbuns de figurinhas, bandeiras e pinturas verde e amarelas começam a devolver às ruas o clima de união típico dos períodos de Copa do Mundo (veja o vídeo acima). A iniciativa surgiu da equipe pedagógica do colégio, que viu no Mundial uma oportunidade de integrar a comunidade escolar por meio da arte e da participação dos alunos. “Essa atividade teve o poder de tirar a torcida da sala de casa e levá-la para a rua, revivendo o orgulho nacional de maneira lúdica, artística, emotiva e também pedagógica. Foi uma manhã de domingo incrível”, disse a diretora pedagógica Viviani Tessele Cunha. O responsável por dar forma à ideia foi o grafiteiro Léo França. Ao g1, ele contou que o processo criativo nasceu da proposta apresentada pela direção da escola. As referências escolhidas remetem diretamente à identidade brasileira: a taça da Copa do Mundo, a expectativa pelo hexacampeonato, a bola oficial do torneio e, principalmente, a bandeira do Brasil, com destaque para as cores nacionais. “Também quis trazer elementos da Amazônia. Por isso criei uma onça mesclada com as cores da bandeira brasileira e a frase ‘Rumo ao Hexa’, unindo o sentimento da Copa com a nossa identidade regional”, revela Léo. Crianças foram protagonistas da pintura A obra foi produzida em duas etapas, ao longo de dois dias. Na primeira fase, o artista fez todo o traçado do desenho em menos de 12 horas. Depois, contou com a participação de cerca de 90 crianças, que ajudaram a colorir a rua, brincaram e até sugeriram novos elementos para compor a arte. “O principal pedido das crianças foi a presença do Neymar. Ele é o grande ídolo delas e não poderia ficar de fora. Inclusive, houve uma disputa enorme entre as crianças para participar da pintura da imagem dele”, revela o artista. Segundo Léo, além de fortalecer a torcida pela seleção brasileira, a iniciativa estimula o engajamento das crianças, desperta o sentimento de pertencimento e incentiva a convivência entre alunos e moradores da comunidade. “O protagonismo foi delas. Eu fui apenas o facilitador para que essa obra acontecesse. As crianças se pintaram, pintaram o chão, pintaram o rosto. Foi um momento de muita alegria e integração”, conta o artista. Tecnologia ajudou a acelerar o trabalho Com 440 metros quadrados, a obra foi concluída em apenas dois dias. Os trabalhos começaram no sábado, quando todas as projeções da arte foram feitas no chão com auxílio de inteligência artificial e óculos de realidade virtual. A tecnologia reduziu significativamente o tempo de execução. Segundo o artista, usando métodos tradicionais, a pintura levaria cerca de quatro dias para ficar pronta. De acordo com Léo, os óculos de realidade virtual funcionam como ferramenta de apoio para projetar a arte na escala correta. O equipamento permite reproduzir imagens em diferentes tamanhos e superfícies — no chão, paredes ou outros espaços — garantindo mais precisão e agilidade ao processo criativo. Léo França com os óculos de inteligência artificial usados como ferramenta na pintura Mateus Santos/g1 Grafiteiro há 12 anos, Léo afirma que aderiu recentemente à tecnologia, que hoje também auxilia na execução de trabalhos comerciais, já que a arte se tornou sua principal fonte de renda. “Precisamos de mais rapidez e precisão, e os óculos de realidade virtual se tornaram uma ferramenta importante nesse sentido. Foi uma mudança significativa na minha vida profissional. Sem a projeção da realidade virtual, eu teria levado cerca de dois dias apenas para desenhar a arte e mais dois dias para pintá-la.” O artista também percebe um aumento na procura por trabalhos ligados ao Mundial. “Este ano está me surpreendendo. A demanda por trabalhos artísticos relacionados à Copa aumentou bastante. Muitas pessoas querem pintar suas ruas, calçadas e até empresas com elementos ligados à seleção brasileira. Tenho percebido um interesse maior dos brasileiros em celebrar esse momento.” Para ele, o retorno da tradição também ajuda a transformar os espaços públicos em ambientes de convivência. “É muito interessante retomarmos essa tradição porque ela transforma as ruas em espaços culturais. As pessoas passam a frequentar o local, tirar fotos e levar suas famílias. A rua deixa de ser apenas um espaço de passagem e se torna um espaço de convivência. As ruas precisam ser ocupadas pelas pessoas, e a arte é uma excelente ferramenta para isso.” Moradores aprovam iniciativa Lohan Almeida de Souza, Thais Aparecida e João Roberto, da esquerda para a direita Mateus Santos/g1 O acadêmico de Direito Lohan Almeida de Souza foi um dos moradores que acompanharam de perto a pintura. Para ele, a iniciativa resgata uma tradição marcante da cultura brasileira. Lohan lembra que, durante a infância, era comum ver ruas decoradas em períodos de Copa, hábito que acabou diminuindo nos últimos anos. “Agora ver essa tradição retornando é muito bom, porque mostra que as pessoas continuam valorizando não apenas o futebol, mas também o sentimento de representar o nosso país”, conta Lohan. Para a assessora jurídica Thais Aparecida, pintar as ruas e colocar bandeiras em frente às casas sempre fez parte da rotina da família durante as Copas do Mundo, tradição que será mantida neste ano. Ela acredita que o clima verde e amarelo pode reacender o sonho do hexacampeonato para crianças e jovens que nunca viram o Brasil conquistar um título mundial. “Eu mesma não me lembro de ter vivido conscientemente um título mundial porque era muito pequena, mas considero muito importante que as crianças tenham essa experiência. É um incentivo muito positivo para essa nova geração”, revela Thais. Já o bancário João Roberto, que viveu intensamente a Copa de 1982 aos 14 anos, afirma que a retomada da tradição representa o verdadeiro espírito do Mundial: unir e mobilizar as pessoas. “Nós somos conhecidos como o país do futebol, então é natural que exista essa empolgação", conta o bancário. Tradição que atravessa gerações Segundo a historiadora Rita Vieira, a tradição de pintar ruas durante a Copa do Mundo surgiu após o primeiro título mundial do Brasil, em 1958. Na época, a televisão ainda era novidade no país e poucas famílias tinham acesso ao aparelho. Mas o costume ganhou força nacionalmente durante a campanha da Copa de 1970, quando o Brasil conquistou o tricampeonato com a famosa Seleção Canarinho. “Naquele período, houve uma forte campanha de incentivo promovida pelo governo federal, durante a ditadura civil-militar, que utilizou o futebol como elemento de mobilização nacional. Com isso, a cultura de decorar e pintar as ruas em apoio à seleção brasileira se fortaleceu e se espalhou pelo país”, disse a historiadora. Ainda segundo Rita, a tradição nunca desapareceu completamente e segue sendo transmitida entre diferentes gerações. A historiadora destaca que muitas pessoas guardam lembranças da infância pintando ruas durante a Copa e acabam compartilhando essa experiência com filhos e netos. “É muito interessante perceber que essa tradição está sendo retomada. Como o Brasil não conquistou o hexacampeonato nas últimas campanhas, havia certo desânimo. Agora, com a expectativa para a Copa de 2026, essa tradição voltou a ganhar força e as pessoas estão novamente animadas.” Grafiteiro cria arte inspirada na Copa do Mundo e resgata tradição de pintar ruas em Porto Velho Reprodução/Redes sociais Grafiteiro cria arte inspirada na Copa do Mundo com ajuda de crianças e resgata tradição de pintar ruas em Porto Velho Acervo pessoal/Léo França Pintura de Neymar realizada pelo grafiteiro Léo França em Porto Velho Mateus Santos/g1