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Como tirar as crianças do celular com viagem em família

Publicado em: 05/04/2026 20:00

O uso excessivo de celulares e telas entre crianças tem se tornado uma preocupação crescente para as famílias. Em meio a esse cenário, viagens em família surgem como uma alternativa prática e eficaz para estimular novas experiências e reduzir o tempo de exposição à tecnologia. Destinos próximos à capital paulista, como Atibaia, têm se destacado justamente por oferecer essa desconexão. A cerca de uma hora de São Paulo, a cidade combina fácil acesso, clima agradável e opções voltadas ao lazer familiar - especialmente em hospedagens que investem em recreação estruturada. Adolescente com o celular em mãos Divulgação Um exemplo é o Atibaia Residence Hotel & Resort, que aposta em uma programação intensa de atividades para todas as idades. A proposta é simples: substituir o tempo de tela por experiências reais, com interação, movimento e convivência. 🎾 Atividades que estimulam conexão real Entre as opções estão atividades esportivas como futebol, vôlei, clínicas de tênis e tênis de mesa, além de natação em piscinas aquecidas, disponíveis durante todo o ano. Também há brincadeiras criativas e dinâmicas em grupo, pensadas para estimular imaginação, cooperação e autonomia. Atibaia com filhos Atibaia Residence Hotel & Resort Outro diferencial está na atuação da equipe de monitores, que adapta a linguagem e as atividades de acordo com cada faixa etária. Isso facilita a integração entre as crianças e aumenta o engajamento - muitas vezes criando vínculos e amizades que vão além da viagem. “O mais interessante é que elas esquecem o celular naturalmente. Não é uma imposição, é uma troca. Elas estão tão envolvidas que nem sentem falta”, relata o pai Carlos Cardoso, que já se hospedou no local. Destacando o atendimento personalizado. 🧠 O que dizem os especialistas Segundo o psicólogo infantil Ricardo Almeida, experiências fora das telas são fundamentais para o desenvolvimento emocional e social das crianças. “O excesso de tecnologia pode limitar habilidades importantes, como interação social, criatividade e resolução de problemas. Atividades ao ar livre e em grupo ajudam a desenvolver essas competências de forma natural e saudável”, explica. Ele destaca ainda que o contato com outras crianças e com ambientes diferentes do cotidiano amplia repertórios e fortalece a autonomia. 👨‍👩‍👧‍👦 Viagem como ferramenta de reconexão A viagem em família se transforma em uma oportunidade de reconexão - entre pais e filhos, e das crianças com o mundo ao seu redor. Sem a dependência constante de telas, elas redescobrem o brincar, o explorar e o conviver. Atibaia Residence Hotel & Resort Atibaia Residence/ Divulgação Em ambientes estruturados, com segurança e programação direcionada, essa transição acontece de forma leve. O resultado é percebido não só durante a estadia, mas também no retorno para casa. Para muitas famílias, a experiência deixa uma lição simples: às vezes, tudo o que as crianças precisam é de espaço, estímulo e companhia. O resto acontece naturalmente.

Palavras-chave: tecnologia

São Vicente pode ter novas regras e multas no descarte de lixo que chegam a R$ 200 mil; entenda

Publicado em: 05/04/2026 19:37

Cinco porcos são flagrados em meio a pilha de lixo jogada em calçada de escola municipal em São Vicente, SP Gil Ribeiro Um projeto que pode alterar as normas e a fiscalização do descarte de lixo foi apresentado à Câmara Municipal de São Vicente, no litoral de São Paulo. A proposta, que ainda aguarda aprovação, foi idealizada pelo prefeito Kayo Amado (Pode) e consiste em mudanças na organização da Política Municipal de Resíduos Sólidos, com divisões entre os tipos e geradores de lixo. A nova lei, se sancionada, será válida para moradores, comércios, empresas, obras, eventos e indústrias, com especificações para cada segmento. A ideia é regularizar o descarte e a separação de lixo, com maior atuação da prefeitura na fiscalização, junto a Vigilância Sanitária. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A proposta é dividir os geradores de lixo em duas categorias: o Pequeno Gerador, que incluiria residências e pequenos comércios, com um limite de 200 litros por dia, e o Grande Gerador, válido para empresas, comércios, obras e eventos, que deverão pagar à uma empresa licenciada e comprovar o destino correto do lixo. Outra novidade seria a criação da “Taxa de Serviços Públicos de Manejo de Resíduos Sólidos”, que teria a função de custear serviços como coleta, transporte, tratamento, descarte e a destinação final do lixo. A proposta não cita valores e forma de cobrança. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Punições O projeto de lei promove a criação de um plano detalhado de descarte de lixo, com separação entre resíduos orgânicos e recicláveis, sob multa, de R$ 5.479 para pessoas físicas e que podem variar entre R$ 21.917,50 e R$ 200 para pessoas jurídicas. Veja algumas infrações que podem gerar punições: Descarte de lixo em locais públicos Transporte de lixo irregular Tratar resíduos perigosos como recicláveis Obras sem plano de gerenciamento de resíduos Não cumprir notificações e advertências As novas regras também incluem a proibição do uso de resíduos plásticos como copos, pratos, talheres e canudos descartáveis em praias do município. Uma alternativa aos comerciantes e consumidores é a utilização de materiais recicláveis e biodegradáveis. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: câmara municipal

PAT de Itapetininga oferece mais de 360 vagas de emprego; veja destaques

Publicado em: 05/04/2026 18:52

PAT Itapetininga Reprodução O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Itapetininga (SP) oferece 362 vagas de emprego a partir desta segunda-feira (6). Há oportunidades para diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência, com destaque para os setores da indústria e da construção civil. Os interessados devem se candidatar pessoalmente na unidade. O PAT também divulgou processos seletivos para jovem aprendiz e estágio. Os estudantes de graduação da área de Tecnologia da Informação (T.I) podem se candidatar para trabalhos com programação em Back End, Mobile e suporte técnico. Alunos de direito e administração também possuem oportunidades em suas áreas. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Como se candidatar Para verificar a lista completa, acesse o site da Prefeitura de Itapetininga. Os interessados devem comparecer pessoalmente ao PAT de Itapetininga, levando os seguintes documentos: RG e CPF; Carteira de Trabalho (física ou digital); Comprovante de residência. Endereço: Rua Monsenhor Soares, 251, Centro. Horário de funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Vagas sem experiência Operador de Produção; Auxiliar de Serviços Gerais; Auxiliar Administrativo; Copeiro; Operador de Caixa. Vagas com experiência Pedreiro; Caldeireiro; Carpinteiro; Eletricista; Encanador; Engenheiro Civil; Mecânico Industrial; Consultor de Vendas; Assistente de Marketing (Superior Cursando ou Concluído). Vagas de 1º Emprego - Jovem Aprendiz Auxiliar de Produção - 1º Emprego; Jovem Aprendiz Produção. Vagas de Estágios Estágio Administrativo (Ensino Superior); Estágio Assistente Ambiental (Ensino Técnico ou Superior); Estágio Assistente Topografia (Ensino Técnico ou Superior); Estágio Direito; Estágio Programação Back End; Estágio Programação Mobile; Estágio Suporte Técnico; Estágio Qualidade. O PAT está localizado à rua Monsenhor Soares, 251, no Centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h (exceto feriados). Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Por que pais não têm ideia de como filhos estão usando inteligência artificial

Publicado em: 05/04/2026 18:21

ChatGPT e Gemini Aerps/Unsplash; Amanz/Unsplash A inteligência artificial (IA) tem um papel enorme na vida de Isis Joseph. "Eu uso todos os dias", diz a estudante de 17 anos, que está no 11º ano em Nova York, nos Estados Unidos (série equivalente ao segundo ano do Ensino Médio no Brasil). Ela conta que usa a tecnologia para fazer tarefas escolares. A IA também a ajuda a decidir onde comer e fornece inspiração para suas poesias. Às vezes, ela até recorre à ferramenta para tirar dúvidas sobre sua vida pessoal. "Os pais podem exagerar a ideia de que a IA é algo muito ameaçador", e, claro, muitas dessas preocupações são válidas, afirma. "Mas acho que a IA é, de modo geral, boa." Joseph ilustra uma tendência mais ampla. Há uma grande discrepância entre como pais e adolescentes percebem o papel da IA na vida dos jovens, segundo dois novos estudos do Pew Research Center e do Common Sense Media, grupo de defesa dos direitos das crianças. Mas há um dado muito mais chocante nos detalhes. Os estudos mostram que um grande número de pais não tem ideia do que seus filhos estão fazendo com a IA. Alguns usos são triviais, mas alguns adolescentes usam a tecnologia de formas que suas famílias considerariam alarmantes.m Uma coisa é clara: os pais precisam fazer muito mais perguntas à mesa de jantar sobre como seus filhos usam chatbots. Há uma grave falta de comunicação sobre IA dentro das famílias, diz Monica Anderson, diretora-geral do Pew Research Center: "Essa não é uma conversa que esteja acontecendo com uma grande parcela dos pais", afirma. O Pew Research Center entrevistou 1.458 adolescentes americanos de 13 a 17 anos e seus pais. "Encontramos uma diferença entre o que os pais acreditam estar acontecendo com a IA e o que os adolescentes nos dizem que realmente fazem", diz Anderson. Quando o Pew perguntou aos pais se seus filhos usam IA, apenas 51% responderam que sim. Na realidade, 64% dos adolescentes dizem usar chatbots. A organização sem fins lucrativos Common Sense Media encontrou diferenças igualmente drásticas. Milhões de pais não sabem o que acontece nas telas de seus filhos. Isso faz sentido porque, segundo o Pew, quatro em cada dez pais disseram nunca ter tido uma conversa com seus filhos sobre IA. Esse é um grande problema, afirma Rachel Barr, professora de desenvolvimento infantil e chefe do departamento de psicologia da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos. "Isso me surpreende", diz Barr. As famílias deveriam lidar com a IA em conjunto, em vez de deixar os adolescentes resolverem isso sozinhos, afirma. Apoio emocional Quando os estudos compararam o que os jovens estavam fazendo com as expectativas de seus pais, encontraram diferenças significativas. Parece que muitos adolescentes estão tomando decisões sobre IA por conta própria. "Uma minoria significativa de crianças que têm acesso à IA está usando a tecnologia de formas sociais que podem deixar os pais desconfortáveis", diz Michael Robb, chefe de pesquisa do Common Sense. Entre todas as preocupações dos pais sobre o que seus filhos fazem com chatbots, a busca por companhia se destacou. Segundo o Pew, 58% dos pais americanos disseram não se sentir confortáveis com seus filhos adolescentes usando IA para apoio emocional, e outros 20% disseram não ter certeza. Mas isso está acontecendo. "Às vezes eu conto para a IA algo sobre como estou me sentindo, ou sobre alguma situação que pode ter acontecido comigo. E ela me responde colocando a situação em perspectiva ou [explicando] a melhor forma de lidar com a situação", diz Joseph. "Ela pode, sim, oferecer apoio emocional, mas, claro, é um robô." Os adolescentes com quem conversei sobre isso são mais conscientes do que se poderia imaginar. Joseph, por exemplo, diz reconhecer que a IA pode estar apenas dizendo o que ela quer ouvir e, por isso, encara os conselhos com cautela. Ainda assim, a maioria deles, incluindo Joseph, afirma que usar a IA para aconselhamento ou companhia pode ir longe demais. Vários mencionaram o caso de um garoto de 14 anos que tirou a própria vida após conversas obsessivas com um chatbot. "Um dos meus amigos, em determinado momento, falava com a IA o tempo todo", diz Kingston Rieben, 16, de San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos. "Às vezes estávamos sentados juntos e o ouvíamos rindo ao nosso lado, digitando coisas no celular." Quando o Pew perguntou a adolescentes nos EUA sobre IA, 12% disseram usá-la para aconselhamento ou apoio emocional, e 16% afirmaram utilizá-la para conversas informais. Essas proporções podem parecer pequenas, mas ainda assim representam milhões de crianças em todo o país, se a pesquisa for representativa. E há grandes disparidades raciais. Segundo o estudo, 21% dos adolescentes negros usam IA para apoio emocional, em comparação com 13% dos adolescentes hispânicos e 8% dos adolescentes brancos (não havia adolescentes asiáticos suficientes na pesquisa para permitir uma análise separada). "Também vemos muitas evidências, a partir de regressões e outras análises, de que a raça se destaca por si só, mesmo quando controlamos outros fatores, como renda", diz Anderson. O estudo do Pew não abordou as razões para essas diferenças. Barr, da Universidade de Georgetown, sugere que adolescentes com menos redes de apoio podem recorrer à IA como recurso por ser tão acessível, mas afirma que é impossível saber com certeza sem mais pesquisas. Enquanto os chatbots estiverem disponíveis no mercado, é provável que as pessoas passem a usá-los como amigos e terapeutas. A Associação Americana de Psicologia oferece um guia para pais cujos filhos adolescentes recorrem a chatbots. Entre as principais recomendações, está a de fazer perguntas em vez de dar sermões e observar sinais de alerta de que os adolescentes estão usando a IA de formas que substituem a interação humana. ❌ Os sinais de uso problemático de IA em adolescentes podem incluir: Eles descreveram a IA como sua "melhor amiga" ou principal confidente; Ficarem arrasados quando não conseguem acessá-la; O desempenho escolar, o sono ou as amizades verdadeiras apresenta piora; Usam a IA para evitar conversas difíceis; Mudanças notáveis no humor, comportamento ou pensamento. É recomendado procurar ajuda imediatamente se alguém estiver usando a IA para discutir automutilação, depressão grave ou crises de saúde mental, segundo as recomendações da Associação Americana de Psicologia. Trabalho e lazer Entre os adolescentes, alguns dos usos mais comuns da IA são os que se poderia esperar. "Eu geralmente uso para estudar", diz Eloise Chu, de 13 anos, de Chatham, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. "Tipo, se tenho uma prova de matemática, coloco um problema que não sei resolver para que ela gere mais questões, assim posso treinar." Segundo o Pew, o principal uso da IA entre adolescentes é simplesmente buscar informações (como se fazia no Google antigamente, quando eu era adolescente). Em seguida, vem a ajuda com tarefas escolares. Cerca de metade dos adolescentes nos Estados Unidos afirma usar a IA para pesquisa, e muitos a utilizam para auxílio em matemática e redação. Um em cada dez adolescentes diz fazer todo ou a maior parte do dever de casa com ajuda da IA. Muitos dos adolescentes com quem conversei afirmam que seus professores incentivam ativamente o uso da tecnologia, com restrições para garantir que ela não prejudique o aprendizado. Quase nenhum dos adolescentes com quem conversei admite colar com o uso de IA. No entanto, quando se pergunta sobre outros estudantes, o quadro é bem diferente — 59% dos adolescentes disseram ao Pew Research Center que alunos em suas escolas usam IA para colar, enquanto 34% afirmaram que isso acontece com uma certa ou muita frequência. "Já tive colegas que literalmente gritam com o professor: 'Ei, se você não vier responder minha pergunta, eu vou usar a IA para fazer isso por mim'", diz Rieben. Cash, seu irmão de 14 anos, tem relatos semelhantes. "Na aula de ciências, tivemos que pesquisar um tema e escrever sobre ele, e um dos alunos da minha mesa simplesmente copiou tudo o que a IA disse", afirma. "Mas depois ele não conseguia ler a própria letra e nem lembrava o que tinha escrito." Mas não é só estudo e cola: 47% dos adolescentes americanos disseram usar a IA para entretenimento. Chu, por exemplo, afirma que se diverte bastante usando IA para gerar imagens de pinguins e panquecas, duas de suas coisas favoritas. Prometi a ela que tentaria fazer o mesmo. Posso dizer que é tão bom quanto ela descreveu. Conflitos de percepção Algumas das maiores diferenças apontadas no estudo dizem respeito a como pais e adolescentes encaram a IA — e nem tudo são más notícias. Há uma grande divisão geracional, e existem boas razões para otimismo, desde que se aceite que os jovens não são completamente alheios ao tema. Segundo um estudo do Common Sense Media, 52% dos pais dizem que usar a IA em trabalhos escolares é "antiético e deveria ter consequências". Mas, ao perguntar aos adolescentes, o mesmo percentual afirma que usar a IA para tarefas escolares é "inovador e deveria ser incentivado". Ou os jovens estão deixando passar algo, ou os pais estão. "Sinto que os adultos podem achar que as crianças só usam IA de forma inadequada, para colar nas tarefas e coisas assim", diz Chu. "Não acho que a maioria faça isso." (A mãe de Chu disse que se sente confortável com como seus filhos usam IA.) Mas, de modo geral, os adolescentes parecem mais à vontade com as ferramentas. A Common Sense Media constatou que 92% dos jovens dizem conseguir distinguir quando estão interagindo com um sistema de IA ou com um ser humano, em comparação com 73% dos pais. Segundo o Pew Research Center, quase seis em cada dez adolescentes afirmam estar confiantes em sua capacidade de usar chatbots, e um quarto disse estar muito ou extremamente confiante. "As crianças costumam estar na linha de frente das novas tecnologias e se sentem mais confortáveis em testar os limites do que essas tecnologias podem fazer", afirma Robb. A maioria dos adolescentes não compartilha a visão catastrófica sobre IA que preocupa muitos adultos. Quando questionados pelo Pew Research Center, 36% disseram esperar que a IA tenha um impacto positivo em suas vidas no longo prazo, e apenas 15% preveem um impacto negativo. Os pais não precisam ter todas as respostas, diz Robb, mas precisam começar a fazer perguntas. "Não há problema em pedir aos seus filhos que mostrem como estão usando a IA em suas vidas", afirma. "No mínimo, isso já abre espaço para uma conversa."

Capital da reprodução assistida? 1 em cada 6 embriões congelados no Brasil está em Ribeirão Preto

Publicado em: 05/04/2026 17:15

Ribeirão Preto, SP, concentra 1 em cada 6 embriões congelados no Brasil Ribeirão Preto (SP) se tornou um dos principais polos de reprodução humana assistida do país. Um em cada seis embriões congelados no Brasil está na cidade do interior de São Paulo, segundo dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (Sisembrio), plataforma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Considerando o período entre 2020 e 2025, o município acumulou 113.477 embriões criopreservados. Esse volume faz com que a cidade responda sozinha por 16,5% de todo o estoque nacional, além de concentrar 24,1% dos embriões da região Sudeste e 31,1% do estado de São Paulo, o maior mercado de reprodução assistida do país. 🔎 O embrião criopreservado é o resultado da fecundação do óvulo pelo espermatozoide feita em laboratório (Fertilização In Vitro). Ele é armazenado em tanques de nitrogênio líquido a -196°C, o que paralisa sua atividade biológica e impede o envelhecimento celular. Com isso, o embrião fica "congelado no tempo" e mantém sua qualidade original intacta até que a família decida iniciar a gestação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ribeirão Preto (SP) concentra 16,5% do total de embriões criopreservados no Brasil no período entre 2020 e 2025 Giovana Albuquerque/ Agência Saúde O cenário local reflete uma mudança estrutural em todo o território nacional. Em 2015, o Brasil contabilizava 67.359 embriões armazenados. Uma década depois, em 2025, esse número saltou para 689.063. O aumento de mais de dez vezes evidencia uma transformação na forma como famílias, e especialmente as mulheres, passaram a encarar o planejamento da maternidade. Tratamento contra a infertilidade e projeto de vida Se antes a reprodução assistida era buscada quase exclusivamente por casais com dificuldades para engravidar, hoje a realidade dos consultórios é outra. A preservação da fertilidade deixou de ser apenas um recurso médico de exceção para se tornar uma ferramenta de autonomia. A engenheira química Nélia Alves de Paula, de 40 anos, tomou há três anos a decisão de congelar seus óvulos. A escolha veio após o término de um relacionamento e a constatação de que o relógio biológico continuava avançando. LEIA TAMBÉM Pedologia forense: como é a disciplina da Unesp Jaboticabal que ensina a investigar o solo em contextos criminais Estudo internacional corrige dado histórico sobre câncer de cabeça e pescoço e abre caminho para novos tratamentos "Eu sempre tive esse sonho de ser mãe e o congelamento de óvulos me fez ficar mais perto disso. Sempre priorizei minha carreira, meus estudos. O relacionamento vinha ali junto, mas eu nunca achava que era o momento exato de formar uma família", relata. A engenheira química Nélia Alves de Paula, de 40 anos, optou pelo congelamento de óvulos aos 37 para adequar a maternidade ao seu planejamento de vida e carreira Reprodução EPTV Para Nélia, que hoje está em um novo relacionamento e planeja engravidar, o procedimento entregou algo fundamental: o tempo. "Tira muita da nossa ansiedade e daquela pressão. Porque o nosso relógio biológico vai continuar andando, a gente vai amadurecendo, vai envelhecendo. Então, a mulher ter essa possibilidade de um planejamento familiar é algo muito gratificante. É uma segurança de que o sonho de ter uma família está próximo e pode acontecer", avalia a engenheira. A percepção de Nélia é um reflexo direto do que os especialistas em saúde mental observam na prática. Para a psicóloga Sarah Silveira, a busca pela criopreservação une o planejamento ao lado emocional. O que eu percebo são dois olhares, e eles não precisam ser distintos, eles podem andar juntos. Há tanto uma sensação de capacidade de controle, de ser algo que eu posso decidir o dia e o momento exato da concepção, mas, por outro lado, o que eu mais percebo é o afeto. A mulher vai buscar se organizar e concluir outros projetos de vida agora, para poder curtir a maternidade num outro momento, com mais contemplação e plenitude Com mais de 113 mil embriões criopreservados entre 2020 e 2025, Ribeirão Preto (SP) concentra 16,5% do estoque nacional Reprodução A ciência a favor do tempo biológico Os dados mostram ainda que a conscientização sobre o tempo biológico tem chegado mais cedo para as brasileiras. De 2024 para 2025, o congelamento de óvulos cresceu em todas as faixas etárias. Embora 69% dos procedimentos ainda ocorram em mulheres com 35 anos ou mais, o maior salto percentual foi entre as mais jovens: houve um aumento de 26% no número de ciclos entre mulheres abaixo dos 35 anos. Para Rebecca Pontelo, ginecologista especialista em reprodução humana do Centro de Fertilidade de Ribeirão Preto (CEFERP), esses números refletem o que se vê nos consultórios. "Todos os meses recebemos dezenas de mulheres preocupadas com o percurso do seu relógio biológico, interessadas em usar a ciência para fazê-lo trabalhar a seu favor. A criopreservação não é sobre adiar indefinidamente, mas sobre ampliar possibilidades e reduzir a pressão biológica", afirma. Clínicas e laboratórios de Ribeirão Preto (SP) respondem por 31,1% de todos os embriões congelados no estado de São Paulo Hospital das Clínicas/Divulgação O congelamento como 'seguro biológico' Além do planejamento de vida, a preservação da fertilidade se cruza frequentemente com a saúde preventiva da mulher. A médica ginecologista Camilla Vidal vivenciou isso na pele. Trabalhando em uma clínica de fertilização, ela optou por congelar seus próprios óvulos após passar por duas cirurgias para a retirada de cistos, que resultaram na perda de um dos ovários. "Sabendo dos potenciais impactos na saúde reprodutiva e sabendo que, naquele momento da cirurgia, eu não me via preparada para ser mãe, tinha uma carreira e outras coisas para investir, optei pela preservação", conta Camilla. Ela destaca que a autonomia gerada pela tecnologia funciona como uma garantia para o futuro, já que os óvulos e embriões podem ser congelados por tempo indeterminado. "A gente brinca que esse congelamento é um seguro, é igual ao de um carro: a gente faz porque não quer usar, mas se precisar, ele está ali. Quando chegou o momento das tentativas, acabei engravidando espontaneamente, mas meus óvulos estão ali guardadinhos caso eu precise para um segundo filho", detalha a médica. A médica ginecologista Camilla Vidal realizou a preservação da fertilidade de forma preventiva após passar por cirurgias com impacto na saúde reprodutiva Reprodução EPTV Como profissional da área, Camilla observa que a demanda só cresce. A maior parte desses embriões congelados ainda vem de casais que fizeram o tratamento de fertilização in vitro e tiveram embriões excedentes. Mas vem aumentando muito a procura pelo congelamento focado na preservação da fertilidade, onde dá para congelar o embrião, só o óvulo ou só o espermatozoide Assista à reportagem completa abaixo: Ribeirão Preto se destaca como polo de reprodução assistida no país Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Mulher de 33 anos morre após moto cair em ribanceira na Mogi-Bertioga

Publicado em: 05/04/2026 15:00

Casal cai de ponte após acidente na Mogi-Bertioga Uma mulher de 33 anos morreu no acidente de motocicleta registrado na tarde deste sábado (4), na Rodovia Mogi-Bertioga (SP-098), em Biritiba-Mirim. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Bertioga. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a vítima estava na garupa da moto, conduzida por um homem de 32 anos, quando o veículo teria derrapado em uma curva, na altura do km 82. Com o impacto contra a mureta, os dois foram arremessados para uma ribanceira. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A Prefeitura de Bertioga informou que a vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Municipal em estado grave. De acordo com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), responsável pela gestão da unidade, ela recebeu atendimento imediato, com manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), mas não resistiu. A morte foi registrada no fim da tarde. LEIA TAMBÉM: Casal fica ferido após moto perder controle e cair em barranco na Mogi-Bertioga O acidente aconteceu no sentido litoral. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o homem teve ferimentos leves e estava consciente no local. Ainda de acordo com a SSP, o condutor realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para ingestão de álcool. A motocicleta foi apreendida para perícia. O caso foi registrado como homicídio culposo e colisão na direção de veículo automotor na Delegacia de Polícia de Biritiba-Mirim. A Concessionária Novo Litoral (CNL), que administra a via, informou que a ocorrência foi registrada por volta das 16h e envolveu o choque da motocicleta contra a barreira. Ainda segundo a concessionária, o trânsito no trecho não foi afetado e seguiu normalmente. Acidente aconteceu na Mogi-Bertioga neste sábado (4) Arquivo/TV Diário Assista a mais notícias do Alto Tietê

Palavras-chave: tecnologia

Agrishow 2026: visitantes terão app com inteligência artificial para não se perder na feira

Publicado em: 05/04/2026 14:34

Agrishow 2026: visitantes terão app com IA para não se perder na feira Um aplicativo oficial com inteligência artificial para facilitar o deslocamento dos visitantes está entre as novidades para melhorar a experiência do público da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que acontece em Ribeirão Preto (SP) entre 27 de abril e 1º de maio. "Vamos receber visitantes de todo o Brasil e de mais de 50 países. É importante, então, oferecermos a melhor experiência possível. Para isso, investimos cada vez mais em tecnologia para aprimorar a jornada de visitação. Um dos destaques, por exemplo, é que o público terá acesso a um aplicativo com inteligência artificial que indicará trajetos personalizados., afirma João Carlos Marchesan, presidente da feira. Cerca de 200 mil pessoas são esperadas no recinto com 520 mil metros quadrados, onde devem estar representadas 800 marcas nacionais e internacionais com soluções para o campo que devem e converter em negócios. Na edição de 2025, foram R$ 14,6 bilhões em intenções de compra firmadas. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Tecnologias chamam atenção do público da Agrishow nesta quinta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 Estandes temáticos Além dos grandes estandes, que por si só já são uma atração à parte com tratores, drones e colheitadeiras de última geração, estão confirmados espaços temáticos como um ônibus interativo com ações educativas para o trânsito em que os visitantes poderão usar óculos simuladores de embriaguez e interagir com mascotes. A área será montada em parceria com a Empresa de Mobilidade Urbana de Ribeirão Preto (RP Mobi). Outros estandes já consolidados em edições anteriores também devem diversificar a experiência do visitante, como o "Agrishow Labs", dedicado à divulgação de inovações de startups do agronegócio, além do "Agrishow Pra Elas", focado na valorização da atuação feminina no campo, com palestras e bate-papos. LEIA TAMBÉM Em meio à guerra no Oriente Médio, Agrishow mira expansão de máquinas agrícolas movidas a biocombustíveis Faturamento com máquinas agrícolas cai 17% no 1º bimestre; setor projeta baixa e cenário desafiador em 2026 Visitantes da Agrishow 2025 em Ribeirão Preto, SP, conferem mapa da feira Érico Andrade/g1 Internet gratuita e aplicativo com IA A organização também garantiu uma melhor experiência digital aos visitantes. O público não só contará com wi-fi gratuito no recinto como também pode baixar gratuitamente o aplicativo oficial com melhorias. A plataforma, disponível nas lojas de aplicativo, não só permitirá acessar mapa interativo, programação e informações sobre os expositores, como também conta com uma inteligência artificial, chamada de Flora, que será capaz de indicar localizações de banheiros, estandes, praças de alimentação e horários de atrações e demonstrações, além de sugerir roteiros personalizados dentro da feira. O aplicativo ainda contará com um chat para que os próprios visitantes conversem entre si. Será possível fazer uma busca por perfis baseados em áreas de interesse e de atuação. Serviço Agrishow 2026 Data: 27 de abril a 1º de maio de 2026 Local: Rodovia Antônio Duarte Nogueira, Km 321 - Ribeirão Preto (SP) Horário: das 8h às 18h Informações e ingressos: no site oficial da feira Ruas lotadas na Agrishow 2025 em Ribeirão Preto (SP). Rogener Pavinski/g1 Veja mais notícias da Agrishow 2026

Daniel Santos renuncia ao cargo de prefeito de Ananindeua

Publicado em: 05/04/2026 14:25

Daniel Santos, ex-prefeito de Ananindeua, na região metropolitana de Belém. Reprodução O prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos), renunciou ao cargo na quinta-feira (2) para se candidatar a governador do Pará. A saída foi oficializada no Diário Oficial do Município da última sexta-feira (3), dentro do prazo legal de desincompatibilização eleitoral. ➡️ De acordo com as regras da Justiça Eleitoral, o afastamento é obrigatório para quem exerce função pública e pretende concorrer a outro mandato. Daniel Santos (Podemos) havia anunciado, em agosto de 2025, nas redes sociais, a pré-candidatura ao governo do Estado. Com a renúncia, o vice-prefeito Hugo Atayde (PSDB) será o novo chefe do executivo municipal. A cerimônia de posse será realizada no Plenário da Câmara Municipal, em data ainda não informada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Carreira política Natural de Açailândia (MA), Daniel Santos nasceu em 25 de agosto de 1986. Formado em Medicina, ele se estabeleceu em Ananindeua, onde iniciou a trajetória na vida pública. Foi eleito e reeleito vereador, depois deputado estadual, chegando à presidência da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Em 2020, Daniel foi eleito prefeito de Ananindeua no primeiro turno e, na eleição municipal de 2024, conquistou a reeleição. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

Palavras-chave: câmara municipal

A história da monobloco, a humilde cadeira branca de plástico que conquistou o mundo e inspirou Bad Bunny

Publicado em: 05/04/2026 13:40

Ricky Martin apareceu sentado em uma cadeira de plástico no show do intervalo de Bad Bunny no último Super Bowl, nos Estados Unidos. Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation Você pode não saber o nome dela, mas talvez esteja lendo esta reportagem sentado nela. Também é possível que tenha alguma recordação associada a elas. Pode ser o churrasco no quintal dos amigos, onde sempre cabe mais um, já que elas ficam empilhadas no canto. Ou a cerveja gelada no bar da praia, com os pés enterrados na areia, suando com o calor pelo contato com o plástico. A cadeira monobloco — aquela humilde cadeira de plástico, normalmente branca, que você sem dúvida conhece e onde já descansou tantas vezes — é o móvel mais utilizado do mundo, um objeto tão popular que transcendeu todas as fronteiras. Barata, versátil, leve e resistente às intempéries, a cadeira monobloco é fabricada com uma única peça de plástico, geralmente polipropileno, e se tornou um ícone de projeto industrial que desperta amor e ódio em igual medida. Bad Bunny faz primeiras apresentações no Brasil, em São Paulo Os detratores afirmam que sua onipresença a transforma em um símbolo de vulgaridade, de mau gosto, assassina da estética e um exemplo da cultura do descartável, com suas graves consequências para o meio ambiente. A cadeira de plástico chegou a ser proibida por dez anos nos espaços públicos da Basileia, na Suíça, porque elas prejudicavam, ao menos na visão das autoridades, a estética da cidade. Já os defensores destacam seu projeto democrático e todas as principais qualidades que levaram ao sucesso: ela pode ser empilhada, pesa pouco, é muito barata e, geralmente, possui um formato ergonômico que a torna muito cômoda. A monobloco ocupa lugar privilegiado na capa do premiado disco Debí Tirar Más Fotos, do artista porto-riquenho Bad Bunny, o que diz muito sobre esse laço sentimental que une tantas pessoas a esse tipo de cadeira e às lembranças que ela pode trazer. A cadeira monobloco está por toda parte Frank Bienewald/LightRocket via Getty Images/BBC A cadeira é fabricada injetando-se uma resina de plástico líquida em um molde a cerca de 230°C, que é resfriada e endurece em seguida. "A monobloco é a combinação do desejo tão arraigado entre os designers de criar a cadeira perfeita, fabricada de forma industrial", diz Paola Antonelli, diretora do Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos (MoMA, na sigla em inglês), no vídeo relativo à exposição Pirouette: Turning Points in Design (Pirueta: Pontos de Inflexão no Design, em tradução livre), de 2025. Como essa cadeira foi inventada Os designers começaram a fazer experimentos com a fabricação de cadeiras com uma só peça de material na década de 1920. Os primeiros testes utilizaram uma chapa metálica, que era prensada, ou madeira laminada. Mas foi em 1946 que o desenvolvimento do plástico como material resistente e com enorme versatilidade levou o arquiteto canadense Douglas Colborne Simpson (1916-1967) a criar, em colaboração com o engenheiro James Donahue (1917-1996), um protótipo de cadeira empilhável com uma única peça de plástico. Esta cadeira pode ser considerada a primeira monobloco da história, mas não saiu do protótipo. Nos anos que se seguiram, os avanços com materiais conhecidos como termoplásticos permitiram a industrialização do processo. Para isso, foram empregados pellets ou pequenas bolinhas de material plástico como polipropileno. Ao serem aquecidas, elas se liquefazem e podem ser injetadas em um molde. E a tecnologia também permitia a fabricação desses moldes em cores chamativas. Produtos vindos desta inovação viraram símbolos do design industrial, como a cadeira Panton, criada entre os anos 1958 e 1967 pelo designer dinamarquês Verner Panton (1926-1998); a cadeira Bofinger, criada entre 1964 e 1967 pelo arquiteto alemão Helmut Bätzner (1928-2010); a Selene (1961-1968), do projetista italiano Vico Magistretti (1920-2006); e a Universale (1965), do também italiano Joe Colombo (1930-1971). Todos esses modelos hoje são objetos de desejo de colecionadores e amantes do design, principalmente de interiores. Eles podem ser encontrados nos museus e em lugares sofisticados. Mas como passamos da Panton ou da Bofinger para a humilde cadeira de plástico das praias? A fabricação dessas peças continuava sendo cara, mesmo de forma industrial. Até que, em 1972, o engenheiro francês Henry Massonet (1922-2005) criou sua Fauteuil 300 (Cadeira 300, em tradução), considerada o arquétipo da cadeira de plástico barata, segundo o museu de design Vitra, localizado na cidade de Weil am Rhein, no sudoeste da Alemanha. Para aprimorar a eficiência do processo de fabricação, Massonet conseguiu reduzir a duração do ciclo de fabricação para apenas dois minutos e comercializou a cadeira através de sua empresa, a Stamp. A Fauteuil 300 tinha braços e era muito parecida com a monobloco de hoje. Mas, inicialmente, ela não foi muito popular, já que teve o azar de surgir junto com a primeira grande crise do petróleo, em 1973. "Os móveis de plástico haviam sido um presságio do futuro, mas, naquela época, eram considerados cada vez piores", diz sua descrição no Vitra. "Isso como resultado não apenas do aumento do preço da matéria-prima, mas também de uma nova consciência ambiental." Branca ou colorida, a cadeira monobloco é onipresente nas praias, como nesta imagem da praia do Francês, localizada em Alagoas Getty Images/BBC Mas Massonet nunca patenteou sua invenção, segundo Paola Antonelli, que é diretora do departamento de arquitetura e design do MoMA, em Nova York. Isso permitiu que muitas empresas copiassem seu processo de fabricação e seu modelo, que foi alterado várias vezes. Na década de 1980, o grupo francês Grosfillex conseguiu fabricar sua cadeira de jardim de resina a um custo tão baixo que pôde lançá-la no mercado a preços muito competitivos, multiplicando exponencialmente sua popularidade e transformando a monobloco em um produto de massa. Durabilidade Em muitos lugares, a quebra de uma perna não significa que a cadeira será jogada fora Getty Images/Via BBC Dê uma olhada nos seus álbuns de fotos, como fez Bad Bunny. Essa cadeira certamente aparece em mais de uma imagem, seja na sua casa, seja nas suas viagens mais exóticas. Você a encontra, por exemplo, na medina de Rabat, no Marrocos; em uma reunião política em Marselha, na França; em um restaurante nas ruas de Pequim, na China; revestida de tecido em uma festa de casamento em Buenos Aires, na Argentina; ou nas ruas de alguma pequena cidade mediterrânea, onde as vizinhas a levam à tarde para passear e conversar ao ar livre e ver o tempo e a vida passarem. E não há só cadeiras brancas. Elas são fabricadas em muitas cores, com designs diferentes, com e sem braços, de diversas qualidades. Mais de uma vez, os pés dos modelos mais econômicos foram quebrados ao receberem alguém mais pesado ou que gosta de se balançar. Mas outras duram décadas. Calcula-se que a fabricação da cadeira monobloco custe cerca de US$ 3 (cerca de R$ 16) e, em muitos lugares, ela chega a ser vendida por apenas US$ 10 (cerca de R$ 52), o que faz dela um objeto onipresente. Mas US$ 10 não valem o mesmo em Acra (Gana) e em Berlim (Alemanha). Por isso, em algumas sociedades ricas, ela é um objeto que é jogado fora quando estraga. Mas, em muitos outros lugares, é consertada e adaptada às necessidades dos usuários. Cadeiras brancas de plástico costuradas com arame ou presas com talas são comuns em bairros mais humildes e nas zonas rurais de muitos países. Por isso, a cadeira monobloco encarna um paradoxo, segundo Antonelli, do MoMA. "Em alguns países, ela é produzida em massa e descartada rapidamente, enquanto, em outros, é valorizada e reparada, o que reflete diferentes percepções do seu valor." Para ela, "sua natureza multifacética simboliza a complexa cultura do consumo no mundo de hoje". Para o teórico social Ethan Zuckerman, o design de alguns objetos "atingiu tamanho grau de perfeição que eles não precisam ser adaptados para ter sucesso, seja na África, seja nos bairros residenciais dos Estados Unidos". Zuckerman foi diretor do centro de meios de comunicação cívicos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, conhecido como MIT, na sigla em inglês. Seu estudo, intitulado Those White Plastic Chairs – The Monobloc and the Context-Free Object (Aquelas Cadeiras Brancas de Plástico — A Monobloco e o Objeto Livre de Contexto, em tradução livre) traz uma advertência para os críticos de objetos como esta cadeira tão popular. Para ele, "desprezá-los é um risco: os objetos como a monobloco alcançaram uma fama mundial com que poucos seres humanos sequer sonharam".

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Compositor de Ribeirão Preto ganha destaque internacional com trilhas sonoras nos maiores streamings do mundo; conheça

Publicado em: 05/04/2026 12:33

Conheça compositor de Ribeirão Preto, SP, que escreve trilhas para streamings do mundo Guitarra, violão, bateria, contrabaixo, violino, piano e violoncelo são alguns dos instrumentos que o compositor Vitor Zafer, natural de Ribeirão Preto (SP), domina. Aos 36 anos, ele é o maestro por trás de trilhas sonoras de diversas produções nas maiores plataformas de streaming do mundo, como Netflix, Disney e HBO. Também produtor musical, Zafer entrou há 15 anos no mercado de trilhas sonoras, unindo duas paixões: música e cinema. Para Zafer, as redes sociais foram um ponto chave no início da carreira. Em 2011 ele se juntou a um grupo nas redes sociais com compositores e produtores musicais que postavam seus trabalhos, trocavam perguntas e conversavam sobre diversos temas. "Eu tinha feito uma música com piano e violino e postei lá falando: 'olha só, fiz uma música, depois deem uma olhadinha e tudo mais'. A partir dessa mostra do meu trabalho, é como se tivesse colocado numa vitrine e eu recebi o contato de alguns compositores para poder gravar o violino para eles gravar o instrumento." Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Vitor Zafer, compositor e produtor musical de Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 O interesse do compositor pela área das artes começou dentro de casa, já que Vitor cresceu em um lar de músicos. "A gente morava em uma edícula no fundo de onde funcionava a escola de música da minha mãe. Então eu cresci literalmente dentro desse ambiente. Até a minha mãe brinca que os meus brinquedos, na época eram os instrumentos da escola." Mas nem só de sons se vive um músico. O produtor também construiu uma relação com o universo do audiovisual. "Acho que eu desenvolvi uma uma relação muito íntima com os filmes. E é daí que nasce a vontade de fazer música para filme, para série, para o audiovisual de maneira geral." Aproximação pelas redes sociais Apesar do multi-instrumentista ter crescido com o universo da música, foi a conectividade da geração que abriu as portas para que a paixão se tornasse profissão, diz. A partir de pesquisas, buscando entender como funcionava o mercado audiovisual no Brasil, Zafer descobriu que a característica das trilhas sonoras despertavam nele o desejo de compor para filmes. "Como eu sempre tive essa influência, desde de música, de orquestra, de música popular, de instrumento solo, eu vi ali uma oportunidade de colocar tudo junto." Vitor Zafer, compositor e produtor musical de Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Ele começou a compor, mas ainda precisava de um espaço para divulgar as músicas. Foi quando ele viveu a virada de chave necessária para começar a trabalhar. Aos 22 anos ele se juntou a comunidade no Facebook com compositores do país todo, que permitiu que suas composições fossem ouvidas. "Meu primeiro passo na indústria não é como compositor, mas é como músico instrumentista, gravando o meu instrumento para trilhas de cinema, de filmes, séries e tudo mais." Zafer diz que no início, achava que para fazer músicas precisaria estar nas capitais. Com o tempo, ele encontrou espaço para produzir e compor na cidade natal. "Nossa geração ela viveu em uma expansão da tecnologia muito grande e muito rápida, que é o principal elemento que mudou para todos nós é a conectividade. Então eu comecei fazendo aqui de Ribeirão Preto, fazendo para São Paulo, depois fazendo trabalhos com projeção nacional, depois fazendo também para para fora do Brasil. Mas eu acho que essa conectividade me permitiu estar sempre aqui e fazendo daqui para fora." A tecnologia deu o empurrão para o músico, mas no dia a dia ele regata as raízes com o analógico como suas principais referências. Vitor diz que, quando era criança, tinha o costume de assistir a filmes alugados em fita VHS mais de uma vez para analisar os detalhes. "Sempre passava o final de semana com a minha mãe em casa assistindo alguma coisa nova. Tinha essa coisa de assistir mais de uma vez, de gostar daquela história. Sempre assisti os filmes assim. Vou ouvindo a música, prestando atenção nas cores e na história." LEIA TAMBÉM: Centenária, Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto foi criada após incêndio em teatro; conheça a história Orquestra Sinfônica comemora 100 anos com concertos especiais em Ribeirão Preto, SP Do roteiro à trilha Em tantos anos na indústria da música e do cinema, Zafer precisou desenvolver uma forma de compor as músicas com criatividade e inspiração, mas sem ultrapassar o deadline. O tempo é muito aliado do nosso trabalho, mas ao mesmo tempo é um desafio. Em 2026, os prazos são cada vez menores. Então tem algumas técnicas para conseguir desenvolver um trabalho, às vezes com alguma referência. Se eu estou num momento sem muita inspiração, eu pesquiso uma uma referência pra um trabalho e a partir daquilo me vem algumas ideias, que é um ponto de partida para que eu possa criar alguma coisa nova e legal Vitor Zafer, compositor e produtor musical de Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Mesmo com a prática em dia, cada trabalho tem sua particularidade, diz. As ideias de trilhas surgem de formas diferentes, segundo o produtor. "Muitas vezes nasce de uma ideia do zero, às vezes chega essa ideia pronta, às vezes chega um roteiro que ainda não tem nada filmado e eu começo a pensar música a partir do roteiro. As vezes chega ao filme já com uma montagem pronta. As vezes chega o filme com uma música de referência que o diretor já gostou. Então eu acho que são várias possibilidades, tem diversos caminhos" Foram muitos projetos nos últimos 15 anos, mas um trabalho chamou a atenção no portfólio de Zafer. Ele fez parte da composição da trilha sonora da animação "Tito e os Pássaros", pré-indicada ao Oscar em 2019. A animação recebeu diversos prêmios e o compositor relembra o processo de gravação. "Gravamos com orquestra em Londres e em Portugal. Também gravamos no estúdio dos Beatles, o Abbey Road. Foi um trabalho muito premiado e que, evidentemente, me colocou no radar. Foi gostoso de realizar, com orquestra e com bastante coisa programada também." Em um salto para 2026, o compositor comentou que o projeto mais recente que finalizou envolve a Copa do Mundo. "É um documentário que vai ser lançado esse ano. Foi um trabalho muito legal, que a gente teve a oportunidade de trabalhar músicas brasileiras com gêneros brasileiros e também as músicas com um estilo mais cinematográfico e com cordas, com um dramaticidade. Então, foi um documentário muito versátil." Vitor Zafer, compositor e produtor musical de Ribeirão Preto, SP Murilo Corazza/g1 Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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'Inspirado na arte indígena': Ovos de Páscoa em cerâmica marajoara valorizam sabores e cultura da Amazônia

Publicado em: 05/04/2026 11:48

Mestre ceramista Carlos Pantoja é quem produz as cerâmicas dos ovos de Páscoa amazônicos que resgatam a origem já na embalagem. Arquivo pessoal / Divulgação 🏺🐰 Ovos de Páscoa que unem sabores amazônicos intensos à tradição milenar da cerâmica marajoara feita em Belém estão conquistando o público e críticos nacionais nesta temporada. A aposta, que nasce no Pará e combina ingredientes da biodiversidade amazônica com o trabalho artesanal de comunidades tradicionais, transformou o produto em um item de desejo que vai muito além do chocolate. 🤔 Ao invés de plásticos, tecidos e caixas convencionais, por que não colocar os ovos de Páscoa "embalados" em cerâmicas que revelam a origem do chocolate? No centro dessa valorização está o mestre ceramista Carlos Pantoja. Morador de Icoaraci, distrito de Belém, ele acumula 45 anos de experiência no ofício e faz parte da comunidade tradicional formada por cerca de 200 ceramistas da região. Mestre Pantoja é o responsável por dar forma às embalagens que se tornaram o diferencial da Mágio — Chocolates da Amazônia. Agora em São Paulo, a marca é a antiga De Mendes, empresa paraense de biotecnologia de alimentos do engenheiro, pesquisador e chocolatier César De Mendes. A ideia dos ovos de Páscoa de cerâmica surgiu há quatro anos, a partir de um convite do próprio César, que viabilizou a criação com o setor técnico de cadeia produtiva da empresa. Assim, o processo criativo é colaborativo, mas a alma das peças vem da ancestralidade. “Meu trabalho é inspirado na arte indígena marajoara antiga, junto com a inovação da cerâmica icoaraciense", explicou o mestre Pantoja. 🏺 Desde 2022, o artesanato cerâmico feito em Icoaraci foi instituído como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município de Belém. Paraense produz chocolate de alto padrão com sementes de cacau nativo Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Nos primeiros anos, a produção era limitada para presentear amigos e familiares de colaboradores da biotech. Foi somente em 2026 que os ovos na cerâmica começaram a ser comercializados oficialmente na temporada da Páscoa, sem perder o selo de exclusividade. "Há quatro anos começamos a produção dos ovos de cerâmica em poucas quantidades. Ao longo dos anos, a produção só tem aumentado", contou Pantoja. 🏺 No ritmo do barro Mestre Carlos Pantoja em Icoaraci. Arquivo pessoal Enquanto o chocolate é preparado, as peças de cerâmica seguem um cronograma rigoroso que respeita o tempo da natureza e das mãos humanas. Ou seja, diferente da produção industrial, as etapas destes ovos de Páscoa exigem um planejamento que atravessa o ano inteiro. “A produção começa com a retirada do barro pelas comunidades ribeirinhas. Depois vem o beneficiamento, a modelagem, o grafismo, a secagem, a queima, a pintura e o empacotamento”, revelou Pantoja. 🗺️ O mestre explicou que esse ciclo garante que cada peça carregue não apenas o design, mas a história do território: utilizar essa cerâmica é uma forma de reconhecer a arte que já existia na Amazônia muito antes do período colonial. "A produção dos ovos de cerâmica foram feitos no 'icoaraciense'. Os traçados 'icoaracienses' são incisões profundas no barro, feitas quando a peça ainda está úmida. A inspiração dos traçados vem da cerâmica marajoara, com diversos estilos de grafismos (indígenas)." Cerâmica feita em Icoaraci com traços marajoaras é "casa" para o ovo de chocolate amazônico. Divulgação Para ele, ver a própria arte ganhar o Brasil por meio da Páscoa é uma forma de manter viva a memória do Pará. “A cerâmica marajoara carrega uma história muito antiga, e poder levar isso para um produto como esse é uma forma de manter essa cultura viva”, completou o ceramista. 📍 Cacau com endereço: 'de onde vem o meu chocolate?' Em edição limitada, a marca oferece três versões de ovos de Páscoa acompanhados da cerâmica: chocolate ao leite com praliné de avelã e caramelo de maracujá; chocolate ao leite com recheio de praliné de avelã; e chocolate ao leite com recheio de cupuaçu. "Todo o cacau que dá origem aos três sabores é adquirido de comunidades ribeirinhas, indígenas e agricultores familiares que cultivam a fruta 100% em sistemas agroflorestais ou em áreas de regeneração, onde o cacau cresce com outras riquezas da floresta, como o açaí, o taperebá, a castanha-do-pará e a pimenta-do-reino", detalhou a diretora de cadeia produtiva Cláudia Davis. Processo de produção do cacau e início do beneficiamento. Divulgação Segundo ela, para alcançar o padrão de chocolate premium, são mantidas equipes permanentes no Pará que oferecem assistência técnica contínua aos fornecedores. O trabalho foca no manejo das lavouras e, especialmente, nas etapas de fermentação e secagem — momentos cruciais para que os aromas e sabores do cacau se desenvolvam plenamente. Todo processo é feito no Pará e a finalização (moldagem e embalagem) é na fábrica em São Paulo, onde também fica a loja da Mágio — Chocolates da Amazônia. A marca é a antiga De Mendes, empresa paraense de biotecnologia de alimentos do engenheiro, pesquisador e chocolatier César De Mendes. 📲 A transparência do percurso completo, do Pará a São Paulo, é garantida por um sistema de rastreabilidade de ponta a ponta. Por meio de um aplicativo próprio, o produtor registra fotos de cada etapa da produção, mesmo sem acesso imediato à internet. Esses registros são validados via blockchain, (banco de dados digital), o que garante que as informações não serão alteradas e assegura ao consumidor a origem exata e a transparência do chocolate que chega a ele. 🌳 Paraense da casca ao recheio Cupuaçu é uma fruta nativa da Amazônia. Do Pará, o cupuaçu virou recheio de ovo de Páscoa com chocolate premium. Divulgação 😋 Se por fora a cerâmica encanta, por dentro o recheio reforça a identidade regional. Ingredientes como o cupuaçu são protagonistas. Nativo da Amazônia, a fruta "azedinha", em contraste com o dulçor do chocolate ao leite, garantiu o equilíbrio aprovado pelo público que incluiu o sabor entre os "melhores do ano" da temporada de Páscoa nas redes sociais e em revistas de gastronomia. “Fazer o nosso principal ovo com cupuaçu é parte dessa valorização dos ingredientes nativos. O cupuaçu foi muito bem avaliado, e isso tem a ver com essa valorização da brasilidade e dos ingredientes locais”, afirmou o diretor executivo da marca, Renan Tanzillo. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.

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Uberlândia tem 35 mil infrações de trânsito a mais em um ano; veja ranking das mais cometidas

Publicado em: 05/04/2026 11:20

Número de passageiros caiu cerca de 80% em Uberlândia; carros; centro Reprodução/ TV Integração O número de infrações de trânsito aumentou 8% em Uberlândia, entre 2024 e 2025. Em 2025, foram registradas 492.867 infrações, o que representa 35 mil a mais do que em 2024, que fechou com 457.525 registros. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). Os tipos de infração são classificados entre "leve" e "gravíssima", com multas que variam de R$ 88,8 a R$ 880,41. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo o Detran-MG, o "aumento de infrações de trânsito em uma cidade pode ser atribuído a diversos fatores e, frequentemente, os dados refletem mudanças na forma de fiscalização, no fluxo viário ou na gestão do trânsito." O excesso de velocidade lidera a lista de infrações com mais de 240 mil em 2025. Em seguida vêm violações relacionadas ao excesso de velocidade, não identificação do motorista infrator e uso de cinto de segurança. Principais infrações de trânsito em 2025 Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%: 240.263 registros Avançar o sinal vermelho do semáforo: 45.789 registros Transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%: 28.606 registros Multa por não identificação do condutor infrator (quando a infração é de responsabilidade de um determinado condutor e este não é identificado no ato do cometimento da infração, nem sendo o proprietário do veículo): 17.978 registros Deixar de usar o cinto de segurança, sendo condutor ou passageiro: 14.099 registros No caso de excesso de velocidade, as multas variam entre R$ 130,16 a R$ 880,41. O valor mais alto é pago quando a velocidade excedida fica acima de 50% do limite, o que é considerada infração gravíssima. Os pontos na carteira vão de 4 a 7. Já no caso de avançar o sinal vermelho, a multa também é considerada gravíssima e dá penalidade de R$ 293,47, além de 7 pontos na carteira. Em nota, o Detran-MG destacou a intensificação da fiscalização e a ampliação da capacidade de registro por meio do Autua, um aplicativo utilizado por agentes de trânsito em celulares para registrar infrações instantaneamente, substituindo blocos de papel. Conforme o Detran-MG, o órgão não tem nenhum radar de gestão própria. As infrações incluem vários órgãos de fiscalização, como a Prefeitura, Polícia Rodoviária Federal, Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Apenas pelo Detran-MG foram feitas 46.286 autuações em 2025 e 30.983 em 2024, um aumento de quase 49% no comparativo entre os dois anos. Essas infrações específicas são feitas pelos agentes de trânsito da Polícia Militar de Minas Gerais. Leia mais: Mais de 1,3 mil motoristas são multados por excesso de velocidade na região Câmeras com IA flagram falta de cinto e uso de celular em rodovias Excesso de velocidade e avançar o sinal lideram infrações em Uberlândia O departamento também explicou que alguns motivos contribuem para o aumento, como: Uso de tecnologias como radares e videomonitoramento para fiscalização; Alterações na sinalização e no ordenamento do trânsito, que demandam adaptação dos condutores; Crescimento da frota, do fluxo viário e aspectos comportamentais, como excesso de velocidade e uso de celular ao volante. Comportamento no trânsito Em relação ao comportamento, a psicóloga e advogada especialista em trânsito, Rosalia Pereira de Melo Neves, acredita que muitas infrações são resultado de um conjunto de aspectos do dia a dia, como distração, pressa e falta de atenção. "Às vezes começa com pequenas decisões, como não prestar tanta atenção numa sinalização, dar aquela acelerada a mais ou ir no automático. E quando isso vira hábito, a chance de infração aumenta bastante. Quando a pessoa está ansiosa ou com pressa, ela tende a dirigir mais no impulso do que na atenção", disse. Ainda de acordo com a profissional, que busca entender como as pessoas se comportam dirigindo, cidades como Uberlândia têm movimento intenso e naturalmente aumenta o nível de estresse. "Quando a cidade cresce rápido, você tem perfis de motoristas bem diferentes convivendo — gente mais experiente, gente mais insegura, estilos diferentes de direção — e isso pode gerar mais conflito no trânsito. Tudo isso junto acaba favorecendo comportamentos mais impulsivos e, consequentemente, mais infrações", avaliou. Orientações simples ajudam a evitar essas infrações de trânsito, como: Sair com antecedência, principalmente nos horários de pico (7h, 12h e 18h); Evitar dirigir irritado; Prestar atenção nos sinais de estresse; Não levar o trânsito para o lado pessoal pra evitar reações violentas. ASSISTA: Integração Auto: Infrações de trânsito mais comuns colocam motoristas em risco Integração Auto: Infrações de trânsito mais comuns colocam motoristas em risco VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Presidente da Aleam, Roberto Cidade assume o governo do Amazonas após renúncias; veja trajetória política

Publicado em: 05/04/2026 10:33

Presidente da Aleam, Roberto Cidade assume o governo do Amazonas após renúncias. Herick Pereira O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade (União Brasil), assumiu neste sábado (4), o governo do estado. A posse ocorre após as renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (Progressistas). A sucessão é automática, prevista na Constituição Estadual. Como presidente da Aleam, Cidade passa a comandar o Executivo em meio à transição política, a seis meses das eleições gerais de 2026. Natural de Manaus, Roberto Cidade tem 39 anos e está em seu segundo mandato como deputado estadual. Desde 2021, preside a Aleam e já foi reconduzido três vezes, feito inédito na história da Casa. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Trajetória política Roberto Cidade iniciou a carreira política em 2016, ao disputar vaga de vereador em Manaus. Recebeu 6.285 votos e ficou como suplente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dois anos depois, assumiu cadeira na Câmara Municipal de Manaus, onde participou de votações relevantes, como a Lei Orçamentária do município. Ainda em 2018, foi eleito deputado estadual com 33.239 votos, o segundo mais votado do estado. Na Aleam, começou em 2019 como 3º vice-presidente da Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes no biênio 2019-2020. Em dezembro de 2020, foi eleito presidente da Aleam no primeiro mandato, aos 34 anos. Tornou-se o mais jovem e o primeiro novato a comandar o Legislativo estadual. Na pandemia de Covid-19, liderou votações estratégicas, como a criação de auxílio estadual permanente, a aprovação da Lei do Gás e a liberação de recursos do Fundo de Fomento ao Turismo (FTI) para a saúde nos municípios. Consolidação política Em 2021, presidiu o Partido Verde no Amazonas. No ano seguinte, migrou para o União Brasil e virou líder da sigla na Aleam. Em 2022, foi reeleito deputado estadual com 105.510 votos, recorde histórico no Amazonas. Em 2023, foi reconduzido por unanimidade à presidência da Aleam e garantiu novo mandato para 2025-2026, somando três gestões seguidas. Em 2024, assumiu o diretório municipal do União Brasil em Manaus e teve a pré-candidatura à Prefeitura da capital oficializada. No pleito, recebeu 187.566 votos. Renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciaram aos cargos de governador e vice do Amazonas. As cartas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da Aleam neste sábado (4). Nos documentos, os dois comunicam oficialmente a saída. As renúncias têm efeito imediato desde 4 de abril de 2026. Na carta, Wilson Lima afirma que a decisão é “em caráter irrevogável e irretratável”. Ele explica que a medida cumpre o prazo de seis meses de desincompatibilização exigido pela lei eleitoral antes das eleições de outubro de 2026. Wilson Lima e Tadeu Souza renunciam aos cargos de governador e vice do Amazonas. Diego Peres/Secom “Visando o cumprimento do prazo de seis meses de desincompatibilização exigido para a disputa de novo cargo eletivo nas eleições gerais de 2026”, diz trecho do documento. Não houve anúncio prévio da decisão. Wilson Lima também não informou qual cargo pretende disputar nas eleições de 2026. O ex-governador também agradeceu à população do Amazonas e destacou a parceria institucional com a Assembleia Legislativa durante o período em que esteve à frente do Executivo estadual. O vice-governador, Tadeu de Souza, apresentou carta semelhante, na qual também declara a renúncia em caráter irrevogável e menciona os mesmos fundamentos legais. Ele agradeceu ao povo amazonense e ao Legislativo estadual pelo período em que exerceu a função.

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USP investe em primeira fábrica de semicondutores do Brasil capaz de produzir 60 milhões de chips

Publicado em: 05/04/2026 08:51 Fonte: Tudocelular

Em meio à crescente disputa global por tecnologia de hardware, o Brasil começa a dar sinais de que quer mudar sua posição no mapa dos semicondutores. A Universidade de São Paulo (USP) lidera uma iniciativa que pode transformar a produção nacional com um conceito inovador e escalável, mirando autonomia em um dos setores mais estratégicos da atualidade. Os chips são peças fundamentais para praticamente tudo no mundo moderno, de smartphones a carros conectados. No entanto, o país ainda depende fortemente de importações, especialmente de mercados asiáticos como China e Taiwan, algo que já mostrou sua fragilidade em momentos de crise global. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fazenda que hospedou Dom Pedro II em Tietê abre para visitas

Publicado em: 05/04/2026 07:30

Fazenda que hospedou Dom Pedro II abre para visitação em Tietê Reprodução/TV TEM Uma paisagem que encanta, um lugar tranquilo para se conectar com a natureza e uma viagem no tempo. A histórica Fazenda da Serra, em Tietê (SP), cujo casarão de mais de 1.200 m² foi construído em meados de 1800, está abrindo suas portas para visitação, revelando um capítulo importante da história do Brasil. No final do Império, em 1879, a fazenda teve a honra de hospedar por cerca de uma semana o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina. Entusiasta das ciências e da tecnologia, o monarca visitou a região para inaugurar uma ferrovia e, principalmente, para conhecer o manejo e a agricultura de ponta da época, durante o auge do ciclo do café. O que era parte do imaginário local agora poderá ser visto de perto em eventos pontuais ao longo do ano. Tesouros da época imperial A fazenda guarda preciosidades que remontam à visita. O corrimão da escadaria principal foi importado da França em 1876, especialmente para receber o imperador. O piso de madeira, a porta de entrada e até uma pia na sala são originais da época. Parte da pintura em estilo afresco foi cuidadosamente restaurada, mantendo viva a atmosfera do passado. Segundo relatos, Dom Pedro II tinha o costume de plantar uma palmeira imperial em cada local que visitava. Embora a árvore plantada na fazenda tenha caído com o tempo, seu tronco permanece no local como um vestígio da visita. De memória de família a atração turística As irmãs Regina Helena Dahas de Carvalho e Roselene Carvalho Santili herdaram a fazenda e, junto com suas filhas, preservam essa memória. Elas relembram a infância marcada pela presença do imperador no imaginário. "A vida toda brincamos aqui falando: 'Dom Pedro passou por aqui'", contam. Elas mencionam a construção de um "quarto de banho" com água corrente de mina, uma exigência do monarca na época. Agora, a família decidiu compartilhar essa riqueza com o público. Melina Santilli, filha de Roselene, está à frente da organização dos eventos. "Era algo que a cidade sempre pedia. Temos um patrimônio histórico muito importante para mostrar. Então, resolvemos abrir nossas portas", explica. As visitas guiadas incluirão novidades como um café da manhã e a degustação do café produzido na própria fazenda. Os eventos serão pontuais e divulgados previamente. A história completa, incluindo a senzala A experiência também oferece um olhar sobre o período da escravidão no Brasil. Os visitantes poderão conhecer a antiga senzala e a história de "Seu Pedro", um homem escravizado que, mesmo após a abolição, permaneceu na fazenda e viveu ali até os 105 anos, tendo conhecido pessoalmente Dom Pedro II. Ingrid Cury, uma das primeiras visitantes, se emocionou com a experiência. "É resgatar de onde viemos, a nossa história, os costumes. Cada pedacinho da fazenda me emociona, porque é como se a gente estivesse voltando nos livros de história e vendo um pouquinho da realidade da época", conclui. Veja a reportagem exibida no programa em 05/04/2026: Fazenda que hospedou Dom Pedro II em Tietê abre para visitas VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais

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