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Aos 43 anos, candidato faz Enem em Manaus motivado pela esposa e sonha com vaga em universidade pública

Publicado em: 16/11/2025 17:23

G1 em 1 Minuto: segundo dia do Enem 2025 O amazonense Rafael Correa, de 43 anos, foi um dos candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (16) da prova em Manaus. Ele contou que a principal motivação para enfrentar a prova foi o incentivo da esposa, que o estimulou a concluir o ensino médio e buscar uma vaga em uma universidade pública. Esta foi a quarta vez que o candidato participou do exame. Ao sair do local da prova, realizada na Universidade Nilton Lins, ele explicou que não faz o concurso todos os anos, mas alterna períodos de pausa. O objetivo é conquistar uma vaga no curso de Ciência da Computação, área em que já atua profissionalmente. “Trabalho com tecnologia e sei que o mercado está em expansão. Quero me qualificar ainda mais para ter melhores oportunidades”, afirmou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Desafios da prova Rafael destacou que, por estar afastado dos estudos formais há algum tempo, enfrentou dificuldades em algumas questões. “Foi bastante difícil. Muitas coisas eu não lembrava mais, mas consegui resolver pela lógica. A primeira prova até que me dei bem, só não sei a redação ainda. Estou confiante”, disse. Com pensamento positivo, o candidato espera que o desempenho seja suficiente para alcançar o sonho de ingressar em uma universidade pública. “Espero que dê certo. Estou confiante e animado para continuar tentando”, concluiu. LEIA TAMBÉM: Estudante chega com antecedência para 2° dia do Enem 2025 para testar conhecimentos, em Manaus Após adiar estudos pela maternidade, candidata tenta vaga em Psicologia no Enem 2025, em Manaus Indígena deixa aldeia e viaja por quase seis horas para fazer prova do Enem 2025 no AM: 'a dificuldade é grande' Aos 43 anos, candidato faz Enem em Manaus motivado pela esposa e sonha com vaga em universidade pública Lucas Macêdo/g1 Amazonas

Palavras-chave: tecnologia

Aluna faz Enem como treineira é a 1ª a deixar local de prova e tem expectativa de ‘nota boa’

Publicado em: 16/11/2025 16:26

Aluna faz Enem como treineira é a 1ª a deixar local de prova e tem boa expectativa Patrícia Perlla, de 18 anos, foi a primeira candidata a deixar o local de prova neste domingo (16), durante o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Teresina. Patrícia saiu às 15h30 e contou ao g1 que está no 2° ano do ensino médio, mas resolveu fazer o Enem para treinar e ganhar experiência para quando for tentar ingressas no ensino superior destacou que espera um bom desempenho na avaliação. A jovem afirmou que sonha em cursar Direito ou Publicidade e Propaganda. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “Minha expectativa é tirar uma nota boa. Não gostei de física e me adaptei muito a prova de matemática. Mas sou treineira, então, o que vier está bom”, disse. Os portões fecharam às 13h (horário de Brasília), e a prova segue até as 18h30. LEIA TAMBÉM Estudante que vive a 35 km do local de prova chega duas horas antes em Teresina: 'acordei 6h' Estudante leva crucifixo para segundo dia de prova em Teresina: 'me dá força' Mãe de candidata deve esperar cerca de sete horas no local de prova pela filha: ‘rezando por ela’ Enem no Piauí Em 2025, 120 mil estudantes se inscreveram para o Enem. O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Aluna faz Enem como treineira é a 1ª a deixar local de prova e tem expectativa de ‘nota boa’ Reprodução/ Montagem G1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Estudantes de Ribeirão Preto desenvolvem sistema que impede avanço do lixo em córrego; veja como funciona

Publicado em: 16/11/2025 16:09

Escola de Ribeirão Preto desenvolve iniciativa ao meio ambiente Alunos do ensino fundamental de uma escola particular de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram uma barreira ecológica capaz de reter resíduos sólidos em um córrego na região central da cidade. O sistema está em funcionamento há uma semana no córrego Retiro Saudoso e já foi capaz de segurar lixos como sacolas plásticas, marmitex e garrafas. Feita com redes, cabos de aço, galões e garrafas PET, a estrutura é móvel e acompanha o nível da água em períodos de chuva. A iniciativa nasceu durante as aulas e foi criada pelos estudantes do 7º ano, que participaram de todas as etapas, desde as medições até a montagem do protótipo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Responsável pelo trabalho, o professor Ismael César Tomazini de Oliveira explica que a ecobarreira aproximou os alunos da realidade ambiental da cidade. “Quando eles veem o córrego lotado de resíduos, entendem que a responsabilidade começa nas pequenas escolhas e entendem que cada gesto tem impacto. A estrutura é simples, barata e evita que esse material siga para o rio Pardo, rio Grande, rio Paraná e, depois, para o oceano”, afirma. Também participante da iniciativa, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Infraestrutura se comprometeu em realizar a coleta periódica dos materiais retidos e destiná-los à reciclagem. O projeto foi selecionado para representar a escola na Conferência Nacional do Observatório Marista do Clima, que ocorreu de 10 a 14 de novembro, em Belém (PA), e dialoga com pautas ambientais debatidas na COP30. Ecobarreira criada por alunos de Ribeirão Preto (SP) impede o avanço de resíduos como plástico no córrego Retiro Saudoso Divulgação | Colégio Marista LEIA TAMBÉM Ecopontos em Ribeirão Preto passam a receber óleo vegetal usado; veja como fazer descarte correto Meio Ambiente estima déficit de 50% de área verde em canteiros e calçadas de Ribeirão Preto, SP Projeto colocado em prática Os estudantes mediram a profundidade e a largura do córrego, testaram formatos e criaram um protótipo com garrafas PET antes da instalação definitiva. A versão final usa cabos de aço e redes especializadas para garantir segurança e não prejudicar os peixes. A aluna Maria Carolina Bulgarelli Gimenez conta que o contato com o local mudou sua percepção. “Quando vi o córrego de perto, me assustei com a quantidade de lixo. Mas percebi que a gente podia fazer algo real. Agora eu penso duas vezes antes de descartar qualquer coisa. Nós levamos o projeto para a Câmara Municipal para poder ter o apoio da Prefeitura. Só depois começamos as reuniões com as secretarias.” Para Helena Pupin Alves Silva, participar do processo foi decisivo. Ela fala da importância ambiental da iniciativa. “Nós medimos o córrego, pensamos na fixação da barreira e discutimos os materiais. Ver tudo funcionando é muito significativo. A ecobarreira impede que esses resíduos cheguem ao oceano. Quando se decompõem, viram microplásticos. É uma forma de conservar a natureza.” Ecobarreira foi criada por alunos do 7º ano do ensino fundamental com orientação do professor Ismael César Tomazini de Oliveira (à esqueda) Divulgação | Colégio Marista Córrego como laboratório ambiental O Retiro Saudoso nasce na zona Sul e corta áreas densamente urbanizadas até desaguar no rio Ribeirão Preto. Assim como outros cursos d’água da cidade, enfrenta descarte irregular e assoreamento. “É um projeto piloto. A expectativa é que seja replicado em outros afluentes”, afirma o professor. O trabalho será apresentado na Conferência Nacional do Observatório Marista do Clima, que discute o papel da educação diante dos desafios ambientais e climáticos. Para a equipe, a participação mostra a importância da educação ambiental e da corresponsabilidade. “Quando os alunos se veem como parte da solução, nasce um sentimento de responsabilidade compartilhada. Esse é o maior resultado do projeto: formar pessoas que entendem o impacto que têm no mundo”, conclui Ismael. Alunos criaram protótipo na escola para testar eficiência de ecobarreira que impede avanço do lixo em córrego de Ribeirão Preto (SP) Divulgação | Colégio Marista Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: câmara municipal

Enem 2025: com calor de até 38 °C, candidatos se abrigam debaixo de árvore e parada de ônibus no PI

Publicado em: 16/11/2025 16:01

Candidatos começam a entrar nos locais de prova em Teresina Sob um calor de até 38 °C, os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 se abrigaram debaixo de uma árvore e uma parada de ônibus para fugir do sol intenso em Teresina, no Piauí. No segundo dia de provas do Enem, um grupo se reuniu aos pés da árvore em uma faculdade particular na Zona Sul da capital. Um vendedor ambulante aproveitou a deixa e ficou ao lado deles. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Já na Universidade Federal do Piauí (UFPI), na Zona Leste da cidade, os candidatos preferiram aguardar a abertura dos portões sentados em uma parada de ônibus com teto. LEIA TAMBÉM: Estudante que vive a 35 km do local de prova chega horas antes: 'acordei às 6h' Estudante leva crucifixo para segundo dia de prova em Teresina: 'me dá força' Mãe faz prova com filhos e quer educação física: 'tenho filhos jogadores' A previsão do tempo do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet) apontou a temperatura máxima de 38 °C em Teresina neste domingo (16). Além do calor, o Inmet divulgou que a umidade mínima do ar pode chegar a 30% — 10% abaixo da ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitos candidatos recorreram a garrafas de água e sombrinhas. O estudante Marcelo Nascimento, de 19 anos, que levou mais de seis lanches para a prova, tinha uma garrafa de dois litros. Enem no Piauí Em 2025, 120 mil estudantes se inscreveram para o Enem. O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Neste domingo, os portões dos locais de prova abriram às 12h e fecharam às 13h. As provas começaram às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais de prova distribuídos em 41 municípios. Enem 2025: com calor de até 38 °C, candidatos se abrigam sob árvore e parada de ônibus Montagem/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Enem 2025: 2º dia tem questões sobre vacinas, Usain Bolt e lagarto que foi essencial na criação do Ozempic

Publicado em: 16/11/2025 15:37

G1 ao vivo Enem 2025: Correção da prova do 2° domingo 16/11 O segundo dia do Enem 2025 (com 45 questões de Matemática e 45 de Ciências da Natureza) manteve o padrão observado na primeira etapa: uma prova equilibrada, com linguagem mais objetiva, mas que exigiu atenção na leitura de comandos e gráficos. Segundo professores ouvidos pelo g1, o exame combinou temas recorrentes, contextualização com situações do cotidiano e alguns itens considerados mais exigentes, especialmente em Matemática e Física. Em Ciências da Natureza, ecologia e meio ambiente foram os eixos mais presentes. Entre os temas e assuntos destaques da prova estão: Espécie de lagarto do deserto dos EUA que produz um hormônio capaz de regular a glicose e que foi essencial na criação do Ozempic; Mudanças climáticas, sobre remoção do CO2 da atmosfera; Produção de vacinas (do isolamento do vírus à sua inativação pelo calor); Recordes de Usain Bolt nas pistas; Descarte de hormônios no solo; Tirinha da Turma da Mônica para abordar vibração sonora e taças que se quebram; Noção básica de R3; Economia de água com garrafas PET dentro da caixa do vaso sanitário; Fototerapia em bebês com icterícia explicada em detalhe; Glândula que impermeabiliza penas de aves; Matemática: comandos longos, equilíbrio e novidades como poliédros e gamificação De acordo com Monique Covi, professora do Cursinho da Poli, a prova apresentou nível médio, mas com “muitos enunciados longos e cansativos”, mesmo quando as questões eram de execução simples. Cerca de 30 itens traziam tabelas, gráficos e figuras, o que ajudou a equilibrar o ritmo da prova. Entre os temas cobrados estiveram: estatística, probabilidade e porcentagem; equações do 1º grau e funções; análise de gráficos; razão e proporção; poliedros, incluindo menções a Johnson e Arquimedes — algo incomum no Enem; gamificação, com itens baseados em jogos digitais e situações de programação; uma questão envolvendo R3, novidade na prova segundo professores; um item citando Usain Bolt para trabalhar velocidade média; duas questões sobre o uso de GNV e comparação de rendimentos; uma situação sobre economia de água em vasos sanitários com garrafas PET. Houve ainda uma questão baseada em dados publicados pela revista Galileu, sobre uso de redes sociais por mulheres em 2015. 2º dia do Enem 2025 tem nível médio de dificuldade: veja análise Para parte dos estudantes, os itens considerados mais difíceis envolveram trigonometria, geometria analítica, logaritmos e probabilidade. “A questão de logaritmo era uma questão de substituição de dados, de análise de dados. Era uma questão de fácil execução, porém os alunos ficam um pouco impressionados quando veem essa questão”, avaliou Monique Covi. Para Wagner Araújo, coordenador de matemática do Elite Rede de Ensino, uma novidade para o Enem desse ano foi a noção básica de R3. "Comumente não é cobrado no Enem", comentou. Para Daniel Ferretto, professor de Matemática da Plataforma Professor Ferretto, a prova apresentou uma quantidade menor de questões de geometria plana em comparação aos anos anteriores, quando esse conteúdo costuma ter presença mais robusta. "Em compensação, houve quatro questões de geometria espacial e três itens de estatística envolvendo conceitos como moda, média e mediana. Também chamou atenção a baixa exploração de sequências: apenas uma questão do tipo PA/PG foi incluída, e ainda assim com nível de dificuldade reduzido", disse Ferreto. 'Eu acho que eu fui um pouco ruim' diz treineira sobre prova do Enem deste domingo (16) Química: questões diretas, menos contextualização e foco em água e poluição Professores relataram que a prova de Química foi direta e conteudista, exigindo domínio conceitual mesmo quando o texto não oferecia pistas — ao contrário de outras edições do Enem. Entre os tópicos destacados pelos especialistas: estequiometria; equilíbrio químico; termoquímica; eletroquímica; radioatividade; usinas nucleares; interações intermoleculares; impactos ambientais, especialmente poluição da água. Segundo o professor Virgilio Aveiro (SEB AZ Lafaiete), houve várias questões envolvendo hormônios no solo, remoção de óleo de água, uso de carvão ativado e processos de purificação. Chamou atenção uma questão bem direta sobre nomenclatura, algo raro no Enem, e duas questões de estequiometria que exigiam mais contas. "Normalmente, é uma prova que dá a fórmula e o nome do composto, para que o aluno consiga resolver mesmo que não saiba nomenclatura. Mas, dessa vez, eu vi uma questão seca de nomenclatura, basicamente perguntando o nome de dois compostos", comentou Caio Zanvettor, professor e autor de Química do Colégio e Sistema pH. Professores divergem sobre o nível: alguns classificaram como fácil a médio, outros disseram que o exame ficou mais difícil que 2024. "Achei o nível da prova bem ok, poderia classificar como de fácil para médio. A prova tem ficado um pouco mais conteudista ao longo dos anos, então, de modo geral, as questões não eram daquelas em que o texto consegue te encaminhar para a resposta. O aluno realmente precisava saber o conteúdo, e aí quem sabia provavelmente conseguiu resolver até sem prestar muita atenção no texto", afirmou Zanvettor. Física: eletrodinâmica em destaque e itens exigentes de velocidade Em Física, o exame seguiu o padrão dos últimos anos, com nível médio e grande presença de situações reais, segundo Daniel Ávila (Plataforma AZ) e Lincoln Ribeiro (Elite Rede de Ensino). Os assuntos mais frequentes foram: eletrodinâmica, com ao menos três questões — número acima do usual;circuitos elétricos; mecânica e força de atrito; movimento retilíneo uniforme (MRU) e velocidade média; transmissão de calor; fenômenos ondulatórios e ressonância; cinemática vetorial. Entre os itens considerados mais difíceis, professores citaram: a questão sobre velocidade de um avião em relação ao ar, com deslocamento em três dimensões; uma questão de MRU com intervalos de tempo e alarmes; um item de eixos tridimensionais semelhante ao da prova anterior. A prova também trouxe contextualizações marcantes, como: uma tirinha da Turma da Mônica para identificar um fenômeno físico; uso de disjuntores e réguas elétricas para discutir limites de carga; uma questão extensa sobre fototerapia em bebês com icterícia. Alguns professores apontaram dois itens de leitura mais confusa — um sobre força de atrito e outro ligado à fototerapia — mas disseram que o padrão geral foi claro e objetivo. “A prova foi no nível que está vindo o Enem nos últimos anos. Ela foi de média para difícil. Tivemos questões que exigiam bastante interpretação e raciocínio lógico para desenvolver ou para achar o método de solução mais rápido”, afirmou Caio Britto Professor e autor de Física do Colégio e Sistema pH. Biologia: ecologia domina e prova traz itens conteudistas A prova de Biologia foi considerada de nível médio e “dentro do padrão”, segundo Gabriella Leal (Colégio e Sistema pH). Ecologia foi o eixo central, com questões sobre: comparação entre deserto e caatinga; características do cerrado; poluição e ciclos biogeoquímicos; eutrofização e mitigação do efeito estufa; impactos ambientais relacionados a hormônios e resíduos. A prova também trouxe: três questões de zoologia; uma questão de biotecnologia; itens conteudistas, como a glândula que impermeabiliza penas de aves; itens de saúde pública: esquistossomose, vitamina A, intoxicação alimentar; uma questão de digestão do colesterol, que exigia distinguir lisossomos de retículo endoplasmático. Uma questão citava um lagarto do deserto dos EUA, famoso por produzir um hormônio que inspirou medicamentos modernos. O item, porém, não cobrava Ozempic — pedia que o estudante identificasse o bioma brasileiro onde ocorre uma espécie com característica semelhante. LEIA MAIS: O monstro-de-gila, lagarto de digestão lenta que foi essencial na criação do Ozempic Para alguns professores, como Rafael Cafezeiro (Plataforma AZ), a prova foi mais fácil que 2024, com grande peso na interpretação direta dos textos. "Foi mais fácil do que 2024. Dentro do esperado em relação aos assuntos, com bastante ecologia, impacto ambiental e transgenia, bem tranquila. Poucas questões desafiadoras. Eu fiquei um pouco surpreso porque teve muita interpretação de texto, em que o aluno só lia o texto e marcava a opção correta, sem conhecer nada de muita profundidade em biologia", afirmou Cafezeiro. 5 fórmulas de física essenciais no Enem 2025

Palavras-chave: tecnologia

Clínica de reabilitação é interditada por manter pacientes em condições precárias e insalubres no litoral de SP

Publicado em: 16/11/2025 15:23

Operação foi realizada por equipes do MP-SP, da Prefeitura de Bertioga e das polícias Civil e Militar Divulgação/Prefeitura de Bertioga Uma clínica de recuperação para dependentes químicos foi interditada em Bertioga, no litoral de São Paulo. Segundo a prefeitura, o local funcionava de forma clandestina em condições precárias e insalubres. O imóvel, que fica no bairro Caibura, foi vistoriado por representantes do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), da Prefeitura de Bertioga e das polícias Civil e Militar no último dia 12, a pedido do promotor de Justiça Fernando Rodrigo Garcia Felipe. No local, as equipes encontraram fiação exposta, pontos de bolor e camas inadequadas. Além disso, o estabelecimento não tinha profissionais habilitados para a manipulação dos alimentos nem a documentação necessária para funcionamento. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com a administração municipal, 16 pessoas em situação de vulnerabilidade social, dependentes químicos e etílicos estavam na clínica sem documentos pessoais. Desta forma, o grupo foi encaminhado para o Acolhimento Institucional, onde recebeu cuidados de higiene, alimentação e acompanhamento da assistência social. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, Fernando de Aguiar, é importante que a população denuncie comunidades, clínicas e casas de apoio ilegais para que os locais passem por fiscalização. “Muitas pessoas chegam de outras cidades em busca de tratamento, mas acabam em locais precários, sem documentação e, muitas vezes, indo parar nas ruas”, disse Aguiar, me nota publicada pela prefeitura. Ainda de acordo com ele, os moradores devem estar atentos com doações de alimentos e roupas feitas a espaços clandestinos, pois isso sustenta práticas ilegais. Segundo Aguar, contribuições devem ser entregues ao Fundo Social de Solidariedade, que destina os itens de forma adequada às entidades devidamente regularizadas. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: vulnerabilidade

Mãe faz prova do Enem no mesmo local que filhos de 20 e 16 anos: ‘quero educação física porque tenho filhos jogadores’

Publicado em: 16/11/2025 14:13

Mãe faz prova do Enem ao lado de filhos: ‘educação física, porque meu filho é jogador' A balconista e caixa de supermercado Cléris Silva, de 41 anos, faz o segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 ao lado dos filhos Clayton, de 20 anos, e Horrana Gabrielle, de 16. O trio fez o exame na Universidade Federal do Piauí (UFPI) no Campus Petrônio Portela em Teresina. Cléris é formada em letras pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e agora quer cursar educação física para auxiliar os filhos que jogam futebol. "Tenho um caçula, de 16 anos, que é jogador. Esse aqui [Clayton] também joga, está há mais tempo", contou a balconista. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A família é de Lago da Pedra (MA), a 320 km de Teresina, e se mudou para o Piauí em 2024. Os três fazem as provas na Universidade Federal do Piauí (Uespi), na Zona Leste da capital piauiense. LEIA TAMBÉM Estudante que vive a 35 km do local de prova chega duas horas antes em Teresina: 'acordei 6h' Estudante leva crucifixo para segundo dia de prova em Teresina: 'me dá força' Mãe de candidata deve esperar cerca de sete horas no local de prova pela filha: ‘rezando por ela’ Clayton afirmou que está fazendo o Enem para se testar, enquanto Horrana ainda se decide entre educação física — mesma escolha da mãe — e fisioterapia. A mãe dos dois disse que acha que terá mais facilidade com matemática, já que faz muitos cálculos em ambos os empregos. "Espero me dar bem, já tenho um pouquinho de prática em matemática. Vou ficar até o último segundo", garantiu Cléris. Enem no Piauí Em 2025, 120 mil estudantes se inscreveram para o Enem. O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mãe faz prova do Enem ao lado de filhos de 20 e 16 anos: ‘quero educação física porque meu filho é jogador’ Reprodução/ Montagem G1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Inscrições abertas para curso profissionalizante em Resende

Publicado em: 16/11/2025 14:04

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do programa ''Formare 2026'' em Resende (RJ). O objetivo é buscar a ampliação do acesso à qualificação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os interessados devem se inscrever até o dia 23 de novembro. A ação é destinada a jovens de 17 a 18 anos, nascidos entre 2007 e 2008, que estejam cursando ou já tenham concluído o ensino médio e que tenham renda familiar per capta de até um salário-mínimo. As inscrições podem ser feitas pelo site. Na cidade será oferecido o curso de operador de montagem de produto. As aulas vão acontecer de segunda a sexta-feira e tem duração de 12 meses. Após o final do curso, os alunos vão receber um certificado reconhecido pelo Ministério da Educação. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp As atividades vão acontecer na Volkswagen Caminhões e Ônibus e serão conduzidas por cerca de 130 funcionários voluntários da empresa. A seleção vai contar com prova escrita, dinâmica de grupo, entrevista e visita domiciliar. O processo seletivo é destinado para jovens que ainda não tenham participado de outros cursos profissionalizantes e que não possuam parentesco de primeiro grau com funcionários da Volkswagen. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: vulnerabilidade

Enem: mãe de candidata deve esperar cerca de sete horas no local de prova pela filha: ‘rezando por ela’

Publicado em: 16/11/2025 12:56

Mãe de candidata deve esperar cerca de sete horas no local de prova pela filha A camareira Samaria Jaqueline deve esperar cerca de sete horas pela filha, Washelly Cristal, que faz neste domingo (16) o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 para o curso de Psicologia. As duas moram no bairro São Joaquim, na Zona Norte de Teresina, e foram de bicicleta até o local de prova, na Universidade Estadual do Piauí (Uespi), no bairro Pirajá, a cerca de 3 km de distância, na mesma região. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Elas chegaram por volta das 11h30. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. "Vou ficar rezando por ela, pelo futuro dela. Eu disse para ela que estou aqui fora, para ela não se preocupar, não ter pressa, ler bastante e ler de novo para responder", relatou. Samaria contou que, no primeiro dia, ficou nos portões até as 17h, mas precisou sair para trabalhar. Ela afirmou que acredita que passa força para a filha ao permanecer no local. A mãe também aconselhou que outros pais aguardem pelos filhos. “Que deem força para eles e esperem também. Vai dar tudo certo”, disse. LEIA TAMBÉM Estudante que vive a 35 km do local de prova chega duas horas antes em Teresina: 'acordei 6h' Estudante leva crucifixo para segundo dia de prova em Teresina: 'me dá força' Aluno leva mais de 6 lanches para 2° dia de prova do Enem: 'me relaxa comer a cada 5 questões' Samaria Jaqueline irá esperar a filha no segundo dia do Enem 2025 em Teresina Vitória Bacelar/g1 Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Aluno leva mais de 6 lanches para 2° dia de prova do Enem: 'me relaxa comer a cada 5 questões'

Publicado em: 16/11/2025 12:43

Aluno leva mais de 6 lanches para 2° dia de prova do Enem: 'me relaxa' "Me relaxa comer a cada 5 questões" relatou o candidato Marcelo Nascimento de Costa, 19 anos. O jovem trouxe frutas, castanhas, whey e chocolate para se alimentar durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em Teresina. Marcelo também levava uma garrafa de dois litros com água. "Me relaxa um pouco a cada cinco questões comer uma coisinha. Trouxe frutas (uva e banana), castanhas, Whey e chocolates. Trouxe entre 6 e 7 lanches. E estou confiante. Com fé em Deus vai dar certo" afirma o jovem. Marcelo faz a prova em busca de uma vaga para o curso de medicina. Ele é um dos mais de 120 mil piauienses que devem participar do Exame. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). ‘Me relaxa comer a cada 5 questões’ diz aluno que levou saco cheio de lanche para 2° dia de prova do Enem Reprodução/ Montagem G1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Enem: estudante leva crucifixo para segundo dia de prova em Teresina: 'me dá força'

Publicado em: 16/11/2025 12:16

O candidato João Victor Carvalho, de 17 anos, trouxe um crucifixo para o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, em Teresina. "É um objeto de fé, que me dá força", disse o aluno que quer cursar engenharia de software. A mãe do adolescente, Kênia Carvalho, veio até a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), para acompanhar o filho durante a prova. "É uma prova que vai decidir a minha vida, então ela está aqui dá uma grande força ", relatou João. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp João Victor Carvalho, de 17 anos, faz Enem neste domingo em Teresina Vitória Bacelar/g1 Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Enem: estudante que vive a 35 km do local de prova chega duas horas antes em Teresina

Publicado em: 16/11/2025 11:45

"Acordei 6 horas da manhã", diz a aluna Maria Luiza Macêdo, 18 anos, que mora em Nazária, município 35 km de Teresina, e realizará o segundo e último dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), na Zona Norte de Teresina. A jovem chegou ao local de prova por volta das 10h, cerca de duas antes da abertura dos portões, às 12h. Maria contou que quer fazer faculdade de direito e está esperançosa para a prova. "A expectativa é que eu consiga realizar uma boa prova. A gente teve um bom preparatório durante o ano", relatou. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp ENEM 2025 - Maria Luiza Macêdo, 18 anos, que mora em Nazária, a cerca de 35 km do local de prova em Teresina Vitória Bacelar/g1 Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Enem: Candidatos aguardam abertura dos portões em 370 locais de prova no PI

Publicado em: 16/11/2025 11:36

Enem: segundo dia de prova em Teresina Vitória Bacelar/g1 Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. Uma estudante que mora a cerca de 35 km do local de prova chegou duas horas antes da abertura dos portões em Teresina. "Acordei 6 horas da manhã", diz a aluna Maria Luiza Macêdo, 18 anos, que mora em Nazária. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Neste domingo, serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Abertas as inscrições para concurso com salário de até R$ 13 mil em universidade de Goiás

Publicado em: 16/11/2025 11:31

Os candidatos podem se inscrever para o concurso até o dia 3 de dezembro Reprodução/ Site da Universidade Federal de Catalão A Universidade Federal de Catalão (UFCAT) está com inscrições abertas para um concurso público com salários de até R$ 13.288,85. São dez vagas para o cargo de professor de ensino superior, sendo uma em estágio e prática de ensino em educação especial e inclusão e 9 para medicina. Os candidatos podem se inscrever para o certame até o dia 3 de dezembro. De acordo com o edital, a vaga para o Estágio e Prática de Ensino em Educação Especial e Inclusão é para regime de dedicação exclusiva, que corresponde a 40 horas semanais, e está vinculada à Faculdade de Educação. É necessário que o candidato tenha graduação em pedagogia com doutorado em educação. Já as vagas para medicina, vinculadas ao Instituto de Biotecnologia (IBIOTEC), têm carga horária de 20 horas por semana. O candidato precisa ser formado em medicina e ter especialização com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ou residência médica. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp As remunerações dos aprovados variam de acordo com o nível de formação, sendo de R$ 6.180,86 a R$ 13.288,85 para o cargo de professor no estágio em educação especial, de 40 horas por semana, e de R$ 3.090,43 a R$ 4.867,43 para o de medicina, de 20 horas. O concurso prevê a reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD) e candidatos negros (pretos e pardos), de acordo com as legislações. LEIA TAMBÉM Concurso da Assembleia Legislativa de Goiás com salário de até R$ 10 mil abre inscrições Prefeitura de Santa Tereza de Goiás anuncia concurso com mais de 150 vagas e salário de até R$ 4,4 mil Mais de 1,5 mil vagas e salários de até R$ 9,9 mil: veja o edital do concurso da Prefeitura de Senador Canedo Inscrições A taxa de inscrição varia de acordo com o regime de trabalho e a titulação máxima exigida para o concurso. Para o estágio em educação especial, ela varia de R$ 130 a R$ 230. Para o de medicina, o valor vai de R$ 60 a R$ 100. As inscrições devem ser feitas pelo site da seleção da Universidade Federal de Catalão. É importante os candidatos estarem atentos ao prazo, uma vez que no dia do encerramento, 3 de dezembro, as inscrições só poderão ser feitas até as 14h (horário de Brasília). A prova escrita está prevista para o dia 24 de fevereiro, segundo o cronograma presente no edital. Já o exame didático deve ocorrer em 5 de março. A previsão é que o resultado preliminar do concurso seja divulgado no dia 9 de março. VEJA TAMBÉM | Inscrições abertas para concurso da Alego com salários de até R$ 10,5 mil Inscrições abertas para concurso da Alego com salários de até R$ 10,5 mil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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Como a China venceu corrida global das baterias para veículos elétricos

Publicado em: 16/11/2025 11:17

Durante os Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim, na China, atletas, autoridades e jornalistas de todo o mundo foram transportados por uma elegante frota de ônibus com design azul, branco e verde, que se movimentavam entre diversos locais na capital chinesa. Diferentemente dos veículos a diesel que dominavam as ruas de Pequim na época, cerca de 50 ônibus olímpicos alimentados por baterias de íons de lítio ajudavam a capital chinesa a promover uma Olimpíada "verde e de alta tecnologia". O evento também marcou a primeira incursão do país rumo à criação de uma indústria de baterias de íons de lítio para veículos elétricos, abrindo o caminho para que a China se tornasse líder mundial da tecnologia, duas décadas depois. A campanha dos ônibus olímpicos elétricos foi colocada em ação em 2001, assim que Pequim ganhou a indicação para promover os Jogos Olímpicos, segundo um documentário de 2020, transmitido pela TV estatal chinesa. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mas o desenvolvimento e produção de baterias para veículos elétricos no evento global não foi uma tarefa fácil. Os ônibus dos Jogos Olímpicos de Pequim marcaram a primeira incursão da China para criar uma indústria de baterias de íons de lítio para veículos elétricos Getty Images via BBC No final de 2003, Mo Ke e seus colegas do Centro de Desenvolvimento de Novos Materiais de Pequim (uma instituição de pesquisa afiliada ao governo) receberam a tarefa de analisar a indústria chinesa de baterias de lítio, como parte da preparação de Pequim para os Jogos Olímpicos. A equipe de Mo descobriu que, na época, a indústria de baterias de lítio da China era "muito pequena", com apenas dois produtores de baterias para veículos elétricos. Em 2005, eles promoveram a primeira conferência da indústria de baterias de lítio da China, como parte da sua pesquisa. "Todas as empresas do setor compareceram, mas havia, ao todo, apenas cerca de 200 pessoas", ele conta. Na época, a CATL era um departamento da empresa japonesa ATL, que produzia baterias de lítio para aparelhos eletrônicos. Atualmente, a CATL é o maior fabricante de baterias para veículos elétricos do mundo. A BYD — atualmente, o segundo maior fabricante de baterias para veículos elétricos do planeta e importante montadora deste tipo de veículo — havia acabado de entrar na indústria automobilística, depois de ganhar seu primeiro lote de capital, fornecendo baterias para as gigantes da telefonia celular. Vinte anos depois, a China domina este setor indispensável para o objetivo global de atingir emissões zero em 2050. O país produz mais de 75% de todas as baterias de íons de lítio do mundo e abriga seis dos 10 maiores fabricantes de baterias do planeta. O que causou esta ascensão meteórica? A resposta é uma combinação de fatores. Dois deles são o imenso mercado doméstico "isolado e preservado" para as empresas locais e o apoio coordenado do governo para toda a cadeia de fornecimento, explica a analista independente da política industrial e da economia política chinesa Xie Yanmei. Ela destaca que os subsídios aos consumidores, a criação de redes de carregamento financiadas pelo Estado e uma política obrigando os fabricantes de automóveis a produzir veículos elétricos também ajudaram a desenvolver o setor. Mas a política representa apenas uma parte da história. As empresas chinesas também apresentaram competência na produção em larga escala e no controle dos custos, que são fundamentais para a fabricação de baterias para veículos elétricos. "Elas têm forte instinto de sobrevivência e exploram proativamente novas ideias para ajudá-las a permanecer competitivas", afirma Song Xin, que atua como consultora de empresas chinesas de diversos setores, como fabricantes de automóveis e até robôs, que desejam se internacionalizar. Para ela, "esta é a base do crescimento contínuo do setor." Raízes internacionais A história das baterias de lítio começou longe dos portos chineses, cerca de 50 anos atrás. Dela participaram três químicos: o britânico-americano Stanley Whittingham, o americano John Goodenough (1922-2023) e o japonês Akira Yoshino. Suas pesquisas separadas valeram um Prêmio Nobel conjunto em 2019. Elas reuniram as potencialidades de cada um e levaram à invenção da primeira bateria de íons de lítio comercialmente viável em 1985. Ela foi construída por Yoshino para a empresa química Asahi Kasei, com sede na capital do Japão, Tóquio. Em 1991, a empresa japonesa de eletrônicos Sony trabalhou em conjunto com a Asahi Kasei para levar ao mercado as primeiras baterias de íons de lítio do mundo. E, cinco anos depois, a Nissan se associou à Sony para lançar o primeiro carro do planeta alimentado por uma bateria de lítio. Na década seguinte, o Japão era o maior produtor de baterias de lítio do mundo e a Coreia do Sul disputava arduamente a supremacia. Na virada do século, as empresas japonesas representavam impressionantes 93% do mercado global, com a companhia de eletrônicos Sanyo liderando o setor. Foi apenas em 2011 que a sul-coreana Samsung SDI superou a japonesa Panasonic no topo da lista. Planos de longo prazo Quando Mo pesquisava a indústria chinesa de baterias de lítio no início dos anos 2000, a Mengguli e a Wanxiang eram as duas únicas empresas produzindo baterias para veículos elétricos no país. "Elas forneceram a maioria das baterias para os ônibus elétricos que atenderam os Jogos Olímpicos de Pequim e a World Expo de Xangai, em 2010", afirma Mo. Ele, agora, é o fundador e analista-chefe da empresa chinesa de pesquisa de baterias RealLi Research. Mas, antes dos Jogos Olímpicos, os planos da China já eram de longo prazo. Em 2006, o gabinete do país lançou um programa de ciência e tecnologia para os 15 anos seguintes. Os planos incluíam "veículos movidos a energias novas e de baixa emissão" (NEVs, na sigla em inglês) como uma das 62 áreas prioritárias a serem pesquisadas pelo país. E também relacionavam "baterias recarregáveis" como uma das principais tecnologias nesta área. O termo NEVs, usado com frequência pelo governo chinês, designa veículos 100% elétricos, híbridos e com células de combustível, alimentados com fontes alternativas, como hidrogênio e metanol. O objetivo chinês era claro: fazer avançar sua vasta indústria até 2020, para deixar de depender da mão de obra barata e conquistar o mercado com avanços tecnológicos. As empresas chinesas demonstraram competência na produção em larga escala e no controle de custos, que são fatores fundamentais para a produção de baterias para veículos elétricos Getty Images via BBC Em 2009, após o sucesso dos ônibus olímpicos elétricos, Pequim tomou uma medida importante para "ajustar e revitalizar" sua indústria automotiva. A China havia passado anos tentando ser um concorrente global na indústria automobilística convencional, com motores a combustão interna, sem sucesso. Mas o país acreditava que estava na hora de recomeçar. "Os responsáveis pelas políticas chinesas chegaram à conclusão de que os veículos elétricos poderiam ser uma oportunidade para que a indústria automobilística chinesa desbancasse o Ocidente", explica Xie. "Era um espaço em branco, onde todos estavam começando do zero." Um planejamento nacional orientou os governos regionais a estabelecer cadeias de fornecimento e redes de carregamento para os NEVs. E também apoiou as companhias domésticas, encabeçando a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias relacionadas aos veículos elétricos, incluindo as baterias. Naquele mesmo ano, o país iniciou a introdução de ônibus movidos a energias novas, com o programa "10 Cidades e Mil Veículos". A lenta concorrência americana Para Mo, a determinação chinesa para promover os veículos elétricos foi fundamental para sua ascensão no setor de baterias e esta visão foi inspirada, em parte, pelos americanos. Os Estados Unidos presenciaram duas ondas de interesse pelo desenvolvimento e fabricação de veículos alimentados a baterias. A primeira ocorreu nos anos 1970, após o início da crise do petróleo. E, depois, nos anos 1990, quando o governo americano publicou regulamentações para combater a poluição do ar. Em 1990, o Estado americano da Califórnia lançou um programa de veículos com emissão zero (ZEV, na sigla em inglês). O objetivo era melhorar a qualidade do ar, incentivando a adoção dos veículos elétricos. O programa levou à criação da chamada lei ZEV que, essencialmente, obrigava as companhias automobilísticas, como a General Motors, a investir em veículos elétricos, segundo o pesquisador Anders Hove, do Instituto de Estudos Energéticos de Oxford, no Reino Unido. As ações tomadas no outro lado do oceano levaram o governo chinês a perceber que os veículos elétricos seriam "um trampolim" para o que foi descrito posteriormente como a "quarta revolução industrial", uma era caracterizada e dirigida pelas tecnologias digitais. E a China queria participar desta revolução, segundo Mo. Mas o impulso aos veículos elétricos na Califórnia não gerou uma indústria de baterias de íons de lítio nos Estados Unidos. Isso se deveu, em parte, ao lobby das empresas automobilísticas e de petróleo na Califórnia para "diluir" a lei ZEV, oferecendo maior apoio às células de combustível alimentadas por hidrogênio e aos carros híbridos, cujas baterias utilizavam química não de lítio, segundo Hove. A China produz mais de 75% das baterias de íons de lítio fabricadas em todo o mundo Getty Images via BBC Nos anos 2000, o governo do então presidente americano George W. Bush (2001-2009) criou medidas para financiar a pesquisa e o desenvolvimento de veículos elétricos. Com isso, startups americanas fizeram grandes progressos no setor de carros e baterias, segundo Hove, até a crise financeira de 2008. "A primeira onda de startups americanas enfrentou grandes dificuldades financeiras e a janela de investimentos em energia limpa meio que se fechou", explica ele. "Todas as pessoas que investiram naquilo perderam dinheiro." No ano seguinte, o governo Barack Obama (2009-2017) lançou uma nova rodada de financiamentos, mas era tarde demais para salvar aquela primeira onda de empresas do colapso ou da venda da sua tecnologia, relembra Hove. Ele destaca que muitas dessas empresas foram adquiridas por companhias chinesas, incluindo a empresa de baterias A123, uma estrela em ascensão que se vangloriava da sua tecnologia avançada de baterias de íons de lítio, desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). A companhia chinesa Wanxiang comprou a A123 em 2013. Na mesma época, a China lançou um enorme plano de estímulo de quatro trilhões de yuans (cerca de US$ 649 bilhões na época, ou R$ 3,4 trilhões, pelo câmbio atual) para combater os impactos da crise financeira global. Parte desse dinheiro foi dirigida a projetos de "economia de energia e redução de emissões". A mudança despertou o interesse do país pelas tecnologias renováveis, incluindo os NEVs, segundo um relatório publicado em 2010 pela ONG ambientalista WWF e pelo Instituto de Pesquisa de Recursos e Políticas Ambientais da China. A avalanche de carros elétricos O período entre 2012 e 2020 foi fundamental para os fabricantes chineses de baterias. O governo redobrou seus esforços para colocar os veículos elétricos nas estradas. Um roteiro industrial para os veículos movidos a energias novas definiu as quantidades de veículos elétricos que o país deveria produzir ao longo daquele período. E, o mais importante, ele também definiu os requisitos técnicos que os fabricantes de baterias e veículos elétricos deveriam atingir para pedir apoio estatal. Este foi um impulso para o seu crescimento. Em 2013, a China ofereceu subsídios para a compra de veículos elétricos aos consumidores individuais, não apenas ao setor público. A medida abriu as portas para os carros particulares. A escala do apoio estatal foi enorme. Em 2014, os governos central e regionais da China gastaram em subsídios cerca de 10 bilhões de yuanes (cerca de US$ 1,6 bilhão na época, R$ 8,5 bilhões pelo câmbio atual), segundo um relatório da época. Nos oito anos seguintes, o país concederia isenções fiscais no valor total de 200 bilhões de yuans (US$ 28 bilhões, cerca de R$ 148 bilhões) para veículos movidos a energias novas. O investimento trouxe resultados quase instantâneos. O número de NEVs produzidos e vendidos no país cresceu mais de três vezes em 2014 e 2015, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Sua parcela de mercado disparou de 1,3% em 2015 para 41% em 2024. Mas um impulso maior para a indústria de baterias ainda estava por vir. Em 2015, a China introduziu uma regra fundamental que, nas palavras de Xie, "isolou" seu enorme mercado doméstico para os fabricantes chineses de baterias. Os fabricantes de veículos elétricos foram obrigados a usar baterias produzidas por um dos seus fornecedores selecionados, para que seus carros pudessem ter direito aos subsídios de consumo. E todas as 57 empresas incluídas na "lista branca" do governo eram companhias chinesas. "As especificações técnicas inteligentemente projetadas restringiram a escolha apenas aos fabricantes chineses de baterias", explica Xie. Na época, algumas empresas sul-coreanas já haviam começado a construir fábricas na China "e acabaram descobrindo que o mercado foi totalmente fechado para elas". Os fabricantes chineses de veículos elétricos que usavam fornecedores estrangeiros precisaram mudar de última hora para o fabricante de baterias CATL e outras empresas domésticas que atendiam às exigências da política governamental, segundo o jornal The Economic Observer. A regra ficou em vigor por quatro anos. A corrida O rápido surgimento de novos clientes impulsionou a CATL, que se separou da ATL em 2011 e se tornou o maior produtor de baterias para veículos elétricos do mundo em 2017. Com sede em Ningde, no sudeste da China, a CATL superou a Panasonic e sua compatriota BYD, segundo o site jornalístico chinês Caixin. Ela mantém o título até hoje. As mudanças políticas continuaram com a estratégia "Made in China 2025", criada para ajudar o país a "aproveitar a posição global vantajosa da indústria" até meados dos anos 2020, por meio da inovação tecnológica. Os NEVs foram relacionados como "área fundamental" que o país deveria "promover vigorosamente". E, aproveitando o momento, a China introduziu um sistema de "duplo crédito" para os fabricantes de automóveis em 2017. Baseado, em parte, no programa ZEV da Califórnia, a política basicamente exigia que todos os fabricantes de automóveis da China produzissem veículos elétricos para "compensar" os carros convencionais fabricados, por meio de uma fórmula complexa. O projeto de "rua de mão única" incentivou os fabricantes de automóveis a produzir mais veículos elétricos, para evitar gastos desnecessários. O fabricante chinês CATL passou a ser o maior produtor de baterias para veículos elétricos do mundo em 2017 Getty Images via BBC "Como fabricante de automóveis, por um lado, você precisava produzir veículos elétricos na China ou enfrentar uma penalidade financeira", explica Xie. "Por outro, os veículos elétricos que você era obrigado a fabricar não seriam vendidos sem baterias chinesas." "Por isso, todos os fabricantes de automóveis chineses, coreanos, japoneses, americanos ou alemães precisavam usar baterias chinesas." O rápido crescimento e a proteção do mercado permitiram que a CATL trabalhasse com fabricantes de automóveis avançados do Ocidente em inovação conjunta. Este processo "fez crescer rapidamente seus conhecimentos e capacidades", segundo Xie. A forma de crescimento das indústrias de veículos elétricos e baterias da China também foi fundamentalmente distinta do Ocidente. A chave foi a estreita parceria entre o governo e a indústria, segundo Song Xin, que também é fundadora do centro de estudos Sinnvoll Global Strategy, com escritórios em Pequim e em Berlim, na Alemanha. O investimento massivo do governo tinha um objetivo claro: estabelecer uma forte indústria de fabricação de veículos elétricos. E este objetivo foi atingido com a feroz concorrência na indústria para decidir quais empresas ou tecnologias iriam sobreviver e progredir, explica ela. Este método incluiu a realização de rodadas e mais rodadas de corridas na indústria, para determinar quem era mais rápido. Ele é muito mais eficaz que o modelo convencional da Europa, América do Norte e Japão, onde o crescimento industrial é frequentemente dirigido por algumas empresas grandes ou consórcios, segundo Song. "Isso também significa que a China pode trazer uma tecnologia do laboratório para a produção em massa com muita rapidez", afirma a consultora. Segredos para o sucesso Existem outros elementos importantes que diferenciam a indústria chinesa de baterias: "a cadeia de fornecimento, a tecnologia e a fabricação", segundo o executivo-chefe da Snow Bull Capital, Taylor Ogan. Com sede em Shenzhen, no sul da China, a empresa investe no setor chinês de tecnologia limpa. Os principais fabricantes chineses de baterias, como a CATL e a BYD, são baseados em um modelo de negócio de "integração vertical". Isso significa que elas, muitas vezes, são donas dos seus fornecedores, no todo ou em parte. "Isso ajuda a controlar os custos e garante a segurança e a confiabilidade das suas cadeias de abastecimento", segundo Chen Shan, da cidade chinesa de Xangai, analista dos mercados de baterias da consultoria norueguesa Rystad Energy. Sua capacidade de gerenciar a fabricação em larga escala também é de enorme importância. "As baterias modernas para carros elétricos reúnem centenas de pequenas células lado a lado ou entre uma extremidade e outra", explica o pesquisador de materiais de baterias Liu Chengguang. da Universidade de Jiaotong-Liverpool em Xian, no noroeste da China. "Uma célula fraca arrastaria toda a cadeia, reduzindo o alcance e aumentando os riscos de segurança", prossegue ele. "Todas as células devem ser quase idênticas." Atingir este feito "exige fábricas massivas com alto nível de automação, controle rigoroso do processo, testes em tempo real e triagem inteligente", segundo Liu. A inovação constante e formação específica ajudaram os fabricantes chineses de baterias a se manterem na liderança global Getty Images via BBC Esta é precisamente a força da CATL, que conquistou cerca de 40% do mercado global de baterias para veículos elétricos em 2024, mais que o dobro do segundo colocado, a BYD. "O segredo do sucesso da CATL é que ela consegue usar menos dinheiro para produzir baterias melhores, mantendo uma enorme capacidade de produção", segundo Cheng Manqi, jornalista do portal de negócios chinês Late Post, que investigou a empresa. A constante inovação é outro fator que ajuda os fabricantes chineses de baterias a se manterem na liderança. A "bateria de lâminas" da BYD, por exemplo, é uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) que é o carro-chefe da empresa. Ela foi lançada em 2020, em parte, porque sua fabricação é mais barata. A bateria não usa cobalto, que a China precisa importar. Mas a BYD melhorou significativamente o desempenho das LFPs anteriores, fazendo com que elas ficassem mais potentes, seguras e menores. Ela ficou tão popular que alterou a espécie predominante de baterias de íons de lítio na China. 'Engenheiros praticantes' Por trás dessa rápida evolução tecnológica, está um grande conjunto de engenheiros de baterias chinesas. Eles surgiram graças a um sistema de educação dirigida e treinamento vocacional oferecido pelas faculdades, universidades e pelas empresas produtoras de baterias. "As companhias chinesas contam com uma geração de pesquisadores técnicos incrivelmente especializados", afirma Cory Combs, chefe de pesquisa de cadeias de fornecimento e minerais críticos da consultoria Trivium China. "Eles não são simplesmente PhDs que trabalham no laboratório", explica ele. "Não são apenas operários nas fábricas." Eles são "engenheiros praticantes", que conhecem profundamente os processos de produção, compreendem os desejos do mercado e podem usar seus conhecimentos para melhorar a tecnologia existente com rapidez e conquistar os clientes. "É disso que você precisa para reduzir os custos de produção das baterias", segundo Combs. A CATL emprega mais de 20 mil engenheiros técnicos e o setor de baterias da BYD, a FinDreams Battery, tem mais de 10 mil desses profissionais. A China pode manter sua supremacia? Atualmente, a China domina a produção em cada etapa da cadeia de fornecimento de baterias, além da mineração e do processamento de certas matérias-primas, segundo a Agência Internacional de Energia. O país detém cerca de 85% da capacidade global de produção de baterias, contra 5% da América do Norte e 7% da Europa, segundo pesquisa da consultoria Wood Mackenzie, observada pela BBC. É consenso entre os pesquisadores que será extremamente difícil para outros países desafiar a supremacia chinesa sobre a geração atual de tecnologia de baterias. "Será difícil reproduzir certos aspectos que levaram à liderança chinesa, como a existência de aglomerados industriais e a integração vertical das cadeias de fornecimento", afirma Kate Logan, diretora do Instituto de Política da Asia Society, dedicado às políticas chinesas relativas ao clima e à energia limpa. O fato de que as empresas chinesas já atingiram a fabricação em escala de baterias e estão expandindo sua produção no exterior é outro obstáculo imenso para seus potenciais concorrentes. "As baterias chinesas são mais baratas e têm alto desempenho e disponibilidade", afirma a pesquisadora Francesca Ghiretti, especializada na China e em segurança econômica da organização de pesquisa sem fins lucrativos RAND Europe. A escala da produção chinesa "faz com que seja muito difícil acompanhá-los, não com a tecnologia, mas com o sucesso comercial daquela tecnologia", explica ela. Especialistas afirmam que será difícil que outros países ameacem a supremacia chinesa na tecnologia de baterias para veículos elétricos Getty Images via BBC Mas, para Mo Ke, a porta não está totalmente fechada para os outros países. A China é muito boa em fazer com que as tecnologias já existentes sejam melhores e mais baratas, mas a fraqueza do país, segundo ele, está na pesquisa de ponta. Se outros países puderem desenvolver tecnologias de bateria de última geração, como baterias de estado sólido, "pode ainda haver possibilidade" de concorrer com a China, segundo Mo. As baterias de íons de lítio tradicionais empregam um eletrólito líquido para transferir os íons entre os eletrodos, enquanto as baterias de estado sólido usam um eletrólito sólido. Sua característica única é que elas podem não precisar da cadeia de abastecimento existente, destinada às células com eletrólito líquido. Este fator poderá abrir espaço para concorrentes de fora da China, explica ele. Empresas como as chinesas CATL e BYD, a sul-coreana Samsung SDI e a americana QuantumScape estão desenvolvendo baterias de estado sólido. Mas, atualmente, os Estados Unidos dependem muito da China para suas baterias de íons de lítio. E a fabricação em escala competitiva deve ser um desafio, segundo uma análise publicada pelo Instituto de Estudos Energéticos de Oxford. Os obstáculos incluem atrasos tecnológicos, incerteza sobre a demanda e altos custos de energia, segundo o estudo. Mas especialistas ressaltam que o crescimento da indústria de baterias de um país não significa que ele irá automaticamente competir com a China. "Isso só é possível, no curto prazo, trabalhando com empresas chinesas, pois elas estão na vanguarda da tecnologia", explica Anders Hove. "Se você não tiver esse conhecimento sobre a fabricação, não conseguirá desenvolver tecnologias inovadoras." Na verdade, a expansão do know-how é que permitirá a equiparação, segundo ele. Mas esta não será uma tarefa fácil, considerando a liderança chinesa na construção de todo um ecossistema de fabricação de baterias nos últimos 20 anos. Para alguns especialistas, como Taylor Ogan, as últimas duas décadas podem ter selado a liderança duradoura da China na cadeia de abastecimento global de baterias. "Não consigo prever em quanto tempo outro país poderá alcançar os chineses, em termos de fabricação de baterias", segundo ele. "Eles estão muito à frente." A China abriga seis das 10 maiores fábricas de baterias do mundo Alami via BBC

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