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CNU 2025: Mogi das Cruzes tem aplicação de provas no domingo; saiba como consultar local, salários e mais

Publicado em: 04/10/2025 08:15

Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) acontece neste domingo (5) Ministério da Gestão e Inovação Os candidatos do Alto Tietê que vão participar do Concurso Nacional Unificado (CNU) já podem consultar o endereço onde devem fazer o exame. Na região, Mogi das Cruzes é a única cidade que terá aplicação da prova, neste domingo (5). Em Mogi das Cruzes, vão ser dois locais de prova, um deles, o maior com 1985 inscritos, é o Centro Universitário Braz Cubas, que fica no Mogilar. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que organiza o certame, todos os endereços dos locais de provas não são divulgados por questão de segurança. Entretanto, os candidatos podem acessar seus locais de provas, por meio da página de inscrição. É necessário fazer login com os dados da conta gov.br e acessar a área do candidato. A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 16,4 mil. CNU 2025: veja como acessar cartão de confirmação e local da prova Arte g1 Horários Os portões abrem às 11h30 e fecham às 12h30 (horário de Brasília), 30 minutos antes do início das provas. Os exames começam às 13h, com duração de 5 horas para o nível superior e 3h30 para o nível intermediário. Provas A prova objetiva acontece no domingo, com uma parte composta por questões comuns a todos os candidatos — como língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades — e outra com perguntas específicas, de acordo com o bloco temático escolhido. A discursiva está marcada para 7 de dezembro deste ano, exclusivamente para os candidatos aprovados na primeira fase. Cargos Nesta edição, os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes. São eles: Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social); Bloco 2: Cultura e Educação; Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia; Bloco 4: Engenharias e Arquitetura; Bloco 5: Administração; Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico; Bloco 7: Justiça e Defesa; Bloco 8: Intermediário – Saúde; Bloco 9: Intermediário – Regulação. Salários Os salários iniciais no CNU 2025 variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível de escolaridade exigido. Consulte as remunerações iniciais previstas na tabela abaixo. Cronograma oficial Prova objetiva: 5 de outubro; Divulgação da objetiva e convocação para a discursiva: 12 de novembro; Envio de títulos: 13 a 19 de novembro; Prova discursiva: 7 de dezembro; Verificação de cotas: 30 de novembro a 8 de dezembro; Resultado final previsto: 30 de janeiro de 2026. Leia mais Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba têm casos suspeitos de intoxicação por metanol, segundo prefeituras; um homem morreu em Itaquá Obras da CPTM alteram funcionamento das linhas 11-Coral e 12-Safira CNU 2025: saiba o que fazer (ou não) na véspera da prova Veja tudo sobre o Alto Tietê

Palavras-chave: tecnologia

Centro de Lançamento de Alcântara fará lançamento do primeiro foguete comercial sul-coreano

Publicado em: 04/10/2025 08:05

Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão REUTERS O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, deve lançar, entre 13 de outubro e 7 novembro, o primeiro foguete comercial no Brasil, de acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O foguete lançado será o HANBIT-Nano, desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace e projetado para lançamento de pequenos satélites. A empresa recebeu autorização, em maio deste ano, para o lançamento do veículo espacial. A empresa já havia feito no Centro de Lançamento de Alcântara, em março de 2023, o lançamento de voo teste com o foguete sul-coreano HANBIT-TLV. Na época, a operação foi considerada bem-sucedida e o voo durou 4 minutos e 33 segundos (veja abaixo o lançamento do foguete). VÍDEO: Foguete sul-coreano é lançado no Centro de Lançamento de Alcântara, no MA Por que foguetes podem ser lançados em Alcântara? O lançamento de foguetes em solo brasileiro, em especial, em Alcântara é possível devido a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) feito pelo Governo Federal, em 2019. Após a assinatura do documento, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou um edital para atrair o interesse de empresas privadas na utilização do Centro de Lançamento de Alcântara. Quatro empresas foram habilitadas, dentre elas, a sul-coreana Innospace. O acordo contém cláusulas que protegem tanto a tecnologia usada pelos norte-americanos quanto pelos brasileiros. Pelo acordo, os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes do local, mas o território de Alcântara continuará sendo espaço de jurisdição brasileira. Vista área do Aeroporto de Alcântara, localizado na área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) Divulgação/Agência Espacial Brasileira Sobre o HANBIT-Nano O foguete HANBIT-Nano é um foguete orbital, de dois estágios, projetado para o lançamento de pequenos satélites. De acordo com a empresa sul-coreana, o foguete possui 21,9 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e pode transportar cargas úteis de até 90 km para órbitas síncronas ao Sol (SSO), podendo chegar a 500 km de altitude. O HANBIT-Nano possui dois estágios. São eles: Primeiro estágio: motor híbrido, de 25 toneladas de empuxo, movido a parafina sólida e oxigênio líquido. Segundo estágio: pode ser equipado com motor híbrido HyPER ou motor líquido LiMER, ambos com empuxo de cerca de três toneladas, que dá flexibilidade nas missões. ?utm_source=whatsapp&utm_medium=canais&utm_campaign=g1-maranhao

Palavras-chave: tecnologia

'Um baú precioso': maior área de Mata Atlântica do interior paulista resiste a incêndios há mais de 10 anos

Publicado em: 04/10/2025 08:01

Aceiros são uma das estratégias de prevenção a incêndios no PE Morro do Diabo Fundação Florestal Quando chega a época de estiagem, a natureza pede socorro. A imprudência de algumas pessoas provoca incêndios que podem tomar proporções inimagináveis, destruindo áreas de mata e prejudicando a fauna. Por isso, medidas preventivas se tornam essenciais para evitar tragédias ambientais. Neste sábado (4), Dia da Natureza, o g1 traz um exemplo de sucesso: o Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), que há mais de dez anos não registra incêndios em suas matas. Maior remanescente de Mata Atlântica do interior de São Paulo, a unidade é símbolo de preservação. O gestor do parque, Eriqui Inazaki, atribui o resultado à integração e ao trabalho intenso das equipes que atuam na proteção da fauna e da flora. Há 11 anos à frente da gestão, ele lembra que o último registro de incêndio foi em 2012 - 13 anos atrás. “Começamos os trabalhos já em janeiro, articulando com prefeituras e usinas para abrir mais de 180 km de aceiros. Além disso, temos apoio de bombeiros civis, rondas diárias e monitoramento por satélite, o que permite agir rápido em qualquer princípio de incêndio”, explica ao g1 o gestor do parque. As fiscalizações também contam com o apoio da Polícia Militar Ambiental e Polícia Militar Rodoviária. Gestor credita sucesso à integração e ao trabalho intenso das equipes que atuam na proteção da fauna e da flora Fundação Florestal LEIA TAMBÉM: Busca por animais perdidos ganha rede de apoio e divulgação em cidades do interior de SP: 'Nunca desistam de procurar', diz voluntária Moda sustentável atrai diferentes gerações; veja os motivos para comprar em brechós Projeto ‘cata-treco' de Presidente Prudente tem atividades em outubro; confira cronograma Nos últimos anos, o programa estadual “São Paulo sem Fogo” e a contratação de equipes especializadas reforçaram a estratégia. O parque, contornado pelo Rio Paranapanema em mais de 40 km, conta hoje com veículos 4x4 equipados, bombas costais, sopradores e outros equipamentos, além de vigilância permanente. O sistema Pantera, que identifica focos de calor via satélite, é outra ferramenta que tem auxiliado no combate e prevenção de incêndio. Apesar da ausência de focos de fogo dentro do parque, a região ainda convive com queimadas frequentes em áreas de cana e pastagem. “A comunicação rápida com proprietários rurais e a integração com Defesa Civil e usinas têm sido fundamentais para evitar que o fogo atinja a reserva”, acrescenta Eriqui. Rio Paranapanema margeia o parque, em Teodoro Sampaio Stephanie Fonseca/g1 Conservação de fauna, flora e turismo ambiental Segundo consta no Guia de Áreas Protegidas da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o Parque Estadual Morro do Diabo tem cerca de 33.845 hectares de floresta estacional semidecidual, sendo uma das quatro maiores áreas - com mais de 10.000 ha - desse tipo de vegetação no estado. Antigamente, a floresta original cobria parte dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, até ser fragmentada ou desmatada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as áreas totais dos estados somam, aproximadamente, 1.077.737,454 km² - ou 107.773.745,4 hectares. O bom estado de conservação permite a ocorrência de espécies diversas, em especial aquelas ameaçadas, como anta, queixada, bugio, onça-parda e onça-pintada. “São animais topo de cadeia que se a gente não cuidar logo, em alguns anos não vão existir mais”, diz Eriqui. Mico-Leão-Preto é destaque na fauna do parque, em Teodoro Sampaio Gabriela Cabral Rezende VEJA TAMBÉM: Cães abandonados há 15 dias são resgatados sem água e comida em quintal de casa no interior de SP Macaco, porco-espinho e cuíca são resgatados em área residencial após incêndios no interior de SP Homem é multado em R$ 9 mil por maus-tratos a cães e posse ilegal de aves em Pirapozinho O maior símbolo da biodiversidade local é o mico-leão-preto, que já foi considerado extinto e hoje tem no parque sua maior população livre no mundo, com cerca de 1.300 indivíduos monitorados. “Temos muito orgulho de falar do mico-leão-preto. Temos pesquisa que acompanha ele aqui há mais de 40 anos. É um animal que era para não existir mais no planeta Terra e nós temos eles aqui ‘guardadinhos’ e estamos cuidando deles para que não chegue à extinção”, destaca ao g1. Instalação de alambrados contribui para evitar atropelamentos Fundação Florestal A flora também se destaca: a unidade abriga a maior reserva de peroba-rosa, espécie importante para reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. “Aqui, a gente perder uma uma árvore centenária, uma onça-pintada, são valores imensuráveis. Quem perde é a humanidade, não é só o parque, só a cidade. Somos todos nós e as futuras gerações. Esse é o sentimento mesmo: cuidar de um baú muito precioso para que isso perdure por muitos anos”, reforça. O turismo ambiental é outro ponto forte. Veja abaixo as trilhas e ciclorrotas disponíveis. Mais detalhes podem ser encontrados no Guia das Áreas Protegidas. Trilhas e ciclorrotas do Parque Estadual Morro do Diabo Atividades de educação ambiental recebem milhares de visitantes, principalmente estudantes, aproximando a comunidade da causa da preservação. “Recebemos aqui, todos os dias, excursões, principalmente de grupo escolar, que é uma média de 2.000, 3.000 visitações todos os meses”, conta Eriqui ao g1, destacando que as ações não envolvem somente visitas de moradores de Teodoro Sampaio, mas de diversas cidades da região. Além da proteção contra incêndios, medidas vêm sendo implementadas para reduzir atropelamentos de fauna no trecho de 14 km da rodovia que corta o parque. Alambrados, radares e passagens de fauna já mostram resultados: câmeras registraram até onças utilizando os corredores, segundo o gestor do parque. “O sentimento é de orgulho e responsabilidade. Preservar essa floresta significa garantir que futuras gerações ainda possam conhecer esses animais e esse bioma”, resume Eriqui. Combinando conservação, tecnologia e engajamento comunitário, o Parque Estadual Morro do Diabo segue como um verdadeiro guardião da Mata Atlântica, protegendo árvores centenárias e espécies raras que dependem dela para sobreviver. Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), é símbolo de preservação Fundação Florestal Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), é símbolo de preservação Fundação Florestal Gestor credita o sucesso à integração e ao trabalho intenso das equipes que atuam na proteção da fauna e da flora Fundação Florestal Jane Goodall, defensora do meio ambiente e 'amiga dos chimpanzés', morre aos 91 anos Confira outros destaques do g1 g1 em um minuto: mãe de personal trainer assassinada desabafa após condenação de casal Mãe de personal trainer assassinada desabafa após condenação de casal a 84 anos de prisão em penas somadas: 'Nada que conforte minha dor' Jovem internado há dois meses reencontra cachorro em hospital no interior de SP: 'mais vontade de lutar pela vida' Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Dê um gás em sua propriedade: biogás pode substituir outras fontes de energia

Publicado em: 04/10/2025 07:01

Imagine um cenário onde os dejetos de animais não são mais um problema, mas sim a solução para uma revolução energética nas propriedades rurais. Isso não é o futuro, isso é uma realidade para muitos produtores rurais que investem em biogás, uma tecnologia que está transformando a agricultura de maneira sustentável e eficiente. Esta fonte de energia renovável, obtida a partir da decomposição de resíduos orgânicos, já é a realidade de muitas propriedades rurais. Uma solução sustentável para o tratamento de dejetos e geração de energia limpa. Nos últimos anos, o Paraná tem observado um aumento significativo no número de propriedades rurais que adotaram sistemas de produção de biogás. Segundo dados do Deral-PR (Departamento de Economia Rural do Paraná), o estado é responsável por aproximadamente 21% da produção nacional de biogás, com destaque para as regiões Oeste, Sudoeste, Sudeste e Central. O que é biogás, afinal? O biogás é o resultado da decomposição de materiais orgânicos em um ambiente sem a presença de oxigênio, um processo conhecido como “digestão anaeróbica”. Em outras palavras, quando resíduos como esterco animal, restos de culturas, alimentos descartados ou até lodo de esgoto são confinados em locais fechados e decompostos por microorganismos, eles geram um gás composto principalmente de metano (CH₄) e dióxido de carbono (CO₂). Esse processo ocorre naturalmente, mas, em biodigestores, um tipo de reator fechado projetado para esse fim, o processo é acelerado e otimizado para maximizar a produção de gás. O metano presente no biogás é o componente que o torna uma fonte valiosa de energia. Similar ao gás natural, o metano pode ser usado para gerar calor, eletricidade ou até como combustível para veículos, dependendo do grau de purificação ao qual o biogás é submetido. A Itaipu Binacional já possui frotas de carros que são movidos 100% por biocombustíveis, obtidos a partir do esterco de aves. O biocombustível é cerca de 30% mais barato que o biodiesel e, em relação ao preço por quilometragem, o custo do biometano é 56% menor em comparação a um veículo similar a diesel, tornando-se viável para qualquer centro urbano do país. Aplicabilidade em propriedades rurais Rafael Rick Niklevicz é especialista no ramo. Participou de projetos pela CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis) e, hoje, trabalha em uma empresa especializada em implementação de biodigestores. Ele explica o que é necessário para a aplicação de biodigestores em áreas agrícolas. Segundo Rafael, o produtor deve se atentar aos seguintes aspectos: Área da propriedade: “Em alguns lugares, a área possui um tamanho reduzido, então o projeto não se viabiliza”, disse. Segundo ele, não é viável o desenvolvimento de um projeto em uma propriedade com menos de 300 cabeças de gado. Investimento: Os valores para a implementação de um projeto variam de acordo com tamanho da propriedade, tipo de animal, marca e tipo do biodigestor, entre outros. Porém, no Paraná, existem alguns incentivos que o Governo do Estado disponibiliza para facilitar a implementação de projetos em propriedades rurais. Um deles é o “RenovaPR”, que custeia cerca de 50% dos juros em financiamentos de projetos que custam até 2 milhões de reais. Mentalidade inovadora: O biogás é uma tecnologia que traz uma série de atividades novas, logo, é preciso ter interesse em investir em novas tecnologias. “Sem essa percepção de entender que o biogás pode ser benéfico para a propriedade, há uma barreira que impede uma negociação de evoluir”, opinou. Ainda segundo Rafael, a iniciativa normalmente parte dos filhos dos produtores. “Onde tem Biogás, é muito mais fácil você reter o jovem na propriedade, por envolver a tecnologia no dia a dia do produtor", concluiu. Projeto de biodigestores implantados em uma propriedade rural. Divulgação/Master Biodigestores. O que ganho com a produção de biogás? A produção de energia através do biogás não se limita apenas à preservação do meio ambiente. A energia gerada alimenta a propriedade rural, tornando-a autossuficiente. Além disso, o restante da energia gerada poderá ser vendida. Esse é o caso da família Baratto, de Medianeira, no Oeste do Paraná. Desde que começaram a produzir biogás em sua fazenda, utilizando os resíduos da suinocultura, eles conseguiram eliminar a conta de energia elétrica e ainda obtêm lucro com a venda do excedente. Após três meses de operação do sistema na propriedade da família, a produção de biogás gera aproximadamente 25 mil quilowatts por mês, sendo que 2 mil quilowatts são usados para cobrir o consumo da fazenda, e o restante é vendido. Com isso, a família economiza entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, que antes eram gastos na conta de luz, além de faturar cerca de R$ 12 mil mensais com a comercialização da energia. Até o resíduo do processo tem aplicação. O resultado da produção por biodigestores é um ótimo adubo. “O biofertilizante é o substrato daquilo que foi digerido pelas bactérias no biodigestor. O metabolismo dessas bactérias resulta em um material com uma carga orgânica diminuída e com nutrientes”, conta Rafael. O produtor poderá utilizar este biofertilizante como complemento ou até mesmo como adubação principal na cultura agrícola, o que reduz custos. Futuro do biogás no Brasil De acordo com a Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), o Brasil possui um grande potencial para expandir sua produção de biogás, graças à abundância de matéria orgânica disponível no País. Um estudo da consultoria McKinsey estima que o mercado de biogás e biometano no Brasil pode atingir R$ 40 bilhões até 2030, o que poderia suprir entre 25% e 30% da demanda nacional por gás natural. Esse crescimento é impulsionado por diversos fatores, como a busca por fontes de energia mais limpas e renováveis e os avanços tecnológicos que tornam o setor cada vez mais competitivo. Texto produzido por Filipe Vazquez, acadêmico do curso de Jornalismo do Centro Universitário FAG, sob orientação da professora Julliane Brita, para a 23ª edição da Revista Verbo, veiculada na 4ª edição do City Farm FAG, em 2024.

Palavras-chave: tecnologia

Vereador preso em Manaus por suspeita de rachadinha já teve R$ 130 mil roubados por afilhado

Publicado em: 04/10/2025 06:01

Vereador Rosinaldo Bual é preso por suspeita de rachadinha em Manaus O vereador de Manaus Rosinaldo Bual (Agir) preso, nesta sexta-feira (3), por suspeita de envolvimento em um esquema de "rachadinha", já havia sido vítima de um roubo em abril deste ano. Na ocasião, a casa dele foi invadida por quatro homens, entre eles um afilhado, que levaram um cofre com R$ 130 mil em dinheiro e quatro armas de fogo. Após o crime, a Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) identificou os suspeitos e o carro usado na ação. Os quatro foram presos, levados à delegacia e confessaram participação no furto. Atualmente, respondem ao processo em liberdade. O dinheiro recuperado foi devolvido a Bual. Segundo a polícia, as investigações continuariam para tentar localizar as armas de fogo roubadas. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Prisão de vereador Nesta sexta (3), Rosinaldo Bual foi presos durante a Operação Face Oculta, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Amazonas (MPAM). Além dele, uma chefe de gabinete também foi presa preventivamente. A operação cumpriu mais de 17 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Durante as diligências, os agentes encontraram três cofres: um na casa do vereador, outro na residência da mãe dele e o terceiro em um sítio da família. De acordo com o MPAM, Bual se recusou a fornecer as senhas, e os cofres foram levados para perícia. Em um deles, foram achados dois cheques que somam mais de R$ 600 mil. O Ministério Público não detalhou qual seria a participação da chefe de gabinete no esquema. Em nota, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) confirmou que o Gaeco esteve na casa legislativa realizando a operação nas dependências do gabinete do vereador. "A CMM reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a colaboração com os órgãos de controle e fiscalização", disse o texto. Quem é Rosinaldo Bual Segundo a biografia publicada no site da Câmara, Bual começou a carreira em 1994 na fábrica de relógios Dumont e, dois anos depois, ingressou no Exército Brasileiro, onde permaneceu até 2004 e alcançou a graduação de sargento. Após deixar as Forças Armadas, passou a atuar na área de trânsito como instrutor e perito, tornando-se dono de autoescolas em Manaus. Também desenvolve trabalhos sociais em comunidades há mais de 20 anos, principalmente no bairro da Compensa. Rosinaldo Bual na CMM Divulgação

Palavras-chave: câmara municipal

Da Ásia à América do Sul: como a tecnologia e a frustração com o poder público espalharam protestos da 'Geração Z' pelo mundo

Publicado em: 04/10/2025 06:01

Protestos da Geração Z se espalham pelo mundo A Geração Z ganhou destaque global em 2025 ao se levantar contra governos em diferentes partes do mundo. Em um fenômeno impulsionado pelas redes sociais, jovens transformaram as próprias frustrações em protestos que derrubaram políticos e expuseram privilégios da elite em vários países. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: A Geração Z é o nome dado ao grupo de pessoas nascidas entre 1995 e 2009. É a primeira geração considerada nativa digital, pois cresceu em meio à internet, e costuma ser mais crítica e engajada em debates sobre diversidade, sustentabilidade e política. Nos últimos meses, esse grupo protagonizou manifestações nos seguintes países: Quênia: A morte do blogueiro Albert Ojwang levou centenas de pessoas às ruas. Jovens da Geração Z exigiram renúncia do vice-chefe da polícia e do presidente, além do fim da brutalidade policial. Indonésia: No fim de agosto, protestos contra regalias de parlamentares ganharam força no país. O presidente suspendeu alguns benefícios a políticos para controlar a crise. Nepal: A Geração Z usou as redes para organizar atos contra o luxo de políticos e pobreza da população. O movimento derrubou o governo e provocou novas eleições parlamentares. Filipinas: Milhares foram às ruas para protestar contra a corrupção em projetos de controle de enchentes. O estopim para a revolta foi a exibição de carros de luxo por um casal de empreiteiros. Peru: Jovens protestaram contra a presidente e o Congresso devido a uma reforma da previdência. No radar também está o aumento da criminalidade, a corrupção e a economia. Madagascar: Desde a última semana de setembro, jovens protestam contra cortes de energia e falta de água. Eles exigem a renúncia do presidente. Marrocos: Jovens estão protestando contra gastos da Copa do Mundo e pedem mais investimento em saúde e educação —atos semelhantes aconteceram no Brasil em 2013 e 2014. Os movimentos foram organizados pelas redes sociais. Dos sete países mencionados, cinco tinham governos de direita no momento da eclosão dos protestos, enquanto dois eram administrados pela esquerda. 👉 Além da importância da Geração Z na mobilização das manifestações pela internet, os atos apresentam pontos em comum, como a frustração da população com o poder público, a desigualdade social e os pedidos por mudanças. Por outro lado, em todos os países, as manifestações foram recebidas com repressão policial e acabaram marcadas pela violência — o que resultou em mortes, feridos e detidos, além de episódios de vandalismo. Também chama a atenção o fato de os manifestantes usarem como símbolo uma bandeira com a caveira do mangá "One Piece". Na animação, ela representa a liberdade contra o governo. 🔍 Para o advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Ronaldo Lemos, os protestos da Geração Z representam uma mudança na forma de organização e mobilização social. Se antes sindicatos, partidos e movimentos estudantis tinham papel central, agora a convocação acontece de forma autônoma pelas redes sociais. Segundo Lemos, essa combinação permite reações rápidas, sem necessidade das estruturas hierárquicas tradicionais. Embora não tenham uma busca direta pelo poder, esses movimentos desafiam instituições e podem gerar desfechos imprevisíveis, que vão da repressão estatal à radicalização. Nesta reportagem você vai ver: Por que a Geração Z está protestando? Manifestações no Quênia após morte de blogueiro Protestos na Indonésia contra regalias de políticos Movimentos no Nepal contra a desigualdade Manifestações nas Filipinas após acusações de corrupção Peruanos protestam contra o governo e a reforma da previdência Em Madagascar, jovens se mobilizam contra o governo Manifestações no Marrocos por causa de gastos com a Copa de 2030 1. Por que a Geração Z está protestando? Manifestantes com a bandeira do mangá 'One Piece' em Madagascar REUTERS/Siphiwe Sibeko A Geração Z tem aliado a facilidade de se conectar ao contexto de frustração que enfrenta nesses países, com desemprego elevado, desigualdade e falta de oportunidades. 🔍 Para Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, as redes sociais amplificam rapidamente essas percepções de injustiça e favorecem reações imediatas que culminam em protestos. “A força está justamente no fato de não buscarem o poder diretamente. Aliás, é o exercício de um novo tipo de poder”, diz Lemos. “O risco é que esses protestos não tenham interface institucional, o que abre caminho para o imprevisível.” "A consequência pode ser esvaziamento, violência, radicalização ou ciclos de protesto-repressão com resultados imprevisíveis." Além disso, segundo Lemos, a onda atual de protestos representa uma mudança na forma de comunicação e organização. Se antes as manifestações eram lideradas por sindicatos, partidos ou movimentos estudantis, agora grupos autônomos fazem a convocação pelas redes sociais. Essa transformação não é recente. Lemos lembra da Primavera Árabe e das manifestações de junho de 2013 no Brasil, quando muitos grupos se mobilizaram pelo Facebook. No caso do Brasil, os protestos foram seguidos de descontentamento generalizado com a classe política, a Operação Lava Jato, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a projeção nacional de Jair Bolsonaro — e do bolsonarismo como movimento político —, além da polarização e o fortalecimento da extrema direita no Brasil. “Agora, o que está acontecendo é uma prevalência do TikTok, do Discord e do X. Vale notar que os vídeos curtos do TikTok são responsáveis pelo apelo emocional que desencadeou vários movimentos. O Discord virou pano de fundo para a coordenação persistente dos manifestantes”, afirma. "A consequência é que a disputa da narrativa acontece primeiro on-line, às vezes totalmente fora do olhar público por meio do Discord, e só depois transborda para a mídia tradicional." O professor destaca o papel central do Discord nesses movimentos. A rede é bastante popular entre os jovens, mas ainda pouco conhecida pelo público em geral, diferentemente de plataformas como Instagram e WhatsApp. Nos últimos protestos, segundo Lemos, o Discord funcionou como um “quartel-general” oculto para a sociedade e até mesmo para a imprensa, enquanto outras redes integraram a coordenação em tempo real. Cada plataforma tem um papel específico: o TikTok fornece o repertório visual e emocional em vídeos curtos; o Discord atua como centro de organização invisível para o público, mas essencial para os participantes; o X funciona como uma coletânea de manchetes globais, fazendo a ponte entre espaços fechados e a imprensa. Essa combinação, segundo Lemos, produz mobilizações muito mais rápidas, sem necessidade de hierarquia tradicional. 👉 O Brasil não está distante desse modelo. Embora o país não enfrente atualmente uma onda de protestos nos moldes do que ocorre na Ásia, África e América Latina, um exemplo recente mostrou a força da mobilização digital: o vídeo do influenciador Felca. “Ao fazer um vídeo de grande conteúdo emocional, ele conseguiu mobilizar o país em torno de uma causa e provocar uma resposta imediata do Congresso sobre a proteção de crianças e adolescentes on-line”, afirma. “Isso mostrou como um único conteúdo audiovisual pode cristalizar indignação e pautar instituições.” Protestos da Geração Z pelo mundo Arte/g1 Voltar ao início. 2. Quênia e morte de blogueiro No fim de junho, centenas de pessoas foram às ruas de Nairóbi, no Quênia, para protestar contra a morte de Albert Ojwang. Ele era um professor e blogueiro de 31 anos que morreu enquanto estava detido. Ojwang havia sido preso por supostamente difamar o vice-chefe de polícia, Eliud Lagat. Ele usava as redes sociais para debater questões políticas e sociais. Segundo a Deutsche Welle, a polícia chegou a alegar que o blogueiro tinha tirado a própria vida na prisão ao bater a cabeça contra a parede da cela. Dias depois, uma autópsia desmentiu a versão. O exame indicou que Ojwang morreu após ser agredido, com ferimentos na cabeça e no pescoço. O presidente William Ruto condenou o caso. Os manifestantes pediram a renúncia de Lagat, responsabilização dos envolvidos e o fim da brutalidade policial. Com o tempo, o movimento passou a criticar também a pobreza e a incapacidade do governo em lidar com problemas sociais, exigindo a saída de Ruto do poder. Os protestos, liderados por jovens da Geração Z, acabaram em confrontos com a polícia. Mais de 30 pessoas morreram, dezenas ficaram feridas e mais de 500 foram presas. Também houve registros de vandalismo, com saques a comércios e veículos incendiados. Eliud Lagat chegou a renunciar temporariamente, mas retomou o cargo cerca de um mês depois. William Ruto segue como presidente do Quênia. Voltar ao início. 3. Indonésia contra regalias de políticos Estudantes protestam contra regalias de políticos na Indonésia, em 4 de setembro de 2025 REUTERS/Willy Kurniawan Os protestos na Indonésia começaram em 25 de agosto, motivados por regalias concedidas a parlamentares, como auxílios-moradia. A população também se mostrou frustrada com a desigualdade social e com cortes no orçamento regional, que levaram autoridades locais a aumentar impostos sobre propriedade. As manifestações começaram em Jacarta, em frente ao Parlamento. Alguns movimentos surgiram de forma espontânea, enquanto outros foram liderados por grupos estudantis. Em uma semana, os protestos se espalharam pelo país, sendo que muitos acabaram em violência e confronto com a polícia. A revolta aumentou depois que um mototaxista, que não participava dos atos, morreu ao ser atingido por um veículo da tropa de choque. O caso desencadeou ondas de vandalismo e incêndios em prédios públicos. Nas redes sociais, usuários passaram a divulgar dados pessoais de autoridades. Casas de oficiais foram saqueadas, inclusive a do parlamentar Ahmad Sahroni, que chamou de “estúpidas” as pessoas que defendiam a dissolução do Parlamento devido aos subsídios recebidos pelos políticos. Em resposta, o presidente Prabowo Subianto anunciou a suspensão de alguns benefícios aos parlamentares, ao mesmo tempo que prometeu reprimir atos violentos. Pelo menos oito pessoas morreram durante as manifestações e 1.200 foram detidas. Voltar ao início. 4. Nepal contra a desigualdade Jovens tiram selfie com o palácio do governo do Nepal em chamas ao fundo, em 9 de setembro de 2025 AP Photo/Niranjan Shrestha No Nepal, milhares de pessoas foram às ruas no início de setembro em uma manifestação motivada pelo contraste entre a ostentação de políticos e a pobreza da população. À época, o bloqueio de redes sociais foi visto como a gota d'água para uma revolta sem precedentes no país. A onda de protestos resultou em cenas históricas, com prédios governamentais e casas de ministros incendiadas. Autoridades do governo também foram arrastadas pela multidão e agredidas. A desigualdade social está entre os principais pontos de descontentamento dos jovens nepaleses. Segundo o Banco Mundial, os 10% mais ricos ganham mais de três vezes a renda dos 40% mais pobres do país. Além disso, 22% dos jovens entre 15 e 24 anos estão desempregados. As manifestações foram organizadas pela internet. Usuários usaram as redes sociais para criticar a elite nepalesa e publicar fotos de filhos de políticos ostentando luxo, enquanto jovens de famílias pobres estavam fora do país para tentar sustentar seus parentes. Os protestos foram recebidos com violência pela polícia. Os confrontos provocaram a morte de 74 pessoas. Por outro lado, o movimento derrubou o primeiro-ministro e resultou na convocação de eleições para março de 2026. Voltar ao início. 5. Filipinas e as acusações de corrupção Filipinos protestam contra a corrupção em Manila, em 21 de setembro de 2025 REUTERS/Lisa Marie David Os protestos nas Filipinas começaram após o início de uma investigação sobre um possível esquema de corrupção em projetos de controle de enchentes. O país depende dessas obras, já que é frequentemente atingido por tufões. Só em julho, 300 mil pessoas ficaram desalojadas e 26 morreram devido às chuvas. Segundo o presidente Ferdinand Marcos Jr., foram identificadas irregularidades em muitos dos quase 10 mil projetos em andamento, que somam US$ 9,5 bilhões (R$ 50 bilhões) em investimentos. A revolta ganhou força depois que um casal rico, dono de construtoras que venceram contratos milionários para obras de contenção de enchentes, mostrou dezenas de carros de luxo em entrevistas. Entre os veículos exibidos estava um modelo britânico de US$ 737 mil (R$ 3,9 milhões). O casal disse que comprou o carro porque “vinha com um guarda-chuva grátis”. Em depoimento, os empresários afirmaram que autoridades e congressistas exigiram altas quantias em propina para liberar contratos em obras públicas. No dia 21 de setembro, milhares de pessoas foram às ruas contra a corrupção. Cerca de 33 mil manifestantes se reuniram em um parque histórico de Manila. Outro grupo, que se posicionou na região do palácio presidencial, entrou em confronto com a polícia. Manifestantes atiraram pedras, garrafas e bombas caseiras. Também houve atos de vandalismo. Cerca de 200 pessoas foram detidas. “Me sinto mal porque nos afundamos na pobreza, perdemos nossas casas, nossas vidas e nosso futuro, enquanto eles acumulam fortunas com os impostos que pagamos, usados em carros de luxo, viagens ao exterior e grandes negócios corporativos”, disse a estudante e ativista Althea Trinidad à agência Associated Press. Voltar ao início. 6. Peruanos e a reforma da previdência Os manifestantes tentaram invadir a sede do Congresso no Peru REUTERS As manifestações no Peru começaram na segunda quinzena de setembro, com jovens indo às ruas protestar contra a presidente Dina Boluarte e a reforma na previdência. A lei aprovada recentemente obriga todos os maiores de 18 anos a se filiar a uma instituição previdenciária. A medida, porém, foi apenas o gatilho dos protestos. O governo e o Congresso já enfrentavam forte rejeição, com índices de aprovação abaixo de 5%, segundo pesquisas recentes. Entre as queixas da população estão escândalos de corrupção, insegurança econômica e aumento da criminalidade. Também pesa a falta de responsabilização pelas dezenas de mortes causadas pela repressão policial em 2022, quando o ex-presidente Pedro Castillo foi preso e destituído. "Estamos cansados ​​de normalizar isso. Desde quando normalizamos a morte, desde quando normalizamos a corrupção, a extorsão", disse o estudante Santiago Zapata à agência Reuters. “Minha geração está indo às ruas agora porque estamos cansados de ser silenciados, de viver com medo, quando o governo que elegemos é que deveria temer a nós.” As manifestações de setembro se concentram em Lima, onde houve confronto com a polícia. Várias pessoas ficaram feridas, incluindo manifestantes, jornalistas e policiais. Voltar ao início. 7. Insatisfação em Madagascar Manifestantes protestam contra frequentes cortes de energia e escassez de água em Madagascar REUTERS/Zo Andrianjafy As manifestações em Madagascar começaram na última semana de setembro, motivadas pela crise no abastecimento de água e pelos cortes de energia no país. Os protestos foram liderados pela Geração Z e inspirados pelos movimentos no Quênia e no Nepal. Os atos se tornaram a maior onda de mobilização popular em anos. Em meio à pressão, o presidente Andry Rajoelina dissolveu o governo. Mesmo assim, a medida não conteve a revolta popular. Os manifestantes passaram a exigir a renúncia do presidente, além da dissolução da comissão eleitoral, do Senado e da mais alta corte do país. Os protestos se espalharam pelo país. No sul da ilha, centenas de pessoas marcharam com cartazes pedindo a saída de Rajoelina. Já no norte, também houve marchas sob escolta policial. Segundo a imprensa internacional, os atos foram organizados principalmente pela internet. Houve confrontos com a polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. O governo decretou toque de recolher. Segundo a ONU, ao menos 22 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na primeira semana de protestos. Esses dados são rejeitados pelo governo. Analistas apontam que os atos não são apenas contra falhas de gestão, mas também contra uma elite política que, desde a independência em 1960, mantém o controle sobre o Estado e a economia, o que resultou no aprofundamento da pobreza. "Redes de elite continuam capturando instituições estatais, desviando recursos públicos e usando a pobreza como arma para manter o controle", escreveu Ketakandriana Rafitoson, vice-presidente global da Transparência Internacional. Voltar ao início. 8. Marrocos e a Copa de 2030 Manifestantes ateiam fogo em edifício durante manifestações contra o governo em Salé, na região metropolitana de Rabat, no Marrocos, em 1° de outubro de 2025. Abdel Majid Bziouat/AFP No Marrocos, as manifestações começaram no dia 27 de setembro, com jovens protestando contra gastos para a Copa do Mundo de 2030 e exigindo maiores investimentos em saúde e educação. O grupo que lidera os atos pede a renúncia do governo. Os protestos foram organizados online por um grupo juvenil anônimo chamado GenZ 212. O movimento se inspirou em manifestações lideradas por jovens na Ásia e América Latina. Para mobilizar apoio, o grupo usou redes como TikTok, Instagram e o aplicativo Discord, onde o número de membros passou de 3 mil para mais de 150 mil atualmente em poucos dias. No Marrocos, 12,8% da população juvenil está desempregada, com índices altos inclusive entre jovens graduados. Apesar de haver manifestações pacíficas, alguns atos acabaram em violência após confrontos com a polícia. Pelo menos três pessoas morreram, mais de 300 ficaram feridas e centenas foram presas, segundo o governo. O polo turístico de Marrakesh registrou confrontos violentos, incluindo o incêndio de uma delegacia de polícia. Em Salé, uma grande cidade do noroeste do país, bairros densamente povoados registraram ataques a policiais, saques a lojas e incêndios em bancos. Um porta-voz do Ministério do Interior afirmou que 70% dos participantes de atos de vandalismo e confrontos com as forças de segurança em todo o país são menores de idade. A violência nos protestos reduziu o apoio popular aos atos, segundo a agência Reuters. Voltar ao início.

Palavras-chave: tecnologia

Como é o teste de R$ 10 da Unesp que detecta metanol em bebidas alcoólicas em apenas 15 minutos

Publicado em: 04/10/2025 06:00

Unesp desenvolveu método para detectar metanol em bebidas há 3 anos Diante de um crescente número de casos de intoxicação por metanol que já atingiu, ao menos, 113 pessoas no Brasil, uma tecnologia desenvolvida há três anos no Instituto de Química da Unesp, em Araraquara (SP), ganha nova relevância. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Em 2022, pesquisadores criaram um método rápido, barato e de fácil utilização para identificar a presença da substância tóxica em bebidas e combustíveis, mas a solução patenteada nunca chegou ao mercado por falta de parceiros comerciais. Em apenas 15 minutos e com um custo de R$ 10 é possível fazer a identificação. (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Brasil tem 113 notificações de intoxicação por metanol em 5 estados e no DF Com mais casos de intoxicação por metanol, deputados querem tornar adulteração de bebidas um crime hediondo Reprodução/TV Globo A pesquisa foi liderada por Larissa Alves de Mello Modesto, à época mestranda na universidade. Hoje, como mestre em química e analista de desenvolvimento analítico, ela lamenta a demora na adoção da tecnologia. "A patente está disponível há três anos para que alguma empresa produza um kit analítico e o venda. A demora acontece porque o controle de metanol em bebidas estava sendo negligenciado, até acontecer uma catástrofe de nível nacional como a de agora", afirmou a pesquisadora. Veja mais abaixo como entrar em contato com a universidade para iniciar o processo de transferência de tecnologia. Solução rápida e barata O método desenvolvido pela equipe de Larissa resultou em um kit capaz de detectar a adulteração por metanol em bebidas como cachaça, uísque e vodca, além de combustíveis como etanol e gasolina. O grande diferencial é a simplicidade e o baixo custo. Enquanto análises laboratoriais tradicionais, como a cromatografia gasosa, custam cerca de R$ 500 por amostra, o kit da Unesp teria um preço final de venda estimado em R$ 10, segundo a pesquisadora. O resultado é rápido: a identificação do metanol leva apenas 15 minutos em bebidas e etanol, e 25 minutos na gasolina, sem exigir conhecimento técnico especializado. Veja mais notícias da região: ACIDENTE: Descarrilamento em Araraquara mobiliza força-tarefa para retirar 30 vagões e liberar trilhos SUSPEITA: Casal é encontrado morto dentro de casa em Rio Claro; polícia investiga homicídio SEGUNDA LARGADA: série especial relata o caso de superação de Luisa Baptista "Trata-se de uma sequência de reações químicas capazes de determinar o metanol nas amostras", explicou Modesto. "Se as instruções forem seguidas, uma pessoa minimamente treinada é capaz de operar o teste." Como o teste funciona O processo ocorre em duas etapas simples: Reação inicial: Adiciona-se um sal à amostra. Se houver metanol, ele é convertido em outra substância (formol). Revelação: Em seguida, a adição de um ácido provoca uma mudança de cor na solução, indicando a presença e a concentração do contaminante. Veja no vídeo abaixo como funciona o método: Veja como funciona o método da Unesp para identificar metanol em bebidas e combustível A pesquisadora destaca a clareza do resultado para bebidas. "No caso das bebidas alcoólicas, como o limite [permitido por lei] é muito baixo, podemos assumir que o surgimento de qualquer coloração ou anel roxo já indica que a bebida está imprópria para o consumo", detalhou. As cores podem variar conforme o nível de adulteração: Verde: Sem contaminação significativa. Tom verde amarronzado: Presença de 0,1% a 0,4%. Marrom: Presença de 0,5% a 0,9%. Roxo: Presença de 1% a 20%. Azul marinho: Presença de 50% a 100%. Método identifica metanol em 15 minutos Larissa Modesto/Unesp Araraquara Ainda de acordo com a pesquisadora, o método segue a norma RDC 166 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece critérios para a validação do uso, garantindo qualidade, confiabilidade e precisão dos resultados obtidos em ensaios laboratoriais aplicados a insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos biológicos em todas as fases de produção. "Só vai dar um falso [positivo] se a bebida for açucarada. Com ele [açúcar], acaba reagindo com uma das minhas soluções e dá uma coloração marrom, não sendo possível quantificar o metanol. Mas se a bebida não for açucarada, é muito difícil ele dar um falso positivo", explicou a pesquisadora. Alerta ignorado O metanol é uma substância mais barata e livre de impostos, usada criminosamente para aumentar o volume de bebidas e combustíveis. O composto, no entanto, é altamente tóxico, podendo causar cegueira e morte se ingerido – quadro clínico observado nos casos atuais. Segundo Larissa Modesto, o foco do kit seriam os próprios estabelecimentos comerciais, para garantir a segurança de seus clientes. "A aplicação seria para donos de bares, de adegas, organizadores de eventos. A responsabilidade de garantir a qualidade do que ele está servindo é totalmente dele", pontuou. Diante da emergência sanitária de 2025, a tecnologia desenvolvida no interior de São Paulo se apresenta como uma ferramenta estratégica que poderia ter auxiliado na fiscalização e na prevenção de novas tragédias. A crise do metanol Ministério da Saúde recebeu mais de 40 notificações de intoxicação por metanol Reprodução/TV Globo A crise atual levou o governo a mobilizar uma força-tarefa. O número de notificações de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica subiu para 113 no Brasil, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado na tarde desta sexta-feira (3). As notificações incluem casos confirmados e suspeitos, além de mortes. Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul notificaram seus primeiros casos em investigação. Em todo o país, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Do total de 113 notificações por esse tipo de intoxicação, 101 são em São Paulo (11 confirmados e 90 em investigação), 6 casos em investigação em Pernambuco, 2 em investigação na Bahia e no Distrito Federal, e 1 caso está sendo investigado no Paraná e Mato Grosso do Sul. Dessas notificações, 12 são de óbitos. Um óbito confirmado no estado de São Paulo e 11 estão sendo investigados (8 em SP, 1 em PE, 1 na BA e 1 no MS). O Ministério da Justiça e Segurança Pública associa as ocorrências ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, e a Polícia Federal foi acionada devido à suspeita de envolvimento de uma organização criminosa. Transferência de Tecnologia Instituto de Química da Unesp de Araraquara desenvolveu método que identifica metanol nas bebidas Divulgação Em casos de pesquisas como essa que podem ser utilizadas para a comercialização por outras empresas, é preciso iniciar o processo de Transferência de Tecnologia. Trata-se do processo que permite que o conhecimento gerado no âmbito acadêmico seja convertido em produtos e serviços que beneficiem a sociedade. Muitas vezes, esse procedimento também é denominado transferência de conhecimento. A tecnologia pode ser compartilhada de diversas formas, porém as mais comuns são o licenciamento e os acordos de desenvolvimento em parceria. Os acordos são firmados entre a Unesp e terceiros, como empresas e instituições de pesquisa para a execução de projetos e/ou contratos de serviços tecnológicos. A Agência Unesp de Inovação negocia contratos de licença exclusiva ou não exclusiva, permitindo que empresas utilizem a tecnologia. O licenciamento pode envolver pagamento de royalties ou outras formas de compensação. Para empresas e empreendedores interessados em realizar o processo com a Unesp, o contato deve ser realizado pelos e-mails: auin@unesp.br ou auin.tt@unesp.br. Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

De Ary Barroso a Fernanda Abreu, filmes do Festival do Rio celebram ícones da cultura brasileira

Publicado em: 04/10/2025 05:01

Começa Festival do Rio O Festival do Rio 2025 abre suas telas para histórias que atravessam a música, o cinema e a cultura brasileira. Entre os destaques estão documentários que resgatam a trajetória de grandes nomes que marcaram a identidade nacional — de Ary Barroso a Fernanda Abreu — passando por Nelson Pereira dos Santos e Ezequiel Neves. 'Ary' 'Ary', sobre Ary Barroso, está em cartaz no Festival do Rio Divulgação "Ary" é um longa de ficção sobre a vida de Ary Barroso, mineiro de Ubá que foi estudar Direito no Rio, mas se transformou em um dos maiores compositores do país. Autor de clássicos como "Aquarela do Brasil", que se tornou um “segundo hino nacional”, Ary foi o primeiro brasileiro a disputar o Oscar e trabalhou com Walt Disney. Para o diretor e roteirista André Weller, Ary – interpretado por Lima Duarte no filme – “inventou o made in Brazil, um Brasil para exportação”. Dira Paes, Stepan Nercessian, Leo Jaime e Marcos Caruso também estão no elenco. 🎞️Sessões: 5/10, às 18h15 (Estação NET Gávea 3); 9/10, às 13h45 (Cinesytem Belas Artes 5); 11/10, às 16h (Cine Santa Teresa). 'Amuleto' Outro homenageado é Nelson Pereira dos Santos, considerado um dos pais do Cinema Novo. O documentário “Amuleto”, dirigido por Heraldo HB e Igor Barradas, revisita a obra "O Amuleto de Ogum" do cineasta, a partir do olhar de artistas periféricos como Chico Santos, reforçando a importância de Nelson para a formação de um cinema autenticamente brasileiro. 🎞️Sessões: 4/10, às 17h (Estação NET Gávea 4 e 5); 5/10, às 10h30 (Cine Odeon); 6/10, às 13h45 (Cinesytem Belas Artes 5). Mais sobre o Festival do Rio: Festival tem mais de 300 filmes em cartaz; g1 lista destaques Festival do Rio 2025: g1 dá a dica dos filmes imperdíveis da mostra 'Ninguém Pode Provar Nada - A Inacreditável História de Ezequiel Neves' O festival também traz um retrato de Ezequiel Neves, figura influente do rock nacional e mentor de artistas como Rita Lee, Lobão e Cazuza, com quem escreveu "Exagerado". O diretor de "Ninguém Pode Provar Nada - A Inacreditável História de Ezequiel Neves", Rodrigo Pinto, destaca que Ezequiel “moldou a personalidade poética de uma geração”, estimulando uma criação artística mais profunda e provocadora. Filme sobre Ezequiel Neves está em cartaz no Festival do Rio Divulgação Segundo o cineasta, documentar essas trajetórias ajuda a aproximar o público de seus ídolos. “Quando a gente humaniza pessoas que admira, conseguimos humanizar também o nosso cotidiano”, afirma. O filme mergulha em um acervo com mais de 60 horas de entrevistas inéditas e vasta documentação, arquivo falso e entrevistas recriadas por inteligência artificial. 🎞️Sessões: 5/10, às 21h30 (Estação NET Gávea 1 e 2); 6/10, às 13h45 (Cine Santa Teresa); 7/10, às 13h45 (Cinesytem Belas Artes 5). 'Da Lata 30 anos' Imagem promocional do documentário 'Da lata 30 anos', de Fernanda Abreu Reprodução / Instagram Fernanda Abreu Em “Da Lata 30 anos”, a cantora Fernanda Abreu revisita seu álbum icônico de 1995, considerado um marco da identidade carioca moderna. A artista lembra o contexto de violência e tensão da época, quando também surgia o movimento Reage, Rio e o funk ganhava força nas periferias. “Era um momento difícil, mas também de transformação”, disse. O Festival do Rio segue até o dia 11 de outubro, reunindo produções nacionais e internacionais que reforçam a cidade como palco central do audiovisual latino-americano. Veja os destaques que o g1 selecionou. 🎞️Sessões: 8/10, às 21h30 (Estação NET Gávea 1 e 2); 9/10, às 18h15 (Cine Santa Teresa); 11/10, às 21h15 (Cinesytem Belas Artes 5). Festival do Rio 2025 📅Quando? De quinta (2) a 12 de outubro 📍Onde? 25 espaços culturais no Rio de Janeiro 💰 Quanto? A partir de R$ 16 (meia) 🎬Programação completa.

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CNU 2025: veja como preencher o cartão de resposta das provas objetivas

Publicado em: 04/10/2025 05:01

CNU 2025: veja como preencher o cartão de resposta das provas objetivas Mais de 760 mil candidatos estão inscritos para as provas objetivas do Concurso Nacional Unificado (CNU) no próximo domingo, dia 5 de outubro. Ao longo do dia, o g1 fará cobertura ao vivo do processo seletivo e terá os gabaritos extraoficiais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp CNU 2025: veja COBERTURA AO VIVO no g1 A seleção deste ano oferece 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais que variam de R$ 4 mil a R$ 16,4 mil. No ano passado, os candidatos que não preencheram toda a identificação do cartão de respostas foram eliminados. Na ocasião, a Justiça Federal determinou que o governo federal suspendesse a eliminação desses candidatos, garantindo a reintegração deles ao processo seletivo. Para este ano, o Ministério da Gestão apresentou no edital os principais critérios de eliminação do CNU 2025 (veja quais são), e explicou como preencher o cartão de resposta das provas objetivas. É fundamental ter atenção a todos os detalhes durante a prova, especialmente ao preencher o cartão de resposta. Qualquer erro de marcação ou informação faltante pode resultar em perda de pontos, ou até na eliminação do candidato. Veja orientações e cuidados para o preenchimento do cartão de resposta Segundo as orientações do Ministério da Gestão, o candidato receberá um caderno de questões e um cartão de resposta. Verifique se seus dados pessoais (nome, número de inscrição e CPF) estão corretos; Confirme se o Bloco indicado no cartão-resposta e no caderno de prova corresponde ao que você se inscreveu; Assine seu nome e transcreva a frase da capa da prova; Participe da coleta biométrica — a recusa leva à eliminação; No cartão-resposta, marque apenas uma alternativa por questão. Mais de uma marcação ou rasuras podem anular a resposta; Não dobre nem amasse o cartão-resposta. Também é proibido molhar, rasgar, manchar ou danificar o cartão de qualquer forma; Use exclusivamente caneta esferográfica de tubo transparente, com tinta preta ou azul; Ao término da prova, entregue o cartão de resposta ao fiscal da sala. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresenta os detalhes do edital da 2ª edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Valter Campanato/Agência Brasil Clique no índice abaixo para saber tudo sobre a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU): 💼 Vagas, órgãos participantes e distribuição por cidades 💰 Salários 📝 Como serão as provas? ⏰ Horários 📵 O que pode ou não levar 📝 Folhas de respostas 📍 Locais de provas 📆 Confira o cronograma oficial CNU 2025: veja o que esperar das provas da FGV, nova banca do concurso 💼 Vagas, órgãos participantes e distribuição por cidades 🔍 Diferentemente da edição anterior, que contou com oito editais, um para cada bloco temático, o processo seletivo será regido por um único edital. O documento traz informações detalhadas sobre as vagas, salários, conteúdo programático das provas, critérios de classificação e composição das notas finais. Nesta edição, os cargos estão distribuídos em nove blocos temáticos, que agrupam as vagas por áreas de atuação semelhantes. São eles: Bloco 1: Seguridade Social (Saúde, Assistência Social e Previdência Social) Bloco 2: Cultura e Educação Bloco 3: Ciências, Dados e Tecnologia Bloco 4: Engenharias e Arquitetura Bloco 5: Administração Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico Bloco 7: Justiça e Defesa Bloco 8: Intermediário – Saúde Bloco 9: Intermediário – Regulação Esse formato permite que o candidato concorra a várias vagas dentro de um mesmo bloco, com apenas uma inscrição. Embora a maior parte das vagas esteja concentrada em órgãos com sede em Brasília (DF), também há postos disponíveis em diversos estados do país. 💰 Salários Os salários iniciais no CNU 2025 variam de R$ 4 mil a R$ 16 mil, dependendo do cargo e do nível de escolaridade exigido. Consulte as remunerações iniciais previstas na tabela abaixo. 📝 Como serão as provas? Diferentemente da primeira edição, realizada em um único dia, o CNU 2025 será dividido em duas etapas: A prova objetiva será aplicada em 5 de outubro de 2025. Ela será composta por uma parte com questões comuns a todos os candidatos (como língua portuguesa, raciocínio lógico e atualidades) e outra com perguntas específicas, conforme o bloco temático escolhido. A prova discursiva será aplicada em 7 de dezembro de 2025, exclusivamente para os candidatos aprovados na primeira fase. O conteúdo e o formato da redação variarão de acordo com a área de atuação. ▶️ PROVA OBJETIVA A prova objetiva será de múltipla escolha, com cinco alternativas e apenas uma correta. A quantidade de questões varia conforme o nível do cargo: Nível Superior: 90 questões no total, sendo 30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos. Nível Intermediário: 68 questões, com 20 de conhecimentos gerais e 48 de conhecimentos específicos. ▶️ PROVA DISCURSIVA Na etapa discursiva, os candidatos deverão elaborar textos conforme o nível de escolaridade exigido para o cargo: Nível Superior: 2 questões discursivas, com aplicação das 13h às 16h. Nível Intermediário: 1 redação dissertativa-argumentativa, das 13h às 15h. O tempo de prova também é diferente: Nível Superior: das 13h às 18h (5 horas de duração). Nível Intermediário: das 13h às 16h30 (3h30 de duração). ⏰ Horários Os portões de todos os locais serão fechados às 12h30 (horário de Brasília), e as provas começam às 13h. A duração da prova varia conforme o nível do cargo: Nível superior: 5 horas (13h às 18h) Nível intermediário: 3h30 (13h às 16h30) Os candidatos devem permanecer na sala por, no mínimo, duas horas. O caderno de prova só poderá ser levado caso a saída ocorra na última hora do período estabelecido para cada nível. 📵 O que pode ou não levar Confira as principais orientações para a 2ª edição do CNU g1 📲 O candidato pode apresentar o documento de identidade em versão digital, acessado pelo aplicativo no momento da identificação na entrada da sala. É importante que o app já esteja instalado e testado, pois funciona mesmo sem internet. 👕 O Ministério recomenda o uso de roupas e calçados confortáveis, já que o candidato ficará sentado por várias horas. A FGV fornecerá envelopes porta-objetos para guardar pertences, inclusive o celular, que deve permanecer desligado durante toda a prova. É necessário também desativar alarmes. Os envelopes devem ser lacrados e identificados antes do candidato ocupar a carteira, onde permanecerão guardados. Os pertences só poderão ser retirados, e o celular religado, após o término da prova e fora do local de aplicação. 📝 Folhas de respostas Todas as respostas devem ser obrigatoriamente marcadas no cartão de respostas, único documento aceito para correção. O preenchimento deve ser feito com caneta azul ou preta, de corpo transparente. É responsabilidade do candidato preencher corretamente o cartão, seguindo as instruções do edital e da capa da prova, salvo em casos de atendimento especializado previamente autorizado. A questão será anulada se mais de uma alternativa for assinalada, se nenhuma for marcada ou se o preenchimento descumprir as instruções. Ao concluir a prova, é obrigatório entregar o cartão de respostas junto com o caderno ao fiscal da sala. Após a divulgação dos resultados, a FGV disponibilizará imagens digitalizadas dos cartões de respostas por até 15 dias. Encerrado esse prazo, não serão aceitos pedidos de acesso. 📍 Locais de provas Os candidatos foram distribuídos em locais de aplicação em 228 cidades, de acordo com o CEP informado no momento da inscrição. 📆 Confira o cronograma oficial Prova objetiva: 5/10/2025, das 13h às 18h Disponibilização da imagem do cartão de respostas: 12/11/2025 Convocação para prova discursiva: 12/11/2025 Convocação para confirmação de cotas e PcD: 12/11/2025 Convocação para a avaliação de títulos: 12/11/2025 Envio de títulos: de 13 a 19/11/2025 Cartão de confirmação de inscrição para prova discursiva: 1/12/2025 Prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7/12/2025 Procedimentos de confirmação de cotas: de 8 a 17/12/2025 Resultado preliminar da avaliação de títulos: 2/1/2026 Divulgação da nota preliminar da prova discursiva: 6/1/2026 Pedidos de revisão das notas da discursiva: de 7 a 8/1/2026 Divulgação da 1ª lista de classificação: 30/1/2026 Segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) Ministério da Gestão e Inovação Veja dicas de como estudar para concurso: Como estudar legislação para concurso? Veja dicas de como fazer uma boa redação para concurso

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'Dia B da Biometria': TRE de MG faz mutirão para coleta de digitais neste sábado

Publicado em: 04/10/2025 05:01

Cartórios eleitorais de portas abertas neste sábado O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) promove o "Dia B da Biometria" neste sábado (5). A ação ocorre em todos os cartórios eleitorais do estado, das 9h às 17h, com atendimento para coleta de digitais e regularização do título de eleitor. Segundo a Justiça Eleitoral, o mutirão busca ampliar o número de pessoas com biometria cadastrada (veja, abaixo, como participar da iniciativa). Atualmente, 29% do eleitorado mineiro não tem o registro. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O objetivo do tribunal é alcançar 100% de cobertura até o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio de 2026. A coleta das digitais é considerada o método mais seguro para identificar os eleitores e evitar fraudes. "A biometria é uma identificação nossa, ela é nata, cada pessoa no mundo tem uma biometria diferente da outra. A biometria traz essa segurança", explicou Wellerson Amarante, secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MG. Além de reforçar a segurança na hora do voto, o sistema biométrico da Justiça Eleitoral também é utilizado por outros órgãos públicos, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para evitar golpes e facilitar serviços como prova de vida e aposentadoria. Como participar Para ser atendido, o eleitor deve levar um documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado. Conforme o TRE, todos os cartórios eleitorais do estado estarão abertos neste sábado. Clique aqui para consultar os endereços. "Neste mundo tecnológico atual, a biometria confere uma camada a mais de segurança ao processo eleitoral, que já é super seguro", afirmou Cláudia Alves Lopes, chefe do Foro Eleitoral de BH. O TRE reforça que os eleitores não devem deixar para a última hora. “Queremos aproveitar o Dia B para fazer um chamamento coletivo para que o eleitor que tem qualquer pendência regularize, não espere o último dia e o fechamento do cadastro, no dia 6 de maio. Antecipe e evite também que enfrente filas”, disse Pablo Aragão, secretário de Eleições do TRE-MG. Eleitor usando biometria para votar durante as eleições de 2024. Pedro Amatuzzi/g1

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Pré-diabetes: remissão é possível mesmo sem perda de peso, aponta estudo

Publicado em: 04/10/2025 04:01

Remédio de R$ 6 para diabetes vira moda nas redes como emagrecedor Há uma crença de longa data na prevenção do diabetes de que a perda de peso é a principal forma de reduzir o risco da doença. Nosso novo estudo, no entanto, desafia essa crença. Durante décadas, pessoas diagnosticadas com pré-diabetes — uma condição que afeta até um em cada três adultos, dependendo da idade — ouviram a mesma coisa de seus médicos: comer de forma saudável e perder peso para evitar o desenvolvimento da diabetes. Mas essa abordagem não tem funcionado para todos. Apesar das recomendações médicas permanecerem inalteradas há mais de 20 anos, a prevalência da diabetes continua aumentando globalmente. A maioria das pessoas com pré-diabetes tem dificuldade em atingir as metas de perda de peso, o que as deixa desmotivadas e ainda em alto risco de diabetes. Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp Nossa mais recente pesquisa, publicada na revista científica "Nature Medicine", revela uma abordagem totalmente diferente. Descobrimos que o pré-diabetes pode entrar em remissão — com o açúcar no sangue voltando ao normal — mesmo sem perda de peso. Diabetes tipo 5 é reconhecida como doença: entenda os diferentes tipos de diabetes Cerca de uma em cada quatro pessoas em programas de intervenção no estilo de vida traz seu açúcar no sangue de volta ao normal sem perder peso. Notavelmente, essa remissão com peso estável protege contra a diabetes futura com a mesma eficácia que a remissão alcançada por meio da perda de peso. Isso representa uma mudança significativa na forma como os médicos podem tratar pacientes com sobrepeso ou obesidade com alto risco de diabetes. Mas como é possível reduzir os níveis de glicose no sangue sem perder peso, ou mesmo ganhando peso? Idade inicial para rastrear diabetes tipo 2 muda para 35 anos Adobe Stock Como é possível reduzir os níveis de glicose? A resposta está na forma como a gordura é distribuída pelo corpo. Nem toda a gordura corporal se comporta da mesma maneira. A gordura visceral, localizada na parte profunda do abdômen, ao redor dos órgãos internos, atua como um perturbador metabólico. Essa gordura abdominal causa inflamação crônica que interfere na insulina, o hormônio responsável pelo controle dos níveis de açúcar no sangue. Quando a insulina não consegue funcionar corretamente, a glicose no sangue aumenta. Em contrapartida, a gordura subcutânea — a gordura diretamente sob a pele — pode ser benéfica. Esse tipo de tecido adiposo produz hormônios que ajudam a insulina a funcionar de forma mais eficaz. Nosso estudo mostra que pessoas que revertem o pré-diabetes sem perda de peso transferem a gordura do interior do abdômen para baixo da pele, mesmo que seu peso total permaneça o mesmo. Também descobrimos outra peça do quebra-cabeça. Hormônios naturais que são imitados por novos medicamentos para perda de peso, como Wegovy e Mounjaro, parecem desempenhar um papel crucial nesse processo. Esses hormônios, particularmente o GLP-1, ajudam as células beta pancreáticas a secretar insulina quando os níveis de açúcar no sangue aumentam. Pessoas que revertem o pré-diabetes sem perder peso parecem melhorar naturalmente esse sistema hormonal, ao mesmo tempo em que suprimem outros hormônios que normalmente elevam os níveis de glicose. Mirando na redistribuição da gordura As implicações práticas são encorajadoras. Em vez de se concentrarem apenas na balança, as pessoas com pré-diabetes podem tentar reduzir a gordura corporal com dieta e exercícios. Pesquisas mostram que os ácidos graxos polinsaturados, abundantes nas dietas mediterrâneas ricas em óleo de peixe, azeitonas e nozes, podem ajudar a reduzir a gordura visceral da barriga. Da mesma forma, o treinamento de resistência pode diminuir a gordura abdominal, mesmo sem perda de peso geral. Isso não significa que a perda de peso deva ser abandonada como objetivo — ela continua sendo benéfica para a saúde geral e a prevenção da diabetes. No entanto, nossas descobertas sugerem que atingir níveis normais de glicose no sangue, independentemente das mudanças de peso, deve se tornar o objetivo principal do tratamento do pré-diabetes. Essa abordagem poderia ajudar milhões de pessoas que têm enfrentado dificuldades com programas tradicionais de perda de peso, mas ainda assim podem obter melhorias significativas na saúde por meio de mudanças metabólicas. Para os profissionais de saúde, esta pesquisa sugere a necessidade de ampliar as abordagens de tratamento além das intervenções focadas no peso. Monitorar as melhorias na glicemia e incentivar a redistribuição de gordura por meio de nutrição e exercícios direcionados pode fornecer caminhos alternativos para a prevenção da diabetes para pacientes que têm dificuldade em perder peso. As implicações se estendem globalmente, onde a diabetes representa um dos problemas de saúde que mais crescem. Ao reconhecer que o pré-diabetes pode melhorar sem perda de peso, abrimos novas possibilidades para prevenir uma doença que afeta centenas de milhões em todo o mundo e continua se expandindo rapidamente. Esta pesquisa reformula fundamentalmente a prevenção da diabetes, sugerindo que melhorias na saúde metabólica — e não apenas a redução de peso — devem ser centrais na prática clínica. Para muitas pessoas que vivem com pré-diabetes e se sentem desanimadas por tentativas malsucedidas de perda de peso, isso oferece uma esperança renovada e estratégias alternativas práticas para reduzir o risco de diabetes. Andreas L. Birkenfeld recebe financiamento do Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço através do Centro Alemão de Pesquisa em Diabetes (DZD e.V.). Deutsche Forschungsgemeinschaft (DFG; GRK2816). Iniciativa de Saúde Inovadora (IHI) da União Europeia: CAREPATH Reiner Jumpertz-von Schwartzenberg recebe financiamento do Ministério Federal de Pesquisa, Tecnologia e Espaço através do Centro Alemão de Pesquisa em Diabetes (DZD e.V.), da Associação Helmholtz e Helmholtz Munique e do Cluster de Excelência “Controle de Micróbios para Combater Infecções” (CMFI), financiado pela DFG.

Palavras-chave: tecnologia

Como a escassez de pilotos provocou uma crise nas companhias aéreas

Publicado em: 04/10/2025 04:01

Avião é visto decolando no céu de Bruxelas, Bélgica, em 10 de março de 2016. Reuters Voar não é mais o que costumava ser. Longas filas para passar pela segurança, ataques cibernéticos aos sistemas de check-in dos aeroportos, drones levam a cancelamentos de voos, greves trabalhistas, bagagens perdidas e cancelamentos. Agora, além de tudo isso, há uma escassez global de pilotos, e as companhias aéreas sentem os efeitos. Durante e após a pandemia de Covid-19, o treinamento de pilotos foi suspenso em muitos países, enquanto as empresas aguardavam para ver como a pandemia afetaria o setor de viagens. Hoje, com a recuperação das viagens aéreas, há um atraso nos treinamentos, e as escolas de voo têm dificuldades para colocar novos pilotos no ar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ao mesmo tempo, a pandemia inspirou muitos pilotos experientes a se aposentarem inesperadamente, com muitos outros aguardando para pendurar suas asas, principalmente na América do Norte. Isso deixa as companhias aéreas com o duplo desafio de compensar uma onda de aposentadorias e encontrar mais pilotos em meio a uma demanda cada vez maior por viagens aéreas, especialmente viagens de lazer. Quão grande é a escassez de pilotos? "O atual crescimento da demanda por viagens aéreas surpreendeu muitas companhias", disse Christoph Klingenberg, especialista em gestão de companhias aéreas e aeroportos da Universidade de Ciências Aplicadas de Worms, na Alemanha. "Como leva vários anos para treinar pilotos, a situação levará alguns anos para se normalizar." O número ideal de pilotos para preencher as vagas nas companhias aéreas varia muito, dependendo da fonte. Só nos Estados Unidos, serão criadas cerca de 18.200 vagas de emprego para pilotos de companhias aéreas e comerciais a cada ano na próxima década, de acordo com o Manual de Perspectivas Ocupacionais do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Somados, esses números representam mais de 180 mil novos empregos para pilotos. Considerando tanto o transporte de passageiros quanto o de carga, a fabricante de aeronaves Boeing estimou recentemente que serão necessários 660 mil novos pilotos comerciais em todo o mundo até 2044. Tornar-se piloto é um grande investimento "Aspirantes a pilotos que iniciam seu treinamento hoje estarão bem posicionados para aproveitar as oportunidades emergentes quando se formarem", diz o relatório da Boeing. Para atender a essa enorme demanda, os aspirantes devem ter acesso a "treinamento relevante, acessível e com preços razoáveis". Embora pilotos experientes possam ganhar muito, a jornada para se chegar até a cabine de comando é longa e cara. Nos EUA, o treinamento de voo pode custar mais de 100 mil dólares (R$ 535 mil), um valor assustador que provavelmente desencoraja muitos de sonhar com um emprego na aviação. Além de outras certificações e qualificações, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) exige que todos os comandantes de uma companhia aérea que oferece serviços aéreos regulares de passageiros tenham o certificado de piloto de transporte aéreo (ATP). Isso significa 1,5 mil horas adicionais de experiência de voo, um requisito que pode levar de um a dois anos para os pilotos recém-formados cumprirem. No Brasil, a formação completa de um piloto comercial pode custar mais de R$ 400 mil, incluindo cursos teórico e prático, horas de voo e custos dos exames. Aviação comercial no Brasil registra aumento de 10% no número de passageiros  Por que não pagar mais aos pilotos? Recentemente, muitas companhias aéreas, tanto as grandes quanto as regionais, aumentaram o salário dos pilotos para atrair mais inscrições e manter seus quadros de pilotos. "A melhor maneira de tornar o trabalho de piloto comercial mais atraente é aumentar o salário", disse Dan Bubb, professor da Universidade de Nevada, em Las Vegas, especializado em aviação comercial. "Por muitos anos, isso foi especialmente perceptível nas companhias aéreas regionais, onde o salário era deploravelmente baixo." "Hoje, os salários dos pilotos estão no patamar mais alto que já vi há muito tempo", disse Bubb, que também é ex-piloto de linha aérea, à DW. Além de salários-base mais altos, algumas companhias aéreas também oferecem bônus e outras vantagens para contratar e reter pilotos. Outras criam horários mais equilibrados entre vida pessoal e profissional para as tripulações. Todos esses custos, porém, aumentam o preço das passagens. Mas, nem todas as empresas são tão generosas. Nesta semana, os pilotos da Lufthansa votaram a favor de uma greve após o fracasso das negociações sobre as contribuições previdenciárias, embora, até o momento nenhuma data para a paralisação tenha sido anunciada. Esta seria a primeira greve de pilotos da Lufthansa desde 2022. Aposentadoria compulsória aos 60, 65 ou 67 anos? Há duas décadas, pilotos de companhias aéreas internacionais eram obrigados a se aposentar aos 60 anos, de acordo com as regras estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OIAC). A agência da ONU com sede em Montreal, no Canadá, define regulamentações para a aviação civil em mais de 190 países. Com os avanços na área da saúde, a idade de aposentadoria foi elevada em 2006 para 65 anos. Contudo, em meio à escassez de pilotos e a um rigor ainda maior sobre os padrões de saúde dos profissionais, alguns propõem aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos. "A experiência de voo, frequentemente associada à idade, está significativamente correlacionada com a segurança da aviação", escreveu o senador americano Ted Cruz em uma carta de 19 de setembro ao presidente Donald Trump, buscando apoio para o aumento da idade obrigatória de aposentadoria dos pilotos. "Ter uma idade de aposentadoria 'arbitrária' também torna as viagens aéreas mais caras", acrescentou Cruz. "Como vocês sabem, em termos econômicos, menos oferta necessariamente leva a preços mais altos." Seja qual for a justificativa econômica por trás disso, a ideia encontrou oposição dos sindicatos de pilotos. Até o momento, tanto a Organização da Aviação Civil quanto a FAA preferem manter a idade de aposentadoria atual. O que mais fazer para atrair pilotos? "Para manter o fluxo de novos pilotos e a satisfação dos que já estão no ar, as companhias aéreas precisam aumentar seus esforços de contratação, expandir as instalações de treinamento e recrutar pilotos de outras companhias aéreas não comerciais", argumenta Christoph Klingenberg. Ele acredita que aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos possa ser um passo na direção certa. Algumas companhias aéreas ao redor do mundo contratam pilotos com consideravelmente menos horas de serviço, oferecendo grandes bônus e dispensando certos requisitos, segundo Bubb. Ainda assim, eles também precisam passar por treinamento rigoroso e uma série de exames antes de poderem assumir o manche de uma aeronave. Mais IA e automação na cabine? A inteligência artificial (IA) ou o aumento da automação na cabine poderiam compensar a falta de pilotos? "Enquanto muitos setores aderem à ideia de usar IA para otimizar o trabalho, as companhias aéreas ainda hesitam", disse Klingenberg. Ele não espera que isso vá mudar muito nas próximas décadas. A IA desempenhará um papel significativo, mas não substituirá os pilotos, na avaliação de Bubb. "Não tenho dúvidas de que a IA tornará as viagens aéreas mais eficientes, em termos de tempo e consumo de combustível, mas não substituirá os humanos", disse. Quanto a colocar mais pilotos no ar, isso realmente depende de quantos serão necessários, à medida que aumenta a demanda por viagens aéreas. "Espero que a situação melhore depois de 2030, então pode levar cinco anos para se recuperar", concluiu Klingenberg. Bubb acredita que a situação da escassez "permanecerá moderada" e vê possibilidades para o setor. "É uma oportunidade para as companhias aéreas planejarem com antecedência, para que sejam proativas em vez de reativas sempre que houver uma iminente escassez de pilotos", acrescentou.

Alunos de escola pública do ES criam robô rapper e bailarina, e vão disputar Olimpíada Brasileira de Robótica

Publicado em: 04/10/2025 04:01

Alunos de escola pública do ES criam robô rapper e bailarina, e vão disputar Olimpíada Uma bailarina e um rapper nada convencionais têm chamado atenção em Cariacica, na Grande Vitória. Criados por estudantes de uma escola municipal do bairro Vila Palestina, os robôs se destacaram na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e renderam aos alunos duas premiações em categorias artísticas da competição: 2º lugar, com a robô-bailarina, e 3º lugar, com o robô MC. Com o resultado, a bailarina conquistou vaga para a fase nacional da competição, que em 2025 acontece no Espírito Santo, no Centro de Inovação do Ifes, em Vitória, entre os dias 14 e 19 de outubro. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Estudantes do Espírito Santo criam robô rapper e bailarina, e vão disputar Olimpíada Brasileira de Robótica Reprodução/ Redes Sociais De pinguim à bailarina A inspiração para criar a bailarina veio de uma das estudantes do grupo, que faz balé em um outro projeto da escola. Letícia Dias queria que o robô pudesse acompanhar os passos de balé que ela fazia no palco. “Juntei meu amor pelo balé e pela robótica, e tivemos a ideia de fazer uma bailarina robô. Encantamos a todos na apresentação, e foi muito especial para nós”, contou Letícia. Além de Letícia, outros três estudantes participaram da construção do robô, José Viana dos Santos da Silva, Asafe Vicente e Dayara Bonomo. Todos estão no 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Manoel Mello Sobrinho. Letícia Dias foi a inspiração para criar robô bailarina que reproduz passos da dança com a menina Reprodução/ Redes Sociais LEIA TAMBÉM VÍDEO: Professora usa Inteligência Artificial para projetar sonhos de carreira de alunos CURIOSO: Aluna de Instituto Federal viraliza após mostrar o que tem dentro de copo térmico NOTA MIL: Escolas usam IA e 'ChatGPT do Enem' para alunos aprenderem a fazer redação José contou que ele e os colegas começaram a desenvolver o projeto a partir de um modelo no livro didático, que ensinava a construir um robô pinguim. “A ideia inicial era um pinguim, só que a gente fez modificações nele pra virar uma bailarina. Esse também foi o nosso primeiro contato com a robótica”, disse. A conquista surpreendeu os alunos. “A gente não estava planejando ganhar, fomos para agregar experiência. Mas ter ganhado encheu nossos olhos, porque mostrou que a gente tem um grande potencial. A sensação de ganhar a medalha foi incrível. A gente conseguiu o segundo lugar com tão pouco tempo de treinamento e recurso”, completou José. Rapper do recreio O robô rapper foi criado inspirado em batalhas de rima que aconteciam no recreio. A professora de robótica responsável pelo projeto, Marília Santiago, disse que a ideia era colocar o robô para participar da brincadeira. Estudantes criaram robô rapper para disputar etapa estadual de Olimpíada de Robótica no Espírito Santo Reprodução/ Redes Sociais “Eu já conhecia o Isaac, que fazia batalha de rima no recreio. A ideia foi criar uma apresentação com ele e o robô. Como o kit não tem saída de som, gravamos as rimas e programamos os movimentos. Foi um projeto criado do zero”, contou. Os estudantes que fazem parte da equipe do robô MC têm entre 11 e 15 anos e estão espalhados no 6º, 7º e 8º ano. Robô rapper conquistou o terceiro lugar de categoria artística na etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica Reprodução/ Redes Sociais O robô ficou em 3º lugar na categoria artística, mas não avançou para a etapa nacional. Robótica no contraturno Estudantes criaram uma robô bailarina e ganharam 2º lugar em etapa estadual de Olimpíada de Robótica no Espírito Santo Reprodução/ Redes Sociais O projeto de robótica começou em maio, quando a escola recebeu kits da Prefeitura de Cariacica. Com isso, a professora Marília, que antes lecionava Ciências, passou a se dedicar à robótica, oferecida no contraturno. “Eles estudam de manhã, levam a marmita e ficam à tarde para a robótica. A nossa escola não é de tempo integral. É um conteúdo que não está no currículo ainda, mas o interesse é enorme. O trabalho em equipe que eles têm desenvolvido é surpreendente”, afirmou Marília. Preparação para a nacional Estudantes do Espírito Santo se preparam para etapa nacional de Olimpíada de Robótica com robô bailarina Reprodução/ Redes Sociais Para outubro, os alunos planejam novidades. A robô bailarina vai voltar a se apresentar, mas com reforço: um robô saxofonista e mais duas bailarinas vão se juntar ao time. “Tenho certeza que a gente vai ser uma equipe de destaque. Estamos empolgados com o desafio de fazer um novo robô, um saxofonista. Vai ser um desafio incrível”, concluiu José. Estudantes do Espírito Santo criam robô rapper e bailarina, e vão disputar Olimpíada Brasileira de Robótica Divulgação Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: inteligência artificial

Bombas 'lançadas' por caça em cidade mineira nos anos 1980 geraram pânico e indenização milionária

Publicado em: 04/10/2025 04:01

Bombas 'lançadas' por caça em cidade mineira geraram pânico e indenização milionária O dia 2 de abril de 1987 entrou para a história de Formiga (MG), cidade no Centro-oeste de Minas Gerais. Em plena tarde de quinta-feira, duas bombas despencaram do céu, lançadas acidentalmente por um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) durante um treinamento. A queda dos artefatos, mesmo sem carga explosiva, deixou os moradores em pânico. Naquele dia, acontecia um protesto na cidade, e os manifestantes acharam que as bombas eram uma represália. Meses depois, a Aeronáutica indenizou o município. A FAB não comentou o acidente (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp ▶️ Dois caças F-5, do 1º Grupo de Aviação de Caça (Gavca), da Base Aérea de Santa Cruz (RJ), sobrevoavam a cidade em uma missão de treinamento para simular um ataque a uma ponte ferroviária no bairro Vargem Grande, segundo os registros da época. Por um erro, os dois projéteis, que pesavam cerca de 200 kg cada, foram liberados de um dos aviões. Uma das bombas atingiu um muro do Parque de Exposições Luiz Rodrigues Belo Primo, e a segunda caiu a cerca de 20 metros de um galpão que abrigava a Escola Estadual Aureliano Rodrigues Nunes, onde estavam centenas de pessoas. Ninguém se feriu. “Um dos pilotos, sem querer, apertou o comando, e caíram duas ogivas. Elas não tinham espoleta, por isso, não explodiram. Uma delas atingiu o muro do Parque de Exposições, e a outra caiu a poucos metros de um galpão cheio de crianças que estavam em aula. Se tivesse sido dentro do prédio, seria uma tragédia sem precedentes”, contou o historiador Helton da Costa Pinto. Bomba que caiu em Formiga, MG, exposta em praça da cidade Poder Aéreo/Reprodução Uma das cápsulas permanece exposta na Praça da Bomba, construída exatamente no ponto da queda, o que mantém viva a lembrança do dia em que Formiga virou notícia no Brasil e no mundo. Especialistas em aviação explicam que as cápsulas eram apenas componentes para simular o peso e aerodinâmica de bombas reais, sem espoleta nem carga explosiva. Eram preenchidas com concreto. (leia mais). Arte mostra os pontos onde bombas da FAB caíram em Formiga, em 1987: uma atingiu o muro do Parque de Exposições, hoje Praça da Bomba, e a outra caiu a 20 metros de um galpão da Escola Estadual Aureliano Rodrigues Nunes. Ninguém se feriu. Arte/g1 Pânico O impacto contra o solo foi ensurdecedor. O estrondo ecoou por toda a cidade, fez janelas tremerem, portas baterem e assustaram os moradores, que não sabiam o que estava acontecendo, segundo o historiador Helton. O então prefeito Eduardo Brás, hoje com 75 anos, disse que foi dos momentos mais marcantes de sua vida pessoal e pública. Ele estava na prefeitura quando recebeu a notícia por telefone de que bombas haviam caído. “Imediatamente larguei tudo que estava fazendo e fui para o local. Chegando lá, a população estava toda atordoada, em pânico, porque era uma região muito habitada. Naquele momento, funcionava nos galpões uma escola com mais de 250 crianças. Se uma dessas bombas tivesse caído cinco metros antes, teríamos perdido inúmeras vidas”, afirmou. Segundo ele, o primeiro sentimento foi de alívio. Afinal, as bombas haviam caído em locais isolados e não explodiram. “Agradecemos a Deus por não ter tido nenhuma vítima. Foi um trauma, um momento muito difícil. Depois do ocorrido, qualquer avião que passava no céu assustava as crianças, que diziam: ‘vai cair bomba, vai cair bomba’. Houve um medo coletivo por um bom tempo em Formiga", disse. À época, Formiga tinha cerca de 60 mil habitantes. Hoje, segundo o IBGE, são 70.897. Indenização Em junho de 1987, a Aeronáutica pagou ao município uma indenização de 1,5 milhão de cruzados — o equivalente a R$ 5 milhões atualmente —, valor usado em obras como a conclusão da rodoviária e a abertura de uma avenida. (veja mais abaixo como foi a negociação da indenização) O g1 entrou em contato com a FAB pedindo um posicionamento sobre o fato ocorrido em Formiga e também sobre as medidas adotadas atualmente para prevenir episódios semelhantes, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. Protesto No mesmo dia da queda das bombas, população protestava contra o governo federal no Centro de Formiga em 1987. Um dos artefatos atingiu o muro do Parque de Exposições Reprodução/Formiga Fatos e Fotos O episódio aconteceu no mesmo dia em que cerca de 5 mil pessoas protestavam em Formiga contra a política econômica do governo de José Sarney, na Praça Getúlio Vargas. O país enfrentava os efeitos da crise econômica, após o fracasso do Plano Cruzado, lançado em 1986 para conter a inflação. Os moradores, na hora, pensaram que a cidade estava sendo bombardeada em represália à manifestação. Além da queda das bombas, os aviões começaram a sobrevoar o centro da cidade em baixa altitude, à procura do local da queda, o que aumentou ainda mais o pânico entre os habitantes. Pressão militar e negociação por indenização Caças F-5EM, versão atualizada do modelo usado quando as bombas caíram em Formiga Roberto Caiafa/Tecnologia & Defesa As bombas, pesadas, se enterraram a mais de dez metros de profundidade e foram retiradas com retroescavadeira da Prefeitura. O clima se acirrou com a chegada de militares, que exigiram a entrega imediata dos artefatos. O prefeito resistiu e chegou a enfrentar um general dentro do gabinete. “Não entreguei as bombas, afinal, mais pressão que a Aeronáutica fizesse, eu não deixei tirar daqui, porque aquilo era prova de um crime”, disse Eduardo. O historiador Helton, que estava no gabinete do prefeito, relembrou o momento de tensão. “Lembro que o general entrou sem ser convidado, e o Eduardo disse: ‘a ditadura acabou, você vai ter que esperar lá fora, porque eu atendo o povo primeiro’. Ele não liberou as bombas até negociar uma indenização para o município”, afirmou. Para o ex-prefeito, o episódio refletia o Brasil recém-saído da ditadura. “Essa turma de militares ainda se julgava donos do país e senhores da verdade. Não tinha a menor responsabilidade. Eu acho que foi um ato de muita irresponsabilidade. Se aqui é rota de acesso, rota de treinamento ou não, os aviões que tivessem cuidado", afirmou. Bombas inertes de 230 kg que caíram em Formiga, em 1987, foram retiradas do solo com retroescavadeira, transportadas e depois armazenadas pela prefeitura Reprodução/Formiga Fatos e Fotos LEIA TAMBÉM: Com 856 moradores, sem violência e sem trânsito: como é a vida na cidade menos populosa do Brasil Homem que desapareceu e bolas de luz: documentário narra mistérios da Serra do Ouro Fala, em Cláudio Túmulo de Maria Rodrigues e 'mistério' de Norminha de Lourdes atraem visitantes em Formiga no Dia de Finados Do acidente à indenização Eduardo Brás contou que, diante da repercussão nacional do caso, reforçada por um discurso de João Pimenta da Veiga na Câmara dos Deputados, a imprensa se voltou para Formiga e o governo federal teve de agir. “O ministro Otávio Moreira Lima me ligou pessoalmente. Pediu desculpas, garantiu providências e eu disse: ‘graças a Deus não houve vítimas, mas o Município quer uma indenização por danos morais’. Mandei planilhas assinadas por engenheiros e secretários da prefeitura, e logo o pagamento foi autorizado", disse. Os recursos da indenização foram aplicados na conclusão do Terminal Rodoviário Presidente Tancredo Neves e na abertura da Avenida Tabelião Gil Calmeida. “Esse dinheiro foi essencial para obras que estavam paradas. No fim, conseguimos transformar a tragédia em conquista”, resumiu o ex-prefeito. Entre memória e trauma: como Formiga lembra o episódio Notícia publicada em jornal da época: queda de bombas em Formiga tiveram ampla cobertura pela imprensa Poder Aéreo/Divulgação De acordo com o historiador, o episódio em Formiga ganhou repercussão nacional e internacional, chegando a ser noticiado pelo Fantástico e outros programas de TV. “Formiga apareceu em tudo quanto era jornal. Até hoje, em pesquisas de marketing, a história da bomba é a mais conhecida da cidade". Mas Eduardo Brás fez questão de lembrar que, apesar do humor com que o episódio por vezes é tratado, o sentimento à época foi de medo. “Alguns levam pelo lado cômico, mas eu sei o que passei naquele momento. Foi traumático para a população. Não considero um troféu. Foi uma triste memória de irresponsabilidade militar", enfatizou o ex-prefeito. Anos depois, os projéteis ficaram guardados no almoxarifado da Prefeitura e só foram expostos quando outra gestão decidiu erguer um pequeno monumento, instalado no meio de uma praça, nomeada à época “Praça da Bomba”, que fica na Avenida Geraldo Almeida, local exato onde uma das bombas caiu. O artefato que ficou na cidade está exposto lá e junto dele há uma placa que resume a história aos visitantes. O episódio também deu origem a lendas urbanas. Uma dizia que o piloto teria desviado o avião para sobrevoar a casa da namorada, em Campo Belo. Outra sugeria que as bombas teriam sido lançadas de propósito para reprimir o protesto popular em Formiga. Segundo o historiador, ambas são falsas. ASSISTA ABAIXO - Formiga tem novo espaço dedicado à preservação da história local Formiga tem novo espaço dedicado à preservação da história local VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

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Eleições 2026: veja as principais datas e regras a um ano da votação

Publicado em: 04/10/2025 04:01

TSE faz cerimônia de abertura do código-fonte das urnas eletrônicas para eleições de 2026 Daqui a um ano, em 4 de outubro de 2026, os brasileiros irão às urnas escolher o próximo presidente da República, assim como governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais no primeiro turno das eleições. O possível segundo turno será em 25 de outubro. 🗓️ Uma das novidades do pleito é a mudança nas datas de posse: pela primeira vez, o presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027, os governadores no dia seguinte. Veja principais datas Regularização e novos títulos eleitorais ✍ O prazo final é 6 de maio de 2026, e o serviço pode ser feito pela internet, nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais. Desincompatibilização Candidatos que ocupam cargos na Administração Pública ou atuam em empresas com contratos com o Poder Público devem passar pela desincompatibilização, temporária ou definitiva. O objetivo é evitar o abuso do poder econômico ou político nas eleições. Os prazos variam de três a seis meses e são calculados com base na data do primeiro turno das eleições. Janela partidária Deputados federais, estaduais e distritais terão um mês para trocar de partidos sem risco de perder o mandato atual por infidelidade partidária. É a janela partidária que, pelo calendário, ocorre entre o início de março e o de abril. Registro de partidos e federações Até seis meses antes das eleições, no começo de abril, partidos e federações que vão apresentar candidatos nas eleições de 2026 devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Domicílio de candidatos e renúncia para concorrer a outros cargos Também a seis meses das eleições, no começo de abril, pessoas que pretendem disputar cargos devem ter definido o local onde vão se candidatar. Também é o fim do prazo para que presidente, governadores e prefeitos renunciem aos mandatos para concorrer a outras vagas. Convenções partidárias No Brasil, quem quer disputar as eleições precisa se filiar a partido político e ser escolhido nas convenções das siglas. Estas convenções serão entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Registro de candidatos 🗒 Uma vez definidos os candidatos, a Justiça Eleitoral vai receber os registros dos nomes escolhidos até 15 de agosto. Propaganda eleitoral A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto de 2024. Isso vale para a campanha nas ruas e na internet. No rádio e na TV, a propaganda começa 35 dias antes da antevéspera do pleito. Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Veja principais regras Urnas eletrônicas Na última quinta-feira (2), o Tribunal Superior Eleitoral realizou a abertura do código-fonte das urnas eletrônicas e iniciou o processo eleitoral de 2026. A abertura faz parte do procedimento de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação previsto na legislação eleitoral. 🔎 O código-fonte é um conjunto de linhas de programação de um software, com as instruções para que o sistema funcione. A abertura permite a inspeção pela sociedade civil. Até a data das eleições, o tribunal vai realizar uma série de testes com os equipamentos. Entre eles: Teste Público da Urna, em dezembro de 2025, quando o tribunal coleta contribuições de especialistas em tecnologia da informação de fora da Justiça Eleitoral para aprimorar os sistemas eleitorais e as urnas eletrônicas. Teste de Confirmação, em maio de 2026, quando os especialistas voltam para o TSE para uma nova rodada de testes. Regras não podem ser mudadas A um ano da votação, já não é mais possível alterar as regras do processo eleitoral para garantir a segurança jurídica. Um mecanismo na Constituição chamado princípio da anterioridade eleitoral impede que leis aprovadas a menos de um ano das eleições sejam aplicadas ao pleito. 📓No entanto, o Tribunal Superior pode detalhar o que já está na legislação, aprovando resoluções para organizar a votação, sem ir além do que está nas regras aprovadas pelo Congresso. O tribunal tem até o dia 5 de março de 2026 para definir a regulamentação. Cláusula de desempenho As exigências para que os partidos tenham tempo de propaganda no rádio e na TV, além de recursos do fundo partidário vão se ampliar. Para obter os benefícios, as legendas devem: eleger, em 2026, pelo menos 13 deputados federais, distribuídos em pelo menos um terço dos estados e do Distrito Federal; ou obter, no mínimo, 2,5% dos votos válidos em pelo menos um terço das unidades da federação, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada uma delas. Candidaturas de negros e de mulheres Mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional escreveram, na Constituição, percentuais de aplicação de recursos em candidaturas de pessoas negras e de mulheres. A alteração inseriu no texto entendimentos já adotados pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral de que os partidos devem destinar, ao menos, 30% do fundo eleitoral e da parcela do fundo partidário relativa às campanhas eleitorais para mulheres, respeitando a proporção de candidatas. A medida também vale para propaganda em rádio e TV. Em 2024, outra modificação fixou que candidaturas negras devem ter, no mínimo, 30% dos recursos destinados às campanhas eleitorais.

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