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Do Kuwait ao Paraná: cirurgia robótica realizada por brasileiro entra para o Guinness pela maior distância geográfica entre médico e paciente

Publicado em: 21/10/2025 05:04

Médico brasileiro está no Guinness Book por telecirurgia com distância maior distância Em setembro, a telecirurgia chegou a uma escala inédita. Um médico brasileiro, no Hospital Aldiaber, no Kuwait, operou um paciente com hérnia inguinal no Hospital da Cruz Vermelha, no Paraná — separados por 12 mil quilômetros. “Qual era a primeira etapa? Provar que a cirurgia era segura e factível, dentro de um ambiente de pesquisa e ensino”, explicou Leandro Totti, o médico responsável. A equipe percebeu que a distância entre os hospitais poderia quebrar um recorde mundial. “Um dos caras da telecomunicação disse: ‘Olha, pessoal, eu acho que essa telecirurgia que vocês vão fazer é a mais longa do planeta’”, contou o médico. E foi. O Guinness, o livro dos recordes, registrou a marca. “Nós conseguimos, durante toda a nossa cirurgia, manter esse delay abaixo de 0,194. Então foi muito seguro para o paciente”, afirmou o Leandro Totti. Cirurgia realizada por brasileiro ganhou o recorde da maior distância entre médico e paciente Reprodução/Fantástico Primeira cirurgia robótica no Brasil No início de outubro, o Brasil alcançou outro feito histórico na medicina: uma telecirurgia robótica inédita conectou um médico em São Paulo a um paciente com câncer em Porto Alegre. O procedimento, realizado com sucesso entre hospitais separados por mais de mil quilômetros, marca um avanço tecnológico importante e promete ampliar o acesso a cirurgias minimamente invasivas pelo SUS. O gaúcho Paulo Feijó de Almeida, de 73 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata e aceitou ser operado por um robô. O procedimento foi realizado por Rafael Ferreira Coelho, urologista e especialista em cirurgia robótica, que estava no Hospital Nove de Julho, em São Paulo O robô é dividido em duas partes: uma fica junto ao paciente, com braços e pinças usados na cirurgia; a outra é o console, controlado pelo médico como se fosse um joystick de videogame. VEJA REPORTAGEM NA ÍNTEGRA: A tecnologia que aproxima pacientes brasileiros dos melhores cirurgiões do planeta

Palavras-chave: tecnologia

Entenda projeto de parque linear em área ambiental que causa discussões em Natal

Publicado em: 21/10/2025 05:04

Avenida Engenheiro Roberto Freire e área de preservação ambiental ao lado, onde prefeitura quer fazer o Parque Linear Reprodução/Inter TV Cabugi O projeto de construção de um parque linear com cerca de 10 hectares (100 mil m²) em uma área ambiental de mata atlântica tem gerado discussões em Natal. O terreno previsto para o parque fica às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire, uma das mais importantes da cidade, e faz parte de uma unidade de conservação ambiental. A responsável pelo projeto é a prefeitura de Natal, que quer criar um parque urbano que alia natureza, lazer, esporte e convivência social na área. O projeto, no entanto, atinge em pelo menos 60% zonas primitivas, destinadas à preservação integral, segundo o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Nessa áreas, segundo o Idema, órgão responsável pelo licenciamento ambiental no trecho, "são vedadas construções permanentes e atividades de grande fluxo de visitantes, nos termos do Plano de Manejo". A prefeitura assinou, em julho, com o Exército Brasileiro a concessão do terreno, que está dentro da Unidade de Conservação de Proteção Integral onde fica o Parque das Dunas, uma área de 11,7 km² no meio da cidade. O trecho é de cerca de 0,9% do Parque das Dunas. Implantação de parque linear é debatida na câmara de Natal 🔎 O Parque das Dunas é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil e é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira (veja detalhes mais abaixo). Em nota, o Idema informou que a análise técnica do órgão concluiu que a área cedida pela União "não é compatível na sua totalidade com o zoneamento do parque para esta finalidade, vez que cerca de 60% desta área encontra-se dentro da Zona Primitiva 3 (ZP3), destinada à preservação integral". O projeto do Parque Linear prevê a cessão do terreno por 30 anos para a prefeitura por um pagamento anual de R$ 546 mil - um custo total de R$ 16,3 milhões. Novo trecho é sugerido pelo Idema O Idema informou que o novo Plano de Manejo do Parque das Dunas prevê a criação de uma nova área para uso da coletividade com aproximadamente 16 hectares, "na qual está permitido a implantação de equipamentos de lazer, esportes e cultura, a exemplo do Bosque dos Namorados", uma área de uso existente, de 7 hectares, que está dentro do Parque das Dunas desde a década de 1970. O Idema reforçou em nota que o Estado se coloca à disposição para que a nova área de uso público possa ser implantada de forma cooperada entre Estado, Município e União, "nos limites e forma autorizada pelo Plano de Manejo e Zoneamento da UC [Unidade de Conservação] Parque das Dunas". "Essa cooperação interinstitucional, com a participação efetiva do Conselho Gestor do Parque e de toda a sociedade, visa otimizar os recursos públicos já destinados por emenda parlamentar, assegurar novas formas de captação de investimentos e garantir que o projeto seja conduzido de maneira transparente, sustentável e tecnicamente adequada, respeitando as prescrições e competências legais e promovendo a gestão democrática do território", informou, em nota, o Idema. Avenida Engenheiro Roberto Freire e área de preservação ambiental ao lado, onde prefeitura quer fazer o Parque Linear Reprodução/Inter TV Cabugi Segundo o Idema, o licenciamento ambiental dentro da unidade de conservação é de competência exclusiva do Instituto, e o Estado não vai delegar "a competência de licenciar o Parque linear ou qualquer outro equipamento que pretenda se instalar na UC Parque das Dunas". O trecho sugerido pelo Idema é maior do que o pretendido pela prefeitura de Natal em tamanho, mas atende parcialmente onde o Município pretende criar o Parque Linear. A extensão do novo espaço atinge uma área menor às margens da Avenida Engenheiro Roberto Freire. O projeto do Parque Linear está em estágio inicial, segundo o Município, ainda sem plano orçamentário ou outros detalhamentos, por exemplo. A proposta inicial é de que a estrutura do parque inclua espaços para educação ambiental, práticas esportivas, atividades de lazer e jardim sensorial. Discussões sobre o projeto Em agosto, após a cessão do terreno, o Município convocou uma audiência na Câmara Municipal de Natal para debater a proposta da construção do parque com os vereadores, Idema e o Ministério Público Federal. Na ocasião, o procurador da República Victor Mariz citou que o grande desafio era identificar "se é possível, se é compatível com uma unidade de conservação ambiental, que é o Parque das Dunas, a implantação de um Parque Linear". "E, além disso entender, buscar, compreender, qual é o equipamento público de interesse social possível autorizado, que respeite os ditames da lei 9985, de 2000 [do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza], e da Lei da Mata Atlântica", disse, na época, à Inter TV Cabugi. Dias depois, os vereadores também discutiram em plenário a situação do projeto, O motivo foi que o novo Plano de Manejo do Idema foi publicado dias depois da cessão do terreno ter sido anunciada pela prefeitura. O Idema, na época, informou que estava obrigado pela Justiça, desde 2017, a criar um novo Plano de Manejo e que ele havia sido concluído em 2024, sendo publicado neste ano. Parque Linear em na Engenheiro Roberto Freire Parque das Dunas Criado em 1977 como a primeira Unidade de Conservação do Rio Grande do Norte, o Parque Estadual Dunas do Natal possui uma área de 1.172 hectares, cerca de 11,7 km². Segundo o Idema, a unidade contribui na recarga do lençol freático da cidade e na purificação do ar. Além disso, segundo o órgão, o ecossistema de dunas é rico e diversificado, abrigando uma fauna e flora de grande valor bioecológico, que inclui diversas espécies em processo de extinção. A cobertura vegetal do Parque das Dunas é representada, em sua maior parte, pela mata de duna litorânea. Nela predominam espécies peculiares da Mata Atlântica, além de algumas espécies de caatinga e tabuleiro, A fauna nativa do Parque das Dunas é típica do ecossistema costeiro terrestre formado pela Mata Atlântica. O único setor de uso público no Parque das Dunas é o “Bosque dos Namorados”, que ocupa uma área aproximada de 7 hectares. Do Bosque dos Namorados partem as trilhas, ao longo das quais os visitantes conhecem aspectos e elementos do ecossistema dunar. Bosque dos Namorados fica dentro do Parque das Dunas, em Natal Augusto César Gomes Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: câmara municipal

Cirurgia de próstata com auxílio de robô reduz em 25% o risco de disfunção erétil, aponta estudo

Publicado em: 21/10/2025 05:01

A tecnologia que aproxima pacientes brasileiros dos melhores cirurgiões do planeta Um estudo conduzido no Hospital das Clínicas da USP mostrou que o uso de tecnologia robótica em cirurgias de câncer de próstata pode reduzir em até 25% o risco de disfunção erétil e em 15% o de incontinência urinária, quando comparado ao método tradicional. Segundo o cirurgião urologista Rafael Coelho, que participou da pesquisa, a precisão dos robôs permite preservar as estruturas nervosas e musculares ao redor da próstata, garantindo recuperação mais rápida e menos sequelas. “Com a tecnologia robótica, eu consigo preservar toda a inervação e as estruturas que ficam ao redor da próstata”, explica o médico. “Estamos encurtando distâncias e ampliando o acesso. Esse é o grande benefício da telecirurgia.” A técnica foi aplicada em um caso inédito no Brasil, realizado de forma totalmente remota. O cirurgião em São Paulo operou um paciente em Porto Alegre. Eles protagonizaram a primeira telecirurgia robótica não experimental feita inteiramente no país. Aos 73 anos, o gaúcho Paulo Feijó aceitou o desafio de ser operado à distância, após descobrir um câncer em exame de rotina. O doutor Rafael operou a partir do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, enquanto em Porto Alegre o robô reproduzia com exatidão cada movimento feito no console, filtrando até o menor tremor das mãos. O principal desafio era evitar a latência, o atraso entre o comando e a execução "A gente tá com um delay de menos de 30 milissegundos, quase imperceptível para mim." A operação foi um sucesso. Enquanto o robô obedecia aos comandos de São Paulo, os sinais vitais eram monitorados presencialmente em Porto Alegre. “Foi uma coisa fora do normal pra mim, pra te dizer a verdade. A cirurgia levando uma hora parece que eu fui num posto de saúde, fiz um curativo e vim embora, de tão rápido que foi”, disse Feijó, aliviado após o procedimento. Cirurgia robótica realizada inteiramente no Brasil Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: tecnologia

Power bank Anker 737 chega ao Brasil com 24.000 mAh e recarga de 140 W

Publicado em: 21/10/2025 04:52 Fonte: Tudocelular

A Anker acaba de anunciar a chegada ao Brasil da power bank 737. O modelo chama a atenção por ter 24.000 mAh de capacidade e suporte a até 140 W de recarga via tecnologia Power Delivery 3.1. O modelo vem equipado com duas portas USB-C e uma USB-A, o que permite carregar até três aparelhos simultaneamente, desde smartphones até notebooks, com a promessa de velocidade e versatilidade para quem depende da mobilidade profissional. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

'Silent hill f' assusta com terror psicológico na medida certa, mas combates frustram; g1 jogou

Publicado em: 21/10/2025 04:01

'Silent hill f': assista ao trailer do jogo O horror japonês está entre os estilos mais assustadores da cultura pop. Apostar em mostrar um cenário onde coisas bizarras estão acontecendo em um vilarejo no Japão da década de 1960 — com suas casas de madeira que rangem a cada passo, ruelas estreitas que dão uma sensação de se estar sempre perdido e monstros perturbadores — é um dos grandes acertos de Silent hill f. No entanto, a forma de enfrentar essas ameaças – combatendo com canos e objetos improvisados – torna muitos momentos de tensão monótonos e frustrantes. Lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC no final de setembro, o game representa uma mudança bem-vinda na franquia. Sai o protagonista mais preparado para o combate, entra uma estudante do Ensino Médio, Hinako, que luta não só contra criaturas bizarras, mas também contra seus traumas pessoais. Em vez de armas de fogo, ela usa o que encontra pela frente: canos, facas e outros objetos comuns. Por trás dessas novidades, porém, permanece a essência que define “Silent Hill” há quase 30 anos: o lado psicológico da personagem, carregado de traumas e problemas, é o que conduz a trama e torna a experiência interessante. Os monstros de 'Silent hill f' são assustadores Divulgação/Konami Horror excelente Desde o início, a vida familiar de Hinako é apresentada como fonte do seu sofrimento: a irmã mais velha é a preferida, o pai é alcoólatra, a mãe é submissa, e todos esperam que ela se case para cuidar do lar. Contrariada, ela foge de casa para encontrar amigos, mas encontra o vilarejo imerso em uma estranha neblina densa e silenciosa. A visão limitada por essa névoa assustadora é o ponto de partida para o horror. O jogo constrói a tensão de forma eficaz. Barulhos estranhos ecoam ao longe, vultos cruzam a tela rapidamente e seres bizarros surgem de surpresa. A ambientação é claustrofóbica, fazendo o jogador se sentir perdido entre ruelas, casebres e até plantações de arroz. O nível de detalhe dos cenários de altíssima qualidade é fundamental para manter a atmosfera de medo constante. O horror começa sutil, com uma flora bizarra crescendo pelo ambiente – flores, raízes vermelhas e algo que parecem anêmonas que são mortais ao toque. Logo surgem manequins sinistros armados com tesouras, e a partir daí, o design das criaturas mergulha no melhor do body horror japonês. Os monstros parecem inspirados em temas como inveja (uma criatura cheia de rostos pelo corpo que despeja veneno), cobiça (um amálgama de corpos e objetos) e vaidade (seres com o rosto arrancado), além de versões distorcidas de amigos e da protagonista. É perturbador e exige ter estômago forte. Silent hill f sabe dosar o horror com momentos de respiro. As cenas que desenvolvem a história são bem dirigidas, com destaque para a atuação convincente dos personagens. Hinako transmite seu sofrimento e vulnerabilidade de adolescente, mas o roteiro constrói bem sua evolução ao longo da campanha, mostrando que ela é capaz de superar seus medos e traumas. Os inimigos (e sustos) estão por todos os cantos em 'Silent hill f' Divulgação/Konami Combate deixa a desejar Se a atmosfera e a narrativa de “Silent Hill f” impressionam, o combate é seu ponto fraco. Hinako usa armas improvisadas como canos e martelos, que possuem durabilidade limitada e quebram, exigindo itens especiais para reparo. O sistema de luta é lento e, em vez de potencializar a tensão, gera frustração. Hinako possui ataques fracos e fortes, que consomem uma barra de fôlego. A esquiva, essencial para contra-ataques, também gasta energia. Uma barra de “sanidade” permite focar nos inimigos e antecipar ataques, liberando um golpe mais forte no momento certo, mas também se esgota quando Hinako é atingida por ataques sonoros perturbadores, tornando-a mais vulnerável. O clima de 'Silent hill f' amedontrador e nojento Divulgação/Konami Apesar do sistema de combate fraco, as batalhas contra os chefes são desafiadoras e visualmente impactantes. Exigem reflexos rápidos, bom uso da sanidade e estudo dos padrões de ataque dos inimigos, que por vezes são quase imprevisíveis. Os quebra-cabeças, por outro lado, são um ponto alto. O jogo não oferece pistas fáceis, obrigando o jogador a ler documentos e interpretar lendas locais para encontrar soluções. Um enigma exige decifrar uma lenda para manipular imagens; outro, relembrar um piquenique para abrir uma caixa. Como é tradição na série, resolver esses desafios é crucial para avançar na história. Um bom 'Silent hill' “Silent Hill f” resgata a essência do horror psicológico japonês, criando uma atmosfera opressora e monstros genuinamente perturbadores em um cenário rico em detalhes. A trama, focada nos traumas de uma adolescente, e os quebra-cabeças inteligentes honram o legado da franquia. A imersão proporcionada pelo ambiente e pela narrativa é inegável e mantém o jogador tenso durante a maior parte do tempo. Mas a experiência é frequentemente prejudicada por um sistema de combate lento e frustrante. A dificuldade em lidar com os inimigos comuns quebra o ritmo e transforma momentos que deveriam ser de puro medo em aborrecimento. Apesar das batalhas contra chefes serem visualmente interessantes, esta mecânica falha em que elas atinjam o ápice desejado. É um jogo que brilha intensamente em seus momentos de exploração e horror atmosférico, mas tropeça quando exige ação direta do jogador. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cientistas criam ‘simulador de voo’ do cérebro e revelam como ele aprende — e por que às vezes falha

Publicado em: 21/10/2025 03:01

Imagem inédita mostra como o cérebro toma decisões em tempo real Um grupo de neurocientistas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, desenvolveu um modelo de computador que funciona como um “simulador de voo” para o cérebro. A ferramenta, chamada CogLinks, permite observar como os circuitos neurais tomam decisões, aprendem com erros e se adaptam a mudanças — e o que acontece quando esse processo sai do curso, como ocorre em transtornos mentais. O estudo, publicado em 16 de outubro na revista Nature Communications, mostra como o sistema ajuda a preencher uma lacuna histórica da neurociência: compreender como o cérebro transforma informações incertas em ações, algo essencial tanto para o aprendizado cotidiano quanto para o desenvolvimento de doenças psiquiátricas. “A incerteza está embutida na estrutura do cérebro. Imagine grupos de neurônios votando — alguns otimistas, outros pessimistas. Suas decisões refletem a média”, explica Michael Halassa, professor de neurociência em Tufts e um dos autores principais do estudo. Quando esse equilíbrio se rompe, o cérebro pode supervalorizar coincidências ou se prender a padrões rígidos, levando a distorções cognitivas associadas à esquizofrenia, ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e ao TDAH. O tálamo ajuda o cérebro a perceber quando o contexto muda e a mudar de estratégia. AdobeStock Um cérebro virtual que aprende como o real O CogLinks é um modelo computacional baseado em biologia real. Ele reproduz a arquitetura e as conexões dos neurônios e mostra, de forma transparente, como o cérebro “decide” diante de situações ambíguas. Diferentemente da inteligência artificial convencional, que opera como uma “caixa-preta”, o CogLinks permite visualizar o processo de aprendizado e entender como os neurônios virtuais ajustam o comportamento quando as regras mudam. Em uma das simulações, os pesquisadores enfraqueceram a ligação entre o córtex pré-frontal e o tálamo mediodorsal, regiões associadas ao raciocínio e à flexibilidade cognitiva. O resultado foi um padrão de aprendizado mais lento e automatizado, semelhante ao que ocorre em distúrbios como o TOC, em que o cérebro tem dificuldade de adaptar-se a novas informações. “Esse caminho é essencial para a adaptabilidade. Quando ele falha, o pensamento se torna rígido”, resume Halassa. Resultados confirmados em exames cerebrais Para validar o modelo, a equipe conduziu um estudo de imagem cerebral (fMRI) em voluntários, em parceria com a Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha. Os participantes jogaram um jogo em que as regras mudavam de forma inesperada, exigindo ajustes rápidos de estratégia. As imagens mostraram que o tálamo mediodorsal atuava como um “painel de controle” entre dois sistemas cerebrais: o planejamento flexível, guiado pelo córtex pré-frontal, e os hábitos automáticos, controlados pelo estriado. Essa função de coordenação confirmou as previsões do CogLinks. “O tálamo ajuda o cérebro a perceber quando o contexto muda e a mudar de estratégia — é um interruptor entre o hábito e a flexibilidade”, explica Burkhard Pleger, coautor do estudo de fMRI. Psiquiatria algorítmica e futuro dos tratamentos Os pesquisadores acreditam que a nova abordagem inaugura o campo da “psiquiatria algorítmica”, em que modelos computacionais servem para mapear as causas biológicas de transtornos mentais e orientar tratamentos mais precisos. “Uma das grandes questões em psiquiatria é como conectar o que sabemos sobre genética aos sintomas cognitivos”, afirma Mien Brabeeba Wang, doutoranda do MIT e coautora do estudo. A equipe planeja usar o CogLinks para investigar como mutações genéticas associadas à esquizofrenia afetam os circuitos cerebrais e dificultam a flexibilidade do pensamento. O trabalho foi apoiado por instituições como o Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH) e a Fundação Nacional de Ciências dos EUA, além de centros de pesquisa da China e da Alemanha. Segundo Halassa, o objetivo é claro: unir biologia, computação e clínica para construir um mapa mais preciso da mente humana. “Se entendermos como o cérebro se desvia, podemos aprender a realinhá-lo”, diz o neurocientista. “Isso pode transformar a maneira como tratamos doenças mentais.”

Palavras-chave: inteligência artificial

Os protestos que desafiam Trump - O Assunto #1581

Publicado em: 21/10/2025 00:30

Com o lema “No Kings” (Sem Reis, na tradução livre), milhões de manifestantes tomaram ruas de mais de 2.600 cidades dos EUA no último sábado. A estimativa é de que até 10 milhões de pessoas participaram dos protestos – marcados pela presença de crianças e famílias, e com manifestantes vestindo até fantasias. Os participantes criticam o que veem como uma guinada ao autoritarismo na gestão do presidente Donald Trump. Em resposta, Trump postou um vídeo feito com inteligência artificial zombando dos manifestantes. No vídeo, o presidente aparecia usando uma coroa e pilotando um avião com os dizeres “King Trump” (“Rei Trump”). O partido do presidente minimizou os atos e afirmou que eles são “antiamericanos”. Esta foi a terceira mobilização em massa desde a volta de Trump à Casa Branca, e ocorreu em meio a uma paralisação do governo. Além de estar com os serviços federais fechados, os EUA convivem com um teste de equilíbrio de poderes. Neste episódio, Natuza Nery recebe Mauricio Moura, fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA e professor da Universidade George Washington. Mauricio avalia a dimensão dos mais recentes protestos contra Trump e responde qual é o grau de governabilidade do presidente americano com seu atual nível de popularidade. Convidado: Mauricio Moura, fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA e Professor da Universidade George Washington O que você precisa saber: EUA: Protestos contra Trump levam clima de festa de rua a cidades dos americanas ENTENDA: por que manifestantes se fantasiam de sapo, unicórnio e galinha nos protestos contra Trump? FOTOS: máscaras, fantasias e cartazes marcam protestos contra Trump nos EUA e no mundo PRESIDNETE DOS EUA: Trump posta vídeo de IA para zombar de protestos O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery. O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações. Manifestantes fantasiados de sapos e segurando placas como 'Sapos unidos são mais fortes' e 'Sapos, não fascistas' REUTERS/John Rudoff

Palavras-chave: inteligência artificial

Mais barato e mais antigo: como falha em um data center da Amazon afetou iFood, Mercado Livre e mais centenas de empresas

Publicado em: 21/10/2025 00:00

Nuvem da Amazon cai e derruba serviços no mundo todo A pane no serviço de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), que durou 15 horas e afetou 500 empresas em todo o mundo na segunda-feira (20), teve esse tamanho por conta da importância do local onde a falha aconteceu. A AWS disse que o erro ocorreu na região US-EAST-1, um grupo de data centers no norte da Virgínia, nos Estados Unidos. O local está entre os 38 pontos da empresa, mas é um dos mais usados devido ao preço baixo e à grande oferta de serviços. 💡 Computação em nuvem é a alternativa usada por empresas que não desejam manter uma grande estrutura para armazenar e processar informações por uma série de motivos, como o alto custo de manutenção. Ao serem colocados na "nuvem", esses dados estão, na verdade, em data centers (centros de dados) de outras empresas. Na prática, em vez de comprarem os próprios equipamentos, é possível "alugar" a infraestrutura de terceiros como a AWS. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Criada em 2006, a US-EAST-1 é a região mais antiga da rede mundial da AWS, líder na computação em nuvem à frente de Azure (Microsoft) e Google Cloud. Segundo a Reuters, ela é definida como local padrão para muitas ferramentas disponíveis no serviço. 💲 O custo do processamento em servidores virtuais da AWS no US-EAST-1 começa em US$ 0,0042 (cerca de R$ 0,023). Na unidade de São Paulo, esse serviço custa quase 60% mais caro do que na do norte da Virgínia e parte de US$ 0,0067 (R$ 0,036). "À primeira vista, a diferença pode parecer pequena, mas ela se multiplica por milhões de processamentos feitos a cada hora", destacou Bordini. A diferença nos preços é explicada por fatores regionais como preço da energia, mão de obra e equipamentos, disse Bordini. 👍 Os data centers da AWS têm muitos serviços em comum, mas alguns deles só estão disponíveis em algumas locais. A estrutura do norte da Virgínia, por exemplo, é uma das que conta com a maior oferta de serviços, o que o torna o preferido de muitas empresas. Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água? O que se sabe da pane que afetou apps e serviços no mundo todo Torres de vigilância em prédios monitoram todos, mas levantam dúvidas sobre uso dos dados e eficácia contra o crime Vista aérea de um data center da AWS que integra a região US-EAST-1, no norte da Virgínia, nos EUA Reuters/Jonathan Ernst Entre as empresas afetadas no Brasil, estão o iFood, o Mercado Livre e o PicPay – veja a lista dos serviços de internet que tiveram instabilidade. Clientes da AWS podem "alugar" diferentes tipos de computadores para armazenar e processar dados, conforme sua necessidade. É possível escolher, por exemplo, equipamentos mais indicados para serviços de inteligência artificial, segurança ou transmissão de vídeo. "Alguns serviços precisam de um processamento muito mais potente que outros. É como comparar o uso do Word com o de um programa de edição de vídeos — o segundo exige muito mais capacidade", afirmou Bordini. Panes globais na nuvem O erro na AWS foi a maior interrupção em serviços de internet desde julho de 2024, quando uma falha da CrowdStrike afetou sistemas de hospitais, bancos e aeroportos, provocando a famosa tela azul do Windows em sistemas ao redor do mundo. A própria região US-EAST-1, da AWS, já teve outras interrupções significativas em 2020 e 2021. A AWS tem ferramentas para reduzir o prejuízo em caso de falhas. Mas desenvolvedores devem fazer com que seus sistemas tenham uma tolerância maior a incidentes desse tipo, analisou Ken Birman, professor de ciência da computação da Universidade Cornell, nos EUA. "Ao cortarem custos e economizarem para tentar colocar um aplicativo em funcionamento e depois esquecem que pularam a última etapa e não se protegeram de fato contra uma interrupção, essas empresas são as que realmente deveriam ser examinadas posteriormente, disse Birman à Reuters. Falha em computadores causa 'tela azul' em aeroporto de Newark, nos EUA Bing Guan/Reuters Cada vez mais interconectados, sistemas dos mais diferentes tipos podem enfrentar instabilidades se houver erros em apenas um ponto da cadeia. "O principal motivo para este problema é que todas essas grandes empresas dependem de apenas um serviço", disse Nishanth Sastry, diretor de pesquisa do Departamento de CIência da Computação da Universidade de Surrey, no Reino Unido, em entrevista à Reuters. Como a pane da AWS aconteceu Na madrugada de segunda, foram registradas "taxas de erro significativas" no DynamoDB, sistema de banco de dados da AWS que opera nessas regiões de data centers e é voltado para aplicações que exigem alta velocidade e estabilidade. Ele consegue processar grandes volumes de dados e muitas requisições por segundo sem que o usuário precise configurar servidores manualmente. A falha no DynamoDB estava no processo de resolução de DNS, que transforma "nomes de domínio" (como "site.com.br") em números (endereços de IP) interpretados por computadores. Além disso, empresas tiveram dificuldades para criar novos servidores virtuais no serviço Elastic Compute Cloud (EC2). Como o nome indica, ele tem uma característica "elástica" que permite aumentar ou diminuir a capacidade para executar sistemas conforme necessário. O erro foi identificado às 4h11 (horário de Brasília) e foi corrigido às 19h01, quando "todos os serviços da AWS retornaram às operações normais", segundo a empresa. iFood, Mercado Livre e PicPay Celso Tavares/g1; Divulgação; Divulgação

Estudo aponta avanço da salinização no Rio Amazonas e risco à água potável em arquipélago do Amapá

Publicado em: 20/10/2025 20:42

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é realizada no Amapá Pesquisadores do Observatório Popular do Mar (Omara) apresentam, na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), os resultados de estudos feitos desde 2023 sobre a costa do Amapá. O evento ocorre no Sebrae, em Macapá. A pesquisa feita por especialistas do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) e da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) mostra que o mar está avançando sobre o Rio Amazonas e impactando diretamente comunidades ribeirinhas. A produção de água potável no arquipélago do Bailique é uma das principais preocupações. Uma maquete com as 52 comunidades da região mostra aos visitantes como a água doce está sendo contaminada pela salinização e se tornando imprópria para consumo. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça A comunidade de Freguesia é uma das mais atingidas. De acordo com o pesquisador Nataliel Rangel, os moradores dependem de poços e da água do rio para tarefas do dia a dia. “Essa maquete mostra onde estão as comunidades. O Rio Amazonas é a principal fonte de vida para esses moradores, mas muitos já sentem os efeitos das mudanças climáticas. Antes, a água potável estava na porta de casa. Agora, tudo mudou”, disse Nataliel. O objetivo do projeto Omara é usar os dados para orientar decisões que ajudem a reduzir os impactos das mudanças climáticas na costa amazônica. Como resposta ao problema, o governo do Amapá instalou uma máquina de dessalinização. Segundo a Caesa, ela produz entre 2,5 mil e 3 mil litros de água por dia, com capacidade de 250 a 300 litros por hora, funcionando por 10 horas diárias. Nataliel explica que o mapeamento feito pelo Omara ajuda a identificar as áreas mais críticas. “Não é só levantar dados. É mostrar resultados práticos. Estudar o mar do Rio de Janeiro é bem diferente do Rio Amazonas. Precisamos de informações precisas”, disse. Hoje, o projeto conta com 11 estações de monitoramento. Elas cobrem a Beira Amazonas, o arquipélago do Bailique e a costa da ilha do Marajó, incluindo comunidades de Chaves, no Pará. O projeto usa uma versão adaptada do sistema australiano CoastSnap para monitorar a costa. Também são usados instrumentos como refratômetro, disco de Secchi e cone de Imhoff para medir a qualidade da água. A coordenadora do projeto destaca que o Omara também busca aproximar a população dos temas ligados ao mar e à preservação ambiental. "Aqui no Amapá temos influência muito forte do mar pois estamos na foz do Rio Amazonas e o mar tem uma influência direta com nossa dinâmica dos rios. O mar determina o nosso clima, a quantidade de chuva, ele determina uma série de coisas", afirmou Janaina Calado. Pesquisadores do Observatório Popular do Mar (Omara) Mariana Ferreira/g1 Avanço da salinização A salinização acontece naturalmente com o avanço do Oceano Atlântico sobre o Rio Amazonas. Antes, o problema se agravava apenas na seca. Agora, segundo os pesquisadores, o fenômeno se intensificou por causa do desmatamento. LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO: No Bailique, ribeirinhos cavam leito de canal que secou durante estiagem no Amapá 'Terras caídas': erosão avança e ribeirinhos abandonam casas no litoral do Amapá Moradores abandonam casa atingida por erosão no Rio Araguari, no Amapá Rafael Aleixo/g1 Semana da Ciência e Tecnologia A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia tem como tema “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”. A programação inclui palestras, oficinas, exposições e painéis sobre ciência, inovação e sustentabilidade. O evento busca unir ciência, cultura e saberes regionais, destacando o papel dos oceanos na vida das pessoas e na preservação do meio ambiente. A organização é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio do Ministério do Meio Ambiente, da Setec e da Ueap. Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2025 Mariana Ferreira/g1 Maquete apresenta o avanço do mar no Rio Amazonas Mariana Ferreira/g1 Comunidades do Bailique sofrem com problemas de erosão Divulgação/Orleano Marques Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

Mais de 219 mil famílias de MT começam a receber o Bolsa Família nesta segunda-feira (20); veja datas

Publicado em: 20/10/2025 20:39

Bolsa Família 2025: veja as regras e o calendário de pagamentos de outubro Mais de 219 mil famílias de Mato Grosso começam a receber o Bolsa Família nesta segunda-feira (20) e segue até o último dia do mês, de acordo com o governo federal. O pagamento varia conforme o final Número de Identificação Social (NIS). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo o governo, são mais de 37 mil famílias mato-grossenses que também recebem o Auxílio Gás, no valor de R$ 108. Este benefício é voltado às famílias em situação de maior vulnerabilidade social. Para isso, o investimento federal em Mato Grosso é de R$ 4,03 milhões. No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 140.674 crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância em Mato Grosso. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 18,99 milhões. O Bolsa Família prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 208.180 crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 9.878 gestantes e 4.933 nutrizes no estado. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 9,7 milhões. Bolsa Família 2025: pagamentos de outubro começam nesta segunda; veja calendário Em outubro, o Bolsa Família alcança em Mato Grosso, em seu grupo prioritário, 2.673 famílias em situação de rua, 11.487 famílias de indígenas, 1.616 família quilombolas, 105 com crianças em situação de trabalho infantil, 646 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 2.593 de catadores de material reciclável. A capital, Cuiabá, é o município com maior número de beneficiários no estado neste mês, com 36.531 famílias atendidas. Na sequência dos municípios com maior número de famílias atendidas estão: Várzea Grande (23.692) Rondonópolis (10.506) Cáceres (7.567) Barra do Garças (5.691). Já Campinápolis é o município com maior valor médio no estado, com R$ 922,98. Em seguida aparecem Nova Nazaré (R$ 798,22), Alto Boa Vista (R$ 796,69), Ribeirão Cascalheira (R$ 780,27) e Santo Antônio do Leste (R$ 767,81). VEJA COMO FAZER O CADASTRO ÚNICO DO GOVERNO FEDERAL Confira o calendário do Bolsa Família para outubro de 2025: Final do NIS: 1 - pagamento em 20/10 Final do NIS: 2 - pagamento em 21/10 Final do NIS: 3 - pagamento em 22/10 Final do NIS: 4 - pagamento em 23/10 Final do NIS: 5 - pagamento em 24/10 Final do NIS: 6 - pagamento em 27/10 Final do NIS: 7 - pagamento em 28/10 Final do NIS: 8 - pagamento em 29/10 Final do NIS: 9 - pagamento em 30/10 Final do NIS: 0 - pagamento em 31/10 Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Novembro: de 14/11 a 28/11; Dezembro: de 10/12 a 23/12. Bolsa Família pode ser solicitado nas unidades do Cras Lyon Santos/MDS

Palavras-chave: vulnerabilidade

Estudo da Univasf usa inteligência artificial para prever toxicidade de substâncias em abelhas

Publicado em: 20/10/2025 20:14

Estudo da Univasf usa inteligência artificial para prever toxicidade de substâncias em abelhas Epagri/ Divulgação Um estudo realizado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) trouxe uma importante contribuição para a proteção do meio ambiente e dos polinizadores, como as abelhas. O grupo de pesquisa Algoritmos Aplicados à Química Medicinal e Inteligência Artificial (ALQUIMIA), sediado no campus de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, desenvolveu um modelo de inteligência artificial (IA) capaz de prever a toxicidade de moléculas em abelhas, um passo crucial para a preservação desses organismos essenciais à biodiversidade. A pesquisa, conduzida pelo estudante de Engenharia da Computação Talisson Damião, juntamente com os professores Rosalvo Ferreira de Oliveira Neto e Edilson Beserra Alencar Filho, apresenta um modelo baseado em Redes Neurais de Grafos (Graph Neural Networks - GNN). Essa técnica analisa as conexões entre os átomos de uma molécula para prever se ela pode representar risco para as abelhas. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os resultados mostraram que o modelo é eficaz em identificar substâncias químicas potencialmente tóxicas, um avanço significativo para o monitoramento ambiental e a proteção das abelhas, especialmente no contexto de uso crescente de defensivos agrícolas. Segundo os pesquisadores, a IA foi capaz de identificar padrões químicos em pesticidas conhecidos por afetarem o sistema nervoso das abelhas, como grupos de átomos que podem acumular substâncias tóxicas no organismo dos polinizadores. O modelo também possui a capacidade de explicar seus próprios resultados, identificando quais partes da molécula estão ligadas à toxicidade. Isso traz maior confiabilidade e clareza na interpretação dos dados, fornecendo informações valiosas para a ciência ambiental. Além disso, a equipe já trabalha em uma nova fase do projeto, que visa o desenvolvimento de um aplicativo móvel baseado nesse modelo. O app permitirá que, por meio do código identificador ou da estrutura química da substância, seja possível avaliar rapidamente o risco que uma substância representa para as abelhas. A pesquisa é um exemplo de como a união entre Química Medicinal e Inteligência Artificial pode gerar soluções práticas e aplicáveis para desafios ambientais. Sobre o grupo de pesquisa O grupo ALQUIMIA foi criado há pouco mais de um ano e é dedicado à pesquisa na interface entre Química Teórica e Inteligência Artificial, com foco em problemas de saúde, meio ambiente e agricultura. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: inteligência artificial

TCE sugere reprovação das contas públicas de 12 de 13 cidades da Região Metropolitana

Publicado em: 20/10/2025 19:47

TCE sugere reprovação das contas públicas de 12 de 13 cidades da Região Metropolitana O corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro sugeriu a reprovação das contas de 12 das 13 cidades da Região Metropolitana analisadas até então. Faltam duas cidades a terem as contas inspecionadas. Cada município tem um prazo para apresentar defesa. Apenas Guapimirim teve as finanças relativas ao ano passado aprovadas no relatório, que aponta alguns problemas: Falta de investimentos mínimos para salvar vidas e para o ensino; Cofres no vermelho; Contas deixadas para o sucessor, mesmo sem dinheiro em caixa; Salários de aposentados sob risco. A Corte pediu explicações aos prefeitos, antes de os conselheiros emitirem o parecer recomendando a aprovação ou não. A aprovação final é política: cabe a cada uma das Câmaras de Vereadores. Em São Gonçalo, são 10 impropriedades. De falta de equilíbrio financeiro no regime previdenciário ao descumprimento da lei de responsabilidade fiscal. Em Duque de Caxias, um rombo de R$ 248 milhões frustrou os planos de um orçamento previsto para ficar no zero a zero, entre receitas e despesas. O valor é quase o mesmo encontrado sem o devido registro contábil. Ainda na Baixada Fluminense, só que em Nova Iguaçu, foram seis impropriedades encontradas. Entre elas um rombo de mais de R$ 100 milhões. Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Reprodução/TV Globo Em Niterói, os técnicos apontaram seis itens com problemas como o aumento de despesa com pessoal às vésperas do fim do mandato, descumprindo uma lei federal - um problema recorrente em várias das cidades analisadas é justamente o descontrole em ano eleitoral. Em Mesquita e Queimados, os técnicos apontaram vários problemas, sendo alguns relacionados ao regime previdenciário. Em Magé, além da questão da previdência, não houve sequer o mínimo constitucional aplicado na saúde e na educação - diferentemente da Câmara Municipal, que recebeu acima do limite. Apesar disso, ao fim do mandato, faltou dinheiro: R$ 6,3 milhões. O saldo negativo também foi a questão em Nilópolis e em Japeri: R$ 81 milhões em uma e R$ 50 milhões em outra. Enquanto em Seropédica, os gastos superaram as receitas em R$ 77 milhões. Resultado: contas no vermelho. A situação em Itaboraí também preocupa analistas da corte de contas. Eles avaliam que a lei de responsabilidade fiscal não foi cumprida, por encontrar insuficiência de caixa de R$ 665 milhões. Entre tantas irregularidades encontradas, a exceção foi a cidade de Guapimirim. A única que, por enquanto, teve a recomendação de parecer favorável pelo tribunal de contas do estado. Belford Roxo e Itaguaí ainda serão analisadas. O município do Rio de Janeiro não entra nessa lista, já que tem um tribunal próprio, que já aprovaram as contas de 2024. Só falta a aprovação da Câmara de Vereadores. O que dizem as prefeituras As prefeituras de Nova Iguaçu e Itaboraí dizem que identificaram erro técnico no lançamento de informações e que toda a documentação comprobatória vai ser encaminhada ao TCE. As prefeituras de São Gonçalo, Nilópolis e Japeri afirmam que vão apresentar defesa dentro do prazo estipulado e que sempre respeitaram a legislação vigente. A prefeitura de São João de Meriti declarou que as irregularidades apontadas pelo TCE se referem à gestão anterior e que propôs ao tribunal a assinatura de um termo de ajustamento de gestão. A prefeitura de Mesquita diz que o parcelamento dos valores do regime de previdência foi acordado no ano passado e que a situação já foi regularizada. A prefeitura de Niterói diz que não houve aumento indevido de despesa com pessoal no fim do mandato e que a variação apontada pelo TCE aconteceu por causa do reajuste anual de servidores pela inflação, o que tá previsto em lei. A prefeitura de Magé diz que já esclareceu todos os questionamentos e que segue a lei de responsabilidade fiscal. E a prefeitura de Duque de Caxias diz que o rombo de quase R$ 250 milhões refere-se a estornos de empenho. As prefeituras de Queimados e Seropédica ainda não se manifestaram.

Palavras-chave: câmara municipal

Plano Diretor retoma discussões sobre moradia e preservação ambiental em Fortaleza

Publicado em: 20/10/2025 19:41

O que é o Plano Diretor de Fortaleza? Memórias que remontam 80 anos. Dona Raimunda nasceu no Poço da Draga, na Praia de Iracema, em Fortaleza, e lembra bem como era a comunidade. “Antigamente as nossas casas eram todas de madeira e o trem passava aqui. Os navios atracavam aí”, fala saudosa apontando para o mar em frente à ruela simples, perto da Ponte Velha. Hoje o Poço da Draga, com 119 anos, tem mais de 500 casas, mas um receio antigo continua atual: o medo da expulsão. “Como aqui é Centro, a qualquer momento a gente pode ter esse problema de tirarem a gente daqui. Aqui é valorizado, dá dinheiro” afirma a idosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A regularização fundiária é uma das lutas históricas da comunidade. A garantia do “papel da casa” e de melhorias básicas estruturais, como saneamento, em comunidades mais vulneráveis é uma das previsões do Plano Diretor de Fortaleza, principal lei de planejamento urbanístico da cidade. A legislação trata de questões urgentes como o desenvolvimento urbano sustentável, o uso do solo e o crescimento desordenado. “O Plano Diretor é uma lei que organiza o planejamento da cidade para os próximos 10 anos. Ele é uma obrigação porque o Estatuto da Cidade, que é uma lei federal de 2001, obriga todos os municípios com mais de 20.000 habitantes tenham que fazer um Plano Diretor”, explica Artur Bruno, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), órgão técnico responsável por coordenar e apoiar a elaboração, execução e monitoramento do Plano Diretor de Fortaleza. Atrasos, crescimento desordenado e debate Plano Diretor de Fortaleza busca soluções para as questões habitacionais na capital cearense. TV Verdes Mares O último Plano Diretor em vigor na capital cearense é de 2009 e deveria ter sido revisado em 2019. Com seis anos de atraso, após passar por 3 gestões e uma pandemia de Covid, a discussão voltou a pauta em 2025. “Muitos problemas de Fortaleza ocorreram porque atrasamos o Plano Diretor. A sua principal regulamentação, que é a Lei de Uso e Ocupação do Solo, só foi feita em 2017. Portanto, nós tivemos oito anos sem regulamentação e houve muito problema, muitas construções indevidas, ocupações irregulares e isso prejudicou a cidade”, relata Artur Bruno. Até agora já foram realizadas 8 audiências públicas sobre o assunto com cerca de 1.600 participantes de diversos segmentos. Isso porque o Plano só funciona se for participativo e democrático, permitindo voz a toda a cidade. “A sociedade civil, as diferentes entidades de classe, movimentos sociais, os diferentes setores da economia, é fundamental que eles participem” enfatiza o professor Renato Pequeno, coordenador do Laboratório de Estudos da Habitação da Universidade Federal do Ceará (UFC). "O plano vai apontar, por exemplo os caminhos que vão ser adotados pelo município para enfrentar as suas desigualdades socioespaciais, quais vão ser os caminhos para que a gente possa viver numa cidade ambientalmente mais saudável, que a gente possa viver numa cidade que tenha melhores condições de mobilidade urbana", defende Renato Pequeno. O novo Plano Diretor vai ser debatido nos próximos dias na Conferência da Cidade que acontece de 24 a 26 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará. No total, 596 delegados, que representam os mais diversos setores da sociedade, irão votar a minuta da lei, que é o documento com as propostas elaboradas pela prefeitura e que, hoje, tem 621 artigos. Após a Conferência da Cidade, o município vai compilar todas as propostas apresentadas pelos diferentes segmentos da sociedade num documento único e enviar como mensagem para a Câmara Municipal de Fortaleza. A expectativa é que o novo Plano Diretor chegue a CMFOR no início de novembro e possa ser votado e aprovado ainda esse ano. E o que esse novo Plano Diretor traz de importante? A preservação ambiental também está entre as discussões do Plano Diretor de Fortaleza. TV Verdes Mares Entre as propostas da Prefeitura de Fortaleza nessa revisão está o acréscimo de 38,43% da Macrozona do Ambiente Natural, que abrange a Zona de Preservação Ambiental (ZPA) e a Zona de Uso Sustentável. A área ampliada é de 2.942,52 hectares. Também houve aumento no número de Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) de assentamentos do tipo favela (tipo 1), que devem sair de 45 para 87. As Zeis foram criadas pelo Estatuto da Cidade para garantir o direito à moradia digna, acesso à infraestrutura domiciliar e urbana, acesso a bens e serviços públicos e à regularização fundiária para comunidades de assentamentos precários, favelas, loteamentos e conjuntos irregulares. É o caso, por exemplo, do Poço da Draga que é uma Zeis prioritária. "Está com mais de 10 anos que a gente está nessa luta pela regularização, pelo papel da casa, né? Porque a gente ainda sofre o medo de remoção, já tentaram tirar a gente de várias formas" explica Ivoneide Góis, integrante do Conselho Gestor da Zeis do Poço da Draga. Já de acordo com Artur Bruno, a promessa é que as comunidades não sejam mais removidas e consigam ter o básico onde vivem. "Com as regras, de acordo com o plano, a população vai ter o seu papel da casa, vai poder fazer sua reforma, uma construção sem ser retirada daquela área". Plano Diretor prevê infraestrutura para regiões historicamente vulneráveis e marginalizadas. TV Verdes Mares Outra novidade é a criação da Zeis de Reparação de Danos, que prevê infraestrutura para regiões historicamente vulneráveis e marginalizadas. É o caso dos Conjuntos Habitacionais José Euclides e Luiz Gonzaga, no bairro Jangurussu. “Ao longo dos anos as populações de Fortaleza têm sido expulsas para os extremos da cidade. O último plano diretor tinha uma área reservada para a construção de casas populares, mas as casas populares se transformaram nos grandes conjuntos. Ou seja, você pega toda uma população da cidade e expulsa para o extremo da cidade”, afirma Sérgio Farias, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). “O que a gente espera é que, no caso dos conjuntos habitacionais, essas reparações cheguem, para essas comunidades que estão resistindo. Você mora num lugar que não tem CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), num lugar que não tem cidade. Então é importante que o estado chegue nesses territórios sempre”, reinvindica Farias. O coordenador da Comissão Especial de Política Urbana e Ambiental do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará, Rerisson Máximo, explica que o Plano Diretor pode oferecer soluções para resolver as questões habitacionais. “Fortaleza é uma cidade que apresenta mais de 800 assentamentos precários. Então a gente tem uma demanda habitacional muito associada a favelas, comunidades urbanas. E uma das respostas que o Plano Diretor pode oferecer é exatamente um zoneamento especial que permite que sejam direcionadas ações específicas para resolver o problema habitacional”, diz Rerisson. A urgência da participação Discussões do Plano Diretor de Fortaleza incluem a qualificação das zonas de habitação em Fortaleza. TV Verdes Mares Mesmo com toda a importância que o Plano Diretor tem, um dos principais desafios é que ele faça parte de debate social e chegue a todas as camadas da população que vive em Fortaleza. “Eu acho que todos os moradores da cidade deviam se engajar porque esse é um espaço de discussão onde estamos vivendo a democracia direta ou o mais próximo de uma democracia direta. Onde nós podemos interferir na construção de uma lei”, defende Jefferson John, Presidente Instituto de Arquitetos Brasil-Departamento do Ceará (IAB). O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) é outro órgão envolvido no debate do Plano Diretor. Para o diretor José Carlos Gama, as diferentes perspectivas que envolvem a legislação precisam dialogar para que os interesses da cidade possam ser abraçados. “O interesse do mercado imobiliário, do mercado produtor, é o mesmo campo popular. O que é que o campo popular reivindica? Habitação de interesse social. Essa habitação de interesse social é feita por quem? Pelas construtoras. Ambiental, da mesma forma. Antes da gente, na realidade, ser incorporador, antes da gente ser empresário, nós somos cidadãos, nós somos pais, nós somos avós. Somos pessoas que moram em Fortaleza e precisam realmente ter um ambiente de vivência muito mais saudável”, pontua. Segundo Artur Bruno, presidente do Ipplan, a ideia é que, depois de aprovada a lei, haja a comunicação para que as pessoas conheçam as diretrizes do plano. "A ideia é que a gente faça uma espécie de cartilha, vamos fazer comunicações em vídeo e vários instrumentos para as pessoas se apoderarem dessa informação e cobrarem do poder público e dos privados, dos particulares, o cumprimento dessa legislação". Essa é a expectativa também da população. Ivoneide, do Poço da Draga, afirma que o “Plano Diretor era para ser mais divulgado nas comunidades para haja um entendimento pela população. "É fundamental que as pessoas entendam o que vem pela frente, para esses mais de 10 anos. Para as pessoas já ficarem cientes do que vai ter. E depois a gente também cobra, né? Das autoridades. Porque não adianta o plano diretor ser aprovado e tal e, na prática, não resolver”. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

MP Eleitoral pede cassação do mandato do vereador Fábio Silva por abuso de poder econômico no Rio

Publicado em: 20/10/2025 19:28

Barricadas no Complexo do Chapadão foram pintadas de verde pela equipe do vereador Fábio Silva, segundo o MPE. Reprodução TV Globo O Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça a cassação do mandato do vereador do Rio de Janeiro Fábio Silva (Podemos) por abuso de poder econômico nas eleições municipais. A ação foi movida em 2024, antes da posse do parlamentar, e agora aguarda decisão da Justiça Eleitoral sobre a permanência dele na Câmara Municipal. O MP também solicita que Fábio fique inelegível por oito anos. A denúncia, que está sendo analisada pela Justiça Eleitoral, trata sobre a suspeita de campanha irregular com a utilização de recursos públicos. Caso seja aceita, o processo pode levar à perda do mandato e à inelegibilidade do vereador. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a advogada Francieli de Campos, especialista em direito eleitoral, práticas como as denunciadas pelo MP comprometem a lisura do processo democrático. "Se um candidato, por vias diversas, pratica esse tipo de abuso econômico, ele afeta um pilar da legislação eleitoral, que é a igualdade entre os candidatos. Essa conduta abusiva desvia a trajetória da eleição e compromete todo o sistema democrático", afirmou. Serviços para promoção pessoal De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Fábio Silva teria utilizado equipes uniformizadas, conhecidas como “verdinhos”, para realizar serviços de limpeza e manutenção em praças e escadarias de comunidades da Zona Norte do Rio meses antes da eleição de 2020. MP pede cassação do mandato do vereador Fábio Silva por abuso de poder econômico Reprodução TV Globo Os vídeos das ações foram publicados por apoiadores nas redes sociais e mostram os “verdinhos” atuando em locais como Anchieta, Pavuna, Costa Barros e Ricardo de Albuquerque — regiões que concentram a base eleitoral do vereador, que recebeu 15.846 votos. Embora os serviços sejam de responsabilidade da Prefeitura do Rio, o MP afirma que as equipes eram ligadas diretamente ao então candidato e que as ações foram usadas para promover sua imagem junto à população local. Em um dos vídeos, uma barricada em área dominada pelo tráfico foi pintada de verde — cor símbolo da campanha de Fábio Silva. Ligação com o Comando Vermelho A denúncia também inclui um vídeo em que o chefe de gabinete de Fábio Silva, Paulo Lacke, afirma aos promotores que os serviços foram realizados com autorização do Comando Vermelho, facção criminosa que domina o Complexo do Chapadão. - “Existe atividade criminosa nessa comunidade. Existe alguma facção que domine ali?”, pergunta o promotor. - “Sim”, responde o chefe de gabinete. - “Qual a facção?” - “Comando Vermelho.” - “O Comando Vermelho permite que pinte tudo de verde?” - “Sim.” O Complexo do Chapadão é uma das áreas onde o vereador obteve maior votação. Segundo o MP, a atuação dos “verdinhos” nessas localidades teria contribuído para consolidar sua imagem e garantir vantagem indevida sobre os concorrentes. Campanha irregular Outro ponto da denúncia envolve a empresa de internet NORT Telecom, da qual Fábio Silva era proprietário à época da campanha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o MP, o candidato teria usado recursos da empresa para financiar ações eleitorais sem declarar os gastos oficialmente. Mensagens obtidas pelo MP mostram que a empresa divulgava iniciativas ligadas à campanha de Fábio Silva e até indicava que o próprio candidato faria atendimentos aos clientes, incluindo o número de campanha nas comunicações. Além disso, o MP aponta que Fábio promoveu ações sociais em comunidades antes do período eleitoral, o que também configuraria abuso de poder econômico. Vereador nega irregularidades Procurado pelo RJ2, Fábio Silva enviou uma nota em que negou todas as acusações e afirmou que as alegações do Ministério Público não se sustentam em provas concretas. O vereador disse ainda que repudia veementemente as acusações e que os mutirões citados são ações espontâneas da própria comunidade, sem custeio, ingerência ou benefício eleitoral direto ao parlamentar. O vereador também afirmou que não há vínculo entre a empresa NORT Telecom e sua campanha eleitoral, e que não utilizou recursos privados para custear despesas eleitorais. Ele garantiu que prestará todos os esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

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É #FAKE vídeo que mostra casas desabando em deslizamento no Rio; imagens foram geradas com IA

Publicado em: 20/10/2025 19:26

É #FAKE vídeo que mostra casas desabando em encostas no Rio; imagens foram geradas com IA Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o momento em que três casas desabam durante um suposto deslizamento de terra em uma área densamente povoada. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é a publicação falsa? O vídeo foi publicado no TikTok 15 de outubro e tem mais de 1, 9 milhão de visualizações. A descrição do vídeo diz: "Barracões desabam após erosão forte no Rio de Janeiro". No vídeo, pessoas dizem, em português: "Olha a terra rachando"; "sai daí"; "desceu tudo" e "a rua tá tomando barro". Nos comentários, pessoas parecem acreditar: "Culpada é a prefeitura que admite isso por conta de receber IPTU", diz uma mulher. "Misericórdia. Não é fácil a pessoa ver seu patrimônio ser destruído de anos de luta ser engolido em minutos", diz um homem. ⚠️ Por que isso é mentira? As cenas não mostram um acontecimento real. As imagens são criadas com uso de inteligência artificial. A imagem exibe a marca do Sora, ferramenta da OpenAI (dona do ChatGPT) de criação de vídeos por IA a partir de textos simples. Desde 30 de setembro, quando a empresa lançou o Sora 2, atualização que promete entregar conteúdos ainda mais realistas que a antecessora, registros como esse se tornaram mais frequentes nas redes sociais. A publicação no TikTok exibe, logo abaixo da descrição, o rótulo "marcado pelo criador como gerado por IA". Esse rótulo aparece no conteúdo que o criador indica que foi totalmente gerado ou significativamente editado com inteligência artificial. O canal do TikTok que abriga o vídeo viral usa no título a expressão "AI desastre natural" e se define como "apenas um contador de histórias tentando dar vida às suas criações." O mesmo canal mostra dezenas de clipes com imagens inusitadas de inundações, deslizamentos e raios. O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. A ferramenta aponta probabilidade de 99% de as cenas terem sido criadas com inteligência artificial. O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. A ferramenta aponta probabilidade de 99% de as cenas serem criadas com inteligência artificial. Reprodução O Fato ou Fake também submeteu o vídeo à plataforma InVid para dividir o clipe várias fotografias. Em seguida, pesquisou as imagens em motores de busca, como o Google Lens. ➡️Essa pesquisa serve para mostrar se as mesmas imagens foram publicadas antes e em que contexto. Os resultados apontaram apenas publicações em redes sociais. Não foram encontrados registros em fontes confiáveis, como jornais, revistas e veículos de imprensa profissional, que pudessem confirmar um acontecimento verdadeiro, com dados factuais sobre quando e onde as imagens foram registradas. É #FAKE vídeo que mostra casas desabando em encostas no Rio; imagens foram geradas com IA Reprodução Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial