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Presidente Prudente tem quase uma árvore por habitante; concurso destaca importância do patrimônio natural

Publicado em: 20/09/2025 11:11

Presidente Prudente conta atualmente com cerca de 220 mil árvores Prefeitura de Presidente Prudente/Divulgação A cidade de Presidente Prudente conta atualmente com cerca de 220 mil árvores, o que representa praticamente uma para cada morador da cidade. Além de garantir sombra e equilíbrio ambiental, algumas espécies carregam também um valor histórico para os prudentinos. Entre os exemplares mais antigos estão a figueira próxima ao pontilhão, perto do camelódromo, e as figueiras do Parque do Povo. O secretário do Meio Ambiente da cidade, Wilson Portela Rodrigues, relatou que essas árvores já existiam antes mesmo da fundação da cidade, e ele afirma que “Prudente chegou até elas”. LEIA TAMBÉM: RISCO: Levantamento indica 2 mil árvores com risco de queda em Botucatu TEMPO: Fim de semana será de calor intenso e baixa umidade no interior de SP Em comemoração ao Dia da Árvore, celebrado neste domingo (21), a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea) e a Secretaria de Cultura, promoveram o 8° Concurso Fotográfico Árvores da Cidade, com o objetivo de valorizar o patrimônio natural e estimular o olhar da população sobre a importância das árvores para o cotidiano. Segundo a Semea, esta edição bateu recorde de inscrições: foram 62 participantes e 161 fotos enviadas. Destas, 20 foram selecionadas por um júri técnico e ficarão expostas por uma semana na Câmara Municipal. Depois, a mostra será levada para outro espaço da cidade. A cerimônia de premiação aconteceu nesta sexta-feira (19), às 19h30, no Plenário da Câmara Municipal, com os três primeiros colocados sendo: Primeiro lugar: Tomaz de Toledo Takaki, com a imagem “Ipê sobre um tapete roxo”. Ele recebeu o valor de R$ 1.500,00, dois vouchers de day use no Terra Parque Eco Resort e uma caneca personalizada; Segundo lugar: Nicolas Santos Oliveira, autor da fotografia “Zona rural de Presidente Prudente”, premiado com R$ 1.000,00 e uma caneca personalizada; Terceiro lugar: Cristina Kazumi Teranisi, conquistou o prêmio com a foto “Essência em flor”, levando R$ 500,00 e uma caneca personalizada. As 20 melhores imagens, selecionadas pelo corpo de jurados, passam a integrar a exposição aberta ao público na sede da Câmara Municipal, localizada na avenida Washington Luiz, 544, até o dia 26 de setembro. Além disso, a população pôde retirar gratuitamente mudas de espécies como ipês-branco e amarelo, aroeira-pimenta, resedá, pau-brasil e jacarandá no Horto Municipal, com orientação técnica sobre o plantio. Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea) e a Secretaria de Cultura, promoveram o 8° Concurso Fotográfico Árvores da Cidade Prefeitura de Presidente Prudente/Divulgação A cerimônia de premiação aconteceu nesta sexta-feira (19), às 19h30, no Plenário da Câmara Municipal Prefeitura de Presidente Prudente/Divulgação Veja outros destaques do g1 abaixo: g1 em 1 minuto: palhaço bombeiro ensina segurança no trânsito para crianças Herói da alegria: palhaço bombeiro ensina segurança no trânsito para crianças do interior de SP 'Nômades digitais': casal do interior de SP muda de carreira para viajar pelo mundo Veja mais notícias da região em g1 Presidente Prudente VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal

Inmet emite alerta de tempestade para 106 cidades do Paraná; veja quais

Publicado em: 20/09/2025 09:48

Confira as temperaturas para este domingo (21) O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta sobre o perigo de tempestades ao longo deste domingo (21) no sul e parte do centro-sul do Paraná. O aviso é válido para 106 cidades do estado. Entre elas, estão Guarapuava, Foz do Iguaçu e parte de Curitiba e região metropolitana, por exemplo. Veja lista completa mais abaixo. De acordo com o órgão, nesses locais podem haver queda de granizo, ventos intensos (entre 60 km/h e 100 km/h) e grandes acumulados de chuva (30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia). Há, também, risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp "Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193)", orienta o Inmet. Os meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) explicam que a previsão de mudança no tempo, no domingo (21), se deve ao avanço de uma frente fria pelo Paraná. Isso porque, neste sábado (20), a expectativa é que faça sol e calor em todas as regiões paranaenses. Veja previsão do tempo por região mais abaixo. Apenas algumas pancadas de chuva isoladas são previstas para o extremo sul do estado, e justamente devido ao maior aquecimento. "Neste sábado, fica bem abafado em todas as regiões paranaenses, com os termômetros registrando perto de 36ºC entre o oeste e o noroeste. Faz calor em todos os setores, com vento norte se intensificando entre o final da manhã e tarde. Pancadas de chuvas isoladas são previstas no período de maior aquecimento, principalmente na divisa com Santa Catarina (Sudoeste e Centro-sul do Paraná)", explica o órgão. Confira como fica a previsão do tempo neste sábado (20) no Paraná No domingo (21), o avanço de uma frente fria bem organizada pelo Paraná traz as condições para a ocorrência de tempestades, explica o Simepar. "Além de chuva, raios e ventos fortes, há possibilidade também para ocorrência de granizo. Precipitações mais expressivas ocorrem inicialmente entre o oeste, sudoeste e centro-sul, mas se espalham para os demais setores ao longo do dia", aponta o órgão. Na segunda-feira (22) o inverno termina e inicia a primavera, e a estabilidade deve voltar ao estado apenas na terça-feira (23), que amanhece com temperaturas mais baixas. A previsão do Simepar é que o clima ameno dure, pelo menos, até o amanhecer de quinta-feira (25). Leia também: Relembre: Chuva de granizo deixa cidade com cenário parecido com neve no Paraná Veja detalhes: Aposta do Paraná fatura R$ 390,6 mil na Lotofácil Crime: Jovem é filmado atropelando ex-namorada no Paraná logo após ela terminar o relacionamento Paraná está sob alerta de tempestade Gilson Abreu/AEN 🌥️Previsão do tempo para o Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo do Simepar para o Paraná para este último fim de semana do inverno de 2025: Sábado, 20 de setembro Previsão do tempo do Simepar para este sábado, 20 de setembro Reprodução/Simepar Domingo, 21 de setembro Previsão do tempo do Simepar para este domingo, 21 de setembro Reprodução/Simepar ⛈️Alerta de tempestades A princípio, o alerta de tempestades do Inmet é válido das 0h às 23h59 deste domingo (20), e também é estendido a todos os municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Confira, abaixo, a lista de cidades do Paraná incluídas no alerta: Alerta de tempestades do Inmet para o Paraná Reprodução/Inmet Agudos do Sul Ampére Antônio Olinto Araucária Balsa Nova Barracão Bela Vista da Caroba Bituruna Boa Esperança do Iguaçu Boa Vista da Aparecida Bom Jesus do Sul Bom Sucesso do Sul Campo do Tenente Candói Cantagalo Capanema Capitão Leônidas Marques Cascavel Catanduvas Céu Azul Chopinzinho Clevelândia Contenda Coronel Domingos Soares Coronel Vivida Cruzeiro do Iguaçu Cruz Machado Curitiba Dois Vizinhos Enéas Marques Espigão Alto do Iguaçu Fazenda Rio Grande Fernandes Pinheiro Flor da Serra do Sul Foz do Iguaçu Foz do Jordão Francisco Beltrão General Carneiro Guaraniaçu Guarapuava Guaratuba Honório Serpa Inácio Martins Irati Itaipulândia Itapejara d'Oeste Lapa Laranjeiras do Sul Lindoeste Mallet Mandirituba Manfrinópolis Mangueirinha Mariópolis Marmeleiro Matelândia Medianeira Nova Esperança do Sudoeste Nova Laranjeiras Nova Prata do Iguaçu Palmas Palmeira Pato Branco Paula Freitas Paulo Frontin Pérola d'Oeste Piên Pinhal de São Bento Pinhão Planalto Porto Amazonas Porto Barreiro Porto Vitória Pranchita Prudentópolis Quedas do Iguaçu Quitandinha Realeza Rebouças Renascença Reserva do Iguaçu Rio Azul Rio Bonito do Iguaçu Rio Negro Salgado Filho Salto do Lontra Santa Izabel do Oeste Santa Lúcia Santa Terezinha de Itaipu Santo Antônio do Sudoeste São João São João do Triunfo São Jorge d'Oeste São José dos Pinhais São Mateus do Sul São Miguel do Iguaçu Saudade do Iguaçu Serranópolis do Iguaçu Sulina Teixeira Soares Tijucas do Sul Três Barras do Paraná União da Vitória Verê Virmond Vitorino Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

Palavras-chave: tecnologia

Por que Trump quer cobrar R$ 530 mil para vistos dos EUA a trabalhadores qualificados

Publicado em: 20/09/2025 09:43

'Precisamos de ótimos trabalhadores', diz Trump sobre taxa adicional para o visto H-1B Getty Images O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que adicionará uma taxa anual de US$ 100.000 (R$ 530 mil) para os candidatos ao programa de vistos H-1B, para trabalhadores estrangeiros qualificados. A ordem de Trump menciona o "abuso" do programa e restringirá a entrada, a menos que o pagamento seja feito. Os críticos há muito argumentam que os vistos H-1B prejudicam a força de trabalho americana, enquanto os defensores — incluindo o bilionário Elon Musk — argumentam que eles permitem aos EUA atrair os melhores talentos de todo o mundo. Em outra ordem, Trump criou um novo "cartão ouro" para acelerar a emissão de vistos para certos imigrantes em troca de taxas a partir de R$ 7,1 milhões. A ordem de Trump deve entrar em vigor em 21 de setembro. Ela se aplicaria apenas a novos pedidos, mas as empresas teriam que pagar o mesmo valor por cada candidato durante seis anos, disse o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick. "A empresa precisa decidir... se a pessoa é valiosa o suficiente para pagar US$ 100 mil por ano ao governo, ou se deve mandá-la para casa e contratar um americano", disse ele, acrescentando: "Todas as grandes empresas estão de acordo com isso". Desde 2004, o número de pedidos de visto H-1B foi limitado a 85.000 por ano. Até agora, os vistos H-1B acarretavam várias taxas administrativas que totalizavam cerca de US$ 1.500 (R$ 7,9 mil). Governo Trump vai cobrar US$ 100 mil por ano de empresas que contratarem estrangeiros qualificados Dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) mostram que os pedidos de vistos H-1B para o próximo ano fiscal caíram para cerca de 359.000 — o menor número em quatro anos. O maior beneficiário do programa no ano fiscal anterior foi a Amazon, seguida pelas gigantes da tecnologia Tata, Microsoft, Meta, Apple e Google, de acordo com estatísticas do governo. Na sexta-feira à noite, a Amazon informou aos funcionários com vistos H-1B que já estavam nos EUA para permanecerem no país. De acordo com um comunicado interno, visto pelo site de notícias dos EUA Business Insider, a empresa disse que aqueles que estão no exterior devem "tentar retornar antes do prazo final de amanhã, se possível". Qualquer pessoa que não consiga regressar antes da ordem entrar em vigor deve evitar tentar entrar novamente nos EUA "até que sejam fornecidas mais orientações", afirma a empresa, segundo a mesma fonte. Tahmina Watson, advogada fundadora da Watson Immigration Law, disse à BBC que a decisão poderia ser um "golpe fatal" para muitos de seus clientes, que são em sua maioria pequenas empresas e startups. "Quase todos serão excluídos devido ao preço. Esse valor inicial de US$ 100.000 (R$ 530 mil) terá um impacto devastador", acrescentou ela, observando que muitas pequenas e médias empresas "dirão que, na verdade, não conseguem encontrar trabalhadores para fazer o trabalho". "Quando os empregadores patrocinam talentos estrangeiros, na maioria das vezes, eles fazem isso porque não conseguiram preencher essas vagas", acrescentou Watson. Jorge Lopez, presidente do grupo de prática de imigração e mobilidade global da Littler Mendelson PC, disse que uma taxa desse valor "freará a competitividade americana no setor de tecnologia e em todas as indústrias". Algumas empresas podem considerar a possibilidade de estabelecer operações fora dos EUA, embora isso possa ser desafiador na prática, acrescentou. O debate sobre os vistos H-1B já havia causado divisões dentro da equipe e dos apoiadores de Trump, colocando aqueles a favor dos vistos contra críticos como o ex-estrategista Steve Bannon. Trump disse aos repórteres na Casa Branca em janeiro que compreende "os dois lados da discussão" sobre os vistos H-1B. No ano anterior, enquanto buscava atrair o apoio da indústria tecnológica durante a campanha eleitoral, Trump prometeu facilitar o processo de atração de talentos, chegando a propor green cards para graduados universitários. "É necessário um grupo de pessoas para trabalhar nas empresas", afirmou ele ao All-In Podcast. "É preciso ser capaz de recrutar essas pessoas e mantê-las." No início de seu primeiro mandato, em 2017, Trump assinou uma ordem executiva que aumentou o escrutínio das solicitações de visto H-1B, com o objetivo de melhorar a detecção de fraudes. As rejeições atingiram um recorde histórico de 24% no ano fiscal de 2018, em comparação com 5% a 8% durante o governo de Barack Obama e 2% a 4% durante o governo de Joe Biden. Na época, as empresas de tecnologia reagiram, criticando duramente a ordem H-1B do governo Trump. A possibilidade de restrições adicionais ao programa H-1B causou grande preocupação em países como a Índia, que é, de longe, o maior país de origem desses pedidos de visto.

Palavras-chave: tecnologia

'Pó mágico' criado na Unicamp ajuda indústria a diminuir gordura saturada em recheios e chocolates

Publicado em: 20/09/2025 08:06

Produto gerado a partir da tecnologia é adicionado à gordura Fernanda Lima/Inova Unicamp Um “pó mágico” criado por pesquisadoras da Unicamp, em Campinas (SP), reduz a quantidade de gordura saturada em produtos como recheios de biscoitos, bombons, margarinas e chocolates. A tecnologia já está em uso em parte da indústria de alimentos. 🤔 Por que isso importa? Porque o consumo excessivo de gordura saturada, encontrada em alimentos de origem animal e em óleos como coco e palma, aumenta o “colesterol ruim” (LDL) e o risco de doenças cardiovasculares. Apesar dos riscos, a gordura saturada ainda predomina na indústria alimentícia por ser sólida em temperatura ambiente, ao contrário das gorduras insaturadas, que são mais saudáveis, mas têm consistência mais mole. LEIA TAMBÉM: Após 30 anos, estudo confirma que gorduras saturadas fazem mal à saúde Ultraprocessados 'saudáveis' aumentam desejo de comer e podem dificultar processo de emagrecimento; entenda Produtos agora precisam indicar nas embalagens se têm alto teor de sal, gordura saturada e açúcar; só 30% estão atualizados Como funciona o 'pó mágico'? Chamado de Microcap, o pó é feito de cristais de gordura microencapsulados. Ao ser adicionado a óleos e gorduras insaturadas, aumenta a firmeza e estabilidade do produto, permitindo reduzir gordura saturada sem alterar textura ou sabor. “Com a retirada da gordura trans, a indústria tem dificuldade de estruturar as gorduras. Os produtos ficam mais sensíveis ao calor. Não conseguimos produzir, por exemplo, um recheio consistente; ele fica muito mole", explicou Maria Cristina Mascarenhas, uma das criadoras do produto. O pó acelera e uniformiza a cristalização da gordura. “Você põe na gordura e na parte oleosa que tem na formulação. Mistura com esse ingrediente. Essa mistura vai ficar mais firme, mais consistente”, detalhou a pesquisadora. Além de Mascarenhas, as pesquisadoras Lireny Aparecida Guaraldo Gonçalves e Izabela Dutra Alvim participaram da criação da tecnologia. O “pó mágico” foi licenciado para uma startup fundada por Mascarenhas em 2015. Gordura saturada está presente em alimentos de origem animal Custo ainda é um desafio Segundo a inventora, o pó tem composição simples, sem aditivos químicos, e não exige altas temperaturas na produção. “Também conseguimos reduzir um pouco o uso de energia da fábrica”, complementou Mascarenhas. O ingrediente já é usado em recheios de biscoitos, bombons e barrinhas de proteína, e testes internacionais estão em andamento para avaliar o uso em margarinas e chocolates. O custo, porém, ainda é um desafio. “Em muitos casos, o custo da formulação fica mais alto e as empresas não aprovam. Vários clientes estão tecnicamente aprovados, mas o custo ainda não”, disse. Atualmente, novos testes exploram aplicações em cosméticos e nutrição animal, mas o foco principal continua sendo ampliar o uso na indústria de alimentos. O produto é comercializado no Brasil em parceria com uma multinacional de nutrição sustentável. Maria Cristina Mascarenhas, uma das inventoras do 'pó mágico' Fernanda Lima/Inova Unicamp VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Ataque cibernético afeta operações em aeroportos europeus

Publicado em: 20/09/2025 06:12

Ataque cibernético atinge aeroportos na Europa Um ciberataque contra o sistema de check-in e embarque de passageiros provocou atrasos e cancelamentos em importantes aeroportos da Europa neste sábado (20). Entre os terminais atingidos estão Heathrow, em Londres, além de Bruxelas e Berlim. O provedor atingido é a Collins Aerospace, subsidiária da americana RTX Corp., que oferece tecnologia usada por companhias aéreas em diversos aeroportos do mundo para autoatendimento, emissão de cartões de embarque e despacho de bagagens. "Tomamos conhecimento de uma interrupção cibernética em nosso software MUSE em determinados aeroportos", informou a empresa, depois que pelo menos três aeroportos europeus movimentados relataram problemas e alertaram sobre atrasos e cancelamentos de voos. Ataque cibernético em aeroportos europeus causam atrasos e cancelamentos de voos. Marta Fiorin/Reuters A empresa também disse que, apesar do ataque de grandes proporções, ele foi limitado. "O impacto limita-se ao check-in eletrônico de clientes e ao despacho de bagagem e pode ser mitigado com operações de check-in manual", acrescentou a Collins Aerospace. Em Berlim, as autoridades também confirmaram que o provedor de sistemas de atendimento a passageiros foi alvo de ataque e que conexões foram cortadas para proteger a operação. O Aeroporto de Heathrow, em Londres — o mais movimentado da Europa — informou que seus sistemas de check-in e embarque, fornecidos pela Collins Aerospace, foram afetados por um "problema técnico" que "pode ​​causar atrasos para os passageiros que embarcam". Painel mostra voos atrasados ​​no aeroporto de Bruxelas após ataque cibernético afetar operações Reuters Já o aeroporto de Berlim publicou um aviso em seu site informando: "Devido a um problema técnico em um provedor de sistema que opera em toda a Europa, há tempos de espera mais longos no check-in. Estamos trabalhando em uma rápida solução". Segundo o aeroporto de Bruxelas, o ataque ocorreu na noite de sexta-feira (19) e derrubou os sistemas automáticos, obrigando o uso de procedimentos manuais para check-in e embarque. “O impacto é grande na programação de voos e infelizmente causa atrasos e cancelamentos”, informou em nota. De acordo com a Deutsche Welle, pelo menos 10 voos foram cancelados no aeroporto de Bruxelas e outros 17 sofreram atrasos de mais de uma hora. Apenas o check-in e o embarque manuais estavam sendo realizados e o aeroporto aconselhou os passageiros que voarem no sábado a verificar o status do voo com as companhias aéreas antes de se dirigirem ao terminal aéreo. Passageiros enfrentam filas para embarcar em, pelo menos, três grandes aeroportos europeus. Marta Fiorin/Reuters Apesar da dimensão, o impacto não foi uniforme: Frankfurt, o maior aeroporto da Alemanha, e Zurique, na Suíça, não foram afetados. Também os aeroportos da região de Paris — Roissy, Orly e Le Bourget — relataram operação normal. As administrações dos terminais afetados recomendam que os passageiros confirmem o status de seus voos antes de seguir para o aeroporto. O ataque cibernético ocorre um dia depois de o aeroporto da segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, anunciar que seu site havia sido hackeado.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

Atenção à fauna, flora e comunidade: conheça projetos e desafios voltados à preservação do Jalapão

Publicado em: 20/09/2025 06:00

Área de Proteção Ambiental do Jalapão (APA Jalapão) completou 25 anos em 2025 Daniel Andrade/Governo do Tocantins A Área de Proteção Ambiental do Jalapão (APA Jalapão) completou 25 anos com muitos avanços na gestão ambiental e preservação das espécies do Cerrado, com a participação de órgãos estaduais, organizações privadas e comunidade. Ainda existem desafios, como o desmatamento, mas para os responsáveis, o saldo é positivo. A APA do Jalapão possui 461.730 hectares, integrando parques ecológicos, nascentes de rios e englobando três municípios, e desempenhando papel de grande importância na conservação da fauna e flora tocantinense. "A APA Jalapão protege uma das maiores áreas de Cerrado conservado do país, garante a proteção de nascentes, veredas e recursos hídricos, atua como corredor ecológico, conectando unidades de conservação estaduais e federais, criando o verdadeiro Mosaico do Jalapão, mantendo espécies endêmicas e ameaçadas do Cerrado", completou Perla, sobre a importância da região. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A APA Jalapão, gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), foi criada pela Lei Estadual nº 1.172, de 31 de julho de 2000. Sua diversidade faz parte do Mosaico do Jalapão e o Corredor Ecológico Mangabeiras, que segundo o órgão se trata de uma faixa ao redor da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba e do Parque Estadual do Jalapão. Os municípios que abrangem a APA são Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo. Nesses 25 anos, diversas ações foram criadas em atenção à preservação ambiental local. De acordo com Perla Oliveira, diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, entre os avanços na gestão estão os planos de ação, monitoramento e a parceria com instituições e a população. "A consolidação do plano de manejo como instrumento de ordenamento territorial, criação e fortalecimento do conselho gestor, com participação social, projetos de pesquisas sobre manejo integrado do fogo, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de fauna e flora, com apoio de parceiros como WWF, ISPN e universidades, e o avanço na regulação do uso público e turístico, valorizando o turismo de base comunitária", explicou. Entre os principais desafios para a APA estão o desmatamento e a conciliação entre a preservação ambiental e as necessidades da população local, o que exige mais ações e projetos por parte do Naturatins e de seus parceiros. "A pressão do desmatamento e da expansão agropecuária, incidência de queimadas e necessidade de manejo adequado do fogo, conciliação entre conservação ambiental e demandas das comunidades locais e associações comunitárias, que dependem dos recursos naturais para viver", pontuou. Dentro da APA Jalapão, o Naturatins e parceiros promovem práticas sustentáveis e a pesquisa dentro da unidade, além do monitoramento ambiental. Isso possibilitou que espécies ameaçadas de extinção pudessem receber maior atenção, como o lobo-guará e a arara-azul-grande. O pato-mergulhão, que é criticamente ameaçado de extinção e uma das aves mais raras da América Latina, também é alvo de projetos voltados à proteção da espécie. Pato-mergulhão, espécie em extinção, pode ser encontrada no Jalapão Marcelo Barbosa/Governo do Tocantins Mudanças ao longo das décadas Desde a criação da área, foram observadas e promovidas mudanças dentro do território da APA do Jalapão. Entre elas, segundo a diretora, estão: Maior controle do uso do solo e monitoramento de desmatamento; Expansão do turismo sustentável como alternativa econômica; Reconhecimento nacional e internacional do Jalapão como patrimônio natural e cultural do Tocantins. A diretora também apontou que as demandas ainda geraram novos desafios em decorrência do aumento da visitação e da pressão por infraestrutura na APA. Com o aumento das tecnologias, passou a ser possível fazer o monitoramento por satélite e geoprocessamento para desmatamento e queimadas. Hoje as equipes contam com drones, aplicativos e sistemas digitais para fiscalização em campo, controle da visitação e gestão de informações, conforme explicou Perla. População envolvida Operação Capim-Dourado combate a colheita ilegal da espécie nos campos naturais do Jalapão Para incluir e conscientizar a população sobre a necessidade de preservação da área rica em espécies endêmicas do cerrado, o Naturatins incentivou a participação popular no 9º conselho gestor da APA, além de fortalecer as associações comunitárias. "A educação ambiental tem sido trabalhada com oficinas e capacitações em parceria com escolas, associações comunitárias e organizações parceiras, sensibilização de visitantes para práticas de turismo responsável, projetos que valorizam a cultura local junto com a conservação da natureza", explicou. Para o futuro, o Naturatins pretende, entre outras ações, fazer uma revisão e atualização do plano de manejo, atuar no fortalecimento do conselho gestor e da participação comunitária, ampliar ações de manejo integrado do fogo e dar estruturação ao turismo sustentável, em parceria com associações comunitárias e ONGs. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Estudante do interior de SP impressiona CEO da Apple com aplicativo sobre IA

Publicado em: 20/09/2025 06:00

Estudante do interior de SP impressiona CEO da Apple com aplicativo sobre IA As aulas de robótica com Lego, em uma escola municipal de Descalvado (SP), foram o embrião para despertar o interesse e a paixão por tecnologia em Larissa Ayumi Okabayashi, estudante de Ciência da Computação e Engenharia, da Universidade de Campinas (Unicamp). Aos 23 anos, a jovem foi premiada e selecionada neste ano entre os 50 melhores do mundo para apresentar seu aplicativo sobre inteligência artificial na sede da Apple, nos Estados Unidos, no Swift Student Challenge. Mas o que ela não imaginava era que a apresentação seria diretamente para Tim Cook, o CEO da Apple. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram "Foi um choque. Conhecer ele foi algo que eu não imaginava na minha vida. Por sorte, eu havia ensaiado muito (risos). Não gaguejei, não esqueci nada, e consegui falar tudo que havia programado. Havia em torno de 8 estudantes selecionados para falar sobre o aplicativo deles, e eu fui a primeira a falar", contou. Tim Cook, CEO da Apple, durante a apresentação da estudante Larissa Ayumi sobre aplicativo de inteligência artificial Arquivo pessoal O g1 entrevistou a jovem universitária, que atualmente está estudando na Alemanha, e conta a sua trajetória marcada por determinação, curiosidade e paixão pela tecnologia. Mais notícias da região: SÃO CARLOS: UFSCar fica entre 15 primeiras instituições brasileiras em ranking que avalia melhores do mundo Unesp 2026: inscrições para o vestibular abrem nesta quinta-feira USP em São Carlos sedia novo instituto nacional dedicado à qualidade dos alimentos Encontro com Tim Cook O que era para ser uma apresentação mais comum se transformou em um momento inesquecível para a estudante. Tim Cook veio pessoalmente para analisar o projeto de Larissa, que a princípio seria apresentado para Susan Scott, representante das relações internacionais da Apple. Com o discurso na ponta da língua, ela contou que a conversa foi curta, mas fluiu muito bem. E o melhor de tudo, Tim Cook gostou muito do projeto. "Eu fiquei nervosa, claro, mas também muito feliz. Ele gostou muito do design, desenvolvido do 0, e perguntou sobre o design do aplicativo e sobre minha motivação e paixão para estudar esse tema. Foi uma conversa rápida, mas inesquecível", contou. Para ela, a postura do empresário norte-americano a surpreendeu pela simplicidade e interesse no projeto. “Ele parecia uma pessoa muito simples. Não senti que estava diante do CEO de uma gigante da tecnologia, e sim de alguém realmente interessado no que a gente estava apresentando", disse. Cerca de 50 estudantes do mundo todo foram selecionados para apresentação na sede Apple nos Estados Unidos Arquivo pessoal De Descalvado para o Vale do Silício Larissa nasceu em São Paulo, mas foi criada em Descalvado, cidade com pouco mais de 30 mil habitantes e a 40 km de São Carlos. Na infância, ela já se interessava por ciências exatas e teve o primeiro contato com programação em aulas de robótica, ainda no ensino fundamental. “Na escola, a gente montava robozinhos com Lego e depois programava: ‘vai pra frente, vira à direita’. Era algo simples, mas eu via magia nisso. Foi ali que tudo começou”, contou. Na adolescência, passou a estudar em São Carlos, e aos 18 anos, entrou na Engenharia da Computação na Unicamp, onde aprofundou seus estudos em inteligência artificial e começou a se destacar na área. O app que ensina IA para quem não é da área Durante um programa da Apple Developer Academy, Larissa desenvolveu um aplicativo com uma proposta ousada: ensinar, de forma simples, como funcionam os grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, focando também em um modelo mais ético. "Eu queria que até quem não entende nada de programação conseguisse entender como esses modelos funcionam e como eles aprendem, erram, corrigem, e por que nem sempre a resposta da IA deve ser aceita sem questionamento", disse. O app simula o processo de treinamento de um modelo de IA, com linguagem acessível e até com elementos de jogo, tornando o aprendizado mais interativo. A proposta de democratizar o conhecimento sobre tecnologia complexa foi o diferencial que garantiu a sua vaga entre os 50 estudantes selecionados no mundo para apresentar os projetos na sede da Apple. Larissa Ayumi durante apresentação na Apple nos Estados Unidos em junho deste ano Arquivo pessoal Planos futuros Larissa foi premiada com produtos da Apple e um certificado de reconhecimento. Agora, ela está na Alemanha, fazendo intercâmbio pela Unicamp, e planeja estender a estadia até março de 2026. Mesmo fora do Brasil, o reconhecimento atraiu empresas e pesquisadores já estão entrando em contato com Larissa para conhecer melhor suas ideias e discutir futuras parcerias. “Eu quero continuar na área de IA, mas com um foco maior em ética e responsabilidade. Esses sistemas já impactam nossas vidas, e precisamos entender como e por que eles tomam certas decisões. Nem sempre são escolhas justas, e isso precisa mudar", comentou. Insistência e potência Larissa disse que no começo dos estudos na universidade tudo parecia complexo e distante. Mas, com muita insistência e quebrando uma barreira de um curso majoritariamente composto por homens, ela se destacou. "Quando entrei na faculdade, eu não sabia programar uma linha. Tudo parecia difícil, e tinha muito mais homens do que mulheres no curso, o que intimidava. Mas eu insisti, estudei, e acreditei que podia chegar lá. Acredite em você e explore todas as oportunidades. Teste, erre, aprenda. Foi assim que eu cheguei onde cheguei", conclui. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

De bala a biocombustível: entenda tecnologia que transforma restos de alimento em etanol

Publicado em: 20/09/2025 06:00

Entenda como empresa de Nova Odessa transforma restos de alimento em etanol Uma multinacional brasileira especializada em gestão ambiental, com sede em Nova Odessa, no interior de São Paulo, desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar resíduos alimentares, como balas, bolachas e chocolates, em etanol. O projeto surgiu como resposta à escassez de álcool durante a pandemia e hoje representa uma alternativa ao uso de matérias-primas convencionais, como cana-de-açúcar e milho, com rendimento superior e menor impacto ambiental. A multinacional mantém um centro de pesquisa que desenvolve tecnologias voltadas à valorização de resíduos e economia circular. Este é o caso do etanol gerado a partir de restos de alimentos. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias da região de Piracicaba em tempo real e de graça Diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Ambipar, Gabriel Estevam Domingos explica que, além da escassez do álcool 70% na pandemia, o crescimento no consumo de alimentos industrializados também motivou a produção. “Nós começamos analisar o potencial de produção de álcool de fontes secundárias, que não seria necessariamente a cana-de-açúcar, que é muito difundida no Brasil, e até mesmo o milho, que representa em torno de 20% do mercado. [...] Na pandemia, as pessoas começaram a consumir mais alimentos industrializados, né? Então, houve um pico de crescimento [...]. E, consequentemente, a cadeia gerava muito resíduo”, esclarece. A produção de álcool em gel ocorre deste 2021. Em julho deste ano, após desenvolvimento e aprimoramento do projeto, a empresa iniciou a produção do álcool combustível. O que vira combustível? 🍭 Balas, doces, bolachas, pães, bolos, salgadinhos, arroz, macarrão, panetones e chocolates são exemplos de resíduos com potencial para virar álcool. São aproveitados restos do processo de fabricação, produtos vencidos ou com problemas na embalagem. Alimentos ricos em açúcar e amido têm alto teor de açúcar e, portato, pontencial geração de etanol Divulgação/Ambipar A empresa mantém parcerias com indústrias alimentícias e redes de supermercados que fornecem os materiais. Segundo o gestor, o açúcar é o elemento central dessa economia circular. O que torna esses alimentos adequados para a produção é a alta concentração de açúcar e amido. “Eu quero aproveitar eles, de certa forma. Então, você imagina lá que da cana-de-açúcar foi retirado o açúcar e foi produzido esses alimentos. E agora eu estou pegando os alimentos e reaproveitando o açúcar presente neles”, explica. Para ser reaproveitado, o resíduo precisa ter alto teor de açúcar. O ideal é apresentar de 30% a 35% de Brix, medida usada para quantificar a porcentagem do composto. 🧪 Como é o processo produtivo? São produzidos de 200 a 250 mil litros de etanol por mês. A cada tonelada de resíduos, obtêm-se 400 litros de etanol com concentração de 95%, um aproveitamento de 40%. “A cana-de-açúcar produz em torno de 100 litros, o milho mais, em torno de 350, dependendo da planta. E o nosso, como tem muito açúcar, produz-se 400 por tonelada”, compara Domingos. Etapas do processo produtivo de etanol a base de resíduos Divulgação/Ambipar Veja abaixo quais são as etapas do processo produtivo: Blendagem: mistura dos resíduos para atingir o teor de açúcar necessário. Descaracterização: separação do conteúdo das embalagens, que seguem para reciclagem. Fermentação: enzimas e bactérias transformam açúcar em álcool. Destilação: separação do álcool da água. A tecnologia foi desenvolvida na sede, onde também ocorrem a blendagem e a descaracterização. Em seguida, o material é transportado para usinas parceiras em Bauru (SP), onde acontecem a fermentação e a destilação. Depois, retorna a Nova Odessa para diluição e envase. O etanol abastece um posto da consultoria ambiental. Posto de combustível ⛽ Segundo o porta-voz, o posto tem capacidade para 4 mil litros por semana e segue os padrões de qualidade e segurança de um posto convencional, com licenças da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste. “A partir de uma licença que nós conseguimos junto à ANP, a gente conseguiu começar a utilizar esse etanol para abastecer parte da nossa frota”, conta o gestor. Cerca de 30 a 35 carros são abastecidos com o combustível. O posto de combustível próprio da empresa está localizado em Nova Odessa Divulgação/Ambipar 🌱 Impacto ambiental O processo fermentativo gera uma vinhaça doce, reutilizada para engorda de bovinos. “Então, o meu ciclo é fechado. Embora eu gere o resíduo, esse resíduo é aproveitado. É um destino nobre”, acrescenta Domingos. O combustível reduz 98% das emissões de dióxido de carbono (CO₂) em comparação com a gasolina. Domingos explica que o etanol convencional já é menos poluente e que, no caso do etanol de resíduos, a redução considera fatores como a economia com fertilizantes químicos e nitrogenados. E o custo? 💸 O custo é o mesmo que o produto convencional, segundo o diretor do projeto. Ele ressalta que diversos fatores influenciam no valor, como a redução do impacto ambiental ao evitar incineração ou envio para aterros e a economia por não usar combustíveis fósseis, tornando o processo viável. *Sob supervisão de Claudia Assencio VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja outras notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE que fogo em biscoito cream cracker seja causado por suposto ingrediente 'sintético'

Publicado em: 20/09/2025 06:00

É #FAKE que fogo em cream cracker seja provocado por elemento sintético Reprodução Circula nas redes sociais um vídeo que mostra um biscoito cream cracker pegando fogo após ser exposto à chama de um fogão de cozinha. Na gravação, uma mulher sugere que esse tipo de biscoito é sintético. É #FAKE. selo fake g1 🛑 O que diz a publicação falsa? Publicado em 7 de setembro no Instagram, onde alcançou mais de 214 mil curtidas, o vídeo mostra uma mulher colocando o biscoito cream cracker sobre a chama de um fogão aceso. Na sequência, ela coloca o item, ainda queimando, em um prato. E diz: "Gente, vou testar essa experiência da bolacha cream cracker porque eu estou achando um absurdo [...]. Eu sou dessas: só acredito vendo. Olha, vou sair de perto [...]. Tem coisas que eu gosto de ver para crer. Será que estamos, mesmo, comendo algo sintético? Não é possível! Rapaz, vou desligar o fogo e botar aqui no prato. Misericórdia! Meu Deus, a bolacha está entortando [...]". A legenda afirma apenas: "Eu não como mais". ⚠️ Por que a mensagem é falsa? Embora o vídeo seja real – e não algo criado com inteligência artificial (IA) –, o post é mentiroso. Isso porque não é verdade a sugestão de que o cream cracker tenha um ingrediente sintético. O Fato ou Fake mostrou o vídeo ao professor Jorge A. W. Gut, do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), da Universidade de São Paulo (USP). Ele explica que: O fato de o biscoito pegar fogo não indica a presença de produtos tóxicos ou inadequados à alimentação. É esperado que isso [o fogo] aconteça. O principal componente do biscoito cream cracker é a farinha de trigo e a farinha é um combustível, ou seja, sofre combustão (queima). A temperatura de ignição da farinha de trigo é de cerca de 400 °C. Como a chama do fogão tem uma temperatura superior, vai dar a "ignição" na combustão da farinha no biscoito. A ignição, na prática, significa que o biscoito vai continuar queimando mesmo não estando mais sobre a chama do fogão, como se vê no vídeo. Muitas pessoas não sabem, mas farinha de trigo ou amido são combustíveis que podem explodir se levantar poeira perto de uma fonte de calor. Na indústria isso é um grande risco e há relatos de acidentes sérios. O professor aponta vídeos que mostram o experimento da explosão da farinha. Veja aqui, aqui e aqui. Além disso, a gordura vegetal presente no biscoito também é um combustível que tem ignição perto da mesma temperatura. É #FAKE que fogo em cream cracker seja provocado por elemento sintético Reprodução Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Lamas, Amarelinho, Nova Capela... Conheça 9 bares centenários do Rio, que já receberam de Walt Disney a Getúlio Vargas

Publicado em: 20/09/2025 06:00

Conheça três bares centenários do Rio de Janeiro Há um ditado que diz que "uma cidade também se conta pelos bares". No Rio de Janeiro, claro, não é diferente. O g1 reuniu as histórias de estabelecimentos que testemunharam mais de um século da boemia carioca. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Amarelinho 📍Praça Floriano, 55 - Cinelândia ⏰ Aberto de 11h a 1h, todos os dias. O bar nasceu em 1921 com o nome de Café Riviera, mas era reconhecido pela cor do seu prédio, onde antes ficava o Convento de Nossa Senhora da Ajuda. O apelido pegou e a casa aderiu, tornando-se o Amarelinho. Gravatinha amarela: o uniforme clássico dos garçons do centenário 'Amarelinho da Cinelândia' Stephanie Rodrigues/g1 "Do outro lado da praça também tinha o que o pessoal chamava de Vermelhinho, mas fechou faz tempo", contou José Lemos, atual sócio do bar. Ele está na casa desde os 18 anos. O espanhol começou como copeiro logo que chegou ao Brasil, fugindo da Ditadura Franquista. Seu José, 89 anos, sócio do Amarelinho, segue recebendo clientes todos os dias na Cinelândia Stephanie Rodrigues/g1 Hoje, aos 89, continua lá, todos os dias, cumprimentando a clientela com um cardápio na mão e muito orgulho. "Não existe bar melhor do que esse aqui!" Ele recebeu o g1 vestindo a camisa - uma pólo, da exata cor que dá nome ao estabelecimento. No coração da Cinelândia, o ícone carioca reunia, em suas mesas, deputados e senadores, na época em que o Rio ainda era Distrito Federal, assim como artistas da região, que já foi considerada a "Broadway Brasileira". Hoje ainda recebe parlamentares da Câmara Municipal, que é sua vizinha, e atrai turistas. Segundo Lemos, independente de quem seja, o tratamento é igual para todos os fregueses. "Aqui todo mundo é popular", diz. Em 70 anos de bar, ele viu de tudo. De brigas de casal dignas de novela até protestos políticos, como em 2013, quando mesas do Amarelinho foram incendiadas e usadas como barricadas. O Seu José conhece cada ladrilho daquele salão, mas, mesmo para ele, o espaço tem alguns segredos. O tradicional Amarelinho, ponto de encontro de políticos e artistas desde os anos 1920 Stephanie Rodrigues/g1 Ele contou que, quando o imóvel foi comprado, os primeiros donos encontraram uma passagem subterrânea entre o antigo convento e algum ponto próximo à atual Praça Mahatma Ghandi, onde antes ficava o Palácio Monroe, que foi sede do Senado Federal. Ele não sabe onde, exatamente, ficava a saída do túnel e nem para que ele era usado. Todo bar tem direito aos seus mistérios. Café Lamas 📍 R. Marquês de Abrantes, 18a - Flamengo⏰ Aberto de 9h30 a 0h, às segundas, e de 9h30 a 1h30, de terça a domingo. De 1874, o Lamas é considerado o restaurante mais antigo ainda em funcionamento na cidade, segundo a própria casa. Mas ele era mais do que isso. O Café Lamas, de 1874, já recebeu nomes como Machado de Assis, Noel Rosa e Walt Disney Stephanie Rodrigues/g1 No antigo endereço, no Largo do Machado, o estabelecimento tinha três ambientes. Na entrada, funcionava uma mercearia, no centro o restaurante onde eram servidas as refeições e, ao fundo, um salão com mesas de sinuca e serviços de bar. A ideia era atender a todos os gostos e em todas as horas, isso porque o Lamas ficava aberto 24h por dia. E sempre cheio. Antes que os boêmios terminassem a última rodada, já chegava gente para o café da manhã. E, por falar em café da manhã, o Lamas era a parda obrigatória de Getúlio Vargas, que pedia sempre um chá e torradas, antes de ir para o Palácio do Catete. Itamar Franco era mais do chope. De frequentadores ilustres, a história do Café é cheia. E todos eles autografaram uma página nos cadernos do restaurante, como conta Milton Brito, atual sócio do estabelecimento. Machado de Assis, Noel Rosa, Monteiro Lobato e Oscar Niemeyer são alguns exemplos. Alcione eternizou, com sua voz, o bife do Lamas, na música "Rio Antigo". Até Walt Disney esteve por lá quando visitou o Rio. Era um ambiente para boas ideias. Até time de futebol já nasceu por lá. E não foi qualquer um! Foi lá que um grupo de dissidentes do Fluminense teve a ideia de seguir seu próprio rumo, adotando as cores rubro-negras. Por isso, o estabelecimento, na fronteira entre o Flamengo e Laranjeiras, sempre foi ponto de encontro da torcida flamenguista e chegou a ser homenageado em uma camiseta do time. Em 1976 o restaurante teve que se mudar, por conta das obras do metrô e continua sua história na Rua Marquês de Abrantes. E lá, Milton segue com a tradição. Um discreto caderno preto coleciona dedicatórias de nomes como Bruna Marquezine e Lázaro Ramos. Fundado no século 19, o restaurante foi palco de histórias curiosas. Stephanie Rodrigues/g1 O Café já viu de tudo, mas a história mais marcante para Milton foi essa: "Eram 2h da manhã, o Lamas fervilhando", conta. Uma senhora sentou-se no meio do salão, já no novo endereço, e pediu uma canja. Assim que a sopa chegou, uma criatura comprida despontou da gola da sua blusa. A mulher tinha trazido uma cobra para jantar. Assim que o primeiro freguês percebeu o que acontecia, foi uma correria. "Era chope para todo lado!", lembra Milton. Nova Capela 📍Av. Mem de Sá, 96 - Lapa ⏰ Aberto de 11h a 0h, de domingo a quinta-feira, e de 11h a 2h, às sextas e aos sábados. Desde 1903, o bar mantém viva a tradição da culinária portuguesa. O estabelecimento ficava no Largo Lapa, onde existia uma antiga capela, que deu a ele o seu nome. Fundada em 1903, a Nova Capela mantém viva a tradição da culinária portuguesa no Rio Stephanie Rodrigues/g1 Na década de 60, o Capela mudou de endereço. No número 96 da Avenida Mem de Sá, reabriu com o nome Nova Capela. E, lá, foi ponto obrigatório da boemia carioca. Madame Satã, uma das personagens mais representativas da vida noturna e marginal da Lapa carioca na primeira metade do século 20, teria estado naquele salão. O prato mais famoso da casa é o cabrito assado, com arroz de brócolis, batata corada e alho frito. Segundo o gerente, João Carvalho, "tem gente até de São Paulo que vem para provar o cabrito". O cabrito assado com arroz de brócolis é o prato mais famoso da Nova Capela, atraindo clientes até de fora do estado Stephanie Rodrigues/g1 Bar Brasil 📍Av. Mem de Sá, 90 - Lapa ⏰ Aberto de 11h a 0h, de terça a quinta-feira, de 11h a 2h, às sextas e aos sábados, e de 11h a 17h aos domingos. De brasileiro, só tem o nome. Fundado por dois austríacos em 1907, o bar se chamava Zepelim e sempre serviu pratos de origem alemã. Durante o período da segunda guerra, o estabelecimento sofreu com a antipatia da população e chegou a fechar. Quando reabriu, adotou esse nome mais patriótico, mas manteve a comida e a decoração europeia. O kasseler é o carro chefe. Segundo Gustavo Marins, o atual dono, é praticamente um carré de porco. Bar Brasil – Centenário bar da Lapa, foi inaugurado em 1907 com o nome de Zeppelin - a mudança veio depois da Segunda Guerra Mundial. Referência em culinária alemã, tem entre os pratos mais famosos o Kassler (costela de porco defumada). Marina Herriges/Riotur Além do tradicional, o bar também serve o Kasseler à Mineira, que teria sido ideia de Paulinho da Viola, frequentador da casa. A proteína vem acompanhada de tutu, arroz e couve. Marins não sabe se isso é fato ou mito. É uma história contada pelo pai dele, um espanhol que começou na casa como copeiro e acabou herdando o negócio dos austríacos. O que ele sabe é que a união cultural é o segredo do sucesso. "Nem todo mundo tem que gostar de chucrute", diz, bem-humorado. Armazém São Thiago (Bar do Gomes) Armazém São Thiago, ou Bar do Gomes, em Santa Teresa Alexandre Macieira/Riotur 📍R. Áurea, 26 - Santa Teresa ⏰ Aberto de 12h a 0h, de segunda a sábado, e de 12h a 23h, aos domingos. Em Santa Teresa, O Armazém São Thiago, conhecido também como Bar do Gomes, abriu em 1919 e funcionava como uma mercearia. Depois, mudou de ramo e virou um bar icônico do bairro. Em 2011 o estabelecimento se tornou Patrimônio Cultural da cidade do Rio de Janeiro, sendo tombado pela prefeitura. Botequim de verdade: O Armazém São Thiago, ou Bar do Gomes, para os mais chegados, é patrimônio cultural do Rio. Reprodução Casa Paladino 📍 R. Uruguaiana, 224 - Centro ⏰ Aberto de 7h a 20h30, de segunda a sexta-feira. Também considerado Patrimônio Cultural Carioca, o estabelecimento, fundado em 1906 mantém sua decoração, cardápio e serviço característicos. Começou como uma sofisticada delicatessen e se estabeleceu como armazém e mercearia. Quem visita a Casa Paladino pode desfrutar das bebidas, enlatados e conservas, além dos tradicionais sanduíches no pão francês, recheados com até três ingredientes escolhidos pelo cliente. Casa Paladino, no Centro do Rio. Reprodução: Riotur Armazém Senado 📍Rua do Senado 60/Av. Gomes Freire 256 - Centro ⏰ Aberto de 7h a 20h30, de segunda a sexta-feira, e de 9h a 19h, aos sábados. Desde 1907, o armazém serve cerveja gelada na Rua do Senado, que divide o nome com o estabelecimento. E, em muitas noites, a bebida é acompanhada por uma tradicional roda de samba. Roda de samba no Armazém Senado Alexandre Macieira/Riotur Aurora 📍 R. Cap. Salomão, 43 - Humaitá ⏰ Aberto de 11h30 a 0h, de segunda a sábado, e de 11h30 a 23h30, aos domingos. No Humaitá, desde 1898, o Aurora mantém a tradição da culinária portuguesa e do chope. Apesar de ter sido reformado, conserva o estilo antigo, com ladrilhos que lembram azulejos. Restaurante Aurora, no Humaitá Reprodução/Google Maps Rio Minho 📍R. do Ouvidor, 10 - Centro ⏰ Aberto de 11h a 17h, de segunda a sexta-feira. Inaugurado em 1884, o Restaurante Rio Minho é o mais antigo da cidade ainda em funcionamento. A casa serve os tradicionais frutos do mar, na Rua do Ouvidor, no Centro do Rio. Restaurante Rio Minho Alexandre Macieira/Riotur Restaurante Rio Minho Alexandre Macieira/Riotur

Palavras-chave: câmara municipal

Força Aérea termina testes e caça supersônico da base de Anápolis está pronto para uso, diz capitão

Publicado em: 20/09/2025 05:00

Base aérea de Anápolis conclui testes de um moderno Caça Gripen A Força Aérea Brasileira (FAB) terminou os testes no F-39 Gripen, um caça supersônico com sensores modernos e armas, da Base Aérea de Anápolis (BAAN), na região central do estado. A aeronave está pronta para voar e realizar novas operações, de acordo com o capitão Wanderson Zorzo. Capaz de atingir uma velocidade de 2.470 km/h, o jato é considerado a primeira linha da FAB. "O F-39 é uma aeronave nova. Como todo projeto, ela passa por um período de implementação operacional [...] Desde que a aeronave chegou, os pilotos, mecânicos e pessoal de solo, estão todos voltados para fazer essa implementação da aeronave no contexto da defesa aeroespacial do Brasil", explicou o chefe da seção de comunicação social da BAAN ao g1. Segundo o capitão, a aeronave deve passar por testes a vida toda útil para garantir a sua eficiência. Com uma altura de 4,5 m, um comprimento de 14,1 m e 8,6 m de envergadura das asas, ela pode cumprir missões de ataque ao solo e reconhecimento. O modelo é ideal para operação em ambientes hostis, mesmo em situações de combate complexas, segundo a FAB. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O F-39 é considerado pela FAB um importante avanço em qualidade e tecnologia para a capacidade de defesa do país. A aeronave integra o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), o Esquadrão Jaguar, em Anápolis. “É uma aeronave que consegue ultrapassar a barreira do som”, explicou o capitão sobre a denominação “supersônica”. Parte traseira de jato entregue à Base Aérea de Anápolis, em Goiás Divulgação/Agência Força Aérea LEIA TAMBÉM: Sensores modernos e armas para ambientes hostis: veja detalhes do novo caça supersônico entregue à Base Aérea de Anápolis Tradição há 50 anos, Portões Abertos da Base aérea de Anápolis é cancelado Formada em ciências aeronáuticas e influenciadora: veja quem é a piloto de 23 anos que fez pouso após falha no avião que levava Lívia Andrade Entenda os testes realizados F-39 Gripen é o novo jato da Base Aérea de Anápolis (Baan) De acordo com a FAB, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou a Verificação Técnica (VT) e a Validação Logística (VL) do F-39E Gripen, entre agosto e setembro deste ano. “O foco foi avaliar o Gripen na primeira versão BCU (Basic Capability Updated) e os sistemas de suporte à sua operação para as missões de Alerta de Defesa Aérea e Desdobramento no território nacional”, informou a FAB. A AVOP-I serve para verificar a efetividade e a adequabilidade da aeronave para cumprir missões, levando em consideração o ambiente operacional brasileiro e o estágio inicial de seu ciclo de vida. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Como medir a pressão corretamente em casa: veja o tipo de aparelho recomendado e evite erros comuns

Publicado em: 20/09/2025 05:00

Pressão de 12x8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz A nova diretriz divulgada por três sociedades médicas nesta quinta (19), que passa a considerar a pré-hipertensão os valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 deixou muita gente preocupada. O primeiro ponto a esclarecer é que os diagnósticos são feitos com base na medição durante a consulta ou sob supervisão médica, e não a partir das aferições caseiras. Apesar disso, o acompanhamento da pressão em casa é comum e recomendado em muitos casos. Por isso é importante evitar erros comuns. O g1 conversou com a diretora Científica do Multiprofissional e Coordenadora da Campanha Menos Pressão da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) Grazia Maria Guerra, e com um dos coordenadores da nova diretriz pela Sociedade Brasileira de Cardiologia Wilson Nadruz para entender como a pressão pode ser medida em casa e os erros mais comuns. Para medir a pressão corretamente em casa, é necessário: ✅ Usar aparelho validado por sociedade médica de cardiologia ou hipertensão reconhecia. Ex: Sociedades de Cardiologia ou Hipertensão brasileira, europeia ou americana. A validação é como um selo de qualidade e esta informação é descrita no aparelho, mas muitos não a possuem; ✅ Dar preferência a aparelhos que fazem a medição pelo braço e não pelo punho. Isso porque a maioria dos aparelhos que medem pelo punho não é validada por sociedades médicas, explica Nadruz. Os de pulso devem ser utilizados em ambientes de academia e serviços de saúde e manuseados pelos profissionais, porque - dependendo da posição - podem levar a erros de leitura e gerar valores não confiáveis, acrescenta a Guerra; ✅ 🧘Ficar sentado, em repouso, por 5 minutos, antes da medição; ✅ Medir em ambiente calmo e silencioso ; ✅ Ficar com as pernas descruzadas; ✅ Ficar com o braço apoiado no nível do coração; ✅ Estar com as costas apoiadas no encosto da cadeira; ✅ Usar aparelho calibrado anualmente ou a cada seis meses, dependendo do fabricante: uma dica é o paciente levar o aparelho para a consulta e comparar se a medida do aparelho doméstico está de acordo com a medida do aparelho do médico; ✅ Colocar a braçadeira sobre o braço desnudo, aproximadamente 2 centímetros acima da dobra do braço; ✅ A bolsa de borracha interna da braçadeira deve estar bem centralizada sobre a artéria braquial (o principal vaso sanguíneo do braço); ✅ Estar atento sobre a circunferência do braço, pois braços de pessoas muito magras ou com obesidade precisam utilizar o tamanho do manguito (faixa inflável de tecido do aparelho) apropriado. 🚫 Não conversar durante a medição. 🚫 Evitar atividade física prévia; 🚫 Evitar a bexiga repleta; 🚫 Não ter ingerido bebidas estimulantes como cafeína, energéticos e álcool nos últimos 30 minutos; 🚫 Evitar cigarro nos 30 minutos antes da medição; A professora Guerra destaca que um estudo de julho de 2021, publicado na revista da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) “Hipertensão”, revelou que 46% dos esfigmomanômetros (aparelhos usados para medir a pressão arterial), foram reprovados em testes. Como medir a pressão corretamente em casa: aparelhos recomendados, frequência e erros comuns Adobe Stock A medida da pressão arterial feita em casa, pelo paciente, de forma aleatória, ou seja, sem um protocolo estabelecido, é chamada de Auto Medida da Pressão Arterial (AMPA). E essa auto medida habitualmente não é utilizada para definir a conduta médica ou um diagnóstico de hipertensão e não costuma ser muito valorizada pelos médicos, explica Nadruz. Por isso, não existe uma frequência estabelecida para esta medição. 🚫⚠️Entre os erros mais comuns cometidos por quem mede a pressão em casa, estão: 🚫 Medir após momentos de estresse, discussão e outros problemas domésticos; 🚫 Medir em situação de dor de cabeça; 🚫 Realizar o procedimento imediatamente após a prática de atividade física; 🚫 Não descansar por 5 minutos, sentado, antes da medição; 🚫 Usar aparelho não validado por sociedades médicas de referência; 🚫 Colocar o manguito no braço em posição inadequada; 🚫 Usar aparelho não calibrado; 🚫 Colocar a braçadeira no braço sobre a roupa; 🚫 Conversar durante a medição. “É muito comum o paciente comprar o aparelho para ter em casa e ficar medindo durante anos sem calibrar. Com o tempo, essas medidas podem não ser muito precisas e podem não refletir o comportamento da pressão”, alerta Nadruz. Aparelho medidor de pressão e remédios: medicamentos utilizam volume maior de dados masculinos, embora as doenças cardiovasculares também sejam a principal causa de morte de mulheres Steve Buissinne para Pixabay Dimensões do manguito arte g1 Mas existem medidas de pressão arterial feitas em casa que são validadas: ➡️ MAPA (Medida Ambulatorial da Pressão Arterial): o paciente leva para casa um aparelho oferecido pelo serviço de saúde e mede a pressão durante 24 horas, com intervalos de tempo pré-estabelecidos - geralmente variando de 20 a 30 minutos. Depois de 24 horas, o paciente tira o aparelho. ➡️ MRPA (Medida Residencial da Pressão Arterial): o paciente leva para casa um aparelho oferecido pelo serviço de saúde e mede a pressão três vezes pela manhã e três vezes à noite, durante quatro dias, e faz a média dessas 24 medidas. O paciente é treinado antes pelo médico, que segue um protocolo. Essa medida pode ser indicada pelo profissional de saúde, por exemplo, para: Afastar o efeito da chamada “hipertensão do avental branco”, reação de alerta após fenômeno frequente, que pode elevar os valores obtidos decorrentes da reação e estado de tensão dos indivíduos. Identificação da hipertensão mascarada Verificação da eficácia do tratamento medicamentoso anti-hipertensivo Confirmação diagnóstica da hipertensão arterial resistente ATENÇÃO: Para o diagnóstico da hipertensão, o paciente precisa ter a pressão arterial medida no consultório, em dois momentos distintos. O que é pressão arterial? A pressão arterial é a pressão ou a força exercida pelo sangue no interior dos vasos sanguíneos arteriais, proveniente dos batimentos cardíacos. É uma medida indireta obtida por meio de técnicas testadas e validadas. Sua execução realizada de acordo com o procedimento correto evita erros. PERGUNTAS E RESPOSTAS: Tenho pressão 12 por 8, vou precisar passar a tomar remédio? Veja perguntas e respostas Entenda a nova diretriz Uma nova diretriz endossada por três sociedades médicas passa a enquadrar como pré-hipertensão valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 (120-139 mmHg sistólica e/ou 80-89 mmHg diastólica). O documento foi divulgado nesta quinta-feira (18) no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia. Ele foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Antes vistos como “normais limítrofes”, esses números agora exigem atenção médica. O objetivo da reclassificação é reforçar a prevenção: nessa fase, sem que a hipertensão esteja totalmente instalada, os médicos devem recomendar mudanças no estilo de vida e, dependendo do risco do paciente, podem até receitar o uso de medicamentos. ➡️A mudança vai ao encontro de novas diretrizes internacionais divulgadas no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2024. À época, a pressão 12 por 8 passou a ser classificada como "pressão arterial elevada" pelos padrões europeus. Segundo os autores da nova diretriz, o limite mais baixo é fundamental para reduzir riscos de complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. Nos casos em que o paciente não tolera reduções tão intensas, a orientação é buscar o nível mais baixo possível dentro da segurança clínica. Pela primeira vez, o relatório estabelece que não basta controlar apenas os números da pressão. O foco agora é reduzir também o risco cardiovascular global. Além disso, a diretriz dedica, pela primeira vez, um capítulo exclusivo ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão reflete a realidade brasileira: cerca de 75% dos pacientes hipertensos são acompanhados na rede pública. A diretriz também traz orientações voltadas à saúde feminina, reconhecendo que há fases de maior vulnerabilidade para a hipertensão: Anticoncepcionais: a diretriz recomenda medir a pressão antes da prescrição e monitorar regularmente durante o uso. Gestação: medicamentos considerados seguros, como a metildopa e alguns bloqueadores de canais de cálcio (nifedipina de longa duração, amlodipina), devem ser priorizados em gestantes hipertensas. Peri e pós-menopausa: fases em que a pressão tende a subir, exigindo acompanhamento mais próximo. Histórico gestacional: mulheres que tiveram hipertensão na gravidez precisam de acompanhamento de longo prazo, já que esse histórico aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares no futuro. LEIA TAMBÉM: Hipertensão tem tratamento gratuito no SUS; saiba como ter acesso Por que sociedades médicas e estudo científico defendem tratamento mais rigoroso para pressão alta? Pressão de 12 por 8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz Pressão de 12x8 é reclassificada como pré-hipertensão em nova diretriz

Palavras-chave: vulnerabilidade

Constrangido por Claudia Raia em teatro, homem com deficiência visual diz que acessibilidade ainda está na ‘bolha’

Publicado em: 20/09/2025 05:00

Rodolfo Cadamuro, de São Paulo, foi constrangido durante peça com a atriz Claudia Raia enquanto usava recurso de audiodescrição Arquivo Pessoal/Arquivo g1 - Celso Tavares Após ser constrangido pela atriz Claudia Raia enquanto usava o recurso de audiodescrição durante a peça “Cenas da Menopausa”, em um teatro de São Paulo, Rodolfo Cadamuro, de 32 anos, relatou o episódio ao g1. Ele afirmou que a situação serviu para mostrar o quanto é importante falar mais sobre acessibilidade, inclusão e direitos das pessoas com deficiência em diversas áreas no Brasil. "Percebi que nós, eu e minha esposa, falamos muito sobre acessibilidade no nosso perfil @pop.cornea no Instagram e no TikTok. Seguimos também perfis que abordam o tema, mas a gente está numa bolha. Quando vamos para um público mais amplo, ainda falta saber o básico. As pessoas não têm noção do que é. Muitas vezes não é preconceito, não é má intenção, é que as pessoas realmente nem sabem como funciona", afirmou Rodolfo. "A audiodescrição, por exemplo, funciona com um celular ou um transmissor em que você usa fones de ouvido. As pessoas não sabem que o fone é o veículo que permite o acesso à peça. Tem gente até que confunde audiodescrição com 'autodescrição'." 🔍A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que narra elementos visuais, como cenários, ações, expressões e figurinos para tornar conteúdos de filmes, peças e eventos compreensíveis a pessoas cegas ou com baixa visão. O constrangimento de Rodolfo, que viralizou nas redes sociais, ocorreu em 13 de setembro. Ele, que tem baixa visão, tinha sido convidado para testar o recurso e seria sua primeira vez a usá-lo em um teatro . Mas no decorrer da peça, durante a interação com o público, Claudia Raia apontou para Rodolfo e pediu que ele retirasse os fones, sem saber que estava utilizando o recurso de audiodescrição. Ele estava acompanhado da esposa, Monique Scisci. Depois de ser informada de que se tratava de uma pessoa com deficiência visual, a atriz pediu desculpas para o casal e fez uma retratação pública em seu Instagram (veja mais abaixo). "Era minha primeira vez usando esse recurso de audiodescrição no teatro. Geralmente quem faz [a audiodescrição] para mim é minha esposa, que me ajuda nos teatros, no cinema. Fiquei em choque quando ela apontou para mim e na hora não foi legal. Mas ela aceitou dialogar com a gente. Mandou um áudio no dia seguinte para nós, pedindo desculpas. E desculpas superaceitas. Foram desculpas genuínas. Vamos levar para frente agora, e sem rancor. Vamos transformar isso numa coisa boa e dar visibilidade para o tema", afirmou Rodolfo. Monique complementou: "Não tem problema a pessoa errar. Errar faz parte do processo de aprendizagem. Então, a pessoa erra, reconhece, aprende e não erra mais. Tem que reconhecer e, no caso dela, por ser uma pessoa pública, além de não errar mais, é ainda trazer consciência e dar voz para esta causa. E se a gente deixa as pessoas com medo de errar, a gente afasta as pessoas da causa". Rodolfo Cadamuro mostrando o recurso de audiodescrição no teatro Arquivo Pessoal Vida ativa para inspirar Rodolfo contou ao g1 que nasceu com catarata nos dois olhos e recebeu o diagnóstico de glaucoma aos 9 meses. Passou por 19 cirurgias e quatro transplantes de córnea, o que o deixou com 5% de visão no olho direito e 30% no esquerdo. Mesmo com a condição, não desistiu de estudar e trabalhar. Formou-se em Relações Internacionais na Unesp de Franca, fez pós-graduação e trabalha atualmente no mercado financeiro. "Sempre fui bem ativo, mas meus pais também me estimularam bastante na infância. Eu andava de bicicleta, caía, voltava para casa e ia de novo. Frequentei uma ONG em Ribeirão Preto, a ADVIRP, Associação de Deficientes Visuais de Ribeirão Preto, que faz um trabalho maravilhoso. Estudei e fui para o mercado de trabalho." "Mas sempre fui a pessoa que ia abrindo caminhos. Na escola não tinha material ampliado. Eu e minha mãe tivemos que brigar para a escola fornecer. Na faculdade, a mesma coisa", ressaltou. LEIA TAMBÉM: Foliões com deficiência visual e auditiva aproveitam desfiles no Sambódromo com intérpretes de libras e audiodescrição Internado há 25 anos, homem tetraplégico volta a estudar com ajuda da tecnologia Óculos 'falantes': como um dispositivo de inteligência artificial ajuda estudantes cegos no Brasil Rodolfo e a esposa Monique moram em São Paulo e falam sobre acessibilidade nas redes sociais Arquivo Pessoal A esposa, Monique Scisci, tem 36 anos, trabalha com empreendedorismo e tenta ser ativa, apesar das limitações impostas por uma patologia óssea rara que faz com que ela tenha dificuldade de locomoção. "Essa síndrome afeta os músculos e aí eu tenho dificuldade de caminhar, subir escada, carregar peso. Eu e o Rodolfo nos complementamos. Ele me ajuda, e eu o ajudo fazendo audiodescrições no teatro, no cinema e em tudo que ele precisa", afirmou. Foi por isso que os dois tiveram a ideia de criar em 2023 o perfil Popcórnea nas redes sociais, para mostrar o cotidiano e ampliar a discussão sobre acessibilidade. "Quando nos casamos, muitas pessoas vieram falar que nossa história ela linda, inspiradora e precisava ser compartilhada. Então, tivemos a ideia do perfil. Acho que essa abordagem de mostrar o cotidiano funcionando e também a gente se complementando dialoga com todo mundo. Acho que fez o canal ir crescendo, sabe? E levamos os temas de forma leve, com humor, porque é o nosso perfil. A gente é crítico quando precisa, mas nunca atacando." Rodolfo enfatiza que é importante mostrar que as pessoas com deficiência têm o direito de estar em todos os espaços, seja no mercado de trabalho ou no lazer. "Nós temos que ocupar todos os espaços, sim. Recebi muitas mensagens de pessoas que falam que não saem de casa pelas dificuldades. Hoje somos quase 8 milhões no Brasil com deficiência visual. E a gente percebe que quem se interessa pelo tema tem uma deficiência ou tem alguém na família ou um amigo muito próximo. Se é uma pessoa que não convive, ela não tem interesse. E temos que levar o tema para todos", ressaltou. O que disse Claudia Raia Claudia Raia se retrata com espectador de baixa visão que se sentiu constrangido durante peça 'Cenas da menopausa' Reprodução/Instagram Após o caso envolvendo Rodolfo, Claudia publicou vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelo que houve. "Ontem aconteceu um mal-entendido muito chato na sessão da 'Cenas da Menopausa'. Um espectador portador de deficiência com baixa acuidade visual, o querido Rodolfo, estava usando o recurso de audiodescrição pelo aplicativo, mas eu não fui avisada de que esse sistema estava funcionando. Por isso acabei entendendo errado a situação toda, e eu chamei a atenção dele", afirmou. "Já falei com o Rodolfo, e com a Monique, e os convidei para voltarem em outra sessão junto de amigos para que sejam recebidos com todo o carinho, como eu trato o meu público. Eu quero me reparar, de coração, com o Rodolfo." A atriz ainda disse que combinou de usar a situação para lembrar a todos que a audiodescrição é um recurso cada vez mais moderno e necessário de acessibilidade. "Precisamos trazer esse assunto à tona sempre que possível", finalizou a atriz. Initial plugin text Rodolfo e a esposa Monique moram em São Paulo e falam sobre acessibilidade nas redes sociais Arquivo Pessoal Rodolfo Cadamuro, morador de São Paulo, foi diagnosticado com glaucoma aos 9 meses e passou por 19 cirurgias Arquivo Pessoal

Ford Maverick Tremor fica mais afiada para incomodar a RAM e reconquistar clientes; veja o teste

Publicado em: 20/09/2025 04:00

Ford Maverick Tremor fica mais afiada para incomodar a RAM e reconquistar clientes A Ford tem a inglória missão de reconquistar a confiança dos brasileiros e preservar a presença da marca após o fechamento das fábricas e da maior parte das concessionárias no país. Assim, quando se trata de lançamentos, não há espaço para erros. A picape Maverick chegou ao Brasil em 2022, um ano após os acontecimentos, oferecendo menos equipamentos do que o esperado para sua faixa de preço e competindo em um nível inferior ao da principal rival, a RAM Rampage. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Pois a nova Maverick Tremor, versão off-road lançada por R$ 239,9 mil, veio para corrigir essas falhas: recebeu melhorias significativas, incluindo acessórios e equipamentos voltados para o uso fora de estrada — como pneus de maior aderência, ganchos de reboque, caçamba preparada para lama e piloto automático para enfrentar atoleiros. O g1 testou a nova Maverick Tremor por uma semana para avaliar se as mudanças realmente funcionam e, acima de tudo, se a Ford conseguiu aprimorar sua picape de entrada para competir com as rivais e devolver brilho à marca no mercado brasileiro. Ford Maverick Tremor 2026 Fabio Tito/g1 LEIA MAIS Chevrolet Spark EUV: como anda o novo SUV que é tão chinês quanto seus rivais Honda HR-V 2026 é um SUV de poucas novidades, mas de muitos acertos Toyota Corolla Cross híbrido se esforça para peitar chineses, mas sofre com motor fraco No visual, a Ford Maverick Tremor se distingue da versão tradicional. As diferenças mais marcantes aparecem nas cores chamativas, como o laranja aplicado no centro da grade dianteira, além de um item exclusivo desta configuração: dois ganchos frontais, úteis para rebocar veículos presos em atoleiros ou obstáculos. Os pneus também se destacam entre as mudanças e foram projetados para equilibrar desempenho no asfalto e em estradas de terra. Nos testes, garantiram tração firme mesmo em trechos com pedras soltas, sem causar aumento significativo no consumo de combustível. Um ligeiro aumento no consumo em asfalto liso é esperado, já que esse tipo de pneu prioriza a aderência em trilhas e aumenta a capacidade de tração em diferentes superfícies. Junte com a possibilidade de tracionar as quatro rodas e o consumo pode aumentar ainda mais. Outro ponto curioso é que o desenho dos pneus gerou um ruído grave dentro da cabine em baixas velocidades, o que foi considerado positivo, por transmitir a impressão de um motor mais robusto e potente. Embora seja um detalhe, agradou a todos que estiveram dentro da picape. Ford Maverick Tremor por fora Esta versão traz ainda uma capota marítima com barras rígidas que se movimentam junto à lona ao ser recolhida, além de revestimento áspero no piso da caçamba. Embora não tenha sido testada em dias chuvosos, ao lavar a picape foi possível caminhar pela parte traseira sem qualquer risco de escorregar. Na caçamba, a Maverick Tremor já oferece vários pontos positivos. Há duas saídas de 12 volts, que podem ser adaptadas conforme a necessidade do usuário, além de uma tomada do padrão americano, de 110 volts e potência de até 400 watts. Com ela, é possível ligar diferentes equipamentos. É possível, por exemplo, conectar um PlayStation 5, que consome cerca de 200 watts, e até uma TV de 65 polegadas, que chega a 170 watts em modelos LED da Samsung, usando apenas essa tomada. Tomada na caçamba da Ford Maverick Tremor Fabio Tito/g1 Picape é confortável e simples, ao mesmo tempo No interior, as mudanças são pontuais e bem aplicadas. A central multimídia ganhou tela maior, com 13,2 polegadas e o crescimento removeu um nicho lateral de pouca utilidade. Nele cabiam apenas um punhado de moedas, já que até mesmo um ticket de estacionamento poderia cair ao menor movimento do carro. A nova central também exibe imagens da câmera em 360 graus, ausente na versão anterior. O recurso facilita o uso urbano e ajuda até mesmo em trilhas: a câmera frontal pode ser acionada para compensar o capô elevado e oferecer visão clara do que está à frente. Além disso, há outra tomada idêntica à da caçamba na parte traseira do apoio de braço dianteiro, voltada para os passageiros. Não é exatamente para ligar outro videogame ou uma TV, mas torna possível usar um notebook ou mesmo uma geladeira portátil durante a viagem. Porta da Ford Maverick Tremor é totalmente feita em plástico Fabio Tito/g1 Outro aspecto relevante foi o conforto, apesar do acabamento totalmente em plástico rígido nas portas. Nesse caso, o próprio veículo transmite uma sensação de robustez, o que combina com esse tipo de material. Ao contrário de concorrentes, como alguns modelos da Volkswagen que utilizam plástico de sensação pouco agradável, a Ford Maverick aposta em diferentes texturas, variação de cores e até parafusos aparentes, reforçando a ideia de robustez — mesmo utilizando plástico, algo incomum em veículos desse perfil mais bruto. Outro ponto positivo é a praticidade: o plástico utilizado na Maverick facilita a limpeza depois de uma trilha com barro, já que a lama inevitavelmente suja o interior. O tapete de borracha rígida, por exemplo, pode ser removido e lavado facilmente com uma mangueira. Ford Maverick Tremor por dentro Motor anda e bebe bem Se em conforto e tecnologia a Maverick se destaca, é na dirigibilidade que ela realmente impressiona. O motor 2.0 turbo a gasolina, com 253 cv de potência, demonstrou versatilidade para lidar bem com qualquer situação. Ele não é dos mais econômicos, mas ninguém compra um carro com esse motor esperando economizar combustível. Durante os testes, o melhor número que foi alcançado foi de 10,5 km/l na estrada e 7,5 km/l na cidade. Em nenhum momento houve ultrapassagens inseguras por falta de potência ou retomadas lentas. A picape manteve o bom desempenho mesmo com quatro adultos a bordo. O mérito também vai para os 38,7 kgfm de torque, em conjunto com o câmbio automático de oito marchas. Na trilha, o torque se destacou ainda mais. Subidas íngremes foram vencidas sem barulho exagerado do motor, mesmo com o câmbio configurado para manter marchas baixas — algo que normalmente intensifica o ronco do motor. Tanto na trilha quanto na cidade, dois pontos chamaram a atenção: As rodas agora possuem maior ângulo de esterço em relação à versão anterior. Isso resultou em melhor manobrabilidade em estacionamentos apertados e também permitiu girar a picape com facilidade em uma estrada de terra. O sistema de câmeras em 360 graus também fez diferença na trilha. Não foi necessário pedir ao passageiro que descesse para orientar a manobra, já que a visão externa estava toda disponível na tela. Na trilha, um dos passageiros — sem grande interesse por carros — ficou surpreso com a facilidade com que uma picape de dimensões maiores que as de um carro comum conseguiu girar e retornar ao trajeto. Em outro momento, um convidado com longa experiência em picapes reforçou a percepção positiva sobre o conjunto da Maverick. Já cogitou, inclusive, como lidaria com as acelerações mais vigorosas e a caçamba espaçosa para transportar compras da lanchonete que administra. De fato, a Ford Maverick Tremor acerta em diversos aspectos, sobretudo ao corrigir falhas das versões anteriores. Hoje, se mostra um carro versátil para múltiplos usos, até mesmo para quem não necessita de uma picape no dia a dia, mas valoriza a possibilidade de transportar algo grande, como uma geladeira, quando necessário. Com isso, a picape transmite a mensagem de ser confortável para todos os ocupantes, oferece recursos tecnológicos relevantes em qualquer veículo moderno e, ao mesmo tempo, cumpre bem o papel de robustez esperado em uma picape. Ford Maverick Tremor: vale a pena? Na comparação direta, a principal rival é a RAM Rampage com motor a gasolina. Embora ofereça parte do conforto e da tecnologia, a concorrente custa cerca de R$ 30 mil a mais que a Maverick Tremor — mesmo sem os aprimoramentos off-road presentes na versão avaliada. Com uma diferença de preço equivalente a um terço de Renault Kwid, é difícil não considerar a Maverick Tremor. Mesmo que a Rampage se aproxime do valor ou fique mais barata, o modelo da Ford ainda entrega mais e continua sendo a opção mais vantajosa. Resta saber se o consumidor terá a mesma percepção. A Ford fez a lição de casa: corrigiu várias falhas da versão anterior e entregou um produto mais completo que a principal concorrente. Acontece que o prestígio das picapes RAM ainda pode ser um grande empecilho. Por que a Ford não vende como antes? Mesmo com o nome do cupê produzido no Brasil com motores de 4, 6 e 8 canecos, durante os anos de 1970, a picape não demonstrou a mesma força e as vendas são baixas desde que chegou ao país, em 2021. A principal rival, a RAM Rampage a gasolina, vendeu 7,4 vezes mais entre janeiro e agosto de 2025, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave): RAM Rampage: 15.569 unidades emplacadas; Ford Maverick: 2.066 unidades emplacadas. Como a nova Ford Maverick começou a ser vendida apenas em 28 de agosto, ainda é cedo para medir o impacto da atualização nas vendas. No entanto, em comparação aos oito primeiros meses de 2024, a picape (antes da reestilização) emplacou 181 unidades a menos em 2025. De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, a retração da Ford no Brasil decorre de vários fatores. O fechamento das fábricas no país e a redução no número de concessionárias contribuíram diretamente para que a marca perdesse espaço no imaginário dos consumidores. "A Ford ter saído do país é apenas um dos motivos, se bem que é bom lembrar que ainda existe como importador, trazendo, inclusive o Territory. Uma movimentação desta assusta o consumidor e leva ao medo. A Ford paga o preço pelas decisões e não falo que foram erradas", revela Milad Kalume Neto, consultor independente do setor automotivo. "Não se pode desconsiderar o markefing forte da Stellantis. A Ford vem recuperando espaço e, diferente de antes, agora é rentável. A Maverick é um belo produto, ótima qualidade, mas não vende como RAM", conclui. A redução no número de concessionárias também é um ponto destacado pelo consultor. Atualmente, segundo a Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (ABRADIF), restam 79 lojas — uma queda de 72% em relação às 283 que existiam antes do fechamento das fábricas da Ford no Brasil. Já a RAM conta com 149 concessionárias no Brasil, número 88,6% superior à quantidade de pontos onde o consumidor pode comprar veículos Ford. Outro aspecto relevante é que a RAM atua exclusivamente com picapes, enquanto a Ford mantém uma linha mais variada, que inclui SUVs e modelos esportivos, como o Bronco e o Mustang. Assim, em toda concessionária da RAM o cliente encontra apenas picapes, consolidando uma marca forte. Já para Paulo Garbossa, especialista em mercado automotivo e diretor da ADK Automotive, a Ford perdeu competitividade no Brasil por preço. "O brasileiro, hoje em dia, deixou de ser fiel à marca e é fiel ao bolso. Então aquilo que entregar custo benefício pelo menor preço, acaba levando. Não chega a ser um desencanto com a Ford. Ela tem bons produtos, mas o mercado é competitivo. Tem um preço melhor? Então o pessoal leva", aponta.

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Cuiabá tem pior avaliação em gestão fiscal entre capitais, aponta índice Firjan

Publicado em: 19/09/2025 21:40

Mutirão de atendimentos e saúde para pessoas e pets em situação de rua em Cuiabá Rennan Oliveira Cuiabá teve a pior avaliação em gestão fiscal entre as capitais em 2024, de acordo com índice da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado nessa quinta-feira (18). Falta de dinheiro em caixa é o principal problema enfrentado pela administração pública. No levantamento da Firjan, a capital cuiabana apresentou nota zero em liquidez, ou seja, terminou o ano de 2024 sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas que não foram pagas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp "Ademais, a capital de Mato Grosso também apresentou nível crítico de investimento e, com isso, terminou 2024 em situação fiscal difícil e assumiu a última posição do ranking", diz trecho do estudo. Para Carlos Castilho, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em Economia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), todos os indicadores de Cuiabá apresentaram péssimos resultados. "Realmente, os indicadores de Cuiabá estão muito ruins, tanto em comparação com as médias das outras capitais, quanto em comparação com as médias de municípios com mais de 100 mil habitantes. A única exceção é o indicador de Autonomia, que mostra a capacidade de financiar a estrutura administrativa, que é 1, ou seja, absoluta. Ao contrário da liquidez que é zero", explicou. Ao g1, a prefeitura explicou que, entre 2017 e 2024, as despesas tiveram aumento de 135%, enquanto a entrada de dinheiro nos cofres públicos, no mesmo período, cresceu 115%. Ou seja, mais despesas do que receitas. Para reverter esse quadro, a prefeitura informou que promoveu contenção de gastos em diferentes áreas, inclusive até mesmo com fusão entre secretarias, como é o caso das pastas de Esporte e Cultura, que foram vinculadas à Educação. O impacto financeiro dessa mudança não foi detalhado. Logo no terceiro dia ao assumir a gestão da capital cuiabana, Abilio Brunini (PL) decretou estado de calamidade nas contas públicas por causa de um déficit financeiro de R$ 518 milhões. "Além de despesas de R$ 369 milhões que não tiveram, pela gestão anterior, a devida reserva para quitação dos pagamentos", disse a prefeitura, em nota. Para este ano, contudo, a prefeitura estima um déficit de R$ 400 milhões, o que representa uma queda de 22,7%. Já a dívida consolidada do município consome 62,2% da receita líquida. Cuiabá tem pior avaliação em gestão fiscal entre capitais, aponta índice Firjan Luiz Alves/ Secom Cuiabá Após o decreto de calamidade financeira, foi criado um comitê de governança de gestão fiscal para avaliar, de forma mensal, os dados financeiros para adoção de medidas que visem equilíbrio financeiro e retomada de capacidade de investimentos, segundo a prefeitura. Além disso, ainda foi instalada uma comissão de renegociação de contratos, conduzida pelo secretário de Assuntos Estratégicos, Murilo Bianchini, que revisou 881 contratos firmados pela antiga gestão. Este procedimento resultou em uma economia de R$ 217 milhões, conforme a prefeitura, sendo que a maioria destes contratos estavam relacionados a serviços de Tecnologia da Informação (TI). LEIA TAMBÉM: Prefeitura anuncia fusão de secretarias e cria nova pasta de Desenvolvimento Econômico em Cuiabá Dívida de Cuiabá no valor de R$ 62 milhões com Governo Federal é parcelada em 5 anos Cuiabá é a 3ª capital com mais dívidas e menos dinheiro em caixa no Brasil Medidas fiscais Economistas ouvidos pelo g1 apontam que a estratégia de contenção de gastos feita isoladamente e sem reformas amplas não traz ganhos no longo prazo. Para Selene Peres, uma das autoras da Lei de Responsabilidade Fiscal e consultora do Instituto de Finanças Públicas, o melhor caminho é investir em medidas mais amplas. "O que eu costumo sugerir aos governos que assessoro é que façam um diagnóstico da situação fiscal e adotem reformas amplas", afirmou. Segundo Peres, as medidas podem incluir, do lado da receita, ações que visem aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Ela cita exemplos. "É melhorar o cruzamento de informações e tornar a relação entre fisco e contribuinte mais amigável. E do lado da despesa, é possível melhorar o planejamento financeiro, fazer auditoria da folha de pagamentos, aperfeiçoar a gestão da conta única, avaliar ativos do município, entre outras medidas, a depender do diagnóstico", destacou. Na mesma linha, Castilho ressalta que apenas a contenção de gastos não ajuda a trazer liquidez ao caixa da administração pública. "Contenção de gastos através da fusão de secretarias, isoladamente, é insignificante. É preciso qualificar melhor esta contenção de gastos, otimizar, detectar desvios e gastos desnecessários. Verificar prioridades e não fazer novas contratações se não forem absolutamente necessárias e inadiáveis", disse.

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