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Vivo X300s tem nova bateria BlueVolt de alta capacidade e mais detalhes confirmados

Publicado em: 11/03/2026 10:18 Fonte: Tudocelular

Recentemente vimos o vivo X300s ser vazado com uma bateria de 7.000mAh e carregamento rápido de 90W, mas hoje a própria fabricante surpreendeu a todos com uma publicação no Weibo onde ela revelou que a bateria será maior e o celular terá outros recursos novos.Na publicação, o gerente de produto da vivo, Han Boxiao, confirma que o vivo X300s terá uma bateria BlueVolt de 7.100mAh com carregamento rápido de 90W. Esta será a maior bateria já usada em um celular da série com aumento considerável em relação ao vivo X200 de 2025, que tem uma célula de energia com 6.200mAh.Isto é possível graças a tecnologia de ânodo de silício de quarta geração da própria vivo. O carregamento será feito pela nova porta USB-C 3.2 Gen 1 com velocidade de até 5 Gbps enquanto o novo sistema de dissipação de calor VC Ice Pulse Fluid garantirá o melhor desempenho geral até em tarefas pesadas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

WhatsApp libera contas para pré-adolescentes com controle parental

Publicado em: 11/03/2026 09:32 Fonte: Tudocelular

O WhatsApp anunciou uma novidade voltada para famílias que desejam acompanhar de perto o uso de tecnologia por crianças. A plataforma começou a liberar contas supervisionadas para pré-adolescentes, permitindo que pais ou responsáveis controlem o uso.A novidade é uma das muitas iniciativas da Meta para garantir que responsáveis conseguirão evitar que os pequenos sejam expostos a conversas em grupos dos quais eles não têm conhecimento. Assim, o controle parental permite que os responsáveis configurem perfis com controles específicos de segurança e comunicação. "Para começar, os pais, mães ou responsáveis precisarão ter o próprio celular e o celular comprado para o membro da família lado a lado, para conectar as contas. Depois de configuradas, essas contas serão controladas pelos pais, mães ou responsáveis, que poderão decidir quem poderá entrar em contato com a conta e de quais grupos ela poderá participar. Além disso, os pais podem analisar pedidos de contato de números desconhecidos e gerenciar as configurações de privacidade da conta.", diz a nota oficial no blog do WhatsApp.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Apple Studio Display XDR: documento revela tecnologia pode mudar a calibração de monitores

Publicado em: 11/03/2026 09:17 Fonte: Tudocelular

A Apple revelou detalhes técnicos interessantes sobre suas próximas tecnologias de tela ao publicar um novo documento dedicado ao Studio Display XDR. O material descreve avanços importantes no processo de calibração e medição de cores, incluindo uma ferramenta inédita que pode transformar a forma como profissionais ajustam monitores. Entre as novidades citadas está o recurso chamado Full Calibration, que será disponibilizado em uma futura atualização do macOS. A função permitirá que usuários recalibrem parâmetros essenciais do display utilizando equipamentos profissionais de medição. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Com 'Big Brother' e IA, Metrô de SP inaugura novo centro de controle com 5 mil câmeras para monitorar trens e passageiros

Publicado em: 11/03/2026 08:36

Metrô inaugura novo centro de controle em SP Inspirado numa espécie de "Big Brother" e usando Inteligência Artificial (IA), o Metrô de São Paulo inaugurou nesta quarta-feira (11) seu novo Centro de Controle Operacional (CCO) com mais de 5 mil câmeras para monitorar trens e passageiros na capital. A tecnologia permite que técnicos acompanhem a movimentação das composições que levam mais de 3 milhões de passageiros por dia por quatro linhas que o Metrô atende. Um telão de 36 metros de comprimento com 90 telas de 55 polegadas cada informa em tempo real a quantidade estimada de usuários dentro dos vagões e o intervalo de tempo no deslocamento entre eles. O CCO fica numa unidade do Metrô na Liberdade, região central da cidade. Segundo Fábio Siqueira, diretor operacional, o novo recurso vai dar mais segurança nos trens e conforto aos usuários. Isso aqui é o cérebro da operação do Metrô de São Paulo. Todas as grandes decisões, quando tem jogos de futebol, as organizações estratégicas vêm desse lugar. E também quando tem alguma situação de restrição, as decisões partem daqui. O diretor explicou que o sistema de IA indica se os vagões estão cheios de passageiros ou mais vazios, e ajuda a evitar que as pessoas "sintam algum desconforto nesse trajeto". “Mostra pra gente um ponto que está muito carregado e ela sugere que a gente faça uma manobra em série, com um trem vazio, para aliviar a carga [de usuários]”. A Inteligência Artificial nas câmeras pode gerar também alertas em casos de crianças desacompanhadas, objetos abandonados, além de contagem de pessoas nas estações. Relógios internos sincronizados com cronômetros indicam se os intervalos entre trens estão ocorrendo como programado, facilitando ajustes imediatos. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participará nesta tarde da inauguração oficial do novo Centro de Controle Operacional do Metrô. Saiba mais sobre o Metrô de São Paulo Equipamento com IA indica quantidade estimada de passageiros dentro de cada vagão do Metrô Reprodução/TV Globo Relógio mede intervalo entre trens do Metrô Reprodução/TV Globo Novo centro de controle do Metrô de São Paulo Reprodução/TV Globo

China alerta estatais e órgãos do governo sobre riscos de segurança do software de inteligência artificial OpenClaw

Publicado em: 11/03/2026 08:21

Órgãos do governo chinês e empresas estatais alertaram funcionários nos últimos dias para não instalar o agente de inteligência artificial OpenClaw em dispositivos de trabalho por motivos de segurança, segundo duas fontes com conhecimento do assunto. O OpenClaw é um software de código aberto capaz de executar de forma autônoma uma ampla gama de tarefas com pouca orientação humana, indo além das funções tradicionais de pesquisa e respostas a perguntas comuns em chatbots de IA. No último mês, a ferramenta passou a ser adotada e promovida com entusiasmo por desenvolvedores de tecnologia chineses, grandes empresas de inteligência artificial e também por alguns governos locais em polos de tecnologia e manufatura do país. Ao mesmo tempo, reguladores do governo central e veículos da mídia estatal emitiram repetidos alertas sobre o risco de o OpenClaw vazar, apagar ou usar indevidamente dados dos usuários depois de instalado e autorizado a operar em um dispositivo. As restrições indicam que Pequim, apesar de promover um plano de ação chamado “IA Plus” para estimular crescimento econômico baseado em inovação, também está preocupada com riscos de segurança cibernética e de dados em meio ao aumento das tensões geopolíticas. Uma das fontes afirmou que funcionários de empresas estatais receberam orientação de reguladores para não usar o OpenClaw — em alguns casos, nem mesmo em dispositivos pessoais. A segunda fonte, ligada a um órgão do governo chinês, disse que o software não foi oficialmente proibido em seu local de trabalho, mas que os servidores foram alertados sobre os riscos de segurança e aconselhados a não instalá-lo. Ambas as fontes falaram sob condição de anonimato por não terem autorização para comentar o assunto publicamente. Ainda não está claro o alcance das restrições nem se elas afetarão políticas de governos locais que, em alguns casos, oferecem subsídios milionários a empresas que desenvolvem inovações usando o OpenClaw. Essas iniciativas têm sido apresentadas como parte da implementação local do plano nacional “IA Plus”. Na semana passada, um centro de pesquisa ligado à comissão municipal de saúde de Shenzhen realizou um treinamento sobre OpenClaw com a participação de milhares de pessoas, dentro da estratégia de expansão da tecnologia no setor de saúde. Também não está claro se as novas restrições significam o fim do uso do OpenClaw por órgãos públicos na China. No distrito de Futian, em Shenzhen, autoridades chegaram a usar o software para criar um agente de IA voltado ao trabalho de servidores públicos, segundo o jornal estatal Southern Daily. O órgão regulador de ativos estatais da China e o Ministério da Indústria não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A restrição foi noticiada primeiro pela Bloomberg. O OpenClaw foi desenvolvido pelo austríaco Peter Steinberger e disponibilizado no GitHub em novembro do ano passado. No mês passado, Steinberger foi contratado pela OpenAI.

Pernambuco abre mais de 17 mil vagas em cursos gratuitos de tecnologia; saiba como e quem pode se inscrever

Publicado em: 11/03/2026 08:13

Sede do Cesar School fica no Bairro do Recife Reprodução/Google Street View A Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco (SEE) está com inscrições abertas, até o dia 24 de março, para cursos gratuitos de qualificação profissional em tecnologia ministrados pela Cesar School. Ao todo, 17.070 vagas são ofertadas para estudantes da rede estadual do ensino médio regular, integral e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As inscrições para os cursos, que fazem parte do programa Trilhatec, são feitas na internet. Após a divulgação do resultado, os estudantes devem comparecer às escolas entre os dias 26 a 31 de março para efetivar a matrícula. O início das aulas está previsto para o dia 6 de abril (veja cronograma mais abaixo). ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Do total de vagas ofertadas: 14.130 são destinadas a estudantes do ensino médio 2.940 são voltadas para estudantes da EJA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para o ensino médio, o curso é na área de Desenvolvimento de Sistemas Web, com conteúdos como HTML, Lógica de Programação, CSS e JavaScript. Já a formação do EJA é voltada para a Visualização de Dados, incluindo abordagens sobre trabalho, vida e profissão, habilidades do profissional de Tecnologia da Informação (TI) e monitoramento de sistemas de dados. O programa Trilhatec conta com certificações intermediárias ao fim de cada módulo e permite aos estudantes a construção de um portifólio durante o curso. Além do Cesar School, o programa conta com a oferta de cursos por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta). Confira o cronograma divulgado pela SEE: Período de inscrição: até 24 de março; Divulgação das inscrições homologadas: 26 de março; Período de matrícula pela escola polo: 26 a 31 de março; Início das aulas: 6 de abril; Matrículas para vagas remanescentes: 6 a 10 de abril. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

De zero a 20 em quatro anos: número de startups cresce em Bauru e impulsiona inovação no interior de SP

Publicado em: 11/03/2026 08:08

Cresce o número de startups de tecnologia e ciência no centro-oeste paulista As startups, empresas inovadoras ligadas à tecnologia e à ciência, aumentaram consideravelmente no centro-oeste paulista nos últimos anos. Em 2021, por exemplo, não havia registros de startup em Bauru (SP). Após quatro anos, o município conta com 20 empresas, de acordo com dados da Fundação Seade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Já no estado de São Paulo, o crescimento é ainda maior: passou de seis registros para 1.881 no mesmo período. Número de startups saltou de 6 para 1.881 no Estado de São Paulo entre 2021 e 2025 TV TEM Para auxiliar no desenvolvimento desse modelo, há as incubadoras: organizações que ajudam financeiramente nos estágios iniciais das empresas, como é o caso da Saruê, presente no campus da Unesp em Bauru. A iniciativa tem como objetivo transformar a ideia em um modelo de negócios. “Essa incubação tem um período em que esse projeto, essa empresa que está sendo criada e gestada, vai passar por todas as etapas de gestão, finanças, marketing, para estruturar o seu plano de negócios e fazer com que o seu negócio saia do papel e se torne uma realidade”, explica Hermes Moretti da Silva, coordenador executivo. A Saruê funciona na Unesp de Bauru e recebe empresas de bases tecnológica e científica TV TEM Na startup Sante Science, a bióloga Marcela Rodrigues de Camargo desenvolveu um alimento para animais e humanos com câncer. Por meio da empresa, a qual comanda ao lado do marido, Pedro Vannini, eles estão na etapa final de validação e, em seguida, vão tentar a venda do produto. “A incubadora deu todo esse apoio para como fazer uma pesquisa virar uma empresa, o suporte que você precisa ter de conhecimento de finanças, de contabilidade, de marketing. Então, tudo isso foi sendo adicionado e é fundamental a gente ter alguém junto que sabe como fazer”, destaca o sócio da empresa. A startup Sante Science é comandada por Marcela Rodrigues de Camargo e Pedro Vannini TV TEM A busca pelo financiamento e a incerteza se o negócio dará certo são preocupações constantes e comuns de uma startup. Segundo Vagner Bessa, gerente de economia da Fundação Seade, o risco é necessário para que a empresa tenha resultados positivos. “Esse risco vale a pena porque, se ele traz benefícios, se a empresa é bem sucedida, a sociedade inteira se beneficia disso. Por quê? Porque ele é capaz de aumentar a produtividade da economia”, reconhece o profissional. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Dívida alta e apostas arriscadas: entenda a crise da Raízen

Publicado em: 11/03/2026 07:59

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Raízen informou nesta quarta-feira que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias. Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% desse valor, o que, de acordo com a empresa, demonstra apoio relevante à proposta de reestruturação das obrigações financeiras. O pedido ocorre após um período de pressão sobre as contas da companhia, marcado pelo aumento do endividamento e por dificuldades operacionais. Nos últimos anos, a Raízen ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, mas parte dessas iniciativas apresentou retorno mais lento do que o esperado. Origem e aposta em novos projetos A empresa foi criada em 2011 a partir de uma joint venture entre a Shell e o grupo Cosan, controlado por Rubens Ometto. Desde então, consolidou-se como a maior produtora mundial de etanol de cana-de-açúcar e uma das principais companhias do setor sucroenergético no país. A partir de 2016, a companhia intensificou os investimentos em projetos de longo prazo, em grande parte financiados com dívida. Entre as iniciativas estava a expansão da produção de etanol de segunda geração (E2G), tecnologia baseada no aproveitamento de resíduos da cana para a produção de biocombustível. A estratégia partia da expectativa de que combustíveis com menor impacto ambiental poderiam ganhar espaço no mercado, em meio ao avanço das políticas e discussões globais sobre transição energética. Ao mesmo tempo em que ampliava investimentos nesse tipo de tecnologia, o setor passou a registrar o crescimento do etanol de milho, que avançou com custos competitivos e estrutura produtiva mais simples. Diversificação de negócios Nos últimos anos, a companhia também expandiu sua atuação para diferentes frentes de negócios, incluindo atividades de trading, projetos de geração solar e uma parceria voltada à operação de lojas da rede Oxxo no Brasil. Movimentos no nível da holding Cosan também influenciaram o cenário do grupo. Entre eles, um investimento bilionário em ações da mineradora Vale, que acabou perdendo valor em meio às oscilações do mercado de commodities. Deterioração dos resultados financeiros A deterioração do quadro financeiro aparece nos resultados mais recentes da companhia. No ano fiscal de 2021/2022, a Raízen registrou lucro líquido de R$ 3 bilhões, com dívida líquida de R$ 13,8 bilhões e alavancagem equivalente a 1,3 vez o Ebitda. Nos anos seguintes, esses indicadores se deterioraram. Até o terceiro trimestre do ano fiscal de 2025/2026, o prejuízo acumulado chegou a R$ 15,6 bilhões, influenciado por uma provisão não caixa de R$ 11 bilhões. No mesmo período, a dívida líquida alcançou R$ 55,322 bilhões e a alavancagem subiu para 5,3 vezes o Ebitda. Tentativa de reorganização Em teleconferência recente, executivos da empresa afirmaram que a estratégia atual envolve retomar o foco nas atividades consideradas centrais do negócio, como a produção de açúcar e etanol e a distribuição de combustíveis e lubrificantes. Nos últimos anos, a companhia também iniciou um processo de venda de ativos e de saída de operações consideradas menos alinhadas ao núcleo das atividades. As tentativas de reforçar o capital da empresa, no entanto, esbarraram em divergências entre os sócios. Diante do aumento das pressões financeiras e da cobrança de credores, a companhia passou a buscar uma solução mais ampla para reorganizar sua estrutura de capital — movimento que culminou no pedido de recuperação extrajudicial. *Reportagem em atualização Raízen tem mais de 140 vagas para a região de Piracicaba Divulgação/Raízen

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Convenção discute IA no campo, reforma tributária e futuro do agro em Poços de Caldas; veja a programação

Publicado em: 11/03/2026 07:10

Convenção reúne especialistas para discutir inteligência artificial, reforma tributária e futuro do agro em Poços de Caldas (MG) Divulgação/Assul A inovação tecnológica, as transformações econômicas e os impactos da reforma tributária estão no centro das discussões da Convenção Anual da Associação dos Sindicatos Rurais do Sul de Minas (Assul), que será realizada no Rio Palace Hotel entre esta quarta-feira (11) e sexta-feira (13), em Poços de Caldas (MG). O evento é gratuito e reúne lideranças do agronegócio mineiro, especialistas e representantes de entidades estaduais ligadas ao setor. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Entre os temas que estarão em debate estão assuntos que já impactam diretamente o produtor rural, como inteligência artificial aplicada à agricultura, reforma tributária e os desafios do agronegócio brasileiro diante do cenário econômico global. Tecnologia no campo Um dos destaques da programação é a palestra do engenheiro aeronáutico Bernardo Dias, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que vai abordar o tema “O uso da Inteligência Artificial no Campo”. Ele é um dos criadores de uma plataforma que utiliza inteligência artificial para auxiliar na gestão de propriedades cafeeiras, ajudando produtores a analisar fatores como clima, produtividade e manejo. Outro exemplo de inovação será apresentado pelo engenheiro de software Edson Maia dos Reis, responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma de gestão utilizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (MG). A ferramenta reúne serviços como emissão de notas fiscais e apoio na declaração do imposto de renda, utilizando recursos de inteligência artificial para agilizar o atendimento ao produtor. Lucas Soares traz o que foi destaque durante a semana no g1 Sul de Minas Cenário econômico A programação também inclui a participação da economista e comentarista econômica Rita Mundim, que apresentará a palestra “Agro do Brasil para o mundo: desafios e oportunidades”, com uma análise sobre o cenário econômico e os impactos para o setor produtivo. Além da tecnologia, a convenção também terá debates sobre a reforma tributária, que começou a entrar em fase de transição em 2026, e iniciativas voltadas à energia no campo, como o programa Cemig Agro, além de discussões sobre meio ambiente, gestão rural e sucessão no campo. Confira o cronograma do evento: 📌 11/03 – Quarta-feira 13h: Recepção, credenciamento e networking 15h30: Café de boas-vindas 16h: Abertura oficial e apresentação dos parceiros 16h30: Apresentação do Programa Cemig Agro 17h: Palestra: O uso da Inteligência Artificial no Campo 18h: Homenagem aos ex-presidentes 19h30: Jantar 📌 12/03 – Quinta-feira 08h: Abertura 08h30: Palestra: Reforma Tributária / Sucessão Familiar 10h30: Palestra: Meio Ambiente 12h: Almoço 13h: Palestra Magna: Agro do Brasil para o Mundo – Desafios e Oportunidades 17h: Painel de discussões 19h: Palestra aberta aos parceiros 19h30: Coquetel de encerramento 📌 13/03 – Sexta-feira 09h: Café de despedida Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

SUS passa a usar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia após exposição a risco

Publicado em: 11/03/2026 07:04

Sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Freepik O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o uso do antibiótico doxiciclina para prevenir duas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas: sífilis e clamídia. A decisão foi oficializada em portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. O texto autoriza que o medicamento seja utilizado como profilaxia pós-exposição (PEP)— ou seja, após uma situação considerada de risco de transmissão, como uma relação sexual desprotegida. Segundo a portaria, o SUS terá até 180 dias para organizar a oferta da nova indicação do medicamento. O uso seguirá critérios definidos em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, que estabelece quais grupos poderão receber o medicamento e em quais situações a profilaxia será indicada. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como o antibiótico pode prevenir a infecção A doxiciclina é um antibiótico usado há décadas no tratamento de diversas infecções bacterianas. O medicamento atua bloqueando a produção de proteínas essenciais para as bactérias, impedindo que elas se multipliquem no organismo. Quando administrado logo após uma possível exposição, o remédio pode eliminar as bactérias antes que elas consigam se estabelecer no corpo e provocar a doença. No caso da sífilis e da clamídia, existe um intervalo entre o contato com a bactéria e o início da infecção. Durante esse período inicial, o uso do antibiótico pode interromper o processo de multiplicação bacteriana, reduzindo a chance de que a doença se desenvolva. Essa abordagem é chamada de profilaxia pós-exposição, uma estratégia já utilizada em outras situações na saúde pública, como na prevenção do HIV após uma exposição de risco. Sífilis e clamídia Sífilis e clamídia estão entre as infecções sexualmente transmissíveis bacterianas mais comuns. Ambas são transmitidas principalmente por relações sexuais sem preservativo, incluindo sexo vaginal, anal e oral. A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, costuma começar com uma ferida indolor na região genital, anal ou na boca, que pode desaparecer mesmo sem tratamento. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a doença evolui em fases e pode atingir órgãos como cérebro, coração e vasos sanguíneos, causando complicações graves. A infecção também pode ser transmitida da gestante para o bebê durante a gravidez, situação conhecida como sífilis congênita, que pode provocar malformações, parto prematuro ou morte fetal. Já a clamídia, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, muitas vezes não provoca sintomas, o que facilita a transmissão sem que a pessoa perceba. Quando aparecem, os sinais podem incluir corrimento genital, dor ao urinar e dor pélvica. Sem tratamento, a infecção pode levar a doença inflamatória pélvica, dor crônica e infertilidade, especialmente em mulheres. Sexo, camisinha, preservativo, cama, relação sexual Pixabay/Pexels Prevenção continua essencial O tratamento das duas doenças é feito com antibióticos, mas especialistas ressaltam que o uso da doxiciclina como profilaxia não substitui outras formas de prevenção. O uso de preservativos, a testagem regular para ISTs e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais estratégias para reduzir a transmissão dessas infecções. Segundo a portaria, o relatório técnico que embasou a decisão foi elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e estará disponível no site do órgão.

Palavras-chave: tecnologia

iPhone 18 Pro: Apple decide quem pagará a conta da crise e estratégia de preço surpreende

Publicado em: 11/03/2026 06:59 Fonte: Tudocelular

A Apple manterá os valores de US$ 1.099 e US$ 1.199, respectivamente, nas versões iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A projeção, vinda do analista Ming-Chi Kuo, indica que Cupertino deve absorver não apenas o encarecimento da nova litografia de 2 nm da TSMC, mas principalmente a volatilidade crítica do mercado de componentes para evitar uma retração na demanda global. Na prática, o movimento sugere que a Apple entende a saturação do mercado premium e a necessidade de manter o ímpeto de vendas em um cenário de custos explosivos. O setor de memórias enfrenta uma escalada de preços sem precedentes, impulsionada pela demanda voraz de infraestruturas para IA. Para mitigar o impacto, a Apple passou a negociar preços com fornecedores trimestralmente, abandonando o modelo semestral para ganhar flexibilidade, mesmo ficando mais exposta às oscilações.Clique aqui para ler mais

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Cursos profissionalizantes gratuitos: instituto oferece 240 vagas em Fortaleza

Publicado em: 11/03/2026 05:56

Cursos profissionalizantes gratuitos: instituto oferece 240 vagas em Fortaleza. Divulgação O Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM) está com 240 vagas abertas para cursos profissionalizantes gratuitos em Fortaleza, destinados a jovens de 16 a 24 anos. As aulas iniciam no mês de abril. As formações são realizadas por meio de oficinas multidisciplinares que integram diferentes áreas, como Comunicação, Tecnologia, Cidadania e Empregabilidade, em uma jornada formativa com duração de um semestre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp O Instituto João Carlos Paes Mendonça (IJCPM) está com 240 vagas abertas para cursos profissionalizantes gratuitos em Fortaleza. As oportunidades são para jovens de 16 a 24 anos. Os interessados podem se inscrever por meio deste link (Sede RioMar Fortaleza) ou deste outro link (Sede RioMar Kennedy). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funcionam os cursos Com carga horária total de 144 horas por semestre, o programa é organizado em três encontros semanais de quatro horas cada. Nestes encontros, os jovens terão acesso a três laboratórios: Laboratório de Comunicação, Laboratório de Tecnologia para a Cidadania e Empregabilidade e Laboratório Integrado de Cidadania e Empregabilidade. A proposta pedagógica é com foco em produção, desenvolvimento de competências e aplicação prática no território onde os jovens vivem. Metodologia A formação é dividida em dois ciclos. No primeiro ciclo, os participantes trabalham narrativas pessoais e comunitárias, com foco no mapeamento do território, produção midiática, cidadania e análise crítica de políticas públicas. Durante essa etapa, os jovens produzem conteúdos como mapas digitais, relatos autorais, vídeos e apresentações públicas, que são apresentados ao final do ciclo. Já no segundo ciclo, os alunos participam de aulas técnicas voltadas para o mercado de trabalho. Entre os conteúdos abordados estão elaboração de currículo, criação de portfólio digital, produção de vídeo profissional e simulações de entrevistas de emprego, além de orientações sobre direitos trabalhistas, ética e responsabilidade social. Ao final da formação, os participantes recebem certificado de conclusão. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Cientistas criam 'minirrobôs' que podem dissolver pedras nos rins dentro do corpo sem cirurgia

Publicado em: 11/03/2026 05:03

Freepik Um grupo de cientistas desenvolveu minirrobôs capazes de dissolver pedras nos rins dentro do próprio trato urinário, sem necessidade de cirurgia. A tecnologia, descrita em um estudo publicado na revista científica Advanced Healthcare Materials, usa dispositivos microscópicos guiados por campos magnéticos para levar uma enzima até o local do cálculo. Ali, ela altera a química da urina e cria condições para que a pedra comece a se dissolver. Em testes de laboratório, o método conseguiu reduzir cerca de 30% da massa de cálculos de ácido úrico em cinco dias. Embora a técnica ainda esteja em fase experimental, os pesquisadores afirmam que ela pode abrir caminho para tratamentos menos invasivos, especialmente para pessoas que formam pedras nos rins com frequência ou que não podem se submeter a cirurgia. Como os robôs dissolvem a pedra Nem todas as pedras nos rins são iguais. Em cerca de 13% dos casos, elas são formadas principalmente por ácido úrico, substância que se cristaliza quando a urina está muito ácida. Por isso, uma das estratégias médicas usadas nesses casos é aumentar o pH da urina —ou seja, torná-la menos ácida. Quando isso acontece, os cristais de ácido úrico podem começar a se dissolver. É justamente esse processo que os minirrobôs tentam provocar de forma localizada dentro do trato urinário. ℹ️ Cada robô carrega uma enzima chamada urease. Quando ela entra em contato com a ureia —substância naturalmente presente na urina—, ocorre uma reação química que libera amônia e dióxido de carbono, alterando o pH do líquido. Na prática, o processo acontece assim: o robô é guiado até a pedra nos rins por campos magnéticos externos; ao chegar perto do cálculo, a urease entra em contato com a ureia presente na urina; a reação química libera amônia, que torna a urina menos ácida —ou seja, aumenta o pH; esse ambiente mais alcalino favorece a dissolução de pedras formadas por ácido úrico, que se desfazem mais facilmente quando o pH da urina sobe. Nos experimentos, os pesquisadores observaram que a urina passou de pH 6 para cerca de pH 7, faixa considerada ideal para dissolver esse tipo de cálculo renal. Como funcionam os “robôs” contra pedra nos rins Os dispositivos têm cerca de 1 milímetro de espessura e 12 milímetros de comprimento, tamanho suficiente para circular pelo trato urinário. Eles são feitos de um material semelhante a um hidrogel —parecido com gelatina— e carregam a enzima responsável pela reação química. No interior do dispositivo há também um microscópico ímã, que permite movimentá-lo com campos magnéticos externos. Na prática, a proposta seria: inserir o robô no sistema urinário por meio de um cateter fino; guiá-lo com ímãs externos até a região da pedra; mantê-lo próximo ao cálculo para que ele promova a reação química que altera o pH da urina. “Eles seriam introduzidos por um pequeno cateter na bexiga”, explica ao g1 a engenheira biomédica Veronika Magdanz, da Universidade de Waterloo, no Canadá, uma das autoras do estudo. Segundo ela, campos magnéticos relativamente fracos já seriam suficientes para posicionar os dispositivos. “Isso é bastante realista, porque precisamos apenas de uma força magnética pequena para mantê-los no lugar. Os robôs são muito sensíveis ao campo magnético e também são flexíveis, então não causariam dor”, afirma. Nem todas as pedras nos rins são iguais. Freepik Em quanto tempo uma pedra poderia desaparecer O tempo necessário para dissolver um cálculo pode variar bastante. “Cada paciente tem pedras de tamanhos diferentes, então o processo pode levar de alguns dias a algumas semanas até que o cálculo se dissolva o suficiente para ser eliminado”, diz Magdanz. Os pesquisadores explicam que não é necessário dissolver completamente o cálculo: pedras menores que cerca de 4 milímetros podem ser eliminadas naturalmente pela urina. Freepik Como os robôs seriam removidos do corpo Depois do tratamento, os dispositivos não precisariam necessariamente de cirurgia para serem retirados. De acordo com a pesquisadora, eles poderiam: ser eliminados naturalmente pela urina, ou puxados com um ímã externo. O que ainda falta antes de chegar aos pacientes Apesar do potencial, a tecnologia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em urina sintética e em modelos artificiais do trato urinário feitos em impressoras 3D. Antes de chegar a pacientes, será preciso resolver vários desafios, como: garantir que os robôs possam ser visualizados e guiados com precisão dentro do corpo; testar o comportamento deles com fluxo real de urina e movimento do ureter; avaliar possíveis reações inflamatórias ou imunológicas. Segundo Magdanz, os materiais usados são considerados biocompatíveis, mas testes em organismos vivos ainda serão necessários. “Precisamos realizar estudos in vivo para verificar possíveis respostas inflamatórias”, afirma. Mesmo com resultados promissores, a aplicação clínica ainda deve demorar. “Ainda depende de financiamento e aprovações regulatórias. Provavelmente levará pelo menos cinco anos até que possamos testar em humanos”, diz Magdanz. Se a tecnologia se mostrar eficaz, os pesquisadores acreditam que ela poderia beneficiar especialmente pessoas que formam pedras de ácido úrico repetidamente ou pacientes que não podem se submeter a cirurgia por outras condições de saúde. No futuro, os robôs também poderiam ser usados para levar medicamentos diretamente ao trato urinário, como antibióticos para tratar infecções crônicas.

Palavras-chave: tecnologia

Foto de menino acenando para a mãe antes de morrer em ataque a escola no Irã viraliza

Publicado em: 11/03/2026 05:03

Vídeo mostra míssil dos EUA atingindo base ao lado de escola no Irã Uma foto de um menino que morreu durante um ataque a uma escola no Irã viralizou nas redes sociais nos últimos dias. A imagem mostra Mikaeil Mirdoraghi acenando para a mãe antes de ir para a aula. Segundo a imprensa iraniana, ele morreu no dia 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O ataque atingiu uma escola em Minab, no sul do Irã, e matou 175 pessoas. A maioria das vítimas era de crianças, segundo o jornal The New York Times. O governo do Irã atribui o bombardeio aos Estados Unidos e a Israel. Em entrevista ao jornal Hamshahri, controlado pela prefeitura de Teerã, a mãe do menino afirmou que o filho pediu para ser fotografado antes de sair de casa para ir à escola. O relato foi divulgado nesta terça-feira (10). Ela também contou como foram as últimas horas de vida do filho. “Na noite anterior, ele disse: ‘Mãe, a comida que você fez tem gosto de paraíso’”, afirmou. Segundo ela, o filho também brincou de guerra com o irmão antes de dormir. “À meia-noite, ele veio, colocou os travesseiros ao redor dele, sentou com o irmão e disse: ‘Vem, eu sou o Irã, irmão, você é os Estados Unidos.’”, relatou. Durante a brincadeira, ainda segundo a mãe, o menino comemorou: “O Irã venceu. Eu era o Irã e venci”. Foto de Mikaeil Mirdoraghi viralizou nas redes sociais Reprodução O nome de Mikaeil aparece em listas de vítimas divulgadas pela mídia iraniana, que trata as crianças mortas como “mártires”. Autoridades do país classificam o episódio como crime de guerra. A foto do menino se despedindo da mãe passou a circular como símbolo do ataque, sendo compartilhada por perfis ligados ao governo iraniano e por usuários nas redes sociais. O g1 submeteu a imagem a ferramentas de detecção de uso de inteligência artificial, que indicaram alta probabilidade de a foto ser autêntica. Autoria do ataque Pessoas carregam caixões no funeral das vítimas após um ataque a uma escola, em meio ao conflito EUA-Israel com o Irã, em Minab, Irã, 3 de março de 2026 Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA Reportagem publicada pelo New York Times na segunda-feira (9) aponta que imagens divulgadas do ataque mostram um míssil dos Estados Unidos caindo próximo à escola de Minab. O jornal informou ter reunido um conjunto de evidências — como imagens de satélite, relatos e outros vídeos verificados — que indicam que o prédio da escola foi atingido em um ataque de precisão. Segundo o Times, o vídeo divulgado pela Mehr mostra um míssil americano atingindo o que seria uma clínica médica dentro da base naval. Em seguida, aparecem colunas de poeira e fumaça se elevando na região da escola primária. Para o jornal, isso sugere que a escola foi atingida pouco antes da base naval. Imagens de satélite indicam que outros pontos da instalação militar também foram atingidos. Entre as partes envolvidas no conflito, apenas os EUA possuem mísseis Tomahawk. Na semana passada, a agência Reuters revelou que uma investigação preliminar conduzida pelos militares americanos apontou que forças dos EUA provavelmente foram responsáveis pelo ataque que atingiu a escola. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o caso está sendo investigado. Antes, ele chegou a dizer que o próprio Irã poderia ter sido responsável pelo ataque. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Polilaminina: por que o estudo não foi publicado por revistas científicas e quais os próximos passos da pesquisa

Publicado em: 11/03/2026 05:02

Polilaminina: por que o estudo não foi publicado por revistas científicas Revistas científicas que avaliaram o estudo sobre a polilaminina apontaram dois problemas principais para recusar a publicação do artigo: divergências sobre a taxa de recuperação de pacientes usada como referência no trabalho e a ausência de registro prévio do ensaio clínico em um banco internacional de pesquisas. A pesquisa ganhou repercussão após relatos de melhora em pacientes com lesão na medula espinhal e foi divulgada em 2024 como pré-print — uma versão preliminar de artigo científico que ainda não passou pelo processo formal de revisão por pares. Até agora, o trabalho não foi aceito por nenhum periódico científico. Em entrevista ao g1, a pesquisadora responsável pelo estudo, Tatiana Sampaio, afirmou que o texto será revisado após as críticas recebidas durante as tentativas de publicação. Segundo ela, a nova versão deve corrigir erros identificados no manuscrito e trazer explicações adicionais sobre pontos que foram questionados por editores e especialistas. Nesta reportagem, o g1 explica quais foram as críticas feitas pelas revistas científicas, quais ajustes a pesquisadora afirma que fará no artigo e quais são os próximos passos da pesquisa para avaliar se a polilaminina é segura e eficaz. Por que o texto foi negado em revistas? O que ela vai corrigir? Pesquisa pode ter um grupo controle pareado Já é possível afirmar que a substância tem eficácia e é segura? Quais são os próximos passos? Por que o texto foi recusado em revistas? Quando um estudo é submetido a uma revista especializada, ele passa pela chamada revisão por pares. Ou seja, é avaliado por pesquisadores e, quando aceito nesses periódicos, isso indica que o trabalho passou por uma avaliação técnica considerada um dos principais filtros de qualidade da ciência na pesquisa. De acordo com Tatiana, ela teve três recusas de sua versão já revisadas: Nature Communications, uma outra revista do grupo Nature e o Journal of Neurosurgery. De acordo com a pesquisadora, os pontos alegados foram: Divergência na taxa de melhora sem a polilaminina Na pesquisa, Tatiana afirma que cerca de 9% dos pacientes com lesão medular completa recuperam algum grau de função motora sem tratamento. Essa comparação é o que, segundo os autores do estudo, torna os resultados com a polilaminina tão impressionantes. No entanto, durante o processo editorial, revisores questionaram esse número e argumentaram que a taxa de recuperação poderia ser significativamente maior — em alguns casos chegando perto de 40%, segundo estudos citados pelos editores. A pesquisadora afirma que contestou essa interpretação com base em dados de um estudo que usa como referência. 🔴 Essa diferença é importante porque a taxa de recuperação espontânea é usada como base de comparação para avaliar se a melhora observada pode realmente ser atribuída à polilaminina ou ao curso natural da doença. As outras duas respostas eram respostas meio parecidas. A conversão de A para C é muito mais do que 9%. (...) O editor e toda a revista me mandaram um artigo publicado na própria revista dizendo que a conversão era maior. Aí eu perguntei para ele: ‘olha, você está errado. Falta de registro prévio Uma das recusas ocorreu porque o estudo não havia sido registrado previamente no ClinicalTrials.gov, um banco internacional que reúne informações sobre pesquisas clínicas realizadas com pacientes. ➡️ O registro nessas plataformas é usado para aumentar a transparência da pesquisa científica. Nele ficam documentados, desde o início do estudo, os objetivos, os métodos e os resultados que os pesquisadores pretendem avaliar — o que ajuda a evitar mudanças no desenho da pesquisa depois que os dados já começam a aparecer. Sem isso, revisores podem questionar se o desenho da pesquisa foi definido antes dos resultados aparecerem, o que é considerado um critério importante para a confiabilidade do estudo. Por isso, muitas revistas científicas exigem que o cadastro seja feito antes do início do estudo como condição para publicação. Segundo a pesquisadora, no caso da polilaminina o registro foi feito apenas depois do começo da pesquisa, porque ela não sabia que essa era uma exigência adotada por vários periódicos científicos. O editor falou que ia mandar para revisão, mas o artigo ficou no technical check porque a gente não tinha feito o registro no ClinicalTrials.gov. Eles só publicam quando existe um registro prévio. E a gente fez depois. Se você me perguntar por que foi depois, eu vou te dizer sinceramente: porque eu não sabia. Eu nunca tinha feito e não sabia que precisava registrar antes. Após as recusas, ela afirma que pretende revisar o artigo e submetê-lo a periódicos que costumam publicar estudos clínicos de braço único, sem grupo controle ou placebo. 🔴 Tatiana explica que alguns pontos levantados não podem ser ajustados, como o caso do registro do estudo clínico, enquanto outros ela contesta, como a taxa de recuperação. Para traçar essa nova estratégia e lidar com as críticas recebidas, Tatiana diz que também consultou ferramentas de inteligência artificial. O que eu fiz foi o seguinte: eu pedi para o ChatGPT me ajudar. Aí eu falei: ‘eu estou vendo as pessoas dando argumento de que não vale, que não funciona, que não sei o quê’. Aí ele me deu vários conselhos. O que ela vai corrigir? Em entrevista ao g1, Tatiana disse que vai corrigir erros no pré-print e fazer uma nova revisão. Segundo a pesquisadora, as mudanças no texto estão sendo feitas após problemas identificados por ela própria e também a partir de pontos levantados por editores durante tentativas de publicação em revistas científicas. Segundo Tatiana, os pontos a serem corrigidos são: Erro em gráfico de paciente Na versão atual do pré-print, o participante 1 aparece com cerca de 400 dias de acompanhamento, apesar de o texto indicar que ele morreu cinco dias após o procedimento. Tatiana confirmou que os dados pertencem, na verdade, ao participante 2 e que houve um erro de digitação na figura. Gráfico na pesquisa mostrava que paciente que já estava morto, melhorava 400 dias depois Reprodução Depois, texto mostrava que paciente já tinha morrido dias depois da aplicação Reprodução Mudança na forma como exame é mostrado Outro ponto que vinha sendo questionado por especialistas envolve o exame de eletromiografia usado em um dos pacientes para indicar possível regeneração após o tratamento. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, em alguns dos casos descritos como sucesso, a eletromiografia não mostrou alterações claras. Segundo ela, a imagem estava “mal programada” e exibia dados brutos. Explicação sobre choque medular Outro ponto que vinha sendo debatido por especialistas era a possibilidade de que alguns pacientes pudessem estar em choque medular no momento da avaliação inicial. ➡️ O QUE É O CHOQUE MEDULAR? É uma fase temporária que pode ocorrer logo após uma lesão na medula espinhal, quando a pessoa perde os reflexos e a atividade nervosa abaixo do local do trauma. Esse estado temporário pode interferir em exames usados para classificar a gravidade da lesão, em que elas poderiam ser menos graves do que o visto pelos pesquisadores. Como essa condição não estava detalhada no pré-print original, pesquisadores apontavam que isso poderia ser um ponto cego na interpretação dos resultados. Na versão revisada do artigo, Tatiana afirma que nenhum paciente estava em choque medular e que todos passaram por exames prévios para avaliar essa possibilidade. Segundo ela, não foi utilizado o procedimento considerado padrão-ouro para essa confirmação — que exige alguns dias de observação — porque a polilaminina precisa ser aplicada em até 72 horas após a lesão. ➡️ Apesar disso, o pré-print não cita quantos participantes foram avaliados e não incluídos na pesquisa. Esse é um ponto que vem sendo levantado por especialistas em pesquisa clínica. Em estudos clínicos, é importante explicar como os participantes foram escolhidos. Isso ajuda a evitar vieses, que é quando a forma de selecionar os pacientes pode influenciar os resultados. Pesquisa pode ter grupo controle pareado Um dos pontos que vem sendo debatido por pesquisadores, médicos e especialistas é que a equipe vem falando de eficácia, mas que isso é extrapolar o resultado diante do modelo de estudo que está sendo feito. Para eles, é necessário um grupo controle antes de afirmar. O teste que Tatiana e sua equipe fizeram é de “braço único”, em que todos os participantes recebem o tratamento. Com isso, fica difícil isolar o resultado de outras possibilidades. Geralmente, em uma pesquisa clínica, os pacientes são separados em dois grupos: os que recebem o tratamento do medicamento que se quer provar eficaz e os que não recebem esse tratamento. Com isso, os dois grupos são comparados para entender se o avanço observado ocorreu de fato por causa da substância. Tatiana vinha dizendo que seria antiético fazer um grupo controle e não dar às pessoas envolvidas a chance de usarem a polilaminina. Agora, no entanto, disse que há uma possibilidade: um método chamado grupo controle pareado. ➡️ E COMO ISSO VAI SER FEITO? Nesse método, eles vão selecionar em grandes estudos internacionais que acompanham pacientes com lesão medular, aqueles que tenham situação e quadro semelhante ao dos voluntários que vão receber a substância no Brasil. Você pega os dados dessa pessoa, tanto da hospitalização inicial quanto do acompanhamento, e monitora o que acontece com elas. E se você fizer um número grande o suficiente de pacientes, você passa a ter um grupo controle universal. Já é possível afirmar que a substância tem eficácia e é segura? A pesquisa é promissora, mas ainda é inicial. Ela conseguiu bons resultados em animais e, posteriormente, em um pequeno grupo de oito pessoas — que é o que está descrito no pré-print. Isso levou à parceria com um laboratório nacional, o Cristália, e à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início de um estudo que deve responder se a polilaminina é segura e se funciona. No entanto, com o debate acalorado nas redes sociais, entidades ligadas à ciência, pesquisadores e médicos especialistas em lesão medular têm reforçado que é preciso cautela na leitura desses dados. E isso também é ressaltado pela própria pesquisadora, que disse ao g1 que a substância pode ser promissora, mas que ainda não se sabe. Um dos pontos levantados é a própria evolução dos pacientes no estudo, que é distinta entre si. O caso de Bruno, que voltou a andar, é isolado. Há também um paciente que, segundo a pesquisa, apresentou melhora. No entanto, em entrevista, Tatiana contou que ele regrediu no quadro após interromper a fisioterapia. Ele conseguia fazer movimentos contra a gravidade. Hoje eu sei que ele não consegue mais, porque parou de fazer fisioterapia. ➡️ E você pode se perguntar: se essas respostas ainda estão em aberto, por que pessoas estão compartilhando na internet que estão usando essa substância? No Brasil, existe uma lei que permite o uso compassivo de substâncias ainda em fase de testes. Nesse caso, os pacientes não fazem parte do ensaio clínico, não são acompanhados pela equipe de pesquisa e assumem os riscos da exposição. No próprio estudo, Tatiana e sua equipe não descartam o risco da substância. No pré-print, os pesquisadores afirmam que mortes por pneumonia e sepse registradas entre os participantes poderiam, em princípio, estar ligadas a um possível efeito imunossupressor provocado pela polilaminina. Em entrevista ao g1, Tatiana também reforçou que não é possível descartar riscos. Você avalia a evolução deles e vê que é uma evolução compatível com a evolução geral do lesado medular, mas são só oito pacientes, então não dá para descartar totalmente a possibilidade de que haja algum efeito negativo da polilaminina. Por isso que você tem que continuar fazendo mais testes de segurança. Quais são os próximos passos? A chamada pesquisa clínica é aquele que acontece com pacientes. As próximas fases serão formalizadas, com registro na Anvisa e outros órgãos. Antes, o estudo estava em etapa experimental, em ambiente acadêmico. Na pesquisa clínica formal está previsto: Iniciar ensaios clínicos regulatórios em humanos — começando pela fase 1, voltada à verificar se o uso da substância é seguro. Nesta fase, a polilaminina, que é formalmente um 'candidato a medicamento', é aplicada em um pequeno grupo. A realização dessa fase 1 foi aprovada em janeiro pela Anvisa e ainda está na comissão de ética; Depois, caso seja provada a segurança, os cientistas vão ampliar os testes nas fases 2 e 3 — quando são avaliadas eficácia, doses adequadas e efeitos adversos em populações maiores. Agora, é preciso esperar o tempo da ciência. especialista em reabilitação e pesquisa em lesão medular, a fisioterapeuta Franciele Romanini, explica que a forma como as pessoas estão lidando com a pesquisa nas redes sociais é arriscada, já que muitos tratam os resultados como uma verdade absoluta. Se essas etapas forem bem-sucedidas, os envolvidos podem solicitar o registro sanitário para que o medicamento possa ser comercializado. A ciência foi construída com métodos e burocracia necessária para trabalhar a favor da população. Esses questionamentos que fazemos são comuns no processo científico. Os métodos científicos não atrasam o tratamento, a ciência trabalha para que qualquer evento adverso desconhecido não se torne um novo problema social.

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