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WePink: empresa de Virginia fez publicidade enganosa, teve mais de 120 mil reclamações e censurou nas redes sociais, diz promotor

Publicado em: 10/10/2025 02:01

MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões A WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, teve 120 mil reclamações registradas em menos de 2 anos, de acordo com o Ministério Público de Goiás. Segundo o promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, entre os problemas estão propaganda enganosa e censura nas redes sociais com a exclusão de reclamações (veja acima). Ao g1, o advogado da empresa, Felipe de Paula, informou que eles não foram citados na ação, portanto, ainda não tomaram conhecimento dos termos. A ação foi protocolada na quarta-feira (8), em conjunto com o Procon. O órgão explicou que a estratégia de "flash sales" (ofertas-relâmpago) criou um senso artificial de urgência, induzindo à compra impulsiva e explorando a vulnerabilidade psicológica das pessoas. O uso da imagem da influenciadora agravou isso, pois milhares de seguidores confiam em sua recomendação, destacou o MP. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Segundo o documento, em 2025 foram registradas 30 mil reclamações até a data da ação. Já em 2024 foram 90 mil queixas. O texto também destaca que o número total pode chegar a 300 mil consumidores, considerando aqueles que não reclamaram oficialmente. LEIA TAMBÉM: Empresa de Virginia, WePink é autuada pelo Procon por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online WePink: MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões por práticas abusivas contra consumidores Queimadura nos olhos após uso de sérum para cílios: internautas relatam reações e médicos fazem alerta WePinl, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon, em Goiás Reprodução/Instagram da WePink Élvio destacou que consumidores também denunciaram a falta de entrega de produtos pagos, dificuldades na hora de solicitar o reembolso e um péssimo atendimento pós-venda. Veja as práticas abusivas listadas na ação: Falta de entrega de produtos: consumidores que pagaram pelos produtos e nunca receberam; Descumprimento de prazos: alguns atrasos ultrapassaram sete meses; Dificuldade de reembolso: resistência da empresa em devolver valores pagos; Atendimento deficiente: o sistema é automatizado, mas não resolve os problemas; Exclusão de críticas: a empresa removeu comentários negativos nas redes sociais; Produtos com defeito: os cosméticos chegam estragados na entrega e estão diferente do enunciado. "Diante de toda essa situação, o Ministério Público pediu a suspensão dessas lives enquanto não forem regularizadas as pendências, criar um saque eficiente, humanizado, em 30 dias, com resposta em 24h por cada reclamação", destacou o promotor. O Ministério Público escreve na ação que o objetivo é ressarcir de forma integral todos os clientes lesados. Élvio também afirmou que foi pedido uma multa de R$ 1 mil por cada ofensa feita por consumidor, além de indenização em caráter punitivo e educativo de R$ 5 milhões, e outra reparatória para cada consumidor prejudicado, que ainda será calculada. Marca WePink, de Virgínia Fonseca Reprodução/Instagram/WePink WePink autuada pelo Procon A Wepink já havia sido notificada outras vezes, de acordo com o Procon, tendo sido autuada no final de setembro. De acordo com a fiscalização, a empresa anunciou e comercializou os produtos nacionalmente, mas não realizou a entrega no prazo estabelecido. O órgão lembrou ainda que a marca realizou lives nas redes sociais em que influenciadores anunciaram os produtos a preços muito atrativos e links promocionais, apesar da quantidade significativa de reclamações dos consumidores. Sobre a autuação do Procon, a defesa da WePink informou ao g1 que a empresa não recebeu a notificação enviada no começo deste ano. Disse ainda que apresentou defesa quando recebeu uma segunda notificação, informando o não recebimento e que a autuação ainda não é definitiva. Em nota, a empresa ainda informou que não sofre mais com atrasos frequentes. Empresa de Virginia Fonseca é autuada pelo Procon 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pesquisadores paraenses transformam resíduos amazônicos em cimento de baixo impacto ambiental

Publicado em: 10/10/2025 00:45

O concreto é o segundo material mais usado no mundo. Está diretamente ligado ao processo de desenvolvimento socioeconômico das cidades, mas provoca um alto impacto ambiental. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que a indústria cimenteira é responsável por 7% da emissão de gás carbônico na atmosfera em todo mundo. Da extração de calcário, matéria-prima do cimento, ao transporte do produto pronto, a fabricação de uma tonelada de cimento equivale a uma tonelada de CO² na atmosfera. 📲 Siga o canal do g1 Pará do WhatsApp É neste contexto que pesquisadores paraenses têm trabalhado em alternativas mais sustentáveis para o setor. Soluções que gerem menor impacto ambiental e diminuam a emissão de gás carbônico no processo produtivo. O Instituto Federal do Pará (IFPA) é o berço de duas dessas iniciativas: o cimento Portland, criado a partir de resíduos da indústria de celulose, e o concreto desenvolvido com resíduos de recapagem de pneus, usado como piso tátil. Desenvolvimento de cimento composto Um dos projetos desenvolvidos no IFPA é o cimento Portland com resíduos, que consiste na utilização de dois resíduos da indústria de celulose para produzir cimento composto. A iniciativa partiu do professor e Dr. em engenharia civil, Marco Oliveira, com o intuito de substituir o clínquer, matéria-prima do cimento, que é obtido a partir da queima de calcário em altas temperaturas e é um dos principais responsáveis pela emissão de CO² na indústria cimenteira. A pesquisa possibilita que, em proporções diferentes, este componente seja substituído por Cinza Volante de Biomassa (CVB), resíduo obtido dos fornos de beneficiamento da celulose, alimentados por eucalipto e madeira, e por Filler Calcário de Biomassa (FCB), resíduo derivado de um processo químico para obtenção da celulose. Um dos projetos desenvolvidos no IFPA é o cimento Portland com resíduos, que consiste na utilização de dois resíduos da indústria de celulose para produzir cimento composto. Juliana Alvarez/TV Liberal Os dois materiais, comumente descartados em bacias de rejeitos, podem substituir em até 50% do uso de clínquer na produção de cimento. As misturas desenvolvidas (mais de 30) foram testadas e validadas para atender diversas aplicações na construção civil, como argamassas de assentamento, reboco e até alvenaria estrutural. O projeto atende a normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e tem ainda a capacidade de capturar e fixar CO². A produção do novo cimento tem viabilidade técnica em larga escala, “pois o Brasil é um dos países que mais produz celulose”, e tem competitividade no mercado, é o que garante Marco Oliveira. “Se equipara ao custo de um cimento produzido. Ele tem competitividade no mercado. Eu sempre busquei pesquisas aplicadas. Quando você inicia esses projetos, já tenta responder essas perguntas em termos de custos”. Resíduos de pneus substituem o uso de areia A pesquisa começou em 2013, a partir da necessidade de encontrar materiais alternativos para a produção de cimento na região norte. O material escolhido veio da indústria de recapagem de pneus, já que o produto costuma gerar muito resíduo na Região Metropolitana de Belém. Quando chegam ao Laboratório de Caracterização de Materiais (LCM), do IFPA, os pneus passam por um processo de separação e a borracha presente no material é granulada, em tamanhos fino, médio e grosso. Quando chegam ao Laboratório de Caracterização de Materiais (LCM), do IFPA, os pneus passam por um processo de separação e a borracha presente no material é granulada, em tamanhos fino, médio e grosso Juliana Alvarez/TV Liberal O material granulado é agregado a outros materiais para a produção do concreto usado no piso tátil. "A gente pega uma quantidade de areia, uma quantidade de água, uma quantidade de cimento e mistura num equipamento chamado misturador pneumático. Então, esse misturador faz com que essa mistura fique homogênea e aplicamos ela nas formas que são essas formas de piso tátil", detalha Laércio Gouvêa Gomes, doutor em engenharia de materiais e professor do IFPA, que coordena a pesquisa. A pesquisa tem por objetivo diminuir a extração de areia do meio ambiente e dar uma outra destinação a pneus usados e descartados. "Quando a gente começa a incorporar esse resíduo, a gente tá dando uma outra utilidade, uma outra propriedade mecânica. No caso do resíduo de pneus, eles dão uma uma propriedade de flexibilidade nesses pisos. Então, ele gera menos impacto na pisada da pessoa com deficiência e na pisada dos transeuntes", complementa. Professor do IFPA, Laércio Gomes desenvolve piso tétil com resíduos de pneu e caroços de açaí Juliana Alvarez/TV Liberal A pesquisa já está sendo aplicada no piso tátil usado na instituição de ensino. A resistência mecânica do material também está dentro das normas estabelecidas pela ABNT. “Sustentabilidade não freia o desenvolvimento” Mestra em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento sustentável, Marjorie Azevedo destaca que projetos como dos professores Marco Oliveira e Laércio Gomes mostram o potencial da economia circular, em que os resíduos são reinseridos na cadeia produtiva, os transformando em novos produtos, como tijolos, blocos e concretagem. Ela ressalta que a busca por sustentabilidade não significa “frear o desenvolvimento”, mas, sim, buscar alternativas que conciliem o crescimento econômico com a preservação ambiental e a inclusão social, um desenvolvimento sustentável. “Ao contrário do que se pensa, não estamos na contramão do crescimento econômico. Muito pelo contrário, estamos buscando alternativas para esse crescimento”. Para a engenheira ambiental Marjorie Azevedo, a "sustentabilidade não freia o desenvolvimento” Arquivo pessoal A engenheira ambiental destaca que ainda existem barreiras econômicas que dificultam a adoção em larga escala de práticas sustentáveis no setor e ressalta a necessidade de políticas públicas que viabilizem tais iniciativas. Para falar sobre como a academia tem trabalhado a perspectiva de custo das produções, consultamos a doutora em estruturas, pesquisadora e professora do Instituto Federal do Amapá, Natasha Costa. Orientadora de diversas pesquisas sobre cimento, ela destaca que os materiais sempre são pensados para concorrer com o que se tem no mercado. “A gente precisa pensar nesse material para que ele consiga concorrer com o que a gente tem no mercado, porque não adianta eu pensar soluções na academia, mas que essa solução não seja viável ou que tenha um custo muito elevado, que inviabilize a produção em massa, porque a ideia é produzir em massa esse material para que ele possa ser utilizado em obras”. Para falar sobre como a academia tem trabalhado a perspectiva de custo das produções, consultamos a doutora em estruturas, pesquisadora e professora do Instituto Federal do Amapá, Natasha Costa Arquivo pessoal Ela explica ainda que quando os pesquisadores propõem um novo material, características mecânicas, de resistência e de durabilidade também são levadas em consideração para que a solução seja, de fato, competitiva no mercado. Mesmo assim, escalonar a produção ainda é uma dificuldade. Neste contexto, a pesquisadora destaca a necessidade de incentivos fiscais para que as empresas passem a adotar o uso de materiais mais sustentáveis. “Vamos ter uma via de mão dupla. A gente vai ter essas empresas querendo parceria com as instituições de ensino, que elas conhecem, mas que ainda caminham a passos um pouco mais lentos, a academia conseguiria ter esse investimento e eles também conseguiriam ter esse apoio”. A perspectiva da indústria Como parte da indústria cimenteira, Fábio Cirilo, gerente de sustentabilidade e energia da Votorantim Cimentos, destaca os critérios para escalonar a produção de cimento fruto de pesquisas acadêmicas dentro da empresa. “Passa por escala das soluções, porque é um setor com volumes sempre muito grandes. Às vezes a gente esbarra em umas pesquisas com um cimento um pouco diferente ou alguma nova tecnologia, mas de escala muito pequena. Um outro elemento importante é a viabilidade econômica, que sempre está na avaliação, por mais que possamos fazer investimento para desenvolver tecnologia”, pontua. Ele destaca ainda que, desde 1990, a Votorantim Cimentos trabalha para diminuir a emissão de carbono no processo produtivo do cimento. Para alcançar este objetivo, a empresa tem trabalhado em diferentes frentes. Uma delas tem por objetivo diminuir o uso de clínquer na fábrica. Gradativamente, o componente tem sido substituído por outros aditivos com propriedades similares e mais sustentáveis. Os combustíveis fósseis, usados na queima do calcário, também estão sendo substituídos. Normalmente, por resíduos de outras indústrias. Em São Paulo, vem de pneus em desuso. No Pará, na fábrica de Primavera, o combustível para a queima vem de caroços de açaí. Galpão com caroços de açaí Divulgação Desde 2018, a empresa coleta o caroço de açaí na Região Metropolitana de Belém e leva para a fábrica, a aproximadamente 190 quilômetros da capital paraense. No ano passado, 48.000 toneladas de caroço de açaí foram usadas neste processo, isso resultou em 44.000 toneladas de carbono que deixaram de ser emitidas. O empreendimento paulista, com atuação em nove países - na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia e África -, também tem trabalhado no uso de energia renovável e em eficiência energética. Além disso, tem buscado novas tecnologias capazes de fazer a captura e o sequestro de carbono na indústria cimenteira. O trabalho leva em consideração o compromisso ambiental da empresa, alinhada aos acordos ambientais globais, e a necessidade de se manter competitiva no mercado. “A gente sabe o tamanho do desafio que a gente tem como sociedade para enfrentar a crise climática. Talvez seja o maior desafio que a gente vai enfrentar como sociedade global e demanda um esforço coletivo coordenado. Então, é respeitar esses acordos, estar alinhados com eles. E claro que isso tem reflexo no nosso compromisso, reflexo na imagem com os nossos clientes e parceiros e o ponto crucial que é o ponto de competitividade, de sobrevivência do negócio”, declara Fábio. De 1990 a 2024, a empresa reduziu 28% da emissão de carbono no processo produtivo do cimento. Para 2030 a meta de redução é de 14%, que eles buscam alcançar com novas tecnologias usadas para captura e sequestro de carbono. A indústria cimenteira na COP30 Encarar a Amazônia como o futuro não é apenas um discurso bonito. É uma realidade. A região é, nas palavras do PhD em Engenharia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Rodrigo Rodrigues, “privilegiada geologicamente” por abrigar materiais que, quando incorporados ao cimento industrial, ajudam a reduzir significativamente as emissões de CO₂. “No Brasil, especialmente na região Norte, existem materiais que podem ser adicionados ao cimento, conhecidos como adições. As pozolanas amazônicas, por exemplo, estão entre as mais reativas do mundo. Isso faz com que os cimentos brasileiros emitem, em média, 11% a menos de CO₂ do que os produzidos em outras partes do planeta”. Para Rodrigues, isso posiciona o Brasil como referência em sustentabilidade dentro da indústria cimenteira global. Rodrigo Rodrigues faz parte do comitê internacional da indústria cimenteira que estará presente na COP30, realizada em Belém em novembro deste ano Divulgação Rodrigo Rodrigues faz parte do comitê internacional da indústria cimenteira que estará presente na COP30, realizada em Belém em novembro deste ano. O grupo tem como foco discutir formas de reduzir as emissões de CO₂ no setor da construção civil, responsável por uma parcela significativa dos gases de efeito estufa no mundo. A participação brasileira no comitê, segundo ele, será uma oportunidade de mostrar ao mundo as soluções já adotadas no país, especialmente na região amazônica. "Essa é a grande discussão que vamos levar à COP, como membros do Conselho Brasileiro. O futuro sustentável, o futuro ambiental e até o controle da temperatura do planeta dependem, em grande parte, da construção civil." VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse todas as notícias do estado no g1 Pará.

Palavras-chave: tecnologia

Equatorial divulga programa Mais Energia Pará e intensifica obras em todas as regiões do estado

Publicado em: 10/10/2025 00:01

Desde 2012, a atuação da Equatorial Pará transformou o fornecimento de energia elétrica no estado. No período, já foram investidos mais de R$ 14 bilhões em obras e melhorias que ampliaram o acesso e elevaram a qualidade do serviço. A distribuidora agora dá continuidade a esse processo com o programa Mais Energia Pará, que realiza obras em todas as regiões do estado, beneficiando diretamente mais de 8 milhões de paraenses. Desde 2012, mais de 14 bilhões já foram investidos pela Equatorial para melhorar o fornecimento de energia do estado. Equatorial Energia De acordo com Márcio Caires, presidente da Equatorial Pará, os investimentos acompanham o momento de crescimento do estado e contemplam diferentes frentes de trabalho, da construção de subestações e redes de distribuição, até a modernização de equipamentos e a ampliação do Programa Luz para Todos. “Temos muito orgulho de tudo o que fizemos até hoje e reafirmamos o nosso compromisso de continuar evoluindo. O Mais Energia Pará chega para ampliar as nossas ações, da Região Metropolitana de Belém ao Marajó, do Sudeste ao Oeste do estado, vamos ter energia com cada vez mais qualidade, gerando desenvolvimento, segurança, saúde e educação. Seguiremos firmes trabalhando para transformar a vida dos milhões de paraenses”. Região Metropolitana e Marajó Com a proximidade da COP 30 em Belém, a Equatorial estruturou um plano robusto de investimentos para garantir energia de qualidade e sustentabilidade. As ações incluem a renovação e construção de redes em áreas estratégicas da capital, como o bairro do Marco, e da Cidade Velha e as avenidas Almirante Barroso, Arthur Bernardes e Visconde de Souza Franco, além de uma rede exclusiva para o Aeroporto Internacional. Mais de 70 km de rede estão sendo trocadas em Belém, o que vai garantir mais qualidade de energia na cidade. Equatorial Energia Em Ananindeua, a nova Subestação Icuí ampliará a disponibilidade de energia, somando-se às melhorias nas subestações Guamá, Pedreira, Independência e Marco, que receberá um novo eletrocentro que vai reforçar o sistema da capital. Outras iniciativas envolvem a instalação de novas redes no Combu e a desativação de usinas em Cotijuba e no Marajó, reforçando o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável e o turismo no estado. Nordeste Na região Nordeste do estado mais de 153 km de rede foram construídas em cidades como Abaetetuba, Paragominas, Cametá, Bujaru, Castanhal e Augusto Corrêa. Um trabalho contínuo e estruturante que visa a ampliação do acesso à energia elétrica. No momento, a região conta com obras 9 munícipios que também vão garantir mais oportunidade e crescimento, principalmente com o turismo, com a possibilidade de instalação de grandes empreendimentos que devem gerar emprego e renda para a população. Sul e Sudeste Com o programa Mais Energia Pará, a Equatorial promove investimentos em São Félix do Xingu, onde a distribuidora executa a maior obra da regional, com o Luz para Todos, garantindo energia a milhares de famílias que antes viviam sem acesso ao serviço. Em Novo Repartimento, estão sendo aplicados em reforço de rede, instalação de religadores automáticos e reguladores de tensão, elevando a confiabilidade do fornecimento. Já em Parauapebas, foram realizadas ações combinadas incluindo expansão de redes, novos equipamentos e obras do Luz para Todos para atender à crescente demanda tanto urbana quanto rural. Em Marabá e Redenção foram direcionados investimentos à manutenção, modernização e reforço da rede, ampliando a estabilidade do sistema elétrico. Oeste e Sudoeste Em Alter do Chão, importante polo turístico da região, foram instalados equipamentos automatizados que permitem manobras remotas e reduzem significativamente o tempo de resposta em caso de intercorrências, assegurando maior estabilidade tanto para moradores quanto para visitantes. Já em Santarém, diversas vias recebem a renovação completa da rede elétrica, com a substituição de cabos antigos por tecnologias mais avançadas, capazes de diminuir riscos de ocorrências e oferecer um fornecimento mais confiável à população. Em Altamira, um dos maiores polos de desenvolvimento do estado, a rede elétrica vem sendo reforçada com transformadores modernos e infraestrutura preparada para sustentar o crescimento acelerado, garantindo energia confiável para novos empreendimentos e para a população. E em municípios como Senador José Porfírio, a implantação de novas redes e uma nova subestação vai assegurar maior estabilidade no fornecimento. Em Medicilândia, a distribuidora já executou mais de 60 obras em menos de um ano, fortalecendo o agronegócio, a produção de cacau, a agricultura familiar e impulsionando o trabalho de pequenos produtores que dependem da energia elétrica para expandir suas atividades.

Palavras-chave: tecnologia

Figure 03: robô faxineiro é eleito uma das melhores invenções do ano; veja como ele funciona

Publicado em: 10/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A nova geração de um robô que coloca dobra roupas, limpas mesas e faz entregas foi eleito uma das melhores invenções de 2025 pela revista Time. Criado pela empresa americana Figure, ele foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (9) como um modelo capaz de realizar os mais diferentes trabalhos manuais. Entre os investidores da Figure, estão a Nvidia, a OpenAI, a Microsoft e o empresário Jeff Bezos. Seus principais concorrentes são a Tesla, que tem o robô humanoide Optimus, e a chinesa Unitree, que possui um cão-robô. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As demonstrações apontam que o Figure 03, como o robô foi chamado, pode colocar roupas e sabão na máquina de lavar, separar objetos em pilhas e manusear itens que exigem mais precisão dos dedos, como ovos e cartas de baralho. A Figure afirmou que o novo robô será o primeiro a ser produzido em larga escala e poderá ser usado até mesmo em sua linha de produção, afirmou a reportagem da Time, que acompanhou testes do modelo na sede da fabricante. A revista disse que o robô faz as tarefas, mas nem sempre de forma perfeita. Em mais de uma tentativa de colocar roupas na máquina, ele deixou cair uma peça e não conseguiu pegá-la de volta. Ele também teve dificuldade para dobrar camisetas. Robô faxineiro Figure 03 Divulgação/Figure O fundador e CEO da Figure, Brett Adcock, admitiu as limitações, mas disse que elas podem ser resolvidas com ajustes na rede neural Helix, que serve de base para o robô executar as tarefas. Ainda assim, nesta primeira etapa, o robô será restrito para um grupo limitado de parceiros e não será liberado para fins domésticos, um dos focos da fabricante. "Queremos que o robô seja capaz de fazer a maioria das coisas em casa, de forma autônoma, o dia todo", disse Adcock à Time. "Ainda não chegamos lá. Acreditamos que podemos chegar lá em 2026, mas é um grande avanço". O plano da Figure também inclui usar coletar informações coletadas pelo robô na casa dos usuários, segundo a Time. A empresa disse que a ideia é treinar futuros modelos de inteligência artificial, desfocando dados pessoais capturados pelo dispositivo. O que mudou no Figure 03 Na comparação com seu antecessor, o Figure 03 ficou mais leve – o peso caiu de 80 kg para 70 kg. Mas a altura de 1,68m, a velocidade de 1,2 m/s e a capacidade de transportar até 20 kg continuam iguais. O robô agora tem articulações menores e mais fortes, peças mais baratas e mãos mais finas para tarefas que exigem mais delicadeza. Ele também ganhou suporte para comandos de voz e um recurso de "memória", que o permite lembrar onde estão objetos. No momento, são exemplares do Figure 02 que estão em ação em algumas empresas. Desde o início do ano, a segunda geração do robô tem sido usada 10 horas por dia, 5 dias por semana em uma fábrica da montadora BMW. Robô humanoide Figure 03 Divulgação/Figure Como o robô funciona O robô humanoide manteve a rede neural Helix, uma estrutura criada pela Figure que busca simular o sistema cognitivo humano. Uma parte dessa rede tenta replicar a lógica. Para isso, ela usa um modelo de inteligência artificial treinado com textos e imagens para o robô a entender o ambiente ao seu redor e decidir que ações tomar. Os comandos são enviados para a parte que simula o sistema nervoso e consegue dar instruções para as dezenas de articulações do robô, que podem fazer até 200 movimentos por segundo. Uma terceira parte se concentra nos reflexos para que o robô mantenha o equilíbrio e não caia facilmente. A empresa considera essa etapa fundamental para a segurança, já que a queda do robô pode causar ferimentos a humanos. A empresa também usa gravações de pessoas reais em tarefas domésticas para o robô aprender a executar as ações. Para aprender a dobrar roupas, ele precisou de 80 horas de vídeo, considerado pouco para treinar um dispositivo como esse. Robô humanoide Figure 03 Divulgação/Figure O que é a Figure A Figure foi fundada em 2022 e está baseada no Vale do Silício. A empresa tem cerca de 360 funcionários e foi avaliada em US$ 39 bilhões após receber um aporte de US$ 1 bilhão em setembro, segundo a Time. A aposta do fundador da Figure é que, em 10 anos, a maior empresa do mundo será uma fabricante de robôs humanoides. Ele também avalia o mercado em US$ 40 trilhões (R$ 215 trilhões). "Cada casa terá um humanoide", disse Brett Adcock à Time. "Acreditamos que haverá bilhões na força de trabalho. Eles estarão na área da saúde e, com o tempo, também estarão no espaço, ajudando a construir colônias em diferentes planetas". Adcock, de 39 anos, fundou em 2013 o serviço de empregos Vettery, vendido por US$ 110 milhões. Em 2018, ele criou a fabricante de aeronaves elétricas Archer Aviation, na qual ficou até 2022, quando fundou a Figure. Robô humanoide consegue dobrar e empilhar roupas

Palavras-chave: inteligência artificial

Câmara de Porto Velho aprova PL que exige teste toxicológico para nomeação em cargos comissionados

Publicado em: 09/10/2025 21:50

Exame toxicológico Reprodução/JN A Câmara Municipal de Porto Velho aprovou na última terça-feira (7) um projeto de lei que exige a apresentação de teste toxicológico, exame que detecta o uso de drogas no organismo, para a nomeação em cargos comissionados. A medida foi aprovada em segunda votação. De acordo com o projeto, todos os cargos em comissão, independentemente do nível hierárquico ou das funções, passam a exigir a apresentação do exame no momento da nomeação. O teste deve ser feito em laboratório credenciado e detectar o uso de substâncias ilícitas nos últimos 90 dias. O custo será de responsabilidade do nomeado, e o resultado precisa ser entregue à Diretoria de Recursos Humanos da Câmara com pelo menos 10 dias de antecedência. O projeto determina que quem tiver resultado positivo para drogas ou se recusar a fazer o exame não poderá assumir o cargo. Agora, o projeto segue para análise do prefeito Léo Moraes (Podemos), que vai decidir se sanciona ou veta a proposta. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: câmara municipal

Comissão do Senado debate projeto para atualizar o Código Civil

Publicado em: 09/10/2025 21:40

O Senado deu início, nesta quinta-feira (9), a uma nova rodada de discussões sobre a proposta que moderniza o Código Civil, em vigor desde 2002. O projeto, apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), propõe a atualização de mais de 900 artigos e a inclusão de 300 novos dispositivos. O texto é resultado do trabalho de uma comissão de juristas coordenada pelo vice-presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, e está sob relatoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). A reunião desta quinta foi a primeira de uma série de audiências públicas que vão discutir o tema no Parlamento. Atualização e permanência Durante o encontro, Pacheco destacou que a revisão busca modernizar o código sem romper com suas bases. Segundo ele, o papel do Congresso é aprimorar o texto elaborado pelos especialistas, “com respeito ao trabalho técnico, mas atento às novas realidades da sociedade”. O ministro Luis Felipe Salomão afirmou que a iniciativa segue uma tendência internacional de revisão dos códigos civis diante das mudanças sociais, familiares e tecnológicas. “As transformações na engenharia genética, nas formas de comunicação e nos arranjos familiares tornam urgente a atualização das regras que regem as relações civis”, disse. A professora Rosa Maria de Andrade Nery, integrante da comissão de juristas, lembrou que o Código Civil é a “espinha dorsal da vida jurídica e social” do país. Para ela, a revisão não é apenas técnica, mas também uma oportunidade de reafirmar valores fundamentais do direito brasileiro. Já o professor Flávio Tartuce destacou que o projeto “não cria um novo código, mas atualiza o existente”, preservando princípios como socialidade, eticidade e operabilidade — pilares do texto de 2002. Direito digital e novas relações Entre as principais inovações do projeto está a criação de um livro dedicado ao direito digital, que vai reunir regras sobre testamento eletrônico, documentos digitais e identidades virtuais. Segundo o ministro Marco Aurélio Bellizze, do STJ, a inclusão desse tema no Código Civil “é um passo inédito no mundo” e reflete o fato de que as relações humanas também se constroem no ambiente virtual. A proposta incorpora princípios do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com o objetivo de garantir segurança jurídica nas relações digitais e reconhecer novas formas de manifestação da individualidade no espaço virtual. Construção coletiva Relator do projeto, o senador Veneziano Vital do Rêgo afirmou que a reforma busca manter o direito “vivo e dinâmico”. Ele disse que o debate será amplo e participativo, com espaço para contribuições da sociedade civil e da comunidade jurídica. “O novo Código Civil será resultado de uma construção coletiva. É dever do Legislativo garantir que nossa legislação acompanhe a evolução da vida em sociedade”, afirmou Pacheco.

Palavras-chave: lgpd

Húngaro László Krasznahorkai é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura

Publicado em: 09/10/2025 21:34

László Krasznahorkai ganha Nobel de Literatura O Prêmio Nobel de Literatura foi para um escritor da Hungria. Ele já foi definido como “o mestre húngaro do apocalipse”. O escritor László Krasznahorkai se consagrou logo no primeiro romance, de 1985: “Sátántangó”, uma sensação literária na Hungria, obra mais tarde traduzida em vários países, inclusive no Brasil. "O Krasznahorkai, no ‘Sátántangó’, que é esse livro que a gente tem traduzido para o português, cria um imenso universo a partir de um pequeno vilarejo que tem gente muito empobrecida, muito miserável. E é um livro de frases muito longas, aparentemente, às vezes intermináveis, sem pontuação. É um livro que mistura humor, horror, uma coisa um pouco burlesca e, no fim, acaba sendo um universo muito grandioso a partir de um lugar muito pequeno”, diz Paulo Schiller. O escritor húngaro já recebeu vários prêmios importantes na carreira. Mas o desta quinta-feira (9), o prêmio dos prêmios: o equivalente a R$ 6,2 milhões. E um prestígio de uma vida toda. Ao receber a notícia, Krasznahorkai ficou meio tonto: “É sério isso?”, perguntou. Depois, ele divulgou uma nota. Disse que estava profundamente feliz por ter recebido o Nobel, sobretudo porque esta premiação significa que a literatura existe por si só e talvez ofereça esperança até mesmo àqueles nos quais a própria vida mal se manifesta. László Krasznahorkai ganha Nobel de Literatura Reprodução/TV Globo LEIA TAMBÉM László Krasznahorkai ganha Prêmio Nobel de Literatura 2025 Descobertas dos ganhadores do Nobel de Química ajudam a reduzir poluição e gases do efeito estufa Três cientistas que aplicaram a física quântica em tecnologias do dia a dia ganham o Prêmio Nobel Nobel de Medicina: dois pesquisadores americanos e um japonês vão dividir o prêmio em 2025

Palavras-chave: tecnologia

Após derrota na Câmara, governo analisa como vai recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026

Publicado em: 09/10/2025 21:21

Derrota do governo na MP de compensação do IOF impôs desafio A derrota de quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados impôs ao governo um desafio: como recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026. O presidente Lula lamentou a decisão do Congresso de retirar de pauta a medida provisória que substituiria parte do aumento do IOF. Em entrevista à Rádio Piatã FM, da Bahia, Lula disse que, na semana que vem, vai discutir alternativas, como uma proposta para aumentar a tributação das fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros. "Eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs - e tem fintech hoje maior do que banco -, que elas paguem o imposto devido a esse país”, diz o presidente Lula. A MP acabava com a alíquota de 9% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a chamada CSLL, que hoje beneficia fintechs. Na prática, elas passariam a ser tributadas como as demais instituições financeiras, com alíquotas de 15% ou 20%. A proposta do governo também estabelecia, entre outros pontos, alta de impostos sobre aplicações financeiras. Após derrota na Câmara, governo analisa como vai recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026 Jornal Nacional/ Reprodução O governo contava com o aumento da arrecadação por meio dessa medida provisória para atingir a meta fiscal de 2026, de um superávit de R$ 34 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que tem alternativas, sem dar detalhes, e que tudo vai ser discutido com o presidente Lula: "Nós temos tempo, vamos usar esse tempo para avaliar com muito cuidado cada alternativa. Vamos conversar também com o relator do Orçamento, porque isso tem impacto orçamentário importante em emendas, em investimentos". Haddad cancelou a ida dele aos Estados Unidos, onde participaria, na próxima semana, de reuniões do FMI, o Fundo Monetário Internacional, e do Banco Mundial. Segundo a assessoria, o ministro ficará no Brasil para cumprir agendas oficiais. A economista Zeina Latif disse que para equilibrar as contas públicas, cumprir metas fiscais, o governo precisa também controlar gastos: "Ainda que seja compreensível o foco no atendimento dos resultados, atender a meta de resultado fiscal não pode ser de qualquer jeito. Então sempre é em cima de aumento de arrecadação, que traz preocupação porque se os gastos no Brasil crescem automaticamente, se o cumprimento da meta for sempre em cima de arrecadação, significa que todo ano a gente vai ter aumento da carga tributária. Então, essa ideia de que basta atender as metas de superávit isso não é verdade. A forma importa". LEIA TAMBÉM Na data-limite para votação, oposição retira da pauta MP criada para substituir aumento do IOF e impõe derrota ao governo Entenda o que previa a MP derrubada na Câmara e como fica agora o imposto sobre bets e aplicações Derrubada de MP evita alta nas taxações de fintechs e de aplicações financeiras

Palavras-chave: tecnologia

Veja como as agroflorestas se tornaram um modelo eficiente na produção de cacau

Publicado em: 09/10/2025 21:04

Agroflorestas se mostram eficientes na produção de cacau e outras frutas O Jornal Nacional apresentou nesta quinta-feira (9) o último episódio da série de reportagens sobre a produção de alimentos em meio às mudanças climáticas. O Tiago Eltz e o Daniel Torres vão mostrar a eficiência das agroflorestas na produção de cacau e outras frutas. LEIA TAMBÉM Série especial do JN mostra como o agronegócio brasileiro está enfrentando as mudanças climáticas Conheça técnicas inovadoras que diminuem o impacto ambiental da produção de carne Diante das mudanças climáticas, pesquisa genética e tecnologia revolucionam plantio do café no Brasil Sobraram muitas ruínas do passado da fazenda do bisavô do produtor rural Patrick Assumpção. E quando ele assumiu o lugar, a terra que ele tinha que cultivar também precisava de restauração. “O solo uma hora se exaure, da forma que se é feita mais tradicionalmente. Revirando solo, botando adubo químico, você fica sempre trazendo insumos externos para poder ter uma colheita de alguma coisa. Quando eu soube que havia outra forma de cultivo menos danosa ao solo, acabou virando não uma obsessão, mas uma forma de vida mesmo”, diz Patrick Assumpção. A forma de produzir que apaixonou o Patrick é a agrofloresta. O modelo reproduz interações da natureza. Cria ambientes com plantas e árvores misturadas, uma ajudando a outra. E, 16 anos atrás, o Patrick começou a construir uma ilha verde no meio da fazenda. Patrick Assumpção, produtor rural: Essa aqui é uvaia, bacupari, araçá-boi. Tiago Eltz, repórter: Tem um quilo de palmito, será? Patrick Assumpção: Por aí. Repórter: Um quilo de palmito e uma árvore inteira espalhada aqui. Mas aqui a árvore não se perde. Patrick Assumpção: Não. Repórter: Está voltando. Patrick Assumpção: Vai virar carbono, matéria orgânica. Vai estar nutrindo as outras plantas. Esse é um processo bem, bem manual. Áreas extensas, tem que pensar bem o que você vai fazer. Tem que ter muita mão de obra. Falta de mão de obra e até a própria diversidade do que se planta nas agroflorestas sempre foram os empecilhos para usar o modelo fora da agricultura familiar, comercialmente, em larga escala. Repórter: Você errou muito aqui? Patrick Assumpção: Muito, muito. Principalmente por causa da quantidade de planta que eu coloquei ao mesmo tempo. Já é difícil vender uma coisa. Você vender duas, é duas vezes mais difícil. Vender dez coisas é mais difícil ainda. A solução pode ser simplificada - e doce. Repórter: O que eu acho melhor de comer cacau do pé, para mim, é justamente você botar na boca naquela expectativa de gosto de chocolate e não tem nada a ver. Tayrone Moreira, engenheiro agrônomo: Não te lembra de cara. Repórter: Não lembra em nada. Tayrone Moreira: Mas é bem adocicado. Veja como as agroflorestas se tornaram um modelo eficiente na produção de cacau Jornal Nacional/ Reprodução A equipe do Jornal Nacional foi ao sul da Bahia, onde o cacau é parte da história. Em Camamu, ele ainda pode ser encontrado secando até na rua. Mesmo que a produção lá seja só uma sombra do que já foi no passado. Marcelo Brandão, produtor de cacau: Nós já chegamos a colher aqui 32 mil arrobas, 450 mil toneladas. Repórter: É cacau, hein? Marcelo Brandão: Bastante. O ano passado, a gente colheu 9 mil. Então, uma queda bem grande. Repórter: Por que teve essa queda? Marcelo Brandão: É doença. A vassoura-de-bruxa destruiu muita produção. E falta de investimento, realmente, de conseguir manter a produção. Agora, a lavoura dele voltou a crescer, com a parceria de uma empresa que já plantou lá 200 hectares de agroflorestas de cacau, açaí e árvores em áreas de solo degradado. Para entender como o sistema foi adaptado para grandes áreas, vamos ver como a agrofloresta lá se paga enquanto prepara o solo. Tayrone Moreira: Do ano um até o terceiro ano, quem está compondo a receita é a banana e a mandioca. Repórter: Tirou dinheiro daqui, tirou dinheiro dali, e aí quando acabar isso aqui, está tirando dinheiro... Tayrone Moreira: O cacau está começando a produzir. Logo depois, você está fechando quatro anos do açaí. Então, já entra o açaí também produzindo. Mandioca e bananas colhidas, e o que sobra vai para o chão. Repórter: Isso aqui é tipo tratamento de choque para terra? Tayrone Moreira: Toda matéria orgânica gerada no sistema a gente coloca nessa área de 2,5. Aí ela vai degradando aos poucos e vai construindo esse solo. No início, quando pega uma área dessa aqui, ela está em 2% de matéria orgânica, e a depender da quadra, nós conseguimos chegar a ter 3%, 4%. Ou seja, a gente dobra a matéria orgânica em quatro anos. A monteira de plantas é o caminho para futura agrofloresta. Repórter: Aqui, a gente vai pisando e eu estou sentindo o pé afundando. Tayrone Moreira: Isso é resultado do trabalho que estamos fazendo há quatro anos, que é incorporar toda a matéria orgânica produzida no sistema nessa faixa. Repórter: Mas não é que ele está fofo só por causa dessas folhas que a gente está pisando, não. O que eu estou sentindo fofo é? Tayrone Moreira: Quilos de biomassa já foram incorporados aqui. Então, é um solo muito mais bem estruturado. “Cada percentual a mais de matéria orgânica no solo pode chegar a reter 30, 40 mil litros de chuva por hectare durante o período da seca. Às vezes, para uma planta, ela ter uma semana a mais de umidade no solo, 15 dias a mais de umidade no solo, é o tempo necessário para ela passar entre uma chuva e outra com 30 dias de intervalo”, afirma Valmir Ortega, fundador da Belterra Agroflorestal. Veja como as agroflorestas se tornaram um modelo eficiente na produção de cacau Jornal Nacional/ Reprodução A matéria orgânica também deixa o solo mais vivo, com micro-organismos benéficos, criando plantas mais sadias, resistentes a doenças e com menos pragas. Uma lavoura resiliente, que pode ser uma oportunidade de ouro - ou de chocolate – para o Brasil. O clima derrubou a produção mundial. Faltou cacau, e o preço está nas alturas. “Hoje, claro, no caso do cacau, é até injusto a gente comparar com outras atividades, porque a gente teve, assim, quintuplicou o preço do cacau nos últimos dois anos. “Então, o Brasil pode voltar a ser um grande produtor de cacau e, desejavelmente, na nossa visão, em sistemas que incorporem técnicas regenerativas: agrofloresta, cobertura de solo”, diz Valmir Ortega. Isso porque nesses sistemas o país pode colher mais que alimento. O mundo precisa reduzir emissões e retirar carbono da atmosfera para amenizar a crise climática. Mas isso custa caro, e os países tentam encontrar formas e discutem quem vai pagar essa conta. “Os nossos sistemas estocam centenas de toneladas de carbono por hectare ao longo do seu ciclo de vida, mas eles são intensivos em produção de frutos, de óleo, de fibra. Podem virar produto no mercado e remunerar o produtor e os investidores. O resumo da ópera é que tem que ter viabilidade econômica”, afirma Valmir Ortega. O mercado de carbono é novo, ainda com muitas incertezas. O que se sabe hoje é que ele vai pagar por árvores em pé, porque elas retiram do ambiente e armazenam na madeira e raízes o carbono que o mundo quer diminuir. Repórter: Então aqui a conta dessa área vai ser fechada com cacau que vai ser colhido ali, aqui é açaí e aqui na frente a gente tem o carbono. Tayrone Moreira: O carbono das florestas. Exatamente. Repórter: Então esse é um pé de carbono? Tayrone Moreira: Esse é um pé de carbono. O mercado tem acreditado no sequestro de carbono nesse modelo simplificado de agrofloresta startup em larga escala. Enquanto Ortega já captou R$ 500 milhões para os próximos anos, outras empresas se espalham pelo país. “É um modelo absolutamente comercial. Nós recebemos investimentos de fundos de investimento, padrão Faria Lima, investidores internacionais que vão ser remunerados pelo uso do capital. E tem que fazer com tecnologia. Não dá para imaginar que a gente vai plantar milhões de hectares de agrofloresta e manejar com uma foice, com uma enxada na mão, como um pequeno agricultor é obrigado a fazer o manejo da sua roçada”, conta Valmir Ortega. Veja como as agroflorestas se tornaram um modelo eficiente na produção de cacau Jornal Nacional/ Reprodução E nesse quesito, o pioneiro que errou muito no começo continua olhando à frente. O Patrick agora incuba na fazenda uma empresa que põe um olho eletrônico no futuro desse mercado de carbono. Esse é um escâner de florestas. Repórter: Agora, isso aí não é vídeo? Lucas Gewehr, cofundador da Ceres Seeding: Não. Isso é uma nuvem de pontos. O LIDAR vai passando, fazendo a captação de cada pontinho com o laser. Repórter: E ele consegue ver por dentro da floresta? Lucas Gewehr: Consegue. Como aqui, eu consigo ver até o tronco de algumas das árvores. Fica mais fácil de medir o carbono. O dado é bem mais preciso do que com só uma foto, por exemplo. “O que tem aparecido são as promessas do mercado de carbono para essas áreas terem uma valoração maior, além daquilo que ele vai tirar de benefício agrícola. Entendo que o carbono pode ser uma linha de crédito, vamos dizer assim”, diz Patrick Assumpção. “Se tem algo que nós podemos ser muito competitivos em termos de apresentar soluções de transição climática do planeta, é em soluções baseadas na natureza. Agrofloresta, sem dúvida, é um dos maiores potenciais que a gente tem. Nós temos uma das maiores biodiversidades do mundo. Então, nós podemos desenvolver novas cadeias de produto, nós podemos fortalecer cadeias já existentes. Quer dizer, há aqui um leque de oportunidades muito grande”, afirma Valmir Ortega.

Palavras-chave: tecnologia

Polícia investiga morte de idosa após procedimentos estéticos feitos por estudante de biomedicina no PR

Publicado em: 09/10/2025 19:40

Polícia investiga morte após procedimentos estéticos A Polícia Civil do Paraná está investigando a morte de Silvana de Bruno, de 66 anos, após ela ter complicações depois de fazer uma série de procedimentos estéticos com o estudante de biomedicina Erick Avelaneda Ferreira de Souza, de 21 anos, em Curitiba. Segundo a polícia, em maio, Erick se apresentou à mulher como dentista e biomédico. Durante o atendimento, ele realizou procedimentos invasivos, entre eles aplicações de plasma facial, lipo de papada e lipoenxertia nos seios. "Começou realizando uma aplicação de plasma facial, logo depois ela fez uma lipo de papada, que seria um procedimento que teria que ser feito com cirurgião, e o último procedimento que ela realizou, na sequência, foi esse procedimento que acabou sendo fatal, que foi um enxerto de gordura na área dos seios. Passado alguns dias, começou uma alteração e fortes dores", detalha a delegada Camila Cecconello. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Conforme a polícia, após o procedimento, a família de Silvana a levou para um hospital, onde ela ficou internada, foi submetida a uma cirurgia de mastectomia total, com retirada completa das mamas e parte do tecido do tórax. Apesar dos esforços, a vítima teve um choque séptico e infecção de pele e partes moles, o que a levaram à morte, no início de outubro. A defesa de Erick Avelaneda Ferreira de Souza optou por não se manifestar. Procedimentos eram feitos em salas alugadas Polícia investiga morte de Silvana de Bruno depois de ela fazer uma série de procedimentos estéticos Reprodução Segundo as investigações, Erick fazia os procedimentos em salas que eram alugadas e pagas por dia. Elas ficam localizadas nos bairros Centro, Campo Comprido e Cabral, em Curitiba. Em uma delas, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária encontraram seringas e medicamentos, que foram apreendidos. A suspeita é que os atendimentos aconteciam há pelo menos oito meses. Ele é suspeito de exercício ilegal da medicina e homicídio doloso, por assumir o risco de causar a morte ao realizar procedimentos cirúrgicos em local inadequado e sem habilitação. Ele passou por interrogatório, mas optou por permanecer em silêncio. Se condenado, a pena pode chegar a 30 anos de prisão. As investigações continuam a fim de identificar se há outras vítimas e apurar como Erick teve acesso aos produtos e medicamentos usados nos procedimentos. LEIA TAMBÉM: Explosão em fábrica: Polícia descarta crime, mas aponta problemas na gestão de segurança Sorte: Nota Paraná premia morador de Curitiba com R$ 100 mil em sorteio Política: Após reportagem da RPC, Assembleia Legislativa do Paraná suspende 'placas secretas' concedidas a 14 deputados Divulgação nas redes sociais e falta de registro profissional Polícia encontrou medicamentos e seringas em sala usada pelo estudante PCPR Segundo a polícia, a vítima conheceu o trabalho de Erick por meio das redes sociais, nas quais ele divulgava a realização de procedimentos estéticos, como preenchimento labial e aplicação de estimuladores de colágeno. "Ele se dizia dentista, biomédico, porém fez procedimentos de dentista, biomédico e até de médico sem que tivesse formação em nenhuma dessas profissões", detalha a delegada. Conforme o Conselho Regional de Biomedicina (CRBM), o suspeito não tinha registro profissional. O órgão afirma que recebeu uma denúncia anônima contra Erick no início de 2025. Segundo Thiago Massuda, presidente CRBM, o suspeito não apresentou nenhum documento que comprovasse a formação em biomedicina, como ele alegava. "Nós encaminhamos um ofício para o Ministério Público, porque, em tese, ele estava fazendo exercício ilegal da biomedicina por não estar inscrito no conselho", afirma Massuda. O Ministério Público não informou se recebeu a denúncia ou se está investigando Erick. Conselho alerta Massuda reforça a importância de verificar, antes de qualquer procedimento estético ou de saúde, se o profissional está registrado nos sites dos conselhos da classe. "A gente está entrando em uma era mais complexa ainda, que é a da Inteligência Artificial. Hoje você nem pode ter certeza de que aquele resultado que ele está apresentando de fato é um resultado verdadeiro, porque hoje você pode manipular imagens e a pessoa estar apresentando resultados para enganar a pessoa", reforça. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: inteligência artificial

Apenas 1 em cada 4 assassinatos é esclarecido no RJ, aponta Instituto Sou da Paz

Publicado em: 09/10/2025 19:37

Apenas 1 em cada 4 assassinatos é esclarecido no RJ, aponta Instituto Sou da Paz Um levantamento do Instituto Sou da Paz revela que apenas 1 em cada 4 assassinatos no estado do Rio é esclarecido e esse percentual vem caindo ao longo dos anos. Especialistas dizem que a polícia tem concentrado investimentos em grandes operações, e não em inteligência. O estudo "Onde mora a impunidade? Porque o Brasil precisa de um indicador nacional de esclarecimento de homicídios" foi divulgado essa semana. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No indicador estadual de esclarecimento de homicídio, o desempenho do RJ é considerado baixo. O índice de casos em que pelo menos um autor do crime é denunciado foi de 23% em 2016. Em 2017, houve uma grande queda: 11%. O índice voltou para 23% em 2023, o ano mais recente do levantamento. Comparado a outros estados do Brasil, o Rio está empatado com o Piauí (23%) e só aparece à frente da Bahia (13%). Já no Distrito Federal, o índice de esclarecimento de homicídios chega a 96%. "A política de Segurança Pública tende a priorizar o policiamento ostensivo, a pronta resposta, a prisão em flagrante, grandes operações policiais. Mas isso tem ocorrido em detrimento dos adequados investimentos na atividade de investigação", fala a coordenadora de projetos do Instituto Sou da Paz, Beatriz Graeff. Indicadores estaduais de esclarecimento de homicídios Reprodução/TV Globo 'Gratificação Faroeste' Aprovado na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj), o projeto de lei de reestruturação do quadro da Polícia Civil já está na mesa do governador Cláudio Castro (PL), à espera da sanção. O trecho mais polêmico é o que recria a chamada "gratificação faroeste". Se aprovada, o policial que matar suspeitos em combate será premiado com até o dobro do salário. Nas últimas semanas, várias entidades procuraram o governo do estado para se posicionar contra a proposta. Entre eles estão o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública da União, a Defensoria Pública do Estado e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. A gratificação faroeste existiu entre 1995 e 1998. Em entrevista ao jornal O Globo, Castro indicou que a emenda deve ser rejeitada por motivos econômicos — um eventual descumprimento do Regime de Recuperação Fiscal. Para alguns especialistas, a “gratificação faroeste” exemplifica como autoridades têm olhado para a Segurança Pública: privilegiando o combate, em vez da investigação — inclusive no orçamento. Um levantamento do RJ2 mostra a queda de investimento na polícia técnico-científica, apesar do aumento de verba na Polícia Civil. A área é importante peça na elucidação dos crimes, com produção de provas por meio de tecnologia, análise de vestígios e perícia. De 2022 a 2025, o orçamento na Polícia Civil subiu quase 30% — passou de R$ 2,5 bilhões para R$ 3,2 bilhões. No mesmo período, o orçamento da polícia técnico-científica foi reduzido quase à metade: de R$ 53 milhões para menos de R$ 30 milhões. Atualmente, o orçamento de custeio das atividades de polícia técnico-científica representa menos de 1% do total do orçamento da secretaria. Em 2022, era de 2,1%. Estudo do Instituto Sou da Paz Reprodução/TV Globo O que diz a Polícia Civil A Polícia Civil diz que o oferecimento de denúncia pelo Ministério Público não é o único parâmetro para medir a elucidação de homicídios e que o trabalho policial também consiste em identificar a autoria, comprovar a materialidade, entender a motivação e as circunstâncias do crime. A polícia afirma que diversos casos têm a investigação concluída, mas não há denúncia por razões jurídicas, como a morte do autor do crime. A polícia também diz que, com base numa metodologia alinhada a padrões internacionais, a taxa de elucidação dos homicídios foi de 37,2% no estado no ano de 2023.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Niterói, no RJ, analisa 140 homenagens feitas por vereador licenciado que não reassumiu mandato

Publicado em: 09/10/2025 19:33

Câmara de Niterói, no RJ, analisa 140 homenagens feitas por vereador licenciado que não reassumiu mandato A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, analisa a entrega de 140 moções feita pelo vereador licenciado Raphael Costa. De acordo com a comissão, a homenagem foi feita sem autorização dos vereadores em exercício. Raphael foi eleito no ano passado, mas se afastou do cargo em fevereiro desse ano para assumir a administração regional de Icaraí, Zona Sul de Niterói. Segundo a Câmara, nesta quarta-feira (9), Raphael, mesmo sem reassumir o mandato, entregou as moções a um grupo de contadores por conta do Dia do Contador. A Câmara confirmou ao RJ2 que Raphael pediu autorização da Mesa Diretora para usar o plenário da Casa para o evento. Só que, por não ser um vereador em exercício, Raphael Costa não poderia entregar, nem assinar moções ou qualquer tipo de homenagem. Documentos como esse precisam ser aprovados pelos outros vereadores. De acordo com a Câmara, as moções entregues não têm validade e o modelo também é diferente do oficial da Casa. Da esquerda para a direita, a moção usada na Câmara e a moção assinada por Raphael Costa Reprodução/TV Globo O documento verdadeiro é assinado pelo vereador que propôs a homenagem e pelo presidente da Câmara. Na entregue por Raphael, só ele assina. O RJ2 procurou o vereador licenciado, que disse que a homenagem foi um ato simbólico de reconhecimento aos contabilistas, sem qualquer uso indevido de documentos oficiais. Raphael disse ainda que a preparação da cerimônia ocorreu quando ainda estava no exercício do mandato de vereador e reafirmou seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às instituições. O que diz vereador licenciado Veja a nota do vereador licenciado Raphael na íntegra: "O Secretário Raphael Costa esclarece que a homenagem entregue durante evento na Câmara Municipal de Niterói foi um ato simbólico de reconhecimento aos contabilistas, sem qualquer uso indevido de documentos oficiais ou tentativa de falsificação destes. A preparação da cerimônia ocorreu quando Raphael ainda estava no exercício do mandato de vereador, tendo sido convidado, já como Secretário, para conduzir o evento. O Secretário reafirma seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às instituições, confiante de que a apuração confirmará a regularidade e a boa-fé do ato, que teve como único propósito valorizar a classe contábil de Niterói."

Palavras-chave: câmara municipal

Polícia investiga ataque hacker que desviou R$ 718 mil de contas da Prefeitura de Ribeirão do Sul

Publicado em: 09/10/2025 19:18

Ataque hacker causa prejuízo de mais de R$ 700 mil à Prefeitura de Ribeirão do Sul A Polícia Civil investiga um ataque hacker que causou um prejuízo de R$ 718 mil aos cofres da Prefeitura de Ribeirão do Sul (SP). O caso aconteceu em março de 2025 e voltou a repercutir após ser mencionado por vereadores durante uma sessão da Câmara na quarta-feira (8). Segundo as investigações, um hacker teria invadido o sistema bancário da prefeitura e feito três transferências, nos valores de R$ 145 mil, R$ 495 mil e R$ 78 mil. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Segundo o delegado Paulo Henrique da Silva Carvalho, o caso é tratado como estelionato eletrônico. A perícia apontou que o ataque começou após a prefeitura receber um e-mail com vírus disfarçado de boleto bancário, o que permitiu o acesso remoto a logins e senhas. Ainda segundo a polícia, apenas uma funcionária estava na prefeitura no momento em que o dinheiro foi transferido, e as investigações mostram que o valor foi encaminhado para três contas diferentes, que estão sendo investigadas. A Caixa Econômica Federal, responsável pelas contas do município, informou à polícia que não houve falha nos protocolos de segurança. Ao g1, a prefeita Eliana Mansoeu (Cidadania) esclareceu que a prefeitura tomou todas as medidas necessárias, tanto judiciais como administrativas, para apurar o ocorrido. "Nós continuamos prestando todos os serviços necessários e continuaremos fazendo isso", finaliza. Prefeitura de Ribeirão do Sul (SP) Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília

Palavras-chave: hacker

Justiça Federal suspende processo de renovação antecipada da Enel em SP até decisão sobre possível cassação do contrato

Publicado em: 09/10/2025 19:06

Aneel cobra Enel por demora em religar luz em São Paulo A Justiça Federal em São Paulo suspendeu nesta quinta-feira (9) o processo de renovação antecipada do contrato de concessão da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na capital paulista. A decisão é liminar e ainda cabe recurso. A determinação foi dada pela 12ª Vara Cível Federal e atende um pedido da Prefeitura de São Paulo, que questiona falhas no fornecimento de energia e a falta de transparência no processo conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na prática, a Aneel e a União Federal estão impedidas de avançar com qualquer medida para prorrogar o contrato da distribuidora até que pendências regulatórias e processos de fiscalização em andamento sejam concluídos. 📝O contrato atual da Enel com a Prefeitura de São Paulo se encerra em 2028, mas a gestão municipal cobra uma reformulação nos critérios de avaliação da empresa antes que qualquer renovação seja considerada. O juiz Maurílio Freitas Maia de Queiroz destacou na decisão que a antecipação da renovação “ignora a necessidade de se fiscalizar e apurar o implemento das medidas e sanções impostas” à empresa por falhas reiteradas no fornecimento de energia. "Defiro parcialmente a tutela de urgência requerida pelo município de São Paulo para determinar a suspensão imediata do processo administrativo de prorrogação antecipada do contrato de concessão da Enel até decisão definitiva no processo que pode resultar na caducidade do contrato atual, bem como aferição do cumprimento satisfatório das medidas fiscalizatórias e sancionatórias impostas", diz trecho da senteça. Segundo a decisão, a Enel foi multada em R$ 320 milhões em 2023 por problemas no restabelecimento de energia após temporais. A Aneel também abriu um processo que pode levar à caducidade (ou cassação) da concessão, mas que ainda não foi concluído. Já a Prefeitura de São Paulo argumenta que o contrato não pode ser renovado antes que essas questões sejam resolvidas. O magistrado lembrou que o fornecimento de energia elétrica é um serviço público essencial e que, portanto, deve ser prestado de forma contínua, eficiente e segura. A decisão cita ainda os impactos de eventos climáticos recentes, que deixaram milhares de pessoas sem luz na região metropolitana. 🖊️ A Enel Distribuição São Paulo detém uma concessão federal gerida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para distribuir energia elétrica em 24 municípios da região metropolitana, incluindo a capital, atualmente atendendo cerca de 8 milhões de pessoas (leia mais abaixo). 👉 A caducidade está diretamente relacionada ao processo de extinção de um contrato de concessão de serviço público, motivada por indícios ou comprovação de falhas graves por parte da concessionária. Determinações à Aneel e à Enel Na decisão, a Justiça determina que: Aneel apresente documentos e esclarecimentos sobre o processo de fiscalização e eventual caducidade do contrato; Aneel e União não avancem com nenhuma etapa de prorrogação até julgamento definitivo da ação; A Enel SP adote medidas adicionais de contingência e compartilhe, em tempo real, informações operacionais com a prefeitura durante eventos climáticos extremos. O juiz também rejeitou pedido de sigilo no processo e ressaltou que, por se tratar de serviço público, deve prevalecer o princípio da transparência. Nos primeiros seis meses de 2025, Enel diz que 6 mil metros de fiação foram furtados Divulgação Em nota sobre a decisão, a Enel afirmou que "tem um compromisso de longo prazo com o país, traduzido por investimentos massivos em tecnologia, renovação de redes e contratação e formação de pessoal". "A companhia explicita sua confiança nos ritos de renovação estabelecidos pelos agentes reguladores, que dão segurança aos investimentos presentes e futuros da empresa e reforça que cumpre rigorosamente todas as cláusulas estabelecidas em seu contrato de concessão.” Pedido de renovação O contrato de concessão da Enel foi firmado em 1998 e se encerra em 2028, mas pode ser renovado por mais 30 anos. A empresa já havia solicitado a prorrogação antecipada com base no Decreto Federal nº 12.068/2024, que estabelece novas diretrizes para distribuidoras de energia elétrica no país. A Enel atende cerca de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. Desde 2023, a distribuidora tem sido alvo de críticas de consumidores, prefeitos e autoridades por blecautes prolongados e demora no atendimento após temporais. Análise de infrações Na terça-feira (7), o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, disse que o processo relativo às infrações cometidas pela Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na capital paulista, deve ser analisado antes do pedido de renovação antecipada da concessão feito pela distribuidora. “O processo foi distribuído por conexão para a diretora Agnes, exatamente porque esses processos são interdependentes. Vamos imaginar, por absurdo, que esse processo de renovação andasse, a diretoria aprovasse", afirmou o diretor, em entrevista a jornalistas. "Não vejo possibilidade de isso acontecer, porque existe aí um processo instrutório que precisaria ser deliberado antes”, completou ele, referindo-se ao processo que apura falhas da Enel na recomposição de energia após eventos climáticos. Sandoval de Araújo Feitosa Neto, diretor da Aneel, durante reunião em comissão do Senado. em 2022 Roque de Sá/Agência Senado Em setembro, a área técnica da Aneel apontou que a empresa atende a requisitos para renovação do contrato. À época, ao ser questionado por jornalistas, Feitosa disse que a nota é meramente "instrutória" e ainda será analisada pela diretoria colegiada da agência. O documento foi elaborado por superintendentes e técnicos da agência. Pelo rito, a nota técnica será distribuída a um diretor, que deverá submeter parecer ao colegiado da diretoria. A palavra final será dada pelo Ministério de Minas e Energia. O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo se manifestou dias depois à nota pela suspensão imediata do processo de renovação antecipada do contrato de concessão da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na capital paulista (leia mais abaixo). O contrato atual se encerra em 2028, mas a Prefeitura de São Paulo cobra uma reformulação nos critérios de avaliação da empresa antes que qualquer renovação seja considerada. Suspensão No final de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo se manifestou pela suspensão imediata do processo de renovação antecipada do contrato de concessão da Enel. As considerações do órgão federal, por meio da Procuradoria da República, se mostram favoráveis à ação civil pública que a Prefeitura de São Paulo moveu contra a concessionária e a Aneel após recentes episódios de má prestação do serviço na cidade. O serviço tem sido alvo frequente de críticas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e, na semana passada, entrou também na mira do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que falou em "varrer a Enel de São Paulo". Segundo o MPF, a Aneel não pode dar prosseguimento ao pedido de renovação enquanto tramita um processo administrativo que pode resultar na caducidade da concessão da empresa. Esse procedimento foi aberto em outubro de 2024 após uma série de falhas no fornecimento de energia e multas que, de acordo com o município de São Paulo, somam mais de R$ 320 milhões. Pelo menos desde 2023, milhares de paulistanos têm enfrentado frequentes interrupções no serviço e longos períodos de espera para o restabelecimento, sobretudo em épocas de fortes chuvas. Funcionários da Enel Enel/Reprodução Ao mesmo tempo que conduz o processo pelo possível fim do contrato vigente, a Aneel tem dado andamento ao pedido da Enel de prorrogação antecipada, inclusive com a aprovação, em fevereiro deste ano, da versão preliminar do termo aditivo que estenderia o vínculo entre a empresa e o município. O MPF destaca que a conduta fere o decreto federal que regulamenta as condições para a prorrogação e licitação das concessões de distribuição de energia elétrica, o qual determina expressamente a suspensão de recomendações para prorrogação de contratos caso haja processos administrativos de caducidade em tramitação. Na manifestação, assinada pelo procurador da República Luiz Fernando Gaspar Costa, o MPF argumenta que o decreto federal é claro ao suspender qualquer prorrogação em caso de processo de caducidade em andamento. Para o MPF, conceder a renovação antes da conclusão desse procedimento poderia gerar “embaraço” e prejudicar a apuração das responsabilidades da concessionária. Em nota, a Enel disse que "cumpre todos os critérios estabelecidos no decreto para prorrogação antecipada das concessões de distribuição de energia no país" (leia nota na íntegra abaixo). Críticas à qualidade do serviço Na ação civil pública, a Prefeitura de São Paulo sustenta que houve uma degradação do serviço desde que a Enel assumiu o controle da Eletropaulo em 2018. O município cita o aumento de quedas de energia em períodos de chuva, redução de 51% no quadro de funcionários, corte de quase 50% nos custos operacionais e descumprimento de metas de investimentos. A gestão municipal também afirma que a prática dos chamados “expurgos de dias críticos”, adotada pela Aneel, mascara a real qualidade do fornecimento. Esse mecanismo permite desconsiderar interrupções causadas por eventos climáticos extremos nos indicadores oficiais de continuidade do serviço. Em novembro de 2023 e outubro de 2024, episódios de ventos superiores a 100 km/h resultaram em apagões prolongados. O número de imóveis atingidos foi três vezes maior que em eventos climáticos semelhantes de 2015, quando a empresa ainda não era controlada pela Enel. Na semana passada, a primeira tempestade da primavera deixou mais de 500 mil imóveis sem luz na Grande São Paulo. Na ocasião, Nunes criticou a qualidade do serviço oferecido pela empresa. Na mesma semana, durante evento para mitigar o efeito da chuva que atingiu o estado de São Paulo, Tarcísio fez coro com o prefeito da capital e falou em "varrer a Enel de São Paulo". Ricardo Nunes leva ofício ao TCU para fiscalização dos serviços da Enel. TV Globo/ Reprodução Defesas no processo Em manifestação no processo, a Enel nega desinvestimento e diz ter aplicado R$ 10,1 bilhões em São Paulo desde 2018. A empresa argumenta que os apagões de 2023 e 2024 foram provocados por ventos acima de 100 km/h, comparáveis a furacões, e que a responsabilidade pela poda de árvores — frequentemente citada como causa das quedas de energia — é do município, cabendo à companhia apenas o papel de apoio. A concessionária também afirma que cumpre as metas oficiais da Aneel e que os expurgos são mecanismos legais previstos em normas federais. A Aneel reconhece falhas na prestação do serviço, mas defende um processo de “aprimoramento gradual” para evitar insegurança regulatória. A agência afirma que a decisão de prorrogar segue critérios técnicos previstos em decreto federal. Já a União, como poder concedente, alegou que não houve até agora ato concreto de renovação e que a ação judicial é prematura. O pedido agora será analisado pela 12ª Vara Cível Federal de São Paulo. Contrato O contrato de concessão da Enel vence em 2028, mas em março deste ano a Enel e outras distribuidoras pediram à Aneel a prorrogação das concessões por 30 anos. Isso abriu espaço para que a Enel e outras distribuidoras renovassem antecipadamente seus contratos que venceriam entre 2025 e 2031.

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Fesmorena completa 10 anos se torna evento oficial em Campo Grande

Publicado em: 09/10/2025 18:59

Câmara aprova PL que inclui Fesmorena no calendário oficial de Campo Grande. Marcus Vinnicius/TV Morena O Festival de Música Autoral Fesmorena, realizado há 10 anos em Campo Grande, agora faz parte do calendário oficial de eventos da cidade. A Câmara Municipal aprovou a inclusão nesta quinta-feira (9), após votação de um projeto de lei. Considerado o maior festival de música estudantil de Mato Grosso do Sul, o Fesmorena reúne crianças e adolescentes de 7 a 17 anos da rede pública. O objetivo é incentivar a criação de músicas autorais e valorizar a cultura e o protagonismo dos jovens. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “É um incentivo à cultura, à música e à valorização dos nossos produtores e das crianças da rede pública”, afirmou o vereador Lindmark Rios, autor do projeto de lei que reconhece o impacto cultural e educativo do festival. Desde a primeira edição, mais de 1,1 mil jovens participaram das seletivas e apresentações do Fesmorena. O evento é uma iniciativa do Instituto Cerrado Central, em parceria com a TV Morena. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O presidente do Instituto Cerrado Central, Daniel Escrivano, comemorou a oficialização. “Que o festival nunca pare. Que siga, tenha vida longa e que todos abracem os seus moradores”, afirmou A final da edição 2025 do Fesmorena será no dia 21 de dezembro. Os finalistas já foram escolhidos e vão apresentar músicas sobre identidade, afeto, espiritualidade, cotidiano e pertencimento. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

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