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UEA divulga lista de aprovados no Vestibular e SIS 2025 nesta terça-feira

Publicado em: 09/12/2025 06:01

UEA divulga resultado final do Vestibular 2025 e SIS no dia 5 de dezembro. Gustavo Rodrigues/UEA A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) divulga, nesta terça-feira (9), a lista de aprovados no Vestibular 2025 — acesso em 2026 — e no Sistema de Ingresso Seriado (SIS). Os nomes serão anunciados às 10h, durante um evento na sede da Reitoria, em Manaus. De acordo com a instituição, a divulgação será feita inicialmente de forma presencial, em uma cerimônia que deve reunir a gestão superior da universidade, futuros calouros e seus familiares. Após o anúncio, as listas completas estarão disponíveis no portal institucional da UEA a partir de 12h. O evento ocorre na Reitoria da UEA, localizada na avenida Djalma Batista, nº 3.578, Parque Dez de Novembro, zona centro-sul de Manaus. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 📚 Vagas Total de vagas: 3.813 SIS: 2.254 vagas Vestibular: 1.559 vagas Cursos: 91, distribuídos em 19 municípios do Amazonas Novidade: curso de Bacharelado em Inteligência Artificial, ofertado em: Parintins: 30 vagas Itacoatiara: 30 vagas Segundo dia de Vestibular da UEA reúne milhares de estudantes

Palavras-chave: inteligência artificial

LG anuncia novo monitor UltraGear de 27” com tela Tandem OLED e modo de 720 Hz

Publicado em: 09/12/2025 05:47 Fonte: Tudocelular

A LG acaba de anunciar seu novo monitor UltraGear 27GX790B-B. Com tela de 27 polegadas com tecnologia Tandem, que empilha múltiplas camadas de pixels OLED para criar display mais brilhantes, duráveis e eficientes, a novidade traz um diferencial gritante, com taxa de atualização de 720 Hz.Baseado no painel WOLED RGB Tandem primário de 4ª geração da marca – visto primeiro em monitores com atualização de 280 Hz –, o novo modelo traz 540 Hz sob sua resolução padrão de 1440p (2.560 x 1.440 pixels), mas pode chegar a até 720 Hz caso o usuário decida por diminuir a resolução para 720p; algo que pode ser um diferencial para cenários competitivos. O novo modelo ainda traz tempo de resposta de 0,02 m/s e conta com certificação ClearMR 21000, garantindo nitidez de movimento excelente. Além disso, graças a sua estrutura empilhada, também oferece limpidez na exibição de textos, sendo uma ótima opção não apenas para jogos, como também para produtividade.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Windows ainda supera o SteamOS quando usa GPU dedicada, mostra benchmark

Publicado em: 09/12/2025 05:24 Fonte: Tudocelular

Nos últimos meses, a Microsoft tem tentado correr atrás do prejuízo apresentado pelo Steam Deck com seu SteamOS ao trabalhar em uma versão mais aprimorada do Windows em dispositivos focados em jogos, mas ao que parece, o sistema da gigante de Redmond ainda consegue levar vantagem sob o sistema da Valve em determinadas condições. Segundo novos testes de desempenho divulgados recentemente, o Windows 11 ainda tem desempenho superior em jogos quando a máquina usa uma placa de vídeo dedicada. A análise buscou simular um hardware próximo ao dos futuros mini-PCs da Valve e comparou diretamente o desempenho do sistema da Microsoft com o SteamOS.Os resultados de um novo benchmark feito pelo Ars Technica mostram equilíbrio em cenários com GPU integrada, onde o Linux costuma apresentar ganhos, especialmente em portáteis. Porém, ao migrar para configurações com placas Radeon mais potentes, o Windows ainda entrega mais consistência, especialmente com ray tracing ativado.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Câmara de Taubaté vota empréstimo de R$ 166 milhões e parcelamento de dívida nesta terça-feira (9)

Publicado em: 09/12/2025 05:05

Projetos de pagamento de dívidas de Taubaté voltam à pauta na terça-feira (9) Os vereadores de Taubaté devem votar, em sessão ordinária nesta terça-feira (9), na Câmara Municipal, três projetos da Prefeitura relacionados ao endividamento público. Um dos projetos é sobre a dívida com a Cooperação Andina de Fomento (CAF). No texto, o Executivo solicita autorização dos parlamentares para fazer um empréstimo de até R$ 166,4 milhões junto ao Banco do Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O objetivo do empréstimo é quitar as parcelas restantes da dívida que o município tem com o banco. A parcela do CAF venceu no dia 1° de dezembro e o prefeito Sérgio Victor (Novo) já havia dito na semana passada que a Prefeitura não tinha dinheiro para pagar o valor. Outros dois projetos previstos na pauta são para o parcelamento da dívida do município com o Regime de Previdência Municipal. O montante total das dívidas chega a R$ 288 milhões. Os três projetos estavam previstos para serem votados em sessão extraordinária na última sexta-feira (5), mas foram adiados após pedidos de vistas. Prédio da Prefeitura de Taubaté Divulgação/Prefeitura Dívida do CAF Sérgio Victor enviou à Câmara o projeto de lei que autoriza a contratação de um empréstimo de até R$ 166,4 milhões para quitar dívidas do município com a CAF em novembro deste ano. Pelo texto, a operação de crédito seria firmada com o Banco do Brasil e teria garantia da União. O objetivo da Prefeitura é fazer novos empréstimos, com a intenção de alongar o prazo das dívidas. A dívida deveria ser paga em 12 parcelas semestrais de US$ 5 milhões cada, mas, sem os pagamentos, a União, como fiadora do negócio, precisou arcar com os custos. A última parcela do empréstimo venceu no dia 1º de dezembro. No início desta semana, a Procuradoria da Câmara Municipal emitiu um parecer contrário ao projeto de lei do empréstimo de R$ 166 milhões. O g1 apurou que, no documento, um dos motivos apontados pela Procuradoria para o parecer contrário é que a proposta não apresenta o impacto financeiro da operação. Justiça Federal suspende temporariamente possibilidade de bloqueio de verbas para Taubaté Dívida com o Regime de Previdência A Prefeitura informou que avalia o montante para o reparcelamento, mas o valor total dos dois projetos referentes ao parcelamento da dívida com o Regime chega a R$ 288 milhões. Um dos projetos aborda dívidas mais antigas, com vencimento até o fim de agosto deste ano. Na proposta, Sérgio pede a possibilidade de parcelamento em até 300 vezes. O valor dessa dívida não consta no projeto. Já o segundo texto é para a autorização no parcelamento em débitos mais recentes, a partir de setembro deste ano. O montante acumulado, de acordo com a proposta, é de R$ 23 milhões. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara de Rio Verde abre inscrições para concurso com 108 vagas e salários de até R$ 7,6 mil

Publicado em: 09/12/2025 05:04

Câmara de vereadores de Rio Verde está com inscrições abertas para concurso A Câmara Municipal de Rio Verde, na região sudoeste do estado, publicou o edital do concurso com salários que variam de R$ 2.621,21 a R$ R$ 7.695,25. São ofertadas 108 vagas imediatas e 545 vagas para cadastro reserva nos níveis fundamental, médio/técnico e superior. ✅ Clique e siga o canal do g1 Goiás no WhatsApp As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto IDIB, organizadora do concurso, de 4 de dezembro e 5 de janeiro, exclusivamente pelo site (veja todas as vagas abaixo). Leia o edital Segundo o edital, a aplicação das provas objetivas está prevista para o dia 26 de fevereiro de 2025. Para o cargo de procurador jurídico, as provas serão aplicadas no dia 22 de fevereiro de 2025. Os candidatos aprovados no cargo de Auxiliar de Serviços Gerais serão convocados para o Teste de Aptidão Física (TAF). Câmara Municipal de Rio Verde, Goiás Reprodução/Câmara Municipal de Rio Verde Para se inscrever, o candidato deverá acessar o site do IDIB durante o período de inscrição, preencher a ficha de inscrição corretamente, imprimir o boleto e efetuar o pagamento da taxa. Segundo o edital, pode ser solicitado que o candidato anexe o documento de identificação. LEIA TAMBÉM: Prefeitura em Goiás abre concurso com mais de 80 vagas e salários de até R$ 3,4 mil; veja como se inscrever Câmara de Goiânia publica edital de concurso com salários de até R$ 10 mil Ministério Público de Goiás abre concurso com salário de R$ 4,5 mil; veja como participar Confira todos os cargos Nível Fundamental Operador de videomonitor amento Motorista Auxiliar de serviços gerais Nível Médio Assistente administrativo Ouvidor Técnico de segurança do trabalho Auxiliar técnico de audio e vídeo Técnico de arquivo Nível Superior Agente de controle interno Assistente legislativo Assistente social Técnico de informática Tradutor e intérprete de libras Procurador jurídico Taxas A taxa de inscrição para os cargos de nível fundamental é de R$ 80,00, para os cargos de nível médio/técnico é de R$ 120,00, e para os cargos de nível superior a taxa é de R$ 160,00. O prazo de validade do presente Concurso Público é de 2 (dois) anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final no site da Câmara de Rio Verde, podendo ser prorrogado, uma única vez. Os candidatos aprovados serão submetidos ao regime estatutário. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: última notícias de Goiás

Palavras-chave: câmara municipal

Conseguiram rodar o Windows 11 em um PS5 e o resultado foi melhor que o esperado

Publicado em: 09/12/2025 04:47 Fonte: Tudocelular

Nos últimos anos, temos visto o conceito de PCs portáteis com foco em jogos, tal como o recente ROG Xbox Ally, ganhando cada vez mais força. Além da otimização para jogatina em qualquer lugar, tais dispositivos também permitem a funcionalidade de um PC ao rodar o sistema operacional Windows, mas o que aconteceria se conseguíssemos instalar o software da Microsoft em um console de mesa tradicional como o PS5? O canal Budget-Builds Official resolveu trazer a resposta para esta pergunta e obteve resultados surpreendentes, ainda que com algumas dificuldades pelo caminho.O teste, realizado como experimento técnico, buscava verificar até onde o chipset do PS5 pode ir fora do ecossistema PlayStation. Depois de algumas horas de ajustes, a resposta surpreendeu: o Windows 11 iniciou normalmente, reconhecendo processador e memória sem travamentos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Windows ganha ring light inteligente que usa a própria tela para iluminação

Publicado em: 09/12/2025 04:27 Fonte: Tudocelular

O Windows acaba de ganhar um recurso que promete melhorar significativamente a qualidade de suas chamadas de vídeo: um novo aplicativo chamado Camo Streamlight, capaz de transformar a própria tela do computador em uma espécie de ring light. A ideia lembra o Edge Light, recurso ainda em testes no macOS da Apple, mas a versão para Windows chega com mais controles e mais personalização. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Mundo pode registrar primeira alta em mortes infantis em 25 anos

Publicado em: 09/12/2025 04:00

Rede SUS recebe vacina contra vírus sincicial respiratório Depois de 25 anos de queda contínua, o mundo deve voltar a registrar um aumento nas mortes de crianças menores de 5 anos. A projeção faz parte do relatório Goalkeepers 2025, da Fundação Gates, que estima um salto de 4,6 milhões de mortes em 2024 para 4,8 milhões em 2025 — um acréscimo de 200 mil vidas perdidas em apenas um ano. O documento descreve 2025 como um “ponto de virada” em que avanços tecnológicos convivem com sistemas de saúde fragilizados, cortes em financiamento e desigualdades ampliadas. A combinação, segundo os autores, ameaça desfazer parte do progresso que reduziu pela metade a mortalidade infantil desde o início dos anos 2000. Prefeitura de BH prorroga campanha de vacinação contra a paralisia infantil Divulgação/PBH Por que as mortes estão voltando a subir Não há uma única causa, mas uma convergência: queda nas coberturas vacinais, enfraquecimento da atenção primária, retorno de doenças evitáveis, insegurança alimentar e vulnerabilidade social, sistemas de saúde sobrecarregados e desiguais. Para o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o cenário global reflete uma “combinação perigosa”. Ele cita queda nas taxas de vacinação, aumento da pobreza e impacto residual da Covid-19 na estrutura de saúde: “É um conjunto de fatores que pressiona todos os indicadores. A pandemia desacelerou muito as quedas e expôs fragilidades profundas. Quando sistemas de saúde não conseguem responder, esses retrocessos aparecem primeiro nas crianças.” Kfouri relembra que a mortalidade neonatal — mortes nos primeiros 28 dias — continua sendo um dos pontos mais críticos. “As principais causas de morte infantil ainda estão associadas à gestação, ao parto e às infecções preveníveis. A chave para virar esse jogo está justamente nas vacinas e no fortalecimento da atenção básica.” Vacina contra a Covid-19 passa a fazer parte do calendário nacional de vacinação infantil de rotina Prefeitura de Jundiaí/Divulgação Vacinação baixa aumenta internações e mortes O relatório aponta que a queda na vacinação é um dos fatores centrais para o aumento das mortes infantis. No Brasil, essa relação já aparece na prática: hospitais registram mais internações e óbitos por doenças evitáveis, especialmente entre não vacinados. Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra Juarez Cunha explica que a baixa adesão a vacinas que já estão disponíveis leva a um aumento imediato de internações e de mortes: “Quando uma vacina deixa de ser aplicada, reflete nos números. No Rio Grande do Sul, a maioria das pessoas que foram internadas e morreram por influenza este ano não estava vacinada —e estamos falando de uma vacina que está disponível.” Ele relembra que, entre crianças, a cobertura de gripe não chegou a 50% em 2024, o que amplia o número de casos graves. A pediatra Isabella Balallai, também diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que o efeito não é apenas individual: “Com baixa adesão, a demanda explode. E, dependendo da estrutura do serviço de saúde, isso leva a consequências muito importantes, não só para a criança, mas para a saúde pública inteira.” Atenção primária frágil amplia risco de mortes evitáveis Segundo o relatório, até 90% das mortes infantis poderiam ser evitadas com atenção primária forte, que inclui: pré-natal adequado, acompanhamento do bebê, acesso a vacinas, detecção precoce de infecções, nutrição segura. Cunha reforça essa visão: “Grande parte das mortes infantis é evitável. O pré-natal de qualidade é decisivo, porque muitos óbitos ocorrem no período neonatal. Se não cuidamos bem da gestante, essa morte aparece depois no bebê. Inovações que podem reverter a tendência O documento destaca avanços capazes de salvar milhões de vidas: Vacinas maternas, como a do vírus sincicial respiratório (VSR), recém-introduzida no Brasil. Esquemas reduzidos de pneumocócica (PCV), que mantêm proteção e reduzem custos. Tecnologias contra malária, como mosquiteiros com duplo inseticida e mapas digitais para direcionar ações. Tratamentos de longa ação para HIV, que diminuem novas infecções e mortes em bebês. Para Cunha, a vacinação materna contra o VSR é emblemática: “É uma estratégia com impacto enorme: protege o bebê antes mesmo do nascimento. Mas, para funcionar, a adesão precisa melhorar — e isso vale para todas as vacinas da gestante, como gripe, Covid-19, coqueluche.” Criança sendo imunizada contra a poliomielite em Porto Velho; paralisia infantil; gotinha; vacinação Divulgação/Prefeitura de Porto Velho E o Brasil? País avança, mas desigualdades preocupam Ao contrário da tendência global apontada pela Fundação Gates, o Brasil tem registrado queda recente na mortalidade infantil, segundo o Ministério da Saúde. Os especialistas ouvidos pela reportagem, porém, fazem um alerta: essa melhora não é homogênea. Eles destacam que existem regiões com 100% de cobertura vacinal e outras, mais vulneráveis, “com índices muito baixos dentro da mesma cidade”: "Essa desigualdade de acesso cria bolsões de risco. Foi o que vimos desde 2016, quando as coberturas começaram a cair e as mortes por doenças imunopreveníveis subiram. Agora estamos recuperando as coberturas, e isso se reflete nos números", diz Cunha. Kfouri complementa que o Brasil tem vantagens — como o SUS e um PNI robusto —, mas não está imune ao cenário global: “Quando há fragilidade sistêmica, a criança é sempre a primeira a adoecer e a primeira a morrer. A lição do mundo vale para nós também: sem cobertura vacinal alta e atenção básica forte, as mortes evitáveis voltam.” O que está em jogo O relatório projeta que cortes internacionais em saúde podem resultar em: 12 milhões de mortes infantis adicionais até 2045, se o corte for de 20%; 16 milhões de mortes, se o corte chegar a 30%. Ao mesmo tempo, inovações já disponíveis poderiam salvar até 9 milhões de crianças no mesmo período — combinando vacinas de nova geração, prevenção de malária e imunização materna. O futuro, dizem os autores, depende de uma escolha global: continuar perdendo terreno ou investir para que as crianças sobrevivam aos primeiros anos de vida, o período mais vulnerável da existência humana. EUA mudam diretriz de vacinação infantil

Palavras-chave: tecnologia

Xiaomi 17 Ultra deve ser lançado com nova tecnologia de resfriamento

Publicado em: 09/12/2025 03:56 Fonte: Tudocelular

À medida que os dias passam, a ansiedade pelo lançamento do Xiaomi 17 Ultra só aumenta. Com data de anúncio e preço supostamente já revelados, o aparelho acaba de ter mais um detalhe vazado: deverá contar com uma nova tecnologia para resfriamento dos componentes internos. A nova informação é brinde da sessão de comentários de uma das publicações do famoso leaker SmartPikachu no Weibo, rede social chinesa. Ao ser questionado se o novo aparelho da Xiaomi traria alguma outra tecnologia exclusiva, o leaker foi direto, respondendo apenas “Dissipação de calor”.Embora uma simples afirmação como essa não revele nenhum grande detalhe, ela abre espaço para uma grande gama de suposições. É possível que a Xiaomi traga novas tecnologias de dissipação para o seu modelo mais potente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Projeto da UnB usa 'armadilhas' que transformam o Aedes aegypti em vetor do próprio veneno

Publicado em: 09/12/2025 02:00

Projeto da UnB usa 'armadilhas' que transformam o Aedes aegypti em vetor do próprio veneno Um projeto da Universidade de Brasília (UnB) tem obtido resultados promissores ao usar uma nova "arma" no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Em parceria com estudantes, o professor Rodrigo Gurgel, da Faculdade de Medicina, implementou no campus as chamadas Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) – que transformam o próprio mosquito em um agente de combate à sua espécie. A técnica, desenvolvida por pesquisadores de Manaus (AM), usa o comportamento natural do inseto para espalhar um larvicida em pó por diferentes criadouros. Projeto da UnB usa 'armadilhas' que transformam o Aedes aegypti em vetor do próprio veneno TV Globo/Reprodução Como funciona a 'armadilha'? A EDL é um dispositivo simples e engenhoso: um pote preto, com água no fundo e as paredes internas impregnadas com um larvicida em pó (DBF). O mecanismo funciona em etapas: A fêmea do Aedes aegypti, que busca locais com água parada para depositar seus ovos, é atraída pela cor escura e pela água dentro do pote. Ao pousar na parede interna da estação, o mosquito tem suas patas e corpo impregnados com o pó do larvicida. Quando levanta voo para procurar outros criadouros, o mosquito carrega o veneno consigo, 'contaminando' outros locais com água parada. O larvicida impede que as larvas se desenvolvam e cheguem à fase adulta, interrompendo o ciclo de vida do vetor e, consequentemente, a transmissão da dengue. Resultados positivos O professor Rodrigo Gurgel acompanha os estudos da técnica desde o seu desenvolvimento no Amazonas. Em 2016, decidiu aplicá-la em um projeto piloto em 150 casas na região de São Sebastião, no DF. "Acompanhamos durante um ano e percebemos que, lá, reduziu em 66% a densidade de mosquitos usando as EDLs", afirma Gurgel. No ano passado, a iniciativa foi expandida para o campus Darcy Ribeiro da UnB, na Asa Norte. Ao todo, mais de 600 estações foram espalhadas por 12 prédios. Os resultados foram expressivos: segundo o professor, nos prédios que não contavam com as EDLs, foram aspirados, em média, 300 mosquitos. Já nos locais onde as "armadilhas" foram instaladas, a média caiu para 75 mosquitos – uma redução de 75%. DF reduz em 95% os casos de dengue 'Não existe bala de prata' Apesar do sucesso da técnica, Gurgel ressalta que as EDLs são mais uma ferramenta em um "cardápio de tecnologias" e que nenhuma solução isolada é capaz de erradicar o mosquito. "Nós temos um cardápio de novas tecnologias de controle. Temos as EDLs, temos a soltura dos mosquitos com a bactéria Wolbachia, tem a borrifação residual, tem o agente de saúde indo nas casas, tem também o famoso fumacê. Não existe uma bala de prata", explica o professor. Ele reforça que os governos têm à disposição diversas tecnologias desenvolvidas pela academia que podem ser incorporadas aos serviços de vigilância, de acordo com a necessidade de cada local. Cuidados devem continuar Mesmo com a queda nos números de dengue em comparação com o ano anterior, o alerta continua. Dados da Secretaria de Saúde do DF mostram que, até 27 de novembro deste ano, foram registrados 11.417 casos prováveis da doença e um óbito. No mesmo período do ano passado, os números eram alarmantes: 278.430 casos prováveis e 440 mortes. O professor Rodrigo Gurgel e o Ministério da Saúde reforçam que a participação da população é fundamental já que, a cada quatro focos do Aedes aegypti, três estão dentro das casas ou nos arredores. Veja o que fazer para evitar a proliferação do mosquito: Eliminar água parada em vasos de planta, garrafas, pneus e outros recipientes; Manter calhas e ralos sempre limpos; Manter a água da piscina tratada e cobri-la quando não estiver em uso; Receber os agentes de combate a endemias e permitir a vistoria do imóvel; Acionar a Vigilância Sanitária ao identificar um possível foco do mosquito em áreas públicas ou imóveis abandonados. Vacinação no DF A Secretaria de Saúde do DF lembra que a vacina contra a dengue está disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal completo exige duas doses, com um intervalo de 90 dias entre a primeira e a segunda aplicação. É crucial tomar as duas doses para garantir a proteção adequada contra a doença. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

MediaTek lidera mercado de chips no Brasil e LATAM; parceria com a Xiaomi seguirá em 2026

Publicado em: 09/12/2025 01:34 Fonte: Tudocelular

A MediaTek encerra 2025 com números expressivos e planos ambiciosos para o próximo ano. Durante seu encontro anual com a imprensa, a gigante dos semicondutores revelou um crescimento sólido e destacou as tecnologias que devem impulsionar o mercado mobile com IA em 2026. Com presença em mais de 2 bilhões de dispositivos conectados no mundo, incluindo dispositivos Amazon com Alexa, a marca reforça seu papel como líder global em plataformas móveis. No mercado latino-americano, a empresa alcançou 52,7% de participação, superando os 47,3% registrados no ano anterior, um marco que confirma a confiança de fabricantes e consumidores na performance de seus chips. O Xiaomi 15T Pro está disponível na Mercadolivre por R$ 4.971. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. O Xiaomi 15T está disponível na Mercadolivre por R$ 3.973. O custo-benefício é médio mas esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. (atualizado em 08 de December de 2025, às 22:22)Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Xiaomi lança lava e seca Mijia Washer Dryer Set Pro com integração ao HyperOS e controle por IA

Publicado em: 09/12/2025 01:15 Fonte: Tudocelular

A Xiaomi anunciou oficialmente a Mijia Washer Dryer Set Pro, a tower inteligente que combina lavadora e secadora de 12 kg cada, trazendo recursos avançados de automação e higienização profunda. A lavadora se destaca pela tecnologia Ultra Electrolysis, capaz de remover até 20 tipos de manchas difíceis, como molho de soja e sucos, e restaurar roupas brancas amareladas em um único ciclo. Combinando vapor de alta temperatura e eletrólise de água fria, o sistema elimina 99,999% das bactérias e vírus, além de oferecer proteção antimicrobiana em todo o circuito de lavagem. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Genéricos do Ozempic vão atrasar? STJ adia julgamento do pedido que pode mudar mercado no país

Publicado em: 09/12/2025 00:02

Patente da semaglutida: STJ decide se exclusividade do Ozempic termina em 2026 ou 2044 O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deveria analisar nesta terça-feira (9) um pedido da Novo Nordisk para estender a patente da semaglutida, substância usada em medicamentos como Ozempic e Rybelsus. Entretanto, o julgamento foi adiado e uma previsão não foi divulgada pela Justiça. A Novo Nordisk afirma que a nova data será 16 de dezembro. A decisão sobre o tema é considerada decisiva porque vai determinar quando será a entrada de genéricos do medicamento no país: a patente atual expira em março de 2026 e versões concorrentes já estão sob análise na Anvisa. Em nota ao g1, o Ministério da Saúde afirma que pediu ao órgão que "priorize o registro de medicamentos compostos pelos princípios ativos semaglutida e liraglutida". Pela regra brasileira, as empresas têm direito há 20 anos de exclusividade com suas tecnologias a partir do pedido de patente. A empresa alega que houve atraso na avaliação no Brasil e pede que a Justiça “devolva” esse período. Se o pedido for aceito, a exclusividade do Ozempic, por exemplo, que terminaria em 2026, poderia ser estendida até 2044. Essa não é a primeira disputa da Novo Nordisk: no caso da liraglutida, outra substância usada no tratamento da diabetes e obesidade, a farmacêutica também recorreu à Justiça, mas a EMS — que já tinha sua versão pronta — conseguiu reverter a decisão. A caneta nacional chegou ao mercado em agosto. Segundo especialistas, a decisão do STJ pode influenciar diretamente o acesso ao tratamento no país: Apesar de ser uma doença multifatorial e não defenderem a caneta como única opção, especialistas apontam que esses medicamentos podem ser ativos importantes no tratamento na rede pública, que não tem, hoje, nenhum medicamento disponível. A única opção é a bariátrica, mas que também não chega a todo mundo – apenas 10% de todas as cirurgias são feitas pelo SUS. Controle sobre venda de Ozempic e similares no Brasil Adobe Stock A queda das patentes abriria espaço para genéricos com preços mais acessíveis, o que pode permitir a inclusão na rede pública. Em agosto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) chegou a debater a inclusão das canetas, mas deu parecer contrário por causa do alto custo. Segundo o Ministério da Saúde, no cenário de hoje, seriam gastos R$ 8 bilhões por ano para atender os pacientes. "Esse valor representa quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025. Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa - em média, estudos apontam que os genéricos induzem queda de 30% nos preços. Esse é um fator determinante para a análise de sua possível incorporação ao SUS", afirma o Ministério da Saúde. A médica endocrinologista Maria Edna, que também é coordenadora de advocacy na Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, comenta que, quem tem obesidade, trata só a comorbidade que a doença causa, como diabetes, hipertensão, gordura no fígado. "Não há nada que ajude a tratar a raiz do problema, que é o excesso de peso. Para a saúde pública, quanto maior a concorrência menor o custo”, explica Maria Edna. Por outro lado, representantes da indústria afirmam que restringir as possibilidades de extensão reduz o tempo efetivo de proteção — que pode cair para poucos anos devido à demora do INPI — e desestimula investimentos e inovação no país. Neste texto, você vai ler: O que está sendo discutido no STJ? Como isso pode afetar quem trata obesidade? Por que a indústria defende a expansão de patentes? O que está sendo discutido no STJ? ☑️ Primeiro, para você entender: a semaglutida é um análogo (substância muito parecida) ao hormônio GLP-1. Nosso corpo produz esse hormônio e ele é secretado principalmente pelas células do intestino. Ele vai até o cérebro, no hipotálamo, e estimula algumas células, diminuindo o apetite. Com isso, vem sendo usada no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade. O medicamento vem revolucionando – segundo especialistas – o tratamento para as doenças. Recentemente, foi incluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista de medicamentos essenciais para para casos diabetes tipo 2 com comorbidades associadas. A substância está aprovada no Brasil pela Anvisa desde 2018, com a chegada do Ozempic, produzido pela Novo Nordisk. Depois, a empresa anunciou a chegada do Rybelsus, uma versão da semaglutida não em caneta, mas em comprimido. 🔴 Muito antes de ser aprovado pela Anvisa, a Novo Nordisk havia acionado o INPI, que é responsável pelas patentes no país, para registrar o medicamento e a tecnologia. Patentes são mecanismos legais que garantem exclusividade de exploração de um produto ou tecnologia por um período determinado — no caso brasileiro, 20 anos. Esse também é um prazo padrão na Europa, por exemplo. A lógica é permitir que empresas recuperem investimentos em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, havia um adicional na lei que permitia que a patente fosse extendida se a empresa pedisse, mas isso foi mudado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na pandemia com as discussões sobre a vacina contra a Covid-19. Com a mudança, empresas deixaram de ter esse “tempo extra” e passaram a acionar a Justiça para tentar recompor o prazo. O que a Novo Nordisk alega é que o instituto demorou para dar o registro e isso fez com que ela fosse prejudicada no tempo de exploração da tecnologia que desenvolveu. No caso do Ozempic, ela alega que o atraso chegou a 12 anos. “A decisão do STF colocou o Brasil no mesmo patamar regulatório que a Europa. Então, não é nenhum absurdo que seja assim. São 20 anos a partir da publicação preliminar porque isso dá à empresa o direito de processar alguém que copiar a ideia. Então, em tese a empresa poderia começar a explorar e teve o tempo que é de direito mantido”, explica o doutor em direito e especialista em bioética, Henderson Furst. O recurso vai ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (9). E vem sendo acompanhada por outras farmacêuticas porque a decisão pode mudar não só o rumo do acesso à semaglutida no país, mas a discussão sobre patentes de medicamentos no Brasil, com reflexo à empresas que já vem investindo em suas plantas, por exemplo, para a produção de medicamentos. Uma pesquisa de 2021 mostrou que a extensão de patentes de medicamentos pode representar um custo de até R$ 1,1 bilhão ao SUS. Isso acontece por dois fatores: Com menos concorrência, os medicamentos patenteados ficam mais caros. Alguns desses remédios, acabam sendo comprados pelo SUS. Processo seletivo da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) está com inscrições aberta Arquivo/Agência Brasil E porque mesmo aqueles que por alto custo acabam não sendo incorporados, como o caso da semaglutida, terminam sendo comprados por determinação judicial por pedidos de pacientes. O levantamento analisou 445 ações judiciais envolvendo pedidos de Ozempic e semaglutida registradas entre 2023 e maio de 2025. A maioria das ações foi contra o SUS e em mais da metade o sistema público teve de pagar. Como isso pode afetar quem trata obesidade? A decisão do STJ ocorre em um momento em que o Brasil enfrenta o crescimento da obesidade. Hoje, 7 em cada 10 adultos estão acima do peso, e 31% já são obesos. A doença cresce mais rapidamente entre as populações que dependem do SUS, o que aprofunda desigualdades. Para especialistas, o país já vive um cenário crítico que exige políticas preventivas e ampliação do acesso a tratamentos eficazes. Apesar da dimensão do problema, o tratamento disponível na rede pública é limitado. O SUS não oferece nenhum medicamento específico para obesidade. O cuidado se concentra nas consequências — diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares — e não na doença em si. A única alternativa terapêutica disponível é a cirurgia bariátrica, mas o acesso é restrito: apenas 10% de todos os procedimentos feitos no país, são feitos no sistema de saúde público. É nesse contexto que a chegada de versões genéricas das canetas de semaglutida e liraglutida é vista como estratégica pelos especialistas. Apesar de reforçarem que não pode ser vista como única medida, já que a obesidade é uma doença multifatorial e que exige tratamento multidisciplinar e melhoria no acesso à alimentação de qualidade para a população. O g1 conversou com pesquisadores e especialistas de mercado que explicam que com a queda de patente, os preços das canetas devem cair. Assim como aconteceu com a liraglutida, que a EMS passou a produzir a versão brasileira por R$ 300 cada caneta. Os especialistas dizem que isso não devem acontecer tão rapidamente por causa dos processos regulatórios. Após a queda da patente, ainda que já haja a substância aprovada por outra marca, toda farmacêutica que for produzir, precisa submeter à Anvisa. ➡️ E já há um movimento: em agosto, a Fiocruz, que é ligada ao Ministério da Saúde, anunciou uma parceria com a farmacêutica EMS para a produção de canetas de liraglutida (que a empresa já tem uma versão no mercado) e de semaglutida, na expectativa da queda da patente. "A Fiocruz firmou uma parceria com a empresa EMS, para incorporar uma plataforma e produção de medicamentos a partir de peptídeos – uma nova fronteira do setor que pode servir de base para produção de tratamentos oncológicos e vacinas mais modernas – que não se resume, portanto, a canetas emagrecedoras", afirma o ministério. A pesquisadora Lia Hasenclever, que estuda o impacto de patentes no sistema público de saúde, afirma que, normalmente, quando o medicamento perde a patente, a queda de preço depende da concorrência. "Com o fato de a EMS ter pedido a licença, já temos sinais de que esse valor começa a cair e essa queda pode ser drástica”, aponta Lia. Hoje, uma caneta custa cerca de R$ 1 mil, o que torna o tratamento inviável para a maioria da população, até mesmo para o SUS. 🔴 Em agosto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) chegou a debater a inclusão das canetas, mas deu parecer contrário por causa do alto custo. Segundo o Ministério da Saúde, no cenário de hoje, seriam gastos R$ 8 bilhões por ano para atender os pacientes. Enquanto isso, na contramão de quem espera pelo remédio na rede pública, há uma exploração estética do medicamento, que revela uma desigualdade no acesso à saúde no país. “Estamos vendo pessoas fazendo o uso estético desses medicamentos. Enquanto isso, pacientes que precisam não têm acesso. Isso cria uma desigualdade no tratamento, só quem tem dinheiro tem direito de tratar a obesidade? Não pode ser assim”, explica Eduardo Nilson, pesquisador sobre obesidade da Fiocruz. A médica endocrinologista Maria Edna de Melo, coordenadora de advocacy na Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), explica que a realidade no SUS de quem tem obesidade é de não ter acesso a um tratamento efetivo. “Existe um ciclo vicioso em que só se controla as doenças causadas pela obesidade, não ela em si. E aí a vida do paciente é tomar dois ou três medicamentos para a hipertensão, um medicamento para o colesterol, medicamentos para as dores. Uma vez que essas medicações ficam disponíveis no SUS, a gente vai conseguir tratar melhor dos pacientes. Seria uma revolução para o sistema”, explica. A médica reforça que espera que se houver uma incorporação, isso deve acompanhar o rigor de outras medicações para a prescrição, que seja analisado caso a caso a necessidade e que o paciente tenha suporte de nutricionista e outras especialidades para tratar de forma ampla a doença. “Isso pode abrir portas para um tratamento mais estruturado no sistema público e revolucionar a longo prazo a saúde. Hoje, as doenças que mais custam ao país são consequências da obesidade. Reduzir esses índices é custar menos ao sistema”, explica Melo. Por que a indústria defende a expansão de patentes? Representantes da indústria farmacêutica afirmam que a extensão das patentes é necessária para compensar a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise dos pedidos. Embora a proteção formal seja de 20 anos, o setor alega que, na prática, o tempo de exploração exclusiva pode ser bem menor. Outro argumento é que casos como o da semaglutida não seriam exceção. Desde a mudança na lei, várias empresas têm buscado na Justiça a recomposição do tempo que consideram perdido, em vez de uma extensão "extra". Para o setor, negar esse mecanismo criaria um desequilíbrio. Apesar de especialistas apontarem que a legislação brasileira se assemelha com a Europa, por exemplo, a Interfarma afirma que o movimento recente do Brasil pode impactar na decisão das empresas sobre o investimento em tecnologia no país. “O que as empresas estão pedindo é uma resposta a uma lacuna que ficou. Isso é importante para como elas vão olhar para o Brasil. Precisa ser como um país que dá a proteção legal para a inovação”, explica Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma. O g1 procurou a Novo Nordisk, mas não recebeu o retorno até a publicação. Em sua página, a empresa publicou uma nota quando venceu um dos pedidos na Justiça sobre patentes, mas que depois foi revogado, disse: “O que buscamos é segurança jurídica para continuar investindo e trazendo ao Brasil os tratamentos mais modernos à população como um todo. Um ambiente de previsibilidade é fundamental não apenas para a indústria farmacêutica, mas para todo o ecossistema de inovação do país. Sem a garantia de que o direito à patente será respeitado e o exame ocorrerá em um prazo razoável, o Brasil corre o risco de ficar para trás no acesso a novas tecnologias em saúde”.

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Os psicólogos que usam IA como ferramenta de trabalho — e os riscos dessa prática na terapia

Publicado em: 09/12/2025 00:01

Empresas oferecem serviços que oferecem até sugestão de abordagem com pacientes, a partir de transcrição das sessões e anotações BBC/Getty Images Fazer terapia com um chatbot pode não ser uma boa ideia por uma série de motivos, como muitos especialistas têm alertado. Mas e quando os próprios terapeutas passam a usar inteligência artificial generativa, como ChatGPT e Gemini, para auxiliar em suas tarefas, seja para transcrição de sessões ou até discutir casos? Empresas já estão oferecendo esse serviço aos profissionais. Há ferramentas para transcrição de sessões, sugestões de análise técnica, evolução do paciente, supervisão e sugestões de abordagens. "Você ainda perde tempo escrevendo resumo de sessão?", diz o anúncio de uma dessas ferramentas, no Instagram, a PsicoAI. Outra plataforma, a PsiDigital, promete automatização de relatórios e laudos, criação de página de divulgação personalizada e até "sugestões de intervenção baseadas nos principais autores de cada abordagem terapêutica." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 As empresas dizem que essas tecnologias não devem substituir os profissionais, mas apoiá-los. A adesão profissional é uma realidade. A BBC News Brasil procurou 50 psicólogos nas redes sociais e questionou se eles fazem uso de algum tipo de IA no trabalho. Dos que responderam, dez confirmaram que fazem uso da tecnologia para tarefas como transcrições de sessões de terapia e resumos. O uso de IA entre estes profissionais não é proibido. Em julho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) reconheceu que o uso "já vem sendo incorporado ao cotidiano em múltiplos contextos de atuação" e ressaltou a necessidade da supervisão crítica e discernimento ético, mas sem restrições específicas. E diz que cabe a cada profissional a avaliação de limites e riscos dessas ferramentas. A psicóloga Maísa Brum diz que passou a fazer transcrições com um gravador que utiliza IA; pacientes são avisados e assinam termo de autorização antes da gravação BBC/Arquivo pessoal Veja mais: 'Eu queria que o ChatGPT me ajudasse. Por que ele me aconselhou sobre como me matar?' Inteligência artificial como terapeuta: quais os riscos dessa prática? Psicólogos testam usos com consentimento de paciente Maísa Brum é psicóloga especializada em avaliação neuropsicológica. Seu trabalho envolve realizar longas entrevistas com pacientes, coletar dados e depois produzir laudos técnicos com essas informações. Por algum tempo, ela terceirizou essa tarefa de transformar anotações em um documento técnico para um estagiário. Mas logo percebeu que os textos chegavam sempre com um mesmo padrão, "pouco humanizados" e, ao questioná-lo, descobriu que ele estava usando o ChatGPT para a tarefa. "O laudo tem sempre uma sequência, com descrição dos dados, objetivo da avaliação, testes que foram aplicados. É um esqueleto técnico", explica. Foi aí que ela decidiu aprender mais sobre a tecnologia. Fez alguns cursos e então incorporou algumas dessas ferramentas em parte de suas tarefas. Hoje ela usa um gravador com IA embutida, que transcreve as entrevistas com os pacientes e devolve já com uma linha do tempo dos fatos e informações no formato necessário para escrever o laudo, que depois é revisado manualmente. Um formulário de consentimento é dado a cada paciente para que saibam que estão sendo gravados com a tecnologia. "Tem sido muito útil e facilitado bastante a minha vida de escrita", afirmou, destacando que apaga os arquivos após uso para evitar armazenamento externo. Maísa diz que o recurso serve apenas como apoio, não como ferramenta diagnóstica. "Minha grande preocupação é no uso inadequado da IA para terceirizar o pensamento crítico e o raciocínio clínico". Eduardo Araújo, psicólogo e professor universitário, diz que tem usado IA para análise e organização de dados, mas não diretamente com pacientes e sim em pesquisas, como fez em seu mestrado na área. Ele fez um experimento com o ChatGPT, quando analisava dados em uma tabela com centenas de pacientes. O objetivo do estudo era identificar a influência de experiências traumáticas em crianças e adolescentes, a partir de uma lista com dados de mais de 500 pacientes, de forma anonimizada. "Para esse tipo de tarefa, de análise de dados, acaba sendo muito útil." Araújo avalia que é preciso ter cautela com ferramentas que prometem ajudar com diagnóstico. Ele diz que a tecnologia acelera tarefas burocráticas, mas nunca deve formular hipóteses diagnósticas no lugar do profissional. "Quando você pesquisa algum sintoma na internet, se levar a sério o que vem de resultado, você acha que vai morrer. Com a IA não é diferente: se você coloca algum sintoma, a resposta me dá uma gravidade diferente daquilo que se perceberia na clínica, em contato com a pessoa." Veja mais: O ChatGPT está nos deixando burros? 'Não foi programada para isso': especialistas alertam para risco de uso de IA como terapeuta 'A psicologia não vai ser substituída, mas pode mudar' A psicóloga Patrícia Mourão De Biase disse à BBC News Brasil que entrou em contato com IA por curiosidade, principalmente com o boom de informação sobre o tema que recebeu neste ano. "Temos a opção de sermos atropelados ou entender o que está acontecendo e caminhar junto", diz ela. De Biase diz que, desde a pandemia, tem havido mais flexibilização entre psicólogos no uso de tecnologias, principalmente em relação ao atendimento remoto de pacientes. "Ficamos mais flexíveis para entender esses movimentos da tecnologia. A categoria sempre foi mais quadradinha nesse sentido, mas precisou se adaptar. Vejo ainda muitos colegas se esquivando da IA." De Biase, que presta serviço para empresas e também atende em consultório, diz que tem utilizado a ferramenta para automatizar tarefas burocráticas e também para criar novos conteúdos para suas sessões. "Crio enquetes e passo tarefas de casa para os pacientes. Isso refresca a conexão entre uma sessão e outra." Ela diz que a IA também tem sido usar para "pensar junto" com os psicólogos. "Quando acaba a sessão, colocamos conteúdo e a própria IA diz: poderia abordar por aqui, por ali. Não tenho preconceito com isso, embora eu não use no dia a dia." Outra tarefa que se tornou comum é a de transcrição e transformação das sessões em prontuário, que depois são revisados de forma manual. "É importante que os pacientes estejam de acordo, que assinem um documento. Mas até hoje ninguém recusou", diz. A psicóloga avalia que a tecnologia não vai substituir a profissão. "Tem gente que não sabe nem o que perguntar ao ChatGPT. Ele é bom? Sim, pode ajudar em algo pontual, em um momento de ansiedade, de angústia. Mas se não aprendemos direito a perguntar, provavelmente ele não vai entregar. Nada precisa jogar fora. Pegue o que o chat disse e depois leve para a sessão, converse com o terapeuta sobe isso." "Gerenciar o tempo é padrão ouro para todos. e a IA otimiza bastante isso. Me instiga a buscar mais fontes. Se eu puder deixar um recado, é para que as pessoas não fiquem com medo. Que mergulhem. A psicologia não vai ser substituída, mas pode mudar." 'A IA quer oferecer respostas rápidas. Mas terapias são cenários de incerteza', diz especialista Segundo Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e psicoterapeuta do Centro de Saúde da Comunidade da Unicamp (CECOM), o uso de inteligência artificial entre psicólogos é uma realidade presente, porém ainda pouco debatida pela classe. "É algo que está emergindo no mercado e a gente, enquanto terapeuta, precisa começar a discutir com o devido cuidado." Embora reconheça a utilidade prática, Leite alerta para os riscos de confundir a ferramenta com o profissional. "Ferramentas de transcrição poupam tempo de trabalho administrativo. A grande questão é quando a IA começa a se confundir com o terapeuta. É algo que levanta uma série de questões éticas, do próprio papel do profissional." O especialista observa que a pandemia consolidou uma "realidade irreversível", na qual "a IA só vem somar nesse contexto de mudança tecnológica." Contudo, ele aponta o que considera lacunas quanto à confidencialidade. "Não existe nenhum recurso de anomização das informações, por exemplo, o que pode ferir a Lei Geral de Proteção de Dados. Há uma série de lacunas legislativas e éticas que não foram suficientemente discutidas. Um terapeuta que relata casos para uma IA, conta a história de vida de uma pessoa e ainda pede ajuda para pensar no caso. Como regular isso?" Leite defende a necessidade de desmistificar a tecnologia, separando a ferramenta da fantasia de um saber superior. "A IA não é um oráculo. Isso é uma fantasia, um desejo humano de que exista algo superior. Mas a IA utiliza banco de dados e a própria internet para gerar conteúdo. Do mesmo jeito que ha informações valiosas, há outras de péssima qualidade e até de conteúdo fraudulento." Entre os aspectos positivos, ele destaca o potencial da IA para ampliar a capacidade reflexiva, organizar o raciocínio clínico e auxiliar no preparo de sessões. "Podemos ser mais criativos, criar materiais didáticos, imagens. É um estímulo ao pensamento do terapeuta." No entanto, o psiquiatra é enfático ao afirmar que a tecnologia não substitui a formação profissional, baseada essencialmente na troca humana. "Existem etapas fundamentais. Nossa formação é baseada na supervisão humana. Nos formamos a partir da experiência de outro profissional, que vai nos orientando, discutindo como estamos vendo os casos. A IA não pode substituir isso." Além disso, a ferramenta carece de profundidade para compreender diferentes linhas teóricas e conceitos complexos. "Se não estudarmos as teorias, a IA não vai fazer isso pelas pessoas. Vai, no máximo, oferecer um compilado superficial de teorias." Outro ponto crítico é a velocidade das respostas geradas pela IA, que pode criar uma falsa sensação de clareza em cenários terapêuticos marcados pela incerteza. "Isso gera uma ilusão de que a situação está muito clara. Terapias são cenários de incerteza, ambiguidade, de não saber o que está acontecendo. Já a IA sabe tudo. Vai na contramão de um princípio básico das psicoterapias, de que existe um tempo para elaborar certas questões e problemas. Que o paciente precisa de um tempo para entender. Que respostas não são tão fáceis. Em um mundo imediatista, isso é extremamente perigoso." Para Leite, o psicólogo não deve tentar competir com a velocidade da máquina, sob o risco de comprometer o processo de elaboração. "A ferramenta acaba por reduzir a tolerância do terapeuta sobre não saber. Muitas vezes não sabemos como intervir, e isso não é necessariamente ruim. É a janela para refletir melhor os casos, buscar supervisão. Terapia exige tempo, mergulho." Por fim, ele reforça que o uso de IA exige o consentimento explícito do paciente para evitar violações éticas e legais. "Há dados sensíveis, o paciente tem o plano direito de saber e, depois, concordar ou não, inclusive com uso de termo de consentimento. Não há uma regra sobre isso hoje, mas é uma questão de proteção ética e legal." Empresa promete, em seu site, apoio de IA em sessões de terapia BBC/Reprodução Veja mais: A brasileira que viraliza traduzindo o caos da IA: 'As pessoas estão perdidas' 'Nossa plataforma não substitui o profissional' A plataforma Psidigital oferece aos clientes o que chama de um "assistente virtual" nas sessões, "capturando os principais pontos enquanto você [o psicólogo] se concentra no paciente". A ferramenta promete gerar automaticamente um "relatório completo ou laudo psicológico de forma detalhada e estruturada, com sugestões e insights para as próximas etapas do tratamento ou seleção de candidatos." Promete também "sugestões de intervenção baseadas nos principais autores de cada abordagem terapêutica, como Freud, Jung, Winnicott", dentre outros. O engenheiro mecânico Gustavo Landgraf, criador da Psidigital, teve a ideia de criar um programa que ajudasse psicólogos junto com sua esposa, Leilane, que é psicanalista. "Ela fazia anotações durante e depois das sessões e tinha um monte de papeis", lembrou. O projeto começou com a criação de um sistema que ajudaria com agenda, prontuário eletrônico e cadastro de pacientes, por exemplo. "Em um mês e pouco ficou pronto. Ajustamos e passamos para alguns profissionais", disse. Em 2024, veio a ideia de incorporar inteligência artificial. "Tive um insight: e se houvesse um assistente dentro da terapia, da sua sessão, que anotasse tudo que você falou e tudo que o paciente falou, e depois entregasse um relatório detalhado do que aconteceu. Será que ajudaria?" Gustavo lembra que a esposa adorou a ideia. Uma das dificuldades dos terapeutas, disse, é justamente dividir a atenção entre o paciente e o bloco de notas. "Quando procurei na internet só achei sistemas de gestão, como o que eu tinha criado. Mas não tinha nada parecido com esse assistente, que acabei criando. Fomos os primeiros a fazer", afirmou. Landgraf disse que houve resistência inicial, especialmente pelo receio de ter uma gravação com as falas dos pacientes. Então decidiu que a plataforma não guardaria nenhuma gravação nem transcrição, que são descartadas ao fim de cada sessão. O que fica armazenado, explica, é um resumo, que segue a abordagem definida por cada psicólogo. Ele diz que há proteção dos dados por criptografia e também por um sistema com duas senhas, uma para entrar na plataforma e outra abrir os prontuários dos pacientes. "Também incentivamos que, ao cadastrar o paciente, que sejam usados nomes genéricos, não o nome real da pessoa." Outra vantagem, destaca ele, é que a tecnologia não perde nenhum momento da sessão. "Muitas vezes o terapeuta está ali escutando e passa algo pela cabeça, seja pagar uma conta ou buscar filho na escola. Nesses lapsos o profissional pode acabar perdendo algo importante do que foi falado. A inteligência artificial não tem distração." Ele destaca que alguns clientes da plataforma atendem até nove pacientes por dia, o que fazia com que muitos deixassem o trabalho de organizar as anotações das sessões para o fim de semana. "As pessoas dizem: seu sistema me fez ganhar o fim de semana. Hoje conseguem, antes da sessão, pegar o que já foi falado, o resumo. Além disso, a inteligência artificial consegue criar questões para abrir a sessão seguinte." Ele destaca que é "desejável" buscar o consentimento dos pacientes antes de fazer uso da tecnologia. "Como plataforma não tenho como garantir que os profissionais vão fazer isso. A pessoa pode falar que fez e não fazer. Mas sugerimos que peça esse consentimento." Afirma, no entanto, que o modelo manual não garante necessariamente mais privacidade. "Muitos profissionais fazem anotação em papel e deixam isso numa pasta. E se essa pasta for roubada? Quando uma pessoa está tomando notas, ela não pede permissão. Ainda assim, de forma geral, incentivamos a comentar com o paciente que a ferramenta está sendo usada." Ele destaca que o uso da plataforma é mais vantajoso em relação a usar uma IA genérica, como o ChatGPT, por uma série de motivos: a agilidade em receber os resumos, a segurança de não deixar nenhuma gravação guardada e também a segurança de que os dados não serão usados para treinar algoritmos. "Muita gente usa a versão gratuita dessas IAs. Depois isso pode ser usado (pelas plataformas) para treinar a própria IA." O engenheiro diz que a plataforma não foi criada para substituir os profissionais. "Ela é uma ferramenta para potencializar o tratamento, dar dicas, resumir o que foi falado e deixar tudo organizado dentro do prontuário daquele paciente. Mas não substitui terapeuta. A IA é muito amiga, não questiona se alguém está errado. Além disso, a IA só pega o que foi falado, mas não as expressões humanas, do rosto, do corpo. " 'Profissionais devem assumir responsabilidade', diz conselho de psicologia Carolina Roseiro, conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP), diz que as discussões sobre IA começaram há três anos, mas que o ritmo das mudanças obrigou o conselho a produzir orientações "com elasticidade". Ela diz que o cenário atual já deixou claro que "a IA não é tão inteligente assim", tem limitações técnicas e éticas e não é neutra, pois "depende de uma programação, que vai reproduzir discriminações". Ela afirma que a orientação central do CFP é que cada profissional assuma integralmente a responsabilidade pelo uso dessas ferramentas. "Qualquer resposta que essa tecnologia der é responsabilidade da pessoa que deu o comando." Roseiro explica que a mediação humana é indispensável porque a IA não estabelece sozinha limites éticos nem compreende contexto clínico. A conselheira reforça que o uso de IA para fins de saúde mental pelo público em geral não é recomendado, a não ser em ferramentas criadas especificamente para isso e com um responsável técnico. O CFP está preparando duas cartilhas sobre o tema, que serão lançadas em breve. Uma será voltada aos profissionais e outra, para a população em geral. Outro ponto que ela considera fundamental é o consentimento do paciente, por escrito, que não deve se limitar à autorização para gravar de sessões, mas também a qualquer uso da IA em qualquer etapa do atendimento. Carolina alerta ainda que, se a ferramenta não garantir sigilo, o psicólogo pode ser responsabilizado por quebra de confidencialidade.

Imagens de hospital mostram pai de Benício ajoelhado até o último momento com o filho: 'Falava com ele e rezava'

Publicado em: 09/12/2025 00:01

Imagens exclusivas revelam como foi o atendimento ao menino Benício, vítima de um erro médico Imagens obtidas com exclusividade pelo Fantástico mostram o pai de Benício, de 6 anos, ajoelhado ao lado do filho até os últimos momentos de vida. O menino morreu após receber uma dose de adrenalina intravenosa aplicada por engano no Hospital Santa Júlia, em Manaus. O pai do menino, Bruno Mello de Freitas, disse ter acompanhado o filho o tempo todo: "Nenhum pai, nenhuma mãe, leva seu filho para um hospital para morrer. Ainda mais da forma que o Benício morreu. Dessa sucessão de erros, dessa negligência que a gente verificou". O garoto chegou ao hospital com tosse seca e febre, suspeita de laringite, e passou quase 14 horas sob os cuidados da equipe médica. Benício já havia sido atendido no mesmo hospital um mês antes com o mesmo quadro, sendo tratado apenas com inalação de adrenalina, procedimento considerado seguro para casos leves. Pai de Benício ficou ao lado do filho durante seus últimos momentos. Reprodução/TV Globo/Fantástico Neste dia, depois de uma prescrição errada de adrenalina intravenosa, assumida pela médica Juliana Brasil Santos, administrada pela técnica de enfermagem Raíssa Bentes, o garoto apresentou palidez, dores no coração e dificuldade para respirar. Ele foi transferido à sala vermelha, que recebe casos mais graves, e, posteriormente, para a UTI, onde permaneceu consciente, mas onde sofreu seis paradas cardíacas até não resistir. Na UTI, Benício passou um período com o pai, fez uma refeição e, horas depois, foi intubado. Em entrevista, o pai de Benício relatou que ficou ajoelhado ao lado do filho, conversando e rezando, enquanto tentava que ele recebesse oxigenação adequada. "Eu falava com ele internamente: 'bora, filho. Bora. Melhora essa oxigenação'. Eu rezava muito", afirma Bruno. "É uma dor muito grande que vou levar para a minha vida toda", continua o pai. "Pelo que a gente está analisando, verificando, observando, é uma sucessão de erros." O que aconteceu com os envolvidos O caso gerou investigações sobre falhas na prescrição e na administração da medicação, incluindo a ausência de conferência por um farmacêutico e protocolos inadequados de checagem. A técnica de enfermagem foi afastada e responde em liberdade, e a médica obteve habeas corpus preventivo, alegando que o sistema eletrônico trocou a forma da medicação sem que ela percebesse. O hospital afirmou que revisa protocolos internos e busca prevenir que erros semelhantes ocorram. Um mês antes, o menino tinha sido atendido no mesmo hospital, com o mesmo quadro. A mãe diz que Benício foi tratado com adrenalina por inalação. Segundo o pediatra Márcio Moreira, do Hospital Israelita Albert Einstein, "sendo um caso de laringite, a gente usa adrenalina inalatória regularmente. A gente faz a inalação com a adrenalina e espera uma melhora rápida, mesmo que fugaz". A adrenalina, produzida pelo corpo e também sintetizada como medicamento, é indicada para inalação em quadros leves. A versão injetável, na veia, é usada em situações graves, como paradas cardiorrespiratórias, e administrada em doses muito pequenas, lentamente, geralmente na terapia intensiva. "Para mim estava tudo certo que seria inalação. Então, eu não questionei ela. Eu só falei ok", lembra Joice. A médica que atendeu Benício era Juliana Brasil Santos. A prescrição de Juliana indicava adrenalina pura, não diluída, aplicada na veia, em três doses que somavam 9 miligramas. A família seguiu com a prescrição para a ala da enfermaria. Imagem da prescrição de adrenalina para Benício Reprodução/Fantástico Joice questionou ao ver o soro injetável: "Cadê a inalação para adrenalina? Sempre foi por inalação". Segundo ela, a técnica de enfermagem Raíza Bentes respondeu que também nunca fez na veia, mas que estaria indicado na prescrição médica. Os pais afirmam que, logo após receber a adrenalina na veia, Benício ficou pálido e reclamou de dor no coração. Joice lembra: "Aí eu começo a entrar em desespero. Meu marido fala: 'corre e chama o médico'". Raíza foi atrás da médica. "Eu informei que tinha administrado a medicação e que a criança tinha tido reação. (…) Falei que foi adrenalina. E aí ela pegou e falou ‘tá bom'", conta a técnica de enfermagem. Em mensagens de WhatsApp para outro médico, Juliana escreveu: "Eu que errei na prescrição". Depois, em relatório ao hospital, reafirmou que "prescreveu erroneamente". Benício foi levado às pressas para a sala vermelha, de emergências. Os pais dizem que ele estava consciente, mas tinha dificuldade para respirar. Benício teve seis paradas cardíacas e não resistiu. Investigação A polícia investiga falhas na intubação e a ausência de checagem do farmacêutico da unidade. O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Amazonas, Reginaldo Silva Costa, afirma: “Certamente, o profissional farmacêutico teria identificado a superdose e solicitado ao profissional prescritor que pudesse rever a sua prescrição". "Percebe-se um erro estrutural, sequencial de protocolos, de cuidados", diz o delegado Marcelo Martins. "E aí você vê que o Benício não teve chance." Questionado se o menino foi vítima de um crime, ele responde: "Com certeza, um homicídio. A médica simplesmente emitiu uma prescrição médica e não revisou, que seria uma conduta básica de dupla checagem. A técnica de enfermagem poderia também ter realizado a dupla checagem. E teria evitado esse resultado". A técnica de enfermagem se defende: "Eu administrei a medicação conforme a prescrição médica. Não tive auxílio, estava sozinha". Raíza Bentes trabalha como técnica há sete meses. Ela foi suspensa pelo Conselho Regional de Enfermagem e responde em liberdade. Em nota, sua defesa afirma que só irá se manifestar após o término das investigações e que ela seguiu a prescrição conforme orientação da enfermagem do hospital. Juliana Santos Brasil foi afastada do hospital. À Justiça, apresentou um vídeo alegando que o sistema de prescrição eletrônica teria trocado, sem que ela percebesse, adrenalina por inalação por adrenalina na veia. O superintendente de tecnologia da informação (TI) do hospital, João Alexandre de Araújo, afirma: “Sem ação do médico, o sistema não faz nada de forma automatizada.” Perguntado se houve erro do sistema, ele diz: "Do sistema, a gente pode garantir que não foi", diz. A médica conseguiu um habeas corpus preventivo para não ser presa durante as investigações. Seu advogado, Felipe Braga, reafirmou que houve falha no sistema de nos procedimentos seguintes. "Foi uma multiplicidade de fatores, desde o momento que há uma quebra da dupla ou tripla checagem, a ausência de um farmacêutico", diz o advogado. "Eu não considero que ela errou". O diretor médico do hospital, Guilherme Macedo, afirma que "toda a gestão está envolvida em elaborar planos de ações para que o hospital evite situações semelhantes e com desfecho trágico como foi esse". Benício era filho único e faria 7 anos no dia de Natal. "A gente sempre vai lembrar dele. Da criança que ele era. Uma criança pura. Meiga. Não era desobediente. O ser vivo mais puro que eu já encontrei, que eu conheci na humanidade", diz o pai. Infográfico - Caso Benício Arte g1 Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

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