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Do subsolo de Nova York ao interior paulista, cultura ballroom resgata legado de acolhimento e visibilidade da comunidade LGBTQIA+: 'É aconchego'

Publicado em: 13/09/2025 17:32

g1 esteve no evento 'Ballroom Sorocaba APT' para entender melhor como a comunidade funciona Diogo Del Cistia/g1 "Você só precisa deixar o seu corpo seguir o ritmo". Há mais de 35 anos, Madonna usou sua fama como ícone pop para dar visibilidade ao "vogue" como arte e expressão, por meio da canção homônima, que liderou diversas paradas musicais. A canção homenageia o estilo de dança criado na subcultura queer de Nova York e celebrado no ballroom (evento artístico que reúne comunidades marginalizadas em competições). Os dançarinos imitam poses de modelos da revista Vogue. Como em uma sessão de fotos, os movimentos são definidos por linhas, poses e expressões faciais intensas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Quarenta anos depois, o vogue e o ballroom ultrapassaram Nova Iorque e conquistaram reconhecimento mundial, chegando inclusive a cidades do interior de São Paulo. Para entender melhor essa comunidade, o g1 acompanhou o evento "Ballroom Sorocaba – Aberto Para Todes" e descobriu que a dança é apenas um dos pilares que sustentam a força dessa cultura. O idealizador do projeto, Jeff Cabal, conta que seu interesse pelo ballroom começou em 2018. A curiosidade surgiu ao participar das balls – como são chamadas as competições – e perceber que os eventos também incluíam rodas de conversa e espaços de acolhimento. Madonna apresentando 'Vogue' no MTV Video Music Awards de 1990 Reprodução/MTV "As primeiras movimentações começaram por volta de 2016. Já existiam pessoas que tinham acesso a essa cultura e eu sempre fui próximo às pessoas que convivem em núcleos artísticos. Eu me interessei por tudo, mas, por ser uma pessoa muito politizada, o fato da ballroom sempre trazer questões como raça, gênero e até mesmo saúde, como prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), foi algo muito legal para eu poder me aproximar", conta. Na visão de Jeff, que também é fotógrafo e produtor cultural, o ballroom funciona como um vínculo familiar. Frequentado por pessoas de comunidades marginalizadas, o espaço acaba sendo usado para ensinar práticas e prevenções que, em muitos casos, seriam aprendidas dentro de casa. “Nós falamos sobre demandas da vida adulta que, muitas vezes, as pessoas de dentro de casa não comentam. Saúde LGBT, profissionalização, mercado de trabalho. É um núcleo muito forte de acolhimento. Conseguimos nos aproximar de juventudes que estão em processos de vícios em substâncias como uma rede de apoio. Claro que, em nenhuma hipótese, vai substituir a rede de saúde, mas estamos aqui para ajudar”, comenta. Jeff Cabal é um dos idealizadores do projeto phfalcadi/Divulgação Dentro do universo ballroom, existem as houses, que são "famílias" formadas por integrantes da cultura. Jeff pertence à House of Cabal, fundada por Tanesha Cabal em Juiz de Fora (MG), mas atualmente não se considera mais líder da house, nem da cena local. "Existem outras houses espalhadas pela cidade, como a Avalanx, que se juntou a nós para produzir o projeto, a De Lá, que é a primeira house composta por travestis, a house de Cue e outras mais. No nosso caso, nós somos uma kiki house, ou seja, de âmbito regional. As houses mainstream, ou seja, dos grandes centros, ficam em grandes cidades de outros países, como Paris e Nova York", diz. Como e quando o ballroom surgiu? Ao g1, Jeff explica que as houses têm esse nome — casa, em inglês — por representarem um lar para quem as frequenta. As primeiras surgiram nos Estados Unidos, na década de 1980, com o objetivo de acolher pessoas marginalizadas que precisaram deixar suas casas. Essa realidade foi retratada na série "Pose", na qual a protagonista, Blanca, acolhe pessoas LGBTs em situação de vulnerabilidade, em um período marcado pela ascensão da cultura do luxo. Mj Rodriguez, que interpreta Blanca, foi a primeira mulher trans a vencer um Globo de Ouro. "As mulheres trans e travestis assumiram a liderança naquela época. O ballroom surgiu de e para pessoas que não tinham para onde ir. Elas cuidavam dessas pessoas, na maioria trans ou travestis e trans, durante o período de epidemia do HIV e da Aids. Por muitas vezes, era a única coisa que os acolhidos tinham”, revela. Mj Rodriguez em cena de 'Pose' Eric Liebowitz/FX via AP "Às vezes, até as donas das casas conviviam com o vírus. Elas não necessariamente escondiam, mas ocultavam justamente para trazer uma força de tudo que estava acontecendo e manter um forte vínculo com os filhos acolhidos. Elas sobreviviam pelo amor e pela resiliência. Pode ser romantizado nas séries de TV, mas era algo bem forte e visceral", completa. Por consequência, Jeff opina que, levando em consideração todo o contexto envolvendo a epidemia dos vírus, a comunidade surgiu, também, para cumprir com o papel de naturalizar assuntos que sempre foram considerados tabus para a sociedade. "Embora sejam doenças que avançaram muito no tratamento, ainda é um demônio que assola a comunidade LGBTQIA+ frequentemente. Existem estigmas e preconceitos que cercam as pessoas de um modo geral e criam esse distanciamento do assunto ou de pessoas que têm HIV. O ballroom serve, também, para naturalizar isso", pontua. Conservadorismo regional Historicamente, Sorocaba e as demais cidades do interior podem ser consideradas tradicionalistas. Segundo Jeff, isso ainda é um empecilho para que a comunidade seja ampliada no município. Mesmo assim, ele sente que há uma certa movimentação natural das pessoas em relação ao movimento e que, junto disso, existem parcerias interessadas em colocá-lo em um patamar acima. "Não existe nenhum demarcador para frequentar a comunidade, com exceção de violência e preconceito. Mas, também, é importante fazer a manutenção das pessoas que já estão conosco há tempos para capacitá-las e transformá-las em um legado forte que não dependa de pessoas específicas. Tem sido um movimento natural, com políticas públicas, privadas e contato com marcas. Nós estamos primeiramente estruturando, para depois alcançarmos mais pessoas", relata. Evento é aberto para todos os públicos, apesar de ser majoritariamente LGBTQIA+ Diogo Del Cistia/g1 O representante da house acredita, também, que muitas pessoas possuem pensamentos apolíticos e que isso pode acabar distanciando-as de um local que tem grande expressividade política e sociocultural. "Nós vivemos em um território muito hostil. Às vezes, as pessoas não querem não por preconceito ou algo do tipo, mas simplesmente por não estarem 'nem aí'. No interior, as pessoas não gostam de falar sobre movimentações políticas. É um desinteresse geral", lamenta. Apesar da veia artística que cerca o universo do ballroom, Jeff ressalta que não é necessário possuir alguma vocação na área para frequentar os encontros. Segundo ele, existem pessoas que não competem nos eventos e, mesmo assim, fazem parte da comunidade. “A forma mais tradicional de entrar para uma house é sendo selecionado pelas pessoas que já estão em uma. Elas podem te ver durante uma competição e pensar: ‘Nossa, eu quero ela’. Mas a arte não é uma limitante nossa. Você pode trazer o seu conhecimento sobre algo para nós, com o que tiver como ferramenta”, diz. Jeff também é produtor cultural e fotógrafo Diogo Del Cistia/g1 “Há, por exemplo, psicólogos. Eles não são profissionais da house, é importante ressaltar, mas as pessoas das casas podem acabar se sentindo mais à vontade para conversar sobre questões psicológicas justamente por ser um diálogo entre duas pessoas LGBTQIA+. Dá para ser produtor, dá para ser uma pessoa que irá gerir as crises, entre outras coisas mais”, completa. Ainda segundo o fotógrafo, ser ou não LGBTQIA+ também não é um ponto considerado crucial para fazer parte, mas é necessário entender todo o contexto cultural de como a comunidade surgiu e se mantém no dia a dia. “É uma forma de furar a bolha. É uma cena que também conta com mulheres heterossexuais e, muitas vezes, existe a vontade de trazer o namorado ou o marido. Todos são muito bem-vindos, claro, mas é importante saber de quem é o protagonismo. Aqui, nós estamos falando, na maioria das vezes, de mulheres trans e travestis”, conscientiza. Ações e competições Malika competiu pela Femme House of De Lá Diogo Del Cistia/g1 O evento, que durou todo o mês de agosto, contou com diversas atividades educativas para quem se interessa em conhecer melhor o mundo do ballroom, como oficinas de "voguing", palestras conscientizadoras e rodas de conversas. A programação foi encerrada com um grande baile de competições - ou ball -, que contou com participantes de diferentes houses e categorias. Malika Saion é estudante de turismo e foi uma das competidoras da Celebration Kiki Ball. Desde a sua entrada no ballroom, ela é parte da House of De Lá, criada por Brianna Salera, e composta apenas por mulheres trans e travestis desde a sua formação na cidade. “Nós competimos na categoria ‘Face’, que é justamente sobre mostrar a beleza dos nossos rostos. É a beleza de ser travesti. Todo o ballroom é sobre a nossa cultura, sobre o nosso pertencimento, existência e divertimento. Mas, mesmo assim, o nervosismo bate em todas as competições”, revela. Dona de cinco troféus, ela acredita que a rivalidade entre as houses permanece somente nas competições. No dia a dia, a grande maioria das pessoas possui uma relação amigável, mantendo a premissa de família que a ballroom prega desde a sua criação. “Todos nós somos uma família. Meu namorado é da House of Cabal, inclusive. Estamos todos interligados e essa rivalidade não existe fora das balls. Dentro da pista, nós somos individuais e celebramos nossa maneira de ser”, pontua. “Para mim, ballroom significa aconchego. A sociedade não deixa nós sermos o que realmente somos. A sociedade não diz que somos bonitas, que nosso corpo é bonito, que nós somos alguém. O ballroom ressignifica tudo isso. É um lugar onde eu posso ser eu mesma, como se eu nascesse de novo”, complementa. Malika e Cali venceram uma das categorias no evento Diogo Del Cistia/g1 O nome Odara Soares, para as participantes do movimento cultural, já é conhecido há muitos anos. No evento, ela assumiu a função de jurada da competição. “Eu cheguei há cerca de seis anos, sem saber muito bem do que se tratava. Estava no auge da depressão [...] O ballroom mudou isso. Quando conheci, me apaixonei e percebi a importância que esse tipo de cultura tem para nós. Ela chega em lugares onde o sistema não quer que chegue”, compartilha. A mulher, que também é digital influencer, é uma das fundadoras da House of De Lá. Para ela, ver as outras integrantes da família competindo e se integrando cada dia mais representa uma sensação de maternidade. “Eu sinto muito isso por ser uma redução de danos. Nós tentamos orientá-las e instruí-las para não passarem por situações que passamos antes. Elas precisam ir além dos bailes. É uma responsabilidade muito grande ser um farol, um norte para as meninas da house”, afirma. “Muitas vezes, nós temos que colocar nossas próprias dores no bolso para acolhermos elas. Às vezes, nosso mundo está desmoronando, mas, quando vemos alguém mais vulnerável e que não tem a mesma vivência que nós, é nosso papel resgatá-lo. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, mas é o que mais consome pornografia trans, o que é hipócrita. Uma simples ida à padaria pode ser um verdadeiro filme de terror”, acrescenta. Odara foi convidada para ser a jurada da competição Diogo Del Cistia/g1 O vogue como dança e suas vertentes Gabrielly Dias, responsável pelo Ballroom Sorocaba junto a Jeff, conta que, de início, o vogue possui duas categorias essenciais para aprendizado: o “Old Way”, que é a antiga forma de performance, e o “New Way”, com alterações que vieram com o passar dos anos. “Assim como um campeonato de futebol, existem diversas categorias que, em cada uma delas, há uma regrinha diferente. Durante as aulas e as competições, nós prestamos atenção além da construção do movimento. Vemos também o ‘feeling’, o carisma, a coragem. Para quem quer começar, eu indico estudar primeiro”, comenta. A integrante da House of Avalanx comenta que a “jogada” no chão possui nome: deep. Ele deve ser feito de acordo com o limite da pessoa que está praticando e, conforme o movimento, pode acabar tendo um risco significativo de lesões. “Não é uma dança que você apenas joga uma parte do seu corpo. Há toda uma questão de se ‘jogar no chão’, que exige muita técnica e cuidado corporal. Se for feita de forma errada, pode acabar causando machucados sérios. Não é apenas dançar no chão. Faz parte da performance”, explica. Deep, se feito de forma errada, pode causar lesões sérias Diogo Del Cistia/g1 Ao decorrer do evento, Gabrielly deu aulas de “Vogue Femme” - outra vertente da dança criada por travestis e mulheres trans que, durante a performance, procuram exibir sensualidade e feminilidade. No entanto, a competição também possui categorias voltadas para quem não é tão “chegado” em dançar. “Nós tornamos o espaço como se fosse uma verdadeira passarela, para que você tenha a combinação do caminhar com movimentos de dança. O vogue é sobre vender, sobre desfile, sobre roupas. Há a categoria ‘pose’, que é só sobre poses fotográficas, ‘best dress’, para a melhor roupa, entre outras. Quem não sabe executar a dança pode participar dessas”, descreve. O público, de acordo com Gabrielly, também é uma peça-chave de todo o ballroom. As pessoas ao redor contam para aumentar e melhorar a energia das apresentações que, em todas as vezes, deve ser entregue com o máximo de força de vontade. “A plateia conta muito e ela tem que interagir bastante durante todo o tempo. Seja na hora de votar, de encorajar. As pessoas ao redor, que também estão gritando e se divertindo, também fazem parte do ballroom. A nossa comunidade vai muito além de quem está desfilando na passarela”, finaliza. Público é peça-chave do evento Diogo Del Cistia/g1 Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: Sorocaba tem uma farmácia para cada 2 mil habitantes *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prudente cria programa de prevenção à gravidez indesejada para mulheres em situação de vulnerabilidade

Publicado em: 13/09/2025 17:30

Adolescentes estão entre o público prioritário do programa SBP/Divulgação A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) sancionou a Lei nº 11.696, que institui o Programa de Prevenção à Gravidez Indesejada no município. A ação deve promover acesso gratuito a um método contraceptivo de longa duração: o implante subcutâneo de etonogestrel. A norma foi publicada no Diário Oficial do Município. A proposta, de autoria do vereador Edgar Caldeira, tem o objetivo ampliar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade a métodos contraceptivos e ações de educação sexual, com foco na redução de casos de gravidez não planejada e na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Segundo o texto da lei, o programa será gratuito e voltado às mulheres que firmarem anuência e atenderem aos critérios médicos. Terão atendimento prioritário: Adolescentes; Usuárias de drogas; Moradoras em situação de rua; Mulheres com três ou mais partos anteriores; Puérperas de alto risco; Mulheres com contraindicação à amamentação; Mulheres com distúrbios mentais ou baixo nível de compreensão; Mulheres que não se adaptaram aos métodos contraceptivos orais ou injetáveis oferecidos nas UBSs; Mulheres em situação de risco ou vulnerabilidade social. O programa ainda prevê ações como campanhas de divulgação sobre os serviços disponíveis nas unidades de saúde; ações de prevenção às DSTs e educação sexual; e oferecimento de implantes anticoncepcionais. A regulamentação da lei caberá ao Poder Executivo. O texto já está em vigor desde sua publicação e revoga normas anteriores que contrariem as disposições atuais. Em nota ao g1, a Prefeitura de Presidente Prudente, por meio da Secretaria Municipal de Saúde informou que a Lei nº 11.696 segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde para ampliação do acesso aos métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS). “Atualmente, o Ministério da Saúde encontra-se em processo de regulamentação e distribuição do insumo, o que permitirá aos municípios organizarem a oferta do procedimento. Assim que o material for disponibilizado, a Secretaria irá definir os fluxos de atendimento, público-alvo e unidades de referência para garantir a implementação adequada da medida em nosso município”, explicou. Implante subcutâneo de etonogestrel Conforme a justificativa do projeto, a proposta visa oferecer às mulheres, principalmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade social, acesso gratuito a um método contraceptivo de longa duração: o implante subcutâneo de etonogestrel. O dispositivo libera hormônios ao longo de até três anos, prevenindo a gravidez de forma eficaz e segura, mas com possibilidade de reversão — ou seja, a mulher pode retomar sua fertilidade poucos dias após a retirada do implante. A iniciativa busca prevenir, principalmente, casos de gravidez indesejada entre adolescentes, usuárias de drogas, moradoras de rua, mulheres com deficiência e aquelas que enfrentam risco de morte em razão de uma gestação. Segundo o autor da proposta, o projeto representa uma política pública de planejamento familiar e uma forma de minimizar impactos sociais decorrentes de gestações não planejadas. Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: mãe se inspira na banda KLB para dar nomes a trigêmeos Mãe se inspira na banda KLB para dar nomes a trigêmeos no interior de SP: 'Amor que vem do coração' VÍDEO: ouriço-cacheiro é resgatado com patas queimadas durante incêndio em mata de Presidente Prudente Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: vulnerabilidade

Festival une rock e solidariedade em prol de animais resgatados em Descalvado; veja como participar

Publicado em: 13/09/2025 16:56

3º Rock Dog Fest acontece neste domingo (14) em Descalvado (SP) D'Prol Pets Rock and roll, opções gastronômicas e muito amor aos amigos de quatro patas. Essa é a proposta do 3º Rock Dog Fest, que acontece neste domingo (14) no espaço da Fepasa, a antiga estação ferroviária de Descalvado (SP). 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O evento tem entrada gratuita, mas aqueles que quiserem também podem fazer contribuições (leia abaixo). Veja mais informações sobre o festival: 🎸 Qual o endereço e horário do evento? O festival começa às 10 e vai até as 18h na antiga estação ferroviária, localizada na Avenida Pio XVII, nº 134-186. 🐶 E a programação? Além de bandas locais e DJs, o evento contará com espaço para crianças e barracas de pastéis, lanches, sorvetes e doces. Black Room e Sonora são algumas das bandas confirmadas na agenda. Mais notícias da região: VÍDEO: Resgatado de maus-tratos, 'cachorro roqueiro' vira atração em show no interior de SP PETS: Clínicas veterinárias populares atendem animais gratuitamente em Araraquara e São Carlos FINAL FELIZ: Cachorra que ficou 10 dias em telhado após enchente no RS se adapta em novo lar em São Carlos ❤️ Gesto de amor O evento vai arrecadar produtos de limpeza e também 1 kg de ração canina. Os itens serão destinados a Organizações Não Governamentais (ONGs) que resgatam animais em situação de vulnerabilidade no município, informou a organização. O festival é uma parceria de organizações como o Moto Clube Insanos e D.A.P.A. D'ProlPets. Veja vídeo: cachorro rouba a cena em show de hardcore em São Carlos Dia do Rock: cachorro rouba a cena em show de hardcore em São Carlos REVEJA VÍDEOS DA EPTV: a Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: vulnerabilidade

Técnica de projeção exibida internacionalmente ilumina igreja de Pirenópolis durante Canto da Primavera: imagens impressionantes

Publicado em: 13/09/2025 16:22

Vídeo mostra projeções de arte na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Pirenópolis Uma técnica de projeção exibida internacionalmente iluminou a fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Pirenópolis, no Entorno do Distrito Federal. As imagens criadas pelo artista e diretor de arte goiano, VJ Paulinho Pessoa, destacam o bioma Cerrado, a história e a religiosidade de Goiás (assista acima). Segundo o site do evento, o Canto da Primavera é um festival organizado pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), na cidade de Pirenópolis, realizado desde 2000. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na 24ª Edição, com o tema “Ecoando as vozes do cerrado”, o evento traz, além de música, arte, história e cultura popular. O Canto da Primavera vai até domingo (14). As projeções artísticas de Paulinho Pessoa acontecem dias 12 e 13 de setembro, das 18h30 às 2h. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Gusttavo Lima declara amor por público de Goiânia antes de ser anunciado em show por Andressa Suita e filhos VÍDEO: Maraísa chora e nega ter ignorado fã Cantor lança música com tema de linha de ônibus e diverte seguidores: 'Da Praça A fui parar no seu colchão' Arte e tecnologia Imagem de afresco perdido da Igreja do Rosário no Canto da Primavera 2025, Goiás Arquivo pessoal/VJ Paulinho Pessoa Uma das projeções apresentadas é um afresco perdido após um incêndio, em 2002, na Igreja do Rosário. As imagens resgatam fatos históricos como as Cavalhadas, as Pastorinhas e as cachoeiras do estado representadas pela Serra dos Pirineus (veja galeria de fotos abaixo). VJ Paulinho Pessoa atua com multimídia e direção de arte, já trabalhou na Espanha, Portugal, Panamá, Cuba, Dubai e Japão. O artista se dedica em experimentações visuais na arte e na dança e trabalha para empresas no campo da arte visual. Igreja em Pirenópolis recebe projeções visuais de artista goiano durante Canto da Primavera 2025 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Em mutirão de saúde, Lula diz que é preciso ampliar o programa Mais Médicos e construir hospitais universitários

Publicado em: 13/09/2025 13:35

Lula acompanha mutirão no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ao lado dele, ministros Padilha e Alckmin Marcella Rodrigues/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (13) que é preciso ampliar o programa Mais Médicos - que leva profissionais a regiões consideradas "prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade". Ele acompanhou um mutirão de atendimentos no Hospital Universitário de Brasília (HUB). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. De acordo com Lula, quando a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu "impeachment", em 2016, o programa Mais Médicos contava 18 mil profissionais. Acrescentou que, no início de seu terceiro mandato, em 2023, o número havia caído para 12 mil médicos. "Houve uma piora na saúde brasileira. Mas já estamos com quase 30 mil médicos, mais do que dobramos em dois anos e meio, e achamos que é pouco. Uma parte da elite brasileira que acha que não precisa formar mais médicos, que tem muito. Tem em uma certa parte do país, mas quando entramos no coração do país, no Norte, no Nordeste, no sertão, não tem medico e o prefeito não tem dinheiro para pagar", declarou. O presidente também informou que pretende construir mais hospitais universitários no Brasil. A meta é de abrir 13 unidades até o final de 2026, quando se encerra seu mandato. O mutirão faz parte da iniciativa "Ebserh em Ação", que mobiliza médicos para aumentar o número de atendimentos e cirurgias. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse é o maior mutirão já feito no país na área de saúde. A ação também acontece em outros 44 hospitais universitários federais neste sábado (13). Os hospitais devem realizar mais de 29 mil atendimentos neste sábado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo: 1,9 mil cirurgias eletivas 4,5 mil consultas especializadas 22,7 mil exames especializados e terapias. O que é Ebserh? O nome do mutirão faz referência a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Ela é vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e é responsável por administrar os 45 hospitais universitários federais do país. LEIA TAMBÉM: HFAUS: hospital veterinário oferece 'tratamento de luxo' para animais silvestres no DF SEGURANÇA PARA EX-GOVERNADORES: Celina Leão diz que Ibaneis 'enfrentou crime organizado' Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Caso da única escola de Algodoal, com aulas remotas e precariedade, vira investigação do MPF no Pará

Publicado em: 13/09/2025 12:53

Comunidade pede reforma na única escola da ilha de Algodoal O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar a precariedade da escola municipal de ensino fundamental Maria de Lurdes Ferreira, na vila de Algodoal, Ilha de Maiandeua, em Maracanã, no nordeste do Pará. Segundo o MPF, a decisão de abrir a investigação ocorre após protestos da comunidade local que denunciam o "avançado estado de deterioração" da escola. O prédio não passa por reforma significativa há 27 anos. A situação precária levou à suspensão das aulas presenciais, que foram substituídas por atividades remotas e encontros semanais em um espaço improvisado. O g1 solicitou nota da prefeitura de Maracanã, mas ainda aguardava retorno até a publicação da reportagem. Protesto de comunidade de Algodoal, no PA, cobra reforma da única escola da ilha TV Liberal/Reprodução Dados levantados pelo MPF apontam que as obras iniciadas pela prefeitura de Maracanã se limitaram a "intervenções pontuais, como nos banheiros e na construção de um muro já desabado, sem sanar as deficiências estruturais". O órgão informou que enviou à prefeitura do município, na sexta-feira (12), pedido de informações atualizadas sobre as providências já adotadas ou em andamento para a reforma da escola. No ofício enviado ao prefeito de Maracanã, Reginaldo Carrera (MDB), o MPF relembra que a própria câmara municipal, por meio de requerimento de março de 2022, já tinha solicitado à prefeitura a realização de reforma geral na unidade de ensino devido às "condições inadequadas de funcionamento". O procedimento administrativo do MPF, aberto pelo procurador da República Felipe de Moura Palha, tem o objetivo, ainda segundo o MPF, de acompanhar a implementação de ações de manutenção e reforma da unidade de ensino. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia as últimas notícias do estado no g1 Pará

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça manda parar obras e proíbe novos alvarás no Parque dos Poderes

Publicado em: 13/09/2025 12:41

Imagem aérea do Parque dos Poderes, em Campo Grande Edemir Rodrigues/Subcom Governo de MS A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou, nesta semana, a suspensão imediata de alvarás de construção, licenças prévias e de instalação para obras no Parque dos Poderes, em Campo Grande. As construções que já começaram também devem ser paradas. Segundo decisão do juiz Flávio Renato Almeida Reyes, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, o Poder Público tem sido omisso na proteção ambiental do Parque dos Poderes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp ⚠️Conforme a decisão, devem ser paralisadas as obras que ainda não começaram ou que estão apenas na fase de fundação — etapa inicial da construção, responsável por sustentar o peso da edificação e garantir sua estabilidade. A suspensão inclui guias de diretrizes urbanísticas, alvarás de construção, licenças prévias e de instalação. Obras de interesse público estão isentas da paralisação. Segundo o juiz, a omissão é grave porque o local é um dos principais pontos turísticos de Campo Grande e abriga sedes do Governo do Estado, como a Governadoria, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). O juiz também afirmou que o Estado é responsável por regulamentar o uso do solo e proteger o meio ambiente na área do Parque Estadual do Prosa. Diante do cenário, o magistrado atendeu a um pedido de urgência feito pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e suspendeu as autorizações de obras na região. As construções que já começaram, mesmo que estejam apenas na fundação, devem parar imediatamente. Procurado, o Ministério Público informou que só vai se manifestar na segunda-feira (15). A Prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado não responderam até a última atualização desta reportagem. Parque dos Poderes: OAB avalia homologação e impacto ambiental Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

Velório do ex-prefeito Tarcísio Delgado tem presença da prefeita e políticos de Juiz de Fora

Publicado em: 13/09/2025 12:38

O velório do ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado Marcus Pena/TV Integração O velório do ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado, contou com a presença da prefeita Margarida Salomão e outros políticos da cidade. O corpo de Delgado é velado neste sábado (13), na Câmara Municipal, até as 14h. Em seguida será levado para o cemitério Parque da Saudade, onde o sepultamento está marcado para 16h30. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Vereadores, ex-prefeitos e secretários municipais também passaram pelo velório. A TV Integração conversou com o filho de Tarcísio, Júlio Delgado, que destacou o legado do pai. “Ele deixou uma marca, um exemplo de retidão e postura pública. Sempre priorizou cuidar da cidade, especialmente dos que mais necessitavam. É isso que nos enche de orgulho”, disse o filho. Tarcísio Delgado ao lado do filho e ex-deputado federal Júlio Delgado Instagram Júlio Delgado/Reprodução Para a prefeita Margarida Salomão, Delgado teve papel relevante na Nova República e na redemocratização do país. “Em Juiz de Fora, pude colaborar com sua primeira gestão, muito inovadora e democrática. Sua partida é uma grande perda, e a cidade deve reconhecer sua importância”, afirmou. Tarcísio morreu na sexta-feira (12), aos 89 anos, em decorrência de pneumonia. Ele estava internado na UTI do Hospital da Unimed e faleceu por volta das 15h. Ele foi casado com Aloysa Rosa Delgado, com quem teve cinco filhos. Entre eles, o ex-deputado federal Júlio Delgado. O velório do ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado Marcus Pena/TV Integração Trajetória profissional e política Tarcísio faria 90 anos no dia 4 de outubro. Foi advogado, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), escritor e político, ocupando cargos de vereador (exercendo também a presidência da Câmara), deputado estadual, deputado federal e prefeito de Juiz de Fora por três mandatos: Vereador (1967-1970) Deputado estadual (1971-1974) Deputado federal (1974-1978; 1979-1982; 1991-1994) Secretário de Estado do Trabalho e Ação Social (1991 a julho de 1992) Diretor do Departamento Nacional de Estrada de Rodagem (DNER, 1995 a junho de 1996) Prefeito de Juiz de Fora (1983-88; 1997-2000; 2001-2004) Como prefeito de Juiz de Fora, como diretor-presidente, Tarcísio fundou a Associação Municipal de Apoio Comunitário (AMAC), incluindo programas de assistência social e creches que hoje atendem centenas de crianças, adolescentes e idosos. "Acreditava na força da comunidade e na importância de criar oportunidades que pudessem transformar vidas", publicou a instituição. "Seu legado não se mede apenas pelo que construiu, mas pelo impacto que suas ações continuam gerando. Cada projeto, cada sorriso e cada conquista da AMAC carregam um pedaço da sua visão, dedicação e amor pelo próximo. A diretoria e a superintendência da AMAC prestam suas mais profundas condolências à família, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conhecer Tarcísio Delgado. Seu exemplo permanecerá vivo em cada passo da nossa instituição. Obrigado, Tarcísio, por tudo que você fez e continua fazendo através da AMAC". Tarcísio Delgado, ex-prefeito de Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Prefeitura decreta luto oficial de 3 dias Em memória ao ex-prefeito, a Prefeitura de Juiz de Fora decretou luto oficial de 3 dias no município. "Tarcísio foi uma grande representação política a cidade e nos deixa com uma memória afetuosa de uma pessoa que trabalhou muito pela cidade", consta na descrição da publicação. "Ele é certamente uma das figuras políticas mais importantes no nosso país no final do século XIX e início do XX", reforçou a prefeita Margarida Salomão (PT) no vídeo. Assista abaixo. Prefeita decreta luto oficial após falecimento do ex-prefeito Tarcísio Delgado Câmara também emite nota de pesar A Câmara Municipal também fez homenagem a Tarcísio, postando nota de pesar nas redes sociais. "Tarcísio iniciou sua trajetória política nesta Casa, onde foi vereador e presidiu a Câmara em 1967, sempre em defesa da democracia. Exerceu três mandatos como prefeito de Juiz de Fora, deixando marcas importantes em obras sociais e estruturantes. Também representou a cidade como deputado federal". MDB lamenta perda de um de seus fundadores O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) também publicou nota lamentando a perda de um de seus fundadores: "Autor do livro “A História de um Rebelde”, era um dos remanescentes que criaram o partido de oposição à ditadura militar. Em 1966, mesmo ano de fundação do MDB, Tarcísio foi eleito para seu primeiro mandato como vereador. Em 1970, foi eleito deputado estadual. Em 1974, na primeira grande vitória do emedebismo na história, ele chegou à Câmara dos Deputados, onde sempre teve atuação destaque. Em 1982, na primeira eleição direta após a ditadura, foi eleito prefeito de Juiz de Fora — cargo que voltou a exercer de 1997 até 2004. Durante o governo de Itamar Franco (1992-1994), Tarcísio foi líder da bancada do MDB, tendo papel fundamental na condução do partido nesse período", lembrou o texto. "A ele, aos demais familiares e amigos, desejamos muita luz e força neste momento, ressaltando: Tarcísio honrou Minas Gerais, o MDB e o Brasil". MDB emitiu nota de pesar pelo falecimento de Tarcísio Delgado Reprodução/Redes Sociais OAB destaca atuação de Tarcísio na advocacia Tarcísio Delgado, que também era advogado, foi homenageado pela OAB de Juiz de Fora. A diretoria destacou o legado de dedicação à vida pública e à advocacia do ex-prefeito. "Figura pública conhecida e respeitada por toda a cidade, Tarcísio deixou um legado de dedicação à vida pública e à advocacia, sendo exemplo de compromisso com o interesse coletivo e com a justiça. A Diretoria da OAB/JF manifesta suas mais sinceras condolências aos familiares e amigos, desejando-lhes força e serenidade para enfrentar este momento de dor." Ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado reúne acervo político, afetivo e cultural Ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado reúne acervo político, afetivo e cultural VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes .

Palavras-chave: câmara municipal

Como fazer seu computador com Windows iniciar mais rápido | TC Ensina

Publicado em: 13/09/2025 12:30 Fonte: Tudocelular

Embora os computadores atuais iniciem consideravelmente mais rápido do que há um tempo, ter que esperar vários segundos extras até ver a tela inicial do Windows pode ser realmente desagradável – ainda mais se há algum urgência. Felizmente, há algumas medidas que podem ser feitas para diminuir esse tempo. Hoje, dando sequência ao nosso quadro de dicas e tutoriais, confira a seguir como fazer seu PC com o sistema da Microsoft iniciar mais rápido.Como fazer seu computador com Windows iniciar mais rápidoO boot (ou “arranque”) do seu computador pode estar ficando mais lento por vários motivos; desde a ausência da definição de algumas configurações no sistema até por conta de elementos do próprio hardware.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

TCE aponta irregularidade nos benefícios dos institutos de previdência de cinco municípios do Alto Tietê

Publicado em: 13/09/2025 12:22

TCESP realizou auditoria em institutos de previdência municipal TCE-SP/Divulgação Um relatório do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) apontou irregularidades nas folhas de pagamentos dos beneficiários dos institutos de previdência dos municípios de Biritiba-Mirim, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano (confira abaixo todos os detalhes). O TCE realizou uma auditoria fiscal em todos os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) municipais do estado. As auditorias foram realizadas no dia 16 de julho, após divulgação de um esquema de fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ocorrida entre 2019 e 2024, que desviou R$ 6,3 bilhões. O resultado foi divulgado no dia 30 de julho. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp O Tribunal selecionou os contracheques de 2024 dos beneficiários para checar se os valores descontados eram autorizados pelos aposentados e pensionistas. Os convênios firmados com bancos, sindicatos e empresas também foram verificados. Os casos em que não havia autorização formal para um ou mais desses descontos, ou quando eles não eram obrigatórios, foram apontados como irregularidade. De acordo com o TCE, descontos considerados indevidos são aqueles que não mostram o motivo dos valores serem descontados ou que não são autorizados pelos beneficiários. O TCE verificou que alguns benefícios dos servidores municipais de Arujá estão entre os que não apresentaram documentos comprovatórios em relação aos descontos. Mas no caso do município, os descontos foram feitos na folha de pagamento pelo Sindicato dos Servidores Públicos de Arujá e Região (Sindismar). Em Biritiba Mirim, o relatório apontou irregularidade nos contracheques de aposentados e pensionistas referentes a empréstimos consignados, pois não há documentos que comprovem que essas pessoas autorizaram os empréstimos. Já em Itaquaquecetuba, o relatório apresentou descontos como empréstimos consignados realizados por terceiros e descontos voluntários, em folha de pagamentos sem indicação que comprovem autorização ou assinatura dos beneficiários. Segundo o TCE, foram verificados descontos voluntários, como convênios, associações, planos e seguros, nos contracheques de aposentados e pensionistas de Mogi das Cruzes. Entretanto, não foram apresentados documentos que comprovem que os beneficiários autorizaram esses descontos. Isso fere os princípios de legalidade, transparência e controle, que, de acordo com o Tribunal, podem indicar falhas administrativas e até fraudes. Por fim, no Instituto de Previdência de Suzano, o TCE apontou falta de normativo interno que regulamente os descontos. O Tribunal recomenda que os institutos de previdências dos municípios regularizem e mantenham arquivadas as autorizações formais dos descontos, melhorem os controles internos, disponibilizem canais de atendimento e contestação para os beneficiários, e divulguem as regras normativas sobre os descontos em folha. Veja a situação em cada município Arujá De acordo com o TCE, os descontos nas folhas de pagamentos dos servidores de Arujá, não apresentaram acordos, contratos ou convênios formais firmados com o Sindicato dos Servidores Públicos de Arujá e Região (Sindismar). O TCE destaca que o sindicato está cobrando empréstimo consignado dos aposentados e pensionistas sem formalidade contratual. A Prefeitura de Arujá informou que o município não possui RPPS ativo e que os descontos relativos à sindicalização são autorizados diretamente pelos servidores ativos vinculados ao sindicato. Já o Sindismar não respondeu aos questionamentos do g1 até a última atualização desta reportagem. Biritiba Mirim De acordo com o TCE, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Biritiba Mirim não comprovou a existência de autorizações expressas dos beneficiários para descontos de empréstimos consignados. Segundo o tribunal, isso é uma falha grave de controle por parte da RPPS, pois abre margem para irregularidades ou fraudes. A Prefeitura de Biritiba Mirim informou que não foram identificados descontos irregulares na folha de pagamento. A administração municipal informou que não foi notificada pelo TCE sobre irregularidades e os apontamentos do relatório são relacionados às melhorias nos procedimentos de autorização de empréstimo consignado. Itaquaquecetuba De acordo com o TCE, o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Itaquaquecetuba não apresentou as autorizações dos beneficiários em relação aos descontos verificados. Segundo o tribunal, essa falha representa risco de irregularidade grave e possibilita a ocorrência de fraudes ou descontos indevidos. Além de demonstrar ausência de controle administrativo sobre os valores retidos e violação ao direito dos segurados e transparência da administração pública. A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que o município ainda não foi notificado pelo TCE. A administração municipal relatou ainda que o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Itaquaquecetuba (IPSMI) não identificou nenhuma irregularidade. Os aposentados e pensionistas entrevistados confirmaram estar cientes dos descontos realizados, que ocorrem por meio de convênio odontológico, empréstimos consignados e sindicatos. Mesmo assim, o IPSMI disse que já iniciou o procedimento para arquivar essas autorizações e está preparando a documentação necessária para responder ao Tribunal quando a notificação for recebida. Como não há registro de descontos indevidos, não há estudo de ressarcimento em andamento. Mogi das Cruzes De acordo com o TCE, o relatório verificou que nenhum dos descontos das folhas de pagamentos apresentava autorizações dos beneficiários do Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes. Segundo o tribunal, a falta de comprovação representa risco de lesão financeira aos segurados. A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que foi alertada pelo TCE sobre essas autorizações e que iniciou um procedimento interno para apurar a legalidade dos descontos realizados em folha de pagamento dos beneficiários em 2024. A ação resultou na instauração de processo administrativo, que está em trâmite. De acordo com a gestão municipal, até o momento não foram identificados empréstimos consignados irregulares, mas sim a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle interno para garantir probidade, segurança e transparência nos descontos em folha de pagamento dos servidores públicos municipais. Suzano De acordo com o TCE, o relatório verificou a falta de um normativo interno do Instituto de Previdência do Município de Suzano (IPMS). que regulamente os descontos em folha de pagamentos dos aposentados ou pensionistas. Um normativo interno seria uma lei ou decreto municipal aprovado pelos conselhos fiscal, administração e previdenciário. A Prefeitura de Suzano informou que o relatório não apontou irregularidades na concessão de benefícios e nem na folha de pagamentos dos aposentados e pensionistas. De acordo com a administração municipal, a cidade é mencionada sobre a ausência de normativo interno para regulamentação de descontos em folha de pagamentos, que segundo o IPMS, não é exigida por lei. Quais são os descontos autorizados e quais são irregulares O TCE explicou que os descontos permitidos sem a necessidade de autorização do beneficiário são aqueles obrigatórios por lei. Entre eles: imposto de renda; contribuição previdenciária; pensão judicial. Já os descontos que não forem autorizados são considerados irregulares. Eles são chamados de voluntários. Entre eles: empréstimos consignados, desde que não sejam dos próprios RPPS; mensalidades associativas ou sindicais; convênios médicos ou odontológicos; seguros; plano de assistência social ou funeral; serviços contratados via entidades consignatárias. Auditora em todo o estado O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) auditou 218 Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) todo o estado e a São Paulo Previdência (SPPrev). A fiscalização apontou que 215 dos 219 RPPS auditados realizaram descontos em folha de pagamento sem comprovação de autorização dos beneficiários. O que somou mais de R$ 519 milhões em dezembro de 2024. Segundo o TCE, apenas 48% dos institutos possuíam contratos ou convênios formais que comprovassem a ciência dos beneficiários em relação aos descontos. Entre os 211 regimes com descontos de empréstimos consignados por entidades externas, 30% não apresentaram nenhuma autorização dos segurados, e apenas 56% comprovaram todas as autorizações. O TCE determinou que os institutos têm prazo de 30 dias para apresentar as normas e autorizações dos descontos. O Tribunal destacou o risco de vulnerabilidade dos aposentados e pensionistas, especialmente os idosos, frente à falta de transparência e controle nos descontos feitos diretamente nos benefícios. Leia também TCE emite alerta para nove cidades do Alto Tietê sobre irregularidades Onda de furtos e assaltos preocupa moradores do Jardim Maricá, em Mogi das Cruzes Fiscalização do TCE encontra irregularidades em postos de saúde do Alto Tietê Veja tudo sobre o Alto Tietê

Palavras-chave: vulnerabilidade

Barbeiro é assassinado no próprio estabelecimento na Grande Fortaleza

Publicado em: 13/09/2025 11:26

Barbeiro conhecido como Bii Sousa, de 29 anos, foi morto a tiros dentro do próprio estabelecimento, em Maracanaú. Arquivo pessoal Um barbeiro conhecido como Bii Sousa, de 29 anos, foi morto a tiros dentro do próprio estabelecimento no Bairro Pajuçara, em Maracanaú, na tarde desta sexta-feira (12). Segundo testemunhas, criminosos armados invadiram a barbearia e atacaram a vítima, que morreu no local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Conforme a Secretaria da Segurança, as circunstâncias do homicídio são investigadas pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú. LEIA TAMBÉM: Empresário é levado à força por criminosos e executado a tiros às margens de rodovia no Ceará Ações sociais Além de trabalhar na barbearia que leva seu nome, Bii atuava em ações sociais com o projeto "Barbeiros do Bem", realizando cortes de cabelo gratuitos para pessoas em vulnerabilidade social. Recentemente, ele foi premiado na Feira da Beleza de Maracanaú, em reconhecimento pela iniciativa social. A organização do evento divulgou uma nota de pesar pela morte do barbeiro. "Bii foi mais que um parceiro, foi inspiração, alegria, dedicação e presença marcante em nossa trajetória. Sua contribuição, talento e carisma deixaram um legado inesquecível, que continuará vivo em cada lembrança e em cada conquista da nossa Feira", diz um trecho da nota de pesar. Veja também: Ceará fecha 2024 com maior índice de homicídios Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Bom Prato Móvel muda de endereço em cinco cidades de SP a partir de segunda; veja lista

Publicado em: 13/09/2025 09:47

O atendimento do Bom Prato Móvel é feito por meio de caminhões do tipo VUC Reprodução/Governo de São Paulo O atendimento do Bom Prato Móvel será alterado em 11 pontos de cinco cidades do estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira (15). As mudanças fazem parte do processo de rotatividade do programa, que ocorre a cada quatro meses, segundo o governo estadual. As alterações ocorrerão na capital e mais quatro cidades: Osasco, na região metropolitana, e Bauru, Jacareí e São José dos Campos, essas no interior paulista (veja aqui e abaixo a lista completa). O Bom Prato Móvel atua com caminhões de pequeno porte, que circulam em regiões de maior vulnerabilidade social e em áreas com difícil acesso aos restaurantes fixos. Cada unidade móvel serve, em média, 300 refeições por dia. Atualmente, o programa conta com 71 unidades fixas, quatro restaurantes, além de 44 caminhões que atendem em 47 pontos do serviço móvel. No total, o Bom Prato chega a 122 localidades em 42 municípios paulistas. O objetivo, segundo o governo de São Paulo, é ampliar o acesso à alimentação de qualidade para pessoas em situação de vulnerabilidade física ou financeira. Refeições a R$ 1 Bom Prato Móvel no Estado de São Paulo As refeições são balanceadas e compostas por arroz, feijão, salada, uma proteína, fruta e bebida, ao preço simbólico de R$ 1. Em alguns pontos, também são servidos jantar (pelo mesmo valor) e café da manhã, por R$ 0,50. A alimentação é subsidiada pelo governo paulista e é preparada por nutricionistas para garantir o valor nutricional adequado. Bom Prato Móvel no Estado de São Paulo

Palavras-chave: vulnerabilidade

Conheça projeto do AP que ganhou o Prêmio LED 2025 por impacto social na educação nas periferias

Publicado em: 13/09/2025 09:00

Projeto da rede pública do Amapá ganha Prêmio LED 2025 por impacto social na educação O projeto Oásis, criado em 2022 por Felipe Rodrigues e Fabrina Carvalho, ex-alunos do Instituto Federal do Amapá (Ifap) campus Santana, foi um dos vencedores do Prêmio LED 2025, promovido pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho. A iniciativa reconhece práticas inovadoras na educação. Os premiados recebem R$ 200 mil.  O Oásis busca promover o empoderamento e o fortalecimento de jovens da periferia do Amapá por meio da educação. A iniciativa aplica mentorias em escolas públicas e atende jovens de 13 a 20 anos que frequentam o Ensino Fundamental, Anos Finais ou o Ensino Médio. Fabrina destaca que o projeto nasceu do questionamento do porquê dos alunos de escolas públicas não ocuparem espaços nas universidades internacionais.  Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Os jovens de 21 anos queriam mostrar que, apesar da vulnerabilidade social, esses estudantes tinham a oportunidade de mudar o futuro com a educação.  "A gente estava no segundo ano aqui no Instituto Federal e, na verdade, o projeto nasceu de um incômodo. Não que estivéssemos infelizes, mas sentíamos uma inquietação. Muitos jovens, inclusive nós, não tinham acesso a oportunidades — atividades dentro e fora do Estado, experiências que ampliam horizontes. Num bate-papo, começamos a refletir sobre isso e percebemos: por que não fazer algo a respeito? Afinal, aqui no Instituto a gente tem apoio e incentivo à pesquisa, então resolvemos transformar essa inquietação em ação”, disse Fabrina.  Felipe Rodrigues e Fabrina Carvalho, ex-alunos do Ifap Campus Santana Mariana Ferreira/g1 As atividades do Oásis são realizadas de maneira bimestral e atualmente ele funciona também como um projeto de extensão no Ifap. Escolas como a Prof José Ribamar Pestana e Prof Elizabeth Picanco Esteves, ambas em Santana, já receberam ações do projeto.   "A gente aplica um sistema de mentorias dentro do Oásis, indo até escolas de bairros marginalizados aqui do Amapá. Lá, colocamos em prática nossa metodologia, abordando temas como iniciação científica, protagonismo jovem, autoconhecimento e acesso a oportunidades. Nosso objetivo é mostrar para esses alunos que eles podem ir além — desenvolvendo projetos dentro da própria instituição onde estudam e atuam”, descreveu Fabrina.  LEIA TAMBÉM: Projeto que une arte e ciência em escola pública do Amapá será apresentado em Portugal Ação do projeto Oásis no Amapá Projeto Oásis/Arquivo pessoal Prêmio Led  Felipe brinca que a inscrição no prêmio foi feita de maneira ‘despretensiosa’, apesar de acreditar no potencial do projeto, a aprovação em cada fase do Prêmio foi motivo de surpresa.  "Quando a gente viu o edital pela primeira vez, percebemos que eles estavam buscando projetos pequenos, que ainda não tinham um grande impacto, mas que mostravam potencial e uma metodologia sólida. E era exatamente isso que a gente tinha. Foi incrível receber todo o suporte que eles ofereceram: tivemos um apoio de 200 mil reais, além de vários outros incentivos. A gente não esperava”, disse.  A ideia do Prêmio Led é incentivar a disseminação de práticas transformadoras na educação. Podem participar educadores, estudantes, empreendedores e organizações. Felipe representou o projeto na premiação Prêmio Led/Divulgação Visita ao Ifap Nesta sexta-feira (12) os estudantes retornaram ao Instituto para uma visita e bate-papo com os alunos da instituição. A coordenação organizou o momento como uma forma de incentivar as próximas gerações.  "Eles são uma fonte de inspiração para os nossos alunos, e esse momento serve para que outros colegas também se motivem e, quem sabe, criem novos projetos. Nosso desejo é que a população e os estudantes de Santana enxerguem o Ifap como uma porta de entrada para o futuro — esse espaço pertence a eles." afirmou Karine Campos, diretora geral do Ifap Santana.  Durante o encontro, Felipe, que hoje estuda Ciência Política na Universidade de Stanford (EUA), falou sobre sua trajetória e destacou o Oásis como um símbolo de representatividade.  "O Oásis representa, pra mim, resistência. Uma resistência que nasce de mim, da Fabrina, e de tantos jovens amapaenses que sonham, mesmo sendo constantemente invisibilizados aqui na Amazônia”, disse.  As inscrições para o Prêmio Led 2026 encerraram nesta quarta-feira (10). Bate-papo com os criadores do projeto Oásis Mariana Ferreira/g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Boletim aponta único ponto impróprio para banho na Grande Natal

Publicado em: 13/09/2025 08:42

Praia de Areia Preta, em Natal Caroline Macedo O Boletim da Balneabilidade das praias do Rio Grande do Norte, divulgado nesta sexta-feira (12), aponta que apenas um trecho está impróprio para banho. O ponto divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) é Areia Preta, nas proximididades da Escadaria de Mãe Luiza, em Natal. No total, são monitorados 33 trechos, e coletadas e classificadas amostras de água em pontos distribuídos na região metropolitana de Natal - de Nísia Floresta a Extremoz. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O Programa Água Azul visa apresentar aos banhistas e turistas as condições das praias monitoradas. A base dos dados analisa a quantidade de coliformes termotolerantes encontrados nas águas. O estudo é uma parceria entre o Idema, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN (Funcern). Sete afogamentos em um dia na Grande Natal Veja os vídeos mais assistidos do g1 RN Veja os vídeos mi

Palavras-chave: tecnologia

Polícia Civil conclui inquérito sobre queda de avião em Boituva que deixou dois mortos em 2022

Publicado em: 13/09/2025 08:00

Imagens exclusivas do interior do avião em acidente aéreo que matou 2 em Boituva A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a queda de um avião usado para salto de paraquedistas em Boituva (SP), em 2022, que deixou duas pessoas mortas. O g1 teve acesso ao relatório final do inquérito, que indica falha no motor da aeronave e problemas de manutenção nos cintos de segurança. De acordo com o documento, o motor deixou de funcionar em pleno voo, sem que a fabricante identificasse defeitos de fabricação. A investigação aponta que, em tese, o mau funcionamento estaria ligado ao uso inadequado do manete de potência (EPL) pelo piloto. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O relatório cita ainda que a manutenção dos cintos de segurança não foi eficaz para garantir a integridade do material. Muitos suportes apresentavam corrosão e se soltaram no impacto, o que contribuiu para a gravidade das lesões sofridas pelos paraquedistas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já havia apontado que a utilização incorreta do EPL durante treinamentos de emergência poderia ter contribuído para a degradação do motor. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que o inquérito foi relatado pela Delegacia de Boituva e encaminhado à Justiça. Segundo a pasta, todos os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) foram analisados e as diligências determinadas pelo Ministério Público foram cumpridas. Procurado, o Ministério Público disse apenas que o caso segue em segredo de Justiça, sem informar prazos para eventual denúncia ou arquivamento. Para elaborar o relatório, técnicos do Cenipa utilizaram também imagens das câmeras dos capacetes dos paraquedistas, durante o acidente, que vitimou duas pessoas, em 11 de maio de 2022, em Boituva (SP) Reprodução/TV TEM Imagens de dentro do avião Imagens feitas no interior do avião revelam momentos de tensão e desespero. O acidente provocou a morte de duas pessoas, além de ferimentos em outras nove - sendo cinco delas com lesões graves. Assista ao vídeo acima. As imagens, obtidas com exclusividade pela TV TEM, foram gravadas pelas câmeras dos capacetes dos paraquedistas. Técnicos do Cenipa analisaram as gravações para montar o relatório sobre as prováveis causas do acidente. Eles também estiveram no local do acidente e analisaram a aeronave. LEIA TAMBÉM: 'PERDI TUDO': sobrevivente de acidente aéreo que matou dois paraquedistas em Boituva teve que largar a carreira devido a sequelas SAIBA O QUE INDICOU O RELATÓRIO: uso inadequado de alavanca de combustível causou morte de dois paraquedistas no interior de SP Queda de balão em SP: após acidente, Boituva adota sistema de bandeiras meteorológicas para liberação de voos No relatório, o Cenipa relaciona a pane do motor do avião ao uso incorreto da alavanca que controla o combustível e a potência da aeronave, chamada de EPL. No documento, o órgão aponta ainda que a falta de manutenção nos cintos de segurança contribuiu para as lesões nos passageiros. Um deles chegou a ser arremessado para fora após o avião fazer um pouso forçado e capotar no pasto. Paraquedistas no interior do avião que teve pane no motor e realizou pouso de emergência em pasto de Boituva (SP), em 2022, batendo e capotando: duas pessoas morreram no acidente Reprodução/TV TEM Posição de emergência No vídeo do interior do avião, é possível observar quando o piloto Lucas Marques anuncia para os paraquedistas assumirem posição de emergência durante o voo. Além dele, o Cessna 208 Caravan transportava 15 pessoas. Eles estavam a 350 metros de altitude. A aeronave tinha decolado do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), em Boituva, na manhã de 11 de maio daquele ano. Durante o voo, o motor apresentou problemas, perdendo potência e altitude. A câmera de um paraquedista chegou a flagrar o momento em que chamas saem pelo escapamento do motor. No destaque, chamas saem do motor do avião, em imagem registrada por câmera de paraquedista, em acidente aéreo que matou duas pessoas, em Boituva (SP), em 2022 Reprodução/TV TEM Como não havia possibilidade de retornar ao aeródromo, o piloto decidiu fazer um pouso de emergência na área de pasto. O vídeo registra o momento em que ele avisa os paraquedistas para se prepararem para o impacto. Quando o avião toca o solo, alguns dos passageiros chegam a demonstrar alívio. "Deu bom, deu bom", comemora um deles. Com base nas imagens e na dinâmica do acidente, os peritos do Cenipa estimaram que o Cessa tocou o solo a uma velocidade de 102 km/h. Eles calcularam que a aeronave percorreu 200 metros em sete segundos, atravessando o pasto e batendo contra uma cerca de arame e um barranco, à margem de uma estrada de terra. Avião com paraqueditas capotou ao fazer pouso de emergência após pane no motor, em Boituva (SP), em 11 de maio de 2022: duas pessoas morreram na ocasião Polícia Militar/Divulgação Foi neste momento que o avião capotou, terminando com o trem de pouso para cima. Nas imagens do interior da cabine, os paraquedistas aparecem de cabeça para baixo, gemendo e gritando por socorro. Mais impressionante é a sequência que mostra uma paraquedista sendo arremessada para fora do avião quando ele bateu no barranco. A imagem dá várias voltas até ela terminar caída no pasto. Vítimas Na queda da aeronave, dois paraquedistas morreram: André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38 anos. Outras cinco pessoas ficaram com lesões graves, entre elas o piloto Lucas Marques. Quatro tiveram ferimentos leves. E cinco não se machucaram. André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38, morreram na queda de avião com paraquedistas, em 11 de maio de 2022, em Boituva (SP) Arquivo pessoal Com base no relatório do Cenipa, o perito Robeto Peterka, especialista em segurança área, afirmou à TV TEM que a pane no motor pode ter sido causada pelo uso deficiente do dispositivo que controla a quantidade de combustível no motor, resultando em uma potência excessiva. O Cenipa verificou que o dispositivo EPL ainda era utilizado frequentemente em treinamentos pela empresa proprietária da aerovane, em desacordo com a orientação do fabricante, que prevê a utilização apenas em situações de emergência. Ainda no relatório, o Cenipa apontou que os suportes dos cintos de segurança estavam corroídos, o que contribuiu para que se soltassem durante o impacto do avião com o barranco. A empresa Sky Dive For Fun, que era dona do avião, informou que o inquérito está sob segredo de Justiça em obediência à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que, por isso, não pode comentar o caso. Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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