Arquivo de Notícias

Vereador Nilo Silva (MDB) morre aos 47 anos em Guaratinguetá, SP

Publicado em: 30/08/2025 15:07

Vereador Nilo Silva (MDB) morre aos 47 anos em Guaratinguetá, SP Divulgação/Câmara O vereador Nilo Silva (MDB) morreu na manhã deste sábado (30), aos 47 anos, vítima de um infarto em Guaratinguetá (SP). A informação foi divulgada pela Câmara Municipal. Segundo a Câmara, Nilo estava trabalhando em uma loja da qual é sócio quando passou mal, teve um infarto e faleceu. Natural de Guaratinguetá, Nilo Silva foi eleito em 2024 com 942 votos para exercer o primeiro mandato como vereador. Ele era graduado em Educação Física e atuava também como empresário, escritor e palestrante. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na política, Nilo defendia o esporte como ferramenta de inclusão e transformação social e também trabalhava no campo da Previdência Social, para ampliar os atendimentos no INSS. Como vereador, ele fazia parte da comissão permanente de educação, cultura, saúde, esportes, assistência social e turismo, além de ter sido eleito o vice-presidente da comissão de defesa do direito das pessoas com deficiência. Em nota, a Câmara lamentou a morte do político e prestou solidariedade para familiares e amigos de Nilo. “Um homem de coração nobre, que sempre exerceu sua função pública com simplicidade, dedicação e profundo compromisso com a população de nossa cidade. Neste momento de dor, a Câmara Municipal expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e a toda população guaratinguetaense, que perde não apenas um representante do povo, mas também um grande homem público”, disse a Câmara em nota. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia informações sobre o velório e sepultamento de Nilo. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: câmara municipal

Quatro anos depois, acusações contra Prevent Senior param na Justiça, e médicos que denunciaram são alvo de processos

Publicado em: 30/08/2025 14:30

Vista da fachada de hospital da Prevent Senior em São Paulo. RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Quatro anos depois após as denúncias contra a operadora Prevent Senior terem sido reveladas, nenhum acusado foi responsabilizado na Justiça e alguns dos médicos que denunciaram as práticas irregulares respondem a processos na Justiça ou estão sujeitos a perder o registro profissional. “A indignação ainda me consome. É uma revolta amarga”, diz Walter Correa de Souza Neto, um dos principais denunciantes do caso, hoje alvo de um processo aberto por ordem do Conselho Federal de Medicina (CFM). "O processo é surreal, descabido e sem base legal". Ao mesmo tempo, familiares de pacientes que morreram nas dependências da operadora de saúde aguardam um desfecho do caso. "Nossa vida parou, a nossa família foi destruída, perdemos a nossa matriarca, peça-chave da família", afirmou, ao g1, a representante Kátia Castilho, cuja mãe morreu na Prevent Senior após ser submetida a tratamentos ilegais, segundo o Ministério Público (MP). O plano de saúde nega que qualquer irregularidade tenha sido cometida. “A Prevent Senior não comenta processos que estão sob sigilo, mas confia que todos os profissionais serão absolvidos pela Justiça por não terem cometido qualquer crime ou irregularidade”. Já o CFM afirmou que não se manifesta sobre processos que estejam em andamento, sob pena de prejudicar as apurações. Ação milionária contra a Prevent Senior Cronologia do caso As denúncias vieram à tona em reportagens da GloboNews, TV Globo e g1 em abril e agosto de 2021. Na época, a CPI da Covid no Senado Federal também recebeu um dossiê produzido por médicos que trabalhavam na Prevent Senior. O documento trouxe uma série de acusações contra a operadora, tais como: prescrição em massa e sem critério de medicamentos ineficazes no 'Kit Covid' (cloroquina, ivermectina, azitromicina, entre outros); testes de medicamentos nos pacientes sem autorização deles e sem aval dos órgãos pesquisa; ocultação de mortes e outras fraudes em um estudo da Prevent sobre o uso de cloroquina; coação sistemática dos médicos para que prescrevessem medicamentos ineficazes; falsidade ideológica por omitir a Covid-19 na causa da morte de pacientes tratados com medicamentos ineficazes. O Caso Prevent Senior foi um dos principais capítulos da CPI da Covid, que concluiu que a operadora de saúde agiu de forma associada ao chamado “Gabinete Paralelo” do Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro (PL). A CPI pediu o indiciamento de 12 médicos, diretores e donos do plano por diversos crimes, como perigo à vida ou à saúde de outrem, falsidade ideológica, crime contra a humanidade, e omissão de notificação de doença. Na época, a Procuradoria-Geral da República, chefiada por Augusto Aras, não abriu investigação. Em setembro de 2021, a Prevent assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público em que se comprometeu, entre outras coisas, a não prosseguir com tratamentos ineficazes contra a Covid-19, além de admitir que um estudo feito sobre a cloroquina não tinha valor científico. A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma CPI própria, com foco exclusivo na Prevent Senior, e ampliou as investigações da CPI do Senado. Após seis meses de trabalhos, os vereadores pediram o indiciamento de 20 médicos e dirigentes da Prevent pelos mesmos crimes elencados pelos senadores, além de homicídio e tentativa de homicídio. CPI da Prevent Senior na Câmara de SP pede indiciamento de 20 pessoas O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu duas frentes de investigação, uma na área criminal e outra nas áreas cível e trabalhista, esta última em parceria com Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT). As duas frentes chegaram a conclusões semelhantes das CPIs, corroboraram as acusações dos médicos que trabalhavam na Prevent e ainda apresentaram elementos novos. Denúncia criminal por homicídio Na frente criminal, os promotores ofereceram denúncia em junho de 2024 contra dez dirigentes da Prevent, incluindo os donos Eduardo e Fernando Parrillo, pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), omissão de notificação de doença, perigo à vida ou à saúde de outrem. O MP também sugeriu ao Congresso que aprove uma nova legislação para criar um tipo penal para o crime de “cobaia”, já que a legislação brasileira não prevê essa tipificação. O caso está em segredo de Justiça, mas a reportagem apurou que, mais de um ano após a aceitação da denúncia, o processo não avançou porque alguns dos réus sequer foram localizados e notificados. “Acho isso terrível, em plena era digital, ter que esperar encontrar a pessoa no endereço para ser intimado. Isso tudo me leva a crer que estão querendo ganhar tempo para que o processo prescreva”, afirmou Kátia Castilho. A mãe dela, Irene Castilho, morreu em abril de 2021 em uma unidade da Prevent em São Paulo, após 33 dias de internação. Enquanto esteve no hospital, a paciente foi medicada diariamente com flutamida, um remédio indicado somente para câncer de próstata e que foi usado pela operadora em pacientes com Covid-19, sem autorização dos órgãos de pesquisa. Irene não poderia receber a medicação por ter insuficiência hepática decorrente de um câncer no fígado. A flutamida é totalmente contra-indicada nestes casos. A filha afirma que a Prevent não pediu autorização para que o remédio fosse administrado. O prontuário da paciente também demonstrou que ela foi medicada várias vezes com dipirona, mesmo sendo alérgica ao remédio. Para os promotores, houve crime de homicídio culposo na morte de Irene. Possível acordo Todos os crimes apontados pelo MP têm penas baixas, de no máximo três anos. Nestes casos, é comum que a Justiça proponha um acordo entre as partes, mediante a confissão de culpa e o pagamento de indenizações. Os promotores iniciaram uma tentativa de acordo, mas até agora não houve avanços. Ao longo dos quase três anos de investigação, os promotores colheram os depoimentos de aproximadamente 60 testemunhas, entre pacientes, familiares e médicos. Os prontuários dos pacientes foram analisados por peritos do Instituto de Medicina Criminal e Sociologia de São Paulo (Imesc) e do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os laudos demonstraram que, em sete casos analisados, foi possível concluir que a medicação indevida e outras condutas contribuíram para a morte dos pacientes, o que caracteriza o crime de homicídio culposo. Irregularidades também foram identificadas nos tratamentos de outros pacientes, mas não foi possível estabelecer o nexo causal entre as falhas e a morte das pessoas. Ação bilionária na esfera trabalhista Em fevereiro de 2024, o MPF, MP-SP e MPF ajuizaram uma ação na Justiça do Trabalho contra o plano de saúde exigindo o pagamento de R$ 940 milhões a título de indenização por dano moral coletivo. Os procuradores ouviram 57 profissionais que trabalhavam na Prevent e reuniram 37 mil documentos. Nesta ação, os procuradores e a Prevent firmaram acordos judiciais parciais em que a operadora se comprometeu a seguir 27 das 34 determinações da procuradoria. Não houve acordo em sete obrigações, que ficaram para julgamento na Justiça do Trabalho, assim como o valor da indenização por dano moral. Os procuradores concluíram, entre outras coisas, que a empresa praticou assédio moral contra os médicos, forçando-os a prescrever medicamentos ineficazes e não exigiu que seus profissionais se vacinassem contra a Covid-19. Além disso, a investigação identificou que milhares de profissionais trabalharam nos hospitais enquanto estavam infectados com o vírus da Covid-19, com permissão e incentivo da Prevent. Denunciante teme perder registro médico Ao longo das várias frentes de investigação, senadores, vereadores e integrantes do MP colheram depoimentos de diversos médicos que mencionaram práticas irregulares pelo plano de saúde. Um deles, Walter Correa de Souza Neto, chegou a prestar depoimento na CPI da Covid no Senado Federal. Hoje, Walter é alvo de um processo aberto no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) por determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM). Ele é acusado pela Prevent Senior de ter vazado o prontuário médico do toxicologista Anthony Wong, o que Walter nega de forma veemente. Ex-médico da Prevent Senior Walter Correa de Souza Neto Edilson Rodrigues/Agência Senado O caso de Wong provocou grande repercussão quando as denúncias contra a Prevent Senior vieram à tona. Assim como o plano de saúde, o toxicologista era defensor do uso de medicamentos ineficazes, como a cloroquina, para tratar a Covid-19. O prontuário de Wong mostra que ele contraiu o vírus e ficou internado na Prevent, onde foi medicado com cloroquina, ivermectina e outros remédios, além de ter sido submetido a várias sessões de ozonioterapia, uma prática não autorizada em pacientes dentro do ambiente hospitalar. O toxicologista morreu em decorrência da Covid-19, mas a operadora omitiu a doença na causa da morte. Em 2023, o Cremesp arquivou, por unanimidade, a denúncia que a Prevent Senior fez contra Walter pelo suposto vazamento do prontuário. A entidade concluiu que não havia qualquer prova de que Walter e outros três médicos vazaram o prontuário. No ano passado, a operadora apresentou recurso ao CFM. Em decisão individual, o relator do caso determinou que o Cremesp abrisse outro processo, mas só contra Walter, deixando de fora os outros três médicos que haviam sido alvo da mesma acusação. O g1 teve acesso à sindicância arquivada e ao processo em curso. Para acusar Walter, a Prevent baseia-se na declaração de um ex-diretor da companhia, Pedro Batista Junior, que atribuiu o vazamento a ele. Batista Júnior foi um dos diretores da Prevent com pedido de indiciamento nas duas CPIs que investigaram o caso. Na época da CPI do Senado, veio à tona o áudio de um telefonema de Batista Júnior para Walter, em que o ex-diretor pressiona o médico para não relatar as irregularidades para a imprensa. Além de apontar a ausência de provas, a defesa de Walter juntou no processo registros que mostram que mais de 100 médicos atuaram naquela época no tratamento de Wong, com acesso ao prontuário do paciente. Os advogados também argumentam que o sistema de gestão de prontuários da Prevent era acessado com login e senha compartilhados pelos profissionais de saúde. “Não há nenhuma prova ou indício de qualquer infração da minha parte, como concluiu o Cremesp ao arquivar a sindicância, mas o CFM determinou que a sindicância não só deveria continuar como também deveria ser convertida em processo, sem dar justificativa legal e contrariando o próprio Código de Ética Médica”, afirmou Walter à reportagem. Em outra frente, a operadora chegou a mover uma ação na Justiça por danos morais contra Walter, exigindo o pagamento de R$ 300 mil de indenização, mas a própria Prevent decidiu desistir do processo em agosto deste ano. O plano de saúde também entrou com processo por danos morais contra a advogada Bruna Morato - que defende Walter e também depôs à CPI do Senado - mas a Justiça rejeitou as ações na primeira e na segunda instância, arquivando o processo. “Quero minha liberdade psicológica” Um dos casos em que o MP-SP denunciou a cúpula da Prevent por homicídio culposo é o do empresário Fábio Senas, que morreu em um hospital da operadora em São Paulo em março de 2021, após duas semanas de internação. A promotoria identificou uma sequência de erros e de negligências no tratamento. Cardiopata, Fábio não poderia tomar cloroquina, mas foi tratado com o medicamento ao longo da internação. O hospital ainda não teria administrado ao paciente os remédios de uso controlado que ele precisava. “Desejo que a justiça seja feita e que, parte dessa história, tenha um desfecho libertador para nós, familiares das vítimas. O que mais quero é por minha liberdade psicológica e emocional, afinal, elas seguem algemadas em 28 de março de 2021, dia em que perdi o grande amor da minha vida”, afirmou Andrea Rotta, viúva do empresário, à reportagem. “Sinto-me humilhada e invisível. Como muitos, sigo em acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Sempre tive esperança de que a justiça nos desse um mínimo de alento que, depois de tanto sofrimento, merecíamos”, acrescentou. Entre a esperança e o desânimo Os promotores também identificaram que houve homicídio no caso de Sueli Oliveira Pereira, que morreu aos 70 anos em uma unidade da Prevent na capital paulista em agosto de 2021. Assim como milhares de pacientes com Covid-19, ela foi tratada na operadora com flutamida. “Mesmo com hemorragia interna eles continuaram a administrar a flutamida, que é proibida para esses casos”, afirma o publicitário Luiz Cezar Oliveira, filho de Sueli. “Vivemos em constante ansiedade. Meu pai e minha irmã oscilam entre esperança e desânimo. Sigo firme, acreditando que a justiça virá. A gente espera também que a sociedade científica aprenda com esse caso, criando normas rígidas e fiscalização contínua”.

Palavras-chave: câmara municipal

Após infarto, ex-prefeito José Antonio Pedretti, de Dracena, morre aos 71 anos

Publicado em: 30/08/2025 13:06

Ex-prefeito José Antonio Pedretti, de Dracena (SP) Arquivo/Prefeitura de Dracena O ex-prefeito José Antonio Pedretti, de Dracena (SP), morreu na madrugada deste sábado (30), aos 71 anos. 📱 Participe do Canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Ele havia sofrido um infarto na última quinta-feira (28) e estava internado em um hospital, em Presidente Prudente (SP). Pedretti esteve à frente da Prefeitura de Dracena no mandato de 2013 a 2016. Além disso, ele também foi vereador e presidente da Câmara Municipal. O velório ocorre a partir das 13h deste sábado na Câmara Municipal. O sepultamento está previsto para as 10h, no Cemitério Municipal de Dracena, neste domingo (31). Em nota oficial, a Prefeitura de Dracena lamentou a morte de Pedretti. “Neste momento de dor, a Prefeitura de Dracena presta condolências e se solidaria com os familiares, amigos, servidores e autoridades municipais”, salientou o Poder Executivo. A atual prefeita, Geni Pereira Lobo Pesin, decretou luto oficial de três dias no município. VÍDEOS: Tudo sobre a região de Presidente Prudente Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.

Palavras-chave: câmara municipal

Árvores gigantes no Amapá estão ameaçadas por garimpo e falta de proteção ambiental, alertam organizações

Publicado em: 30/08/2025 12:32

Barragem de garimpo ilegal cede e contamina rios no Amapá Sete árvores gigantes localizadas no Amapá — todas da espécie angelim-vermelho, com mais de 80 metros de altura — correm risco de desaparecer por falta de proteção efetiva e avanço do garimpo ilegal. O alerta foi feito por organizações ambientais que integram a campanha “Proteja as Árvores Gigantes”. Para Angela Kuczach, articuladora da campanha e diretora-executiva da Rede Pró-UC, mesmo com boa parte do Amapá coberta por unidades de conservação, as árvores gigantes do estado ainda não têm proteção total. "A gente tem que lembrar que o angelim-vermelho é uma espécie explorada comercialmente. Do ponto de vista madeireiro, todos os dias caminhões saem pelas estradas do Amapá carregados com toras dessa árvore. Ou seja, árvores de grande porte, consideradas gigantes, mas que não estão dentro de unidades de conservação, precisam ser protegidas", descreveu. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Onde estão as árvores Árvore gigante na Amazônia - angelim vermelho de 83 metros Rafael Aleixo/Arquivo Pessoal No Amapá, as árvores estão distribuídas em três áreas: Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDS Iratapuru), em Laranjal do Jari Floresta Nacional do Amapá (Flona) Assentamentos na região de Maracá-Camaipi A segunda maior árvore já registrada na Amazônia — com 85,44 metros — está na RDS do Rio Iratapuru. A RDS permite exploração madeireira autorizada, o que não garante proteção integral às árvores. Por isso, ambientalistas defendem a criação de uma unidade de conservação de proteção total, como um parque estadual, semelhante ao que foi feito no Pará. Garimpo ilegal próximo às árvores Infográfico árvore gigante no Amapá - garimpo ilegal a 1 km da segunda árvore mais alta da Amazônia, de 85 metros de altura Arte g1 A cerca de 1 km da segunda maior árvore, há um garimpo ilegal operando próximo ao garimpo São Domingos, conhecido ponto de mineração clandestina. A atividade coloca em risco direto o santuário das árvores gigantes. Em novembro de 2024, a Polícia Civil do Amapá realizou uma operação em Laranjal do Jari, apreendendo uma aeronave e interditando um aeródromo usado como base logística para garimpos ilegais no Pará. LEIA TAMBÉM: Sete árvores com mais de 80 metros no Amapá podem virar patrimônio natural, diz MP Garimpo ilegal está a 1 km da segunda árvore mais alta da Amazônia, de 85 metros de altura Expedição encontra a 2ª maior árvore já mapeada na Amazônia, de mais de 85 metros; VÍDEO Tombamento como patrimônio natural Quarta expedição encontrou novo exemplar de árvore gigante em Mazagão Rafael Aleixo/Arquivo/GEA O Ministério Público do Amapá recomendou o tombamento das sete árvores como patrimônio natural. A proposta inclui a criação de uma Área de Preservação Permanente (APP) com raio de 1 km ao redor de cada exemplar, proibindo corte ou exploração econômica. A recomendação foi aceita pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema), mas ambientalistas afirmam que apenas o tombamento não é suficiente. Eles defendem a criação de uma unidade de conservação de proteção integral. Valor científico e climático Árvore mais alta já mapeada no Amapá tem 85,44 metros de altura Ifap/Divulgação As árvores gigantes funcionam como arquivos vivos da história da Amazônia. Seus anéis de crescimento registram dados sobre clima, estoques de carbono e eventos extremos. Uma única árvore pode armazenar até 80% da biomassa de carbono de um hectare. A pesquisa que identificou os exemplares no Amapá foi feita com tecnologias de sensoriamento remoto e mais de 900 sobrevoos. Apenas 1% da floresta foi mapeada, o que indica que outras árvores gigantes podem ter sido derrubadas antes de serem descobertas. O estudo contou com participação de pesquisadores do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Universidade Estadual do Amapá (Ueap), e outras instituições nacionais e internacionais. “Encontrar uma árvore com 60 metros já é raro. Estamos investigando os fatores que causaram esse fenômeno de gigantismo e esperamos encontrar muitas outras árvores gigantes, inclusive maiores que 88 metros”, explicou o pesquisador Robson Lima, da Ueap. O pesquisador, integrante da equipe do estudo, passou a realizar o monitoramento das árvores após a descoberta. Angelim Vermelho: maior árvore da Amazônia localizada na fronteira do Amapá e do Pará Rafael Aleixo/Arquivo/GEA Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: tecnologia

HP EliteBook 1040 G11: notebook ultrafino para uso profissional | Análise / Review

Publicado em: 30/08/2025 12:21 Fonte: Tudocelular

A HP lançou o EliteBook 1040 G11 como o seu notebook ultrafino de última geração. Ele chega com o foco em fornecer hardware avançado para o consumidor, em um tamanho compacto e leve. Quando avaliamos todas as principais características deste laptop, será que ele oferece uma boa experiência ao usuário? O que temos de destaques aqui? Você conferir os detalhes agora, na nossa análise completa.Design e conectividadeO EliteBook 1040 G11 procura entregar um design compacto, que permite ser transportado com facilidade em uma mochila. Este modelo possui uma espessura de pouco mais de um centímetro e peso de apenas 1,18 kg.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Audiência pública debate os desafios da reforma agrária e a defesa dos territórios em Santarém

Publicado em: 30/08/2025 10:47

Audiência pública no STTR vai debater defesa dos territórios Divulgação Segunda-feira, 1º de setembro, a partir das 9h, será realizada a reunião pública “Reforma Agrária e Defesa dos Territórios” promovida pelo Sindicato Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), no oeste do Pará, com apoio do Ministério Público Federal (MPF). O encontro acontece na sede do STTR Santarém, na Avenida Cuiabá, e deve reunir cerca de 200 lideranças entre assentamos, extrativistas, pescadores, quilombolas e demais comunidades tradicionais da região. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Estarão presentes representantes de órgãos públicos como Maíra Coraci, representante do Incra Nacional; José Maria Sousa, Superintendente do Incra no Oeste do Pará; Bruno Kono Ramos, do Instituto de Terras do Pará; além de representantes do Ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Superintendência da União, Ministério de Desenvolvimento Agrário e outras instâncias federais, estaduais e municipais. O objetivo é debater os desafios da reforma agrária, da destinação de terras e da proteção territorial em meio à crise climática que afeta a Amazônia. O encontro também pretende encaminhar propostas concretas junto às autoridades públicas para garantir a efetivação das políticas de reforma agrária e proteção dos territórios. Maria Ivete Bastos, presidenta do STTR, reforça o chamado à participação dos povos e comunidades da região: “Queremos sensibilizar mais uma vez as autoridades e todos os nossos apoiadores, os trabalhadores e trabalhadoras, povos que estão nos seus territórios para juntos possamos buscar as alternativas para toda essa problemática fundiária, agrária e ambiental, principalmente nesse momento de grave crise climática”, destacou. O evento trará um panorama histórico e atual sobre a destinação de terras em Santarém. O município possui um contexto territorial complexo, com áreas em processo de destinação há décadas, o que fragiliza os territórios das comunidades tradicionais, impede o acesso a políticas públicas e crédito rural, além de aumentar a vulnerabilidade de lideranças em contextos de ameaças, bem como diante de eventos climáticos extremos decorrentes da crise climática global. Audiência pública é realizada para debater situação da regularização fundiária em Santarém VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: vulnerabilidade

Boi Garantido, oficinas e atrações culturais encerram Glocal Amazônia 2025 neste sábado

Publicado em: 30/08/2025 08:00

Glocal Amazônia Divulgação O terceiro e último dia da Glocal Amazônia 2025, neste sábado (30), promete atividades de bem-estar, oficinas, masterclasses, painéis sobre turismo sustentável e apresentações culturais no Centro de Manaus. O evento encerra uma semana de debates e atrações que movimentaram diferentes espaços da cidade, como o Teatro Amazonas, o Palácio da Justiça e o Largo de São Sebastião. Programação do último dia da Glocal Amazônia 2025 – sábado (30) Manhã – GlocaLAB e Palco Glocal 10h às 11h: Momento Bem-Estar – Yoga e Meditação 11h às 13h: Oficina Moda Amazônica – Criando Acessórios com Fibras Naturais, com Nair Ínaru 11h às 12h30: Masterclass Entendendo a COP 30 – O Legado e Expectativas para a Região Norte Tarde – GlocaLAB e Palco Glocal 14h às 15h30: Workshop Turismo Regenerativo na Prática – Como Ir Além do Sustentável, com Mariana Madureira 15h30 às 17h: Workshop Comunicação e Turismo – Como Divulgar Meu Destino com Propósito, com Márcia Raquel Guimarães 14h às 15h30: Painel Impulsionando o Turismo – Urbanização e Desenvolvimento Aliados à Sustentabilidade, com Eduardo Taveira, Roselene Medeiros, Odenilze Ramos, Beatriz Calheiro e Vanessa Marino 15h45 às 17h15: Painel O Brasil que o Mundo Quer Visitar – Turismo de Experiência e Sustentabilidade, com Cristiane Barroncas, Ítalo Michiles, Mariana Madureira e Karla Viana Noite – Teatro Amazonas 21h: Apresentação do Boi Garantido e RAP Amazônia, com Jander Manauara, DJ Rafa Militão, Lary Go & Strela, MC Dacota e Matheus Crazy Atividades Comunitárias – Glocal Comunidades Tour Guiado pelo Centro Histórico Jogos Amazônicos Sustentáveis Feira Glocal Grafismo Corporal Indígena Batalha de Rima Sabores Glocal Dias anteriores: Na quinta-feira (28), a abertura reuniu autoridades, especialistas e empresários para discutir o futuro sustentável da Amazônia. O destaque foi o painel Como Empresas Podem Impulsionar o Desenvolvimento Sustentável e o Valor de Mercado na Amazônia, com Valcléia Lima (FAS), Simone Ponce (Bee2Bee), Priscila Almeida e Phelippe Daou Júnior, CEO da Rede Amazônica. A programação incluiu oficinas de negócios de impacto, painel sobre tecnologia verde e a apresentação da Orquestra Filarmônica do Amazonas no Teatro Amazonas. Na sexta-feira (29), um dos destaques foi o painel Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global, com Isabelle Nogueira, Adanilo, Robério Braga e Jandr Reis, discutindo a importância da arte para promover a cultura amazônica e a educação ambiental. Segundo dia de Glocal Amazônia 2025 é realizado em Manaus

Palavras-chave: tecnologia

Justiça Federal condena ex-vereador do MA por enriquecimento ilícito ao acumular três cargos públicos em três anos

Publicado em: 30/08/2025 07:42

Sede da Justiça Federal no Maranhão. Divulgação/TRF1 A Justiça Federal condenou o ex-vereador de Pinheiro (MA), Leonardo Sarmento Pires de Sá, por enriquecimento ilícito por acúmulo ilegal de cargos públicos durante seus anos de mandato. O crime foi praticado entre os anos de 2009 e 2012, onde ele recebeu salários por um cargo federal que ocupava, como vereador e ainda como secretário municipal. A sentença atende a uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) e cabe recurso. De acordo com as investigações, ele recebeu remunerações simultâneas mesmo havendo incompatibilidade de horários entre os cargos. Leonardo de Sá era perito médico previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde 2006, médico do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e em 2008, foi eleito vereador de Pinheiro. Por conta da incompatibilidade de horário entre as funções, ele pediu licença do cargo federal com a opção de remuneração pelo INSS. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Entretanto, ele também solicitou afastamento do cargo que ocupava no IFMA e optou por receber um subsídio do mandato, recebendo proventos da Câmara Municipal de Pinheiro. Em 2011, Leonardo foi nomeado secretário municipal de Meio Ambiente de Pinheiro e na época, ele comunicou à Câmara seu afastamento, optou por receber somente como secretário, mas deixou de informar ao INSS, que continuou pagando sua remuneração como servidor federal. Segundo o Ministério Público, documentos comprovam que rele recebeu salários como vereador, entre janeiro de 2009 e outubro de 2011, novamente de abril a julho de 2012, além da renumeração como secretário de outubro de 2011 a março de 2012. Em sua defesa, Leonardo alegou desconhecimento das regras de acumulação de cargo e disse ter agido de boa-fé. O ex-vereador afirmou ainda que devolveu R$ 106,3 mil à Câmara Municipal de Pinheiro, mas que a então presidenta da casa não teria repassado o valor aos cofres públicos. A partir das provas, a Justiça Federal não aceitou o argumento do ex-vereador e destacou que, em 2009, o próprio réu havia declarado a incompatibilidade de horário entre os cargos e optado pela remuneração do INSS. Para a justiça, o vereador praticou ato de improbabilidade administrativa que resultou em enriquecimento ilícito. O ex-vereador foi condenado a devolver integralmente o valor que recebeu de forma irregular do INSS, além de pagar uma multa equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e ressarcir integralmente o prejuízo causado. Os valores devem ser atualizados com juros e correção monetária desde a data que ocorreu o caso.

Palavras-chave: câmara municipal

Gato com câncer ajuda a abrir caminho para nova terapia contra tumores de cabeça e pescoço em humanos

Publicado em: 30/08/2025 05:01

Jak, um participante da pesquisa, em abril de 2023, cerca de seis meses após a conclusão do ensaio clínico. Tina Thomas Um estudo publicado nesta quinta-feira (28) na revista científica Cancer Cell apresentou resultados promissores de um novo tipo de terapia contra o câncer de cabeça e pescoço — considerado um dos mais agressivos e difíceis de tratar. Desta vez, os pacientes foram gatos de estimação, diagnosticados com carcinoma espinocelular (HNSCC, na sigla em inglês). Dos 20 animais que participaram do ensaio clínico, 35% tiveram a doença controlada e apresentaram melhora dos sintomas, com efeitos colaterais mínimos. Para os pesquisadores, a resposta dos felinos sugere que a mesma estratégia pode funcionar em humanos. Como funciona o tratamento O medicamento em teste é o primeiro a conseguir atingir de forma eficaz o fator de transcrição STAT3, uma proteína que está presente na maioria dos tumores de cabeça e pescoço e em diversos outros tipos de câncer, sólidos e hematológicos. Bloquear a atividade dessa molécula sempre foi considerado um desafio na oncologia. Além de inibir o STAT3, os cientistas observaram que o composto aumentou os níveis da proteína PD-1, que está relacionada à resposta imunológica contra o tumor. Isso indica que o remédio atua em duas frentes: reduz o crescimento do câncer e estimula o próprio organismo a combatê-lo. Do consultório veterinário ao laboratório A ideia de testar o medicamento em gatos veio de uma conversa entre a pesquisadora Jennifer Grandis e sua irmã, que é veterinária. Ela relatou que os felinos com esse tipo de câncer costumam sobreviver apenas de dois a três meses após o diagnóstico, já que os tratamentos atuais são pouco eficazes. “Existe uma semelhança notável entre o HNSCC em humanos e em gatos, tanto no comportamento clínico quanto nos aspectos histológicos e imunológicos”, escreveram os autores do estudo. O caso de Jak Um dos pacientes foi Jak, um gato preto de 9 anos que recebeu apenas seis a oito semanas de expectativa de vida após o diagnóstico. Inscrito no estudo, ele passou por quatro sessões semanais e teve alívio dos sintomas — como o excesso de lágrimas em um dos olhos. Com o tratamento experimental, Jak sobreviveu mais de oito meses, o suficiente para acompanhar momentos marcantes da família. “Ele passou mais um Natal conosco e viu meus filhos terminarem os estudos. Foi um presente tê-lo por mais tempo”, contou Tina Thomas, dona do animal. Por que usar gatos em vez de ratos Segundo os pesquisadores, os gatos oferecem um modelo mais realista para o desenvolvimento de terapias oncológicas do que os camundongos de laboratório. Isso porque eles compartilham o mesmo ambiente que os humanos, têm maior diversidade genética e tumores mais heterogêneos, semelhantes aos das pessoas. “Esses animais respiram o mesmo ar que respiramos e enfrentam as mesmas exposições ambientais. Isso os torna modelos muito melhores para prever como os medicamentos vão agir em humanos”, explica Daniel Johnson, da Universidade da Califórnia em São Francisco, um dos coordenadores do estudo. Próximos passos Os cientistas agora trabalham com uma empresa de biotecnologia para levar a nova droga a ensaios clínicos em humanos. O projeto recebeu apoio do National Institutes of Health (NIH) e do Centro de Saúde Animal da Universidade da Califórnia Davis. “Pesquisas clínicas em animais de estimação nos permitem aprender muito sobre os medicamentos e, ao mesmo tempo, oferecer benefícios reais a esses pacientes”, afirmou Grandis. Se os resultados se confirmarem em humanos, a descoberta pode inaugurar uma nova geração de terapias direcionadas para tumores de cabeça e pescoço — doenças com altas taxas de mortalidade e necessidade urgente de tratamentos mais eficazes. Julho Verde alerta para o câncer de cabeça e pescoço

Palavras-chave: tecnologia

Polícia liga ataques a ônibus em SP a disputa por linhas na Zona Sul

Publicado em: 30/08/2025 05:00

Passageira ficou ferida após ataque com pedra a ônibus em São Paulo. Suspeito foi preso Reprodução A Polícia Civil concluiu que os ataques a ônibus que começaram na Grande São Paulo em 12 de junho se deveram a disputas entre empresas por linhas de ônibus na Zona Sul da capital. Para os investigadores, as ocorrências que partiam de um grupo organizado já podem ser consideradas inexistentes – as que permanecem são pontuais. “Os ataques orquestrados acabaram”, afirma o delegado Fernando Santiago, do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Segundo a SPTrans, no mês de agosto, a média diária de registros até o dia 20 foi de 3,6 casos, patamar muito próximo do período anterior à onda de ataques. Em julho, auge das depredações, a média diária chegou a 12,9 casos. Apuração do g1 apontou elementos que levaram a polícia a fechar a linha de investigação na disputa por espaço no transporte público municipal. O marco zero dos ataques, considerado pelos próprios investigadores como sendo 12 de junho, é também a data em que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte publicou um despacho definindo o grupo de trabalho que discutiria os termos de uma transferência de concessão de linhas de ônibus na Zona Sul. Essas operações do transporte público eram realizadas pela empresa Transwolff. Porém, em janeiro deste ano, a Prefeitura de São Paulo proibiu a empresa de operar linhas de ônibus na capital, após ela passar a ser investigada por ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, a empresa opera sob intervenção municipal. A empresa questiona o processo administrativo que levou à rescisão de contrato com a prefeitura (leia nota abaixo). No despacho de 12 de junho, o secretário Municipal de Mobilidade e Transporte, Celso Jorge Caldeira, determinou a instauração de um grupo de trabalho para definir os aspectos administrativos e operacionais envolvidos na futura transferência contratual”. O documento indica para participar desse grupo que definirá os rumos da operação tanto a SPTrans como as empresas interessadas” – no caso, a própria Transwolff e a Sancetur, anunciada como sucessora da concessão. Entretanto, exclui da discussão os cooperados que forneciam seus ônibus para a Transwolff e que, com a transferência da concessão, perderam a garantia de sua fonte de renda. A principal hipótese da investigação, assim, é que cooperados que prestavam serviço para a Transwolff tenham dado início aos ataques a ônibus como uma forma de protesto pela não participação no grupo de trabalho. Também seria uma maneira de pressionar a Sancetur a eventualmente contratar seus serviços. A Polícia Civil ainda não tem uma resposta definitiva sobre o porquê de os ataques haverem cessado, segundo a apuração do g1. Uma possibilidade é a simples diminuição da revolta inicial dos organizadores dos ataques. Outra é a de que, usando as depredações como mecanismo de pressão, eles tenham conseguido algum tipo de acordo preliminar com a Sancetur para continuar prestando o serviço. Procurada pelo g1, a Sancetur disse apenas que pedidos de informação sobre a transferência da concessão deveriam ser encaminhados à Prefeitura de São Paulo. Durante o período de ataques na Grande São Paulo, 22 pessoas chegaram a ser presas, das quais 6 continuam detidas. Nenhuma delas, porém, tem ligação direta com os cooperados. Os executores dos ataques muitas vezes foram pessoas em situação de vulnerabilidade, que recebiam quantias entre R$ 20 e R$ 50 para vandalizar os veículos. Série de ataques a ônibus completa quase 50 dias O que dizem a Transwolff e a SPTrans A respeito do grupo de trabalho citado pela investigação, por meio de seus advogados de defesa, a Transwolff questiona a formação, já que ele não contou com representantes indicados pela empresa. Os participantes teriam sido indicados pelos interventores designados pela Prefeitura de São Paulo quando a companhia passou a ser investigada por ligação com o PCC. A Transwolff sustenta que buscou na Justiça por esse direito de representatividade e recebeu um parecer favorável quanto a ele. “Por decisão judicial, foi reconhecida a legitimidade dos representantes por ela [Transwolff] indicados para integrar o Grupo de Trabalho Multidisciplinar instituído pela Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Município de São Paulo, responsável por analisar a eventual transferência dos contratos de concessão de serviço público atualmente mantidos pela empresa”, diz em nota a defesa da companhia. Por sua vez, a SPTrans informou, em nota, que não foi notificada da decisão judicial citada. “O Grupo de Trabalho foi composto sem representantes da Transwolff porque há decisão da Justiça proibindo que os sócios da empresa exerçam qualquer ato de gestão, o que inclui a nomeação de representantes. Sobre a ausência de cooperados no grupo de trabalho, a SPTrans comunicou que “a relação jurídica e contratual da Prefeitura de São Paulo, por meio da concessão pública, é com a Transwolff Transportes Urbanos Ltda. e não com quaisquer prestadores de serviço que a empresa possa ter”. Dessa forma, “não há participação de terceiros no Grupo de Trabalho”, conclui.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Trama golpista: PGR diz que Bolsonaro foi líder, articulador dos atos e quem mais se beneficiaria da ruptura democrática

Publicado em: 30/08/2025 04:01

Além de Jair Bolsonaro, 7 ex-auxiliares são réus no núcleo crucial; veja quem são A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus pela tentativa de golpe de Estado em 2022. Autora da denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do grupo pelos crimes. Em um documento de 517 páginas, a PGR detalhou a conduta de cada um dos acusados. Assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco, o documento dedica 137 páginas às ações do ex-presidente Jair Bolsonaro. O g1 detalha as principais declarações de PGR sobre a atuação do político do PL. Líder da organização criminosa No documento, o procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco afirmou que o ex-presidente "figura como líder" da organização criminosa. "Principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado democrático de Direito", disse o PGR. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante o julgamento da denúncia contra Bolsonaro por golpe de Estado Fellipe Sampaio/STF Gonet afirmou que Bolsonaro, no exercício do cargo de presidente da República, "instrumentalizou o aparato estatal e operou, de forma dolosa, esquema persistente de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório". "Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias. A sua atuação, pautada pela afronta à legalidade constitucional e pela erosão dos pilares republicanos, teve por objetivo último sua continuação ilegítima no comando do país e o enfraquecimento das instâncias públicas, em negação do princípio da alternância democrática, da soberania popular e do equilíbrio entre os Poderes", completou. Ataques coordenados às urnas A PGR apontou que documentos apreendidos pelos investigadores revelam que o grupo criminoso "planejou a propagação coordenada de ataques ao sistema eletrônico de votação". "Documentos apreendidos revelam que a organização criminosa planejou a propagação coordenada de ataques ao sistema eletrônico de votação. Foi fixada, por escrito, a diretriz de repetição contínua da narrativa de vulnerabilidade das urnas eletrônicas, como forma de deflagrar movimentos de rebeldia contra os resultados desfavoráveis ao grupo", diz a PGR. A PGR pontuou que os ataques de Bolsonaro a autoridades, na condição de presidente, não eram "meras críticas ou desabafos" e que um chefe de Estado tem "capacidade singular" de influenciar a opinião pública. Desta forma, a PGR sustenta que as declarações de Bolsonaro "transcendem o campo da crítica legítima" e passam a ter o "caráter de incitação e desestabilização da democracia". Uso da máquina pública A PGR salientou que Bolsonaro usou a máquina pública para disseminar dúvidas contra o sistema eleitoral. "O réu fez uso da máquina pública e de recursos públicos, mobilizando agentes e estruturas do Estado para disseminar dúvidas e deslegitimar o sistema eleitoral. Essa orquestração, com o peso e a autoridade da estrutura pública por trás dela, representa uma ameaça institucional, e não uma simples crítica", declarou. Para exemplificar o uso de recursos públicos com fins ilícitos, a PGR citou a live de 2021 no Palácio do Planalto, com a participação de agentes públicos. Também mencionou a "Abin Paralela" – uso ilícito da estrutura de inteligência do Estado para fins políticos. Além disso, a PGR apontou que Bolsonaro usava ferramentas públicas para dar uma "aparência de tecnicidade" ao "discurso fantasioso". "O réu buscou dar aparência de tecnicidade ao discurso fantasioso. Tratou de ataque hacker, código-fonte, vulnerabilidade das urnas, voto auditável, enfim, uma infinidade de expressões que se presumem técnicas e autênticas, mas sempre colocadas fora de contexto, com o intuito de induzir o público a erro e forçar a desconfiança popular sobre o sistema eleitoral", escreveu. Bolsonaro discursa na Avenida Paulista durante manifestações em 7 de Setembro de 2021. Atos tiveram pautas antidemocráticas. PAULO LOPES / AFP Discursos com ataque às urnas A PGR também relembrou os discursos de Bolsonaro em 7 de setembro de 2021, em Brasília e São Paulo, em que foram feitos ataques às urnas e a autoridades. Para a PGR, isso não pode ser confundido com um "arroubo isolado". "Suas falas operam como atos políticos que, quando desprovidas de base factual, se convertem em instrumentos de desestabilização democrática. A crítica legítima pressupõe diálogo, responsabilidade e fundamento, e não se confunde com ameaças, insultos ou manipulações. As declarações de Bolsonaro entre julho e setembro de 2021 ultrapassaram os limites do dissenso democrático: não eram discordâncias políticas, mas inverdades, intimidações e ultimatos, voltados a corroer a credibilidade das instituições republicanas", diz a PGR. Bolsonaro eleito com urnas eletrônicas No documento, ao contrastar os ataques de Bolsonaro ao sistema de votação com a eleição do ex-presidente, a PGR afirma que ele se elegeu para mandatos na Câmara "valendo-se do sistema eletrônico de votação”. "Após cumprir sete mandatos consecutivos como Deputado Federal, valendo-se do sistema eletrônico de votação, Jair Messias Bolsonaro foi eleito presidente da República em outubro de 2018, obtendo 55,13% dos votos válidos no segundo turno. Em 1º de janeiro 2019, assumiu o cargo mais elevado da República, recebendo a faixa presidencial das mãos de seu antecessor, Michel Temer", ponderou. Bolsonaro nega acusações Na fase de interrogatório, ocorrida em junho, Bolsonaro negou qualquer ação golpista ou com objetivo de impedir a posse do presidente Lula. Afirmou que não houve movimentação concreta para um golpe de Estado e que a denúncia da PGR é injusta. Trama golpista: O núcleo crucial e os crimes pelos quais são acusados Arte/g1

Palavras-chave: hackervulnerabilidade

iPhone 17 Air deve utilizar chip A19 Pro com nova tecnologia para reduzir aquecimento

Publicado em: 30/08/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

Fontes ouvidas pelo portal sul-coreano The JoongAng sugerem que a Apple deve apostar em uma tecnologia recente de empacotamento do processador para conseguir utilizar o suposto chipset A19 Pro no iPhone 17 Air. Desenvolvida originalmente pela LG, a solução redesenha os encaixes da plataforma na placa-mãe usando mais cobre para torná-los menos espessos e facilitar a dissipação de calor, aspecto crucial para a proposta do novo celular da Maçã.Segundo as informações, para conseguir atingir a espessura especulada de 5,5 mm no iPhone 17 Air, a Apple deve empregar uma nova tecnologia de fabricação do processador, conhecida como "Copper Post" (ou "Coluna de Cobre", em tradução livre). A novidade foi projetada pela LG Innotek, divisão da marca coreana para semicondutores, e foi apresentada em julho deste ano. De forma resumida, para conectar um processador na placa-mãe de um celular, por exemplo, as fabricantes utilizam gotas de solda, geralmente compostas de liga de chumbo. Essas gotas são espessas e levam o chipset a ficar um pouco levantado sobre a placa.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Quinta da Boa Vista será palco de casamentos comunitários neste sábado

Publicado em: 30/08/2025 03:00

Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, Zona Norte do Rio Alexandre Macieira/Riotur A Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, se transforma em cenário de celebração neste sábado (30), com a realização de cerca de 30 casamentos comunitários, a partir das 9h. O evento faz parte do programa “RJ + Casamento”, da Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro (Segov), que garante acesso gratuito ao casamento civil para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica. Podem participar apenas casais previamente cadastrados, com documentação regularizada. Os requisitos incluem estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e apresentar certidão de nascimento original emitida há até seis meses. As cerimônias serão oficializadas por representantes da Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). A ação social também oferecerá outros serviços: Informações sobre benefícios sociais Balcão de empregos Emissão da CTPS digital e encaminhamentos Atendimento médico Aferição de pressão arterial e glicose Orientações sobre alimentação e educação em saúde. Emissão ou agendamento de 1ª e 2ª vias do documento de identidade - RG, mediante apresentação da certidão de nascimento original e do CPF Além disso, a Cedae distribuirá água potável para a população, e haverá, ainda, serviços de bem-estar e cuidados pessoais, como barbeiro, maquiagem, trancista, designer de sobrancelhas, auriculoterapia e limpeza de pele. A iniciativa contará com a participação de diversos parceiros, como o Detran-RJ, a Fundação Leão XIII, a Cedae, a Procuradoria Regional Federal da 2ª Região, a Faetec e o Procon-RJ. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça

Palavras-chave: vulnerabilidade

De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna

Publicado em: 30/08/2025 02:00

Pedro Franceschi é o único da lista que construiu o patrimônio a partir do próprio trabalho. Redes sociais/ Reprodução Aos 28 anos, Pedro Franceschi aparece entre os mais jovens bilionários do Brasil. Ele ocupa a 8ª posição no ranking divulgado pela revista Forbes nesta quinta-feira (28), que revela um padrão: entre os 10 jovens mais ricos do país, nove herdaram suas fortunas. A exceção é Franceschi, único da lista que construiu o patrimônio de R$ 3,3 bilhões a partir do próprio trabalho — chamado de bilionário "self-made". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo. Fundada em 2017 no Vale do Silício, a Brex oferece soluções que vão de cartões corporativos a softwares para gestão de viagens e despesas. A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários. Hoje, segundo a Forbes USA, a empresa vale US$ 3,4 bilhões. A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce. Hacker mirim Nascido e criado no Brasil, Franceschi teve contato com computadores aos 6 anos. Aos 8, já programava. Três anos depois, desbloqueava iPhones com tanta habilidade que passou a cobrar pelo serviço — com o dinheiro, comprou o próprio celular. Na adolescência, criou ferramentas como o Quick2gPwner e o QuickOib, que facilitaram o jailbreak de iPods e a instalação do iPhone Linux. Aos 13 anos, lotou o Planetário do Rio de Janeiro no TEDxSudeste, onde foi apresentado como jovem programador promissor e respeitado “ex-hacker”. Aos 15, voltou a chamar atenção ao fazer a Siri, assistente de voz do iPhone 4S, funcionar em português antes mesmo de a Apple lançar suporte oficial ao idioma. Questionado sobre o futuro, dizia que se via “trabalhando em uma grande empresa como a Apple”. Hoje, lidera a própria empresa. A parceria com Henrique Dubugras, seu sócio na Brex, começou em 2012, após uma discussão no Twitter sobre editores de texto para programação. “A gente viu que não dava para brigar em 140 caracteres, então foi pro Skype. Depois viu que não conseguíamos mais brigar e viramos amigos”, contou Franceschi em entrevista ao g1, em 2014. Da amizade nasceu a sociedade: juntos criaram a Pagar.me, startup de pagamentos online que simplificava a intermediação entre lojas virtuais, bandeiras de cartão e bancos, com sistema antifraude integrado. Na mesma época, ambos foram aprovados em Stanford, mas adiaram o sonho acadêmico para focar na empresa. Anos depois, Franceschi retomou os estudos e concluiu a graduação em Ciência da Computação na universidade americana. Em 2017, Franceschi e Dubugras fundaram a Brex no Vale do Silício. No ano seguinte, lançaram os primeiros produtos voltados a startups: um cartão corporativo e um programa de pontos. Desde então, a empresa se especializou em soluções financeiras para negócios em rápido crescimento. Além da Brex, Franceschi atua em conselhos de grandes companhias. Desde abril de 2022, integra o board da Coupang, gigante sul-coreana do e-commerce. Entre 2021 e 2023, fez parte do conselho da Stone, empresa brasileira de tecnologia em pagamentos. Com patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões, Franceschi vive atualmente em San Francisco, de onde lidera a Brex e segue criando soluções que conectam tecnologia e finanças em escala global. Lista dos 10 bilionários brasileiros com menos de 30 anos Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes Amelie Voigt Trejes Patrimônio: R$ 3,4 bilhões Idade: 20 anos Fonte de riqueza: WEG Filha de Cladis Voigt Trejes, herdou parte das ações da mãe na WEG e divide o patrimônio com os irmãos Pedro e Felipe. Lívia Voigt Patrimônio: R$ 6,6 bilhões Idade: 20 anos Fonte de riqueza: WEG Neta de Werner Ricardo Voigt, fundador da WEG. Já chegou a ser considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024. Felipe Voigt Trejes Patrimônio: R$ 3,6 bilhões Idade: 23 anos Fonte de riqueza: WEG Irmão de Amelie e Pedro Voigt Trejes. Pedro Voigt Trejes Patrimônio: R$ 3,6 bilhões Idade: 23 anos Fonte de riqueza: WEG Também irmão de Felipe e Amelie Voigt Trejes. Helena Marina da Silva Petry Patrimônio: R$ 1,9 bilhão Idade: 23 anos Fonte de riqueza: WEG Herdeira de Eggon João da Silva, cofundador da WEG. Ana Flávia da Silva Petry Patrimônio: R$ 1,9 bilhão Idade: 26 anos Fonte de riqueza: WEG Irmã de Helena Petry. Dora Voigt de Assis Patrimônio: R$ 6,6 bilhões Idade: 27 anos Fonte de riqueza: WEG Neta de Werner Ricardo Voigt, fundador da companhia catarinense. Pedro Franceschi Patrimônio: R$ 3,3 bilhões Idade: 28 anos Fonte de riqueza: Brex Fundador da fintech Brex, com sede em São Francisco (EUA). É o único do ranking que construiu sua fortuna fora da herança. Izabela Henriques Feffer Patrimônio: R$ 2,3 bilhões Idade: 28 anos Fonte de riqueza: Grupo Suzano Bisneta de Leon Feffer, fundador da Suzano. Max Van Hoegaerden Herrmann Telles Patrimônio: R$ 29,3 bilhões Idade: 29 anos Fonte de riqueza: AB InBev / 3G Capital Filho de Marcel Herrmann Telles, vive em Nova York. Os 10 maiores bilionários do Brasil entre 2024 e 2025 Arte/g1 Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo

'Estouro da boiada não vai parar por aqui': César Tralli conta bastidores da megaoperação contra o PCC

Publicado em: 30/08/2025 00:05

A megaoperação que mirou o esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis na última quinta-feira (28) é a primeira de outras que ainda virão. "Esse estouro da boiada não vai parar por aqui". É o que disse César Tralli em conversa com Natuza Nery no podcast O Assunto da sexta-feira (29). OUÇA NO PLAYER A PARTIR DO MINUTO 17:20 Apresentador da Globo e da GloboNews, Tralli acompanhou investigações sobre a atuação da máfia no setor de combustíveis por mais de uma década. No podcast, ele contou detalhes de bastidores sobre a investigação que revelou como o crime organizado se infiltrou no setor, e como o PCC chegou até a Faria Lima, centro financeiro do país. Na avaliação de Tralli, a investigação que levou à megaoperação da quinta-feira ainda terá novos desdobramentos. "Tenho convicção de que outras fases virão juntando as informações todas", diz. Tralli contou que, em 2024, começou a receber informações de pessoas do setor denunciando ameaças do crime organizado. "Comecei a receber muito telefonema de gente do ramo do açúcar e do álcool desesperada. Desesperada no sentido de dizer: 'Olha, a gente está sofrendo ameaça, a gente está sofrendo coação'". Na conversa no podcast O Assunto, Tralli afirmou que empresários relataram coação, invasões com carros-fortes, e até ameaças de sequestrar famílias ou matar filhos para forçá-los a vender produtos por valores abaixo do mercado. "Eles batem na porta com um carro forte dizendo: 'Se você não aceitar o valor que nós estamos comprando, nós vamos queimar tudo. A gente sequestra a sua família, a gente mata seu filho'". Tralli conta também que, segundo empresários do setor de combustíveis, hoje 40% de todo o mercado de álcool e de 25% a 30% do mercado de gasolina estão nas mãos do crime organizado. O jornalista diz que empresários do setor no interior de São Paulo começaram a fazer as denúncias de que o crime organizado atuava para expulsá-los e tomar conta do setor. E que foi, a partir dessas denúncias, que a investigação ganhou mais tração, há um ano. "Eu perguntei a vários investigadores: é o PCC que está em tudo? É o PCC que está tomando conta de tudo? Eles disseram que não. Tem PCC, mas tem outros grupos criminosos que se fortaleceram, se criaram e fizeram fortuna nesse esquema de adulteração de combustível. E alguns desses grupos se comunicam com o PCC na lavagem de dinheiro, na distribuição do combustível batizado, na compra de rede de postos." Fintechs são “buracos negros” para as investigações Na conversa com Natuza Nery no podcast O Assunto, Tralli destaca também como as fintechs viraram um "buraco negro". "As fintechs foram blindadas de investigação e de fiscalização. Então elas se tornaram buracos negros. Essa é a expressão que os investigadores usam. Elas viraram o triângulo das Bermudas. O que cai nelas, ninguém consegue identificar a origem e o destino." A Receita Federal afirma que os criminosos movimentaram R$ 52 bilhões nos últimos 4 anos por meio das fintechs, empresas que usam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais simples e rápida que bancos tradicionais – e com quase nenhuma fiscalização do setor público. Depois da operação da quinta-feira, a Receita publicou uma norma que dá às fintechs o mesmo tratamento dado aos bancos. A norma determina que as fintechs passem a apresentar informações por meio da e-Financeira — sistema já usado há mais de 20 anos por bancos tradicionais para reportar movimentações financeiras ao Fisco. O que você precisa saber: ENTENDA: Como o PCC se infiltrou no setor de combustíveis e na Faria Lima QUEM SÃO: 'Primo' e 'Beto Louco', os chefes do esquema bilionário COMBATE A FACÇÕES: 'Maior resposta' ao crime organizado, diz Lula sobre operação Haddad diz que megaoperação conseguiu chegar 'ao andar de cima' do crime organizado PF vai investigar vazamento sobre megaoperação NÚMEROS DA OPERAÇÃO: R$ 52 bilhões, 2,5 mil postos, 350 alvos... POSTOS DO PCC: Como identificar se o combustível foi adulterado O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery. Viaturas da PF e da Receita em frente a prédio na Faria Lima durante megaoperação que investiga fraude do PCC em postos de combustíveis Amanda Perobelli/Reuters O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Palavras-chave: tecnologia