Arquivo de Notícias

Nova função da Samsung Wallet permite pagar com Pix por aproximação sem app do banco

Publicado em: 15/04/2026 09:57 Fonte: Tudocelular

A Samsung anunciou a expansão do Wallet no Brasil com suporte ao uso do Pix por Apromixação. Dessa forma, os usuários poderão realizar pagamentos apenas ao encostar o celular em maquininhas compatíveis. A novidade chega em um cenário de consolidação do NFC no país. Como funciona o Pix por aproximação na Samsung Wallet Em geral, o aplicativo Samsung Wallet passou a oferecer suporte a pagamento via Pix por aproximação no Brasil. Ou seja, é a integração do sistema com tecnologia NFC diretamente pelo celular do usuário. No caso, o modo de funcionar é simples e consiste apenas em aproximar o smartphone da maquininha. Em seguida, basta confirmar a transação por meio de biometria ou senha e concluir o pagamento dentro de segundos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Monstro: Vivo X300 Ultra traz bateria de 6.600 mAh e câmeras de 200 MP ao mercado global

Publicado em: 15/04/2026 09:31 Fonte: Tudocelular

O provável novo rei da fotografia móvel finalmente ultrapassou as fronteiras chinesas e foi anunciado oficialmente no mercado global nesta quarta-feira, 15. A Vivo apresentou o X300 Ultra com sua bateria gigantesca, câmeras de 200 MP com lentes Zeiss e processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 com pré-venda prevista já para esta quinta-feira na Europa.Se o X300 Pro já ficou perto da maior nota já vista no DXOMARK, a expectativa é que a versão Ultra consiga esta marca. Afinal, seu sistema de câmeras é o ponto que mais chama atenção, com sensor principal Sony LYTIA 901 de 200 MP e estabilização por gimbal, tecnologia que permite capturar imagens nítidas mesmo em situações de movimento intenso. Além dele, o aparelho estreia a câmera telefoto periscópica com o sensor Samsung HP0, também de 200 MP, capaz de oferecer um zoom óptico de alta qualidade e alcançar uma distância focal equivalente a 400 mm com o uso de extensores digitais da ZEISS. O conjunto ainda traz sensor ultrawide de 50 MP e frontal também de 50 MP.O vivo X300 Ultra ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Notebook da Nokia? Vazamento revela modelo com 5G e tela de 1.000 nits

Publicado em: 15/04/2026 08:47 Fonte: Tudocelular

Enquanto rumores indicam que uma segunda geração do smartphone Mission-Safe pode ser lançada em breve, novos vazamentos apontam que a Nokia estaria desenvolvendo o notebook Nokia Booklet X15 Enterprise, voltado ao segmento industrial. As informações têm como fonte o conhecido leaker @smashx_60, que, em postagem na sua conta no X, revelou as primeiras imagens e detalhes sobre o novo modelo. Confira: Nokia Booklet X15 Enterprise - IPS 15.6" FHD, Touch Screen, 1000nit - 5MP, AF webcam, IR - Intel Core Ultra 5 125H AI - 16GB/512GB (Upgradable to 64GB/2TB) - 2.35KG - Windows 11 Enterprise - Modular Bay - 1.8M drop test - IP65, MIL-STD810G/H, 5G, WiFi7, BT5.4, FPS, TPM2.0 etc. pic.twitter.com/cgty7sUFo4Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres

Publicado em: 15/04/2026 07:04

Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres Emmanuel Lafont/BBC Maureen Sideris tem 71 anos e mora em Nova York, nos Estados Unidos. Em 2008, ela recebeu tratamento de câncer do cólon e precisou passar por uma cirurgia. Seu tratamento foi bem sucedido, mas o processo de recuperação do pós-operatório foi cansativo. Quatorze anos depois, Sideris foi diagnosticada com câncer do esôfago. Mas, desta vez, seu tratamento, baseado em um teste clínico, parecia radicalmente diferente. A cada três semanas, ela se dirigia ao Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering, em Nova York, onde recebia infusões de uma droga chamada dostarlimab por 45 minutos. Após apenas quatro meses de tratamento, o tumor de Sideris desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimio ou radioterapia. E o seu único efeito colateral importante foi insuficiência adrenal, que causa fadiga. "É inacreditável", relembra ela. "É quase como ficção científica." Mas, ainda assim, é real. Sideris faz parte de um grupo cada vez maior de pacientes que se beneficiam da imunoterapia para o tratamento de câncer, um método que, agora, acerta o passo após mais de um século de desenvolvimento. Ele traz consigo a promessa de terapia personalizada, remissão do câncer a longo prazo e menos efeitos colaterais do que outros tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia. "Fico emocionada e arrepiada", afirma a professora de oncologia cirúrgica Jennifer Wargo, pesquisadora de imunoterapia do Centro do Câncer MD Anderson, no Estado americano do Texas. "As pessoas estão sobrevivendo e com boa qualidade de vida. Estamos falando de curas", comemora ela. O corpo tem a capacidade natural de "detectar e eliminar células que parecem não ser você", explica Karen Knudsen, CEO (diretora-executiva) do Instituto Parker para Imunoterapia do Câncer, uma organização americana sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento da imunoterapia. E, se tudo estiver certo, isso deve incluir as células que se tornaram cancerosas. Mas, às vezes, as células cancerosas escapam ou ludibriam o sistema, gerando crescimento descontrolado, o que é perigoso. Elas se escondem, à plena vista, sem que sejam diferenciadas das células saudáveis à sua volta. O objetivo da imunoterapia é desmascarar essas células cancerosas, para que o sistema imunológico possa observá-las como elas são. Ela reforça as defesas do sistema imunológico para poder localizar as células cancerosas e destruí-las, com resultados potencialmente inacreditáveis. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como a imunoterapia funciona atualmente Duas das formas mais conhecidas de imunoterapia são as terapias de células CAR-T e os inibidores de checkpoint imunológico. As células T são as células imunológicas altamente específicas que caçam e matam determinados invasores externos. As terapias de células CAR-T envolvem a extração de células T do sangue do paciente e sua modificação em laboratório, para que elas possam encontrar e atacar células cancerosas, deixando as células T agirem livremente no corpo. Estas terapias estão sendo utilizadas atualmente para o tratamento de câncer no sangue. As células cancerosas, muitas vezes, podem se parecer com as outras células saudáveis à sua volta, de forma que o sistema imunológico pode precisar de indicadores para auxiliar na sua identificação Emmanuel Lafont/BBC Já os inibidores de checkpoint imunológico são drogas que "desligam" uma chave embutida no sistema imunológico. Esta proteção tem um propósito importante, pois evita reações imunológicas excessivamente agressivas, que prejudicam as células saudáveis. Algumas células cancerosas podem desligar essa chave, fazendo com que as células T se afastem sem detectá-las. Os inibidores de checkpoint imunológico evitam que isso aconteça, fazendo com que as células T identifiquem as células cancerosas como ameaça e deem início a um ataque. Os cientistas pioneiros desta inovação ganharam o prêmio Nobel em 2018 e as drogas, atualmente, são usadas para combater muitos tipos de câncer. Mas os dois métodos têm limitações. As pesquisas estão em andamento, mas os cientistas têm dificuldade para fazer as terapias com células CAR-T funcionarem contra tumores sólidos, que representam mais de 90% dos novos diagnósticos (ao contrário dos cânceres no sangue). E a administração do tratamento também é cara e trabalhosa. Já os inibidores de checkpoint imunológico podem ter um "caleidoscópio de efeitos colaterais", segundo a médica oncologista Samra Turajlic, do Instituto Francis Crick, em Londres. Isso ocorre porque o desligamento das chaves do sistema imunológico se destina a evitar que o corpo ataque seus próprios tecidos. Por isso, a retirada deste mecanismo de defesa pode colocar em risco células não cancerosas, além dos tumores. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, efeitos colaterais comuns incluem erupções cutâneas, diarreia e fadiga. Mas, em casos raros, o tratamento pode causar inflamações do fígado, coração e pulmões. Estes efeitos colaterais podem valer a pena, se a droga controlar um câncer agressivo. Mas nem sempre funciona assim. Um problema importante enfrentado por todo o campo da oncologia, segundo Turajlic, é que nenhuma imunoterapia funciona em 100% dos pacientes. Existem muitas possíveis razões, que variam da estrutura do tumor, que pode reduzir sua acessibilidade ao sistema imunológico, até as características das próprias células imunológicas. De forma geral, 20% a 40% dos pacientes reagem à imunoterapia. Isso significa que muitos pacientes (a maioria deles, na verdade) estão se abrindo aos seus efeitos colaterais, sem mencionar a perda de tempo e de esperança, sem resultados positivos. Abordagem multifacetada Como mais pacientes podem se beneficiar da imunoterapia? Os pesquisadores vêm abordando esta questão de muitas formas diferentes. Embora preliminar, a pesquisa de Wargo indica que os pacientes que seguem dietas com alto teor de fibras podem observar melhores resultados, devido a mudanças da microbiota intestinal que podem afetar o sistema imunológico e o tumor. Outra pesquisa surpreendente indica que as estatinas, que são medicamentos acessíveis e de baixo custo para a redução do colesterol, podem aumentar os efeitos da imunoterapia, por meio de mudanças inesperadas da comunicação celular. O próprio horário do tratamento pode influenciar os resultados. Pesquisas recentes indicam que os pacientes que recebem a dosagem no início do dia apresentam melhores resultados que os tratados mais tarde. A combinação de imunoterapia com outros tratamentos contra o câncer, como radiação ou ultrassom, pode ser outra forma de aumentar os índices de reação. "A radiação, na verdade, pode... fazer com que o tumor fique visível para o sistema imunológico", explica Sandra Demaria, do Centro Médico Weill Cornell. Ela pesquisou esta combinação de tratamentos. Já a terapia com ultrassom, que utiliza ondas sonoras de alta frequência para atacar os tumores, pode fazer o mesmo. Outros pesquisadores utilizam a capacidade de customização da imunoterapia e selecionam cuidadosamente os pacientes para oferecer o melhor tratamento possível. Um técnico trabalha em um laboratório de produção de terapias com células CAR-T nas instalações da empresa IASO Biotechnology Co. em Nanjing, na China Getty Images A medicina personalizada gera entusiasmo em muitas disciplinas. Mas Knudsen destaca que ela é particularmente importante para a oncologia, considerando a heterogeneidade da doença. "O câncer não é uma doença", explica ela. "São 200 doenças diferentes e todas elas surgem por diferentes motivos e precisam receber tratamentos diferentes." Dois pacientes com exatamente o mesmo tipo e estágio de câncer podem ter doenças diferentes em nível celular. Para Demaria, "este campo se encontra em um ponto de inflexão. Podemos avançar tratando não o câncer, mas o paciente." Cientistas do Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering já testaram uma estratégia promissora, baseada na descoberta de que os tumores com um perfil genético específico tendem a reagir bem aos inibidores de checkpoint imunológico, como dostarlimab. Em dois testes pequenos, realizados entre 2022 e 2024, em casos de câncer retal com este perfil, o tratamento erradicou completamente os tumores. A equipe expandiu sua pesquisa para incluir 117 pacientes com diversos tipos de tumores, incluindo do esôfago, bexiga e estômago, com a mesma assinatura genética. Dentre as 103 pessoas que terminaram o tratamento, 84 pacientes, incluindo Sideris, observaram o desaparecimento completo dos seus tumores. Apenas dois necessitaram passar também por cirurgia. A personalização dos tratamentos se apresenta como uma das vantagens da imunoterapia Getty Images Pesquisadores da MD Anderson relataram resultados similares para uma técnica utilizando um inibidor de checkpoint diferente. E outros grupos demonstraram que, mesmo se os pacientes realmente acabarem passando por cirurgia, seus resultados operativos podem ser melhores, pelo menos em alguns casos, se os tumores forem tratados primeiramente com imunoterapia. Mais pesquisas são necessárias, mas essas descobertas são promissoras. Elas abrem as portas para uma era de tratamentos menos invasivos e altamente eficazes, segundo o chefe de oncologia de tumores sólidos do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, Luis Diaz. "Precisamos sair da era medieval para os tempos modernos", afirma ele. "Retirar seu reto, estômago ou bexiga — precisamos fazer melhor do que isso." A ressalva é que apenas cerca de 5% dos tumores possuem a composição genética necessária para que eles sejam adequados para tratamento com imunoterapia livre de cirurgia, segundo estudos de Diaz e seus colegas. "Os outros 95% precisam de algo tão bom quanto isso", segundo ele. A promessa de vacinas Com este objetivo em mente, os pesquisadores continuam buscando novas técnicas de imunoterapia e tentando aprimorar as antigas, como vacinas contra o câncer. As vacinas tradicionais apresentam ao corpo partes de um patógeno, como um vírus, para que ele possa praticar, produzindo uma reação imunológica à ameaça real. Um conceito similar pode funcionar para o câncer, segundo Karen Knudsen, mas poderá ser usado para tratar a doença, em vez de evitá-la. As células cancerosas possuem diversas proteínas de superfície. Usando a tecnologia de vacinas, os pesquisadores podem conseguir treinar o sistema imunológico do paciente para reconhecer e atacar essas proteínas, acionando forte reação contra seu câncer específico, explica Knudsen. E já existem evidências preliminares que apoiam esta técnica. Pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, criaram recentemente vacinas personalizadas para nove pessoas com um tipo de câncer renal. Após a retirada cirúrgica dos seus tumores, os pacientes foram vacinados, para eliminar do corpo eventuais células de tumor remanescentes. Em uma pesquisa publicada em 2025, a equipe relatou que todos os nove pacientes tiveram reação imunológica contra o câncer e permaneceram livres do tumor por anos após a cirurgia. E as vacinas personalizadas também se mostraram promissoras para o tratamento de melanoma. "É um mundo totalmente novo", segundo Knudsen. "É a definição da medicina de precisão." "Talvez possamos, agora, desenvolver estratégias de vacinação contra o tumor específico do paciente com muita rapidez." Com imunoterapias personalizadas, os médicos serão capazes de ativar as defesas do corpo com maior precisão, aumentando as chances de remissão Emmanuel Lafont/BBC Mas, apesar de todo este entusiasmo, existe um longo caminho pela frente. São necessários mais estudos para respaldar alguns dos métodos encorajadores sendo investigados e chegar a um futuro em que os médicos poderão oferecer aos pacientes, de forma precisa e confiável, tratamentos que funcionarão contra seus cânceres específicos. "Existem muitos alvos muito promissores e novos agentes que não progrediram além dos testes clínicos de fase inicial", alerta Sandra Demaria. É possível que um subconjunto de pacientes não reaja a nenhum tipo de imunoterapia, segundo Diaz. Os cânceres têm "superpoderes" diferentes, que permitem seu crescimento e expansão, explica ele, e o sistema imunológico é um oponente melhor para algumas pessoas do que outras. Mas, para os pacientes que reagem ao tratamento, a imunoterapia já está mostrando que pode salvar e mudar vidas. Maureen Sideris, a paciente de Nova York que participou do teste de Luis Diaz, se sente parte de um futuro brilhante para a oncologia. "Estamos seguindo em uma direção ótima", segundo ela. "Um dos médicos me disse que, em questão de 10 anos, passar por qualquer tipo de quimio e radioterapia será como fazer sangria: algo muito antiquado." Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Health.

Palavras-chave: tecnologia

Windows 11 turbina limites de armazenamento FAT32 em mudança de peso após 30 anos

Publicado em: 15/04/2026 06:57 Fonte: Tudocelular

Após décadas de uma restrição imposta por escolha da própria empresa, a Microsoft finalmente aprimorou a formatação de partições FAT32 no Windows 11, aumentando o antigo limite de 32 GB para 2 TB de capacidade. A novidade facilita a vida de quem precisa preparar pendrives e cartões de memória de alta capacidade, agora sem ser preciso recorrer a programas de terceiros.O limite anterior foi imposto pela gigante há mais de 30 anos, durante o desenvolvimento do Windows 95, e curiosamente foi mantido desde então, apesar da evolução drástica das capacidades de armazenamento. Com a disponibilização das novas versões de teste (Insider Preview Build 26300.8170 e Beta 26220.8165) do Windows 11, essa barreira começa a cair. I wrote this Format dialog back on a rainy Thursday morning at Microsoft in late 1994, I think it was. We were porting the bajillion lines of code from the Windows95 user interface over to NT, and Format was just one of those areas where WindowsNT was different enough from… pic.twitter.com/PbrhQe0n3KClique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Grupo criminoso que fazia transporte em larga escala de drogas é alvo de operação em Minas, Mato Grosso do Sul e São Paulo

Publicado em: 15/04/2026 06:54

Operação Luxury da Ficco em Uberlândia PF/Divulgação Uma organização criminosa especializada no transporte em larga escala de drogas é alvo da Operação Luxury, deflagrada nesta quarta-feira (15) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) em Minas Gerais. A ação cumpre 27 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão nas cidades de Uberlândia e Uberaba, São Paulo (SP), além de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre (MS). Coordenada pela Polícia Federal (PF) e com participação das polícias Militar, Civil e Penal, a operação mobiliza cerca de 160 agentes. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 61 milhões em bens ligados aos investigados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo as investigações, o grupo atuava há pelo menos um ano e meio de forma estruturada e contínua. Os suspeitos tinham divisão de tarefas e uma logística organizada para transportar drogas, principalmente maconha, do Mato Grosso do Sul para o Triângulo Mineiro e outras regiões do país. A quadrilha utilizava a chamada “rota caipira”, considerada estratégica para o tráfico entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste. Para dificultar a fiscalização, os criminosos usavam comboios com veículos carregados e carros “batedores”, que seguiam à frente e atrás para avisar sobre possíveis operações policiais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com a PF, as apurações também indicaram o uso de tecnologia de ponta, como internet via satélite, o que permitia comunicação constante mesmo em áreas rurais. Além disso, o grupo usava estradas vicinais, fazia deslocamentos durante a noite e recorria a veículos clonados ou registrados em nome de terceiros. Operação Luxury ocorre em três estados A Operação Luxury corre simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul e o nome faz referência. O nome faz referência à vida de luxo ostentada pelos alvos da investigação. Em Uberlândia, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em condomínios de luxo, localizados no setor sul da cidade. Segundo a Polícia Federal, os principais alvos da operação estão em Uberlândia, onde ficam integrantes ligados à chefia da organização criminosa e ao núcleo financeiro da quadrilha. Em Uberaba, as investigações identificaram o núcleo responsável pelo transporte da droga, incluindo motoristas e os chamados “batedores”. Já em Mato Grosso do Sul, o grupo buscava a droga que era distribuída para o Triângulo Mineiro e outras regiões. Dois dos principais investigados se mudaram recentemente para São Paulo, após venderem uma casa em um condomínio de luxo em Uberlândia. LEIA TAMBÉM: Operação 'Resort do Crime' mira tráfico e lavagem de dinheiro em Ituiutaba Operação Tolerância Zero: PM remove motocicletas e bicicletas motorizadas irregulares Homem chamado para acompanhar operação policial acaba preso por não pagar pensão A PF começou a investigar o grupo criminoso após a apreensão de cerca de 1,1 tonelada de maconha na cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro. A partir desse caso, os investigadores conseguiram relacionar os suspeitos a outras remessas, que somaram aproximadamente 5,9 toneladas da droga apreendidas ao longo das investigações. Além do tráfico de drogas, os investigados também são suspeitos de lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, o grupo usava empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem ilícita dos recursos. Ao todo, são cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporárias. A Operação Luxury é considerada a maior ação do ano da Polícia Federal em Minas Gerais. A Polícia Federal fará coletiva às 10h, em Uberlândia, para apresentar os resultados da força-tarefa. Operação Luxury da Ficco em Uberlândia TV Integração/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Amazon renova linha Fire TV Stick HD e lança TVs Artline para competir com a Samsung

Publicado em: 15/04/2026 06:44 Fonte: Tudocelular

A Amazon anunciou nesta quarta-feira, 15, uma renovação importante no seu ecossistema de entretenimento doméstico com a nova geração do Fire TV Stick HD, além de iniciar a pré-venda da linha de televisores Ember Artline. Os lançamentos focam em dois públicos distintos: o consumidor que busca um acessório de entrada veloz e discreto e o usuário que deseja uma TV com estética de quadro para decorar a casa.O novo Fire TV Stick HD chega com um corpo 30% mais fino em comparação ao modelo anterior. Essa mudança no design facilita a instalação em televisores fixados muito próximos à parede ou com entradas de difícil acesso. Além da redução física, o dispositivo recebeu um salto de performance de 30% na velocidade de processamento, que promete melhorar o carregamento de aplicativos e a fluidez na navegação nos menus. O dongle de streaming da Amazon agora conta com suporte para Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.3, tecnologias que garantem uma conexão de internet mais estável para conteúdos em alta definição e uma latência menor em fones de ouvido sem fio. Outro destaque é a integração com a Alexa Plus, a nova versão da assistente virtual que utiliza inteligência artificial para entender comandos de voz mais complexos sobre filmes, séries e controle de dispositivos da casa inteligente.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Campinas vota, em definitivo, prorrogação do contrato do transporte público por até 2 anos

Publicado em: 15/04/2026 06:36

Câmara de Campinas aprovou na noite desta quarta-feira (8), em 1ª votação, o projeto que prorroga o atual contrato do transporte público por até 2 anos Câmara Municipal de Campinas A Câmara de Vereadores de Campinas analisa e vota na noite desta quarta-feira (15), em definitivo, o projeto de lei complementar que prorroga o atual contrato do transporte público, que se encerra em 29 de abril de 2026. ➡️ Também será votada a emenda que reduz de três para, no máximo, dois anos o período de extensão do contrato. Somente se aprovada em 2ª votação é que a prorrogação excepcional poderá ser efetivada pelo Executivo. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp A discussão do projeto de extensão do contrato do transporte público pela Casa Legislativa ocorre em meio à espera da finalização do processo de licitação, após a realização do leilão em março. 📆 Atualmente, a Comissão de Licitação analisa as planilhas enviadas pelas empresas vencedoras do leilão ocorrido em 5 de março. Não há prazo estipulado pelo edital nessa fase - leia mais abaixo. Em 1ª votação, com o Plenário marcado por debates sobre divergências no prazo da extensão do atual acordo, alvo de contestação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), tanto o projeto quanto a emenda foram aprovados por 25 votos favoráveis e seis contrários. A Emdec justificou que o prazo maior do projeto foi estruturado como uma "margem de máxima segurança jurídica" para o período de transição da nova concessão, estimada entre 11 e 14 meses, "necessário para garantir a continuidade da prestação dos serviço". ⚠️ O projeto possui uma cláusula resolutiva que assegura a extinção automática da prorrogação tão logo concluído o procedimento licitatório e iniciada a operação pelos novos concessionários. Leilão em março Sancetur e Consórcio Grande Campinas vencem leilão para operar transporte público Em março, um leilão na B3, em São Paulo, definiu os ganhadores do certame para operar o sistema de transporte público de Campinas pelos próximos 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. O processo enfrenta um atraso de mais de uma década, desde que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Atualmente, o processo está na etapa de avaliação técnicas das planilhas apresentadas pelos vencedores do certame. Veja abaixo o passo a passo: Análise da Comissão de Licitação: que fará a avaliação técnica das planilhas para verificar se a proposta é economicamente viável. Essa etapa não tem prazo definido. Publicação do julgamento: após a análise, será publicado o julgamento do resultado da licitação. Apresentação de recursos: a partir da publicação, abre-se um período de 3 dias úteis para que as empresas apresentem eventuais recursos administrativos contestando o resultado. Homologação do processo: se não houver recursos (ou após a análise deles), ocorre a homologação da licitação, confirmando oficialmente os vencedores. Criação das empresas operadoras: o consórcio vencedor terá até 2 meses para constituir as Sociedades de Propósito Específico (SPEs) — empresas criadas exclusivamente para operar o transporte coletivo de Campinas. Assinatura do contrato: após a criação das SPEs, ocorre a assinatura do contrato de concessão com a prefeitura. Emissão da Ordem de Serviço: o poder público terá até 120 dias (90 dias mais 30) para emitir o documento que autoriza oficialmente o início dos investimentos pelas concessionárias. Início da operação: a partir da ordem de serviço, as empresas terão até 180 dias para adquirir ônibus, estruturar garagens e preparar a operação, até disponibilizar a frota e iniciar o serviço no sistema de transporte coletivo. Ônibus do transporte público municipal de Campinas Fernanda Sunega/Prefeitura Municipal de Campinas Histórico Inicialmente prevista para março de 2016, a nova licitação é aguarda porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) avaliou como irregular a concorrência de 2005. Segundo o tribunal, as empresas não poderiam ter passado pelo sistema de avaliações técnicas dentro da licitação de preços. Em agosto de 2019, a prefeitura lançou a primeira versão do edital, mas o documento foi suspenso pelo TCE dois meses depois e acabou barrado pela Justiça em novembro daquele ano. A licitação de 2005 venceu em 2020 e a definição do novo contrato virou uma "novela". Com a anulação, a administração municipal recomeçou o processo para consolidar um novo edital, que foi publicado em dezembro de 2022 — já na gestão Dário Saadi (Republicanos). Em março de 2023, o processo chegou a ser interrompido pelo TCE após contestação pelo sindicato das empresas do segmento (Setcamp). Em maio de 2023, o TCE-SP determinou a reformulação do edital com correções de 14 itens para o processo ser retomado. A reformulação foi publicada no dia 14 de julho. Os estudos para adequações foram realizados pela Emdec e secretarias de Transporte, Administração e Justiça, com apoio da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Com as correções no edital, a licitação ocorreu em 20 de setembro de 2023, mas foi declarada deserta, porque nenhuma empresa apresentou oferta para a concessão. Com isso, a prefeitura recomeçou o processo licitatório do zero. A administração municipal abriu em outubro de 2023, a segunda consulta pública para receber sugestões que pudessem contribuir com o processo. Foram 131 manifestações recebidas. Em junho de 2024 foi nomeado, pela administração municipal, um Grupo de Trabalho Intersecretarial, para conduzir a nova licitação do transporte coletivo. A prefeitura realizou 11 audiências públicas em dezembro daquele ano, e abriu uma consulta pública para receber contribuições. Ao todo, foram enviadas 1,1 mil contribuições na consulta pública, que ficou aberta de 2 de abril a 2 de julho de 2025. Em dezembro de 2025, o novo edital foi lançado. Terminal Campo Grande, em Campinas (SP): metrópole tenta definir nova licitação do transporte público Carlos Bassan/PMC Outras pautas Na mesma sessão, os vereadores votam, também em definitivo, um projeto que cria o Programa de Regularização do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (Refis ISSQN Campinas). CLIQUE AQUI e veja o texto do projeto na íntegra O programa permite o parcelamento de dívidas, inscritas ou não na dívida ativa, e descontos de até 100% sobre multas e juras para o acerto de débitos do imposto municipal. Poderão aderir ao Refis débitos constituídos antes da publicação da lei, inclusive aqueles que já tenham sido parcelados anteriormente. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Brastemp lança nova linha de lavadoras com sensores inteligentes e muita inovação

Publicado em: 15/04/2026 06:34 Fonte: Tudocelular

A Brastemp anunciou uma nova geração de lavadoras de 16 kg voltadas para automação e eficiência no dia a dia. Os modelos chegam ao mercado em um momento de forte competição no segmento, onde tecnologia e praticidade ganham cada vez mais relevância. Com foco em simplificar a rotina doméstica, a marca aposta em recursos inteligentes para reduzir etapas manuais durante o processo de lavagem.O principal destaque da nova linha de lavadoras Brastemp fica por conta da tecnologia Smart Sensor, capaz de identificar o peso das roupas e ajustar automaticamente o nível de água e o padrão de agitação. Na prática, isso permite reduzir o consumo em até 25% e otimizar o tempo dos ciclos, alinhando eficiência com sustentabilidade.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Com 10.000 mAh! Powerbank IT-BLUE entra em promoção por menos de R$ 60

Publicado em: 15/04/2026 06:28 Fonte: Tudocelular

Alternativa para quem busca uma powerbank baratinha, a IT-BLUE MAX-0561 traz um pacote bastante completo pelo preço. Além da capacidade de 10.000 mAh, o acessório se destaca pelo suporte a carregamento rápido de até 20 W e boa variedade de conexões. O dispositivo está em preço imperdível nesta oferta da Amazon — você pode levá-lo por apenas R$ 59, com possibilidade de parcelamento em até 2 vezes sem juros no cartão de crédito. Power Bank 10000 mAh, Carregador Portátil Turbo 22,5W, Display de Led Indicador de Bateria, Entrada USB e Tipo C, Tecnologia Power Delivery, Carregamento Super Rápido - Max-0561 (Preto ou Branco) Amazon R$ 59 Ver Oferta Sobre o dispositivoCom elevada capacidade de energia, a powerbank IT-BLUE MAX-0561 armazena 10.000 mAh de carga, valor que representa o dobro do que a maioria dos smartphones suporta (cerca de 5.000 mAh). Ou seja, é possível recarregar até duas vezes um aparelho com esse tamanho de bateria.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Fraude em licitação, 'folha de pagamento paralela' e contratação de indicados por facção: como era o esquema que afastou prefeito de Cabedelo

Publicado em: 15/04/2026 06:06

Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da Polícia Federal Uma operação da Polícia Federal, determinada pela Justiça da Paraíba, na manhã desta terça-feira (14) em Cabedelo, na Grande João Pessoa, afastou o prefeito interino Edvaldo Neto (Avante), que havia vencido a eleição suplementar no último domingo (12). A ação investiga um complexo esquema de corrupção e ligação com o crime organizado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A Operação Cítrico é conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público da Paraíba (por meio do Gaeco) e da Controladoria-Geral da União (CGU). Foram cumpridos mais de 20 mandados de busca e apreensão na investigação do esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com uma facção criminosa. O g1 reuniu perguntas e respostas para explicar os principais pontos do afastamento do prefeito, de outros servidores, além da forma como o esquema operava. O que a investigação apura? Como aconteciam as fraudes? Quem são os alvos da operação e o que faziam no esquema? Sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa? Prefeito interino não vai assumir como prefeito eleito? Quem assume a prefeitura de Cabedelo? O que a investigação apura? Apartamento do prefeito de Cabedelo foi alvo de mandado de busca e apreensão Zuila David/TV Cabo Branco A investigação apura a existência de um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, um braço do “Comando Vermelho”. Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos, usando empresas de mão de obra para infiltrar membros da facção na prefeitura e desviar dinheiro público. A decisão para determinar o afastamento e a investigação foi do desembargador Ricardo Vital de Almeida, que descreve que empresas terceirizadas, especialmente a Lemon Terceirização e Serviços Ltda, com sede em Olinda, em Pernambuco, eram o eixo central do esquema estruturado dentro da administração pública de Cabedelo. Segundo o documento da decisão, o modelo do esquema operava da seguinte forma: a Prefeitura de Cabedelo realizava contratações de serviços terceirizados, como de limpeza em prédios e domicílios, por meio de licitações que são suspeitas de serem fraudadas, ou direcionadas, para garantir que determinadas empresas, como a Lemon, fossem sempre vencedoras e que, após as contratações, houvesse o desvios dos recursos de volta para facção e para agentes públicos, com salários inflados. Como aconteciam as fraudes? A Justiça aponta que as fraudes ocorriam, por exemplo, com a desclassificação deliberada de empresas concorrentes nas licitações, mesmo quando apresentavam propostas melhores, mediante decisões administrativas e pareceres jurídicos que davam aparência de legalidade ao processo licitatório. Uma vez que os contratos eram fechados, essas empresas terceirizadas funcionariam como um mecanismo de contratação de pessoas indicadas por uma facção criminosa, identificada como a “Tropa do Amigão”, um braço do Comando Vermelho, na Paraíba. Essas indicações, segundo a investigação, partiam da liderança do grupo criminoso e eram operacionalizadas dentro da administração pública por intermediários e servidores, que recebiam currículos e efetivavam contratações dentro da estrutura das empresas terceirizadas. Na prática, isso teria criado uma espécie de “folha de pagamento paralela”, como é citado pelo documento, na qual recursos públicos pagos às empresas terceirizadas eram desviados, total ou parcialmente, para financiar a organização criminosa e pagar propinas a agentes públicos. O dinheiro circulava por meio de salários inflados desses funcionários terceirizados contratados, pagamentos em espécie e uso de contas de terceiros para dificultar o rastreamento dessas quantias, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro, também conforme a decisão. Com isso, a estrutura formal da administração municipal, conforme palavras do desembargador, “teria sido convertida em um instrumento logístico e financeiro do crime organizado”. O documento ressalta ainda a ligação entre o núcleo da organização criminosa e o núcleo político do esquema. Um dos nomes citados pelo desembargador é o de Flávio de Lima Monteiro, conhecido por "Fatoka", o chefe da facção criminosa. Ele não foi alvo da operação nesta terça-feira (14) e está na lista dos criminosos mais procurados da Paraíba. Quem são os alvos da operação e o que faziam no esquema? Dinheiro e outros objetos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em Cabedelo Divulgação/Polícia Federal O principal alvo é o prefeito afastado, Edvaldo Neto. Além dele, a operação mirou outras 12 pessoas, incluindo familiares e pessoas ligadas à sua gestão. Entre eles estão sua sogra, Cynthia Denize Silva Cordeiro (ex-secretária de Políticas para Mulheres), e seu cunhado, Diego Carvalho Martins (ex-chefe do Procon municipal). A atual secretária de Administração, Josenilda Batista dos Santos, também está na lista. Veja abaixo quem é quem no esquema investigado pela Justiça e também pela PF: Edvaldo Neto, prefeito interino: teria mantido e garantido a continuidade do esquema como prefeito, assegurando contratos com a Lemon; Vitor Hugo, ex-prefeito: apontado como articulador inicial do esquema, responsável por firmar o pacto com a facção e estruturar o modelo do esquema; Josenilda Batista dos Santos, atual secretária de administração de Cabedelo: apontada como braço operacional interno da facção; recebia indicações da facção e atuava para fraudar licitações e contratar via terceirizadas. Diego Carvalho Martins, atual procurador-geral do município: procurador que teria dado suporte jurídico ao esquema, com pareceres para favorecer a Lemon nas licitações. Luciano Junior da Silva, dono de empresas: controlador de fato do "hub de empresas" utilizadas pela facção criminosa; estruturava a terceirização como fachada para o esquema. Aldecir Monteiro da Silva: sócio formal da Lemon; assinava contratos e aditivos para dar aparência legal. Rougger Guerra Junior, ex-procurador da Câmara de Cabedelo e secretário de João Pessoa: apontado como “lobista”, facilitava a inserção das empresas do esquema na administração pública. Rita Bernadeth Moura Medeiros: apontada como elo operacional do esquema; fazia a interlocução diária entre empresas e Prefeitura. Claudio Fernandes de Lima Monteiro, policial militar reformado e motorista de Josenilda: apontado como gestor de contrato da Lemon indicado para “blindar” a execução do acordo da prefeitura com a empresa e evitar fiscalização. Cynthia Denize Silva Cordeiro, advogada: apontada como elo jurídico entre o núcleo político do esquema com a facção; Ela era advogada de Fatoka e sogra de Edvaldo Neto, o prefeito. Tanison da Silva Santos: apontado como intermediário da facção; repassava indicações e articulava contratações. Genilton Martins de Brito: apontado como operador financeiro; movimentava e pulverizava recursos desviados. Prefeitura de Cabedelo (Contratos/Licitações): estrutura usada para viabilizar licitações e contratos sob suspeita. Lemon Terceirização e Serviços Ltda: empresa central do esquema; utilizada para desvio de verbas e contratação de indicados da facção. LEIA TAMBÉM: Prefeito de Cabedelo afastado em operação que investiga elo com facção criminosa prometeu barrar crime organizado Sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa? De acordo com o desembargador, a sogra de prefeito era advogada de chefe da facção criminosa TV Cabo Branco O desembargador Ricardo Vital de Almeida, citando o Ministério Público da Paraíba (MPPB) nos autos do processo, ressaltou que a participação de Cynthia Denize Silva Cordeiro, um dos alvos da operação e da investigação, não teria sido acidental" no esquema e desempenhava um papel importante no esquema criminoso, sendo advogada de Fatoka, chefe do Comando Vermelho, além de ser sogra do prefeito interino. "Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto", diz trecho da decisão. Cynthia Cordeiro chegou a ocupar diversos cargos na prefeutura de Cabedelo. O g1 entrou em contato com ela para ter um posicionamento sobre a operação, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Prefeito interino não vai assumir como prefeito eleito? Edvaldo Neto (Avante) candidato em Cabedelo Reprodução/TV Cabo Branco O afastamento foi uma medida cautelar determinada pela Justiça da Paraíba para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. Edvaldo Neto já era prefeito interino desde 2025 e foi afastado do cargo dois dias após ser eleito para o mandato definitivo. A medida não tem relação com a eleição suplementar deste domingo (12). De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), o afastamento do prefeito eleito de Cabedelo não foi determinado por integrante da Justiça Eleitoral e que um " eventual efeito desse afastamento na seara eleitoral, inclusive no tocante à sua diplomação, será oportunamente apreciado pela autoridade eleitoral competente, em processo judicial específico, quando provocada". O TRE-PB havia informado anteriormente que a data da diplomação do prefeito está marcada para o dia 25 de maio e uma cerimônia no Teatro Santa Catarina, em Cabedelo. Quem assume a prefeitura de Cabedelo? Edvaldo Neto ao lado de José Pereira. (Reprodução / Redes sociais) Com o afastamento de Edvaldo Neto, quem assume o comando da prefeitura é o atual presidente da Câmara Municipal, José Pereira (Avante). José Pereira era vice-presidente da Câmara de Cabedelo e assumiu a presidência assim que Edvaldo Neto precisou sair para assumir a Prefeitura de forma interina. O novo prefeito interino, José Pereira, está no terceiro mandato de vereador, tendo sido eleito em 2012, 2020 e 2024. Em 2016, tentou a reeleição, mas acabou ficando na suplência. Com a saída de José Pereira para assumir a Prefeitura, Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Câmara Municipal, deve assumir a presidência do Legislativo de forma interina. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: câmara municipal

Elis Regina revive em álbum póstumo produzido a partir da voz da cantora em especial de TV gravado há 40 anos

Publicado em: 15/04/2026 06:00

Elis Regina (1945 – 1982) no camarim do Teatro Bandeirantes em 1976 Divulgação / Bob Wolfenson ♫ NOTÍCIA ♬ Já está em processo de formatação mais um álbum póstumo de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982), previsto para ser lançado em novembro com dez faixas. Antes mesmo do lançamento da controvertida edição remixada do álbum “Elis” (1973), alvo de indignação pública do pianista e arranjador do disco, Cesar Camargo Mariano, João Marcello Bôscoli e o engenheiro de som Ricardo Camera já vinham trabalhando em álbum criado a partir do áudio extraído da gravação de especial filmado pela cantora para a TV Bandeirantes em 1976. Esse trabalho de revitalização do áudio de 1976 transcorre paralelamente às dissonâncias relativas á remixagem do álbum de 1973 – caso que já pode até parar na Justiça (Cesar Camargo Mariano já notificou a gravadora Universal Music e João Marcello Bôscoli estaria cogitando processar Mariano, de acordo com texto publicado no blog do jornalista Julio Maria, biógrafo de Elis Regina). Feita há 40 anos por Elis no estúdio paulistano Vice-Versa, em 16 canais, essa gravação já tinha originado em 1984 o álbum póstumo “Luz das estrelas”, produzido por Max Pierre e Rogério Costa (1949 – 1996), irmão de Elis, com a voz da cantora posta sobre novos arranjos criados na ocasião com a tecnologia da época. Em essência, o processo que gerou “Luz das estrelas” – disco lançado com pompa pela gravadora Som Livre em 1984 – é similar ao processo feito na corrente produção desse novo álbum gerado a partir da voz da cantora no mesmo especial de TV, só que com o auxílio dos recursos digitais do século XXI. Leia-se IA. A ideia do projeto surgiu em 2023 em conversa de João Marcello Bôscoli com o irmão Pedro Mariano. Extraída da gravação do especial (mas recuperada a partir de fita enviada pela gravadora Som Livre à família de Elis, não da fita original do programa de TV, aparentemente perdida), a voz de Elis Regina nas dez músicas foi restaurada pelo engenheiro de som Ricardo Camera através de softwares de IA que reduzem ou eliminam ruídos e interferências. Restaurada a voz, uma nova base instrumental foi produzida nos Estúdios Trama NaCena, em São Paulo (SP), com arranjos criados por Marcelo Maita com a ambição de soarem contemporâneos e, ao mesmo tempo, serem fiéis ao ao universo musical de Elis Regina, cantora que tinha apurada musicalidade e, por isso mesmo, era exigente com a criação e execução dos arranjos. Foram arregimentados músicos como Conrado Goys (guitarra), Daniel de Paula (bateria), Paulinho da Costa (percussão e percussão vocal) e Robinho Tavares (baixo). Os instrumentistas se juntaram ao arranjador Marcelo Maita (piano elétrico e sintetizador) para a gravação de músicas como “Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc). Apresentada ao Brasil na voz de Ney Matogrosso em 1975, no primeiro álbum solo do cantor, a música “Corsário” foi incluída por Elis no roteiro do especial da TV Bandeirantes ao lado de outras composições de João Bosco e Aldir Blanc (1946 – 2020), dupla recorrente no repertório da cantora desde 1972. Com capa que expõe a assinatura de Elis, o single com a nova versão de “Corsário” está programado para ser lançado em 10 de maio, Dia das Mães, dando sequência ao projeto tornado público exatamente dois anos antes, em 10 de maio de 2024, com a edição do single que apresentou a nova versão de “Para Lennon e McCartney” (Lô Borges, Marcio Borges e Fernando Brant, 1970). Originalmente intitulado “Elis para sempre”, esse próximo álbum póstumo de Elis Regina poderá ter músicas como “Triste” (Antonio Carlos Jobim, 1967), “O mestre-sala dos mares” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e “Gol anulado” (João Bosco e Aldir Blanc, 1967). Capa do single póstumo 'Corsário', de Elis Regina (1945 –1982) Divulgação

Palavras-chave: tecnologia

O remédio de bilhões contra o câncer que poucos conseguem pagar

Publicado em: 15/04/2026 05:04

Pembrolizumabe é imunoterápico ultramoderno, diz oncologista Arquivo pessoal Aprovado para uso contra ao menos 19 tipos de câncer, o remédio conhecido comercialmente como Keytruda (pembrolizumabe), da farmacêutica americana Merck Sharp & Dohme (MSD), é vendido no Brasil por mais de R$20 mil. O alto valor da medicação faz com que muitas vezes ela seja inacessível para os que mais precisam não só em terras brasileiras, mas no mundo todo. Desde o seu lançamento, em 2014, quando foi aprovado pela primeira vez pela Administração de Alimentos e Drogas (do inglês, Food and Drug Administration) (FDA) dos Estados Unidos, o remédio já prolongou a vida de milhões de pessoas, em alguns casos transformando diagnósticos anteriormente fatais em doenças controláveis. Mas nem todos os pacientes oncológicos podem contar com esse "luxo”. Uma investigação internacional conjunta publicada nesta segunda-feira (13/04) apontou que a MSD tem se utilizado de uma combinação de estratégias legais e comerciais para determinar quem tem acesso à medicação. Ou seja, a empresa decide, através de sistemas de preços, proteções de patentes e marcos regulatórios quem terá uma chance – ou não – na luta contra o câncer. O projeto batizado de Cancer Calculus é uma iniciativa do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), em parceira com 47 veículos jornalísticos, incluindo a DW Turquia, e investigou o que está por trás dos altos preços atrelados a um dos medicamentos mais importantes do mundo contra o câncer e que se tornou um ponto de ruptura na saúde global. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Campeão de vendas O Keytruda pertence a uma classe de imunoterápicos que permitem ao sistema imunológico atacar as células cancerígenas e gerou, só em 2025, uma receita de vendas de 31,7 bilhões de dólares, o que é mais ou menos 1600 bilhões em reais. Isso corresponde a quase metade da receita total da MSD. Se contado desde a sua aprovação, esse valor é ainda maior, chegando na casa dos 163 bilhões de dólares em receita global, com 60% das vendas vindo dos EUA. Enquanto isso, a empresa distribuiu aproximadamente 75 bilhões de dólares em dividendos aos acionistas e realizou 43 bilhões de dólares em recompra de ações. A cifra bilionária impressiona e posiciona o medicamento como um dos maiores sucessos financeiros na história da indústria farmacêutica. O sucesso de vendas, no entanto, não foi capaz de reduzir o preço do Keytruda. Os custos do tratamento seguem exercendo pressão crescente sobre os sistemas de saúde em todo o mundo. As despesas anuais com tratamento variam de aproximadamente 80 mil dólares na Alemanha a 208 mil dólares nos EUA, de 93 mil dólares no Líbano a aproximadamente 130 mil dólares na Colômbia e de aproximadamente 65 mil dólares na África do Sul a 116 mil dólares na Croácia. Esses valores estão sobrecarregando os orçamentos públicos, inclusive em países ricos. Nos últimos anos, o Keytruda contou com uma expansão global bastante acelerada. De acordo com dados fornecidos ao ICIJ pelo Instituto para Ciência de Dados Humanos (Institute for Human Data Science) (IQVIA), entre 2020 e 2024, as vendas aumentaram 265% no Brasil, chegando a 753,7 milhões de dólares. Na França, o aumento foi de 232%, atingindo 2,8 bilhões de dólares; no México, de 491%, alcançando 137,3 milhões de dólares; e na Turquia, de 584%, atingindo aproximadamente 100 milhões de dólares. Com o aumento contínuo dos preços dos medicamentos nos EUA, o presidente Donald Trump se reuniu com executivos da indústria farmacêutica em dezembro passado e prometeu reduzir os custos. Embora as empresas tenham sinalizado possíveis reduções de preços, a MSD não se comprometeu publicamente com nenhum corte no preço da medicação. Pesquisas no Reino Unido mostram que, em alguns casos, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) paga um valor excessivo pelo Keytruda. Um estudo constatou que, para alguns pacientes com câncer de pulmão, o valor pago pelo medicamento chegou a ser cinco vezes maior do que seu custo-benefício. Preços, patentes e poder O projeto Cancer Calculus revelou que a MSD utilizou uma combinação de estratégias legais e comerciais para manter sua posição dominante. Um dos aspectos mais importantes é o uso extensivo do sistema de patentes. Jornalistas identificaram pelo menos 1.212 pedidos de patente relacionados ao Keytruda em 53 jurisdições diferentes. Desses, 88 são no Brasil. De acordo com a investigação, embora as principais patentes do medicamento devam expirar em 2028, as patentes de continuação podem estender o monopólio de mercado até pelo menos 2042. Isso poderia atrasar a entrada de alternativas mais baratas no mercado em mais de uma década. O ICIJ também identificou pelo menos 337 pedidos de patente "pendentes". Se concedidos, esses pedidos poderiam ampliar ainda mais o domínio do medicamento. Para especialistas do setor, a situação é vista como uma "fortaleza de patentes" criada para sufocar a concorrência. Tahir Amin, fundador da Iniciativa para Medicamentos, Acesso e Conhecimento (I-MAK), uma organização sem fins lucrativos que examina as desigualdades no desenvolvimento de medicamentos, caracterizou a estratégia da MSD como um "esquema multifacetado de abuso de patentes" para estender seu monopólio e manter preços elevados. A companhia rejeita as críticas e afirma que suas aplicações refletem a inovação contínua, incluindo novos casos de uso, formulações e combinações. A investigação também expôs processos regulatórios e esforços de lobby que ajudaram a expandir o uso do medicamento, bem como relações financeiras estabelecidas com médicos e grupos de pacientes. Somente nos EUA, os registros mostram que a MSD repassou aproximadamente 52 milhões de dólares a profissionais de saúde entre 2018 e 2024 em pagamentos relacionados ao Keytruda. Um estudo realizado nos EUA para o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (National Bureau of Economic Research) constatou que a prescrição de medicamentos oncológicos administrados por médicos, como o Keytruda, aumentou 4% nos 12 meses seguintes ao recebimento de financiamento de uma empresa farmacêutica por um profissional de saúde. Quanto a isso, a MSD afirma que essas colaborações ajudam a informar a comunidade médica e melhorar o atendimento ao paciente, e que qualquer apoio fornecido às organizações de pacientes é independente das decisões de prescrição. Um outro ponto controverso diz respeito à dimensão dos custos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) do Keytruda. Em seu depoimento perante o Congresso em 2024, o CEO da MSD, Robert M. Davis, afirmou que a empresa investiu 46 bilhões de dólares entre 2011 e 2023 na pesquisa, desenvolvimento e produção do medicamento. Davis citou mais de 2.200 ensaios clínicos e indicou planos para investir outros 18 bilhões de dólares em estudos futuros. No entanto, uma análise da ONG suíça Public Eye estima o custo de pesquisa e desenvolvimento do medicamento em aproximadamente 1,9 bilhão de dólares - 44 bilhões de dólares a menos do que o informado. Esse custo representa cerca de 1% da receita global gerada desde o lançamento do medicamento. Mesmo incluindo os custos dos ensaios clínicos malsucedidos, essa estimativa sobe para apenas 4,8 bilhões de dólares, ou cerca de 3% da receita total. Adobe Stock Preços exorbitantes, falta de transparência Os preços de tabela do Keytruda variam bastante. Na Indonésia, um frasco do medicamento (100 mg) custa aproximadamente 850 dólares, enquanto nos EUA esse valor ultrapassa os 6 mil dólares. Essa diferença é resultado de um sistema de preços pouco transparente, caracterizado por descontos ocultos e negociações. Mesmo onde os preços parecem mais baixos, a acessibilidade costuma ser pior. Nos EUA, um paciente com renda média pode pagar menos de cinco doses por ano. Em contraste, na África do Sul, uma pessoa com renda mediana não consegue pagar nem mesmo uma única dose (200 mg) por ano. Isso revela que as disparidades de renda, e não apenas o preço, são fatores determinantes para o acesso. Segundo a análise do ICIJ, baseada em parte em dados do Instituto Nacional de Saúde Pública da Áustria, pessoas com renda média nos EUA têm menos condições de comprar Keytruda do que aquelas em alguns países da Europa Ocidental, como França e Bélgica. O medicamento é ainda menos acessível em países de baixa renda da Europa Oriental, como Bulgária e Hungria. Na Índia, o acesso depende em grande parte de pagamentos diretos ou de programas de apoio limitados. Os custos do tratamento podem exceder a renda anual de um paciente, restringindo o acesso a uma pequena parcela da população. O estudo também revelou casos em que a oferta limitada obrigou os médicos a tomar decisões entre a vida e a morte. Um oncologista na Guatemala disse que teve de escolher quais pacientes receberiam tratamento e que se sentia como se estivesse "brincando de Deus". Desde o lançamento do Keytruda em 2014, o ICIJ identificou pelo menos 632 casos em 51 países em que pacientes tentaram arrecadar dinheiro para o tratamento por meio do GoFundMe e outras plataformas de financiamento coletivo. Em alguns casos, os pacientes recorreram ao mercado ilegal, arriscando-se a adquirir medicamentos falsificados. Outros entraram com ações judiciais contra governos. Alguns morreram antes que seus casos fossem resolvidos. Uma característica comum se destaca em todos os países: o sigilo. Em alguns países, as autoridades se recusam a divulgar os gastos públicos ou o número de pacientes relacionados ao Keytruda, frequentemente alegando "segredos comerciais". Isso dificulta a comparação de preços e a avaliação da equidade dos sistemas de saúde. Keytruda no Brasil O alto custo dos medicamentos contra o câncer levou a um aumento repentino de processos judiciais no Brasil. Nos últimos anos, milhares de ações judiciais foram movidas por pacientes que buscam acesso ao tratamento por meio de ordens judiciais. De acordo com o Poder 360, veículo brasileiro que participou da apuração, o Keytruda corresponde ao medicamento com mais judicializações em território nacional, com 6,7 mil ações em instâncias estaduais e federais e 4,6 mil pareces técnicos emitidos pelo Judiciário. Essa também é a tendência em toda a América Latina, onde sistemas jurídicos se tornaram um caminho crucial para o acesso ao tratamento. No Brasil, porém, pode ser que essa realidade mude em breve. No final de março deste ano, o governo brasileiro anunciou uma parceria estratégica para a produção do pembrolizumabe pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ação prevê a transferência de tecnologia da MSD para o Instituto Butantan, fomentando a produção nacional do medicamento, o que deve permitir a ampliação da quantidade de tipos de câncer atendidos pelo tratamento na rede pública de saúde. Atualmente, o Keytruda só é receitado no tratamento de melanoma. No futuro, o medicamento pode vir a ser utilizado, também, contra os cânceres de mama, pulmão, esôfago e colo do útero. Além disso, a produção própria deve reduzir o custo do produto no mercado nacional, tornando-o mais acessível para tratamentos oncológicos. Debates sobre dosagem e aumento de custos A investigação internacional também levantou questões sobre como o medicamento é prescrito. Alguns pesquisadores argumentam que o Keytruda é frequentemente administrado em doses maiores do que o necessário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a simples mudança para a dosagem baseada no peso para pacientes com câncer de pulmão poderia gerar uma economia de aproximadamente 5 bilhões de dólares em todo o mundo ao longo de 15 anos. Em muitos países, os hospitais já começaram a testar doses mais baixas, com os resultados iniciais apontando para níveis de eficácia semelhantes, como em Singapura, Malásia e Taiwan. Alguns países, incluindo Holanda, Canadá e Israel, começaram a adotar um sistema em que a dose é determinada de acordo com o peso do paciente e obtiveram resultados promissores. A MSD, no entanto, argumenta que suas recomendações de dosagem são baseadas em evidências clínicas abrangentes e aprovações regulatórias. MSD: Os preços refletem o valor Ao ser contata pelo ICIJ, a MSD defendeu sua estratégia de preços, afirmando que o preço do Keytruda "reflete seu valor para pacientes e sistemas de saúde". A empresa também afirmou que o acesso a medicamentos é uma questão "multifacetada", dependendo não apenas do preço, mas também de muitos outros fatores, como sistemas de saúde, políticas de reembolso e infraestrutura. A MSD confirmou que aplica preços variados em diferentes mercados e mantém programas de apoio ao paciente. A farmacêutica também observou que participa ativamente de programas para aumentar o acesso a medicamentos em países de baixa e média renda. Nos EUA, a empresa relatou ter fornecido 1,7 bilhão de dólares em medicamentos gratuitos e oferecido aproximadamente 125 milhões de dólares em apoio a copagamento, ou coparticipação, em 2024. A companhia também enfatizou que fatores sistêmicos mais amplos, como seguradoras e intermediários, estão entre as principais causas dos altos custos, particularmente nos EUA. Embora a empresa não divulgue publicamente como calcula os custos de P&D para medicamentos individuais, ela afirma que os preços refletem investimentos e riscos de longo prazo em todo o seu portfólio. A MSD também declarou que reconhece as crescentes "pressões políticas e comerciais" em relação a preços e acesso, principalmente em mercados em desenvolvimento, e que está trabalhando para tornar a assistência médica mais "acessível, eficiente, equitativa e sustentável". Sistema global sob pressão O estudo revela que as práticas da MSD não são exclusivas, mas refletem uma dinâmica mais ampla da indústria farmacêutica, onde a proteção de patentes, as estratégias de preços e os marcos regulatórios frequentemente favorecem os fabricantes. As consequências, no entanto, são sentidas pelos pacientes. O acesso a tratamentos que prolongam a vida muitas vezes depende não apenas de necessidades médicas, mas também da localização geográfica, da renda e da capacidade de lidar com sistemas jurídicos e financeiros complexos. Segundo Nasır Nesanır, chefe do Departamento de Saúde Pública da Associação Médica Turca, em entrevista à DW Turquia, essas desigualdades apontam para problemas estruturais mais profundos. Ao chamar a atenção para as regulamentações de patentes e as estratégias globais de preços de medicamentos, Nesanır enfatizou que, embora o progresso científico seja teoricamente "para o benefício da humanidade", na prática, o poder de compra e a capacidade orçamentária nacional tornaram-se os fatores determinantes. "Portanto, a questão não é simplesmente um debate sobre preços. Trata-se de saber se o progresso no tratamento do câncer deve ser um direito universal ou um privilégio dependente do mercado", disse Nesanır, acrescentando: "A inovação médica deve ser vista como um ganho comum para a humanidade ou deve permanecer um ativo comercial sob proteção de patentes que aprofunda a desigualdade global? Essa é a verdadeira questão." O resultado é uma profunda divisão global. Por um lado, o medicamento representa sobrevivência. Por outro, ainda é inacessível para muitos. Sobre o projeto Cancer Calculus O projeto, coordenado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) em conjunto com a DW Turquia e outros 46 parceiros de mídia, reuniu 124 jornalistas de 37 países. Representando o Brasil, participaram dois jornalistas do Poder 360. Com base em centenas de entrevistas com oncologistas, pacientes e seus familiares, advogados, reguladores, farmacêuticos, profissionais da indústria farmacêutica e outros, bem como dados exclusivos de preços e análises de patentes, a iniciativa examinou como o medicamento oncológico Keytruda se tornou tanto um marco médico quanto um símbolo de acesso desigual. Os parceiros de mídia do ICIJ também obtiveram registros de saúde pública, atas de reuniões e dados sobre preços e reembolsos por meio de pelo menos 1.018 pedidos de acesso à informação em 27 países. Parceiros como The Indian Express, De Tijd, El País, La Nación e DW Turquia documentaram como a eficácia dos medicamentos contra o câncer varia drasticamente entre as regiões. Inúmeros exemplos foram examinados, desde hospitais obrigados a compartilhar tratamentos até pacientes que recorrem a tribunais ou campanhas de arrecadação de fundos para sobreviver. Autor: Adriana Figueiredo, Pelin Ünker

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Veja o que se sabe sobre o caso do vereador que agrediu mulher com garrafa após ela recusar sentar com ele em restaurante em MG

Publicado em: 15/04/2026 05:03

Vídeo mostra mulher ferida após agressão com garrafa em restaurante de MG O vereador Eduardo Genro do Juvenal (PL), da cidade de Leandro Ferreira, no Centro-Oeste mineiro, foi preso após agredir uma mulher com uma garrafa dentro de um restaurante na cidade. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, importunação sexual e injúria. Em nota, o advogado do vereador, Rafael Lino, disse que não vai se manifestar publicamente sobre o caso, por se tratar de um processo que tramita em segredo de justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp A seguir, veja o que já se sabe sobre o caso: Quem são vítima e agressor? Agressor e vítima se conheciam? Quando aconteceu a agressão? Quais são as provas encontradas? Por quais crimes o agressor pode responder? O que falta esclarecer? Quem são vítima e agressor? Eduarda Brandão, mulher agredida com uma garrafa de vidro por Eduardo Cézar Lobato Fonseca, tem 25 anos e mora na zona rural de Leandro Ferreira com a avó e um filho menor, que necessita de cuidados especiais. O vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL), conhecido como 'Eduardo Genro do Juvenal', de 41 anos, é o suspeito de agressão. Na última eleição, Eduardo foi eleito pelo PL com 136 votos, 4,8% dos votos válidos. Segundo dados publicados nas últimas eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o parlamentar é natural de Pitangui (MG), casado e atua como produtor agropecuário. O vereador não declarou renda. Em seu nome, há uma empresa registrada em 2013, na área de produção musical, atualmente com situação cadastral baixada. Agressor e vítima se conheciam? Segundo relato da vítima no boletim de ocorrência, ela conhece o vereador 'de vista', por morarem em uma cidade pequena. A vítima relatou que nunca teve um relacionamento com o agressor, mas afirmou que há dois meses ele a tem perseguido em vários lugares e, inclusive, enviou mensagens pelo aplicativo WhatsApp de outras pessoas. Ela afirmou estar incomodada com o comportamento insistente do vereador e o assédio. Quando aconteceu a agressão? Eduarda relatou aos policiais que estava com mais seis amigos em um restaurante no centro de Leandro Ferreira na noite do dia 6 de abril. O vereador passou acompanhado por outras pessoas, a viu no local e também entrou. Ele foi até a mesa dela, sem ser convidado, e a chamou para se sentar com ele. A vítima e os amigos chegaram a mudar de lugar para evitar contato com o vereador que, diante das negativas dela, jogou uma garrafa em seu rosto, provocando um corte na têmpora. Testemunhas afirmaram em depoimento que, mesmo após o ataque, o vereador continuou a agredi-la verbalmente e tentou intimidá-la. Ele negou, em depoimento, a agressão, e chegou a relatar que ela o teria machucado com as unhas, o que não foi confirmado. Quais são as provas encontradas? Testemunhas confirmaram a versão da vítima e relataram a agressão dentro do restaurante. Há também o registro policial com o relato detalhado da ocorrência e imagens que mostram a vítima ferida após o ataque. Segundo o Boletim de Ocorrência, a versão do vereador de que não havia a agredido não foi sustentada por provas imediatas. Por quais crimes o agressor pode responder? O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) e pela Polícia Civil como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça por mais de uma vez, importunação sexual e injúria. Eduardo Cézar foi preso em flagrante com base na lei Maria da Penha e a Câmara Municipal de Leandro Ferreira decretou a licença temporária e sem remuneração do parlamentar enquanto ele estiver detido. A vítima afirma que, apesar de estarem no mesmo local, ela e o agressor não estavam juntos. Por viverem em uma cidade pequena, se conheciam informalmente e, segundo ela, nunca tiveram nenhum tipo de relacionamento. O que falta esclarecer? A investigação ainda deve aprofundar a análise das provas, ouvir mais testemunhas e avaliar todos os elementos do caso. A Justiça também vai decidir sobre o pedido de liberdade do vereador e, ao fim do processo, definir eventual responsabilização criminal. LEIA TAMBÉM: Mulher agredida por vereador com garrafa de vidro em MG considera deixar cidade: ‘Minha vida acabou’ Vítima de vereador teme ser morta: 'Disse que não daria nada' Vereador ameaçou mulher mesmo depois de agredi-la com garrafa em MG Vereador de Leandro Ferreira, Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL), está preso Reprodução/Redes Sociais VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Assembleia geral dos bispos começa nesta quarta (15), em Aparecida (SP), e reúne 370 religiosos de todo o país

Publicado em: 15/04/2026 05:00

Santuário Nacional de Aparecida Lucas Tavares/g1 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil inicia nesta quarta-feira (15) a 62ª Assembleia Geral, em Aparecida, no interior de SP. O evento acontece dentro do Santuário Nacional, maior igreja católica do país. O evento segue até o dia 24 de abril e reúne bispos de todo o país. Ao todo, 373 integrantes do episcopado participam das discussões — entre eles bispos em atividade e eméritos. Neste ano, pela primeira vez, os religiosos vão utilizar dispositivos eletrônicos chamados “keypads” durante as votações. Os aparelhos permitem registrar votos em tempo real, sem necessidade de conexão com internet ou redes. A proposta é dar mais agilidade e precisão ao processo de deliberação dos bispos. Antes, as votações eram realizadas por escrutínio, com uso de papel, segundo a CNBB — modelo que agora começa a ser substituído pela tecnologia. O principal tema do encontro é a votação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que devem orientar a atuação da Igreja nos próximos anos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como vai funcionar a assembleia A programação diária começa às 8h, com momentos de oração, seguidos por quatro sessões de trabalho ao longo do dia. Durante a manhã, também estão previstas coletivas de imprensa com representantes da CNBB, com transmissão ao vivo pelas redes sociais. À tarde, os debates continuam e, no início da noite, os bispos participam de missas no Santuário Nacional de Aparecida. Nos primeiros dias, o encontro conta ainda com um retiro espiritual reservado aos participantes. O que mais está na pauta Além da votação das diretrizes, os bispos devem discutir outros temas considerados prioritários pela Igreja no Brasil. Entre eles estão: Análises da conjuntura social e religiosa do país; A aplicação do Sínodo sobre a Sinodalidade; Campanhas da Igreja; Proteção de menores e pessoas vulneráveis; e Eventos futuros, como o Congresso Eucarístico Nacional de 2027. Ao todo, a assembleia prevê a análise de dezenas de temas, além da divulgação de mensagens e comunicações oficiais. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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