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Plantio de açaí com irrigação automatizada é destaque no Amazontech 2025 em Boa Vista

Publicado em: 31/08/2025 10:37

Açaí de produtor da zona rural de Boa Vista é irrigado com água mineral por sistema automatizado Ronny Alcântara/Rede Amazônica Com irrigação automatizada e uso sustentável de água mineral, uma propriedade na zona rural de Boa Vista cultiva 18 hectares de açaí e recebe o Amazontech 2025, evento sobre desenvolvimento sustentável da Amazônia. A tecnologia aplicada no campo foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (31). Dono de uma propriedade de 171 hectares, o produtor Almir Sá investiu no plantio do açaí durante a pandemia, como forma de aproveitar uma área pouco explorada da terra dele, onde a principal atividade sempre foi a produção de grama. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A primeira colheita superou as expectativas. Mesmo com o pouco tempo de cultivo, análises técnicas apontaram um rendimento superior ao de outras regiões. Atualmente, a plantação se estende por 18 hectares, com quase 15 mil pés de açaí. A expectativa é de uma colheita de cerca de 90 toneladas por ano. 💧 A área é irrigada de forma totalmente automatizada, com água mineral retirada de um poço artesiano. Sá acredita que o diferencial do produto dele está justamente na qualidade do processo de irrigação e cultivo. Almir Sá, produtor rural que investiu no açaí durante a pandemia após anos de plantio de grama Ronny Alcântara/Rede Amazônica Nós já fizemos testes produzindo suco. Na análise de quem tem experiência, o nosso rendimento foi superior aos outros da região de Roraima. A textura, a qualidade do suco também foi superior, então acho que estamos no rumo certo, garante o produtor. LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Campo experimental testa variedades do café robusta amazônica em Roraima Pecuaristas investem em touros de alta genética em Roraima Com os resultados positivos, o produtor pensa em ampliar o negócio. O projeto prevê a expansão da plantação de açaí para até 40 hectares, o que aumentaria a capacidade produtiva e abriria espaço para novos investimentos. Esperamos atingir pelo menos 5 toneladas por hectare, então essa área vai depender do desenvolvimento da nossa adubação, afirma. Amazontech 2025 O crescimento da produção atraiu também iniciativas de inovação. A propriedade de Almir Sá vai receber atividades do Amazontech 2025, evento que reúne produtores, empresas, pesquisadores e líderes da Amazônia Legal para discutir sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento socioeconômico. Sistema automatizado que irriga plantação de 15 mil pés de açaí em Boa Vista Ronny Alcântara/Rede Amazônica No local, serão realizadas oficinas sobre a cultura do açaí e produção intensiva de pasto, ações que promovem a troca de experiências e fortalecem os investimentos no setor. As visitas de campo serão parte da programação do evento, e têm o objetivo de promover uma imersão no agronegócio local, como explica o Rodrigo Rosa, Analista do Sebrae em Roraima. Com essas visitações e dias de campo no agronegócio, queremos trazer uma oportunidade de demonstrar culturas, casos e experiências de sucesso do meio rural, então nada mais justo que privilegiar propriedades do entorno de Boa Vista que tenham culturas que podem ser demonstradas, justifica. Promovido pelo Sebrae, em parceria com a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Roraima (Faperr) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) o Amazontech 2025 acontece de 4 a 6 de setembro, em Boa Vista. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Último dia da Glocal Amazônia destaca turismo sustentável e cultura no coração da floresta

Publicado em: 31/08/2025 10:06

Terceiro dia da Glocal Amazônia 2025 encerra com shows gratuitos no Largo São Sebastião Manaus se transformou em palco de discussões sobre o futuro da floresta e seu papel no mundo durante a Glocal Amazônia 2025. Foram três dias de programação intensa, encerrada na noite de sábado (30), com painéis, oficinas e atrações culturais que conectaram saberes tradicionais, inovação e sustentabilidade. O evento ocupou espaços como o Palácio da Justiça e o Largo de São Sebastião, e reuniu empresas, estudantes e comunidades em torno de temas como meio ambiente, arte e turismo sustentável. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No último dia, o foco foi o turismo sustentável e os impactos da COP30 na região Norte. A despedida teve dança no Teatro Amazonas, roda de rap, pintura corporal indígena e feira de empreendedorismo no Largo. “O futuro é agora, e a Glocal mostra que as comunidades são essenciais nesse processo”, disse Stephanye Chaves, analista de marketing. A programação contou com painéis sobre arte, patrimônio imaterial e o papel da Amazônia como potência global. Oficinas aproximaram saberes ancestrais da tecnologia, criando pontes entre tradição e inovação. A estudante Carla Roberta acompanhou o último dia do evento e destacou a importância de estimular a consciência socioambiental nas pessoas. Extremamente importante eventos como esse que colocam a gente no pensamento crítico, será que a gente tá fazendo muito pouco pelo Amazonas”, disse. A arte urbana também teve espaço. Na batalha de rimas, jovens das periferias deram voz às suas realidades e fortaleceram a expressão cultural local. Durante a noite, o Largo de São Sebastião foi tomado pelas cor vermelha do Boi Garantido. O bumbá, atual campeão do Festival Folclórico de Parintins, resgatou toadas históricas e novos sucessos para a alegria dos brincantes, e fechou a programação. A Glocal Amazônia 2025 chegou ao fim, mas deixou um recado: pensar global e agir local é essencial para que a voz da floresta ecoe além de suas fronteiras. Glocal Amazônia 2025 aconteceu entre os dias 28 e 30 de agosto em Manaus Diego Oliveira/Rede Amazônica Boi Garantido leva multidão ao Largo de São Sebastião no encerramento da Glocal Amazônia 2025. Ruan Souza

Palavras-chave: tecnologia

Escola troca professores por inteligência artificial e tem só 2 horas de aula por dia; mensalidades partem de R$ 18 mil

Publicado em: 31/08/2025 09:28

'Sem distrações. Só foco profundo', diz a Alpha School, escola americana baseada em IA Reprodução/Redes sociais Uma escola para crianças e adolescentes baseada em inteligência artificial está em expansão nos Estados Unidos: ela substitui professores por programas digitais capazes (em tese) de detectar o nível de conhecimento de cada aluno e oferecer um ensino personalizado e acelerado. 💻Por isso, na Alpha School, não há divisão de séries a partir da idade dos estudantes. E as disciplinas básicas, como matemática e inglês, ocupam apenas 2 horas por dia — o restante do tempo é preenchido por atividades de socialização e de aprendizados para a vida. 💰Estudar em uma das unidades já abertas (Texas, Flórida, Arizona e Califórnia) custa, no mínimo, 40 mil dólares por ano (cerca de R$ 217,3 mil; ou R$ 18 mil por mês). Segundo o próprio colégio, há previsão de abertura de novas filiais neste semestre, inclusive em Nova York. Abaixo, veja os detalhes de como a escola funciona: 🎓Não há mesmo professores? Não. O colégio diz que oferece guias de aprendizagem: profissionais cujo papel principal é incentivar os alunos. Sua função é identificar as necessidades individuais [dos estudantes] e oferecer suporte emocional e motivacional durante o processo de aprendizado, diz a Alpha School. Os guias monitoram o progresso dos estudantes por meio de relatórios gerados pela IA e organizam oficinas e atividades que desenvolvem habilidades para a vida, como práticas de oratória e ensinamentos sobre finanças pessoais. Eles são selecionados por sua excelente formação acadêmica e experiência em áreas como tecnologia e startups, além de sua capacidade de se conectar e motivar os alunos, afirma a instituição. Não há nenhuma menção à obrigatoriedade de licenciatura ou de graduação em alguma disciplina específica. 🕣Por que apenas 2 horas de aula por dia? Propaganda da escola reforça que aluno tem apenas duas horas de aula por dia, em vez de seis Reprodução/Redes sociais Os alunos estudam conteúdos fundamentais (matemática, ciências, leitura) entre 9h e 11h da manhã, com acompanhamento personalizado da IA. Na proposta da escola, isso seria possível porque a ferramenta identifica dificuldades e acelera o progresso acadêmico individual até o domínio completo de cada tópico. Diante da crítica ao uso abusivo de telas, a Alpha School alega que o restante do dia é dedicado à interação social, a partir de workshops, projetos colaborativos e atividades práticas com os colegas. 🧑‍🧑‍🧒‍🧒Como os alunos são motivados? A escola usa modelos de motivação individuais e coletivos, com recompensas e incentivos. A partir do desempenho de cada um e das metas atingidas, é possível ganhar tempo para atividades extras ou usar a moeda interna da escola para acessar experiências especiais. 🚸Qual é o sistema de níveis na Alpha School? A instituição oferece o equivalente ao período entre pré-escola e ensino médio, utilizando níveis baseados em habilidades específicas atingidas por cada aluno. A idade não determina o progresso; estudantes avançam nas disciplinas de acordo com suas capacidades. 💰De quanto é a mensalidade? O site oficial informa que a mensalidade da Alpha School cobre todas as atividades do estudante — incluindo viagens, materiais didáticos e eventos especiais. Como mencionado no início da matéria, a taxa anual é de US$ 40 mil dólares (cerca de R$ 217,3 mil). 📝Como funciona a admissão? Fachada da unidade de Miami Reprodução/Redes sociais É preciso preencher e enviar o formulário de candidatura e pagar uma taxa não reembolsável de US$ 100 por aluno. Depois disso, o estudante deve participar de uma Showcase (apresentação da escola) e, então, agendar o Shadow Day — um dia para vivenciar Alpha School, usando os aplicativos de IA e participando das oficinas focadas em habilidades de vida. Após o Shadow Day, a equipe de admissões revisa os resultados, os comentários da visita e discute os objetivos acadêmicos com a família. Se o aluno for aprovado, a escola faz uma oferta de matrícula. É necessário pagar um depósito não reembolsável de US$ 1.000 para garantir a vaga (o valor é descontado do total da anuidade). ✖️Quais críticas são feitas ao modelo da escola? Nos EUA, especialistas levantam questionamentos sobre: a reduzida carga horária voltada às disciplinas tradicionais (apenas 2 horas por dia); o excesso de contato com telas provocado pelo uso da IA; a robotização dos alunos, que passam a ser estimulados apenas por recompensas externas; a formação dos guias, que não necessariamente têm licenciatura ou experiência em sala de aula; os possíveis prejuízos em questões relacionadas a habilidades sociais, pensamento crítico e concentração por períodos mais prolongados; a regularidade da existência dessa escola (a falta de alinhamento aos padrões acadêmicos barrou esse modelo na Pensilvânia, por exemplo); a falta de discussões sobre diversidade e inclusão. Vídeos de Educação Celular proibido nas escolas?

'Fator Trump': a sombra do presidente americano sobre julgamento de Bolsonaro — e as consequências de eventual condenação

Publicado em: 31/08/2025 08:03

Entenda como será o cumprimento da pena se Bolsonaro e outros réus forem condenados O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em ação que apura sua suposta participação em tentativa de golpe de Estado, acontece em um momento de aprofundamento da crise entre Brasil e Estados Unidos. Previsto para começar na terça-feira (2/9), o julgamento é uma questão doméstica, mas a sombra do presidente americano, Donald Trump, projeta-se sobre o caso, apontam especialistas. Seja pelas declarações públicas de apoio a Bolsonaro ou pelas medidas econômicas e diplomáticas recentes de Washington — das tarifas impostas a produtos brasileiros às sanções contra ministros do STF —, a dimensão internacional do processo foi ampliada. Cientistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil apontam ainda que um eventual resultado desfavorável para o ex-presidente pode aprofundar ainda mais o desgaste na relação com os EUA e, possivelmente, levar a mais medidas de retaliação pela Casa Branca (leia mais abaixo). O julgamento decidirá o futuro de Jair Bolsonaro e mais sete réus que integraram seu governo. Eles fazem parte do chamado "núcleo crucial" da suposta organização criminosa que, segundo a acusação, teria tentado subverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre eles, estão três generais do Exército — Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) — e Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha. Também são réus Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Mauro Cid, e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e que fez uma delação premiada que embasa parte da acusação. Todos negam as acusações. Como os EUA 'entraram' no caso? Trump disse que 'julgamento não deveria estar ocorrendo' e que é 'caça às bruxas' contra Bolsonaro Reuters Antes mesmo de Jair Bolsonaro se tornar réu, seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) começou a acionar sua rede de contatos nos Estados Unidos em busca de apoio internacional. Ele pediu licença de seu mandato para, em suas palavras, "fazer justiça e criar o ambiente para anistiar os reféns de 8 de janeiro e os demais perseguidos que fizeram parte do governo Bolsonaro". Eduardo viajou para os EUA para a posse de Donald Trump e está no país desde então. Pelas redes sociais, documenta encontro com autoridades americanas e esforços para buscar o que chamou de "as justas punições que Alexandre de Moraes e a sua gestapo da Polícia Federal merecem" pelo que acredita ser uma perseguição ao seu pai e os demais acusados no caso. As primeiras manifestações de apoio do governo Trump aos Bolsonaro vieram por meio de declarações de integrantes de seu governo. Em abril, Jason Miller, conselheiro do presidente americano, classificou o ministro Alexandre de Moraes como uma "ameaça à democracia". Em maio, o secretário de Estado, Marco Rubio, admitiu que os EUA consideravam impor sanções contra Moraes durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados americana. Naquele momento, parlamentares norte-americanos haviam enviado cartas ao presidente Trump e ao secretário solicitando a aplicação da Lei Magnitsky, legislação que permite aos Estados Unidos punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos, alegando que o ministro do STF teria transformado o sistema judicial do país em uma arma política. O Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos também já havia aprovado um projeto para barrar a entrada de Moraes no país. Em 7 de julho, Donald Trump se pronunciou pela primeira vez contra o processo judicial enfrentado por Bolsonaro. Em uma mensagem em rede social, disse que "o Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro". "Tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo", disse ainda Trump, sem citar nominalmente o STF ou outro órgão do Judiciário nacional. Dois dias depois, o presidente americano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos importados pelos EUA do Brasil, a alíquota mais alta entre os países sobretaxados, e pediu o fim do julgamento de Jair Bolsonaro. A medida foi comunicada ao governo por meio de uma carta assinada por Trump e endereçada ao presidente Lula. Na mensagem, o republicano afirma que o "julgamento não deveria estar ocorrendo" e que é uma "caça às bruxas" contra Bolsonaro. Trump também citou como motivos para a imposição da tarifa elevada uma relação comercial "injusta" causada pelo protecionismo brasileiro e as decisões do STF que obrigaram plataformas de mídias sociais a bloquear usuários investigados ou acusados por cometer crimes como ameaça e apologia a golpe de Estado – segundo o líder americano, tais decisões seriam "ordens de censura secretas e ilegais". No final de julho, o governo dos EUA ainda anunciou a imposição de sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. O magistrado já estava impedido de entrar em território americano desde 18 de julho, quando Washington determinou a revogação do seu visto, de seus familiares e de "aliados". O governo Trump também revogou os vistos de brasileiros envolvidos na criação do programa Mais Médicos, quando cubanos atuaram no Brasil para suprir a falta de atendimento em áreas remotas ou periféricas do país, em mais um sinal do aprofundamento da crise. Washington também tem feito ameaças e pressão por conta da atuação do Judiciário brasileiro em casos relacionados à regulamentação das redes sociais e grandes empresas de tecnologia brasileiras. Uma investigação comercial foi aberta contra o Brasil em julho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) por, entre outras questões, supostas práticas que estariam prejudicando a competitividade das empresas americanas no setor de comércio digital e serviços de pagamento. Em um relatório que detalha a apuração, o USTR acusa a Justiça brasileira de ter emitido "ordens secretas" instruindo companhias de mídia social americanas a "censurar centenas de postagens e retirar dezenas de críticos políticos, incluindo cidadãos dos EUA, de suas plataformas por discursos legais em solo americano". A afirmação é uma referência à determinação do ministro Alexandre de Moraes para bloqueio de diversos perfis em redes sociais administrados por usuários acusados de atentar contra a democracia brasileira e o processo eleitoral, levando à invasão, em 8 de janeiro de 2023, das sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. O USTR também aponta uma decisão do STF sobre regulamentação das plataformas digitais no país e um suposto favorecimento do Pix como meio de pagamento pelo governo como evidências de que o Brasil estaria prejudicando a competitividade das empresas norte-americanas. Mais recentemente, Trump ameaçou com novas tarifas "substanciais" países que mantenham regras digitais "discriminatórias" contra os Estados Unidos. O presidente não especificou quais nações poderiam ser afetadas, mas autoridades americanas fazem críticas frequentes às legislações e ações tomadas pelo Brasil e pela União Europeia (UE) para regulamentação do ambiente digital. 'Trump poderia estar na mesma situação de Bolsonaro' Bolsonaro pode ser preso mesmo sem ter assinado nada? Para Luciana Veiga, professora do Departamento de Estudos Políticos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), o apoio de Trump a Bolsonaro está ligado a um sentimento de "empatia" do republicano em relação ao brasileiro. "Os dois têm muitas similaridades entre eles e Trump provavelmente enxerga que poderia estar na mesma situação de Bolsonaro se a Justiça americana tivesse agido da mesma forma da brasileira", avalia. As similaridades e diferenças apontadas por muitos especialistas se debruçam especialmente no fato de tanto Bolsonaro quanto o presidente americano Donald Trump terem sido acusados de agir para reverter o resultado de uma eleição, divulgar informações falsas sobre fraude e incitar seus apoiadores a invadirem prédios públicos para impedir a posse de seus adversários políticos. No caso americano, Trump se tornou réu em ações estaduais e federais por suas ações após sua derrota na eleição presidencial de 2020 para o democrata Joe Biden. Segundo uma das acusações, ele teria espalhado "mentiras de que houve fraude" e conspirado para mudar ilegalmente a eleição a seu favor, levando eventualmente à invasão da sede do Congresso americano em 6 de janeiro de 2021. Trump refuta as alegações. Quando os casos foram abertos, o republicano já se preparava para ser candidato às eleições de 2024, e os processos não chegaram a ser concluídos antes de ele voltar à Casa Branca no início deste ano, após derrotar a democrata Kamala Harris nas urnas. Já Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros em 2022. No julgamento de setembro, o ex-presidente brasileiro é acusado de cinco crimes: liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Os dois últimos se referem aos ataques de 8 de janeiro de 2023 contra as sedes dos Três Poderes da República. Na ocasião, milhares de apoiadores radicais de Bolsonaro, insatisfeitos com a eleição e posse do presidente Lula, invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF — em um episódio amplamente comparado ao que aconteceu em 2021 em Washington. Em entrevista à BBC News Brasil em julho, após o anúncio das tarifas americanas e da revogação dos vistos dos ministros do STF, Steven Levitsky, autor do best-seller Como as democracias morrem e professor da Universidade de Harvard, afirmou que Donald Trump foi convencido de que Bolsonaro está sendo injustiçado, "assim como ele acredita que foi injustiçado". "Creio que ele acredite que, de alguma forma, está fazendo justiça no Brasil", disse. Segundo Levitsky, as recentes decisões do governo americano sobre o Brasil são ações de intimidação e bullying que estão "minando" o processo democrático no país. O professor de Harvard afirmou ainda que a tentativa de interferência atual dos EUA no Brasil é mais "personalizada", "desinformada" e "arrogante" do que as ações desempenhadas pelos americanos na América Latina durante a Guerra Fria - quando Washington apoiou golpes militares que instalaram ditaduras que perseguiram e em alguns casos torturam e assassinaram inimigos políticos. "Quer concordemos ou não com a política dos EUA em 1964 no Brasil, ou em 1973 no Chile, pelo menos se tratou de uma política de Estado´[...]. Não é isso [que está acontecendo agora]. O que vemos é um capricho pessoal de Trump baseado em muita desinformação, muita ignorância e muita arrogância", disse. "Não se trata de uma política séria, mas de um país muito grande, rico e poderoso, fazendo política externa de uma república das bananas." Levitsky disse acreditar ainda que as instituições brasileiras respondem melhor às ameaças à sua democracia do que as americanas fizeram em um cenário semelhante. "Acho que hoje o Brasil é um sistema mais democrático do que os Estados Unidos. Esse pode não ser o caso daqui a um ano, mas hoje as instituições brasileiras estão funcionando melhor", afirmou o cientista político. As tarifas e a visão sobre Bolsonaro Apesar das expectativas de Jair Bolsonaro e seus aliados de que um apoio americano pudesse favorecer sua posição doméstica, os efeitos internos da interferência de Trump no caso são, até o momento, mais negativos para Bolsonaro e sua popularidade, segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil. "O vínculo entre a família Bolsonaro e Donald Trump - e as ações tomadas pelos EUA que decorreram disso - geraram um desgaste na opinião pública", aponta Luciana Veiga. Pesquisa Genial/Quaest do final de agosto mostrou que cresceu, entre os brasileiros, a percepção de que Bolsonaro participou do plano de golpe de Estado. Atualmente, são 52% os que consideram que o ex-presidente esteve envolvido na trama. Em dezembro de 2024 eram 47% e em março deste ano, 49%. A mesma pesquisa ainda mostrou que 55% dos brasileiros acreditam que a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro é justa, contra 39% que a julgam injusta. Para Veiga, as medidas de Donald Trump e a divulgação de evidências sobre o envolvimento do ex-presidente e seus aliados na tomada de decisão de Washington influenciaram nesse cenário. "A sequência de acontecimentos dos últimos meses reforçaram uma narrativa contra Bolsonaro", diz a especialista. A professora da UNIRIO ressalta especialmente o efeito da divulgação, pela Polícia Federal, dos áudios e conversas por mensagem entre o ex-presidente e seus aliados sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e um projeto de anistia. As evidências foram incluídas no relatório final de indiciamento pela PF de Jair e Eduardo Bolsonaro. Ambos foram acusados de coação (intimidação) a autoridades que atuam no processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado. Em um dos áudios divulgados, em um diálogo com o pastor Silas Malafaia, Bolsonaro afirma que tem mantido contato com "pessoas mais acertadas" e estabelece uma condição clara: "Se não começar votando a anistia, não tem negociação sobre tarifa". Ele ressalta ainda que tentativas isoladas de governadores em negociar com autoridades americanas não teriam sucesso. Veiga diz: "Para as pessoas que vêm acompanhando fragmentos da história, a leitura feita de tudo isso é que o ex-presidente está tentando se livrar de uma situação pessoal difícil e fazendo o país inteiro pagar". Para Silvio Cascione, diretor da consultoria Eurasia Group no Brasil, há uma associação junto ao eleitorado entre as tarifas impostas sobre as importações brasileiras e Jair Bolsonaro. Mas nada disso parece ter mudado a opinião da base de apoiadores mais fiéis do ex-presidente, aponta ele. "Para aqueles que entendem que a última eleição foi uma fraude e que todo o processo é uma perseguição, nada mudou", diz. A pesquisa Quest do final de agosto mostra que entre eleitores lulistas ou de esquerda, mais de 80% concordam com a visão de que Bolsonaro participou do plano de golpe de Estado. Já entre eleitores de direita ou bolsonaristas, mais de 70% discordam da tese. Entre eleitores de centro, 58% tem a percepção de envolvimento do ex-presidente na trama. Os dados e o crescimento, ainda que discreto, da visão negativa em relação a Jair Bolsonaro também têm tido um efeito direto na classe política brasileira, dizem os especialistas. "Ao mesmo tempo em que existe uma pressão para que o sistema político afeito a Bolsonaro mostre uma defesa contundente dele, a opinião pública está se afastando dele", diz Luciana Veiga. "Os partidos agora fazem seus cálculos sobre os custos de uma mobilização [pró-Bolsonaro]." Consequências de eventual condenação Segundo os cientistas políticos ouvidos, há uma tendência de que Bolsonaro e os demais réus julgados pelo STF sejam considerados culpados ao final do juízo. "Tendo em vista como o processo evoluiu e os sinais que vêm sendo dados, é muito difícil imaginar algo diferente de uma condenação. A dúvida que fica é em relação ao placar [de votos] e o tamanho da pena", avalia Silvio Cascione, da Eurasia Group. E se o cenário de condenação for confirmado, diz o analista, novas medidas de retaliação podem ser esperadas da Casa Branca. "O que é o desenrolar natural do processo para o Brasil será provavelmente visto pelos Estados Unidos como uma escalada", diz. "Quais medidas adicionais poderiam ser tomadas? É um exercício de adivinhação nesse caso." Cascione cita a adoção de novas sanções contra outros membros do STF ou do governo brasileiro com base na Lei Magnitsky como um caminho provável, mas não descarta a possibilidade de um aumento ainda maior na alíquota aplicada para os produtos brasileiros nos EUA. "E infelizmente não só o governo, mas até o setor privado do Brasil tem tido uma dificuldade grande de construção de canais de diálogo e engajamento [para negociar] nos Estados Unidos", diz. Indulto? Silvio Cascione afirma, porém, que se a pressão dos Estados Unidos sob o Brasil continuar até 2026, uma mudança nos rumos do governo nas eleições presidenciais poderia significar uma abertura maior para a extinção da pena e das acusações contra Jair Bolsonaro e seus aliados. O indulto é uma prerrogativa do presidente da República no Brasil prevista na Constituição, mas perdões concedidos no passado já foram anulados por ordem do STF. "A pressão dos Estados Unidos pode mudar o cálculo dentro do Supremo para permitir um indulto presidencial", avalia o diretor da consultoria Eurasia Group no Brasil. "É algo a se observar." A possibilidade de um aliado conceder um perdão presidencial a Jair Bolsonaro já foi aventada publicamente por membros do seu núcleo mais próximo. O tema também tem sido debatido nos bastidores das negociações entre o ex-presidente e potenciais candidatos à presidência no campo da direita em 2026, como seu ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente, disse que o STF deveria respeitar um indulto para beneficiar o pai. "Como é uma competência privativa do presidente da República, e a única certeza que eu tenho é a de que o Lula não será o próximo presidente do Brasil, o próximo presidente fará o indulto e espero que o Supremo respeite a Constituição. Como não tem nenhuma formalidade ilegal, nenhum vício de formalidade, não tem por que derrubar", disse ao jornal O Globo. As eleições de 2026 estão a mais de um ano de distância, mas pesquisas de intenções de voto já consideram diferentes cenários, com algumas alternativas de representantes do campo bolsonarista concorrendo contra Lula como favoritos. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada no final de agosto mostra Lula liderando uma eventual disputa pelo Palácio do Planalto com 44,1% das intenções de voto, contra 31,8% do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

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EUA revoga licença e dificulta produção de chips da Samsung e SK Hynix na China

Publicado em: 31/08/2025 06:09 Fonte: Tudocelular

O Departamento de Comércio dos EUA tornou a vida da Samsung e da SK Hynix mais difíceis neste final de semana. O órgão norte-americano revogou a licença que permitia a fabricação de chips de ambas as fabricantes sul-coreanas na China. De acordo com o diário oficial do governo americano, as empresas não terão mais as isenções a restrições abrangentes que foram criadas em 2022. Isso significa que elas terão de obter novas licenças para voltar a operar as suas instalações já existentes em solo chinês.Contudo, não será permitido às duas qualquer expansão da capacidade ou atualização da tecnologia. Apenas a manutenção das plantas atuais e de seus equipamentos. No caso da Samsung, ela foca na fabricação de chips antigos por lá, enquanto os de última geração já são produzidos na Coreia do Sul ou nos Estados Unidos.Clique aqui para ler mais

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Uberlândia deve avançar rumo às regiões leste e sul; serviços e inovação puxam mapa de crescimento

Publicado em: 31/08/2025 06:00

Cidade de Uberlândia, Avenida Rondon Pacheco Guilherme Bergamini/ALMG/Divulgação Uberlândia acorda neste domingo (31) com o vigor de quem nunca parou de crescer. Entre galpões logísticos e centros de inovação, a segunda maior de Minas Gerais celebra 137 anos como polo de serviços e uma economia que já ultrapassa os R$ 43 bilhões. A cidade continua expandindo e reafirmando seu papel como protagonista do desenvolvimento regional. Agora, com os olhos voltados para as regiões Sul e Leste, onde serviços e inovação desenham os próximos capítulos do seu mapa de crescimento. Com o setor de serviços predominando na cidade, desde janeiro deste ano a cidade recebeu mais de R$ 10 bilhões em investimentos, com expectativa de criar mais de 25 mil empregos em diversos setores da economia, incluindo a indústria, tecnologia, construção civil, agroindústria, logística e outras áreas. Os números são da Prefeitura. Para entender os caminhos do crescimento e os vetores que devem impulsionar o desenvolvimento de Uberlândia nos próximos anos, o g1 preparou esta reportagem especial com especialistas e representantes das principais entidades do setor produtivo, que ajudam a desenhar o futuro econômico da cidade. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp 🚩Uberlândia, uma cidade estrategicamente bem localizada A localização privilegiada de Uberlândia é um dos pilares que sustentam a segunda maior economia de Minas, e a dependência do país em relação a essas rodovias fortalece a economia local da cidade, segundo o economista e professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Filipe Prado Macedo da Silva. "A vantagem de Uberlândia é estar perto de São Paulo, pois concentra toda a participação industrial. E também é mais fácil subir por Brasília ou descer", destacou. O professor ainda comentou que o que atrai mais investimentos para a cidade é o seu potencial de crescimento populacional. "À medida que a cidade vai crescendo, vai atraindo investimentos. O que faz Uberlândia se tornar uma cidade polo, atraindo diversos serviços", acrescentou Prado. A malha viária também é apontada como um dos principais motores do crescimento urbano e industrial da cidade na opinião do presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) do Vale do Paranaíba, José Alves. Segundo ele, o setor logístico dá impulsionamento ao crescimento da cidade rumo a três principais setores geográficos, onde se concentram as principais conexões rodoviárias com os grandes centros. "A cidade hoje tende a ter um crescimento mais forte nas zonas norte, leste e oeste, em virtude até da questão logística, já que nessas regiões estão concentrada a maior parte das rodovias que ligam as grandes cidades a Uberlândia, como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília", comentou Alves. 💼Zona Sul x Zona Leste: concentração de oportunidades e novos negócios Quando o assunto é localização estratégica, duas regiões de Uberlândia despontam como protagonistas do crescimento urbano e econômico. A Zona Sul, em especial, tem ganhado destaque como principal vetor de expansão, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), Fábio Túlio Felippe. Ele aponta que fatores como o Polo Tecnológico Sul, a proximidade com rodovias importantes — como a BR-050 e o Anel Viário — e a expansão imobiliária têm atraído investimentos em moradia e comércio. Mas, para além da Zona Sul, o empresário comentou ao g1 que Uberlândia tem a característica de crescer em todas as direções, sendo o Setor Leste representando um dos maiores potenciais. "Observamos um dinamismo interessante na Zona Leste, impulsionada pelo crescimento residencial que naturalmente atrai serviços e comércios [...] e ainda tem ainda o setor da Granja Marileusa, que gera uma nova dinâmica com investimentos e desenvolvimento para a região leste", acrescentou Fábio. Mapa das zonas sul e leste de Uberlândia PMU/Reprodução 🖥️Serviços, tecnologia e inovação Conforme o último levantamento econômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a base de dados de 2021, Uberlândia se destacou com o setor de serviços, que representou 66,1% da economia. Em seguida, veio a indústria com 31%, enquanto o setor agropecuário ficou em terceiro lugar com 2,7%. Veja gráfico abaixo. Apesar de serviços ainda ser a principal atividade econômica, Uberlândia vem dando claros sinais de que tem potencial para expandir sua economia para a área de tecnologia. Além dos constantes investimentos das empresas de inovação no Polo Tecnológico Sul, neste ano, foi anunciado um investimento superior a R$ 6 bilhões para a construção do primeiro Data Center de Inteligência Artificial (IA) na região sudeste do Brasil. A expectativa de criar mais de 2 mil postos de trabalho. "Tecnologia, porque é o setor do futuro. Grandes empresas da tecnologia nasceram aqui e hoje têm presença nacional. O setor tecnológico hoje está em alta", comentou Prado sobre o setor que mais deve crescer na cidade nos próximos anos. Diversidade setorial como força competitiva Para além dos recentes investimentos em inovação e tecnologia, Uberlândia mantém uma economia diversificada. O presidente da Aciub citou o agronegócio, a logística e os serviços como pilares do desenvolvimento. "Um dos pontos de destaque do desenvolvimento de Uberlândia é a sua diversificação de setores. Somos referência em agronegócio, com cooperativas e tradings que movimentam bilhões em commodities. Nossa posição geográfica estratégica nos transformou em um centro logístico nacional, com empresas escolhendo a cidade como base de distribuição para todo o Brasil", disse o presidente. Essa diversidade setorial, que posiciona Uberlândia como um polo econômico, também impõe novos desafios à cidade, especialmente no que diz respeito à infraestrutura urbana. Com o crescimento acelerado e regionalizado, torna-se essencial alinhar o desenvolvimento econômico ao planejamento estratégico, garantindo que a expansão ocorra de forma sustentável e com qualidade de vida para a população. É nesse contexto que a Aciub intensifica sua atuação, articulando com o poder público e promovendo iniciativas que fortalecem o ambiente de negócios e fomentam o empreendedorismo em todas as regiões da cidade. "Atuamos como conexão entre empreendedores, o que gera novas parcerias, oportunidades e desenvolvimento de negócios. Também oferecemos capacitações, encontros, rodadas de negócios, e diversas outras atividades e serviços que contribuem com o desenvolvimento dos negócios e das pessoas envolvidas, sejam sócios das empresas assim como seus colaboradores", complementou. LEIA TAMBÉM: Uberlândia receberá investimento de R$ 200 milhões em fábrica de cal Uberlândia receberá empreendimento logístico com previsão de 1.800 empregos Empresa americana fará aporte milionário na construção de Data Center em Uberlândia Logística a agro impulsionam crescimento Dados recentes da Fiemg mostram que Uberlândia tem registrado avanços significativos nas exportações, com maior diversificação e volume. A produção de lavouras temporárias, por exemplo, somou R$ 453 milhões, enquanto outros produtos como fumo (R$ 25,6 milhões), couro (R$ 17,6 milhões) e sementes certificadas (R$ 13,4 milhões) também ganharam destaque. A diversificação inclui ainda exportações voltadas para o abate e fabricação de carne (R$ 9,4 milhões) e eletrodomésticos (R$ 4,8 milhões), fortalecendo a economia local. José Alves acredita que a cidade deve manter seu protagonismo no crescimento econômico, continuando a ser um ator principal na região, pois é onde estão localizadas as grandes empresas do agronegócio. "A questão de Uberlândia hoje, a perspectiva da indústria é continuar crescendo e mais ainda ligada ao agronegócio, que é uma tendência nossa, da região inclusive, e com várias empresas vindo para Uberlândia, nessa área do agronegócio, de alimentação, que está muito forte", disse o presidente da Fiemg. 💰Principais investimentos de Uberlândia neste ano O ritmo acelerado de crescimento de Uberlândia tem se refletido em uma série de investimentos robustos anunciados ao longo deste ano, além da instalação de um Data Center voltado para inteligência artificial. Veja quais são: 🛒O Grupo Bahamas anunciou a abertura de mais quatro lojas com um investimento superior a R$ 71 milhões, o que deve resultar na criação de mais de 336 postos de trabalho. 🧀Em março, uma multinacional produtora de queijos confirmou que investirá mais de R$ 291 milhões na cidade. O empreendimento deve gerar 200 empregos no Bairro Distrito Industrial. 🚛Em abril, duas companhias do segmento logístico divulgaram um investimento de R$ 150 milhões na construção de um galpão a ser construído na região Leste. 🏭Já julho deste ano, a empresa multinacional belga Carmeuse anunciou um investimento de R$ 200 milhões para construir uma fábrica de cal, que criará 80 postos de trabalho. Essas são algumas empresas que anunciaram investimentos em Uberlândia, em diversos setores, o que deve resultar na criação de mais de 25 mil empregos e na atração de R$ 10,3 bilhões para a cidade. *Estagiário sob supervisão de Caroline Aleixo. ASSISTA: Uberlândia terá primeiro data center com IA de Minas Gerais Uberlândia terá primeiro data center com IA de Minas Gerais VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Hackers que ameaçaram Felca e psicóloga faziam parte de grupo com 700 suspeitos monitorados pela polícia por abuso infantil

Publicado em: 31/08/2025 06:00

Cayo Santos (à esquerda) e um adolescente (à direita) são suspeitos de usar computadores, como um dos apreendidos acima em Olinda, para ameaçar Felca e uma psicóloga que moram em São Paulo Reprodução Dois hackers detidos nesta semana por ameaçar matar o influenciador Felca e uma psicóloga faziam parte de um grupo no Discord e no Telegram com mais de 700 suspeitos monitorados pela Polícia Civil de São Paulo por crimes virtuais. Um terceiro suspeito preso não era investigado (leia mais abaixo). De acordo com o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o grupo se chama "Country". Nele, seus membros divulgam, compartilham e vendem imagens de abuso sexual infantil. Também cometem estupros virtuais, maus-tratos a animais e ataques a moradores de rua e fazem apologia ao nazismo. E promovem desafios de automutilação, instigando as vítimas, a maioria delas meninas e adolescentes, ao suicídio. Ainda segundo a investigação, as mensagens com ameaças enviadas por WhatsApp e e-mail ao youtuber Felipe Bressanim, conhecido como Felca, e à psicóloga Ana Beatriz Chamati foram feitas por Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, e um adolescente de 17 anos. O motivo do ataque? O fato de Felca ter produzido o vídeo "Adultização" e Ana ter participado dele. O documentário viralizou desde que foi postado nas redes sociais, em 6 de agosto. Ele mostra como outros influenciadores digitais ganham dinheiro produzindo conteúdos que exploram e sexualizam crianças e adolescentes. O youtuber demonstrou como esse material é compartilhado por pedófilos. Após a repercussão de "Adultização", a Justiça da Paraíba decretou as prisões de Hytalo Santos e Euro, casal de influenciadores citado no vídeo de Felca. Os dois foram presos acusados por exploração sexual de menores, trabalho infantil e tráfico humano entre outros crimes. Já Cayo foi preso pela polícia paulista na segunda-feira (25) em Olinda, Pernambuco. O adolescente foi apreendido na quinta-feira (28) em Arapiraca pela polícia de Alagoas. Por causa das mensagens enviadas a Felca e a Ana, eles vão responder por ameaça. Mas também foram acusados de terem cometido outros crimes, como invasão de dispositivo informático, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual (saiba mais abaixo). Os dois foram identificados pela polícia porque já estavam nesse grupo criminoso e intolerante na internet, o "Country", que era vigiado, desde novembro de 2024, por agentes infiltrados. Os policiais levantaram uma lista com 708 usuários, muitos deles usando apelidos. Esses membros trocavam fotos e vídeos de garotas menores nuas, algumas delas eram chantageadas depois que suas imagens íntimas eram vazadas e caíam na web. As identificações de Cayo e do adolescente pela polícia não foram possíveis à época. Mas depois que os dois passaram a ameaçar o youtuber e a psicóloga, deixaram pistas de onde estavam. Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca "Nós não tínhamos ainda a qualificação completa, a localização, mas tínhamos conhecimento de que esse indivíduo já era um indivíduo perigoso", disse ao g1 Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, sobre Cayo. O delegado explicou que só chegou à identificação de Cayo e do adolescente após eles fazerem as ameaças a Felca e Ana. "[Cayo] já era uma pessoa conhecida da polícia por conta de material pornográfico infantil veiculado por ele mesmo e monetizado, vendido outrora para o público em geral", falou Artur, que também confirmou o monitoramento do adolescente. Cayo é considerado um dos líderes do "Country". De acordo com a polícia, ele usava codinomes como Lammer, F4llen ou Lucifage. E decidiu com o adolescente mandar mensagens eletrônicas e digitais com ameaças para Felca e Ana. Eles queriam que o youtuber e a psicóloga retirassem do ar o vídeo "Adultização". Felca e a psicóloga, que moram em São Paulo, não atenderam aos pedidos do criminoso e procuraram a polícia para relatar e registrar boletins de ocorrência sobre as ameaças. As informações do Noad acabaram compartilhadas com a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O órgão pediu então mandados de prisão contra Cayo e de apreensão do adolescente. A Justiça de São Paulo concordou. No dia em que foi preso, Cayo estava com Paulo Vinicius Oliveira Barbosa, de 21 anos, que também acabou detido, mas em flagrante. Ele não havia sido detectado antes. Os dois estavam numa residência com o computador usado para fazer as ameaças. Segundo os policiais, no momento das prisões, ambos estavam acessando ilegalmente sistemas do governo pernambucano. Assim como Cayo, Paulo também foi indiciado por ameaça, invasão de dispositivo informático, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual. Mandado falso e ameaças Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil Segundo a investigação, Cayo ainda forjou um mandado de prisão contra Felca e pretendia incluí-lo no sistema do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mas foi impedido antes pela polícia. Ele divulgava nas redes uma tabela que cobrava por seus serviços criminosos, que variavam de R$ 20 a R$ 50 mil. "Você tem até 23:00 para apagar o seu perfil no Instagram e cortar laços com o felca. A country vai atrás de TODA a sua família", diz um dos trechos das ameaças feitas à psicóloga por Cayo e o adolescente. Como Cayo e Paulo foram detidos tentando invadir um órgão público de Pernambuco, ficarão presos naquele estado à disposição das autoridades locais. O g1 não conseguiu localizar as defesas deles para se pronunciarem. Em seu interrogatório, Cayo negou que tenha ameaçado alguém, mas admitiu que vendia dados de sistemas governamentais nas redes sociais. Admitiu ter recebido mais de R$ 500 mil pelo que chamou de "serviço". O adolescente apreendido permanece sob custódia da Polícia Civil de Alagoas, à disposição da Justiça alagoana. 280 vítimas salvas Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a maioria dos mais de 700 suspeitos de crimes virtuais monitorados pelo Noad nas redes sociais ainda não foi presa porque precisa ser identificada. Muitos usuários dessas redes criminosas usam apelidos, o que dificulta saber quem de fato é. Desde novembro de 2024, o núcleo da SSP ajudou a prender cerca de 20 desses suspeitos que eram monitorados e usam a internet para cometer crimes. Segundo a polícia, as operações ajudaram a salvar vidas de mais de 200 vítimas. "Monitoramos 24 horas por dia redes sociais e plataformas digitais. Temos aproximadamente 280 vítimas salvas de suicídio infantojuvenil, estupros virtuais e automutilações em lives", falou ao g1 a delegada Lisandrea Salvariego Colabuono, coordenadora do Núcleo de Operações e Articulações Digitais. O g1 procurou os advogados que defendem os interesses de Felca e Ana para comentarem o assunto. O advogado do youtuber não retornou os contatos. O advogado da psicóloga a orientou a não falar a respeito. Esta não foi a primeira ameaça que Felca recebeu após a divulgação do vídeo "Adultização". No último dia 17 de agosto, a Justiça de São Paulo aceitou pedido de seu advogado para determinar que o Google quebre o sigilo de uma outra pessoa que ameaçou o youtuber por e-mail. Entre as mensagens que Felca recebeu estão ameaças como: "Você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos?"; "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida"; "Prepara pra morrer" e "Você vai pagar com a sua vida". Este usuário ainda não foi identificado pela polícia paulista, que investiga a denúncia. A psicóloga Ana Beatriz Chamati comentou a apuração feita por Felca no vídeo 'Adultização' Reprodução Segundo a polícia, Cayo Santos forjou um mandado de prisão contra Felca que ira colocar num banco de dados oficiais Reprodução Cayo Santos (foto à esquerda) fez ameaças por WhatsApp a psicóloga que participou do vídeo de Felca (à esquerda) Reprodução Conversa por Whats App sugere incluir o nome de Felca no banco dos mandado de prisões Reprodução DCCiber e Noad de São Paulo participaram de investigação que identificou quem ameaçou Felca e psicóloga Divulgação/Secretaria da Segurança Pública (SSP) Segundo a polícia, F4llen é um dos codinomes de Cayo Santos Reprodução Segundo a investigação, Cayo Santos vendia serviços para colocar nomes e fotos de pessoas no banco de mandados de prisão Reprodução

Palavras-chave: cibernéticohackerhackers

Exame realizado no Hospital de Amor de Barretos analisa pulmão em 10 segundos e identifica câncer em estágio inicial

Publicado em: 31/08/2025 05:03

Exame nos Hospital de Amor de Barretos identifica câncer de pulmão em estágios iniciais Uma tecnologia desenvolvida pelo Hospital de Amor de Barretos (SP) permite analisar o pulmão de forma rápida e precisa em dez segundos e indicar a presença de tumores. O procedimento é uma tomografia de baixa dose e o radiologista avalia as imagens em tempo real. O laudo detalhado é entregue em até 15 dias. 📱 Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram Desde 2019, quando a tecnologia foi desenvolvida, o Hospital de Amor já realizou mais de 1,6 mil exames de rastreamento de câncer de pulmão e mais de 30 pacientes tiveram a doença detectada em fase inicial, quando o tratamento tem maiores chances de sucesso. A iniciativa é voltada a pessoas de 50 a 80 anos que fumam ou já fumaram, após uma triagem médica. Pacientes diagnosticados com alterações recebem acompanhamento anual. LEIA TAMBÉM Ana Castela surpreende crianças do Hospital de Amor na inauguração de brinquedoteca Hospital de Barretos testa ferramenta com IA para facilitar diagnóstico do câncer infantil Sertanejos famosos doam milhões ao Hospital de Amor; parceria começou com Xuxa e Gugu Segundo Fabiana Vazquez, pesquisadora em oncologia e prevenção do câncer no Hospital de Amor, a prevenção é o foco principal do programa. “Mais de 90% dos pacientes que chegam com câncer de pulmão aqui são fumantes ou ex-fumantes. Identificar a doença antes do aparecimento de sintomas aumenta muito a chance de cura. Muitas vezes, apenas a cirurgia é suficiente". Exame rápido realizado no Hospital de Amor de Barretos identifica câncer de pulmão em estágio inicial Valdinei Malaguti | EPTV O hospital enfatiza que o rastreamento não substitui consultas regulares, mas é uma ferramenta importante para prevenir o avanço da doença, principalmente em pessoas com histórico de tabagismo. Diagnóstico precoce que salva vidas Alice de Fátima Rodrigues, 51 anos, começou a fumar aos 17 e só conseguiu abandonar o vício há quatro anos. No ano passado, durante um exame preventivo no Hospital de Amor, recebeu o diagnóstico de um nódulo de 2 centímetros no pulmão esquerdo. “Foi um choque imenso. Você fica imaginando 'será que vou conseguir? Será que meu caso vai ter salvação?'”, conta. Mesmo sem sintomas, o rastreamento precoce permitiu que ela passasse por cirurgia logo no início deste ano. Hoje, Alice se adapta a viver com apenas um dos pulmões e relata melhora significativa na disposição e na qualidade de vida. “O cansaço ainda existe, mas é menor do que quando fumava. Cada dia melhora mais. Agora é lutar para voltar à rotina de antes”. Alice de Fátima Rodrigues recebeu o diagnóstico de um nódulo de 2 centímetros no pulmão esquerdo Valdinei Malaguti | EPTV Tabagismo e câncer de pulmão O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que mais de 80% dos casos estão associados ao consumo de cigarro. Além disso, a doença é frequentemente diagnosticada em estágio avançado, quando as opções de tratamento são mais limitadas e a taxa de sobrevivência diminui. O rastreamento realizado pelo Hospital de Amor busca reduzir esse impacto, permitindo a detecção precoce e aumentando a chance de cura. Hospital de Amor de Barretos, SP, completa 60 anos em março de 2022 Divulgação/Hospital de Amor O exame é indicado para fumantes ou ex-fumantes entre 50 e 80 anos, após triagem médica. O Hospital de Amor recebe pacientes de todo o país e, anualmente, atende cerca de 500 casos de câncer de pulmão em estágio avançado. O atendimento é gratuito e os interessados podem entrar em contato pelo telefone (17) 3321-6600, ramais 7010 ou 7080, ou pelo site oficial do Hospital. Importância da prevenção Referência nacional em oncologia, o Hospital de Amor desenvolve diversos programas de prevenção, incluindo rastreamento de câncer de pulmão, mama, próstata e colo do útero. Fabiana Vazquez enfatiza que, quanto mais cedo a doença é detectada, maior a chance de tratamento bem-sucedido e recuperação total. “A prevenção salva vidas. Identificar o câncer ainda sem sintomas e acompanhar o paciente anualmente é uma estratégia fundamental. Quando identificamos um nódulo pequeno em alguém sem sintomas, tratamos rapidamente e o paciente pode voltar a viver normalmente com a família, filhos e netos. Isso é extremamente gratificante". Exame rápido em Barretos identifica câncer de pulmão em estágio inicial e aumenta chances de cura Valdinei Malaguti | EPTV *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Trabalho social busca gerar autonomia financeira e autocuidado para mulheres em Maranguape, no CE

Publicado em: 31/08/2025 05:00

Instituto Move Marias promove oficinas de empreendedorismo para mulheres no Ceará Abrir caminhos para a emancipação e o bem-estar das mulheres. Esse é um dos objetivos do Instituto Move Marias, organização que aposta no empreendedorismo como ferramenta de transformação para as beneficiadas na cidade de Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza. Conforme levantamento da instituição, cerca de 3 mil mulheres já foram alcançadas de forma direta e indireta pelas atividades, iniciadas em maio de 2024. O instituto foca em mulheres de 20 a 60 anos para auxiliar negócios já criados ou em fase de elaboração. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Com ações formativas, mentorias e oficinas, o objetivo é desenvolver as habilidades pessoais e profissionais das mulheres alcançadas. Eventos como corrida e aulões de yoga também ajudam a diversificar as atividades. Todas elas são gratuitas para as beneficiadas. Propósitos de vida Cerca de 3 mil mulheres foram alcançadas por atividades do Instituto Move Marias, conforme levantamento da organização Instituto Move Marias/Divulgação As oficinas Empreender, que ocorrem duas vezes por semana, trazem conteúdos diversos para ajudar as mulheres na qualificação profissional e nos passos necessários para gerar renda. Para mulheres com negócios em operação e para quem ainda busca ideias para empreender, os conteúdos trazem conhecimentos sobre gestão, marketing, finanças e planejamento. Nas oficinas Florescer, os temas são voltados para o autocuidado e o autoconhecimento. A prática de exercícios físicos é uma das mensagens estimuladas na instituição. A empresária Adriana Lima, fundadora e presidente do instituto, explica que um público alcançado tem sido o de mulheres com idades acima dos 40 anos, muitas vezes em situação de vulnerabilidade. “Essa mulher, muitas vezes, está em casa, os filhos estão criados, e ela não se sente útil, se sente insegura, com a autoestima, às vezes, muito baixa. E a gente começou a trabalhar fortemente a subjetividade, temas transversais para despertar na mulher esse autocuidado. E aí, elas vão se fortalecendo e começam a ter ideias de negócios, querem voltar a estudar”, exemplifica Adriana. Conforme a empresária, o Move Marias nasceu de uma inspiração e de um chamado para realizar algum trabalho pelas mulheres. Atualmente, as atividades contam com apoio de voluntários e com mulheres com formação em psicologia e assistência social. A instituição foi oficializada em maio de 2024 como uma organização sem fins lucrativos. Para o futuro, alguns projetos são expandir a atuação para Fortaleza e também passar a oferecer oficinas mais práticas, levando conhecimentos sobre artesanato, gastronomia e confecção de produtos diversos. Aprendizados nas oficinas Mulheres são beneficiadas por oficinas de autoconhecimento e empreendedorismo no CE Para a podóloga Francisca Helena de Sousa, a participação nas atividades de empreendedorismo auxiliaram bastante para que ela pensasse na forma de se comunicar com os pacientes. Ela relata que, além do aprendizado voltado para o trabalho, os temas sobre autocuidado despertaram a vontade de incluir os exercícios físicos na rotina. Um resultado positivo, para ela, foi ter participado da 1ª Corrida Move Marias, realizada no dia 30 de março. Também moradora de Maranguape, a dona de casa Antônia Cleide da Cruz explica que encontrou novos propósitos ao conhecer o Move Marias. Inspirada pelas mulheres que conheceu no instituto, ela está dando os primeiros passos para trabalhar com a venda de lingeries. Há 11 anos, ela perdeu o único filho e entrou em um processo de depressão. “Eu vivia em casa, depressiva, solitária”, conta. Para ela, o acolhimento que encontrou no instituto tem sido diferencial. “Aqui eu encontrei uma paz pra mim”, compartilha. No caminho de descobertas, ela sonha em se tornar empreendedora a partir dos conhecimentos recebidos nas atividades. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

De locais de opressão a espaços de aprendizado, casas-grandes viram museus e até Parque da Abolição em Pernambuco

Publicado em: 31/08/2025 04:01

Casas-grandes viram museus e até Parque da Abolição em Pernambuco A casa‑grande era o centro de poder e opressão durante o ciclo da cana-de-açúcar, principal atividade econômica de Pernambuco no Brasil imperial. Erguida em posição elevada em relação à senzala, ela simbolizava autoridade e controle dos senhores de engenho sobre a produção e, sobretudo, sobre as pessoas escravizadas — os separando física e socialmente. Hoje, algumas dessas construções ganharam nova vida e significado, saindo de espaços de opressão a locais de aprendizado, tornando-se museus, alguns deles até batizados para celebrar a memória do abolicionismo e da população afro-brasileira. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Três exemplos marcantes no Grande Recife são o Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho; o Museu da Abolição, na Madalena, Zona Oeste da capital; e a Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, em Apipucos, na Zona Norte (veja vídeo acima). Segundo a pesquisadora Amanda Barlavento Gomes, doutora em história pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), esses três locais podem ser vistos como uma espécie de roteiro do abolicionismo no estado. Ela lembrou que, embora os engenhos de cana-de-açúcar sejam creditados como força motriz da economia pernambucana nessa época, isso só ocorreu, de diversas formas, devido à presença e comércio de pessoas escravizadas. "A historiografia vem questionando essa ideia do açúcar como principal economia do estado. Isso só foi possível pelo financiamento que se conseguia por meio prestamistas, que, geralmente, eram comerciantes atlânticos. E quase todos eram traficantes de pessoas escravizadas. Portanto, para se ter um engenho, era preciso ter muito dinheiro, e a forma mais fácil de conseguir era por meio dos prestamistas. O Barão de Beberibe, por exemplo, um dos maores traficantes do estado, foi um dos fundadores do Banco Comercial de Pernambuco, que se tornou o antigo Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe)", explicou. Ainda segundo Amanda Barlavento Gomes, os engenhos, por vezes, eram famosos e respeitados mais por seus donos do que por sua capacidade de produção. E, ao entrar em declínio, acabaram por se tornar sítios, e suas casas-grandes, palacetes. Conheça, abaixo, um pouco da história e do que se tornaram esses locais: Museu da Abolição — Sobrado Grande da Madalena Sobrado Grande da Madalena abriga o Museu da Abolição, na Zona Oeste do Recife Instituto Biapó/Divulgação ⏳ História Construído no século 17 pelo português Pedro Afonso Duro, foi casa-grande do Engenho da Madalena, um dos mais importantes engenhos de açúcar de Pernambuco. O proprietário casou-se com a brasileira Madalena Gonçalves, que hoje dá nome ao bairro, um dos mais nobres do Recife. O prédio de estilo colonial, conhecido como Sobrado Grande da Madalena, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e é revestido de azulejos portugueses. Ao longo do tempo, o local passou por diversas reformas, e no século 19 foi residência de Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista, que foi presidente das províncias de Pernambuco e do Rio Grande do Sul. Ele morou no sobrado até 1841, quando se mudou para um palacete na Rua da Aurora, hoje uma das sedes da Polícia Civil, no bairro da Boa Vista. O conde morreu nesse local, em 1870. "Esse engenho ficava na passagem entre a zona rural e a zona comercial do Recife, que ficava nos arredores do porto, onde hoje fica o centro. O tempo que se levava entre essas regiões era longo, e muitas pessoas eram recebidas no Sobrado da Madalena, com acolhimento dos viajantes. Era produtor de açúcar, mas com o passar da urbanização, perdeu importância e virou um sítio", explicou a pesquisadora. Outro notável morador do Sobrado da Madalena foi o conselheiro João Alfredo Correia de Oliveira, que dá nome à praça em que fica o edifício. João Alfredo foi um importante político, abolicionista e monarquista brasileiro, e um dos responsáveis pela formulação da Lei do Ventre Livre e da Lei Áurea, assinada pela Pricesa Isabel, que declarou extinta a escravidão no Brasil. Ele esteve à frente do Conselho de Ministros do Brasil quando a campanha abolicionista conseguiu não somente a sanção da Lei Áurea, mas também impedir que o Estado brasileiro indenizasse os proprietários de pessoas escravizadas. "João Alfredo foi um grande abolicionista e chegou a ser ministro do Imperio e chefe do Conselho de Ministros no lugar do Barão de Cotejipe. Grande político respeitado que foi, morou no sobrado, e o museu foi pensado originalmente para homenagear João Alfredo e Joaquim Nabuco", disse Amanda Barlavento Gomes. 🏛️ Transformação A proposta de criação do Museu da Abolição surgiu durante o terceiro governo de Getúlio Vargas, como forma de homenagear os abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. Entretanto, a instituição só foi criada em 1957, pelo presidente Juscelino Kubitscheck. Em 1960, a Câmara Municipal do Recife desapropriou o sobrado para a instalação do museu, que passou a ser mantido pelo Iphan. Em 1964 ocorreu a emissão de posse do imóvel e, em 1966, o sobrado foi tombado como Patrimônio Nacional. O museu tem como missão preservar, pesquisar, divulgar, valorizar e difundir a memória e patrimônio material e imaterial dos afro-descendentes. No local, há exposições interativas e virtuais, uma delas pode ser vista na internet, com objetos sacros afro-brasileiros apreendidos pela polícia em terreiros de candomblé do Recife, na década de 1920. Parque Nacional da Abolição — Engenho Massangana Casa-grande do Engenho Massangana e, ao fundo, Capela de São Mateus Fundaj/Divulgação ⏳ História Composto pela Casa-Grande e Capela de São Mateus o conjunto arquitetônico do Engenho Massangana fica numa área de dez hectares, no Cabo de Santo Agostinho, ao sul da Região Metropolitana do Recife. No local, o abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco passou os primeiros anos de sua infância, e é citado por ele como base de seus ideais abolicionistas. O engenho foi batizado em referência ao Rio Massangana, palavra que tem origem africana. Uma das versões para a origem do engenho é de que ele tenha sido fundado no século 16 pelo comendador Tristão de Mendonça, que recebeu as terras de Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco. De acordo com a Fundação Joaquim Nabuco, em meados do século 19, o engenho passou a ser propriedade do senador do império Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho e sua esposa, Ana Rosa Falcão, madrinha de Joaquim Nabuco. Nabuco nasceu em 1849 e logo se mudou para o Engenho Massangana, onde morou até os 8 anos, em 1957, ano da morte de sua madrinha. Ele cita o local em seu livro de memórias "Minha Formação", publicado em 1900. Ele dedica um capítulo ao engenho, que cita como sendo parte de sua "formação instintiva, ou moral, definitiva... Passei esse período inicial, tão remoto e tão presente, em um engenho de Pernambuco, minha província natal". Segundo Amanda Barlavento Gomes, a história de Nabuco é cheia de nuances e contradições, já que ele, um político liberal e abolicionista, era filho de José Tomás Nabuco de Araújo Filho, que advogou para diversos comerciantes de prestígio em Pernambuco, incluindo traficantes de pessoas escravizadas. Além disso, como juiz, ele julgou membros da Revolução Praieira, última rebelião provincial do Brasil no segundo reinado de Dom Pedro II. Na época, liberais, chamados de praieiros, lutaram e foram derrotados pelos conservadores na disputa pela província de Pernambuco. Vários foram condenados ao fuzilamento e ao exílio. "Ele era um verdadeiro estadista, e vai ser muito importante porque se torna ministro, escritor do Código Civil e participa da lei que proíbe o tráfico de africanos escravizados no Brasil. Joaquim Nabuco, após a morte do pai, sendo o grande abolicionista que foi, precisou vender dois escravos para abrir o inventário dos bens herdados. Apesar de terem grande prestígio, essas pessoas não eram tão ricas quanto a gente pensa, mesmo com esses engenhos", explicou. 🏛️ Transformação O Engenho Massangana era propriedade da Usina Santo Inácio, e por causa de dívidas, foi desapropriado em 1972 pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão federal o transferiu em comodato (empréstimo gratuito) para a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), situação que persiste até os dias atuais. O museu foi inaugurado em 1973 e o conjunto foi tombado em 1984 pelo governo de Pernambuco como Parque Estadual da Abolição. No local, há espaços que remetem ao ciclo da cana-de-açúcar e a Joaquim Nabuco, com exposições, atividades educacionais, sala de leitura e visitas guiadas. Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre Fundação Gilberto Freyre fica no bairro de Apipucos, na Zona Norte do Recife Pedro Alves/g1 ⏳ História Construída no século 19, a Vivenda Santo Antonio de Apipucos, hoje Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre, foi casa do escritor pernambucano por mais de 40 anos. Antes, era uma das casas-grandes do Engenho de Apipucos, que de maneira incomum tinha mais de uma casa-grande, já que pertencia aos irmãos Antônio Lins Caldas e Thomáz José Lins Caldas. Justamente por pertencer a dois irmãos, e por eles serem muito próximos, o Engenho de Apipucos era chamado por eles de Engenho dos Dois Irmãos, o que hoje dá nome tanto aos bairros de Apipucos quanto ao de Dois Irmãos. "Esse engenho era muito vasto, imenso, e talvez por isso tivesse duas casas-grandes, além de pequenos sobrados e vilas para os trabalhadores livres. Alguns escravos dormiam na senzala, mas outros tinham pequenas casas e tinha umas terras que eram arrendadas para consumo interno, alimentação, mas uma parte daquela produção era para o senhor de engenho", afirmou Amanda Barlavento. A casa-grande que virou residência de Gilberto Freyre era uma espécie de casa de festas. Não se sabe ao certo onde ficava a outra, mas é possível que ela ficasse perto do Açude de Apipucos ou do Rio Capibaribe. Os herdeiros dos irmãos mantiveram o engenho por um tempo, mas o venderam em 1875 para a Companhia Beberibe, que construiu o primeiro sistema de abastecimento d'água do Recife, utilizando suprimento do Açude do Prata, em Dois Irmãos. Ela foi extinta em 1912, substituída pela Comissão de Saneamento do Recife. 🏛️ Transformação Em 1881, a casa-grande foi reformada, e na década de 1940 foi comprada por Gilberto Freyre, autor de importantes obras como Casa-Grande & Senzala, Sobrados e Mucambos e Assombrassões do Recife Velho. O local tinha virado um sítio, assim como outros trechos ao seu redor, que tinham sido desmembrados. Todos foram comprados pelo escritor, que unificou o terreno numa só propriedade e expandiu a casa, construindo uma pequena residência para seu pai, uma biblioteca, quartos para os filhos no primeiro andar e outros cômodos. Em 1987, por ideia dele, foi criada a Fundação Gilberto Freyre, com a missão de preservar e disponibilizar ao público o patrimônio pessoal e intelectual do pernambucano. A entidade foi criada em março, e o escritor morreu em julho de 1987. Atualmente, ela ocupa um hectare de terra no bairro de Apipucos. "O que eu acho mais interessante do Solar de Apipucos é o que acontece com ele, a ressignificação da estrutura física. Antes, era o símbolo senhorial e quem passa a morar é Glberto Freyre, que se contrapunha às ideias da época, que eram teorias segregacionistas, e fala sobre miscigenação. E nessa época, de 1930, era justamente o período em que se levantava o nazifascismo na Europa, com ideias eugenistas", declarou Amanda Barlavento Gomes. A casa-grande virou casa-museu e mantém o ambiente da maneira que foi concebida pelo casal, com imagens sacras católicas, peças de origem africana, azulejos portugueses com peças da arte popular brasileira, porcelanas orientais com prataria inglesa e portuguesa. "Há críticas à obra de Gilberto Freyre, porque ele fala sobre uma democracia racial que não aconteceu. Fala sobre a miscigenação do Brasil que foi construída na violência, só existiu violência. Ele romantiza o racismo e ignora a desigualdade social e racial, mas ele foi muito importante à sua época. Ele funda uma teoria e se contrapõe a tudo o que se fala na época", explicou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Viajantes dizem que cobrança de saquinho para líquidos em Guarulhos é recente e agora chegam preparados

Publicado em: 31/08/2025 01:00

Passageiros com embalagem plástica para colocar líquidos no aeroporto de Guarulhos g1/Lara Castelo A cobrança de saquinho transparente para levar líquidos na bagagem de mão no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, é recente, segundo passageiros ouvidos pelo g1. A exigência existe desde 2019 para aeroportos brasileiros e a administração do local nega que o monitoramento tenha mudado. Mas, depois que vídeos sobre a cobrança se espalharam, há uma semana, os viajantes têm chegado preparados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Na última quinta-feira (28), o casal Nelson, de 61 anos, e Patrícia Fonseca, 53, estava em Guarulhos para viajar até Bruxelas, na Bélgica, a fim de visitar o filho. Eles fazem essa viagem pelo menos uma vez por ano e disseram não conheciam a "regra do zip lock", como a exigência ficou conhecida, em referência a uma marca de embalagens em plástico transparente. "Ouvimos falar disso pela primeira vez essa semana, nas redes sociais. E já garantimos a nossa, para não termos problemas", afirmaram eles. Regras para levar líquidos em voos internacionais Rumo à Inglaterra, Natália Castelli, 33, e Vitor Castellar, 30, também contaram uma história parecida: só souberam da exigência recentemente pela internet. “Ouvimos essa semana sobre essa história e não queremos arriscar”, disse Natália, mostrando um kit com saquinhos que levava na mochila. 🧳Conheça as regras (e as exceções) para levar líquido na bagagem de mão Rafaela Molás, de 32 anos, é empresária e criadora de conteúdo de viagens. Ele contou que, em maio de 2024, quando estava indo para a Itália, entrou na área de embarque do aeroporto com líquidos na sua bagagem de mão sem a embalagem plástica e não teve problemas. "Levei eles em frascos de 100ml dentro de uma necessaire comum", disse. 'Já fiz 12 viagens internacionais por Guarulhos e nunca vi isso' Maria Eduarda Barros, de 25 anos, também não teve empecilhos para embarcar para o Chile, em 2024, sem a embalagem plástica. Mas, no último dia 22, ao viajar para o Panamá com o marido, Vitor Silva, de 27 anos, foi surpreendida com a cobrança. "Mesmo seguindo a regra dos frascos de até 100ml, me informaram que os produtos só poderiam ser transportados em um saco plástico transparente (do) tipo zip". "Como eu não tinha (a embalagem), todos os meus itens foram descartados, mesmo estando lacrados: xampu e condicionador, hidratante, óleo corporal, creme de pentear e desodorante", contou. Maria Eduarda e o marido Vitor Silva Acervo pessoal Maria Eduarda relatou ainda que os funcionários do aeroporto ofereceram a opção de ela despachar a mala de mão, situação em que a regra dos 100ml não precisa ser seguida. Mas a passageira não quis pagar a taxa para despachar. "Me senti prejudicada. Em nenhum momento antes do embarque recebi informação clara de que, além do limite de 100ml, seria obrigatório o uso do saco plástico", diz. Filas e novos equipamentos Relatos como o de Maria Eduarda circularam nas redes sociais na última semana e influenciadores chegaram a fazer vídeos explicando uma suposta "nova regra de líquidos em Guarulhos". Esses conteúdos também associavam a fiscalização com filas que aconteceram recentemente, nas áreas de embarque. Mas a GRU Airport, administradora do aeroporto, diz que as filas foram motivadas pela instalação de novos equipamentos de segurança, iniciada na última terça-feira (19), e pelo treinamento das equipes que irão operá-los. Os aparelhos foram doados pelo órgão responsável pela segurança dos aeroportos dos EUA (TSA, na sigla em inglês) e valem US$ 2 milhões. Entre eles, estão: raios-x de visão dupla, tecnologia de imagem (AIT-body scanner) e equipamentos de detecção de traços de explosivos (ETD). Ao g1, a GRU Airport disse que esses aparelhos não mudam nada em relação à fiscalização dos líquidos na bagagem de mão dos passageiros. Novos equipamentos aeroporto de Guarulhos Divulgação/Anac Viagem aos EUA: o que ter em mãos e como responder às perguntas dos agentes de imigração? Fim de uma era: Europa vai substituir carimbo de passaporte por sistema eletrônico

Palavras-chave: tecnologia

Ataque hacker à sistema que liga instituições ao PIX provocou o desvio de cerca de R$ 420 milhões

Publicado em: 30/08/2025 20:44

PF investiga ataque hacker a empresa de tecnologia que presta serviço a bancos nacionais Reprodução/TV Globo Hackers atacaram ontem (29) o sistema da Sinqia. Uma das empresas que fazem a conexão entre instituições financeiras e o PIX para o processamento de pagamentos. A ação provocou o desvio de cerca de R$ 420 milhões, mas a infraestrutura do PIX não foi atingida e opera normalmente. A Sinqia afirmou que o incidente afetou um número limitado de instituições financeiras. O Banco Central (BC) atuou, cortou a ligação da operadora com os outros agentes do mercado e conseguiu bloquear o desvio R$ 350 milhões. A Polícia Federal vai investigar o caso.

Palavras-chave: hackerhackerstecnologia

Comunidades do Amazonas recebem capacitação para uso seguro de internet

Publicado em: 30/08/2025 20:25

Proposta é capacitar moradores de comunidades amazônicas para usar a internet de forma prática e segura Caroline Reucker/Projeto Terra Preta O Projeto Terra Preta encerra neste fim de semana suas atividades no Amazonas com o 3º Encontro de Cidadania Digital. A iniciativa da Entidade Administradora da Faixa (EAF) tem como objetivo preparar comunidades da região para a chegada das infovias e ampliar o acesso à internet. A programação começou no dia 23 e continua neste sábado (30), em Tefé, com o Programa Ampliando Vozes. O encerramento será no domingo (31), com visita à Terra Indígena Marajaí, em Alvarães. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O tema do encontro é “As Infovias e a Construção da Amazônia Digital”. A proposta é capacitar moradores para usar a internet de forma prática e segura, com foco em serviços públicos, telemedicina, geração de renda e combate à desinformação. O Projeto Terra Preta fortalece iniciativas digitais já existentes nas áreas que receberão as infovias. A estrutura está sendo implantada pela Entidade Administradora da Faixa e deve levar internet de qualidade a mais de 45 municípios da Amazônia. O encontro começou no sábado (23), no Centro de Estudos Superiores de Tefé da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Cerca de 170 jovens e educomunicadores participaram da abertura. Durante a semana, foram oferecidos cursos sobre plataformas digitais, comunicação popular e indígena, além de oficinas de rádio, audiovisual e grafismo Tikuna e Kokama. Os encontros promovem troca de conhecimentos entre povos da Amazônia e formam multiplicadores do uso consciente das tecnologias digitais. As duas primeiras edições aconteceram em Fonte Boa, em junho, e em Santo Antônio do Içá, em julho. Os participantes aprenderam técnicas de edição de vídeo, produção de web rádio e podcast, com foco em conteúdos feitos por e para amazônidas. O projeto continua até o fim do ano, com ações previstas em Roraima, Amapá, Ilha do Marajó e Pará. “Os três primeiros encontros no Amazonas mostraram o grande potencial das comunidades locais. É gratificante ver a terra preta digital sendo cultivada, reunindo e capacitando lideranças para a cidadania digital”, afirma Patricia Abreu, diretora de Projetos e Sustentabilidade da Entidade Administradora da Faixa. LEIA TAMBÉM: Seca força ribeirinhos do Alto Solimões a caminhar até 15 km para chegar ao rio no AM Influenciador Jon Vlogs e amigos podem levar multa milionária do Ibama após polêmica com pirarucus no AM Cidades no Sul do Amazonas lideram desmatamento

Palavras-chave: tecnologia

Refeições em restaurantes universitários na PB podem chegar a quase R$ 20; confira preços

Publicado em: 30/08/2025 20:18

Restaurante da UFPB de Bananeiras, na Paraíba Reprodução / UFPB / Oriel Farias Os estudantes das universidades públicas da Paraíba pagam valores diferentes pelas refeições nos Restaurantes Universitários (RUs). Dependendo do campus e da situação do aluno, uma refeição pode custar entre R$ 4,50 e R$ 17,33. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do PB em tempo real e de graça Nesta reportagem, o g1 reuniu informações fornecidas pelas instituições sobre preços, média de refeições servidas, critérios de gratuidade e elaboração dos cardápios. Universidade Federal da Paraíba A UFPB possui RUs nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeiras e Rio Tinto. Valores para estudantes sem assistência: Campus João Pessoa: R$ 17,33 (almoço/jantar) Campus Areia: R$ 15 (almoço) | R$ 14 (jantar) Campus Bananeiras: R$ 16 (almoço/jantar) Campus Rio Tinto: R$ 15 (almoço) | R$ 14 (jantar) Valores para estudantes assistidos parcialmente: Campus João Pessoa: R$ 8,66 (almoço/jantar) Campus Areia: R$ 7,50 (almoço) | R$ 7 (jantar) Campus Bananeiras: R$ 8 (almoço/jantar) Campus Rio Tinto: R$ 7,50 (almoço) | R$ 7 (jantar) A média de 5.700 refeições servidas por dia. Quanto aos estudantes com gratuidade total, são 5.744. LEIA TAMBÉM: Estudantes protestam contra aumento do preço do restaurante universitário da UFPB Os cardápios são elaborados por nutricionistas das empresas contratadas e aprovados pela equipe técnica da UFPB, garantindo qualidade nutricional e respeitando a cultura alimentar regional. Universidade Federal de Campina Grande Desde 2024, a UFCG aplica o modelo de cessão onerosa, cobrando parte do valor das refeições para estudantes sem gratuidade total. Valores para estudantes sem gratuidade total Campus Campina Grande: R$ 5,50 Campus Patos: R$ 4,50 Campus Sumé: R$ 5,50 Servidores e comunidade externa pagam entre R$ 9 e R$ 11, respectivamente. Segundo a universidade, os campi de Cuité, Pombal, Sousa e Cajazeiras estão com licitações em andamento. Nos campi ainda não abertos para o público geral, os alunos que se enquadram nos critérios da Assistência Estudantil recebem R$ 350 de auxílio. Cerca de 1.400 estudantes têm gratuidade total. Para ter acesso, é necessário comprovar vulnerabilidade socioeconômica, estar matriculado em cursos presenciais com número mínimo de disciplinas e participar de edital semestral. A média de refeições servidas é de 3.600 por dia. O cardápio mensal inclui duas opções de carne, uma vegana, uma vegetariana, saladas, guarnição, suco e sobremesa, sempre elaborado por nutricionistas. Universidade Estadual da Paraíba – Campus Campina Grande A UEPB possui oito campi (Campina Grande, Lagoa Seca, Guarabira, Catolé do Rocha, João Pessoa, Monteiro, Patos e Araruna), mas os dados sobre valores das refeições foram fornecidos apenas pelo Campus I, em Campina Grande. Sem gratuidade: R$ 8,50 Com gratuidade parcial: R$ 4,25 Pós-graduação segue mesma regra de gratuidade parcial Cerca de 400 estudantes têm gratuidade total e 800 têm parcial, via edital baseado em índice de vulnerabilidade socioeconômica. O cardápio é planejado por nutricionistas, levando em conta nutrição, segurança alimentar e controle microbiológico. Segundo a pró-reitora estudantil da instituição, Núbia Nascimento, a universidade não registra a média de refeições servidas, apenas o número de estudantes beneficiados. Instituto Federal da Paraíba – Campus João Pessoa Preço por refeição sem gratuidade: R$ 12 O número médio de refeições servidas por dia é de 800 (600 almoços e 200 jantares), pagos com o recurso da assistência estudantil. O acesso gratuito acontece via edital para estudantes regularmente matriculados em cursos presenciais (técnicos integrados, subsequentes e superiores) que atendam ao Índice de Vulnerabilidade Social. O instituto não divulgou dados sobre o número médio de refeições servidas por dia de refeição sem gratuidade. O cardápio é definido conforme contrato com a empresa fornecedora, cobrindo almoço e jantar. Ajustes são feitos para estudantes com intolerâncias ou doenças específicas. “Quando algum estudante apresenta laudo, podemos solicitar que a empresa faça o ajuste na preparação”, afirmou a nutricionista Silvia Bastos. Para estudantes vegetarianos, preparações com carne podem ser adaptadas, garantindo opções de arroz, feijão, vegetais e outros itens. *sob supervisão de Iara Alves. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: vulnerabilidade

Acesso à internet avança em escolas do AC, mas ainda não atinge 50% de conectividade

Publicado em: 30/08/2025 20:05

Escolas investem em disciplinas sobre o uso seguro da internet Com 31,82% das escolas conectadas, o equivalente a 471 instituições de ensino, o Acre é um dos estados da região Norte que apresentaram evolução no número de escolas do ensino básico conectadas. Os dados constam em um relatório referente ao programa Escolas Conectadas divulgado na última sexta-feira (29). A evolução também foi notada no período de um ano. Até o fim de 2024, das 1.480 escolas, apenas 328 estavam conectadas à internet, o que representava apenas 22,16% naquele período. 📲 Baixe o app do g1 para ver notícias do AC em tempo real e de graça Apesar do crescimento, o estado está abaixo da média registrada no país, que é de 59,65%, e também da região Norte, que é de 40,84%. Com 20.343 escolas nos sete estados, 8.310 estão conectadas. Apenas o Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Pará e Roraima ainda não atingiram os 50% de conectividade. LEIA TAMBÉM: Acre tem menor índice de escolas com acesso à internet do país, diz Censo Escolar Em colégios sem estruturas, alunos do AC se revezam na limpeza das salas e professores fazem a merenda: 'É o que temos' Em meio ao mato e à poeira, alunos de zona rural no AC enfrentam condições precárias em casebre sem paredes: 'É muito ruim' Acre chega a 31,82% de escolas conectadas à internet Pedro Devani/Secom A meta do programa é levar conectividade através de banda larga e wi-fi aberto a 137,8 mil escolas públicas do ensino básico da rede pública em todo o país. “Conectar uma escola é conectar sonhos, oportunidades e o futuro de milhares de crianças e jovens. Estamos transformando a realidade da educação pública, garantindo que a internet chegue onde antes não estava. Nenhuma escola ficará para trás, essa é a nossa missão até 2026”, afirmou o ministro das comunicações Frederico de Siqueira Filho. O Escolas Conectadas é uma estratégia do Governo Federal, em parceria com estados, municípios e Distrito Federal. Além de garantir internet de qualidade para uso pedagógico das tecnologias, pretende garantir educação digital e midiática em todas as escolas públicas de educação básica do país. 471 escolas do Acre estão ligadas à internet Mardilson Gomes/SEE Menor índice Os números do Censo Escolar de 2024 revelaram que, com 48,2%, o Acre tem o menor índice do país no acesso à rede em estabelecimentos educacionais, segundo números divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para o Ministério da Educação (MEC), taxas abaixo de 70% representam uma baixa cobertura. Neste recorte, o Acre ficou abaixo de Amazonas (58,1%), Roraima (61,9%), do Pará (66,4%) e do Amapá (67,3%). Conforme o levantamento, o Acre tem o maior número do país de escolas de pequeno porte, ou seja, com até 50 matrículas, com proporção de 47,2%. As maiores taxas estão nas regiões Norte (34,8%) e Nordeste (22). CGU aponta falhas em licitação de segurança eletrônica nas escolas do Acre VÍDEOS: g1

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