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Programa de apoio à tecnologia tem 58 vagas de estágio abertas em Jacareí; veja como se inscrever

Publicado em: 01/03/2026 13:03

Programa de Apoio à Tecnologia da informação Divulgação O Programa de Apoio à Tecnologia da Informação, do governo estadual, está com 58 vagas de estágio abertas em Jacareí. As inscrições podem ser feitas até esta segunda-feira (2), pelo internet (clique aqui). O interessado deve ter mais de 16 anos e estar matriculado em um dos seguintes cursos: Análise e Desenvolvimento de Sistemas Ciência da Computação/Ciência de Dados Desenvolvimento de Software Multiplataforma Engenharia da Computação Engenharia de Sistemas Engenharia de Software Informática e Correlatos Jogos Digitais Sistemas da Informação Tecnologia da Informação e Tecnologia em Redes de Computadores O estágio tem remuneração mensal de até R$ 1.638,29 e prevê atuação nas escolas estaduais, com apoio a professores e estudantes no uso da tecnologia educacional e na manutenção de ambientes digitais. A carga horária deve chegar a 30 horas semanais, não excedendo 6 horas diárias. Após fazer a inscrição, o candidatos realiza uma prova on-line cujo cronograma está definido em edital. A previsão do início do estágio é 30 de março. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais sobre o Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

Stellantis abre 20 vagas para curso gratuito em Porto Real

Publicado em: 01/03/2026 12:54

Stellantis Porto Real Reprodução/Redes Sociais A Stellantis abriu inscrições para a turma de 2026 do Programa Formare em Porto Real (RJ). Ao todo, são oferecidas 20 vagas para o curso gratuito de Assistente de Operações Automotivas Industriais. Os interessados podem se inscrever até o dia 5 de março pelo site da Fundação Iochpe. O programa é voltado para jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social. Para participar do processo seletivo, é preciso ter nascido entre 2006 e 2008, estar cursando ou já ter concluído o ensino médio em escola pública, ter renda familiar de até um salário mínimo por pessoa e morar em Porto Real ou na região. Também é necessário não ter feito anteriormente cursos profissionalizantes e demonstrar interesse pela área industrial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O curso terá duração de nove meses, com carga horária total de 900 horas. As aulas serão presenciais e realizadas nas instalações da Stellantis, em Porto Real. A formação inclui conteúdos técnicos e comportamentais, como processos produtivos, montagem automotiva, qualidade, manutenção industrial, informática aplicada, comunicação, criatividade e noções de inteligência artificial, além de atividades práticas no ambiente industrial. Durante o período de formação, os alunos selecionados receberão bolsa-auxílio, alimentação, transporte, uniforme, material didático, assistência médica ambulatorial e seguro de vida. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp O Programa Formare é desenvolvido em parceria com a Fundação Iochpe e a AVSI Brasil. Segundo a empresa, desde 2008 mais de 200 jovens já foram qualificados em Porto Real por meio da iniciativa, que busca preparar participantes para o ingresso no mercado de trabalho e para a vivência no ambiente industrial. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

Tocou aí? Celulares em SC recebem alerta simultâneo com início do maior simulado de desastres do Brasil

Publicado em: 01/03/2026 12:13

Alerta de emergência foi enviado simultaneamente para celulares de SC Defesa Civil de SC/ Divulgação Quem mora em Santa Catarina começou o domingo (1º) com uma mensagem especial da Defesa Civil. Um alerta de emergência foi enviado simultaneamente para celulares em todo o estado às 9h20, quando sirenes também puderam ser ouvidas em algumas regiões, marcando o início do maior simulado de desastres do Brasil, segundo o governo estadual. Esse é o 2º Exercício Geral de Gestão de Desastres, promovido pela Secretaria Estadual da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC) que pode incluir evacuação de casas, abertura de abrigos temporários e cadastramento de famílias, organização de ajuda humanitária e ações educativas até as 17h. A primeira edição ocorreu em maio do ano passado. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp ⚠️ A mensagem recebida por SMS foi a seguinte: "TESTE/SIMULADO ESTADUAL GESTÃO DESASTRES. Exercício p/ sua segurança, via SISTEMA ALERTA EMERGÊNCIAS. Mantenha a calma. Info: SPDCSC/Município". O alerta sonoro funciona até mesmo no modo silencioso, em uma tecnologia chamada cell broadcast, e o aviso não depende de um cadastro do usuário. Ao clicar no botão 'OK', o alerta some e não poderá ser visto outra vez. Ao todo, 294 dos 295 municípios se inscreveram para a ação, superando o número da edição anterior, que até hoje era o maior simulado do Brasil, conforme a SPDC/SC. Naquela ocasião, 256 dos 295 municípios participaram. Somente Pouso Redondo, no Vale do Itajaí, não participa neste domingo. O g1 entrou em contato com a prefeitura para saber o motivo e não havia obtido retorno até a publicação desta reportagem. Em novembro, o município chegou a decretar calamidade pública por causa dos estragos causados por fortes chuvas. SC tem simulado de desastres neste domingo (1º) 🤔 Como funciona? O simulado ocorre em uma área específica de cada município participante e foi combinado previamente com a população desse local. Cada município escolheu previamente uma situação para simular. A opção está relacionada a riscos identificados localmente. Entre os cenários possíveis para o simulado estão: deslizamentos; enchentes; enxurradas; queda de barreiras; isolamento de comunidades; interrupções no fornecimento de energia; rompimentos fictícios de barragens. Coordenado pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, o exercício ocorre até as 17h. A Defesa Civil utilizará o exercício para revisar protocolos, testar sistemas de comunicação, atualizar bases de dados e identificar ajustes operacionais, promovendo alinhamento entre as áreas técnica, operacional e logística. A proposta é tratar o simulado como um ensaio geral, permitindo corrigir falhas e aprimorar procedimentos antes de situações reais. Em 2025, simulação em Florianópolis foi baseada nas dificuldades enfrentadas com fortes chuvas Ana Cristina Machado/NSC TV Em 2025, boneco foi içado durante simulação de desastre em Florianópolis VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Mais de 7 mil candidatos fazem provas do concurso do IBGE neste domingo (1º) no Acre

Publicado em: 01/03/2026 11:59

IBGE abrirá concurso com 9.580 vagas; edital sai em novembro e provas serão em 2026 As provas do concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são aplicadas neste domingo (1º) no Acre e devem mobilizar 7.313 candidatos em todo o estado. O número considera todos os cargos e municípios com oferta de vagas, sendo Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá. Ao todo, o edital prevê 162 vagas temporárias de nível médio no estado. A maior parte é para a função de Agente de Pesquisas e Mapeamento, responsável pela coleta de informações em campo. Já o cargo de Supervisor de Coleta e Qualidade é voltado ao acompanhamento e verificação do trabalho das equipes. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Somando as duas funções, a capital concentra a maior parte dos inscritos, seguida por Cruzeiro do Sul e Tarauacá. Para o cargo de Agente de Pesquisas e Mapeamento, que oferece 140 vagas no Acre, foram registrados: 3.634 inscritos em Rio Branco (32,74 candidatos por vaga) 1.210 em Cruzeiro do Sul (75,63 candidatos por vaga) 531 em Tarauacá (40,85 candidatos por vaga) Já para Supervisor de Coleta e Qualidade, com 22 vagas no estado, a concorrência reúne: 1.536 candidatos em Rio Branco (85,33 candidatos por vaga) 275 em Cruzeiro do Sul (137,50 candidatos por vaga) 127 em Tarauacá (63,50 candidatos por vaga) Recenseadores e agentes censitários em trabalho de campo Divulgação/IBGE As oportunidades estão distribuídas da seguinte forma: Agente de Pesquisas e Mapeamento (140 vagas) Rio Branco: 111 Cruzeiro do Sul: 16 Tarauacá: 13 Remuneração: R$ 2.676,24 Supervisor de Coleta e Qualidade (22 vagas) Rio Branco: 18 Cruzeiro do Sul: 2 Tarauacá: 2 Remuneração: R$ 3.379,00 Os contratos terão duração inicial de um ano, podendo ser prorrogados por até três anos. A seleção ocorre por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). Como estudar legislação para concurso? Prova A avaliação objetiva valerá 60 pontos e cobrará conteúdos de nível médio. Entre as disciplinas estão: Língua Portuguesa, com foco em interpretação de texto e gramática; Raciocínio lógico e matemática, incluindo porcentagem, proporcionalidade e análise de gráficos; Ética no serviço público, com base no Código de Ética do IBGE e na Lei 8.112; Noções de geografia, como cartografia e aspectos físicos do Brasil; Informática básica, com uso de Windows e pacote Office, além de segurança da informação. As inscrições chegaram a ser prorrogadas e puderam ser feitas até 17 de dezembro. Em todo o país, o processo seletivo oferece 9.590 vagas temporárias e é considerado pelo instituto o maior já realizado pela instituição. Segundo o edital, os aprovados serão contratados para a "realização de pesquisas de natureza estatística efetuadas pelo IBGE em todo o território nacional". LEIA MAIS: Acre ganha mais de 3 mil habitantes em um ano, mas um município tem queda, diz IBGE Acre está entre os 3 estados sem canal exclusivo para denúncias de violação de direitos étnico-raciais, diz IBGE Acre sai da lista de estados sem lei de segurança alimentar, diz pesquisa IBGE: vagas para profissionais em todo o Brasil Tânia Rêgo/Agência Brasil/ARQUIVO VÍDEOS: g1

Palavras-chave: windows

Março deve ter temperaturas acima da média e pouca chuva no Paraná: confira a previsão do tempo

Publicado em: 01/03/2026 11:21

Março começa com temperaturas mais baixas no Paraná Março de 2026 deve ser marcado por temperaturas acima da média e chuva abaixo do normal no Paraná, segundo previsão do Climatempo. A tendência é de predomínio de dias quentes ao longo do mês. Logo na primeira semana, o calor ganha força, principalmente durante as tardes. As manhãs ainda podem começar mais amenas em algumas regiões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp A chuva deve ficar abaixo da média em todo o Paraná, segundo o órgão, mas mesmo com menos chuva prevista, o calor pode provocar temporais isolados, principalmente entre a tarde e a noite. Essas tempestades podem ser rápidas, mas intensas, com risco de rajadas de vento e até queda de granizo em pontos específicos. Ainda segundo o Climatempo, há risco de onda de calor no estado. 🌦️ Previsão para o começo da semana Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), neste domingo (1º), as regiões Centro-Sul, Sudeste, Campos Gerais e Leste começam o dia com mais nuvens. Ao longo da tarde, o sol aparece entre nuvens. Nas outras regiões, o sol predomina e esquenta mais, principalmente no Oeste, onde as temperaturas podem chegar perto dos 35 °C. O calor pode provocar pancadas de chuva com trovoadas no interior do estado. Há risco de temporais isolados, especialmente na faixa oeste. Calor no Paraná Geraldo Bubniak/AEN LEIA TAMBÉM: Ivaí: Homem preso pelo assassinato de freira havia saído da prisão dois meses antes do crime Londrina: STF impede Câmara e Prefeitura de vetarem participação da atleta trans na Copa Brasil de Vôlei Vídeo: paciente em cuidados paliativos faz 'show' como agradecimento à equipe de hospital Segunda-feira (2) O tempo segue parecido com o domingo. O Centro-Leste começa o dia com mais nuvens, mas no interior o sol aparece e as temperaturas sobem rápido. À tarde, podem ocorrer pancadas de chuva irregulares, com trovoadas. Em alguns pontos, a chuva pode ser mais forte, principalmente no Sudoeste, Centro-Sul e Campos Gerais. Entre terça (3) e quinta (5) Entre terça (3) e quinta-feira (5), as manhãs começam com tempo estável no interior do estado. Na região Leste, há mais presença de nuvens, com chance de pancadas de chuva localizada e de curta duração nas regiões Oeste e Sul. Março deve ter dias quentes e menos chuva no Paraná: confira a previsão do tempo Reprodução Temperaturas Segunda-feira (2) Curitiba: mínima de 15 ºC e máxima de 23 ºC; Ponta Grossa: mínima de 14 ºC e máxima de 25 ºC; Guarapuava: mínima de 15 ºC e máxima de 24 ºC; Maringá: mínima de 20 ºC e máxima de 32 ºC; Londrina: mínima de 18 ºC e máxima de 31 ºC; Paranavaí: mínima de 21 ºC e máxima de 32 ºC; Cascavel: mínima de 19 ºC e máxima de 30 ºC; Foz do Iguaçu: mínima de 22 ºC e máxima de 32 ºC; Terça-feira (3) Curitiba: mínima de 15 ºC e máxima de 25 ºC; Ponta Grossa: mínima de 15 ºC e máxima de 26 ºC; Guarapuava: mínima de 15 ºC e máxima de 25 ºC; Maringá: mínima de 21 ºC e máxima de 33 ºC; Londrina: mínima de 18 ºC e máxima de 32 ºC; Paranavaí: mínima de 22 ºC e máxima de 33 ºC; Cascavel: mínima de 20 ºC e máxima de 31 ºC; Foz do Iguaçu: mínima de 24 ºC e máxima de 33 ºC; Quarta-feira (4) Curitiba: mínima de 16 ºC e máxima de 26 ºC; Ponta Grossa: mínima de 17 ºC e máxima de 27 ºC; Guarapuava: mínima de 16 ºC e máxima de 27 ºC; Maringá: mínima de 22 ºC e máxima de 35 ºC; Londrina: mínima de 19 ºC e máxima de 33 ºC; Paranavaí: mínima de 23 ºC e máxima de 35 ºC; Cascavel: mínima de 21 ºC e máxima de 32 ºC; Foz do Iguaçu: mínima de 24 ºC e máxima de 35 ºC; Quinta-feira (5) Curitiba: mínima de 15 ºC e máxima de 27 ºC; Ponta Grossa: mínima de 17 ºC e máxima de 29 ºC; Guarapuava: mínima de 16 ºC e máxima de 27 ºC; Maringá: mínima de 23 ºC e máxima de 36 ºC; Londrina: mínima de 20 ºC e máxima de 35 ºC; Paranavaí: mínima de 25 ºC e máxima de 35 ºC; Cascavel: mínima de 22 ºC e máxima de 33 ºC; Foz do Iguaçu: mínima de 24 ºC e máxima de 35 ºC; Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

Palavras-chave: tecnologia

Explosões, alertas no celular e movimentação de turistas: brasileiro relata bombardeio em Abu Dhabi

Publicado em: 01/03/2026 11:15

Catarinense em Abu Dhabi relata bombardeio e descreve flagra O empresário Lisandro Trindade Vieira, morador de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, descreveu momentos de tensão nos Emirados Árabes após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã, e disse que foi possível observar vários mísseis interceptados no céu de Abu Dhabi, onde estava com outros catarinenses no sábado (28). Vídeo mostra os brasileiros assustados ao flagrar a cena. "E se caírem resquícios aqui?", questiona uma mulher (assista acima). O grupo estava em um restaurante quando funcionários pediram que eles deixassem o local por segurança. Lisandro conta que todos passaram a receber alertas no celular, ouviram explosões e havia uma grande movimentação de brasileiros tentando sair das áreas mais turísticas da cidade. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Lisandro é diretor de internacionalização da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e leva com frequência empresários de Santa Catarina para eventos de tecnologia em Dubai, onde costuma passar pelo menos metade do ano por conta dos negócios. Aproveitando a folga na agenda no sábado, ele e o grupo de amigos e funcionários foram passear por Abu Dhabi e tiveram que cancelar os planos ao verem o clima ficar tenso. "Nunca tinha acontecido absolutamente nada sequer parecido com isso", disse. De modo geral, no entanto, disse não haver pânico, principalmente "por se tratar de um país com boa capacidade de defesa". O grupo optou por retornar para Dubai, em uma área mais deserta. O empresário chegou aos Emirados Árabes na quarta-feira (25) e deve retornar ao Brasil só no dia 5 de abril. O irmão dele encontraria o grupo no país, mas teve o voo deste domingo (1º) cancelado. O Itamaraty desaconselhou viagens a 11 países após o ataque ao Irã (veja lista abaixo). Irã Israel Catar Kuwait Emirados Árabes Unidos Bahrein Jordânia Iraque Líbano Palestina Síria Catarinenses em Abu Dhabi flagram mísseis no céu Reprodução Tensão segue neste domingo Israel lançou na manhã deste domingo (1º) uma nova onda de ataques contra Teerã, capital do Irã, e outras regiões do país. O Irã, em contrapartida, respondeu com uma salva de mísseis contra o território israelense. "A Força Aérea iniciou neste momento uma ampla onda de ataques contra alvos do regime terrorista iraniano no coração de Teerã. Ao longo do último dia e da última noite, a Força Aérea realizou ataques extensivos com o objetivo de alcançar superioridade aérea e abrir caminho em direção a Teerã", afirmou o Exército israelense em comunicado. Explosões foram ouvidas em diversas regiões de Teerã, e colunas de fumaça pela capital iraniana foram registradas por agências de notícias locais e internacionais. O aeroporto internacional de Mashhad, no nordeste iraniano, foi atingido por míssil. O Irã, por sua vez, lançou uma nova onda de mísseis contra o território israelense e também contra outros países do Oriente Médio que abrigam bases militares dos Estados Unidos. "Ontem, mísseis iranianos foram disparados contra os Estados Unidos e Israel, e foi doloroso. Hoje serão disparados de forma ainda mais dolorosa", afirmou neste domingo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Abertas as inscrições de curso gratuito de IA para YouTube; criadores de conteúdo do MA podem se inscrever

Publicado em: 01/03/2026 11:08

Criadores do Maranhão podem se inscrever em curso gratuito de IA para YouTube Divulgação/Santander Criadores de conteúdo no Maranhão podem se inscrever em uma capacitação gratuita sobre Inteligência Artificial (IA) para produção de vídeos no YouTube. O programa oferece 5 mil bolsas e está com inscrições abertas até 29 de março de 2026. Chamado de Santander AI YouTube Creator, em parceria com a plataforma de educação aberta DIO, o curso é online e voltado para quem deseja criar conteúdo de forma estratégica, usando a IA como apoio no processo criativo. Ao todo, são 38 horas de formação, com videoaulas, exercícios práticos e desafios. As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do programa. Durante o curso, os participantes aprendem a usar a IA para organizar ideias, criar roteiros, desenvolver identidade visual e revisar conteúdos de forma estratégica. A proposta é ensinar como planejar, produzir e publicar vídeos com método e constância. “Acreditamos que educação e inovação são pilares para transformar a sociedade. Com o Santander AI YouTube Creator, queremos democratizar o acesso à Inteligência Artificial e apoiar criadores de conteúdo na construção de uma presença digital estratégica, com autoridade e novas oportunidades de carreira e renda por meio do YouTube”, destaca Carolina Learth, Sênior Head de Plataformas de Educação do Santander. "Criar conteúdo no YouTube deixou de ser hobby e virou infraestrutura de carreira moderna. Com este programa, queremos capacitar pessoas a usarem IA não como atalho criativo, mas como ferramenta estratégica para construir presença, autoridade e oportunidades reais no mercado tech e na creator economy", comenta Iglá Generoso, CEO e Founder da DIO. Ao final do programa, os participantes terão um canal estruturado de forma profissional, com o primeiro vídeo publicado, identidade visual aplicada e um sistema prático para manter a produção. Também receberão um banco de comandos prontos para usar na IA e aprimorar o canal ao longo do tempo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona o processo O processo seletivo segue aberto até 29 de março de 2026. A primeira lista de aprovados será divulgada entre 31 de março e 6 de abril. A segunda chamada está prevista para o período de 8 a 12 de abril. A trilha de estudos começa em 20 de abril de 2026. A conclusão do curso, com certificação, está prevista para 21 de junho de 2026.

Palavras-chave: inteligência artificial

EUA usam pela 1ª vez drone inspirado em modelo iraniano para atacar Teerã

Publicado em: 01/03/2026 10:42

EUA usam pela 1ª vez drone inspirado em modelo iraniano para atacar o Irã O Exército dos Estados Unidos anunciou que suas forças utilizaram pela primeira vez drones de ataque de baixo custo para atacar o Irã na guerra iniciada no sábado (28). Para projetar esses armamentos, os norte-americanos tiveram como inspiração drones... iranianos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real “O Grupo de Ataque Scorpion do Centcom —pela primeira vez na história— está utilizando drones de ataque unidirecionais em combate durante a 'Operação Fúria Épica'. Esses drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irã, agora estão aplicando uma retaliação fabricada nos EUA”, afirmou o Exército norte-americano em comunicado divulgado no sábado (28). O Irã é referência em produção de drones de ataque e exporta a tecnologia para diversos aliados —inclusive a Rússia, que os utiliza amplamente na guerra da Ucrânia. O Shahed iraniano, mencionado pelos norte-americanos, tem diversos modelos e funções: alguns têm uso exclusivo para ataque e outros têm função dupla de monitoramento. Junto com o anúncio, o Exército dos EUA divulgou um vídeo mostrando o novo drone, que se chama Lucas (acrônimo de "Sistema Não Tripulado de Baixo Custo de Ataque e Combate", em português). Veja acima. Drone de ataque Lucas, produzido pelo Exército dos Estados Unidos, que tem inspiração em modelo Shahed iraniano. Divulgação/Exército dos EUA "Os drones Lucas implantados pelo Centcom têm grande alcance e foram projetados para operar de forma autônoma. Podem ser lançados por diferentes mecanismos, incluindo catapultas, decolagem assistida por foguete e sistemas móveis terrestres ou veiculares", afirmou o Exército em comunicado. A pasta não entrou em detalhes, no entanto, como nem onde utilizou os drones no âmbito da nova guerra contra o Irã. Até o momento, o Exército dos EUA utilizava majoritariamente mísseis para suas operações, como por exemplo a que assassinou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no sábado. O Grupo de Ataque Scorpion é uma unidade militar recente do Comando Central do Exército norte-americano e é focada no uso de drones de ataque kamikaze de baixo custo no Oriente Médio. A criação da divisão, anunciada em dezembro de 2025, visa buscar diminuir a distância para o programa iraniano. Drone Shahed-136 Arte g1

Palavras-chave: tecnologia

Quem já 'caçou' gabiroba? Conheça tudo sobre esse fruto brasileiro; vai do azedo ao doce

Publicado em: 01/03/2026 10:32

Antes da fruta da guavira nascer, as flores encantam e colorem o cerrado Antes das telas, dos jogos online e dos algoritmos que disputam a nossa atenção, havia brincadeiras que começavam no quintal ou na beira da estrada de terra. Bastava saber a época certa, seguir o cheiro doce no ar e caminhar mata adentro. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A “caça” à gabiroba não era apenas sobre colher um fruto, mas sobre descobrir o tempo da natureza, dividir a colheita e criar vínculos com a paisagem. Gabiroba é o nome popular dado aos frutos do gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, a mesma da goiaba e da jabuticaba Marcelo Kuhlmann Em meio a tanta tecnologia, essa memória segue viva no interior do Brasil, guardada no gosto azedo que vira doce e nas histórias que atravessam gerações. É nesse território do afeto – bem distante da lógica acelerada do mundo digital – que a gabiroba continua resistindo. Um fruto nativo, simples e intenso, que carrega saberes tradicionais, identidade cultural e uma relação direta com a natureza que muitos pensam ter ficado no passado, mas que ainda pulsa forte fora do wi-fi. AMOR OU SOBREVIVÊNCIA? Ciência explica por que macaco rejeitado pela mãe 'adotou' pelúcia VÍDEO: Maquiadora viraliza ao 'se transformar' em aves brasileiras; incluindo raridades BOAS NOVAS: Pesquisa da USP revela que própolis verde tem potencial contra Alzheimer e Parkinson Entre as aves atraídas pelas gabirobeiras estão os psitacídeos Marcelo Kuhlmann O que é a gabiroba? A gabiroba é o nome popular dado aos frutos do gênero Campomanesia, da família Myrtaceae, a mesma da goiaba, da jabuticaba e da pitanga. Segundo o biólogo e doutor em Botânica Marcelo Kuhlmann, o Brasil possui cerca de 40 espécies e variedades descritas de gabiroba, distribuídas por todos os biomas nacionais. Os nomes populares variam conforme a região – gabiroba, guabiroba, guabiraba ou guavira Mauricio Mercadante/iNaturalist Os nomes também variam conforme a região – gabiroba, guabiroba, guabiraba ou guavira – e têm origem no tupi, significando “fruto brilhante”. Já o nome científico Campomanesia é uma homenagem ao explorador espanhol Pedro Rodríguez Camponánes, do século XVIII. A família das frutas A família Myrtaceae é uma das mais importantes da flora brasileira, com mais de mil espécies descritas. “Ela é conhecida como a ‘família das frutas’, porque reúne diversas espécies com frutos comestíveis, muito presentes na alimentação tradicional”, explica Kuhlmann. As gabirobeiras podem variar bastante de porte, indo de arbustos baixos a árvores que chegam a 30 metros de altura Marcelo Kuhlmann Além da gabiroba, fazem parte desse grupo plantas como goiabas, araçás, jabuticabas, pitangas e cambuís. Em geral, os frutos dessa família não apresentam toxicidade, embora o consumo seguro dependa do conhecimento das espécies e de suas características. Como reconhecer uma gabirobeira As gabirobeiras podem variar bastante de porte, indo de arbustos baixos a árvores que chegam a 30 metros de altura, dependendo da espécie e do ambiente. Uma característica marcante está nas folhas, que apresentam nervuras curvas, formando arcos bem visíveis – detalhe importante para identificação no campo. Uma característica marcante está nas folhas, que apresentam nervuras curvas, formando arcos bem visíveis Marcelo Kuhlmann As flores são pequenas, geralmente brancas, com cinco pétalas, surgindo isoladas ou em pequenos agrupamentos nas pontas dos ramos. Já os frutos possuem várias sementes internas, organizadas em compartimentos e envoltas por pequenas glândulas que liberam uma substância amarelada e levemente amarga. Onde a gabiroba é encontrada e quando frutifica As gabirobas ocorrem em todo o território brasileiro, mas cada região abriga espécies diferentes. No Cerrado, são comuns espécies como Campomanesia adamantium, C. pubescens e C. velutina. No Sudeste, destaca-se a Campomanesia xanthocarpa. No Cerrado, a floração acontece no início da primavera e a frutificação ocorre entre novembro e dezembro, durante o período chuvoso. As flores são pequenas, geralmente brancas, com cinco pétalas, surgindo isoladas ou em pequenos agrupamentos nas pontas dos ramos Marcelo Kuhlmann “A frutificação é curta, geralmente dura cerca de duas semanas”, explica o biólogo. Por isso, encontrar gabiroba no ponto certo é motivo de festa. Uma fruta adaptada ao Cerrado A gabiroba é um exemplo de planta adaptada à sazonalidade do Cerrado. Suas raízes profundas ajudam a armazenar água, enquanto as folhas mais espessas, pilosas e ricas em óleos essenciais reduzem a perda de umidade. As sementes são do tipo recalcitrantes, ou seja, não toleram o ressecamento. “Elas precisam ser colocadas para germinar logo após serem retiradas do fruto, caso contrário perdem a viabilidade”, explica Kuhlmann. No Cerrado, a floração da gabirobeira acontece no início da primavera Marcelo Kuhlmann Do azedo ao doce: o amadurecimento do fruto Quando verde, a gabiroba é bastante azeda e adstringente – aquela sensação de “amarrar” ou ressecar a boca, comum em frutas ainda imaturas. Isso acontece porque, nessa fase, o fruto concentra ácidos e taninos, substâncias que reduzem a salivação e tornam o sabor menos agradável, funcionando como uma proteção natural contra o consumo precoce, antes que as sementes estejam completamente formadas. Quando verde, a gabiroba é bastante azeda e adstringente – aquela sensação de “amarrar” ou ressecar a boca Marcelo Kuhlmann Durante o amadurecimento, ocorre uma transformação química: os ácidos diminuem, o amido se converte em açúcares e a polpa se torna mais macia e aromática. “É uma estratégia da planta para sinalizar que o fruto está pronto para consumo e dispersão das sementes”, explica o biólogo. Tamanhos, cores e sabores Os frutos variam bastante entre as espécies. Podem medir de 1 a 8 centímetros de diâmetro, embora a média fique entre 2 e 3 centímetros. A casca pode ser lisa, rugosa ou ornamentada, e as cores vão do verde ao amarelo, laranja, vermelho, vináceo e até tons arroxeados. Os frutos podem medir de 1 a 8 centímetros de diâmetro Marcelo Kuhlmann O sabor também varia, com espécies mais ácidas ou mais doces, mas geralmente apresenta um equilíbrio característico entre doçura e acidez. Uso tradicional, ciência e cultura Na medicina popular, folhas e cascas da gabiroba já foram utilizadas em chás e infusões para tratar problemas digestivos, inflamações e infecções urinárias. Estudos científicos indicam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas, além de teores relevantes de vitamina C, ferro e potássio no fruto. Mais do que alimento ou objeto de estudo, a gabiroba carrega identidade cultural. Para quem cresceu no interior, “caçar gabiroba” era um passatempo. “É uma alegria encontrar o fruto no mato. Vivi isso na infância e faço até hoje”, conta o biólogo Marcelo Kuhlmann. A prática também é cercada de histórias e crenças populares. Uma das mais conhecidas diz que sempre há uma cobra à espreita embaixo de um pé de gabiroba. Segundo Marcelo, a lenda tem fundo biológico, já que serpentes podem se abrigar em árvores frutíferas à espera de animais atraídos pelos frutos. Gabiroba do Cerrado é uma das PANCs que podem ser experimentadas na intervenção Adriana Tiba “Mas isso vale para qualquer planta frutífera, não só para a gabiroba”, explica. Ele brinca que o mito pode ter servido, muitas vezes, para afastar concorrentes da colheita: “Cuidado para não ir catar gabiroba, senão a cobra pica…assim sobra mais fruto para quem contou a história”. Em Mato Grosso do Sul, desde 2017, a gabiroba – conhecida popularmente como guavira – é reconhecida por lei como o fruto símbolo do estado. Em novembro, época da colheita, acontece o Festival da Guavira, em Bonito. Herdada dos povos indígenas Terena, a prática da “Cata Guavira” reúne moradores e visitantes nas estradas e áreas rurais para colher o fruto que nasce espontaneamente, sem intervenção humana. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

Palavras-chave: tecnologia

Líder supremo interino do Irã, Alireza Arafi estava entre os homens de confiança de Ali Khamenei; saiba quem é

Publicado em: 01/03/2026 10:13

Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei O aiatolá Alireza Arafi é, a partir deste domingo (1º), o líder supremo interino do Irã. Ele foi eleito um dia após a morte do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28) após um ataque dos EUA. “O Conselho de Discernimento do Interesse do Estado elegeu o aiatolá Alireza Arafi como membro do conselho interino de liderança”, afirmou o porta-voz do conselho, Mohsen Dehnavi, em uma publicação na rede X. Arafi (veja um perfil mais abaixo) ficará à frente do país e foi eleito o chefe do Conselho interino de liderança iraniano, com a tarefa de comandar o processo de escolha de um novo líder supremo. AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real Nova geração de líderes do Irã Nascido em 1959 na histórica cidade de Meybod, na província central iraniana de Yazd, Alireza Arafi tem 67 anos, é um clérigo xiita que nasceu em uma família de religiosos islâmicos. Seu pai, o aiatolá (xeique Haji) Mohammad Ibrahim Arafi, é geralmente retratado na mídia estatal iraniana como alguém próximo ao falecido fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini. Quando a revolução iraniana aconteceu em 1979, Arafi tinha apenas 21 anos e não fez parte da "primeira geração de revolucionários" do país. Seu nome ganhou maior notoriedade após a ascensão de seu antecessor, aiatolá Ali Khamenei, a líder supremo em 1989. Veja uma linha do tempo da sua carreira: 1970 - mudou-se para Qom para aprofundar seus estudos religiosos, iniciados com seu pai em Meybod; 1992 - líder da oração de sexta-feira em sua cidade natal, Meybod; 2008 a 2018 - Presidente da Universidade Al-Mustafa Internacional, em Qom; 2015 - líder da oração de sexta-feira na cidade de Qom; 2016 - chefe de todos os seminários do país; 2019 - nomeado para o Conselho dos Guardiães, composto por 12 membros, o órgão máximo de controle da República Islâmica, capaz de vetar qualquer política governamental ou candidato político. Ao longo da sua carreira, conquistou o título de mujtahid. Isso significa que Arafi é considerado um estudioso islâmico altamente qualificado, com autoridade para interpretar a lei islâmica (Sharia) e deduzir regras jurisprudenciais (fiqh) diretamente das fontes principais, como o Alcorão e a Sunnah. Suas áreas de especialização incluem jurisprudência islâmica (fiqh) e filosofia. Ele é fluente em árabe e inglês. Também é considerado um especialista em tecnologia. Alireza Arafi Mostafa Meraji via Wikimedia Commons

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Governo Federal anuncia construção de 17 escolas indígenas no Amapá

Publicado em: 01/03/2026 09:09

Terra indígena no extremo norte do Amapá CCPIO/Divulgação O Amapá receberá 17 novas escolas indígenas como parte do investimento federal de R$ 785 milhões destinado à educação escolar indígena em todo o país, conforme anunciado na quinta-feira (26), pelo Governo Federal. O projeto integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC – Indígena, que prevê a construção de até 117 unidades escolares em 14 estados brasileiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Amapá terá mais escolas para comunidade indígena Gea/Reprodução Estrutura adaptada às comunidades Segundo o Ministério da Educação (MEC), as obras no Amapá vão priorizar a criação de espaços que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos indígenas. A iniciativa busca atender a uma demanda histórica das comunidades por infraestrutura escolar adequada. LEIA MAIS: Prazo para cadastro e recadastro da meia-passagem estudantil é prorrogado em Macapá Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’ Concurso para educação indígena no AP oferta 420 vagas com salários de mais de R$ 6 mil Política Nacional de Educação Escolar Indígena As construções fazem parte da Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), instituída em 2025, e estão amparadas pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante direitos fundamentais a povos indígenas e comunidades tradicionais. A pactuação das unidades escolares foi definida pela Portaria Conjunta MEC/FNDE nº 1/2026, que estabelece critérios técnicos e territoriais para a seleção dos projetos. No caso do Amapá, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) articulou diretamente com o governo estadual para formalizar as propostas. Distribuição nacional Além do Amapá, estados como Amazonas (27 escolas), Roraima (23) e Maranhão (11) também receberão grande parte dos investimentos. No total, 14 estados serão contemplados. Câmara dos Deputados aprova criação de Universidade Federal Indígena Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Galaxy S27 Ultra: nova câmera de 200 MP deve ter tecnologia para “melhor HDR do mundo”

Publicado em: 01/03/2026 08:35 Fonte: Tudocelular

A Samsung ainda tem feito a divulgação da série Galaxy S26 nos principais mercados, mas já começou o desenvolvimento da linha Galaxy S27, sendo que os primeiros vazamentos já apareceram. Neste fim de semana, o Ice Universe revelou detalhes daquilo que a Samsung prometeu recentemente: uma nova câmera para o Galaxy S27 Ultra. Segundo explica o vazador, a resolução será de 200 MP, mas o novo sensor HP6 trará como grande novidade a presença de tecnologia LOFIC (Lateral Overflow Integration Capacitor).Clique aqui para ler mais

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Crise dos solteiros, mulheres 'sobrando' e 'taxa das camisinhas': por que a aposta da China num baby boom fracassou

Publicado em: 01/03/2026 06:01

Bebê chinês Getty Images via BBC Nos feriados do Ano Novo Lunar, milhões de pessoas em toda a China comemoram com refeições em família, festividades e orações. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Mas, para alguns adultos solteiros, esta pode ser uma época difícil. Afinal, seus pais podem usar o período festivo para criticá-los por não se estabelecerem e trazerem netos para a família. Não ter filhos é um tema recorrente na China (e em outros países do leste asiático). E, agora, é uma importante fonte de preocupação para as autoridades. O tema chegou às manchetes em janeiro, quando o governo chinês publicou números que demonstram que a taxa de natalidade do país despencou para um novo e indesejado recorde de baixa. A China atingiu apenas 5,63 nascimentos por 1 mil habitantes, o nível mais baixo desde a criação da República Popular, em 1949. E as autoridades chinesas não previam tamanha redução. Os dados publicados em janeiro pelo Escritório Nacional de Estatísticas demonstraram que a China registrou apenas 7,92 milhões de nascimentos em 2025. Natalidade da China cai a nível mais baixo já registrado China, onde política do filho único vigorou por 35 anos, vai dar benefícios às famílias que tiverem mais crianças O número de mortes superou os nascimentos no país pelo quarto ano consecutivo, fazendo com que a população total caísse em cerca de 3,4 milhões de habitantes no ano passado. Especialistas das Nações Unidas acreditam que a população chinesa continuará a diminuir. Eles estimam que a nação asiática perderá mais da metade da sua população atual até o final do século. É um panorama que parece muito diferente de apenas duas décadas atrás, quando as autoridades chineses previram que a população do país continuaria crescendo até 2033, atingindo 1,5 bilhão de pessoas. O pico veio 12 anos antes, com cerca de 100 milhões de habitantes a menos que as projeções do governo. Como os especialistas chineses erraram tanto ao calcular a trajetória do país que, na época, era o mais populoso do mundo? EUA tentam embalar projetos para aumentar a taxa de natalidade A aposta no 'baby boom' Quando a população da China se aproximou de um bilhão de habitantes no final dos anos 1970, o governo do país passou a se preocupar com os efeitos deste aumento sobre seus ambiciosos planos de crescimento econômico. Em 1979, o governo do então líder chinês Deng Xiaoping (1904-1997) estabeleceu uma política para evitar que as famílias tivessem mais de um filho. O plano, basicamente, ofereceu incentivos financeiros e trabalhistas para quem seguisse a regra estabelecida pelo governo. Os anticoncepcionais se tornaram facilmente disponíveis e as famílias que violassem as normas recebiam multas. Às vezes, eram adotadas outras medidas coercitivas, como abortos forçados e esterilizações em massa. E a política certamente atingiu seu objetivo inicial. Ao todo, o governo chinês estima que a política do filho único tenha evitado o nascimento de cerca de 400 milhões de bebês, embora este número seja contestado. Mas ela também afetou profundamente o equilíbrio entre as gerações. Gradualmente, a preocupação passou a ser o envelhecimento da população, que retardaria o crescimento da economia com a queda do número de trabalhadores e da relação entre os contribuintes e os pensionistas. Os especialistas chineses em planejamento populacional consideraram por anos que a baixa taxa de natalidade era temporária. E que, quando os limites fossem eliminados, os casais rapidamente começariam a ter mais filhos. Um importante relatório de estratégia populacional publicado em 2007, compilado por mais de 300 especialistas, defendia que a baixa natalidade tinha forte "potencial de recuperação" e alertou contra o relaxamento muito rápido das políticas de controle, mesmo com a queda do número de nascimentos. Mas a política de dois filhos, criada em 2016, não gerou crescimento sustentado da natalidade. E nem a de três filhos, anunciada em 2021, trouxe grandes impactos. 'Declínio constante' Para o professor de estudos chineses Kerry Brown, diretor do Instituto Lau China do King's College de Londres, a China já vem sofrendo declínio constante da sua taxa de natalidade desde muito antes da criação da política do filho único. "A taxa de fertilidade da China vinha caindo por razões naturais desde o início dos anos 1970", declarou ele à BBC. "O pico do crescimento populacional, em termos de filhos por família, ocorreu nos anos 1950 e 1960." Brown acredita que, desde a década de 1980, cada vez mais pessoas decidiram ter apenas um ou dois filhos por uma série de motivos, incluindo razões financeiras, independentemente da política do filho único. "Acho que o partido pode não ter realmente entendido as dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias para criar seus filhos e como é prioritário para elas decidir se conseguirão fazer isso bem ou se não terão filhos." "Temos observado essas mudanças em todo o mundo, mas, na China, aconteceu com muita rapidez", prossegue o professor. Brown acredita que o governo chinês ficou "surpreso" com a velocidade das mudanças socioeconômicas. Afinal, os efeitos das políticas demográficas se desenvolvem ao longo de décadas, enquanto a economia pode mudar radicalmente em questão de meses ou anos. Desequilíbrio de gênero A política do filho único também deixou um profundo legado para a população da China, em termos de gênero. Sabendo que só poderiam ter um filho para ajudá-los na velhice, os pais chineses, às vezes, abortavam os fetos de meninas, o que distorcia a relação entre homens e mulheres. Isso gerou uma "crise de solteiros", com dezenas de milhões de homens "sobrando", que não conseguem encontrar uma noiva. Os homens sem formação universitária passaram a enfrentar dificuldades. O maior acesso à educação superior reformulou o mercado de casamentos — e muito mais mulheres do que homens passaram a cursar a universidade. "Isso gerou um fenômeno chamado de 'homens dos galhos vazios', uma metáfora para designar homens incapazes de encontrar parceiras", segundo Brown. O professor explica que a expressão vem da ideia de que seus galhos não irão gerar frutos (filhos) e faz comparações com o movimento incel no Ocidente. A China têm milhões de homens a mais do que mulheres, fazendo com que muitos deles tenham dificuldades para encontrar esposas. Eles são conhecidos na China como os 'homens dos galhos vazios' Getty Images via BBC Já as mulheres com alto nível de educação passaram cada vez mais a decidir se casar mais tarde ou mesmo não contrair matrimônio. Para tentar incentivar essas mulheres a se casarem, a imprensa estatal chinesa passou a usar uma expressão depreciativa para se referir a elas: shèngnǚ (剩女), "solteirona". "É uma expressão muito pejorativa, uma referência a mulheres discriminadas devido à sua idade, que não se casaram porque deram mais importância à carreira do que ao casamento e sua estabilização", afirma o professor. Em 2023, 43% das mulheres chinesas com 25 a 29 anos de idade eram solteiras, o que reduz sua janela para ter filhos e diminui ainda mais a taxa de natalidade do país. Bônus para bebês Pequim criou diversas formas para tentar reverter a queda das taxas de natalidade. Uma delas foi a oferta de incentivos financeiros no valor anual de 3,6 mil yuans (US$ 500, cerca de R$ 2,6 mil) para cada filho com menos de três anos de idade. Algumas das medidas provocaram controvérsias, como o imposto de 13% criado este ano sobre contraceptivos (incluindo preservativos, dispositivos e pílulas anticoncepcionais). A decisão despertou preocupações com a gravidez indesejada e os índices de HIV. Mas os incentivos não conseguiram mudar o comportamento da população, pois muitos jovens chineses afirmam que não querem mais filhos devido aos custos da sua criação. Millie (nome fictício) é controladora de tráfico aéreo em Pequim. Ela e seu marido tiveram seu primeiro filho 10 anos atrás. Ela declarou à BBC que gostaria de ter um segundo bebê, mas mudou de ideia. "Durante a pandemia, minha mãe e minha sogra não podiam vir mais", ela conta. "Meu marido viaja regularmente a negócios e eu sempre levava nosso filho para a escola e para aulas de reforço." Millie conta que seu empregador foi compreensivo e permitiu que ela ajustasse seus horários de trabalho. Mas ela hesita em pedir tratamento similar novamente. "Sou funcionária em tempo integral, paga para trabalhar essas horas", explica ela. "Existe uma regra implícita de que a vida familiar não deve interferir com as obrigações do trabalho." "Definitivamente, não terei outro filho. Não é bom para o meu corpo, será difícil conseguir creche e ninguém irá me ajudar." Li Hongfei (também, nome fictício) dirige uma companhia de produção de vídeos em Chongqing, no sudoeste da China. Ele relembra que sua família costumava esconder seu irmão mais novo das autoridades, nos anos 1980. Li está hoje na casa dos 40 anos de idade. Ele é casado há 10 anos e eles tiveram uma filha durante a pandemia. O casal pensou em ter um segundo filho, mas, agora, enfrenta as pressões financeiras da paternidade. "Meu trabalho vem diminuindo, mas o custo de manutenção da empresa permanece o mesmo. As mensalidades da minha filha estão subindo e minhas economias estão acabando", descreve ele. "Queremos que nossa filha tenha um irmão ou irmã, mas parece cada vez mais improvável." Brown não se surpreende pelo fato de que as tentativas chinesas de reverter sua tendência demográfica ainda não tenham tido sucesso. "O governo realizou campanhas mostrando como é patrioticamente importante que as pessoas tenham filhos, mas acho que elas, na verdade, não dão ouvidos", afirma ele. "Afinal, o que o governo pode fazer é muito limitado. Ele não pode forçar as pessoas a terem filhos." O que isso significa para a China — e para o mundo? Com cerca de um filho por mulher, a China tem uma das menores taxas de fertilidade do mundo, muito abaixo da taxa de 2,1 que manteria a população estável. A redução populacional traz consequências socioeconômicas para a segunda maior economia do mundo, esgotando a força de trabalho e enfraquecendo a demanda dos consumidores. O declínio populacional da China pode atingir, em efeito cascata, toda a economia global, gerando aumentos de preços em outras partes do mundo. Outras economias asiáticas e de outros continentes apresentam taxas de natalidade similares. Mas são países muito mais ricos, proporcionalmente ao número de habitantes. Isso permite que seus governos tenham margem maior para administrar o desequilíbrio causado pelo envelhecimento da população. O perigo para a China é que o país está envelhecendo antes de enriquecer. "Em quase toda a região, a população está caindo e envelhecendo", explica Brown. "O fenômeno é mais crítico em locais como o Japão e Taiwan, mas a escala da mudança na China certamente é a maior." "Em relação à assistência social e outras formas de enfrentar o envelhecimento populacional e oferecer assistência aos idosos, a China ainda não atingiu os níveis de riqueza necessários", alerta o professor. Se os recursos para as pensões estiverem realmente diminuindo, como acredita a Academia Chinesa de Ciências Sociais (um organismo estatal), o país pode precisar correr contra o tempo para reunir fundos suficientes e atender sua população cada vez maior de idosos. Mas Brown apresenta um otimismo cauteloso sobre a capacidade chinesa de resolver seus problemas populacionais a tempo. "Eles provavelmente tentarão usar a tecnologia e detêm todo tipo de alavancas políticas para enfrentar estas questões", afirma ele. "Acho que as pessoas costumam ter ideias pessimistas sobre a capacidade da China de fazer as coisas. Mas, no fim, eles acabam encontrando uma solução." Esta reportagem foi publicada originalmente pela BBC News China, com colaboração de Kelly Ng, Silvia Chang e Britt Yip. Edição de Mark Shea e Su-min Hwang.

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Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita?

Publicado em: 01/03/2026 05:00

Candidata de IA na Colômbia: o que acontece se 'Gaitana' for eleita? A Colômbia pode eleger, no dia 8 de março, a primeira parlamentar criada por inteligência artificial da América Latina. Com o objetivo de “devolver o poder às mãos do povo”, a avatar Gaitana IA se apresenta como uma mulher indígena, de pele azul, e concorre a uma vaga reservada aos povos originários no Congresso colombiano. Mas, afinal, o que acontece caso ela conquiste votos suficientes para ocupar a cadeira no Legislativo? A avatar possui um agente de conversação (chatbot) de IA em que os mais de 10 mil usuários registrados ajudam a construir as posições políticas do robô. No período de campanha, qualquer pessoa pode acessar o bot e fazer perguntas a "Gaitana". Caso seja eleita, a mesma plataforma servirá para coletar as opiniões dos eleitores. Entre as principais pautas que levanta, estão a defesa do meio ambiente e do território e a luta antissistema. Especialistas ouvidos pelo g1 explicam como o mandato de IA pode funcionar na prática. A avaliação é de que a tecnologia pode aproximar a política das pessoas, principalmente de grupos minoritários, mas o uso da plataforma para legislar exige cautela e envolve riscos. O que acontece se Gaitana for eleita? A candidata concorre simultaneamente a cadeiras no Senado e na Câmara dos Representantes da Colômbia. Como registrar a candidatura de uma IA não é permitido no país, cada chapa é viabilizada legalmente por um candidato humano, que também são os criadores do avatar: Carlos Redondo, engenheiro do povo zenú, e a a antropóloga Alba Rincón. O eleitor que desejar votar em Gaitana precisará selecionar a opção “IA” na cédula. Gaitana IA possui chatbot para interagir com eleitores Reprodução Uma vez eleita, a proposta dos idealizadores é de que a plataforma da IA seja um espaço para a proposição de ideias de projetos de leis. A tecnologia irá processar o conteúdo da ideia e reformular a redação para se adequar aos trâmites legislativos. Francieli de Campos, advogada e especialista em aspectos jurídicos da inteligência artificial, explica que o modo de funcionamento facilita a participação política de pessoas que não compreendem a linguagem técnica do Legislativo. O encaminhamento do projeto, de fato, dependerá da decisão da maioria dos usuários registrados na plataforma de Gaitana. Após a definição da pauta, eles podem decidir se querem ou não que a proposta avance. A lógica é a mesma quando for a vez de Gaitana votar os projetos de lei apresentados pelos demais parlamentares. A plataforma irá traduzir a proposta de forma simplificada e a comunidade de usuários decide como votar. “É uma forma de apresentar os projetos para as pessoas que fazem parte da comunidade indígena”, entende a pesquisadora. Já as atividades políticas que demandam presença física no Congresso – como apresentação de projetos, votações e discussões em plenário – serão realizadas pelos representantes humanos. Para João Paulo Veiga, cientista político e professor de Relações Internacionais da USP, Gaitana pode ser uma ferramenta para expandir a participação democrática popular de grupos historicamente marginalizados de uma forma que um representante humano não conseguiria. Na teoria, nada impede que um candidato humano crie um aplicativo para compilar opiniões de seus eleitores sobre determinado assunto. “Mas não teria o charme de uma candidatura de IA”, conclui o professor. Imagem gerada por IA publicada por criadores de Gaitana IA simula outdoor pedindo votos na Colômbia Reprodução Quais são os riscos de ter uma IA como parlamentar? A pele azulada e os traços robóticos de Gaitana não deixam esquecer que a candidata é uma IA. E como qualquer modelo dessa tecnologia, está sujeita a possíveis falhas, como alucinações (informações escritas de formas coerentes, mas incorretas) e a expressão de vieses e preconceitos. No caso de Gaitana, a lógica de votar de acordo com a opinião da maioria é uma decisão objetiva, mas a “tradução” dos projetos é feita por meio de inteligência artificial. Para Francieli de Campos, é “utópico e arriscado” colocar esse processo na mão de um algoritmo. “É uma responsabilidade que é humana. A questão de ser corruptível ou incorruptível é uma questão ética. Em algum momento vai ter um dilema ético [caso Gaitana seja eleita]”. Outra questão no uso de avatares na política é a segurança de dados pessoais, como aponta o professor João Paulo Veiga. A plataforma de Gaitana utiliza a tecnologia blockchain para impedir que seja alvo de hackers, mas o criador Carlos Redondo reconheceu, à agência de notícias RFI, que o sistema ainda é limitado em termos de segurança de dados. Já existem casos que evidenciam esse impasse em outros lugares do mundo. Em setembro de 2025, a Albânia nomeou uma ministra gerada por IA, a primeira do mundo a ocupar esse cargo. Em fevereiro de 2026, a atriz Anila Bisha entrou com um processo contra o governo albaniano pelo uso não consentido de sua imagem e voz para criar a “ministra”. Computador exibe Gaitana, uma inteligência artificial representada nas redes sociais como uma mulher de pele azul e tanga de penas, que participará como candidata às eleições legislativas da Colômbia em Bogotá RAUL ARBOLEDA / AFP Afinal, 'Gaitana' tem chance de ser eleita? Os especialistas avaliam que, em um momento em que o governo da Colômbia enfrenta ameaças do presidente Donald Trump e após a vizinha Venezuela ter sido atacada pelos americanos, a candidatura pode ganhar força. Isso por que a avatar de IA defende a defesa da soberania do território nacional. Para a especialista Francieli de Campos, a alta temperatura da geopolítica global pode influenciar as eleições nacionais. “A Europa está se reorganizando, os Estados Unidos largando mão dos aliados com a OTAN. A IA chega em um momento em que as coisas já estão desordenadas.”, avalia Francieli de Campos. Além disso, em um contexto global em que o mundo como conhecemos está se transformando rapidamente, a IA acaba sendo melhor aceita por ser algo diferente e pode ser vista como um caminho possível, analisa a pesquisadora. Ainda assim, é difícil medir o impacto da candidatura de Gaitana em específico. De acordo com a RFI, a iniciativa é muito apoiada por jovens, mas pesquisas indicam que apenas um terço dos eleitores com menos de 24 anos pretende votar. E no Brasil? "É difícil existir algo assim no Brasil”, afirma o professor João Paulo Veiga. O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou as resoluções que vão orientar as eleições gerais de 2026, mas Veiga avalia que, no momento atual do cenário político, essa abertura para a IA não deve ser incluída. A resolução 23.610/2019, que foi alterada para reger o pleito de 2024, proíbe o uso de robôs para intermediar contato com o eleitor.

'Curva de deslizamentos' anunciava tragédia que matou mais de 60 pessoas em Juiz de Fora

Publicado em: 01/03/2026 05:00

Especialista do Cemaden analisa causas e riscos da tragédia em Juiz de Fora Juiz de Fora viveu, na última semana, a pior tragédia da história recente da cidade: 64 pessoas morreram, em sua maioria soterradas devido aos deslizamentos de encostas causados pelas fortes chuvas, que marcaram fevereiro como o período mais chuvoso já registrado no município. Porém, essa catástrofe geológica não pode ser considerada uma surpresa. Afinal, o número de deslizamentos contabilizados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já alertava que a instabilidade do solo juiz-forano estava cada vez mais recorrente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A curva de deslizamentos - e, consequentemente, de riscos - vinha subindo desde 2020 e atingiu pico em 2023. Apesar de 2024 e 2025 terem apresentado redução, os índices ainda estavam acima do patamar pré-2020, sem trazer a cidade de volta ao nível anterior. "Grande parte desses desastres ocorreram em áreas que já estavam mapeadas. Então, isso por si só, já é um fato que evidencia que sabíamos que haviam pessoas morando em áreas altamente suscetíveis e que, na iminência de uma chuva muito torrencial, essas populações poderiam ser impactadas", explicou o diretor substituto do Cemaden, Pedro Ivo Camarinha. Histórico de deslizamentos em Juiz de Fora 🔎O Cemaden contabiliza os deslizamentos por meio de notificações realizadas pela Defesa Civil, por meio de notícias cujas informações são criteriosamente checadas e também por imagens de satélite. Os dados mostram baixa recorrência de deslizamentos até 2019, apresentam quebra de patamar a partir de 2020, pico fora da curva em 2023 e, em 2026, a tragédia escancara a tendência: 1.243 escorregamentos de talude registrados pela Defesa Civil municipal, de janeiro até o fim da tarde de sexta-feira (27). Em termos de escala, isso representa quase 22 vezes mais deslizamentos de terra que o pior ano isolado (2023) já registrado pelo Cemaden, que mantém uma base de dados da cidade desde 2016. "Realmente, mudou o padrão nos últimos anos. A gente está tendo mais chuvas sendo registradas aí no município, principalmente a partir de 2020. E a gente sabe que isso é verdade porque os nossos alertas também aumentaram muito a partir de 2020”, afirmou Camarinha. A maior recorrência de deslizamentos nos últimos seis anos em Juiz de Fora mostra que a cidade convive com mais gatilhos: solos mais encharcados por mais tempo, encostas sob pressão e a necessidade de agir preventivamente diante dos primeiros sinais de instabilidade. O que as autoridades já sabiam antes da tragédia da última semana Juiz de Fora figura entre as 10 cidades com maior população em áreas de risco desde 2018, segundo Pedro Ivo Camarinha. Veja ranking mais abaixo. Por isso, a tragédia atual não surge sem avisos. É a confluência de mais chuva, solo e encostas fragilizados ao longo dos anos e de ocupação de áreas suscetíveis — um cenário que o próprio sistema de alertas já vinha sinalizando, pelo menos desde 2023. Por que 2026 levou tudo ao extremo? Hidrologia: fevereiro excepcionalmente chuvoso. Foram mais de 750 milímetros, número três vezes superior ao que era esperado para o mês, ou seja, com dias seguidos de precipitações o solo satura e perde resistência; Base fragilizada: a quebra de patamar desde 2020 e o pico de 2023 indicam maior recorrência de gatilhos (mais eventos por ano), antes da tragédia atual; Exposição: ocupação de encostas e déficits de obras e fiscalização transformam um evento extremo em desastre humano; Capacidade de resposta com gargalos: aperto e bloqueios orçamentários dificultam a manutenção de programas contínuos de prevenção (drenagem, contenções, remoções). Mortes em Juiz de Fora durante desastre de fevereiro de 2026 Verbas para prevenção de desastres foram reduzidas O Governo de Minas Gerais reduziu em 95,6% as verbas de programas contra impactos das chuvas nos últimos três anos. Segundo dados do Portal da Transparência estadual analisados pelo jornal O Globo e confirmados pelo g1, os investimentos do programa “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” registrou queda acentuada nos valores pagos: R$ 134,8 milhões em 2023 R$ 41,1 milhões em 2024 R$ 5,9 milhões em 2025 Já a União fez um aperto nas despesas discricionárias (onde ficam verbas de investimentos e prevenção), o que reduz o espaço dos ministérios. Por isso, 2026 já começou com “cinto apertado” para investimentos e dando prioridade às emendas parlamentares (R$ 61 bi), o que comprimiu rubricas técnicas. Além disso, em 2025, houve contingenciamento de R$ 31,3 bi, com uma das maiores contenções no Ministério das Cidades — pasta que concentra obras de drenagem e prevenção —, sinalizando menos folga para políticas anticatástrofe. É preciso melhorar a gestão de riscos e de desastres A maior recorrência de deslizamentos em Juiz de Fora nos últimos anos pede cuidado redobrado na leitura do que está acontecendo agora e nas decisões de curto prazo. De acordo com Camarinha, é necessário analisar e melhorar a gestão de riscos de desastres, que começa muito antes de um desastre se materializar, inclusive na expectativa de que eles não aconteçam. "Não é só a chuva. A chuva pode estar sendo intensificada, mas muitos desses deslizamentos que causam impacto têm a ver também com como a gente tem ocupado essas encostas, para onde as cidades têm crescido, principalmente as populações mais vulneráveis", explicou o diretor substituto do Cemaden, Pedro Ivo Camarinha. "Você pode ter a chuva extrema, você pode ter a ocorrência de deslizamentos, mas aquilo não chega a impactar a população ao ponto de ser um desastre. O que a gestão de risco busca é isso. E aí, são muitas frentes que devem atuar ao mesmo tempo", explicou. Camarinha faz um paralelo entre desastres pluviométricos e desastres de avião: não é uma causa só, e grande parte pode ser evitada com prevenção. "Desastres são uma construção social ao longo do tempo", disse. "Normalmente, há uma série de problemas que vão acontecer em sequência, muitas vezes negligenciados, que levam a desastres. Então, no caso de Juiz de Fora, não é diferente. Você tem uma cidade que é naturalmente muito suscetível a esse processo, que vem registrando chuvas volumosas e trazem preocupação, que já tinha ocorrências de deslizamentos ao longo do tempo, que já tinha mapeamentos de pessoas morando em áreas de risco. Hora ou outra, com as mudanças climáticas em curso, é esperado que um evento extremo aconteça nessa cidade. E aí, uma vez que ele acontece, tudo isso é explicitado. A causa mesmo é histórica, sobretudo, a manutenção dessas pessoas morando nessas áreas suscetíveis ao longo do tempo, sem ações efetivas para poder reduzir esses riscos." Conforme ele, essa gestão de riscos, para ser eficiente, deve passar por várias etapas: ➡️Planejamento urbano Segundo Camarinha, a primeira atuação que deve ser feita é evitar o avanço da área urbana de forma não controlada em direção às encostas. "Evitar que áreas que são suscetíveis, e nós conhecemos muito bem quais são essas áreas, que elas sejam ocupadas. Então, primeiro é ter políticas de ordenamento territorial, políticas de habitação, para que você também forneça soluções para alguns grupos sociais - que já se encontram e para aqueles que estão começando a ocupar - terem alternativas", afirmou. ➡️Fiscalização Em seguida, o poder público deve fiscalizar para que o primeiro passo (evitar ocupação em encostas) seja cumprido. ➡️Manejo ambiental O próximo passo deve ser o manejo das bacias hidrográficas, para que também garanta que as áreas conservadas, as áreas de muita inclinação, sejam preservadas e cuidadas. ➡️Educação ambiental "Para que a população entenda essa problemática e não avance para essas regiões, além de aumentar a percepção dos riscos delas. Quanto maior for a percepção de uma pessoa que está morando ou está passando por uma área de risco, menor é a chance dela ser impactada durante um evento", disse Camarinha. ➡️Obras de infraestrutura Podem ser obras de contenção de encostas e obras de reflorestamento, por exemplo, dependendo de como for o tipo de solução viável para a localidade. ➡️Defesa Civil preparada Para isso, são necessários recursos humanos, recursos financeiros, viaturas, e condições para poder montar abrigos. Além de treinar os planos de evacuação junto com a população, para que as pessoas saibam como agir durante um evento como esse. ⭐População orientada A população deve aprender a identificar possíveis situações de risco e, principalmente, deve ser orientada sobre como agir. "Quando a população não sabe para onde ir ou não tem para onde ir, não tem esse direcionamento, o que sobra são as ações de autoproteção. Por isso, a importância da população ter essa percepção de risco, porque em muitos casos, o cidadão sabendo reconhecer uma situação de risco e ser conservador no sentido de antecipar as suas ações é que vai ser determinante para que ele pelo menos salve sua vida. Talvez perca o seu imóvel, perca os seus bens, mas pelo menos ele salvaguarde sua vida." ➡️Alertas antecipados São necessárias ciência e tecnologia lado a lado para conseguir antecipar esses riscos de desastres. "Esse é o último recurso que a gente espera dentro da gestão de risco, esperando que essa gestão comece lá atrás. E, claro, esses alertas só vão ser efetivos se você tiver uma capacidade boa da Defesa Civil". "Mas, no Brasil, todas as etapas da gestão de risco começam a falhar. E, hoje, tem um fardo muito grande em cima das instituições que fazem o monitoramento e o alerta e, principalmente, das defesas civis que, via de regra, não têm o reconhecimento e os recursos necessários para lidar com o desafio do dia a dia. O desafio da Defesa Civil, no geral, é muito maior do que a capacidade que eles têm em campo", afirmou Camarinha. De acordo com Camarinha, na última segunda-feira (23), antes do temporal que atingiu Juiz de Fora, o Cemaden enviou ao Município um alerta de alto risco e grande probabilidade de deslizamentos significativos acontecerem na área urbana. "Sabemos que muitas dessas frentes dentro da gestão são complexas, são caras e demoram bastante tempo. Então, acaba que no Brasil, hoje, é mandatório você ter sistemas de alerta cada vez mais bem orquestrados e as Defesas Civis sendo capazes de poder fazer essa atuação. Então, gente precisa colocar esses alertas como uma das prioridades, mas não deixando de cobrar do poder público que todo o resto da gestão de risco seja aceita", afirmou Camarinha. LEIA TAMBÉM: FOTOS: veja a destruição provocada pela chuva em Juiz de Fora VÍDEO mostra prédio desabando em Ubá 'Perdemos tudo, móveis, carros, tudo', desaba moradora Quem são as vítimas da chuva em Juiz de Fora Juiz de Fora registra o fevereiro mais chuvoso da história Juiz de Fora é a 9ª cidade com maior população em áreas de risco De acordo com um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Juiz de Fora é a 9ª cidade do Brasil com maior população em áreas de risco de deslizamentos, enchentes e enxurradas. População de Juiz de Fora: 540.756 habitantes Pessoas que vivem em áreas de risco: 128.946 Percentual da população em áreas de risco: 23,7% Áreas de risco: Deslizamentos, enchentes e enxurradas. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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