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Justiça absolve 4 PMs e 3 GCMs acusados de executar universitário com tiro na cabeça em 2016 em SP

Publicado em: 15/10/2025 14:03

O universitário Júlio Espinoza morreu baleado na cabeça após ser perseguido por PMs e GCMs na capital em 2016. Os agentes atiraram 16 vezes no seu carro (no detalhe acima) Reprodução/Arquivo TV Globo A Justiça absolveu sumariamente, neste mês, quatro policiais militares de São Paulo e três guardas-civis municipais de São Caetano do Sul, na região metropolitana, acusados de executar o universitário Júlio César Alves Espinoza com um tiro na cabeça, em 27 de junho de 2016, na capital paulista. Além de homicídio, os sete agentes respondiam por fraude processual. De acordo com o Ministério Público (MP), eles "plantaram" uma arma no carro do estudante para justificar sua morte, durante perseguição policial, que terminou numa suposta troca de tiros. Mas não foi esse o entendimento do juiz Bruno Ronchetti de Castro, da 1ª Vara do Júri, que inocentou os policiais e guardas. O magistrado alegou que os agentes agiram em legítima defesa quando atiraram 16 vezes contra o veículo dirigido por Júlio, que teria dado três disparos antes. O motorista furou um bloqueio policial numa avenida da Zona Sul. E, após fugir, foi perseguido até a Zona Leste, onde foi baleado. "No mérito, analisando as provas colhidas nos autos, concluo que a absolvição sumária dos réus é medida a rigor. Isso porque, ouvidas as testemunhas em juízo, para além de não haver elementos suficientes indicando que os réus agiram com dolo homicida em relação à vítima, restou evidenciado o exercício da legítima defesa própria em suas condutas, sem que houvesse qualquer excesso no exercício da conduta excludente da ilicitude", escreveu o magistrado na sentença. Absolvição sumária Jovem de 24 anos é morto por policiais após desviar de blitz em São Paulo A decisão judicial é de 8 de outubro de 2025, mas cabe recurso. Absolvição sumária é aquela na qual o juiz não manda os réus a júri popular e os inocenta antes do julgamento. Seja por entender que não há provas contra os acusados ou por concluir que não houve crime. Nesse caso, a absolvição sumária pode ocorrer durante a audiência de instrução _etapa do processo para a Justiça ouvir testemunhas de defesa e acusação e interrogar os réus. Ela serve para saber se há indícios de que os réus cometeram crimes para o magistrado pode levá-los a julgamento. Do contrário, a lei permite que o juiz poderá absolvê-los sumariamente _e foi o que ocorreu. A audiência de instrução sobre a morte de Júlio ocorreu entre 2021 e 2025. Os agentes absolvidos são os policiais militares Amanda Grazielle Dias Nunes, Eduardo Correa Barbosa, Julio Cesar de Carvalho e Vinicius Mendes Caramori. Também foram inocentados os guardas Alexandre Adorno, André Raul da Silva e Sergio Francisco da Cunha. Eles eram acusados pelo Ministério Público por homicídio doloso (com intenção de matar) qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, e fraude processual por alterar a cena do crime e mentir em seus depoimentos. Todos os sete réus respondiam aos crimes em liberdade. Perseguição e morte Universitário é baleado e morto em perseguição policial na Zona Leste O automóvel conduzido por Júlio foi perseguido por cinco viaturas da Polícia Militar (PM) e duas da Guarda Civil Municipal (GCM) até a Zona Leste, onde, segundo a defesa dos agentes, ele, que também guiou o carro pela contramão, atirou. No revide, o veículo ficou com 19 perfurações. Um dos disparos atingiu a cabeça do estudante. Socorrido ao hospital, Júlio teve a morte cerebral confirmada no dia seguinte, em 28 de junho. Ele tinha 24 anos. A família doou os órgãos. Nenhum dos dez policiais ou os quatro guardas ficou ferido. E nenhuma viatura foi baleada. O carro guiado por Júlio chegou a bater contra uma mureta. Duas viaturas também colidiram uma na outra na perseguição. Segundo os agentes, Júlio usava um revólver calibre 38 com numeração raspada. A arma foi apreendida. Nenhuma câmera de segurança gravou a perseguição e a troca de tiros alegada pelos réus. De acordo com os policiais e guardas, Júlio também levava uma porção de cocaína no carro. A droga foi encontrada depois que ele foi morto. Exame toxicológico confirmou a presença dela no organismo do motorista. Testemunha diz que estudante morto pela polícia não reagiu Mas uma testemunha anônima do caso, ouvida em 29 de junho pela TV Globo, contou ter visto os agentes executarem o motorista a tiros (veja o vídeo acima). Segundo ele, Júlio estava desarmado e não reagiu, mas mesmo assim os agentes atiraram no motorista. Depois colocaram uma arma dentro do carro para incriminar o universitário e justificar a falsa troca de tiros. E fazer parecer que eles agiram em legítima defesa ao atirar no estudante. “Não teve em nenhum momento troca de tiro”, disse o homem, que não quis se identificar. “Deu o tiro e jogou a arma dentro do carro.” A testemunha disse ainda que os policiais mandaram ele e outras testemunhas se afastarem do local. E apesar de essa pessoa não ter sido ouvida pela Polícia Civil, seu depoimento foi mencionado pelo Ministério Público na denúncia que acusou os policiais e guardas pelo assassinato de Júlio. Estudante de tecnologia Universitário é morto pela polícia durante perseguição em São Paulo Júlio cursava faculdade de Tecnologia em Logística na Uninove da Vila Prudente, na Zona Leste. Ele também trabalhava como garçom e não tinha passagem pela polícia. E dirigia o Volskwagen Gol emprestado do pai. Segundo a família, o estudante fugiu da abordagem porque o automóvel estava com R$ 510 em multas atrasadas por furar o rodízio municipal. O g1 não conseguiu localizar os parentes de Júlio para comentar a decisão judicial que absolveu os réus que o mataram. 'Polícia acha que todo mundo é bandido', diz pai de estudante morto Outros sete agentes que participaram da perseguição policial ao carro dirigido por Júlio respondem na Justiça Militar somente pelo crime de fraude processual porque também, segundo o MP, mentiram em seus depoimentos. O g1 não conseguiu localizar as defesas de 13 agentes envolvidos no caso até a última atualização desta reportagem. O advogado João Carlos Campanini, que defende o PM Júlio Carvalho, afirmou que "a defesa entende que a justiça foi feita, eis que não havia qualquer elemento que pudesse gerar desconfiança na ação policial."

Palavras-chave: tecnologia

Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas

Publicado em: 15/10/2025 13:20

Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é usado 2 vezes por dia em Campinas Um sistema criado para oferecer companhia a quem se sente vulnerável em pontos de ônibus durante a noite tem sido acionado, em média, 2 a 3 vezes por dia em Campinas (SP). Confira os pontos com mais acionamentos no mapa abaixo. Desde que foi lançado, em setembro de 2023, o projeto Abrigo Amigo já registrou 1.952 acionamentos nos treze endereços em que está disponível, até setembro de 2025, segundo dados da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A iniciativa busca aumentar a sensação de segurança de mulheres que utilizam o transporte público desacompanhadas entre 20h e 5h, mas está disponível para qualquer pessoa que se sinta em situação de vulnerabilidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Em 2024, foram contabilizados 1.002 acionamentos, o que representa uma média de aproximadamente 83 atendimentos por mês - ou 2,7 por dia. Entre janeiro e setembro de 2025, foram 532 registros. Dos treze abrigos em funcionamento, o ponto que concentra a maior quantidade de acionamentos é o da Rua Jacy Teixeira de Camargo. O local acumula 459 registros desde o início do projeto — o equivalente a cerca de 1 em cada 4 acionamentos. Em seguida, os pontos com mais chamadas são os que ficam na R. Dr. Alfredo Maia Bonato (227 registros), Av. Orosimbo Maia (215 registros), Av. Dr. Moraes Salles (204 registros) e Av. Benjamin Constant (191). Confira o ranking dos 10 pontos de ônibus com mais registros em Campinas: Como acionar o Abrigo Amigo? O Abrigo Amigo permite, por meio de totens interativos, com câmeras, sensores e microfone, que qualquer pessoa que se sinta vulnerável entre 20h e 5h da madrugada acionem a central de atendimento e tenham uma "companhia virtual". Para acionar a chamada, basta tocar na tela. A ideia é que a tecnologia auxilie no combate à violência e diminua a vulnerabilidade nos pontos de ônibus. A iniciativa da empresa Eletromídia envolve a Prefeitura de Campinas, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Secretaria de Transportes (Setransp). Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas Reprodução EPTV LEIA TAMBÉM Quadrilha suspeita de furtar motos de até R$ 50 mil é alvo de operação da polícia em Indaiatuba Motorista tem mal súbito, perde controle de carro e derruba poste em Paulínia O Abrigo Amigo está disponível nos endereços: Av. Julio Mesquita, 705 Av. Dr. Moraes Salles, 988 Av. Benjamin Constant, 1633 Av. Orosimbo Maia, 1309 Av. Jose De Souza Campos, 1220 R. Dr. Alfredo Maia Bonato Av. Almeida Garret, 1925 Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1000 Av. Francisco Glicério, 572 CS Jardim Aurélia R. Jacy Teixeira de Camargo, 940 R. Joaquim Vilac, 500 Av. Brasil, 1128 Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas Reprodução EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Smart TV 4K Mini LED TCL de 50" por R$ 1.984: um cinema na sua sala pelo menor preço

Publicado em: 15/10/2025 12:32 Fonte: Tudocelular

Se você está procurando por uma smart TV com tela incrível, altíssimo contraste e preço abaixo de R$ 2.000, a TCL 50C6KS é uma opção fantástica hoje. Você pode comprá-la na Amazon agora por R$ 1.984 à vista no Pix ou R$ 2.089,01 em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito. "Smart TV TCL 50 Polegadas QLED Mini LED 4K C6KS WiFi Bluetooth Google TV HDR10+ Dolby Atmos 50C6KS" Amazon R$1.984 Ver Oferta O principal destaque da TCL 50C6KS é a sua tela Mini LED com resolução 4K, tecnologia HVA que reduz o reflexo da tela e otimiza o brilho para elevar o contraste em três vezes, zonas de iluminação controladas individualmente para fornecer maior contraste similar ao OLED.Além disso, o chip AIPQ personalizado da TCL otimiza a imagem em tempo real com IA para garantir o melhor contraste, cores, definição e fluidez de movimento dependendo da cena e conteúdo exibido.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Preparação Enem: professor de História dá dicas sobre período entreguerras

Publicado em: 15/10/2025 12:16

Preparação Enem: professor de História dá dicas sobre período entreguerras Reprodução / TV Grande Rio O projeto Preparação, da TV Grande Rio e g1 Petrolina, traz nesta quarta-feira (15) uma dica de História para os estudantes que estão se preparando para a prova do Enem. O exame será realizado nos dias 9 e 16 de novembro em todo o país. O professor de História, Everaldo Libório, abordou o período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, assunto costumeiramente cobrado na prova do Enem. "Terminada a primeira guerra mundial, o mundo europeu vivia o caos social, a crise econômica. Os ideais liberais entraram em decadência e as pessoas, desesperadas, terminaram se abraçando com os ideais do nazifascismo, que defendia a ideia de um partido único, o militarismo, nacionalismo, a ideia da infalibilidade do estado e a pregação contra o ‘perigo comunista’. (…) O preço e o custo do mundo nazifascista foi a segunda guerra mundial, que provocou o extermínio de mais de sessenta milhões de pessoas.", explicou. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça No vídeo acima, você confere a dica completa para ir muito bem na prova de História e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

Palavras-chave: tecnologia

Garimpo ameaça saúde de crianças Yanomami com contaminação por mercúrio, desnutrição e malária, aponta Unicef

Publicado em: 15/10/2025 12:06

Lideranças denunciam garimpos ativos e falhas graves na saúde Yanomami Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado nessa quarta-feira (15) mostra que o avanço do garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami está diretamente ligado ao agravamento da crise de saúde e de proteção entre crianças e jovens do povo. A mineração clandestina destrói rios e florestas, contamina peixes com mercúrio, atrai doenças como malária e provoca escassez de alimentos — fatores que intensificam a desnutrição infantil, mortalidade evitável e violação de direitos. 📍️ A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. ❓ Em 2023 o governo federal decretou emergência no território para combater uma crise sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. LEIA TAMBÉM Lideranças denunciam garimpos: Terra Yanomami segue sob ameaça quase 3 anos após emergência Crianças com a mãe em unidade de saúde de Surucucu, Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR Segundo o estudo, mais da metade das crianças Yanomami (56%) com até 5 anos apresentavam baixo peso ou desnutrição crônica, conforme dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) de 2022. A situação é mais grave nas regiões com presença de garimpeiros, onde o desmatamento e a poluição dos rios dificultam o cultivo e a pesca, principais fontes de alimentação das famílias. O relatório aponta que a contaminação por mercúrio usada na extração de ouro afeta igarapés e peixes consumidos pelas comunidades, podendo causar problemas neurológicos, má formação fetal e danos permanentes no desenvolvimento infantil. Além disso, a presença de garimpeiros está associada a um aumento considerável de casos de malária: entre 2018 e 2021, foram mais de 40 mil infecções na TI Yanomami, muitas delas em crianças pequenas. Poças d’água e buracos de escavação se tornam criadouros do mosquito transmissor, explica o Unicef. O estudo destaca ainda que o garimpo ilegal atua em conjunto com a desestruturação do sistema de saúde Yanomami, agravando a crise sanitária. Postos de saúde foram fechados, destruídos ou tomados por invasores, dificultando a chegada de vacinas, medicamentos e alimentos. Entre 2018 e 2022, centenas de crianças morreram de causas evitáveis, como pneumonia, diarreia e desnutrição. “O garimpo desestrutura a vida das comunidades. Ele contamina os rios, espalha doenças e impede o acesso à saúde e à alimentação. O resultado é a violação sistemática dos direitos da infância Yanomami”, afirma o estudo. Com apoio da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Urihi Associação Yanomami, o estudo foi realizado pelos antropólogos Ana Maria Machado e Marcelo Moura. A publicação é uma iniciativa da área de Mudança Social e de Comportamento (SBC) e da Coordenadoria para Assuntos Indígenas do UNICEF Brasil, com financiamento da União Europeia, por meio do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária (ECHO). O g1 procurou a Casa Civil, Ministério da Saúde e a Casa de Governo, órgão especializado no combate à crise Yanomami, e aguarda resposta. Abusos e violências contra jovens e crianças Jovens da região do Xite, na Terra Yanomami, com armas de fogo Reprodução/Condisi-YY Além da saúde, o relatório aponta impactos sociais graves. O avanço da mineração ilegal provoca aumento do consumo de álcool, distribuição de armas e conflitos internos, deixando crianças e jovens em situação de vulnerabilidade extrema. Há registros de exploração sexual e aliciamento de adolescentes, especialmente meninas, nas áreas dominadas por garimpeiros. Organizações como o Ministério Público Federal, o Conselho Distrital de Saúde Yanomami (Condisi), a Hutukara Associação Yanomami e a Wanasseduume Associação Ye’kwana reforçam que o avanço do garimpo é um dos principais fatores que agravam a desnutrição e a desestruturação social, econômica e sanitária das comunidades. Segundo eles, o problema não é a completa falta de alimentos, mas sim a interrupção do acesso e da produção local causada pelo garimpo. Recomendações do estudo Além de apontar as problemáticas levadas pelo garimpo, o estudo também apresenta recomendações, incluindo: Fortalecer políticas públicas específicas e diferenciadas para os povos Yanomami. Combater o garimpo ilegal e garantir a proteção territorial como condição básica para a sobrevivência e preservação cultural. Reconhecer e apoiar organizações indígenas, garantindo diálogo com associações que elaboraram o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Escutar crianças e jovens, oferecendo acesso a novos conhecimentos e tecnologias como ferramentas para defesa de seus direitos e dignidade. Crises persiste no maior território indígena do Brasil Infográfico - Garimpo ilegal ativo na Terra Yanomami Arte/g1 Apesar das operações do governo federal, que apontam redução de áreas de garimpo e aumento de profissionais de saúde, as comunidades continuam enfrentando precariedade no atendimento, falta de medicamentos, estrutura insuficiente e dificuldade de acesso a hospitais, com relatos de mortes evitáveis e crianças em situação crítica de desnutrição. As lideranças reivindicam ações permanentes, fiscalização de financiadores e integração da medicina tradicional com o sistema público de saúde. O dossiê entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) aponta falhas graves na resposta à contaminação por mercúrio, com poucas triagens e tratamento limitado aos indígenas, além de alerta sobre a presença constante de pistas clandestinas e aviões que abastecem os invasores. Especialistas destacam que o garimpo ilegal é sustentado por uma rede econômica complexa, que vai muito além dos trabalhadores na ponta, e que a dificuldade maior não é retirar os invasores, mas impedir seu retorno. A situação da Terra Yanomami reflete problemas históricos e estruturais mais amplos: desde a década de 1970, o garimpo se consolidou como uma atividade econômica e cultural na região, gerando violência, destruição ambiental e dependência das comunidades em relação aos invasores. Menina Yanomami com desnutrição grave recebe tratamento no Hospital da Criança, em Boa Vista Caíque Rodrigues/g1 RR Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Justiça mantém condenação de ex-prefeito de Santo Antônio de Posse por improbidade, mas reduz multa

Publicado em: 15/10/2025 11:46

Tintas compradas irregularmente seriam usadas para a sinalização de ciclofaixas Câmara Municipal O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve a condenação do ex-prefeito de Santo Antônio de Posse (SP) Maurício Dimas Comisso, por improbidade administrativa envolvendo compras sem licitação. A decisão transitou em julgado nesta terça-feira (14), o que significa que não cabe recurso. Com a sentença em segunda instância, foi reduzida a pena de multa determinada em primeira, que era de 50 vezes o valor da última remuneração de Comisso no cargo público. Agora, ele deverá pagar o equivalente ao dobro de sua remuneração como prefeito. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) informou que o promotor de Justiça Sergio Luis Caldas Spina já ajuizou ação de cumprimento de sentença para assegurar a execução da penalidade. O g1 tenta localizar a defesa do ex-prefeito para pedir um posicionamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre o caso A denúncia do MP aponta que as irregularidades ocorreram em 2014. Na ocasião, a Prefeitura fracionou, de forma indevida, a compra de tintas e outros materiais para pintura, bem como serviços de sinalização de trânsito. "Isso permitiu que o gasto público de R$ 38.823,00 ocorresse com dispensa de licitação, já que o valor de cada prestação de serviço foi inferior ao mínimo exigido pela legislação". "Além disso, não há notícia de que estas contratações tenham sido formalizadas em instrumentos escritos ou que a Prefeitura Municipal tenha tido o trabalho de documentar os procedimentos de dispensa de licitação que deveriam ter precedido cada uma das contratações havidas, com a justificativa fática e legal acerca da não realização da regra da competição pública", completa o MP. A Justiça, atendendo a pedido do Ministério Público, reconheceu a improbidade administrativa nos termos do artigo 11 da Lei nº 8.429/1992, constatando violação aos princípios da legalidade, eficiência e moralidade, diante da inobservância das regras legais que regem a contratação de empresas pelo poder público. O acórdão, subscrito pelo desembargador Rebouças de Carvalho, da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, ressaltou ainda que a conduta do réu "se mostrou incompatível com os preceitos que norteiam a gestão pública e com as disposições da Lei nº 8.666/1993, evidenciando que ele agiu conscientemente em afronta aos deveres administrativos, caracterizando o dolo". VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página dog1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal

Conexão e capital impulsionam o crescimento de empreendedoras em Santa Catarina

Publicado em: 15/10/2025 11:38

Para que as mulheres empreendedoras catarinenses consigam crescer nos negócios, duas frentes são fundamentais: conexão com o mercado e acesso a recursos financeiros. É por isso que o Delas Summit, evento voltado ao empreendedorismo feminino promovido pelo Sebrae, promove na programação capacitação, visibilidade e oportunidades reais de negócios para mulheres de todo o estado. Nesta edição, o encontro vai contar com sessões de negócios e a Caravana Sebrae Delas, que oferece orientação financeira e preparo para a tomada de crédito. As sessões de negócios, conduzidas pela consultora de marketing e vendas Fabricia Borba, foram desenhadas para transformar relacionamentos em resultados concretos. Segundo ela, esse tipo de iniciativa é um dos pilares mais potentes do empreendedorismo feminino, pelo potencial de transformar ideias em resultados. — Esses momentos criam um ambiente intencional de trocas, onde mulheres empreendedoras não apenas apresentam seus produtos e serviços, mas compartilham aprendizados, desafios e oportunidades de parceria. Mais do que trocar cartões, é um espaço de visibilidade, colaboração e crescimento mútuo — afirma. Durante os dias 30 e 31 de outubro, o Delas Summit vai oferecer duas rodadas diárias, às 14h30 e às 16h30, a inscrição será feita no local e as vagas são limitadas. A participação é presencial e o formato privilegia encontros rápidos e direcionados, onde cada empreendedora pode apresentar sua proposta e conhecer outras com potencial de parceria. — Durante esses encontros, as participantes terão a oportunidade de se conectar com mais de 100 empreendedoras por dia, apresentando seus negócios, serviços e propostas de parceria em um ambiente vibrante e colaborativo Muitas participantes saem dessas sessões com clientes, parcerias comerciais ou projetos conjuntos — detalha Fabrícia. Crédito consciente e planejamento financeiro O acesso a crédito orientado também é um dos fatores que permite a ampliação de negócios de forma estruturada. Por isso, a Caravana Sebrae Delas estará presente no evento, com consultorias e orientações práticas sobre planejamento financeiro, análise de crédito e sustentabilidade econômica. A proposta é ajudar empreendedoras a entenderem as melhores opções de financiamento, para evitar o endividamento e fortalecer a saúde financeira das empresas. A presença do Sebrae nas trajetórias das empreendedoras reforça esse papel de suporte técnico e estratégico. Para Manoela Lira Reis, fundadora da AHOY!, startup que conecta profissionais de limpeza a clientes via aplicativo, o apoio foi decisivo desde o início. — O Sebrae sempre esteve conosco desde o início da nossa jornada. Buscamos a ACATE e lá fomos incubados no MIDITEC, em seguida conseguimos investimento no programa INOVA Startups, que foi essencial para o desenvolvimento do nosso negócio — explica. Ela também participou de programas como Startup SC e Capital Empreendedor, e ressalta a importância das conexões criadas nestes espaços. A partir do networking conquistado em eventos de tecnologia, a empreendedora participou de mentorias, trocou experiências, e ainda, conquistou clientes, parcerias e investimentos. Inovação e sustentabilidade nascem da colaboração Outra história que simboliza o impacto da rede de apoio é a de Juliana de Oliveira, fundadora da Pelletize, startup que transforma resíduos de poda de macieira em pellets para defumação de alimentos. A empreendedora começou a desenvolver a ideia durante o mestrado em Engenharia Florestal e, com o tempo, transformou a pesquisa em produto. — No início, tudo era muito experimental. Produzi as primeiras amostras em laboratório, ainda sem estrutura industrial, e precisei validar cada etapa, desde a qualidade do produto até a aceitação no mercado gastronômico — conta. Juliana acredita que os eventos e redes de apoio voltadas a mulheres foram essenciais para transformar conhecimento em negócio. Ela comenta que poder contar a própria história em grandes eventos, como o Delas Summit, tem a aproximado de pessoas estratégicas para o crescimento da Pelletize. — Quando mulheres se apoiam, inovação, coragem e resultados se multiplicam. É uma corrente que transforma não apenas os negócios, mas também as pessoas que fazem parte dela — comenta As inscrições para as sessões de negócios ocorrem presencialmente no espaço Delas é Negócios, nos dias 30 e 31 de outubro, com vagas limitadas. A proposta é que, ao final de cada rodada, novas parcerias, ideias e projetos conjuntos saiam do papel. Que tal garantir o seu ingresso para o Delas Summit? Basta acessar o site do evento.

Palavras-chave: tecnologia

Da teoria à prática: workshops aceleram negócios liderados por mulheres

Publicado em: 15/10/2025 11:26

Aprender é o primeiro passo para iniciar no empreendedorismo, mas, transformar conhecimento em ação é o que realmente impulsiona os negócios femininos. Essa é a proposta dos workshops práticos que acontecem no Delas Summit 2025, evento promovido pelo Sebrae Santa Catarina para mulheres empreendedoras. As oficinas buscam desenvolver habilidades aplicáveis no dia a dia e acelerar resultados entre as participantes. Com atividades ‘mão na massa’, é possível experimentar novas metodologias, testar ideias e construir planos de ação personalizados. Para Mitizy Machado do Amaral, pedagoga organizacional e curadora das oficinas do Delas Summit, a principal vantagem do aprendizado prático está na conexão direta entre teoria e execução. — O grande diferencial é permitir que as participantes vivenciem metodologias, explorem ferramentas digitais e saiam com planos de ação aplicáveis. A prática torna o aprendizado mais concreto, fortalece a confiança e estimula decisões com impacto real nos negócios — explica Mitizy. Oficinas com foco em ação e resultados imediatos No Delas Summit 2025, os workshops terão papel central na programação. A curadoria foi pensada para transformar conhecimento em ação imediata, com foco em Inteligência Artificial aplicada à gestão, inovação e marketing para pequenos negócios liderados por mulheres. Entre as oficinas confirmadas, estão a “Jogada Certa”, que fala sobre inteligência artificial e Propriedade Intelectual em um jogo de tabuleiro; “A Sócia Invisível”, que apresenta a IA como apoio na gestão; “Domine a Arte dos Prompts”, sobre o uso de comandos inteligentes para otimizar tarefas; e “IA para Todas”, que aborda neurociência e tecnologia para quebrar barreiras cognitivas. — O objetivo é que cada mulher saia com clareza sobre os próximos passos e metas aplicáveis ao negócio já no dia seguinte. Adultos aprendem melhor quando experimentam, refletem e aplicam o conhecimento na prática, e é isso que buscamos proporcionar — destaca Mitizy. Experiências que inspiram transformação A empresária Raquel Luisa Pereira Carnin, fundadora da Nova Era Soluções Ambientais, é exemplo de como o aprendizado prático pode transformar uma trajetória empreendedora. A empresa nasceu da iniciativa da empreendedora, que pretendia transformar uma pesquisa de mais de duas décadas sobre valorização de resíduos industriais, especialmente o uso da Areia Descartada de Fundição (ADF), em um negócio. — O início foi desafiador, marcado pela transição do ambiente acadêmico para o empreendedorismo. Foi preciso estruturar processos, conquistar credibilidade e montar uma equipe multidisciplinar. Mas colocar a mão na massa foi essencial para entender o mercado e consolidar o negócio — conta Raquel. Ela conta que as capacitações que teve junto ao Sebrae foram fundamentais para o crescimento da empresa, já que ela teve diversos aprendizados com as mentorias e oficinas. — Os cursos do Sebrae foram decisivos para estruturar o negócio sob a ótica da gestão e do planejamento estratégico. O apoio me ajudou a transformar o conhecimento técnico em modelo de negócio sustentável, com foco em viabilidade econômica, marketing ambiental e posicionamento no mercado de inovação — comenta. Gerar impacto em negócios femininos A curadoria do Delas Summit mantém o foco em negócios femininos como forma de potencializar resultados e personalizar a experiência de aprendizado. Para Mitizy, essa escolha está associada a uma estratégia de impacto e relevância, que visa contribuir para o crescimento de negócios liderados por mulheres. — Empreendedoras têm desafios e modelos de negócio com características próprias. Trabalhar com um público específico permite adaptar o conteúdo à realidade delas, promover networking direcionado e aumentar a efetividade da aplicação das tecnologias — explica. O Delas Summit 2025, que acontece entre os dias 30 e 31 de outubro, em Florianópolis, é um dos principais eventos para aprendizado e formação de mulheres empreendedoras. A expectativa do evento é que cada participante saia com ferramentas e confiança para aplicar na prática os conhecimentos disponíveis nos dois dias de evento. Para saber mais e garantir um ingresso, basta acessar o site do Delas Summit.

Investimento em irrigação contra geada reduz perdas no cultivo de frutas na Serra Gaúcha

Publicado em: 15/10/2025 11:20

Desde pequeno entre os parreirais, o produtor Tiago José De Momi, de Farroupilha (RS), decidiu seguir os passos da família e continuar com o trabalho na propriedade rural. Além da produção de uvas, o sustento também é garantido com o cultivo de pêssego. Entre os desafios da produção, está o clima da região, conhecida pelas baixas temperaturas. A principal preocupação é com a geada, que em poucas horas pode comprometer o trabalho de meses. Para reduzir os impactos, o produtor decidiu apostar na irrigação por aspersão. A técnica consiste em manter a irrigação nas noites mais frias do ano para que as frutas fiquem congeladas. O sistema cria uma camada protetora sobre as plantas, garantindo melhores condições de desenvolvimento. “Eu decidi por esse investimento porque a área de cultivo fica num lugar baixo e todos os anos tinha problema de geada e a gente tinha perdas na produtividade. No ano passado, que foi o primeiro ano com irrigação, funcionou super bem. A gente, fazendo a irrigação no tempo certo, ajuda a evitar perdas”, explica Tiago. O sistema foi instalado em uma área de três hectares e teve um investimento aproximado de R$ 250 mil. O sistema deve ser um importante aliado para assegurar produtividade e a qualidade das frutas. Para conseguir viabilizar a melhoria na propriedade, o produtor contou com a ajuda da Cresol. “A Cresol tem sido uma parceira e tanto. Eu também estou fazendo outros investimentos em máquinas e implementos e a cooperativa está me ajudando. O clima às vezes atrapalha a produção, mas em relação à cooperativa tem sido uma parceria muito boa”, diz o produtor. A trajetória do Tiago, assim como de outros associados, reflete o propósito da Cresol de apoiar quem acredita no cooperativismo, transformar desafios em oportunidades e semear desenvolvimento para toda a comunidade. “Os investimentos agrícolas são fundamentais para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da qualidade de vida no campo. A participação da Cresol nesses processos é fundamental, pois proporciona acesso a recursos, tecnologias e conhecimentos que aumentam a produtividade e a rentabilidade das atividades rurais”, diz a gerente da Cresol em Farroupilha, Dione Brocco. Sobre a Cresol Com 30 anos de atuação, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do Brasil, oferecendo soluções para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Conta com mais de 1 milhão de cooperados e 970 agências de relacionamento em 19 estados brasileiros.

Palavras-chave: tecnologia

Conselho muda decisão e autoriza mineração de terras raras no entorno de área de proteção ambiental em Caldas

Publicado em: 15/10/2025 11:18

Projeto Caldeira da Meteoric recebe autorização do Conselho Gestor da Área de Preservação Ambiental Santuário Ecológico da Pedra Branca (Congeapa) de Caldas Meteoric/Divulgação O Conselho Gestor da Área de Preservação Ambiental Santuário Ecológico da Pedra Branca (Congeapa) de Caldas (MG) concedeu autorização para a exploração de terras raras no entorno da APA. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Em agosto, o mesmo Congeapa havia negado a autorização. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Caldas, após a decisão, a Meteoric - mineradora que pretende explorar a região - entrou com um pedido de reconsideração. O caso foi votado novamente e o resultado foi favorável à exploração da área. O projeto "Caldeira" da empresa Meteoric pretende extrair terras raras em argila iônica. As atividades acontecerão em uma área prevista de 193 km² na zona rural de Caldas. Terras Raras: Indústrias vão atrás de subsolo rico em minerais de Poços de Caldas Terras raras são um conjunto de 17 minérios de difícil extração, considerados estratégicos para as áreas de tecnologia e energética (veja infográfico abaixo). A mineração ainda está em processo de licenciamento e a anuência da Congeapa é essencial para que a exploração seja feita em uma faixa de três quilômetros no entorno da APA, chamada de área de amortecimento (faixa territorial que circunda o perímetro da unidade de conservação para reduzir impactos negativos sobre ela). A área de amortecimento da APA da Pedra Branca foi criada por uma lei municipal de 2006 e impede atividades que possam causar degradação ambiental. Pedra Branca em Caldas Crédito: Prefeitura de Caldas A Meteoric apresentou ao Congeapa estudos e consultas socioambientais abrangentes para obter a autorização do conselho, incluindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que leva em consideração a flora, a fauna, a qualidade do ar e das águas, e estudos etnográficos. No mesmo estudo, a mineradora assume o compromisso de atender a todas as legislações ambientais aplicadas às atividades que serão executadas para a implantação, operação, fechamento e pós-fechamento do Projeto Caldeira. LEIA TAMBÉM: Mineradora consegue licença para instalar laboratório inédito de testes para terras raras em MG Corrida por terras raras: descoberta de jazida em MG atrai mais de 100 pedidos de mineração Cratera de vulcão em MG pode suprir 20% da demanda global por terras raras, minerais estratégicos cobiçados pelos EUA Conheça Pedra Branca: trilha com vista incrível Termo de compromisso Amostras de argila e solo com terras raras retiradas em Minas Anova Mineração RCO Mineração Após anuência concedida pelo Congeapa, a Prefeitura de Caldas e a Câmara Municipal firmaram com a Meteoric, na segunda-feira (13), um Termo de Compromisso estabelecendo as obrigações socioambientais do empreendimento de mineração de terras raras. Veja os compromissos da empresa: Não adentrar nas dependências da Indústrias Nucleares do Brasil (INB); Realizar o monitoramento periódico da argila processada; Monitoramento contínuo das águas superficiais e subterrâneas; ⁠Realizar estudos de eventuais impactos nas águas do balneário; Recuperação de áreas degradadas e recomposição da vegetação nativa; Apoio à elaboração do Plano Diretor de Caldas e do Plano de Manejo da APA da Pedra Branca; Oferta de cursos de capacitação profissional e priorização da contratação de mão de obra local; Apoio a projetos de educação ambiental e de preservação do patrimônio cultural; Transparência nos relatórios ambientais e divulgação dos resultados à comunidade; Compromisso com a segurança, saúde e condições dignas de trabalho; Apoio à manutenção de estradas e combate a incêndios florestais; Cumprimento rigoroso de todas as normas legais e ambientais. A autorização dada pelo Congeapa é a última etapa municipal no processo de licenciamento ambiental. A Meteoric agora aguarda a análise final dos documentos enviados para a Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM) para a emissão da licença prévia. A empresa segue também nos processos de aprovação da Agência Nacional de Mineração (ANM). Terras Raras: jazida sobre vulcão inativo no Sul de MG pode colocar o Brasil como protagonista na corrida global por energia limpa Arte g1 Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Em Belterra, evento debate empreendedorismo do futuro e economia verde

Publicado em: 15/10/2025 11:14

Museu de Ciências da Amazônia será palco do Sebrae Conecta Divulgação Nesta quinta-feira (16), Belterra, no oeste do Pará, será palco do “Sebrae Conecta: Economia Verde e Empreendedorismo do Futuro”, evento que reunirá autoridades, empresários, pesquisadores, comunidades e lideranças locais para debater inovação, sustentabilidade e a valorização dos ativos florestais da Amazônia. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A proposta é discutir o papel da Amazônia na nova economia, a geração de oportunidades de negócio com base em ativos naturais e o protagonismo das comunidades amazônicas na agenda climática global. Com programação que combina painéis temáticos e experiências imersivas, o evento terá como ponto alto o lançamento do projeto Carbono Social, iniciativa pioneira do Sebrae com a Equipe de Conservação da Amazônia (Ecam), com o objetivo de conectar agricultores familiares e comunidades tradicionais da Amazônia ao mercado de carbono. A abertura do Sebrae Conecta será às 14h30, no Museu de Ciências da Amazônia (MuCA). Além disso, empresas da floresta incubadas na Oka Hub, um projeto do Sebrae para apoiar negócios locais, irão expor tecnologias e produtos sustentáveis no local, onde haverá uma roda de conversa e interação entre os participantes do evento. Uma missão do Sebrae que estará no evento também fará visitas técnicas, entre 16 e 17 de outubro, a empreendimentos que estão incluídos no projeto Bioma Amazônico, desenvolvido pela instituição para fomentar o desenvolvimento regional com sustentabilidade ambiental. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os participantes da missão técnica, estão os enviados especiais da COP30 Sérgio Xavier, representante do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, e Philip Yang, representante de soluções urbanas. De forma voluntária e em caráter pessoal, os enviados especiais contribuem com o engajamento e na escuta de setores e regiões prioritárias para o sucesso da COP30, evento que acontece em novembro em Belém. Na sexta-feira (17), os integrantes da missão técnica do Sebrae participarão do Mutirão Economia Verde e Empreendedorismo do Futuro, que será na Escola da Floresta, em Alter do Chão (distrito de Santarém). A atividade inclui uma ação simbólica de plantio de Mudas nativas da Amazônia. Logo depois, haverá o encerramento do evento Conexão Oka Hub, no MuCa, em Belterra. O grupo levado pelo Sebrae em missão técnica à região será apresentado a algumas das iniciativas da instituição dentro do projeto Bioma Amazônico, que apoia desde o ano passado diversos empreendimentos de pequeno porte no Baixo Amazonas (região de Santarém e arredores), com capacitações, estudo de iconografia local, ações de acesso a mercado, incubadoras de startup, entre outras ações. Serviço: Sebrae Conecta: Economia Verde e Empreendedorismo do Futuro Data: 16 de outubro de 2025 Local: Belterra (PA), no Museu da Ciência da Amazônia (MuCA) Programação 16 de outubro 14h30 - Abertura oficial do Sebrae Conecta: Economia Verde e Empreendedorismo do Futuro Local: MuCA (Museu da Ciência da Amazônia), em Belterra Palestra: Transformando ativos florestais em oportunidades Apresentação do Protocolo de Carbono Social da Ecam e seus impactos na geração de renda e conservação ambiental. Palestrante: Vasco van Roosmalen – Diretor-executivo da Ecam Moderação: Pedro Cavalcante (Sebrae Nacional) Painel: Incubando conhecimento científico e saberes da floresta Debate sobre inovação, pesquisa e empreendedorismo de base comunitária. Participantes: Professor Celson Pantoja Lima (UFOPA – Intap), Frank Portela (MuCA – Laboratório Amazon Cure Terra Preta) Moderação: Thyago Gato (Sebrae Nacional) Cerimônia de entrega da Certificação Green Destinations Entrega de certificação internacional de turismo sustentável a empreendimentos e apresentação de práticas locais de valorização do território. Participante: Elisabeth Bauchwitz, diretora de Turismo e Relacionamento da Green Destinations Brasil. 17h – Visita ao Laboratório Terra Preta Inovações voltadas à biotecnologia, manejo sustentável e valorização de saberes tradicionais. 17h às 18h – Rodadas de conversa e interação com empresas da Floresta Espaço de exposição de produtos e tecnologias sustentáveis Experiência virtual imersiva com óculos 3D 17 de outubro 9h30 – Mutirão Economia Verde e Empreendedorismo do Futuro na Escola da Floresta Local: Escola da Floresta em Alter do Chão/PA. 11h30 – Encerramento do Evento Conexão OKA HUB Local: MuCA, em Belterra/PA. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: tecnologia

Eletrobras vende participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões à J&F, dos irmãos Batista

Publicado em: 15/10/2025 11:12

Eletrobras investe cerca de R$ 125 milhões para construção de subestação em Rondônia A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (15) a assinatura de contrato com a J&F para vender sua participação minoritária na estatal Eletronuclear por R$ 535 milhões. O acordo marca a entrada da empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista na geração nuclear e libera a Eletrobras de diversas obrigações ligadas a um setor do qual já vinha buscando se desfazer. A Âmbar Energia, braço da J&F no setor elétrico, passará a deter 68% do capital total e 35,3% do capital votante da Eletronuclear, que continuará sob controle do governo por meio da ENBPar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A empresa dos irmãos Batista, proprietária da gigante de alimentos JBS, assumirá as responsabilidades antes atribuídas à Eletrobras na Eletronuclear, incluindo garantias prestadas à estatal e a futura integralização das debêntures firmadas com a União no início deste ano, no valor de R$ 2,4 bilhões. A Eletronuclear é responsável pela operação das usinas Angra 1, com potência instalada de 640 megawatts (MW), Angra 2, de 1.350 MW, e pelo projeto em desenvolvimento de Angra 3, de 1.405 MW. A transação ocorre em um momento em que a estatal nuclear enfrenta desequilíbrio financeiro e risco iminente de insolvência, segundo alerta do Ministério de Minas e Energia. A pasta informou que a empresa tem enfrentado dificuldades para arcar com os custos de Angra 3 e cumprir obrigações financeiras com bancos. O negócio, assessorado pelo BTG Pactual, ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores. O processo competitivo de venda teve início em 2023, segundo a Eletrobras. Segundo a Âmbar, a aquisição da fatia na estatal nuclear amplia e diversifica seu portfólio de geração, que inclui usinas solares, hidrelétricas e termelétricas movidas a biodiesel, biomassa, biogás e gás natural. “A energia nuclear combina estabilidade, previsibilidade e baixas emissões, características fundamentais em um momento de descarbonização e de crescente demanda por eletricidade impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização da economia”, afirmou Marcelo Zanatta, presidente da Âmbar Energia, em comunicado. A geradora dos irmãos Batista também vê na Eletronuclear uma fonte de receitas estáveis, uma vez que as usinas de Angra operam com contratos de longo prazo. Segundo a Eletrobras, a venda da participação na Eletronuclear contribuirá para melhorar o perfil de risco e liberar capital alocado. O processo de venda da participação resultou em uma provisão de cerca de R$ 7 bilhões, registrada no terceiro trimestre de 2025, acrescentou a empresa. Eletronuclear em Angra dos Reis Redes Sociais

Palavras-chave: inteligência artificial

Anastácia, Rainha do Forró, é anunciada como homenageada do São João de Caruaru 2026

Publicado em: 15/10/2025 11:05

Anastácia, Rainha do Forró, é a primeira homenageada do São João 2026 Reprodução/Redes Sociais A Fundação de Cultura de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, divulgou a primeira homenageada do São João 2026 na Capital do Agreste: Anastácia, a Rainha do Forró. O anúncio foi feito durante a cerimônia do Prêmio Anastácia de Forró, realizada na Câmara Municipal de São Paulo. Anastácia tem uma trajetória marcante na música nordestina e é referência de resistência, talento e legado. De acordo com o presidente da Fundação, Hérlon Cavalcanti, a homenagem reafirma compromisso de Caruaru celebrar grandes nomes da música nordestina. Com essa homenagem, Caruaru inicia oficialmente os preparativos para o São João 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rainha do Forró Lucinete Ferreira, nome de batismo de Anastácia, nasceu no Recife em 30 de maio de 1940, começou a cantar profissionalmente aos 13 anos, como vocalista da orquestra da fábrica recifense de tecidos Othon Bezerra de Mello, onde sua mãe trabalhava. Aos sete anos, a menina Anastácia já acompanhava as lavadeiras do bairro Macaxeira e cantava canções de Emilinha Borba e Luiz Gonzaga que ouvia em programas de rádio. A estreia nas ondas sonoras pernambucanas foi aos 14 anos, onde teve a primeira oportunidade em um veículo do Recife. No repertório, clássicos do forró e do baião que marcaram gerações, como “Eu só quero um Xodó”, “Tenho Sede” e “Sanfona Sentida”.

Palavras-chave: câmara municipal

Mudança na carreira de pesquisadores: associação irá à Justiça contra lei de Tarcísio aprovada na Alesp

Publicado em: 15/10/2025 11:04

ALESP aprova mudanças nas carreiras de pesquisadores públicos A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) anunciou na noite desta terça-feira (14) que vai ingressar na Justiça com ação contra a lei complementar aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que muda a carreira de pesquisador científico no estado. O texto proposto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi aprovado com o número mínimo de 48 votos a favor, depois que dois deputados da base do governo alteraram seus votos de não para sim --Thiago Auricchio (PL) e Sebastião Santos (Republicanos). Para entrar em vigor, ainda depende de sanção do governador, que tem prazo de 15 dias. O que prevê a proposta: 👉 O texto acaba com o regime de tempo integral dos cientistas do estado, referência na produção de conhecimento nos institutos e universidades públicas 👉 O projeto cria ainda 18 níveis de progressão de carreira do grupo, que atualmente tem seis etapas até chegarem no topo da profissão. Para a entidade, essa fragmentação vai tornar a carreira menos atrativa. Atualmente, 914 cientistas atuam em 16 institutos públicos de pesquisa em São Paulo, como o Instituto Butantan, o Instituto Adolfo Lutz e o Instituto Biológico. Para a APqC, o projeto representa um “desmonte no sistema de ciência e tecnologia do Estado, desestruturando a profissão e os institutos estaduais que têm esse tipo de profissionais”. ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp “Diante da aprovação, iremos entrar com uma ação na Justiça, porque as pesquisas públicas estão ameaçadas e a sociedade será duramente afetada”, afirma Helena Dutra Lutgens, presidente da APqC. "Muitos institutos de pesquisa já lutam para manter suas linhas de trabalho ativas por falta de servidores. Fragmentar ainda mais a carreira vai torná-la menos atrativa e empurrar a pesquisa pública paulista para um processo inevitável de enfraquecimento", comenta Lutgens. É uma medida extremamente arbitrária, irresponsável, que vai destruir um sistema de avaliação, que evoluiu e se aperfeiçoou ao longo de 50 anos para criar não sabemos o que no lugar, uma vez que a lei não detalha, e também não sabemos os verdadeiros motivos que estão por trás desse desmonte. Segundo a APqC, ao acabar com o Regime de Tempo Integral (RTI) e criar um Regime de Dedicação Exclusiva, a proposta “não encontra amparo na legislação voltada à pesquisa". A Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI) também foi extinta. O órgão estadual é composto por representantes eleitos de todas as áreas do conhecimento dos institutos, terá composição definida por meio de decreto. Prédio do Instituto Butantan na Zona Oeste de São Paulo. Divulgação Tramitação Durante toda a tramitação na Alesp, o projeto sofreu resistência da APqC e de mais de 30 associações e outros órgãos públicos e universitários do estado. “A retirada do RTI (regime de tempo integral), substituído por uma jornada ordinária de 40 horas semanais, em RDE-Regime de Dedicação Exclusiva, representa, além de um retrocesso, um grave comprometimento da qualidade, da continuidade e da sustentabilidade das atividades científicas”, afirma a Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp). O placar foi de 48 a 1, porque os deputados de partidos de oposição ao governo, como o PT e o PSOL, não registraram seus votos. Como as votações necessitam de um quórum mínimo para serem válidas, os parlamentares contrários ao governo adotam como estratégia só registrarem voto após o projeto ser aprovado, sob o risco de a votação cair. Já o aditivo enviado pelo próprio governo com alterações ao projeto inicial foi aprovado por 49 a 17. Cientistas a favor do projeto também estiveram nas galerias da Alesp, demonstrando apoio ao texto aprovado. Para Maria Izabel Medeiros, pesquisadora da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o texto valoriza o pesquisador científico. "Principalmente os que estão iniciando. Os que estão no final da carreira ou aposentados não serão prejudicados. Mas eu sou nível 6, estou na ativa e o meu aumento será mais ou menos em torno de 30%, para mim é ótimo. Num período de anos ficamos sem nenhum reajuste. São muitas pessoas que vão se beneficiar e ser mais valorizadas", ponderou. Em relação à progressão de carreira, a pesquisadora reconhece que "pode até demorar mais um pouquinho mais de tempo", mas que observa que haverá um tempo menor para passar para o outro nível. Fachada Alesp Assembléia Legislativa do Estado de São paulo Reprodução/ Rede Globo Principais mudanças Para os pesquisadores, a principal mudança é o fim do Regime de Tempo Integral, que prevê: Dedicação plena — o servidor dedica-se inteiramente às atividades de investigação científica, vedando-se outras atividades remuneradas ou não, salvo algumas exceções específicas; Remuneração adicional — recebem acréscimo salarial por tempo de serviço no regime; Não define uma carga horária para a jornada de trabalho. Já o novo projeto de lei mantém a dedicação exclusiva, mas institui uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, o que para os pesquisadores engessaria o trabalho. O texto também retira da Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI) a atribuição de avaliar o desempenho dos pesquisadores, o que segundo a APqC abre espaço para interferência política. Atualmente, a Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI) é composta por 12 membros escolhidos pelos próprios cientistas e um de escolha do governo. O substitutivo enviado por Tarcísio à Alesp e que foi aprovado nesta terça mantém o arranjo, mas defende a integração da comissão aos órgãos setoriais de gestão de pessoas. O novo texto também prevê ampliar para 18 etapas profissionais para chegar ao topo da carreira, atualmente são apenas seis. Segundo a APqC, essa ampliação proposta pelo texto do governo pode inviabilizar a progressão de carreira dentro da pesquisa científica em São Paulo e a atratividade para entrada de novos pesquisadores na carreira. O que disse a gestão Tarcísio Em junho, quando enviou o projeto, o governo de São Paulo disse que as críticas apresentadas pela APqC não se sustentavam "tecnicamente, e parecem motivadas apenas por oposição genérica, sem respaldo jurídico ou funcional”. “A alegação de extinção do Regime de Tempo Integral (RTI) desconsidera que ele foi tecnicamente substituído pelo Regime de Dedicação Exclusiva (DE), que preserva integralmente sua função: garantir dedicação exclusiva, ética e imparcialidade na atuação dos pesquisadores”, afirmou a gestão Tarcísio. “O novo regime, inclusive, é o mesmo adotado por carreiras de Estado como Procuradores do Estado, Delegados de Polícia, Fiscais da Receita Estadual e Pesquisadores da Embrapa, demonstrando sua adequação funcional e jurídica." "Além disso, a proposta permite controle da jornada com base em entregas, metas, planos e produtos científicos, respeitando a autonomia técnica da atividade de pesquisa”, afirmou, em nota. Dos 914 cientistas que o estado de São Paulo tem atualmente, 434 são ligados atualmente à área da Agricultura, 319 da Saúde, 121 da área do Meio Ambiente e outros 40 do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os pesquisadores representados pela APqC atuam nos institutos: Agricultura (434 pesquisadores): APTA Regional, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca, Instituto de Tecnologia de Alimentos, Instituto de Zootecnia (Integram a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento); Saúde (319 pesquisadores): Instituto Adolfo Lutz, Instituto Butantan, Instituto Dante Pazzaneze de Cardiologia, Instituto Lauro de Souza Lima, Instituto Pasteur, Instituto da Saúde, SUCEN, Laboratório de Investigação Médica-LIM HC-USP (Integram a Secretaria de Estado da Saúde); Meio Ambiente (121 pesquisadores): Instituto Florestal, Instituto de Botânica, Instituto Geológico (Integram a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, infraestrutura e logística).

Palavras-chave: tecnologia

Por que destruição criativa é crucial para o crescimento, segundo ganhador do Nobel de Economia

Publicado em: 15/10/2025 10:59

Três pesquisadores vão dividir o Prêmio Nobel de Economia Philippe Aghion estava em casa na segunda-feira (13) quando, às 10h30 da manhã, recebeu uma ligação que o deixou sem palavras: ele havia ganhado o Prêmio Nobel de Economia 2025. "Realmente eu não esperava", disse o economista francês à BBC News Mundo — serviço em espanhol da BBC. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Aghion é pesquisador do Collège de France e do INSEAD, na França, e da London School of Economics and Political Sciense, do Reino Unido, e dividiu o prêmio com Peter Howitt e Joel Mokyr. A Academia Real das Ciências da Suécia disse que o prêmio concedido à dupla Aghion-Howitt, é um reconhecimento da "teoria do crescimento sustentado por meio da destruição criativa". Nem todo mundo está familiarizado com esse conceito cunhado pelo economista Joseph Schumpeter em 1942. 🔎 Em poucas palavras, a destruição criativa é um processo em que a inovação desmonta estruturas econômicas tradicionais, abrindo espaço para novas. A Academia explica isso, em seu texto sobre o prêmio deste ano, sob a ótica de que o mundo tem experimentado um crescimento econômico sem precedentes nos últimos 200 anos. A base desse crescimento tem sido o fluxo constante de inovação tecnológica, observa. "O crescimento econômico sustentado ocorre quando as novas tecnologias substituem as antigas, como parte do processo conhecido como destruição criativa", diz a Academia. Destruir para criar Durante a maior parte da história da humanidade, o nível econômico das pessoas não mudou consideravelmente de uma geração para outra, apesar de importantes descobertas ocasionais. O crescimento sempre acabava estagnado com o passar do tempo. Mas isso mudou fundamentalmente com a Revolução Industrial, há pouco mais de dois séculos. [A inovação também é destrutiva, explica o economista Getty Images via BBC A partir desse momento, a inovação tecnológica e científica deu lugar a um ciclo interminável de progresso, em vez de eventos isolados. Isso, explicam os responsáveis pela entrega do prêmio, levou a um crescimento sustentado e notavelmente estável. As pesquisas de Aghion e Howitt, afirma a Academia, geraram um modelo matemático que explica como algumas empresas investem em melhores processos de produção e novos produtos de melhor qualidade, enquanto outras são superadas pela concorrência. "O crescimento surge da destruição criativa. Esse processo é criativo porque se baseia na inovação, mas também é destrutivo porque os produtos antigos se tornam obsoletos e perdem seu valor comercial", explicam os membros do comitê responsável pela premiação. Em apenas dois séculos, a destruição criativa transformou fundamentalmente a sociedade. Os economistas premiados este ano conseguiram explicar por que esse desenvolvimento foi possível e o que é preciso para um crescimento sustentado. A inovação, em qualquer de suas formas, fomenta a concorrência e incentiva a criação de tecnologias disruptivas, algo em que Aghion tem trabalhado intensamente. "A entrada de novos talentos é crucial para o crescimento", explicou Aghion à BBC Mundo. "É claro que os novos talentos são um desafio", porque são concorrentes, rivais diante dos outros atores e empresas já existentes. "Se tiverem sucesso, podem substituir os demais", comenta Aghion. E esse constante desafio é um motor de crescimento. "Por isso a destruição criativa é essencial", disse o economista francês de 69 anos. "Precisamos mais disso." É claro que nesse processo há ganhadores e perdedores, afinal de contas, os inovadores fazem com que outras formas de produção se tornem obsoletas. Na prática, quando esses novos talentos avançam, pode haver perdas temporárias de empregos, embora também surjam novas oportunidades e trabalhos em indústrias emergentes. Por exemplo, a criação e expansão da internet deu lugar a indústrias completamente novas, como o comércio eletrônico. Agora, a inteligência artificial está em um processo de desenvolvimento acelerado que criará novas indústrias e empregos que nunca existiram. Colapso financeiro? A expansão da inteligência artificial e de toda a infraestrutura que ela demanda para seu desenvolvimento são parte de uma nova onda de inovação — parte desse processo de destruição criativa. Apesar das perspectivas de crescimento econômico que ela traz, também tem se espalhado, nos últimos anos, o medo de que todo investimento voltado para essas novas tecnologias esteja criando uma bolha tecnológica que pode estourar a qualquer momento, arrastando para baixo as bolsas de valores e provocando uma grande crise global. Diante da ideia de uma profunda mudança tecnológica perigosa, que poderia arrastar os mercados para um "crash" como o de 1929 ou a "Grande Crise", de 2008, Aghion pensa de forma diferente. Ele lembra que a bolha tecnológica de 25 anos atrás, também conhecida como a crise ponto com — um período de rápido crescimento e posterior colapso do mercado de ações que afetou principalmente as empresas baseadas na internet —, acabou se tornando um período de inovação. "A bolha tecnológica foi uma revolução importante", afirma. Pode haver bolhas hoje em dia, mas "acredito que as bolhas não são um grande problema se não estiverem baseadas em um excesso de endividamento", como aconteceu no passado. Fala-se em uma bolha no mercado de ações, o que não é bom, explica, "mas as bolhas não são o fim do mundo", desde que não haja um nível de endividamento excessivo. De qualquer forma, "sempre há um risco com as bolhas e não quero dizer que esse risco não existe, mas não vejo o risco de um grande colapso financeiro", observa. "Tenho mais medo da estagnação econômica do que de um grande desastre financeiro", argumenta Aghion. 'É preciso aprender a jogar de maneira inteligente' Olhando para o presente, uma das maiores ameaças ao crescimento econômico baseado na inovação é o protecionismo, diz o economista, porque ele não estimula a concorrência e nem a incorporação de novos talentos. Políticas protecionistas, como as que o governo americano impôs por meio de suas tarifas, são um alerta para a Europa. "Temos que ser mais inovadores do que fomos em décadas passadas, porque estamos competindo com a China e os EUA." "É preciso aprender a jogar de maneira inteligente", adverte, porque o mundo mudou muito e "a ameaça do protecionismo deve ser um estímulo para nos unirmos e sermos muito mais inovadores". Sob essa perspectiva, Aghion disse à BBC Mundo que vê o futuro com entusiasmo. "Sou otimista porque cada vez mais países estão entendendo a importância do crescimento baseado na inovação." E, para que esse crescimento seja sustentável ao longo do tempo, o economista argumenta que ele deve se concentrar em inovações ambientais, algo essencial neste momento. O economista Philippe Aghion foi um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia 2025 Getty Images via BBC