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Projeto aposta em aulas de costura para ressocializar ex-presas no PI: 'sentença não é para sempre', diz professora

Publicado em: 01/09/2025 06:17

Projeto aposta em aulas de costura para ressocializar ex-presas no Piauí Aline Chaves Aulas de costura industrial para mulheres que saíram do sistema prisional e suas famílias: essa é a proposta do Projeto Alvorada, desenvolvido pelo Instituto Federal do Piauí (IFPI), para apoiar a ressocialização e a inserção delas no mercado de trabalho. A iniciativa tem parceria com o Escritório Social da Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus), que acolhe essa população. De acordo com a Sejus, ela é uma das ferramentas para reduzir a reincidência dos ex-presos, que é de 48% no estado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Iniciado em 2021, o Projeto Alvorada abriu a segunda turma em abril deste ano no campus do IFPI na Zona Sul de Teresina. Além de aprenderem a manusear a máquina de costura, as alunas têm aulas de empreendedorismo e orientações sobre saúde, comunicação, matemática e tecnologia. A coordenadora do projeto, professora Aline Chaves, explicou que as estudantes saem habilitadas para produzir peças tradicionais e sustentáveis, como bolsas e outros acessórios. Os itens levam de duas a oito horas para serem confeccionados. “Tudo que a gente consegue trazer para agregar valor, mostrar também o nosso saber tradicional — porque todas essas manualidades fazem parte da nossa tradição nordestina — é importantíssimo que a gente valorize”, disse Aline. Segundo a professora, as alunas têm acesso aos mesmos serviços que os outros estudantes do IFPI, incluindo atendimentos médicos e psicológicos, biblioteca e alimentação. A única diferença é o processo de entrada, feito pelo Escritório Social. “Elas têm os mesmos direitos e as mesmas obrigações. Usam farda, cumprem horário e frequência, recebem uma formação mais ampla. A sentença [que elas cumpriram] não é para sempre”, completou a coordenadora. As participantes do projeto venderam alguns dos acessórios feitos por elas em uma feira ecológica, realizada no domingo (31), na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Uma delas, Leila Maria, comemorou a oportunidade. “O projeto é muito bom, está nos dando condições de termos um curso profissionalizante no futuro. Nós temos muitas oportunidades através desse curso, não só de costurarmos. Está abrindo um novo horizonte”, comentou Leila. Galerias Relacionadas Reincidência de presos: quase metade volta a cometer crimes no Piauí, diz secretário VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

IA versus IA: como Unicamp usa inteligência artificial para reconhecer deepfakes e combater desinformação

Publicado em: 01/09/2025 05:02

Unicamp usa IA para identificar deepfakes e reduzir desinformação Com 200 pesquisadores no campus de Campinas (SP) e outros 350 colaboradores espalhados pelo mundo, o laboratório de inteligência artificial (IA) da Unicamp - chamado recod.ai - disputa em uma corrida de "gato e rato": criar técnicas para identificar falsificações digitais e reduzir os impactos da desinformação na sociedade. "A gente treina algoritmos para competir nesse jogo de gato e rato, mas a partir do momento que você cria um algoritmo novo de detecção, já tem outro grupo tentando criar outra IA melhor para geração", diz o coordenador do recod.ai, Anderson Rocha. Ou seja, se de um lado há quem use IA para criar rostos, cenários e vozes falsos em minutos, do outro existem sistemas treinados por pesquisadores para descobrir cada detalhe que denuncia a fraude. A batalha cotidiana de IA versus IA é uma realidade vivida no laboratório. O g1 visitou o laboratório, que completa 16 anos em 2025 e é pioneiro e um dos maiores da América Latina, para mostrar como operam algumas das ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas lá. No vídeo que abre a reportagem, você pode conferir o algoritmo atuando na prática contra a desinformação. Abaixo, pode ler os diferentes usos aplicados da tecnologia ao clicar no que deseja conhecer primeiro: Como a Unicamp usa IA para combater deepfakes Uma dupla de IAs contra a desinformação Diversidade nos algoritmos: por que importa Aplicações da IA do recod.ai na sociedade "Então, sempre é geração, detecção, geração, detecção. É um jogo de gato e rato, mas até o momento pelo menos a gente não está tão para trás", completa Rocha, que é professor do Instituto de Computação da Unicamp . Como a Unicamp usa IA para combater deepfakes O "deepfake" é o uso de inteligência artificial para criar vídeos, imagens ou áudios falsos extremamente realistas. Para isso, substitui rostos ou vozes de pessoas na tentativa de enganar a percepção humana. A técnica vem sendo usada, por exemplo, em vídeos pornográficos envolvendo mulheres e até em golpes por mensagens em aplicativos. Segundo o professor, diferentes ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas no laboratório têm detectado as falsificações. "A gente identifica ataques em SMS, WhatsApp, de alguém pedindo dinheiro fingindo ser um parente, um amigo", explica Rocha. Mas, como? Os algoritmos analisam pistas invisíveis ao olho humano. Iluminação, sombras, textura da pele, objetos incoerentes e até ruídos digitais são elementos usados para diferenciar uma imagem real de uma sintética. Os modelos agem com camadas de pré-processamento, que analisa frame a frame, focando especialmente na região da face. A ferramenta é alimentada com vídeos diversos em sua aprendizagem. “A textura da pele humana ainda não é perfeitamente imitada pela computação gráfica. Propriedades próximas ao cabelo, aos olhos, à boca, também são difíceis de copiar”, diz Rocha. Uma dupla de IAs contra a desinformação Segundo Gabriel Bertocco, outro pesquisador do laboratório, a ferramenta funciona com duas inteligências artificiais em conjunto, que possuem foco nas faces. O "resultado" vem em formato de porcentagem. Quando maior a porcentagem, maior a chance de a imagem ser falsa. Bertocco explica que, no caso da ferramenta do recod.ai, resultados acima de 10% se tornam suspeitos. "É preferível o modelo dizer que a imagem é verdadeira quando ele tiver uma certeza muito grande. Qualquer menor sinal de dúvida, se há algum processo de modificação, falsificação ou geração por inteligência artificial, ele já vai indicar uma probabilidade mais alta. Então, acima de 10% já é algo para ficar atento", explica. Diversidade nos algoritmos: por que importa Uma preocupação importante do grupo na criação de algoritmos é o viés. Há críticas contundentes sobre preconceito reproduzido em muitos conteúdos criados por inteligência artificial. Para não cair nessa armadilha, o grupo buscar ter diversidade, tanto entre os pesquisadores, como nos modelos que irão alimentar a IA. “Se você treinar um algoritmo só com pessoas brancas e jovens, ele vai falhar com pessoas mais velhas e de outras etnias. Por isso, precisamos de diversidade nos dados, nos algoritmos e nos times que desenvolvem as soluções”, diz Rocha. O professor reforça ainda a necessidade de ser crítico na forma como lidamos com a tecnologia. “Estamos vivendo um momento em que a inteligência artificial está aqui para ficar. Enquanto tivermos pensamento crítico, vamos usá-la como inteligência aumentada. Se deixarmos de ser críticos, podemos ser substituídos por ela em diversas atividades.” Aplicações da IA do recod.ai na sociedade Os resultados das inteligências criadas no laboratório já foram aplicados em diferentes contextos. Um aluno de doutorado desenvolveu técnicas para ajudar a identificar suspeitos de crimes em estádios de futebol, analisando imagens de várias câmeras ao mesmo tempo. Outro trabalho levou à criação de um algoritmo em uso na Polícia Federal para identificar pornografia infantil. O laboratório também atua em saúde. Entre os projetos, está o uso de relógios inteligentes para coletar dados biométricos de gestantes em parceria com o Hospital da Mulher da Unicamp (Caism). O objetivo é identificar sinais precoces de diabetes gestacional e até de depressão pós-parto. Outro estudo permitiu detectar sinais iniciais de doenças como Parkinson, Alzheimer e complicações cardíacas, antecipando diagnósticos e ampliando a janela de tratamento. “Cada vez mais a medicina deixa de ser reativa para se tornar preventiva, graças à coleta de dados sobre o corpo humano”, destaca Rocha. Laboratório 'recod.ai' da Unicamp é o maior da América Latina em pesquisa de inteligência artificial Estevão Mamédio /g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Tribunal de Justiça do RS abre inscrições para concurso; provas serão em novembro

Publicado em: 01/09/2025 04:00

Entrada do prédio do Tribunal de Justiça, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre João Victor Teixeira/G1RS O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) abre, às 16h desta segunda-feira (1º), as inscrições do concurso para cadastro de reserva nos cargos de analista e técnico. A seleção é organizada pela Fundação Getúlio Vargas e o prazo vai até 26 de setembro, às 16h, com inscrição exclusiva pela internet. 📝 Para participar, o candidato deve acessar o site da FGV, preencher o formulário, escolher a cidade de prova e gerar um boleto. O pagamento deve ser feito até 29 de setembro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Os salários chegam a R$ 9.226,01 para 40 horas semanais. Cargos e salários Analista do Poder Judiciário – Área Administrativa (nível superior): R$ 9.226,01 Analista do Poder Judiciário – Área Judiciária (nível superior): R$ 9.226,01 Técnico do Poder Judiciário – Área Administrativa-Judiciária (nível médio): R$ 4.843,63 As vagas são para cadastro reserva, ou seja, os aprovados serão convocados conforme a necessidade do TJRS durante o prazo de validade do concurso, que é de dois anos, prorrogável por mais 2. A avaliação será realizada nas cidades de Porto Alegre, Alegrete, Caxias do Sul, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santo Ângelo. Se necessário, candidatos podem ser alocados em municípios próximos. Os locais de prova serão divulgados no site da FGV. A taxa de inscrição custa R$ 270,84 para analistas e R$ 118,79 para técnico. Pessoas com deficiência e renda per capita familiar de até 1,5 salário mínimo podem pedir isenção entre 1º e 3 de setembro (até 16h), no ato da inscrição, com envio de documentos. 🗓️ Provas e cronograma A aplicação será em 23 de novembro (analistas) e 30 de novembro (técnico). Os portões fecham às 12h30, e a prova ocorre das 13h às 17h (horário de Brasília). Inscrições: 1º/9 (16h) a 26/9 (16h) Pagamento da taxa: até 29/9 (com reimpressão do boleto até 16h) Provas: 23/11 (analistas) e 30/11 (técnico) As provas objetivas terão 80 questões de múltipla escolha. Língua Portuguesa; Legislação; Noções de análise de dados e inteligência artificial; Conhecimentos específicos (como Direito, Administração, Raciocínio Lógico). Há reserva de 10% das futuras nomeações para pessoas com deficiência, 20% para negros e 3% para indígenas. O concurso tem validade de dois anos, prorrogável pelo mesmo período. O edital completo pode ser conferido no Diário da Justiça Eletrônico (DJE). As informações estão na edição nº 7.969 do DJE, disponível no site do TJRS. RS cria 76 mil vagas de trabalho, de janeiro a julho de 2025 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

Setembro começa com mais de 6,6 mil vagas de emprego no ES; confira quais e onde estão

Publicado em: 01/09/2025 04:00

Setembro começa com oportunidades de trabalho em todo o Espírito Santo. TV Globo/Reprodução Novo mês, novas oportunidades! O mês de setembro começa com 6.654 vagas de emprego abertas no Espírito Santo. As oportunidades são para quem tem ensino médio, superior ou técnico, inclusive para pessoas com deficiência. Há vagas abertas também para quem não tem experiência e até para quem procura estágio. A maioria das oportunidades está nas cidades da Região Metropolitana de Vitória, com destaque para Cariacica, com 1.693 vagas (somando as da Agência do Trabalhador e do Sine), Serra, com 972 oportunidades, e Vila Velha, com 269 chances. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp No interior também há muitas oportunidades disponíveis. Os destaques são Aracruz (775 vagas), Linhares (273 vagas), Nova Venécia (285 vagas) e São Mateus, com 501 chances. Para se inscrever, os candidatos devem procurar uma agência do Sine, que são os órgãos estaduais de intermediação de mão de obra, ou a Agência do Trabalhador de Cariacica, presencialmente ou, dependendo da cidade, ou fazer as inscrições on-line (confira abaixo como se inscrever). Agência do Trabalhador de Cariacica (1.200 vagas) Local: Agência do Trabalhador de Cariacica funciona no novo Centro Administrativo da cidade, em Vera Cruz, na Avenida Alice Coutinho, ao lado da Câmara Municipal de Cariacica. A agência funciona de segunda a sexta, das 8 às 18h. Como se candidatar: os interessados devem preencher o formulário e encaminhá-lo para o e-mail empregos@cariacica.es.gov.br, colocando no campo assunto o código da vaga e a função. Também é possível acessar a lista de vagas pelo WhatsApp, assim como acompanhar o processo seletivo e tirar dúvidas sobre agendamento e candidatura. O atendimento é feito pelo número (27) 98831-6008, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. As vagas também podem ser consultadas diretamente na sede da agência. Oportunidades: há vagas para técnico de segurança do trabalho, auxiliar administrativo, motorista, chefe de cozinha, conferente, recepcionista, recreadora, operador de caixa, porteiro e entre muitos outros cargos. A divulgação também inclui vagas de estágio para adolescentes do ensino médio. Sine de Cariacica (493 vagas) Há oportunidade para recepcionista. Cedric Fauntleroy/Pexels Como se candidatar: O trabalhador deve procurar o Sine do município que funciona na Rodovia Leste-Oeste, 154 - Santo André. Oportunidades: há oportunidades para açougueiro, auxiliar de logística, borracheiro, consultor de vendas, fiscal de loja, montador de estruturas metálicas, recepcionista, repositor, vendedor interno, zelador, entre outras. Veja mais aqui. Sine de Vila Velha (269 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem fazer o agendamento no site da prefeitura. O atendimento ocorre na sede do Sine, que funciona na Vila do Empreendedor, no subsolo do Boulevard Shopping. Oportunidades: há vagas para engenheiro civil, frentista, cozinheiro geral, estoquista, jardineiro, chapista de lanchonete, auxiliar de farmácia de manipulação entre outras. Sine de Vitória (1.299 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência que funciona na Casa do Cidadão, avenida Maruípe, 2.544, Itararé, das 8 às 17h. Oportunidades: no município, há vagas para ajudante de obras, auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza, confeiteiro, motorista de caminhão, pizzaiolo, serralheiro, técnico em nutrição, vistoriador de sinistros, entre outras. Saiba mais aqui. Sine da Serra (972 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem comparecer na agência, localizada no bairro Portal de Jacaraípe, no Pró-cidadão, das 8 às 17h. Oportunidades: há oportunidades para armazenista, balconista, borracheiro, copeiro, garçom, mecânico, pedreiro, pintor de veículos, promotor de vendas, técnico em edificações, topógrafo, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Cachoeiro de Itapemirim (167 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na rua Costa Pereira, 90, Sumaré, das 8 às 17h. Oportunidade: há vagas para acabador de pedras, ajudante de obras, aplicador de resina, auxiliar de estoque, costureira, pavimentador, técnico de vendas, técnico mecânico, vendedor de comércio atacadista, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Aracruz (775 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na Rua José Coutinho da Rocha, 140, bairro Vila Rica - Aracruz. Oportunidade: há vagas para ajudante de carga e descarga, assistente comercial, atendente balconista, auxiliar de serviços gerais, cozinheira, encarregado de tubulação, montador de andaime, operador de escavadeira, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Colatina (141 vagas) Operador de caixa em supermercado. Reprodução/RBS TV Como se candidatar: O atendimento é on-line e os candidatos devem enviar o currículo e número do PIS e do CPF para o e-mail currículo: colatina@sine.es.gov.br. O endereço do Sine é Av. Getulio Vargas, 98, Centro, Colatina. Oportunidades: Há vagas para agente funerário, assistente de vendas, ajudante de pintor, atendente de lanchonete, auxiliar de escritório, cegonheiro, eletricista, modelista de roupas, operador de caixa, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Linhares (273 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município, das 8 às 13 horas, localizada na Avenida Governador Florentino Avidos, 80, Nossa Senhora da Conceição. Oportunidades: há vagas para analista da informação, analista de RH, assistente de vendas, atendente de delivery, auxiliar de laboratório, gerente comercial, jardineiro, motoboy, trabalhador rural, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Anchieta (58 vagas) Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado dentro da Casa do Cidadão, na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, 767, no Centro. Oportunidade: há vagas para sinaleiro, carpinteiro, zelador, vidraceiro, cozinheira de quiosque, estofador, técnico em segurança do trabalho, eletricista, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Nova Venécia (285 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município, localizado na Rua Jussara, 10, Margareth, Nova Venécia. Oportunidades: há vagas para ajudante de motorista, atendente de loja e mercado, auxiliar de obras, controle de pragas, cortador de pedras, cuidador de idosos, operador de empilhadeira, social mídia, vendedor de serviços, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Marataízes (192 vagas) Como se candidatar: Os interessados devem procurar a agência do município de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Rua Rubens Rangel, 1.489, no bairro Cidade Nova. Oportunidades: tem vaga para agente de pátio, analista de marketing, analista fiscal, atendente de padaria, auxiliar de limpeza, desenhista de páginas gerente comercial, motofretista, técnico em eletromecânica, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de Barra de São Francisco (29 vagas) Ajudante de carga e descarga Pexels Como se candidatar: O atendimento aos candidatos ocorre no Sine da cidade, localizado na Alameda Santa Terezinha, 100, Centro, Barra de São Francisco. Oportunidades: há vagas para motorista entregador, atendente de vendas, doméstica, ajudante de carga e descarga, motorista de distribuição, entre outras. Saiba mais aqui. Sine de São Mateus (501 vagas) Como se candidatar: O atendimento ocorre na agência da cidade, das 8 às 17 horas, na avenida José Tozzi, 2.616, Bairro Boa Vista. Oportunidades: entre as vagas estão atendente de balcão, auxiliar de estoque, armador de ferros, auxiliar de corte, caseiro, gari, lavador de carro, modelista, motorista de caminhão, pintor industrial, trabalhador rural, entre outras. Saiba mais aqui. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: câmara municipal

Montes Claros é TOP 3 do estado em Saneamento Básico

Publicado em: 01/09/2025 00:03

Foi aprovado, na Câmara Municipal, Projeto de Lei (PL) da Prefeitura que estabelece novas metas e indicadores do Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de Montes Claros, instituído pela Lei Municipal nº 4.780, no ano de 2015. A alteração leva em consideração a Lei Federal nº 11.445, de 2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. As alterações contemplam metas progressivas de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário que serão monitoradas anualmente por meio de indicadores. Dentre as novas metas previstas na alteração, há a previsão de que, até o ano de 2033, o atendimento de abastecimento de água no município atinja 99%. Atualmente o índice está em 84,5%. O projeto contempla ainda a manutenção dos atuais índices de cobertura de abastecimento de água (99,7%), atendimento de esgotamento sanitário (92,9%), e cobertura de esgotamento sanitário (98,5%), para que permaneçam nesses percentuais até o ano de 2033. Vale informar que a "cobertura" refere-se à extensão territorial em que o serviço está disponível, enquanto o "atendimento" diz respeito à quantidade de pessoas ou domicílios que efetivamente têm acesso ao serviço. Pela aprovação do projeto, foram acrescentados ao Plano de Saneamento Básico indicadores e metas progressivas normatizadas pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) por meio da Resolução ANA n° 192/2024. O PL foi aprovado em regime de urgência e por unanimidade entre os vereadores, devendo seguir agora para apreciação do prefeito Guilherme Guimarães. EXEMPLO EM SANEAMENTO – É importante destacar que, no que diz respeito a saneamento básico, Montes Claros aparece atualmente entre as melhores cidades do estado e do país na prestação dos serviços. Ranking realizado pelo Instituto Trata Brasil com o objetivo de analisar o serviço nos 100 maiores municípios brasileiros apontou Montes Claros na 16ª posição nacionalmente. Além do destaque nacional, o levantamento realizado em 2025 mostra que Montes Claros aparece no topo do ranking entre as três principais cidades do estado, ao lado de Uberaba e Uberlândia. Os dados da cidade mostram que Montes Claros está no caminho para a universalização de todos os indicadores até 2033, conforme preconiza o Novo Marco Regulatório. MONTES CLAROS É EXEMPLO EM MINAS E NO BRASIL Solon Queiroz/SECOM-PMMC

Palavras-chave: câmara municipal

'Frankenstein': como é a versão de Guillermo del Toro do clássico, aplaudida por 13 minutos no Festival de Cinema de Veneza

Publicado em: 31/08/2025 19:57

Del Toro disse dar preferência a cenários reais e procurar reduzir a computação gráfica ao mínimo possível Netflix Alguns anos atrás, o chefe da Netflix, Ted Sarandos, estava em uma reunião com Guillermo del Toro quando perguntou ao célebre diretor quais filmes estavam em sua lista de desejos ainda não realizados. Del Toro respondeu com dois nomes: "Pinóquio e Frankenstein". "Então faça", respondeu Sarandos, sinalizando que a gigante do streaming iria financiar ambos os projetos. O primeiro filme, a aclamada versão dark fantasy de Pinóquio, de Del Toro, seria lançado em 2022. Quando chegou a hora de começar a trabalhar em Frankenstein, del Toro avisou: "É grande". Ele não estava brincando. A ambiciosa versão do cineasta mexicano do clássico que retrata um cientista louco e sua monstruosa criação é um dos grandes destaques do Festival de Cinema de Veneza deste ano. É um projeto em que ele trabalha há décadas. "É uma espécie de sonho, ou mais do que isso, uma religião para mim desde criança", disse del Toro aos jornalistas no festival. Ele destaca a atuação de Boris Karloff na adaptação de 1931 como particularmente influente na fascinação que tem pela história e explica por que sua própria versão demorou tanto tempo para sair do papel. "Sempre esperei que o filme fosse feito nas condições certas, criativamente, em termos de atingir o escopo necessário, para torná-lo diferente, para fazê-lo em uma escala que permitisse reconstruir o mundo inteiro", explica. Agora que o processo chegou ao fim e o filme está prestes a ser lançado, o diretor brinca que está "em depressão pós-parto". O público que compareceu à primeira exibição do filme na 82ª edição do festival o aplaudiu de pé por 13 minutos, conforme a agência de notícias AP. Ele está previsto para estrear nos cinemas brasileiros em outubro e entra no catálogo da Netflix em novembro. Oscar Isaac interpreta Frankenstein, um cientista brilhante que acaba se arrependendo de seu experimento Netflix Desde que Mary Shelley escreveu o romance Frankenstein em 1818, centenas de filmes, séries de TV e histórias em quadrinhos apresentaram versões do famoso personagem. A adaptação mais recente traz Oscar Isaac no papel de Victor Frankenstein, com Jacob Elordi irreconhecível como a criatura monstruosa à qual ele dá vida. Isaac relembra: "Guillermo disse: 'Estou criando este banquete para você, você só precisa aparecer e comer'. E essa era a verdade, houve uma fusão, eu simplesmente me conectei com Guillermo e mergulhamos de cabeça. "Não acredito que estou aqui agora", acrescenta ele, "que chegamos a este ponto em dois anos. A sensação é de que aquilo era um auge". Andrew Garfield havia sido originalmente escalado para interpretar a criatura, mas teve que deixar o projeto devido a conflitos de agenda decorrentes da greve dos atores de Hollywood. Elordi assumiu o projeto em cima da hora. "Guillermo me procurou com o processo bem adiantado", lembra o ator, "eu tinha cerca de três semanas antes de começar a filmar". "Parecia uma tarefa monumental, mas, como Oscar disse, o banquete estava lá e todos já estavam comendo quando cheguei, então tive só que puxar uma cadeira. Foi um sonho que se tornou realidade." O filme também é estrelado por Cristoph Waltz e Mia Goth como Elizabeth, personagem que se casa com Frankenstein, mas se distancia dele à medida que demonstra mais gentileza com a criatura do que com o marido. Jacob Elordi (dir.) interpreta a criação de Frankenstein no filme de del Toro (esq.) Getty Images O filme é dividido em três partes — um prelúdio seguido por duas versões dos eventos contadas do ponto de vista de Frankenstein e de sua criação. Mostra a infância de Frankenstein e os fatores que o levaram a começar a trabalhar no projeto. Mas também incentiva o público a ver as coisas do ponto de vista da criatura — destacando o quão maltratado ele foi por seu criador. Em quase duas horas e meia (149 minutos), há espaço para que os personagens e suas histórias se desenvolvam. As primeiras críticas destacaram que o filme quase merece a duração que tem. "Talvez pudesse ter sido encurtado, mas o universo criado por del Toro é tão irresistível, o retorno à grande produção cinematográfica de Hollywood tão pronunciado, que deve ser difícil de contê-lo", opinou Pete Hammond, do Deadline. "Quando você solta um cineasta do porte de del Toro no laboratório, por que encurtar o filme?" Avaliações menos generosas, contudo, pontuaram que o trabalho estava longe de ser o melhor do diretor. Geoffrey McNab, do The Independent, disse que o filme era "só espetáculo e pouca substância", acrescentando: "Apesar de toda a maestria formal de Del Toro, este Frankenstein carece, em última análise, da energia necessária para realmente lhe dar vida". David Rooney, do Hollywood Reporter, demonstrou muito mais entusiasmo, escrevendo: "Um dos melhores trabalhos de Del Toro, esta é uma narrativa em escala épica, de beleza, sentimento e arte incomuns". Jane Crowther, da Total Film, que deu quatro estrelas ao filme, escreveu: "Magistralmente elaborado e com temática pertinente, Frankenstein, de Guillermo del Toro, é uma adaptação elegante, embora não tão ousada, com potencial para premiações." Jacob Elordi tem sido elogiado por sua interpretação como a criação monstruosa de Frankenstein Netflix Del Toro é um dos diretores mais queridos de sua geração, estimado na indústria cinematográfica por seu amor pelo cinema e sua ambição em torno do que o cinema pode atingir. Aos 60 anos, o cineasta também é o preferido de Hollywood para histórias que envolvam monstros ou outras criaturas fantásticas. Seus trabalhos incluem O Labirinto do Fauno, Círculo de Fogo e A Forma da Água. Este último lhe rendeu o Oscar de melhor filme e melhor diretor em 2018. Del Toro tem grande afeição por monstros e é conhecido por humanizá-los em seus filmes, despertando a simpatia do público por personagens antes vistos como vilões. No caso de Frankenstein, ele diz: "Eu queria que a criatura nascesse de novo. Muitas das interpretações são como vítimas de acidentes, e eu queria beleza." Mia Goth interpreta Elizabeth, que desenvolve uma conexão com a criatura Netflix Sua visão e atenção aos detalhes em Frankenstein se estenderam a todos os aspectos da produção, com grande cuidado com figurinos e cenários — que são cenários físicos e realistas, em vez de gerados por computação gráfica (CGI, na sigla em inglês para "computer generated imagery"). "CGI é para perdedores", comenta Waltz, provocando muitas risadas. Del Toro acrescenta que filmar com cenários reais acaba resultando em uma interpretação melhor dos atores do que quando se usam telas verdes. Ele compara a distinção entre CGI e o trabalho manual artesanal à diferença entre "colírio para os olhos e proteína para os olhos" — uma comparação que o cineasta usa com frequência para argumentar que seus filmes não são apenas espetáculos visuais, mas também obras com substância. Ele acrescenta, contudo, que usa efeitos digitais quando absolutamente necessário. A ideia de criar um ser inteligente que acaba agindo sob seus próprios termos pode soar familiar hoje em dia, mas Del Toro diz que o filme "não pretende ser uma metáfora" para a inteligência artificial, como alguns críticos sugeriram. Em vez disso, ele reflete: "Vivemos em uma época de terror e intimidação, e a resposta, da qual a arte faz parte, é o amor. E a questão central do romance, desde o início, é: o que é ser humano? "E não há tarefa mais urgente do que permanecer humano em uma época em que tudo caminha para uma compreensão bipolar da nossa humanidade. E isso não é verdade, é inteiramente artificial." Ele continua: "A característica multicromática de um ser humano é poder ser preto, branco, cinza e todos os tons intermediários. O filme tenta mostrar personagens imperfeitos e o direito que temos de permanecer imperfeitos".

Palavras-chave: inteligência artificial

'Sou+ Bauru': digitalização de acervos preserva memória ferroviária e história do município

Publicado em: 31/08/2025 18:16

'Sou+ Bauru': conheça os bauruenses que construíram a história do município A mudança do analógico para o digital fez com que as recordações também fossem transportadas do físico às telas. Essa mudança, impulsionada pelas tecnologias, também pode auxiliar na preservação não só de memórias pessoais, mas da história de cidades de todo o mundo. Em Bauru (SP), esse trabalho é realizado por historiadores, professores e alunos. No projeto "Sou+ Bauru", idealizado pela TV TEM com o objetivo de fortalecer o orgulho dos bauruenses, a equipe da emissora acompanhou como a digitalização consegue preservar a memória do município. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp 🚂 Museu Ferroviário de Bauru No Museu Ferroviário, localizado na Rua Primeiro de Agosto, Quadra 1, no Centro, o historiador Douglas Alvez Ruzzon passa os dias transformando negativos e fotografias antigas em arquivos digitais. "Estou digitalizando imagens todo dia, né? Seja fotografia de algum outro documento que precisa, processo, livro. Então, o acervo da ferrovia é bem variado e, por baixo, sei lá, umas 30 mil, 40 mil imagens, talvez mais", conta em entrevista à TV TEM. 'Sou+ Bauru': conheça os bauruenses que construíram a história do município Reprodução/TV TEM O trabalho começou em 2014, quando a historiadora Fabiana Rocha ainda era estudante. Durante as pesquisas da profissional, ela percebeu que os acervos museológicos de Bauru não tinham passado por nenhum processo de digitalização e, a partir dessa falta, pensou em produzir um projeto para iniciar o processo. LEIA TAMBÉM: Casal conclui em menos de 4 anos projeto de morar em todas as capitais do Brasil: 'Orgulho de conhecer nosso país' Peregrinação ao Menino da Tábua atrai milhares de romeiros a Maracaí; confira horários das missas Anta resgatada após incêndio florestal se recupera e volta a se alimentar após tratamento em Assis Segundo Fabiana, a digitalização é um processo contínuo: "Esse projeto é infinito. Ele vai sempre se adequando, ele vai se multiplicando e a gente sempre vai ter um acervo para digitalizar. Hoje, a gente tem a possibilidade de fazer o reconhecimento de caracteres, então todos os documentos podem ser pesquisáveis na própria fonte. A tecnologia é infinita, ela sempre vai trazer novas possibilidades". Para Douglas, o impacto vai além das fronteiras da cidade. "Eu estou contribuindo de alguma maneira para preservar não a memória da cidade, a memória regional, porque tem muita coisa que é da região toda, não é só de Bauru", relata. Fotografia digitalizada do Museu Ferroviário Regional de Bauru (SP) Reprodução/Museu Ferroviário Regional de Bauru As imagens, que antes ficavam restritas a arquivos físicos, agora podem ser acessadas de qualquer lugar. Para ex-ferroviários, a experiência é ainda mais emocionante. Waldir Messias Meireles, que trabalhou a vida inteira na ferrovia em Bauru, não esconde a nostalgia: "Voltar ao passado, um passado maravilhoso, do qual eu não vou me esquecer mais. Eu comecei como criança e me tornei homem lá dentro, cresci e aposentei na ferrovia". Ele reforça a importância da preservação: "É muito importante preservar, porque é para mostrar a ferrovia para o nosso país, para a nossa cidade, que cresceu em torno dos trilhos. Então, é um acesso para essa geração e para as próximas." 📚🗞️ Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica Gabriel Ruiz Pelegrina (Nuphis) Além do museu, o Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica Gabriel Ruiz Pelegrina (Nuphis), fundado em 1983 em Bauru, também atua na digitalização e catalogação de materiais. Núcleo de Documentação e Pesquisa Histórica Gabriel Ruiz Pelegrina (Nuphis) foi fundado em 1983 Reprodução/TV TEM O professor Vinícius Salles Barbosa destaca a contribuição da comunidade, já que boa parte do acervo de periódicos e do acervo bibliográfico foi feita por doação. "A própria comunidade, os chamados memorialistas, vão fazendo essa relação com o núcleo, e isso vai nos ajudando justamente a salvaguardar a memória da nossa cidade", explica em entrevista à TV TEM. A professora Cláudia de Oliveira, também participante do Nuphis, lembra que a preservação é uma forma de identidade local. "Esses lugares da memória também geram identificação, senso de pertencimento. Então, quando a gente faz esse trabalho de localizar esses acervos, de acondicionar, de buscar soluções de preservação e salvaguarda adequada, a gente está trabalhando com experiências do passado, mas que são ressignificadas para as gerações atuais e futuras", relata a professora. 'Sou+ Bauru': digitalização de acervos preserva memória ferroviária e história do município Reprodução/TV TEM Os estudantes da universidade também podem participar do processo e enriquecer sua formação acadêmica. Júlio Cavallaro, que entrou em 2025 no projeto, afirma que o contato com os documentos históricos é um mergulho no tempo. Ele acredita que esse contato ajuda a fortalecer a identidade local: "A questão do orgulho é uma construção histórica, né? Você ter esse sentimento de pertencimento, ter esse sentimento de 'eu sou bauruense', porque tiveram bauruenses antes de vocês." Entre crachás, jornais e milhares de fotografias, a história de Bauru vai ganhando novas formas de permanência - agora também em pixels, acessíveis a qualquer pessoa. Crachá de Waldir Messias Meireles, trabalhador aposentado da Ferroviária de Bauru (SP) Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: tecnologia

O relógio que começa a contar quando algo morre

Publicado em: 31/08/2025 16:56

Willard Libby, químico americano, queria encontrar na natureza uma forma radioativa de carbono, o carbono-14. Getty Images/BBC Aquilo deveria estar no esgoto em grande quantidade. Willard Libby tinha certeza disso. Em meados dos anos 1940, o objetivo do químico americano (1908-1980) era encontrar na natureza uma forma radioativa de carbono, o carbono-14. Libby havia descoberto que, se a substância estivesse ali, ela deixaria um rastro de lento decaimento em plantas e animais mortos. Por isso, descobrir a quantidade presente nos seus restos revelaria quando eles morreram. Mas Libby precisava provar que o carbono-14 existe na natureza em concentrações condizentes com suas estimativas. Outros cientistas, antes dele, só haviam detectado carbono-14 sintetizando a substância em laboratório. Libby imaginou que os animais vivos depositassem carbono-14 nos seus excrementos. Por isso, ele recorreu ao esgoto. Mais precisamente, esgoto produzido pelas pessoas de Baltimore, nos Estados Unidos. Ali, ele encontrou o que estava procurando. Libby não sabia na época, mas sua ideia de usar carbono radioativo (radiocarbono) para datar objetos viria a ter todo tipo de aplicação no futuro. Willard Libby recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1960 Getty Images/BBC Desde meados do século 20, a datação por radiocarbono confirmou a idade de inúmeros artefatos antigos. Ela também ajudou a resolver casos de pessoas desaparecidas, colocou traficantes de marfim na cadeia e chegou a permitir que os cientistas compreendessem as complexidades do clima no planeta. A datação por radiocarbono é uma das chaves que abrem as portas para entender o nosso mundo. Mas como surgiu o carbono-14? Libby entendia que a substância é produzida constantemente por raios cósmicos que atingiriam átomos de nitrogênio na atmosfera da Terra, alterando sua estrutura. O átomo de carbono-14 resultante se combina rapidamente com oxigênio, para produzir dióxido de carbono (CO₂) radioativo. De volta ao solo, as plantas absorvem parte daquele CO₂ radioativo no ar à medida que crescem, bem como os animais que se alimentam delas (incluindo os seres humanos). Enquanto a planta ou o animal estiver vivo, ele continua reabastecendo seu estoque interno de carbono-14. Quando morre, esse processo é interrompido. Como o radiocarbono se decompõe em velocidade conhecida, a medição da quantidade restante no material orgânico irá revelar a sua idade. Por isso, o carbono-14 é um relógio que começa a contar no momento da morte. 'Colocando tudo em ordem' Quando Libby confirmou a presença de carbono-14 no gás metano dos esgotos de Baltimore, ele começou a detectar radiocarbono em muitos objetos diferentes, o que permitiu que ele comprovasse a sua idade. Estes objetos incluíram, entre outros, o linho que envolvia os Manuscritos do Mar Morto e um pedaço de um navio encontrado na tumba do faraó egípcio Sesóstris 3°, que viveu cerca de 4 mil anos atrás. "O problema é que você não vai contar a ninguém o que está fazendo. É maluco demais", disse Libby posteriormente. "Você não pode dizer a ninguém que os raios cósmicos podem escrever a história humana. Você não pode contar isso a eles. De jeito nenhum. Por isso, mantivemos em segredo." Mas, quando Libby comprovou que funcionava, ele contou ao mundo. E, em 1960, ganhou o Prêmio Nobel de Química. Sua técnica funciona com material orgânico com até 50 mil anos de idade. Acima disso, existe muito pouco carbono-14 remanescente. Manuscritos do Mar Morto foram um dos primeiros objetos datados usando a tecnologia de carbono-14 Getty Images/BBC Atualmente, a datação por radiocarbono é fundamental para entendermos a nossa história. "Para colocar tudo em ordem, em termos de podermos comparar diferentes regiões específicas e compreender a velocidade da mudança, tem sido muito importante", explica Rachel Wood. Ela trabalha em um dos mais renomados laboratórios de datação por radiocarbono do mundo, a Unidade Aceleradora de Radiocarbono de Oxford, no Reino Unido. Wood e seus colegas datam materiais que incluem ossos humanos, carvão, conchas, sementes, cabelos, algodão, pergaminhos e cerâmica, mas também algumas substâncias mais estranhas. "Fazemos coisas realmente incomuns, como analisar urina de morcego fossilizada", ela conta. O laboratório usa um aparelho chamado espectrômetro de massa acelerador, para quantificar diretamente os átomos de carbono-14 em uma amostra. O processo é diferente do usado por Libby, que só conseguia medir a radiação emitida e deduzir, a partir dela, a quantidade de carbono-14 contida em uma amostra. O acelerador também pode datar amostras minúsculas, de apenas 1 miligrama em alguns casos. Libby precisava de uma quantidade de material muito maior. Datação de esqueletos A retirada de contaminantes que contêm carbono pode levar semanas. Mas o acelerador emite a idade estimada de uma amostra rapidamente em seguida. "É realmente emocionante poder observar os resultados imediatamente", afirma Wood. A datação por radiocarbono já resolveu antigas disputas. O caso do esqueleto humano descoberto em 1823 pelo teólogo e geólogo William Buckland (1784-1856) no País de Gales é um exemplo. Buckland defendia que o esqueleto não tinha mais de 2 mil anos, mas ninguém conseguia comprovar que ele estava errado. Por fim, a datação por radiocarbono demonstrou que, na verdade, os ossos tinham entre 33 mil e 34 mil anos de idade. Trata-se dos mais antigos restos humanos enterrados conhecidos no Reino Unido. Restos humanos bem mais recentes também revelaram seus segredos graças a esta tecnologia. Em 1975, uma menina de 13 anos de idade chamada Laura Ann O'Malley desapareceu em Nova York, nos Estados Unidos. E, nos anos 1990, foram encontrados restos humanos no leito de um rio na Califórnia, cuja origem foi atribuída a um túmulo histórico. Mas a datação por radiocarbono demonstrou no início deste ano que eles pertenciam a alguém nascido entre 1964 e 1967, que provavelmente morreu entre 1977 e 1984. As datas coincidem com a época do desaparecimento de O'Malley e análises de DNA confirmaram que os restos humanos eram da menina. Análises forenses costumam fazer uso do "pulso de bomba". Este método de datação por radiocarbono é possível devido às centenas de testes de armas nucleares atmosféricas ocorridos durante os anos 1950 e 1960. As explosões emitiram no ar imensas quantidades de carbono-14. Mas esses níveis artificialmente altos vêm caindo desde então. Por isso, ao comparar as medições de carbono-14 com esta curva de queda, é possível datar materiais de meados do século 20 para cá com muita precisão — de até cerca de um ano, em alguns casos. "Não conheço nenhuma outra técnica que chegue tão perto quanto esta", afirma Sam Wasser, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. "Sua utilidade é extraordinária." 'Prova concreta' Wasser analisou resultados de datação por radiocarbono de amostras de marfim, como parte das tentativas para desmantelar o comércio ilegal. Os dados podem comprovar se os elefantes morreram antes ou depois da proibição da venda de marfim, em 1989, independentemente das alegações dos traficantes. Edouodji Emile N'Bouke foi preso com base neste tipo de evidências. Ele foi condenado em Togo, em 2014. Os testes de DNA não descobriram a origem geográfica do marfim objeto de tráfico, mas a datação por radiocarbono mostrou exatamente quando os elefantes foram abatidos. Estas duas linhas de evidência foram "a prova concreta, fundamental para levar N'Bouke à justiça", segundo declarou posteriormente o Departamento de Estado americano. A datação por carbono-14 permite aos cientistas determinar se o marfim é de origem ilegal Getty Images/BBC A mesma técnica já revelou obras de arte como sendo fraudes. Um exemplo é a pintura de uma cena em uma aldeia, que um falsificador afirmava ter sido produzida em 1866. A datação por radiocarbono confirmou que, na verdade, ela foi pintada e envelhecida artificialmente nos anos 1980. A datação por radiocarbono também trouxe informações sobre as mudanças climáticas. Ela ajuda os cientistas a compreender o efeito das emissões de combustíveis fósseis para o clima do planeta. Os estudos de glaciares e ecossistemas antigos, por exemplo, passaram a ser muito mais precisos, graças à tecnologia. Estas pesquisas foram empregadas em relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O organismo recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007 (ao lado do ex-vice-presidente americano Al Gore) pelo seu trabalho de disseminação de informações sobre as mudanças do clima. A datação por carbono-14 "também é muito útil para pessoas que desejam usar modelos climáticos para prever qual será o possível clima no futuro", explica Tim Heaton, da Universidade de Leeds, no Reino Unido. Os cientistas podem usar os registros de radiocarbono para determinar as mudanças do clima da Terra ao longo do tempo e verificar os modelos climáticos em comparação com estes resultados, para confirmar sua precisão. Diluição de carbono-14 Mas existe outro relógio em funcionamento. Os combustíveis fósseis contêm imensas quantidades de carbono, mas não de carbono-14. Os organismos que geraram o carvão, gás natural e petróleo morreram há tanto tempo que o carbono-14 que eles continham desapareceu muito tempo atrás. Com isso, as emissões de combustíveis fósseis estão diluindo o carbono-14 existente na atmosfera da Terra, o que traz efeitos diretos sobre a quantidade de radiocarbono que acaba nos organismos vivos. Heather Graven, do Imperial College de Londres, afirma que, no pior cenário, com emissões extremamente altas no próximo século, a precisão da datação por radiocarbono poderá desmoronar. "Algo recém-produzido terá a mesma composição [de radiocarbono] de algo que tenha, talvez, 2 mil anos de idade", explica ela. E a datação por carbono-14 não conseguiria diferenciar os dois materiais. A queima de combustíveis fósseis pode diluir a concentração de carbono-14 na atmosfera Getty Images/BBC Rachel Wood defende que estes problemas não irão surgir no futuro próximo. Mas a professora emérita Paula Reimer, da Universidade Queen's em Belfast, no Reino Unido, acredita que as emissões de combustíveis fósseis "amorteçam" a datação por radiocarbono e, em última análise, ameaçam sua precisão. Reimer passou vários anos trabalhando para que a datação por carbono-14 ficasse mais precisa. Ela realizou trabalhosas medições do radiocarbono encontrado nos anéis das árvores, para revelar variações dos níveis de carbono-14 ao longo de milênios. Agora, existem curvas extremamente precisas dos níveis de radiocarbono, que datam de cerca de 14 mil anos atrás. Mas as emissões de combustíveis fósseis podem, um dia, trazer o fim desta era de incrível precisão. Esta reportagem foi criada em coprodução entre a instituição Nobel Prize Outreach e a BBC. COP30 - Onde vai ser a COP 30?

Palavras-chave: tecnologia

Confira os vencedores do 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba

Publicado em: 31/08/2025 16:44

Teatro do Engenho em Piracicaba Rodrigo Alves/Divulgação O anúncio dos vencedores do 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba ocorreu neste sábado (30), no palco do Teatro do Engenho. A cerimônia marcou a abertura da mostra, que reúne 384 obras de 202 artistas de 22 países e fica disponível ao público até 2 de novembro no Armazém 14 do Engenho Central, em Piracicaba (SP). Participe do canal do g1 Piracicaba no Whatsapp 📲 Prêmios O artista brasileiro Rui Miranda foi o vencedor do Grande Prêmio – Troféu Zélio de Ouro. A obra também levou o Prêmio Escultura. A escultura premiada surpreendeu o júri pela originalidade e força simbólica. À primeira vista, apresenta o personagem Sem Rosto, da animação A Viagem de Chihiro. Ao abrir a peça, revela-se uma caricatura vibrante de Hayao Miyazaki em pleno processo criativo, cercado de papéis e lápis. A dualidade entre personagem e autor transforma a obra em homenagem singular ao universo do Studio Ghibli. Grande Prêmio e Prêmio Escultura – Rui Miranda – Brasill (Escultura Aberta) 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba O artista receberá R$ 7.500 pela conquista na categoria Escultura e mais R$ 15 mil pelo Grande Prêmio – Troféu Zélio de Ouro. No total, a premiação desta edição distribui mais de R$ 80 mil entre todas as categorias, informou a prefeitura do município. Na categoria Caricatura, o vencedor foi Emerson Boca, dos Estados Unidos. A obra traz uma figura feminina de traços indígenas, construída com cores vibrantes e padrões geométricos que remetem à ancestralidade, transformando a caricatura em celebração cultural. Prêmio Caricatura - Emerson Boca - EUA 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba O Prêmio Temático Justiça Climática foi concedido a Carol Ito, do Brasil. A obra contrapõe promessa e realidade: de um lado, o Acordo de Paris projeta aumento de 1,5°C até 2100; do outro, a realidade aponta para 2,4°C no mesmo período, representada por um planeta em chamas. O aperto de mãos entre as figuras reforça a contradição entre discursos diplomáticos e as consequências práticas da crise climática. Prêmio Temático Justiça Climática - Carol Ito - Brasil 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba O Prêmio Tira ficou com Rodrigo da Silveira, do Brasil. A tira usa humor visual ao inverter papéis: vacas sugerem o consumo de frango, enquanto um frango incentiva a comer vaca. A crítica bem-humorada reflete escolhas alimentares e lógicas da sobrevivência animal. Prêmio Tira - Rodrigo da Silveira - Brasil 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba Rafael Correa, do Brasil, venceu em duas categorias. No Prêmio Cartum, apresentou uma mosca convidada para jantar que, antes de comer, prefere tirar uma foto, ironizando o comportamento digital contemporâneo. Prêmio Cartum Rafael Correa - Brasil 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba Já no Prêmio Saúde Unimed, Rafael Correa, retratou um homem pedindo à assistente virtual Alexa que desligue as vozes em sua mente, crítica bem-humorada à fragilidade emocional e à dependência tecnológica. Prêmio Saúde Unimed - Rafael Correa - Brasil 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba Na categoria Charge, o prêmio foi para Alisson Affonso, do Brasil. A obra denuncia a devastação ambiental e a violência contra povos indígenas. A figura em chamas, em contraste com o fazendeiro ao fundo, transforma a charge em manifesto político. Prêmio Charge Alisson Affonso - Brasil 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba O Prêmio Câmara Municipal foi para Asier Sanz, da Espanha. Usando objetos do cotidiano como rolo de papel higiênico e papéis amassados, o artista criou uma caricatura crítica que transforma elementos banais em sátira política original. Prêmio Câmara de Veradores - Asier Sanz - Espanha 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba Menções honrosas O 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba também concedeu oito menções honrosas: Ulisses Araújo (Brasil) na categoria Caricatura; Danilo Yasigui (Brasil) em Tira; Cival Einstein (Brasil) em Cartum; Liuqiang (China) em Charge; Anne Derenne e Marcos de Souza (Quinho) em Temática; Arlete Nunes (Brasil) e Luiz Fernando Bertin (Brasil), ambos na categoria Escultura. Júri popular O Prêmio Júri Popular Alceu Marozi Righetto será definido por votação online aberta ao público, entre as obras que receberam menção honrosa. A escolha poderá ser feita no site oficial do evento: salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br. Visitação 52º Salão Internacional de Humor de Piracicaba Exposição no Armazém 14 do Parque do Engenho Central (avenida Dr. Maurice Allain, 454 – Vila Rezende) Até 02/11 Visitação gratuita de quarta a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Informações pelo telefone (19) 3403-2620 ou no site salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br. VÍDEO: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Seleções e concursos em PE oferecem 534 vagas com salários de até R$ 13,2 mil; saiba como se inscrever

Publicado em: 31/08/2025 16:21

Cartão-resposta de prova de concurso katemangostar/Freepik Ao menos 534 vagas são oferecidas em concursos públicos e seleções simplificadas que estão com inscrições abertas em Pernambuco. As oportunidades incluem cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários de até R$ 13,2 mil. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Confira, abaixo, a lista que o g1 preparou com as principais informações sobre cada processo seletivo: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) Inscrições até quinta-feira (4); 77 vagas de ensino médio e superior para técnicos-administrativos; Salários de até R$ 4,9 mil; Confira o edital. Prefeitura de Gravatá Inscrições até sexta-feira (5); 154 vagas para cargos de níveis fundamental, médio e superior Salários de até R$ 2,1 mil; Confira o edital. Faculdade de Petrolina (Facape) Inscrições até 8 de setembro; 51 vagas para docente auxiliar, assistente e adjunto; Salários de até R$ 8,5 mil; Confira o edital. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Inscrições até 18 de setembro; 52 vagas para docente; Salários de até R$ 13,2 mil; Confira o edital. Prefeitura de Angelim Inscrições até 18 de setembro; 131 vagas de nível fundamental, médio, técnico e superior; Salários de até R$ 7,5 mil; Confira o edital. Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) Inscrições a partir de segunda-feira (1º) até 30 de setembro; 69 vagas para cargos de níveis médio e superior; Salários de até R$ 9,5 mil; Confira o edital. ⬇️ Veja como estudar legislação para concursos: Como estudar legislação para concurso? VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Como aeroporto de Bogotá desbancou os de São Paulo e Cidade do México e se tornou o mais movimentado da América Latina

Publicado em: 31/08/2025 15:13

Desde 2012, o nome do candidato presidencial assassinado Luis Carlos Galán Sarmiento (1943-1989) acompanha a denominação do aeroporto El Dorado em Bogotá, na Colômbia Getty Images Não é surpresa que São Paulo e a Cidade do México tenham dominado por décadas o tráfego aéreo na América Latina e na região do Caribe. Seus aeroportos internacionais, incrustados um no sul e o outro no norte do continente, representam as duas cidades mais povoadas e as maiores economias da América Latina. Mas o aeroporto El Dorado de Bogotá, na Colômbia, vem crescendo muito — mesmo sendo de menor porte e estando localizado em uma cidade com pelo menos a metade dos habitantes das duas principais concorrentes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Este crescimento fez com que, entre 2024 e 2025, ele passasse a ser o aeroporto com maior tráfego da América Latina, pela primeira vez desde sua inauguração, em 1959. Em 2024, 45.802.360 passageiros transitaram pelo aeroporto internacional de Bogotá, segundo o Conselho Internacional de Aeroportos para a América Latina e o Caribe (ACI-LAC, na sigla em inglês). O Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, deixou de ocupar a vice-liderança e caiu para a terceira posição no ranking regional, com 43.565.746 milhões de passageiros em 2024. A Cidade do México, que historicamente liderava a lista, ficou em segundo lugar, com 45.359.485 milhões. Mesmo com a queda no ranking latino-americano, Guarulhos segue como o maior aeroporto do Brasil. Seu movimento foi muito superior ao de Congonhas (23,1 milhões), que aparece em sétimo lugar, e quase o triplo do registrado em Brasília (15,1 milhões), em décimo lugar. Os números mostram ainda que Guarulhos recuperou o patamar pré-pandemia. Em 2019, o terminal havia registrado 43,1 milhões de passageiros, praticamente igual ao total de 2024. Mas a nova liderança de Bogotá não para apenas no fluxo de passageiros. El Dorado também encabeça os rankings de volume de carga aérea e de movimentação de aeronaves no continente. Enquanto as autoridades da capital colombiana comemoram o feito, analistas elogiam e, ao mesmo tempo, questionam a alta competitividade do setor e os desafios enfrentados por El Dorado. Afinal, frente ao aumento do número de passageiros, o aeroporto de Bogotá é considerado pequeno e, às vezes, burocrático. Mudança de percepção María Fernanda Sánchez recorda que, apenas 20 anos atrás, El Dorado se mostrava "pequeníssimo, como um grande casarão, pouco funcional, velho, com apenas seis ou sete portas de saída". Na época, ele estava longe de ficar de igual para igual com diversos aeroportos das capitais latino-americanas. "Hoje, há dezenas de portas, uma grande infraestrutura, modernidade, eficiência e tecnologia de ponta", declarou Sánchez à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC). Ela é especialista em turismo e diretora da consultoria Tourism Innovation Consulting. Sánchez conta que, em 2006, o governo decidiu remodelar, ampliar e transformar progressivamente o aeroporto da capital colombiana. Aeroporto El Dorado, de Bogotá, é a principal porta de entrada para a Colômbia, que vive o auge do seu setor turístico Alejandro Martínez/AFP via Getty Images Este projeto coincidiu com a transformação da percepção internacional sobre a Colômbia. Os especialistas consultados pela BBC afirmam que esta transformação caminha lado a lado com a decolagem do setor aeroportuário. "Era a época da política de segurança democrática de Álvaro Uribe [presidente da Colômbia, 2002-2010]", explica Sánchez. "O país começou a transmitir uma percepção de segurança, de que era possível visitá-lo sem que acontecesse nada de grave." A política de Uribe foi duramente criticada, devido aos relatos de abusos das forças do Estado e de grupos paramilitares frente à população civil. Mas ela reduziu os índices de violência e debilitou as guerrilhas de esquerda, que estavam em guerra contra o Estado colombiano. Em 2016, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o governo do país assinaram um acordo de paz histórico, que mudou ainda mais a percepção internacional sobre a Colômbia. "Até aquela época, para muitas pessoas, éramos apenas Cartagena, uma cidade caribenha quase considerada fora de um país taxado de violento e inseguro", relembra Sánchez. Desde então, o número de turistas que visitam a Colômbia vem aumentando, exceto pelo colapso causado pela pandemia de covid-19, e atingiu o recorde de 6,7 milhões de visitantes estrangeiros em 2024. A maioria destes visitantes entra no país pelo aeroporto El Dorado, que foi reformado e ampliado. Com sua localização vantajosa, ele ultrapassou os aeroportos mais competitivos do continente. Conectividade e economia Basta procurar no mapa as cidades de São Paulo, Bogotá e a Cidade do México e localizar alguns destinos populares para cidadãos latino-americanos — como Madri, na Espanha, Miami e Nova York, nos Estados Unidos, ou Londres — para perceber que Bogotá, aberta para o Oceano Atlântico, perto do Caribe e da linha do Equador, detém posição estratégica como porto de entrada para a América do Sul. "Estamos a cerca de três horas e meia ou menos de diversos dos principais destinos da região na América Central, do Sul e de Miami, nos Estados Unidos", defende Andrés Santamaría, diretor do Instituto Distrital de Turismo da Prefeitura de Bogotá. Altitude e localização como porta de entrada da América do Sul, tornam Bogotá uma alternativa competitiva para as companhias aéreas, que podem economizar tempo e combustível Anadolu Agency via Getty Images As companhias aéreas também aproveitam a altitude de Bogotá. A capital colombiana fica a mais de 2,6 mil metros sobre o nível do mar. É a terceira capital mais alta do continente, atrás de Quito, no Equador (2,8 mil metros), e de La Paz, a capital administrativa da Bolívia, a 3,6 mil metros. Em aeroportos situados a grande altitude, os aviões economizam tempo e combustível na decolagem e na aterrissagem, atingindo a altura necessária com mais eficiência, segundo Sánchez e Santamaría. Esta economia de tempo e combustível também pode repercutir em preços de passagens aéreas mais competitivos para os clientes, destacam os especialistas. "Com condições como estas, não surpreende que uma companhia aérea de prestígio como a Emirates Airlines tenha criado voos diários entre Bogotá, Miami e Dubai e que tantas companhias com códigos compartilhados façam escala no El Dorado", explica Sánchez. Centro de negócios e turismo O alto fluxo de passageiros mostrou às autoridades que Bogotá tem um filão turístico e de negócios para explorar. Elas acreditam que este campo pode aumentar ainda mais os números de El Dorado. Cidadãos de Bogotá acostumados a viajar ainda observam com surpresa o boom turístico colombiano e da sua capital. Eles costumavam considerar sua cidade "a capital feia da América Latina" e observavam outras cidades colombianas se tornarem mais atraentes para os turistas internacionais, como Medellín e Cartagena. "Dos mais de 45 milhões de passageiros [que passam anualmente por El Dorado], cerca de seis milhões são cidadãos estrangeiros em trânsito, o que é uma oportunidade para Bogotá", destaca Santamaría. "É algo que muitas cidades fazem ao redor do mundo: atrair passageiros para que fiquem por mais tempo e que, no futuro, pensem em Bogotá como destino turístico." Diversas empresas e instituições parecem estar se coordenando com este propósito. A empresa aérea colombiana Avianca, por exemplo, é uma das mais antigas do mundo e seu principal hub é Bogotá. Ela mantém uma estratégia chamada stopover, que oferece aos passageiros em trânsito a troca da sua passagem sem custos para as 24 horas seguintes. Empresas de turismo, transporte, hotelaria e autoridades trabalham para visibilizar mais a cidade como atraente destino gastronômico e cultural para passageiros de longa e curta permanência. Estas estratégias também são destinadas ao grande fluxo de passageiros que viajam a negócios. "Bogotá vem trabalhando há tempos no turismo de reuniões, com congressos, simpósios, cursos e encontros", afirma Sánchez. "É impressionante a quantidade de eventos acolhidos pela cidade graças ao aeroporto." "Se preciso fazer uma reunião com meus executivos, o ponto para todos na América Latina é Bogotá. Existem voos de toda a região e de aeroportos importantes da Europa e dos Estados Unidos." Os analistas apontam que, quando o aeroporto de Bogotá cresce, a cidade acompanha esse crescimento e vice-versa. "Se esta coordenação for bem implementada, ela poderia gerar mais 700 mil a um milhão de passageiros por ano no futuro próximo", calcula Santamaría. Concorrência, burocracia e infraestrutura Mas uma coisa é a intenção e outra é a realidade, que não está livre de desafios. Diversas capitais latino-americanas concorrem pelos céus do continente e a liderança de Bogotá enfrenta suas limitações. Além do aeroporto Benito Juárez, a Cidade do México inaugurou, em 2022, o Aeroporto Internacional Felipe Ángeles. Este é um fator que a própria prefeitura de Bogotá reconhece como fundamental para a redução do número de passageiros no principal aeroporto da capital mexicana e o crescimento de El Dorado no ranking latino-americano. Por outro lado, Lima, no Peru, inaugurou um novo aeroporto em maio de 2025. Sua localização é privilegiada para destinos do Canadá e da Argentina, em aviões de fuselagem estreita. E também está mais próximo de países asiáticos como a China, uma potência que vem fortalecendo suas relações de investimento e cooperação com a América do Sul nas últimas décadas. A necessidade de modernização e ampliação é exatamente o ponto que lança dúvidas sobre a liderança do aeroporto El Dorado a curto e médio prazo. "Hoje, ele consegue atender o grande número de passageiros, mas precisará ser ampliado para continuar crescendo", explica Santamaría. "É evidente. Existem planos de ampliação para 2027." Analistas indicam que El Dorado ficou pequeno para o grande volume de passageiros que passam pelo aeroporto todos os anos Getty Images Com seus dois terminais, El Dorado concorre com os dois do aeroporto Benito Juárez, na Cidade do México, mais o novo aeroporto Felipe Ángeles, além dos três terminais de Guarulhos. "Nós cresceríamos muito com a ampliação do aeroporto, mas cumprir com este objetivo a tempo é um desafio", reconhece Santamaría. "A Colômbia e Bogotá não esperavam ter esta percepção turística que se observa agora." Outras preocupações também surgem no horizonte. A primeira delas é a burocracia, que permeia praticamente todas as instituições estatais colombianas. Passageiros e analistas se queixam do longo tempo passado na imigração. Nas horas de pico, ela estende a experiência da viagem. "O boom de Bogotá e seu aeroporto ficou fora de controle na imigração", destaca Sánchez. "Existem ocasiões em que as pessoas ficam três horas paradas, esperando por um carimbo. Isso não pode acontecer." Mas ela reconhece os avanços tecnológicos, como as portas de reconhecimento biométrico. Avanços como a instalação de sistemas de reconhecimento biométrico aumentaram a eficiência do aeroporto de Bogotá, mas ainda se verificam atrasos na imigração Juan Barreto/AFP via Getty Images "Por fim, existe a segurança", acrescenta Sánchez. "A percepção é muito diferente de décadas atrás, mas percebo uma preocupação crescente, devido a casos como o recente assassinato do senador Miguel Uribe Turbay [1986-2025], ocorrido na cidade." Saberemos nos próximos meses se esses desafios prejudicam o dinamismo de Bogotá como centro turístico e aeroportuário, quando os números e rankings forem atualizados. Por enquanto, as autoridades e empresas do setor tentam maximizar esse boom. Eles esperam que seja muito mais do que uma moda passageira. Marsia Taha Mohamed, melhor chef mulher da América Latina, é fã do Brasil e de boteco

Palavras-chave: tecnologia

De óculos virtual a café de açaí: como tecnologia e saberes indígenas se uniram no Glocal Amazônia 2025

Publicado em: 31/08/2025 14:27

Amazônia protagoniza evento evento de sustentabilidade em Manaus Tecnologia e tradição se encontraram no Glocal Amazônia 2025, um dos maiores eventos de sustentabilidade do país, realizado em Manaus. A programação de três dias reuniu experiências imersivas com realidade virtual, oficinas práticas, arte indígena e soluções inovadoras que mostraram caminhos para preservar a floresta e construir um futuro mais sustentável. ​​📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Entre os destaques, experiências com óculos de realidade virtual permitiu que o visitante "entrasse" na rotina de mulheres indígenas, conhecesse os desafios de comunidades ribeirinhas e visse de perto o processo de reflorestamento. "A importância foi justamente as pessoas conseguirem ter essa vivência imersiva, de estar dentro de uma história que, às vezes, está distante delas, mas que agora podem se ver nesse contexto", explicou Clarissa Hungria, gerente de conteúdo do evento. Óculos virtual permitiu imersão em floresta durante o Glocal Amazônia 2025 Rede Amazônica As inovações foram além da tecnologia. A artista Kim Puremunã, da etnia Sateré-Mawé, mostrou como a arte indígena pode carregar mensagens de conexão com a floresta. Com tinta natural de jenipapo, ela pinta grafismos tradicionais e reforça a importância da preservação. "Desde criança, aprendi com minha mãe a extrair a tinta da natureza — jenipapo, urucum. A gente usa de forma natural, preservando nossa Amazônia, que é o nosso bem mais precioso", contou Kim. Em outra ala, oficinas ensinaram como criar negócios de impacto com responsabilidade ambiental. Um exemplo foi o café feito da semente desidratada do açaí, apresentado pelo empreendedor Antônio Mota. "Não tem cafeína, glúten, lactose nem sódio. Mas tem proteína vegetal e sete minerais. É uma bebida 100% natural", explicou Antônio, enquanto oferecia o produto ao público. Com auditórios cheios e visitantes atentos, o evento, realizado em espaços como o Palácio da Justiça e o Largo de São Sebastião, buscou incentivar o diálogo entre diferentes setores da sociedade, segundo o gestor Artur Barros. "Queremos construir um futuro saudável, colocando todos os lados para conversar. Sem diálogo, não avançamos como sociedade" O secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, reforçou que a proposta era tornar o tema ambiental mais acessível "Quando as pessoas entendem como a mudança climática afeta o cotidiano, elas passam a cobrar mais do poder público e a entender quais devem ser as prioridades", declarou. Entre aprendizados, negócios e cultura, o Glocal Amazônia propôs uma imersão na realidade da floresta,com espaço também para o relaxamento, o encontro de saberes e a valorização da Amazônia viva. Primeiro dia de Glocal Amazônia 2025, em Manaus Divulgação

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Exposição em Marília leva público a viver os filmes de Billy Wilder em realidade virtual

Publicado em: 31/08/2025 14:22

Mostra em Marília convida visitantes à experiência imersiva no universo de Billy Wilder A Galeria Municipal de Artes de Marília (SP) abriu oficialmente, na última quarta-feira (20), a exposição MIS Experience 360° – O Cinema de Billy Wilder, organizada pelo Museu da Imagem e do Som (MIS Experience), em parceria com a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Cultura. A mostra utiliza nove óculos de realidade virtual, que permitem aos visitantes uma verdadeira viagem no tempo pelos cenários recriados de clássicos dirigidos pelo cineasta. Além de passear pelos ambientes, o público pode ouvir narrativas com sinopses e curiosidades. O projeto é uma versão itinerante da exposição realizada originalmente em São Paulo e se apresenta como um convite à imersão no universo de Billy Wilder, unindo ineditismo e riqueza de conteúdo. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Impressão do público A recepcionista Roseli Alves Magalhães Siqueira, que trabalha no espaço, elogiou a experiência proporcionada pela tecnologia: “Eu estou achando maravilhosa, é uma experiência muito boa e incrível. Eu vi aqui no óculos 3D e consegui observar um pouco sobre os filmes. Muito bom! É uma experiência bastante legal.” Roseli testa óculos de realidade virtual e mergulha nos filmes de Billy Wilder Maycon Oliveira/TV TEM “Estamos muito felizes em receber essa exposição maravilhosa, que traz uma tecnologia inovadora. Temos aqui a utilização dos óculos de realidade virtual, que transportam o visitante para 13 salas onde aconteceram filmes desse renomado cineasta, um produtor premiado”, destacou a secretária da Cultura de Marília, Taís Vanessa Monteiro. O cineasta Billy Wilder (1906-2002) foi roteirista, cineasta e produtor norte-americano, com carreira de mais de 50 anos e mais de 60 filmes reconhecidos pelo público e pela crítica. Nascido Samuel Wilder, na Galícia (atual Polônia), mudou-se para os Estados Unidos em 1933 após a ascensão do nazismo. Sua mãe e avós foram vítimas de Auschwitz. Em Hollywood, aprendeu rapidamente o inglês e iniciou a carreira com a ajuda do ator Peter Lorre. Wilder se destacou por abordar, com humor e inteligência, temas controversos da vida moderna norte-americana. Entre os filmes exibidos na mostra estão Crepúsculo dos Deuses, Sabrina, Quanto Mais Quente Melhor, O Pecado Mora ao Lado e Se Meu Apartamento Falasse. Visitantes conferem obras expostas na Galeria Municipal de Artes de Marília Maycon Oliveira/TV TEM Visitação A exposição segue aberta ao público até o dia 20 de setembro, com entrada gratuita e classificação livre, embora seja mais indicada para adultos, adolescentes e crianças a partir de 7 anos. A Galeria Municipal de Artes fica na Avenida Sampaio Vidal, 245, piso térreo do Complexo Cultural “Braz Alécio”. O funcionamento é de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e às segundas e sábados, das 13h às 17h. Para grupos a partir de dez pessoas, é necessário agendamento pelo telefone (14) 98195-0186. Billy Wilder - Exposição itinerante Maycon Oliveira/TV TEM Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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Firjan IEL disponibiliza R$ 1 milhão em edital para implementar IA em indústrias do RJ

Publicado em: 31/08/2025 13:45

Edital da Firjan IEL incentiva soluções com uso de IA na indústria fluminense getty images A Firjan IEL abriu edital para destinar R$ 1 milhão a pequenas e médias indústrias do estado do Rio de Janeiro que adotarem soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA). Os recursos são não reembolsáveis e o valor será direcionado a até 20 empresas, que tenham entre 20 e 499 funcionários. Cada uma poderá receber até R$ 50 mil e terá seis meses para concluir o projeto. A seleção ocorre por meio do programa Conecta Lab, uma aceleradora voltada à inovação e ao fortalecimento da indústria fluminense. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. "O projeto oferece às indústrias selecionadas uma jornada estruturada de aceleração. As contempladas passarão por uma fase de imersão com especialistas do Conecta Lab, com foco na identificação de desafios internos e no desenvolvimento de um plano de ação para aplicação prática da IA em seus processos. Após essa etapa, as participantes que atenderem aos critérios definidos poderão seguir para a fase de implementação, com apoio financeiro direto", divulgou a Firjan IEL. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de outubro de 2025. O edital com todas as informações pode ser consultado no site da instituição. Podem se candidatar indústrias com propostas baseadas em Inteligência Artificial (IA), incluindo, por exemplo, machine learning, visão computacional, robótica inteligente, sistemas de recomendação, análise preditiva, entre outras aplicações reais da IA. A iniciativa busca ampliar o acesso à transformação digital e estimular o uso estratégico de tecnologias emergentes como diferencial competitivo, alinhando-se às diretrizes da Nova Indústria Brasil, da Agenda Brasil 4.0 e do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. “Com o Conecta Lab, a Firjan IEL reforça seu compromisso em ampliar a competitividade da indústria fluminense por meio da inovação, oferecendo não apenas recursos financeiros, mas também suporte técnico e estratégico em todo o processo”, afirma Julia Zardo, gerente de Ambientes de Inovação da Casa Firjan e uma das coordenadoras do projeto. Serviço: Edital de Seleção de Indústrias da Firjan IEL (Aceleração Industrial com IA - Conecta Lab) Para quem Indústrias em operação do no estado do Rio de pequeno e médio porte Recursos R$ 1 milhão em recursos não reembolsáveis, destinados a até 20 empresas, com aportes de até R$ 50 mil para cada Prazo de inscrição Até 24 de outubro Acesso ao Edital Disponível no link: conectalab.firjan.com.br/edital Estudo da Firjan aponta que RJ pode receber mais de R$ 500 bilhões em investimentos até 2027

Formado no ITA, empreendedor de São José dos Campos recebe prêmio de inovação do MIT por desenvolver 'barco voador'

Publicado em: 31/08/2025 12:10

Lucas Guimarães recebe o prêmio 'Innovators Under 35', do MIT. Arquivo pessoal/Lucas Guimarães O empreendedor Lucas Guimarães, morador de São José dos Campos, foi um dos vencedores do prêmio 'Innovators Under 35', promovido pelo Massachusetts Institute of Technology, o MIT, uma das mais renomadas instituições de ensino em tecnologia do mundo. O prêmio internacional, que já foi concedido a nomes como Mark Zuckerberg (Meta) e Larry Page (Google), reconhece e nomeia os 35 maiores inovadores do mundo com menos de 35 anos de idade. Mestre e doutorando pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o engenheiro mecânico recebeu o prêmio neste mês, durante o Rio Innovation Week, ao lado de outros 17 jovens brasileiros. Ele conseguiu essa conquista pelo desenvolvimento do 'barco voador'. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O chamado 'barco voador' é um tipo de aeronave que irá decolar e pousar sobre rios. A princípio, o veículo será utilizado no transporte de pessoas e cargas na região amazônica. Lucas contou que tudo começou como um sonho entre amigos para a resolução de um problema regional na Amazônia, local onde ele cresceu, e que, aos poucos, está se tornando uma realidade. Lucas e seus amigos Túlio Duarte e Felipe Bortolete, fundaram a AeroRiver, startup sediada em São José dos Campos. A ideia foi pensada com o objetivo de resolver os problemas logísticos na Amazônia. Lucas Guimarães, Túlio Duarte e Felipe Bortolete são fundadores da AeroRiver. Arquivo pessoal/Lucas Guimarães Segundo o trio, a região amazônica é extensa, mas sofre com a falta de estradas e aeroportos. Por conta disso, a maior parte do transporte é feita por barcos, que são veículos muito lentos, o que deixa toda a cadeia logística bem travada, principalmente na época de seca dos rios - período em que as viagens de barco ficam inviabilizadas e não há estradas alternativas. Foi então que, no fim de 2020, quando Lucas e Felipe estavam concluindo o mestrado no ITA, Túlio ligou para parabenizá-los e fez uma provocação sobre pegar o conhecimento adquiro por eles e ajudar de alguma maneira a região Norte do Brasil. Após surgir a ideia, eles começaram a pesquisar maneiras e acabaram vendo um vídeo sobre um veículo de efeito solo - uma mistura de barco e avião, que voa sempre sobre a água, mas baixinho, a apenas 5 metros de altura. A grande vantagem desse tipo de veículo é que nessa baixa altura surge um efeito aerodinâmico chamado de efeito solo, que deixa o veículo até 40% mais eficiente que as aeronaves tradicionais. "Outra grande vantagem é a regulamentação, pois o veículo é considerado uma embarcação e não um avião", disse Lucas. Prontamente, perceberam que seria a melhor opção e começaram a projetar, com adaptações para operar na Amazônia. Protótipo do 'barco voador' projetado pelos fundadores da AeroRiver. Arquivo pessoal/Felipe Bortolete Com quatro anos de empresa, eles já têm o primeiro veículo construído em escala real. "O projeto como um todo é bem complexo. Estamos desenvolvendo um veículo que irá transportar dez pessoas ou uma tonelada de carga a 150 km/h, isso faz com que a gente tenha que ter um extremo cuidado para fazer com que o projeto seja o melhor possível, tanto em eficiência quanto em segurança", explicou o engenheiro. "Já temos um protótipo em subescala que já foi bem testado e estamos agora trabalhando para que ele seja um drone de transporte de pequenas cargas, em torno de 20 kg. Em paralelo, estamos construindo nosso veículo em escala real. Os testes dele serão feitos no começo de 2026", continuou. Lucas Guimarães contou que o sentimento de ter conquistado o prêmio é de bastante alegria e orgulho. "Recebi a premiação sabendo que o trabalho que estamos fazendo dentro da AeroRiver está sendo reconhecido, inclusive por pessoas de fora da Amazônia e até mesmo do Brasil. A gratificação veio para chancelar a seriedade da nossa missão e do nosso comprometimento em ajudar a região Amazônica, que é tão próspera, a evoluir socioeconomicamente", afirmou. Segundo o engenheiro mecânico, seus próximos objetivos são a realização dos primeiros testes do veículo de efeito solo no início de 2026 e começar a operar no fim do ano. *Estagiário Thiago Ventura colaborou sob supervisão de Alice Aires. Protótipo do 'barco voador' projetado pelos fundadores da AeroRiver. Arquivo pessoal/Felipe Bortolete Escola de negócios do MIT é referência mundial Formado no ITA, jovem de São José recebe prêmio do MIT por criar 'barco voador' Arquivo pessoal Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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