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Operação em quatro estados cumpre mandados e bloqueia R$ 3,8 mi de investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Publicado em: 08/04/2026 06:22

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Eunápolis e Guaratinga Polícia Civil Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) cumpre mandados de prisão e busca e apreensão e bloqueou R$ 3,8 milhões em ativos financeiros, na manhã desta quarta-feira (8), no extremo sul do estado. Batizada de "Operação Vento Norte", a ação tem como alvo uma organização criminosa com atuação na região. As medidas foram expedidas pela Justiça da Comarca de Belmonte e atingem 26 contas bancárias ligadas aos investigados. Segundo a Polícia Civil, os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Eunápolis e Guaratinga. Também há ações nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com as investigações, o grupo tem atuação estruturada e é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ainda conforme a polícia, os investigados usavam contas bancárias para movimentar recursos de origem ilícita. Segundo as apurações do MP-BA, o grupo criminoso usava de fintechs, empresas que combinam finanças e tecnologia para simplificar serviços bancários, para "lavar" dinheiro. Em apenas uma das investigadas, foi identificada uma movimentação superior a R$ 20 milhões. Cerca de 70 policiais civis da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis) participam da ação. LEIA TAMBÉM: Mulher é presa suspeita de atear fogo e matar ex-companheiro em cidade da Bahia Idoso morre após cair de árvore no interior da Bahia Lei estabelece multa de até R$ 2 mil para quem agredir entregadores em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: tecnologia

Família de idoso que morreu após passar mal em avião quer acesso a imagens do aeroporto, diário de bordo e detalhes médicos

Publicado em: 08/04/2026 05:31

Ativo e gostava de viajar: quem é o idoso que morreu após passar mal em avião em Viracopos A família do idoso que morreu após passar mal em um avião que pousou em Campinas (SP), em 20 de fevereiro deste ano, entrou com uma ação judicial para ter acesso a imagens de câmeras de segurança do Aeroporto Internacional de Viracopos, ao diário de bordo do voo da Azul Linhas Aéreas e a detalhes sobre o atendimento médico ao passageiro. O processo tramita na 1ª Vara Cível de Vitória (ES) e ainda não teve uma decisão sobre os pedidos, que também envolvem a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Carlos Alberto Nunes de Lima morreu na madrugada da última sexta-feira (3), aos 79 anos, após passar 42 dias internado no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Segundo a unidade de saúde, o paciente faleceu após complicações decorrentes do quadro de saúde, associadas a uma pneumonia. No dia em que teve a indisposição, o idoso estava em uma aeronave que partiu de Portugal com destino a Vitória. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Em nota, o Mário Gatti alegou que, enquanto esteve sob seu atendimento, o paciente recebeu todo o cuidado necessário. "A rede está à disposição da Justiça e da família. Porém, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não permite a divulgação de dados à imprensa", completou. A concessionária responsável pelo aeroporto de Viracopos disse que prestou os atendimentos emergenciais dentro da aeronave imediatamente após ser acionada pela companhia aérea, lamentou profundamente o falecimento e afirmou que vai colaborar com as investigações. Leia também: 'Ativo e gostava de viajar': quem era o idoso que morreu após passar mal em avião Passageiro de 78 anos é encontrado desacordado em poltrona de avião e levado a hospital Idoso que passou mal em avião sai de coma; família afirma que está vindo para o Brasil Idoso que passou mal em avião em Viracopos morre após 42 dias internado Após decisão judicial, Azul transporta corpo de idoso que morreu após passar mal em avião em Viracopos, diz advogado A Azul informou que não comenta ações judiciais. O g1 procurou a PF e a Anac, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. A matéria poderá ser atualizada com os posicionamentos. Indisposição e piora do quatro de saúde Carlos Alberto Nunes de Lima, de 78 anos, em foto com o filho momentos antes do embarque para Campinas Arquivo Pessoal Carlos Alberto foi levado por uma nora ao aeroporto de Porto, em Portugal, e entregue aos cuidados de uma funcionária da Azul. O voo tinha como destino Vitória, onde reside parte da família do idoso. Segundo protocolo da Azul, e conforme a resolução 280 da Anac, o idoso deveria ser acompanhado durante toda a viagem, com tratamento prioritário. A família diz que havia solicitado esse auxílio para Carlos Alberto, incluindo a cadeira de rodas e todo o suporte da tripulação. A chefe de cabine também teria sido avisada sobre as condições do passageiro, e teria dito aos familiares que "estava tudo certo". A indisposição aconteceu após o pouso em Viracopos. O idoso teria sido encontrado desacordado pela equipe de limpeza do avião — situação que a Azul nega — e levado a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Posteriormente, ele foi encaminhado ao Mário Gatti. No hospital, a família foi informada sobre o estrangulamento de uma hérnia umbilical, o que teria motivado Carlos Alberto a passar mal. Ele chegou a ficar desacordado por alguns dias, mas depois apresentou melhora do quadro de saúde. Após nove dias internado, Carlos Alberto teria pego uma infecção hospitalar, que motivou uma pneumonia. O Mário Gatti não confirma a infecção e fala em piora do quadro por conta de "complicações associadas a uma pneumonia". Produção Antecipada de Provas Carlos Alberto Nunes de Lima gostava de viajar e era bastante ativo, segundo a família Arquivo pessoal As insatisfações com os atendimentos tanto da companhia quanto das unidades de saúde em Campinas motivaram o advogado da família, Raphael Augusto de Paiva Ziti, a entrar com um processo chamado de "Produção Antecipada de Provas". 🔎 O que é uma ação de Produção Antecipada de Provas? Se aceita pela Justiça, o autor pode indicar apurações a serem feitas sobre um caso, por exemplo: levantamento de provas urgentes, acesso a documentos sigilosos, perícias, entre outros. O objetivo é viabilizar a colheita de informações para serem usadas em um futuro processo cível ou, até mesmo, criminal. Segundo a filha de Carlos Alberto, Andreia Pereira de Lima, de 60 anos, a intenção é descobrir o que motivou a indisposição do pai e cobrar explicações sobre o que aconteceu no dia do voo. "O que a família quer é o esclarecimento. Acho que é o mínimo que eles podem fazer. As pessoas, os meus amigos me perguntam: 'o que aconteceu com seu pai?' Eu não sei. Sei que estrangulou uma hérnia, supostamente por um cinto muito apertado pela pressurização do avião", disse. Na ação, a defesa pediu acesso a documentos e imagens de câmeras de segurança, além de solicitar esclarecimentos. Leia a seguir os pedidos ou os questionamentos direcionados a cada órgão. Aviões da Azul, no Aeroporto de Viracopos Estevão Mamédio/g1 Azul Registros audiovisuais da aeronave e do desembarque, se existentes; Diário de bordo e registros operacionais do voo; Relatório de varredura e limpeza da aeronave; Histórico de atendimento interno relacionado ao passageiro; Dados da reserva; Registros internos e operacionais relativos à eventual necessidade de assistência ao passageiro, incluindo logs de atendimento, comunicações entre equipe de solo e tripulação, anotações de ocorrência e quaisquer registros de acompanhamento no embarque, conexão e desembarque, ainda que inexistente solicitação formal prévia. Aeroporto de Viracopos Informações sobre o atendimento e o deslocamento realizado em favor do passageiro; Registros e imagens de câmeras de segurança relacionados ao fato. Prefeitura de Campinas e Hospital Mário Gatti Fluxo de atendimento do paciente no sistema público de saúde, indicando as unidades pelas quais passou, datas e justificativas clínicas para os encaminhamentos realizados para fins de regulação; Informações sobre o ingresso do paciente, quadro clínico apresentado no momento da admissão e evolução médica registrada. Polícia Federal Registros de ingresso, atendimento ou comunicação relacionados ao passageiro no contexto do desembarque internacional; Esclarecimentos sobre os procedimentos adotados no caso. Anac Eventuais registros de ocorrência, comunicação ou procedimento administrativo relacionado ao voo; Protocolos aplicáveis à assistência de passageiros em situações de emergência médica a bordo ou após o desembarque. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: lgpd

Jovem denuncia intolerância religiosa após ter corrida negada em frente a terreiro: 'Humilhada e indignada'

Publicado em: 08/04/2026 05:26

Barbara Emanuelle da Silva Alves Ferreira, de 27 anos, alega que corrida foi cancelada por intolerância religiosa Arquivo Pessoal Uma mulher, de 27 anos, alega ter sofrido intolerância religiosa após ter uma corrida de aplicativo negada ao sair de um terreiro de candomblé em São Vicente, no litoral de São Paulo. Ao g1, Barbara Emanuelle da Silva Alves Ferreira contou que o motorista acelerou o veículo ao vê-la vestindo as roupas da religião de matriz africana. “Fiquei indignada com a falta de respeito, de empatia e de profissionalismo. Ninguém merece passar por isso, e ainda mais ficar em uma situação tão vulnerável”, lamentou a mulher, que estava acompanhada dos filhos: um menino de 7 anos e uma menina de 3, que dormia no colo dela. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O caso ocorreu no bairro Jardim Rio Branco, na noite de sexta-feira (3). A vítima contou ter solicitado uma corrida no aplicativo Uber para ir até a própria casa. Em nota, a empresa informou que não tolera qualquer forma de discriminação (veja posicionamento completo adiante). O g1 não localizou o motorista até a publicação desta reportagem. "Quando vi que o motorista estava chegando, peguei minha filha no colo, segurei meu outro filho e fui para a calçada com as bolsas para aguardar”, relembrou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com ela, o motorista se aproximou do ponto de partida reduzindo a velocidade, mas acelerou novamente ao visualizar a mulher com as vestimentas religiosas. “Ele simplesmente olhou e logo após acelerou o carro, indo embora sem ao menos parar [...]. Logo depois, cancelou a corrida, sem falar absolutamente nada, sem dar nenhuma explicação”, lamentou Barbara. A mulher contou que ficou extremamente abalada com o ocorrido e precisou aguardar um tempo para poder solicitar outra corrida. A primeira viagem já estava paga, pois é vinculada ao cartão de débito, e teve o valor estornado. “Me senti extremamente desrespeitada, humilhada e indignada. Eu estava com duas crianças, à noite, carregando uma no colo, e fui simplesmente ignorada bruscamente daquele jeito”, disse. Barbara denunciou o caso ao aplicativo da Uber e recebeu um posicionamento da empresa dizendo que o episódio foi inaceitável e as medidas seriam tomadas em relação ao motorista. Ainda na mensagem, a empresa ofereceu quatro horas de sessões de atendimento psicológico. Apesar disso, a situação deixou marcas na jovem. “O que mais dói é saber que isso não é um caso isolado, pois não é a primeira vez que passo por esse tipo de situação, o que mostra o quanto a intolerância religiosa ainda é real, principalmente com quem é de religião de matriz africana”, lamentou. Uber Em nota, a Uber informou que não tolera qualquer forma de discriminação e, em casos dessa natureza, encoraja a denúncia tanto no próprio aplicativo quanto às autoridades competentes. A empresa informou ainda que se coloca à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei. "A plataforma reafirma o seu compromisso de promover o respeito, igualdade e inclusão para todas as pessoas que utilizam o app. Como parte das ações, a Uber envia constantemente materiais educativos e de conscientização para motoristas parceiros sobre racismo e discriminação", acrescentou. Ainda segundo a Uber, o tema intolerância religiosa também foi abordado em um episódio do "Fala Parceiro!", do Uber Cast, além de pílulas educativas regulares na Rádio Uber, programa diário da Rádio Transamérica. "Por meio da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia, a Uber assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Igualdade Racial. A iniciativa tem como um dos focos, o enfrentamento à intolerância religiosa, reforçando o compromisso das empresas com a promoção de um ambiente mais inclusivo e livre de discriminação", finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Pacientes do Norte viajam até 6 vezes mais que os do Sul para tratar câncer; acesso ainda depende do CEP

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Receber um diagnóstico de câncer deveria acionar uma corrida contra o tempo. Para muitos brasileiros, porém, o primeiro obstáculo não é o tumor —é chegar até o tratamento. No interior do Amazonas, a dona de casa Jakeline Cardoso Lima, de 41 anos, levou três dias de barco para chegar a Manaus e confirmar um câncer de colo do útero. Sem oferta de tratamento na cidade onde mora, ouviu que não havia alternativa: teria de permanecer na capital durante toda a terapia. A paciente oncológica Jakeline Lima Arquivo Pessoal Sem condições de ir e voltar, teve de mudar de casa. Levou uma das filhas, de 16 anos, para ajudá-la no cuidado durante o tratamento e deixou a mais nova com o avô. Foram seis meses fora de casa para conseguir completar 28 sessões de radioterapia, além de quimioterapia e outros procedimentos. A trajetória individual expõe um padrão nacional: no Brasil, o acesso à radioterapia —um dos principais pilares do tratamento oncológico— ainda varia de acordo com o lugar onde o paciente vive. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Um país, cinco realidades de acesso Dados de um estudo nacional publicado em 2026 na revista científica International Journal of Radiation Oncology, Biology, Physics, que analisou mais de 840 mil procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que mais de seis em cada dez pacientes precisaram sair do próprio município para fazer radioterapia. A distância média no país é de 120 quilômetros. Mas essa média esconde um contraste profundo: 442 km no Norte. 238,9 km no Centro-Oeste. 161,8 km no Nordeste. Cerca de 70 km no Sul e Sudeste. Na prática, isso significa que um paciente do Norte percorre até seis vezes mais do que alguém do Sul para acessar o mesmo tipo de tratamento. Para o médico radio-oncologista, pesquisador em oncologia e professor da Queen’s University, Fabio Ynoe de Moraes —membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia—, o dado traduz um problema estrutural: o acesso ao tratamento ainda é determinado pelo território. Distância que não cabe no mapa Apesar da dimensão dos números, a desigualdade pode ser ainda maior do que a medida pelo estudo. Isso porque a análise calcula a distância em linha reta entre cidades —um padrão técnico para estudos nacionais, mas que não corresponde ao trajeto real enfrentado pelos pacientes. Na prática, o deslocamento depende de estradas, conexões entre municípios e disponibilidade de transporte. Em regiões como a Amazônia, pode incluir dias de viagem por rios, como aconteceu com Jakeline. “Dois pacientes com a mesma distância podem enfrentar cargas completamente diferentes”, afirma Moraes. Além disso, o estudo não incorpora tempo de viagem nem custos indiretos —como transporte, alimentação e hospedagem—, o que tende a subestimar o impacto real do acesso ao tratamento. Tratamento contínuo transforma deslocamento em barreira A radioterapia não é feita em uma única etapa. Em muitos casos, exige sessões diárias ao longo de várias semanas. Jakeline passou por esse processo: foram aplicações todos os dias, o que tornou inviável qualquer tentativa de ir e voltar para casa durante o tratamento. Esse modelo transforma a distância em um fator decisivo. Na avaliação de Moraes, o peso do deslocamento tende a impactar principalmente o início da terapia —fase em que atrasos podem comprometer o controle da doença— e pode influenciar a continuidade do tratamento ao longo das semanas. Embora o estudo não tenha medido diretamente abandono ou atraso, há evidências de que trajetos longos dificultam o acesso e podem interferir nas decisões terapêuticas. Mais tecnologia, mais distância Nem todos os tratamentos estão igualmente disponíveis. Procedimentos mais complexos —como braquiterapia e radioterapia estereotáxica— exigem equipamentos avançados e equipes especializadas, concentrados em poucos centros do país. Como consequência, pacientes que precisam dessas terapias percorrem distâncias ainda maiores. O estudo mostra que esses casos têm média de deslocamento superior à dos tratamentos convencionais, o que evidencia uma desigualdade também no acesso à tecnologia. Quem não chega ao tratamento não entra na conta Há ainda uma dimensão que não aparece nos números. A análise foi feita com base em procedimentos autorizados no SUS —ou seja, considera quem conseguiu iniciar o tratamento. Pacientes que não chegam ao serviço, não conseguem encaminhamento ou desistem antes de começar podem ficar fora do retrato. Isso indica que a desigualdade pode ser ainda mais profunda do que a observada. Infraestrutura concentrada mantém o desequilíbrio A radioterapia depende de equipamentos de alta complexidade, como aceleradores lineares, responsáveis por emitir radiação de forma precisa para destruir células tumorais. No Brasil, esses equipamentos estão concentrados em capitais e grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, afirma a Sociedade Brasileira de Radioterapia, o país ainda enfrenta déficit dessas máquinas, enquanto a incidência de câncer cresce. Ainda segundo a entidade, sem expansão planejada e melhor distribuição da rede, a tendência é de manutenção —ou até ampliação— das desigualdades regionais. Para Moraes, enfrentar o problema exige mais do que aumentar a capacidade instalada. É necessário reorganizar a rede e direcionar investimentos para regiões com maior carência, para que a oferta de tratamento acompanhe a necessidade da população. Enquanto essa mudança não se concretiza, o acesso continua sendo resolvido, na prática, caso a caso —como o de Jakeline. Após meses em Manaus, ela concluiu o tratamento e hoje está em acompanhamento, com exames indicando remissão da doença. Mas, para chegar até esse resultado, precisou reorganizar completamente a própria vida —da rotina da casa ao cuidado com as filhas. A história dela ajuda a traduzir o que os dados mostram: no Brasil, o acesso ao tratamento contra o câncer ainda não é apenas uma questão médica. Em muitos casos, é também uma questão de distância, e de tudo o que ela impõe.

Palavras-chave: tecnologia

Travessão não é vilão: Machado de Assis e Dostoiévski provam que sinal não é ‘coisa de ChatGPT’

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Machado e Dostoiévski mostram que travessão não é vilão nem ‘coisa de ChatGPT’ 🧐Um sinal de pontuação está sofrendo boicote intenso — mesmo tendo sido usado por grandes gênios da literatura. Desde que o ChatGPT e outras ferramentas de inteligência artificial tornaram-se mais populares, o travessão virou basicamente uma “prova do crime”, como se a presença dele fosse um atestado de que o autor do texto é um robô. Mas, obviamente, Machado de Assis não digitou o seguinte comando para um computador: “Por favor, escreva um romance em que um morto, sem querer parecer virtuoso, conte sua vida com ironia e vaidade, como um ‘defunto-autor’ cruelmente elegante.” E, ainda assim, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” traz o seguinte trecho: "Mas, enfim, vivia. — E que mal há nisso? — perguntar-me-á algum leitor." ➡️O travessão está lá, firme e forte. Assim como também aparece com frequência em obras de Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Fiódor Dostoiévski e Marcel Proust… Veja exemplos mais abaixo. Vamos focar aqui em uma função específica desse sinal, justamente a que foi “vilanizada”: não quando o travessão introduz a fala de um personagem, e sim quando tem um valor parecido com o da vírgula. “Normalmente, quando a pessoa quer aumentar a clareza do texto e variar a pontuação, ela pode optar pelo travessão. É um uso sofisticado, comum em textos acadêmicos e jurídicos”, explica Eduardo Calbucci, professor de Linguagens do Curso Anglo. “A IA produz textos a partir de outros que já foram escritos. Se ela tomar como base materiais acadêmicos, vai imitá-los.” ➡️Ou seja: o travessão é um sinal “refinado” e característico de pessoas que têm amplo domínio da norma padrão da língua. Ele pode ter sido gerado por uma ferramenta de IA? Sim. Mas não necessariamente. Esse elemento, isolado, não deve levantar desconfiança do leitor. “As pessoas estão tirando o travessão dos seus textos ou pedindo para o ChatGPT escrever uma resposta sem esse sinal. Passaram a ver como se fosse um problema. Só que a verdadeira desconfiança [do uso de IA] não deve vir de algo isolado assim, e sim de uma quebra estilítisca”, afirma Calbucci. Ou seja: se o professor notar que o aluno mudou de estilo da noite para o dia e passou a adotar recursos mais refinados de linguagem, pode conversar com ele e entender a razão disso. A verdade é: não vai ser a presença ou a ausência do travessão que indicará se seu texto é de IA. “Existem ferramentas hoje disponíveis que, em tese, mostram se um texto foi gerado por IA ou não, e qual o percentual feito pela máquina. Mas nenhum é garantido. Muitos podem gerar falsos positivos: dizer que um texto é de IA, mas ele não é”, diz Luiz Leduíno de Salles Neto, professor do ICT/Unifesp. Se, portanto, o travessão deixar um parágrafo mais claro e fluido, não se reprima — Dostoiévski está ao seu lado. Broche defende uso do travessão e vira piada nas redes Reprodução/Redes sociais Veja exemplos de uso de travessão na literatura (bem antes do ChatGPT) 📖Machado de Assis — Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881, português original brasileiro) "A vida é uma ópera — e uma ópera grande, meu caro." O travessão destaca a comparação metafórica, dando ênfase e pausa reflexiva. Machado de Assis usava travessões Arquivo Nacional/BBC 📖Clarice Lispector — A hora da estrela (1977, português original brasileiro) Clarice usa o travessão para interrupções introspectivas ou para marcar o fluxo de consciência: "Ela não sabia que era nordestina — quem sabe nem sabia o que era isso — e por isso mesmo era tão livre." 📖João Guimarães Rosa — Grande Sertão: Veredas (1956, português original brasileiro) Rosa emprega o travessão em interrupções reflexivas ou para enfatizar o tom de ensaio: "O senhor sabe: o diabo não existe — não é uma pessoa, é um estado — a gente dá passagem." Aqui, o travessão cria uma pausa para aprofundar a ideia filosófica. 📖Emily Dickinson (poesia em inglês original, século XIX) Dickinson é famosa pelo uso abundante de “dashes” (—) para pausas abruptas, hesitações ou ênfase emocional: "Because I could not stop for Death – He kindly stopped for me – The Carriage held but just Ourselves – And Immortality." 📖Virginia Woolf — Mrs. Dalloway (1925, inglês original) Exemplo de fluxo de consciência com interrupção: "She had a perpetual sense, as she watched the taxi cabs, of being out, out, far out to sea and alone; she always had the feeling that it was very, very dangerous to live even one day — not to speak of a lifetime." O travessão interrompe a frase para enfatizar o perigo existencial, criando uma pausa dramática. 📖Marcel Proust — Em Busca do Tempo Perdido (francês original, início do século XX) Proust usa o tiret (—) para digressões longas e interrupções reflexivas: "Le bonheur — ou du moins l’absence de souffrance — est le seul but que l’homme doive se proposer dans la vie." O travessão insere uma precisão ou reformulação. 📖Fiódor Dostoiévski - Crime e Castigo (russo original, 1866, traduzido para o inglês) Dostoiévski usa o travessão (em traduções inglesas fiéis e em edições russas modernas) para pausas reflexivas, ironia ou interrupções no fluxo de pensamento do narrador/personagem: "He had become so... how shall I say it? — so completely absorbed in himself..." O travessão marca uma hesitação para buscar a “palavra certa”. 📖William Shakespeare — Júlio César (inglês original, 1599) Shakespeare usava traços (frequentemente representados como travessões em edições modernas) para interrupções abruptas no pensamento ou pausas dramáticas, especialmente em monólogos: "O, that we then could come by Caesar's spirit, And not dismember Caesar! But, alas, Caesar must bleed for it. — And, gentle friends, Let's kill him boldly, but not wrathfully..."

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda projeto que quer mudar 'a cara' do Centro de BH e verticalizar bairros tradicionais

Publicado em: 08/04/2026 05:03

Imagem aérea da Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte Reprodução/TV Globo A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno, na última semana, um projeto de lei que pode mudar "a cara" do Centro da cidade e de bairros vizinhos tradicionais, como Santa Efigênia, Lagoinha, Bonfim, Floresta e Carlos Prates (leia mais abaixo). O texto, de autoria do Executivo, estimula a reforma de imóveis ociosos e a construção de prédios residenciais por meio de incentivos urbanísticos e fiscais. Estão previstos, por exemplo, mecanismos que permitem o aumento da área construída em terrenos e a isenção de impostos imobiliários. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Na prática, o projeto pode favorecer a disseminação de edifícios altos em bairros antigos, que ainda concentram muitas casas (entenda o texto mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 A proposta tem gerado discussões e debates dentro e fora do legislativo. A prefeitura diz que o PL 574/ 2025 busca fomentar a oferta de moradia na região central e recuperar espaços públicos. Por outro lado, críticos afirmam que o texto não foi devidamente discutido com as comunidades e que as intervenções previstas beneficiariam as construtoras. Uma audiência pública sobre o tema está prevista para esta quarta-feira (8). Esta reportagem aborda o projeto e a visão de especialistas a partir dos seguintes pontos: Urbanista fala em falta de estudos de impacto Possível aumento do custo de vida Chance de recuperar espaços ociosos Necessidade de ouvir sociedade civil Ponto a ponto Urbanista fala em falta de estudos de impacto Para o urbanista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Roberto Andrés, ao aumentar o limite de metros quadrados que podem ser construídos em um terreno, o projeto pode gerar no centro a verticalização que ocorreu no Belvedere, na Região Centro-Sul da capital. Segundo Andrés, faltam estudos para avaliar que tipos de impactos isso pode causar. "O projeto vai aumentar o número de vagas de garagem na região central, e não há estudos de impacto no trânsito. Ele permite a construção de torres sem afastamento lateral, um prédio colado no outro, o que pode gerar uma barreira de vento, e não há estudos de microclima. Infelizmente, a história está se repetindo", afirmou o professor. Possível aumento do custo de vida Ainda de acordo com Andrés, o projeto não impede que prédios de luxo sejam erguidos, beneficiando-se de incentivos fiscais, e elevem o custo de vida nos bairros. "A gente não sabe o tamanho do impacto se esses bairros forem verticalizados com edifícios de 12, 15 andares. O receio de muitos moradores é que isso provoque uma mudança de perfil nesses locais e ocorra gentrificação, que as pessoas que vivem ali acabem sendo expulsas", disse. Chance de recuperar espaços ociosos Já a presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional Minas Gerais (Asbea-MG), Laura Penna, acredita que a proposta é importante para recuperar a função social de espaços ociosos e permitir que pessoas que trabalham no centro morem mais perto do serviço. Segundo ela, os principais incentivos previstos no texto são voltados para a construção de empreendimentos de interesse social, destinados a famílias de baixa renda. "Eu entendo que o projeto tem um viés claro de incentivar a habitação de interesse social e o retrofit [modernização de construções antigas] de edificações ociosas. Temos ali no centro prédios inteiros que estão ociosos, e um edifício desocupado não cumpre sua função social. Um edifício retrofitado significa gente nova chegando, o que ativa o comércio e gera mais cuidado com limpeza e sensação de segurança", falou. Necessidade de ouvir sociedade civil Laura defende que o comitê gestor, a ser criado para monitorar a implementação da operação urbana, seja composto também por membros da sociedade civil, e não só da prefeitura, e que, se sancionada, a lei seja acompanhada de outras políticas públicas. "É importante que esse projeto seja sempre revisitado para que a gente consiga aferir se a política está sendo bem aplicada e possa corrigir distorções no meio do caminho". O g1 procurou a Prefeitura de Belo Horizonte, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ponto a ponto O projeto de lei 574/ 2025 foi aprovado em 1º turno pela Câmara Municipal em 30 de março. Foram 33 votos a favor do texto e cinco contra. Antes de ser votado em plenário em 2º turno, o texto precisa passar por comissões da Casa para a apreciação de mais de 30 emendas recebidas. Entre elas, um substitutivo apresentado pelo líder do governo, Bruno Miranda (PDT), com algumas mudanças. Entenda abaixo: 🏠 Bairros afetados Segundo o texto aprovado em 1º turno, a Operação Urbana Simplificada (OUS) inclui, total ou parcialmente, os seguintes bairros: Centro, Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista. O substitutivo, no entanto, retira o Concórdia da lista. 🏣 Empreendimentos incentivados A OUS tem vigência de 12 anos e incentiva os seguintes empreendimentos: retrofit (processo de modernização e revitalização de edifícios antigos que preserva as características arquitetônicas originais); empreendimentos de interesse social; finalização ou substituição de obras abandonadas; substituição de estacionamento caracterizado como imóvel subutilizado; substituição de galpões; substituição de edificação horizontal com características de abandono e degradação. 🔨 Unidade de Regeneração O projeto cria a Unidade de Regeneração (UR), que representa o potencial construtivo adicional gerado por um empreendimento incentivado. Funciona assim: a construção de um empreendimento incentivado, por exemplo, a reforma de um prédio antigo, gera um bônus de potencial construtivo, a UR. Ela pode ser usada pelo próprio empreendedor para construir além dos limites permitidos ou vendida a terceiros. O texto permite que empreendimentos ultrapassem em até 70% o limite máximo de construção permitido para o terreno por meio do uso de UR. 💵 Incentivos fiscais Imóveis em construção não pagam IPTU por até quatro anos, desde que a obra seja concluída nesse prazo. Edifícios destinados à habitação de interesse social ficam isentos por até 10 anos. Há também previsão de perdão de dívidas do imposto até 2020 em alguns casos. Isenção de ITBI na compra de imóveis destinados à implantação de empreendimentos incentivados. Parte dos empreendimentos também fica isenta de taxas de expediente, vistoria e fiscalização de obras. Empreendimentos incentivados podem ter isenção da outorga onerosa do direito de construir, contrapartida financeira cobrada quando a construção ultrapassa o coeficiente básico de aproveitamento do terreno. Plenário Prefeito Amintas de Barros Foto: Cláudio Rabelo/CMBH Vídeos mais vistos no g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

No Amazonas, 15 vereadores já foram cassados por fraude à cota de gênero após eleições de 2024; veja lista

Publicado em: 08/04/2026 05:02

Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) g1 AM Um levantamento feito pelo g1, com base em decisões da Justiça Eleitoral, mostra que 15 vereadores tiveram os mandatos cassados no Amazonas por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. As irregularidades foram identificadas em ao menos cinco municípios e envolvem, principalmente, o uso de candidaturas femininas fictícias. As decisões, que ainda podem ser alvo de recurso em alguns casos, já provocaram mudanças diretas na composição de câmaras municipais e, em situações mais graves, levaram à anulação total dos votos de partidos. O g1 entrou em contato com todos os partidos dos vereadores envolvidos nas cassações, mas não obteve retorno até a atualização mais recente desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Manaquiri concentra maior número de cassações O caso mais expressivo ocorreu no município de Manaquiri, em janeiro deste ano, onde seis dos onze vereadores eleitos tiveram os mandatos cassados, o que representa mais da metade da Câmara Municipal. A Justiça Eleitoral entendeu que PSD e PL lançaram candidaturas femininas fictícias, sem campanha, com votação irrisória e sem movimentação financeira, apenas para cumprir a exigência legal. Foram cassados: Bruno da Nonata Janderli Carvalho Érica Freitas João Moura Gesse Ventura Valdemar Bandeira Após a decisão, houve recontagem dos votos e novos vereadores foram definidos. Manaquiri define novos vereadores após fraude levar à cassação de mais da metade da Câmara Anori: cinco vereadores perdem mandato Em Anori, cinco vereadores do União Brasil foram cassados este mês após a Justiça identificar descumprimento da cota mínima de mulheres. Uma das candidatas teve o registro indeferido por analfabetismo e não foi substituída pelo partido, reduzindo a participação feminina abaixo do mínimo legal. Também foram apontados indícios de candidatura fictícia. Os vereadores atingidos são: Vadernilson Matos Silva Luiz Carlos Pereira Josely Moraes Damião João Tomé Pereira Elton Gonçalves Lima Vereadores são cassados em Anori Outros municípios também registram cassações O levantamento mostra ainda casos em outros municípios: Novo Aripuanã: a vereadora Lene Barros (MDB) teve o mandato cassado em março deste ano, e o partido perdeu a validade da chapa após identificação de candidaturas fictícias. Alvarães: Gregson Brendo Gonçalves Rodrigues (PT), e Maurício Cruz de Souza (PT), eleitos pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), perderam os mandatos em novembro de 2025 após a Justiça apontar uso de candidaturas femininas apenas para cumprir a cota. Presidente Figueiredo: Em abril de 2025, o vereador Maronilson Costa de Fontes (PL) teve o diploma cassado por fraude envolvendo candidatura feminina fictícia. Caso em Eirunepé tem decisão revertida e não entra na lista de cassações Em Eirunepé, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) reverteu a decisão que havia reconhecido fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Com isso, foram mantidos nos cargos os vereadores eleitos pelos partidos PSB e AGIR. A mudança ocorreu após as siglas apresentarem embargos de declaração. O julgamento terminou empatado, e a presidente da Corte, desembargadora Carla Reis, deu o voto de minerva que garantiu a reversão da cassação e o restabelecimento da composição da Câmara Municipal. TRE-AM reverte decisão sobre fraude à cota de gênero e mantém vereadores nos cargos em Eirunepé. Divulgação/TRE-AM Impacto direto nas câmaras municipais Ao todo, os casos somam 15 parlamentares cassados no estado. Em algumas situações, como em Manaquiri e Anori, a Justiça determinou a anulação dos votos dos partidos envolvidos e o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário. Esse procedimento pode alterar completamente o resultado das eleições, com a entrada de novos vereadores. LEIA TAMBÉM: TSE mantém cassação de vereadora eleita por ser cunhada de prefeito reeleito no Amazonas Entenda a regra A legislação eleitoral determina que partidos e federações devem garantir no mínimo 30% de candidaturas de cada gênero nas eleições proporcionais. Quando há fraude, como o uso de candidaturas fictícias, sem campanha ou votação relevante, a Justiça pode cassar toda a chapa, anular votos e declarar inelegibilidade dos envolvidos por até oito anos. As decisões fazem parte de uma série de julgamentos da Justiça Eleitoral que têm reforçado o combate às chamadas “candidaturas laranjas” em todo o país.

Palavras-chave: câmara municipal

Ar-condicionado sem susto na conta: como usar melhor e gastar menos energia

Publicado em: 08/04/2026 04:01

Ar-condicionado: como reduzir gastos de uso sem abrir mão do conforto Quando o calor aperta, o ar-condicionado vira item de sobrevivência. O problema é que, junto com o alívio térmico, costuma vir também um susto na conta de luz. Isso acontece porque o ar-condicionado está entre os equipamentos que mais consomem energia em casa. Em alguns casos, pode até ultrapassar o gasto do chuveiro elétrico, especialmente quando usado por várias horas seguidas. Mas alguns hábitos simples no uso do aparelho podem fazer diferença real no consumo — sem precisar abrir mão do conforto. Saiba escolher entre diferentes tipos de ar-condicionado ✅Clique aqui para seguir o canal do Guia de Compras do g1 no WhatsApp 🌡️ A temperatura faz mais diferença do que parece Manter o ar entre 23°C e 25°C é suficiente para o conforto na maioria dos casos — e evita que o aparelho trabalhe além do necessário. Quanto mais baixa a temperatura, maior o consumo. 🔁 Ligar e desligar toda hora sai caro Pode parecer economia, mas não é. O ar-condicionado gasta mais energia para resfriar o ambiente do zero do que para manter a temperatura estável. 🚪 Ambiente fechado = eficiência maior Portas e janelas abertas fazem o aparelho “lutar contra o calor” o tempo todo. Manter o ambiente vedado ajuda a conservar o ar frio. ☀️ Sol direto no aparelho aumenta o consumo Se a parte externa (condensadora) fica exposta ao sol, o sistema precisa trabalhar mais para resfriar o ambiente. Sempre que possível, mantenha essa área protegida. ⚙️ Tecnologia inverter vale a pena Nos aparelhos tradicionais, o compressor trabalha em um ciclo de "liga-desliga", aumentando o gasto de energia. Já com a tecnologia inverter, o sistema funciona de maneira contínua, sem que ele desligue completamente. 🌙 Use o timer e o modo econômico Funções como timer e modo eco ajudam a evitar desperdício — principalmente durante a noite, quando o ambiente já está mais fresco. 🌬️ Nada de bloquear a saída de ar Objetos na frente do aparelho prejudicam a circulação e reduzem a eficiência, fazendo o sistema trabalhar mais. Ar-condicionado: como reduzir gastos sem abrir mão do conforto Freepik A seguir, veja opções de aparelhos de ar-condicionado inverter, com preços desde R$ 2.100 a R$ 3.000, consultados nas principais lojas on-line, em fevereiro. Ar-condicionado split HW LG Dual Inverter Voice 9.000 BTUs Ar-condicionado split inverter Elgin Eco 12.000 BTUs frio 45HVFI12B2IB Ar-condicionado inverter Philco 12.000 BTUs quente e frio Ar-condicionado split Springer Midea Airvolution Connect inverter 9.000 BTUs frio Ar-condicionado split inverter Samsung WindFree Connect 12.000 BTUs frio Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

Palavras-chave: tecnologia

ASAP, brainstorming, mindset: entenda os principais termos do ‘corporativês’

Publicado em: 08/04/2026 04:01

Veja o que significam os termos do ‘corporativês’ usados no ambiente de trabalho Reprodução/Freepik Quem acessou as redes sociais nos últimos dias provavelmente se deparou com uma ferramenta de tradução que viralizou: o “LinkedIn Speak”, do Kagi Translate. A função usa inteligência artificial (IA) para transformar frases do cotidiano em versões mais formais, no estilo da linguagem corporativa. O recurso reacendeu o debate sobre o chamado “corporativês” — linguagem marcada por jargões e expressões, muitas vezes em inglês, usadas no dia a dia do trabalho. Termos como ASAP, brainstorming, mindset, call, feedback e deadline se tornaram comuns em empresas brasileiras. 🤔 Mas por que essas palavras se popularizaram tanto – e até que ponto ajudam ou atrapalham a comunicação no trabalho? Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o uso de expressões em inglês no ambiente corporativo é reflexo da globalização e da influência de multinacionais, especialmente dos Estados Unidos, onde surgem grande parte das metodologias de gestão e inovação. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o inglês consolidado como língua dos negócios, muitos termos acabam sendo incorporados ao ambiente de trabalho sem tradução. Mas esse hábito, apesar de comum, pode prejudicar a compreensão e criar barreiras internas. Por que o “corporativês” se popularizou? O uso de jargões corporativos em inglês se consolidou no Brasil com a chegada de multinacionais e com a influência de conteúdos sobre gestão e negócios – como livros, cursos e metodologias – produzidos majoritariamente nesse idioma. Com o avanço da globalização, essas expressões passaram a fazer parte da rotina das empresas como uma forma rápida de resumir conceitos mais complexos. O fenômeno também está ligado à cultura organizacional e, em alguns casos, à insegurança profissional — e já impacta diretamente o engajamento, a produtividade e até a saúde mental dos trabalhadores. Apesar de funcionarem como atalhos na comunicação, esses termos nem sempre são compreendidos por todos. Isso pode gerar ruído e até exclusão dentro das equipes. “Embora a intenção original seja criar uma linguagem comum que agilize processos, o efeito prático frequentemente resulta em ruído e exclusão”, afirma Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP). Segundo a especialista, sem o chamado letramento corporativo, essas expressões deixam de facilitar a comunicação e passam a criar barreiras internas. “Na prática, elas funcionam como ‘atalhos mentais’ para conceitos complexos, mas, sem compreensão adequada, acabam prejudicando a comunicação”, diz. Tradutor de linguagem do LinkedIn viraliza nas redes, mas exige cuidados Arte g1 Ruído, exclusão e impacto na produtividade Eliane afirma que é comum que profissionais cometam erros ou enfrentem dificuldades por não entenderem expressões usadas no trabalho. Para ela, o problema se agrava quando o funcionário precisa tentar adivinhar o que o líder quis dizer, o que gera perda de tempo e dificulta o trabalho em equipe. Quando um colaborador precisa gastar energia tentando entender o que o líder quer dizer, perdemos tempo e criamos barreiras que prejudicam o clima da empresa. A especialista explica que há uma diferença entre usar termos técnicos quando necessário e exagerar no uso de jargões. Segundo ela, o problema está no uso por modismo. Palavras como “feedback”, por exemplo, muitas vezes são usadas de forma vaga no dia a dia, como uma simples opinião. No entanto, em métodos de gestão, o termo tem um significado mais estruturado, ligado ao desenvolvimento do profissional. “Quando o RH não explica bem esses conceitos, cria-se confusão sobre o que é feedback de verdade e sobre o desempenho do colaborador”, afirma. Segundo ela, o uso do “corporativês” também pode estar ligado à busca por status ou à insegurança no ambiente profissional. Os efeitos aparecem na produtividade: falhas na comunicação geram retrabalho, desencontro de expectativas e perda de eficiência. Para a especialista, usar uma linguagem mais simples e clara é essencial para criar ambientes de trabalho mais inclusivos e produtivos. “É essencial investir em comunicação clara e adaptar a forma de falar ao nível de entendimento de cada pessoa”, explica. Na prática, isso significa: Preferir o português sempre que houver tradução direta e clara; Explicar conceitos técnicos quando forem inevitáveis; Criar um ambiente em que fazer perguntas não gere constrangimento. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores Como simplificar a comunicação no trabalho O executivo Denis Caldeira, da área de tecnologia e negócios, afirma que, apesar de o inglês ter se tornado a principal língua dos negócios, é recomendável que, sempre que possível, os termos sejam explicados — justamente para não excluir quem não está familiarizado com esse vocabulário. “O comunicador deve saber com quem está falando e adaptar a linguagem. Não o contrário”, afirma. O problema é usar palavras difíceis para explicar coisas simples. Por que dizer ‘vou fazer um deep dive no seu report’ se você pode dizer ‘vou analisar seu relatório em detalhes’? Caldeira alerta ainda que esse tipo de linguagem pode gerar confusão. Expressões como “mindset de ownership”, por exemplo, podem ter significados diferentes para cada pessoa, o que causa frustração quando as expectativas não estão claras. Para o executivo, simplificar a comunicação é possível – e necessário. “O líder moderno é aquele que consegue explicar ideias complexas de forma simples”, afirma. Uma das estratégias, diz Caldeira, é o chamado “filtro da vovó”: explicar o trabalho de um jeito que qualquer pessoa consiga entender. O executivo explica, ainda, que o uso excessivo de jargões também acende um alerta para a saúde mental no trabalho. “O sentimento de ‘não falar a língua da empresa’ pode gerar ansiedade e síndrome do impostor”, diz. Apesar disso, o executivo reconhece que o “corporativês” faz parte da cultura de muitas organizações. “A simplicidade é inclusiva e acolhedora, mas, na prática, muitas vezes é mais fácil buscar adaptação do que mudar a cultura da empresa”, conclui. Principais termos do “corporativês” A seguir, o g1 lista os principais termos do “corporativês” e explica seus significados com a ajuda de especialistas: Alignment (Alinhamento) – É quando todos estão na mesma página sobre objetivos e prioridades. ASAP (o mais rápido possível) – Usado para indicar urgência, mas pode ser vago, por isso o ideal é definir um prazo claro. Backlog (Lista de pendências) – É uma lista organizada de tudo o que precisa ser feito. Benchmark (Referência de mercado) – Comparação com outras empresas para melhorar resultados. Brainstorm (Tempestade de ideias) – Momento para sugerir ideias livremente, sem críticas. Briefing (Resumo do projeto) – Documento ou conversa inicial com as informações essenciais para executar um trabalho. Budget (Orçamento) – Planejamento de quanto dinheiro pode ser gasto. Call (Reunião) – Conversa, geralmente online, para tratar de assuntos de trabalho. Compliance (Conformidade) – Cumprimento de leis, normas e regras internas da empresa. Deadline (Prazo final) – Data limite para entregar algo. Deep dive (Análise aprofundada) – Análise detalhada de um tema. Deliverable (Entregável) – Resultado final de um trabalho. Feedback (Retorno) – Retorno ou orientação para melhorar um trabalho ou desempenho. Follow-up (Acompanhamento) – Verificação sobre o andamento de uma tarefa ou demanda. Go-live (Entrar no ar) – Momento em que um projeto começa a funcionar. Hands-off (Pouca intervenção) – Quando o gestor dá autonomia e interfere pouco. Hands-on (Mão na massa) – Quando o profissional participa diretamente da execução. Headcount (Número de funcionários) – Quantidade de pessoas em uma equipe. High level (Visão geral) – Explicação ampla, sem entrar em detalhes. Hiring (Contratação) – Processo de contratar novos funcionários. Kick-off (Início do projeto) – Primeira reunião para começar um trabalho. KPI (Indicador de desempenho) – Métrica usada para medir resultados. Layoff (Demissão em massa) – Corte de vários funcionários ao mesmo tempo. Mindset (Mentalidade) – Forma de pensar e agir diante do trabalho. Networking (Rede de contatos) – Construção e manutenção de relações profissionais. OKR (Metas e resultados) – Sistema para definir objetivos e medir resultados. Onboarding (Integração) – Processo de adaptação de novos funcionários. One-on-one / 1:1 (Reunião individual) – Reunião entre gestor e colaborador. Ownership (Responsabilidade) – Assumir responsabilidade por uma tarefa ou projeto. Pipeline (Fluxo de processos) – Conjunto de etapas de um processo, geralmente relacionado a vendas ou projetos. Quick win (Ganho rápido) – Resultado positivo obtido em pouco tempo. Report (Relatório) – Documento com dados e análises. Roadmap (Plano futuro) – Planejamento das próximas etapas de um projeto. Sprint (Período curto de trabalho) – Intervalo definido para executar tarefas específicas. Soft skills (Habilidades comportamentais) – Competências pessoais, como comunicação e liderança. Stakeholder (Parte interessada) – Pessoa ou grupo impactado por um projeto. Top-down (De cima para baixo) – Modelo em que decisões partem da liderança. Touch base (Alinhar rapidamente) – Contato rápido para atualização de informações. Turnover (Rotatividade) – Entrada e saída de funcionários. Workflow (Fluxo de trabalho) – Sequência de etapas para realizar uma tarefa. As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores

Cyberpunk 2077 ganha upgrade para PS5 Pro com PSSR 2, Ray Tracing turbinado e mais

Publicado em: 08/04/2026 03:38 Fonte: Tudocelular

Depois de Assassin's Creed Shadows, agora foi a vez de Cyberpunk 2077 receber nesta quarta-feira (8) uma grande atualização exclusiva para o PS5 Pro. O patch tira proveito do hardware avançado da Sony para entregar gráficos em 4K usando o novo PSSR 2, taxas de quadros mais altas e efeitos de Ray Tracing até então inéditos nos consoles.A primeira grande melhoria do update é a chegada do PSSR 2, nova geração da tecnologia de upscaling com IA da gigante japonesa que mostrou ter qualidade suficiente para entregar definição próxima à oferecida pelo DLSS da NVIDIA, apesar de algumas limitações. Além disso, o motor gráfico agora utiliza a arquitetura BVH8 do PS5 Pro, em vez da mais simples BVH4 presente no PS5 tradicional, para processar iluminação, sombras e reflexos via Ray Tracing com muito mais precisão, adicionando efeitos que não estão presentes nas outras versões para consoles.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

OnePlus: suposto console portátil surge em vazamento, mas gera suspeitas sobre a veracidade

Publicado em: 08/04/2026 03:33 Fonte: Tudocelular

E a OnePlus pode estar prestes a entrar no mercado de consoles portáteis. Um novo vazamento revelou o que seria o primeiro dispositivo gamer da marca, combinando características de smartphone com elementos típicos de consoles. Ainda não há dados oficiais sobre o produto, mas o rumor já começa a movimentar o interesse dos fãs de tecnologia. A imagem divulgada mostra um aparelho com design híbrido, mantendo traços de um celular tradicional, mas com pegadas laterais integradas para melhorar a ergonomia durante jogos. Detalhes como porta USB-C, bandeja de chip e até câmeras traseiras indicam que o dispositivo pode funcionar também como um smartphone completo.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

t.A.T.u, dupla lésbica fake, estreia no Brasil com hits e polêmicas: 'Voltamos aos 16 anos de novo'

Publicado em: 08/04/2026 03:01

t.A.T.u. estreia no Brasil com hits e polêmicas: 'Voltamos aos 16 anos de novo' Entre 1999 e 2011, Lena Katina e Julia Volkova fizeram sucesso cantando sobre o amor de duas garotas. Vestidas de colegiais, com roupas molhadas pela chuva, elas se beijavam. Como fãs do t.A.T.u. já sabem, os amassos daquelas duas meninas de 16 anos eram de mentirinha. Com o romance fake, a dupla russa vendeu 10 milhões de álbuns e chegou ao primeiro lugar em mais de dez países. O auge veio acompanhado de clipes libidinosos e batidas da eurodance de hits como “Not Gonna Get Us” e “All The Things She Said”. Esses e outros sucessos estarão na estreia brasileira da dupla, com show em maio, em São Paulo (veja mais detalhes no fim do texto). Basta passar o olho pelos comentários mais recentes dos vídeos da dupla no YouTube para entender por que muitos membros do fã-clube das t.A.T.u. se identificaram como membros da comunidade LGBT: segundo eles, a dupla foi uma bela ajuda nessa aceitação. Lena e Julia eram conhecidas por clipes picantes que não poderiam ter sido gravados na Rússia hoje. Em 2013, entrou em vigor uma lei que criminaliza a divulgação do que autoridades russas chamam de “propaganda gay”. Por esse motivo, a assessoria da dupla pediu que nenhuma pergunta com temas referentes à comunidade LGBT fosse feita. Julia teve formação clássica em canto e piano na Escola Estadual de Música de Moscou. Lena é filha de Sergey Katin, músico reconhecido. Ela estudou Psicologia na Universidade de Moscou e é muito ligada em literatura. O t.A.T.u. uniu as duas, mas as opiniões sobre a comunidade LGBT as distanciaram. Em 2014, um jornalista perguntou se Julia aceitaria um filho gay. Ela disse que não. Depois, disse ter se arrependido da declaração. Distante dessas polêmicas, a parte musical do t.A.T.u. ficava a cargo de Trevor Horn, ex-líder do The Buggles, do hit “Video Killed the Radio Star”. Horn passou pelo Yes e escreveu hits como “Kiss From a Rose”, do Seal. Parou de trabalhar com as duas a partir do terceiro álbum, de 2009. Após dez anos sem se falarem, elas se reuniram para performances na TV russa a partir de 2022, mas sem turnês. Hoje, as duas cantoras de 41 anos têm filhos e estão em relacionamentos heterossexuais. Ao g1, a dupla falou sobre amadurecimento, fãs brasileiros, a correria do começo da carreira e o europop intenso e dramático que gera hits e polêmicas há mais de 25 anos. Lena Katina e Julia Volkova, do t.A.T.u. Divulgação g1 - Como é a sensação de retornar ao Brasil depois de todos esses anos e ver que suas músicas ainda são lembradas pelos fãs daqui? Julia Volkova - É incrível. Somos duas garotas russas, na verdade, agora duas mulheres russas. E já somos populares há 25 anos e esperamos continuar fazendo isso. É realmente emocionante ir ao Brasil finalmente para fazer um show e ver nossos fãs. g1 - Olhando para trás, para os anos 90 e 2000, quais seriam as maiores mudanças nas vidas de vocês e o que permanece igual? Julia - Não temos mais 15 anos. Temos quase 41, somos mães. Nossa parte interna mudou, nossa alma mudou. Estamos mais calmas, mais... [começa a falar russo e pede ajuda para Lena] Lena - Nos tornamos mais experientes, mas na verdade continuamos as mesmas. Eu sou a Lena, a Julia é a Julia e nós somos o t.A.T.u. Isso não muda. Acho que toda vez que subimos no palco, voltamos aos 16 anos de novo. Nos divertindo fazendo o show, é incrível. Lena Katina e Julia Volkova nos tempos de t.A.T.u. Divulgação Julia - Acho que estamos sentindo mais agora no palco do que antes porque, quando éramos jovens, era todo dia concerto, concerto, concerto, país diferente, país... Nós não estávamos sentindo mais... [começa de novo a falar russo] Lena - Paramos de apreciar o que tínhamos... Agora nós vivemos no palco. Sentimos uma à outra, sentimos as pessoas ao redor. Podemos parar e pensar, parar e entender, sentir. Então eu só aprecio o que está acontecendo sem a pressa de antes. g1 - Vocês mostram seus vídeos e músicas para os seus filhos? O que eles sabem sobre vocês como artistas? Lena - Mostramos tudo, absolutamente tudo. Quando vou buscar o mais velho na escola ou no jardim de infância, as crianças ficam cantando para mim "Not Gonna Get Us" ou "All The Things She Said", as mães deles são fãs... Temos diferentes tipos de fãs, de 2 anos até os 90 anos. Muitos fãs cresceram conosco e agora estão por volta dos 40 anos, mas há fãs jovens, de uns 18, 16 anos. Eles sabem tudo, viram os vídeos, conhecem as músicas e vão aos nossos shows. g1 - Sobre a sonoridade, vocês acham que a música do t.A.T.u. mudou ou ficou mais eletrônica com o tempo? Lena - Acho que se tornou mais eletrônica, talvez. Temos sons eletrônicos, mas tínhamos muitos instrumentos ao vivo. Agora talvez tenha ficado um pouco mais eletrônico com essas coisas de tecnologia que não entendo muito bem. Mas nossa música foi escrita por pessoas e vamos continuar fazendo isso. Sucesso é algo com o qual vivemos pelos últimos 25 anos. Já foi gigante, já foi um pouco menos, mas sempre fomos bem-sucedidas. Espero que a gente sempre seja. g1 - Qual o legado do t.A.T.u. para a música pop? Julia - [começam a conversar em russo] t.A.T.u. significa amor. É isso, significa amor. g1 - Entendi que vocês estão falando das letras [Lena concorda], mas e o que dizer da sonoridade? Lena - O som é pop rock, é o nosso estilo. É o estilo t.A.T.u. É dramático, misturado com sabe Deus o que, é realmente difícil de explicar. Temos músicas mais pop, músicas dançantes, mas a maioria da nossa música é bem séria, significativa e dramática, com um som característico. Lena Katina e Julia Volkova t.A.T.u. no começo da dupla Divulgação g1 - Falando em pop rock, vocês devem cantar por aqui a versão de 'How soon is now', do The Smiths. Como foi gravar essa música? Lena - Eles criaram praticamente uma música totalmente nova a partir dela... essa versão é inacreditável. É aquela exceção em que a cover não é nem um pouco pior que a original. Acho que demos uma vida nova à canção. g1 - O que fez vocês decidirem voltar e estarem juntas de novo depois de tanto tempo? Julia - Bem, nós recebemos muitos pedidos de fãs que queriam nosso show, muitas pessoas que sentiam falta e mandavam mensagens para nossos empresários. Daí nos encontramos e conversamos depois de uns 10 anos ou mais. Por que não? Temos muitas pessoas e amigos ao redor do mundo. Estamos felizes de vê-los. Foi a melhor hora. Cada época tem uma emoção diferente. g1 - Poderiam compartilhar alguma memória de bastidor das primeiras turnês, algo que os fãs talvez não saibam? Julia - Não sei, talvez quando "All The Things She Said" (em russo) passou na TV. Um dia, de manhã cedo, eu estava tomando café com a Lena no apartamento dela. Estava ligado na MTV. O telefone de casa não parava de tocar o tempo todo. Fomos dormir, daí acordamos e éramos estrelas. Nós ficamos lá nos abraçando, pulando e gritando: "Lena, nossos sonhos se tornaram realidade!". Nós nos conhecemos desde pequenas, de um grupo infantil russo... e aquilo estava acontecendo, finalmente. g1 - Vocês sentiram algum tipo de pressão para seguir emplacando hits? Lena - A gente não é obrigada a lidar com isso. Talvez isso tenha vindo com o tempo, mas a gente não presta mais atenção em quem critica, a gente não lê os comentários dos "haters". Somos parte disso, dessa coisa da fama, faz tanto tempo que é como se a gente estivesse vacinada contra isso. t.A.T.u em São Paulo Quando: 16 de maio de 2026 (sábado) Onde: Komplexo Tempo (Av. Henry Ford, 511 - Parque da Mooca) Ingressos no Sympla Preços: Pista Premium: R$ 260 (Meia) e R$ 520 (Inteira); Pista Comum: R$ 185 (Meia) e R$ 370 (Inteira); Mezanino: R$ 200 (Meia)e R$ 400 (Inteira) Classificação: 16 anos

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'É guerra, não ganância': o que ameaça o pacote de Lula para segurar o preço do diesel

Publicado em: 08/04/2026 03:00

Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (6/4) um novo conjunto de medidas para tentar segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas, devido à disparada internacional do valor do petróleo após o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O diesel é foco especial de preocupação, por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. Em 2018, uma greve dos caminhoneiros em protesto contra o encarecimento do diesel provocou um tombo na atividade econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas do setor dizem que as medidas anunciadas devem mitigar a alta do produto, mas terão efeito limitado pela incerteza do cenário internacional e a resistência de grandes importadoras a aderir aos subsídios oferecidos pelo governo e aceitar limites aos preços praticados. No caso do diesel, o Palácio do Planalto já havia anunciado em 12 de março um pacote de R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Já no caso do importado, o desconto subirá para R$ 1,52 nos Estados que aderirem à proposta e bancarem metade do subsídio extra de R$ 1,20. O efeito do primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, justamente por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão das maiores distribuidoras estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. Segundo o ex-presidente da ANP David Zylbersztajn, que também já atuou no conselho de administração da Vibra, as empresas teriam receio de não poder elevar seus preços no patamar que julgarem necessário, caso o petróleo continue subindo. A cotação internacional do barril já avançou mais de 50% desde o fim de fevereiro, quando o conflito teve início, voltando a superar US$ 110 nesta semana. "As distribuidoras dizem que não querem fechar o valor porque não sabem quanto vai custar o preço de importação. Se elas aderirem, elas têm obrigação, quase como se fosse um tabelamento. E aí, no caso, não faz o menor sentido você tomar um risco de mercado com um valor pré-fixado", disse Zylbersztajn à BBC News Brasil. Aumentos abusivos O governo Lula tem reclamado de aumentos nos postos que, na sua visão, seriam abusivos. "Todo mundo tem direito de ganhar dinheiro, todo mundo tem direito de ter sua empresa, seu posto de gasolina, ter o seu lucro, agora, ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros", disse o presidente, no dia 20 de março. Pouco depois, no dia 26, Lula afirmou que "estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio". Com a ampliação da subvenção, o governo também anunciou na segunda-feira o fortalecimento da fiscalização da ANP. Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade. Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão. Para David Zylbersztajn, ex-presidente da ANP, os rumos do conflito entre EUA e Irã são incertos e Lula está errado em sua crítica no setor. "Tem [analista com] expectativa de que o barril vai chegar a US$ 200. Eu acho que não, você tem fluxos ainda de petróleo que estão acontecendo [apesar do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz]. Mas é totalmente imprevisível", avalia. "O governo está atribuindo culpas a quem não tem culpa. O governo deveria estar sendo mais transparente com a sociedade, no sentido de que tem uma situação de guerra, e não dizer que a culpa é da ganância [das empresas]. Não tem ganância porque você não tem cartel." Segundo dados da ANP, o preço médio do diesel S10 no país subiu 16% em março, para R$ 7,06. Já o preço da gasolina comum cresceu 4,6%, chegando a R$ 6,59 o litro. O engenheiro químico Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), critica o papel das grandes distribuidoras. Na sua visão, foi um erro a privatização da BR Distribuidora durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a empresa ligada à Petrobras foi vendida e se tornou Vibra. "A não adesão das grandes distribuidoras à primeira subvenção significa exatamente o que tenho alertado sistematicamente: o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é um oligopólio que, após a privatização da antiga BR Distribuidora, perdeu qualquer agente moderador que pudesse forçar a concorrência em benefício do consumidor", disse. Na visão dele, as grandes distribuidoras calcularam que valia mais a pena não receber o subsídio e manter suas margens de lucro elevadas, do que repassar o desconto ao consumidor final. "Elas têm poder de mercado suficiente para ditar as regras. A medida foi desenhada de forma ingênua, ao acreditar que o mercado se autorregularia". Petrobras deveria ampliar refino de diesel? Para Coutinho, a solução estrutural para a vulnerabilidade brasileira à volatilidade internacional do petróleo passaria por ampliar a capacidade de refino de combustíveis da Petrobras e reverter a privatização da BR Distribuidora. A ideia de ampliar o refino da estatal é alvo antigo de controvérsias, algo que se intensificou após as denúncias de desvios na construção de refinarias pela Operação Lava Jato durante governos passados do PT. Para além das investigações de corrupção, especialistas se dividem sobre a vantagem econômica de a Petrobras investir em mais capacidade de refino, sendo que a exploração de petróleo é uma atividade mais lucrativa. "Entre exploração, refino e distribuição, refino é o que tem a menor margem de retorno. Se você tem um mercado predominantemente atendido pela produção doméstica e uma parte importada, esse é o melhor dos mundos. Para que você vai alocar capital numa coisa que dá um retorno três vezes menor do que o outro [exploração]? É ruim para o país", argumenta Zylbersztajn. Felipe Coutinho, da AEPET, reconhece que hoje a lucratividade da Petrobras com exploração de petróleo é bem superior à do refino, mas discorda que isso seja determinante para estabelecer as prioridades da empresa. Além disso, argumenta que o refino pode ser uma atividade lucrativa se a estatal investir em tecnologia da mesma forma que fez para explorar o pré-sal. Na sua leitura, isso não foi feito nos últimos anos porque a gestão da empresa optou por distribuir um volume grande de dividendos a acionistas, em vez de investir em tecnologia de refino mais lucrativa. "A Petrobras não é uma empresa privada qualquer. Ela é uma estatal com obrigação de soberania energética. A empresa tem a obrigação de garantir que o diesel, a gasolina e o GLP cheguem ao consumidor brasileiro a preços justos e com segurança de suprimento", defende. Outro ponto antigo de controvérsia é o valor praticado pela Petrobras na venda de combustíveis no país. Em momentos de disparada do petróleo, a empresa, controlada pelo governo federal, costuma comercializar gasolina e diesel a preços mais baixos que os produtos importados, minimizando o impacto da crise externa no bolso dos brasileiros. Críticos dessa política dizem que isso desestimula outras empresas a importar o produto, o que poderia causar desabastecimento no país. Além disso, a política de manter preços artificialmente baixos no passado provocou prejuízos à empresa, principalmente no governo Dilma Rousseff. "No passado, ela foi muito usada e deu no que deu. Foi uma tragédia. A Petrobras quase quebrou, teve a maior dívida corporativa do mundo", lembra Zylbersztajn. Segundo levantamento da consultoria StoneX, na segunda-feira (6/4) o litro do diesel estava sendo vendido a R$ 3,04 pela Petrobras, 84% mais barato que o valor do importado. Já no caso da gasolina, o preço do litro da estatal estava em R$ 1,98, ou 78% mais barato que o trazido de fora. Apesar disso, não há sinais de risco de desabastecimento por enquanto, afirmou Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX. "Isso (a diferença de preço) acaba gerando um desincentivo à importação. É claro que em um contexto de safras grandes, de indústria aquecida, o mercado tem que buscar garantir o pleno abastecimento. E a gente vê que os indicadores de importação, apesar de estarem abaixo do normal, seguem operando em um patamar em que não há risco de desabastecimento". Justamente para tentar minimizar o impacto dessa diferença de preço, o governo está oferecendo um subsídio um pouco maior para o litro importado. O primeiro pacote de medidas, que reduziu impostos federais e ofereceu o subsídio de R$ 0,32 ao litro de diesel tem custo estimado de R$ 30 bilhões, caso vigore até o fim do ano, valor que será bancado com um novo imposto sobre exportação de petróleo. Já a subvenção extra de R$ 0,80 para o litro produzido no país terá um custo de até R$ 12 bilhões, caso dure quatro meses, prazo máximo inicial previsto. E o subsídio adicional de R$ 1,20 para o diesel importado deve durar dois meses, segundo previsão do governo federal, ao custo de R$ 4 bilhões, que serão igualmente divididos entre a União e os Estados beneficiados.

Palavras-chave: tecnologia

'TACO': expressão 'Trump sempre amarela' volta a viralizar após presidente suspender ataques ao Irã

Publicado em: 08/04/2026 00:01

Trump se irrita ao ser questionado sobre o termo ‘TACO’ O novo adiamento do ultimato contra o Irã nesta terça-feira (7) fez a expressão' 'TACO' voltar a ser utilizada para se referir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sigla vem de "Trump Always Chickens Out", ou "Trump Sempre Amarela", e tem começou a ser usada por analistas para criticar o vaivém nas tarifas anunciadas por ele. "Chicken" significa galinha em inglês. O animal é associado ao medo ou nervosismo, e a expressão "chicken out" é equivalente a "amarelar" ou "pipocar" em português. A expressão apareceu primeiro no Financial Times e depois foi utilizada por um banco de investimentos ao comentar o adiamento de taxas à União Europeia. Nesta terça, 'TACO' voltou a viralizar quando Trump suspendeu os ataques ao Irã e condicionou o cessar-fogo a abertura do Estreito de Ormuz após afirmar que "toda uma civilização morrerá". O Irã respondeu ao anúncio indicando que permitirá a reabertura do canal por um período inicial de duas semanas, porém, citou uma lista com 10 condições para o fim da guerra. As conversas com os EUA para acordo de paz começarão nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, diz disse o Irã. LEIA TAMBÉM: Quem são os líderes do Paquistão que mediaram a negociação para o cessar-fogo de última hora entre Trump e Irã Veja os memes desta terça-feira: "Acordar na manhã de quarta-feira e perceber que estamos no meio de um TACO dentro de um TACO dentro de outro TACO." Initial plugin text As referências ao prato típico mexicano estão em quase todos os posts com a expressão. Initial plugin text Usuários do X fizeram montagens mostrando o presidente servindo a iguaria para os líderes do regime iraniano.... Initial plugin text Há quem discorde com o usa da expressão... Initial plugin text As imagens geradas por inteligência artificial mostram Trump como um taco. Initial plugin text Initial plugin text A famosa dança de Trump não passou ilesa, em montagem de vídeo, o presidente aparece com tacos nas mãos. Initial plugin text Initial plugin text As montagens vão além do taco mexicano, Trump é retratado como uma galinha em diversas imagens geradas por IA. Initial plugin text O Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, não ficou de fora . Initial plugin text O

Palavras-chave: inteligência artificial

Da ameaça de destruir a civilização no Irã ao cessar-fogo: as 10 horas em que Trump pôs o mundo em suspense

Publicado em: 07/04/2026 23:22

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (7) que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e disse ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz. Teerã confirmou o acordo que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. Trump havia dado até as 21h desta terça-feira para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse a rota, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Ele afirmou que uma "civilização inteira" iria morrer com os ataques previstos para esta terça. Essa foi a mais grave ameaça desde o início da guerra e deixou o mundo em tensão nas 10 horas que seguiram o anúncio. Desde os primeiros dias de conflito, o presidente dos EUA vem declarando a vitória de seu governo sobre o regime iraniano, mas o Irã segue fazendo ataques em retaliação e afirma que não irá se render. Algumas horas antes da ameaça de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que milhões de iranianos estão "prontos para se sacrificar" pelo país. "Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã", afirmou Pezeshkian em publicação no X. A ameaça de Trump - terça de manhã 9h06 - Trump publica ameaça na rede social Truht Social. Na manhã da terça-feira, por volta das 9h, Trump fez a mais grave ameaça desde o início da guerra entre EUA-Israel e Irã. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", escreveu o presidente. O presidente dos EUA deu prazo até as 21h (horário de Brasília) da terça-feira para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo, fechada por Teerã em resposta a ataques dos EUA e de Israel. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou. Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite' Irã reage e afirma que ameaça pode causar genocídio Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, afirmou que as ameaças de Trump "constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio". Durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, Iravani instou a comunidade internacional a denunciar a retórica de Trump antes que seja tarde demais. "O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais", disse ele. EUA fazem novos bombardeios contra ilha de Kharg A Ilha de Kharg, responsável por 90% do petróleo exportado pelo Irã, foi bombardeada novamente pelos Estados Unidos. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, confirmou o ataque, denunciado pelo Irã e reportado por agências de notícias e a imprensa norte-americana. Políticos dos EUA, ONU e Papa reagem a ameaça de Trump A fala de Trump gerou uma onde de reações por parte de poíticos Democratas e Republicanos, a secretaria-geral da ONU e até o Papa Leoão XIV. Secretário-geral da ONU está 'muito preocupado' O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua preocupação com a ameaça do presidente Donald Trump. “O secretário-geral está muito preocupado com as declarações que ouvimos ontem e novamente esta manhã, declarações que sugerem que todo um povo ou toda uma civilização poderiam ser obrigados a suportar as consequências de decisões políticas e militares”, afirmou o porta-voz Stéphane Dujarric. Aliados políticos de Trump se colocam contra escala de ataques O senador Ron Johnson, do partido republicano (o mesmo que Trump), afirmou que não apoia um possível bombardeio americano contra infraestrutura civil iraniana. “Acho que seria um grande erro”, disse. O influente podcaster de direita Tucker Carlson também criticou a possibilidade de escalada militar, afirmando que autoridades americanas deveriam resistir a qualquer tentativa de ataques em massa que possam matar civis iranianos. Democratas rechaçam ameaça O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, do partido democrata, chamou Trump de “uma pessoa extremamente doente” após o presidente afirmar que “uma civilização inteira morrerá”. Na Câmara, a liderança democrata pediu o retorno imediato dos parlamentares a Washington para votar o fim da guerra com o Irã. Além disso, a ex-vice-presidente dos EUA Kamala Harris chamou as ameaças de Donald Trump contra o Irã de "abomináveis" em um post na rede social X, nesta terça-feira (7). A democrata, que perdeu as últimas eleições para Trump, afirmou: "O presidente dos Estados Unidos está ameaçando cometer crimes de guerra e exterminar uma "civilização inteira" — tudo porque ele mesmo iniciou uma guerra desastrosa e não tinha plano nem estratégia para terminá-la. Isso é abominável, e o povo americano não apoia isso. A imprudência de Trump está colocando desnecessariamente nossos bravos militares em perigo, destruindo a posição dos Estados Unidos no cenário internacional e tornando a vida ainda mais cara para o povo americano. Devemos todos nos opor a isso e nos opor ao financiamento dessa guerra ilegal por escolha própria", escreveu. Papa diz que ameaça é 'inaceitável O Papa Leão XIV chamou de “inaceitáveis” as ameaças contra todo o povo do Irã durante uma coletiva de imprensa. Leão fez um apelo e pediu que cidadãos de todo o mundo entrem em contato com representantes políticos e cobrem o fim da guerra. Ele disse ainda que todos precisam pensar nas vítimas do conflito, incluindo crianças. Em referência às ameaças de Trump de bombardear pontes e usinas de energia, o papa afirmou que ataques à infraestrutura civil são violações do direito internacional. "A ameaça contra o povo do Irã é inaceitável. Há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral", afirmou. Regime iraniano convoca população Alireza Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez a convocação para "todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores". "As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional". 11h - população do Irã faz cordão humano Iranianos atenderam à convocação do regime e foram até a usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do Irã, para formar uma corrente humana em torno do local. Em vídeo divulgado pela agência de notícias iraniana Fars, centenas de pessoas aparecem na porta da instalação, segurando bandeiras e cartazes para demonstrar seu apoio ao governo. Iranianos formam corrente humana em torno de usina termoelétrica População do Irã vai às ruas Faltando poucas horas para às 21h, a população do Irã foi às ruas de Teerã, a capital do país, na noite desta terça-feira (7) em apoio ao governo. Imagens divulgadas pelas agências de notícia iranianas no Telegram (veja abaixo) mostram centenas de pessoas na porta da usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do país, segurando bandeiras e cartazes para demonstrar seu apoio ao governo. População do Irã vai às ruas da capital para dar apoio ao regime em meio a ameaças de Trump TV israelense faz contagem O tempo está acabando para o suposto ataque de Donald Trump que, segundo ele, fará os iranianos “viverem no inferno”. O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos termina nesta terça-feira (7), às 21h, no horário de Brasília. Em Israel, o canal Channel 13 fez uma contagem regressiva ao vivo até o fim do ultimato. TV israelense faz contagem regressiva para ataque de Trump Reprodução Paquistão pede a Trump que adie ultimato O primeiro-ministro do Paquistão, que atua como mediador nas negociações da guerra entre EUA, Israel e Irã, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que adie o prazo dado a Teerã em duas semanas. O primeiro-ministro do Paquistão também solicitou ao Irã a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período, como gesto de boa vontade e pediu que todas as partes em conflito adotem um cessar-fogo de duas semanas para permitir o avanço da diplomacia. Segundo o premiê, os esforços diplomáticos por um acordo de paz no Oriente Médio “avançam de forma constante”. O embaixador do Irã no Paquistão disse em uma publicação nas redes sociais, na noite de terça-feira (7), que a diplomacia para pôr fim à guerra deu um “passo à frente”, saindo de uma fase “crítica e sensível”. Ele completou dizendo que "no próximo estágio, respeito e cortesia devem substituir retórica e redundância". Nova onda de ataques do Irã Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 Amir Cohen/Reuters Países do Oriente Médio relatam uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos disseram ter sido alvos de mísseis e drones de Teerã poucas horas antes do fim do prazo dado por Trump para Teerã fechar um acordo favorável a Washington. Em Bagdá, no Iraque, duas pessoas morreram após um projétil atingir uma casa, segundo o Ministério do Interior. Além disso, instalações americanas próximas ao aeroporto da capital iraquiana também foram alvo de ataques, e chamas foram vistas no local. Segundo a agência Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, a capital do Catar. O país disse que interceptou um ataque de mísseis com sucesso. O país disse que interceptou um ataque de mísseis, mas quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, em função dos destroços. Ao mesmo tempo, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes foram acionadas em todo o país. "Os cidadãos e residentes são aconselhados a manter a calma e dirigir-se ao local seguro mais próximo", disse o ministério, em uma publicação na internet. Os Emirados Árabes Unidos também acionaram sirenes de alerta e disseram estar "atuando contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones". Embaixadas brasileiras no Oriente Médio emitem alertas Diversas embaixadas brasileiras nos países do Oriente Médio emitiram alertas para os brasileiros da região em meio a possível escalada do conflito entre Donald Trump e Irã. As embaixadas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos; Doha, no Catar; Kuwait; e no Bahrein enviaram alertas Na capital do Catar, a embaixada brasileira soltou um comunicado com recomendações de segurança e prevenções. "🚨 ATENÇÃO, BRASILEIROS EM DOHA E REGIÃO: A atual escalada das tensões no Oriente Médio exige que a nossa comunidade no Catar mantenha a atenção e o preparo. Se você mora no país ou está aqui temporariamente, leia e siga estas orientações práticas de segurança," escreveu a embaixada em seu Instagram. Agência americanas alertam para hackers iranianos Agências de segurança dos Estados Unidos alertaram nesta terça-feira (7) que hackers apoiados pelo Irã estão explorando falhas em sistemas para atacar a infraestrutura do país, incluindo serviços de água, esgoto, energia e órgãos de governos locais. Os hackers buscam causar "impactos nos EUA" e já provocaram "interrupções em serviços e prejuízos financeiros", afirmaram as autoridades em comunicado. O alerta foi emitido pelo FBI, pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pela Agência de Defesa Cibernética (CISA), pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo Comando Cibernético dos EUA e pelo Departamento de Energia. Trump adia ultimato contra o Irã por 2 semanas 19h32 - Trump recua Em um post no Truth Social, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irã. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", afirmou. O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.

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