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A primeira de todas: quem foi Maria Quitéria, baiana pioneira do Exército brasileiro há 200 anos

Publicado em: 08/03/2026 04:01

Quem foi Maria Quitéria, baiana pioneira do Exército brasileiro há 200 anos Com cabelo raspado e roupas emprestadas do cunhado, Maria Quitéria se transformou no soldado Medeiros e se alistou no Exército Brasileiro em 1822. Mesmo após ter tido a identidade revelada, a baiana permaneceu na tropa e, por dois séculos, foi a única soldado mulher de que havia registro na história do Brasil. Na última semana, ela ganhou a companhia de outras 1.010 mulheres que se formaram como soldados do Exército e incorporaram às fileiras em março em todo o país. O grupo pôde ingressar oficialmente nas Forças Armadas após o alistamento voluntário feminino ser permitido, pela primeira vez, em janeiro de 2025. Este ano trouxe ainda outro marco à instituição: a primeira mulher a ser indicada como general, o cargo mais alto da Força Terrestre. Antes de ser nomeada, o nome da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho será submetido à aprovação do Presidente da República. ♀️‍🪖 Neste Dia da Mulher, o g1 relembra Maria Quitéria e analisa como a trajetória de ineditismo dela e de outras mulheres ao longo da história do Exército pavimentou o caminho até a incorporação das soldados em 2026. Apesar de ter sido a grande precursora das mudanças que viriam a acontecer nas Forças Armadas ao longo de 200 anos, Maria Quitéria morreu pobre, foi enterrada como indigente e teve a sua história silenciada por anos. (leia abaixo) Subvertendo a ordem Maria Quitéria - especial 2 de Julho Redes sociais Maria Quitéria nasceu e cresceu em uma comunidade rural em Feira de Santana, atualmente a segunda maior cidade da Bahia. Com a morte da mãe ainda na infância, ela passou a exercer papéis que não eram associados às mulheres do século XIX, como caçar, pescar e manusear armas. Com ajuda da irmã, "o soldado Medeiros" - personagem que criou para burlar o impedimento às mulheres na tropa - se alistou no Regimento de Artilharia da Vila de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, para lutar contra as tropas portuguesas na guerras pela independência do Brasil, em 1822. "Ela subverteu a ordem e fugiu do padrão. Depois, quando foi descoberta, se ultrapassou a questão de ser uma mulher porque havia a necessidade, ela era muito boa", explicou Márcia Suely, doutora em História e pesquisadora sobre a vida de Maria Quitéria. A baiana se destacou em três batalhas: em Pirajá, na defesa de Ilha da Maré e na de Piatã, todas ambientadas em Salvador. Na batalha de Piatã, Maria Quitéria entrou em uma trincheira, rendeu os soldados portugueses e os levou, sozinha, para o acampamento. O feito a rendeu uma condecoração e o reconhecimento pelo então imperador Dom Pedro I, que a entregou a insígnia de "Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro" - uma honraria em reconhecimento ao serviço dos súditos que contribuíram com a nação e demonstrar o alto grau de estima e consideração do monarca. "Ela precisava sair da guerra como uma heroína, se não daria razão para o que a sociedade pensava das mulheres [naquela época]", explicou a historiadora. Da honraria ao esquecimento Insígnia de "cavaleiro" da Ordem Imperial do Cruzeiro foi dada a Maria Quitéria concedida pelo então imperador Dom Pedro I TV Bahia Mesmo com o reconhecimento dos colegas e com a honraria entregue pelo próprio imperador, Maria Quitéria não passou a compor a corte, nem ganhou um cargo importante. Após a morte do pai, ela se casou, teve uma filha e passou a viver no anonimato em Salvador. Para Sílvia Duarte tenente-coronel do Exército, doutora em Educação, Arte e História da Cultura e estudiosa do tema mulheres nas Forças Armadas, há um paradoxo em como Maria Quitéria foi recompensada, quando comparada a figuras masculinas que também lutaram pela Independência do Brasil. "Quando os homens participavam de um feito, passavam a integrar a corte. Maria Quitéria teve um papel pontual: ela foi reconhecida, voltou para casa e foi ,de certa forma, esquecida. Não vemos isso com o Duque de Caxias [patrono do Exército] e o General Osório [herói da Guerra do Paraguai]", afirmou. A morte de Maria Quitéria sustenta o paradoxo apontado pela tenente coronel: aos 61 anos, ela foi enterrada em uma cova rasa, como indigente, em um cemitério que era vizinho à Igreja de Santana, na capital baiana. Em Salvador, a primeira estátua da heroína só foi inaugurada em 1953, mais de 160 anos depois de sua morte. O reconhecimento pelo Exército aconteceu em 1996, quando ela passou a ser Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro (QCO) - a escola que forma Oficiais para o Exército, em Salvador, abriu as portas ao serviço militar feminino a partir de 1992 e essas mulheres foram incorporadas aos quartéis no ano seguinte, 1993. Além disso, nenhum quartel do país leva o nome de Maria Quitéria - o que é comum entre seus 'pares' homens. No Rio de Janeiro, fortes homenageiam Duque de Caxias e General Osório, por exemplo. Em Salvador, o 19º Batalhão de Caçadores é chamado de Batalhão Pirajá em homenagem à Batalha de Pirajá, episódio marcante na luta pela Independência. Para a historiadora Márcia Suely, o apagamento da memória da heroína está associado à subversão que ela provocou na sociedade da época. "É uma memória mais contida porque ela subverteu as regras, então não é interessante para a sociedade relembrar", afirmou. Apesar disso, na Bahia há uma tentativa de resgate dessa memória, com estátua e honrarias que levam o nome dela. Veja abaixo: 🚥 Avenida e monumento em Feira de Santana (1950) 🗿 Estátua no bairro da Liberdade, em Salvador (1953) 🏅 Comenda Maria Quitéria, criada em 1979 pela Câmara Municipal de Feira de Santana É a mais alta honraria concedida pela Casa para as mulheres que se destacam por sua atuação na sociedade. 🏅 Comenda Maria Quitéria, criada em 1981 pela Câmara Municipal de Salvador Honraria concedida a mulheres com trajetória de destaque em áreas como social, cultural, educacional, política ou econômica. Monumento de Maria Quitéria está Instalado no cruzamento entre as avenidas Maria Quitéria e Getúlio Vargas Jorge Magalhães As que vieram depois Tenente Coronel Sílvia Duarte Redes sociais A tenente coronel Sílvia Duarte entrou no Exército no ano em que Maria Quitéria se tornou Patrona do Quadro Complementar de Oficiais, em 1996, por meio de um concurso público. Depois de 30 anos de serviço, ela vê a inclusão cada vez maior das mulheres como algo gratificante. "Esse ano temos dois marcos muito grandes: as primeiras soldadas e a primeira general. São dois extremos da carreira, um paradoxo muito bonito", afirmou. Confira a linha do tempo das mulheres no Exército g1 Após o ingresso de Maria Quitéria no Exército, em 1822, houve um hiato de 123 anos até que as mulheres fossem aceitas como enfermeiras. O ingresso foi uma questão de necessidade: elas atuaram no front da Segunda Guerra Mundial, na Itália. Mas foi só em 1992, que as primeiras mulheres foram admitidas na Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército (Esfcex) para integrar a tropa e terem uma carreira como Oficiais na Força. Em 2017 foi montada a primeira turma de alunas na escola que forma Oficiais Combatentes do Exército (AMAN) - a tradicional academia militar centenária só admitia homens. Primeira turma feminina de soldados em Salvador Exército Brasileiro Análise Mesmo com os últimos avanços, ainda há muito a se conquistar. O processo de admissão das mulheres no Exército Brasileiro ao longo da história é considerado bem mais lento quando comparado a outras democracias ocidentais, como Estados Unidos, França, Canadá e Reino Unido, que aceitam alistamento voluntário feminino há décadas. A nomeação da primeira mulher como general, em 2026, também é outra prova do abismo que existe: os primeiros generais homens foram nomeados ainda no século XIX. Para a tenente coronel Sílvia Duarte, o Exército é um retrato da sociedade e costuma espelhar, também no mercado de trabalho, questões gênero e seus desafios. "Eu espero que com o tempo a mulheres concorram em nível de igualdade com os homens", desejou. Recrutas pioneiras A soldado Luana Fatchinetti, de 18 anos, faz parte da primeira turma de soldados do Exército. Ela já pensava em prestar concurso para seguir carreira militar, quando o alistamento voluntario feminino foi anunciado. Com o apoio da mãe, que sonhava em ser enfermeira da Marinha, se inscreveu no processo. "Decidi aproveitar a oportunidade, entrar nessa experiência e, de certa forma, carregar o sonho da minha mãe também", contou. Para a soldado Luana, a experiência tem sido cheia de aprendizados e indica uma oportunidade de mudança de vida para as mulheres. "Somos pioneiras nesse momento, que é um passo tão importante para o Exército Brasileiro e para nós, mulheres. Quando meus netos abrirem o livro de história e verem as fotos das primeiras turmas femininas, vou poder dizer: 'olha, sou eu ali!'", comemorou. Soldados pioneiras com o Comandante do Exército, General Tomáz, no evento de incorporação nesta semana em Brasília Subtenente Sionir/Divulgação EB Como se alistar Mulheres se alistaram como soldados pela primeira vez em 2026 g1 Para o Coronel Cleidson Vasconcelos, chefe da Seção de Comunicação Social da 6ª Região Militar, em Salvador, o interesse das mulheres pelo serviço voluntário superou a expectativa - mais de 30 mil mulheres se alistaram. Foram 33.720 candidatas, sendo 2.230 na Bahia. Deste número, 57 foram incorporadas no quadro de soldados no estado - todas na capital. "Marca um novo capítulo da história e valoriza a representação das mulheres na instituição", afirmou. O alistamento voluntário feminino fica aberto entre janeiro e junho, mesmo período do alistamento masculino - que é obrigatório. Para se inscrever, as voluntárias precisam completar a maioridade no ano de inscrição, além de residir em algum dos municípios que possuem Organização Militar e que foram contemplados com a iniciativa pioneira. Mais informações estão no site do Alistamento. LEIA TAMBÉM: Cidade baiana onde nasceu Maria Quitéria preserva legado em memorial, monumentos e mais Relembre mulheres que fizeram história na Independência do Brasil na Bahia Primeira militar brasileira se passou por homem e virou heroína no campo de batalha Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: câmara municipal

Conheça o empreendedor que fatura R$ 1 milhão ao criar saco de carvão que acende sozinho

Publicado em: 08/03/2026 03:00

Como um carvão inovador levou um empreendedor a faturar R$ 1 milhão Acender o carvão ainda é um desafio para muita gente. Assoprar, abanar, improvisar com líquidos inflamáveis — além de trabalhoso, o processo pode ser perigoso. Foi observando essa dificuldade recorrente que o gaúcho Wilian Biolo decidiu transformar a experiência prática em oportunidade de negócio. Morador de Pareci Novo, no interior do Rio Grande do Sul, Wilian cresceu ajudando a família em uma churrascaria da cidade e, desde cedo, aprendeu os métodos tradicionais para acender o fogo da churrasqueira. Paralelamente, construiu outra trajetória profissional: atuou por mais de duas décadas como bombeiro voluntário, lidando diariamente com segurança, controle de chamas e prevenção de acidentes envolvendo fogo. A combinação dessas vivências seria decisiva para o futuro do negócio. Unindo a experiência como churrasqueiro e bombeiro voluntário, Wilian Biolo desenvolveu um saco de carvão que acende sozinho, apostando em segurança, praticidade e sustentabilidade. A virada aconteceu em um evento de startups, quando o empreendedor percebeu que poderia reunir esses atributos em um único produto. A partir dali, a criatividade virou meta. Foram quase dois anos de testes intensivos e mais de 200 protótipos até chegar ao modelo final: um saco de carvão que já vem com um dispositivo interno que facilita a circulação de ar e permite que o fogo seja aceso de forma simples. “Sempre tive esse olhar de observar os problemas do dia a dia das pessoas. Não só enxergar o problema, mas enxergar a solução”, afirma Wilian. O resultado é um produto pensado para que o consumidor não precise fazer praticamente nada. Biolo explica o processo de uso com simplicidade: “É só rasgar duas partes da embalagem, acender o acendedor e colocar o produto em pé dentro da churrasqueira”. A estrutura interna, feita de madeira com o acendedor acoplado, foi projetada para garantir a circulação correta de ar e eficiência no acendimento. A embalagem utiliza papel kraft natural, tintas à base de água e cola vegetal. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN Segundo o empreendedor, tudo foi pensado para queimar de forma segura e sem interferir no sabor dos alimentos. “A gente conseguiu resolver três problemas: segurança, praticidade e sujeira”, resume. O produto é patenteado no Brasil e no exterior, o que garante exclusividade à empresa. Hoje, o negócio opera em um galpão com quatro funcionários e produz até cinco mil pacotes por mês, vendidos em embalagens de três e quatro quilos, com preço médio de R$ 32. A distribuição já alcança o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e outros estados do país, além de grandes redes com milhares de pontos de venda. Os números refletem o crescimento acelerado. Em 2021, primeiro ano de comercialização, o faturamento foi de R$ 62 mil. Em 2025, saltou para R$ 1 milhão. Para o empreendedor, o caminho até o sucesso exigiu persistência. “Nesses dois anos de protótipos, a gente desanima, duvida, mas eu nunca desisti. Hoje eu vejo que o produto deu certo e que ele não sai mais do mercado”, diz. Para ele, a criatividade nasce da observação. “Sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas sim a solução”, reforça. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN A inovação, agora presente em churrascos de vários estados, começou com uma faísca de inquietação — e seguiu acesa pela insistência de quem enxergou oportunidade onde muitos só viam fumaça. A história mostra como a inovação nem sempre nasce da alta tecnologia, mas da observação do cotidiano — e como uma ideia simples pode acender não só o fogo do churrasco, mas também um negócio de sucesso, como destaca o quadro Brasil Criativo, do Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Conheça o empreendedor que criou o saco de carvão que acende sozinho e fatura R$ 1 milhão Reprodução/PEGN Carvão Brazah 📍 Endereço: Rua da praia, 03 - Centro Pareci Novo/ PR – CEP: 95783-000 📞 Telefone: (51) 998238873 Site: www.brazah.com.br 📧 E-mail: wilianbiolo@gmail.com 📘Facebook: https://www.facebook.com/fogobrazah/?locale=pt_BR 📸 Instagram: https://www.instagram.com/carvaobrazah

Palavras-chave: tecnologia

'Meus pais estão vivos?': apagão de internet imposto pelo Irã completa uma semana e afeta iranianos em meio à guerra

Publicado em: 08/03/2026 03:00

Ataque ao Irã: Entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático islâmico costuma cortar o acesso à rede sempre que ocorrem protestos antigoverno em massa no país. Durante a onda de manifestações em janeiro, que teria deixado milhares de mortos após a repressão brutal das forças de segurança, as autoridades impuseram um apagão da internet que durou semanas. O mesmo roteiro se repetiu durante a guerra de 12 dias com Israel em junho passado. Desde 28 de fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a internet voltou a ser cortada pelas autoridades iranianas, mergulhando o país em um apagão de informações. No sábado (7), a plataforma de monitoramento da internet NetBlocks contabilizava mais de 168 horas ininterruptas de apagão – uma semana –, com a conectividade ainda estagnada em torno de 1% dos níveis normais. Dentro do Irã, tarefas simples como o uso do Google Maps ou a busca de informações em sites tornaram-se impossíveis. Apenas a intranet local, extremamente limitada, permanecia disponível. Como os líderes do Irã planejam sobreviver diante da superioridade militar americana Conectividade de internet no Irã em 7 de março, após início de ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o país Reprodução/NetBlocks Preocupação dos iranianos no exterior O bloqueio restringiu severamente o fluxo de informações e comunicação, não apenas de dentro para fora do Irã, mas também no interior do país. Hayberd Avedian é membro do conselho da Ayande e.V., uma associação juvenil na Alemanha que se concentra em jovens com ascendência iraniana no mundo de língua alemã. Avedian disse que não poder se comunicar com seus entes queridos no Irã tem sido extremamente estressante e desafiador. "Quando acordo de manhã, minha primeira pergunta é: 'Meus pais ainda estão vivos? Estão ilesos?' Imediatamente verifico as notícias: quais áreas foram bombardeadas, onde houve ataques?", disse Avedian à DW. "Mesmo que eu não veja nenhum ataque onde eles moram, o medo permanece porque muitas vezes não consigo contatá-los", acrescentou. "Devido ao bloqueio da internet e das comunicações, é impossível sequer saber se eles estão bem. Eu sei que, numa situação dessas, até mesmo uma simples ida à padaria para comprar pão pode ser perigosa." Mitra B., de 50 anos, que deixou o Irã após a Revolução Islâmica de 1979 e agora vive na Alemanha, compartilhou preocupações semelhantes. "Ainda não tive notícias da minha tia no Irã. Minha esperança é que ela esteja viva, que esteja bem e que o Irã se liberte em breve deste regime", disse ela à DW. LEIA TAMBÉM: Youtuber diz não ter R$ 70 mil para pagar condenação por ridicularizar bebê e pede a juiz: 'Por favor, reconsidere' Apple lança MacBook Neo, modelo 'popular' da marca; veja preços no Brasil Ataque mira iPhones antigos para roubar dados financeiros; veja como se proteger Uma bandeira preta e uma bandeira do Irã tremulam ao vento em Teerã Majid Asgaripour/WANA via Reuters Iranianos tentam contornar o bloqueio Embora a maioria dos iranianos esteja isolada do mundo digital, um grupo seleto de pessoas ligadas ao regime e seus apoiadores continua a desfrutar de acesso irrestrito à internet usando os chamados "chips brancos", cartões pré-pagos anônimos. Relatórios sugerem que existam mais de 50 mil desses chips no Irã, com muitos desses usuários permanecendo ativos nas redes sociais, disseminando propaganda do governo e narrativas enganosas. Para outros, no entanto, a comunicação tem sido um grande desafio. Telefonar para o Irã a partir do exterior, seja para celulares ou telefones fixos, é quase impossível. Alguns iranianos relataram breves momentos do dia em que conseguem se conectar e enviar mensagens. Muitos também recorreram a ferramentas para burlar a censura, como a plataforma de internet aberta Psiphon, redes virtuais privadas (VPNs) ou assinaturas ilegais da Starlink, provedora de internet via satélite de propriedade de Elon Musk, o que levou as autoridades iranianas a emitirem alertas para que as pessoas não se conectem à internet. A situação dificulta a cobertura jornalística do conflito e impede que ativistas e o público em geral compartilhem relatos independentes dos acontecimentos. Especialistas afirmam que isso também leva a uma onda de desinformação, já que relatos pró-regime ocupam esse vácuo de informações. Israel e Estados Unidos fazem nova rodada de ataques contra o Irã Jornal Nacional/ Reprodução Risco adicional aos iranianos A atual suspensão dos serviços de internet acarreta um risco adicional, já que os militares israelenses emitem regularmente alertas antes de lançar ataques aéreos, instando civis a evacuarem certas áreas ou evitarem locais específicos em cidades iranianas. Com o apagão digital, o acesso dos cidadãos a esses alertas fica cada vez mais limitado, colocando vidas de civis em risco. "Mesmo alertas importantes e pedidos de evacuação, como os emitidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), não chegam a muitas pessoas a tempo porque a internet no Irã é deliberadamente desligada", disse Avedian. Tahireh Panahi, pesquisadora da Universidade de Kassel no departamento de Direito Público, Direito da Tecnologia da Informação e Direito Ambiental, disse à DW que o apagão da internet "não é apenas um problema individual, mas também social". Ela destacou que isso dificulta a organização e a coordenação de protestos antigovernamentais em massa. "Além disso, o regime clerical garante que as informações sobre seus crimes não cheguem ao mundo exterior", observou. "É por isso que o fim do bloqueio da internet é essencial. Muitos iranianos exilados se sentem responsáveis por garantir que as informações saiam do país e que as pessoas possam ser ajudadas." Entenda o que levou Israel e EUA a atacarem o Irã

Palavras-chave: tecnologia

Professora cria projeto na UEPB para acolher e dar protagonismo a mulheres na área da computação

Publicado em: 08/03/2026 01:40

Mulheres na Computação, projeto que apoia estudantes em cursos de tecnologia Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Uma professora paraibana tem incentivado a participação de mulheres em cursos de computação na cidade de Campina Grande, Agreste da Paraíba. Em 2020, com apenas duas alunas, Luciana deu os primeiros passos e criou o projeto Mulheres na Computação com a ideia de oferecer uma rede de apoio para alunas da UEPB e de divulgar a área da tecnologia para a comunidade local. Hoje, o grupo recebe várias estudantes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Luciana Gomes é professora do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no campus de Campina Grande. Na época em que era estudante Luciana já percebia a baixa quantidade de colegas mulheres em cursos de exatas na universidade. Anos depois, em 2020, quando já era docente da UEPB, decidiu fazer algo para mudar essa realidade. "Eu, como graduanda, tive a experiência de ter poucas colegas mulheres na turma, e isso é o que eu observo ainda nos cursos de computação. Apesar de a gente ter uma entrada um pouco maior de mulheres, a gente tem um movimento a nível de Brasil e de mundo de tentar acolher mais essas mulheres, de tentar criar ambientes mais propícios para isso. Na sala de aula o que eu vejo não é diferente. As turmas vão ter um número bem maior de alunos do sexo masculino do que alunas sexo feminino. Então esse é um dos motivos para o surgimento do projeto, essa inquietação", explicou. O início oficial do projeto aconteceu em meio a pandemia de Covid-19. Anos depois do surgimento da ideia, o projeto já acolheu cerca de 90 alunas. Elas recebem comunicados, convites para reuniões e palestras, além de todo incentivo necessário para que permaneçam no curso e ocupem espaço de destaque na profissão. "Semestralmente a gente acolhe as alunas feras, as que estão entrando e que querem fazer parte dessa comunidade. Temos um grupo de umas 90 alunas no WhatsApp que recebem todos os nossos comunicados, e dessas alunas a gente tem por mês em torno de 15 a 20 alunas que participam ativamente do projeto, de todas essas atividades que a gente oferece", disse a professora. Grupo 'Mulheres na Computação' serve como rede de apoio para estudantes mulheres Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Durante o percurso, a professora percebeu que através das atividades em grupo, muitas alunas estavam desenvolvendo habilidades não somente técnicas, mas também de desenvoltura profissional. Algo que, para a professora, é fundamental em um mercado dominado por homens. O impacto positivo na vida das estudantes tem sido um combustível para Luciana. Uma das histórias que a marcou foi a de uma ex-aluna com quem trabalhou por dois anos no projeto. A professora relata que a garota, natural do interior da Bahia, não tinha certeza se queria ou não seguir uma carreira profissional na área da computação, mas ao entrar no projeto Mulheres na Computação, conseguiu amadurecer e desenvolver várias habilidades tanto no mercado quanto na pesquisa acadêmica. De participante do projeto a estudante passou a ser bolsista de extensão e chegou, inclusive, a apresentar um trabalho em um dos maiores eventos da área na América Latina. "Ela era muito tímida, e assim, por essa timidez tinha dificuldade de falar em público, de fazer apresentações e também não confiava muito que o curso de computação era para ela - o que no final das contas é a síndrome da impostora, que bate muito forte nas mulheres que estão na tecnologia, porque a gente sempre acha que a gente não é suficiente", relatou a professora. Ainda segundo Luciana, a própria estudante atribui o sucesso profissional ao percurso acadêmico traçado dentro do projeto. A experiência que ela adquiriu dentro da universidade, com ajuda de uma rede de apoio feminina, deu a base e a força necessária para trilhar um caminho de muitas conquistas. "Durante a extensão, ela foi super proativa, sempre trabalhou junto comigo, e ela foi amadurecendo, então ela foi evoluindo junto com o projeto (...) Ela mudou bastante e ela atribui essa mudança ao projeto. Hoje ela trabalha com tecnologia, está super feliz, se encontrou na área, então isso para mim é um indicativo muito forte de que a gente está no caminho certo", falou a professora. Protagonismo feminino Os frutos também são colhidos fora das paredes da universidade. Como projeto de extensão da UEPB, o Mulheres na Computação tem conseguido levar as atividades para escolas, reforçando o poder da tecnologia e a possibilidade de meninas e mulheres atuarem no mercado. Nesse sentido, as próprias alunas do curso ganham protagonismo explicando a garotas em idade escolar sobre a profissão que decidiram seguir. "A gente quer apresentar para a comunidade externa da UEPB também o que é tecnologia. Como é que ela pode ajudar? Porque a tecnologia é um meio, então a gente tem essa capacidade. A ideia do projeto também é fazer com que as alunas tenham esse protagonismo. No momento que elas estão em ação, em intervenção fora da universidade, de apresentar para a comunidade o que é que é tecnologia", explicou a professora. Alunas do projeto Mulheres na Computação se ajudam na vida profissional Arquivo Pessoal/Luciana Gomes Luciana também acrescenta que é conhecendo outras mulheres referências na área da tecnologia que as estudantes conseguem se enxergar e fortalecer o desejo de ocupar espaços anteriormente dominados por homens. "Também queremos apresentar outras mulheres que foram importantes para a computação, para a tecnologia e fizeram história. Mulheres que ainda fazem história para fazer que as mulheres tenham essa ideia de tecnologia como algo que é possível, o que elas podem pensar como carreira", finalizou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: tecnologia

Edital público para concessão de aquário, parque e elevador turístico de Piracicaba à iniciativa privada termina sem interessados

Publicado em: 07/03/2026 18:12

Elevador Alto do Mirante tem 24 metros de altura e oferece vista privilegiada do Rio Piracicaba Guilherme Valdanha A concorrência pública da Prefeitura de Piracicaba (SP) para concessão do Aquário Municipal, Parque do Mirante e Elevador Turístico e Parque do Mirante à iniciativa privada não teve interessados. A informação foi confirmada pela Administração Municipal ao g1. A abertura das propostas das empresas interessadas estava prevista para o dia 24 de fevereiro de 2026. A Secretaria Municipal de Turismo informou que vai avaliar como proceder em caso de um novo processo de edital. O que previa o edital? 📃 O edital previa a cobrança de ingresso para entrada no aquário e elevador, que atualmente têm entrada gratuita. A previsão é de concessão por 25 anos, prorrogáveis por mais dez, de uma área de 28,5 mil metros quadrados, o equivalente a quatro campos de futebol. Um projeto de lei, que foi aprovado na Câmara Municipal em setembro de 2024, autoriza a concessão desses espaços. Uma das exigências é de que a concessionária realize investimentos no valor de R$ 8,2 milhões. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O edital detalhava que a concessionária deverá realizar revitalização, gestão, operação, restauração, manutenção, modernização e conservação desses espaços. Pelo texto do edital, se concluído com interessados, será permitida a exploração comercial de atividades e eventos relacionados a lazer, recreação, educação, entretenimento, gastronomia, desporto, cultura, turismo, comércio, fomento ao empreendedorismo, à economia criativa e à inovação tecnológica, além da cobrança de ingresso. Cobrança de ingressos e gratuidade O edital não definia os valores dos ingressos no aquário e elevador No entanto, um estudo contratado pela prefeitura em 2024 sugeriu valores que variam entre R$ 5 e R$ 35, conforme o avanço do tempo de concessão. O g1 questionou a prefeitura se os valores que serão adotados são os desse estudo, mas não houve retorno até a publicação da primeira reportagem sobre o assunto na época da abertura do edital. O documento detalhava gratuidade para entrada nos seguintes casos: Parque do Mirante - entrada gratuita para todos; Aquário - entrada gratuita para alunos da rede pública municipal em visitas pedagógicas; e distribuição de ingressos gratuitos a instituições sem fins lucrativos com sede em Piracicaba. Aquário Municipal de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba Tentativas anteriores A prefeitura já tentou outras vezes conceder esses espaços, principalmente o elevador turístico, que chegou a ter licitação aberta, mas não houve interessados. Confira o cronograma das tentativas abaixo: A prefeitura enviou em 2022 um projeto de lei à Câmara, que permite a concessão do elevador turístico por até 20 anos. O texto foi aprovado e sancionado; Ainda em 2022, a prefeitura também encaminhou outro PL que permitia a concessão de outros espaços públicos, como o Parque do Mirante e o Aquário Municipal; O projeto, no entanto, não avançou na tramitação e foi retirado na sequência; Em janeiro de 2023, a prefeitura abriu a licitação para concessão do elevador turístico, que já tinha lei prevendo essa possibilidade; Por duas vezes a licitação não teve interessados e foi deserta; A prefeitura anunciou, então, um estudo de viabilidade para, novamente, tentar conceder o Parque do Mirante, Elevador Turístico e Aquário Municipal. Parque do Mirante, em Piracicaba Justino Lucente/CCS VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Briga entre vereador e namorado em churrasco termina em incêndio e deixa mulher com 75% do corpo queimado no interior de SP

Publicado em: 07/03/2026 16:31

Briga entre vereador e namorado em churrasco terminou em incêndio em Itapuí Instagram/Reprodução Uma discussão entre o vereador de Itapuí (SP), Matheus da Costa Aranha (Republicanos), e o namorado dele terminou com três pessoas queimadas durante um churrasco, na noite desta sexta-feira (6). Segundo a polícia, José Ruster de Oliveira, namorado do parlamentar, foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após jogar gasolina e provocar um incêndio no local da confraternização. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Uma mulher de 63 anos, que estava no churrasco, sofreu queimaduras de segundo grau em cerca de 75% do corpo e permanece internada em estado grave. Veja os vídeos mais acessados no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) após três pessoas darem entrada no Pronto Socorro municipal com queimaduras. No hospital, os policiais foram informados de que o vereador Matheus Aranha participava de um churrasco com o namorado quando os dois se envolveram em uma discussão. De acordo com o boletim de ocorrência, após a briga, José Ruster teria ido até um depósito próximo, pegado um galão de gasolina e retornado ao local do churrasco. Em seguida, espalhou o combustível pelo chão e ameaçou os presentes, dizendo que “mataria todo mundo”. Ainda conforme o registro policial, ele teria riscado um fósforo, provocando uma explosão. Com o incêndio, o vereador, o namorado dela e a mulher sofreram queimaduras. O suspeito teve ferimentos principalmente nos pés. Testemunhas ouvidas pela polícia, entre elas a vítima que teve 75% do corpo queimado, relataram que José Ruster, em um surto emocional, espalhou gasolina e ateou fogo. Matheus Aranha foi reeleito em 2024 para o cargo de vereador de Itapuí Câmara Municipal de Itapuí/Divulgação O vereador, por sua vez, apresentou outra versão aos policiais. Segundo ele, após a discussão, o namorado teria apenas chutado o galão de gasolina, que atingiu uma churrasqueira acesa e provocou o incêndio. A perícia técnica foi acionada e deve apontar a dinâmica do incêndio. José Ruster de Oliveira teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva e segue à disposição da Justiça. O g1 tentou contato com o vereador Matheus da Costa Aranha, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: câmara municipal

Chuva intensa deixa cidade de 2 mil habitantes no interior de MG em estado de atenção; ponte é interditada e vias alagadas

Publicado em: 07/03/2026 13:53

Chuva coloca Água Comprida em estado de atenção; ponte é interditada e vias alagadas A forte chuva que atinge Água Comprida, desde a noite de sexta-feira (6), colocou a cidade do Triângulo Mineiro com cerca de 2,1 mil habitantes em estado de atenção. De acordo com a Defesa Civil, o volume de água provocou alagamentos em diversas residências, deixou a entrada do município em situação crítica e causou o transbordamento da estação de esgoto. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a força das enxurradas e alguns pontos críticos com alagamentos na cidade. Assista acima. Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Jaqueline Gomes, a chuva começou por volta das 18h e segue constante desde então. Muitas casas foram atingidas pela água, que chegou a subir cerca de 20 milímetros dentro de algumas residências, causando transtornos para moradores em diferentes pontos da cidade. De acordo com o geógrafo William Borges, apenas na manhã deste sábado (7), até por volta das 12h, o volume acumulado de chuva no município era de aproximadamente 44 milímetros. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp A entrada de Água Comprida permanece tomada pela água, o que dificulta o acesso ao município. Equipes da Defesa Civil seguem monitorando a situação e trabalhando para reduzir os impactos causados pelas chuvas. Outro ponto crítico é a ponte sobre o Córrego Água Comprida, que dá acesso à região dos ranchos. O local foi interditado por questões de segurança após o nível da água subir. Motoristas que precisam acessar a região devem utilizar o desvio pela Ponte da Razeira. No entanto, há alerta de que o local também pode ser fechado caso a chuva continue. Prefeito pede calma aos moradores Nas redes sociais, o prefeito Gustavo Almeida escreveu que o município nunca passou por situação semelhante. Ele pediu calma à população e orientou os moradores a priorizarem a segurança. Segundo ele, quem estiver em locais seguros deve permanecer em casa, enquanto aqueles que estiverem em áreas de risco devem procurar abrigo. O prefeito destacou ainda que, neste momento, a principal preocupação deve ser preservar vidas. Ele também afirmou que, após o período crítico, a Prefeitura pretende buscar mecanismos, junto com a Câmara Municipal, para reparar os danos causados pelas chuvas. A Prefeitura de Água Comprida informou que segue em alerta e acompanha a situação junto à Defesa Civil. A orientação é que a população redobre os cuidados e permaneça atenta às orientações das autoridades. Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelos telefones (34) 98818-8512 e (34) 99982-5777. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra alto volume de água na galeria da avenida Rondon Pacheco durante chuva VÍDEO: Cheia do Rio Paracatu deixa famílias ilhadas e provoca dois resgates em menos de 24h Tremor de terra como registrado em Araxá ocorre duas vezes no ano no Brasil Chuva em Água Comprida Redes sociais/Reprodução VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Pesca ilegal, terras raras e atentado em velório: veja as mais lidas da semana no g1 Sul de Minas

Publicado em: 07/03/2026 12:36

Pesca ilegal, terras raras e atentado em velório: veja as mais lidas da semana no g1 A semana acabou e você ainda não conseguiu se atualizar sobre o que aconteceu na região? Não se preocupe: o g1 Sul de Minas reuniu as três notícias mais lidas dos últimos dias. Confira abaixo. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 3º lugar: Três são presos por pesca ilegal no Lago de Furnas no último dia da piracema em MG Três são presos por pesca ilegal no Lago de Furnas no último dia da piracema em Carmo do Rio Claro, MG Polícia Militar de Meio Ambiente Três homens foram presos no Lago de Furnas, em Carmo do Rio Claro, após serem flagrados pelo Policiamento de Meio Ambiente utilizando petrechos proibidos no último dia do período de defeso. O material encontrado é considerado altamente prejudicial para a reprodução dos peixes durante a piracema. Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, o uso desses equipamentos compromete diretamente o ciclo reprodutivo das espécies, motivo pelo qual a fiscalização é intensificada nessa época do ano. Cada um dos suspeitos recebeu uma multa superior a seis mil reais, e todos os petrechos foram apreendidos. A Polícia Civil confirmou que os envolvidos foram autuados em flagrante por pesca ilegal e também por corrupção de menores, já que havia adolescentes participando da prática. Após as detenções, o caso foi encaminhado para as autoridades responsáveis para as providências legais. ➡️ Leia a reportagem completa 2º lugar: Terras raras: Brasil dá passo inédito para produzir ímãs com minério nacional Carbonato misto de terras raras Meteoric/Divulgação O Brasil iniciou, pela primeira vez, testes de produção de ímãs de alta potência utilizando terras raras totalmente nacionais. O marco aconteceu com a entrega do primeiro lote de 20 quilos de carbonato produzido pela mineradora Meteoric ao Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras, em Lagoa Santa. O material entregue é extraído do planalto vulcânico de Poços de Caldas, região que apresenta alto teor de terras raras e tem potencial para se tornar um dos principais depósitos do mundo. A qualidade do carbonato indica que o país pode avançar significativamente na produção interna desses minerais estratégicos. A parceria entre a Meteoric e o centro de pesquisas deve durar cinco anos e tem como principal objetivo estruturar uma cadeia produtiva nacional capaz de abastecer setores de alta tecnologia. Entre eles estão motores elétricos, turbinas eólicas e outros equipamentos que dependem de ímãs de alta performance. ➡️ Leia a reportagem completa 1º lugar: Mulher é baleada durante velório da própria mãe em Baependi, MG Homem atira à queima-roupa contra mulher que participava do velório da mãe em rua de Baependi Reprodução / Redes Sociais Amanda de Almeida Arantes, de 27 anos, foi baleada durante o velório da própria mãe após ser surpreendida por dois homens em uma motocicleta. Câmeras de segurança registraram o momento em que a dupla se aproxima do cortejo e um dos suspeitos dispara várias vezes à queima-roupa contra a vítima. Amanda foi atingida por três tiros, na coluna e nas coxas, e precisou ser socorrida às pressas para um hospital em Varginha, onde permanece internada. O ataque aconteceu diante de familiares e outras pessoas que participavam do velório. Após investigações iniciais, a polícia prendeu um dos suspeitos, reconhecido por ser visto com frequência na moto usada no crime. O segundo envolvido, no entanto, ainda não havia sido localizado até o último registro das autoridades. ➡️ Leia a reportagem completa Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Análise: Caso Vorcaro e Banco Master: o sistema vai contra-atacar ou investigar a si mesmo?

Publicado em: 07/03/2026 08:49

Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PF, diz jornal O que está em jogo agora no caso do banqueiro Daniel Vorcaro é algo maior do que a própria investigação. A pergunta que começa a circular nos bastidores de Brasília é: o sistema vai contra-atacar ou o sistema vai investigar o próprio sistema? Esse é o ponto central. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp E os personagens centrais nesse tabuleiro, agora, são André Mendonça (STF), Alexandre de Moraes (STF) e Davi Alcolumbre (Senado), além da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República. Mendonça, na avaliação de quem acompanha o caso, mudou o ritmo das investigações. Ele tem dito a interlocutores que não existe proteção nem blindagem a ninguém, mesmo quando isso possa ser desconfortável dentro do próprio Judiciário. E que, se houver qualquer movimento que ele entenda como prejudicial à investigação, isso será cobrado. Foi o que aconteceu, por exemplo, quando ele chamou atenção para a atuação da Procuradoria na semana que passou. Em mensagens à namorada, Vorcaro diz estar 'sofrendo uma extorsão' em Brasília Crise cria 'tempestade perfeita' e abre caminho para delação de Vorcaro com aval de Mendonça, PF e sem a PGR Além disso, Mendonça usa como mantra para o caso Master lições de suas aulas introdutórias há mais de 10 anos: o servidor público e as instituições precisam ser isentas. Não são infalíveis- estão sujeitos a erros. Mas precisam preservar a relação de confiança com a sociedade. Não será justiceiro. Mas quem conhece Mendonça diz que ele não vai poupar ninguém. Mesmo que colegas ou pessoas de sua convivência. A Polícia Federal, que tem autonomia, está conduzindo as apurações, mas também sofre pressão política. Nikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em campanha de 2022 Do outro lado, existe uma leitura dentro do próprio Supremo de que a proteção institucional hoje passa muito pelo Senado, comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil - AP). É ali que ministros encontram um escudo político contra pedidos de impeachment, por exemplo. Imagem de Daniel Vorcaro na prisão. Reprodução Existe uma dobradinha Alcolumbre-Moraes, na visão de senadores e também integrantes do STF. E, no meio disso tudo, cresce dentro do governo a preocupação com outro efeito colateral: o caso começa a contaminar a política como um todo. Porque, para muita gente hoje, Supremo e governo acabam sendo percebidos como parte do mesmo sistema — e isso pode transformar essa investigação também em um problema de impopularidade para o Executivo.” LEIA TAMBÉM Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PF, diz jornal Mendonça manda PF investigar vazamento de dados de Vorcaro após entrega à CPMI do INSS 'Sicário' de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Palavras-chave: vazamento de dados

Winslop: programa para remover IA e bloatware do Windows 11 ganha novo design

Publicado em: 07/03/2026 07:30 Fonte: Tudocelular

Diferente da Mozilla, a Microsoft não permite simplesmente optar por não ter um monte de IA pesando em seu principal produto – e, neste cenário, ferramentas que prometem “limpar” o Windows 11 ganham destaque. Este é o caso do Winslop. A ferramenta, que promete ao usuário recuperar o controle do sistema e eliminar a IA, acaba de ganhar uma grande repaginação. A nova versão 26.03.40 abandona a antiga interface, que parecia algo vindo direto do Windows 98, para adotar o WinUI 3, framework nativo do Windows 11. Confira a comparação:Além de trazer um design mais moderno, o update também oferece suporte ao tema escuro do sistema, garantindo àqueles que o preferem uma experiência mais agradável.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Viúva de Leandro, Andréa Mota, relembra decisão de batizar o filho com o nome artístico dele

Publicado em: 07/03/2026 07:24

Viúva de Leandro, Andréa Mota, relembra escolha do nome do filho com o cantor A viúva do cantor Leandro, Andréa Mota, relembrou a decisão de batizar o filho com o nome artístico do pai. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela contou sobre o nascimento de Leandro Mota Costa, o segundo filho que teve com o sertanejo, irmão de Leonardo (veja acima). "O Leandro não se chamava Leandro, né? Ele se chamava Luiz José Costa. E ele falou que quando tivesse um filho comigo, né, homem, que ele colocaria Leandro. Então ele colocou Leandro", recordou. A empresária contou que o filho chegou em um momento difícil, mas trouxe muita alegria. "Foi uma fase onde a gente já havia brigado e a fase do câncer", disse. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Leandro cinco semanas antes do previsto e precisou ficar na incubadora. "Ele sempre foi calmo. Ele sempre trouxe aquela paz, uma tranquilidade. Quando ele era pequeno, ele brincava muito com a gente", destacou. Aos 28 anos, a mãe ressaltou que a principal característica do filho continua sendo a tranquilidade. Com bom humor, Andréa relembrou mencionou uma lembrança recente de quando Leandro anunciou que iria sair de casoa. "Eu fiquei cinco dias chorando na cama, chorando sim, literalmente. Isso que ele nem tinha ido, ele só me avisou que queria ir", relembrou. Andréa Mota e o filho Leandro Mota Costa Reprodução/Instagram de Andréa Mota LEIA TAMBÉM: Filha de Leandro posta fotos do pai com os netos feitas por inteligência artificial Leonardo posta lembrança de erros de gravação e risadas com irmão Leandro em campanha para associação de combate ao câncer: 'Muito especial' Filhos postam homenagens a Leandro 27 anos após a morte do cantor Além de Leandro, o cantor e Andréa são pais de Lyandra Mota Costa, a primeira filha do casal. Atualmente, a empresária possui cinco filhos, sendo três do atual casamento. Morte do cantor Dupla Leandro e Leonardo Reprodução/Instagram Leonardo Em junho de 2025, a morte de Leandro completou 27 anos. Luiz José da Costa, como foi batizado Leandro, nasceu em 15 de agosto de 1961, em Goianápolis, onde foi criado com os outros sete irmãos. Pessoas próximas o descrevem como um homem de hábitos simples, extrovertido com os íntimos e muito reservado com desconhecidos. Junto com o irmão Leonardo, ele formou uma das duplas sertanejas de maior sucesso do país. O cantor morreu no dia 23 de junho de 1998, após lutar por dois meses contra um câncer raro na região do tórax, em um hospital de São Paulo. Na época, o artista tinha 36 anos. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: inteligência artificial

Musa do modernismo brasileiro, Pagu terá restos mortais transferidos para túmulo no litoral de SP

Publicado em: 07/03/2026 06:22

Pagu foi sepultada em cemitério em Santos, SP Arquivo AT e Luigi Bongiovanni A musa do modernismo brasileiro, Patrícia Galvão, conhecida como Pagu, terá os restos mortais levados para um túmulo de solo no Cemitério da Filosofia, em Santos, no litoral de São Paulo. O translado será realizado no Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). A jornalista, escritora e militante se consolidou como um símbolo de resistência, cultura e liberdade. As suas colunas e obras abordavam a defesa das mulheres e injustiças sociais, sendo presa por motivos políticos mais de 20 vezes (veja mais abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Pagu morreu de câncer em 1962, aos 52 anos. De acordo com a Prefeitura de Santos, ela foi velada na casa onde vivia no Canal 3 e sepultada em uma campa de gaveta no Cemitério da Filosofia, localizado na Praça Ruy de Lugo Viña, no bairro Saboó. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Agora, os restos mortais da jornalista serão levados para um túmulo construído em mármore, próximo da entrada do cemitério. A administração municipal informou que o local escolhido tem como objetivo ampliar a visibilidade e facilitar a visitação. Ainda na campa, serão colocadas fotografias e um QR code que dará acesso a um site sobre a trajetória de Pagu. O destaque será para uma placa de acrílico com uma das frases mais conhecidas da jornalista: "Sonhe, tenha até pesadelo se necessário for, mas sonhe". Homenagem A mudança de campa foi ideia da coordenadora dos cemitérios da cidade, Elen Miranda, que descobriu onde estava a jornalista logo depois de assumir o cargo, em 2025. Ela contou com o apoio do Secretário de Prefeituras Regionais de Santos, Rivaldo Santos. "Eu idealizei isso desde o momento que soube que ela estava sepultada em uma gaveta escondida", contou a coordenadora. "É uma justa homenagem por toda história da Pagu com nossa cidade e o Brasil", destacou ela. Pagu será transferida junto com o marido Geraldo Ferraz em cemitério de Santos, SP Luigi Bongiovanni/Arquivo AT O translado dos restos mortais de Pagu será realizado durante uma cerimônia aberta ao público, às 14h30 deste domingo. Familiares da jornalista, autoridades da cidade e representantes do Centro de Estudos Pagu, da Universidade Santa Cecília (Unisanta), estarão presentes. Marido também vai Um ano depois da morte de Pagu, a Câmara Municipal de Santos deu a honraria da perpetuação da campa de gaveta, o que seguirá para o túmulo de solo. Ou seja, a família da jornalista tem o direito de colocar os restos mortais dos pais, do marido, de irmãos, filhos e netos no mesmo local. Pagu com o escritor Oswald de Andrade (à esq.) e com o jornalista Geraldo Ferraz (à dir.) Arquivo AT Pagu casou com o escritor Oswald de Andrade após ele terminar o relacionamento com a artista Tarsila do Amaral. Após o divórcio, ela oficializou a união com o jornalista Geraldo Ferraz, que foi colocado na campa de gaveta com a esposa em 1979. "Ele também irá para a nova campa. Ela já está exumada, mas ele será exumado e serão transferidos", explicou a coordenadora. Quem foi Pagu? Pagu morreu aos 52 anos, em Santos, SP Arquivo AT Pagu nasceu em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, em 9 de junho de 1910. Em 1946, a jornalista se mudou para Santos, que já conhecia de passar férias na adolescência e de outras passagens da vida adulta, como a prisão na Cadeia Velha em 1931. Entre os feitos no litoral, ela escreveu para o jornal A Tribuna e participou do movimento para a criação do Teatro Municipal de Santos, instalado no centro de cultura, que hoje leva o nome Patrícia Galvão em sua homenagem. "Figura marcante do modernismo e do Movimento Antropofágico, conhecida por sua atuação cultural e visão crítica e inovadora", publicou a Prefeitura de Santos. "Sua vida intensa e engajada refletiu a busca por transformação social e cultural, mantendo relevância até hoje", finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: câmara municipal

Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja e os desafios do transporte no Arco Norte

Publicado em: 07/03/2026 06:01

Do Mato Grosso para o mundo: a nova rota da soja brasileira O Brasil atravessa o auge da colheita da soja, e o cenário atual reafirma a posição do país como um gigante exportador: cerca de dois terços de tudo o que é produzido em solo brasileiro têm como destino o mercado externo No centro dessa engrenagem está o estado de Mato Grosso, responsável por quase 30% da safra nacional A história dessa hegemonia começou há pouco mais de 50 anos, impulsionada por incentivos governamentais que levaram agricultores do Sul para o Centro-Oeste. Naquela época, a produtividade era de 35 sacas por hectare; hoje, graças à pesquisa e tecnologia, chega a atingir 90 sacas por hectare (assista a reportagem completo no vídeo acima). O gargalo da infraestrutura Desafio logístico Apesar do salto tecnológico dentro das fazendas, a infraestrutura externa não acompanhou o mesmo ritmo. Em Mato Grosso, a capacidade de armazenamento é um desafio: a média de estocagem do estado é de apenas 40% da produção, o que obriga grandes empresas a investirem em silos próprios para garantir eficiência logística A soja brasileira é a base da alimentação, especialmente no continente asiático, sendo utilizada para óleo e farelo para nutrição animal, além de aplicações industriais como pneus e emborrachados Para que esse produto chegue ao outro lado do oceano, a logística tornou-se o ponto crucial da operação. A ascensão do Arco Norte Alternativas de transporte Nos últimos anos, a geografia do escoamento mudou. Em vez de a safra "descer" o mapa em direção aos portos do Sul e Sudeste, ela passou a "subir" É o fortalecimento do chamado Arco Norte, um conjunto de portos e rotas localizados acima do paralelo 16 (linha imaginária que corta o país na altura de Brasília). Os números mostram essa evolução: 2009: Os portos do Arco Norte escoavam 16% da produção nacional; 2024: Esse volume saltou para 34% O uso dessas rotas pode reduzir o valor do frete em até 15%, encurtando o caminho entre as lavouras e o destino final Entre os principais portos estão Mirituba, Santarém e Barcarena, no Pará, e o Porto de Itaqui, no Maranhão. O caso de Itaqui O Porto de Itaqui, em São Luís, tornou-se um símbolo dessa expansão. Entre 2020 e 2024, a exportação de soja e milho pelo terminal saltou de 11 milhões para 20 milhões de toneladas. O crescimento atraiu produtores do Sul que venderam suas terras para investir em áreas maiores no Mato Grosso e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Para quem vive na estrada, como o caminhoneiro Walter, o sistema de agendamento nos portos trouxe alívio para as antigas filas intermináveis. No entanto, o "nó" logístico ainda persiste no trajeto entre a fazenda e o terminal portuário, onde a dependência do transporte rodoviário — que responde por 66% da carga no país — ainda esbarra em estradas precárias e desafios climáticos.

Palavras-chave: tecnologia

Rali da bolsa chegou ao fim? Ibovespa sobe com dinheiro estrangeiro, mas guerra ameaça o bom momento

Publicado em: 07/03/2026 05:01

B3, bolsa de valores brasileira. Divulgação/ B3 Em 2026, o dinheiro estrangeiro voltou com força à bolsa brasileira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores. Desde o início do conflito, a bolsa acumula queda de 5% e voltou a ficar abaixo dos 180 mil pontos. Se antes os investidores estavam mais dispostos a correr riscos, em momentos de tensão internacional ocorre o movimento inverso, conhecido como “flight to quality”: investidores deixam as bolsas de valores e passam a preferir aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro. Diante desse cenário, é possível dizer que a fase de forte valorização da bolsa brasileira chegou ao fim? Para especialistas ouvidos pelo g1, a entrada de capital estrangeiro ainda pode continuar ao longo de 2026, mas o ritmo deve depender do cenário internacional. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por que o estrangeiro voltou à bolsa brasileira? Alguns fatores ajudam a explicar o retorno do capital estrangeiro ao mercado brasileiro. Juros altos no Brasil: o país costuma oferecer taxas mais elevadas que as de muitas economias desenvolvidas, o que atrai investidores em busca de retornos maiores. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas; Ações baratas: após um período de desempenho fraco, muitas empresas brasileiras passaram a ser vistas como baratas em comparação com companhias de países desenvolvidos, o que atrai investidores em busca de oportunidades; Diversificação: gestores de mercado costumam distribuir aplicações entre vários países para reduzir riscos. Quando o Brasil apresenta preços atrativos e um mercado amplo, volta a ganhar espaço nessas carteiras de investimento; Mais dinheiro circulando no mundo: quando há maior disponibilidade de recursos no mercado internacional ou o dólar perde força, parte dos investimentos tende a migrar para mercados considerados mais arriscados, como o de ações em países emergentes. Recorde na bolsa brasileira A forte entrada de capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro teve impacto direto na bolsa. Em janeiro, o Ibovespa registrou entrada de R$ 26,4 bilhões, o maior valor desde fevereiro de 2022. Com os R$ 16,9 bilhões registrados em fevereiro, o total de recursos externos em 2026 chegou a R$ 42,56 bilhões, bem acima dos R$ 26,87 bilhões do mesmo período do ano passado. Apesar da desaceleração no mês passado, é o terceiro maior volume para os dois primeiros meses do ano na última década. O recorde ainda pertence a 2022, quando o investimento estrangeiro na bolsa brasileira somou R$ 119,7 bilhões. Esse movimento é o principal responsável por impulsionar os preços das ações brasileiras. Com isso, o Ibovespa bateu recorde oito vezes em janeiro e outras cinco em fevereiro, totalizando 13 máximas em 2026, contra 32 ao longo de todo o ano passado. Acabou o rali do Ibovespa? Apesar da ampliação do conflito no Oriente Médio, especialistas avaliam que o investimento estrangeiro na bolsa brasileira ainda deve continuar ao longo de 2026, embora o volume dos aportes possa variar de acordo com o cenário internacional. Segundo Flávio Conde, analista da Levante Investimentos, fatores estruturais ainda favorecem o Brasil. Entre eles estão a perspectiva de queda dos juros no país, ações baratas em dólar e o risco crescente nas bolsas dos EUA, que já operam em níveis elevados de preços com a valorização das ações de tecnologia. “Se a guerra se intensificar durante o mês de março, é provável que o fluxo diminua um pouco. Mas não deve zerar, muito menos se transformar em saída de capital da bolsa brasileira. Esse movimento pode voltar a acelerar assim que o conflito terminar”, diz. Para o investidor, eventuais quedas da bolsa podem abrir oportunidades de compra, avalia o gestor. Na visão dele, o Ibovespa ainda tem potencial para voltar a subir e testar a marca de 200 mil pontos no médio prazo. Já Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, alerta que o cenário internacional pode reduzir o fôlego do mercado no curto prazo, principalmente se ganhar força o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros. “Existe o risco de perda de força do índice se prevalecer um movimento global de ‘flight to quality’, com migração para ativos de refúgio, como dólar e ouro, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio”, afirma. Segundo ele, o aumento das tensões deixa os investidores mais cautelosos. Em momentos de conflito, é comum que as bolsas ao redor do mundo sofram pressão, enquanto o preço do petróleo sobe e ativos considerados mais seguros ganham valor. Nesse cenário, Belitardo avalia que o Ibovespa pode perder força no curto prazo. Se a busca por segurança aumentar, investidores tendem a retirar recursos de mercados mais arriscados — como ações e países emergentes — e direcioná-los para aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro. LEIA TAMBÉM Por que Trump, Putin e guerras fizeram o ouro e outros ativos seguros dispararem — e vale investir agora?

Palavras-chave: tecnologia

Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos

Publicado em: 07/03/2026 05:01

Terras raras: mineradora de Goiás conquista destaque mundial na mineração A exploração de terras raras em Goiás deve gerar até 12 mil empregos diretos entre cinco e dez anos, segundo estimativas da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás. As áreas vão desde engenheiros, operadores de máquinas e especialistas em logística. O estado se destaca devido a Minaçu, no norte de Goiás, ser é a única cidade fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais. Em Goiás, a exploração já começou há três anos. Segundo Joel de Sant'Anna Braga Filho, secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás, atualmente duas mineradoras operam no estado e, quando estiverem em atividade total, podem gerar de 5 a 6 mil empregos diretos cada uma. Para o secretário, o passo mais importante está ligado ao desenvolvimento da tecnologia, que pode trazer uma cadeia de investimentos e, consequentemente, novos empregos. Joel destaca que hoje uma mineradora gera mais de 2 mil empregos diretos. "Isso aí é muito importante, porque vai fazer com que Goiás tenha geração de emprego, porque vai trazer investimento para cá em vários setores", afirma. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Goiás no WhatsApp Um dos pontos ligados à tecnologia é que serão buscadas empresas dos ramos de data centers, empresas fabricantes de motores e de baterias, por exemplo. "Poderemos fazer uma troca. A gente exporta terra rara, mas a gente peça que essas empresas invistam aqui em outros setores ligados à tecnologia para fazer com que essa rota tenha um benefício para Goiás", destaca Joel. LEIA TAMBÉM SOBR AS TERRAS RARAS: Cidade em Goiás é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais Projeto com investimento bilionário realiza testes para processar elementos em Goiás Saiba quais os quatro elementos essenciais encontrados na única cidade fora da Ásia a produzi-los em escala comercial Estados Unidos financiam projeto em Goiás com até U$ 465 milhões Goiás negocia acordo com Japão para exploração de terras raras A gerente de projetos estratégicos do setor produtivo da SIC, Lívia Parreira, explica que a cadeia de terras raras é multidisciplinar e envolve uma gama de profissionais atuando em uma etapa estratégica diferente. Entre eles estão: Geólogos e Geofísicos: Descobrir, delimitar e caracterizar o depósito mineral; Engenheiros de Minas: Planejar e executar a lavra com segurança e eficiência econômica; Engenheiros Químicos e Metalurgistas: Transformar o minério bruto em produto comercial (concentrado de terras raras); Engenheiros e Gestores Ambientais: Garantir conformidade legal e minimizar impactos ambientais; Técnicos em Mineração: Executar a operação prática da lavra (apoio à perfuração, controle de qualidade do minério em campo); Operadores de Máquinas pesadas: Executar a operação prática da lavra (operação de escavadeiras e caminhões fora de estrada e controle de carregamento); Especialistas em Logística e Comércio Exterior: Garantir que o produto chegue ao cliente internacional com eficiência (vender e entregar com competitividade). Geração de empregos Seguindo as etapas citadas, Lívia destacou as áreas que devem gerar mais empregos em curto, médio e longo prazo. Segundo ela, a curto prazo é a vez da pesquisa mineral e implantação das minas. Essa será a fase com mais trabalhadores empregados, porém, de curta duração. "Terá maior contratação de geólogos, técnicos de mineração e de sondagem, topógrafos, engenheiros de minas, engenheiros ambientais, operadores de equipamentos, mão de obra temporária e alta demanda por serviços locais", disse Lívia. A médio prazo será a vez do beneficiamento e da separação química, também chamada de hidrometalurgia. Lívia explica que essa fase exige uma qualificação técnica elevada, como engenheiros químicos, técnicos industriais, operadores de planta e especialistas em controle de qualidade. Finalmente, a longo prazo, vem a industrialização de ímãs, componentes e tecnologia; é onde está o maior potencial de emprego e renda, com maior impacto econômico e social, disse a gerente de projetos. Trabalhadores que atuam na extração de terras raras, em Minaçu Divulgação/Serra Verde O que é a "terra rara" Lívia Parreira explica que o termo "terras raras" se refere a um grupo específico de 17 elementos químicos e precisa de duas características fundamentais: possuir uma concentração desses elementos e que seja economicamente viável para a extração deles. Segundo a especialista, os elementos não são raros e chegam a ser bastante abundantes na crosta terrestre. Ela separa as duas características em dispersão e dificuldade de separação. "Eles quase nunca se concentram em um único lugar em grandes quantidades. Estão muito espalhados e misturados de forma diluída no solo. Esses 17 elementos são quimicamente quase 'gêmeos'. Por conta dessa semelhança extrema, o processo industrial para separar um do outro é incrivelmente complexo e caro", explica. Mineradora Serra Verde explora quatro elementos de terras raras em Minaçu. Arte/g1 Depósito de Minaçu e tecnologia De acordo com Lívia, Minaçu, no norte do estado, é o único município a extrair terras raras hoje no Brasil. Na cidade existe um depósito de argila iônica, com concentrações significativas de ETRs leves (Neodímio (Nd) e Praseodímio (Pr)) e ETRs pesadas (Disprósio (Dy) e Térbio (Tb)), muito valorizados no mercado global por suas aplicações em tecnologia e energia limpa. O secretário Joel de Sant'Anna citou que a primeira mina que exporta a terra rara para a China é da mineradora Serra Verde. Segundo ele, os Estados Unidos aprovaram investimento de mais de 400 milhões de dólares para a segunda etapa de expansão de Minaçu e mais 5 milhões de dólares para investir em pesquisa em Nova Roma. "É a primeira cidade do ocidente que exporta já esse mineral para a China há três anos", enfatiza. O secretário disse ainda que a Serra Verde investiu em tecnologia e já consegue extrair e transformar a terra em um pó concentrado, porque a diferença é a tecnologia. Outra empresa, a Aclara, está com o processo de licenciamento também. “A tecnologia foi desenvolvida aqui. O investimento é americano, mas foi todo desenvolvido aqui, até por brasileiros. Outros estados ainda não conseguiram fazer o investimento para desenvolver a tecnologia", afirma. Mineração Serra Verde é considerada a única operação fora da Ásia a produzir, em escala, os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras Divulgação/Serra Verde Empresas instaladas ou com projetos futuros: Weichai (Itumbiara): empresa chinesa que fabrica motores elétricos e utiliza os minerais extraídos no estado. CAOA (Anápolis): já utiliza baterias em seus carros híbridos. Mitsubishi (Catalão): já produz veículos com tecnologia híbrida no estado. Changan e GAC: Montadoras chinesas que, segundo o secretário, estão vindo para Goiás. Parceiros Internacionais: grupos do Japão, Índia e novos grupos dos Estados Unidos para o desenvolvimento de baterias e motores. Minaçu tem depósito de terras raras em argila iônica Arte/g1 Mineradora Aclara A empresa Aclara atualmente está nas cidades de Nova Roma, onde fica o depósito mineral de terras raras e desenvolve o Projeto Carina, que reduz riscos e aumenta eficiência ambiental; Goiânia, com um escritório corporativo; e em Aparecida de Goiânia, com uma planta piloto, uma espécie de laboratório para testar, validar e aprimorar a tecnologia proprietária de processamento. O principal uso das terras raras pesadas está em ímãs permanentes, componentes críticos para tecnologias de eletromobilidade, robótica e alta tecnologia. Estão presentes em motores de veículos elétricos, geradores de turbinas eólicas, aplicações em eletrônicos, equipamentos industriais e outras soluções tecnológicas que exigem alto desempenho magnético. Segundo a empresa, o processo de extração dos minérios tem a remoção controlada da vegetação e a extração das argilas que contêm as terras raras, sem uso de explosivos. As argilas depois passam por um processo de separação e remoção de impurezas onde o produto tem cerca de 96% de pureza e depois reutiliza a água. "Trata-se de um processo de baixo risco técnico, sustentável, sem barragens de rejeitos e com forte controle ambiental", disse a empresa. Projeto Carina, da Aclara Resources, em Goiás Divulgação/Aclara Resources 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia