Arquivo de Notícias

Smartwatch promete ajudar a detectar hipertensão, mas falha em até 6 em cada 10 casos não diagnosticados

Publicado em: 21/02/2026 05:01

Smartwatch falha na maioria dos diagnósticos de hipertensão A possibilidade de receber no pulso um alerta sobre pressão alta pode parecer um avanço definitivo na prevenção cardiovascular. Mas um novo estudo indica que a tecnologia ainda está longe de substituir o aparelho tradicional de braço —e pode deixar escapar mais da metade dos casos de hipertensão não diagnosticados. A análise, publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA), avaliou o impacto populacional da nova função de notificação de hipertensão do Apple Watch, liberada em setembro de 2025 pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA). O recurso utiliza sensores ópticos para estimar padrões de fluxo sanguíneo e emitir alertas quando os dados sugerem pressão elevada. Ele não faz diagnóstico —apenas sinaliza risco. Os pesquisadores estimaram que o dispositivo teria sensibilidade de cerca de 41% —ou seja, detectaria pouco mais de 4 em cada 10 pessoas que realmente têm hipertensão não diagnosticada. Em contrapartida, a especificidade foi estimada em 92%, indicando que a maioria dos alertas positivos tende a corresponder a casos reais. smartwatch Freepik Pode ajudar, mas não pode ser método isolado Para o cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os dados mostram que a tecnologia é promissora, mas insuficiente como estratégia única de rastreamento. “O estudo mostra que o dispositivo pode ajudar a detectar quase metade dos pacientes que não sabem que são hipertensos. Porém, a alta porcentagem de pacientes que não foram detectados torna a metodologia insuficiente para detectar hipertensão na população em geral”, afirma. Segundo ele, o problema central está nos falsos negativos —estimados em 59%. “Não é aceitável. Metade das pessoas hipertensas perderiam a oportunidade de realizar controle adequado. Considero inapropriado utilizar como método isolado de triagem”, diz. Freepik O risco da falsa segurança A hipertensão é conhecida como “doença silenciosa” porque, na maioria das vezes, não provoca sintomas até causar complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. No estudo, os pesquisadores mostraram que o significado do alerta —ou da ausência dele— varia conforme a idade. Entre jovens com menos de 30 anos, receber um alerta eleva a probabilidade de hipertensão de 14% para 47%. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o alerta aumenta o risco estimado de 45% para 81%. Porém, mesmo sem notificação, o risco nos idosos ainda permanece elevado, em 34%. Para Katayose, esse dado exige cautela. “Em idosos, a sensibilidade cai para cerca de 34%, o que pode gerar a sensação de que está tudo bem. A orientação é manter as medidas pelos métodos tradicionais, com aparelho de manguito, e nunca suspender medicação com base apenas no smartwatch”, afirma. O cardiologista intervencionista Valerio Fuks, membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e diretor geral do Hospital Municipal do Coração São José, em Duque de Caxias (RJ), reforça que a hipertensão no idoso tem características próprias. “Os pacientes mais idosos frequentemente têm hipertensão sistólica isolada, por enrijecimento das artérias. Pode haver avaliação falsa pelo smartwatch. O paciente idoso deve ter acompanhamento mais rigoroso e não ficar dependente apenas dessa tecnologia”, explica. E entre os jovens? Se por um lado o relógio deixa escapar muitos casos, por outro pode revelar situações que passariam despercebidas, especialmente em adultos jovens. Embora a hipertensão seja mais comum com o envelhecimento, ela também pode surgir antes dos 40 anos, inclusive por causas secundárias, como distúrbios hormonais, doenças renais ou uso de determinados medicamentos. Nessa faixa etária, um alerta no smartwatch não fecha diagnóstico, mas funciona como um sinal de que algo precisa ser investigado. Isso porque a hipertensão não é definida por um pico isolado, e sim por médias repetidas ao longo do dia. Diante de uma notificação, a conduta adequada é confirmar os valores com métodos validados —como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), exame em que o paciente permanece 24 horas com o manguito aferindo automaticamente, ou com monitorização residencial. Especialistas ressaltam que jovens também podem ter hipertensão secundária e que um alerta pode ser a porta de entrada para um diagnóstico precoce. Nesse contexto, um eventual aumento na procura por consultas não é necessariamente negativo: pode significar mais gente sendo avaliada antes de desenvolver complicações. smartwatch Freepik Pode reduzir desigualdades? O estudo também identificou diferenças importantes entre grupos raciais, refletindo desigualdades já conhecidas na saúde cardiovascular. Na prática, a incorporação de wearables ao rastreamento pode ter dois efeitos opostos: ampliar o acesso ao diagnóstico ou reforçar desigualdades, dependendo de quem consegue adquirir o dispositivo. Cardiologistas avaliam que, se houver redução de custo e ampliação de acesso ao longo do tempo —como ocorreu com smartphones—, a tecnologia tende a contribuir para maior detecção de casos. Em países continentais como o Brasil, onde há regiões com acesso limitado a serviços médicos, qualquer ferramenta que estimule a busca por avaliação formal pode ter impacto. Ainda assim, o alcance depende de políticas públicas e de acesso real à tecnologia. O que fazer ao receber um alerta? O consenso é que o alerta deve ser levado a sério, mas não interpretado como diagnóstico definitivo. A orientação é iniciar investigação com medição adequada no consultório, repetir aferições em casa com aparelho validado e, se necessário, solicitar exames complementares, como MAPA. Dependendo do perfil do paciente, podem ser indicados exames laboratoriais e avaliação de causas secundárias. Por outro lado, a ausência de alerta não deve ser interpretada como sinal de que está tudo bem —especialmente em idosos ou pessoas com fatores de risco. Diretrizes podem mudar? Atualmente, as recomendações médicas exigem confirmação com aparelhos de manguito validados. A tecnologia vestível ainda não está incorporada às diretrizes como método diagnóstico. A tendência, porém, é de evolução. Com aperfeiçoamento dos sensores e novos estudos de validação, é possível que esse tipo de ferramenta venha a ser contemplado no futuro como estratégia complementar de rastreamento. Até lá, o smartwatch pode funcionar como aliado, desde que não substitua o básico: medir a pressão corretamente e procurar avaliação médica.

Palavras-chave: tecnologia

É #FATO: Macaco filhote rejeitado pela mãe 'adota' orangotango de pelúcia em zoológico do Japão; assista

Publicado em: 21/02/2026 05:00

Macaco rejeitado por mãe viraliza ao abraçar pelúcia em zoológico no Japão Circulam nas redes sociais vídeos de um macaco filhote que, após ter sido rejeitado pela mãe, passou a circular agarrado a um orangotango de pelúcia em um zoológico no Japão. É #FATO. selo fato g1 ▶️ Como são os vídeos? Desde o início de fevereiro, posts com milhões de visualizações nas redes sociais viralizaram ao compartilhar o vídeo de um filhote de macaco-japonês, chamado Punch, circulando com um orangotango laranja de pelúcia no zoológico de Ichikawa, cidade nos arredores de Tóquio. Um post no X relatou a seguinte história: "Pouco após nascer, um macaco chamado Punch foi rejeitado pela própria mãe. Para reduzir a ansiedade, os funcionários deram a ele um brinquedo de pelúcia como substituto simbólico da mãe que não teve. Punch se apegou imediatamente". Mas muitos usuários levantaram suspeitas de que as cenas poderiam ter sido criadas com inteligência artificial (IA). Veja dois exemplos: "Eu estou apaixonada pelo macaquinho Punch, coisa mais fofa, vontade de adotar essa fofura. Só espero que não seja um personagem de IA e a história do macaco a maior trollagem do ano"; e "Irmão, se esse macaco que anda com o macaco de pelúcia for IA, eu vou matar todo mundo". Eles podem ficar despreocupados. É possível encontrar diversas fotos e vídeos de Punch no perfil oficial do zoológico de Ichikawa no X. Em muitos deles, o macaco aparece tentando socializar com adultos, mas acaba sempre voltando ao orangotango de brinquedo (leia detalhes abaixo). 🟢 Por que é fato? Macaquinho Punch g1 A agência de notícias Reuters publicou, nesta sexta-feira (20), uma reportagem sobre o caso. Segundo o texto, Punch foi abandonado ao nascer, há sete meses. "Quando um visitante percebeu e alertou os tratadores, eles agiram rapidamente", diz o relato. O tratador Kosuke Shikano explicou que foi necessária uma "intervenção imediata" porque, no caso dessa espécie, o ato de se agarrar à mãe garante ao filho tanto a segurança quanto o desenvolvimento de força muscular. Antes do orangotango, foram testadas toalhas enroladas e outros bichos de pelúcia. "Este bichinho de pelúcia tem pelos relativamente longos e vários pontos fáceis de segurar. Nós o escolhemos porque se parece com um macaco, e acreditamos que essa semelhança pode ajudar Punch a se reintegrar ao grupo mais tarde", afirmou Shikano. Shikano acredita que a mãe do macaquinho o abandonou por conta do calor extremo de julho, quando ele nasceu. Ao longo dos últimos meses, Punch teve desentendimentos com os outros macacos ao tentar se comunicar com eles, mas os tratadores explicam que isso faz parte do processo de aprendizado e que ele está se integrando gradualmente ao grupo. “Acredito que chegará o dia em que ele não precisará mais do seu bichinho de pelúcia”, disse Shikano. No episódio de desentendimento mais recente, gravado nesta quinta-feira (19), Punch apareceu sendo arrastado por uma macaca adulta, após tentar interagir com outro filhote. A cena gerou revolta nas redes e levou o zoológico a divulgar um comunicado em inglês sobre o episódio, dizendo: "Confirmamos que vários vídeos se tornaram virais na internet. Quando Punch se aproximou de outro filhote do grupo para tentar se comunicar, e o filhote o evitou. Punch, então, se sentou, desistindo aparentemente de interagir, quando foi repreendido e arrastado por um macaco adulto. O macaco adulto que arrastou Punch é provavelmente a mãe do filhote com o qual ele tentou se comunicar. Ela provavelmente sentiu que seu bebê estava incomodado com Punch e ficou irritada, expressando algo como 'não seja malvado'. Punch já foi repreendido por outros macacos muitas vezes no passado e aprendeu a socializar com eles. No vídeo, após ser arrastado, Punch corre até seu bichinho de pelúcia em forma de orangotango. No entanto, como de costume, ele deixa o brinquedo pouco depois e volta a interagir com outros macacos. O vídeo foi provavelmente gravado na manhã de 19 de fevereiro. Durante os horários de alimentação, às 12h e às 15h, Punch se comportou como em qualquer outro momento do dia". A repercussão do caso levou a representante japonesa da loja de departamentos Ikea, onde o orangotango de Punch foi comprado, a doar diversos brinquedos de pelúcia para o zoológico. "A IKEA Japan Co., Ltd. presenteou o zoológico com brinquedos de pelúcia, como aquele carregado por Punch. Esperamos que ele encontre conforto nos bichinhos de pelúcia que recebeu e que, aos poucos, se acostume ao bando", diz o post do zoológico de Ichikawa (veja foto abaixo). Representante da Ikea e diretor do zoológico de Ichikawa celebram doação de brinquedos de pelúcia Ichikawa Zoo Macaco Punch g1 Veja também Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel Governo não criou imposto único de 44% sobre aluguel VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

A prisão de brasileiro que abalou rede global de abusadores de crianças

Publicado em: 21/02/2026 04:00

Documentário da BBC acompanhou rotina de policiais dedicados ao combate do abuso sexual infantil na dark web BBC Em uma manhã de 2019, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação que caiu como uma bomba atômica sobre redes globais de abusadores sexuais de crianças, mas quase ninguém ficou sabendo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Naquele dia, após vários meses de investigação e com o apoio de policiais de diferentes países, investigadores brasileiros prenderam um homem que administrava cinco dos maiores fóruns de materiais de abuso sexual infantil na "dark web", uma parte oculta da internet só acessível por ferramentas específicas. Segundo a PF, os fóruns tinham quase 2 milhões de usuários espalhados pelo mundo. Discreto e dotado de grande conhecimento técnico, o dono dos sites era conhecido na "dark web" como Lubasa e vinha conseguindo escapar das forças globais de segurança fazia alguns anos. Apesar da grandiosidade do feito, a prisão foi mantida em sigilo por um motivo: com os servidores do criminoso em mãos, a polícia tinha informações para desmascarar outros tantos abusadores que frequentavam seus sites e temia que, se eles soubessem da detenção de Lubasa, poderiam tentar fugir. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sete anos depois da prisão — e de centenas de novas operações ocorridas a partir daquela, incluindo o resgate de um menino sequestrado que era tratado como morto na Rússia —, a história é narrada em "Infiltrados na dark web", um documentário da BBC News Brasil com a BBC Eye, equipe de investigações da BBC. A equipe de reportagem passou sete anos acompanhando a rotina de policiais do Brasil, Estados Unidos, Rússia e Portugal que integram uma coalizão formada para combater o abuso sexual infantil na "dark web". Muitos deles trabalham infiltrados em fóruns frequentados por pedófilos, buscando informações que levem à identificação de criminosos e ao resgate de suas vítimas. Rafaella Parca, delegada da Polícia Federal que trabalha no combate ao abuso sexual infantil. BBC Espécie de internet paralela, não indexada por buscadores, a "dark web" foi criada em 1990 pelo Departamento de Defesa dos EUA para que espiões se comunicassem em segredo, já que a rede permite que usuários ocultem a identidade e rastros digitais. Após ter sido aberta ao público, em 2004, ela passou em poucos anos a abrigar fóruns voltados à distribuição de materiais de abuso sexual infantil, tornando-se um dos principais campos de ação para policiais que combatem esse tipo de crime. Floresta em Portugal onde Twinkle escondia seus arquivos. BBC O início das buscas A coalizão global de policiais retratada no documentário passou a priorizar a identificação de Lubasa, especialmente após a prisão de um de seus principais colaboradores — um português conhecido nos fóruns da "dark web" como Twinkle. Os nomes reais de Twinkle e Lubasa não são revelados para proteger suas vítimas. Twinkle era o principal colaborador do BabyHeart, um dos fóruns mais violentos da dark web. A plataforma era administrada pelo brasileiro Lubasa e abrigava cenas de abuso sexual de bebês. Twinkle fornecia "uma quantidade quase inacreditável" de fotos e vídeos de abusos para o site, diz à BBC Greg Squire, agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA e um dos líderes da coalizão internacional de policiais. Segundo Squire, o criminoso português produziu e postou na plataforma cenas de abusos de até 15 crianças diferentes. "Assistir alguém estuprar um bebê… Não há nada de humano nisso", diz Squire. Identificá-lo, porém, era difícil, pois Twinkle escrevia em diferentes idiomas e evitava compartilhar informações pessoais na rede. A primeira pista sobre sua nacionalidade só surgiu após Twinkle usar uma expressão típica da língua portuguesa em uma conversa em inglês com outro usuário: "Custou os olhos da minha cara". Mas ele só foi identificado tempos depois, quando a polícia brasileira prendeu um abusador de crianças que se correspondia virtualmente com o criminoso português. Twinkle foi preso em sua casa, em um vilarejo no norte de Portugal. Ao arrombar a porta, a polícia o encontrou na cama ao lado de duas crianças. Os arquivos onde ele armazenava fotos e vídeos de abusos estavam enterrados em uma floresta vizinha à residência e também foram recuperados. Mas, ao questionarem Twinkle sobre como poderiam tirar do ar o site BabyHeart, os policiais ouviram dele que somente uma pessoa seria capaz de fazê-lo: Lubasa, a quem o português chamou de "chefão". Twinkle cumpre hoje pena de 21 anos de prisão em Portugal. Operação contra abuso sexual infantil realizada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA BBC Um criminoso 'idolatrado por 2 milhões pessoas' O nome Lubasa já circulava entre os policiais da coalizão fazia alguns anos, mas ainda não havia pistas que levassem à sua identificação. "Lubasa estava em outro nível. Se chegássemos até ele, teríamos acesso a tudo o que acontecia sob seu comando", lembra Squire. Naquela altura, policiais brasileiros já estavam no encalço do criminoso. "Ele era uma pessoa idolatrada por mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo", diz a delegada brasileira Rafaella Parca, também integrante da coalizão e membro da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal. Por criar e manter a estrutura para que os fóruns de abuso sexual infantil funcionassem, Lubasa era tratado pela polícia como "responsável por todos os crimes que aconteciam dentro desses locais", diz Parca. Mas, assim como Twinkle e outros pedófilos da dark web, o brasileiro falava pouco de si na plataforma, dificultando sua identificação. Até que, após vários meses de investigações, seu nome real foi finalmente descoberto. Lubasa (rosto borrado, à esq.) é interrogado por policial no momento de sua prisão. Polícia Federal do Brasil/BBC As cenas da captura de Lubasa, em 2019, são reveladas pela primeira vez no documentário da BBC, assim como os detalhes de seu caso, que passaram vários anos sob sigilo. Sete anos depois, a polícia avalia que a divulgação das informações já não compromete outras investigações nem a busca por outros criminosos associados a Lubasa. "Ele ficou surpreso, apático, calado, como se aquilo fosse inacreditável", lembra Parca sobre o dia da prisão. "Ele acreditava que era inatingível." Hoje, Lubasa cumpre pena de 266 anos de prisão no Brasil. Ao capturá-lo, em meio a uma grande quantidade de lixo e sujeira na sua casa, a polícia encontrou os servidores que mantinham seus cinco fóruns de pedofilia no ar — máquinas avaliadas em vários milhares de reais. Foi a maior apreensão de arquivos da dark web na história, segundo a coalizão de policiais. Os arquivos foram compartilhados com as polícias que compunham a coalizão e com a Interpol, maior organização policial do mundo que reune 196 países para facilitar a cooperação global e o intercâmbio seguro de dados sobre crimes. Com base nos documentos, centenas de usuários dos fóruns de Lubasa foram identificados e presos em diferentes países. Entre os detidos, havia pessoas que produziam materiais de abusos e outras que viam e assistiam aos conteúdos. "Mesmo que a pessoa não tenha tido contato direto com crianças, ela é a razão da existência desses sites", diz Greg Squire, do Departamento de Segurança Interno dos EUA. "Essas pessoas criam a demanda e incentivam aqueles que têm acesso a crianças." Gordana Vujisic, investigadora da Interpol com experiência em casos de abuso de crianças. BBC Menino foi resgatado na Rússia Os arquivos apreendidos com Lubasa provocaram uma reviravolta em um caso que chocou a Rússia, em 2020. Fazia 52 dias que a polícia russa procurava um menino de 7 anos sequestrado enquanto voltava da escola, em uma zona rural. Acompanhadas com destaque pela imprensa russa, as buscas envolveram milhares de voluntários e agentes de diferentes forças de segurança. Fazendas e armazéns abandonados foram examinados, e as equipes esmiuçaram o trajeto do menino em busca de algum rastro. Mas, sem pistas significativas após várias semanas, a polícia suspendeu a operação e passou a considerar que o garoto tinha sido morto pelo sequestrador. Enquanto isso, o agente Greg Squire viu em um fórum na dark web fotos de um menino "loiro, claramente em sofrimento", que se parecia com o garoto russo desaparecido. As fotos haviam sido postadas por um usuário conhecido como Lover Boy Only (LBO), que já era monitorado por Greg. O agente lembra que LBO já havia dito nos fóruns que tinha planos de sequestrar e matar um menino. Squire pediu então a ajuda de Gordana Vujisic, uma investigadora da Interpol em Montenegro, país da região dos Balcãs, com grande experiência em casos de abuso sexual infantil — e falante de russo. "Estávamos todos em fusos horários diferentes, mas, mesmo sendo noite nos Estados Unidos ou na Rússia, quando eu enviava uma mensagem, recebia uma resposta imediatamente", ela lembra. "Nem sequer pensávamos em dormir." Os policiais temiam que LBO concretizasse o plano de matar o menino. "A vida dele estava em nossas mãos", diz a policial. Vujisic então passou a se debruçar sobre os arquivos apreendidos durante a captura de Lubasa, em busca de alguma pista sobre a identidade de LBO. Dentre as milhares de mensagens e fotos postadas pelo criminoso nos fóruns geridos por Lubasa, ela encontrou três informações que poderiam destravar as investigações: em diferentes conversas, LBO citou o local de trabalho do irmão, disse que sua mãe tinha morrido em um acidente de carro e que ele sofria de esquizofrenia. Ao cruzar as informações, a polícia chegou ao nome de Dimitriy Kopylov e mobilizou uma equipe de resgate para vasculhar sua residência. Chegando lá, arrombaram portas e janelas e encontraram Kopylov com o menino — vivo. O garoto foi devolvido a seus pais, e Kopylov, condenado a 19 anos de prisão. Casa onde sequestrador russo mantinha menino capturado enquanto voltava da escola. BBC Ciclo sem fim Desde 2018 dedicada a investigações de abuso sexual de crianças, a delegada Rafaella Parca diz que, nesse campo, o fim de um caso significa o início de outro. As provas colhidas em uma investigação muitas vezes levam a outros suspeitos, alimentando um ciclo que nunca se encerra. Em nenhum caso isso foi tão verdadeiro quanto no de Lubasa, diz Parca. "A gente sabia que aquela prisão seria o início de outras coisas, [ficou] uma sensação de que o trabalho estava recomeçando a partir dali", afirma a delegada. Mesmo assim, Parca diz conseguir desfrutar do momento ínfimo que separa o fim de um caso do começo do seguinte. "A gente sofre tanto até conseguir resolver, e quando a gente resolve, resgata uma criança ou prende o abusador, é algo libertador", diz a delegada. "Você vê o resultado imediato, você muda a vida de uma criança, de uma família, de um círculo de pessoas, e isso é indescritível."

Palavras-chave: cibernético

Microaposentadoria: por que tantos profissionais estão pausando a carreira e como sobrevivem

Publicado em: 21/02/2026 03:00

Microaposentadorias e mini-sabáticos estão crescendo entre profissionais que buscam descanso e reinvenção da carreira Freepik Se você sonha acordado com uma pausa no trabalho, pode imaginar duas semanas de férias ou um fim de semana prolongado. Mas algumas pessoas ousam imaginar algo maior e encontram maneiras de dar um respiro substancial ao estresse ou à rotina diária. Mini-sabáticos. Anos sabáticos para adultos. Microaposentadoria. Pausas prolongadas na carreira recebem muitos nomes e assumem diversas formas — desde usar o tempo entre empregos para explorar novos caminhos ou tirar uma licença aprovada pelo empregador até se tornar um nômade digital ou economizar para uma aventura de meses. Criar espaço para uma reinicialização, seja mental, física ou espiritual, é o fio condutor. Custos, responsabilidades pessoais e o medo de serem julgados por colegas, amigos e familiares estão entre os obstáculos que impedem as pessoas de dar uma pausa na vida profissional e partir em busca de novas perspectivas, de acordo com especialistas em períodos sabáticos e pessoas que já passaram por essa experiência. 'Workation': conheça a tendência que une viagem de lazer ao trabalho Não é mais apenas para acadêmicos A visão dos americanos sobre tirar férias é diferente da de grande parte da Europa, onde o tempo livre e o descanso são priorizados, disse Kira Schrabram, professora assistente de gestão na escola de negócios da Universidade de Washington, que estuda trabalho significativo e sustentável. Na União Europeia, os trabalhadores têm direito, por lei, a pelo menos 20 dias de férias remuneradas por ano. Mas, de acordo com Schrabram, cada vez mais empresas estão permitindo semanas ou meses de licença remunerada ou não remunerada como forma de reter funcionários valiosos. Há sete anos, ela levou sua experiência em pesquisa sobre burnout para o Sabbatical Project, uma iniciativa fundada por DJ DiDonna, professora sênior da Harvard Business School, que promove o período sabático como “um ritual humano sagrado” ao qual mais pessoas deveriam ter acesso. Schrabram, DiDonna e o professor emérito da Universidade de Notre Dame, Matt Bloom, entrevistaram 50 profissionais americanos que fizeram uma pausa prolongada em atividades não acadêmicas. A partir das respostas, identificaram três tipos de sabáticos: férias de trabalho, que envolvem a busca de um projeto pessoal; “mergulhos livres”, que combinam aventuras emocionantes com períodos de descanso; e jornadas empreendidas por pessoas esgotadas, que se engajam em explorações transformadoras após se recuperarem o suficiente. Mais da metade dos entrevistados financiou os próprios períodos sabáticos. Em um artigo para a Harvard Business Review, os pesquisadores defenderam o uso dessas pausas como ferramenta para recrutar, reter e desenvolver talentos. Mas, como licenças remuneradas prolongadas não são comuns, “estamos realmente questionando a ideia de que um período sabático precisa ser patrocinado por um empregador”, disse Schrabram sobre o projeto, que criou uma rede de consultores e mentores para incentivar quem tem interesse em tirar um período sabático. Cada vez mais pessoas estão optando por pausas prolongadas no trabalh Ilustração da AP / Peter Hamlin Liderar pelo exemplo Roshida Dowe tinha 39 anos e trabalhava como advogada corporativa na Califórnia quando foi demitida, em 2018. Em vez de procurar um novo emprego imediatamente, decidiu passar um ano viajando. Surpresa com a quantidade de pessoas que perguntavam como havia conseguido, resolveu trabalhar como coach online para quem deseja fazer uma pausa na carreira. Ela e Stephanie Perry, ex-técnica de farmácia que também tirou um ano sabático para viajar e descobriu sua vocação como coach, cofundaram a ExodUS Summit, uma conferência virtual para mulheres negras discutirem a possibilidade de tirar um ano sabático ou morar no exterior. As palestrantes abordam tanto questões práticas, como finanças, segurança e saúde, quanto temas mais filosóficos, como o valor do descanso e a superação de traumas intergeracionais. Dar destaque a mulheres que partiram para conhecer o mundo é algo poderoso porque “muitas de nós não estamos abertas a possibilidades que não nos foram apresentadas antes”, disse Dowe, que se mudou para a Cidde do México como parte de sua própria reinvenção. “Quando dou consultoria para mulheres que querem tirar um período sabático, a principal coisa que elas procuram é permissão”, afirmou. Para Perry, as férias no Brasil, em 2014, serviram de catalisador quando conheceu pessoas hospedadas no mesmo hostel que viajavam por meses, e não apenas por dias. Ela pesquisou sobre viagens econômicas e descobriu que era possível se manter com US$ 40 por dia. Antes disso, “eu tinha certeza de que todas as pessoas que viajavam por longos períodos eram herdeiras de grandes fortunas”, disse. O principal desafio é financeiro e social: muitos precisam planejar e enfrentar o medo de julgamento Freepik Financiando o sonho O custo é um obstáculo comum para quem considera fazer uma pausa na carreira. Existem maneiras criativas de contornar isso, afirmou Perry, que tem residência legal no México e um apartamento em Bogotá, na Colômbia. “Cuidar de casas é o motivo pelo qual posso trabalhar muito pouco e viajar bastante”, disse. Perry, que mantém um canal no YouTube onde publica vídeos sobre viagens e sobre como se tornar expatriada sendo uma mulher negra americana, arrecada dinheiro por meio dos inscritos para patrocinar mulheres negras em períodos sabáticos. Quando Ashley Graham fez uma pausa no trabalho em uma organização sem fins lucrativos em Washington, DC, planejou uma viagem de carro que incluía visitar amigos com quem poderia se hospedar gratuitamente. “Foi uma ótima maneira de me conectar com minha vida passada”, disse Graham, que posteriormente se mudou para Nova Orleans depois de se apaixonar pela cidade durante o período sabático. Taylor Anderson, planejadora financeira certificada baseada em Vancouver, Washington, é especializada em ajudar clientes a planejar períodos sabáticos. Ela afirma que muitos dos mesmos princípios aplicados à poupança para um período sabático valem para a aposentadoria. Ambos exigem disciplina financeira, além da capacidade de reconhecer quando é seguro gastar. “Falamos sobre o dinheiro respirando. Às vezes é inspirando, às vezes expirando”, disse Anderson, que também experimentou os benefícios de um período sabático para se reinventar. “Muitas vezes descobrimos que as pessoas têm dinheiro guardado, mas têm medo de gastá-lo.” “A questão de ‘o que é suficiente?’ é realmente difícil”, acrescentou. Será que todos podem se dar ao luxo de ficar um mês ou mais sem salário? Claro que não. Mas, para aqueles que conseguiram juntar uma reserva financeira, “o custo é, na verdade, menor do que se imagina”, afirmou. Nesta foto fornecida por Micaela Sling Media, Roshida Dowe, em primeiro plano, monta um camelo acompanhada por várias participantes do ExodUS Summit Micaela Peters/Micaela Sling Media via AP Riscos e recompensas Em 2018, os artistas Eric Rewitzer e Annie Galvin deixaram dois funcionários responsáveis por sua galeria em São Francisco para passar o verão na França e na Irlanda. “Foi aterrador”, disse Rewitzer, que se descreve como viciado em trabalho e controlador compulsivo. “Foi um enorme exercício de confiança.” Ao retornar a São Francisco, passou a ver a cidade de forma diferente. Sentia que sua vida estava desequilibrada — muito trabalho e pouco tempo em contato com a natureza. Essa mudança de perspectiva levou o casal a comprar o que imaginavam ser uma casa de fim de semana na Serra Nevada. O imóvel se tornou residência permanente quando fecharam a galeria durante a pandemia de Covid-19. “Tudo se resume à mesma coisa: estar disposto a correr riscos”, disse Rewitzer. Um estilo de vida Ao interromper os estudos para curtir a vida de esquiador em Vail, no Colorado, Gregory Du Bois adotou o hábito de tirar mini-sabáticos ao longo da carreira corporativa na área de TI. A cada novo emprego, negociava períodos prolongados de férias, explicando aos gerentes que, para ter o melhor desempenho, precisava de pausas para recarregar as energias. “É um estilo de vida tão arraigado que quase não o considero um período sabático”, disse Du Bois, que se aposentou da área de tecnologia e passou a trabalhar como coach de vida em Sedona, no Arizona. “Para mim, é uma regeneração espiritual.” Short friday: sair mais cedo do trabalho às sextas já é realidade em algumas empresas

Palavras-chave: tecnologia

A desorganização que virou um negócio de R$ 320 mil por mês

Publicado em: 21/02/2026 02:00

Startup criada para escolas de música fatura R$ 320 mil por mês em SC Empreender não é apenas ter uma boa ideia. É também lidar com rotinas que poucos gostam: agenda, cobranças, relatórios, burocracia. Em uma escola de música, onde professores, alunos, horários e pagamentos precisam funcionar em harmonia, qualquer desorganização pode comprometer o negócio inteiro. Foi a partir desse desafio que nasceu uma startup que hoje atende escolas em todo o país. Criada por Matheus Valim, a plataforma de gestão foi desenvolvida para automatizar processos e modernizar a administração de escolas de música. O sistema organiza desde matrículas e cobranças até a comunicação entre alunos, professores e gestores, funcionando como uma “secretaria digital” na palma da mão. “É um sistema feito para ajudar a escola a se organizar, automatizar processos e deixar o negócio mais moderno”, resume o empreendedor. Startup criada para escolas de música fatura R$ 320 mil por mês em SC Reprodução/PEGN A ideia surgiu de forma quase informal. O primeiro protótipo foi criado pelo pai de Matheus, que já trabalhava com tecnologia, para ajudar um amigo da família que tinha uma escola de música em Cuiabá, no Mato Grosso. A instituição enfrentava dificuldades de gestão, e a solução simples, desenvolvida em um fim de semana, começou a mostrar resultados rapidamente. Anos depois, a família se mudou para Florianópolis, em busca de oportunidades acadêmicas e profissionais. Foi na capital catarinense, conhecida pelo ecossistema de inovação e tecnologia, que Matheus decidiu transformar a ferramenta em negócio. Músico de formação e vindo de uma família ligada à música, ele percebeu que o problema enfrentado pelo amigo se repetia em dezenas de escolas pelo Brasil. “Quando surgiu a oportunidade de empreender, a gente pensou: será que esse sistema não pode ajudar outras escolas também?”, conta. A resposta veio com o crescimento da base de clientes. Hoje, a plataforma atende cerca de 1.200 escolas de música em todo o país, que somam aproximadamente 120 mil alunos e mais de 15 mil professores. A empresa opera a partir de Florianópolis e está incubada em um hub de tecnologia ligado à Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), ambiente que ajudou a estruturar o negócio. “Foi uma virada de chave para a empresa. A gente começou a ter mais visão de negócio e recebeu apoio de outros empreendedores, mentorias e programas de capacitação”, diz Matheus. Startup criada para escolas de música fatura R$ 320 mil por mês em SC Reprodução/PEGN Um dos diferenciais da startup está no modelo de precificação. A mensalidade é proporcional ao número de alunos atendidos pela escola, o que torna o serviço acessível para instituições pequenas e escalável para as maiores. Segundo o empreendedor, escolas que adotam o sistema registram, em média, crescimento de 44% no faturamento no primeiro ano, impulsionado pela organização e pela automação dos processos. “O professor fica mais organizado, o aluno acompanha aulas e materiais, e a gestão ganha tempo para focar no crescimento”, explica. Na prática, o impacto é sentido no dia a dia. Em São Paulo, uma das clientes trocou planilhas e anotações manuais por poucos cliques. “Eu levava dias para fechar o mês. Agora, em cinco minutos, está tudo pronto”, relata a dona de uma escola de música na zona sul da capital. O sistema também melhora a rotina dos professores, que passam a ter acesso organizado à agenda, conteúdos e histórico dos alunos. “A gente consegue focar em dar aula e preparar o conteúdo. Isso otimiza muito o tempo”, avalia um professor que utiliza a plataforma. Com faturamento médio mensal de cerca de R$ 320 mil, a startup mostra como tecnologia, nicho bem definido e entendimento profundo do cliente podem transformar um problema cotidiano em um negócio escalável. Para Matheus, mais do que números, o projeto carrega um propósito. “A música é uma forma de desenvolvimento pessoal. E empreender dessa forma é também desenvolver as pessoas ao nosso redor”, afirma. Startup criada para escolas de música fatura R$ 320 mil por mês em SC Reprodução/PEGN Emusys 📍Rua Santa Luzia, 100, Sala 518 - Trindade, Florianópolis – SC, 88.036-540, Brasil 📞Telefone: (48) 99178-4321 (Whatsapp, não aceita ligações) 🌐 Site: https://www.emusys.com.br 📧E-mail: contato@emusys.com.br 📘Facebook: https://www.facebook.com/emusys/ 📸Instagram: https://www.instagram.com/emusys.oficial/ Ária Musical 📍Rua caramuru 454, Saúde - São Paulo, SP – CEP: 04138-001 🌐Site: https://ariamusical.com.br/ 📧 E-mail: ariamusical2020@gmail.com 📸 Instagram: https://www.instagram.com/ariamusical/

Palavras-chave: tecnologia

Regras da Anvisa sobre cannabis medicinal devem impulsionar pesquisas e produção no DF

Publicado em: 21/02/2026 02:00

Anvisa publica regras para cultivo e pesquisa de cannabis medicinal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no começo deste mês, resoluções que detalham como vai funcionar o cultivo de cannabis no Brasil. As regras entram em vigor em agosto, quando começa também um "sandbox experimental" – período de cinco anos no qual a Anvisa vai testar atividades relacionadas à cannabis fora do modelo industrial tradicional e em pequena escala. A coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da Universidade de Brasília (UnB), Andrea Gallassi, já comemora o avanço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em entrevista ao g1, Andrea explica que as novas regras devem facilitar muito a realização de estudos científicos. Até aqui, cada nova pesquisa exigia uma autorização específica da Anvisa. "Isso mudou. Com as novas resoluções, você amplifica o processo da pesquisa científica. Em uma única autorização guarda-chuva, cabem várias pesquisas”, explica. Além de investigar as novas aplicabilidades terapêuticas, a autorização para pesquisa permite analisar rótulos e produtos com cannabis – incluindo óleos produzidos por associações de pacientes. “No modelo sandbox, como estão chamando o modelo regulatório experimental, vamos poder analisar os óleos para verificar qualidade e poder ajudar associações a extraírem produtos adequados”, detalhe. 🔎 O pacote também cria um ambiente regulatório experimental para testar, sob supervisão da agência, modelos de fornecimento fora do padrão industrial — como os adotados por associações de pacientes. 🔎 Com isso, a Anvisa normatiza toda a cadeia produtiva, do cultivo ao uso dos produtos, e passa a permitir que empresas cultivem a planta para fins medicinais e farmacêuticos. Detalhes de uma flor de cannabis Reprodução Mudanças na ponta As mudanças também podem favorever a atuação de entidades como a Associação Brasileira do Pito do Pango (Abrapango), que atua na defesa do acesso seguro e humanizado à cannabis medicinal. A ONG, que tem sede em Brasília, oferece suporte jurídico e técnico a pacientes, capacita profissionais da saúde e também produz e comercializa medicamentos à base de cannabis. Para Monica Barcelos, diretora executiva da Abrapango, a tendência é de expansão consistente. “As associações já produzem dados reais de uso terapêutico no Brasil. Isso deve evoluir para protocolos mais estruturados, estudos clínicos observacionais e parcerias científicas, gerando evidências nacionais em condições como TEA [transtorno do espectro autista], dor crônica, doenças neurodegenerativas, entre outras”, afirma. Monica destaca que o marco regulatório traz segurança jurídica para as pesquisas, destravando financiamentos, parcerias com universidades e aprovação ética. Segundo ela, isso garante mais estudos com melhor qualidade metodológica e validação científica real, além de permitir que a academia desmistifique os estigmas sobre o tema. A confirmação disso tudo, no entanto, só virá quando a Anvisa publicar os editais de chamamento do "sandbox" regulatório. "Só então, saberemos se as associações serão incluídas de forma justa ou se permaneceremos em um modelo excludente", finaliza. Quem pode cultivar❓ Universidades, instituições de ciência e tecnologia, órgãos de segurança pública e fabricantes de medicamentos estão autorizados a cultivar para pesquisa científica, inclusive variedades da planta com maior teor de THC. 🚨Todo processo será feito sob regras de segurança e fiscalização. Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a nova regulamentação permite estruturar oficialmente um programa científico dedicado à Cannabis sativa, com foco em genética, manejo, industrialização e políticas públicas 👉 Em novembro de 2025, a Anvisa já havia concedido uma autorização excepcional para pesquisas da Embrapa, válida exclusivamente para fins científicos e sem comercialização. Agora, com o pacote de fevereiro deste ano, a expectativa é ainda mais positiva. Segundo Daniela Bittencourt, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o ambiente regulatório mais definido abre oportunidade para o Brasil construir uma cadeia produtiva estruturada. Na prática, isso envolve estruturar quatro pilares: Cultivares: genética, sementes e melhoramento; Sistemas de produção: protocolos agronômicos, manejo e sanidade, indoor/outdoor conforme o caso; Pós-colheita e qualidade: padronização, estabilidade e controle de contaminantes; Economia, zoneamento e políticas públicas: modelos produtivos viáveis, inclusão e subsídios técnicos para regulação. “A regulamentação cria um ambiente mais previsível para transformar pesquisa em solução: viabiliza planejamento de infraestrutura, parcerias e rotinas de rastreabilidade e controle, e dá mais segurança para que a cadeia se organize com padrões de qualidade”, afirma. Ainda assim, Bittencourt aponta desafios: é preciso maior clareza sobre o caminho para o cultivo e uso medicinal de materiais com maior teor de THC, além da regulamentação do cânhamo para fins industriais. 🍀O cânhamo industrial é uma planta da espécie Cannabis sativa cultivada para uso industrial e comercial. Com baixo teor de THC, pode ser usado em medicamentos, cosméticos, alimentos, roupas, acessórios e até instrumentos musicais. Além disso, a pesquisadora chama a atenção para necessidade de haver políticas públicas, que estimulem o setor industrial e garantam inclusão produtiva, com participação de pequenos produtores. "Se o país seguir alinhando regulação, ciência e políticas públicas, a cannabis pode se conectar de forma consistente à agenda nacional de bioeconomia e desenvolvimento”, declara. O cannabis medicinal é um óleo extraído da planta da maconha Profissão Repórter LEIA TAMBÉM: AGRESSÃO: 'Vamos pegar eles’: veja prints de conversa de Pedro Turra antes de agressão em festa do DF; adolescente morreu ACIDENTE: 5 policiais militares ficam feridos após acidente com viaturas no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Amazon força uso de IA, robô apaga sistemas da AWS e humanos levam a culpa

Publicado em: 21/02/2026 02:00 Fonte: Tudocelular

A Amazon confirmou, em comunicado ao Financial Times, que falhas humanas de configuração em ferramentas de IA causaram pelo menos duas interrupções na infraestrutura da AWS. O incidente mais grave resultou em uma queda de 13 horas após um agente autônomo deletar e tentar recriar um ambiente de produção. O caso principal envolve o Kiro, um assistente de codificação lançado em julho de 2025. Segundo relatórios internos, o agente de IA generativa determinou de forma autônoma que o melhor curso de ação para uma tarefa era a exclusão completa do ambiente de software. A ação afetou o serviço AWS Cost Explorer em regiões da China continental, impossibilitando o gerenciamento de custos por parte dos clientes.A Amazon Web Services alegou que o problema não reside na autonomia da tecnologia, mas sim em um erro de configuração de permissões. O engenheiro responsável pelo monitoramento teria concedido ao Kiro acesso de administrador sem a exigência de uma revisão por pares, o que permitiu que o comando de exclusão fosse executado sem intervenção humana.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Família dividida entre Caprichoso e Garantido curte junta a primeira noite do Carnaboi 2026 em Manaus

Publicado em: 21/02/2026 01:10

Duas noites de Carnaboi 2026 terão transmissão na Rede Amazônica Nem a rivalidade entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido é capaz de separar uma família apaixonada pela cultura popular. Na primeira noite do Carnaboi 2026, nesta sexta-feira (20), no Sambódromo de Manaus, parentes torcedores dos bois Caprichoso e Garantido mostram que a festa pode ser vivida em clima de união e diversão. A estagiária da área de tecnologia Alefe Souza é torcedora do Garantido e contou que a tradição de acompanhar os bois vem de longa data e atravessa gerações da família, sempre juntos independente do vermelho ou azul. “Lá em casa todo mundo é dividido. Minha mãe e minha irmã são Caprichoso, minha avó é Garantido, e fica aquela discussão saudável”, disse, aos risos. Segundo Alefe, apesar das cores diferentes, o sentimento é o mesmo. “É super divertido. A gente acompanha a temporada bovina desde o início até o final. É um amor pelo boi que vem da infância e segue com a gente ao longo da vida”, afirmou. “A gente vai crescendo, vai envelhecendo, mas continua junto acompanhando. É muito gratificante viver isso em família”, completou. HORÁRIO DOS SHOWS: Veja programação completa dos dois dias de Carnaboi 2026 em Manaus A estagiária da área de tecnologia Alefe Souza curte o Carnaboi 2026 em Manaus com a família. Patrick Marques/g1 AM Transmissão do Carnaboi 2026 O Carnaboi 2026 em Manaus inicia nesta sexta-feira e segue no sábado (21), com entrada gratuita. O evento é transmitido ao vivo pela Rede Amazônica e pelo g1. Os espectadores poderão acompanhar nos seguintes horários: 📺 Sexta-feira (20), após o Globo Repórter, às 22h50 📺 Sábado (21), após o Altas Horas, por volta das 23h30 Pela internet, a transmissão em tempo real acontece no g1 Amazonas de forma simultânea com a TV. Além das apresentações ao vivo, os internautas poderão conferir entrevistas com os brincantes, itens e artistas dos bois, além de detalhes sobre que acontece nos bastidores. Para acompanhar clique aqui.

Palavras-chave: tecnologia

Como apreensão de meia tonelada de droga deu origem a operação contra 'núcleo político' do CV no AM

Publicado em: 21/02/2026 00:00

Polícia Civil mira núcleo político do Comando Vermelho no Amazonas A Polícia Civil do Amazonas deflagrou a operação "Erga Omnes" contra um grupo ligado ao Comando Vermelho suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, na sexta-feira (20). A ação, que ocorreu em Manaus e em outros seis estados, é resultado da investigação de uma apreensão de mais de meia tonelada de drogas e sete fuzis, em agosto de 2025, na capital amazonense. Na operação de sexta, a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito deles no Amazonas. Entre os presos, estão a ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça do estado. Outras nove pessoas são consideradas foragidas, entre elas, Allan Kleber Bezerra Lima, apontado como líder do "núcleo político". Segundo apurado pela Rede Amazônica, a atuação do grupo entrou no radar da polícia em 6 de agosto de 2025, quando 523 quilos de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, duas lanchas e um carro foram apreendidos no bairro Educandos, na Zona Sul de Manaus. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com o relatório de ocorrências da PM, uma equipe estava em patrulhamento próximo à ponte do Educandos e viu duas pessoas em atitude suspeita, que fugiram em direção às margens do rio. Os policiais foram até o local e encontraram 10 suspeitos desembarcando caixas com droga de duas lanchas para um carro. Houve troca de tiros e nove suspeitos conseguiram fugir. Um homem, que estava dentro do carro usado pelo grupo, foi preso em flagrante. No veículo, foram encontrados meia tonelada de maconha e sete fuzis, sendo seis de calibre 7.62 e um de calibre 5.56. Além da droga e das armas, também foram apreendidos o carro e duas lanchas com motores 200HP. A partir do caso, a Polícia Civil abriu inquérito para identificar quem comandava o esquema, quem financiava e como funcionava o transporte da droga. Apressão de mais de meia tonelada de drogas levou às investigações que resultaram na operação 'Erga Omnes'. Divulgação/Polícia Militar Grupo tinha estrutura organizada, diz polícia Durante o inquérito, a polícia descobriu uma cadeia de comando com operadores logísticos, financiadores e colaboradores que facilitavam o esquema criminoso. Eles eram divididos de maneira organizada, com tarefas delimitadas e núcleos operacionais. 💰A estimativa da polícia é que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018. A facção tinha ainda rotas definidas para trazer a droga da Colômbia e distribuir os entorpecentes pelo país a partir do Amazonas. Para isso, empresas de fachada, nos ramos de transporte e locação, foram criadas. Elas eram usadas para ocultar a movimentação dos valores oriundos do tráfico, segundo a polícia - análises indicam incompatibilidade entre o volume financeiro movimentado e a capacidade econômica declarada pelos envolvidos. Além disso, a cobertura logística dessas empresas "fantasma" maquiava o transporte das drogas, dando suporte logístico ao Comando Vermelho. Carros também eram alugados em nome de terceiros para dificultar o rastreamento pelas autoridades. Os elementos reunidos apontam, ainda, indícios de tentativas de obtenção indevida de informações sigilosas relacionadas a procedimentos criminais, com o objetivo de antecipar ações policiais e judiciais que atrapalhassem o tráfico. Segundo a polícia, o grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões desde 2018, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano. LEIA TAMBÉM: Mulher é presa no PA em operação para desarticular 'núcleo político' do Comando Vermelho no AM Alvos incluem servidor público e ex-assessores No Amazonas, estão entre os alvos um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), uma integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida, além de ex-assessores parlamentares e um policial militar. O prefeito da capital não é investigado. O g1 tenta contato com a defesa dos presos na operação, mas não obtivemos retorno até a última atualização desta reportagem. Veja quem foi preso no estado: Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas; Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Foi chefe de gabinete do prefeito da capital até 2023; Alcir Queiroga Teixeira Júnior – citado na investigação como ligado a movimentações financeiras suspeitas; Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar; Osimar Vieira Nascimento – policial militar; Bruno Renato Gatinho Araújo; – investigado por participação no esquema Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara. Mandados também foram cumpridos em outros seis estados. Entre eles, a prisão de Lucila Costa Meireles, de 42 anos, também apontada como integrante do núcleo político. Ela já exerceu cargos de assessoria parlamentar, inclusive na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara Municipal de Manaus. Os investigados devem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional. INFOGRÁFICO - Operação contra 'núcleo político' do CV no Amazonas [VALE ESTE] g1

Palavras-chave: câmara municipal

Presidente da Unafisco se torna investigado após criticar inquérito sobre suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo

Publicado em: 20/02/2026 22:10

Presidente da Unafisco vira investigado depois de criticar operação que apura suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do STF Depois de criticar a operação que apura as suspeitas de vazamentos de dados sigilosos de ministros do Supremo, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal virou investigado dentro do inquérito das fake news, comandado por Alexandre de Moraes. Kléber Cabral prestou depoimento à Polícia Federal. O depoimento ocorreu nesta sexta-feira (20), três dias depois de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Alexandre de Moraes a partir de pedido da Procuradoria-Geral da República. O STF - Supremo Tribunal Federal informou que a operação foi um desdobramento do inquérito das fake news, conduzido por Moraes, para apuração de possível vazamento indevido de dados sigilosos de ministros do Supremo, do procurador-geral da República e de seus familiares. Quatro servidores públicos foram alvos da operação. Um deles é auditor da Receita Federal. Os outros três, cedidos por outros órgãos. Eles tiveram os celulares apreendidos, foram afastados da função pública, tiveram os passaportes cancelados, estão proibidos de sair do país e usando tornozeleira eletrônica. A Receita Federal afirmou que uma auditoria está em andamento e que irregularidades já detectadas foram comunicadas ao ministro Alexandre de Moraes. Na quarta-feira (18), dia seguinte à operação, o presidente da Unafisco, Kléber Cabral, deu entrevista à imprensa com críticas à ação contra os servidores públicos, às medidas cautelares determinadas por Alexandre de Moraes - como uso de tornozeleira eletrônica - e à divulgação dos nomes dos alvos. Uma das entrevistas foi ao programa Estúdio i, da GloboNews: “Há uma mensagem, que eu preciso registrar, subliminar, que isso afeta muitos auditores, que é o seguinte: esse tipo de medida busca humilhar, busca constranger e busca amedrontar. E o pior é que dá certo”, diz Kléber Amaral. No dia seguinte, Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal intimasse Kléber Cabral a prestar depoimento. A decisão foi sigilosa. O presidente da Unafisco não sabia em que condição iria depor - se como testemunha ou investigado. Kléber Cabral foi ouvido pela Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (20) por videoconferência. O teor do depoimento não foi divulgado por causa do sigilo da investigação. Presidente da Unafisco se torna investigado após criticar inquérito sobre suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Jornal Nacional/ Reprodução Em nota, divulgada no início da noite, a Unafisco afirmou que Kléber Cabral foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado inquérito das fake news, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira (18); e que, conforme informado pela autoridade policial, o procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual o presidente da entidade não poderá comentar o conteúdo do depoimento neste momento. Na noite desta sexta-feira (20), entidades divulgaram manifestações em apoio ao presidente da Unafisco. O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado e o Instituto Servir Brasil afirmaram que acompanham o caso e que a liberdade de expressão e o exercício do mandato associativo são prerrogativas essenciais ao funcionamento do Estado democrático de direito. A Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais enfatizou a relevância da atuação independente das carreiras fiscais. A Confederação Nacional dos Servidores Públicos manifestou preocupação com a convocação por declarações públicas e destacou a proteção constitucional à liberdade de manifestação. A Delegacia Sindical de São Paulo do Sindifisco Nacional declarou solidariedade a Kléber Cabral. LEIA TAMBÉM Andréia Sadi: Auditor confirmou que acessou dados de parente de Gilmar Mendes, diz presidente da Unafisco Presidente da Unafisco que criticou investigação do STF depõe à PF após determinação de Moraes PF investiga vazamento de dados de ministros do STF; operação mira funcionários da Receita Federal

Palavras-chave: vazamento de dados

Mundo se reúne na Índia para discutir futuro da IA

Publicado em: 20/02/2026 21:32

Lula diz que quer negociar terras raras com Trump Na Índia, a cúpula sobre impacto da inteligência artificial entrou no segundo dia, com foco em investimentos e clientes. O mundo se reuniu na Índia para discutir o futuro da inteligência artificial. E chegou de tuk tuk, no caos constante do trânsito de Nova Déli. É a tradição que às vezes salva a mobilidade. Mas depois de desembarcar tudo dentro do centro de convenções, aponta para o futuro. Como o sistema japonês de refrigeração para computação quântica. O Aritra Sarkar explica que o poderoso e pequeno chip na ponta precisa de um ambiente a - 270ºC para entregar o poder de processamento que a IA precisa. Projetos mais visualmente atrativos são os favoritos do público. Robôs guiados por inteligência artificial ainda causam frisson, atraem multidões por lá. Mas a revolução pode estar atrás de um simples banner, em um conceito novo que uma startup está apresentando de como pretende mudar o sistema financeiro de países para bilhões de pessoas. Os indianos querem que a IA mude a segurança. Um sistema está em teste em polícias estaduais. Ainda não resolve crimes, diz Jaya Prakoki, mas dá uma mãozinha com o cruzamento de dados, como detalhes de ocorrências e reconhecimento facial. Mais de 600 startups estão no evento querendo vender o futuro, hoje. E governos também entram na disputa. Enquanto os presidentes discutem rumos, limites, democratização e regulação da IA, em uma área, eles querem captar investimentos e clientes. Mundo se reúne na Índia para discutir futuro da IA Jornal Nacional/ Reprodução O Brasil não levou um stand. Organizou um evento onde seis ministros apresentaram ações e visões do governo brasileiro para inteligência artificial. Em uma entrevista a uma TV local, Lula disse que quer negociar terras raras com o mundo. Esses elementos químicos são fundamentais para a fabricação de ímãs e supercondutores indispensáveis em equipamentos de alta tecnologia. O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Lula disse que pretende discutir o tema com o presidente americano, Donald Trump. Neste sábado (21), o brasileiro vai ser recebido pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Durante a visita de Estado, há a expectativa de que os dois líderes assinem um memorando de entendimento sobre terras raras. LEIA TAMBÉM Brasil, França e Índia se unem em defesa da regulação mundial da inteligência artificial Em discurso na cúpula sobre o impacto da IA, Lula destaca a dualidade da tecnologia e defende a regulamentação das big techs

Dedé Santana recebe alta médica, em Goiânia

Publicado em: 20/02/2026 21:06

Dedé Santana é internado em Goiânia O humorista Dedé Santana, de 89 anos, recebeu alta médica nesta sexta-feira (20). Ele foi internado no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira de Goiás (Hugol) após acordar indisposto, segundo o Espetáculo Abracadabra, do qual faz parte. Dedé voltou ao hotel e deve retomar a agenda no sábado (21). Em nota, a assessoria informou que a equipe médica optou pela realização de exames para uma avaliação completa do quadro clínico (veja nota completa abaixo). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com a assessoria do artista, os resultados dos exames foram tranquilizadores. Dedé permanecerá em repouso até retomar os compromissos da agenda. Dedé Santana recebe alta médica após ser internado em Goiânia Divulgação/Redes sociais LEIA TAMBÉM: Dedé Santana é internado em Goiânia Dedé Santana e Diego Hypólito apresentam o circo musical 'Abracadabra' em Goiânia Dona Ruth prepara festa com tema de circo para o aniversário do neto Léo, filho de Marília Mendonça e Murilo Huff Internação O artista, que se apresentará no Reder Circus em Abracadabra no dia 28 de fevereiro, em Goiânia deu entrada no hospital no início da manhã. Ao g1, Wander Rabelo, sócio de Dedé em outras unidades circenses, afirmou que "ele teve uma oscilação de pressão". A assessoria ainda agradeceu as manifestações de carinho, mensagens e orações recebidas ao longo do dia. Segundo o comunicado, Dedé retorna normalmente às apresentações do Abracadabra Circo Musical, com sessões às 17h e 20h. Musical Abracadabra Dedé Santana e Diego Hypolito se encontram em Goiânia para o circo musical “Abracadabra”, idealizado por Frederico Reder. Apontado como a única experiência do gênero com padrão Broadway no país, o espetáculo conta com orquestra ao vivo acompanhando os cantores durante toda a apresentação. O musical une tecnologia à magia do circo com telão de led de 100m² e mais de 250 refletores de luzes interativas que compõem o espetáculo com malabaristas, palhaços, acrobatas, bailarinos e músicos. Nota O humorista Dedé Santana recebeu alta médica no início da noite desta sexta-feira (20), após atendimento no Hugol – Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, em Goiânia. O artista deu entrada na unidade hospitalar pela manhã, depois de apresentar uma indisposição. Por precaução, a equipe médica, em comum acordo com a produção do Abracadabra Circo Musical, optou pela realização de exames para uma avaliação completa do quadro clínico. Com os resultados considerados tranquilizadores, Dedé foi liberado e segue para o hotel, onde permanecerá em repouso. A previsão é que neste sábado ele retorne normalmente às apresentações do Abracadabra Circo Musical, com sessões às 17h e 20h. A produção do espetáculo agradece as inúmeras manifestações de carinho, mensagens e orações recebidas ao longo do dia, assim como a atenção e o respeito da imprensa, que acompanharam o caso com responsabilidade. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: tecnologia

Tremembé, Areias e Jambeiro têm queda de empregos formais em 2025, aponta estudo da Unitau/Caged

Publicado em: 20/02/2026 20:42

Levantamento mostra cenário do mercado de trabalho no Vale Tremembé registrou o fechamento de 1.112 vagas formais de emprego em 2025. Os dados são do levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté (Nupes/Unitau), com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Segundo o estudo, o resultado tem relação com o perfil de cidade-dormitório, característico de municípios com menor proporção de empregos formais em relação à população - leia mais abaixo. A retração representa uma queda de 18,94% em relação a 2024, a maior registrada entre as cidades analisadas. Na sequência aparecem Areias, com redução de 9,94%, e Jambeiro, com queda de 8,2% nos postos de trabalho. Além da diminuição das vagas, Tremembé também figura entre os municípios com menor proporção de empregos formais em relação à população. O índice é de 8,9%, ficando atrás apenas de Arapeí (7,1%) e Potim (6,07%). Cidade de Tremembé. Reprodução/TV Vanguarda Para o Nupes, essa relação entre número de empregos e população é um indicador importante para entender o papel econômico das cidades. Municípios com baixa proporção tendem a ter perfil de cidade-dormitório, como é o caso de Tremembé, enquanto outros funcionam como polos de atração de trabalhadores. Em Taubaté, por exemplo, a proporção de empregos formais em relação à população chega a 27,7%. Já em São José dos Campos, o índice é ainda maior: 29,2%. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté, o levantamento deve contribuir para análises sobre os rumos do mercado de trabalho na região, especialmente diante das transformações provocadas pelo avanço da inteligência artificial. O que dizem as prefeituras? A Prefeitura de Tremembé informou, em nota, que cerca de 50% das vagas fechadas no ano passado estão relacionadas ao encerramento de contratos temporários da administração pública e de vínculos firmados por meio de processos seletivos.Ainda segundo a gestão municipal, as reposições já foram realizadas por meio de concurso público. A Prefeitura de Areias informou que o setor público é o principal empregador do município. Segundo a gestão, a cidade não possui indústrias de grande ou médio porte, e o comércio aparece como o segundo maior gerador de empregos. A administração destacou ainda que os dados devem ser analisados em conjunto com informações sobre MEIs, já que muitos trabalhadores atuam como prestadores de serviço, o que influencia os índices de empregos formais. A Pefeitura de Jambeiro também foi procurada pelo g1 e aguardamos retorno. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: inteligência artificial

Governador do TO faz ultrapassagem em local proibido durante gravação de anúncio de obra; VÍDEO

Publicado em: 20/02/2026 20:28

Wanderlei Barbosa é flagrado cometendo infração gravíssima em vídeo em vídeo publicitário O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi filmado cometendo uma infração gravíssima de trânsito ao anunciar obras em uma rodovia estadual. As imagens, publicadas na tarde desta sexta-feira (20), mostram o político realizando uma ultrapassagem sobre linha amarela contínua enquanto passava pela ponte do Rio Tocantins, próximo a São Salvador do Tocantins. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ultrapassar sobre pontes ou em locais com linha amarela contínua é uma infração gravíssima (leia mais abaixo). Dentro do veículo também estavam o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (Republicanos), e o presidente da Câmara Municipal de Palmas (Republicanos), Marilon Barbosa, irmão do governador. Ambos aparecem nas imagens sem o uso do cinto de segurança. O g1 solicitou posicionamento ao Governo do Estado, à Câmara Municipal de Palmas e à Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), questionando a situação dos políticos no trânsito. No entanto, não houve retorno de nenhuma das partes até a última atualização desta reportagem. No registro, Wanderlei Barbosa fala sobre o orgulho de assinar uma ordem de serviço de mais de R$ 18 milhões para a reconstrução de trechos viários. “Ainda não sabemos como está o estado total dessa rodovia, mas vamos deixá-la reconstruída e pronta para o uso, da mesma maneira que vai para Paranã”, afirmou no vídeo. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Vídeo gravado durante anúncio registrou infração de trânsito Reprodução/Instagram de Wanderlei Barbosa LEIA TAMBÉM: O que se sabe sobre o adolescente que vai receber R$ 60 mil de indenização por perder testículo ao levar chute em escola O que se sabe e o que falta esclarecer sobre estupro em frente à viatura e base de segurança Relatório da CGU aponta 'indicativo de risco de sobrepreço' na reconstrução de ponte que desabou entre TO e MA Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ultrapassar sobre pontes ou em locais com linha amarela contínua é uma infração gravíssima. A penalidade inclui sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 1.467,35, valor que pode ser multiplicado. Esta manobra é considerada uma das mais perigosas por ser a principal causa de colisões frontais. Ainda de acordo com o CTB, o transporte de passageiros sem o cinto de segurança, é considerado infração grave. A penalidade inclui multa de R$ 195,23 e a perda de cinco pontos na CNH. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: câmara municipal

Cabo da PM é afastado após chutar as costas e derrubar adolescente no Carnaval de Campo Grande

Publicado em: 20/02/2026 20:26

Vídeo mostra policial chutando jovem em faixa de pedestre durante o Carnaval A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afastou o cabo da Polícia Militar que chutou e derrubou uma adolescente de 15 anos durante o Carnaval, em Campo Grande. O caso aconteceu na madrugada de terça-feira (17), último dia de festa na cidade. A Polícia Militar abriu um inquérito para investigar as circunstâncias da ação. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, o policial ficará afastado até o fim da investigação, que deve ser concluída em até 30 dias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Videira informou que, durante a investigação, tanto o agente quanto os outros policiais da equipe serão ouvidos. O secretário disse que o militar tinha histórico considerado positivo, mas teve uma conduta contrária às normas da corporação. “O policial tinha comportamento classificado como excepcional, mas teve uma conduta contrária às doutrinas policiais. Também estamos analisando fatores como o tempo de trabalho e o nível de estresse no momento da ocorrência”, disse o secretário. Adolescente relata agressão O vídeo da agressão viralizou nas redes sociais. As imagens mostram a adolescente atravessando a faixa de pedestres quando é atingida por trás e cai no chão. Veja o vídeo acima. Ao g1, a adolescente disse que sente dores, principalmente no braço, e que não recebeu ajuda após cair. Segundo ela, os policiais que faziam a segurança se aproximaram após uma discussão e começaram a agredi-la e à irmã com cassetetes. “Eles já vieram batendo o cassetete em mim e na minha irmã. Depois, um policial mandou a gente ir embora. Quando virei as costas, ele me deu um chute e eu caí”, relatou. Agressão no Carnaval Polícia abre investigação Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) confirmou a agressão e informou que soube do caso por meio do vídeo divulgado nas redes sociais. A PMMS afirmou que não concorda com desvios de conduta nem com ações fora das normas internas. Segundo a corporação, se houver excessos, os responsáveis poderão sofrer sanções previstas em regulamento. A Polícia Militar também afirmou que ações individuais não representam o padrão da tropa durante o Carnaval. Segundo a instituição, o policiamento foi reforçado e contou com tecnologias como drones e portais de segurança. Gif policial chutando jovem em MS Redes sociais Braço de adolescente ficou machucado após agressão Diogo Nolasco/ TV Morena Jovem atravessava faixa de pedestre quando foi vítima de agressão policial. Redes sociais/ Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: tecnologia