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Saiba como o colchão Pillowmed virou referência em ajudar no alívio das dores

Publicado em: 08/02/2026 06:45

Acordar com dor nas costas, sentir desconforto ao deitar, passar a noite se revirando na cama em busca de uma posição confortável. Se esse cenário faz parte da sua rotina, o colchão Pillowmed chega oferecendo uma alternativa. O segredo da marca está na tecnologia de ponta. Com uma série de diferenciais. Você redistribui a pressão corporal (eliminando os pontos de tensão que causam dor); alinhar a coluna (mantendo a postura correta durante toda a noite); se adapta ao corpo (independente da posição em que você dorme) e proporciona conforto térmico (evitando o superaquecimento comum em outros produtos do tipo). "É como se o produto 'lesse' o seu corpo e se ajustasse exatamente onde você precisa de suporte e onde precisa de acolhimento", descreve Luciano Perssinotto, fundador da Pillowmed. A Pillowmed é uma empresa especializada em colchões e travesseiros tecnológicos, desenvolvidos com foco em ajudar no alívio das dores na coluna, na melhora da qualidade do sono e no bem-estar diário. A marca nasce da união entre tecnologia, conforto e cuidado com a saúde, oferecendo soluções que atuam como aliadas complementares para quem convive com dores e dificuldades para dormir. Pillowmed Divulgação Atualmente, a Pillowmed trabalha com duas principais linhas de produtos: Pillowmed: um pillow top tecnológico, que vai sobre o colchão e reúne as mesmas tecnologias presentes nos colchões da marca. Colchões Pillowmed: diferentes modelos, todos com base tecnológica comum e alguns com diferenciais exclusivos, pensados para necessidades específicas. Para quem é o Pillowmed? A resposta surpreende: praticamente todo mundo pode se beneficiar. Mas alguns perfis específicos têm relatado resultados ainda mais expressivos: Quem tem colchão há muito tempo: Se você acha que "já passou da hora" de trocar o colchão, o Pillowmed pode ser a solução antes de um investimento maior. Quem convive com dores crônicas: Pessoas que já tentaram de tudo - fisioterapia, remédios, outros colchões - e continuam acordando com dor. Quem quer prevenir: Mesmo sem dor hoje, investir na saúde da coluna é prevenir problemas futuros. O público predominante da Pillowmed é formado por pessoas entre 40 e 70 anos, que convivem com algum tipo de dor ou desconforto físico, especialmente dores na coluna, como: hérnia de disco; dor no nervo ciático; escoliose; artrose, artrite e o chamado “bico de papagaio”. Pillowmed Divulgação Os produtos Pillowmed foram desenvolvidos para auxiliar no alívio desses desconfortos, nunca como substitutos de tratamentos médicos, mas como alternativas complementares, capazes de contribuir para noites mais confortáveis e reparadoras. "Dar férias para a coluna" A expressão que virou marca registrada do produto não é exagero de marketing. Clientes relatam que, pela primeira vez em anos, conseguem dormir uma noite inteira sem acordar com desconforto. "Eu convivia com dor lombar há mais de 5 anos. Já tinha tentado trocar de colchão duas vezes, fiz pilates, fisioterapia, até acupuntura. Nada resolvia completamente", conta Alda Marquês, inspetora de qualidade da Vila Formosa (SP). "Com o Pillowmed, na primeira semana já senti diferença". Pillowmed Pillowmed Teste antes de comprar Ciente de que cada corpo é único e que o que funciona para um pode não funcionar para outro, a empresa adotou uma política pouco comum no mercado: o teste gratuito. "Você agenda, vem até a loja ou recebe nosso representante em casa, testa o produto sem compromisso e só adquire se realmente sentir que funciona para você", explica o comunicado. "Não queremos empurrar um produto, queremos ajudar a resolver um problema real de saúde". Pillowmed Divulgação Além do teste inicial, quem decide levar o Pillowmed para casa conta com um período de experiência, durante o qual pode devolver o produto caso não sinta os benefícios prometidos. Investimento em saúde, não em luxo Quando se fala em produtos para dor nas costas, muita gente imagina tratamentos caros e inacessíveis. O Pillowmed se posiciona de forma diferente. "Não somos o produto mais caro do mercado nem queremos ser. Nosso objetivo é tornar o alívio das dores acessível para quem realmente precisa; Quando você compara com o quanto se gasta em remédios, consultas, sessões de fisioterapia ao longo dos anos, o investimento se paga rapidamente", explica Luciano Perssinotto. A proposta é clara: se você está gastando com soluções paliativas para a dor, talvez seja hora de investir na causa raiz - onde você passa um terço da sua vida. Pillowmed Pillowmed Os diferenciais da marca Espuma especial com densidade inteligente. Os colchões Pillowmed utilizam espumas inteligentes, que se adaptam ao peso e à altura de cada pessoa, promovendo o alinhamento adequado da coluna durante o sono. Essa acomodação correta do corpo ajuda a reduzir pontos de pressão, favorecendo o relaxamento das vértebras após as tensões do dia a dia. Vibroterapia – 21 tipos de massagem. A vibroterapia conta com 21 modos de massagem, acionados por controle remoto, que percorrem o corpo dos pés à cabeça. Essa tecnologia auxilia no relaxamento muscular, prepara o corpo para o sono e pode estimular a circulação sanguínea, contribuindo para a sensação de leveza e bem-estar. Infravermelho longo. O infravermelho longo atua como um auxiliar natural no alívio de dores e inflamações, especialmente em articulações e músculos. Também é associado à melhora da circulação e ao relaxamento profundo do corpo durante o descanso. Energia quântica. Tecnologia de origem alemã, a energia quântica emite ondas de baixa frequência, que estimulam a renovação celular e contribuem para mais disposição ao acordar. Também auxilia o organismo na produção de melatonina, hormônio essencial para um sono mais profundo e reparador. Tecido com íons de prata. Os tecidos com fios de íons de prata ajudam a inibir a proliferação de ácaros e bactérias, colaborando para a saúde respiratória, além de aumentar a durabilidade do colchão. Quais são os modelos exclusivos Pillowmed - Colchão Legacy O Colchão Legacy se destaca pelo uso de tecido com fios de grafeno, um material de alta tecnologia utilizado em setores como aviação e automobilismo de alto desempenho. Entre seus benefícios estão: Controle térmico inteligente: sensação de frescor no calor e aconchego no frio Dissipação da energia estática corporal, acumulada no dia a dia por exposição a celulares, Wi-Fi e eletrônicos O grafeno é também um excelente condutor de energia — tanto que, durante as demonstrações, é possível acender uma lâmpada ao tocar o tecido, evidenciando sua capacidade de condução e dissipação energética. - Colchão Versalhes Inspirado na realeza francesa, o Colchão Versalhes é considerado a joia da coroa da Pillowmed. Envolto em tecido com toque de seda, ele resgata a tradição de um dos materiais mais nobres da história. A seda, que durante séculos foi símbolo de exclusividade e poder, foi amplamente utilizada no Palácio de Versalhes, a mando do rei Luís XIV. Hoje, ela retorna em um colchão feito à mão por mestres artesãos, oferecendo: Toque sofisticado e extremamente confortável Controle térmico natural Sensação de exclusividade, como ter um verdadeiro palácio particular em casa Mas como funciona na prática, afinal? O processo é simples: Agende um teste gratuito - sem compromisso, apenas para conhecer o produto. Experimente o Pillowmed - sinta na prática como o corpo responde. Leve para casa - se funcionar para você, teste em seu próprio ambiente. Durma melhor - e acorde sem dor. Pillowmed Pillowmed Para saber mais Acesse aqui os canais oficiais Pillowmed para saber mais. O site oficial está aqui. Também é possível enviar sua mensagem pelo WhatsApp: (11) 98752-5724. Ou ainda o telefone oficial: 0800 771 0434. Anote o endereço da loja inaugurada em São Paulo: Av. Salim Farah Maluf, 3400 - Vila Oratório, SP. CEP: 03194-010

Palavras-chave: tecnologia

Entenda como projeto que mapeou o Coliseu de Roma pode ajudar na preservação do centros históricos paulistas

Publicado em: 08/02/2026 06:00

Estudo da Unicamp com a Universidade de Ferrara, na Itália, mapeou o centro histórico de Amparo (SP) Unicamp/Divulgação Um trabalho desenvolvido pela universidade italiana de Ferrara, que já mapeou grandes obras como o Coliseu de Roma, pode ajudar a traçar métodos para a conservação do Centro Histórico de Amparo (SP). A iniciativa é da Unicamp, que está realizando um estudo piloto com o objetivo de criar novas estratégias para a preservação dos conjuntos urbanos tombados no estado de São Paulo. A pesquisa, feita por meio da parceria entre arquitetos e historiadores brasileiros e italianos, usou equipamentos de ponta para mapear as construções e criar um modelo tridimensional. A expectativa é que, com o processamento dos dados, seja possível proteger essas estruturas em caso de intervenções urbanas e, até mesmo, prever riscos ambientais (entenda abaixo). 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 🏛️ Entenda: o projeto busca criar uma base de dados integrada, regional, nacional e internacional, com uma metodologia de monitoramento que possa ser replicada em outras cidades históricas, como forma de preservar esses locais. "Nós queremos criar uma base metodológica para uma plataforma de gestão compartilhada. Nós temos dois parceiros institucionais muito importantes para essa pesquisa, que é o Condephaat e o outro é o Departamento de Arquitetura da Universidade de Ferrara", detalhou o professor de história da arquitetura e patrimônio Marcos Tognon. 👉 Nesta reportagem, o g1 detalha qual o objetivo do projeto, por que Amparo foi escolhida no estudo piloto e como a universidade italiana poderá contribuir com a iniciativa. Estudo pioneiro Segundo a Unicamp, a proposta tem caráter pioneiro, ao propor uma metodologia replicável para a atualização e o monitoramento contínuo dos centros históricos tombados, articulando bases de dados regionais, nacionais e internacionais. "Essa abordagem visa não apenas à preservação física dos bens, mas também à criação de instrumentos técnicos de gestão e acompanhamento do patrimônio histórico, permitindo o cruzamento de informações em diferentes escalas e períodos". Por que Amparo? Os pesquisadores explicam que a escolha do município de Amparo como caso piloto se deve à: riqueza arquitetônica e urbanística; variedade de morfologias urbanas; presença de técnicas construtivas que articulam o período colonial e a industrialização paulista. O projeto analisa o centro histórico como modelo representativo dos 15 centros e conjuntos urbanos tombados pelo Condephaat, entre os quais estão Iguape, São Luiz do Paraitinga, Paranapiacaba e Itu, cada um representando diferentes fases e tipologias da formação urbana paulista. Entre 2018 e 2022, o Condephaat analisou 98 pedidos de intervenção no perímetro tombado de Amparo. Para isso, porém, usou como base levantamentos antigos, realizados nas décadas de 1980 e 2000. Os pesquisadores defendem que a defasagem reforça a necessidade de atualizar o inventário. 'Moro em um livro de história': entenda como é viver em uma casa tombada e quais os deveres do proprietário Mapeamento com laser e drone Para a pesquisa, ao longo de setembro de 2025, pesquisadores da Unicamp e da Universidade de Ferrara atuaram em conjunto no registro e na medição de imóveis que compõem o patrimônio histórico de Amparo, sem qualquer interferência na rotina de moradores e comerciantes do centro. 👨‍💻 As equipes utilizaram tecnologias de ponta para a aquisição das volumetrias dos edifícios e do espaço urbano, integrando quatro tipos principais de levantamento: escaneamento a laser; fotogrametria; sobrevoos com drone; e levantamentos topográficos com estação total. Segundo Tognon, os equipamentos fornecem diferentes graus de precisão e, ao mesmo tempo, todas as informações são georreferenciadas. Isso permite coincidir os dados e chegar a um nível mínimo de erro no levantamento das formas e dos materiais. Modelo 3D Com a aplicação das técnicas, os especialistas poderão criar modelos tridimensionais de alta precisão, que servirão de base para o registro, diagnóstico e monitoramento das intervenções futuras. A pesquisa abrange também as dimensões materiais e paisagísticas do centro histórico de Amparo, o que inclui: arquitetura; tipologias construtivas; ornamentações; cromatipologias; desenho urbano; infraestrutura; mobilidade; recursos naturais; jardins; e riscos ambientais. EPTV Nas Férias: confira tour histórico em Amparo "A ideia é que seja uma gestão visual do Centro Histórico. E qual é a vantagem da digitalização? É que você tem a materialidade, a cor, a posição de tudo o que existe ali no Centro Histórico. E esse projeto também vai ajudar o quê? A fazermos ações de preservação contra, por exemplo, questões climáticas", disse o professor. "O Centro Histórico de Amparo está perto do Rio Camanducaia, que pode ter eventualmente enchentes. Tem também o problema do trânsito, da mobilidade das pessoas. Então, a gente está fazendo um trabalho que, embora o centro dele, o coração dele, seja a parte antiga da cidade, ele vai ajudar também na qualidade urbana da cidade". O recorte territorial do estudo compreende a área entre o Largo da Catedral de Nossa Senhora do Amparo e o Largo do Rosário, incluindo as ruas Humberto Bereta, General Câmara, Duque de Caxias e Dr. Oswaldo Cruz, áreas representativas pela diversidade de tipologias e pela monumentalidade de seus conjuntos edificados. O que o Coliseu de Roma tem a ver com isso? As equipes italianas envolvidas no projeto integram o Laboratório Development of Integrated Automatic Procedures for Restoration of Monuments (DIAPReM), vinculado ao Departamento de Arquitetura da Universidade de Ferrara. Desde 1997, o DIAPReM desenvolve procedimentos automatizados e integrados para o levantamento, modelagem e representação tridimensional de complexos arquitetônicos e monumentais, atuando em projetos de preservação e restauro na Itália e em diversos países. Segundo o professor da Unicamp, o laboratório é referência internacional na aplicação de tecnologias digitais ao patrimônio cultural, tendo colaborado com o escaneamento 3D e as obras de restauração de construções importantes, inclusive no Brasil. Entre os exemplos, estão Museu do Ipiranga, em São Paulo; Museu de Artes de São Paulo (MASP); e o Coliseu de Roma. "Eles já fizeram trabalhos muito importantes no Brasil. Foram eles que ajudaram a digitalizar e a entender o Museu do Ipiranga para a USP, fizeram o MASP e, lá na Itália, fizeram o Coliseu. Eles digitalizaram, criaram um modelo 3D detalhadíssimo do Coliseu, onde se consegue contar quantos pregos tem, de tão preciso que foi esse levantamento que eles fizeram". A expectativa é que a colaboração com a Universidade de Ferrara ajude a ampliar o alcance científico e tecnológico do projeto. Isso porque a equipe italiana é reconhecida por sua atuação em documentação digital, modelagem tridimensional e conservação de patrimônio histórico. No estudo realizado pela Unicamp, os dados coletados por meio do trabalho de campo foram processados e serão compartilhados entre as duas instituições. A partir disso, será criado um banco de dados colaborativo, capaz de dialogar com sistemas de preservação nacionais e estrangeiros. Próximas etapas O cronograma de atividades, dividido entre Unicamp, Universidade de Ferrara e instituições paulistas, começou em setembro de 2025 e segue até agosto de 2026, com etapas que vão do levantamento em campo à apresentação pública dos resultados. De janeiro a maio de 2026, serão desenvolvidos os modelos metodológicos e a edição dos resultados digitais, com apresentação prevista no Salone del Restauro 2026, em Ferrara; Entre junho e julho de 2026, ocorrerão os testes e a elaboração dos manuais de uso, seguidos da apresentação pública dos resultados pelo Condephaat e de uma exposição didática em Amparo e São Paulo. "A gente deve fazer uma exposição desse projeto e apresentação pública dos resultados e vai ser, se der tudo certo vai ser um modelo que o governo vai utilizar para aplicar depois nos outros 15 centros históricos tombados de São Paulo", conclui. Intitulada “Estudo piloto do centro histórico de Amparo como exemplar dos centros históricos paulistas tombados e os desafios da preservação”, a pesquisa é coordenada pelos professores Marcos Tognon, do Departamento de História do IFCH, e Haroldo Gallo, do Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes. O projeto conta ainda com a colaboração dos professores Marcello Balzani, Luca Rossato e Fabiana Racco, da Universidade de Ferrara (Itália), e tem financiamento da Fapesp, além do apoio do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região . Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: tecnologia

Por que o petróleo não dispara mesmo com ameaças de Trump ao Irã e à Venezuela

Publicado em: 08/02/2026 05:01

Petróleo em 2026: excesso de oferta deve manter preços mais baixos As tensões envolvendo os Estados Unidos, o Irã e a Venezuela causaram preocupações no mercado de petróleo, mas não foram suficientes para mudar as expectativas para os preços do produto ao longo deste ano. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o mercado internacional de petróleo vive um momento de excesso de oferta nos países produtores, o que deve ajudar a manter os preços mais baixos nos próximos meses. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A previsão do mercado é que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 60 e US$ 65 em 2026. Esse patamar está próximo do limite necessário para que os investimentos das empresas do setor sigam sendo viáveis, especialmente os projetos mais caros. No Brasil, o petróleo mais barato costuma ajudar a segurar os preços da gasolina e do diesel, o que tende a aliviar a inflação. Por outro lado, também pode prejudicar as contas públicas, já que uma boa parte da arrecadação vem dos impostos das cadeias de combustíveis e exportação de petróleo. (entenda mais abaixo) Efeito Trump? Grande parte dos eventos geopolíticos que influenciaram o preço do petróleo está relacionada ao presidente dos EUA, Donald Trump. Nos primeiros dias de 2026, Trump ordenou um ataque contra a Venezuela, em uma ação que resultou na prisão do presidente do país, Nicolás Maduro. A operação abriu caminho para um maior acesso dos EUA ao petróleo venezuelano. Ainda no fim de semana, Trump afirmou que os EUA passariam a administrar a Venezuela de forma temporária e assumiriam o controle das vendas de petróleo do país. Houve impacto imediato nos mercados, mas o efeito durou pouco. Na segunda-feira, o barril do petróleo Brent — referência para o mercado — subiu 1,6%, para US$ 61,76. Na terça-feira, despencou 7%, para US$ 60,70. Os dados são da consultoria Elos Ayta. No Irã, que enfrentava uma onda de protestos desde 28 de dezembro, as tensões também aumentaram depois que Trump sugeriu a possibilidade de atacar o país. 🔎 O Irã é um dos países fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o 5º maior produtor de petróleo do mundo. Além disso, o país fica próximo ao Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Com a ameaça de Trump, investidores passaram a temer interrupções na produção iraniana e no tráfego pelo Estreito de Ormuz. O petróleo subiu mais de 4%, de US$ 63,87 para US$ 66,52. Mas os preços voltaram a cair após o recuo do presidente americano dois dias depois. Entenda a escalada dos protestos no Irã O vaivém do presidente americano é uma característica conhecida. Desde então, ele voltou a ameaçar o regime iraniano dos aiatolás e afirmou que o país deveria fechar um acordo para evitar um novo ataque. Agora, Trump diz querer negociar o programa nuclear iraniano. Representantes dos dois países chegaram a se encontrar na última sexta-feira (6), em uma "atmosfera muito positiva", segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. “Em um clima muito positivo, nossos argumentos foram trocados e os pontos de vista da outra parte nos foram apresentados”, disse Araqchi à TV estatal iraniana, acrescentando que as duas partes “concordaram em continuar as negociações, mas decidiremos posteriormente sobre as modalidades e o cronograma”. Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt, apesar de as incertezas geopolíticas terem provocado o sobe e desce no curto prazo, ainda não está claro se elas vão afetar a oferta de petróleo no futuro. “O preço do petróleo já vinha em trajetória de baixa. Mas é normal que as notícias tragam oscilações”, diz. Sem pânico Apesar das tensões geopolíticas, analistas acreditam que a dinâmica de oferta e demanda ainda prevalece nas análises do mercado. E a oferta segue elevada. “O mercado tem uma expectativa de baixa para os preços do petróleo. Há um consenso de que os balanços de oferta e demanda para 2026 indicam excesso de oferta”, diz o responsável pela cobertura de óleo e gás da XP, Régis Cardoso. O especialista acrescenta que a situação envolvendo o Irã aumenta o risco para produtores que dependem do Estreito de Ormuz, mas ressalta que esse risco já está incorporado aos preços. Mesmo que algo aconteça, o impacto tende a ser limitado. "Isso ainda é uma discussão sobre riscos futuros. O que aconteceu até o momento não teve efeito sobre os balanços de oferta e demanda do mercado", completa. No caso da Venezuela, mesmo que os EUA passem a controlar as vendas de petróleo do país, os efeitos tendem a ser apenas de curto prazo. Como mostrou o g1, seriam necessários investimentos bilionários das petroleiras e um aumento consistente da produção para que houvesse mudanças duradouras. Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), lembra ainda que o tipo de petróleo produzido na Venezuela é mais pesado e mais difícil de processar. “Algumas refinarias conseguem processar, mas isso exige tecnologia e conhecimento técnico. E essa é uma capacidade que a Venezuela hoje não tem”, diz. Segundo estudos do IBP, seriam necessários cerca de dois anos para iniciar projetos de retomada da produção no país e pelo menos oito anos para recuperar os níveis que a Venezuela já teve no passado — o país chegou a produzir mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia nos anos 1970. E o Brasil? Caso os preços do petróleo realmente fiquem entre US$ 60 e US$ 65 neste ano, o Brasil encara dois efeitos principais. 1️⃣ Por um lado, uma parte relevante das contas públicas depende do petróleo. Quando o preço cai, a arrecadação também diminui. Isso afeta: Royalties e participações especiais: quanto menor o preço do barril no mercado internacional, menor é a arrecadação para a União, os estados e os municípios produtores; Dividendos da Petrobras: preços mais baixos reduzem os lucros da empresa e, consequentemente, os dividendos distribuídos. Isso afeta o governo, acionista controlador. Além disso, preços mais baixos tendem a reduzir o número de projetos das petroleiras, já que o retorno deixa de compensar o volume de investimento necessário. 2️⃣ Em contrapartida, preços mais baixos ajudam a conter a inflação ao reduzir a pressão sobre os preços dos combustíveis. 🤔 Mas, se os preços do petróleo estão mais baixos, por que a gasolina continua cara? Segundo especialistas consultados pelo g1, parte da explicação está na política de preços da Petrobras. “A Petrobras tem buscado reduzir a volatilidade nos preços da gasolina e do diesel, e por isso existe a impressão de que a queda dos preços não se reflete na bomba”, explica Cardoso, da XP. Ele acrescenta que o preço final pago pelo consumidor depende de vários fatores, e não apenas do preço do petróleo. “De modo geral, os preços da Petrobras têm oscilado em torno da paridade com o preço internacional”, afirma. No fim de janeiro, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,14 no preço médio da gasolina A, após três meses sem alterações. A última mudança havia sido anunciada em outubro de 2025. Segundo a companhia, os preços praticados pela empresa representam apenas um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos. Exploração de petróleo em Sergipe Agência Sergipe

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE que Lula foi interrompido por estar 'bêbado e confuso' durante discurso no Panamá

Publicado em: 08/02/2026 05:01

Lula foi interrompido para esperar posicionamento de intérprete g1 Circula nas redes sociais uma publicação dizendo que o presidente Lula (PT) foi interrompido durante discurso no Panamá porque estava bêbado. É #FAKE. selo fake g1 🛑 O que diz a publicação? Publicado em 1º de fevereiro no Instagram, onde já passou de 150 mil curtidas, o post mostra o vídeo de um discurso do presidente Lula, feito em 28 de janeiro, ao lado do presidente do Panamá, José Raúl Mulino. Sobreposta às imagens, há o seguinte enunciado: "Bêbado! Lula interrompido por estar totalmente confuso e bêbado em público!". Embora o vídeo seja real — e não produto de inteligência artificial (IA), por exemplo—, ele foi cortado para dar a impressão de que Lula foi retirado do palco por um assessor. A análise da íntegra do pronunciamento mostra que o assessor pede ao presidente brasileiro que espere o posicionamento da intérprete que traduziria as falas para o espanhol (leia mais abaixo). O conteúdo fake tem um áudio com a mesma frase do título, seguido de um trecho do discurso, que diz:"Participar deste encontro, não tem problema [...]. O presidente da República não faz nada, mas abre a porta para os que fazem negócio fazer negócio. E eu sempre tive a ideia de participar de tantas quantas reuniões eu sou convidado, porque a relação política é uma relação química. A relação política, o aperto de mão, o abraço, o olho no olho, vale mais do que 800 'zaps', vale mais do que milhares de e-mails. É a relação humana que é assim, nós somos assim. Então, para mim, participar deste encontro [...]". Nesse momento, o presidente foi interrompido por um assessor e disse: "Não tem problema a interpretação, sabe? Cadê a tradução?". Depois, ouve-se apenas o assessor falar: "...Esperar o senhor falar para ela...". ⚠️ Por que ela é falsa? O Fato ou Fake enviou o post à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que respondeu, por e-mail: "o conteúdo é falso". "Conforme é possível confirmar nos vídeos oficias, transmitidos em tempo real [...], o presidente Lula inicia sua fala de forma coloquial e é alertado de que a intérprete oficial ainda não estava posicionada. Após o aviso, ele passa a ler o discurso mais pausadamente, para facilitar a tradução simultânea." Disponibilizada no canal oficial do presidente Lula no YouTube, a íntegra do vídeo mostra que os dez primeiros minutos do discurso — quando Lula adota o tom "coloquial" — não têm tradução do português para o espanhol. Isso passa a ocorrer só depois da intervenção do assessor, ocorrida entre os minutos 11:33 e 11:42. Ao todo, o pronunciamento tem 21 minutos e mostra o petista declarando apoio à soberania do Panamá sobre o Canal e defendendo a neutralidade da via para o comércio global. Lula foi interrompido para esperar posicionamento de intérprete g1 Veja também Vídeo mostra atriz beijando Milei na boca durante show na Argentina Cena de beijo de Javier Milei diante de público viraliza VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

A ofensiva da União Europeia para enquadrar as big techs americanas

Publicado em: 08/02/2026 04:01

Bandeiras da UE na sede em Bruxelas, Bélgica Yves Herman/Reuters A investigação contra a rede social TikTok anunciada pela União Europeia nesta sexta-feira (06/02) por suspeita de "viciar" crianças e adolescentes é a mais recente de uma série de embates que autoridades do bloco têm protagonizado com gigantes americanas do ramo de tecnologia nos últimos anos. As agências reguladoras europeias apuram desde suspeitas de práticas anticompetitivas e questões éticas associadas ao uso de inteligência artificial (IA) até violações das regras sobre conteúdo online para as redes sociais. Além da ação contra o TikTok, recentemente a Comissão Europeia mirou também o chatbot de IA Grok, do bilionário Elon Musk, por suspeita de disseminação de conteúdo ilegal, como a geração de imagens falsas sexualizadas. A rede social X, também pertencente a Musk, foi acusada de violar diversos artigos da Lei de Serviços Digitais (DSA, na sigla em inglês) da União Europeia (UE). Veja os vídeos que estão em alta no g1 'Sentimento horrível. Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pelo Grok, IA de Musk Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Veja, abaixo, quais grandes empresas estão sob a mira das autoridades europeias, e por quê. Alphabet Google REUTERS/Dado Ruvic A Comissão Europeia anunciou em dezembro a abertura de uma investigação antitruste envolvendo o Google, da Alphabet. O objetivo é apurar se a companhia estaria violando as regras de concorrência da UE ao usar material online de publicadores de conteúdo e da plataforma de vídeos YouTube para fins de inteligência artificial, o que colocaria outros desenvolvedores de IA em "desvantagem". A Comissão aplicou ao Google uma multa antitruste de 2,95 bilhões de euros (R$ 15,4 bilhões) em 5 de setembro por práticas anticompetitivas em seu negócio de tecnologia de publicidade. Em setembro de 2024, o Google venceu um recurso contra uma multa antitruste de 1,49 bilhão de euros imposta por prejudicar concorrentes em publicidade de mecanismos de busca online. Uma semana antes, o Google pedeu uma batalha contra uma multa de 2,42 bilhões de euros imposta há alguns anos pelos reguladores antitruste da UE, por usar seu próprio serviço de comparação de preços para obter uma vantagem injusta sobre concorrentes europeus menores. Em setembro de 2024, o regulador antitruste britânico concluiu provisoriamente que o Google havia abusado de sua posição dominante na publicidade digital para restringir a concorrência. Um mês antes, a agência havia iniciado investigações sobre a colaboração da Alphabet e da Amazon com a startup de IA Anthropic. Em março de 2024, o órgão francês de defesa da concorrência afirmou ter multado o Google em 250 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) por violações relacionadas às regras de propriedade intelectual da UE em suas relações com editores de mídia. Amazon Logo da Amazon, gigante da tecnologia. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo O órgão antitruste da Alemanha proibiu a Amazon de impor um teto de preços a varejistas online no mercado alemão e, pela primeira vez, reivindicou vários milhões de euros que a empresa americana teria obtido através de comportamento anticompetitivo. O Tribunal Geral da União Europeia rejeitou em novembro um pedido da Amazon para revogar sua designação como plataforma sujeita a requisitos mais rigorosos sob as regras de conteúdo online da UE. Amazon demite cerca de 16 mil funcionários Apple Logo da Apple Unsplash/ Zhiyue A agência reguladora de concorrências da Itália informou em dezembro que multou a Apple e duas de suas divisões em 98,6 milhões de euros (R$ 608 milhões) por suposto abuso de sua posição dominante no mercado de aplicativos móveis. Em outubro de 2025, duas organizações de direitos civis apresentaram uma queixa aos reguladores antitruste da UE sobre os termos e condições da App Store e dos dispositivos da Apple. No mesmo mês, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido designou a Apple e o Google como detentoras de "status de mercado estratégico", o que confere à agência poderes para exigir alterações específicas. Em abril de 2025, a Apple foi multada em 500 milhões de euros e a Meta em 200 milhões de euros, sob a Lei dos Mercados Digitais (DMA) da UE. As autoridades europeias entenderam que as duas empresas falharam com a sua obrigação de oferecer aos consumidores opções de serviços que demandam menos dados pessoais dos usuários. Em março do mesmo ano, a Apple perdeu um recurso contra uma avaliação regulatória que a sujeita a controles mais rigorosos na Alemanha. Em setembro de 2024, a Apple perdeu a batalha contra uma ordem dos reguladores da UE para pagar 13 bilhões de euros em impostos atrasados à Irlanda, como parte de uma repressão mais ampla do bloco europeu contra acordos privilegiados. Bruxelas ainda multou a empresa em 1,84 bilhão de euros em março de 2024 por frustrar a concorrência de rivais no streaming de música. Em julho de 2024, os reguladores europeus afirmaram que a Apple concordou em abrir seu sistema de pagamentos móveis por aproximação a concorrentes para encerrar uma investigação antitruste da UE. Meta Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP Em dezembro, a Comissão Europeia abriu uma investigação antitruste contra a Meta, dona do WhatsApp, Instagram, Facebook e Threads, sobre o uso de recursos de IA no aplicativo de mensagens WhatsApp. Em novembro de 2024, a empresa de Mark Zuckerberg foi multada em 797,72 milhões de euros por práticas abusivas que beneficiavam sua plataforma de comércio online Facebook Marketplace e, em julho de 2024, foi acusada de descumprir a DMA em seu novo modelo de publicidade paga ou com consentimento. Microsoft Logo da Microsoft Unsplash Em junho de 2024, a Comissão Europeia acusou a Microsoft de incluir ilegalmente seu aplicativo de chat e vídeo Teams em sua suíte de aplicativos Office. TikTok Logo do aplicativo Tiktok aparece sobre tela de um celular Kiichiro Sato/AP Nesta sexta-feira (6), os reguladores de tecnologia da UE acusaram a rede social de empregar um "design viciante" para manter usuários por mais tempo na plataforma, o que estaria prejudicando especialmente crianças e adolescentes, e ameaçaram multar a empresa chinesa caso ela não tome providências. Em outubro de 2025, a plataforma também foi acusada pela Comissão Europeia de, junto com a Meta, descumprir seu dever de viabilizar a pesquisadores o acesso adequado a dados públicos. Em maio do mesmo ano, o TikTok foi acusado de descumprir a determinação da DSA de publicar um repositório de anúncios que permite que pesquisadores e usuários detectem anúncios fraudulentos. A empresa evitou uma multa após prometer concessões em termos de transparência. X (ex-Twitter) Rede social X, ex-Twitter Kelly Sikkema/Unsplash A polícia francesa revistou os escritórios da rede social de Elon Musk em 3 de fevereiro e os promotores ordenaram que o bilionário respondesse a perguntas em uma investigação que está em andamento. As autoridades francesas investigam se o chatbot Grok estaria disseminando conteúdo ilegal, como imagens sexualizadas manipuladas, na UE. Pelo mesmo motivo, o Grok também está sob investigação das autoridades europeias e britânicas. Em dezembro, o X foi multado em 120 milhões de euros pelos reguladores de tecnologia da UE por violar regras de conteúdo online, sendo esta a primeira sanção sob a Lei de Serviços Digitais. Segundo a Comissão Europeia, as infrações da empresa de Musk incluem "design enganoso" de seu selo de verificação azul, falta de transparência de seu repositório de publicidade e falta de acesso a dados públicos para pesquisadores. Musk, dono do X, diz que UE ‘deveria ser abolida’ após multar a rede social em mais de R$ 700 milhões Veja mais: Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete

Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores apavorados

Publicado em: 08/02/2026 04:01

Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos. Jeenah Moon/Reuters Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software. As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda. “O mercado entende que a aposta na expansão da IA — e a forma como esses ganhos foram antecipados por muitos anos — ficou cara demais”, disse à agência Reuters Andrew Wells, diretor de investimentos da SanJac Alpha, em Houston. “Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição”, acrescentou. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios. A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020. O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro. “Manchetes que, no auge do otimismo com a IA, teriam levado as ações a novos recordes agora estão sendo interpretadas com muito mais cautela pelos investidores”, disse à Reuters Carlota Estragues Lopez, estrategista de ações da St. James’s Place, em Londres. “Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado”, acrescentou. Impacto sobre empresas de análise de dados Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic. As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas. A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período. A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado. O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia. A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis. “Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado", disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown. "Mas isso não foi suficiente para desviar a atenção do mercado de seus planos elevados de investimento”, concluiu. Drones de guerra, robôs humanoides e disputa EUA x China: confira retrospectiva dos avanços da Inteligência Artificial em 2025

Sem neve, sem Jogos? Aquecimento global ameaça Olimpíadas de Inverno

Publicado em: 08/02/2026 03:00

Brasil vai ter recorde de atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina Assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno é uma descarga de adrenalina, com atletas descendo pistas de esqui cobertas de neve, pistas de luge e atravessando o gelo em altíssima velocidade e com precisão. Quando os primeiros Jogos Olímpicos de Inverno foram realizados em Chamonix, na França, em 1924, todas as 16 modalidades aconteceram ao ar livre. Os atletas dependiam da neve natural para as pistas de esqui e de temperaturas abaixo de zero para as pistas de gelo. Quase um século depois, em 2022, o mundo assistiu a esquiadores competirem em pistas com 100% de neve produzida artificialmente perto de Pequim. Pistas de luge e saltos de esqui têm sistemas próprios de refrigeração, e quatro das modalidades originais agora são realizadas em ambientes fechados: patinação artística, patinação de velocidade, curling e hóquei são disputados em instalações com temperatura controlada. A inovação tornou possíveis os Jogos de Inverno de 2022 em Pequim. Antes das Olimpíadas de Inverno de 2026, no norte da Itália, onde a neve ficou abaixo da média no início da temporada, autoridades mandaram construir grandes reservatórios próximos às principais arenas para garantir água suficiente para a produção de neve artificial. Mas a fabricação de neve tem limites em um clima em aquecimento. À medida que as temperaturas globais sobem, como serão os Jogos de Inverno daqui a um século? Eles ainda serão possíveis, mesmo com novas tecnologias? Anéis olímpicos na neve antes dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão–Cortina 2026 Fabrizio Bensch/Reuters Antigas cidades-sede que ficariam quentes demais A temperatura média diurna em fevereiro nas cidades que sediaram os Jogos de Inverno tem aumentado de forma constante desde as primeiras competições em Chamonix, subindo de 33 graus Fahrenheit (0,4 °C) entre as décadas de 1920 e 1950 para 46 °F (7,8 °C) no início do século XXI. Em um estudo recente, cientistas analisaram as sedes de 19 Olimpíadas de Inverno passadas para avaliar como cada uma poderia resistir às mudanças climáticas futuras. Os pesquisadores concluíram que, até meados do século, quatro antigas cidades-sede — Chamonix; Sochi, na Rússia; Grenoble, na França; e Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha — já não teriam um clima confiável para sediar os Jogos, mesmo no melhor cenário climático considerado pelas Nações Unidas, que pressupõe cortes rápidos nas emissões de gases de efeito estufa. Se o mundo continuar queimando combustíveis fósseis em níveis elevados, Squaw Valley, na Califórnia, e Vancouver, no Canadá, também deixariam de ter condições climáticas confiáveis para receber os Jogos de Inverno. Até a década de 2080, segundo o estudo, o clima em 12 das 22 antigas sedes seria instável demais para sediar provas ao ar livre dos Jogos de Inverno; entre elas, Turim, na Itália; Nagano, no Japão; e Innsbruck, na Áustria. Em 2026, há agora cinco semanas entre os Jogos Olímpicos de Inverno e os Jogos Paralímpicos, que vão até meados de março. Os países-sede são responsáveis por ambos os eventos, e algumas sedes podem ter cada vez mais dificuldade para manter neve suficiente no solo, mesmo com capacidade de produção artificial, à medida que as temporadas de neve ficam mais curtas. As condições ideais para produzir neve hoje exigem uma temperatura de ponto de orvalho — combinação de frio e umidade — em torno de 28 °F (-2 °C) ou menos. Mais umidade no ar faz com que neve e gelo derretam mesmo em temperaturas mais baixas, o que afeta tanto a neve nas pistas de esqui quanto o gelo em pistas de bobsled, skeleton e luge. Como cientistas da neve e da sustentabilidade no Colorado e também esquiadores apaixonados, temos acompanhado esses desdobramentos e estudado o impacto do clima nas montanhas e nos esportes de inverno que amamos. As condições variam conforme o lugar e o ano O clima da Terra será, em média, mais quente nas próximas décadas. Ar mais quente pode significar mais chuva no inverno, especialmente em altitudes mais baixas. Em todo o mundo, a neve tem coberto áreas cada vez menores. A baixa precipitação de neve e as temperaturas elevadas tornaram particularmente fraco o início da temporada de inverno de 2025-26 nas estações de esqui do Colorado. No entanto, as mudanças locais variam. Por exemplo, no norte do Colorado, a quantidade de neve diminuiu desde a década de 1970, mas a queda ocorreu principalmente em altitudes mais elevadas. Um clima futuro também pode ser mais úmido, o que afeta a produção de neve e pode prejudicar pistas de bobsled, luge e skeleton. Dos 16 esportes dos Jogos de Inverno atualmente, metade é afetada pela temperatura e pela neve: esqui alpino, biatlo, esqui cross-country, esqui estilo livre, combinado nórdico, salto com esqui, esqui de montanha e snowboard. E três são afetados pela temperatura e pela umidade: bobsled, luge e skeleton. Esquiadores em Livigno, na Itália, que receberá provas de snowboard e esqui estilo livre da Olimpíada de Inverno Milano-Cortina 2026. REUTERS/Yara Nardi A tecnologia também muda Avanços tecnológicos ajudaram os Jogos de Inverno a se adaptar a algumas mudanças ao longo do último século. O hóquei foi para ambientes fechados, seguido pela patinação. Pistas de luge e bobsled passaram a ser refrigeradas na década de 1960. Os Jogos de Inverno de Lake Placid, em 1980, nos Estados Unidos, usaram neve artificial para complementar a neve natural nas pistas de esqui. Hoje, instalações de esqui indoor tornam possível esquiar o ano inteiro. O Ski Dubai, aberto desde 2005, tem cinco pistas em uma encosta equivalente à altura de um prédio de 25 andares dentro de um complexo ligado a um shopping center. Estações de esqui também têm usado o chamado “snowfarming”, técnica de coleta e armazenamento de neve. O método não é novo, mas, com a diminuição das nevascas e o aumento das dificuldades para produzir neve artificial, mais resorts vêm guardando neve remanescente para se preparar para o inverno seguinte. Mas produzir neve e mantê-la congelada exige energia e água — e ambos se tornam desafios em um mundo mais quente. A água está se tornando mais escassa em algumas regiões. E a energia, se vier de combustíveis fósseis, contribui ainda mais para as mudanças climáticas. O Comitê Olímpico Internacional reconhece que o clima do futuro terá grande impacto nos Jogos Olímpicos, tanto de inverno quanto de verão. Também reconhece a importância de garantir que as adaptações sejam sustentáveis. Os Jogos Olímpicos de Inverno podem acabar restritos a locais mais ao norte, como Calgary, no Canadá, ou ser transferidos para altitudes mais elevadas. Visitantes em frente aos anéis olímpicos e à pista Olympia delle Tofane, sede do esqui alpino feminino em Milano-Cortina 2026, em Cortina, Itália. REUTERS/Claudia Greco/Arquivo Os Jogos de Verão também sentem a pressão do clima Os Jogos de Verão também enfrentam desafios. Temperaturas muito altas e umidade elevada podem dificultar as competições, mas esses esportes têm mais flexibilidade do que os de inverno. Por exemplo, mudar o calendário de eventos normalmente realizados no verão para outra estação pode ajudar a reduzir o impacto do calor extremo. A Copa do Mundo de 2022, normalmente disputada no meio do ano, foi realizada em novembro para que o Catar pudesse sediá-la. O que torna a adaptação mais difícil para os Jogos de Inverno é a necessidade de neve ou gelo em todas as modalidades. O futuro depende da resposta às mudanças climáticas Em tempos incertos, as Olimpíadas oferecem uma forma de o mundo se reunir. O público se encanta com feitos atléticos, como Jean-Claude Killy vencendo as três provas do esqui alpino em 1968, e com histórias de superação, como a equipe jamaicana de bobsled em 1988, que competiu muito além das expectativas. Os esportes ao ar livre dos Jogos de Inverno podem parecer muito diferentes no futuro. O quanto diferentes serão dependerá, em grande parte, de como os países responderem às mudanças climáticas. Este texto atualiza um artigo originalmente publicado em 19 de fevereiro de 2022, com informações sobre os Jogos de Inverno de 2026. Passar muito tempo sentado pode aumentar o risco cardíaco Steven R. Fassnacht é professor de Hidrologia da Neve na Colorado State University, e Sunshine Swetnam é professora assistente de Recursos Naturais na mesma universidade Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil. 'E se eu jogar meu celular pela janela?': O que são pensamentos intrusivos

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A nova vanguarda de Tarsila: herdeira conecta nova geração às obras da artista morta há mais de 50 anos

Publicado em: 08/02/2026 02:00

Sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral explica árvore genealógica da família Não é difícil de imaginar que se Tarsila do Amaral, ícone das artes e do modernismo brasileiro, vivesse na era digital, ela também encabeçaria uma renovação cultural - assim como fez na década de 20 ao lançar o 'Manifesto Antropofágico,' defendendo a valorização da identidade nacional ao lado de Oswald de Andrade. Agora é Paola Montenegro, sua descendente, que leva a nova geração a conhecer e se conectar com a obra da Tarsila. Em plataformas como Instagram e TikTok milhares de seguidores têm acesso fácil ao legado da artista. 📜 🔍O que foi o 'Manifesto Antropofágico'? Foi um movimento que defendia que a cultura brasileira deveria “devorar” influências estrangeiras e recriá-las valorizando a identidade nacional por meio de uma arte original, crítica e profundamente ligada às raízes do país. Desde 2023, a sobrinha-bisneta da artista, que tem 30 anos e desperta comparações pela semelhança física com a antepassada, administra a marca Tarsila S/A e leva às redes sociais curiosidades sobre a vida da ilustre parente. (assista acima) “O trabalho no digital surgiu da necessidade de reposicionar e atualizar a forma como a obra de Tarsila é percebida. A internet passou a ser usada como uma ferramenta de circulação e presença da obra estivesse inserida no cotidiano contemporâneo”, explica. Nos vídeos, Paola explica a visão da tia-bisavó em temas como feminismo, história e curiosidades sobre suas obras. Em um deles, por exemplo, ela conta que o Abaporu foi pintado para ser presente ao amigo Oswald, em 1928 e como o nome do quadro foi escolhido. (veja no infográfico abaixo onde essa e outras das principais obras de Tarsila estão expostas pelo 🌍) O trabalho dela na internet, segundo Victor Corte Real, diretor da Faculdade de Artes Visuais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) se enquadra na chamada midiatização da arte. " A ‘deselitização’ da arte é algo muito positivo, porque você tem mais pessoas podendo usufruir, ser sensibilizado, aumentando o próprio senso estético e o senso crítico”, disse. (leia mais abaixo) 'A Parte que me Cabe': herdeiros lutam na Justiça por herança da pintora Associação das Galerias de Arte não reconhece autenticidade de quadro atribuído a Tarsila Claudia Raia vive Tarsila do Amaral em retorno aos palcos Quadro de Tarsila do Amaral avaliado em R$ 250 milhões é encontrado embaixo de cama A artista e a sobrinha-bisneta são frequentemente comparadas pela semelhança física. Arquivo pessoal 'Caipirinha' com muito orgulho Nascida em 1886 no interior de São Paulo, Tarsila expressava em sua obra influência direta da região de Capivari. "Foi justamente ao ir para a Europa que ela passou a redescobrir o Brasil e a se reconhecer cada vez mais brasileira, trazendo para a obra aquilo que ela chamava de suas cores caipiras. O interior aparece com muito afeto nas paisagens de campo, nas cenas da fazenda e, de forma especialmente sensível, nos desenhos de pessoas no cotidiano rural", explicou a sobrinha-bisneta. Para Paola, os trabalhos da artista revelam um carinho profundo pelo interior paulista, não como algo folclórico, mas como memória, identidade e fonte constante de inspiração em sua trajetória. "Tarsila é a nossa caipirinha, com muito orgulho", concluiu. 🔎👪 Herdeiros: Tarsila teve seis irmãos, uma filha e uma neta. Estas duas últimas morreram enquanto ela era viva, e os direitos patrimoniais passaram aos seus irmãos, que conforme foram morrendo, repassaram suas porcentagens aos seus descentes. Hoje são mais de 50 os herdeiros da artista e, longe dos holofotes, eles travam uma disputa judicial pelos direitos sobre o legado da ilustre parente. (entenda abaixo) Infográfico mostra onde estão algumas das principais obras de Tarsila do Amaral (1886-1973) arte/g1 Democratização da arte O g1 abordou com Paola, durante a entrevista, como ela enxerga o papel da tecnologia na conservação do legado artístico de Tarsila do Amaral e sobre a ideia de utilizar as redes sociais nessa missão. A sobrinha destaca a intenção de dialogar com o público jovem, que ainda pode estar mais distante dos museus, pelo menos enquanto primeiro ambiente de contato com nomes e acervos da arte visual brasileira. “Esse movimento foi pensado para dialogar com novas gerações, que nem sempre se aproximam da arte pelo museu, mas que constroem interesse e repertório a partir do ambiente digital”, destaca. Para Paola, no caso de Tarsila, o digital atua como um primeiro contato para muitos brasileiros e “contribuiu para o acesso mais democrático à cultura”, nas palavras da herdeira da modernista. Ainda que reduza distâncias, Paola faz uma ressalva para esclarecer que as redes não ocupam o lugar da experiência física de visitar as galerias e museus. “A tecnologia tem um papel central na ampliação do acesso à arte em um país onde os museus ainda são pouco acessíveis para grande parte da população. A web não substitui a experiência presencial, mas reduz distâncias geográficas, econômicas e simbólicas”, afirma. A obra “Abaporu” (1928), de Tarsila do Amaral, foi inicialmente pintada como presente ao amigo Oswald de Andrade Thales Leite/Divulgação Paola ainda aponta que as plataformas digitais permitem que a obra de Tarsila seja interpretada a partir das linguagens do presente e criam continuidade entre diferentes gerações, como ferramentas de mediação. “Ajudam a contextualizar, explicar e ampliar a compreensão da obra sem afastá-la de sua origem histórica”, diz. Tarsila e Oswald de Andradese casaram na década de 1920 e foram um dos casais mais influentes da época. Arquivo Entre a erudição e os negócios Desde 2022, a marca Tarsila S/A amplia os licenciamentos para alcançar públicos de diversas faixas etárias e acesso econômico. Questionada, a marca não dimensionou em números quantos produtos são licenciados atualmente para trabalhar com a imagem e as obras de Tarsila do Amaral, mas listou que a empresa tem parceiros de negócios em segmentos como joias, lenços, papelaria, tapetes e almofadas, vinhos, quebra-cabeças, bolsas, prints e camisetas. “Essa variedade permite que a obra de Tarsila esteja presente no dia a dia dos brasileiros, em diferentes formatos e preços, fortalecendo a conexão com novos públicos e ampliando o acesso ao seu legado”, avaliou a herdeira e gestora dos direitos. Ela diz que tem como missão garantir que qualquer uso da imagem de Tarsila seja coerente com sua história, seus valores e sua importância cultural. Paola Montenegro é sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e, desde 2023, lidera a Tarsila S/A @samantagstudios/Reprodução Marca e midiatização da arte O trabalho de Paola pode ser chamado, segundo especialistas, de midiatização da arte. Mas, isso é algo tão novo assim? A popularização da arte por meio das mídias sociais digitais não é exclusivo da era das redes sociais na internet. O pesquisador Victor Corte Real, diretor da Faculdade de Artes Visuais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas diz que o histórico da relação da arte com a própria mídia, ou midiatização, acompanha as inovações da comunicação, apresentadas pelos suportes de veiculação, do papel ao digital. O especialista vê essa incorporação da arte canônica, antes mais restrita aos museus e galerias, a novos suportes como positiva. “Você tira da elite e coloca na mão das pessoas. O acesso aos museus por meio dos sites, das mídias sociais digitais como TikTok, Instagram é positivo. É a arte chegando na mão das pessoas, por meio da democratização, da ‘deselitização’", disse. Disputa judicial Apesar do sucesso da estratégia da Tarsila S/A, nos bastidores os herdeiros do legado da artista mantêm nos uma disputa judicial pelo dinheiro gerado pela exploração do legado da artista. Antes de Paola, quem estava à frente da administração da empresa que gerencia a marca de Tarsila do Amaral era sua sobrinha-neta, homônima à tia-avó. 'Tarsilinha' cuidava até 2022 dos direitos e da exploração das obras da pintora, mas foi afastada em meio à questões envolvendo a desconfiança dos herdeiros sobre os contratos, que segundo eles, teve acordos comerciais firmados fora da estrutura oficial da empresa. Tarsilinha nega. Consultada sobre o assunto, a gestão comandada por Paola Montenegro afirma apenas que, desde que assumiu a gestão, com a empresa Tarsila S.A., vem trabalhando para modernizar processos e a forma como o legado da artista é administrado, sem entrar em detalhes sobre a briga no tribunal “Questões relacionadas à gestão anterior, incluindo eventuais contratos ou divergências financeiras, estão sendo tratadas na esfera judicial competente e não dizem respeito às decisões operacionais da minha gestão”, afirmou. Tarsilinha e o irmão informaram ao g1 que, como no período da morte de Tarsila o conceito de direito de imagem não era reconhecido, então foi criada uma forma de repartição dos valores “baseada em um acordo informal, sustentado exclusivamente pela confiança mútua entre os herdeiros”, forma essa que passou a não mais existir após a saída de Tarsilinha da empresa TALE, que fazia essa gestão no passado. Os irmãos afirmam não existir um instrumento jurídico que transfira à atual empresa a titularidade ou a exclusividade do direito de imagem aos atuais administradores. “Apesar disso, a empresa continua a atuar como se tivesse plena legitimidade. Não detém maioria entre os titulares do direito e, ainda assim, insere em contratos cláusulas que afirmam ter a exclusividade da exploração da imagem de Tarsila do Amaral. Esse é o cerne do conflito. Há quase quatro anos não recebemos qualquer valor”, alegam. O patrimônio artístico de Tarsila do Amaral cai em domínio público após 2043. Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Evasão de pedágios em rodovias federais cresce mais de 50% em três anos

Publicado em: 07/02/2026 21:02

Número de motoristas que passaram o pedágio sem parar aumentou mais de 50% em 3 anos O número de motoristas que passaram o pedágio sem pagar aumentou mais de 50% nos últimos três anos, em estradas federais. Desrespeitar o pedágio é uma infração grave. O motorista paga o pedágio e passa. Logo atrás, outros dois se aproveitam da cancela aberta e atravessam também. Nos últimos três anos, as evasões de pedágio saltaram de 3,9 milhões para mais de 6 milhões. O cálculo foi feito em 20 trechos de estradas com concessão federal e não inclui o pedágio eletrônico. O motorista Fernando Lodi, que trabalha na profissão há 17 anos, diz que já tentaram burlar o pedágio atrás do caminhão dele. “O pessoal cola bastante na traseira do caminhão até o suficiente para que a cancela não baixe. Se acontece qualquer problema e a gente é obrigado a parar, né, o cara está muito colado e acaba batendo na traseira do caminhão”. E os acidentes acontecem mesmo; flagrantes mostram, por exemplo, um motoqueiro caindo. Outras imagens registram motoristas que passam com a cancela fechada e ainda aqueles que escondem a placa. Cruzar o pedágio sem pagar é uma infração grave, que gera cinco pontos na carteira e multa de R$ 195. Só na praça de pedágio da rodovia Régis Bittencourt, entre São Paulo e Curitiba, setenta câmeras registram a passagem dos veículos. Mas apenas gravar quem fura o pedágio, segundo a concessionária, não resolve o problema. Por isso, a empresa investiu em novas tecnologias. Com um programa de computador, a concessionária identificou 483 infratores recorrentes. O sistema também dá o alerta para a polícia quando um veículo que já furou o pedágio volta à rodovia. Foi o que aconteceu com um caminhão que já tinha passado 225 vezes pelo pedágio sem pagar em cinco meses. A polícia conseguiu parar o veículo em uma estrada paulista esta semana. Na delegacia, os policiais registraram a ocorrência e a concessionária vai cobrar na Justiça R$ 11 mil de pedágio do dono do caminhão. Sirlene Nadovich, coordenadora de operações da Arteris Régis Bittencourt, comenta o caso: “Esse é um dos exemplos, né, mas nós tivemos muitos outros. A nossa lista ela mostra muitos evasores com muita recorrência. Para cada um desses evasores, há um monitoramento”. O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diz que a evasão é baixa em relação ao total de veículos que passam no pedágio, mas afirma que é preciso intensificar ações contra os reincidentes. Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT, defende que “uma atuação seja da própria agência como também dos órgãos de trânsito como a polícia rodoviária federal e quem sabe fazer apreensão deste veículo; claro também medidas de efetivamente cobrar aqueles valores existentes que se encontram em aberto”.

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Guarujá abre 134 vagas para cursos de graduação gratuitos; veja como se inscrever

Publicado em: 07/02/2026 20:47

Atendimento presencial para cursos da Univesp é no CECAP de Guarujá Reprodução/Prefeitura de Guarujá A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, abriu 134 vagas para cursos de graduação à distância, em parceria com o governo de São Paulo, oferecidas pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). As inscrições vão até o dia 11 de março e podem ser feitas pelo site da Univesp. A taxa para participar é de R$ 47,50. O prazo para pedidos de isenção da taxa foram até esta sexta-feira (6). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Os cursos disponíveis são: licenciaturas em Letras, Matemática e Pedagogia, cursos de Tecnologia da Informação, Ciência de Dados, Engenharia da Computação, Engenharia de Administração, Engenharia de Produção e Inteligência Artificial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A aplicação da prova está prevista para o dia 26 de abril, às 13h, e incluiu questões objetivas e redação. Segundo a administração municipal, o lugar da prova em Guarujá ainda será definido. Conforme o site da universidade, os locais oficiais serão divulgados no dia 15 de abril. As aulas terão início do final de junho. Os alunos poderão realizar o curso de forma online e contar com apoio presencial em demandas administrativas e pedagógicas no Centro de Capacitação Professor Carmine Felipelli (CECAP), localizado na Rua Ceará, s/n.º, no Centro de Guarujá. É possível entrar em contato para dúvidas pelo telefone (13) 3342-7734 ou pelo e-mail guaruja@polo.univesp.br. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Pela primeira vez, Defesa Civil emite alerta sonoro em celulares de moradores de Curitiba por risco de tempestade

Publicado em: 07/02/2026 20:01

Pela primeira vez, Defesa Civil emite alerta sonoro em celulares de moradores de Curitiba por risco de tempestade Reprodução/RPC Curitiba recebeu, neste sábado (7), por volta das 17h40, o primeiro alerta de emergência enviado pela Defesa Civil por meio do sistema cell broadcast, tecnologia que dispara mensagens diretamente para os celulares localizados em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio. O aviso foi emitido devido às condições meteorológicas mais severas que se formaram sobre a capital e tinham potencial para provocar danos. A mensagem também abrangeu São José dos Pinhais, na Região Metropolitana. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Até a publicação desta reportagem, foram registradas quedas de árvores e galhos em Curitiba, e alguns bairros ficaram sem luz. No bairro Boqueirão, a queda de uma árvore caiu e bloqueou o portão de uma residência. No local, uma família buscou ajuda para acionar o Corpo de Bombeiros para remover a árvore e permitir que uma familiar, que completa 100 anos neste sábado, consiga sair de casa e ir até a própria festa de aniversário. Árvore cai e bloqueia portão de casa em Curitiba. Idosa, que completou 100 anos, aguarda remoção para sair de casa e comemorar festa de aniversário Josiane Janeri Em nota, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que as equipes atuam no atendimento das ocorrências na rede elétrica. "No momento, cerca de 8,8 mil clientes permanecem com o fornecimento de energia interrompido, com maior concentração nos bairros da região sul da cidade", disse a Copel. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), meteorologistas identificaram uma instabilidade organizada em forma de linha sobre os dois municípios, com possibilidade de rajadas de vento de até 80 km/h, intensificação da chuva e chance de granizo. Até às 18h30, o Simepar registrou ventos de até 78,9 quilômetros por hora no bairro Pinheirinho. Veja lista: Boa Vista: 49,7km/h às 17h40; Boqueirão: 64,1km/h às 17h30; Pinheirinho: 78,9km/h às 17h30; Portão: 66,6km/h às 17h; Tatuquara: 58,3km/h às 17h10. LEIA TAMBÉM: Luto: Morre Yasmin Amorim, menina com câncer que teve R$ 2,5 milhões destinados ao tratamento desviados por empresários Educação: Jovem com doença rara passa em Direito na UFPR e luta pela inclusão de pessoas com deficiência Investigação: Policial civil é suspeito de fingir estar em investigação para roubar medicamentos para emagrecimento ilegais Árvore cai e bloqueia portão de casa em Curitiba Como funciona o alerta por cell broadcast O serviço já está em vigor no Paraná e permite o envio de alertas de emergência em casos de eventos extremos, como inundações severas, riscos de deslizamentos de terra e outras situações em que a população precisa se mobilizar rapidamente. Diferentemente das mensagens por SMS, os avisos do cell broadcast surgem automaticamente na tela do celular, sobrepondo qualquer aplicativo aberto. Durante o alerta, o aparelho também vibra e emite um sinal sonoro para chamar a atenção do usuário. Segundo a Defesa Civil, a tecnologia utiliza a geolocalização do aparelho dentro do perímetro considerado de risco pelo Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegard). O objetivo é facilitar o acesso à informação e estimular medidas de precaução por moradores ou pessoas que estejam na área afetada. Além do novo sistema, o órgão mantém outros canais de aviso, como WhatsApp, SMS, Telegram e comunicados em TVs por assinatura. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Relatório aponta falhas e prejuízo R$ 4,5 milhões na compra de kits do ‘Aedes do Bem’ pela Prefeitura de Rio Branco

Publicado em: 07/02/2026 19:13

Kits foram adquiridos com a promessa de produzir mosquitos da dengue que não chegassem a fase adulto Arquivo/Prefeitura de Rio Branco A Controladoria-Geral da União (CGU) divulgou relatório em que identificou um prejuízo de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos com a compra dos kits 'Aedes do bem', adquiridos pela Prefeitura de Rio Branco em 2024. O relatório foi concluído em setembro do ano passado, mas divulgado apenas nessa sexta-feira (6). A CGU concluiu que a contratação, firmada sem licitação com a Empresa Estação da Limpeza LTDA., gerou a perda de 16 mil kits e que parte dos produtos chegou à capital acreana vencida ou prestes a vencer. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Em nota, a prefeitura informou que determinou a apuração das responsabilidades por meio de um procedimento administrativo assim que foi notificada da suspeita de irregularidades na compra dos kits com o objetivo de garantir que todos os envolvidos, tanto na esfera pública quanto privada, sejam responsabilizados por qualquer infração cometida e os eventuais prejuízos devidamente ressarcidos. Ainda conforme o comunicado, a Procuradoria-Geral do Município também ingressou com uma ação judicial contra a empresa responsável pela produção dos kits do projeto e o contratante ressaltou que 'está totalmente comprometida com a apuração de qualquer irregularidade, adotando as medidas necessárias nas esferas cível, criminal e administrativa, conforme a gravidade dos fatos apurado'. (Veja nota na íntegra abaixo) Ainda segundo a CGU, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) autorizou a entrega total do material em julho de 2024, descumprindo o cronograma original de entregas parceladas em um prazo de seis meses. A apuração destaca também que o município não tinha planejamento do uso ou demanda formal da área técnica para absorver o estoque, o material não foi utilizado a tempo e acabou incinerado em São Paulo em novembro de 2024. O relatório destaca os seguintes erros na contratação: Prejuízo integral ao erário de R$ 4,53 milhões - A CGU verificou que o município recebeu e pagou 16,2 mil caixas do produto, mesmo com muitas vencidas ou perto do vencimento. Depois, os itens foram devolvidos sem reposição ou devolução do dinheiro e sem contrato formalizado, causando prejuízo total aos cofres públicos. Falhas graves na execução e fiscalização contratual - Foi emitida ordem para entrega total do produto, contrariando o contrato que previa entregas parceladas. A decisão foi tomada sem planejamento, sem pedido da área técnica e em período inadequado para uso e a fiscalização confirmou o recebimento sem checar a validade dos itens, e os problemas só foram descobertos meses depois, em auditoria interna. Planejamento deficiente e sem fundamentação técnica - O Estudo Técnico Preliminar mostrou falhas importantes, como a não comprovação da necessidade da contratação e nem que a solução fosse melhor que outras opções; o “Aedes do Bem” não está entre as tecnologias recomendadas pelo Ministério da Saúde e também não houve análise sólida de viabilidade técnica, adequação ao cenário epidemiológico local ou justificativa para a quantidade contratada. Inconsistências na inexigibilidade de licitação - Apesar de formalmente instruído, o processo de contratação teve falhas. Não houve análise de riscos, parecer técnico final, comprovação de orçamento nem cláusula de garantia e o objeto foi definido de forma imprecisa, usando preços de outro modelo, o que prejudicou a avaliação da vantagem econômica. Falhas de transparência - A CGU constatou que o contrato não foi publicado no Portal Nacional de Contratações Públicas, descumprindo a Lei nº 14.133/2021. No portal municipal, a divulgação foi parcial e insuficiente, prejudicando a transparência e a validade jurídica do contrato. "Não houve um aval técnico ou uma adequação climática antes do planejamento dessa contratação. Houve falhas também na execução, na solicitação do produto. O contrato previa que haveria uma entrega parcelada dos itens, mas a administração solicitou, de uma só vez, 16,2 mil caixas do produto, que era a integralidade do contrato", disse o superintendente da CGU, Nilo Lima. Relatório da CGU apontou danos ao erário público de R$ 4,5 milhões Arquivo/Prefeitura de Rio Branco Promessa que não se cumpriu O superintendente explicou que a CGU enviou o relatório ao Ministério da Saúde para a tomada de conta especial para recuperação dos valores. Em janeiro de 2025, após mais de 800 notificações de casos de dengue na capital, o prefeito Tião Bocalom decretou situação de emergência, o que para a CGU representa a ineficiência da contratação. "O Aedes do Bem foi contratado com uma promessa de solução inovadora, que seriam mosquitos machos que estariam distribuídos no ambiente e acasalavam com as fêmeas selvagens, gerando descendentes que não chegam à fase adulta. Essa seria a promessa do produto. Mas, a gente sabe que essa política não foi implementada, esses ovos não chegaram a ser distribuídos pelo município", pontuou. Prefeitura de Rio Branco apura possíveis irregularidades na compra de mosquitos Outro ponto ressaltado pelo superintendente diz respeito ao valor pago pela prefeitura. Os mais de R$ 4 milhões foram pago integralmente alguns dias após a contratação e entrega dos produtos. Também houve falhas no planejamento, segundo a CGU. "Eles cotaram um produto, da mesma fornecedora, mas de uso profissional, governamental, para ser implementado em cidades que tinham um valor pré-determinado. E quando foram contratar, contrataram um produto de uso residencial, que se chama Aedes do Bem Mini, que é uso residencial, de pequeno porte, consequentemente mais barato do que a versão que planejaram comprar", contou. Comprados no verão O relatório da CGU descreve ainda que a prefeitura adquiriu os kits entre os meses de julho e agosto de 2024, período de inverno no Acre. Contudo, o kit foi projetado para ser utilizado durante as chuvas, que no estado acreano inícia em novembro, e não poderia ser aplicado de imediato. Ainda segundo a controladoria, o contrato previa uma entrega parcelada em seis meses, mas a prefeitura autorizou uma entrega de 100% do quantitativo. "Sem uma justificativa técnica que embasasse, num tempo errado porque aqueles meses não eram chuvosos, eram de seca que inviabilizava a aplicação do produto. Os produtos chegaram em Rio Branco, mas 206 potes chegaram vencidos antes da entrega, outro quatro potes venceram no dia seguinte a entrega e 15 mil caixas venceram entre 15 e 27 de setembro de 2024", relatou. Nilo Lima frisou que os produtos foram recebidos pela prefeitura em 10 de julho de 2024, sem a devida verificação do prazo de validade, e armazenados na Secretaria Municipal de Rio Branco (Semsa) por quatro meses sem utilização. "Quatro meses depois, sem nenhuma utilização, descobriram que todos os produtos estavam vencidos e que alguns já tinham até chegado vencido. A empresa foi comunicada e, a partir disso, uma equipe foi ao depósito da Semsa e recolheu os produtos. Mas, recolheu o material biológico e deixou lá na Semsa as 16 mil caixas de papelão vazias e os sachês de conservantes, sem o material biológico. Os ovos foram todos recolhidos e isso consolida o prejuízo", frisou. Parte dos kits do Aedes do Bem chegaram em Rio Branco vencida Andryo Amaral/Rede Amazônica Acre Procedimento Em maio de 2025, a Prefeitura de Rio Branco instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades por parte da empresa goiana Estação da Limpeza Ltda., que forneceu mais de 16 mil kits do Projeto Aedes do Bem, que utiliza mosquitos geneticamente modificados em laboratório para atuar no combate ao vetor da dengue. Na época, o processo foi aberto devido a um suposto descumprimento de acordo por parte da empresa após a constatação de que parte dos kits adquiridos passaram do prazo de validade antes de serem utilizados. Já a empresa Estação da Limpeza afirmou que a responsabilidade pelo uso era da prefeitura. (Saiba mais abaixo) LEIA MAIS: Aedes do Bem: Vereadores querem CPI para apurar supostas irregularidades em compra de 16,2 mil kits de mosquitos Secretário de Saúde de Rio Branco culpa fornecedor pela perda de kits Aedes do Bem; vereadores querem CPI No início daquele ano, vereadores denunciaram que a compra dos kits, sem licitação, no valor de quase R$ 5 milhões, que prefeitura nunca utilizou e nem apresentou o material que tem validade de menos de 60 dias. À época, a prefeitura negou irregularidades no contrato. O secretário de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths, rebateu as acusações, confirmou a compra e recebimento do produto, mas não falou sobre a validade dos mesmos. Os parlamentares chegaram a tentar abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a compra, porém, chegaram a apenas cinco das sete assinaturas responsáveis. Nota da prefeitura na íntegra A Prefeitura de Rio Branco, sob a liderança do Prefeito Tião Bocalom, comunica à população que, ao tomar conhecimento de eventuais irregularidades no âmbito do projeto Aedes do Bem, que utiliza mosquitos geneticamente modificados no combate ao vetor da dengue, adotou todas as providências necessárias para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Após ser notificado das supostas irregularidades relacionadas à aquisição de recursos e materiais para o projeto, o prefeito Tião Bocalom determinou imediatamente a apuração formal das responsabilidades, por meio de um procedimento administrativo. A medida visa garantir que todos os envolvidos, tanto na esfera pública quanto privada, sejam responsabilizados por qualquer infração cometida, resguardando os recursos públicos e assegurando que eventuais prejuízos sejam devidamente ressarcidos. O processo de apuração já foi concluído pelos órgãos competentes da Prefeitura, através do sistema de controle e fiscalização da gestão municipal. Os autos do processo PAIF (Processo Administrativo de Infrações de Fornecedores) foram finalizados, e o prefeito Tião Bocalom já tomou as decisões necessárias, que serão encaminhadas aos órgãos competentes de fiscalização para garantir a transparência e continuidade das investigações. Além disso, o prefeito Tião Bocalom formalizou um ofício à Controladoria Geral da União (CGU) solicitando a elaboração de um relatório técnico robusto sobre o ocorrido, com o objetivo de subsidiar a apuração de responsabilidades no âmbito federal. A medida reforça o compromisso da administração municipal com a transparência e a imparcialidade nas investigações. Em paralelo, a Procuradoria-Geral do Município ingressou com a ação judicial contra a empresa responsável pela produção dos kits do projeto e o contratante, para que a justiça seja feita dentro dos limites da legislação vigente. O processo está em andamento na esfera judicial, em consonância com os princípios da legalidade, da moralidade e da transparência. A Prefeitura de Rio Branco reafirma que está totalmente comprometida com a apuração de qualquer irregularidade, adotando as medidas necessárias nas esferas cível, criminal e administrativa, conforme a gravidade dos fatos apurados. Todas as ações são orientadas pela responsabilidade e pela ética no trato da coisa pública. Por fim, é importante ressaltar que, apesar do episódio, a gestão municipal segue com suas ações de combate à dengue, com foco na proteção da saúde da população. O trabalho constante dos agentes de saúde e das ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde continuam a garantir o controle da situação epidemiológica, sem registros de aumento de casos graves de dengue. A Prefeitura de Rio Branco continua à disposição para fornecer todas as informações necessárias e reitera o compromisso com a transparência e a efetividade das ações em benefício da população. Reveja os telejornais do Acre

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Emplacamentos de carros elétricos e híbridos têm melhor janeiro da série histórica em Campinas

Publicado em: 07/02/2026 18:07

Veículo elétrico BYD Carlos Barria / Reuters Campinas (SP) registrou o melhor janeiro em emplacamentos de veículos eletrificados da série histórica, que teve início em 2022, segundo números da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Foram 347 emplacamentos, o que representa, em média, 11 modelos novos por dia. O volume representou um aumento de 45,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Emplacamentos em janeiro 2022: 73 2023: 96 2024: 190 2025: 239 2026: 347 🚗 Os dados consideram como veículos eletrificados todas as tecnologias disponíveis no mercado brasileiro com algum grau significativo de eletrificação: os 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos puros (HEV), híbridos a gasolina/álcool (HEV Flex), e micro-híbridos e mild hybrid (MHEV). 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Primeira cidade do interior do Brasil na venda de veículos eletrificados, Campinas encerrou 2025 com 4.424 unidades emplacadas. O município superou a marca de 10 mil unidades emplacadas em novembro do ano passado. LEIA TAMBÉM Campinas emplaca 81 veículos novos por dia no primeiro mês de 2026 Do desejo ao status: carros de luxo ganham espaço na região de Campinas com alta nas vendas Do status ao desejo: vendas de carros de luxo crescem na região de Campinas Mercado em expansão Ao g1, Thiago Sugahara, vice-presidente da ABVE, explicou que a queda no tíquete médio do veículo eletrificado, que era de R$ 250 mil há cinco anos, para modelos de entrada próximo a R$ 100 mil, tem aproximado os modelos do consumidor. Mas ele defende que não é apenas a questão financeira que explica o aumento no interesse e nas vendas. "Ele não ficou apenas mais acessível, mas também a autonomia desses carros que há cinco, oito anos atrás eram em média de 150, 200 quilômetros, aumentou para 200, 300, até 400 quilômetros. Ou seja, a gente tem visto uma maior oferta de veículos com maior autonomia e com menor custo, tornando a tecnologia cada vez mais acessível", destaca. Carro elétrico João Pantoja/Rede Amazônica VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região na página do g1 Campinas.

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Mulheres de 50 a 59 anos são maioria entre professores afastados por problemas de saúde na região de Piracicaba

Publicado em: 07/02/2026 18:02

Região de Campinas tem 850 afastamentos de professores por liçenca médica As cidades que integram a região de Piracicaba (SP) registraram 396 afastamentos de professores por problemas de saúde em 2025. Mulheres de 50 a 59 anos, que atuam como docentes efetivas na educação básica II, são maioria entre os profissionais que precisaram se ausentar por saúde física ou mental - veja gráficos, abaixo. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação, obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela EPTV, afiliada da TV Globo. Ronaldo Alexandrino, especialista em psicologia e educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), informou que os dados mostram a necessidade de maior atenção do Poder Público às demandas da categoria. "Falar de adoecimento é, também, corresponsabilizar as políticas públicas e, por sua vez, o Estado, que desempenha seu trabalho através das secretarias estaduais e municipais de educação no modo como trata o docente, no modo como organiza a vida funcional desses profissionais", afirmou. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Dados 🧮 Faixa etária de professores afastados por problemas de saúde na região de Piracicaba Mulheres são a maioria, somando 268 afastamentos. Já os homens chegam a 128. Do total de afastados no ano passado, 332 atuavam como professores da educação básica II (6º ao 9º), 45 do ensino fundamental e médio e 9 eram da educação básica I (1º ao 5º). Quanto ao contrato, é informado que: 259 eram efetivos (categoria A); 115 eram estáveis (categoria F); 22 eram temporários (categoria O). Os dados ainda apontam que 374 profissionais receberam uma licença temporária (001), outros 22 se afastaram por tempo indeterminado (257). A razão pela qual o professor foi afastado não é informada pelo levantamento. Afastamentos de professores por cidade da região de Piracicaba 'Olhar diferente pro ser humano' Em entrevista à emissora, uma docente que atua na rede estadual há 20 anos e está afastada por um transtorno misto de ansiedade e depressão, contou que os dados apresentados são reflexos de uma realidade em que os outros profissionais, o diretor e até os alunos avaliam o professor. "Alunos contra professores, professores contra professores e professores contra gestores. Se você não se adequar àquilo, àquele perfil que a gestão daquela escola deseja, você está fora. E eu não estou falando de competência. Eu estou falando de afinidade", disse a mulher que preferiu não se identificar. Segundo relato da mulher, o gestor possuía pouca empatia pelos coordenados que passavam por problemas de saúde mental. "Não chore", foi uma das advertências que a mulher recebeu. "Muitas vezes eu me escondi em algum lugarzinho para chorar", relatou. Professora afastada por problemas de saúde na região de Campinas Reprodução/EPTV A reportagem também entrevistou outra professora, que pediu para não ser identificada. Ela, que se afastou várias vezes em 2025 por problemas no pulmão, revelou que o desempenho dos profissionais é avaliado pela Secretaria da Educação e, por isso, eles têm medo de serem afastados. "Eu acabei trabalhando doente, com crise de asma. Tinha meses que eu tinha uma crise recorrente e então, eu não podia pegar licença, uma em cima da outra, porque acabava me prejudicando'", contou a docente. "Precisa ter um olhar diferente para o ser humano. Não é nem para os professores, porque os professores são seres humanos. Eles sofrem, adoecem, em busca de uma coisa melhor para os alunos", completa a primeira entrevistada. O especialista Ronaldo Alexandrino afirmou que o gestor público deve ouvir os profissionais e, a partir da escuta, desenvolver políticas públicas para solucionar a situação: "Se temos dados que nos mostram que o adoecimento docente é um fato, precisamos olhar para ele, encarar ele [isso]". "O diálogo é a forma que a gente resolve. A gente precisa olhar para aquela pessoa que está em sofrimento e perguntar para ela o que ocasiona esse sofrimento", concluiu o especialista. Reunião com os professores durante o processo de avaliação Geoparque Chapada dos Guimarães O que diz a Secretaria de Educação do estado de São Paulo? Em nota, a Secretaria informou que acompanha os afastamentos para planejar ações de prevenção e cuidado, com atenção à saúde mental dos professores. Também se comprometeu a fortalecer políticas de acolhimento, escuta e prevenção. A pasta destacou a criação, em 2024, de um serviço de teleatendimento, que até janeiro de 2025 registrou 875 mil atendimentos em psicologia e 52 mil em psiquiatria. O órgão atribui os afastamentos às transformações vividas pela categoria após a pandemia, às novas tecnologias e às demandas sociais e pedagógicas. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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Golpe da falsa Defensoria: Criminosos se passam por defensores públicos para enganar moradores do AC

Publicado em: 07/02/2026 16:04

No golpe da falsa defensoria, estelionatários se passam por agentes públicos para enganar população Tânia Rêgo/Agência Brasil Criminosos estão se passando por defensores públicos para aplicar golpes e cobrar por serviços gratuitos pelo WhatsApp à população acreana. A prática criminosa foi percebida pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC) após clientes relatarem terem sido procurados pelos golpistas. A DPE-AC confirmou que já repassou as informações à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O órgão pede que a população desconfie de atendimentos que solicitem dados bancários via celular. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: No golpe da falsa defensoria, o modus operandi é sempre semelhante: estelionatários se passam por agentes públicos para extorquir e enganar quem utiliza os serviços da instituição. Após o contato inicial, o grupo criminoso pede pagamentos antecipados e até dados das vítimas. Ao g1, a corregedora-geral da DPE-AC, Roberta de Paula Caminha Melo, explicou que os criminosos utilizam logomarcas institucionais nas fotos de perfil, números de processos e adotam linguagem jurídica para dar credibilidade ao contato com as vítimas. Cuidados para não cair em golpes online "Criminosos estão se utilizando indevidamente do nome, da imagem e até de fotos de defensores públicos para aplicar golpes. É importante lembrar que a Defensoria Pública não cobra por serviços jurídicos e não solicita nenhum tipo de pagamento para atendimento ou liberação de valores", destacou. Ainda conforme a corregedora, os bandidos solicitam dados pessoais e bancários, com a desculpa de que falta algum dado, ocasião em que as informações pessoais eram capturadas e a fraude concluída. LEIA MAIS: Polícia investiga golpista que se passou por delegado para aplicar golpes em lanchonetes no AC Criminosos tentam aplicar golpe do PIX em prefeitura de cidade do AC devastada por cheia histórica Estelionato cresce 28,3% no Acre em um ano e golpes eletrônicos disparam, revela Anuário "Inicialmente eles passavam informações a fim de conquistar a confiança do usuário, utilizando números de processos reais e, em seguida, diziam que tinham supostos valores a receber, momento em que solicitavam pagamentos por PIX sob a promessa de liberação de valores ou serviços", disse. Apesar dos relatos, Defensoria Pública do Acre ainda não tem o número de vítimas que caíram no golpe. "Temos recebido vários alertas e registros isolados de tentativas, mas não há estatística oficial consolidada sobre vítimas ou prejuízos. É um crime que tem se propagado em vários estados", explicou. ⚠️Orientações Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados; Sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente na Defensoria. O atendimento pode ser feito pelo WhatsApp (68) 999275436, ou pelo telefone (68) 3215-4185. Caso ainda tenha dúvida, o atendimento presencial na DPE-AC, é feito de 08h às 12h e das 14h às 17h na avenida Antônio da Rocha Viana, próximo ao Horto Florestal. Defensoria não cobra Ainda conforme a corregedora, a Defensoria Pública não cobra por nenhum dos serviços jurídicos do órgão e, para esclarecer melhor a população, a DPE tem adotado uma série de ações preventivas com foco na proteção dos usuários e dos próprios servidores. “É importante que a população esteja atenta e bem informada. Esses golpistas entram em contato com cidadãos que, muitas vezes, já possuem processos judiciais em andamento ou que estão em situação de vulnerabilidade. É fundamental deixar muito claro: isso é golpe", explicou. Ações da DPE contra o crime: Divulgação de alertas nas redes sociais, esclarecendo que a Defensoria não cobra; Orientação à população para que desconfie de mensagens e ligações; Reforço de incentivo para que qualquer dúvida seja confirmada na DPE; Orientação aos servidores que tenham sido vítimas que registrem um boletim de ocorrência. Com o avanço e praticidade dos recursos de inteligência artificial, as fraudes virtuais vêm se tornando mais convincentes. Em 2024, o Acre registrou 464 casos dessa categoria. À época, a taxa geral de estelionatos a cada 100 mil habitantes ficou em 723,3 no Acre, estando abaixo da média nacional, que foi de 1.019,2. "Nenhum servidor ou servidora da instituição está autorizado a pedir dinheiro, transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento aos usuários ou a terceiros", finalizou a corregedora-geral. Reveja os telejornais do Acre

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