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Ossos, gotas de sangue e fios de cabelo: igrejas de Curitiba guardam relíquias de santos

Publicado em: 14/09/2025 04:00

Relíquias sagradas guardadas em igrejas de Curitiba * Esta reportagem foi produzida com ajuda de inteligência artificial, com supervisão de jornalistas do g1 PR. A cidade de Curitiba abriga diversas relíquias sagradas, objetos de devoção para os fiéis católicos. Segundo a Igreja, essas relíquias servem como um símbolo de fé, remetendo aos testemunhos de vida de santos e beatos. O padre Marcos Honório, pároco da Catedral de Curitiba, explica que o papel das relíquias é "recordar a fé e o testemunho dessas pessoas no seguimento ao Evangelho". As relíquias são divididas em classes. As de primeira classe são consideradas as mais importantes, pois são partes do corpo de um santo ou beato. Entre os exemplos estão pedaços de ossos, fios de cabelo ou gotas de sangue. Já as relíquias de segunda classe são objetos que pertenceram ou tiveram contato direto com um santo, como peças de roupa ou itens de uso pessoal. Relíquias em Curitiba Reprodução/RPC Leia também: Investigação: Carro de homens que saíram de SP para cobrar dívida no PR é achado dentro de bunker Susto: Família procura por homem que desapareceu após ir a desfile do 7 de setembro e descobre que ele foi preso Polícia: Secretário de Segurança do PR presta socorro a atropelado e descobre que homem era procurado pela Justiça Relíquias em Curitiba A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, no centro da capital, preserva uma gotícula de sangue do Papa São João Paulo II. No local, também estão guardadas relíquias de Madre Paulina, a primeira santa brasileira, e de Santa Dulce dos Pobres, conhecida como o "anjo bom da Bahia". O Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, também em Curitiba, é um dos principais pontos de peregrinação na cidade. O local possui uma das maiores coleções do Brasil, com um total de 123 relíquias. Entre elas, está uma gota de sangue de São Padre Pio de Pietrelcina, um monge místico que teria lutado com o diabo. O santuário também possui um fio de cabelo do Santo Carlo Acutis, o jovem italiano conhecido como padroeiro da internet, que em breve será canonizado. Confiras algumas relíquias sagradas em Curitiba Venerar, não adorar O padre Jorge Fortunato, pároco do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, destaca a diferença entre venerar e adorar. "Nós veneramos os santos, não os adoramos. Nós adoramos apenas a Eucaristia, a presença real de Jesus no corpo e sangue consagrado. Adoramos a Deus", afirma o padre. Ele explica que as relíquias remetem aos santos, que podem interceder pelos fiéis em orações e súplicas feitas a Deus. Visitação Na Catedral de Curitiba, o acesso às relíquias é restrito. Porém, conforme a igreja, a visitação ao museu dos itens é liberada nas Visitas Guiadas da Catedral, que acontece uma vez por mês por um guia voluntário, disponibilizada pela Prefeitura de Curitiba O Santuário Nossa Senhora de Guadalupe não oferece um projeto de visitação aos objetos, entretanto, segundo a igreja, as relíquias são expostas em celebrações e missas. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Paraná.

Palavras-chave: inteligência artificial

Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo

Publicado em: 14/09/2025 04:00

Agricultores apostam no uso de drones A tradição anda lado a lado com o progresso na Fazenda Uliana... Ou melhor, ela voa! A propriedade localizada em Brejetuba, na Região Serrana do Espírito Santo, passou a usar drones para otimizar o cuidado contra as pragas. Com a tecnologia, a família passou a economizar dinheiro e tempo. Isso porque o aparelho ajudou a reduzir as horas gastas com aplicação de inseticidas. Na propriedade, a pulverização das plantas em uma área de um hectare durava até dois dias para ficar pronta. Agora, com o aparelho, em apenas seis minutos o mesmo tamanho de área plantada recebe os produtos, dando agilidade aos processos. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O uso desses equipamentos só foi possível graças a uma nova profissão que surgiu dessa demanda: o operador de drones especiais para a agropecuária. A Fazenda Uliana possui 500 hectares plantados com café arábica, então o tempo economizado representa uma grande mudança. Se tivesse que aplicar os inseticidas a mão, o proprietário gastaria mil dias para completar todo o processo. Com o drone, são gastos apenas dois dias. Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta Tecnologia e tradição A tecnologia dos drones veio para se somar aos ensinamentos que foram passados por quatro gerações da família, que desde o início se dedica à plantação de café. No entanto, os equipamentos que levantam voo não são iguais aos pequenos drones vistos na cidade. Com 4 metros, 8 hélices e capacidade de carregar até 40 litros ou 50 quilos, a aeronave consegue sobrevoar por até dez minutos. O tempo é o suficiente para aplicar os defensivos em até dois hectares. LEIA TAMBÉM: POLÊMICA: Quem é professora suspensa após declarar que ganha mais com vídeos no Privacy e OnlyFans do que em sala de aula NOVIDADE? Você conhece a juçara? Árvore da Mata Atlântica produz fruto semelhante ao açaí e palmito Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta Na fazenda, o aparelho vem sendo utilizado há algum tempo, adiantando desde o plantio até a colheita. Ao todo, 200 famílias trabalham no local, e, ainda assim, era difícil cuidar de uma área desse tamanho, segundo Ângelo Uliana, produtor rural e proprietário das terras. "Uma das maiores dificuldades, entre outras, é pulverizar, por ser uma região que tem um declive muito acentuado. Para pulverizar, meu avô usava uma (máquina) de cobre, depois veio a tecnologia, até motorizado, um atomizador que a gente falava, só que é um negócio muito bruto. Fazia um trabalho perfeito, só que espalhava muito, tinha muito contato com o ser humano. Depois, veio o costal, em seguida, o pressurizado", explicou Ângelo. Melhora no campo A chegada dos drones trouxe um novo marco no campo: o trabalho de pulverização mais rápido, com menos risco à saúde (uma vez que os funcionários são menos expostos aos produtos) e organização. Esses detalhes são atrativos oferecidos pelo drone ao setor agrícola, que sempre vem buscando na tecnologia um avanço na produção. Para Darcy Junior, vice-presidente da Associação Espírito Santense de Drones Agrícolas (Aesda), as máquinas voadoras também estão ajudando a alcançar os resultados que o mundo do agro deseja. Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta Inclusive, segundo ele, atingindo resultados nunca antes vistos em plantações de café e em outros tipos de cultivos. “Só em números positivos, comecei ver que ele faz um bom trabalho. Deu resultado. A eficiência da aplicação do drone é melhor do que a mão de obra humana", disse Ângelo Uliana. Retorno financeiro Além de bons resultados na lavoura de café, Ângelo destaca um ótimo retorno financeiro. Isso porque a pulverização por hectare custa, em média, R$ 180. O valor é ainda mais vantajoso para quem tem grandes plantações. Já que, com o uso de bombas costais, na mesma área, o trabalho pode durar até dois dias e custar R$ 400. “Então, o ganho final é financeiro mesmo, porque você vai ter um aumento de produção com um custo igual ou um pouquinho menor do que você fazendo manual. Realmente, a lavoura respondeu. O custo de início acaba assustando a pessoa devido ao valor do custo. Mas depois, o produtos vê que tem resultado", frisou Ângelo. Investimento capixaba Os drones vêm auxiliando não só os Uliana, mas também muitas outras regiões do Espírito Santo. A presença de maquinário volante no campo cresceu tanto que o estado se tornou o sétimo com maior número de operadores do aparelho em todo o Brasil. O investimento vem marcando presença no setor empresarial. Até o mês de agosto deste ano, 75 empresas capixabas de serviços aéreos agrícolas já se cadastraram no sistema integrado de produtos e estabelecimentos agropecuários do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA). Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta Para organizar todo esse crescimento, no começo deste ano foi criada a primeira Associação Espírito Santense de Drones Agrícolas (Aesda), que reúne 28 empresas e 24 pilotos habilitados. O vice-presidente da Aesda, Darcy Junior, contou que a tecnologia utilizada ajuda ainda em um outro problema enfrentado no campo: a falta de mão de obra. "A escassez de mão de obra existe no Espírito Santo, mas não só aqui, no Brasil inteiro. Além disso, existe a situação da nossa região, que é muito declivosa, causando dificuldade de pulverizar. Por isso os drones são importantes e começamos com essa aposta, lá em 2019", destacou Junior. O negócio se expandiu de forma surpreendente e hoje as aeronaves prestam outros tipos de serviço além da pulverização. "O drone é um caminho sem volta para a agricultura de precisão. Temos drones de monitoramento, de acompanhamento, de planejamento da gestão da propriedade. Temos um de multiespectral que detecta praga, doença, déficit hídrico, falha de plantio, conseguimos fazer contagem de planta... E tudo isso para assessorar o produtor da melhor maneira possível", detalhou o vice-presidente da Aesda. Novo mercado Os drones abriram uma oportunidade não só para o mercado agropecuário como para o de trabalho. Isso porque pessoas vêm mudando de profissão por interesse na pilotagem das aeronaves. Entre elas está Luana Machado, que cuida da pulverização na fazenda Uliana. Na profissão há pouco mais de cinco anos, a pilota cuida de pelo menos oito propriedades por semana nos municípios de Brejetuba, Muniz Freire e Alegre. "Geralmente, a gente faz o planejamento, para não se perder. Aí, a gente consegue fazer tudo, o plano de voo vai seguindo, e a gente não se perde", explicou Luana. Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta A nova profissão também atraiu a atenção de Filipe Machado de Oliveira. Ao terminar a faculdade de agropecuária, Machado já embarcou no curso de aplicador aéreo agrícola. Agora, só faltam seis meses de aulas práticas no campo para de fato começar a mover o drone no ar. "Vai ser muito importante, porque hoje está difícil para ter mão de obra na zona rural. E uma coisa nova que eu achei muito interessante, e aí resolvi começar a trabalhar nessa área. Até conhecer, eu nunca imaginaria essa tecnologia. Agora, eu já vejo que é extremamente importante. Cada vez mais vai crescer no mercado, sempre com tecnologia mais avançada", reforçou. Gerações Hoje, a fazenda Uliana é comandada por Ângelo Neto ao lado da esposa, Rozane e dos filhos do casal. Já conta até com a participação dos genros. Apesar da nova geração estar participando da organização, tudo só existe devido ao fundador Ângelo. Há oito décadas, ele comprou as terras e começou o que se tornaria a Fazenda Uliana. O espaço passou dele para o filho, que deixou de herança para Ângelo, que hoje cuida, desfruta e batalha para manter as plantações bem cuidadas. "A agricultura na nossa família tá no sangue. É uma devoção, é uma força de vida, é uma coisa que te leva para frente. É uma coisa que te faz levantar de madrugada e dormir cedo. É muito gratificante", detalhou o proprietário. Fazendas economizam tempo e dinheiro com uso de drones na pulverização e impulsionam nova profissão no campo. Espírito Santo. TV Gazeta E é a força desse amor que faz com que o investimento na propriedade seja cada vez maior. E não só para ter retorno com a lavoura, mas também pelo que a fazenda representa para a família: afeto, carinho, parceria e legado familiar. “Meu avô, que eu não conheci, e meu pai, são pessoas que foram à frente do seu tempo. Pessoas visionárias que queriam ver o mundo diferente e ver o crescimento não só deles, queriam ver o crescimento de todo mundo junto”, lembrou Ângelo. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Huawei Pura 90?! Empresa quer lançar celular com bateria acima de 7.000 mAh

Publicado em: 14/09/2025 03:20 Fonte: Tudocelular

A Huawei deve seguir suas principais concorrentes e começar a apostar em baterias de alta capacidade em seus celulares topo de linha. A previsão é de que essa mudança seja implementada em 2026. Segundo informações levantadas pelo Digital Chat Station, a série Mate 80 deste ano já começa a dar indícios dessa nova estratégia ao adotar 6.000 mAh. Mas, o próximo carro-chefe da Huawei - que provavelmente será o Pura 90 - deve ultrapassar a barreira dos 7.000 mAh graças ao uso da tecnologia de silício-carbono.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Os trabalhos que vão crescer ou encolher até 2034, segundo o 'IBGE' dos EUA

Publicado em: 14/09/2025 03:00

g1 em 1 Minuto: Começar carreira ganhando R$ 13 mil - Veja 10 profissões com maiores salários de entrada Um estudo sobre o futuro do mercado de trabalho revelou os setores que mais devem gerar empregos até 2034. A pesquisa foi feita pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, equivalente ao IBGE no Brasil. O levantamento aponta que mudanças estruturais, como o envelhecimento populacional e a transformação digital, devem impulsionar profissões ligadas à saúde, assistência social, serviços científicos e técnicos, tecnologia da informação e mídia digital. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Embora baseado na realidade americana, especialistas afirmam que as tendências também se refletem no Brasil, ainda que em ritmos diferentes. Segundo a consultora de carreiras Taís Targa, o envelhecimento da população e o avanço tecnológico afetam tanto EUA quanto Brasil. Porém, questões políticas, sociais e econômicas atrasam os impactos por aqui. Confira a lista com os setores que devem crescer ou encolher até 2034: Saúde e assistência social (+8,4%) Serviços profissionais, científicos e técnicos (+7,5%) Informação -TI, mídia digital, telecom (+6,5%) Artes, entretenimento e recreação (+5,1%) Serviços públicos (+4,9%) Gestão de empresas (+4,4%) Construção (+4,4%) Hospedagem e alimentação (+3,9%) Comércio atacadista (+3,4%) Finanças e seguros (+3,4%) Imobiliário e aluguel (+3,3%) Transporte e armazenamento (+3,0%) Outros serviços - exceto administração pública (+2,9%) Serviços administrativos (+1,1%) Agropecuária e pesca (+0,1%) Educação pública e privada (+0,1%) Indústria de transformação (0%) Governo (-0,1%) Comércio varejista (-1,2%) Mineração, petróleo e gás (-1,6%) O grande destaque é saúde e assistência social. Com a média de idade da população subindo e o aumento de doenças crônicas, cresce a demanda por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, cuidadores e profissionais de apoio — tanto em hospitais quanto em serviços domiciliares e de longa permanência. Na sequência vêm os serviços profissionais, científicos e técnicos. A demanda é puxada por inteligência artificial, análise de dados e softwares integrados à rotina de empresas e governos. Consultorias, pesquisas e serviços especializados também ganham espaço. O setor de informação também se destaca, incluindo telecomunicações, mídia digital, serviços de dados e software. A popularização do streaming, o consumo de conteúdo online e a busca por internet rápida sustentam a expansão de 6,5%. Construção, transporte e armazenamento também devem crescer. No transporte, o e-commerce aumenta a demanda por motoristas, operadores de armazém e profissionais de logística. Hospedagem, alimentação, artes e entretenimento acompanham a retomada pós-pandemia e novas formas de consumo. Por outro lado, setores como comércio varejista e mineração tendem a encolher. No varejo, o avanço do e-commerce e da automação reduz a demanda por vendedores em lojas físicas. Na mineração, robôs e drones tornam a operação mais eficiente, mas com menos mão de obra. E o Brasil? Ao aplicar essas projeções ao Brasil, é preciso cautela. Segundo Taís Targa, apesar das semelhanças em tecnologia e envelhecimento populacional, o país enfrenta barreiras adicionais. “Questões políticas, sociais, econômicas e burocráticas tornam as mudanças mais lentas no Brasil. Não sei se os impactos da transição energética, por exemplo, serão sentidos no médio prazo”, afirma Targa. Ela acrescenta que, em média, o Brasil adota novas tendências com cerca de cinco anos de atraso em relação aos EUA, embora o avanço tecnológico recente possa reduzir essa diferença. Outro fator é o custo da mão de obra: com salários mais baixos, nem sempre compensa para as empresas substituir pessoas por tecnologia. “Implementar soluções digitais ou automatizadas é caro e depende também de infraestrutura energética. Por isso, o Brasil pode não reproduzir exatamente os números projetados para os EUA”, completa Targa. Além de saúde e tecnologia, a transição energética também deve transformar o mercado de trabalho. É mais uma área que o Brasil pode se sair bem. A maior demanda por eletricidade, o avanço dos carros elétricos e a expansão de data centers e da inteligência artificial tornam as energias renováveis um dos setores mais promissores da próxima década. Fontes como energia solar, eólica e geotérmica devem crescer rapidamente, impulsionadas por compromissos ambientais e pela busca por segurança energética. Alternativas como energia das marés também devem gerar vagas para engenheiros, técnicos de manutenção e operadores de sistemas. A fabricação de baterias e componentes elétricos também ganha destaque, com potencial de gerar quase 50 mil novas vagas de trabalho. Como a projeção foi feita O levantamento foi elaborado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), agência oficial do governo americano responsável por acompanhar o mercado de trabalho. As projeções são revisadas anualmente e servem como cenário de referência, não como previsão absoluta. O estudo parte de um cenário de pleno emprego, sem crises econômicas inesperadas, e considera tendências históricas de produtividade, avanços tecnológicos já consolidados e mudanças demográficas. Segundo o BLS, a economia americana deve gerar 5,2 milhões de empregos líquidos até 2034, uma expansão de 3,1%. Embora mais lenta que na década passada, a projeção mostra como mudanças sociais, tecnológicas e ambientais vão moldar o futuro do trabalho. Crescimento no setor de saúde e assistência social está diretamente relacionado ao envelhecimento da população Getty Images

Como a inteligência artificial ajudou a salvar o Google

Publicado em: 14/09/2025 01:00

Escritório do Google em São Paulo Divulgação/Google A inteligência artificial (IA) parece ter vindo em socorro de um representante da velha guarda do Vale do Silício: a empresa Google e seu navegador Chrome. Há cerca de um ano, o futuro de uma das principais big techs americanas era incerto. No maior desafio antitruste que ela já enfrentou, um tribunal em Washington concluiu que a empresa monopolizava ilegalmente o mercado de buscas na internet com acordos bilionários para garantir que o seu mecanismo de busca fosse a opção padrão, o que, na prática, barrava os concorrentes. Com essa decisão, o Departamento de Justiça dos EUA queria forçar o Google a vender seu lucrativo navegador Chrome ou seu sistema operacional Android, o que levou muitos analistas a preverem o fim da gigante da tecnologia e de seu domínio nos mecanismos de busca. Um processo judicial longo e técnico O juiz do caso, Amit Mehta, levou mais de um ano para tomar sua decisão, que foi anunciada em 2 de setembro de 2025 e recebida com alívio pela empresa – parece que a maré finalmente virou. Num "memorando de opinião" de 230 páginas, Mehta decidiu que o Google não precisaria vender o Chrome nem ser desmembrado e não proibiu os acordos bilionários que a empresa vem fazendo há anos para garantir que seu mecanismo de busca seja o padrão em smartphones, computadores pessoais e outros dispositivos. Mas Mehta ordenou que o Google conceda aos seus atuais e potenciais rivais acesso a parte da fórmula secreta do seu mecanismo de busca: os dados armazenados a partir de trilhões de buscas que ele utiliza para melhorar a qualidade dos seus resultados de busca. O mais surpreendente foi a visão do juiz de que a inteligência artificial generativa, com suas dezenas de milhões de usuários, havia mudado, em alguns poucos meses, a situação de todo o mercado de mecanismos de busca. Modo IA: Google começa a liberar versão repaginada da busca que lembra ChatGPT Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais Respostas prontas em vez de links "O surgimento da IA generativa mudou o curso deste caso", escreveu Mehta, de forma muito clara, na primeira página de sua sentença. Quando o caso começou, em 2020, quase ninguém falava sobre inteligência artificial. Hoje só se fala nela, e a possibilidade de que mecanismos de busca com tecnologia de IA possam afetar substancialmente, se não substituir, os mecanismos de busca convencionais é uma ameaça que o juiz aceita como real. De fato, a IA está mudando rapidamente a forma como as pessoas pesquisam ou mesmo usam a internet. Em vez de uma lista de links, os chatbots com tecnologia de IA, como o ChatGPT, fornecem respostas prontas que podem abarcar mais de uma busca. Diante disso, o próprio Google adicionou recursos de chatbot no seu mecanismo de busca. As interfaces de busca tradicionais estão sendo substituídas pela interface de chatbots, e analistas dizem que essa tendência continuará a se acelerar. Três fatores estão impulsionando essa mudança, diz o professor de inteligência artificial Jinjun Xiong, da Universidade de Buffalo: o modelo gratuito do ChatGPT mostrou a muitas pessoas a capacidade da inteligência artificial, a popularização da tecnologia por meio da mídia e os avanços tecnológicos surpreendentes em IA. Apple anuncia o novo Iphone 17 Nova realidade no mercado Para sublinhar seu novo conhecimento sobre IA e o mercado de buscas online, Mehta dedicou 30 páginas em sua sentença para explicar como esse mercado funciona. O Google ainda é dominante no setor de buscas, mas "tecnologias de inteligência artificial, particularmente a IA generativa, ainda podem se provar revolucionárias", concluiu Mehta. Embora essa tecnologia de IA ainda não esteja perto de substituir os mecanismos de busca gerais, "a indústria espera que os desenvolvedores continuem a adicionar recursos aos produtos de IA generativa para que tenham um desempenho mais semelhante ao dos mecanismos de busca gerais". O juiz reconheceu as "novas realidades" do mercado, e elas tiveram um profundo impacto em sua sentença. "O dinheiro que flui para esse setor, e a rapidez com que ele chegou, são impressionantes", escreveu. "Essas empresas já estão agora numa posição melhor, tanto financeira quanto tecnologicamente, para competir com o Google do que qualquer empresa de busca tradicional tenha estado em décadas." Para demonstrar a complexidade de se lidar com uma tecnologia tão inovadora, Mehta acrescentou uma nota pessoal. "Ao contrário do caso típico em que a função do tribunal é resolver uma disputa com base em fatos do passado, aqui o tribunal é solicitado a olhar para uma bola de cristal e prever o futuro", escreveu. Ecossistema aberto Alguns especialistas esperam ver poucas mudanças na forma como o Google conduzirá seus negócios após a decisão, mas outros acreditam que a empresa terá que reformular seu funcionamento. A verdadeira questão é o poder de ecossistemas criados por empresas como o Google, afirma Xiong. "O Google e o Chrome construíram um ecossistema muito poderoso em torno de várias ferramentas das quais as pessoas dependem fortemente, como Gmail, Google Docs, YouTube, Google Drive, Maps, etc", diz Xiong. "E essas ferramentas vão ficar melhores com as tecnologias de IA do Google." Ecossistemas como esse dificultam a entrada de outras empresas e, portanto, a concorrência. Xiong diz que gostaria de ver as big techs adotarem um ecossistema aberto, algo que a decisão do juiz não incentivou.

Reforma tributária: Receita prepara super sistema para aprimorar cobrança de impostos e reduzir sonegação

Publicado em: 14/09/2025 00:00

O governo federal está preparando uma plataforma tecnológica sem precedentes no mundo para operacionalizar os pagamentos dos impostos sobre produtos e serviços. O sistema será 150 vezes maior do que o PIX – ferramenta de transferências em tempo real do Banco Central. Previsto na reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, o novo sistema vai tratar do recolhimento dos futuros tributos sobre o consumo (IBS dos estados e municípios, e a CBS do governo federal). Os impostos serão cobrados no lugar dos atuais PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. ➡️Milhares de pessoas – envolvendo técnicos da Receita Federal, desenvolvedores contratados pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), interlocutores do mercado financeiro e até engenheiros das "big techs" (gigantes de tecnologia) – trabalham para viabilizar a ferramenta. "O gigantismo é para poder receber esse volume de informações que são 100% das notas eletrônicas. Isso que a gente calcula que é em torno de 70 bilhões de documentos por ano que esse sistema vai receber, que é mais ou menos o volume do PIX", disse o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ao g1. "A diferença é que, no PIX, você tem pouca informação. Você tem quem manda, quem recebe e o valor. Na nota, tem um monte de outras informações sobre o produto, sobre quem emite, sobre o crédito. O número de documentos é o mesmo, mas o volume de cada documento é em torno de 150 vezes do PIX. Por isso que a gente fala que é 150 vezes [maior que o PIX]", acrescentou. Um dos módulos da plataforma, chamado de "split payment", permitirá que o valor dos tributos seja direcionado em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal. O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas. Projeto-piloto Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda Já em fase de testes, em um projeto-piloto com quase 500 empresas, o planejamento da Receita Federal é de que o novo sistema esteja funcionando em 2026 sem gerar cobrança efetiva (alíquota será pequena, de 1%, que poderá ser abatida em outros tributos). A partir de 2027, o sistema do "split payment" começará a operar em toda a economia para a CBS (tributo federal), focado principalmente nas negociações entre empresas — o chamado "business to business", sem abranger o varejo. Em 2027, haverá a extinção do PIS e da Cofins. De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS, com a redução gradual das alíquotas do ICMS e do ISS e o aumento gradual da alíquota do IBS (o futuro tributo sobre consumo dos estados e municípios). Queda na sonegação Reforma tributária Jornal Nacional/ Reprodução Com o início do chamado "split payment", a expectativa do governo, já divulgada anteriormente, é de que a sonegação de tributos caia drasticamente. "A evasão tende a diminuir muito porque o dinheiro já cai diretamente ali [na conta do governo, estados e municípios]. A não ser que não pague com meio eletrônico. Se pagar em dinheiro, não tem 'split'. Mas se pagar por qualquer meio eletrônico, vai ter 'splitagem' [separação dos tributos e direcionamento para os governos] na hora com eventual ajuste no mesmo dia e, na preferência, na mesma hora", disse Barreirinhas, da Receita Federal. Segundo ele, o novo sistema acabará com o problema das chamadas "noteiras", ou seja, empresas de fachada criadas para fraudar o Fisco que emitem notas fiscais falsas ou com informações adulteradas para encobrir operações ilegais. Além disso, também não será mais possível o empresário pagar os impostos com atraso quando o pagamento for eletrônico. Ele lembrou que o novo modelo aprovado na reforma tributária será ajustado para manter o atual peso dos tributos sobre o consumo no Brasil. Até o momento, a previsão é de a alíquota de referência brasileira (cobrada da maior parte das empresas, que não contam com exceções) seja uma das maiores do mundo. 💵A Receita não divulga estimativas, mas o tributarista Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT, empresa de tecnologia focada em soluções para a reforma tributária, aponta que o "split payment" pode permitir ao governo federal arrecadar de R$ 400 bilhões a R$ 500 bilhões a mais por ano – cifras equivalentes à sonegação fiscal. "Com o 'split payment', os valores devido de impostos não passam pelo caixa da empresa. É o fim de atrasos no recolhimento e da complexidade das guias de impostos. No entanto, alteram a dinâmica do fluxo de caixa. As empresas vão precisar profissionalizar sua gestão e investir em tecnologia integrada com o 'split'. Não cabem mais planilhas e operações manuais", avaliou Lucas Ribeiro. ➡️Embora o novo sistema tributário sobre o consumo feche brechas à sonegação fiscal e, com isso, arrecade mais por um lado, também está previsto na reforma tributária uma desoneração completa dos investimentos e das exportações — algo que vai gerar perda de arrecadação por outro. Isso também será levado em conta na hora de calcular a futura alíquota do imposto sobre o consumo. Créditos tributários Na reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, os futuros IVAs (CBS federal, IBS estadual e municipal) serão não cumulativos, ou seja, os impostos não incidirão sobre valores tributários já pagos em etapas anteriores da cadeia produtiva. Assim, as empresas poderão ter créditos (valores a receber) de todos os tributos que já incidiram na aquisição de insumos e etapas anteriores da produção, a exemplo do que acontece nas economias desenvolvidas. De acordo com a Receita Federal, o futuro sistema tecnológico também será responsável por calcular rapidamente o crédito, para as empresas, dos valores em tributos pagos ao longo da cadeia, ou seja, os valores que serão ressarcidos. "Como é um sistema integrado nacionalmente, pode ser que a informação sobre o crédito do IBS [imposto estadual e municipal] chegue algumas horas depois. A lei prevê três dias para fazer o ajuste. A gente quer fazer na hora que a gente receber para não desestimular esse problema de fluxo", disse Robinson Barreirinhas, da Receita Federal. Redução de erros e 'cashback' De acordo com o governo, a nova plataforma tecnológica também reduzirá os erros de cálculo, ou de classificação dos produtos, pelas empresas. Será oferecida, por exemplo, uma calculadora oficial e, no caso de erro, o empresário será avisado antes de ser autuado. "Hoje, quando o empresário vai preencher [a nota fiscal], ele preenche do jeito que quer. Vai pro estado, cai na gestão de risco e, se tiver divergência, ele é atuado. Quando for produzir no nosso sistema, o empresário vai usar nossa calculadora", disse Barreirinhas. Não tem como errar. E mesmo, se por acaso, ele preencher alguma coisa errada, nosso sistema vai processar. E, se achar uma falha, vai informar para ele corrigir a nota. A grande vantagem desse sistema é ele ser amigável, esse que vai ser o ganho", completou. A outra funcionalidade da nova plataforma também será o cálculo da devolução de impostos para a população carente por meio do chamado "cashback". Pela reforma aprovada, haverá devolução de 20% dos impostos federais, estaduais e municipais para as pessoas que estão no Cadastro Único com renda familiar "per capita" de menos de meio salário mínimo. No caso das contas de água, luz, esgoto, telefonia e gás encanado, há um abatimento imediato de 100% da CBS (imposto federal) e de 20% do IBS estadual e municipal, reduzindo o valor da fatura total antes mesmo do pagamento. Presidente Lula sanciona regulamentação da Reforma Tributária ARTE - Reforma tributária: veja principais pontos da proposta do relator Arte/g1

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Expo Cristã, maior feira cristã do mundo, atrai uma multidão em São Paulo

Publicado em: 13/09/2025 21:38

Fiéis lotam a Expo Cristã em São Paulo A maior feira cristã do mundo atrai uma multidão em São Paulo. O evento vai até terça-feira e já recebeu 300 mil pessoas. A exposição deste ano tem tanta coisa para ver, ouvir e fazer que fica até difícil escolher, explica Adriana Barros, idealizadora da Expo Cristã. “Temos a Christian Comic, que é um evento de quadrinhos cristãos, temos evento literário para quem ama literatura cristã, temos evento de música, de empreendedorismo e a gente abrange vários segmentos para poder agradar a todos.” O influencer Lúcio Vitalino Jr., conhecido como Lúcio Sincero, destacou o uso da tecnologia pelas igrejas. “As igrejas têm adotado painéis de led, câmeras de alta tecnologia, transmissão ao vivo. Na minha visão, é isso que tem que ter dentro da igreja.” Em meio às inovações, o livro continua sendo um exemplo de interesse. Estandes de editoras que produzem conteúdo cristão estão sempre disputados. Cristian Costa, gerente comercial, comentou: "Sem o livro, a palavra não vai se difundir como se difunde há milênios. A base da fé cristã é a palavra. E a palavra vem do livro.” A pequena Giovana, de 7 anos, demonstrou interesse pelos livros devocionais. “Porque fala sobre Jesus.” A mãe, Bianca de Cássia, reforçou a importância da experiência: “É um conhecimento que a gente tem que passar para nossos filhos, para que eles saibam o caminho certo que têm que seguir. E desde pequeno tem que incentivar.” A música também se destaca na exposição. No stand da Globo, o reality musical “Estrela da Casa” chama a atenção. A professora de teoria da música Doroteia Kerr, regente de coral da Unesp, destacou a relação entre música e fé: “Se você está contente e vai louvar, canta. Quer louvar? Toque... Fundamental para o cristão, evangélico.” Nos seis dias de evento, grandes nomes da música gospel também se apresentam. A angolana Nair Nany, com 25 milhões de visualizações nas plataformas digitais, deixou a profissão de contabilidade para se dedicar à música. “Eu creio que o Senhor coloca em nós – quando Ele tem algo para nós – o sentimento de realização daquilo que vamos fazer para Ele. Porque eu faço aquilo que eu amo e aquilo que sei que fui chamada, que nasci para fazer.”

Palavras-chave: tecnologia

Banco suspeito de lavar dinheiro para o PCC prejudica milhares de servidores na hora de usar auxílio alimentação

Publicado em: 13/09/2025 21:00

Banco suspeito de lavar dinheiro para o PCC prejudica milhares de servidores na hora de usar auxílio alimentação Reprodução A infiltração do crime organizado em parte do sistema financeiro está prejudicando milhares de brasileiros. Funcionários de dezenas de cidades não estão conseguindo usar o cartão do auxílio alimentação de um banco investigado no esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Pelo menos cinco supermercados de Campo Mourão, no Paraná, colocaram avisos no começo do mês: não aceitam mais o auxílio alimentação do BK Bank. O único motivo divulgado: uma instabilidade. Os comerciantes tomaram essa decisão depois de a instituição financeira ter sido alvo de busca e apreensão por suspeita de envolvimento com o PCC. A prefeitura da cidade paga o auxílio para 3 mil servidores por meio do BK Bank. A presidente do sindicato da categoria conta que muita gente já não conseguiu usar o benefício um dia depois da operação do Ministério Público e da Polícia Federal, no fim de agosto. A prefeitura de Campo Mourão afirmou que vai compensar os funcionários. Em Uberaba, Minas Gerais, situação parecida. Segundo a associação que representa os mercados da cidade, 15 empresas entraram na justiça para receber o que o BK Bank deve a elas. A Liliane, que é dona de um restaurante, parou de aceitar o cartão do BK Bank porque a instituição não repassou R$ 4 mil que ela tem a receber. "Eles mandaram uma mensagem que estavam tendo um problema, que dentro de 24 horas entrava em contato com a gente. Porém, não aconteceu e eu não consegui mais acesso e depois veio a tona tudo que eles não pagaram a cidade toda, né?" 40% dos clientes da Liliane são servidores municipais que até agosto recebiam o benefício pelo BK Bank. A prefeitura e a instituição de pagamento já tinham encerrado o contrato antes mesmo da operação contra o PCC. Mas muitos servidores ainda têm créditos acumulados. O Carlos está com R$ 2 mil que não consegue usar. "Fui fazer uma compra no supermercado, tentar passar e simplesmente não aceitava mais. " Segundo as investigações, de 2019 a 2024, R$ 982 milhões do crime passaram por contas de pessoas físicas e jurídicas no BK Bank que atua como fintech, empresa de tecnologia financeira. A Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de valores e bens da instituição. Nos últimos 5 anos o BK Bank participou de licitações públicas para fornecer, além do auxílio alimentação, cartões de benefícios sociais e meios eletrônicos de pagamento, como as maquininhas de cobrança. Atualmente a fintech afirma ter 112 contratos ativos com órgãos públicos. Esses contratos não foram alvos da operação de agosto, que investigou apenas o esquema de lavagem de dinheiro. Mesmo assim, muitos governos e instituições públicas resolveram rever o negócio. Mato Grosso e Paraná, por exemplo, paralisaram as parcerias com o BK Bank em programas sociais. O mesmo fizeram as prefeituras de Betim, Ribeirão Preto e Birigui. O BK Bank ainda assinou contratos com os Correios, o Exército, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, nesses casos apenas para o fornecimento de maquininhas de pagamento. Em nota, o Senado Federal informou que, independentemente da investigação, já tinha iniciado o processo de contratação para substituir o atual contrato, uma vez que os prazos para a prorrogação já se esgotaram. O Exército abriu um processo para apurar se houve descumprimento do acordo que firmou com o BK Bank. Os Correios informaram que suspenderam o contrato. Já a Câmara dos Deputados disse que abriu procedimento que pode romper com o contrato, porque o BK Bank suspendeu o serviço depois da operação. Os representantes do BK Bank não quiseram gravar entrevista. Em nota, por meio do escritório de defesa, a fintech disse que tem como prioridade assegurar o cumprimento das obrigações perante os órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e beneficiários, que protocolou o pedido de liminar, buscando a liberação dos valores bloqueados, pois destinam-se ao repasse dos órgãos públicos e dos estabelecimentos comerciais e não poderiam sofrer constrição judicial. Sobre a relação com a Prefeitura de Uberaba, disse que as partes realizaram reuniões e o fluxo de pagamento está em processo de restabelecimento. Sobre a relação com a Prefeitura de Campo Mourão, disse que as transações estão normalizadas. Por fim, afirmou que é uma instituição idônea que exerce suas atividades com conformidade regulatória, com cumprimento às normas do Banco Central e que jamais anuiu com qualquer prática ou utilização indevida do sistema financeiro para operações irregulares. As fintechs surgiram no fim dos anos 1990 e se popularizaram ao ajudar milhões de brasileiros a acessar o sistema financeiro. Diego Perez, presidente da Associação Brasileira das Fintechs, que reúne quase 800 empresas, ressalta que o crime organizado tem se infiltrado em diversos setores da economia formal. Disse que as fintechs já estão colaborando com as autoridades e que elas têm as ferramentas disponíveis para ajudar ainda mais nesse combate. "Eu entendo que a atividade criminosa, ela ficou muito grande. Há atividade criminosa no mercado de combustíveis, no mercado imobiliário. Então as fintechs, elas terem plataformas eletrônicas, digitais, com sistemas extremamente sofisticados, elas também podem servir como ferramenta para identificar a atividade criminosa cada vez mais rápido, punir esses artigos com cada vez mais velocidade e fazer uso intenso dessa tecnologia para também coibir o crime organizado no setor financeiro digital. "

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Vaticano realiza encontro mundial para promover a fraternidade humana

Publicado em: 13/09/2025 20:51

Vaticano reúne personalidades do mundo inteiro para promover a fraternidade humana O Vaticano, e pela primeira vez a Prefeitura de Roma, abriram seus ambientes para a terceira edição do Encontro Mundial sobre a Fraternidade Humana. Líderes religiosos, diretores das maiores empresas de comunicação do mundo, prêmios Nobel e artistas foram recebidos pelo papa Leão XIV. O cantor Pharrell Williams e a jornalista Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2021, estavam presentes. O papa propôs uma ampla aliança humana, fundada não no poder, mas no cuidado, não no lucro, mas na doação, não na suspeita, mas na confiança. “O mundo está atualmente marcado por conflitos e divisões, o que torna ainda mais importante que vocês estejam unidos por um forte e corajoso ‘não’ à guerra e um ‘sim’ à paz e à fraternidade”, afirmou. No Campidoglio, sede da Prefeitura romana, quinze grupos foram formados para apresentar iniciativas mais fraternas em várias áreas, e de todos os cantos do planeta. O prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, disse que a mensagem do encontro é potente e lembrou que o papa Francisco dedicou uma encíclica à fraternidade. “Ninguém está seguro se todos não estão seguros”, afirmou. Desarmar as palavras para desarmar o mundo. Buscar um jornalismo com o vulto humano. Uma fraternidade mais humana. 'O que é ser humano hoje', pergunta o papa Leão XIV. As discussões percorrem uma nova forma de trazer a fraternidade para dentro das notícias. O coordenador dos debates da comunicação, padre Enzo Fortunato, abriu o plenário dizendo que a palavra deve voltar a ser instrumento de fraternidade. “A verdade, a liberdade e a dignidade precisam ser protegidas”, afirmou. “Colocando ao centro essas três prioridades, desarmamos as palavras. E também as desarmamos quando não queremos a guerra. Penso que se vê e se sente quando o homem fala com palavras armadas e quando é desarmado no coração e nos gestos”, disse o padre. A prêmio Nobel filipina-americana Maria Ressa, criadora do site investigativo Rappler, recebeu onze mandatos de prisão em pouco mais de um ano e venceu quase todos. Ao criticar o uso errado das tecnologias, afirmou: “Graças aos algoritmos, as mentiras se espalham seis vezes mais rápido do que os fatos.” Estavam presentes os diretores das redes de TV americanas CNN, CBS News e Fox News, da britânica BBC, dos jornais The New York Times e do francês Le Monde, entre outros. Do Brasil, participaram o diretor de Redação da Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, e a Globo, representada pelo diretor-geral de Jornalismo, Ricardo Villela. “Em contexto de polarização e fragmentação da atenção, o jornalismo precisa ser cada vez mais transparente. Explicar seus valores, métodos, para chegar à verdade e seus processos de decisão, a fim de continuar merecendo a confiança do público”, defendeu Villela em sua participação. Todos refletiram juntos sobre a necessidade de se colocar o ser humano no centro das preocupações. As polarizações no mundo, o aumento do ódio nas redes sociais e os vieses da inteligência artificial foram citados como grandes desafios a serem enfrentados. O cardeal Mauro Gambetti, arcipreste da Basílica de São Pedro, que patrocinou o encontro, defendeu a liberdade de imprensa e um jornalismo audaz. Ele afirmou que, quanto mais se constrói fraternidade, mais se descobre em humanidade. À noite, a troca de tantas ideias e experiências foi concluída com um grande show . Num clima de fraternidade, o canto de Andrea Bocelli e a luz de tantos drones sincronizados trouxeram mais humanidade à Praça São Pedro.

Mutirão em hospitais universitários atende mais de 600 pacientes no RJ para reduzir fila do SUS

Publicado em: 13/09/2025 20:50

Hospitais universitários participam de mutirão para reduzir fila do SUS Mais de 600 pacientes foram atendidos neste sábado (14) em hospitais universitários do Rio de Janeiro durante um mutirão nacional para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa foi organizada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em parceria com o Ministério da Saúde, e envolveu cirurgias, exames e consultas com especialistas. A ação aconteceu simultaneamente em cinco unidades: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, ambos no Fundão; a Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras; o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, da Unirio, no Maracanã; e o Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Cirurgias antecipadas Entre os beneficiados está Alcides José Dias, aposentado, que aguardava há mais de um ano por uma cirurgia para retirada de um tumor na orelha. O procedimento, inicialmente marcado para o fim do mês, foi antecipado para o mutirão. "Achei estranho, um sábado. Cheguei de manhã cedinho (...) É de graça, né? Tudo que é de graça, até injeção na veia, é bom. Já fiz cirurgia no rosto, câncer de pele, e agora tem esse problema na orelha. Se Deus quiser, vai ser bem-sucedido também”, disse Alcides. Romilda Duarte Lisboa Wrigg também foi chamada para uma cirurgia especializada, oferecida exclusivamente pelo SUS no Hospital do Fundão. Após a retirada da lesão, exames são realizados para verificar se há presença de câncer. “Muito bom. Quanto mais rápido tirar, melhor”, afirmou. Mutirão em hospitais universitários atende mais de 600 pacientes no RJ para reduzir fila do SUS Reprodução TV Globo Procedimentos modernos No Hospital Clementino Fraga Filho, a dona de casa Rosana Oliveira, que sofre de osteoartrite no joelho, passou por um procedimento experimental que alivia as dores. "É uma dor constante. Mesmo com os medicamentos, não termina. Hoje estou bem melhor”, contou. O tratamento faz parte de uma pesquisa científica e foi oferecido durante o mutirão. “É uma oportunidade ímpar. Além de adiantar a fila de pacientes que aguardam cirurgia, trabalhamos com o que há de mais moderno na ortopedia”, explicou o médico ortopedista e professor Marcos Britto. Ampliação do atendimento Segundo a assessora da vice-presidência da Ebserh, Ingrid Magatti Lopes, mais de 29 mil procedimentos foram realizados em todo o país neste sábado, sendo 600 apenas no estado do Rio. “Pretendemos ampliar isso não só nos finais de semana, mas também durante os dias úteis, com mais capacidade e horários estendidos. Queremos transformar esse esforço nacional em rotina nos hospitais”, afirmou. A secretária de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, destacou que o mutirão faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, voltado para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado. "Identificamos que esse era um dos grandes gargalos do SUS. As pessoas tinham acesso ao atendimento básico, mas demoravam muito para conseguir exames e consultas com especialistas", disse.

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Mariah Carey no The Town: onde assistir ao show no festival?

Publicado em: 13/09/2025 19:54

Público curte quarto dia de The Town 2023 Luiz Gabriel Franco/g1 A segunda edição do The Town acontece nos dias 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro, no Autódromo de Interlagos, em SP. O Globoplay, Multishow e Canal Bis transmitem o festival ao vivo, alternando os shows dos quatro palcos. Assinantes do Globoplay Premium podem ver a transmissão em 4K. Você também pode acompanhar a cobertura completa do festival no g1. Veja perguntas e respostas com tudo o que você precisa saber para curtir o festival: Quais artistas e bandas vão tocar? Que horas é a abertura dos portões? Qual é a classificação etária do The Town 2025? Como chegar ao Autódromo de Interlagos? Como comprar ingressos para o The Town 2025? Quais os preços dos ingressos para o The Town 2025? Quais dias estão com ingressos esgotados? Posso comprar ingresso para o espaço VIP? Como ativar o ingresso digital do The Town 2025? Como entrar no The Town com o ingresso digital? Onde estão localizados os palcos e outras estruturas do The Town? O festival oferece acessibilidade para pessoas com deficiência? Há estacionamento disponível no local? Tem lugar para guardar meus pertences? Posso levar alimentos e bebidas para o festival? Quais são os itens proibidos para entrada? Quais artistas e bandas vão tocar? Travis Scott e Ms. Lauryn Hill tocam no dia 06 de setembro; Green Day e Iggy Pop se apresentam no dia 07 de setembro; Backstreet Boys são o destaque do dia 12 de setembro; Mariah Carey e Lionel Richie sobem ao palco no dia 13 de setembro; Katy Perry encerra o evento no dia 14 de setembro. O lineup inclui ainda nomes como Bruce Dickinson, CPM 22, CeeLo Green, Jota Quest, Ivete Sangalo, Luisa Sonza, e mais. VEJA: PROGRAMAÇÃO COMPLETA E HORÁRIOS DOS SHOWS Que horas é abertura dos portões? Abertura de portas: 12h Última entrada no evento: 0h Encerramento do evento: 2h Qual é a classificação etária do The Town 2025? A classificação etária é de 16 anos. A entrada de menores de 16 anos é permitida desde que estejam acompanhados pelos pais ou responsáveis legais. Por orientação do Ministério Público, a permanência de menores de 5 anos após as 22h, mesmo acompanhada dos pais, não é recomendada, sendo sujeita à fiscalização. Como chegar ao Autódromo de Interlagos? O metrô e os trens de São Paulo terão operação de 24hrs, garantindo às pessoas um retorno de transporte público com segurança e conforto. O Autódromo de Interlagos fica na região sul de São Paulo, no bairro de Interlagos. O local fica a aproximadamente 850 metros da estação Autódromo (Linha 9 – Esmeralda). Opções de linhas especiais também estão disponíveis para o público: o Trem Expresso The Town, traz mais agilidade e comodidade até a chegada ao Autódromo de Interlagos; e o Ônibus The Town Express, terá embarque e desembarque em terminais estratégicos da cidade de São Paulo. O Trem Expresso The Town será operado por duas rotas exclusivas, com bilhetes a R$ 35 (ida e volta): Rota 1: embarque na Estação Barueri (Linha 8-Diamante), com uma única parada na Estação Pinheiros e segue até a Estação Autódromo. Rota 2: embarque na Estação Pinheiros (Linha 9–Esmeralda), com uma única parada na Estação Morumbi-Claro e também segue até a Estação Autódromo. O embarque do Ônibus The Town Express acontece entre 10h e 20h em cinco terminais da cidade de São Paulo, com passagem a R$ 40 (ida e volta): Terminal Metrô Barra Funda, Terminal Vila Yara, Terminal Panamby, Terminal Jardins e Terminal Penha. Os ônibus metropolitanos fazem o desembarque na Avenida José Carlos Pace, próxima ao portão A de entrada do festival. O retorno acontece a partir das 22h, por ordem de chegada. Além disso, estará disponível o serviço The Town Primeira Classe, com embarque e desembarque dentro da Cidade da Música, em frente ao portão A. O ônibus executivo oficial do evento contará com saídas da capital paulista, outras cidades de São Paulo e de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Os valores vão variar entre R$ 220 e R$ 750. Táxi ou carros de aplicativo também são opção: O embarque e desembarque acontecerão em áreas sinalizadas, nas estações próximas ao festival. Porém, as ruas do entorno do Autódromo estarão bloqueadas para a entrada de veículos não identificados, incluindo carros de aplicativo e táxis. Como comprar ingressos para o The Town 2025? Selfie no The Town Luiz Gabriel Franco/g1 Os ingressos estão disponíveis somente para compras online na Ticketmaster, pelo site ticketmaster.com.br. É permitida a venda de 4 ingressos por dia de festival por CPF, sendo no máximo 1 meia entrada por dia. No máximo, é permitida a venda de 20 ingressos por CPF. O pagamento poderá ser efetuado com PIX ou cartão de crédito com parcelamento, sem juros, em até seis vezes. Os ingressos para resgates online serão exclusivamente em formato digital, e estarão disponíveis 30 dias antes do evento no aplicativo Quentro. Quais os preços dos ingressos para o The Town 2025? Os ingressos para um dia custam R$ 487,50 (para meia entrada) e R$ 975,00 (inteira). A meia entrada é destinada para maiores de 60 anos, Estudantes, Jovens de baixa renda, Pessoas com Deficiência, Profissionais das Redes Públicas de Ensino de São Paulo e Aposentados. Quais dias estão com ingressos esgotados? Por enquanto, nenhum. Há ingressos disponíveis para todos os dias de The Town. O que está esgotado é o The Town Card, ingresso sem data pré-definida, que garantia lugar no evento antes da confirmação de todas as bandas e atrações. Posso comprar ingresso para o espaço VIP? O ingresso VIP é vendido exclusivamente aos patrocinadores e membros do Club Rockstar e Club One, que são dois produtos do The Town Club. O valor para fazer parte do Club Rockstar é R$ 1.379. Membros desses grupos têm direito à compra de ingressos para área VIP, mas ele não está dentro deste valor. Já o pacote válido para o Club One sai por R$ 15.999 e conta com um ingresso para a área VIP. O pacote para membros inclui outros benefícios como fila preferencial, acesso ao Lounge Club, desconto em souvenires do festival, entre outros. O valor e o período de vendas para o espaço VIP ainda não foram divulgados. Como ativar o ingresso digital do The Town 2025? Os ingressos ficam disponíveis na aba "Meus Pedidos" no site Ticketmaster.com.br, para consulta e ativação no aplicativo Quentro. Você precisará baixar o aplicativo Quentro para acessar o ingresso que será utilizado para entrada no evento. Por razões de segurança, o QR code é atualizado constantemente e automaticamente, não sendo aceitos prints de tela ou impressões. Para acessar seu ingresso digital, siga os passos abaixo: Acesse sua conta em Ticketmaster.com.br. Na aba "Meus Pedidos", abra o pedido que você deseja baixar o ingresso para o aplicativo Quentro. Indique o e-mail da conta Quentro que deseja enviar o ingresso. Confirme o envio. Se for a sua primeira vez no Quentro, você receberá no e-mail indicado um código que deverá ser informado para concluir a validação de sua identidade no aplicativo. Assim que finalizar este processo, basta abrir o Quentro, fazer o login com o mesmo e-mail indicado anteriormente e os seus ingressos já estarão disponíveis no aplicativo. Em caso de transferência de ingresso para outra pessoa, o envio deverá ser feito pelo aplicativo Quentro. Os ingressos para a área VIP contam com uma etapa adicional de segurança, que inclui cadastro e biometria facial. Com o ingresso já disponível no aplicativo, é necessário preencher os dados do usuário e realizar o cadastro da biometria facial para desbloquear o QR code e validar o ingresso para acesso ao festival. Como entrar no The Town com o ingresso digital? Para entrada no evento, verifique antecipadamente se todos os seus ingressos estão adicionados no aplicativo Quentro, pois você vai precisar apresentar os seus ingressos diretamente no celular. Por motivos de segurança, o QR code é atualizado constantemente e automaticamente, não sendo aceitos prints de tela ou impressões. Para o primeiro acesso aos ingressos no aplicativo é preciso ter conexão de internet, porém uma vez que o ingresso esteja armazenado no Quentro, você não precisará de internet ativa no seu smartphone. No dia do evento, é essencial trazer seu celular com o aplicativo Quentro instalado e atualizado na versão mais recente. Para entrar no festival, abra o aplicativo Quentro e selecione o ingresso referente ao dia do festival. Posicione a tela do seu celular com a parte do QR code de frente para o leitor na lateral da catraca. Cada ingresso digital de pista permitirá um único acesso ao evento. Após o primeiro acesso, novas tentativas com o mesmo ingresso digital não serão autorizadas. Prints de tela e/ou impressões não serão aceitos. Apenas ingressos armazenados no aplicativo Quentro serão aceitos. Onde estão localizados os palcos e outras estruturas do The Town? Mapa do The Town 2025 Divulgação Palco Skyline - O gigante palco central, inspirado nos arranha-céus de São Paulo, mantém sua localização de destaque. Com uma cenografia de impacto, o Skyline será palco de quatro shows diários de grandes nomes nacionais e internacionais. Palco The One - Agora reposicionado na área onde ficava o Megadrop, o palco The One combina shows com tecnologia, trazendo mais de 30 telões de LED e uma estética inspirada nos museus de São Paulo. Sua nova localização inclui um anfiteatro natural para uma visão perfeita do público. Palco São Paulo Square - Retornando em um novo local (onde estava o The One na edição anterior), este palco celebra o jazz e o blues, com uma cenografia inspirada na arquitetura histórica paulistana. É o espaço perfeito para os amantes desses estilos. Palco Factory - Trocando de lugar com a São Paulo Square, o Factory é dedicado aos ritmos urbanos e à nova geração de talentos. Inspirado nos galpões industriais, sua ambientação transporta o público para um cenário de fábrica vibrante. Market Square - Reposicionada para onde antes estava o Factory, esta sofisticada praça gastronômica, coberta e climatizada, oferece uma seleção especial de comidas e bebidas. A edição passada teve a curadoria do chef Alex Atala, e novidades gastronômicas serão reveladas em breve. Roda-Gigante - Oferecendo uma vista panorâmica de toda a Cidade da Música, a Roda-Gigante é uma das atrações mais icônicas do festival, perfeita para capturar momentos únicos. Tirolesa - Passando em frente ao Skyline, a tirolesa permite uma visão privilegiada dos shows e cria uma experiência de aventura para quem busca emoções enquanto aprecia a música. Megadrop - Para os fãs de adrenalina, o Megadrop proporciona uma queda livre intensa, que mistura emoção e vistas incríveis. Montanha-russa - Outra favorita, a montanha-russa completa o ambiente de diversão, proporcionando um passeio radical ao público. Lounge Club - De frente ao The One, o Lounge Club é exclusivo para clientes The Town Club Rockstar. Com uma vista incrível e experiência única para curtir todos os shows desse anfiteatro natural. VIP - Conforto e sofisticação em um ambiente climatizado com vista privilegiada do Skyline e da Cidade da Música. Pórtico - O pórtico é parada obrigatória na Cidade da Música. Faça sua selfie ou junte a galera e registre esse momento quando chegar. Palco Quebrada - O novo palco da Cidade da Música traz a arte e a cultura da periferia para o festival, com apresentação de artistas nacionais, a maior batalha de rima e espetáculos de dança em todos os dias de festival. The Tower Experience - Um espetáculo inédito e grandioso com 120 artistas em cena, contando com a Orquestra Sinfônica Heliópolis, bailarinos dançando em um espelho d'agua, coral e grandes DJs no melhor after de todos os tempos. LPO - Muito mais que um espaço instagramável, a loja de produtos oficiais do The Town é o lugar ideal para quem ama guardar lembranças especiais. Com uma variedade de itens licenciados, ela foi pensada para levar a energia da Cidade da Música para além do festival. O festival oferece acessibilidade para pessoas com deficiência? Sim, o The Town oferece infraestrutura acessível, incluindo áreas reservadas, banheiros adaptados, atendimento especializado, além de serviços como empréstimo de cadeiras de rodas, distribuição de cordões de girassol, suporte para cão-guia, entre outros. Há estacionamento disponível no local? Não há estacionamento disponível no Autódromo de Interlagos. O recomendável é utilizar transporte público ou serviços de transporte por aplicativo devido ao grande fluxo de pessoas. Tem lugar para guardar meus pertences? Sim. O evento disponibiliza lockers, armários inteligentes e seguros para guardar seus pertences. Além do armazenamento, os lockers contam com recarga para celular (USB e USB-C). É necessário fazer a reserva do locker através da plataforma do festival. O valor varia de R$ 45 a R$ 65, a depender do tamanho do armário (P, M ou G). Selfie no The Town Luiz Gabriel Franco/g1 Posso levar alimentos e bebidas para o festival? O festival conta com muitas opções de gastronomia espalhadas pelo gramado e na Market Square. Mas se optar por levar seu próprio lanche, atenção: Há um limite de até 5 itens por pessoa, permitindo a entrada de alimentos e produtos industrializados lacrados (exemplos: biscoitos, torradas e barras de cereal), além de sanduíches e frutas cortadas, que devem estar acondicionados em embalagem transparente e não rígida. O acesso com garrafa plástica de até 500 ml, com tampa e contendo água, também está permitido. A organização informa que haverá, à disposição do público, bebedouros com água potável instalados na Cidade da Música. Quais são os itens proibidos para entrada? Não é permitida a entrada de objetos que possam ser considerados perigosos, tais como: garrafas de vidro ou de metal independentemente da capacidade; garrafas com embalagem superior a 500ml; embalagens rígidas e com tampa (exemplo: potes de plásticos do tipo “tupperware”); copos térmicos, de vidro ou metal; latas; capacetes; armas de fogo ou armas brancas de qualquer tipo (facas, soco inglês, canivetes, etc); brinquedos/réplicas que possam ser identificados erroneamente como armas; barracas, bancos, cadeiras, correntes, cordas e lanternas; guarda-chuvas; objetos pontiagudos; objetos perfurantes ou cortantes (tesoura, estiletes, pinças, cortadores de unha, saca-rolhas); fogos de artificio, dispositivos explosivos, sinalizadores e aparatos incendiários de qualquer espécie; objetos de vidro, plástico ou metal (perfumes, cosméticos, inclusive desodorantes de qualquer tipo, pasta ou escova de dente); Substâncias inflamáveis e/ou corrosivas; sprays; máquinas de incapacitação neuromuscular (tasers); ponteiros de laser, luzes estroboscópicas ou outros dispositivos emissores de luz; bebidas (em qualquer tipo de recipiente), exceto água; skate, bicicleta ou qualquer tipo de veículo motorizado ou não; isopor, cooler ou qualquer tipo de utensílio para armazenagem; bastão de selfie (extensor para tirar autorretrato); câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável; objetos profissionais para captura de imagem e som, como, por exemplo: máquinas fotográficas profissionais (lente intercambiável), equipamentos de filmagem profissionais, drones ou outros objetos voadores; itens que possam ser utilizados para marketing de emboscada; substâncias venenosas e/ou tóxicas, incluindo drogas ilegais; bandeiras ou cartazes contendo mensagens ou símbolos com divulgações comerciais ou ainda com referências a causas discriminatórias, ofensivas, homofóbicas, racistas ou xenófobas; drones, também denominados VANT (veículo aéreo não tripulado), RPA (Remotely-Piloted Aircraft), Aeronave Remotamente Pilotada, e equipamentos similares. buzinas de ar comprimido; megafones, computadores portáteis, tablets, powerbank de dimensões superiores a um aparelho celular; tintas, corantes e outros produtos relacionados; bolsas/malas/mochilas (com ou sem alça) de grandes dimensões; qualquer item que represente intuito de comercialização ou que possa representar riscos à segurança do evento. The Town gera 25 mil empregos temporários diretos e indiretos

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UFSCar aprova a criação de quatro novos cursos de graduação em Buri e Sorocaba

Publicado em: 13/09/2025 18:03

Campus Lagoa do Sino da UFSCar, em Buri (SP) Tiago Santi/Divulgação O Conselho Universitário (ConsUni) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) aprovou nesta sexta-feira (12) quatro novos cursos de graduação nos campi Lagoa do Sino em Buri (SP) e Sorocaba. Foram aprovadas: Licenciatura em Pedagogia; Psicologia com Ênfase em Desenvolvimento Sustentável e Saúde Comunitária; Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial; Bacharelado Interdisciplinar em Mídias Digitais, Cultura e Sociedade. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp O primeiro curso aprovado na 283ª Reunião Ordinária do ConsUni, Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial (IA), foi proposto pelo Centro de Ciências em Gestão e Tecnologia (CCGT) do campus Sorocaba e tem como objetivo formar profissionais capacitados a solucionar desafios complexos por meio da Inteligência Artificial e da Ciência de Dados. Ao longo de quatro anos, os estudantes desta graduação serão capacitados a atuar na solução de problemas da ciência e também da indústria, sem se desconectar das implicações éticas das tecnologias de IA e seu impacto no mundo do trabalho. Outro curso apresentado pelo campus Sorocaba e aprovado nesta sexta-feira é o Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Mídias Digitais, Cultura e Sociedade, elaborado pelo Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Com o objetivo de formar profissionais aptos a atuarem em diversas áreas das mídias digitais, como planejamento de estratégias comunicacionais e produção de conteúdo, design de interfaces, programação, análise de dados, verificação de fatos e comunicação pública da ciência, o BI pretende formar profissionais, ao longo de quatro anos de curso, com uma visão crítica e interdisciplinar das tecnologias digitais e seus diferentes impactos nas relações sociais. A proposta de implantação da Licenciatura em Pedagogia foi elaborada pelo Centro de Ciências da Natureza (CCN), do campus Lagoa do Sino. O curso pretende formar professoras e professores habilitados à docência no Ensino Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, além de profissionais capacitados a atuar em espaços pedagógicos não escolares e na gestão educacional. Ao aprovar a criação da licenciatura, o ConsUni determinou que a comissão responsável pela elaboração do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) avalie se o tempo mínimo da formação será de quatro anos ou cinco anos. Também elaborado por professoras e professores do CCN, o curso de Psicologia com Ênfase em Desenvolvimento Sustentável e Saúde Comunitária foi o último curso aprovado na 283ª Reunião Ordinária do ConsUni. Com duração de cinco anos, a proposta visa formar profissionais capacitados a atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em equipamentos de promoção de saúde coletiva, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), escolas e territórios rurais. Os próximos passos na implantação dos quatro cursos aprovados são a constituição de uma comissão para a elaboração dos PPCs e a submissão das propostas no sistema de regulação do Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), o E-MEC. As condições para efetiva implantação dos cursos dependerão do resultado das tratativas em andamento com o Ministério da Educação. Campus Sorocaba (SP) da UFSCar receberá investimentos Divulgação Confira os destaques do g1: g1 em 1 minuto: Loteria municipal de Tatuí terá jogos tradicionais e apostas online Loteria municipal de Tatuí terá jogos tradicionais e apostas online; veja como vai funcionar Sem resposta da prefeitura, aposentado constrói ponto coberto para neta esperar ônibus Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Governador em exercício nomeia presidentes das agências de saneamento e tecnologia da informação

Publicado em: 13/09/2025 17:53

Paulo Ricardo Silva Machado e Afrânio Vilar Freire de Carvalho Secom-TO/Divulgação O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), nomeou Afrânio Vilar Freire de Carvalho como presidente da Agência de Tecnologia da Informação e Paulo Ricardo Silva Machado como presidente da Agência Tocantinense de Saneamento. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Tocantins de sexta-feira (12). Laurez assumiu o governo após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), na segunda fase da Operação Fames-19, por suspeita de envolvimento em suposto esquema que tinha como objetivo comprar cestas básicas e desviar recursos durante a pandemia de Covid-19. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O governador em exercício também nomeou Eurípedes Fernandes Cunha como secretário executivo da Secretaria da Educação e designou Raul de Jesus Filho e Neto para responder interinamente pela Secretaria de Assuntos Institucionais. Atualmente Raul é secretário de Estado da Governadoria. Quem são os presidentes? Agência Tocantinense de Saneamento Paulo Ricardo é engenheiro civil e atua na área da construção civil e em entidades de representação da categoria. Ele é conselheiro regional do Crea/TO e vice-presidente da Associação dos Engenheiros Civis do Estado do Tocantins (AECTO). Agência de Tecnologia da Informação Afrânio Vilar é graduado em Redes de Computadores e é servidor público desde 2006. Ele atuou como assessor de Tecnologia da Informação da Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Tocantins de 2021 a 2025, gerente de Suporte e Manutenção da Agência de Tecnologia da Informação do Estado do Tocantins (ATI/TO) de 2019 a 2021, diretor-geral de Tecnologia da Informação da Prefeitura de Palmas de 2017 a 2019 e gerente de TI da Junta Comercial do Tocantins de 2011 a 2017. Atualmente é presidente da Associação dos Servidores Públicos de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Tocantins (AsticTO). LEIA TAMBÉM Governador em exercício nomeia presidente da Agência de Defesa Agropecuária Governador em exercício nomeia novos secretários; veja os nomes Governador em exercício nomeia comandante da PM e novos secretários Outras nomeações O governador em exercício realizou uma série de nomeações para as pastas do governo. Ao todo, 29 nomes foram oficializados, abrangendo secretarias de Estado e autarquias.Veja lista: Luiza Rocha Pinheiro para exercer o cargo de secretária de Estado da Comunicação (Secom); Ailton Parente Araújo como chefe de Gabinete do Governador; Coronel Vitor Teles para exercer o cargo de secretário-chefe da Casa Militar; César Hanna Halum como secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro); Josué Pereira de Amorim como procurador-geral do Estado; Vânio Rodrigues de Souza como secretário de Estado da Saúde (SES/TO); Antônio Trabulsi Sobrinho como presidente da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto); Herbert Brito Barros como presidente do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins); Romildo Santos Barbosa como presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO); Jairo Soares Mariano como secretário de Estado da Fazenda (Sefaz); Hércules Jackson Moreira Santos como secretário de Estado da Educação (Seduc); Bruno Sousa Azevedo como secretário de Estado da Segurança Pública (SSP); Cledson da Rocha Lima para a presidência do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins); Bárbara Jesuína Mendes Gomes como presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev-TO); Ludimila Rodrigues dos Santos Galvão, secretária-executiva de Comunicação. Larissa Carlos Rosenda, secretária de Estado da Mulher (SecMulher); Cláudio Thomas Coelho de Souza, comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins (PMTO); Flávio Santos Brito, chefe do Estado Maior da PMTO; Thiago Franco Santana, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO); Maxuell dos Santos de Souza, chefe do Estado Maior da CBMTO; Ana Carina Mendes Souto, secretária executiva do Turismo (Sectur); Raul de Jesus Filho e Neto, secretário de Estado da Governadoria; Manoel Moraes dos Reis Filho, secretário executivo da Administração (Secad); Irana de Sousa Coêlho Aguiar, secretária-chefe da Casa Civil; Murilo Francisco Centeno, secretário-chefe da Controladoria-Geral do Estado (CGE); Lina Ester Barbosa Ribeiro, presidente da Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto); Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, subprocurador do Estado do Tocantins em Brasília; Washington Luiz Vasconcelos, secretário executivo da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas); Roberto Jorge Sahium, secretário executivo da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea). VEJA TAMBÉM: Ministro Flávio Dino é escolhido como relator de recurso da Câmara na operação Fames-19 Ministro Flávio Dino é escolhido como relator de recurso da Câmara na operação Fames-19 Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Do subsolo de Nova York ao interior paulista, cultura ballroom resgata legado de acolhimento e visibilidade da comunidade LGBTQIA+: 'É aconchego'

Publicado em: 13/09/2025 17:32

g1 esteve no evento 'Ballroom Sorocaba APT' para entender melhor como a comunidade funciona Diogo Del Cistia/g1 "Você só precisa deixar o seu corpo seguir o ritmo". Há mais de 35 anos, Madonna usou sua fama como ícone pop para dar visibilidade ao "vogue" como arte e expressão, por meio da canção homônima, que liderou diversas paradas musicais. A canção homenageia o estilo de dança criado na subcultura queer de Nova York e celebrado no ballroom (evento artístico que reúne comunidades marginalizadas em competições). Os dançarinos imitam poses de modelos da revista Vogue. Como em uma sessão de fotos, os movimentos são definidos por linhas, poses e expressões faciais intensas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Quarenta anos depois, o vogue e o ballroom ultrapassaram Nova Iorque e conquistaram reconhecimento mundial, chegando inclusive a cidades do interior de São Paulo. Para entender melhor essa comunidade, o g1 acompanhou o evento "Ballroom Sorocaba – Aberto Para Todes" e descobriu que a dança é apenas um dos pilares que sustentam a força dessa cultura. O idealizador do projeto, Jeff Cabal, conta que seu interesse pelo ballroom começou em 2018. A curiosidade surgiu ao participar das balls – como são chamadas as competições – e perceber que os eventos também incluíam rodas de conversa e espaços de acolhimento. Madonna apresentando 'Vogue' no MTV Video Music Awards de 1990 Reprodução/MTV "As primeiras movimentações começaram por volta de 2016. Já existiam pessoas que tinham acesso a essa cultura e eu sempre fui próximo às pessoas que convivem em núcleos artísticos. Eu me interessei por tudo, mas, por ser uma pessoa muito politizada, o fato da ballroom sempre trazer questões como raça, gênero e até mesmo saúde, como prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), foi algo muito legal para eu poder me aproximar", conta. Na visão de Jeff, que também é fotógrafo e produtor cultural, o ballroom funciona como um vínculo familiar. Frequentado por pessoas de comunidades marginalizadas, o espaço acaba sendo usado para ensinar práticas e prevenções que, em muitos casos, seriam aprendidas dentro de casa. “Nós falamos sobre demandas da vida adulta que, muitas vezes, as pessoas de dentro de casa não comentam. Saúde LGBT, profissionalização, mercado de trabalho. É um núcleo muito forte de acolhimento. Conseguimos nos aproximar de juventudes que estão em processos de vícios em substâncias como uma rede de apoio. Claro que, em nenhuma hipótese, vai substituir a rede de saúde, mas estamos aqui para ajudar”, comenta. Jeff Cabal é um dos idealizadores do projeto phfalcadi/Divulgação Dentro do universo ballroom, existem as houses, que são "famílias" formadas por integrantes da cultura. Jeff pertence à House of Cabal, fundada por Tanesha Cabal em Juiz de Fora (MG), mas atualmente não se considera mais líder da house, nem da cena local. "Existem outras houses espalhadas pela cidade, como a Avalanx, que se juntou a nós para produzir o projeto, a De Lá, que é a primeira house composta por travestis, a house de Cue e outras mais. No nosso caso, nós somos uma kiki house, ou seja, de âmbito regional. As houses mainstream, ou seja, dos grandes centros, ficam em grandes cidades de outros países, como Paris e Nova York", diz. Como e quando o ballroom surgiu? Ao g1, Jeff explica que as houses têm esse nome — casa, em inglês — por representarem um lar para quem as frequenta. As primeiras surgiram nos Estados Unidos, na década de 1980, com o objetivo de acolher pessoas marginalizadas que precisaram deixar suas casas. Essa realidade foi retratada na série "Pose", na qual a protagonista, Blanca, acolhe pessoas LGBTs em situação de vulnerabilidade, em um período marcado pela ascensão da cultura do luxo. Mj Rodriguez, que interpreta Blanca, foi a primeira mulher trans a vencer um Globo de Ouro. "As mulheres trans e travestis assumiram a liderança naquela época. O ballroom surgiu de e para pessoas que não tinham para onde ir. Elas cuidavam dessas pessoas, na maioria trans ou travestis e trans, durante o período de epidemia do HIV e da Aids. Por muitas vezes, era a única coisa que os acolhidos tinham”, revela. Mj Rodriguez em cena de 'Pose' Eric Liebowitz/FX via AP "Às vezes, até as donas das casas conviviam com o vírus. Elas não necessariamente escondiam, mas ocultavam justamente para trazer uma força de tudo que estava acontecendo e manter um forte vínculo com os filhos acolhidos. Elas sobreviviam pelo amor e pela resiliência. Pode ser romantizado nas séries de TV, mas era algo bem forte e visceral", completa. Por consequência, Jeff opina que, levando em consideração todo o contexto envolvendo a epidemia dos vírus, a comunidade surgiu, também, para cumprir com o papel de naturalizar assuntos que sempre foram considerados tabus para a sociedade. "Embora sejam doenças que avançaram muito no tratamento, ainda é um demônio que assola a comunidade LGBTQIA+ frequentemente. Existem estigmas e preconceitos que cercam as pessoas de um modo geral e criam esse distanciamento do assunto ou de pessoas que têm HIV. O ballroom serve, também, para naturalizar isso", pontua. Conservadorismo regional Historicamente, Sorocaba e as demais cidades do interior podem ser consideradas tradicionalistas. Segundo Jeff, isso ainda é um empecilho para que a comunidade seja ampliada no município. Mesmo assim, ele sente que há uma certa movimentação natural das pessoas em relação ao movimento e que, junto disso, existem parcerias interessadas em colocá-lo em um patamar acima. "Não existe nenhum demarcador para frequentar a comunidade, com exceção de violência e preconceito. Mas, também, é importante fazer a manutenção das pessoas que já estão conosco há tempos para capacitá-las e transformá-las em um legado forte que não dependa de pessoas específicas. Tem sido um movimento natural, com políticas públicas, privadas e contato com marcas. Nós estamos primeiramente estruturando, para depois alcançarmos mais pessoas", relata. Evento é aberto para todos os públicos, apesar de ser majoritariamente LGBTQIA+ Diogo Del Cistia/g1 O representante da house acredita, também, que muitas pessoas possuem pensamentos apolíticos e que isso pode acabar distanciando-as de um local que tem grande expressividade política e sociocultural. "Nós vivemos em um território muito hostil. Às vezes, as pessoas não querem não por preconceito ou algo do tipo, mas simplesmente por não estarem 'nem aí'. No interior, as pessoas não gostam de falar sobre movimentações políticas. É um desinteresse geral", lamenta. Apesar da veia artística que cerca o universo do ballroom, Jeff ressalta que não é necessário possuir alguma vocação na área para frequentar os encontros. Segundo ele, existem pessoas que não competem nos eventos e, mesmo assim, fazem parte da comunidade. “A forma mais tradicional de entrar para uma house é sendo selecionado pelas pessoas que já estão em uma. Elas podem te ver durante uma competição e pensar: ‘Nossa, eu quero ela’. Mas a arte não é uma limitante nossa. Você pode trazer o seu conhecimento sobre algo para nós, com o que tiver como ferramenta”, diz. Jeff também é produtor cultural e fotógrafo Diogo Del Cistia/g1 “Há, por exemplo, psicólogos. Eles não são profissionais da house, é importante ressaltar, mas as pessoas das casas podem acabar se sentindo mais à vontade para conversar sobre questões psicológicas justamente por ser um diálogo entre duas pessoas LGBTQIA+. Dá para ser produtor, dá para ser uma pessoa que irá gerir as crises, entre outras coisas mais”, completa. Ainda segundo o fotógrafo, ser ou não LGBTQIA+ também não é um ponto considerado crucial para fazer parte, mas é necessário entender todo o contexto cultural de como a comunidade surgiu e se mantém no dia a dia. “É uma forma de furar a bolha. É uma cena que também conta com mulheres heterossexuais e, muitas vezes, existe a vontade de trazer o namorado ou o marido. Todos são muito bem-vindos, claro, mas é importante saber de quem é o protagonismo. Aqui, nós estamos falando, na maioria das vezes, de mulheres trans e travestis”, conscientiza. Ações e competições Malika competiu pela Femme House of De Lá Diogo Del Cistia/g1 O evento, que durou todo o mês de agosto, contou com diversas atividades educativas para quem se interessa em conhecer melhor o mundo do ballroom, como oficinas de "voguing", palestras conscientizadoras e rodas de conversas. A programação foi encerrada com um grande baile de competições - ou ball -, que contou com participantes de diferentes houses e categorias. Malika Saion é estudante de turismo e foi uma das competidoras da Celebration Kiki Ball. Desde a sua entrada no ballroom, ela é parte da House of De Lá, criada por Brianna Salera, e composta apenas por mulheres trans e travestis desde a sua formação na cidade. “Nós competimos na categoria ‘Face’, que é justamente sobre mostrar a beleza dos nossos rostos. É a beleza de ser travesti. Todo o ballroom é sobre a nossa cultura, sobre o nosso pertencimento, existência e divertimento. Mas, mesmo assim, o nervosismo bate em todas as competições”, revela. Dona de cinco troféus, ela acredita que a rivalidade entre as houses permanece somente nas competições. No dia a dia, a grande maioria das pessoas possui uma relação amigável, mantendo a premissa de família que a ballroom prega desde a sua criação. “Todos nós somos uma família. Meu namorado é da House of Cabal, inclusive. Estamos todos interligados e essa rivalidade não existe fora das balls. Dentro da pista, nós somos individuais e celebramos nossa maneira de ser”, pontua. “Para mim, ballroom significa aconchego. A sociedade não deixa nós sermos o que realmente somos. A sociedade não diz que somos bonitas, que nosso corpo é bonito, que nós somos alguém. O ballroom ressignifica tudo isso. É um lugar onde eu posso ser eu mesma, como se eu nascesse de novo”, complementa. Malika e Cali venceram uma das categorias no evento Diogo Del Cistia/g1 O nome Odara Soares, para as participantes do movimento cultural, já é conhecido há muitos anos. No evento, ela assumiu a função de jurada da competição. “Eu cheguei há cerca de seis anos, sem saber muito bem do que se tratava. Estava no auge da depressão [...] O ballroom mudou isso. Quando conheci, me apaixonei e percebi a importância que esse tipo de cultura tem para nós. Ela chega em lugares onde o sistema não quer que chegue”, compartilha. A mulher, que também é digital influencer, é uma das fundadoras da House of De Lá. Para ela, ver as outras integrantes da família competindo e se integrando cada dia mais representa uma sensação de maternidade. “Eu sinto muito isso por ser uma redução de danos. Nós tentamos orientá-las e instruí-las para não passarem por situações que passamos antes. Elas precisam ir além dos bailes. É uma responsabilidade muito grande ser um farol, um norte para as meninas da house”, afirma. “Muitas vezes, nós temos que colocar nossas próprias dores no bolso para acolhermos elas. Às vezes, nosso mundo está desmoronando, mas, quando vemos alguém mais vulnerável e que não tem a mesma vivência que nós, é nosso papel resgatá-lo. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, mas é o que mais consome pornografia trans, o que é hipócrita. Uma simples ida à padaria pode ser um verdadeiro filme de terror”, acrescenta. Odara foi convidada para ser a jurada da competição Diogo Del Cistia/g1 O vogue como dança e suas vertentes Gabrielly Dias, responsável pelo Ballroom Sorocaba junto a Jeff, conta que, de início, o vogue possui duas categorias essenciais para aprendizado: o “Old Way”, que é a antiga forma de performance, e o “New Way”, com alterações que vieram com o passar dos anos. “Assim como um campeonato de futebol, existem diversas categorias que, em cada uma delas, há uma regrinha diferente. Durante as aulas e as competições, nós prestamos atenção além da construção do movimento. Vemos também o ‘feeling’, o carisma, a coragem. Para quem quer começar, eu indico estudar primeiro”, comenta. A integrante da House of Avalanx comenta que a “jogada” no chão possui nome: deep. Ele deve ser feito de acordo com o limite da pessoa que está praticando e, conforme o movimento, pode acabar tendo um risco significativo de lesões. “Não é uma dança que você apenas joga uma parte do seu corpo. Há toda uma questão de se ‘jogar no chão’, que exige muita técnica e cuidado corporal. Se for feita de forma errada, pode acabar causando machucados sérios. Não é apenas dançar no chão. Faz parte da performance”, explica. Deep, se feito de forma errada, pode causar lesões sérias Diogo Del Cistia/g1 Ao decorrer do evento, Gabrielly deu aulas de “Vogue Femme” - outra vertente da dança criada por travestis e mulheres trans que, durante a performance, procuram exibir sensualidade e feminilidade. No entanto, a competição também possui categorias voltadas para quem não é tão “chegado” em dançar. “Nós tornamos o espaço como se fosse uma verdadeira passarela, para que você tenha a combinação do caminhar com movimentos de dança. O vogue é sobre vender, sobre desfile, sobre roupas. Há a categoria ‘pose’, que é só sobre poses fotográficas, ‘best dress’, para a melhor roupa, entre outras. Quem não sabe executar a dança pode participar dessas”, descreve. O público, de acordo com Gabrielly, também é uma peça-chave de todo o ballroom. As pessoas ao redor contam para aumentar e melhorar a energia das apresentações que, em todas as vezes, deve ser entregue com o máximo de força de vontade. “A plateia conta muito e ela tem que interagir bastante durante todo o tempo. Seja na hora de votar, de encorajar. As pessoas ao redor, que também estão gritando e se divertindo, também fazem parte do ballroom. A nossa comunidade vai muito além de quem está desfilando na passarela”, finaliza. Público é peça-chave do evento Diogo Del Cistia/g1 Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: Sorocaba tem uma farmácia para cada 2 mil habitantes *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prudente cria programa de prevenção à gravidez indesejada para mulheres em situação de vulnerabilidade

Publicado em: 13/09/2025 17:30

Adolescentes estão entre o público prioritário do programa SBP/Divulgação A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) sancionou a Lei nº 11.696, que institui o Programa de Prevenção à Gravidez Indesejada no município. A ação deve promover acesso gratuito a um método contraceptivo de longa duração: o implante subcutâneo de etonogestrel. A norma foi publicada no Diário Oficial do Município. A proposta, de autoria do vereador Edgar Caldeira, tem o objetivo ampliar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade a métodos contraceptivos e ações de educação sexual, com foco na redução de casos de gravidez não planejada e na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Segundo o texto da lei, o programa será gratuito e voltado às mulheres que firmarem anuência e atenderem aos critérios médicos. Terão atendimento prioritário: Adolescentes; Usuárias de drogas; Moradoras em situação de rua; Mulheres com três ou mais partos anteriores; Puérperas de alto risco; Mulheres com contraindicação à amamentação; Mulheres com distúrbios mentais ou baixo nível de compreensão; Mulheres que não se adaptaram aos métodos contraceptivos orais ou injetáveis oferecidos nas UBSs; Mulheres em situação de risco ou vulnerabilidade social. O programa ainda prevê ações como campanhas de divulgação sobre os serviços disponíveis nas unidades de saúde; ações de prevenção às DSTs e educação sexual; e oferecimento de implantes anticoncepcionais. A regulamentação da lei caberá ao Poder Executivo. O texto já está em vigor desde sua publicação e revoga normas anteriores que contrariem as disposições atuais. Em nota ao g1, a Prefeitura de Presidente Prudente, por meio da Secretaria Municipal de Saúde informou que a Lei nº 11.696 segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde para ampliação do acesso aos métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS). “Atualmente, o Ministério da Saúde encontra-se em processo de regulamentação e distribuição do insumo, o que permitirá aos municípios organizarem a oferta do procedimento. Assim que o material for disponibilizado, a Secretaria irá definir os fluxos de atendimento, público-alvo e unidades de referência para garantir a implementação adequada da medida em nosso município”, explicou. Implante subcutâneo de etonogestrel Conforme a justificativa do projeto, a proposta visa oferecer às mulheres, principalmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade social, acesso gratuito a um método contraceptivo de longa duração: o implante subcutâneo de etonogestrel. O dispositivo libera hormônios ao longo de até três anos, prevenindo a gravidez de forma eficaz e segura, mas com possibilidade de reversão — ou seja, a mulher pode retomar sua fertilidade poucos dias após a retirada do implante. A iniciativa busca prevenir, principalmente, casos de gravidez indesejada entre adolescentes, usuárias de drogas, moradoras de rua, mulheres com deficiência e aquelas que enfrentam risco de morte em razão de uma gestação. Segundo o autor da proposta, o projeto representa uma política pública de planejamento familiar e uma forma de minimizar impactos sociais decorrentes de gestações não planejadas. Confira outros destaques do g1 g1 em 1 minuto: mãe se inspira na banda KLB para dar nomes a trigêmeos Mãe se inspira na banda KLB para dar nomes a trigêmeos no interior de SP: 'Amor que vem do coração' VÍDEO: ouriço-cacheiro é resgatado com patas queimadas durante incêndio em mata de Presidente Prudente Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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