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Jornalismo e IA: apuração é imprescindível para a credibilidade da informação

Publicado em: 23/10/2025 10:50

Desde o primeiro ano, alunos do curso de Jornalismo da Unaerp desenvolvem projetos que transmitem informações relevantes à população Crédito: DICom Unaerp A revolução silenciosa provocada pela Inteligência Artificial (IA) está transformando a forma como estudamos, trabalhamos e nos relacionamos. O jornalismo não está passando imune a este processo e já atingiu redações de jornais no Brasil e no mundo. Mas como a ferramenta é tratada? Quais os riscos que ela representa para o profissional e a informação? O professor Geraldo José Santiago, coordenador do curso de Jornalismo da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), conversou com a equipe sobre o uso e impacto desta tecnologia nas ciências da comunicação. “A inteligência artificial nos conduz a uma transição tecnológica, que altera o comportamento humano mais rápido do que conseguimos nos preparar”, destaca o professor Geraldo José Santiago. Uso das ferramentas com transparência Segundo Santiago, diferentes sistemas de IA estão sendo criados com finalidades específicas e incorporados aos poucos no dia a dia do jornalista profissional. No entanto, apesar de existirem ferramentas de produção autônoma de textos, por exemplo, a necessidade de apuração e checagem jornalística são imprescindíveis para reforçar a credibilidade da informação e a transmissão de notícias relevantes à população. “São ferramentas que apenas geram respostas com base em conteúdos disponíveis na internet. É aí que entra o papel insubstituível do jornalista: checar fatos, ouvir fontes confiáveis, dar contexto e interpretar os acontecimentos”, explica. O docente explica que os sistemas são treinados para reconhecer padrões e estruturas de linguagem, mas não para fornecer informações corretas ou respostas precisas. Santiago também lembra que grandes grupos de comunicação elaboraram diretrizes claras para informar como a IA é usada em reportagens, incluindo avisar se foram aplicadas ferramentas para gerar textos, editar áudios, fotografias ou vídeos. Postura de transparência que serve para reforçar a credibilidade e auxiliar o público a entender os limites do uso da IA. Ainda assim, reforça que tais recursos são utilizados como ferramentas complementares que auxiliam na agilidade de alguns procedimentos, mas sempre com a supervisão e revisão de um ser humano. “O objetivo é sempre aprimorar, e não substituir, a experiência humana” Curso de Jornalismo da Unaerp foi avaliado como o melhor no estado de São Paulo, entre instituições públicas e privadas, no CPC/Enade MEC 2022 Crédito: DICom Unaerp Ética e a criatividade humana Os riscos éticos do uso indiscriminado da tecnologia são reais, visto que as ferramentas de IA não têm senso crítico nem compromisso com valores jornalísticos. Os algoritmos são treinados com dados históricos, e estes podem reproduzir estereótipos, preconceitos e desinformação. Além disso, possuem a capacidade de criar conteúdos falsos cada vez mais realistas, dificultando a identificação da desinformação pelo público e até mesmo para os verificadores. “É inquestionável o fato que a IA transformará para sempre nossa percepção da realidade e, sem dúvida, contribuirá para a manipulação ou reprodução de desinformação. O contraponto é o jornalismo profissional, baseado na verificação de informações, na documentação e checagem de dados”, reforça. Santiago admite que o caminho da automação é irreversível, mas defende a importância de manter a criatividade e a análise crítica no centro do trabalho jornalístico, pois nenhuma tecnologia pode replicar ou substituir a criatividade humana. “Incentivar e valorizar a narrativa autêntica e humana de redatores e repórteres. Apoiar os profissionais e qualificá-los para explorar este novo cenário, em que as máquinas apesar de toda a precisão, são desprovidas de sensibilidade humana, vivência prática e ética profissional”, conclui. O jornalista Guilherme Nali, formado na Unaerp, destaca que as competências adquiridas no curso foram fundamentais para entrar no mercado e se adaptar às transformações digitais (Crédito: TV Unaerp) SERVIÇO Quer saber mais? Leia mais sobre o curso de Jornalismo da Unaerp. Acesse o portal da Unaerp Veja também: Unaerp no Instagram Clique aqui para visitar sua futura Universidade. Tire dúvidas pelo Whatsapp: 0800 771 8388

Internacionalização na Unaerp amplia as oportunidades e competências dos alunos

Publicado em: 23/10/2025 10:40

A internacionalização no ensino superior auxilia a formar indivíduos com competências multiculturais e pensamento global Divulgação: Núcleo de Intercâmbio da Unaerp Em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado e competitivo, se destacam os profissionais que possuem experiências internacionais e habilidades interpessoais desenvolvidas em contextos multiculturais. É por isso que na Universidade de Ribeirão Preto - Unaerp, a internacionalização é um dos pilares estratégicos para preparar os alunos e oferecer oportunidades que vão além da sala de aula e do intercâmbio tradicional. O objetivo é promover experiências que permitam aos estudantes atuar com segurança em contextos multiculturais e globais, conta Tatiane de Souza Ferezin Martins, supervisora do Núcleo de Intercâmbio da Divisão de Cooperação Interinstitucional Nacional e Internacional - DCINI. “Atenta às demandas, a Unaerp investe na internacionalização como um meio de melhor preparar os alunos para serem cidadãos capazes de atuar num mundo global e fazer a diferença. A internacionalização vai além do intercâmbio para o exterior, ela acontece em diversos aspectos das atividades institucionais para garantir que todos estejam inseridos em contextos que proporcionem uma formação internacionalizada”. Núcleo de Intercâmbio é o escritório internacional da Unaerp para orientar o estudante que quer estudar no exterior ou fazer cursos internacionais online (Crédito: TV Unaerp) Internacionalização que acontece dentro e fora da sala de aula Por meio da Divisão de Cooperação Interinstitucional Nacional e Internacional (DCINI), a Unaerp mantém parcerias com mais de 100 instituições nos cinco continentes, criando um ambiente acadêmico conectado ao mundo. Essa rede internacional possibilita o desenvolvimento de projetos conjuntos, mobilidade acadêmica e trocas culturais que enriquecem a formação dos alunos. Até o momento, mais de 250 estudantes da Unaerp já viveram a experiência do intercâmbio presencial em universidades parceiras. Entre eles está Mariana Cardoso, aluna do curso de Administração, que realizou intercâmbio na Universidade Católica de Lille, na França. “Eu sempre tive o sonho de fazer o intercâmbio e quando eu entrei na universidade tive a oportunidade de viabilizar esse sonho. A experiência na Universidade de Lille foi fantástica, tive a oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro”. A Unaerp cria oportunidades para que estudantes ampliem sua formação, aprendam idiomas e conheçam novas culturas (Vídeo: TV Unaerp) Do outro lado dessa troca, a Instituição também recebe alunos estrangeiros, o que fortalece o ambiente multicultural nos campi de Ribeirão Preto e Guarujá. Já são mais de 100 estudantes internacionais que vêm à Unaerp dos mais diversos países. Um deles é José Maria Vargas Lopez, aluno de Relações Internacionais da Universidade Rey Juan Carlos, na Espanha. López conta que, além da contribuição para a formação profissional, o Intercâmbio trouxe amizades que pretende levar para a vida. “O pessoal foi muito legal e me ajudou bastante. O povo brasileiro é muito sociável, eles te ajudam. A experiência foi bastante legal, estou contente”. O estudante José Maria Vargas Lopez cursa Relações Internacionais na Universidade Rey Juan Carlos, na Espanha, e fez intercâmbio na Unaerp em 2022 (Vídeo:TV Unaerp) Experiência global sem sair de casa Na Unaerp a internacionalização também acontece de forma virtual. Por meio de intercâmbio online, os alunos podem cursar disciplinas em universidades estrangeiras sem sair do país. Além disso, a Universidade realiza projetos de colaboração internacional online, modalidade conhecida como COIL - Collaborative Online International Learning, nas quais professores e alunos desenvolvem atividades conjuntas com universidades parceiras, utilizando a tecnologia para mediar atividades teóricas e práticas. “A comunicação internacional é outra preocupação ponto-chave para o mercado de trabalho.” Por isso, a Unaerp disponibiliza acesso gratuito a uma plataforma de idiomas, permitindo que alunos, professores e colaboradores aprendam diferentes línguas de forma online e se preparem para oportunidades globais. SERVIÇO Quer saber mais? Acesse a página da DCINI portal da Unaerp. Veja também: Unaerp Internacional no Instagram Clique aqui para visitar sua futura Universidade. Tire dúvidas pelo Whatsapp: 0800 771 8388

Palavras-chave: tecnologia

Portonave completa 18 anos de eficiência e inovação portuária

Publicado em: 23/10/2025 10:33

O primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a Portonave, completa 18 anos de operação em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Desde o início das atividades, em 2007, o terminal se tornou referência nacional em eficiência e modelo de gestão privada. Hoje, contribui para modernizar a logística portuária e transformar o cenário econômico da região. Ao longo desse período, foram movimentados mais de 14 milhões de contêineres de vinte pés (TEUs) e realizadas mais de 10 mil escalas de navios. Apenas em 2024, a Portonave registrou movimentação de 1,2 milhão de TEUs, com participação de 48% no mercado catarinense e 13% em nível nacional. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o terminal ocupa o primeiro lugar no ranking de eficiência do Brasil, com 118 movimentos por hora durante as operações de atracação. Confira mais fotos Crescimento e impacto regional A estrutura da Portonave emprega 1,3 mil colaboradores diretos e gera 5,5 mil empregos indiretos. Em média, 2 mil caminhões circulam diariamente pelo terminal, com tempo médio de permanência de apenas 26 minutos. De janeiro a setembro de 2025, mais de 300 mil acessos foram registrados. Desde o início das operações, a presença da Portonave transformou a economia de Navegantes. O município passou de 50 mil habitantes, em 2006, para mais de 93 mil, segundo o IBGE. Além disso, subiu oito posições no ranking do PIB catarinense, e ocupa hoje a 15ª colocação, com R$ 6,1 bilhões. A arrecadação de ISS ultrapassou R$ 37 milhões no último ano, o que representa 42% do total municipal. Tecnologia e infraestrutura de ponta Com investimento privado, a Portonave iniciou, no ano passado, uma obra de adequação do cais no valor de R$ 1 bilhão. Quando concluído, o projeto permitirá o recebimento dos maiores navios do mundo e a implantação do sistema shore power, que fornecerá energia elétrica às embarcações atracadas, o que vai reduzir as emissões de gases poluentes. Entre os avanços recentes, estão a aquisição da primeira Reach Stacker elétrica do país, dois novos scanners para inspeção de cargas e a previsão de chegada de novos equipamentos, dois guindastes Ship-to-Shore e 14 Rubber Tyred Gantry Cranes, em 2026. Outra novidade é a Iceport, uma câmara frigorífica exclusiva para armazenagem de produtos, com 50 mil m² e capacidade para 16 mil posições pallets. Sustentabilidade e eficiência ambiental Além do compromisso com a tecnologia, a empresa mantém um programa contínuo de responsabilidade ambiental. Desde 2010, realiza o monitoramento voluntário das emissões de gases de efeito estufa. Já em 2016, eletrificou 18 guindastes e reduziu em 93,75% as emissões. No ano seguinte, introduziu empilhadeiras elétricas na operação, que evitam 18 toneladas anuais de CO₂. A energia solar também é um dos investimentos, já que desde 2020, 318 placas fotovoltaicas foram instaladas, o que evitou a emissão de mais de 10 toneladas de gases poluentes. Até 2027, toda a energia consumida pela operação será proveniente de fontes renováveis certificadas. Ao longo dos 18 anos de história da Portonave, já foram destinados R$ 472 milhões à gestão ambiental. As iniciativas já renderam reconhecimento internacional à empresa, como o Prêmio Marítimo das Américas, entregue no Peru, e o Selo Diamante do Programa Pró-Clima, concedido apenas à Portonave entre os terminais da Região Sul. Compromisso social e comunitário O impacto da Portonave também está no âmbito social. Por meio do Instituto Portonave, a empresa já investiu R$ 10,5 milhões em 2024 em projetos sociais e culturais, que beneficiaram mais de 138 mil pessoas. As ações incluem o programa Embarca Aí, voltado à qualificação profissional de jovens, a Brigada Mirim, o Surf sem Limites para alunos da APAE e da AMA, o Instituto Nadar e o projeto Musicalizando nas Escolas. A empresa também mantém iniciativas de preservação ambiental e valorização do patrimônio local, como a proteção das corujas-buraqueiras, a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe e a criação do Parque das Pedreiras, primeiro mirante turístico de Navegantes. Sobre a Portonave Localizada em Navegantes (SC), a Portonave iniciou as operações em 2007 e é o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Conta com 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. Em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentaram contêineres cheios de longo curso no país e foi o primeiro em Santa Catarina, segundo a Datamar. Para saber mais, acesse o site da Portonave.

Palavras-chave: tecnologia

NVIDIA Editor's Day 2025 apresenta novas tecnologias que ditarão o futuro da indústria dos games

Publicado em: 23/10/2025 09:05 Fonte: Tudocelular

A NVIDIA realizou nesta semana, em seu escritório em São Paulo, o Editor’s Day 2025, evento voltado à imprensa para apresentar as tecnologias que irão moldar a próxima geração dos games nos consoles e PCs. A sessão foi conduzida por Alexandre Ziebert (Ziba), gerente de Technical Marketing, e André Forte, especialista em soluções de GPU da NVIDIA Brasil, com a participação do TudoCelular presencialmente. O objetivo do evento foi demonstrar, de forma prática, como inteligência artificial, ray tracing completo e novos recursos de hardware estão redefinindo os limites gráficos e de desempenho.Logo na abertura do Editor's Day 2025, André Forte afirmou que a NVIDIA “continua sendo a empresa que dita os padrões da indústria”, ressaltando que funcionalidades presentes em consoles recentes são baseadas em tecnologias originalmente criadas para as GPUs GeForce.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

China e EUA anunciam negociações comerciais na Malásia

Publicado em: 23/10/2025 08:22

Guerra tarifária entre EUA e China faz crescer interesse chinês pela soja do Brasil A China anunciou nesta quinta-feira (23) que iniciará nos próximos dias uma nova rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos na Malásia, após uma nova escalada tarifária entre as duas maiores economias mundiais. "Segundo o que foi acordado pela China e pelos Estados Unidos, (...) o vice-primeiro-ministro He Lifeng liderará uma delegação na Malásia de 24 a 27 de outubro e participará de negociações econômicas e comerciais com os Estados Unidos", informou o Ministério do Comércio chinês em comunicado. A Malásia receberá a partir de domingo (26) a reunião de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que terá a presença do presidente americano, Donald Trump. Após vários meses de trégua, China e Estados Unidos voltaram a travar uma nova batalha comercial este mês, depois que Pequim anunciou um controle maior sobre as exportações de terras raras e tecnologias relacionadas. Trump respondeu com a ameaça de impor tarifas adicionais de 100% sobre todas as importações da China e cancelar um encontro com seu homólogo Xi Jinping previsto para este mês na Coreia do Sul. O presidente republicano, no entanto, explicou posteriormente que espera fechar um "bom" acordo com a China e encerrar a guerra comercial. Segundo o ministério chinês, as negociações na Malásia abordarão "questões importantes relacionadas com as relações econômicas e comerciais entre China e Estados Unidos". *Reportagem em atualização Bandeiras dos EUA e da China tremulam em Pequim Tingshu Wang/Reuters

Palavras-chave: tecnologia

DJI Osmo Mobile 8 é lançado com rotação 360° e autonomia de até 10 horas

Publicado em: 23/10/2025 08:22 Fonte: Tudocelular

A DJI acaba de anunciar oficialmente o Osmo Mobile 8, seu novo gimbal para smartphones que chega com avanços notáveis na estabilidade, rastreamento e ergonomia. A empresa chinesa, já é muito reconhecida no mercado de acessórios para smartphones, mas ele busca a cada geração dominar o segmento de filmagem mobile, com um produto que combina tecnologia de ponta e usabilidade prática, algo que chama a atenção de criadores de conteúdo. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Polícia Civil desmantela golpe milionário de falso financiamento em Maceió

Publicado em: 23/10/2025 07:53

Operação Contrato Cego mira organização criminosa por enganar milhares de vítimas com contratos de consórcio disfarçados de financiamentos imobiliários. Reprodução/PC-AL A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (23) a Operação Contrato Cego, que desmantelou uma organização criminosa envolvida em um 'sofisticado' golpe do falso financiamento imobiliário. O esquema fraudulento lesou centenas de famílias alagoanas e milhares de vítimas em todo o Brasil, resultando em um prejuízo milionário. A investigação identificou 3.734 processos judiciais em todo o Brasil, sendo 120 em Alagoas, com evidências de lavagem de dinheiro e crimes organizados. A ação foi coordenada pelos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, titular e adjunta da Delegacia de Estelionatos. Estrutura do golpe e prejuízo A investigação revelou a atuação de uma empresa de consórcios e seus representantes que, utilizando anúncios fraudulentos, inclusive nas redes sociais, atraíam vítimas com promessas falsas de entrega imediata de imóveis mediante o pagamento de uma entrada via Pix ou TED. As pessoas eram induzidas a assinar contratos de consórcio disfarçados de financiamentos, sem garantias de contemplação. Dois homens foram presos, 25 e 34 anos, nos bairros do Benedito Bentes e Santa Lúcia, na parte alta de Maceió. Reprodução/PC-AL A delegada Michelly Santos destacou a amplitude do crime, definindo-o como um estelionato em massa. "Temos conhecimento de 3.734 processos judiciais em todo o Brasil, sendo 120 apenas em Alagoas, o que evidencia a organização criminosa com funções determinadas. Eles criaram escritórios para enganar pessoas, muitas em situação de vulnerabilidade financeira, que perderam suas economias de uma vida inteira na ilusão da casa própria", afirmou. A omissão de informações essenciais viciava o consentimento das vítimas, caracterizando os crimes de estelionato (art. 171 do Código Penal), crime organizado e lavagem de dinheiro. Prisões e apreensões A operação cumpriu dois mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão domiciliares. Dois homens, de 25 e 34 anos, foram presos nos bairros do Benedito Bentes e Santa Lúcia, na parte alta de Maceió. As buscas ocorreram também na Jatiúca, Farol e Serraria, resultando na apreensão de materiais importantes para a continuidade das investigações. O delegado Dalberth Pinheiro afirmou que a investigação já perdurava há meses, motivada por denúncias de cerca de 30 Boletins de Ocorrências e destacou a periculosidade dos suspeitos. "Os indícios apontam para um grande problema social causado por suspeitos que são perigosos e já possuíam prisões anteriores", alertou. CONTRATO CEGO A Operação "Contrato Cego" refere-se à cegueira induzida no momento da contratação, onde o engano era parte estruturante do golpe. O grande efetivo utilizado na ação contou com a participação de diversas unidades da PCAL, incluindo a Diretoria de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACCO), Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), CORE, OPLIT, DERC, GEAI e DEA, demonstrando a complexidade e a extensão da investigação. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Inteligência artificial, política, Trump e mais: veja temas que podem cair na Unesp 2026

Publicado em: 23/10/2025 07:35

Professor de atualidades do colégio Oficina do Estudante, Luís Felipe Valle, fala sobre o que pode cair na prova da Unesp 2026 Arquivo pessoal/ g1/ Anova Mineração RCO Mineração/Getty Images via BBC/TV Globo e Adobe Stock Os temas mais relevantes da atualidade, especialmente aqueles que envolvam conflitos de ordem política e social, devem estar na mira dos vestibulandos que se preparam para a Vunesp 2026, a principal forma de acesso à Universidade Estadual Paulista (Unesp). A pedido do g1, o professor de atualidades do colégio Oficina do Estudante, Luís Felipe Valle, aponta 5 assuntos com potencial de serem objetos de questões especialmente nas disciplinas de humanidades. Ele alerta para a necessidade de uma “leitura crítico-reflexiva e a interpretação de textos considerando o contexto dos acontecimentos”. É importante que o estudante esteja atualizado e não poupe recursos, seja com livros ou salas de aula, TV e internet. 💻 O g1 São Carlos e Araraquara realiza o projeto "Vestibulou", que busca levar informação de qualidade e dicas para estudantes que prestarão as principais provas do país. Professor dá dicas para tirar a nota máxima e lista 5 possíveis temas da redação: Redação da Unesp: professor dá dicas para tirar a nota máxima e lista 5 possíveis temas Leia também: REDAÇÃO UNESP 2026: professor dá dicas para tirar a nota máxima e lista 5 possíveis temas; confira DICAS: Prática, correção e estratégia: veja como usar simulados para se preparar para vestibulares VESTIBULAR 2026: Sono, calma e hobbies: saiba como diminuir estresse e ansiedade antes dos vestibulares 1. 80 anos de Hiroshima e Nagasaki Hiroshima após o bombardeio atômico: a cidade foi quase completamente destruída. DPA/picture alliance via DW O marco dos 80 anos das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki (completados em agosto de 2025) é um ponto de inflexão na reconfiguração da ordem mundial. O Japão, após a devastação, passou pelo “milagre econômico” das décadas de 1950 a 1970 com forte apoio dos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: 80 anos da bomba de Hiroshima: sobreviventes ainda são vítimas de discriminação Entretanto, esse modelo de industrialização intensiva trouxe contradições profundas. A combinação entre altíssimo endividamento público e envelhecimento populacional revela hoje a exaustão de um sistema que já não garante dinamismo nem bem-estar social, tendo que enfrentar sérios problemas ligados à saúde mental dos jovens e a solidão dos idosos. No plano global, o caso japonês expõe a fragilidade de modelos de desenvolvimento dependentes de ciclos industriais e financeiros. Um alerta sobre os riscos de um crescimento que sacrifica gerações futuras em nome da acumulação de capital, revelando as tensões históricas entre desenvolvimento econômico, soberania política e justiça social. 2. Terras raras e minerais críticos No século 21, os minerais críticos e terras raras se tornaram ativos estratégicos na geopolítica global, pois constituem a base da Indústria 4.0, das tecnologias verdes e da Inteligência Artificial. As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos, entre eles o neodímio, lantânio, cério, térbio e disprósio, amplamente utilizados na fabricação de ímãs permanentes para turbinas eólicas, em catalisadores automotivos, em telas de smartphones e televisores, além de equipamentos militares de alta precisão. Já os chamados minerais críticos, que incluem o lítio, o cobalto, o nióbio e o grafite, têm papel estratégico no desenvolvimento de baterias de carros elétricos, painéis solares, chips e supercondutores. Amostras de argila e solo com terras raras retiradas em Minas Anova Mineração RCO Mineração LEIA TAMBÉM: Terras raras: o que são, onde estão e por que os EUA se importam com elas A China, líder absoluta na exploração e processamento desses minerais, carrega contradições ambientais já que a extração e o refino desses elementos envolvem degradação de solos, emissão de resíduos tóxicos e poluição de rios, reforçando o dilema entre inovação tecnológica e sustentabilidade. No cenário global, o Brasil ocupa papel de destaque como segundo maior país em reservas de terras raras, atrás apenas da China. Apesar desse potencial, ainda não possui infraestrutura consolidada para transformar as reservas em protagonismo econômico. Tal realidade recoloca o país diante de um dilema histórico: ou permanece exportador de matérias-primas, reforçando a lógica centro-periferia, ou busca agregar valor por meio de investimentos em pesquisa, tecnologia e industrialização, reposicionando-se estrategicamente na corrida global por minerais críticos. Unesp de São João da Boa Vista (SP) Divulgação 3. A volta da política do Big Stick no segundo mandato de Trump O retorno de Donald Trump à Casa Branca, com sua retórica agressiva e isolacionista, revive práticas históricas da diplomacia estadunidense, como o Big Stick, a Doutrina Monroe e o Destino Manifesto. Essas concepções justificaram a dominação política, econômica e militar dos EUA sobre a América Latina e outras regiões estratégicas ao longo do século 20. No presente, esse discurso ganha contornos populistas, baseando-se em ameaças, chantagens econômicas e imposição de sanções, numa tentativa de reafirmar uma supremacia que se vê cada vez mais contestada. Donald Trump tem o poder de aprovar uma ampla gama de operações clandestinas que sua administração considera que favorecem a segurança nacional. Getty Images via BBC LEIA TAMBÉM: tudo sobre o presidente dos EUA, Donald Trump O uso de intimidação, hoje encontra limites diante da ascensão chinesa e da reconfiguração multipolar do sistema internacional. A insistência no Big Stick denuncia não a força, mas a fragilidade do império estadunidense, que tenta projetar poder num contexto em que seu protagonismo econômico e tecnológico já não é absoluto. A reprodução desse imperialismo que fragiliza o multilateralismo global também carrega implicações para a América Latina, novamente posicionada como espaço de disputa geopolítica e de apropriação de recursos estratégicos. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara Unesp/Divulgação 4. Popularização da Inteligência Artificial A difusão da Inteligência Artificial (IA) redefine relações de trabalho, de produção e de sociabilidade, consolidando as big techs como atores hegemônicos de uma nova ordem econômica. A substituição da força de trabalho humana por algoritmos e sistemas de automação aprofunda o desemprego estrutural e a precarização do trabalho (uberização), sobretudo em países que já enfrentam desindustrialização, como EUA e diversas nações europeias. O que se observa é a transição de um capitalismo industrial para formas de tecnofeudalismo, em que poucos conglomerados controlam dados, plataformas e fluxos informacionais. Por que uma Inteligência Artificial não pode ser seu psicanalista e, talvez, nem mesmo um bom ouvinte? Adobe Stock LEIA TAMBÉM: Por que cada vez mais analistas falam em 'bolha' da inteligência artificial prestes a estourar No plano histórico, a IA materializa uma tendência que remonta à Revolução Industrial: a inovação tecnológica como motor da acumulação capitalista, mas também como vetor de exclusão social. A ascensão da IA aprofunda a alienação do trabalho, agora mediada por algoritmos que determinam desde o ritmo da produção até o consumo cultural. O poder concentrado nas big techs questiona a própria ideia de democracia, pois plataformas digitais assumem funções que extrapolam a lógica mercantil, influenciando processos políticos, práticas educativas e até identidades coletivas. Assim, a popularização da IA evidencia tanto o potencial de inovação quanto o risco de aprofundar desigualdades históricas. Por outro lado, há uma dimensão frequentemente silenciada: os custos ambientais do funcionamento da IA. O processamento de dados em larga escala exige imensas quantidades de energia elétrica e água, especialmente nos data centers, gerando impactos significativos para ecossistemas locais e para a matriz energética global. A busca pela “inteligência” artificial, paradoxalmente, revela-se dependente de uma exploração intensiva de recursos naturais, ampliando a insustentabilidade ambiental de um modelo que se apresenta como futuro da humanidade. 5. Crise institucional entre os três Poderes no Brasil A recente crise institucional brasileira evidencia como a polarização político-partidária, o avanço das fake news e o discurso de ódio fragilizam os pilares da democracia. A independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário, essencial ao equilíbrio republicano, tem sido constantemente corroída por disputas de poder, negociatas e pressões midiáticas. O resultado é o enfraquecimento da confiança popular nas instituições, o que abre espaço para soluções autoritárias e antidemocráticas. No plano histórico, a instabilidade institucional brasileira dialoga com uma tradição de fragilidade democrática que atravessa o século 20, marcada por golpes, ditaduras e pactos de conciliação que raramente colocaram os interesses populares no centro. Congresso Nacional Jornal Nacional/ Reprodução LEIA TAMBÉM: 'Sistema de governo está disfuncional', alerta cientista político que criou conceito sobre poder no Brasil A novidade do presente está na força da desinformação digital, que acelera a superficialização do debate político e intensifica a polarização social, expondo como o neoliberalismo, ao corroer vínculos coletivos, gera também esgotamento psicológico e desilusão em relação ao futuro. Geopoliticamente, a tensão entre os três Poderes espelha a crise estrutural do próprio neoliberalismo, que ao privilegiar a lógica do mercado enfraquece os mecanismos de representação popular e coloca em xeque a legitimidade do Estado como mediador dos interesses coletivos. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Banho em pets: veterinária explica sobre frequência ideal e impactos na saúde dos animais

Publicado em: 23/10/2025 07:31

Banho em pets: quando é demais e quando é pouco, veterinária orienta Dar banho nos animais domésticos vai além da estética: a higiene correta é fundamental para manter a saúde do pet. Mas especialistas alertam que o excesso de banho também pode ser prejudicial. O g1 conversou com a veterinária Yasmin Harumi Correa, de Itapetininga (SP), que explicou que a frequência ideal depende do estilo de vida e do ambiente em que o animal vive. “Tudo em excesso pode fazer mal. Manter a higiene em dia ajuda a prevenir a proliferação de bactérias e fungos”, afirmou. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo Yasmin, cachorros costumam precisar de banhos mais regulares, enquanto gatos podem passar mais tempo sem, já que fazem sua própria limpeza. A profissional alerta que a falta de higiene adequada, especialmente em animais de pelos longos, pode causar feridas bacterianas ou fúngicas sob os nós, prejudicando a saúde. Para minimizar riscos, a veterinária recomenda que os tutores escovem os pelos dos pets regularmente. “A escovação ajuda a evitar nós e facilita a circulação de ar na pele, prevenindo problemas de saúde”, disse. Além dos cuidados com a higiene, alguns pet-shops têm investido em tecnologias para tornar a experiência do banho mais segura. Em Itapetininga, um casal de empreendedores trouxe uma máquina de secagem que atua rapidamente e controla a temperatura, garantindo conforto e segurança para os animais e clientes. Uma veterinária explicou que a falta de banho pode causar problemas na saúde de um animal, mas o excesso também pode enfraquecer a imunidade da pele do pet Arquivo pessoal/Yasmin Harumi Corrêa O indicado pela veterinária é manter o equilíbrio na frequência dos banhos, observando a rotina do pet. “Muitos banhos também podem danificar a imunidade da pele. Tudo em excesso pode fazer mal”, orientou. Em dias quentes, os banhos ajudam a garantir a saúde do animal, mas os tutores podem ficar tranquilos: cães regulam a temperatura corporal pela respiração. “Por isso vemos os cães mais ofegantes no calor. Para refrescar, recomendamos hidratação com água fresca, ambiente arejado e sombra”, explicou. Na hora do banho, é importante cuidar dos olhos e ouvidos, evitando o contato com sabão. Os pelos devem ser bem secos para impedir a proliferação de fungos e bactérias. A escovação regular ajuda a evitar a formação de nós, enquanto a tosa higiênica previne acúmulo de sujeira em áreas como partes íntimas. Ao escolher um pet-shop para banho e tosa, Yasmin reforça que o local deve ser de confiança e utilizar produtos de qualidade, garantindo o bem-estar dos animais. Para filhotes, a recomendação é frequentar esses espaços somente após completar o protocolo vacinal e a vermifugação. “Assim, eles têm imunidade suficiente para entrar em contato com outros pets”, disse a veterinária. 🐶🐾 Máquina secadora Os empresários Joyce Vasconcelos, de 24 anos, e Henrique Vasconcelos, de 27, investiram na compra de uma máquina secadora para o pet-shop da família em Itapetininga. Segundo o casal, o objetivo é trazer segurança e conforto tanto para os animais quanto para os clientes. “Todo dia acontece isso, ter carinho com os animais. É muito gostoso. Os cachorros acabam criando um laço com os funcionários ao longo do tempo. O animal sente esse carinho”, contou Joyce ao g1. Henrique explicou que alguns animais não gostam de sopradores ou secadores convencionais. A máquina, que seca rapidamente, tem controle de temperatura e não emite ruídos, tornando o banho mais confortável. Em uma das cabines, podem ser colocados até dois cães de porte grande. “Tem cachorros de pelo curto, e outros que não gostam do soprador. A máquina funciona como uma secadora: passamos a toalha primeiro para retirar a umidade e depois usamos a máquina. A falta de ruído evita estresse nos animais”, disse o empreendedor. O casal atua no ramo de cuidados com pets há cinco anos, motivado pelo amor aos animais e pelo desejo de montar uma loja própria. Além de banho e tosa, eles vendem rações, petiscos, brinquedos, acessórios e outros produtos para animais. “Fazemos o que gostamos. Escolhemos viver disso. Garantimos os cuidados básicos, estamos sempre nos atualizando sobre produtos e entregamos aquilo que foi combinado”, disse Henrique. Ao receber um novo animal para banho e tosa, a equipe sempre faz perguntas aos tutores sobre histórico de doenças, parasitas ou áreas sensíveis. “Tem tutores que não avisam se o pet está doente. Nós ligamos quando percebemos algo, garantindo segurança para os outros animais”, explicou. Henrique citou que raças como Shih Tzu e Golden Retriever são mais frequentes no banho e tosa, e que cães de pelos longos exigem mais manutenção, hidratação, escovação e tosas regulares. Para os tutores que optam pelo banho em casa, o casal reforça a importância de secar bem os pelos. “Áreas úmidas podem causar proliferação de fungos e outras bactérias”, alertou. Veterinária de Itapetininga traz orientações sobre os cuidados necessários com os animais ao dar banho. Arquivo pessoal/Yasmin Harumi Correa Segundo petshop, animais de pelos longos são os clientes mais frequentes devido a necessidade de manutenção Arquivo pessoal/Yasmin Harumi Correa *Colaborou sob a supervisão de Carla Monteiro Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Seis anos depois, família ainda pede justiça por jovem linchado por policiais em Sorocaba: 'Foi muito cruel', diz irmão

Publicado em: 23/10/2025 07:26

Lucas Lopes morreu ao ser espancado no dia 1° de janeiro de 2019 Reprodução/Facebook O réveillon é sempre visto pelas pessoas ao redor do mundo como uma forma de estipular metas, renovar ciclos e, também, reforçar os laços entre pessoas queridas. No entanto, uma data que possui um significado tão profundo para tantos se tornou motivo de tristeza - e luta por justiça - para uma família de Sorocaba (SP). Há seis anos, Lucas Lopes havia saído de casa para comemorar o Ano Novo com amigos no bairro Ana Paula Eleutério, conhecido como Habiteto, na zona norte da cidade, mas não voltou mais. Segundo a família, ele foi espancado até a morte por policiais militares que estavam na região e, nesta quinta-feira (22), será realizado o júri popular do acusado do crime. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Matheus Lopes, irmão de Lucas, relatou ao g1 que três policiais estavam em patrulhamento pelo entorno do bairro para uma operação contra os bailes funk, que acontecem nas ruas. O jovem de 23 anos estava correndo pela rua, quando foi abordado pelos agentes. "Ele estava curtindo com os amigos e correndo na rua, mas havia um policial que estava atrás de toda a 'molecada' que estava na rua, como uma forma de repressão e não ficar na rua. Eles correram em direção ao meu irmão, que foi direto para a casa de um vizinho nosso, mas foi alcançado. A partir disso, ele começou a apanhar muito", lembra. Segundo o familiar, Lucas chegou a ser defendido por moradores da região e recebeu apoio, mas não foi o suficiente. Aos moradores, o policial teria afirmado que o jovem roubou um carro, mas, alterou a versão logo em seguida, dizendo que ele teria atirado uma pedra em direção à viatura. "O policial disse que ele tinha roubado um carro, mas os vizinhos disseram que conheciam o Lucas e sabiam que ele era um menino trabalhador. Logo depois disso, ele alterou a história e disse que ele teria atirado uma pedra contra a viatura. Quando eu e minha mãe chegamos para socorrê-lo, ele já estava desmaiado", conta. Matheus ainda alega que, mesmo chegando ao local para levar o irmão ao hospital, ele e a mãe acabaram hostilizados pelo policial, que teria apontado um revólver em direção a eles. Ele detalha que, durante a abordagem, sentiu muito medo de ser agredido pelo agente. "Nós dois tentamos chegar perto, mas o policial sacou a arma e disse que atiraria se nos aproximássemos. Minha mãe, no instinto de ajudar o filho, até bateu no revólver de um dos agentes, avançou e começou a debater com ele. Em resposta, o policial disse que 'se não quisesse que nada acontecesse com o filho, que deixasse ele dentro de casa'", aponta. Lucas tinha 23 anos quando morreu Reprodução/Facebook Mesmo no chão, Lucas tentou rebater as afirmações dos policiais antes de ficar inconsciente. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital pela própria família, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. "Durante a discussão, o Lucas tentou mexer o dedo com o intuito de dizer que não havia feito aquilo e, mesmo no estado que ele estava, os policiais se recusaram a socorrê-lo. Ele ficou cerca de meia hora desacordado, quando deram a ordem para 'tirá-lo daqui'", diz. "Eu coloquei o meu irmão no carro e dirigi com uma mão no volante e outra tentando fazer massagem cardíaca nele, mas ele não conseguia respirar e cuspia muito. No PA, ele chegou a perder o pulso, mas foi reanimado, entubado e levado para a UTI. Uma hora depois, ele morreu", completa. Ao g1, uma amiga da família afirmou à época do crime que Lucas estava sob efeito de bebidas alcoólicas. Extrovertido e feliz com a vida Matheus descreve o irmão como uma pessoa extrovertida, cheia de amigos e "de bem com a vida". Pouco antes de morrer, ele costumava comprar roupas na capital paulista para vender no interior. "O Lucas era uma pessoa muito conhecida e amada por muita gente. Quando ele morreu, nós fizemos uma passeata como forma de protesto e, até então, eu nunca havia visto tanta gente reunida na minha vida. Meu irmão era uma pessoa boa e trabalhadora, que costumava ir a São Paulo comprar roupas com o Israel, nosso irmão mais velho, e passava nos lugares daqui da cidade vendendo", explica. A relação entre ele e o irmão pode ser descrita como inseparável. Matheus valoriza que, mesmo durante as dificuldades que passaram juntos, eles foram instruídos pela mãe a seguirem um caminho muito distante do crime. Lucas e Matheus tinham uma boa relação entre irmãos Reprodução/Facebook "Existem muitos irmãos que ficam sem se falar, e isso jamais aconteceria dentro da nossa família. Nós passamos por muitas coisas juntos e tivemos uma mãe muito batalhadora. Nunca chegamos a passar fome, mas nós sempre dávamos um jeito para tudo. Nós poderíamos escolher um caminho mais fácil, mas nossa mãe ensinou a sermos pessoas de bem. É uma indignação muito grande", pontua. O cabeleireiro acredita que, se a abordagem dos policiais fossem de uma forma diferente, a história teria um desfecho menos dolorido para todos os envolvidos. "Eu sou uma pessoa suspeita para falar, mas ele era uma pessoa muito feliz, que gostava de dançar, de estar perto dos amigos e de fazer todos darem risada. Se os policiais não tivessem abordado ele dessa forma, isso não teria acontecido. Eles não quiseram nem saber quem era o Lucas ou o que ele fazia da vida. Ele era só alegria", lamenta. Falecimento da mãe e dificuldades emocionais Matheus, Lucas, Israel e Cecília (em ordem) Arquivo pessoal A mãe de Lucas, Matheus e Israel era a pessoa que estava à frente da luta por justiça desde a data da morte do jovem. No entanto, Cecília acabou falecendo há quatro meses, sem receber um desfecho envolvendo o caso do filho. "Minha mãe dizia a todo custo que não ia descansar enquanto não visse a justiça sendo feita e que ia devolver com amor tudo o que entregaram a ela com raiva. Foi uma frase que me marcou bastante, porque foi muito cruel tudo o que fizeram com o Lucas", descreve. Segundo Matheus, a mãe passou a ajudar mais as pessoas necessitadas e colaborar em ações filantrópicas depois que perdeu o filho. Israel, por sua vez, perdeu a filha em decorrência de leucemia cerca de dois anos e meio após a morte de Lucas. "Ela era uma pessoa muito humana e que sempre ajudou muito o próximo, mas passou a viver mais isso depois que o Lucas se foi. Ela transformou a dor em vitória. Abriu uma ONG para ajudar as pessoas por meio da dor do luto. Dois anos e meio depois, o Israel perdeu a filha. E eu perdi meu irmão. Mesmo assim, nós estamos de pé e enfrentando essa luta", conta. Próximo à data do júri popular do policial acusado de matar Lucas, a Câmara Municipal de Sorocaba organizou uma audiência coletiva na última sexta-feira (18). No dia seguinte, os familiares elaboraram um culto ecumênico em homenagem ao jovem no bairro onde moram. MP denunciou o caso O promotor do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) responsável pelo caso, Antônio Farto Neto, explica que o julgamento acontecerá mesmo se o réu não comparecer ao local. Atualmente, o policial militar acusado está aposentado. "O MP denunciou o caso como agressão, que acabou gerando a morte da vítima. Hoje em dia, o policial está aposentado e, se ele não for ao júri, as tramitações acontecerão normalmente. Ele é obrigado a comparecer em todos os autos do processo e, independente disso, o policial corre o risco de ser condenado", explica. De acordo com Farto Neto, o caso foi denunciado pelo MP-SP por ter provas que garantem a segurança de uma condenação. Ele alega não ter contato frequente com a família, por mais que esteja à disposição para diálogo. "O Ministério Público não tem a obrigação de acusar ninguém, então, só trabalhamos com casos onde a prova realmente sustenta uma acusação. Nesse caso, a família tem, inclusive, um assistente de acusação. Nós trabalhamos diversos anos em apenas um caso, então, estamos vendo e revendo constantemente todas as provas de acusação e de defesa", compartilha. "O único caso e local do país onde a própria sociedade senta, avalia a acusação, a defesa e julga é o júri. A transparência dele é importantíssima para todos nós. Se for um acidente já é grave, erro médico também é dolorido, mas assassinato é absurdo", finaliza. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para se posicionar sobre o caso, no entanto, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. *Colaborou sob supervisão de Eric Mantuan Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Unifametro lança curso de medicina com foco em inovação e humanismo

Publicado em: 23/10/2025 07:01

A Unifametro anuncia o lançamento do seu curso de Medicina. Uma formação que já nasce grande: com estrutura moderna, baseado em seus 23 anos de experiência na saúde e um projeto pedagógico centrado na prática, o curso foi criado para desenvolver futuros médicos com visão crítica, atuação humanizada e capazes de compreender as necessidades de cada paciente. Estrutura Unifametro A vocação dessa novidade é ocupar um patamar superior aos demais cursos já ofertados na cidade, com prédio exclusivo, equipamentos de última geração, laboratórios para exercitar a prática e um corpo docente de profissionais altamente qualificados e que exercem a Medicina no dia a dia. A primeira turma já inicia as atividades em novembro de 2025. Estrutura Unifametro O compromisso da mais nova graduação da Unifametro segue a marca da instituição: gerar profissionais tecnicamente competentes e, acima de tudo, comprometidos com o bem-estar. Tudo para unir ciência à tecnologia e fazer valer o Juramento com o qual se compromete ao final da graduação. Para divulgar a novidade, a Unifametro contou com a Agência Temprano para lançar campanha que combina objetividade e criatividade nas medidas certas. As inscrições estão abertas em unifametro.edu.br/medicina

Palavras-chave: tecnologia

Doenças priônicas: os enigmas das proteínas que 'entortam' e destroem o cérebro

Publicado em: 23/10/2025 06:48

Paciente com Parkinson toca clarinete enquanto faz cirurgia no cérebro As doenças priônicas são raras. Mas são devastadoras. Não têm cura. Depois do diagnóstico, a evolução costuma ser rápida, em meses. Essas doenças afetam o cérebro. A mais conhecida nos humanos é a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Ela causa perda de memória, alterações de comportamento e de movimentos. A progressão é acelerada e leva ao óbito. Doenças priônicas afetam o cérebro. São raras, mas perigosas. cottonbro studio/Pexels Há um ponto chave: as doenças priônicas têm caráter infeccioso muito particular. O agente não é um vírus nem uma bactéria. É uma proteína que “entorta” do jeito errado e consegue induzir outras iguais a também se dobrarem do jeito errado. Por isso, a vigilância é essencial. Na saúde pública e na economia. Você talvez se lembre do “mal da vaca louca”, a encefalopatia espongiforme bovina. Quando um caso aparece, países importadores podem suspender compras de carne por precaução. Isso aconteceu com o Brasil em 2023: as exportações para a China foram temporariamente interrompidas após um caso atípico confirmado. O impacto foi imediato no comércio. O que acontece no cérebro Vamos simplificar o mecanismo. Todos nós temos a proteína priônica normal (PrPC). Em condições que ainda estamos desvendando, parte dela muda de forma e vira PrPSc, a forma “errada”. Essa forma atua como molde. Encosta na proteína normal e a faz copiar o mesmo erro. É um efeito dominó molecular. Com o tempo, esses “blocos” mal dobrados se juntam e formam agregados. Eles são rígidos, parecidos com fibras. No tecido, vemos lesões microscópicas que lembram uma esponja. O resultado é perda de neurônios e de funções cerebrais. Outro problema: essas proteínas doentes resistem a desinfetantes e métodos comuns de esterilização. Por isso, hospitais seguem protocolos específicos para reduzir o risco em materiais que tiveram contato com tecidos de alto risco. É cuidado redobrado e baseado em evidências. Diagnóstico ainda é um desafio — mas há avanços Desde 2005, quando a vigilância nacional iniciou o controle dos casos da doença Creutzfeldt-Jakob em humanos, foram registrados 1.576 casos suspeitos. Pelas estatísticas mundiais, este número deveria ser de 3.200, ou seja, pode ser uma subnotificação. E essa lacuna diagnóstica se deveu por muito tempo, entre outros fatores, à ausência de centros de referência suficientes com domínio da tecnologia para o diagnóstico dessas doenças no país. Por muito tempo, o diagnóstico definitivo era neuropatológico, ou seja, após o falecimento do paciente analisava-se tecido cerebral. Mas precisávamos de ferramentas confiáveis em vida. Durante anos, nos guiamos por sinais clínicos, ressonância, eletroencefalograma e marcadores como a proteína 14-3-3 no líquor. Eles ajudavam, mas não eram específicas o suficiente. Nos últimos anos, um teste mudou o jogo: o RT-QuIC (da sigla em inglês, Conversão Induzida por Agitação em Tempo Real). Ele detecta a presença do príon anormal em amostras como o líquor. É sensível, específico e vem sendo incorporado em critérios internacionais. Hoje, por exemplo, o CDC dos EUA considera um RT-QuIC positivo como critério para classificar um caso como “provável” da doença de Creutzfeldt-Jakob. No Brasil, demos passos importantes para implementar o teste e criar um centro de referência. Há alguns anos, publicamos um artigo em parceria com cientistas do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, no qual abordamos a disponibilidade ainda insuficiente desses testes em países em desenvolvimento, e exploramos os resultados de um teste piloto que fizemos. No estudo, relatamos o primeiro uso piloto do IQ-CSF em uma pequena coorte de pacientes brasileiros com possível ou provável doença de Creutzfeldt-Jakob. Os testes foram realizados sem acesso aos dados clínicos. Oito pacientes apresentaram-se à nossa equipe com demência rapidamente progressiva e sinais neurológicos típicos da doença. Utilizamos amostras de sete pacientes com outras condições neurológicas como controles negativos. Cinco dos sete casos suspeitos tiveram testes positivos; dois apresentaram resultados inconclusivos. Entre os controles, houve um falso-positivo. Os resultados desse estudo piloto ilustraram a viabilidade de realizar testes de líquor para Creutzfeldt-Jakob também em centros brasileiros e ressaltou a importância da colaboração interinstitucional para alcançar maior precisão diagnóstica da doença no Brasil e na América Latina. De lá para cá, muitos avanços. Mas apesar das conquistas, nossas diretrizes oficiais para notificação e investigação, publicadas em 2018, não citam o RT-QuIC nos critérios. Isso precisa ser atualizado para alinharmos vigilância e assistência com o estado da arte. Atualmente, atuamos para oferecer RT-QuIC com qualidade e rapidez. Nosso laboratório NB3 para o diagnóstico e desenvolvimento de estratégias terapêuticas para doenças infecciosas, localizado no Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da UFRJ, é o único na América Latina que realiza rotineiramente esse ensaio de ponta. E estamos negociando uma parceria com um laboratório de análises de líquor para formalizar o fluxo e viabilizar o custeio de insumos, pois até agora são financiados exclusivamente por nós. Acreditamos na importância de oferecer esse teste para todos os casos suspeitos, pois encurta o caminho entre clínica e a confirmação laboratorial, além de fortalecer a vigilância nacional. E o que mais investigamos? O nosso grupo também trabalha em outros dois eixos além do diagnóstico: entender os mecanismos moleculares dessas doenças priônicas e terapia. Buscamos moléculas capazes de impedir ou reverter a agregação da proteína priônica. Exploramos compostos de origem natural e biomoléculas inspiradas em mecanismos do próprio organismo. A ideia é simples: se a doença nasce de uma cadeia de “más influências” moleculares, precisamos de agentes que interrompam a conversa tóxica entre as proteínas. Recentemente, publicamos um outro artigo que investigou o potencial do uso da Moringa oleífera, também conhecida popularmente pelos nomes de acácia-branca, árvore-rabanete-de-cavalo e quiabo-de-quina. É uma planta que tem potencial para impedir ou reverter a formação dessas proteínas anormais. Analisamos um extrato das folhas da planta e descobrimos dois compostos principais: ácido clorogênico, produzido também pelas plantas de café e batata, e ácido neoclorogênico. Essas substâncias mostraram duas ações importantes nos testes que realizamos em laboratório: a Moringa oleífera impediu que a proteína normal se transformasse na forma patogênica, reduzindo a formação de agregados tóxicos. Além disso, o extrato da planta conseguiu desfazer parcialmente os agregados já formados, algo especialmente promissor para o desenvolvimento de terapias. Os resultados deste estudo, que foi publicado no periódico ACS Omega, indicam que a Moringa oleifera pode ser uma fonte promissora de novos medicamentos contra doenças priônicas e outras condições relacionadas ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro. Ainda serão necessários estudos em animais e testes clínicos para confirmar sua eficácia e segurança, mas o potencial terapêutico é significativo. Brasil sedia encontro global Em 2025, o principal congresso internacional sobre príons - realizado anualmente há duas décadas — acontecerá pela primeira vez abaixo da linha do Equador. Será em Búzios, no Rio de Janeiro, de 3 a 7 de novembro de 2025.Prion 2025 reunirá especialistas de vários países como Itália, Estados Unidos, Chile, entre outros para discutir como podemos avançar das pesquisas que vão do laboratório ao leito do paciente: mecanismos moleculares, modelos animais, terapias em desenvolvimento e estratégias de diagnóstico. Este ano, o encontro traz um diferencial importante. Receberemos a reunião do International CJD Surveillance Network (ICSN). Representantes de vigilância de diversos países apresentarão dados, debaterão respostas frente a novas formas de doenças priônicas e procuraremos alinhar caminhos para intervenções terapêuticas. É ciência, saúde pública e gestão governamental conversando na mesma mesa. Outro eixo fundamental será aproximar a ciência da sociedade. Teremos uma atividade organizada com associações de apoio a pacientes e familiares: o dcjBRASIL, a Associação Portuguesa de Doenças Priónicas e a CJD International Support Alliance (CJDISA), rede que conecta organizações de vários países. Esse diálogo é vital. Ele acolhe famílias, combate a desinformação e ajuda a orientar políticas públicas. E agora? As doenças priônicas nos desafiam. Elas nos forçam a inovar no diagnóstico, a pensar terapias que atuem sobre a forma e a conversa das proteínas, e a manter vigilância constante. Isso exige investimento, colaboração internacional e atualização de diretrizes nacionais. Além disso, nos últimos dez anos, pesquisas em todo o mundo revelaram que mecanismos semelhantes aos das doenças priônicas também estão presentes em diversas condições neurodegenerativas — como a doença de Alzheimer, o Parkinson e a Esclerose Amiotrófica Lateral — e até mesmo em certos tipos de câncer associados à mutação da proteína p53. Nesses casos, observa-se um comportamento “príon-like”: formas mal dobradas dessas proteínas atuam como sementes que induzem outras cópias normais a adotar a mesma conformação anômala, propagando a disfunção de maneira autocatalítica dentro das células e entre tecidos. Essas descobertas redefiniram nossa compreensão de como proteínas instáveis podem contribuir para a progressão de doenças complexas, tanto nas doenças neurodegenerativas como oncológicas. Alguns dos estudos mais recentes sobre esses mecanismos de propagação molecular — incluindo estratégias terapêuticas para interromper essa “cadeia de infecção conformacional” — serão debatidos em profundidade durante o congresso Prion 2025, que ocorrerá em Búzios. A ciência avança quando aproximamos o laboratório da vida real. É isso que queremos fazer aqui no Brasil. Em Búzios, em novembro de 2025, o mundo das doenças priônicas estará reunido e esperamos mais avanços. Todos os avanços avanços acima descritos foram viabilizados pelo aporte financeiro de agências brasileiras de fomento como Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). E a publicação deste artigo contou com financiamento do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb/CNPq). Tuane Vieira recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Jerson Lima Silva recebe financiamento da Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ)

Palavras-chave: tecnologia

PerifaCon chega à 5ª edição com programação que celebra diversidade, tecnologia e cultura pop nas periferias de São Paulo

Publicado em: 23/10/2025 06:19

Perifacon 2025 - 5ª Edição da Convenção Nerd das Favelas Reprodução O que começou como o sonho de levar o universo geek para dentro das periferias se tornou um dos maiores movimentos culturais do país. A PerifaCon chega à 5ª edição prometendo um fim de semana histórico na Fábrica de Cultura Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo, nos dias 25 e 26 de outubro. 👉 Com uma programação que mistura arte, tecnologia, representatividade e empreendedorismo, o evento transforma o espaço em um verdadeiro ponto de encontro entre o pop e a periferia, reunindo painéis, exposições, shows, experiências imersivas, games e oportunidades de formação profissional. A feira traz um retrato da nova geração de criadores e com referências ao entretenimento brasileiro. Um dos destaques será o painel sobre a série Vermelho Sangue, da Globoplay. As protagonistas Letícia Vieira e Alanis Guillen e as escritoras Cláudia Sardinha e Rosane Svartman falam dos bastidores da produção, a construção dos personagens e os dilemas da trama. O tradicional Beco dos Artistas ganha uma versão ampliada nesta edição, com 170 artistas de todo o país expondo quadrinhos, ilustrações e literatura independente. O espaço funciona como uma vitrine para talentos periféricos e cria pontes entre o mainstream e o underground. A edição também traz exposições que ampliam o olhar sobre as narrativas visuais e culturais das periferias. Entre elas estão Narrativas Ancestrais nas Histórias em Quadrinhos, de Hugo Canuto, RPG em Quadrinhos, com Load e Wagner, e uma mostra especial do Salão de Humor de Piracicaba. Nas Salas de Bate-Papo, o público poderá acompanhar conversas com Patrícia Gomes, Aline Diniz, Fábio Gomes e Natália Brid, além de debates sobre o livro Bate Estaca e a HQ Gezebel, com Sandrão do RZO, Load e Manuel Taylor. Veja a programação completa da PerifaCon 2025 aqui Acessibilidade e impacto social A PerifaCon terá uma estrutura voltada para pessoas com deficiência, com aplicativo acessível, sala de descompressão e atendimento especializado. Mais de mil empregos diretos e indiretos são gerados durante o fim de semana de evento, fortalecendo o ecossistema cultural e econômico das periferias. Perifacon 2025 📍 25 e 26 de outubro 📌 Fábrica de Cultura Jardim São Luís, R. Antônio Ramos Rosa, 651, Jardim São Luís. 🎟 Informações: https://perifacon.com.br/ Veja também: Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Inteligência Artificial transforma profissões e desafia profissionais do MA a se reinventarem

Publicado em: 23/10/2025 06:01

O advogado Gabriel Ahid Costa, a professora Ayla Nascimento e o professor Márcio Carneiro falam sobre como a Inteligência Artificial transforma o Direito, o Jornalismo e a Educação, exigindo adaptação e ética. Reprodução/Arquivo Pessoal No mundo contemporâneo, a Inteligência Artificial (IA) tem se tornado cada vez mais presente, levando profissionais de diferentes áreas a se adaptarem às transformações tecnológicas. Entre a formação acadêmica e a inserção no mercado de trabalho, cresce a preocupação não apenas com a competitividade, mas também com a adaptação a novas ferramentas digitais. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp 🎓 No Maranhão, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o número de matrículas em cursos de nível superior aumentou 81,6% entre 2013 e 2023, passando de 129,9 mil para 235,9 mil, o maior crescimento percentual do Nordeste e o segundo do Brasil. Já a Associação Brasileira de Estágios (Abres) aponta que o número de concluintes do ensino superior em 2023 chegou a 1.374.669, alta de 6,74% em relação ao ano anterior. Entre os cursos com mais formandos estão Pedagogia (1.728.750) e Direito (1.512.740). Advocacia e Justiça em transformação O advogado e especialista em Inteligência Artificial Gabriel Ahid aplica ferramentas de IA no seu escritório. Reprodução/Arquivo Pessoal O advogado e mestre em Direito Constitucional Gabriel Ahid Costa, especialista em Inteligência Artificial, afirma que a advocacia vive uma das maiores transformações de sua história. A digitalização do Judiciário, o uso crescente da IA e a automação de tarefas jurídicas têm alterado a rotina de escritórios e tribunais. Segundo ele, a IA é eficiente em tarefas repetitivas e de baixo valor intelectual, como revisão de contratos, análise de documentos e controle de prazos. “Essas etapas consomem muito tempo e podem ser executadas com segurança por sistemas automatizados, liberando o advogado para o raciocínio estratégico e o contato com o cliente”, explicou. Gabriel, proprietário de um escritório de advocacia, afirmou que o uso da tecnologia já é parte da rotina produtiva. “Reduzimos o tempo operacional em mais de 50% e ganhamos produtividade. Isso nos permite focar no que é essencial: pensar estrategicamente e entregar soluções personalizadas”, destacou. 🔎 No Judiciário, a adoção da IA também avança. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) lançou a MARIA, ferramenta de Inteligência Artificial criada para otimizar a produção de conteúdo, como resumos de votos e relatórios processuais. O advogado ressalta que é fundamental compreender o funcionamento dessas tecnologias. “Muitos advogados ainda veem a IA como ameaça ou modismo, quando na verdade ela é uma aliada. A tecnologia não tem empatia nem ética. Ela amplia nossa capacidade de trabalho. O risco está na resistência em aprender a usá-la”, pontuou. Jornalismo e IA: ética, limites e reconfiguração O professor Márcio Carneiro, da Universidade Federal do Maranhão, analisa os impactos da Inteligência Artificial no jornalismo e destaca os desafios éticos e profissionais da área. Reprodução/UFMA Para o professor Márcio Carneiro, do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, a IA generativa tem impacto direto na profissão do jornalista, principalmente em temas como empregabilidade, ética, transparência e reconfiguração de processos. É uma tecnologia com grande potencial, e as mudanças já estão em curso, como temos observado entre os agentes do mercado. 💻 A IA generativa cria novos conteúdos (textos, imagens, músicas ou códigos) a partir de grandes volumes de dados, enquanto a preditiva analisa informações para prever padrões e resultados futuros. Márcio alerta que a generativa foi feita para ser criativa, não precisa. “Se você vai usá-la em áreas nas quais a qualidade da informação é crítica, como ciência, pesquisa ou jornalismo, é preciso conhecimento e cautela. Há muita desinformação sobre seus limites e riscos”, frisou. Um estudo da Microsoft, aponta que profissões baseadas em linguagem e produção de conteúdo, como o Jornalismo, estão entre as mais suscetíveis às transformações causadas pela IA. A função de repórter aparece em 16º lugar no ranking de impacto. G1 em 1 Minuto: Quais as profissões mais impactadas pela inteligência artificial? Para Carneiro, é essencial estabelecer regras de governança no uso dessas tecnologias. “Uma palavra mal interpretada pode gerar danos sérios a uma organização. Não basta adotar modismos. É preciso treinamento, reconfigurar processos e preparar todos para o novo ambiente”, observou. O professor reforça ainda o papel ético do jornalista na mediação entre tecnologia, informação e sociedade. “Num mundo de fake news e desinformação, o papel do jornalista continua sendo fundamental, independentemente do uso da IA. Ele é quem ancora a checagem e a credibilidade das informações”, concluiu. IA no ensino: novas formas de aprender e ensinar A professora Ayla Nascimento de 24 anos, utiliza a Inteligência Artificial em sala de aula para tornar as aulas mais dinâmicas e engajar os alunos por meio de atividades interativas. Reprodução/Arquivo Pessoal A Inteligência Artificial também vem transformando o ambiente escolar. Em São Luís, a professora de Filosofia Ayla Nascimento, que leciona do 6º ano ao 1º do ensino médio, utiliza a tecnologia em atividades de gamificação, como palavras cruzadas e geradores de voz que transformam poemas em músicas. 🎮 Gamificação é o uso de elementos de jogos (como pontos, desafios e recompensas) em contextos como a educação, para aumentar o engajamento dos alunos. “Ajuda muito essa geração, que está exposta a muitos estímulos. Só o quadro e o pincel não chamam tanta atenção quanto algo interativo”, comentou. Segundo Ayla, a maioria de seus alunos conseguem avaliar a confiabilidade das informações geradas pela IA. “Eles têm conhecimento prévio e usam a internet em sala de aula com computadores e tablets, o que facilita orientar o uso responsável”, explicou. A professora acredita que a lei que proíbe o uso de celulares em sala de aula, sancionada em janeiro deste ano, ajudou a reduzir a distração dos alunos. Para ela, a IA torna o ensino mais dinâmico. “Não dá para evitar os avanços. O que podemos fazer é conter danos, informando e conscientizando sobre o uso responsável”, afirmou. Ayla também destaca a importância de os educadores se manterem atualizados. Ser professor é ser um eterno pesquisador. Precisamos compreender essas tecnologias para saber se e como podemos aplicá-las. As crianças já sabem usá-las — e nós também devemos saber.

Vereadores do Rio passam a ter vale-refeição de R$ 1,7 mil

Publicado em: 23/10/2025 05:52

Câmara de Vereadores do Rio, Palácio Pedro Ernesto, parlamento carioca, cinelândia Reprodução TV Globo Vereadores do Rio passam a ter direito a vale-alimentação. A decisão foi publicada no Diário da Câmara Municipal de quinta-feira passada (16), mas o contrato com a empresa fornecedora dos cartões ocorreu em 26 de setembro. O valor do benefício é o mesmo pago a servidores da Casa: R$ 1.739,29. Na prática, isso representa cerca de R$ 217,40 por cada um dos 8 dias em média em que ocorrem as sessões da Câmara do Rio. O g1 apurou que a maior parte delas acontece à tarde. O vale-alimentação se junta a outros benefícios que os parlamentares do Rio recebem mensalmente, além dos salários de cerca de R$ 18,1 mil, como: Auxílio combustível e de manutenção dos veículos; De selos e correspondências; De locação de veículos blindados Em nota, a Câmara informou que "adota o mesmo procedimento que já existe em outros órgãos públicos dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas" (leia a íntegra da nota ao fim da reportagem). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 A contratação da empresa para o fornecimento do vale foi sob a modalidade de pregão eletrônico, e o valor de contrato é de R$ 2.128.890,96 por 24 meses. O horário oficial das votações acontece entre 16h e 18h, mas normalmente se encerra antes das 18h. Há ainda a prática de sessões híbridas às quartas-feiras. Nesses dias, os encontros entre os vereadores começam a partir das 14h30 e eles ficam online fora do Palácio Pedro Ernesto. Após a consulta da reportagem sobre o vale-alimentação, a sessão desta quinta-feira (23) foi marcada para às 10h30. O que diz a Câmara Em nota, a Câmara de Vereadores informou que "adota o mesmo procedimento que já existe em outros órgãos públicos dos Poderes Legislativo e Judiciário, além do Tribunal de Contas. O vale-refeição tem o mesmo valor que é pago aos servidores da Câmara, dentro do estabelecido pela Lei Orgânica do Município e com total transparência". Votação na Câmara de Vereadores do Rio Reprodução/RJ2

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