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Carreta do Fundo Social oferece 60 vagas gratuitas em Tremembé

Publicado em: 18/05/2026 15:13

O Fundo Social de Solidariedade de Tremembé em parceria com o Fundo Social de Solidariedade de São Paulo, abre inscrições para três cursos profissionalizantes gratuitos oferecidos na Carreta do Fundo Social SP. Ao todo, são 60 vagas simultâneas, sendo 20 vagas para cada curso. Os cursos serão realizados na Carreta estacionada em frente ao Centro de Eventos (perto da Praça da Estação). As inscrições são imediatas, pois as aulas começam em 25 de maio e terminam 3 de junho de 2026. Cursos e horários · Técnicas iniciais de Modelagem – Período da manhã · Concerto e Ajuste – Período da tarde · Corte e Costura – Período da noite Todos os cursos exigem idade mínima de 16 anos. Inscrições Local: Secretaria Municipal de Ação Social Endereço: Praça Jorge Tibiriçá, 93 – Centro, Tremembé/SP Horário de atendimento: das 9h às 12h e das 13h às 16h Documentos necessários (cópias): · RG · CPF · Comprovante de endereço atualizado com CEP Sobre a iniciativa O programa Caminho da Capacitação do Fundo Social de São Paulo (FUSSP) utiliza carretas-escola itinerantes para oferecer cursos gratuitos de qualificação profissional em áreas como gastronomia, beleza, moda e tecnologia.

Palavras-chave: tecnologia

Ford Barigüi encerra participação na Expoingá 2026 e prorroga ofertas até 30 de maio

Publicado em: 18/05/2026 14:55

A Expoingá 2026 terminou, mas as condições especiais apresentadas pela Ford Barigüi durante a feira seguem válidas até o dia 30 de maio. Após marcar presença em uma das maiores vitrines do agronegócio brasileiro, a concessionária prorrogou ofertas para modelos que estiveram entre os mais procurados do estande em Maringá. Realizada entre os dias 7 e 17 de maio, no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, a Expoingá reuniu milhares de visitantes, produtores rurais, empresários e investidores de diferentes regiões do país. Em sua 52ª edição, a feira reforçou a força do agronegócio brasileiro e também movimentou setores ligados à tecnologia, mobilidade e inovação. Durante o evento, a Ford Barigüi apresentou uma linha composta por SUVs, picapes de alta capacidade e esportivos de performance, atraindo públicos diferentes, desde clientes ligados ao campo até consumidores urbanos que procuram tecnologia, conectividade e potência. Com mais de 20 anos de atuação no Paraná, a Ford Barigüi vem fortalecendo sua presença no segmento de veículos premium e utilitários, apostando em modelos que unem desempenho, sofisticação e recursos inteligentes de condução. Ford Ranger V6 amplia proposta de potência e tecnologia Ranger Limited alia potência V6, tecnologia embarcada e capacidade para diferentes tipos de terreno. Divulgação. Entre os destaques apresentados na Expoingá 2026 esteve a Ford Ranger V6, modelo que combina força, tecnologia embarcada e capacidade para diferentes tipos de uso. Equipada com motor 3.0 V6 Turbo Diesel de 250 cv e torque de 600 Nm, a picape entrega desempenho tanto para o trabalho pesado quanto para viagens e trajetos off-road. A tração 4WD e os modos de condução adaptáveis permitem enfrentar terrenos irregulares com mais estabilidade e controle. No interior, a Ranger V6 aposta em um ambiente tecnológico e sofisticado, com painel full digital de 12,4”, câmera 360°, central multimídia SYNC 4 e recursos semiautônomos de assistência à condução. A proposta da linha é unir robustez, conforto e conectividade em uma picape preparada para diferentes cenários. Condição especial Expoingá: entrada de 50% com taxa 0% em até 24 parcelas. Oferta válida até 30 de maio. Preço: a partir de R$ 272.600. Ford Territory aposta em conforto urbano e conectividade inteligente Novo Ford Territory Titanium aposta em conforto, conectividade e tecnologia para a rotina urbana. Divulgação. O Novo Ford Territory também esteve entre os modelos de maior procura no estande da Ford Barigüi durante a feira. Voltado para quem busca um SUV tecnológico e confortável para o uso diário, o modelo traz motor 1.5L EcoBoost de 169 cv, transmissão automática de 7 velocidades e amplo espaço interno. O Territory aposta em uma experiência mais conectada, com painel integrado de 12,3”, central multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio e integração com o app Ford. Os recursos de segurança incluem câmera 360°, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego e assistente de permanência em faixa. O acabamento interno e o conjunto de tecnologias reforçam a proposta premium do SUV para famílias e clientes urbanos. Condição especial Expoingá: taxa 0% e tabela FIPE no usado. Consulte condições. Oferta válida até 30 de maio. Preço: a partir de R$ 219.900. Bronco Sport reforça perfil aventureiro da linha Ford Bronco Sport entrega capacidade off-road, tração 4x4 e recursos preparados para aventuras em qualquer cenário. Divulgação. O Bronco Sport foi um dos SUVs que mais chamou atenção durante a participação da Ford Barigüi na Expoingá 2026. Equipado com motor 2.0L EcoBoost de 253 cv, transmissão automática de 8 velocidades e tração 4x4, o modelo foi desenvolvido para enfrentar terrenos desafiadores sem abrir mão de conforto e tecnologia. O SUV conta com os modos de gerenciamento de terreno G.O.A.T. Modes™, que ajustam automaticamente respostas de motor, direção e tração conforme o tipo de solo. Entre os recursos disponíveis estão Trail Control com função One Pedal Drive, câmera 360°, piloto automático adaptativo e central multimídia SYNC 4 com tela de 13,2”. Além da proposta off-road, o Bronco Sport também aposta em conectividade e soluções inteligentes para o uso diário. Condição especial Expoingá: bônus de valorização de até R$ 30 mil no usado até 30 de maio. Preço: a partir de R$ 270.000. Ford F-150 leva robustez e motor V8 para a linha de picapes premium Ford F-150 Lariat combina força, capacidade de carga e desempenho V8 para diferentes aplicações. Divulgação. A Ford F-150 também integrou os destaques apresentados pela Ford Barigüi durante a Expoingá 2026. Reconhecida mundialmente como uma das picapes mais icônicas da marca, a modelo aposta em potência, tecnologia e presença marcante. Equipada com motor Coyote 5.0L V8 de 405 cv e torque de 556 Nm, a F-150 entrega força para reboque, carga e aplicações severas, mantendo conforto e refinamento no uso diário. O modelo traz tecnologias semiautônomas de assistência ao motorista, conectividade via app Ford e um conjunto interno voltado para conforto e praticidade. O design robusto reforça a proposta da picape, especialmente para clientes que buscam capacidade sem abrir mão de sofisticação. Condição especial Expoingá: bônus de valorização de até R$ 40 mil no usado até 30 de maio. Preço: a partir de R$ 560.000. Mustang Dark Horse amplia presença da Ford no segmento esportivo Mustang Dark Horse combina design exclusivo, motor V8 de 507 cv e proposta inspirada nas pistas. Divulgação. Entre os veículos mais exclusivos expostos pela Ford Barigüi na Expoingá 2026 esteve o Mustang Dark Horse, versão que eleva o conceito de esportividade da linha Mustang. O modelo utiliza motor Coyote 5.0L V8 de 507 cv e torque de 567 Nm, sendo o Mustang mais potente já lançado oficialmente no Brasil. Inspirado nos carros da NASCAR, o Dark Horse aposta em visual agressivo, elementos escurecidos, rodas de 19” e conjunto aerodinâmico desenvolvido para alta performance. A suspensão adaptativa MagneRide®, os freios BREMBO® e o diferencial TORSEN® reforçam a proposta voltada para desempenho esportivo. No interior, o esportivo combina acabamento sofisticado, iluminação ambiente e tecnologias de conectividade integradas a uma experiência focada em condução de alta performance. Condição especial Expoingá: taxa 0% em até 12 parcelas até 30 de maio. Preço: a partir de R$ 649.000. Participação na Expoingá reforça estratégia da Ford Barigüi no Paraná Estande da Ford Barigüi durante a Expoingá 2026, em Maringá. Divulgação. A participação da Ford Barigüi na Expoingá 2026 reforçou a estratégia da concessionária de ampliar sua presença em segmentos ligados ao agronegócio, veículos premium e mobilidade de alta performance no Paraná. Ao longo da feira, o estande da marca reuniu clientes interessados em tecnologia embarcada, conectividade, segurança e desempenho para diferentes perfis de uso, do trabalho pesado no campo à condução urbana e esportiva. As condições especiais apresentadas durante o evento seguem válidas até 30 de maio nas concessionárias participantes. Para conferir detalhes sobre versões, ofertas e disponibilidade dos modelos, acesse o site da Ford Barigüi e acompanhe as novidades pelo Instagram @fordbarigui.

Palavras-chave: tecnologia

MPF abre inquérito para investigar suposta espionagem contra deputados no processo de privatização da Copasa

Publicado em: 18/05/2026 14:55

Fachada da Copasa Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a contratação de uma consultoria pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) por suspeita de monitoramento de parlamentares, autoridades públicas e lideranças ligadas ao debate sobre a privatização da estatal. A abertura do inquérito foi oficializada por meio de portaria publicada nesta segunda-feira (18). Segundo o MPF, a investigação busca apurar eventual violação de direitos fundamentais e possível descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na coleta e no tratamento de informações pela consultoria contratada pela empresa (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O procedimento foi aberto após denúncia apresentada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), com base em reportagem publicada pelo jornal "O Tempo", em novembro de 2025, que relatou a contratação, pela Copasa, de uma consultoria para realizar um levantamento de "stakeholders" — termo usado para se referir a pessoas e grupos envolvidos ou impactados por determinado tema. Em nota reproduzida nos autos da investigação, a companhia afirmou que realiza estudos técnicos e análises estratégicas de forma periódica e que todas as contratações seguem normas de governança, controle e compliance. A empresa também declarou que atua com foco na universalização do saneamento e no respeito às instituições. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Privatização da Copasa: governo de MG divulga exigências para investidores interessados Contrato milionário Segundo os documentos enviados ao MPF, a contratação da consultoria ocorreu em maio de 2025 e teve valor total de R$ 6,872 milhões. De acordo com a denúncia, o material reunia informações sobre deputados estaduais, autoridades públicas, lideranças populares e representantes ligados ao setor de saneamento e às discussões sobre a desestatização da empresa. Os documentos analisados pelo MPF apontam que os relatórios produzidos pela consultoria continham monitoramento de redes sociais, posicionamentos políticos, histórico de votações e até referências à vida pessoal de parlamentares. A investigação também cita a existência de uma lista com mais de mil nomes monitorados. Estratégia em defesa da privatização Os documentos mencionam ainda estratégias de comunicação voltadas à defesa da privatização da companhia. Entre as mensagens sugeridas para a diretoria da Copasa estavam frases como "o modelo atual não garante agilidade nem volume de investimento" e "o Marco Legal não é uma escolha, é uma obrigação legal". O MPF afirma que, em análise preliminar, os fatos podem configurar violação ao direito à intimidade, à vida privada e à imagem das pessoas. O órgão também aponta dúvidas sobre a adequação da coleta de informações à LGPD, principalmente em relação ao tratamento de dados pessoais e dados considerados sensíveis. Para dar continuidade à investigação, o MPF solicitou o envio de documentos às partes envolvidas. O inquérito civil terá prazo inicial de um ano para conclusão, segundo o órgão. Vídeos mais assistidos do g1 MG

Palavras-chave: lgpd

Sexualidade sem tabu: empresa de Caraguatatuba amplia debate sobre autoestima

Publicado em: 18/05/2026 14:43

Durante muito tempo, falar sobre sexualidade esteve cercado por silêncio, constrangimento e preconceitos. Em muitas famílias, assuntos ligados à intimidade ainda são tratados como tabu, dificultando conversas sobre autoestima, relacionamento, conexão emocional e qualidade de vida. Em Caraguatatuba, no Litoral Norte paulista, uma empresa vem acompanhando a mudança desse comportamento e ajudando a tornar o tema mais acessível através de informação, empatia e atendimento personalizado. Secret Love Divulgação Criada em 2019, a Secret Love Shop nasceu inicialmente como uma loja de produtos sensuais, mas ao longo dos anos ampliou sua atuação e passou a se posicionar como um espaço voltado ao bem-estar íntimo, autoestima e fortalecimento da intimidade entre casais. Hoje, a empresa atende clientes de diferentes cidades da região, incluindo São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba, além de consumidores de outros estados e até do exterior. À frente da marca está José Carlos da Conceição Júnior, conhecido regionalmente como Junão da Secret. Coach de sexualidade e consultor de produtos sensuais, ele se tornou conhecido nas redes sociais por abordar sexualidade de maneira leve, acessível e sem vulgarização. “O nosso objetivo nunca foi apenas vender produtos. A gente trabalha acolhimento, autoestima, conexão e qualidade de vida dentro dos relacionamentos”, afirma. Mudança de carreira e empreendedorismo Antes de atuar no segmento de bem-estar íntimo, Junão trabalhava no mercado imobiliário em Caraguatatuba ao lado do pai. Apesar da estabilidade profissional, ele conta que sempre teve interesse por comportamento humano, relacionamento e novidades voltadas para casais. A mudança de trajetória começou após conversas com uma amiga que possuía uma loja virtual do segmento sensual. A partir disso, ele decidiu estudar o mercado regional, entender o comportamento do consumidor e analisar oportunidades pouco exploradas no litoral paulista. Secret Love Divulgação Com formação em técnico de administração e recursos humanos, Junão enxergou no segmento uma possibilidade de empreender de forma mais humanizada e profissional. “O mercado ainda era muito associado apenas ao lado erótico. Mas existia espaço para falar de sexualidade com responsabilidade, acolhimento e informação”, diz. Segundo ele, o início da empresa também foi marcado por desafios relacionados ao preconceito. Por muito tempo, acreditou que ser homem poderia dificultar a atuação em um mercado majoritariamente consumido por mulheres. Com o aprofundamento nos estudos sobre sexualidade, comportamento e saúde íntima, essa percepção mudou. “O que eu imaginava que seria um obstáculo acabou virando um diferencial. Muitas clientes procuram justamente alguém que consiga conversar de forma leve e sem julgamentos”, afirma. Atendimento vai além da venda de produtos Com o crescimento da marca, a Secret Love Shop passou a investir cada vez mais em atendimento consultivo e personalizado. Segundo Junão, grande parte dos clientes chega até a loja carregando inseguranças relacionadas à intimidade, autoestima ou dificuldades dentro do relacionamento. “Muitas vezes a pessoa não está procurando apenas um produto. Ela quer melhorar a autoestima, recuperar a confiança ou voltar a criar conexão dentro do relacionamento”, explica. Por isso, o atendimento é feito de forma individualizada, buscando compreender o perfil e a necessidade de cada cliente ou casal. Secret Love Divulgação Além da venda de produtos ligados ao bem-estar íntimo, a empresa também trabalha fortemente o conceito de intimidade emocional e fortalecimento da conexão entre casais. Segundo Junão, muitos casais procuram a loja justamente para sair da rotina, melhorar o diálogo e viver novas experiências juntos. “A sexualidade não está ligada apenas ao prazer. Ela também envolve comunicação, intimidade, carinho, confiança e conexão emocional”, afirma. Ele conta que, atualmente, é cada vez mais comum ver casais frequentando juntos a loja, buscando orientação e produtos voltados para experiências compartilhadas. “Muitos chegam aqui procurando formas de melhorar o relacionamento e fortalecer a intimidade. Quando existe diálogo, o casal se aproxima mais.” Estrutura acolhedora e experiência diferenciada A estrutura atual da Secret Love Shop foi planejada para proporcionar um ambiente discreto, confortável e acolhedor. A proposta da empresa é justamente quebrar a visão estigmatizada que muitas pessoas ainda possuem sobre lojas do segmento sensual. Segundo Junão, um dos focos da marca é fazer com que homens, mulheres e casais se sintam confortáveis para tirar dúvidas e conversar sem constrangimento. “A gente procura criar uma experiência leve e natural, para que as pessoas se sintam acolhidas desde o primeiro contato.” A loja também mantém um investimento contínuo na ampliação do seu portfólio, acompanhando as principais tendências do mercado íntimo nacional e trazendo produtos voltados ao bem-estar, saúde íntima, autocuidado e autoestima. Mais do que acompanhar novidades, a proposta da Secret Love Shop é oferecer experiências que ajudem as pessoas a enxergarem a sexualidade de forma mais leve, saudável e natural. A empresa também acompanha tendências, lançamentos e inovações do mercado por meio de fabricantes e marcas nacionais como Hot Flowers, Intt Cosméticos e Feitiços Aromáticos, buscando trazer ao público produtos cada vez mais ligados ao bem-estar íntimo, tecnologia e experiência sensorial. Lingeries ganham destaque na loja Outro segmento que ganhou força dentro da Secret Love Shop foi a linha de lingeries. A empresa trabalha com modelos exclusivos na região, apostando em peças voltadas não apenas para sensualidade, mas também para autoestima e valorização pessoal. Segundo Junão, muitas mulheres procuram as lingeries como uma forma de melhorar autoconfiança e bem-estar. “A lingerie deixou de ser algo pensado apenas para agradar outra pessoa. Hoje muitas mulheres compram para si mesmas, para se sentirem bonitas, confiantes e confortáveis”, explica. Além das lingeries, a loja também oferece produtos ligados ao autocuidado íntimo, cosméticos corporais, hidratantes e itens voltados para saúde íntima feminina. A proposta é tratar sexualidade de forma natural, associando o tema ao cuidado com o próprio corpo e à qualidade de vida. Mercado íntimo cresce e muda o perfil do consumidor O crescimento do mercado voltado ao bem-estar íntimo acompanha uma transformação de comportamento observada em todo o país. Segundo Junão, fundador da Secret Love Shop, as novas gerações vêm quebrando antigos tabus relacionados à sexualidade, muitos deles ligados a crenças familiares, religiosas e culturais. Hoje, homens e mulheres buscam cada vez mais informações sobre autocuidado, prazer feminino, saúde íntima, autoestima e qualidade nos relacionamentos. Para ele, a sexualidade passou a ser vista de forma mais natural e conectada ao bem-estar. “Antigamente muitas pessoas tinham vergonha até de entrar em uma loja sensual. Hoje o público está mais aberto para conversar sobre autoestima, conexão, autoconhecimento e qualidade de vida”, afirma. O próprio segmento também passou por mudanças importantes nos últimos anos. Grandes marcas nacionais começaram a investir fortemente em tecnologia, inovação e produtos voltados à saúde íntima, ajudando a ampliar o debate sobre sexualidade de forma mais leve, moderna e menos estigmatizada. Redes sociais ajudaram a aproximar o público Parte desse crescimento também veio da presença digital da marca. Nas redes sociais, Junão produz conteúdos voltados para sexualidade, relacionamento, autoestima e quebra de tabus, utilizando uma linguagem descontraída e acessível. Segundo ele, a decisão de aparecer publicamente surgiu após participar de palestras e eventos do setor. “Eu tinha vergonha de me expor nas redes sociais no começo. Depois percebi que as pessoas queriam conhecer quem estava por trás da marca”, relembra. Atualmente, a Secret Love Shop participa frequentemente de workshops, visitas técnicas e feiras nacionais do segmento, incluindo a Intimi Expo, considerada uma das maiores feiras do mercado erótico da América Latina. A empresa também acompanha tendências, lançamentos e inovações do mercado por meio de fabricantes e marcas nacionais como Hot Flowers, Intt Cosméticos e Feitiços Aromáticos, buscando trazer ao público produtos cada vez mais ligados ao bem-estar íntimo, tecnologia e experiência sensorial. Expansão e novos projetos no Litoral Norte Em fase de expansão, a Secret Love Shop vem ampliando o catálogo de produtos e investindo em novas formas de atendimento. Um dos projetos recentes envolve a criação de uma rede de consultores e revendedores em diferentes bairros de Caraguatatuba. A proposta é facilitar o acesso ao atendimento consultivo e aos produtos para pessoas que preferem mais privacidade ou possuem dificuldade para ir até a loja física. Além disso, a empresa realiza ações especiais em datas comemorativas, como campanhas temáticas no Dia dos Namorados, aniversários da loja e experiências voltadas para casais. Hoje, a marca atua com loja física em Caraguatatuba, atendimento online e entregas em todo o Brasil. Segundo a empresa, o foco segue sendo transformar a forma como a sexualidade é vista no Litoral Norte paulista. “A sexualidade também faz parte da saúde e da qualidade de vida. Quando as pessoas entendem isso, elas passam a olhar para si mesmas e para os relacionamentos de outra forma”, afirma Junão. Para ele, mais do que comercializar produtos, o objetivo da Secret Love Shop é ajudar a tornar as conversas sobre sexualidade, autoestima e bem-estar cada vez mais naturais, leves e livres de preconceitos. Mais informações sobre a empresa podem ser encontradas no site oficial Secret Love Shop e no Instagram @secretcaragua.

Palavras-chave: tecnologia

Elon Musk perde processo contra a OpenAI

Publicado em: 18/05/2026 14:36

Sam Altman e Elon Musk Fotos: Reuters Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI, dona da inteligência artificial ChatGPT, de ter se afastado de sua missão original. Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de ter visado ao lucro e deixado de priorizar o desenvolvimento da IA para o benefício da humanidade. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela. Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”. Guia do empreendedor: Renda extra vs negócio principal Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos. O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman, dono da OpenAI. Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público. Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso. Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável. “A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.” Entenda a disputa Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal. REUTERS/Vicki Behringer Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial. Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo. A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA. “O Sr. Musk pode ter o toque de Midas — expressão usada para descrever alguém que transforma quase tudo em sucesso ou lucro — em algumas áreas, mas não em inteligência artificial”, afirmou William Savitt, advogado da OpenAI, na argumentação final. A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões). Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI. Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.

Segunda graduação: por que cada vez mais pessoas estão voltando para a faculdade

Publicado em: 18/05/2026 14:33

Em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e competitivo, cresce o número de pessoas que decidem voltar à faculdade para conquistar uma segunda graduação. Seja para aprofundar conhecimentos na mesma área ou para mudar completamente de carreira, a busca por uma nova formação tem se tornado uma estratégia para ampliar oportunidades profissionais e acompanhar as transformações do mercado. Essa tendência acompanha as mudanças no perfil dos profissionais brasileiros. Muitos estudantes que já concluíram uma graduação percebem, ao longo da trajetória profissional, a necessidade de adquirir novas competências, explorar outras áreas de interesse ou buscar carreiras com maior identificação pessoal e perspectivas de crescimento. Além disso, setores como tecnologia, educação, gestão, engenharia e, principalmente saúde, seguem em expansão e demandam profissionais cada vez mais preparados, multidisciplinares e atualizados. Nesse cenário, investir em uma nova graduação pode representar não apenas uma recolocação no mercado, mas também uma oportunidade de crescimento profissional e realização pessoal. Serra Dourada Divulgação Outro fator que contribui para esse movimento é a valorização de profissionais com formação complementar. Conhecimentos em diferentes áreas ajudam no desenvolvimento de habilidades como liderança, comunicação, visão estratégica e capacidade de adaptação, competências cada vez mais exigidas pelas empresas. Para quem deseja mudar de área, a segunda graduação também oferece a possibilidade de recomeçar com mais maturidade e clareza sobre os próprios objetivos. Muitos alunos chegam à nova formação já com experiência profissional, mais foco e uma visão mais prática sobre o mercado de trabalho. Serra Dourada Divulgação Nesse processo, escolher uma instituição de ensino que ofereça qualidade acadêmica, estrutura moderna e formação alinhada às exigências do mercado faz toda a diferença. A Faculdade Serra Dourada de Lorena (SP) se destaca por oferecer uma formação conectada às demandas atuais do mercado e focada no desenvolvimento prático dos alunos. A instituição conta com infraestrutura moderna, laboratórios equipados e metodologias que aproximam o estudante da realidade profissional desde os primeiros períodos. Outro diferencial está no acompanhamento acadêmico e na proposta pedagógica voltada para a formação completa do aluno, unindo conhecimento técnico, desenvolvimento humano e preparo para os desafios da profissão. “Escolher uma segunda graduação foi a oportunidade que encontrei para me reinventar profissionalmente e realizar um sonho antigo. Sou formado em Gestão Comercial, mas sempre tive o desejo de atuar na área da Gastronomia. Hoje, vivendo essa nova fase na Faculdade Serra Dourada, percebo como nunca é tarde para mudar de área, buscar novos caminhos e investir no que realmente faz sentido para a nossa vida. A estrutura da instituição, as aulas práticas, a vivência na cozinha e a vivência dos professores tornam essa experiência ainda mais enriquecedora. Voltar para a sala de aula com propósito e entusiasmo tem sido transformador.” - Flávio Henrique, aluno de Gastronomia Além da possibilidade de ingresso tradicional, quem já possui diploma de ensino superior pode encontrar condições facilitadas para iniciar uma nova graduação, aproveitando disciplinas já cursadas, conforme análise curricular da instituição. A escolha de uma segunda graduação exige planejamento e reflexão sobre objetivos profissionais, interesses pessoais e perspectivas de mercado. Buscar uma formação alinhada às tendências atuais pode abrir novos caminhos e ampliar as possibilidades de atuação em diferentes áreas. As inscrições para o segundo semestre da Faculdade Serra Dourada de Lorena estão abertas, com mais de 15 opções de cursos de graduação, com foco nos cursos da Saúde, além do curso de Medicina. Saiba mais sobre os cursos e formas de ingresso em Faculdade Serra Dourada de Lorena ou fale diretamente com o time de atendimento pelo WhatsApp (12 99762-5258).

Palavras-chave: tecnologia

Alcione viraliza sambando em show no Rio e fãs se surpreendem: 'Alegria vê-la assim novamente'

Publicado em: 18/05/2026 14:31

Alcione viraliza sambando em show e fãs desconfiam de IA; vídeo é real A cantora Alcione surpreendeu o público e os seguidores nas redes sociais ao aparecer sambando durante sua apresentação no festival "Capital do Samba", na Marina da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro, no último sábado (16). O registro, feito por um fã-clube e publicado na plataforma TikTok, surpreendeu os usuários devido ao fato de a artista realizar a maior parte de seus shows sentada nos últimos anos. "A Marrom com muito samba no pé", dizia a legenda da publicação original. Diante da desenvoltura da sambista de 78 anos, internautas chegaram a cogitar o uso de Inteligência Artificial (IA), mas a assessoria da cantora confirmou a veracidade do vídeo e garantiu que ela está ótima. "Alcione fez uma cirurgia na coluna há algum tempo, mas está ótima agora. Durante as apresentações, ela canta em pé e também sentada. É uma melhora gradativa", explicou a equipe. Recomendações médicas Em julho de 2022, a artista foi submetida a uma cirurgia na coluna vertebral para tratar um quadro de espondilolistese, caracterizado pelo deslizamento de uma vértebra sobre a outra. Além do procedimento na coluna, a maranhense também passou por uma intervenção cirúrgica no quadril, o que a levou a priorizar apresentações sentada para evitar dores intensas e preservar o tratamento. Alcione passa mal em show em PE e deixa palco Felipe Souto Maior /Agnews

Palavras-chave: inteligência artificial

O que são terras raras (que não são terras nem raras)? Entenda em 10 perguntas e respostas

Publicado em: 18/05/2026 14:14

Terras raras: os minerais estratégicos que podem redefinir a economia brasileira O avanço da tecnologia e a corrida pela energia limpa colocaram o Brasil no centro de uma disputa geopolítica global, já que o país tem a segunda maior reserva das chamadas terras raras (curiosidade: na verdade, elas não são terras e tampouco raras, como você entenderá nesta reportagem). Após ter sido pauta do Congresso Nacional e tema estratégico de conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump (EUA), o brasileiro disse, nesta segunda-feira (18), que espera que Trump deixe de “brigar” com o líder chinês Xi Jinping e passe a se associar ao Brasil em projetos ligados ao setor. Nesta reportagem, veja as respostas para as seguintes questões: O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo? O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro? Como elas aparecem no seu dia a dia e por que são basicamente insubstituíveis? Por que o processamento desses elementos é tão caro e complexo? Qual a diferença entre terras raras 'leves' e 'pesadas'? Qual o custo ambiental da extração? O que faz do Brasil um território privilegiado? Por que o Brasil ainda não aproveita todo o seu potencial? Como funciona a 'guerra fria' das terras raras entre China e EUA? O que está em jogo na conversa entre Lula e Trump e no Congresso? O interesse mundial nas terras raras tem uma explicação: a eficiência. Esses elementos (com nomes complicados, como neodímio, praseodímio e disprósio) funcionam como as "vitaminas" da indústria tecnológica, essenciais para fabricar desde motores potentes de carros elétricos até o sistema que faz o seu celular vibrar. Embora o Brasil destaque-se na concentração desses recursos, ainda não detém a tecnologia necessária para processá-los. O desafio brasileiro é deixar de ser apenas um fornecedor de matéria-prima e tornar-se uma potência tecnológica. Entenda mais abaixo. 🟠O que são terras raras e quais elementos fazem parte desse grupo? Amostras de terras raras: Óxido de cério, Bastnasita, óxido de neodímio e carbonato de lantânio REUTERS/David Becker As terras raras receberam esse nome no final do século XVIII e no início do XIX. Não é exatamente uma terminologia precisa: elas não são "terras" e nem tão "raras" assim na crosta terrestre. Trata-se de um grupo de 17 elementos químicos da Tabela Periódica (sim, aquela que você estudou na escola). "As terras raras são uma família com uma característica curiosa: todos parecem irmãos gêmeos. Vivem juntos nas rochas e se comportam de forma tão parecida que a própria natureza tem dificuldade de separá-los — e a indústria também", explica o geólogo Alexandre Magno Rocha, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Fazem parte deste grupo: Os 15 lantanídeos: elementos que vão do lantânio ao lutécio. Eles são "quimicamente pegajosos": onde está um, geralmente estão todos os outros, o que torna a separação deles um dos maiores desafios da engenharia moderna. ➡️O nome “lantanídeo” vem do primeiro elemento da fila, o Lantânio (do grego lanthanein, que significa 'escondido'). É um nome muito apropriado, porque são elementos que ficam “escondidos” uns dentro dos outros nas rochas. Escândio e ítrio: costumam aparecer associados aos lantanídeos e, por isso, também recebem o rótulo de “terras raras”. Terras raras: tipos e usos Arte/g1 🟠O que diferencia as terras raras de metais comuns como cobre ou ferro? Óxidos produzidos após o processamento de terras raras Acervo CETEM Enquanto o ferro e o cobre são usados em grandes volumes para construção e fiação, as terras raras operam como componentes de altíssima performance. "Podemos dizer que as terras raras são 'vitaminas da indústria tecnológica': usadas em pequenas quantidades, mas sem elas o desempenho de muitos sistemas cai drasticamente", afirma Ysrael Marrero Vera, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM/MCTI). 1- O magnetismo desses elementos é um dos pontos que mais impressionam os cientistas. "O neodímio tem propriedade de magnetismo que destoa de elementos mais baratos. Uma fração muito pequena vai ter efeito igual a quilos de ferro", explica Emiliano Castro de Oliveira, docente do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De acordo com Sidney Lima Ribeiro, professor titular no Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a explicação técnica para esse poder está na estrutura atômica: ➡️Os elétrons ficam em uma camada tão profunda do átomo (orbitais 4f) que não sofrem interferência do ambiente externo. Por isso, eles mantêm o "spin" (que você pode imaginar como o giro constante de um pião) sempre na mesma direção. ➡️É esse giro protegido e incessante que garante que um ímã de neodímio, por exemplo, seja muito mais forte e estável do que um ímã de geladeira comum. 2- Outra grande diferença das terras raras em relação a outros metais é a estabilidade. Alguns desses elementos conseguem manter a condução elétrica e o magnetismo mesmo quando o equipamento esquenta muito. "Na busca por chips cada vez menores, elementos químicos com mais possibilidade de controle e de estabilidade acabam sendo mais desejáveis. Isso diminui a margem para impurezas e falhas", explica Emiliano Oliveira, da Unifesp. 🟠Existem substitutos? Até existem, mas há perda de qualidade. "Há substitutos parciais, mas não equivalentes em desempenho. Se usarmos outros materiais, o equipamento pode ficar mais pesado, menos eficiente, maior ou consumir muito mais energia", explica o pesquisador Ysrael Marrero Vera. 🟠Quais tecnologias são geradas a partir das terras raras? Se você abrir um celular, desmontar um carro elétrico ou observar uma torre de energia eólica, encontrará terras raras. Elas são essenciais porque permitem um alto desempenho com pouca massa. Em outras palavras: graças a elas, conseguimos criar aparelhos minúsculos que são incrivelmente poderosos. Veja como elas aparecem no seu dia a dia e por que se destacam: Superímãs (Neodímio e Praseodímio): São os "músculos" da tecnologia. Em um carro elétrico, esses ímãs permitem que o motor seja pequeno e leve, mas com força suficiente para acelerar o veículo. Sem eles, precisaria ser gigante para ter a mesma potência. Celulares e Eletrônicos: Estão nos alto-falantes e no sistema que faz o aparelho vibrar. Também garantem o brilho e as cores vibrantes das telas (graças ao európio e térbio). Energia Limpa: Uma única turbina eólica de grande porte pode usar centenas de quilos de neodímio em seus geradores para transformar vento em eletricidade de forma eficiente. Saúde e Defesa: São fundamentais em máquinas de ressonância magnética, lasers cirúrgicos, drones, sensores e sistemas de orientação de satélites. 🟠Por que o processamento desses minerais é tão caro e complexo? O problema não é achar o minério, mas "desgrudar" um elemento do outro. Como são quimicamente muito parecidos (os tais "irmãos gêmeos"), separá-los exige um processo industrial exaustivo e caro. O processamento um dos maiores desafios da engenharia moderna. Em resumo, o preço elevado não se deve à escassez geológica, mas à exigência industrial: consumo massivo de reagentes: uso repetitivo de ácidos e ingredientes orgânicos caros; infraestrutura especializada: necessidade de plantas industriais contínuas com controle rigoroso de pH e acidez; gestão de resíduos: tratamento de efluentes (metais, sulfatos e nitratos) e controle de radioatividade natural para evitar desastres ambientais. conhecimento técnico: profissionais com formação avançada para operar processos que a China levou mais de 50 anos para dominar. 🟠Quais são as etapas de processamento? Abaixo, veja o detalhamento das etapas desse processo e os fatores que encarecem a produção: 1. Concentração Física do Minério O processo começa com a extração do solo, seguida de métodos físicos para aumentar o teor de terras raras e descartar materiais sem valor comercial. "De cada mil quilos de minério, você tira um quilo de terra-rara — ou menos", afirma Fernando José Gomes Landgraf, do INCT Terras Raras da Poli-USP. 2. Ataque Químico e Dissolução (o papel dos ácidos) Nesta fase, o concentrado sólido é transformado em um "caldo químico". Para dissolver a rocha e colocar os elementos em solução, utilizam-se reagentes químicos agressivos. "Muitas vezes, podem envolver outros compostos químicos artificiais que têm custo elevado. Por exemplo, dissolver rocha com algum composto pode demandar um ácido muito caro de produzir, ou um ácido que pode causar impacto ambiental muito grande", afirma Emiliano Castro de Oliveira, docente do Instituto do Mar da Unifesp. Essas substâncias exigem medidas de segurança extremas que elevam consideravelmente o custo operacional. 3. Remoção de Impurezas e Radioatividade Após a dissolução, é necessário limpar a solução de elementos como ferro, alumínio e cálcio. Um complicador crítico é a presença de tório e urânio em certos minerais, como a monazita, o que exige um licenciamento e controle radiológico adicional. 4. Separação Individual Este é o verdadeiro gargalo tecnológico. Como as terras raras têm comportamentos químicos quase idênticos, não é possível separá-las em uma única operação. Utiliza-se a extração por solventes, em que a solução aquosa entra em contato com uma fase orgânica (como um "óleo químico") que puxa seletivamente determinados elementos. "O problema é que essa seletividade é pequena. Ou seja, o reagente não separa perfeitamente um elemento do outro de uma vez só. Por isso, a separação precisa ser repetida muitas vezes, em dezenas ou até centenas de etapas, até atingir a pureza necessária", afirma Ysrael Marrero Vera, do CETEM/MCTI. No caso de elementos mais escassos e pesados, como o lutécio, o preço astronômico (até US$ 15 mil o quilo) justifica-se justamente pelos milhares de estágios de separação necessários para isolá-lo da mistura. 5. Precipitação e Refino Final Após serem isoladas, as terras raras são recuperadas da solução, geralmente por precipitação química, e transformadas em óxidos comerciais, como o óxido de neodímio ou de praseodímio. 🟠Qual a diferença entre terras raras 'leves' e 'pesadas'? No mercado, a pergunta que define o valor de uma jazida não é apenas "há terra rara?", mas sim "quais terras raras você tem?". Leves (Ex: lantânio, cério, neodímio): Mais abundantes. Pesadas (Ex: disprósio, térbio, lutécio): Mais raras e decisivas para tecnologias de ponta. O custo de isolar esses elementos é o que dita o preço final. Segundo Sidney Lima Ribeiro (Fapesp), "o óxido de lutécio custa entre US$ 5 mil e US$ 15 mil o quilo – não apenas pela escassez geológica, mas principalmente pelos milhares de estágios de separação necessários para isolá-lo". 🟠Qual o custo ambiental? Como qualquer atividade minerária de grande porte, a produção de terras raras impõe desafios severos ao meio ambiente. O maior problema não é a retirada do minério em si, mas as etapas químicas necessárias para separá-lo. Os principais impactos são: uso intensivo de substâncias tóxicas; geração de resíduos radioativos; alto consumo de água e de energia; desmatamento; contaminação de águas superficiais e profundas. 🟠O que faz do Brasil um território privilegiado no assunto 'terras raras'? Para entender por que o Brasil concentra a segunda maior concentração de terras raras, imagine que a natureza precisou seguir uma receita de bolo muito específica e demorada. O país destaca-se porque reúne três ingredientes que raramente aparecem juntos: origem vulcânica, clima tropical e tempo. Abaixo, explicamos o "passo a passo" dessa formação: Tudo começa com magmas muito profundos (chamados de mantélicos). De acordo com Felipe Emerson Andre Alves, pesquisador do CETEM/MCTI, eles são especiais porque se formam a partir de uma "fusão parcial" do manto, trazendo elementos que normalmente ficam escondidos nas profundezas da crosta terrestre. Esse magma sobe para a superfície por meio de vulcões (hoje extintos). O tipo mais importante é o magma carbonatítico. "Imagine-os como 'cofres naturais' onde a Terra guardou esses elementos por milhões de anos", compara o professor Alexandre Magno Rocha. Uma vez que essas rochas chegam à superfície, entra em cena o fator "clima brasileiro". O calor e as chuvas tropicais causam o intemperismo — um processo de "desmontar" as rochas. As chuvas e a temperatura vão desgastando a rocha original, mas as terras raras são resistentes e “não vão embora”. Elas acabam ficando ali, concentradas no solo, enquanto o resto da rocha é lavado. 🟠Por que o Brasil tem concentração alta de terras raras? O Brasil apresenta o que os geólogos chamam de "combinação geológica rara": um território vasto que, no passado, passou por todas as condições ideais para criar essas rochas. Um dos maiores exemplos é a Província Ígnea do Alto Paranaíba (que abrange regiões de Minas Gerais e Goiás). Ali, existe o chamado Cinturão de Araxá-Catalão, que o professor Caetano Juliani (USP) define como único no planeta: "Geólogos consideram que esta região abriga a maior faixa contínua de jazidas de terras raras pesadas fora da China". Além das rochas vulcânicas, o Brasil descobriu recentemente um "tesouro" mais fácil de minerar: as argilas iônicas. "Nelas, as terras raras não formaram um cristal duro. Elas ficam apenas 'grudadas' na superfície da argila. É como se estivessem presas por um ímã fraco. Por isso, basta usar uma solução líquida simples para retirá-las, o que torna o processo muito mais barato", detalha o pesquisador Fernando Landgraf (Poli-USP). O problema aqui é o impacto ambiental ainda mais relevante (causa lixiviação, “lavagem do solo”). ➡️Resumindo: O Brasil é privilegiado porque teve os vulcões certos no passado e o clima tropical exato (chuva e calor) para "preparar" esse solo por milhões de anos, deixando as terras raras prontas para serem coletadas. 🟠Por que o Brasil não aproveita tanto seu potencial? Apesar da abundância de recursos, o Brasil ainda enfrenta o desafio de evoluir para a etapa industrial (liderada pela China, que concentra 90% do processamento de terras raras no mundo. É preciso entender que, no jogo geopolítico atual, nosso país ainda ocupa a posição de fornecedor de "ingredientes"; "O Brasil domina o primeiro capítulo da história — encontrar o minério. O desafio agora é escrever os capítulos seguintes: a química fina, a purificação e a industrialização que transformam rocha em tecnologia e tecnologia em soberania", resume o professor Alexandre Magno Rocha. Por isso, atualmente, o Brasil corre o risco de repetir com as terras raras o que já acontece com o minério de ferro e a soja: exportar o produto bruto por um preço baixo e importar o produto final (como chips e motores) por um valor muito mais alto. "A gente tem capacidade de mineração, mas não tem indústria de processamento. O Brasil não dispõe do segundo e do terceiro estágio: não temos como processar nem como aplicar em larga escala", diz o professor Emiliano Castro de Oliveira (Unifesp). Historicamente, o país já dominou técnicas de separação desses elementos no século passado, mas o conhecimento ficou restrito aos laboratórios. "O know-how [como fazer] existe principalmente nas universidades. Foi mais fácil exportar o minério bruto e comprar os elementos puros", explica Sidney Lima Ribeiro, da Fapesp. Enquanto isso, a China investiu por 50 anos para se tornar a "fábrica" do setor. 🟠O que é a 'guerra fria' das terras raras? O domínio chinês: A China não apenas tem alta quantidade de minério: ela controla as refinarias. Hoje, o mundo ocidental (incluindo os EUA) depende das fábricas chinesas para transformar o minério em componentes utilizáveis. O contra-ataque dos EUA: Para reduzir essa dependência, devido à guerra comercial e às restrições chinesas à exportação, o governo americano tem buscado parceiros alternativos — e o Brasil é um dos principais candidatos. Esses elementos são prioridade de segurança nacional dos EUA para tecnologia, defesa e economia. "O problema atual não está relacionado à escassez física, e sim à restrição dos países que conseguem produzir. China e EUA já estão tendo atrito comercial há um tempo, com respostas da China em restringir exportações aos americanos", explica Oliveira. Ou seja: não há escassez de terras raras no planeta, mas pode faltar acesso a elas por motivos diplomáticos. É o que os especialistas chamam de "escassez política". 🟠E o Brasil na ‘Guerra Fria’? Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump. Pablo Porciúncula e Andrew Caballero-Reynoldos/ AFP via Getty Images Com a segunda maior reserva do mundo, o país está no centro de uma disputa de forças entre os Estados Unidos e a China. Enquanto Pequim domina 90% do refino mundial e usa isso como pressão política, Washington corre para encontrar fornecedores que não sejam os chineses. Essa urgência americana é um dos temas centrais da reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca. Para o Brasil, as terras raras são a "moeda de troca" em uma agenda que envolve desde tarifas comerciais até o combate ao crime organizado: A visão dos EUA (Trump): Querem acesso rápido, menos burocracia ambiental e garantia de que o minério brasileiro priorize as fábricas americanas. O objetivo é blindar indústrias de defesa, chips e carros elétricos contra cortes de exportação da China. A visão do Brasil (Lula): O governo brasileiro adota um tom de soberania nacional. O lema é: o subsolo é da União e "ninguém mete a mão". A estratégia é não assinar acordos de exclusividade e garantir que o minério não saia do país no estágio "bruto". "O Brasil domina o primeiro capítulo da história — encontrar o minério. O desafio agora é o valor agregado. Não queremos apenas exportar pedras; queremos produzir o ímã e o chip aqui", afirma o professor Alexandre Magno Rocha. Para fortalecer a posição do Brasil antes do encontro nos EUA, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, a criação da Política Nacional para a Exploração de Minerais Críticos. O projeto prevê um fundo de até R$ 5 bilhões para incentivar empresas que tragam tecnologia de transformação para o Brasil. A intenção é só aceitar parcerias se houver transferência de tecnologia.

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'Extrema confiança nos técnicos', diz ministro interino da Saúde sobre atuação da Anvisa no caso Ypê

Publicado em: 18/05/2026 14:00

Ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, durante evento no CNPEM em Campinas Reprodução/EPTV O ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, afirmou nesta segunda-feira (18) que tem "extrema confiança" nos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que suspenderam detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da Ypê produzidos em Amparo (SP) por conta de um risco de contaminação microbiológica. Ainda de acordo com Massuda, a pasta dá as condições para que os profissionais tomem as medidas necessárias para garantir a segurança da população. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp "O Ministério tem acompanhado o caso Ypê como questão técnica acompanhada pela Anvisa. Tem extrema confiança nos técnicos da Anvisa, as ações que são realizadas, então, dando toda a condição para que os profissionais da Anvisa possam realizar as suas ações e tomar as medidas necessárias para a segurança do povo brasileiro", afirmou o ministro interino. A fala se deu durante uma inauguração no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). Falhas no processo produtivo Anvisa determinou suspensão da fabricação e recolhimento de produtos da marca Ypê Divulgação Segundo a Anvisa, a suspensão dos produtos foi motivada por falhas em etapas críticas do processo produtivo, incluindo problemas nos sistemas de controle de qualidade, equipamentos com sinais de corrosão e armazenamento inadequado de resíduos de produtos. A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos acabados da marca. ⚠️ A bactéria é comum no ambiente e, segundo especialistas ouvidos pelo g1, representa baixo risco para a maioria das pessoas saudáveis. O maior perigo envolve grupos mais vulneráveis, como imunossuprimidos, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, pessoas com feridas, queimaduras ou dermatites, além de bebês e idosos fragilizados. Apesar da suspensão do uso de parte dos produtos, o caso ainda está em discussão entre a Ypê e a Anvisa. A Ypê afirma que pretende apresentar novos testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela Anvisa para avaliar os lotes colocados no mercado. Novas linhas Lula inaugura 4 novas linhas do superlaboratório Sírius em Campinas Gabriella Ramos/g1 Massuda esteve em um evento para inaugurar quatro novas linhas de luz síncroton do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento. As novas linhas devem ampliar a capacidade de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. 🔬 As "linhas de luz síncrotron" são canais que usam feixes extremamente intensos de luz produzidos por um acelerador de partículas para "enxergar" a estrutura de materiais, células e moléculas em detalhes minúsculos, ajudando em pesquisas científicas e tecnológicas. Vídeos em alta no g1 As quatro linhas receberam investimento total de R$ 230 milhões, sendo R$ 30 milhões do Novo PAC. Com a inauguração, o Sirius chega a um total de 15 linhas em funcionamento. ➡ Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Conheça as linhas inauguradas: Linha Tatu: Primeira da segunda fase do Sirius e financiada pelo Novo PAC, será a primeira fonte de quarta geração a operar na faixa dos terahertz. Permitirá estudar materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas em escala nanométrica. As pesquisas podem gerar avanços em telecomunicações, computação, processamento de dados com luz, ciência de materiais e sistemas biológicos. Linha Sapucaia: Dedicada a estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, incluindo pesquisas ligadas à parceria científica entre Brasil e China. Linha Quati: Focada em investigações avançadas para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos. Linha Sapê: Voltada ao desenvolvimento de materiais avançados com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, incluindo estudos em materiais supercondutores e semicondutores, importantes para novos chips da indústria eletrônica. Superlaboratório Sirius O presidente Lula durante discurso em Campinas (SP) Reprodução/Canal Gov O Sirius é um dos três laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, instalado no CNPEM, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Ele foi projetado para abrigar até 38 linhas de luz (estações de pesquisa), sendo 14 delas previstas na primeira fase. Com o novo PAC, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai destinar mais R$ 800 milhões para avançar no projeto, com a construção de mais 10 novas linhas. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Vista aérea do laboratório Sirius, em Campinas Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas

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Morte nas Maldivas: missão de resgate contou com especialistas em cavernas e equipamento que 'recicla' oxigênio

Publicado em: 18/05/2026 12:56

Operação para recuperar mergulhadores mortos em caverna submarina ganha reforço O mergulho durou três horas e foi uma etapa importante para uma operação de resgate "tecnicamente exigente, emocionalmente desafiadora e operacionalmente complexa". Esse foi um dos detalhes divulgados nesta segunda-feira (18) pelo grupo europeu de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), do qual fazem parte os três finlandeses que localizaram quatro corpos nas Maldivas. A equipe formada pelos mergulhadores Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist se juntou nesta segunda-feira (18) às Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), responsáveis pelas buscas no atol de Vaavu. Túneis e cavernas profundas: como é o local de 'alto risco' onde cinco italianos morreram durante mergulho ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, o atol de Vaavu fica no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros da capital Malé. A operação de busca pelos corpos foi classificada como de alto risco pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar. Uma das seis vítimas, inclusive, foi um mergulhador que participava das buscas: o sargento-major Mohamed Mahudhee, que morreu no sábado (16) após sofrer um problema de descompressão. Mergulho de alta complexidade e equipamento que ‘recicla’ oxigênio Atol onde os Italianos mergulharam. Reprodução/Google Maps O mergulho de resgate desta segunda-feira (18) começou cerca de 4h30 (no horário de Brasília) e durou cerca de três horas na caverna de Dhekunu Kandu, no atol de Vaavu, nas Maldivas. Segundo o DAN, além de localizar os corpos, os mergulhadores mapearam as condições do local para planejar uma futura operação de retirada. Segundo eles, será uma missão extremamente delicada. ➡️ Segundo o governo italiano, os turistas morreram enquanto exploravam cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade. Na região, a profundidade recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. Para concluir a missão, a equipe usou equipamentos avançados de mergulho técnico, incluindo os chamados rebreathers de circuito fechado, um equipamento de mergulho que recicla o gás respiratório exalado pelo mergulhador. "O sistema remove o dióxido de carbono por meio de um filtro químico e repõe automaticamente o oxigênio metabolizado. Isso permite mergulhos significativamente mais longos, produção mínima de bolhas, consumo reduzido de gás e controle preciso da composição do gás respiratório.", de acordo com a DAN. Segundo o grupo, essas tecnologias permitiram que os mergulhadores realizassem um mergulho prolongado em uma caverna profunda com maior margem de segurança. Mergulhadores da equipe de resgate já participaram de missão que virou documentário Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist Reprodução/Instagram Segundo a organização europeia de mergulhadores de emergência Divers Alert Network (DAN), os três especialistas têm ampla experiência em mergulho técnico, exploração de cavernas e operações de busca e resgate em ambientes de alto risco. A equipe enviada às Maldivas inclui Sami Paakkarinen e Patrik Grönqvist, que participaram de uma complexa operação de recuperação de corpos em cavernas submersas na Noruega, em 2014. Na época, dois mergulhadores finlandeses morreram durante uma expedição no vale de Plura, uma das cavernas submersas mais profundas do mundo, a mais de 100 metros de profundidade. As autoridades norueguesas consideraram a recuperação arriscada demais, mas amigos das vítimas organizaram uma missão própria para retirar os corpos. A história inspirou o documentário “Diving into the Unknown” (“Mergulho no desconhecido”), lançado na Finlândia. Já Jenni Westerlund, a terceira mergulhadora finlandesa da equipe de resgate nas Maldivas é especializada em operações em cavernas e ambientes profundos. Integra equipes internacionais de exploração e resgate e participou de missões consideradas de alta complexidade.

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Operação Ongs de Papel: seis são indiciados por fraude em temporada de praia com emenda parlamentar de R$ 400 mil

Publicado em: 18/05/2026 12:27

Operação ONGs de Papel apura desvios de emendas parlamentares no Tocantins Dennis Tavares/SSP-TO A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (18) uma investigação que apurou irregularidades no uso de R$ 400 mil destinados à temporada de praia de Guaraí, em 2016. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por fraude, desvio de dinheiro público e lavagem de valores. Segundo as investigações da operação “Ongs de Papel”, o recurso desviado veio de uma emenda parlamentar e foi repassado por meio de um convênio firmado entre a então Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden) e uma organização da sociedade civil responsável pelo evento. O g1 questionou o Governo do Tocantins sobre o envolvimento da Seden no caso, e a Assembleia Legislativa do Tocantins a respeito do recurso de emenda parlamentar, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM Homem é morto e outro fica ferido após carro ser atingido por tiros no TO Concursos para Polícia Civil e auditor fiscal anunciados pelo governo seguem sem editais publicados Homem é preso por violência doméstica após cerco em casa e duas horas de negociação, diz PM Empresas de fachada A polícia identificou um esquema para simular concorrência entre empresas e aumentar os custos dos serviços contratados, como estruturas de palco, som e iluminação. Conforme apurado, as empresas envolvidas não tinham capacidade real para prestar os serviços e eram usadas para dar aparência de legalidade ao processo. Os envolvidos usaram empresas de fachada registradas em nome de pessoas sem condições financeiras, mas controladas pelo grupo. O objetivo era esconder o destino do dinheiro e facilitar o desvio dos recursos públicos. Ainda conforme a investigação, o ganho direto dos envolvidos passou de R$ 100 mil, com divisão entre integrantes da entidade, representante da empresa contratada e um familiar do autor da emenda. O relatório da investigação foi enviado à Justiça e ao Ministério Público Estadual para análise. Conforme a Secretaria da Segurança Pública, a apuração relacionada ao parlamentar responsável pela emenda foi separada e segue em outro processo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Queda geral recente do Spotify pode ter relação com a guerra no Irã

Publicado em: 18/05/2026 12:17 Fonte: Tudocelular

Milhões de usuários do Spotify ficaram durante horas sem poder escutar suas playlists na tarde da última terça-feira, 12. Quase uma semana depois do evento, um grupo hacker foi identificado como possível autor do ataque que teria causado a instabilidade, que teria motivos políticos: retaliar os Estados Unidos pela guerra em curso no Irã. Um relatório elaborado pelo Instituto McCrary de Segurança Cibernética e de Infraestrutura Crítica aponta um grupo de hackers pró-Irã conhecido como Equipe 313 como o provável responsável pelo ataque. A organização assumiu a autoria de uma ofensiva cibernética maciça contra os servidores principais da plataforma de áudio, ação de sobrecarga que resultou nas falhas de conexão registradas em todo o mundo na última semana. O grupo hacker justificou a ação coordenada como uma vingança pelo assassinato do líder iraniano Ali Khamenei, orquestrado pelos Estados Unidos no final de fevereiro. A morte do líder marcou o estopim de um conflito de grandes proporções entre os dois países e já teria resultado em outros ataques a data centers.Clique aqui para ler mais

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Lula inaugura 4 novas linhas do superlaboratório Sírius em Campinas

Publicado em: 18/05/2026 12:13

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou, nesta segunda-feira (18), quatro novas linhas de luz síncroton do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). As novas linhas devem ampliar a capacidade de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. 🔬 As "linhas de luz síncrotron" são canais que usam feixes extremamente intensos de luz produzidos por um acelerador de partículas para "enxergar" a estrutura de materiais, células e moléculas em detalhes minúsculos, ajudando em pesquisas científicas e tecnológicas. As quatro linhas receberam investimento total de R$ 230 milhões, sendo R$ 30 milhões do Novo PAC. Com a inauguração, o Sirius chega a um total de 15 linhas em funcionamento. ➡ Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Conheça as linhas inauguradas: Linha Tatu: Primeira da segunda fase do Sirius e financiada pelo Novo PAC, será a primeira fonte de quarta geração a operar na faixa dos terahertz. Permitirá estudar materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas em escala nanométrica. As pesquisas podem gerar avanços em telecomunicações, computação, processamento de dados com luz, ciência de materiais e sistemas biológicos. Linha Sapucaia: Dedicada a estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, incluindo pesquisas ligadas à parceria científica entre Brasil e China. Linha Quati: Focada em investigações avançadas para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos. Linha Sapê: Voltada ao desenvolvimento de materiais avançados com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, incluindo estudos em materiais supercondutores e semicondutores, importantes para novos chips da indústria eletrônica. Superlaboratório Sirius Vista aérea do laboratório Sirius, em Campinas Reprodução/EPTV O Sirius é um dos três laboratório de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, instalado no CNPEM, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Ele foi projetado para abrigar até 38 linhas de luz (estações de pesquisa), sendo 14 delas previstas na primeira fase. Com o novo PAC, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai destinar mais R$ 800 milhões para avançar no projeto, com a construção de mais 10 novas linhas. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de ímãs superpotentes e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Caso Araceli: Justiça do ES entrega processo para análise de órgão internacional 53 anos depois

Publicado em: 18/05/2026 12:02

Caso Araceli tem busca por reparação histórica em órgão internacional No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nesta segunda-feira (18), o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) vai entegar os autos originais do processo do caso da menina Araceli Cabrera Crespo para uma ação internacional analisar. A entrega acontece 53 anos depois do crime, que é um dos mais emblemáticos de violência sexual contra crianças. Com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000, dia nacional foi instituído em memória à menina, desaparecida em 18 de maio de 1973. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Araceli Cabrera Crespo tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória. Três homens chegaram a ser acusados e condenados pelo crime, mas foram absolvidos posteriormente. Até hoje, ninguém foi punido pelo crime, que prescreveu em 1993. A última atualização sobre o caso tinha ocorrido em fevereiro de 2026, quando Dante de Brito Michelini, um dos absolvidos, foi decaptado. Caso foi denunciado à OEA em 2023 O caso foi denunciado em 2023 à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). A expectativa é que os documentos entregues na tarde desta segunda-feira sejam usados em um pedido de reparação histórica em favor dos direitos das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Segundo o TJ-ES, a entrega do material será realizada em agenda reservada, seguindo regras previstas na Lei de Acesso à Informação e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os destinatários também vão assinar um termo de confidencialidade. Araceli Cabrera Crespo, morte da menina há 53 anos, marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes Arquivo O membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Carlos Nicodemos, explicou que a entrega contará com a presença de autoridades que acompanham o pedido ao órgão internacional. "Trata-se de um momento histórico em que uma pauta de enfrentamento as violências contra crianças e adolescente ganha contorno de memória, verdade e justiça", afirmou. O evento também contará com a presença do irmão de Araceli, Carlos Cabrera Crespo. Ele vive no Canadá há mais de duas décadas e participará do momento de forma on-line. Em fevereiro de 2026, Carlos falou ao g1 sobre o fato da irmã ter se tornado um símbolo da luta contra a violência sexual infantil. "É importante lembrar, sim. Mas o que mais dói é ver que a violência continua". Relembre o caso Araceli desapareceu em 18 de maio de 1973, após sair da escola, em Vitória. Dias depois, o corpo da menina foi encontrado com sinais de violência sexual e desfigurado. Em entrevista ao g1, Carlos contou que a família havia se mudado meses antes para o Bairro de Fátima, na Serra, quando Araceli desapareceu. Segundo ele, além da perda da irmã, os pais também enfrentaram acusações e boatos durante a investigação. "Tentaram culpar meus pais, levantaram mentiras sobre minha mãe e aquilo acabou com a nossa família", lembrou. Os pais de Araceli eram imigrantes: o pai era espanhol, e a mãe, boliviana. Segundo o filho, eles tinham pouca escolaridade. "Meu pai saía de madrugada e voltava de noite. Tudo que conquistou foi trabalhando. E, mesmo assim, transformaram minha mãe em suspeita", disse. MAIS SOBRE O CASO: Após morte brutal de absolvido pela morte da menina Araceli, irmão relembra crime no ES, há 53 anos: 'Mal investigado' Araceli vive na memória de irmão: 'Todos os dias da vida, lembro dela' Relembre o caso Araceli: história da criança que foi raptada, drogada, estuprada e morta ainda é cercada de mistérios Cinco décadas após morte de Araceli, tecnologia poderia dar novo desfecho ao crime Reportagem sobre o caso Araceli, no Espírito Santo CEDOC/ A Gazeta Sem estrutura e sem parentes próximos no Brasil, os pais passaram a enfrentar não só a perda da filha, mas também boatos publicados sem comprovação. Carlos lembrou que a mãe chegou a ser acusada de envolvimento com tráfico de drogas, algo que nunca foi provado. “Nunca acharam nada na nossa casa. Nada! Mas escreveram o que quiseram. E a gente não tinha como se defender. Minha mãe ficou muito abalada com tudo. Pouco tempo depois, meus pais se separaram. Nossa família se desfez ali". Após a separação, a mãe Lola Cabrera voltou para Bolívia, onde se casou e teve duas filhas. Já o pai, Gabriel Sanchez Crespo, casou com uma brasileira e teve dois filhos, um homem e uma mulher. Lola e Gabriel já são falecidos. Pai de Araceli reconheceu o corpo encontrado, no Espírito Santo CEDOC/ A Gazeta Testemunhas e contradições Durante as investigações, provas e depoimentos misturaram fatos com boatos. Diante dos fatos apresentados pela denúncia do promotor Wolmar Bermudes, a Justiça chegou a três principais suspeitos: Dante de Brito Michelini (o Dantinho) Dante de Barros Michelini (pai de Dantinho) Paulo Constanteen Helal Todos os suspeitos são membros de tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Dantinho (à esquerda), Paulo Helal (centro) e Dante Michelini (à direita) Reprodução/ TV Gazeta Depois do julgamento, os envolvidos se recusaram a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Dante de Brito Michelini morreu em 2026. Ele foi encontrado decapitado e carbonizado. A cabeça dele foi encontrada dias depois. O pai dele já era falecido. Em um raro registro, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. "Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local", falou, na época. Versão da acusação A versão da morte da menina apresentada pela acusação, que mais tarde terminou no julgamento dos acusados, afirma que Araceli foi raptada por Paulo Helal, no bar que ficava entre os cruzamentos da Rua Ferreira Coelho e a Avenida César Hilal, após sair do colégio. No mesmo dia, a menina teria sido levada para o então Bar Franciscano, na Praia de Camburi, que pertencia à Dante Michelini, onde foi estuprada e mantida em cárcere privado sob efeito de drogas. Por causa do excesso de drogas, Araceli entrou em coma e foi levada para o hospital, onde já chegou morta. Segundo essa versão, Paulo Helal e Dantinho jogaram o corpo da menina em uma mata, atrás do Hospital Infantil, em Vitória. Em entrevista ao Globo Repórter de 1977, o promotor Wolmar Bermudes explicou a quem se destinavam as acusações. "O Dante Michelini pai pesa a acusação de haver mantido a menor em cárcere privado, dois dias, no sótão do seu bar, em Camburi. Contra os dois, o Dante Filho e o Helal, pesam as acusações de haver os dois ministrado à infeliz menor tóxicos e haver, ainda, de maneira violenta, mantido congresso carnal com a infeliz menina", disse na entrevista. Ainda segundo a denúncia, Dante Michelini usou suas ligações e influência com a polícia capixaba para dificultar o trabalho da polícia. Além disso, testemunhas-chave do processo morreram durante as investigações. Nenhuma dessas acusações foi provada. Durante o julgamento, Paulo Helal e Dantinho negaram conhecer Araceli ou qualquer outro membro da família Cabrera Crespo. Julgamento Em 1980, o juiz responsável pelo caso, Hilton Silly, definiu a sentença: Paulo Helal e Dantinho deveriam cumprir 18 anos de reclusão e o pagamento de uma multa de 18 mil cruzeiros. Dante Michelini foi condenado a 5 anos de reclusão. Na ocasião, o juiz Hilton Silly disse em entrevista ao Jornal da Globo que os três foram condenados, porque foi provada a materialidade e a autoria do crime. "Foi através não só da farta prova testemunhal, mas também, sobretudo, da prova indiciária, que é chamada prova artificial indireta por circustancial, baseado em indícios veementes, graves, sérios e em perfeita sintonia de causa e efeito com o fato principal", afirmou em 1980. Em 1991, os acusados recorreram da decisão e o caso voltou a ser investigado. O Tribunal de Justiça do Espírito Santo anulou a sentença, e o processo passou para o juiz Paulo Copolilo, que gastou cinco anos para estudar o processo. Por fim, ele escreveu uma sentença de mais de 700 páginas que absolvia os acusados por falta de provas. Em 1993, o caso prescreveu sem que ninguém fosse punido. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Quatro conclusões do processo movido por Musk contra a OpenAI

Publicado em: 18/05/2026 11:43

O primeiro grande julgamento no setor de inteligência artificial (IA) no Vale do Silício está chegando ao fim. Após três semanas de audiências pela ação judicial de Elon Musk contra os cofundadores da OpenAI, as deliberação do júri estão previstas para começar nesta segunda-feira (18). A seguir, quatro momentos que se destacaram no processo: Musk diz ter sido ingênuo Na abertura do julgamento, em 28 de abril, Musk se apresentou como um benfeitor desinteressado e um "bom samaritano" preocupado em proteger a humanidade de uma IA que, caso caísse nas mãos erradas, "poderia matar todos nós". "Eu tive a ideia, o nome, recrutei as pessoas?chave, ensinei a elas tudo o que sei e forneci todo o financiamento inicial", disse o CEO da SpaceX sobre a fundação da OpenAI em 2015. "Dei 38 milhões de dólares essencialmente em troca de nada, que eles usaram para construir uma empresa de 800 bilhões de dólares. Eu literalmente fui um idiota", disse, culpando-se por sua ingenuidade. Musk ficou visivelmente irritado durante o julgamento quando acusou o advogado da OpenAI de fazer perguntas para colocá-lo em uma armadilha. - Altman contra-ataca - O CEO e cofundador da OpenAI, Sam Altman, manteve-se inexpressivo na primeira fila da sala de audiências em Oakland durante a maior parte das sessões. Ele prestou depoimento em 12 de maio. O advogado de Musk, Steven Molo, o aguardava para perguntar se ele sempre havia dito a verdade. Altman respondeu: "Tenho certeza de que houve momentos na minha vida em que não o fiz". Então, contra-atacou: afirmou que, em 2017, Musk pediu "90% das ações" e "se recusou a se comprometer por escrito" a compartilhar o poder. O diretor-executivo acrescentou, ainda, que não tinha outra opção: "Nós não acreditávamos que a inteligência artificial geral devesse estar sob o controle de uma única pessoa". - O caderno de Brockman - Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, fez anotações de todas as audiências em cadernos amarelos. Os antigos diários que ele preencheu anos atrás tiveram lugar central durante seu interrogatório, em 4 de maio. O advogado de Musk enfatizou alguns dos trechos mais constrangedores. Brockman queria "ganhar dinheiro" e cogitava transformar a OpenAI "em uma sociedade mercantil sem" a presença de Musk. Ou "roubar a fundação" do bilionário. "Não há nada ali de que eu me envergonhe", respondeu Brockman, e contou que no diário não constam os detalhes de um episódio envolvendo Musk em 2017. "Eu realmente achei que ele fosse me bater", disse o presidente da OpenAI sobre o incidente. Brockman não investiu financeiramente na criação da empresa, mas hoje suas ações na companhia estão avaliadas em cerca de 30 bilhões de dólares (R$ 152 bilhões). - Intermediária secreta - Shivon Zilis, mãe de quatro dos filhos de Musk, raramente aparece em público. Por isso, sua aparição em 6 de maio despertou curiosidade. Zilis, que esteve no conselho da OpenAI entre 2020 e 2023, foi questionada sobre seu papel particular como colega de Musk na Neuralink e amiga de Altman. Naquele momento, sua relação com Musk era um segredo. Seus filhos foram concebidos por fertilização in vitro. A OpenAI a acusa de ser uma espiã do bilionário. Zilis respondeu às perguntas de forma breve e, em algumas ocasiões, com sarcasmo. "Relação é um termo relativo", respondeu quando questionada sobre sua relação com Musk, antes de reconhecer que "houve momentos românticos". Suas mensagens para Musk e Altman poderiam levar o júri a concluir que o CEO da SpaceX, amplamente informado por ela, sabia qual direção a OpenAI tomaria muito antes de 2023. Se isto for confirmado, sua ação pode ser rejeitada mesmo antes de o júri começar a deliberar sobre o caso. bl/lkd/mjf/lb/dga/yr/aa Tesla

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