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BC não vê 'risco relevante' à estabilidade financeira, mas diz que ataques cibernéticos trazem preocupações concretas

Publicado em: 12/11/2025 08:31

O Banco Central avaliou nesta quarta-feira (12) que não há "risco relevante" para a estabilidade financeira no país, considerando que o sistema permanece com capitalização e liquidez confortáveis e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. " Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário", acrescentou, por meio do relatório de estabilidade financeira do primeiro semestre deste ano. Entretanto, a autoridade monetária avaliou que incidentes ocorridos em empresas que prestam serviços tecnológicos para instituições financeiras trazem "preocupações concretas sobre a possibilidade de materialização de eventos com repercussão para o sistema financeiro nacional".

Palavras-chave: cibernético

De pasto degradado a floresta viva: fazenda no interior de SP recupera 77% da área verde com mais de 130 mil árvores plantadas

Publicado em: 12/11/2025 08:00

COP30: Pesquisadores do interior de SP debatem temas da agricultura na Agrizone De uma fazenda degradada, sem água e usada para pecuária, nasceu um dos maiores exemplos de regeneração ambiental do interior de São Paulo. Localizada em Pardinho (SP), na região da Cuesta, a Fazenda dos Bambus foi transformada pelo Instituto Jatobás em um espaço onde reflorestamento, produção sustentável e inovação caminham juntos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O modelo de agricultura regenerativa aplicado na fazenda dialoga com temas discutidos na COP30, em Belém (PA), como a produção sustentável, o uso racional dos recursos naturais e o combate às mudanças climáticas por meio de práticas que unem economia e preservação. Área de conservação de Pardinho (SP) foi regenerada após ser utilizada para agropecuária Reprodução/TV TEM De cima, é possível ver o resultado da transformação. São mais de 200 hectares com árvores nativas, nascentes recuperadas e extensos bambuzais que formam hoje um verdadeiro mosaico verde. Mas nem sempre foi assim. Antes, o local era uma área de pecuária com solo degradado e sem fontes de água. A mudança começou em 2006, quando a fundadora do Instituto Jatobás, Beth Pfeffer, decidiu restaurar completamente a área. "Ela herdou essa fazenda do marido, que faleceu, e percebeu o potencial que o local tinha. Decidiu que queria transformar tudo, criar um projeto que ajudasse o planeta, começando por aqui", explica Guto Fagundes, diretor do Instituto Jatobás. Desde então, mais de 130 mil árvores nativas foram plantadas, e 77% da área total da fazenda estão reflorestadas. Fazenda de Pardinho (SP) investa na produção de Bambu Reprodução/TV TEM Um dos grandes protagonistas dessa mudança é o bambu, matéria-prima versátil, resistente e totalmente sustentável. A fazenda cultiva mais de 40 espécies de bambus, de forma orgânica, integradas à floresta. "Hoje nós temos quase 70 hectares de bambu, com 41 espécies. Ele é usado na construção civil e na recuperação do solo. Temos estudos com a Embrapa que comprovaram melhorias significativas na qualidade da terra", explica João Batista Miranda Gomes, administrador da fazenda. O bambu cultivado é certificado como orgânico e utilizado em projetos de arquitetura, design e paisagismo. Além da produção, o local abriga chalés e espaços para eventos, todos construídos com telhados verdes e estruturas de bambu, reforçando a integração entre natureza e arquitetura sustentável. "Muita gente acha que uma área preservada não pode ser economicamente viável, mas é o contrário. Aqui a gente gera renda com a horta orgânica e com os bambus, sem degradar o meio ambiente", afirma Guto Fagundes. A fazenda também inspira novas ações fora de seus limites. No Centro de Pardinho, o instituto construiu o Centro Cultural Max Feffer, referência em arquitetura verde e sustentabilidade, onde são realizadas atividades gratuitas para a comunidade. "A gente precisa pensar sempre em construir sem gerar lixo e cuidar da água, que é o bem mais precioso. Isso é o que vai garantir um futuro melhor para os nossos filhos e netos", completa João Batista. Centro Cultural Max Feffer em Pardinho (SP) Reprodução/TV TEM Universidades paulistas destacam papel do interior na COP30 Enquanto projetos como o da Fazenda dos Bambus colocam o interior paulista no mapa da sustentabilidade, pesquisadores da Unesp, Unicamp e USP estão em Belém (PA) também participando da COP30. Na chamada Higher Education for Climate Action, o pavilhão das universidades reúne instituições do mundo todo para debater o papel do ensino e da ciência no combate às mudanças climáticas. Unesp participa da COP30 no Pavilhão das Universidades A professora Priscilla Telles, do Departamento de Física e Meteorologia da Unesp de Bauru, explica que o objetivo do novo pavilhão, inédito na conferência, é mostrar ao mundo a importância das pesquisas ambientais desenvolvidas nas universidades e como elas já são aplicadas na prática. "As universidades do interior também funcionam como laboratórios vivos. Lá já aplicamos tecnologias e práticas sustentáveis que podem servir de modelo para outras regiões", explicou a pesquisadora à TV TEM. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: tecnologia

Professor do interior de SP fotografa nebulosa do quintal de casa e tem destaque internacional

Publicado em: 12/11/2025 07:29

Pesquisador de São Carlos, SP, registra nebulosa especial Um registro do céu feito em São Carlos (SP) levou o professor Marcelo Adorna Fernandes a ter seu nome em destaque no livro "Fotógrafo de Astronomia do Ano", reconhecimento internacional feito pelo Observatório Real de Greenwich, da Inglaterra. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A imagem da nebulosa 'ETA Carinae’ foi registrada a partir de um observatório amador montado por Fernandes no quintal de casa (entenda abaixo). 🌌 As nebulosas são nuvens gigantes de poeira cósmica e gás que surgem de duas maneiras: a partir da morte de estrelas ou na região onde novas estrelas nascem. O registro foi a única fotografia brasileira a ser selecionada para o concurso internacional, que reuniu 5,8 mil fotografias inscritas de 68 países. Professor Marcelo Adorna Fernandes fotografou a nebulosa 'ETA Carinae’ em São Carlos (SP) Marcelo Adorna Fernandes/Arquivo pessoal "Quase 6 mil fotos foram enviadas a eles. [...] Fiquei estarrecido em saber que a gente tem potencial para desenvolver muita coisa nesse Brasil", destacou Fernandes, que é professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ao todo, 140 fotografias foram selecionadas para fazer parte do livro. Todas elas estão expostas no Museu Marítimo Nacional em Greenwich. Mais notícias da região: OPORTUNIDADE: Empresa de tecnologia tem 62 vagas de emprego home office; veja como se inscrever BIRDWATCHING: Hobby de observação de aves gera conexão com a natureza e alivia o estresse 1ª FASE DA UNESP: Veja o que a prova vai exigir e dicas valiosas de professores para se dar bem ☄️ Paixão que ultrapassa fronteiras O amor de Marcelo Fernandes pelo céu o levou a construir um verdadeiro observatório amador em espaço anexado ao quintal de casa. O observatório, chamado ‘Kronos’, conta com dispositivos como teto retrátil e dois telescópios. "A astronomia veio como um hobbie. Sempre gostei de olhar para o céu. Desde criança eu ficava deitado no quintal olhando as estrelas cadentes e os meteoros. [...] Desde criança eu tive uma curiosidade pelo passado. E olhar as estrelar é ver o passado", contou. Um dos telescópios foi desenvolvido na adolescência pelo próprio professor, que utilizou materiais recicláveis para a montagem das peças que não englobam a parte ótica do equipamento. Espaço anexado ao quintal da casa do professor Marcelo Adorno Fernandes, de São Carlos Reprodução/EPTV 📆 Planejamento, tecnologia e persistência Professor durante as manhãs, Fernandes utiliza o período noturno para captar as imagens. "Eu começo logo após o pôr do Sol e vou até o nascer do Sol. O problema é levantar no dia seguinte para dar aula", brinca. Com uma rotina que requer muita persistência, ele também utiliza um segundo telescópio para captar as imagens. O equipamento é monocromático, e as imagens precisam ser colorizadas no computador uma vez que tiradas. Além da parte tecnológica, a preparação para conseguir o melhor registro inclui, ainda, estudo das condições climáticas. "A gente faz um estudo antecipado durante o dia, para ver o que seria interessante fotografar durante a noite. Temos que levar em consideração, também, o vento, porque ele atrapalha muito. Se estiver nublado, não dá para fazer a foto. A gente coloca uma coordenada no computador, que 'conversa' com o telescópio e, a partir daí, ele fica a noite inteira tirando foto”, explica o docente. 📱 Dá para iniciar no hobbie apenas com o celular? O professor garante que celulares que contam com a opção de fotografia noturna são capazes de fazer boas imagens do céu. No entanto, há algumas dicas que precisam ser levadas em conta. “Você botar aqueles celulares que conseguem controlar o tempo por até 30 segundos, e deixar ele apontado para o céu escuro, longe das luzes da cidade, dá para ter uma imagem legal da Via Láctea”, concluiu. REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Criminosos que usavam vídeo com deepfake de Lula para aplicar golpes em site falso do governo são alvos da polícia no RS

Publicado em: 12/11/2025 07:07

Imagem de site fraudulento identificado pela Polícia Civil no RS Divulgação A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo criminoso suspeito de estelionato usando sites falsos e deepfakes em todo o país. A ação, realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, cumpriu nove mandados de busca e apreensão, além de bloquear contas bancárias e bens dos investigados em Minas Gerais e São Paulo. A operação contou com apoio das polícias civis desses dois estados. O nome da operação faz referência ao serviço oferecido pelos investigados: a venda de contas de anúncios e perfis "aquecidos" (com muitos seguidores) para redes sociais, que seriam usados para alcançar pessoas, driblar bloqueios e facilitar fraudes. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O prejuízo causado a vítimas em todos os estados brasileiros com o esquema ultrapassa R$ 1,3 milhão. Segundo as investigações, em um dos casos, a organização criminosa enganava vítimas com a promessa de uma indenização do governo. Veja como funcionava: O golpe começava com anúncios pagos em redes sociais, que direcionavam para páginas falsas que imitavam o site oficial do Governo Federal; Para dar credibilidade, os criminosos utilizavam vídeos manipulados com inteligência artificial, exibindo figuras públicas que "confirmavam" o benefício; As vítimas, muitas delas idosas, eram induzidas a informar o CPF e, depois, pagar uma taxa via PIX para liberar um valor que chegaria a quase R$ 6 mil; O dinheiro era enviado para uma empresa de pagamentos controlada pelo grupo e, em seguida, transferido para contas de laranjas; Para dificultar o rastreamento, os criminosos usavam serviços de proxy e VPN. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O esquema era comandado por dois jovens de Conselheiro Lafaiete (MG): um deles, de 24 anos, dono do gateway de pagamentos, e o outro, de 25, responsável pela parte técnica e pela infraestrutura de anonimato. A investigação revelou que o dinheiro do golpe também chegava a um integrante em São Paulo. A Polícia Civil informou que o grupo mirava, principalmente, pessoas acima de 70 anos, incluindo idosos com mais de 80 anos. Durante a operação, cerca de 50 policiais participaram do cumprimento das ordens judiciais, que incluem apreensão de dispositivos eletrônicos, veículos de luxo e bloqueio de valores para ressarcimento das vítimas. Imagem de site que oferecia serviços para estelionatários no RS Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

Quaest: 46% defendem leis mais rígidas e penas maiores para melhorar a segurança

Publicado em: 12/11/2025 07:00

Avaliação de Lula para de melhorar, diz Quaest; 50% desaprovam governo, e 47% aprovam Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (12) mostra que 46% dos brasileiros apoiam leis mais rígidas, penas maiores e que criminosos não sejam soltos pela Justiça como medidas para melhorar a segurança pública. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ainda de acordo com o levantamento, 27% defendem mais educação, oportunidades e medidas sociais como fatores para reduzir a violência. Veja os números: Leis mais rígidas/Penas maiores/Justiça não soltar criminosos: 46%; Mais educação, oportunidades e medidas sociais: 27%; Mais policiamento na rua: 11%; Ações duras contra facções: 9%; Investir em inteligência e tecnologia: 4%; Outra: 1%; Não sabem/não responderam: 2%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre os dias 6 e 9 de novembro com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A preocupação dos brasileiros com a violência aumentou, indica a pesquisa. O tema foi a resposta dada por 38% dos brasileiros quando questionados sobre a maior preocupação no Brasil. ,m outubro, eram 30%. O assunto lidera os levantamentos sobre os temas de destaque entre os brasileiros desde maio. Porém, ocorreram variações ao longo dos meses até chegar aos 30% em outubro. Agora, em apenas um levantamento, o aumento foi de 8 pontos. Entre as medidas, os brasileiros também defendem aumentar as penas para homicídio cometido a mando de organizações criminosas: 88% apoiam a proposta. Outros 65% apoiam retirar o direito de visita íntima para faccionados nas prisões e 52%, transferir a responsabilidade da segurança pública ao governo federal. Operação no RJ A pesquisa aponta que 67% dos brasileiros aprovam a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, no final de outubro. Os que desaprovam são 25%. A megaoperação das polícias Civil e Militar terminou com 121 mortos, incluindo quatro policiais. A operação, que foi a mais letal da história do estado e mobilizou centenas de agentes das forças de segurança, e 97% dos entrevistados pela pesquisa nacional ficaram sabendo dela. Veja os números: 67% aprovam a operação no RJ; 25% desaprovam; 4% nem aprova, nem desaprova; 4% não sabem ou não responderam. A mesma pergunta foi feita só para os moradores do RJ, nos dias 30 e 31 de outubro. A pesquisa, divulgada em 1º de novembro, apontou que 64% dos moradores do estado aprovavam a megaoperação, e 27% desaprovavam. Declarações de Lula A maioria dos brasileiros discorda de Lula (PT), que considerou um desastre a operação policial no Rio de Janeiro. No dia 4 de outubro, o presidente afirmou que a operação "foi desastrosa" em relação ao total de mortos: 121, sendo quatro policiais. Questionados sobre a frase do presidente, 57% dos brasileiros responderam discordar do presidente, enquanto 38%, concordaram com a afirmação. Outros 5% não souberam ou não responderam. Veja os números: Concorda: 38%; Discorda: 57%; Não sabem/não responderam: 5%. Outra frase de Lula foi alvo do levantamento. Em 24 de setembro, o presidente afirmou que traficantes "são vítimas dos usuários de drogas", ao falar sobre o enfrentamento às drogas. A maioria dos brasileiros discordou do presidente: 81% responderam contrariamente à declaração e 14% disseram concordar. Aprovação do governo federal Pesquisa Quaest mostra ainda que 50% dos brasileiros desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam. Segundo o instituto, a megaoperação policial no Rio, as declarações de Lula sobre o assunto e a preocupação com a segurança pública frearam a melhora na avaliação do governo. Os indicadores estão em empate técnico pelo segundo levantamento consecutivo, após a aprovação e a desaprovação voltarem a empatar em outubro, pela 1ª vez desde janeiro. A aprovação vinha oscilando positivamente e a desaprovação, para baixo, desde julho, e agora o cenário inverteu. "Se o tarifaço mudou a trajetória da aprovação a favor do Lula, a pauta da segurança pública interrompeu a lua de mel tardia do governo com o eleitorado independente", afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest. Veja os números: Aprova: 47% (eram 48% na pesquisa de outubro); Desaprova: 50% (eram 49%); Não sabem/não responderam: 3% (eram 3%).

Palavras-chave: tecnologia

De Pokémon ao Enem: biólogo mostra como animação ajuda a estudar temas que podem cair no exame

Publicado em: 12/11/2025 06:45

Pokémon no vestibular? Entenda como a animação pode ensinar conceitos de biologia O universo de criaturas fantásticas de Pokémon pode ir além do entretenimento: para o biólogo Carlos Stênio, mestrando do Instituto de Geociências da Unicamp, a animação é uma poderosa ferramenta para estudar biologia e revisar temas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como ecologia, evolução e genética. Para ele, conceitos apresentados na produção contribuem, de forma divertida e eficaz, para a fixação de assuntos que podem cair nas provas. “A ecologia é um dos assuntos mais recorrentes no Enem, e entender conceitos básicos como espécie, ecossistemas e relações ecológicas é essencial. Isso dá pra aplicar com Pokémon”, explica. LEIA TAMBÉM: Enem 2025: prova reúne 54 mil candidatos na região de Campinas A segunda prova do Enem será aplicada neste domingo (16). Os candidatos encaram as áreas de matemática e suas tecnologias e ciências da natureza, o que inclui 45 questões de biologia, física e química. 📚 Esta reportagem compõe o projeto Vestibulou, uma parceria do g1 Campinas com a EPTV para divulgar informações relacionadas aos principais vestibulares e ajudar na preparação dos estudantes. Conceitos e relações em ecologia À esquerda, golfinho com rêmora colada no corpo; à direita, pokémons Remoraid e Mantine Projeto Golfinho Rotador/Divulgação/Livro Pokemón Go na Sala de Aula Carlos Stênio explica que o Pokémon pode ser um grande aliado na hora de revisar temas fundamentais da prova de biologia, como ecologia, evolução e genética, ecossistema e sustentabilidade. Os estudantes podem usar as criaturas e as interações apresentadas na animação para visualizar os conceitos cobrados no Enem e em outros vestibulares. Veja exemplos na tabela a seguir: Conceitos de biologia em Pokémon Todo Pokémon evolui? A evolução é outro conceito importante da prova de biologia que o desenho animado trabalha de forma bastante própria. Mesmo não sendo uma definição que corresponde à realidade, o biólogo alerta que o estudante pode usar a animação para identificar as diferenças e associar aos elementos das teorias de Darwin e Lamarck. Entenda: evolução em Pokémon é sempre linear e positiva, com a criatura "mudando totalmente" de aparência e ganhando poderes, ficando sempre mais forte; na vida real, por outro lado, Darwin explica que a mudança é lenta e influenciada pelo meio ambiente forçando o ser vivo a se adaptar, o que nem sempre pode resultar em algo positivo. “Na verdade, em Pokémon é mais uma metamorfose do que uma evolução (...) na vida real a evolução é devagar e nem sempre vai ser algo bom”, explica. Comparação da metamorfose das lagartas com a evolução do Pokémon equivalente Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução O biólogo destaca que o desenho animado também apresenta elementos da teoria de Lamarck, que defendia a ideia do “uso e desuso”, de modo que habilidades e partes do corpo influenciariam as gerações seguintes. Embora a teoria já tenha sido refutada, ela ainda é bastante cobrada nas provas como Enem e vestibulares. A teoria fala que um animal que não utiliza determinada parte do corpo pode perdê-la, da mesma forma que outras partes mais usadas são fortalecidas e ambas as características passariam para os descendentes. Nesse caso uma das associações possíveis seria com o Pokémon Poliwag, pois à medida que ele evolui, perde partes do corpo que usa menos. Evolução do Pokémon Poliwag para Poliwrath mostra que ele perde a cauda e ganha braços Pokemon Go em Sala de Aula/Reprodução Dos desenhos animados ao mestrado Carlos Stênio conta que se inspirou no biólogo marinho Stephen Hillenburg, criador da animação "Bob Esponja", durante a faculdade. Ele explica que começou a estudar conceitos da biologia a partir de associações com o que assistia nos desenhos animados. A partir dessa prática, ele criou um método próprio que chamou a atenção dos professores e, mais tarde, lhe rendeu a entrada no mestrado. “Os próprios professores na época pediam para eu explicar dessa forma para amigos da faculdade. E eles começaram a entender, aí eu comecei a gravar vídeos para as redes sociais”. Quando foi capaz de resumir toda a matéria de uma disciplina com "Pokémon", passou a levar o hábito mais a sério. A partir da animação japonesa, ele trabalhou conceitos de ecologia, identificando ordens e nichos ecológicos dos “bichinhos animados” com seus correspondentes reais. Desde então já se passaram cinco anos. Hoje ele ainda faz vídeos para as redes sociais, além de ter lançado cinco livros e realizar treinamentos de professores. Como forma de aprimoramento, levou o estudo para o mestrado, onde desenvolve o método focando no ensino de geociência para crianças de 10 anos utilizando principalmente a animação "A Era do Gelo". Bob Esponja, Pequena Sereia e Pokémon, mestrando da Unicamp utiliza personagens da cultura pop para explicar biologia Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região a Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: tecnologia

Por que o Sul é a região mais propensa a tornados no Brasil?

Publicado em: 12/11/2025 06:32

Tornado destruiu ou danificou 1.500 casas em cidade do PR, diz confederação Excepcionalmente rápidos, altamente destrutivos e mais comuns do que podem parecer. Assim são os tornados que ameaçam sobretudo a região Sul, a mais propensa no país a este fenômeno meteorológico severo, tal como o que arrasou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na sexta-feira (07). Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas. Um levantamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) contabilizou 23 tornados no Sul em 2024, dentre 28 em todo o Brasil. Paraná e Rio Grande do Sul tiveram dez casos cada, e Santa Catarina registrou três ocorrências. Mais três casos aconteceram na Bahia, além de um em Alagoas e outro no Pará. Os mesmos pesquisadores já estimaram que 70% dos tornados em solo brasileiro se passem no Sul — dentre 581 tornados no país estudados entre 1975 e 2018, 411 foram na região. A suscetibilidade do Sul se explica pela sua posição geográfica, que faz dele um corredor atmosférico. Lá passam tanto ventos quentes e carregados de umidade vindos da Amazônia quanto massas polares oriundas do Sul-Sudoeste. O encontro entre as duas correntes favorece a formação de tempestades severas com movimentos giratórios, que são os tornados. Imagens exclusivas mostram tornado com ventos de 330 km/h atingindo Rio Bonito do Iguaçu Cidade foi atingida por tornado classificado pelo Simepar como F3 na escala Fujita. Como se formam os tornados? O tornado em Rio Bonito do Iguaçu se originou a partir de uma supercélula, ou seja, uma tempestade severa formada num ambiente de instabilidade, com uma importante variação na velocidade dos ventos correndo em diferentes altitudes — é o que especialistas chamam de "cisalhamento vertical do vento". Uma corrente de ar fria descendente e outra ascendente entram em rotação e formam uma coluna de ar giratória, chamada de mesociclone. A partir daí, se forma o tornado, que se desloca de 30 a 60 km/h, com velocidade de giro que pode ultrapassar os 400 km/h. De junho de 2018 a fevereiro de 2025, foram registrados 1.451 tornados no Brasil pela Plataforma de Registros de Tempo Severo (PRETS), base de dados mantida por uma iniciativa de meteorologistas. O número inclui tornados que se formam sobre a água, sem a presença de tempestades, e eventualmente diversos pontos onde uma mesma tempestade provocou danos. O Sul foi, também nesta contagem, a região mais afetada. América do Sul é foco no planeta Os Estados Unidos são os campeões mundiais de tornados registrados — são em média 1.225 ao ano —, e pesquisas já apontaram a América do Sul como o segundo lugar do mundo mais propício à sua ocorrência. A área de maior potencial inclui Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia. O cálculo, entretanto, é dificultado pelo fato de que, ao contrário de fenômenos meteorológicos que podem ser medidos com instrumentos fixos, os tornados precisam ser observados por seres humanos. "A defesa civil registra os casos em que ela é chamada. Mas muitos tornados acontecem sem que ela seja acionada. Às vezes, em comunidades rurais e distantes, as pessoas resolvem os problemas que resultam dos tornados por conta própria", explica a professora Karin Linete Hornes, do Departamento de Geociências da UEPG. Quando eles se manifestam em lugares nada ou pouco povoados, o mais provável é que não sejam documentados. No Sul brasileiro, este é caso frequente dos tornados em zonas rurais, podendo gerar danos para plantações. O tornado em Rio Bonito do Iguaçu foi excepcional também pela velocidade dos ventos, estimados entre 300 km/h e 330 km/h pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Outros dois tornados menores foram registrados no Paraná com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. Antes e depois da destruição causada por tornado Reprodução Aumento de registros Nas últimas décadas, o crescimento da população em áreas suscetíveis e o desenvolvimento de tecnologias e iniciativas para rastreá-los tem feito aumentar a incidência conhecida dos tornados e dos danos provocados, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Falta ainda, entretanto, um registro oficial e unificado para o Brasil. "As pessoas costumam usar mais o termo 'redemoinho'. Muitas acham até que é mentira que temos tornados no Brasil. Mas, infelizmente, cada vez mais nós vemos este fenômeno," diz Hornes. "A falta de informação faz com que pessoas vão de encontro ao tornado, por exemplo, porque não sabem que não dá para passar." Para ela, maiores esforços de registro de tornados são importantes para moldar políticas públicas, redesenhar as normas para construções e tornar as cidades resilientes a desastres naturais. Especialistas alertam que as mudanças climáticas poderão torná-los ainda mais frequentes. "A possibilidade de eventos extremos como esse aumenta," afirmou Michel Mahiques, professor da Universidade de São Paulo, à Agência Brasil, sobre o tornado recente no Paraná. Difíceis de detectar A detecção de tornados iminentes e o aviso à população a tempo, entretanto, são um desafio para meteorologistas e órgãos de defesa civil. Em geral, só é possível emitir alertas poucos minutos antes de os tornados atingirem áreas habitadas. O ideal para se proteger dos tornados são os porões ou ambientes de segurança, incomuns no Brasil. A recomendação para tempestades severas, portanto, inclui procurar um local com estrutura de concreto, laje e ferro — em geral, os banheiros dentro de uma casa. Para quem se encontra em construções frágeis, é indicado se enrolar em cobertores e colchões. Devem ser evitados árvores, postes e campos abertos, bem como estruturas de vidro ou portas em interiores, que podem facilmente colapsar. Nos Estados Unidos, o governo mantém uma contagem oficial de tornados registrados desde 1950. O ano de 2024 teve o segundo maior número, com 1.791 episódios contabilizados. O recorde é de 2004, quando houve 1.813 casos reportados, e o tornado mais fatal aconteceu em 18 de março de 1925, quando 695 pessoas morreram nos estados de Missouri, Illinois e Indiana. Autor: Heloísa Traiano

Palavras-chave: tecnologia

Sony anuncia monitor gamer PlayStation com taxa de até 240 Hz, tecnologia IPS e mais

Publicado em: 12/11/2025 05:56 Fonte: Tudocelular

O PlayStation Gaming Monitor foi anunciado pela Sony durante o evento State of Play Japan, que ocorreu há pouco tempo. Trata-se de um monitor gamer, que deve ser oficialmente no mercado no próximo ano em países como Estados Unidos e Japão, sem previsão para outras nações no momento. Em geral, trata-se de um equipamento com painel de 27 polegadas que suporta resolução 2560 x 1440 e vem com tecnologia IPS. Além disso, o equipamento é compatível com Auto HDR Tone Mapping, o que significa que ele aplica ajustes de configurações HDR automaticamente quando utilizado em conjunto com os consoles PS5 e PS5 Pro.O monitor possui suporte a taxa de atualização variável de até 120 Hz para os consoles mencionados. No caso de PC e MAC compatíveis, o valor sobe para 240 Hz, o que proporciona uma experiência de gameplay mais fluida. O equipamento tem um pequeno suporte de carregamento para os controles Dual Sense e Dual Sense Edge.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

UFSC desenvolve 1º satélite 100% nacional lançado do Brasil para monitorar o clima; veja data

Publicado em: 12/11/2025 05:31

Veja as características dos satélites da UFSC que serão lançados no espaço 🛰️O Brasil vai lançar, até o fim de novembro, o primeiro satélite com tecnologia 100% nacional. Desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, o equipamento será usado para coletar dados ambientais (confira abaixo sobre o lançamento). O satélite faz parte de uma constelação criada para monitorar e coletar dados ambientais em todo o país. Por serem menores, esses equipamentos podem integrar o sistema brasileiro de coleta de dados, usado para prever o tempo e acompanhar mudanças ambientais. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O projeto foi desenvolvido por professores e alunos no Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab), da UFSC. A aluna Maria Eduarda EmilianR ezende, do curso de engenharia mecânica, destacou a troca de experiências entre diferentes áreas como um dos pontos fortes do projeto. "A gente atua em diversas áreas. Tem o pessoal da engenharia elétrica, eletrônica, materiais, mecânica, eu sou da mecânica. Então acho que é uma troca muito interessante, principalmente para a gente poder crescer dentro da engenharia", disse a aluna Maria Eduarda Emiliano Rezende. O trabalho começou há cinco anos e agora está na fase final, com o lançamento em órbita previsto para este mês. O sucesso foi tão grande que a UFSC conseguiu incluir um segundo satélite na mesma missão, o que vai ampliar os testes da nova tecnologia. 🚀Lançamento A Força Aérea Brasileira prevê o lançamento para o dia 22 de novembro. Ao todo vão ser cinco satélites e três experimentos no mesmo foguete. De Florianópolis, os satélites foram levados para base de Alcântara, no Maranhão, de onde vão ser lançados. Uma parceria com a agência espacial brasileira e uma empresa privada da Coreia do Sul vai garantir que o lançamento seja feito sem custos para a universidade. Confira os detalhes do lançamento: 🚀os satélites vão ser lançados em um foguete, a cerca de 300 km de altitude 📅eles vão ficar cerca de 4 semanas do espaço 🌎os satélites vão dar 19 voltas ao redor da Terra, coletando dados 🔎De lá as informações voltam para a universidade para o processamento e rastreamento "A gente tem um acesso remoto à estação de Natal, estação terrestre deles, e a gente consegue se comunicar com ela e ter esse acesso, ao os dados aqui, fazer todo o processamento, todo o rastreamento do satélite. A gente processa os dados e armazena aqui", explicou a mestranda em engenharia elétrica, Victoria Beatriz Bianchini. Satélites feitos pela UFSC têm entre 1 e 2 kg, enquanto tradicionais pesam meia tonelada Reprodução/NSC TV Leia também: Cidades de SC cancelam aulas por alerta vermelho e previsão de ciclone VÍDEO: Avião desce 'de lado' durante pouso por causa do vento forte em aeroporto Ciclone extratropical coloca SC em alerta vermelho 🔎Monitoramento Todo o equipamento é feito na universidade, incluindo o projeto das placas, software e a parte mecânica. O objetivo é validar o uso de satélites menores para monitorar temperatura, umidade e outras variáveis ambientais. Esses dados vão ajudar, por exemplo, a prevenir eventos extremos, como as enchentes. "Existem estações de coleta de dados ambientais, estações meteorológicas, espalhadas por todo no Brasil e a nossa ideia é usar uma tecnologia desenvolvida no Brasil também para fazer essa coleta de dados", explicou Eduardo Augusto Bezerra, professor do SpaceLab. O modelo desenvolvido na UFSC pesa entre um e dois quilos, enquanto satélites tradicionais chegam a meia tonelada. Segundo os pesquisadores, a compactação permite equipamentos mais modernos, leves e econômicos. O menor deles têm 10 centímetros. Na sala onde os satélites são manuseados, os pesquisadores usam roupas especiais e luvas para evitar qualquer tipo de contaminação no equipamento. "A gente não pode deixar nada de impureza entrar no case e também precisa garantir que durante o transporte, por conta de toda a turbulência, o satélite tenha interferência. Por isso todas essas espumas e proteções", explicou o pós-graduando em engenharia elétrica João Cláudio Elsen Barcellos. Pesquisadores usam roupa especial e caixa com espumas para proteger satélites Reprodução/NSC TV VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

'O instinto fala mais alto': ex-bombeiro salva trabalhador que desmaiou e ficou pendurado a cerca de 30 metros em Santos

Publicado em: 12/11/2025 05:23

Trabalhador fica pendurado por corda após desmaiar durante serviço em fachada de prédio Um enfermeiro que passava de moto a caminho do trabalho ajudou a socorrer o trabalhador que ficou pendurado pelo cinto de segurança após desmaiar enquanto fazia manutenção na fachada de um prédio em Santos, no litoral de São Paulo. Bruno Canavezzi disse ao g1 que a vítima estava suspensa no 11º andar, e não no 9º, como divulgado inicialmente pelo Corpo de Bombeiros. O trabalhador que ficou suspenso tem 51 anos e estava em serviço em um edifício na Rua Minas Gerais, no bairro Boqueirão, quando sofreu um mal súbito e desmaiou na tarde da última segunda-feira (10). Imagens mostram o momento do resgate (assista acima). O enfermeiro contou que o profissional saiu lúcido do local após o atendimento, mas relatou sofrer de problema cardíaco. O g1 não conseguiu atualizações sobre o estado de saúde do homem até a publicação desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Bruno, que trabalha como enfermeiro em uma empresa voltada para cuidados de pessoas idosas, mora a duas quadras do local e estava indo atender uma paciente quando viu pessoas olhando para cima, assustadas. “Quando eu olhei para cima, lá estava o trabalhador pendurado em posição de emborcado (olhando para baixo). Ele estava nessa posição já debruçado e, pelo relato da portaria, já estava há quase 10 minutos lá em cima, pendurado daquela forma”, disse. Infográfico - trabalhador desmaia e fica pendurado em prédio Arte/g1 Trabalhando como enfermeiro há três anos, Bruno atuou como bombeiro por 17 anos, sendo nove como guarda-vidas na praia. Ele foi até a portaria, se identificou e o porteiro o acompanhou até o 10º andar. “Eu pedi para a equipe que estava prestando o serviço de manutenção ir para o apartamento de cima porque eles estavam em dois e poderiam fazer o suporte maior com força para poder resgatar e eu fiquei na parte debaixo para chegar em contato com a vítima e avaliá-lo”, contou. De acordo com Bruno, o trabalhador estava com crise convulsiva. Ele orientou a dupla de cima a puxar o colega. Após a vítima ser socorrida para o 11º andar, Bruno subiu e realizou os primeiros socorros. Segundo ele, o trabalhador estava desorientado e com a visão dilatada. O enfermeiro contou ter feito perguntas para avaliar o nível de consciência. “Como eu fui bombeiro, então o instinto fala mais alto, não tem como negar”, afirmou. Enfermeiro fez imagens durante o resgate de trabalhador que ficou pendurado após desmaiar em Santos, SP, para justificar o atraso no trabalho Bruno Canavezzi Bruno disse que, “no calor” do momento, não pegou o contato do trabalhador e nem o filmou, apenas registrou imagens durante o resgate para justificar o atraso na empresa onde trabalha. Para ele, o resgate foi tranquilo, pois já havia treinado situações similares. “Tenho 17 anos de profissão, então para mim foi até que tranquilo. É mais o susto mesmo né? Porque assim, como a gente fala na corporação: [o resgate] na altura não pode ter erro. O erro mínimo que for é chão, é queda, queda livre e vai embora”, afirmou. O enfermeiro acredita que a empresa usava equipamentos de proteção individual (EPI) adequados. “Eu acho que foi o que garantiu a sobrevida dele, foi o EPI, não foi nem o meu resgate, foi o EPI dele”. O caso De acordo com o Corpo de Bombeiros, três viaturas com sete profissionais foram acionadas. A corporação informou que o homem ficou preso pelo cinto de segurança em uma corda e foi retirado por uma sacada pelos moradores, sem intervenção da equipe. Na sequência, os Bombeiros disseram que o trabalhador foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à UPA Central. A Prefeitura de Santos, porém, negou que o Samu tenha sido acionado e informou que, em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não fornece informações sobre pacientes. Homem ficou pendurado na altura do 9º andar de um prédio no bairro Boqueirão, em Santos (SP). Reprodução VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: lgpd

Sistema com IA prevê nível dos rios no AM com até 30 dias, podendo antecipar secas e enchentes

Publicado em: 12/11/2025 05:05

Sistema com IA prevê nível dos rios no AM com até 30 dias, podendo antecipar secas e enchentes Marcelo Dutra/Rede Amazônica Uma tecnologia desenvolvida no Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (LabClim), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), está ajudando a prever o comportamento dos rios da região com o apoio da inteligência artificial (IA). O sistema, criado por alunos e pesquisadores do laboratório, calcula a variação das cotas dos rios com até 30 dias de antecedência. O modelo utiliza redes neurais, uma forma de IA inspirada no funcionamento do cérebro humano, para "aprender" a dinâmica natural dos rios, analisando séries históricas de dados de cota, chuvas e outros fatores. As informações são cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além de bancos meteorológicos e hidrológicos mantidos pelo próprio laboratório. A equipe multidisciplinar do LabClim, formada por meteorologistas e geólogos, trabalha na coleta, atualização e análise dos dados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A partir desse conjunto de informações, o sistema projeta o nível das águas para as próximas semanas, com erro médio inferior a 2%, segundo os pesquisadores. "A rede neural funciona como o cérebro humano. Cada neurônio processa as informações que recebe, como cotas e índices de chuva, e, com o tempo, o modelo aprende o comportamento do rio”, explicou Diogo Gomes dos Santos, aluno de Engenharia de Computação da UEA e responsável pelo desenvolvimento do projeto. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O estudante testou dois tipos de redes neurais: Multilayer Perceptron (MLP) e Long Short-Term Memory (LSTM) para comparar o desempenho e a precisão de cada uma. "Como o nível do rio é uma série temporal, o modelo consegue prever o que vem depois com base nos dados anteriores”, disse o aluno. Antes de entrar em operação, cada nova previsão gerada pela IA passa por um processo de simulação e validação. Os pesquisadores comparam os resultados obtidos com dados reais. Quando há diferença significativa, o modelo é ajustado e reprocessado para aumentar a confiabilidade das projeções. Inicialmente aplicado ao Rio Negro, em Manaus, o sistema está sendo expandido para outras bacias, como os rios Madeira, Solimões e Amazonas. Hoje, ele gera previsões de até 30 dias, com precisão considerada alta para a complexidade dos fenômenos naturais da região. Apoio direto Os resultados das simulações feitas no laboratório já são utilizados em boletins e relatórios que abastecem o sistema de informações do governo do estado. Os dados ajudam órgãos de gestão ambiental, logística e defesa civil a se anteciparem a períodos de estiagem ou cheia, que impactam desde o transporte fluvial até o abastecimento de comunidades ribeirinhas. "É uma IA criada dentro da UEA, no Amazonas, com potencial de apoiar tanto o poder público quanto o setor privado. Ela contribui para o planejamento da logística, do transporte, da agricultura e de ações emergenciais”, afirmou o coordenador do LabClim, professor e doutor em meteorologia, Francis Wagner. Além de integrar o sistema de monitoramento estadual, a equipe prepara o lançamento de um aplicativo próprio, previsto para os próximos meses. A ferramenta vai reunir informações de chuva, temperatura e nível dos rios em tempo real, permitindo que qualquer pessoa, de gestores a ribeirinhos, acompanhe as previsões diretamente pelo celular. Atualmente, as previsões do laboratório são divulgadas a cada 15 dias em boletins disponíveis no site e nas redes sociais do LabClim. "A ideia é que o modelo evolua para previsões cada vez mais detalhadas e acessíveis, permitindo que as comunidades e o poder público consigam agir antes que os impactos climáticos sejam sentidos”, completou Francis. Tecnologia com DNA amazônico A iniciativa reforça o papel da ciência produzida na Amazônia para enfrentar desafios típicos da região. Com o avanço das mudanças climáticas e a intensificação de fenômenos como El Niño e La Niña, o uso da inteligência artificial tem se mostrado essencial para antecipar eventos extremos e reduzir prejuízos ambientais e econômicos. "É uma tecnologia feita aqui, por gente daqui, voltada para resolver problemas do nosso território", resumiu o professor. Equipe do LabClim que conta com meteorologistas e geológos Marcelo Dutra/Rede Amazônica Doutor em Meteorologia e coordenador do LabClim, Francis Wagner Marcelo Dutra/Rede Amazônica

Adolescente prodígio, eleito um dos 100 jovens mais brilhantes do planeta, compartilha dicas para o 2º dia de Enem

Publicado em: 12/11/2025 05:05

Caio Temponi aos 17 anos Laurismara Temponi/Arquivo Pessoal Reconhecido pelas 18 aprovações em vestibulares e concursos militares pelo Brasil, Caio Temponi está na lista dos 100 prodígios do mundo. Hoje, ele divide a rotina entre dar aulas em cursos preparatórios e concluir as graduações em Direito e Matemática. Além disso, tem estudado para concursos públicos. Nascido em Três Rios (RJ) e morador de Juiz de Fora desde 2023, o adolescente conversou com o g1 e compartilhou dicas para quem vai fazer o segundo dia do Enem, no próximo domingo (16). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Segundo Caio, manter a calma, focar nas matérias em que o candidato tem mais facilidade e saber gerenciar o tempo são estratégias importantes para ir bem na prova, considerada cansativa. “Focar bem nas matérias como matemática e ciências da natureza. A matemática tem mais valor então é importante fazer essa análise. Além disso, começar pelas questões mais fáceis para cada um ajuda a ganhar confiança e ir se tranquilizando durante o exame”, alertou. Outra dica é não deixar para marcar o cartão de respostas só no final. “Quando eu fazia o Enem eu ia marcando as questões ao invés de esperar fazer as 90 porque podia marcar alguma errada e não perceber. Eu terminava uma matéria, marcava e depois ia para outra”, completou. LEIA TAMBÉM: Adolescente de 15 anos com aprovação em quase 20 universidades se torna representante na sociedade internacional de alto QI Adolescente brasileiro de 16 anos é reconhecido como um dos 100 prodígios do mundo Estudante de 14 anos passa em 3º lugar e vai cursar Direito na UFJF: 'Só a educação muda o mundo'' Talento intelectual descoberto aos 12 anos Caio Temponi tem 16 anos é um dos prodígios 2025 da GCP Awards Reprodução/Redes Sociais Caio Temponi tem 17 anos e é um dos prodígios de 2025 do Global Child Prodigy Awards (GCP Awards). Ele começou a se destacar aos 12 anos, quando foi aprovado em 1º lugar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), um dos concursos mais concorridos do país. Aos 13, passou em cinco vestibulares, incluindo Medicina e Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Veja outras conquistas: Passou em 1º lugar na Colégio Militar de Juiz de Fora (CMJF); Foi aprovado em 1º lugar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), da Força Aérea Brasileira (FAB), na qual gabaritou a prova aos 12 anos; Aos 13, foi aprovado em 1º em Administração na Universidade Estadual do Ceará (Uece); Passou em 1º em Direito na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); Obteve o 1º lugar em Engenharia Civil na Universidade Federal do Cariri (UFCA); Passou em Medicina na Universidade de Fortaleza (Unifor) ainda com 13 anos; Aprovado no Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), aos 14 anos; Academia da Força Aérea aos 13 anos; Aprovado em medicina pela Universidade de Fortaleza (Unifor); Aprovado em medicina pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê); Aprovado em matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Aprovado em 3º lugar em educação física pela Universidade de São Paulo (USP); Aprovado em 3º lugar em direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Aprovado em medicina na Cruzeiro do Sul; Aprovado em 1º lugar para engenharia da computação pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ); Aprovado em matemática pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselv); Aprovado em direito na Universidade de Brasília (UNB). Caio também conquistou três medalhas de ouro em competições nacionais e internacionais de matemática. Aos 15 anos, se tornou representante de crianças e jovens na Sociedade Internacional de Superdotados (IIS). Um dos mais prodígios do mundo Aos 16 anos, Caio entrou para a lista dos 100 jovens considerados prodígios no mundo pelo GCP Awards, na categoria Inteligência e Memória – QI. A premiação reconhece crianças e adolescentes com talentos extraordinários em áreas como música, ciência, esportes, empreendedorismo, artes e inteligência. “Ser reconhecido entre os maiores talentos do mundo é uma honra que carrego com responsabilidade. Gostaria muito de estar lá, representar meu país e mostrar que o Brasil também é terra de talentos excepcionais”, afirmou. ASSISTA TAMBÉM: Estudante vira representante da Sociedade Internacional de Superdotados Estudante de Três Rios vira representante da Sociedade Internacional de Superdotados VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

A impressionante história do mexicano que sobreviveu a mordida de tubarão na cabeça

Publicado em: 12/11/2025 05:03

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mauricio Hoyos conta que ainda se lembra claramente da pressão que sentiu sobre seu crânio, quando ficou preso na garganta de um tubarão de mais de três metros de comprimento. O animal havia se lançado sobre ele a uma velocidade surpreendente. Hoyos teve apenas o tempo suficiente para abaixar a cabeça e proteger a jugular. "Quando ele fechou sua boca, senti a pressão da mordida e, acho que depois de um segundo, ele abriu a boca e me deixou ir embora", contou ele à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC), em recuperação na sua casa em La Paz, no Estado mexicano da Baixa Califórnia, mais de um mês depois do incidente. Hoyos é biólogo marinho. Ele tem mais de 30 anos de experiência estudando tubarões no seu habitat natural. Diferentemente do que pensaria qualquer outra pessoa depois de ter ficado tão perto da morte, Hoyos tem planos de voltar a entrar na água, já em meados deste mês. "Na verdade, minha evolução foi incrível", ele conta, com um grande sorriso. "De fato, eles me deram alta e já tenho viagem para mergulhar marcada para o dia 14 de novembro." Hoyos tomou esta decisão porque, para ele, o que ocorreu naquele dia, nas águas da ilha do Coco, na Costa Rica, é o comportamento normal de um animal que se sentiu ameaçado e considerou necessário se defender. "Neste caso, esta mordida foi como a dos cães", explica ele. "Você já viu que eles mordem, quando outro cão se aproxima muito? Eles não o machucam, mas, com isso, o outro cachorro se tranquiliza." "Não sei se esta fêmea de tubarão estava grávida, talvez tivesse crias dentro dela. Então, imagine, você não está só protegendo a si mesmo, mas também à sua prole." 🦈 Esta visão de Hoyos sobre os tubarões não é consequência da sua profissão. Na verdade, ela foi a razão que levou o pesquisador a estudar biologia marinha. Tudo começou quando ele assistiu, pela primeira vez, ao clássico de Steven Spielberg Tubarão (1975). Foto do biólogo Mauricio Hoyos com a cicatriz da mordida que recebeu de um tubarão Arquivo pessoal Medo, não: fascinação Antes da era do streaming, o cinema era diferente. Os filmes eram experiências coletivas que as pessoas compartilhavam nas salas de cinema. E, quando uma produção conseguia estabelecer conexão com o público, se tornava um fenômeno cultural. Tubarão foi um desses filmes. Relatos da imprensa da época contam que o filme causou tanto impacto entre os espectadores que as pessoas gritavam, saíam da sala ou desmaiavam em meio às projeções. Tudo isso ajudou a impulsionar sua popularidade. Hoyos não viu o filme no cinema, mas cresceu ouvindo as histórias de quando seu pai assistiu em 1975. O filme acabou sendo o catalisador de uma paixão que mudaria sua vida. "Esse medo irracional gerado pelo filme nos seres humanos foi bastante negativo", ele conta. "Mas, para mim, gerou o efeito contrário: ver esse animal tão perfeito fez com que eu me perguntasse mais sobre a realidade do tubarão branco." Esta obsessão não se limitou apenas ao animal protagonista do filme. Ela se estendeu às diferentes espécies de tubarões existentes no mar. Hoyos estudou centenas de espécies de tubarões ao longo da sua carreira. Ele começou com tubarões-de-pontas-negras-do-recife recém-nascidos, quando cursava a universidade com 18 anos de idade. Hoyos mostra com orgulho as fotos daquele momento tão especial para ele. "Esta lembrança sempre estará na minha memória, pois as pessoas nunca imaginam que eles passam por esta etapa tão vulnerável", explica ele. "Todos pensam que eles são assassinos em série." "Mas, graças ao tubarão desta foto, o primeiro que eu agarrei, senti a vulnerabilidade e até o medo do tubarãozinho, que não sabia o que estávamos fazendo, que era para o seu bem. Isso me fascinou e fez com que eu me interessasse mais sobre os tubarões, pois percebi que eles também são vulneráveis." O mais surpreendente da sua carreira é que, apesar de trabalhar com diferentes tipos de tubarões, ele enfrentou poucos incidentes até o momento. Eles incluem uma mordida na cintura por outra fêmea de tubarão-das-galápagos, quando ele colocava nela uma "marca acústica". "Lembro que eu a estava suturando e me disseram 'olhe, você está sangrando'", relembra ele. "Eu respondi 'esperem até que eu suture o animal e, depois, alguém venha me suturar'." Hoyos mostra com orgulho a cicatriz deixada pelo tubarão: 'marca de batalha com forma de brânquias' Arquivo Pessoal de Mauricio Hoyos Marcando tubarões Na atual era tecnológica, os cientistas contam com todo tipo de ferramentas para estudar o comportamento de qualquer espécie, incluindo as que vivem no mar. "Nós usamos muito estas marcas acústicas para estudar movimentos locais", explica Hoyos. Ele mostra o que parece ser um cilindro plástico, com um código de identificação, e um longo cabo do qual pende uma ponta metálica que é incrustada na pele do animal. "No momento em que este tubarão, com esta marca, se aproxima dos receptores que temos embaixo d'água (que têm o tamanho aproximado de garrafas de vinho e estão situados a uma profundidade de 20 a 30 metros), esta informação fica gravada", explica ele. "Com isso, posso saber que o tubarão 47785 esteve naquela região e para onde ele se moveu." Esta informação é útil para entender aspectos da vida desses animais que não poderíamos conhecer de outra forma, como as zonas de acasalamento e desova. Assim, podemos ajudar os governos a designar áreas protegidas, que permitam que os animais sobrevivam em um mundo de ameaças constantes. "Os tubarões são como o sistema imunológico dos oceanos", segundo Hoyos. "São eles que controlam as populações das suas presas e se alimentam dos organismos velhos e doentes, mantendo a saúde de todo o ecossistema." "Muitas pessoas pensam que os oceanos seriam melhores sem os tubarões, mas, na verdade, elas não conhecem o papel muito importante que eles desempenham para manter seu delicado equilíbrio." Para poder encontrar tubarões para marcar, Hoyos conta que os cientistas se baseiam na sua compreensão do mundo natural. Uma forma de fazer isso é identificar o que eles chamam de "estações de limpeza". "Uma estação de limpeza é um grupo de peixinhos, conhecidos como peixes-borboleta-limpadores", explica ele. "Eles são amarelos e, cada vez que um tubarão se aproxima, eles retiram os parasitas do animal. São regiões muito importantes porque é ali onde fico para tentar marcá-los." "Quando eles se aproximam daquela região, aproveito que eles ficam em uma espécie de transe, coloco a marca e saio de perto." No final de setembro, durante uma viagem de pesquisa à Costa Rica, Hoyos ficou sabendo que uma gigantesca fêmea de tubarão-das-galápagos estava em uma dessas estações de limpeza, em um setor conhecido como Rocha Suja. "É um belo pináculo e, naquele dia, vieram turistas e me disseram: 'Existe uma fêmea muito grande na estação de limpeza que fica a 40 metros de profundidade", ele conta. Era esta a informação que Hoyos esperava para mergulhar. Encontros próximos Trabalhar nas profundezas do oceano não é fácil. Por isso, quando Hoyos percebeu que o tubarão estava na estação a 40 metros de profundidade (não na que fica a 20 metros), ele disse ao capitão do barco que haveria pouco tempo para agir. "Eu disse a ele: 'Vamos ficar, no máximo, cinco minutos'", relembra ele. "'E, se não a virmos, subimos para a estação de 20 metros e ali esperamos os tubarões-martelo.'" Hoyos entrou na água e começou a descer lentamente até as profundezas. Ao atingir os 40 metros de profundidade, ele viu o animal. "Passou aquela fêmea gigante, que media três a três metros e meio, e se dirigiu para o fundo", relata ele. "Eu me posicionei para colocar a marca na base da sua barbatana dorsal." "Obviamente, entra nela o objeto metálico unido ao cabo, pendurado pela sonda, e ela, diferentemente dos outros tubarões que já marquei e fugiram imediatamente, vira e fica olhando para mim." "Eu vi como seu olhinho prestava atenção em mim e a vejo dando a volta, mas muito tranquila", relembra Hoyos. Este comportamento não surpreendeu o pesquisador. Ele havia observado nos seus mergulhos anteriores que os tubarões-das-galápagos costumam girar quando são marcados. "Veja, eu já marquei tubarões-brancos, tubarões-tigre, tubarões-touro, tubarões-de-ponta-prateada e nenhum deles se volta para você como o tubarão-das-galápagos", explica ele. "A maioria vai embora no sentido em que estava nadando quando sente a picada." Hoyos sustentou o olhar do tubarão, enquanto se afastava até cerca de quatro metros de distância. De repente, do nada, o animal investiu contra ele. "Baixei a cabeça e senti sua mandíbula inferior se enterrando na minha bochecha e a parte superior, na cabeça", ele conta. "Ali fiquei, imagino que por um segundo, não mais que isso, dentro da sua boca, que ela simplesmente voltou a abrir." "Quando ela a fechou, senti a pressão da mordida e, depois, simplesmente, ela me deixou ir embora." Gravação alcançou mais de 1,5 milhão de visualizações. Reprodução/Facebook/Mauricio Hoyos Padilla Subida apavorante Os 29 dentes serrados do tubarão-das-galápagos não deixaram Hoyos apenas com feridas profundas no rosto e na cabeça. Eles também cortaram seu cabo de oxigênio. Ele havia sobrevivido ao ataque, mas ainda enfrentava perigo mortal. E um dos dentes havia rasgado sua máscara, fazendo com que a água misturada com sangue reduzisse a pouca visibilidade disponível àquela profundidade. "Quando percebi que estava saindo ar da mangueira, peguei uma que chamamos de 'polvo' e usamos para fornecer ar a outra pessoa que precise", explica Hoyos. "Mas logo percebi que o regulador não estava funcionando e estava lançando o ar, em vez de regulá-lo. Por isso, precisei recordar meu treinamento e fazer a regulagem com os lábios." Sangrando, sem poder enxergar e com o ar escapando, Hoyos calculou que tinha menos de um minuto para subir. "Como eu não via nada, o que fiz foi buscar a luz que eu sabia que era a superfície", ele conta. "Comecei a nadar para cima, de forma muito coordenada, pois queria evitar movimentos erráticos que pudessem atrair o tubarão." Ao chegar à superfície, um jovem o fez subir ao barco e, quando o capitão viu o estado de Hoyos, ligou para o escritório da guarda florestal, informando sobre o incidente. Hoyos explicou que só foi sentir a dor das feridas muito tempo depois. "Obviamente, eu tinha adrenalina no corpo, mas a mordida não me doeu tanto", segundo ele. "O que mais me doeu foi o golpe. Quando o tubarão me mordeu (um animal de três metros de comprimento e àquela velocidade), foi como se um carro tivesse me atingido. De fato, fiquei com um hematoma gigantesco em toda a mandíbula, pensei que ela estivesse rasgada." Ao chegar à terra, havia uma equipe de paramédicos pronta para o atendimento de urgência. Rápida recuperação Mauricio Hoyos teve sorte. Além de sobreviver ao ataque e à subida até a superfície, nenhuma das suas feridas infeccionou e o processo de cura levou menos tempo do que qualquer pessoa poderia ter imaginado. "Os médicos me disseram que era impressionante", ele conta. "O ataque ocorreu no dia 27 de setembro, fiz uma viagem de 34 horas, me fizeram uma lavagem cirúrgica e, em dois dias, estavam avaliando se poderiam proceder à reconstrução." Os médicos contaram que um jovem que sobreviveu a um ataque de tubarão-das-galápagos na mesma região, em 2017, precisou permanecer durante quase um mês em uma câmara hiperbárica porque suas feridas não estavam se fechando bem. "Eles me disseram que minha evolução havia sido incrível. Depois da cirurgia, os médicos confessaram como estavam preocupados com uma infecção porque, por ser no rosto, seria um caminho direto para o cérebro." "E, de fato, eles me deram alta. No dia 15 de novembro, posso voltar a mergulhar e já tenho uma viagem marcada", prossegue Hoyos. "E, no dia 15, já vou mergulhar." Ele afirma carregar com orgulho a grande cicatriz que mantém no rosto. Para ele, é "uma marca de batalha na forma de brânquias". Hoyos afirma que, atualmente, respeita ainda mais os animais que estuda, exatamente por ter conseguido sobreviver a um ataque desta magnitude. "Esta é a prova que tenho para demonstrar que aquela fêmea poupou a minha vida, não tenho outra forma de definir isso", explica ele. "E me servirá para poder continuar falando bem dos tubarões e seguir defendendo sua conservação no futuro." O tubarão-das-galápagos que manteve Hoyos na garganta continua com sua vida natural nas profundezas do oceano. O mergulhador tem esperança de poder encontrá-la outra vez — e, como ele conseguiu marcá-la antes do ataque, esta é uma possibilidade. "Em janeiro, vou para a ilha do Coco, temos uma viagem marcada para os dias 20 a 27", ele conta. "E é claro que vou para a Rocha Suja, vou mergulhar ali."

Palavras-chave: vulnerabilidade

É #FAKE vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA; cenas foram criadas com inteligência artificial

Publicado em: 12/11/2025 05:00

É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA Circulam nas redes sociais vídeos que mostra diversos idosos de um suposto asilo nos Estados Unidos explicando suas fantasias criativas de Halloween, sempre com algum trocadilho engraçado. É #FAKE. g1 Veja, abaixo, respostas a estas 3 perguntas: Como são os vídeos? Por que eles são mentirosos? O que o "lar de idosos" fake vende? 🛑 Como são os vídeos? Os vídeos com temática de Halloween começaram a ser publicados em 22 de outubro nos perfis da Basin Creek Retirement Village (Vila de Aposentados Basin Creek) no Instagram, no TikTok e no YouTube. De lá para cá, foram compartilhados por outros usuários inúmeras vezes como se fossem verdadeiros, e não algo criado com inteligência artificial (IA) – leia mais abaixo. A verdade é que a Basin Creek Retirement Village não existe. As contas da "vila" têm a seguinte descrição (em inglês): "mundo fictício feito com IA e amor". Além disso, a conta direciona seguidores a uma loja virtual que vende camisetas por US$ 29,99 (cerca R$ 160) – leia mais ao final desta reportagem. Nos posts originais, não há qualquer indicação de uso desse IA – seja nas legendas ou nas hashtags. Os vídeos também não tem marca d'água para sinalizar isso, aumentando a possibilidade de o material viralizar como se fosse real. A repostagem de uma corretora de imóveis com pouco mais de mil seguidores no Instagram bateu 2 milhões de visualizações. Até um senador – Cory Booker, de Nova Jersey (que tem 2,3 milhões de seguidores) – compartilhou. Nas cenas, que aparecem em uma série de vídeos cursos, personagens representando "idosos" aparecem sendo abordados por funcionários do suposto lar. Os velhinhos, então, explicam qual foi a inspiração de suas fantasias. As respostas trazem quase sempre algum trocadilho em inglês. Uma "freira" com uma pasta executiva afirma: "nun of your business", em referência à expressão "none of your business" ("não te interessa"). Um senhor números escritos na camisa responde que é "Someone you can count on" ("alguém com quem você pode contar"). E por aí vai. Os comentários nos posts variam. Expressam a alegria de ver velhinhos tão simpáticos e engraçados, fazem elogios à "casa de repouso", demonstram interesse em voluntária no local. Mas, nas mensagens, há diversos apontamentos indicando que se trata de IA, bem como críticas de gente que se sentiu enganada após sentir uma "conexão humana" com velhinhos que sequer existem de verdade. ⚠️ Por que eles são mentirosos? As cenas têm falhas típicas de conteúdos criados por IA: embalagens de pimenta estão presas à roupa de forma "impossível"; o fio de um relógio se prende do nada no pescoço de um velhinho; e um colar que "desaparece" (veja abaixo). Moedor de pimenta preso ao corpo sem fita adesiva e objetos que perdem a continuidade, como um cordão amarrando um relógio de papelão e o colar de uma idosa, foram alguns dos erros identificados nos vídeos fake feitos com IA Reprodução Mas as ferramentas de IA tendem a "aperfeiçoar" esses detalhes cada vez mais. Isso dificulta progressivamente a tarefa de rastrear esses erros a olho nu. O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao detector de IA HiveModeration. Resultado da análise: há até 94% de probabilidade de uso desse recurso. HiveModeration aponta 94% de probabilidade de o vídeo conter inteligência artificial Reprodução O Fato ou Fake também enviou uma mensagem, pelo Instagram, ao administrador do perfil Basin Creek Retirement Village. Ele respondeu dizendo que a intenção "nunca foi a de enganar, mas, sim, criar algo que parecesse autêntico e imersivo — como se você tivesse topado com um canto real e saudável da internet". "À medida que o Basin Creek vem crescendo mais rápido do que o esperado, estamos aprendendo em tempo real como balancear criatividade e transparência. As contas e o site agora esclarecem totalmente que o Basin Creek é um projeto ficcional, criado para entretenimento e alegria." O serviço de checagem americano PoliFact, que verificou os vídeos, apontou que os vídeos criados com o Sora, ferramenta da OpenAI (dona do ChatGPT) que permite a criação de cenas om IA a partir de comandos com textos simples. Desde 30 de setembro, quando saiu o Sora 2, atualização que prometeu entregar conteúdos ainda mais realistas, registros do tipo se tornaram mais frequentes nas redes sociais. 📌 O que o 'lar de idosos' fake vende? Apesar da natureza fictícia do "lar de idosos", a conta direciona seguidores a uma loja virtual que vende camisetas por US$ 29,99 (R$ 160). No topo da página e sob a descrição dos produtos, frases passam a impressão de que se trata de um lugar real: "Você mantém vivo o Basin Creek — compre uma camiseta e espalhe o amor! 🥰"; "Cada compra ajuda a manter as luzes acesas e os residentes cafeinados ☕️". Há uma frase explicativa apenas no pé da página: "Basin Creek Retirement Village é uma comunidade fictícia criada para fins de entretenimento – mas os sorrisos (e os produtos à venda) são bem reais". A informação também aparece na sessão "About" ("Sobre") do site. Esses esclarecimentos, no entanto, só foram depois de boa parte da repercussão dos vídeos por conta do Halloween. Vídeo de velhinhos explicando fantasias de Halloween em lar de idosos é #FAKE Arte/g1 Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

SC já registrou 4 tornados da categoria EF3, mesma do fenômeno que devastou cidade no PR; relembre

Publicado em: 12/11/2025 04:31

Imagens mostram como ficou Xanxerê, no Oeste, após passagem de tornado da categoria EF3 em 2015 Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê/Arquivo O tornado classificado na categoria EF3 e que causou destruição no Paraná na sexta-feira (7) já foi registrado em Santa Catarina, devastando cidades e deixando mortos. O mais recente ocorreu há 10 anos, em 2015, em Xanxerê, município no Oeste que fica a 200 km de Rio Bonito do Iguaçu (PR). A mesma classificação também foi dada ao tornado em São Joaquim, na Serra, em 2004. Anos depois, em 2009, o mesmo fenômeno atingiu Guaraciaba, também no Oeste. Em 2014, Ibirama, no Vale do Itajaí, registrou o tornado EF3. 🔍 "EF3" é a abreviação de "Enhanced Fujita 3", ou seja, o tornado chegou à classificação 3 na escala Fujita Aprimorada. O índice é usado para avaliar a intensidade dos tornados com base na destruição causada pelo fenômeno (leia mais aqui). ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Inmet confirma tornado em Xanxerê, no Oeste catarinense SC soma 15 fenômenos no ano; entenda o fenômeno As informações foram divulgadas pela Epagri/Ciram, órgão que monitora o tempo no estado. Conforme o órgão, os eventos desta natureza ocorrem com frequência no sul do Brasil, sendo mais raros o de maior categoria como o EF3. "Os tornados estão entre os fenômenos meteorológicos mais complexos e imprevisíveis da natureza. Mesmo com tecnologia avançada, ainda é difícil prever exatamente quando e onde um tornado vai se formar", disseram em nota os meteorologistas Gilsânia Cruz e Marcelo Martins. Poste e casas foram atingidos em Xanxerê, em 2015. Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê/Arquivo Lista de tornados classificados na categoria EF3 em SC São Joaquim: 2004 Guaraciaba: 07/09/2009 Ibirama: 07/07/2014 Xanxerê: 20/04/2015 Xanxerê No tornado de Xanxerê, duas pessoas morreram e outras 120 pessoas ficaram feridas. Aproximadamente mil moradores ficaram desabrigados por conta dos estragos. À época, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirmou que os ventos que formaram o tornado variaram de 100km/h até 330km/h. Ao menos cinco torres de energia, que suportariam ventos de até 200 km/h, desabaram. Na cidade, muitos carros foram virados com o fenômeno, capotando lateralmente, o que também indicaria a característica cíclica dos ventos. Pai salvou mulher e bebê antes de morrer em tornado Cerca de 2,6 mil casas foram danificadas em Xanxerê, em 2015. Flávio Carvalho/TudosobreXanxerê 🌪️ SC é propícia para ocorrência de tornados Conforme a Defesa Civil, os tornados são bastante propícios em Santa Catarina porque o estado está localizado em uma região de encontro de diferentes massas de ar: as frias e secas (vindas do sul do país) e as quentes e úmidas (vindas do interior do continente). "O encontro dessas massas de ar deixa o ambiente bastante instável, o que favorece a formação de tempestades severas", afirmou o órgão estadual em resposta ao g1. 🤔Tornado x ciclone O tornado é caracterizado por uma coluna de ar em rotação que se estende da base de uma nuvem de tempestade até o solo, apresentando alto potencial destrutivo devido aos ventos intensos. Os ciclones são todos os sistemas de baixa pressão atmosférica. Eles "puxam" o ar quente e úmido da superfície e jogam para cima, formando as nuvens de chuva. Os chamados ciclones extratropicais movimentam massas de ar de temperaturas diferentes, ou seja, quentes e frias. Surgem em latitudes médias do planeta, fora da zona tropical, como no Atlântico Sul (a costa do Sul do Brasil). Dionísio Cerqueira, Faxinal dos Guedes e Xanxerê foram as cidades atingidas por tornados VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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