Arquivo de Notícias

Novo Aorus Master une placa RTX 5090 e tela OLED de 240 Hz para rodar qualquer jogo

Publicado em: 02/06/2026 15:46 Fonte: Tudocelular

A Gigabyte revelou nesta terça-feira (2) a sua nova geração de notebooks de alto desempenho. Trata-se do Aorus Master 16, um modelo que foca no público entusiasta ao combinar o mais recente chip AMD Ryzen com placas de vídeo da série GeForce RTX 50 para entregar performance em nível de desktop, mas portátil. Gigabyte aposta em potência máxima com Ryzen 9 9950HX3D e RTX 5090 De modo geral, os principais destaques do modelo incluem a adição de um processador AMD Ryzen 9 9950HX3D. O modelo é composto por 16 núcleos, 32 threads e possui até 144MB de cache com o uso da tecnologia proprietária da marca, a 3D V-Cache. As variantes de configurações disponíveis para esse laptop vão até a NVIDIA GeForce RTX 5090, componente que foca no alto desempenho. Ele é indicado não só para exibir os jogos na mais alta resolução, como também cargas mais pesadas de inteligência artificial.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

UFPI abre 106 vagas em Medicina, Psicologia e Inteligência Artificial no Piauí

Publicado em: 02/06/2026 15:40

Novos cursos na UFPI: psicologia, Inteligência Artificial e Medicina em Floriano A Universidade Federal do Piauí (UFPI) publicou, nesta terça-feira (2), um edital com 106 vagas em cursos de graduação. As oportunidades são para ingresso no segundo semestre de 2026, nos campi de Teresina e Floriano. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A seleção será coordenada pela Coordenadoria de Concursos, Projetos Estratégicos e Seleções (COPESE). As vagas são para três cursos de bacharelado: Psicologia: 40 vagas no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina; Inteligência Artificial: 36 vagas no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina; Medicina: 30 vagas no Campus Amílcar Ferreira Sobral, em Floriano. Critérios de seleção A seleção será feita apenas com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O candidato pode escolher usar o resultado de 2023, 2024 ou 2025 e deve informar a opção no momento da inscrição. As inscrições serão feitas apenas pela internet, no site da COPESE. Os candidatos devem ficar atentos ao cronograma do edital para não perder os prazos. A taxa de inscrição é de R$ 150. O edital detalha quem pode pedir isenção do pagamento. O edital completo, com regras sobre reserva de vagas, matrícula e recursos, deve ser disponibilizado no site da coordenação. Universidade Federal do Piauí (UFPI) em Teresina UFPI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: inteligência artificial

Teresópolis instala primeiros totens inteligentes com reconhecimento facial

Publicado em: 02/06/2026 15:38

Teresópolis reforça segurança com tecnologia de reconhecimento facial Teresópolis, na Região Serrana do Rio, iniciou a instalação de totens inteligentes de monitoramento e vigilância com reconhecimento facial na Praça da Matriz de Santa Teresa, na região central da cidade. Os primeiros equipamentos foram instalados, após a publicação da Lei Municipal nº 4.696/2026, em 26 de maio, como parte de uma parceria público-privada entre a Prefeitura e a empresa 360 Security. O objetivo é ampliar a prevenção e a resposta a ocorrências, reforçando a segurança em áreas de grande circulação de pessoas. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Primeiros equipamentos foram instalados na Praça Santa Tereza em Petrópolis Juliana Guzzo Os equipamentos contam com câmeras de alta resolução, tecnologia de reconhecimento facial e integração com bancos de dados das forças de segurança, permitindo o monitoramento permanente de um dos espaços mais movimentados do município. Nesta primeira etapa do projeto, serão instalados quatro totens na Praça de Santa Teresa e outros seis em diferentes pontos da cidade, totalizando dez equipamentos. A iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria público-privada que, segundo a Prefeitura, não gera custos para os cofres municipais. De acordo com o secretário municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade, Sérgio Mauro Louzada, a proposta é fortalecer a segurança preventiva e ampliar a capacidade de monitoramento em locais estratégicos. A expectativa é que outras áreas de grande circulação também recebam os equipamentos futuramente. A instalação dos totens ocorre em um momento em que Teresópolis registrou recentes ocorrências de arrombamentos a estabelecimentos comerciais. Em alguns desses casos, imagens de câmeras de segurança contribuíram para a identificação dos suspeitos pelas forças policiais. O Comandante do 30° Batalhão de Polícia Militar de Teresópolis, o Coronel Christoph, disse que a PM está acompanhando o processo de desenvolvimento do sistema, através das reuniões do Conselho Municipal de Segurança e também em reuniões com as autoridades da cidade. A viabilidade da integração e acesso das imagens será avaliado pelo setor de tecnologia da Polícia Militar. A parceria da Prefeitura e da empresa 360 Security foi oficializada pela Lei Municipal nº 4.696/2026, de autoria do vereador Marcos Rangel. A legislação estabelece regras para a integração e o compartilhamento voluntário de imagens de câmeras privadas e de totens inteligentes com a Central Integrada de Monitoramento do município, com foco em ações de segurança pública, fiscalização urbana e resposta a emergências. Entre os objetivos da lei estão a ampliação da vigilância eletrônica por meio da integração entre redes públicas e privadas de monitoramento, a proteção do patrimônio público e privado, a preservação da integridade dos cidadãos e a captação de imagens em locais de grande circulação, como escolas e praças. A legislação também prevê que o uso das tecnologias de videomonitoramento siga as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e regulamenta o acesso às imagens por órgãos de segurança pública e autoridades competentes para fins de investigação e apuração de possíveis ilícitos.

Palavras-chave: lgpdtecnologia

NVIDIA RTX Spark: preço dos novos PCs deve ser proibitivo; veja valores

Publicado em: 02/06/2026 15:30 Fonte: Tudocelular

Ainda ontem (1), vimos a NVIDIA lançar seu novo superchip, projetado para levar o processamento local de inteligência artificial (IA) a um novo patamar. Mas a revolução parece ter um preço – e ele não é baixo. Segundo analistas de mercado, PCs com o novo RTX Spark podem chegar às prateleiras por valores proibitivos para a maioria.De acordo com a avaliação de analistas do Morgan Stanley – conhecida empresa de serviços financeiros e banco de investimentos –, o novo hardware de ponta da NVIDIA exige um investimento pesado. A estimativa é que laptops equipados com a variante mais poderosa do chip, identificada como N1x, não cheguem ao mercado por menos de US$ 2.900 – aproximadamente R$ 14.566. Mesmo a versão considerada de entrada deverá ter um valor elevado, com preços estimados a partir de US$ 1.800 (~R$ 9.041).Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Crédito antecipado da Cresol ajuda produtor a planejar próxima safra

Publicado em: 02/06/2026 15:26

A possibilidade de planejar a safra com antecedência, reduzir riscos e ampliar a produtividade tem levado produtores rurais a buscar o custeio antecipado para garantir recursos antes do início do próximo ciclo agrícola. A modalidade permite mais organização financeira e oferece ao agricultor condições para tomar decisões estratégicas no campo. Com foco em atender as necessidades dos cooperados, a Cresol iniciou a Safra Antecipada para agricultores que já possuem limite disponível para contratação. A proposta é facilitar o acesso ao crédito antes do período de plantio, permitindo que o produtor rural organize a compra de sementes, fertilizantes, defensivos, rações e outros itens essenciais para a produção. Com a garantia e segurança da Cresol, tudo é feito de maneira rápida e sem burocracia para facilitar a vida do agricultor que precisa do aporte financeiro, aproveitando o atual cenário do plano safra, com taxas e limites atuais. “A antecipação do recurso traz mais segurança aos agricultores e também cria oportunidades para adquirir insumos e sementes com preços mais atrativos. Com planejamento e organização, o produtor consegue preparar melhor a lavoura e aumentar as chances de uma safra mais rentável”, afirma o diretor comercial da Central Sicoper, Ademir Baccin. O processo é realizado de forma rápida, com orientação técnica e acompanhamento personalizado nas agências. Os cooperados podem apresentar os orçamentos diretamente aos gerentes Agro para iniciar a análise e encaminhar a contratação do crédito. Além do atendimento presencial, a Cresol disponibiliza ferramentas de simulação financeira que auxiliam na definição das melhores alternativas para cada propriedade. A análise considera a realidade de cada produtor, permitindo mais controle dos investimentos e previsibilidade ao longo da produção. O que é o pré-custeio rural? O pré-custeio rural funciona como uma antecipação de recursos para que agricultores e pecuaristas possam investir antes mesmo do início do plantio ou da criação de animais. Na prática, é uma linha de crédito destinada à aquisição de insumos, equipamentos e demais itens necessários para preparar a produção. Esse planejamento antecipado também pode representar economia. Ao adquirir produtos antes da alta tradicional de preços do novo ano agrícola, o produtor rural ganha mais margem para negociar e organizar os custos da propriedade. Benefícios para o produtor rural Entre as principais vantagens do custeio antecipado está a possibilidade de organizar a safra com mais antecedência. Com recursos disponíveis antes do período de plantio, o agricultor consegue definir estratégias, realizar compras importantes e preparar a propriedade no momento mais adequado. Outro benefício está na redução dos riscos financeiros. Com maior previsibilidade, o produtor consegue administrar melhor despesas e investimentos, mantendo equilíbrio financeiro durante toda a safra. O acesso ao crédito também permite modernizar a produção. Com recursos disponíveis, o agricultor pode investir em tecnologias, equipamentos e soluções que auxiliam no aumento da produtividade e na otimização das atividades diárias no campo. A contratação antecipada também permite que o produtor tenha mais tranquilidade para conduzir as decisões da propriedade ao longo do ano agrícola. Com acesso aos recursos antes do início das atividades, fica mais fácil negociar prazos, organizar entregas e programar investimentos conforme a necessidade da produção. Em períodos de instabilidade econômica ou variações nos custos dos insumos, agir com antecedência pode representar uma diferença importante no resultado final da safra. A orientação dos gerentes Agro da Cresol ainda auxilia na escolha das melhores alternativas de crédito, de acordo com o perfil de cada cooperado e o planejamento da propriedade. Para agricultores que desejam iniciar o próximo ciclo produtivo com mais segurança, planejamento financeiro e acesso facilitado ao crédito rural, a Cresol disponibiliza atendimento nas agências e canais digitais. Com planejamento antecipado e acompanhamento próximo durante as etapas da contratação, o produtor rural ganha mais agilidade para colocar projetos em prática e manter a propriedade preparada para os desafios e oportunidades do ciclo agrícola. Acesse o site da Cresol e confira as opções disponíveis para o pré-custeio rural e converse com a equipe especializada para organizar a próxima safra.

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE vídeo alegando que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 mil para CPFs com finais de 0 a 9

Publicado em: 02/06/2026 15:12

É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Circulam nas redes sociais vídeos alegando que usuários do aplicativo Caixa Tem com Cadastro de Pessoa Física (CPF) de final 0 a 9 têm direito a uma indenização de R$ 15 mil por causa de um suposto vazamento de dados. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como são os vídeos falsos? O Fato ou Fake encontrou três vídeos com o mesmo teor na Biblioteca de anúncios da Meta (controladora de Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp). Trata-se de uma central de informações sobre todos os conteúdos de publicidade (pagos por usuários ou empresas) veiculados nas redes sociais da plataforma. Eles aparecem para os usuários de acordo com idade, gênero, localização e interesses. Cada uma das três gravações mostra uma pessoa dando declarações criadas inteligência artificial (IA) – leia detatalhes mais abaixo. Veja o exemplo de uma dessas afirmações mentirosas: "Acabou de ser confirmado, pessoal. Todas as pessoas que possuem os finais do CPF com esses números que vão aparecer aqui na tela (0 a 9), fazem parte dos beneficiados de setembro do Caixa Tem. Recentemente, foi identificado uma falha no sistema que ocasionou um vazamento de informações pessoais. Se você já recebeu algum benefício da Caixa entre 2020 e 2025, você pode ter sido afetado e ter direito ao reembolso social. Dá só uma olhada no pronunciamento da Caixa". Em seguida, a tela exibe o seguinte comunicado, atribuído à Caixa: "A Caixa informa que foi identificado um incidente que afetou todos os usuários cadastrados no aplicativo CAIXA Tem. Houve falhas no sistema que causaram o vazamento de milhares de dados pessoais. Como medida de reparação, foi criado um programa indenizatório para todos os clientes que utilizaram o CAIXA Tem durante o período em que ocorreram os problemas. O valor da indenização é simbólico e pode chegar a até R$ 15 mil. Todos os clientes que foram impactados podem consultar pelo site oficial do programa e solicitar o recebimento via Pix em até 24 horas. O acesso é rápido, seguro e pode ser feito diretamente pelo celular. Para verificar o seu direito à indenização, clique em saiba mais e siga as instruções". Um dos personagens diz, na sequência: "Para você descobrir se tem direito de receber essa quantia, é muito simples. Você só precisa acessar o site oficial e consultar se, no seu nome, consta algum valor disponível. É muito rápido e fácil. Lembrando que você consegue solicitar o resgate via Pix em menos de 5 minutos. Eu vou deixar o link aqui embaixo do vídeo, então já clique quem saiba mais e acesse agora mesmo." Uma das telas mostra um print falso atribuído ao g1 com título: "Usuários do caixa Tem com os finais do CPF 4,5,3,6,2,7,1,8,9,0 possuem direito de receber uma indenização". Mas o g1 jamais publicou uma reportagem com esse enúnciado ou conteúdo. Trata-se de uma montagem fake. O link que acompanha esse vídeos leva a um site que vende um livro eletrônico com dicas sobre como receber benefícios e indenizações. A página apresenta valores que variam de R$ 40 a R$ 70. Mas, ao clicar em qualquer dos botôes, o usuário vai para um novo endereço, no qual o preço exibido é R$ 170. ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao Hive Moderation, que detecta conteúdos criados com IA. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido fabricado com esse recurso (veja infográfico a seguir). O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido gerado por inteligência artificial. (veja infográfico no final do texto) Reprodução O Fato ou Fake também mostrou o vídeo à assessoria de imprensa da Caixa. A resposta, enviada por e-mail, cita que "eventuais comunicações oficiais do banco são realizadas exclusivamente por canais oficiais da instituição". Alerta também que as informações do vídeo são falsas: não existe o programa indenizatório mencionado – nem a "indenização" de R$ 15 mil prometida. Além disso, a lista de finais de CPF (4, 5, 3, 6, 2, 7, 1, 8, 9, 0) engloba todos os números possíveis, justamente para levar as vítimas a acreditarem, de cara, que têm direito a alguma indenização. A Caixa destaca alguns cuidados para evitar golpes e fraudes: Não forneça senhas ou outros dados de acesso em outros sites ou aplicativos. Links suspeitos podem levar à instalação de programas espiões, que podem ficar ocultos no celular ou computador, coletando informações de navegação e dados do usuário. Utilize sempre navegadores e softwares de antivírus atualizados. A Caixa jamais pede senha e assinatura eletrônica numa mesma página, sendo a assinatura digitada somente por meio da imagem do teclado virtual. A Caixa não envia SMS com link. Senhas e cartões são pessoais e intransferíveis. Senhas bancárias não devem estar disponíveis em aparelhos celulares ou computadores. A Caixa disponibiliza mais informações de segurança na página: www.caixa.gov.br/seguranca, onde o cliente pode pesquisar as principais dicas e orientações de segurança com relação a diversos assuntos relacionados à atividade bancária, entre elas como resguardar senhas e se proteger contra fraudes. Procurada, a Meta enviou por e-mail a seguinte manifestação: "Atividades que visam enganar, fraudar ou explorar terceiros não são permitidas em nossas plataformas, e estamos sempre aprimorando nossa tecnologia para combater atividades suspeitas. Também recomendamos que as pessoas relatem qualquer conteúdo que considerem violar os Padrões da Comunidade do Facebook, as Diretrizes da Comunidade do Instagram e os Padrões de Publicidade da Meta diretamente pelos próprios aplicativos". É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Veja também É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Nunes diz que prefeitura 'não tem nada a ver' com suspeita de uso de verba de wi-fi em filme sobre Bolsonaro

Publicado em: 02/06/2026 14:59

Operação investiga se dinheiro da Prefeitura de SP foi desviado para filme sobre Bolsonaro O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que a gestão municipal não tem responsabilidade caso a polícia confirme que recursos pagos para a instalação de pontos de wi-fi gratuito nas periferias da cidade tenham sido usados posteriormente para a produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. "O que é que eu tenho a ver com isso? Se eventualmente usou [dinheiro do contrato de wi-fi livre para produzir o filme], o que a Prefeitura de São Paulo tem a ver com isso? Nós não temos nada a ver com isso, não temos nem como saber se isso foi feito", declarou Nunes nesta terça-feira (2), após inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Joaniza, Zona Sul da capital. A declaração à imprensa tem como pano de fundo uma investigação da Polícia Civil sobre possíveis irregularidades em contrato de R$ 108 milhões firmado entre a prefeitura e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, também ligada à produção do longa-metragem. Prefeito Ricardo Nunes durante inauguração de Unidade Básica de Saúde na Zona Sul de São Paulo Leonardo Zvarick/g1 "As pessoas, eu acho, não estão refletindo sobre o fato como deve ser. Se eventualmente essa Karina usou algum dinheiro, o que é que tem a ver o meu contrato, que passou pelo Tribunal de Contas?", questionou o prefeito. O prefeito também afirmou que a denúncia que originou a investigação pode ter conotação "mais política do que verídica dos fatos" por ter sido apresentada por um membro do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Sul. Nunes ainda criticou o que considerou uma reprodução acrítica das acusações por autoridades. "A denúncia maldosa foi copiada e colada pelo Ministério Público Federal, pelo Ministério Público estadual e pelo delegado da Polícia Civil de São Paulo", declarou. "Um delegado não pode fazer cópia e cola de uma denúncia. Como vamos ter estado democrático de direito sem levar em consideração a reputação das pessoas?", questionou o prefeito. LEIA TAMBÉM: Programa de wi-fi da Prefeitura de SP operado por ONG ligada a filme de Bolsonaro tem pontos inexistentes e falta de sinalização Investigação aponta que contrato do WiFi Livre SP com ONG cobrava pelo menos duas vezes mais por ponto de internet do que a Prodam Karina Gama: produtora de 'Dark Horse' foi promotora de literatura cristã, fez campanha para Mário Frias e comanda contrato de wi-fi com Prefeitura de SP Operação investiga contrato da prefeitura de SP com ONG O prefeito também afirmou que a administração municipal seguirá colaborando com as investigações e que tomará providências se alguma irregularidade for identificada. Nesta segunda (1º), uma operação policial teve entre os alvos a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a ONG Instituto Conhecer Brasil, investigado por suspeita de fraude no contrato para fornecimento de internet gratuita nas periferias da cidade. Segundo a polícia, o valor do contrato subiu para R$ 157,1 milhões com aditivos assinados pela gestão Nunes. O delegado responsável também afirma que a prefeitura desembolsou R$ 26 milhões a mais por serviços não prestados. O ator norte-americano Jim Caviezel interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' Reprodução Durante a coletiva, o prefeito negou irregularidades e afirmou que não houve aumento de valores, mas apenas prorrogação de prazos. Ele também rebateu suspeitas de pagamento antecipado afirmando que a prática é comum em contratos com organizações da sociedade civil. Ainda segundo o prefeito, a gestão municipal decidiu reduzir, por falta de recursos, a quantidade de pontos de wi-fi livre prevista no contrato. Segundo ele, embora estivessem previstos 5 mil pontos de conexão, apenas 3,2 mil foram efetivamente entregues e pagos pela prefeitura.

Palavras-chave: tecnologia

Copa do Mundo: instale a antena digital na Região dos Lagos e grite gol sem o atraso do 'delay'

Publicado em: 02/06/2026 14:52

Globo faz campanha para ampliar o acesso dos brasileiros às antenas digitais Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa para as partidas da seleção brasileira cresce em todo o país, inclusive no Rio de Janeiro. No entanto, um problema pode atrapalhar a experiência dos torcedores na hora de assistir aos jogos: soltar o grito de gol com atraso. Esse fenômeno ocorre devido ao conhecido "delay", que é a diferença de tempo na recepção do sinal entre a TV aberta e a internet. Para quem deseja evitar o inconveniente de ouvir a comemoração dos vizinhos antes do tempo, a solução é simples: basta utilizar uma antena digital. Com a antena digital, torcida pode acompanhar as partidas do Brasil sem atraso nos lances Matheus Soares/Grupo Mirante 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Velocidade da TV aberta Na Copa do Mundo deste ano, os gols vão acontecer em estádios da América do Norte, com sedes divididas entre os Estados Unidos, Canadá e México. Apesar da distância geográfica percorrida pelas imagens, a tecnologia atual resolve o percurso. Nesse cenário, a maior velocidade de transmissão pertence à TV aberta, o que possui uma explicação técnica. As antenas digitais são capazes de receber o sinal da emissora no mesmo instante em que ele é transmitido. Esse processo faz com que a imagem chegue ao televisor antes do sinal recebido via internet. Segundo Luis Carlos, supervisor de tecnologia da Inter TV, o funcionamento do sistema garante essa vantagem na entrega imediata da imagem aos telespectadores. "Assim que o sinal chega na TV Globo, ele automaticamente já sobe para o satélite, que apesar de ser um caminho longo, é ultrarrápido, e simultaneamente ele desce para todas as afiliadas ao mesmo tempo. Então, esse fato já proporciona um delay muito pequeno entre a Rede Globo e as afiliadas", explicou. "Das afiliadas, o único caminho agora é chegar nos transmissores. E dos transmissores, automaticamente já repassam a transmissão para todas as residências ao mesmo tempo. Então, esse caminho é mais curto", completou. Tipos de antenas Para atender a essa demanda, o mercado oferece opções distintas. Evandro Ferreira, vendedor que distribui antenas para lojas de revendedores, explica que existem dois tipos mais comuns de antenas digitais no comércio: o modelo interno, que é pequeno, e a tradicional "espinha de peixe", instalada na área externa. De acordo com o vendedor, o sinal chega de forma diferente para cada um desses tipos de antena. "Esse modelo interno tem facilidade na instalação porque é muito prático, o próprio usuário comprando ela nas lojas de eletrônico, ele faz a instalação sozinho. Então é "plug e play" mesmo na TV dele e já funciona", ressaltou. "A externa é para locais que têm sinais um pouco mais baixos. Então, ela precisa realmente de um técnico para fazer a instalação, toda uma logística para fazer tubulação, cabeamento, e aí ele vai conseguir um sinal melhor pra receber a transmissão". Campanha 'Fique Antenado' A Seleção Brasileira tem sua estreia oficial na Copa do Mundo marcada para o dia 13. Antes disso, a equipe ainda disputará dois amistosos, ambos com transmissão da TV Globo. Desde a semana passada, a campanha “Fique Antenado”, da Globo, está em pontos como de grande circulação em todo o Brasil para dar orientações sobre instalação, funcionamento e também para distribuir algumas antenas. Na maioria dos casos, é possível instalar por conta própria. Não precisa de técnico. Basta verificar se a antena é compatível com a intensidade de sinal da região onde você mora. Alguns modelos custam a partir de R$ 30 e dá para encontrar facilmente no comércio. Depois é só escolher o melhor lugar para posicionar a antena. De preferência, perto de alguma janela. Atrás da TV ou em ambientes muito fechados, o sinal pode ter problemas. A antena recebe o sinal digital de graça. TVs mais antigas, analógicas ou de tubo, precisam usar também o conversor digital. Agora foi-se o tempo de comemorar os gols da Seleção atrasado.

Palavras-chave: tecnologia

Copa do Mundo: instale a antena digital na Região Serrana e grite gol sem o atraso do 'delay'

Publicado em: 02/06/2026 14:42

Globo faz campanha para ampliar o acesso dos brasileiros às antenas digitais Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa para as partidas da seleção brasileira cresce em todo o país, inclusive no Rio de Janeiro. No entanto, um problema pode atrapalhar a experiência dos torcedores na hora de assistir aos jogos: soltar o grito de gol com atraso. Esse fenômeno ocorre devido ao conhecido "delay", que é a diferença de tempo na recepção do sinal entre a TV aberta e a internet. Para quem deseja evitar o inconveniente de ouvir a comemoração dos vizinhos antes do tempo, a solução é simples: basta utilizar uma antena digital. Com a antena digital, torcida pode acompanhar as partidas do Brasil sem atraso nos lances Matheus Soares/Grupo Mirante 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Velocidade da TV aberta Na Copa do Mundo deste ano, os gols vão acontecer em estádios da América do Norte, com sedes divididas entre os Estados Unidos, Canadá e México. Apesar da distância geográfica percorrida pelas imagens, a tecnologia atual resolve o percurso. Nesse cenário, a maior velocidade de transmissão pertence à TV aberta, o que possui uma explicação técnica. As antenas digitais são capazes de receber o sinal da emissora no mesmo instante em que ele é transmitido. Esse processo faz com que a imagem chegue ao televisor antes do sinal recebido via internet. Segundo Luis Carlos, supervisor de tecnologia da Inter TV, o funcionamento do sistema garante essa vantagem na entrega imediata da imagem aos telespectadores. "Assim que o sinal chega na TV Globo, ele automaticamente já sobe para o satélite, que apesar de ser um caminho longo, é ultrarrápido, e simultaneamente ele desce para todas as afiliadas ao mesmo tempo. Então, esse fato já proporciona um delay muito pequeno entre a Rede Globo e as afiliadas", explicou. "Das afiliadas, o único caminho agora é chegar nos transmissores. E dos transmissores, automaticamente já repassam a transmissão para todas as residências ao mesmo tempo. Então, esse caminho é mais curto", completou. Tipos de antenas Para atender a essa demanda, o mercado oferece opções distintas. Evandro Ferreira, vendedor que distribui antenas para lojas de revendedores, explica que existem dois tipos mais comuns de antenas digitais no comércio: o modelo interno, que é pequeno, e a tradicional "espinha de peixe", instalada na área externa. De acordo com o vendedor, o sinal chega de forma diferente para cada um desses tipos de antena. "Esse modelo interno tem facilidade na instalação porque é muito prático, o próprio usuário comprando ela nas lojas de eletrônico, ele faz a instalação sozinho. Então é "plug e play" mesmo na TV dele e já funciona", ressaltou. "A externa é para locais que têm sinais um pouco mais baixos. Então, ela precisa realmente de um técnico para fazer a instalação, toda uma logística para fazer tubulação, cabeamento, e aí ele vai conseguir um sinal melhor pra receber a transmissão". Campanha 'Fique Antenado' A Seleção Brasileira tem sua estreia oficial na Copa do Mundo marcada para o dia 13. Antes disso, a equipe ainda disputará dois amistosos, ambos com transmissão da TV Globo. Desde a semana passada, a campanha “Fique Antenado”, da Globo, está em pontos como de grande circulação em todo o Brasil para dar orientações sobre instalação, funcionamento e também para distribuir algumas antenas. Na maioria dos casos, é possível instalar por conta própria. Não precisa de técnico. Basta verificar se a antena é compatível com a intensidade de sinal da região onde você mora. Alguns modelos custam a partir de R$ 30 e dá para encontrar facilmente no comércio. Depois é só escolher o melhor lugar para posicionar a antena. De preferência, perto de alguma janela. Atrás da TV ou em ambientes muito fechados, o sinal pode ter problemas. A antena recebe o sinal digital de graça. TVs mais antigas, analógicas ou de tubo, precisam usar também o conversor digital. Agora foi-se o tempo de comemorar os gols da Seleção atrasado.

Palavras-chave: tecnologia

Nunes diz que optou por instalar menos pontos de wi-fi do que o previsto em contrato investigado por não ter dinheiro

Publicado em: 02/06/2026 14:36

Prefeito Ricardo Nunes durante inauguração de Unidade Básica de Saúde na Zona Sul de São Paulo Leonardo Zvarick/g1 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (2) que a gestão municipal decidiu reduzir, por falta de recursos, a quantidade de pontos de wi-fi livre prevista em contrato R$ 108 milhões que é investigado pela Polícia Civil por suspeita de desvios. Segundo ele, embora estivessem previstos 5 mil pontos de conexão, apenas 3,2 mil foram efetivamente entregues e pagos pela prefeitura. "Os R$ 108 milhões [valor total do contrato] eram para colocar os 5 mil pontos de wi-fi. A administração optou por colocar 3,2 mil porque não tinha recurso para colocar os 5 mil, e a gente pagou pelos 3,2 mil. Nunca foi pago pelos 5 mil pontos", disse Nunes a jornalistas após inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Joaniza, Zona Sul da cidade. Nesta segunda (1º), uma operação policial teve entre os alvos a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a ONG Instituto Conhecer Brasil, investigado por suspeita de fraude no contrato para fornecimento de internet gratuita nas periferias da cidade. Segundo a polícia, o valor do contrato subiu para R$ 157,1 milhões com aditivos assinados pela gestão Nunes. O delegado também afirma que a prefeitura desembolsou R$ 26 milhões por serviços não prestados. Operação investiga se dinheiro da Prefeitura de SP foi desviado para filme sobre Bolsonaro O inquérito apura se parte desse recurso foi desviado para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme. Durante a coletiva, o prefeito negou irregularidades e afirmou que não houve aumento de valores, mas apenas prorrogação de prazos. Ele também rebateu suspeitas de pagamento antecipado de R$ 26 milhões, afirmando que a prática é comum em contratos com organizações da sociedade civil. "Você faz uma antecipação de uma parcela do valor porque eles não têm capital de giro, e na prestação de contas é feito o levantamento sobre aquele valor gasto ou não", disse o prefeito. Contrato de wifi entre ONG de Karina Gama e Prefeitura de SP é alvo de investigação Reprodução O prefeito negou direcionamento na contratação e afirmou que o edital ficou aberto por 30 dias, prazo maior que o usual. "Durante 30 dias só apareceu essa entidade, porque a complexidade do serviço é alta, o valor era baixo e não teve nenhuma outra entidade que quis participar", afirmou Nunes. Ele também disse que a Prodam – empresa de tecnologia da prefeitura que cobra cerca de R$ 530 para instalar e fazer manutenção de pontos de wi-fi – declarou no processo que não possui estrutura para executar o serviço, citando a necessidade de atuação em áreas de difícil acesso. O prefeito também afirmou que a administração municipal seguirá colaborando com as investigações e que tomará providências se alguma irregularidade for identificada.

Palavras-chave: tecnologia

Copa do Mundo: instale a antena digital no Norte e Noroeste do RJ e grite gol sem o atraso do 'delay'

Publicado em: 02/06/2026 14:26

Globo faz campanha para ampliar o acesso dos brasileiros às antenas digitais Com a proximidade da Copa do Mundo, a expectativa para as partidas da seleção brasileira cresce em todo o país, inclusive no Rio de Janeiro. No entanto, um problema pode atrapalhar a experiência dos torcedores na hora de assistir aos jogos: soltar o grito de gol com atraso. Esse fenômeno ocorre devido ao conhecido "delay", que é a diferença de tempo na recepção do sinal entre a TV aberta e a internet. Para quem deseja evitar o inconveniente de ouvir a comemoração dos vizinhos antes do tempo, a solução é simples: basta utilizar uma antena digital. Com a antena digital, torcida pode acompanhar as partidas do Brasil sem atraso nos lances Matheus Soares/Grupo Mirante 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Velocidade da TV aberta Na Copa do Mundo deste ano, os gols vão acontecer em estádios da América do Norte, com sedes divididas entre os Estados Unidos, Canadá e México. Apesar da distância geográfica percorrida pelas imagens, a tecnologia atual resolve o percurso. Nesse cenário, a maior velocidade de transmissão pertence à TV aberta, o que possui uma explicação técnica. As antenas digitais são capazes de receber o sinal da emissora no mesmo instante em que ele é transmitido. Esse processo faz com que a imagem chegue ao televisor antes do sinal recebido via internet. Segundo Luis Carlos, supervisor de tecnologia da Inter TV, o funcionamento do sistema garante essa vantagem na entrega imediata da imagem aos telespectadores. "Assim que o sinal chega na TV Globo, ele automaticamente já sobe para o satélite, que apesar de ser um caminho longo, é ultrarrápido, e simultaneamente ele desce para todas as afiliadas ao mesmo tempo. Então, esse fato já proporciona um delay muito pequeno entre a Rede Globo e as afiliadas", explicou. "Das afiliadas, o único caminho agora é chegar nos transmissores. E dos transmissores, automaticamente já repassam a transmissão para todas as residências ao mesmo tempo. Então, esse caminho é mais curto", completou. Tipos de antenas Para atender a essa demanda, o mercado oferece opções distintas. Evandro Ferreira, vendedor que distribui antenas para lojas de revendedores, explica que existem dois tipos mais comuns de antenas digitais no comércio: o modelo interno, que é pequeno, e a tradicional "espinha de peixe", instalada na área externa. De acordo com o vendedor, o sinal chega de forma diferente para cada um desses tipos de antena. "Esse modelo interno tem facilidade na instalação porque é muito prático, o próprio usuário comprando ela nas lojas de eletrônico, ele faz a instalação sozinho. Então é "plug e play" mesmo na TV dele e já funciona", ressaltou. "A externa é para locais que têm sinais um pouco mais baixos. Então, ela precisa realmente de um técnico para fazer a instalação, toda uma logística para fazer tubulação, cabeamento, e aí ele vai conseguir um sinal melhor pra receber a transmissão". Campanha 'Fique Antenado' A Seleção Brasileira tem sua estreia oficial na Copa do Mundo marcada para o dia 13. Antes disso, a equipe ainda disputará dois amistosos, ambos com transmissão da TV Globo. Desde a semana passada, a campanha “Fique Antenado”, da Globo, está em pontos como de grande circulação em todo o Brasil para dar orientações sobre instalação, funcionamento e também para distribuir algumas antenas. Na maioria dos casos, é possível instalar por conta própria. Não precisa de técnico. Basta verificar se a antena é compatível com a intensidade de sinal da região onde você mora. Alguns modelos custam a partir de R$ 30 e dá para encontrar facilmente no comércio. Depois é só escolher o melhor lugar para posicionar a antena. De preferência, perto de alguma janela. Atrás da TV ou em ambientes muito fechados, o sinal pode ter problemas. A antena recebe o sinal digital de graça. TVs mais antigas, analógicas ou de tubo, precisam usar também o conversor digital. Agora foi-se o tempo de comemorar os gols da Seleção atrasado.

Palavras-chave: tecnologia

Programa de wi-fi da Prefeitura de SP operado por ONG ligada a filme de Bolsonaro tem pontos inexistentes e falta de sinalização

Publicado em: 02/06/2026 14:16

Operação investiga contrato da prefeitura de SP com ONG Pontos de wi-fi que não existem, falta de sinalização e equipamentos instalados a poucos metros uns dos outros. Esses foram alguns dos problemas encontrados pelo g1 e pela TV Globo no programa da Prefeitura de São Paulo operado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por suspeitas de irregularidades no contrato firmado com a gestão Ricardo Nunes (MDB). A ONG contratada em 2024 por R$ 108 milhões é da empresária Karina Ferreira da Gama, mesma proprietária da produtora que faz o filme "Dark Horse", que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ICB também é alvo da Polícia Civil por suspeita de sobrepreço, direcionamento do chamamento público e ausência de capacidade técnica da entidade contratada (veja detalhes abaixo). Na última semana de maio, o g1 e o SP2, da TV Globo, percorreram ao menos dez endereços que constam da prestação de contas do ICB à Prefeitura de SP. Nos endereços, foram encontradas pessoas satisfeitas com o serviço, mas também problemas. O mais recorrente foi a falta de sinalização dos equipamentos, indicando que ali havia um ponto de wi-fi gratuito. Sobre a ausência de placas, a prefeitura disse haver um procedimento de verificação para mitigar falhas e reposição de aparelhos defeituosos/sinalização e que afirmou que a distância mínima pode ser reduzida dependendo da topologia e do local da instalação. (Leia mais abaixo.) O g1 procurou a ONG ICB para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. A empresária Karina da Gama, responsável por instalar os pontos de wi-fi na capital paulista. Alguns deles estão sinalizados, outros, não. Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1 Em um dos endereços, na Rua Manuel Martins Collaço, 250, no bairro Jardim D’Abril, na Zona Oeste de São Paulo, o ponto foi instalado ainda antes da eleição municipal de 2024. Genival de Souza Ribeiro, dono da marcenaria em que um dos aparelhos foi instalado, contou que seu estabelecimento foi escolhido de forma aleatória. “Chegou um cara em 2024 [antes da eleição] oferecendo para mim e para a marcenaria e acabei aceitando. Eu só tenho que manter ela [o equipamento] ligada 24 horas por dia. Era uma equipe de duas pessoas que diziam que estavam a serviço da prefeitura”, afirmou. Apesar de o serviço funcionar perfeitamente, o filho do Genival, que trabalha com o pai, contou ao g1 que as pessoas do bairro não sabem do que se trata o aparelho. “O pessoal não sabe [que tem wi-fi gratuito aqui]. Eles às vezes passam e perguntam: ‘Que trambolho que é esse aí?’, porque não sabem o que é. Devia ter uma sinalização ali, porém, não tem. Muita gente não sabe e tem gente que pergunta se o aparelho é um chuveiro”, disse o também marceneiro William Souza Ribeiro. Bem do lado há um barbeiro em que trabalham ao menos dois rapazes há mais de três anos. Vários clientes também frequentam o espaço diariamente e nenhum deles sabia que ali existia um ponto de wi-fi gratuito. “Não faço a menor ideia [do que é aquele aparelho]. Para mim, era qualquer coisa, menos sinal de wi-fi. Agora que sei o que é, vou usar sempre”, contou o barbeiro Bruno da Silva. “Eu tenho um pacote bom [de serviço de internet no celular], mas vai que você necessita de uma internet grátis? Por isso precisa de uma sinalização. Se tivesse essa sinalização, ia me ajudar muito. Quantas vezes já pedi Uber daqui, direto para o trabalho”, afirmou o cliente Carlos Eduardo. Enquanto no Jardim D’Abril a presença de placas com sinalização do serviço praticamente inexistem, em outros endereços, como na Rua Rocha, na Bela Vista, no Centro, e na Praça Nossa Senhora Aparecida, em Moema, na Zona Sul, o serviço está devidamente sinalizado. Na Praça Tomás Coelho de Almeida, também no Jardim D’Abril, a poucos metros da marcenaria de Genival, o g1 encontrou uma série de pontos de wi-fi instalados em distâncias de menos de 15 metros. No site do ICB, no entanto, o serviço é descrito como uma cobertura média de 200 metros, com possibilidade de conexão de até 150 pessoas simultaneamente. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT), responsável pelo programa, disse que "tanto no caso da Rua Manuel Martins Collaço, quanto da Praça Tomás Coelho de Almeida, foi necessária uma distribuição mais próxima entre os equipamentos para solucionar intercorrências e garantir uma maior distribuição e qualidade do sinal acessado pelos usuários da comunidade". Pontos sem identificação e perto uns dos outros na Praça Tomás Coelho de Almeida, no Jardim D'Abril, Zona Oeste de São Paulo. Rodrigo Rodrigues/g1 "A distância mínima de 200 metros de proximidade do 'access points' pode ser reduzida dependendo da topologia e do local da instalação. Sobre a ausência de placas, há um procedimento de verificação de operação e de ocorrências de manutenção que constantemente busca mitigar falhas, divulgação do Programa, reposição de aparelhos defeituosos/sinalização", afirmou. Sobre a ausência de placas, a gestão Nunes afirmou que "há um procedimento de verificação de operação e de ocorrências de manutenção que constantemente busca mitigar falhas, divulgação do Programa, reposição de aparelhos defeituosos/sinalização". Pontos que não existem A reportagem do g1 também foi a três endereços diferentes que deveriam ter o serviço instalado, mas não encontrou nada. Os endereços constam da lista de pagamentos da Prefeitura de SP para a ONG de Karina da Gama no mês de abril de 2026. Porém, nos três locais não há pontos instalados. São eles: Lista dos endereços de wi-fi instalados pela ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) na Vila Mariana e no Bom Retiro, em São Paulo. Reprodução/TV Globo Rua Solon n° 819, no Bom Retiro: o prédio está vazio desde outubro do ano passado. Lá funcionava uma ONG que deixou o espaço há mais de 1 ano e meio, segundo um mestre de obras que estava no local. O prédio agora está em reforma para transformação em apartamentos. Rua Eça de Queiroz, n° 154, na Ana Rosa: esse número não existe na rua, não há sinal de wi-fi por lá e em nenhum trecho numa área de 200 metros. Também na Rua Eça de Queiroz, n° 37, deveria haver um ponto de wi-fi gratuito, segundo a relação da ONG, mas este número também não existe na rua e não há sinal de wi-fi por lá. Cada ponto de wi-fi, segundo o contrato original, tem o valor de R$ 1.800 por mês. A gestão Nunes afirma, porém, que o valor caiu para R$ 1.280,80 para manutenção e operação em cada um dos 3.200 pontos durante um ano, após a assinatura de aditivos contratuais com a entidade. "O valor é significativamente inferior às propostas recebidas de empresas particulares em 2022 durante pesquisa de preço de mercado, que foram de R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14", diz a prefeitura. Endereço da rua Solon, 819, no Bom Retiro, onde também deveria ter um ponto de wi-fi da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), mas só há um prédio fechado e em reforma. Rodrigo Rodrigues/g1 Mesmo asssim, a ausência de pontos nos locais especificados na prestação de contas da ONG significa prejuízo para a gestão municipal e os cofres da capital paulista. Por nota, a pasta que cuida do serviço disse que "não há pagamentos por pontos inexistentes, e o painel de monitoramento serve de guia para fiscalização da Prefeitura e manutenção dos pontos que eventualmente apresentem instabilidade". Acrescentou ainda que "a lista de pontos do Programa WiFi Livre na cidade é dinâmica, está em constante atualização e os endereços em operação podem ser acessados pelo link https://wifilivrecomunidades.org/sp". Segundo a secretaria, o aparelho de internet da "Rua Solon 819 foi remanejado para Rua Três Arapongas, 80 e a alteração será atualizada na lista do relatório e do dashboard". Já os dois aparelhos que constam como instalados na rua Eça de Queiroz 37 e 154 "existem e são internos para atendimento do CRAS e CREAS Vila Mariana". Os equipamentos ficam na rua Arthur de Almeida 54, uns 500 metros distantes dos dois endereços que constam na lista da ONG. A gestão municipal justifica a inclusão dos endereços da Eça de Queiroz com esse número "apenas uma referência para geolocalização" do serviço. Contratos sob investigação Operação investiga se dinheiro da Prefeitura de SP foi desviado para filme sobre Bolsonaro O contrato de wi-fi da Prefeitura de São Paulo está sob investigação do Ministério Público de São Paulo e também da Polícia Civil paulistana. Na segunda-feira (1°), a ONG ICB foi alvo de mandados de busca e apreensão por parte da 2ª Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DICCA), do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), com autorização da Justiça. Ao menos sete mandados foram cumpridos em endereços ligados a Karina da Gama e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. No inquérito da operação, a promotora Marina Pedersolli diz que o contrato com a gestão Nunes tem indícios de "possível direcionamento do chamamento público, ausência de capacidade técnica da entidade contratada, suposto sobrepreço nos valores pagos pela Administração Municipal, antecipação de repasses públicos e pagamentos por serviços supostamente não executados". "A autoridade policial também menciona suspeitas de pulverização dos recursos públicos por meio de subcontratações com empresas privadas, além de possível utilização de valores oriundos do contrato público para financiamento de produção cinematográfica vinculada à investigada Karina Gama", escreveu Pedersolli. O contrato entre a ONG e a Prefeitura de São Paulo previa a instalação de 5 mil pontos de wi-fi gratuito na periferia até junho de 2025, mas, até agora, apenas 3.200 foram instalados. Ao menos três aditivos foram assinados mudando a data de entrega total do serviço e, segundo a Polícia Civil, esse valor total do contrato pode ter passado para R$ 157 milhões por ano, com as prorrogações assinadas pela gestão municipal. O novo prazo para a instalação dos 1.800 pontos restantes é o final de 2027, podendo ser prorrogado até 2029. O que diz a prefeitura sobre o inquérito Sobre a investigação da Polícia Civil e a gestão municipal enviou a seguinte nota: "A Prefeitura de São Paulo informa que o Programa WiFi Livre funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp. Os serviços previstos no Termo de Colaboração com o Instituto Conhecer Brasil que abrange 3200 pontos, estão sendo executados e não foi identificada até o momento qualquer irregularidade no processo de contratação da parceria e execução dos serviços. Chamamento Público - É importante esclarecer que a forma de seleção da entidade foi por Chamamento Público, que ficou aberto por 30 dias para a participação de quaisquer entidades interessadas, e seguiu rigorosamente a Lei Federal nº 13.019/2014, marco regulatório das parcerias da administração pública com organizações sociais. O ICB atendeu integralmente aos requisitos de habilitação estabelecidos no Chamamento Público, apresentando toda a documentação necessária para comprovar sua capacidade técnica, regularidade jurídica e aptidão para celebrar a parceria. Portanto, é errado falar em licitação nessa situação. Cabe ressaltar que os apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Município em relação ao chamamento público em 2024 foram todos sanados à época, e a própria Corte concordou com a continuidade do processo. Modelo de repasses à OSC - A Prefeitura destaca que as parcerias firmadas pela administração pública com Organizações Sociais (OSCs) seguem um rito de execução completamente distinto dos contratos firmados com empresas, conforme determina a Lei Federal n.º 13.019/2024. Respeitando o previsto nessa legislação, os recursos destinados ao Programa WiFi Livre SP são repassados antecipadamente pela administração municipal para uma conta específica do projeto e as despesas apresentadas pela entidade são analisadas posteriormente por meio de prestação de contas. A fiscalização do Município ocorre por semestre, período mais rigoroso do que o mínimo legal. Em caso de despesas não comprovadas devidamente, os valores são restituídos aos cofres municipais, como já ocorreu com o ICB. Foram devolvidos em 2024 cerca de R$ 1,2 milhão e em 2025 cerca de R$ 930 mil. Portanto, o repasse antecipado ao ICB e qualquer outra organização social é uma determinação da lei para a prestação de serviços junto à administração pública. Parceria com organização social - A decisão de firmar uma parceria com uma organização social para a expansão do Programa WiFi Livre em 2024 justificou-se pela natureza da nova fase do projeto: instalação de pontos de internet em áreas vulneráveis da cidade como favelas e comunidade, o que exige uma experiência de cunho social na atuação junto a territórios periféricos, algo que não havia sido feito até então no programa. Antes de optar pela parceria com uma OSC, a Prefeitura fez um chamamento voltado a empresas privadas, mas não houve interessados. O termo de parceria firmado com o ICB permite a subcontratação de serviços de telecomunicações em conformidade com os procedimentos e requisitos legais aplicáveis. Valores repassados para o Programa - "É equivocada a informação de que a Prefeitura já repassou R$ 157 milhões ao ICB. No primeiro ano da parceria (junho de 2024 a maio de 2025), foram repassados à entidade R$ 69,12 milhões. O valor corresponde a 3.200 pontos de wi-fi em funcionamento, considerando o custo mensal inicial de R$ 1.800 por ponto ao longo de 12 meses (R$ 1.800 x 3.200 pontos x 12 meses = R$ 69,12 milhões). Esse valor incluiu a compra de equipamentos, links de conexão, intermediação com as lideranças comunitárias e a mobilização de equipes para instalação. Ao término do primeiro ano de vigência do Termo de Colaboração, foi realizada uma readequação para a continuidade da operação e manutenção dos 3.200 pontos já instalados. É equivocada a informação de que aditivos foram feitos para a prorrogação de prazo para a instalação de 5.000 pontos, assim como, não procede a afirmação de que a administração municipal pagou por 5 mil pontos de wi-fi. Nos dois aditivos realizados, os valores por ponto de WiFi foram reduzidos para R$ 1.280,80 por ponto. Dessa forma, de junho de 2025 a dezembro de 2025 (6 meses), foram pagos R$ 24,59 milhões para manutenção de operação de 3.200 pontos ao custo do novo valor mensal. De janeiro a dezembro de 2026 (12 meses), o valor é de R$ 49,18 milhões, ou seja, custo mensal de R$ 1.280,80 para manutenção e operação por cada um dos 3.200 pontos durante um ano. O valor é significativamente inferior às propostas recebidas de empresas particulares em 2022 durante pesquisa de preço de mercado, que foram de R$ 2.026,26 e R$ 5.092,14". O que diz a Prefeitura de SP sobre os pontos com problema "A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) informa que a lista de pontos do Programa WiFi Livre na cidade é dinâmica, está em constante atualização e os endereços em operação podem ser acessados pelo link https://wifilivrecomunidades.org/sp. Não há pagamentos por pontos inexistentes, e o painel de monitoramento serve de guia para fiscalização da Prefeitura e manutenção dos pontos que eventualmente apresentem instabilidade. Em relação aos pontos visitados pela reportagem, a Prefeitura esclarece: Rua Solon 819 - Bom Retiro - ponto foi remanejado para Rua Três Arapongas, 80. A alteração será atualizada na lista do relatório e do dashboard; Rua Eça de Queiroz 37 e 154 - os pontos existem e são internos para atendimento do CRAS e CREAS Vila Mariana; Tanto no caso da Rua Manuel Martins Collaço, quanto da Praça Tomás Coelho de Almeida, foi necessária uma distribuição mais próxima entre os equipamentos para solucionar intercorrências e garantir uma maior distribuição e qualidade do sinal acessado pelos usuários da comunidade. A distância mínima de 200 metros de proximidade do “access points” pode ser reduzida dependendo da topologia e do local da instalação. Sobre a ausência de placas, há um procedimento de verificação de operação e de ocorrências de manutenção que constantemente busca mitigar falhas, divulgação do Programa, reposição de aparelhos defeituosos/sinalização".

Palavras-chave: tecnologia

Do celular ao mercado: programa forma influenciadores digitais no Meio-Oeste de SC

Publicado em: 02/06/2026 14:12

Toda semana a Maria acorda cedo, organiza as atividades do dia e grava. São dicas, ideias e a rotina de uma jovem que descobriu no celular uma forma de se conectar com o Mundo. O que era só parte da rotina começou a abrir novos caminhos. Agora, com o apoio de um programa pioneiro no Meio-Oeste Catarinense, ela vai viver oito meses de aprendizado, trocas e novas possibilidades. A história da Maria é a realidade de muitas pessoas, e ela é uma entre as 48 pessoas que vão participar da Jornada do Influenciador Meio-Oeste, projeto lançado oficialmente nesta quarta-feira (29 de abril) no Polo Inovale, em Joaçaba. O programa, idealizado pela agência Marques Branding Co. em parceria com o Sebrae e as CDLs da microrregião, propõe algo que ainda não havia sido feito de forma estruturada por aqui: transformar criadores de conteúdo locais em profissionais qualificados, capazes de gerar renda e movimentar a economia regional. O projeto atende jovens e adultos de Joaçaba, Herval D’Oeste, Campos Novos e Capinzal, Ouro e Lacerdópolis - municípios que, somados, formam um dos polos comerciais mais dinâmicos do Meio-Oeste de Santa Catarina, mas que historicamente perdem talentos para grandes centros urbanos. "Eu acredito que somos feitos de pessoas, para pessoas. E investir em pessoas é sempre o melhor investimento. Os influenciadores que estão aqui hoje não são participantes de um programa - eles são o começo de uma transformação para a nossa região.", disse Thomas Marques, diretor da Marques Branding Co. e idealizador da Jornada. Lançamento oficial do programa Divulgação O problema que ninguém estava resolvendo O mercado de criação de conteúdo digital já existe no Meio-Oeste, e há tempo. Quem abre as redes sociais encontra sem dificuldade rostos conhecidos da região falando sobre moda, gastronomia, agronegócio, humor e cotidiano. O que faltava, até agora, era organização. Influenciadores de modo geral atuavam sem formalização jurídica, sem contratos, sem estratégia de monetização. Empresas locais queriam investir em marketing com criadores da região, mas não sabiam como selecionar, contratar ou medir resultados. O ecossistema existia - mas estava fragmentado, informal e subaproveitado. A Jornada nasce exatamente nessa lacuna. "A gente não veio inventar o influenciador do Meio-Oeste. Ele já existe. A gente veio profissionalizar o que já está acontecendo", explica Fernanda de Villa, co-realizadora do projeto pela Marques Branding Co. Como funciona o programa Estruturada em três fases - Posicionamento, Profissionalização e Estratégia -, a Jornada combina encontros presenciais mensais, módulos de formação online e desafios práticos para aplicar todo o conhecimento que vão receber. Ao longo de oito meses, os influenciadores aprendem posicionamento de marca pessoal, storytelling, monetização, formalização empresarial, criação de mídia kit, negociação, plataformas e métricas, uso de inteligência artificial na produção de conteúdo e planejamento editorial de longo prazo. "A gente não quer só que eles saibam fazer conteúdo. A gente quer que eles se vejam como profissionais - com CNPJ, com contrato, com proposta de valor clara para apresentar a um empresário local.", disse a co-realizadora. O encerramento do programa, previsto para dezembro, será o Match Day: um evento público em que os formandos apresentam seus portfólios e resultados, recebem certificação e são apresentados formalmente ao ecossistema empresarial da região - prontos para fechar contratos. Uma aposta do comércio e do desenvolvimento regional A Jornada não teria saído do papel sem uma articulação incomum entre instituições regionais. O projeto é financiado em modelo de co-investimento entre o Sebrae Regional Meio-Oeste e as CDLs de Joaçaba, Herval d'Oeste, Campos Novos e Capinzal/Ouro/Lacerdópolis - um arranjo que sinaliza como o desenvolvimento da economia criativa pode ser construído de dentro para fora, a partir das próprias entidades da região. "O comércio local entendeu que o influenciador digital é um novo tipo de mídia - e que faz muito sentido investir em formá-los aqui para fortalecimento da economia regional. O futuro se constrói agora.", afirma Alisson Stroher, Gestor de Projetos Setoriais na Gerência Regional Meio-Oeste do Sebrae. O que está sendo plantado hoje Quem esteve na cerimônia de lançamento no Polo Inovale viu algo que vai além de um evento institucional. Viu jovens, adultos, homens, mulheres, autoridades de diferentes municípios - sentados lado a lado, com o mesmo brilho de quem finalmente encontrou um lugar para se desenvolver e transformar aquilo que sempre fez por amor. A aposta da Marques Branding Co. é que, daqui a alguns anos, essa noite seja lembrada como o ponto de virada do mercado criativo no Meio-Oeste. Que os influenciadores formados na Jornada sejam referência para outras regiões. Que as empresas locais passem a incluir criadores de conteúdo regionais em seus planejamentos estratégicos como linha permanente. E que o talento que hoje ainda quer ir para grandes centros para se profissionalizar passe a encontrar estrutura, mercado e oportunidade aqui mesmo. "O Meio-Oeste tem voz. Sempre teve. A gente só está aprendendo a fazer com que ela ecoe mais longe - e de forma sustentável", resume Thomas Marques.

Palavras-chave: inteligência artificial

Tarcísio chama de 'sem sentido' tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

Publicado em: 02/06/2026 14:09

Tarcísio chama de 'sem sentido' tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou nesta terça-feira (2), em Rio Claro (SP), a proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Durante entrevista coletiva após a entrega das obras de duplicação da Rodovia Wilson Finardi (SP-191), ele afirmou que a medida pode prejudicar a economia brasileira e contrariar princípios que historicamente marcaram o desenvolvimento norte-americano. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A declaração ocorre após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Entre os pontos citados estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. Como resultado, o órgão propôs a criação de uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos. A medida, porém, ainda não entrou em vigor e depende da conclusão da investigação e de consultas públicas previstas na legislação americana. "Isso não faz o menor sentido. Vai numa linha contrária ao que foi a linha da prosperidade americana ao longo do tempo, porque a prosperidade americana foi construída em cima do mercado livre, do mercado aberto, do mercado competitivo, inovador, do sistema financeiro forte", disse. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante coletiva de imprensa em Rio Claro EPTV Mais notícias da região: RIO CLARO: Obra viária de R$ 2 milhões gera polêmica por remoção de árvores no interior de SP IBATÉ: 136 animais mortos: caseiro tem prisão mantida, e polícia investiga maus-tratos em 2 inquéritos MATÃO: 78º Corpus Christi em Matão espera mais de 50 mil pessoas; veja programação religiosa e cultural Preocupação e economia nacional A possível taxação está em consulta nos Estados Unidos e deve ter uma definição em julho. "A gente recebe com muita preocupação essa possibilidade de um novo tarifaço, que está em consulta e aí tem uma data fatal agora no mês de julho", afirmou o governador. Para Tarcísio, a medida teria impactos diretos sobre diversos setores da economia nacional. "É algo que prejudica o Brasil, prejudica empresas brasileiras e empregos brasileiros, prejudica o agronegócio, prejudica a indústria", disse. O governador apontou que a discussão teve origem em uma investigação aberta pelos Estados Unidos no ano passado, conhecida como Seção 301, que aborda temas como propriedade intelectual, desmatamento e atuação de empresas de tecnologia. Ao comentar alguns dos argumentos utilizados pelos norte-americanos, ele questionou a cobrança sobre questões ambientais. "Por exemplo, como é que os Estados Unidos vão cobrar de alguém e vão falar de desmatamento? Então observe o que nós fazemos e o que eles fazem", apontou. Tarcísio afirmou ainda que a situação exigirá atuação da diplomacia brasileira para evitar prejuízos ao país. Ele disse esperar que o governo federal conduza negociações com os Estados Unidos para defender os interesses brasileiros. Obra estratégica em Rio Claro Duplicação da Wilson Finardi (SP-191) é concluída com investimento de R$ 169 milhões Durante a coletiva, Tarcísio destacou a importância estratégica da obra para a região e afirmou que a duplicação atende a uma demanda antiga dos municípios. Além disso, ele citou que a obra também representa um avanço na segurança viária. A Rodovia Wilson Finardi liga os municípios de Araras e Rio Claro e também serve como conexão entre as rodovias Anhanguera (SP-330) e Washington Luís (SP-310), formando um importante corredor logístico para o transporte de cargas e o deslocamento de pessoas no interior paulista. "Tem uma importância logística fundamental porque a gente está interligando dois eixos: o eixo da Anhanguera com o eixo da Washington Luís. É fundamental para quem trafega por aqui e essa ligação entre as duas cidades é uma ligação que já deixou muitas mortes no tempo em que nós tínhamos essa ligação por pista simples", disse. Lançada em 2018 com previsão inicial de conclusão em dois anos, a duplicação da SP-191 foi executada em etapas e teve a entrega do trecho central concluída apenas em 2026. O projeto envolveu licenciamento ambiental, construção de pontes, dispositivos de retorno e a duplicação. Investimento na região de Barretos O governador Tarcísio de Freitas também destacou os investimentos previstos para a região de Barretos dentro da nova edição da Caravana 3D, programa do Governo de São Paulo voltado ao desenvolvimento regional. Segundo o governador, a iniciativa levará aproximadamente R$ 250 milhões em investimentos para os municípios da região. O valor se soma aos mais de R$ 3 bilhões já destinados pelo Estado desde o início da atual gestão. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: tecnologia

Inteligência artificial, jornalismo e o futuro incerto da esfera pública

Publicado em: 02/06/2026 13:49

Publisher do NYT, A.G. Sulzberger Damon Winter/The New York Times via AP A era da inteligência artificial anunciou sua chegada há menos de quatro anos, com o lançamento público do ChatGPT. Em poucos meses, o chatbot da OpenAI acumulou 100 milhões de usuários, tornando-se o produto de consumo de crescimento mais rápido da história. Hoje, ele é apenas um entre vários sistemas de IA cada vez mais poderosos, ao lado dos desenvolvidos por Anthropic, Google, Meta, Microsoft e X. Há poucas dúvidas de que a inteligência artificial generativa representa a próxima grande revolução tecnológica — e ela traz consigo uma série vertiginosa de questões importantes. A IA vai impulsionar um salto de produtividade? Vai eliminar categorias inteiras de empregos? Vai desbloquear avanços médicos extraordinários? Ou facilitar ataques biológicos? É possível compreender plenamente as ações dos modelos e agentes de IA? É possível controlá-los? Estou aqui hoje para falar de questões que são, reconheço, um pouco mais restritas. Mas elas importam muito para mim, para vocês e para a sociedade. Como a IA vai mudar o jornalismo? Como essas mudanças vão afetar o ecossistema de informação que funciona como a esfera pública dos cidadãos engajados ao redor do mundo? E o que as pessoas presentes nesta sala podem fazer para garantir o futuro do jornalismo baseado em fatos e reportagens em primeira mão — essencial para a saúde das nossas democracias? Os primeiros sinais nos dão razão para preocupação As empresas que lideram a IA, já entre as mais ricas e poderosas da história humana, estão consolidando um controle desproporcional sobre nossos dados e nossa atenção. Ao mesmo tempo, deixam de assumir uma responsabilidade fundamental que acompanha esse poder: garantir que o público tenha acesso a notícias e informações confiáveis. Esse sequestro da esfera pública é viabilizado pelo pecado original que move seus produtos de IA — um roubo descarado de propriedade intelectual em uma escala sem precedentes. Os gigantes da tecnologia vasculham sites de notícias sem permissão e sem compensação. Reempacotam o material roubado como se fosse seu, desviando o público e a receita que deveriam ir para as organizações jornalísticas que criaram esse trabalho. E isso não acontece apenas uma vez, durante o processo de treinamento, mas incontáveis vezes, todos os dias. Por isso, temo que estejamos caminhando rapidamente para um futuro com cada vez menos jornalistas capazes de fazer o trabalho caro e difícil da reportagem original — ir a lugares, conversar com pessoas, buscar informações, cobrir temas e eventos relevantes, oferecer contexto e análise, investigar os poderosos. Um futuro em que uma fonte essencial de uma sociedade saudável e de uma democracia estável — a verdade, a compreensão e a responsabilização proporcionadas pelo jornalismo original — continue a se esgotar. Esse dano potencial vai muito além do jornalismo. As empresas de IA saquearam todo o conjunto de obras originais da civilização — um ato que também ameaça o futuro de livros, filmes, músicas, pesquisas científicas e uma série de outros campos. Nos Estados Unidos, essas indústrias representam não apenas o coração da vida cultural e intelectual do país, mas também um pilar de sua economia e uma de suas exportações mais influentes. Globalmente, as profissões criativas empregam mais de 50 milhões de pessoas e geram cerca de US$ 12 trilhões em valor econômico por ano. As pessoas reunidas aqui hoje lideram organizações de notícias de mais de 60 países. Isso significa que já passaram por uma série de pressões que assolaram o jornalismo em todo o mundo — da queda de receitas à intermediação tecnológica e aos ataques crescentes à liberdade de imprensa. Mas diante da IA, precisamos fazer mais. Nossa profissão tem sido silenciosa demais, passiva demais e fragmentada demais diante dos abusos das empresas que lideram essa revolução. Não podemos permitir que os entusiastas da IA dominem a conversa pública sem que nos posicionemos em defesa de um futuro sustentável para o jornalismo original. Não podemos assistir enquanto empresas de IA tentam desmantelar permanentemente os direitos que nos dão controle sobre o trabalho que criamos. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto esse trabalho é usado para construir produtos substitutos que minam nossa capacidade de conquistar o público e a receita necessários para continuar fazendo jornalismo. Alguns líderes do setor tecnológico vão retratar meus comentários de hoje como sendo contra a IA. Como uma defesa do status quo. Como mais uma instituição engessada reagindo com raiva aos inovadores que impulsionam o progresso. E, para ser justo com nossos colegas do Vale do Silício, existe uma tradição de incumbentes estabelecidos — digamos, um jornal de 175 anos — reclamando de novas tecnologias e dos disruptores por trás delas. Por isso, vale dizer claramente: a organização que lidero, o "The New York Times", tem um longo histórico de abraçar a tecnologia para avançar a missão do jornalismo independente. Temos uma história de parcerias respeitosas com empresas de tecnologia para levar esse jornalismo a novos leitores, de novas formas. Enfrentar as disrupções com curiosidade, abertura e capacidade de adaptação nos ajudou a atravessar o colapso do nosso negócio impresso e sairmos mais fortes do outro lado. Hoje, meus colegas usam tecnologia de IA — de forma responsável, ética e com humanos tomando as decisões — para melhorar a forma como reportamos, editamos, distribuímos e monetizamos nosso jornalismo. Manter uma tecnologia nova e poderosa à distância é uma receita para o fracasso. E acredito plenamente que a IA tem o poder de fazer muito bem no mundo. Não estou chamando a IA — nem os gigantes tecnológicos que controlam essa tecnologia — de inerentemente ruins ou malignos. Estou alertando que as empresas de IA estão fazendo escolhas que violam leis já consolidadas, ameaçam a viabilidade do trabalho criativo e parecem destinadas a causar danos desnecessários e graves. As organizações de notícias deveriam querer os benefícios que a IA pode trazer. Mas as empresas de tecnologia deveriam também querer apoiar o fluxo saudável e sustentável de informações, ideias e criatividade que alimenta a própria IA — para garantir que suas ações não nos levem a uma tragédia dos bens comuns cívicos. Os quatro ingredientes da IA Os modelos de IA são feitos com quatro ingredientes básicos. O primeiro é o talento — as pessoas que desenvolvem os algoritmos. O segundo é o que as empresas de tecnologia chamam de "computação": a infraestrutura por trás da IA, como chips e data centers. O terceiro é a energia — a eletricidade necessária para alimentar esses produtos tão consumidores de recursos. O quarto é o que as empresas de tecnologia chamam de "dados". A própria palavra parece quase projetada para fazer o trabalho criativo e expressivo soar trivial, como uma commodity abundante. Mas "dados" é frequentemente usado, entre outras coisas, como sinônimo de livros, filmes, músicas e jornalismo — o que poderia ser descrito com mais precisão como "conteúdo protegido por direitos autorais". Talento, computação, energia e dados são todos essenciais para o sucesso da IA e, portanto, para o sucesso dos gigantes tecnológicos. Os três primeiros são pagos — porque é claro que são. Nenhum CEO de tecnologia ousaria sugerir que os engenheiros mais talentosos trabalhem de graça. Pelo contrário, eles regularmente oferecem pacotes de remuneração que chegam a dezenas ou até centenas de milhões de dólares. Tampouco considerariam roubar chips de uma fábrica da Nvidia ou fazer uma ligação ilegal em uma linha de energia. Os investidores consideram que as recompensas financeiras potenciais da IA são tão grandes que estão aceitando prejuízos na casa dos centenas de bilhões de dólares para construir data centers e usinas de energia. Em contraste, as empresas de IA tomam os "dados" sem consentimento nem compensação. As justificativas para o roubo mudam o tempo todo. Dizem que a inovação exige isso. Insistem que estão apenas usando fatos, que ninguém pode possuir. Reclamam que os acordos demoram demais e custam caro demais. Alegam que a doutrina do "uso justo" permite que tomem conteúdo de graça de qualquer jeito. Às vezes chegam até a invocar a segurança nacional — alertam que, se as empresas de IA forem obrigadas a pagar, os Estados Unidos perderão a corrida tecnológica para a China. Nenhum desses argumentos resiste ao escrutínio. Um chatbot só consegue reproduzir "fatos" porque copiou ilegalmente artigos jornalísticos inteiros, o que lhe permite tomar emprestado com a mesma liberdade a linguagem protegida e o estilo da escrita. Construir data centers e usinas de energia é muito mais caro e demorado do que contratar advogados para redigir acordos de licenciamento com organizações de notícias. O uso justo não permite esse tipo de cópia, retenção e regurgitação prejudicial e substitutiva de uma obra — quanto menos de tudo o que a humanidade já produziu. Na competição com a China, os Estados Unidos se enfraquecem ao abandonar as proteções de propriedade intelectual que alimentam a inovação e sustentam as empresas criativas americanas. A avaliação combinada das seis principais empresas de IA é de US$ 11 trilhões — mais de três vezes o PIB da França. O investimento privado em IA nos Estados Unidos chegou a quase US$ 350 bilhões em 2025 e está acelerando em 2026. Portanto, o roubo de propriedade intelectual certamente não ocorre por falta de dinheiro para pagá-la. Embora os acordos de licenciamento com editores não sejam públicos, com base no tamanho dos poucos acordos que foram divulgados, estima-se que menos de meio por cento desse investimento esteja indo para compensar as pessoas e empresas que criam os dados que alimentam a IA. Embora existam muitas fontes de dados, os próprios executivos de IA reconheceram que conteúdo original e de alta qualidade é particularmente valioso para a eficácia e confiabilidade da tecnologia. Cinco dos dez principais sites usados para treinar alguns dos modelos de linguagem mais populares pertencem a editoras de notícias. A OpenAI confessou que seria "impossível treinar os modelos de IA líderes de hoje sem usar materiais protegidos por direitos autorais". Um engenheiro da empresa escreveu que o sucesso dos modelos "não é determinado pela arquitetura, hiperparâmetros ou escolhas de otimização. É determinado pelo seu conjunto de dados, nada mais". Em outras palavras: você é o que você come. O caso do 'The New York Times' Vamos olhar de perto a experiência do "The New York Times" para entender como isso funciona. Se você quer respostas abrangentes e precisas no seu chatbot de IA, é difícil imaginar uma fonte de dados melhor do que uma organização jornalística que, por 175 anos, empregou jornalistas profissionais experientes e bem remunerados para descobrir novas informações, narrar eventos em andamento e avaliar desenvolvimentos em política, negócios, cultura, esportes, ciência e assuntos globais. Esse trabalho original é valioso para as empresas de tecnologia em grande parte porque foi cuidadosamente escrito e editado, verificado de forma independente, submetido aos mais altos padrões de justiça e precisão, e apresentado de forma distintiva e envolvente. Só no ano passado, o "The New York Times" publicou quase meio milhão dessas obras — de artigos a fotos, vídeos e podcasts —, a um custo de mais de US$ 2 bilhões. Temos jornalistas em todos os 50 estados americanos e em 155 países, e esses profissionais não raramente enfrentam situações de risco de vida. Na Ucrânia, por exemplo, tivemos mais de 70 jornalistas e equipe de apoio em campo. Tudo isso apenas em 2025. Some essas contribuições ao longo de 175 anos e 20 milhões de obras originais, e você terá uma ideia mais clara do que nossa redação contribuiu para a compreensão pública do mundo. O valor distintivo do jornalismo do "Times" — assim como o de outras fontes de jornalismo de qualidade — foi repetidamente reafirmado pela preferência que as empresas de IA demonstram por ele. Embora a maioria das empresas de IA oculte suas fontes de treinamento, o "Times" foi a maior fonte individual de dados proprietários em um conjunto de dados importante usado para treinar vários modelos diferentes, seguido por outras organizações jornalísticas, como "The Guardian" e "Los Angeles Times". As empresas de IA consideram a extração de informações de organizações jornalísticas de qualidade como um dos sinais mais confiáveis de que seus produtos estão funcionando corretamente. Como disse um vice-presidente da Microsoft: "Conteúdo premium melhora significativamente a qualidade das respostas". No entanto, os gigantes tecnológicos argumentaram de forma consistente que não deveriam ser obrigados a pedir permissão para usar — muito menos pagar por — esse tipo de propriedade intelectual. Seu argumento, como mostram suas ações, é que têm direito a ela. A Meta treinou seu modelo em um banco de dados notório de livros pirateados ilegalmente. A Perplexity desafiou abertamente a norma consolidada de que sites não podem ser rastreados às escondidas, contrariando suas objeções explícitas. A OpenAI fez lobby junto ao governo americano para obter imunidade legal pelo confisco de obras alheias. Até mesmo a Anthropic, frequentemente citada por seu compromisso com o desenvolvimento ético da IA, se recusou a pagar pelo jornalismo de alta qualidade que usa em seus produtos. Ações como essas levaram o "Times" a processar a OpenAI, sua parceira, a Microsoft e, posteriormente, a Perplexity, por violações flagrantes de nossos direitos de propriedade intelectual protegidos pela lei de direitos autorais dos Estados Unidos — tanto no treinamento de seus modelos quanto no uso contínuo de nosso trabalho em seus produtos. Assim como outras organizações jornalísticas que entraram com ações semelhantes, acreditamos que essas violações ameaçam a capacidade de longo prazo das organizações de notícias de continuar produzindo jornalismo original e confiável, do qual o público — e, como se vê, os próprios modelos de IA — depende. Mas processos judiciais são lentos e caros — o nosso já se estende por dois anos e meio e custou mais de US$ 20 milhões. Como as empresas de IA certamente sabem, a maioria das organizações jornalísticas não tem recursos para ir a tribunal defender seus direitos. Um setor já fragilizado Mesmo antes da chegada da IA, o setor global de notícias lutava para sobreviver às ondas de mudança desencadeadas pela internet, pelo smartphone e pelas redes sociais. Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos perderam, segundo algumas estimativas, 75% de seus jornalistas e mais de 3.000 jornais. Um novo jornal fecha a cada três dias. Os veículos digitais não preencheram nem uma fração desse vazio. Grandes regiões dos Estados Unidos já não têm um único repórter fazendo perguntas na câmara municipal, cobrindo as escolas locais ou conectando sua comunidade com um conjunto comum de fatos. E quando se olha para as formas mais caras e desafiadoras de jornalismo — investigar irregularidades ou ir às linhas de frente de conflitos — percebe-se que o número de jornalistas fazendo esse trabalho caiu de forma ainda mais dramática. A disrupção provocada pela IA promete ser ainda mais devastadora. Antes da IA, havia uma troca de valor real — ainda que desequilibrada — entre as plataformas de tecnologia e os criadores de conteúdo digital, como as organizações de notícias. Esse era o pacto da chamada web aberta. As empresas de tecnologia — principalmente as plataformas de busca e redes sociais — ficavam com uma fatia crescente das receitas publicitárias que antes iam para as organizações de notícias, mas, em contrapartida, entregavam um público muito maior. Na próxima fase da disrupção, as empresas de tecnologia, ao se apropriar do próprio jornalismo, também estão tomando uma parcela crescente do público que ele conquista. Veja o caso do Google. O objetivo dos mecanismos de busca sempre foi identificar os sites mais úteis e enviar as pessoas para eles. As pessoas iam ao Google, pesquisavam um assunto e clicavam em um link para sites como o "Financial Times", "Le Monde" ou "El País" para ler a matéria. O Google ficava com a grande maioria das receitas publicitárias. Mas também enviava tráfego significativo para as organizações de notícias por meio de links, permitindo que os editores ganhassem dinheiro exibindo anúncios ou vendendo assinaturas. Na era da IA, o Google usa cada vez mais o conteúdo das organizações de notícias e de outros sites para responder às perguntas diretamente. Como resultado, fazer com que um usuário do Google clique em um link é, segundo pesquisas do setor, dez vezes mais difícil hoje do que era uma década atrás. Ainda assim, o Google mantém o padrão mais elevado em termos de envio de leitores para os editores, e só podemos esperar que esse compromisso continue. Os modelos de IA concorrentes enviam tráfego de referência a uma taxa 96% menor do que a busca do Google, segundo um estudo. Os gigantes tecnológicos têm plena consciência das implicações dessa mudança sobre os modelos de negócios já frágeis das organizações de notícias. Como escreveu o chefe de monetização de IA da Microsoft: "A web aberta foi construída sobre uma troca de valor implícita, em que os editores tornavam o conteúdo acessível e os canais de distribuição — como a busca — ajudavam as pessoas a encontrá-lo. Esse modelo não se traduz de forma limpa para um mundo orientado pela IA." Ele acrescentou: "Os editores precisam de formas sustentáveis e transparentes de controlar como seu conteúdo premium é usado." Um sentimento digno. Mas basta olhar para uma página de lançamento recente do próprio mecanismo de busca com IA da Microsoft para encontrar uma postura bem diferente: "Olá do Bing! Em vez de clicar em links, podemos conversar sobre tudo o que você quiser saber." Essa dinâmica fez, evidentemente, o tráfego para os sites de notícias despencar. Os maiores jornais acompanhados pelo Comscore registraram quedas de mais de 45%, em média, à medida que a corrida pela IA se intensificou nos últimos quatro anos. Editores de notícias globais consultados pelo "Reuters Institute" se preparam para que as quedas de tráfego significativas continuem nos próximos anos. Menos tráfego para os editores provavelmente significa menos oportunidades de publicidade, que continua sendo uma importante fonte de receita para a maioria das organizações de notícias. Nas últimas duas décadas, a receita combinada de publicidade dos jornais já caiu 80%. A Meta sozinha fatura oito vezes mais em receita publicitária do que todos os jornais do mundo juntos. Para compensar a queda da publicidade, muitas organizações de notícias recorreram a modelos de assinatura. Mas na medida em que as pessoas percebem que podem acessar trabalhos roubados gratuitamente por meio de produtos de IA, será cada vez mais difícil para as organizações de notícias desenvolver e aprofundar relações com potenciais assinantes. Esse roubo não acontece apenas porque os editores "deixam seus brinquedos no quintal"; acontece mesmo quando eles estão "trancados com segurança dentro de casa". Um estudo descobriu que cerca de 30% das varreduras por bots de IA violam restrições explícitas de acesso ao conteúdo dos sites, incluindo conteúdo protegido por paywalls. A fonte de receita com a qual alguns esperam compensar essas perdas é o dinheiro das próprias empresas de IA, por meio de licenciamento de conteúdo ou micropagamentos. Algumas organizações de notícias maiores, incluindo o "Times", assinaram acordos de licenciamento. Outras adotaram micropagamentos das empresas de IA para cada uso individual do jornalismo. Mas há boas razões para questionar se qualquer um desses modelos será suficiente para compensar a receita e os leitores perdidos para produtos de IA concorrentes. Enquanto isso, muitas organizações de notícias menores, cujo trabalho também foi tomado e usado por modelos de IA, não receberam nenhuma compensação, e a grande maioria dos editores diz não esperar receitas significativas das plataformas de IA. De forma preocupante, mesmo enquanto essas empresas de tecnologia tentam divulgar acordos e outras ações que sinalizam que valorizam o jornalismo, simultaneamente argumentam em tribunal, junto a legisladores e agências federais, que não têm nenhuma obrigação com os criadores da propriedade intelectual que usam para alimentar seus produtos. Não é concorrência — é parasitismo Para ser claro: não estou levantando essas preocupações porque as organizações de notícias deveriam temer a concorrência. Se as empresas de tecnologia estivessem destinando recursos reais para colocar seus próprios repórteres em campo para produzir jornalismo original, eu daria boas-vindas a isso. Mas não é isso que está acontecendo. As plataformas tecnológicas nunca fizeram tentativas sérias de criar o trabalho original e de base — como reportagem local, jornalismo investigativo ou testes rigorosos de produtos — do qual seus usuários, plataformas e produtos de IA dependem. E agora vão um passo além, simplesmente tomando as reportagens e coberturas de outros, muitas vezes até apresentando-as como suas. Um estudo descobriu que a OpenAI creditou as organizações de notícias que desenterraram as informações citadas em apenas 1% de suas respostas. Os líderes das transições tecnológicas anteriores pelo menos tentavam argumentar que suas plataformas seriam simbióticas com os criadores. O Spotify, por exemplo — que tem seus críticos na indústria musical — destaca os pagamentos que envia aos artistas. As empresas de IA, em contraste, adotaram uma postura mais abertamente parasitária, mais próxima à do Napster, a antiga plataforma de música pirata. Um pesquisador sênior da Microsoft escreveu que uma das "promessas centrais dos LLMs" é sua capacidade de usar "seus dados de treinamento para substituir o trabalho pago daqueles que criaram esses dados". De forma mais evocativa, a escritora de ficção científica Margaret Atwood comparou essa dinâmica a ser "assassinada pela minha réplica". É uma aposta segura que tais ações dos gigantes tecnológicos vão alimentar tendências destrutivas que já estão tensionando a sociedade. Uma queda contínua no jornalismo original. Uma onda crescente de desinformação, propaganda, teorias conspiratórias, deepfakes e lixo gerado por computador. Um público que continua a ser radicalizado por algoritmos que amplificam o medo, a raiva e a divisão. Os repórteres são os responsáveis por enriquecer o registro público com informações até então desconhecidas. Aquele fato surpreendente. Aquele detalhe revelador. Aquela citação da testemunha ocular. Aquele documento secreto. Aquela análise do especialista. Aquela foto, vídeo, gravação de áudio. Em termos simples, o jornalismo original é muitas vezes a forma como você sabe o que sabe. Os produtos de IA não conseguem fazer esse tipo de reportagem original. Eles extraem o registro público, mas têm dificuldade de acrescentar algo a ele. Mesmo a extração tem sido problemática. Uma pesquisa da "European Broadcasting Union" descobriu que os principais assistentes de IA distorceram significativamente as notícias em quase metade de todas as respostas. Tanto o Google quanto a Apple, por exemplo, cometeram erros graves ao usar ferramentas de IA para reescrever manchetes e alertas de notícias de organizações jornalísticas que aparecem em seus produtos. Como a IA tende a ser ruim em expressar incerteza, ela frequentemente não está apenas errada — está errada com confiança. E, ao contrário das organizações de notícias das quais roubam, as empresas de IA não rastreiam nem corrigem esses erros, deixando seus usuários sem qualquer forma de saber quando foram induzidos a erro. Isso importa em parte porque os produtos de IA provavelmente não vão apenas suplementar, mas substituir as relações diretas com organizações de notícias para muitas pessoas. Pesquisas sugerem que essa mudança está acontecendo muito mais rapidamente do que a maioria imagina. A Amazon Web Services, que trabalha com muitas empresas de IA, estima que a maioria do conteúdo online já é gerado por IA — um número que alguns especialistas esperam que chegue a mais de 90% nos próximos anos. Já hoje, o número de sites de notícias locais falsos é maior do que o de sites reais, pois a IA dificulta a sobrevivência dos sites verdadeiros e facilita a criação de sites falsos a baixo custo. De forma reveladora, as empresas de IA não querem dizer que os resultados de seus produtos são confiáveis. Não querem dizer que são justos ou precisos. Isso se deve em parte ao fato de não serem. Quando o ativista político americano Charlie Kirk foi assassinado no ano passado, por exemplo, o bot da Perplexity sugeriu que a declaração da Casa Branca sobre a morte de Kirk havia sido fabricada, e o Grok, do X, insistia que ele estava vivo e bem. Mas tão importante quanto isso, as empresas de IA se recusam a ser responsáveis pelo que seus chatbots dizem aos usuários numa tentativa de escapar da responsabilidade legal. A Microsoft alertou ao lançar o Copilot: "Apenas para fins de entretenimento. Pode cometer erros e pode não funcionar como pretendido. Não confie no Copilot para aconselhamento importante. Use o Copilot por sua conta e risco." Em algum nível, o público entende que isso não será bom para ele. Dois terços dos americanos estão muito preocupados com a disseminação de informações imprecisas pela IA, segundo o Pew Research Center. Mas uma porcentagem crescente de pessoas recorre à IA para notícias, informações e orientações — e algumas a consideram mais confiável do que as organizações de notícias das quais ela depende para suas respostas. Tudo isso vai agravar o alarmante declínio da saúde social e cívica. Evidências mostram que, quando uma organização de notícias local desaparece, as pessoas de uma comunidade começam a confiar menos umas nas outras e a se odiar mais. Tornam-se mais isoladas e menos tolerantes. O engajamento cívico diminui e a corrupção pública aumenta. E imagine o que acontece quando a abordagem das empresas de tecnologia em relação ao setor jornalístico chega à sua conclusão lógica. Apesar da importância do jornalismo para a tecnologia mais valiosa do mundo, as ações das empresas de tecnologia estão comprometendo sua mais importante fonte de novas notícias, novas informações, novas análises. Isso tornaria os próprios produtos de IA menos úteis e menos confiáveis — mais uma vítima desnecessária de escolhas desnecessárias e prejudiciais. O que podemos fazer Um setor jornalístico em declínio pode parecer impotente diante de algumas das empresas mais ricas que o mundo já viu. E o caminho à frente não é facilitado pela realidade de que precisamos continuar operando em um ecossistema de informação controlado de forma desproporcional por esses gigantes tecnológicos. Mas ainda há ações que podemos tomar — tanto para nos posicionar contra os abusos das empresas de IA quanto para preparar nossas próprias organizações para ter sucesso nessa nova era. Compartilharei algumas ideias para cada uma dessas frentes, com a convicção de que ideias melhores e mais numerosas surgirão das pessoas presentes nesta sala. No que diz respeito a defender seu trabalho das empresas de tecnologia, tenho quatro reflexões centrais: Defenda seus direitos. Os direitos de propriedade intelectual precisam ser mantidos se nossa profissão quiser ter um caminho à frente. No meu país, esses direitos estão ancorados na Constituição e sustentados por séculos de precedentes. Eles também são compatíveis com um entendimento ético básico de que roubar é errado. Mas seus direitos só serão mantidos se você insistir em que sejam respeitados e resistir quando não forem. Isso exigirá coragem — e às vezes recursos, que escasseiam — mas o caminho alternativo de tolerar silenciosamente o roubo sistemático do seu trabalho acabará por minar sua capacidade de continuar fazendo jornalismo. Negocie com cuidado. Organizações de notícias que assinam acordos para licenciar conteúdo para empresas de IA estão fazendo algo razoável. Mas aconselho a avaliar a viabilidade de longo prazo de cada acordo. Os gigantes tecnológicos têm uma posição de força extraordinária: já tomaram seu conteúdo e pretendem usá-lo de qualquer forma. Ainda assim, antes de aceitar uma oferta, vale perguntar se o pagamento reflete algo próximo ao valor justo — e se você está retendo algum controle significativo sobre como seu trabalho será usado. Pressione seus legisladores. A IA é cada vez mais impopular entre o público. À medida que os legisladores consideram como reagir, nossa indústria precisa se unir em torno de um conjunto pequeno e claro de pedidos. Algumas ideias iniciais: garantir que as proteções já robustas de propriedade intelectual sejam reforçadas — e não enfraquecidas — para a era da IA. Exigir que bots se identifiquem e limitar sua capacidade de vasculhar sites sem permissão. Exigir transparência para que as organizações de notícias saibam quando e como seu trabalho é usado pela IA. Garantir que as empresas de IA sejam legalmente responsáveis pelo conteúdo difamatório que geram. Una-se aos outros. Enfrentamos empresas de IA que gastam quantias inimagináveis em marketing, lobby e doações políticas para persuadir o público e cooptar políticos. A firma de capital de risco por trás de muitos investimentos em IA é hoje o maior doador político dos Estados Unidos. O único caminho da indústria jornalística para contrabalançar essa influência é trabalhar em conjunto e, igualmente importante, com outras indústrias criativas. Participe de briefs de amicus curiae e seja ativo em suas associações profissionais. Estude como nossos colegas da música e de outras profissões atravessaram seus momentos "Napster". Há também coisas que podemos fazer para tornar nossas próprias organizações de notícias mais resilientes enquanto enfrentamos esse desafio. Mais quatro ideias: Use a IA do jeito certo. As redações devem criar padrões cuidadosos para o uso responsável da IA. E então devem ser agressivas e criativas para colocar a tecnologia a serviço da melhoria do seu jornalismo e do fortalecimento de seus negócios. A IA pode trazer valor real às organizações que encontrarem as formas certas de adotá-la, e uma mudança dessa magnitude vai destruir qualquer organização que se recuse a evoluir. Não há nada de inerentemente ruim na tecnologia de IA — são as ações das empresas por trás dela que precisam ser reformadas. Seja um destino, antes de tudo. Um mundo cada vez mais intermediado por plataformas de IA deixaria as organizações de notícias ainda mais à mercê dos gigantes tecnológicos para compartilhar tráfego, crédito e dinheiro. O caminho mais claro para sustentar um jornalismo de qualidade será por meio de relações diretas com o público. Ser um destino não significa ignorar a internet mais ampla. Você ainda precisa criar novas relações onde as pessoas estão, que geralmente é uma plataforma tecnológica. Mas para aprofundar essas relações — torná-las leais, habituais e valiosas — seu público precisa aprender que é melhor se engajar diretamente com você do que por meio de um intermediário. Foque no jornalismo original. Muitas organizações de notícias se enfraqueceram e se tornaram commodities ao tentar alimentar as preferências em constante mudança dos algoritmos de busca e redes sociais com clickbait, agregação e opiniões fáceis. A economia dessa abordagem vai piorar ainda mais. Para ser um destino em um mundo intermediado pela IA, você vai precisar de um jornalismo tão diferenciado que tenha sua própria gravidade. O coração disso é o jornalismo original. O público não tem outra fonte para esse trabalho. E a IA tampouco. Explique por que o jornalismo importa. As empresas de IA têm megafones gigantescos e têm comunicado com muito cuidado — e de forma seletiva — os benefícios de seu trabalho, ao mesmo tempo em que minimizam os danos. A indústria jornalística precisa, por sua vez, mostrar que o jornalismo original é um ingrediente essencial nas sociedades saudáveis, nas nações seguras e nas democracias fortes — e demonstrar como as ações dos gigantes tecnológicos estão colocando tudo isso em risco. Informação é valiosa. Jornalismo é valioso Na última transição digital, as organizações de notícias — incluindo o "Times", por um bom tempo — compraram a afirmação repetida do Vale do Silício de que "a informação quer ser livre". Muitos nem sabiam que a citação original, do filósofo da tecnologia Stewart Brand, tinha outra parte: "A informação quer ser cara, porque é muito valiosa — a informação certa no lugar certo simplesmente transforma sua vida." Não podemos ser tão ingênuos desta vez. As organizações de notícias são coletivamente menores e mais fracas do que há duas décadas. Os gigantes tecnológicos são maiores e mais fortes — e muito mais dispostos a usar seu tamanho e poder. Enquanto isso, a própria onda da IA pode ser maior e mais veloz, à medida que a tecnologia continua a melhorar. Mesmo que as coisas pareçam estar bem por enquanto, lembre-se: essas primeiras ondas anunciam um tsunami que se aproxima. Enquanto nos preparamos, precisamos nos lembrar: a informação é valiosa. O jornalismo é valioso. A internet já está sobrecarregada de bots e lixo digital. Está cada vez mais difícil saber de onde as coisas vieram e se são verdadeiras. Isso criou uma sensação crescente de que nada pode ser confiado, exigindo de todos uma vigilância quase paranoica sobre tudo — ou, pior, um mergulho no niilismo. O efeito não é apenas que as pessoas acreditam em coisas falsas: é que deixam de acreditar em coisas verdadeiras. Essa combinação tóxica já está levando mais pessoas a se desengajarem completamente. As empresas de tecnologia acenam para essas tendências e dizem "não é culpa nossa" e, de forma ainda mais reveladora, "não é nosso problema". As organizações de notícias deveriam se posicionar como a alternativa confiável nesse caos. Notícias e informações em que se pode confiar são mais raras e mais necessárias do que nunca. O tipo produzido por equipes de profissionais experientes, apoiados por processos e padrões rigorosos. Segundo pesquisas, quando alguém quer verificar algo que encontrou e que acha que pode ser falso, a opção preferida é "uma fonte de notícias em que confio". Em último lugar na lista? Um chatbot de IA. Continuo convicto do valor criado por organizações de notícias de qualidade dedicadas ao trabalho difícil e caro do jornalismo original — para os leitores, para as comunidades, para a sociedade como um todo. E, sim, até para os modelos de IA. Quem mais irá aos lugares onde os eventos estão se desdobrando? Quem nos trará relatos em primeira mão das linhas de frente de uma guerra? Quem nos equipará com informações confiáveis em uma crise de saúde pública? Quem vai expor a empresa de sucesso ou a carreira política construídas sobre uma mentira? Quem vai garantir que os debates sobre políticas econômicas sejam informados por seus impactos sobre pessoas reais? Quem mais pode enriquecer todo esse trabalho com conhecimento especializado duramente conquistado, que acrescenta perspectiva e contexto, e com compromissos profissionais profundamente enraizados de tornar cada matéria tão justa e precisa quanto possível? A questão é se esse valor será sugado pelos gigantes tecnológicos — ou se voltará para as organizações de notícias, permitindo que continuem esse trabalho essencial. Espero que todos vocês levem essa questão a sério. Acredito que o futuro das nossas organizações de notícias e a saúde da esfera pública dependem de como responderemos. Obrigado. *A.G. Sulzberger é publisher do "The New York Times" e chairman da New York Times Company, o grupo que controla o jornal, cargos que correspondem, respectivamente, ao responsável pela direção estratégica do veículo e ao presidente do conselho de administração da empresa. (c) 2026 The New York Times Company. Texto original disponível em: https://www.nytco.com/press/a-i-journalism-and-the-uncertain-future-of-the-public-square/