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Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite

Publicado em: 06/04/2026 21:50

A um dia do ultimato, Trump eleva ameaças e diz que pode destruir todo o Irã amanhã à noite A guerra no Oriente Médio entra na 6ª semana. Faltam pouco mais de 24 horas para o fim do prazo que Donald Trump deu para o Irã fechar um acordo de paz e liberar a passagem de petroleiros no Estreito de Ormuz. Nesta segunda-feira (6), o regime iraniano rejeitou uma nova proposta de cessar-fogo. E Trump elevou as ameaças e disse que pode destruir todo o Irã nesta terça-feira (7) à noite. Esse não é o primeiro ultimato do presidente americano. Mas será o último? Ele diz que sim. Para Donald Trump, é fundamental encontrar um caminho para acabar com a guerra. Ela está custando alto - financeiramente e politicamente. E o próprio presidente admitiu isso nesta segunda-feira (6): "Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo do Irã. Mas, infelizmente, os cidadãos americanos querem que a gente volte para casa", disse nesta segunda-feira (6) de manhã. E voltou a ameaçar atacar usinas elétricas e pontes do Irã. Atingir alvos civis é considerado crime de guerra pelo direito internacional. Trump foi questionado por que, na visão dele, ataques à rede elétrica não seriam crimes de guerra. O presidente respondeu: "Porque eles mataram manifestantes, eles são uns animais”. Até agora, a pressão não tem funcionado. Nesta segunda-feira (6), mais uma tentativa de acordo terminou frustrada. O Paquistão propôs um cessar-fogo de 45 dias. Mas o Irã declarou que não quer uma trégua e exigiu o fim permanente da guerra. Os iranianos alegam que das últimas vezes em que se sentaram à mesa de negociação foram atacados, e não querem que isso se repita. O regime dos aiatolás fez uma contraproposta com dez pontos. A imprensa estatal divulgou poucos detalhes, mas afirmou que o plano de paz prevê o fim das sanções econômicas e ajuda na reconstrução do país. Trump disse que os iranianos fizeram uma proposta significativa, mas que não era o suficiente. Mais tarde, ele retomou as ameaças na Casa Branca. O prazo dado por Trump para que o Irã aceite um acordo e reabra completamente o Estreito de Ormuz é terça-feira (7), 21h, pelo horário de Brasília. "O país inteiro pode ser destruído em uma única noite, e essa noite pode ser a de amanhã", afirmou o presidente. Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite Jornal Nacional/ Reprodução O secretário de Guerra Pete Hegseth afirmou que esta segunda-feira (6) teria o maior volume de ataques desde o início da guerra e que esta terça-feira (7) será pior do que segunda-feira (6). Trump reforçou: "Temos um plano e todas as pontes do Irã serão dizimadas e todas as usinas de energia vão parar de funcionar em quatro horas. Vai tudo queimar e explodir, vai ser uma demolição completa”. Em seguida, o presidente mudou o tom e disse: "Não queremos que isso aconteça. Talvez até ajudemos os iranianos na reconstrução do país”. As Forças Armadas do Irã responderam que as ameaças de Donald Trump são delirantes. Resgate Simulação do resgate de soldado americano Jornal Nacional/ Reprodução Também nesta segunda-feira (6), a Casa Branca detalhou o resgate dos dois pilotos que estavam a bordo do caça F-15E abatido pelos iranianos na sexta-feira (3). Os dois conseguiram se ejetar antes da queda. Um deles foi resgatado seis horas depois. O outro ficou desaparecido por quase 48 horas. O resgate marcou uma corrida entre Estados Unidos e Irã pelo paradeiro dele. De acordo com o relato de autoridades à imprensa americana, o militar desceu de paraquedas em uma região montanhosa. Mesmo ferido, conseguiu caminhar e escalar uma montanha de 2 mil metros de altura. Ele tinha apenas uma pistola e precisava se esconder até a ajuda chegar. Acabou se escondendo em uma espécie de caverna no alto da montanha. De lá, conseguiu enviar sinais com a sua localização. Trump disse hoje que 155 aviões e centenas de militares participaram da missão de resgate. Muitos deles, usados apenas para despistar os iranianos, se espalharam por sete regiões diferentes. Houve confronto. Helicópteros e aviões americanos foram atingidos. Os iranianos não estavam muito longe e atiraram contra os militares que desceram para buscar o piloto. Mas não houve nenhuma baixa americana. Dois aviões de transporte, cheios de equipamentos, ficaram presos na areia úmida, muito pesados para decolar. Aí entrou em cena o plano B. Aviões mais leves e rápidos tiveram que buscar os militares restantes, e a decisão foi por explodir os aviões atolados ali mesmo para impedir que o Irã tivesse acesso à tecnologia americana. A missão de resgate foi bem-sucedida. Um desfecho que Trump agora tenta explorar para reduzir o desgaste entre os americanos enquanto a guerra não termina. LEIA TAMBÉM Trump diz que pode tomar 'Irã inteiro' na noite de terça-feira: 'Todas as usinas de energia serão demolidas' Trump diz que não está preocupado com crimes de guerra no Irã: 'Mataram manifestantes, são animais' Resgate de piloto no Irã envolveu 155 aeronaves e ações para despistar iranianos, diz Trump Veja como foi o resgate de militar dos EUA no Irã em simulação do Fantástico

Palavras-chave: tecnologia

Histórico: 4 tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou

Publicado em: 06/04/2026 21:33

Missão Artemis explora o lado escuro da Lua Em um voo inédito ao redor da Lua, quatro astronautas fizeram história nesta segunda-feira (6). Os tripulantes da missão Artemis II se tornaram os seres humanos que viajaram ao ponto mais distante do planeta Terra até agora. Ao longo de sete horas, eles chegaram tão perto da Lua que viram um lado dela que ninguém, da Terra, consegue enxergar. Um feito que jornalistas e apaixonados por ciência do mundo inteiro acompanharam passo a passo, imagem a imagem. Às 19h27 no horário de Nova York, 20h27 pelo horário de Brasília, finalmente a nave Orion reestabeleceu contato com a Terra. E só um minuto depois eles conseguiram ouvir alguém dizendo alguma coisa. A primeira pessoa a falar foi a Christina Koch. Ela disse: "É muito bom ouvir a Terra novamente". Um certo alívio, claro, porque eles passaram 40 minutos sem nenhuma comunicação com o centro de comando em Houston, no Texas. Isso porque a Lua ficou entre a nave e a Terra, e aí as ondas de frequência de rádio não conseguiam chegar até a nave. Além disso, foi momento em que eles chegaram mais perto da Lua - uma distância de cerca de 400 km, a mesma distância da Estação Espacial Internacional em relação à Terra. Isso foi às 20h01. No ponto de vista dos astronautas, a Lua estava parecendo tão perto que estava do tamanho de uma bola de basquete. Em um fenômeno inédito, o planeta todo está acompanhando o passo a passo dessa missão pelas redes sociais. Cada astronauta levou um celular para poder postar a rotina no espaço. Isso faz parte da estratégia de marketing da Nasa. Com essa viagem, a Nasa quer dar início a uma nova era de missões para a Lua. Isso vai desde a tecnologia envolvida na espaçonave, mas também na forma como a viagem está sendo documentada. O resultado é praticamente um Big Brother. A gente está acompanhando a rotina dos astronautas, os bastidores da missão. Mas, sobretudo, o encantamento deles com o que eles estão vendo pela janela - imagens belíssimas. Isso é uma estratégia para chamar a atenção sobretudo do público mais jovem, o interesse dos jovens pelo espaço. E, pela primeira vez, a Nasa autorizou que astronautas levassem nesse tipo de missão celulares, os smartphones como os que a gente tem em casa. A ideia é que eles tirem fotos, selfies, e depois compartilhem esse material quando voltarem para Terra. Nesta segunda-feira (6), teve uma publicação do comandante da missão fazendo a barba com a mensagem: "Rotina matinal: acordar, fazer a barba, arrumar a cama e presenciar algo que os olhos humanos nunca viram antes". O celular deles tem duas alterações: o bluetooth não funciona e nem o sinal de telefonia, que é para não correr o risco de alguma interferência com a espaçonave. Quais foram as primeira reações dessa tripulação, dos quatro astronautas, quando eles atingiram a maior distância do nosso planeta e ficaram mais perto da face oculta da Lua? Christina Koch falou que estava emocionada com a grandiosidade daquele momento que ele estava vivendo. Assim que a comunicação foi reconectada, ela falou: "A gente pode conhecer, explorar o espaço, mas, no fim das contas, sempre escolheremos o planeta Terra. Sempre escolheres uns aos outros". Teve mensagem especial também muito direcionada. O piloto mandou mensagem para a esposa, que estava acompanhando do centro de controle, dizendo: "Eu te amo aqui da Lua". Histórico Quatro tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou Jornal Nacional/ Reprodução O dia na missão Artemis II começou com uma mensagem do passado. De alguém que já fez história no espaço há quase seis décadas. Jim Lovell participou da missão Apollo 8, a primeira a dar a volta na Lua, em 1968, e da dramática Apollo 13, em 1970, que quase terminou em tragédia depois de uma explosão a bordo. Ele faleceu em 2025, mas deixou uma mensagem para os astronautas que estavam prestes a seguir os passos dele: “Bem-vindos à minha antiga vizinhança. Durante a Apollo 8, tivemos a primeira visão próxima da Lua com nosso planeta. Essa visão inspirou as pessoas a se unirem e estou orgulhoso de passar o bastão para vocês. É um dia histórico. Aproveitem a vista”. Os quatro astronautas da Artemis estavam a caminho de um recorde que era dele. Por volta das 15h pelo horário de Brasília, se tornaram os primeiros seres humanos a chegar no ponto mais distante da Terra: exatos 406.777 km de distância do nosso planeta – 6.606 km mais longe do que chegou a Apollo 13 de Lovell. Para ter uma ideia dessa distância que a missão Artemis II chegou, basta imaginar que a Estação Espacial Internacional fica a 400 km da Terra. Ou seja, a Artemis viajou mil vezes mais longe que a estação. É como se os astronautas a bordo da Orion tivessem feito mil viagens à estação em apenas seis dias. O canadense Jeremy Hansen foi o primeiro a falar: “Ao ultrapassar a maior distância já atingida pela humanidade, honramos os esforços extraordinários dos nossos antecessores na exploração espacial. E queremos aproveitar o momento para desafiar esta e as próximas gerações para que esse recorde não dure muito”. Hansen pediu, então, para batizar duas novas crateras. A primeira ganhou o nome de Integrity - ou "integridade", em português -, como os astronautas têm chamado a cápsula. E, em um momento de emoção, a outra recebeu o nome da mulher do comandante da missão, Reid Wiseman: Caroll. Caroll era enfermeira de um CTI neonatal e morreu em 2020 de câncer. Diante da comoção na nave, enquanto os astronautas enxugavam as lágrimas, o comando da missão, em Houston, fez um momento de silêncio. Em seguida, os astronautas rumaram para o lado oculto da Lua para ver com os próprios olhos a parte da Lua nunca vista da Terra. Isso porque a rotação da Terra e da Lua são sincronizadas e esse lado nunca fica voltado para o nosso planeta. O físico espacial da Universidade do Texas Phil Anderson explica que é a primeira vez que astronautas verão esta parte oculta iluminada pelo Sol: "Eles passaram a 4 mil km, mas conseguiram ver tudo mais de perto com a ajuda de telescópios e câmeras fotográficas”. E sobre o período em que perderam a comunicação sobre a Terra, afirma: "É um momento de solidão sem contato com a Terra. É como se fossem as pessoas mais solitárias da humanidade. Pode ser assustador e meio louco, mas eu certamente gostaria de estar no lugar deles”. Histórico: 4 tripulantes da Artemis II atingem o ponto mais distante da Terra que qualquer ser humano já alcançou Jornal Nacional/ Reprodução Próximos passos Os astronautas devem voltar para a Terra no dia 10 de abril. Mas, por enquanto, agora que eles conseguiram reestabelecer contato com a Terra, eles vão falar o que sentiram, o que viram e falar com foi essa experiência. Isso é muito importante porque uma das missões dessa viagem espacial é exatamente saber os efeitos que essa distância toda da Terra - esse período de dez dias tão longe de casa - vai ter sobre o corpo desses quatro astronautas. Um dos experimentos que eles estão fazendo no espaço se chama "Experiência avatar". Eles retiraram material genético dos quatro astronautas, botaram em tubos de ensaio e analisaram na Terra. Agora, eles vão fazer a mesma análise quando voltarem para casa, para ver se a radiação - tanto do Sol quanto do próprio universo - teve algum efeito nesse material genético. São muitas as experiências que ainda vão ser feitas, muitos exames que esses astronautas ainda vão ter que passar. Mas, agora, a gente tem que pensar na missão Artemis IV, que está programada para 2028. O objetivo final das missões Artemis é posar a primeira mulher na Lua. LEIA TAMBÉM Primeiro a Lua, depois Marte? Por que nova missão da Nasa é importante O que é o 'lado oculto' da Lua e por que ele nunca é visto da Terra? O que existe no lado oculto da Lua? Missão vai mostrar crateras, cores e áreas nunca vistas

Palavras-chave: tecnologia

Espetáculo de música e imagem, 'As Amazônias' reúne vozes de cantoras do Norte em Belém

Publicado em: 06/04/2026 19:26

Espetáculo de música e imagem, “As Amazônias” reúne Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP) Amazônia Imersiva/ Liliane Moreira Três vozes femininas da Amazônia se encontram no palco para cantar territórios, memórias e modos de existir. O espetáculo “As Amazônias”, com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP), chega a Belém para uma temporada na CAIXA Cultural, de 9 a 12 de abril, sempre às 19h. A apresentação combina música ao vivo com projeções visuais, criando uma experiência audiovisual que aproxima palco, imagem e tecnologia a partir de diferentes territórios da Amazônia. No palco, o espetáculo articula trajetórias que atravessam tradições indígenas, matrizes afro-amazônicas e a música contemporânea produzida na região. Cada artista traz a força de seu território: Patrícia Bastos incorpora ritmos tradicionais do Amapá, como o marabaixo e o batuque do Curiaú; Djuena Tikuna apresenta cantos em sua língua originária; e Aíla conecta essas referências à cena musical contemporânea de Belém, marcada por fusões e experimentações. Cantora, compositora e vencedora do Grammy Latino, Patrícia Bastos é uma das principais vozes da Amazônia brasileira, reconhecida por traduzir em música as sonoridades e narrativas do Amapá. Já Aíla, artista paraense, atua como uma das figuras centrais da música contemporânea produzida na região, transitando entre o pop, a música amazônica e a experimentação sonora. A presença de Djuena Tikuna amplia esse encontro ao trazer para o centro do palco a força dos povos originários. Cantora indígena do Amazonas, ela foi a primeira jornalista indígena formada no estado e também a primeira artista indígena a realizar um espetáculo musical no Teatro Amazonas, em Manaus. Suas composições são cantadas integralmente na língua Tikuna, reafirmando o canto como forma de memória e resistência. Para Patrícia Bastos, o espetáculo revela a potência das múltiplas Amazônias que coexistem na região. “Nas Amazônias conseguimos colaborar na transmissão da narrativa da diversidade feminina da região, seja na latinidade, na afrocentralização, nas nossas cores, figurinos e no jeito de cantar as nossas tradições e sonhos. Somos três mulheres representando um pouco das Amazônias, porque nós somos muitas, plurais e múltiplas.” A relação entre as artistas atravessa não apenas a música, mas também experiências compartilhadas em diferentes territórios da região Norte. “Cantar com a Djuena é sempre uma emoção sem tamanho, ela do Amazonas, eu do Pará, a gente carrega conexões que só quem é da região Norte entende. Além de ser uma enorme artista, ela faz um show inteiro cantado na língua Tikuna, a origem dela, e isso sempre me emociona muito”, afirma Aíla. No espetáculo, esse encontro ganha forma também na escolha de repertório. Em um dos momentos da apresentação, Aíla interpreta em português uma composição de Djuena, traduzida da língua Tikuna. “É um momento bem especial, a gente canta sobre uma aldeia que é o mundo, afinal, como Djuena sempre diz, somos todos da mesma aldeia. Isso é forte… norteia e conduz muita coisa”, completa. Para Djuena Tikuna, o canto está diretamente ligado à existência e à continuidade de seu povo. “Para nós, povos indígenas, a cultura é a nossa vida. Enxergamos o mundo com os olhos da cultura. A luta pelo território, por educação e saúde diferenciada é uma luta pela cultura”, afirma. A artista também destaca o papel da Amazônia como espaço de encontro entre diferentes povos e expressões. “A Amazônia é morada de resistências. Somos tantos povos que dialogam e se conectam através da arte para manter viva a nossa essência. Juntos nós somos a floresta que pulsa viva, multicolorida, plural e infinita.” Serviço Show “As Amazônias” Com Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP) 📅 Temporada: 09 a 12 de abril de 2026 🕖 Horário: 19h 📍 Local: CAIXA Cultural Belém — Av. Mal. Hermes, S/N, Armazém 6A, Reduto 🎟 Ingressos: (https://www.bilheteriadigital.com/as-amazonias-09-a-12-de-abril ) Maior nevoeiro dos últimos anos em Belém cobre prédios e causa desvio de voos Defesa Civil emite alerta extremo de alagamentos para Belém e Região Metropolitana VÍDEOS com as principais notícias do Pará

Palavras-chave: tecnologia

Último réu de irmãs mortas em Ipatinga é condenado a 95 anos

Publicado em: 06/04/2026 19:12

Último réu de irmãs encontradas mortas e amarradas é condenado a 95 anos em Ipatinga O último réu acusado de envolvimento no assassinato de duas irmãs em Ipatinga foi condenado a 95 anos e 4 meses de prisão, nesta segunda-feira (6), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado na Câmara Municipal. Marcelo Augusto Rodrigues chegou ao local por volta das 9h da manhã, algemado e com a roupa carcerária (veja acima). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, além de furto. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pela acusação. “O caso era muito grave e tivemos sucesso em demonstrar a autoria do réu. Não cabia nenhuma hipótese de diminuição da pena e todas foram rejeitadas”, afirmou o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Conforme o MPMG, o réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Irmãs mortas em Ipatinga Redes sociais Também foi reconhecido que os crimes foram cometidos para assegurar a ocultação e a impunidade de outros delitos, além do uso de arma de fogo de uso restrito. Ainda segundo o MPMG, os crimes foram praticados em conjunto com outras pessoas. O caso teve outros três denunciados: Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão Leonardo Victor Citadino da Costa foi condenado a 96 anos e 8 meses, antes de ser morto no CERESP de Ipatinga, em janeiro deste ano Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu em Governador Valadares antes do oferecimento da denúncia Com a condenação, foi concluída a responsabilização penal de todos os envolvidos no caso. Julgamento de último réu acusado de duplo homicídio acontece em Ipatinga Relembre o caso As irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34, foram encontradas mortas na manhã do dia 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácara Madalena, em Ipatinga. Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam em uma rua, com marcas de tiros. As duas estavam com as mãos e pernas amarradas e com as bocas amordaçadas. Elas foram enterradas dois dias depois, em Ubaporanga, cidade onde a família morava. Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu suspeitos de participação no crime em uma operação realizada em fevereiro de 2024. De acordo com a corporação, as duas mulheres teriam sido mantidas em cárcere privado antes de serem mortas. A investigação também apontou que o crime pode ter relação com um desentendimento por questões financeiras, após uma cobrança de dinheiro. Segundo o promotor, a motivação foi considerada “banal e brutal”, e as vítimas foram escolhidas por estarem em situação de vulnerabilidade. “A família tem esse alívio. Saber que a justiça foi feita é uma resposta importante [...] É um julgamento histórico. A sociedade mostra que não tolera a violência contra a mulher”, disse o promotor. LEIA TAMBÉM: Corpos de duas irmãs são encontrados com marcas de tiros em rua de Ipatinga; vítimas estavam amarradas e amordaçadas Irmãs executadas em Ipatinga são enterradas em Ubaporanga Durante operação, Polícia Civil prende suspeitos de duplo homicídio em Ipatinga Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: câmara municipal

Após tornado que destruiu 90% de cidade no Paraná, moradores tentam reconstruir em meio ao trauma: 'As crianças não ficam mais em casa quando chove'

Publicado em: 06/04/2026 19:00

Professora conta como alunos de creche vivem trauma do tornado que devastou cidade No começo da tarde de 17 de março, dois dias antes do aniversário de 34 anos do município de Rio Bonito do Iguaçu, fortes rajadas de vento atingiram a cidade, na região central do Paraná. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), a velocidade do vento passou dos 70 km/h na região. Nas ruas do centro da cidade, moradores saíram assustados para as portas das lojas, ligando para familiares para saber se estava tudo bem. Todos olhavam para o céu e se lembravam do dia 7 de novembro de 2025, quando um tornado da categoria F4 (a segunda mais devastadora) cruzou a cidade de cerca de 14 mil habitantes. Naquele dia, os ventos alcançaram velocidades próximas dos 400 km/h. Seis pessoas morreram no município e pelo menos 750 ficaram feridas. Cerca de 90% das construções da cidade foram danificadas ou completamente destruídas, de acordo com o relatório da Defesa Civil. ✅Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Segundo os moradores, o vendaval de março deste ano foi o primeiro desde a tragédia. “Aquele dia começou igual”, contou Roseli de Fátima Ribeiro, funcionária de um mercado da cidade. “É como se passasse um filme na cabeça da gente”, diz outra moradora. “Você imagina que vai vir de novo, que você vai viver tudo de novo”. Assustados, os pais apareceram mais cedo no CMEI Pedacinho do Céu para buscar os filhos. A escola é uma das oito que foram destruídas pelo tornado. Agora, o CMEI funciona provisoriamente em um galpão emprestado pela Associação dos Servidores Públicos do município. Com memórias muito vivas do trauma do tornado, os alunos, que têm entre 3 e 4 anos, entraram em pânico. “É choro, é um desespero, é aquele apavoramento. Tem criança que chega a tremer o lábio. A gente tinha uma criança ontem aqui, que estava com a mãe, que é nossa professora. Ela entra em um estado de choque”, conta Elaine Rodrigues, coordenadora do CMEI. Enquanto tentavam acalmar os alunos, as professoras disfarçavam o próprio medo. A coordenadora do CMEI conta que pegou um rosário e uma Bíblia e passou a andar pelo espaço improvisado da escola, rezando. Pedia proteção para as crianças. “A gente que é adulto consegue se virar”, diz. Sede antiga do CMEI Pedacinho do Céu foi destruída. Escola tem funcionado em espaço improvisado. Maycon Hoffmann Nery de Lara Ribeiro, morador da comunidade Sol Nascente – antiga área de ocupação regularizada em 2022 –, em Rio Bonito do Iguaçu, diz que a filha de 14 anos passou a ter crises em dias de chuva. “Era dar um pezinho de vento, uma nuvem mais escura, ela já saía do terreno. Não ficava mais dentro de casa. E gritava, ficava chamando. Eu não podia mais sair de casa, não podia mais trabalhar. Eu e a mãe dela tínhamos que ficar cuidando dela”, conta Nery. Segundo ele, a filha passa por acompanhamento psicológico uma vez por mês e passou a ser medicada para sintomas depressivos desde o dia do tornado. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o acompanhamento psicossocial dos moradores da cidade atingida pelo tornado está sob responsabilidade da assistência social municipal. Os casos mais graves, que possam demandar atendimento específico, têm sido reportados ao MP. Suzane Bortoluzzi, membro da equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, afirma que o atendimento psicológico à comunidade escolar tem sido feito em um esforço conjunto de diferentes órgãos. “O CAEEM [Centro de Atendimento Educacional Especializado Municipal] tem feito todo um trabalho em rede de apoio com o SUS, com a rede de Psicologia da Unicentro, que tem feito um trabalho com as famílias e com as crianças. E neste primeiro semestre deste ano eles têm feito um trabalho mais voltado para as famílias”, destaca. Reconstrução e luto Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma das casas pré-fabricadas contratadas pela Cohapar Maycon Hoffmann “Não vivi meu luto ainda”, diz Marilda Carvalho Risse, de 60 anos, no terreno onde antes ficava a casa em que vivia com o marido. O tornado levou a casa, os móveis, os eletrodomésticos e soterrou Claudino Paulino Risse, uma das vítimas fatais daquele dia. Os dois eram casados há 35 anos. “Eu fui duas vezes na psicóloga. Foi o que me deixou… me deu assim... Me falou bastante coisa que a gente coloca na cabeça. Mas tem horas que a gente começa a pensar e a gente perde o chão”, desabafa. “Quando penso que não vou mais poder tomar um chimarrão com ele”. Para poder viver o luto, Marilda diz que precisa retomar alguma normalidade. Quatorze dias após o tornado, ela recebeu uma ligação do governador Ratinho Junior (PSD) e uma promessa: em dez dias, receberia a primeira das 320 casas pré-fabricadas anunciadas pelo Governo do Estado do Paraná no esforço emergencial para atender os desabrigados. A espera acabou sendo mais longa. Ela passou alguns meses na casa de uma das filhas e, em fevereiro deste ano, Marilda recebeu a casa. “Eu me revoltei. Tinham me prometido uma casa pronta, com a chave na mão. E daí me deram a casa pela metade”, lembra. “Só tinha as paredes e o piso bruto e a luz dentro da casa. A luz do poste na casa não tinha, a água da rua na casa também não tinha.” Depois de ir à prefeitura, ela conseguiu o revestimento para o piso. Com a ajuda do irmão e lembrando o que havia aprendido com o marido, que era pedreiro, ela mesma fez o rejunte e concluiu o acabamento. Levou mais um mês até que a casa tivesse condições para que ela se mudasse. Os itens dentro da casa vieram de doações, que continuam chegando. Casa pré-fabricada instalada no município após o tornado Maycon Hoffmann As casas pré-fabricadas seriam destinadas aos moradores que tiveram os lares completamente destruídos, mas que são proprietários do terreno. Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma delas. O contrato emergencial firmado entre a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a empresa Tecverde tem valor de R$ 43.969.024,00 e previa a construção de 320 casas neste modelo, com estrutura feita em uma mistura de madeira, gesso e fibra de vidro. Cada casa de cerca de 50 metros quadrados custaria à Cohapar R$ 137.403,20. No entanto, muitos moradores recusaram o modelo de habitação escolhido pelo governo e optaram por receber o benefício do programa Reconstrução, que oferece aos moradores um valor de até R$ 50 mil para obras. Leia mais sobre os auxílios abaixo. Na época, o governo informou que 189 unidades prontas no estoque da Tecverde seriam levadas imediatamente para Rio Bonito, conforme as áreas de construção fossem liberadas pela prefeitura e pela Defesa Civil, após limpeza e terraplanagem. As demais casas seriam produzidas em um prazo de até 90 dias. No final de março, no entanto, a Cohapar informou que, das mais de 300 casas disponibilizadas para a cidade, o número final ficou em 50 unidades. Destas, o governo afirma que 19 estão em fase final de obras, com entrega prevista para o início de abril. O contrato deve passar por alterações para que a empresa receba apenas o equivalente às 50 casas, considerando o valor por unidade do contrato anterior. O Ministério Público do Paraná tem questionado o valor e a estrutura das casas oferecidas pela Cohapar em um inquérito civil. Entre as supostas irregularidades, o MP apura suspeitas de “sobrepreço, superfaturamento e violação aos princípios da Administração Pública na contratação e execução de unidades habitacionais pela empresa Tecverde, sob gestão da Cohapar”, conforme o documento da ação. O MP pede explicações, por exemplo, sobre o prazo de vida útil das casas. No inquérito, o promotor de Justiça Carlos Bitencourt questiona quais as "garantias técnicas de durabilidade e habitabilidade do sistema" adotado na construção das residências. O Ministério Público investiga também o fato de itens essenciais, como pisos, forros e sistema de esgoto, não constarem nas casas entregues. E aponta que o custo com essas partes da obra “foi indevidamente transferido a famílias em situação de extrema vulnerabilidade.” Em entrevista ao g1 e à RPC, o promotor afirmou que os técnicos do MP estão em processo de avaliação sobre a qualidade dessas habitações. “É importante que a população tenha acesso a essas casas, mas o direito à moradia contempla o fornecimento de casas adequadas a essa população”, defende Bitencourt. Procurada, a Tecverde afirmou que as edificações "são produzidas utilizando o sistema construtivo light wood frame, um método industrializado consolidado no Brasil e no exterior, especialmente em países como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Japão". Segundo a empresa o projeto atende aos mesmos critérios de segurança estrutural, conforto térmico e acústico, durabilidade e vida útil da construção convencional. A empresa diz ainda que "o período de garantia atende integralmente à legislação vigente e às normas técnicas, incluindo a ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho), que estabelece critérios de durabilidade, segurança e desempenho para edificações habitacionais." O presidente da Cohapar, Jorge Lange, afirma que o convênio feito com a prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu prevê que o município fique responsável pela ligação de água, esgoto e energia, além da instalação dos pisos. Disse ainda que a decisão de entregar as casas sem o acabamento foi revista. “Como a gente fez uma contratação emergencial muito rápida, foi utilizado o processo normal, que a gente faz inclusive em casas financiadas. Não se pensou naquele primeiro momento nessa possibilidade”, diz Lange. “Entendendo aí o desenrolar dessa situação, nós, também em parceria com o prefeito, já conseguimos doações. Agora, todas as 19 casas [em obras] e as outras que vão ser construídas lá no Campo do Bugre serão todas entregues já finalizadas, com piso, com todo o acabamento interno da casa”. Sobre o modelo escolhido pela Cohapar, Lange justificou que “o que nós pretendíamos no primeiro momento e deveria ter acontecido era responder muito rapidamente e colocar as famílias em segurança em lares onde elas pudessem sair da situação de desabrigados. Elas estariam abrigadas num novo lar, não como o anterior delas, mas recomeçando a vida num lugar seguro, confortável”. O aposentado Edamir Kades é um dos moradores que recusou a oferta da casa da Cohapar. “Não tem nem condições do cara morar dentro, né? É muito pequena. Daí estamos tentando construir assim. Um pouco de ajuda de alguém e mão de obra do meu compadre”, conta. No entanto, Edamir diz que ainda não recebeu o benefício do programa Reconstrução. “Se viesse aquilo lá [benefício], pelo menos terminava a casa. Vai saber quando que eu vou terminar isso daí.” Questionado sobre o caso da família Kades, o governo do estado respondeu que Edamir constava ainda em novembro na lista de beneficiários do auxílio Reconstrução. De acordo com o governo, o dinheiro ainda não foi liberado porque o morador questionou o valor estimado para o benefício na primeira vistoria. “A segunda vistoria foi realizada e o pagamento ajustado para a cota máxima, no valor de R$ 50 mil, que será liberado nos próximos dias”, diz a nota do governo. Edamir Kades trabalha na reconstrução da casa perdida no tornado. Maycon Hoffmann Auxílios emergenciais Rio Bonito do Iguaçu está em estado de calamidade desde o dia seguinte ao tornado. O decreto, válido por 180 dias, deve se encerrar no começo de maio e facilita as ações de socorro e reconstrução. Entre outras coisas, ele permite a contratação direta de empresas, sem licitação, para a execução de obras e flexibiliza limites de gastos da administração pública. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), as contas do município receberam nesse período R$ 35.592.251,42, entre recursos do governo federal, do governo estadual e doações diversas. Ainda segundo o TCE, até o final de março, apenas 33,92% desse valor (pouco mais de R$ 12 milhões) estava empenhado, ou seja, tem destino definido. Dentro deste valor estão os mais de R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Foram R$ 3,1 milhões destinados à prefeitura para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas. O governo estadual também investiu cerca de R$ 29,9 milhões do Fecap para financiar os programas emergenciais de repasse de recursos diretamente às famílias afetadas. O governo fez esse repasse por meio de duas iniciativas: O programa Superação prevê o pagamento de mil reais mensais durante seis meses para as famílias. Segundo o governo, até março, o programa fez o pagamento de R$ 7,2 milhões, beneficiando 1.971 famílias. O programa Reconstrução é dedicado à compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para o reparo das casas danificadas. Os repasses variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, conforme o grau de destruição identificado em laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e da Defesa Civil. O governo do estado afirma que já foram distribuídos 654 cartões desse benefício (outros 69 cartões foram emitidos, mas ainda não foram entregues), totalizando R$ 22,7 milhões. Ventos chegaram a velocidades próximas dos 400 km/h no dia durante passagem do tornado Reprodução/RPC Moradores questionam demora no pagamento dos auxílios emergenciais A Defensoria Pública do Paraná instalou uma van na cidade para acolher as demandas da população de Rio Bonito do Iguaçu. Segundo o órgão, desde a semana do tornado, foram mais de 2,4 mil atendimentos feitos. Desses, cerca de 60% foram de pessoas que tentam receber os auxílios anunciados pelo governo do estado. “O benefício Superação é o que tem apresentado maior reclamação pela população, que não tem conseguido acessar da maneira que todos gostariam”, comenta a defensora pública Ingrid Lima. “A procura aqui é muito grande. Diariamente a gente atende dezenas de pessoas nesta situação, reclamando que precisam, que estão desempregadas, ou que tiveram a casa danificada, que não receberam nenhum auxílio. Então, que esse valor faz falta é uma certeza.” O coordenador executivo da Defesa Civil do Estado do Paraná, Coronel Ivan Ricardo Fernandes, defende que o governo fez o levantamento de famílias atingidas e disponibilizou os benefícios de forma rápida. “Em duas semanas, todos aqueles que estavam regulares com seus imóveis perante o município tiveram acesso ao benefício, sem qualquer tipo de juntada de documentação. Ele nem na fila entrava”, afirma. “Como a consulta era por meio de um QR Code, ele já tinha informação se tinha direito ou não e já era destinado a um guichê e retirava o cartão”. Após esse período de duas semanas, os moradores que ainda não foram contemplados precisam solicitar o benefício. Desde então, 1.353 pessoas fizeram o requerimento. Dessas, segundo Fernandes, 723 (cerca de 53%) receberam o auxílio. Outros 480 moradores estão com o pedido “em processamento”, que o coronel diz ser a fase de apresentação e conferência de documentos, além das vistorias que são feitas nas casas para avaliação dos danos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, os demais casos são situações de indeferimento, quando o benefício é negado. Moradores se esforçam para reconstruir casas destruídas Maycon Hoffmann Com as próprias mãos e com mãos solidárias No dia em que os ventos arremessaram a casa vizinha sobre a casa de Adilson Pinheiro, o empresário levou a esposa e a filha para o quarto e ergueu a cama para protegê-las dos destroços. Em menos de um minuto, todo o telhado e parte dos cômodos da casa se foram, assim como os dois carros. Enquanto pinta as paredes da casa reerguida, ele conta que se cansou de esperar pelos auxílios anunciados pelo governo. Há cerca de um mês ele decidiu fazer a reconstrução da casa por conta própria. “Ah, vai lá e sempre tá ‘em verificação’, verificação, verificação, só. Já estamos por aqui de verificação e não vem”, desabafa. “Caso viesse esse dinheiro, podia ajudar a terminar de uma vez, voltar para nossa casa, porque nada melhor que o lar da gente”. Adilson precisou arcar com os custos dos estragos que o vento causou na farmácia da qual é dono para poder voltar a abrir as portas. Hoje, ele soma a renda da farmácia com “bicos” como árbitro de futebol e trabalhando como vigilante para pagar a reconstrução da casa. Desde a tragédia, a mão-de-obra para construção está escassa e com preços altos em Rio Bonito e nas cidades do entorno. Em relação ao caso de Adilson, o governo do estado respondeu que o pedido dele foi recusado porque a família tem dois imóveis no mesmo terreno e, segundo o governo, a esposa de Adilson já recebeu o cartão Reconstrução no valor de R$ 20 mil em novembro do ano passado. “Tendo em vista a constatação da duplicidade de solicitações a um mesmo lote, feito por ele e a esposa, o pedido foi negado. Houve contestação e uma segunda vistoria ratificou o laudo anterior”, disse, em nota, o governo. Morando de favor no apartamento da sogra – que também precisou passar por obras depois do temporal – Adilson conta que a ajuda que tem recebido vem da solidariedade de muita gente, conhecidos e desconhecidos. “Tem uns anjos da guarda que ajudaram a gente. Até o pessoal do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] ajudou. Ajudaram a cobrir [fazer o telhado da casa]. Consegui madeira com um pessoal de fora [da cidade] também”. Há alguns dias, Adilson encontrou um vizinho que aceitou cobrar um valor mais baixo pelos serviços de pedreiro. “Um outro vizinho já me ajudou a fazer uma parte sem cobrar nada também. E estamos nos virando”. O empresário Adilson Pinheiro conta com a ajuda de voluntários e com o próprio esforço para reconstruir a casa da família Maycon Hoffmann Entre muitas residências em obras e outras ainda em ruínas, casas novas despontam. Algumas delas foram construídas com doações reunidas por voluntários da Igreja Católica. A regional Paraná da Cáritas Brasileira segue na cidade desde o tornado. A princípio, a ideia era ajudar com a compra de móveis e eletrodomésticos. “Mas o volume de doações foi tão grande que vimos que era possível contratar construtoras para fazerem as casas, o que é melhor, porque as pessoas não teriam onde colocar uma geladeira, se a casa inteira desabou”, diz o padre Paulo Francini, presidente da Cáritas de Guarapuava. Até o momento, a Cáritas construiu dez casas, que foram entregues a moradores que perderam completamente a moradia. Outras 12 estão em obras. “Temos previsão para 42 casas”, destaca o psicólogo Yan Merhet, um dos membros da equipe de voluntários. Segundo a instituição, cada uma das casas de 48 metros quadrados custa cerca de 50 mil reais. Uma delas é uma casinha lilás que chama atenção no meio de escombros e outras construções ainda na fase de fundação. Quando receberam a equipe da reportagem, as irmãs Edazilma e Maria Idalina do Nascimento estavam acompanhando a instalação da água e energia na casa nova, etapas finais para finalmente se mudarem. Em uma área de mata a alguns metros dali ainda é possível ver o que sobrou do sofá que ficava na antiga casa das irmãs. Nos fundos da nova casa, a gatinha Magali recebe potinhos com água e ração. No dia do tornado, quando a residência foi levada pelo vento, a aposentada Maria Idalina foi arrastada e bateu a cabeça. No meio da destruição e do desespero para levar Maria para o hospital, a gata se perdeu das donas. Nos dias seguintes à tragédia, as irmãs voltaram para recolher o que restou da casa e encontraram Magali à espera delas, andando por entre os escombros. Trinta dias depois do tornado, Maria Idalina descobriu que a pancada na cabeça tinha deixado sequelas. Ela foi parar na UTI com um coágulo. Agora que a irmã está recuperada, Edazilma aguarda ansiosa pela mudança. As duas estão morando na casa de uma amiga. As irmãs Maria Idalina e Edazilma com a gata Magali em frente à casa doada pelos voluntários da Cáritas Douglas Maia Se o espanto com a tragédia ainda é grande, o tamanho da solidariedade que as alcançou também impressiona. “Não tem nem explicação, né. Foi uma emoção grande chegarem até a gente lá e dizerem assim: ‘vocês foram contempladas com uma casinha, vocês vão ganhar a casinha da igreja. A igreja vai construir para vocês’. A gente acabou chorando”, lembra Edazilma. Nery de Lara conseguiu refazer o telhado da casa da família, na comunidade Sol Nascente, com a ajuda de voluntários. “O povo brasileiro é muito unido, né? Muito solidário. É nessas horas difíceis que a gente vê que um irmão ajuda o outro, às vezes faz o possível e o impossível para ajudar”. Ele conta que os materiais e mãos que cobriram a casa vieram de longe. “Veio muita ajuda de fora também. Não só aqui do Paraná, como veio do Rio Grande do Sul, do país todo. Na minha casa, a ajuda veio de Fortaleza”, diz. Esperança em uma cidade mais vazia Quando conseguiu reabrir o pequeno mercado da família depois de um destelhamento e de ficar vinte dias sem luz, por causa do tornado, Renata Valim notou que o comércio e a cidade de modo geral estão mais vazios. “Quem pagava aluguel foi embora”, conta. A casa de Renata também foi completamente destruída. Hoje ela mora com a família nos fundos do mercado. Ela acredita que o caminho para a reconstrução da cidade ainda é longo. “Eu acho que a cidade vai conseguir se reerguer. Mas demora. Não tenho nem noção de quanto tempo vai levar”, avalia Renata. Sueli e Renata no mercado, reaberto após o tornado Douglas Maia Filha de assentados da reforma agrária e com a grande responsabilidade de formar os novos rio bonitenses do CMEI Pedacinho do Céu, a professora Elaine Rodrigues acredita que um marco quase tão antigo quanto a própria cidade está no centro do que vai construir o futuro de Rio Bonito do Iguaçu: “é a força do povo”. ➡️Rio Bonito do Iguaçu é uma das cidades que faz parte de uma das maiores áreas contínuas de reforma agrária do Brasil. No fim de 2025, um acordo pôs fim ao conflito agrário mais longo do país, depois de trinta anos. O acordo regularizou a situação de cerca de três mil famílias assentadas. “Porque os assentados pegaram um pedaço da terra, ficaram muito tempo acampados e a situação era muito crítica. Pobreza, crianças morrendo, falta de água... E quando eles entraram na terra, eles não pensaram duas vezes. Eles tentaram produzir, ficaram oito, dez anos e não sabiam se a terra produzia”, lembra a professora. “Aí tinha os eventos: uma vez pedra, outra vez vento, outra vez muita chuva, outra vez muita seca. Então eles ficaram pedalando. E hoje eu vejo que todos os assentados, ou a grande maioria, têm mais que o pedaço de terra, porque com o trabalho construíram casas, compraram carros, fizeram os barracões, maquinários apropriados para produzir, para colher”. “Nós entramos, nós sofremos, nós ganhamos, algumas vezes perdemos, mas nós não deixamos de levantar, respirar e dizer ‘vamos de novo’”, conclui. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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7º secretário deixa governo de MT em meio a disputa eleitoral

Publicado em: 06/04/2026 18:49

Secretário César Miranda deixou a Sedec após 7 anos à frente da pasta. Marcos Vergueiro/Assessoria O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), César Miranda, deixou o cargo nesta segunda-feira (6), após sete anos e três meses à frente da pasta. Com a saída, já são sete secretários da gestão de Mauro Mendes que deixaram o governo para disputar cargos eletivos ou atuar em campanhas neste ano. Também deixaram o governo os secretários: Fábio Garcia (Casa Civil); Rogério Gallo (Fazenda); Gilberto Figueiredo (Saúde); Allan Porto (Educação); César Roveri (Segurança Pública); Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação). Oficialmente, César Miranda retorna à Assembleia Legislativa, onde é servidor, mas a expectativa é que atue na pré-campanha do senador Jayme Campos ao governo do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Desdobramentos Os desligamentos acompanham a saída de Mauro Mendes do cargo para se dedicar a projetos eleitorais. Atual governador do estado, Otaviano Pivetta nomeou nesta segunda-feira (6) a coronel da reserva da Polícia Militar Susane Tamanho como nova titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Ela é a primeira mulher a assumir o comando da pasta em Mato Grosso. Além dela, também foram nomeados nos últimos dias Mauro Carvalho Junior na Casa Civil, o engenheiro Fábio Pimenta na Secretaria de Fazenda e Juliano Melo na Saúde. Segundo o governo, novos nomes para as secretarias de Desenvolvimento Econômico, Educação e Ciência e Tecnologia devem ser anunciados ao longo da semana.

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Janela partidária muda composição da Assembleia Legislativa e da bancada federal em MS

Publicado em: 06/04/2026 18:32

Eleições 2026: janela muda configuração na Assembleia Legislativa e na bancada federal A janela partidária terminou na sexta-feira (3) e mudou a composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e da bancada federal. As trocas aconteceram até o fim do prazo. Partidos como PSDB, PL, PT e MDB tinham as maiores bancadas em 2023, com base nas eleições de 2022. Após os 30 dias de janela, o PL passou a ter a maior bancada na Alems, com sete deputados, após quatro mudanças. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O PSDB foi o partido que mais perdeu cadeiras, passando a ter três deputados, com a saída de três nomes. PRTB, Podemos, PDT, PSB e Patriota elegeram deputados em 2022, mas ficaram sem representação após a janela. Confira as mudanças 2023: 6 — PSDB 3 — PL 3 — PT 3 — MDB 2 — PP 1 — PDT 1 — PRTB 1 — Patriota 1 — Republicanos 1 — PSB 1 — União Brasil 1 — Podemos 2026 — após a janela: 7 - PL (+4) 4 - Republicanos (+3) 3 - PP (+1) 3 - PT 3 - PSDB (-3) 1 - MDB (-2) 1 - União 1 - Novo (+1) 1 - Avante (+1) Mudanças na bancada federal Na bancada federal, três deputados trocaram de partido. O Progressistas passou a ter Dr. Luiz Ovando e Dagoberto Nogueira, que saiu do PSDB. O PT manteve Vander Loubet e Camila Jara. O PL continuou com Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira. O União Brasil recebeu Geraldo Resende, também vindo do PSDB. O Republicanos passou a ter Beto Pereira, que deixou o PSDB. O partido, que elegeu a maior bancada federal no estado em 2022, ficou sem representantes após as mudanças. Trocas em cargos públicos O prazo de desincompatibilização também terminou no fim de semana. Esse é o período em que ocupantes de cargos públicos precisam se afastar para disputar as eleições. Na Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck deixou o cargo para concorrer a deputado federal. No lugar dele entrou Artur Falcette, que era secretário-adjunto. Na Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), Viviane Luiza da Silva saiu para disputar vaga de deputada federal. José Francisco Sarmento Nogueira assumiu o cargo. Na Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando da Silva Souza deixou o cargo para concorrer a deputado estadual. Ainda não há definição sobre o substituto. Na Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Marcelo Miranda saiu para disputar vaga de deputado estadual. Alessandro Menezes de Souza assumiu a função. Na Secretaria de Estado de Administração (SAD), Frederico Felini deixou o cargo, e Roberto Gurgel de Oliveira Filho assumiu. Na Prefeitura de Campo Grande, Marcelo Miglioli saiu da Secretaria Municipal De Infraestrutura E Serviços Públicos (Sisep). Ainda não há confirmação se ele vai disputar eleições nem quem vai assumir o cargo. Assembleia Legislativa de MS (ALEMS). Wagner Guimarães/Alems Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Inscrições abertas para a 2ª Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema em Manaus

Publicado em: 06/04/2026 18:18

2ª edição da ‘Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus’ abre inscrições Foto: Duplofilme Cineastas interessados em abordar a temática socioambiental podem se inscrever na 2ª edição da “Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus”. As inscrições abriram nesta segunda-feira (6) e seguem até o dia 18 de abril para obras audiovisuais. Idealizado pela produtora duplofilme e pela organização OCA Amazônia, o evento gratuito, de caráter não competitivo, acontece nos dias 23 e 24 de maio no Teatro Gebes Medeiros, no Centro de Manaus. Os interessados podem se inscrever de forma gratuita pela plataforma Filmfreeway. A divulgação dos selecionados está programada para o dia 15 de maio. Fundador da duplofilme, ao lado de Ricardo Manjaro e Àlex Jansen, o roteirista Henrique Amud detalha que a proposta da nova edição é encontrar filmes que evoquem discussões relevantes para a pauta socioambiental contemporânea. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Entre as pautas estão: crise climática; economia da floresta e alternativas sustentáveis; conflitos territoriais e direitos humanos; arquitetura e urbanização; águas, rios e territórios hidrográficos; ciência, tecnologia e inovação na Amazônia; educação; povos tradicionais e conhecimentos ancestrais; identidades amazônidas; produção de alimentos; políticas públicas e projetos socioambientais; movimentos sociais de resistência; organizações socioambientais ou de base comunitária; mobilidade urbana; lixo e reciclagem; geologia; arqueologia; fauna e flora amazônica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mostra foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público n° 001/2026 – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura/ 2º Ciclo, executado pela Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. “Depois do sucesso da primeira edição, produzida de forma totalmente independente por nós da duplofilme e pelas gestoras de projetos socioambientais Shalimar Lima, Lorena Jezini, Aline Salignac e Eva Duarta, que comandam a OCA Amazônia, seguimos na empreitada de reforçar o cinema como instrumento de mobilização e resistência coletiva”, pontua Amud. De acordo com o roteirista, só serão aceitas inscrições de filmes inéditos e/ou que tiveram sua primeira exibição pública a partir de abril de 2024, com no mínimo quatro minutos e no máximo 90 minutos de duração. “Aceitaremos animação (de ficção e não-ficção), documentários e filmes experimentais de todo o Brasil. Obviamente, filmes da Amazônia Legal Brasileira terão prioridade, assim como os que tenham Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE), devido ao nosso compromisso com a acessibilidade. Cabe salientar que filmes de ficção com atores ou filmes que utilizam IA generativa não serão aceitos”, especifica. O objetivo da coordenação é selecionar até 30 filmes. Além da exibição, durante os dois dias da Mostra, parte das obras selecionadas serão exibidas em itinerâncias por Manaus durante o ano. “É uma grande oportunidade de compartilhar todo esse debate em comunidades periféricas e ribeirinhas da região metropolitana”, observa Amud.

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Jordano Gasperazzo é novo delegado-geral da Polícia Civil no ES após saída de Darcy Arruda

Publicado em: 06/04/2026 16:48

Chefe da Polícia Civil do ES pede demissão para cuidar da saúde O governador Ricardo Ferraço anunciou na tarde desta segunda-feira (6) o nome de Jordano Bruno Gasperazzo Leite como novo delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo. A definição ocorreu após reunião no Palácio Anchieta, em Vitória. Jordano assume o comando da corporação no lugar do delegado José Darcy Arruda, que esteve à frente da instituição nos últimos anos. Ele pediu exoneração na última semana, dias após ser denunciado à Polícia Federal por coação à testemunha. Darcy alegou problemas de saúde. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo o governo do estado, a escolha reforça a proposta de modernização e aumento da eficiência na segurança pública. Atualmente, o novo delegado-geral ocupava o cargo de subsecretário de Estado de Inteligência, área em que ganhou destaque pela atuação estratégica e pelo uso de tecnologia nas investigações. Carreira Natural de Vitória, Jordano é formado em Direito pelo Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc) e possui especializações em Direito Público, Direito e Políticas e Gestão em Segurança Pública. Ao longo da carreira na Polícia Civil, acumulou experiência tanto operacional quanto administrativa. Foi titular das delegacias de Fundão, João Neiva e Praia Grande, além de comandar unidades especializadas, como as delegacias de Segurança Patrimonial, de Crimes Contra o Transporte de Pessoas e Cargas e de Roubo a Bancos. Jordano Gasperazzo é anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil no Espírito Santo pelo governador Ricardo Ferraço Divulgação Também ocupou cargos de destaque em setores estratégicos da corporação, como o Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) e a Divisão Patrimonial. Na área de inteligência, atuou como gerente de Operações Técnicas da Subsecretaria de Estado de Inteligência. Um dos principais focos da atuação de Jordano Gasperazzo tem sido a integração tecnológica na segurança pública. Ele participou da implementação de projetos como a Delegacia Online, o Portal Sisp, o sistema de Business Intelligence da Secretaria de Segurança Pública e o Cerco Inteligente. O delegado também esteve envolvido na implantação de ferramentas como o Inquérito Digital, o Teleflagrante e o programa Recupera, além da integração entre a polícia e o Poder Judiciário por meio do sistema Conetjud (PJe). A expectativa do governo é de que a experiência do novo delegado-geral contribua para o fortalecimento das ações de combate ao crime no Espírito Santo. Saída de Arruda O delegado chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda, pediu exoneração do cargo na manhã da última sexta-feira (3). Segundo o texto do chefe do Executivo estadual, o afastamento foi por "razões de saúde e pela iminente publicação de sua aposentadoria". Ainda no post, Ferraço registrou reconhecimento e agradecimento pelo trabalho ao longo dos últimos anos. LEIA TAMBÉM: VIANA: Pai é preso suspeito de torturar e matar filha de 1 ano; mãe diz que choro irritava marido VILA VELHA: Pedreiro é baleado após denunciar esquema de venda ilegal de terrenos "Sua atuação contribuiu para fortalecer a Polícia Civil e para resultados que o Espírito Santo vem alcançando na redução da criminalidade". O pedido de exoneração veio logo após o delegado José Darcy Arruda ter sido denunciado à Polícia Federal por suspeita de coação à testemunha. A notícia-crime foi apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres. O documento cita outros crimes, como denunciação caluniosa, abuso de autoridade, prevaricação e obstrução de investigação de organização criminosa. Alberto Roque Peres já prestou depoimento em uma investigação federal. O material também foi enviado ao Ministério Público do Espírito Santo. O chefe da PC nega as acusações (leia mais abaixo). Entenda a denúncia contra Arruda Delegado José Darcy Arruda, chefe da Polícia Civil do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, Alberto confirmou informações passadas por um criminoso que apontou um policial civil como "o maior traficante do Espírito Santo". Mas, antes de a reportagem ser exibida, Arruda informou nas redes sociais que o delegado seria investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. O chefe da PC também afirmou que a corporação desconhecia as informações repassadas à Polícia Federal. Na sexta-feira (27), uma investigação interna foi formalizada. O comunicado foi assinado por Arruda e enviado ao corregedor-geral Roberto Fanti de Resende. O documento solicita a apuração das medidas adotadas por Alberto. Alberto, por sua vez, afirmou que a notícia-crime enviada à PF classifica a medida adotada por Arruda como retaliação. O documento diz que a ação seria uma reação à colaboração do delegado com a investigação federal e que poderia comprometer a segurança de testemunhas. O texto também aponta quebra de sigilo. O depoimento de Alberto para o Fantástico ocorreu sob confidencialidade, mas o nome dele acabou sendo citado por Arruda em entrevista à TV Gazeta. Assista a entrevista abaixo: A investigação tem relação com a Operação Turquia, conduzida pelo Gaeco, do MPES, em conjunto com a Polícia Federal, por meio da Ficco-ES. A operação apura a atuação de policiais do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) e de traficantes ligados a facção criminosa. Eles são suspeitos de desvio e comercialização de armas e drogas apreendidas. Entre os investigados está o policial Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, conhecido como Dudu. Segundo o documento, indícios de irregularidades envolvendo o agente foram comunicados à Corregedoria desde 2017. Delegado-geral da Polícia Civil comenta investigações sobre desvios de drogas O outro lado Em nota, Arruda afirmou que não tentou coagir o delegado. Disse que a intenção foi convidá-lo a apresentar documentos citados no depoimento à Polícia Federal. Arruda também informou que pediu à Corregedoria levantamento de investigações envolvendo Eduardo Tadeu e solicitou o desarquivamento de documentos antigos. Arruda declarou ainda que não conhecia o policial pessoalmente. O delegado Alberto e o advogado Fábio Marçal não comentaram o caso. A defesa de Eduardo Tadeu também não se manifestou. Eduardo Tadeu, investigador da Polícia Civil apontado como o maior traficando do Espírito Santo. Ele desviava e vendia drogas apreendidas em operações policiais Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Luís Eduardo Falcão deixa a prefeitura e Sandra Gomes toma posse em Patos de Minas como segunda prefeita da história

Publicado em: 06/04/2026 16:22

Sandra Gomes toma posse como prefeita de Patos de Minas Sandra Cristina Gomes da Silva (PL) assumiu nesta segunda-feira (6), a prefeitura de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, onde exercia o cargo de vice-prefeita. Sandra Gomes é a segunda mulher na história de Patos de Minas a assumir a prefeitura. A primeira foi Maria Beatriz Savassi (DEM), que ficou à frente do Executivo entre 2009 e 1012. Sandra Gomes assume o lugar de Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que renunciou para se candidatar nas eleições de outubro. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp 'Ser vice-prefeita foi uma das maiores honras da minha vida e ser prefeita dessa cidade é uma das maiores honras da minha vida", disse a prefeita em entrevista à TV Integração. A cerimônia de posse de Sandra Gomes aconteceu na Câmara Municipal de Patos de Minas, na manhã de hoje. Ela reforçou que os trabalhos continuam com o mesmo comprometimento, dedicação e seriedade. Durante a coletiva de imprensa, a prefeitura afirmou que pretende manter a atual estrutura administrativa e elogiou o seu time de secretários e diretores. O tom do discurso é de continuidade. Junto com Falcão, ela foi eleita e reeleita em duas eleições seguidas. Graduada em Gestão Comercial pelo Centro Universitário de Patos de Minas (Unipam) e também Gestora de Recursos Humanos, Coaching e Analista Comportamental pelo IBC, Sandra Gomes tem 48 anos, é casada e mãe. LEIA TAMBÉM: Quem eram mãe e filho que morreram em batida seguida de capotamento de carreta na BR-262 Pai, mãe e filho são detidos por tráfico após adolescente exibir armas nas redes sociais em MG VÍDEO: ‘Influencer do grau’ fica em estado grave após atingir caminhão durante fuga da PM Sandra Gomes (PL), assume a prefeitura de Patos de Minas Reprodução/TV Integração VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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Leapmotor terá veículos produzidos pela Stellantis em Pernambuco

Publicado em: 06/04/2026 16:08

Leapmotor C10 Divulgação | Leapmotor O grupo automotivo Stellantis anunciou nesta segunda-feira (6) que vai produzir dois veículos da marca chinesa Leapmotor em seu polo industrial em Goiana (PE). Os modelos serão os utilitários eletrificados B10 e C10, que utilizam uma tecnologia em que o motor a combustão funciona apenas como gerador para carregar a bateria que alimenta o motor elétrico responsável pela tração do veículo. Publicações especializadas citaram que a produção local ocorrerá a partir de 2027, mas a companhia não confirmou a informação ao ser questionada pela Reuters. Outros detalhes, como o nível de nacionalização dos veículos que serão produzidos em Pernambuco, não foram divulgados. A Stellantis chama o sistema de propulsão pela sigla em inglês REEV, e afirma que já começou o desenvolvimento local de versão flex capaz de funcionar também com etanol em qualquer mistura com gasolina. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a Stellantis, a aplicação da motorização flex na tecnologia REEV "é pioneira no mundo". "A produção local da Leapmotor em nossa fábrica de Goiana (PE) é uma peça fundamental na estratégia de consolidar e ampliar o alcance da marca no Brasil e América do Sul", disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Herlander Zola, em comunicado à imprensa. A Stellantis anunciou a chegada da marca chinesa ao Brasil no ano passado. O polo automotivo de Goiana produz atualmente modelos das marcas Jeep e RAM.

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Victor Marques assume prefeitura do Recife após renúncia de João Campos para concorrer ao governo

Publicado em: 06/04/2026 16:02

Victor Marques assume prefeitura do Recife O vice-prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), assumiu nesta segunda-feira (6) a prefeitura do Recife, após a renúncia do prefeito João Campos (PSB), que vai concorrer ao governo do estado. A posse aconteceu na Câmara Municipal, no bairro da Boa Vista, região central da cidade. A última vez que um prefeito do Recife renunciou ao cargo foi em 1990, quando Joaquim Francisco (então no antigo PFL) concorreu ao governo de Pernambuco. Na época, quem assumiu a prefeitura foi o vice, Gilberto Marques Paulo (também do PFL). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A transmissão de cargo foi formalizada durante sessão solene, com a presença de vereadores, secretários municipais, lideranças políticas e representantes da sociedade civil. O novo prefeito do Recife tem 31 anos, é engenheiro civil formado pela Universidade de Pernambuco (UPE) e casado com a médica Eduarda Neiva desde novembro de 2025. É irmão de Vinícius Marques (PSB), prefeito de São José do Belmonte, no Sertão, e filho de Zezinho de Sata, ex-vereador do município. Construiu sua trajetória política nos bastidores da gestão pública. Seu primeiro cargo foi como assessor de João Campos no governo do estado, quando ele foi chefe de gabinete do ex-governador Paulo Câmara (sem partido) e, na Câmara dos Deputados, quando ele foi eleito deputado federal. Victor Marques (PCdoB) toma posse como prefeito do Recife Mariane Monteiro/g1 Com a eleição de João Campos à prefeitura do Recife, Victor Marques assumiu a chefia de gabinete. Tornou-se vice-prefeito nas eleições de 2024 e, em 2025, foi nomeado secretário de Infraestrutura da cidade, cargo que deixou para assumir a prefeitura. À imprensa, Victor Marques destacou o compromisso de dar continuidade às políticas públicas implementadas pela gestão anterior. Disse que assrumir a prefeitura é a "maior honra" de sua vida, e que tem orgulho de ter feito parte do "Queria deixar registrado o compromisso de que o trabalho não vai diminuir um minuto, o nosso ritmo seguirá o mesmo. Vocês vão me ver, prefeito, engenheiro, nas ruas, como viram nos últimos cinco anos e três meses. Nosso compromisso é com as pessoas do Recife, é de seguir avançando. A gente sabe celebrar as nossas conquistas, mas ao mesmo tempo sabe encarar de frente os desafios", afirmou. Victor Marques (PCdoB) toma posse como prefeito do Recife Mariane Monteiro/g1 VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Meteoric avança com apoio federal e estadual na cadeia de terras raras no Brasil

Publicado em: 06/04/2026 15:55

Meteoric avança com apoio público na cadeia de terras raras no Brasil - Crédito: Cadu Gomes/VPR. A Meteoric, empresa responsável pelo desenvolvimento do Projeto Caldeira, em Caldas (MG), vem consolidando seu papel como agente relevante na estruturação da cadeia de terras raras no Brasil, com o apoio de governos nas esferas federal, estadual e municipal. Esse alinhamento institucional foi evidenciado em duas agendas recentes que contaram com a participação direta da companhia e reforçam o ambiente favorável ao avanço de projetos de minerais estratégicos no país. Em Brasília, a Meteoric participou de uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de representantes do Governo Federal e do conselho da Associação de Minerais Críticos (AMC). Representada por seu diretor executivo, Marcelo de Carvalho, a empresa integrou as discussões sobre o fortalecimento da cadeia de minerais críticos no Brasil, com destaque para o papel das terras raras na industrialização e no desenvolvimento tecnológico nacional. Meteoric avança com apoio federal e estadual na cadeia de terras raras no Brasil - Crédito: Divulgação. Durante o encontro, o Governo Federal manifestou apoio ao avanço de projetos estratégicos e ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas ao setor, além de reforçar o compromisso com a agenda de industrialização das terras raras no país. Já em Minas Gerais, a Meteoric recebeu o governador Romeu Zema em visita à planta piloto do Projeto Caldeira, localizada no Centro de Inovação e Pesquisa (CIP), em Poços de Caldas (MG). A agenda evidenciou o reconhecimento, por parte do Governo do Estado, da relevância do projeto para o desenvolvimento econômico e tecnológico da região. “Eu tenho um orgulho muito grande. Acabei de ver todo o processo, desde a extração do minério bruto até o material final beneficiado, que pode atingir a cotação de mil dólares por quilo. [...] Caldas foi abençoada com essa grande riqueza. E está provado aqui que o projeto piloto é viável e produz um produto que atende à qualidade exigida pelo mercado externo”, afirmou o governador Romeu Zema durante a visita ao Centro de Inovação e Pesquisa da Meteoric. Marcelo de Carvalho, diretor Executivo da Meteoric, cumprimentando o governador de Minas Gerais, Romeu Zema - Crédito: Divulgação. Ao Governador e uma comissão de prefeitos e autoridades da região, a empresa apresentou os avanços técnicos da planta piloto, atualmente em fase de comissionamento, etapa fundamental para a validação dos processos que irão subsidiar a implantação do projeto industrial. Meteoric avança com apoio federal e estadual na cadeia de terras raras no Brasil - Crédito: Divulgação. No âmbito municipal, a Meteoric mantém, desde o início do Projeto Caldeira, uma relação próxima com a Prefeitura de Caldas, baseada em diálogo contínuo e acompanhamento das etapas de desenvolvimento da iniciativa. A parceria com o poder público local reforça o alinhamento do projeto às prioridades do município, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento econômico, social e à melhoria da infraestrutura. “Nós, que somos cidades pequenas com cerca de 14 mil a 15 mil habitantes, trabalhamos muito para conseguir levar mais infraestrutura, saúde e qualidade de vida para a população. Somos limitados em arrecadação, não temos a mesma capacidade de cidades maiores. Mas, a partir do momento em que começa um projeto como o de terras raras, o cenário muda por completo. Passamos a ter mais autonomia para investir melhor em saúde, educação e infraestrutura. Isso impacta diretamente os três pilares da administração pública”, disse o Prefeito de Caldas, Ailton Goulart. Marcelo de Carvalho (à direita) ao lado do Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (ao meio) e do Prefeito de Caldas, Ailton Goulart (à esquerda) - Crédito: Divulgação. As agendas reforçam o protagonismo da Meteoric na articulação com diferentes níveis de governo para viabilizar a criação de uma cadeia nacional de terras raras que agregue valor à produção mineral, estimule a industrialização e contribua para o desenvolvimento econômico do país. “Esse alinhamento institucional fortalece um ambiente mais previsível e estruturado para investimentos responsáveis, inovação e o desenvolvimento de tecnologia industrial de ponta no país, alinhados às boas práticas socioambientais e ao diálogo transparente com a sociedade”, afirmou Marcelo de Carvalho, Diretor Executivo da Meteoric. Eder Santo (à direita) ao lado do Prefeito de Poços de Caldas, Paulo Ney - Crédito: Divulgação/Meteoric. Licenciamento Ambiental e parcerias institucionais Paralelamente, a Meteoric segue avançando de forma consistente no processo de licenciamento ambiental do Projeto Caldeira, conduzido em conformidade com a legislação brasileira. A empresa protocolou recentemente o pedido de Licença de Instalação (LI) junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), etapa que sucede a obtenção da Licença Prévia. O processo de licenciamento ambiental é composto por três fases — Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação — e inclui a realização de estudos ambientais e sociais, além do cumprimento de condicionantes estabelecidas pelos órgãos competentes. Entre os documentos apresentados estão detalhados 27 programas que contemplam as propostas socioambientais voltadas à mitigação de impactos e à gestão responsável e ao monitoramento das atividades que serão realizadas no âmbito do Projeto Caldeira. Além disso, a Meteoric integra iniciativas nacionais voltadas ao fortalecimento da cadeia de minerais críticos, como a colaboração com o projeto MagBras, que busca desenvolver uma cadeia integrada de produção de ímãs permanentes no Brasil, com financiamento do BNDES e participação de instituições e empresas estratégicas. Meteoric avança com apoio federal e estadual na cadeia de terras raras no Brasil - Crédito: Cadu Gomes/VPR. Em Minas Gerais, a Meteoric também estabeleceu parcerias institucionais com a FIEMG e a InvestMinas, reforçando o alinhamento do Projeto Caldeira às prioridades de desenvolvimento econômico e industrial do estado.  Para a Meteoric, o avanço dessas agendas e parcerias demonstra que o desenvolvimento da cadeia de terras raras no Brasil ocorre de forma estruturada, com respaldo institucional e respeito às competências legais de cada esfera de governo, consolidando um ambiente favorável a investimentos responsáveis e geração de valor no país. Meteoric avança com apoio federal e estadual na cadeia de terras raras no Brasil - Crédito: Divulgação “Estamos estruturando um dos projetos mais responsáveis e sustentáveis do mundo. Além do potencial de geração de riqueza a partir das terras raras, queremos deixar como legado o compromisso com a responsabilidade social e ambiental para Caldas”, ressaltou o Diretor de Sustentabilidade e ESG da Meteoric, Eder Santo.

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Grupo Rovema acompanha mobilidade em Rondônia que entra nas rotas eletrificadas

Publicado em: 06/04/2026 15:45

Grupo Rovema lança a Autovema E-car, operação voltada aos carros híbridos e elétricos. Divulgação A indústria automotiva brasileira passa por uma inflexão. Nos últimos dois anos, a expansão dos veículos eletrificados deixou de apontar apenas uma tendência de consumo e passou a alterar, de forma concreta, a dinâmica da atividade no país. Em 2025, o Brasil superou 223 mil unidades eletrificadas comercializadas. Em janeiro de 2026, essa fatia chegou a 15% das vendas nacionais de automóveis. Esse desempenho indica que a mobilidade elétrica deixou de ser assunto restrito aos grandes centros e passou a demandar respostas mais amplas da cadeia automotiva. A nova fase reúne tecnologia embarcada, pontos de recarga, adaptação das redes de atendimento e um consumidor mais atento à inovação e às mudanças que já alcançam a indústria. Em Rondônia, esse processo começa a ganhar expressão concreta. A Prefeitura de Porto Velho abriu chamamento público para a implantação e operação de 12 estações de recarga rápida em áreas públicas da capital e dos distritos. A medida, organizada com apoio técnico de órgãos municipais e investimento da iniciativa privada, mostra que o estado começa a ingressar de forma mais objetiva na agenda da nova mobilidade. A criação dessa base de apoio tem peso estratégico porque antecipa uma exigência central dessa transição. A disseminação dos eletrificados depende de oferta, segurança regulatória, confiança do consumidor e condições mínimas de funcionamento. A implantação dos eletropostos em Porto Velho reforça que essa agenda já começa a ser considerada também em território rondoniense. É nesse contexto que o Grupo Rovema acompanha a evolução desse novo ciclo e abre uma frente inédita de atuação na área automotiva. O grupo lança a Autovema E-CAR, operação da Autovema voltada aos carros híbridos e elétricos, com base em Porto Velho e atendimento em todo o estado. A iniciativa se conecta a um ambiente de crescimento nacional e à formação das condições necessárias para esse novo padrão de mobilidade em Rondônia. Com trajetória iniciada em 1985, em Porto Velho, o Grupo Rovema consolidou presença no ramo de veículos e mobilidade, com atuação em diferentes cidades e reconhecimento em Rondônia e no Acre. Esse percurso confere ao grupo lastro para atuar em uma fase em que a inovação passa a redesenhar a atividade automotiva. A expansão dos eletrificados não representa apenas o aparecimento de uma nova categoria de automóveis. Ela expressa uma mudança mais ampla no comportamento de compra, na relação com a tecnologia e nas exigências ligadas a serviço, recarga e suporte técnico. Ao avançar nessa direção, o Grupo Rovema passa a ocupar espaço mais direto em uma transformação que já altera o ambiente automotivo brasileiro e começa a produzir efeitos concretos em Rondônia. A Autovema E-CAR surge como resposta a essa mudança e marca a entrada do grupo em uma frente ligada à eletrificação da frota. Com a ampliação desse nicho no país e o início da implantação da rede de recarga em Porto Velho, a iniciativa reforça a capacidade da empresa de identificar com antecedência os novos rumos do setor e amplia sua atuação em um segmento que tende a ganhar relevância no estado, em sintonia com a trajetória construída pelo grupo ao longo de mais de quatro décadas.

Palavras-chave: tecnologia

Fim de março é marcado pela 7ª edição do Smart City Expo Curitiba

Publicado em: 06/04/2026 15:31

Inovação, criatividade e habitação social foram alguns dos temas que se destacaram na 7ª edição do Smart City Expo Curitiba 2026. O evento, que ocorreu na Arena da Baixada, reuniu um público recorde de mais de 25 mil pessoas entre os dias 25 a 27 de março e focou no debate sobre como as cidades podem inovar de forma criativa para tornar as cidades espaços mais humanos. Realizado pelo iCities com chancela da Fira Barcelona e apoio da prefeitura de Curitiba, o encontro reuniu autoridades, especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil em mais de 100 painéis distribuídos em cinco trilhas temáticas, além da participação de mais de 155 marcas, entre grandes empresas, startups e instituições. Impacto econômico A estimativa de negócios potenciais gerados nesta edição superou os R$ 800 milhões. “Esse crescimento reflete um mercado mais maduro, investidores mais confiantes e soluções que saem do papel para transformar a vida das pessoas nas cidades”, destacou Caio de Castro, sócio e CEO do iCities. “Para 2027, nossa expectativa é manter esse ritmo de evolução. Embora seja difícil cravar uma porcentagem exata de crescimento, o nosso compromisso é superar os resultados a cada ano, trazendo cada vez mais qualidade, conexões e impacto econômico para Curitiba e para todo o ecossistema de inovação”, completa. Caio de Castro, sócio e CEO do iCities Divulgação / iCities Reconhecimentos e prêmios Evento recebeu Prêmio da Criatividade - Foto: Divulgação / iCities Divulgação/iCities Durante o evento, o Smart City Expo Curitiba recebeu o Prêmio da Criatividade, concedido pela World Creativity Organization (WCO) em parceria com o Hub Curitiba Mais Criativa. Esta foi a primeira de 100 homenagens planejadas para iniciativas que impulsionam a criatividade no país em 2026. A homenagem foi entregue pela cofundadora da WCO, Edna Duisenberg, e pelo líder do World Creativity Day em Curitiba, Eugênio Calixto. “O Grupo iCities - The Smart Cities Hub tem tido protagonismo na construção de cidades inteligentes, inovadoras, sustentáveis, e sobretudo mais humanas”, afirmou a líder em suas redes sociais. Outro destaque foi a entrega dos Votos de Congratulações e Aplausos da Câmara Municipal de Curitiba. O vereador Nori Seto entregou um documento que destaca a importância do Smart City Expo Curitiba e do iCities para a cidade. O parlamentar ressaltou que, em 12 de março, Curitiba celebrou pela primeira vez o Dia das Cidades Inteligentes. “Qual a ideia dessa lei? É para nós divulgarmos e fomentarmos o conceito de cidades inteligentes para que as pessoas entendam a importância de investir e apoiar pesquisa, estudo e dedicação para buscar soluções de forma positiva através das pessoas”, afirmou Seto. Na ocasião, também foi anunciada a proposta de criação de um selo municipal para reconhecer anualmente instituições focadas em desafios urbanos. “É uma premiação que congratula o resultado de um trabalho. O iCities ser homenageado evidencia que a cidade presta essa homenagem para uma empresa curitibana que, além de trazer uma ótica internacional para a cidade, empresas, palestrantes, também traz oportunidades para o próprio curitibano, melhorando os serviços, o comércio e o turismo. Somos um agente de desenvolvimento do ecossistema que favorece toda a cidade, e uma cidade mais inteligente, traz mais qualidade de vida para as pessoas”, ressaltou o presidente do conselho e sócio-fundador do iCities, Beto Marcelino. Beto Marcelino durante recebimento de Votos de Congratulações e Aplausos. Divulgação/iCities Habitações do amanhã No terceiro dia, foram apresentados os resultados do projeto Sprint Urbano, que propõe soluções para habitação de interesse social, abordando temas como a ocupação da região central. As discussões realizadas nos três dias de evento visam consolidar diretrizes que possam contribuir para o novo Plano Diretor da cidade. “É uma cidade que está tratando dos seus problemas. A gente entregou o Sprint Urbano para resolver o problema dos moradores de rua e a gente entregou a fase 2 para pensar nas pessoas que precisam de um lugar para morar com interesse social”, explicou Marcelino. De acordo com Eduardo Marques, sócio e conselheiro do iCities, o projeto este ano serviu para redesenhar as regras de construção da cidade, garantindo que Curitiba tenha moradia para todos. “Foram viabilizadas muitas discussões em cima da habitação social, e a gente vai apresentar o resultado técnico para a prefeitura daqui uma, duas semanas”, revelou. Eduardo Marques, sócio e conselheiro do iCities. Divulgação/iCities Cultura e sustentabilidade O encerramento do último dia contou com o desfile da coleção “Repense”, da Badu Design. A iniciativa, parte do programa ESG do evento, apresentou acessórios criados a partir do reaproveitamento de cintos de segurança. A experiência foi conduzida por Ariane Santos, fundadora da Badu Design, destacando a economia circular e o design regenerativo no contexto das cidades inteligentes. A ativação buscou mostrar que o desenvolvimento urbano envolve também cultura e sustentabilidade como ativos de inovação. Próxima edição Com a data confirmada, o Smart City Expo Curitiba do próximo ano será realizado entre os dias 17 e 19 de março de 2027, novamente na capital paranaense.

Palavras-chave: câmara municipal