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Apple e nova Siri com Gemini: parceria com o Google é maior do que imaginávamos

Publicado em: 03/03/2026 03:16 Fonte: Tudocelular

Em meio a uma série de problemas envolvendo a nova Siri alimentada pelo Gemini, a Apple está considerando usar servidores do próprio Google para armazenar informações da sua nova versão da assistente virtual. Segundo fontes ouvidas pelo The Information, a colaboração entre Apple e Google pode ser expandida para que a empresa de Cupertino consiga lançar Inteligência Artificial dentro da Siri mais rápido. a próxima geração dos modelos da Apple será baseada nos modelos Gemini do Google e em sua tecnologia em nuvem.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Reino Unido vai testar efeitos de limitar redes sociais para adolescentes

Publicado em: 03/03/2026 03:00

Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais Hollie Adams/Reuters Dezenas de adolescentes no Reino Unido participarão de testes para avaliar como eles seriam impactados por futuras restrições ao uso de redes sociais. A iniciativa foi anunciada pelo governo britânico, que quer verificar como seriam na prática eventuais limites para menores de 16 anos nas plataformas. Cerca de 150 adolescentes de 13 a 15 anos serão acompanhados e terão a qualidade do sono, o humor e níveis de atividade física avaliados, informou o jornal britânico The Guardian. Os participantes poderão ser totalmente proibidos de usar redes sociais, ter um limite de uso de tela ou ficar sujeitos a um "toque de recolher" virtual, em que serviços são bloqueados após um certo horário do dia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o governo britânico, os testes ajudarão a levantar informações para que uma futura decisão seja baseada em evidências do mundo real. O Reino Unido também deverá considerar as contribuições de uma consulta pública em que pais, adolescentes, pesquisadores e empresas poderão opinar sobre regras mais rígidas em torno das redes sociais. Até 26 de maio, o governo britânico receberá opiniões sobre a possível regra de idade mínima ou do "toque de recolher" online, bem como supostos recursos viciantes nas redes, como a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. A iniciativa também quer receber avaliações sobre o uso de assistentes de inteligência artificial e plataformas de jogos por crianças, além de comentários sobre melhorias nos métodos de verificação de idade. Roblox, Discord, YouTube e mais: redes adotam verificação de idade com selfie após pressão; veja como funciona Veja o que países estão fazendo para regular o acesso de crianças às redes sociais Reino Unido vai endurecer regras para chatbots de IA após polêmica com o Grok, de Musk "Sabemos que pais em todo o mundo estão refletindo sobre a quantidade de tempo que seus filhos devem passar em frente às telas, quando devem dar um celular para eles, o que eles estão vendo online e o impacto que tudo isso está causando", disse a secretária de Tecnologia do Reino Unido, Liz Kendall. "É por isso que estamos pedindo a crianças e pais que participem desta consulta histórica sobre como os jovens podem prosperar em uma era de rápidas mudanças tecnológicas". O levantamento pode levar ao banimento completo de redes sociais para menores de 16 anos no Reino Unido, como acontece na Austrália desde dezembro de 2025, para grandes plataformas. A Câmara dos Lordes, equivalente britânico ao Senado, aprovou em janeiro a proposta que proibiria o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O texto agora está na Câmara dos Comuns, parecido com a Câmara dos Deputados. No Brasil, menores de 16 anos deverão ter suas contas em redes sociais vinculadas à de um adulto responsável. A medida está prevista no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que começará a valer em março.

O que era o acordo nuclear com o Irã que Obama assinou e Trump abandonou? Entenda

Publicado em: 03/03/2026 02:00

Vamos levar o tempo que for necessário, diz Trump sobre ofensiva contra o Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o acordo nuclear firmado em 2015 entre o governo de Barack Obama e o Irã. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A fala ocorre dois dias desde os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país. Desde 28 de fevereiro, bombardeios atingiram alvos ligados ao regime iraniano, incluindo integrantes da cúpula militares -- entre eles o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Nesta segunda-feira (2), Trump disse estar "muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear" firmado pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos. A saída dos EUA ocorreu em 2028, durante seu primeiro mandato. O acordo tinha como objetivo reduzir a capacidade nuclear do Irã e evitar a produção de bomba atômica. Em troca, países que impunham sanções econômicas suspenderiam as restrições financeiras e comerciais. Críticos do pacto, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio (entenda abaixo). Como resultado da retirada dos EUA do acordo, o Irã retomou o programa nuclear e passou a enriquecer mais urânio, desta vez sem qualquer fiscalização. INFOGRÁFICO - Mapa mostra locais dos ataques no Irã e a retaliação. Arte/g1 Acordo selado em 2015 O acordo para limitar o programa nuclear foi selado na Áustria, em 2015, com EUA, Irã e outros cinco países (Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha). As negociações duraram cerca de 20 dias até a assinatura do texto final. Obama e o então presidente iraniano, Hassan Rohani, participaram da definição dos termos. "Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse Barack Obama na ocasião, após o acordo. Barack Obama fala sobre o acordo nuclear com o Irã, em foto de 2015 Andrew Harnik/Reuters O acordo estabeleceu, entre outros pontos: redução da capacidade nuclear e reservas de urânio fazer pesquisa e desenvolvimento com urânio para centrífugas avançadas, de forma a não acumular urânio enriquecido e autorização para inspeções profundas dos EUA em instalações iranianas. À época, o documento previa o uso nuclear apenas para fins pacíficos. Em contrapartida, Estados Unidos, União Europeia e Organização das Nações Unidas (ONU) retirariam sanções econômicas impostas ao país. Caso cumprisse, o país receberia em troca: liberação de ativos congelados; redução de sanções econômicas; cancelamento, após 3 décadas, de restrições impostas contra a aviação do país, o Banco Central iraniano, o Exército e estatais; tirar o Irã da lista de países sancionados pela ONU. Secretário-geral da ONU na oportunidade, Ban Ki-moon disse que o acordo poderia "contribuir de maneira essencial à manutenção da paz e à estabilidade na região e fora dela". Ainda em seu primeiro governo como presidente dos Estados Unidos, em 2018, Donald Trump anunciou a retirada do país do acordo. Ao anunciar a decisão, Trump chamou o acordo de desastroso e disse que o "pacto celebrado jamais deveria ter sido firmado", por não prover garantias de que o Irã teria abandonado os mísseis balísticos. Leia também: Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas' Israel anuncia ataque contra sede da TV estatal do Irã; mídia iraniana confirma explosões Irã diz que Estreito de Ormuz está fechado e ameaça incendiar navios EUA usaram inteligência artificial Claude, rival do ChatGPT, em ataque ao Irã, diz jornal Ministro do Irã diz que assassinato de Khamenei foi 'crime religioso' e promete 'sérias consequências' Lista de líderes mortos e sobreviventes do Irã após ataque coordenado de Israel e EUA. Reprodução/TV Globo/Fantástico Acordo foi 'rendição histórica' para Israel Aliado dos EUA, Israel criticou o acordo desde o momento em que foi fechado e o chamou de "rendição histórica". O governo israelense sustenta, desde o pacto, que o Irã utilizou parte dos recursos liberados após o alívio das sanções para financiar grupos armados que atuam no Oriente Médio. Entre os grupos financiados pelo regime iraniano está o Hamas, responsável pelo ataque terrorista a Israel em 7 de outubro de 2023, com mais de mil mortos -- e responsável pelo início da guerra na Faixa de Gaza. Mulher chora após ataque em Tel Aviv, em Israel, em 7 de outubro de 2023 REUTERS/Itai Ron "O Irã é o principal financiador de terrorismo em toda a região do Oriente Médio", afirmou, em 2023, o então porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel, Lior Haiat. Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reforçou após os ataques feitos desde o dia 28 de fevereiro que a ação tenta evitar a produção de armas nucleares. "Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares", disse. Entenda a cronologia do programa nuclear do Irã: 1953: Golpe apoiado pelos Estados Unidos consolida o poder do xá Reza Pahlavi, que se torna peça-chave na estratégia americana de contenção da União Soviética durante a Guerra Fria. 1957: Início do programa nuclear iraniano com incentivo dos Estados Unidos. O Irã aderiu ao programa “Átomos para a Paz”. A iniciativa previa o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. 1979: Revolução Islâmica derruba o xá. Em pouco tempo, os aiatolás assumem o poder no Irã. 1987: O programa nuclear passa a ser usado pelo regime islâmico como trunfo contra seus inimigos, Estados Unidos e Israel. 2015: Irã e governo Obama chegam a um acordo. Em troca de alívio nas sanções econômicas, o país aceita limitar o enriquecimento de urânio, sob controle das Nações Unidas. 2018: No primeiro mandato, Donald Trump retira os Estados Unidos do acordo, classificando-o como “o pior de todos os tempos”. Após 2018: Sem fiscalização, o Irã retoma o programa nuclear e passa a enriquecer mais urânio. 2025: O confronto chega ao auge com ataques americanos contra complexos nucleares de Danz, Isfahan e Fordham. Em Fordham, havia 2.700 centrífugas, que provavelmente foram destruídas. 2026: Após semanas de negociações para tentar limitar ou encerrar as atividades do país, americanos e israelenses lançaram neste sábado (28) um ataque coordenado contra o território iraniano. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visita a Faixa de Gaza, durante uma trégua temporária entre o Hamas e Israel. A imagem foi obtida pela Reuters em 26 de novembro de 2023 Avi Ohayon/GPO via Reuters

Palavras-chave: inteligência artificial

Eleições 2026: regras barram IA três dias antes da votação e proíbem plataformas de sugerir candidatos

Publicado em: 03/03/2026 00:01

TSE proíbe conteúdo feito por IA 72 horas antes das eleições Conteúdo criado digitalmente vetado três dias antes da eleição, proibição de plataformas recomendarem candidatos e criação de "planos de conformidade" com big techs. Essas são algumas das novas regras eleitorais aprovadas por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta segunda-feira (2). As normas irão guiar os partidos e candidatos nas eleições de 2026. O g1 conversou com especialistas para avaliar os pontos positivos e negativos das mudanças. E eles ponderam: o principal desafio será a implementação das normas. ➡️Importante: as análises ocorrem antes da divulgação do texto final das resoluções, que será publicado até 5 de março, como determina a legislação eleitoral. Pontos que pautaram as discussões nas audiências públicas, como a liberação de impulsionamento pago com críticas ao governo, ainda não foram detalhados. As regras sobre conteúdos com uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral eram algumas das mais aguardadas por especialistas. Para Fabiano Garrido, diretor executivo do Instituto Democracia em Xeque, o conjunto das resoluções marca a primeira vez em que o TSE estrutura uma abordagem regulatória mais abrangente sobre IA no processo eleitoral. "Não se trata apenas de proibir deepfakes, mas de enfrentar o fenômeno de forma sistêmica: vedação a sistemas de IA que recomendem candidaturas, proibição de manipulações que configurem violência política digital — especialmente com uso de imagens sexualizadas —, banimento de perfis automatizados com prática reiterada lesiva e exigência de planos de conformidade por parte das plataformas", disse Garrido. ✍🏻A elaboração e a revisão das normas foram coordenadas pelo vice-presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que assumirá a presidência da Corte em junho. Durante o período de consulta pública, o tribunal recebeu mais de 1.600 contribuições. “Os números alcançados, recorde em comparação com os ciclos anteriores, revelam o elevado grau de engajamento da sociedade adequadamente captado por ferramentas institucionais”, disse Marques. 🗳️No dia 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno, será realizado em 25 de outubro. 🚫Conteúdos de IA vetados três dias antes da votação Uma das principais novidades é a proibição da circulação de conteúdos gerados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas depois da votação. O ministro Nunes Marques afirmou que o objetivo é "excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral". O trecho da resolução estabelece: "limitação temporal específica – 72 horas antes e 24 horas após o pleito – à circulação de quaisquer conteúdos sintéticos novos, produzidos ou alterados por inteligência artificial ou tecnologias equivalentes, que modifiquem imagem, voz ou manifestação de candidata, candidato ou de pessoa pública, ainda que rotulados, de forma a excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral". Para Fabiano Garrido, a restrição atinge o ponto mais sensível da disputa: "o momento em que o eleitor está consolidando sua decisão e quando há menor margem para resposta institucional. Na prática, a medida reduz o incentivo à produção de 'bombas' informacionais de última hora — vídeos manipulados, áudios falsificados ou montagens altamente verossímeis — cujo impacto poderia ser irreversível antes da checagem ou da remoção". Em maio de 2025, na Argentina, um vídeo gerado por inteligência artificial circulou nas vésperas das eleições legislativas de Buenos Aires. No conteúdo falso, o ex-presidente Mauricio Macri supostamente anunciava a retirada de uma candidatura de seu partido e pedia apoio a candidatos ligados ao presidente Javier Milei. Para Guilherme Barcelos, advogado especialista em Direito Eleitoral, essa é uma medida a mais para tentar impedir o uso de IA em desinformação. "Os deepfakes já são vedados. Agora, há também um reforço nas restrições ao uso da IA em geral nesse período". Apesar disso, especialistas questionam como as plataformas irão implementar a restrição. Andressa Michelotti, pesquisadora da UFMG e especialista em regulação de plataformas, afirma que será necessária capacidade de monitoramento em larga escala. "A restrição temporal direciona-se aos anunciantes, mas fica o questionamento sobre compartilhamentos e republicações de usuários não cobertas pela resolução. Conteúdos produzidos por apoiadores, sem vínculo formal com partidos ou campanhas, não necessariamente se enquadram nessas regras. Nada impede que esse material seja baixado e redistribuído por terceiros, fora das contas oficiais", disse Michelotti. 🤖Plataformas não podem recomendar candidatos - nem se pedirem Uma das resoluções do TSE proíbe que sistemas de inteligência artificial recomendem candidatos — ainda que o usuário peça essa indicação. "De forma a impedir a interferência algorítmica no processo decisório de definição do voto", disse Nunes Marques. Para Guilherme Barcelos, advogado especialista em Direito Eleitoral, é de difícil interpretação o que seria essa "indicação". "Se o cidadão possui posições definidas acerca de determinados temas e pergunta para um desses sistemas que candidato se adequaria mais a ideia, isso seria uma recomendação, uma indicação? Trata-se de uma bela zona de penumbra aí". Criação de 'planos de conformidade' O TSE determinou também a criação de "planos de conformidade" para as plataformas digitais. Bruno Bioni, professor da ESPM e do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), explica que esses planos funcionam como um roteiro detalhado de prestação de contas, antes, durante e depois do processo eleitoral, sobre os erros e acertos das medidas adotadas para contenção de danos. “Normalmente, nós vemos tais planos de conformidade serem apresentados em processos de fiscalização, quando já há um ilícito em potencial e de forma negociada em agências reguladoras. De forma muito inovadora, o TSE está posicionando tais planos de conformidade a partir de uma lógica mais de prevenção e não de correção de danos", disse Bioni. Desafio será a implementação Apesar de destacarem avanços, especialistas reforçam que o maior desafio será a implementação das novas normas. "A eficácia dessas normas exigirá capacidade técnica de monitoramento contínuo e cooperação estruturada com universidades, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil. O fortalecimento do programa de enfrentamento à desinformação criado pelo TSE — agora também voltado ao uso indevido de IA — será decisivo. Sem uma rede de monitoramento qualificada e ágil, a regulação pode perder efetividade diante da velocidade e da sofisticação do ecossistema digital", disse Fabiano Garrido. "A grande questão é operacional e técnica por conta das plataformas: como as plataformas irão reagir e implementar essas exigências. Há custo operacional, necessidade de ajustes técnicos e capacidade de monitoramento em larga escala. A efetividade da norma dependerá não apenas do texto regulatório, mas da viabilidade prática de sua aplicação", disse Michelotti. O TSE aprovou ainda: "Responsabilidade solidária" de provedores por não remover imediatamente conteúdos sintéticos irregulares. Vedação à violência política digital, especialmente com manipulação de imagens com sexo, nudez ou pornografia. Banimento de perfis falsos, apócrifos ou automatizados com prática reiterada lesiva. Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo

Polícia investiga morte de bebê em hospital de Niterói, e família diz que medicação foi trocada: 'Nome da outra criança'

Publicado em: 03/03/2026 00:01

Mãe do bebê registrou a ferida na filha no momento em que uma enfermeira removeu o acesso Acervo pessoal/Rayanna Brito A polícia investiga a morte de um bebê de 1 ano e 7 meses no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), ocorrida no domingo (1º). A família acusa a equipe de enfermagem de negligência na administração de medicamento. A mãe da criança, Rayanna Brito, afirma que foi aplicada em sua filha uma medicação prescrita para outra paciente. Pouco tempo depois do procedimento, a bebê morreu. O CHN negou que tenha havido negligência por parte da equipe e informou que "durante a internação da paciente as prescrições médicas foram administradas de forma correta" (leia a nota completa ao final da reportagem). A criança, identificada como Valentina Brito de Alencar, deu entrada no hospital no dia 27 de fevereiro, com crise convulsiva, e permaneceu internada para acompanhamento. “Por volta das 6h, vi que colocaram na bomba de infusão um medicamento com a etiqueta de outra paciente, que tinha o mesmo primeiro nome da minha filha. Avisei à enfermeira, e ela disse que apenas a etiqueta estava errada, mas que o medicamento era o correto”, relatou Rayanna. Segundo a mãe, a enfermeira continuou o procedimento sem checar o questionamento. “Era possível ver claramente a etiqueta com o nome da outra criança, e a idade dela era 7 anos. A minha filha tinha apenas 1 ano. Insisti e, depois de 5 ou 10 minutos, a enfermeira trocou o medicamento”, afirmou. O g1 apurou que outra criança com o mesmo primeiro nome do bebê, de 7 anos, estava internada na UTI do CHN na mesma data. Ainda de acordo com a mãe, após receber a medicação, a filha começou a apresentar inchaço e marcas no corpo. “Ela ficou inchada, parecia sedada e passou a ter lesões que pareciam queimaduras e bolhas”, contou. Bebê de 1 ano e 7 meses morreu em hospital de Niterói. Família alega negligência Acervo pessoal/Pyetra Brito Rayanna disse que saiu do hospital para registrar o caso na delegacia. Enquanto estava na unidade policial, recebeu a informação de que a filha havia morrido, por volta das 21h de domingo. A família questiona as causas da morte indicadas na certidão de óbito: broncoaspiração, pneumonia, epilepsia, fenda palatina e desnutrição. “Essas informações estão desencontradas. A causa da morte precisa ser corretamente esclarecida”, disse Pyetra Brito, prima da vítima. Na tarde desta segunda-feira (2), familiares da bebê fizeram uma manifestação no Centro de Niterói. Família da bebê faz manifestação no Centro de Niterói Acervo pessoal/ Pyetra Brito Familiares relataram ainda que houve pressão para que o corpo da criança fosse retirado rapidamente do hospital por uma funerária. O corpo chegou a ser levado para o Cemitério Maruí, em Niterói, mas a família conseguiu impedir o enterro e solicitou novos exames de necropsia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Até a última atualização desta reportagem, a família aguardava uma liminar autorizando o IML a realizar um novo laudo de necropsia. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e encaminhado à 76ª DP (Niterói). A Polícia Civil informou que investiga o caso e que “todas as medidas cabíveis para apurar os fatos estão em andamento”. Nota do Complexo Hospitalar de Niterói "O Complexo Hospitalar de Niterói informa, com profundo pesar, o falecimento da menor V.B.A. neste domingo (1), apesar de todos os esforços das equipes multidisciplinares. Neste momento de profunda dor, o hospital se solidariza com os familiares e está disponível para prestar todo o suporte necessário. A instituição reforça que durante a internação da paciente as prescrições médicas foram administradas de forma correta. Ressalta, também, que mantém o compromisso com a privacidade e a confidencialidade de seus pacientes, por isso, não divulga informações sobre tratamentos e internações, obedecendo o que dispõe a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)." Marcas no braço do bebê Acervo pessoal/Rayanna Brito

Palavras-chave: lgpd

Bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo iraniano levaram décadas para serem planejados

Publicado em: 02/03/2026 22:14

Veja detalhes da ação que matou Ali Khamenei e dezenas de integrantes do governo do Irã Durante meses, os Estados Unidos e Israel planejaram cada detalhe da operação militar histórica que matou o aiatolá do Irã Ali Khamenei. A estratégia para o ataque mudou na última hora. Os bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo duraram 60 segundos, mas levaram décadas para serem planejados. Os serviços secretos israelenses passaram anos coletando informações de forma minuciosa. Nos últimos seis meses, agências de inteligência americanas passaram a apoiar com tecnologia, agentes e informações. Os bombardeios simultâneos mataram Khamenei, sete membros da cúpula da segurança iraniana e vários parentes do aiatolá. Ao menos 40 outros chefes militares iranianos morreram nos ataques. Os Estados Unidos conseguiram a localização exata do líder supremo e compartilharam com Israel. A informação certeira acelerou o cronograma do ataque. Diferentemente de outros inimigos dos Estados Unidos, Khamenei não vivia escondido. Fontes da imprensa internacional deram detalhes sobre a operação. A residência oficial do aiatolá ficava na Rua Pasteur, no Centro da capital Teerã. Israel tinha hackeado quase todas as câmeras de trânsito da região e combinado as imagens com as informações dos guarda-costas e motoristas altamente treinados dos funcionários do governo. A inteligência americana tinha algo ainda mais concreto: um espião que teve acesso aos planos de uma reunião de segurança no sábado (28) nos escritórios do aiatolá. Bombardeios que mataram Ali Khamenei e dezenas de membros do governo iraniano levaram décadas para serem planejados Jornal Nacional/ Reprodução Khamenei foi cauteloso em 37 anos de poder, mas se sentiu menos vulnerável porque a reunião seria durante o dia - uma oportunidade que israelenses e americanos consideraram imperdível. A operação começou quando caças levantaram voo às 6h em Israel. Eram 7h30 em Teerã. O ataque exigia poucos aviões com mísseis de longo alcance e alta precisão. Duas horas e cinco minutos depois da decolagem, os mísseis atingiram o complexo. O consultor em segurança internacional Mark Cancian explicou que a combinação das duas inteligências foi fundamental para o sucesso da operação: “Pode ser que o agente estivesse no escritório de algum outro funcionário e tenha notado que ele iria a uma reunião com o líder supremo. Acho que é uma combinação de observação passiva das entradas e saídas, mas também de alguém infiltrado”. Segundo o “Wall Street Journal”, os Estados Unidos usaram o modelo de inteligência artificial da empresa Anthropic na seleção de alvos e na simulação de batalha. Na sexta-feira (27), a poucas horas dos ataques, Trump tinha ordenado que todas as agências federais parassem imediatamente de usar a tecnologia da Anthropic, afirmando que ela é “administrada por pessoas que não têm ideia do que é o mundo real”. A crise começou depois que a Anthropic reclamou que o sistema Claude foi usado na operação que capturou Nicolás Maduro. A empresa afirma que não quer sua inteligência artificial empregada na vigilância de pessoas para fins violentos ou para desenvolver armas. Antes do ataque de sábado (28), Israel já vinha assassinando chefes de grupos terroristas e cientistas nucleares dentro do Irã. Em 2025, Khamenei passou semanas escondido em diferentes bunkers depois dos ataques americanos. Desta vez, ele foi o primeiro alvo. O campo de batalha hoje é tão definido por dados e acesso quanto por tanques e porta-aviões. Em um minuto, a cúpula do regime iraniano foi decapitada. LEIA TAMBÉM Trump defende ataque ao Irã e confirma que conflito seguirá por 'quatro ou cinco semanas, ou mais' Apenas um em cada quatro americanos apoia ataques dos EUA ao Irã, aponta pesquisa Reuters/Ipsos Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram Khamenei não estarão seguros 'nem mesmo em casa' O que é e o que faz um aiatolá? 'Minhas pernas paralisaram', 'Pessoas correndo', 'Medo de estar aqui': brasileiros relatam insegurança após ataques entre EUA, Israel e Irã 'Devemos nos preparar para o pior', diz Celso Amorim sobre conflito no Oriente Médio

Campanha Compra Premiada vai sortear celulares, TVs e moto no Acre; Veja como participar

Publicado em: 02/03/2026 21:53

Clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra Odair Leal/Secom-AC Com o objetivo de estimular o comércio no estado em março, a Campanha Compra Premiada, lançada nesta segunda-feira (2), busca também contribuir com a economia acreana no período pós-Carnaval. Os clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra. (Veja detalhes abaixo) Como forma de aumentar o fluxo de clientes nas lojas, vão ser sorteados prêmios como iPhones 17, uma moto CG 150 Fan e televisores de 50 polegadas. (Entenda mais abaixo como funciona) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A ação ocorre tanto em Rio Branco como em Cruzeiro do Sul até 31 de março, como parte do Mês do Consumidor. Campanha visa movimentar comércio com sorteios de celulares, TVs e moto no Acre A campanha é desenvolvida pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa). A expectativa é que 200 empreendimentos, de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, participem da campanha. LEIA TAMBÉM: Iniciativa reocupa praça com cultura, pequenos negócios e tour no Centro de Rio Branco: 'Pertencimento' Vale do Juruá é a área de maior vulnerabilidade econômica no Acre, aponta estudo A iniciativa conta com a parceria de diversas outras instituições e visa mobilizar empresas e consumidores para impulsionar as vendas em um período que é marcado pela redução do movimento no comércio. Como funciona? O sorteio dos prêmios está previsto para o dia 10 de abril, ao vivo e com a participação da população. Além disso, os comerciantes interessados em participar da Compra Premiada devem se dirigir à sede da Acisa na capital acreana, localizada na Avenida Ceará, nº 2351, ou entrar em contato via WhatsApp ou ligação no número (68) 9 9219-7365. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Câmara define comissão processante para apurar suspeita de 'rachadinha' contra o vereador Lincoln Fernandes

Publicado em: 02/03/2026 21:39

O vereador Lincoln Fernandes (PL), na Câmara de Ribeirão Preto (SP). Divulgação/Câmara de Ribeirão Preto (SP) A Câmara de Ribeirão Preto (SP) instalou nesta segunda-feira (2) uma comissão processante contra o vereador Lincoln Fernandes (PL) pela suspeita de praticar "rachadinha" e definiu por sorteio os integrantes do grupo que vão apurar as denúncias. A instalação ocorreu depois que representantes do Conselho de Ética devolveram o caso à presidência da Casa por considerarem que a CP é o melhor rito a ser conduzido para tratar do tema. Com a mudança, ao término dos trabalhos, que devem ocorrer em até 90 dias, a comissão deve definir pela absolvição ou pela cassação do parlamentar, sem a possibilidade de afastamento como uma das sanções, como previsto no Conselho de Ética. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O grupo que vai apurar as denúncias será presidido por Jean Coraucci (PSD) e terá Judeti Zilli (PT) como relatora e Sargento Lopes (PL) como membro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O processo de cassação A abertura do processo de cassação foi aprovada na última quarta-feira (25) por 20 vereadores. Ficaram sem votar o próprio Lincoln Fernandes, alvo da denúncia, e o presidente da Câmara, Isaac Antunes (PL), que, conforme o regimento interno, só votaria em caso de desempate. Lincoln, que atualmente ocupa o cargo de segundo secretário na Mesa Diretora, será investigado pelo legislativo por suspeita de recolher parte dos salários dos assessores como condição para mantê-los nos cargos, prática popularmente conhecida como "rachadinha." A defesa dele citou "inconformismo e repúdio" diante da abertura do processo de cassação, alegando que o processo baseia-se "estritamente em informações inverídicas e flagrantemente falsas", e disse que buscará a apuração e responsabilização de quem "utiliza o aparato público para fins espúrios e caluniosos". Câmara Municipal em Ribeirão Preto, SP Foto: Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: câmara municipal

Curso de inteligência artificial capacita mais de 120 professores da rede pública em Cubatão

Publicado em: 02/03/2026 20:30

Professores da rede municipal de Cubatão recebem formação inédita em inteligência artificial, na modalidade EAD. Divulgação Pelo menos 120 professores da rede municipal de Cubatão iniciaram o “IAEDU – Professores e Inteligência Artificial: Práticas Inovadoras na Educação Pública”. A formação é voltada ao uso da IA generativa nas práticas pedagógicas e administrativas, com foco em aplicação responsável, criativa e ética, alinhada à BNCC e aos princípios da educação pública. A capacitação integra a política municipal de valorização profissional e faz parte de um conjunto de ações que estimulam o uso crítico da inteligência artificial no cotidiano escolar. O programa é desenvolvido pelo Centro de Educação à Distância (Cemead), vinculado à Secretaria Municipal de Educação (Seduc). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A formação é totalmente EAD e realizada no Ambiente Virtual de Aprendizagem (Moodle). A carga horária é de 60 horas, distribuídas em seis módulos sequenciais que vão dos fundamentos teóricos ao desenvolvimento de um projeto final aplicado à prática profissional. Segundo o coordenador e professor do Cemead, Márcio Henrique Nardez, o avanço das tecnologias exige reflexão crítica nas escolas. Ele afirmou que o IAEDU vai além da apresentação de ferramentas e busca compreender o papel da inteligência artificial na educação, considerando impactos pedagógicos, éticos e sociais. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O curso foi elaborado pelo professor Joacir Carvalho Leite, pesquisador com quase 20 anos de experiência em educação a distância e na criação de cursos EAD voltados à formação continuada de professores da rede pública. A revisão do conteúdo foi feita pelo professor mestre Renato Batista Roman, da Universidade Federal do ABC (UFABC). Joacir destaca que o objetivo não é substituir o trabalho docente por tecnologia, mas mostrar como a IA pode apoiar o planejamento e a organização pedagógica. Ele explicou que o próprio desenvolvimento do curso utilizou IA de forma responsável, como ferramenta de apoio ao planejamento e à revisão textual, sempre com mediação humana. Confira os módulos do curso: Fundamentos da Inteligência Artificial na Educação Inteligência Artificial e Práticas Pedagógicas Planejamento, Avaliação e Produção de Materiais com IA Ética, Responsabilidade e Limites do Uso da IA na Educação IA, Inovação Pedagógica e Contexto Escolar Projeto Final: Aplicações da Inteligência Artificial na Prática VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Eleições 2026: TSE proíbe disseminação de conteúdo novo feito por IA 72 horas antes do pleito

Publicado em: 02/03/2026 20:18

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (2) uma resolução que trata das regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026. O texto proíbe a publicação, republicação ou o impulsionamento de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao seu encerramento. A proposta em discussão na Corte Eleitoral altera uma resolução de 2019 sobre o mesmo tema.

Palavras-chave: inteligência artificial

Em meio a guerra no Oriente Médio, EUA colocam Melania Trump para presidir reunião do Conselho de Segurança da ONU

Publicado em: 02/03/2026 20:14

Melania Trump preside reunião na ONU sobre crianças em áreas de conflito A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, presidiu uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a pedido de Washington, nesta segunda-feira (2), enquanto EUA e Israel empreendem uma guerra contra o Irã no Oriente Médio. Na sede da ONU em Nova York, Melania falou sobre crianças e educação em áreas de conflito. Foi a primeira vez que a esposa de um líder mundial em exercício presidiu uma reunião do Conselho de Segurança, órgão da ONU composto por 15 membros e responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais. O plano de colocar Melania na sessão foi anunciado na semana passada, antes do início dos ataques dos EUA e de Israel. A reunião ocorre após os EUA assumirem a presidência rotativa mensal do Conselho e é visto por analistas como mais um sinal de como Trump personalizou a política externa americana, envolvendo amigos e familiares em questões importantes. O gabinete de Melania Trump afirmou que seu objetivo era enfatizar a educação como forma de promover a tolerância e a paz mundial na reunião, intitulada "Crianças, Tecnologia e Educação em Conflito". Em uma declaração ao Conselho, ela disse: "Os EUA estão ao lado de todas as crianças do mundo. Espero que em breve a paz seja de vocês." Ataque a escola O Irã culpou Israel e os EUA por um ataque a uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do país, no sábado, que, segundo o enviado iraniano à ONU, Amir Saeid Iravani, matou 165 meninas. A Reuters não conseguiu confirmar as informações de forma independente. Irravani afirmou ser "profundamente vergonhoso e hipócrita" que os EUA convoquem uma reunião sobre a proteção de crianças em conflitos armados "enquanto, ao mesmo tempo, lançam ataques com mísseis contra cidades iranianas, bombardeiam escolas e matam crianças". No sábado, o UNICEF, agência da ONU para a infância, divulgou um comunicado mencionando as notícias iranianas e afirmando que a escalada militar no Oriente Médio "marca um momento perigoso para milhões de crianças na região", ecoando o apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, por uma cessação imediata das hostilidades. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres na segunda-feira que "os Estados Unidos não atacariam uma escola deliberadamente". O embaixador de Israel na ONU disse ter visto diferentes relatos, incluindo a alegação de que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã teria atacado a escola, mas que Israel lamenta a perda de vidas de qualquer civil. Sem mencionar especificamente as alegações iranianas, o embaixador da China na ONU, Fu Cong, afirmou na reunião do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira que os ataques a escolas são uma das graves violações contra crianças identificadas pelas Nações Unidas e que a comunidade internacional deve responder a tais incidentes com investigações rigorosas e esforços de responsabilização. Crítico da ONU O presidente Trump tem sido um crítico ferrenho das Nações Unidas desde seu primeiro mandato na Casa Branca, afirmando que o organismo mundial de 193 membros é ineficaz e precisa de reformas. Os Estados Unidos devem bilhões de dólares em suas contribuições para o orçamento da ONU, e esse valor aumentou substancialmente sob o governo Trump. O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, afirmou na semana passada que o plano de Melania Trump de presidir a reunião demonstrava "a importância que os Estados Unidos atribuem ao Conselho de Segurança e ao tema em questão", referindo-se à agenda do encontro. O presidente Trump adotou um tom mais conciliatório em relação à ONU no mês passado, durante a primeira reunião de seu Conselho de Paz, uma iniciativa que, segundo ele, visa resolver conflitos globais, mas que preocupa muitos líderes mundiais, pois acredita-se que tenha sido concebida para substituir as Nações Unidas. A primeira-dama manteve-se afastada dos holofotes durante grande parte dos mandatos de Trump, mas já se mostrou defensora de causas infantis, inclusive ao escrever uma carta ao presidente russo Vladimir Putin em 2025, solicitando o retorno de crianças ucranianas levadas para a Rússia durante a guerra.

Palavras-chave: tecnologia

Dívida da Paramount chegará a US$ 79 bilhões após acordo com Warner Bros

Publicado em: 02/03/2026 20:06

Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros Reuters A fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery criará uma empresa combinada com uma dívida de cerca de US$ 79 bilhões (R$ 410,8 bilhões), informou a Paramount nesta segunda-feira (2), descartando qualquer plano de venda ou separação de seus canais de TV por assinatura. As empresas irão unificar seus serviços de streaming — incluindo Paramount+ e HBO Max — em uma única plataforma, afirmou o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, em teleconferência com analistas. Juntas, as empresas atendem mais de 200 milhões de assinantes diretos ao consumidor em mais de 100 regiões, disse Ellison, o que lhes confere escala e poder de fogo para competir melhor em um mercado dominado pela Netflix. A Paramount assinou o acordo de US$ 110 bilhões (R$ 572 bilhões), ou US$ 31 (R$ 161,20) por ação, para adquirir a Warner Bros na manhã de sexta-feira (27), depois que a Netflix se recusou a aumentar sua oferta. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A aquisição deverá gerar uma economia de mais de US$ 6 bilhões (R$ 31,2 bilhões) em custos, com grande parte desse valor vindo de “fontes não relacionadas à mão de obra”, por meio da combinação das plataformas de tecnologia de streaming e dos provedores de nuvem das empresas, entre outros, afirmou Andy Gordon, chefe de estratégia da Paramount. A meta de economia é muito superior à de sinergia prometida pela Netflix, de até US$ 3 bilhões (R$ 15,6 bilhões), e gerou temores de demissões em massa e redução na produção de filmes e programas de TV pela empresa combinada. A fusão também unirá a CBS, a MTV, a Comedy Central e a BET, da Paramount, às redes da Warner, incluindo CNN, TNT e Food Network. "Ao combinarmos nossos negócios lineares, esperamos impulsionar o fluxo de caixa, aumentar a eficiência e ajudar a gerenciar as pressões do mercado", disse Ellison. A empresa resultante da fusão terá um dos maiores acervos de propriedade intelectual comercialmente comprovada do setor, reunindo franquias como “Game of Thrones”, “Missão Impossível”, “Harry Potter”, “Top Gun”, o Universo DC e “Bob Esponja”. "A HBO é uma joia da coroa neste setor... e continuará a ter os recursos e a independência para fazer o que faz de melhor", disse Ellison. O acordo com a Paramount é garantido por US$ 54 bilhões (R$ 280,8 bilhões) em compromissos de dívida do Bank of America, Citigroup e Apollo. Isso inclui US$ 39 bilhões em novas dívidas e US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões) para refinanciar a linha de crédito‑ponte existente da Warner Bros, disse Gordon. A Warner Bros Discovery tinha dívida líquida de US$ 29 bilhões (R$ 150,8 bilhões), enquanto a Paramount registrava US$ 10,36 bilhões (R$ 53,9 bilhões) no final do ano passado. Disputa A disputa pelos estúdios e ativos de streaming da Warner Bros se intensificou ao longo de meses, com Paramount e Netflix trocando propostas rivais de aquisição. A Netflix saiu na frente, fechando um acordo no início de dezembro para comprar esses ativos — excluindo as redes de TV a cabo — por US$ 27,75 por ação, ou US$ 82,7 bilhões. Após o conselho da Warner considerar a proposta da Paramount superior, a Netflix desistiu da disputa pelos ativos, incluindo DC Comics, HBO e HBO Max. O acordo entre a Paramount e a Warner Bros também eliminaria as dúvidas sobre o valor e o risco da cisão das redes de TV a cabo que os acionistas da Warner manteriam sob a proposta da Netflix, reduzindo uma das principais variáveis que alimentavam as incertezas em torno da oferta da plataforma. A expectativa é que a empresa resultante da fusão produza pelo menos 30 filmes para cinema por ano, mantendo os estúdios Warner Bros e Paramount. Na sexta-feira, a Paramount pagou a multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões que a Warner devia à Netflix. A conclusão do negócio está prevista para o terceiro trimestre deste ano. A aquisição provavelmente obterá com facilidade a aprovação antitruste da União Europeia, e quaisquer desinvestimentos necessários deverão ser mínimos, informou a Reuters na sexta-feira, citando fontes. A Paramount, liderada por David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, tem fortes laços com o governo Trump — fator que, segundo analistas, pode ajudá-la a obter um tratamento regulatório mais favorável. *Com informações da agência de notícias Reuters

Palavras-chave: tecnologia

Marquito segue internado na UTI em estado grave após cirurgia na coluna, diz hospital

Publicado em: 02/03/2026 19:38

O humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, do Programa do Ratinho, no SBT. Reprodução/Redes Sociais O humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nipo-Brasileiro, na Zona Norte da capital paulista. De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (2), o paciente permanece em acompanhamento contínuo por uma equipe multiprofissional. Marquito sofreu um mal súbito enquanto pilotava uma motocicleta, na última quarta-feira (25), e perdeu o controle do veículo. Em razão do acidente e de uma lesão na coluna, ele chegou a ficar em coma induzido. Na sexta-feira (27), passou por uma cirurgia delicada, com duração de cerca de quatro horas. Segundo a nota do hospital desta segunda, Marquito mantém evolução clínica estável, sem mudanças relevantes no suporte atual, mas o estado geral de saúde ainda é considerado grave, com necessidade de cuidados intensivos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "O Hospital Nipo-Brasileiro informa que o paciente Marco Antonio Gil Ricciardeli, o Marquito, permanece nesta segunda-feira (2) internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento contínuo por equipe multiprofissional. Mantém evolução clínica estável, sem mudanças relevantes no suporte atual. O estado geral de saúde ainda é considerado grave, com necessidade de cuidados intensivos", diz o comunicado. No domingo, o hospital informou que o humorista foi extubado e respira espontaneamente, sem ajuda de aparelhos. A nota foi divulgada pela equipe da assessoria do SBT. Ainda de acordo com a emissora, a pedido da família, os boletins médicos passaram a ser divulgados exclusivamente pela assessoria de imprensa do SBT, uma vez ao dia, sempre no período da tarde. Quem é Marquito? O humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, do Programa do Ratinho, no SBT. Reprodução/Redes Sociais Marquito trabalha no Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, há mais de 20 anos. Ele participa regularmente do elenco e faz parte da atração há várias décadas. O humorista se tornou conhecido do público justamente pelas suas participações duradouras nesse programa humorístico e permanece no SBT desde os anos 1990. Filiado ao partido Republicanos, ele participou de duas campanhas eleitorais em São Paulo, onde tentou ser vereador na capital paulista. Ele não chegou a ser eleito diretamente porque teve muitos poucos votos (22.198 na eleição de 2012 e 4.801 no pleito de 2024), mas ficou como suplente de vereador em 2012 e, no ano seguinte, chegou a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de SP. Ele era o primeiro suplente do vereador Celso Jatene (PTB) e, com a nomeação de Jatene para assumir a Secretaria de Esportes na gestão do então prefeito Fernando Haddad (PT), Marquito acabou assumindo o mandato de vereador a partir de janeiro de 2013. O vereador Marco Antonio Ricciardelli (PTB), mais conhecido como Marquito, durante sessão na Câmara Municipal de São Paulo em outubro de 2013 J. F. Diorio/Estadão Conteúdo/Arquivo Ou seja, embora não tenha sido eleito diretamente nas urnas, Marquito exerceu o cargo de vereador na Câmara Municipal de São Paulo como suplente entre janeiro de 2013 até o fim do mandato, em 2016, quando deixou o cargo ao fim da legislatura. Na época, o humorista foi investigado pelo Ministério Público de São Paulo, que abriu inquérito para investigar denúncias de ex-funcionários do gabinete dele, que afirmam ter sido obrigados a devolver parte de seus salários para o parlamentar, a chamada rachadinha.

Palavras-chave: câmara municipal

Oposição a João Campos protocola CPI para investigar alteração em resultado de concurso público

Publicado em: 02/03/2026 19:08

Prefeito do Recife, João Campos (PSB), em imagem de arquivo PSB/Divulgação Um grupo de vereadores protocolou, nesta segunda-feira (2), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), por suposto tráfico de influência e nepotismo após a alteração do resultado de um concurso público para procurador do município. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Segundo a denúncia, um advogado aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD) deixou de ser nomeado e, no lugar dele, foi convocada outra pessoa, filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz que arquivou um processo envolvendo a prefeitura por suspeita de corrupção (saiba mais abaixo). Procurada, a prefeitura do Recife informou que "todas as informações já foram amplamente apresentadas, cumprindo com a lei" e que o caso se trata de "uma disputa administrativa entre dois candidatos PCDs". A gestão municipal disse, ainda, que "causa estranheza que se busque transformar uma questão já devidamente esclarecida em um novo palco de debate político". Veja os vídeos que estão em alta no g1 No início deste ano, o caso motivou um pedido de impeachment, que foi rejeitado em votação no plenário da Câmara Municipal. O requerimento de abertura da CPI foi encaminhado com a assinatura de 13 vereadores — número mínimo necessário para a instalação da comissão. A Câmara Municipal do Recife informou que o documento foi protocolado e "tramitará conforme o Regimento Interno da Casa". O g1 apurou que, após ser encaminhado à Mesa Diretora, o pedido será avaliado pela Procuradoria da Câmara. Depois disso, a Presidência da Casa vai instalar a CPI, que será formada por sete membros, de acordo com a representatividade dos partidos. Segundo o requerimento, a CPI tem como objetivo investigar a legalidade do processo administrativo que resultou na mudança do resultado do concurso e apurar a responsabilidade do prefeito, do procurador-geral do município e de outros agentes públicos envolvidos. Além disso, de acordo com o documento, a comissão vai apurar "indícios de tráfico de influência e nepotismo transverso, diante dos vínculos familiares do candidato beneficiado com integrantes do Ministério Público de Contas e do Poder Judiciário" e também "a suposta interferência política direta na cúpula do Poder Executivo", além de um possível desvio de finalidade. O requerimento é assinado pelos seguintes vereadores: Thiago Medina (PL) Gilson Machado Filho (PL) Felipe Alecrim (Novo) Alef Collins (PP) Eduardo Moura (Novo) Alcides Teixeira Neto (Avante) Fred Ferreira (PL) Paulo Muniz (PL) Agora é Rubem (PSB) Flávia de Nadegi (PV) Osmar Ricardo (PT) Jô Cavalcanti (PSOL) Davi Muniz (PSD) Entenda o caso Em janeiro deste ano, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se tornou alvo de um pedido de impeachment protocolado pelo vereador Eduardo Moura (Novo), após a modificação do resultado de um concurso público para procurador municipal, ocorrido em 2022. No certame, o advogado Marko Venício dos Santos Batista, aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD), deixou de ser nomeado e, no lugar dele, foi aprovado Lucas Vieira Silva, que fez a seleção sem optar pelas vagas afirmativas, mas pediu reinscrição no concurso após receber, dois anos depois da homologação, em junho de 2023, diagnóstico de autismo. Lucas Vieira Silva havia se inscrito nas vagas de ampla concorrência, mas ficou em 63º lugar. Ele é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife, e de Maria Nilda Silva, procuradora do MPCO, órgão que atua perante o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Conforme a denúncia, o pai do candidato nomeado, que atuava na 1ª Vara Cível de Carpina, foi promovido em outubro de 2025 para a Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital. A promoção ocorreu no mesmo mês em que a vaga foi aberta na Procuradoria após a aposentadoria de um dos procuradores. Conforme o pedido de impeachment, esse mesmo magistrado foi responsável por arquivar um processo referente à Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público, que investiga uma quadrilha suspeita de desviar recursos públicos destinados à recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões. Após a repercussão do caso, o prefeito do Recife, João Campos, voltou atrás e, no dia 6 de janeiro deste ano, o candidato inicialmente aprovado tomou posse do cargo de procurador judicial do município. No dia 3 de fevereiro, o processo de impeachment foi votado na Câmara Municipal do Recife. O requerimento precisava de votos favoráveis da maioria simples dos 37 vereadores que compõem a Casa de José Mariano. Entretanto, não obteve a quantidade necessária e, com isso, foi arquivado. Foram nove votos a favor, 25 contrários e uma abstenção, da vereadora do PSOL Jô Cavalcanti. Não votaram Agora é Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV). VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipal

Projeto 'Carreta Digital' chega a Roraima com 3 mil vagas em cursos gratuitos de tecnologia

Publicado em: 02/03/2026 18:47

Projeto 'Carreta Digital' chega a Roraima com 3 mil vagas em cursos gratuitos de tecnologia. Divulgação/Carreta Digital A "Carreta Digital", uma escola móvel que oferece cursos gratuitos de tecnologia, começou a funcionar nesta segunda-feira (2) em Boa Vista, com três mil vagas em cursos gratuitos para alunos da rede pública. A unidade está estacionada na escola estadual Maria das Dores Brasil e ficará em Roraima até novembro deste ano. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A iniciativa oferece cursos de robótica, programação e desenvolvimento de jogos, além de manutenção de computadores, celulares e smartphones. O objetivo é capacitar jovens e adultos para gerar renda rápida e facilitar o acesso ao mercado de trabalho. Além dos estudantes da escola Maria das Dores Brasil, alunos das escolas estaduais Treze de Setembro e São Vicente de Paula também poderão participar das aulas, mas apenas no turno da manhã. Para as duas primeiras semanas, já são 147 estudantes pré-inscritos nos dois turnos. Viagem e autoridades Para chegar a Roraima, a carreta viajou de balsa pelo Rio Amazonas. Segundo Aline Marcon, coordenadora nacional da Carreta Digital, a chegada em Roraima simboliza a expansão do projeto. "É uma superação de desafios logísticos para garantir que a democratização do ensino tecnológico alcance o extremo norte do país", afirmou. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, também destacou o impacto do projeto: "A carreta chega a Roraima para transformar a vida de alunos que muitas vezes iniciam o aprendizado sem muita expectativa", explicou. Iniciativa oferece cursos de robótica, programação e manutenção de aparelhos. Divulgação/Carreta Digital Antes de chegar a Roraima, a Carreta Digital passou por Pernambuco, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Até o momento, quase 11 mil alunos já receberam certificados. A meta do Governo Federal é formar mais de 20 mil pessoas em todo o país até dezembro de 2026. Veja passagem da Carreta no Rio Grande do Sul: Carreta Digital percorre cidades do RS Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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