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Piloto morre em queda de avião no Paraná durante forte chuva, diz Corpo de Bombeiros

Publicado em: 08/03/2026 18:58

Piloto morre em queda de avião no Paraná Um piloto de 41 anos morreu neste domingo (8) após o avião monomotor que ele pilotava cair em uma área rural de Piên, na Região Metropolitana de Curitiba. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros, que também relatou que chovia bastante no momento em que o acidente aconteceu. ✅ Siga o g1 PR no WhatsApp Segundo a corporação, a aeronave colidiu contra uma fiação elétrica antes da queda. O socorro foi acionado pelo dono da propriedade onde houve a queda, que fica na região do Campo Novo. O avião foi preso às árvores e a área está isolada pelos bombeiros. Avião monomotor ficou preso às árvores. Corpo de Bombeiros A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que o piloto era o único tripulante da aeronave. Ele saiu de Trombudo Central (SC) e seguia a Piên. A identidade da vítima não foi divulgada oficialmente. A estação hidrológica do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registrou 13 mm de chuva no final da tarde, no local. Em 15 minutos, foram 9.4 mm. Leia também: Atualização: Suspeito de assassinar criança no Paraná em 2006 é denunciado pelo MP-PR um mês antes de crime prescrever VÍDEO: Menino de 12 anos encontra família ao vivo em jornal após desaparecer em mata no Paraná, e repórter se emociona Tragédia: Atleta morre durante prova do Ironman em Curitiba Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

Curso gratuito de restauração ecológica está com inscrições abertas no interior de SP; veja como participar

Publicado em: 08/03/2026 18:43

tronco de árvore castanheira do pará, amapá, amazônia, floresta Isadora Pereira/g1 O Programa Refloresta-SP realiza entre março e maio um curso presencial de restauração ecológica em Presidente Prudente, Sorocaba, Bauru e São José do Rio Preto (SP). Para participar, é necessário preencher um formulário online. A formação faz parte do projeto “Fortalecimento de Executores de Projetos de Restauração Ecológica” e tem como objetivo capacitar organizações para planejar, executar e monitorar ações de recuperação ambiental. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O curso será oferecido presencialmente nas seguintes cidades: Presidente Prudente – 10 e 11 de março; Sorocaba – 17 e 18 de março; São José do Rio Preto – 25 e 26 de março; Bauru – 8 e 9 de abril. As atividades são organizadas pela Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB) da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), do governo estadual. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como se inscrever As inscrições podem ser feitas até a semana de cada etapa, por meio de formulário on-line. As vagas são limitadas a um representante por instituição. A confirmação da participação deve ser realizada na semana do evento, e o endereço será enviado por e-mail aos inscritos. Em cidades como Sorocaba, Bauru e São José do Rio Preto, por exemplo, as inscrições já foram encerradas. No entanto, há possibilidade de ampliação das vagas conforme a disponibilidade e, em caso de grande procura, poderá haver processo de seleção. Por isso, é importante preencher o formulário on-line. O público-alvo inclui prefeituras, organizações não governamentais com atuação ambiental, associações de agricultores, instituições de ensino e pesquisa, redes de agroecologia e sistemas agroflorestais, além de outras organizações da sociedade civil do estado. Conteúdo do curso A proposta inclui atividades teóricas e práticas, com foco no fortalecimento técnico das instituições e na ampliação do acesso a recursos e financiamentos para projetos ambientais. Durante a capacitação, os participantes terão acesso a conteúdos sobre: diagnóstico ambiental; métodos de restauração ecológica; regeneração natural; semeadura direta e muvuca de sementes; plantio de mudas; monitoramento de áreas restauradas; relatos de experiências práticas. A iniciativa está alinhada às metas do Programa Refloresta-SP, que prevê restaurar e monitorar 1,5 milhão de hectares até 2050. O foco é a recuperação de áreas degradadas e a implantação de florestas multifuncionais, sistemas agroflorestais e silvipastoris. Atualmente, projetos conduzidos pela diretoria somam 34,5 mil hectares com ações de conservação da vegetação nativa e restauração ecológica, além de iniciativas como saneamento rural, controle de erosão e manejo de espécies exóticas invasoras. Entre os projetos desenvolvidos estão ações na Serra da Cantareira, o Vale + Verde, no Vale do Paraíba, e parcerias com municípios e universidades públicas. Mais informações estão disponíveis no site. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Ato em São Paulo no Dia Internacional da Mulher pede combate ao feminicídio

Publicado em: 08/03/2026 17:40

Mulheres protestam na Avenida Paulista neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO Ato em comemoração ao Dia Internacional da Mulher reúne cerca de 3 mil pessoas neste domingo 8 de março na Avenida Paulista, em São Paulo, mas chuva dispersa manifestação. Organizações civis como Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e Movimento de Mulheres de Olga Benário pediram pelo combate ao feminicídio, pelas vidas de mulheres mortas, igualdade de gênero e criticaram a jornada de trabalho 6x1. Mulheres protestam na Avenida Paulista neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. TOMZÉ FONSECA/MODUSFOCUS/ESTADÃO CONTEÚDO O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a ONG More in Common estimaram a presença de 3,1 mil pessoas na manifestação ruas. Como a margem de erro é de 12%, isso quer dizer que havia entre 2,8 mil e 3,5 mil participantes às 14h14, horário próximo ao início do ato. "Por causa da chuva na região, houve um único voo de drone. Em virtude disso, não é possível afirmar se foi o pico de presença. A contagem é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial", afirmou o monitor. Mulheres protestam na Avenida Paulista neste domingo, 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Uma medida protetiva é concedida a cada 4 minutos em SP Uma medida protetiva contra agressores foi concedida, em média, a cada quatro minutos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ao todo, 21.440 decisões foram autorizadas no estado somente entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo o levantamento do órgão a pedido do g1. Os dados revelam que o recurso vem sendo adotado pelas vítimas de forma cada vez mais frequente. Em 2015, quando o registro começou a ser sistematizado, 10.804 medidas foram concedidas. Em 2025, o número chegou a 118.258 — um aumento de 994% em dez anos. 🔎 Prevista pela Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial de urgência que protege vítimas de violência doméstica — seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma vítima pode conseguir mais de uma medida. As determinações podem incluir restrição ao porte de armas, proibição de aproximação da mulher, dos filhos ou de testemunhas, participação do agressor em programas de reeducação e até o encaminhamento da vítima e da família para abrigos. Embora sejam consideradas um dos principais instrumentos de proteção às vítimas, as medidas protetivas dependem de fiscalização para terem efeito. Esse acompanhamento pode ocorrer por meio de rondas da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal ou do monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas. Apesar da quantidade de medidas protetivas, o monitoramento eletrônico ainda é restrito. Em São Paulo, 189 agressores são monitorados atualmente por tornozeleira eletrônica pelo Centro de Operações da Polícia Militar, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Contudo, o estado dispõe de 1.250 equipamentos. O estado de São Paulo é pioneiro no uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher. A SSP explica que há tornozeleiras sem uso, pois "o monitoramento por meio de tornozeleiras só pode ser feito mediante solicitação e autorização do Poder Judiciário na fase das audiências de custódia". ⚠️Se o agressor deixa a cidade ou se aproxima do endereço da vítima, um alerta é disparado e viaturas são acionadas. O descumprimento da medida protetiva é crime e pode levar à prisão. Maioria das vítimas de feminicídio desta semana em SP tinha medidas protetivas; pedidos cresceram quase 1.000% em dez anos

Palavras-chave: inteligência artificial

Audiência pública vai discutir avanço de feminicídios e violência contra mulheres em Divinópolis

Publicado em: 08/03/2026 17:40

Câmara Municipal de Divinópolis Câmara Municipal de Divinópolis/Divulgação A Câmara Municipal de Divinópolis anunciou uma audiência pública para discutir o aumento dos casos de feminicídio e de outras formas de violência contra a mulher no município. O evento será realizado no dia 11 de março, às 19h, no plenário Zózimo Ramos Couto. A audiência pública será transmitida ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube e pelas redes sociais do Poder Legislativo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp A proposta é criar um espaço de diálogo para que os cidadãos possam apresentar sugestões e contribuir para a elaboração de políticas efetivas de enfrentamento à violência contra a mulher em Divinópolis. A iniciativa é da Comissão de Participação Popular e surgiu a partir de um requerimento apresentado pelo vereador Walmir Ribeiro (PL). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Aumento de feminicídios em Divinópolis Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam um cenário alarmante em Minas Gerais. Em 2024, foram registrados 248 feminicídios consumados e 169 tentados. Já em 2025, os números apontam 177 casos consumados e 207 tentados, o que indica aumento nas tentativas e a persistência da violência letal contra mulheres. Em Divinópolis, o número de casos apresenta oscilação ao longo dos anos, mas houve um salto em 2025, quando a cidade passou de zero para cinco feminicídios tentados. Já na série histórica de 2019 a 2025, os feminicídios consumados cresceram 300%. Além disso, Divinópolis é a cidade mais perigosa para mulheres da 7ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), apresentando os maiores números de feminicídios tentados e consumados da área. Sozinha, Divinópolis representa 13,4% dos feminicídios tentados e 16,88% dos consumados na região entre 2019 e 2025 VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

'Lugar de mulher é onde ela quiser', diz primeira gerente de transporte rodoviário em empresa de Santos

Publicado em: 08/03/2026 16:30

Layla Machado Dias é gerente de transportes da CarpoLog Arquivo Pessoal Aos 29 anos, Layla Machado Dias se tornou a primeira mulher a assumir a gerência do setor de transporte rodoviário de uma empresa de comércio exterior e logística integrada em Santos, no litoral de São Paulo. Atualmente, ela lidera uma equipe de 52 profissionais, composta por 86% de homens. No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), Layla contou ao g1 os desafios e a importância de mulheres ocuparem áreas majoritariamente masculinas. “Eu me dedico muito à minha profissão e mostro muito que lugar de mulher é onde ela quiser”, afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. A promoção de Layla ocorreu no ano passado e foi um marco histórico dos 20 anos de fundação da empresa CarpoLog, que até então só havia contado com homens no cargo. Formada em Logística, ela aumentou a meta financeira do setor logo no primeiro trimestre de liderança, como não ocorria há dois anos. “Acho superimportante a questão de a mulher assumir, cada vez mais, esses cargos masculinos e provar que nós também somos capazes de atingir bons resultados, de trazer a essência feminina, o olhar feminino”, destacou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Sangue de caminhoneiro Filha de caminhoneiro, Layla viu não apenas a rotina nas estradas do pai, mas também do irmão e do avô paterno. "A gente costuma dizer que a gente tem sangue de caminhoneiro. Eu segui na parte mais administrativa e a minha família mais na estrada”, relatou. De acordo com ela, a experiência com os parentes lhe ensinou a valorizar a escuta ativa. Por isso, prioriza conversar com os funcionários e nunca foi desrespeitada por eles. “Sempre soube da dificuldade do caminhoneiro por ter isso dentro da família, então eu sempre me dedico muito a ouvir o que eles estão falando, a entender”, afirmou. Layla Machado Dias tem pai e irmão caminhoneiros Arquivo Pessoal Trajetória Layla passou por transportadoras antes de chegar até a CarpoLog em 2018, onde começou como analista. Quatro anos depois, ela engravidou da primeira filha e precisou se afastar do trabalho durante a licença-maternidade. Ao retornar, a mulher não apenas manteve o emprego, como foi promovida pela empresa. “Voltei a trabalhar em agosto e quando foi setembro, eu fui promovida a supervisora”, relembrou a profissional. O sócio-diretor da Carpo, José Carlos Priante, explicou que o processo seletivo para a contratação de um supervisor surgiu na reta final da gravidez de Layla. “Sabíamos que a rotina dela estava prestes a mudar, mas acompanhamos de perto a sua evolução e, após uma conversa para entendermos as suas pretensões, resolvemos priorizá-la para ocupar o cargo assim que retornasse às atividades”, afirmou. Layla Machado Dias é formada em Logística e se destacou na CarpoLog Arquivo Pessoal Pouco mais de dois anos depois, Layla recebeu uma nova promoção, desta vez, inédita na história da empresa. “Recebi a oportunidade de ser gerente do transporte rodoviário. No começo, me assustei um pouco com o convite da empresa, porque é um setor muito robusto e grande”, disse. A mulher contou que se dedicou muito para assumir a posição, pois precisava entender o funcionamento de todo o setor: desde a composição de frota até a equipe de motoristas e de manutenção. Ela revelou que, apesar disso, tinha inseguranças por conta da idade, já que foi a profissional mais nova a assumir a gerência em toda a empresa. “Isso me deixou um pouquinho insegura no começo, mas eu fui atingindo bons resultados dentro do setor, e isso foi me trazendo a certeza de que a empresa tinha feito a escolha certa e que eu tinha capacidade de assumir a escolha que eu fiz”, afirmou. Desafios Para Layla, ocupar uma posição de liderança em um setor onde a maioria dos funcionários é homem não foi fácil. “É um desafio no início, porque você não sabe como que vai ser, se eles vão te aceitar, se vai haver um respeito, se vão ouvir o que você está falando. E aí eu tive que começar a entender melhor sobre o que eles estavam falando para conseguir direcioná-los no caminho correto”. A profissional visitou concessionárias e passou a entender como funcionava tudo que envolve o transporte rodoviário, desde a parte mecânica até detalhes de combustível, pátio, carreta e tecnologia. "Tive que me debruçar muito, estudar muito, entender bastante como que funcionava para conquistar o respeito deles mostrando que eu sabia do que estava falando e que eu estava ali para ajudar”, complementou ela. Layla Machado Dias trabalha desde 2018 na CarpoLog Arquivo Pessoal Conciliar a rotina em casa com os novos desafios no trabalho também foi um desafio. “É extremamente difícil, a gente tem que lidar com casa, a gente tem que lidar com filho e a gente tem que lidar com o nosso lado profissional”, enfatizou. Mulheres no poder Na Carpo, as mulheres representam 52% dos cargos de liderança, entre supervisores, gerentes e coordenadores. Segundo Leandro Labatut, também sócio-diretor da companhia, o objetivo da empresa é reter e desenvolver talentos, independentemente do gênero. “As mulheres vêm se destacando cada vez mais no mercado de trabalho, e a Carpo reflete esta alta performance”, afirmou. Para Layla, as mulheres têm diferenciais que devem ser valorizados no mercado corporativo. “Nós somos mais detalhistas, não tem jeito. A gente vai olhar mesmo coisas que dificilmente o homem consegue ver, por conta de ser mais detalhista, de mostrar a nossa força e que, independente do nosso gênero, a gente consegue ter o respeito, a gente consegue atingir resultados”, finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: tecnologia

Presidente Prudente avança na implementação de método para reduzir casos de dengue na cidade

Publicado em: 08/03/2026 15:21

Biofábrica do Método Wolbachia foi inaugurada em Presidente Prudente (SP) Secom A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) segue com a implementação da biofábrica do Método Wolbachia na cidade, que visa reduzir os casos de dengue. Até o começo de março, o município contabiliza dez casos confirmados da doença e um óbito em investigação, conforme o painel de arbovirose do estado de São Paulo. Já no ano passado, Prudente registrou mais de 30 mil casos positivos e 24 mortes por dengue. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo a prefeitura, entre as ações articuladas para mudar o cenário epidemiológico, está o Método Wolbachia, após a implementação da primeira biofábrica do estado paulista. A tecnologia consiste na liberação de mosquitos com Wolbachia, que se reproduzem com os Aedes aegypti presentes na região e, ao longo do tempo, ajudam a estabelecer uma nova população incapaz de transmitir dengue e outras arboviroses. Como saber se você está com dengue e se é grave A primeira fase de soltura iniciou na última semana de julho de 2025 e teve duração de 28 semanas, sendo encerrada em fevereiro deste ano. Cerca de 50% do perímetro urbano de Prudente foi coberto nesta etapa, em bairros como Ana Jacinta, João Domingos Netto, Novo Bongiovani e regiões próximas. Conforme a prefeitura, os resultados definitivos da implementação do método começarão a ser observados aproximadamente dois anos após o encerramento total das solturas dos Wolbitos. Atualmente, o programa está na segunda etapa e continua a implementar o Método Wolbachia em outros bairros da cidade. As novas solturas devem começar ainda em março, em data a ser divulgada nos próximos dias. A prefeitura reforça que o Método Wolbachia é uma estratégia complementar às demais ações de controle do vetor e destaca que todos os cuidados, tanto por parte da administração municipal quanto da população, devem continuar sendo mantidos. Confira abaixo a lista de bairros contemplados na continuidade da implementação do Método Wolbachia: Parque Residencial Servantes 2 Parque Residencial Servantes 1 Parque Residencial Vitória Régia Parque Shiraiwa Residencial Alta Vista 1 Residencial Alta Vista 2 Residencial Anita Bongiovani Residencial Bongiovani Residencial Bourbon Park Residencial Brisas do Bosque Residencial Brisas do Monte Residencial Buriti Garden Prime Residencial Golden Village Residencial Green Ville Residencial 3 Milênio Residencial Itamaraty Residencial Itapuã Residencial Jatobá Residencial Maré Mansa Residencial Minerva 1 Residencial Moacyr Trentim Residencial Mônaco Residencial Monte Rey Residencial Parque dos Buritis Residencial Parque dos Girassóis Residencial Portal Norte Residencial Portinari Parque Higianópolis Parque Imperial Parque Alvorada Parque Primavera Residencial Araki Residencial Carandá Dahma 3 Dahma 4 Residencial Mart Ville Itapura 3 Jaquetibas 2 Jaquetibas 1 João Paulo 2 Jardim Leonor Jardim Marisa Jardim Morada do Sol Jardim Morishita Jardim Morumbi Belo Galindo São Judas Tadeu Bosque do Itaju Central Park Chácara do Macuco Cidade Jardim Cidade Universitária Jardim Colina Residencial Esmeralda Augusto de Paula Brasil Novo José Rota Cambuci Paraíso Vila Aurélio Alto da Boa Vista Jardim América Jardim Antuérpia Jardim Aquinópolis Jardim Balneário Jardim Barcelona Jardim Bela Vista Jardim Belo Horizonte Jardim Bongiovani Caiçara Jardim Califórnia Jardim Cambuy Jardim Campo Belo Jardim Cinquentenário Jardim Cobral Jardim dos Pioneiros Jardim Eldorado Jardim Esplanada Jardim Europa Jardim Icaraí Jardim Itacaré Jardim Itaipu Jardim Itapura Residencial Quinta das Flores Residencial São Marcos Residencial São Paulo Residencial Solaris Residencial Tamboré Residencial Universitário Residencial Vivenda São Expedito Vale das Parreiras Residencial Pacaembu Nova Pacaembu 1 Nova Pacaembu 2 Nova Pacaembu 3 Vila Rainho Vila Angélica Vila Áurea Vila Barbeiro Vila Boscoli Vila Brasil Vila Centenário Vila Cristina Vila Formosa Vila Geni Vila Iolanda Vila Iti Vila Liberdade Vila Lúcia Itada Vila Marcondes Vila Marina Vila Nova Vila Ocidental Vila Operária Vila Roberto Santa Izabel São Jorge Vila Verinha Village Dahma Novo Prudentino Jardim Ouro Verde Jardim Panorâmico Jardim Paris Jardim Paulistano Jardim Petrópolis Rio 400 Jardim Sabará Jardim Santa Clara Jardim Santa Elisa Jardim Santa Marta Jardim Santa Olga Jardim Santa Tereza Jardim São Geraldo Jardim São Pedro Jardim Satélite Jardim Sol Nascente Jardim Sumaré Jardim Tropical Jardim Vale do Sol Jardim Vale Verde Jardim Vista Bonita Parque Alexandrina Parque dos Bandeirantes Parque Castelo Branco Parque das Cerejeiras Parque Watal Ishibashi Bosque dos Tamboris Jardim Duque de Caxias Vila Esperança Vila Tazitsu Vila São Pedro Vila Euclides Vila Guaíra Vila Glória Vila Comercial Jardim Jabaquara Vista do Vale Residencial Eco Palace Jardim Santana Vila Santa Filomena Vila Luso Itapura 2 Vila Mendes Residencial Bela Vista Vila Maria Residencial São João Vila Rotária Vila Mathilde Vieira Jardim São Luiz Bairro Limoeiro Residencial Sítio São Pedro Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Pesquisa, aplicativos e robótica: mulheres desenvolvem projetos na área de ciência e tecnologia no interior de SP

Publicado em: 08/03/2026 13:00

Reportagem especial mostra mulheres do interior de SP que fazem a diferença na ciência Pesquisas, desenvolvimento de aplicativos, programação e robótica: esses são apenas alguns dos projetos desenvolvidos por mulheres na área de ciência e tecnologia em institutos educacionais de Itapetininga (SP) e Tatuí (SP). Neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a TV TEM mostra histórias de mulheres que fazem a diferença na área científica do interior paulista. Segundo o Instituto de Pesquisa e Econômica Aplicada (Ipea), a participação das mulheres na ciência cresceu nos últimos anos, representando 52% dos pesquisadores no Brasil atualmente. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Mas a realidade era diferente há quase 30 anos. Ainda segundo o Ipea, nos anos 2000, as mulheres representavam 44% dos cientistas brasileiros. As cientistas afirmam que a expectativa é de que esse número continue crescendo. Há mais de dez anos, a pesquisadora Jéssica Britto passa seus dias estudando plantas e desenvolvendo projetos científicos. Ela é graduada em biotecnologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), e tem mestrado e doutorado em genética e bioquímica. “Eu vejo mulheres fortes, empoderadas e que tem grande conhecimento, a gente tem como referência, né? Uma mulher vai apoiando a outra. A gente tem olhares e nuances, percepções muito detalhistas e isso vem ajudando bastante nessa parte de inovação e pesquisa, que é uma área que exige muito essas essas percepções mais minuciosas”, disse. Jéssica se mudou para Itapetininga há cerca de três anos e atualmente trabalha em uma empresa de tecnologia ambiental, que desenvolve mudanças genéticas em plantas. No local, as mulheres ocupam 75% do quadro de funcionários. A pesquisadora Jéssica se mudou para Itapetininga e assa seus dias estudando plantas e desenvolvendo projetos científicos Jamie Rafael Martins Cambuí/TV TEM 👩🏽‍💻‘Garotas da TI' Pensando em como poderia contribuir para a inclusão de mulheres na tecnologia, Eline Welter, professora de informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) em Itapetininga, colocou em prática o projeto “GAT”, sigla para Garotas de TI de Itapetininga. Há mais de um ano, ela reuniu suas alunas e propôs criar projetos diferentes na área da tecnologia da informação. “Eu fico muito emocionada em ver as meninas participando. Querendo aprender mais, querendo entender sobre tecnologia. Porque para mim, quando eu tinha a idade delas, foi muito difícil entrar na área de informática. Eu tô tentando facilitar um pouquinho o caminho para elas chegarem até aqui. Vão se tornar grandes profissionais no futuro”, comentou. Leia também: Mulheres encontram autoestima, saúde e apoio em grupo de dança exclusivo para participantes com mais de 60 anos 'Histórias que inspiram': conheça mulheres que fazem a diferença no oeste paulista Mulheres realizam sonho de viajar o mundo sozinhas com apoio de agências especializadas no interior de SP: 'Ato de muita coragem' Entre os projetos desenvolvidos na GAT, existe o da aluna Júlia Tavares de Queiroz, de 15 anos. Ela desenvolveu um aplicativo para ajudar mulheres vítimas de violência doméstica, contendo informações sobre direitos, maneiras de pedir ajuda e até vínculo com ONG's e unidades policiais. “Pensei no cenário de a mulher numa situação de violência não ficar tão exposta com o aplicativo assim. Vai mostrar todas as leis com uma linguagem mais objetiva e simples. A gente também tem um botão de emergência, caso a mulher sofra uma violência, o aplicativo vai localizar ela, vai chamar a polícia que estiver mais perto e direcionar para casa dela. Também temos direcionamento para ONGs, para centros de roda de conversa de mulheres”, explicou a estudante. Uma professora de Itapetininga desenvolveu um projeto com o objetivo de incentivar a presença feminina na área da tecnologia Jamie Rafael Martins Cambuí/TV TEM Outro grupo da GAT desenvolveu um aplicativo que orienta a população sobre o descarte correto do lixo eletrônico. Conforme a estudante Rebecca Rosa, de 16 anos, para cada descarte, a pessoa acumula um ponto, que depois pode ser trocado por produtos. “Celulares, pilhas, eles têm componentes que não podem ser jogados em qualquer lixo. Elas podem ter mais vontade e acabar tendo consciência de onde jogar o lixo no lugar certo”, explicou. 🤖Robótica em Tatuí A professora Taiane Vaccas Domingues conseguiu unir ciência, programação e robótica em uma só disciplina. “A hora que a gente pensa sobre mulheres na ciência, acho que isso começa no ambiente escolar. Elas não estão sendo só usuárias da tecnologia, elas estão se vendo como engenheira, como pesquisadora”, apontou. A dedicação de Taiane alcançou resultados positivos: a turma de robótica começou a construir seus primeiros robôs. Para Ana Clara Hanf, de 16 anos, esse projeto virou um sonho. Por causa das aulas, a jovem desenvolveu uma paixão pela tecnologia e busca se graduar futuramente em engenharia da computação ou ciência da computação. “Desde o sétimo ano eu participo de competições junto das aulas de programação e robótica. Foi através das aulas que eu comecei a programar, comecei a construir. E isso foi gerando uma paixão dentro de mim muito grande. O que acarretou a minha escolha do curso do Senai e também o curso da minha faculdade, ou do que eu quero ser quando eu crescer”, compartilhou Ana Clara. A estudante Rebecca Rosa, ao lado de outras alunas, desenvolveu um aplicativo para orientar o descarte correto de lixo eletrônico Jamie Rafael Martins Cambuí/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Alunas de escola pública projetam app para denúncias de violência doméstica disfarçado de sistema de delivery

Publicado em: 08/03/2026 12:01

Estudantes de Dumont criam site para ajudar vítimas de violência Uma iniciativa de alunas de uma escola pública de Dumont (SP), na região de Ribeirão Preto (SP), promete ajudar mulheres vítimas de violência doméstica com um aplicativo para denúncias disfarçado de um sistema de delivery de comida. O projeto, que ainda está em fase de desenvolvimento e precisa de uma integração com sistemas policiais para poder entrar em funcionamento, foi elaborado durante uma aula na Escola Estadual Nestor Gomes de Araújo. "Em plataforma de rede social, a gente via as mulheres pedindo ajuda para pizzarias, que é o que ficou famoso até no TikTok. E aí a gente decidiu fazer isso de uma forma parecida. (...) Só que se ele [o agressor] controla ela obviamente ele vai pegar o celular, vai controlar tudo que ela tem acesso. Então a gente decidiu fazer isso de uma forma que ele não descobrisse realmente qual era o objetivo", explica a estudante Giovana Lemes Boaventura, uma das responsáveis pelo projeto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Denúncia disfarçada de delivery O projeto veio após a escola lançar um desafio de se criar um site ou um aplicativo com inteligência artificial para beneficiar a comunidade. A proposta fez as alunas olharem para um problema difícil de ser enfrentado no Brasil. No país, uma mulher é morta a cada seis horas e 66% dos feminicídios acontecem dentro de casa, segundo números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Estudantes de escola pública em Dumont (SP) projetam app que disfarça denúncias de violência doméstica com sistema de delivery de comida. Reprodução/EPTV Em um mês e meio, e com a ajuda de professores, elas criaram um site e um aplicativo para que as vítimas de violência possam pedir ajuda de uma forma discreta, como se estivessem pedindo a entrega de um lanche ou de uma pizza em casa. A ideia é de que, ao fazer um pedido no "delivery", seja possível acionar as autoridades. O sistema permite que, ao escolher um "produto", a reclamação seja destinada para o número de emergência da Polícia Militar. A criação foi inscrita em uma espécie de olimpíada de tecnologia para estudantes de todas as idades e do Brasil inteiro. "Dia após dia, um trabalho extremamente árduo de toda a equipe para poder criar condições desses alunos mostrarem as suas potencialidades. Cada qual no seu tempo, no seu ritmo e na sua capacidade, mas todos eles são capazes. É muito gratificante", afirma Marcos Antonio Carlos de Oliveira, diretor da escola. As meninas, que estão no terceiro ano do ensino médio, ainda devem fazer melhorias na plataforma. A ideia é deixar o aplicativo disponível para qualquer mulher baixar no celular e usar. "Fazer um código para ir diretamente para a delegacia, para saber que é realmente uma mulher que está ligando, se for uma situação muito de emergência, também ter acesso à saúde, caso aconteça algo grave", explica Luana Pereira da Rocha, integrante do projeto. App criado por alunas em Dumont (SP) disfarça denúncias de violência doméstica com delivery de lanches. Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região G

Você viu? Buscas por irmãos desaparecidos completam dois meses, jovem é agredida dentro de ônibus e outras notícias da semana

Publicado em: 08/03/2026 11:44

Chuvas intensas no MA, buscas por irmãos desaparecidos completam dois meses, jovem é agredida dentro de ônibus Arte/g1 Confira o resumo de algumas das principais notícias divulgadas pelo g1 Maranhão na semana do dia 01 a 07 de março. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Domingo (1) Chuva em São Luís (MA) Divulgação/UEMA As fortes chuvas registradas nos últimos dias no Maranhão já indicam o avanço do período chuvoso no estado. Para março, considerado um dos meses mais chuvosos da temporada, a previsão é de acumulados em torno de 400 milímetros de chuva, segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Ao g1, a meteorologista Andrea Cerqueira, do Núcleo de Meteorologia da Uema, explica que as precipitações neste período são provocadas pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno climático típico desta época do ano. Esse comportamento faz parte do padrão climático da região e não tem relação com sistemas como ciclones extratropicais, que se formam fora da faixa dos trópicos. Segunda-Feira (2) Alunos do povoado Rio Coco, na zona rural de Balsas, precisam atravessar uma ponte de madeira em condições precárias para ir e voltar da escola Reprodução/Redes Sociais Alunos do povoado Rio Coco, na zona rural de Balsas, precisam atravessar uma ponte de madeira em condições precárias para ir e voltar da escola. A estrutura fica sobre o rio Maravilha e preocupa moradores devido ao risco de queda, especialmente agora no período chuvoso. Imagens feitas por moradores mostram estudantes caminhando sobre tábuas deterioradas, parte do que restou da antiga ponte (veja acima). Para atravessar, os alunos se apoiam em uma corda. A correnteza do rio é forte e os estudantes fazem a travessia descalços. Segundo os moradores, a madeira está escorregadia e frágil. Segundo o secretário, a obra deve ser concluída em até 90 dias. Ele informou ainda que a Secretaria Municipal de Educação está disponibilizando professores para atender os alunos na própria comunidade, evitando a travessia durante o período de risco. A Prefeitura de Balsas orientou que moradores evitem utilizar a estrutura atual até a entrega da nova ponte. Terça-Feira (3) MP-MA aciona 11 salões de beleza em São Luís e aponta falhas graves na esterilização Produtos vencidos, materiais sem identificação e falhas na esterilização de instrumentos foram algumas das irregularidades encontradas durante fiscalizações em salões de beleza em São Luís. As vistorias foram realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) após uma ação civil pública do Ministério Público do Maranhão (MPMA). A investigação teve início após a cliente relatar que recebeu um alicate com a embalagem violada, o que indicaria que o material poderia não ter passado pelo processo adequado de esterilização. A fiscalização foi realizada em 11 salões de beleza da capital. Durante as inspeções, os fiscais identificaram falhas no processo de esterilização dos instrumentos, ausência de licença sanitária, descarte irregular de resíduos e problemas de higiene nos estabelecimentos. Quarta-Feira (4) Buscas pelos irmãos desaparecidos no Maranhão completam dois meses As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle e Alan Michael, desaparecidos desde 4 de janeiro, completam dois meses sem novas pistas. Segundo o Corpo de Bombeiros, as estratégias de buscas mudaram, e a corporação agora realiza varreduras terrestres e aquáticas apenas quando há indícios concretos que possam indicar o paradeiro das crianças. Desde o desaparecimento, as autoridades intensificaram as buscas, utilizando cães farejadores e drones para monitorar áreas de interesse. Apesar de diversas operações coordenadas, o paradeiro das crianças ainda é desconhecido. Ágatha e Alan foram vistos pela última vez brincando com um primo próximo à casa da avó materna, no povoado São Sebastião dos Pretos. Quinta-Feira (5) PF mira esquema de caixa dois que teria financiado campanhas de 2024 em Caxias e beneficiado candidatos eleitos Divulgação/Polícia Federal A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (5), uma ação para apurar um esquema de caixa dois e corrupção eleitoral em Caxias, no interior do Maranhão. Segundo a PF, dinheiro não declarado teria sido usado para bancar gastos paralelos de campanha e oferecer vantagens ilícitas durante as eleições de 2024. A ação faz parte da Operação Farândola, que cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Caxias e em São Luís, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral. A investigação aponta que um operador financeiro seria responsável por receber e repassar valores ocultos a mando de candidatos eleitos para a Câmara Municipal. Os policiais apreenderam celulares, computadores, documentos, registros contábeis informais e R$ 203 mil em espécie. Material deve ajudar a detalhar a origem e o destino dos recursos. Sexta-Feira (6) Jovem é agredida no rosto por homem dentro de ônibus em São Luís Uma jovem foi agredida por um homem, na manhã desta sexta-feira (5), dentro de um ônibus do sistema de transporte coletivo de São Luís. O suspeito foi identificado como Jardiel Ribeiro Costa e foi preso pela Polícia Militar do Maranhão após a agressão. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe da vítima publicar um relato sobre o ocorrido (veja o vídeo acima). De acordo com a influenciadora Polly Oliveira, a filha seguia para o trabalho nas primeiras horas da manhã quando foi abordada pelo homem dentro do coletivo. Segundo o relato, Jardel Ribeiro chegou até a vítima e teria dito à ela que conhecia detalhes sobre sua rotina. Depois, ele tentou roubar o celular da jovem e, em seguida, passou a agredi-la com socos no rosto dentro do ônibus. Sábado (7) Carro capota após atingir e matar dois cavalos em Imperatriz Um carro de passeio capotou depois de atingir dois cavalos que estavam soltos na pista na manhã deste sábado (7), por volta das 5h, no acesso à ponte Dom Afonso Felipe Gregory, que liga Imperatriz (MA) a São Miguel do Tocantins (TO). O motorista seguia sentido Tocantins quando não conseguiu desviar dos animais. Com o impacto, o veículo saiu da pista, desceu uma ribanceira e capotou. Apesar da violência do acidente, o motorista saiu ileso e permaneceu no local até a chegada da perícia. Os dois cavalos morreram na hora e ficaram espalhados pela rodovia. Testemunhas relataram que outro carro e um motociclista também bateram nos animais já mortos na pista. O motociclista teve ferimentos leves.

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'Dia vira noite' em Teerã após ataques de Israel; Irã alerta moradores para risco de chuva ácida

Publicado em: 08/03/2026 09:30

Ataque de Israel atinge refinaria de petróleo em Teerã, no Irã Autoridades iranianas orientaram moradores de Teerã a permanecer em casa e evitar atividades ao ar livre após ataques de Israel contra a capital do país neste domingo (8) provocarem forte poluição do ar. A informação foi divulgada pela Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA, na sigla em inglês). Segundo órgãos ambientais do Irã, a fumaça gerada pelas explosões e pelos incêndios em instalações de combustível deteriorou significativamente a qualidade do ar na cidade. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Com isso, produtos químicos tóxicos liberados por tanques de combustível atingidos nos bombardeios podem provocar chuva ácida, capaz de causar danos à pele e aos pulmões. O que é a chuva ácida? Fotógrafos registram espessa fumaça após um ataque de Israel a depósito de combustível em Teerã, capital do Irã, no dia 8 de março de 2026 Majid Asgaripour/Wana/Reuters ➡️ A chuva ácida acontece quando há uma grande quantidade de poluentes na atmosfera que, misturados com a água, podem se transformar em ácidos. Veja como isso acontece: Com os ataques, a cidade está tomada por poluição; Esses detritos minúsculos ficam suspensos na atmosfera; Essas partículas se misturam às nuvens de chuva que estão se formando sobre a cidade; Alguns desses poluentes mudam o PH da chuva, tornando-a ácida. Segundo o Índice de Qualidade do Ar (AQI), da empresa de tecnologia suíça IQAir, a capital do Irã é a 7ª cidade mais poluída do mundo, à frente de Mumbai, na Índia. Katmandu, no Nepal, ocupa a primeira posição no ranking. Israel ataca depósito de combustível no Irã Pessoas caminham enquanto fumaça sobe ao fundo após ataque a tanques de combustível em Shahran, em meio ao conflito entre EUA e Israel com o Irã, em Teerã Reuters Bombardeios de Israel contra depósitos de combustível em Teerã, capital do Irã, provocaram um grande incêndio e deixaram quatro mortos na madrugada deste domingo (8), segundo autoridades. De acordo com a agência France Presse, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico foram atingidos, o que danificou parte da rede de abastecimento e levou à interrupção temporária da distribuição de combustível na cidade. Imagens do incêndio foram verificadas pela Reuters. Com cerca de 10 milhões de habitantes, Teerã também enfrenta escassez de combustível após os ataques. Outros países, como Bangladesh, iniciaram o racionamento de combustível diante de dificuldades de abastecimento relacionadas à guerra. As ofensivas também atingiram grandes instalações de armazenamento de combustíveis em Teerã e na cidade vizinha de Karaj, a oeste da capital. Desde a noite de sábado, enormes colunas de fumaça foram vistas se elevando em diferentes regiões, cobrindo partes da cidade com uma densa nuvem escura. Segundo organização meteorológica do Irã, a escuridão registrada sobre Teerã neste domingo é resultado da combinação de fumaça com cobertura de nuvens. O órgão acrescentou que a ausência de ventos dificulta a dispersão dos poluentes, embora rajadas previstas para a manhã de segunda-feira (9) possam ajudar a dissipar a fumaça. Nas redes sociais, internautas reclamaram da poluição após os ataques neste domingo. Um deles escreveu: “Teerã esta manhã. Um amigo de lá disse: ‘9h30 da manhã e parece que ainda é noite. Não conseguimos respirar.’” Initial plugin text Initial plugin text Veja imagens da capital Teerã após ataques neste domingo (8) Fumaça sobe após ataque em Teerã Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters Irã alerta moradores de Teerã para risco de chuva ácida Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico foram atingidos em Teerã neste domingo (8) Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ONG Crescente Vermelho conversam entre si enquanto a fumaça sobe após ataque a tanques de combustível em Teerã. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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Novo Nordisk anuncia programa que vai oferecer Wegovy no SUS para tratar obesidade

Publicado em: 08/03/2026 08:05

Ações judiciais por semaglutida se concentram no SUS A farmacêutica Novo Nordisk anunciou a criação de um programa de acesso ao Wegovy (semaglutida injetável) em centros da rede pública de saúde no Brasil. A iniciativa vai oferecer o medicamento para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) como parte de um projeto que busca gerar dados sobre o tratamento da obesidade grave. O programa será implementado inicialmente em três centros públicos: na rede pública federal de Porto Alegre (RS), por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC); no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro; e em um terceiro município que ainda será definido. Os pacientes incluídos serão aqueles que já são acompanhados nesses serviços. Cada instituição ficará responsável por definir seus próprios critérios técnicos de elegibilidade, de acordo com seus protocolos assistenciais e a realidade local. Segundo a empresa, o projeto terá duração de dois anos. Atualmente, não há medicamentos disponíveis no SUS para o tratamento da obesidade. Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou não incorporar os medicamentos à base de semaglutida e liraglutida à rede pública. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde apresentadas durante a análise, o custo para atender a demanda de pacientes com esses medicamentos poderia chegar a R$ 4,1 bilhões em cinco anos, podendo alcançar R$ 6 bilhões no mesmo período em casos de tratamento contínuo. O alto custo foi apontado como a principal barreira para a incorporação dessas terapias ao sistema público.

Palavras-chave: tecnologia

Vazou: MacBook Ultra deve ter tela OLED e touch, mas Apple deve cobrar preço recorde

Publicado em: 08/03/2026 07:38 Fonte: Tudocelular

Após apresentar ao mundo o seu novo MacBook de entrada, a Apple agora pode estar se preparando para lançar um MacBook Ultra. A informação foi compartilhada pelo conhecido e confiável Mark Gurman na sua coluna deste domingo na Bloomberg. Segundo explica o analista, o novo notebook deve trazer especificações há muito tempo esperadas pelos usuários da marca, como uma tela com tecnologia OLED e, pela primeira vez na história da linha, funcionalidade touchscreen.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Uma medida protetiva é concedida a cada 4 minutos em SP; apenas 189 agressores são monitorados por tornozeleira

Publicado em: 08/03/2026 06:01

Ato nacional pelo fim da violência contra as mulheres, com o tema Basta de feminicídio. Rovena Rosa/Agência Brasil Uma medida protetiva contra agressores foi concedida, em média, a cada quatro minutos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ao todo, 21.440 decisões foram autorizadas no estado somente entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo o levantamento do órgão a pedido do g1. Os dados revelam que o recurso vem sendo adotado pelas vítimas de forma cada vez mais frequente. Em 2015, quando o registro começou a ser sistematizado, 10.804 medidas foram concedidas. Em 2025, o número chegou a 118.258 — um aumento de 994% em dez anos. 🔎 Prevista pela Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial de urgência que protege vítimas de violência doméstica — seja física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma vítima pode conseguir mais de uma medida. As determinações podem incluir restrição ao porte de armas, proibição de aproximação da mulher, dos filhos ou de testemunhas, participação do agressor em programas de reeducação e até o encaminhamento da vítima e da família para abrigos. Maioria das vítimas de feminicídio desta semana em SP tinha medidas protetivas; pedidos cresceram quase 1.000% em dez anos Embora sejam consideradas um dos principais instrumentos de proteção às vítimas, as medidas protetivas dependem de fiscalização para terem efeito. Esse acompanhamento pode ocorrer por meio de rondas da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal ou do monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas. Apesar da quantidade de medidas protetivas, o monitoramento eletrônico ainda é restrito. Em São Paulo, 189 agressores são monitorados atualmente por tornozeleira eletrônica pelo Centro de Operações da Polícia Militar, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Contudo, o estado dispõe de 1.250 equipamentos. O estado de São Paulo é pioneiro no uso de tornozeleiras eletrônicas em casos de violência contra a mulher. A SSP explica que há tornozeleiras sem uso, pois "o monitoramento por meio de tornozeleiras só pode ser feito mediante solicitação e autorização do Poder Judiciário na fase das audiências de custódia". ⚠️Se o agressor deixa a cidade ou se aproxima do endereço da vítima, um alerta é disparado e viaturas são acionadas. O descumprimento da medida protetiva é crime e pode levar à prisão. Tecnologia x contato humano Especialistas, porém, afirmam que a tecnologia sozinha não resolve o problema. A diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, avalia que o monitoramento eletrônico pode ajudar, mas não substitui o acolhimento e contato humano. Segundo ela, o ideal é que a mulher tenha uma rede de apoio e canais diretos de comunicação com profissionais que possam agir rapidamente em caso de risco, inclusive por meios mais acessíveis, como o WhatsApp. "A medida protetiva de urgência é uma decisão judicial, um pedaço de papel. Quando o juiz decide que uma mulher tem uma medida protetiva concedida, dois processos têm que correr em paralelo. O agressor precisa ser comunicado por um oficial de Justiça de que ele não pode mais se aproximar dessa mulher [...] Um segundo processo diz respeito à comunicação para as forças de segurança para que elas fiscalizem o cumprimento dessa medida", explica Samira. A dificuldade de fiscalização aparece também nos dados de feminicídio. A pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil do FBSP, divulgada nesta semana, aponta que uma em cada cinco mulheres vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo tinha medida protetiva vigente no momento do crime. Casos recentes ilustram o problema. Em fevereiro, Júlia Gabriela Bravin Trovão e o namorado foram mortos a tiros pelo ex-companheiro dela em Botucatu. A vítima havia registrado dez boletins de ocorrência e solicitado três medidas protetivas contra o suspeito. Júlia Trovão foi morta a tiro pelo ex-companheiro em Botucatu (SP) Reprodução/Julia Trovão/Instagram Para Samira, os dados indicam uma falha do Estado em garantir o cumprimento das decisões judiciais e a proteção das vítimas. “O problema não é a medida em si, mas a fiscalização que o Executivo deveria fazer de uma decisão judicial. Então, o problema não é a lei. O problema é que o Executivo não tem dado a resposta necessária para solucionar esse problema”, afirma. A promotora Fabíola Sucasas, coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, também afirma que a medida protetiva não funciona isoladamente e depende de fiscalização efetiva. Segundo ela, um dos principais entraves é a falta de estrutura para monitorar os agressores. O número de tornozeleiras disponíveis é pequeno diante da demanda, o que limita o uso do recurso em situações específicas, como audiências de custódia. Para a promotora, essa limitação reduz a eficácia das medidas. "Isso acaba gerando uma sensação de impunidade, porque o agressor solto só com a medida protetiva — e nem toda vítima entra nos programas — acaba se tornando paliativo", afirma. Como solicitar uma medida protetiva? Para solicitar uma medida protetiva de urgência, a vítima deve procurar delegacias, promotorias ou defensorias públicas, comuns ou especializadas no atendimento a mulheres. Após o registro, a polícia tem até 48 horas para encaminhar o pedido à Justiça. O juiz, por sua vez, também tem até 48 horas para decidir sobre a concessão da medida. A vítima não precisa estar acompanhada de advogado para fazer a solicitação. Violência contra mulher: como pedir ajuda O que diz a SSP "A Secretaria de Segurança Pública informa que o Estado de São Paulo é pioneiro no uso da tecnologia para salvar vidas e no uso do monitoramento eletrônico de agressores de mulheres. O uso de tornozeleiras nesses casos foi instituído em setembro de 2023 e, desde então, já foi utilizado em 712 agressores, dos quais 189 permanecem ativos. Além disso, possibilitou a condução à delegacia de 211 autores, dos quais 120 permaneceram presos por descumprimentos de medidas protetivas. Atualmente, há 1.250 tornozeleiras disponíveis e seu uso para casos de violência doméstica garantem que agressores sejam monitorados 24h por dia. Caso se ausentem da cidade ou se aproximem do endereço da potencial vítima, alertas são disparados e viaturas deslocadas imediatamente. É importante destacar, contudo, que o monitoramento por meio de tornozeleiras só pode ser feito mediante solicitação e autorização do Poder Judiciário na fase das audiências de custódia. Além disso, conforme as decisões judiciais posteriores, a quantidade de tornozeleiras ativas podem sofrer alterações, tornando o dado flutuante, com atualizações diárias. Medidas além da tornozeleira O enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do Governo de São Paulo, que, ainda em 2023, criou de forma pioneira a Secretaria de Políticas para a Mulher, pasta transversal responsável pela estruturação de uma política integrada e permanente para prevenção, proteção e resposta rápida às vítimas: - Grandes operações policiais para prender agressores: apenas nos últimos 3 meses, foram presos mais de 2 mil homens em flagrante ou por cumprimento de mandados judiciais relacionados a crimes contra mulheres; - App SP Mulher Segura para conectar, 24 horas por dia, mulheres em risco com a polícia. São 45,7 mil usuárias e 9,6 mil acionamentos do botão do pânico, com envio imediato de policiais via georreferenciamento. O App também cruza os dados de localização da vítima e dos agressores tornozelados para emissão de alertas; - Cabine Lilás: presente em todas as regiões do estado em unidades do Copom, onde chamados via 190 feitos por mulheres vítimas de violência são atendidos por policiais femininas treinadas para prestar acolhimento especializado e orientar sobre medidas protetivas e outros serviços de proteção do estado - Ampliação em 54% dos espaços especializados de atendimento às vítimas de violência: 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e 173 Salas DDM 24h. Os atendimentos resultaram em um crescimento de 17,5% de medidas protetivas e de 12,5% em boletins de ocorrênciae entre os anos de 2024 e 2025 - Inauguração de 20 Casas da Mulher Paulista e construção de outras 16 unidades, para acolhimento a vítimas; - Criação do auxílio-aluguel, que já apoia 4 mil mulheres vítimas de violência doméstica em 582 municípios; - Movimento SP por Todas: criado para dar visibilidade e facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção e acolhimento; - Capacitação de mais de 135 mil profissionais de bares, restaurante e shows para ações de prevenção com o Protocolo Não se Cale."

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Produtor aposta em areia e casca de arroz para plantar pepino e aumentar produção em Boa Vista

Publicado em: 08/03/2026 06:00

Produtor aposta em areia e casca de arroz para plantar pepino e aumentar produção Arquivo Um agricultor decidiu apostar em tecnologia para produzir pepino na zona rural de Boa Vista. Felipe Vicentini Santi investiu no sistema semi-hidropônico, técnica que permite maior controle nutricional das plantas e reduz a incidência de doenças no cultivo. O assunto foi destaque no Amazônia Agro deste domingo (8). Diferente do plantio convencional, em que as plantas crescem diretamente no solo, no sistema utilizado pelo produtor o cultivo ocorre em uma base preparada com metade de areia do lavrado e metade de casca de arroz. O plantio, feito em uma estufa, usa um equipamento automatizado que libera, cinco vezes ao dia, jatos de água com nutrientes que alimentam as plantas ao longo do crescimento. O método permite maior controle do desenvolvimento e aumenta a produtividade. Na propriedade, há atualmente cerca de 300 pés em produção. Cada planta pode render quase 8 quilos de pepino ao longo do ciclo. A colheita começa, em média, entre 35 e 40 dias após o plantio. A produtividade pode superar em mais de 50% o cultivo convencional de pepino. Além da produtividade, o método também ajuda a reduzir problemas. Diante dos resultados, o produtor pretende ampliar a área cultivada e implementar o mesmo sistema para o plantio de tomate. "O sistema semi-hidropônico tem diversas vantagens, como maior produtividade, frutos de melhor qualidade e redução de doenças", resumiu Felipe. Na propriedade, há atualmente cerca de 300 pés em produção. Arquivo LEIA TAMBÉM Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima Com ambiente protegido e nutrição adequada, a produção apresenta frutos de tamanho uniforme. Segundo o produtor, essa padronização tem garantido boa aceitação no mercado local. A experiência com o método veio do Rio Grande do Sul. Foi lá que Felipe aprendeu a trabalhar com o sistema semi-hidropônico. Quando chegou a Roraima, decidiu apostar na mesma técnica para cultivar pepino. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Por que pesquisa brasileira vai sequenciar 750 DNAs de Angola e quais os impactos na medicina e estudos de ancestralidade

Publicado em: 08/03/2026 06:00

Por que pesquisa brasileira vai sequenciar 750 DNAs de Angola e quais os impactos Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai sequenciar 750 amostras de DNA coletadas em Angola como parte de um projeto internacional, que envolve a participação de nove países da África, com o objetivo de aumentar a representatividade das populações africanas em bancos de dados genéticos de todo o mundo. Batizada de AGenDA, sigla para "Avaliando a Diversidade Genética na África", a iniciativa vai mapear grupos pouco estudados, ampliar o conhecimento sobre a diversidade genética humana e contribuir para o desenvolvimento da medicina de precisão, com impacto também na compreensão da ancestralidade global, incluindo a brasileira. 🧬 O sequenciamento de DNA é o processo de ler as informações genéticas de um organismo, revelando detalhes sobre saúde, ancestralidade e diversidade biológica, em uma espécie de '"manual de instruções" sobre como ele foi feito e como funciona. Como resultado, os pesquisadores esperam: ajudar a reparar a sub-representatividade africana em bancos de DNA; contribuir para o desenvolvimento de tratamentos de saúde mais personalizados; tornar mais precisos os estudos sobre ancestralidade, que hoje podem sofrer vieses. Os desafios e próximos passos do projeto foram descritos em artigo publicado na revista Nature. O g1 conversou com a médica geneticista angolana Nkembi Matilde Miguel Ferraz, uma das autoras do estudo, e com a professora Iscia Lopes-Cendes, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Nesta reportagem você vai ver: Por que a pesquisa é importante O que é a medicina de precisão e como ela será impactada Quais os impactos para os estudos sobre ancestralidade Como a pesquisa fortalece a ciência africana Por que a pesquisa é importante não apenas para os africanos? Segundo as pesquisadoras, o trabalho é importante porque a África é o continente mais geneticamente diverso do planeta, com mais de 2 mil grupos etnolinguísticos. Apesar disso, dados genômicos africanos estão sub-representados nos bancos de dados mundiais que, em sua maioria, são abastecidos por populações eurocentradas. Além disso, essa região do globo é o berço da espécie humana. Com a dispersão da população africana pelo mundo ao longo de milhares de anos, conhecer os genes que se originaram naquele continente é essencial para reconstruir a história evolutiva da humanidade e entender as variações genéticas existentes hoje -- o que afeta diretamente a nossa saúde. LEIA TAMBÉM: O estudo que desafia o que sabemos sobre a origem do ser humano Como funcionam os testes de DNA que prometem revelar quem são seus ancestrais “A gente sabe que a espécie humana surgiu na África e, por isso, é nas populações africanas que se concentram a maior diversidade do Homo sapiens. Essa diversidade, surgida lá, se espalhou por diversos lugares do mundo, principalmente na América, infelizmente, por meio de um fenômeno triste que foi a vinda forçada dessas populações”, comenta Iscia. “O Brasil foi um dos países que recebeu o maior contingente de populações da África. Se a gente quiser entender como a população brasileira foi formada em termos de características genéticas, precisamos entender o genoma que nos deu origem, temos que estudar essas populações africanas”, completa. O AGenDA é a continuidade de uma outra iniciativa, a Human Heredity and Health in Africa (H3Africa), que já havia revelado 3 milhões de variantes genéticas até então desconhecidas na região do Níger-Congo. A nova fase busca incluir populações que ficaram de fora, como grupos afro-asiáticos, caçadores-coletores do sul do continente e populações do norte da África e do Índico. Além da Unicamp, que vai sequenciar as amostras coletadas na Angola, outras instituições ao redor do mundo, fora da África, também vão colaborar nessa e em outras etapas da pesquisa. As pessoas que moram atualmente na África têm grande variedade genética em comparação com outras populações Getty Images Medicina de precisão mais justa e mais eficaz Um dos principais impactos do projeto está ligado à chamada medicina de precisão, um modelo de cuidado à saúde que busca adaptar diagnósticos, tratamentos e prevenção de doenças ao perfil de cada pessoa. Para isso, ela se baseia em informações genéticas, biológicas e ambientais do paciente. Entenda: Cada pessoa tem pequenas diferenças no DNA que podem influenciar o risco de desenvolver doenças, a forma como elas evoluem, e as reações a medicamentos (eficácia ou efeitos adversos). Com a medicina de precisão, é possível elaborar tratamentos “sob medida”, identificando, a partir da análise dessas diferenças do DNA, quais as terapias mais eficientes para uma determinada pessoa. “Eu vou dar um exemplo, que é o câncer da mama. Imagine dois grupos de pessoas, um que reage ao tratamento, outro que não reage. O causador da doença pode ser o mesmo, mas a variante pode ser diferente. O tratamento que foi criado para o câncer de mama, provavelmente, foi testado em pessoas de ascendência europeia”, explica Nkembi. “Então, o tratamento que foi criado para o câncer da mama foi testado em indivíduos, provavelmente, de ascendência europeia. Eu, como africana, a minha variante possivelmente é diferente. Então, eu não vou responder a esse tratamento da mesma forma, porque não conhecem a minha variação genética”. A medicina de precisão depende de bancos de dados com diversidade genética para fazer análises e comparativos. Se certos grupos étnicos não estão representados, os diagnósticos e tratamentos podem ser imprecisos ou ineficazes para eles. Por isso, projetos como o AGenDA, que incluem populações africanas sub-representadas, são fundamentais para tornar essa medicina mais justa e eficaz para todos, inclusive brasileiros com ancestralidade africana. Variantes genéticas comuns na África podem parecer “raras” ou “patológicas” simplesmente porque não estão catalogadas nesses bancos; Medicamentos podem ter eficácia ou efeitos adversos desconhecidos, uma vez que não foram testados em pessoas com essas variantes; Ao ampliar a diversidade genética disponível, o projeto melhora a qualidade científica dos dados e torna a medicina de precisão mais segura para todos. Impacto na ancestralidade do Brasil e das Américas A professora Iscia, que é pesquisadora do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia, reforça que o interesse da pesquisa não é apenas africano. É, também, profundamente brasileiro e americano. Ela lembra que uma grande parcela de africanos escravizados veio, justamente, de Angola. Quer dizer que o DNA dessa população está fortemente presente na nossa genética. Assim, ampliar o conhecimento mundial sobre os genomas originados na África também deve impactar os estudos e testes que tentam desvendar nossa ancestralidade -- e isso vale mesmo para as pessoas que não são consideradas afrodescendentes. Com as coletas e a ampliação dos bancos de dados genéticos, será possível: reconstruir com mais precisão a história evolutiva da humanidade; diferenciar melhor grupos étnicos africanos na diáspora; detectar misturas genéticas complexas em brasileiros, afro-americanos e latino-americanos; identificar variantes genéticas ancestrais. ✊🏾 Resumindo: quanto mais diversa é a base de dados, mais robusta e precisa é a ciência genética. “Se não tem dados dessas populações específicas, de onde veio a origem africana dos brasileiros, isso não vai aparecer nos estudos. E isso sempre lembrando que tem muita diversidade genética nas populações africanas, às vezes, populações que têm origem muito próxima em termos de quilômetros, podem ser muito diferentes”, pontua a pesquisadora brasileira. “O Brasil é um dos países mais miscigenados globalmente, com uma parcela muito grande da população negra. Uma boa parte dessa população brasileira tem a ancestralidade africana e os bancos de dados globais são sub-representados, não têm essa representatividade africana”, destaca Nkembi. Avanço científico global e soberania africana Nkembi Ferraz é médica geneticista e uma das autoras do projeto AGenDA Arquivo Pessoal O projeto é liderado por pesquisadores africanos e abrange populações de Angola, República Democrática do Congo, Ilhas Maurício, Quênia, Líbia, Ruanda, Tunísia, Zimbábue, além da África do Sul. A coleta das amostras foi realizada após um esforço dos pesquisadores em explicar a relevância do estudo para as populações locais que, posteriormente, se voluntariaram. Atualmente, o trabalho desenvolvido na Unicamp aguarda fontes de financiamento para dar continuidade ao sequenciamento genético e à análise dos dados. Mas o trabalho não para por aí. Após a conclusão, as amostras voltarão para a Angola e as informações genéticas coletadas darão origem ao primeiro banco de genoma do país. Segundo Iscia, isso rompe com um histórico de “extrativismo científico”. “A gente tem que quebrar esse ciclo de colonização científica, que nós no Brasil fomos vítimas. Não queremos repetir isso agora com os nossos colaboradores africanos. Então, assim, eles mandam as amostras, nós fazemos nosso trabalho e isso volta para a África”. “Nós, aqui no Brasil, ainda sofremos de amostras que foram, eu vou usar uma palavra forte, mas é a verdade, foram roubadas do Brasil, principalmente das comunidades originárias, que estão por aí no mundo. Então, isso não está correto, porque o país tem que ter a sua história mesmo. Exatamente, né, poder manejar como é que vai ser isso, né, certo?” “Eu estou muito feliz por fazer parte deste grupo. Acho que é uma grande evolução na ciência de forma global, não só africana. Nós sabemos que o continente africano é um continente com poucas mulheres na ciência, especificamente na área de genômica. Só de saber que eu faço parte deste grupo, desta revolução, me sinto extremamente feliz”, conclui Nkembi. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região s Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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