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Policiais que atuaram em operação que deixou 18 mortos no TO são promovidos em MT

Publicado em: 18/03/2026 19:48

Os militares foram promovidos por ‘Ato de Bravura’ pelo Governo de Mato Grosso, em solenidade no Palácio Paiaguás, em Cuiabá Soldado Alef/CCSMI-PMMT Vinte e cinco policiais militares foram promovidos por ‘Ato de Bravura’ pelo Governo de Mato Grosso, em solenidade no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (18). A homenagem reconheceu a atuação dos militares na Operação Canguçu, cumprida em 2023 que resultou na morte de 18 suspeitos e na prisão de outros cinco após 38 dias de buscas e confrontos armados no Tocantins. A operação começou em abril de 2023, depois que criminosos tentaram invadir unidades militares em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, e realizar um assalto a empresas de valores. Na época,os criminosos usaram a modalidade conhecida como ‘novo cangaço’. O bando com mais de 20 criminosos aterrorizou a cidade explodindo carros e casas, além de atacar um quartel da Polícia Militar. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça O governador Mauro Mendes (União) destacou, durante a solenidade, que a promoção é uma forma de valorizar os militares que atuaram na operação. Ele também ressaltou investimentos em segurança pública, como armamentos, viaturas e fardamentos, que ampliaram a capacidade operacional da Polícia Militar de Mato Grosso. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, e o comandante-geral da PM, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, e o secretário de Estadual de Segurança Pública, coronel César Roveri, também participaram da cerimônia. Além da promoção, os militares receberam a medalha Cruz de Bravura. Estiveram presentes na solenidade a primeira-dama Virgínia Mendes, secretários de Estado, deputados, comandantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além de outras autoridades do Estado. A operação Operação Canguçu foi uma das maiores operações policiais do país Arte g1 Em 2023 o Tocantins presenciou uma das maiores ações policiais já realizadas no país. A ação mobilizou cerca de 350 policiais de cinco estados em uma verdadeira caçada a um grupo suspeito de assalto a uma transportadora. Foram os quase 40 dias de buscas que resultaram na morte de 18 suspeitos e prisão de outros cinco. A operação começou depois de uma tentativa de roubo a uma transportadora de valores em Confresa, no dia 9 de abril. Os criminosos usaram a modalidade conhecida como ‘novo cangaço’. Eles não conseguiram acessar o cofre da empresa e fugiram sem levar nada. A fuga aconteceu por estradas rurais e pelos rios Araguaia e Javaés, até que os criminosos desembarcaram na região da Ilha do Bananal, perto do centro de Pesquisa Canguçu da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Nesta área foram feitos reféns e aconteceram os primeiros confrontos. Vídeo mostra tiroteio entre Polícia e grupo que atacou Confresa Os criminosos estavam armados com um verdadeiro arsenal de guerra: metralhadoras de grosso calibre, coletes balísticos, explosivos e fuzis capazes de derrubar helicópteros foram usados pelos assaltantes. Ao longo das semanas seguintes foram registrados diversos confrontos com mortes na área rural. Nos primeiros 20 dias de buscas oito suspeitos foram mortos e outros dois acabaram presos. Durante a fuga os criminosos tentaram usar táticas para despistar a polícia, passando dias escondidos em cima de árvores e usando sacos nos pés para disfarçar os rastros. Sem acesso comida eles começaram a se alimentar de frutas, milho e até sal usado na suplementação bovina. Sem recursos e meios de fuga, alguns começaram a se aproximar cada vez mais das áreas urbanas em Marianópolis e no povoado Café da Roça, em Pium, onde também foram travados vários confrontos. Áudios publicados nas redes sociais mostraram o medo da população: "Dois bandidos entraram em uma casa e os policiais viram e começou o tiroteio. Foi meia hora de tiroteio, estou me tremendo", disse uma moradora. Além das centenas de policiais do Tocantins, Pará, Mato grosso, Goiás e Minas Gerais, as buscas contaram com aeronaves, embarcações, cães farejadores. A tecnologia foi importante aliada, pois foram usados drones termais que ajudaram a localizar o paradeiro dos criminosos. Quem foram os suspeitos mortos Danilo Ricardo, Raul Yuri, Eduardo Batista, Julimar Viana, Célio Carlos e José Cláudio Reprodução Foram mais de dez confrontos durante os quase 40 dias de cerco policial. Os homens eram naturais dos estados de SP, MA, PE, GO, BA, PA e tinham idades entre 27 e 62 anos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os corpos de todos foram entregues aos parentes. Veja abaixo a relação dos suspeitos que morreram em confrontos com policiais: Danilo Ricardo Ferreira – 46 anos, morto no dia 10 de abril, natural de São Paulo (SP) Raul Yuri de Jesus Rodrigues – 29 anos, morto no dia 12 de abril, natural de Diadema (SP) Eduardo Batista Campos – 32 anos, morto no dia 19 de abril, natural de Imperatriz (MA) Julimar Viana de Deus – 35 anos, morto no dia 19 de abril, natural de Imperatriz (MA) Célio Carlos Monteiro – 62 anos, morto no dia 19 de abril, natural de Avaré (SP) José Cláudio dos Santos Braz – 37 anos, morto no dia 19 de abril, natural de Serra Talhada (PE) Matheus Fernandes Alves – 27 anos, morto no dia 22 de abril, natural de Goiânia (GO) Jonathan Camilo Melo de Sousa – 34 anos, morto no dia 27 de abril, natural de São Paulo (SP) Airton Magalhães Marques – 27 anos, morto no dia 29 de abril, natural de Salvador (BA) Luiz Gustavo Pereira dos Santos – 35 anos, morto no dia 1º de maio, natural de São Paulo (SP) Rafael Ferreira Pinto – 34 anos, morto no dia 1º de maio, natural de Osasco (SP) Ericson Lopes de Abreu – 31 anos, morto no dia 1º de maio, natural de Guarulhos (SP) Luis Silva – 46 anos, morto no dia 1º de maio, natural de São Miguel Arcanjo (SP) Gilvan Moraes da Silva – 45 anos, morto no dia 2 de maio, natural de Marabá (PA) Robson Moura dos Santos – 33 anos, morto no dia 2 de maio, natural de Jacundá (PA) Ronildo Alves dos Santos – 41 anos, morto no dia 8 de maio, natural de São Paulo (SP) Ricardo Aparecido da Silva – 39 anos, morto no dia 10 de maio, natural de Nova Odessa (SP) Janiel Ferreira Araújo – 43 anos, morto no dia 13 de maio, natural de Marabá (PA) Matheus Fernandes, Airton Magalhães, Rafael Ferreira, Jonhathan Camilo, Luiz Gustavo e Ericson Lopes Reprodução Luis Silva, Gilvan Moraes, Robson Moura, Romildo Alves e Ricardo Aparecido Reprodução Cinco suspeitos presos Além dos mortos na operação, cinco suspeitos foram presos pelas forças policiais envolvidas. Dois deles foram capturados pela Polícia Militar na área do cerco da operação Canguçu e os outros três foram presos em Redenção (PA) e em Araguaína (TO) pela Polícia Civil de Mato Grosso. Um dos presos foi apontado pela polícia como principal articulador da tentativa de roubo a transportadora de valores. Outro suspeito contou detalhes do planejamento e disse que o grupo esperava roubar entre R$ 30 e R$ 40 milhões, mas não conseguiu levara nada porque a invasão demorou mais que o esperado e foram surpreendidos pelo sistema de defesa que disparou um tipo de gás na sala do cofre.

Palavras-chave: tecnologia

Polícia indicia homem suspeito de divulgar fotos e vídeos íntimos de ex-namorada em site adulto

Publicado em: 18/03/2026 19:37

A investigação, conduzida pela 66ª Delegacia de Polícia de Miranorte, teve início em outubro de 2025 Reprodução/Instagram de Prefeitura de Rio dos Bois Um homem de 23 anos foi indiciado, nesta quarta-feira (18), por divulgar fotos e vídeos íntimos da ex-namorada nas redes sociais e em um site de conteúdo adulto. A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito que investigava a divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. O caso foi registrado em Rio dos Bois, na região central do estado. A investigação, conduzida pela 66ª Delegacia de Polícia de Miranorte, teve início em outubro de 2025, quando a vítima registrou o boletim de ocorrência. Segundo a polícia, as imagens foram publicadas sem autorização. Como o crime ocorreu no contexto de uma relação de namoro, o caso também foi enquadrado na Lei Maria da Penha. O nome do investigado não foi divulgado, por isso, o g1 não conseguiu localizar a defesa. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Suspeito morre e policial fica ferido durante troca de tiros em Araguaína Imagens mostram queda de caminhão vista de dentro da cabine durante desabamento da ponte JK; VÍDEO Mecânico de máquinas agrícolas desapareceu enquanto ia para córrego em fazenda; buscas continuam Durante as investigações, os policiais reuniram provas que confirmaram a autoria das postagens. O delegado responsável, Heliomar dos Santos Silva, destacou que a conclusão do inquérito reforça o combate a crimes cibernéticos e à violência contra a mulher. “A divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento é uma violência grave, que causa danos profundos à vítima. É fundamental que pessoas que passem por essa situação procurem a delegacia para que possamos investigar e responsabilizar os autores”, afirmou o delegado. Com a conclusão do inquérito, o suspeito foi indiciado, e o caso foi encaminhado à Justiça. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: cibernético

Fundação Rede Amazônica apresenta projetos de educação, meio ambiente e combate à violência à prefeitura e ao Sebrae

Publicado em: 18/03/2026 19:29

Reunião da Fundação Rede Amazônica com a prefeitura de Boa Vista Nalu Cardoso/g1 RR A Fundação Rede Amazônica (Fram) apresentou, nesta quarta-feira (19), uma série de projetos voltados à educação, preservação ambiental e combate à violência doméstica contra mulher durante reuniões com a Prefeitura de Boa Vista e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Entre as iniciativas destacadas está o "Rede Educa", focado em capacitar professores para melhorar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também foi apresentado o projeto "Consciência Limpa", voltado às ações de sustentabilidade, como plantio, reflorestamento e educação ambiental. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🤝 A diretora-presidente da Fram, Cláudia Daou Paixão, avaliou que incluir a prefeitura de Boa Vista nos projetos ajuda a alcançar um público maior pessoas, tendo em vista que o objetivo maior das ações é "contribuir com o desenvolvimento da população local". "Essa parceria com a prefeitura é de total importância para nós, porque, apesar de termos parceiros da iniciativa privada, precisamos muito do poder público para implantar esses projetos e alcançar um número maior de pessoas. Sem esse apoio, não conseguimos ter o impacto que desejamos", disse. Durante o encontro com a gestão municipal, participaram o prefeito Arthur Henrique (PL), a primeira-dama e secretária de Assistência, Nathalia Cortez, além de secretários das áreas de Educação, Meio Ambiente e Comunicação. "Nossa ideia é começar pela educação, trazendo formação para os profissionais da rede municipal de Educação, especialmente com um projeto voltado para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista na nossa rede", acrescentou o prefeito. A reunião com a prefeitura ocorreu na sede da Rede Amazônica, em Boa Vista. A Fram é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica. Bella Causa 🦋 Reunião da Fundação Rede Amazônica com o Sebrae, em Boa Vista Nalu Cardoso/g1 RR A Fundação também apresentou ao Sebrae o projeto Bella Causa, que busca fortalecer ações voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo autonomia, dignidade e desenvolvimento pessoal e profissional. O Sebrae deve entrar na 2ª edição do projeto, para contribuir na etapa de capacitação das participantes. Segundo Karen Telles, gerente de competitividade empresarial, o objetivo da parceria é preparar essas mulheres para uma atuação junto ao mercado. "O Sebrae, com certeza, apoia o projeto Bela Causa e vai apoiar ainda mais a partir de ações que promovam o acesso à capacitação para o mundo dos negócios, ou seja, fomentando o espírito empreendedor e as práticas de empreendedorismo, para que essas mulheres tenham condições, de forma prática e direta, de gerar uma renda capaz de prover seu sustento, sua autonomia, o sustento da família e empreender". Criado e coordenado pela própria Fundação, o Bella Causa foi realizado pela primeira vez em Roraima em janeiro deste ano. No período, foram realizadas várias atividades com mulheres vítima de violência atendidas pela Casa da Mulher Brasileira. O trabalho culminou com o plantio de árvores em Boa Vista. O diretor-executivo da Rede Amazônica Roraima, Joel Cristian Gomes, informou que as reuniões desta quarta-feira foram muito importantes para que a fundadão possa dar sequência aos projetos. "Já fechamos com o Sebrae uma parceria baseada em termos de cooperação e intenção, e acreditamos que, ainda neste semestre, entraremos com o novo projeto do Bela Causa", informou. Fundação Rede Amazônica Em 2026, a Fundação Rede Amazônica completa 41 anos de atuação. Segundo Cláudia, nesse período, a fundação impactou mais de 2 milhões de pessoas de forma indireta, além de contribuir para a formação de diversos profissionais. "A educação segue como o principal pilar da instituição, por ser considerada a principal ferramenta de transformação social", destacou. Entre os projetos desenvolvidos, estão Amazônia Que Eu Quero, uma plataforma que busca despertar o senso crítico e estimular o voto consciente da sociedade. Este ano, o assunto em discussão é a "Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral". A iniciativa propõe discutir como as ferramentas digitais influenciam a participação política e a escolha dos representantes. A diretora-executiva da Fram, Mariane Cavalcanti, informou que a vinda à Roraima é para ampliar o repertório de projetos e para impactar cada vez mais os roraimenses. "É para a gente conhecer um pouco mais do povo da região, para conhecer um pouco mais dessas necessidades, para de fato fazer projetos mais assertivos e que impactem cada vez mais pessoas". Primeira edição do Projeto Bella Causa em Roraima promove inclusão social e ação ambiental Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Divinópolis amplia vagas de vereadores e terá 19 cadeiras na Câmara a partir de 2029

Publicado em: 18/03/2026 19:24

Câmara Municipal de Divinópolis Câmara Municipal de Divinópolis/Divulgação A Câmara de Divinópolis aprovou, em segundo turno, nesta terça-feira (17), o projeto que amplia de 17 para 19 o número de vereadores. A mudança passa a valer a partir da próxima legislatura, em 2029. Segundo a proposta, objetivo é ampliar a representatividade da população no Legislativo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Ao todo, 14 parlamentares votaram a favor da proposta e apenas dois foram contrários. Com a aprovação, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº CM 293/2025 conclui a tramitação no Legislativo municipal. Votaram contra os vereadores Kell Silva (PV) e Vítor Costa (PT). Já os votos favoráveis garantiram a aprovação da matéria em plenário. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Projeto De acordo com o texto do projeto, a mudança busca adequar a legislação municipal aos parâmetros definidos pela Constituição Federal do Brasil, que estabelece que o número de parlamentares deve acompanhar o crescimento populacional. O texto aprovado altera a Lei Orgânica do Município e fixa em 19 o número de cadeiras no Legislativo. Atualmente, Divinópolis possui 17 vereadores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que Divinópolis possui 231.091 habitantes, conforme o Censo 2022. O número representa um crescimento de 8,48% em relação ao levantamento anterior, realizado em 2010. Com base nesses dados, o município poderia ter até 21 vereadores, segundo os limites constitucionais. No entanto, a proposta aprovada fixou o número em 19 cadeiras. O projeto também aponta que o número de vereadores em Divinópolis está congelado desde 2011. Atualmente, a cidade possui a proporção de um vereador para cada 13.593 habitantes. Segundo os autores, esse índice é superior ao de municípios menores da região, o que indica um possível prejuízo à representatividade popular. O texto destaca ainda que diferentes grupos sociais podem não estar devidamente representados no Legislativo municipal, e que o aumento no número de cadeiras amplia as chances de inclusão desses segmentos no processo político. Ainda conforme a justificativa, a ampliação das vagas é vista como um passo importante para o fortalecimento da democracia local. “O aumento do número de cadeiras implica numa natural ampliação da representatividade, o que é impactante para o desenvolvimento de uma democracia madura”, aponta o projeto. Sem aumento de gastos Outro ponto destacado no texto é que o aumento no número de vereadores não deve gerar impacto financeiro aos cofres públicos. Isso porque o repasse de recursos ao Legislativo municipal já é limitado pela Constituição e definido com base na população. Assim, mesmo com a ampliação de cadeiras, o orçamento da Câmara permanece dentro do teto legal. Com isso, caberá à própria Câmara reorganizar internamente os recursos disponíveis para atender à nova composição. LEIA TAMBÉM: Vereadores aumentam os salários da próxima legislatura em 42% Lei aumenta salários dos vereadores de Divinópolis para R$ 17 mil Adequação à legislação A proposta também leva em consideração as atualizações trazidas pela Emenda Constitucional nº 58, que redefiniu os critérios para a composição das Câmaras Municipais em todo o país. Segundo os autores, a medida representa apenas uma adequação da Lei Orgânica aos parâmetros constitucionais já vigentes, sem extrapolar os limites permitidos. Com a aprovação, o novo número de vereadores passa a valer nas próximas eleições municipais. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

Apresentado após temporal, projeto que queria ressarcir famílias que perderam móveis em enchentes é considerado ilegal em Sorocaba

Publicado em: 18/03/2026 19:24

Imagens de drone mostram estragos do temporal em Sorocaba Luís Carlos Xiru/TV TEM O projeto de lei que criava um programa para ressarcir vítimas de enchentes em Sorocaba (SP) foi considerado ilegal e inconstitucional pelo setor jurídico da Câmara Municipal. Segundo o parecer, a proposta é de iniciativa exclusiva do prefeito e, além disso, já existe uma lei parecida na cidade. A proposta havia sido protocolada um dia após o temporal que causou uma morte na cidade em março. O parecer jurídico, assinado pela procuradora Roberta dos Santos Veiga, aponta dois problemas principais. O primeiro diz respeito à duplicidade, já que na cidade já há uma lei que trata do tema, de 2023, e que já está regulamentada. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O segundo diz respeito à invasão de competência, já que esse tipo de iniciativa deve ser apresentada somente pelo prefeito. PL em Sorocaba quer ressarcir famílias que perderam móveis em enchentes "Não bastasse o vício de técnica legislativa apontado, cabe salientar que embora a fixação de determinados objetivos possa, em alguns casos, ser de iniciativa do Poder Legislativo, a definição dos meios para alcançá-los é atribuição privativa do Poder Executivo, sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes." Assim, o projeto, de autoria de Caio Oliveira (Republicanos), foi considerado ilegal e inconstitucional pelo jurídico. E agora? Apesar do parecer negativo, o projeto não foi arquivado automaticamente. Ele segue para a Comissão de Justiça da Câmara, que pode concordar ou não com a análise jurídica. Se a comissão concordar com o parecer: o vereador pode arquivar o projeto ou tentar derrubar o parecer em votação no plenário. Se a comissão ignorar o parecer: o projeto segue para votação normalmente. Mesmo que seja aprovado pelos vereadores, o prefeito ou o Ministério Público podem acionar a Justiça para anular a lei por inconstitucionalidade. Caio Oliveira ressaltou que cabe à Comissão de Justiça se manifestar sobre a constitucionalidade e a legalidade das proposições. "Assim, é precipitado classificar o projeto como ilegal ou inconstitucional antes da publicação do parecer do órgão regimentalmente competente." Sobre o projeto A proposta barrada previa o ressarcimento para moradores de imóveis regularizados que perdessem bens essenciais em enchentes. Teriam direito aos benefício os moradores que comprovassem que vivem em uma área atingida e que o imóvel é regularizado. O ressarcimento poderia ser feito de três formas: indenização em dinheiro, vouchers para compra de novos produtos ou entrega direta de móveis e eletrodomésticos. O projeto lista quais itens essenciais podem ser repostos. Veja abaixo: Geladeiras; Fogões; Máquinas de lavar; Camas; Colchões; Armários básicos. O texto também estabelece que famílias em situação de vulnerabilidade social terão prioridade para receber o benefício, com base em critérios a serem definidos. Chuva forte alaga ruas e causa transtornos na região de Sorocaba Reprodução/TV TEM Parque Campolim, zona sul de Sorocaba (SP) ficou alagado pela forte chuva deste sábado (7). Reprodução/Noemi Ramon Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

Câmara de SP aprova em 1ª votação a mudança de nome da Rua Peixoto Gomide

Publicado em: 18/03/2026 19:16

Projeto de lei quer mudar nome da Rua Peixoto Gomide em SP A Câmara Municipal de São Paulo, aprovou nesta quarta-feira (18), em primeira votação, o projeto de lei que propõe alterar o nome a Rua Peixoto Gomide, que passa pelos bairros Bela Vista e Jardim Paulista, na região central da capital, por Rua Sophia Gomide. Foram 33 votos favoráveis e nenhum contrário. O texto ainda precisa passar por segunda votação para ser aprovado. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) já afirmou que pretende sancionar, caso seja aprovado pela Câmara Municipal, o projeto de lei. "O que a Câmara está fazendo hoje é uma reparação, porque feminicida não pode ser herói. Nós estamos no mês das mulheres, um mês onde temos o compromisso de combater qualquer violência de gênero", afirmou a vereadora e autora do projeto Silvia Ferrraro, da Bancada Feminista (PSOL). 🔍 A Câmara Municipal de São Paulo realiza duas votações para projetos de lei como forma de garantir maior debate, análise e transparência no processo legislativo. Isso permite que o texto seja revisado após a primeira aprovação, com possível retorno às comissões para emendas antes da votação final. Se aprovado em segunda votação, o PL vai para sanção ou veto do prefeito Ricardo Nunes. Reprodução A mudança busca reparar uma homenagem concedida ao senador Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior, que matou a própria filha, Sophia Gomide, em 1906 por não aceitar o casamento dela. A proposta faz parte da campanha “Feminicida não é herói”, que reúne iniciativas para impedir homenagens públicas a autores de feminicídio na cidade. O prefeito disse que "homenagear alguém que matou uma pessoa já não é correto, ainda mais uma filha" e que irá sancionar a lei, havendo respaldo legal. Proposta quer rebatizar rua entre Jardins e Bela Vista como Sophia Gomide. Projeto busca impedir homenagens públicas a autores de feminicídio e ainda precisa ser votado no plenário. Reprodução/TV Globo Tramitação A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal aprovou, na quarta-feira (11), o projeto de lei que ainda precisa passar por votação no plenário da Casa. O projeto é de autoria das vereadoras Silvia Ferrraro, da Bancada Feminista (PSOL), e Luna Zarattini (PT), coautora do projeto. O parecer de legalidade foi aprovado em reunião na quarta, na CCJ, comissão responsável por analisar se os projetos são constitucionais antes de seguirem para votação no plenário. O único voto contrário foi do vereador Lucas Pavanato (PL). LEIA MAIS: Peixoto Gomide: conheça mais sobre político que matou a própria filha e que é nome de avenida no interior de SP Projeto de lei em tramitação na Câmara da capital quer mudar nomes de ruas que homenageiam homens que mataram mulheres As autoras afirmam que o objetivo da proposta é fazer uma reparação histórica e dar dignidade à memória de Sophia Gomide. “Precisamos refletir sobre, e contestar, os nomes dos espaços em que pisamos, não só para que feminicidas não sejam exaltados, mas para que cada vez mais mulheres possam receber o destaque que lhes cabe”, disseram as vereadoras na justificativa do projeto. Nomes de ruas Além da Rua Peixoto Gomide, há outras vias citadas na mesma campanha e em projetos de lei ligados ao tema. São elas: Rua Moacir Piza / Cerqueira César (Centro)– a proposta é mudar o nome para Nenê Romano, mulher assassinada pelo ex-companheiro Moacir Piza em 1923. Rua Alberto Pires / Pirituba (Zona Norte) – proposta de alteração para Dona Leonor de Camargo Cabral. Outro projeto relacionado ao tema (PL 483/2025), que proíbe a futura denominação de ruas e logradouros públicos com nomes de pessoas que tenham cometido feminicídio, já foi aprovado em primeira votação na Câmara. A expectativa é que a segunda votação aconteça ainda em março. Se aprovado, o texto seguirá para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Peixoto Gomide: político homenageado em escola, rua e praça protagonizou tragédia familiar

Palavras-chave: câmara municipal

Operação destrói garimpos ilegais e expõe crateras, rios contaminados e devastação em área protegida de Carajás

Publicado em: 18/03/2026 19:05

Megaoperação de combate a garimpos ilegais é realizada na região do Carajás, no Pará Uma megaoperação realizada na região de Carajás, no sudeste do Pará, expôs um cenário de devastação ambiental com crateras abertas, rios contaminados e áreas de floresta destruídas pelo garimpo e pela extração ilegal de madeira. A ação, chamada “Marco Zero”, durou sete dias e resultou na destruição de estruturas usadas por garimpeiros e madeireiros ilegais dentro de áreas protegidas. Imagens aéreas mostram acessos clandestinos cortando a vegetação e levando até áreas de exploração, onde o solo foi transformado em grandes crateras com lama e água contaminada. A operação ocorreu no Mosaico de Carajás, área de cerca de 800 mil hectares que abrange municípios como Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e São Félix do Xingu. Durante a ação, foram identificadas estruturas completas de garimpo, com acampamentos, máquinas pesadas e uso de tecnologia via satélite. Ao todo, 15 escavadeiras hidráulicas foram destruídas, além de motores, geradores, transformadores e mais de 12 mil litros de combustível. O prejuízo estimado aos responsáveis ultrapassa R$ 8 milhões. Também foram apreendidos mais de 100 metros cúbicos de madeira, incluindo castanheira, espécie protegida. Os impactos ambientais atingem diretamente rios como Itacaiunas, Azul e Verde, com água turva e sinais de assoreamento que comprometem a fauna e a flora da região. Ao todo, 37 acampamentos foram destruídos. Ninguém foi preso, mas 14 pessoas foram abordadas durante a operação. As investigações continuam e novas ações devem ser realizadas para tentar conter o avanço do crime ambiental na região. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse as principais notícias do estado no g1 Pará.

Palavras-chave: tecnologia

DDM de Piracicaba registra três medidas protetivas por dia e delegada admite sobrecarga

Publicado em: 18/03/2026 19:05

DDM de Piracicaba registra três medidas protetivas por dia e delegada admite sobrecarga A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba (SP) registrou 1,1 mil pedidos de medida protetiva em 2025, o equivalente a três por dia. Segundo a delegada responsável pela unidade, Olívia dos Santos Fonseca, a delegacia está “sobrecarregada”. A informação foi passada durante evento para a assinatura do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, na Câmara de Piracicaba, nesta quarta-feira (18). "Temos um grande fluxo na DDM de Piracicaba. Imaginem só: 1,1 mil pedidos de medida registrados, fora os pedidos de prisão, os pedidos de preventiva, os pedidos de busca e apreensão, os crimes sexuais. Então, é uma unidade sobrecarregada. É uma unidade que precisa, sim, de uma atenção", disse. O g1 solicitou posicionamento para a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a reportagem será atualizada quando obtiver retorno. Siga o g1 Piracicaba no Instagram 📲 Além do número, Olívia apontou problemas na sede da DDM, que funciona na Rua Alferes de José Caetano, 1.018, no Centro. “Infelizmente, hoje em dia a gente trabalha em um prédio que não tem acessibilidade, que não tem espaço para convênio com faculdades de psicologia, com faculdades de assistência social, porque é importante esses profissionais dentro da DDM", afirmou. Ela relembrou o projeto de construção de um novo prédio para a delegacia, no cruzamento da Avenida Professor Alberto Vollet Sachs com a Rua Santa Catarina, no bairro Nova América. "Esperamos com muita ansiedade a construção do nosso prédio da DDM, a cargo do governo estadual. Nós temos um terreno doado, nós temos um projeto concluído e precisamos de um orçamento para construir um prédio que seja digno a atender as mulheres de Piracicaba que tanto precisam desse atendimento", declarou. A doação do terreno foi oficializada em abril de 2025 e, em agosto do mesmo ano, a Polícia Civil informou que prepara a licitação para a obra e aguarda liberação de verba. Não há previsão de prazo para entrega do prédio. Ataques Olívia dos Santos Fonseca, delegada titular da DDM de Piracicaba, durante evento na Câmara Municipal Guilherme Leite/Câmara de Piracicaba A delegada também cobrou a criminalização da misoginia e ressaltou que, atualmente, na internet, movimentos têm feito as pessoas se sentirem no direito de atacar as mulheres. Olívia contou que ela mesma foi alvo de ataques devido ao cargo que ocupa. Segundo ela, essas situações também se estendem para a política. “É como se não fosse direito nosso ocupar o espaço. Como se não fosse direito de a mulher negra, a mulher trans, a mulher sis, a mulher ocupar o espaço na política. Nós precisamos de mulheres para fazer política para mulheres”, comentou. Números De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), do total de medidas solicitadas em Piracicaba no ano passado, 953 foram concedidas, 22,5% a mais do que em 2024. Números de medidas concedidas na região de Piracicaba Pacto Nacional Contra o Feminicídio O Pacto Nacional contra o Feminicídio foi assinado com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O documento cobra celeridade nos processos relacionados à violência contra mulheres e reforça medidas como funcionamento contínuo das delegacias especializadas, ampliação das políticas municipais e orientação para uso do Ligue 180. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Conheça a tecnologia que alerta sobre deslizamentos e acidentes naturais na Rodovia Mogi-Bertioga

Publicado em: 18/03/2026 18:50

Mogi-Bertioga conta com tecnologia para prevenção de ocorrências a partir de deslizamentos Divulgação / Concessionária Novo Litoral A rodovia Mogi-Bertioga, um dos principais acessos ao litoral de São Paulo, conta com uma tecnologia voltada à prevenção de acidentes naturais e à segurança dos motoristas. Trata-se de cinco pluviômetros instalados pela Concessionária Novo Litoral (CNL), responsáveis por monitorar o volume de chuvas e emitir alertas imediatos sobre risco de deslizamentos e necessidade de interdições. Historicamente classificada como área de risco, sobretudo em períodos de chuvas intensas, a Mogi-Bertioga passou a contar com o sistema em novembro. Desde então, segundo a concessionária, não houve registro de acidentes provocados por ocorrências naturais no trecho monitorado. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Como medida preventiva, com base nos dados coletados pelos pluviômetros, a rodovia foi interditada em três ocasiões consideradas de “alto risco” para os motoristas devido às fortes chuvas. Os bloqueios ocorreram nos dias 4 e 19 de janeiro e em 22 de fevereiro. A via registra um fluxo médio diário de aproximadamente 30 mil veículos, número que pode ultrapassar 60 mil veículos por dia durante feriados prolongados e períodos de alta temporada, de acordo com a CNL. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Onde estão os pluviômetros Segundo a concessionária, os equipamentos foram instalados em setembro de 2025 e começaram a operar em novembro do mesmo ano. São três pluviômetros em Bertioga e dois em Mogi das Cruzes, distribuídos ao longo de um trecho de aproximadamente 20 quilômetros da rodovia. Como funciona o sistema Os dados coletados pelos pluviômetros são monitorados em tempo real no Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária. Após análise das equipes técnicas, caso seja identificado risco à segurança, as orientações são emitidas de forma imediata aos usuários. De acordo com a CNL, a comunicação ocorre por meio dos canais oficiais da concessionária, como site e redes sociais, Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) instalados ao longo da rodovia, além de sinalização viária, apoio do policiamento rodoviário e operadores de tráfego. Aumento de volume em 2026 Ainda segundo a concessionária, a comparação entre os últimos meses de 2025 e os primeiros de 2026 mostra que o volume acumulado de chuvas mais que dobrou em relação à média histórica, reforçando a importância da tecnologia para monitoramento e resposta rápida. Levantamento desde a implantação da tecnologia Novembro - 2025 Acumulado CNL (mm): 355mm Média Histórica Bertioga (mm): 249mm diferença: +43% Dezembro - 2025 Acumulado CNL (mm): 340 mm Média Histórica Bertioga (mm): 302 mm diferença: +13% Janeiro - 2026 Acumulado CNL (mm): 794 mm Média Histórica Bertioga (mm): 413 mm      diferença: +92% Fevereiro - 2026 Acumulado CNL (mm): 760  Média Histórica Bertioga (mm): 337   diferença: +126% VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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Ministra das Mulheres comenta prisão de tenente-coronel suspeito de matar esposa PM e tentar forjar suicídio: 'Que seja investigado o mais rápido possível'

Publicado em: 18/03/2026 16:31

Márcia Lopes participa de encontros contra o feminicídio em Piracicaba A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, comentou sobre a prisão do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto nesta quarta-feira (18). Ele é investigado como suspeito de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano. Inicialmente, o crime foi registrado como suicídio e, depois, passou a ser tratado como feminicídio. Em entrevista à EPTV, afiliada da Globo para Piracicaba e região, a ministra disse que o caso precisa ser investigado com com rapidez. "E lamentável qualquer atitude agressiva e de alguém que, a rigor, deveria [agir] como uma liderança, deveria ser exemplo de humanidade, exemplo nessa convivência pacífica possa ter cometido isso. Será investigado, é claro. Mas, nós queremos justiça. Que bom ele foi detido. E que essa investigação seja o mais rápido, aconteça o mais rápido possível", comentou. Siga o g1 Piracicaba no Instagram Veja o momento que tenente-coronel deixa condomínio com policiais no interior de SP A titular da Pasta esteve em Piracicaba (SP) para assinatura do Pacto Brasil Contra o Feminicídio na cidade, lançado pelo Governo Federal em fevereiro, com o objetivo de fortalecer as ações governamentais de proteção às mulheres, em todas as esferas de poder. "Nossa nossa orientação é essa mesmo. Que quando há uma situação de morte dentro das casas das mulheres, das casas dos casais, das pessoas, das famílias, isso seja caracterizado como feminicídio. E, em seguida é verificado se é ou não. Mas, geralmente é", comentou. Ministra das Mulheres assina Pacto Nacional Contra o Feminicídio na Câmara de Piracicaba Claudia Assencio/g1 O que temos visto é que, em uma situação com essas características, é um feminicídio. O queremos é justiça. Ele disse, inicialmente, que a esposa se matou e a família dela questionou isso, contestando a versão dele", comentou. 'Nunca espera para denunciar' A ministra das Mulheres também reforçou a importância de se denunciar qualquer tipo de agressão, verbal ou física. "Um feminicídio acontece depois de muitas situações. Por isso, temos o Ligue 180 e orientamos que uma mulher nunca espere para denunciar, porque um xingamento, um empurrão, um tapa, uma agressão física qualquer, isso tudo já é um indício de que esta pessoa, esse parceiro ou ex-marido já tem uma intenção. E num momento dado, isso acaba acontecendo. Independentemente de quem seja essa mulher. Independente de quem seja esse agressor, do cargo que ele ocupe, da função que ele tenha", completou. Pacto Nacional Contra o Feminicídio O Pacto Nacional contra o Feminicídio foi assinado na Câmara Municipal de Piracicaba na manhã desta quarta-feira (18) com a participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O documento cobra celeridade nos processos relacionados à violência contra mulheres e reforça medidas como funcionamento contínuo das delegacias especializadas, ampliação das políticas municipais e orientação para uso do Ligue 180. Após a agenda em Piracicaba, a ministra seguiu para compromissos em Hortolândia (SP) e Campinas (SP), onde participa de reuniões na Câmara Municipal e no Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Justiça do Trabalho, no bairro Ponte Preta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais noticias sobre a região na página do g1 Piracicaba.

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Anker lança nova power bank de 20.000 mAh e 87W; veja preço e especificações

Publicado em: 18/03/2026 15:59 Fonte: Tudocelular

A Anker lançou uma nova power bank na China nesta quarta-feira (18). O produto se destaca por fornecer uma capacidade total de 20.000 mAh e suportar uma saída combinada máxima de até 87W. Em seu design, o dispositivo entrega um display de LED na porção frontal, com o indicador do nível de bateria. Também há um corpo com acabamento em preto fosco e um sistema que armazenamento de cabos integrado. Além disso, a tecnologia ActiveShield permite controlar os níveis de calor para evitar superaquecimentos.O acessório contém um cabo USB Tipo-C embutido, com suporte a entrada e saída de 65W. Também estão presentes uma porta USB-C e uma USB-A. O carregamento da primeira é capaz de chegar a 65W de potência, enquanto a segunda atinge até 22,5W. Combinadas, ambas alcançam cerca de 87W.Clique aqui para ler mais

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Seid leva serviços para pessoas com deficiência a quatro municípios do Piauí

Publicado em: 18/03/2026 15:40

População atendida em diversos municípios Ascom Secid O Governo do Piauí, por meio da Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), vai levar, nesta quinta-feira (19), o Projeto Inclusão Itinerante para os municípios de Esperantina e Boa Hora. Na segunda-feira (23), será a vez da população das cidades de Coronel José Dias e São Raimundo Nonato serem beneficiadas pela ação. O projeto tem o objetivo de descentralizar os serviços da Seid, realizando as atividades por meio de um motorhome, com auxílio de mesas, cadeiras e uma barraca toldo. Os atendimentos oferecidos são: emissão de Carteira de Identificação do Autista, Passe Livre Intermunicipal, Passe Livre Cultura e Nova Carteira de Identidade Nacional com identificação do tipo de deficiência, em parceria com o Instituto de Identificação Digital Félix Pachêco. Segundo o secretário para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Mauro Eduardo, o Inclusão Itinerante facilita o acesso das pessoas com deficiência a direitos e benefícios importantes. “Nós já percorremos vários municípios desde o início do projeto, levando informações, ações e serviços que melhoram a qualidade de vida dessas pessoas”, disse o gestor. Atendimento à população Ascom Secid Cronograma - Esperantina – Dia: 19/03/2026 (quinta-feira); Horário: 8h às 12h; Endereço: Apae de Esperantina – Rua Patriotino Lages Rebelo, 463, Centro; - Boa Hora – Dia: 19/03/2026 (quinta-feira); Horário: 14h às 18h; Endereço: Câmara Municipal Avenida Pedro Coelho de Resende, Centro; - Coronel José Dias – Dia: 23/03/2026 (segunda-feira); Horário: 8h às 12h; Endereço: CRAS – Avenida JK, s/n, Centro; - São Raimundo Nonato – Dia: 23/03/2026 (segunda-feira); Horário: 14h às 18h; Endereço: Associação Sãoraimundense de Deficientes Físicos (Asadef) – Rua Manoel Pereira do Nascimento, Bairro Baixão da Guiomar. Van itinerante leva serviços à população Ascom Seid

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Brazão é transferido para Bangu 8, presídio que abriga presos de perfil político e midiático; relembre

Publicado em: 18/03/2026 15:40

Presidiários de Bangu 8 comemoram aniversário com direito a bolo O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) Domingos Brazão, condenado como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, foi transferido para Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A transferência foi confirmada ao g1 pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A ida para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, volta a colocar em evidência uma das unidades mais conhecidas do sistema prisional fluminense. O local é destinado a presos considerados de perfil político ou midiático. Domingos Brazão, em entrevista ao documentário 'Marielle' TV Globo/Reprodução No último dia 25 de fevereiro, a 1ª Turma do STF condenou o conselheiro a 76 anos e 3 meses de prisão, por participação como mandante no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018. Antes, Brazão estava no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Agora, voltou a ocupar uma das celas de Bangu 8, presídio que já recebeu políticos, empresários e ex-agentes públicos envolvidos em casos de grande repercussão nacional, especialmente em investigações de corrupção. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Quem já passou por Bangu 8 Diversos nomes conhecidos da política e do empresariado brasileiro já estiveram custodiados na unidade prisional. Confira abaixo. Parte do Complexo Penitenciário de Gericinó visto do alto Reprodução/TV Globo Sérgio Cabral Ex-governador do Rio, Cabral foi preso em 2016 na Operação Lava Jato, acusado de comandar um esquema de corrupção no governo estadual. Cabral ficou em Bangu 8 junto com outros investigados ligados ao caso e foi transferido para prisão domiciliar em 2022. Eduardo Cunha O ex-presidente da Câmara dos Deputados, foi preso na Lava Jato em 2016. Em 2017 e 2018, Cunha chegou a ficar custodiado em Bangu 8. Atualmente cumpre prisão domiciliar preventiva. O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha foi transferido nesta sexta (31) para o Rio de Janeiro. Ele cumprirá pena no presídio de Bangu 8 Daniel Castelo Branco/Agência O Dia/Estadão Conteúdo Anthony Garotinho O ex-governador do Rio Anthony Garotinho também esteve preso em Bangu 8. Em 2017, após ser detido pela Polícia Federal em investigações sobre crimes eleitorais no estado, ele foi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó. A transferência ocorreu depois de Garotinho relatar uma suposta agressão enquanto estava preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que imagens das câmeras não confirmaram a versão apresentada e determinou a remoção do ex-governador para Bangu 8. Garotinho é transferido para Bangu depois de simular agressão Roberto Jefferson Ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson foi transferido para Bangu 8 após prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal em 2022. Em fevereiro desse ano, Moraes rejeitou os últimos recursos da defesa do ex-deputado e determinou que o político comece a cumprir pena definitiva em regime fechado. Roberto Jefferson em presídio no Rio Montagem/g1 Na decisão, o ministro do STF autorizou que o político permaneça em prisão domiciliar, e continue submetido às medidas cautelares determinadas em maio do ano passado, como monitoramento por tornozeleira e proibição de uso de redes sociais. Dr. Jairinho O ex-vereador do Rio Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi preso em 2021 acusado pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. Ele ficou custodiado em Bangu 8 e teve a prisão mantida pelo STF em 2023. Gabriel Monteiro O ex-vereador do Rio e ex-policial militar Gabriel Monteiro também já esteve custodiado em Bangu 8. Ele foi preso preventivamente em novembro de 2022, acusado de estupro contra uma jovem de 23 anos, após investigação conduzida pela Polícia Civil. Veja foto de Gabriel Monteiro ao dar entrada no sistema penitenciário Divulgação/SEAP Monteiro teve o mandato cassado pela Câmara Municipal meses antes da prisão, em agosto de 2022, por quebra de decoro parlamentar, após denúncias envolvendo a conduta dele em gravações para redes sociais e acusações de assédio moral e sexual contra ex-assessores. Após a prisão, ele passou por unidades do sistema penitenciário fluminense e chegou a ficar em Bangu 8. Fabrício Queiroz O ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro, também já esteve preso em Bangu 8. Ele foi detido em junho de 2020, em Atibaia (SP), durante investigação do Ministério Público do Rio sobre um esquema de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Após a prisão, Queiroz foi transferido para o Rio de Janeiro e ficou custodiado no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu 8. Meses depois, o Superior Tribunal de Justiça concedeu prisão domiciliar a ele e à mulher, Márcia Oliveira de Aguiar, também investigada no caso. Eike Batista O empresário Eike Batista foi preso em 2017 durante investigações relacionadas à Lava Jato. Eike chegou a ficar em Bangu 8 antes de obter autorização da Justiça para cumprir prisão domiciliar. Dario Messer Conhecido como “doleiro dos doleiros”, Messer foi preso após ficar foragido e também passou pela unidade durante as investigações sobre esquemas de lavagem de dinheiro. Dario Messer Jornal Nacional André Esteves O banqueiro André Esteves, então presidente do BTG Pactual, também passou por Bangu 8 após ser preso em 2015 na Operação Lava Jato. A prisão foi determinada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de tentativa de obstruir investigações relacionadas à Petrobras. Após deixar a carceragem da Polícia Federal, Esteves foi transferido para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, onde ficou em cela individual enquanto durou a prisão temporária. Salvatore Cacciola Ex-banqueiro condenado por crimes financeiros ligados ao Banco Marka, foi extraditado de Mônaco para o Brasil em 2008. Ele ficou preso em Bangu 8 por cerca de três anos e obteve liberdade condicional em 2011. Álvaro Lins Ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, também esteve custodiado na unidade após investigações sobre corrupção. Álvaro Lins é reintegrado à Polícia Civil do RJ Reprodução/TV Globo Outros presos ligados à política Além dos nomes mais conhecidos, Bangu 8 também já recebeu outros políticos e ex-integrantes do governo estadual investigados em diferentes operações. Entre eles estão os ex-deputados estaduais André Corrêa e Chiquinho da Mangueira, presos em 2018 em desdobramentos de investigações sobre corrupção na Assembleia Legislativa do Rio. Também passaram pela unidade ex-integrantes da administração estadual, como o ex-secretário Raphael Montenegro, preso em 2021.

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Governo do PI investe R$ 23 milhões em armamentos e fardamentos para policiais

Publicado em: 18/03/2026 15:33

Policiais militares terão novo uniforme Ascom PM O Governo do Piauí, por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP-PI), realizará, na próxima sexta-feira (20), a solenidade de entrega de armamentos para as Polícias Civil (PC-PI) e Militar (PM-PI), além da apresentação e implantação dos novos uniformes da PM. O investimento totaliza mais de R$ 23 milhões. A cerimônia será realizada às 11h30, no Quartel do Comando-Geral da PM, na Avenida Higino Cunha, no bairro Cristo Rei, zona sul de Teresina. O evento, que reunirá autoridades civis e militares, oficiais e praças da PM, terá caráter institucional e simbólico. Ele marca o fortalecimento da segurança pública no Piauí, por meio da modernização de equipamentos e padronização de fardamentos para os agentes. Para o secretário da Segurança Pública, Antonio Luiz, a entrega representa mais um passo no processo de fortalecimento e na valorização dos agentes. “Esse investimento reflete o compromisso do Governo do Estado em potencializar as nossas forças de segurança e oferecer melhores condições de trabalho, Estamos avançando na modernização das instituições, garantindo que nossos agentes tenham estrutura, tecnologia e padronização adequadas”, frisou o gestor. Novas armas Serão entregues ao todo 7.701 pistolas semiautomáticas Glock, das quais 1.377 unidades serão destinadas à Polícia Civil e 5.694 à Polícia Militar. O investimento, superior a R$ 13,5 milhões, é custeado com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Fardamentos modernos O novo fardamento, com investimento superior a R$ 9,5 milhões, adota conceito moderno priorizando funcionalidade, padronização e desempenho no serviço policial. Serão entregues 15 mil uniformes para a PM-PI, cada um composto por camisa modelo combat shirt, calça tática, cobertura adequada à unidade, coturno e identificação visual, também adquiridos com recursos do FNSP. Além disso, os novos trajes apresentam identificação clara e regulamentada, com a bandeira do Piauí na manga direita, o símbolo da PM-PI na manga esquerda, o distintivo das Polícias Militares no peito, a tarja de identificação com nome de guerra e tipo sanguíneo, bem como as insígnias de posto ou graduação, conforme o quadro e a unidade de atuação. “O uniforme foi pensado para oferecer mais conforto, funcionalidade e padronização ao policial no exercício da sua missão. Modernizamos a farda, fortalecendo a identidade institucional, sem perder a essência, a disciplina e o compromisso de servir e proteger a sociedade piauiense”, disse o coronel Scheiwann Lopes, comandante-geral da Polícia Militar.

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Cientistas brasileiros buscam vírus, remédios e respostas na Antártica; veja como é a rotina

Publicado em: 18/03/2026 15:12

Cientistas brasileiros buscam vírus, remédios e respostas na Antártica; veja como é a roti O continente mais frio e isolado da Terra costuma aparecer na televisão como um deserto branco dominado por gelo e silêncio. Para os cientistas que trabalham ali, porém, o cenário é bem diferente. Sob a neve, no solo congelado e até no ar, existe um universo invisível de microrganismos que pode revelar desde ameaças globais até novos caminhos para a medicina. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp É nesse ambiente extremo que pesquisadores brasileiros atuam por meio do programa Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no projeto Fioantar, desenvolvido dentro do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A iniciativa investiga vírus, bactérias e fungos que vivem no continente gelado e busca entender como eles podem influenciar a saúde humana, animal e ambiental. A nova fase do programa começou em janeiro de 2026, ampliando a vigilância de patógenos e a pesquisa sobre a biodiversidade microscópica da Antártica. Pesquisadores da Fiocruz chegam à Antártica para nova etapa do projeto Fioanter Veja mais notícias do Terra da Gente: VEJA: 'Foi rápido', diz morador que filmou carcará com quero-quero nas garras VÍDEO: Emas atravessam o Rio Grande nadando; comportamento é pouco conhecido VÍDEO: Médico fica a 15 metros de distância de onça-parda no interior de SP O esverdeamento da Antática Coordenadora adjunta do projeto, a pesquisadora Adriana Vivoni explica que o trabalho vai muito além de coletar amostras. “Quando as pessoas olham a Antártica pela televisão, elas veem apenas gelo. Mas a Antártica está passando por um processo de esverdeamento e cada vez encontramos menos gelo, principalmente na Península Antártica, que é a região mais próxima da América do Sul”, afirma. Segundo ela, o objetivo central da pesquisa é compreender o que vive ali e quais são os riscos e oportunidades escondidos nesse universo microscópico. “A biodiversidade antártica é um tesouro ainda muito pouco explorado. Nosso projeto tenta reconhecer essa biodiversidade, saber o que temos aqui, o que pode ser trazido do continente e também qual é o potencial dessa microbiota — tanto patogênico quanto de uso na saúde e na biotecnologia.” Como é viver e acordar na Antártica A vida no gelo: Brasileiros buscam curas e novos vírus na Antártica A rotina científica acontece na Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira instalada na Península Antártica. Ali, o cotidiano pode mudar completamente de um dia para o outro. “Cada dia é diferente. Um dia você acorda com céu azul e mar azul, sem nenhuma nuvem. No dia seguinte está nevando. No outro tem nevoeiro e você mal consegue ver a baía na frente da estação”, conta Adriana. Mas existe um detalhe que marca profundamente quem passa semanas ou meses ali: a luz constante. “O que mais me impressiona não é o vento nem o gelo. É a presença da luz. Dependendo da época do ano, meia-noite ainda está claro e às três da manhã já está claro de novo. Você praticamente não vê a noite.” Outra surpresa para quem imagina um continente silencioso é justamente o oposto. “A gente pensa que a Antártica é silenciosa, mas aqui não tem muito silêncio. Ou é o barulho do vento ou é o barulho da vida — da fauna, dos pássaros, dos mamíferos.” Apesar do ambiente hostil, pequenos detalhes criam memórias marcantes para os pesquisadores. “Quando a estação começa a acordar, você desperta com o cheirinho de pão sendo feito aqui mesmo. O café da manhã com cheiro de pão fresco é uma memória afetiva muito forte.” Quem manda é o clima A Estação Comandante Ferraz, mantida pelo Brasil no continente mais ao sul do planeta Fioantar Trabalhar na Antártica exige adaptação constante. Diferente dos laboratórios no Brasil, onde quase tudo é controlado, no continente gelado quem define a rotina é o clima. “Nós somos pesquisadores acostumados a trabalhar em laboratório com condições controladas. Aqui é completamente diferente. Quem manda é o tempo”, diz Adriana. Saídas de campo planejadas com semanas de antecedência podem ser canceladas em poucos minutos. Mesmo quando as equipes conseguem chegar ao local de coleta, a situação pode mudar rapidamente. “Planejamos ficar três ou quatro horas em campo, mas de repente o tempo vira. A estação ou o navio chama e diz: ‘tem que voltar porque o tempo mudou’. E a gente volta.” A segurança das equipes é prioridade e toda a logística depende da Marinha do Brasil, responsável pelo transporte, hospedagem e operações científicas. “São eles que trazem a gente para cá, que nos levam aos pontos de coleta e cuidam de toda a infraestrutura.” Vírus, biodiversidade e novos medicamentos Presença de vegetação no continente antártico tem avançado e preocupa especialistas MapBioma-Antártica O Fioantar trabalha em duas grandes frentes: vigilância em saúde e bioprospecção — a busca por substâncias naturais com potencial medicinal. Uma das preocupações dos pesquisadores é entender como vírus e outros patógenos circulam entre a Antártica e outros continentes. Recentemente, por exemplo, a equipe acompanhou a disseminação da influenza aviária. “Tivemos a oportunidade de acompanhar a epidemia de influenza aviária de alta patogenicidade e traçar a rota desse patógeno até a Antártica”, explica Adriana. Os cientistas investigam se vírus podem chegar ao continente por aves migratórias ou correntes oceânicas — e também se o caminho inverso é possível. “A gente quer saber se esses patógenos podem, em um eventual degelo, ser carregados para a América do Sul ou outros continentes.” Além disso, existe uma preocupação crescente com microrganismos antigos presos no gelo. “Solo e gelo congelados há milhares de anos estão sendo expostos ao ambiente. A gente ainda não sabe o que esse material contém e o que ele pode liberar.” Ao mesmo tempo, a Antártica pode esconder soluções para problemas médicos. Microrganismos que sobrevivem ao frio extremo desenvolveram estratégias bioquímicas únicas. Essa adaptação pode gerar compostos valiosos. “As enzimas que eles produzem são ouro. São uma fonte inesgotável de produtos que podem ser usados em processos industriais, em kits de diagnóstico e até em medicamentos.” Segundo a pesquisadora, muitos desses organismos produzem substâncias antibióticas. “Como a competição por nutrientes é enorme, eles precisam produzir substâncias para inibir outros microrganismos. Por isso é muito comum que produzam compostos com ação antibiótica.” Alguns também apresentam potencial antitumoral. “É uma linha que exploramos muito no projeto.” O que mais impressiona no continente gelado Registro de geleira na Antártica feito pelo fotógrafo Adriano Kirihara Adriano Kirihara/Arquivo pessoal Apesar da ciência ser o foco da missão, a experiência de viver na Antártica também transforma a forma como os pesquisadores enxergam o planeta. Para Adriana, um dos fenômenos mais impactantes é o chamado “esverdeamento” do continente. “A primeira coisa que a gente percebe é a perda de gelo. Dependendo da época do ano, quase não encontramos mais gelo em algumas áreas". Essa mudança reforça a importância da pesquisa científica no local. Mas o aspecto humano também pesa. A distância da família é um dos maiores desafios. “Todo mundo sente falta da família. Você deixa sua vida no Brasil e ela continua acontecendo.” Mesmo isolados, os pesquisadores precisam lidar com questões do cotidiano. “Você continua administrando se seu filho fez a lição de casa, se as coisas estão bem em casa.” Por outro lado, a Antártica oferece momentos raros de contemplação. “A estação tem uma praia linda na frente. Às vezes você senta numa pedra, sozinho, olhando o mar e os pinguins.” Nesses momentos, diz a pesquisadora, a dimensão da natureza fica evidente. “Você participa daquilo como observador. E isso é uma coisa que não tem preço.” Ao investigar microrganismos escondidos sob o gelo, o projeto da Fiocruz transforma a Antártica em um gigantesco laboratório natural. Ali, cientistas brasileiros buscam entender como vírus circulam entre continentes, monitorar possíveis ameaças à saúde global e descobrir compostos capazes de originar novos medicamentos. Entre o frio extremo, o vento constante e o brilho contínuo do sol polar, a ciência revela que o maior segredo do continente gelado não está no que se vê — mas no universo invisível que vive dentro dele. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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