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Justiça manda gestão Nunes apresentar planos contra enchentes em SP e cita omissão; prefeitura contesta decisão

Publicado em: 05/11/2025 16:04

3 de fevereiro - Moradores do Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, enfrentam terceiro dia seguido de inundações no bairro, que sofre há décadas com os problemas das enchentes. A região com cerca de nove bairros fica numa área de várzea do rio Tietê Fábio Vieira/FotoRua via Estadão Conteúdo A Justiça de São Paulo determinou que a prefeitura da capital, gerida por Ricardo Nunes (MDB), apresente três planos de intervenção para combater enchentes. Segundo a sentença, houve omissão do poder público e ineficiência histórica da política de drenagem urbana. A gestão municipal contestou a decisão, chamou-a de "equívoco" e informou que irá recorrer: "A Prefeitura de São Paulo já demonstrou em juízo que o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) foi concluído, publicado e está em aplicação há mais de um ano na cidade" (leia mais abaixo). A decisão da juíza Alexandra Fuchs de Araujo, de 23 de outubro, manda o município entregar: Em até 60 dias um plano de curto prazo; Em até 120 dias, um de médio prazo; Em até 180 dias, o de longo prazo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Todos os três devem detalhar obras, custos, cronogramas, fontes de recursos e participação popular. Ainda segundo o processo, a estratégia completa deve prever ações para até 15 anos. O descumprimento gera multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 1,8 milhão, destinada ao Fundo de Interesses Difusos. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito civil após constatar que a capital sofre, há décadas, com enchentes recorrentes e reincidentes em 422 pontos críticos. Esses locais já estavam mapeados pelo próprio poder público, com estudos técnicos e alertas documentados. Para o órgão, a falta de execução de recursos disponíveis e o ritmo lento das intervenções violam o direito ao saneamento ambiental e à cidade sustentável. O MP também pediu indenização por danos morais coletivos e às vítimas de enchentes, mas esses pedidos foram rejeitados pela Justiça por falta de individualização e provas de prejuízos específicos. Os planos deverão ser elaborados com mecanismos de consulta pública, como audiências e debates, com atuação da comunidade atingida. A exigência está alinhada ao Estatuto da Cidade. A decisão ocorre em meio a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar as enchentes que atingem o Jardim Pantanal, região na Zona Leste da capital. Os nomes dos vereadores que irão compor a CPI foram anunciados em setembro. Intervenção da Justiça Na sentença, a magistrada afirma que a cidade sofre com alagamentos há décadas e que o problema é crônico e previsível. Um relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) citado no processo aponta que, entre 2000 e 2019, somente 50,27% da verba orçada para prevenção e combate a enchentes foi efetivamente usada. “Recursos públicos previstos e aprovados não foram utilizados em sua totalidade para a finalidade à qual foram destinados”, escreveu a juíza. A decisão também menciona que planos anteriores não foram executados como o previsto e que intervenções atingiram menos de 12% das áreas mapeadas como críticas. A juíza cita ainda entendimento do Supremo Tribunal Federal segundo o qual a Justiça pode intervir em políticas públicas quando há descumprimento grave de direitos fundamentais — como moradia, segurança e dignidade. Por se tratar de uma sentença estrutural, a execução será acompanhada judicialmente e poderá sofrer ajustes ao longo dos anos. A juíza destacou que eventuais obstáculos técnicos e financeiros serão avaliados durante o acompanhamento. O que diz a Prefeitura de São Paulo "A Prefeitura de São Paulo já demonstrou em juízo que o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) foi concluído, publicado e está em aplicação há mais de um ano na cidade. Por isso, a Procuradoria Geral do Município vai recorrer da decisão por considerá-la equivocada. Aliás, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) já iniciou as licitações para a execução de obras em 15 áreas prioritárias e, atualmente, 127 projetos voltados à mitigação de riscos geológicos e hidrológicos em regiões críticas da cidade estão finalizados. O primeiro bloco de intervenções contempla 121 áreas e representa investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. O PMRR, publicado em junho de 2024 e atualizado em dezembro do mesmo ano após consulta e audiência públicas, é um instrumento intersecretarial, contínuo e dinâmico, que orienta as ações do Município para prevenção e resposta a desastres. Entre as medidas previstas, destacam-se a implantação de redes de sensores para monitoramento de encostas e sistemas de microdrenagem, o fortalecimento do Centro de Operações Integradas de São Paulo, aperfeiçoamentos na gestão de resíduos sólidos e ações voltadas à prevenção de áreas de risco. Iniciativas que reforçam o compromisso da Prefeitura com a segurança da população e a gestão sustentável."

Palavras-chave: câmara municipal

Mega-aulão solidário da Univasf para o Enem será realizado nesta quinta-feira em Petrolina

Publicado em: 05/11/2025 15:58

Mega-aulão solidário da Univasf para o Enem será realizado nesta quinta-feira (6), em Petrolina. Fernando Brito/G1/Arquivo Nesta quinta-feira (6), estudantes de Petrolina, no sertão de Pernambuco, e cidades vizinhas, que estão se preparando para as provas do Enem, vão poder participar do “Mega-aulão solidário Univasf 2025”, que será realizado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em parceria com o cursinho Paulo Freire, no cineteatro da sede da instituição, a partir das 18h. A entrada no aulão é gratuita, porém a organização do evento pede apenas a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça “Nosso objetivo é democratizar o acesso à educação de qualidade e ao mesmo tempo promover a solidariedade. A preparação é intensa, mas a troca de conhecimento e o espírito coletivo fazem toda a diferença”, diz o professor Sílvio Alan, idealizador do evento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante o evento, os estudantes vão poder tirar dúvidas com professores especialistas em preparação para o Enem. A programação contempla todas as áreas cobradas no exame: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e redação. O evento promete um ambiente dinâmico e motivador, com revisões rápidas, dicas estratégicas e resolução de questões no estilo Enem. Os interessados devem se inscrever de forma online (clique aqui). Após o cadastro, o participante receberá um código de acesso por e-mail, que deve ser apresentado impresso ou no celular junto ao documento de identificação. Entre os nomes confirmados estão: Ricardo Carvalho, coordenador pedagógico; Alisson, professor de linguagens; Leiliane Aline, de redação; Diedson, de história; Dantas, de matemática; Anderson Leineker, de geografia; Seu Lu, de química; Zezinho, de física; Ruy Nogueira, de biologia; Maura, de química.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Drone com câmera térmica mostra ‘mapa de calor’ de incêndio subterrâneo em Presidente Prudente; entenda como funciona tecnologia

Publicado em: 05/11/2025 15:37

Drone com câmera térmica mostra superfície com incêndio subterrâneo em Prudente Um drone de uso profissional foi equipado com câmera técnica e colaborou para que equipes brigadistas pudessem criar um plano de ação no combate ao incêndio subterrâneo na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP), que dura mais de três semanas. As imagens do drone, que foram disponibilizadas à TV TEM e ao g1, ajudaram a identificar as áreas quentes formadas no interior do solo no depósito de vídeo irregular. Assista ao vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Alexandre Mainard, empresário em tecnologia e proprietário do drone, apoiou o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Presidente Prudente para que o equipamento com câmera super zoom de 160x e visão noturna fosse utilizado. Confira antes e depois a partir da tecnologia: Imagens de drone com câmera térmica mostram ‘mapa de calor’ em incêndio subterrâneo em Presidente Prudente (SP) Initial plugin text ‘Mapa de calor’ A partir das imagens do drone, foi possível identificar os pontos com temperaturas elevadas. “A câmera térmica, apesar de parecer formar uma imagem, na verdade, o que ela está mostrando para a gente é um mapa de calor”, destacou Alexandre. Segundo o especialista, quando mais escuro a cor que aparece na imagem, maior a temperatura detectada na superfície. “O uso de um drone profissional equipado com câmera térmica nessa situação é uma ferramenta indispensável”, continuou. Isso porque, a “olho nu”, é praticamente impossível de distinguir as áreas quentes. Já com as imagens, é possível determinar um plano de ação para combater esse tipo de incêndio. “As informações coletadas pelo drone equipado com câmera térmica nesse voo já foram compartilhadas com o corpo de bombeiros que iniciou as medidas de combate”, completou Alexandre. Imagens de drone com câmera térmica mostram ‘mapa de calor’ em incêndio subterrâneo em Presidente Prudente (SP) Alexandre Mainard/Nuvem UAV Solo com quase 200°C A prefeitura de Presidente Prudente (SP) divulgou nesta terça-feira (4) o monitoramento térmico feito no depósito de lixo na Vila Furquim, que indicou temperaturas de 97°C na superfície e 190°C em profundidade causadas pelo incêndio que dura mais de três semanas. Para ajudar na ação de combate às chamas subterrâneas, representantes dos departamentos de Cartografia e Física, acompanhados da vice-direção da FCT Unesp, estiveram na manhã de sexta-feira (31) para coletar dados do local. Segundo a prefeitura, a operação utilizou mais de 1 milhão de litros de água potável, reduzindo em 99% os focos ativos. O monitoramento térmico indicou temperaturas que caíram progressivamente, confirmando o avanço no processo de extinção. Incêndio subterrâneo causa temperaturas de 97 °C na superfície e 190 °C em profundidade na Vila Furquim Reprodução/Prefeitura Fogo embaixo do solo O reaparecimento da fumaça está relacionado a um tipo específico de combustão que ocorre sob o solo. Segundo o biólogo e consultor ambiental André Gonçalves, o fenômeno é conhecido como “combustão subterrânea”, ou seja, quando o fogo se espalha por debaixo da terra, em meio a matéria orgânica e resíduos inflamáveis. O especialista explicou ao g1 que o cenário encontrado no local — com restos de construção, madeira, plásticos e entulhos — favorece a continuidade das chamas mesmo após o controle aparente do incêndio. “Ele (o fogo) começa quando o calor ou uma brasa penetra no chão seco e cheio de matéria orgânica e outros resíduos. Esse tipo de fogo é chamado de combustão subterrânea. Neste caso específico, encontra-se muito material de resíduos de construção como madeira e resíduos como plásticos”, disse. As condições climáticas e o descarte irregular de lixo também contribuem para o surgimento desse tipo de fogo. Novas fumaças registradas nesta quinta-feira (30) no depósito de lixo na Vila Furquim em Presidente Prudente (SP) Reprodução/Prefeitura Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Entenda como consultores usavam 'estoque zero' de brindes da Natura para fraudar compras

Publicado em: 05/11/2025 15:27

Revendedores de cosméticos são suspeitos de aplicar golpe milionário Um grupo de revendedores da Natura é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por operar um esquema de fraude que explorava falhas no sistema de pontuação e cashback da empresa para adquirir produtos com grandes descontos. Os consultores simulavam compras e usavam o esgotamento do estoque de brindes para gerar crédito em dinheiro, obtendo vantagem indevida e causando um prejuízo milionário à fabricante de cosméticos. A apuração da Divisão Especializada na Investigação de Crimes Cibernéticos e Defesa do Consumidor levou à Operação Espelho de Vênus, que cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Contagem e Betim. Milhares de itens, avaliados em cerca de R$ 6 milhões, foram apreendidos pelos investigadores. Doze pessoas estão sendo investigadas pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular. Segundo a Polícia Civil, os consultores investigados descobriram e exploraram uma falha no sistema de distribuição de brindes da Natura durante as compras online na plataforma. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O esquema detalhado pela polícia funcionava da seguinte forma: Simulação de compras: os consultores simulavam compras no site da plataforma. Exploração do cashback: o grupo agia no momento em que o estoque de brindes esgotava. Nessa situação, o site da empresa oferecia crédito em dinheiro (cashback) para os consultores. Compras conjuntas: para explorar a falha do sistema e garantir o cashback em dinheiro, os consultores realizavam compras conjuntas com o objetivo de zerar rapidamente o estoque de um brinde específico. ✅ Mande sua denúncia, reclamação ou sugestão para o g1 Minas e os telejornais da TV Globo O g1 procurou a Natura para um posicionamento. Em nota, a empresa informou que "segue colaborando com as autoridades e reitera seu compromisso inegociável com a ética, o respeito e a integridade em todas as suas relações". Revenda Ilegal Com o crédito em mãos, os produtos eram adquiridos a um custo muito menor e revendidos abaixo do preço de mercado em plataformas online e lojas físicas. Segundo a delegada Cristiana Pereira Gambassi Angelini, da Polícia Civil, o esquema criminoso atrapalhava, até mesmo, nas vendas dos concorrentes. "Os produtos comprados com cashback eram vendidos em outras plataformas conhecidas de vendas por um preço de 50% a 60% abaixo do mercado. Então, atrapalhava até a competitividade das outras consultoras que estavam ali comprando normalmente." Ainda conforme a polícia, alguns dos investigados tinham mais de 20 anos de atuação no mercado de vendas e recrutavam outros consultores, principalmente parentes, para ampliar o esquema. A instituição também apura se funcionários da Natura teriam envolvimento na fraude. Polícia investiga fraude de consultores da Natura Divulgação/Natura + PCMG

Palavras-chave: cibernético

Alagoas na Vanguarda: escritório de advocacia usa IA e serve de exemplo para o Brasil

Publicado em: 05/11/2025 15:18

Alagoas na Vanguarda: escritório de advocacia usa IA e serve de exemplo para o Brasil A Inteligência Artificial (IA) tem transformado negócios no mundo, mas, no Brasil, a revolução digital ainda encontra barreiras. Apenas 8% dos empreendimentos brasileiros utilizam IA em estágio avançado, segundo a TOTVS. Em Alagoas, há exemplos práticos de como a tecnologia pode ser um diferencial. Caio Cavalcante, proprietário de um escritório de advocacia no estado, adotou ferramentas de IA há quatro meses com foco em otimizar tarefas. Os resultados são claros: "A gente percebe, principalmente, na questão da produtividade da equipe, uma melhora do ambiente de trabalho", afirmou. Para ele, a IA é um suporte essencial que facilita o dia a dia, mas ressalta a importância da moderação. A ferramenta auxilia, mas não substitui a atividade do advogado, que deve sempre revisar as respostas fornecidas pela inteligência artificial. Cenário nacional em contraste O sucesso de casos como o de Alagoas contrasta com o cenário nacional. Metade das empresas brasileiras ainda não usa tecnologia de forma estruturada, com 58% em estágio inicial de adoção. Os principais desafios são a falta de profissionais especializados e a incerteza sobre o retorno do investimento. Marcos Betiati, especialista em inovação, alerta que a adoção da IA é uma decisão de gestão e sobrevivência, e não apenas tecnológica, destacando o impacto transformador da ferramenta: "A IA é um tsunami. Ela toca e transforma. Estou destruindo tudo aquilo que eu fiz e estou refazendo sobre uma nova ótica", reforçou. O caso alagoano reforça que, ao adotar a IA de forma eficiente e segura, é possível transformar processos e negócios, servindo de modelo para que mais empresas no Brasil superem os desafios e abracem a transformação digital.

É #FAKE que vídeo mostre Lula chamando Cláudio Castro de 'picareta'; declaração foi sobre Wilson Witzel

Publicado em: 05/11/2025 15:15

É #FAKE que vídeo mostre Lula chamando Cláudio Castro de 'picareta'; fala é sobre Wilson Witzel Reprodução Circula nas redes sociais uma publicação alegando que o presidente Lula (PT) chamou de "picareta" o governador Cláudio Castro (PL) após a megaoperação que deixou 121 mortos na terça-feira (28), no Rio. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o post? Publicado no Instagram nesta segunda-feira (3), o post tem esta legenda: "Após megaoperação RJ Lula dispara: 'Cláudio Castro é um picareta!'". Trata-se de uma mentira, já que o comentário citado era dirigido ao ex-governador Wilson Witzel, de quem Castro foi vice antes e assumir o Palácio da Guanabara. A publicação exibe, à direita, uma foto de Castro. E, à esquerda, há um vídeo com o trecho de um discurso do presidente, no qual ele diz: "Como é que esse estado, um estado altamente politizado, elege um cara para governador que era um juiz, um picareta que ficou aí, não fez porra nenhuma, se meteu na corrupção e foi eleito. Eleito em nome do quê? Eleito em nome de combater a corrupção". O conteúdo passou a circular após a polícia do Rio de Janeiro ter realizado uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que foi considerada a mais letal da história do estado. ⚠️ Por que isso é falso? Apesar de o vídeo ser real — e não uma algo produzido com inteligência artificial (IA) ou manipulado —, Lula não estava sereferindo a Cláudio Castro – mas, sim, a Wilson Witzel, ex-governador do RJ. A declaração ocorreu em 15 de outubro, durante um evento em comemoração ao Dia do Professor realizado no Rio. Ou seja:13 dias antes da megaoperação (veja abaixo). Na ocasião, Lula criticou o histórico de governadores presos no estado e criticou Witzel, que foi afastado do cargo em agosto de 2020, após uma investigação por desvios de recursos da Saúde. Em abril de 2021, ele sofreu um impeachment, decisão que também o tornou inelegível por cinco anos. Para encontrar o registro verdadeiro, o Fato ou Fake buscou no Google pelos termos "lula juiz picareta" e encontrou diversos registros sobre a declaração de Lula sobre Witzel. Naquele mesmo dia, o jornal "O Globo" publicou uma reportagem com o seguinte título: "Lula critica governadores do Rio presos, diz que estado vota mal 'muitas vezes' e chama Witzel de 'juiz picareta'". É #FAKE que vídeo mostre Lula chamando Cláudio Castro de 'picareta'; fala é sobre Wilson Witzel Reprodução Veja também Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake Conflito Israel x Irã: as imagens que são #fato e as que são #fake VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Exposição no Amapá arrecada mais de 600 kg de alimentos para famílias em vulnerabilidade

Publicado em: 05/11/2025 15:06

Exposição reúne obras de artistas plásticos e audiovisuais em Macapá Durante o mês de novembro, artistas plásticas se reuniram em uma exposição realizada em Santana, visando arrecadar alimentos para serem distribuídos às instituições de caridade do Estado. Dentre um dos momentos realizados na exposição, destaca-se o 2º Chá Rosa, idealizado pela vereadora Ithiara Madureira, que reuniu mais de 250 mulheres e arrecadou 603 quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social no município. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   LEIA TAMBÉM: Amapá lidera uniões consensuais no Brasil; 269 menores vivem em união conjugal no estado Motorista bate em três carros e foge caminhando tranquilamente na Zona Sul de Macapá Sobre a exposição itinerante A exposição "Visibilidade Feminina com Propósito" reuniu obras de mulheres artistas, incluindo pinturas e fotografias, visando promover a conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama e valorizar a presença feminina na arte e na sociedade. A mostra, que também integrou a programação do Chá Rosa, destacou o protagonismo das participantes ao dar visibilidade às suas trajetórias e expressões criativas, reforçando a importância do cuidado com a saúde e do empoderamento feminino por meio da arte. Participaram da programação as artistas: Adriane Correa, Débora Almeida, Graça Andritson, Lídia Mota, Luisa Mota, Luzia Mota, Nani Rodrigues, Tina Mota e Tucka Araújo. Artistas plásticas que participaram da programação do Chá Rosa em Santana Divulgação Chá Rosa reuniu mulheres durante programação em Santana Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Presidência da COP30 lança plano de US$ 1,3 trilhão anuais que pode ajudar países na luta contra crise do clima

Publicado em: 05/11/2025 15:00

Quem decide o que entra (e o que sai) do texto final da COP? As presidências da COP29 (Azerbaijão) e da COP30 (Brasil) apresentaram oficialmente nesta quarta-feira (5), em Belém, no Pará, um ambicioso plano de ação que pretende mobilizar pelo menos 1,3 trilhão de dólares por ano até 2035 em financiamento climático, com prioridade para os países em desenvolvimento. A proposta, chamada de Roteiro de Baku a Belém, foi construída de forma conjunta pelas duas presidências e busca dar continuidade aos compromissos firmados na conferência anterior da ONU sobre o clima. O documento, contudo, não tem o status de um acordo internacional nem será objeto de negociação direta entre os países. 📝ENTENDA: O Roteiro foi concebido como um guia político e técnico para orientar os próximos passos do financiamento climático global e indica caminhos práticos para transformar promessas e metas em fluxos reais de recursos. A intenção é oferecer uma base de entendimento comum sobre como ampliar a escala e a previsibilidade dos investimentos em adaptação (ajustes para conviver com os impactos já inevitáveis das mudanças climáticas, como secas e enchentes), mitigação (redução das emissões de gases do efeito estufa para evitar que o problema piore) e transição energética (substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis) em nações de renda média e baixa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “O Roteiro de Baku a Belém é um plano de ação baseado no marco de financiamento alcançado na COP29 e que agora leva esse impulso para a COP30”, explicou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU. “No centro, trata-se de transformar compromissos em ação prática, inclusiva e eficaz, capaz de entregar resultados reais que protejam vidas e fortaleçam economias.” De forma geral, a iniciativa busca dar uma resposta à cobrança por avanços concretos diante do ritmo lento das negociações sobre o novo objetivo global de financiamento climático, que deverá substituir a meta atual de US$ 100 bilhões por ano, estabelecida em 2009. "Este é o ponto de partida", afirmou Mukhtar Babayev, presidente da COP29, numa coletiva de imprensa nesta tarde. "Ao longo de 2026, continuaremos a trabalhar com a presidência da COP30 para manter diálogos sobre como avançar nas frentes de ação do roteiro". 🌍ENTENDA: Os países em desenvolvimento dizem precisar de US$ 3,4 trilhões até 2030 para cumprir suas metas climáticas e se adaptar a eventos extremos. Mas o valor realmente recebido até então foi de apenas US$ 60,8 bilhões, menos de 2% do necessário. Por isso, o plano das presidências da COP29 e da COP30 se baseia no chamado “Objetivo de Financiamento de Baku”, que estabeleceu uma nova meta coletiva: chegar a pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. Desse total, US$ 300 bilhões foram fixados como o piso mínimo obrigatório para os países desenvolvidos, enquanto o restante deverá vir de fontes públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, com prioridade para recursos não reembolsáveis e instrumentos que não aumentem o endividamento dos países mais pobres. 💡RELEMBRE: A COP29, em Baku, terminou com um acordo considerado tímido por países em desenvolvimento. A expectativa era desses US$ 1,3 trilhão por ano, mas o texto final confirmou apenas esses US$ 300 bilhões até 2035, sem garantias de que o valor viria de fundos públicos. O Roteiro de Baku a Belém foi criado justamente para preencher essa lacuna e oferecer um caminho concreto até a COP30. “Temos muitas coisas que precisamos aprovar na COP e negociar. Acho que tanto eu quanto Babayev estamos muito satisfeitos por termos cumprido o que foi solicitado na decisão. E não há prioridade alguma em que isso seja aprovado, reconhecido ou qualquer coisa do tipo pela COP”, afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. Lago destacou ainda que o texto é resultado de uma ampla consulta e deve permanecer como um “documento vivo”, sujeito a atualizações conforme novas propostas (entenda mais abaixo). Para a especialistas, contudo, o principal desafio após o lançamento do Roteiro Baku–Belém agora será saber se os países vão, de fato, endossar o plano na COP30 e se haverá um sistema sólido para acompanhar sua execução. "Se falharmos em mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais e transformar compromissos em investimentos reais, estaremos condenando milhões de pessoas à insegurança, à vulnerabilidade e ao retrocesso", avalia Karen Silverwood-Cope, diretora de Clima, Economia e Finanças do WRI Brasil. "Por outro lado, se atuarmos com ambição e urgência, podemos construir um sistema global que combine desenvolvimento, adaptação e justiça climática – e transformar risco em investimento, vulnerabilidade em resiliência". André Corrêa do Lago, presidente da COP30, fala durante conferência regional sobre ação climática, na Cidade do México, em 26 de agosto de 2025. Yuri Cortez/AFP O que prevê o Roteiro? Diferentemente do que foi apresentado em junho, em Bonn (Alemanha), quando o Brasil mostrou pela primeira vez a base técnica do plano durante as reuniões intermediárias da ONU, o texto divulgado agora já reflete as contribuições recebidas nos últimos meses e traz recomendações concretas das duas presidências sobre como alcançar o volume de US$ 1,3 trilhão anuais. "Pela primeira vez, mais de 200 governos, bancos, empresas e comunidades uniram forças para delinear soluções viáveis ​​para a mobilização de financiamento climático", acrescentou Stiell. "O Roteiro mostra como, trabalhando juntos, podemos ampliar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, ajudando os países em desenvolvimento a atingirem suas metas climáticas." ➡️ O plano está dividido em cinco grandes frentes de ação: os chamados “5Rs”. O primeiro eixo, Reforçar, defende o aumento das doações e dos financiamentos a juros baixos. A meta é triplicar até 2030 os recursos dos principais fundos multilaterais, criando novas fontes de receita, como taxas sobre setores poluentes, uso de parte das receitas de carbono e realocação de direitos especiais de saque (DES) do Fundo Monetário Internacional para países em desenvolvimento. O segundo pilar, Reequilibrar, trata de aliviar o peso das dívidas que sufocam nações pobres e limitam investimentos verdes. O texto sugere medidas como trocas de dívida por natureza, inclusão de cláusulas de resiliência em contratos e apoio técnico coordenado por bancos multilaterais e pelo FMI para abrir espaço fiscal sem frear o crescimento. O eixo Redirecionar mira o setor privado. A proposta é reduzir riscos e custos por meio de garantias, seguros e mecanismos de proteção cambial que ajudem a atrair investimentos para áreas que ainda têm pouca participação de capital privado, como adaptação climática e infraestrutura sustentável. Já o quarto pilar, Reestruturar, propõe fortalecer a governança interna dos países. A recomendação é integrar o tema climático aos orçamentos nacionais, ampliar o papel dos bancos públicos de desenvolvimento e criar plataformas que conectem projetos locais a investidores internacionais. Por fim, o eixo Reconfigurar defende uma atualização das regras do sistema financeiro. O objetivo é deixar o mercado mais transparente e preparado para lidar com os riscos do clima, com práticas como testes de resiliência climática, revisão de critérios de avaliação de risco e criação de padrões claros para identificar o que realmente é investimento verde. a COP 30 e nosso futuro “O roteiro Baku–Belém representa mais do que um plano ambicioso: é uma chamada para a criação de uma nova arquitetura de financiamento climático global", acrescenta Silverwood-Cope. "Uma arquitetura que reconheça que a mudança do clima é um problema de desenvolvimento e que canalize recursos com escala, transparência e equidade para onde mais se precisa". Para a especialista, o sucesso do plano vai depender da capacidade de transformar promessas em ações concretas e de garantir transparência no processo. A especialista lembrou ainda que parte essencial do financiamento climático virá de dentro dos próprios países e que isso exige reformas fiscais e tributárias capazes de sustentar essa transição. "Se falharmos em mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais e transformar compromissos em investimentos reais, estaremos condenando milhões de pessoas à insegurança, à vulnerabilidade e ao retrocesso. Por outro lado, se atuarmos com ambição e urgência, podemos construir um sistema global que combine desenvolvimento, adaptação e justiça climática – e transformar risco em investimento, vulnerabilidade em resiliência". Mukhtar Babayev discursa na abertura da COP29, em Baku. Maxim Shemetov/Reuters Resultados esperados Além dos cinco pilares principais, o texto destaca outras áreas que precisam de ação imediata. A primeira é adaptação e perdas e danos, que o plano propõe enxergar não apenas como defesa contra desastres, mas também como oportunidade de melhorar a qualidade de vida e fortalecer comunidades diante das mudanças já em curso. Na área de energia limpa, o Roteiro defende políticas para reduzir o custo dos investimentos e acelerar a transição energética. Como mostrou o g1, a transição energética é um dos grandes temas da COP30. O termo resume um dos maiores desafios globais das próximas décadas: substituir as fontes de energia que emitem gases de efeito estufa por alternativas mais limpas e sustentáveis. Na prática, significa trocar os combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) por fontes renováveis, como a energia solar, eólica, elétrica e hidrelétrica. Por isso, o texto cita que uma queda de apenas um ponto percentual nos juros de projetos de energia renovável poderia economizar cerca de US$ 140 bilhões por ano em pagamentos de juros, tornando a energia limpa mais acessível e competitiva. Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU Em agricultura e sistemas alimentares, o plano recomenda combinar crédito rural, empréstimos com juros reduzidos e incentivos específicos para fortalecer agricultores familiares e comunidades vulneráveis. A meta é construir uma agricultura mais resiliente e de baixo carbono, que una segurança alimentar e proteção ambiental. Já nas transições justas, o Roteiro enfatiza que as mudanças econômicas e energéticas só terão sucesso se forem também sociais. O texto pede atenção especial a trabalhadores, mulheres, povos indígenas e comunidades locais, com apoio de fundos específicos para evitar que a transição aumente desigualdades. “O financiamento climático é tanto um seguro para o planeta quanto um bom investimento em um futuro comum, seguro e sustentável, que gera empregos, inovação, resiliência e confiança renovada no multilateralismo”, afirma o documento. LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva Comitiva da ONU inspeciona locais da COP 30 e aprova planos de segurança, mobilidade e saúde 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Uma vista do local onde aconteceu a COP29, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Baku, Azerbaijão, em 22 de novembro de 2024. REUTERS/Murad Sezer Próximos passos Segundo o documento, o avanço do plano será monitorado nos próximos balanços globais do clima, previstos para 2027 e 2028, e também nas reuniões ministeriais de finanças climáticas de 2027 e 2029. Até lá, as presidências da COP29 e da COP30 planejam criar um grupo independente de especialistas encarregado de detalhar as rotas de financiamento necessárias para atingir a meta de US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. O grupo deve apresentar seu primeiro relatório até outubro de 2026, indicando as principais fontes de recursos, os gargalos e as reformas que podem ser feitas para destravar o fluxo de capital para os países em desenvolvimento. O texto também propõe uma série de ações práticas para os próximos anos. Entre elas estão novos relatórios de bancos multilaterais e fundos climáticos, que deverão mostrar de forma mais transparente onde e como o dinheiro está sendo aplicado, e estudos sobre trocas de dívida por natureza, que poderiam ajudar na redução do endividamento de países vulneráveis em troca de compromissos ambientais. Outra frente importante é a criação de mecanismos de seguro mais acessíveis e robustos para enfrentar desastres climáticos, com apoio de organizações como o Fórum de Desenvolvimento de Seguros e o grupo das 20 economias mais vulneráveis (V20), que inclui países como Afeganistão, Bangladesh, Barbados, Butão, Costa Rica, Tuvalu, Vanuatu e Vietnã. A ideia é garantir que esses países mais afetados tenham financiamento antecipado para responder a emergências, sem depender exclusivamente de uma ajuda internacional posterior. O Roteiro também convoca as 100 maiores empresas e investidores institucionais do mundo a publicarem relatórios anuais mostrando como estão contribuindo para a implementação das metas nacionais e planos de adaptação climática. Centro de Convenções e Exposições Hangar da COP30 PABLO PORCIUNCULA/AFP LEIA TAMBÉM: Quem decide o que entra (e o que sai) do texto final da COP? Cientistas usam esperma fluorescente e revelam que as fêmeas controlam o ato sexual entre os mosquitos O mistério dos cães azuis de Chernobyl Qual é o papel da China na crise climática?

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Mais de 40 mil infâncias interrompidas: o desafio de reconstruir vidas após a violência em MT

Publicado em: 05/11/2025 14:51

Mato Grosso tem 33 leis voltadas à proteção de crianças e adolescentes vítimas de crimes Nem sempre os desenhos das crianças são coloridos, e, muitas vezes, os sonhos dos adolescentes perdem o brilho quando faltam cuidado e proteção. Em Mato Grosso, entre 2020 e 2024, foram registrados mais de 46,3 mil ocorrências policiais envolvendo vítimas menores de 18 anos, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT). Nessa reportagem você vai ver: Quantidade de casos de violência cometidos contra menores Ações e estratégias de combate aos abusos A importância do acolhimento e da proteção Sinais de que uma criança pode estar sofrendo maus-tratos O passo a passo da investigação dos casos Leis que garantem os direitos das crianças e adolescentes A criação de leis fortalece a proteção de crianças e adolescentes em diferentes áreas Reprodução / redes sociais Nos últimos 35 anos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) criou 33 leis, sendo 70% voltadas à prevenção da violência contra crianças e adolescentes e os outros 30% tratam de ações efetivas, com medidas concretas para garantir os direitos dos menores e fortalecer a política de proteção integral, como mostra o gráfico abaixo: Entre as leis aprovadas que preveem ações efetivas de proteção a crianças vítimas de violência, algumas se destacam pelo atendimento médico prioritário em ambiente reservado, a garantia de prioridade na matrícula escolar para filhos de mulheres em situação de violência doméstica e a aplicação de sanções administrativas a estabelecimentos envolvidos em casos de exploração sexual infantil. Alguns outros exemplos são: Leis de proteção à crianças e adolescentes Fonte: ALMT Essas leis fortalecem a proteção desse público em diferentes áreas, incluindo prevenção à violência e à exploração sexual (confira no fim da reportagem todas as leis aprovadas em defesa de crianças e adolescentes no estado). 📈Alta nos casos de violência Apesar dos avanços legislativos e das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, os números mostram que a situação ainda é alarmante em Mato Grosso. Entre 2020 e 2024, o registro de ocorrências envolvendo menores de idade aumentou de 7.930 para 10.594 casos, um crescimento de 33,59% quando comparado os números registrados nesse período. Além dos dados, especialistas alertam para sinais silenciosos que muitas vezes passam despercebidos dentro de casa e nas escolas. A psicóloga Vanessa Clementino Furtado explica que mudanças repentinas de humor podem ser indícios de que algo está errado. Quando a criança sofre violência, ela, de repente, começa a ficar mais agressiva e agitada. Mas tudo isso também é um comportamento de medo e insegurança, que pode se manifestar por diversas outras razões. Por isso, é muito importante uma avaliação psicológica Esse cenário evidencia que, mesmo com leis e programas de proteção em vigor, muitas crianças e adolescentes ainda permanecem vulneráveis à violência, ao abuso e à negligência. A persistência desses casos revela desafios estruturais que precisam ser superados para garantir segurança, acolhimento e o pleno exercício dos direitos de todos. As estatísticas englobam diferentes tipos de crimes: desde agressões físicas e ameaças até casos de abuso sexual e abandono, e ajudam a compreender a complexidade das situações que atingem crianças e adolescentes no estado. Veja abaixo os 10 crimes mais cometidos e a quantidade de casos registrados contra menores no estado: As estatísticas reúnem registros de crimes que atingem diretamente vítimas de 0 a 17 anos e incluem situações de violência física, psicológica, sexual e outras formas de violação de direitos. 🔞Combate à violência contra menores Ao g1, a delegada Mariell Antonini Dias, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra Mulher e Vulneráveis, explicou que, para combater a criminalidade e garantir a proteção de vítimas em diferentes estágios, a Polícia Civil atua em duas frentes: investiga casos de violência contra crianças e adolescentes e realiza ações de prevenção e conscientização em escolas e comunidades. Segundo ela, o objetivo é identificar situações de risco e garantir proteção imediata às vítimas. “Quando a Polícia Civil recebe uma notificação, uma informação ou denúncia de algum crime cometido contra criança e adolescente, é realizada uma investigação sobre esse fato. Se houver uma situação de risco atual para criança, é possível solicitar uma medida de proteção de forma imediata”, disse. A atuação preventiva, segundo a delegada, é voltada à educação e à conscientização. Nesse eixo, Mariell informou que o trabalho da polícia busca aproximar policiais de escolas e famílias para falar abertamente sobre abuso, exploração sexual e segurança digital. Exemplos do que é permitido e o que é proibido na vida de uma criança Um dos principais exemplos é o projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescente”, realizado pela Polícia Civil, em parceria com a ALMT, que utiliza uma linguagem acessível e metodologias distintas para crianças, adolescentes e responsáveis, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção de crimes contra menores, além de fortalecer o diálogo dentro das famílias e nas escolas. “Quando falamos com crianças, usamos uma abordagem lúdica, assim, elas aprendem o que é um toque permitido e um toque criminoso. Já com os adolescentes, a conversa é mais direta, abordando temas como abuso, exploração sexual, compartilhamento de imagens íntimas, os riscos de golpes e como enfrentar esse tipo de situação”, explicou. Como parte dessa iniciativa, foi desenvolvido o “Semáforo do Toque”, que ajuda crianças e adolescentes a identificar situações de risco e compreender os limites do próprio corpo. A metodologia utiliza as cores do semáforo para ensinar, de forma simples, quando um toque é apropriado, quando deve gerar alerta e quando precisa ser denunciado imediatamente a um adulto de confiança. 🟢Verde (seguro) 🟡Amarelo (atenção) 🔴Vermelho (pare, perigo) 'Semáforo do Toque', recurso da cartilha do projeto Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescente Polícia Civil de Mato Grosso 🚨Como a polícia atua Além das ações educativas, o projeto também contempla diferentes formas de escuta especializada, que visam tanto a proteção imediata quanto a prevenção de novas situações de violência. Essas modalidades se dividem nas seguintes oitivas: Oitiva repressiva (investigativa): envolve a apuração formal de denúncias, coleta de provas e pedidos de medidas protetivas urgentes para garantir a segurança da criança ou adolescente em situação de risco. Oitiva preventiva (educativa): foca na conscientização e orientação de escolas, famílias e comunidades, buscando prevenir situações de abuso e fortalecer o diálogo sobre o tema. 💝Proteção e acolhimento Com o aumento constante nos casos, o pico de ocorrências foi registrado entre 2021 e 2022, com um crescimento de 17%. Desde então, o número de casos tem mostrado um aumento mais moderado. Apesar dos avanços em políticas públicas e na criação de leis voltadas ao tema, os casos ainda preocupam, já que, mesmo com a contenção dos aumentos recentes, novas ocorrências continuam sendo registradas. Veja abaixo a evolução desses casos entre 2020 e 2024. Diante deste cenário, a defensora pública Cleide Nascimento, membra da Comissão de Promoção e Defesa da Criança e do Adolescente do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), defende que proteger uma criança vai além de garantir justiça: envolve escuta, acolhimento e reconstrução. Cleide reforça que esse cuidado precisa alcançar todas as regiões do estado, especialmente o interior, onde a falta de estrutura e de equipes técnicas especializadas ainda é um obstáculo. Segundo ela, o acolhimento deve ir além do processo judicial e precisa envolver toda a rede de proteção, desde a assistência social até a saúde pública. “São poucos os casos em que a pessoa procura a Defensoria de forma espontânea. Temos conhecimento da violência contra a criança a partir do momento que a família faz o boletim de ocorrência. Aí nós passamos a acompanhar o processo em defesa da vítima”, pontuou. Entre denúncias que chegam depois do boletim de ocorrência e histórias que muitas vezes se repetem dentro de casa, a Defensoria Pública tem atuado como uma das principais portas de acolhimento às crianças e adolescentes vítimas de violência em Mato Grosso. “Muitas vezes, como acontece no seio familiar, as pessoas entendem que isso em tese, entre muitas aspas, seria normal. A partir do momento que você tem uma educação e direitos, há uma campanha forte em relação ao que é violência e suas formas, as pessoas se identificam e buscam atendimento”, ressaltou. 📝Entender antes de diagnosticar Desenho que ilustra uma criança no colo da mãe durante um atendimento com um profissional de acolhimento Polícia Civil de Mato Grosso Segundo a psicóloga Vanessa Clementino Furtado, especialista em psicologia socio-histórica, o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência precisa ir além dos diagnósticos rápidos. Para ela, é essencial compreender as causas e contextos por trás de cada comportamento. “A automutilação, por exemplo, pode ser uma expressão de violência sofrida. Entender essas nuances é fundamental, porque isso pode levar a situações mais graves, como tentativas de suicídio. Nosso papel é ajudar na elaboração do trauma, para que ele não se transforme em um sofrimento ainda maior”, disse. De acordo com a psicóloga, antes de qualquer diagnóstico, é fundamental observar atentamente os sinais e o contexto específico de cada criança ou adolescente. Alguns dos principais comportamentos a serem observados incluem retração, medo, agressividade, mudanças no comportamento, fuga e alterações no humor. Além dos sinais, é fundamental prestar atenção a algumas ações que podem ajudar na identificação e no acompanhamento adequado da situação: Avaliação profissional: o acompanhamento com profissionais especializados pode ser um fator decisivo para um diagnóstico preciso e adequado. Impacto da violência: os sintomas decorrentes de traumas podem se assemelhar a transtornos ou dificuldades de desenvolvimento atual e futuro. Abordagem individualizada: cada criança reage de forma única, dependendo da idade, desenvolvimento emocional e experiências vividas. Cuidado e supervisão: a observação contínua por adultos de referência, especialmente em crianças pequenas, é crucial para identificar e lidar com os sinais de forma adequada. Vanessa explica ainda que quando um menor é violentado, o impacto não aparece só no corpo, mas também no comportamento, nas emoções e no jeito de se relacionar com o mundo. Cada reação é única, e muitas vezes o que parece um “problema de comportamento” é, na verdade, um pedido de ajuda silencioso. 🎒Da suspeita à ação Neiva Almeida, que trabalha como conselheira tutelar há oito anos, comenta que a escola tem um papel importante em identificar características que colocam sob suspeita a qualidade do ambiente em que a criança está se desenvolvendo. Geralmente o primeiro local a constatar uma violação de abuso ou maus-tratos é na escola, pois a criança está ali diariamente. Às vezes é visível a violação pelo comportamento do aluno Para garantir a segurança da criança, é necessário realizar um processo de verificação que confirme se a suspeita realmente procede. Nesse momento, entra em ação o Conselho Tutelar, que vai: receber as denúncias, visitar o ambiente familiar, notificar os responsáveis sobre a necessidade de comparecimento para a apuração dos fatos. Após o recebimento da denúncia, o Conselho Tutelar tem o prazo de 24 horas para encaminhar o caso ao Ministério Público, que dará início aos procedimentos cabíveis. Caso seja constatada a violência, as vítimas são: encaminhadas para a Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso do município, onde será feito o registro do boletim de ocorrência e é emitida uma medida protetiva contra o agressor para assegurar a integridade da criança. Em seguida, a criança passa por exame de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). Depois, a delegacia encaminha as informações ao Conselho Tutelar, para que o processo de acolhimento seja iniciado por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). 🤔Mas o que acontece em casos de violência doméstica? Em casos de violência doméstica onde a mãe também sofre abusos os procedimentos são os mesmos, mudando apenas a instituição onde a família será abrigada. A Liga das Irmãs Ofendidas no Seu Sentimento (LÍRIOS) é uma das instituições competentes por abrigar famílias vítimas de violência, acolhendo a criança, irmãs, a mãe, tias e avós. Para que a mãe não precise se separar dos filhos, a família é encaminhada a um lar temporário. Essa medida é adotada em situações onde as vítimas não possuem outros parentes no município ou caso a própria família represente um risco à integridade física da criança. “A criança não pode estar exposta a situações de risco. Se o suspeito tiver conhecimento de onde a criança estuda, certamente ela será transferida de escola ", relatou a conselheira tutelar Amanda Lima. ⚖️A lei como forma de proteção Uma iniciativa recente, aprovada em abril de 2025, foi a criação do Observatório de Proteção Integral à Infância e Adolescência, que tem como objetivo reunir informações, ouvir diferentes vozes e transformar dados em ações concretas que garantam um futuro mais seguro e acolhedor para quem mais precisa. A iniciativa, que é de autoria do deputado estadual Dr. João José (MDB), foi aprovada pela Assembleia Legislativa e permite que órgãos públicos, conselhos e a sociedade civil trabalhem lado a lado, acompanhando de perto as políticas voltadas à infância e à juventude. A ideia desse observatório é criar um diagnóstico estadual, reunir todos os dados possíveis e transformar isso em políticas públicas específicas para as crianças, os adolescentes e suas famílias Como reforço a esse compromisso, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil), destaca que o Legislativo tem papel essencial na criação de leis que amparam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Para ele, garantir a execução dessas políticas é tão importante quanto aprová-las. Ele cita a criação da Patrulha Henry Borel, fruto de um trabalho conjunto entre a ALMT, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Governo do Estado. Henry Borel, de 4 anos, morreu em março de 2021, no Rio de Janeiro, após sofrer diversas lesões dentro do apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior. Os dois se tornaram réus, acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura. A morte da vítima inspirou a criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endurece as punições para casos de violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes e classifica o homicídio de menores de 14 anos como crime hediondo. “Ela é uma lei que cria condições para que as pessoas possam denunciar e que haja uma atuação rápida nos casos de abuso sexual, estupro e violência contra menores. Todas essas agressões podem ser atendidas por essa patrulha”, explicou Botelho. O deputado reforça ainda que o combate à violência precisa ir além da punição, passando também pela prevenção e pelo acolhimento, já que, segundo ele, é nas primeiras fases da vida que se constrói a base de uma sociedade mais justa e eficaz, a ponto de romper o ciclo de vulnerabilidade que afeta tantas famílias. “Proteger as crianças e adolescentes é proteger nosso futuro. Temos que garantir que eles não sejam atraídos pelas drogas ou facções criminosas, e que recebam um tratamento adequado, começando pelas creches”, finalizou. Partindo desse mesmo ponto, o presidente da ALMT e deputado Max Russi (PSB) enfatiza que o trabalho vai além da criação de leis e envolve também a qualificação de servidores públicos. “Valorizamos a formação e a capacitação. Por isso, a Escola do Legislativo tem levado conhecimento aos conselheiros tutelares e servidores municipais, para que possam atuar com preparo e sensibilidade. O acolhimento às vítimas começa pela escuta atenta e pelo comprometimento de todos nós”, enfatizou. Além de aprovar leis voltadas à garantia de direitos e ao enfrentamento da violência, o Parlamento estadual também tem buscado fortalecer a atuação das redes de acolhimento. Voltar ao menu. Confira abaixo todas as leis aprovadas no estado em prol da proteção de crianças e adolescentes: Leis estaduais de proteção à crianças e adolescentes em Mato Grosso (1990 a 2025) Onde e como denunciar Polícia Civil de Mato Grosso

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Governo lança Sistema Água e Vida para levar abastecimento a áreas rurais do PI

Publicado em: 05/11/2025 14:51

O sistema conta ainda com tutoriais, guias e suporte técnico para auxiliar os municípios no uso da ferramenta. Divulgação O Governo do Piauí deu mais um passo estratégico para assegurar água tratada e potável às comunidades que vivem em áreas rurais dispersas, que são as localidades com até 30 residências. Com foco no fortalecimento da gestão municipal e na integração entre órgãos públicos e a concessionária estadual, entrou em operação o Sistema Água e Vida, uma ferramenta digital criada pela Microrregião de Água e Esgoto do Estado do Piauí (MRAE). A solução foi desenvolvida para organizar, monitorar e encaminhar de forma padronizada e rastreável as demandas de abastecimento de água por carro-pipa no interior do estado, garantindo eficiência, agilidade e transparência no atendimento às famílias que mais precisam. A iniciativa leva água potável e tratada ao meio rural disperso. O acesso ao sistema pode ser feito baixando o aplicativo ou pelo site clicando aqui. A Secretaria da Adminstração (Sead) destaca que o uso do Sistema Água e Vida padroniza, digitaliza e moderniza, por meio da tecnologia, a comunicação entre os municípios, a MRAE, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Piauí (Agrespi) e a concessionária. “Nosso foco é garantir que a água chegue, com qualidade e dignidade, às populações do meio rural disperso. Esse sistema coloca os municípios como protagonistas, facilita o fluxo das informações e acelera a resposta do Estado. Estamos conectando tecnologia, gestão e cidadania para transformar a vida das pessoas”, ressalta o secretário de Administração e também secretário-geral da MRAE, Samuel Nascimento. Como funciona Os gestores municipais podem realizar o cadastramento georreferenciado dos pontos de abastecimento, informando dados como localidade, número de famílias atendidas e referências geográficas, o que assegura rastreabilidade, transparência e eficiência na gestão das ações. Concluído o cadastramento através do Aplicativo Água e Vida, o município deve acessar o sistema utilizando o mesmo login e a mesma senha para acessar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), para cadastramento e georreferenciamento encaminhando à MRAE as informações consolidadas referentes às localidades classificadas como rural disperso. Após a devida análise técnica pela equipe da MRAE, as demandas serão encaminhadas à Agrespi, por meio do Sistema Água e Vida para adoção das providências cabíveis, em conformidade com as competências legais e contratuais estabelecidas. O sistema, que pode ser acessado clicando aqui, conta ainda com tutoriais, guias e suporte técnico para auxiliar os municípios no uso da ferramenta. Transparência e eficiência na ponta A Superintendência de Parceria e Concessões do Governo do Piauí (Suparc) explica que a plataforma digital garante rastreabilidade e padronização, permitindo que o fluxo de informações do município à execução do serviço seja totalmente monitorado, reduzindo o tempo de resposta e fortalecendo o controle social. “O Água e Vida é uma inovação que conecta gestão municipal e estadual em um fluxo inteligente, ágil e auditável. É uma tecnologia a serviço do cidadão, priorizando as famílias que vivem em regiões mais isoladas e que historicamente dependem de ações emergenciais. O objetivo principal do Sistema Água e Vida é assegurar que o estado avance no combate à vulnerabilidade hídrica, ampliando o alcance das políticas públicas e priorizando as comunidades rurais dispersas”, ressalta o superintendente de Parcerias e Concessões, Alberto Hidd.

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Como IA pode ajudar estudantes a se preparar para o Enem

Publicado em: 05/11/2025 14:48

Provas objetivas e de redação serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro Getty Images via BBC Ferramentas de inteligência artificial entraram de vez na rotina de estudantes em cursinhos e professores que os preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, e outras avaliações. Se em um primeiro momento houve mais desconfiança sobre o uso, cursos ouvidos pela reportagem agora dizem que a IA foi incorporada de diversas formas na rotina de suas instituições, seja no apoio ao planejamento de aulas e de estudos, material didático e até elaboração de exercícios. "No início a gente teve muita repulsa. Mas o avanço da tecnologia não tem mais volta. No futuro, redações poderão ser corrigidas por IA. É importante que os alunos entendam a tecnologia", diz Juliana Tavares, supervisora pedagógica do Descomplica, startup que oferece cursinho para o Enem e cursos à distância de graduação e pós. Ela lembra que o próprio Ministério da Educação já aderiu à tecnologia: o ministério disponibiliza um aplicativo de estudos para o Enem com correção automatizada de redação e assistente virtual com IA. Professores relatam que tiveram de trazer o assunto para a sala de aula para evitar que alunos usassem as ferramentas de forma incorreta, que pudesse prejudicar os estudos. "Não adianta dizer para os alunos não usarem e ficarem só com o que falamos em sala", diz o diretor pedagógico do Colégio Oficina do Estudante Campinas, Célio Tasinafo. "Antes da IA os alunos já recorriam ao Google para encontrar resoluções diferentes daquelas que a gente oferecia." ➡️ A principal dica é que estudantes usem essas ferramentas como um apoio para as tarefas que já faziam antes, não como um substituto do material didático ou das conversas com professores. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado nos dias 9 e 16 de novembro. Instituído em 1998, o exame é o principal método de ingresso ao ensino superior do Brasil. As notas do Enem podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada, o Sisu, o Programa Universidade Para Todos, o Prouni, e também para obter financiamento estudantil com o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. O que todos os temas de redação do Enem têm em comum? LEIA TAMBÉM: Enem: como funciona a TRI? Por que duas pessoas com acertos iguais tiram notas diferentes? O que pode e o que não pode levar no Enem? Veja lista e regras do dia de prova Enem 2025: 1º dia de prova é no domingo; veja horários e mais regras Desenvolver planos de estudo Embora a preferência dos cursinhos seja a de desenvolver sistemas próprios (de acesso exclusivo a seus alunos) para uso da IA, de forma que a tecnologia seja alimentada por conteúdo desenvolvido dentro da própria empresa, professores ouvidos pela BBC News Brasil apontaram que também é possível usar ferramentas externas, como o ChatGPT, da OpenAI, ou o Gemini e o NotebookLM, do Google, para algumas funções. O professor de física Emerson Júnior, do Cursinho da Poli, diz que essas ferramentas cometiam muito mais erros nos primeiros anos de funcionamento. E que hoje estão mais confiáveis, embora ainda necessitem de revisão humana. Ele avalia que uma das formas mais úteis é pedir a essas ferramentas que ajudem a elaborar planos de estudos, de forma a organizar as prioridades do aluno. O resultado pode ser fornecido até em forma de planilha pela ferramenta. Diz também que a qualidade das respostas depende de como os prompts (o que é digitado pelo usuário) são feitos. "Não seja acomodado e preguiçoso com as IAs. Aprenda a perguntar. O aluno que não é um questionador não é um bom aluno. Ele precisa ser um bom perguntador para obter respostas coerentes." "Não peça para a IA resolver a equação, mas explique passo a passo como se resolve, para que surjam outras dúvidas. Para que a cabeça comece a pensar", sugere o professor de química Filippo Fogaccia, do Objetivo. Em outras palavras: a recomendação é não esperar que a IA resolva problemas ou traga resultados dos exercícios prontos, mas ajude o estudante a resolvê-los por conta própria. Resumir conteúdos da aula Outra prática que vem sendo adotada é a de IAs assistentes que resumem conteúdos dados em sala de aula. Esse tipo de ferramenta transcreve o áudio de aulas gravadas em vídeo e então permite que os alunos enviem perguntas diretamente em um chat, que responderá com base naquele texto transcrito, a qualquer momento. A ideia é que os estudantes possam revisar ou tirar dúvidas sobre pontos específicos enquanto assistem aos vídeos. O assistente do Descomplica, por exemplo, é usado para dividir as aulas em tópicos ou fazer resumo, por exemplo. Uma das recomendações dos professores é que esses resumos sejam usados em aulas que os alunos já dominam ou que não são prioridade, apenas como forma de revisão de conteúdo, antes de fazer os exercícios. "São muitas aulas, mas cada aluno tem uma matéria com maior peso na nota. O aluno já chega sabendo o que terá naquela aula", diz Claudio Hansen, do Descomplica. Há o risco de que os alunos usem só resumos ou respostas prontas geradas pela IA? Hansen diz que o objetivo da ferramenta não deve ser responder a perguntas, mas ajudar o estudante a encontrar a resposta. "Imagine que o aluno está em uma aula (online) de quarenta minutos. Mas ele se esqueceu de qual parte do vídeo está. É como se o aluno levantasse a mão numa aula e pedisse ao professor para repetir um conceito." Embora esse tipo de ferramenta esteja dentro de plataformas dos próprios cursinhos, é possível ter resultados semelhantes em plataformas como o Google NotebookLM, que consegue transcrever vídeos no Youtube e depois responder a perguntas do usuário somente com base no conteúdo do vídeo. O próprio Youtube, hoje, disponibiliza abaixo dos players de vídeo a transcrição da fala de seus vídeos, que pode ser pesquisada palavra a palavra. Plataforma paga usa IA para resumir transcrição da fala de professores e tirar dúvidas com chabot. Descomplica via BBC Os 'prompts' não podem ser genéricos A vantagem — e a desvantagem — dos modelos de linguagem é que eles são treinados em uma quantidade gigantesca de informações. Por isso, podem não oferecer um bom resultado quando o objetivo do usuário é resolver um problema específico, como elaborar ou explicar questões de um exame como o Enem. ➡️ Para que isso seja feito da forma mais adequada, explicam professores, o ideal é que o aluno mostre à IA exemplos concretos do exame que pretende realizar, com questões da disciplina específica. "Alunos chegavam no plantão de dúvidas com questões geradas por IA que sequer tinham relação com as provas. Era uma montanha de possibilidades que tendia mais a atrapalhar do que ajudar", lembra Celso Tasinafo, do Colégio Oficina do Estudante. Se o aluno só escrever em um chatbot que "quer exercícios de termologia", exemplifica, o resultado não será satisfatório. "É preciso especificar a universidade, o processo seletivo." Tasinafo sugere que o aluno busque na internet PDFs que contenham exercícios dos Enems de outros anos (o governo federal disponibiliza todas as provas e gabaritos de outros anos) e utilize esse material para dar exemplos aos chatbots de como elaborar questões — esses arquivos podem ser anexados ao chat. "Diga que está enviando questões de Física dos últimos 3 anos, por exemplo, e que gostaria que o chat elaborasse questões com a mesma estrutura", diz. 'Alunos não devem substituir o material que estão acostumados a usar pela IA' ‼️ Uma preocupação comum aos especialistas ouvidos pela reportagem é que essas IAs abertas podem sugerir conteúdos de estudo ou exercícios que não estavam previstos na grade do estudante, o que pode causar ansiedade e receio de não ter estudado o suficiente. Daí a ideia de usar ferramentas próprias, para tentar controlar um pouco mais o fluxo desse conteúdo. "Em uma IA aberta (como o ChatGPT), ao perguntar, ela vai te jogar um zilhão de conteúdos", diz Marcello Vannini, diretor de tecnologia de informação do grupo Unip Objetivo. "Procuramos entregar pro aluno aquilo que não vai criar esse tipo de angústia nele. Entrega o que ele precisa receber no momento dentro do processo educacional." Célio Tasinafo, da Oficina do Estudante, reforça que a IA deve ser um material adicional, de apoio, e de forma nenhuma substituir o material didático tradicional e o apoio de professores. "É uma ferramenta muito poderosa e útil. Mas o estudante não está tão familiarizado com a IA como está com o material tradicional. Ainda mais a essa altura, faltando tão pouco tempo para as provas. O risco é do aluno ficar mais inseguro por ter acesso a uma ferramenta com muita informação, que pode fazer ele se sentir mal e despreparado." Ele sugere que a IA seja incorporada à forma de estudo a que o aluno já está acostumado. Uma sugestão, por exemplo, é enviar um arquivo em PDF com questões de uma determinada disciplina (ex: Física) do Enem para um desses chatbots e então pedir a elaboração de questões com base naquele material enviado. 💡 Outra dica é que os estudantes criem projetos dentro dos chats, de forma que a IA lembre dos pedidos anteriores e siga sempre o mesmo padrão de resposta. "Instruímos também que o aluno crie um projeto, para que a IA lembre tudo que você já pediu e perguntou, ficando tudo em um único chat." Correção de redações Ministério da Educação lançou aplicativo que usa IA para ajudar candidatos a estudar para o Enem. Ministério da Educação A startup Descomplica criou um sistema de correção de redação com apoio de IA que usou textos de outras redações e também a cartilha oficial do próprio Enem. Uma das vantagens é que a ferramenta, que é paga, consegue dividir as competências exigidas do candidato na redação e dizer o que está bom e o que precisa melhorar. ✍🏻 "Uma correção que levava dias agora é feita em poucos minutos", diz Juliana Tavares. "Não podemos só dar uma nota. É importante explicar no que o aluno errou, por que a nota é aquela, e então dar sugestão de melhorias." Ela conta que a tecnologia precisa passar por revisões constantes para evitar erros. E lembra de uma situação em que a IA confundiu John Locke, o filósofo inglês, com Loki, o irmão de Thor no universo da Marvel, em uma redação. "Precisamos tomar esse cuidado e revisão com corretores humanos." E como o estudante deve aproveitar esse tipo de tecnologia? "Com a oferta de temas para estudar na hora que quiser e a consistência na correção", avalia Claudio Hansen, professor de Geografia e Atualidades e gerente pedagógico do Descomplica. Ele diz também que o feedback mais rápido ajuda na organização de um cronograma de estudos. "O aluno tem uma carga muito grande pra estudar. Antes você enviava uma redação e levava dias para receber resposta. Isso impactava na organização do aluno." No Objetivo, uma ferramenta própria de análise de redações recebe os textos, dá um feedback automático e há também uma avaliação por um professor. "Por mais que seja uma IA que tem os limites feitos por nós, sempre colocamos a figura do professor dentro do processo", diz Marcello Vannini, que é diretor de tecnologia de informação do grupo Unip Objetivo. A ideia, explica, é revisar a avaliação feita e acrescentar mais informações, se necessário. Um dos requisitos obrigatórios é que o aluno escreva o texto à mão antes de submeter à plataforma. "O aluno baixa uma folha de redação e escreve, não digita. No dia em que for fazer a prova do Enem, ele vai ter de escrever, não digitar em um computador", diz Vannini.

Lixo Zero, usinas solares e iluminação LED: Juiz de Fora conquista 'Local Leaders Awards 2025' com projetos sustentáveis e inovadores

Publicado em: 05/11/2025 14:30

Juiz de Fora vence prêmio internacional 'Local Leaders Awards 2025' no Fórum da COP30 Frente Nacional de Prefeitos/Divulgação O município de Juiz de Fora venceu uma das categorias do prêmio Local Leaders Awards, que reconhece políticas locais eficazes e inovadoras de enfrentamento às mudanças climáticas. O anúncio foi feito na terça-feira (4), durante o Fórum de Líderes Locais da COP30, no Rio de Janeiro. “Esse é um reconhecimento mundial. Estamos entre as principais cidades brasileiras e do mundo — como Pequim e Oslo — que são referência pelo compromisso com a sustentabilidade. É um motivo de orgulho para Juiz de Fora”, destacou a prefeita Margarida Salomão (PT). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A cidade ganhou na categoria 'Transição Energética e Edificações Inteligentes', que premia iniciativas que tornam o consumo de energia mais limpo e eficiente. São elas: Modernização sustentável de equipamentos públicos, como o Ginásio Poliesportivo e a sede da Prefeitura, com tecnologias de eficiência energética, ventilação natural e aproveitamento da água da chuva; Ginásio Municipal de Juiz de Fora Associated Press/Divulgação Instalação de duas usinas fotovoltaicas, que garantem a autossuficiência energética de 86% dos prédios públicos municipais e uma economia estimada de R$ 13 milhões por ano; Usina fotovoltaica em Juiz de Fora Associated Press/Divulgação Substituição de 100% da iluminação pública por LED, com economia de mais de 30 mil MWh por ano e redução de 2.339 toneladas de CO₂ anuais; Juiz de Fora teve substituição de 100% da iluminação pública por LED, segundo a Prefeitura Associated Press/Divulgação Criação da Política Lixo Zero, que institui a separação obrigatória de resíduos em residências e estabelecimentos comerciais; Eco Ponto em Benfica, em Juiz de Fora Associated Press/Divulgação Universalização da coleta seletiva porta a porta, que já atende 100% da população urbana e evitou a emissão de 5.132 toneladas de CO₂ em 2024; Coleta Seletiva na Praça da Estação em Juiz de Fora Associated Press/Divulgação LEIA TAMBÉM: UFJF dá início a processo de instalação de usina de eletricidade solar fotovoltaica em Juiz de Fora Lixo Zero: prédios públicos iniciam coleta seletiva obrigatória em Juiz de Fora Juiz de Fora passa a ter todos os bairros atendidos pela coleta seletiva; veja como consultar rotas, dias e horários 🔎 Entenda o prêmio Local Leaders Awards - 9ª edição Objetivo: Celebrar projetos climáticos ambiciosos e inovadores com impacto mensurável e potencial de replicação. Importância: Reforçar o papel de prefeitos e lideranças locais na aceleração do progresso climático global rumo à 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Iniciativa: O prêmio é realizado pela Bloomberg Philanthropies, organização filantrópica fundada por Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York e empresário. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Piauí Saúde Digital leva telemedicina a 34 comunidades terapêuticas

Publicado em: 05/11/2025 14:18

O sistema já está ativo nas 34 unidades, e os primeiros resultados começam a aparecer. Divulgação A Coordenadoria Estadual de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (Cendfol) e a Secretaria da Saúde (Sesapi) concluíram a implantação do Piauí Saúde Digital em todas as comunidades terapêuticas parceiras do Governo do Piauí. A iniciativa representa um marco no fortalecimento da rede de atenção e cuidado, garantindo que acolhidos de todo o Piauí tenham acesso facilitado aos serviços de saúde por meio da plataforma digital. De acordo com a diretora de Interlocução Institucional da Cendfol, Karina Sampaio, o sistema já está ativo nas 34 unidades, e os primeiros resultados começam a aparecer. “Hoje finalizamos com 100% do Piauí Saúde Digital implantado nas CTs parceiras da Cendfol. Já estamos recebendo feedbacks positivos de que os acolhidos iniciaram o processo de atendimento na área da saúde, estão sendo encaminhados para tratamentos, protocolos medicamentosos e especialidades médicas do programa”, destacou. A diretora também ressaltou que, além do atendimento clínico especializado em dependência química, outras demandas de saúde estão sendo identificadas e acompanhadas por meio do sistema, fortalecendo a rede de assistência. A conclusão dessa etapa representa um avanço importante na integração entre tecnologia e cuidado, fortalecendo a gestão das informações em saúde e ampliando as possibilidades de acompanhamento dos acolhidos nas comunidades terapêuticas de todo o estado. A iniciativa representa um marco no fortalecimento da rede de atenção e cuidado. Divulgação

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A Unimed Sorocaba homenageia os médicos que, com cuidado, transformam vidas

Publicado em: 05/11/2025 14:03

No Mês do Médico, a Unimed Sorocaba homenageia os profissionais que fazem da medicina um ato de amor e cuidado Unimed Sorocaba/Divulgação Em 18 de outubro, foi comemorado o Dia do Médico, data que vai muito além da celebração. É uma oportunidade de reforçar os valores que sustentam a medicina e homenagear os profissionais que dedicam suas vidas a cuidar do outro, promovendo saúde, esperança e qualidade de vida. As origens da medicina remontam aos povos da Mesopotâmia, onde registros datados entre 1700 a.C. e 1200 a.C. já indicavam a realização de procedimentos cirúrgicos. Desde então, o conhecimento médico evoluiu de forma impressionante com o desenvolvimento de técnicas de diagnóstico e tratamento, que trouxeram avanços significativos para a saúde e para a qualidade de vida das pessoas. Essa trajetória reflete o compromisso contínuo dos médicos em aprimorar o cuidado. A cada novo século, a medicina se reinventa, mas sem jamais perder o que há de mais essencial: a humanidade no cuidado. A Unimed, maior cooperativa médica do mundo, nasceu justamente com o propósito de valorizar esses profissionais e promover uma medicina baseada na ética, na cooperação e no cuidado integral. Em Sorocaba, essa missão se renova com o cuidado que muda, evolui e se reinventa, mas nunca deixa de pulsar onde há vida. A quem, com mãos que acolhem e olhares atentos, transforma cada gesto em cuidado. Uma homenagem da Unimed Sorocaba a todos os médicos. Conheça a estrutura da Unimed Sorocaba Inserida no maior sistema de cooperativas de saúde do mundo, a Unimed Sorocaba é classificada como de grande porte por ter em sua carteira 162.656 clientes diretos, além de outros 89.438 mil atendidos via intercâmbio. Reafirmando o seu compromisso com a saúde no atendimento humanizado, a instituição conta com 1.302 cooperados e cerca de 3 mil colaboradores. Essa infraestrutura robusta permite uma rede ampla de atendimento na região, com diversas unidades em Sorocaba, como o Hospital Unimed Sorocaba - Dr. Miguel Soeiro, Núcleo de Atenção Integral à Saúde (NAIS), Intercâmbio, Unidade Avançada Zona Norte (atendimento assistencial e Pronto Socorro 24h, localizada no Shopping Cidade), Unidade Iguatemi (atendimento assistencial e comercial, localizada no Shopping Iguatemi Esplanada) e Unidade JK. Além disso, há 3 farmácias e um Centro de Distribuição de Medicamentos. A cooperativa também está presente nas cidades de Boituva, Piedade e Porto Feliz, ampliando o alcance dos seus serviços. Entre os destaques dessa estrutura, está o Hospital Unimed Sorocaba Dr. Miguel Soeiro, referência em atendimento, tecnologia, realização de cirurgias de alta complexidade e em transplantes de órgãos, incluindo coração, fígado e medula óssea. Saiba mais: www.unimedsorocaba.coop.br

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Príncipe William chega de VLT para assembleia do Prêmio Earthshot e diz que 'otimismo é palavra chave' na luta por mundo sustentável

Publicado em: 05/11/2025 13:57

Príncipe William visita o Cristo e encontra finalistas do Prêmio Earthshot Depois de visitar o Cristo Redentor pela manhã, o príncipe William, herdeiro do trono britânico, chegou por volta das 11h50 desta quarta-feira (5) ao Píer Mauá para a Assembleia de Impacto do Prêmio Earthshot. O príncipe chegou de VLT ao evento, localizado na Zona Portuária. A premiação, criada pelo representante da realeza britânica, acontece na noite desta quarta. A assembleia tem a presença de CEOs, representantes do governo, finalistas do prêmio, líderes indígenas e jovens defensores do meio ambiente. O príncipe William disse, em conversa no palco com a jornalista Christiane Amanpour, da CNN, que o prêmio Earthshot deste ano marca cinco anos, de um projeto de 10 anos, para a mudança ambiental e sustentável do projeto que motivou a criação do prêmio. Ele vê a possibilidade de mudanças com otimismo: “Otimismo é a palavra chave. Urgência mais otimismo é igual a ação. Há um sentimento de esperança de que podemos fazer isso, de transformar o mundo de uma forma mais saudável que jamais vimos”, disse William. Brasileiros finalistas Entre os finalistas ao prêmio, estão dois brasileiros: o projeto re.green, que reconstrói florestas em larga escala com tecnologia e inovação; e o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O TFFF prevê pagamentos a países que conservem suas florestas tropicais. No total, mais de 70 países em desenvolvimento poderão receber os recursos deste que pretende ser um dos maiores fundos multilaterais já criados. “Nós recebemos essa indicação com muita alegria. Tínhamos prometido que ele estaria operacional na COP30, e ele já está operacional. O presidente Lula aportou U$ 1 bilhão, a Indonésia também, e a gente espera que os investidores tragam recursos públicos para a gente alavancar recursos privados. Para cada dólar de recurso público, um dólar de recurso privado, podendo chegar a US$ 120 bilhões”, disse a ministra Marina Silva, que representou o Brasil no evento. Príncipe William no Cristo Redentor Stephanie Rodrigues/g1

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