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Os países onde as pessoas mais odeiam receber áudios do WhatsApp

Publicado em: 01/05/2026 05:03

Entre os mais ávidos defensores das mensagens de voz, estão os mexicanos Getty Images via BBC Em agosto de 2013, o aplicativo de mensagens WhatsApp (que, hoje, é de propriedade da empresa Meta) fez um anúncio ao público. Eles apresentaram, com relativamente pouco alarde, as mensagens de voz, uma função que permite enviar um fragmento de áudio para familiares e amigos. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Sabemos que nada substitui o som da voz de um amigo ou familiar", declarou entusiasmadamente a empresa, naquele comunicado. Treze anos se passaram e receber um áudio de 10 minutos de um amigo, contando sobre uma complexa disputa familiar ou um drama no trabalho, é uma experiência que algumas pessoas adoram e outras detestam. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Em lugares como a Índia, o México, Hong Kong e os Emirados Árabes Unidos, as mensagens de voz quase se igualam em popularidade às mensagens de texto, como a forma preferida de comunicação eletrônica. Mas países como o Reino Unido não parecem ter absorvido totalmente a febre das mensagens de voz. O instituto YouGov divulgou em abril uma pesquisa envolvendo mais de 2,3 mil adultos britânicos. Ela revelou que as mensagens de voz se popularizaram ligeiramente no último ano, mas apenas 15% dos entrevistados se comunicam por áudio com regularidade (ou seja, várias vezes por semana). Tanto entre homens quanto mulheres, de todas as faixas etárias, incluindo a geração Z (os nascidos entre 1996 e 2012), as mensagens de voz foram o método de comunicação menos popular entre os britânicos entrevistados. Anteriormente, o YouGov já havia concluído que o Reino Unido é o país mais reticente em relação às mensagens de voz em um grupo de 17 nações, em sua maioria países ricos. Dentre os entrevistados, os que preferem enviar mensagens de texto para os seus contatos totalizaram 83%, enquanto apenas 4% se declararam partidários das mensagens de voz. A pesquisa do YouGov não incluiu o Brasil. Mas, em junho de 2024, o CEO (diretor-executivo) da Meta, Mark Zuckerberg, declarou que "os brasileiros enviam mais figurinhas, participam mais de enquetes e enviam quatro vezes mais mensagens de voz no WhatsApp do que qualquer outro país", segundo o portal G1. Mas por que as mensagens de voz geram tanta controvérsia? E por que elas tiveram tanto sucesso em alguns países, mas não conseguiram se consolidar no Reino Unido? Impulso para a felicidade Em 2011, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, avaliaram as variações hormonais de um grupo de crianças ao receber ligações telefônicas dos seus pais, em comparação com mensagens de texto. O estudo revelou que os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, diminuíam quando eles ouviam a voz dos pais em uma ligação telefônica. Já a oxitocina, o hormônio relacionado à formação de relações positivas e vínculo afetivo, aumentava. A pesquisa analisou chamadas telefônicas, não mensagens de voz. Mas sua principal conclusão (sobre a importância de ouvir a voz de um ente querido) pode ser igualmente relevante. O psicólogo Seth Pollak participou do estudo de 2011. Ele afirma que valeria a pena repeti-lo, concentrando-se especificamente nas mensagens de voz. "Acredito que seria interessante incluir uma gravação, na qual você ouvirá alguém falando, mas sem necessariamente responder àquilo que está sendo dito", explicou ele. Seu palpite é que uma mensagem de voz pré-gravada provavelmente "terá menos impacto" emocional que uma ligação telefônica ao vivo, que nos permite responder em tempo real ao que estivermos ouvindo. Milhões de pessoas usam o WhatsApp em todo o mundo, mas uma das suas ferramentas gera controvérsias globais Samuel Boivin/NurPhoto via Getty Images Paralelamente, o psicólogo Martin Graff, da Universidade do Sul do País de Gales, no Reino Unido, pesquisa a comunicação online e afirma que as mensagens de voz podem oferecer formas de comunicação com maior carga emocional. "Acredito que isso se baseie, possivelmente, no que antes chamávamos de teoria da riqueza dos meios de comunicação", explica ele. "[Isso] significa que, se você enviar 'conteúdo multimídia enriquecido [ou seja, não apenas texto, mas também voz], você irá transmitir uma emoção, que poderia levar ao que chamamos de redução da incerteza. Com isso, ficaremos mais seguros em relação à pessoa com quem estamos falando." Por isso, não é de se estranhar que aplicativos de encontros, como Bumble, Happn e Grindr, incorporaram a função de mensagens de voz nos últimos anos. Mas por que, então, muitos britânicos continuam tão obstinados contra esta função? O país partidário das mensagens de voz Para a professora de sociologia Jessica Ringrose, do University College de Londres, talvez o estilo de comunicação dos britânicos seja mais reservado do que outras culturas. Ela explica que as mensagens de voz são atraentes "se você realmente gostar de falar e tiver esse componente comunicativo e até performático nos seus relacionamentos". Mas isso, de forma geral, não é comum na cultura britânica, que costuma ser considerada relativamente reservada em relação às emoções. "Vejo os britânicos certamente menos propensos a enviar mensagens de voz e mais breves nas suas interações", afirma a professora. Mas ela reconhece que "é difícil não cair em estereótipos ao comentar este assunto". Frente à falta de dados científicos atualizados, realizei minha própria pesquisa, pouco científica. Sou britânica de ascendência indiana, o que me dá uma perspectiva privilegiada sobre dois países com sentimentos radicalmente diferentes em relação às mensagens de voz. A Índia é um dos países que mais apreciam as mensagens de voz. A pesquisa de 2024 do YouGov revelou que 48% dos indianos consultados prefere receber mensagens de voz ou gosta de recebê-las tanto quanto as de texto, contra apenas 18% dos britânicos. Por isso, comecei questionando amigos e conhecidos no Reino Unido. O caso é que eu adoro as mensagens de voz. Mas sei que minha irmã Ramya fica irritada com elas. "Odeio as mensagens de voz porque são muito desequilibradas", explica ela. "Para quem envia a mensagem de voz, é muito fácil. É só pressionar o botão e sair falando sem parar. Mas quem a recebe... precisa prestar total atenção." "Você recebe uma mensagem de voz de seis minutos e não sabe se estão contando que a casa pegou fogo, se o gato morreu ou se estão apenas falando que o dia deles foi bom", exemplifica ela. Gyasi é um estagiário da geração Z que faz parte da minha equipe. Ele conta que as mensagens de voz, para ele, parecem "um pouco chatas", principalmente porque você precisa de fones de ouvido para escutá-las. Embora pareça contraditório, já que os jovens britânicos são os que mais usam as mensagens de voz, a mãe de Gyasi — Buzz, de 53 anos — declarou que elas são uma forma prática de colocar em dia uma ligação que estava pendente. Por outro lado, Daniela, de 30 anos, comentou que "as mensagens de voz me estressam um pouco, pois, depois que você as abre, é obrigado a ouvir até o fim". O repórter da BBC especializado em temas LGBT e de identidade, Josh Parry, talvez seja o maior defensor das mensagens de voz que conheço. Às vezes, suas mensagens chegam a durar 15 minutos (não é exagero). "Acredito que elas podem transmitir um contexto muito útil, quando você fala de alguma coisa", explica ele. "Você pode discutir as coisas de uma forma que, talvez, seja mais difícil de escrever e pode também transmitir nuances. E são muito práticas em relação às mensagens de texto quando levo os cachorros para passear. Outra amiga, Naomi, é designer e empresária. Ela disse que as mensagens de voz são úteis quando ela está com as mãos ocupadas. "Adoro mandar mensagens de voz quando estou ocupada", ela conta. "Quando tenho muitas coisas para fazer, se as crianças estiverem por perto e quando estou tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo." "É uma boa forma de ficar um pouco mais conectada", afirma Naomi. O fator do idioma Na Índia, país dos meus ancestrais, quase a metade da população prefere as mensagens de voz ou, pelo menos, gosta tanto delas quanto das mensagens de texto. Isso significa que as mensagens de voz passaram a ser uma parte fundamental da comunicação no país. A filial indiana do WhatsApp lançou recentemente um anúncio de nove minutos, com apresentação impecável, contando a história de um casal recém-casado fictício em uma zona rural do país, que se apaixonou através das mensagens de voz. Mas, no outro lado do espectro, criminosos estariam preferindo enviar ameaças por mensagens de voz, não de texto. Alguns afirmam que tudo isso se deve ao idioma. Em culturas multilíngues, como a Índia, as mensagens de voz facilitam a mistura de idiomas. As pessoas que falam hinglish (como chamamos a mistura fluente de hindi e inglês) podem se comunicar com mais naturalidade falando do que escrevendo, por exemplo. A Índia é um dos países em que as pessoas tendem a usar mais as mensagens de voz para se comunicar nas redes sociais Getty Images via BBC Shreya é estudante universitária em Pune, no Estado indiano de Maharashtra, oeste da Índia. Ela conta que seu grupo de amigos usa principalmente as mensagens de voz "porque falamos muitos idiomas". "Assim, costumo alternar entre minha língua materna, o marati, e o inglês", ela conta. "Testei o teclado marati, mas é muito complicado de usar", segundo ela. Shreya conta que só conhece uma pessoa que usa o teclado marati para escrever: sua avó. Já Namratha tem 29 anos e mora em Khargar, perto de Mumbai, na costa oeste da Índia. Ela conta que, como as pessoas falam diversos idiomas no seu país, mas não sabem necessariamente ler e escrever em todos eles, as mensagens de voz facilitam a comunicação. "Eu posso saber o idioma deles, mas eles não têm conhecimento suficiente do meu para poderem escrever", explica ela. "Talvez eles saibam falar, mas não escrever." Mas algumas coisas realmente transcendem fronteiras, como a necessidade de fofocar. Shreya, por exemplo, conta que as mensagens de voz "também transmitem melhor a expressão... por isso, quando se trata de contar fofocas, o que esperamos é uma mensagem de voz". Existem poucas pesquisas na Índia a este respeito. Mas a professora de sociologia Kathryn Hardy, da Universidade Ashoka de Sonipat, no norte do país, acredita ser "muito plausível" que as mensagens de voz sejam particularmente populares entre as comunidades rurais e em regiões com menor nível de alfabetização. "Observamos como muitas tecnologias foram implantadas nas comunidades rurais de forma quase instantânea, exatamente porque elas não exigem que se saiba ler, nem escrever", explica ela. "Este parece ser o uso mais óbvio das mensagens de voz: eliminar o problema não só da alfabetização, mas também da fluência." Será que o idioma também pode ajudar a explicar a aversão britânica às mensagens de voz? Rory Sutherland, colunista da revista The Spectator, acredita que sim. "Na verdade, temos um idioma bastante eficiente", explica ele. "Em inglês, não é preciso digitar 16 letras para pedir desculpas, o que torna a comunicação escrita mais atraente." A diáspora É preciso também destacar a popularidade das mensagens de voz em países com grandes comunidades residindo no exterior. A Índia, por exemplo, tem a maior diáspora do mundo. São mais de 35 milhões de indianos e pessoas com origem no país vivendo fora da Índia e cerca de 2,5 milhões que se mudam para o exterior todos os anos. No México, 53% da população afirma que gosta de receber mensagens de voz. E o país também tem uma grande comunidade no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Talvez as mensagens de voz ofereçam às pessoas que vivem em diferentes fusos horários a possibilidade de se manterem em contato de forma mais assincrônica que as ligações telefônicas, embora mais pessoal que as mensagens de texto. Hardy apoia esta teoria. Como norte-americana que mora na Índia há quase uma década, as mensagens de voz permitiram que seus filhos mantivessem o contato com os avós nos Estados Unidos. "Usamos mensagens de voz entre 10 e 20 vezes por semana", comenta ela. "Enviamos muitas." "Por isso, suspeito que pelo menos uma parte desse uso [na Índia] seja intergeracional ou se deva às longas distâncias e grandes diferenças de horário." Etiqueta e fofocas Ainda não sabemos se as mensagens de voz provocam aquele aumento de oxitocina observado no estudo de 2011, sobre as ligações telefônicas. E a conclusão de um eventual estudo a respeito, seja ela qual for, não mudará necessariamente a opinião pública. Rory Sutherland acredita que exista aqui uma questão de cortesia. "Talvez isso tenha a ver com o idioma inglês ou com as características britânicas, mas espero que ainda conservemos uma vaga noção do que seja a etiqueta", declarou ele. "Eu diria que gravar uma mensagem de cinco minutos é falta de cortesia em relação a quem recebe." De minha parte, não posso deixar de pensar que, como muitos de nós nos sentimos cada vez mais distantes, as pequenas gravações dos nossos amigos ocupam lugar importante e deveríamos considerá-las um tesouro. Como diz meu amigo Josh, "espero que elas nunca desapareçam. As nossas fofocas seriam muito menos interessantes se não houvesse as mensagens de voz."

Palavras-chave: tecnologia

Pesquisa revela ideação suicida de quase 1 em cada 5 universitários

Publicado em: 01/05/2026 05:01

Pesquisa revela ideação suicida de quase 1 em cada 5 universitários Agência RBS Infelizmente, a sensação de encontrar estudantes universitários deprimidos deixou de ser exceção para se tornar parte do cotidiano acadêmico. Embora ainda menos frequentes, os casos de suicídio entre universitários têm aumentado nos últimos anos, acendendo um sinal de alerta importante para instituições de ensino e pesquisadores. A literatura científica tem mostrado de forma consistente que depressão e ideação suicida frequentemente caminham juntas. No entanto, esse não é um vínculo absoluto. A ideação suicida — isto é, pensamentos sobre morrer, sobre pôr fim à própria vida ou ferir-se — pode emergir mesmo na ausência de sintomas depressivos intensos. Esse dado, aparentemente paradoxal, revela um ponto crucial: outros fatores, para além da depressão, também participam desse fenômeno complexo. Foi a partir dessa lacuna que nós, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), decidimos investigar, de forma mais ampla, os fatores associados à ideação suicida na comunidade acadêmica brasileira. Os resultados desse esforço acabam de ser publicados no periódico The Lancet Regional Health – Americas e oferecem uma visão mais abrangente e necessária sobre o tema. Muito além da depressão O objetivo central do estudo foi examinar fatores psicossociais de vulnerabilidade e proteção relacionados à ideação suicida, indo além da explicação tradicional centrada apenas na depressão. Para isso, analisamos diferentes dimensões da experiência humana, como sentimentos de solidão, otimismo, histórico de maus-tratos emocionais na infância e características demográficas. Essa abordagem mais integrada permite compreender a ideação suicida não como um fenômeno isolado, mas como resultado de múltiplas influências que se entrelaçam ao longo da vida. Ao fazer isso, acreditamos que nosso estudo contribui não apenas para o avanço científico, mas também para a criação de estratégias mais eficazes de identificação precoce e prevenção. Vídeos em alta no g1 Retrato da comunidade acadêmica A pesquisa contou com a participação de 3.828 pessoas, recrutadas por meio de e-mails, WhatsApp e redes sociais. A maioria dos respondentes era formada por mulheres (67,63%) e indivíduos brancos (66,74%), com predominância de jovens adultos entre 18 e 39 anos. Todas as informações demográficas foram autorrelatadas, seguindo categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A categoria “negros”, por exemplo, incluiu tanto pessoas pretas quanto pardas. Além disso, os participantes informaram se já haviam recebido diagnóstico de transtornos mentais, como depressão, ansiedade ou transtorno bipolar. Esses dados ajudaram a compor um panorama mais completo da saúde mental da amostra. O estudo faz parte do projeto PSIcovidA, uma investigação longitudinal sobre saúde mental na comunidade acadêmica brasileira. Ao final da participação, todos os voluntários receberam orientações e contatos para apoio psicológico. Como medir o invisível: tecnologia e saúde mental Para analisar os dados, recorremos a ferramentas de aprendizado de máquina, capazes de identificar padrões complexos em grandes volumes de informação. O modelo escolhido foi o Multiple Kernel Learning _(MKL), já utilizado em estudos anteriores e conhecido por pela capacidade de integrar diferentes dados com acurácia e por permitir melhor interpretação dos resultados. Esse tipo de abordagem permite integrar diferentes variáveis, que incluem desde sintomas psicológicos até características demográficas, em um único modelo preditivo. No estudo, foram incluídas medidas de depressão, solidão, otimismo e experiências adversas na infância. A ideação suicida, por sua vez, foi avaliada por meio de uma pergunta direta sobre pensamentos de morte ou autolesão nas últimas duas semanas. Qualquer resposta diferente de “nenhuma vez” já era considerada um indicativo de risco, seguindo protocolos amplamente utilizados na literatura científica. Números preocupantes Os resultados revelaram que 18,86% dos participantes apresentaram ideação suicida, ou seja, quase um em cada cinco pessoas da amostra. Trata-se de um dado expressivo, que reforça a urgência de olhar com mais atenção para a saúde mental nas universidades. Os modelos de análise mostraram que é possível distinguir, com boa precisão, indivíduos com e sem ideação suicida. Como esperado, os sintomas depressivos foram os principais preditores. No entanto, eles não contaram toda a história. Outros fatores como otimismo, sentimentos de solidão e histórico de maus-tratos emocionais tiveram peso relevante na classificação, respondendo por cerca de metade da explicação do fenômeno. Dor e esperança: o equilíbrio entre risco e proteção Um dos achados mais interessantes diz respeito ao papel do otimismo. Diferentemente dos fatores de risco, ele apareceu com peso negativo no modelo — ou seja, quanto maior o nível de otimismo, menor a probabilidade de ideação suicida. Esse resultado sugere que o otimismo funciona como um importante fator de proteção. Pessoas que tendem a enxergar o futuro de forma mais positiva parecem estar mais protegidas contra pensamentos suicidas, mesmo diante de dificuldades. Essas conclusões dialogam com a chamada teoria dos três passos do suicídio, que propõe que a ideação suicida surge da combinação entre dor psicológica e desesperança. Nesse contexto, fatores como solidão e maus-tratos emocionais na infância contribuem para a dor, enquanto o otimismo atua como um amortecedor contra a desesperança. MEC proíbe educação à distância (EAD) em Direito e em outras 4 graduações Marcas da infância que atravessam o tempo Outro ponto relevante foi o impacto dos maus-tratos emocionais na infância. Experiências como abuso e negligência emocional responderam por cerca de 22% do peso total no modelo. Um valor expressivo e preocupante. Esses achados reforçam evidências já conhecidas: vivências adversas na infância podem deixar marcas duradouras na saúde mental. Em nosso estudo, sentimentos como “ter sido uma criança indesejada” ou “ter sofrido abuso emocional” estiveram fortemente associados à ideação suicida. Mesmo quando os sintomas depressivos são considerados, essas experiências continuam exercendo influência, mostrando que o passado emocional pode moldar profundamente a forma como lidamos com o sofrimento no presente. Solidão: o risco silencioso A solidão também apareceu como um fator relevante, ainda que com peso moderado. A sensação de falta de companhia, mais do que o isolamento físico em si, foi um dos indicadores mais importantes. Estudos anteriores já apontam que a solidão está associada à ideação suicida em diferentes populações, inclusive entre estudantes brasileiros. Ela pode intensificar o sofrimento emocional e aumentar a sensação de desconexão, tornando o indivíduo mais vulnerável. Ao mesmo tempo, a solidão desperta o desejo de pertencimento — um paradoxo que evidencia a importância de estratégias que fortaleçam vínculos sociais e reduzam o sentimento de ser um fardo para os outros. O que fazer com esses achados? Os resultados do estudo apontam para uma conclusão clara: não é suficiente olhar apenas para a depressão ao avaliar o risco de ideação suicida. É preciso adotar uma abordagem mais ampla, que considere múltiplos fatores emocionais, sociais e biográficos. Isso tem implicações diretas para políticas de saúde mental nas universidades. Protocolos de rastreamento mais completos, intervenções que promovam otimismo e pertencimento, e ações de apoio psicológico podem fazer diferença. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer os limites do estudo. As principais são o delineamento transversal, que impede estabelecer relações causais, e a limitada generalização dos achados, em função da amostra acadêmica e do contexto específico da pandemia. Além disto, a maioria das pesquisas ainda se concentra em países de alta renda, e os resultados podem variar em diferentes contextos culturais. Portanto, investigar a realidade brasileira representa um passo fundamental. No fim das contas, o que este estudo revela é algo profundamente humano: o sofrimento psíquico não tem uma única causa. E, portanto, também não terá uma única solução. Compreender a ideação suicida exige escutar histórias, reconhecer vulnerabilidades e, sobretudo, identificar caminhos de proteção. Entre eles, talvez um dos mais poderosos seja justamente aquele que o estudo destacou: a capacidade de ainda esperar que coisas boas possam acontecer. **Participaram da produção deste estudo os seguintes pesquisadores: Priscila Maria de Oliveira da Fonseca (Uerj), Débora Christina Muchaluat Saade (UFF), Isabel de Paula Antunes David (UFF), Eliane Volchan (UFRJ), Fátima Erthal (UFRJ). **A pesquisa que provocou este artigo contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). *Orlando Fernandes Junior recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Arthur V. Machado recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Letícia de Oliveira recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). *Liana Portugal recebe financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). *Mirtes Garcia Pereira recebe financiamento da FAPERJ, CNPq e CAPES

Palavras-chave: tecnologia

Veja o que abre e fecha em BH no feriado do Dia do Trabalhador

Publicado em: 01/05/2026 05:01

Vista panorâmica de BH Lucas Franco/TV Globo O funcionamento dos serviços públicos de Belo Horizonte será alterado nesta sexta-feira (1º). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Veja abaixo o que abre e fecha na capital mineira: 💉 Saúde Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospital Metropolitano Odilon Behrens, Central de Internação, Samu, Serviço de Urgência Psiquiátrica Noturno, Centros de Referência em Saúde Mental e laboratórios das UPAs: funcionam normalmente 24h. Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais: Funciona das 8h às 18h. Serviço de Atenção à Saúde do Viajante: funciona nesta segunda-feira das 8h às 17h, e fecha em 21 de abril. Centros de Saúde, Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, Central de Atendimento a Liminares, Centros de Esterilização de Cães e Gatos, Laboratórios regionais e Central, Centros de Referência a Saúde do Trabalhador, Centro de Controle de Zoonoses, Laboratórios de Zoonoses, Academias da Cidade, Centros de Convivência, Centros de Especialidades Médicas, o Centro de Treinamento e Referência, os Centros de Testagem e Aconselhamento, as Unidades de Referência Secundária, Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem, o Centro Municipal de Oftalmologia, os Centros de Reabilitação e os Centros de Especialidades Odontológicas, Teleconsultas: não funcionam 🌲 Parques municipais e zoológico Zoológico e Jardim Botânico de Belo Horizonte: abertos nos dias 01/05, 02/05 e 03/05, das 8h às 17h (entrada até 16h). Aquário do Rio São Francisco (dentro do zoológico): abertos nos dias 01/05, 02/05 e 03/05, das 8h às 16h30 (entrada até 16h). Parque Municipal Américo Renné Giannetti, Parque Municipal Tião dos Santos, Parque Municipal Ursulina de Andrade Mello, Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado, Parque Municipal Monsenhor Expedito D'Ávila (Julien Rien) e Parque Municipal Ismael de Oliveira Fábregas: abertos nos dias 01/05, 02/05 e 03/05. (lista completa e horários disponíveis aqui). ✝️ Cemitérios públicos Cemitérios municipais: abertos das 7h às 17h, exclusivamente para realização e atendimento de velórios e sepultamentos. O plantão para agendamentos funciona das 7h às 18h. 🛏️ Assistência social Diretorias Regionais de Assistência Social (Dras), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centro-Dia de Referência para as Pessoas com Deficiência, Centro-Dia de Referência para as Pessoas Idosas, Serviço de Atenção ao Migrante: não funcionam. Abrigos, Casas de Passagem, Residências Inclusivas, Repúblicas e Pós Alta Hospitalar: funcionam normalmente. Sepultamento gratuito: plantão, das 7h às 19h, na Rua Rio de Janeiro, 1187, 5º andar - Centro. O telefone é (31) 3277- 9834. 🏳️‍🌈 Direitos Humanos Conselho Tutelar: funciona normalmente, em regime de plantão centralizado, atendimento 24h, na Rua Rio de Janeiro, 1187 - 8º andar - Centro. Centro de Referência das Juventudes, Centros de Referência da Pessoa Idosa, Centro de Referência LGBT e Centro Especializado de Atendimento à Mulher: não funcionam. 🍽️ Segurança alimentar e nutricional Restaurantes Populares I, II, III e IV: restaurantes Populares I, II, III e IV funcionarão normalmente no dia 1° de maio com oferta de almoço exclusivamente à população em situação de rua, a partir das 12h. Refeitório Popular João Bosco Murta Lages (Câmara Municipal): não funcionará no dia 1º de maio. 🎭 Equipamentos culturais Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte e centros culturais: não funcionam. Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado: funcionamento normal (de terça-feira a sábado, das 9h às 17h). Casa do Baile: funcionamento normal de terça-feira a sábado, das 10h às 18h. Museu Casa Kubitschek: funcionamento normal de quarta a domingo, das 10h às 18h. Museu Histórico Abílio Barreto: funcionamento normal de quarta a domingo, das 10h às 18h. Museu da Imagem e do Som: funcionamento normal de terça-feira a sábado, das 10h às 18h. Museu da Moda de Belo Horizonte: funcionamento normal de quarta a sábado, das 10h às 18h. Às terças, o museu abre às 12h. Teatro Marília, Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/ Teatro Raul Belém Machado: sem programação nos dias 20 e 21 de abril. 🚌 Transporte público Ônibus municipais: o transporte coletivo vai operar no dia 1º com quadro de horário de feriado. 🗑️ Limpeza urbana Não haverá serviços de limpeza urbana. 🐶 Hospital veterinário Complexo Público Veterinário: não funciona. 💳 Comércio O comércio de Belo Horizonte, incluindo lojas e shoppings, está autorizado a funcionar nesta sexta-feira (1º). 📃 Outros serviços BH Resolve e Procon Municipal: não funcionam. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

Palavras-chave: câmara municipal

De irregular a indispensável: transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade

Publicado em: 01/05/2026 05:00

Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Era 14h de uma sexta-feira quando começaram a ser pedidas as primeiras corridas através de um aplicativo de transporte em Fortaleza. Desde então, uma década se passou de um serviço que transformou a mobilidade urbana da cidade. Disputas em meio à regularização, mudanças na estrutura da cidade e impacto no transporte público são alguns dos principais pontos envolvidos na atuação de um serviço que, hoje, é indispensável na capital. A Uber começou a operar em Fortaleza em 29 de abril de 2016, há 10 anos, com a modalidade UberX (exclusiva de carros) - que segue disponível. No ano seguinte, começou a operar a empresa 99 em na capital cearense, também com carros. Em junho de 2021, começaram a circular as motos da Uber na capital. Um ano depois, aconteceu a chegada da categoria 99 Moto. Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Esta é a primeira reportagem de uma série publicada pelo g1 que aborda os aspectos e impactos do serviço de corridas por aplicativos de transporte em Fortaleza ao longo de uma década. Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Louise Anne Dutra/SVM A chegada dos aplicativos de transporte teve impacto direto na mobilidade urbana e na estrutura da cidade. Diminuição dos usuários de transporte público (também evidenciada pela pandemia de Covid-19), espaços dedicados a esses condutores e alterações urbanas estão entre as mudanças da última década. O serviço também trouxe oportunidades de ocupação a profissionais que buscavam formas alternativas de renda. A princípio, eram irregulares, pois não havia cobrança de impostos ou regras burocráticas a obedecer. Hoje, regularização e representação da categoria buscam garantir direito aos profissionais que ainda convivem com rotinas exaustivas de trabalho. Uma década depois, é impensável imaginar a mobilidade urbana de Fortaleza desconectada dos aplicativos de transporte. A efetivação da categoria na cidade, no entanto, encarou diversos obstáculos que passaram por insegurança pública e disputa de espaço com taxistas (regulares e piratas). Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Louise Anne Dutra/SVM ‘Se torna viciante’ Evans Sousa é motorista por aplicativo em Fortaleza desde 2016. Fabiane de Paula/SVM Evans Sousa é motorista de aplicativo na capital desde setembro de 2016, então acompanhou de perto todas as mudanças no serviço. Engajado na categoria, hoje ele é presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo do Ceará (AMAP-CE). “Trabalhar com aplicativo se torna viciante. Você não consegue mais sair. Por quê? A maioria dos trabalhos, você tem que seguir aquele tempo, horário, carga horária. Você recebe só aquela quantidade por mês. E, com as chegadas do aplicativo em Fortaleza, te deu a possibilidade de você ganhar mais. O motorista se acostumou com aquilo, de fazer seu próprio valor, de fazer a sua carga horária. No começo, foi muito bom. Sendo totalmente diferente do que é hoje”, destacou. “O lado bom é que deu oportunidade de trabalho para muitas pessoas que não têm acesso a uma profissão. E, dentro do aplicativo, hoje pode ter um ganho maior e melhor do que um salário mínimo. Eu acho que, com essa possibilidade, [a gente] trabalha muito, mas abre esse leque para que uma pessoa comum possa sobreviver e se sustentar. Tem que ter disciplina, senão não consegue”, complementou Evans. Os aplicativos se tornaram a principal forma da fiscal ambiental Fernanda Araújo se locomover na cidade. “Atualmente eu uso aplicativos de transporte para basicamente tudo que eu vou fazer na minha vida. Para trabalho eu uso aplicativo de transporte, academia, às vezes para o mercado. Para tudo que eu puder usar, eu estou usando”, disse a jovem de 28 anos. Ela já foi usuária do transporte público na capital, mas, há seis anos, optou por usar exclusivamente os carros de aplicativo. “Quando eu andava de ônibus, era complicado porque eu ficava muito vulnerável na questão de segurança. Os ônibus não eram tão confortáveis, e ainda tem o tempo que a gente leva pra chegar no local específico que a gente quer. Então, o transporte por aplicativo acaba sendo mais viável e até mais confortável também”, destacou. Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Louise Anne Dutra/SVM Saída da irregularidade Carros e motos por app em Fortaleza cumprem papel fundamental na mobilidade urbana. José Leomar/SVM O serviço das empresas como a Uber e 99 travou muitas batalhas até conseguir se consolidar como um elemento basilar da mobilidade urbana de Fortaleza. Novidade, com promessa de independência financeira desburocratizada, as plataformas de transporte paravam na desconfiança popular e nos conflitos com taxistas, que temiam perder espaço e clientes na capital. “Na chegada deles [aplicativos de transporte] em 2016, que o poder público fazia apreensões, porque não era regulamentado, então havia um grande embate: os aplicativos, principalmente o Uber, era a solução da vida do motorista, e o poder público era tido como o grande vilão”, lembrou George Dantas, presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), órgão municipal responsável pela regulamentação da categoria. “Hoje em dia, isso mudou um pouco de figura, esse profissional já começa a observar o poder público como um grande parceiro. Ou, mesmo quando não um parceiro, mas alguém que o profissional deve buscar para atingir os seus objetivos”, comentou. Em 8 de junho de 2018, foi aprovada uma lei municipal que estabeleceu as regras para os aplicativos de mobilidade em Fortaleza. No mesmo ano, Uber e 99 regularizaram a situação com o poder público. “A regulamentação trouxe uma coisa positiva da documentação. Você saber que aquele motorista passou pela análise, é um motorista que foi verificado. Como o meu carro é vistoriado para poder prestar um bom serviço para o cliente. Antigamente, era qualquer carro, carro amassado, carro sujo. Hoje você tem que ter um padrão no carro. E a cada ano, esse carro passa pela vistoria”, explicou Evans Sousa. O presidente da Etufor afirmou que, “com a profissionalização, esses profissionais começaram a buscar os seus direitos. Lá atrás, basicamente, o direito que se mostrava era o direito de poder trabalhar. Existia dentro da categoria, que se formava muito aquele discurso da liberdade econômica, de que eu posso trabalhar de qualquer jeito, eu já tenho o meu carro e eu posso fazer. Hoje, com a profissionalização, essas pessoas já têm uma consciência muito maior do que é bom, do que é ruim”. Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Louise Anne Dutra/SVM Evolução do serviço Regularização do serviço de transporte por aplicativos em Fortaleza aconteceu em 2018. Fabiane de Paula/SVM Fabrício Ribeiro, diretor de Operações da 99, apontou, entre as melhorias, a usabilidade dentro do app para o passageiro e também para o motorista. “Na área de segurança, a gente criou muito algoritmo que faz modelo preventivo e atua melhor na prevenção de incidentes. Os próprios algoritmos que fazem a precificação, campanhas para os usuários, etc, tudo isso avançou bastante”, disse. “Digamos que a gente estava lá dez anos atrás, com um modelo ainda muito mais rudimentar, meio arcaico. As coisas ainda eram geridas de maneira muito mais manual do que hoje. Então, melhorou bastante, tanto a experiência de produto quanto a inteligência do negócio. Fortaleza em si, junto com algumas cidades do Nordeste, foram cidades que nos últimos três anos a gente decidiu investir bem mais que a média”, explicou. “Isso inclui tanto preços mais baixos para o passageiro, mas também muito investimento de motorista para fazer mais campanha. Então, a gente opera com margem estruturalmente mais baixa, porque foi uma das cidades do Nordeste que a gente viu que tinha mais potencial de crescer”, destacou o representante da 99. Fabrício, inclusive, revelou que Fortaleza tem uma população de usuários do transporte por aplicativo maior que a média nacional. A região metropolitana da capital tem mais de 1 milhão de usuários da 99. “Tem gente que fala que a temperatura influencia um pouco, porque é mais calor, as pessoas querem viajar e andar mais de carro. Com certeza, o transporte público influencia, mas não dá para comparar exatamente o transporte público de uma cidade com a outra. Além disso, as pessoas se sentem mais seguras usando a plataforma. Então, tem diversos fatores que contribuem para isso”, explicou. A Uber informou, em nota, que a segurança é um compromisso prioritário. “O Brasil conta com o primeiro Centro de Desenvolvimento Tecnológico da empresa na América Latina, inaugurado em 2018. Em 2024, anunciamos um investimento de R$ 1 bilhão ao longo de cinco anos para a expansão dele”, disse a empresa. “Atualmente, contamos com 480 profissionais de tecnologia e esperamos alcançar 700 colaboradores até o final de 2025. Grande parte dos novos recursos de segurança que chegam ao aplicativo estão sendo desenvolvidos no país, com a participação de engenheiros e especialistas brasileiros”, complementou. Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade. Louise Anne Dutra/SVM Mudanças na cidade Prefeitura de Fortaleza inaugurou "Paradinha", espaços destinados exclusivamente a condutores de app. Prefeitura de Fortaleza/Reprodução O grande fluxo de passageiros e a efetivação das plataformas de aplicativo na capital fizeram surgir necessidades de adaptação na cidade. Um exemplo é o espaço destinado a motoristas de aplicativo no Aeroporto Internacional de Fortaleza. O local já foi palco de diversos conflitos entre motoristas de aplicativo, taxistas e condutores irregulares. "O grande desafio de centros de mobilidade, como é o caso de aeroportos, é buscar organização e segurança na chegada e saída dos usuários. Pensando nisso, a Fraport Brasil decidiu setorizar os pontos de embarque e desembarque de passageiros, tornando o caminho de quem precisa mais fácil, buscando evitar aglomeração de pessoas e tornando o processo mais rápido e ágil”, disse Rodrigo Sousa, diretor comercial da Fraport Brasil. O crescimento do serviço das corridas por aplicativo em Fortaleza impactou também a dinâmica do transporte público da capital. Em 2025, Fortaleza registrou cerca de 520 mil passageiros utilizando o transporte público por dia, uma queda drástica em relação a 2015, quando esse número chegava a 1,15 milhão — conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Em 2026, a capital inaugurou espaços inéditos dedicados exclusivamente aos condutores de aplicativo: as “Paradinhas”. A primeira Paradinha foi inaugurada no bairro Papicu, no viaduto da Avenida Engenheiro Santana Júnior com a Avenida Santos Dumont. A segunda está localizada sob o viaduto das avenidas Pontes Vieira e 13 de Maio, sobre a Avenida Aguanambi, no bairro de Fátima. Esta é exclusiva para motos e bicicletas. A Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) disse que a ampliação dos serviços por aplicativo trouxe novas dinâmicas para a mobilidade urbana. Com isso, o órgão tem aprimorado o planejamento viário com foco na otimização do tráfego e na segurança, adotando medidas como o reforço da sinalização, além da intensificação da fiscalização preventiva em pontos estratégicos. Já com relação à variação do fluxo de veículos, a AMC disse que está relacionada a diversos fatores, como o crescimento da frota, a retomada das atividades econômicas e mudanças no comportamento da população. “Embora existam indícios associados ao maior uso dos veículos particulares e redução do uso do transporte público, não é possível atribuir esse crescimento exclusivamente ao uso de aplicativos sem a realização de estudos específicos”, explicou o órgão municipal. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará Transporte por app em Fortaleza completa 10 anos com impactos na mobilidade.

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Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos; entenda o que está por trás do esgotamento no trabalho

Publicado em: 01/05/2026 04:01

O Brasil enfrenta um agravamento da crise de saúde mental no trabalho, com impacto direto na vida de milhares de profissionais. Dados do Ministério da Previdência Social, obtidos com exclusividade pelo g1, mostram que os afastamentos por burnout cresceram 823% em quatro anos. Em 2025, foram concedidos 7.595 benefícios por incapacidade temporária por esgotamento profissional, contra 823 em 2021 — quase nove vezes mais no período. (veja o comparativo ano a ano abaixo) 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Afastamentos por burnout crescem mais de 800% em quatro anos Arte g1 O avanço também é observado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). As denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho passaram de 190 para 1.022 entre 2021 e 2025 — aumento de cerca de 438%, ou 832 registros a mais. (confira o comparativo abaixo) No ano passado, o g1 mostrou que o país havia atingido um pico histórico de afastamentos por transtornos mentais em 2024. Em 2025, o cenário não apenas se repete como se intensifica: mais de meio milhão de licenças foram concedidas por esse tipo de adoecimento. Vídeos em alta no g1 Diante do avanço dos números, o governo federal anunciou uma atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata do gerenciamento de riscos psicossociais e prevê punições a empresas por práticas que afetem a saúde mental dos trabalhadores. A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, mas, após pressão de entidades empresariais, foi adiada para maio deste ano. Mas por que esse aumento vem acontecendo? O que há por trás do esgotamento no trabalho? Especialistas afirmam que os transtornos mentais são multifatoriais e não têm uma única explicação. Psiquiatras e analistas apontam que vínculos precários, jornadas longas, baixos salários, metas inalcançáveis e pressão constante ajudam a construir um ambiente de trabalho que empurra profissionais para o estresse crônico. A pandemia também deixou marcas profundas. Embora o desemprego e a informalidade tenham recuado, persistem efeitos das mudanças recentes, como a intensificação do ritmo de trabalho e o uso massivo de tecnologias digitais. Além disso, o crescimento do emprego formal não foi acompanhado por melhorias equivalentes nas condições de trabalho. Soma-se a isso o déficit de auditores fiscais, que limita a fiscalização das relações trabalhistas no país. Nesta reportagem, você ainda vai entender: O que justifica esse aumento? Quem são esses trabalhadores? O que diz a legislação sobre burnout? Atraso na atualização da NR-1 Saúde mental no trabalho: o que mostram os dados Arte g1 O que justifica esse aumento? Para especialistas, os números não indicam apenas uma explosão repentina de novos casos, mas uma combinação de piora real nas condições de trabalho, maior reconhecimento do problema e mudanças na forma de registrar o sofrimento psíquico relacionado ao ambiente profissional. Segundo o psiquiatra Arthur Danila, Coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida (PROMEV) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o aumento deve ser interpretado como resultado de três fenômenos simultâneos. “O trabalho ficou mais acelerado, mais conectado, mais monitorado e mais competitivo. Ao mesmo tempo, passamos a reconhecer melhor que parte do sofrimento mental tem relação direta com o ambiente ocupacional”, afirma. De acordo com o especialista, houve uma piora objetiva das condições psicossociais no trabalho. Muitos profissionais convivem com altas demandas, pressão constante por resultados, insegurança econômica e pouca possibilidade de recuperação entre uma jornada e outra. Outro fator é a chamada jornada expandida invisível. Mesmo fora do horário formal, trabalhadores permanecem conectados por mensagens, e-mails e plataformas digitais, o que dificulta o descanso psicológico. “O trabalhador contemporâneo vive mais conectado, mais monitorado, mais competitivo e com menos previsibilidade. É uma combinação muito tóxica”, explica. Essa permanência em estado de alerta contínuo, segundo Danila, mantém o organismo em modo de ameaça. Segundo ele, esse estado de alerta contínuo compromete a capacidade de recuperação do organismo. “O sono piora, a irritabilidade aumenta, a concentração cai. A fronteira entre trabalho e vida pessoal foi corroída. O descanso existe fisicamente, mas não mentalmente”, diz. Desde 2022, o burnout passou a integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID-11), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com isso, deixou de ser tratado apenas como “estresse” e passou a ser reconhecido como fenômeno ocupacional ligado ao trabalho. (veja abaixo o que mudou) Isso também ajudou a delimitar melhor o conceito. Diferentemente de uma doença médica isolada, o burnout é definido como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente manejado. O quadro é caracterizado por três dimensões principais: exaustão intensa, distanciamento mental ou cinismo em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional. “Não se trata de usar o termo como rótulo para qualquer sofrimento. É preciso avaliar se os sintomas estão diretamente relacionados ao contexto de trabalho”, afirma o psiquiatra. Para o especialista, há sinais de redução parcial do estigma em relação à saúde mental. Mais trabalhadores procuram ajuda antes de um colapso total, e o tema passou a ser discutido com mais frequência em empresas e instituições. Por outro lado, os quadros chegam aos serviços de saúde com maior complexidade clínica. “Muitos pacientes apresentam insônia persistente, crises de ansiedade, sintomas depressivos e prejuízo significativo na vida pessoal e familiar. O risco é banalizar o burnout, mas é ainda mais grave tratá-lo como fragilidade individual”, diz Danila. Segundo ele, há fortes indícios de que o problema foi subnotificado no passado. Muitos casos eram registrados como depressão, ansiedade ou estresse, sem associação formal com o trabalho. Em outros, o sofrimento sequer chegava aos sistemas oficiais. Havia vergonha em associar adoecimento mental ao trabalho, tanto por parte dos trabalhadores quanto das empresas." Transtornos mentais Otávio Camargo/Arte g1 Quem são esses trabalhadores? A experiência de quem passou pelo burnout ajuda a entender como o problema se desenvolve no cotidiano profissional. É o caso de Marcela Moreira, formada em física e com carreira na área de dados em um banco. Ela começou a perceber sinais de esgotamento após anos lidando com metas rígidas, pressão constante e mudanças sucessivas de equipe. Segundo ela, o ambiente corporativo já era marcado por estresse crônico, mas a situação se agravou quando passou a atuar em uma área com demandas mais urgentes e cobrança diária por resultados. “O trabalho exige que você esteja sempre se provando, aprendendo sozinho e entregando rápido. Isso vai se acumulando”, conta. " "Existe uma pressão muito grande para atingir metas. Elas não podem ser impossíveis, mas também não podem ser fáceis. Isso cria uma cobrança constante, que foge do saudável”, afirma. Com o tempo, o estresse se tornou contínuo. Marcela diz que demorou a perceber a gravidade da situação porque o cansaço havia se tornado parte da rotina. “Aquilo estava tão normalizado que eu achava que era só o meu estado padrão de sobrevivência”, relata. O alerta veio quando pessoas próximas começaram a questionar se ela estava bem. Entre os principais sintomas, ela relata uma alternância entre apatia e picos de ansiedade. “Ou eu não conseguia me importar com nada, ou entrava em pânico. Não tinha meio-termo.” Os sintomas se intensificaram após a retirada gradual de um antidepressivo que ela usava havia anos. Em consulta médica, recebeu a orientação para se afastar temporariamente do trabalho. Pouco tempo depois, acabou sendo demitida sem justa causa. Ela descreve o período como uma mistura de vergonha e alívio. “Foi um baque no ego, mas a sensação de alívio físico foi imediata. Era como se meu corpo entendesse que a pressão tinha acabado.” Hoje, ela busca reorganizar a vida profissional e cuidar da saúde mental. Para Marcela, a experiência deixou um alerta: “Não dá para tratar exaustão como algo normal. Eu precisei parar para perceber isso.” Marcela Moreira, formada em física e com carreira na área de dados em bancos, se afastou do trabalho por burnout Reproduçã/Instagram Outro caso é o da pedagoga e doutoranda Cristine Oittica, com mais de 15 anos de atuação na educação pública. Ela afirma que passou a adoecer mentalmente após ingressar no terceiro setor, em 2022, em uma grande fundação ligada ao sistema financeiro. Contratada como analista educacional, diz que desde o início foi excluída de projetos estruturantes e direcionada a tarefas operacionais, apesar da experiência e da formação acadêmica. “Eu via colegas com o mesmo cargo sendo alocados em projetos, crescendo e sendo promovidos. Eu não tinha projeto, não tinha estado, não tinha lugar”, relata. Segundo Cristine, pedidos de feedback e de desenvolvimento profissional recebiam respostas vagas, sem critérios claros para crescimento. Ao longo de quase quatro anos, ela passou por cinco gestões diferentes, sem um plano formal de desenvolvimento. A falta de reconhecimento gerou um sentimento constante de frustração. “Chegou um momento em que eu pensei: o problema sou eu. Comecei a trabalhar cada vez mais para tentar provar meu valor.” Com o tempo, os impactos passaram a aparecer na saúde. Ela relata insônia severa, crises de ansiedade, exaustão extrema, dificuldade de concentração e isolamento social. Nesse período, descreve jornadas prolongadas, ausência de pausas reais — inclusive em viagens de trabalho — e um ambiente marcado por cobrança velada e competição interna. “A gente batia o ponto, mas nunca parava de trabalhar. O trabalho ocupava o almoço, o jantar, a viagem, a cabeça”, afirma. “Eu trabalhava 12, 14 horas por dia, mesmo fora do expediente. O corpo entra em estado de alerta constante”, completa. Cristine buscou terapia e acompanhamento psiquiátrico e acionou canais internos da empresa para relatar episódios de assédio e discriminação, mas as denúncias, segundo ela, foram consideradas inconclusivas. Entre 2024 e 2025, passou por sucessivos afastamentos médicos. O diagnóstico formal registrado foi de transtorno de ansiedade generalizada — e não burnout, o que, segundo especialistas, pode dificultar o reconhecimento do vínculo entre adoecimento e trabalho. Após retornar de férias, foi demitida no mesmo dia. “A mensagem que ficou é que tudo o que eu fiz não foi suficiente. Isso desmonta a pessoa”, afirma. Hoje, Cristine segue em tratamento e tenta reconstruir a rotina. Para ela, o debate sobre saúde mental no trabalho precisa considerar quem são os trabalhadores que adoecem. O adoecimento tem cor, gênero, classe social. Não é só contratar. É preciso cuidar do que acontece depois. Cristine Reis Oittica, 36 anos, pedagoga e doutoranda, foi demitida após afastamento do trabalho. Arquivo Pessoal O que diz a legislação sobre burnout? A inclusão do burnout na CID-11 aumentou a visibilidade do problema, mas não alterou automaticamente o enquadramento jurídico no Brasil. Na prática, o reconhecimento ainda depende da comprovação de que o adoecimento está relacionado ao trabalho. A advogada trabalhista Nathalia Sequeira Coelho explica que o impacto é mais interpretativo do que legal. “A entrada do burnout na CID-11 é importante, mas o reconhecimento jurídico depende da prova do nexo causal entre o trabalho e a doença.” Ou seja: o burnout pode ser equiparado a acidente de trabalho quando ficar comprovado de que o adoecimento está ligado ao trabalho. Para comprovar esse vínculo, é necessário reunir elementos como: diagnóstico médico consistente relatórios clínicos eventual afastamento previdenciário perícia médica provas das condições de trabalho, como excesso de jornada, metas abusivas, cobranças desproporcionais, assédio moral, acúmulo de funções e registros (e-mails, ponto, mensagens e testemunhas) O problema, segundo especialistas, é que muitas dessas situações não ficam formalmente registradas — e colegas de trabalho podem ter receio de depor. “A prova muitas vezes depende de testemunhas, e colegas ainda têm receio de se comprometer”, afirma. “Além disso, por se tratar de adoecimento psíquico, há discussão sobre fatores pessoais, o que exige demonstrar que o trabalho foi causa ou, ao menos, concausa relevante”, completa. Segundo a especialista, a Justiça do Trabalho analisa cada caso individualmente, sem condenações automáticas. Quando o conjunto de provas demonstra um ambiente de trabalho adoecedor, há decisões que reconhecem o burnout como doença ocupacional e condenam empregadores ao pagamento de indenizações por danos morais e, em alguns casos, materiais. O reconhecimento também pode garantir estabilidade provisória. Quando o burnout é equiparado a acidente de trabalho, aplica-se a garantia prevista na Lei nº 8.213/91, que assegura emprego por 12 meses após o fim do auxílio-doença acidentário. Mesmo sem esse tipo de benefício, a estabilidade pode ser reconhecida pela Justiça, desde que fique comprovado o nexo entre o adoecimento e o trabalho. Nos casos de afastamento, o INSS avalia tanto a incapacidade quanto a relação com a atividade profissional. Nesses casos, há dois tipos de benefício: Sem nexo ocupacional: benefício comum (B31) Com nexo ocupacional: benefício acidentário (B91) A diferença é relevante. No B91, o trabalhador tem direito à estabilidade de 12 meses após o retorno e ao depósito do FGTS durante o afastamento — o que não ocorre no benefício comum. “O afastamento por si só não garante estabilidade. É necessário comprovar a relação entre o adoecimento e o trabalho”, explica a advogada. “Mesmo quando o benefício é comum, a Justiça pode reconhecer esse direito, se houver prova do nexo”, completa. De acordo com Nathalia, há aumento na judicialização e maior sensibilidade do Judiciário em relação aos casos de saúde mental. “Isso não significa condenação automática, mas uma tendência de maior responsabilização quando há falha da empresa”, afirma. A especialista ainda destaca que a cobrança por produtividade não é ilegal, mas passa a ser considerada abusiva quando ultrapassa limites e expõe o trabalhador a situações de humilhação, pressão excessiva ou desgaste contínuo. Atraso na atualização da NR-1 Em 2024, o governo anunciou a atualização da NR‑1, que passaria a incluir os riscos psicossociais na fiscalização do ambiente de trabalho. O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho. ➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença. Prevista inicialmente para 2025, a regra foi adiada para maio de 2026 e pode sofrer novo adiamento após pressão de entidades empresariais. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (30) que não pretende adiar novamente a atualização da NR-1. Segundo ele, “já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”. O ministro ainda afirmou que uma nova mudança só ocorreria em caso de acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que hoje não existe. Por outro lado, auditores fiscais e o MPT defendem que seja mantido o prazo de 26 de maio. Para esses órgãos, as exigências não são novas e o adiamento pode comprometer a proteção à saúde dos trabalhadores. Enquanto o debate segue sem definição, especialistas alertam que o crescimento dos afastamentos reforça a urgência de medidas concretas para melhorar as condições de trabalho e prevenir o adoecimento mental. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde

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Agrishow: de 'trator que fala' a 'trator fantasma', veja máquinas com IA que operam sozinhas

Publicado em: 01/05/2026 04:01

Trator inteligente fala com operador e dá detalhes do trabalho no campo; veja Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade e são os destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial. Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Trator que ‘fala’ a língua do produtor Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima) “A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra. LEIA TAMBÉM Agrishow 2026: máquinas com inteligência artificial 'de fábrica' são destaques; veja novidades Tecnologia lançada no interior de SP pode transformar colheita de pimenta-do-reino; entenda Agrishow 2026: robôs movidos a energia solar 'moram' no campo e combatem pragas com IA Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas. Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). Érico Andrade/g1 A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes. "A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (...) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar." Painel do trator 'falante', que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Érico Andrade/g1 ‘Trator fantasma’ trabalha sozinho no campo Se um trator que responde a perguntas já impressiona, outro conceito apresentado na feira é de máquinas que operam sem ninguém na cabine. O sistema OutRun, desenvolvido pela PTx, permite transformar tratores convencionais em equipamentos autônomos por meio de um kit instalado na máquina, sem necessidade de comprar um novo equipamento. “O sistema é um marco, é a próxima revolução do campo que é a autonomia assistida, como nós chamamos. O operar dá o start por um tablet e o trator começa a fazer o que ele tem que fazer se a operação de um humano dentro”, afirma Giancarlo Fasolin, gerente de Marketing Estratégico da empresa. Sistema OutRun, que transforma tratores convencionais em autônomos, é um dos lançamentos da Agrishow. Divulgação/PTx O funcionamento é simples: o trajeto é programado em um tablet, e o operador inicia a operação do lado de fora da cabine. A partir daí, o trator segue sozinho, repetindo com exatidão o trajeto planejado. Na colheita, por exemplo, o sistema permite que o trator acompanhe automaticamente a colheitadeira, posicionando-se corretamente para receber os grãos, sem risco de erro ou desperdício. “O grande ganho é fazer tudo exatamente igual, com menos custo e em menos tempo. Além disso, não se trata de substituir pessoas, mas de qualificar a mão de obra para funções mais estratégicas”, explica Fasolin. Leia mais notícias da Agrishow 2026

Lauana Prado, teatro, stand up e cinema: veja agenda do fim de semana em BH e região

Publicado em: 01/05/2026 04:01

Confira as dicas culturais para o fim de semana em BH Modão sertanejo com Lauana Prado, teatro, stand-up e cinema. São muitas as atrações para este fim de semana em BH. Veja o que o g1 preparou de sugestão para você: Lauana Prado Lauana Prado se apresenta na 38ª Festa do Milho Verde de Capela do Alto Divulgação Feriado com muito modão sertanejo pra quem curte o estilo. E quem garante a diversão é a cantora Lauana Prado, que se apresenta pela primeira vez no Rooftop do Shopping do Avião, em Contagem, na Grande BH. Lauana é um dos destaques da música sertaneja atual, com cinco indicações ao Grammy Latino. Com mais de 18 anos de trajetória, a cantora acumula hits como “Cobaia” e “Escrito nas Estrelas”, além de viver uma fase de grande alcance nas plataformas digitais com músicas do projeto “Transcende – Ao Vivo no Ibirapuera”. O show contará com diferentes setores para o público, incluindo pista, camarotes e lounges. Ingressos neste link. 📅 Data: 01 de maio 🕗 Horário: 19h 🏠 Local: Rooftop do Shopping do Avião – Avenida Babita Camargos, 1295, Cidade Industrial, Contagem Grupo Maria Cutia - Teatro Infantil Grupo Maria Cutia celebra 20 anos com apresentações no Parque Municipal de BH. Divulgação O Grupo Maria Cutia de Teatro celebra 20 anos de trajetória com uma série de apresentações gratuitas no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro de Belo Horizonte. A programação reúne três espetáculos — “Mundos”, “Aquarela” e “Na Roda” — que combinam teatro, música e interação com o público em um formato lúdico e voltado para toda a família. As montagens serão encenadas ao longo do feriado, com propostas que vão de uma viagem musical por diferentes culturas até intervenções cênicas com pintura ao vivo e brincadeiras inspiradas na cultura popular mineira. A entrada é gratuita. 📅 Data: 1º, 2 e 3 de maio 🕗 Horário: 16h 🏠 Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti – Av. Afonso Pena, 1377, Centro. As princesas Espetáculo “As Princesas” reúne personagens clássicas em uma história. Divulgação O espetáculo “As Princesas” reúne personagens clássicas dos contos de fadas em uma história voltada para toda a família, com música, fantasia e interação com o público infantil. Na trama, duas crianças comemoram aniversário quando figuras como Elsa, Anna, Ariel, Branca de Neve, Bela e Cinderela surgem para compartilhar suas histórias e mensagens sobre coragem, amizade e sonhos. Com cerca de 60 minutos de duração e classificação livre, a montagem da Copas Produções aposta em uma experiência lúdica e participativa, conduzida pelo personagem Vovô Joaquim, aproximando pais e filhos de um universo que atravessa gerações. Os ingressos podem ser comprados aqui. 📅 Data: 3 de maio 🕗 Horário: 16h 🏠 Local: Teatro Nossa Senhora das Dores – Av. Francisco Sales, 77, Floresta Mostra 'Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema' Cena do filme xxxx Divulgação A mostra Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema chega ao último dia de exibições em Belo Horizonte nesta sexta-feira (1º), no Cine Cardume Rodoviária, com entrada gratuita. A programação reúne curtas que exploram diferentes representações da figura da bruxa no cinema, incluindo sessões voltadas ao público infantil e obras históricas. Entre os destaques do encerramento estão o curta infantil “Lulina e a lua”, onde uma menina desenha seus medos na Lua e vê as ilustrações ganharem vida, percebendo que eles não são tão assustadores quanto imaginava. Tem também o clássico “A fada do repolho”, considerado um dos primeiros filmes de ficção e dirigido por uma mulher, o curta mostra uma fada colhendo bebês que nascem em pés de repolho. A sessão final ainda contará com debate com as curadoras da mostra. A entrada é gratuita, 📅 Data: 1º de maio 🕗 Horário: De 18h às 21h 🏠 Local: Cine Cardume Rodoviária – Praça Rio Branco, 100, Centro. Espetáculo Angelin, Professor de Humor Espetáculo Angelin, Professor de Humor, com o humorista Carlos Nunes, segue em cartaz no Teatro Feluma. Divulgação O humorista Carlos Nunes segue em cartaz com o espetáculo “Angelin, Professor de Humor” no Teatro Feluma. A peça, escrita e dirigida por Jair Raso, presta homenagem a Angelin, figura marcante da área médica e cultural, e mistura teatro, humor e recursos de inteligência artificial. A montagem conta ainda com participações artísticas de Suely Machado, Rodrigo Borges e do cartunista LOR, e fica em cartaz até o dia 10 de maio. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 25 neste link. 📅 Data: até 10 de maio 🕗 Horário: Sexta e sábado às 20h, domingo às 17h 🏠 Local: Teatro Feluma - Alameda Ezequiel Dias, 275 - 7º Andar - Centro. Anderson Profeta - "Tipatia, sô!" Anderson Profeta apresenta em BH o stand up "Tipatia, sô!". Divulgação O humorista Anderson Profeta apresenta o espetáculo “Tipatia, Sô!” no Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte. Com linguagem popular e sotaque mineiro, o show aposta em situações do cotidiano para arrancar risadas do público. Com cerca de 75 minutos de duração, a apresentação mistura stand-up, personagens projetados em telão e interação com a plateia, abordando profissões e cenas comuns do dia a dia, como manicures, motoristas de aplicativo e professores. Ingressos disponíveis neste link. 📅 Data: 1º de maio 🕗 Horário: 21h 🏠 Local: Cine Theatro Brasil Vallourec - Av. Amazonas, 315 - Centro. Festival Santa Seresta Ivone Lopes e Seresta Roda Viva é uma das atrações do festival. Nicácio Fotos O bairro Santa Tereza recebe a primeira edição do Festival Santa Seresta, com dois dias de programação gratuita que celebra a tradição das serenatas. As apresentações acontecem nas janelas de um casarão histórico, na Praça Duque de Caxias, reunindo nomes do samba e do choro em um ambiente que resgata a memória afetiva da música na cidade. Entre os destaques estão shows de grupos como Jorge e o Samba, Ivone Lopes e Seresta Roda Viva e apresentações que percorrem clássicos da música brasileira. A proposta do evento é valorizar artistas locais e promover a ocupação cultural do espaço público, com estrutura montada para receber o público ao longo dos dois dias. A programação é gratuita. 📅 Data: 1º e 2 de maio 🕗 Horário: a partir de 18h 🏠 Local: Praça Duque de Caxias - Rua Mármore, 450, Santa Tereza (em frente ao Sobrado). Confira as atrações culturais em BH e região entre os dias 1ª a 3 de maio. Divulgação Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais

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Após recuperar R$ 4 bilhões em processo judicial, Sanepar terá que usar parte do valor para dar desconto aos consumidores

Publicado em: 01/05/2026 04:00

Sanepar terá que usar dinheiro recuperado para baixar tarifa de água Após recuperar R$ 4 bilhões em uma ação judicial, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) prevê a aplicação de parte do valor para dar um desconto na fatura dos consumidores. Quando o desconto for definido, ele deverá ser aplicado de forma parcelada e igual para todos os consumidores. O valor é resultado de uma disputa judicial contra a União. Em 2024, a Justiça reconheceu o direito da Sanepar à imunidade tributária recíproca – regra constitucional impede a cobrança de impostos entre entes federativos. Com isso, a empresa conseguiu reaver valores pagos de Imposto de Renda entre 1996 e 2020. Os R$ 4 bilhões foram pagos no fim de 2025. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Além da redução nas contas, a Sanepar afirmou que pretende usar parte dos recursos em obras estruturantes, como a melhoria dos sistemas de abastecimento de água e a ampliação das redes de coleta e tratamento de esgoto. Apesar disso, a porcentagem que será destinada para cada fim ainda não foi definida e depende de uma decisão da Agência Reguladora do Paraná (Agepar). Agepar orienta que 100% do valor seja usado para o desconto, Sanepar discorda e acionou a Justiça Sanepar prevê a aplicação de parte do valor para dar um desconto na fatura dos consumidores. Geraldo Bubniak/AEN Inicialmente, a Sanepar sugeriu que 75% do valor fosse usado para modicidade tarifária, ou seja, como benefício aos usuários, e 25% do valor para investimentos, como reservas e remuneração dos acionistas. Porém, é competência da Agepar definir o tratamento regulatório nesses casos. Neste contexto, a Sanepar solicitou que a agência considerasse o caso como sendo atípico em relação à definição do tratamento regulatório para o uso dos R$ 4 bilhões recebidos pela empresa. Uma nota técnica da agência propõe que 100% do valor seja destinado ao consumidor, sendo 50% em descontos tarifários e 50% em investimentos que não causem aumentos na conta de água. Segundo a nota, os recursos não representam um ganho novo, mas são fruto da devolução de custos que foram pagos pelos usuários ao longo dos anos. A Agepar também defendeu que o assunto deveria passar por consulta à população. Com isso, foram realizadas uma consulta pública e uma audiência, que discutiram a aplicação dos valores. A Sanepar, porém, se opôs à realização da consulta e da audiência e, no dia 17 de abril, entrou com mandado de segurança para tentar barrar as medidas da agência reguladora. No pedido, a companhia solicitava a suspensão imediata das discussões e a anulação da decisão da Agepar, a fim de manter a proposta original. "A regra do passado, quando nós apropriamos, era 75% para a modicidade, para diminuição da conta, e 25% para os investimentos. Hoje se abre uma discussão mais ampla, podendo ter outras divisões, mas nós mantemos e queremos que o entendimento seja aquele que era da época do registro contábil, até para que não tenhamos nenhum efeito tributário adverso", defende Wilson Bley Lipski, diretor-presidente da Sanepar. O Tribunal de Justiça do Paraná, porém, negou o pedido de liminar, destacando que a Agepar agiu dentro da competência legal e que a consulta e a audiência não possuem caráter decisório, sendo apenas etapas preparatórias voltadas à transparência, governança e participação social no processo. A consulta e a audiência já foram encerradas e agora aguardam a análise da equipe da Agepar, que vai fazer uma nova versão da Nota Técnica. Após a conclusão, a nota passará pela deliberação do conselho diretor da agência reguladora, para então se ter uma decisão final sobre o assunto. LEIA TAMBÉM: Saúde: Condição rara impede curitibana de virar palma das mãos para cima Crime: Família descobre que criança era vítima de abuso sexual após ver pergunta que ela fez para inteligência artificial Apreensão: Ampolas de tirzepatida são encontradas em carregamento de potes de doce de leite VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: inteligência artificial

Blitz para ciclistas gera polêmica no Paiva; veja o que diz a lei sobre uso de ciclovia e velocidade máxima

Publicado em: 01/05/2026 03:00

Blitz para ciclistas gera polêmica no Paiva Uma blitz educativa para ciclistas gerou debate nas redes sociais, após ser realizada no domingo (26), na Rota dos Coqueiros, via pedagiada que dá acesso ao Paiva, bairro de alto padrão no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O caso ganhou repercussão depois que um ciclista, que é atleta, criticou a abordagem, numa postagem no Instagram (veja vídeo acima). Na blitz, ele foi orientado a utilizar a ciclovia instalada no local, mas dizia ser proibido andar na pista exclusiva em velocidade acima de 20 quilômetros por hora. A alegação dele, no entanto, não tem respaldo na legislação de trânsito. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Nas redes sociais, houve quem criticasse a blitz, mas também quem defendesse a obrigatoriedade de ciclistas trafegarem em pistas exclusivas para bicicletas, quando houver esse tipo de estrutura. O ciclista que gravou o vídeo até afirma estar protegido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas a lei não cita situações como a dele. Mas, afinal, o que diz a legislação? De acordo com especialistas e órgãos envolvidos na ação, não existe, na lei federal, uma velocidade máxima definida para bicicletas em ciclovias ou ciclofaixas. O professor de legislação de trânsito Filipe Augusto foi uma das pessoas que comentaram a polêmica, tentando esclarecer a confusão. No Instagram, Filipe tem o perfil Puro Trânsito, em que fala sobre as leis de tráfego. Ele afirmou que não há qualquer norma que estabeleça limite de velocidade específico para bicicletas em ciclovias. Segundo ele, a confusão pode ter origem em informações incorretas divulgadas na internet. "Se você digitar agora no Google 'qual a velocidade máxima recomendada para se transitar em ciclovia e ciclofaixa', a inteligência artificial vai dizer que o Contran [Conselho Nacional de Trânsito] recomenda 20 quilômetros por hora, mas essa informação é falsa. Não tem recomendação. A inteligência artificial se prende a palavras soltas e não à interpretação da norma", disse o professor de legislação de trânsito. O especialista, que também atua como coordenador de operações e fiscalizações de trânsito no Recife, afirmou que o Código de Trânsito Brasileiro trata principalmente de onde a bicicleta deve circular — e não da velocidade. "No Código de Trânsito, a gente encontra normas sobre por onde a bicicleta tem que circular, que é pelo bordo da pista quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento. Mas, sobre velocidade da ciclovia e da ciclofaixa, é a mesma velocidade regulamentada para a via. Se houver uma placa indicando, por exemplo, 40 quilômetros por hora, esse limite vale para todos os veículos que estão ali, inclusive a bicicleta", explicou Filipe Augusto. Ele também destacou que, embora a prática esportiva influencie a dinâmica do ciclista que gravou o vídeo, isso não altera a regra legal. "O maior problema é que aquele cidadão não é um ciclista de passeio, é um ciclista de alto rendimento. Ele desenvolve velocidades altas, 30, 40 quilômetros por hora. Por questões de segurança, realmente fica complicado fazer isso numa ciclovia ou ciclofaixa. Mas veja: isso é uma questão de segurança, não é uma questão legal", afirmou. Ainda de acordo com o especialista, parte da confusão pode vir de normas antigas que já foram revogadas — e que tratavam de outros tipos de veículos, como patinetes elétricos. “Antigamente existia uma resolução que limitava a 20 quilômetros por hora para equipamentos de mobilidade individual autopropelidos [como patinetes elétricos] em ciclovia ou ciclofaixa. Só que essa resolução já foi revogada. Hoje, a norma atual não traz essa limitação. Então, pode ser que muita gente esteja confundindo isso e aplicando à bicicleta, o que não é correto", contou. Uso da ciclovia é obrigatório? O CTB determina que, havendo ciclovia, ciclofaixa ou acostamento em condições adequadas, o ciclista deve utilizá-los. Filipe Augusto detalhou o que determina a legislação: “O artigo 58 está dizendo o seguinte: a bicicleta tem que circular nos locais exclusivos para ela. Quais são esses locais? Ciclovia e ciclofaixa. Se não houver ciclovia nem ciclofaixa, mas houver acostamento, pode circular no acostamento. [...] Agora, quando não houver nenhuma dessas estruturas, aí sim a bicicleta pode circular na via dos demais veículos, mas no bordo da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação", disse o professor. E a blitz com ciclistas? Blitz educativa para ciclistas no Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife Reprodução/Instagram A abordagem também foi questionada pelo ciclista no vídeo. No entanto, segundo o professor, bicicletas são consideradas veículos e podem ser abordadas em fiscalizações. “Na cabeça dele, por ser uma bicicleta, não poderia ser parado, mas uma bicicleta é um veículo. Se você pegar o artigo 96 do Código de Trânsito, vai ver lá a classificação: veículo de propulsão humana, do tipo bicicleta. Então, ela está sujeita à fiscalização, sim", declarou. Ele explicou, ainda, que existe uma lacuna na regulamentação para aplicação de multas a ciclistas. "O Código de Trânsito até prevê infração para ciclistas, mas não tem, hoje, uma regulamentação clara de como fazer a autuação. Existe a infração, por exemplo, de conduzir bicicleta sem equipamento obrigatório, mas o agente não tem o procedimento definido de como autuar. Então, na prática, muitas ações acabam sendo educativas, como foi esse caso", explicou Filipe. Respostas Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), confirmou que não há limite de velocidade definido na legislação federal para bicicletas em ciclovias. Além disso, reforçou que o uso da ciclovia é obrigatório quando ela existe e está em condições adequadas. “Não há previsão legal que autorize o ciclista a utilizar a via destinada aos veículos automotores apenas por estar em alta velocidade”, afirmou a PM. A concessionária Rota dos Coqueiros informou que a blitz teve caráter exclusivamente educativo e preventivo, sem aplicação de multas. Segundo a empresa, a ação teve como objetivo orientar ciclistas sobre práticas seguras e incentivar o uso da ciclovia, que existe em toda a extensão da rodovia. A concessionária destacou, ainda, que a estrutura foi implantada justamente para separar bicicletas do tráfego de veículos em alta velocidade, reduzindo riscos de acidentes. Outro ponto levantado na discussão foi a possibilidade de regras municipais ou estaduais sobre velocidade. Filipe Augusto explicou que isso até poderia existir, mas depende de regulamentação local. No entanto, segundo a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, não há norma específica no município que estabeleça limite de velocidade para ciclistas em ciclovias. “O município poderia, por exemplo, colocar uma velocidade específica para bicicletas e outra para os demais veículos. Poderia estabelecer 30 quilômetros por hora para a ciclovia e 40 para a via de carros. Mas dizer que existe uma norma geral que determina qual a velocidade que a bicicleta pode circular numa ciclovia ou ciclofaixa, isso não existe", declarou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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'Meu manequim estava muito longe', diz Marrone sobre look que virou meme nas redes sociais

Publicado em: 01/05/2026 02:50

'Meu manequim estava muito longe', diz Marrone sobre look que virou meme nas redes sociais Ao subir ao palco do Ribeirão Rodeo Music 2026 na noite desta quinta-feira (30) em Ribeirão Preto (SP), o cantor Marrone apostou em um look estiloso que em nada lembrava aquele do show de Blumenau (SC), que causou nas redes sociais ao longo da semana. Optou por um colete da grife italiana Versace à venda por cerca de R$ 6 mil. Desde que apareceu em fotos publicadas por fãs na internet usando uma blusa preta de crochê que deixava a barriga à mostra, o sertanejo virou alvo de vários comentários de fãs e até de montagens com inteligência artificial de colegas famosos usando o mesmo visual “diferentão”. “Queria ver se o manequim combinava com o do cantor Léo Santana. Eu fiz essa brincadeira, mas realmente meu manequim estava muito longe, né? Então, não funcionou”, disse ao g1, fazendo menção à boa forma do cantor baiano. O cantor Beluti, da dupla com Marcos, chegou a imitar Marrone, com perfeição, brincando com o look. O sertanejo garantiu que a blusa foi uma escolha pessoal e que não teve nenhuma inspiração específica, ainda que ele mesmo tenha brincado com a situação. Zé Neto e Cristiano e Henrique e Diego editam fotos com Marrone para brincar com look viral do cantor Reprodução/Instagram LEIA TAMBÉM: FOTOS: Bruno & Marrone no Ribeirão Rodeo Music 2026 Personal isenta Diante de tanto bafafá, o cantor aproveitou para isentar a personal stylist, que o acompanha há mais de 11 anos, da escolha equivocada. Na verdade, segundo ele, o que interferiu foi o clima daquele dia. “Eu sou totalmente culpado por tudo isso aí. Quis usar aquela camisa no dia, porque estava fazendo muito calor. Achava que poderia usar e a gente nunca sabe como vai repercutir”, diz. Ao mesmo tempo, o artista defendeu que o look só viralizou porque foi usado por uma pessoa famosa. “Se fosse uma pessoa comum, ninguém estaria nem aí, né? Mas, porque é a gente, vira tudo isso. Mas tudo bem. É sinal que as pessoas também estão ligadas na gente, no que a gente faz. Foi bom, sabe?”. Bruno e Marrone fizeram parte do 1º Ribeirão Rodeo Music em Ribeirão Preto, SP, e voltaram ao palco nesta quinta-feira (30) 20 anos depois Érico Andrade/g1 Leia mais notícias do Ribeirão Rodeo Music 2026 no g1

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Windows 11: Explorador de Arquivos fica mais rápido e ganha suporte a novos formatos

Publicado em: 01/05/2026 02:41 Fonte: Tudocelular

A Microsoft lançou a atualização opcional KB5083631 para o Windows 11, elevando o sistema para as builds 26200.8328 e 26100.8328 (versão 24H2). Segundo o portal Windows Latest, embora o Modo Xbox seja o destaque geral, o update entrega um Explorador de Arquivos significativamente mais rápido e estável. O ganho de performance é acompanhado pela expansão das capacidades de manipulação de arquivos. Agora, formatos como .nupkg, .xar, .uu e .cpio podem ser abertos e extraídos diretamente pelo sistema. Isso elimina a dependência de softwares de terceiros, integrando ferramentas de backup ao núcleo do Windows 11.No campo visual, a gigante de Redmond finalmente corrigiu o bug do "flash branco" no Modo Escuro. A falha surgia ao abrir o "Este Computador" ou redimensionar painéis, causando um desconforto visual súbito. Com a correção, a interface mantém a consistência em tons escuros, garantindo uma navegação mais confortável.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Ribeirão Rodeo Music, Barretos Motorcycles e Torresmofest: o que fazer no fim de semana na região de Ribeirão e Franca

Publicado em: 01/05/2026 00:01

O fim de semana tem programação garantida para toda a família, com eventos que reúnem cultura, música, gastronomia e adrenalina na região de Ribeirão Preto e Franca. Entre as opções para curtir os dias de folga estão rodeio e encontro de motociclistas, além de um festival com o melhor da culinária suína, espetáculo de comédia, circo e shows que celebram grandes nomes do rock e da música raiz. 🐎 O Ribeirão Rodeo Music agita o sábado (2) com a apresentação do cantor country norte-americano Drew Baldridge, a primeira atração internacional a subir ao palco do evento. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp 🐷 O Torresmofest traz a primeira edição "Lendas do Rock". O evento tem entrada gratuita e combina um cardápio variado à base de carne suína com shows de mais de dez bandas tocando covers e tributos a gigantes do rock nacional e internacional. 🎤 O cantor Humberto Gessinger leva a Franca o show de encerramento definitivo da turnê "Acústicos Engenheiros do Hawaii". A apresentação em formato intimista revisita grandes sucessos que atravessaram gerações e celebra os 40 anos de carreira do artista. Confira os destaques que o g1 preparou: 🐎 Ribeirão Rodeo Music A 20ª edição de um dos eventos mais tradicionais da região celebra duas décadas de história unindo as raízes sertanejas. Neste fim de semana, a grade de shows traz a apresentação do cantor norte-americano Drew Baldridge, a primeira atração internacional a subir ao palco na história do rodeio. Além do astro country, o line-up da noite de sábado reúne o peso do sertanejo e do forró nacional, com shows de Matogrosso & Mathias, Wesley Safadão, Nattanzinho Lima e Panda. Na arena, o esporte divide o protagonismo com as tradicionais provas de Três Tambores, que acontecem sempre antes do início dos shows musicais. 📅 Data e horário: sábado, com provas na arena a partir das 20h 📍 Local: Parque Permanente de Exposições (Avenida Orestes Lopes de Camargo, 350, Jardim Jóquei Clube - Ribeirão Preto) 🎟️ Entrada: Ingressos a partir de R$ 89 (meia) | à venda pelo site oficial Drew Baldridge será a primeira atração internacional da história do Ribeirão Rodeo Music United Talent Agency 🏍️ Barretos Motorcycles A 22ª edição do encontro reúne shows musicais e apresentações radicais para os apaixonados por adrenalina e motociclismo. A programação de manobras conta com o Cachorrão Moto Show, que traz acrobacias de alto impacto utilizando motos de diferentes cilindradas, bicicleta e um kart adaptado, com o Motocross Show do piloto Jorge Negretti, referência no freestyle nacional com saltos e sequências aéreas. Na música, o evento recebe grandes nomes do rock e do pop nacional, como Di Ferrero, Paulo Miklos, Plebe Rude e Ventania, além de bandas de country, folk e projetos acústicos. 📅 Data e horário: sexta-feira (1º) e sábado, das 9h à 0h30 | confira a programação completa no site 📍 Local: Parque do Peão (Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 428 - Barretos) 🎟️ Entrada: Ingressos a partir de R$ 40 (meia) | à venda pelo site Barretos Motorcycles reúne apresentações de manobras radicais de freestyle e shows com grandes nomes do rock nacional Divulgação 🐷 Torresmofest A primeira edição "Lendas do Rock" do festival gastronômico desembarca na cidade combinando diferentes pratos e muita música. O evento celebra iguarias à base de carne suína, com destaque para o torresmo de rolo, pururuca e de boteco, além de contar com mais de 25 expositores oferecendo costela fogo de chão, hambúrgueres, doces e chope artesanal. O espaço também é pet friendly. Para animar o público, a programação traz mais de dez bandas tocando covers e tributos a gigantes do rock nacional e internacional, como Queen, Bon Jovi, Red Hot Chili Peppers, Legião Urbana, Mamonas Assassinas e muito mais. 📅 Data e horário: Até domingo (3), das 12h às 22h 📍 Local: Praça João Marchesi (Rua Thomaz Nogueira Gaia, 194, Jardim São Luiz - Ribeirão Preto) 🎟️ Entrada: Gratuita | necessário adquirir ingresso no site Torresmo de rolo é uma das principais atrações gastronômicas do Torresmofest, que une culinária e rock em Ribeirão Preto (SP) Divulgação 🎤 Humberto Gessinger O cantor e compositor traz para a região o show de encerramento da turnê 'Acústicos Engenheiros do Hawaii'. A apresentação marca a despedida definitiva do projeto em formato intimista, que revisita as canções de dois álbuns fundamentais da trajetória do artista: "Acústico Engenheiros do Hawaii" e "Acústico Novos Horizontes". O repertório é uma celebração aos 40 anos de carreira de Gessinger e reúne sucessos que atravessaram gerações, como "Infinita Highway", "O Papa é Pop", "Refrão de Bolero", "Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones" e "Piano Bar". 📅 Data e horário: sexta-feira, com abertura da casa às 21h e início do show às 23h 📍 Local: Clube Castelinho (Avenida Miguel Sábio de Mello, 351, Vila Santa Rita - Franca) 🎟️ Entrada: Ingressos custam a partir de R$ 90 | à venda no site Humberto Gessinger se apresenta na Concha Acústica em maio Divulgação Luigi Vieira 🎸 Festival Sesi Rock O festival promove uma experiência completa que celebra a cultura do rock, com uma programação pensada para toda a família. O evento reúne shows ao vivo que passeiam por diferentes vertentes do gênero, incluindo um tributo a Rita Lee com "Ananda e os Pink Lee". Além da música, o espaço conta com praça de alimentação, cervejarias artesanais, uma exposição de carros antigos e área com brinquedos infláveis para as crianças. O público também pode participar de uma oficina criativa de customização de camisetas e bandanas. Basta levar as próprias peças para personalizá-las no clima do evento. 📅 Data e horário: sábado, das 15h às 22h 📍 Local: Sesi Ribeirão Preto (Rua Dom Luís do Amaral Mousinho, 3465, Castelo Branco - Ribeirão Preto) 🎟️ Entrada: Gratuita | reserva de ingressos pelo site Festival Sesi Rock reúne show de tributo a Rita Lee com a banda 'Rita e Outras Rebeldias', além de exposição de carros antigos, oficinas e gastronomia Reprodução Sesi 🎸 Big Chico O cantor e instrumentista celebra 30 anos de carreira consolidado como um dos artistas de blues mais completos do Brasil. Dono de uma voz inconfundível e virtuose na gaita e na guitarra, o músico apresenta um show com repertório que traduz a amplitude das influências dele. A performance passeia pelo blues tradicional de Chicago, a sofisticação do jazz e a energia e o groove do soul music, sempre com muito carisma e intensidade. 📅 Data e horário: sexta-feira, às 17h 📍 Local: Convivência do Sesc Franca (Avenida Alonso Y Alonso, 3071, Prolongamento Jardim Paulista - Franca) 🎟️ Entrada: Gratuita O cantor e instrumentista Big Chico celebra 30 anos de carreira com show gratuito focado em clássicos do blues João Ballas 🪕 Ritmos Caipira com Adriana Farias Integrando a segunda edição do projeto Verso e Viola, que celebra a riqueza dos saberes e tradições da cultura caipira por meio de causos e cantos, a violeira Adriana Farias sobe ao palco com o show "Ritmos Caipira". Com mais de 35 anos de carreira dedicados a difundir a música sertaneja pelo país, a artista apresenta um repertório que mistura composições próprias com grandes clássicos consagrados, criando uma ponte entre a tradição raiz e a produção contemporânea. 📅 Data e horário: domingo, às 11h 📍 Local: Comedoria do Sesc Franca (Avenida Alonso Y Alonso, 3071, Prolongamento Jardim Paulista - Franca) 🎟️ Entrada: Gratuita Violeira Adriana Farias apresenta o show 'Ritmos Caipira' com clássicos da música sertaneja em Franca (SP) Divulgação 🎭 Todos Querem Audiência O ator e humorista André Mattos protagoniza a estreia nacional desta comédia inédita, que mistura humor e crítica social para refletir sobre a responsabilidade da mídia e o impacto das fake news. Na trama, ele vive Dedé Justiça, apresentador de um programa sensacionalista que decide mudar de atitude. Cansado de se curvar aos interesses comerciais da emissora para manter a audiência, ele se rebela e passa a questionar as inverdades que transmite, causando grandes problemas para o diretor da atração. 📅 Data e horário: domingo, às 20h 📍 Local: Teatro Municipal de Ribeirão Preto (Praça Alto do São Bento, s/nº, Campos Elíseos - Ribeirão Preto) 🎟️ Entrada: Ingressos custam a partir de R$ 45 | à venda pelo site O ator André Mattos vive o apresentador sensacionalista Dedé Justiça na comédia 'Todos Querem Audiência' Divulgação 🎪 Suspiros e Barbujas Apresentado pela Laguz Circo e Teatro Itinerante, o espetáculo de palhaçaria voltado para toda a família reúne técnicas circenses, música ao vivo e bolhas de sabão gigantes. Em cena, um palhaço e uma palhaça constroem uma narrativa bem-humorada com muita acrobacia de dupla, malabares, improviso e interação. A trilha sonora é executada ao vivo com acordeão e escaleta, enquanto as bolhas gigantes ampliam o espaço e garantem uma experiência de contemplação e encantamento para o público. 📅 Data e horário: sábado, às 16h 📍 Local: Convivência do Sesc Franca (Avenida Alonso Y Alonso, 3071, Prolongamento Jardim Paulista - Franca) 🎟️ Entrada: Gratuita Espetáculo de palhaçaria 'Suspiros e Barbujas' mistura técnicas circenses, música e bolhas de sabão gigantes Freddy Costa 📸 Exposição 'Brasil - O Poder da Cana-de-Açúcar' A mostra fotográfica convida o público a uma imersão na realidade e na importância do agronegócio para a região, especialmente focado no cultivo da cana-de-açúcar. As imagens, registradas na macrorregião de Ribeirão Preto, apresentam um olhar contemporâneo sobre as paisagens do campo, o dia a dia dos trabalhadores, as etapas do processo produtivo e a tecnologia aplicada no setor. O projeto propõe uma reflexão sobre a conexão entre o universo rural e a cidade, explorando temas como território, identidade e memória por meio de painéis contemplativos. 📅 Data e horário: todos os dias | de segunda a sábado das 9h às 21h | domingos e feriados das 11h às 21h 📍 Local: Shopping Santa Úrsula (Rua São José, 933, Centro - Ribeirão Preto) 🎟️ Entrada: Gratuita Exposição fotográfica no Shopping Santa Úrsula retrata a força do agronegócio e a produção de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto Divulgação *Sob a supervisão de Flávia Santucci Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Palavras-chave: tecnologia

Crise com Alcolumbre coloca em xeque avanço de pautas prioritárias de Lula no Congresso

Publicado em: 01/05/2026 00:01

A derrota histórica imposta ao governo com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria colocam em xeque o avanço de pautas prioritárias para o Palácio do Planalto a cinco meses das eleições. Entre as prioridades estão as propostas de redução da escala 6x1, em debate no Congresso Nacional, e a PEC da Segurança, que avançou na Câmara dos Deputados, mas está parada no Senado e sequer foi despachada da gaveta do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). É justamente a crise deflagrada entre o governo e Alcolumbre que torna imprevisível o avanço dessas matérias caras ao governo Lula. Vídeos em alta no g1 O Palácio do Planalto e parlamentares governistas atribuem as derrotas do governo principalmente a articulação do presidente do Senado e consideram um rompimento iminente e inevitável. O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que Alcolumbre comandou um golpe ao pautar a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria. “Eu chamo isso aqui de um golpe comandado por Alcolumbre com dois objetivos: livrar a cara de Bolsonaro dos generais golpistas e fazer um grande acordão de blindagem das investigações da Polícia Federal", disse. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Davi Alcolumbre MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Escala 6x1 Sobre a proposta de redução da jornada de trabalho, governistas avaliam que há uma chance maior do tema avançar justamente em função das eleições, mas há o temor que o Congresso atue para puxar para si o protagonismo do tema, deixando de lado o projeto enviado pelo Planalto. No Senado, há uma PEC que já foi analisada pelas comissões e precisa passar pela análise do Plenário. Já na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou uma comissão especial que analisará duas PECs que preveem o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. O governo enviou um projeto — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição – que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado. A proposta foi encaminhada com urgência constitucional. 🔎A chamada urgência constitucional limita a até 45 dias o prazo máximo de tramitação em cada Casa Legislativa. Além disso, prevê mais 10 dias, caso o texto seja alterado na Casa revisora, como aconteceu com o PL Antifacção. ➡️Depois, disso, se não retirada a urgência, o projeto passa a trancar a pauta e impede a votação de outras matérias até que o texto seja apreciado. Não há, no entanto, a sinalização de que a proposta do governo irá avançar. PEC da Segurança A PEC da Seguranrelação a PEC da Segurança, aposta de Lula para deixar uma marca desse governo na segurança pública, o rompimento com Alcolumbre faz governistas projetarem dois cenários: a PEC seguirá na gaveta do presidente do Senado, ou; será colocada nas mãos da oposição, de quem Alcolumbre se aproximou neste ano. Nos dois cenários o governo verá a proposta que prevê redesenhar a segurança pública e o combate ao crime organizado no país ser enterrada ou desfigurada pela oposição. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março deste ano e estabelece na Constituição o 'Sistema Único de Segurança', que tem como objetivo integrar o combate ao crime organizado entre os entes. Redata Outro tema importante para o governo Lula neste ano é o projeto que institui Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, apelidado de Redata. O projeto tem o mesmo teor de uma medida provisória (MP) editada pelo governo e que perdeu a validade em fevereiro. A Câmara votou a matéria antes da MP caducar, mas Alcolumbre não colocou o tema em pauta no Senado sob o argumento que devem ser enviadas com antecedência, garantindo tempo suficiente para o debate responsável". Os data centers sustentam a estrutura do mundo digital. Informações usadas por empresas, bancos, governos e por todos nós circulam por servidores espalhados em vários países. Trazer data centers para o Brasil pode aumentar a eficiência de aplicativos, operações financeiras e inteligência artificial, porque os dados são processados aqui mesmo. Além disso, os investimentos das empresas de tecnologia nessa área levam o país para uma posição estratégica, com geração de empregos de alta qualificação e desenvolvimento de produtos.

Família descobre estupro após menina se consultar com IA: homem preso pelo crime foi solto logo após flagrante

Publicado em: 01/05/2026 00:00

Homem é preso por estuprar de menina de 11 anos O homem de 23 anos suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 12 anos foi solto horas após ter sido preso em flagrante pelo crime, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A família da menina identificou, no sábado (25), que ela estava sendo vítima de abuso sexual depois que viu uma pergunta que a menina fez a um aplicativo de inteligência artificial (IA). Segundo a polícia, o suspeito era noivo da tia da vítima. As investigações apontam que os abusos começaram em dezembro de 2025, quando a menina tinha 11 anos. O g1 não vai divulgar o nome do adulto para preservar a identidade da vítima. Após a prisão em flagrante, o Ministério Público se manifestou a favor da liberdade provisória dele e a Justiça o liberou da prisão, justificando que ele não apresentava risco. "A despeito dos fortes indícios de autoria e materialidade da infração de estupro de vulnerável, não vislumbro, na espécie, periculum libertatis a justificar a manutenção da custódia do autuado. Isso porque não há indícios de se tratar de pessoa que causará abalo à ordem pública, caso deferida a liberdade. Ainda, não vislumbro perigo de que venha a se evadir do distrito da culpa, ou que possa tumultuar a instrução de futuro processo criminal, sendo que o mesmo não é reincidente", diz a decisão da Justiça. Após ser procurado pelo g1, o Ministério Público informou que decidiu nesta quinta-feira (30) denunciar o homem pelo crime de estupro de vulnerável e solicitou a prisão preventiva dele, voltando atrás em relação à manifestação anterior do MP. O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Paraná para saber se o pedido de prisão feito pelo MP já foi analisado, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Menina pediu ajuda para IA Na mensagem enviada para a IA, a menina perguntou se ela "não estaria atrapalhando o casamento da tia". A resposta do aplicativo destacou que a culpa não era da menina e que a responsabilidade em manter o respeito e a harmonia da família era do adulto. Depois de encontrar as perguntas enviadas pela menina para a IA, a família também encontrou uma enviada pelo suspeito à vítima, com teor sexual. Família descobre que menina era vítima de abuso sexual após ver pergunta que ela fez para IA Reprodução "Na hora, eu já confrontei ele. Ele me pediu para parar de fazer escândalo, que minha mãe ia acordar", relatou a tia da menina, que também não vai ser identificada para proteger a identidade da vítima. Após ser descoberto, o homem foi agredido por populares e a Guarda Municipal foi acionada. O boletim de ocorrência (B.O.) registrado pelos agentes aponta que a vítima relatou os abusos. O documento aponta ainda que o suspeito confessou aos guardas que "manteve relação sexual" com a menina. ➡️ O Código Penal classifica como estupro de vulnerável qualquer relação mantida com crianças e adolescentes com menos de 14 anos, independentemente de consentimento. Na delegacia, tanto a vítima quanto o suspeito afirmaram que o último episódio de abuso tinha acontecido dois dias antes. A delegada Anielen Magalhães, responsável pelas investigações, informou que o homem foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, de forma continuada, e pelo crime de ameaça, uma vez que tentou intimidar a vítima para que ela não relatasse aos familiares o que estava acontecendo. Vítima está 'presa' dentro de casa A família da vítima denuncia que o homem é vizinho da menina e sabe os detalhes da rotina dela e da família. Além disso, os familiares relatam que, depois que o suspeito foi confrontado, ele ameaçou a vítima para que ela não contasse sobre os abusos. "Quando ela chegou no quarto, ela já sabia o que era. Ela só chorava e não falava nada. Eu falei: 'Por favor, meu amor, conta pra tia. Isso aqui é só três anos da minha vida, você é minha vida inteira. Fala, sempre vou acreditar em você'. E ele estava atrás de mim, fazendo gestos para ela não contar, ameaçando ela", relatou a tia em entrevista à RPC. Em seguida, conforme a tia, o homem foi retirado do quarto e a menina contou sobre os abusos. "A primeira frase que ela falou foi: 'Desculpa tia, eu não queria estragar seu casamento'", relembrou. Segundo a mãe da menina, a situação impactou a rotina da vítima, que está com medo de sair de casa. "É inadmissível a minha filha se sentir coagida, se sentir presa dentro de casa. Quando a gente soube que ele foi solto, até então, antes das 11 da manhã, ela queria ir pra aula. Depois ela não quis mais ir porque ele mora muito próximo. Como ela vai para a escola? Que segurança vai ter? Que tranquilidade eu vou ter de estar trabalhando e saber que esse cara está solto?". "Como que ele confessa o ato e não é um perigo para a sociedade? Ele já foi um risco para minha filha, já causou o pior trauma da vida de uma criança. A minha filha era uma criança que ria, brincava, era feliz e agora ela está recolhida dentro de casa, não quer sair", questiona a mãe. Como denunciar? Em caso de suspeita de abuso ou exploração sexual de alguma criança ou adolescente, é possível pedir ajuda pelos seguintes canais: Polícia Militar: número 190, em casos urgentes; Polícia Civil: número 197; SAMU: número 192 para emergências médicas; Disque Direitos Humanos: número 100. "É muito importante, é um passo fundamental para romper ciclos, acreditar na palavra da vítima e procurar acreditar também na segurança pública. Portanto, acreditem nas crianças, nos adolescentes. Uma fala muito sexualizada, um comportamento muito reprimido, é preciso observar", orienta a delegada Anielen Magalhães. 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Para depender menos do petróleo, China aposta em energias renováveis e nos carros elétricos

Publicado em: 30/04/2026 23:03

JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos Para depender menos do petróleo, a China aposta cada vez mais em energias renováveis e nos carros elétricos. Cantão é a cidade que está no centro dessa transformação. “Estamos no quarto dia da nossa viagem, que começou por Xangai, a gente foi até Hangzhou, depois Pequim e ontem, depois de entrar ao vivo aqui no Jornal Nacional do alto da Muralha da China, pegamos um avião e viemos até o sul. Quando os portugueses saíram de barco pelo mundo na época das navegações, foram tanto para o Brasil, quanto deram a volta lá embaixo da África, entraram aqui no mar da Ásia e foram parar em uma ilha que fica na foz desse rio. A Ilha de Macau. Até hoje, o português é lá um dos idiomas oficiais. Quando os chineses viram os portugueses chegando ali, disseram: 'Não. Se vocês quiseram fazer comércio com a gente, vão ter que subir aqui o Rio das Pérolas e ir até a cidade de Guangzhou'. Os portugueses ouviram essa palavra e falaram: 'Ah, tá. Cantão'. Por isso, ficou até hoje o nome dessa cidade aportuguesada para a gente", conta o correspondente Felipe Santana. O Porto de Cantão é um porto mítico para os europeus porque foi a única porta de entrada na China por séculos. Para os chineses era conveniente porque o rio vai para o interior da China e descia por lá chá, porcelana, seda. Com o passar do tempo, os ocidentais obrigaram os chineses a abrirem outros porto de comércio - depois de guerras. Os chineses entraram na pobreza por séculos. Mas, agora, Cantão está de volta. Mantém a vocação portuária, mas agora exportando um outro tipo de produto: placas solares, turbinas eólicas, baterias mais eficientes. Cantão exporta hoje para o mundo uma ideia: que a gente pode depender menos do petróleo. O que pode estar, nesse momento, decidindo o futuro. Cantão Cantão, na China Jornal Nacional/ Reprodução É impressionante ouvir as cidades chinesas. E o som vem da cor das placas dos carros. “Vamos aproveitar aqui que o sinal fechou. Olha só. Placa verde. Atrás, outra placa verde. Ali, mais uma placa verde. Cada vez mais, a gente vê placas verdes na China. Sabe qual é a diferença? Se você quiser uma placa verde, é grátis. Agora, se quiser uma azul, como a desse carro aqui, tem que pagar R$ 60 mil. Qual você quer?”, diz o correspondente Felipe Santana. O porém é que placa verde é só para carros elétricos, e a placa azul é para os carros a combustão. Muita gente que ganhou dinheiro na China nos últimos anos ainda sonha com um carro a gasolina importado. Mas cada vez mais gente troca o roncar do motor pela suavidade da energia limpa. É parte de um grande plano ambicioso chinês: de trocar os postos de gasolina pelas tomadas. São mais de 30 milhões de carros elétricos rodando pelo país hoje - a maior frota do mundo. A cidade de Cantão já foi para a China o que Detroit foi para os Estados Unidos: o grande polo automobilístico. A cidade que abriu a China para o mundo foi a mesma que abraçou o carro como símbolo de modernidade, quando os chineses começaram a fazer parcerias com montadoras internacionais para fabricar lá modelos estrangeiros. Com o tempo, eles passaram a copiar os modelos desses carros que fabricavam. Mas quando o país entrou na Organização Mundial do Comércio, precisava obedecer a regras internacionais de propriedade intelectual. Mas não é só isso. A China importa 70% de todo o petróleo que consome. Percebeu que ficaria muito dependente do exterior se todos os seus habitantes tivessem que colocar gasolina no carro. Desde os anos 2000, o governo chinês considera o petróleo um risco geopolítico e depois, em 2015, virou plano econômico: depender menos do petróleo e eletrificar ao máximo a economia chinesa. Para depender menos do petróleo, China aposta em energias renováveis e nos carros elétricos Jornal Nacional/ Reprodução É como se eles estivessem prevendo o futuro. Em janeiro de 2026, os Estados Unidos atacaram a Venezuela e prenderam Nicolás Maduro, que exportava petróleo para a China. Menos de dois meses depois, com Israel, bombardearam o Irã, que também exporta petróleo para a China. Com o Estreito de Ormuz fechado, países como Sri Lanka e Mianmar têm que fazer racionamento de combustível. As Filipinas instituíram semanas de trabalho de quatro dias no serviço público para economizar gasolina. Bangladesh fechou as universidades para conservar energia para as casas das pessoas. O preço das passagens aéreas no mundo inteiro disparou. A China continua exposta ao impacto da alta do barril de petróleo. Mas agora menos do que antes. Por causa dos carros elétricos, mas também pelo desenvolvimento de placas solares e turbinas eólicas, e na produção de baterias que duram mais e são mais eficientes. A avaliação das três maiores empresas de baterias elétricas do país subiu 20% com a guerra. E com as tecnologias mais baratas, o mundo corre atrás de comprá-las para se proteger da dominância histórica do petróleo. Por exemplo, o Paquistão gerava apenas 3% de sua energia de placas solares em 2020. Agora já são 30%. Além de ser um guarda-chuva geopolítico, o plano chinês de eletrificação pega bem para o resto do mundo. Imagina que um dia você poderia acordar e ver o céu de Cantão sem poluição. Agora, eles resolveram o problema da poluição. Ou quase, porque mandaram as usinas de carvão para longe das cidades. A queima do carvão ainda é a principal fonte de toda essa energia elétrica - e continua aumentando. Para depender menos do petróleo, China aposta em energias renováveis e nos carros elétricos Jornal Nacional/ Reprodução Mas a China quer, hoje, se apresentar como o eletroestado, em comparação aos Estados Unidos, que se firmam como o grande petroestado. Mas o verde que queremos ver não é só por fora. A China ainda é a maior emissora de gases do efeito estufa no mundo todo. São esses gases que fazem o planeta ficar mais quente e causam as mudanças climáticas. Mais de 60% da energia gerada no país vêm de combustíveis fósseis, que impulsionam esse processo, como o carvão e o petróleo. Ainda há um longo caminho a ser seguido se a proposta for não só estar mais protegido das ações de Donald Trump, mas também garantir um futuro melhor para a humanidade. Para isso, o trabalho continua em Cantão, como motor da transição energética e polo de exportação na foz do Rio das Pérolas. De ancestral porta histórica para o mundo, à porta de saída de um novo modelo econômico, com cada vez mais placas verdes. Nesta sexta-feira (1º), o Jornal Nacional chega a Shenzhen, cidade é considerada o Vale do Silício da China e está na dianteira da fabricação de robôs. 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