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Paraná registra geada e termômetros próximos de 0ºC pelo terceiro dia seguido; veja previsão do tempo

Publicado em: 13/05/2026 07:21

Paraná registra geadas pelo terceiro dia seguido Na manhã desta quarta-feira (13), pelo terceiro dia seguido, algumas cidades do Paraná registraram geada. Contudo, o fenômeno foi de fraca intensidade e atingiu menos municípios em comparação aos dias anteriores. Em General Carneiro, no Sul do estado, os termômetros marcaram quase -2ºC, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). “Entre Curitiba, Campos Gerais e a região Centro-Sul, as temperaturas ficaram abaixo dos 5ºC”, explicou o meteorologista Lizandro Jacóbsen. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Geada em General Carneiro Ana Maria Mello Jekel Segundo o órgão, o tempo segue estável no Paraná e não há previsão de chuva para os próximos dias. Até o momento, o dia mais frio do ano continua sendo segunda-feira (11), quando a sensação térmica chegou a -7,5ºC em General Carneiro e pelo menos três cidades paranaenses registraram temperaturas negativas. LEIA TAMBÉM: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando Próximos dias Geada em General Carneiro Ana Maria Mello Jekel O Simepar destaca que nesta quarta-feira continua frio no início da manhã no Paraná, com valores abaixo dos 5°C na metade sul do estado - com destaque para o Centro-Sul, Sudeste e Campos Gerais. “Nessas regiões, o potencial para geada é maior, variando de fraca a moderada em alguns pontos. Nas demais regiões, é baixa a probabilidade para ocorrência de geada, com o enfraquecimento da massa de ar frio”, ressalta. Segundo o órgão, o frio perde intensidade e pouquíssimas áreas podem ter geada no amanhecer desta quinta-feira (14) (veja no mapa abaixo). As temperaturas entram em elevação, e a condição é mais favorável para ocorrência de nevoeiros. Previsão de geada para esta quinta-feira (15) Reprodução/Simepar Geada: O que é e quais as condições necessárias para a formação do fenômeno? Para sexta-feira (15) já não há nenhuma previsão de geada para o Paraná, pois as temperaturas não ficam tão baixas e o tempo passa a ficar mais instável em diversas regiões do estado, afirma o Simepar. Leia também: Relembre: Parece neve: vídeo mostra avanço de chuva de granizo deixando rodovia coberta de gelo em menos de três minutos Veja: Mal súbito de motorista ao volante provoca acidente entre carro e ônibus Hantavírus no Paraná: Casos são de fevereiro e abril, mas só foram divulgados em maio; entenda o porquê 📅Previsão do tempo segundo o Simepar Meteorologista fala sobre o frio no Paraná Veja, abaixo, a previsão do tempo atualizada pelo Simepar nesta quarta-feira (13): Quarta-feira, 13 de maio Previsão atualizada para esta quarta-feira, 13 de maio Reprodução/Simepar Quinta-feira, 14 de maio Previsão atualizada para esta quinta-feira, 14 de maio Reprodução/Simepar Sexta-feira, 15 de maio Previsão atualizada para esta sexta-feira, 15 de maio Reprodução/Simepar Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias no g1 Paraná

Palavras-chave: tecnologia

Google TV no precinho: Smart TV SEMP de 43" entra em oferta por menos de R$ 1.600

Publicado em: 13/05/2026 07:05 Fonte: Tudocelular

Alternativa para quem está em busca de uma televisão inteligente baratinha, a Smart TV SEMP S62 chama atenção por oferecer um pacote bastante robusto de especificações. Além de resolução 4K, o modelo se destaca pela presença de HDR10+, som Dolby Audio e sistema operacional Google TV. Na variante de 43 polegadas, o aparelho atinge ótimo desconto nesta oferta da Amazon — você pode levá-lo por apenas R$ 1.599, com possibilidade de parcelamento em até 17 vezes sem juros no cartão Amazon, ou 12 vezes sem juros nos demais cartões. SEMP, Smart TV 4K UHD, 43?, Google TV, Google Assistente, Comando por Voz, Googlecast Integrado, Design Sem Bordas, Dolby Audio, 43S62 Amazon R$ 1.599 Ver Oferta Sobre o dispositivoCom design sofisticado e laterais ultrafinas, a Smart TV SEMP 43S62 se diferencia por oferecer tecnologia de ponta com um custo bastante competitivo, garantindo um forte custo-benefício.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

SUS vai oferecer teste genético para câncer de mama que identifica mutações hereditárias

Publicado em: 13/05/2026 07:01

O câncer pode estar no DNA da sua família: maior estudo genômico do Brasil encontra mutaçã Mulheres com câncer de mama atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a ter acesso a um teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial da União, por meio de portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde. A tecnologia incorporada é o chamado sequenciamento de nova geração (NGS, na sigla em inglês), usado para detectar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 — mutações associadas a um risco elevado de câncer de mama e ovário. O exame permite descobrir se o tumor tem origem hereditária, informação que pode mudar tanto o tratamento da paciente quanto a estratégia de prevenção para familiares que ainda não desenvolveram câncer. Segundo a portaria, o SUS terá até 180 dias para começar a ofertar o teste na rede pública. A decisão representa um avanço na chamada medicina de precisão — modelo em que o tratamento é definido com base nas características genéticas do tumor e do paciente. Até hoje, esse tipo de exame estava concentrado principalmente na rede privada, onde pode custar milhares de reais. De acordo com a publicação, o teste será usado especificamente para “identificação de mutação nos genes BRCA1/2 em mulheres com câncer de mama”. Magnific O que muda para as pacientes Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão entre as alterações hereditárias mais conhecidas ligadas ao câncer de mama. Mulheres portadoras dessas variantes têm risco significativamente maior de desenvolver a doença ao longo da vida. Além do impacto no risco futuro, a descoberta da mutação também interfere diretamente no tratamento do câncer já diagnosticado. Pacientes com alterações nos genes BRCA, por exemplo, podem se tornar elegíveis para medicamentos chamados inibidores de PARP — terapias-alvo desenvolvidas justamente para tumores com esse perfil genético. Sem o teste, essa possibilidade pode passar despercebida. A informação genética também pode orientar decisões sobre cirurgias preventivas e protocolos de rastreamento mais intensivos. O impacto para a família O resultado do exame não afeta apenas a paciente diagnosticada. Como as mutações podem ser herdadas, a identificação de uma alteração genética pode levar familiares a descobrirem que também carregam o risco — antes mesmo do aparecimento de qualquer tumor. Em reportagem publicada pelo g1 nesta terça-feira (12), o maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil mostrou que 1 em cada 10 pacientes analisados carregava uma mutação hereditária ligada ao câncer. Entre os familiares que aceitaram fazer o teste, quase 40% também tinham a mesma alteração genética, mesmo sem diagnóstico da doença. Segundo o estudo, identificar essas mutações antes do surgimento do câncer permite adotar estratégias preventivas, como ressonância magnética anual, colonoscopias mais precoces e, em alguns casos, cirurgias profiláticas. Tecnologia ainda é limitada no SUS Embora a incorporação represente um avanço, especialistas apontam que a estrutura de oncogenética no SUS ainda é concentrada em poucos centros especializados. A própria pesquisa do Mapa Genoma Brasil, coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, apontou que o país possui menos de 500 geneticistas clínicos para uma população de mais de 200 milhões de habitantes. O estudo também destacou que muitos hospitais públicos ainda não dispõem de equipes treinadas nem de fluxo estruturado para aconselhamento genético e acompanhamento familiar.

Palavras-chave: tecnologia

Linha Vivo X500 tem tamanhos de tela e tecnologia de câmera LOFIC reforçados em rumor

Publicado em: 13/05/2026 06:26 Fonte: Tudocelular

Novos rumores divulgados nesta semana reforçaram algumas das características já vazadas da família Vivo X500, próximos tops de linha da gigante chinesa. Além de mencionar os tamanhos de tela das variantes padrão, Pro e Pro Max, as informações citam características das câmeras do modelo mais avançado, que incluiria um sensor avançado com tecnologia LOFIC.As novidades foram divulgadas na rede chinesa Weibo pelo conhecido leaker Digital Chat Station e começam detalhando os tamanhos de tela dos primeiros 3 smartphones que inaugurariam a próxima geração da fabricante. Ao que parece, o modelo padrão do Vivo X500 deve chegar com 6,59 polegadas. Já o Vivo X500 Pro, apesar de mirar em um segmento mais premium, apostaria em um formato compacto de apenas 6,37 polegadas — acredita-se que a ideia é posicioná-lo como um rival direto do futuro iPhone 18 Pro, cujas dimensões estariam em uma faixa similar.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Lenovo Legion Y70 (2026): celular gamer tem chip, carregamento e mais detalhes confirmados

Publicado em: 13/05/2026 05:49 Fonte: Tudocelular

Após a divulgação dos primeiros teasers oficiais e diversos vazamentos, a Lenovo atualizou a página do Legion Y70 (2026), próximo celular gamer da gigante, confirmando mais aspectos do aparelho. Além do processador, que havia sido encontrado em testes, o update revelou características como as câmeras, carregamento, tecnologias de memória e muito mais.Segundo o site da fabricante, o coração do novo Legion Y70 será o Snapdragon 8 Gen 5, uma escolha interessante considerando que há opções mais poderosas, como o Snapdragon 8 Elite Gen 5 — é provável que a marca esteja priorizando a estabilidade. A plataforma será acompanhada de memórias LPDDR5X Ultra e armazenamento ultrarrápido UFS 4.1, especuladas para atingir capacidades de até 16 GB e 1 TB, respectivamente. Para manter o sistema frio durante o uso intenso, a Lenovo incorporou uma robusta câmara de vapor com área de 5.500 mm².Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

6G na China: governo inicia testes na banda de 6 GHz e prevê lançamento para 2030

Publicado em: 13/05/2026 05:48 Fonte: Tudocelular

O governo chinês autorizou os primeiros testes de 6G utilizando a faixa de 6 GHz, dando início a uma nova fase para a implementação e desenvolvimento da tecnologia. Essa novidade marca a transição da teoria vista desde 2025 para aplicações práticas, indicando que o país já trabalha em cenários reais. Porém, é importante destacar que a escolha dessa faixa de frequência não é por acaso. Considerada um “espectro ideal”, ela combina alta capacidade de transmissão, baixa latência e ampla cobertura. Dessa forma, há um caminho para aplicações avançadas, como comunicação holográfica, veículos autônomos e IA integrada ao cotidiano. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

PlayStation Network enfrenta problema crítico de segurança sem solução há mais de 6 meses

Publicado em: 13/05/2026 05:10 Fonte: Tudocelular

A Sony segue enfrentando críticas após um problema grave de segurança envolvendo contas da PlayStation Network permanecer sem solução definitiva por mais de seis meses. O caso voltou a ganhar repercussão nesta semana depois que o jornalista Nicolas Lellouche, do Numerama, afirmou ter tido sua conta invadida novamente, mesmo após a adoção de autenticação em dois fatores e passkeys. A falha teria relação direta com o processo de verificação realizado pelo suporte da plataforma. Segundo os relatos publicados originalmente em dezembro de 2025, criminosos conseguem assumir contas utilizando apenas um número de transação associado ao perfil da vítima, ignorando camadas modernas de proteção digital implementadas pela Sony.De acordo com Nicolas Lellouche, a Sony teria aplicado apenas uma medida paliativa após o primeiro incidente com as invasões de contas na PSN. A conta do jornalista recebeu uma marcação interna de “alto risco”, impedindo intervenções do atendimento ao consumidor. Ainda assim, a proteção não teria evitado um novo comprometimento meses depois, levantando dúvidas sobre a eficácia dos protocolos adotados pela companhia.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hacker

Acesso a diagnóstico e tratamento de doenças genéticas que afetam a imunidade ainda é desigual no Brasil

Publicado em: 13/05/2026 05:04

Freepik Os erros inatos da imunidade são doenças raras que afetam o sistema imunológico e podem levar a imunodeficiência, doenças autoimunes, infecções graves ou incomuns, inflamação crônica, alergias intensas e aumento do risco de câncer. Embora pouco conhecidas, essas condições representam um grupo amplo e complexo de doenças genéticas que impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Na América Latina, a prevalência estimada dessas doenças era de aproximadamente 1 em cada 10 mil indivíduos. No entanto, com o avanço das técnicas de sequenciamento de DNA, estudos mais recentes indicam que esse número pode ser maior, com estimativas globais variando entre um em mil e um em cinco mil pessoas. Esse aumento não necessariamente reflete um crescimento real dos casos, mas sim uma maior capacidade de diagnóstico. Nas últimas décadas, mais de 500 genes já foram identificados como causadores de erros inatos da imunidade, segundo o comitê de especialistas da União Internacional das Sociedades de Imunologia. Essas condições podem ser herdadas de diferentes formas — autossômica dominante, autossômica recessiva ou ligada ao cromossomo X — e apresentam manifestações clínicas bastante diversas. Isso significa que uma mesma alteração genética pode resultar em quadros muito diferentes entre pacientes. Em alguns casos, duas pessoas com o mesmo defeito genético podem apresentar sintomas leves ou graves, ou até mesmo permanecer sem manifestações clínicas. Esse fenômeno pode estar relacionado, entre outros fatores, à chamada penetrância genética. Quando a penetrância é completa, todos os indivíduos com a mutação desenvolvem a doença. Já na penetrância parcial, apenas uma parcela dos portadores manifesta sintomas, o que torna o diagnóstico ainda mais desafiador. Vídeos em alta no g1 Sequenciamento genético O avanço do sequenciamento de nova geração revolucionou a identificação dessas doenças. Essa tecnologia permite analisar grandes porções do DNA de forma rápida e detalhada, aumentando significativamente a taxa de diagnóstico molecular. Antes disso, o sequenciamento era realizado por métodos mais tradicionais, como o sequenciamento de Sanger, que, embora preciso, é mais limitado e analisa regiões específicas do material genético. Apesar desses avanços, a disponibilidade dessas tecnologias no Brasil ainda é limitada. Isso dificulta o diagnóstico precoce, o acesso a tratamentos personalizados e o aconselhamento genético adequado para pacientes e suas famílias. O que investigamos Diante desse cenário, realizamos uma revisão sistemática da literatura científica com o objetivo de entender como as tecnologias de sequenciamento de nova geração vêm sendo utilizadas no Brasil para o diagnóstico dessas doenças. Foram analisados estudos disponíveis em bases como PubMed, SciELO, Embase e Scopus. Inicialmente, identificamos 237 publicações. Após a remoção de duplicatas e aplicação de critérios de elegibilidade, apenas 10 estudos foram incluídos na análise final. Esse número reduzido evidencia uma lacuna importante na produção científica nacional sobre o tema. Observamos que a maioria dos estudos foi conduzida em grandes centros médicos localizados nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que concentram serviços de referência para doenças raras credenciados pelo Ministério da Saúde. Esse padrão reflete uma desigualdade já conhecida na distribuição de recursos e infraestrutura em saúde no país. Mesmo nesses centros, há desafios para a implementação de um portfólio amplo de testes genéticos, especialmente para o diagnóstico de erros inatos da imunidade. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) não reembolsa a maior parte dos testes genéticos. Isso significa que, mesmo quando famílias buscam alternativas fora do sistema público, os custos recaem integralmente sobre os pacientes. Como consequência, cerca de 75% da população brasileira, que depende exclusivamente do SUS, tem acesso limitado a diagnóstico genético abrangente e tratamento adequado. Esse cenário contribui para a manutenção de desigualdades regionais e sociais no acesso à saúde, resultando, na prática, em um sistema dual. Quando o diagnóstico demora, o risco aumenta Essa lacuna não é apenas uma questão de acesso à tecnologia ou produção científica — trata-se de um problema clínico com impacto direto na vida dos pacientes. O acesso tardio ao diagnóstico baseado em sequenciamento de DNA pode atrasar intervenções potencialmente salvadoras, como o transplante de células-tronco hematopoéticas. Esse procedimento pode ser curativo para algumas dessas doenças, especialmente quando realizado precocemente. Isso é particularmente relevante em condições graves, como a imunodeficiência combinada grave. Nesses casos, o diagnóstico molecular precoce é essencial para orientar o transplante no momento adequado. Quando realizado nos primeiros meses de vida, antes do desenvolvimento de infecções, o transplante está associado a melhores taxas de sobrevida. Por outro lado, diagnósticos tardios aumentam o risco de infecções graves e complicações. E reduz as chances de sucesso do tratamento. Políticas e avanços no Brasil Nos últimos anos, o Brasil tem avançado na incorporação da genômica à saúde. Iniciativas como o Programa Genomas Brasil têm impulsionado a medicina de precisão por meio do sequenciamento genômico. Isso contribui para maior acurácia diagnóstica e melhor compreensão do risco de doenças. A Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, instituída em 2014, estabeleceu serviços de referência e redes de atenção especializada no SUS. Apesar da conquista, esses serviços ainda estão concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste. Outras iniciativas importantes incluem a criação da Rede Brasileira de Doenças Raras (RARAS), em 2020, e, mais recentemente, a Rede Nacional de Genômica para Erros Inatos da Imunidade (RENOMIEII). Esta última integra atualmente 20 instituições de saúde e centros de pesquisa e utiliza diferentes abordagens ômicas — como genômica, proteômica e transcriptoma — para melhorar o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes. Esses esforços têm promovido maior integração entre centros de genética e bioinformática em todo o país, facilitando a incorporação da genômica clínica no SUS. Em breve, este cenário deve mudar. O Ministério da Saúde anunciou, em fevereiro deste ano, a implementação desses exames no SUS. O sequenciamento do exoma será realizado no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Crianças e do Adolescente Fernandes Figueira da Fiocruz e no Instituto Nacional de Cardiologia. Estas instituições já abrigam centros de referência para doenças raras e algumas dessas iniciativas de projetos de pesquisa. Mas, a partir de agora, terão a capacidade de converter ciência em saúde para a população. Desafios persistentes Apesar dos avanços, ainda existem barreiras importantes para a implementação dessas tecnologias em larga escala. Diferenças entre plataformas de sequenciamento, métodos de análise e padrões de relatório dificultam a padronização dos resultados e a comparação entre laboratórios. Além disso, a baixa representatividade da população brasileira em bancos de dados genômicos internacionais limita a interpretação de variantes genéticas, especialmente aquelas classificadas como de significado incerto. Nesse contexto, iniciativas nacionais como o banco ABraOM e o projeto DNA do Brasil são fundamentais. Esses bancos reúnem dados genômicos de populações brasileiras, incluindo grupos urbanos, rurais e indígenas, contribuindo para melhorar a precisão dos diagnósticos. Caminho à frente O avanço das tecnologias de sequenciamento de DNA tem potencial para transformar o diagnóstico e o tratamento de doenças raras no Brasil. No entanto, para que esse potencial se concretize, é necessário ampliar o acesso a essas tecnologias, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a integração entre pesquisa e sistema de saúde. Sem esses avanços, o país corre o risco de aprofundar desigualdades já existentes, em que apenas uma parcela da população se beneficia dos avanços da medicina de precisão, enquanto muitos pacientes continuam enfrentando longas jornadas até o diagnóstico. Os dados deste estudo serão publicados no periódico Frontiers in Immunology. Esta pesquisa recebeu financiamento da Faperj, Fiocruz, Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e CNPq. Roberta Soares Faccion recebe financiamento de Faperj e CNPq. Zilton Farias Meira de Vasconcelos recebe financiamento da Faperj, Decit, CNPq e INOVA/Fiocruz.

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30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros 'ninjas' e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil?

Publicado em: 13/05/2026 04:01

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026 A urna eletrônica, principal símbolo das eleições brasileiras nas últimas décadas, completa 30 anos nesta quarta-feira (13). Foi em 1996 que o equipamento começou a ser usado oficialmente no país, mudando a forma de votar e apurar eleições no Brasil. Os engenheiros e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da urna ficaram conhecidos como “ninjas” - leia mais abaixo. Criada para substituir as cédulas de papel e reduzir fraudes eleitorais, a urna eletrônica nasceu de um esforço conjunto entre especialistas da Justiça Eleitoral e técnicos de instituições de referência em tecnologia, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o então Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos. Desde então, o equipamento já foi utilizado em 15 eleições e se tornou peça central da democracia brasileira. Os ‘ninjas’ da tecnologia O grupo de 'ninjas' reunia profissionais do Inpe, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e da Aeronáutica, além de integrantes da Justiça Eleitoral. Entre eles estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, o “Toné”, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, coordenados por Paulo Camarão. O desafio era criar um equipamento seguro, resistente e capaz de funcionar em qualquer região do país. “A gente tinha que propor um equipamento robusto, seguro e inviolável”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' Divulgação/TSE Como surgiu a urna eletrônica A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força no fim dos anos 1980, mas ganhou forma em 1995, durante a gestão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso. Segundo ele, a proposta surgiu em uma conversa informal com o técnico em informática Paulo Camarão, durante uma partida de tênis em Brasília. “Tudo começou com uma simples conversa”, relembrou Velloso em entrevista ao g1. A partir dali, o TSE criou grupos técnicos para desenvolver o projeto da urna eletrônica, reunindo especialistas em informática, segurança, logística e processo eleitoral. Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil Arte/g1 O que mudou nas eleições Antes da urna eletrônica, a votação era feita em papel e a contagem dos votos podia levar dias. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual. Com a informatização do voto, o resultado passou a sair em poucas horas e houve redução significativa de problemas ligados à contagem manual. O cientista político José Maurício Cardoso do Rego avalia que a urna ajudou a fortalecer a confiança no processo eleitoral. “Com a implantação das urnas eletrônicas, há uma inibição clara desse processo de fraude”, afirmou. Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo Segurança e ataques Ao longo dos 30 anos, a segurança da urna eletrônica passou por atualizações. Atualmente, os equipamentos utilizam assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. Além disso, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança, em que especialistas tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais. Segundo os criadores da urna, a preocupação com possíveis fraudes esteve presente desde o início do projeto. “Não dá para fraudar uma urna eletrônica sem descaracterizar completamente o sistema”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Primeira urna eletrônica desenvolvida Divulgação/TSE De 2 MB aos modelos atuais O primeiro modelo da urna, a UE96, tinha apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes. Em 1996, cerca de 30% do eleitorado votou eletronicamente. Hoje, o sistema é usado em todas as cidades do país e serve de referência internacional. Ao menos 33 países já utilizaram algum modelo de votação eletrônica, segundo dados citados pelos pesquisadores envolvidos no projeto. Orgulho para os criadores Três décadas depois, os responsáveis pela criação da urna eletrônica dizem enxergar o projeto como uma contribuição histórica para a democracia brasileira. “É um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil”, resumiu Toné. Antonio Esio Salgado, o Toné um dos criadores da urna eletrônica Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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ENTREVISTA: Baldy diz que BYD quer ser líder de mercado até 2030 e vê ‘medo’ na reação de rivais

Publicado em: 13/05/2026 04:01

BYD quer ser a marca que mais vende carros do Brasil em 2030 Em entrevista exclusiva ao g1, o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, foi direto ao ponto: a meta é vender 600 mil carros por ano e colocar a marca no topo das vendas no Brasil até o fim desta década. A declaração é ousada, mas o desempenho recente da empresa indica que a meta não deve ser subestimada. A BYD iniciou as vendas de carros no Brasil em 2022, com os modelos Tan e Han, e sequer figurava entre as 21 fabricantes que mais venderam veículos no país. No ano seguinte, chegou o hatch Dolphin. A partir daí, a trajetória mudou. Em 2023, foram 17.937 unidades vendidas e o 15º lugar, à frente de RAM (16.951) e BMW (15.108). Em 2024, a marca registrou 76.811 emplacamentos e alcançou o 10º lugar, superando Caoa Chery (60.929), Ford (48.311) e Citroën (33.885). Em 2025, foram 112.814 unidades vendidas e o 8º lugar, à frente de Honda (103.460) e Nissan (77.808). Com pouco mais de 100 mil unidades vendidas no ano passado, a BYD precisa multiplicar seus emplacamentos por seis para atingir a meta da diretoria. A Fiat, líder em 2025, registrou 533.710 veículos emplacados — volume 4,7 vezes maior que o da chinesa. Aos poucos, porém, a montadora vai incomodando as líderes: nas vendas no varejo — quando o carro é vendido com intermediação da concessionária — o BYD Dolphin Mini foi o veículo mais vendido do Brasil neste ano, superando modelos populares como Volkswagen Tera, Chevrolet Onix e Hyundai Creta. Veja os 10 carros mais vendidos no varejo, entre janeiro e abril de 2026: BYD Dolphin Mini: 18.052 emplacamentos; Hyundai Creta: 17.197 emplacamentos; Volkswagen Tera: 15.495 emplacamentos; Fiat Strada: 14.461 emplacamentos; Chevrolet Tracker: 14.349 emplacamentos; Volkswagen Nivus: 13.683 emplacamentos; BYD Song: 13.495 emplacamentos; Volkswagen Polo: 12.778 emplacamentos; Hyundai HB20: 11.217 emplacamentos; Chevrolet Onix: 11.142 emplacamentos. A tendência é de aceleração com o início da operação plena da fábrica de Camaçari (BA). “Quando a gente fala que vai fabricar 600 mil carros em solo brasileiro, é para atender a América Latina, sim, mas o nosso objetivo é que a gente possa chegar até 2030 como marca número 1 de vendas de carros aqui no mercado brasileiro”, afirma Baldy. No Brasil, apenas um complexo industrial tem capacidade semelhante: a fábrica da Stellantis, em Betim (MG), que pode produzir até 650 mil veículos por ano e reúne marcas como Fiat e Peugeot. Além de atender ao mercado interno, o complexo também exporta para mais de 30 países. Para Baldy, a unidade de Camaçari deve cumprir papel semelhante em menos de cinco anos. Ao g1, o político que virou executivo também faz críticas a concorrentes e à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com quem trava uma disputa sobre carga tributária e concorrência desde a chegada da empresa ao país. Veja a entrevista de Alexandre Baldy, na íntegra, no vídeo abaixo. g1 Carros entrevista Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques. Embate com a Anfavea sobre Importação; Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor; BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto; Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel; Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância". g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Embate com a Anfavea sobre Importação Embate com a Anfavea sobre Importação Até a publicação desta reportagem, a BYD concentra a produção em kits que chegam quase prontos do exterior. Esses conjuntos são montados na fábrica da empresa na Bahia e, depois, os veículos são entregues aos clientes. “É impraticável qualquer indústria automobilística vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiu”, aponta Baldy. Esse tipo de montagem tinha carga tributária menor em comparação aos impostos pagos por outras montadoras no Brasil, o que gerou atritos no setor. O tema motivou uma carta assinada por fabricantes, com apoio da Anfavea. “O presidente da Anfavea esteve lá na nossa inauguração. Eles sabe o tamanho do nosso investimento. Então, quer dizer, nós somaremos à Anfavea sendo contrários ao regime de montagem”, disse A pressão surtiu efeito: o governo antecipou a recomposição do imposto de importação, que passou a 35% para todos. A BYD afirma que pretende avançar para a fabricação completa dos veículos, mas ainda não informou quando isso deve ocorrer. “Você começa com o regime de montagem, como é conhecido como SKD. Aí você ultrapassa esse momento e vai para um regime de mais a fabricação de alguns componentes, até você chegar na fabricação completa, e esta é a motivação do nosso investimento no Brasil”, aponta o executivo. Segundo Baldy, os kits devem chegar cada vez menos prontos, com a inclusão gradual de etapas realizadas no Brasil, como soldagem, moldagem de peças e pintura. Volte para o início. Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor Baldy afirmou que a chegada da BYD ao Brasil provocou reação das montadoras tradicionais, principalmente por causa da estratégia de preços mais baixos. Na prática, o lançamento do Dolphin desencadeou um “efeito dominó” nos preços de alguns carros elétricos. Baldy deu outro nome ao fenômeno. “Eu não vou dizer que seja de indignação, isso é medo, porque quando nós chegamos no Brasil, foi um tapa na cara, promovido pelos nossos concorrentes”, disse Baldy. Alguns modelos tiveram redução de preço, especialmente após a chegada do Dolphin Mini: Renault Kwid E-Tech: de R$ 149.990 para R$ 99.990; JAC E-JS1: de R$ 164.900 para R$ 154.900; Caoa Chery iCar: de R$ 149.990 para R$ 139.990; Peugeot e-2008: de R$ 259.990 para R$ 159.990. “Qual que é a sensação do consumidor em relação a esse tipo de atitude. Então nós promovemos no Brasil um verdadeiro chacoalho na indústria automobilística”, aponta Baldy. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Volte para o início. BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto Em uma das declarações mais polêmicas da entrevista, Baldy afirmou que o Dolphin Mini tem custo de uso menor do que motocicletas populares. “O nosso BYD Dolphin Mini, é mais econômico que andar numa moto. Se você comparar com uma moto, seja uma Honda Biz ou uma Honda CG, é mais barato você dirigir um BYD Dolphin Mini. Você gasta com 20.000 km R$ 380 para fazer uma revisão”, apontou o executivo. O carro, porém, exige um investimento inicial muito mais alto: o Dolphin Mini custa R$ 119.990 — valor suficiente para comprar nove unidades da Honda Biz zero quilômetro, cada uma por R$ 13.240. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Volte para o início. Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel O Salão do Automóvel de São Paulo ficou sete anos sem ser realizado e retornou em 2025 com formato semelhante ao das edições anteriores, mas com menos marcas de destaque do setor. Participaram empresas como BYD, Denza, Caoa Chery e Changan, além de Fiat, Jeep, Peugeot, RAM, GAC, Geely, Honda e Hyundai, mas as ausências chamaram ainda mais atenção. Ficaram de fora marcas tradicionais como Ford, Chevrolet, Volkswagen, Nissan, Audi, Porsche, Mercedes-Benz e BMW. Para Baldy, a postura de grandes marcas — que pedem mudanças fiscais ao governo e depois não participam do evento — foi “ridícula”. “Quando é para reclamar em benefício de proteção própria, tudo se une ali na Anfavea e correm para fazer os pleitos que são necessários no governo. Então, acho que isso é um pouco desleal”. Volte para o início. Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância" Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância" Até fevereiro de 2026, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) aponta a existência de 21.061 eletropostos no Brasil. Desse total, 14.582 são de recarga lenta, em que um carro elétrico leva cerca de oito horas para completar a carga. Os carregadores rápidos representam menos da metade do total, com 6.479 pontos no país. Neles, os veículos conseguem recarregar em menos de uma hora. Apesar do crescimento no número de pontos, ainda há grandes regiões sem infraestrutura de recarga, e poucas marcas investem na expansão da rede. Na década passada, o grupo Volkswagen criou rotas com carregadores, como na Rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Mais recentemente, a Volvo avançou ao conectar outros centros urbanos. Baldy rebate as críticas de que a BYD não investiu. “aqueles que comentam ou que fazem esse tipo de comentário ou desconhecem a tecnologia ou são ignorantes”, disse. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Ele destacou a chegada de carregadores ultrarrápidos ao Brasil, com a promessa de recuperar cerca de 400 quilômetros de autonomia em apenas cinco minutos de recarga. “As nossas concessionárias Denza terão os carregadores super rápidos instalados já nesse ano de 2026 e outros pontos que nós estamos hoje discutindo para serem hubs de carregamento para oferecerem inclusive este nosso carregador super rápido”, disse Baldy. Os modelos da Denza, submarca de luxo da BYD, são compatíveis com esses carregadores ultrarrápidos. Volte para o início.

Palavras-chave: tecnologia

Pior problema do país para os eleitores, segurança pública entra no radar de pré-candidatos à presidência; veja estratégias

Publicado em: 13/05/2026 04:01

A cinco meses das eleições, estrategistas e publicitários das pré-campanhas para a presidência da República são categóricos ao afirmar que um assunto deve dominar os debates: a segurança pública. Segurança pública movimenta estratégias dos pré-candidatos Considerada o principal problema dos brasileiros em pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, a violência não é mais tratada como responsabilidade apenas dos estados e do Distrito Federal, como ocorria no passado. O entendimento das campanhas é que os eleitores buscam respostas também a nível federal – e, por isso, o assunto não pode ficar em segundo plano na apresentação das propostas de governo. Aliados do presidente Lula (PT) admitem que, nos últimos quatro anos, o governo patinou no tema e não conseguiu avançar com uma das principais apostas na área: a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Medo da violência altera a rotina de quase 60% dos brasileiros, diz pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha O texto – que tinha como ideia primordial colocar a União na coordenação do setor – foi muito alterado na Câmara e, agora, está parado no Senado. Em busca da reeleição, o presidente Lula lançou nesta terça-feira (12) um pacote de medidas de combate ao crime organizado. Outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), têm defendido o endurecimento da legislação penal – incluindo medidas como a diminuição da maioridade penal. Já Ronaldo Caiado (PSD) deve apostar nos resultados da sua gestão em Goiás. A GloboNews buscou estrategistas, marqueteiros e interlocutores das campanhas dos quatro pré-candidatos que pontuaram mais de 3 pontos percentuais de intenções de voto na última pesquisa Genial/Quaest. Lula (PT) O governo Lula organizou nesta terça-feira (12) um evento no Palácio do Planalto para lançar o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que prevê investimentos de R$ 11 bilhões na área e funciona em quatro eixos: asfixia financeira do crime organizado; reforço na segurança no sistema prisional; aumento nas taxas de esclarecimentos de homicídios; e enfrentamento ao tráfico de armas. Governo lança programa de combate ao crime organizado O tema da segurança pública também esteve no centro da conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreu na semana passada. O presidente brasileiro disse que pediu a Trump a entrega de criminosos do Brasil que estão em Miami (EUA). Reservadamente, integrantes do PT admitem que “segurança é um tema da oposição”, mas que o encontro com Trump “rendeu vacinas importantes” e que Lula “teve argumento para fazer o contraponto”. Outro foco dos governistas é investir em investigações de asfixia financeira das organizações criminosas. Interlocutores do governo afirmam que a Lei Antifacção, que nasceu a partir de uma proposta do Executivo e foi aprovada em fevereiro no Congresso, deu as ferramentas para avançar em megaoperações do tipo, que sufocam o braço financeiro das organizações criminosas. Por fim, o governo tem responsabilizado o Congresso Nacional pela não aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do Planalto na área e que tinha como uma das funções permitir que a União coordenasse a segurança pública para estabelecer diretrizes nacionais. O texto está parado no Senado e, nesta terça-feira, o presidente Lula disse que depende desta aprovação para criar o Ministério da Segurança Pública. Flávio Bolsonaro (PL) Segundo a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o pré-candidato vai defender uma agenda “baseada em endurecimento da legislação penal, fortalecimento do sistema prisional, valorização das forças de segurança e uso intensivo de tecnologia e inteligência”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República Edilson Rodrigues/Agência Senado Entre os pontos que devem estar no plano de governo, estão: a revisão da legislação penal para restringir benefícios a condenados por crimes mais graves e para diminuir a maioridade penal; a ampliação de vagas no sistema prisional; a integração de bancos de dados e sistemas de inteligência entre União, estados e municípios; e o reforço do monitoramento de fronteiras, portos e aeroportos. “O senador também sustenta que a política de segurança precisa ser acompanhada de medidas de prevenção, com foco em qualificação profissional e abertura de oportunidades para os jovens, como forma de reduzir o aliciamento pelo crime”, disse o pré-candidato por meio de nota da sua equipe. Ainda segundo a nota, “não há indicação pública de nome fechado para eventual comando da área de segurança, mas sim diálogo com diferentes quadros". Como senador, Flávio Bolsonaro apresentou 36 projetos de segurança pública: pelo menos 10 com foco no aumento de penas; dois para tipificação de novos crimes; três de incentivo ao armamento; e três para a redução da maioridade penal. Ronaldo Caiado (PSD) Uma das principais apostas do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é trazer dados da Secretaria de Segurança Pública do estado, com queda nos índices de roubo e homicídios durante a sua gestão. A ideia, segundo seus interlocutores, é defender na campanha que Caiado é capaz de replicar o modelo a nível nacional. Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Nas palavras de seu marqueteiro, Paulo Vasconcelos, a ideia é "forçar a comparação" e "mostrar quem já fez". “Nunca ninguém vai apresentar um plano estratégico de segurança com detalhamento porque isso é ‘briefing’ para o bandido. O que nós temos de narrativa é o exemplo está dado de como se enfrenta a segurança, com rigidez, com atitude, com força, confiando nas polícias e, ao mesmo tempo, criando proteção social em volta da ideia, de que não é só prender bandido, mas também ter boa educação”, disse Vasconcelos. Enquanto governador, Caiado foi um dos principais críticos da PEC da Segurança Pública e disse que temia uma eventual perda de prerrogativas das forças de segurança estaduais. Em um encontro entre o presidente Lula e governadores para falar da proposta, Caiado disse que era “inadmissível qualquer invasão nas posições que os estados têm em termos de poder da sua polícia civil, militar e penal”. No fim do ano passado, Caiado também foi um dos governadores que participou do “Consórcio da Paz”, com objetivo de integrar forças de segurança e equipes de inteligência. O anúncio foi feito após a operação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. Romeu Zema (Novo) O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato, Romeu Zema (Novo), lançou um documento com as diretrizes da sua pré-campanha na área da segurança pública. Pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) Reprodução Uma das propostas defendidas é classificar, nacional e internacionalmente, as facções criminosas como organizações terroristas. A medida é polêmica e encontrou resistências no governo Lula e no Congresso Nacional por possíveis consequências para a soberania nacional e intervenções dos Estados Unidos. Segundo o plano de governo de Zema, a classificação “permitiria o uso da Força Nacional, das Forças Armadas e de colaboração internacional para combatê-los, também garantindo penas altas e a impossibilidade de progredir de regime”. Zema também defende a prisão obrigatória, nas audiências de custódia, para todo criminoso pego pela terceira vez. Nesses casos, a ideia seria alterar a lei para que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva, sendo vedado o relaxamento da prisão na audiência de custódia. Outra proposta é a redução da maioridade penal em caso de crimes graves ou reincidência e o endurecimento da legislação penal. “Substituir o modelo atual, de regime fechado, semiaberto e aberto por um modelo mais simples e efetivo de cumprimento de pena em que o preso cumpre uma parte em restrição de liberdade seguido de um período de liberdade condicional monitorada”, diz o documento. Desafios para os próximos anos Professor da PUC-Minas e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Luís Flávio Sapori aponta alguns desafios para os próximos anos, independentemente de quem vencer a eleição. O primeiro deles é o combate ao crime organizado. “Grupos criminosos estão vinculados também às milícias, ao comércio ilegal de armas de fogo. Você tem uma rede criminosa cada vez mais sofisticada e cada vez mais lucrativa, envolvendo segmentos diversos da sociedade, políticos, segmentos da própria justiça e segurança”, diz. Sapori também cita: os feminicídios, pela gravidade; os roubos, por serem o tipo de crime que mais afeta o dia a dia da população; e os crimes digitais, que estão vitimando cada vez mais os brasileiros. Especialista destaca feminicídios como desafios de segurança pública para o próximo presidente Vaner Santos/EPTV Para o especialista, o próximo governo deveria viabilizar, na prática, o Sistema Único de Segurança Pública. “Os desafios da segurança serão melhor enfrentados e terão mais eficácia se nós tivermos uma articulação de União, Estados e municípios”, disse. A avaliação é que a segurança precisa replicar o modelo de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), “com tomada de decisões e com distribuição de recursos do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário de acordo com o que for decidido por esse grande comitê de governança nacional”. Além disso, o professor diz ser “fundamental a ideia de criar forças-tarefas para enfrentar o crime organizado” e que as polícias civis, vinculadas aos estados, também precisam ter seus métodos de investigação melhorados. “As Polícias Civis no Brasil estão muito dependentes dos flagrantes da Polícia Militar, investigação criminal é uma exceção, e não a regra hoje no dia a dia. [O Brasil] Precisa de um plano nacional de fortalecimento das polícias civis como novo método de investigação”, avalia. Por fim, Sapori afirma que o sistema prisional “merece um lugar de muito destaque num plano nacional de segurança para o próximo quadriênio”. “[O país] Precisa de uma política prisional que permita aos estados terem condições de ampliar o número de vagas e melhorar a assistência aos presos. Para isso, o dinheiro do Funpen não pode ser apenas para investimento, tem que ter dinheiro pra custeio das unidades prisionais, que é o maior problema.”

Palavras-chave: tecnologia

Como MP gaúcho ajudou Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo no Leste Europeu

Publicado em: 13/05/2026 03:00

MP gaúcho ajuda Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo Um núcleo do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que há dois anos investiga violência extrema entre adolescentes, ajudou a Europol, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, a prender em adolescente que estava prestes a cometer um atentado em um país do Leste Europeu. Este adolescente, que dizia ter 15 anos nas redes sociais, informou a outros radicais que iria assassinar pessoas e “ir para prisão perpétua” em um determinado horário, em um país na Europa. Ele já tinha adquirido equipamentos para cometer o crime e transmiti-lo ao vivo em uma plataforma. O MPRS agiu em uma cooperação internacional que impediu o atentado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi desvendado pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do MPRS, unidade especializada e dedicada à identificação e prevenção de riscos associados a trajetórias de radicalização, subculturas violentas, extremismo e ameaças. 🔍 O núcleo investiga dinâmicas e processos de engajamentos em subculturas digitais organizadas e redes transnacionais de violência. São grupos que se comunicam em plataformas como Discord, TikTok, Roblox, Reddit, entre outras, para estimular adolescentes a praticarem atos de violência contra si mesmos e outras pessoas. “No cibermundo não existem barreiras geográficas e linguísticas. Nossos adolescentes têm amigos no mundo inteiro. Nessas comunicações entre adolescentes que se radicalizam, acabamos encontrando outros em outros lugares do mundo", explica Fábio Costa Pereira, procurador de Justiça e coordenador do NUPVE. "Se fosse uma lógica organizacional do mundo real, não seria atribuição nossa. Mas eu sei que tem um adolescente no outro lado do mundo que vai cometer um ato atroz. E a partir daí a gente começou a trabalhar”, complementa Costa. O núcleo já atuou em mais de 800 casos nos últimos dois anos — a maioria no Rio Grande do Sul. Apenas em 2026, o MP afirma ter prevenido seis atentados que poderiam ter sido cometidos por adolescentes, cinco em solo gaúcho e um no Leste Europeu. Neste caso, o núcleo se infiltrou em um dos grupos cibernéticos e passou a investigar um adolescente gaúcho que buscava convencer outros a cometer atos de violência extrema contra si mesmos. “Esse jovem que estava aqui do RS mandou mensagens afirmando que iria atentar contra a própria vida e postou a receita de como iria fazer isso apenas para inspirar outros a fazerem o mesmo”, conta o promotor de Justiça Leonardo Rossi, que integra o núcleo. Atentado com data marcada A partir deste caso, os investigadores começaram a conectar os pontos. Infiltraram-se nos grupos e identificaram outros adolescentes com tendências violentas. Um deles demonstrou estar prestes a cometer um atentado. Ele já tinha uma data: 16 de abril — mês que é crítico para a violência entre jovens de idade escolar devido ao Massacre de Columbine, em 1999, no Colorado (EUA), onde 12 alunos e um professor foram mortos por dois estudantes em uma escola suburbana. “Nas palestras, já estamos chamando de ‘Efeito Columbine’”, resume Rossi. “Vou fazer uma livestream no TikTok às 7h e vou ‘esfaquear’ pessoas, certo, e vou para a prisão perpétua”, escreveu o adolescente. Na postagem, ele não escreveu “esfaquear”, mas sim utilizou o emoji de uma faca. “Vamos nos infiltrando nesses canais conforme a gente consegue, eles têm operações de segurança. Nosso trabalho é como montar um quebra-cabeça de 10 mil peças. A gente pega pecinha por pecinha. A primeira, foi esse adolescente aqui do RS”, afirma Costa. “Conseguimos montar esse quebra-cabeça entre 24 e 48 horas. A gente manda para a Polícia Federal, que manda para a Europol. A sorte foi que o adido brasileiro na Europol fica numa sala em frente ao adido deste país. Ele vai até lá, entrega as informações e, no dia seguinte, este adolescente é preso”, conclui. Nesta altura, o crime já estava em fase de pré-execução. O adolescente adquiriu um vestuário de estilo militar que seria utilizado no atentado, um capacete com uma câmera GoPro acoplada, uma balaclava, um automóvel que seria utilizado para fuga e uma mochila com diversos acessórios, incluindo spray de pimenta e um taser (arma de choque). Em uma publicação, ele postou uma foto de policiais afirmando: "nós vamos pegar vocês". Em outra postagem, escreveu: "Vou ter minha vingança contra todos vocês no dia em que irão sentir minha fúria, no dia que vocês me temerão, no dia em que vocês serão mortos". MP gaúcho ajuda Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo no Leste Europeu MPRS/Divulgação Efeito copycat O adolescente apreendido no Leste Europeu também possuía indícios de estar inserido e ativo em uma comunidade de crimes reais cuja sigla e os símbolos são conhecidos para quem está inserido neste universo. “Ele já estava com tudo pronto. É o efeito copycat. Esse estava copiando um sujeito que, em 2024, cometeu um atentado na Turquia, no qual esfaqueou cinco pessoas em um café. Ele descreve a ação como o 'Manual de Limpeza em Massa', que basicamente seria para limpar a sociedade dos insetos, que somos nós”, diz o coordenador do NUPVE. Projeto Sinais capacita pais e professores Nos últimos dois anos, o conhecimento adquirido pelo núcleo resultou no Projeto Sinais. Os procuradores já realizaram palestras em diferentes municípios gaúchos com pais e professores para ajudar a identificar crianças e adolescentes propensos à radicalização. “Cada pessoa que a gente capacita, na verdade, vira uma ‘antena’, que vamos captar lá na ponta sinais mais fortes ou sinais mais fracos. Esses nossos parceiros capacitados vão nos passando informações”, explica Costa. “Eles vão dando sinais, vão escrevendo. Um dos preditores pessoais é o chamado leakage, que é o vazamento. Eles vazam ou intencionalmente para se gabar no seu contexto, porque isso é uma moeda social para eles, ou mesmo inconscientemente para ser obstado na situação”, continua. O núcleo identificou um perfil de adolescentes e crianças que se radicalizam — o que definiram como 'triângulo maldito'. "De um lado, tem as famílias disfuncionais, onde há violência e falta de respeito dentro das relações. O excesso de telas, principalmente buscando pertencimento em algum lugar que ela não encontra no mundo real. E o que talvez seja o pior, que é o bullying, que fez essa criança se sentir excluída, marginalizada e vitimizada. Onde é que ela encontra conforto e abraço? Nesses grupos", conclui Costa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: cibernético

'Anti-aging', libido e energia: estudo encontra desinformação em massa sobre testosterona em sites de clínicas

Publicado em: 13/05/2026 03:00

Médicos exploram brecha e seguem vendendo implantes anabolizantes para fins estéticos Cansaço, queda de libido, dificuldade para ganhar massa muscular, sensação de envelhecimento. Para muitos homens, a internet passou a oferecer uma resposta rápida para sintomas complexos: testosterona. Mas um estudo internacional publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism encontrou um cenário preocupante: a maioria dos sites de clínicas que oferecem tratamento hormonal masculino divulga informações que contrariam diretrizes médicas ou prometem benefícios sem respaldo científico. Os pesquisadores analisaram 253 sites de clínicas e serviços voltados ao tratamento hormonal em diferentes regiões do mundo, incluindo América do Norte, Europa, América do Sul, Ásia e Oriente Médio. O levantamento identificou que 86% dos sites apresentavam ao menos uma alegação incompatível com consensos médicos internacionais. Entre as promessas mais frequentes estavam melhora de energia e fadiga (63,2%), benefícios psicológicos (62,5%), melhora da composição corporal (64,4%) e até efeitos “anti-aging”, encontrados em quase 10% dos sites. A pesquisa também encontrou clínicas oferecendo testosterona para homens com níveis hormonais considerados normais —prática identificada em quase 10% dos sites analisados. Para Bernardo Hermanson, urologista e andrologista membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, parte do problema está na forma como a testosterona passou a ser apresentada no ambiente digital. “É incorreto vender a testosterona como uma ‘fórmula de rejuvenescimento’ ou solução universal para cansaço e envelhecimento”, afirma. Magnific A testosterona virou resposta para tudo O estudo aponta que o crescimento global das prescrições de testosterona não foi acompanhado por aumento equivalente nos casos reais de hipogonadismo —única condição para a qual a prescrição de testosterona é validada, caracterizada pela deficiência hormonal comprovada por sintomas e exames laboratoriais. Segundo Hermanson, sintomas inespecíficos passaram a ser automaticamente associados à chamada “testosterona baixa”, mesmo quando podem ter múltiplas causas. “Muitos homens chegam ao consultório já convencidos de que qualquer queda de energia ou rendimento significa ‘testosterona baixa’”, diz. 💡 O especialista explica que cansaço, queda de libido, perda de massa muscular e desânimo também podem estar ligados a estresse crônico, privação de sono, obesidade, ansiedade, depressão, sedentarismo, apneia do sono e diabetes. “O diagnóstico correto exige associação entre sintomas compatíveis e testosterona baixa confirmada em exames realizados adequadamente”, afirma. Os autores do estudo chamam atenção justamente para a expansão de promessas hormonais além das indicações reconhecidas pelas diretrizes médicas. ⚠️ Entre os conteúdos encontrados estavam alegações de melhora metabólica, proteção cardiovascular, rejuvenescimento e protocolos de “microdosagem” hormonal. Envelhecer não é doença Para os pesquisadores, parte do fenômeno está ligada à transformação de sintomas comuns do envelhecimento masculino em sinais de deficiência hormonal. A análise identificou ainda o uso frequente do termo “andropausa” —expressão que não tem consenso entre sociedades médicas— e estratégias de marketing associadas a performance, vitalidade e produtividade masculina. “Hoje vemos conteúdos que transformam a testosterona quase em símbolo de alta performance masculina”, afirma Hermanson. Segundo ele, redes sociais e publicidade digital ampliaram a associação entre testosterona, sucesso físico, disposição e masculinidade. A pesquisa identificou ainda a oferta de “microdoses” de testosterona em quase 12% dos sites avaliados. “Hoje esse conceito não tem padronização científica nem reconhecimento nas principais diretrizes médicas”, diz Hermanson. Fertilidade e riscos pouco discutidos Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores foi a baixa frequência de alertas sobre os riscos do tratamento hormonal. 📊 Menos de um terço dos sites mencionava prejuízos à fertilidade causados pela testosterona. “A testosterona exógena pode reduzir drasticamente a produção de espermatozoides e causar infertilidade”, alerta Hermanson. Segundo ele, muitos pacientes iniciam tratamento sem receber orientação adequada sobre os efeitos hormonais de longo prazo. Além da infertilidade, o especialista cita aumento do hematócrito —quando o sangue fica mais espesso devido ao excesso de glóbulos vermelhos—, acne, piora da apneia do sono e dependência terapêutica como possíveis efeitos do uso inadequado. O papel da IA e dos algoritmos Os autores do estudo alertam que a disseminação dessas informações pode influenciar diretamente a procura por testosterona e moldar expectativas dos pacientes antes mesmo da consulta médica. Ainda segundo a pesquisa, o fenômeno pode ganhar outra dimensão com ferramentas de inteligência artificial e sistemas de busca cada vez mais usados para perguntas sobre saúde. Isso porque plataformas de IA costumam se alimentar justamente do conteúdo disponível online —incluindo páginas com informações sem respaldo científico. “Quando a informação é distorcida ou simplificada, ela pode influenciar diretamente decisões médicas e aumentar a pressão por prescrições hormonais inadequadas”, diz Hermanson. Para ele, há necessidade de maior fiscalização sobre publicidade hormonal na internet. “A testosterona é um medicamento importante, com indicações legítimas e benefícios reais quando bem utilizada. Mas ela não deve ser tratada como produto de marketing, suplemento de bem-estar ou promessa de rejuvenescimento.”

Palavras-chave: inteligência artificial

Xbox Game Pass: Microsoft prepara expansão e conversão de mídia física em digital

Publicado em: 13/05/2026 02:17 Fonte: Tudocelular

Documentos internos e análises de builds do Xbox Insider, obtidos pelo portal Windows Central, revelam que a Microsoft prepara uma guinada estratégica sob o comando de Asha Sharma. A nova líder da divisão de games coordena dois projetos sigilosos: o "Saluki", focado na China, e o "Positron", que visa a conversão de jogos físicos para o formato digital. O projeto Saluki representa uma versão do Game Pass desenvolvida especificamente para as complexas regulamentações da China. A iniciativa deve oferecer múltiplos níveis de assinatura e sistemas de recompensas que atendam ao paradoxo local: um mercado gigantesco que prioriza o mobile em vez de consoles e PCs, exigindo títulos aprovados e microtransações.Entre as novidades mais impactantes está o Positron, sistema voltado para a digitalização de bibliotecas físicas. O recurso está intrinsecamente ligado ao "Project Helix", o próximo hardware da marca que deve atuar como um híbrido entre console e PC. Como o PC não utiliza mídias ópticas há anos, o Helix será totalmente digital, sem variantes com leitor.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por anos

Publicado em: 13/05/2026 00:01

O que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China A segurança na histórica Praça Tiananmen, em Pequim, foi reforçada nos últimos dias, com rumores nas redes sociais sobre um desfile especial ou algum grande evento. Os preparativos para este grande evento começaram em tom discreto, mas a China parece estar pronta para realizar um espetáculo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A visita de Estado na quinta e sexta-feira (14 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu, um complexo de templos imperiais onde os imperadores rezavam por boas colheitas. E tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping esperam que a visita dê frutos. Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos. Por meses, as relações entre EUA e China foram uma prioridade menor para Trump. Seu foco tem sido a guerra em curso com o Irã, as operações militares no Hemisfério Ocidental e as preocupações domésticas. Mas tudo isso muda nesta semana. O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Do ponto de vista econômico, a guerra comercial em curso com os EUA e o conflito no Irã podem ser más notícias para Xi, mas ideologicamente e politicamente são um presente, e ele sentirá que está em uma posição de vantagem. Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos. Um interlocutor do Irã? Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). Reuters/Evelyn Hockstein A China está tentando discretamente agir como pacificadora na guerra, que já está em seu terceiro mês. Pequim se juntou ao Paquistão como mediadora na guerra EUA-Israel contra o Irã. Autoridades em Pequim e Islamabad apresentaram em março um plano de cinco pontos com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. E nos bastidores, as autoridades chinesas estão sutilmente incentivando que os iranianos venham para a mesa de negociações. Não há dúvida, apesar de sua constante demonstração de força, de que a China está ansiosa pelo fim dessa guerra. A economia chinesa já está enfrentando crescimento mais lento e desemprego maior. O aumento dos preços do petróleo fez subir o custo de itens feitos com petroquímicos, desde têxteis até plásticos. Para alguns produtores na China, os custos aumentaram em 20%. A China tem reservas de petróleo invejáveis, e a liderança que assumiu em energias renováveis e carros elétricos isolou o país dos piores efeitos da crise de combustível. Mas a guerra está causando mais dor a uma economia desacelerada que depende fortemente de exportações. No entanto, se a China intervier para ajudar os EUA, ainda vai querer algo em troca. A visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a Pequim na semana passada parecia destinada a mostrar o tipo de influência que a China tem no Oriente Médio. Os EUA estavam observando de perto. “Espero que os chineses digam a ele o que precisa ser dito”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Que o que você está fazendo no Estreito está fazendo com que você fique globalmente isolado. Você é o vilão aqui.” Os EUA também tentaram convencer a China a não bloquear uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando os ataques do Irã a navios que tentam transitar por Ormuz, depois que chineses e russos vetaram uma proposta anterior. “Acho que se vamos trazer o Irã de volta à mesa de negociações de forma duradoura, acho que os EUA reconhecem que a China desempenhará algum papel”, diz Ali Wyne, consultora para relações EUA-China do International Crisis Group. Trump, por sua vez, parece não se preocupar com a estreita relação da China com Teerã. Embora os EUA tenham recentemente sancionado uma refinaria com sede na China para transportar petróleo iraniano, o presidente minimizou na semana passada qualquer apoio chinês ao Irã durante o conflito. “É o que é, certo?” ele disse a um jornalista americano. “Também fazemos coisas contra eles.” LEIA TAMBÉM Trump chama jornalista de 'burra' ao responder pergunta sobre custo de obra na Casa Branca Prefeita de cidade na Califórnia renuncia após admitir ser agente da China Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 O futuro de Taiwan Bandeiras dos EUA e de Taiwan são vistas em São Francisco REUTERS/Stephen Nellis O governo Trump tem enviado sinais contraditórios quando se trata de Taiwan. Em dezembro passado, os EUA anunciaram um acordo de armas de US$ 11 bilhões com Taiwan, enfurecendo o governo chinês no processo. Trump, no entanto, minimizou a disposição dos EUA em defender Taiwan, que a China reivindica como seu próprio território. “Ele considera que é parte da China”, disse Trump sobre Xi, “e isso depende dele, o que ele vai fazer”. Ele também disse que Taiwan não reembolsa adequadamente os EUA por suas garantias de segurança, acrescentando que “não nos dá nada”. No ano passado, ele impôs uma tarifa de 15% sobre Taiwan e a acusou de ter tirado dos EUA a produção de semicondutores. Na semana passada, Rubio disse que Taiwan será um tema da visita, embora o objetivo seja garantir que o assunto não se torne uma fonte de nova tensão entre as duas superpotências. “Não precisamos que nenhum evento desestabilizador ocorra em relação a Taiwan ou a qualquer lugar do Indo-Pacífico”, disse ele. “E eu acho que isso é para o benefício mútuo dos EUA e dos chineses.” Por sua vez, a China sinalizou que Taiwan é uma prioridade nessas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse na semana passada que esperava que os EUA fizessem as “escolhas certas” durante uma ligação com Rubio. Pequim vem aumentando sua pressão militar enviando aviões de guerra e embarcações navais por Taiwan quase diariamente. Alguns analistas acreditam que as autoridades chinesas podem estar pressionando por uma mudança de linguagem no texto sobre Taiwan, que foi cuidadosamente redigido em 1982. A política mais recente de Washington é que o país não apoia a independência de Taiwan. Pequim poderia pressionar por palavras mais fortes, como “os EUA se opõem à independência de Taiwan”? “Eu simplesmente não acho que o presidente Xi aceite isso”, diz John Delury, membro do Centro de Relações EUA-China da Asia Society. “Mesmo que Trump diga algo meio fora do script que pareça alguma capitulação em relação a Taiwan, porque ele não é tão cuidadoso com o uso da linguagem, os chineses sabem que é melhor não dar muito peso a isso, porque ele pode reverter com uma postagem no Truth Social uma semana depois.” Negociações comerciais críticas Trump sofreu derrota após tribunal bloquear tarifaço anunciado no começo de abril Carlos Barria/Reuters Durante grande parte de 2025, os EUA e a China pareciam estar à beira de uma nova guerra comercial, que poderia abalar as bases da economia global. Trump repetidamente aumentou e reduziu as tarifas sobre o maior parceiro comercial da América, às vezes atingindo taxas de mais de 100%. A China respondeu reduzindo as exportações de minerais de terras raras para os EUA e a compra de exportações agrícolas americanas, atingindo agricultores em Estados-chave que votaram em Trump. A temperatura esfriou consideravelmente desde que Trump e Xi se encontraram cara a cara na Coreia do Sul em outubro passado. A decisão da Suprema Corte de fevereiro que limitou o poder unilateral do presidente sobre tarifas também ajudou a reprimir os instintos comerciais mais voláteis de Trump. No entanto, Trump e Xi ainda terão muito o que falar durante a cúpula de Pequim. O líder americano pressionará para aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA. A China certamente pressionará os EUA a desistirem de uma investigação comercial anunciada recentemente sobre práticas comerciais injustas que poderiam dar a Trump a capacidade de reimpor tarifas mais altas sobre produtos chineses. Isso será complicado para o lado americano. “Pode ser difícil para os EUA desistirem das investigações de todas as práticas comerciais chinesas desleais, considerando o quão disseminadas e distorcidas elas ainda são”, diz Michael O'Hanlan, do Instituto Brookings, um think tank com sede em Washington. O governo Trump também está convidando os CEOs da Nvidia, Apple, Exxon, Boeing e outras grandes empresas para acompanhá-lo nesta visita, de acordo com a Reuters. Embora a China não dependa mais tanto dos EUA para o comércio quanto durante o primeiro mandato de Trump como presidente, Xi vai querer que este encontro corra bem, já que a China precisa de estabilidade na economia global. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de mais de 120 países, mas Xi sabe que não pode parecer confiante demais durante a visita de Trump. “Desde que a visita prossiga sem problemas e Trump conclua que foi tratado com respeito, a calma instável no relacionamento bilateral perdurará. Se, por outro lado, Trump sair se sentindo desrespeitado ou menosprezado, ele poderá mudar de ideia”, diz Ryan Hass, do Instituto Brookings. O futuro da IA China anunciou uma série de tarifas sobre produtos dos EUA em retaliação ás tarifas de Trump. Reuters A China está em uma corrida para dominar o futuro. Ela está investindo pesadamente em IA e robôs humanoides. Isso faz parte do que Xi descreve como “novas forças produtivas” que ele espera impulsionem a economia da China. Muitos formuladores de políticas dos EUA, no entanto, acreditam que a política oficial chinesa é cooptar ou roubar completamente a tecnologia dos EUA para promover suas indústrias domésticas. Isso levou a restrições à exportação dos microprocessadores mais recentes, por exemplo, apesar das objeções dos fabricantes americanos. A resolução bem-sucedida para a espinhosa questão da propriedade e operação chinesas do popular aplicativo de mídia social TikTok foi um raro final feliz para as interações entre EUA e China sobre tecnologia, que frequentemente são assoladas por acusações e suspeitas. Essa dinâmica está se manifestando na corrida para desenvolver sistemas de IA, talvez o principal novo desenvolvimento tecnológico dos tempos modernos. A questão é complicada por acusações dos EUA de que empresas chinesas como a DeepSeek estão roubando a inteligência artificial americana. “Um capítulo inicial de uma guerra fria da IA está surgindo”, diz Yingyi Ma, do Brookings Institute. “A Casa Branca acusou a China de roubo em 'escala industrial' de modelos americanos de IA, enquanto Pequim teria agido para impedir que a Meta adquirisse a Manus, uma startup de IA fundada na China agora com sede em Singapura. A disputa mais profunda não é sobre quem copia qual modelo, mas sobre o talento capaz de construir a próxima geração de IA de ponta.” Os robôs da China são capazes de dar um espetáculo, fazendo movimentos de Kung Fu e correndo mais rápido do que humanos durante uma maratona em Pequim. Mas, embora as empresas chinesas pareçam ser hábeis em construir os corpos desses robôs, muitas ainda estão trabalhando na programação do cérebro de suas novas criações. Para construir o que há de melhor, as empresas chinesas precisam de chips de computador de última geração, e eles são fabricados nos EUA. É aqui que Pequim poderia usar sua influência sobre terras raras, um setor crítico que Trump cobiça abertamente. A China processa cerca de 90% dos minerais de terras raras do mundo, que são essenciais para toda a tecnologia moderna, de smartphones a parques eólicos, passando por motores a jato. Assim, pode haver um acordo a ser feito. Os EUA podem ter terras raras chinesas em troca de chips de ponta. Isso é uma espécie de "Estreito de Ormuz da China" — ela pode interromper o fornecimento a qualquer momento. Apesar de todo o terreno de políticas a ser coberto pelas duas partes, a visita de Trump será uma passagem rápida, com reuniões e eventos programados para quinta e sexta-feira. Pode não haver muito tempo para os dois líderes chegarem a acordos profundos, mas mesmo um encontro tão breve pode definir a trajetória das negociações — e das relações — entre as duas superpotências por muitos anos. VÍDEOS: mais assistidos do g1