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30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros 'ninjas' e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil?

Publicado em: 13/05/2026 04:01

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026 A urna eletrônica, principal símbolo das eleições brasileiras nas últimas décadas, completa 30 anos nesta quarta-feira (13). Foi em 1996 que o equipamento começou a ser usado oficialmente no país, mudando a forma de votar e apurar eleições no Brasil. Os engenheiros e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da urna ficaram conhecidos como “ninjas” - leia mais abaixo. Criada para substituir as cédulas de papel e reduzir fraudes eleitorais, a urna eletrônica nasceu de um esforço conjunto entre especialistas da Justiça Eleitoral e técnicos de instituições de referência em tecnologia, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o então Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos. Desde então, o equipamento já foi utilizado em 15 eleições e se tornou peça central da democracia brasileira. Os ‘ninjas’ da tecnologia O grupo de 'ninjas' reunia profissionais do Inpe, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e da Aeronáutica, além de integrantes da Justiça Eleitoral. Entre eles estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, o “Toné”, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, coordenados por Paulo Camarão. O desafio era criar um equipamento seguro, resistente e capaz de funcionar em qualquer região do país. “A gente tinha que propor um equipamento robusto, seguro e inviolável”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' Divulgação/TSE Como surgiu a urna eletrônica A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força no fim dos anos 1980, mas ganhou forma em 1995, durante a gestão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso. Segundo ele, a proposta surgiu em uma conversa informal com o técnico em informática Paulo Camarão, durante uma partida de tênis em Brasília. “Tudo começou com uma simples conversa”, relembrou Velloso em entrevista ao g1. A partir dali, o TSE criou grupos técnicos para desenvolver o projeto da urna eletrônica, reunindo especialistas em informática, segurança, logística e processo eleitoral. Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil Arte/g1 O que mudou nas eleições Antes da urna eletrônica, a votação era feita em papel e a contagem dos votos podia levar dias. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual. Com a informatização do voto, o resultado passou a sair em poucas horas e houve redução significativa de problemas ligados à contagem manual. O cientista político José Maurício Cardoso do Rego avalia que a urna ajudou a fortalecer a confiança no processo eleitoral. “Com a implantação das urnas eletrônicas, há uma inibição clara desse processo de fraude”, afirmou. Detalhe da urna eletrônica Reprodução/TV Globo Segurança e ataques Ao longo dos 30 anos, a segurança da urna eletrônica passou por atualizações. Atualmente, os equipamentos utilizam assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação desenvolvidos pela Justiça Eleitoral. Além disso, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança, em que especialistas tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais. Segundo os criadores da urna, a preocupação com possíveis fraudes esteve presente desde o início do projeto. “Não dá para fraudar uma urna eletrônica sem descaracterizar completamente o sistema”, afirmou Toné. Imagem de arquivo - Primeira urna eletrônica desenvolvida Divulgação/TSE De 2 MB aos modelos atuais O primeiro modelo da urna, a UE96, tinha apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes. Em 1996, cerca de 30% do eleitorado votou eletronicamente. Hoje, o sistema é usado em todas as cidades do país e serve de referência internacional. Ao menos 33 países já utilizaram algum modelo de votação eletrônica, segundo dados citados pelos pesquisadores envolvidos no projeto. Orgulho para os criadores Três décadas depois, os responsáveis pela criação da urna eletrônica dizem enxergar o projeto como uma contribuição histórica para a democracia brasileira. “É um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil”, resumiu Toné. Antonio Esio Salgado, o Toné um dos criadores da urna eletrônica Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Palavras-chave: tecnologia

ENTREVISTA: Baldy diz que BYD quer ser líder de mercado até 2030 e vê ‘medo’ na reação de rivais

Publicado em: 13/05/2026 04:01

BYD quer ser a marca que mais vende carros do Brasil em 2030 Em entrevista exclusiva ao g1, o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy, foi direto ao ponto: a meta é vender 600 mil carros por ano e colocar a marca no topo das vendas no Brasil até o fim desta década. A declaração é ousada, mas o desempenho recente da empresa indica que a meta não deve ser subestimada. A BYD iniciou as vendas de carros no Brasil em 2022, com os modelos Tan e Han, e sequer figurava entre as 21 fabricantes que mais venderam veículos no país. No ano seguinte, chegou o hatch Dolphin. A partir daí, a trajetória mudou. Em 2023, foram 17.937 unidades vendidas e o 15º lugar, à frente de RAM (16.951) e BMW (15.108). Em 2024, a marca registrou 76.811 emplacamentos e alcançou o 10º lugar, superando Caoa Chery (60.929), Ford (48.311) e Citroën (33.885). Em 2025, foram 112.814 unidades vendidas e o 8º lugar, à frente de Honda (103.460) e Nissan (77.808). Com pouco mais de 100 mil unidades vendidas no ano passado, a BYD precisa multiplicar seus emplacamentos por seis para atingir a meta da diretoria. A Fiat, líder em 2025, registrou 533.710 veículos emplacados — volume 4,7 vezes maior que o da chinesa. Aos poucos, porém, a montadora vai incomodando as líderes: nas vendas no varejo — quando o carro é vendido com intermediação da concessionária — o BYD Dolphin Mini foi o veículo mais vendido do Brasil neste ano, superando modelos populares como Volkswagen Tera, Chevrolet Onix e Hyundai Creta. Veja os 10 carros mais vendidos no varejo, entre janeiro e abril de 2026: BYD Dolphin Mini: 18.052 emplacamentos; Hyundai Creta: 17.197 emplacamentos; Volkswagen Tera: 15.495 emplacamentos; Fiat Strada: 14.461 emplacamentos; Chevrolet Tracker: 14.349 emplacamentos; Volkswagen Nivus: 13.683 emplacamentos; BYD Song: 13.495 emplacamentos; Volkswagen Polo: 12.778 emplacamentos; Hyundai HB20: 11.217 emplacamentos; Chevrolet Onix: 11.142 emplacamentos. A tendência é de aceleração com o início da operação plena da fábrica de Camaçari (BA). “Quando a gente fala que vai fabricar 600 mil carros em solo brasileiro, é para atender a América Latina, sim, mas o nosso objetivo é que a gente possa chegar até 2030 como marca número 1 de vendas de carros aqui no mercado brasileiro”, afirma Baldy. No Brasil, apenas um complexo industrial tem capacidade semelhante: a fábrica da Stellantis, em Betim (MG), que pode produzir até 650 mil veículos por ano e reúne marcas como Fiat e Peugeot. Além de atender ao mercado interno, o complexo também exporta para mais de 30 países. Para Baldy, a unidade de Camaçari deve cumprir papel semelhante em menos de cinco anos. Ao g1, o político que virou executivo também faz críticas a concorrentes e à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), com quem trava uma disputa sobre carga tributária e concorrência desde a chegada da empresa ao país. Veja a entrevista de Alexandre Baldy, na íntegra, no vídeo abaixo. g1 Carros entrevista Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD do Brasil A seguir, clique nos links para assistir aos cortes com os principais destaques. Embate com a Anfavea sobre Importação; Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor; BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto; Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel; Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância". g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Embate com a Anfavea sobre Importação Embate com a Anfavea sobre Importação Até a publicação desta reportagem, a BYD concentra a produção em kits que chegam quase prontos do exterior. Esses conjuntos são montados na fábrica da empresa na Bahia e, depois, os veículos são entregues aos clientes. “É impraticável qualquer indústria automobilística vir para o Brasil investir bilhões de reais e não começar pelo regime de montagem. Não existe, não existiu”, aponta Baldy. Esse tipo de montagem tinha carga tributária menor em comparação aos impostos pagos por outras montadoras no Brasil, o que gerou atritos no setor. O tema motivou uma carta assinada por fabricantes, com apoio da Anfavea. “O presidente da Anfavea esteve lá na nossa inauguração. Eles sabe o tamanho do nosso investimento. Então, quer dizer, nós somaremos à Anfavea sendo contrários ao regime de montagem”, disse A pressão surtiu efeito: o governo antecipou a recomposição do imposto de importação, que passou a 35% para todos. A BYD afirma que pretende avançar para a fabricação completa dos veículos, mas ainda não informou quando isso deve ocorrer. “Você começa com o regime de montagem, como é conhecido como SKD. Aí você ultrapassa esse momento e vai para um regime de mais a fabricação de alguns componentes, até você chegar na fabricação completa, e esta é a motivação do nosso investimento no Brasil”, aponta o executivo. Segundo Baldy, os kits devem chegar cada vez menos prontos, com a inclusão gradual de etapas realizadas no Brasil, como soldagem, moldagem de peças e pintura. Volte para o início. Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor Marcas tradicionais deram 'tapa na cara' do consumidor Baldy afirmou que a chegada da BYD ao Brasil provocou reação das montadoras tradicionais, principalmente por causa da estratégia de preços mais baixos. Na prática, o lançamento do Dolphin desencadeou um “efeito dominó” nos preços de alguns carros elétricos. Baldy deu outro nome ao fenômeno. “Eu não vou dizer que seja de indignação, isso é medo, porque quando nós chegamos no Brasil, foi um tapa na cara, promovido pelos nossos concorrentes”, disse Baldy. Alguns modelos tiveram redução de preço, especialmente após a chegada do Dolphin Mini: Renault Kwid E-Tech: de R$ 149.990 para R$ 99.990; JAC E-JS1: de R$ 164.900 para R$ 154.900; Caoa Chery iCar: de R$ 149.990 para R$ 139.990; Peugeot e-2008: de R$ 259.990 para R$ 159.990. “Qual que é a sensação do consumidor em relação a esse tipo de atitude. Então nós promovemos no Brasil um verdadeiro chacoalho na indústria automobilística”, aponta Baldy. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Volte para o início. BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto BYD Dolphin Mini custa menos para manter que uma moto Em uma das declarações mais polêmicas da entrevista, Baldy afirmou que o Dolphin Mini tem custo de uso menor do que motocicletas populares. “O nosso BYD Dolphin Mini, é mais econômico que andar numa moto. Se você comparar com uma moto, seja uma Honda Biz ou uma Honda CG, é mais barato você dirigir um BYD Dolphin Mini. Você gasta com 20.000 km R$ 380 para fazer uma revisão”, apontou o executivo. O carro, porém, exige um investimento inicial muito mais alto: o Dolphin Mini custa R$ 119.990 — valor suficiente para comprar nove unidades da Honda Biz zero quilômetro, cada uma por R$ 13.240. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Volte para o início. Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel Críticas ao boicote ao Salão do Automóvel O Salão do Automóvel de São Paulo ficou sete anos sem ser realizado e retornou em 2025 com formato semelhante ao das edições anteriores, mas com menos marcas de destaque do setor. Participaram empresas como BYD, Denza, Caoa Chery e Changan, além de Fiat, Jeep, Peugeot, RAM, GAC, Geely, Honda e Hyundai, mas as ausências chamaram ainda mais atenção. Ficaram de fora marcas tradicionais como Ford, Chevrolet, Volkswagen, Nissan, Audi, Porsche, Mercedes-Benz e BMW. Para Baldy, a postura de grandes marcas — que pedem mudanças fiscais ao governo e depois não participam do evento — foi “ridícula”. “Quando é para reclamar em benefício de proteção própria, tudo se une ali na Anfavea e correm para fazer os pleitos que são necessários no governo. Então, acho que isso é um pouco desleal”. Volte para o início. Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância" Polêmica sobre tecnologia de carregamento e "ignorância" Até fevereiro de 2026, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) aponta a existência de 21.061 eletropostos no Brasil. Desse total, 14.582 são de recarga lenta, em que um carro elétrico leva cerca de oito horas para completar a carga. Os carregadores rápidos representam menos da metade do total, com 6.479 pontos no país. Neles, os veículos conseguem recarregar em menos de uma hora. Apesar do crescimento no número de pontos, ainda há grandes regiões sem infraestrutura de recarga, e poucas marcas investem na expansão da rede. Na década passada, o grupo Volkswagen criou rotas com carregadores, como na Rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. Mais recentemente, a Volvo avançou ao conectar outros centros urbanos. Baldy rebate as críticas de que a BYD não investiu. “aqueles que comentam ou que fazem esse tipo de comentário ou desconhecem a tecnologia ou são ignorantes”, disse. g1 entrevista o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy Kaique Mattos / g1 Ele destacou a chegada de carregadores ultrarrápidos ao Brasil, com a promessa de recuperar cerca de 400 quilômetros de autonomia em apenas cinco minutos de recarga. “As nossas concessionárias Denza terão os carregadores super rápidos instalados já nesse ano de 2026 e outros pontos que nós estamos hoje discutindo para serem hubs de carregamento para oferecerem inclusive este nosso carregador super rápido”, disse Baldy. Os modelos da Denza, submarca de luxo da BYD, são compatíveis com esses carregadores ultrarrápidos. Volte para o início.

Palavras-chave: tecnologia

Pior problema do país para os eleitores, segurança pública entra no radar de pré-candidatos à presidência; veja estratégias

Publicado em: 13/05/2026 04:01

A cinco meses das eleições, estrategistas e publicitários das pré-campanhas para a presidência da República são categóricos ao afirmar que um assunto deve dominar os debates: a segurança pública. Segurança pública movimenta estratégias dos pré-candidatos Considerada o principal problema dos brasileiros em pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril, a violência não é mais tratada como responsabilidade apenas dos estados e do Distrito Federal, como ocorria no passado. O entendimento das campanhas é que os eleitores buscam respostas também a nível federal – e, por isso, o assunto não pode ficar em segundo plano na apresentação das propostas de governo. Aliados do presidente Lula (PT) admitem que, nos últimos quatro anos, o governo patinou no tema e não conseguiu avançar com uma das principais apostas na área: a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Medo da violência altera a rotina de quase 60% dos brasileiros, diz pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha O texto – que tinha como ideia primordial colocar a União na coordenação do setor – foi muito alterado na Câmara e, agora, está parado no Senado. Em busca da reeleição, o presidente Lula lançou nesta terça-feira (12) um pacote de medidas de combate ao crime organizado. Outros pré-candidatos, como Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), têm defendido o endurecimento da legislação penal – incluindo medidas como a diminuição da maioridade penal. Já Ronaldo Caiado (PSD) deve apostar nos resultados da sua gestão em Goiás. A GloboNews buscou estrategistas, marqueteiros e interlocutores das campanhas dos quatro pré-candidatos que pontuaram mais de 3 pontos percentuais de intenções de voto na última pesquisa Genial/Quaest. Lula (PT) O governo Lula organizou nesta terça-feira (12) um evento no Palácio do Planalto para lançar o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que prevê investimentos de R$ 11 bilhões na área e funciona em quatro eixos: asfixia financeira do crime organizado; reforço na segurança no sistema prisional; aumento nas taxas de esclarecimentos de homicídios; e enfrentamento ao tráfico de armas. Governo lança programa de combate ao crime organizado O tema da segurança pública também esteve no centro da conversa entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ocorreu na semana passada. O presidente brasileiro disse que pediu a Trump a entrega de criminosos do Brasil que estão em Miami (EUA). Reservadamente, integrantes do PT admitem que “segurança é um tema da oposição”, mas que o encontro com Trump “rendeu vacinas importantes” e que Lula “teve argumento para fazer o contraponto”. Outro foco dos governistas é investir em investigações de asfixia financeira das organizações criminosas. Interlocutores do governo afirmam que a Lei Antifacção, que nasceu a partir de uma proposta do Executivo e foi aprovada em fevereiro no Congresso, deu as ferramentas para avançar em megaoperações do tipo, que sufocam o braço financeiro das organizações criminosas. Por fim, o governo tem responsabilizado o Congresso Nacional pela não aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do Planalto na área e que tinha como uma das funções permitir que a União coordenasse a segurança pública para estabelecer diretrizes nacionais. O texto está parado no Senado e, nesta terça-feira, o presidente Lula disse que depende desta aprovação para criar o Ministério da Segurança Pública. Flávio Bolsonaro (PL) Segundo a equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o pré-candidato vai defender uma agenda “baseada em endurecimento da legislação penal, fortalecimento do sistema prisional, valorização das forças de segurança e uso intensivo de tecnologia e inteligência”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República Edilson Rodrigues/Agência Senado Entre os pontos que devem estar no plano de governo, estão: a revisão da legislação penal para restringir benefícios a condenados por crimes mais graves e para diminuir a maioridade penal; a ampliação de vagas no sistema prisional; a integração de bancos de dados e sistemas de inteligência entre União, estados e municípios; e o reforço do monitoramento de fronteiras, portos e aeroportos. “O senador também sustenta que a política de segurança precisa ser acompanhada de medidas de prevenção, com foco em qualificação profissional e abertura de oportunidades para os jovens, como forma de reduzir o aliciamento pelo crime”, disse o pré-candidato por meio de nota da sua equipe. Ainda segundo a nota, “não há indicação pública de nome fechado para eventual comando da área de segurança, mas sim diálogo com diferentes quadros". Como senador, Flávio Bolsonaro apresentou 36 projetos de segurança pública: pelo menos 10 com foco no aumento de penas; dois para tipificação de novos crimes; três de incentivo ao armamento; e três para a redução da maioridade penal. Ronaldo Caiado (PSD) Uma das principais apostas do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é trazer dados da Secretaria de Segurança Pública do estado, com queda nos índices de roubo e homicídios durante a sua gestão. A ideia, segundo seus interlocutores, é defender na campanha que Caiado é capaz de replicar o modelo a nível nacional. Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Nas palavras de seu marqueteiro, Paulo Vasconcelos, a ideia é "forçar a comparação" e "mostrar quem já fez". “Nunca ninguém vai apresentar um plano estratégico de segurança com detalhamento porque isso é ‘briefing’ para o bandido. O que nós temos de narrativa é o exemplo está dado de como se enfrenta a segurança, com rigidez, com atitude, com força, confiando nas polícias e, ao mesmo tempo, criando proteção social em volta da ideia, de que não é só prender bandido, mas também ter boa educação”, disse Vasconcelos. Enquanto governador, Caiado foi um dos principais críticos da PEC da Segurança Pública e disse que temia uma eventual perda de prerrogativas das forças de segurança estaduais. Em um encontro entre o presidente Lula e governadores para falar da proposta, Caiado disse que era “inadmissível qualquer invasão nas posições que os estados têm em termos de poder da sua polícia civil, militar e penal”. No fim do ano passado, Caiado também foi um dos governadores que participou do “Consórcio da Paz”, com objetivo de integrar forças de segurança e equipes de inteligência. O anúncio foi feito após a operação no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão. Romeu Zema (Novo) O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato, Romeu Zema (Novo), lançou um documento com as diretrizes da sua pré-campanha na área da segurança pública. Pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) Reprodução Uma das propostas defendidas é classificar, nacional e internacionalmente, as facções criminosas como organizações terroristas. A medida é polêmica e encontrou resistências no governo Lula e no Congresso Nacional por possíveis consequências para a soberania nacional e intervenções dos Estados Unidos. Segundo o plano de governo de Zema, a classificação “permitiria o uso da Força Nacional, das Forças Armadas e de colaboração internacional para combatê-los, também garantindo penas altas e a impossibilidade de progredir de regime”. Zema também defende a prisão obrigatória, nas audiências de custódia, para todo criminoso pego pela terceira vez. Nesses casos, a ideia seria alterar a lei para que a prisão em flagrante seja convertida em preventiva, sendo vedado o relaxamento da prisão na audiência de custódia. Outra proposta é a redução da maioridade penal em caso de crimes graves ou reincidência e o endurecimento da legislação penal. “Substituir o modelo atual, de regime fechado, semiaberto e aberto por um modelo mais simples e efetivo de cumprimento de pena em que o preso cumpre uma parte em restrição de liberdade seguido de um período de liberdade condicional monitorada”, diz o documento. Desafios para os próximos anos Professor da PUC-Minas e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Luís Flávio Sapori aponta alguns desafios para os próximos anos, independentemente de quem vencer a eleição. O primeiro deles é o combate ao crime organizado. “Grupos criminosos estão vinculados também às milícias, ao comércio ilegal de armas de fogo. Você tem uma rede criminosa cada vez mais sofisticada e cada vez mais lucrativa, envolvendo segmentos diversos da sociedade, políticos, segmentos da própria justiça e segurança”, diz. Sapori também cita: os feminicídios, pela gravidade; os roubos, por serem o tipo de crime que mais afeta o dia a dia da população; e os crimes digitais, que estão vitimando cada vez mais os brasileiros. Especialista destaca feminicídios como desafios de segurança pública para o próximo presidente Vaner Santos/EPTV Para o especialista, o próximo governo deveria viabilizar, na prática, o Sistema Único de Segurança Pública. “Os desafios da segurança serão melhor enfrentados e terão mais eficácia se nós tivermos uma articulação de União, Estados e municípios”, disse. A avaliação é que a segurança precisa replicar o modelo de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), “com tomada de decisões e com distribuição de recursos do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário de acordo com o que for decidido por esse grande comitê de governança nacional”. Além disso, o professor diz ser “fundamental a ideia de criar forças-tarefas para enfrentar o crime organizado” e que as polícias civis, vinculadas aos estados, também precisam ter seus métodos de investigação melhorados. “As Polícias Civis no Brasil estão muito dependentes dos flagrantes da Polícia Militar, investigação criminal é uma exceção, e não a regra hoje no dia a dia. [O Brasil] Precisa de um plano nacional de fortalecimento das polícias civis como novo método de investigação”, avalia. Por fim, Sapori afirma que o sistema prisional “merece um lugar de muito destaque num plano nacional de segurança para o próximo quadriênio”. “[O país] Precisa de uma política prisional que permita aos estados terem condições de ampliar o número de vagas e melhorar a assistência aos presos. Para isso, o dinheiro do Funpen não pode ser apenas para investimento, tem que ter dinheiro pra custeio das unidades prisionais, que é o maior problema.”

Palavras-chave: tecnologia

Como MP gaúcho ajudou Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo no Leste Europeu

Publicado em: 13/05/2026 03:00

MP gaúcho ajuda Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo Um núcleo do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que há dois anos investiga violência extrema entre adolescentes, ajudou a Europol, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, a prender em adolescente que estava prestes a cometer um atentado em um país do Leste Europeu. Este adolescente, que dizia ter 15 anos nas redes sociais, informou a outros radicais que iria assassinar pessoas e “ir para prisão perpétua” em um determinado horário, em um país na Europa. Ele já tinha adquirido equipamentos para cometer o crime e transmiti-lo ao vivo em uma plataforma. O MPRS agiu em uma cooperação internacional que impediu o atentado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi desvendado pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do MPRS, unidade especializada e dedicada à identificação e prevenção de riscos associados a trajetórias de radicalização, subculturas violentas, extremismo e ameaças. 🔍 O núcleo investiga dinâmicas e processos de engajamentos em subculturas digitais organizadas e redes transnacionais de violência. São grupos que se comunicam em plataformas como Discord, TikTok, Roblox, Reddit, entre outras, para estimular adolescentes a praticarem atos de violência contra si mesmos e outras pessoas. “No cibermundo não existem barreiras geográficas e linguísticas. Nossos adolescentes têm amigos no mundo inteiro. Nessas comunicações entre adolescentes que se radicalizam, acabamos encontrando outros em outros lugares do mundo", explica Fábio Costa Pereira, procurador de Justiça e coordenador do NUPVE. "Se fosse uma lógica organizacional do mundo real, não seria atribuição nossa. Mas eu sei que tem um adolescente no outro lado do mundo que vai cometer um ato atroz. E a partir daí a gente começou a trabalhar”, complementa Costa. O núcleo já atuou em mais de 800 casos nos últimos dois anos — a maioria no Rio Grande do Sul. Apenas em 2026, o MP afirma ter prevenido seis atentados que poderiam ter sido cometidos por adolescentes, cinco em solo gaúcho e um no Leste Europeu. Neste caso, o núcleo se infiltrou em um dos grupos cibernéticos e passou a investigar um adolescente gaúcho que buscava convencer outros a cometer atos de violência extrema contra si mesmos. “Esse jovem que estava aqui do RS mandou mensagens afirmando que iria atentar contra a própria vida e postou a receita de como iria fazer isso apenas para inspirar outros a fazerem o mesmo”, conta o promotor de Justiça Leonardo Rossi, que integra o núcleo. Atentado com data marcada A partir deste caso, os investigadores começaram a conectar os pontos. Infiltraram-se nos grupos e identificaram outros adolescentes com tendências violentas. Um deles demonstrou estar prestes a cometer um atentado. Ele já tinha uma data: 16 de abril — mês que é crítico para a violência entre jovens de idade escolar devido ao Massacre de Columbine, em 1999, no Colorado (EUA), onde 12 alunos e um professor foram mortos por dois estudantes em uma escola suburbana. “Nas palestras, já estamos chamando de ‘Efeito Columbine’”, resume Rossi. “Vou fazer uma livestream no TikTok às 7h e vou ‘esfaquear’ pessoas, certo, e vou para a prisão perpétua”, escreveu o adolescente. Na postagem, ele não escreveu “esfaquear”, mas sim utilizou o emoji de uma faca. “Vamos nos infiltrando nesses canais conforme a gente consegue, eles têm operações de segurança. Nosso trabalho é como montar um quebra-cabeça de 10 mil peças. A gente pega pecinha por pecinha. A primeira, foi esse adolescente aqui do RS”, afirma Costa. “Conseguimos montar esse quebra-cabeça entre 24 e 48 horas. A gente manda para a Polícia Federal, que manda para a Europol. A sorte foi que o adido brasileiro na Europol fica numa sala em frente ao adido deste país. Ele vai até lá, entrega as informações e, no dia seguinte, este adolescente é preso”, conclui. Nesta altura, o crime já estava em fase de pré-execução. O adolescente adquiriu um vestuário de estilo militar que seria utilizado no atentado, um capacete com uma câmera GoPro acoplada, uma balaclava, um automóvel que seria utilizado para fuga e uma mochila com diversos acessórios, incluindo spray de pimenta e um taser (arma de choque). Em uma publicação, ele postou uma foto de policiais afirmando: "nós vamos pegar vocês". Em outra postagem, escreveu: "Vou ter minha vingança contra todos vocês no dia em que irão sentir minha fúria, no dia que vocês me temerão, no dia em que vocês serão mortos". MP gaúcho ajuda Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo no Leste Europeu MPRS/Divulgação Efeito copycat O adolescente apreendido no Leste Europeu também possuía indícios de estar inserido e ativo em uma comunidade de crimes reais cuja sigla e os símbolos são conhecidos para quem está inserido neste universo. “Ele já estava com tudo pronto. É o efeito copycat. Esse estava copiando um sujeito que, em 2024, cometeu um atentado na Turquia, no qual esfaqueou cinco pessoas em um café. Ele descreve a ação como o 'Manual de Limpeza em Massa', que basicamente seria para limpar a sociedade dos insetos, que somos nós”, diz o coordenador do NUPVE. Projeto Sinais capacita pais e professores Nos últimos dois anos, o conhecimento adquirido pelo núcleo resultou no Projeto Sinais. Os procuradores já realizaram palestras em diferentes municípios gaúchos com pais e professores para ajudar a identificar crianças e adolescentes propensos à radicalização. “Cada pessoa que a gente capacita, na verdade, vira uma ‘antena’, que vamos captar lá na ponta sinais mais fortes ou sinais mais fracos. Esses nossos parceiros capacitados vão nos passando informações”, explica Costa. “Eles vão dando sinais, vão escrevendo. Um dos preditores pessoais é o chamado leakage, que é o vazamento. Eles vazam ou intencionalmente para se gabar no seu contexto, porque isso é uma moeda social para eles, ou mesmo inconscientemente para ser obstado na situação”, continua. O núcleo identificou um perfil de adolescentes e crianças que se radicalizam — o que definiram como 'triângulo maldito'. "De um lado, tem as famílias disfuncionais, onde há violência e falta de respeito dentro das relações. O excesso de telas, principalmente buscando pertencimento em algum lugar que ela não encontra no mundo real. E o que talvez seja o pior, que é o bullying, que fez essa criança se sentir excluída, marginalizada e vitimizada. Onde é que ela encontra conforto e abraço? Nesses grupos", conclui Costa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: cibernético

'Anti-aging', libido e energia: estudo encontra desinformação em massa sobre testosterona em sites de clínicas

Publicado em: 13/05/2026 03:00

Médicos exploram brecha e seguem vendendo implantes anabolizantes para fins estéticos Cansaço, queda de libido, dificuldade para ganhar massa muscular, sensação de envelhecimento. Para muitos homens, a internet passou a oferecer uma resposta rápida para sintomas complexos: testosterona. Mas um estudo internacional publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism encontrou um cenário preocupante: a maioria dos sites de clínicas que oferecem tratamento hormonal masculino divulga informações que contrariam diretrizes médicas ou prometem benefícios sem respaldo científico. Os pesquisadores analisaram 253 sites de clínicas e serviços voltados ao tratamento hormonal em diferentes regiões do mundo, incluindo América do Norte, Europa, América do Sul, Ásia e Oriente Médio. O levantamento identificou que 86% dos sites apresentavam ao menos uma alegação incompatível com consensos médicos internacionais. Entre as promessas mais frequentes estavam melhora de energia e fadiga (63,2%), benefícios psicológicos (62,5%), melhora da composição corporal (64,4%) e até efeitos “anti-aging”, encontrados em quase 10% dos sites. A pesquisa também encontrou clínicas oferecendo testosterona para homens com níveis hormonais considerados normais —prática identificada em quase 10% dos sites analisados. Para Bernardo Hermanson, urologista e andrologista membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia, parte do problema está na forma como a testosterona passou a ser apresentada no ambiente digital. “É incorreto vender a testosterona como uma ‘fórmula de rejuvenescimento’ ou solução universal para cansaço e envelhecimento”, afirma. Magnific A testosterona virou resposta para tudo O estudo aponta que o crescimento global das prescrições de testosterona não foi acompanhado por aumento equivalente nos casos reais de hipogonadismo —única condição para a qual a prescrição de testosterona é validada, caracterizada pela deficiência hormonal comprovada por sintomas e exames laboratoriais. Segundo Hermanson, sintomas inespecíficos passaram a ser automaticamente associados à chamada “testosterona baixa”, mesmo quando podem ter múltiplas causas. “Muitos homens chegam ao consultório já convencidos de que qualquer queda de energia ou rendimento significa ‘testosterona baixa’”, diz. 💡 O especialista explica que cansaço, queda de libido, perda de massa muscular e desânimo também podem estar ligados a estresse crônico, privação de sono, obesidade, ansiedade, depressão, sedentarismo, apneia do sono e diabetes. “O diagnóstico correto exige associação entre sintomas compatíveis e testosterona baixa confirmada em exames realizados adequadamente”, afirma. Os autores do estudo chamam atenção justamente para a expansão de promessas hormonais além das indicações reconhecidas pelas diretrizes médicas. ⚠️ Entre os conteúdos encontrados estavam alegações de melhora metabólica, proteção cardiovascular, rejuvenescimento e protocolos de “microdosagem” hormonal. Envelhecer não é doença Para os pesquisadores, parte do fenômeno está ligada à transformação de sintomas comuns do envelhecimento masculino em sinais de deficiência hormonal. A análise identificou ainda o uso frequente do termo “andropausa” —expressão que não tem consenso entre sociedades médicas— e estratégias de marketing associadas a performance, vitalidade e produtividade masculina. “Hoje vemos conteúdos que transformam a testosterona quase em símbolo de alta performance masculina”, afirma Hermanson. Segundo ele, redes sociais e publicidade digital ampliaram a associação entre testosterona, sucesso físico, disposição e masculinidade. A pesquisa identificou ainda a oferta de “microdoses” de testosterona em quase 12% dos sites avaliados. “Hoje esse conceito não tem padronização científica nem reconhecimento nas principais diretrizes médicas”, diz Hermanson. Fertilidade e riscos pouco discutidos Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores foi a baixa frequência de alertas sobre os riscos do tratamento hormonal. 📊 Menos de um terço dos sites mencionava prejuízos à fertilidade causados pela testosterona. “A testosterona exógena pode reduzir drasticamente a produção de espermatozoides e causar infertilidade”, alerta Hermanson. Segundo ele, muitos pacientes iniciam tratamento sem receber orientação adequada sobre os efeitos hormonais de longo prazo. Além da infertilidade, o especialista cita aumento do hematócrito —quando o sangue fica mais espesso devido ao excesso de glóbulos vermelhos—, acne, piora da apneia do sono e dependência terapêutica como possíveis efeitos do uso inadequado. O papel da IA e dos algoritmos Os autores do estudo alertam que a disseminação dessas informações pode influenciar diretamente a procura por testosterona e moldar expectativas dos pacientes antes mesmo da consulta médica. Ainda segundo a pesquisa, o fenômeno pode ganhar outra dimensão com ferramentas de inteligência artificial e sistemas de busca cada vez mais usados para perguntas sobre saúde. Isso porque plataformas de IA costumam se alimentar justamente do conteúdo disponível online —incluindo páginas com informações sem respaldo científico. “Quando a informação é distorcida ou simplificada, ela pode influenciar diretamente decisões médicas e aumentar a pressão por prescrições hormonais inadequadas”, diz Hermanson. Para ele, há necessidade de maior fiscalização sobre publicidade hormonal na internet. “A testosterona é um medicamento importante, com indicações legítimas e benefícios reais quando bem utilizada. Mas ela não deve ser tratada como produto de marketing, suplemento de bem-estar ou promessa de rejuvenescimento.”

Palavras-chave: inteligência artificial

Xbox Game Pass: Microsoft prepara expansão e conversão de mídia física em digital

Publicado em: 13/05/2026 02:17 Fonte: Tudocelular

Documentos internos e análises de builds do Xbox Insider, obtidos pelo portal Windows Central, revelam que a Microsoft prepara uma guinada estratégica sob o comando de Asha Sharma. A nova líder da divisão de games coordena dois projetos sigilosos: o "Saluki", focado na China, e o "Positron", que visa a conversão de jogos físicos para o formato digital. O projeto Saluki representa uma versão do Game Pass desenvolvida especificamente para as complexas regulamentações da China. A iniciativa deve oferecer múltiplos níveis de assinatura e sistemas de recompensas que atendam ao paradoxo local: um mercado gigantesco que prioriza o mobile em vez de consoles e PCs, exigindo títulos aprovados e microtransações.Entre as novidades mais impactantes está o Positron, sistema voltado para a digitalização de bibliotecas físicas. O recurso está intrinsecamente ligado ao "Project Helix", o próximo hardware da marca que deve atuar como um híbrido entre console e PC. Como o PC não utiliza mídias ópticas há anos, o Helix será totalmente digital, sem variantes com leitor.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Por que encontro entre Trump e Xi deve definir relação entre superpotências por anos

Publicado em: 13/05/2026 00:01

O que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China A segurança na histórica Praça Tiananmen, em Pequim, foi reforçada nos últimos dias, com rumores nas redes sociais sobre um desfile especial ou algum grande evento. Os preparativos para este grande evento começaram em tom discreto, mas a China parece estar pronta para realizar um espetáculo para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A visita de Estado na quinta e sexta-feira (14 e 15/5) incluirá negociações, um banquete e uma visita ao Templo do Céu, um complexo de templos imperiais onde os imperadores rezavam por boas colheitas. E tanto Trump quanto o presidente chinês Xi Jinping esperam que a visita dê frutos. Esta cúpula entre os dois líderes mais poderosos do mundo está prevista para ser um dos encontros mais importantes em anos. Por meses, as relações entre EUA e China foram uma prioridade menor para Trump. Seu foco tem sido a guerra em curso com o Irã, as operações militares no Hemisfério Ocidental e as preocupações domésticas. Mas tudo isso muda nesta semana. O futuro do comércio global, as crescentes tensões em Taiwan e a competição em tecnologias avançadas estão em jogo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Do ponto de vista econômico, a guerra comercial em curso com os EUA e o conflito no Irã podem ser más notícias para Xi, mas ideologicamente e politicamente são um presente, e ele sentirá que está em uma posição de vantagem. Essa visita pode estabelecer as bases para futuras cooperações — ou conflitos — nos próximos anos. Um interlocutor do Irã? Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). Reuters/Evelyn Hockstein A China está tentando discretamente agir como pacificadora na guerra, que já está em seu terceiro mês. Pequim se juntou ao Paquistão como mediadora na guerra EUA-Israel contra o Irã. Autoridades em Pequim e Islamabad apresentaram em março um plano de cinco pontos com o objetivo de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. E nos bastidores, as autoridades chinesas estão sutilmente incentivando que os iranianos venham para a mesa de negociações. Não há dúvida, apesar de sua constante demonstração de força, de que a China está ansiosa pelo fim dessa guerra. A economia chinesa já está enfrentando crescimento mais lento e desemprego maior. O aumento dos preços do petróleo fez subir o custo de itens feitos com petroquímicos, desde têxteis até plásticos. Para alguns produtores na China, os custos aumentaram em 20%. A China tem reservas de petróleo invejáveis, e a liderança que assumiu em energias renováveis e carros elétricos isolou o país dos piores efeitos da crise de combustível. Mas a guerra está causando mais dor a uma economia desacelerada que depende fortemente de exportações. No entanto, se a China intervier para ajudar os EUA, ainda vai querer algo em troca. A visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a Pequim na semana passada parecia destinada a mostrar o tipo de influência que a China tem no Oriente Médio. Os EUA estavam observando de perto. “Espero que os chineses digam a ele o que precisa ser dito”, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. “Que o que você está fazendo no Estreito está fazendo com que você fique globalmente isolado. Você é o vilão aqui.” Os EUA também tentaram convencer a China a não bloquear uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando os ataques do Irã a navios que tentam transitar por Ormuz, depois que chineses e russos vetaram uma proposta anterior. “Acho que se vamos trazer o Irã de volta à mesa de negociações de forma duradoura, acho que os EUA reconhecem que a China desempenhará algum papel”, diz Ali Wyne, consultora para relações EUA-China do International Crisis Group. Trump, por sua vez, parece não se preocupar com a estreita relação da China com Teerã. Embora os EUA tenham recentemente sancionado uma refinaria com sede na China para transportar petróleo iraniano, o presidente minimizou na semana passada qualquer apoio chinês ao Irã durante o conflito. “É o que é, certo?” ele disse a um jornalista americano. “Também fazemos coisas contra eles.” LEIA TAMBÉM Trump chama jornalista de 'burra' ao responder pergunta sobre custo de obra na Casa Branca Prefeita de cidade na Califórnia renuncia após admitir ser agente da China Globopop: clique para ver vídeos do palco do g1 O futuro de Taiwan Bandeiras dos EUA e de Taiwan são vistas em São Francisco REUTERS/Stephen Nellis O governo Trump tem enviado sinais contraditórios quando se trata de Taiwan. Em dezembro passado, os EUA anunciaram um acordo de armas de US$ 11 bilhões com Taiwan, enfurecendo o governo chinês no processo. Trump, no entanto, minimizou a disposição dos EUA em defender Taiwan, que a China reivindica como seu próprio território. “Ele considera que é parte da China”, disse Trump sobre Xi, “e isso depende dele, o que ele vai fazer”. Ele também disse que Taiwan não reembolsa adequadamente os EUA por suas garantias de segurança, acrescentando que “não nos dá nada”. No ano passado, ele impôs uma tarifa de 15% sobre Taiwan e a acusou de ter tirado dos EUA a produção de semicondutores. Na semana passada, Rubio disse que Taiwan será um tema da visita, embora o objetivo seja garantir que o assunto não se torne uma fonte de nova tensão entre as duas superpotências. “Não precisamos que nenhum evento desestabilizador ocorra em relação a Taiwan ou a qualquer lugar do Indo-Pacífico”, disse ele. “E eu acho que isso é para o benefício mútuo dos EUA e dos chineses.” Por sua vez, a China sinalizou que Taiwan é uma prioridade nessas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse na semana passada que esperava que os EUA fizessem as “escolhas certas” durante uma ligação com Rubio. Pequim vem aumentando sua pressão militar enviando aviões de guerra e embarcações navais por Taiwan quase diariamente. Alguns analistas acreditam que as autoridades chinesas podem estar pressionando por uma mudança de linguagem no texto sobre Taiwan, que foi cuidadosamente redigido em 1982. A política mais recente de Washington é que o país não apoia a independência de Taiwan. Pequim poderia pressionar por palavras mais fortes, como “os EUA se opõem à independência de Taiwan”? “Eu simplesmente não acho que o presidente Xi aceite isso”, diz John Delury, membro do Centro de Relações EUA-China da Asia Society. “Mesmo que Trump diga algo meio fora do script que pareça alguma capitulação em relação a Taiwan, porque ele não é tão cuidadoso com o uso da linguagem, os chineses sabem que é melhor não dar muito peso a isso, porque ele pode reverter com uma postagem no Truth Social uma semana depois.” Negociações comerciais críticas Trump sofreu derrota após tribunal bloquear tarifaço anunciado no começo de abril Carlos Barria/Reuters Durante grande parte de 2025, os EUA e a China pareciam estar à beira de uma nova guerra comercial, que poderia abalar as bases da economia global. Trump repetidamente aumentou e reduziu as tarifas sobre o maior parceiro comercial da América, às vezes atingindo taxas de mais de 100%. A China respondeu reduzindo as exportações de minerais de terras raras para os EUA e a compra de exportações agrícolas americanas, atingindo agricultores em Estados-chave que votaram em Trump. A temperatura esfriou consideravelmente desde que Trump e Xi se encontraram cara a cara na Coreia do Sul em outubro passado. A decisão da Suprema Corte de fevereiro que limitou o poder unilateral do presidente sobre tarifas também ajudou a reprimir os instintos comerciais mais voláteis de Trump. No entanto, Trump e Xi ainda terão muito o que falar durante a cúpula de Pequim. O líder americano pressionará para aumentar as compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA. A China certamente pressionará os EUA a desistirem de uma investigação comercial anunciada recentemente sobre práticas comerciais injustas que poderiam dar a Trump a capacidade de reimpor tarifas mais altas sobre produtos chineses. Isso será complicado para o lado americano. “Pode ser difícil para os EUA desistirem das investigações de todas as práticas comerciais chinesas desleais, considerando o quão disseminadas e distorcidas elas ainda são”, diz Michael O'Hanlan, do Instituto Brookings, um think tank com sede em Washington. O governo Trump também está convidando os CEOs da Nvidia, Apple, Exxon, Boeing e outras grandes empresas para acompanhá-lo nesta visita, de acordo com a Reuters. Embora a China não dependa mais tanto dos EUA para o comércio quanto durante o primeiro mandato de Trump como presidente, Xi vai querer que este encontro corra bem, já que a China precisa de estabilidade na economia global. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de mais de 120 países, mas Xi sabe que não pode parecer confiante demais durante a visita de Trump. “Desde que a visita prossiga sem problemas e Trump conclua que foi tratado com respeito, a calma instável no relacionamento bilateral perdurará. Se, por outro lado, Trump sair se sentindo desrespeitado ou menosprezado, ele poderá mudar de ideia”, diz Ryan Hass, do Instituto Brookings. O futuro da IA China anunciou uma série de tarifas sobre produtos dos EUA em retaliação ás tarifas de Trump. Reuters A China está em uma corrida para dominar o futuro. Ela está investindo pesadamente em IA e robôs humanoides. Isso faz parte do que Xi descreve como “novas forças produtivas” que ele espera impulsionem a economia da China. Muitos formuladores de políticas dos EUA, no entanto, acreditam que a política oficial chinesa é cooptar ou roubar completamente a tecnologia dos EUA para promover suas indústrias domésticas. Isso levou a restrições à exportação dos microprocessadores mais recentes, por exemplo, apesar das objeções dos fabricantes americanos. A resolução bem-sucedida para a espinhosa questão da propriedade e operação chinesas do popular aplicativo de mídia social TikTok foi um raro final feliz para as interações entre EUA e China sobre tecnologia, que frequentemente são assoladas por acusações e suspeitas. Essa dinâmica está se manifestando na corrida para desenvolver sistemas de IA, talvez o principal novo desenvolvimento tecnológico dos tempos modernos. A questão é complicada por acusações dos EUA de que empresas chinesas como a DeepSeek estão roubando a inteligência artificial americana. “Um capítulo inicial de uma guerra fria da IA está surgindo”, diz Yingyi Ma, do Brookings Institute. “A Casa Branca acusou a China de roubo em 'escala industrial' de modelos americanos de IA, enquanto Pequim teria agido para impedir que a Meta adquirisse a Manus, uma startup de IA fundada na China agora com sede em Singapura. A disputa mais profunda não é sobre quem copia qual modelo, mas sobre o talento capaz de construir a próxima geração de IA de ponta.” Os robôs da China são capazes de dar um espetáculo, fazendo movimentos de Kung Fu e correndo mais rápido do que humanos durante uma maratona em Pequim. Mas, embora as empresas chinesas pareçam ser hábeis em construir os corpos desses robôs, muitas ainda estão trabalhando na programação do cérebro de suas novas criações. Para construir o que há de melhor, as empresas chinesas precisam de chips de computador de última geração, e eles são fabricados nos EUA. É aqui que Pequim poderia usar sua influência sobre terras raras, um setor crítico que Trump cobiça abertamente. A China processa cerca de 90% dos minerais de terras raras do mundo, que são essenciais para toda a tecnologia moderna, de smartphones a parques eólicos, passando por motores a jato. Assim, pode haver um acordo a ser feito. Os EUA podem ter terras raras chinesas em troca de chips de ponta. Isso é uma espécie de "Estreito de Ormuz da China" — ela pode interromper o fornecimento a qualquer momento. Apesar de todo o terreno de políticas a ser coberto pelas duas partes, a visita de Trump será uma passagem rápida, com reuniões e eventos programados para quinta e sexta-feira. Pode não haver muito tempo para os dois líderes chegarem a acordos profundos, mas mesmo um encontro tão breve pode definir a trajetória das negociações — e das relações — entre as duas superpotências por muitos anos. VÍDEOS: mais assistidos do g1

Posição estratégica, venda de armas e até chips: por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China

Publicado em: 13/05/2026 00:01

Trump e Xi Jinping se encontram em Busan, na Coreia do Sul, nesta quinta-feira (30). Reuters/Evelyn Hockstein Taiwan será um dos temas mais delicados discutidos no encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, entre quarta-feira (13) e sexta (15). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Armas nucleares, Taiwan e inteligência artificial: o que esperar do encontro entre Trump e Xi Jinping na China Vídeos em alta no g1 A ilha na costa chinesa é um dos territórios mais sensíveis do atual cenário geopolítico mundial - e um dos mais estratégicos para potências mundiais. Ela é considerada uma província "rebelde" pela China, que afirma que ela faz parte do próprio território. Já os Estados Unidos, apesar de formalmente não reconhecerem a independência de Taiwan, atuam para garantir a autonomia da região. Trump afirmou nesta segunda-feira (11) que pretende discutir com Xi Jinping a venda de armas americanas para Taiwan, tema que irrita Pequim há anos. Segundo ele, “Taiwan sempre aparece durante as conversas com a China”. Nesta terça-feira (12), às vésperas da reunião entre Trump e Xi, o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, agradeceu aos EUA pela ajuda no fortalecimento de suas defesas e afirmou que Taipei não cederá à pressão chinesa. Entenda abaixo por que Taiwan é tão importante na disputa de poder entre EUA e China. ➡️​Localização estratégica e disputa histórica Taiwan g1/Alberto Correa Taiwan fica em uma posição considerada estratégica no centro das rotas marítimas e militares da Ásia. “Para os Estados Unidos, Taiwan funciona como um pilar estratégico para conter a expansão militar chinesa na região do Indo-Pacífico e preservar o equilíbrio regional construído pelos EUA desde a Segunda Guerra Mundial”, explica o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin. Segundo ele, a ilha ocupa uma posição decisiva na chamada “primeira cadeia de ilhas”, um arco estratégico que vai do Japão até as Filipinas e limita o acesso da marinha chinesa ao Oceano Pacífico. “Se a China controlasse Taiwan, teria maior facilidade para projetar poder naval e aéreo sobre rotas marítimas fundamentais”, afirma. A ilha tem cerca de 23 milhões de habitantes e funciona, na prática, como um Estado independente: possui Constituição própria, governo eleito democraticamente, Forças Armadas e passaportes próprios. Apesar disso, é reconhecida oficialmente como país por apenas 12 nações. O Brasil e os EUA, por exemplo, não fazem parte desse grupo. Nas últimas décadas, China e Taiwan mantiveram uma espécie de equilíbrio: Pequim evitava uma invasão direta, enquanto Taipei não declarava independência formal. Mas a tensão aumentou nos últimos anos, especialmente sob o governo Xi Jinping e após a posse de Lai Ching-te, em 2024. Desde então, a China ampliou exercícios militares ao redor da ilha e intensificou a pressão diplomática para isolar Taiwan. ➡️​Venda de armas e apoio militar dos EUA Embora não mantenham relações diplomáticas formais com Taiwan, os EUA são o principal aliado internacional da ilha e seu maior fornecedor de armas. A relação é baseada na chamada Lei de Relações com Taiwan, aprovada pelo Congresso dos EUA em 1979. A legislação regula a relação não oficial entre EUA e a ilha e permite que Washington forneça equipamentos “defensivos” para garantir a segurança da ilha. Ao mesmo tempo, os EUA reconhecem oficialmente a política de “Uma Só China”, segundo a qual Pequim é o único governo chinês legítimo. Isso criou uma situação chamada de “ambiguidade estratégica”: Washington não afirma claramente se defenderia Taiwan em caso de invasão chinesa, mas também não descarta essa possibilidade. “Existe uma ambiguidade dos Estados Unidos em relação a Taiwan. Ao mesmo tempo em que reconhecem a soberania chinesa, os EUA se reservam o direito de fornecer armas para Taiwan e até defender a ilha”, explica Brustolin. Nos últimos anos, porém, o apoio militar americano aumentou. No primeiro governo Trump, os EUA venderam mais de US$ 18 bilhões em armamentos para Taiwan, segundo centro de pesquisas norte-americano o Council on Foreign Relations. Em dezembro de 2025, Taiwan aprovou um pacote de US$ 11,1 bilhões para a compra de armas dos EUA, incluindo sistemas de foguetes Himars, mísseis antitanque Javelin, drones e peças militares. A China reagiu imediatamente e realizou novos exercícios militares ao redor da ilha. Em outras ocasiões, Pequim já afirmou que as manobras servem como “aviso aos separatistas”. China mobiliza quantidade recorde de navios de guerra e deixa Japão e Taiwan em alerta ➡️ Coração da fabricação de chips Além da disputa militar, Taiwan ocupa um papel central na economia mundial por causa da fabricação de semicondutores, os chamados chips. Eles são usados em celulares, computadores, carros, aviões, cartões bancários, eletrodomésticos e sistemas de inteligência artificial. Embora os EUA abriguem gigantes da tecnologia como Apple, Amazon e Microsoft, a maior parte dos chips mais avançados do planeta é fabricada em Taiwan. A ilha produz cerca de 90% dos semicondutores mais sofisticados do mundo, segundo o The New York Times. Por isso, uma eventual interrupção da produção teria impacto global. “Se aquela ilha for bloqueada e essa capacidade for destruída, será um apocalipse econômico”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, de acordo com o jornal norte-americano. Taiwan investiu no ramo a partir dos anos 70, deixando de ser uma região conhecida pela produção agrícola e se transformando no centro de exportação dos chips mais avançados do mundo. Fábrica de chips da TSMC, a maior produtora do mundo no setor, sediada em Taiwan Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., Ltd. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), maior fabricante de chips do mundo, fica na ilha. A empresa fornece componentes para gigantes como Apple e Nvidia, responsável por chips usados em sistemas de inteligência artificial. O domínio taiwanês se tornou ainda mais estratégico em meio à corrida global pela liderança em inteligência artificial. “A China vem se aproximando da vanguarda tecnológica, e isso gera preocupação nos Estados Unidos, que ainda dependem do know-how de Taiwan”, afirma Brustolin. Por isso, Taiwan se tornou não apenas um ponto de disputa territorial, mas também uma peça-chave na corrida tecnológica e militar entre China e Estados Unidos.

Nunes Marques assume a presidência do TSE; ministro vai comandar as eleições de outubro

Publicado em: 12/05/2026 22:43

Nunes Marques toma posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral recebeu cerca de 1,5 mil convidados. Entre eles, o presidente Lula e os presidentes do STF - Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O ministro Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral para um mandato de dois anos – até 2028. Ele vai comandar as eleições gerais de 2026, quando serão escolhidos deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente da República. Nunes Marques tem 53 anos. Nasceu em Teresina e é formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí. Foi advogado, juiz eleitoral e desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em 2020, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal. Três anos depois, tomou posse como ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral. A ministra Cármen Lúcia, que comandou o TSE nos últimos dois anos, abriu a sessão solene. Nunes Marques leu o termo de posse: “Declaro aceitar o cargo de presidente do Tribunal Superior, para o qual fui eleito, e prometo bem e fielmente cumprir os respectivos deveres e atribuições em harmonia com a Constituição e as leis da República”. Posse de Nunes Marques como presidente do TSE Jornal Nacional/ Reprodução Em seguida, o ministro André Mendonça tomou posse como vice-presidente da Corte: “Declaro aceitar o cargo de vice-presidente do Tribunal Superior, para o qual fui eleito, e prometo bem e fielmente cumprir os respectivos deveres e atribuições em harmonia com a Constituição e as leis da República”. Depois da posse, discursaram o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti. Eles elogiaram a ministra Cármen Lúcia, deram os parabéns a Nunes Marques e André Mendonça, e citaram a importância da Justiça Eleitoral. Em seguida, foi a vez de Nunes Marques discursar. O ministro deu parabéns à ministra Cármen Lúcia e se dirigiu aos eleitores brasileiros: “Aprove a Deus que eu, juntamente com o ministro André Mendonça, viesse a ocupar a direção do tribunal da democracia às vésperas de uma das mais importantes eleições desde a redemocratização do nosso país. Mas permitam-me, gostaria de cumprimentar de forma muito especial o povo brasileiro. As senhoras e os senhores, cidadãs e cidadãos brasileiros, são os verdadeiros homenageados na data de hoje. Isso porque todo o poder emana do povo. A pedra angular da nossa democracia foi assentada pelo constituinte originário já no parágrafo único do artigo primeiro do texto constitucional: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Ministros Nunes Marques e André Mendonça Jornal Nacional/ Reprodução Ministro Nunes Marques falou sobre as resoluções que vão facilitar o voto de pessoas com deficiência e povos originários, e ressaltou a importância de a Corte lidar com os desafios da inteligência artificial: “Reputa essencial que o Tribunal Superior Eleitoral cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam eleições limpas e transparentes. É dessa maneira que cada voto deve ser computado como expressão da soberania popular. Haja respeito à liberdade de expressão e de pensamento. Em qualquer democracia consolidada, é fundamental que se observem essas liberdades, que permitem as trocas de ideias e o adequado debate sobre todas as questões efetivamente relevantes para o cidadão e, portanto, para a sociedade. Nesse particular, teremos alguns desafios, como, por exemplo, o uso exponencial da inteligência artificial, que, embora também tenha potencial benéfico, poderá trazer problemas, principalmente em caso de utilização inadequada. Para cumprir essa missão, devemos atuar com independência, equilíbrio e prudência, sem omissão diante de ameaças concretas ao processo democrático, mas também sem incorrer em excessos incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. Da mesma forma, devemos estar atentos às novas tecnologias que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Refiro-me, em especial e novamente, ao perigo potencial do uso desordenado das ferramentas de inteligência artificial. Vivemos em uma era em que as campanhas eleitorais não chegam às urnas sem antes atravessar algoritmos, em que a disputa política já não se desenvolve apenas nas ruas e nos espaços tradicionais da vida pública, mas também, e de maneira intensa, no ambiente digital”. Nunes Marques assume a presidência do TSE; ministro vai comandar as eleições de outubro Jornal Nacional/ Reprodução Durante o discurso, o ministro destacou a segurança do sistema eleitoral brasileiro: “Além disso, o sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção, à apuração e à divulgação dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. Essa posição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso sistema. Afinal, somente foi conquistado e se mantém a partir desse processo contínuo de evolução, o que assegura a posição de vanguarda entre todas as democracias contemporâneas. Cabe à Justiça Eleitoral preservar, aperfeiçoar e fortalecer continuamente a confiança pública em torno do sistema eletrônico de votação”. O ministro encerrou o discurso destacando a importância do voto e reafirmando o compromisso do tribunal com eleições dentro da normalidade democrática: “O voto popular, para além de um mecanismo de escolha de governantes, é uma declaração moral de fé na igualdade entre os seres humanos. Sociedades livres nascem e se desenvolvem em uma atmosfera em que haja a possibilidade de todas as pessoas, com suas qualidades e defeitos, participarem juntas da construção de um destino comum. Reafirmo o compromisso do Tribunal Superior Eleitoral de atuar com firme propósito para que as eleições de 2026 transcorram sob o signo da normalidade democrática, do respeito às instituições e da confiança coletiva no voto livre. Que jamais percamos de vista uma verdade essencial: o destino da democracia brasileira continuará a ser escrito pela vontade livre e soberana do povo brasileiro. Essa premissa fundamental dialoga com a música popular brasileira, na voz do poeta Jorge Aragão, que com inspiração disse: ‘É o povo quem produz o show e assina a direção’”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Nunes Marques assume a presidência do TSE; veja perfis dos ministros da Corte Nunes Marques toma posse como presidente do TSE; André Mendonça assume a vice-presidência Posse de Nunes Marques na presidência do TSE terá jantar com ingresso a R$ 800 Camila Bomfim: Nunes Marques convida ex-presidentes para posse no TSE, incluindo Bolsonaro e Collor, que estão presos

Entenda o xadrez econômico entre Donald Trump e Xi Jinping

Publicado em: 12/05/2026 21:19

Entenda o xadrez econômico e militar da viagem histórica de Trump à China O Jornal Nacional está exibindo uma série de reportagens especiais sobre a relação entre os Estados Unidos e a China. As duas maiores potências do século 21 disputam protagonismo em um mundo marcado por guerras, incerteza econômica e mudanças tecnológicas históricas. A viagem do presidente americano à Pequim começa nesta quarta-feira (13). Nesta terça-feira (12), os correspondentes da Globo Felipe Santana e Lucas Louis mostraram um aspecto decisivo nesse jogo: o xadrez econômico entre Donald Trump e Xi Jinping. A própria Casa Branca afirma que a visita de dois dias é uma viagem de negócios, para fechar acordos comerciais. Por isso, Trump leva até Elon Musk, com quem brigou publicamente em junho de 2025. O bilionário é o dono da fabricante de carros elétricos Tesla, da rede social X e agora de uma empresa de robótica. O maior objetivo de Musk, como ele mesmo afirmou em uma reunião para acionistas, são os ímãs. O neodímio é um dos minerais que ficaram conhecidos como terras raras. A China produz e processa esses ímãs. Sem eles, ninguém faz robôs humanoides. Para Musk, são eles que vão fazer a empresa dele se tornar a maior do mundo. Mas são cinco os pontos principais que os americanos vão colocar na mesa em Pequim, e os dois primeiros são os mais importantes para o Brasil. Em primeiro lugar, a carne. Antes da guerra das tarifas, os americanos tinham um mercado de quase US$ 2 bilhões em venda de carne para os chineses. Hoje, as licenças de exportação ficaram muito restritas. Quase nenhum frigorífico dos Estados Unidos consegue vender pela China e a pressão é grande para que a China reabra o mercado. O Brasil é hoje o maior fornecedor de carne bovina para China, substituiu os americanos. O mesmo aconteceu com o segundo ponto da agenda americana: a soja. Os produtores de soja nos Estados Unidos são base eleitoral forte de Donald Trump, que vai enfrentar as eleições para o Congresso em novembro. Em terceiro lugar, os americanos querem que os chineses comprem aviões. A comitiva vai incluir o CEO da Boeing. A expectativa da imprensa americana é o anúncio da compra de 600 aeronaves. Os últimos dois pontos são a criação de comissões de comércio e de investimento em áreas que não sejam sensíveis para os dois países. Entenda o xadrez econômico entre Donald Trump e Xi Jinping Jornal Nacional/ Reprodução Agora, o lado chinês coloca à mesa o que está sendo chamado de três “Ts”: o primeiro "T" vem de tarifas – que foram reduzidas, e os chineses querem que continuem assim ou diminuam ainda mais; o segundo de tecnologia – principalmente na importação de chips e componentes americanos; e o terceiro T é o mais sensível: Taiwan - o arquipélago aliado dos Estados Unidos que a China considera parte de seu território. Os americanos armam Taiwan há décadas. Pequim quer que Washington pare com isso – ou pelo menos diminua o volume de dinheiro. Por isso, há algo importante que não estará sobre a mesa de negociações, mas estará no topo da mente de todos os presentes, uma mudança das duas últimas décadas. O orçamento estimado de defesa da China no ano 2000 era de cerca de US$ 15 bilhões. Hoje, está perto de US$ 300 bilhões. Aumentou 20 vezes em 25 anos. Ainda assim, gasta menos do que os americanos, cujo orçamento é de quase US$ 1 trilhão. A Marinha chinesa tem mais navios do que os americanos, mas menos experiência em lançar mísseis, por exemplo. A China concentra seus navios ao redor da costa. Enquanto os Estados Unidos têm os seus espalhados pelo mundo, para garantir a segurança nas rotas de petróleo. A China também produz, hoje, caças de 5ª geração, os Chengdu J20, que têm a capacidade de entrar no céu inimigo sem serem percebidos por radares, em modo fantasma. O Pentágono diz que o arsenal nuclear chinês dobrou desde 2019 e a expectativa é que os chineses tenham mais de 1,5 mil ogivas até 2035. No espaço, a China lançou uma constelação de satélites de navegação para fazer frente à grande rede de satélites americana, o GPS. Em volta de Taiwan, a China tem navios anfíbios, que são capazes de fazer uma rápida entrada nas praias da ilha. Pequim também desenvolve um sistema de plataformas e pontes entre navios e o território que podem despejar tanques e soldados aos montes. Xi Jinping colocou como prazo 2027 para ver uma modernização do Exército. O mundo geopolítico interpretou como a data da anexação de Taiwan. Mas o analista de risco Jack Neubeuer explica que o consenso é o seguinte: "Xi prefere anexar por convite, e não por invasão. Pequim mantém a esperança de que consegue pressionar Taiwan para convencê-los de que eles não têm outra escolha a não ser aceitar algum nível de unificação com a China. O poder militar funciona mais como uma força de coerção, uma ameaça. A ideia é construir um Exército tão poderoso quanto o americano". Entenda o xadrez econômico entre Donald Trump e Xi Jinping Jornal Nacional/ Reprodução Enquanto isso, os militares executam maior plano de modernização das Forças Armadas em décadas. Uma estratégia que Pequim consegue ir adaptando observando outros conflitos. A China consegue aprender como se faz a guerra no século 21 porque, segundo a Ucrânia, suas empresas fornecem componentes militares para a Rússia. A China nega, mas não esconde a parceria estratégica com Moscou. Pequim também está observando muito de perto um outro tabuleiro: o Oriente Médio. A estratégia americana na guerra do Irã foi uma prévia. Um enxame de drones baratos no céu armados com inteligência artificial. No encontro, a guerra também deve entrar em jogo. Donald Trump deve pressionar Xi Jinping a convencer o Irã a abrir o Estreito de Ormuz. A guerra atrasou em um mês o encontro entre os dois presidentes e deu mais poder de barganha para Xi Jinping. Na disputa de gigantes, a China já ensaia o seu próprio modelo de guerra do futuro: publicou o vídeo de um protótipo de porta-aviões espacial e planeja um exército de robôs humanoides para que sejam necessários cada vez menos soldados. Com tanto poder em ambos os lados, essa mesa também dirá muito sobre o futuro do Brasil. Os chineses terão que decidir se o que é importante para a gente vai virar moeda de troca essa semana. Ou seja: vão tirar da gente para agradar o rival? GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Viagem histórica: Trump visita a China para fazer negócios Trump diz que discutirá venda de armas a Taiwan e guerra no Irã com Xi Jinping em visita à China China anuncia datas da visita oficial de Trump e fala em trabalhar 'em pé de igualdade' com os EUA Só a etiqueta muda: Fantástico flagra mesma calça sair de fábrica na China para ser vendida entre R$ 100 e R$ 800 China acelera corrida tecnológica com robôs, fábricas automatizadas e produção em massa

Nunes Marques assume presidência do TSE e diz que urnas eletrônicas são 'patrimônio institucional da democracia'

Publicado em: 12/05/2026 19:39

Nunes Marques toma posse como presidente do TSE O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (12). O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência. Marques estará no comando da Corte Eleitoral nas eleições de outubro, que vai eleger o novo presidente, senadores, deputados e governadores. Ele vai suceder a ministra Cármen Lúcia, que esteve à frente do tribunal nas eleições de 2024. Em dicurso após assumir a presidência, Nunes Marques defendeu as urnas eletrônicas e afirmou que o sistema eletrônico de votação "constitui patrimônio institucional da democracia". "O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui um patrimônio institucional da nossa democracia. No Tocante à recepção, apuração e divulgação dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. 
Essa posição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso sistema", disse Nunes Marques. Nunes Marques foi eleito para a posição em abril deste ano. Nunes fica no comando do TSE até maio de 2027. A cerimônia de posse contou com a presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eleições 'limpas e transparentes' e uso de IA Em seu discurso, Nunes Marques ressaltou o papel dos cidadãos e a importância da eleição de outubro. Ele considerou essencial que o TSE cumpra com missão constitucional de organizar eleições limpas e transparentes. "Reputo essencial que o TSE cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam eleições limpas e transparentes. É dessa mneira que cada voto deverá ser computado como epressão da soerania popular, haja respeito à liberdade de expressão e pensamento", disse. Entre os desafios que terá, o ministro destacou o uso da Inteligência Artificial e afirmou que "embora tenha potencial benéfico, poderá trazer problemas principalmente em casos de utilização inadequada". Nunes Marques afirmou que um pleito somente será bem sucedido "se capturar fielmente a voz de cada um dos seus cidadãos". "Para cumprir essa missão, devemos atuar com independência, equilbrio e prudência, sem incorrer em excessos imcompatíveis ao estado democrático de direito", afirmou. O ministro citou ainda algumas das regras para as eleições este ano - entre elas, as que viabilizam a chegada dos eleitores ao local de votação, a inclusão e acesso de grupos diversos da sociedade. Como funciona o TSE O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros: três são também ministros do Supremo Tribunal Federal; outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça; mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo. A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois. A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento. O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos. O ministro Nunes Marques durante o julgamento no TSE Alejandro Zambrana/Secom/TSE Perfis dos ministros Nunes Marques - presidente O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral. Na Justiça Eleitoral, recentemente foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro. O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011. Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília. Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha. André Mendonça - vice-presidente André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021. Antes de chegar ao STF, compôs o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União. No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou. Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo. O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Palavras-chave: inteligência artificial

Mãe é presa após abandonar bebê recém-nascida em lixeira de hospital no interior de SP

Publicado em: 12/05/2026 18:39

Mãe é presa após abandonar bebê recém-nascida em lixeira de hospital em Araras Uma bebê recém-nascida foi abandonada dentro de uma lixeira no banheiro de um hospital no Jardim Belvedere, em Araras (SP), na manhã desta terça-feira (12). Conforme apurado pelo g1, uma mulher de 21 anos, mãe da criança, foi presa e permanece internada sob custódia. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade como tentativa de infanticídio. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o Boletim de Ocorrência, policiais militares foram acionados para o Hospital São Leopoldo Mandic após o encontro de um recém-nascido em situação de abandono. No local, a equipe conversou com uma enfermeira que relatou que a investigada foi até o hospital em busca de atendimento médico, apresentando quadro compatível com gravidez. Hospital São Leopoldo Mandic em Araras (SP) Reprodução/EPTV A mulher foi chamada para atendimento, mas não compareceu. Os funcionários constataram que ela havia se trancado no banheiro do hospital, onde permaneceu por um período considerável, recusando-se a abrir a porta apesar do pedido da enfermeira. Após insistência, a investigada abriu a porta, ocasião em que a enfermeira notou grande quantidade de sangue dentro do banheiro. A mulher foi socorrida e levada para atendimento médico emergencial. Mais notícias da região: OPORTUNIDADE: 111 vagas: prefeitura abre concurso com salários de até R$ 7,1 mil no interior de SP LUTO: Quem era Eda Mara, empresária que morreu após carro cair em ribanceira em grave acidente ACIDENTE: VÍDEO: Motociclista é arremessado dentro de caçamba após colisão no interior de SP Bebê na lixeira Conforme o registro policial, a equipe de limpeza do hospital foi chamada para higienizar o banheiro, ocasião em que a recém-nascida foi achada dentro da lixeira. A menina foi levada para avaliação do médico plantonista. O profissional relatou à polícia que a criança apresentava sinais vitais quando foi localizada, mas estava em estado de saúde crítico. Ela foi levada à sala de emergência para atendimento intensivo, permanecendo intubada. Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araras (SP) Repórter Beto Ribeiro A investigada não esclareceu o ocorrido e limitou-se a afirmar que teria abortado. A mulher não teria realizado acompanhamento pré-natal e a estimativa é que estava entre 30 e 35 semanas de gravidez. A perícia foi acionada ao local. A investigada não foi ouvida pela Polícia Civil, pois permaneceu internada na Santa Casa de Araras. A Polícia Militar foi solicitada para realizar a escolta da presa. O que diz o hospital Em nota, o Hospital São Leopoldo Mandic de Araras informou que atendeu a ocorrência envolvendo uma paciente e um recém-nascido e que, ambos receberam assistência imediata da equipe assistencial, conforme os protocolos institucionais e foram encaminhados à rede pública pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O hospital informou que as autoridades competentes foram comunicadas e que, por respeito a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Ética médica, não prestará informações adicionais sobre o caso. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) e aguarda um retorno. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Palavras-chave: lgpd

Unicamp aprova cinco novos cursos de graduação, mas adia discussão sobre criação do curso de Direito

Publicado em: 12/05/2026 18:26

Imagem aérea do campus da Unicamp em Campinas Reprodução/EPTV A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou, nesta terça-feira (12), a criação de cinco novos cursos de graduação. Com a decisão, os cursos de Relações Internacionais e de Inteligência Artificial e Ciência de Dados começam a ser oferecidos em 2027. Já História (Bacharelado e Licenciatura – noturno), Licenciatura em Teatro e Licenciatura em Letras-Inglês têm início previsto para 2028. Com as novas aprovações, a universidade passa a contar com 65 cursos de graduação. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário (Consu) em sessão extraordinária. As propostas de criação da Faculdade de Direito e do curso de Direito chegaram a ser incluídas na pauta, mas foram retiradas e devem voltar a ser discutidas pelo conselho nos próximos meses. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Durante a sessão, também foi endossada a viabilização do curso de Teatro, do Instituto de Artes (IA), que havia sido aprovado inicialmente em 2019. Vídeos em alta no g1 Inteligência Artificial e Ciência de Dados O curso de Inteligência Artificial e Ciência de Dados será oferecido de forma compartilhada pela Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e pela Faculdade de Tecnologia (FT). A graduação será em período integral, com 40 vagas, a partir de 2027. A formação terá duração mínima de oito semestres e máxima de 12, com carga horária total de 3.240 horas. A grade curricular foi estruturada em seis eixos: matemática e estatística; computação; ferramentas de inteligência artificial e ciência de dados; ênfase em áreas de aplicação; competências transversais; e estágio. O curso contará com habilitações e ênfases voltadas para Cidades Inteligentes e Sustentáveis; Administração Pública e Governo Digital; e Saúde e Esporte de Alto Rendimento. Relações Internacionais e mudanças em Administração O curso de Relações Internacionais será oferecido pela FCA, em período integral, com 60 vagas a partir de 2027. ❕ Com a aprovação dessa graduação, o Consu também decidiu reduzir em 60 vagas o curso de Administração/Noturno da FCA, que atualmente oferece 180 vagas. A redução começa a valer em 2027 e, segundo a universidade, não altera o total de vagas da unidade, já que as vagas retiradas de Administração serão compensadas pela abertura de Relações Internacionais. Novos cursos a partir de 2028 Campus da Unicamp, em Limeira Reprodução/Prefeitura do Campus da Unicamp de Limeira O Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) passará a oferecer, a partir de 2028, o curso de História – Bacharelado e Licenciatura, em período noturno, com 52 vagas. Também em 2028, o Instituto de Artes inicia a oferta da Licenciatura em Teatro. O curso será noturno e terá 25 vagas. Já o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) teve aprovada a criação da Licenciatura em Letras-Inglês. Haverá um aumento total de 30 vagas nos cursos de Licenciatura em Letras, sendo 15 no período integral e 15 no noturno, também a partir de 2028. Curso extinto Na mesma sessão, o Consu aprovou a extinção do curso de Tecnologia em Saneamento Ambiental, oferecido pela Faculdade de Tecnologia. O curso não será mais oferecido a partir do vestibular de 2027, sem prejuízo para os alunos já matriculados, que poderão concluir sua formação. Confira os novos cursos aprovados: Relações Internacionais Integral 60 vagas início em 2027 Inteligência Artificial e Ciência de Dados Integral 40 vagas início em 2027 História (Bacharelado e Licenciatura) Noturno 52 vagas início em 2028 Licenciatura em Letras-Inglês Integral e Noturno 30 vagas (15 por período) início em 2028 Licenciatura em Teatro Noturno 25 vagas início em 2028 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

'Eu pago sua faculdade, seu bosta': vereador provocou manifestantes antes de trocar socos e chutes em protesto em SP

Publicado em: 12/05/2026 16:42

Vereador provocou estudantes e manifestantes antes de trocar socos e chutes durante protes Antes de participar da briga generalizada durante manifestação de estudantes no Centro da capital, Rubinho Nunes (União) produziu conteúdo para redes sociais em que aparece provocando os manifestantes. "Vai estudar, seu vagabundo, seu bosta, eu pago tua faculdade", disse Rubinho em uma das gravações. Ele também aparece questionando um funcionário da USP que participava da manifestação: "Você devia ter vergonha". Em gravações, o vereador aparece dando chutes e levando socos dos participantes do ato. Ele afirmou ter fraturado o nariz. Parlamentares da oposição dizem que ele foi até o ato apenas para provocar os manifestantes e se promover nas redes. Procurado pela reportagem, Rubinho ainda não se manifestou sobre as críticas. Alunos e profissionais da USP, Unesp e Unicamp pedem melhorias nas universidades públicas paulistas. Os estudantes reivindicam avanços nas políticas de permanência estudantil, como aumento das bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. O ato também criticava a atuação da Polícia Militar na desocupação da Reitoria da USP, ocorrida na madrugada de domingo (10), sem conhecimento da direção da universidade. Vereador Rubinho Nunes (União Brasil) posta foto dizendo que teve o nariz fraturam em manifestação no Centro de SP. Reprodução/Redes Sociais Vereador e estudantes trocam agressões durante manifestação no Centro de SP Reação da oposição Parlamentares da oposição reagiram às declarações do vereador, pré-candidato declarado a deputado federal. Segundo eles, Rubinho comparece às manifestações apenas para provocar movimentos sociais que têm reivindicações legítimas e lutam por melhorias na sociedade. A estratégia da extrema-direita, de vereadores como o Rubinho Nunes, é de criar polêmicas para chamar atenção. A eleição está se aproximando, eles estão desesperados para aparecer e tentar se eleger. Por isso, a agenda destes parlamentares bolsonaristas se limita a ficar indo nos atos e atividades dos seus adversários. Segundo ela, "é completamente inaceitável que políticos ao invés de estarem trabalhando para resolver os problemas do povo e da cidade estão arrumando confusão, baderna e violência'. A vereadora Luana Alves afirmou que pretende ingressar com uma representação na Corregedoria da Câmara Municipal em razão das provocações feitas pelo parlamentar contra os estudantes. “Eu acho isso uma vergonha. O vereador Rubinho, assim como o Lucas Pavanato, às vezes vai à USP fazer a mesma coisa. Gente que ganha mais de R$ 20 mil por mês para fazer cortes para a internet e provocar estudantes. É extremamente vergonhoso, inclusive para a Câmara Municipal. Eu, inclusive, pretendo acionar a Corregedoria, porque é algo inadmissível”, afirmou. A vereadora Luana Alves (PSOL), a deputada estadual Ediane Maria (PSOL) e a vereadora Luna Zarattini, do PT. Reprodução/Redes Sociais “Eles vão para provocar estudantes, muitos deles menores de idade, que estão fazendo uma experiência de luta muito valorosa e enfrentando repressão da Polícia Militar porque querem um aumento de menos de R$ 100 na bolsa para conseguirem permanecer na universidade”, declarou. A deputada estadual Ediane Maria (PSOL), ligada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto de São Paulo (MTST), também criticou o parlamentar. “Rubinho Nunes é um baderneiro. Assim como muitos políticos da direita, como o infeliz do Adrilles Jorge, ele não quer solução para o que está acontecendo na USP. Não quer apurar por que a PM invadiu a reitoria da universidade de madrugada para descer o cassetete nos estudantes. O negócio dele é provocar e arranjar briga para se fazer de coitado”, afirmou a deputada da Alesp. “É o tipo de vereador que não faz nada pela cidade. Estou para ver eles visitarem um hospital, uma escola, fiscalizarem contratos da prefeitura. Nada disso. Vivem de polêmica, vivem de vídeos para tentar ganhar visualização. Trabalhar pela cidade mesmo, eu nunca vi”, declarou Luana Alves. Confusão em ato Confusão durante protesto no Centro de SP Reprodução Em greve, alunos e profissionais da USP, da Unesp e da Unicamp protestaram na tarde desta segunda-feira (11) em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na República, Centro de São Paulo. A Polícia Militar utilizou bomba de gás para dispersar os manifestantes. Pelas imagens, é possível ver Rubinho dando chutes e levando socos. O vereador informou que foi ao hospital e que tem suspeita de fratura no nariz. Já Adrilles tomou um chute na região da barriga. Ao g1, ele disse que levou dois chutes, mas que "está bem" fisicamente (veja acima). Os vereadores do União Brasil Rubinho Nunes e Adrilles Jorge compareceram ao ato e discutiram com os estudantes. PM usa bomba de gás em protesto de alunos da USP no Centro de SP Por volta das 14h30, os estudantes se concentraram em frente ao prédio da Reitoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e fizeram um cordão humano em uma rua no entorno da Praça da República. "Hipocrisia! Educação não é caso de polícia", gritavam os grevistas. Alunos das três universidades estão em greve por melhorias na permanência estudantil e na estrutura das universidades. O protesto interditou também trechos da Rua da Consolação no sentido da Avenida Paulista. PM usa bomba de gás em protesto de alunos da USP no Centro de SP O ato cobra a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado. Os estudantes exigem melhoria nas políticas de permanência estudantil, como aumento de bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e, por meio de nota, a pasta afirmou que "houve uma briga generalizada no local e a confusão foi contida pela PM". "A Polícia Militar foi acionada na tarde desta segunda-feira (11) para atender a uma ocorrência de manifestação na Praça da República, na região central da capital paulista. De acordo com as informações, houve uma briga generalizada no local. A confusão foi contida pela PM. Não há informação sobre feridos. Neste momento, a manifestação segue pacífica", disse. PM retira estudantes de ocupação na reitoria da USP em SP em ação durante a madrugada PMs na Praça da República durante manifestação de alunos da USP William Santos/TV Globo Manifestação em frente à reitoria da Unesp William Santos/TV Globo Ocupação da reitoria PM de São Paulo retira estudantes que ocupavam reitoria da USP Na madrugada de domingo (10), a Polícia Militar retirou estudantes de uma ocupação na Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, Zona Oeste de SP. Segundo relatos de alunos, os agentes usaram escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a operação surpresa e sem aviso prévio. Vídeos gravados pelos estudantes mostram os policias agredindo o grupo com os cassetetes (veja abaixo). De acordo com a assessoria de imprensa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, diversos estudantes ficaram feridos durante a ação policial. Ainda segundo o órgão, quatro alunos foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na região da Lapa e Vila Romana, Zona Oeste da capital paulista. A Reitoria da USP disse, por meio de nota, que a desocupação aconteceu sem comunicação prévia à entidade e que lamenta os episódios de violência ocorridos durante a ação da PM. "A USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário", declarou (leia a íntegra do comunicado abaixo). O que diz a Polícia Militar Polícia Militar usa cassetetes e bombas de gás para desocupar reitoria da USP, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo. Reprodução/Redes Sociais Por meio de nota, PM afirmou que 150 pessoas foram tiradas da reitoria e que a ação não teve feridos e foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais. Segundo a polícia, “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. “Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada. No local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes”, disse a corporação. “A Polícia Militar afirmou que os quatro estudantes detidos por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, elas foram liberadas. A Polícia Militar ressalta que O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público”, afirmou. LEIA MAIS: Motorista de Porsche é preso por dirigir embriagado e bater em quatro carros estacionados no Tatuapé, Zona Leste de SP Frente fria derruba temperaturas e pode provocar chuva neste domingo em São Paulo Em comunicado publicado nas redes sociais, o DCE -USP disse que os PMs formaram "um corredor polonês para espancamento e quatro estudantes detidos". "Essa ação ocorre de forma abusiva eivada de ilegalidade, vez que ocorre sem qualquer determinação judicial que pudesse embasar a ação policial. É preciso apontar que, mesmo em situações em que há determinação de reintegração de posse (o que não é o caso), existe um conjunto de regras que orientam o procedimento de desocupação, entre as quais a ilegalidade da realização de operações entre às 21h e 5h, algo pacífico nos tribunais", afirmou o DCE. "A ocupação já passava de 60 horas, não havia qualquer sinal de violência ou grave ameaça a qualquer pessoa, a operação ocorreu fora do horário de funcionamento administrativo, e a todo momento houve acompanhamento policial. Ainda no rol das ilegalidades, não há qualquer informação sobre a motivação real para a detenção de quatro estudantes, ou mesmo, quais condutas lhes foram imputados para que ensejasse o encaminhamento destes estudantes à 7ª DP", disse o órgão. O que diz a USP Íntegra da nota da Universidade de São Paulo: "A Universidade de São Paulo (USP) lamenta os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria, ocorrido na manhã deste domingo, dia 10 de maio. Cumprindo seu dever de ofício de proteção da integridade física dos docentes, servidores técnico-administrativos, estudantes e terceirizados, bem como dos espaços físicos, a Reitoria informou sobre a ocupação à Secretaria de Segurança Pública (SSP), no mesmo dia do ocorrido (7/5), com vistas à adoção dos protocolos de proteção e de preservação da ordem de competência das autoridades policiais. Na manhã deste dia 10 de maio, sem comunicação prévia à Reitoria, houve a desocupação do espaço público pela Polícia Militar. Segundo nota oficial da SSP, “a Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”. Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil. As tratativas, no entanto, chegaram a um limite diante: Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria; Da constituição de sete grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta; Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica. A Reitoria segue aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços da Universidade. Por fim, a USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário". Início da ocupação Estudantes da USP em greve há 3 semanas fazem manifestação e invadem reitoria da universidade Alunos da USP, Unicamp e Unesp estão em greve por melhorias na permanência estudantil e na estrutura das universidades. Os estudantes de diversos cursos mantinham nesta sexta-feira (8) a ocupação do prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã. O grupo invadiu o espaço na tarde de quinta-feira (7), durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Os alunos passaram as noites em barracas do lado de fora do prédio e também dormiram em colchões do lado de dentro. Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP Lívia Martins/TV Globo À TV Globo, os discentes afirmaram que a universidade cortou a energia e a água da reitoria na manhã desta sexta - informação confirmada pelo g1. Ao menos três policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) já estavam dentro do campus. Os agentes ficaram com escudos e parados em um dos acessos da reitoria. Além disso, duas viaturas da Polícia Militar faziam ronda nas proximidades do prédio, durante o período de ocupação. O ato cobrava a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado. Os estudantes exigem melhoria nas políticas de permanência estudantil, como aumento de bolsas, reforma das moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi. No dia 15 de abril deste ano, alunos relataram que encontraram um ninho de pombo dentro da cozinha do Conjunto Residencial da USP (Crusp). Ao g1, Henrique Pupio, diretor da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, disse que a reitoria não estaria disposta a ceder à pressão do movimento. "Acreditamos que essa intransigência tem levado a um maior tensionamento, que só poderá ser resolvido com a reabertura do diálogo com os estudantes", afirmou Pupio, que é estudante da Faculdade de Direito e diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto. "Quanto à Faculdade de Direito, estando em processo de assembleia hoje e segunda para deliberar a continuidade na greve. O XI de Agosto defende que a mesa de renegociação seja reaberta e que os estudantes sejam ouvidos. Somente o diálogo poderá resolver a situação", completou. Estudantes afirmaram que um ninho de pombo foi encontrado na cozinha da moradia estudantil Arquivo pessoal Ocupação da reitoria da USP Imagens gravadas no local por um funcionário da universidade mostram o momento em que manifestantes pulam o portão da entrada e derrubam portas de vidro do edifício (veja abaixo). Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Durante a manhã de quinta (7), alunos chegaram a acampar em frente à entrada da reitoria. Após pularem o portão, os estudantes entraram no saguão da reitoria. O portão do lado de fora também foi derrubado. Policiais militares, alguns com escudos, acompanharam a movimentação à distância, mas não houve confronto. Praça do Relógio e Reitoria da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo. Cecília Bastos/USP Imagens Greve nas universidades A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves. A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite da quarta-feira (6) e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia. Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem a ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas. A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade, em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal. O que dizem as universidades Em nota, a reitoria da USP lamentou a invasão e os danos ao patrimônio público. A Unesp afirmou que não foi procurada oficialmente por representantes do movimento estudantil, mas informou que as reivindicações serão discutidas na próxima segunda-feira em reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. Já a Unicamp disse que mantém diálogo contínuo com entidades estudantis e direções das unidades e afirmou que prioriza políticas de permanência estudantil, incluindo moradia, transporte e auxílios financeiros.

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Câmara de BH aprova multa de R$ 1,5 mil para quem for pego usando drogas em espaços públicos

Publicado em: 12/05/2026 16:39

Câmara Municipal de Belo Horizonte (foto ilustrativa) Karoline Barreto/CMBH A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 2º turno, nesta terça-feira (12), projeto de lei que estabelece multa de R$ 1.500 para pessoas que forem flagradas consumindo ou portando drogas em espaços públicos. O texto, de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), foi aprovado com 26 votos favoráveis e oito contrários e segue agora para análise do prefeito Álvaro Damião (União Brasil). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Ele considera como ambientes públicos ruas, praças, ciclovias, repartições públicas, campos de futebol, entre outros espaços de circulação coletiva. O projeto prevê que a multa será corrigida anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E). A cobrança pode ser suspensa caso a pessoa flagrada com drogas passe por tratamento para dependência química, com comprovação de frequência. "Esse projeto tem um caráter educativo, ou seja, ele vai prevenir que as pessoas usem drogas ilícitas em via pública. E, para além disso, se ainda assim a pessoa insistir em fazer o uso e for autuada, ela tem a possibilidade de se submeter a um tratamento para dependentes químicos e ficar isento do pagamento", afirmou Sargento Jalyson. Para o vereador Pedro Patrus (PT), que votou contra o projeto, o texto não enfrenta o problema. "A gente sabe que esse projeto vai atingir uma juventude negra, periférica da nossa cidade. Os filhos dos ricos vão continuar fumando maconha onde eles quiserem. [...] É um projeto eleitoreiro, ruim e preconceituoso", disse o parlamentar. Vídeos em alta no g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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