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'Índios são burros': estudante de Direito denuncia injúria racial durante aula na UEMS

Publicado em: 01/12/2025 16:32

'Índios são burros': estudante de Direito denuncia injúria racial durante aula na UEMS A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) apura uma denúncia de injúria racial feita por uma estudante indígena do curso de Direito em Campo Grande. A aluna, da etnia Terena, afirma ter sido alvo de ofensas racistas dentro da sala de aula e registrou boletim de ocorrência contra dois colegas no dia 26 de novembro de 2024. Veja o vídeo acima. A estudante, que cursa o quarto semestre e prefere não se identificar por medo de retaliações, diz que enfrenta discriminação desde que ingressou na universidade pelas cotas raciais. Segundo ela, os ataques ocorrem de forma recorrente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Em um episódio de abril de 2024, ela relata ter sido recebida com risadas e comentários desrespeitosos ao entrar na sala usando um brinco tradicional de sua etnia. Ela conta que colegas reagiram com risadas, comentários desrespeitosos e até gestos que, segundo a denúncia, considerados ofensivos à cultura indígena. A estudante afirma ainda que outros quatro colegas indígenas abandonaram o curso por falta de acolhimento. O episódio mais grave, segundo a estudante, ocorreu em 26 de novembro, quando um dos colegas teria dito a frase: “índios são burros”. A situação, de acordo com a denúncia, foi presenciada por outros alunos, que a incentivaram a buscar a polícia. Após registrar o boletim de ocorrência, a estudante denunciou o caso à UEMS, que instaurou uma comissão processante em 5 de junho de 2025 para investigar os dois alunos acusados. A comissão já ouviu a denunciante e outras pessoas citadas no caso. Em agosto, ela pediu acesso aos áudios e atas dos depoimentos, mas afirma que a solicitação foi negada. Sem resposta da universidade, a estudante enviou uma notificação extrajudicial pedindo os documentos e diz que avalia entrar na Justiça. O caso também chegou à Câmara Municipal de Campo Grande, onde vereadores pediram esclarecimentos à UEMS. O vereador Jean Ferreira (Partido dos Trabalhadores) criticou a situação: "Isso é inaceitável. A Uems, como instituição pública, tem o dever de garantir o ambiente acadêmico seguro, respeitoso e livre de discriminação, especialmente com os próprios indígenas. Essa casa não tolera racismo e Aline não está sozinha..." A estudante afirma que se sente coagida por colegas e professores e espera concluir o curso em paz para seguir seus planos profissionais, entre eles tornar-se delegada e prestar concurso público. Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: câmara municipal

Crea-SP: autarquia regulamenta e apoia as Engenharias, Agronomia e Geociências

Publicado em: 01/12/2025 16:32

Experiência e Juventude se conectaram no Construinova Litoral Divulgação Se você é profissional de Engenharia, Agronomia, e Geociências, sabe da importância do Sistema Confea/Crea - autarquia federal responsável por fiscalizar e regulamentar o exercício profissional, assegurando que obras, projetos e serviços técnicos sejam executados por responsáveis técnicos, com segurança e responsabilidade. O Crea é a casa onde a engenharia e a agronomia encontram proteção e propósito. É o guardião que assegura que cada obra e projeto respeite a segurança e o conhecimento técnico. É onde o desenvolvimento ganha responsabilidade e forma, valorizando o trabalho de quem transforma ideias em estruturas sólidas e sustentáveis. A presidente do Crea-SP é a engenheira civil Lígia Mackey, primeira mulher eleita no cargo em 90 anos de história do Conselho e cuja gestão tem se destacado pela inovação, representatividade e equidade de gênero na Engenharia. “O compromisso do Crea-SP com as pautas associadas às mulheres é algo contínuo, por isso, o Conselho tem trabalhado e investido em projetos que incentivam a participação feminina na área tecnológica, como o Programa Mulher, que tem o objetivo de promover a equidade de gênero em todos os campos da Engenharia, Agronomia e Geociências”. Apoio do Crea no Construinova Litoral A participação do Crea foi um elemento-chave para consolidar o Construinova Litoral como um importante palco de discussões não apenas para a Baixada Santista, mas para todo o Estado. O Conselho está presente nos 645 municípios paulistas por meio de 36 inspetorias, que contribuem para a fiscalização, orientação, valorização do exercício profissional e diálogo com a sociedade. Esse modelo de gestão permite que o Crea-SP esteja próximo das realidades locais, estimulando o protagonismo de lideranças regionais e o fortalecimento das entidades de classe. A autarquia acredita que é da união de todas as cidades paulistas que surgem as soluções mais conectadas às demandas da população. Por isso, tem incentivado parcerias entre profissionais, universidades e administrações municipais que atuam nos setores de Engenharia, Agronomia e Geociências, para que sejam agentes ativos do desenvolvimento de cada território, beneficiando o Estado como um todo. “O Crea-SP vem promovendo a modernização da Engenharia ao oferecer, por meio da plataforma Crea-SP Capacita, trilhas e conteúdos formativos atualizados, com foco em praticidade e inovação. A nova versão do Capacita permite que profissionais de diferentes modalidades acessem cursos, palestras e workshops em temas como gestão pública, planejamento urbano, aplicações do Building Information Modeling (BIM), tecnologias para construção civil, desenvolvimento sustentável e cidades inteligentes, com o objetivo de aproximar a prática profissional dos conceitos mais atuais do setor”. Aproximação com os jovens O Construinova Litoral contou com dezenas de estudantes de universidades parceiras e com um inédito Hackathon, iniciativa muito bem recebida pela presidente do Crea-SP. “Temos intensificado ações para atrair estudantes, como as imersões CreaDay e Estágio Visita, que servem para aprofundar a vivência prática nas profissões e nas atividades do Crea-SP. Além do já tradicional Encontro Crea-SP Jovem, que chega a sua 16ª edição no dia 6 de dezembro, o maior evento voltado para estudantes de Engenharia”. A inclusão e a acessibilidade foram pilares centrais do evento. A presidente ressaltou como a Engenharia atua como agente de transformação social e de melhoria das cidades: “A profissão é voltada à transformação da realidade, tornando viável e acessível o dia a dia de todas as pessoas, seja no lazer, no trabalho ou em casa. No Crea-SP, esse princípio se traduz em ações concretas que unem técnica, ética e compromisso social. A autarquia tem atuado estrategicamente, em colaboração com órgãos públicos das cidades paulistas, para priorizar projetos que já nascem alinhados às normas de acessibilidade e à tecnologia assistiva, garantindo rampas, sinalizações adequadas, mobiliário urbano acessível e transporte inclusivo”, afirma Lígia. Tecnologia sempre presente O uso da Inteligência Artificial (IA) também foi abordado no evento e tem se mostrado uma realidade em todas as profissões e, para o Conselho, chega como aliada, não adversária. “A aplicação da IA tem ganhado espaço na Engenharia e vem sendo tratada pelo Crea-SP como uma aliada estratégica para ampliar a eficiência profissional. A IA traz precisão e padronização, reduzindo erros e fortalecendo processos. Contudo, a IA e a inteligência humana têm que trabalhar juntas para garantir resultados mais completos e responsáveis”. A engenheira Lígia deixa um recado final sobre o legado que pretende construir na gestão atual: “O legado que quero deixar é de continuidade, com um Crea-SP cada vez mais inovador, sustentável e conectado com as necessidades dos nossos profissionais. Temos compromisso institucional de manter o Conselho alinhado às demandas atuais e de garantir que a Engenharia contribua de forma concreta para o desenvolvimento sustentável e inclusivo da sociedade”, conclui. Lígia acrescenta que a visão de longo prazo é transformar o Sistema Confea/Crea em um parceiro indispensável e ativo na jornada do profissional, desde o momento em que ele entra na universidade até sua consolidação no mercado. Com relação aos jovens, a principal meta é atuar diretamente no déficit de mão de obra especializada que o Brasil enfrenta, garantindo que as futuras gerações de engenheiros, agrônomos e geocientistas estejam não apenas bem formadas, mas também conectadas às oportunidades e necessidades da população.

Nova decisão na Argentina derruba mais 22 apps de streaming ilegal no Brasil

Publicado em: 01/12/2025 16:23

Erro 503 no aplicativo BTV Reprodução/X A Justiça da Argentina derrubou 22 aplicativos de streaming pirata no último domingo (30), em nova fase de uma operação contra plataformas ilegais. Entre os serviços que saíram do ar, estão BTV, Red Play e Blue TV, que também eram usados no Brasil (veja lista completa abaixo). Os aplicativos eram usados em TV boxes, que permitem acessar serviços de streaming pela televisão. Os dispositivos, também chamados de aparelhos de IPTV e caixinhas de TV, são permitidos no Brasil, desde que sejam certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Os 22 serviços derrubados pela Justiça da Argentina são: ALA TV, Blue TV, Boto TV, Break TV, BTV App, BTV Live, Duna TV, Football Zone, Hot, Mega TV, MIX, Nossa TV, ONPix, PLUSTV, Pulse TV, Red Box, RedPlay Live, Super TV Premium, Venga TV, Waka TV, WEIV e WeivTV – Nova. Usuários relataram nas redes sociais que o aplicativo BTV apresentou o erro 503, que indica uma dificuldade de processamento do servidor. 'RH da pirataria': os detalhes da operação contra apps de streaming ilegal no Brasil Como é a solução que promete 'pane geral' em caixinhas irregulares 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mais de 2 milhões de usuários pagavam para ter acesso às 22 plataformas ilegais, afirmou a Alianza, associação de empresas contra pirataria audiovisual na América Latina que denunciou o esquema na Argentina. Operação contra pirataria Esta foi a segunda fase de bloqueios contra serviços com conteúdo pirata. No início de novembro, 14 serviços já tinham sido derrubados. Na primeira fase, os serviços derrubados foram My Family Cinema, TV Express, Eppi Cinema, Vela Cinema, Cinefly, Vexel Cinema, Humo Cinema, Yoom Cinema, Bex TV, Jovi TV, Lumo TV, Nava TV, Samba TV e Ritmo TV. Os aplicativos tinham cerca de 6,2 milhões de assinantes ativos, sendo 4,6 milhões no Brasil, disse a Alianza. A associação informou ainda que clientes pagavam de US$ 3 a US$ 5 por mês cada um (entre R$ 16 e R$ 27 por mês) para ter acesso indevido a filmes, séries e transmissões esportivas protegidos por direitos autorais. A estimativa é que o esquema teve faturamento anual entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões (de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão), segundo a Alianza. As plataformas começaram a ser derrubadas após uma investigação que começou ainda em 2024. A Alianza apresentou uma denúncia para o departamento de investigação de crimes cibernéticos do Ministério Público Fiscal de Buenos Aires, que iniciou uma investigação formal. Em agosto de 2025, a Justiça autorizou buscas em quatro escritórios de empresas que pareciam legítimas, mas funcionavam como centrais do esquema de conteúdo pirata. Os escritórios na Argentina eram responsáveis apenas pelas áreas de marketing e vendas. A estrutura técnica estava hospedada na China. Como foi a operação que derrubou apps de streaming pirata no Brasil

Palavras-chave: cibernético

Construinova Litoral, um dos maiores evento de Inovação e Construção da região

Publicado em: 01/12/2025 16:21

Construinova Litoral reuniu Construção civil, Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade Divulgação Um público qualificado, atento, ávido por informação. Este foi o perfil dos visitantes do Construinova Litoral, evento que reuniu inovação, tecnologia, educação, construção e um pensamento em cidades inteligentes e projetadas para o futuro. Cerca de 500 pessoas passaram pelo Centro Cultural Raul Cortez, em Mongaguá nos dois dias. A 2ª edição consolidou o Construinova Litoral como um dos maiores eventos da Baixada Santista que ficou no eixo central entre quem veio do Vale do Ribeira, Litoral Sul, cidades centrais e também Litoral Norte. Organizado pela Associação Mongaguaense de Engenheiros e Arquitetos (AMEA), mais de 10 palestras e painéis foram apresentadas por autoridades e especialistas em Construção Civil, Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade. Além disso, o inédito Ideathon e o Hachathon, deixaram o local vibrante com a agitação de dezenas de estudantes que buscavam soluções para construir realidade e futuro da melhor forma. Hachathon e Ideathon reuniu dezenas de estudantes e especialistas Divulgação Estrutura do evento O conceito “Construindo o Amanhã: Inovação, Sustentabilidade, Acessibilidade e Conexões no Litoral Paulista”, foi um marco trabalhado desde o planejamento até a execução que teve um espaço chamado de “Praça do Futuro”, elaborado para receber os visitantes num local aconchegante com mobiliário confortável, coffee break, e muito networking. Praça do Futuro reuniu estandes de patrocinadores e foi local para muito networking Divulgação Os estandes foram montados com banners informativos e os patrocinadores puderam receber o público com todo carinho e além de uma boa conversa, entregar brindes. Houve também uma experiência imersiva como a de acessibilidade, onde os visitantes puderam encarar numa cadeira de rodas os desafios de quem depende de acessibilidade todos os dias. E após a imersão no conhecimento, uma boa música e um coquetel fez os visitantes e participantes do Construinova Litoral relaxarem. Bandas locais se apresentaram nos dois dias de evento Divulgação Comunicação fez a diferença O Construinova Litoral se fez presente semanas antes do evento, com uma divulgação massiva na mídia. Cerca de 40 emissoras de TV´s, portais de notícias, rádios, jornais e redes sociais tanto regionais, como estaduais e nacionais deram espaço aos especialistas que falaram sobre o que o público poderia encontrar. Cerca de 50 especialistas e autoridades estiveram no palco do Construinova Litoral Divulgação O Construinova Litoral foi realizado pela Associação Mongaguaense de Engenheiros e Arquitetos (AMEA), sob a curadoria de Andréa Neris, com patrocínio do Sistema Crea-SP, Confea, Mútua, RT Count Contabilidade, Etecc Telecom, Udiaço, apoio da Prefeitura de Mongaguá, UALP, SEBRAE-SP, Sebrae For Startups, Secovi, Seconci, Senai Baixada Santista, CAU, Ipeea, Baabek, Soma, BMM Construtora, Associações de Engenheiros e Arquitetos de Registro a Bertioga e universidades da região.

Palavras-chave: tecnologia

IEMA abre edital com 8,5 mil vagas para cursos técnicos integrados em 2026 no Maranhão

Publicado em: 01/12/2025 16:06

IEMA - Timon Secom-Governo O Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) lança, nesta segunda-feira (1º), o edital de matrículas para o ano letivo de 2026. Ao todo, serão ofertadas 8.550 vagas para os Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio em Tempo Integral, distribuídas em 55 unidades plenas no estado. As vagas contemplam municípios de todas as regiões, como São Luís, Imperatriz, Bacabal, Pinheiro, Caxias, Santa Inês, Codó, Porto Franco, Cururupu, Chapadinha, Timon, Zé Doca, Açailândia, entre outros. Segundo o IEMA, a ampla cobertura reflete o compromisso da instituição em ampliar o acesso à educação pública de qualidade. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Cronograma As inscrições abrem em 1º de dezembro de 2025 no portal oficial do IEMA e seguem até 7 de dezembro. Após essa etapa, o processo inclui publicação de resultados, período para recursos, matrículas e chamada de excedentes. O início do ano letivo está previsto para 2 de fevereiro de 2026. Confira o cronograma previsto: 01/12/2025 – Publicação do edital 01 a 07/12/2025 – Inscrições 17/12/2025 – Resultado parcial 18 e 19/12/2025 – Recursos 30/12/2025 – Resultado dos recursos 05/01/2026 – Resultado final 07 a 09/01 e 12 a 13/01/2026 – Matrículas dos classificados 14 e 15/01/2026 – Recursos contra matrícula 20/01/2026 – Resultado dos recursos 27/01/2026 – Chamada de excedentes 28 e 30/01/2026 – Matrículas dos excedentes 02/02/2026 – Início do ano letivo O IEMA destaca que o modelo de ensino integra formação acadêmica, ensino técnico e desenvolvimento humano, com cursos voltados para áreas como tecnologia, inovação, saúde, indústria, gestão, meio ambiente e serviços. A diretora-geral do instituto, Cricielle Muniz, afirma que o seletivo representa mais do que um processo administrativo. “O IEMA é um projeto de Estado que coloca a juventude no centro. Cada vaga representa um jovem que terá acesso a uma escola moderna, inclusiva, antirracista e conectada às demandas do século XXI”, disse. Com a proximidade do período de inscrições, cresce a expectativa entre estudantes e famílias. O Governo do Maranhão afirma que segue investindo na expansão da rede, com foco em estrutura, tecnologia e qualidade pedagógica, para garantir que mais jovens tenham acesso a uma educação integral e alinhada às necessidades profissionais do futuro.

Palavras-chave: tecnologia

FAB: Míssil lançado pelo caça F-39E Gripen é um dos mais letais da atualidade

Publicado em: 01/12/2025 16:06

FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen O míssil Meteor, lançado pela Força Aérea Brasileira (FAB) a partir de um caça F-39E Gripen na semana passada na Base Aérea de Natal (Bant), é um dos mais letais da atualidade e o mais avançado da América do Sul, segundo a própria instituição. Outros países que já operam com o míssil são a França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Índia. 📳Participe do canal do g1 RN no WhatsApp O primeiro lançamento do míssil foi realizado na Bant na quinta-feira passada (27), sendo considerado um "sucesso absoluto". (Veja mais detalhes do lançamento mais abaixo). A fabricante do míssil participou do exercício junto com o Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), organização da Força Aérea Brasileira. FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen FAB/Divulgação Segundo a FAB, o Meteor é um míssil BVR, o que significa que ele vai além do alcance visual e oferece capacidade contra alvos a longa distância, como caças, Veículos Aéreos Remotamente Pilotados (drones) e mísseis de cruzeiro, em um ambiente com maciça interferência de contramedidas eletrônicas. Diferentemente dos mísseis convencionais, o Meteor conta com um motor “ramjet”, capaz de modular a velocidade e consumo de combustível durante o voo, acelerando na parte final, quando o alvo se encontra sem a possibilidade de escapar. A Força Aérea Brasileira informou ainda que o míssil também conta com um link de dados bidirecional, o que permite que a aeronave de caça forneça atualizações de destino do míssil no meio do curso ou um redirecionamento, se necessário, incluindo dados de outras aeronaves. O míssil pode, inclusive, ser lançado sem emitir sinais de seu radar até chegar mais próximo do alvo, dificultando a detecção por aeronaves adversárias, segundo a FAB. “O míssil Meteor é o resultado de um dos mais exitosos programas de cooperação industrial da Europa em termos de defesa e, o que o torna um dos mais avançados do mundo é graças à propulsão, porque ele tem um motor Ramjet de empuxo variável, ou seja, significa que ao ser lançado, ele acelera e, ao contrário dos mísseis convencionais, pode continuar acelerando ou manter a velocidade durante toda a trajetória até o impacto com o alvo", explicou o Executivo Regional de Vendas da MBDA para o Brasil, Ricardo Mantovani. "Essa característica do motor do Meteor faz com que seja muito difícil o alvo escapar do míssil, então, aumenta muito a sua efetividade contra os alvos", completou. Segund Mantovani, o míssil tem um sistema de enlace de dados bidirecional, que permite em tempo real "que o avião pode se comunicar com o míssil, corrigir a sua trajetória e, inclusive, redirecioná-lo para outro alvo”. FAB faz primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39E Gripen FAB/Divulgação Primeiro lançamento O primeiro lançamento do míssil foi realizado na Base Aérea de Natal na quinta-feira passada (27), a partir de um caça F-39E Gripen. Os caças Gripen F-39 estão entre os mais tecnológicos do mundo, segundo a FAB, que encomendou 36 aviões desse modelo. Os primeiros chegaram em 2020 ao país. As aeronaves podem alcançar velocidade de 2,4 mil km/h. O disparo foi realizado contra o alvo aéreo Mirach 100/5, que simulou perfis de voo de caças, manobrando em alta velocidade e altitude, permitindo mensurar o nível de precisão alcançado pelo míssil. Segundo a FAB, a operação ocorreu em cenário bastante desafiador, tanto para o míssil quanto para a aeronave. "Os perfis adotados para o emprego do armamento Meteor foram selecionados por uma equipe de pilotos e técnicos extremamente treinados e especializados, para que fosse extraído o máximo desse Exercício Técnico, além de permitir uma consolidação da doutrina desenvolvida para o emprego de armamento de longo alcance pela FAB e, principalmente, pelo F-39E Gripen", afirmou o Major Aviador Gregor Gaspar, do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Jaguar. Segundo a FAB, a integração de armamentos de última geração no F-39E Gripen fortalece a capacidade de defesa aérea e de manter a soberania do espaço aéreo brasileiro em padrões mundiais. "O lançamento foi o cenário perfeito para realizar essa transferência de tecnologia, de nós, como Força Aérea, aprender, verificar e testar como o binômio F-39 Gripen e Meteor são eficientes na guerra aérea moderna e contra qualquer tipo de vetor", pontuou o Comandante da Bant, Brigadeiro do Ar Breno Diogenes Gonçalves. FAB divulga novas imagens do primeiro lançamento do míssil Meteor pelo caça F-39 Gripen Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: tecnologia

160 anos de Araxá: o agronegócio que alimenta o orgulho da cidade

Publicado em: 01/12/2025 16:00

O campo sempre foi uma das maiores riquezas de Araxá. Desde os primeiros produtores que chegaram à região, o solo fértil e o clima privilegiado transformaram a cidade em um dos polos agropecuários mais importantes do Alto Paranaíba. São 160 anos de história em que a terra, o trabalho e a fé caminharam lado a lado, alimentando gerações e impulsionando o desenvolvimento econômico local. EQUIPE SATIS EM FRENTE AOS CARROS DA EMPRESA SITE OFICIAL JORNAL ARAXÁ Hoje, o agronegócio araxaense é sinônimo de produtividade e diversidade. Informações divulgadas pela Prefeitura de Araxá destacam que o município integra um dos maiores cinturões agrícolas do Alto Paranaíba, com forte presença da pecuária leiteira e uma produção variada que inclui batata, cenoura, milho, soja, alho e café. Essa pluralidade faz da região um terreno fértil para inovação, tecnologia e novas oportunidades no campo. Empresas especializadas em nutrição e desempenho agrícola têm contribuído para que o campo local alcance níveis recordes de produtividade e sustentabilidade. São parcerias que levam inovação diretamente às propriedades, auxiliando o produtor a otimizar o uso do solo e aumentar o rendimento, sem abrir mão do respeito à natureza. Essa conexão entre tecnologia e tradição é o que garante que Araxá siga crescendo sem perder o vínculo com sua origem. SEDE SATIS EM ARAXÁ BANCO DE IMAGENS DO GOOGLE A cidade também é palco de eventos e feiras que celebram o agronegócio mineiro, fortalecendo o relacionamento entre produtores, cooperativas e indústrias. Essas iniciativas atraem visitantes e movimentam a economia local, gerando oportunidades em diferentes setores, desde o transporte e a logística até a indústria de alimentos e bebidas. Outro ponto que diferencia Araxá é o olhar para a sustentabilidade. De acordo com o portal Araxá Agora, produtores locais têm adotado sistemas de irrigação de precisão, manejo consciente de recursos hídricos e práticas de recuperação ambiental. O resultado é um agro mais verde, moderno e preparado para o futuro. SEMENTE NO SOLO EM CRESCIMENTO SITE OFICIAL SATIS Nos 160 anos de Araxá, o campo continua sendo o alicerce de sua prosperidade. Do produtor que acorda com o sol ao consumidor que se orgulha de saborear o que é feito com carinho e qualidade, todos fazem parte de uma cadeia que traduz o melhor de Minas: trabalho, sabor e tradição. Viva Araxá! COLHEITA DE CAFÉ BANCO DE IMAGENS DO GOOGLE

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE foto de ex-jogadores de futebol segurando faixa que diz 'somos todos Bolsonaro'; imagem foi criada com IA do Google

Publicado em: 01/12/2025 15:47

É #FAKE foto de ex-jogadores de futebol segurando faixa que diz 'somos todos Bolsonaro'; imagem foi criada com IA do Google Reprodução Circula nas redes sociais uma imagem que supostamente mostra ex-jogadores de futebol segurando uma faixa que diz "Somos todos Bolsonaro - Anistia já!". É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é a imagem? Compartilhado no Facebook na quinta-feira (27), o post tem a seguinte legenda: "Obrigado, Legends, por se apresentarem no momento certo para o nosso Presidente". Ela omite que se trata de um conteúdo criado com inteligência artificial (IA) – leia mais abaixo. A imagem mostra Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos e Rivaldo segurando uma faixa branca com uma foto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seguinte texto: "Somos todos Bolsonaro - Anistia já!". No fundo, há bandeiras do Brasil e pessoas vestidas de amarelo, como se fosse uma manifestação. O conteúdo viralizou cinco dias após Bolsonaro ter sido preventivamente preso e levado à sede da Polícia Federal de Brasília. A detenção foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão da violação da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente – ele disse ter queimado o aparelho com ferro de solda. ⚠️ Por que isso é falso? O Fato ou Fake submeteu o vídeo ao SynthID Detector, ferramenta do Google que identifica conteúdo gerados com a IA da própria empresa. Resultado da análise: "Feito com IA do Google (vídeo) – Synth ID identificado em todo ou parte do conteúdo carregado". Esse mecanismo de detecção é uma tecnologia que aplica uma marca d'água diretamente em vídeos, imagens, áudio ou texto fabricados sinteticamente. A técnica é imperceptível para humanos, mas rastreável pelo sistema. No caso analisado, o resultado apontou esse indicador em diversos pontos do quadro do registro (veja abaixo). O Fato ou Fake entrou em contato com as assessorias dos quatro ex-jogadores que aparecem na imagem. Até a última atualização desta reportagem, a de Ronaldo havia sido a única a responder – e ela desmentiu a cena: "100% falsa. Não é verdadeira". SynthID detectou nos pontos azuis a presença da marca d'água de IAs do Google. SynthID É #FAKE foto de ex-jogadores de futebol segurando faixa que diz 'somos todos Bolsonaro'; imagem foi criada com IA do Google Reprodução Veja também É #FAKE vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

A tecnologia revolucionária que promete detectar tsunamis antes que cheguem à praia

Publicado em: 01/12/2025 15:25

Alerta de tsunami na costa do Chile em julho Getty Images/via BBC Os tsunamis são reconhecidamente difíceis de detectar em alto mar enquanto avançam para a costa. Mas, no verão de 2025, cientistas conseguiram acompanhar um em tempo real. Havia ocorrido o terremoto mais forte registrado em quase 15 anos. Ele atingiu, em julho de 2025, a costa leste da península de Kamchatka, na Rússia, com magnitude 8,8, e provocou um tsunami cujas ondas avançavam a mais de 644 km/h. Em poucos minutos, alarmes soaram em comunidades ao redor do oceano Pacífico. Milhões de pessoas receberam ordem de evacuação nas horas tensas que se seguiram, 2 milhões somente no Japão. Mas, à medida que a onda se propagava pelo oceano, provocava mais do que medo: gerava ondulações na atmosfera terrestre. O movimento do oceano para cima e para baixo, em uma área tão vasta, perturbava a atmosfera acima dele e interferia nos sinais globais de navegação por satélite, mas também permitia que cientistas detectassem o tsunami quase em tempo real. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por acaso, no dia anterior, a Nasa (agência espacial americana) havia adicionado um componente de inteligência artificial ao sistema de alerta de desastres chamado Guardian (Guardião, em tradução livre), permitindo que grandes eventos fossem sinalizados automaticamente aos cientistas. Cerca de 20 minutos após o terremoto de Kamchatka acontecer, os observadores de tsunamis já sabiam que as ondas se dirigiam ao Havaí, de 30 a 40 minutos antes da chegada. Felizmente, os temores de danos generalizados causados pelo tsunami não se concretizaram. As ondas que atingiram Havaí chegaram a até 1,7 m de altura, provocando apenas pequenas inundações, sem danos graves. A maior parte da energia do tsunami dissipou-se em mar aberto, enquanto as ondas mais fortes atingiram áreas desabitadas. Mas, em um cenário mais grave, aqueles minutos extras de alerta poderiam ter sido cruciais. O episódio provou que a Nasa possui um sistema capaz, nas condições certas, de detectar um tsunami bem antes de sua chegada a uma costa, apenas "ouvindo" os sinais de rádio usados por satélites de navegação global em órbita enquanto estes se comunicam com estações terrestres. A mesma abordagem pode detectar erupções vulcânicas, lançamentos de foguetes e testes nucleares subterrâneos. O tsunami do tamanho de um arranha-céu que chacoalhou o planeta e ninguém viu "Eles conseguiram informar praticamente em tempo real: 'há um tsunami'", diz Jeffrey Anderson, cientista de dados do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, que ajudou a desenvolver o sistema Guardian. Anderson admite que, anos atrás, ao ouvir pela primeira vez propostas para a tecnologia que depois ajudou a criar, achou a ideia "um pouco louca". A ideia de usar sinais de rádio transmitidos entre receptores em terra e satélites para detectar tsunamis quase em tempo real existe há décadas. Alguns artigos acadêmicos nos anos 1970 discutiam um sistema desse tipo em princípio, mas só na década de 2020 ele se tornou realidade com o lançamento do Guardian. Em 2022, Anderson e pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, na Califórnia, EUA, publicaram um estudo que apresentou os detalhes essenciais do sistema. O motivo pelo qual os sinais de satélites de navegação conseguem registrar um tsunami está no movimento sobe e desce do mar. Quando um tsunami começa a se formar em alto mar, suas ondas podem não ser muito altas — talvez entre 10 cm e 50 cm. "Ele é quase invisível enquanto se desloca pelo mar aberto", diz Yue Cynthia Wu, pesquisadora de engenharia marinha da Universidade de Michigan (EUA), especialista em dinâmica de ondas oceânicas. Essa ondulação, porém, ocorre em escala gigantesca, movimentando enormes volumes de água de uma só vez. Esse movimento desloca o ar para cima, perturbando a atmosfera em camadas superiores e criando ondulações na ionosfera, camada de partículas carregadas localizada entre 30 e 190 milhas (48 a 306 km) acima da superfície da Terra. As ondulações alteram a quantidade de elétrons presentes em partes da ionosfera. Por que o mar recua de forma impressionante antes da chegada de um tsunami? "Você tem reações iônicas, você muda as temperatura, tudo fica desregulado", explica Michael Hickey, professor emérito de física da Embry-Riddle Aeronautical University, em Daytona Beach, Flórida (EUA), que estuda essas ondas atmosféricas. Os satélites de navegação usam frequências duplas para se comunicar com estações terrestres, de modo que aumentos no número de elétrons na ionosfera podem causar atrasos incomuns no tempo de chegada desses dois sinais. Ao medir esses atrasos, sistemas como o Guardian podem detectar se algo anormal está acontecendo na ionosfera. Engenheiros de GPS já sabiam que os sinais sofriam esse tipo de perturbação, e eles precisam ajustar esse "ruído" para garantir a precisão dos sistemas de navegação. Mas foram os cientistas da Terra que perceberam que todo esse ruído poderia ser usado para detectar tsunamis. "São pessoas inteligentes pensando fora da caixa", afirma Anderson. Nos últimos anos, pesquisadores conseguiram identificar as "impressões digitais" de tsunamis e vulcões nos dados da ionosfera. Hickey e colegas estudaram retrospectivamente o impacto do terremoto de magnitude 9,1 que atingiu a costa nordeste do Japão em 2011, provocando um tsunami. "[Nós] vimos os anéis", lembra Hickey, se referindo às gigantescas ondulações que se espalharam para fora na ionosfera acima do Japão, visualizadas por meio de dados da contagem de elétrons. A enorme erupção vulcânica em Tonga, em 2022, também causou impacto significativo na ionosfera, que os cientistas depois analisaram detalhadamente. Mas nenhum grande tsunami havia sido acompanhado em tempo real usando esses métodos, até o terremoto de Kamchatka neste ano. Embora previsões do tsunami tenham sido produzidas pelo sistema DART (Deep-ocean Assessment and Reporting of Tsunamis) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), que utiliza boias ancoradas ao fundo do oceano, o sistema Guardian permitiu seguir as ondas enquanto elas se formavam. O monitoramento atmosférico gera expectativa de que um sistema como o Guardian possa detectar tsunamis ainda no mar aberto, antes que atinjam grandes alturas e se choquem contra a costa. Isso poderia fornecer avisos antecipados mais precisos às comunidades, ao mesmo tempo em que ajudaria a evitar falsos alarmes. A tecnologia também pode ser aplicada a outros fenômenos além de terremotos e vulcões. Pode, inclusive, ajudar a detectar explosões nucleares. As ondulações na ionosfera, por exemplo, ajudaram a confirmar que testes subterrâneos de armas nucleares foram realizados pela Coreia do Norte em 2009. Até hoje, as redes de monitoramento de tsunamis dependem de sismógrafos, que analisam terremotos em todo o mundo, e de boias oceânicas que detectam mudanças súbitas na altura das ondas. Mas esses instrumentos não fornecem uma visão tão abrangente ou imediata quanto os dados da ionosfera. "Cada minuto é importante para a evacuação de tsunamis, então as detecções precoces do Guardian me parecem um avanço realmente importante para a segurança contra tsunamis", afirma Harold Tobin, sismólogo da Universidade de Washington (EUA). Anderson acrescenta que monitorar a ionosfera, em vez de apenas sismômetros, pode facilitar a detecção de tsunamis provocados por eventos como deslizamentos de terra. Em breve, o Guardian pode não ser o único sistema desse tipo. "Na Europa, estamos desenvolvendo nosso próprio sistema", diz Elvira Astafyeva, pesquisadora sênior em geofísica e ciências espaciais no Paris Institute of Earth Physics. Ela e colegas esperam testar o sistema europeu nos próximos anos, que poderá monitorar grandes áreas, inclusive o Oceano Índico, onde a França, por exemplo, possui territórios. Hickey afirma que também é possível detectar tsunamis por meio da luminescência atmosférica, uma tênue emissão de luz na atmosfera que também é afetada por grandes perturbações no ar. O próprio sistema Guardian ainda está longe de estar concluído. Anderson explica que aprimoramentos futuros permitirão prever o comportamento das ondas no oceano. "Isso permitiria não apenas uma detecção automatizada, mas também uma previsão automatizada do que o tsunami fará a seguir", diz. A cada cerca de 10 minutos, enquanto o tsunami se forma, o sistema poderia gerar automaticamente previsões sobre o tamanho final das ondas, onde elas atingirão a costa e quando. Ainda existem algumas limitações. Diego Melgar, especialista em terremotos, tsunamis e sistemas de alerta precoce na Universidade de Oregon (EUA), afirma que a ionosfera "leva de minutos a dezenas de minutos para reagir" a um tsunami. Para comunidades próximas ao epicentro, esse tempo ainda é muito longo. "Então, para alertas locais, esse atraso torna os sinais ionosféricos tarde demais para ajudar." Mas as ondas de tsunamis grandes, no entanto, podem percorrer bacias oceânicas inteiras. Após o tsunami de 26 de dezembro de 2004, que devastou a costa ao redor do Oceano Índico e deixou cerca de 228 mil mortos, as ondas levaram até duas horas para chegar ao Sri Lanka, a partir do epicentro do terremoto na costa da Indonésia. Foram necessárias sete horas até que atingissem a costa leste da Somália. Sistemas como o Guardian poderiam fornecer alertas precoces cruciais a essas comunidades mais distantes em caso de ondas semelhantes. "Se algo vai se propagar por uma distância considerável, então sim, isso vai salvar vidas", afirma Hickey. Por que o mar recua antes do tsunami?

RMC 60 anos: Globo Repórter, séries e documentário marcam dezembro na TV Morena

Publicado em: 01/12/2025 15:09

Zahran, um sonho no ar Para celebrar os 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) a TV Morena prepara uma programação especial. Serão produtos especiais, como o Globo Repórter que será exibido nesta sexta-feira (5). Além do programa feito em parceria com a Rede Gloobo, a emissora vai levar ao ar documentário “Zahran, um sonho no ar". O jornalista Pedro Bial esteve em Mato Grosso do Sul, no mês de outubro, a convite da RMC, para apresentar o documentário que recria a história do primeiro grupo de televisão em Mato Grosso do Sul, usando a linguagem jornalística e a dramaturgia. O documentário também conta a história da família Zahran. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Confira a programação completa Globo Repórter vai falar sobre a RMC, em MS e MT Sexta-feira (05/12) – Globo Repórter O Globo Repórter desta semana será comandado por Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e traz histórias especiais para a região, como: Atletas que levaram o nome do estado ao topo do pódio; A culinária paraguaia que conquistou os brasileiros, incluindo chipa e sopa paraguaia; Produção rural moderna, com genética avançada, manejo de pastagens e integração lavoura-pecuária; Belezas naturais e histórias marcantes que compõem a identidade regional. O programa começa por volta das 21h20, conforme a programação da Globo, e terá conteúdo exclusivo para os dois estados. Segunda a quinta-feira (08 a 11/12) – Bom Dia MS Exibição da série “60 anos”, que conta a história da programação da TV Morena, resgatando os principais programas, marcos e momentos que marcaram a trajetória da emissora ao longo das seis décadas. Sexta-feira (12/12) – Documentário: “Zahran, um sonho no ar” O documentário será exibido na TV Morena e na TV Centro América, logo após o Globo Repórter. A produção mistura jornalismo e dramaturgia para contar a criação da Rede Matogrossense de Comunicação (RMC) e da família Zahran, com apresentação do jornalista Pedro Bial. Segunda a quinta-feira (15 a 18/12) – MS1 Exibição da série “60 anos”, que relembra a história do Jornalismo Comunitário na TV Morena, mostrando os principais marcos, personagens e ações que marcaram a trajetória da emissora na interação com a comunidade ao longo das décadas. Segunda a quarta-feira (29 a 31/12) – MS2 Exibição da série “60 anos”, que destaca a evolução da tecnologia na TV Morena e mostra como inovações ao longo das décadas transformaram a comunicação e a produção de conteúdo no Mato Grosso do Sul. Globo Repórter, documentário e séries marcam comemorações de 60 anos de RMC. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

Palavras-chave: tecnologia

É #FAKE vídeo de leoa agredindo leão depois que ele deu 'tapa' em filhote; cena foi criada com inteligência artificial

Publicado em: 01/12/2025 14:44

É #FAKE vídeo de leoa agredindo leão depois de 'tapa' em filhote; cena foi criada com IA Reprodução Circula nas redes sociais o vídeo de uma leoa supostamente agredindo um leão depois de ele dar um "tapa" em um filhote. É #FAKE. selo fake g1 🛑 Como é o vídeo? Compartilhado no Instagram na quinta-feira (27), o vídeo tem uma caixa de texto sobreposta às imagens, que diz: "Leão perde a linha com filhote e toma bronca imediata da leoa". Ela omite que o conteúdo foi criado com inteligência artificial (IA) – entenda abaixo. A cena fake exite um leão deitado que dá um "tapa" em um filhote. Em seguida, uma leoa aparece no quadro, encara o macho e usa a pata para agredi-lo, como se estivesse dando uma bronca. O registro passou de 30 milhões de visualizações e fez usuários se questionarem nos comentários era verdadeiro ou uma produção de IA. ⚠️ Por que isso é falso? O Fato ou Fake submeteu o conteúdo ao HiveModeration e ao Sightengine, duas ferramentas que detectam o uso de IA em imagens e vídeos, e ambas apontaram que a cena foi produzida com esse recurso (veja detalhes abaixo). HiveModeration - 97,9% de chances de ser IA. Sightengine - 79% de probabilidade. A plataforma também aponta que o conteúdo tem 77% de chances de ter sido criado com o Sora, plataforma da OpenAI (dona do ChatGPT) que usa IA para gerar vídeos a partir de textos curtos fornecidos pelos usuários. HiveModeration aponta uso de IA em vídeo. Reprodução Sightengine aponta uso de IA em vídeo de leoa agredindo leão. Reprodução É #FAKE vídeo de leoa agredindo leão depois de 'tapa' em filhote; cena foi criada com IA Reprodução Veja também É #FAKE vídeo de idosos em asilo explicando fantasias de Halloween nos EUA É fake vídeo de idosos explicando fantasias cômicas para Halloween; tudo foi feito com IA VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Um dos motoristas de aplicativo mortos em ‘falsa corrida’ em MG era ex-vereador de cidade no interior de SP

Publicado em: 01/12/2025 14:29

Polícia prende oito envolvidos em latrocínio de motorista de app Os dois motoristas de aplicativos assassinados em Araporã, no Triângulo Mineiro, foram identificados como Ideraldo Ortigossa, ex-vereador de de Igaraçu do Tietê (SP) e Vercely de Mateus Faria, de 61 anos. Os dois eram moradores de Itumbiara (GO) e credenciados no Trips, um aplicativo para transporte de passageiros em cidades de Minas e Goiás. O g1 entrou em contato com a franquia Trips Itumbiara que lamentou profundamente a morte dos motoristas. Em nota, a empresa afirmou que este é um momento de grande tristeza para toda a equipe e expressou solidariedade aos familiares das vítimas. A Trips informou ainda que está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil, após a prisão dos suspeitos de envolvimento nos crimes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp As vítimas foram mortas após serem atraídas por uma quadrilha que usava perfis falsos para solicitar corridas pela plataforma. Segundo a Polícia Militar (PM), os motoristas foram baleados na cabeça e deixados fora dos veículos em áreas de canavial, na região conhecida por Estrada de Furnas. A principal linha de investigação é latrocínio, roubo seguido de morte. Quem era Ideraldo Ortigossa Ideraldo Ortigossa foi a primeira vítima. Ele foi encontrado morto na madrugada de segunda-feira (24). O motorista era uma figura pública conhecida em Igaraçu do Tietê (SP), onde exerceu quatro mandatos como vereador e também atuou como diretor do Serviço de Água e Esgoto (SAE) do município. A Câmara Municipal de Igaraçu do Tietê publicou uma nota de pesar destacando sua trajetória e expressando condolências aos familiares. Atualmente, Ideraldo morava em Itumbiara (GO) e trabalhava como motorista de aplicativo. Sua morte causou grande comoção entre amigos e autoridades da cidade paulista, que lamentaram a tragédia nas redes sociais. Ortigossa completaria 62 anos no dia 14 de dezembro. Ex-vereador Ideraldo Ortigossa foi uma das vítimas da quadrilha da 'falsa corrida' em Araporã Redes sociais/Reprodução Quem era Vercely Mateus de Faria Vercely Mateus de Faria, de 61 anos, também residia em Itumbiara (GO) e atuava como motorista de aplicativo credenciado na plataforma Trips. Assim como Ideraldo, ele foi atraído por uma corrida falsa e assassinado na zona rural de Araporã. Vercely era conhecido pela dedicação ao trabalho e por manter uma vida tranquila na cidade goiana. Nas redes sociais, amigos descreveram Vercely como uma pessoa alegre e sempre disposta a ajudar. “Amigo maravilhoso, de um caráter indiscutível”, comentou uma amiga. Outro comentário relembrou momentos de convivência: “Trabalhamos juntos, pessoa excelente”. Motorista Vercely Mateus de Faria foi morto por quadrilha após aceitar falsa corrida em Araporã Jornal Folha de Notícias Itumbiara Grupo tinha mulheres e idosos como alvo No último sábado (29), a PM prendeu cinco adultos e apreendeu três adolescentes suspeitos de envolvimento nos crimes. O comandante da PM em Araporã, tenente Wellington Naves, disse que o grupo possivelmente escolhia motoristas idosos ou mulheres como alvos e planejava as ações sob influência de bebidas alcoólicas e drogas. "Eu conversei com uma motorista, ela foi acionada, chegou no local, só que não chegou ninguém, ela desconfiou e saiu. Quando ela avisou pelo chat do aplicativo que ela iria acompanhada até o destino, eles cancelaram a viagem. Isso tudo através de perfis falsos. Aí eles procuravam mais pessoas de idade, mulheres, pelo que nós percebemos. Quando um aceitava [a corrida] e a foto, às vezes, era de um cara mais novo e mais forte, eles cancelavam a corrida", explicou o comandante da PM em Araporã, tenente Wellington Naves. O comandante destacou ainda que a resposta rápida foi essencial para retirar os criminosos de circulação e evitar novos ataques a motoristas. Ainda de acordo com o tenente, os suspeitos disseram que cometeram os assassinatos porque estavam 'doidão', mas o objetivo era roubar dinheiro das vítimas. LEIA TAMBÉM: Corpo de motorista de aplicativo é encontrado com sinais de violência em Uberlândia Feirante suspeito de matar motorista de aplicativo em Uberlândia passava o dia escondido Rapaz suspeito de roubar motorista de aplicativo morre em confronto com a polícia Motoristas de app assassinados na mesma semana De acordo com a perícia da Polícia Civil, Vercely, encontrado morto na manhã de sábado, havia começado uma corrida por volta das 22h de sexta-feira (28). Ele foi localizado já sem vida, com uma perfuração por arma de fogo na cabeça, e deixado fora do carro. Já na madrugada de segunda-feira (24), Ideraldo foi encontrado morto também fora do veículo, com ferimento causado por disparo de arma de fogo no rosto, também em uma área próxima a um canavial. O corpo do homem foi localizado por pessoas que passaram próximo ao local e acionaram a polícia. O carro dele foi levado pelos criminosos e encontrado abandonado no Bairro Madri, em Araporã. A plataforma onde o motorista trabalhava informou para a polícia que a última corrida foi solicitada por um perfil suspeito, possivelmente falso. PC investiga conexão entre os crimes Corpo de motorista foi encontrado neste sábado (29) Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil informou ao g1 que investiga os dois assassinatos e trabalha com a hipótese de latrocínio, porém outras linhas de investigação não estão descartadas. Antes da prisão do grupo criminoso, a perícia técnica já considerava que os dois casos poderiam estar ligados por causa da semelhança dos dois crimes: as vítimas eram motoristas de aplicativo; foram assassinadas durante o expediente de trabalho, enquanto realizavam corridas; ambas foram mortas com disparo na cabeça; e os corpos foram deixados fora do veículo, na região da Estrada de Furnas. A reportagem solicitou mais detalhes sobre as investigações dos dois casos, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. Entre o grupo suspeito de morte de motoristas de app em Araporã estão três menores PM/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipal

160 anos de Araxá: o futuro que nasce nas salas de aula da cidade

Publicado em: 01/12/2025 13:50

Educar sempre foi um valor profundo para Araxá. A cidade cresceu acompanhando suas escolas, seus professores e seus estudantes, e aos 160 anos reforça o compromisso de transformar vidas por meio do conhecimento. A educação aqui é um caminho que começa na infância e continua ao longo da vida, acompanhando sonhos, oportunidades e histórias. Hoje, Araxá registra uma das maiores taxas de escolarização da região, reflexo de políticas públicas e investimentos locais em infraestrutura e acesso à educação. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam níveis elevados de matrícula na faixa-etária escolar, posicionando o município entre os que superam as médias nacionais e estaduais; esse desempenho é reforçado por iniciativas municipais voltadas à ampliação de vagas na educação infantil, modernização de escolas e formação docente. A rede municipal tem ampliado e modernizado espaços voltados à educação infantil e ensino fundamental, criando ambientes acolhedores, seguros e preparados para estimular a criatividade desde cedo. De acordo com a Secretaria de Educação de Minas Gerais, esses investimentos fortalecem a base da formação araxaense e garantem que cada aluno inicie sua trajetória educacional com qualidade. Mas é no ensino superior que Araxá encontra uma de suas maiores forças. A cidade se transformou em um importante ponto de referência para estudantes de toda a região. Instituições de ensino superior oferecem cursos que dialogam diretamente com a realidade econômica e social do município, formando profissionais para áreas como saúde, educação, engenharia, gestão, tecnologia e agronegócio. Essa presença movimenta a vida acadêmica, traz juventude para a cidade e fortalece diversos setores da economia local. ENTRADA PRINCIPAL DO POLO UNIUBE EM ARAXÁ SITE OFICIAL UNIUBE ARAXÁ A possibilidade de estudar perto de casa, com estrutura e qualidade, representa também a realização de sonhos. Muitos jovens que antes precisavam se mudar para centros maiores agora constroem carreiras em Araxá, participam de estágios, projetos de pesquisa, programas de extensão e ações comunitárias que fortalecem a relação entre universidade e cidade. O ensino superior se torna parte ativa do desenvolvimento social e econômico, preparando profissionais que conhecem e valorizam o território onde vivem. Eventos acadêmicos como feiras de profissões, jornadas universitárias e seminários de pesquisa aproximam alunos, professores e empresas, gerando conexões importantes para o futuro profissional dos estudantes. A cidade passa a ser não apenas um local de estudo, mas um espaço de troca, descoberta e crescimento. CERIMONIA DE BOAS-VINDAS NOVOS ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR SITE OFICIAL UNIARAXÁ Aos 160 anos, Araxá celebra uma educação que evolui com o tempo e acompanha quem vive aqui em todas as fases da vida. É uma formação que acolhe, prepara e inspira. Em cada sala de aula, seja da educação infantil ou de um curso superior, nasce uma nova possibilidade de futuro. E é esse futuro que faz da educação um dos maiores patrimônios de Araxá. Viva Araxá!

Palavras-chave: tecnologia

Contadora de histórias denuncia comentários de pedófilos ao postar fotos dos filhos na internet: 'Muito horrorizada'

Publicado em: 01/12/2025 13:50

Artista Carol Levy faz alerta sobre fotos de crianças nas redes sociais A contadora de histórias Carol Levy fez um alerta sobre o compartilhamento de fotos de crianças. Em relato publicado nas redes sociais, ela disse que postou uma foto dos filhos e começou a receber comentários de duplo sentido de perfis de homens (veja vídeo acima). Um delegado, ouvido pela TV Globo, deu orientações sobre como proteger as crianças desse tipo de exploração (saiba mais abaixo). "Veja o perigo que a gente expõe nossas crianças, inocentemente. Eu fiquei muito horrorizada", disse. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A artista pernambucana publicou o vídeo no seu perfil do Instagram, que conta com mais de 64 mil seguidores. De acordo com ela, assim que percebeu os comentários de pedófilos na foto, apagou a postagem. A imagem mostrava seus dois filhos, com a farda da escola, deitados na cama e lendo livros. "Decidi gravar este vídeo porque isso não é sobre mim — é sobre todas as famílias que compartilham a vida dos filhos online sem imaginar o risco real que existe. A verdade é dura, mas precisa ser dita:
a internet é cheia de gente que sexualiza imagens inocentes", disse. O vídeo de alerta, que já tem mais de 68 mil visualizações, foi publicado na quarta-feira (26), três meses depois do post do youtuber Felca denunciando a "adultização" de crianças na internet, o que levou um amplo debate sobre a exploração de menores no ambiente virtual, inclusive com a aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional. Nos comentários da postagem de Carol Levy, alguns pais contaram que também deixaram de postar fotos de seus filhos por medo desse tipo de exposição. Segundo relatos, quando fotos de crianças eram publicadas, perfis estranhos começavam a curtir e comentar no conteúdo. Outros também dizem que os perfis de pedófilos têm códigos com emojis para interagir com vítimas. "Meu perfil começou a ser invadido por figuras estranhas. Homens comentando com corações, emojis babando... E um deles criticando os outros por 'babarem' pelos pés dos meus filhos", contou Carol Levy. A contadora de histórias, que trabalha com foco no público infantil, é bastante reconhecida pelo seu trabalho com literatura e música. Após repercussão do caso, ela afirmou que foi procurada por "muita gente que ficou genuinamente chocada com o olhar doentio e criminoso que algumas pessoas têm sobre crianças". Carol Levy usou seu perfil do Instagram para denunciar pedófilos Reprodução/Instagram Como denunciar pedófilos na internet Delegado Geraldo Costa explica como denunciar comentários de pedófilos nas redes sociais Em entrevista à TV Globo, o delegado Geraldo Costa deu dicas sobre como se proteger de ataques de pedófilos nas redes sociais (veja vídeo acima). "O perfil fechado diminui a possibilidade de essas crianças serem expostas a esse tipo de criminosos. No entanto, às vezes as próprias pessoas do núcleo familiar repassam essas imagens, do ponto de vista inocente mesmo. Isso termina caindo na mão dessas pessoas [pedófilos]", alertou. Ele também fez o alerta para o uso de tecnologias que potencializam a ação desses criminoso. "Hoje em dia, até com inteligência artificial, o pessoal pode usar essas fotos para simular questões sexuais e até expor ainda mais essas crianças", disse. Segundo o delegado, é importante agir rápido para denunciar o conteúdo e comunicar o caso à polícia. A recomendação é tirar print dos comentários criminosos e procurar uma delegacia mais próxima. No Recife, o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) fica localizado no bairro da Madalena, na Zona Oeste da cidade. Após a notificação das forças de segurança, os comentários dos pedófilos devem ser denunciados por meio das ferramentas disponibilizadas pela própria rede social. "Uma vez que a gente tem acesso a essas informações, a gente consegue, sim, chegar nessas pessoas, porque a internet não é terra de ninguém. Evitar principalmente de, no calor da emoção, os pais comunicarem que vão procurar a polícia, e aí ele [pedófilo] apaga tudo", indicou o delegado. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Como a Inteligência Artificial virou disciplina obrigatória para alunos no Piauí

Publicado em: 01/12/2025 13:44

Conectados: a força da IA como ferramenta de educação nas escolas do Piauí Em um momento em que o uso de aparelhos eletrônicos e telas por jovens vem gerando debates, o Piauí resolveu adotar outra abordagem: o estado se tornou o primeiro de todo o continente americano a incluir o ensino de inteligência artificial (IA) como disciplina obrigatória no currículo do ensino médio e do 9º ano do fundamental. Implementado no início de 2024, o programa "Piauí Inteligência Artificial" colocou o estado ao lado de países como China, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, nações que vem apostando no ensino de IA. Segundo o governo do Piauí, o projeto alcança, atualmente, mais de 120 mil estudantes da rede pública, resultado da capacitação de aproximadamente 800 professores em 540 unidades escolares. O programa foi desenvolvido em parceria com o Instituto Federal Farroupilha (IFFar), a Universidade Federal do Pampa (Unipampa), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), instituições com experiência na formação docente e na elaboração de referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo Christian Brackmann, professor doutor do IFFar, a ideia de aproximar a inteligência artificial da educação básica surgiu após experiências práticas na formação de professores. A proposta ganhou força quando a Secretaria de Educação do Piauí decidiu incorporá-la ao currículo escolar. O objetivo, segundo Brackmann, é preparar os estudantes para compreender e interagir criticamente com tecnologias. "O diferencial do Piauí foi ter reconhecido o potencial da proposta e decidido transformá-la em política pública", afirma. O projeto, que combina fundamentos técnicos e reflexões éticas sobre o uso de IA, ganhou reconhecimento internacional em outubro. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu ao programa o prêmio Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa para o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na Educação. Estudantes da rede estadual são destaque na Olimpíada Brasileira de Ciências 2025 Programa cria mais de 53 mil vagas em cursos técnicos e superiores no Piauí As aulas, ainda segundo o governo do Piauí, estimulam os alunos a pensar "sobre a IA e com a IA" Divulgação/Secretaria de Educação do Piauí Como o projeto funciona na prática Mesmo com a aprovação da Norma de Computação na Educação Básica, em vigor desde 2022, a computação – e ainda mais a inteligência artificial – se depara com dificuldades de implementação em muitas escolas brasileiras. Segundo o secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, o objetivo é formar jovens preparados para o mercado de trabalho e para compreender de maneira crítica o papel da IA na sociedade atual. O currículo da nova disciplina, segundo o governo, abrange fundamentos técnicos, como aprendizado de máquina, algoritmos, árvores de decisão e pensamento computacional, discussões sobre ética, impactos sociais e uso responsável das ferramentas digitais. A Secretaria de Educação diz ter estruturado o conteúdo com base em estudos internacionais e em publicações especializadas. A Secretaria de Educação do Piauí diz ter estruturado o conteúdo com base em estudos internacionais e em publicações especializadas Divulgação/Secretaria de Educação do Piauí As aulas, ainda segundo o governo, estimulam os alunos a pensar "sobre a IA e com a IA", combinando atividades práticas e debates sobre suas implicações sociais. De acordo com Bandeira, todas as escolas estaduais já possuem acesso à internet e mais de 90% contam com laboratórios de informática com suporte técnico, o que tem viabilizado a implementação do ensino de IA. Para Brackmann, a proposta vai além da formação técnica. "O ensino de IA no Piauí busca desenvolver o letramento digital, o pensamento crítico e a compreensão sobre como os sistemas inteligentes funcionam, tomam decisões e impactam a sociedade", explica. Projeto combina fundamentos técnicos e reflexões éticas sobre o uso de IA, Divulgação/Secretaria de Educação do Piauí Desafios de implementação Rosa Maria Vicari, coordenadora da Cátedra Unesco em TIC para América Latina da UFRGS, diz que a formação dos professores aconteceu de forma semipresencial, combinando encontros virtuais simultâneos, metodologias ativas e sala de aula invertida. "Uma semana antes do encontro síncrono, os estudantes e professores recebem o material de apoio referente ao tema do próximo encontro presencial ou síncrono. O encontro síncrono é utilizado para tirar dúvidas e aprofundar conhecimentos. Sempre oferecemos sugestões de como o assunto pode ser abordado, pelos estudantes-professores, em suas salas de aula, de forma conectada e desconectada. A partir do material e das sugestões, eles adaptam e criam seus próprios conteúdos e planos de aula", explica. Vicari detalha que a capacitação é organizada em etapas. O primeiro ano visa compreender a IA, seus limites, possibilidades e funcionamento. O segundo ano foca na aplicação prática e o terceiro ano será dedicado a criar projetos voltados à solução de problemas locais. Ela ressalta que, apesar da existência de infraestrutura, a qualidade da rede de internet em Teresina, por exemplo, difere significativamente do sertão do Piauí, o que exige abordagens de IA desconectada. Nesse caso, os pesquisadores optaram por atividades "desplugadas", sem o uso de artefatos computacionais e totalmente offline. Assim, exploram-se conceitos de lógica, dados, tomada de decisão e outros conteúdos com recursos simples como lápis, papel, borracha, cola, tesoura e demais materiais escolares. Para Brackmann, do IFFar, outro desafio importante foi lidar com a heterogeneidade do corpo docente, formado por profissionais de áreas distintas, de ciências exatas e biológicas a humanas, linguagens e artes. Muitos professores não tinham experiência prévia com computação. "A familiarização dos professores e de muitos alunos com conceitos de computação e IA foi um obstáculo no início. Para muitos, o mundo dos computadores era inexplorado", afirma. Ele também destaca a infraestrutura como uma barreira à plena implementação. O acesso a computadores, internet estável e familiaridade com ferramentas digitais nem sempre é uniforme. O engajamento dos professores ao novo formato de ensino, com videoaulas, tutoria online e metodologia de sala invertida também gerou dúvidas e receios no início. Mas, segundo Brackmann, eles foram superados ao longo do curso. Impacto e resultado para os alunos Segundo Brackmann, testes aplicados nos cinco eixos conceituais que envolvem pensamento computacional, reconhecimento de padrões, raciocínio simbólico, raciocínio estatístico e aprendizado de máquina mostraram avanços significativos entre os professores, com 426 docentes certificados até o fim de 2024 e já atuando nas escolas da rede pública. Mas o que mais chamou atenção, segundo o pesquisador, são os relatos qualitativos. Para chegar aos resultados, o método incluiu entrevistas, um e-book produzido pelos professores, diários reflexivos, observações de aula e relatos de práticas pedagógicas. Dessa forma, professores perceberam mudanças no engajamento, curiosidade e autonomia dos estudantes, que passaram a relacionar os conteúdos de IA a temas do cotidiano, como sustentabilidade, redes sociais, fake news e ética digital. "Ao compreender como a IA funciona, como aprende, com quais dados opera e quais limites possui, os estudantes passam a questionar e refletir sobre o papel da tecnologia em suas vidas e na sociedade", afirma Brackmann. O secretário Washington Bandeira destaca ainda exemplos práticos da aplicação desses conhecimentos. Segundo ele, alunos já apresentam projetos de IA em feiras e eventos nacionais, utilizando a tecnologia para resolver problemas concretos nas escolas e comunidades. "A IA é vista também como uma linguagem. Portanto, os estudantes precisam não só utilizar, mas pensar sobre essa tecnologia. Quando bem utilizada, a inteligência artificial pode ser uma aliada importante para que possamos desenvolver essa competência nos nossos estudantes, permitindo aprendizado personalizado e criatividade no desenvolvimento de projetos", afirma Bandeira.