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Hospital em Goiânia abre processo seletivo com salários de até R$ 9,4 mil

Publicado em: 22/02/2026 11:10

HDT abre processo seletivo para vagas em 28 cargos, com salários de até R$ 9,4 mil em Goiânia Suyanne Dias O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), em Goiânia, abriu um processo seletivo para a formação de cadastro de reserva de profissionais para vagas em 28 cargos das áreas assistencial, técnica e administrativa. Os salários variam de R$ 1.678,85 a R$ 9.428,40. A contratação dos candidatos aprovados será feita sob o regime CLT, ou seja, por carteira assinada. As oportunidades são para diferentes níveis de escolaridade, com atuação em enfermagem, equipes multiprofissionais da saúde, apoio técnico, gestão, tecnologia, engenharia, assistência social e áreas administrativas. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas presencialmente entre os dias 2 e 5 de março, das 9h às 14h. A sede do hospital fica na Alameda do Contorno, nº 3.556, no setor Jardim Bela Vista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Todos os cargos possuem jornada semanal de 44 horas, exceto os de engenheiro clínico, fonoaudiólogo, tutor de campo, tutor de nutrição e tutor de psicologia, cuja carga horária é de 30 horas. Confira os cargos disponíveis e as respectivas remunerações: Analista administrativo - salário-base de R$ 3.886,23; Analista da qualidade - R$ 3.886,23; Analista de suporte - R$ 3.886,23; Analista financeiro/custos - R$ 3.886,23; Assistente de Comunicação - R$ 2.518,25; Assistente financeiro - R$ 2.518,25; Auxiliar administrativo - R$ 1.678,85; Auxiliar de Farmácia - R$ 1.678,85; Biomédico - R$ 4.165,07; Enfermeiro CME/CC - R$ 3.477,61; Enfermeiro da qualidade - R$ 3.477,61; Enfermeiro de curativos - R$ 3.477,61; Enfermeiro de educação continuada - R$ 3.477,61; Enfermeiro do NHVE - R$ 3.477,61; Enfermeiro do trabalho - R$ 3.477,61; Enfermeiro gestor de leitos - R$ 3.477,61; Enfermeiro pediátrico - R$ 3.477,61; Enfermeiro SCIH - R$ 3.477,61; Engenheiro clínico - R$ 9.428,40; Farmacêutico - R$ 5.119,03; Faturista - R$ 3.147,83; Fonoaudiólogo - R$ 4.237,25 ; Maqueiro - R$ 1.674,04; Técnico de laboratório - R$ 2.553,26; Técnico transfusionista - R$ 3.283,05 ; Tutor de campo - R$ 4.152,35; Tutor de nutrição - R$ 4.152,35; Tutor de psicologia - R$ 4.152,35. O processo seletivo consistirá em análise curricular seguida de prova oral para os que forem classificados na etapa anterior. O edital completo do processo seletivo pode ser acessado neste link do site do Instituto Sócrates Guanaes (ISG), responsável pela gestão do hospital. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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TikTok reúne perfis que exaltam Hitler e nazismo com códigos e posts explícitos

Publicado em: 22/02/2026 11:01

TikTok vira reduto de perfis que exaltam Hitler e o nazismo Perfis no TikTok publicam conteúdos que exaltam Hitler e o nazismo, tanto de forma explícita quanto por meio de códigos usados para tentar driblar a moderação da plataforma e a legislação que pune a prática — no Brasil, a apologia ao regime é crime (saiba mais abaixo). O g1 chegou a essas publicações a partir de uma denúncia enviada por um leitor, que não será identificado por segurança. "Encontrei esses perfis a partir de vídeos de denúncia publicados por outros usuários do próprio TikTok. Depois de acessar um deles, a plataforma passou a me recomendar cada vez mais conteúdos semelhantes", relatou. Desde o fim de janeiro, ao longo de quatro semanas, o g1 identificou ao menos 62 contas que publicaram conteúdos de exaltação ao nazismo. Em menos de três dias de monitoramento, vídeos, fotos e memes com essas referências passaram a ser exibidos com frequência na "for you" ("para você", a página inicial do TikTok). VC no g1: tem uma denúncia ou sugestão? Envie para o g1 🚨Como denunciar posts em Facebook, Instagram, TikTok... À medida que o monitoramento avançava, novos perfis com esse tipo de material apareceram com mais frequência no feed. Além disso, foi encontrado um grande volume de comentários nesses posts com referências favoráveis à ideologia nazista. O g1 procurou o TikTok e compartilhou algumas das postagens encontradas. A rede social afirmou que esses conteúdos foram removidos por violarem as Diretrizes da Comunidade. O TikTok disse que não permite apoiar ou disseminar ideologias de ódio, "o que inclui alegações de supremacia sobre um grupo protegido, antissemitismo ou outras formas de preconceito". E que o uso de símbolos e imagens associados a movimentos de ódio também vai contra as diretrizes da plataforma (veja a resposta na íntegra ao fim da reportagem). "Nós treinamos regularmente nossos profissionais de segurança para ajudá-los a aprimorar a detecção de comportamento de ódio, símbolos, termos e estereótipos ofensivos, e para ajudá-los a identificar e proteger o contradiscurso." Uso de códigos para 'disfarçar' A maioria das postagens encontradas pelo g1 usa hashtags, emojis e siglas para fazer referência à ideologia, embora existam também conteúdos explícitos. ⚠️ Os códigos usados por neonazistas e supremacistas não serão citados nesta reportagem para evitar sua propagação e promoção. Parte do material foi encaminhada para avaliação das pesquisadoras Liriam Sponholz e Yasmin Curzi, especializadas em discurso de ódio. Segundo elas, muitos dos conteúdos, ainda que recorram a mecanismos de disfarce, podem configurar apologia ao nazismo. Eles são o que os pesquisadores chamam de "dog whistle" ("apito de cachorro"). É um sinal com duplo sentido, que passa despercebido para a maioria, mas é reconhecido por quem tem familiaridade com a referência. E ainda permite manter certa negação plausível, explica Liriam Sponholz. Ela faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI), que pesquisa, entre outros temas, a circulação de informações mediadas por plataformas, algoritmos e dados. "(As postagens) evitam usar símbolos explicitamente citados nas legislações, como a suástica, e também fazem questão de não mencionar diretamente certos termos. Por exemplo, deixam de citar de forma explícita palavras como "Hitler", diz Liriam, que também estuda discurso de ódio. "A apologia está presente nesses posts, mas, do ponto de vista jurídico, nem sempre é interpretada como tal justamente por não ser explícita", completa. Liriam observa que, nas redes, comprovar a intenção é muito complicado. Ainda assim, ela alerta que não se pode usar essa dificuldade como justificativa para permitir que a apologia ao nazismo continue circulando. Perfis de diversos países As postagens encontradas pelo g1 foram feitas em vários idiomas, incluindo português, mas não revelam onde estão seus criadores. Também não é possível confirmar oficialmente a localização das contas, já que, ao contrário do X e do Instagram, o TikTok não informa o país de origem do perfil. Ainda assim, a plataforma tikip.us, que reúne dados e estima a localização de contas do TikTok, aponta que 15 das 62 analisadas estariam no Brasil. As demais foram atribuídas a países como Estados Unidos, Arábia Saudita, Alemanha, Belarus, Reino Unido e Polônia. Publicação concentra comentários de apologia ao nazismo. Reprodução/TikTok Em um dos posts identificados pelo g1, um carrossel de fotos exibe a frase em inglês "because I remember you" ("porque eu me lembro de você"), sobreposta a uma imagem que aparenta retratar Adolf Hitler (veja na imagem acima). Nos comentários, também em inglês, aparecem mensagens como "meu herói", "meu líder", "sinto muito a sua falta" e "ele estava fazendo a coisa certa". Em outro caso, em um perfil com conteúdo em português, o g1 identificou uma espécie de "trend" em que usuários faziam referência à morte de Hitler, em 30 de abril de 1945, atribuindo ao episódio um sentido positivo. Publicações com teor semelhante também foram encontradas em inglês e em espanhol (veja na imagem abaixo). Um dos posts dessa conta, publicado em junho de 2025, soma 371 mil visualizações e 46 mil curtidas. Entre os mais de 660 comentários, houve críticas à publicação. "Amigo, mas se o H [Hitler] estivesse vivo, vc não estaria vivo kkkk se toca, vc é latino-americano", escreveu um usuário. 'Me sinto suja', diz brasileira vítima de foto editada de biquíni pela IA de Musk Trend no TikTok faz referência à morte de Adolf Hitler Reprodução/TikTok Outro saiu em defesa do conteúdo: "Poxaa, foi só uma brincadeira, humor apenas, fica em paz pq ele com certeza sabe". A resposta veio em seguida: "Humor? HUMOR? Claro, com um cara que matou pessoas pela fé, pela cor, pelo pensamento diferente". "Brincar com a morte de milhões? Não é brincadeira", comentou mais um usuário. No Brasil, exaltar o ideário nazista, usar símbolos, distribuir emblemas ou fazer propaganda da doutrina é crime, com pena de reclusão, conforme a Lei Federal 7.716/1989 (saiba mais ao final da reportagem). Liriam diz que o 30 de abril de 1945 é usado com a intenção é enviar uma mensagem que só quem compartilha dessa visão de mundo entende. Apesar da referência indireta ao suicídio de Hitler e do uso desse tipo de codificação por extremistas, juridicamente, pela lei brasileira, a expressão não pode ser classificada com clareza como antissemita, afirma Yasmin Curzi, professora de direito da FGV e pesquisadora do Karsh Institute of Democracy da Universidade da Virginia, nos EUA. "Eles usam uma estratégia para não entrar na área juridicamente relevante e ficar abaixo do radar da Justiça. As pessoas nesses vídeos evitam algo explícito justamente para não fazer apologia de forma aberta", completa Liriam. Conteúdos explícitos também são encontrados Vídeo postado no TikTok mostra homem dançando com suástica girando ao fundo Reprodução/TikTok Embora boa parte dos perfis recorra a códigos para tentar se resguardar, o g1 encontrou com facilidade publicações explícitas. Ao pesquisar por termos e símbolos associados a movimentos neonazistas, a busca do TikTok não impediu que esse tipo de postagem fosse exibido. Foi assim que o g1 localizou, por exemplo, um vídeo em que um homem aparece dançando com o símbolo da suástica girando ao fundo (veja acima). Esse mesmo perfil ainda traz, na bio, a frase "White Power" (ou "poder branco", em português), expressão comumente associada a grupos supremacistas que defendem a ideia de superioridade de pessoas brancas sobre outras etnias. Outro vídeo encontrado pelo g1 exibe a águia imperial nazista com a cruz de ferro e a frase em inglês "um dia as pessoas vão perceber que ele estava certo" (veja na imagem abaixo). Segundo Yasmin Curzi, o mesmo perfil publicou diversos outros conteúdos explicitamente nazistas. O vídeo em questão acumula pouco mais de 51 mil visualizações, além de mais de 6,7 mil curtidas e 155 comentários. Vídeo postado no TikTok traz a águia imperial nazista com a cruz de ferro. Reprodução/TikTok Em outro momento, ao pesquisar na ferramenta de busca da rede social por um símbolo associado a uma organização paramilitar ligada ao Partido Nazista, o TikTok exibiu o aviso de que "a frase pode estar associada a comportamento ou conteúdo que viola nossas diretrizes". Ainda assim, o mesmo símbolo aparece na bio de um perfil identificado pela reportagem, o que indica que os filtros da plataforma não conseguiram impedir totalmente o uso desse código. No Tiktok, um mesmo termo associado ao nazismo é bloqueado nos resultados de busca, mas é mantido na descrição de um perfil Reprodução/TikTok O TikTok também permite que usuários comentem em publicações com imagens estáticas ou animadas. Na maioria dos vídeos monitorados, aparecem imagens em tom de meme com Adolf Hitler acompanhadas da expressão "Absolute cinema" ou "Cinema absoluto", em português. A frase é bastante popular na internet e costuma ser usada para se referir, de forma elogiosa ou irônica, a cenas de filmes, séries ou novelas consideradas icônicas, de alta qualidade ou com uma pegada cinematográfica. Grupos postam nos comentários do TikTok 'memes' de exaltação a Hitler Reprodução/TikTok Nos dois exemplos acima, as imagens foram publicadas nos comentários de um vídeo antigo que mostra a Alemanha durante o regime nazista. Na imagem à direita, Hitler aparece ainda criança. Além disso, o g1 encontrou inúmeros vídeos com o símbolo de uma caveira que é associado à unidade que administrava os campos de concentração nazistas. "A divulgação (desse símbolo) não é apenas apologia ao nazismo, mas também discurso de ódio antissemita", diz Liriam. Nos três exemplos abaixo onde o símbolo aparece, os vídeos foram exibidos na aba "Para você" do TikTok enquanto o feed era rolado. As publicações surgiram em menos de cinco minutos de navegação. Postagens com símbolo associado ao nazismo Reprodução/TikTok O que diz a lei brasileira A apologia ao nazismo, com o uso de símbolos nazistas, a distribuição de emblemas ou a propaganda do regime, é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão. A apologia ao nazismo se enquadra na Lei 7.716/1989, segundo a qual é crime: praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime for cometido por meio de publicações ou em meios de comunicação social. fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. A lei é respaldada pela própria Constituição, que classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível. Isso significa que pode ser julgado e punido a qualquer momento, independentemente do tempo decorrido desde a conduta. Inicialmente, a legislação não mencionava o nazismo de forma explícita, pois era voltada principalmente ao combate ao racismo sofrido pela população negra. As referências diretas ao nazismo foram incluídas em 1994 e 1997, por meio de projetos de lei. "A apologia ao nazismo é racismo, configura crime e viola a Convenção Interamericana contra o Racismo, ratificada pelo Brasil em 2023. Há ampla jurisprudência sobre o tema. Esses posts deveriam ser removidos pelo TikTok e não poderiam ser recomendados ou exibidos sem login, o que amplia sua disseminação", conclui Yasmin. Perfil no TikTok dedicado a conteúdo nazista. Reprodução/TikTok O que diz o TikTok "Os conteúdos compartilhados foram removidos da plataforma por violarem as nossas Diretrizes da Comunidade. Sobre nossas diretrizes de comportamento e discurso de ódio: o TikTok não permite discurso ou comportamento de ódio, bem como a promoção de ideologias de ódio. Nossas Diretrizes da Comunidade proíbem explicitamente: Incentivar a violência, segregação, discriminação ou outros danos contra pessoas com base em atributos protegidos, como raça ou religião. Apoiar ou disseminar ideologias de ódio, o que inclui alegações de supremacia sobre um grupo protegido, antissemitismo ou outras formas de preconceito. O uso de símbolos e imagens associados a movimentos de ódio. Negar ou minimizar atrocidades históricas bem documentadas contra grupos protegidos, como o Holocausto. Aplicação de moderação baseada em nossas diretrizes acerca do tema: Nós treinamos regularmente nossos profissionais de segurança para ajudá-los a aprimorar a detecção de comportamento de ódio, símbolos, termos e estereótipos ofensivos, e para ajudá-los a identificar e proteger o contradiscurso. Consultamos acadêmicos e especialistas de todo o mundo para nos mantermos atualizados sobre as tendências em evolução e para nos ajudar a avaliar e melhorar regularmente nossas políticas e processos de aplicação. Bloqueamos buscas por termos relacionados a ódio ou ideologias de ódio e redirecionamos a busca para as nossas Diretrizes da Comunidade para educar nossa comunidade sobre nossas políticas contra a expressão de ódio. Em nosso Centro de Transparência, publicamos, trimestralmente, um relatório de moderação com os números do período. O mais recente, do terceiro trimestre de 2025, mostra que 98,8% dos conteúdos que violaram nossas políticas de Segurança e Civilidade – que incluem nossas regras sobre comportamento e discurso de ódio – foram removidos proativamente, sendo que 87% foram removidos antes de receberem qualquer visualização." Colaborou nesta reportagem: Victor Hugo Silva Grok: ferramenta gratuita da rede social X é usada para criar imagens íntimas falsas Entenda nova regra que exige confirmação de idade de usuários por sites e aplicativos

Palavras-chave: tecnologia

Casio traz de volta três G-Shock clássicos quase indestrutíveis com bateria solar

Publicado em: 22/02/2026 06:24 Fonte: Tudocelular

A Casio ampliou seu portfólio nos Estados Unidos com três modelos que são velhos conhecidos do público. Os relógios GW2310U-1, GW6900U-1 e GX56UBB-1 já haviam sido apresentados em mercados como Japão e Europa, e agora desembarcam oficialmente para o público americano, mantendo a essência robusta da marca.O GX56UBB-1 chama atenção pelo visual totalmente preto e construção reforçada para suportar impactos em múltiplas direções. O acabamento fosco destaca as linhas marcantes da caixa, enquanto a iluminação LED de alta intensidade garante visibilidade mesmo em ambientes escuros. Além disso, ele conta com tecnologia Tough Solar, que recarrega a bateria com luz natural ou artificial. Já o GW6900U-1 moderniza um dos designs mais icônicos da marca, baseado no clássico DW-6900. O modelo incorpora a tecnologia Multiband 6, capaz de ajustar automaticamente o horário por meio de sinais de rádio captados de seis estações ao redor do mundo. Outro diferencial dele é a energia solar e iluminação LED aprimorada.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Ivan Santos celebra 70 anos dedicados ao jornalismo e conectado com as mudanças no mundo da comunicação

Publicado em: 22/02/2026 06:01

Jornalista Ivan Santos lança livro ‘Texto, contexto e entrelinhas’ em Uberlândia Aos 94 anos, completados em 10 de fevereiro, Ivan Santos soma sete décadas dedicadas ao jornalismo. Grande parte dessa trajetória foi construída em Uberlândia, onde ele trilha um caminho marcado por coragem, ética e paixão por uma profissão que tem passado por transformações mais rápidas do que a maioria das pessoas consegue assimilar. "Comecei em 1958, quando não havia escola de jornalismo. Meu incentivo foi acreditar que o jornalismo era um instrumento social importante para ajudar a melhorar a sociedade humana e combater a ignorância.” E nesse período, atuando principalmente no jornalismo impresso, Ivan Santos mantém a veia crítica também com a própria profissão. Ao contrário do que muita gente pode imaginar, ele não é um jornalista avesso às mudanças, à tecnologia ou às variadas formas de se consumir jornalismo nos dias de hoje. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp “Não sinto falta do jornalismo raiz. Jornalismo foi, é, e será um eficaz instrumento de civilização. A tecnologia nunca foi inimiga do jornalismo. No passado era a máquina de escrever, hoje é a internet. É preciso aprender a trabalhar com ela. Todo jornalista tem que estudar sempre, aprender mais com quem sabe e deixar a vaidade de fora.” Para Ivan Santos, jornalismo é informação e não instrumento de promoção pessoal e deve ser tratado como tal. Ele defende que não é o diploma pura e simplesmente que qualifica um jornalista. Ele afirma que um bom profissional da área deve conhecer geografia, história, a língua materna e pelo menos uma língua estrangeira. O veterano afirma que um jornalista pode dedicar uma vida inteira à investigação sobre os problemas políticos e sociais do Brasil e do mundo, por exemplo, e ainda assim conhecer pouco. "Jornalista sem cultura é um palhaço diplomado ou pavão: bonito e sem importância social.” Carreira e legado Nascido em Mar Vermelho, no interior de Alagoas, em 1932, Ivan Santos estudou Filosofia no Arquiepiscopal Seminário de Mariana, região central de Minas, mas antes de chegar à Teologia, o passo seguinte, abandonou a formação religiosa ao perceber que "não tinha vocação para o sacerdócio". Foi para o Rio de Janeiro sem conhecer ninguém e seu primeiro contato com o jornalismo foi como revisor do "Diário Carioca". Depois de passar por vária redações, foi correspondente no Rio Grande do Sul e, mais tarde, no interior de Minas Gerais. Desde 1973, Uberlândia tornou-se sua base não só profissional, como afetiva. Fez história no jornal Correio de Uberlândia, principal referência da mídia impressa da cidade por 76 anos, até fechar, em dezembro de 2016. Para a jornalista Adriana de Faria e Sousa, que trabalha em mestrado a história da imprensa escrita de Uberlândia, que deve virar livro e se desdobrar em um doutorado, Ivan é Santos é um intelectual, um pensador do jornalismo. Uma frase de Ivan Santos é o título provisório do livro que deve ser publicado como desdobramento do Mestrado: Eu ainda sou jornalista". "Aprendi muito com ele como leitora e entrevistadora. Com lucidez, senso crítico e memória afiada, Ivan Santos continua sendo referência. Sua história é também a história da imprensa brasileira e sua dedicação, um exemplo de resistência e amor à profissão", disse Adriana. TV Triângulo A TV Integração também faz parte da história de Ivan Santos. Na ainda TV Triângulo, ele participou de diferentes atrações a partir de 1971. Em 1983, foi pioneiro, ao lado de Orlei Moreira, na criação do primeiro telejornal matinal do interior mineiro, antes mesmo de Belo Horizonte, o 'Bom dia Triângulo'. Multitarefas como sempre, trabalhou como editor, apresentador e chefe de reportagem e ajudou a consolidar o jornalismo televisivo regional. Além da imprensa, contribuiu para a comunicação institucional, criando o departamento de imprensa da Câmara Municipal de Uberlândia e atuando na Associação Comercial e Industrial da cidade. Em 2019, publicou o livro 'Texto, Contexto e Entrelinhas', reunindo crônicas e reflexões sobre política e sociedade. Atualmente assina a coluna 'Política Nova' em um site de Uberlândia. LEIA TAMBÉM: Congado se torna Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil após estudo de 17 anos VÍDEO: Festa do Congado é celebrada como patrimônio cultural imaterial em Uberlândia Ternos de Congado de Uberlândia recebem certificado de registro do Iepha Ivan Santos - Jornalista Beto Oliveira/Divulgação ASSISTA: Festa do Congado é patrimônio cultural imaterial Festa do Congado é celebrada como patrimônio cultural imaterial em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Produtores de açaí em Roraima apostam em indústria própria para crescer

Publicado em: 22/02/2026 06:00

Açaí produzido em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro Produtores rurais de Roraima têm ido além do cultivo do açaí e apostado na própria indústria como estratégia para crescer e ampliar a renda no campo. Com o uso de tecnologia e sistemas de irrigação, a produção do fruto avançou para áreas de lavrado e passou a permitir colheitas ao longo de todo o ano, criando condições para o beneficiamento e a agregação de valor. Em diferentes regiões do estado, o açaí vem sendo adotado como alternativa de diversificação agrícola. A adaptação da cultura a áreas antes pouco exploradas para esse tipo de plantio fortalece a cadeia produtiva e abre novas possibilidades de negócio para pequenos e médios produtores. Um dos exemplos é o produtor rural Almir Sá, que cultiva atualmente 18 hectares de açaí em área de lavrado. As mudas foram trazidas do Pará, estado referência nacional na produção do fruto, e o plantio conta com irrigação para garantir o desenvolvimento das plantas fora das áreas tradicionais de floresta. LEIA TAMBÉM: Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Veja todas as reportagens do agro em Roraima Segundo Almir, o investimento em tecnologia e no aperfeiçoamento das técnicas de manejo tem garantido bons resultados. “Hoje tenho apostado em tecnologia e sustentabilidade. Todos os dias buscamos aperfeiçoar nossas técnicas com profissionais que já trabalham com o açaí, e isso tem rendido bons frutos. Já estou na quarta colheita e sou realizado com tudo o que conseguimos evoluir na propriedade. Agora, com o aumento da demanda, já estudamos a ampliação da área plantada”, afirmou. O avanço do cultivo do açaí no lavrado roraimense reflete um processo de modernização da agricultura no estado, permitindo melhor aproveitamento da área produtiva e geração de renda contínua para as famílias do campo. Produtores investem no beneficiamento do açaí para ampliar renda Produtores apostam no açaí em Roraima Raquel Maia/Amazônia Agro No município do Cantá, produtores também têm investido na industrialização do açaí como forma de crescer no mercado e agregar valor à produção. É o caso de Paulo Serra, que produz a fruta no campo e mantém uma pequena indústria em Boa Vista, onde o açaí é beneficiado e transformado em polpa para comercialização no mercado local. “Sou um apaixonado pelo açaí. Hoje, minha família e eu vivemos dele. Aqui todos trabalhamos empenhados em levar um produto de qualidade e com segurança para a mesa dos nossos clientes”, disse. Após a colheita, o açaí passa por um processo cuidadoso até chegar ao consumidor. Os frutos são selecionados e passam por tanques de limpeza para retirada de impurezas. Em seguida, ocorre o branqueamento, etapa essencial para garantir a segurança alimentar e a conservação do produto. Só depois disso o fruto segue para a batedeira, onde a polpa é extraída e preparada para comercialização. Segundo Paulo Serra, além de investir no beneficiamento, o desafio agora é ampliar a informação sobre a importância do processo para a segurança do produto. “Meu desafio é levar informação sobre a importância do branqueamento para a segurança do nosso produto. Queremos continuar sem casos do barbeiro no estado, mas, para isso, é necessário fazer a nossa parte. Busco associações e vou às propriedades dos amigos. A meta é ter o mesmo zelo que o Pará tem com o açaí e buscar desenvolvimento sustentável com segurança alimentar”, afirmou. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Eleito com apoio de Safadão e DJ Ivis: quem é o prefeito de cidade no CE condenado por estelionato

Publicado em: 22/02/2026 05:00

Irmão de Wesley Safadão, prefeito de Aracoiaba comenta pedido de cassação do MPCE. Wellington Silva de Oliveira, mais conhecido como Edim Oliveira, é o atual prefeito de Aracoiaba. Ele foi eleito com apoio do irmão, o cantor Wesley Safadão, e também de outros nomes famosos, como o produtor musical DJ Ivis. No entanto, o Ministério Público Eleitoral cobrou nesta sexta-feira (20) da Câmara Municipal de Aracoiaba a extinção do mandato dele. Conforme o MP, foi confirmado, após consulta a sistemas judiciais, que Edim Oliveira está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por estelionato. O prefeito publicou um vídeo comentando o pedido do Ministério Público. Ele disse que o processo é anterior à gestão dele como prefeito de Aracoiaba. "[...] não envolve em nada a atual gestão municipal. E recebo qualquer manifestação com respeito institucional. Já acionei minha equipe jurídica, e tudo será devidamente esclarecido", disse o prefeito. "Vão tentar me calar, vão tentar me derrubar, mas não vão conseguir. Continuaremos juntos, com muita força e união. Aos que confiam, fiquem tranquilos. Continuarei aqui, com muita fé em Deus, firme e presente, trabalhando muito pela nossa cidade", complementou Edim. Empresário Edim, nas próprias redes sociais, destaca que é empresário. Nas últimas eleições, ele declarou R$ 3.160.144,22 em bens — terrenos, apartamentos e carros. Ele possui participação no capital social da WS Shows Ltda, empresa que gere a carreira de Wesley Safadão. Ele aproveitou também dos contatos que tem no mundo da música, por influência do irmão, um dos cantores mais famosos do estado. Safadão chegou a fazer vídeo pedindo votos para o irmão. E, entre os principais doadores da campanha de Edim em 2024, está o produtor musical DJ Ivis. Primeira vez como prefeito Irmão de Wesley Safadão, prefeito de Aracoiaba deve ter mandato cassado Arquivo pessoal Edim está no primeiro mandato como prefeito de Aracoiaba. Durante a campanha eleitoral de 2024, recebeu apoio das lideranças governistas do estado, como o ministro da Educação, Camilo Santana, e o governador do Ceará, Elmano de Freitas — ambos do PT. No último pleito municipal, Edim concorreu à gestão de Aracoiaba pela terceira vez; a primeira pelo Partido dos Progressistas (PP). Em 2016 e 2020, ele tentou o cargo mas foi derrotado ambas as vezes, concorrendo pelo PL e PSD, respectivamente. Entre as principais propostas de governo, Edim focou em pontos como economia, desenvolvimento do município e geração de empregos. No último pleito, Edim foi apoiado pelo então prefeito do município, Thiago Campelo. Em 2024, concorreu apenas como "Edim", diferentemente do pleito em 2020, que tinha na urna o nome "Edim da Bil", em referência à Maria Valmira Silva de Oliveira, conhecida popularmente como "Dona Bil", mãe dele e de Safadão. Ela já foi vice-prefeita de Aracoiaba, mas renunciou ao cargo após ser cassada pelo Ministério Público. Pedido do MP para cassação De acordo com a Constituição Federal, a suspensão dos direitos políticos ocorre automaticamente quando há decisão criminal transitada em julgado. O entendimento também foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal. Diante da confirmação, a Promotoria requereu ao presidente da Câmara Municipal a adoção das providências cabíveis para declarar imediatamente a extinção do mandato do gestor. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, após a diplomação, a medida compete ao presidente da Casa Legislativa, e não à Justiça Eleitoral. O Ministério Público alertou ainda que, em caso de omissão, o presidente da Câmara pode cometer ato de improbidade administrativa por deixar de cumprir o dever legal de declarar a extinção do mandato, conforme determina a lei. A Promotoria informou que a Câmara deve comunicar oficialmente à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público o cumprimento das exigências legais no prazo máximo de 48 horas, a contar do recebimento da notificação, feita nesta sexta-feira. Com a extinção do mandato do prefeito, a vice assumiria o cargo. A atual vice-prefeita de Aracoiaba é Selma Bezerra (PSB), que já foi vereadora do município entre 2005 e 2016, e depois entre 2021 e 2024. Selma também foi vice-prefeita de Aracoiaba entre 2017 e 2020. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: câmara municipal

Como o leite vira o whey protein? Vídeo mostra detalhe do processo de fabricação do suplemento

Publicado em: 22/02/2026 04:01

Como o leite vira o Whey? vídeo mostra detalhe O whey protein é o tipo de proteína animal mais usado na indústria alimentícia. Mas, afinal, como esse suplemento ultrapopular é produzido? O Fantástico visitou o laboratório de tecnologia de alimentos da Universidade de São Paulo (USP) para mostrar como o whey é produzido. O laboratório tem a mesma estrutura das indústrias alimentícias, mas em tamanhos menores. Ali é reproduzido o processo que transforma o soro do leite (aquela água que se desprende do queijo branco ou do iogurte) em um pó. Esse soro do leite passa por uma câmara de secagem a 170 graus e se transforma na proteína em pó. "Como a passagem (pela câmara) é muito rápida, dura segundos, então praticamente não vai perder o valor nutricional", explica a professora do Laboratório de Produtos e Processos da USP, Suzana Lannes. LEIA MAIS: A febre da proteína: quando a busca pelo corpo perfeito pode até virar um transplante de rim Whey protein: como o suplemento ajuda a ganhar músculos e para quem é indicado Qual whey protein é melhor? Concentrado, isolado ou hidrolisado? Veja diferenças e saiba qual escolher Mas raramente o whey é consumido em sua forma pura. Ele costuma ser misturado a saborizante ou adoçante para agradar os mais diferentes paladares. "Algumas empresas também optam por colocar alguma coisa para espessar o produto, deixar um pouco mais grosso, as chamadas gomas. Ele sofre um procedimento de mistura, que não agride o produto", diz o conselheiro da BrasNutri, Filipe Bragança. A febre da proteína A busca pelo corpo perfeito movimenta academias, influencia dietas e impulsiona a venda de produtos que prometem resultados rápidos, com a palavra "proteína" sendo a mais repetida neles. Ela virou atrativo de venda: aparece em leites, pães, iogurtes, barras, biscoitos e até bolos. A reportagem do Fantástico buscou especialistas que apontaram o consumo exagerado desse nutriente pode até aumentar o peso da pessoa. "Se a gente consome proteína em excesso, a gente não vai aproveitar essa proteína para finalidade dela, que seria a constituição corporal, formação de massa muscular. Isso vai ser armazenado de alguma forma no organismo e pode virar gordura corporal", aponta a nutricionista Lara Natacci. Especialistas ouvidos pela reportagem explicaram que a proteína é essencial para o funcionamento do organismo. Ela forma músculos, tecidos e participa da produção de hormônios e enzimas. Apesar disso, a recomendação diária varia conforme o perfil de cada pessoa, e o excesso pode prejudicar a saúde. Hoje, há divergências entre orientações internacionais: enquanto a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sugere aumentar a ingestão de proteína animal, a Organização Mundial da Saúde indica uma quantidade menor. "Ela está orientando a 50% a mais proteína do que a Organização Mundial da Saúde. Os Estados Unidos recomendam 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilo. A Organização Mundial da Saúde, 0,8 até 1.2 gramas", explica a nutricionista e pesquisadora da USP, Sophie Deram. Nutricionistas lembram que nem sempre essas diretrizes estrangeiras fazem sentido para a alimentação do brasileiro. Idosos, pessoas em tratamento para ganho de massa muscular ou quem está em dietas de emagrecimento podem precisar de mais proteína. Mas, para a maioria da população, a recomendação básica segue em torno de 1 grama por quilo de peso por dia — distribuída ao longo das refeições, e não acumulada em um único prato. "Um mito: “quanto mais proteína, mais músculo”. "Depende do que você come e de quanto você malha, né? Não é consumindo, se entupindo de proteína que você vai ganhar músculo", diz Sophie. O corpo só aproveita uma parte do que consumimos por refeição — cerca de 25 a 30 gramas. O que excede essa capacidade pode acabar sendo armazenado pelo organismo em forma de gordura. Whey Protein Freepik/Divulgação É por isso que algumas pessoas que comem grandes quantidades de proteína para emagrecer podem, na verdade, engordar. O risco aumenta para quem já tem alguma predisposição a doenças renais. Para pessoas com função renal comprometida, dietas hiperproteicas podem acelerar a perda de funcionamento dos rins. E o grande problema é que a maioria não sabe que tem essa condição, já que os sintomas aparecem apenas quando a doença está avançada. Dois exames simples — creatinina e urina — poderiam detectar alterações precocemente. Os riscos do aumento de ingestão de proteína A reportagem também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular. A reportagem do Fantástico também contou a história do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que decidiu aumentar drasticamente a ingestão de proteína para ganhar massa muscular. "A minha dieta às vezes se baseava muito por proteína. Quando eu não conseguia bater os macros do dia, os macronutrientes. Então eu aumentava essa proteína ou com hipercalórico, jogando um shake, fazendo com algumas coisas de proteína, ou ao mesmo tempo comendo bastante mesmo de proteína, é filé de frango, carne, peixe e outras coisas", diz Tiago. Ele evitava anabolizantes e apostava na comida e nos suplementos para alcançar os resultados. Após dois anos seguindo essa rotina, começou a sentir dores de cabeça fortes durante os treinos. "E foi esse endócrino que falou que o meu rim já estava com problema e já estava com 50% de funcionamento", revelou o ex-atleta. Tiago passou oito meses fazendo hemodiálise e, em 2024, precisou de um transplante de rim. Só depois disso descobriu que o problema havia sido identificado tardiamente. Hoje, com acompanhamento nutricional, ele mantém uma dieta equilibrada e controla a ingestão de proteínas e carboidratos — uma mudança de rotina que, segundo ele, trouxe mais consciência sobre o próprio corpo e sobre os exageros do passado. A reportagem também visitou um laboratório da USP para mostrar como funciona a produção do whey protein. O pó, feito a partir do soro do leite, passa por um processo rápido de secagem que preserva o valor nutricional. Apesar disso, raramente é consumido puro: a indústria costuma adicionar adoçantes, aromatizantes e espessantes. Mesmo assim, especialistas afirmam que o suplemento não é considerado ultraprocessado. Para entender o que compensa mais — comida ou produtos industrializados com proteína extra — nutricionistas compararam barrinhas, whey e cookies com alimentos comuns, como ovos, frango e feijão. Do ponto de vista proteico, muitos produtos se equivalem aos alimentos naturais. "Uma barrinha de proteínas tem em torno de 12 a 15 gramas de proteína. Um ovo tem 6,5 gramas de proteínas. Então a gente tem dois ovos com 13 gramas de proteínas", diz Filipe Bragança, conselheiro da BrasNutri. Mas, nutricionalmente, os alimentos in natura oferecem vitaminas, minerais e fibras, enquanto os industrializados tendem a ter mais gordura saturada e menos nutrientes. "A barrinha de proteína, ela vem com gordura saturada. Muitas delas tem bastante gordura saturada, então não é interessante a gente consumir frequentemente", revela Filipe. Apesar da explosão de produtos proteicos, os especialistas insistem em um ponto: comida de verdade costuma ser suficiente para suprir as necessidades diárias de proteína. "Se a gente comer comida mesmo, né, um prato que tem arroz, feijão, carne, salada, a gente vai conseguir atingir a necessidade de proteína e não precisa de suplemento", diz Lara. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

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Lula parte da Índia rumo à Coreia do Sul em viagem estratégica para países da Ásia

Publicado em: 22/02/2026 04:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Índia neste domingo (22) com destino à Coreia do Sul, onde fará uma visita oficial a convite do governo sul-coreano. A visita está prevista para começar nesta segunda-feira (23). Esta será a terceira viagem de Lula ao país asiático. Ele esteve na Coreia do Sul em 2005 e 2010, mas esta é a primeira vez com o peso de visita de Estado, o que indica maior peso político, econômico e diplomático para os dois países. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, acompanhou Lula até a Índia mas não ficou para os compromissos oficiais e seguiu antes para a Coreia do Sul, onde cumpre agenda própria com a primeira-dama sul-coreana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No último ano, Lula se reuniu duas vezes com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung: em junho, no Canadá, durante a cúpula do G7; em novembro, na reunião do G20, realizada na África do Sul. Presidente Lula se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, durante cúpula do G20 em novembro de 2025. Ricardo Stuckert/PR Segundo interlocutores do Ministério das Relações Exteriores, nos dois encontros a afinidade entre os presidentes ficou “clara e evidente”. A visita é tratada como uma confirmação do bom momento nas relações entre Brasil e Coreia do Sul. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959, há mais de seis décadas. Nesse contexto, a expectativa é que os líderes assinem um "Plano de Ação 2026-2029". O documento deve formalizar um nível mais estratégico de cooperação entre os dois países. Além disso, os líderes devem discutir áreas consideradas prioritárias e trocar avaliações sobre o cenário geopolítico internacional. A viagem também se insere em uma estratégia mais ampla do governo brasileiro de ampliar a presença do país na Ásia e abrir novos mercados na região. A ideia é diversificar parceiros comerciais, aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo a dependência de parceiros grandes e tradicionais. A aproximação com países do continente é vista pelo governo como parte central da política externa econômica do Brasil nos próximos anos. Comércio Hoje, a Coreia do Sul é um parceiro econômico relevante para o Brasil. Desde 2024, o país asiático já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no território brasileiro. Quase 80% desse total está concentrado na chamada indústria de transformação. No comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e Coreia do Sul somou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o lado brasileiro. Entre os países da Ásia, a Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil. No ranking global, ocupa a 13ª posição. Cultura, beleza e cosméticos Nos últimos anos, a presença da cultura coreana no Brasil cresceu de forma expressiva, impulsionada principalmente pelo sucesso global do k-pop, das séries de TV e do cinema da Coreia do Sul. Fantástico vai a Seul entender por que o k-pop conquistou o Brasil e o mundo Grupos musicais, produções exibidas em plataformas de streaming e a popularização da culinária, da moda e dos ritos de beleza ampliaram o interesse do público brasileiro, fortalecendo os laços culturais e aproximando as sociedades dos dois países. Outro fenômeno recente é a popularização do skincare coreano. Produtos e rotinas de cuidados com a pele inspirados na chamada "K-beauty " ganharam espaço nas redes sociais, no varejo e entre influenciadores, impulsionando a demanda por itens como séruns e outros produtos de beleza. A aparência uniforme e luminosa virou uma vitrine para a indústria de cosméticos. Esse padrão estético, reforçado por celebridades, atores de doramas e ídolos do K-pop, estimula o interesse por produtos e rotinas inspiradas na "K-beauty". A primeira-dama Janja prova doce que virou febre na Coreia do Sul Reprodução/Instagram O aumento da demanda por produtos da Coreia do Sul também despertou o interesse do setor de cosméticos do Brasil. Empresas brasileiras passaram a acompanhar mais de perto as inovações coreanas em tecnologia de cuidados com a pele e no desenvolvimento de fórmulas.

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Após Suprema Corte derrubar tarifaço de Trump, Lula diz que Brasil agiu certo ao ter 'cautela' para lidar com as taxas

Publicado em: 22/02/2026 02:52

Lula fala sofre as tarifas de Trump em coletiva na Índia O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste domingo (22), acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinha sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump", afirmou. "Obviamente que eu não posso julgar a decisão da Suprema Corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país", concluiu. A declaração foi feita após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA. Após a ação da Justiça, o republicano anunciou o aumento das tarifas globais de 10% para 15%. Lula disse ainda que deseja que Trump passe a tratar todos os países igualmente após a decisão. "Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países", disse Lula a repórteres em Nova Delhi. Este é o último dia do presidente brasileiro na Índia. Em seguida, ele segue para a Coreia do Sul. Durante a viagem, Brasil e Índia assinaram seis memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. LEIA MAIS Lula diz que vai discutir com Trump minerais críticos e terras raras e que não aceitará imposições Encontro com Trump Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados. "A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muita mais ampla do que minerais críticos", disse. "Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação", afirmou. Lula também indicou que tratará com Trump sobre a população brasileira nos EUA e investimento americano. Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou. "A gente voltou a ter uma relação totalmente civilizada e altamente respeitosa", afirmou. Sobre o encontro, fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: o combate ao crime organizado; a continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; a situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países. Lula em coletiva na Índia Reprodução/Reuters

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Lula diz que deseja que Brasil receba 'tratamento igualitário' de Trump

Publicado em: 22/02/2026 02:23

Lula em coletiva na Índia Reprodução/Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada deste domingo (22) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trate todos os países igualmente. "Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países", disse Lula a repórteres em Nova Delhi. A declaração foi feita após o líder americano impor uma tarifa adicional de 10% sobre as importações. Medida que seguiu uma decisão da Suprema Corte americana que derrubou o tarifaço de Trump. Este é o último dia do presidente brasileiro na Índia. Em seguida, ele segue para a Coreia do Sul. Durante a viagem, Brasil e Índia assinaram 6 memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. Cautela Lula fala sofre as tarifas de Trump em coletiva na Índia Ainda na entrevista, Lula disse acreditar que o Brasil agiu corretamente ao ter cautela para tratar o tarifaço. "Eu acho que nós tomamos as decisões corretas. Uma parte das coisas já tinham sido mudada pelo próprio governo americano e agora nós tivemos outra decisão da Justiça Americana contrariando aquilo que era a tese do presidente Trump", afirmou. "Obviamente que eu não posso julgar a decisão da suprema corte de algum país, não julgo do meu ainda mais de outro país", concluiu. Encontro com Trump Lula voltou a mencionar o encontro que terá com Trump em março. Segundo o presidente brasileiro, diferentes assuntos serão abordados. "A pauta que quero conversar com o presidente Trump é muita mais ampla do que minerais críticos", disse. "Vamos colocar todos os temas na mesa de negociação", afirmou. Lula também indicou que tratará com Trump sobre a população brasileira nos EUA e investimento americano. Lula disse ainda que a relação com o republicano melhorou. "A gente voltou a ter uma relação totalmente civilizada e altamente respeitosa", afirmou. Sobre o encontro, fontes da diplomacia brasileira ouvidas pela GloboNews afirmam que o Brasil tem interesse em pautar três assuntos principais: O combate ao crime organizado; A continuidade das negociações sobre produtos brasileiros ainda afetados pelo tarifaço; A situação na América Latina. Interlocutores do Palácio do Planalto acreditam que a conversa presencial entre Lula e Trump será importante para organizar e reforçar a relação bilateral entre os países.

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João Gomes, Michel Teló e Leo Santana agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs

Publicado em: 21/02/2026 21:35

João Gomes, Michel Teló e Leo Santana agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs Rafael Nascimento/g1 Rio Quem chegou cedo à Marquês de Sapucaí neste sábado (21) acompanhou uma programação especial antes da entrada das seis escolas de samba mais bem colocadas do Grupo Especial no Desfile das Campeãs. O público assistiu aos shows de João Gomes, Michel Teló e Leo Santana, que se apresentaram na pista do Sambódromo ao lado de intérpretes de três agremiações. Pouco antes, uma chuva forte atingiu várias regiões do Rio de Janeiro, com registros na capital, na Região Serrana e na Baixada Fluminense. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Shows agitam a Sapucaí antes do Desfile das Campeãs Rafael Nascimento/g1 Rio As performances aconteceram em parceria com Wander Pires, campeão pela Viradouro; Jéssica Martin, da Beija-Flor; e Pitty de Menezes, voz da Imperatriz Leopoldinense. Assim como em anos anteriores — que tiveram nomes como Anitta, Alcione e Zeca Pagodinho em 2024, além de Ivete Sangalo, Iza e Leci Brandão em 2025 — o Desfile das Campeãs voltou a contar com atrações musicais antes do início das apresentações das escolas. “Colocamos cantores de carnaval dentro dessa festa ao lado de grandes nomes da música brasileira. Além disso, foi um momento de homenagens a pessoas que deixaram saudade e um legado para o carnaval, como Arlindo Cruz e Preta Gil. Nada mais justo que fechar essa festa com uma homenagem dessas", disse Gabriel David, presidente da Liesa. "Para 2027, vamos evoluir com tecnologia e deixar o carnaval mais acessível. Não queremos deixar de evoluir”, acrescentou. Moacyr da Silva Pinto no enredo ‘Pra Cima, Ciça’ Rafael Catarcione/Prefeitura do Rio As escolas começam a desfilar às 22h. Confira a ordem: Mangueira (6º lugar) Imperatriz Leopoldinense (5º lugar) Salgueiro (4º lugar) Vila Isabel (3º lugar) Beija-Flor (vice-campeã) Viradouro, campeã do ano, que deve entrar na pista entre 3h25 e 4h15. Viradouro é campeã do carnaval pela 4ª vez

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Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos, terras raras e transição energética

Publicado em: 21/02/2026 20:40

Lula e Modi Reprodução/Globo Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras que prevê cooperação e troca de tecnologia. O presidente Lula foi recebido com honras de Estado pelo primeiro-ministro Narendra Modi e pela presidente da Índia, Droupadi Murmu. Eles depositaram flores no monumento que homenageia Mahatma Gandhi. A visita de Estado continuou com reuniões de trabalho na residência oficial do primeiro-ministro. Brasil e Índia assinaram 6 memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. O Brasil detém a segunda maior reserva do mundo desses recursos indispensáveis para a transição energética, produção de baterias, eletrônicos e para a expansão da IA. A Índia busca reduzir a sua dependência da China com a diversificação de fornecedores. O compromisso prevê cooperação estratégica, com transferência de tecnologias para explorar minerais. "É notável a evolução indiana em setores de ponta – como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial – criam muitas oportunidades de cooperação com o Brasil", afirmou Lula no encontro. "Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje." O primeiro-ministro indiano ressaltou o compromisso de aumentar o comércio entre os dois países para mais de US$ 20 bilhões até 2030. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina. De 2024 para 2025, o comércio cresceu 25% e chegou a US$ 15 bilhões. Neste sábado (21), também foi divulgado o documento final da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial. 88 países assinaram a Declaração de Nova Délhi, com princípios para uma IA colaborativa, confiável e acessível. O documento afirma que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a humanidade, não concentrados em poucos países ou empresas. Lula segue agora para uma visita de Estado à Coreia do Sul.

Veja quem são os nove suspeitos de integrar 'núcleo político' do CV no Amazonas que estão foragidos

Publicado em: 21/02/2026 19:00

Polícia mira 'núcleo político' do Comando Vermelho no Amazonas A Polícia Civil do Amazonas divulgou, neste sábado (21), as imagens de nove suspeitos considerados foragidos na Operação Erga Omnes, que investiga a atuação do "núcleo político" do Comando Vermelho no estado. Segundo a investigação, o grupo contava com pessoas que ocupavam cargos ou tinham influência em órgãos públicos para facilitar a atuação da facção. Na sexta-feira (20), durante a operação, a polícia cumpriu 14 mandados de prisão, sendo oito deles no estado do Amazonas. Uma ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus e um servidor do Tribunal de Justiça do estado foram presos. Clique aqui para conferir os nomes. Entre os foragidos estão Allan Kleber, apontado como líder do grupo, e Núbia Rafaela Silva de Oliveira, ex-assessora parlamentar. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Os procurados são: Alexandre Braz Maia Allan Kleber Bezerra Lima Bismarque de Souza Pereira Luana Ferreira Tavares Messias Daniel da Silva Alves Monique Kelly Galvão de Sousa Núbia Rafaela Silva de Oliveira Pedro Igor Garcia Rodrigues Pedro Sergio Saraiva Rocha Júnior. Segundo o delegado Marcelo Martins, o grupo usava empresas de fachada para viabilizar o tráfico em diferentes estados do país. "A investigação apontou o envolvimento de ex-assessores que atuavam na área da advocacia, bem como de servidores públicos lotados em setores estratégicos dos órgãos onde exerciam suas funções. Esses agentes eram utilizados para facilitar o trânsito da organização criminosa em diferentes instituições", mencionou o delegado. De acordo com o delegado, Allan Kleber dizia ter contato em vários órgãos públicos e afirmava que não temia ser preso porque pagava pessoas para obter vantagens. A informação, segundo ele, foi confirmada após a extração de dados de um celular apreendido. "Ele ainda se apresentava como evangélico e atuava em uma igreja localizada no bairro Zumbi dos Palmares, Zona Leste de Manaus. A investigação constatou que igrejas evangélicas eram utilizadas como forma de camuflagem social, dificultando a identificação do grupo criminoso”, disse o delegado. Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima pelos números 197 e (92) 3667-7575, da Polícia Civil, ou pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Veja quem são os nove suspeitos de integrar 'núcleo político' do CV que estão foragidos Reprodução/Polícia Civil LEIA TAMBÉM: Mulher é presa no PA em operação para desarticular 'núcleo político' do Comando Vermelho no AM Presos na operação Ao todo, oito pessoas foram presas no Amazonas e seis fora do estado. Confira quem são os detidos no AM: Izaldir Moreno Barros – servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas. A polícia aponta que ele recebia pagamentos para fornecer informações sigilosas de processos em segredo de Justiça, o que teria beneficiado o grupo criminoso. Adriana Almeida Lima – ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas. Relatórios de inteligência financeira indicam transações milionárias ligadas ao esquema; Anabela Cardoso Freitas – investigadora da Polícia Civil que integra a Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e foi chefe de gabinete do prefeito David Almeida. A investigação diz que ela teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão em favor da facção por meio de empresas de fachada; Alcir Queiroga Teixeira Júnior – investigado por participação no esquema financeiro que movimentava valores suspeitos para a organização criminosa; Josafá de Figueiredo Silva – ex-assessor parlamentar de vereador, apontado pela polícia como parte da rede de influência do grupo; Osimar Vieira Nascimento – policial militar preso sob suspeita de envolvimento com as atividades do núcleo político investigado; Bruno Renato Gatinho Araújo – preso no Amazonas e incluído na lista de investigados pela operação. Ronilson Xisto Jordão – preso em Itacoatiara por suposta participação no esquema. O g1 tenta contato com a defesa dos presos na operação, mas não obtivemos retorno até a última atualização desta reportagem. Lucila Costa Meireles, presa fora do Amazonas, também é apontada como integrante do núcleo político. Ela já exerceu cargos de assessoria parlamentar, inclusive na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara Municipal de Manaus. Segundo a polícia, Lucila se apresentava como advogada sem ter registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuava como lobista do grupo. Mensagens analisadas indicam que ela e outra suspeita teriam pago propina a um servidor do Judiciário para obter e repassar informações de processos que tramitavam em segredo de Justiça. Como era o esquema Segundo a polícia, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 70 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões por ano desde 2018, e atuava em conjunto com traficantes do Amazonas e de outros estados. As investigações apontam que os suspeitos facilitavam a contratação de empresas de fachada nos setores de transporte e logística. Na prática, essas empresas seriam usadas para comprar drogas na Colômbia e enviá-las a Manaus. Da capital amazonense, os entorpecentes seriam distribuídos para outras unidades da federação. Os investigados devem responder por organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e violação de sigilo funcional. INFOGRÁFICO - Operação contra 'núcleo político' do CV no Amazonas g1 A defesa de Anabela Cardoso Freitas informou que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas nem com os demais investigados. A defesa destacou ainda que ela é servidora pública concursada e reconhecida pela idoneidade. O g1 tenta ainda localizar a defesa dos outros alvos da operação. Procurado, o Tribunal de Justiça do Amazonas informou que já adotou medidas administrativas em relação ao servidor citado na operação. A Corte afirmou que preza pela legalidade, pela transparência e pela integridade e que não compactua com condutas incompatíveis com os deveres funcionais. Já a Universidade do Estado do Amazonas declarou que não se responsabiliza por atos praticados por servidores fora do âmbito institucional. Sobre Adriana Almeida Lima, a instituição esclareceu que eventuais ações realizadas fora das dependências da universidade e do exercício das atividades acadêmicas são de responsabilidade exclusiva da professora. A UEA reafirmou compromisso com a ética, a legalidade e as normas que regem o serviço público. Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que o cabo preso na operação da Polícia Civil do Amazonas vai responder aos procedimentos na Justiça e também a trâmites administrativos na corporação. Segundo a PM, foi instaurado procedimento na Diretoria de Justiça e Disciplina. A instituição afirmou ainda que colabora com as investigações e não compactua com desvios de conduta. Já a Prefeitura de Manaus informou que não é alvo da operação realizada na sexta-feira (20). De acordo com a nota, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município fazem parte da investigação. A prefeitura declarou que mantém compromisso com a legalidade e a transparência e que eventuais servidores investigados responderão individualmente por seus atos, conforme a lei. A Câmara Municipal de Manaus orientou que os questionamentos sejam direcionados aos gabinetes dos vereadores onde os investigados trabalharam. A reportagem aguarda o retorno da Assembleia Legislativa do Amazonas. Anabela Cardoso Freitas, policial e ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, é presa

Palavras-chave: câmara municipal

Como a China usa pandas e 'guerra de zona cinzenta' para aumentar pressão sobre o Japão

Publicado em: 21/02/2026 15:30

Pequim aumentou a pressão sobre o Japão nos últimos meses Getty Images/via BBC No mês passado, milhares de japoneses se despediram em lágrimas dos ursos panda Xiao Xiao e Lei Lei, no Zoológico Ueno, em Tóquio, antes que eles seguissem de avião de volta para a China. Sua partida deixou o Japão sem pandas chineses pela primeira vez em décadas e se tornou um dos símbolos da recente deterioração das relações entre os dois países. Os recentes comentários da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, levaram as relações do seu país com a China para o nível mais baixo em anos, fazendo com que Pequim aumentasse suas pressões sobre Tóquio em diversos setores. A China enviou navios de guerra, restringiu as exportações de terras raras, freou o turismo chinês ao país, cancelou shows e, por fim, trouxe de volta seus pandas que estavam no Japão. Takaichi inicia, agora, um novo mandato como primeira-ministra, depois do apoio histórico que ela recebeu nas recentes eleições antecipadas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com isso, analistas alertam que a China e o Japão enfrentarão dificuldades para reduzir as tensões e que as relações bilaterais não irão se recuperar no futuro próximo. As disputas começaram em novembro, quando Takaichi aparentemente sugeriu que o Japão ativaria suas forças de autodefesa, no caso de um ataque a Taiwan. A China considera a ilha autogovernada de Taiwan uma província rebelde e não descarta o uso da força para "reunificá-la", algum dia. Taiwan possui um governo independente há décadas e conta com os Estados Unidos como aliado fundamental. Washington se comprometeu a ajudar a ilha a se defender. Em janeiro, milhares de pessoas fizeram fila no Zoológico Ueno, no Japão, para se despedir dos pandas Lei Lei (foto) e Xiao Xiao, que seguiram de volta para a China em consequência do aumento das tensões entre os dois países Soichiro Koriyama/EPA/Shutterstock A preocupação, há muito tempo, é que um eventual ataque a Taiwan possa resultar em um conflito militar direto entre os Estados Unidos e a China e se estender para outros aliados americanos na região, como o Japão e as Filipinas. A questão de Taiwan é uma linha vermelha fundamental para a China. Pequim reage furiosamente a qualquer comentário percebido como "ingerência externa" e insiste que esta é uma questão de soberania, que apenas a China, sozinha, pode decidir. Quase imediatamente após as declarações de Takaichi, Pequim respondeu com uma onda de condenações e exigiu sua retratação. Os observadores destacaram que os comentários de Takaichi estavam de acordo com a postura do governo japonês e repetiam o que outros líderes do país já haviam declarado no passado. A diferença é que esta foi a primeira vez em que um primeiro-ministro japonês no cargo expressava esta opinião. Por outro lado, Takaichi se recusou a pedir desculpas ou se retratar por seus comentários. Analistas indicam que esta postura provavelmente seja justificada pelo sólido respaldo eleitoral obtido por ela. Takaichi afirmou que passaria a ser mais cautelosa ao comentar sobre cenários específicos. E seu governo enviou diplomatas de alta patente para se reunir com seus homólogos chineses. Mas estas medidas não ajudaram a acalmar a ira chinesa. A 'guerra de zona cinzenta' Os comentários da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sobre Taiwan causaram forte reação de Pequim Getty Images/via BBC Frente à firme negativa de Takaichi, a China aumentou suas pressões sobre o Japão de forma constante. Houve outras disputas entre os dois países nas últimas décadas, alimentadas pela sua histórica animosidade. Mas, desta vez, a situação é diferente, segundo os analistas. A China aumentou sua pressão em "muito mais frentes", segundo Robert Ward, presidente de assuntos japoneses do centro de estudos Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. Para ele, trata-se de uma pressão difusa e de baixo nível, similar à "guerra de zona cinzenta" travada contra Taiwan. Seu objetivo seria "desgastar o oponente para normalizar coisas que, na verdade, não são normais". No campo diplomático, Pequim apresentou queixas às Nações Unidas e postergou uma reunião de cúpula trilateral que ocorreria entre a China, o Japão e a Coreia do Sul. A China também tentou envolver outras partes na contenda. Pequim pediu a adesão do Reino Unido e da França e, paralelamente, convoca seus aliados Rússia e Coreia do Norte para denunciar o Japão. No fim de semana de 14-15 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, invocou o histórico de agressões do Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao se dirigir aos líderes ocidentais, durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Ele qualificou as declarações de Takaichi como um "avanço muito perigoso". No âmbito militar, o Japão declarou que a China enviou drones e navios de guerra para perto das suas ilhas e que seus caças de combate fixaram os radares em aviões japoneses. Além disso, navios da guarda costeira dos dois países se confrontaram perto das disputadas ilhas Senkaku/Diaoyu. E, na semana anterior, as autoridades japonesas apreenderam um navio de pesca chinês. Mas o que está claro é que a China também quer atingir o Japão em um ponto vulnerável: a economia. Medidas econômicas Pequim impôs restrições às exportações para o Japão de tecnologias de uso duplo, que podem ser empregadas com fins civis e militares. Elas incluem terras raras e minerais críticos. A medida foi considerada uma forma de coerção econômica. A China também alertou aos seus cidadãos que evitem o Japão para seus estudos e férias. Foram cancelados voos em 49 rotas para o Japão, provocando redução do turismo e queda do valor de certas ações do setor de turismo e varejo. Os cidadãos chineses representam 25% de todos os turistas estrangeiros que visitam o Japão, segundo números oficiais. Nem mesmo o entretenimento e a cultura escaparam da crise diplomática. Eventos musicais japoneses na China foram cancelados. Em um deles, uma cantora foi retirada às pressas do palco no meio da apresentação. As distribuidoras cinematográficas também postergaram a estreia de diversos filmes japoneses na China. A própria franquia Pokémon, um dos fenômenos culturais japoneses mais famosos no exterior, também foi objeto de críticas em relação a um evento de jogos de cartas que deveria ter ocorrido em janeiro, no santuário Yasukuni, em Tóquio. O templo homenageia os japoneses mortos em campos de batalha, incluindo alguns que a China considera criminosos de guerra. O evento acabou sendo cancelado. Nas redes sociais, nacionalistas chineses lançaram ataques online contra Takaichi. Eles incluíram a divulgação de vídeos gerados por inteligência artificial, mostrando a figura da cultura pop Ultraman e o personagem de anime Detetive Conan, lutando contra a primeira-ministra. Mas, de forma geral, a China tomou desta vez medidas menos provocadoras, em comparação com conflitos anteriores com o Japão, segundo Bonny Lin e Kristi Govella, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês). "Até o momento, sua reação econômica e militar foi relativamente limitada em comparação com o passado", declararam eles em uma análise recente, "mas existe ampla margem para uma escalada maior." A China também pode estar se abstendo de adotar uma postura dura demais com o Japão. Afinal, Pequim está se "posicionando ativamente como o guardião da ordem pós-Segunda Guerra Mundial". A China quer ser vista como uma potência responsável em comparação com os Estados Unidos, segundo Ward. Alta tensão Os observadores concordam que, se as tensões se acalmarem, provavelmente elas se estabilizarão em um nível mais alto do que antes. É menos provável que as duas partes reduzam as tensões desta vez, segundo Lin e Govella na sua análise. A China, agora, é uma potência muito mais forte e "Taiwan é o centro dos interesses chineses, o que significa que é mais provável que Pequim adote uma postura linha-dura do que em episódios anteriores". Lin e Govella também afirmam que "Pequim desconfia profundamente de Takaichi e é provável que considere hipocrisia suas tentativas de reduzir as tensões, sem se retratar explicitamente dos seus comentários — ou, ainda pior, como algo estrategicamente falacioso". Paralelamente, o Japão detém maior interesse em se manter firme, especialmente após a contundente vitória eleitoral de Takaichi, que "ela interpretará como reafirmação da sua postura em relação à China", segundo Ward. Govella declarou à BBC que Takaichi provavelmente usaria sua vitória como "capital político" para promover políticas econômicas e de defesa que irão fortalecer a posição japonesa. Takaichi se comprometeu a aumentar os gastos de defesa do Japão para 2% do PIB dois anos antes do previsto, completar uma revisão das principais estratégias de segurança até o final deste ano e lançar em breve um pacote de estímulo à economia do país. Por sua vez, a China "considera que Takaichi é uma líder bastante forte e que a campanha de pressão poderá simplesmente fortalecê-la em nível nacional. Por isso, é possível que eles não intensifiquem muito suas pressões", segundo Kiyoteru Tsutsui, especialista em Japão e diretor do Centro de Pesquisa Shorenstein Ásia-Pacífico da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. "De forma que esta música, provavelmente, continuará tocando por algum tempo", prevê ele. A influência de Trump Um fator imponderável poderá ser o forte apoio a Takaichi dedicado, até aqui, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele chegou a declarar seu respaldo, o que é incomum, nos momentos que antecederam as eleições antecipadas no Japão. Mas muitos esperam que as relações entre os Estados Unidos e a China se intensifiquem ainda mais este ano, segundo Tsutsui. Estão programadas diversas reuniões entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, incluindo a visita de Estado do presidente americano a Pequim, no mês de abril. E, em comparação com incidentes anteriores, a reação dos Estados Unidos ao último enfrentamento "até agora, foi moderada, o que pode fortalecer a China", segundo Lin e Govella. "Os japoneses receiam que Xi e Trump cheguem a um grande acordo", afirma Ward. No fim de semana de 14-15/2, os Estados Unidos e o Japão reafirmaram suas relações durante a Conferência de Segurança de Munique, em reunião entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi. Takaichi também espera se reunir novamente com Trump em março, durante sua visita a Washington, antes da viagem do presidente americano à China. Enquanto Pequim segue aumentando suas pressões, Tóquio provavelmente irá "redobrar" seus esforços para assumir uma parte maior dos gastos de defesa compartilhados com Washington e "realmente irá trabalhar de forma mais estreita com eles para garantir que os Estados Unidos não se afastem e percam o interesse pela região", segundo Ward. Vídeos Veja vídeo de dezembro de 2025 sobre a tensão entre China e Japão: Ministro chinês afirma que Japão está ameaçando China militarmente

Univesp abre inscrições para mais de 6,4 mil vagas em polos do interior paulista; confira oportunidades

Publicado em: 21/02/2026 15:01

Vestibular 2026 da Univesp está com inscrições abertas A Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), está com inscrições abertas para mais de 6,4 mil vagas no interior paulista, distribuídas em 10 áreas de conhecimento. Ao todo, as vagas contemplam 159 cidades das regiões de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru, Itapetininga e Sorocaba. A Univesp, porém, oferece vagas em municípios de todos o estado. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Os candidatos podem escolher cursos nas áreas de Licenciatura, Computação e Negócios e Produção, com duração entre dois e cinco anos, dependendo da graduação, com opções como: Letras Matemática Pedagogia Ciência de Dados Engenharia de Computação Tecnologia da Informação Inteligência Artificial Administração Engenharia de Produção Tecnologia em Processos Gerenciais Os cursos são realizados por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), plataforma on-line onde os estudantes desenvolvem atividades acadêmicas, como assistir a videoaulas, acessar materiais didáticos e bibliotecas digitais, além de tirar dúvidas com facilitadores. Já os polos funcionam como espaços físicos de apoio, oferecendo infraestrutura com computadores, impressoras e acesso à internet, além de serem utilizados para provas e atividades presenciais, como discussões em grupo. No local, podem ser solicitados serviços de secretaria acadêmica e esclarecimento de dúvidas. Todas as videoaulas também podem ser acessadas pelo canal do YouTube. Confira as cidades e quantidade de vagas no interior paulista no final da matéria. Univesp abre inscrições para mais de 6 mil vagas no interior paulista em 2026 Univesp Prazo de inscrições O prazo para as inscrições termina às 23h59 do dia 11 de março e os interessados devem se inscrever pelo site da Univesp. A prova, composta por questões objetivas e redação, está prevista para 26 de abril, a partir das 13h. Já os locais oficiais de aplicação serão divulgados em 15 de abril, a partir das 10h. As aulas estão previstas para começar no fim de junho deste ano. Já em 2026, a Univesp ofereceu ainda 2.956 vagas por meio do Provão Paulista. Initial plugin text O valor da inscrição é de R$ 47,50. Para participar, não há limite de idade, é necessário apenas ter concluído o ensino médio ou estar com a conclusão prevista até o período da matrícula. No preenchimento da ficha de inscrição, os candidatos devem cumprir todas as etapas, responder ao questionário socioeconômico e informar CPF e dados pessoais. Também é possível, de forma opcional, informar os números de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023, 2024 e 2025, para que as notas sejam consideradas na prova objetiva e integradas à pontuação final. Processo seletivo O processo seletivo também contará com o Sistema de Pontuação Acrescida para Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) e para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. A confirmação do pagamento e a efetivação da inscrição poderão ser consultadas na “Área do Candidato”, no site vestibular.univesp.br, após cinco dias úteis. Para outras informações ou esclarecimento de dúvidas, os interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Vunesp, por meio de chat on-line, pelo canal “Fale Conosco” no site vestibular.univesp.br ou pelo telefone (11) 3874-6300, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h O gabarito oficial será divulgado em 27 de abril, a partir das 15h. Já o resultado final e a primeira chamada estão previstos para 1º de junho, também a partir das 15h. Quantidade de vagas no interior paulista Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM