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Trama golpista: Moraes diz que atos preparatórios para o golpe começaram em 2021 e de que não 'há dúvida' sobre crimes

Publicado em: 09/09/2025 10:04

Ministro Alexandre de Moraes diz que não há dúvidas de que houve tentativa de golpe O ministro Alexandre de Moraes, ao votar o mérito da ação penal da chamada trama golpista, nesta terça-feira (9), afirmou não haver dúvida sobre os crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe e organização criminosa. "Não há nenhuma dúvida de que houve tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, não há dúvida de que houve tentativa de golpe, que houve uma organização criminosa. É importante analisar o conjunto. Até porque a acusação foi feita nesse conjunto de uma organização criminosa sob a liderança de Jair Bolsonaro", afirmou Moraes, que é relator na ação. 🔴 O g1 transmite o julgamento ao vivo. ACOMPANHE AQUI. Ainda segundo Moraes, não se discute a tentativa de golpe, mas, sim, a autoria. “Queriam se perpetuar no poder. Seja desrespeitando as regras da democracia, desrespeitando as eleições que ocorreriam nas eleições de 2022. Por isso, se iniciou vários atos executórios para desacreditar as urnas eletrônicas, deslegitimar a justiça eleitoral e o poder judiciário e com isso desacreditar a democracia e se perpetuarem no poder”, emendou. Em relação ao réu Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, Moraes afirmou que não é normal alguém ter uma agenda golpistas em pleno século 21. "Não é razoável um ministro do GSI ter uma agenda com anotações golpistas, preparando execução de atos para deslegitimar as eleições, deslegitimar o poder judiciário e se perpetuar no poder. Não entendo como alguém pode achar normal, em uma democracia, nem pleno século 21, uma agenda golpista", disse. 'Quer se perpetuar no poder ignorando a democracia e aí sim é o golpe de Estado', diz Moraes Agenda e anotações Além da agenda de Augusto Heleno, Moraes destacou documentos encontrados com o então chefe da Abin, Alexandre Ramagem, que estavam em sintonia com as anotações do general, o que, segundo os ministros, mostra uma "unidade de desígnios" entre eles. "O documento 'presidente TSE' continha vários tópicos de argumentos contrários ao sistema eletrônico de votação e imputando fraudes à Justiça Eleitoral, [teor] exatamente idêntico ao depois dito na live [de Bolsonaro em julho de 2021]. O réu [Ramagem] confirmou a titularidade do documento, salientando, porém, que as anotações eram só para ele, particulares, uma espécie de diário, meu querido diário", disse Moares. "Não é razoável que todas as mensagens fossem escritas direcionadas ao então presidente, na terceira pessoa, depois essas informações utilizadas na live, e a alegação do réu Alexandre Ramagem de que era só para ele deixar guardadas suas ideias." Em referência a uma mensagem de Ramagem para Bolsonaro, Moraes afirmou que os integrantes da organização iniciaram os atos executórios para se manterem no poder. “Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC [Primeiro Comando da Capital] para outro. Isso é uma mensagem do diretor da Abin para o presidente da República. A organização criminosa já iniciava os atos executórios para se manter no poder independente de qualquer coisa e para afastar o controle judicial previsto constitucionalmente. E ainda com ofensas à lisura e integridade de ministros do Supremo”. Moraes diz que não pode ser considerado normal um general do Exército ter uma agenda com anotações golpistas Convergência de agendas Moraes rebateu em seu voto a ideia de que os réus Alexandre Ramagem e Augusto Heleno tinham anotações para consumo próprio e não participaram dos atos executórios do golpe. Moraes citou conteúdos comuns aos dois diários, como o uso de órgãos do Estado, como a Advocacia Geral da União para que não precisassem cumprir ordens do Supremo. “Ainda na agenda do réu Augusto Heleno havia anotações sobre a prisão em flagrante de policial que cumprisse ordem judicial”, afirmou. Os argumentos de Moraes foram apresentados em slides. Neles, Moraes reforça o papel de Jair Bolsonaro como chefe de uma organização criminosa. “O réu Jair Messias Bolsonaro deu sequência a essa estratégia golpista estruturada pela organização criminosa, sob a sua liderança, para já colocar em dúvida, o resultado das futuras eleições, sempre com a finalidade de obstruir o funcionamento da justiça eleitoral, atentar contra o poder judiciário e a garantir a manutenção do seu grupo político no poder, independentemente dos resultados das eleições vindouras", mencionou. Como parte dos atos executórios praticados pelos réus, Moraes destacou uma live de Bolsonaro contra as urnas, transmitida em 29 de julho de 2021, e o teor de uma entrevista concedida pelo então presidente em 3 de agosto daquele ano. Na entrevista, Bolsonaro disse que, "se o povo assim desejar", faria "uma concentração na Paulista para dar um último recado para que eles [ministros do STF] entendam o que está acontecendo". Essa fala, segundo Moraes, foi uma ameaça ao livre funcionamento do Judiciário. Na mesma entrevista, Bolsonaro disse: "só saio preso, morto ou com a vitória. Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso". Sobre esse trecho, o ministro afirmou: "o líder do grupo criminoso deixa claro aqui, de viva voz, que jamais aceitaria uma derrota nas urnas, uma derrota democrática nas eleições, que jamais aceitaria ou cumpriria a vontade popular". "A grave ameaça já se iniciava desde o início da execução criminosa [em 2021]", afirmou Moraes. Moraes citou uma fala de Bolsonaro em 7 de setembro de 2022 em que ataca o STF e diz que o ministro relator ainda tem tempo de se redimir, arquivando inquéritos na Corte. “Só nas ditaduras juízes ou ministros fazem o que o ditador determina. E nem em ditaduras todos os juízes e ministros fazem. No nosso stf, isso infelizmente isso não acontece…Dizer a esse indivíduo que ele ainda tem tempo de se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos”, disse Bolsonaro. Em seu voto, Moraes afirmou que não se "tratava de conversa de bar". "Isso não é conversa de bar alguém no clube conversando com um amigo. É um Presidente da República, no 7 de setembro, instigando milhares de pessoas contra o STF, com o poder judiciário e contra um ministro do STF", justificou. Reunião com embaixadores Nesta parte do voto, Moraes disse que Bolsonaro, ao reunir embaixadores no Palácio da Alvorada, desencorajou o envio de missões internacionais para as eleições e se comportou como um militar da ativa na frente das tropas. “Mais um ato executório atentando contra a democracia e o Poder Judiciário”. Blitz da PRF Moraes disse que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não teve pudor na consumação do ato executório que consistiu em abordagens no dia das eleições em estados do Nordeste, de maioria pró-Lula. Segundo Moraes, a tecnologia dos fatos mostrou o “absurdo” do ato. “A cronologia comprou a ilicitude dessa conduta, liderada por Bolsonaro, com participação de Anderson Torres, a quem a PRF está subordinada. Aqui a cronologia mostra o absurdo total, e o desespero grupo, dessa organização criminosa” - Esta reportagem está em atualização

Palavras-chave: tecnologia

Apple lança Watch Series 11, Ultra 3 e SE 3 com novo chip e design mais fino

Publicado em: 09/09/2025 09:35 Fonte: Tudocelular

A Apple anunciou nesta terça-feira (09) a nova geração dos seus smartwatches Series 11, Ultra 3 e SE (3ª geração). Os modelos chegam como intuito de ajudar a gigante de Cupertino a voltar a liderança no mercado de vestíveis, combinando design refinado, novos sensores e avanços de hardware. Conforme o planejado pela empresa, a Apple conseguiu desenvolver o vidro de proteção dos vestíveis diretamente nos EUA. Isso porque a parceria com a Corning garantiu o aumento na produção de sua fábrica local para conseguir atender a demanda crescente da empresa de tecnologia, sem ir na contramão das leis impostas pelo governo americano.Apple Watch Series 11 – Tela maior, mais brilho e chip de nova geraçãoO Apple Watch Series 11 chega como a evolução mais natural do seu antecessor. A tela foi repaginada, ganhando bordas mais finas, novas opções de cores e um brilho superior, o que deve agradar tanto atletas que ficam mais tempo sob sol intenso quanto usuários que priorizam estética. Vale mencionar que, além do acabamento atualizado, tornando o modelo mais personalizável para diferentes perfis de usuário.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

No Dia do Médico Veterinário, profissional fala sobre a paixão que se transformou em missão

Publicado em: 09/09/2025 08:43

Lilanilde Cavalcante, médica veterinária formadada na FIT, hoje UNAMA, em 2012. Arquivo Pessoal Nesta terça (9) é celebrado o dia do médico veterinário. Em Santarém, oeste do Pará, há muitos profissionais atuando nos cuidados com a saúde animal, entre eles, a médica veterinária Lilanilde Cavalcante. Em entrevista ao g1, ela relembra sua trajetória e fala sobre os desafios e conquistas da profissão. Formada em 2012 pela então FIT (Faculdades Integradas do Tapajós), hoje Unama, ela conta que a ligação com os animais surgiu ainda na infância e foi o que a motivou a seguir a carreira. Desde o início, direcionou sua formação para a clínica de pequenos animais, área onde atua até hoje. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp Segundo Lilanilde, o que começou como paixão se transformou em missão. Ela explica que a medicina veterinária vai além do cuidado individual, pois conecta saúde animal, saúde humana e meio ambiente. Para ela, contribuir para o bem-estar dos animais e da sociedade é a essência da profissão. Entre as dificuldades do dia a dia, a veterinária aponta a falta de valorização e reconhecimento, além da escassez de recursos em muitas clínicas e projetos públicos. Outro ponto sensível é o aspecto emocional, já que os profissionais precisam lidar com doenças graves e decisões difíceis junto às famílias dos animais. Ela também reforça a relevância da medicina veterinária para a saúde pública. O acompanhamento adequado ajuda a prevenir doenças zoonóticas e reflete no bem-estar coletivo. “Animais saudáveis contribuem para famílias mais felizes e comunidades mais seguras”, destacou. Nos últimos anos, a profissão avançou com o acesso a tecnologias de diagnóstico e tratamento antes exclusivas da medicina humana. A maior conscientização sobre os direitos dos animais também fortaleceu a área, ampliando a demanda por serviços especializados e consolidando a importância do médico veterinário na sociedade. Ao deixar uma mensagem para a data, Lilanilde reforça o papel essencial dos colegas de profissão e pede que a população valorize esse trabalho não apenas em situações de emergência, mas de forma contínua. Para ela, este é um momento de celebrar a dedicação e a responsabilidade de quem cuida da vida em todas as suas formas. Lilanilde fala sobre a profissão e o que é necessário para ser médica veterinária VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: tecnologia

Estuprador em série é preso no DF suspeito de praticar crimes há 40 anos; vítimas tinham entre 10 e 13 anos

Publicado em: 09/09/2025 08:42

James Deon Vale de Oliveira preso por estupro em série Divulgação/PCDF A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu um estuprador em série no Riacho Fundo nesta segunda-feira (8). James Deon Vale de Oliveira tem 55 anos e foi preso preventivamente. Ele é acusado de praticar estupros contra crianças com idade entre 10 e 13 anos. Ainda segundo a polícia, os crimes aconteciam há cerca de 40 anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O criminoso é morador do Riacho Fundo e tinha um modus operandi padrão para se aproximar das vítimas. De maneira passiva e através do assédio, ele se aproveitava da vulnerabilidade dos menores para manter uma aproximação e cometer os abusos. Segundo as investigações, após cometer os crimes, ele usava sua condição de adulto para intimidar as vítimas. Entre as ameaças relatadas, a de matar o menor e seus familiares caso fosse denunciado. De acordo com a polícia, alguns crimes teriam sido cometidos há cerca de 40 anos e, em tese, já teriam prescrevido. Apesar disso, esses casos seguem sendo investigados. Relacionamento com criança de 12 anos A polícia também investiga a suspeita de que o homem mantinha um relacionamento com uma criança de 12 anos. O caso é investigado pela 29ª Delegacia de Polícia do Riacho Fundo. O celular do suspeito também foi apreendido e encaminhado para a perícia sob a suspeita de armazenar material pornográfico. Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar LEIA TAMBÉM: JULGAMENTO DO GOLPE: governo do DF vê segurança dentro do esperado e deve repetir ações; veja o que pode mudar ACIDENTE: homem morre após ser atropelado por 2 carros na Epia Sul, em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Unicode revela emojis que serão disponibilizados em 2026; saiba quais são

Publicado em: 09/09/2025 08:32 Fonte: Tudocelular

A próxima atualização do Unicode Consortium já tem lista oficial de emojis que chegarão em 2026, e ela promete aumentar a forma como nos comunicamos nas conversas digitais. A organização sem fins lucrativos, responsável por manter a padronização entre sistemas como iOS, Android e Windows, confirmou a chegada de símbolos variados. Entre eles, estão o trombone a uma baleia orca, passando por figuras curiosas como o Pé Grande. Além disso, os ícones de baú de tesouro, caroço de maçã, rosto com olhos esbugalhados, nuvem de luta, bailarina de gênero neutro e até representações de fenômenos naturais, como o deslizamento de terra. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Alto Tietê tem mais de 10 mil empreendedores acima dos 60 anos

Publicado em: 09/09/2025 08:20

Alto Tietê possui 6,4% de empreendedores com mais de 60 anos Um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que o empreendedorismo sênior, que são negócios administrados por pessoas com mais de 60 anos, registrou um número recorde de 4,3 milhões de pessoas no país. Números que também refletem no Alto Tietê. Os chamados 60+ representam 6,4% dos Microempreendedores Individuais (MEIs) na região. O José Carlos Martins, mais conhecido como Zé, é o dono de um restaurante há 49 anos em Mogi das Cruzes. Hoje, o empresário tem 64 anos, é estudioso, antenado nas tendências do mercado e inquieto. Mas o empreendedorismo, surgiu anos atrás e ele se manteve ativo no comando do empreendimento. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp “O empreendedor, ele apareceu da oportunidade. O meu pai, ele mudou de sede, ele tinha uma sede do restaurante e mudou para outra sede. E falou assim: ‘Zé Carlos, você não quer dar continuidade nesse trabalho? É tão lindo ver um filho dar continuidade do que um pai fez’. E eu falei assim: ‘será que eu levo jeito? Acho que sim, hein? Vamos tentar’. E olha só, hoje eu estou há 41 anos no restaurante”, disse. Há dois anos o empresário passou a gravar conteúdos para as redes sociais, uma habilidade que, até então, ele desconhecia. “Partiu do departamento de marketing, que falou assim: ‘Zé, você tem que ser embaixador da sua marca. Vai dar muito mais retorno, você não sai daqui, você tá sempre aqui, é um exemplo vivo’. E eu falei assim: ‘mas eu?’ Aí o que eu fiz? Respirei, né? Uma pessoa experiente é assim, uma pessoa madura. Respira, e assim eu vou enfrentar esse desafio. E olha o talento que eu descobri. Que nem eu, nem eu sabia desse talento”, contou. Atualmente, o Alto Tietê conta com 10,3 mil empreendedores com mais de 60 anos. Veja os dados de cada uma das cidades: Número de MEIs no Alto Tietê Muitos que vêm pra cá preferem dormir aqui, ter essa experiência de dormir, ou então que gostam da tranquilidade da área rural, do silêncio, e acabamos que ampliamos esse serviço também de hospedagem nos eventos. “São várias razões hoje para justificar esse aumento de pessoas acima de 60 anos que estão empreendendo. E uma das que nós conseguimos identificar realmente é a experiência de vida que soma o desejo de empreender. Então, essa experiência de vida dessas pessoas dentro do empreendedorismo é muito válida. Eles conseguem até ser muito mais assertivos nessa questão”, comentou Álamo Santos, que é analista de negócios do Sebrae Apesar da crescente, têm também os desafios. “Hoje eu acredito que é um desafio em geral de todas as pessoas, que é a tecnologia e esse mundo digital. Então, hoje nós precisamos correr atrás disso, porque a gente sabe que um dia é de um jeito e outro dia é de outro. A gente tem que buscar muito conhecimento tecnológico, digital, esse mundo digital todo que está aí”, completou Santos. Em 2015, a Marta Yabase e o marido decidiram abrir as portas de uma propriedade que fica na zona rural de Mogi das Cruzes e oferece toda a estrutura para eventos corporativos. A ideia do casal era ter uma fonte de renda depois da aposentadoria. “Pra ter realmente uma atividade. A gente já tava em vias de parar a atividade principal e como nós sempre gostamos muito desse contato com a natureza, então, foi a ideia do meu marido e estamos aqui agora hoje, com o negócio”, falou Marta. Hoje o negócio se consolidou. A casa recebe em média 16 eventos por mês e cresceu, foi preciso construir e instalar quartos voltados para o turismo, já que beleza natural, sossego, com um toque de modernidade, é o que não falta no espaço. "Muitos que vêm pra cá preferem dormir aqui, ter essa experiência de dormir, ou então que gostam da tranquilidade da área rural, do silêncio, e acabamos que ampliamos esse serviço também de hospedagem nos eventos", finalizou a empreendedora. O empresário José Carlos Martins passou a gravar vídeos para as redes sociais Reprodução/TV Diário Assista a mais notícias do Alto Tietê

Palavras-chave: tecnologia

Anglo American e Teck Resources anunciam fusão, na maior operação do setor de mineração da década

Publicado em: 09/09/2025 08:08

Cão robô é a novidade em tecnologia que deve ser utilizada em operações de mineração no PA A mineradora Anglo American e a canadense Teck Resources anunciaram nesta terça-feira (9) a fusão das companhias, no que será o maior acordo do setor em mais de uma década. Pelo acordo, que ainda precisa de aprovação regulatória, os acionistas da Anglo American terão 62,4% da nova companhia, chamada Anglo Teck, e os da Teck ficarão com 37,6%. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A Anglo Teck terá sede no Canadá, mas será listada em Londres. As duas companhias juntas somam valor de mercado superior a US$ 53 bilhões. O negócio representa uma grande aposta da Anglo no cobre, cuja demanda deve crescer com o avanço dos veículos elétricos e novas aplicações, como data centers movidos por inteligência artificial. Nos últimos anos, tanto Anglo quanto Teck estiveram no radar de aquisições do setor: a Glencore tentou comprar a Teck e a BHP mirou a Anglo, de olho em seus grandes portfólios de cobre. Após o anúncio, as ações da Anglo American em Londres avançaram mais de 7%, rumo ao maior ganho diário em mais de um ano. Já os papéis da Teck, listados nos EUA, subiram 10,4% no pré-mercado. O CEO da Anglo, Duncan Wanblad, seguirá no comando da nova empresa, enquanto Jonathan Price, da Teck, será vice-presidente executivo. Em entrevista a jornalistas em Vancouver, Wanblad classificou o acordo como uma “fusão de iguais” e disse que o conselho da Anglo Teck terá representantes das duas companhias em partes iguais. “Teremos uma base financeira mais sólida e resiliente, com ganhos de escala e mais flexibilidade para direcionar capital a oportunidades de maior retorno”, afirmou Wanblad. O acordo será integralmente em ações, sem prêmio adicional, mas os acionistas da Anglo receberão um dividendo especial de US$ 4,5 bilhões. “Com a fusão, podemos unir o melhor das duas empresas sem pagar prêmio extra, garantindo o benefício integral do negócio”, disse Wanblad. Economias e eficiência A expectativa é que a fusão gere economias anuais e ganhos de eficiência de US$ 800 milhões até o quarto ano após a conclusão, segundo a Anglo. As duas companhias operam minas vizinhas no Chile — Quebrada Blanca e Collahuasi — que devem trazer benefícios adicionais à operação. O CEO da Teck, Jonathan Price, afirmou que as aprovações regulatórias podem levar de 12 a 18 meses. Ele acrescentou que a família canadense Keevil, controladora das ações de classe A, apoia a fusão. “Temos o apoio irrevogável do Dr. Keevil e dos demais detentores das ações de classe A”, disse Price. Analistas apontaram a possibilidade de ofertas rivais. “O risco de interferência será um ponto central para o mercado nesse acordo”, escreveram economistas do Berenberg em nota. Segundo eles, a Glencore pode surgir como concorrente pela Teck, enquanto a BHP poderia disputar o ativo para expandir sua presença no cobre. Mineração de enxofre na Anglo American, em Catalão, Goiás Diomício Gomes/O Popular

Tem medo de dentista? Veja como vencer isso com novas técnicas

Publicado em: 09/09/2025 08:00

Sentir receio de ir ao dentista ainda é comum. Estudos mostram que esse medo afeta muitas pessoas em diferentes partes do mundo. Segundo a Oral Health Foundation, do Reino Unido, 36% dos entrevistados evitam o dentista por esse motivo. No Brasil, a realidade também preocupa: uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) identificou que 22,4% das pessoas relatam esse sentimento. As causas são variadas. Para muitos, o medo tem origem na infância, em experiências dolorosas com procedimentos ultrapassados. Em outros casos, o temor surge de relatos negativos ou da cultura popular, que por muito tempo associou a figura do dentista à dor. Segundo o Dr. Sergio Bernardes, dentista e diretor da Neodent, vencer essa barreira passa por informação, acolhimento e uma nova forma de enxergar o cuidado com a saúde bucal. “Sabemos que o medo ainda afasta muitas pessoas dos tratamentos, e isso pode ser muito prejudicial. Nossa missão é ajudar a transformar essa realidade. Tratamentos bucais não precisam mais ser sinônimos de dor e desconforto”, afirma. Bernardes destaca que a Odontologia está mais preparada do que nunca para acolher pacientes com receios. “Ao desenvolver soluções modernas, seguras e centradas no bem-estar da pessoa atendida, contribuímos para uma Odontologia mais acolhedora e acessível”, completa. A mudança na prática clínica: mais conforto e menos trauma O cenário atual tem favorecido a desconstrução do medo. Consultórios estão cada vez mais voltados ao bem-estar, com técnicas menos invasivas, tecnologias silenciosas e recursos modernos. Hoje, equipamentos barulhentos deram lugar a ferramentas mais discretas, anestesias locais se tornaram mais eficazes e indolores, e tratamentos como dentaduras e aparelhos metálicos estão sendo substituídos por soluções mais avançadas, como implantes e alinhadores transparentes. Entre as inovações que têm tornado os atendimentos mais confortáveis estão o uso de laser, escaneamento intraoral (que dispensa moldagens tradicionais, muitas vezes incômodas), sedação consciente e até inteligência artificial. A cirurgia guiada, por exemplo, utiliza uma guia personalizada a partir de um planejamento digital, permitindo a colocação de implantes com mais precisão e menor trauma. Outro exemplo é a técnica de carga imediata em implantes, que permite a reabilitação do sorriso no mesmo dia da cirurgia — um avanço importante para quem busca recuperar autoestima com menos tempo de tratamento. “A área avançou tanto que até o tratamento ortodôntico já é possível realizar de forma discreta, prática e confortável. É o caso dos alinhadores transparentes, que substituem os bráquetes e fios metálicos”, explica Bernardes. Histórias reais mostram que é possível vencer o medo A transformação vivida por Luciano Glosskopf, de Itapoá (SC), reforça esse novo momento da Odontologia. Aos 41 anos, ele nunca havia ido ao dentista — e o medo era um dos principais motivos. Incentivado pela esposa, chegou a agendar uma consulta, mas quase desistiu. “O medo era grande”, lembra. Mesmo apreensivo, Luciano compareceu e teve uma experiência positiva. “Tive coragem, fui e deu tudo certo. Depois de mais de 40 anos, consegui e descobri que não precisava ter medo”, comemora. Quer dar o primeiro passo e cuidar do seu sorriso com qualidade e segurança? Acesse os sites da Neodent e da ClearCorrect e encontre os dentistas parceiros mais próximos de você.

Operação Hackback: PF investiga ataques cibernéticos contra a UFPI

Publicado em: 09/09/2025 07:52

Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Piauí Divulgação/PF A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Hackback, com o objetivo de apurar ataques cibernéticos realizados contra a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios de São João do Piauí/PI, Formosa/GO, Santo André/SP e Paraupebas/PA. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp As investigações começaram após denúncias feitas pela Reitoria da UFPI, que relatou dois incidentes de invasão ao sistema da instituição, ocorridos em maio e junho do ano de 2024. Reportagem em atualização. VÍDEOS: Assista às notícias mais vistas da Rede Clube

Palavras-chave: cibernético

Mosquitos 'antidengue' serão soltos no DF nesta terça; veja regiões e entenda como funcionam

Publicado em: 09/09/2025 07:39

Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão ser liberados no Distrito Federal. Prefeitura de Joinville/Divulgação Mosquitos Aedes aegypti "antidengue" vão começar a ser liberados no Distrito Federal a partir desta terça-feira (8). O método, desenvolvido em parceria entre um laboratório particular, o Ministério da Saúde e a Fiocruz, busca combater a transmissão da dengue, do zika vírus e da chikungunya. 🦟 ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. 🔎 Os mosquitos são inoculados com a bactéria Wolbachia, o que os torna "imunes" ao contágio por esses vírus que causam doenças. Com isso, deixam de oferecer risco aos humanos. 🦠 🔎 Conhecidos como Wolbito, os insetos podem até picar os seres humanos, mas não vão transmitir as doenças. A bactéria Wolbachia, que eles carregam, é inofensiva para nós. "Liberando mosquitos com a [bactéria] Wolbachia em campo, a Wolbachia passa na reprodução desses insetos. A gente troca a população de mosquitos por uma população que tem Wolbachia e, portanto, é incapaz de transmitir doenças", explica o gerente de implementação da Wolbito, Gabriel Sylvestre. As regiões onde os insetos serão liberados são: Brazlândia Sobradinho II São Sebastião Fercal Estrutural Varjão Arapoanga Paranoá Planaltina Itapoã Em julho, a Secretaria de Saúde do DF informou que a liberação dos mosquitos deve ocorrer até janeiro de 2026. Um núcleo regional foi preparado para a produção dos mosquitos inoculados com a Wolbachia. A bactéria está presente naturalmente em mais de 50% dos insetos na natureza. Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2024, o Distrito Federal teve a maior incidência da dengue – ou seja, o maior número de casos por cada 100 mil habitantes. A capital federal teve mais casos, em proporção, que estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Goiás. Como funciona a estratégia com os mosquistos "antidengue"? 🦟 O método Wolbachia, criado nos anos 1980, é uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses. Em 2024, completou dez anos de existência no Brasil e foi implementado em 11 municípios brasileiros, segundo a Secretaria de Saúde do DF. O Rio de Janeiro recebeu a primeira leva no país, em 2014. A estratégia funciona da seguinte forma: liberação de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais ao longo do tempo, ocorre a substituição da população de mosquitos, todos com a bactéria Wolbachia Qual é o impacto? Mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti Freepik Segundo a Secretaria de Saúde do DF: Na Indonésia, na região de Yogyakarta, um estudo padrão-ouro indicou até 77% na redução dos casos de dengue. No Brasil, em Niterói, um estudo publicado indicou que houve redução de 70% no número de casos da doença. 📽️ Veja vídeo sobre vacinação da dengue: Ministro da Saúde destaca efeitos positivos da vacinação contra a dengue no Brasil LEIA TAMBÉM: MORTE POR DENGUE: Josias Silva, ator e iluminador cênico do DF, morre por complicações de dengue hemorrágica DENGUE: casos de dengue aumentam quase 600% no DF; foram 440 mortes em 2024 Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Lei Maria da Penha: atendimentos crescem 44% em São Carlos no 1º semestre; veja como denunciar

Publicado em: 09/09/2025 07:37

Violência contra a mulher Jainni Victória Os atendimentos prestados pela Guarda Civil Municipal (GCM) de São Carlos (SP) envolvendo a Lei Maria da Penha aumentaram aproximadamente 44% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Segundo dados da GCM, os registros saltaram de 819 nos seis primeiros meses de 2024 e chegaram a 1.179 no recorte mais recente. Atendimentos de medidas protetivas e situações de violência doméstica, além de visitas e rondas preventivas são as ocorrências mais frequentes. No último semestre, fevereiro aparece como o mês que teve a maior quantidade de atendimentos: 386. O número também é o maior já registrado desde 2019, quando os dados começaram a ficar disponíveis para consulta pública no site da prefeitura. As informações também apontam que maio concentrou o menor número de registros no período: 101 ocorrências. As denúncias podem ser feitas tanto na GCM, por meio do programa Patrulha Maria da Penha, como na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). (Veja abaixo) Atendimentos da Lei Maria da Penha em São Carlos em 2025: Janeiro: 135; Fevereiro: 386; Março: 180; Abril: 130; Maio: 101; Junho: 247. Mais notícias da região TRISTEZA: Homem é assassinado a tiros e esposa é baleada durante churrasco em Leme ACIDENTE: Casal morre após colisão frontal entre dois carros em vicinal de São Carlos UFSCar: Deficiência de vitamina D aumenta em 22% o risco de lentidão na caminhada na velhice, diz pesquisa Flagrantes também cresceram Segundo dados obtidos exclusivamente pelo g1, as ocorrências da GCM em flagrantes de violência doméstica cresceram 163,6% na comparação entre ambos os períodos. Elas saíram de 11 no primeiro semestre do ano passado e chegaram a 29 no mesmo período deste ano. Os registros excluem as medidas preventivas feitas pelo órgão. Veja comparativo entre flagrantes de violência doméstica feitos pela GCM: Violência contra a mulher em São Carlos Explicando o aumento Segundo o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbanda, Michael Yabuki, as ocorrências incluem atendimentos de medidas protetivas e situações de violência doméstica, além de visitas e rondas preventivas. Para o secretário municipal, duas medidas explicam o aumento dos atendimentos: a descentralização dos casos e o aumento na confiabilidade do programa. Ele destaca, ainda, crescimento na demanda de medidas protetivas expedidas pela Justiça. O serviço, previsto na Lei Municipal 19.068/19, visita periodicamente mulheres em situação de violência doméstica para monitorar o cumprimento de medidas protetivas e coibir a reincidência dos casos. “A partir de janeiro [de 2025], a gente instituiu que cada medida atendida teria que ser feita uma abertura de ordem de serviço. A outra situação é a confiabilidade no serviço. As pessoas vão vendo que o serviço tem eficiência e acabam nos procurando”, disse Yabuki. O secretário enfatiza, porém, que a maioria dos flagrantes é feita pela Polícia Civil. Ele também ressalta a possibilidade de os casos terem sido subnotificados nos primeiros anos do programa, iniciado há seis anos. Conforme consta no site da prefeitura, a primeira ocorrência foi registrada em agosto de 2020. “Também existe a possibilidade de ter tido uma subnotificação muito grande nos últimos anos, por causa de confiabilidade. A tendência é a de que o serviço funcione cada vez mais, e mais pessoas o procurem”, comentou. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou, por meio de nota, que o combate à violência contra mulheres e crianças é uma das prioridades da atual gestão. A Pasta destacou que tecnologias a Cabine Lilás e o aplicativo SP Mulher Segura fortalecem a rede de proteção, junto com iniciativas como o SP Por Todas e o Protocolo Não se Cale, ampliando o acolhimento e a responsabilização dos agressores. Onde buscar ajuda Violência contra mulher: como pedir ajuda O programa Patrulha Maria da Penha é voltado a vítimas que já possuem mandados judiciais expedidos. Nesse caso, é necessário ir à Base Operacional da GCM em São Carlos para buscar suporte. O serviço acontece em horário comercial, de segunda a sexta-feira. Por outro lado, a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) atende mulheres que precisam realizar denúncia e não possuem mandado expedido. A DDM também atende em horário comercial. Durante a madrugada e aos fins de semana, a recomendação é de que as vítimas procurem a Delegacia Seccional de Polícia Civil, que fica aberta 24 horas. É possível, ainda, registrar boletim de ocorrência de violência doméstica pela internet. Base Operacional da Guarda Civil Municipal de São Carlos: Onde: Avenida Bruno Ruggiero Filho, 1.595 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h Telefone: 0800 771 0043 Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) Onde: Rua São Sebastião, 1.453 Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30 Telefone: (16) 3374-1345 Delegacia Seccional de Polícia Civil Onde: Rua Santos Dumont, 500 Funcionamento: 24 horas Telefone: (16) 3361-1314 Delegacia Eletrônica, acesso o site pelo link. Veja vídeo: Alunos recebem orientações de combate à violência contra a mulher em Araraquara Alunos recebem orientações de combate à violência contra a mulher em Araraquara REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Unifal-MG sedia 1º Simpósio Geoambiental do Sul de Minas em Alfenas, MG

Publicado em: 09/09/2025 07:14

A Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) recebe durante três dias a partir desta terça-feira (9), em Alfenas (MG), o primeiro Simpósio Geoambiental do Sul de Minas Gerais (I SGSMG). O evento é organizado por discentes dos programas de pós-graduação em Geografia e Ciências Ambientais da instituição e pretende discutir os desafios socioambientais diante das transformações dos ambientes naturais e das dinâmicas físicas da paisagem. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Segundo a organização, o objetivo do simpósio é “promover a troca de experiências acadêmicas e profissionais, a divulgação da pesquisa científica sul-mineira e a realização de debates construtivos sobre os desafios contemporâneos da sustentabilidade socioambiental, especialmente nos contextos do Sul de Minas Gerais e do Sudeste brasileiro”. A programação conta com mesas-redondas, conferências, minicursos e apresentações de trabalhos. As atividades estão divididas em três eixos temáticos: Fundamentos das Ciências Ambientais e da Natureza; Aplicações em Gestão e Monitoramento Ambiental; e Dinâmicas Socioambientais e Sustentabilidade. Sede da Unifal em Alfenas Divulgação Unifal Programação Nesta terça-feira (9), das 14h às 18h, acontecem os minicursos “Compartimentação Geomórfica: Aspectos teóricos e aplicações”, ministrado pela professora Jéssica Santos Braz, e “Drones: planejamento, aerolevantamento e geração de produtos cartográficos”, com o professor Diogo Olivetti, ambos do Instituto de Ciências da Natureza (ICT). O coffee break, das 18h às 19h, terá apresentação musical do artista alfenense Bruno Vilas Boas. A conferência de abertura, às 19h, será ministrada por Bianca Vieira, da USP, com o tema “Prevenção e mitigação de desastres naturais no Brasil e ferramentas de gestão de território”. Na quarta-feira (10), começam as apresentações de trabalhos, que puderam ser submetidos até 5 de setembro. Entre 19h e 21h, ocorre a mesa-redonda “Fogo – tecnologias de monitoramento, impacto em ecossistemas e potencial ecológico de manejo integrado”, com as professoras Erica Hasui e Claudia Vanessa Corrêa, do ICT. Já na quinta-feira (11), às 14h, será realizada a mesa-redonda “Unidades de Conservação e entorno – Conflitos, potencialidades, participação social e geoturismo”, organizada por Carolina Del Roveri (ICT) e Débora Bittencourt (ONG Rizomar). A partir das 16h, acontecem as oficinas. O encerramento do simpósio será às 19h, com a conferência da professora Elizêne Veloso Ribeiro, do IFMG, sobre “Áreas úmidas e sustentabilidade hídrica – desafios científicos e sociais”. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no portal da UNIFAL-MG e no Instagram do SGSMG. Veja também: Unifal abre inscrições para curso gratuito de Filosofia Política em Varginha Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista

Publicado em: 09/09/2025 07:07

Entenda o que é a Lei Magnitsky Em meio à crise diplomática entre Estados Unidos e Brasil, os bancos brasileiros ficaram no centro de um fogo cruzado. De um lado, instituições como Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual e Banco do Brasil vivem o dilema de cumprir as sanções do governo de Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Por outro, seguir a decisão do ministro Flávio Dino — que diz que a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras precisam ser validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira. No dia 2 de setembro, o primeiro dia de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF, estes cinco grandes bancos receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky. O comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, da sigla em inglês), que pertence ao Tesouro americano, questionou quais ações foram ou estão sendo tomadas pelas instituições para cumprir a sanção aplicada a Moraes. A jurista Camila Villard, especialista em direito econômico e regulação do mercado monetário, avalia que o sistema financeiro do Brasil possui mecanismos robustos para enfrentar as sanções americanas, mas que a dependência do dólar impõe limites à soberania monetária do país. "No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global", diz a especialista. Villard é professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. Na avaliação da especialista, o desafio de médio e longo prazo é reduzir essa vulnerabilidade. "É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump", questiona. Para ela, o país deu passos importantes, como a implementação do Pix. "Recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana", pontua. "Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno." Mas, para dar mais passos adiante, ela alerta que é preciso trabalhar em cooperação internacional. "Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos." Confira a entrevista completa abaixo. Camila Villard, professora associada de direito da ESSCA School of Management, na França, e fundadora do Instituto Mulheres na Regulação. International Studies Association BBC News Brasil - Por que a Lei Magnitsky, uma lei americana, pode ter efeitos práticos e obrigatórios para bancos em outros países? Qual é o mecanismo que garante essa "extraterritorialidade", na prática? Camila Villard - A Magnitsky faz parte de um conjunto de leis criadas pelos Estados Unidos que atribuem sanções a um grupo de países ou a pessoas incluídas na Specially Designated List, ou lista de pessoas designadas. Hoje, essa lei tem mais de 600 nomes nessa lista. Inicialmente, ela foi criada para combater corrupção e violações de direitos humanos internacionalmente. Mas ela não deixa de ser, claro, uma medida unilateral. Nos relatórios de prestação de contas do uso dessa lei pelo Poder Executivo americano, especialmente durante a gestão de Joe Biden, há uma preocupação em, apesar de ser um ato unilateral, mostrar multilateralismo, cooperação com países na definição dos agentes incluídos nessa lista. O que observo, porém, é o uso desse poder pelo governo Trump com uma motivação claramente política por trás, o julgamento do ataque à democracia brasileira. Ainda que com a justificativa discursiva de que a inclusão do ministro Alexandre de Moraes teria relação com violação de direitos humanos e liberdade de expressão de cidadãos americanos. A regra do direito é que as leis se aplicam na jurisdição de cada país. Mas leis sancionatórias americanas, das quais a Magnitsky é uma, atingem entidades que usam o sistema financeiro internacional. Na prática, o mecanismo é puramente financeiro: toda entidade que usa o dólar como moeda internacional e a infraestrutura do mercado financeiro americano para transações internacionais fica sujeita a essa lei. Esse é o caso dos bancos brasileiros. Eles, de fato, precisam obedecer à legislação americana. Ainda que, do ponto de vista jurídico, não haja um processo de internalização dessa norma no Brasil — seja por meio de lei nacional ou por cooperação judiciária —, o que existe é a aplicação de fato, pelo poder monetário que os Estados Unidos exercem internacionalmente. BBC News Brasil - Então, esse poder da Magnitsky tem a ver com a centralidade do dólar e do sistema financeiro americano. Villard - Exatamente. O mecanismo que permite a aplicação extraterritorial de decisões jurídicas americanas é o poder do dólar. Hoje, se olharmos para os bancos brasileiros, eles dependem de correspondentes bancários nos Estados Unidos para transações internacionais ou têm subsidiárias no país. O próprio Bradesco, por exemplo, tem quatro entidades do grupo econômico baseadas nos EUA, entre Nova York e Flórida. Então, a capacidade dessa lei, do ponto de vista jurídico, de alcançar efeitos extraterritoriais se deve exatamente ao poder internacional do dólar. Apesar de ser uma moeda nacional, ela é usada por diferentes agentes econômicos no mundo, e os bancos brasileiros dependem desse fluxo de crédito internacional denominado em dólar, sustentado por entidades submetidas à jurisdição americana. Os bancos correspondentes, situados em território americano, devem obedecer às ordens dos EUA e, nos contratos com os bancos brasileiros, precisam considerar a obediência às normas americanas. Além disso, as próprias subsidiárias dos bancos brasileiros nos EUA devem cumprir a legislação local. Essa é a complexidade do caso que enfrentamos hoje. Manifestantes se reúnem em ato em favor da soberania brasileira e contra a anistia a bolsonaristas Sebastiao Moreira/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - E como o Swift entra nessa equação? Bancos russos já foram sancionados, qual é a chance de o Brasil sofrer um tipo de sanção parecida em relação ao sistema? Villard - O Swift é um sistema de mensagens financeiras. Quando dois bancos, um no Brasil e outro na Europa ou nos Estados Unidos, realizam transações, as informações do envio, como pagamento de importações ou recebimento de exportações, circulam pelo Swift. Essas mensagens identificam o valor, quem envia, quem recebe. Ele é, portanto, apenas um mensageiro. Depois da mensagem, ocorre o fluxo da moeda propriamente dita, que quase sempre passa pelo dólar como moeda intermediária. O Swift é uma entidade sediada na Bélgica, submetida às regras da União Europeia, mas da qual participam centenas de bancos — se não me engano, mais de 200 instituições financeiras. Ele deve obedecer à legislação europeia, mas grande parte dos membros são instituições financeiras norte-americanas ou europeias que têm depósitos em dólar (eurodólares). Assim, mesmo na jurisdição da União Europeia, essas operações também envolvem dólares. A China chegou a trabalhar em um sistema paralelo, mas ele não tem alcance equivalente. O acesso ao Swift é essencial, mas não é o único pilar. Existem outras entidades que sustentam a infraestrutura de pagamentos e transações financeiras internacionais. Uma delas é a Clearing House de Nova York, com o sistema chamado Chips, do qual, inclusive, o Santander é membro. O Chips, submetido à legislação norte-americana, faz clearing (compensação) de diferentes transações internacionais. Hoje, 95% dessas operações têm ao menos uma ponta fora dos Estados Unidos. Não podemos chamá-la apenas de Clearing House americana; é internacional, mas sob jurisdição dos EUA. Essas entidades são fundamentais para o funcionamento do mercado financeiro global. Para os bancos brasileiros, o risco é enorme: não só para pagamentos internacionais de exportações e importações, mas também para operações de crédito e captação de recursos. Fundos captados por meio de emissão de títulos no exterior, por exemplo, passam por essas infraestruturas em Nova York, especialmente pelo Chips. Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino Getty Images via BBC BBC News Brasil - Uma decisão do Flávio Dino colocou os bancos, de certa forma, nesse fogo cruzado. Gostaria que você explicasse: se os bancos obedecem à lei americana, quais são os riscos? E, se desobedecem à decisão do STF, quais são as consequências? Villard - Essa decisão do Flávio Dino, é importante dizer, não se refere a esse caso específico da aplicação da Lei Magnitsky e da inclusão do ministro Alexandre de Moraes na lista. Na verdade, foi usada como um recado institucional para os bancos. Tratava-se de um caso distinto, relacionado à aplicação extraterritorial de decisões internacionais de outras cortes. O relevante é que o ministro Flávio Dino, apesar de discordar do conteúdo daquela decisão específica, se valeu desse processo, que tratava de um tema jurídico correlato, para vocalizar a posição do STF e mandar um recado institucional. A mensagem foi: uma decisão internacional só pode ser integrada ao sistema jurídico brasileiro se seguir os procedimentos definidos pela Constituição. Essa decisão foi, inclusive, encaminhada a bancos e à Febraban. Foi, portanto, um movimento de posicionamento institucional — um recado, digamos, "diplomático" do STF aos bancos. Embora não tivesse vínculo direto com o caso Magnitsky, antecipou o que seria uma eventual decisão da Corte caso os bancos resolvessem aplicar essa norma americana sem o devido processo de internalização. O que isso mostra é o risco legal dentro da jurisdição brasileira: em tese, os bancos não deveriam aplicar a lei americana sem um processo formal de internalização no sistema jurídico nacional — algo que, evidentemente, não ocorrerá. De fato, os bancos estão em uma encruzilhada: precisam obedecer à lei americana para garantir o acesso ao sistema financeiro internacional, mas também enfrentam uma possível futura decisão do STF, que já sinalizou que essa norma não poderia ser usada como motivação jurídica para excluir o ministro Alexandre de Moraes do sistema financeiro nacional. Esse dilema revela a complexidade do problema, que não é apenas jurídico, nem só econômico ou político, mas uma combinação dos três. Não podemos reduzi-lo a uma questão puramente dogmática ou a um embate entre o STF e a elite política da extrema-direita. No curto prazo, o STF — que não é apenas uma corte judiciária, mas também política, pela forma como foi estruturado na Constituição — tende a considerar não apenas os argumentos jurídicos, mas também os impactos sociais e econômicos de suas decisões. Isso já ocorreu em outros momentos: no julgamento dos planos de estabilização econômica, na criação do Fundo Garantidor de Crédito, entre outros casos em que a Corte ponderou o efeito sistêmico sobre a inflação, o sistema financeiro e a estabilidade institucional. Por isso, acredito que, se o STF tiver de se pronunciar sobre a Magnitsky, levará em conta essa contextualização econômica e institucional: o que significaria, de fato, para os bancos brasileiros, considerando a posição periférica do Brasil no sistema financeiro internacional, desobedecer à lei americana. Num segundo passo, pensando em médio e longo prazo, a questão é: qual é a política do Estado brasileiro para construir alternativas? O que o Executivo, o Ministério da Fazenda, o presidente Lula estão desenhando para reduzir a dependência dessa infraestrutura dominada pelo dólar? É preciso começar agora a pensar em alternativas que possam estar maduras em cinco, dez, vinte anos. Como construir um sistema financeiro internacional que não dependa exclusivamente da moeda americana? Esse é um projeto de longo prazo, que deve ser articulado com parceiros da América Latina, do Brics e de outros blocos. A China já vem desenvolvendo esse tipo de infraestrutura há pelo menos 20 anos, ainda que dependente do yuan. O Brasil, no passado, teve experiências embrionárias, como o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) com Argentina e Uruguai, mas são iniciativas incipientes. É urgente que se construa uma política mais robusta, com recursos humanos e financeiros, para desenvolver alternativas. A necessidade desse plano ficou ainda mais evidente no cenário pós-eleição de Trump. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump JIM LO SCALZO/POOL/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - Depois desse recado institucional do ministro Dino, o Ofac enviou um comunicado para cinco grandes bancos brasileiros. O que significa essa notificação, na prática? Qual é a situação hoje dos bancos? Villard - Uma vez que o presidente Trump, por ordem executiva, inclui o ministro Alexandre de Moraes na lista do Ofac, essa entidade, que integra o Tesouro americano, passa a ser responsável por supervisionar o cumprimento da decisão. O Ofac pode enviar cartas pedindo informações: quais medidas de compliance foram adotadas, quais procedimentos os bancos construíram para efetivar a regra. O Ofac tem essa competência institucional de acompanhar a aplicação da norma. Os bancos, por sua vez, precisam criar procedimentos específicos para verificar se existe alguma transação envolvendo a pessoa física ou jurídica incluída na lista, ou mesmo sociedades nas quais essa pessoa detenha mais de 50% das ações. Esta é a complexidade: é preciso ter certeza de que nenhuma transação está sendo feita direta ou indiretamente com o alvo da sanção. Esse é o primeiro passo para a aplicação de uma eventual sanção ou multa, caso o OFAC não esteja satisfeito com as respostas dos bancos. BBC News Brasil - E se o Ofac não estiver satisfeito? Se os bancos disserem que não conseguem aplicar a sanção porque o STF se pronunciou, que medidas mais duras podem ser aplicadas? Pensando que estamos no contexto do julgamento do Bolsonaro. Villard - O primeiro passo pode ser a aplicação de uma multa, geralmente proporcional às transações. Já vimos isso em casos como o da Binance, que acreditava não estar submetida à Magnitsky por ser uma exchange de moeda virtual, mas tinha várias contas de russos incluídos na lista. Foram milhares de contas e a multa aplicada foi milionária. No caso do ministro Alexandre de Moraes, a sanção se concentraria em uma única pessoa, então a multa seria proporcionalmente menor. Tenho ouvido que, para bancos do porte dos brasileiros, uma multa de US$ 1 milhão, por exemplo, não seria significativa. Mas há um ponto distinto nesse momento: o governo Trump tem usado esses mecanismos para fazer pressão política. A aplicação da lei depende do Executivo americano, que presta contas ao Congresso, mas com ampla margem de discricionariedade. Portanto, o risco não está só na multa, mas no contexto geopolítico. O Ofac poderia, em último caso, excluir os bancos do acesso ao sistema financeiro americano — e isso, sim, teria impacto devastador, pois significaria cortar o acesso ao sistema financeiro internacional. Esse é o cuidado que precisamos ter: o contexto hoje é muito diferente das gestões anteriores nos EUA. Vemos um uso político do poder jurídico concedido ao Executivo. Desde a interferência de Trump no Banco Central americano até a aplicação da Magnitsky nesse caso, há um objetivo político, como influir o julgamento conduzido pelo Judiciário brasileiro. Trata-se de um ataque frontal à soberania nacional. BBC News Brasil - O André Esteves, do BTG Pactual, deu uma entrevista dizendo que sanções não são novidade e que os bancos estariam preparados, numa visão mais pragmática. Os bancos realmente têm mecanismos para navegar essa crise sem grandes turbulências ou existe um risco que está sendo subestimado? O que faz esse caso diferente? Villard - O contexto geopolítico é muito especial nesse momento. Ele é bastante distinto das gestões anteriores do Tesouro norte-americano. Isso, para mim, é algo que precisa entrar na avaliação do risco jurídico que a aplicação dessa lei hoje impõe ao sistema financeiro nacional. Isso também demanda dos bancos não só um trabalho do departamento jurídico, de análise de risco e de identificação das possíveis sanções, mas também um trabalho diplomático no âmbito nacional. Há, por exemplo, diálogo com a Corte Suprema brasileira e algumas tentativas de oferecer soluções financeiras para que não haja a desbancarização de um ministro do Supremo. Quais alternativas os bancos podem propor a esses ministros? O primeiro deles é o Alexandre de Moraes. Não podemos esquecer que pode haver uma extensão dessa lista. Então, quais mecanismos financeiros podem ser propostos? Existe uma discussão sobre a criação de contas em cooperativas de crédito que não estejam conectadas ao sistema financeiro nacional. Do ponto de vista pragmático, essa é a solução que temos hoje para atravessar essa encruzilhada sem a capitulação do Poder Judiciário: criar mecanismos que aliviem os efeitos sobre a pessoa física desses ministros. É o que podemos fazer no curto prazo. Não consigo imaginar outra solução que não provoque tanto impacto na economia brasileira. Fora de pauta, na minha visão, deveria estar a exclusão de bancos do sistema financeiro. A aplicação de sanções não é novidade: o uso de diferentes legislações sancionatórias pelo governo americano já mostrou que essas multas podem ser exorbitantes. Isso, em parte, pode ser tratado pelos bancos. Mas o contexto de disputa, inclusive nacional, somado ao recado institucional enviado pelo ministro Flávio Dino, não favorece a economia do país — pelo contrário, impacta negativamente. Talvez aqui uma ação diplomática com instituições brasileiras seja extremamente importante: como construir alternativas sem impactar ainda mais a economia, que já vem sofrendo desde o tarifaço. Movimentos de esquerda fazem protesto contra a anistia SEBASTIAO MOREIRA/EPA/Shutterstock via BBC BBC News Brasil - O governo Lula tem se apoiado no discurso da soberania nacional, que foi a principal pauta do ato de 7 de setembro. Mas você descreveu que o Brasil está na periferia do sistema financeiro internacional. O que significa dizer que o Brasil não tem soberania monetária e que estamos na periferia desse sistema? Villard - O direito internacional público, ao menos desde os anos 1930, com uma decisão da Corte Permanente de Justiça, reconhece que todo país soberano tem soberania monetária. Ela faz parte da soberania nacional: é o poder de um Estado emitir sua própria moeda, definir a unidade monetária, a política monetária e a política cambial. É claro que esse poder pode ser restringido por meio de acordos internacionais. Quando o Brasil adere ao FMI, depois de 1945, ao sistema de Bretton Woods, restringe voluntariamente sua capacidade de gerir a moeda internacionalmente. O mesmo ocorre com Estados europeus que adotaram o euro. Isso mostra que a soberania monetária é, antes de tudo, um poder estatal que pode ser limitado por escolha. O problema é que, desde a intensificação da globalização financeira, mesmo sem abdicar formalmente desse poder, os Estados se veem submetidos a forças econômicas que impõem restrições à soberania. Uma delas é o papel do dólar como moeda internacional. Países que não conseguem emitir uma moeda aceita e usada globalmente, e que dependem da infraestrutura de outros países para realizar transações de comércio ou de crédito, acabam com a soberania monetária restringida involuntariamente — não por escolha, mas por estarem integrados à globalização financeira. No caso do Brasil, isso significa depender de recursos em dólar e de captação de moeda internacional para aplicações e relações externas. Assim, nossa soberania monetária se reduz, pois, embora o real seja plenamente exercido no território nacional, fora dele o país está sujeito às amarras do sistema financeiro global. BBC News Brasil - O tarifaço veio em meio a uma reunião dos Brics, após Trump criticar propostas de criação de moedas alternativas ao dólar para comércio entre países do grupo. Até que ponto é viável enfrentar esse sistema dolarizado? E como tem sido a reação dos Estados Unidos a essas iniciativas do Sul global? Villard - É uma excelente pergunta, porque mostra a conexão entre o debate da lei Magnitsky e várias declarações do Trump contra iniciativas de diferentes países para restringir o uso do dólar e da infraestrutura financeira norte-americana internacionalmente. Os Brics fazem parte desse movimento. A China, por exemplo, com o yuan digital, desenvolveu projetos no âmbito do BIS (Banco de Compensações Internacionais), o banco central dos bancos centrais, com sede na Suíça. Um deles foi o mBridge, liderado por China, Hong Kong, Tailândia e Emirados Árabes. A ideia era permitir transações diretas entre moedas locais, sem passar pelo dólar, usando o blockchain. Em outubro de 2024, o BIS anunciou a saída do projeto, dizendo que estava maduro e que os bancos centrais poderiam levá-lo adiante sozinhos. Nos bastidores, o problema foi que a Rússia passou a chamar seu sistema de pagamentos alternativos de "Brics Bridge", usando o mesmo nome. Isso gerou ruído diplomático. Esse episódio mostra que alternativas estão sendo construídas. Países como China e Rússia investem seriamente em plataformas que permitam contornar o dólar. A novidade é que usam tecnologias originalmente associadas a criptoativos privados, como o blockchain, para criar moedas digitais soberanas. O Brasil, por sua vez, tem o projeto Drex, a versão digital do real. O Pix também ilustra esse debate. Inicialmente não usou blockchain, por decisão técnica do Banco Central, mas é um arranjo de pagamentos baseado numa infraestrutura pública — o SPI, Sistema de Pagamentos Instantâneos. Hoje funciona nacionalmente, mas há projetos internacionais. O BIS, por exemplo, lidera a iniciativa Nexus, que conecta sistemas de pagamentos instantâneos como o UPI da Índia e o Pix brasileiro, permitindo transações internacionais sem passar por redes privadas americanas como Visa e Mastercard. Isso mostra duas coisas: primeiro, que o Banco Central brasileiro está investindo em infraestrutura pública para garantir soberania; e segundo, que o Brasil saiu na frente nesse debate. Tanto que, recentemente, o Banco Central Europeu começou a defender o euro digital com o mesmo argumento: a necessidade de assegurar soberania monetária, sem depender de entidades privadas submetidas à lei americana. Ou seja, o que a Europa está começando a discutir agora, o Brasil já implementou com o Pix. Essa vanguarda nos garante até mesmo uma blindagem parcial contra eventuais sanções externas que poderiam afetar o sistema interno. BBC News Brasil - Para finalizar: em relação ao Banco do Brasil, circularam fake news como que era preciso tirar o dinheiro do banco por causa das sanções. Existe algum efeito real para o dia a dia do brasileiro em relação a crédito, juros, deixar o dinheiro na conta? Villard - O que é muito importante destacar é que o Banco Central do Brasil é reconhecido internacionalmente como uma das autoridades reguladoras com atuação exemplar na supervisão do mercado financeiro. Temos mecanismos de estabilidade extremamente poderosos, como o seguro depósito e o Fundo Garantidor de Crédito, que assegura valores em caso de quebra de instituição financeira. Construímos instituições e mecanismos regulatórios que fortalecem a estabilidade do sistema financeiro nacional. Desde o Plano Real, quando essa arquitetura começou a ser consolidada, o Brasil vem sendo reconhecido internacionalmente como modelo de regulação. Ou seja, temos instrumentos para nos proteger de crises internacionais. Mas a lei Magnitsky revela algo importante: a resiliência interna é fundamental, mas precisamos também de cooperação internacional. Quando os dólares ficam escassos no mercado global, nosso sistema financeiro, que depende de conexões internacionais, também é afetado. Quais mecanismos temos? Durante as crises de 2008 e 2020, o Brasil teve acesso a swaps com o Federal Reserve, o banco central americano. Pouquíssimos países emergentes tiveram essa cooperação direta. O risco que vejo é que, numa próxima crise, esse apoio não se repita, considerando a influência que o governo Trump tenta exercer sobre o Federal Reserve, que supostamente tem autonomia. Do ponto de vista da estabilidade do sistema financeiro nacional, temos instituições e mecanismos jurídicos para lidar com problemas. Não vejo risco imediato. Mas precisamos, no médio e longo prazo, pensar em mecanismos cooperativos que permitam enfrentar crises internacionais de forma menos dependente dos Estados Unidos. Nosso sistema tem mecanismos para lidar com esse tipo de crise. Brasil não tem 'soberania monetária' para enfrentar sanções de Trump, alerta especialista REUTERS/Marx Vasconcelos

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IFBA oferta mais de 5 mil vagas em processo para ingresso em cursos técnicos para 2026; veja como se inscrever e lista de cidades

Publicado em: 09/09/2025 06:29

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) em Barreiras Reprodução/Redes Sociais O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) abriu inscrições para o ingresso 2026 nos cursos técnicos gratuitos nas formas integrada e subsequente ao Ensino Médio. No total, estão sendo ofertadas 5.296 vagas distribuídas por 24 cidades baianas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Segundo o IFBA, 3.566 vagas são para cursos integrados dos 24 municípios que contam com unidades de ensino do IFBA: Barreiras; Brumado; Camaçari; Campo Formoso; Euclides da Cunha; Eunápolis; Feira de Santana; Ilhéus; Irecê; Jacobina; Jaguaquara; Jequié; Juazeiro; Lauro de Freitas; Paulo Afonso; Porto Seguro; Salvador; Santo Amaro; Santo Antônio de Jesus; Seabra; Simões Filho; Ubaitaba; Valença; Vitória da Conquista. As outras 1.730 vagas são dos cursos subsequentes e estão sendo ofertadas por 13 campi do IFBA nas seguintes cidades: Barreiras; Brumado; Camaçari; Euclides da Cunha; Eunápolis; Feira de Santana; Jacobina; Jequié; Juazeiro; Salvador; Santo Amaro; Simões Filho; Vitória da Conquista. No campus Salvador, 777 vagas devem ser preenchidas. Dessas vagas, 427 são para os cursos da forma integrada de Automação Industrial, Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Geologia, Mecânica, Química, Refrigeração e Climatização. Já para os subsequentes, são 350 vagas para os cursos de Automação Industrial, Instalação e Manutenção Elétrica, Eletrotécnica, Manutenção Mecânica Industrial e Saneamento. As inscrições devem ser realizadas pela internet, no site da Fundação de Apoio à Educação e Desenvolvimento Tecnológico de Minas Gerais (Fundação CEFETMINAS), até as 23h59 do dia 30 de setembro. O processo tem o custo da taxa de inscrição no valor de R$ 60, que deverá ser paga através de boleto bancário. Não serão aceitos pagamentos da taxa por meio de PIX. Estudantes que atenderem aos requisitos definidos nos editais podem solicitar a isenção total da taxa. O prazo é 19 de setembro para solicitar isenção da taxa e enviar os documentos comprobatórios. De acordo com os editais, há vagas destinadas para ampla concorrência, pessoas com deficiência, estudantes de escolas públicas, pessoas pretas e pardas, pessoas indígenas e pessoas quilombolas. O que são os cursos integrados? O ingresso 2026 nos cursos da Educação Profissional Técnica na forma Integrada ao Ensino Médio é voltado para pessoas que, até a data da sua matrícula no IFBA, tenham concluído o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano). Com questões objetivas, as provas vão ser aplicadas no dia 2 de novembro de 2025. Os conteúdos programáticos são das áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Biologia, Química e Física. O que são os cursos subsequentes? Já os cursos da Educação Profissional Técnica na forma Subsequente ao Ensino Médio são destinados, exclusivamente, a quem já concluiu o Ensino Médio. A seleção das pessoas candidatas será realizada por meio de sorteio eletrônico que consiste em distribuir aleatoriamente as inscrições realizadas para cada curso disponível no edital e, por meio de um sistema eletrônico, listá-las em ordem de classificação que determina a ordem de chamada das pessoas candidatas. O sorteio será realizado no dia 4 de novembro. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Como enviar redação para a plataforma de correção gratuita do Lá Vem o Enem

Publicado em: 09/09/2025 06:02

Redação do Enem é aplicada no primeiro dia de provas Agência Brasil Os estudantes que estão se preparando para o Enem já podem enviar redações de treino para a plataforma de correção gratuita do Lá Vem o Enem. O primeiro tema, que já está disponível, é “Políticas públicas para prevenção de crimes cibernéticos”. Ao todo, serão corrigidas 800 redações. Para cada texto, o participante recebe um relatório detalhado, com notas e observações sobre todas as competências da prova de redação do Enem. 📝 Entre na plataforma de correção gratuita de redações A plataforma também oferece materiais de apoio e a possibilidade de baixar a folha de redação, no mesmo formato usado no exame oficial. Quem não tiver impressora pode escrever o texto em uma folha pautada A4. Depois de concluir, é necessário tirar uma foto de boa qualidade e enviar pelo próprio site. Passo a passo para enviar sua redação 1. Acesse o site do Lá Vem o Enem, clique em “Correção de Redação” e depois em “Fazer Redação”. Plataforma do Lá vem o Enem Reprodução / Lá Vem o Enem 2. Clique em “Cadastre-se aqui” e preencha seus dados. Como enviar redação para a plataforma de correção gratuita do Lá Vem o Enem Reprodução / Lá Vem o Enem 3. Após o cadastro, confirme no card verde “clique para acessar”. Após o cadastro, confirme no card verde “clique para acessar”. Reprodução / Lá Vem o Enem 4. Pronto, você já está logado na plataforma. Agora, clique em "Fazer redação". Área do Aluno da plataforma Lá Vem o Enem Reprodução / Lá Vem o Enem 5. Verifique o tema disponível e a data final de envio. Área do Lá Vem o Enem para verificar o tema disponível de redação Reprodução / Lá Vem o Enem 6. Clique no tema para ler os textos de apoio e começar a escrever. Você também pode baixar o modelo da folha de redação. Plataforma do Lá vem o Enem lança 1º tema para correção gratuita de redação Reprodução / Lá Vem o Enem 7. Depois de produzir o texto, clique em “Enviar”, selecione o arquivo e finalize em “Salvar”. Passo a passo para enviar redação na plataforma de correção gratuita do Lá Vem o Enem Reprodução /Lá Vem o Enem Agora é só esperar o feedback dos professores. O envio das redações segue aberto até o limite de correções previstas. Quer treinar para o Enem e ter sua redação corrigida gratuitamente? Acesse agora o site do Lá Vem o Enem, siga o passo a passo e garanta sua vaga entre as 800 disponíveis. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: cibernético