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Ministério faz alerta sobre bebidas alcoólicas adulteradas com metanol após intoxicações em SP; Duas mortes já foram registradas

Publicado em: 28/09/2025 08:28

Bebidas alcóolicas falsificadas são apreendidas pela Polícia Civil Polícia Civil do Paraná O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) emitiu neste sábado (27) uma recomendação urgente a estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no estado de São Paulo e regiões próximas, após o registro de casos de intoxicação compatíveis com o consumo de produtos adulterados com metanol — substância altamente tóxica e de risco coletivo à saúde pública. A medida foi tomada após a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) receber, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), notificação sobre casos de intoxicação por metanol em São Paulo estarem em investigação, em um período de 25 dias. Todos os episódios estão relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas falsificadas. Na capital paulista são dez casos em investigação e duas mortes confirmadas na Grande SP (veja mais abaixo). A nota técnica, assinada pelo secretário nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira, destaca a importância da cooperação entre governo, setor privado e sociedade para combater práticas criminosas de falsificação e proteger os consumidores. A recomendação é direcionada a bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis, mercados, atacarejos, distribuidores, plataformas de e-commerce e aplicativos de entrega. O documento orienta a adoção de medidas de compra segura, verificação rigorosa dos produtos e fortalecimento da rastreabilidade das bebidas comercializadas. Entre os sinais de alerta estão preços muito abaixo do mercado, lacres tortos, erros grosseiros de impressão, odor semelhante a solventes e relatos de consumidores com sintomas como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea ou rebaixamento da consciência. Nessas situações, os estabelecimentos devem interromper imediatamente a venda do lote, isolar fisicamente os produtos e preservar garrafas, caixas, rolhas e rótulos como evidência. Também é necessário manter ao menos uma amostra íntegra por lote para possível perícia. Caso haja consumidores com sintomas, a orientação é encaminhar para atendimento médico urgente e acionar o Disque-Intoxicação (0800 722 6001), serviço da Anvisa. As autoridades recomendam ainda comunicar a Vigilância Sanitária local, a Polícia Civil (197), o Procon e, quando cabível, o Ministério da Agricultura e Pecuária. Crime e penalidades O MJ lembra que a comercialização de produtos adulterados é crime, previsto no artigo 272 do Código Penal, com pena de reclusão e multa. Além disso, colocar no mercado produto impróprio para consumo configura crime contra as relações de consumo, de acordo com a Lei nº 8.137/1990. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, cabe aos fornecedores garantir a segurança e a informação adequada sobre os produtos. Em casos de risco, podem ser exigidas medidas de recall. A recomendação tem aplicação imediata em São Paulo, mas pode ser ampliada para outros estados conforme novos dados das autoridades sanitárias e policiais. O Ministério da Justiça reforçou o compromisso em manter diálogo permanente com o setor privado e adotar ações que garantam a segurança dos consumidores brasileiros. Mortes e intoxicações O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico Adobe Stock Duas pessoas morreram por intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas na capital paulista e em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, segundo informou o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo neste sábado (27) ao g1. Conforme o órgão, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito. Atualmente, há 10 casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. Ainda não se sabe como ocorreram as intoxicações. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde da capital paulista informou que a vítima em São Paulo é um homem de 54 anos, morador da região da Mooca/Aricanduva, Zona Leste da capital. Ele apresentou sintomas em 9 de setembro e morreu no dia 15. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria da Saúde, disse que atendeu um paciente no Hospital de Urgência, que morreu por suspeita de contaminação por metanol. "Ainda são aguardados exames para confirmar a contaminação. Mais informações não serão repassadas em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", disse a pasta. Nesta sexta-feira (26), o Ministério da Justiça e de Segurança Pública divulgou que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido, "notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada". Ainda conforme o Ministério, os casos são "considerados fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol" (leia a nota na íntegra abaixo). O metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. Ele já foi chamado de “álcool da madeira”, porque antigamente era obtido pela destilação de toras. Hoje, sua produção industrial é feita principalmente a partir do gás natural. Porém, embora seja usado em pequenas quantidades na natureza, podendo ser encontrado em frutas, vegetais e até produzido pelo corpo humano em baixíssimas doses, o metanol é altamente tóxico em concentrações elevadas. O que diz a Secretaria Estadual da Saúde "O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo informa que, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, dos quais dois resultaram em óbito - um em São Bernardo do Campo e outro na capital. Atualmente, há dez casos sob investigação com suspeita de intoxicação por consumo de bebida contaminada, na capital. O CVS está apoiando e monitorando o trabalho dos Municípios na fiscalização dos estabelecimentos de comércio de bebidas (distribuidoras, bares etc.) envolvidos na comercialização e distribuição dos produtos contaminados. O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas. A recomendação é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco". O que diz o governo federal? "Nesta sexta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) recebeu, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), notificação que reporta nove casos de intoxicação por metanol, no estado de São Paulo, num período de 25 dias, todos a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada. O número de casos registrado, inicialmente, pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), de Campinas (SP), e encaminhado ao Comitê Técnico do SAR é considerado fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol. O Ciatox recebeu, nos últimos dois anos, casos de intoxicação por metanol a partir de consumo de combustíveis por ingestão deliberada em contextos de abuso de substâncias, frequentemente associada à população de rua. Contudo, de acordo com a notificação de hoje, a ingestão se deu em cenas sociais de consumo alcóolico, incluindo bares, e com diferentes tipos de bebida, como gin, whisky, vodka, entre outros. São registros inéditos no referido centro toxicológico. É possível haver outros casos não notificados, uma vez que nem todos os casos de intoxicação chegam aos órgãos de vigilância e controle. A ingestão acidental ou intencional de metanol leva a intoxicações graves e potencialmente fatais. O cenário de adulteração é particularmente relevante do ponto de vista de saúde pública, pois episódios dessa natureza frequentemente resultam em surtos epidêmicos com múltiplos casos graves e elevada taxa de letalidade, afetando grupos populacionais vulneráveis e exigindo resposta rápida das autoridades sanitárias. Nesse sentido, requer alerta à população, considerando, inclusive, o início do fim de semana, quando há maior frequência a bares e consumo de bebidas alcóolicas. SAR - O Sistema de Alerta Rápido sobre drogas do Brasil (SAR) é um subsistema do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas - Sisnad, gerenciado pela Secretaria da Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid)". Sintomas e atendimento A recomendação do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. Os sintomas podem incluir ataxia, sedação, desinibição, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva, principalmente após ingestão de bebidas de procedência desconhecida. Em caso de suspeita, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma.

Palavras-chave: lgpd

Plataforma digital pioneira analisa impactos de enchentes em áreas vulneráveis no AC

Publicado em: 28/09/2025 08:01

Plataforma 'Climate Acre' traz informações sobre enchentes em Rio Branco e em outras cidades do estado Climate Acre e Marcos Vicentti/Ilustração Uma ferramenta inédita promete mudar a forma como o Acre enfrenta os efeitos das cheias históricas que marcam o estado. Lançada no último dia 22 de setembro durante a Semana do Clima de Nova York, a plataforma Climate Acre foi desenvolvida para mapear os impactos das enchentes em populações vulneráveis, incluindo povos indígenas, comunidades tradicionais e moradores da capital Rio Branco. O sistema, resultado de uma parceria entre o governo do Acre e a empresa brasileira Codex, utiliza dados geoespaciais para identificar áreas de risco, projetar cenários futuros e oferecer informações em tempo real para gestores públicos e a sociedade. (Veja demonstração mais abaixo) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Plataforma 'Climate Acre' é pioneira no monitoramento de enchentes do Rio Acre Em meio às mudanças climáticas que vêm afetando o estado nos últimos anos, a iniciativa acreana foi a única escolhida do Brasil e, juntamente com o México e com a Indonésia, é uma das três a receber financiamento do Future Fund, da Coalizão Under2, que apoia projetos de adaptação às mudanças climáticas. A plataforma já começa a operar com informações de sete municípios prioritários, entre eles Rio Branco, Brasiléia e Xapuri, cidades que nos últimos anos registraram enchentes de grandes proporções. Em Brasiléia, por exemplo, que teve a maior cheia da sua história em 2024, a ferramenta mostra que 314 hectares foram inundados, atingindo 12 bairros e 29 estruturas públicas. LEIA TAMBÉM: Veja as maiores enchentes da história de Rio Branco desde 1971 Da cheia histórica à seca 'antecipada': baixo nível do Rio Acre acende alerta sobre possível novo evento climático extremo em menos de 1 ano Da seca extrema à cheia histórica: entenda os fatores climáticos que fazem o Acre viver nova emergência Em 52 anos de monitoramento, Rio Branco registrou mais de 40 enchentes Galerias Relacionadas Situação de Brasiléia com 15,5 metros, média esta atingida em fevereiro de 2024 Reprodução/Sema Com base em softwares de inteligência geoespacial, o Climate Acre integra dados populacionais, socioeconômicos e hidrológicos. O sistema cruza informações do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) com órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oferecendo um painel unificado para tomada de decisões. “O Acre tem enfrentado secas e cheias cada vez mais severas. A plataforma fortalece a capacidade do estado em compreender os impactos sociais e ambientais e planejar respostas mais rápidas”, disse o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho. Delegação acreana apresenta a plataforma Climate Acre na Semana do Clima em Nova York Diego Gurgel/Secom Inovação e rapidez no desenvolvimento Segundo o diretor de Negócios da Codex, Venicios Santos, o projeto se destacou pelo tempo recorde de execução, já que houve menos de 12 meses entre a concepção e o lançamento. Além de oferecer simuladores interativos que mostram os efeitos da elevação dos rios amazônicos, a plataforma disponibiliza painéis com indicadores em tempo real. A proposta é que tanto a população quanto gestores públicos possam acessar informações e planejar rotas de evacuação, ações de assistência social e estratégias de reconstrução. “Projetos climáticos costumam levar de três a cinco anos entre a concepção, a captação e a execução[...] em um cenário de emergência climática, tempo é um recurso crítico. Ter uma plataforma pronta e funcionando em menos de um ano faz toda a diferença para a proteção de vidas, fortalecimento da resiliência climática e apoio a comunidades”, afirmou. Venicios Santos, da Codex, em apresentação da plataforma Climate Acre Arquivo/Codex 43 enchentes em mais de 50 anos O histórico de enchentes sucessivas do Rio Acre foi um dos motivos pelos quais a plataforma ganhou vida. Um estudo elaborado pela prefeitura da capital em parceria com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia mostrou que desde 1971, quando o manancial começou a ser monitorado, Rio Branco registrou 43 enchentes, sendo seis extraordinárias, ou seja, acima dos 17 metros. Entre os anos de 1971 e 2025 ocorreram pequenas enchentes em 15 anos; médias em 12 anos, sendo a última em 2025; grandes enchentes em nove anos; e enchentes extraordinárias em seis anos, sendo estas nos anos de 1988, 1997, 2012, 2015, 2023 e 2024. Em Rio Branco, Rio Acre chegou a 18,40 metros em março de 2015 Caio Fulgêncio/g1/Arquivo Nos últimos 15 anos, a situação se tornou quase frequente, já que em 12 anos houve enchente. Nesta década, as inundações ocorreram em todos os anos, sendo duas extraordinárias consecutivas: 2023 e 2024. Enchentes no Acre desde 1971 Enchente em Rio Branco em 2023 Marcos Vicentti/Secom O documento também ressalta que inundações e enchentes representam vulnerabilidade de alto risco para a capital acreana e calcula que mais de 70% ocorrem nos meses de fevereiro e março. A pesquisadora do Ipam, Jarlene Gomes, disse que há uma série de ações que precisam de decisão política para serem tomadas com urgência, já que há impactos que vão além da questão ambiental e que devem refletir na forma como todos vão lidar com fenômenos climáticos cada vez mais extremos e devastadores. “As alterações do clima pedem novas formas de agir e planejar, e consistem em um dos grandes desafios da atualidade. E ao mesmo tempo, a gente precisa pensar nisso como oportunidade. Se a gente bem pensar as ações, trabalhar e executar, elas podem resultar na melhoria de infraestrutura para cidade, serviços básicos, saúde, a recuperação das margens do rio e a própria qualidade de vida da população. Então, tem uma questão central nesse desafio que é o papel dos governantes locais”, explicou a pesquisadora. Rio Acre se mistura às águas de esgoto no bairro Ayrton Senna, em Rio Branco, em 2025 Eldérico Silva/Rede Amazônica Ferramenta aberta ao público Disponível para consulta pública desde o dia 22 de setembro, o Climate Acre vai apoiar não apenas órgãos governamentais, mas também organizações sociais e pesquisadores que estudam os efeitos da crise climática na Amazônia. Com a capital acreana no centro de frequentes desastres naturais, a expectativa é que a plataforma se torne uma aliada na busca por maior resiliência climática em uma das regiões mais impactadas do país pelas mudanças no regime dos rios. "Mais do que um sistema de visualização, o Climate Acre oferece uma análise completa dos impactos das inundações nas populações ribeirinhas, com base histórica e metodológica. A plataforma ajuda o governo a antecipar emergências, planejar rotas de evacuação e proteger a vida das pessoas, suas casas e a economia local", reforçou Venicios. Rio Acre tem diminuição, mas enchente impacta mais de 30 mil pessoas em Rio Branco em 2025 VÍDEOS: g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Plantas tóxicas podem colocar a boiada em risco

Publicado em: 28/09/2025 07:30

Alimentação adequada e os cuidados para que os animais não comam ervas tóxicas que nascem no campo Reprodução/TV TEM A boiada costuma passar horas pastando o capim verde, macio e nutritivo, muito bem aceito pelos animais. Mas, durante esse tempo em que o gado circula pelo pasto, pode acabar ingerindo algo nocivo à saúde — como ervas tóxicas que nascem entre a vegetação, muitas vezes longe dos olhos dos produtores. Plantas como erva-de-rato (ou cafezinho), maria-mole, samambaia-do-campo e cicuta (também conhecida como funcho selvagem) devem ser mantidas longe do pasto. Caso o animal consuma essas espécies, pode se intoxicar e, em muitos casos, morrer. "As plantas que causam morte súbita não vão deixar muitos sintomas nítidos, somente a presença do veterinário e, de acordo com a avaliação dele, a necessidade de uma necrópsia para definir exatamente. Outras plantas podem apresentar sintomas como diarreia, constipação, animais com dificuldade de se alimentar, animais com todo o conjunto de sintomas, principalmente relacionados a doenças do fígado e do rim", diz o médico veterinário Ronerio Bach. A baixa notificação de mortes causadas por ervas tóxicas dificulta a comprovação dos casos. Muitas vezes, essas mortes são atribuídas a picadas de cobras ou a doenças como as clostridioses, segundo o veterinário. "Existem estudos que mostram até 15% de toda a mortalidade de animais relacionada a plantas tóxicas. O problema que temos é a baixa notificação, porque, como é muito difícil bater o martelo sobre o diagnóstico, muitas dessas mortes são atribuídas a outros animais, como cobras, ou a outras doenças, como as clostridioses, que também provocam mortes súbitas. A raiva também pode causar esse tipo de morte e não deixa sinais muito evidentes. Então, existe uma subnotificação da mortalidade por plantas tóxicas." O criador João Flávio relata que já perdeu animais por intoxicação e, há dez anos, intensificou os cuidados com o pasto, realizando vistorias frequentes e aplicando herbicidas. “Já perdemos, acho, três animais e não havia explicação, não havia nada. Foram localizadas essas ervas tóxicas e fizemos a erradicação delas. Os funcionários estão em alerta, sempre observando as ervas daninhas e tóxicas. E sempre, se houver alguma planta suspeita, colocam dentro do saquinho, levam, colocam as vagens e as sementes, levam tudo para a sede e incineram." Outra forma de combater a proliferação dessas plantas, segundo o administrador de uma fazenda no noroeste paulista, é o revezamento de pasto com o plantio de milho. "A gente usa anualmente a integração lavoura-pecuária. Rotacionamos na fazenda, fornecendo milho que precisamos para o nosso confinamento. Saindo do milho, plantamos capim para seguir com a cultura do gado. Vamos começar o preparo do solo agora para semear o capim, a braquiária. E tem esses controles. Precisamos controlar a praga", comenta o administrador Vinicius Gonçalves. Mesmo com essa técnica, o produtor reforça que ela não é suficiente sozinha. É necessário manter o uso de herbicidas, já que as sementes das ervas tóxicas podem permanecer escondidas no solo. Por isso, o controle químico precisa ser feito anualmente. "É bem simples: é um trator, uma bomba e, graças às tecnologias de hoje, conseguimos ter esse controle com um único produto, com um único herbicida. E, se houver plantas tóxicas, se vierem a aparecer, o herbicida as elimina", finaliza Vinicius. Veja a reportagem exibida no programa em 28/09/2025: Plantas tóxicas podem colocar a boiada em risco VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Palavras-chave: tecnologia

'BioFemme': projeto incentiva estudantes a se tornarem cientistas em cidades da Bahia

Publicado em: 28/09/2025 06:00

Projeto incentiva estudantes a se tornarem cientistas em cidades da Bahia Um projeto educacional de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, tem transformado a realidade de alunas da rede pública em diferentes regiões do estado ao aproximá‑las do universo da ciência, tecnologia e pesquisa em energias renováveis. O BioFemme – Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação tem como objetivo incentivar a formação, permanência e ascensão de meninas e mulheres em carreiras científicas e tecnológicas. Lançado oficialmente em novembro de 2024, o projeto nasceu do incômodo da engenheira química e pesquisadora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Carine Tondo Alves, diante da desigualdade de gênero nas áreas científicas e tecnológicas. Com duração prevista de 36 meses, o projeto, executado pela UFRB em parceria com instituições como a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Senai Cimatec e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), conecta alunas do ensino fundamental e médio à pesquisa científica, com foco em biomassas e energias renováveis. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região As estudantes participam de oficinas, experimentos, visitas técnicas e projetos práticos baseados na realidade das comunidades onde vivem. Ao g1, a pesquisadora Carine Alves explicou a linha de pesquisa das estudantes. “Realizamos a avaliação, coleta, caracterização e identificação de diferentes tipos de biomassas do nosso estado — sejam elas agrícolas, florestais ou mesmo resíduos sólidos. Estudamos suas propriedades físicas, físico‑químicas e biológicas para compreender seu potencial de uso na produção de biocombustíveis (como biogás, bioetanol e biodiesel) e também na geração de bioprodutos”. 🍃 Entre os destaques, está uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca de cacau — resíduo comum na Bahia — para a produção de biogás e biofertilizantes. 🍃 Outro exemplo é a análise do sisal, um tipo de fibra vegetal, na fabricação de bioprodutos sustentáveis, capazes de gerar impacto ambiental e econômico positivo. Projeto incentiva estudantes de escolas baianas a tornarem cientistas Ascom/ UFRB Segundo a coordenadora, o projeto tem como metas: ampliar o acesso de meninas à ciência; oferecer oportunidades de formação em áreas historicamente ocupadas por homens. “Esses estudos são essenciais para determinar a eficiência energética, o rendimento dos processos e, principalmente, a sustentabilidade do aproveitamento desses materiais, contribuindo para soluções que impactam positivamente a vida das comunidades do interior.” Inclusão na pesquisa BioFemme tem o objetivo de incentivar a formação, permanência e ascensão de meninas e mulheres em carreiras científicas e tecnológica Ascom/ UFRB Para Carine Alves, além do estímulo à pesquisa, o projeto pode contribuir para fortalecer o sentimento de pertencimento entre as participantes e ampliar o acesso de meninas e mulheres a espaços acadêmicos e científicos. “Para as mulheres, especialmente negras e do interior da Bahia, ele representa oportunidade, pertencimento e empoderamento. Para a ciência, significa diversidade de olhares, inovação e novas perspectivas para enfrentar desafios globais, como a transição energética e as mudanças climáticas”. 👩🏾‍🔬 Além de despertar o interesse pela pesquisa, o BioFemme também oferece oportunidades. Atualmente, a iniciativa conta com 35 bolsas de Iniciação Científica Júnior, voltadas a estudantes do ensino médio, além de duas de pós‑doutorado e sete de apoio técnico. Todas as bolsas já estão ocupadas por meninas e mulheres em diferentes níveis de formação. 👩🏾‍🔬 As atividades são conduzidas por professoras tutoras locais e acompanhadas por uma equipe interdisciplinar das universidades parceiras, que realizam visitas às escolas. Cada cidade participante desenvolve ações específicas, de acordo com suas demandas. Com mais de 100 alunas participantes, o BioFeme atua em sete cidades baianas, sendo elas: Feira de Santana - Centro Estadual de Educação Profissional Áureo de Oliveira Filho Feira de Santana - Colégio Estadual Teotônio Vilela Amargosa - Colégio Estadual Santa Bernadete Araci - Centro Territorial de Educação Profissional de Araci (Cetep) Cansanção - Colégio Estadual Senhor do Bonfim Itabuna - Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães Teofilândia - Colégio Estadual Teofilândia Estudantes matriculadas nas escolas contempladas pelo projeto que queiram participar podem entrar em contato pelas redes sociais oficiais do BioFemme ou pelo e‑mail biofemme@gmail.com. Projeto de incetivo à ciência integra sete escolas em cidades da Bahia Ascom/UFRB LEIA MAIS: Estudantes baianas desenvolvem luvas biodegradáveis à base de sisal e conquistam reconhecimento nacional; conheça projeto Estudantes desenvolvem mapa tátil sonoro para ampliar acessibilidade em universidade no interior da Bahia Estudante de cidade da Bahia fica em primeiro lugar em seleção de redações e assume vaga em programa do Senado Federal Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

Palavras-chave: tecnologia

Como obras de arte que estavam sumindo do papel estão voltando a ser visíveis com uso de tecnologia na UFMG

Publicado em: 28/09/2025 05:00

Fotografia científica recupera traços invisíveis em obras de arte Uma tecnologia avançada usada por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está permitindo que obras de arte que estavam desaparecendo do papel voltem a ser visíveis. Por meio de uma técnica chamada fotografia multiespectral (entenda abaixo), foram fotografados em laboratório desenhos da década de 1950 do pintor modernista mineiro Alberto da Veiga Guignard que estavam se apagando. Dedicatórias, assinaturas e elementos arquitetônicos presentes em dois desenhos do pintor começaram a ser revelados. Com o trabalho da restauradora Larissa Oliveira, responsável pela aplicação da técnica, foi descoberto que os desenhos foram feitos para duas mulheres. As obras representam paisagens de Ouro Preto. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Larissa fez uma comparação da obra original, de 1956, com a espectral, gerada com a técnica. Veja ponto a ponto destacado por ela no vídeo acima. “No espectral [imagem gerada após aplicação da técnica] dá pra ver alguns detalhes que estão desaparecidos no original [de 1956], como a dedicatória para Mania Helibhovsk, que não dá pra ler aqui. [...] A assinatura dele, também aqui tá no meio, tá totalmente desaparecida. E dá pra gente identificar, por exemplo, o Museu da Inconfidência, aqui no canto esquerdo", explica. "Esse [outro desenho] é o original de 1958. A dedicatória, ela tá um pouco mais visível do que a outra. Mas fica bem melhor nas técnicas que a gente usou", mostra (veja no vídeo). LEIA TAMBÉM Pintura de Anita Malfatti esconde mulher nua; descoberta foi feita por professores da UFMG Obras vandalizadas no 8 de janeiro somam R$ 20 milhões e prejuízo chega a R$ 12 milhões Desenho do artista mineiro Alberto da Veiga Guignard Reprodução/TV Globo O que é a técnica multiespectral A técnica multiespectral reúne diversos tipos de fotografias, usando diferentes fontes de luz, como ultravioleta e infravermelho, para capturar detalhes imperceptíveis ao olho humano, segundo Alexandre Leão, coordenador do iLab e do PrismaLab da UFMG. “A gente trabalha com luzes técnicas de ultravioleta, passando pela faixa visível que o ser humano consegue perceber, e indo também pra uma faixa não visível ao ser humano, que é o infravermelho”, “E a conexão de várias imagens, reunidas em software específico, especializado pra isso, permite com que essa imagem final seja então ali percebida, e essas nuances não visíveis se tornam visíveis em alguns casos, como aconteceu no caso das obras de Guignard”, afirma. Impressões fiéis preservam as obras Para que mais pessoas possam conhecer os desenhos e apreciar o resultado revelado pela tecnologia, os pesquisadores decidiram imprimir as imagens em papel de alta qualidade com tinta mineral de longa duração. “Reproduzir uma obra desse calibre, do Guindard, é como se estivesse reproduzindo uma '9ª Sinfonia do Beethoven', então você tem que ser um maestro ali na reprodução, para não adulterar nenhum aspecto da obra”, explica Luiz Rodrigo Cerqueira, impressor responsável pelo trabalho. O resultado do trabalho com a fotografia multiespectral e os desenhos originais de Guignard estão expostos no Museu Casa Guignard, em Ouro Preto. A visitação é gratuita. Vídeos mais vistos do g1 Minas:

Palavras-chave: tecnologia

Jovens denunciam ex-colegas de escola por criar falsas ‘nudes’ delas e compartilhar em app de mensagens, no Ceará

Publicado em: 28/09/2025 04:01

Jovens denunciam ex-colegas de escola por criar falsas ‘nudes’ delas e compartilhar em app de mensagens, no Ceará. Reprodução Um grupo de jovens denunciou dois ex-colegas de escola que criaram falsas “nudes” delas e compartilharam em um aplicativo de mensagens. Conforme as mulheres, o grupo possuía inúmeras imagens de diferentes pessoas, mas elas já identificaram sete vítimas. O g1 conversou com duas delas. As imagens eram retiradas das redes sociais das vítimas e manipuladas com uso de inteligência artificial. As sete vítimas já identificadas e os dois homens denunciados são todos estudantes de uma mesma escola em Fortaleza. Em nota, a Polícia Civil informou que investiga denúncias de crimes contra a dignidade sexual, em ambiente virtual, registrados em Fortaleza. Os fatos foram comunicados por meio de boletins de ocorrência (BO) na Delegacia do 27° Distrito Policial, unidade responsável pela apuração do caso. ✅ Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A corporação também orientou que, caso existam outras vítimas, elas também registrem um boletim de ocorrência, que pode ser feito presencialmente em qualquer delegacia. Depois de criadas, as falsas nudes eram compartilhadas em um grupo de um aplicativo de mensagens onde estavam os dois denunciados. O grupo foi descoberto por um amigo — tanto das vítimas, quanto dos criminosos —, que também é ex-estudante da mesma escola. Conforme uma das vítimas, esse amigo teve acesso ao grupo através do celular de um dos criminosos e flagrou uma imagem manipulada da própria mãe. Revoltado, ele contou para as ex-colegas. Vítimas eram próximas de criminosos Uma das vítimas é uma jovem de 20 anos, que vai ter a identidade preservada. Ela disse ter ficado surpresa não apenas com a criação das imagens, mas também com quem eram os responsáveis. "Esse ano mesmo eu saí, conversei com eles e tudo. Eles pareciam pessoas que não iriam fazer coisas assim. Quando a gente recebeu esses vídeos, todo mundo ficou sem acreditar... Eles ficavam rindo. Dá pra ver nas mensagens eles falando: 'A gente tem o poder nas mãos', coisa assim do tipo", disse. "Eu cheguei a aconselhar ele sobre faculdade, quando ele queria trocar de faculdade, sobre emprego, trabalho. A gente conversava porque a gente cresceu junto", reforçou a vítima. Ela disse também que uma das fotos que os criminosos pegaram foi de um "status" que ela postou em um aplicativo de mensagens. "Um print [captura de tela] de foto que eu tirei no banheiro do shopping com as minhas amigas. Eles vinham guardando coisas para fazer isso. Das outras meninas, por exemplo, eram postagens de Instagram e tudo, que eles pegavam delas, que elas estavam de biquíni e botavam no aplicativo", explicou a jovem. Crise de ansiedade Uma segunda vítima ouvida pelo g1 revelou que teve uma crise de ansiedade quando soube da existência do grupo e do material compartilhado entre os criminosos. "Ah, eu acho que pra mim foi uma das piores notícias que eu recebi recentemente. Eu senti que o meu corpo gelou", disse. "Eu simplesmente tremia, o meu corpo gelou, e eu comecei a passar mal. Eu tive uma crise de ansiedade. Meu marido estava na sala comigo, me ouviu chorando, me ouviu com falta de ar", reforçou a vítima. Ela disse que o choque foi agravado quando viu quem era um dos responsáveis por fazer as imagens — alguém que foi próximo a ela durante o ensino médio. "Foi um baque muito grande, tanto por eu ter visto esse tipo de exposição que não é real, o que torna muito pior, como quando eu soube que era um amigo meu, alguém que eu compartilhava minha vida, na inocência, achando que era uma pessoa boa pra mim", lamentou a jovem. Pena de até 8 anos de prisão Advogado comenta sobre punições aplicáveis a quem comete crimes sexuais na internet. O advogado Filipe Brayan alertou que é preciso desmistificar que crimes cometidos pela internet sempre saem impunes. "Há uma falsa percepção da sociedade que aqueles comportamentos realizados nas redes sociais não são passíveis de punição, não são alcançados pela lei ou que o autor daquele comportamento dificilmente vai ser descoberto pela justiça, o que não é verdade", disse. "Hoje em dia já há uma delegacia especializada em crimes cibernéticos. Lá, há procedimentos cujo o nome da vítima vai permanecer em sigilo e o conteúdo não vai ser disponibilizado para acesso. Também há softwares adequados para descobrir o verdadeiro autor daquele conteúdo, que se descoberto pode responder até a três crimes, o primeiro deles de violência psicológica contra a mulher", destacou. Ele explicou que sujeitar uma mulher a constrangimentos usando a imagem dela, mesmo que gerada por inteligência artificial, em contextos sexuais pode gerar pena de até dois anos de prisão. "Além disso, aquele que produziu um conteúdo utilizando a imagem da vítima em ato sexual, ato libidinoso, responde a um outro crime que a pena é até de um ano de prisão. Mas se esse conteúdo gerado for disponibilizado em qualquer rede social, grupo do WhatsApp, já há um novo e terceiro crime, cuja pena é de até cinco anos de prisão", reforçou. "Juntando os três tipos de crimes que podem ser cometidos com apenas um único ato, chegamos a pena de até oito anos de prisão. Aquele que produziu o conteúdo vai ser sujeito ao crime de violência psicológica contra a mulher, ao crime de produção de conteúdo libidinoso por inteligência artificial e ao crime de publicação desse conteúdo", complementou. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance?

Publicado em: 28/09/2025 04:01

Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Quando se fala em corrida e preparação, é impossível não pensar em um dos itens mais importantes para os atletas — e quase sempre nada discretos: os tênis. Para entender como eles funcionam e o que há por trás das tecnologias que prometem melhorar o desempenho dos corredores, o Globo Repórter foi até os laboratórios da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde são desenvolvidas algumas das principais inovações do setor no Brasil. LEIA TAMBÉM A febre das corridas de rua: como atividade vem conquistando cada vez mais brasileiros e os benefícios para saúde Amor na pista: corridas de rua viram cenário de romance e paquera com 'código secreto' na cor da meia Chega de dor: estudo brasileiro descobre método para evitar mais de 50% das lesões em corredores de rua E para descobrir o que realmente importa na hora de escolher um bom par, não tem jeito: é preciso ver por dentro. Literalmente. O processo começa com o corte do tênis — sim, ele é destruído para que os pesquisadores possam analisar cada componente. “A gente estuda o cabedal, o solado e o sistema de amortecimento”, explica Rubens dos Santos, supervisor técnico da UFSCar. A professora Lidiane Costa, do Departamento de Engenharia de Materiais da universidade, destaca que o avanço dos materiais está diretamente ligado à evolução do esporte. “A espuma do solado, por exemplo, influência na absorção de energia. Isso pode trazer mais conforto e reduzir o cansaço do atleta”, afirma. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo E não é para menos: em geral, provas de maratona duram cerca de quatro horas, e qualquer ganho de conforto ou economia de energia faz diferença. “O objetivo do tênis é amortecer os impactos e proteger as articulações. Um modelo só com espuma perde cerca de 40% da energia a cada passada. Já os com fibra de carbono perdem apenas 20%. Isso pode ser decisivo no final da prova”, explica Rubens. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo Mas e quem corre só por saúde, sem foco em performance? Os especialistas dizem que tênis mais simples funcionam. “Tudo depende da demanda e da estrutura corporal de cada um. Quem tem pisada neutra ou pronada precisa observar os pontos de apoio para evitar lesões”, afirma Lidiane. O tipo de terreno também influencia: asfalto, trilha ou montanha exigem características diferentes do calçado. No fim das contas, dizem os especialistas, o melhor tênis é o que se adapta ao seu corpo, ao seu ritmo e ao seu objetivo. No fim das contas, o melhor tênis, conforme dizem os especialistas, é aquele que se adapta ao seu corpo, ao seu ritmo — e ao seu objetivo. Tênis de corrida: como espuma do solado pode influenciar sua performance? Reprodução/TV Globo Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo: Globo Repórter - Brasil que Corre - 26/09/2025 Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Palavras-chave: tecnologia

Agricultura familiar faz do Brasil potência na exportação de pimenta-do-reino e pimenta-rosa

Publicado em: 28/09/2025 04:01

São Mateus é o maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil O Brasil é referência mundial na produção de especiarias, e um município do Espírito Santo se consolidou como o maior produtor de dois condimentos com grande demanda internacional: a pimenta-do-reino e a pimenta-rosa. Graças à agricultura familiar, São Mateus, no Norte capixaba, é hoje o maior produtor de pimenta-rosa do mundo e o maior produtor de pimenta-do-reino do Brasil. Em 2024, São Mateus produziu mais de 26 mil toneladas de pimenta-do-reino, o que representa 35% da safra estadual. No total, o Espírito Santo foi responsável por 73,4 mil toneladas da especiaria, o que corresponde a cerca de 60% da produção brasileira. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O desempenho é resultado da combinação de clima, solo fértil e da força da agricultura familiar, responsável por 76% das propriedades dedicadas ao cultivo. O produtor rural Erasmo Negris cultiva cinco hectares de pimenta-do-reino na cidade. Da propriedade, saem 15 toneladas por ano, exportadas para outros estados e para fora do Brasil. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta “Aqui o clima é propício em relação aos trópicos e a pimenta-do-reino se adaptou, se propagou muito bem. São Mateus, por essência, tem alta produtividade e o solo favorece”, contou. Agricultura familiar e tecnologia Segundo a Secretaria de Agricultura do Espírito Santo (Seag), existem cerca de 11,7 mil estabelecimentos rurais voltados ao cultivo da pimenta-do-reino no estado. A maioria é de agricultores familiares, que têm buscado apoio técnico para aumentar a produtividade e manter a qualidade do produto. “A gente tem vários projetos em parceria com o Incaper e também o apoio de agrônomos autônomos. Temos consultoria técnica contratada e também uma cooperativa que nos dá suporte na aquisição de insumos, na implantação da lavoura e depois na comercialização da safra”, explicou Erasmo. LEIA TAMBÉM: TRADIÇÃO: Capixaba coloca banana em tudo? Fruta é protagonista na mesa e economia do ES PECUÁRIA: Curral sustentável transforma dejetos em fertilizantes, energia e gás de cozinha AGROTECNOLOGIA: Como drones tornaram a pulverização mais eficiente e criaram nova profissão no campo Além do mercado de condimentos, a cadeia produtiva das pimentas tem alcançado novos segmentos, como perfumaria, cosméticos e óleos essenciais. Para a pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Fabiana Gomes Ruas, isso amplia o impacto social e econômico da atividade. “A importância social é grande porque muitas famílias participam tanto do extrativismo como do cultivo" "Nós temos indústrias de exportação e também iniciativas locais de aproveitamento dos produtos e coprodutos, como óleos essenciais e cosméticos. Outros mercados estão sendo atingidos além do de especiarias e condimentos”, destacou. Tradição que atravessa gerações Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta A produtora rural Ana Paula Martin Machado lembra que a história da família sempre esteve ligada às especiarias. “A fazenda foi a primeira a plantar pimenta-do-reino em grande escala no Brasil, com mudas vindas de Tomé-Açu, no Pará, e a pimenta-rosa também foi descoberta aqui. Minha relação com a pimenta é desde sempre, mas comecei na administração da fazenda há praticamente 10 anos”, disse. Hoje, a propriedade diversificou a produção e aposta em produtos industrializados. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta “A fazenda tem área de indústria, nós fazemos doce de macadâmia com pimenta-jamaica, gelato, biscoito e o mix de especiarias, que é o único do mundo com as quatro pimentas do mesmo tamanho: jamaica, rosa, branca e preta. Nós iremos começar a produzir agora óleo essencial da pimenta-do-reino e da rosa”, afirmou Ana Paula. Selo de qualidade A pimenta-rosa de São Mateus conquistou um selo de Indicação Geográfica (IG), reconhecimento que garante autenticidade e valor agregado ao produto. Para a pesquisadora do Incaper, o diferencial está na combinação de fatores naturais e na experiência dos produtores locais. “Temos aqui em São Mateus um ecótono, ou seja, ambiente de restinga ligado com solo de baixada litorânea, portanto bem drenado, muito favorável ao cultivo da pimenta-rosa. Aqui ela encontrou o local ideal: água na medida certa, solo bem drenado, sol e o saber das comunidades que desenvolveram o know-how de trabalhar com a cultura”, explicou Fabiana. Agricultura familiar em São Mateus faz do Espírito Santo o maior produtor de pimenta-rosa do mundo. TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Conheça as emboscadas dos apps para você pagar gorjetas

Publicado em: 28/09/2025 02:00

Pessoas dão gorjeta por várias razões: para se sentirem melhor, impressionar os outros, ajudar os funcionários ou porque são solicitadas Westend61/IMAGO Frank Sinatra era conhecido por dar gorjetas generosas com de notas de 100 dólares (R$ 548) aos garçons. Isso em uma época em que 100 dólares realmente valiam muito mais do que hoje. Mas, quais são as regras para dar gorjetas hoje em dia? Muitas pessoas não pensariam duas vezes antes de dar gorjeta a um garçom em um bom restaurante, ao cabeleireiro, a um bom barman ou ao porteiro que carrega sua bagagem pesada em um hotel movimentado. Essas são situações com normas claras e já muito estabelecidas em muitos países. Mas, e o barista do Starbucks? Ou a pessoa que atende seu pedido em um guichê de lanchonete? E um quiosque de autoatendimento? Dar ou não gorjeta? 📚 A maioria dos historiadores concorda que a gorjeta começou na Europa medieval, com os aristocratas distribuindo gratificações aos servos ou àqueles que trabalhavam em suas terras. No século 19, a ideia estava desaparecendo na Europa, mas chegou aos EUA. Mais tarde, seria reexportada para todo o mundo. Hoje, as pessoas dão gorjeta por uma série de razões: para se sentirem melhor consigo mesmas, para impressionar os outros, para ajudar a compensar o salário irrisório dos funcionários ou porque são solicitadas. 🪙 A gorjeta é motivada principalmente por ajudar os garçons ou recompensar um bom serviço, afirmou à DW Michael Lynn, professor de marketing de serviços na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, um estudioso das gorjetas. Nos EUA, dois terços dos clientes dão gorjetas de 15% ou mais, segundo pesquisa Alexis Gacon/DW Alguns dão gorjeta para cumprir uma sensação de obrigação, disse Lynn. Outros ainda são mais egoístas. Essas pessoas dão gorjeta para obter ou manter um serviço preferencial futuro ou aprovação social, explicou o especialista, que atualmente está escrevendo um livro sobre o assunto, que se terá o nome The Psychology of Tipping: Insights for Service Workers, Managers and Customers ("A psicologia da gorjeta: dicas para trabalhadores de serviço, gerentes e clientes", em tradução livre). Gorjeta digital: como chegamos até aqui? Nos dias de hoje, as novas tecnologias mudam como e onde as gorjetas são esperadas. No passado, alguns dólares eram deixados na mesa do restaurante ou um pequeno troco era colocado na caixinha de gorjetas ao lado do caixa. O aumento do uso de cartões, aplicativos e sistemas de pagamento com telas sensíveis ao toque adicionaram opções de gorjeta – e ainda mais confusão para os clientes. "Observamos uma explosão nos pedidos de gorjeta, embora os valores não tenham mudado drasticamente", diz Ismail Karabas, professor associado de marketing na Universidade Murray, no estado americano do Kentucky. Durante a pandemia de covid-19, muitas empresas deixaram de usar dinheiro em espécie e passaram a receber pagamentos sem contato e online. Dessa forma, as empresas que fornecem esses dispositivos digitais decidiram incluir um pedido de gorjeta. "O pedido de gorjeta já está incorporado ao processo; as empresas precisam optar por não usar essa opção. Muitas não o fizeram, por vários motivos, e então começamos a vivenciar uma inflação generalizada nos pedidos de gorjeta", disse Karabas, especialista em marketing de serviços, gorjetas e publicidade, à DW. O padrão de não optar por não receber 🔍 Quando os clientes recebem gorjetas pré-calculadas de 15%, 20% ou 25%, o que eles devem fazer? Simplesmente apertar um dos botões e pronto, reservar um tempo para adicionar seu próprio valor ou não deixar nada enquanto olha diretamente para o caixa? Os clientes geralmente escolhem uma opção de gorjeta predefinida ao invés de segurar a fila. Isso dá aos designers de tecnologia muita influência sobre a gorjeta. Lynn argumenta que a questão de como o design das interfaces afeta a gorjeta é uma "nova área em alta de pesquisa". "Aumentar o valor pedido para as opções de gorjeta aumenta o valor recebido – embora possa diminuir a proporção de pessoas que deixam gorjetas", disse. ⚠️ Os designers têm um incentivo para tornar a gorjeta a opção padrão e dificultar a opção de não dar gorjeta. Qualquer pessoa que queira optar por não receber gorjeta acaba se atrapalhando ou se perguntando como fazê-lo. "Mais gorjetas significam mais renda para os funcionários, mas também para os designers de tecnologia, porque eles cobram uma taxa por cada transação que passa por seus sistemas", acrescentou Karabas. Desde a pandemia, equipamentos de pagamento com cartão e online passaram a incluir pedidos de gorjeta Gregor Tholl/dpa-Zentralbild/dap/picture alliance O que realmente pensam os que dão gorjeta? Uma pesquisa do instituto YouGov realizada em maio de 2023 nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Espanha e Itália mostrou que a esmagadora maioria dos que dão gorjeta em restaurantes nesses países repassa de 5% a 10%, não muito mais. Os EUA foram um caso à parte, com dois terços dos entrevistados dando gorjetas de 15% ou mais. A pesquisa também revelou que muitos americanos deixariam gorjeta em um restaurante com um serviço ruim ou péssimo. Outra pesquisa sobre a cultura da gorjeta nos EUA, publicada pelo Centro de pesquisas Pew em novembro de 2023, analisou a chamada inflação de gorjetas (tipflation) nos EUA. O levantamento da Pew descobriu que 72% dos adultos afirmam que dar gorjeta aos funcionários do setor de serviços é esperado com mais frequência do que há cinco anos. Além disso, apenas 34% dos adultos entrevistados afirmam que é extremamente ou muito fácil saber quando é realmente apropriado dar gorjeta. Dicas para situações complicadas Como lidar com essa nova cultura de gorjeta? Primeiro, saiba onde você está, qual é a situação local e como os funcionários são pagos. Eles ganham um salário mínimo onde a gorjeta é uma gratificação adicional? Ou recebem um salário muito menor, abaixo do mínimo, e, portanto, dependem das gorjetas para subsidiar o salário líquido? Apenas 25% dos americanos deixariam gorjeta ao comprar um café e 12% o fariam em lanchonetes fast-food Jens Kalaene/dpa Themendienst/picture alliance Em alguns lugares nos EUA, esse salário abaixo do mínimo para trabalhadores que recebem gorjeta pode significar ganhar apenas 2,13 dólares por hora. Saber quanto as pessoas ganham pode ajudar a decidir se e quanto de gorjeta deixar. Em segundo lugar, dedique um tempo para entender o sistema. Depois de conhecer as normas locais e a situação salarial, você poderá lidar com a tecnologia de gorjeta, como calcular o que aquele botão de 25% realmente significa em dólares e centavos. Não se deixe pressionar pela fila atrás de você ou pelo grupo sentado à mesa com você – embora esta seja provavelmente a parte mais difícil, especialmente sea ocasião for um encontro romântico. Também não dê gorjeta por culpa. "Dar gorjeta por culpa deixa uma má impressão nos clientes, o pedido os irrita e diminui a probabilidade de eles retornarem ao mesmo estabelecimento", explicou Karabas. Por fim, como último recurso para evitar pedidos de gorjeta confusos ou inesperados, os clientes devem considerar pagar em dinheiro, diz Karabas. Assim, tudo estará em suas mãos, mesmo que seja uma nota de 100 dólares novinha em folha, como as de Frank Sinatra. Por que tantos profissionais preferem se demitir a deixar o home office? Fui demitido, e agora? Veja dicas do que fazer Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

Palavras-chave: tecnologia

Influencer suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX é preso na Argentina após inclusão na lista da Interpol

Publicado em: 27/09/2025 22:15

Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone O influenciador e empresário Gabriel Spalone, alvo de mandado de prisão temporária por suspeita de participar de um esquema de desvio de R$ 146 milhões via PIX, foi preso na noite deste sábado (27) ao pousar no Aeroporto Internacional da Argentina, em Buenos Aires, depois de ser incluído na Difusão Vermelha de procurados da Interpol. 🔴Difusão Vermelha, também conhecida como "lista vermelha" é um mecanismo internacional para o compartilhamento de informações de foragidos internacionais. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo. De acordo com a Polícia Federal, a prisão foi feita com apoio da Polícia Civil de São Paulo e das autoridades da Argentina, Panamá, Paraguai e Estados Unidos. A nota diz ainda que Gabriel deve ser extraditado para o Brasil. De acordo com o advogado Eduardo Maurício, que representa o empresário, foi requirido um pedido de revogação da prisão e para a exclusão do influenciador da lista da Interpol. Também foi feita uma denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamanos, para que Gabriel possa responder o processo em liberdade. (Veja nota na íntegra abaixo). Na sexta-feira (26), Gabriel chegou a ser detido no Aeroporto Internacional do Panamá, mas foi liberado em menos de 24 horas após as autoridades locais serem informadas de que ele não possuía ordem de prisão internacional e que nem estava na lista da Interpol naquele momento. Maurício disse que as autoridades do Panamá o liberaram para seguir viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Sua defesa também afirmou que a prisão no Panamá havia sido "ilegal e abusiva". Contudo, horas depois, Gabriel foi incluído no alerta vermelho da Interpol. Segundo Paulo Barbosa, delegado chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos, "a inclusão do nome do Gabriel Spalone na Difusão Vermelha foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo com a Polícia Federal". Ao pousar em Buenos Aires, Argentina, depois de sair do Panamá, Gabriel foi preso pela Interpol dentro do avião. Ele será transferido para o Brasil para ficar à disposição da Justiça. Gabriel Spalone tem 29 anos e é empresário e influenciador digital Reprodução/Arquivo pessoal Detido e liberado no Panamá Conforme a TV Globo apurou, após deixar o Brasil nesta sexta-feira (26) para seguir até Dubai, o influenciador foi para o Paraguai, onde comprou uma passagem com destino a Nova York, nos Estados Unidos, com escala no Panamá. Ao chegar, Gabriel desistiu da conexão para Nova York e adquiriu uma nova passagem com destino à Holanda. Foi nesse momento, enquanto tentava embarcar, que acabou detido. A TV Globo também apurou que empresário seria deportado para o Paraguai, país onde a fuga começou, e, em seguida, transferido para o Brasil. Contudo, o advogado informou às autoridades que Gabriel "era uma pessoa livre para viajar e não tinha qualquer ordem de prisão internacional ou inclusão na Interpol". Menos de 24 horas, ele foi liberado. O que diz a defesa "Eduardo Maurício advogado de defesa de Gabriel Spalone ratifica que seu cliente foi colocado em liberdade no Panamá, e afirma que posteriormente foi detido novamente em Buenos Aires (desta vez com uma inclusão ao que parece correta na Interpol). Dr. Eduardo Maurício afirma que exercerá a defesa do influencer e empresário no processo de extradição que se inicia na Argentina, e em paralelo, já foi fornecida provas da sua inocência e já foi requerido no Brasil a revogação da sua prisão pendente de decisão judicial, e se o caso impetrará habeas corpus perante o Tribunal, bem como a defesa procederá com o pedido exclusão de Spalone da Interpol diretamente em Lyon na França; e também com denúncia na Corte Interamericana de Direitos Huamnos, tudo visando com que Gabriel possa responder o processo em liberdade." Esquema de desvio Operação mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX Na última terça-feira (23), a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo fez uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária contra Gabriel Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Ele é suspeito de participação em um esquema que desviou R$ 146 milhões via PIX de um banco e de empresas vítimas das transferências ilegais. Outras duas pessoas foram presas. Guilherme Sateles Coelho e Jesse Mariano da Silva teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema. Os investigadores dizem que o esquema envolvia empresas criadas por Gabriel Spalone, que ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos. Elas não tinham autorização do Banco Central para operar transferências diretas via PIX. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização para realizar a operação. Esta intermediação é o chamado o PIX indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu regras para fintechs, como as de Gabriel. Segundo a polícia, em fevereiro deste ano, as empresas dele realizaram em menos de 5 horas mais de 600 transferências ilegais por pix indireto, de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146 milhões. O banco conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo Reprodução/Divulgação

Palavras-chave: cibernético

Inteligência artificial vira parceira de artistas em festival em Salvador

Publicado em: 27/09/2025 21:22

Festival em Salvador mostra como arte pode se aliar à inteligência artificial Um festival em Salvador mostra como a arte pode se aliar à inteligência artificial. Instalações que se transformam com o movimento humano: basta levantar o braço e interferir na projeção na grande tela. Nesta galeria, todo tipo de arte ganha espaço e vai além da contemplação. É um evento inédito no Brasil. O Artelligent, Festival Internacional de Arte e Inteligência Artificial, reúne obras de 29 artistas brasileiros e de outros países. Uma coisa em comum em todas as obras é que nenhuma delas seria possível sem o uso da inteligência artificial. Nesta sala, é o visitante quem traça o desenho ao caminhar. Sob os pés, surgem imagens de corais, fungos, cogumelos, fazendo uma relação da interferência do homem na natureza. "Eu acho que a IA funciona como um microscópio, para nos mostrar coisas que às vezes nós não percebemos no dia a dia", diz o curador e diretor do Artelligent, Francisco Barreto. "Ela entra como, em algumas das obras, um parceiro criativo. A execução da obra se dá a partir do uso da IA, para gerar uma imagem, para gerar um vídeo. Em outros momentos, o artista entra como um instrutor que guia a IA no processo criativo", completa Barreto. O trabalho de estreia do baiano Amadeus, de 27 anos, usa a inteligência artificial: uma música que mistura a batida dos tambores com arranjos eletrônicos. LEIA TAMBÉM: Otan vai reforçar vigilância no Mar Báltico após novo incidente com drones na Dinamarca Astrônomos detectam anã branca que 'engoliu' mundo gelado parecido com Plutão VÍDEO: Zeca Pagodinho distribui doces no RJ, mulher canta música e outro sambista e cantor brinca: 'Pagodinho da Vila'

Palavras-chave: inteligência artificial

'Sem saber o que pode acontecer': dinamarqueses se sentem inseguros após detecção de drones russos no país

Publicado em: 27/09/2025 20:55

Europa debate reforço de defesas após novo drone no espaço aéreo da Dinamarca O sobrevoo de drones não identificados em países da Europa levantou suspeitas, nas últimas semanas, sobre uma possível ação da Rússia. O governo russo nega; mas a Dinamarca afirmou que na madrugada deste sábado (27) houve um novo episódio. O Comando de Defesa da Dinamarca divulgou, neste sábado, uma nota confirmando que drones foram avistados em diversas instalações militares do país na noite passada. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que, em resposta, vai reforçar a vigilância na região do Mar Báltico. Mais cedo, o ministro do Interior da Alemanha disse que a ameaça pode ser classificada como alta quando se trata de drones. O ministro disse também que o país fará uma revisão da lei de segurança da aviação para permitir que as forças armadas se envolvam em possíveis interceptações. Desde quinta-feira (25), o exército alemão faz exercícios militares de grande escala na cidade portuária de Hamburgo. Na Holanda e em Portugal, forças da Otan também testaram novas tecnologias de vigilância, com drones aéreos e submarinos. Soldados da Ucrânia participaram do exercício, compartilhando experiências. O uso de drones e barcos não tripulados se desenvolveu rapidamente no país depois da invasão russa, três anos e meio atrás. Hoje, o presidente ucraniano disse que Vladimir Putin está testando as defesas da Otan e se preparando para um conflito maior. "Ele abrirá outras direções, ninguém sabe onde", alertou Volodymyr Zelensky. Autoridades europeias têm discutido a possibilidade de conceder um empréstimo de € 140 bilhões à Ucrânia, a partir de bens russos congelados. O dinheiro seria usado para financiar uma parede de drones nos países próximos da fronteira com a Rússia, com capacidades avançadas de rastreamento e interceptação. A questão ganhou força depois que incursões de drones foram registradas nas últimas semanas em países como Dinamarca, Noruega, Alemanha, Polônia e Romênia. Aeroportos chegaram a fechar. O espaço aéreo da Estônia também foi invadido, só que por caças militares russos, que continuam bombardeando cidades ucranianas. Autoridades europeias falam em padrão de provocações que expõe a vulnerabilidade do espaço aéreo europeu e causa ansiedade na população. “Ficamos um pouco inseguros sem saber quem está por trás disso e o que pode acontecer”, diz uma dinamarquesa. 'Sem saber o que pode acontecer': dinamarqueses se sentem inseguros após detecção de drones russos no país Reprodução / JN “Estou preocupado porque não temos uma resposta séria aos drones, uma maneira de combatê-los sem ferir pessoas ou causar danos”, diz outro morador. LEIA TAMBÉM: Na ONU, chanceler russo nega ataque com drones à Europa e diz que qualquer agressão da Otan à Rússia terá resposta Mundo vive guerra de drones e corrida armamentista mais destrutiva da história, diz Zelensky na ONU

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Alerta da Defesa Civil falha em telefones da Vivo no DF; Anatel investiga

Publicado em: 27/09/2025 20:46

Defesa Civil vai enviar pelo celular alertas sobre chuva em áreas de risco Usuários da operadora Vivo no Distrito Federal tiveram problemas com o recebimento do teste de alerta da Defesa Civil. O aviso foi emitido aos estados do Centro-Oeste na tarde deste sábado (26). De acordo com a Defesa Civil, a operadora apresentou "instabilidades" durante o teste e por isso parte dos usuários não recebeu o alerta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp "Situações como essa fazem parte do processo de verificação e são fundamentais para que as equipes técnicas, em parceria com as operadoras e a Anatel, possam ajustar o sistema", informou a Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec). O alerta deste sábado fez parte da fase final dos testes do Defesa Civil Alerta, que já está operando nas demais localidades do país. Em nota, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que já está em contato com a Vivo e investigando se houve alguma falha no envio e recepção do alerta relacionado à operadora "A verificação está sendo conduzida de forma técnica e detalhada para averiguar se houve, de fato, qualquer falha de recepção ou distribuição associada à operadora mencionada", disse a Anatel (leia a nota na íntegra abaixo). Alerta sonoro da Defesa Civil Reprodução Teste de alerta da Defesa Civil A população do Distrito Federal e dos três estados do Centro-Oeste recebeu um alerta de teste da Defesa Civil Nacional na tarde desde sábado. O alerta, considerado mais "intrusivo", assustou a população. O aviso "pula" na tela do celular e emite avisos sonoros ainda que o aparelho esteja no modo silencioso. O sistema não tem necessidade de cadastro e, ainda que assuste, garante que, em caso de um alerta real, toda a população naquela área seja efetivamente alertada, sem falhas. Segundo o governo, qualquer modelo com Android ou iOS lançado a partir de 2020 está apto a receber o alerta. O serviço é gratuito e alcança todos os celulares compatíveis. É preciso que o aparelho esteja em uma área com cobertura de telefonia móvel 4G ou 5G — mesmo que esteja conectado a rede Wi-Fi. Além do Distrito Federal, o alerta também foi emitido em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, os estados que formam a região Centro-Oeste. 'Alerta invasivo' nos celulares: veja como vai ser O que disse a Sudec A Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil (Sudec), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF) informa que, neste sábado (27), realizou demonstração do Sistema de Alerta de Desastres pela tecnologia de Cell Broadcast, com o objetivo de familiarizar a ferramenta à população. Durante a demonstração, uma operadora específica (Vivo) apresentou instabilidade e parte dos usuários não recebeu o alerta. O aperfeiçoamento do serviço garantirá que, em outubro, o sistema esteja plenamente operacional, cumprindo sua função de informar e proteger a população em situações de risco O que disse a Anatel Informamos que a Anatel está em contato com a operadora Vivo e com a ABR Telecom para levantar maiores detalhes sobre os relatos recebidos quanto ao não recebimento do alerta enviado pela Defesa Civil em determinados locais. Cabe ressaltar que o sistema de alertas via celular já está operacional em todo o território nacional, com a exceção da Região Centro-Oeste que tem previsão de ter o sistema disponível dia 01/10/2025, com pleno funcionamento. Desde sua ativação, mais de 400 alertas foram disparados com sucesso, permitindo que milhões de brasileiros recebessem mensagens de emergência da Defesa Civil diretamente em seus celulares, de forma georreferenciada, confiável e tempestiva. Todos os dados estão sendo analisados para identificação de eventuais intercorrências, tanto nesse alerta demonstração no DF bem como nas demais cidades do Centro-Oeste. Assim que as apurações forem concluídas, informaremos as medidas corretivas eventualmente necessárias, caso alguma falha seja confirmada, com o compromisso de garantir a efetividade e a confiabilidade do sistema de alertas públicos no sistema Defesa Civil Alerta. LEIA TAMBÉM: PREVISÃO DO TEMPO: Fim de semana no DF terá tempo firme, queda na umidade e calor em elevação, diz Inmet CINEMA: Cine Brasília vai exibir 14 filmes do Studio Ghibli com ingressos a partir de R$ 5; confira programação Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Autoridades do Panamá prendem influenciador brasileiro suspeito de desviar milhões via Pix

Publicado em: 27/09/2025 20:40

Polícia Federal do Panamá detém influenciador e empresário Gabriel Spalone Um influenciador brasileiro, investigado pela Polícia de São Paulo, foi detido no Panamá durante uma conexão de aeroporto. Gabriel Spalone é considerado foragido aqui no Brasil desde terça-feira (23), quando foi alvo de uma operação sobre um esquema de golpes com transferências digitais. Gabriel Spalone, de 29 anos, é dono de duas empresas que se apresentam como fintechs , que são financeiras online voltadas para pagamentos e investimentos. Em uma rede social, o influenciador afirma que mora em Dubai. Ele também tem endereços em São Paulo. Na última terça-feira, a Polícia Civil fez uma operação para cumprir mandatos de busca e apreensão e de prisão temporária contra Spalone, mas o influenciador não foi encontrado. Duas pessoas foram presas. Os investigadores dizem que o esquema funcionava da seguinte forma: as empresas criadas por Gabriel Spalone ofereciam serviços financeiros digitais, como transações de câmbio, criptomoedas e pagamentos; essas companhias não tinham autorização do Banco Central para operar diretamente transferências diretas via Pix. Então, usavam o sistema de bancos ou empresas financeiras que têm autorização – o chamado Pix indireto, que é ilegal desde janeiro, quando o Banco Central endureceu as regras para as fintechs, como as de Spalone. Segundo a polícia, em fevereiro, as empresas de Gabriel realizaram, em menos de 5 horas, mais de 600 transferências ilegais por Pix indireto de 10 contas de um único banco, totalizando R$ 146,5 milhões A instituição conseguiu identificar a fraude e recuperar R$ 100 milhões. As autoridades brasileiras localizaram o influenciador na sexta-feira (26). Ele estava no Aeroporto Internacional do Panamá fazendo uma escala de um voo para os Estados Unidos. Os policiais brasileiros pediram a detenção dele e a transferência para o Brasil. A defesa de Gabriel Spalone disse que recorreu à Justiça panamenha e que o influenciador foi solto na tarde deste sábado. A Polícia Civil de São Paulo não confirmou a informação. Em nota, o advogado do influenciador afirmou ainda que o seu cliente "já esclareceu e apresentou todas as provas que demonstram inexistir necessidade de prisão e qualquer ato ilícito de sua autoria." gora há pouco, a Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo confirmou que o nome Gabriel Spalone foi incluído na lista vermelha da Interpol. Gabriel Spalone Reprodução JN SAIBA MAIS: Gabriel Spalone: quem é influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX no Panamá Após ser detido no Panamá, influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões via PIX é liberado, diz advogado

Palavras-chave: cibernético

Expoagro 2025 começa neste domingo em Manaus com feira, shows e negócios rurais

Publicado em: 27/09/2025 20:08

Expoagro 2025: evento de agronegócio do Amazonas acontece no Parque Multiuso A 47ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro 2025) começa neste domingo (28), às 9h, no Parque Multiuso Dr. Eurípedes Ferreira Lins, localizado no km 2 da BR-174, em Manaus. O evento segue até o dia 5 de outubro. Este ano, a feira terá oito dias de programação voltada para toda a família e para produtores rurais. O objetivo é estimular negócios e apresentar novas tecnologias para o setor agropecuário. A expectativa é receber 260 mil visitantes durante os oito dias. A Expoagro busca fortalecer o setor primário no estado, oferecendo oportunidades de negócios e acesso a tecnologias para produtores rurais. Também pretende aproximar o público urbano do ambiente rural. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A programação inclui exposição de animais, cursos, palestras, feira de produtos regionais, shows musicais, rodeio, competições equestres, espaço kids, gastronomia regional e artesanato indígena. Também haverá acesso ao crédito rural, venda de maquinários e rodada de negócios. Ao todo, serão 580 estandes. A abertura da Expoagro 2025 será marcada pela 2ª corrida da feira, neste domingo (28), às 5h50. A largada será na avenida Cláudio Mesquita, no km 2 da BR-174, com percursos de 5 km e 10 km. Todos os dias, das 17h à meia-noite, o Festival Artistas da Terra apresenta mais de 30 atrações regionais para públicos infantil e adulto. Esta é a 4ª edição do festival dentro da Expoagro. De segunda (29) a sexta-feira (3), serão oferecidos 55 cursos gratuitos para produtores, técnicos, estudantes e interessados no setor agropecuário. As aulas acontecem das 8h às 16h. Durante todos os dias da feira, os produtos comercializados terão isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida busca incentivar a venda de maquinários, insumos, materiais para pesca e piscicultura, além de animais. 🐎 Expoagro 2025: confira a programação completa da feira 🐮 Expoagro 2025 terá 1º Leilão Comercial da Pecuária do AM com 745 animais; saiba como participar Expoagro em Manaus Rede Amazônica

Palavras-chave: tecnologia