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Governo de PE nega denúncia sobre espionagem de secretário do Recife; advogado questiona legalidade e metodologia

Publicado em: 26/01/2026 14:45

SDS detalha monitoramento a carro de secretário do Recife O governo de Pernambuco convocou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (26) para esclarecer uma denúncia de que, supostamente, estaria espionando o secretário Gustavo Queiroz Monteiro, chefe de articulação política e social da prefeitura do Recife. Conforme a denúncia, veiculada no domingo (25) pela TV Record, um carro funcional utilizado pelo secretário foi vigiado por policiais civis entre agosto e outubro de 2025, e chegou a ter um rastreador instalado pelos agentes — medida com legalidade questionada por advogados (veja mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A Polícia Civil confirmou o monitoramento e disse que a investigação ocorreu devido a uma denúncia sobre recebimento de propina, e que o veículo da frota da prefeitura, usado pelo secretário, era o foco da apuração. A suspeita de recebimento de propina, segundo o governo, veio a partir de uma "grave denúncia anônima apontando a utilização de um veículo, por servidor público do município do Recife". De acordo com a denúncia, havia um grupo com no WhatsApp, com membros da Polícia Civil, em que agentes e delegados trocavam informações sobre a rotina do secretário. A existência do grupo, intitulado "Nova Missão", foi confirmado pela Secretaria de Defesa Social (SDS). O carro usado pelo secretário do Recife, da frota da prefeitura, era seguido desde o momento em que o Gustavo Monteiro saía de casa até a noite, quando ele voltava. Segundo a denúncia, outra pessoa monitorada era o irmão do secretário, Eduardo Monteiro, que é assessor da prefeitura do Recife. No grupo, os policiais compartilhavam fotos do carro, e, em determinado momento, citam a compra e colocação de uma "tag", aparelho utilizado para rastrear o veículo. O equipamento foi instalado quando o veículo estava estacionado num supermercado. Segundo o advogado de defesa do secretário, Eduardo Trindade, o monitoramento aparenta ser ilegal, com "uso e aparelhamento do estado para investigar pessoas ligadas à cúpula da prefeitura em altos cargos". "Fazer investigação não é ilegal, mas o que pode ser ilegal, se for comprovado, é a metodologia da época de outrora, que meu pai muito vivenciou enquanto advogava na defesa de presos políticos pela repressão, pelo golpe militar de 1964. Nos dias de hoje, se isso tiver sendo feito, monitoramento às escondidas, é algo muito preocupante e inaceitável pela atual sistemática do Estado Democrático de Direito", declarou. O advogado afirmou, ainda, que algo que chamou a atenção foi a ausência de um inquérito policial instaurado, algo que a Polícia Civil afirma ser normal no âmbito de uma investigação preliminar. "Seria uma investigação preliminar, sem inquérito policial, mas já com o uso de tecnologias que não me parecem, a uma primeira análise, compatíveis com uma verificação preliminar, como esse monitoramento através de rastreamento com o uso de 'tags'. [...] A compra dessa 'tag' teria sido feita de forma particular por um dos integrantes do grupo, e não de forma oficial por parte da Secretaria de Defesa Social. É o que parece. É isso que precisa ser investigado", declarou. Denúncia anônima Grupo em que policiais compartilhavam informações sobre monitoramento de secretário do Recife Reprodução/WhatsApp Durante a coletiva de imprensa, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, disse que deu a ordem para a investigação, depois que chegou à SDS um documento com imagens do secretário e de seu irmão, bem como uma foto do carro em um estacionamento. Carvalho afirmou que a denúncia foi feita de forma anônima. No documento, Gustavo Monteiro é referido como "'braço direito do prefeito', amigo de faculdade e responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos financeiros" e como alguém que "coordena toda operação de arrecadação [de propina], e coloca seus irmãos para executar". Já o irmão, Eduardo Monteiro, seria ligado ao gabinete do prefeito, "conhecido e temido por todos os fornecedores" e "faz a operação acontecer em todas as secretarias com a cobrança da propina" para "arrecadar o dinheiro e até com manipulação em licitações para beneficiar as empresas que melhor podem arrecadar". Na denúncia, é dito que Eduardo Monteiro receberia pagamentos em dinheiro, em estacionamentos de shoppings, com valores de 4% a 5% de "faturamentos mensais" de fornecedores da prefeitura. "Caso o empresário não cumpra no mês, é bloqueado o pagamento no mês subsequente", diz o documento, que também cita a cobrança de 30% a 50% de propina por "valores a restituir ou com pendências de pagamentos gerados por reequilíbrios". O texto da denúncia também afirma que fornecedores que atuaram em festas, como o carnaval, devem pagar valores de 5% a 10% e que, por isso, "empresas de terceirização ligadas à prefeitura estão quebradas, não conseguem arcar com seus compromissos porque sofrem extorsão mensalmente em valores incompatíveis com os faturamentos". O pai dos dois, Henrique Monteiro, também é citado, como alguém conhecido "na Secretaria de Saúde com mesma finalidade" e que "já operou na Secretaria de Cultura do Recife". A denúncia também diz que exceções à suposta cobrança de propina seriam empresas de Romero Jatobá, pai do vereador Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Câmara Municipal, que seriam "beneficiadas com manipulação desde a licitação até a contratação dos empregados". Segundo a Polícia Civil, o conteúdo da operação "Nova Missão" foi vazado supostamente por um policial investigado por outro crime. Governo nega irregularidade Sobre o monitoramento, a Polícia Civil informou que, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), denúncias anônimas, por si só, não são suficientes para a instauração de inquérito policial, e são utilizadas apenas como fonte de informação. "[...] Razão pela qual foram iniciadas as diligências preliminares, como de praxe, focadas na movimentação do veículo em questão, para verificação da procedência ou não da denúncia", diz a corporação. O secretário Alessandro Carvalho disse que a verificação prévia, antes da instauração de inquérito, ocorre para que uma simples denúncia anônima não cause "constrangimento com a instauração de um inquérito a quem não tinha justa causa para se instaurar o procedimento". Ele disse, ainda, que o foco da investigação preliminar era o veículo supostamente utilizado para o recebimento de propina. "Preciso de autorização para fazer interceptação telefônica, escuta ambiental, pegar um gravador, seja o que tipo for, e colocar no ambiente. Preciso de autorização para extrair informações de um aparelho celular. Agora, para fazer vigilância, não. [...] Todo o serviço foi feito em cima do veículo. O foco era o veículo, o Gol branco. Quem entrava, quem saía, para onde ia. Esse veículo depois foi trocado por um Onix Plus branco, também alugado. Mas não havia acompanhamento de rotina de secretário, de família de secretário, da casa dele, do veículo particular dele. Isso, não houve", declarou o secretário. Ainda segundo a SDS, a investigação preliminar foi realizada "sem qualquer tipo de violação de privacidade ou de exposição" e, ao final, "não houve instauração de inquérito policial, uma vez que não foi constatada a prática de nenhum ato ilícito". Questionado sobre a instalação de equipamento rastreador no carro, o secretário negou que houvesse ilegalidade e necessidade de mandado expedido pela Justiça, mesmo em investigação anterior à instauração de inquérito. "É uma técnica de investigação utilizada por qualquer polícia do Brasil e do mundo, e que não necessita de autorização judicial", disse. O advogado Yuri Herculano, diretor de prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) e especialista em processo penal, conversou com o g1 sobre os limites da atuação policial sem que haja expedição de mandado pela Justiça. Ele disse que, justamente porque uma denúncia anônima, por si só, não valida a instauração de um inquérito, é possível realizar diligências preliminares, como as que teriam sido feitas pela Polícia Civil, para obter elementos mais robustos que justifiquem a abertura da investigação oficial. Entretanto, de praxe, é preciso autorização da Justiça para rastreamento de pessoas. A SDS diz que não rastreou pessoas, mas sim o veículo pertencente à frota do município. "Você pode acompanhar um sujeito, pode ficar, por exemplo, monitorando a residência, vendo quem entra e quem sai. [...] É possível que os policiais entrem nessa casa com base na denúncia anônima? Não. Que esses policiais requiram uma busca e apreensão com base na denúncia anônima? Não. Que eu coloque um rastreador num veículo? Não. Porque o uso de rastreador num veículo é uma medida invasiva, que atinge a privacidade do cidadão. Para que haja essa invasão de privacidade, preciso ter elementos mais robustos, um inquérito instaurado, autorização judicial para isso", declarou. Alessandro Carvalho também foi questionado sobre a possibilidade de a "tag" ter sido comprada de maneira pessoal por um dos delegados, e não pela SDS, e disse que a compra foi feita pela via institucional, mas que publicizar técnicas de investigação "só interessa ao bandido". "Você tem suprimento de fundo que lhe possibilita fazer despesas, e pode ser suprimento de fundo administrativo ou verba reservada, verba secreta, verba sigilosa, cada polícia dá um nome. Isso tem normativos que regulamentam e é algo que se faz de maneira corriqueira", declarou. O secretário Alessandro Carvalho disse que um inquérito policial deve ser aberto para apurar o vazamento de informações do setor de inteligência da Polícia Civil, devido à divulgação de imagens das conversas do grupo "Nova Missão". VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: câmara municipaltecnologia

Vazamento expõe dados internos da Nike, diz site

Publicado em: 26/01/2026 14:42

Loja da Nike em shopping de São Petersburgo, na Rússia, em imagem de 25 de maio de 2022. Anton Vaganov/Reuters A Nike está investigando um possível ataque hacker que expôs ao menos 1,4 terabyte (TB) de dados internos da empresa. A informação foi revelada pelo site britânico de tecnologia The Register, que diz ter tido acesso a parte do material. 🔎 1 TB (terabyte) equivale a 1.000 gigabytes (GB). Para referência da capacidade de armazenamento, um disco de 1 TB consegue armazenar 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos. Segundo o portal, informações de clientes e funcionários da Nike não foram expostas nesse incidente. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao The Register, a empresa afirmou que está apurando o caso. "Sempre levamos a privacidade do consumidor e a segurança dos dados muito a sério", disse um porta-voz da Nike ao portal. "Estamos investigando um possível incidente de cibersegurança e avaliando ativamente a situação", completou. O g1 também procurou a Nike e aguarda retorno. O The Register afirma que o vazamento teria sido realizado pelo grupo hacker WorldLeaks, que alegou ter acessado 188.347 arquivos dos sistemas da Nike. Entre o material estão diretórios com identificações como "Roupas Esportivas Femininas", "Roupas Esportivas Masculinas", "Recursos de Treinamento – Fábrica" e "Processo de Confecção de Vestuárias". Isso indica que, muito provavelmente, os golpistas tiveram acesso a informações sobre produtos e processos de fabricação, segundo o The Register. O portal lembra que o grupo WorldLeaks já fez outras "centenas de vítimas". Em julho de 2025, a Dell foi uma delas: o grupo alegou ter acessado 416.103 arquivos da fabricante de computadores. A empresa, por sua vez, afirmou que o WorldLeaks não teve acesso a informações sensíveis. Outro caso recente de vazamento de dados Pesquisador diz ter encontrado 149 milhões de senhas expostas na internet Na semana passada o g1 mostrou outro caso em que um pesquisador de cibersegurança da Ucrânia disse ter encontrado um banco de dados com 149 milhões de senhas expostas na internet. Como criar senhas fortes e proteger suas contas A lista inclui dados de usuários do Gmail, do Facebook, do Instagram, do Yahoo, de serviços de streaming e também do "gov.br", entre outros, segundo Jeremiah Fowler. Ao detalhar o caso para o ExpressVPN, serviço de rede privada baseado nas Ilhas Virgens Britânicas, o pesquisador afirmou que o material tinha 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuários e senhas roubadas de vítimas ao redor do mundo. Plataformas afetadas Ainda de acordo com o pesquisador, a lista de contas de e-mail expostas continha o seguinte volume de dados dessas plataformas: Gmail, 48 milhões; Yahoo, 4 milhões; Outlook, 1,5 milhão; iCloud, 900 mil; E-mails com final ".edu", 1,4 milhão. Outros serviços incluem: Facebook, 17 milhões; Instagram, 6,5 milhões; Netflix, 3,4 milhões; TikTok, 780 mil; Binance, 420 mil; OnlyFans, 100 mil. Vídeos de alimentos e objetos falantes criados com IA inundam as redes Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil Ferramenta gratuita da rede social X tem sido usada para criar imagens íntimas falsas

Independência de hardware: Microsoft revela novo chip de IA para acelerar o Azure

Publicado em: 26/01/2026 12:23 Fonte: Tudocelular

A Microsoft anunciou a introdução do seu mais novo chip com foco em inferência de inteligência artificial. Chamado de Maia 200, o componente é uma evolução do Maia 100, lançado pela empresa em 2023 e vem com melhorias que buscam um maior desempenho, além de especificações atualizadas. Novo chip de IA Em geral, ele foi projetado para rodar os maiores modelos de linguagem atuais com folga para os futuros. O chip possui mais de 100 bilhões de transistores e promete entregar 10 petaflops em FP4, bem como algo em torno de 5 petaflops em FP8.Concorrente de peso Atualmente, várias empresas de tecnologia se movimentam para criar seus próprios componentes para essa mesma finalidade. O Maia 200 da Microsoft tem como objetivo disputar mercado com os TPUs do Google e a linha Trainium da Amazon. Inclusive, ele oferece 3x mais performance em FP4 que o modelo de 3ª geração da Amazon e desempenho FP8 superior ao TPU v7 do Google.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

PF deve remarcar dois depoimentos do caso Master; medida atende a pedido das defesas

Publicado em: 26/01/2026 12:04

A Polícia Federal (PF) deve remarcar dois depoimentos de investigados no inquérito que apura supostas irregularidades na proposta de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), que estavam previstos para esta segunda-feira (26). São as oitivas de dois empresários da empresa Tirreno: André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto. O adiamento atende a pedido das defesas. Advogados alegaram que só tiveram acesso aos autos na semana passada e, em razão disso, não conseguiram ler todo o material. Alegaram que só após essa leitura, os empresários têm condições de responder perguntas de depoimentos. A PF então deve remarcar esses dois depoimentos, em data que ainda será decidida. Já o primeiro depoimento, de Dario Oswaldo Garcia Junior, diretor de finanças e controladoria do BRB, ocorreu e ele respondeu todas as perguntas. O teor do depoimento segue em sigilo. Oitivas na sede do STF PF retoma depoimentos no caso Master Os investigadores começaram a colher os depoimentos nesta segunda. Essa etapa pode definir se o caso fica no Supremo Tribuna Federa (STF) ou volta para a Justiça Federal. Os depoimentos começaram às 8h10, segundo informações obtidas pela TV Globo. As oitivas ocorrem na sede do STF, em sessões presenciais e por videoconferência. Na terça-feira (27) ainda, prestam depoimento: Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Palavras-chave: tecnologia

Acre tem mais de 1,6 mil bolsas do Prouni para o 1º semestre de 2026

Publicado em: 26/01/2026 11:22

Mais de 590 mil vagas no Prouni 2026 O Ministério da Educação (MEC) oferta 1.684 bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) no Acre no processo seletivo do primeiro semestre de 2026. Do total, 1.026 bolsas são integrais, que cobrem 100% da mensalidade, e 658 são parciais, com desconto de 50%. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas a partir desta segunda-feira (26) até a próxima quinta (29), exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Entre as graduações, o curso de administração lidera a oferta no estado, com 146 bolsas, das quais 85 são integrais e 61 parciais. Em seguida aparecem direito, com 139 bolsas (53 integrais e 86 parciais), e gestão pública, com 120 bolsas (62 integrais e 58 parciais). Veja abaixo os dez cursos com maior número de bolsas no Acre: Administração: 146 Direito: 139 Gestão Pública: 120 Gestão de Recursos Humanos: 99 Análise e Desenvolvimento de Sistemas: 85 Gestão Comercial: 64 Gestão da Tecnologia da Informação: 57 Sistemas de Informação: 55 Sistemas para Internet: 46 Criminologia: 42 Alunos são beneficiados com bolsas de estudo integrais e parciais por meio de iniciativas como o ProUni e o Programa de Bolsa de Estudo Social da Unaerp - PBEST DICom Unaerp A maior parte das bolsas no estado está concentrada em Rio Branco, que soma 1.323 oportunidades, sendo 754 integrais e 569 parciais, distribuídas em 83 cursos em oito municípios. A distribuição completa por cidade pode ser consultada na página do Prouni, na opção 'Consulta de bolsas'. Veja abaixo a quantidade de cursos com bolsas disponíveis por cidade do Acre: Acrelândia: 1 curso Brasiléia: 20 cursos Cruzeiro do Sul: 48 cursos Feijó: 2 cursos Plácido de Castro: 1 curso Rio Branco: 83 cursos Sena Madureira: 15 cursos Tarauacá: 1 curso Detento acreano é aprovado no Enem e ganha bolsa integral para cursar Ciências Contábeis O resultado será divulgado em duas chamadas: a primeira no dia 3 de fevereiro e a segunda em 2 de março. O edital do programa foi publicado pelo MEC em 8 de janeiro. Para concorrer às bolsas integrais, o candidato precisa ter renda familiar bruta mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais são destinadas a estudantes com renda per capita de até três salários mínimos. LEIA TAMBÉM: Detento ganha bolsa integral para cursar ciências contábeis dentro de presídio no AC: 'Quero ter meu próprio negócio' Estudante autista que tirou 900 na redação do Enem conciliava estudo com artesanato Com mais de 1,2 mil vagas, Ufac abre processo seletivo para cursos de bacharelado com notas do Enem; veja detalhes Em todo o Brasil, o Prouni vai disponibilizar 594.519 bolsas em instituições privadas de ensino superior, a maior oferta desde a criação do programa. Desse total, 274.819 são bolsas integrais e 319.700 parciais. Nacionalmente, os cursos com mais oportunidades são administração, com 63.978 bolsas, e ciências contábeis, com 41.864. VÍDEOS: g1

Palavras-chave: tecnologia

Além do ChatGPT: ferramentas de IA que a sua empresa precisa conhecer

Publicado em: 26/01/2026 11:19

Quando se fala em ferramentas de inteligência artificial, modelos como ChatGPT, DeepSeek e Gemini são os primeiros a virem à mente. Mas se a ideia é acelerar processos criativos, melhorar a comunicação com os clientes e elevar o nível de produtividade das equipes, existem outras IAs que podem ser muito úteis na sua empresa e que você talvez ainda não conheça. Ideogram Essa ferramenta se tornou referência por resolver um dos maiores desafios da geração automatizada de texto para imagem. Ao contrário de muitas IAs que entregam materiais gráficos com letras distorcidas ou amontoadas sem sentido, o Ideogram produz textos nítidos, que parecem realmente fazer parte do layout e são visualmente coerentes com a composição da imagem. Isso torna essa ferramenta especialmente útil para designers, equipes de marketing e branding na criação de cartazes, logotipos, propostas comerciais, posts para redes sociais e até capas de livros. Nano Banana Voltada para criar e editar imagens a partir de instruções em texto, ela permite alterar ângulo de câmera, iluminação, cenário, cores e estilo visual de uma imagem já existente, além de gerar novas imagens do zero. Com essa ferramenta também é possível fazer edições localizadas, como trocar roupas, fundos ou objetos sem comprometer o restante da imagem. Haiper Permite criar vídeos a partir de imagens estáticas ou descrições em texto, além de alterar a estética de vídeos já prontos, como cores, estilos visuais e elementos gráficos, o que facilita reaproveitar materiais antigos sem a necessidade de refazer tudo do zero. Em suas versões mais recentes, a ferramenta melhorou a continuidade dos movimentos ao longo do vídeo, o que favorece a criação de animações mais estáveis e menos artificiais. Qwen QwQ Essa ferramenta segue uma abordagem diferente dos modelos tradicionais de IA, tendo sido desenvolvida para “pensar antes de responder”. Por adotar esse modelo racional, o QwQ tende a ser um pouco mais lento nas respostas, mas pode ser bastante indicada para profissionais técnicos, equipes de desenvolvimento e áreas que lidam com decisões baseadas em lógica e dados estruturados, auxiliando em tarefas que exigem precisão, como codificação, cálculos matemáticos e resolução de problemas complexos. Sabiá É um modelo de inteligência artificial desenvolvido para compreender e gerar textos em português com maior afinidade ao contexto cultural brasileiro, o que faz a diferença em produções que exigem representatividade e adaptação ao público local. A ferramenta consegue captar nuances de comunicação e incorporar expressões, referências culturais e estilos de escrita mais próximos da realidade brasileira, podendo ser usada tanto para desenvolver interações de chatbots quanto para apoiar a produção de materiais educativos. Um ecossistema de IA para a sua empresa Assinar, testar, alternar entre várias plataformas, gerenciar acessos e os custos de várias mensalidades pode rapidamente se tornar mais complexo do que o ganho de produtividade prometido pela Inteligência Artificial. Foi pensando em resolver essa barreira que a Ligga fechou uma parceria com a Inner AI, que reúne mais de 50 ferramentas de inteligência artificial em uma única assinatura, além de contar com um recurso que indica qual o modelo mais adequado para a tarefa que o usuário deseja executar. Quer escalar o uso de IA sem perder o controle? Conheça nossas soluções de conectividade para a sua empresa e aproveite esse recurso no seu dia a dia corporativo.

Palavras-chave: inteligência artificial

Pintei, e agora? Como cuidar de cabelos com química

Publicado em: 26/01/2026 11:06

Pintar o cabelo costuma marcar um momento de mudança. Seja para renovar a cor, iluminar os fios ou transformar completamente o visual, a química traz impacto imediato — no espelho e na estrutura do cabelo. Depois do procedimento, porém, surge a dúvida comum: e agora, como cuidar para manter os fios bonitos, saudáveis e com boa aparência? Cabelos com química exigem mais atenção porque passam por alterações internas que afetam força, hidratação e resistência. Isso não significa que o cuidado precisa ser complicado. Com informação, hábitos simples e escolhas certas no dia a dia, é possível reduzir danos, preservar o resultado da química e manter o cabelo com aspecto equilibrado por mais tempo. O que a química muda no cabelo Procedimentos como coloração, descoloração, alisamentos e outros tratamentos químicos alteram a estrutura do fio para alcançar o resultado desejado. Nesse processo, o cabelo tende a perder água, nutrientes e parte da sua proteção natural, ficando mais sensível ao ressecamento, à quebra e ao frizz. Por isso, após a química, o fio costuma responder de forma diferente à rotina de cuidados. Entender essa mudança ajuda a adaptar hábitos e evitar desgastes desnecessários. Limpeza adequada faz parte do cuidado Lavar o cabelo continua sendo essencial, mas a forma como isso é feito faz diferença. O ideal é optar por shampoos que limpem sem agredir, respeitando a sensibilidade dos fios e do couro cabeludo após a química. Evitar lavagens agressivas, excesso de produto e água muito quente ajuda a preservar o equilíbrio do cabelo e mantém os fios mais alinhados ao longo do tempo. Reposição de água e nutrientes é fundamental Após processos químicos, o cabelo tende a ficar mais seco e opaco. A reposição de água e nutrientes passa a ser parte central da rotina, ajudando a devolver maciez e flexibilidade. Tratamentos consistentes, feitos com regularidade, contribuem para que o cabelo fique mais resistente às agressões do dia a dia e responda melhor à escovação, ao desembaraço e à finalização. Atenção redobrada ao uso de calor Secador, chapinha e modeladores térmicos podem intensificar o desgaste de cabelos com química. Sempre que possível, vale reduzir a frequência de uso e evitar temperaturas muito altas. Quando o calor fizer parte da rotina, o cuidado deve ser ainda mais delicado, respeitando os limites do cabelo para evitar quebra e ressecamento excessivo. Pequenos hábitos que ajudam no pós-química Alguns ajustes simples fazem diferença na manutenção de cabelos quimicamente tratados: Desembaraçar com cuidado, começando pelas pontas Evitar prender o cabelo molhado Não esfregar os fios com força ao secar Manter uma rotina de cuidados com produtos adequados às suas necessidades Essas práticas ajudam a preservar a integridade do fio e prolongar a aparência saudável do cabelo. Cabelos com química pedem cuidado contínuo Manter cabelos bonitos após a química não depende de soluções complexas, mas de constância. Produtos formulados para cabelos sensibilizados, com tecnologia, ingredientes de origem natural e fórmulas equilibradas, apoiam esse processo e ajudam a tratar os fios com mais respeito. A H2O Evolution tem linhas que ajudam a apoiar a proteção e recuperação dos cabelos no dia a dia. A Intense Coco atua na nutrição e na restauração intensa, com néctar concentrado de coco, contribuindo para fios mais macios e com aspecto saudável. Já a Revitalize é voltada à restauração da fibra capilar, combinando óleo de argan e ômegas 3 e 6 para ajudar a reduzir a quebra e as pontas duplas, além de selar as cutículas. A linha Brilho Extremo, formulada com ácido hialurônico, contribui para hidratação profunda, controle do frizz e alinhamento dos fios, devolvendo o brilho natural do cabelo. Completando esse cuidado, a Nutri Ceramidas, aposta na suplementação de lipídios naturais e na proteína hidrolisada do trigo, fortalecendo os fios, protegendo contra danos externos e aumentando a flexibilidade — um cuidado importante para cabelos que passaram por processos químicos e precisam de mais suporte na rotina. Mudar o visual é só o começo. Cuidar bem dos fios no dia a dia é o que faz a diferença ao longo do tempo. Quer mais dicas práticas para cuidar de cabelos com química? Siga a H2O Evolution nas redes sociais e acompanhe conteúdos, orientações e novidades para manter seus fios bem cuidados, fortes e saudáveis.

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Como foi 'inventado' o feijão que está no prato de 60% dos brasileiros

Publicado em: 26/01/2026 10:47

Como foi 'inventado' o feijão que está no prato de 60% dos brasileiros Adobe Stock O feijão sempre esteve na base da alimentação do brasileiro — antes mesmo de o território se tornar Brasil. Já era consumido pelos nativos antes mesmo da chegada dos colonizadores europeus, lembra a gastrônoma e historiadora Camila Landi. Os povos originários costumavam comer feijão combinando-o com farinha de mandioca, aponta ela, que é professora e coordenadora do curso de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Até os anos 1960, eram muitas as variedades que coexistiam e dividiam as preferências, tanto dos produtores quanto dos consumidores. No Estado de São Paulo, por exemplo, eram comuns os feijões bico-de-ouro, rosinha, jalo, chumbinho, manteiga, mulatinho e roxinho. Desde os anos 1970, contudo, há um tipo que é preponderante no prato do brasileiro: o feijão-carioca, ou o feijão-carioquinha. Trata-se de um grão marrom claro, rajado com manchas mais escuras. Hoje ele é consumidor por 60% dos brasileiros, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O sucesso do feijão carioquinha é produto do trabalho da ciência brasileira, desenvolvido a partir de uma mutação que surgiu espontaneamente em uma plantação no interior de São Paulo. Menos feijão, mais doenças Menos feijão, mais doenças: queda no consumo do alimento coincide com avanço de doenças crônicas no país De uma bem-vinda mutação ao trabalho da ciência Um dos protagonistas dessa história é o engenheiro agrônomo Luiz D'Artagnan de Almeida, considerado o "pai do carioquinha", que morreu no último dia 2 de janeiro. Em um artigo publicado na revista da Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos em 2017, em coautoria com a engenheira agrônoma Elaine Bahia Wutke, pesquisadora no Instituto Agronômico, em Campinas, ele contou como o carioca acabou se tornando "a mais bem sucedida cultivar na história brasileira do feijão". "Cultivar" é o termo que designa as plantas desenvolvidas a partir de técnicas de melhoramento genético, geralmente com o objetivo de atingir características agronômicas superiores, como maior produtividade e maior resistência a pragas. É diferente, por exemplo, da "variedade", que designa um grupo com diferenças que se desenvolveram naturalmente dentro de uma mesma espécie. Assim, o feijão-carioca é uma cultivar, não uma variedade. Crise do açaí: o que está roubando o 'arroz com feijão' dos mais pobres em Belém? O relato do agrônomo conta que tudo começou em 1963, no município paulista de Ibirarema, quando o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes percebeu uma novidade em sua lavoura de feijão. Antunes, que depois enveredaria por carreira política, chegando a ser prefeito da cidade, era então chefe da Casa da Agricultura local. Na fazenda Bom Retiro, de sua propriedade, ele havia semeado um feijoeiro do cultivar chumbinho — que apresenta casca marrom-escura. "Passado um tempo, ele e um tio constataram algumas plantas cujos grãos possuíam textura listrada, manchados de preto e marrom, nessa mesma lavoura", escreveu Almeida. Segundo o agrônomo relata em seu artigo, Antunes era dado a uma "curiosidade profissional" pelas "coisas do campo" e então decidiu, por si só, fazer "uma experiência prática". "Percebendo que essas novas plantas eram mais robustas, cresciam com muita facilidade, eram menos suscetíveis às doenças e mais produtivas, fez seleção massal, acreditando se tratar de uma mutação genética natural", aponta. O engenheiro químico Luiz Gustavo Lacerda, professor de engenharia de alimentos na Universidade Estadual de Ponta Grossa, ressalta que esse é um capítulo importante da história, o fato de que ela começa a partir de "uma mutação natural". Deixar o feijão de molho ajuda na digestão? Entenda como tornar o preparo mais saudável "Muitas pessoas acreditam que surgiu por meio de modificações genéticas, em laboratório. Isso não é verdade", pontua ele à BBC News Brasil. A seleção massal realizada por Antunes é um método de melhoramento genético mais simples, feito a partir da colheita e mistura das sementes de plantas diferentes. Em sua casa, o feijão foi preparado e a família aprovou. O caldo parecia consistente e o aroma, atrativo. Três anos depois, Antunes resolveu separar um saco de 30 quilos desse feijão para análise. O material foi encaminhado ao Instituto Agronômico, em Campinas, órgão de pesquisa e desenvolvimento do governo estadual paulista. Foi quando, como pontua o artigo, a amostra foi "oficialmente catalogada" sob a denominação carioca — e o número I-38700. Luiz D'Artagnan de Almeida foi então designado como "responsável direto pelas avaliações", "pela multiplicação dessa cultivar" e para "seu futuro lançamento". Havia, porém, um receio: o preconceito dos consumidores. Naquela época, era estranho um feijão que não tivesse coloração homogênea. Poderia parecer algo ruim, estragado. Era preciso ressaltar os prós, para que os contras — de fundo meramente estético ou mesmo de hábito — fossem abafados. D'Artagnan de Almeida e sua equipe não só fizeram pesquisas. Dedicaram-se a divulgar os resultados. Viraram embaixadores do novo feijão. A primeira apresentação pública da variedade ocorreu em agosto de 1968, em encontro técnico realizado em Serra Negra. "Os pesquisadores divulgaram os animadores resultados que comprovavam a produtividade superior, a resistência às doenças prevalentes na época e as qualidades culinárias desse feijão", pontua o texto de Almeida. Em estudo publicado em 1971, foi constatado que o carioquinha rendia muito mais do que as outras variedades. Em média, produzia 1.670 quilos por hectare, enquanto bico-de-ouro e rosinha ficavam na casa dos 1.280 quilos. Mas se as vantagens para o produto pareciam inquestionáveis, ainda havia a barreira da preferência do consumidor. Em ata de reunião ocorrida na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo em outubro daquele ano, ficou registrado que era preciso implementar um plano de multiplicação das novas sementes — mas havia o problema: "a premissa de sua não aceitação". No artigo, o agrônomo conta que "era bastante difícil a introdução e oferta de cultivares com sementes cujo tegumento fosse de coloração pintada ou rajada, como no caso do carioca". D'Artagnan de Almeida era um dos que advogavam para o fato de que era preciso também ressaltar as qualidades alimentícias do produto — e não só suas vantagens produtivas. No caso, suas referências vieram de casa. Afinal, se ainda quando a seleção da cultivar estava sendo feita, ele levou amostras para que sua mulher cozinhasse e o resultado havia sido aprovado pela família, ele também podia contar com o veredito profissional materno. A mãe do agrônomo talvez tenha sido a primeira a fazer o carioquinha de forma não caseira. Então proprietária de um restaurante em Monte Mor, no interior paulista, ela passou a usar o carioca em vez do feijão-preto em sua receita de feijoada. O engenheiro agrônomo Sérgio Aguusto Morais Carbonell, pesquisador do Instituto Agronômico, ressalta à BBC News Brasil este ponto. Além de a nova variedade produzir mais e ser mais resistente a pragas, "o feijão fazia um bom caldo e era muito saboroso". De forma massiva, a investida popular veio por campanha de marketing do governo paulista, que chegou a distribuir para as pessoas pacotinhos de meio quilo do novo feijão, acompanhados de encartes com receitas. Em parceria com a Associação dos Supermercados de São Paulo, o governo também montou barracas de degustação do novo feijão nos pontos de venda. Lançamento A cultivar foi oficialmente lançada em 1969, sob a responsabilidade de D'Artagnan de Almeida. Cinco sacas do feijão foram destinadas à multiplicação e amostras de semestres passaram a ser distribuídas a produtores, sobretudo na região sudoeste do estado, que concentrava a maior produção. Um folheto de quatro páginas acompanhava as amostras. Ali, além das vantagens produtivas, havia também a preocupação em apresentar as qualidades culinárias da nova versão — inclusive com receitas destinadas, àquela época, às donas de casa. Os agrônomos do Instituto de Campinas passaram a rodar o Estado dando palestras para agricultores e divulgando o novo feijão. Nessa campanha, eles acabaram ganhando um cabo eleitoral de peso: o agrônomo José Norival Augusti (1940-2017). Agrônomo da Casa da Agricultura de Taquarituba, ele sempre foi um sujeito obcecado por fazer com que os produtores rurais implementassem técnicas modernas, sustentáveis e de vanguarda, não se resignando a manter o conforto do que parecia óbvio. Ele era entusiasmado, afeito à incorporação de novidades. D'Artagnan de Almeida reconhece que os esforços de Augusti foram fundamentais para a disseminação das novas sementes. Não à toa, Taquarituba se autodenominaria a "capital do feijão" nos anos 1970. De acordo com o artigo de Almeida, Augusti "colaborou destacadamente para a difusão dessa cultivar, distribuindo amostras de sementes e realizando as primeiras vendas de sementes para a região". "Ele curiosamente relatou que, em conversas com o agricultor, incentivava aquele interessado na aquisição de 20 sacos de feijão bico-de-ouro que acabasse adquirindo pelo menos um do carioca", conta. Em livro sobre o tema publicado em 1992, Cultura do Feijão em Taquarituba, Augusti admite que havia uma desconfiança inicial dos agricultores porque o feijão era "manchadinho". Mas isso foi superado safra após safra — tanto pela maior produtividade e maior resistência a pragas como pela aceitação popular ao produto em si. No blog Fios da Memória, que Augusti manteve até seus últimos dias de vida, ele afirma que foi em Taquarituba ocorreram "as primeiras vendas comerciais" da nova variedade. "[Em 1972/1973] foi também iniciado o plantio do feijão-carioquinha e o município foi o primeiro a plantar comercialmente a variedade que depois foi adotada no país […]", crava. O agrônomo de Taquarituba também relata que fez experiências práticas, em cultivos de campo, comprovando que o feijão-carioquinha era mais resistente às pragas do que outras variedades. Como ressalta o professor Lacerda, eram plantas que "produziam mais e eram mais resistentes do que as demais". "O sucesso foi rápido. O feijão carioca se destacou por produzir mais do que as variedades tradicionais, além de apresentar maior resistência a doenças comuns da época", diz Lacerda. "Também conquistou os consumidores por formar um caldo mais claro e encorpado e por cozinhar mais rápido, o que facilitava o preparo no dia a dia." "Outro ponto importante foi sua capacidade de se adaptar bem a diferentes solos e climas em várias regiões do Brasil", acrescenta o engenheiro. "Esse desenvolvimento teve grande impacto na alimentação do país. Antes da década de 1970, o feijão preto era o mais consumido em muitas regiões. Com o aumento da produção do feijão carioca, o preço caiu e ele passou a fazer parte da mesa da maioria dos brasileiros." A cultivar acabou se espalhando por outras regiões do Brasil nos anos 1980, com boa aceitação. "A descoberta de uma mutação de feijão-chumbinho em uma lavoura […] foi origem de um novo tipo de feijão […]. O tipo carioca apresentava potencial altamente produtivo, resistência às doenças que acometiam a cultura, sabor agradável e rápido cozimento", pontua a publicação Arroz e Feijão: Tradição e Segurança Alimentar, da Embrapa. Está no prato da maioria da população, mas não é hegemônico considerando os paladares regionais, vale ressaltar. "O feijão-comum possui vários tipos comerciais, e os preferidos, dependendo da região, são o preto, o mulatinho, o carioca, o roxo-rosinha e o jalinho. O consumo do feijão-preto prevalece nos Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e leste do Paraná, sudeste de Minas Gerais e sul do Espírito Santo, já o mulatinho é bastante consumido no Nordeste e o carioca em todo o Brasil, representando cerca de 60% da produção do País", esclarece a publicação da Embrapa. "O tipo roxo-rosinha é o preferido em Minas Gerais e Goiás. A pluralidade de tipos dá ao povo brasileiro, também diverso, mais uma experiência gratificante", conclui. "Por mais que seja produzido em outras regiões, o feijão carioquinha é mais consumido em São Paulo devido à própria divulgação na época aos agricultores paulistas da região e também, por resistências culturais diversas", analisa Landi. Carbonell lembra que houve um intenso empenho de D'Artagnan de Almeida e sua equipe em divulgar a novidade para os paulistas -- e isto impactou na adoção maciça. "O consumo do feijão carioca foi maior em São Paulo porque ele surgiu no próprio Estado, onde a produção se expandiu rapidamente, tornando o grão mais disponível e mais barato para a população local", analisa Lacerda. "Além disso, São Paulo já contava com forte estrutura agrícola, mercados consumidores urbanos e apoio da pesquisa, o que facilitou sua difusão." "Em outras regiões do país, o feijão carioca precisou competir com hábitos alimentares já consolidados e variedades tradicionais, como o feijão comum no Sul e Sudeste e o feijão-de-corda no Nordeste. Assim, a adoção fora de São Paulo foi mais lenta, não por falta de qualidade, mas pela força da cultura alimentar regional, embora com o tempo o feijão carioca tenha se espalhado e se tornado o mais consumido no Brasil", comenta Lacerda. Revolução carioca "Os resultados obtidos da pesquisa com melhoramento genético de feijão, a partir desse ponto, promoveram uma revolução no comércio de feijão no Brasil, marcando uma mudança na preferência dos consumidores para o tipo carioca", salienta o texto da Embrapa. Em artigo publicado pelo Instituto Agronômico no ano 2000, Almeida colocou o lançamento do carioquinha como "um divisor de águas na evolução dessa lavoura". "Esse fato promoveu uma reversão da tendência declinante da produtividade da terra, ao mesmo tempo em que formou o alicerce da modernização dessa atividade", escreveu o agrônomo. "Com isso, contrariando a perspectiva de que teria havido prioridade absoluta para produtos de exportação, a pesquisa publica paulista sustentou o desenvolvimento de uma cadeia de produção tipicamente de mercado interno." O Instituto Agronômico divulgou nota de pesar pela morte do agrônomo D'Artagnan de Almeida, ressaltando que sua pesquisa "revolucionou a mesa dos brasileiros". "Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o 'pai do carioquinha' e recebeu diversas homenagens", pontua o texto. O engenheiro agrônomo Carbonell ressalta ainda que o feijão é um ingrediente indispensável à nutrição do brasileiro. "É um dos produtos do agro mais importantes para a segurança alimentar porque tem uma excelente quantidade de proteína e fibra em seus grãos, podendo ser consumido seco ou em subprodutos de outros alimentos como enriquecimento", pontua. "É um alimento com grande diversidade de tipos, portanto pode oferecer a lima população crescente de vegetarianos e veganos, opções de sabores e odores para novas culinárias e alimentação", acrescenta ele. Segundo o artigo coassinado por Almeida, o nome do novo feijão acabou ficando carioca por ideia de um dos empregados de Waldimir Antunes, que "percebeu a semelhança entre a aparência dos grãos e a dos porcos criados na fazenda, conhecidos por tal nome". "O curioso é que o nome carioquinha foi atribuído por sua similaridade com um porco caipira da região que possui a pelagem rajada, da raça carioca", comenta a historiadora Landi. "Portanto, foi uma associação pela similaridade da pelagem, não tendo relação com o Rio de Janeiro, como muitos pensam." Almeida ressalta que não passa de lenda urbana a versão de que o nome feijão-carioca seria em alusão ao padrão gráfico das famosas calçadas de Copacabana, no Rio.

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AMD vai manter gráficos RDNA 3.5 na linha Ryzen até 2029 em estratégia dividida, indica rumor

Publicado em: 26/01/2026 10:23 Fonte: Tudocelular

Novos rumores indicam que a AMD terá uma abordagem cautelosa com seus gráficos integrados para os próximos anos, mantendo a atual microarquitetura RDNA 3.5 em destaque até pelo menos 2029. A gigante deve apostar também na aguardada RDNA 5 durante o período, mas pode mantê-la reservada para os chips Ryzen mais premium.As informações foram compartilhadas pelo informante Kepler_L2, conhecido por vazamentos do mundo do hardware, após uma linha do tempo peculiar começar a circular nas redes sociais — o material mostrava que, enquanto a Intel teria em torno de duas arquiteturas para GPUs integradas junto à solução em parceria com a NVIDIA para os próximos anos, o time vermelho manteria a RDNA 3.5 usada atualmente sem alterações. O leaker indica que o cenário é um pouco mais complexo que isso. Ao que parece, a AMD vai passar a segmentar seus processadores para notebooks em duas categorias: uma para menor custo e/ou que não precisam de iGPUs potentes, continuando a utilizar a tecnologia atual, e uma "premium" que pulará direto para RDNA 5.Clique aqui para ler mais

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Proteção em dobro: kit com 2 Air Tags Basike para chaves, mochilas e pets em oferta hoje

Publicado em: 26/01/2026 09:28 Fonte: Tudocelular

Esse kit de Air Tag da Basike pode ser o acessório ideal para rastrear aquele objeto que você sempre perde ou pet que costuma fugir. Com a promessa de oferecer bateria duradoura, o item pode ser colocado em qualquer lugar para que o usuário acompanhe sua localização pelo aplicativo. As pessoas interessadas no produto podem optar pela compra do kit de um par no Mercado Livre por R$ 116,70 à vista. Mas, também é possível adquirir de forma parcelada, com pagamento em até 6x de R$ 19,45 sem juros. "Kit 2 Air Tag Rastreador Bluetooth Gps Com Alarme Sonoro Localizador Rastreador Portatil Smart Tag Para Apple Compatível App Buscar, Bateria Duradoura Chaveiro Moto Veicular Pet Gato Bike Mala" Mercadolivre R$116.7 Ver Oferta Sobre o acessórioEm resumo, trata-se de um rastreador inteligente compacto e eficiente, ideal para localizar objetos pessoais com praticidade. Com design leve e discreto, pode ser acoplado a chaves, bolsas, mochilas ou até mesmo coleiras de pets. Utiliza tecnologia Bluetooth para conexão rápida com o smartphone, permitindo acompanhar a localização em tempo real pelo aplicativo compatível.Clique aqui para ler mais

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Proteção premium: PPF Diamond preserva estética original por até 10 anos

Publicado em: 26/01/2026 08:46

PPF Diamond: proteção invisível que preserva seu carro por até 10 anos Divulgação No exigente mercado de estética automotiva, a preservação da originalidade de um veículo requer, para além de cuidados convencionais, uma proteção inteligente. O PPF Diamond (Paint Protection Film), carro-chefe da Window Blue, consolidou-se como a solução definitiva para proprietários que buscam manter a aparência de "zero quilômetro" de seus veículos por até uma década. O produto é o resultado de anos de pesquisa em engenharia de materiais e nanotecnologia, apresentando-se como uma barreira premium que alia durabilidade extrema a um acabamento praticamente invisível sobre a lataria. Engenharia e proteção invisível Diferente de opções genéricas encontradas no mercado, o PPF Diamond destaca-se por sua composição técnica superior. Fabricado com 100% TPU (Poliuretano Termoplástico) verdadeiro, o material utiliza matéria-prima alemã e adesivos americanos de alta performance, sem misturas com PVC ou componentes inferiores que costumam amarelar com o tempo. Tecnologia self-healing que protege e valoriza seu veículo Divulgação Uma vez aplicado, o filme cria um escudo físico transparente que protege o automóvel contra os principais inimigos do cotidiano, como impactos de pedriscos, cascalho, fezes de pássaros, seiva de árvores e manchas químicas provocadas pela poluição ou raios UV. O grande diferencial tecnológico da película é a sua capacidade de autorregeneração, conhecida mundialmente como “self-healing”. Graças a essa propriedade, riscos leves e marcas superficiais – comuns em lavagens incorretas ou detritos de estrada – desaparecem quando o veículo é exposto a fontes de calor. Esse processo químico permite que a película retorne ao seu estado liso original, mantendo o brilho da pintura sempre renovado e eliminando a necessidade de polimentos abrasivos frequentes. Valorização patrimonial Além da proteção estética imediata, o investimento no PPF Diamond é visto por especialistas como uma decisão financeira estratégica. Em um cenário onde a pintura original é um dos itens mais valorizados e avaliados no momento da revenda, manter o carro blindado contra danos externos garante um diferencial competitivo crucial e reduz drasticamente os custos com retoques e repinturas. A praticidade também se estende ao dia a dia do proprietário, já que a camada protetora é hidrofóbica. Isso significa que a superfície repele água e sujeira, tornando as lavagens muito mais rápidas e eficientes. Mais do que estética: proteção que aumenta o valor na revenda Divulgação A escolha de um protetor de pintura exige cautela quanto à procedência. Muitos produtos sem certificação podem danificar a pintura original no momento da remoção ou perder a eficácia em poucos meses. O PPF Diamond, por sua vez, oferece uma garantia real de fábrica que varia de cinco a dez anos, sustentada pela liderança da Window Blue na América Latina. Essa segurança é reforçada por certificações internacionais de laboratórios que comprovam a eficácia do material, oferecendo ao cliente o respaldo necessário e um suporte técnico especializado no pós-venda para proteger o patrimônio com confiança.

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ChatGPT já está se alimentando de dados criados por outra IA generativa e isso é um perigo

Publicado em: 26/01/2026 08:46 Fonte: Tudocelular

O modelo mais recente do ChatGPT, o GPT-5.2, passou a recorrer a conteúdos produzidos por outra inteligência artificial generativa para responder a determinadas perguntas. A prática foi identificada em consultas envolvendo temas menos comuns e reacende alertas antigos sobre os riscos do uso de IA como fonte primária de informação. Segundo apuração do The Guardian, o sistema utilizou dados da Grokipedia, uma enciclopédia totalmente gerada por IA desenvolvida pela xAI, empresa de Elon Musk. Embora o uso não represente, em tese, treinamento direto do modelo, especialistas apontam que a simples citação desse tipo de fonte já cria problemas relevantes para quem depende de respostas precisas.Em algum momento, as informações originais, geradas por humanos, serão completamente compiladas pelos grandes modelos de linguagem, os chamados LLMs, o que nos faz pensas sobre qual será a fonte de conteúdos para as inteligências artificiais caso a humanidade decida parar de produzir totalmente e essa tecnologia tenha que se "retroalimentar". Ao que parece, a resposta para essa pergunta já está começando a aparecer. Clique aqui para ler mais

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Prédios tortos, maior jardim da orla, o berço da caipirinha e o xodó de famosos: Santos completa 480 anos

Publicado em: 26/01/2026 08:42

Curiosidades de Santos: maior jardim de orla do mundo, maior porto do Brasil, berço da caipirinha, prédios tortos, terra do pão de cará Divulgação, Bruno Coelho/ Ecos Eventos, Silvio Luiz/A Tribuna Jornal e Mariane Rossi/g1 Rica em beleza natural, história e gastronomia, a cidade de Santos, no litoral de São Paulo, completa 480 anos nesta segunda-feira (26). O g1 reuniu algumas das principais curiosidades do município com o maior número de habitantes da Baixada Santista. Santos fica no litoral sul do estado, a aproximadamente 70 quilômetros da capital paulista, representando uma metrópole em crescimento com as características caiçaras. Confira algumas curiosidades da cidade a partir dos pontos abaixo: Maior porto do Brasil Maior jardim de orla do mundo Prédios tortos Berço da caipirinha Terra do pão de cará Xodó de famosos ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Maior porto do Brasil A cidade teve um papel importante no desenvolvimento do Estado e do Brasil por conta do Porto de Santos, que é o maior do país. A movimentação de cargas, sobretudo a exportação de café, abriu caminho para a construção de ferrovia, dos canais de saneamento e de rodovias. Além disso, é por meio do porto que chegaram imigrantes responsáveis por influenciar aspectos culturais da região. Canal do porto de Santos Arquivo AT Voltar ao início. Maior jardim de orla do mundo Considerado um cartão-postal, o jardim da orla de Santos foi registrado como maior do mundo em 2002 pelo Guinness World Records. Ele emoldura os sete quilômetros de praia, com aproximadamente 1,8 mil árvores de diversos portes e 1,3 mil canteiros, floreiras e vasos de plantas, com mais de 70 espécies ornamentais. Santos tem o maior jardim de orla do mundo Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal O jardim também é uma galeria de arte ao ar livre, já que abriga 38 monumentos, entre estátuas, bustos, placas comemorativas e conjuntos escultóricos, que destacam personagens dos cenários santista, nacional e internacional. A proposta de criar o jardim na praia nasceu em 1914, após um estudo de urbanização desenvolvido pelo engenheiro sanitarista Saturnino de Brito. O projeto, no entanto, começou a ser viabilizado apenas em 1936, sendo que os primeiros trechos ficaram prontos três anos depois. Entre 1949 e 1959, o jardim ganhou fontes, postos de salvamento e o Aquário Municipal. Jardim da praia é motivo de orgulho para santistas Voltar ao início. Prédios tortos Santos é conhecida pelos prédios tortos da orla da praia, mas um levantamento feito pela prefeitura revelou que a situação é observada em outras partes da cidade. Ao todo, são 319 edifícios nessas condições, sendo que os 65 em frente às praias apresentam maior inclinação. Vídeo mostra situações enfrentadas por quem mora em prédios tortos em Santos, SP Ao g1, o engenheiro civil Franco Pagani afirmou que nenhum prédio inclinado na cidade apresenta risco de queda. O profissional também explicou que edifícios estreitos e altos demandam maior atenção, uma vez que inclinam com mais facilidade, enquanto os grandes e retangulares afundam e não geram perigo. Segundo Pagani, os prédios ficaram tortos devido ao tipo de terreno e da falta de tecnologia na época das construções. "As construtoras daquela época não tinham equipamentos para fazer fundações diretas como hoje, [que] conseguem efetuar a escavação até [chegar] à parte de pedra no subsolo e [deixar] ficar firme". Santos, SP, tem 65 prédios tortos na região da orla da praia A Tribuna Jornal A Prefeitura de Santos informou que, a cada dois anos, exige que os edifícios apresentem laudos sobre a inclinação dos prédios. O objetivo é acompanhar se aumentou, estacionou e se alguma intervenção deve ser feita. A cobrança é feita com base na Lei Complementar 441 de 2001, que requer a apresentação de laudo de autovistoria técnica atestando as condições de segurança e estabilidade. Voltar ao início. Berço da caipirinha A caipirinha, bebida brasileira tradicionalmente feita originalmente com limão, cachaça, gelo e açúcar, foi batizada e teria se originado em Santos, no litoral de São Paulo, durante a década de 1950. Anos antes, já existia um drink parecido, uma batida de limão e cachaça. Porém, foi a partir dos anos 50 que a caipirinha à moda caiçara ganhou sua fama. Culinária #013: Caipirinha pode ter nascido no litoral de SP; conheça a história “O coquetel conhecido como Caipirinha surge no fim dos anos 50 como uma bebida de praia, influenciada pelas barracas de praia e balneários, combinando sol, praia, tempo de relaxar e férias. Seu nome deriva do hábito local de chamar o que vinha do interior de caipira. E a caninha industrializada que se tomava em Santos era caipira. Portanto, Caipirinha, com o maior carinho”, descreveu o doutor em Ciências da Comunicação (USP), pesquisador e caipirólogo, Marco Antonio Batan, no livro A Terra da Caipirinha - de 2012. Voltar ao início. Terra do pão de cará Fofinho, com casquinha por fora e um sabor levemente adocicado, o pão de cará é um clássico de Santos e se tornou patrimônio cultural e imaterial da cidade. Atualmente, ele é consumido no balcão das padarias mais simples da cidade, mas também em restaurantes renomados, que resgataram a receita original e incluíram o pão de cará entre os pratos no cardápio principal. Culinária #013: conheça o pão de cará, um patrimônio de Santos O primeiro registro de pão de cará em Santos é de 1911. Naquela época, com a falta da farinha de trigo, os tubérculos como batatas, mandioca e inhame eram utilizados para fazer os bolos e pães. O cará também teve esse papel nas antigas receitas. Quando ele começou a ser feito na região, o tubérculo era incluído no preparo. Segundo a professora de Gastronomia Maria de Fátima Gonçalves, a umidade que o cará traz para a massa, junto com os outros ingredientes, pode dificultar a produção e afetar a qualidade do pão. Por isso, o pão de cará, feito antigamente, exigia muito conhecimento e paciência. Com o passar do tempo e o aumento na produção, as padarias retiraram o ingrediente da receita. Hoje, a maioria dos estabelecimentos não utiliza o cará na massa. Pão de cará em uma vitrine de uma padaria de Santos, no litoral de São Paulo Mariane Rossi/g1 Voltar ao início. Xodó de famosos Pelé, Chorão, Alexandre Borges, Beth Gomes e Oscar Magrini são personalidades que enfatizam carinho por Santos Reprodução/Redes sociais e Vanessa Rodrigues/Arquivo A Tribuna Jornal e Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal Diversas personalidades revelaram, ao longo da vida, ligação forte com Santos, seja por nascer na cidade ou simplesmente se identificar com ela. Confira alguns nomes: Pelé, o Rei do Futebol, levou o nome de Santos por meio do time para o mundo. Ele foi velado na Vila Belmiro e sepultado na cidade que sempre amou e adotou; Alexandre Borges, ator e produtor brasileiro, também nasceu em Santos e, apesar de passar temporadas foras por conta da carreira, retornou à cidade na pandemia de Covid-19; Elizabeth Gomes, atleta bicampeã paralímpica que coleciona recordes mundiais, é santista e ainda mora na cidade; Alexandre Magno Abrão, cantor conhecido como Chorão, é uma figura marcante da cidade. Apesar de não ter nascido em Santos, ele escreveu canções inspirado pela atmosfera santista e sempre demonstrou seu carinho pelo município; Oscar Magrini, ator conhecido pelas participações em novelas, filmes e peças de teatro, nasceu em Santos e só deixou a cidade devido aos compromissos com as TVs e sempre comenta sobre suas raízes. Baixada em Pauta: Pelé escolheu onde seria sepultado, diz CEO do Grupo Memorial Voltar ao início. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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WhatsApp é acusado de mentir sobre criptografia de ponta a ponta; Meta reage

Publicado em: 26/01/2026 08:37 Fonte: Tudocelular

Um grupo internacional de usuários entrou com uma ação coletiva em um tribunal federal dos Estados Unidos contra a Meta e alega que a promessa de privacidade total no WhatsApp é falsa. A acusação sustenta que a empresa enganou o público e, na realidade, possui meios técnicos para acessar o conteúdo das conversas.A denúncia: falha na segurança ou mentira?A ação é movida por usuários de cinco países, Brasil, Austrália, Índia, México e África do Sul, que buscam representar todos os usuários do aplicativo em todo o mundo. Com base em relatos de supostos informantes anônimos (whistleblowers), o processo afirma que o WhatsApp não oferece uma criptografia de ponta a ponta "real". Segundo os autores, a Meta seria capaz de "arquivar, analisar e acessar" as mensagens trocadas, o que contraria a publicidade massiva da empresa sobre a inviolabilidade do chat. No entanto, os documentos apresentados até agora apresentam lacunas importantes: não identificam os informantes nem detalham as provas técnicas que demonstrem como a Meta conseguiria quebrar essa barreira de segurança.A defesa da Meta: protocolo Signal como escudoA reação da gigante da tecnologia foi imediata e contundente. A Meta nega veementemente as acusações e se apoia na arquitetura técnica do aplicativo. O WhatsApp utiliza há uma década o protocolo Signal, considerado o padrão-ouro da indústria para mensageria privada, desenvolvido originalmente pela Open Whisper Systems.Clique aqui para ler mais

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Segredo da 'zona da meia-noite': por que raias gigantes descem a 1 mil metros antes de viajar?

Publicado em: 26/01/2026 08:30

Raia-manta-oceânica faz mergulhos a mais de 1 mil metros de profundidade davelascoc / iNaturalista Não é fome, nem medo. Quando a raia-manta-oceânica (Mobula birostris) — uma das maiores e mais carismáticas criaturas dos mares — decide mergulhar em direção à escuridão total das profundezas, ela pode estar, na verdade, consultando um 'mapa'. Um estudo pioneiro publicado na revista científica Frontiers in Marine Science revelou um comportamento inédito: estes animais descem a profundidades que ultrapassam os 1,2 mil metros, na chamada zona da meia-noite (ou zona batipelágica), não para caçar, mas para coletar informações ambientais cruciais para sua orientação. A descoberta desafia o que se sabia sobre a espécie e sugere que, na imensidão monótona do oceano aberto, as raias precisam "tocar o fundo" — ou chegar perto dele — para calibrar seu 'GPS' interno antes de grandes viagens. Segredo da 'zona da meia-noite': por que raias gigantes descem a 1 mil metros antes de viajar? davelascoc / iNaturalist O mistério do mergulho extremo Para desvendar os segredos dessas gigantes, uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade Murdoch (Austrália) rastreou 24 raias-manta na Indonésia, Peru e Nova Zelândia. Utilizando etiquetas de satélite de alta tecnologia, eles registraram mais de 46 mil mergulhos. A maioria dos mergulhos era rasa, onde a vida e o alimento (o plâncton) abundam. Mas, em 79 ocasiões, os cientistas registraram o que chamaram de "mergulhos extremos", ultrapassando a barreira dos 500 metros. O recorde registrado foi impressionante: 1.246 metros de profundidade. "Propomos que mergulhos extremos permitem que as raias-manta oceânicas levantem as propriedades da coluna d'água... para guiar a navegação e a decisão de deixar ou permanecer em uma área." — Trecho do estudo. Como funciona o 'GPS' das profundezas Raia-manta-oceânica faz mergulhos a mais de 1 mil metros de profundidade albertkang / iNaturalist O que intrigou os cientistas foi o perfil do mergulho. Quando uma raia mergulha para comer, ela faz movimentos de "sobe e desce", oscilando para capturar presas. Mas nos mergulhos extremos, o padrão era totalmente diferente: A queda Livre: A raia desce em alta velocidade (chegando a quase 3 metros por segundo), muito mais rápido do que o normal. Os degraus: Durante a descida e a subida, elas fazem breves pausas, como se estivessem parando em andares específicos de um prédio para "sentir" o ambiente. Sem comida: Elas não ficam tempo suficiente no fundo para se alimentar. A conclusão dos pesquisadores é que esses mergulhos funcionam como uma missão de reconhecimento. Na zona profunda, as condições de temperatura e oxigênio são estáveis e podem servir de referência. Além disso, acredita-se que elas estejam detectando gradientes geomagnéticos — linhas invisíveis do campo magnético da Terra que funcionam como rotas de navegação. O estudo notou que, frequentemente, logo após um desses mergulhos profundos, a raia iniciava uma viagem de longa distância, percorrendo centenas de quilômetros em poucos dias. É como se elas descessem para checar o trânsito e o mapa antes de pegar a estrada. Raia-manta-oceânica faz mergulhos a mais de 1 mil metros de profundidade rafi1 / iNaturalist O custo do frio Mergulhar na zona da meia-noite tem um preço alto. Nessas profundidades, a luz do sol não chega e a temperatura despenca para perto de 4°C. Como as raias não têm a capacidade de reter calor corporal tão bem quanto outros gigantes do mar (como o atum ou o tubarão-branco), elas precisam se preparar. Os dados mostraram que, antes e depois desses mergulhos, as raias passam longos períodos na superfície, "tomando sol" para aquecer o corpo — uma estratégia de termorregulação vital para sobreviver ao choque térmico das profundezas. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Conservação além da superfície Essa descoberta muda a forma como pensamos a preservação da espécie, que hoje é classificada como ameaçada de extinção. Proteger apenas os recifes de coral onde elas se alimentam e limpam não é suficiente. "Em ambientes de oceano aberto, onde pontos de referência externos estão ausentes, mergulhos custosos, mas infrequentes, podem fornecer informações críticas para movimentos de longa distância", alertaram os autores do estudo. Se as raias usam o fundo do oceano como mapa, a mineração em águas profundas e a perturbação desses habitats podem deixá-las, literalmente, perdidas no azul. Quem é a gigante dos oceanos? Raia-manta-oceânica faz mergulhos a mais de 1 mil metros de profundidade jane_tours / iNaturalist A raia-manta-oceânica (Mobula birostris) é a maior espécie de raia do mundo, podendo alcançar até 7 metros de envergadura e pesar cerca de 2 toneladas. Diferente de suas "primas" que vivem repousando no fundo de areia, esta espécie é pelágica, ou seja, vive em constante nado pelos oceanos tropicais e subtropicais do globo. Dóceis e desprovidas de ferrão venenoso, são animais filtradores que usam seus lobos cefálicos (os "chifres" na cabeça) para direcionar grandes quantidades de zooplâncton para a boca enquanto nadam. Apesar de seu tamanho, a espécie é altamente vulnerável e está classificada como ameaçada de extinção na Lista Vermelha da IUCN. O estudo recente publicado na Frontiers in Marine Science reforça que esses animais são viajantes de longa distância, capazes de percorrer mais de 1 mil km em migrações que cruzam fronteiras internacionais. A descoberta de que utilizam as profundezas para navegação evidencia ainda mais a complexidade de seu comportamento e a necessidade urgente de proteger não apenas as águas costeiras, mas também os corredores de alto-mar por onde transitam.

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