Arquivo de Notícias

Redmi G34WQ 2026 é novo monitor gamer com tela ultrawide de 180 Hz e preço acessível

Publicado em: 11/10/2025 04:01 Fonte: Tudocelular

A Xiaomi lançou nesta sexta-feira (10) o Redmi G34WQ 2026, novo monitor gamer acessível da gigante chinesa. Apesar do foco no custo-benefício, o dispositivo vem embarcado com uma ficha técnica atraente, incluindo tela ultrawide curvada com resolução elevada e alta taxa de atualização, promessa de contraste intenso e boa variedade de conexões.Os destaques do monitor começam pelo design, com acabamento que mescla regiões em preto e branco, e uma base hexagonal, que ofereceria boa estabilidade sem ocupar tanto espaço de mesa. Há ainda um recorte para roteamento dos cabos e ajustes de altura, inclinação e rotação. Como é de se esperar, o ponto mais forte do aparelho é a tela LCD de 34 polegadas em proporção ultrawide 21:9, com resolução Quad HD+ de 3440 x 1440 pixels. A Xiaomi não detalha a tecnologia do painel, mas há indícios de que temos por aqui um VA LCD.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Torres com câmeras se espalham por cidades, monitoram pessoas sem regras claras e preocupam especialistas

Publicado em: 11/10/2025 03:01

Torres com câmeras se espalham e levantam alerta sobre privacidade Torres de vigilância com câmeras se multiplicam em frente a prédios residenciais de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas ainda sem regras claras para instalação e operação desse tipo de tecnologia. Apesar da promessa de aumentar a segurança em torno dos condomínios, especialistas afirmam que os equipamentos reforçam uma falsa sensação de proteção. Não existem estudos ou levantamentos que comprovem sua eficácia no combate à criminalidade. "Não há uma padronização técnica", ressalta Thallita Lima, coordenadora do projeto O Panóptico, que monitora o uso de tecnologias de vigilância no Brasil. Ela também aponta para a falta de uma reflexão sobre os impactos do uso do espaço urbano, "já que há totens bem na calçada". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A expansão desse tipo de tecnologia acontece em um momento em que a população se sente cada vez mais insegura. A violência é a principal preocupação para 28% dos brasileiros, segundo pesquisa da Quaest encomendada pela Genial Investimentos no mês passado. O g1 procurou as prefeituras de São Paulo e do Rio para entender se há regras para a instalação de totens de vigilância. As duas confirmaram que não existe regulamentação específica sobre o tema. O g1 também questionou o que é permitido instalar nas calçadas. Em São Paulo, a administração municipal afirma que adota a chamada "faixa de serviço", que determina calçadas com, no mínimo, 70 cm de largura para a instalação de "árvores, rampas de acesso para pessoas com deficiência, postes de iluminação, sinalização de trânsito, bancos, floreiras, telefones, caixas de correio e lixeiras" (veja aqui). A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano do Rio tem um documento que define a "faixa de serviço" como sendo de, no mínimo, 1 metro para árvores e até 60 centímetros para postes de iluminação pública (veja aqui). Torres privadas de vigilância não são mencionadas por ambas. Em agosto de 2025, a prefeitura do Rio determinou que uma das empresas, a Gabriel, realocasse suas mais de 400 câmeras instaladas em áreas públicas, por já existir um sistema municipal de vigilância e ser necessária autorização para uso desses espaços. ➡️ Em São Paulo e no Rio, o que vale hoje para torres de vigilância é... São Paulo: a instalação em terrenos privados é permitida em locais específicos sem necessidade de comunicar a prefeitura (veja detalhes abaixo). Rio de Janeiro: a escolha dos locais de instalação fica a critério das próprias empresas, sem orientação da prefeitura. Para que as câmeras são usadas Totem de câmera de segurança em São Paulo. Divulgação/Gabriel Essas torres coloridas, com LEDs fortes e câmeras voltadas para calçadas e carros, são oferecidas por empresas como CoSecurity (do Grupo Haganá), Gabriel e White Segurança, que concentram a oferta do serviço nas principais cidades do país. A ideia é monitorar o movimento no entorno dos prédios. Os moradores geralmente têm acesso às imagens por aplicativo — em uma das empresas, o histórico fica disponível por até 14 dias. Em alguns totens, há ainda um botão de pânico que permite acionar a central da empresa, responsável por chamar a polícia ou o Corpo de Bombeiros em situação de risco. Em São Paulo, o diferencial, segundo as empresas, é que as câmeras estão integradas a programas públicos, como o Smart Sampa (da prefeitura) e o Muralha Paulista (do governo estadual). Esses sistemas ajudam a identificar rostos de procurados e placas de veículos roubados. Condomínios e empresas podem, sem custo adicional, aderir voluntariamente aos programas e conectar suas câmeras às centrais de monitoramento, que contam com agentes policiais acompanhando as imagens em tempo real. O Smart Sampa reúne 40 mil câmeras integradas — ao menos 20 mil delas pertencentes a totens de condomínios e empresas parceiras — distribuídas por todas as regiões da cidade, segundo a prefeitura. A CoSecurity afirma ser hoje a maior participante privada do programa, com cerca de 8 mil câmeras (25% da rede). Torre de vigilância da empresa CoSecurity Darlan Helder/g1 Essas câmeras não fazem reconhecimento facial e as imagens podem ser repassadas à polícia mediante solicitação formal. Segundo as empresas, os equipamentos reconhecem apenas placas de veículos, o que pode ajudar na localização de carros roubados. O custo do serviço varia conforme o número de totens contratados. Uma empresa cobra cerca de R$ 1,5 mil por unidade ao mês, enquanto outra afirma que o valor mensal fica entre R$ 389 e R$ 749, dependendo do modelo e dos recursos oferecidos, como botão de pânico. Apesar das promessas de eficiência, há casos de frustração. Recentemente, o Profissão Repórter mostrou que, em um condomínio de São Paulo, moradores passaram a usar vasos de planta para tentar evitar roubos de celular de quem ficava na portaria, já que as torres deixaram de ser eficientes (veja no vídeo abaixo). Moradores de prédio em SP se frustram com totens de câmera e recorrem a vasos de planta para evitar assalto Em outras cidades, têm se multiplicado totens instalados por governos estaduais e prefeituras em espaços públicos, equipados com câmeras e botão de pânico para acionar a polícia em caso de emergência. Esse tipo de equipamento já foi adotado em Curitiba, Manaus, Belém e Recife, explica Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), que acompanha o tema de perto. Totens instalados na calçada Totens de câmera de vigilância em prédios de São Paulo Reprodução/Google Maps O g1 analisou a instalação das torres em São Paulo. Muitas estão fixadas em calçadas, na jardinagem dos condomínios (áreas internas e externas) ou ao lado do portão de acesso dos prédios. A prefeitura de São Paulo explica que, em áreas particulares, não é necessário pedir autorização para instalar os totens. Como exemplo, citou recuos de prédios (distância entre a edificação e os limites de frente, laterais e de fundo do lote), muros ou portões. Em espaços públicos, como calçadas e praças, é preciso obter aprovação da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (CPPU). "É importante destacar que a CPPU analisa esses casos do ponto de vista do impacto da inserção desses elementos na paisagem urbana", disse em nota. No Rio de Janeiro, a prefeitura afirmou que não há "legislação específica" para os totens de vigilância. Em nota, adiantou que "com o aumento de instalação destes equipamentos, determinou que os proprietários retirem as câmeras que obstruem o espaço público até 31 de dezembro". Totem de vigilância na calçada, em São Paulo. Darlan Helder/g1 Na Zona Leste de São Paulo, o g1 flagrou dois totens da empresa Defender instalados em calçadas no bairro da Mooca (veja na imagem acima). Perto dali, no Belém, foi identificado outro equipamento em via pública, desta vez da MasterCam Segurança (veja na imagem abaixo). O g1 questionou as duas companhias sobre a autorização da prefeitura para as instalações, mas não obteve resposta. Totem de vigilância da empresa MasterCam Segurança na região do Belém, na Zona Leste de São Paulo. Darlan Helder/g1 Um totem da Gabriel também foi visto em via pública na região do Brooklin, em São Paulo (veja na imagem abaixo). A empresa negou que há torres irregulares na capital paulista, apenas no Rio, e que está readequando essas instalações, "um processo que deve ser concluído até o fim do ano e envolve 400 equipamentos, o equivalente a 6% dos clientes". A Gabriel não informou onde ficam os totens irregulares. Após novo questionamento sobre a torre no Brooklin, a companhia disse que "atua sempre em conformidade com as diretrizes municipais e em diálogo com as autoridades locais, garantindo que todas as instalações estejam devidamente autorizadas e adequadas aos parâmetros urbanos". Totem de câmera de vigilância da Gabriel instalado na região do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo Darlan Helder/g1 A CoSecurity afirmou que instala os equipamentos sempre dentro dos limites privados do cliente, nunca em calçadas. "Toda infraestrutura é posicionada exclusivamente dentro da área privada do cliente, como recuos". A White Segurança não retornou ao contato do g1 para esclarecer sua atuação. A Prefeitura de São Paulo solicitou ao g1 os endereços e imagens dos totens instalados em calçadas para "apuração", mas não deu retorno sobre esses casos até a última atualização desta reportagem. Eficácia é questionada Pesquisadores de segurança pública que acompanham o tema questionam a eficácia desses totens de vigilância. "Hoje, no Brasil, não há regulação específica para câmeras desse tipo e nem daquelas que fazem reconhecimento de rostos", afirma Pablo Nunes, coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC). "Também não há qualquer regra sobre o que é feito com esses dados depois", completa. Pablo lembra ainda que a segurança privada não oferece uma solução precisa, e ainda pode gerar novos problemas. "Um efeito comum é o deslocamento de manchas criminais para áreas vizinhas sem o mesmo nível de vigilância", diz. O pesquisador também destaca que, quando um totem é instalado na calçada, ele não registra apenas os moradores entrando ou saindo do condomínio. "A partir desse ponto, já não se trata mais de controle de acesso. É uma ampliação do modo de vigilância", avalia. As duas principais empresas, por outro lado, destacam que têm ajudado a solucionar crimes nas cidades onde atuam desde o início de suas operações. A Gabriel, que começou a operar em 2019, afirma ter contribuído para a recuperação de mais de 100 veículos e para o indiciamento de 566 suspeitos. Já a CoSecurity diz que sua tecnologia ajudou na captura de 2 mil foragidos e na prisão em flagrante de 3.245 pessoas desde que passou a integrar o Smart Sampa, em São Paulo. Rua na região do Brooklin com torre de vigilância. Darlan Helder/g1 Para Thallita Lima, do projeto O Panóptico, há riscos adicionais ligados à privacidade e à segurança dos dados. Em caso de vazamento, criminosos podem ter acesso à rotina de uma pessoa específica, além de fotos dos rostos de várias outras, que podem ser usadas em fraudes. "É preciso um protocolo de segurança muito robusto", alerta. Ela acrescenta que as imagens captadas muitas vezes circulam informalmente, como fotos de pessoas consideradas suspeitas que são compartilhadas em grupos de WhatsApp. "Esse tipo de ação pode gerar problemas sérios, porque estamos falando do risco de se fazer justiça com as próprias mãos por meio da tecnologia", explica. Procurada pelo g1 para comentar esse tipo de monitoramento, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou que o tema é prioridade e está na agenda de discussões para o biênio 2025-2026, com ênfase nas questões envolvendo biometria facial. Reconhecimento facial: veja dilemas na implantação da tecnologia em condomínios Criminosos podem usar suas fotos nas redes para aplicar golpes financeiros? Implante cerebral é usado para controlar assistente virtual Alexa

Palavras-chave: tecnologia

Trocaria carne por fungo? Pesquisa mostra que 'novo alimento' pode ser alternativa no futuro

Publicado em: 11/10/2025 03:01

Fungos podem ser a proteína do futuro, diz pesquisa Já pensou em comer fungos como prato principal? Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostra que esses microrganismos têm alto teor de proteína e textura parecida com a da carne. O estudo usa a estrutura de sustentação do fungo, chamada de micélio, que tem alto valor nutricional. Por meio de diversas tecnologias avançadas, como as edições genéticas, é possível reforçar o seu potencial proteico. Com isso, os fungos conseguem produzir proteínas como as do leite, dos ovos e da carne, explica André Damasio pesquisador e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), parceira no estudo. Além disso, os fungos seriam mais sustentáveis do que a criação de animais. “Esse novo sistema de produção de alimentos pode mitigar os efeitos ambientais da agricultura intensiva, como o desmatamento, a degradação do solo e o esgotamento de recursos hídricos”, explica Damasio. Segundo o estudo, o mercado global para esses alimentos deve ultrapassar US$ 32 bilhões até 2032. Mas o produto ainda não está pronto para o público. Ele precisa de ajustes, por exemplo, no sabor. A pesquisa também usa fungos que já são comuns na alimentação, como o shimeji. Confira abaixo como é a evolução dele em cultivo em arroz parboilizado: Shimeji sendo produzido em arroz parboilizado para consumo Divulgação / Embrapa Já está legalizado? Para que esse tipo de produto chegue às prateleiras, há barreiras a serem superadas, segundo o analista da Embrapa Gabriel Mascarin. Por exemplo, faltam estudos clínicos sobre como o corpo absorve os aminoácidos. Além disso, são necessários mais dados sobre a contribuição para a saciedade e efeitos de longo prazo na saúde. No Brasil, produtos como o micélio são classificados como “novos alimentos”. Eles passam por avaliações rigorosas de segurança antes da liberação para venda. Os pesquisadores apontam que o objetivo do estudo não é eliminar a carne animal, mas oferecer alternativas viáveis e acessíveis. Mais investimentos do que em carne cultivada Segundo a Embrapa, o setor de fungos recebeu € 628 milhões nos últimos cinco anos — valor maior que os € 459 milhões destinados à carne cultivada. Um dos motivos é que essa tecnologia é mais simples e é mais rápida de entrar no mercado. O micélio tem sido aplicado tanto em produtos análogos de carne quanto em híbridos (que combinam proteína animal ou vegetal com o micélio), ampliando a sua aceitação entre consumidores não veganos. No entanto, o micélio tem baixa solubilidade, o que limita a sua aplicação em alimentos líquidos. Mas já existem empresas tentando criar iogurtes com ele. Desenvolvimento de fungos no arroz Divulgação / Embrapa Desenvolvimento do fungo trichoderma Divulgação / Embrapa Veja também: Você sabia? Cada abacaxi é formado por até 200 frutas fundidas Escargot, clássico da culinária francesa, é "primo" da lesma; entenda por que é tão caro

Palavras-chave: tecnologia

Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também?

Publicado em: 11/10/2025 00:01

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Mark Zuckerberg teria começado a trabalhar no Koolau Ranch, seu extenso complexo de 1.400 acres (cerca de 5 quilômetros quadrados) na ilha havaiana de Kauai, já em 2014. Está previsto que inclua um abrigo, com os seus próprios suprimentos de energia e alimentos, embora os carpinteiros e eletricistas que trabalham no local tenham sido proibidos de falar sobre isso por acordos de confidencialidade, de acordo com uma reportagem da revista Wired. Um muro de quase dois metros bloqueava a visão do projeto a partir de uma estrada próxima. Quando questionado no ano passado se estava construindo um abrigo para o fim do mundo, o fundador do Facebook respondeu com um "não" categórico. O espaço subterrâneo com cerca de 465 metros quadrados é, segundo ele, "apenas um pequeno abrigo, como um porão". Mark Zuckerberg, CEO da Meta, tem abrigo subterrâneo já pronto BBC/Alex Wong/Getty Images 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 'Bolha' da IA pode estourar? Trilhões em investimentos esbarram em baixo retorno Isso não impediu as especulações — da mesma forma que sua decisão de comprar 11 propriedades no bairro de Crescent Park, em Palo Alto, na Califórnia, aparentemente adicionando um espaço subterrâneo de 650 metros quadrados. Embora suas licenças de construção se refiram a porões, de acordo com o New York Times, alguns de seus vizinhos chamam isso de bunker. Ou a "batcaverna" de um bilionário. Há também especulações em torno de outros líderes do setor de tecnologia, alguns dos quais parecem ter estado ocupados a comprar terrenos com espaços subterrâneos, prontos para serem convertidos em bunkers de luxo avaliados em milhões de reais. Zuckerberg gastou cerca de US$ 110 milhões (cerca de 550 milhões de reais) em imóveis em um bairro de Palo Alto. BBC/Bloomberg via Getty Images Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, falou sobre o "seguro contra o apocalipse". Ele afirmou anteriormente que cerca de metade dos super-ricos possui esse tipo de seguro, sendo a Nova Zelândia um destino popular para a compra de imóveis. Será que eles estão realmente se preparando para uma guerra, para os efeitos das mudanças climáticas ou para algum outro evento catastrófico que o resto de nós ainda não conhece? Sam Altman já especulou sobre se juntar a Peter Thiel em uma propriedade remota na Nova Zelândia no caso de um desastre global. BBC/Getty Images Nos últimos anos, o avanço da inteligência artificial (IA) só veio aumentar essa lista de potenciais problemas existenciais. Muitos estão profundamente preocupados com a rapidez dessa evolução. Ilya Sutskever, cientista-chefe e cofundador da OpenAI, é considerado um deles. Em meados de 2023, a empresa sediada em São Francisco lançou o ChatGPT — o chatbot agora utilizado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo — e estava trabalhando rapidamente em atualizações. Mas, naquele verão, Sutskever estava cada vez mais convencido de que os cientistas da computação estavam prestes a desenvolver a inteligência artificial geral (AGI) — o ponto em que as máquinas igualam a inteligência humana —, de acordo com um livro da jornalista Karen Hao (veja a entrevista da BBC News Brasil com a autora). "Definitivamente, vamos construir um bunker antes de lançarmos a AGI (inteligência artificial geral)", teria dito Ilya Sutskever. BBC/AFP via Getty Images Em uma reunião, Sutskever sugeriu aos colegas que cavassem um abrigo subterrâneo para os principais cientistas da empresa antes que uma tecnologia tão poderosa fosse lançada ao mundo, relata Hao. "Definitivamente, vamos construir um bunker antes de lançarmos a AGI", ele teria dito, embora não esteja claro a quem ele se referia com "nós". Isso revela um fato curioso: muitos cientistas da computação e líderes tecnológicos renomados, alguns dos quais estão trabalhando arduamente para desenvolver uma forma extremamente inteligente de IA, também parecem profundamente receosos do que ela poderá vir a fazer no futuro. Então, quando exatamente — se é que algum dia — a AGI chegará? E ela poderia realmente ser tão transformadora a ponto de assustar as pessoas comuns? Mark Zuckerberg, na foto com sua esposa Priscilla, disse que o espaço subterrâneo em sua propriedade no Havaí é "como um pequeno abrigo". BBC/Getty Images 'Psicose de IA': o aumento de relatos que preocupa chefe da Microsoft Brasil está entre os 3 países que mais usam o ChatGPT, diz OpenAI Uma chegada mais cedo do que pensamos' Os líderes tecnológicos afirmam que a AGI está chegando. O diretor da OpenAI, Sam Altman, afirmou em dezembro de 2024 que ela chegará "mais cedo do que a maioria das pessoas no mundo imagina". Demis Hassabis, cofundador da DeepMind, previu que isso ocorrerá nos próximos cinco a dez anos, enquanto o fundador da Anthropic, Dario Amodei, escreveu no ano passado que seu termo preferido — "IA poderosa" — poderá estar entre nós já em 2026. Outros têm dúvidas. "Eles mudam as regras o tempo todo", diz Dame Wendy Hall, professora de ciência da computação na Universidade de Southampton. "Depende de com quem você fala." Falamos por telefone, mas quase consegui ouvir ela revirando os olhos. "A comunidade científica afirma que a tecnologia de IA é incrível", acrescenta ela, "mas está muito longe da inteligência humana". Primeiro, seria necessário haver uma série de "avanços fundamentais", concorda Babak Hodjat, diretor de tecnologia da empresa de tecnologia Cognizant. Além disso, é improvável que isso aconteça de uma só vez. Pelo contrário, a IA é uma tecnologia em rápido avanço, está em evolução e há muitas empresas em todo o mundo correndo para desenvolver suas próprias versões. Mas uma das razões pelas quais a ideia entusiasma alguns no Vale do Silício é que ela é considerada um precursor de algo ainda mais avançado: a ASI, ou superinteligência artificial — uma tecnologia que supera a inteligência humana. Foi em 1958 que o conceito de "singularidade" foi atribuído postumamente ao matemático húngaro John von Neumann. Ele se refere ao momento em que a inteligência computacional avança além da compreensão humana. John von Neumann é considerado um dos primeiros a mencionar o conceito de singularidade, muito antes de ele ter um nome — ele era físico, matemático, economista e cientista da computação. BBC/Getty Images Mais recentemente, o livro Genesis, de 2024, escrito por Eric Schmidt, Craig Mundy e o falecido Henry Kissinger, explora a ideia de uma tecnologia superpoderosa que se torna tão eficiente na tomada de decisões e na liderança que acabamos entregando-lhe o controle total. É uma questão de quando, não se, argumentam. Veja mais: O desgastante trabalho humano por trás do ChatGPT: 'Não é tão emocionante quando descobrimos o que envolve' Como a IA consegue prever decisões humanas Dinheiro para todos, sem precisar de um emprego? Os defensores da AGI e da ASI são quase evangelistas em relação aos seus benefícios. Eles argumentam que ela encontrará novas curas para doenças mortais, resolverá as mudanças climáticas e inventará uma fonte inesgotável de energia limpa. Elon Musk chegou a afirmar que a IA superinteligente poderia inaugurar uma era de "renda alta universal". Recentemente, ele endossou a ideia de que a IA se tornará tão barata e difundida que praticamente qualquer pessoa desejará ter seu "próprio R2-D2 e C-3PO pessoais" (referindo-se aos andróides de Star Wars). "Todos terão os melhores cuidados médicos, alimentação, transporte doméstico e tudo o mais. Abundância sustentável", afirmou com entusiasmo. Elon Musk diz que todos vão querer ter seu próprio R2-D2 e C-3PO BBC/AFP via Getty Images É claro que há um lado assustador. Será que essa tecnologia poderia ser sequestrada por terroristas e usada como uma arma poderosa? E se ela decidir por conta própria que a humanidade é a causa dos problemas do mundo e nos destruir? "Se for mais inteligente do que você, então temos que mantê-lo sob controle", alertou Tim Berners Lee, criador da World Wide Web, em entrevista à BBC no início deste mês. "Temos que ser capazes de desligá-la." Os governos estão tomando algumas medidas de proteção. Nos Estados Unidos, onde muitas das principais empresas de IA estão sediadas, o presidente Biden aprovou uma ordem executiva em 2023 que exigia que algumas empresas compartilhassem os resultados dos testes de segurança com o governo federal — embora o presidente Trump tenha revogado parte da ordem, chamando-a de "barreira" à inovação. Enquanto isso, no Reino Unido, o AI Safety Institute (Instituto de Segurança em Inteligência Artificial) — um órgão de pesquisa financiado pelo governo — foi criado há dois anos para compreender melhor os riscos apresentados pela inteligência artificial avançada. E depois há os super-ricos com seus próprios planos de seguro contra o apocalipse. "Dizer que você está 'comprando uma casa na Nova Zelândia' é como dar uma piscadela, sem dizer mais nada", disse Reid Hoffman. O mesmo provavelmente se aplica aos bunkers. Mas há uma falha distintamente humana. Certa vez, conheci um ex-guarda-costas de um bilionário que tinha seu próprio "bunker" e me disse que a primeira prioridade de sua equipe de segurança, se isso realmente acontecesse, seria eliminar o chefe e entrar no bunker. E ele não parecia estar brincando. É tudo alarmismo sem sentido? Neil Lawrence é professor de aprendizado de máquina na Universidade de Cambridge. Para ele, todo esse debate em si é um absurdo. "A noção de Inteligência Artificial Geral é tão absurda quanto a noção de um 'Veículo Artificial Geral'", argumenta ele. "O veículo certo depende do contexto. Usei um Airbus A350 para voar até o Quênia, uso um carro para ir à universidade todos os dias, vou a pé até a cafeteria... Não existe nenhum veículo que possa fazer tudo isso." Para ele, falar sobre AGI é uma distração. A tecnologia que desenvolvemos permite, pela primeira vez, que pessoas comuns conversem diretamente com uma máquina e, potencialmente, façam com que ela execute o que desejam. Isso é absolutamente extraordinário... e totalmente transformador. A grande preocupação é que estamos tão envolvidos nas narrativas das grandes empresas de tecnologia sobre a IGA que estamos perdendo de vista as maneiras pelas quais precisamos melhorar as coisas para as pessoas. As ferramentas atuais de IA são treinadas com montanhas de dados e são boas em identificar padrões: sejam sinais de tumores em exames ou a palavra mais provável de aparecer após outra em uma sequência específica. Mas elas não "sentem", por mais convincentes que suas respostas possam parecer. "Existem algumas maneiras 'enganosas' de fazer com que um Grande Modelo de Linguagem (a base dos chatbots de IA) aja como se tivesse memória e aprendesse, mas elas são insatisfatórias e bastante inferiores às dos seres humanos", afirma Hodjat. Vince Lynch, CEO da IV.AI, com sede na Califórnia, também é cauteloso em relação a declarações exageradas sobre a AGI. "É um ótimo marketing", diz ele. "Se você é a empresa que está construindo a coisa mais inteligente que já existiu, as pessoas vão querer lhe dar dinheiro." Ele acrescenta: "Não é algo que vai acontecer daqui a dois anos. Requer muito processamento, muita criatividade humana, muita tentativa e erro". Quando questionado se acredita que a AGI algum dia se tornará realidade, há uma longa pausa. "Eu realmente não sei." Inteligência sem consciência De certa forma, a IA já superou o cérebro humano. Uma ferramenta de IA generativa pode ser especialista em história medieval em um minuto e resolver equações matemáticas complexas no minuto seguinte. Algumas empresas de tecnologia afirmam que nem sempre sabem por que seus produtos respondem da maneira que respondem. A Meta diz que há alguns sinais de que seus sistemas de IA estão se aprimorando. Pesquisadores estão estudando o cérebro na tentativa de compreender melhor a consciência. BBC No entanto, em última análise, por mais inteligentes que as máquinas se tornem, biologicamente, o cérebro humano ainda leva vantagem. Tem cerca de 86 bilhões de neurônios e 600 trilhões de sinapses, muito mais do que os equivalentes artificiais. O cérebro não precisa fazer pausas entre as interações e está constantemente se adaptando a novas informações. "Se você disser a um ser humano que foi encontrada vida em um exoplaneta, ele aprenderá isso imediatamente e isso afetará sua visão de mundo daqui para frente. Para um LLM (Large Language Model, ou Modelo de Linguagem Grande), ele só saberá disso enquanto você continuar repetindo isso como um fato", diz Hodjat. Os LLMs também não possuem metacognição, o que significa que eles não sabem exatamente o que sabem. Os seres humanos parecem ter uma capacidade introspectiva, às vezes chamada de consciência, que lhes permite saber o que sabem. É uma parte fundamental da inteligência humana — e que ainda não foi reproduzida em laboratório. Veja mais: Como funciona um data center? E por que ele pode consumir tanta energia e água? Ataque no WhatsApp pode roubar senhas de usuários; veja como se proteger

Terra Yanomami segue sob ameaça quase 3 anos após emergência; lideranças denunciam garimpos

Publicado em: 11/10/2025 00:01

Lideranças denunciam garimpos ativos e falhas graves na saúde Yanomami Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. Apesar das medidas intensificadas pelo governo federal a partir de 2023, a crise sanitária e humanitária persiste. O líder indígena Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, a mais representativa do povo, afirma que os invasores seguem presentes, principalmente em territórios nos cursos dos rios Catrimani e Uraricoera. Por isso, um dossiê organizado pela Hutukara, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), pela Associação das Mulheres Munduruku Wakoborūn e pela Associação Indígena Pariri foi entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em setembro e denuncia que o Brasil "tem faltado com ações para melhorar a saúde Yanomami". O governo diz que tem agido e ampliado o trabalho contra os invasores oferecendo assistência aos indígenas. (leia abaixo) ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo especialistas, embora o governo tenha intensificado as operações no território, o principal desafio hoje é impedir que os invasores retornem, já que o garimpo ilegal é sustentado por uma "robusta estrutura econômica" e os trabalhadores flagrados no garimpo são "apenas a ponta da linha de um sistema complexo". Além disso, as penas para crimes ligados ao garimpo ilegal são consideradas brandas e pouco punitivas. Um projeto de lei tramita no Senado para alterar a legislação. 📍️ A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. ❓A CIDH é um órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA) encarregado da promoção e proteção dos direitos humanos no continente americano. Governo decreta emergência de saúde pública para combater desassistência aos Yanomami O que aconteceu em um ano de emergência Yanomami Os riscos à saúde causados pelo uso de mercúrio no garimpo Justiça condena União e determina ações contra contaminação por mercúrio 70% de alertas em sistema de monitoramento são sobre presença de garimpeiros Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami Caíque Rodrigues/g1 RR Denúncia O dossiê enviado à CIDH destaca, entre outras questões, que a União não realiza triagem, diagnóstico ou tratamento em larga escala para a contaminação por mercúrio nos indígenas. Por se tratar de uma terra indígena, apenas a União é responsável pelo trabalho na Terra Yanomami. Os garimpos ilegais usam mercúrio em excesso para viabilizar a separação do ouro dos demais sedimentos, causando a contaminação dos peixes e a morte dos rios. Isso é refletido, segundo especialistas, em miséria e diversas doenças que assolam populações das regiões afetadas. Apenas 398 notificações de contaminação por mercúrio foram registradas ao todo no território, número considerado "insignificante" diante da população de mais de 33 mil indígenas. O documento alerta que os exames precisam ser feitos em cabelo, sangue ou unhas, e não apenas na água dos rios. Além disso, há registro de aumento de doenças como malária, infecções respiratórias e infecções parasitárias, agravadas pela precariedade do atendimento de saúde e pela dificuldade de acesso a tratamento. Para Dário Kopenawa, a crise sanitária se agrava pela falta de estrutura do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y). Ele relatou que já presenciou uma criança morrer por falta de oxigênio e por demora no resgate aéreo. A denúncia reforça também que pistas clandestinas que existem há mais de 30 anos continuam funcionando e aviões sobrevoam a região diariamente para abastecer os invasores. “O governo fala que diminuiu [a presença de invasores], mas o garimpo ainda continua. Eles [são alvo de operações e] voltam”, disse Dário ao g1. Aviões de garimpeiros flagrados sobrevoando a Terra Yanomami em 2025 Reprodução O que diz o governo Por meio de nota, a Casa Civil - que coordena as ações no Terra Yanomami, afirmou que o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami vem reduzindo vertiginosamente como consequência das ações do Governo do Brasil'. Segundo a pasta, as áreas de garimpo ativo tiveram redução de 98% entre março de 2024 e setembro de 2025. 🔎 Em 20 de janeiro de 2023, o Governo Federal decretou emergência em saúde pública para responder à grave crise sanitária e humanitária no território. Com isso, foram adotadas ações interministeriais para atender às necessidades básicas de saúde, segurança alimentar e para combater o garimpo ilegal. O governo informou ainda que as operações resultaram em R$ 499 milhões de prejuízo aos financiadores da atividade ilegal e na destruição de acampamentos, aeronaves, motores, balsas e embarcações, além da apreensão de ouro, mercúrio, armas e munições. A Casa Civil informou também que utiliza monitoramento por imagens de satélite e inteligência integrada de órgãos federais para combater a atividade, e que todos os alertas enviados pela Hutukara são checados em campo. Em casos em que há registros de atividades em território venezuelano, o órgão informou que aciona autoridades competentes daquele país. Garimpo ativo Infográfico - Garimpo ilegal ativo na Terra Yanomami, segundo relatório elabora pelas entidades que atuam na proteção indígena Arte/g1 Os relatórios elaborados pelos representantes dos indígenas confirmam que núcleos garimpeiros continuam espalhados em diferentes regiões da Terra Yanomami. O documento chamado 'Monitoramento da Terra Indígena Yanomami - 1º semestre de 2025' aponta que, apesar da redução em larga escala desde 2023, ainda há focos ativos de garimpo em Apiaú, Xitei, Waikás, Auaris, Parima, Baixo e Alto Catrimani e Papiu. O impacto foi de 23 hectares de floresta desmatada apenas em 2025. (veja no mapa acima) O Sistema de Alertas, que recebe denúncias das próprias comunidades, registrou no início de setembro aviões clandestinos no Apiaú e uma draga em operação no Baixo Catrimani. Esses dados, repassados semanalmente às autoridades, mostram que a atividade garimpeira se reorganiza rapidamente sempre que há operações pontuais. ⚖️Endurecimento da lei: Se o Projeto de Lei Projeto n° 3776, em tramitação no Senado, for aprovado, o crime de garimpo ilegal, que tem pena de detenção, de seis meses a um ano, passará a ser de reclusão de um a quatro anos. Será atribuída a pena de reclusão de três a seis anos se o crime ocorrer com uso de maquinário pesado; ocorrer mediante o uso de substâncias tóxicas; causar poluição hídrica ou do solo que coloque em risco a saúde pública e causar significativa degradação ambiental. Buracos deixados pelo garimpo ilegal na Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR Diante disso, as lideranças pedem ações permanentes contra os invasores, inclusive que sejam investigados os financiadores da atividade. Além disso, também pedem mais presença de profissionais de saúde no território. Saúde precária e morte evitável Indígenas Yanomami. Lucas Wilame/Rede Amazônica De acordo com o boletim de setembro do Sistema de Alertas, uma criança da comunidade Koroasi, na Missão Catrimani, morreu antes da chegada do helicóptero que o levaria para Surucucu, onde há um hospital. Na Missão Catrimani há uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) abandonada, deixando centenas de indígenas desassistidos. O dossiê enviado à CIDH denuncia ainda que algumas comunidades receberam apenas uma visita médica em todo o ano de 2024. A Casai Yanomami em Boa Vista está com obras paradas em 15% do andamento há nove meses, sem condições de atender os cerca de 900 pacientes e acompanhantes que circulam por mês. O novo Centro de Referência em Surucucu, inaugurado em setembro de 2025, ainda não teve seu funcionamento avaliado. "Em Surucucu, foi inaugurado um hospital, mas ainda faltam remédios e atendimento regular. Os profissionais muitas vezes fazem apenas bate-volta de helicóptero e não permanecem nas comunidades", disse Dário. Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que desde o decreto de emergência o número de profissionais de saúde no território passou de 690 para 1.855, o que ajudou a reduzir em 33% os óbitos no primeiro semestre de 2025, incluindo quedas de 45% em mortes por doenças respiratórias, 65% por malária e 74% por desnutrição. Segundo a pasta, muitas aldeias já têm acesso a água potável, e onde isso não ocorre, há distribuição de hipoclorito e orientações para consumo seguro. Disse ainda que entre 2023 e 2025, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 222 milhões em saneamento e ações para indígenas, incluindo filtros de nanotecnologia e de barro. Em maio de 2025, foi lançado o Manual Técnico de Atendimento a Indígenas Expostos ao Mercúrio, com diretrizes para profissionais de saúde e recomendações específicas para gestantes e crianças, acompanhadas de testagens e campanhas educativas. Farmácia do Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami. João Risi/MS/Divulgação Malária Segundo o governo, com base no informe do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE Yanomami), emitido em maio deste ano, houve avanços na saúde indígena entre 2023 e 2024, com reabertura de polos-base, aumento de 158% no número de profissionais e expansão da telessaúde. As ações resultaram em melhorias na nutrição infantil, maior cobertura vacinal e no enfrentamento da malária. Também houve queda de 21% nos óbitos gerais, incluindo 26% a menos de mortes evitáveis, reflexo da ampliação da assistência e da infraestrutura de saúde no território. Mesmo assim, o dossiê elaborado pelas entidades ligadas aos indígenas apontou que em 2025 foram registrados quase 14 mil casos de malária. Apesar dos investimentos federais, as associações afirmam que as medidas adotadas não tiveram o impacto esperado. “É inadmissível que o Estado amenize os altos índices registrados sob a justificativa de ampliação das equipes de saúde e intensificação do diagnóstico”, diz o documento. As lideranças reforçam que a doença segue fora de controle e pedem a criação de uma força-tarefa para conter a epidemia. As críticas incluem ainda a falta de estrutura adequada no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY). O documento relata que comunidades receberam apenas uma visita domiciliar de equipes médicas em todo o ano de 2024. “A situação é muito precária, sem estrutura física e saneamento básico capaz de comportar cerca de 900 pessoas entre pacientes, acompanhantes e familiares”, descreve o dossiê. As lideranças também cobram maior integração entre a medicina tradicional e o sistema público de saúde, além da criação de maternidades indígenas culturalmente adequadas. Para elas, a falta de diálogo intercultural em hospitais de Boa Vista tem levado à criminalização de famílias Yanomami em casos de desentendimento sobre cuidados de crianças. Dependência de invasores Território Yanomami é palco constante de violência contra indígenas no Brasil ALAN CHAVES/AFP via Getty Images/DW Os impactos diretos do garimpo vão além da degradação ambiental. Dário relatou que garimpeiros destruíram roças em comunidades como Kayanaú e Xitei, obrigando famílias a depender de comida fornecida por garimpeiros. Além disso, os invasores acabam dando bebidas alcoólicas aos indígenas. "Eu vi as casas e roças derrubadas. Isso é um absurdo. As crianças estão ficando desnutridas porque não têm alimentação”, contou. A situação gera fome, insegurança alimentar e desnutrição severa em crianças Yanomami, que sofrem também com o aumento de doenças ligadas à degradação ambiental, como a malária. "As comunidades tentam se recuperar, mas muitas crianças já apresentam sintomas de desnutrição. Faltam remédios, oxigênio e estrutura básica. É revoltante". Ciclo crônico Para o sociólogo Rodrigo Chagas, doutor pela Universidade de Campinas (Unicamp), pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e integrante do Programa de Pós-graduação Sociedade e Fronteiras (PPGSof) da Universidade Federal de Roraima (UFRR), o ciclo de retirada e retorno dos garimpeiros se repete há décadas. Antes de 2023 as operações se limitavam a ações pontuais: os agentes entravam nas áreas, queimavam as máquinas e saíam, mas o garimpo logo voltava. “Essa dinâmica de entra, queima e volta é muito comum. A gente vem vendo isso há anos aqui na região”, afirmou. Segundo o pesquisador, embora o governo tenha intensificado há quase três anos, o principal desafio hoje segue sendo impedir que os invasores retornem. “A dificuldade não é mais retirar os garimpeiros e sim manter o território livre da volta deles. Isso exige uma atuação de longo prazo e passa por questões jurídicas e estruturais”, avaliou. Chagas destacou que o garimpo ilegal é sustentado por uma rede econômica complexa, que vai muito além dos trabalhadores que atuam na ponta. De acordo com ele, empresários mantêm máquinas e investimentos em diversas áreas da Amazônia. O sociólogo também chama atenção para o peso histórico e cultural do garimpo em Roraima. Segundo ele, desde os anos 1970, a figura do garimpeiro foi transformada em símbolo de progresso e prosperidade. “O garimpo, aqui na região, foi uma construção ideológica antes de mais nada. Isso formou uma cultura e uma estrutura econômica em torno dessa atividade que ela é ilegal”. “É preciso fazer as pessoas entenderem que explorar o ouro significa destruir a casa de um povo que está lá há milênios”, completou. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologia

Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro

Publicado em: 10/10/2025 21:47

Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro A aprendizagem baseada em projetos práticos está ganhando espaço no ensino superior brasileiro. O estudante Fernando Silveira Fernandes está terminando o primeiro ano de faculdade e já se sente preparado para disputar uma vaga de estágio. É que, além de aulas teóricas, ele está aprendendo a resolver problemas da vida real no curso de engenharia que faz no ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, no interior de São Paulo. “Este ano, eu aprendi bastante sobre programação, problemas de negócios. Foi um aprendizado enorme, baseado em problemas reais", conta Fernando. Desde o início do curso, o Fernando e os colegas ganham experiência ajudando empresas parceiras da universidade. É o modelo PBL – sigla em inglês para a aprendizagem baseada em projetos. O PBL será implementado também no novo campus do ITA em Fortaleza, que deve ser inaugurado em 2027. “É diferente de uma disciplina puramente teórica. PBL é uma forma de aprendizado que complementa a abordagem conteúdista, com vantagens principalmente para cursos de engenharia. É muito importante que o aluno de engenharia saiba como desenvolver projetos”, afirma o professor do ITA Carlos Henrique Costa Ribeiro. Aprendizagem baseada em projetos práticos ganha espaço no ensino superior brasileiro Jornal Nacional/ Reprodução No Instituto de Tecnologia e Liderança, o Inteli, em São Paulo, 100% dos cursos usam a metodologia PBL. Aliar teoria e prática é vantajoso para os alunos, que ganham experiência durante o curso e saem da faculdade com um currículo para mostrar, com vários projetos reais executados. E também é um caminho para as empresas encontrarem talentos. O setor de tecnologia é um dos que mais precisam de mão de obra. Mas uma pesquisa mostra que só 10% das empresas acham fácil encontrar profissionais dessa área. Por isso, buscam parcerias com centros de ensino. “O que acaba acontecendo é que muitas empresas trazem esses projetos para cá, para serem realizados pelos alunos, porque não têm quem faça dentro das empresas. Então, na prática, o que acontece: tem fila de espera”, diz Maíra Habimorad, presidente do Inteli. O foco na execução de projetos já começa no vestibular. São três etapas, todas online: uma prova; uma análise de perfil do candidato; e o desafio de desenvolver um projeto em grupo, na fase final. Metade das vagas da faculdade é para bolsistas. Como a Izabella Almeida de Faria, aluna de sistemas de informação. Ela já participou de 12 projetos para empresas parceiras. Um deles rendeu o primeiro registro de patente da faculdade. “Um sistema de gestão de empresas. Esse é mais focado em pequenas e médias empresas e, com isso, a gente fez a aplicação desse sistema utilizando uma metodologia inovadora. Eu acho que é algo inspirador não só para mim, principalmente porque eu sou a primeira pessoa da minha família a entrar no ensino superior. Também é algo que enche os olhos, faz brilhar: a oportunidade que a educação traz para o dia a dia das pessoas”, diz Izabella Almeida de Faria. Antes mesmo da formatura, a Izabella já está trabalhando. Isso ocorre com a maioria dos alunos, segundo a presidente da instituição. “O nível de empregabilidade é muito alto. Então, quando eles são entrevistados, as empresas olham e falam: ‘Nossa, essa pessoa já viveu alguns projetos, já viveu problemas muito parecidos com o que ela vai viver no dia a dia de trabalho’. Então, sentem que estão mais preparados para a realidade do trabalho”, afirma Maíra Habimorad, presidente do Inteli.

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Manaus pede mais prazo à Justiça para concluir divulgação de gastos do Sou Manaus 2025

Publicado em: 10/10/2025 21:13

Prefeitura pede prazo para explicar gastos do 'Sou Manaus 2025' A Prefeitura de Manaus solicitou à Justiça mais 30 dias para concluir o envio das informações sobre os gastos do “Sou Manaus Passo a Paço 2025". O pedido foi formalizado em uma nova petição apresentada no processo da Ação Popular, na quarta-feira (8). A solicitação ocorre após decisão judicial de 17 de setembro, que determinou que o município deveria disponibilizar, no Portal da Transparência, todos os contratos, licitações, notas de empenho, ordens de pagamento e documentos de patrocínio relacionados ao evento, desde 2022. De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), a Prefeitura já cumpriu integralmente a determinação para os anos de 2022, 2023 e 2024, mas ainda não concluiu o envio referente a 2025. Segundo o órgão, parte do processo de fechamento das contas deste ano ainda está em andamento. A Justiça ainda não decidiu se vai conceder o prazo adicional solicitado pela Prefeitura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do AM em tempo real e de graça Justiça determina divulgação de contratos e documentos A Justiça do Amazonas havia determinado que a Prefeitura e a Manauscult publiquem, em até 15 dias a contar de 17 de setembro, todos os contratos, notas fiscais, ordens de pagamento e documentos do festival desde 2022. A decisão, do juiz Leoney Figliuolo Harraquian, prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. LEIA TAMBÉM: Frustração em show infantil, tumulto com spray de pimenta e gafe com bandeira do Pará: as polêmicas do Sou Manaus 2025 Correria e pessoas passam mal após uso de spray de pimenta em área superlotada do festival A medida foi resultado de uma ação popular do vereador Coronel Rosses (PL-AM), que questionou a falta de transparência e a contratação de artistas supostamente em desacordo com a Lei Municipal nº 593/2025. O juiz rejeitou o pedido de suspensão imediata dos pagamentos, argumentando que não há evidências suficientes de desvio de finalidade e que a lei ainda depende de regulamentação. O festival já havia gerado debates na Câmara Municipal, com requerimentos pedindo detalhes sobre os pagamentos a artistas sendo rejeitados pela maioria dos vereadores. A base do prefeito alegou que a Prefeitura já prestou contas e que as cobranças eram “alarmistas”. O advogado Celso Valério destacou que, mesmo com extratos publicados no Diário Oficial, ainda é impossível identificar quais artistas receberam pagamentos, sendo necessária uma auditoria detalhada para esclarecer. Segundo o prefeito David Almeida, o festival custou R$ 34 milhões — R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios —, gerou cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos e movimentou aproximadamente R$ 150 milhões na economia local. O objetivo das investigações, tanto da Justiça quanto do TCE-AM, é garantir a transparência no uso de recursos públicos e verificar se houve irregularidades na organização do evento. Justiça determina divulgação de gastos do "Sou Manaus" com multa de R$ 50 mil por dia Sou Manaus Passo a Paço 2025 Matheus Castro, g1 AM

Palavras-chave: câmara municipal

Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM

Publicado em: 10/10/2025 20:12

Parlamentar destaca a importância da ExpoPIM 4.0 para o futuro do PIM Daniel Santos O deputado estadual Wilker Barreto participou, na última segunda-feira (6/10), do lançamento da ExpoPIM 4.0 – Nova Indústria do Brasil, evento que busca conectar empresas, profissionais, estudantes e investidores em torno das novas tecnologias que vão marcar a transição do Polo Industrial de Manaus (PIM) rumo à Indústria 4.0. Wilker compôs a mesa de abertura representando a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na condição de presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca. Durante o evento, o parlamentar destacou que a exposição é um marco importante para preparar o modelo econômico da Zona Franca de Manaus para o futuro, garantindo que o Amazonas siga sendo protagonista do desenvolvimento nacional. “Esse evento prepara o nosso modelo para o próximo salto, é inegável que a locomotiva do Amazonas continuará sendo por décadas esse modelo econômico. Eu fico feliz que a Suframa, juntamente com todo seu corpo técnico, com os empresários, com a classe política, esteja fazendo sua parte. Essa exposição vai permitir que a classe empresarial tenha as ferramentas necessárias, porque existe uma grande desinformação sobre isso e aqueles que têm a informação e são de fora das nossas fronteiras, não têm a coragem de propagar porque as questões econômicas ainda prevalecem mais que os interesses da república. Esse modelo econômico não é um modelo que beneficia apenas os que moram aqui nessa região, é um modelo que ajuda o país sobre os aspectos econômicos e ambientais”, afirmou. Indústria avançada O superintendente da Zona Franca de Manaus, Bosco Saraiva, também reforçou o papel estratégico da exposição. “Essa será a melhor feira de negócios que vai acontecer e vocês haverão de perguntar: ‘por que só em março?’. Exatamente porque até março nós vamos propagar através do Instituto Somar no mundo, que quem quiser ver o Polo Industrial de Manaus tem que estar aqui. O que nós queremos é que o investidor venha à ExpoPIM 4.0 sabendo que vai encontrar uma indústria avançada, que só quem visita as fábricas consegue perceber a pujança das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus”, disse. A ExpoPIM 4.0 busca posicionar o PIM como um polo estratégico para o futuro da indústria brasileira, alinhado às tendências globais, e reforçar o modelo sustentável da Zona Franca como um ativo de competitividade, inovação e preservação ambiental.

Palavras-chave: tecnologia

OpenAI planeja construir data center de inteligência artificial na Patagônia argentina, diz governo

Publicado em: 10/10/2025 20:00

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A OpenAI, criadora do ChatGPT, assinou uma carta de intenções para construir grande data center de inteligência artificial na Patagônia argentina, anunciou nesta sexta-feira (10) o governo do presidente Javier Milei. O projeto, com o nome de Stargate Argentina, será administrado pela OpenAI em sociedade com a empresa local Sur Energy e representará um investimento de 25 bilhões de dólares (R$ 136 bilhões), informou a Presidência em um comunicado. O projeto se enquadra em uma política de incentivos ao investimento estrangeiro lançada por Milei em 2024 para setores estratégicos. Ela prevê amplos benefícios fiscais e aduaneiros por 30 anos. O anúncio se seguiu a uma reunião que o argentino manteve nesta sexta com diretores da OpenAI e da Sur Energy. O centro de dados é projetado em uma escala suficiente "capaz de abrigar a próxima geração de computação de IA e alcançar uma capacidade de até 500 MW", afirmou a Presidência. Javier Milei, presidente da Argentina, recebeu representantes da OpenAI para anunciar Stargate Argentina, projeto de data center de inteligência artificial no país Reprodução/Governo da Argentina Nem sua localização exata, nem a data de início do projeto foram informados. O projeto tinha sido antecipado por Sam Altman, diretor-geral da OpenAI. O projeto Stargate Argentina, com investimentos em vários países, abrange cerca de 500 bilhões de dólares (R$ 2,7 trilhões) em investimentos em novos centros de dados. Em entrevista à AFP, Fidji Simo, número dois da empresa OpenAI, rechaçou que os investimentos faraônicos em infraestrutura de inteligência artificial possam virar uma bolha, e as definiu como "a nova realidade" para atender à demanda dos usuários. "Trata-se de um novo investimento maciço na potência de cálculo em um momento em que carecemos desesperadamente dela para muitos usos que as pessoas querem", disse Simo. "Acredito que o mundo realmente vai mudar e se dar conta de que a potência de cômputo é o recurso mais estratégico", acrescentou.

Palavras-chave: inteligência artificial

Prefeitura de Nova Friburgo avalia lei que exige placas informativas em eventos com verba pública

Publicado em: 10/10/2025 19:48

Prefeitura de Nova Friburgo avalia lei que exige placas informativas com verba pública Divulgação A Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, estuda a constitucionalidade de uma nova lei municipal que obriga a instalação de placas informativas em eventos financiados com recursos públicos. A lei, de autoria do vereador Maicon Gonçalves (Mobiliza), foi promulgada em 29 de setembro e determina que as placas sejam instaladas em local visível, com pelo menos 24 horas de antecedência ao início dos eventos. As informações devem detalhar o valor investido, a origem dos recursos e a finalidade do gasto. Em nota, o Governo Municipal afirmou que a Procuradoria-Geral do Município está conduzindo a análise jurídica da lei e que, com base no parecer, serão definidas as medidas para seu eventual cumprimento, incluindo a possibilidade de regulamentação. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que diz a lei Segundo o texto publicado no Portal de Legislação da Câmara Municipal, a obrigatoriedade vale para eventos organizados por secretarias, fundações e empresas contratadas com verba pública. Nos casos de patrocínio conjunto com o setor privado, os valores devem ser apresentados separadamente. As placas devem informar: nome e local do evento; valor total investido com dinheiro público (direto e indireto); secretaria responsável; fonte do recurso (fundo, dotação orçamentária ou emenda); possíveis remanejamentos orçamentários; finalidade pública do investimento. Em caso de descumprimento, a lei prevê advertência e proibição de firmar novos contratos com o município por até 12 meses. A reincidência pode gerar multa de até 10% do valor público investido, com os recursos revertidos para a Secretaria Municipal de Saúde. O texto também determina o envio de cópias ao Ministério Público para apuração de possíveis irregularidades.

Palavras-chave: câmara municipal

UFMG nas Ruas oferece atividades gratuitas em Montes Claros neste sábado (11)

Publicado em: 10/10/2025 18:50

Vista do campus do ICA, em Montes Claros TV UFMG Com o objetivo de promover a integração entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a comunidade, a instituição realiza, em Montes Claros, a primeira edição do UFMG nas Ruas. O evento será realizado neste sábado (11), das 9h às 13h, na praça Doutor Carlos. De acordo com a UFMG, a inciativa quer trazer a produção acadêmica de forma acessível e compreensível para mais perto da realidade dos moradores da cidade. O evento faz parte da Semana do Conhecimento da instituição. A programação conta com 15 atividades de ensino, pesquisa e extensão. Pensando no público infantil, haverá brincadeiras e sorteio de brindes. Estandes, oficinas e apresentações integram o cronograma. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp “Com esta ação, além de aproximar ainda mais a população e universidade, há uma expectativa de despertar o interesse pela ciência, tecnologia e cultura assim como mostrar a importância da universidade para o desenvolvimento social e econômico, e incentivar a curiosidade e o pensamento crítico nas pessoas”, explica o vice-diretor do campus Montes Claros, Alcinei Azevedo. Praça Doutor Carlos Paula Alves/Inter TV Confira a relação de atividades do UFMG nas Ruas: Apoio A Agricultores Familiares Do Norte De Minas em Higiene, Produção E Saúde Pública; Meio ambiente e sustentabilidade; Floricultura e Jardinagem no Norte de Minas; Atendimento Nutricional de Cães e Gatos: Parâmetro Vital; Cursinho Comunitário do ICA – UFMG “ComunICA”; Programa para o Desenvolvimento do Ensino de Graduação em Engenharia Florestal; Neutraliza; Curupiras – Brincando e Aprendendo; Brinquedo para crianças; Novembro Negro e Abril Indígena no ICA/UFMG: Educação, Memória e Resistência; Capacitações Técnicas em Floricultura e Jardinagem da UFMG; Engenharia de Alimentos em ação: ensinando e aprendendo; PRO-ICA: Inclusão e Acessibilidade; Utilização da biodiversidade vegetal norte mineira como instrumento de ensino na educação básica; Memória, História Local e Patrimônio Cultural de Grão Mogol. VEJA TAMBÉM UFMG promove evento para apresentar cursos e instalações do Campus em Montes Claros Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: tecnologia

'Lei anti-Oruam': projeto que tenta proibir a contratação de artistas que fazem apologia ao crime entra na pauta da Câmara

Publicado em: 10/10/2025 18:28

Oruam se apresenta no Palco Perry's By Johnnie Walker do Lollapalooza 2024 Luiz Franco/g1 A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deve votar na próxima terça-feira (14) o Projeto de Lei Complementar 16/2025, conhecido como "Lei anti-Oruam", que propõe proibir a contratação, pela administração pública, de artistas e eventos que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas em apresentações abertas ao público infantojuvenil. De autoria dos vereadores Pedro Duarte (Novo) e Talita Galhardo (PSDB), o projeto precisa passar por duas votações com intervalo de 48 horas entre elas. Atualmente, o texto ainda aguarda parecer das dez comissões envolvidas na tramitação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Na justificativa, os autores afirmam que o objetivo é garantir que eventos financiados com dinheiro público sejam promovidos de forma responsável, especialmente no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. "Uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa é o Poder Público financiar, com dinheiro do contribuinte, espetáculos que cultuam, em suas letras, o tráfico. Basta de apologia ao crime", comentou Pedro Duarte. Projeto de Lei ‘anti-Oruam’ está em debate em SP; Entenda Contexto: Oruam é o nome artístico do Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Ou seja, Oruam é Mauro escrito ao contrário. Ele é filho de Marcinho VP, chefe da facção criminosa Comando Vermelho, preso e condenado a 37 anos por assassinato, formação de quadrilha e tráfico. O rapper tem uma tatuagem em homenagem ao pai e ao traficante Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Projetos semelhantes já foram apresentados em outras cidades, como São Paulo, e também na Câmara dos Deputados, onde o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) propôs uma medida com abrangência nacional.

Palavras-chave: câmara municipal

Prefeitura entrega 3,3 mil Chromebooks para escolas municipais

Publicado em: 10/10/2025 18:18

A Prefeitura de Pindamonhangaba realizou, no dia 6 de outubro, a entrega de 3.350 novos Chromebooks para alunos e profissionais da rede municipal de ensino. A iniciativa integra o processo de atualização tecnológica da Educação e representa um investimento de aproximadamente R$ 6 milhões. Os equipamentos, com configuração de última geração, foram destinados a professores, diretores, gestoras regionais, profissionais da mentoria e técnicas de nutrição. Além disso, cada escola municipal recebeu carrinhos de recarga com Chromebooks para uso dos estudantes, ampliando o acesso às ferramentas digitais e fortalecendo o processo de ensino e aprendizagem. Prefeitura de Pindamonhangaba Divulgação Estiveram presentes no evento o prefeito Ricardo Piorino; a secretária de Educação, Luciana Ferreira; o secretário de Tecnologia, Inovação e Projeto, Rodrigo Leite; representando a empresa Altbit, Mauro Fernandes Cândido; a especialista Google for Education da Altbit, Jucineia Maria de Oliveira. Durante a cerimônia, também foi lançado o programa de formação para docentes “Utilização de Chromebook, Ferramentas Google e Inteligência Artificial”, desenvolvido em parceria com a empresa Altbit e a Educador Formação. O representante da empresa Altbit, Mauro Fernandes Cândido ressaltou que “saber atuar com tecnologia é uma habilidade que vai muito além da sala de aula, é um diferencial que contribui para a vida profissional e pessoal dos nossos jovens”. A secretária de Educação, Luciana Ferreira, destacou a importância da iniciativa. “Estamos preparando nossas escolas para o futuro, oferecendo recursos que apoiam o trabalho dos profissionais e estimulam nossos alunos a aprenderem com mais dinamismo e autonomia”, afirmou. De forma simbólica, o prefeito Ricardo Piorino entregou um dos equipamentos às professoras Solange e Débora, representando toda a equipe da rede. Ele também participou da entrega em sala de aula, celebrada com entusiasmo pelos estudantes. “As crianças são o futuro e precisamos garantir que a escola seja um ambiente onde aprendam a utilizar a tecnologia com responsabilidade e criatividade”, afirmou o prefeito.

Iniciativas no Amapá promovem doações de brinquedos para o Dia das Crianças; veja como ajudar

Publicado em: 10/10/2025 18:10

Polícia do Amapá arrecada brinquedos para ação em alusão ao dia das crianças Com a proximidade do Dia das Crianças neste domingo (12) , diversas iniciativas no Amapá estão mobilizando a solidariedade da população por meio de projetos de doação de brinquedos e alimentos. Organizações comunitárias, grupos voluntários e instituições têm se unido para arrecadar itens que serão distribuídos a crianças em situação de vulnerabilidade social. Para que a população possa contribuir, o g1 listou diversas possibilidades de ajuda. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Stories do bem O projeto Stories do Bem realiza a campanha de arrecadação de brinquedos para crianças da invasão Delta do Matapi, em Santana. Os interessados podem escolher uma criança para apadrinhar diretamente pelos stories do Instagram (@storiesdobem_). As doações não precisam estar embrulhadas. A iniciativa nasceu como forma de enfrentamento à depressão idealizada pela Policial Militar Jucilene Malheiros, e se tornou uma rede de solidariedade com mais de 30 voluntários. Galerias Relacionadas Campanha de arrecadação leva brinquedos para crianças da invasão Delta do Matapi, em Santana Divulgação/Stories do bem Projeto Amiguinhos da Bebeca O projeto social Amiguinhos da Bebeca realiza a campanha “Doe Brinquedos”. A ação busca reunir brinquedos novos ou usados em bom estado para presentear crianças que moram em áreas de ressaca. As doações podem ser entregues na rua , nº 720. Maria Marola Gato, no bairro do Jardim Marco Zero, na Zona Sul de Macapá. Informações: (96) 99183-6510, pela coordenadora Cacilda Paes Pacheco. A campanha acontece desde 2020, ano em que Rebeca Paes Pacheco, carinhosamente chamada de Bebeca, faleceu aos 3 anos vítima de afogamento. A dor da perda foi transformada em solidariedade pelos familiares, que iniciaram a arrecadação de brinquedos como forma de homenageá-la. Projeto Amiguinhos da Bebeca acontece no bairro do Jardim Marco Zero Divulgação/Cacilda Paes LEIA MAIS Círio de Nazaré 2025: veja programação completa em Macapá Círio na Rede: solidariedade ganha espaço com troca de alimentos em Macapá Instituto Jardim Esperança O Instituto Jardim Esperança, localizado no bairro do Muca em Macapá, está arrecadando brinquedos e materiais para lanche. Quem quiser contribuir pode procurar o Instituto diretamente na Avenida dos Tupis, nº 1170 ou pelo telefone (96) 98123-2023. Segundo os organizadores, o projeto nasceu da vontade de criar espaços de convivência e solidariedade, reunindo pessoas dispostas a ajudar e promovendo ações que fazem diferença nas comunidades. Edição de páscoa do projeto é realizada em Macapá Divulgação/Jardim Esperança Amapá internacional e Unifap O projeto de arrecadação de brinquedos e produtos de higiene da Secretaria de Relações Internacionais e Comércio exterior, e estudantes do curso de R.I da Universidade Federal do Amapá (Unifap). As doações podem ser feitas no ponto de coleta: Amapá Internacional, na Rua Professor Tostes, nº 3590, no bairro do Buritizal, na Zona Sul de Macapá. Ação arrecada brinquedos e produtos de higiene para crianças no Amapá Cedida Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: vulnerabilidade

João Pessoa terá primeira escola do Brasil a usar IA em sala de aula

Publicado em: 10/10/2025 18:08

João Pessoa será palco de uma revolução educacional a partir de 2026. A cidade ganhará o High School, primeira Escola Club do Brasil, um conceito inovador que combina ensino de alta performance, empreendedorismo e a experiência de um clube moderno e exclusivo. Essa será a primeira escola do Brasil a usar inteligência artificial em sala de aula. O projeto já está com matrículas abertas para a primeira geração de alunos, do 6º ano do Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio, com vagas limitadas. O High School nasce do grupo Prime de Educação, que atua há 15 anos na educação na capital paraibana. “O High School não é apenas uma escola. É a próxima fase da educação e nós já estamos à frente do tempo” , afirma Nicolle Nery, diretora e fundadora. O projeto educacional será o primeiro do Brasil a integrar inteligência artificial diretamente às salas de aula. Todas as aulas serão registradas em tempo real, com geração automática de resumos e mapas mentais personalizados. O recurso permite que os estudantes concentrem-se no aprendizado durante a explicação e revisem os conteúdos de forma prática e contínua, a qualquer momento. Além da inovação tecnológica, a instituição se posiciona como referência internacional com a parceria com o Texas Tech K-12, um programa que oferece disciplinas do currículo americano e que terá tutores vindos diretamente dos Estados Unidos. O certificado que os alunos receberão é válido nos dois países. Sala moderna de aprendizado colaborativo, projetada para estimular criatividade e inovação. Banco de dados No período da tarde, os estudantes terão acesso ao exclusivo Business 360, programa que reúne disciplinas de empreendedorismo, carreira, criatividade e liderança, aliado à vivência prática com mentorias de empresas anjo. Entre os parceiros estratégicos está o Grupo Setai, representado por André Penazzi, referência nacional em investimentos e negócios de alto padrão. O objetivo é formar jovens preparados para liderar, empreender e se destacar em um cenário global. Outro diferencial é a estrutura lifestyle club, única no Brasil, com cerca de 3.100 m² de espaços que unem lazer, bem-estar e experiências imersivas. Entre os destaques estão a praia artificial, academia, salão de beleza, quadra de beach tênis, bosque com redário, salas de aula que simulam ambientes corporativos e um restaurante de alta gastronomia assinado pelo chef Douglas Junqueira. A proposta de inovação também chega ao uniforme escolar. Em parceria com a marca Catfish, referência em streetwear, o High School lança coleções exclusivas em três versões: Dia a Dia, Esportiva e Social. Em relação à preparação para o ENEM, o High School assegurará uma base sólida para o exame, mas também em competências práticas para a vida, pois existe um universo de possibilidades que começam quando o ENEM termina. A metodologia estimulará a troca de experiências entre os alunos, favorecendo a cooperação, a superação de dificuldades em conteúdos e o desenvolvimento de habilidades essenciais para enfrentar situações reais da vida. Conheça a fundadora Nicolle Nery À frente desse projeto está Nicolle Nery, administradora, pedagoga, enfermeira e especialista em práticas educacionais disruptivas e escritora de livros infantis. Reconhecida pelo sucesso à frente do grupo Prime de Educação, do qual é idealizadora, ela agora traz sua experiência e credibilidade para High School. Com um histórico marcado por inovação e mentoria para escolas e empresas do segmento educacional, Nicolle se consolida como a liderança que conecta tecnologia, pedagogia e visão global em um novo modelo de educação. Serviço - Inauguração High School: Janeiro de 2026 Séries atendidas: 6º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio Contato: Instagram: @ highschool.joaopessoa Site: https://www.highscool.com.br Telefone: 83 3508-6988 Matrículas abertas Local: João Pessoa - PB