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VÍDEO: Mulher é agredida em frente a bar no interior do RN

Publicado em: 16/11/2025 09:00

Segurança agride mulher em bar na cidade de Lajes Uma mulher foi agredida por um segurança de um bar na noite de sexta-feira (14) no município de Lajes, na Região Central do Rio Grande do Norte. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou a agressão (veja acima). O vídeo mostrou o momento em que o segurança tirou a mulher do local. Ele a segurou pelos cabelos e desferiu um chute em uma das pernas da vítima, que caiu no chão. A mulher se levantou e foi empurrada duas vezes pelo homem, caindo novamente na calçada. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O estabelecimento "Forró da Bala", onde aconteceu a situação, lamentou o fato nas redes sociais e manifestou indignação com a situação. Segundo o bar, o segurança foi afastado. Na nota, o bar informou ainda que qualquer tipo de violência não será aceita no espaço e que está colaborando com as autoridades. A Inter TV procurou as polícias Civil e Militar, mas elas não responderam aos questionamentos até a atualização mais recente desta reportagem. Em nota, a prefeitura de Lajes também se manifestou sobre o episódio, classificando o ato como "grave e inaceitável". A prefeitura informou que equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social e Política para as Mulheres foram acionadas e estão oferecendo acolhimento, orientação e suporte necessário à vítima, que, segundo a prefeitura, vive uma situação de vulnerabilidade social e dependência do álcool. Agressão aconteceu em Lajes, no interior do RN Reprodução Vídeos mais assistidos do g1 RN

Palavras-chave: vulnerabilidade

Aluna de Juiz de Fora é prata em olimpíada pan-americana de matemática e busca inspirar outras meninas: 'ver que é possível'

Publicado em: 16/11/2025 08:14

Estudante de Juiz de Fora foi prata na Pan-American Girls Mathematical Olympiad, disputada em Fortaleza Colégio Cave/Divulgação A estudante Júlia Passarini, de 15 anos, conquistou a medalha de prata na 5ª edição da Pan-American Girls Mathematical Olympiad (PAGMO), ou Olimpíada Pan-Americana de Meninas de Matemática, realizada em Fortaleza. Júlia é de Juiz de Fora e foi a única representante da região sudeste do país entre as quatro meninas que integraram a equipe brasileira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp A competição reuniu quase jovens de 15 países das Américas entre os dias 26 de outubro e 2 de novembro, seguindo o modelo da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Na disputa, era necessário resolver três problemas matemáticos em quatro horas a cada dia de competição. Para a adolescente, o resultado foi uma mistura de surpresa e emoção. “Quando vi meu nome lá foi incrível. Foi uma sensação de outro mundo. Fiquei muito feliz e emocionada. Naquele momento todo o esforço valeu a pena”. Inspiração para outras meninas Júlia começou a participar de olimpíadas de conhecimento aos 12 anos, ainda no ensino fundamental. Em 2024, foi bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática e convidada a participar da Semana Olímpica de Matemática, em Salvador, onde se destacou e garantiu vaga na disputa pan-americana. “Eu comecei participando da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) só para tentar ganhar uma medalha e nem imaginava ser uma das melhores da cidade, quem dirá do país. Mas fui me apaixonando pela matemática e hoje ela faz parte da minha vida”, contou. A jovem acredita que sua conquista também serve para inspirar outras meninas a entrarem no universo das ciências exatas, ainda marcado pela presença masculina. “As meninas precisam ver que é possível, que a matemática é para todas. Não tem diferença nenhuma no conhecimento entre meninos e meninas. A gente pode e deve estar nesse espaço também”, afirmou. Estudantes representaram o Brasil na competição internacional CAVE/Divulgação Rotina intensa e dedicação total A rotina de preparação da jovem incluiu treinamentos em São Paulo e Recife, promovidos pela OBM, e muitas horas de estudo diário conciliadas com as aulas regulares no colégio, desde abril. “Eu chegava da escola e estudava direto, umas cinco ou seis horas por dia. É cansativo, mas gratificante. Nos treinamentos, a gente troca muito conhecimento e aprende a pensar diferente”, explicou. Durante a olimpíada, Júlia viveu dias de imersão total com meninas de outros países. “Foi maravilhoso. A gente virou amiga, não era só competição. Conversamos sobre como é estudar matemática em outros lugares, e foi incrível ver quantas meninas talentosas existem nesse mundo das exatas.” Planos de seguir carreira na matemática Com a nova conquista, Júlia já pensa no futuro. Antes, ela sonhava em cursar medicina, mas a matemática mudou seu rumo. “Hoje eu não me vejo mais na medicina. Quero seguir carreira na área de matemática ou ciência da computação e estudar fora do país. Penso em universidades como Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Harvard ou outras nos Estados Unidos.” Após o bom desempenho em Fortaleza, Júlia já se prepara para tentar uma vaga na European Girls Mathematical Olympiad (EGMO), competição europeia que acontecerá em 2026. “Estou estudando muito para os testes. Quero continuar representando o Brasil e inspirando mais pessoas com a matemática”, disse. LEIA TAMBÉM: Únicos estudantes de MG de escola pública rural ganham medalha de cristal na Olimpíada Nacional de História do Brasil Mineiro de 13 anos gabarita prova de raciocínio lógico na Olimpíada Global de Matemática na Tailândia: 'Me dediquei muito' *estagiária sob supervisão da editora Juliana Netto ASSISTA TAMBÉM: Brasil sedia Olimpíada Pan-Americana Feminina de Matemática Brasil sedia Olimpíada Pan-Americana Feminina de Matemática VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: tecnologia

Conheça o centro de testes da Ford no interior de SP que é 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos

Publicado em: 16/11/2025 08:00

Conheça o centro de testes da Ford no interior de SP que é 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos Quem passa às margens da Rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), em Tatuí (SP), provavelmente vê um letreiro indicando a presença de uma das grandes montadoras automobilísticas instaladas no país. O que nem todo mundo sabe é que, naquele espaço, funciona uma área de testes que ocupa uma estrutura 14 vezes maior que o Autódromo de Interlagos, na capital paulista. O g1 visitou o Centro de Tecnologia e Desenvolvimento da Ford, que tem cerca de 500 colaboradores, para entender como o local opera e qual é a função da unidade na rotina de desenvolvimento de veículos. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Segundo o diretor de programas veiculares da empresa na América do Sul, André Oliveira, o espaço foi instalado na região há quase 50 anos por questões estratégicas da companhia. "O centro vai completar 50 anos em 2028, e a localização foi escolhida de forma estratégica por grandes nomes da nossa engenharia, como Edgar Heinrich, que decidiu que a marca precisava de um campo de provas. Tatuí foi escolhida pela proximidade com a capital, pelas condições climáticas e uma altitude próxima à altura do mar, que, apesar de não estarmos no litoral, pode ser ajustável na hora de testar", explica. Atualmente, o local possui mais de 450 testes nos 60 km de pistas, em tempo real, voltados à usabilidade dos veículos antes de serem colocados à venda para o público geral na América do Sul. Entre eles, estão provas consideradas agressivas, em pistas on e off-road. Assista acima. Pista de testes da Ford, em Tatuí (SP) Ford/Divulgação O centro de Tatuí é apenas um dos sete que a montadora possui ao redor do planeta. Ao todo, além da unidade brasileira, há três nos Estados Unidos, um na Bélgica, um na China e outro na Austrália. Saiba quais são as categorias de testes feitas no local: Testes e homologação de emissões; Durabilidade veicular; Teardown e análise de motores e transmissões; Simulações em condições reais de uso; Desenvolvimento e testes de tecnologias semiautônomas; Desenvolvimento e validação de motores a combustão interna; Treinamentos de direção defensiva; Testes e homologação de ruído de passagem. Pista de testes da Ford, em Tatuí (SP) Diogo Del Cistia/g1 "Toda a potência envolvendo a marca no país e em toda a América do Sul é testada em Tatuí. Nas pistas, consideradas algumas das melhores do mundo, há lama e barro para todos os carros. Atendemos a todos os critérios para mercados exigentes, como China, Europa e outros", conta. Com relação aos testes voltados às questões tecnológicas, há provas que medem, inclusive, a intensidade do ruído em cada ouvido do motorista. Mas nem sempre os carros são aprovados de primeira e, de acordo com André, passar rapidamente é um mau sinal. "Nós temos um mecanismo que tira foto do ruído, indica de onde está vindo e, a partir disso, e ajustamos ele milimetricamente. Desmontamos quantas vezes forem necessárias. Isso aumenta a nossa eficiência", diz. "Quando um carro passa de primeira, nós mandamos retestar. Nós celebramos as falhas, nós queremos que o carro falhe, nós testamos até falhar. Em média, os carros fazem três testes de cada tipo antes de serem totalmente aprovados. Nós temos que distribuir os resultados e ganhar confiança neles", complementa. André Oliveira, diretor da unidade em Tatuí (SP) Ford/Divulgação De acordo com o diretor, há veículos que passam um ano fazendo testes virtuais no local antes de serem positivamente avaliados. Ele explica que, em média, são 15 mil testes ao todo, que levam entre seis a oito meses para serem finalizados. "Não é um padrão, porque depende para qual mercado vai, qual é o motor, a quantidade de passageiros, entre outras características. São testes virtuais conceituando o carro, fazendo as imagens, design, exterior, fora o trabalho paralelo da engenharia na viabilidade técnica. O carro é montado só depois que tudo isso estiver pronto", pontua. Novos investimentos na área Durante o evento em que a marca apresentou a nova Maverick Hybrid, na quinta-feira (13), André anunciou novos investimentos no campo de provas de Tatuí. Isso inclui o Ford Academy, considerado um centro de treinamento moderno para difundir conhecimentos sobre a montadora. Ao g1, o responsável pela unidade diz que a nova estrutura pretende trazer treinamentos voltados à capacitação da mão de obra regional, treinando pessoas na área da engenharia, desenvolvimento de software, técnicos e analistas. "Por que não trazermos pessoas daqui? Muitas vezes, elas tiveram que sair da região para estudar, mas querem voltar a morar perto da família, e nós queremos criar essas oportunidades. É um grande propósito educacional para Tatuí, fomentando a contratação de profissionais que estão perto de nós", detalha. Além disso, foi revelada a instalação de um centro de engenharia, que ficará junto à pista de testes da montadora. No local, os engenheiros poderão processar, analisar e compartilhar dados em tempo real com outros centros da Ford, para implementar ajustes de sistemas de forma mais rápida e eficiente. "Nós queremos mostrar Tatuí para o mundo. Muitas pessoas que moram na cidade sequer sabem que existe algo relacionado à Ford aqui, e ela possui uma importância gigantesca tanto para a marca como para a exportação automobilística em um geral. O nosso investimento a longo prazo trará mudanças positivas para toda a região", destaca. Centro de tecnologia da Ford, em Tatuí (SP) Diogo Del Cistia/g1 Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: tecnologia

Irã diz ter interrompido enriquecimento de urânio após ataques dos EUA e Israel

Publicado em: 16/11/2025 07:55

O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo que Teerã não está mais enriquecendo urânio em nenhum local do país. Respondendo à pergunta de um jornalista da Associated Press que visita o Irã, o chanceler Abbas Araghchi ofereceu a resposta mais direta até agora do governo iraniano sobre seu programa nuclear após Israel e os Estados Unidos bombardearem suas instalações de enriquecimento em junho. “Não há enriquecimento nuclear não declarado no Irã. Todas as nossas instalações estão sob as salvaguardas e monitoramento da Agência Internacional de Energia Atômica”, disse Araghchi. “Não há enriquecimento neste momento porque nossas instalações — nossas instalações de enriquecimento — foram atacadas.” 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Questionado sobre o que seria necessário para que o Irã retomasse as negociações com os EUA e outros países, Araghchi afirmou que a mensagem do Irã sobre seu programa nuclear permanece “clara”. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “O direito do Irã ao enriquecimento, ao uso pacífico da tecnologia nuclear, incluindo o enriquecimento, é inegável”, continuou o ministro. “Temos esse direito e continuamos a exercê-lo, e esperamos que a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, reconheça nossos direitos e entenda que este é um direito inalienável do Irã, e que nunca abriremos mão deles.” O Instituto Iraniano de Estudos Políticos e Internacionais, ligado ao Ministério das Relações Exteriores do país, foi o anfitrião do encontro. Intitulada “Direito Internacional Sob Ataque: Agressão e Autodefesa”, a conferência reuniu artigos de analistas políticos iranianos apresentando a visão de Teerã sobre a guerra de 12 dias em junho, muitos deles destacando comentários do chanceler alemão Friedrich Merz elogiando Israel por ter feito o “trabalho sujo” ao lançar o ataque.

Palavras-chave: tecnologia

Falta de mão-de-obra no campo preocupa produtores rurais

Publicado em: 16/11/2025 07:30

Falta de mão de obra no campo afeta produtores do interior de SP TV TEM/Reprodução Parte da fazenda administrada por Ione Gomes é composta por um mar de seringueiras. São 80 mil pés espalhados pela propriedade, que exigem intensa mão de obra durante o período de safra. No entanto, de uns anos pra cá, Ione enfrenta o mesmo desafio que tem atingido produtores de diferentes regiões: a falta de mão de obra no campo. A propriedade também cultiva laranja e, para a colheita, uma empresa será contratada. Mas, a manutenção do laranjal é feita pelos próprios funcionários da fazenda. O mesmo problema enfrentado por Ione também preocupa o produtor rural Mário Santesso. Ele cultiva 5 mil pés de tomate e colhe de 200 a 300 caixas por semana. A lavoura, porém, é mantida por apenas seis trabalhadores, um número abaixo do ideal. Com a escassez de profissionais, muitos produtores têm apostado na tecnologia para driblar o problema. Em uma indústria de cabines e vidros agrícolas de Ibirá (SP), máquinas de última geração estão ajudando a reduzir os impactos da falta de funcionários. Veja a reportagem exibida no programa em 16/11/2025: Falta de mão-de-obra no campo preocupa produtores rurais Acesse + TV TEM | Programação | Vídeos | Redes sociais Confira as últimas notícias do Nosso Campo

Palavras-chave: tecnologia

A proposta ambiciosa que fez o 'pai do Pix' deixar o Banco Central

Publicado em: 16/11/2025 07:15

Pix completa cinco anos Depois de 23 anos no Banco Central (BC), Carlos Eduardo Brandt, que liderou o time que desenvolveu o Pix, resolveu há três meses deixar a instituição — e o Brasil. Trocou Brasília por Washington. A carreira no BC era coisa de família. O pai e o avô de Brandt também foram servidores da instituição. Mas, nessas duas décadas em que ele esteve na autarquia, criada em 1964, o Banco Central do Brasil assumiu um protagonismo inédito. E Brandt também. Em 2021, foi o único brasileiro na lista da Bloomberg das 50 pessoas que definiram os rumos dos negócios globais naquele ano. O Pix havia acabado de completar um ano e tinha dobrado a base de usuários, de 56 milhões para 113 milhões de pessoas, chamando atenção do mundo. Desde então, o modelo de pagamentos instantâneo brasileiro, que completa cinco anos em funcionamento neste domingo (16), se tornou referência internacional e, hoje, é o elemento mais visível de um grande ecossistema que o país desenvolveu no segmento de pagamentos digitais. Hoje, o Pix tem 161,7 milhões de usuários pessoas físicas e 16,3 milhões de pessoas jurídicas. Nestes cinco anos, movimentou R$ 85 trilhões, ou sete vezes o Produto Interno Bruto brasileiro, mostra estudo da fintech Ebanx com base em dados públicos. A análise aponta que o sistema de pagamento já é mais popular que o cartão de crédito e é usado por 93% da população adulta do país. A estimativa é que o sistema atinja ainda neste ano 7,9 bilhões de transações por mês ainda neste ano e que o valor total movimentado por ano chegue a R$ 35,3 trilhões, um aumento de 34% em relação a 2024. Os números que atestam o sucesso estrondoso do Pix e a onda de inovação brasileira que que ele representa levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a oferecer uma vaga para Brandt na área de pagamentos e infraestruturas de mercados, onde ele atua desde agosto. Pix como referência internacional O FMI é uma organização global com 191 países, mais conhecido na América Latina pelos empréstimos com contrapartidas amargas, como cortes de gastos públicos, feitos no passado a países em apuros financeiros. Mas ele também tem entre as atribuições oferecer assistência técnica aos membros e promover cooperação entre eles. E foi com essa perspectiva em mente que Brandt considerou a proposta interessante. "A minha percepção foi de que eu poderia contribuir com outros países e numa escala global", diz ele à BBC News Brasil. A ideia era usar o conhecimento acumulado com a experiência brasileira para ajudar a melhorar o sistema financeiro internacional — por exemplo, buscando soluções para simplificar a realização de pagamentos instantâneos entre países, assunto sobre o qual o brasileiro tem se debruçado desde que assumiu o novo trabalho. Esse é um mundo labiríntico, com obstáculos que vão desde a operação com moedas diferentes até as particularidades da regulamentação financeira de cada país e questões de segurança internacional. "Cada país tem sua legislação, mas também existem os padrões internacionais que todos têm que seguir. É um quebra cabeça um pouco mais complexo", ele ressalta. Brandt tem observado de perto iniciativas como o projeto de interligação financeira dos 16 países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e o Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que propõe interligar sistemas de pagamentos de diversos países e permitir transações entre eles de forma instantânea. O Nexus já foi apelidado de "Pix internacional" e está sendo implementado inicialmente em cinco nações asiáticas: Índia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia. O objetivo, segundo ele, é "tentar apoiar na medida que for possível essa agenda de pagamentos entre países", para facilitar tanto as trocas entre pessoas quanto as trocas comerciais. Nessa seara, também está incluída a nova fronteira das finanças globais, as chamadas Central Bank Digital Currencies (CBDC), ou moedas digitais dos Bancos Centrais, que estão sendo desenvolvidas em dezenas países com tecnologia semelhante à das criptomoedas com a promessa de simplificar ainda mais as transações financeiras. Pix se tornou referência internacional de sistema de pagamento digital Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo via BBC Big techs vs. Pix Os efeitos de iniciativas como essas seriam parecidos com os do Pix, mas em escala maior: redução de custo para consumidores, desburocratização, aumento de eficiência. Em uma fala recente sobre as CBDCs, o diretor do departamento de mercados monetários e de capitais do FMI, Tobias Adrian, comentou que imigrantes que enviam dinheiro para a família em seus respectivos países hoje pagam tarifas altas às empresas que fazem remessas de recursos entre países, desembolsando em média 6,5% do valor enviado em taxas. "Para fazer o sistema financeiro global dar certo, precisamos nos unir e fazer os pagamentos globais darem certo. Parte dos US$ 45 bilhões de dólares pagos anualmente aos provedores de remessas poderiam voltar para os bolsos dos pobres", afirmou na ocasião. Como no exemplo citado pelo diretor do FMI, a simplificação do sistema global de pagamentos implica na perda de bilhões de dólares por quem hoje ganha com a intermediação financeira, como bancos e, mais recentemente, as grandes empresas de tecnologia. Esse efeito é potencializado em um cenário de popularização do modelo brasileiro construído em torno do Pix, em que o Banco Central, e não uma empresa privada, desenvolveu, implantou e opera o sistema. Essa é, aliás, uma das grandes particularidades do sistema de pagamentos brasileiro. Como apontou a BBC News Brasil em reportagem recente, o modelo adotado em países como a Índia, apesar do sucesso, também inspira preocupação. No exemplo do UPI indiano, a participação de empresas privadas como operadoras do sistema acabou levando à concentração da etapa final da cadeia de pagamentos instantâneos nas mãos de multinacionais como Google e Walmart. O modelo brasileiro, por outro lado, favoreceu o fortalecimento do mercado doméstico e garantiu autonomia ao país, objetivos que, como contou Brandt à reportagem, já estavam na perspectiva do Banco Central quando a equipe desenhou o Pix. "Uma das coisas que norteou muito a definição do Banco Central como orquestrador foi a visão de que, para se alcançar um ecossistema de pagamentos que fosse realmente inclusivo, o mais apropriado seria ter um agente neutro", Brandt argumenta. "E o agente neutro por excelência, no caso brasileiro, é o Banco Central, que é o regulador e não tem nenhum tipo de objetivo de lucro." É um exemplo prático do que ficou conhecido como "infraestrutura pública digital", a ideia de que algumas soluções na área de tecnologia — como a digitalização da economia — são de interesse público e, por isso, não deveriam ser controladas pela iniciativa privada. Em 2023, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou uma campanha para impulsionar a adoção dessa infraestrutura em diversos países. O Brasil aderiu à iniciativa e compartilhou suas experiências, entre elas, a da nova carteira de identidade nacional (CIN), vinculada à plataforma gov.br, e da Rede Nacional de Dados de Saúde, que objetiva reunir e compartilhar os dados do setor de saúde em todo o país. "O Pix entra como essa infraestrutura pública digital, ou seja, é um bem público de que a sociedade precisa e que não pode estar dependente de uma solução privada", diz Brandt. "O Brasil é uma referência mundial, mas vários outros países também têm essa visão e incorporaram essa iniciativa [das infraestruturas públicas digitais]", comenta. A ideia tem ganhado tração internacionalmente, mas parece não agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O Pix recentemente entrou na mira do governo americano, que em julho o colocou na lista de assuntos que seriam investigados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) como prática comercial desleal. Uma das razões apontadas para a investida seria o impacto do sistema de pagamentos brasileiro no bolso das big techs, as grandes empresas de tecnologia, que deixam de ganhar dinheiro por conta da forma como ele foi desenhado. Questionado sobre o assunto pela reportagem, Brandt evita polêmicas e diz que, em sua visão, "as infraestruturas digitais públicas são um jogo de ganha-ganha". "Porque, à medida que você tem um processo de digitalização da economia, você tem um processo de digitalização amplo, em diversos segmentos", ele argumenta, emendando que essa dinâmica também pode abrir novas oportunidades de negócios para as empresas de tecnologia. Sobre a investigação contra o Pix, que ainda está em curso, o brasileiro afirma que "cada governo é livre para tentar identificar e formar sua convicção em relação a cada configuração" no setor de pagamentos. E completa: "O que eu tenho a dizer é que o Banco Central do Brasil foi muito convicto naquilo que foi feito, sempre foi muito baseado em objetivos públicos que pudessem se traduzir em benefícios à sociedade brasileira". 'Laboratório global' de finanças digitais O Pix é a ponta mais visível de uma grande rede de inovação na área de finanças digitais construída no decorrer da última década que acabou tornando o Brasil referência internacional no segmento de finanças digitais. Em um relatório recente, o fundo de investimento em capital de risco Valor Capital Group, que atua nos EUA e na América Latina, se dedicou a analisar a experiência brasileira nesse sentido, destacando que "o Brasil oferece um exemplo concreto de como uma infraestrutura digital coordenada e inclusiva pode acelerar o progresso". Referindo-se ao país como um "laboratório global de finanças digitais", o texto lista, além do Pix, iniciativas como o Open Finance, o sistema desenvolvido para permitir o compartilhamento seguro de dados financeiros de clientes entre diferentes instituições financeiras e o sistema unificado de identificação digital do governo federal, o gov.br. Ex-funcionário de carreira do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt liderou time que desenvolveu o Pix Reprodução/LinkedIn via BBC

Palavras-chave: tecnologia

Segundo dia de Enem: veja orientações para as provas no Tocantins

Publicado em: 16/11/2025 06:01

Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9) Angelo Miguel/MEC O segundo dia de aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem 2025) ocorre neste domingo (16). No Tocantins, mais de 37 mil se inscreveram para o exame neste ano. As provas serão aplicadas em 31 municípios tocantinenses. A primeira prova foi aplicada no dia 9 de novembro. Assim como no primeiro dia, os locais de prova deste domingo vão abrir os portões às 12h e fechar às 13h, sempre no horário de Brasília (DF). A aplicação começa às 13h30 e, diferente do primeiro final de semana, termina meia hora antes, às 18h30. Os candidatos terão cinco horas para responder questões relacionadas às temáticas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias (Matemática). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Com relação à documentação, é preciso apresentar um documento de identificação original com foto, emitido por órgãos oficiais, conforme especificado no edital. Ao entrar na sala de prova, será preciso desligar aparelhos eletrônicos e guardá-los no envelope porta-objetos, juntamente com outros pertences não permitidos tais como pulseiras e relógios inteligentes, entre outros. Para preencher as respostas das questões objetivas no cartão resposta, será permitido somente caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente. Caso o participante leve lanches ou medicamentos, será preciso passar por vistoria do chefe de sala. De acordo com o edital, os gabaritos devem ser divulgados em até dez dias úteis após o segundo dia de aplicação. Gabaritos do 1º dia do Enem já estão disponíveis LEIA TAMBÉM: Linhas de ônibus de Palmas terão reforço para atender candidatos que vão fazer o Enem 2025; confira Super Maratona: veja as videoaulas de revisão para o Enem 2025 Transporte Em Palmas, haverá reforço nas linhas de ônibus que atendem as escolas e instituições onde os candidatos farão as provas. A linha vai operar das 11h às 13h e das 17h às 20h, tendo como itinerário a Estação Apinajé – UFT – Estação Apinajé. O horário de operação reforçado será das 11h às 13h e das 17h às 20h. Confira: Linha nº 040 – Arnos; Linha nº 050 – Hemocentro; Linha nº 070 – CPM-TO; Linha nº 180 – JK/NS-04; Linha nº 190 – NS-10; Linha nº 430 – Escola Municipal Maria Júlia. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Mala com dinheiro e pedido para rastrear telefones: o que se sabe sobre mortes de vereador e assessor no Recôncavo baiano

Publicado em: 16/11/2025 06:01

Vereador morto a tiros na Bahia tinha 37 anos e estava no primeiro mandato O vereador de Santo Amaro Gleiber Júnior (Avante) e o assessor dele, Diego Carmo, foram mortos no domingo (9) em um sítio na cidade do Recôncavo baiano. Uma semana após os assassinatos, ninguém foi preso. Uma bolsa com R$ 12 mil foi encontrada no local do crime e a polícia pediu o rastreamento de celulares que podem estar ligados ao crime. Nesta reportagem, o g1 explica o que se sabe sobre o caso. Quem eram as vítimas? Onde o crime aconteceu? O que a polícia diz sobre o dinheiro encontrado no local? De quem são os celulares rastreados? Qual é a linha de investigação sobre o crime? Quem eram as vítimas? Vereador foi morto a tiros no sítio da família Redes sociais O vereador Gleiber Júnior tinha 37 anos e também se apresentava como empresário. Ele é filho de um vereador de Santo Amaro, presidia o partido Avante na cidade e cumpria seu primeiro mandato na Câmara Municipal. Nas redes sociais, Gleiber Júnior era bastante ativo e frequentemente publicava fotos e vídeos mostrando o trabalho como vereador. De acordo com informações do Tribunal de Justiça (TJ-BA), em 2019 ele foi preso em flagrante em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, por receptação. Ele foi liberado para responder em liberdade após pagar uma fiança de R$ 7 mil. Assessor do vereador também foi morto a tiros Redes sociais O assessor Diego Carmo tinha 23 anos e, além de trabalhar com o parlamentar, produzia conteúdo de humor para as redes sociais. Em um perfil, ele tinha mais de 18 mil seguidores. Onde o crime aconteceu? O crime aconteceu em um sítio que pertence à família do vereador Gleiber Júnior. O espaço, que fica fora da cidade de Santo Amaro, é acessado por uma estrada de terra. Segundo o delegado Henrique Moraes, responsável pelo caso, o vereador e o assessor estavam sozinhos na propriedade quando foram baleados. Não há vizinhos próximos ao sítio. O que a polícia diz sobre o dinheiro encontrado no local? Na quarta-feira (12), o delegado Henrique Morais confirmou que uma bolsa com R$ 12 mil em espécie, diversos cheques, documentos e anotações foi encontrada pela equipe do Departamento de Perícia Técnica (DPT) no local do crime. O g1 cobrou mais informações sobre os valores dos cheques, mas a polícia informou que não vai divulgar detalhes sobre o tema. Detalhes das anotações e dos documentos que estavam na bolsa também não foram divulgados. De quem são os celulares rastreados? A polícia afirmou que não vai divulgar informações sobre os aparelhos. Em nota, a corporação informou apenas que pediu o rastreamento de aparelhos telefônicos que podem estar ligados ao crime. Qual é a linha de investigação sobre o crime? Vereador e assessor foram mortos a tiros na Bahia Redes sociais Ao g1, o delegado Henrique Morais disse que acredita que o crime possa estar associados aos negócios de Gleiber Júnior, que também era empresário. Apesar disso, a informação não foi confirmada pela Polícia Civil. Em nota oficial, a instituição diz apenas que instaurou o inquérito policial e implementou ações de inteligência voltadas à identificação e localização dos autores. LEIA TAMBÉM: Empresário é preso suspeito de atuar como operador financeiro de facção criminosa na Bahia Vereador é preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas na Bahia Vereador é preso suspeito de estuprar adolescente após oferecer cesta básica para família da vítima na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: câmara municipal

Enem no Piauí: candidatos fazem segundo dia de provas neste domingo em 370 locais

Publicado em: 16/11/2025 06:00

Enem 2025: saiba o que levar no dia das provas Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem neste domingo (16) o segundo dia de provas. Serão 90 questões de Matemática e Suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias. Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham às 13h. As provas começam às 13h30 e terminam às 18h30. No Piauí, são 370 locais distribuídos em 41 municípios. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Mais de 120 mil candidatos se inscreveram no Enem deste ano, o maior número dos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Só participa do segundo dia quem esteve presente na primeira etapa, que teve provas de Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Redação. O que levar para o Enem Documento oficial com foto (físico ou digital, como e-Título, CNH Digital ou RG Digital); Caneta preta de corpo transparente; Cartão de confirmação da inscrição (opcional, mas recomendado). Também é permitido: Água, lanche e bebidas não alcoólicas, de preferência em embalagens transparentes e sem rótulo; Artigos religiosos (quipá, véu etc.) ; Materiais de acessibilidade, se puderem ser vistoriados; Máscara facial, caso o participante deseje usar; Bolsa ou mochila, que deve permanecer debaixo da cadeira, sem ser manuseada durante a prova. O que não pode levar Óculos escuros, boné, chapéu, viseira, gorro e similares; Canetas não transparentes, lápis, borrachas, réguas e corretivos; Livros, anotações e impressos; Relógios e protetor auricular; Aparelhos eletrônicos, como celulares, fones, smartwatches, calculadoras e pen drives. Celulares e eletrônicos devem estar desligados e lacrados no envelope fornecido pelos aplicadores. Se emitirem som, mesmo dentro do envelope, o candidato será eliminado. Horários das provas (horário de Brasília) Abertura dos portões: 12h Fechamento dos portões: 13h Início da prova: 13h30 Término: 18h30 As provas do Enem serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro de 2025 Paulo Pinto/Agência Brasil VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: tecnologia

Como a ética deve reger o uso da inteligência artificial na medicina

Publicado em: 16/11/2025 04:01

Na coluna de quinta, abordei a discussão sobre o papel da tecnologia na promoção de acessibilidade e equidade no sistema de saúde, um dos temas centrais da FISweek 2025, evento voltado à inovação e tendências da área. No entanto, quem esteve no centro das atenções foi a inteligência artificial e, como consequência, o debate sobre ética e o uso de IA nas decisões clínicas. Inteligência artificial: utilização na área da saúde gera debate sobre seus limites éticos Pixabay Não se trata mais de uma questão sobre se a inteligência artificial vai ser usada, mas quando e de que forma – esse foi o consenso entre os especialistas. Para o médico Charles Souleyman, diretor-executivo da Rede Total Care (que pertence ao grupo Amil), a telemedicina não pode ser utilizada com o único objetivo de reduzir custos e fazer consultas de cinco minutos. “O resultado é uma consulta de péssima qualidade, com um agravante: provavelmente, será solicitado um número excessivo de exames, o que representa uma completa distorção”, afirmou. Então, como garantir a eficiência da inteligência artificial para apoiar as decisões clínicas? Carlos Sacomani, doutor em urologista pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em projetos em telemedicina, destacou a importância de checar a qualidade dos algoritmos utilizados. “Os dados precisam de robustez e é fundamental saber se o algoritmo foi bem treinado, se a validação é consistente. Atualmente, há produtos que são apresentados como se tivessem a capacidade de responder a todas as perguntas, o que nem sempre é verdade”. Outro ponto preocupante é a formação dos profissionais de saúde para lidar com a tecnologia. “Exigirá o preparo do médico para formular as perguntas certas. Essa capacitação ainda passa longe dos cursos de graduação, mas tem que entrar no currículo das faculdades de medicina. Não se discute mais se a IA vai ser utilizada, e sim como. Uma consulta assistida por inteligência artificial pode sugerir falas compassivas que confortem o paciente, listar dúvidas que talvez não tenham sido respondidas e até recomendar exames complementares”, detalhou Souleyman. Ambos também debateram como a IA pode desempenhar um papel determinante na melhora da gestão na saúde. Imaginemos um atendimento como um pronto-socorro: em vez de todas as imagens de raio-X de pulmão serem encaminhadas para a análise de um radiologista, a inteligência artificial se encarregaria de filtrar os casos normais – que são maioria – transferindo para o especialista apenas o que é suspeito. “O custo será menor e o profissional qualificado terá mais tempo para analisar o caso, agilizando o processo”, explicou Souleyman. Quadro Conectados: a ética no uso da Inteligência Artificial

Inteligência artificial pode ajudar (ou atrapalhar) na hora de buscar emprego; especialistas dão dicas para montar um bom currículo

Publicado em: 16/11/2025 04:01

Montar o currículo é o primeiro passo Procurar um emprego já é um desafio. E agora, com a ajuda da Inteligência Artificial (IA) no processos de seleção, os currículos precisam ser ainda mais estratégicos. Veja detalhes abaixo. A RBS TV ouviu especialistas que mostram o que muda na hora da elaboração do documento e explicam como pequenos ajustes podem aumentar as chances de conseguir uma entrevista. O ideal é o simples: sem ícones ou layouts coloridos. Conforme os especialistas, o currículo deve ser pensado para a vaga e adaptado a cada processo seletivo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Grandes empresas utilizam inteligência artificial, o chamado sistema de tracking, que ranqueia os currículos de acordo com palavras-chave da vaga", explica a consultora de carreira do PUCRS Carreiras Marília Chaves Zanini. É fundamental se apresentar de forma clara, tanto na estrutura quanto na descrição. O título logo abaixo do nome deve indicar a área e as principais habilidades. Essas palavras também fazem a diferença nas redes profissionais. "No resumo das qualificações e nas experiências, o candidato deve descrever suas habilidades técnicas, as hard skills. Já as soft skills, as competências socioemocionais, são demonstradas na entrevista", acrescenta Marília. Escolas e universidades oferecem serviços de orientação profissional. As agências da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e do Sistema Nacional de Emprego (Sine) também divulgam vagas em diferentes setores. ✅ Dicas para uso de IA em currículos: 📝 Mantenha simples: sem ícones, cores ou layouts elaborados. 🎯 Personalize para a vaga: adapte o currículo a cada processo. 🔍 Use palavras-chave: sistemas de tracking ranqueiam por termos da vaga. 🏷️ Título claro: logo abaixo do nome, indique área e principais habilidades. 💻 Foque em hard skills: descreva habilidades técnicas no resumo e experiências. 🤝 Soft skills na entrevista: competências socioemocionais aparecem na conversa. 🧭 Busque orientação: universidades, FGTAS e Sine oferecem apoio e divulgam vagas. Um currículo pode ser dividido em tópicos: dados pessoais, objetivo profissional, resumo de qualificações, formação acadêmica, experiência profissional, formação complementar e habilidades Senac PR VÍDEOS Tudo sobre o RS

Palavras-chave: inteligência artificial

Estratégia, emboscada, resgates, poder do CV: o que disseram ao MP policiais sobre a megaoperação

Publicado em: 16/11/2025 03:00

'Muro do Bope': entenda estratégia da polícia em megaoperação mais letal do Rio de Janeiro A megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, no dia 28 de outubro, foi encarada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro como uma guerra, com confrontos que se estenderam desde o amanhecer até a noite. “Não existe lugar pior no país para atuar do que o Complexo do Alemão e o Complexo da Penha”, avaliou André Luiz de Souza Neves, delegado e diretor do Departamento de Polícia Especializada. A frase do policial civil faz parte do relatório do Ministério Público (MPRJ), que reuniu depoimentos do alto comando das forças de segurança que atuaram na megaoperação. O g1 reuniu alguns desses relatos para mostrar detalhes da ação de guerra. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Megaoperação no Rio de Janeiro MAURO PIMENTEL / AFP 2.500 agentes x 800 fuzis Ao todo, 2,5 mil policiais se mobilizaram para avançar pelo quartel-general do Comando Vermelho. A operação terminou com 121 mortos, sendo 4 policiais, além de 113 presos e 91 fuzis apreendidos. Segundo o coronel Alex Benevenuto Santos, chefe do Estado-Maior Operacional da PM, a dimensão do poder bélico do tráfico explica o tamanho da violência que aconteceu naquele dia. “Havia a presença no local de cerca de 800 fuzis, divididos entre a Penha e o Alemão”, revelou o coronel. Na opinião do comandante, a complexidade e a hostilidade do terreno ocupado por traficantes do CV justificaram a mobilização. Para o delegado André Luiz, a única forma de enfrentar essa estrutura seria uma ocupação prolongada. “A verdade é que, para resolver esse problema, todo mundo teria que dar as mãos e dizer: ‘Vamos fazer algo macro e tomar o território, tomar mesmo, juntando governo federal, governo estadual, Marinha'. Tem que ocupar efetivamente por um mês. Polícia Civil e Polícia Militar juntas, porque aquilo se tornou um quartel do crime organizado em nível nacional. Os líderes de facções do Brasil inteiro estão lá”, avaliou André Luiz. Policiais do Bope atuam em operação na Penha - 28/10/2025 Aline Massuca/Reuters Planejamento A megaoperação não foi improvisada. Segundo o comandante do Bope, Marcelo de Castro Corbage, houve 75 dias de estudos e ações para avaliar a capacidade de resistência dos criminosos, incluindo operações-ensaio em comunidades como Cidade de Deus, Gardênia e Lins. “Foram realizadas operações como ‘treinamento para o cenário da Operação Contenção’. Tentamos infiltração de policiais para estudar a viabilidade, mas constatamos altíssimo risco, inclusive com um policial gravemente ferido". "Como restou constatada a impossibilidade de infiltração, decidiu-se que adentraríamos no Complexo do Alemão como força de infantaria, utilizando o maior número de policiais possível em diversos locais”, explicou ao MP. O inquérito que originou a operação buscava desarticular a estrutura liderada pelo traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, classificado como o chefe do CV em liberdade. Segundo a investigação, Doca mantém um modelo expansionista, dando ordens para chefes de tráfico de diversas comunidades e até de outros estados (como Bahia, Ceará, Pará e Amazonas) se esconderem ao seu lado no Complexo da Penha. O Delegado Fabrício Oliveira Pereira, coordenador da Core, reforçou que o Complexo da Penha é uma área de "risco altíssimo" e que a questão transcende o âmbito da segurança. "Isso já ultrapassou um problema de segurança pública. É um problema de soberania nacional", comentou o delegado. O delegado André Luiz reforçou que o objetivo inicial da operação era cumprir dezenas de mandados de prisão e busca. “O objetivo era o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão. Mas, obviamente, com a quantidade de criminosos e todo o desenrolar da operação, não conseguimos atingir todos os objetivos”, contou. Imagens mostram confronto entre policiais e criminosos no Complexo da Penha Operação foi adiada algumas vezes A operação chegou a ser adiada várias vezes por causa do clima e também pelo monitoramento constante feito pelo tráfico. “Alteramos sim, algumas vezes, por questões climáticas. Precisávamos ter imagem aérea, porque lá são mais de mil fuzis, uma quantidade enorme de barricadas. Se não conseguíssemos ter visão aérea, eu iria expor absurdamente as equipes”, explicou André Luiz. Mas não foi só a previsão de chuva que pesou. O delegado detalhou como os criminosos acompanhavam cada movimento da polícia. “Quando você mobiliza 700, 800 policiais, os caras já têm informação. Mobilizou blindado, eles já estão preparados. Com esse quantitativo, só existem 2 opções: se não tem ninguém atravessando a Ponte Rio-Niterói para ir para o Complexo do Salgueiro, vai para Penha e para o Alemão. Isso é batata”, afirmou. Segundo ele, até a Cidade da Polícia é monitorada pelo tráfico. “A gente é monitorado o tempo todo na Cidade da Polícia. Tem radinho [como são chamados os olheiros do tráfico] na Cidade da Polícia: ‘Olha, está chegando viatura, chegando viatura, chegando viatura’. Então, quando há essa magnitude de mobilização, já começa nos grupos do Comando Vermelho: ‘Atenção, rapaziada’.”, explicou. 'Muro do Bope': mapa mostra estratégia da polícia do Rio em megaoperação. Arte/g1 Estratégia ideal x realidade Segundo o relatório do MP com os depoimentos dos policiais, ficou estabelecido que o Bope entraria pela parte alta da comunidade e a Polícia Civil, com a Core, pela parte baixa. A Core e a DRE focariam na Vila Cruzeiro, onde havia a maior concentração de mandados. O plano original das forças de segurança previa criar o que foi batizado de “Muro do Bope” na Serra da Misericórdia para impedir deslocamentos entre comunidades. A realidade mudou rápido no dia do confronto, como contou o tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope. Segundo ele, o plano era tomar alto da serra e impedir que os traficantes do Alemão viessem em socorro dos comparsas da Vila Cruzeiro. A estratégia tinha como objetivo permitir que agentes da Civil, com o apoio de policiais do Batalhão de Choque, cumprissem os mandados de prisão e busca e apreensão na Vila Cruzeiro. “No decorrer da operação, ela deixou de ser uma operação para cumprimento de mandados e se tornou uma verdadeira operação de resgate”, afirmou Corbage. A mudança ocorreu após policiais civis serem baleados na região conhecida como Vacaria. “A agressividade demonstrada pelos criminosos fugiu a todos os padrões anteriormente detectados. Normalmente há um primeiro enfrentamento e, em seguida, fuga. Dessa vez, resistiram e sustentaram o fogo de maneira nunca vista”, relatou Corbage. Emboscada e policiais mortos Segundo ele, traficantes “se retiraram da região edificada e se posicionaram previamente na Vacaria, claramente com a intenção de preparar uma emboscada para as forças de segurança”. Corbage detalhou ainda a reação dos criminosos. “Criminosos se deslocaram ordenadamente para a Vacaria, claramente com a intenção de preparar uma armadilha. Acreditamos que, em razão da falta de resistência inicial, os policiais civis foram progredindo, sendo atraídos para uma emboscada”, explicou o comandante do Bope. Foi nesse contexto que agentes da Polícia Civil começaram a ser baleados. Dois foram mortos e 5 ficaram feridos nesse local. De acordo com Corbage, os PMs do Bope foram baleados tentando resgatar os agentes. "No resgate dos policiais civis feridos ocorreram os óbitos de policiais do Bope, além de 7 feridos", contou. Terreno vulnerável Outro ponto crítico da operação era a vulnerabilidade do terreno onde o confronto acontecia. “Para andar 200 metros, tem equipe, em operações passadas, que ficou 2 horas para cruzar 2 ruas. É bala, bala, bala, bala, bala. Só quem conhece o Rio sabe que o termo correto é ‘inferno’”, disse André Luiz. Todos os policiais afirmaram que em nenhum momento do dia houve o que eles chamam de "estabilidade do terreno", quando a troca de tiros é interrompida. Segundo o coronel Ranulfo Souza Brandão Filho, para que o terreno fosse efetivamente estabilizado teria sido necessário "operar durante muito mais tempo e com muito mais letalidade". Prêmio para informações que levem ao traficante do CV, Doca, é de R$ 100 mil. Reprodução/TV Globo Doca e aliados O chefe do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, o Doca, estava no centro da estratégia das polícias para a megaoperação. “Até o início das incursões das forças policiais, já estávamos com monitoramento aéreo. Sabíamos que havia um grande grupo de traficantes posicionados, no começo da operação, em frente à casa do Doca", disse o delegado Moyses Santana Gomes. "Eram mais de 70, todos armados com fuzis, alguns com roupas camufladas, outros de preto, mas todos preparados e fortemente armados”, completou o delegado. O delegado titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) explicou que uma das estratégias de Doca é manter as lideranças de outras favelas e de outros estados ao seu lado na Penha. "Os chefes das favelas ficam todos escondidos no Complexo da Penha. Esses chefes, ligados a ele, permanecem na Penha e colocam pessoas de confiança para comandar as comunidades, mas continuam próximos ao Doca no complexo", disse Moyses Santana. "De lá, eles controlam o tráfico em suas áreas e também cumprem funções, missões e deveres dentro do Complexo da Penha, como ajudar nos plantões da comunidade e na segurança do próprio Doca. Várias lideranças de diferentes comunidades ficam sob a batuta dele na Penha, seguindo essa orientação", contou. De acordo com o delegado, os traficantes do CV na Penha sabem das dificuldades que a polícia encontra para entrar na comunidade, e por isso todas essas lideranças se sentem seguras no local. "Eles sabem da dificuldade que temos para ingressar e chegar até eles. Em uma operação normal, só para remover barricadas e tentar alcançar um alvo em sua residência, levamos 1h30 a 2h, tempo suficiente para que eles consigam se evadir", explicou o titular da DRE. Imagens mostram traficantes fortemente armados antes de megaoperação Mais de 5 mil tiros Imagens de drones mostraram criminosos com roupas camufladas, coletes balísticos, mochilas e centenas de carregadores. “A quantidade de cartuchos apreendidos parece ter sido superior a 5 mil disparos. Estavam prontos para uma guerra, todos com fuzil”, relatou Corbage. Outro delegado reforçou o que disse o comandante do Bope. “Eles se movimentam com calma, ocupando pontos que já conheciam, claramente para atacar as equipes que chegariam às áreas próximas às casas das lideranças. Foi uma movimentação tática, demonstrando excesso de confiança. Certamente algo que já fizeram dezenas de vezes com sucesso”, disse. A operação teve quatro policiais mortos e 13 feridos (cinco da Polícia Civil e oito da Polícia Militar). André Luiz relatou que o colega delegado Bernardo Leal, que teve a perna amputada, sobreviveu graças a um torniquete aplicado e o resgate — que demorou quase 1 hora. "Tinha ambulância da Polícia Militar, tinham médicos disponíveis e equipes com material de torniquete, por exemplo, os primeiros socorros. O Bernardo que, além de trabalhar comigo, é um grande amigo, ele está vivo por um torniquete que foi feito", disse André Luiz. "Demorou quase 1 hora da gente conseguir tirar o Bernardo da onde ele tomou tiro, que ele conseguisse subir numa moto que um policial militar dirigiu e chegou no Getúlio Vargas. Acho que se o Bernardo perdesse mais uns 500 ml de sangue, teria morrido", relembrou. O 3º Sargento PM Cleiton Serafim Gonçalves (Bope) foi atingido por disparos por volta das 10h04, enquanto progredia a pé pela mata próximo ao Areal, e não resistiu aos ferimentos. O policial civil Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho foi alvejado por criminosos em um beco atrás da casa do traficante Doca, uma área de grande concentração de traficantes.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Inovação e sustentabilidade marcam os novos chuveiros e duchas da DAX

Publicado em: 16/11/2025 00:01

Com a busca por soluções mais inteligentes e sustentáveis para o dia a dia, os chuveiros e duchas evoluíram muito nos últimos anos. A marca DAX, exclusiva da Vilarejo, tem se destacado nesse cenário ao oferecer produtos que combinam design sofisticado com tecnologias que ajudam a economizar água, sem abrir mão do conforto durante o banho. Design sofisticado, economia de água e consciência sustentável Acervo Vilarejo Eficiência que faz a diferença Enquanto o consumo médio de um chuveiro convencional pode ultrapassar os 15 litros por minuto, os modelos DAX contam com sistemas de controle de vazão, proporcionando um banho agradável com uso consciente da água. Isso representa economia na conta e também um impacto positivo no meio ambiente. Tecnologia com estética Além da eficiência, os chuveiros DAX se destacam pelo visual moderno e acabamento de alta qualidade. As linhas cromadas e os formatos geométricos combinam com diferentes estilos de banheiro, do clássico ao contemporâneo, oferecendo versatilidade para projetos personalizados. Um dos destaques: Chuveiro Del Toro Com jato uniforme, corpo robusto e acabamento refinado, o Chuveiro Del Toro da DAX oferece uma experiência de banho mais confortável, além de 10 anos de garantia. Sua durabilidade supera a média do mercado, sendo uma escolha confiável para quem valoriza desempenho e estilo. Design moderno com economia inteligente Acervo Vilarejo Economia inteligente começa na escolha certa Na hora de reformar ou montar seu banheiro, investir em produtos de alta durabilidade e consumo eficiente é essencial. Os chuveiros e duchas DAX são pensados para otimizar o uso dos recursos, trazer praticidade e valorizar o ambiente com bom gosto. Um banho nunca é só um banho Acervo Vilarejo Visite uma das lojas Vilarejo Acabamentos e conheça a linha completa da DAX. Nossos consultores estão prontos para te ajudar a escolher a melhor solução para seu projeto. Visite uma das lojas em Araruama, Maricá, Cabo Frio, Búzios, Rio das Ostras, Macaé, Campos dos Goytacazes, Niterói ou no CasaShopping – RJ.

Palavras-chave: tecnologia

PIX completa 5 anos: como o sistema mudou os pagamentos e quais são os próximos desafios

Publicado em: 16/11/2025 00:00

Com novas medidas do BC contra golpes, mais de 245 milhões de chaves PIX são canceladas O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil (BC), completa cinco anos neste domingo (16). Nesse período, a ferramenta — que reúne cerca de 890 milhões de chaves cadastradas e já faz parte da rotina de mais de 170 milhões de brasileiros — conseguiu aumentar o acesso ao sistema financeiro e estimular a concorrência entre instituições, alcançando a marca de R$ 85,5 trilhões em recursos movimentados entre 16 de novembro de 2020 até 30 de setembro de 2025. (Veja mais abaixo) 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Desde o seu lançamento, o PIX conseguiu ampliar sua lista de funcionalidades: permite desde transferências instantâneas — sua principal função —, até o pagamento automático de contas recorrentes, o agendamento de pagamentos futuros, o PIX por aproximação, entre outros. (Veja mais abaixo) O tamanho do crescimento aparece nos números: só em 2024, o PIX movimentou mais de R$ 26 trilhões — valor equivalente a quase dois PIBs e meio do Brasil. Veja abaixo: PIX movimenta mais que o PIB do Brasil Arte/g1 Ao completar meia década, a expectativa do BC é que o PIX continue em expansão, impulsionado por projetos que devem integrar de forma ainda mais profunda o sistema de pagamentos, crédito e, no futuro, operações internacionais. Relembre nesta reportagem a evolução do sistema de pagamentos instantâneos e veja quais são os principais desafios do BC à frente. Inclusão financeira e mudanças de comportamento De acordo com Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, o PIX nasceu para preencher uma lacuna nos pagamentos entre pessoas, e superou expectativas com a velocidade da adoção pelo público. “Acho que a surpresa vem do fato de que ele permitiu novos modelos de negócio e possibilitou que as pessoas empreendessem de maneiras que antes não estavam no radar", diz o diretor, reiterando que o sistema também aumentou a inclusão financeira do país. 🛒 É o caso, por exemplo, de vendas feitas pelo WhatsApp ou por redes sociais, em que o cliente envia o comprovante na hora. Esse aumento na atividade de trabalhadores informais também mostra como o sistema dinamizou a economia e ampliou oportunidades para pequenos empreendedores. A economista Carla Beni, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e integrante do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), reforça que essa expansão ocorreu porque o PIX simplificou e barateou o acesso aos pagamentos digitais. Para ela, o amplo alcance transformou o sistema em um mecanismo de participação econômica, especialmente para quem antes tinha contato limitado com serviços bancários. “Ele é usado por todas as faixas etárias, níveis de instrução e condições financeiras.” Os dados do BC mostram esse retrato: adultos em idade produtiva concentram mais de três quartos das transações — principalmente nas faixas entre 20 e 49 anos. Já na separação por regiões, o Sudeste lidera o volume de operações, seguido pelo Nordeste. Veja abaixo: Retrato do PIX Arte/g1 A popularização do sistema também provocou mudanças no uso de dinheiro físico. Desde 2020, o número de saques caiu 35%, e a circulação de espécie perdeu espaço para a conveniência das transferências instantâneas. Segundo o BC, a mudança ainda trouxe alívio financeiro ao comércio: aceitar PIX custa, em média, apenas um quarto do valor cobrado ao varejo nas operações com cartão de débito e crédito. Somente no segundo trimestre de 2025, o BC contabilizou 19,3 bilhões pagamentos via PIX; O número é 53,5% superior ao total de transações com cartões (crédito, débito e pré-pago), que somaram 12,6 bilhões no período; e 335% acima das cobranças por boleto, convênio e débito direto, que totalizaram 4,4 bilhões (veja mais abaixo). Evolução dos meios de pagamento por trimestre no Brasil Arte/g1 Evolução das funcionalidades A evolução do PIX desde o seu lançamento também trouxe uma mudança no comportamento dos usuários: se no início a maior parte das operações acontecia apenas entre pessoas físicas, hoje o uso no comércio e em serviços representa uma fatia significativa das transações. Essa transformação foi impulsionada por um conjunto de inovações no sistema, sendo elas: 📩 PIX Cobrança: passou a cumprir o papel do boleto, permitindo que empresas e prestadores de serviço emitam e recebam pagamentos de forma mais rápida, com conciliação automática e comunicação direta com o cliente. 💵 PIX Saque e PIX Troco: lojas e outros estabelecimentos passaram a funcionar como pontos de saque, o que descentraliza o acesso ao dinheiro e ainda reduz custos para o comércio ao incentivar o uso de pagamentos eletrônicos. 📅 PIX Agendado: facilitou pagamentos periódicos e transferências com datas fixas, ganhando relevância entre empregadores, autônomos e profissionais liberais pela previsibilidade e organização financeira. 📱 PIX por Aproximação: disponível inicialmente apenas para Android, trouxe a experiência de pagamentos por contato físico, semelhante aos cartões por aproximação, para o ambiente digital. 🔄 PIX Automático: promete transformar os pagamentos recorrentes ao democratizar o equivalente ao débito automático, antes concentrado em grandes instituições, e facilitar cobranças de serviços contínuos. 🌐 Integração com o Open Finance: ampliou o alcance das transações digitais, permitindo iniciar pagamentos por diferentes plataformas, especialmente em compras online e via celular. Golpes, fraudes e a corrida pela segurança A evolução do sistema de pagamentos também trouxe a necessidade do aprimoramento de uma agenda de segurança. Só em 2024, por exemplo, o BC registrou R$ 6,5 bilhões em perdas por fraudes pelo PIX, um aumento de 80% em relação ao ano anterior. Já neste ano, o BC registrou o maior ataque hacker do país, que desviou R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX. Diante disso, a instituição precisou aumentar o seu arsenal de proteção. Segundo Gomes, direto do BC, uma das medidas mais recentes é a chamada coincidência cadastral, que exige que os dados das chaves coincidam com as informações da Receita Federal, reduzindo a abertura de contas com identidades falsas. “O manual de penalidades também foi reforçado, tornando mais severas as sanções para instituições que não seguem as regras de segurança. Intermediários tecnológicos passaram a operar com limites restritos até cumprirem todas as exigências de credenciamento, e novos mecanismos de alerta para transações suspeitas estão em desenvolvimento.” Outro pilar é o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Em 2024, mais de 1,13 milhão de devoluções foram concluídas, somando quase R$ 400 milhões. Mesmo assim, a recuperação é limitada, porque os fraudadores dispersam os valores em diversas contas logo após o golpe. ⚠️ Na prática, o MED permite que a vítima do golpe — seja por coação, golpe digital ou erro da instituição — acione seu banco, que bloqueia o valor na conta recebedora e tem até sete dias para analisar o caso e decidir sobre a devolução. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os associados investem cerca de R$ 5 bilhões por ano para garantir transações seguras aos seus clientes. Para aumentar a eficiência em segurança, o BC deve lançar ainda neste mês o MED 2.0, projetado justamente para enfrentar o principal gargalo do modelo atual: o rastreamento restrito à primeira conta que recebe o dinheiro. A nova versão permitirá mapear o percurso dos recursos em múltiplas camadas, reconstruindo toda a “árvore” de transações e facilitando o bloqueio antes que os valores desapareçam. “O botão do MED, já presente nos aplicativos, continuará como porta de entrada para o pedido. Mas ainda é essencial que o usuário entenda que se trata de uma ferramenta exclusiva para casos de fraude — e não para disputas comerciais”, reforça Gomes. Novas funcionalidades no horizonte Além dos avanços no MED, o BC também deve trazer, em breve, o bloqueio de chaves. “A funcionalidade permitirá ao usuário impedir a criação de novas chaves associadas ao CPF, reduzindo o risco de contas abertas de forma fraudulenta”, explica Renato Gomes, diretor do BC. O diretor reforça, ainda, que a agenda de proteção também inclui definir, de forma objetiva, os critérios de suspeita de fraude, o que deve padronizar a atuação das instituições e trazer mais previsibilidade ao usuário. Ainda na agenda, o BC também tem novas funcionalidades no horizonte — algumas com potencial para mudar a própria relação entre pagamentos e crédito, caso do PIX Parcelado. Ele permite que quem estiver recebendo (lojista) tenha acesso a todo o valor instantaneamente, mas quem estiver pagando (comprador) poderá parcelá-lo. 🔎 A funcionalidade já é oferecida por diferentes instituições financeiras, cada uma com suas próprias condições. O próximo passo do BC é padronizar as regras, a fim de simplificar o uso para o consumidor e estimular a competição entre os bancos. 📅 Após sucessivos adiamentos, a autoridade monetária informou que a regulamentação deve ser divulgada ainda em novembro. Outro avanço em estudo é o Pix Duplicata, criado para facilitar o pagamento de duplicatas eletrônicas. A expectativa é que a ferramenta reduza a dependência do boleto em transações entre empresas, tornando os processos mais simples, rápidos e baratos. A internacionalização do PIX também faz parte da agenda. A ideia é permitir que o modelo brasileiro seja usado em operações fora do país. ✈️ Hoje, algumas instituições já oferecem soluções próprias para pagamentos internacionais no PIX, mas ainda não há uma regulamentação unificada do BC — semelhante ao que ocorre com o PIX Parcelado. Pessoa segurando celular na área Pix de aplicativo bancário Bruno Peres/Agência Brasil

Palavras-chave: golpe digitalhacker

337 mulheres com medidas protetivas usam app do Botão do Pânico em Piracicaba; veja como funciona

Publicado em: 15/11/2025 21:04

Central de monitoramento da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba (SP) EPTV/Reprodução 337 mulheres em Piracicaba (SP) utilizam o Botão do Pânico, ferramenta para proteger mulheres com medida protetiva na cidade. A tecnologia, acionada pelo celular, tem garantido mais agilidade no envio das viaturas da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba (GCMP), chegando às vítimas de violência doméstica em 3 a 5 minutos, segundo o comando da corporação. Uma moradora da cidade, que pediu para não ter a identidade revelada por medo, relatou que o aplicativo tem sido essencial para a própria segurança. O ex-companheiro, que está em liberdade, invadia a casa dela, depredava o local e fazia ameaças graves. Após registrar o caso na delegacia, ela conseguiu a medida protetiva e passou a utilizar o recurso digital. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Como funciona A coordenadora da Patrulha Maria da Penha da GCMP, Ana Paula Rocha, explicou que o Botão do Pânico é discreto e não aparenta, na tela do celular, que se trata de um aplicativo de segurança. Ao clicar no botão, a mulher envia um alerta imediato, que aciona a viatura mais próxima de onde ela está. A ferramenta é usada quando a vítima vê o agressor se aproximando da casa, do trabalho ou quando percebe estar sendo seguida. Patrulha Maria da Penha da GCM, em Piracicaba Prefeitura de Piracicaba O que mudou na atualização Segundo o comandante da GCMP, Marcos Rodrigues, a versão anterior do sistema dificultava a visualização de dados essenciais para uma resposta mais rápida. Agora, a nova plataforma permite: verificação instantânea de todas as informações da vítima; confirmação se a medida protetiva está válida; acesso à foto do agressor; localização exata da mulher no momento do pedido de socorro; Com isso, a média de tempo de resposta caiu para 3 a 5 minutos, informou o comandante. Número de usuárias e aumento nos inquéritos A cidade registrou aumento no número de inquéritos de violência doméstica. Em 2024 foram 1.202 inquéritos. Em 2025, antes do final do ano, foram 1.490, uma alta de cerca de 23,96%. Olivia Fonseca, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba, afirmou que essa elevação está relacionada ao maior acesso ao atendimento especializado e não necessariamente ao aumento da violência em si. A Delegacia da Mulher funciona 24 horas, desde março de 2025, e um número significativo de boletins tem sido registrado aos sábados, domingos e à noite, afirmou a delegada. Além disso, o serviço online da DDM continua ativo. “Pra mim, tem muito mais a questão da conscientização do que o aumento da violência, porque a violência sempre existiu”, informa a delegada. Delegacia de Defesa da Mulher investiga espancamento de criança em Piracicaba Fernanda Zanetti/ G1 Tipos de violência e medidas protetivas A lesão corporal continua sendo o crime mais registrado. Segundo a delegada, muitas mulheres ainda têm dificuldade de reconhecer a violência psicológica, o que faz com que a agressão física, por deixar marcas visíveis, seja a principal porta de entrada para as denúncias. Em Piracicaba, já foram concedidas 1.018 medidas protetivas até 31 de outubro de 2025, número superior ao registrado durante todo o ano anterior, que teve 887 concessões. Violência contra mulher: como pedir ajuda VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: tecnologia