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Acer Nitro V15 na Shopee: notebook gamer com RTX 3050 6GB e tela IPS de 165Hz em oferta

Publicado em: 03/02/2026 05:42 Fonte: Tudocelular

O Acer Nitro V15 é uma das alternativas presentes no segmento gamer de notebooks com foco em oferecer uma experiência satisfatória sem cobrar tanto. Com isso, este dispositivo se apresenta com especificações de entrada, mas com capacidade de rodar um grande número de jogos com boa resolução e desempenho. As pessoas interessadas neste modelo podem aproveitar a oferta da Shopee por R$ 3.959. Para chegar no valor mencionado, basta resgatar o cupom no próprio aplicativo da loja e aplicá-lo antes da compra. Resgate o cupom clicando aqui. Notebook Gamer Acer Nitro V15 ANV15-52-514Z Intel Core i5-13420H 15.6" RTX3050 512GB 8GB Linux + Ubook kit 10 Livros Di Shopee R$3.959 Ver Oferta Sobre o notebookEm resumo, trata-se de um notebook gamer equilibrado para jogadores e criadores que buscam desempenho para jogar e trabalhar. Nesse sentido, o laptop vem com CPU Intel Core i5‑13420H, GPU NVIDIA GeForce RTX 3050 6GB, SSD NVMe 512GB e tela 15,6" Full HD 165 Hz.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Pressão, pouco reconhecimento e desgaste emocional: pesquisa mostra como os brasileiros se sentem no trabalho

Publicado em: 03/02/2026 05:03

Pesquisa mostra retrato do trabalho do Brasil A maioria dos trabalhadores brasileiros não mantém uma relação saudável com o trabalho, em um cenário marcado por pressão, altas demandas e sensação de pouco reconhecimento. É o que aponta a pesquisa global Work Relationship Index, da HP. Segundo o levantamento, apenas 29% dos profissionais estão na chamada "Zona Saudável". O Brasil ainda supera a média global. O dado mais preocupante, porém, está na outra ponta. A "Zona Crítica" passou a concentrar 34% dos profissionais, um aumento de 9% em comparação a 2024, indicando um avanço do desgaste emocional. O estudo também classifica os profissionais em "Zona de Atenção", que representa um estágio intermediário, marcado por sinais iniciais de alerta e desgaste. As três categorias funcionam como uma autoavaliação de como eles próprios percebem sua relação com o trabalho. Para a pesquisa, a HP ouviu 18.200 trabalhadores de escritório, entre trabalhadores do conhecimento, tomadores de decisão de TI e líderes empresariais de 14 países. No Brasil, foram entrevistadas 1,3 mil pessoas. 📊 A pressão diária aparece com clareza nos relatos: Para 71% dos brasileiros, as exigências e expectativas das empresas aumentaram no último ano. A percepção é de que o trabalho cobra mais, sem oferecer recompensas na mesma medida. Esse desequilíbrio afeta diretamente a forma como os profissionais se sentem dentro das organizações. Dos entrevistados, 39% dizem perceber que as empresas priorizam o lucro em detrimento das pessoas. A insatisfação também passa pelo modelo de trabalho. Segundo a pesquisa, 68% dos profissionais gostariam de passar menos dias presencialmente no escritório. O dado revela um descompasso entre o desejo por flexibilidade e as políticas adotadas por muitas empresas. brasileiros relatam desgaste com o trabalho Freepik Tecnologia ajuda, mas não chega a todos Em meio a esse cenário, a tecnologia surge como possível aliada para reduzir o desgaste no trabalho. Para a maioria dos profissionais, ferramentas digitais ajudam a ganhar tempo, organizar tarefas e equilibrar melhor as demandas do dia a dia. Não por acaso, 88% dos brasileiros afirmam que a tecnologia melhora o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. O uso de inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho. No Brasil, 90% dos profissionais dizem utilizar algum tipo de IA em suas atividades, o que reforça o papel cada vez mais central da tecnologia no ambiente corporativo. Ainda assim, a pesquisa mostra que os benefícios não são distribuídos de forma igual. O acesso à IA é mais frequente entre cargos de liderança: 49% dos tomadores de decisão de TI utilizam a tecnologia diariamente, enquanto entre os trabalhadores de escritório esse percentual cai para 25%. Outro ponto de atenção é a capacitação. Em 2025, 67% dos profissionais afirmam que suas empresas oferecem treinamento adequado para o uso de IA. Na edição anterior da pesquisa, esse índice era de 79%. Mesmo com essas limitações, o relatório aponta uma relação direta entre o uso da IA e uma experiência mais saudável no trabalho. Entre os profissionais que estão na "Zona Saudável", 44% utilizam inteligência artificial todos os dias. Já entre aqueles na "Zona Crítica", o uso é bem menor. Jovens sentem mais a pressão O desgaste é ainda mais presente entre os mais jovens. A Geração Z lidera a busca por novos modelos de trabalho e coloca flexibilidade, autonomia e acesso à tecnologia à frente do salário. Segundo o estudo, 90% desses profissionais aceitariam ganhar menos em troca desses fatores. O dado sinaliza uma mudança clara de valores em relação às gerações anteriores. Além disso, 57% dos jovens já têm uma fonte de renda extra. A estratégia ajuda a complementar os ganhos e oferece maior controle sobre o tempo. Esse movimento reflete tanto a pressão financeira quanto a tentativa de escapar de um modelo de trabalho visto como rígido e pouco recompensador. Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que a convivência entre gerações pode ajudar a reduzir tensões. Profissionais das gerações X e Baby Boomers reconhecem o valor da troca intergeracional, especialmente no aprendizado de novas ferramentas digitais e em formas mais colaborativas de trabalhar. NR1, Saúde Mental e Burnout Divulgação

Baladeira, estilingue ou bodoque: entenda brincadeira de criança que virou competição no Tocantins

Publicado em: 03/02/2026 05:02

Moradores de Palmas fazem campeonato de baladeira Badoque, baladeira, atiradeira ou estilingue. O objeto é o mesmo, mas os nomes variam conforme a região do Brasil, carregando história, cultura e identidade local. Conhecido principalmente como brinquedo de infância, o estilingue atravessou gerações e, no Tocantins, deixou de ser apenas uma brincadeira para se transformar em competição esportiva. Tradicionalmente feito de galhos de madeira em formato de “Y”, tiras de borracha e um pequeno pedaço de couro ou borracha para apoiar a pedra, o estilingue foi, durante décadas, uma das brincadeiras mais acessíveis às crianças do interior. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Dependendo da região do país, o objeto ainda pode ser chamado de atiradeira, bodoque e funda. As diferenças de nomenclatura refletem a diversidade cultural e mostram como um mesmo objeto ganha novos significados conforme o território. Sem depender de tecnologia ou alto custo, a brincadeira estimula a criatividade, a coordenação motora e a convivência em grupo. Apesar disto, atualmente, também é possível encontrar o objeto à venda com composição diferente, com o corpo de metal, por exemplo. LEIA MAIS Baladeira vira competição e reúne adultos e crianças em Palmas Porsche de mais de R$ 700 mil fica destruído após motorista bater em poste no Tocantins Campeonato de baladeira atraiu crianças e adultos em Palmas Reprodução/TV Anhanguera No Tocantins, a tradição se manteve viva e evoluiu para competições que atraem participantes de diferentes cidades, valorizando um costume popular que faz parte da memória afetiva de muitas famílias. No fim de janeiro, o loteamento Coqueirinho, na zona rural de Palmas, recebeu o 1º Campeonato de Baladeira, mas o evento foi realizado outras duas vezes na capital. A distpua atraiu pessoas de várias regiões do estado e acumulou inscrições de 100 participantes. A ideia partiu dos amigos Evandro Abreu e Getúlio da Silva, conhecido como Jacaré. Eles decidiram resgatar, de forma saudável, a brincadeira que fez parte da infância dos dois. "A gente fez o campeonato do tiro esportivo justamente para não incentivar as pessoas a usarem o estilingue como arma de caça, para matar pássaros e pequenos animais. Então estamos utilizando nessa modalidade do tiro esportivo para resgatar e preservar a natureza", contou Evandro. Como é a competição? Para pontuar no 1º Campeonato de Baladeira 2026, os competidores precisam acertar o alvo a uma distância de dez metros. A munição é a bolinha de gude. Cada competidor recebe cinco bolinhas de gude e tem cinco alvos. Quem derrubar mais, avança para as próximas etapas. Os dois finalistas disputam a premiação de R$ 500. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: tecnologia

Marani Maru: Cantora pop criada por IA lança álbum inspirado no Carnaval

Publicado em: 03/02/2026 05:00

Marani Maru é cantora pop italiana criada por IA por artista de Divinópolis Rodrigo Ribeiro/Divulgação A cantora virtual Marani Maru, criada inteiramente por inteligência artificial, lançou no dia 29 de janeiro um novo álbum dedicado ao Carnaval brasileiro. O projeto é assinado pelo criador Rodrigo Ribeiro, de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, responsável por desenvolver a artista do zero, trabalho que ganhou destaque após reportagem do g1 sobre a repercussão internacional da cantora. Intitulado “Carnavale Brasiliano”, o álbum reúne três faixas: Carnavale Brasiliano, Febre e Carnavale Brasiliano Remix. Todas as músicas já estão disponíveis nas plataformas de streaming. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp Mesmo sendo uma artista italiana, Marani Maru homenageia o Brasil ao unir funk brasileiro, percussões típicas do Carnaval e uma proposta lírica mais sociopolítica, que reflete sobre contrastes e desafios vividos pela população brasileira. Segundo Rodrigo, a ideia foi aproximar ainda mais o projeto do público brasileiro, sem perder a identidade original da artista. “Nesse novo EP, tentei trazer mais brasilidade para gerar identificação com o nosso público. O ritmo tem essa pegada de funk junto com a percussão de Carnaval para celebrar essa festa, que é uma das minhas favoritas. O Brasil tem muito o que comemorar, e a gente precisa celebrar a nossa cultura”, explicou. Novo EP de Marani Maru em homenagem ao carnaval já está disponível nas plataformas de streaming Rodrigo Ribeiro/Divulgação Apesar da forte referência ao Brasil, as músicas seguem em italiano, estratégia pensada tanto para brasileiros que estudam o idioma quanto para ouvintes estrangeiros. “A ideia é que brasileiros que estudam italiano usem as letras, algo que já acontece, e também que italianos e outros europeus conheçam o país além do estereótipo do Carnaval como uma festa promíscua. É uma tentativa de mostrar o Brasil com toda a celebração que ele merece, mas também com as dificuldades que enfrentamos”, afirmou. Carnavale Brasiliano Um dos destaques do EP é a faixa Carnavale Brasiliano, cuja letra faz uma leitura crítica da realidade brasileira. Em um trecho traduzido para o português, a canção aborda desigualdades sociais, o custo de vida e a contradição entre festa e sobrevivência cotidiana. “Dançamos para esquecer o preço do gás, Mas o corpo sabe, Sabe onde dói, sabe onde pulsa, sabe onde mente.” Para Rodrigo, a proposta não é atacar governos ou assumir posicionamento partidário, mas provocar reflexão social. “Não é um EP partidário. É uma crítica social ao que enfrentamos independentemente de governos de esquerda ou direita. Falo muito do pós-Carnaval, do depois da celebração, como o salário que derrete, o ônibus que atrasa, o preço do gás, a luta diária para viver com dignidade”, disse. Outro verso da música resume bem a proposta do EP: “Sexy, suado, lúcido, porque ser desejável também é política.” “O Carnaval também é turismo, é celebração, e isso é importante. Mas a intenção é fazer com que as pessoas passem a olhar para o brasileiro como pessoa, não como personagem fantasiado que aceita tudo numa boa. A festa existe, mas a dor também”, completou o criador. O novo álbum marca uma fase mais madura do projeto Marani Maru, que segue chamando atenção por unir tecnologia, música e reflexão social. "Sigo com pensamento de expandir o debate sobre o uso da inteligência artificial na arte contemporânea. O resultado tem sido incrível", pontuou Rodrigo. Marani Maru nasceu do zero Cantora pop criada por IA chama atenção nos streamings e fora do país O projeto nasceu do zero. Identidade visual, voz, repertório, clipes e narrativa artística foram concebidos a partir de ferramentas de IA, sempre sob a direção do artista divinopolitano. Em menos de um mês de lançamento, as músicas de Marani Maru passaram a circular em plataformas como Spotify, Apple Music, YouTube Music e TikTok, com execução em diferentes países e entrada em playlists algorítmicas das plataformas de streaming. Cantora italiana Marani Maru foi criada por IA, por artista de Divinópolis Rodrigo Ribeiro/Divulgação A escolha de fazer de Marani Maru uma artista italiana não foi aleatória. Segundo Rodrigo, a origem do projeto está profundamente ligada à memória afetiva e à relação pessoal com a linguagem. “Uma das minhas lembranças favoritas da infância é assistir à novela Terra Nostra com a minha avó. Eu imitava o sotaque, achava aquilo teatral, bonito. Anos depois, morando no Rio Grande do Sul, ouvi o talian, aquele dialeto misturado com português, e aquilo voltou a me provocar”, contou. O interesse se aprofundou com o cinema italiano. Após assistir a uma mostra dedicada ao diretor Federico Fellini, no Palácio das Artes, Rodrigo decidiu estudar italiano de forma autodidata, um processo que acabou sendo incorporado diretamente ao projeto musical. Hoje, ele escreve as letras em português, traduz para o italiano, revisa gramática e fluidez e só então parte para a criação musical e visual. “A linguagem é central nesse trabalho. Eu estudo italiano todos os dias, entro em lives com italianos, divulgo o álbum em italiano. Isso acelera meu aprendizado real da língua”, explicou. Marani Maru ao lado de Rodrigo - imagem criada por Inteligência Artificial Rodrigo Ribeiro/Divulgação Música, imagem e técnica Apesar de ser um projeto feito com inteligência artificial, Rodrigo reforçou que o processo está longe de ser automático ou simples. A criação das imagens e dos clipes de Marani Maru envolve conhecimento técnico de fotografia, enquadramento, iluminação, figurino e direção de arte. “Não é digitar qualquer coisa e esperar que a IA entregue algo bom. Se você não tiver repertório, não souber pedir, a ferramenta não entrega. Eu escolho lente, câmera, luz, composição. A IA é uma ferramenta, não o cérebro do projeto”, afirmou. A provocação, segundo ele, é justamente questionar a ideia de que a arte feita com IA é fácil ou descartável. “Isso vem como resposta à desvalorização de vários tipos de arte e também ao cansaço de ouvir músicas recicladas, que parecem todas iguais”, disse. LEIA TAMBÉM: Cantora faz 'festa do divórcio' e comemora separação Artista usa cantos de pássaros em extinção como forma de manifesto Números que chamam atenção Marani Maru é cantora pop italiana criada por IA por artista de Divinópolis Rodrigo Ribeiro/Divulgação Mesmo sendo um projeto independente e recém-lançado, Marani Maru já aparece em playlists algorítmicas de plataformas musicais — um processo que costuma levar meses para novos nomes. Em menos de 30 dias, faixas do álbum passaram a ser recomendadas automaticamente pelas plataformas, segundo o criador. “Há registros de ouvintes no Brasil, Itália, Estados Unidos e Hungria, país onde uma das faixas chegou a ser executada sem que eu tivesse qualquer contato local. O algoritmo simplesmente levou”, resumiu. Entre as músicas já divulgadas estão “Motel Astrale”, faixa de abertura do álbum, e “Dare”, que tem se destacado em número de replays. O projeto também enfrenta desafios comuns a artistas independentes, como entraves com distribuidoras para liberação das músicas em redes sociais como o Instagram. IA na música O surgimento de artistas virtuais e músicas criadas com inteligência artificial não é um caso isolado. O debate ganhou força recentemente com “A Sina de Ofélia”, canção criada integralmente por IA que viralizou nas redes ao simular as vozes de Luísa Sonza e Dilsinho. A faixa chegou a circular no Spotify antes de ser removida e reacendeu discussões sobre direitos autorais, autoria e os limites do uso da tecnologia. Especialistas apontam que o setor vive um momento de transição. Ao mesmo tempo em que a IA amplia possibilidades criativas e reduz barreiras de entrada, também desafia modelos tradicionais da indústria fonográfica. Para Rodrigo, o caminho não é substituir o humano, mas expandir o que é possível. “Enquanto muitos artistas reais são pressionados a repetir fórmulas, eu prefiro arriscar o novo. A IA, para mim, é uma ferramenta de libertação criativa”, concluiu. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas O

Sony registra patente para criar podcasts personalizados com IA no PlayStation

Publicado em: 03/02/2026 04:29 Fonte: Tudocelular

A Sony pode levar a experiência gamer a um novo nível explorando inteligência artificial. Uma patente recente descreve um sistema capaz de criar podcasts personalizados para jogadores, usando personagens famosos dos videogames como apresentadores virtuais que comentam novidades, dão dicas e interagem de forma dinâmica. Batizada de “LLM-Based Generative Podcasts for Gamers”, a proposta prevê o uso de modelos avançados de linguagem para gerar conteúdos em áudio sob demanda. Em vez de textos ou mensagens genéricas, o jogador receberia orientações narradas por personagens animados, com vozes treinadas a partir de diálogos reais dos jogos, trazendo um tom mais natural e até bem-humorado.O documento aponta que a tecnologia não ficaria restrita ao PlayStation. Consoles de outras marcas, PCs, smart TVs, celulares e até headsets de realidade virtual aparecem como plataformas compatíveis. A ideia é centralizar informações e suporte direto no ecossistema de jogos, evitando que o usuário precise recorrer a vídeos ou redes sociais externas.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Ranking Caramelo, da Fatec, aponta em quais bairros de SP os cães vivem melhor

Publicado em: 03/02/2026 04:01

Estudo mostra quais bairros da capital são mais amigáveis com os pets Em quais regiões da cidade de São Paulo os cães podem ter mais qualidade de vida? O “Ranking Caramelo”, levantamento criado pela Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Sebrae, ajuda a responder à pergunta. Segundo o estudo, os distritos com melhores condições são Moema, Perdizes e Jardim Paulista. Já Brás, Pari e Jaguará aparecem nas últimas posições. A pesquisa foi realizada em 2025 pelo professor da Fatec Rodolfo Ribeiro, coordenador de Pesquisa de Distribuição de Serviços em São Paulo. O ranking considera dois eixos principais: serviços, como pet shops, clínicas e hospitais veterinários, e lazer, medido pela proporção de cobertura vegetal em cada distrito da capital. Os dados sobre pet shops e serviços veterinários foram obtidos por meio da API Places do Google Maps Platform, com coletas realizadas em março e outubro de 2025. Já as informações sobre a cobertura vegetal vieram do Mapa das Desigualdades de 2024, elaborado pela Rede Nossa São Paulo. Para garantir a comparabilidade dos resultados, os distritos foram padronizados a partir da quantidade de área verde por quilômetro quadrado. Com base nesses dados, Ribeiro elaborou o ranking, inspirado no modelo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Oferta O levantamento identificou 5.911 pet shops na cidade de São Paulo. Os distritos com mais oferta são: República, Bela Vista e Perdizes. Na outra ponta estão Marsilac, Pari e Parelheiros. Em relação aos serviços veterinários, foram mapeados 1.861 consultórios ou hospitais, dos quais 847 também se declaram lojas. Moema, Vila Mariana e Jardim Paulista concentram a maior oferta, enquanto Marsilac, Anhanguera e Grajaú registram os menores números. LEIA TAMBÉM: Cabo Caramelo: vira-lata que entrou em batalhão da PM para fugir da chuva vira mascote e fenômeno nas redes Verde A cobertura vegetal da cidade é bem desigual, sendo o indicador com maior coeficiente de variação. A cidade como um todo apresenta 48% de área verde. Porém, essa característica está concentrada em distritos de área extensa e pouco habitados: Marsilac, Parelheiros e Tremembé, por exemplo. A cobertura vegetal desses três distritos equivale a 50% do total registrado na cidade. Do total de distritos, 75% têm, pelo menos, 14% de cobertura vegetal e 25% têm 34% ou mais. Ribeiro destaca que a representatividade dos pequenos empreendimentos na oferta de negócios voltados aos pets chamou sua atenção. “As duas maiores redes que comercializam produtos para animais de estimação representam apenas 2,6% do total de pet shops do município.” Ranking Caramelo: pesquisa da Fatec mostra quais bairros da capital oferecem melhor qualidade de vida aos cães Divulgação/Agência SP

Palavras-chave: tecnologia

MacBook com tela OLED está chegando! Samsung define data para iniciar fabricação do display

Publicado em: 03/02/2026 03:45 Fonte: Tudocelular

A Samsung Display se prepara para iniciar, em maio de 2026, a produção comercial de painéis OLED de grande porte em sua fábrica A6, apostando em uma tecnologia voltada especialmente para laptops e tablets de alto nível. O grande diferencial da A6 está no uso da chamada Geração 8 (Gen 8), que trabalha com substratos de vidro significativamente maiores. Esse avanço permite a produção eficiente de painéis de 14 e 16 polegadas, algo inviável nas linhas Gen 6 usadas em smartphones. É exatamente esse formato que torna a tecnologia ideal para notebooks ultrafinos e dispositivos híbridos. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Gastos administrativos da máquina pública atingem maior valor em 9 anos em 2025

Publicado em: 03/02/2026 03:00

Gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo Os gastos administrativos para manter a máquina pública funcionando somaram R$ 72,7 bilhões em 2025, atingindo o maior patamar em nove anos. Os números, que são Secretaria do Tesouro Nacional, foram corrigidos pela inflação para permitir uma comparação. A série histórica tem início em 2011. Os dados mostram que as despesas com o funcionamento da máquina pública ficaram acima de R$ 70 bilhões por ano nas gestões da petista Dilma Rousseff, entre 2011 e meados de 2016 - quando sofreu o impeachment. Essas despesas foram menores nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, voltando a ganhar força no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a partir de 2023. No ano passado, voltou a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões. Entre essas despesas administrativas, estão: água; energia elétrica; telefone; serviços de limpeza; vigilância; apoio administrativo e operacional; combustíveis; tecnologia da informação; aluguel de imóveis e veículos; diárias e passagens; e serviços bancários. 💵A explicação é que a despesa com custeio da máquina pública está dentro dos chamados gastos livres do governo e, para estes, há um limite definido pelo arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas. Eles não podem crescer mais do que 2,5% ao ano (corrigidos pela inflação). 💰 Os chamados gastos obrigatórios, como benefícios, pensões e salário dos servidores públicos, estão crescendo mais do que 2,5% ao ano e comprimindo o espaço para os investimentos e despesas livres do governo — que vai ficando cada vez menor. 📈 De acordo com números do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o governo possui uma margem de R$ 129,2 bilhões para os chamados gastos livres dos ministérios em 2026, envolvendo despesas administrativas de custeio da máquina pública, investimentos e gastos dos ministérios. ➡️Ao alocar boa parte desses recursos (mais de R$ 70 bilhões) para despesas administrativas da máquina pública, sobra menos espaço para os demais gastos livres do governo. São eles: investimentos em infraestrutura; verbas para a defesa agropecuária; bolsas do CNPq e da Capes; emissão de passaportes; fiscalização ambiental e do trabalho escravo; Farmácia Popular; despesas administrativas; recursos para universidades federais; e recursos para agências reguladoras, entre outros. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliaram que Lula enfrentará restrições para investimentos e gastos livres dos ministérios em 2026 — ano de Eleições. "Será um ano difícil para a execução das despesas discricionárias, seja pelo volume de despesas obrigatórias represadas com a fila para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais, seja pelo calendário eleitoral", afirmou Jeferson Bittencourt, ex-secretário do Tesouro Nacional e head de macroeconomia do ASA. "Com custeio da máquina pública, tem uma margem [de gastos] para investimentos medíocre em um país continental com as necessidades que o Brasil tem. Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece", disse Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal.

Palavras-chave: tecnologia

Da praia à pista de skate: reciclagem de bitucas de cigarro faz lixo virar negócio de R$ 3 milhões

Publicado em: 03/02/2026 02:00

Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo Pequenas, quase invisíveis na areia ou no asfalto, as bitucas de cigarro estão entre os resíduos mais comuns — e mais poluentes — do mundo. No litoral norte de São Paulo, um empreendedor decidiu olhar para esse problema de outra forma: transformando o descarte em matéria-prima, inovação e negócio. Em Ubatuba, Marcos Poiato comanda uma empresa especializada na reciclagem de bitucas de cigarro. O projeto começou há cerca de 16 anos, depois de muita pesquisa e investimento, e hoje alia sustentabilidade, educação ambiental e geração de renda. “Eu descrevo a minha empresa como uma empresa de conceito inovador. A gente trabalha com um resíduo que é complexo e que, por hábito, as pessoas descartam indevidamente no chão”, explica Marcos. Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo Reprodução/PEGN As bitucas podem levar até 15 anos para se decompor e, nesse período, liberam substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água e afetam a vida marinha. Com experiência anterior na indústria farmacêutica, Marcos percebeu que poderia aplicar conhecimento técnico para enfrentar o problema ambiental. O primeiro desafio foi a coleta. O empreendedor começou instalando cerca de 150 coletores na cidade onde o projeto teve início. Hoje, a rede cresceu: são cerca de 9 mil pontos de coleta espalhados por diferentes estados brasileiros, muitos deles em praias, espaços públicos e áreas de grande circulação. Mas recolher era só o começo. A grande pergunta era como tratar o material. A resposta veio após Marcos conhecer uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB), que resultou em uma tecnologia capaz de eliminar as toxinas presentes nas bitucas e reaproveitar o resíduo com segurança. “Foi quando fechamos o ciclo”, resume Thérèse Hofmann, pesquisadora da Universidade de Brasília (UNB), ao explicar a parceria de licenciamento da tecnologia. Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo Reprodução/PEGN Entre o desenvolvimento do processo e a viabilização do negócio, Marcos investiu cerca de R$ 1 milhão ao longo de seis anos. O esforço deu resultado. Em 2025, a empresa faturou aproximadamente R$ 3 milhões. Depois de tratadas, as bitucas se transformam em uma massa de celulose — um material versátil, sem odor e livre de toxinas. “Aqui é o resultado da reciclagem. A bituca deixa de ser um plástico poluente e vira celulose, pronta para ser reaproveitada”, explica o empreendedor. Essa massa é destinada a artesãos, artistas e projetos sociais, que usam o material para criar produtos e gerar renda. Também ganha aplicações menos óbvias, como na construção civil. Em Ubatuba, uma pista de skate sustentável foi construída com a celulose reciclada misturada ao concreto. “O custo final da pista caiu entre 30% e 40%, e ainda reduzimos o impacto ambiental”, conta o pesquisador e skatista George Rotatori, que acompanha o desempenho do material. “É incrível andar de skate sabendo que aquilo poderia estar poluindo praias, ruas e bueiros.” Como a reciclagem de bitucas de cigarro virou um negócio milionário no litoral de São Paulo Reprodução/PEGN Além da reciclagem, a empresa investe em educação ambiental. Em parceria com prefeituras, ONGs e associações de bairro, promove palestras, oficinas de arte e ações educativas para conscientizar a população sobre o descarte correto das bitucas. Para a bióloga e educadora Paula Borges, o projeto une sustentabilidade e economia de forma prática. “Quando a gente transforma um resíduo tão poluente em matéria-prima, reduz custos, gera trabalho e cria produtos, estamos falando de sustentabilidade real”, afirma. Para Marcos, os resultados são fruto de persistência. “Alguns negócios demoram um, dois anos para vingar. O nosso demorou mais. Mas tivemos resiliência, calma e a certeza de que o resultado viria”, diz. “Talvez muita coisa ainda aconteça depois de mim, mas eu sei que o caminho já está trilhado.” POIATO RECICLA LTDA. 📍Rua Domingos Arruda Ferraz, 51 - Parque Jataí - Votorantim /SP - CEP: 18.117-236 📞Telefone: (15) 3242-6140 📧Email: contato@poiatorecicla.com.br 🌐Site: www.poiatorecicla.com.br 📸Instagram: https://www.instagram.com/poiatorecicla/

Palavras-chave: tecnologia

Os animais que realizam trabalhos que nem humanos ou robôs conseguem

Publicado em: 03/02/2026 02:00

Ratos treinados podem detectar a presença de minas terrestres muito mais rápido que os métodos convencionais Getty Images via BBC "Eles conseguem vasculhar uma área do tamanho de uma quadra de tênis em cerca de 20 minutos, enquanto humanos com detectores de metal levariam até quatro dias", diz a dra. Cynthia Fast, que treina esses animais extraordinários na ONG APOPO. A APOPO se dedica à detecção e remoção de minas terrestres e outros resquícios explosivos de guerra, utilizando métodos inovadores, como o treinamento de ratos-gigantes-africanos (Cricetomys gambianus). Todos os anos, minas terrestres matam ou mutilam milhares de pessoas no mundo todo. "Trabalhamos com o rato-gigante-africano (ou rato-gigante-da-Gâmbia), que tem aproximadamente o tamanho de um gato pequeno. Esses animais recebem esse nome por causa de suas grandes bolsas nas bochechas, semelhantes às de um esquilo ou hamster, onde gostam de armazenar comida." Veja os vídeos que estão em alta no g1 Eles são chamados de "HeroRATs" (algo como "RatosHeróis" em tradução livre) e fazem um trabalho à altura do nome: desminam áreas de risco de minas terrestres em algumas das regiões mais problemáticas do mundo — em outras palavras, salvam vidas. "Atualmente, eles estão em Angola, Azerbaijão e Camboja, e anteriormente tínhamos ratos trabalhando em Moçambique. Até agora, eles limparam 120 milhões de metros quadrados de antigos campos minados." Essa é uma área maior que a cidade de Paris ou cerca de 17 mil campos de futebol. Essas criaturas são perfeitas para o trabalho: longevas, inteligentes e altamente treináveis, grandes o suficiente para cobrir vastas áreas, mas pequenas o suficiente para caminhar sobre uma mina sensível à pressão sem acioná-la. A APOPO nunca perdeu um rato em um campo minado. Além disso, eles são muito mais eficientes do que detectores de metal, porque se houver muita sucata metálica na área, eles a ignoram. Quando os ratos sentem o cheiro dos vapores de substâncias explosivas como TNT, eles arranham a superfície do solo. Esse é o sinal para os tratadores marcarem o local, e um humano com ferramentas e tecnologia poder retornar mais tarde e remover as minas com segurança. Fast afirma que seus ratos nunca deixaram de encontrar uma única mina em mais de 25 anos. Mas, apesar desse histórico impressionante, uma equipe de ratos não inspira imediatamente confiança nas comunidades com as quais trabalha, mesmo que usem coletes com identificação. "No início, havia muito mais ceticismo, e quando tentamos realizar essas cerimônias de devolução de terras às comunidades, elas se recusaram até mesmo a pisar nelas porque não confiavam nos ratos", diz Fast. "Uma das coisas que implementamos foi organizar uma partida de futebol no terreno que antes estava minado, e quando viram que confiávamos o suficiente em nossos ratos para jogar lá, as pessoas também começaram a jogar", continua ele. "Agora, em comunidades como o Camboja, as pessoas vêm até mim e dizem: 'Quando vocês vão trazer um rato aqui perto do meu arrozal? Porque tenho medo de que possa haver minas aqui'." Os HeroRATs não servem apenas para desarmar minas terrestres. A equipe também está experimentando seu uso em missões de busca e resgate, encontrando e ajudando pessoas soterradas sob escombros após desastres naturais. E, em uma era de automação e robótica, não apenas essas criaturas, mas também outras, como furões e cães, continuam indispensáveis ​​para fazer o que nós não conseguimos. Da caça à física atômica Seus corpos longos e esguios e sua natureza curiosa permitem que eles entrem em buracos e túneis, algo que humanos e muitos cães não conseguem fazer bem Getty Images via BBC Em um campo no norte de Derbyshire, na Inglaterra, uma profissional altamente qualificada chamada Emily se prepara para o trabalho. "Se você a vir tremendo, não é porque ela está com frio ou com medo. É porque seu corpo está se preparando, aquecendo os músculos." Emily é uma furão dourada clara, de aparência alongada, ágil e flexível. O homem que a segura é seu chefe, ou talvez mais precisamente, seu colega James McKay. James tem mais do que apenas Emily na equipe. Ele dirige a Escola Nacional de Treinamento de Furões e gerencia uma equipe de elite com mais de 40 Mustela putorius furo. "As pessoas falam sobre treinar furões. Eu acredito que suas habilidades são inatas e tudo o que fazemos é canalizá-las." Que os furões realizem trabalhos não é exatamente uma novidade. Eles foram domesticados pela primeira vez há cerca de 2.500 anos para caçar animais que os humanos não conseguiam alcançar facilmente. "A Legião Romana os levava consigo porque, onde quer que fossem, precisavam de uma maneira de expulsar os coelhos de suas tocas, e a única forma de fazê-los correr era enviar algo que os forçasse a sair", explica James. Nos séculos seguintes, além da caça, eles também foram usados ​​historicamente para proteger celeiros e plantações de roedores. Mas Emily e seus colegas não se limitam à caça; eles fazem todo tipo de coisa. Na década de 1980, James percebeu que seus furões tinham diversas habilidades que eram úteis. "Uma fazenda onde eu costumava ir para coletar coelhos para controlar a população estava com um problema nos drenos do campo, e o dono reclamava que teria que contratar equipes para cavar todo o campo e encontrar onde estavam os bloqueios", lembra James. "Tive um lampejo de inspiração e disse a ele que poderíamos colocar um furão em uma das extremidades do ralo, ver até onde ele ia, marcar aquele ponto e depois fazer a mesma coisa na outra extremidade. Fizemos isso e descobrimos onde estava o bloqueio", acrescenta. "Essa foi a pequena semente da qual tudo brotou." Historicamente, na Europa e na América do Norte, os furões têm ajudado na caça de pequenos animais, no controle de pragas e na proteção de plantações, puxando coelhos e roedores para fora de tocas profundas Getty Images via BBC Hoje, James é requisitado para todos os tipos de trabalhos, não apenas para encontrar bloqueios, canos e ralos, mas também para instalar cabos de fibra óptica de alta velocidade. Eles fazem isso prendendo um fio fino à coleira do furão, que então se move como uma agulha peluda por recantos e frestas que nós, humanos, simplesmente não conseguimos alcançar. Eles podem ir muito fundo no subsolo, ou através de cavidades ou atrás de paredes falsas. Uma boa comunicação é vital para o trabalho em equipe, e James nunca perde contato com seus "engenheiros", que carregam um transmissor. Ele diz que às vezes as pessoas se preocupam com o bem-estar animal, mas tem certeza de que suas criaturas estão felizes com seu trabalho. "Eu não faria isso se achasse que havia qualquer crueldade ou risco real envolvido. Quando coloco meu furão na frente de um buraco, tudo o que ele quer fazer é entrar e ver o que há do outro lado", diz ele. James, é claro, não é o único que reconheceu o potencial de engenharia dos furões. Uma das doninhas mais famosas de todos os tempos se chamava Felicia. Em 1971, durante a construção do Laboratório Nacional de Aceleradores (posteriormente renomeado Fermilab em homenagem a Enrico Fermi), surgiu um problema: os longos e estreitos tubos de vácuo que fariam parte do acelerador de partículas precisavam estar perfeitamente limpos de poeira e detritos metálicos. Para resolver isso, um engenheiro britânico lembrou que as doninhas exploram naturalmente túneis e frestas, então sugeriu usar uma para percorrer os tubos e arrastar um fio que permitiria a passagem de um cotonete com solução de limpeza ao longo do tubo. Isso foi feito, e Felicia assumiu a tarefa de resolver o problema para os cientistas que pesquisavam física de partículas. O melhor amigo Freya detecta corretamente uma amostra de malária em uma fileira de recipientes de amostras na sede da organização beneficente Medical Detection Dogs Getty Images via BBC Você já deve ter ouvido falar de "cães farejadores de câncer", aqueles que conseguem detectar a doença. Mas o alcance deles vai muito além disso: epilepsia, malária, Parkinson e até mesmo covid-19. Como os cães conseguem farejar doenças em humanos ainda é uma ciência em desenvolvimento, mas a dra. Claire Guest, cofundadora e diretora científica da Medical Detection Dogs (um centro de treinamento em Milton Keynes, na Inglaterra), está envolvida desde o início. "Os cães nos ensinaram coisas que não imaginávamos antes: foi completamente revolucionário pensar que o câncer tinha cheiro. Agora, sabemos que as doenças têm, sim, um cheiro", diz Guest. O que os torna realmente excelentes no que fazem? "Bem, em primeiro lugar, é o incrível olfato deles. Estamos falando de 300 milhões de receptores sensoriais. Os humanos têm 5 milhões. Se um humano consegue detectar uma colher de chá de açúcar em uma xícara de chá, um cão consegue detectá-la em duas piscinas olímpicas cheias de água", explica ela. Claire acrescenta que o tipo de nariz que esses animais possuem é incrivelmente bem projetado. Os cães conseguem inspirar o ar em um fluxo contínuo enquanto o expiram por outras partes do nariz. Isso permite que o cheiro alcance os receptores olfativos com mais eficácia, sem que o ar antigo se misture com o novo. Em outras palavras, eles conseguem inspirar e expirar simultaneamente pelo nariz, maximizando a detecção de moléculas de odor. É por isso que eles conseguem detectar cheiros muito sutis e seguir rastros por horas. "É um sistema muito sofisticado", conclui Guest. Mas há outra qualidade importante que torna esses cães fantásticos em seu trabalho. Tudo se resume à motivação. "Os cães não fazem isso apenas pelas recompensas que recebem. Eles querem que seus donos sejam felizes", afirma ela. "Um estudo recente mostrou que, quando estamos com nosso cachorro e o acariciamos, liberamos ocitocina, o hormônio do amor que antes se acreditava ser produzido apenas entre mães e filhos ou casais muito próximos." "Mas o que é ainda mais incrível, eu acho, é que o cachorro nos reflete e também libera ocitocina, completando assim um vínculo total e recíproco. O cachorro é tão apegado a nós quanto nós a ele", diz ela. Durante a pandemia de covid, houve uma iniciativa internacional de pesquisa com o objetivo de treinar cães farejadores, e Floki foi um dos participantes australianos Getty Images via BBC Além de treinar cães biodetectores que trabalham na identificação de amostras, o centro também treina cães de assistência médica, que vivem e trabalham com um único humano. Eles são treinados para soar o alarme quando uma emergência médica pode ocorrer. Lauren sofre de síndrome da taquicardia ortostática postural e um distúrbio neurológico funcional, que causa convulsões não epilépticas, e Mabel é sua cadela de assistência, o que significa que ela a alerta quando está prestes a passar mal e ter uma crise. "Por exemplo, ela coloca a cabeça no meu colo e, se eu tento me levantar, ela não se mexe, indicando que eu preciso ficar sentada porque vou desmaiar." Isso mudou a vida dela. "Eu tinha uns 16 anos quando fui diagnosticada. Eu estava estudando e indo bem academicamente. Eu era dançarina e, de repente, passei de não conseguir me sentar na cama sem que alguém estivesse lá para garantir que eu não caísse e me machucasse. Sem conseguir me vestir, me lavar ou me alimentar sozinha, senti como se meu mundo tivesse realmente encolhido", lembra Lauren. "Ter a Mabel mudou tudo: posso sair e me locomover sozinha… é absolutamente incrível." Se existisse uma máquina que pudesse fazer tudo o que a Mabel faz, qual ela escolheria? "Eu sempre escolheria a Mabel em vez de um robô, porque ela faz muito mais do que apenas alertar sobre algo. Existe também essa conexão emocional", diz. "Imagine o pior dia da sua vida, mas ter alguém sentado ao seu lado, fazendo você se sentir melhor. E não há nada tão especial quanto acordar de manhã e ver alguém tão feliz em te ver. Eu jamais a trocaria por um robô!" *Para mais detalhes sobre o assunto, ouça o podcast The Animal Employment Agency da série Discovery da BBC LEIA TAMBÉM: Imagens de satélite mostram gelo marinho global em mínimo histórico em 2025 Cão Orelha: veja linha do tempo com os acontecimentos e o que se sabe até agora da investigação Agência reguladora do Reino Unido alerta para pancreatite aguda e mortes associadas a canetas emagrecedoras

Palavras-chave: tecnologia

Fique atento para não cair nesses cinco golpes em 2026

Publicado em: 03/02/2026 01:00

O conto do vigário do dinheiro esquecido é quase irresistível. Quem não se anima ao receber uma mensagem com um aviso do tipo: “Consulte se você tem valores a receber do Governo”, ou “CPF final X tem saque disponível”? Em uma economia difícil, as pessoas ficam vulneráveis e iscas como essa tendem a se tornar mais frequentes, alertam especialistas. Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso. Nos Estados Unidos, os números são impressionantes. De acordo com a Comissão Federal de Comércio, a quantidade de adultos acima dos 60 anos que denunciaram perdas de dez mil dólares ou mais em golpes quadruplicou entre 2020 e 2024. Já os prejuízos relatados acima de cem mil dólares saltaram de US$ 55 milhões para US$ 445 milhões no mesmo período. O pior é que os números reais são certamente muito maiores, devido à subnotificação. Atualmente, a fraude é desenfreada e o nível de sofisticação da Inteligência Artificial (IA) dificulta distinguir o legítimo do falso Mohamed Hassan para Pixabay Quais “modalidades” serão mais recorrentes em 2026? Especialistas em fraude ouvidos pela AARP, a associação dos aposentados dos Estados Unidos, citam cinco tipos que exigem atenção redobrada: 1. Golpes de recuperação: Se ser enganado é horrível, imagine quando isso acontece duas vezes? Nos golpes de recuperação, criminosos prometem ajudar a pessoa a reaver um dinheiro perdido e cobram taxas por serviços inexistentes. Muitas vezes, o esquema está associado a outro: o de aliciamento financeiro, no qual bandidos cultivam um relacionamento on-line com o alvo a fim de atraí-lo para investimentos falsos, principalmente em criptomoedas. Quando a vítima percebe que foi lograda, muitas vezes diz que vai chamar a polícia. Os próprios delinquentes – que provavelmente gravaram as conversas – entram em contato semanas depois, passando-se por alguém da polícia, de uma organização de defesa do consumidor, de um escritório de advocacia ou de uma agência governamental. E atacam de novo. Como se proteger: Cuidado com taxas. Os pilantras podem cobrar antecipadamente por seus serviços falsos e pedir que você pague com cartões-presente, criptomoedas, transferências bancárias ou aplicativos de pagamento. Pesquise o nome da suposta empresa de recuperação usando palavras-chave como golpe, fraude ou reclamação. 2. Prisão digital: O processo é aterrorizante. Você recebe uma ligação informando ser alvo de uma investigação criminal. Falsos policiais então o interrogam em videochamadas, enquanto o ameaçam com acusações e o pressionam a pagar por acordos ou multas. A prisão digital é um problema enorme na Índia que está começando a se espalhar nos EUA. Os golpistas utilizam IA para criar vídeos deepfake e documentos falsificados, como ordens judiciais ou mandados de prisão, para dar credibilidade à coação. Ao contrário do golpe romântico, onde os patifes passam meses construindo uma relação com suas vítimas, aqui os malfeitores usam intimidação para roubar seu dinheiro. Como se proteger: Interrompa o contato – simples assim. Desligue. A polícia não telefona para as pessoas ameaçando prendê-las. Ordens judiciais ou mandados de prisão não são entregues por meio de telefonemas, e-mails ou mensagens de mídia social. 3. Golpe do “Olá, pervertido”: Criminosos enviam e-mail afirmando que hackearam seu computador e gravaram você visitando sites pornôs. Se não pagar, ameaçam compartilhar evidências de seu comportamento impróprio com sua lista de contatos. Como se proteger: Não morda a isca. A melhor coisa é excluir as mensagens e não responder. Nunca abra anexos de e-mails não solicitados. Mensagens de chantagem são frequentemente enviadas como PDFs para burlar os filtros de segurança. Mantenha a calma. Chantagistas podem exigir pagamento dentro de 24 horas, mas a urgência é uma tática para fazer você entrar em pânico e agir precipitadamente. 4. Falso romance: Os golpes românticos não são novos, mas preocupam por sua prevalência – e pela devastação emocional e financeira que causam. O padrão se repete: o picareta, conhecido como catfisher, assume uma identidade falsa e inicia um relacionamento virtual com a vítima por meio de aplicativos de namoro, de mensagens e redes sociais. Assim que estabelecem uma relação de confiança, pede dinheiro ou sugere investimentos em criptomoedas. Alguns golpistas tentam criar conexões aproveitando interesses mútuos facilmente descobertos nas mídias sociais. Se você está em um grupo de corrida, o vigarista dirá que é corredor também. Se viajou recentemente, o pilantra compartilhará experiência semelhante. Como se proteger: Permaneça na plataforma. Se o novo amigo ou amiga quiser tirar a conversa do aplicativo de namoro e ir logo para o WhatsApp, desconfie. Eles fazem isso para evitar o monitoramento de segurança dos apps. Aprenda a identificar o love bombing (bombardeio de amor). É uma tática comum de controle sobrecarregar o alvo com demonstrações exageradas de afeto, geralmente nos estágios iniciais de um relacionamento. Exija um encontro presencial. Se o interlocutor nunca pode se encontrar cara a cara, é um sinal de alerta. 5. Golpes de emprego: Quem está à procura de trabalho pode ficar mais suscetível a fraudes, incluindo vagas falsas em anúncios on-line. Alguns golpistas chegam a se passar por agências de recrutamento reais. O objetivo é obter dados pessoais ou exigir que você pague uma taxa para garantir a vaga. Como se proteger: Nunca pague para trabalhar. Se exigirem que você pague dinheiro para conseguir um emprego ou uma entrevista, é armadilha. Desconfie de grandes promessas. Garantias de ótimo pagamento e poucas horas para um trabalho remoto são boas demais para ser verdade. Cheque a fonte. Se um recrutador entrar em contato, verifique no site oficial da empresa se a vaga existe e se aquela pessoa realmente trabalha lá. Como evitar golpes cometidos pela internet

Palavras-chave: inteligência artificial

'Processamento de dados sem precedentes': qual é o plano de Musk após a SpaceX comprar a xAI

Publicado em: 03/02/2026 00:00

SpaceX, xAI, X, Starlink... entenda a relação entre empresas de Musk Elon Musk uniu duas de suas principais empresas nesta segunda-feira (2), após a SpaceX, fabricante de foguetes do bilionário, comprar a xAI, companhia dedicada à inteligência artificial, também controlada por Musk. A mudança faz parte de um plano ambicioso de Musk de lançar data centers (centros de processamento de dados) no espaço. “A SpaceX adquiriu a xAI para formar o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra (e fora dela), reunindo IA, foguetes, internet espacial, comunicações diretas para dispositivos móveis e a principal plataforma mundial de informação em tempo real e liberdade de expressão”, disse Musk no comunicado em que oficializou o negócio. Segundo Musk, “no longo prazo, a IA baseada no espaço é, obviamente, a única forma de escalar". “No espaço, é sempre ensolarado", disse o bilionário. LEIA MAIS: SpaceX, xAI, X, Starlink: entenda a relação entre empresas de Musk Satélites gigantes e superchips: veja como serão os data centers no espaço No comunicado oficial, Musk demonstrou otimismo na incorporação de data centers no espaço, mas não divulgou um cronograma e nem deu mais detalhes sobre o projeto. Segundo ele, "dentro de dois e três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço"."Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX. Musk ainda afirmou que lançar "um milhão de satélites que operem como data centers orbitais" ajudará a humanidade a se tornar uma civilização "capaz de aproveitar toda a energia do Sol". Além disso, oferecerá tecnologia de IA para "bilhões de pessoas", garantindo "o futuro multiplanetário da humanidade”. Elon Musk David Swanson/Reuters Data centers no espaço O processamento de IA no espaço, alimentado por energia solar, poderia reduzir o custo de geração do poder computacional usado para operar e treinar modelos de IA como o Grok, da xAI, segundo a agência Reuters. Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial. Em outubro, o g1 conversou com executivos da Starcloud e da Lonestar, duas empresas americanas que planejam operar data centers no espaço Para eles, o espaço vai se firmar em breve como o principal local para administrar grandes volumes de informações. "Minha expectativa é que, dentro de dez anos, quase todos os novos data centers sejam construídos no espaço devido às limitações que enfrentamos para obter energia na Terra e do alto custo dessa energia,", disse Philip Johnston, cofundador da Starcloud. Jeff Bezos, dono da empresa aerospacial Blue Origin, concorrente da SpaceX, e fundador da Amazon, também se mostrou entusiasta dessa tendência. Segundo ele, as estruturas devem superar as instaladas na Terra porque terão acesso a energia solar contínua. "É difícil saber exatamente quando -- são mais de dez anos, e aposto que não são mais de 20 anos. Mas vamos começar a construir esses gigantescos data centers no espaço", disse Bezos no ano passado. Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas

Trump anuncia que todos os policiais federais de imigração vão ter que usar câmeras corporais

Publicado em: 02/02/2026 22:21

Trump dá mais um recuo e governo dos EUA diz que todos os agentes de imigração terão de usar câmeras corporais O governo Trump anunciou nesta segunda-feira (2) que todos os agentes de imigração terão agora de usar câmeras corporais. Essa decisão é mais um recuo da Casa Branca depois da morte de dois cidadãos americanos por policiais federais. O uso dos equipamentos vai começar por Minneapolis, a cidade onde abordagens da polícia de imigração terminaram na morte de Renee Good e Alex Pretti. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que depois o programa será expandido para todo o país. Congressistas da oposição e do governo pressionavam a Casa Branca a adotar essa tecnologia, que permite gravar e identificar falhas na atuação dos agentes. A decisão vem na esteira de críticas contra a polícia de imigração pelo país inteiro. “Fora ICE”. Foi o pedido do cantor porto-riquenho Bad Bunny ao ganhar o Grammy – a maior premiação da música mundial: “Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos”, ele disse ao defender os imigrantes. E completou: “A única coisa mais forte que o ódio é o amor”. Bad Bunny venceu três Grammys no domingo (1º), entre eles, álbum do ano – a principal categoria. Outros premiados também se posicionaram. Donald Trump foi eleito com a promessa de fazer a maior deportação da história, e a maior arma dele é o ICE, a polícia de imigração americana. O orçamento do governo prevê US$ 175 bilhões para combater a imigração ilegal. É mais do que os gastos militares de qualquer país no mundo, com exceção de Estados Unidos e China. O menino Liam Ramos, de apenas 5 anos, se tornou o símbolo da repressão indiscriminada aos imigrantes. Ele e o pai são do Equador e só no domingo (1º) voltaram para casa depois de 12 dias detidos. Os advogados afirmam que os dois tinham pedido refúgio nos Estados Unidos e seguiam os trâmites legais. Trump anuncia que todos os policiais federais de imigração vão ter que usar câmeras corporais Jornal Nacional/ Reprodução Mas não é sempre que uma história dessas acaba assim. Quase 70 mil imigrantes estão em centros de detenção. Entre eles, o brasileiro Matheus, casado há dois anos com a americana Hanna. Em novembro de 2025, ele foi preso pela polícia de imigração quando fazia uma entrevista para adquirir o visto de residência. “Chorei sem parar por duas semanas”, conta Hanna. Matheus está há dois meses detido, esperando pela deportação para o Brasil. O garçom Luiz Fernandez morava em Nova York há 35 anos. Sete meses atrás, foi preso por agentes do ICE. A filha dele, Lisette, de 17 anos, contou por telefone que o pai foi forçado a assinar um termo de autodeportação e será mandado em breve de volta para o Equador, deixando ela, um outro filho, autista, e a mulher nos Estados Unidos. O governo tem pressa: diminuiu o tempo de treinamento dos agentes de imigração, ofereceu um bônus de US$ 50 mil para os novos recrutas e, em 12 meses, o ICE passou de 10 mil para 22 mil agentes de deportação. O ICE foi criado depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 para reforçar a segurança interna nos Estados Unidos. Mas, em janeiro, agentes dessa polícia de imigração mataram dois cidadãos americanos em Minneapolis, o que vem gerando revolta por todo o país - 58% dos americanos avaliam que o ICE foi longe demais e desaprovam a forma como o governo trata os imigrantes. LEIA TAMBÉM Bad Bunny é aplaudido em discurso contra agência de imigração nos EUA: 'Não somos animais' Sandra Cohen: Repressão do ICE empurra progressistas dos EUA para as armas Menino de 5 anos detido pelo ICE, nos EUA, volta a Minnesota após ser libertado por ordem judicial

Palavras-chave: tecnologia

Trump lança estoque estratégico de minerais críticos de US$ 12 bilhões para conter a China

Publicado em: 02/02/2026 21:50

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) a criação de um estoque estratégico de minerais críticos, com US$ 10 bilhões em financiamento inicial do Banco de Exportação e Importação dos EUA (U.S. Export-Import Bank). “Por anos, empresas americanas correram o risco de ficar sem minerais críticos durante interrupções de mercado”, disse Trump durante um evento no Salão Oval. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “Hoje, estamos lançando o que será conhecido como Project Vault [Projeto Caixa-Forte], para garantir que empresas e trabalhadores americanos nunca sejam prejudicados por qualquer escassez", acrescentou. Washington tem se mobilizado para contrabalançar o que os formuladores de políticas consideram manipulação chinesa nos preços de lítio, níquel, terras raras e outros minerais críticos, essenciais para a produção de veículos elétricos, armamentos de alta tecnologia e diversos outros produtos industrializados. Essa situação tem dificultado a operação das mineradoras americanas há anos. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 O projeto reunirá US$ 2 bilhões de recursos privados e um empréstimo de US$ 10 bilhões do EXIM Bank para adquirir e armazenar minerais destinados a montadoras, empresas de tecnologia e outros fabricantes, afirmou Trump. O banco de exportação confirmou a aprovação do empréstimo nesta segunda-feira. As ações de empresas de terras raras e outros minerais críticos, como MP Materials e USA Rare Earth Inc, subiram após notícias de que um anúncio sobre a iniciativa de US$ 12 bilhões era iminente. A CEO da General Motors, Mary Barra, e o bilionário da mineração Robert Friedland, que representam produtores e consumidores de minerais críticos, estiveram presentes no evento no Salão Oval. O projeto atraiu o interesse de diversas empresas americanas de setores automotivo e tecnológico. Empresas de comércio de commodities, incluindo Hartree Partners, Traxys North America e Mercuria Energy Group, seriam encarregadas da compra das matérias-primas para o estoque, disse à Reuters um funcionário da administração Trump familiarizado com o plano. O Project Vault visa apoiar a indústria automobilística dos EUA, permitindo que as empresas mantenham os riscos fora de seus balanços. A logística do projeto foi comparada a uma associação da Costco, que possibilita compras em grandes volumes. Outro objetivo é garantir um estoque de minerais suficiente para 60 dias em caso de emergência, acrescentou o funcionário, destacando que a estocagem já estava em andamento. Uma estrutura executiva será criada para o projeto, e o EXIM deve ocupar um assento no conselho, disse o funcionário à Reuters. No mês passado, um grupo bipartidário de legisladores americanos propôs um projeto de lei para criar um estoque de US$ 2,5 bilhões em minerais críticos, com o objetivo de estabilizar os preços do mercado e estimular a mineração e o refino nacionais.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Campinas aprova projeto que amplia vagas para negros, indígenas e quilombolas em concursos

Publicado em: 02/02/2026 21:09

Vereadores de Campinas (SP) durante a primeira reunião ordinária de 2026 Câmara Municipal de Campinas A Câmara Municipal de Campinas (SP) aprovou na noite de segunda-feira (2), em primeira votação, o projeto de lei complementar 133/2025, que determina a ampliação vagas afirmativas oferecidas em concursos municipais. A sessão plenária foi a primeira de 2026. O texto recebeu 20 votos favoráveis e dois contrários, dos vereadores Marcelo Silva (PP) e Nelson Hossri (PSD). Segundo o projeto, 30% das vagas nos certames passariam a ser reservadas, sendo 25% para pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Atualmente, são 20% para pretos e pardos e 5% para pessoas com deficiência. Para ser aprovado em definitivo, o projeto precisa passar por nova votação no Plenário, e só aí segue para promulgação do Executivo. Caso se transforme em lei, os percentuais passarão a ser aplicados sobre o total de vagas previstas no edital e também sobre colocações que vierem a ser autorizadas durante todo o prazo de validade do concurso ou processo seletivo. A proposta prevê ainda a publicação, no Diário Oficial do Município, do deferimento ou indeferimento da solicitação para participação nas listas de reserva. Entenda por que cotas trans na Unicamp ampliam acesso sem comprometer ampla concorrência Como funcionaria na prática? O enfrentamento à lei de cotas De acordo com o projeto aprovado em 1ª análise, o candidato que desejar concorrer às vagas reservadas deverá se autodeclarar no momento da inscrição, conforme critérios de raça, cor e etnia utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PLC nº 133/2025 estabelece mecanismos de validação para evitar fraudes e garantir a efetividade da política pública. Além disso, o projeto também prevê direito a recurso caso a autodeclaração não seja confirmada ou a documentação seja indeferida. Entre outros pontos, a proposta determina que candidatos inscritos nas reservas de vagas concorrem também às vagas da ampla concorrência, desde que alcancem pontuação suficiente. Caso o candidato não seja confirmado na reserva, ele permanece na ampla concorrência, se estiver habilitado. A proposta prevê que as regras se apliquem não apenas à administração direta, mas também a autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela Prefeitura. Editais já homologados e atos de concursos em andamento não serão afetados. Unificação de regras para concursos Além das vagas reservadas, a pauta também incluiu a votação do projeto 134/2025, também do Executivo, que estabelece normas gerais para a realização de concursos públicos na Administração Pública do Município. Entre os pontos previstos estão: autorização formal para abertura do concurso; possibilidade de provas ou provas e títulos; previsão de etapas como avaliação psicológica e curso de formação; prazos de validade do certame e regras mínimas para editais; além de direitos como nome social e amamentação durante as provas. O texto também veda a realização de concurso destinado apenas à formação de cadastro de reserva. O projeto foi aprovado em 1ª votação por 22 votos favoráveis e nenhum contrário. VÍDEO: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

Palavras-chave: câmara municipal