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Pedras de gelo enchem ruas de cidade do Paraná durante temporal

Publicado em: 11/10/2025 10:58

Cornélio Procópio registra temporal com granizo As ruas de Cornélio Procópio, no norte do Paraná, ficaram repletas de pedras de gelo depois que uma tempestade atingiu a cidade, na noite desta sexta-feira (10). Veja imagens no vídeo acima. Além da queda de granizo, as gravações mostram as pedras de gelo acumuladas na água - que alagou partes de ruas - e no chão. Em alguns casos, moradores usaram vassouras para recolher todas. Moradores recolheram o granizo usando vassouras. Wagner Alexandre A estação meteorológica do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) contabilizou 28.6 mm de chuva entre 20h e 22h de sexta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Londrina no WhatsApp "O combustível para o desenvolvimento dessas tempestades é o ar quente e úmido. Previamente estava com temperatura de quase 30ºC na região, e a disponibilidade de umidade facilita a intensificação das nuvens cumulonimbus, que tem gelo em seu interior", explicou Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar. As rajadas de vento na cidade, conforme Jacóbsen, atingiram a velocidade de 70 km/h. Pedras de gelo encheram as ruas de Cornélio Procópio. Wagner Alexandre A Defesa Civil de Cornélio Procópio informou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que o temporal causou danos em telhados de algumas casas e alagamentos. O balanço final dos estragos não foi divulgado até a última atualização desta reportagem. Não há registro de feridos. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.

Palavras-chave: tecnologia

Cursos gratuitos de TI, Idiomas e IA estão com 3 mil vagas abertas

Publicado em: 11/10/2025 10:42

As formações integram o Programa Ensino Digital, executado pela Dell, para beneficiários da Citinova. Divulgação A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova), está oferecendo 3 mil vagas para cursos gratuitos nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), idiomas e Inteligência Artificial (IA) voltada à educação. As inscrições seguem até o dia 6 de novembro e podem ser feitas de forma online, pelo site da Citinova. A iniciativa é realizada em parceria com a Dell Technologies e a Universidade Estadual do Ceará (Uece). São cerca de 21 cursos disponíveis, com conteúdos acessíveis e voltados tanto para iniciantes quanto para quem deseja se aprofundar em temas específicos. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Os cursos integram o Programa Ensino Digital, executado pela Dell Technologies e voltado aos beneficiários da Citinova. Todos os participantes que concluírem a formação com aprovação receberão certificação gratuita emitida pela Uece. O foco da iniciativa é atender grupos com maiores dificuldades de acesso à educação e ao mercado de trabalho, como: Adultos entre 25 e 50 anos em busca de qualificação; Professores da rede pública que buscam atualização tecnológica; Trabalhadores informais que desejam profissionalizar seus serviços; Pessoas LGBTQIAPN+, em busca de inclusão em ambientes seguros; Moradores de periferias, atendidos por associações comunitárias; Pessoas com deficiência. Todos os cursos são disponibilizados na Plataforma Dell Accessible Learning (DAL), que oferece diversos recursos de acessibilidade, como alertas sonoros, comandos de voz, teclado virtual, ajuste de tamanho de fonte, alto contraste, audiodescrição de imagens e vídeos com tradução em Libras. Essas ferramentas garantem uma navegação inclusiva, adaptada a diferentes perfis de deficiência, como visual, auditiva, entre outras. Pesquisa aponta que maioria dos estudantes usa IA nos trabalhos escolares Confira as opções de cursos: Informática: Informática Prática (50h) Introdução a Aplicativos On-line do Google (50h) Recursos Básicos do Microsoft Excel - Aprendendo a Criar Planilhas e a Utilização de Recursos e Funções Básicas (15h) Power BI para Educação (10h) Inteligência Artificial para Educação I (10h) Inteligência Artificial para Educação II: Potencializando Métodos e Ferramentas (10h) Inteligência Artificial para Estudos Criativos (10h) Ciência de dados: Introdução à Python (36h) Visão Analítica de Dados (25h) Visualização de Dados (40h) Desenvolvimento de sistemas: Introdução a Lógica de Programação (70h) Java Front/Back (33h) Desenvolvimento de Sites - HTML E CSS (20h) Metodologias Ágeis para Desenvolvimento de Software (25h) Idiomas: Inglês Básico 1 com Ênfase em Tecnologia da Informação (77h) Inglês Básico 2 com Ênfase em Tecnologia da Informação (100h) Inglês Intermediário 1 com Ênfase em Tecnologia da Informação (88h); Desenvolvimento de pessoas: Atendimento ao Cliente (88h); Comunicação Corporativa (25h) Suporte técnico: Suporte Técnico em Tecnologia da Informação (100h). Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Amazonas tem terceira maior taxa de insegurança alimentar do país, aponta IBGE

Publicado em: 11/10/2025 10:02

Mais de 2 milhões de famílias saíram da insegurança alimentar em 2024 Mesmo com melhora no acesso a alimentos entre 2023 e 2024, o Amazonas ainda está entre os estados com mais famílias em situação de insegurança alimentar no país. Segundo dados divulgados na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,9% dos domicílios amazonenses enfrentam algum grau de restrição alimentar, o que coloca o estado em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas do Pará (44,6%) e de Roraima (43,6%). O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre Segurança Alimentar, realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. O estudo avalia a capacidade das famílias de acessar alimentos em quantidade e qualidade suficientes. Entre os casos mais graves — quando a fome é uma experiência concreta no domicílio —, o Amazonas aparece com 7,2% das famílias afetadas, também uma das maiores proporções do país. O índice é superado apenas por Amapá (9,3%). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A insegurança alimentar é mais comum nas áreas rurais (31,3%) do que nas urbanas (23,2%). Nos domicílios rurais, o nível grave atinge 4,6% das famílias, contra 3% nas cidades. Segundo a pesquisadora Maria Lúcia Vieira, do IBGE, a vulnerabilidade nas áreas rurais está ligada à renda menor e à composição das famílias. "Esses dados vão um pouco contra a nossa intuição de que na área rural as pessoas plantam seus alimentos, portanto a insegurança alimentar ali seria menor. Entretanto, parte dos domicílios rurais tem rendimento per capita menor e maior presença de crianças, de tal forma que, mesmo com cultivo agrícola, esse pode ser restrito e não variado, não garantindo nem quantidade e nem qualidade”, explicou. Proporção é maior no Norte e Nordeste As regiões com mais domicílios em insegurança alimentar são o Norte (37,7%) e o Nordeste (34,8%), sendo que o nível mais grave chegou a 6,3% e 4,8%, respectivamente. Nas outras regiões, os índices foram menores: 20,5% no Centro-Oeste, 19,6% no Sudeste e 13,5% no Sul. No Norte, a proporção de domicílios em situação grave foi quase quatro vezes maior que no Sul, que tem a menor taxa (1,7%). Em números absolutos, o Nordeste tem mais domicílios afetados (7,2 milhões), seguido pelo Sudeste (6,6 milhões), Norte (2,2 milhões), Sul (1,6 milhão) e Centro-Oeste (1,3 milhão). LEIA TAMBÉM: IBGE: Fome atinge 6,48 milhões de pessoas no Brasil, menor nível em 20 anos O que é insegurança alimentar A pesquisa do IBGE utiliza a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), que classifica os domicílios em quatro categorias, de acordo com a falta ou acesso pleno e regular de seus moradores a alimentos de qualidade nutricional. São elas: segurança alimentar, insegurança alimentar leve, insegurança alimentar moderada e insegurança alimentar grave. A pesquisa classifica a insegurança alimentar em três níveis: Leve: quando há preocupação ou incerteza sobre o acesso a alimentos, com redução da qualidade das refeições; Moderada: quando há redução da quantidade de alimentos entre adultos; Grave: quando a falta de alimentos também atinge crianças e adolescentes, e a fome é vivida no domicílio. A segurança alimentar é classificada como o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Cenário nacional Apesar dos índices ainda altos no Norte, o levantamento mostra uma melhora nacional em 2024. Todos os níveis de insegurança alimentar caíram em relação a 2023: Leve: de 18,2% para 16,4%; Moderada: de 5,3% para 4,5%; Grave: de 4,1% para 3,2%. Segundo o IBGE, essa redução representa 2,5 milhões de famílias que deixaram de passar por restrição severa de alimentos. Amazonas tem terceira maior taxa de insegurança alimentar do país, aponta IBGE Roberto Dziura Junior/AEN

Palavras-chave: vulnerabilidade

Megaiate de luxo com helicópteros, submarino e mordomo exclusivo chega ao Rio na abertura da temporada de cruzeiros

Publicado em: 11/10/2025 10:00

Megaiate de luxo com helicópteros, submarino e mordomo exclusivo chega ao Rio A partir deste sábado (11), começa a temporada de cruzeiros no Rio de Janeiro. Até abril, segundo o Píer Mauá, serão 28 navios gigantes, sendo 21 com roteiros estrangeiros e 7 com rotas nacionais. Destes, dois vão pela primeira vez na capital fluminense: o MS Vista e o Scenic Eclipse. Este último chama atenção pelo alto padrão de luxo e exclusividade. Com capacidade para 228 passageiros, o Scenic Eclipse oferece uma experiência de cruzeiro ultraluxuosa e personalizada. O megaiate conta com hangar para helicópteros, submarino a bordo e mordomo exclusivo para os hóspedes. O g1 lista abaixo os detalhes da embarcação. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Turistas desembarcam do Scenic Eclipse na Antártica Divulgação 🛳️ Design e estrutura Lançado em 2019, o navio passou por melhorias em 2021 e 2024. Mede 168 metros de comprimento e possui 114 suítes distribuídas em 10 andares. Classificação Polar Class 6, apto para navegar em regiões como o Ártico e a Antártica. Estabilizadores 50% maiores que os convencionais, garantindo equilíbrio mesmo em mares agitados. 🛌 Suítes de luxo Todas com varanda privativa, cama king-size, lounge separado e serviço de mordomo exclusivo. Owner’s Penthouse Suite: 195 m² com spa privativo, sala de jantar para 8 pessoas e terraço. Two-Bedroom Penthouse Suite: 247 m², combinando duas suítes com área de bem-estar. Verandah Suites: a partir de 32 m², com vista panorâmica e decoração refinada. Uma das suítes com mordomo exclusivo Divulgação 🍽️ Gastronomia de alto padrão Dez opções culinárias inclusas no pacote, com destaque para a culinária francesa, italiana e asiática. Há ainda espaços dedicados a oficinas gastronômicas. Chef’s Table (jantar privativo para até 8 pessoas). Serviço de quarto 24h e minibar reabastecido diariamente. Navio tem 10 opções culinárias inclusas no pacote Divulgação 🧘‍♀️ Bem-estar e relaxamento Spa Senses com 550 m², que inclui sala de terapia de sal, estúdio de yoga e pilates, piscinas externas e cabanas. Academia completa. Suítes Spa com banheira com vista para o mar, chuveiro com luz terapêutica e áreas de descanso separada. 🚁 Expedição e aventura Helicóptero do Scenic Eclipse Divulgação 2 helicópteros Airbus H130 para voos panorâmicos (não operacionais no Brasil). Submarino Scenic Neptune, capaz de mergulhar até 300 metros (não operacional no Brasil). Frota de botes infláveis, caiaques, stand-up paddle e bicicletas. Equipe de expedição com até 20 especialistas em viagens polares. Submarino Scenic Neptune, capaz de mergulhar até 300 metros Divulgação 🎭 Entretenimento e cultura Teatro para palestras e apresentações. Lounge panorâmico para observação de paisagens e vida marinha. Deck a céu aberto com bar e piscina. 🧭 Tecnologia de navegação Sistema de posicionamento dinâmico via GPS, que evita o uso de âncoras em fundos marinhos sensíveis. Propulsão Azipod eletrônica e casco reforçado para gelo. Sistema de ventilação com 100% de ar fresco em todos os ambientes. Motores com baixa emissão de enxofre, alinhados às normas da Organização Marítima Internacional (IMO). Scenic Eclipse mede 168 metros de comprimento e possui 114 suítes distribuídas em 10 andares Divulgação 🌍 Sustentabilidade Sistema avançado de tratamento de águas residuais. Motores silenciosos e com baixa vibração. Compromisso com a preservação dos ecossistemas visitados. Scenic Eclipse na Antártica Divulgação Megaiate de luxo chega ao Rio Arte g1 De acordo com o Pier Mauá, a temporada de cruzeiros 2024/2025 contou com a passagem de 37 navios e um total de 107 atracações no terminal. Ao todo, cerca de 323 mil passageiros embarcaram ou desembarcaram no local durante o período. Programação de Navios (2025/2026): Outubro 11 de outubro (sábado) Navio: Scenic Eclipse Número de passageiros: 237 + 30% tripulação Chegada: 8h Partida: 21h 25 de outubro (sábado) Navio: MSC Preziosa Número de passageiros: 4.345 + 30% tripulação Chegada: 8h Partida: 18h Novembro 6 de novembro (quinta-feira) Navio: Swan Helenic Vega Número de passageiros: 158 + 30% tripulação Chegada: 8h Partida: 19h 11 de novembro (terça-feira) Navio: Seabourn Venture Número de passageiros: 264 + 30% tripulação Chegada: 7h Partida: 17h 16 de novembro (domingo) Navio: MSC Preziosa Número de passageiros: 4.345 + 30% tripulação Chegada: 9h Partida: 22h 19 de novembro (quarta-feira) Navio: MSC Preziosa Número de passageiros: 4.345 + 30% tripulação Chegada: 9h Partida: 22h 20 de novembro (quinta-feira) Navio: MSC Fantasia Número de passageiros: 4.363 + 30% tripulação Chegada: 11h Partida: 21h 22 de novembro (sábado) Navio: Costa Favolosa Número de passageiros: 3.870 + 30% tripulação Chegada: 08h Partida: 17h 24 de novembro (segunda-feira) Navio: Viking Jupiter Número de passageiros: 930 + 30% tripulação Chegada: 8h Partida: 17h 27 de novembro (quinta-feira) Navio: MSC Fantasia Número de passageiros: 4.363 + 30% tripulação Chegada: 9h Partida: 19h Navio: Costa Diadema Número de passageiros: 4.947 + 30% tripulação Chegada: 8h Partida: 17h

Palavras-chave: tecnologia

Por que aumento de gastos militares ameaça o clima?

Publicado em: 11/10/2025 09:29

COP30 - Qual o documento mais relevante que a ciência tem sobre a mudança climática? Forças Armadas de diversos países têm alertado sobre a urgência de rearmamento, à medida que as mudanças climáticas se tornam uma grande ameaça para a segurança — ainda que suas próprias emissões de carbono sigam em ascensão. Um relatório recente do secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que o aumento dos gastos militares pode acelerar o colapso climático. Além disso, a proliferação de conflitos potencialmente duradouros tende a aumentar significativamente esses gastos no futuro próximo e, consequentemente, as emissões de carbono. Alguns especialistas também se preocupam que os recursos de mitigação e adaptação climática sejam desviados para a área de defesa. Quanta poluição as Forças Armadas emitem? Não existe uma fonte única e auditada de dados sobre as emissões causadas pelas Forças Armadas ao redor do mundo, mas alguns governos publicam esses números de forma voluntária. Com base em projeções e cálculos, especialistas traçaram um panorama global. De acordo com o último relatório do secretário-geral da ONU, "as melhores estimativas atuais indicam que o setor militar emite entre 3,3% e 7% do total das emissões de gases de efeito estufa". Se os exércitos do mundo todo fossem um país, seria o quarto maior emissor depois da China, EUA e Índia, de acordo com um estudo realizado em 2022 pelo Observatório de Conflito e Meio Ambiente — instituição no Reino Unido que pesquisa os impactos ambientais das atividades militares — e pela Scientists for Global Responsability, organização independente que advoga pela prática da ciência e da tecnologia com base na ética. E os crescentes orçamentos militares ao redor do mundo sugerem que a situação vai piorar. Os gastos militares globais alcançaram US$ 2,7 trilhões (R$ 144 trilhões, na conversão atual) em 2024, o que representa um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior e um recorde de crescimento desde pelo menos o fim da Guerra Fria, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para Paz de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês), uma organização independente que investiga conflitos. O instituto destaca que mais de 100 países aumentaram esses gastos em 2024, com crescimento particularmente acelerado na Europa e no Oriente Médio. No início do ano, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou que seus países membros elevariam seus gastos com defesa e segurança de 2% para 5% do PIB até 2035. Isso ocorre após o total da pegada de carbono — total de emissões de gases de efeito estufa — dos membros da Otan ter aumentado em 30 milhões de toneladas entre 2021 e 2023, acompanhando o aumento dos gastos militares no mesmo período. A quantidade equivale a colocar aproximadamente mais de oito milhões de carros extras nas estradas, segundo o Instituto Transnacional, um centro internacional de pesquisa e advocacy voltado à sustentabilidade do planeta. Alguns dos maiores poluidores Especialistas alertam que o verdadeiro desafio é descarbonizar os sistemas de armamento pesado, como aeronaves caça, tanques, navios de guerra e submarinos, que exigem uma quantidade considerável de combustível para operar. Globalmente, os caças estão entre as máquinas em operação que mais consomem energia. Nas Forças Armadas americanas, o combustível de aviação é responsável por 55% do total de energia usada pelo Departamento de Defesa — atualmente renomeado como Departamento de Guerra — no último meio século, de acordo com um estudo amplamente citado. Para cada 185 quilômetros voados, o caça F-35 da Força Aérea dos EUA emite tanto dióxido de carbono quanto um carro comum a gasolina no Reino Unido em um ano inteiro, de acordo com um estudo publicado em 2022 pela revista Nature. O estudo ainda acrescenta: "A cada ano, o combustível de aviação usado pelo exército americano gera, sozinho, emissões equivalentes a de seis milhões de carros de passeio nos EUA." Apesar disso, os EUA aumentaram seus gastos militares em 2024 em 5,7% em relação ao ano anterior, e permanecem sendo o país que mais gasta com defesa no mundo, de acordo com dados do SIPRI. "A intensificação da produção militar para aumentar os estoques consume muita energia, enquanto os avanços tecnológicos em tecnologia de baixo carbono continuam limitados", disse Doug Weir, do Observatório de Conflitos e Meio Ambiente. 'Missão principal' A BBC perguntou ao Departamento de Guerra dos EUA o que esse aumento de gastos poderia significar para suas emissões de carbono e se havia algum plano para descarbonizar seu setor militar. "O Departamento de Guerra está eliminando programas e iniciativas sobre mudanças climáticas que são incompatíveis com sua missão principal de combate", disse o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, em resposta por email à BBC. "Estamos focados em melhorar a letalidade, o combate e o estado de prontidão como principais linhas de atuação. Estamos fazendo isso de três maneiras: restaurando o espírito guerreiro, reconstruindo nossas forças armadas, e restabelecendo a dissuasão." A Otan não respondeu às perguntas semelhantes enviadas, mas analistas afirmam que os esforços da organização para compensar o aumento de suas emissões não são particularmente eficazes. "Atualmente, os esforços de descarbonização continuam modestos quando comparados com a escala dos orçamentos de rearmamento", disse Dimitra Koutouzi, oficial sênior de políticas da Organização Europeia de Associações e Sindicatos Militares, em Bruxelas. "As indústrias de defesa europeias estão começando a integrar eficiência energética e sustentabilidade em seus planejamentos, mas os sistemas produzidos hoje ainda levarão anos até entrarem em operação", alertou. O custo da guerra Embora seja difícil medir o custo exato dos conflitos em termos de danos climáticos, algumas guerras atuais nos dão uma ideia do seu enorme impacto no ambiente. Uma avaliação da guerra da Rússia na Ucrânia estimou que cerca de 175 milhões de toneladas de gases de efeito estufa foram emitidas nos dois primeiros anos do conflito, de acordo com um relatório publicado em 2024. Outro estudo, publicado em maio sobre a guerra em Gaza, estimou as emissões de carbono provenientes de atividades militares diretas em quase 1,9 milhão de toneladas, o que, segundo o relatório, é mais do que as emissões anuais de 36 países e territórios. "Seja um caça, seja um tanque, ainda não temos a tecnologia necessária para garantir uma capacidade militar livre de emissões", disse Richard Nugee, general aposentado do Exército Britânico e ex-oficial sênior da OTAN. "Portanto, temos que aceitar a realidade de que, até que a tecnologia chegue, não seremos capazes de reduzir nossas emissões tanto quanto gostaríamos." Ou seja, mais dinheiro para a defesa significa menos dinheiro para o financiamento climático. O relatório do secretário-geral da ONU, lançado em setembro, mostra que o déficit anual de financiamento para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU já é de US$ 4 trilhões — metade desse valor é destinado especificamente para necessidades energéticas e climáticas. O relatório alerta ainda que o déficit aumentará para US$ 6,4 trilhões nos próximos anos, quando os gastos militares globais podem alcançar US$ 6,6 trilhões até 2035. Ele também aponta que os países mais ricos do mundo estão gastando 30 vezes mais em suas forças armadas do que em financiamento climático para países mais vulneráveis. Após as recentes negociações climáticas da COP29, realizadas no Azerbaijão, os países desenvolvidos concordaram em fornecer US$ 300 bilhões por ano até 2035, apesar dos países em desenvolvimento dizerem que seriam necessários mais de US$ 1 trilhão anuais para se adaptarem aos piores impactos das mudanças climáticas. "Os gastos militares globais giram em torno de US$ 2,5 trilhões", disse Juan Carlos Monterrey Gomez, representante especial do Panamá para mudanças climáticas durante as negociações da COP29 em Baku, Azerbaijão, em novembro de 2024. "US$ 2,4 trilhões para matar uns aos outros não é muito, mas um trilhão de dólares para salvar vidas é considerado absurdo", ironizou. Agora, contudo, há dúvidas se até mesmo os compromissos assumidos anteriormente serão cumpridos. Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 11 países doadores anunciaram cortes em sua assistência oficial ao desenvolvimento — ou seja, ajuda externa que também inclui financiamento climático — para o período de 2025 a 2027. O Reino Unido, por exemplo, afirmou que aumentaria o investimento em defesa, reduzindo os gastos com ajuda externa de 0,5% para 0,3% da renda nacional bruta até 2027. "Vamos ter Forças Armadas, gostemos ou não", disse Nugee. "A melhor forma de impedir que as Forças Armadas aumentem suas emissões durante guerras é tê-las, desde o início, atuando como forças dissuadoras, e é isso que a OTAN e o Reino Unido estão tentando fazer." Outros, por sua vez, podem se perguntar se forças armadas robustas realmente conseguirão proteger as pessoas dos efeitos devastadores de um clima em colapso — ou se, na verdade, acelerariam esse colapso.

Palavras-chave: tecnologia

Casos de afogamento em 9 meses já superam todo o ano de 2024 no Amapá, diz Corpo de Bombeiros

Publicado em: 11/10/2025 09:01

Corpo de Bombeiros do Amapá alerta para aumento no número de afogamentos no estado O número de afogamentos registrados no Amapá entre janeiro e setembro de 2025 já ultrapassa o total de casos de todo o ano passado. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), foram 30 ocorrências nos últimos nove meses, enquanto em 2024 foram 29. Julho foi o mês com mais registros: seis afogamentos. Nesse período, a capital e os distritos recebem programações de férias e o início do verão na região Norte. Já Setembro teve cinco casos. Na última semana do mês, dois afogamentos com morte foram registrados em diferentes regiões do estado. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   Um dos casos aconteceu no domingo (28), durante o Festival do Pirarucu, em Cutias. Uma menina de dois anos morreu após cair no rio Araguari. Veja os dados: Janeiro: 2 Fevereiro: 3 Março: 3 Abril: 2 Maio: 1 Junho: 3 Julho: 6 Agosto: 4 Setembro: 5 O Corpo de Bombeiros recomenda que o Rio Amazonas não seja usado para banho. Apesar de parecer tranquilo, o local é perigoso durante os picos de maré. “O Rio Amazonas é bonito e dá vontade de se refrescar, mas é muito perigoso. Tem correntezas fortes, ondas e maresia irregular. Até um bombeiro treinado tem dificuldade, imagine quem não tem preparo”, alertou o tenente-coronel Sanches. No sábado (4), um adolescente de 16 anos morreu afogado enquanto tomava banho com amigos no Rio Amazonas. O caso foi na orla do Aturiá, no bairro Araxá, Zona Sul de Macapá. Os bombeiros suspeitam que o jovem tenha sofrido uma cãibra ou sido levado pela maré, que estava agitada no momento do acidente. Adolescente de 16 anos morre após se afogar na Orla do Aturiá, em Macapá; VÍDEO 🌊Cuidado redobrado Segundo o tenente coronel, a maior preocupação é com as crianças. Os registros dos bombeiros apontam que elas são as principais vítimas dos acidentes. "Os maiores índices de afogamento estão na faixa de 1 a 4 anos. Se você vai levar uma criança para um balneário se tenha a certeza de que você não vai se divertir, você vai reparar as crianças, porque é muito perigoso, e em um descuido a criança se afoga", afirmou. O último caso de afogamento no Amapá foi registrado na quarta-feira (8), na Praia da Fazendinha, Zona Sul de Macapá. A vítima desapareceu durante uma travessia no rio, entre um restaurante e o trapiche, acompanhada de três amigos. O Corpo de Bombeiros iniciou as buscas por volta das 18h30, logo após o chamado. Corpo de Bombeiros alerta que não é seguro tomar banho na orla de Macapá Rafael Aleixo/g1 Rampa do açaí Aluísio Luiz da Silva Júnior Um dos casos mais marcantes de morte por afogamento no Rio Amazonas é a do jovem Aluísio Luiz da Silva Júnior, de 23 anos. Ele morreu afogado no dia 18 de outubro ao pular no Rio para salvar uma banhista que estava se afogando no local. Em dezembro de 2024 a Rampa do Açaí, na orla de Macapá passou a homenagear o jovem. O projeto de lei de autoria do vereador Marcelo Dias (PRD) foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Macapá. Aluísio era estudante de pedagogia da Universidade do Estado do Amapá (Ueap). Ele também trabalhava em um restaurante na rampa, de onde viu o afogamento da banhista e realizou o ato de heroísmo. Corpo de Bombeiros realiza ação de prevenção a afogamentos na orla de Macapá Aluísio Luiz da Silva Júnior, de 23 anos, era aluno da Ueap Reprodução/Redes Sociais Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Palavras-chave: câmara municipal

Wepink: sócio de Virginia disse que empresa faz 13 mil vendas por dia em vídeo usado pelo MP em ação por supostas práticas abusivas

Publicado em: 11/10/2025 08:44

Vídeo do sócio de Virgínia na WePink dizendo que alta demanda causou atraso em entregas é usado pelo MP em ação por práticas abusivas Reprodução/Titok de danny.dally7 e Reprodução/Instagram da WePink Um vídeo do sócio de Virgínia Fonseca, Thiago Stabile, diz que as vendas da WePink subiram de 200 mil para 400 mil por mês, o que contabiliza em 13 mil vendas por dia. O vídeo é de uma live dos sócios citada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) em ação por práticas abusivas da empresa (veja o vídeo acima). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 entrou em contato com a defesa da empresa, mas não obteve resposta. Nesta sexta (70), o advogado Felipe de Paula informou que a WePink ainda não foi citada legalmente e que a empresa não manifestará até que seja citada. Quanto à autuação do Procon, o advogado da empresa informou que está tratando com o órgão para tentar a revogação da multa, pois continua dentro do prazo recursal. Em nota enviada no dia da autuação do Procon, a defesa declarou que atualmente a empresa não tem atrasos frequentes e ressalta que a nota da WePink no Reclama Aqui é de 8.1 e o índice de resolução é de 93% (veja a nota completa ao final do texto). Ação do MP por práticas abusivas Vídeo do sócio de Virgínia na WePink dizendo que alta demanda causou atraso em entregas é usado pelo MP em ação por práticas abusivas Reprodução/Titok de danny.dally7 e Reprodução/Instagram da WePink A ação foi protocolada na quarta-feira (8), em conjunto com a autuação do Procon contra a WePink. A empresa de cosméticos teve 120 mil reclamações registradas em menos de 2 anos, segundo o MP. No vídeo, Stabile relatou que teve problemas de abastecimento em razão da alta demanda. “Tivemos um problema de abastecimento porque a gente cresceu muito rápido. [...] De fato, demora algumas vezes porque algumas matérias-primas acabam, porque a gente vende muito, mas estamos resolvendo”, contou. Diante dessas declarações e das reclamações dos consumidores, o MP aponta “má-fé empresarial” e "dolo na condução das vendas massivas”, já que houve declaração pública do aumento da demanda e da falta de matéria-prima para atender os pedidos. Segundo o órgão, a alta demanda aumentou a verba da empresa, o que possibilitaria a contratação de mais funcionários para atender os pedidos. O órgão explicou ainda que a estratégia de ofertas-relâmpago, utilizada pela empresa, induz à compra impulsiva e explora a vulnerabilidade psicológica das pessoas. Além disso, o MP afirmou que o uso da imagem da Virgínia agravou isso, já que milhares de seguidores confiam em sua recomendação. LEIA TAMBÉM: AUTUAÇÃO DO PROCON: Empresa de Virginia, WePink é autuada pelo Procon por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online AÇÃO DO MP: empresa de Virginia fez publicidade enganosa, teve mais de 120 mil reclamações e censurou nas redes sociais, diz promotor WePink: vídeo do sócio de Virginia sobre alta demanda causar falta de matéria-prima é citado pelo MP em ação Reclamações contra WePink Na ação contra a empresa de cosméticos da Virginia, o Ministério Público apontou que a WePink já tem 30 mil reclamações registradas até a data da ação, ao longo do ano de 2025. Em 2024, a empresa acumulou 90 mil queixas. Segundo o órgão, o número total de reclamações pode chegar a 300 mil consumidores, considerando aqueles que não reclamaram oficialmente. Élvio Vicente da Silva, promotor de justiça, ressaltou que consumidores também denunciaram a falta de entrega de produtos pagos, dificuldades na hora de solicitar o reembolso e um péssimo atendimento pós-venda. MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões O MP listou as seguintes práticas abusivas contra a WePink: Falta de entrega de produtos: consumidores que pagaram pelos produtos e nunca receberam; Descumprimento de prazos: alguns atrasos ultrapassaram sete meses; Dificuldade de reembolso: resistência da empresa em devolver valores pagos; Atendimento deficiente: o sistema é automatizado, mas não resolve os problemas; Exclusão de críticas: a empresa removeu comentários negativos nas redes sociais; Produtos com defeito: os cosméticos chegam estragados na entrega e estão diferentes do enunciado. WePink, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon Reprodução/Instagram da WePink 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

Bodocongó: o bairro que virou o berço da ciência, educação e das universidades em Campina Grande

Publicado em: 11/10/2025 07:02

Reitoria da UEPB, em Campina Grande Divulgação/UEPB O bairro de Bodocongó, em Campina Grande, guarda em suas ruas, e às margens do açude que lhe dá nome, uma parte essencial da história da cidade. É ali que se concentram as principais instituições de ensino e pesquisa da região, como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), o Parque Tecnológico, além de diversas escolas técnicas. Hoje, o bairro é reconhecido como um polo de ciência e inovação. Mas essa vocação nasceu há quase um século, quando Bodocongó recebeu a primeira instituição científica de Campina Grande, muito antes da chegada das universidades. O açude de Bodocongó, que fez nascer a ciência em Campina Grande Açude de Bodocongó em 1930 Reprodução / História de Campina Grande de Aldeia a Metropólis / Ida Steinmuller Em 1934, o açude que dá nome ao bairro foi cenário de uma das descobertas mais importantes da biologia brasileira: a primeira reprodução artificial de peixes no país, resultado do trabalho do zoólogo Rodolpho von Ihering e da Comissão Técnica de Piscicultura do Nordeste (CTPN). Criada como resposta às secas, a Comissão tinha o objetivo de aumentar a oferta de alimentos na região por meio da criação de peixes em açudes do Nordeste. Em Campina Grande, o grupo escolheu o açude de Bodocongó para instalar sua base. LEIA TAMBÉM: Campina Grande é terceira cidade mais inovadora do Brasil, aponta ICE 2023 Segundo a pesquisadora Ida Steinmüller, que estudou o período, a escolha do local teve relação direta com o contexto urbano e com as condições do açude: “Pudemos concluir que a vinda da Comissão teve incentivos de uma rede de paraibanos, além de a cidade se encontrar envolvida em processo de crescimento e urbanização, contribuindo para que a Comissão pudesse desenvolver seus estudos e instalar a sede na cidade. Mas, tendo como principal ponto a proximidade com o açude Bodocongó, por suas condições, para obtenção dos resultados da pesquisa do Dr. Rodolpho e sua equipe”, explica. Foi nesse ambiente que ocorreu a experiência que mudaria a história da piscicultura: a primeira reprodução artificial em aquário de curimatãs adultas, feita por meio da hipofisação, técnica que revolucionou a reprodução em cativeiro e passou a ser utilizada em todo o país. “A passagem da Comissão por Campina Grande foi muito produtiva, deixando uma contribuição de valor nacional e internacional que é reconhecida e utilizada até hoje”, afirma Ida. E não foi só isso. Em 1934, o bairro também foi palco do nascimento da Limnologia brasileira — área da Biologia que estuda as águas interiores —, com os estudos do norte-americano Stillman Wright nas águas do açude Bodocongó. O pequeno açude, que na época ficava a cerca de seis quilômetros do centro da cidade, se tornou, assim, o primeiro laboratório natural de Campina Grande e o ponto de partida de uma história científica que continua se desenrolando quase um século depois. De bairro industrial a polo universitário Décadas mais tarde, o cenário do bairro começaria a mudar. Nos anos 1950, Bodocongó abrigava indústrias e simbolizava o avanço industrial de Campina Grande, impulsionado por investimentos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Mas, a partir dos anos 1960, o som das fábricas começou a dividir espaço com o burburinho das salas de aula. De acordo com a historiadora Keila Queiroz e Silva, professora da UFCG, o marco dessa virada foi 1964, ano em que o campus da então Universidade Federal da Paraíba passou a funcionar no bairro. “O bairro de Bodocongó representava a paisagem industrial da cidade. Muitas indústrias foram construídas em torno do açude. A transformação do bairro de Bodocongó em um complexo educacional de instituições de ensino superior foi gradativa”, explica Keila. A primeira universidade pública de Campina Grande nasceu como Escola Politécnica, em 1952, idealizada por professores como Lynaldo Cavalcanti de Oliveira, um dos responsáveis por estruturar os primeiros cursos de Engenharia. Pouco depois, em 1955, foi criada a Faculdade de Ciências Econômicas, consolidando a identidade do ensino superior na cidade. UEPB, em méados da década de 1970 Reprodução / UEPB Keila conta que, nos anos 1970, o movimento se intensificou com a criação da Fundação Universitária de Ensino (Furne), idealizada por Edvaldo de Souza do Ó. A instituição começou oferecendo cursos de licenciatura e se expandiu para as áreas da saúde e tecnologia. Em 1987, foi estadualizada, dando origem à atual Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Campus I da UEPB na década de 1970 Reprodução / UEPB “Os efeitos do crescimento das duas universidades públicas no bairro são visíveis. [...] A expansão do setor da construção civil no bairro de Bodocongó é sem dúvida provocada pelo polo educacional que foi criado no seu entorno. A própria verticalização do bairro é consequência das demandas das duas universidades por habitações para estudantes de outros estados do Brasil e até de outros países", disse a historiadora. O período de expansão do ensino superior foi determinante para o desmembramento da Universidade Federal da Paraíba e a criação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em 2002. A partir daí, o bairro começou a ganhar novos contornos. Universidade Federal de Campina Grande em 2002 Reprodução / UFCG Com o passar do tempo, Bodocongó passou a abrigar também o Parque Tecnológico, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Hoje, quase um século depois da experiência pioneira de Rodolpho von Ihering, Bodocongó se consolida como o coração científico e educacional de Campina Grande, um bairro onde as águas que impulsionaram a ciência continuam refletindo o futuro da inovação. Equipe do projeto 'Lá Vem o Enem" visita escola pública em Campina Grande *Sob supervisão de Diogo Almeida. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: tecnologia

Falta de pilotos gera crise em companhias aéreas; até 2044 serão precisos mais de 600 mil profissionais

Publicado em: 11/10/2025 07:01

Pilotos experientes podem receber bons salários, mas a jornada para se chegar até a cabine de comando é longa e cara Cavan Images/IMAGO Voar não é mais o que costumava ser. Longas filas para passar pela segurança, ataques cibernéticos aos sistemas de check-in dos aeroportos, drones levam a cancelamentos de voos, greves trabalhistas, bagagens perdidas e cancelamentos. Agora, além de tudo isso, há uma escassez global de pilotos, e as companhias aéreas sentem os efeitos. Durante e após a pandemia de covid-19, o treinamento de pilotos foi suspenso em muitos países, enquanto as empresas aguardavam para ver como a pandemia afetaria o setor de viagens. Hoje, com a recuperação das viagens aéreas, há um atraso nos treinamentos, e as escolas de voo têm dificuldades para colocar novos pilotos no ar. Ao mesmo tempo, a pandemia inspirou muitos pilotos experientes a se aposentarem inesperadamente, com muitos outros aguardando para pendurar suas asas, principalmente na América do Norte. Isso deixa as companhias aéreas com o duplo desafio de compensar uma onda de aposentadorias e encontrar mais pilotos em meio a uma demanda cada vez maior por viagens aéreas, especialmente viagens de lazer. Por que milhões seguem fora do mercado há anos? Quão grande é a escassez de pilotos? "O atual crescimento da demanda por viagens aéreas surpreendeu muitas companhias", disse Christoph Klingenberg, especialista em gestão de companhias aéreas e aeroportos da Universidade de Ciências Aplicadas de Worms, na Alemanha. "Como leva vários anos para treinar pilotos, a situação levará alguns anos para se normalizar." O número ideal de pilotos para preencher as vagas nas companhias aéreas varia muito, dependendo da fonte. Só nos Estados Unidos, serão criadas cerca de 18.200 vagas de emprego para pilotos de companhias aéreas e comerciais a cada ano na próxima década, de acordo com o Manual de Perspectivas Ocupacionais do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Somados, esses números representam mais de 180 mil novos empregos para pilotos. Considerando tanto o transporte de passageiros quanto o de carga, a fabricante de aeronaves Boeing estimou recentemente que serão necessários 660 mil novos pilotos comerciais em todo o mundo até 2044. Tornar-se piloto é um grande investimento "Aspirantes a pilotos que iniciam seu treinamento hoje estarão bem posicionados para aproveitar as oportunidades emergentes quando se formarem", diz o relatório da Boeing. Para atender a essa enorme demanda, os aspirantes devem ter acesso a "treinamento relevante, acessível e com preços razoáveis". Embora pilotos experientes possam ganhar muito, a jornada para se chegar até a cabine de comando é longa e cara. Nos EUA, o treinamento de voo pode custar mais de 100 mil dólares (R$ 535 mil), um valor assustador que provavelmente desencoraja muitos de sonhar com um emprego na aviação. Além de outras certificações e qualificações, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) exige que todos os comandantes de uma companhia aérea que oferece serviços aéreos regulares de passageiros tenham o certificado de piloto de transporte aéreo (ATP). Isso significa 1,5 mil horas adicionais de experiência de voo, um requisito que pode levar de um a dois anos para os pilotos recém-formados cumprirem. No Brasil, a formação completa de um piloto comercial pode custar mais de R$ 400 mil, incluindo cursos teórico e prático, horas de voo e custos dos exames. Por que não pagar mais aos pilotos? Recentemente, muitas companhias aéreas, tanto as grandes quanto as regionais, aumentaram o salário dos pilotos para atrair mais inscrições e manter seus quadros de pilotos. "A melhor maneira de tornar o trabalho de piloto comercial mais atraente é aumentar o salário", disse Dan Bubb, professor da Universidade de Nevada, em Las Vegas, especializado em aviação comercial. "Por muitos anos, isso foi especialmente perceptível nas companhias aéreas regionais, onde o salário era deploravelmente baixo." "Hoje, os salários dos pilotos estão no patamar mais alto que já vi há muito tempo", disse Bubb, que também é ex-piloto de linha aérea, à DW. Além de salários-base mais altos, algumas companhias aéreas também oferecem bônus e outras vantagens para contratar e reter pilotos. Outras criam horários mais equilibrados entre vida pessoal e profissional para as tripulações. Todos esses custos, porém, aumentam o preço das passagens. Mas, nem todas as empresas são tão generosas. Nesta semana, os pilotos da Lufthansa votaram a favor de uma greve após o fracasso das negociações sobre as contribuições previdenciárias, embora, até o momento nenhuma data para a paralisação tenha sido anunciada. Esta seria a primeira greve de pilotos da Lufthansa desde 2022. Aposentadoria compulsória aos 60, 65 ou 67 anos? Há duas décadas, pilotos de companhias aéreas internacionais eram obrigados a se aposentar aos 60 anos, de acordo com as regras estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OIAC). A agência da ONU com sede em Montreal, no Canadá, define regulamentações para a aviação civil em mais de 190 países. Com os avanços na área da saúde, a idade de aposentadoria foi elevada em 2006 para 65 anos. Contudo, em meio à escassez de pilotos e a um rigor ainda maior sobre os padrões de saúde dos profissionais, alguns propõem aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos. Perspectivas de emprego para pilotos estão melhores do que nunca, apesar do custo e do tempo para se obter uma licença Unai Huizi/imagebroker/IMAGO "A experiência de voo, frequentemente associada à idade, está significativamente correlacionada com a segurança da aviação", escreveu o senador americano Ted Cruz em uma carta de 19 de setembro ao presidente Donald Trump, buscando apoio para o aumento da idade obrigatória de aposentadoria dos pilotos. "Ter uma idade de aposentadoria 'arbitrária' também torna as viagens aéreas mais caras", acrescentou Cruz. "Como vocês sabem, em termos econômicos, menos oferta necessariamente leva a preços mais altos." Seja qual for a justificativa econômica por trás disso, a ideia encontrou oposição dos sindicatos de pilotos. Até o momento, tanto a Organização da Aviação Civil quanto a FAA preferem manter a idade de aposentadoria atual. O que mais fazer para atrair pilotos? "Para manter o fluxo de novos pilotos e a satisfação dos que já estão no ar, as companhias aéreas precisam aumentar seus esforços de contratação, expandir as instalações de treinamento e recrutar pilotos de outras companhias aéreas não comerciais", argumenta Christoph Klingenberg. Ele acredita que aumentar a idade de aposentadoria para 67 anos possa ser um passo na direção certa. Algumas companhias aéreas ao redor do mundo contratam pilotos com consideravelmente menos horas de serviço, oferecendo grandes bônus e dispensando certos requisitos, segundo Bubb. Ainda assim, eles também precisam passar por treinamento rigoroso e uma série de exames antes de poderem assumir o manche de uma aeronave. Mais IA e automação na cabine? A inteligência artificial (IA) ou o aumento da automação na cabine poderiam compensar a falta de pilotos? "Enquanto muitos setores aderem à ideia de usar IA para otimizar o trabalho, as companhias aéreas ainda hesitam", disse Klingenberg. Ele não espera que isso vá mudar muito nas próximas décadas. A IA desempenhará um papel significativo, mas não substituirá os pilotos, na avaliação de Bubb. "Não tenho dúvidas de que a IA tornará as viagens aéreas mais eficientes, em termos de tempo e consumo de combustível, mas não substituirá os humanos", disse. Quanto a colocar mais pilotos no ar, isso realmente depende de quantos serão necessários, à medida que aumenta a demanda por viagens aéreas. "Espero que a situação melhore depois de 2030, então pode levar cinco anos para se recuperar", concluiu Klingenberg. Bubb acredita que a situação da escassez "permanecerá moderada" e vê possibilidades para o setor. "É uma oportunidade para as companhias aéreas planejarem com antecedência, para que sejam proativas em vez de reativas sempre que houver uma iminente escassez de pilotos", acrescentou. Por que os jovens pedem mais demissão? Veja como pensa cada geração

Dia de São Carlo Acutis: santo millennial será celebrado pela 1ª vez após canonização

Publicado em: 11/10/2025 07:01

Primeiro milagre de Carlo Acutis aconteceu na capela Nossa Senhora Aparecida Neste domingo (12), será celebrada, pela primeira vez, a festa litúrgica de São Carlo Acutis após sua canonização. O jovem italiano, reconhecido como o primeiro santo da geração millennial, foi canonizado pelo papa Leão XIV em 7 de setembro, durante cerimônia no Vaticano. Com o reconhecimento oficial da santidade pela Igreja Católica, Carlo Acutis passou a ser incluído no calendário litúrgico como santo. Ele ficou conhecido por utilizar recursos tecnológicos para promover a evangelização na internet, desenvolvendo sites com conteúdo religioso voltado à fé católica. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Carlo Acutis morreu aos 15 anos, em 12 de outubro de 2006, em decorrência de uma leucemia. A data coincide com a celebração de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, com quem o jovem mantinha uma forte devoção. A relação entre Acutis e o Brasil se intensificou a partir do reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão: a cura de um menino brasileiro que tocou uma de suas relíquias em Campo Grande (MS), no dia 12 de outubro de 2010, na Capela Nossa Senhora Aparecida. Esse evento levou à sua beatificação em 2020. A coincidência de datas entre a morte do jovem, sua beatificação e o milagre reconhecido reforça a conexão entre sua figura e a devoção a Nossa Senhora Aparecida. LEIA TAMBÉM: Capela onde menino brasileiro foi curado será primeiro santuário do mundo dedicado a São Carlo Acutis Milagre: quem é o menino brasileiro que foi curado por Carlo Acutis? Nossa Senhora: confira agenda de missas, novenas e procissões em Campo Grande Capela em MS será elevada a santuário A Capela Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Paróquia São Sebastião e localizada no bairro Jardim Marabá, em Campo Grande (MS), será oficialmente elevada à condição de Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis neste domingo (12). Este será o primeiro santuário do mundo dedicado ao jovem santo. Em 2023, foi criada a primeira paróquia do mundo com o nome de São Carlo Acutis, localizada em São Paulo. No entanto, o santuário em Campo Grande terá como missão acolher peregrinos, com alcance regional e internacional, diferente das paróquias, voltadas principalmente às comunidades locais. A elevação da capela a santuário está diretamente relacionada ao milagre atribuído a Acutis, ocorrido na cidade. A decisão atendeu a um pedido da comunidade local e ao trabalho pastoral liderado pelo padre Marcelo Tenório, que participou do processo de canonização. Com o novo status, Campo Grande passa a ser referência internacional na devoção a São Carlo Acutis, cuja história de fé e uso das tecnologias na evangelização continua a impactar fiéis em diferentes partes do mundo. Programação especial no santuário O Santuário Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis preparou uma programação especial para este domingo (12), reunindo atividades religiosas e culturais em homenagem à padroeira do Brasil e ao jovem santo. O local fica na Rua Ismael Silva, nº 10 – Jardim Marabá, em Campo Grande. Confira a programação: 5h – Café da manhã partilhado 6h – Novena perpétua em honra a São Carlo Acutis, com bênção da relíquia e distribuição de pétalas 7h às 9h30 – Veneração do pulôver de São Carlo Acutis 10h – Santa Missa com elevação oficial da capela a santuário 12h – Almoço (comercializado no local) 15h – Confraternização especial do Dia das Crianças 16h – Missa no rito tridentino 18h – Missa solene de Nossa Senhora Aparecida (na Matriz São Sebastião) 19h – Procissão dos Rogos com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, saindo da matriz 19h30 – Solene coroação de Nossa Senhora Aparecida, no santuário 20h – Quermesse de encerramento A programação marca um momento importante para a Igreja no Brasil, que celebra a padroeira nacional e, agora, também o primeiro santo millennial oficialmente reconhecido. Capela do Milagre, em Campo Grande TV Morena Local onde o milagre aconteceu em Campo Grande TV Morena Carlo Acutis Site Carlo Acutis Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Estilista Macuxi que cria peças inspiradas na cultura roraimense é selecionada para ir à 60ª São Paulo Fashion Week

Publicado em: 11/10/2025 06:30

Empreendedores de Roraima são selecionados para ir à 60ª edição da São Paulo Fashion Week Há mais de 10 anos, a artesã e estilista indígena Edith Karla Sousa, de 52 anos, transforma elementos da cultura Macuxi em roupas e acessórios feitos em Roraima. Neste mês de outubro, ela viaja a São Paulo para acompanhar a 60ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), principal evento de moda da América Latina. A artesã é um dos onze empreendedores do estado que integram uma missão técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Roraima para o evento, selecionados por meio de inscrições. Entre os dias 13 e 19 de outubro, o grupo vai acompanhar desfiles, fazer visitas técnicas e ter encontros com estilistas da moda nacional. “É a cereja do bolo para fechar o ano. A gente vai ter como fazer todo um estudo em relação à moda, tendências e tecidos diferentes que podemos usar na nossa produção", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Estilista indígena Edith Karla Sousa. Yara Ramalho/g1 RR Edith cria roupas com estampas inspiradas na cultura de Roraima. As peças trazem elementos como aves, pontos turísticos e até pratos típicos, como a paçoca de carne com farinha, prato da culinária indígena do estado. Além das roupas, Edith produz joias sustentáveis, como colares inspirados na cobra coral, e artesanatos feitos com fibras naturais. Segundo ela, a missão é uma forma de levar a arte e a cultura de Roraima para outros lugares do Brasil. "Trabalhamos com moda feita aqui em Roraima, com estamparia que valoriza a fauna, a flora e o buritizal. A gente vai trabalhar ainda mais nessa pegada, cada vez mais regionalista [...] lá nós vamos visitar várias fábricas, vamos assistir cursos. Então, serão coisas que nos leva a melhorar cada vez mais", ressaltou. Peças artesanais produzidas pela artesã e estilista indígena Edith Karla. Yara Ramalho/g1 RR LEIA TAMBÉM: Ator e rapper Jaden Smith será o novo diretor artístico da linha masculina da Louboutin Moda sustentável atrai diferentes gerações; veja os motivos para comprar em brechós A estilista roraimense Lilliam Pereira, de 25 anos, também integra a missão. A relação dela com a moda começou ainda na infância, quando desenhava as próprias roupas e pedia para uma costureira confeccionar. Aos 18 anos, a jovem começou a trabalhar em uma alfaiataria masculina em Boa Vista, onde ganhou experiência. Depois, passou a atender clientes batendo de porta em porta, fazendo ajustes e encomendas. Com o crescimento da demanda, Lilliam abriu um ateliê ao lado da sócia Adriana Sobral, de 30 anos. No espaço, criado há cerca de um ano, elas e mais duas profissionais produzem roupas sob medida e fazem consertos. Lilliam Pereira, de 25 anos, abriu um ateliê há cerca de um ano em Boa Vista (RR). Yara Ramalho/g1 RR Para ela, acompanhar a São Paulo Fashion Week pode ajudar a impulsionar o setor da moda em Roraima, ajudando os empreendedores locais a ganhar experiência e trazer novidades para o estado. "O objetivo essencial de ir pra lá é ganhar experiência e trazer pra cá. Até mesmo pros nossos clientes. E, assim, aqui a gente vê que não tem tanta infraestrutura para isso. Então, vamos escalar pra inserir aqui. É algo que vai ser um diferencial, por isso a ansiedade está muito grande", explicou. A ação faz parte do projeto Conecta a Moda, que tem o objetivo de fortalecer o setor e abrir espaço para marcas locais no mercado nacional e internacional. Durante sete dias, os participantes terão acesso aos bastidores da São Paulo Fashion Week, conhecerão novas tecnologias, tendências e processos criativos, além de ampliar a rede de contatos com profissionais e empresas da área. Da esquerda para a direita: Marlene Ferreira, Lilliam Pereira, Adriana Sobral e Jyeynneffer Cavalcante. Yara Ramalho/g1 RR Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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O que é a viscosidade do óleo lubrificante de carro?

Publicado em: 11/10/2025 05:01

Óleo do motor pode ter diferentes viscosidades Adobe Stock O termo “viscosidade” se refere à resistência de um fluido ao escoamento. Em outras palavras, define se um líquido é “fino” ou “grosso”. Em um exemplo simples: ao virar um copo cheio de cabeça para baixo, a água escorre mais rápido do que o azeite. Esse mesmo critério é utilizado para estabelecer a fluidez de um óleo lubrificante automotivo. Utilizar um mais fino ou mais espesso do que o indicado pelo manual do veículo traz prejuízos ao propulsor, conforme explica o especialista da Mobil Bruno Santos. “Óleos mais grossos exigirão maior esforço do motor, enquanto óleos mais finos podem não fornecer a proteção necessária, ou seja, a lubrificação poderá ser comprometida.” Como cada óleo fornece um tipo específico de proteção para o motor, e normalmente são desenvolvidos em parceria com a fabricante do propulsor, é fundamental respeitar o que está indicado no manual do proprietário. Além de manter a garantia fazendo a troca com o produto correto, isso evita dores de cabeça no futuro. Nesta reportagem, o g1 ouviu especialistas para determinar a melhor escolha de óleo lubrificante e reuniu dicas sobre: 📆 Quando trocar o óleo do carro? 🏍️ E o óleo para as motos? 🛢️ Quais são os tipos de óleo? ✅ Qual óleo escolher? ❌ Pode misturar ou completar o óleo? 💸 Para economizar, posso trocar o tipo de óleo? 🏆 Lubrificante mais caro é melhor? ⚠️ Quais problemas o motor pode ter ao não utilizar o óleo correto? 📆 Quando trocar o óleo do carro? O melhor momento para a substituição do óleo é indicado no manual do proprietário. A maioria das montadoras disponibiliza uma versão na internet, caso o motorista tenha perdido o livro físico. De acordo com o manual consultado pelo g1, do Volkswagen Gol Last Edition, a troca de óleo deve ser feita a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Perdeu o manual do carro? É fácil encontrar na internet, como este do VW Gol Last Edition. Divulgação | Volkswagen Contudo, o manual ressalta que o motorista precisa checar “condições adversas”, que pedem uma troca preventiva. Veja abaixo a lista. Trânsito frequente (anda e para, tráfego urbano), em que o motor permanece um longo período em marcha lenta; 🚗🚙🚚🛻🚛💨 Trajetos curtos, abaixo de 8 km diários; Em situações de longa inatividade; Estradas ou vias ruins, com alto índice de poeira ou sem pavimentação; Em vias com índice elevado de partículas suspensas (em regiões de indústria de mineração, cimento e siderurgia, marmorarias e salinas); Trânsito com reboque ou rodagens com carga. “A principal orientação é se atentar ao momento da troca que é indicado pela fabricante. Existem casos de 5 mil km, 10 mil km, 15 mil km e por aí vai. Usualmente, se usa óleo para 10 mil km ou limite de 12 meses”, diz Alexandre Dias, proprietário do Grupo Guia Norte Auto Center. 🏍️ E o óleo para as motos? Para motos, as trocas devem ser feitas em intervalos de quilometragem e tempo menores, como é o caso da Honda CG 160, a mais vendida do Brasil. A substituição, segundo a Honda, deve ser feita a cada 12 meses ou 6 mil km. Para a scooter Elite 125, no entanto, o serviço é exigido a cada 4 mil km. Desta forma, a orientação dos especialistas é a mesma: consultar o manual ou o site da montadora é imprescindível para não perder os prazos e a garantia. Picape e SUV são ofertados abaixo da tabela para renovar os estoques das lojas 🛢️ Quais são os tipos de óleo? Antes de pensar em trocar o tipo de óleo do seu veículo, é preciso entender quais são as opções disponíveis no mercado. Afinal, essa é a primeira informação que o consumidor precisa saber antes de abrir a carteira. São três tipos: Minerais; Semissintéticos; Sintéticos. ▶️ Os minerais, normalmente mais baratos, são os lubrificantes que possuem menos tecnologia em sua formulação. Eles têm um preço menor, duram menos e são feitos para atender carros mais antigos. O óleo mineral 20W 50 é utilizado no Volkswagen Fusca, por exemplo. ▶️ Os semissintéticos também são conhecidos como “óleo composto”, pois ficam entre o mineral e o sintético. Eles também carregam aditivos que ajudam a melhorar a performance dentro do motor, mas são mais acessíveis que os sintéticos. O Ford Escort 1.8 é um dos clássicos que utiliza a formulação semissintética com viscosidade 15W40. ▶️ Já o sintético é o mais desenvolvido e com total foco em desempenho, uma vez que carrega muito mais tecnologia que os outros dois, e é exigido pelos motores mais modernos. Todos os veículos que saem de fábrica atualmente utilizam essa composição, que é produzida para reduzir atrito, aumentar a eficiência no uso do combustível e diminuir a temperatura de trabalho do motor, entre outras funções, como evitar corrosão das peças internas. “Óleos lubrificantes não devem ser misturados, pois poderão perder suas características especialmente desenvolvidas para um determinado motor”, argumenta Bruno Santos, consultor técnico automotivo dos lubrificantes Mobil. “A formulação de um lubrificante é meticulosamente balanceada para atingir a alta performance e, por isso, não deve ser misturada com outros óleos.” ✅ Qual óleo escolher? De volta ao manual do Volkswagen Gol Last Edition, é possível ver na imagem abaixo que o livro indica uma classe específica de óleo lubrificante para o veículo: “utilizar somente a especificação de óleo do motor expressamente aprovado pela Volkswagen”. Perda de garantia: usar óleo não recomendado Divulgação | Volkswagen Outro ponto importante, segundo Bruno Santos, da Mobil, é se atentar sempre a viscosidade e especificação técnica requeridas pelo manual do proprietário. “É fundamental que o lubrificante esteja de acordo com o exigido pelo fabricante do veículo, garantindo assim que ele foi aprovado pela utilização nesses modelos”, diz. A viscosidade, citada por Santos, está indicada em letras grandes na frente da embalagem, conforme indicado na imagem abaixo. A viscosidade está sempre indicada no frasco do lubrificante Imagem de internet De acordo com o especialista, a viscosidade ideal é definida pelo fabricante do veículo durante o desenvolvimento do motor. Cada propulsor pode exigir uma viscosidade diferente, dependendo do seu desempenho, para que a eficiência da sua fabricação seja maximizada. “Por isso, existem lubrificantes das mais variadas viscosidades para atender todos os tipos de motor. O que temos visto é o desenvolvimento de lubrificantes cada vez menos viscosos devido a busca por uma maior eficiência energética e economia de combustível”, afirma o especialista. Essa fluidez do óleo é delimitada por números e letras, como no caso de 0W30, 10W40 ou 20W50. As siglas indicam a capacidade de escoamento no frio (W de “winter”, inverno em inglês) e em temperatura normal (sem o W). Os números são apenas apontamentos técnicos do quão “fino” ou “espesso” é o óleo nos dois cenários. Ainda de acordo com o manual do Gol Last Edition que utilizamos como exemplo, cada veículo possui uma norma específica para óleo. O do hatch é VW 508 88. Aparentemente, este código não significa muita coisa, mas é isso que indica que é o óleo correto para aquele carro. “Essa norma deve estar descrita na embalagem do lubrificante”, aponta o livreto. A indicação da norma exigida pela montadora também aparece no rótulo Divulgação | Mobil ❌ Pode misturar ou completar o óleo? Apesar de não ser ideal, existem alguns cenários nos quais é possível misturar óleos. A ressalva é que essa mistura só deve ocorrer em casos extremos. Ao misturar, é preciso utilizar apenas os óleos aprovados pela norma. Isso porque, segundo os especialistas, aditivos (composições químicas) presentes nos lubrificantes podem conflitar e, como veremos adiante, podem gerar um resultado não esperado. Abaixo, algumas funções dos aditivos: Anticorrosivos; Antioxidantes; Antiespumantes; Detergentes; Antidesgaste. “Não se deve misturar essas especificações nem as marcas, porque haverá incompatibilidade química que irá acarretar em perda da eficiência e até formação de borra”, explica Tenório Jr., proprietário da oficina JR Automotiva. Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center, corrobora com a perspectiva de Tenório: “Ou se usa um sintético, ou um semissintético ou mineral. Às vezes o motor pode até funcionar, mas a longo prazo haverá uma baita dor de cabeça porque o motor certamente vai apresentar problemas”. Já para completar o óleo, é necessário ainda mais atenção. O manual indica: “se em situação de emergência não houver nenhum óleo de motor aprovado pela norma, provisoriamente pode-se utilizar outro óleo de motor. Porém, recomenda-se assim que possível procurar uma oficina para que a troca de óleo seja executada com óleo aprovado”. Ou seja, se o carro parar na estrada e a única solução seja completar com o óleo que tiver à disposição para sair daquela situação de risco, o lubrificante pode ser utilizado. Mas é necessário fazer a troca o mais rápido possível para não danificar partes internas do motor. Completar o óleo nunca é indicado, exceto em situações de emergência Divulgação | Volkswagen 💸Para economizar, posso trocar o tipo de óleo? Os especialistas e o manual do proprietário afirmam que não, mas é preciso aprofundar nessa questão. Há um mito no mercado automotivo que diz que quanto mais velho o motor fica, ou seja, quanto mais quilometragem ele acumula, mais espesso deve ser o óleo que ele utiliza. ▶️ Origem da dúvida: muitos consumidores acreditam que as peças do motor passam a ter folga com o tempo. Mas se a manutenção for feita como se deve, no período adequado e com as peças devidas, as folgas serão irrelevantes e não vão exigir outro tipo de óleo. “É realmente um mito, porque tem que utilizar o mesmo tipo de óleo até o fim da vida do motor. Antigamente, os carros utilizavam óleos minerais ou semissintéticos para compensar o desgaste das peças internas do propulsor. Os desgastes e as folgas em anéis, pistões, camisas e bronzinas eram compensados por um óleo mais viscoso, mas é uma prática completamente errada”, afirma Dias, do Guia Norte. “As montadoras testam os motores por milhares de quilômetros e elas não indicam que a troca seja feita com o passar dos anos. E nos motores modernos não aplica mais óleo semissintético; é só o sintético.” 🏆 Lubrificante mais caro é melhor? Não adianta comprar um lubrificante mais caro imaginando que os benefícios serão maiores. Os especialistas consultados pelo g1 afirmam que o que determina a qualidade de um lubrificante é a tecnologia embarcada em sua formulação, através de aplicação de aditivos, que vão fazer com que as especificações técnicas requeridas sejam atendidas. “Essa robustez técnica do lubrificante pode fazer com que ele fique mais caro. Entretanto, um determinado óleo caro pode não ser o ideal para aquele veículo. Existem diversos tipos de lubrificantes desenvolvidos para diferentes tipos de motor, portanto, é necessário avaliar os requerimentos técnicos indicados”, orienta Santos, da Mobil. Dias, da oficina Guia Norte, diz que se engana quem acredita que óleos mais caros são melhores: “É mito porque não significa que óleo mais caro é o correto”. “Às vezes, ele só tem preço mais elevado por ter mais tecnologia, mas nem sempre é aquilo que o motor pede. Isso quer dizer que o consumidor só estará gastando mais dinheiro sem necessidade, pois ele não estará resolvendo o problema do veículo.” Como saber se um carro passou por enchente? ⛓️‍💥 Correia banhada a óleo O tema sobre a escolha do óleo correto merece um capítulo à parte. Nos carros mais modernos, com motores turbinados, é comum encontrar correia de comando do cabeçote banhada a óleo. Isso quer dizer que o mesmo óleo que lubrifica o motor também é responsável por manter o bom funcionamento desta correia. E é justamente a utilização do óleo correto que pode manter a vida útil dela, conforme indica o fabricante. “Esse tipo de correia dentada, banhada a óleo, fica na parte interna do propulsor e é preparada para trabalhar sendo lubrificada o tempo todo. O óleo errado estraga, diminui a durabilidade e ela pode até estourar”, explica Dias, do Guia Norte. Segundo Bruno Santos, da Mobil, correntes e correias banhadas a óleo são submetidas a uma oxidação ainda mais severa em relação à temperatura. Portanto, é ainda mais importante a utilização de um óleo de qualidade que atenda as especificações do fabricante do veículo. “É fundamental que o óleo seja compatível com o material da correia/corrente. Esses óleos são especialmente desenvolvidos para essa aplicação e passam por severos testes como o de compatibilidade com elastômeros [materiais que possuem propriedades elásticas]”, diz ele. “O uso de um óleo inadequado pode corroer e danificar a corrente/correia, comprometendo sua vida útil, fazendo que seja necessária sua troca bem antes do determinado pelo fabricante do veículo.” De acordo com o reparador independente Tenório Jr., a conta pode ficar salgada quando o consumidor não se atenta às especificações exigidas no manual. “Já tive casos na minha oficina nos quais o consumidor utilizou o lubrificante errado e a correia foi simplesmente corroída pelo óleo. Aí a conta fica bem cara, porque quando a correia estoura, as movimentações de válvulas conflitam com a do pistão e uma peça se choca com a outra. Quando as peças colidem, o estrago é grande”, diz ele. Alexandre Dias, da Guia Norte Auto Center, não se pode usar outro tipo de óleo em hipótese alguma. “Imagine o seguinte: se esse óleo não tem as moléculas específicas para banhar aquela correia; se ele oxida de uma forma mais rápida e agride as peças metálicas do motor, imagina o que ele fará com a borracha da correia, que é um material muito mais sensível. Por essa razão, tem que fazer a troca pelo lubrificante correto, específico para aquele carro.” Correia dentada banhada a óleo pode romper com o lubrificante errado Guia Norte ⚠️ Quais problemas o motor pode ter ao não utilizar o óleo correto? Um óleo é resultado da parceria entre a fabricante do motor e a do lubrificante. Todas as especificações são determinadas por meio de milhares de testes, antes de aprovar uma fórmula ideal para um lubrificante. Portanto, um óleo equivocado, além de não cumprir a função exigida pela montadora, pode trazer consequências severas para o bolso do consumidor. “Existem diversos riscos que o uso de um óleo errado pode causar ao motor, como formação de borras e depósitos, desgaste excessivo de peças do motor, além do superaquecimento, podendo até fundir o motor. Existe ainda a questão ambiental, uma vez que o óleo inadequado pode gerar mais emissões”, alega o consultor técnico automotivo da Mobil Bruno Santos. “Pode ser que não haja a lubrificação correta do motor inteiro porque o óleo não passa pelos orifícios por onde ele precisa penetrar. Isso pode ocasionar uma falta de lubrificação, desgaste das partes internas do motor e até o rompimento da correia dentada”, finaliza Dias, da Guia Norte.

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Mergulhadores, bombeiros e voluntários fazem força-tarefa para procurar criança de dois anos desaparecida no Paraná

Publicado em: 11/10/2025 05:01

Equipes fazem buscas em rio e área de mata próximos à casa de criança desaparecida no PR As buscas por Arthur da Rosa Carneiro, de 2 anos, estão mobilizando mergulhadores, bombeiros e voluntários em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo familiares, ele sumiu de dentro de casa na manhã de quinta-feira (9). De tarde, a mamadeira dele foi encontrada em um rio que fica a cerca de 500 metros da residência. Ao lado da casa há uma área de mata. As buscas são feitas tanto em meio à vegetação quanto na água. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ponta Grossa no WhatsApp Segundo a Polícia Militar, os serviços estão sendo feitos em conjunto pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, Polícia Civil, Polícia Científica, Conselho Tutelar, Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), além de voluntários conhecidos da família do menino. As buscas contam com o apoio de cães farejadores, mergulhadores e drones com câmeras térmicas, sonares e outros equipamentos. "As forças de segurança permanecem mobilizadas e à disposição para o prosseguimento das ações, reafirmando o compromisso com a verdade e com a elucidação dos fatos", ressalta a PM. Na sexta-feira (10), dois mergulhadores do GOST (Grupo Operações de Socorro Tático), de Curitiba, fizeram uma varredura de 300 metros de cada lado da margem onde a mamadeira foi encontrada. Não foram encontrados indícios da criança. Initial plugin text LEIA TAMBÉM: Crime: Idosa de 87 anos morre após genro ser acusado de empurrá-la da escada Coincidência: Paranaense descobre que passou 20 anos com o mesmo número de CPF que outro homem, que tem o mesmo nome e data de nascimento Polícia: Cão farejador encontra drogas escondidas em lanchonete enquanto PM comprava lanche Familiares deram falta da criança À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, familiares contaram que começaram a procurar pelo menino logo após perceberem que ele não estava em nenhum local da casa. "O desaparecimento foi notado pela responsável após a criança não ser mais vista dentro da residência. Imediatamente, familiares e vizinhos iniciaram as buscas nas proximidades, enquanto o Corpo de Bombeiros acionou as forças de segurança e apoio do município", relata a Polícia Militar (PM). Mamadeira da criança foi encontrada em rio próximo à casa Adriano Santos/Rádio Itay Tibagi Desaparecimento foi notificado no Amber Alert Arthur da Rosa Carneiro tem 2 anos Reprodução O desaparecimento de Arthur da Rosa Carneiro foi incluído no Amber Alert, sistema de alerta em redes sociais que notifica usuários que estão em um raio de 160 km de onde a pessoa foi vista pela última vez. O sistema auxilia na divulgação de informações sobre crianças desaparecidas e é fruto de uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a empresa de tecnologia Meta – dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Ele foi estabelecido nos Estados Unidos e usado pela primeira vez no Paraná em agosto de 2024. O sistema dispara publicações nas plataformas da Meta para anunciar a descrição da criança desaparecida, além de descrições de qualquer indivíduo suspeito de envolvimento no crime, caso haja algum. A mensagem de desaparecimento fica disponível por até 24 horas nas redes sociais e pode ser repetida, desde que apareçam fatos novos sobre o paradeiro do desaparecido. Os alertas vigentes podem ser conferidos no site do Amber Alert Brasil. Arthur da Rosa Carneiro tem 2 anos de idade Cedida pela família VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Universidade Federal de Uberlândia cria tecnologia que detecta metanol em bebidas em até 2 minutos

Publicado em: 11/10/2025 05:01

O sensor fotônico é considerado portátil e custa, em média, R$ 150 mil UFU/Divulgação A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) informou ter criado uma tecnologia que, aliada a um sistema de inteligência artificial, é capaz de detectar a presença de metanol em bebidas destiladas com 100% de precisão. A invenção foi motivada pela crise de saúde pública causada por casos de contaminação de bebidas alcoólicas no Brasil nas últimas semanas. De acordo com os pesquisadores, o processo de detecção do composto químico em bebidas como uísque, vodca e gin ocorre em duas etapas, cada uma com duração inferior a um minuto. A tecnologia utiliza um sensor fotônico, capaz de identificar o espectro específico do metanol presente na bebida. Entenda como o equipamento funciona abaixo. Nesta sexta-feira (10), a UFU depositou o pedido de patente da tecnologia junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Sensor fotônico com inteligência artificial treinada Os pesquisadores testaram 323 amostras de bebidas destiladas, entre uísque, vodca e gin, tanto puras quanto misturadas com diferentes concentrações de metanol, chegando a um índice de 4%. As amostras foram colocadas sobre um pequeno cristal sensível à luz, chamado sensor fotônico ATR-FTIR, e analisadas por feixes de luz infravermelha. O processo leva menos de um minuto e dispensa o uso de reagentes químicos. Durante a análise, parte da luz é absorvida e outra parte é refletida pelo sensor. O resultado é um gráfico chamado espectro, que funciona como uma “assinatura” da bebida, revelando as características das substâncias presentes. O metanol, por exemplo, aparece com um sinal específico, um pico visível em determinada faixa do gráfico. No exemplo abaixo, o metanol é representado pela linha vermelha e apresenta um pico entre 1000 e 1030 no espectro. O gráfico mostra o pico apresentado pelo metanol na análise da IA UFU/Divulgação Para garantir que até pequenas quantidades fossem identificadas, os dados coletados pelo sensor foram processados por um sistema de inteligência artificial (IA) chamado Support Vector Machine (SVM), ou Máquina de Vetores de Suporte. A IA foi treinada pelos pesquisadores da UFU para reconhecer padrões sutis que seriam imperceptíveis a olho nu. Com esse método, os cientistas conseguiram detectar até 0,25% de metanol nas amostras — um nível considerado muito baixo — com 100% de precisão em vodca e uísque, e 98,9% em gin, tudo em menos de um minuto. A pesquisa foi desenvolvida pelos professores Robinson Sabino da Silva (Icbim/UFU) e Murillo Guimarães Carneiro (Facom/UFU), e pela doutoranda paquistanesa Faryal Khan, do Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas (PPGIPA/UFU). Também participaram os pesquisadores Jardel Reuel Rangel (PPGO/UFU), Mário Machado Martins (IQ/UFU), Thulio Marquez Cunha (Famed/UFU) e Dnieber Chagas de Assis (Estes/UFU). LEIA TAMBÉM: UFU desenvolve teste rápido de Covid com saliva e IA e resultado pelo celular Pesquisa da UFU revela eficácia das formigas para o controle de pragas em lavouras Pesquisa da UFU sobre impacto do fogo na biodiversidade do cerrado é escolhida para receber apoio financeiro do CNPq Tecnologia acessível e sustentável De acordo com o professor Robinson Sabino da Silva, o sistema é ágil, sustentável e seguro para o meio ambiente. “Nosso objetivo é criar tecnologias acessíveis que permitam detectar adulterações de metanol em bebidas destiladas de forma rápida e sustentável, protegendo vidas e fortalecendo a indústria brasileira”, detalhou. O sensor fotônico possui cerca de 20 centímetros de largura e 30 centímetros de comprimento, sendo considerado portátil em comparação com outros equipamentos semelhantes. O custo estimado é de R$ 150 mil. A UFU informou que os cientistas estão disponíveis para auxiliar empresas e bares interessados em realizar a testagem e até criar um selo de qualidade para suas bebidas. Os pesquisadores estudam também a criação de um projeto de extensão para oferecer o serviço de testagem à população. O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

'Máfia dos concursos': 10 perguntas para entender o esquema que cobrava até R$ 500 mil por vaga

Publicado em: 11/10/2025 04:01

'Máfia dos concursos': como era o esquema familiar que cobrava até R$ 500 mil por cargo Uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que funcionava como uma estrutura familiar e altamente organizada. O caso ganhou repercussão nacional ao expor como grupos criminosos conseguem driblar sistemas de segurança considerados complexos, colocando em xeque a integridade de processos seletivos públicos. O grupo, com base no sertão paraibano, teria utilizado tecnologia de ponta para garantir aprovações fraudulentas, incluindo o uso de pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e acesso antecipado aos gabaritos das provas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp Para esclarecer os principais pontos da investigação, o g1 preparou 10 perguntas e respostas de tudo o que se sabe até agora sobre a chamada "máfia dos concursos". O que é a 'Máfia dos concursos'? Quem são os supostos integrantes e quais papéis desempenhavam? Quais eram os métodos de fraude usados pelo grupo? Quanto cobravam, como recebiam e como lavavam o dinheiro? Servidores ou intermediários estavam envolvidos? Em quais concursos atuaram e quantos se beneficiaram? Quem são os outros investigados e seus papéis? Quais provas a PF reuniu? Que medidas tomaram as autoridades e o que revelou a operação? O que dizem os investigados? 1. O que fazia a 'máfia dos concursos'? A organização investigada pela PF, apelidada de "máfia dos concursos", teria operado a partir de Patos, no Sertão da Paraíba, com ramificações em diversos estados do país. Segundo as investigações, o grupo oferecia aprovações em concursos públicos como se fossem produtos comercializáveis. Para isso, utilizava recursos tecnológicos avançados e estratégias de corrupção que garantiriam a aprovação dos candidatos que contratavam seus serviços. Os valores cobrados chegavam a R$ 500 mil por vaga, conforme apurado pela PF. A quadrilha seria capaz de burlar os sistemas de segurança das bancas organizadoras por meio de técnicas sofisticadas. A eficácia do esquema era demonstrada pelos próprios líderes, que se inscreviam e eram aprovados nos certames como forma de validar o método. O núcleo da organização seria composto por membros da família Limeira, tendo como figura central Wanderlan Limeira de Sousa, ex-policial militar expulso da corporação em 2021. Segundo a PF, ele é apontado como o principal articulador do esquema, responsável por negociar com os candidatos, coordenar a logística das fraudes e distribuir os gabaritos. 2. Quem são os supostos integrantes e quais papéis desempenhavam? Além de Wanderlan, atuariam seus irmãos Valmir Limeira de Sousa e Antônio Limeira das Neves, a cunhada Geórgia de Oliveira Neves e a sobrinha Larissa de Oliveira Neves. Cada um teria desempenhado funções específicas dentro da estrutura do grupo, reforçando o caráter familiar da organização. (Confira no organograma abaixo) Máfia dos concursos Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 Wanderson Gabriel Limeira de Sousa, filho de Wanderlan, é suspeito de ser o responsável pela execução técnica das fraudes. Já Valmir foi aprovado no Concurso Nacional Unificado (CNU) com um gabarito idêntico ao de Wanderlan, o que levantou suspeitas sobre sua participação direta no esquema. Antônio teria sido beneficiado por um empréstimo de R$ 400 mil feito por Thyago José de Andrade, conhecido como "Negão", para financiar a aprovação de sua filha Larissa. A jovem foi aprovada no CNU e, segundo os investigadores, usada como "vitrine" do esquema para atrair novos interessados. Geórgia aparece nas apurações por movimentações financeiras consideradas suspeitas. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicou que ela depositou R$ 419,6 mil em espécie, mesmo sem vínculo empregatício desde 1998. Além da família Limeira, outros nomes foram identificados como peças-chave no esquema: Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, Thyago José de Andrade, Laís Giselly Nunes de Araújo e Luiz Paulo Silva dos Santos — este último apontado como figura central, com histórico de envolvimento em mais de 67 concursos fraudulentos. 3. Quais eram os métodos de fraude usados pelo grupo? A investigação revelou um alto grau de sofisticação tecnológica. Um dos métodos mais surpreendentes seria o uso de pontos eletrônicos implantados cirurgicamente nos ouvidos dos candidatos, com o auxílio de profissionais da saúde. Esses dispositivos permitiam comunicação em tempo real durante as provas, sem serem detectados pelos fiscais. Além disso, o grupo recorria a mensagens codificadas e sistemas externos de transmissão de gabaritos. Em alguns casos, candidatos eram substituídos por dublês — pessoas treinadas para realizar as provas em seu lugar — garantindo desempenho superior. A combinação dessas técnicas resultava em notas elevadas e gabaritos idênticos entre candidatos, inclusive nos erros, mesmo quando realizavam provas de tipos diferentes. 4. Quanto cobravam, como recebiam e como lavavam o dinheiro? Os valores cobrados variavam conforme o concurso e o cargo pretendido, podendo chegar a R$ 500 mil por vaga, segundo as investigações. Os pagamentos não se restringiam ao dinheiro em espécie: o grupo aceitava ouro, veículos e até procedimentos odontológicos como forma de quitação. Em um dos casos investigados, parte do valor referente a uma vaga na Caixa Econômica Federal teria sido pago por meio da compra de uma motocicleta em nome de um terceiro, apenas cinco dias após a prova. Para lavar o dinheiro obtido com as fraudes, o grupo utilizaria diversas estratégias, como depósitos em espécie — como o realizado por Geórgia Neves —, compra e venda simulada de imóveis, uso de "laranjas" e negociação de veículos. A clínica odontológica de Ariosvaldo Lucena também é suspeita de ter sido usada como fachada para movimentações financeiras ilícitas. 5. Servidores ou intermediários estavam envolvidos? Embora não haja, até o momento, indícios diretos de envolvimento das bancas organizadoras, o inquérito aponta possíveis conexões com servidores públicos, profissionais da saúde e intermediários locais. Esses agentes seriam responsáveis por recrutar candidatos, movimentar os recursos financeiros e, em alguns casos, viabilizar a instalação dos pontos eletrônicos nos ouvidos dos candidatos. A participação de profissionais da saúde teria sido essencial para garantir que os dispositivos fossem implantados de forma segura e discreta, sem levantar suspeitas durante a aplicação das provas. 6. Em quais concursos atuaram e quantos se beneficiaram? A atuação da máfia dos concursos teria se estendido por dezenas de certames entre 2015 e 2025. Entre os concursos investigados estão os da Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Polícias Civil e Militar, além do Concurso Nacional Unificado (CNU). No CNU de 2024, pelo menos 10 pessoas teriam sido diretamente beneficiadas, seja por terem sido aprovadas com gabaritos idênticos, recebido propinas ou participado ativamente do esquema. Entre os nomes identificados estão: Eduardo Henrique Paredes do Amaral, Allyson Brayner da Silva Lima, Mylanne Beatriz Neves de Queiroz Soares, Janaína Carla Nemésio de Oliveira, Aially Soares Tavares Pinto Xavier, Júlio Cesar Martins Brilhante e Isabelle Nayane de Medeiros Dantas Aires, entre outros. 7. Quem são os outros investigados e seus papéis? Além dos membros da família Limeira, outros personagens foram identificados como peças-chave na estrutura do esquema. Ariosvaldo Lucena de Sousa Júnior, policial militar no Rio Grande do Norte, é dono de uma clínica odontológica suspeita de ser utilizada para lavagem de dinheiro. Thyago José de Andrade, conhecido como “Negão”, teria atuado no controle dos pagamentos e na comunicação com os candidatos. Ele também teria financiado a aprovação de Larissa Neves com um empréstimo de R$ 400 mil. Laís Giselly Nunes de Araújo, companheira de Thyago, é suspeita de envolvimento em pelo menos 14 fraudes em concursos públicos. Sua aprovação mais recente foi no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), cujo resultado foi suspenso após a deflagração da operação. Luiz Paulo Silva dos Santos, por sua vez, possui um histórico extenso de envolvimento em fraudes, sendo investigado por participação em mais de 67 concursos fraudulentos. Ele é apontado como uma das figuras centrais da organização. 8. Quais provas a PF reuniu? A Polícia Federal reuniu um conjunto expressivo de evidências que indicariam a atuação coordenada e sofisticada do grupo criminoso. Uma das provas mais impactantes foi a análise dos gabaritos do CNU de 2024. Quatro candidatos — Wanderlan, Valmir, Larissa e Ariosvaldo — apresentaram respostas idênticas, inclusive nos erros, apesar de terem realizado provas de tipos diferentes. A probabilidade de isso ocorrer por acaso foi comparada, por especialistas consultados pela PF, à chance de vencer 19 vezes consecutivas o prêmio máximo da Mega-Sena — o que praticamente descartaria qualquer coincidência. Além disso, foram interceptados áudios considerados comprometedores, como uma conversa entre Wanderlan e seu filho Wanderson, na qual discutem estratégias para garantir uma “comissão” no CNU. Também foram obtidas mensagens codificadas, comprovantes de pagamento, movimentações financeiras incompatíveis com a renda dos investigados e indícios de fraudes anteriores, como no concurso da Caixa Econômica Federal. Os bastidores da investigação que desvendou a 'Máfia dos concursos' Juan Silva/ g1 9. Que medidas tomaram as autoridades e o que revelou a operação? As apurações resultaram na deflagração da Operação Última Fase, realizada pela Polícia Federal em 2 de outubro. A ação levou à prisão preventiva de três pessoas, duas em Recife (PE) e uma em Patos (PB), além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. Entre as medidas judiciais, foi determinado o impedimento da posse dos candidatos aprovados por meio de fraude e o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento. O juiz responsável pelo caso, Manuel Maia de Vasconcelos Neto, destacou que o grupo contava com especialistas em diferentes áreas do conhecimento para realizar as provas em nome dos contratantes, o que aumentava significativamente as chances de aprovação. O custo estimado por vaga, conforme apontado pela autoridade policial, girava em torno de R$ 300 mil. Organização criminosa fraudava concursos públicos e ocultava pagamentos com imóveis, veículos e “laranjas”, apontam investigações Juan Silva e Dhara Pereira/ g1 10. O que dizem os investigados? As defesas dos investigados têm se manifestado majoritariamente negando qualquer envolvimento com o esquema. A defesa de Ariosvaldo Lucena alegou que as acusações se baseiam apenas em indícios e que, com o acesso aos autos, será possível comprovar sua inocência. Já os representantes de Antônio Limeira, Geórgia Neves e Larissa Neves afirmaram que os três estão colaborando com as investigações e que, até o momento, não há denúncia formal contra eles. Thyago José de Andrade, por meio de sua defesa, declarou que provará sua inocência no momento oportuno. A defesa de Laís Giselly ressaltou que ela sempre foi dedicada aos estudos e que não pode ser condenada publicamente antes do fim do processo. Wanderlan Limeira aguarda acesso aos autos para se manifestar. A defesa de Valmir Limeira argumentou que não há provas concretas contra ele, apenas presunções baseadas em parentesco e coincidência de gabaritos. Por fim, os advogados de Wanderson Gabriel criticaram o que classificaram como "linchamento público" e defenderam o respeito à presunção de inocência e ao devido processo legal. Polícia Federal faz operação contra quadrilha acusada de fraudar concursos públicos

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