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Bolsistas do Programa de Extensão da Ufopa Oriximiná apresentam projetos na 24ª Febrace

Publicado em: 25/03/2026 08:18

Estudantes Matheus Rodrigues, Giulia Guerreiro e Marcos Vinícius, na Febrace Divulgação Estudantes da Escola Estadual Padre José Nicolino, do município de Oriximiná, oeste do Pará, selecionados como finalistas da 24ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), participaram da mostra presencial, realizada na semana passada em São Paulo. Eles apresentaram projetos de ciência, tecnologia e saberes amazônicos. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A Febrace é considerada uma das maiores mostras de iniciação científica da educação básica no país. Foram selecionados 297 projetos de todo o país. Giulia Guerreiro, Marcos Vinícius e Matheus Rodrigues são bolsistas do Programa Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão (PEEx) da Universidade Federal do Oeste do Pará – Campus Oriximiná. Os estudantes de ensino médio são orientados pela professora Andreza Oliveira, vinculada a quatro projetos de iniciação científica da escola estadual e discente do curso de Bacharelado em Ciência de Dados da Ufopa-Campus Oriximiná. Durante a feira, em São Paulo, os estudantes apresentaram dois trabalhos. Projetos apresentados Os projetos apresentados na Febrace pelos estudantes de Oriximiná foram: Desenvolvimento de sensores biomiméticos para monitoramento ambiental - com foco em tecnologias inspiradas na natureza para monitorar o meio ambiente; e Tinta Solar Fotossintética com Pigmentos Naturais da Amazônia - que explora o uso de pigmentos naturais da floresta no desenvolvimento de tecnologias energéticas sustentáveis. Os trabalhos selecionados são desenvolvidos pelos bolsistas no âmbito do Projeto PEEx (Ufopa/Oriximiná), intitulado “Laboratório Aberto de Bioeconomia: Sustentabilidade e Inovação Social em Bioeconomia na Amazônia”, coordenado pelo Prof. Clayton Santos. Esses trabalhos também já foram premiados na 1ª Feira Municipal de Ciências e Tecnologia de Oriximiná (Femcor), promovida pela Ufopa em setembro de 2025, a partir da qual foram contemplados com bolsas de Iniciação Científica Júnior para o fomento à continuidade das pesquisas. Também receberam premiação na 8º Feira de Ciências e Tecnologias Educacionais da Mesorregião do Baixo Amazonas (Fecitba), realizada em Santarém, no mês de outubro de 2025, e na Feira Maranhense de Ciências, Tecnologia e Inovação (Femalec), em Imperatriz/Maranhão, no mês de dezembro do ano passado. O próximo compromisso científico dos alunos será em maio, na Expo Nacional Milset Brasil 2026, que ocorrerá em Fortaleza/Ceará. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: tecnologia

Técnico em eletrônica é preso por usar celulares furtados para fazer transferências e saques em Cariacica

Publicado em: 25/03/2026 07:40

Homem é preso por usar aparelhos roubados e pegar dinheiro das contas das vítimas Um técnico em eletrônica de 32 anos foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, suspeito de usar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas. Segundo a Polícia Civil, Carlos Roberto Fernandes teria recebido valores entre R$ 200 e R$ 500 para acessar os aparelhos. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (24). Uma mulher de 26 anos, esposa dele, também foi detida, mas liberada e vai responder ao processo em liberdade após alegar estar grávida. O g1 não conseguiu localizar a defesa do suspeito. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A polícia também investiga a participação de uma terceira pessoa, ainda não identificada, que aparece ao lado do suspeito de receptação em imagens registradas por câmeras de uma agência bancária no momento dos saques. Segundo o titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos, delegado Brenno Andrade, os celulares foram furtados durante um show na Praia de Camburi, em Vitória, no dia 17 de janeiro. No dia seguinte, as vítimas começaram a perceber as movimentações bancárias indevidas. O prejuízo estimado é de R$ 13,1 mil. O técnico em eletrônica Carlos Roberto Fernandes, de 32 anos, foi preso em Cariacica, na Grande Vitória, suspeito de usar celulares furtados para realizar transferências bancárias e saques nas contas das vítimas Divulgação/PCES LEIA TAMBÉM: FEMINICÍDIO: Morte de comandante da Guarda em Vitória expõe violência em relações abusivas e dificuldade das mulheres em pedir ajuda DENÚNCIA FEITA POR ESTUDANTES: Professor é afastado após alunas denunciarem assédio sexual em escola da Serra Câmeras de segurança de uma agência bancária em Cariacica, registraram o momento em que Carlos Roberto e uma mulher realizam saques em um caixa eletrônico, retirando dinheiro das contas das vítimas. De acordo com o delegado, o suspeito era conhecido na região de Campo Grande, em Cariacica, na Grande Vitória, por conseguir desbloquear telefones. Ele acessava os aplicativos bancários depois de encontrar as senhas nos aparelhos. “Iniciamos as investigações e percebemos que ocorreram transações indevidas dentro do aplicativo das vítimas. O criminoso começou a fazer transferências bancárias e depois realizava saques em dinheiro. Ele era conhecido por esse tipo de prática”, explicou. Tornozeleira eletrônica A investigação começou após uma das vítimas registrar Boletim de Ocorrência (BO) ao notar as transações. Uma das transferências levou os policiais até outra mulher, inicialmente tratada como suspeita, mas depois foi constatado que ela também havia sido vítima do mesmo tipo de crime no mesmo evento. Carlos Roberto Fernandes, de 32 anos, flagrado pelas câmeras de uma agência bancária realizando saques dos dinheiros das vítimas. Uma mulher que estava com ele ainda não foi identificada. Espírito Santo Divulgação/PCES Com base nas imagens da agência e nas movimentações bancárias, os policiais identificaram o suspeito. Ao ser localizado, foi constatado que Carlos Roberto usava tornozeleira eletrônica, o que ajudou na confirmação da identidade. “Era uma manhã de sol, e o indivíduo estava de calça. Um dos policiais suspeitou e verificou que ele utilizava tornozeleira eletrônica”, afirmou. O homem tem passagens pela polícia por crimes como roubo, furto, receptação e estelionato. Já a mulher, segundo a investigação, recebeu parte do dinheiro transferido e tinha conhecimento da atividade criminosa. Alerta A Polícia Civil orienta que os usuários evitem guardar senhas no bloco de notas do celular. “O ideal é não salvar esse tipo de informação no aparelho, nunca registrar a senha de forma escrita ou guardada no bloco de notas e, se possível, utilizar recursos como reconhecimento facial nos aplicativos bancários. Isso já evita muita dor de cabeça quando a pessoa tem o telefone roubado ou furtado”, recomendou o delegado. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: cibernético

Uma larva de 3,9 mm encontrada na Amazônia acende alerta de invasão

Publicado em: 25/03/2026 07:34

Uma larva de 3,9 mm encontrada na Amazônia acende alerta de invasão Um estudo científico registrou pela primeira vez uma larva do peixe-leão invasor na Plataforma Continental do Amazonas. O achado indica que a espécie já está se reproduzindo na região, derrubando a antiga hipótese de que a pluma de água doce do rio funcionaria como uma barreira natural contra o predador. A espécie já devastou recifes no Caribe e nos Estados Unidos. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp Onde o gigante Rio Amazonas encontra a imensidão azul do Atlântico, um filtro invisível de água turva e baixa salinidade sempre serviu como uma sentinela da biodiversidade brasileira. Por décadas, acreditou-se que essa "pluma" de água doce fosse uma barreira intransponível para espécies marinhas do Caribe. Mas a sentinela cochilou — ou melhor, o invasor aprendeu a atravessar o posto. O estudo contou com a colaboração dos pesquisadores Paula Campos, Igor Hamoy e o mestrando Lucas Corrêa, registrou a primeira larva do peixe-leão-invasivo (Pterois volitans) na Plataforma Continental do Amazonas (ACS). O espécime, um minúsculo habitante de apenas 3,9 milímetros e estimadamente 9 dias de vida, é a prova biológica de que o "ciclo se fechou": o peixe-leão não está apenas de passagem; ele se estabeleceu e está se reproduzindo no Norte do Brasil. Uma larva de 3,9 mm encontrada na Amazônia intriga cientistas Divulgação/ reabic.net/journals/bir/2026/1/BIR_2026_Pantoja_etal.pdf VIU ISSO? Executivo larga mercado financeiro e cria refúgio na Mata Atlântica Ave renasce em região da Caatinga onde foi extinta há mais de 100 anos Gigante dos rios viaja quase 900 km e impressiona cientistas: 'emocionante e inspirador' Fim do 'mito' da barreira natural Historicamente, a ciência tratava a foz do Amazonas como um escudo. A descarga colossal de sedimentos e água doce criava condições adversas para peixes que dependem de salinidade alta e águas cristalinas. Contudo, o peixe-leão provou ser um mestre da adaptação. "Atualmente, sabe-se que a pluma formada pela descarga fluvial do rio Amazonas funciona como um divisor de áreas, formando um sistema heterogêneo. Características físicas, como a turbidez e químicas, como a salinidade e concentração de nutrientes, separam espécies de acordo com sua capacidade adaptativa", explicam os pesquisadores no material enviado ao Terra da Gente. Segundo os especialistas, a pluma agora é vista mais como um filtro do que como um muro. "Não bloqueia totalmente a entrada e permanência de espécies marinhas, mas ainda sim restringe algumas". O peixe-leão, contudo, possui o "passaporte" biológico para ignorar essas restrições. Foto de um peixe-leão matteobellu239 / iNaturalist O 'RG' de um invasor O detalhe que mais assusta a comunidade científica é a idade e o estágio de desenvolvimento do exemplar encontrado. Com menos de 4 milímetros, a larva estava no chamado "estágio de flexão", com as nadadeiras ainda em formação. Isso significa que ela tinha baixíssima mobilidade e não teria força para nadar distâncias continentais vindas do Caribe. "Nesse estágio de desenvolvimento larval, uma larva carreada da costa caribenha encontraria o sistema de retroflexão da Corrente Norte Brasileira (CNB) como uma barreira física para sua dispersão. Portanto, a presença da larva evidencia um resultado de reprodução ativa da espécie já adaptada na região", afirmam. Peixe-leão é um dos predadores mais perigosos na costa de países invadidos kentross / iNaturalist A descoberta foi um triunfo da tecnologia sobre o desgaste do tempo. Como o espécime estava levemente danificado, a morfologia visual permitiu chegar apenas à família do peixe. Foi necessário o uso do DNA Barcoding — uma espécie de código de barras genético — para confirmar com 100% de precisão que se tratava do temido invasor. Risco ao "ouro negro" dos recifes amazônicos O avanço desse predador coloca em xeque um dos ecossistemas mais misteriosos e exuberantes do planeta: o Grande Sistema de Recifes da Amazônia (GBA). Trata-se de uma região de corais e esponjas que vivem sob a pluma do rio, abrigando espécies que não existem em nenhum outro lugar do mundo. O risco é classificado pelos pesquisadores como "alto e iminente", podendo resultar em um "desastre ecológico previsível". Peixe-leão está na costa brasileira coconut-etiennus / iNaturalist "O peixe-leão é extremamente adaptável, resistente a variações de salinidade e temperatura e sua desova ocorre durante o ano todo. Essa alta taxa reprodutiva, somada à ausência de predadores naturais no Atlântico, permite que a espécie se multiplique rapidamente, causando grande desequilíbrio ecológico". Em áreas de berçário, o invasor é um "buraco negro" de biodiversidade: devora larvas e juvenis de espécies nativas antes mesmo que elas tenham chance de crescer. Isso inclui peixes de alto valor comercial, como garoupas e pargos, o que ameaça diretamente a subsistência de milhares de famílias que dependem da pesca artesanal. É possível vencer a invasão? A pergunta que fica para os gestores ambientais é amarga: ainda há tempo para expulsar o peixe-leão? Para os autores do estudo, a resposta exige realismo. "Quando se trata de uma espécie com alto poder adaptativo e grande potencial de dispersão, uma erradicação a esse ponto se torna praticamente impossível", alertam. Onde foi encontrado o peixe-leão Divulgação / estudo O foco agora deve ser o manejo e a contenção. Os pesquisadores defendem a criação urgente de um plano de controle populacional para mitigar os efeitos adversos. Mais do que isso, pedem investimento em ciência: "Precisamos de mais investimentos em estudos de ictioplâncton na costa norte brasileira para que possamos compreender em maior escala como e quanto a presença da espécie está afetando direta e indiretamente o ecossistema". A larva de 3,9 mm pode ser pequena aos olhos humanos, mas o seu impacto é gigante. Ela é o sinal de que o mar da Amazônia mudou, e agora, a corrida é para garantir que nossas espécies nativas não desapareçam silenciosamente sob a sombra das nadadeiras listradas do invasor. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

Palavras-chave: tecnologia

Atualize agora: Intel lança novos drivers de Wi-Fi e Bluetooth com melhorias para Windows

Publicado em: 25/03/2026 07:32 Fonte: Tudocelular

A Intel liberou uma atualização de drivers para Windows 10 e 11 nesta semana que promete melhorar o desempenho e conectividade de Wi-Fi e Bluetooth em diversas placas com Wi-Fi 7, 6E, 6 e 5. A nova versão é identificada pelo firmware 24.30.1.Começando pelo driver de Wi-Fi, a nova versão melhora a estabilidade da conexão e o desempenho, adiciona atualizações regulatórias exigidas no Brasil, Omã e no Paquistão. A Intel também menciona "atualizações funcionais e de segurança", mas sem detalhar quais as novas opções disponíveis para os usuários.Além disso, a Intel menciona que removeu "problemas menores abordados que afetarão o desempenho, a estabilidade ou a funcionalidade específica do fornecedor". Por outro lado, esta versão também remove o suporte ao adaptador Intel AX200.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Petróleo a US$ 150 desencadeará recessão global, diz CEO da BlackRock à BBC

Publicado em: 25/03/2026 07:27

Entenda impacto da alta do petróleo com a guerra no oriente médio Se o preço do petróleo atingir US$ 150 por barril, isso desencadeará uma recessão global, afirmou à BBC o CEO da gigante financeira americana BlackRock. Larry Fink, que lidera a maior gestora de ativos do mundo, disse que, se o Irã "continuar sendo uma ameaça" e os preços do petróleo permanecerem altos, isso terá "implicações profundas" para a economia global. Em uma entrevista exclusiva, ele também negou a existência de uma bolha em torno da inteligência artificial, embora tenha afirmado que a nova tecnologia está levando muitas pessoas a buscar diplomas universitários — enquanto há poucos interessados em formação técnica. A BlackRock é uma gigante do setor financeiro, com cerca de US$ 14 trilhões (aproximadamente R$ 73 trilhões) sob gestão, e está entre os maiores investidores em muitas das maiores empresas do mundo. O tamanho e a presença da BlackRock dão a Fink — um dos oito cofundadores da empresa, fundada em 1988 — uma visão privilegiada da saúde da economia global. O conflito no Oriente Médio provocou oscilações bruscas nos mercados financeiros, à medida que as pessoas tentam avaliar o que acontecerá com os custos de energia. Para Fink, ainda é cedo para determinar a escala e o desfecho final do conflito, mas ele acredita que será um de dois cenários extremos. No primeiro cenário, se o conflito for resolvido e o Irã voltar a ser um país aceito pela comunidade internacional, o preço do petróleo poderia cair para níveis inferiores aos registrados antes da guerra. Caso contrário, ele afirma que pode haver "anos com o petróleo acima de US$ 100, próximo de US$ 150", o que teria "implicações profundas para a economia" e poderia resultar em "uma recessão provavelmente drástica e acentuada". O aumento nos custos de energia levou alguns setores no Reino Unido a defender que o país deveria priorizar a produção doméstica de petróleo e gás. Na terça-feira (24/3), a associação Offshore Energies UK afirmou que, sem maior produção interna, o país corre o risco de se tornar dependente de importações "em um momento de crescente instabilidade global". Fink afirma que os países precisam ser pragmáticos em relação à sua matriz energética, utilizando todas as fontes disponíveis, mas que o fornecimento de energia barata é fundamental para impulsionar o crescimento econômico e elevar o padrão de vida. "Aumentar os preços da energia é um imposto muito regressivo. Afeta mais os pobres do que os ricos." Embora o Reino Unido já conte com fontes como energia solar, eólica e hidrocarbonetos, Fink afirma que, se o preço do petróleo subir para US$ 150 por três ou quatro anos, "muitos países passariam a migrar rapidamente para a energia solar e, possivelmente, também para a eólica". Os países não devem depender de apenas uma fonte, afirma ele. "Use o que você tem, sem dúvida, mas também avance de forma agressiva para fontes alternativas." 'Nenhuma semelhança com 2007-2008' Larry Fink concedeu uma entrevista exclusiva ao editor de negócios da BBC, Simon Jack BBC Alguns analistas têm apontado semelhanças entre o momento atual dos mercados e o período que antecedeu a crise financeira de 2007-2008. Os preços da energia estão em alta, e há quem identifique sinais de fragilidade no sistema financeiro. A própria BlackRock está entre as empresas que limitaram saques de investidores preocupados em fundos de crédito privado. Mas Larry Fink descarta qualquer possibilidade de repetição da crise financeira de 2007-2008, quando diversos bancos ao redor do mundo quebraram ou precisaram ser resgatados. Segundo ele, as instituições financeiras hoje estão mais seguras. "Não vejo nenhuma semelhança", afirmou. "Zero." Fink acrescenta que os problemas que afetam alguns fundos representam apenas uma pequena parcela do mercado, e que o investimento de instituições permanece forte. Fink também rejeita a ideia de que o aumento nos investimentos em inteligência artificial — que já somam bilhões de dólares — tenha sido exagerado. "Não acredito que tenhamos uma bolha", afirma. "Poderíamos ter um ou dois fracassos na IA? Claro, isso não é um problema." No ano passado, a BlackRock integrou um consórcio que adquiriu uma das maiores operadoras de data centers do mundo, a Aligned Data Centres, em um negócio avaliado em US$ 40 bilhões. "Eu acredito que há uma corrida pela liderança tecnológica. Se não investirmos mais, a China vencerá", disse. "É fundamental que desenvolvamos agressivamente nossas capacidades em IA." Segundo Fink, o principal obstáculo para a expansão da inteligência artificial nos Estados Unidos e na Europa é o custo da energia. Enquanto a China investe massivamente em energia solar e nuclear, na Europa "só vejo muita conversa e nenhuma ação", diz ele, enquanto nos EUA "por mais que sejamos independentes em termos energéticos, é melhor começarmos a focar na energia solar... porque precisamos de energia barata e acessível para avançar na IA". 'IA vai criar empregos para encanadores e eletricistas' No início desta semana, em sua carta anual aos acionistas, Fink afirmou que o avanço da inteligência artificial corre o risco de ampliar a desigualdade, com apenas um pequeno número de empresas e investidores se beneficiando. No entanto, em entrevista à BBC, ele enfatizou que a IA deve criar uma "quantidade enorme de empregos". Fink disse que, em sua carta, ele escreveu sobre quantos empregos seriam criados "relacionados a eletricistas, soldadores e encanadores". Em contrapartida, a demanda por alguns empregos de escritório pode diminuir à medida que a inteligência artificial evolui, o que pode levar a uma reavaliação dos tipos de funções necessárias, já que "a sociedade está mudando e evoluindo". "Colocamos muito peso sobre muitos empregos e muitas pessoas que provavelmente não deveriam ter seguido carreiras em áreas como bancos, mídia ou direito, e que talvez tivessem se destacado em trabalhos manuais. Precisamos agora reequilibrar essa abordagem", afirma. Segundo ele, nos EUA, depois da Segunda Guerra Mundial, "construímos a base da educação e dissemos a todos os jovens: vão para a faculdade, vão para a faculdade, vão para a faculdade. E provavelmente exageramos". "Precisamos equilibrar isso, nos orgulhar de que uma carreira pode ser sólida nessas áreas de encanamento e eletricidade." Petróleo a US$ 150 desencadeará recessão global, diz CEO da BlackRock à BBC BBC

Dell lança monitor Ultrawide P34 com webcam e USB-C de 90W que limpa sua mesa

Publicado em: 25/03/2026 07:05 Fonte: Tudocelular

Estendendo a sua linha de monitores, a Dell acaba de anunciar mais um modelo – desta vez, contudo, com foco no ambiente de produtividade, não gamer. O Dell Pro P34 USB-C Hub Webcam é o novo monitor ultrawide da marca com webcam embutida.Com resolução de 3.440 x 1.440 pixels e taxa de atualização de 100 Hz, a novidade chega com curvatura de 3.800R e brilho típico de 350 cd/m². Dotado de um painel IPS LCD, o dispositivo oferece cobertura de 99% da escala de cores sRGB e tempo de resposta gray-to-gray de 8 milissegundos. Um dos destaques está fora da tela: o novo modelo traz uma webcam de 4 MP capaz de registrar vídeos em até 30 quadros por segundo. A câmera ainda possui suporte ao Windows Hello, tecnologia de autenticação segura da Microsoft que substitui senhas tradicionais por métodos biométricos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

UFPI abre concurso com 31 vagas para professores em Teresina, Picos, Floriano e Bom Jesus; confira edital

Publicado em: 25/03/2026 06:30

UFPI abre concurso com 31 vagas para professores em Teresina, Picos, Floriano e Bom Jesus; confira edital Unitins/Divulgação A Universidade Federal do Piauí (UFPI) publicou edital de concurso público com 31 vagas para professores do Magistério Superior, além da formação de cadastro de reserva. As oportunidades estão distribuídas entre os campi de Teresina, Bom Jesus, Picos e Floriano, contemplando 27 áreas de conhecimento. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site da Coordenadoria de Concursos, Projetos Estratégicos e Seleções (Copese), no endereço copese.ufpi.br, até o dia 17 de abril. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O processo seletivo será composto por três etapas: prova escrita (eliminatória), prova didática (eliminatória) e prova de títulos (classificatória). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja o cronograma do concurso: Inscrições: até 17 de abril (pela internet) Prova escrita: 24 de maio, das 8h30 às 12h30, no Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina Divulgação dos locais de prova: no cartão de inscrição, no sistema da Copese Prova didática: a partir de 10 de junho, no campus da vaga Para conferir o edital completo, clique aqui. Distribuição das vagas Floriano – Campus Amílcar Ferreira Sobral (CAFS) | 7 vagas Habilidades Médicas / Bases da Prática Médica / Internato / Atenção Primária à Saúde – 20h (2 vagas) Habilidades Médicas / Bases da Prática Médica / Internato / Atenção Primária à Saúde – 40h (2 vagas) Atenção Primária à Saúde e Internato (1 vaga) Bases dos Processos de Agressão, Defesa e Proteção (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos I (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos II (1 vaga) Teresina – Campus Ministro Petrônio Portella (CMPP) | 12 vagas Libras (1 vaga) Filosofia Medieval (1 vaga) Patrimônio e Seminário de Pesquisas em Artes (1 vaga) Estatística (2 vagas) Arqueologia Brasileira (1 vaga) Sistemas Dinâmicos (1 vaga) Matemática Aplicada (1 vaga) Inteligência Artificial (2 vagas) Neurologia (1 vaga) Engenharia de Produção / Pesquisa Operacional (1 vaga) Bom Jesus – Campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE) | 4 vagas Produção e Nutrição de Ruminantes (1 vaga) Produção e Nutrição de Não Ruminantes (1 vaga) Tecnologia de Produtos de Origem Animal e Vegetal (1 vaga) Engenharia Agrícola (1 vaga) Picos – Campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB) | 8 vagas Bases dos Processos Biológicos I (1 vaga) Bases dos Processos Biológicos II (1 vaga) Bases dos Processos de Agressão, Defesa e Proteção I (1 vaga) Bases da Prática Médica (1 vaga) Atenção Primária à Saúde (1 vaga) Habilidades Médicas (1 vaga) Alimentos e Nutrição (1 vaga) VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Uber lança "nota" de direção e vai banir motociclistas imprudentes no Brasil

Publicado em: 25/03/2026 06:07 Fonte: Tudocelular

A Uber lançou hoje (25) o Painel de Direção para o Uber Moto no Brasil, usando GPS e feedback para criar uma nota de conduta. O sistema foca em coibir a alta velocidade e profissionalizar o modal em todo o território nacional. Condutores que desrespeitarem as regras de segurança podem receber orientações educativas ou até o banimento definitivo. Com o intuito de reduzir riscos nas vias, essa nova interface processa métricas coletadas em tempo real pelo smartphone do parceiro. Os sensores de localização conseguem identificar acelerações bruscas e apontar os trechos exatos onde os limites de velocidade não foram respeitados. Assim, o motociclista recebe um diagnóstico claro sobre quais pontos da sua pilotagem precisam de correção imediata.Além da tecnologia de telemetria, o algoritmo também leva em conta as avaliações detalhadas que os usuários deixam após as viagens. Caso as notas sejam consistentemente baixas, a plataforma dispara alertas e materiais educativos para tentar melhorar o comportamento do piloto. Se o perigo à vida for recorrente, a empresa reserva-se o direito de realizar o desligamento definitivo do perfil.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Ele não vem mais! Sony e Honda desistem de lançar carros elétricos Afeela

Publicado em: 25/03/2026 05:55 Fonte: Tudocelular

A joint venture Sony Honda Mobility anunciou a suspensão do projeto dos carros elétricos Afeela 1 e Afeela 2. Em comunicado oficial, a empresa confirmou que vai interromper o desenvolvimento e o lançamento dos modelos. A decisão ocorre após um cenário desfavorável para o segmento de veículos elétricos, aliado a desafios financeiros e estratégicos. A companhia informou que revisará sua direção de negócios e divulgará novos planos em breve.O projeto Afeela nasceu como uma aposta ambiciosa para unir tecnologia e mobilidade, transformando o carro em um “dispositivo inteligente sobre rodas”. A iniciativa ganhou destaque inicial com o conceito Vision-S, apresentado pela Sony há seis anos.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Autor da foto que levou família a identificar canadense por IA relembra último encontro

Publicado em: 25/03/2026 05:28

Família canadense reencontra parente desaparecido no litoral de SP A foto que fez o canadense Karl Van Roon ser localizado pela família com ajuda de inteligência artificial foi publicada em uma reportagem um dia antes da morte dele em Santos, no litoral de São Paulo. Conforme relatado pelo autor da fotografia, o homem estava há meses vivendo em situação de rua e dizia esperar "a divina morte". Karl saiu de Vancouver, no Canadá, em 2022, e nunca mais entrou em contato com a família. Os pais, Heidi e Terry Van Roon, tentaram diferentes meios para descobrir onde o filho estava, mas foi apenas em 2025 que eles colocaram uma foto do homem em uma ferramenta de inteligência artificial e chegaram a uma reportagem de A Tribuna publicada em 8 de junho de 2024. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A reportagem foi publicada a pedido de um morador da cidade que tentava encontrar os familiares do então desconhecido, que estava há meses dormindo entre a Rua Braz Cubas e a Praça José Bonifácio, no Centro de Santos. Ao g1, o autor da foto confirmou que o canadense se comunicava apenas por linguagem de sinais, mas conseguia entender inglês e italiano. Dessa forma, Karl teria dito ao homem que esperava "a divina morte", apontando para o céu e balançando as mãos para frente. Fotos mostram antes e depois do canadense Karl Van Roon encontrado com ajuda de IA Arquivo Pessoal e Antônio Romano Neto/Reprodução/A Tribuna O morador de Santos ressaltou que o estrangeiro negou comida mesmo debilitado. Não há detalhes sobre o que aconteceu para ele não entrar em contato com a família e passar a viver em situação de rua. Enterro Após encontrarem o filho na reportagem, os pais conseguiram contato com a Polícia Civil de Santos, mas a resposta não foi a esperada. Karl foi encontrado morto aos 39 anos, em uma calçada da Rua Braz Cubas, no dia 9 de junho de 2024, após sofrer uma embolia pulmonar. Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos informou que a morte de Karl foi registrada como de pessoa não identificada. Por este motivo, o sepultamento foi realizado gratuitamente no Cemitério da Areia Branca, em 18 de junho de 2024. Canadense Karl Van Roon foi reconhecido em reportagem sobre estar em situação de rua em Santos, SP Arquivo Pessoal e Reprodução/A Tribuna Reconhecimento O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Polícia de Investigação sobre Homicídios de Santos, contou ao g1 que a família reconheceu o canadense por meio de fotografias do corpo no Instituto Médico Legal (IML). Ele acrescentou que a ficha de identificação do cadáver foi enviada à polícia de Vancouver, onde as impressões digitais de Karl foram confirmadas. Apesar da perda, a sensação da família do canadense também foi de alívio pelo fim das buscas. "Agora, podemos começar a viver o luto de verdade. Agora, sabemos que não está aqui", afirmou o pai do canadense, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo. Translado Agora, os pais desejam realizar o translado do corpo de Santos até o Canadá, levando o filho de volta para casa. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá explicou que as autoridades canadenses prestam assistência consular à família de Karl e mantêm contato com as autoridades brasileiras. Família usou IA para encontrar canadense Karl Van Roon Reprodução/TV Tribuna A Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos explicou que não houve, até o momento, qualquer notificação oficial por parte de familiares ou autoridades competentes solicitando apoio da Prefeitura de Santos para o procedimento. A pasta ressaltou que os trâmites de translado de restos mortais seguem normas legais específicas, envolvendo legislações municipais, estaduais e federais, além de protocolos sanitários regulados por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda o que falta para confirmar se líquido achado no Ceará é petróleo

Publicado em: 25/03/2026 05:04

Possível poço de petróleo no CE: quais são os próximos passos O caso de um agricultor do interior do Ceará que encontrou um líquido semelhante a petróleo em seu quintal, em 2024, ainda não há previsão de ter resposta definitiva. Sidrônio Moreira, de 63 anos, possui um sítio na cidade de Tabuleiro do Norte, e descobriu o material ao perfurar o solo do terreno onde vive em busca de água. A família enfrenta um problema antigo: falta de água encanada em casa. Na esperança de conseguir uma fonte própria através de um poço artesiano, eles decidiram perfurar o solo duas vezes. No lugar da água, Sidrônio viu jorrar um líquido preto, denso, viscoso e com cheiro de combustível. LEIA TAMBÉM: Agricultor que encontrou possível petróleo no CE estranhou material que jorrou no quintal 'Nem água nem R$ 15 mil', lamenta agricultor que contraiu dívida e encontrou possível petróleo Após o primeiro contato, um dos filhos do agricultor decidiu levar o caso para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), que tem um campus em Tabuleiro do Norte. Em 2025, testes laboratoriais feitos pelo instituto apontaram que o líquido encontrado pelo agricultor tem as mesmas características físico-químicas do petróleo de jazidas da região vizinha da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte. IFCE mediou contato com a ANP. Gabriela Feitosa/g1 Desde então, o caso passou a ser investigado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Enquanto aguarda o laudo do órgão, a família segue com problemas de acesso à água, e não há prazo para resposta definitiva do órgão. Diante do caso, muitas dúvidas surgiram: a família poderá ter algum 'lucro' caso o líquido se trate de petróleo? O que falta para confirmar ou descartar a descoberta? Quais são os próximos passos? O g1 lista abaixo algumas das principais dúvidas. Acompanhe: Caso seja confirmado, o agricultor poderá 'lucrar'? Sidrônio buscava água, mas encontrou líquido preto e denso. Gabriela Feitosa/g1 Se o líquido for mesmo petróleo, Sidrônio não será dono do material, pois a Constituição Federal determina que o subsolo e suas riquezas, incluindo o petróleo e o gás, são de propriedade e monopólio da União. No entanto, Sidrônio poderá ter um retorno financeiro caso a área passe por um processo de exploração e produção comercial no futuro. Dessa maneira, o proprietário da terra tem direito a receber um percentual. ➡️Mas, atenção: primeiro a agência precisa analisar se vale a pena explorar a bacia. Outros achados parecidos foram descartados por serem acúmulos pequenos. Esse repasse financeiro, garantido por lei, pode chegar a até 1%, dependendo de vários fatores que precisarão ser avaliados. O que se sabe até agora? Na foto estão Sidney Moreira (esquerda) e Sidrônio Moreira (direita) no sítio onde moram em Tabuleiro do Norte. Gabriela Feitosa/g1 A ANP visitou pela 1° vez o sítio de Sidrônio em 12 de março deste ano. Ao g1, eles disseram que o achado causou espanto na equipe, pois é incomum que líquido semelhante a petróleo jorre de uma profundidade considerada rasa (40 metros). "Existe o processo de exsudação, que é quando o petróleo ou hidrocarboneto como um todo vai à superfície de maneira natural. Mas não é o caso, claramente, aqui. Houve uma perfuração, uma perfuração rasa, uma profundidade muito abaixo do que é naturalmente realizado na exploração e produção de petróleo e gás", explicou Ildeson Prates Bastos, superintendente da ANP. Nesta primeira visita, no entanto, os agentes apenas verificaram o poço de onde a substância emergiu e conversaram com a família do agricultor. "Isso nos causou um pouco de espanto, mas considerando a área e a geologia da região, sendo uma borda de bacia, a gente pretende dar continuidade aos estudos para entender melhor o que pode ter acontecido. E, a partir de um relatório, a gente conseguir se manifestar mais assertivamente", pontuou o especialista. Achado de possível petróleo em poço raso no Ceará 'causa espanto' em técnicos da ANP Os técnicos da ANP não colheram uma amostra no local, mas levaram uma amostra feita pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha o caso desde o início. De acordo com Adriano Lima, engenheiro químico do Instituto Federal do Ceará (IFCE), outras análises mais específicas devem ser feitas pela ANP para confirmar (ou não) a descoberta: ➡️ Análises preliminares já realizadas: Viscosidade Densidade A análise por Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) Flashpoint (também chamado de ponto de fulgor) Resultados: Esses primeiros testes apontaram que o material tem um comportamento extremamente similar aos óleos da região. Ou seja: é semelhante a petróleo. Mas por que isso ainda não pode ser cravado? De acordo com Adriano, somente a ANP pode dar este resultado. ➡️ Para isso, outras análises devem ser feitas, como: Medição do teor de compostos saturados Medição do teor de compostos aromáticos Medição do teor de resina Medição do teor de asfaltenos Verificação da origem do material, para confirmar se tem de fato uma origem geológica. Uma outra amostra também foi enviada para a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com um laboratório especializado nesses casos. Ao g1, um dos professores que conduz o processo disse que as análises demoram um pouco, mas ele acredita ter algo concreto até esta sexta-feira (27). "Algumas análises são mais específicas, são mais elaboradas, exigem uma norma muito mais apurada, até com equipamentos, com tudo que precisa ter. Naturalmente, a gente teve que buscar ajuda a uma ou outra instituição, que no caso foi a Universidade Federal do Ceará (UFC), e o material está lá, passando por análises", pontuou Adriano. Quais são os próximos passos? Equipe da ANP levou amostra colhida pelo IFCE para analisar. Divulgação/IFCE Moisés Vieira, representante da ANP, explica que nesse momento a orientação principal do órgão é isolar a área e evitar qualquer contato com o material. Os proprietários não devem acessar o poço nem permitir a aproximação de terceiros. Essa precaução é fundamental para garantir a segurança das pessoas e proteger o meio ambiente contra possíveis riscos não dimensionados Agora, os técnicos da ANP devem encaminhar uma amostra ao laboratório da agência para que faça as devidas análises. "A análise aí é uma questão técnica, tem que ver os parâmetros que vão ser analisados, mas essa análise vai buscar trazer algumas informações, características químicas desse material, para que se entenda do que se trata", explicou Moisés Vieira. Um processo foi aberto pela ANP para apurar oficialmente a notificação. Ainda não há um prazo estimado para a conclusão e divulgação dos resultados. O tempo necessário dependerá da logística de transporte da amostra e da complexidade dos testes laboratoriais exigidos. "Ele só pode ser explorado e produzido mediante um contrato assinado entre a União, com a ANP envolvida e empresas especializadas no setor. O proprietário da terra não tem direito ao material, é propriedade da União. Eu não posso estimar prazo [para a divulgação oficial do resultado], o que a gente pode dizer é que toda e qualquer informação produzida vai constar no processo administrativo", concluiu o técnico. Problema da água continua Enquanto espera por uma resposta da ANP, o problema da falta de água encanada ainda afeta a rotina de Sidrônio e família. Eles dependem de uma adutora da região, carros-pipa enviados pela prefeitura e compram água mineral na cidade. A renda da família vem das aposentadorias de Sidrônio e sua esposa, Maria Luciene, e do trabalho realizado no campo, com a venda de animais, feijão e milho. Na casa, moram o casal e dois filhos. O agricultor, de 63 anos, é enfático ao dizer que lhe interessa apenas resolver o problema da água, e não tinha intenção de encontrar o possível petróleo. "Eu não quero riqueza, quero dinheiro para sobreviver, você acredita? O que vale é a saúde da pessoa. É tanta conversa por aqui, já inventaram tanta coisa. Já me disseram para trancar o portão do sítio para ninguém entrar, para não contar ninguém [da descoberta], mas eu disse: 'Quando o 'cabra' vai no médico ele precisa conversar para saber o que está sentindo e o médico passar remédio'. Como eu vou ficar calado? Como nunca vou tirar a dúvida do que é isso?", diz o cearense. Relembre o caso Vídeo mostra momento em que agricultor encontra possível poço de petróleo ao perfurar solo A substância semelhante a petróleo foi encontrada em novembro de 2024 enquanto o agricultor Sidrônio Moreira perfurava o solo em busca de água para abastecimento de animais da sua propriedade, na localidade de Sítio Santo Estevão. Um vídeo gravado pela família em novembro de 2024 mostra o momento em que Sidrônio e a equipe contratada furam o primeiro poço. Em determinado momento, um líquido escuro emerge do buraco e o agricultor chega a comemorar, pensando se tratar de água. Semanas mais tarde, porém, a família descobriu que o líquido pode ser petróleo. 📍Localizado a cerca de 210 quilômetros de Fortaleza, Tabuleiro do Norte fica na divisa com o Rio Grande do Norte e faz parte da região do Vale do Jaguaribe. A região fica próxima à Bacia Potiguar, uma área de exploração de petróleo localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Casa feita em impressora 3D? Bienal traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil e mostra arquitetura na prática

Publicado em: 25/03/2026 04:01

Casa feita em impressora 3D? Bienal traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil Uma casa com pilares “impressos” por um robô, inspirados no formato de um galho de bananeira e montados como peças de Lego será uma das principais atrações da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), que começa nesta quarta-feira (25), no Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. Desenvolvido pelo escritório de arquitetura Superlimão em parceria com a startup Portal 3D e a Universidade de São Paulo (USP), o projeto aposta em uma tecnologia ainda pouco difundida no país: a impressão 3D de concreto em larga escala. A proposta vai além da estética e apresenta, na prática, novas formas de construir com menos material, mais eficiência e menor dependência de mão de obra. Como funciona a impressão 3D de concreto A estrutura da casa é formada por pilares produzidos por um braço robótico usado na indústria automotiva e adaptado para a construção civil. O robô funciona como uma impressora 3D em escala ampliada. Em vez de tinta ou plástico, ele deposita um microconcreto de alta resistência, camada por camada, até formar as paredes. Cada pilar leva cerca de quatro horas para ser produzido. O processo é feito em etapas, com pausas para garantir o resfriamento do material antes da aplicação das camadas seguintes. A tecnologia combina equipamentos já conhecidos no canteiro de obras, como bomba e misturador de concreto, com softwares sofisticados e linguagem de programação. Segundo Mateus Fernandes, fundador da Portal 3D, a adaptação de tecnologias já existentes foi essencial para viabilizar o projeto. Casa feita em impressora 3D? Evento traz projetos inovadores de todos os estados do Brasil e mostra arquitetura na prática Gustavo Honório/g1 “Isso aqui é um robô que já é utilizado na indústria automobilística. A gente o adapta para a nossa realidade e usa para depositar concreto camada por camada”, explicou. Além da precisão, a tecnologia também responde a uma demanda crescente da construção civil: a falta de mão de obra. Com o sistema, duas pessoas conseguem operar o equipamento sem esforço físico intenso. “A dor do construtor hoje é mão de obra. Está cada vez mais difícil encontrar profissionais para esse tipo de trabalho, que é muito pesado. O robô vem para auxiliar isso”, disse Fernandes. Biomimética e sustentabilidade Mais do que uma solução tecnológica, o projeto parte de uma lógica simples: observar como a natureza resolve problemas complexos. Tecnicamente, isso se chama biomimética, ou seja, mimetizar as soluções já criadas pela natureza ao longo de bilhões de anos. Os pilares foram inspirados no formato do galho da folha da bananeira, uma estrutura leve, mas resistente; Em vez de tijolos sólidos e pesados, a proposta foi criar peças ocas, com cavidades internas que lembram sistemas naturais como ossos de pássaros, que funcionam como colchões de ar; Isso tudo ajuda a manter a temperatura interna mais estável, melhorando o isolamento acústico. Se por fora a casa chama atenção pelo formato, por dentro a lógica é de economia e eficiência. Ao trabalhar com estruturas ocas e otimizadas, o projeto consegue usar menos concreto sem perder resistência. Isso reduz custos, diminui o impacto ambiental e ainda melhora o desempenho térmico da casa. “A gente cria uma estrutura extremamente rígida e leve ao mesmo tempo. Ela é oca, então gasta muito menos material do que um pilar tradicional”, explicou Lula Gouveia, do Superlimão. “Se eu gasto menos material, é melhor para o meio ambiente e também mais econômico”, disse Mateus Fernandes. Inspirada nas palafitas do Norte e nas construções do Sul do Brasil, a casa é feita com madeira de reúso e "flutua" sobre o terreno. Essa elevação garante conforto térmico, proteção natural e permite que a estrutura seja implantada sem ferir ou impermeabilizar o solo. Além disso, o fechamento do projeto é composto por mantas de lã de PET reciclado e revestido com tintas ecológicas à base de terra. "O material age como um regulador térmico e de umidade. Em dias úmidos, a parede absorve a umidade; em dias secos, ela a devolve ao ambiente, funcionando como um verdadeiro pulmão natural", informou o escritório Superlimão. Projeto da casa com pilares feitos em impressora 3D Reprodução/Superlimão Montagem como um “Lego” Depois de prontos, os pilares foram içados por guindastes e levados até o Parque Ibirapuera, onde a casa ficará montada durante a Bienal. O processo foi comparado pelos próprios criadores a um jogo de encaixe: “Uma vez pronto, a gente leva para a Bienal e monta como se fosse um Lego”, explicou Lula Gouveia. Os seis pilares-paredes funcionam ao mesmo tempo como estrutura e vedação parcial da casa. Esse modelo segue o conceito de construção off-site, explicou Matheus Fernandes. Nessa dinâmica, os elementos são fabricados fora do canteiro e apenas montados no destino final. No futuro, a ideia de negócio é dar um passo além e levar o próprio robô até a obra. Pilar é içado para caminhão Fabio Borges Espaço da startup Portal 3D Gustavo Honório/g1 Como é a casa A casa também foge do padrão tradicional no formato. Em vez de paredes retas formando um quadrado, o projeto aposta em uma geometria hexagonal, que pode virar pentagonal, dependendo da quantidade de pilares. Segundo Lula, a forma ajuda a distribuir melhor o espaço, melhora a acústica e cria uma sensação mais acolhedora para quem está dentro. A referência lembra construções já conhecidas, como ocas indígenas ou coretos de interior, mas reinterpretadas com tecnologia. “O hexágono é o quadrado redondo”, resumiu Gouveia. Projeto do escritório Superlimão Reprodução A casa ficará exposta por cerca de um mês no Ibirapuera. Depois disso, a estrutura não será descartada. A proposta é desmontar e reconstruir o projeto em outro local, permitindo que mais pessoas tenham contato com a tecnologia. Bienal reúne projetos de todo o Brasil A casa impressa em 3D é apenas um dos destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira, que reúne projetos de todos os estados do país. Segundo o diretor-executivo do evento, Rafael Tristão, a proposta é mostrar que a arquitetura pode ir além do discurso técnico e acadêmico. “A gente trouxe uma Bienal que vai falar do dia a dia da arquitetura, das soluções que são viáveis, são novas, são práticas e são bonitas também”, disse. Os trabalhos foram selecionados por meio de um concurso nacional e representam diferentes realidades do país. No Pavilhão Brasil, cada projeto expressa características regionais e a diversidade dos biomas brasileiros, da Amazônia ao Pampa, do Cerrado à Mata Atlântica, da Caatinga ao Pantanal. 🏠 Clique aqui e veja mais informações sobre a BAB

Palavras-chave: tecnologia

Como era o Sistema Solar há 4,5 bilhões de anos? Telescópio pode ter a resposta — e as imagens

Publicado em: 25/03/2026 03:30

Sistema planetário em formação ao redor da estrela jovem WISPIT 2 revela dois planetas gigantes gasosos, identificados em meio ao disco de gás e poeira onde novos mundos estão surgindo. ESO/C. Lawlor, R. F. van Capelleveen et al. Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu algo raro: observar, em tempo real, dois planetas nascendo ao mesmo tempo em torno de uma mesma estrela jovem. O feito foi anunciado nesta última terça-feira (24) na revista científica "The Astrophysical Journal Letters" e envolveu telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. A estrela em questão se chama WISPIT 2. Ao seu redor, um enorme disco de gás e poeira ainda está em processo de se transformar em planetas — e o sistema se parece tanto com o que os modelos científicos descrevem como o estágio inicial do nosso Sistema Solar que os próprios pesquisadores o chamaram de "a melhor vista que temos, até agora, do nosso próprio passado". "O WISPIT 2 é a melhor vista que temos, até agora, do nosso próprio passado", disse em um comunicado Chloe Lawlor, doutoranda da Universidade de Galway, na Irlanda, e autora principal do estudo. LEIA TAMBÉM: Astronauta da Nasa flagra fenômeno luminoso raro durante tempestade vista do espaço; entenda Em fenômeno inédito, cientistas descobrem planeta que acelera sua própria destruição; entenda O teste de DNA em osso que pode reescrever a história do Egito antigo Esta é apenas a segunda vez que a ciência consegue observar diretamente dois planetas se formando ao redor de uma estrela ao mesmo tempo. O único caso anterior era o sistema PDS 70. Mas o novo sistema tem uma diferença importante: o disco de material ao redor de WISPIT 2 é muito maior e mais estruturado do que o de PDS 70, com anéis e espaços vazios bem definidos, o que sugere que ainda mais planetas podem estar nascendo ali. "O WISPIT 2 proporciona-nos um laboratório perfeito para observar não apenas a formação de um planeta individual, mas também a de um sistema planetário completo", afirmou Christian Ginski, coautor do estudo e pesquisador da Universidade de Galway. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como os planetas foram encontrados O primeiro planeta do sistema — chamado WISPIT 2b — havia sido detectado no ano passado. Ele tem uma massa quase cinco vezes maior que a de Júpiter e orbita a estrela a uma distância equivalente a cerca de 60 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Depois disso, indícios de um segundo objeto apareceram próximo à estrela. Para confirmar se era mesmo um planeta, a equipe usou dois instrumentos potentes do ESO: o SPHERE, acoplado ao Very Large Telescope (VLT), que capturou uma imagem direta do objeto; e o GRAVITY+, ligado ao Interferômetro do VLT, que confirmou sua natureza planetária. O resultado: um segundo planeta, batizado de WISPIT 2c, quatro vezes mais próximo da estrela central do que o primeiro e com o dobro de sua massa. Ambos são gigantes gasosos, do mesmo tipo que Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar. "O nosso estudo utilizou a recente atualização GRAVITY+, sem a qual não teríamos conseguido obter uma detecção tão clara de um planeta tão próximo da sua estrela", explicou Guillaume Bourdarot, pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, e coautor do trabalho. Imagem do telescópio VISTA mostra a região ao redor da estrela jovem WISPIT 2, vista no centro do campo. ESO/VHS team Um terceiro planeta a caminho? Agora imagine um enorme redemoinho de poeira e gás girando ao redor de uma estrela recém-nascida. Com o tempo, partículas desse material começam a se aglomerar, atraindo mais e mais matéria pela força gravitacional, como uma bola de neve que cresce enquanto rola. Quando esse aglomerado atinge massa suficiente, nasce um protoplaneta: o embrião de um planeta. O material que sobra ao redor desse espaço se organiza em anéis, deixando uma lacuna visível no disco. É exatamente isso que os astrônomos estão vendo ao redor de WISPIT 2: dois espaços vazios no disco, cada um ocupado por um planeta em formação, cercados por anéis de poeira bem definidos. E além dos dois espaços onde WISPIT 2b e WISPIT 2c foram encontrados, há pelo menos mais uma lacuna no disco, ainda mais distante da estrela — e menor. "Suspeitamos que exista um terceiro planeta em formação nesse espaço", disse Lawlor, "possivelmente com a massa de Saturno, dado que o espaço é mais estreito e menos profundo." A equipe pretende investigar essa região com mais detalhes. Com o futuro Extremely Large Telescope do ESO, ainda em construção no deserto chileno do Atacama, os pesquisadores esperam conseguir imagens diretas desse possível terceiro planeta. Mapa indica a posição da estrela jovem WISPIT 2 na constelação de Águia, destacada por um círculo vermelho entre estrelas visíveis a olho nu. ESO, IAU and Sky & Telescope LEIA TAMBÉM: Como a inteligência artificial padroniza a forma como as pessoas se expressam e pensam O que acontece quando um clone é clonado repetidas vezes? Ciência finalmente tem a resposta Nasa gastará US$ 20 bilhões em base na Lua e cancela estação orbital lunar

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'Minha alegria era água': produtor que encontrou possível petróleo no quintal diz que ficou triste

Publicado em: 25/03/2026 03:00

Água preta? O produtor rural Sidrônio de Almeida, de Tabuleiro do Norte (CE), encontrou um líquido preto que pode ser petróleo, em seu quintal. O achado, no entanto, foi motivo de decepção: o objetivo dele ao perfurar o solo era encontrar água. "Meus bichos não bebem óleo, bebem é água. Minha alegria era água. Tendo água é uma riqueza medonha", diz o agricultor. No município, as casas são abastecidas por uma adutora, ou seja, uma tubulação subterrânea ligada a um reservatório distante. Segundo moradores, o volume tem diminuído. Por isso, cresce a importância dos poços artesianos. Sidrônio perfurou o poço em novembro de 2024. Desde então, tenta descobrir o que é o líquido preto. "Eu fiquei triste. Até briguei com minha esposa. O dinheiro foi embora. [Ficamos] sem água e sem dinheiro", diz. O material, que ainda não foi identificado, pode ter origens petrolíferas, mas isso só deve ser afirmado após análises, aponta o engenheiro químico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A propriedade de Sidrônio fica a cerca de 10 km de áreas onde há exploração de petróleo. Mesmo que seja petróleo, o agricultor não deve enriquecer. Isso porque o recurso pertence à União. O dono do terreno tem direito apenas a uma parte dos lucros. Para Sidnei Moreira, filho de Sidrônio, a maior preocupação é outra: que o material contamine o solo usado para plantio. Leia também: ‘Situação precária’: caminhoneiros sem água e banheiro por dias em porto no Pará revelam falhas no transporte de safras Quanto tempo você precisa trabalhar para comprar comida? Veja as horas por capital

Palavras-chave: tecnologia

Risco à saúde: amostras de vírus furtadas na Unicamp estavam em laboratório com maior nível de biossegurança disponível no Brasil

Publicado em: 25/03/2026 03:00

Furto em laboratório da Unicamp: Justiça concede liberdade a professora As amostras de vírus que teriam sido furtadas do laboratório de virologia da Unicamp foram retiradas de uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), que exige protocolos rigorosos e é, atualmente, o nível mais alto possível para se estudar agentes infecciosos (como vírus e bactérias) em laboratórios no Brasil. A informação consta no Termo de Audiência que deu liberdade provisória à professora doutora Soledad Palameta Miller, suspeita pelo desaparecimento do material biológico. A pesquisadora vai responder por expor a perigo a vida e saúde de outras pessoas, por transporte irregular de organismo geneticamente modificado e por fraude processual, de acordo com a Justiça Federal. 🔎 Classe de risco 3 é aquela em que o agente infeccioso apresenta alto risco para o indivíduo e risco moderado para a comunidade. São agentes que podem causar doenças graves ou letais, transmitidos especialmente pelo ar, e podem se espalhar na comunidade, embora existam medidas de prevenção e tratamento. Exemplos: Bacillus anthracis e vírus da imunodeficiência humana (HIV). O Orion, primeiro laboratório do Brasil com nível 4 (máximo) de biossegurança está em construção em Campinas, com previsão de ficar pronto em 2027. Miller foi presa em flagrante nesta segunda-feira (23), depois que a Polícia Federal encontrou as amostras virais em laboratórios da universidade usados pela professora. Na decisão judicial, o tipo de material - até então mantido em sigilo pelos órgãos públicos - é tratado como vírus. A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e que ela utilizava o laboratório do Instituto de Biologia, de onde as amostras foram retiradas, por não possuir estrutura própria. LEIA TAMBÉM Furto em laboratório da Unicamp: Justiça concede liberdade a professora e diz que amostras levadas eram vírus Anvisa, PF e Ministério da Agricultura mantêm sigilo sobre material furtado de laboratório de virologia da Unicamp Unicamp aciona Polícia Federal e interdita laboratórios após furto de material de pesquisa Após interdição de laboratórios, PF prende mulher suspeita de furtar material biológico da Unicamp De roupa inflável a banho químico: conheça protocolos de segurança no 1º laboratório do Brasil para estudar vírus mais letais do mundo Com a expedição do alvará de soltura, a professora responderá ao processo em liberdade, mas precisará cumprir regras determinadas pela Justiça: A docente fica obrigada a comparecer mensalmente à 9ª Vara Federal, pagar uma fiança no valor de dois salários-mínimos, e está proibida de deixar a cidade de Campinas por mais de cinco dias e de sair do país sem autorização prévia Além disso, foi determinado que ela está proibida de acessar os laboratórios da Unicamp envolvidos na investigação A Unicamp informou que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. Cronologia dos fatos: 13 de fevereiro: amostras de vírus somem do laboratório de virologia do Instituto de Biologia da Unicamp 23 de março: após investigação, PF encontra material em laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde Soledad atuava 23 de março: os laboratórios ficam interditados para cumprimento de mandados e a pesquisadora é presa 24 de março: Justiça concede liberdade e menciona em decisão que trata-se de vírus Infográfico mostra local de onde amostras de material biológico foram retiradas na Unicamp, e por quais crimes a professora Soledad Palameta Miller vai responder na Justiça Arte g1 Investigação A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa suspeita de furtar material biológico de um laboratório na Unicamp Reprodução O início: A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais. Local original: O material subtraído pertencia ao Laboratório de Virologia Animal e estava armazenado em uma área classificada como NB-3 (alta contenção biológica e rigorosos protocolos de biossegurança). Tipificação penal: Soledad foi autuada em flagrante por três crimes: artigo 29 da Lei 11.105/2005 (produzir, armazenar ou transportar Organismos Geneticamente Modificados - OGM irregularmente), artigo 132 do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem) e artigo 347 do Código Penal (fraude processual). O esquema e o risco envolvido As investigações apontam que, como Soledad não possuía laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) nem acesso autorizado aos locais de segurança, ela usava a sua orientanda de mestrado para abrir as portas dos laboratórios para ela, inclusive em finais de semana. A professora possuía o consentimento prévio de responsáveis por outros laboratórios para utilizar parte de seus freezers. ⚠ Riscos à Saúde: A movimentação e o armazenamento do material biológico sensível foram feitos em ambientes não controlados, segundo a apuração. Além disso, houve o descarte de material em lixeiras comuns, o que configurou exposição da saúde de terceiros a perigo direto e iminente, de acordo com o documento da Justiça. Onde os materiais foram encontrados Instituto de Biologia da Unicamp Reprodução/EPTV A Polícia Federal localizou as amostras espalhadas em três locais diferentes: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA): foram encontradas diversas caixas com amostras dentro de tubetes em um freezer lacrado. Laboratório de Doenças Tropicais (Instituto de Biologia): foram localizados tubetes manipulados e abertos no espaço reservado a Soledad dentro do freezer de outra professora. Próximo ao refrigerador, havia material descartado que provavelmente já havia passado por autoclave. Laboratório de Cultura de Células (Instituto de Biologia): uma grande quantidade de frascos descartados foi localizada dentro de uma lixeira. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Quem é a pesquisadora Presa por furto de material do laboratório de virologia é professora doutora da Unicamp Segundo o portal do Docente e Pesquisador da Unicamp, Miller coordena, atualmente, o Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos em linhas de pesquisa orientadas a vigilância epidemiológica e desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas aos vírus transmitidos por alimentos e água. ➡ A pesquisadora atuou como analista no Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em projetos na área de engenharia de vetores virais, imunomodulação e anticorpos monoclonais dirigidos para terapia de câncer. Realizou pós-doutorado no Laboratório de Virologia da Unicamp em projetos relacionados ao desenvolvimento de vacinas vetorizadas, protótipos de testes rápidos para diagnóstico de doenças aviárias e estabelecimento de modelos alternativos para diagnóstico e produção de vacinas veterinárias. Interdição de laboratórios Unicamp interdita laboratórios após furto de material de pesquisa, e Polícia Federal é acionada Junia Vasconcelos/EPTV Todos os laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) foram interditados temporariamente por conta do crime na manhã de segunda-feira (23). De acordo com a PF, dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos para localizar o material biológico furtado, que estava dentro da própria Unicamp. A desinterdição dos laboratórios ocorreu no início da tarde de segunda-feira. Segundo a PF, a própria universidade comunicou o desaparecimento das amostras, o que levou à abertura do inquérito policial. A reitoria da Unicamp afirmou, também na segunda-feira, que o furto ocorreu nas dependências do Instituto de Biologia, com possíveis consequências para as atividades da FEA. "Em razão da gravidade do fato e da natureza do patrimônio científico envolvido, a Instituição acionou prontamente a Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a condução das investigações e procedimentos periciais necessários", informou. As aulas na graduação e nos laboratórios de ensino foram mantidas. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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